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<p>Título do Tema</p><p>Sempre Dentro do</p><p>Triângulo Verde</p><p>(máximo 4 linhas)</p><p>NOME DO AUTOR NO TRIÂNGULO</p><p>PSICOLOGIA DO</p><p>DESENVOLVIMENTO:</p><p>CICLO VITAL</p><p>THIAGO PEREZ BERNARDES DE MORAES</p><p>Unidade 6 – Idosos, e Psicologia</p><p>do Desenvolvimento</p><p>2</p><p>Introdução</p><p>A velhice representa a última fase do ciclo vital, o que é especialmente desafiador,</p><p>sobretudo nas sociedades ocidentais que colocam a vida adulta, mais especificamente</p><p>o papel de produzir, como central na existência humana.</p><p>A psicanálise, dentro dessa perspectiva, traz consigo uma série de insights importantes</p><p>sobre o fenômeno da velhice e suas implicações, sendo que muitas dessas noções</p><p>são de alguma forma validadas pela neurociência, como o bem-estar promovido pela</p><p>manutenção de uma vida ativa por parte dos idosos.</p><p>As perspectivas da psicologia histórico-cultural chamam a atenção para o fato de</p><p>que a velhice não é só um fenômeno biológico, mas também um fenômeno social e</p><p>cultural.</p><p>Nesse sentido, a forma como o indivíduo percebe a velhice, ou mesmo os impactos</p><p>que a velhice tem em sua vida, de forma objetiva, guarda uma relação profunda como</p><p>a forma como o meio valoriza (ou desvaloriza) a velhice e os idosos de forma geral.</p><p>A neurociência vem ampliando fortemente a compreensão sobre a velhice, mais</p><p>especificamente sobre fenômenos como a perda cognitiva ou o desenvolvimento de</p><p>patologias como mal de Parkinson e Alzheimer. Nesse sentido, espera-se que nos</p><p>próximos anos o desenvolvimento da neurociência traga consigo formas cada vez</p><p>mais eficientes de se aumentar a qualidade de vida de idosos, prevenindo doenças e</p><p>melhorando tratamentos.</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>Ao final desta unidade, esperamos que você seja capaz de:</p><p>• Identificar as contribuições dos principais teóricos a respeito da idade adulta</p><p>e da velhice, incluindo as contribuições da tanatologia.</p><p>• Analisar as principais correntes teóricas na área do desenvolvimento humano.</p><p>3</p><p>A Perspectiva Psicanalítica da Velhice</p><p>Freud, considerado como o “pai da psicanálise”, não dedicou tempo específico em</p><p>seus estudos para pesquisar o idoso e a velhice de forma ampla. O estudioso afirmava,</p><p>dentro dessa perspectiva, que depois de certa idade não era interessante o indivíduo</p><p>passar por análise pela grande dificuldade de se colher “bons resultados”. Apesar</p><p>dessa percepção, o pensamento de Freud trouxe consigo temas fundamentais para</p><p>pensar o envelhecimento, como o luto. Muitos psicanalistas associam o processo de</p><p>luto ao envelhecimento, considerando aqui um longo e árduo processo que o invejado</p><p>idoso vivencia consigo mesmo ao elaborar a morte simbólica do corpo jovem e belo</p><p>(PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Velhice como fase da vida</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: fotografia de uma pessoa idosa com sua cuidadora.</p><p>O idoso demanda, no exercício de sua vida, ter em mãos projetos e outras fontes de</p><p>atenção para além do seu eu para que possa deslocar suas energias. Existe aqui um</p><p>universo de possibilidades, que pode contemplar, por exemplo, a atuação em âmbito</p><p>voluntário no campo da caridade ou, ainda, o investimento do desenvolvimento de</p><p>novas habilidades, nesse sentido, do ponto de vista psicanalítico, compreende esse</p><p>deslocamento de energia como fundamental tanto para a manutenção da subjetividade</p><p>4</p><p>do sujeito quanto para diminuir a probabilidade e/ou a intensidade de processos que</p><p>envolvam depressão e sofrimento. Quando o idoso mantém possibilidades e vínculo</p><p>com outros sujeitos e novos objetos, criam-se vias para fornecer novos sentidos à</p><p>vida (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>Piletti, Rossato e Rossato (2014) afirmam que a neurociência trouxe uma compreensão</p><p>mais expressiva da velhice, mais especificamente das limitações dos processos</p><p>neurodegenerativos que aqui se associam. Todavia, os autores elencam que a</p><p>velhice não deve ser apenas compreendida enquanto escopo de transformações</p><p>psicológicas, sociais e físicas, antes disso, deve-se compreendê-la como cada uma</p><p>dessas mudanças se conjuga e como elas se relacionam entre si e como essas</p><p>relações, por sua vez, afetam o sujeito e seu desenvolvimento.