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<p>Título do Tema</p><p>Sempre Dentro do</p><p>Triângulo Verde</p><p>(máximo 4 linhas)</p><p>NOME DO AUTOR NO TRIÂNGULO</p><p>PSICOLOGIA DO</p><p>DESENVOLVIMENTO:</p><p>CICLO VITAL</p><p>THIAGO PEREZ BERNARDES DE MORAES</p><p>Unidade 5 – Psicologia</p><p>do desenvolvimento e o</p><p>processo de envelhecimento</p><p>2</p><p>Introdução</p><p>Somos seres sociais e, nessa condição, construímos e reconstruímos nossas</p><p>realidades histórica e cultural em uma constante. Nesse sentido, podemos dizer que a</p><p>velhice, mais especificamente a forma como as pessoas contemplam esse fenômeno,</p><p>é algo mutante, ou seja, que varia e se altera a depender do período histórico e do</p><p>lugar.</p><p>Podemos dizer nesse sentido que em algumas culturas e momentos históricos</p><p>houve e ou há valorização do idoso, contemplando-o como detentor de sabedoria</p><p>e conhecimento que pode ser aplicado em prol do bem-estar coletivo. Em outros</p><p>períodos e lugares, como no Brasil, existem estigmas negativos associados à condição</p><p>de idoso, como o pré-conceito que interpela o idoso como alguém desprovido de</p><p>meios e condições de produzir e, consequentemente, alguém que não tem como ser</p><p>“útil” para a sociedade firmada no utilitarismo imediato e no acúmulo de capital.</p><p>A velhice é um momento diferenciado ao longo do ciclo da vida humana, vindo</p><p>posteriormente a mais longa das fases: a adulta. Nesse sentido, a velhice traz consigo</p><p>a soma de experiências, sucessos e fracassos que, em conjunto, levaram o indivíduo</p><p>até aquele momento de sua existência. Contudo, é um período marcado por uma</p><p>soma de dificuldades, a começar pelas limitações físicas e psicológicas que tendem</p><p>a se somar ao declínio de laços sociais e comunitários e de representação junto à</p><p>comunidade.</p><p>Quando tudo se dá em “conformidade” no decorrer da vida, a velhice pode ser uma</p><p>oportunidade única para desacelerar o seu ritmo e ajustar tanto a velocidade de sua</p><p>vida como também a direção em prol de ideias e valores que sejam mais condizentes</p><p>com a sua vontade, e não a de terceiros. Com o progressivo envelhecimento</p><p>populacional, há de se pensar em vias de atender as demandas dessa população</p><p>em específico. Esse é um esforço que, todavia, demanda ações de longo prazo, e o</p><p>primeiro passo para se enveredar ações nesse caminho, dá-se no reconhecimento de</p><p>nuances e demandas envolvidas na velhice.</p><p>3</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:</p><p>• Caracterizar as fases da adolescência, da idade adulta e da velhice.</p><p>• Caracterização da idade adulta e da velhice.</p><p>4</p><p>Concepções Históricas Sobre o</p><p>Envelhecimento</p><p>Jean Delval (2013) ensina que a maior contribuição do campo da psicologia do</p><p>ciclo vital pode fornecer diz respeito ao campo relacionado ao bem-estar de idosos,</p><p>isso se considerarmos que atualmente, mais do que no passado, há um tipo de</p><p>envelhecimento generalizado das populações humanas. Esse campo de estudos é</p><p>fundamental ao desnudar, por exemplo, os fatores que levam a deterioração cerebral</p><p>em razão do Alzheimer ou de outras doenças degenerativas.</p><p>Momento de estudos</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: Idoso em um momento de leitura e estudos.</p><p>A fase adulta ocupa a maior parte do ciclo vital, contudo a velhice</p><p>traz consigo efeitos, como a perda cognitiva, que não são comuns</p><p>em outras fases da vida, fazendo dessa fase o foco central de</p><p>estudos em psicologia do desenvolvimento e de outros campos,</p><p>como a psiquiatria e a medicina comportamental.