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<p>1</p><p>LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de</p><p>um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de</p><p>Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz</p><p>de oferecer serviços educacionais em nível superior.</p><p>O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a</p><p>participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua</p><p>formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos,</p><p>técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e</p><p>propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras</p><p>normas de comunicação.</p><p>Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de</p><p>forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma</p><p>base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no</p><p>atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma</p><p>das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade.</p><p>3</p><p>SUMÁRIO</p><p>Sumário</p><p>NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................................... 2</p><p>1. ÉTICA E MORAL .............................................................................................................. 5</p><p>1.1 Ética na Vida Profissional ........................................................................................... 6</p><p>2. LESGISLAÇÃO TRABALHISTA ........................................................................................ 6</p><p>2.1 Uma breve contextualização histórica ........................................................................ 6</p><p>2.2 Organização Internacional do Trabalho (OIT)............................................................. 8</p><p>2.2.1 Tripartismo e Diálogo Social ................................................................................ 9</p><p>2.2.2 Principais Organismos ......................................................................................... 9</p><p>2.2.3 Sistema de controle normativo .................................................................................. 10</p><p>2.3 Ordenamento Jurídico .................................................................................................. 10</p><p>2.4 Direito do Trabalho ................................................................................................... 12</p><p>2.4.1 Jornada de Trabalho .......................................................................................... 14</p><p>2.4.1.1 Duração da jornada de trabalho ..............................................................................14</p><p>2.4.1.2 Controle da jornada ...................................................................................................15</p><p>2.4.1.3 Intervalos .....................................................................................................................15</p><p>2.4.2 Férias ................................................................................................................ 16</p><p>2.4.2.1 Concessão...................................................................................................................16</p><p>2.4.2.2 Início .............................................................................................................................16</p><p>2.4.2.3 Fracionamento ............................................................................................................17</p><p>2.4.2.4 Faltas ............................................................................................................................17</p><p>2.4.2.5 Remuneração .............................................................................................................18</p><p>2.4.2.6 Férias não concedidas ..............................................................................................18</p><p>2.4.2.7 Fim do contrato ...........................................................................................................18</p><p>2.5 Contrato de Trabalho .......................................................................................... 19</p><p>2.5.1 Relação de Trabalho X Relação de Emprego ............................................. 19</p><p>2.5.2 Características do Contrato de Trabalho ........................................................... 20</p><p>2.5.3 Tipos de Contrato de Trabalho .......................................................................... 20</p><p>2.5.4 Alteração e Extinção do Contrato de Trabalho ................................................... 21</p><p>2.6 Uma breve contextualização acerca das normas regulamentadoras ........................ 22</p><p>2.6.1 Normas regulamentadoras relativas à segurança do trabalho ............................... 24</p><p>4</p><p>2.7 Órgãos de competência trabalhista .................................................................... 35</p><p>2.7.1 Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ................................................... 35</p><p>2.7.2 Justiça do Trabalho ........................................................................................... 36</p><p>2.7.2.1 Vara do Trabalho ........................................................................................................38</p><p>2.7.2.2 Tribunais Regionais do Trabalho .............................................................................38</p><p>2.7.2.3 Tribunal Superior do Trabalho .................................................................................38</p><p>2.7.2.4 Ministério Público do Trabalho .................................................................................38</p><p>3. REFERÊNCIAS: ............................................................................................................. 39</p><p>5</p><p>1. ÉTICA E MORAL</p><p>A ética é um ramo da filosofia destinada a buscar bases teóricas fixadas em</p><p>um pensamento racional, que procura encontrar um conjunto de conhecimentos afim</p><p>de organizar, disciplinar e orientar as ações do homem, proporcionando a melhor</p><p>maneira de conviver em uma sociedade. A ética é construída a partir de observações</p><p>e conhecimentos extraídos do próprio comportamento humano, fazendo uma reflexão</p><p>racional acerca da moralidade, cultura, costumes e tudo mais que envolve a dinâmica</p><p>social.</p><p>Cada vez que questionamos condutas tidas como certas em uma sociedade</p><p>utilizamos da ética, pois estamos fazendo uma reflexão sobre a moral, ou seja, uma</p><p>reflexão sobre o que é certo ou errado. Como exemplo disso temos a utilização de</p><p>calças cumpridas por mulheres, que no passado era visto como algo inadmissível em</p><p>uma sociedade, chegando ao ponto de em 1800 ser criada uma lei em Paris</p><p>determinando a prisão para as mulheres que usassem calças em público. No entanto,</p><p>nos dias atuais percebemos que a utilização de tais vestimentas para o público</p><p>feminino é algo perfeitamente aceitável e bastante comum.</p><p>Moral é o conjunto de regras assumidas pelo homem que distingue aquilo que</p><p>é bom ou mau, que é certo ou errado, que é moral ou imoral. Como exemplo do uso</p><p>da moral podemos citar um supermercado que não possui operadores de caixa, o</p><p>pagamento é feito pelo próprio cliente. Pagar o valor corretamente é uma questão de</p><p>moralidade.</p><p>A distinção que a moral propõe entre certo e errado está diretamente atrelada</p><p>aos costumes, cultura, religião e contexto histórico de cada sociedade. Os hinduístas</p><p>por exemplo consideram a vaca um animal sagrado, e consumir sua carne é um ato</p><p>que segue o caminho oposto da moralidade. Já outros povos consomem a carne de</p><p>vaca livremente, pois não consideram o animal sagrado, e, portanto, a moral não os</p><p>impede de consumi-la.</p><p>Como podemos ver o uso da ética e da moral são fundamentais para</p><p>que exista</p><p>um convívio harmonioso entre os indivíduos dentro de um coletivo. Na elaboração de</p><p>leis que regem sobre uma determinada sociedade tais conceitos devem ser</p><p>6</p><p>amplamente debatidos para o que o resultado seja voltado para o bem comum.</p><p>1.1 Ética na Vida Profissional</p><p>Como já podemos notar a ética direciona o comportamento humano para a</p><p>construção da melhor maneira de conviver em coletivo. Portanto a ética deve ser</p><p>aplicada em todos contextos que envolvem interações humanas, e na atividade</p><p>laboral não é diferente. Agir eticamente no trabalho permite a criação de um clima</p><p>organizacional producente e cooperativista, aumenta a qualidade de vida no trabalho,</p><p>garante a existência do respeito mútuo e traz um convívio satisfatório entre os</p><p>colaboradores.