</p><p>A compreensão do idoso passa para além da neurociência, demandando o exercício</p><p>da escuta, em especial sobre as necessidades e os modos como cada um vivencia e</p><p>percebe a velhice, considerando a base psíquica involucrada, assim como os aspectos</p><p>socioeconômicos. Existem muitas formas do idoso ir “contra a maré”, resistindo aos</p><p>processos impostos pelo amadurecimento biológico, como empreender esforços em</p><p>aprender habilidades e técnicas, ou mesmo, o ato de desempenhar uma atividade</p><p>nova ou, ainda, relacionar-se com pessoas diferentes, podendo tudo isso trazer</p><p>consigo novas aprendizagens, movimentos, promovendo bem-estar e adequação ao</p><p>desenvolvimento.</p><p>Não restam dúvidas de que ao investir no idoso, mantendo-o</p><p>saudável e valorizado, tem-se o acréscimo de benefícios no que</p><p>diz respeito à qualidade de vida. Nesse sentido, vale aqui um</p><p>questionamento: o que impede, atualmente, e possivelmente no</p><p>futuro, que os idosos se mantenham ativos e valorizados em</p><p>nossa sociedade?</p><p>Reflita</p><p>5</p><p>Neuroimagem</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: representação de uma neuroimagem.</p><p>Velhice e a Perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural</p><p>É interessante destacar que a cultura determina nossa “visão de mundo”. Ela</p><p>não representa um construto físico e estático, mas sim se trata de um arcabouço</p><p>constituído de forma coletiva, que é ao mesmo tempo dinâmico e fluido, ou seja,</p><p>varia no tempo e no espaço de forma constante. Assim, tanto a cultura quanto às</p><p>percepções e representações sociais são mutantes.</p><p>Por um longo período histórico, os idosos permaneceram ocultos pela sociedade,</p><p>compreendidos como incapazes e ou inúteis. Fala-se em uma percepção de velhice</p><p>marcada por estigmas sociais que são subjetivados pelo sujeito. De forma paradoxal,</p><p>os idosos vivenciam ideais culturais relacionadas à juventude, ao corpo, à estética,</p><p>contudo, depara-se com corpos marcados pelo tempo e com restrições físicas que</p><p>obstaculiza uma série de ações, levando muitos a acreditarem que não têm mais</p><p>serventia para a sociedade, não se adequando para tal. Em verdade, a percepção</p><p>sobre o próprio corpo, sustentada pelo idoso, é aprendida ao longo da vida por via de</p><p>códigos culturais que modelam a percepção e a reação em relação ao corpo (PILETTI;</p><p>ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>6</p><p>O texto a seguir faz uma reflexão analítica acerca do fenômeno da</p><p>velhice, tomando como base o desenvolvimento humano dentro</p><p>do eixo de compreensão da psicologia histórico-cultural.</p><p>Para ler o artigo na íntegra clique aqui.</p><p>Saiba mais</p><p>Como o sujeito está atrelado ao seu meio e aos efeitos e percepções, o bem-estar</p><p>do idoso, em parte, relaciona-se com o contexto da cultura dominante. Na cultura</p><p>ocidental, por exemplo, é comum um grande descontentamento e insatisfação dos</p><p>idosos para consigo mesmos, visto a presente contradição que reside em almejar</p><p>vidas cada vez mais longas sem, contudo, ter que arcar com as marcas legadas</p><p>pela velhice. Em contraste, em culturas tradicionais, é comum que as pessoas mais</p><p>velhas sejam reconhecidas como detentoras de um status positivo, o que leva essas a</p><p>serem valorizadas por suas experiências e percebidas como indivíduos que merecem</p><p>respeito. No Japão, por exemplo, a mulher idosa é apreciada como uma “bonequinha”,</p><p>ou seja, como alguém que vivencia um tipo de segunda infância, que pode usufruir de</p><p>liberdade para fazer ações que provavelmente não teria em outras idades. Se voltar</p><p>ao passado, na Grécia antiga, o idoso era valorizado como um símbolo de sabedoria,</p><p>alguém que por sua condição deveria ser ativo na educação dos mais jovens e no</p><p>governo do país (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>A cultura afeta os valores, as ideias e as percepções do sujeito</p><p>em relação a si mesmo e ao seu meio. Nesse escopo, a forma</p><p>como o idoso se percebe e as reações advindas dessa percepção</p><p>guardam relação com diferentes variáveis, entre</p><p>elas a idealização</p><p>do conceito de idoso e como a velhice é encarada em cada</p><p>sociedade.</p><p>Atenção</p><p>O processo da velhice às vezes tende a ser muito difícil, pois traz consigo conflitos</p><p>em relação a como o sujeito vê a si mesmo e em como é visto pelos familiares e pela</p><p>sociedade de forma geral, sendo tais percepções balizadas pela cultura, que por sua</p><p>vez pode privilegiar ou constranger os idosos.