</p><p>Atenção</p><p>5</p><p>O que se entende como velhice é algo que muda, tanto no tempo como no espaço. Na</p><p>Grécia antiga, por exemplo, os idosos eram reconhecidos por sua sabedoria e, nessa</p><p>posição, tinham direito de gozarem de status privilegiado na sociedade. Em muitas</p><p>aldeias indígenas e comunidades tradicionais, a velhice é valorizada, em especial, pelo</p><p>acúmulo de conhecimento. Na sociedade ocidental contemporânea, contudo, existe</p><p>um significativo rechaço, ou mesmo estigmas sociais que se associam diretamente</p><p>à velhice. Pode parecer paradoxal, mas a sociedade ocidental tem como meta tanto</p><p>estender ao máximo a vida humana quanto apagar qualquer marca relacionada ao</p><p>envelhecimento do ser (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Caracterização da velhice</p><p>O conceito de velhice, assim como o imaginário coletivo acerca desse conceito, tende a</p><p>variar significativamente tanto no tempo como também no espaço</p><p>Em algumas culturas, os idosos são valorizados por sua condição, reconhecidos enquanto</p><p>detentores de conhecimentos e saberes que devem ser compartilhados com a comunidade</p><p>a fim do bem-estar coletivo. Em muitas sociedades indígenas, por exemplo, são reservados</p><p>papéis de destaque e importância exclusivamente aos idosos.</p><p>Na sociedade capitalista contemporânea pós-industrializada, existem estigmas sociais ne-</p><p>gativos que recaem em relação aos idosos e à velhice de maneira geral, considerando aqui</p><p>um pressuposto relacionado a improdutividade.</p><p>Fonte: elaboração do autor (2022).</p><p>#pratodosverem: na tabela discute-se nuances sobre o reconhecimento do</p><p>fenômeno da velhice em diferentes momentos no tempo e no espaço.</p><p>O artigo seguinte traz uma discussão acerca do surgimento</p><p>do conceito de “terceira idade”, focando-se de forma geral no</p><p>desenvolvimento histórico das percepções e representações</p><p>sociais sobre a velhice.</p><p>Para ler o trabalho na íntegra clique aqui.</p><p>Saiba mais</p><p>No presente, o consenso que se tem é que a velhice começa aos 60 anos, consideramos</p><p>aqui as mudanças biológicas que levam, até certo ponto, à redução de qualidades</p><p>físicas. Atualmente, existe no imaginário social o mito de que a juventude é o cenário</p><p>ideal, o “melhor momento da vida”, o que leva aos adultos e idosos a buscarem copiar</p><p>e reproduzir em sua realidade o aspecto mais aproximado da juventude. Fala-se muito</p><p>em culto à vivacidade como uma busca em afastar a “velhice’’, considerando essa</p><p>fase como atrelada a um período não constitutivo, desprovido assim das qualidades</p><p>https://www.scielo.br/j/hcsm/a/kM6LLdqGLtgqpggJT5hQRCy/?format=pdf&lang=pt</p><p>6</p><p>da juventude. De forma geral, hoje em dia, os idosos nas sociedades ocidentais</p><p>vivenciam ideais relacionados à cultura da juventude, como o culto ao corpo e à</p><p>estética ao mesmo tempo que lidam com um corpo marcado pelas restrições do</p><p>tempo (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Atividade</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: Idoso em atividade ocupacional.</p><p>Em suma, o paradoxo que se coloca no presente ocidental é a busca contínua</p><p>pela extensão da vida, ao mesmo tempo em que se convive com um rechaço e/ou</p><p>intolerância em relação à velhice e todos seus substratos.</p><p>A vida eterna e a aparência jovem são promessas da medicina e da</p><p>ciência. Nesse sentido, fica aqui o questionamento: será que em</p><p>um futuro próximo e a longo prazo será possível cumprir ambas</p><p>as promessas, ou seja, mais longevidade e garantia de aparência</p><p>mais jovem, ou será que algum desses paradigmas pode ser com</p><p>o tempo derrubado ou alterado?</p><p>Reflita</p><p>7</p><p>Vida ativa</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: idoso trabalhando com maquinário em uma instalação</p><p>industrial.</p><p>Psicologia do Desenvolvimento do Ciclo da Vida de Velhice</p><p>Na velhice se plasma de forma mais inteligível o efeito das diferentes experiências</p><p>que se deram ao longo do desenvolvimento em todo curso da vida. Cada fase da</p><p>vida traz consigo um intervalo de mudanças marcado por um inicial desequilíbrio.</p><p>A velhice, nesse sentido, representa o último estágio do desenvolvimento humano.</p><p>Podemos diferenciar a velhice em dois segmentos (ESCORSIN, 2016):</p><p>• Velhice inicial – se dá entre os 65 a 75 anos, quando o sujeito se vê com tem-</p><p>po livre disponível, nesse sentido, algumas pessoas de fato conseguem em-</p><p>pregar esse tempo de maneira conveniente, como melhor desejam, enquanto</p><p>outras lidam com limitações, entre elas estão os problemas de saúde e suas</p><p>manifestações.