</p><p>No ambiente profissional existe a ideia de hierarquia, que distingue as funções</p><p>de cada indivíduo, a mesma não deve ser usada para oprimir, humilhar, assediar ou</p><p>estabelecer diferenças que não existam, a não ser aquela estabelecidas pelo próprio</p><p>trabalho. Agir com ética no trabalho significa respeitar o próximo, não invadir o espaço</p><p>do outro, e entender que todos somos merecedores de dignidade e iguais perante as</p><p>leis. A subordinação trazida pela hierarquia refere- se a entrega de serviços, e não</p><p>coloca à disposição a dignidade e a honra de qualquer indivíduo. Muitas empresas</p><p>optam pela criação de um código de conduta que orienta o comportamento de seus</p><p>funcionários, dessa forma facilita a adaptação dos colaboradores na empresa em</p><p>questão.</p><p>2. LESGISLAÇÃO TRABALHISTA</p><p>2.1 Uma breve contextualização histórica</p><p>Os direitos trabalhistas possuem a função de assegurar um equilíbrio nas</p><p>relações de trabalho, como a história nos ensina, sem uma legislação eficiente que</p><p>coordene as engrenagens do trabalho grandes desarmonias perturbariam tais</p><p>relações. Ao voltarmos para uma Inglaterra do século XIX podemos perceber que as</p><p>condições de trabalho eram degradantes, os operários eram expostos a doenças,</p><p>7</p><p>jornadas exaustivas de trabalho e condições extremamente insalubres. Com salários</p><p>extremamente baixos, toda a família se via na necessidade de estar empregada, e</p><p>o trabalho infantil era bastante comum naquela época.</p><p>Figura 1: Industria do final do século XIX</p><p>Fonte: (COSTA, 2007).</p><p>O notável desequilíbrio entre os operadores e os donos das indústrias não</p><p>demorou para gerar conflitos. Movimentos trabalhistas iam ganhando cada vem mais</p><p>adeptos, sindicatos se fortaleciam e aos poucos as reinvindicações foram sendo</p><p>atendidas. Em 1919 temos a criação da Organização Internacional do Trabalho, que</p><p>emite normas internacionais para assegurar o trabalho descente e produtivo, em</p><p>condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade.</p><p>Enquanto a Europa vivia o fim da Segunda Revolução Industrial (1850, 1870)</p><p>o Brasil ainda usava mão de obra escravista, e apenas a partir de 1888 com a abolição</p><p>da escravidão que inicia a ideia de direito trabalhista no Brasil. As buscas pelo</p><p>equilíbrio entre as partes que compõem as relações de trabalho ganharam destaque</p><p>no governo Vargas, com a constituição de 1934. Nela estavam assegurados direitos</p><p>como salário mínimo, jornada de trabalho de 8 horas, repouso semanal, férias</p><p>remuneradas a assistência médica e sanitária. E finalmente em 1943 foi promulgada</p><p>8</p><p>a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p><p>O ambiente de laboral tem forte impacto no processo de saúde-doença dos</p><p>trabalhadores, portanto é necessário tomar medidas de controle para que os</p><p>colaboradores sejam expostos ao menor números de riscos possíveis, sejam ele de</p><p>origem organizacional, física, química, biológica ou ergonômico.</p><p>2.2 Organização Internacional do Trabalho (OIT)</p><p>A Organização Internacional do Trabalho (OIT ou ILO, do inglês International</p><p>Labour Organization) é uma ramificação da Organização das Nações Unidas,</p><p>especializada nas questões do trabalho, especialmente no que se refere ao</p><p>cumprimento das normas (convenções e recomendações) internacionais. É a</p><p>organização que promove os princípios fundamentais do direito do trabalho, e atua</p><p>como um centro mundial de informações, estatísticas, pesquisas e estudos sobre</p><p>trabalho.</p><p>Fundada em 1919 como parte do Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira</p><p>Guerra Mundial, a Organização Internacional do Trabalho surgiu com o propósito de</p><p>promover a justiça social, visto que o sentimento pós-guerra era carregado incertezas</p><p>e injustiças.</p><p>A missão da OIT é promover oportunidades para que homens e mulheres</p><p>possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade,</p><p>equidade, segurança e dignidade. Para a OIT, o trabalho decente é condição</p><p>fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a</p><p>garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.</p><p>A OIT possui uma representação no Brasil desde a década de 1950, com</p><p>programas e atividades que refletem os objetivos da Organização ao longo de sua</p><p>história. Além da promoção permanente das normas internacionais do trabalho, do</p><p>emprego, da melhoria das condições de trabalho e da ampliação da proteção social, a</p><p>atuação da OIT no Brasil se caracteriza pelo apoio ao esforço nacional de promoção</p><p>do trabalho decente, que envolve temas como o combate ao trabalho forçado, ao</p><p>trabalho infantil e ao tráfico de pessoas, assim como a promoção do trabalho decente</p><p>para jovens e migrantes e da igualdade de oportunidades e tratamento, entre outros.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho</p><p>https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-decente/lang--pt/index.htm</p><p>https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-decente/lang--pt/index.htm</p><p>9</p><p>Os principais fundamentos que norteiam a política da OIT são:</p><p>a) Paz universal e permanente baseada na justiça social.</p><p>b) Entendimento da sociedade industrial como fonte de fortes conquista</p><p>sociais.</p><p>c) A busca pela melhoria continua das condições de trabalho no mundo.</p><p>Os objetivos estratégicos são:</p><p>a) Garantir o respeito às normas internacionais do trabalho, através de</p><p>supervisão e aplicação de medidas cabíveis.</p><p>b) Promover qualidade em todos níveis de emprego, promovendo liberdade</p><p>e dignidade.</p><p>c) Estabelecer a proteção social.</p><p>d) Fortalecer a relação entre empregador, empregado e governo.</p><p>2.2.1 Tripartismo e Diálogo Social</p><p>A OIT busca atender as necessidades das trabalhadoras e trabalhadores</p><p>reunindo governos, organizações de empregadores e sindicatos para estabelecer</p><p>normas de trabalho, desenvolver políticas e elaborar programas. A própria estrutura</p><p>da OIT, na qual trabalhadores e empregadores têm voz igual junto aos governos em</p><p>suas deliberações, mostra o diálogo social em ação. Portanto o OIT trata-se de uma</p><p>organização tripartite. Essa estrutura garante que as opiniões dos parceiros sociais</p><p>sejam cuidadosamente refletidas nas normas, políticas e programas de trabalho da</p><p>OIT.</p><p>2.2.2 Principais Organismos</p><p>A OIT realiza o seu trabalho através de três organismos principais, compostos</p><p>por representantes de governos, empregadores e trabalhadores:</p><p>▪ A Conferência Internacional do Trabalho define as normas internacionais</p><p>do trabalho e as políticas gerais da OIT. Seu encontro acontece todos os anos</p><p>em Genebra.</p><p>https://www.ilo.org/ilc/AbouttheILC/lang--es/index.htm</p><p>10</p><p>▪ O Conselho de Administração é o conselho executivo da OIT. Ele se</p><p>reúne três vezes por ano em Genebra e toma decisões sobre as políticas da</p><p>OIT, além de estabelece o programa e o orçamento que são submetidos à</p><p>Conferência para adoção.</p><p>▪ O Escritório Internacional do Trabalho é o secretariado permanente da</p><p>OIT. Trata-se do ponto focal para todas as atividades gerais da OIT,</p><p>preparadas sob o escrutínio do Conselho de Administração</p><p>e sob a liderança</p><p>do Diretor-Geral.</p><p>O trabalho do Conselho de Administração e do Escritório é apoiado por comitês</p><p>tripartites que cobrem grandes indústrias, além de comitês de especialistas em</p><p>assuntos como treinamento profissional, desenvolvimento de gestão, segurança e</p><p>saúde no trabalho, relações industriais, educação dos trabalhadores e problemas</p><p>especiais de mulheres e jovens trabalhadores.</p><p>2.2.3 Sistema de controle normativo</p><p>As normas internacionais de trabalho são apoiadas por um sistema de controle</p><p>que é único no nível internacional e que ajuda a assegurar que os países implementem</p><p>as convenções que ratificam. A OIT examina regularmente a aplicação de normas nos</p><p>Estados membros e aponta as áreas onde elas poderiam ser melhor aplicadas. Se</p><p>houver algum problema na aplicação das normas, a OIT procura ajudar os países</p><p>através do diálogo social e da assistência técnica.</p><p>A OIT desenvolveu diversos meios para supervisionar a aplicação das</p><p>Convenções e Recomendações na lei e na prática, a partir de sua aprovação pela</p><p>Conferência Internacional do Trabalho e ratificação pelos países.