</p><p>• Velhice avançada – se dá a partir dos 75 anos, trazendo consigo uma série</p><p>de novos desafios aos sujeitos, entre eles aprender a lidar com o declínio de</p><p>capacidades físicas e mentais.</p><p>• Tanto</p><p>a velhice inicial como a velhice avançada são etapas desafiadoras na</p><p>vida do sujeito, considerando que a orientação central da vida é a fase adulta,</p><p>na velhice, como consequência, o indivíduo já aprendeu a lidar com diferen-</p><p>tes situações de vida.</p><p>• Quando tudo ocorre de forma adequada, a velhice torna-se a oportunidades</p><p>para que o indivíduo de fato aproveite a vida, diminuindo significativamente</p><p>o ritmo que fora imposto pela vida adulta a fim de poder usufruir de uma vida</p><p>mais tranquila, calma e serena.</p><p>8</p><p>• Em larga medida, a experiência do envelhecimento é moldada pela cultu-</p><p>ra, considerando aqui as responsabilidades, os sentimentos e até mesmo a</p><p>existência de vias e sistemas de apoio aos idosos.</p><p>• Na velhice, o corpo jovem do passado dá lugar a um corpo que pode vir acom-</p><p>panhado de problemas físicos, o que não raro inclui dificuldades para se lo-</p><p>comover e ouvir e o corpo passa a responder de forma lenta aos mesmos</p><p>estímulos que antes eram respondidos de forma rápida.</p><p>• A velhice promove alterações nas capacidades intelectuais, sensoriais e mo-</p><p>toras, levando, consequentemente, à alteração do tempo de realização de ta-</p><p>refas.</p><p>• Faz-se fundamental que, para compensar os efeitos da velhice, o sujeito es-</p><p>tabeleça uma rotina de exercícios e socialização a fim de manter estímulos</p><p>em relação às suas capacidades.</p><p>• É comum que a velhice gere um estado de nostalgia, em que frequentemente</p><p>o indivíduo passa a visitar seu próprio passado contemplando o que foi ou</p><p>não feito, ou seja, na velhice, a nova identidade se dá a partir da revisão da</p><p>vida, buscando a conciliação entre os fracassos e as conquistas.</p><p>Máximas sobre a velhice</p><p>A velhice traz consigo a necessidade de adaptação, em que o indivíduo tende a diminuir o ritmo</p><p>de suas atividades, sobretudo laborais.</p><p>A velhice traz consigo a contemplação da vida, tanto de sucessos quanto de fracassos vivencia-</p><p>dos ao longo da história do sujeito.</p><p>A velhice pode comprometer tanto as capacidades físicas do sujeito quanto às capacidades</p><p>intelectuais e cognitivas.</p><p>Existem meios de se compensar os danos promovidos pelo tempo na constituição física e men-</p><p>tal do sujeito, como a adoção de rotinas ativas que contemplem alimentação saudável e prática</p><p>regular de exercícios físicos ou outras atividades, sobretudo aquelas que promovem algum nível</p><p>de interação social ativa.</p><p>Apesar dos estigmas relacionados à velhice, esse é um momento importante na vida do sujeito,</p><p>uma oportunidade para ver a vida de outra forma e estabelecer outras rotinas e prioridades das</p><p>exercidas até o momento.</p><p>Fonte: adaptado de Escorsin (2016).</p><p>#pratodosverem: tabela com descrições sobre a velhice de forma</p><p>pormenorizada.</p><p>9</p><p>Saúde</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: idoso em uma consulta médica com profissional de saúde.</p><p>A velhice, mais do que uma condição biológica, é uma condição</p><p>social, ou seja, existem benefícios e empecilhos relacionados a</p><p>cada faixa etária que são reconhecidos e reproduzidos de forma</p><p>coletiva no social.</p><p>Atenção</p><p>Velhice e Mudanças ao Longo da Vida</p><p>A velhice traz consigo muitas mudanças, entre elas na comunicação, afinal, a visão e a</p><p>audição tendem a diminuir, o que leva muitas vezes os idosos a se sentirem ilimitados</p><p>e, não raro, hesitantes no que diz respeito a conversar com outras pessoas, sobretudo</p><p>desconhecidos. Outro fator negativo nessa equação diz respeito às habilidades</p><p>motoras, que podem também limitar o convívio social do sujeito. Evidentemente que</p><p>as perdas da velhice podem ser compensadas com alimentação e exercícios físicos</p><p>adequados (ESCORSIN, 2016).</p><p>10</p><p>O artigo a seguir apresenta uma série de insights acerca das</p><p>perdas cognitivas evidenciadas por idosos.</p><p>Para ler o trabalho na íntegra clique aqui.