</p><p>2.3 Ordenamento Jurídico</p><p>Ordenamento jurídico é um sistema que define uma ordem hierárquica em todo</p><p>conjunto que se relaciona com o direito e a justiça de um país. Tem por objetivo trazer</p><p>https://www.ilo.org/gb/about-governing-body/lang--es/index.htm</p><p>https://www.ilo.org/global/about-the-ilo/how-the-ilo-works/departments-and-offices/lang--es/index.htm</p><p>11</p><p>harmonia e ordem para uma sociedade. O ordenamento jurídico brasileiro tem a</p><p>seguinte sequência, em ordem de superioridade:</p><p>1. Normas Constitucionais: Regras e princípios que podem ser encontradas</p><p>no texto da Constituição Brasileira de 1988. São normas que o legislador constituinte</p><p>elegeu como constitucional, com o propósito de estruturar, organizar e reger o</p><p>funcionamento do estado. Limitando sua atuação por meio de direitos e garantias.</p><p>Tais normas se dividem em:</p><p>▪ Originárias: Promulgadas pelo próprio poder constituinte, ou seja,</p><p>promulgada na criação da constituição.</p><p>▪ Derivadas: Mudanças no texto constitucional, como por exemplos as</p><p>emendas constitucionais.</p><p>2. Leis complementares: Estas leis tem como propósito complementar e</p><p>explicar algum texto da constituição. Sendo assim as leis complementares</p><p>regulamentam o conteúdo das normas previstas pela Constituição Federal. Para que</p><p>uma lei dessa seja aprovada é necessário maioria absoluto de votos na Câmara de</p><p>Deputados e no Senado Federal. As leis complementares podem ser propostas pelo</p><p>presidente da República, por deputados, senadores, comissões da Câmara, do</p><p>Senado e do Congresso, bem como pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tribunais</p><p>superiores, procurador-geral da República e por cidadãos comuns.</p><p>3. Leis ordinárias: Regulam as demandas não foram contidas por leis</p><p>complementares, abrange os temas gerais da sociedade. São as leis mais comuns</p><p>elaboradas pelo poder Legislativo, exigindo maioria simples de voto Câmara de</p><p>Deputados e no Senado Federal. O presidente tem o poder de sanciona-las, veta-las</p><p>ou veta-las parcialmente.</p><p>4. Leis delegadas: Ato normativo elaborado pelo Presidente da República e</p><p>encaminhado ao Congresso Nacional para especificação de seus conteúdos.</p><p>5. Medidas Provisórias: Ato unipessoal do Presidente da República, com</p><p>caráter imediato de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que será chamada</p><p>para discuti-la e aprova-la em momento posterior a promulgação. Utilizada em</p><p>situações de relevância e urgência.</p><p>12</p><p>6. Decretos Legislativos: É um ato normativo de competência exclusiva do</p><p>poder legislativo com eficácia análoga a uma lei. Regulamentam matérias de</p><p>competência exclusiva do Congresso Nacional, elencadas, em sua maioria, no artigo</p><p>49 da Constituição Federal. Devem ser aprovadas tanto pelo Senado quanto pelo</p><p>Congresso, e não tem participação do poder executivo, portanto o presidente não</p><p>possui poder de veto. O decreto legislativo é promulgado somente pelo presidente do</p><p>Senado Federal.</p><p>7. Resoluções: Atos administrativos normativos emitidos por autoridades</p><p>superiores para disciplinar matérias de competência tanto do Congresso Nacional e</p><p>competência privativa da Câmara de Deputados e do Senado Federal. Se a resolução</p><p>for do Congresso Nacional a aprovação é bicameral e a promulgação será feito pelo</p><p>presidente do Congresso. Se for da Câmara de Deputados a promulgação será feita</p><p>pelo presidente da Câmara de Deputados. E se for do Senado será feito pelo</p><p>presidente do Senado.</p><p>8. Portarias: Ato administrativo emitido por qualquer autoridade pública, que</p><p>contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos.</p><p>Em um ordenamento jurídico é notável a presença de um sistema escalonado</p><p>de normas seguindo uma dada hierarquia, na qual as normas inferiores devem estar</p><p>em conformidade com as normas superiores.</p><p>2.4 Direito do Trabalho</p><p>Direitos trabalhistas são uma conjuntura de normas jurídicas que regem sobre</p><p>os trabalhadores e empregadores. Este conjunto está agrupado na Consolidação das</p><p>Lei Trabalhistas (CLT) e amparada pela Constituição Federal e em diversos</p><p>dispositivos jurídicos. A Constituição Federal em seu artigo 7 estabelece diversos</p><p>direitos trabalhistas dos quais destacamos:</p><p>II - Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;</p><p>IV - Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender</p><p>às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia,</p><p>alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e</p><p>previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder</p><p>aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;</p><p>13</p><p>V - Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;</p><p>VI - Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo</p><p>coletivo;</p><p>VIII - Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor</p><p>da aposentadoria;</p><p>IX - Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;</p><p>XI - Participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,</p><p>excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em</p><p>lei;</p><p>XIII - Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta</p><p>e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da</p><p>jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;</p><p>XIV - Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos</p><p>de revezamento, salvo negociação coletiva;</p><p>XV - Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;</p><p>XVII - Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais</p><p>do que o salário normal;</p><p>XVIII - Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a</p><p>duração de cento e vinte dias;</p><p>XIX - Licença-paternidade, nos termos fixados em lei;</p><p>XXI - Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de</p><p>trinta dias, nos termos da lei;</p><p>XXII - Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de</p><p>saúde, higiene e segurança;</p><p>XXIII - Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou</p><p>perigosas, na forma da lei;</p><p>XXIV - Aposentadoria;</p><p>XXVI - Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;</p><p>XXVIII - Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem</p><p>excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou</p><p>culpa;</p><p>XXX - Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério</p><p>de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;</p><p>XXXI - Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de</p><p>admissão do trabalhador portador de deficiência;</p><p>XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de</p><p>dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na</p><p>condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.</p><p>O Direito do trabalho é guiado por princípios que servem</p><p>pelo INSS, a ausência justificada pela empresa, durante suspensão</p><p>preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva, quando</p><p>o réu não for submetido ao júri ou absolvido. Técnico em Segurança do Trabalho _</p><p>Ética e Legislação Trabalho durante as férias</p><p>Durante as férias, o empregado não poderá prestar serviços a outro</p><p>empregador, salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho</p><p>regular (no caso de dois empregos)</p><p>18</p><p>2.4.2.5 Remuneração</p><p>A Constituição da República assegura o gozo de férias anuais remuneradas</p><p>com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal. Mas como ocorre o cálculo</p><p>dessa remuneração?</p><p>De acordo com o artigo 142 da CLT, depende de qual é a base utilizada para o</p><p>cálculo do salário. Quando este for pago por hora com jornadas variáveis, deve-se</p><p>apurar a média do período aquisitivo. Quando for pago por tarefa, a base será a média</p><p>da produção no período aquisitivo. Quando o salário for pago por percentagem,</p><p>comissão ou viagem, o cálculo leva em conta a média recebida nos 12 meses</p><p>anteriores à concessão das férias.</p><p>Também se computa, para a remuneração das férias, os adicionais por trabalho</p><p>extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso.</p><p>2.4.2.6 Férias não concedidas</p><p>O artigo 137 da CLT prevê um conjunto de sanções ao empregador que não</p><p>concede ou atrasa a concessão ou a remuneração das férias de seus empregados.</p><p>Caso sejam concedidas após o fim do período concessivo, as férias serão</p><p>remuneradas em dobro. De acordo com a Súmula 81 do TST, se apenas parte das</p><p>férias forem gozadas após o período concessivo, remuneram-se esses dias</p><p>excedentes em dobro.</p><p>No caso de não concessão, o empregado pode ajuizar reclamação trabalhista</p><p>para que Justiça do Trabalho fixe o período de férias, sob pena de multa diária. Há,</p><p>ainda, previsão de multa administrativa.</p><p>2.4.2.7 Fim do contrato</p><p>Ao fim do contrato, as férias adquiridas e não usufruídas devem ser</p><p>indenizadas. No caso de empregados com menos de um ano de contrato, a lei</p><p>assegura indenização proporcional ao tempo de serviço prestado se a dispensa for</p><p>sem justa causa ou quando o contrato por tempo determinado chegar ao fim.</p><p>19</p><p>Os empregados com mais de um ano de contrato também têm direito a férias</p><p>proporcionais, desde que a demissão não seja por justa causa (Súmula 171 do TST).</p><p>2.5 Contrato de Trabalho</p><p>2.5.1 Relação de Trabalho X Relação de Emprego</p><p>A relação de trabalho é aquela que compreende qualquer entrega de serviço</p><p>prestado por pessoa física, mediante ou não pagamento. Como exemplos podemos</p><p>citar o trabalho autônomo, voluntária avulso, eventual, institucional estagiário,</p><p>emprego etc.</p><p>A relação de emprego é a mais branda dentre as relações de trabalho, e para</p><p>que exista é necessário que se cumpra 5 requisitos, são eles:</p><p>▪ Pessoa física: A situação de empregado é exclusivamente de pessoa física.</p><p>Portanto não existe empregado como pessoa jurídica.</p><p>▪ Pessoalidade: O empregado sujeito do contrato não pode ser substituído por</p><p>outro empregado. Portanto deve executar o trabalho pessoalmente</p><p>▪ Não eventualidade: O serviço prestado dever obedecer a uma certa</p><p>habitualidade de forma continua e permanente, na qual o empregado pertença</p><p>a cadeia produtiva da empresa.</p><p>▪ Subordinação: O empregado enquanto funcionário é subordinado ao</p><p>empregador. É permitido ao empregador penalizar o empregado caso</p><p>descumpra suas ordens.</p><p>▪ Onerosidade: O salário é um direito do empregado.</p><p>Contrato de trabalho é um acordo feito de forma tácita, verbalmente ou por</p><p>escrito entre o empregador e o empregado, cujo o conteúdo irá dispor da relação de</p><p>emprego. Sendo assim o empregado se compromete a prestar serviços</p><p>pessoalmente, com habitualidade e sob subordinação do empregador, mediante</p><p>pagamento.</p><p>20</p><p>2.5.2 Características do Contrato de Trabalho</p><p>▪ Direito Privado: O empregado e o empregador são livres para dispor sobre o</p><p>conteúdo do contrato de trabalho, sempre respeitas as leis vigentes.</p><p>▪ Informal: O contrato de trabalho é informal, podendo ser tácito ou verbal.</p><p>▪ Bilateral: Atribui direitos e deveres tanto para o empregado, quanto para o</p><p>empregador.</p><p>▪ Pessoalidade: O empregado deve prestar seus serviços pessoalmente.</p><p>▪ Consensual: O contrato de trabalho dever ser expresso em livre vontade de</p><p>ambas as partes.</p><p>▪ Comutativo: As obrigações devem ser expressas desde o início da contratação</p><p>▪ Sinalagmático: Envolve reciprocidade entre as partes do contrato, e cada uma</p><p>delas deve executar sua função.</p><p>▪ Trato sucessivo: Perdura-se no tempo, ainda que seja por prazo determinado.</p><p>Sendo assim não possui caráter instantâneo.</p><p>▪ Oneroso: Os serviços prestados pelo empregado dever gerar salário.</p><p>2.5.3 Tipos de Contrato de Trabalho</p><p>▪ Contrato tácito: É aquele em que há uma sucessão de serviços prestados do</p><p>empregado ao empregador. E o empregador não se opõe à tal prestação de</p><p>serviços. Desta forma, mesmo que não exista nenhum contrato verbal ou</p><p>escrito, há um contrato de trabalho tácito.</p><p>▪ Contrato expresso: Pode ser verbal ou escrito, e deve conter as disposições</p><p>acerca do trabalho.</p><p>▪ Contrato escrito: É o contrato feita de forma escrita. Deve conter o nome, a</p><p>qualificação, o objeto do contrato, os direitos e obrigações de cada parte,</p><p>mediante assinatura de ambas as partes.</p><p>▪ Contrato Verbal: Este contrato é feito de forma verbal, entre o empregado e o</p><p>empregador.</p><p>▪ Contrato por Prazo Indeterminado: É o contrato de trabalho comum que não</p><p>existe período pré-definido para termino.</p><p>21</p><p>▪ Contrato por Prazo Determinado: É o contrato de trabalho que é estipulado o</p><p>início e o fim das prestações de serviço.</p><p>▪ Contrato Intermitente: Neste contrato a prestação de serviços não é continua,</p><p>ou seja, ocorre com alternância de período prestados e inatividade.</p><p>2.5.4 Alteração e Extinção do Contrato de Trabalho</p><p>A alteração do contrato de trabalho só terá validade se for realizada de mútuo</p><p>consentimento entre empregado e empregador, desde que não imponha prejuízos</p><p>financeiro ou moral ao empregado. Dentre as alterações podemos destacar:</p><p>a) Objetivas: Referentes às cláusulas de contrato como por exemplo mudança de</p><p>local de prestação de serviço, função, remuneração entre outras.</p><p>b) Subjetivas: Diz as alterações entre os sujeitos do contrato de trabalho. Como</p><p>por exemplo a mudanças de empregadores, no caso de uma empresa mudar</p><p>de dono.</p><p>A extinção do contrato de trabalho consiste no término do contrato de trabalho</p><p>e pode ocorrer das várias formas:</p><p>a) Por iniciativa do empregador, sem justa causa. É dispensa do empregado sem</p><p>qualquer razão. Nessas circunstâncias, o empregado tem direito ao aviso</p><p>prévio, férias vencidas, acrescidas de 1/3, férias proporcionais, décimo</p><p>terceiro salário proporcional, saldo de salário, além de multa de 40% sobre o</p><p>FGTS, que é a penalidade para a dispensa imotivada. Tem direito também de</p><p>sacar os depósitos do FGTS. O empregador ainda tem que emitir os</p><p>documentos necessários para que o trabalhador possa se habilitar ao</p><p>recebimento do Seguro-Desemprego.</p><p>b) Por inciativa do empregado, que sem qualquer motivo pede para que o</p><p>contrato seja rescindido. Quando pede demissão, o trabalhador perde o direito</p><p>ao aviso prévio (salvo se trabalhado), não tem direito à indenização de 40%</p><p>sobre os depósitos no FGTS, nem pode sacá-lo. Também não lhe são</p><p>22</p><p>entregues as guias para saque do Seguro-Desemprego e, ainda, deixa de</p><p>incidir a proteção das garantias de emprego.</p><p>c) Por mútuo consentimento, quando ambas as partes do contrato entram em</p><p>acordo para rescindir o contrato de trabalho. Neste caso as verbas devidas</p><p>são o pagãmente da metade do aviso prévio (se indenizado) e metade da</p><p>indenização do fundo de garantia (20%). E a integralidade das demais verbas.</p><p>E não terá direito</p><p>a seguro desemprego.</p><p>d) Por iniciativa do empregador por justa causa. Neste caso a demissão é feita</p><p>mediante a uma falta grave cometida pelo empregado. Estas faltas estão</p><p>listadas CLT no artigo 482. A demissão por justa causa deve ser motivada.</p><p>Neste tipo de rescisão o empregado perde todos benefícios trabalhistas. Terá</p><p>direito apenas à saldo salário, proporcional do décimo terceiro salário e férias.</p><p>2.6 Uma breve contextualização acerca das normas regulamentadoras</p><p>Como surgiram as Normas Regulamentadoras? Quando foram emitidas?</p><p>Quem as promulgou? Onde se encaixam no Ordenamento Jurídico? Entender o</p><p>contexto histórico e como foram criadas tais normas servem de base para o agir</p><p>competente de qualquer profissional da área de saúde e segurança do trabalho.</p><p>Conhecer a história é construir identidade e ajuda entender a função social do</p><p>profissional da área.</p><p>A fase embrionária dos direitos trabalhistas no Brasil teve início com a abolição</p><p>da escravidão em 1888. A regulamentação de trabalho para menores de idade foi</p><p>umas das primeiras inciativas tomados pelo governo já em 1891. Em seguida foi a vez</p><p>de leis que regulasse os sindicatos de cada profissão, que por sua vez tinha o papel</p><p>de representar os trabalhadores específicos e zelar pelos direitos dos mesmos. A</p><p>primeira tentativa de sancionar um Código do Trabalho no Brasil foi em 1917 e surgiu</p><p>pelas mãos do deputado Maurício de Lacerda. O código foi elaborado pela Comissão</p><p>de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e dispunha de assuntos como</p><p>do contrato de trabalho; do dia de trabalho; dos acidentes do trabalho; disposições</p><p>gerais. No ano seguinte foi criado o Departamento Nacional do Trabalho como o</p><p>23</p><p>objetivo de planejar e fiscalizar a implantação de uma legislação sócia-trabalhista no</p><p>Brasil. Em 1923 surgia, no âmbito do então Ministério da Agricultura, Indústria e</p><p>Comércio, o Conselho Nacional do Trabalho que era destinado à consulta dos poderes</p><p>públicos em assuntos referentes à organização do trabalho e da previdência social.</p><p>Com a ascensão ao poder por Getúlio Vargas em 1930, a Justiça do Trabalho</p><p>e a proteção dos direitos dos trabalhadores ganharam destaque. Em 26 de novembro</p><p>daquele ano, por meio do Decreto nº 19.433, foi criado o Ministério do Trabalho com</p><p>o objetivo de interferir sistematicamente no conflito entre capital e trabalho.