</p><p>Saiba mais</p><p>A velhice pode trazer consigo prejuízos intelectuais, entre eles a queda de habilidades</p><p>cognitivas, lentidão no raciocínio e, não raro, esquecimento. A velhice escâncara a</p><p>necessidade de ter que aprender a enfrentar a morte.</p><p>A maioria dos idosos já perderam pessoas próximas, o que muitas vezes pode dar</p><p>início a um cenário de solidão e desconforto. A idade avançada torna mais prováveis</p><p>os problemas de saúde, o que pode fazer a possibilidade de morte se tornar mais</p><p>aparente. (ESCORSIN, 2016).</p><p>A velhice, de forma geral, estabelece uma posição paradoxal, afinal, nesse estágio</p><p>da vida o indivíduo tende a buscar a contemplação de novos sentidos, realizando</p><p>atividades, revisando projetos de vida, e não apenas ocupando o tempo livre, contudo,</p><p>muitas vezes, ele tem que lidar com restrições físicas, cognitivas e sociais que vão</p><p>para muito além da sua vontade. Nesse sentido, o idoso, para se manter ativo e buscar</p><p>realização, deve receber apoio, sobretudo da família, mas não apenas dela, devendo</p><p>advertir tanto das políticas públicas como de programas educacionais e sociais e da</p><p>comunidade de forma mais ampla (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Na velhice, o indivíduo já acumulou conhecimento e experiência,</p><p>por conta disso seu olhar contemplativo é diferente em relação a</p><p>vida e ao meio, levando, não raro, a um descompasso entre eles e</p><p>a hegemonia na sociedade.</p><p>Atenção</p><p>https://revistas.pucsp.br/RFCMS/article/download/1874/1288</p><p>11</p><p>O trabalho ocupa um largo espaço na existência humana, e isso não é diferente</p><p>quando falamos na fase da velhice. Nesse sentido, o trabalho parece exercer um papel</p><p>importante no que diz respeito a nortear o desenvolvimento do idoso, assim, muitas</p><p>pesquisas apontam que os idosos que continuam a se relacionar com a atividade de</p><p>trabalho, de forma direta e indireta, acabam por ter mais qualidade de vida e mais</p><p>sentido de vida, mesmo que em atividades que não sejam remuneradas (PILETTI;</p><p>ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Insights sobre velhice</p><p>A velhice é um período em que o indivíduo já adquiriu vivências e experiências, por conta disso,</p><p>apesar das limitações, ele tem meios de contemplar a vida de forma diferenciada.</p><p>O trabalho pode representar uma via importante para garantir atividade e qualidade de vida para</p><p>o idoso, mesmo em atividades não remuneradas.</p><p>Fonte: elaboração do autor (2022).</p><p>#pratodosverem: a tabela ilustra insights sobre a velhice.</p><p>Relações</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: casal de idosos e uma cuidadora.</p><p>12</p><p>Esse artigo traz uma discussão interessante sobre o papel do</p><p>idoso no mercado de trabalho e, mais especificamente, sobre</p><p>as dificuldades envolvidas em inserir os idosos no ambiente de</p><p>trabalho.</p><p>Para ler o trabalho na íntegra clique aqui.</p><p>Saiba mais</p><p>https://biblat.unam.mx/hevila/Revistabrasileirademedicinadotrabalho/2016/vol14/no2/15.pdf</p><p>13</p><p>Conclusão</p><p>O que se entende hoje como velhice representa o fruto de uma evolução histórica,</p><p>marcada por relações que se deram em diferentes espaços e momentos. Nesse</p><p>sentido, se outrora, como na Grécia antiga, valorizava-se o mais velho, reconhecendo</p><p>este como possuidor de mais conhecimento e sabedoria, no presente, em revelia</p><p>desse passado, a velhice traz consigo uma série de preconceitos e estigmas sociais. A</p><p>velhice é, de maneira indubitável, desafiadora, não apenas pelas barreiras e prejuízos</p><p>biológicos que estão envolvidos nesse processo, que trazem consigo prejuízos</p><p>cognitivos e físicos, mas também porque há de se considerar as barreiras sociais,</p><p>que acabam por criar obstáculos à qualidade de vida e ao bem-estar dos mais velhos.</p><p>14</p><p>Referências</p><p>DELVAL, J. O desenvolvimento psicológico humano. Petrópolis: Vozes, 2013.</p><p>ESCORSIN, A. P. Psicologia e desenvolvimento humano. Curitiba: InterSaberes, 2016.</p><p>PILETTI, Nelson; ROSSATO, S. M.; ROSSATO, G. Psicologia do desenvolvimento. São</p><p>Paulo: Contexto, 2014.</p>