</p><p>Até então, no Brasil, as questões relativas ao mundo do trabalho eram tratadas</p><p>pelo Ministério da Agricultura, sendo insuficiente para atender as demandas da classe</p><p>trabalhadora. Em primeiro de maio de 1943 por meio do Decreto-Lei nº 5.452 foi criada</p><p>a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e sancionada também pelo presidente</p><p>Getúlio Vargas. A CLT unificou toda legislação trabalhista existente no Brasil inserindo</p><p>de forma concreta os diretos trabalhistas nas legislações nacionais.</p><p>Em 1977 o Congresso Nacional decretou e o Presidente da República</p><p>sancionou a lei nº 6.514 estabeleceu a redação dos art. 154 a 201 da Consolidação</p><p>das Leis do Trabalho (CLT), relativas à segurança e medicina do trabalho. Esta lei foi</p><p>um marco na saúde e segurança dos trabalhadores no Brasil pois instituía a</p><p>obrigatoriedade do atendimento aos itens de Segurança e Medicina do Trabalho.</p><p>O artigo 200 da lei nº 6.514 criado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)</p><p>estabelecia que o Ministério do Trabalho deveria dispor normas complementares</p><p>relativas à segurança e medicina do trabalho. E desta forma em 08 de junho de 1978,</p><p>o Ministério do Trabalho aprovou a Portaria nº 3.214, que regulamentou as Normas</p><p>Regulamentadoras (NRs) pertinentes a Segurança e Medicina do Trabalho.</p><p>Estas normas são atualizadas afim de atender as demandas da sociedade e</p><p>são validas até hoje, são elas:</p><p>24</p><p>2.6.1 Normas regulamentadoras relativas à segurança do trabalho</p><p>NR 1 – Disposições Gerais:</p><p>O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais, o campo de</p><p>aplicação, os termos e as definições comuns às Normas Regulamentadoras relativas</p><p>à segurança e saúde no trabalho.</p><p>NR 2 – (REVOGADA)</p><p>NR 3 – Embargo ou Interdição:</p><p>Embargo e interdição são medidas de urgência, adotadas a partir da</p><p>constatação de situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao</p><p>trabalhador. Considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação de</p><p>trabalho que possa causar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão</p><p>grave à integridade física do trabalhador. A interdição implica a paralisação total ou</p><p>parcial do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento.</p><p>O embargo implica a paralisação total ou parcial da obra. Considera-se obra</p><p>todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação,</p><p>manutenção ou reforma.</p><p>NR 4 – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho-SSMT:</p><p>As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e</p><p>indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, manterão, obrigatoriamente, Serviços</p><p>Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a</p><p>finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de</p><p>trabalho.</p><p>25</p><p>O dimensionamento dos Serviços Especializados em Engenharia de</p><p>Segurança e em Medicina do Trabalho vincula-se à gradação do risco da atividade</p><p>principal e ao número total de empregados do estabelecimento, constantes dos</p><p>Quadros I e II, anexos a esta NR, observadas as exceções previstas nesta NR.</p><p>NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA:</p><p>A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - CIPA, visa a</p><p>proteção da saúde dos trabalhadores dentro do ambiente de trabalho. A CIPA é</p><p>regulamentada pela CLT, nos artigos 162 a 165 e pela NR-5. Devem constituir CIPA,</p><p>por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento, as empresas privadas,</p><p>públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta,</p><p>instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras</p><p>instituições que admitam trabalhadores como empregados.</p><p>NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual:</p><p>Estabelece a obrigatoriedade dos empregadores em fornecer equipamentos de</p><p>proteção individual (EPI). A entrega dever ser registrada e todo equipamento deverá</p><p>ter o CA (Certificado de Aprovação) do Ministério do Trabalho e Emprego. A utilização</p><p>do EPI deverá ser feita de maneira e amenizar ou erradicar o risco.</p><p>NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional:</p><p>Esta Norma Regulamentadora estabelece a obrigatoriedade de elaboração e</p><p>implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam</p><p>trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde</p><p>Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde do</p><p>conjunto dos seus trabalhadores. Esta NR estabelece os parâmetros mínimos e</p><p>diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO, podendo os mesmos</p><p>ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. Caberá à empresa</p><p>26</p><p>contratante de mão-de-obra prestadora de serviços informar a empresa contratada</p><p>dos riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais</p><p>de trabalho onde os serviços estão sendo prestados.</p><p>NR 8 – Edificações:</p><p>Estabelece requisitos mínimos de segurança que devem ser executados nas</p><p>edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem.</p><p>NR 9 – Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)</p><p>A NR 9 representa um conjunto de diretrizes regulamentadas pelo Ministério do</p><p>Trabalho e do Emprego para garantir que os ambientes de trabalho tenham condições</p><p>ideais para não comprometer a saúde e segurança do trabalhador.</p><p>Busca promover a análise e controle dos agentes de risco do ambiente de</p><p>trabalho</p><p>de modo mais específico e abrangente para os tipos de risco físicos, químicos</p><p>e biológicos.</p><p>NR 10 – Instalações e Serviços de Eletricidade:</p><p>Esta Norma Regulamentadora estabelece os requisitos e condições mínimas</p><p>objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de</p><p>forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou</p><p>indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Esta NR</p><p>se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as</p><p>etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações</p><p>elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as</p><p>normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou</p><p>omissão destas, as normas internacionais cabíveis.</p><p>27</p><p>NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais:</p><p>Estabelece medidas de prevenção a operação de elevadores, guindastes,</p><p>transportadores industriais e máquinas transportadoras. Trata da padronização dos</p><p>procedimentos operacionais, e assim, busca garantir a segurança de todos os</p><p>envolvidos na atividade.</p><p>NR 12 – Máquinas e Equipamentos:</p><p>Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem referências técnicas,</p><p>princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade</p><p>física dos trabalhadores. Estabelece requisitos mínimos para a prevenção de</p><p>acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e</p><p>equipamentos de todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação,</p><p>comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em todas as atividades</p><p>econômicas.</p><p>NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão:</p><p>Esta Norma Regulamentadora estabelece requisitos mínimos para gestão da</p><p>integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão e suas tubulações de</p><p>interligação nos aspectos relacionados à instalação, inspeção, operação e</p><p>manutenção, visando à segurança e à saúde dos trabalhadores. O empregador é o</p><p>responsável pela adoção das medidas determinadas nesta NR.</p><p>NR 14 – Fornos:</p><p>Define os parâmetros e serem observados para à construção, manutenção e</p><p>operação de fornos industriais nos ambientes de trabalho.</p><p>28</p><p>NR 15 – Atividades e Operações Insalubres:</p><p>Com base na NR 15, o termo insalubridade é usado para definir o trabalho em</p><p>um ambiente hostil à saúde. Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador</p><p>que exerce suas atividades em condições insalubres nos termos da NR 15. São</p><p>consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza,</p><p>condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à</p><p>saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade</p><p>do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. Os agentes causadores de</p><p>insalubridade estão contidos nos anexos da NR 15, alguns exemplos de agentes</p><p>insalubres são ruídos contínuo ou permanente; ruído de Impacto; tolerância para</p><p>exposição ao calor; radiações ionizantes; agentes químicos e poeiras minerais.</p><p>NR 16 – Atividades e Operações Perigosas:</p><p>O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao</p><p>trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o</p><p>salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos</p><p>lucros da empresa. O empregado poderá optar pelo adicional de Insalubridade que</p><p>porventura lhe seja devido. É responsabilidade do empregador a caracterização ou a</p><p>descaracterização da periculosidade, mediante laudo técnico elaborado por Médico</p><p>do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho, nos termos do artigo 195 da</p><p>CLT.</p><p>NR 17 – Ergonomia:</p><p>Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a</p><p>adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos</p><p>trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e</p><p>desempenho eficiente. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao</p><p>29</p><p>levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e</p><p>às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.</p><p>Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características</p><p>psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise</p><p>ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de</p><p>trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.</p><p>NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:</p><p>Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de</p><p>organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas</p><p>preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de</p><p>trabalho na Indústria da Construção. Consideram-se atividades da Indústria da</p><p>Construção as constantes do Quadro, Código da Atividade Específica, da NR 4 –</p><p>Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e</p><p>as atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de</p><p>edifícios em geral, de qualquer número de pavimentos ou tipo de construção, inclusive</p><p>manutenção de obras de urbanização e paisagismo. É vedado o ingresso ou a</p><p>permanência de trabalhadores no canteiro de obras, sem que estejam assegurados</p><p>pelas medidas previstas nesta NR e compatíveis com a fase da obra. A observância</p><p>do estabelecido nesta NR não desobriga os empregadores do cumprimento das</p><p>disposições relativas às condições e meio ambiente de trabalho, determinadas na</p><p>legislação federal, estadual e/ou municipal, e em outras estabelecidas em</p><p>negociações coletivas de trabalho.</p><p>NR 19 – Explosivos:</p><p>Determina parâmetros para o depósito, manuseio e armazenagem de</p><p>explosivos. Objetivando regulamentar medidas de segurança para esse trabalho que</p><p>é de alto risco.</p><p>30</p><p>NR 20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis:</p><p>Estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho</p><p>contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração,</p><p>produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e</p><p>líquidos combustíveis.</p><p>NR 21 – Trabalho a céu aberto:</p><p>Estabelece medidas preventivas relacionadas com as atividades a céu aberto,</p><p>tais como, minas ao ar livre e pedreiras.</p><p>NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração:</p><p>Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem</p><p>observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível</p><p>o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente</p><p>da segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>NR 23 – Proteção contra Incêndios:</p><p>Estabelece medidas de proteção contra incêndios nos espaços de trabalho</p><p>visando a preservação da saúde dos trabalhadores. Obriga as empresas a terem:</p><p>a) proteção contra incêndio;</p><p>b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de</p><p>incêndio;</p><p>c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;</p><p>d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.</p><p>31</p><p>NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais do Trabalho:</p><p>Esta norma estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto a serem</p><p>observadas pelas organizações, devendo o dimensionamento de todas as instalações</p><p>regulamentadas por esta NR ter como base o número de trabalhadores usuários do</p><p>turno com maior contingente. Para efeitos desta NR, trabalhadores usuários,</p><p>doravante denominados trabalhador, é o conjunto de todos os trabalhadores no</p><p>estabelecimento que efetivamente utilizem de forma habitual as instalações</p><p>regulamentadas nesta NR.</p><p>NR 25 – Resíduos Industriais:</p><p>Esta norma</p><p>entende como resíduos industriais aqueles provenientes dos</p><p>processos industriais, na forma sólida, líquida ou gasosa ou combinação dessas, e</p><p>que por suas características físicas, químicas ou microbiológicas não se assemelham</p><p>aos resíduos domésticos, como cinzas, lodos, óleos, materiais alcalinos ou ácidos,</p><p>escórias, poeiras, borras, substâncias lixiviadas e aqueles gerados em equipamentos</p><p>e instalações de controle de poluição, bem como demais efluentes líquidos e emissões</p><p>gasosas contaminantes atmosféricos. A empresa deve buscar a redução da geração</p><p>de resíduos por meio da adoção das melhores práticas tecnológicas e organizacionais</p><p>disponíveis. Os resíduos industriais devem ter destino adequado sendo proibido o</p><p>lançamento ou a liberação no ambiente de trabalho de quaisquer contaminantes que</p><p>possam comprometer a segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>NR 26 – Sinalização de Segurança:</p><p>Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de</p><p>trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. As cores são</p><p>utilizadas nos locais de trabalho para identificar os equipamentos de segurança,</p><p>delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e</p><p>32</p><p>gases e advertir contra riscos. Devem atender ao disposto nas normas técnicas</p><p>oficiais. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção</p><p>de acidentes. O uso de cores deve ser o mais reduzido possível, a fim de não</p><p>ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.</p><p>NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança (REVOGADA).</p><p>NR 28 – Fiscalização e penalidades:</p><p>Estabelece as medidas a serem adotados pela fiscalização trabalhista de</p><p>segurança e medicina do trabalho, tanto no que diz respeito a concessão de prazos</p><p>às empresas para a correção de irregularidades técnicas, como também, no que</p><p>concerne ao procedimento de autuação por infração as Normas Regulamentadoras</p><p>de Segurança e Medicina do trabalho.</p><p>NR 29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário:</p><p>O objetivo desta norma é dispor sobre a proteção obrigatória contra acidentes</p><p>e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as</p><p>melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. As</p><p>disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações</p><p>tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam</p><p>atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retro</p><p>portuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado.</p><p>NR 30 – Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário:</p><p>Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação</p><p>das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. Para outras</p><p>categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações a</p><p>regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores se dará na</p><p>33</p><p>forma especificada nos Anexos a esta norma. Esta norma aplica-se aos trabalhadores</p><p>das embarcações comerciais, de bandeira nacional, bem como às de bandeiras</p><p>estrangeiras, no limite do disposto na Convenção da OIT n.º 147 - Normas Mínimas</p><p>para Marinha Mercante, utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros,</p><p>inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços.</p><p>NR 31 – Segurança e saúde no Trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura,</p><p>exploração florestal a aquicultura:</p><p>Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo estabelecer os preceitos a</p><p>serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar</p><p>compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura,</p><p>pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura com a segurança e saúde e</p><p>meio ambiente do trabalho. Esta Norma Regulamentadora se aplica a quaisquer</p><p>atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura,</p><p>verificadas as formas de relações de trabalho e emprego e o local das atividades. Esta</p><p>Norma Regulamentadora também se aplica às atividades de exploração industrial</p><p>desenvolvidas em estabelecimentos agrários.</p><p>NR 32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde:</p><p>Esta Norma Regulamentadora – NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes</p><p>básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos</p><p>trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de</p><p>promoção e assistência à saúde em geral. Para fins de aplicação desta NR entende-</p><p>se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à</p><p>saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência,</p><p>pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.</p><p>34</p><p>NR 33 – Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados:</p><p>Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação</p><p>de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos</p><p>riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos</p><p>trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. Espaço</p><p>Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana</p><p>contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é</p><p>insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou</p><p>enriquecimento de oxigênio.</p><p>NR 34 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e</p><p>reparação naval:</p><p>Esta Norma Regulamentadora estabelece os requisitos mínimos e as medidas</p><p>de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da</p><p>indústria de construção, reparação e desmonte naval. Consideram-se atividades da</p><p>indústria da construção e reparação naval todas aquelas desenvolvidas no âmbito das</p><p>instalações empregadas para este fim ou nas próprias embarcações e estruturas, tais</p><p>como navios, barcos, lanchas, plataformas fixas ou flutuantes, dentre outras. A</p><p>observância do estabelecido nesta NR não desobriga os empregadores do</p><p>cumprimento das disposições contidas nas demais.</p><p>NR 35 – Trabalho em Altura:</p><p>Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para</p><p>o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de</p><p>forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou</p><p>indiretamente com esta atividade. Considera-se trabalho em altura toda atividade</p><p>executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.</p><p>Esta norma se complementa com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos</p><p>35</p><p>Órgãos competentes e, na ausência ou omissão dessas, com as normas</p><p>internacionais aplicáveis.</p><p>NR 36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e</p><p>Processamento de Carnes e Derivados:</p><p>O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação,</p><p>controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na</p><p>indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo</p><p>humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade</p><p>de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nos demais Normas</p><p>Regulamentadoras.</p><p>NR 37 – Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo:</p><p>Estabelecer requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de vivência</p><p>no trabalho a bordo de plataformas de petróleo.</p><p>NR-38 - Segurança e Saúde no Trabalho nas Atividades de Limpeza Urbana e</p><p>Manejo de Resíduos Sólidos</p><p>A NR 38 é uma norma que tratará diretamente sobre como devem ser feitos os</p><p>trabalhos da limpeza urbana. Nesse sentido, tem o objetivo de regulamentar de forma</p><p>segura e sadia as atividades feitas por trabalhadores dessa área.</p><p>2.7 Órgãos de</p><p>competência trabalhista</p><p>2.7.1 Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)</p><p>O Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão da administração pública federal</p><p>responsável pelas questões trabalhistas no país. A sua principal função é garantir a</p><p>estabilidade e o equilíbrio nos contratos de trabalho, conciliando interesses de</p><p>36</p><p>empregado, empregadores e sindicatos. Compete ao MTE a garantia da saúde e</p><p>segurança dos trabalhadores, a fiscalização do trabalho e aplicação das penalidades</p><p>previstas cabíveis nas leis.</p><p>A rede de atendimento do Ministério do Trabalho é composta por diversos</p><p>canais de acesso disponibilizados à população como unidades de atendimento.</p><p>Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), Gerências</p><p>Regionais do Trabalho e Emprego (GRTE) e Agências Regionais - São unidades de</p><p>atendimento nos estados responsáveis pela execução, supervisão e monitoramento</p><p>de ações relacionadas a políticas públicas de Trabalho e Emprego nos estados. Além</p><p>do fomento ao trabalho, emprego e renda, execução do Sistema Público de Emprego,</p><p>fiscalização do trabalho, mediação e arbitragem em negociação coletiva, um dos</p><p>principais objetivos é a orientação e apoio ao cidadão.</p><p>Agências do Sistema Nacional do Emprego (Sine) - As agências do Sine</p><p>conectam as empresas aos trabalhadores em busca de empregos. São ações do Sine</p><p>a intermediação de mão-de-obra; habilitação ao seguro-desemprego; qualificação</p><p>Social e Profissional; orientação profissional; entre outros.</p><p>Unidade Móvel do Trabalhador (UMT) – A UMT não é uma unidade de</p><p>atendimento e sim um serviço criado para facilitar a vida dos trabalhadores que moram</p><p>em cidades que não dispõem de um posto de atendimento do trabalho. São veículos</p><p>que se deslocam para onde o cidadão está, evitando que este seja obrigado a</p><p>percorrer longos trechos de um município a outro. O principal serviço oferecido pelas</p><p>vans, equipadas com balcão, cadeira, mesa e computador com acesso à internet, é a</p><p>emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), entretanto, os veículos</p><p>estão equipados a prestar outros tipos de serviços, como atendimento sobre Seguro-</p><p>Desemprego.</p><p>2.7.2 Justiça do Trabalho</p><p>A organização Judiciária Trabalhista está prevista nos art. 111 a 116 da</p><p>Constituição Federal, sendo composta hierarquicamente pelos seguintes órgãos:</p><p>37</p><p>Figura 2: Hierarquia da Justiça do Trabalho</p><p>Em cada instância da Justiça do Trabalho será proferida uma sentença judicial</p><p>de acordo com a análise das provas efetuadas pelas partes no processo. A sentença</p><p>poderá ou não (dependerá se uma das partes irá entrar ou não com recurso) ser alvo</p><p>de recurso para a instância superior.</p><p>38</p><p>2.7.2.1 Vara do Trabalho</p><p>É a primeira instância das ações de competência da Justiça do Trabalho, sendo</p><p>competente para julgar conflitos individuais surgidos nas relações de trabalho. Tais</p><p>controvérsias chegam à Vara na forma de Reclamação Trabalhista. A Vara é</p><p>composta por um Juiz do Trabalho titular e um Juiz do Trabalho substituto.</p><p>2.7.2.2 Tribunais Regionais do Trabalho</p><p>Os Tribunais Regionais do Trabalho são divididos no Brasil em 25 regiões e</p><p>estão aptos a exercer a segunda instância laboral, revisando as decisões emanadas</p><p>das Varas do Trabalho.</p><p>2.7.2.3 Tribunal Superior do Trabalho</p><p>É a instância mais elevada de julgamento para temas envolvendo o direito do</p><p>trabalho no Brasil. O tribunal está composto por 27 juízes com título de Ministro, todos</p><p>nomeados pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal. Todos</p><p>devem ser brasileiros, entre 35 e 65 anos de idade e cumprir os demais requisitos da</p><p>legislação para investidura em cargos públicos.</p><p>2.7.2.4 Ministério Público do Trabalho</p><p>O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem como atribuição fiscalizar o</p><p>cumprimento da legislação trabalhista quando houver interesse público, procurando</p><p>regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores. Cabe ao MPT</p><p>promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para defesa de</p><p>interesses coletivos, quando desrespeitados direitos sociais constitucionalmente</p><p>garantidos aos trabalhadores. Também pode manifestar-se em qualquer fase do</p><p>processo trabalhista, quando entender existente interesse público que justifique. O</p><p>MPT pode ser árbitro ou mediador em dissídios coletivos e pode fiscalizar o direito de</p><p>greve nas atividades essenciais.</p><p>39</p><p>3. REFERÊNCIAS:</p><p>AMARAL, F. Direito Civil. Introdução. 7.ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.</p><p>ARRUDA, Kátia Magalhães. Direito Constitucional do Trabalho. São Paulo: LTr</p><p>Editora, 1998.</p><p>ASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito do Trabalho: história e teoria</p><p>geral do direito: relações individuais e coletivas do trabalho. São Paulo: Saraiva, 2003,</p><p>18 ed. rev. e atual.</p><p>CARRION, Valentin. Comentários a consolidação das leis do trabalho. 31. ed.</p><p>São Paulo: Saraiva, 2006.</p><p>COSTA, Armando Casimiro. Consolidação das leis do trabalho. 34. ed. São</p><p>Paulo: LTr, 2007.</p><p>FERRARI, Irany; NASCIMENTO, Amauri Mascaro; MARTINS FILHO, Ives</p><p>Gandra da Silva. História do Trabalho, do Direito do Trabalho e da Justiça do Trabalho.</p><p>São Paulo, LTr Editora, 1998.</p><p>KREIN JD. O aprofundamento da flexibilização das relações de trabalho no</p><p>Brasil nos anos 90 [dissertação]. Campinas (SP): Unicamp; 2001.</p>competência trabalhista 
 
2.7.1 Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 
 
O Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão da administração pública federal 
responsável pelas questões trabalhistas no país. A sua principal função é garantir a 
estabilidade e o equilíbrio nos contratos de trabalho, conciliando interesses de 
 
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empregado, empregadores e sindicatos. Compete ao MTE a garantia da saúde e 
segurança dos trabalhadores, a fiscalização do trabalho e aplicação das penalidades 
previstas cabíveis nas leis. 
A rede de atendimento do Ministério do Trabalho é composta por diversos 
canais de acesso disponibilizados à população como unidades de atendimento. 
Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), Gerências 
Regionais do Trabalho e Emprego (GRTE) e Agências Regionais - São unidades de 
atendimento nos estados responsáveis pela execução, supervisão e monitoramento 
de ações relacionadas a políticas públicas de Trabalho e Emprego nos estados. Além 
do fomento ao trabalho, emprego e renda, execução do Sistema Público de Emprego, 
fiscalização do trabalho, mediação e arbitragem em negociação coletiva, um dos 
principais objetivos é a orientação e apoio ao cidadão. 
Agências do Sistema Nacional do Emprego (Sine) - As agências do Sine 
conectam as empresas aos trabalhadores em busca de empregos. São ações do Sine 
a intermediação de mão-de-obra; habilitação ao seguro-desemprego; qualificação 
Social e Profissional; orientação profissional; entre outros. 
Unidade Móvel do Trabalhador (UMT) – A UMT não é uma unidade de 
atendimento e sim um serviço criado para facilitar a vida dos trabalhadores que moram 
em cidades que não dispõem de um posto de atendimento do trabalho. São veículos 
que se deslocam para onde o cidadão está, evitando que este seja obrigado a 
percorrer longos trechos de um município a outro. O principal serviço oferecido pelas 
vans, equipadas com balcão, cadeira, mesa e computador com acesso à internet, é a 
emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), entretanto, os veículos 
estão equipados a prestar outros tipos de serviços, como atendimento sobre Seguro-
Desemprego. 
 
2.7.2 Justiça do Trabalho 
 
A organização Judiciária Trabalhista está prevista nos art. 111 a 116 da 
Constituição Federal, sendo composta hierarquicamente pelos seguintes órgãos: 
 
 
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Figura 2: Hierarquia da Justiça do Trabalho 
 
 
 
Em cada instância da Justiça do Trabalho será proferida uma sentença judicial 
de acordo com a análise das provas efetuadas pelas partes no processo. A sentença 
poderá ou não (dependerá se uma das partes irá entrar ou não com recurso) ser alvo 
de recurso para a instância superior. 
 
 
 
 
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2.7.2.1 Vara do Trabalho 
 
É a primeira instância das ações de competência da Justiça do Trabalho, sendo 
competente para julgar conflitos individuais surgidos nas relações de trabalho. Tais 
controvérsias chegam à Vara na forma de Reclamação Trabalhista. A Vara é 
composta por um Juiz do Trabalho titular e um Juiz do Trabalho substituto. 
 
2.7.2.2 Tribunais Regionais do Trabalho 
 
Os Tribunais Regionais do Trabalho são divididos no Brasil em 25 regiões e 
estão aptos a exercer a segunda instância laboral, revisando as decisões emanadas 
das Varas do Trabalho. 
 
2.7.2.3 Tribunal Superior do Trabalho 
 
É a instância mais elevada de julgamento para temas envolvendo o direito do 
trabalho no Brasil. O tribunal está composto por 27 juízes com título de Ministro, todos 
nomeados pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal. Todos 
devem ser brasileiros, entre 35 e 65 anos de idade e cumprir os demais requisitos da 
legislação para investidura em cargos públicos. 
 
2.7.2.4 Ministério Público do Trabalho 
 
O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem como atribuição fiscalizar o 
cumprimento da legislação trabalhista quando houver interesse público, procurando 
regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores. Cabe ao MPT 
promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para defesa de 
interesses coletivos, quando desrespeitados direitos sociais constitucionalmente 
garantidos aos trabalhadores. Também pode manifestar-se em qualquer fase do 
processo trabalhista, quando entender existente interesse público que justifique. O 
MPT pode ser árbitro ou mediador em dissídios coletivos e pode fiscalizar o direito de 
greve nas atividades essenciais. 
 
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3. REFERÊNCIAS: 
 
 
 
AMARAL, F. Direito Civil. Introdução. 7.ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008. 
ARRUDA, Kátia Magalhães. Direito Constitucional do Trabalho. São Paulo: LTr 
Editora, 1998. 
ASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito do Trabalho: história e teoria 
geral do direito: relações individuais e coletivas do trabalho. São Paulo: Saraiva, 2003, 
18 ed. rev. e atual. 
CARRION, Valentin. Comentários a consolidação das leis do trabalho. 31. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2006. 
COSTA, Armando Casimiro. Consolidação das leis do trabalho. 34. ed. São 
Paulo: LTr, 2007. 
FERRARI, Irany; NASCIMENTO, Amauri Mascaro; MARTINS FILHO, Ives 
Gandra da Silva. História do Trabalho, do Direito do Trabalho e da Justiça do Trabalho. 
São Paulo, LTr Editora, 1998. 
KREIN JD. O aprofundamento da flexibilização das relações de trabalho no 
Brasil nos anos 90 [dissertação]. Campinas (SP): Unicamp; 2001.

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