</p><p>https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/220207689.pdf</p><p>7</p><p>A velhice de forma geral apresenta-se de forma diversificada e múltipla, por conta</p><p>disso não falamos em velhice, mas sim em velhices, no plural. (PILETTI; ROSSATO;</p><p>ROSSATO, 2014).</p><p>Relações cotidianas</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: fotografia de duas pessoas, sendo uma mais idosa manipu-</p><p>lando um computador.</p><p>Na sociedade dos dias de hoje, o fornecimento de saberes e aportes advindos das</p><p>ciências, do mundo artístico e das relações sociais faz-se necessário aos idosos,</p><p>pensando aqui nas disposições das qualidades humanas e nos objetos da cultura.</p><p>Os idosos devem se relacionar com o mundo, mediados pela linguagem e pelos</p><p>sujeitos, para que possam reproduzir o uso social e recriá-los constantemente em</p><p>uma relação dialética que envolve apropriação e objetivação, dando margem para</p><p>a criação de novas formas de ser na sociedade e novos objetos que tenham como</p><p>protagonista o idoso em sua essência (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>A velhice é compreendida não só como um processo biológico, sendo mais</p><p>importante que isso, como um processo social e cultural. Em larga medida, a</p><p>velhice leva o indivíduo, por exemplo, a se ver dominado por conta do isolamento</p><p>afetivo, impossibilitando, muitas vezes, a realização pessoal de tudo que não foi</p><p>resolvido na juventude e na fase adulta. Na velhice tende a se tornar mais presente a</p><p>contemplação da possibilidade de desenvolver habilidades até então não trabalhadas</p><p>e a estruturação de laços amorosos e afetivos novos (BUENO, 2020). Na tabela a</p><p>seguir, denota-se a divisão da velhice em três escopos distintos.</p><p>8</p><p>Diferentes fases da velhice</p><p>Adultez velha inicial Adultez velha plena Adultez velha final</p><p>Refere-se ao período que</p><p>vai dos 65 aos 70 anos, em</p><p>que o idoso tem que lidar</p><p>com uma série de desejos</p><p>relacionados a realizações</p><p>sociais que ainda se</p><p>plasmam e perpassam toda</p><p>sua subjetividade de forma</p><p>geral.</p><p>Dos 70 aos 75 anos, etapa</p><p>em que o indivíduo deseja</p><p>mostrar que ainda tem</p><p>capacidade e controle</p><p>pessoal, querendo, assim, a</p><p>não dependência em relação</p><p>a terceiros. O idoso busca</p><p>nessa fase ser aceito e ter</p><p>atenção.</p><p>Vai dos 75 anos até o fim da</p><p>vida do indivíduo. Em parte,</p><p>tem-se aqui a continuidade</p><p>da “adultez velha plena”, mas</p><p>também o desenvolvimento</p><p>de diferentes possibilidades</p><p>de expressão individual que</p><p>tendem a vir acompanhadas</p><p>em alguma medida do declínio</p><p>biológico.</p><p>Fonte: adaptado de Buenos (2020).</p><p>#paratodosverem: tabela ilustrando as três dimensões da velhice, sendo elas:</p><p>adultez velha inicial, adultez velha plena e adultez velha final.</p><p>Idosos</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: grupo de quatro idosos abraçados.</p><p>A Neurociência da Velhice</p><p>A neurociência é um campo em ascensão que traz insights importantes para</p><p>compreendermos o ser humano nos diferentes estágios da vida no que diz respeito</p><p>ao seu desenvolvimento neurobiológico, em especial na velhice. A neurociência</p><p>oferece olhares e saberes promissores em campos que se relacionam com a velhice,</p><p>como as doenças neurodegenerativas mais comuns em idosos, como Alzheimer, mal</p><p>de Parkinson e esclerose múltipla, além de fornecer insights sobre outras condições</p><p>presentes em idosos, mas comuns a outros grupos, como distúrbios psiquiátricos,</p><p>esquizofrenia e depressão, ou mesmo déficits de aprendizagem e sequelas</p><p>9</p><p>relacionadas a acidente vascular cerebral ou outros tipos de acidentes que causam</p><p>comprometimento neurológico do indivíduo (PILETTI; ROSSATO; ROSSATO, 2014).</p><p>A neurociência é um campo interdisciplinar que traz diferentes</p><p>ferramentas para se observar um objeto em comum e seu</p><p>impacto no comportamento dos sujeitos: o cérebro. Nesse</p><p>sentido, condições como mal de Parkinson e o Alzheimer são,</p><p>antes de qualquer coisa, condições neurológicas, por conta disso</p><p>é esperado que o avanço do conhecimento neurocientífico leve a</p><p>formas mais eficientes de prevenir e tratar doenças com impacto</p><p>neurológico.</p><p>Atenção</p><p>Conforme se elenca na tabela a seguir, o cérebro é constituído de três classes distintas</p><p>de neurônios.</p><p>Classes de neurônios</p><p>Sensitivos Motores Associativos</p><p>Responsáveis pela</p><p>transmissão dos estímulos até</p><p>o sistema nervoso central do</p><p>sujeito.</p><p>Leva estímulos do sistema</p><p>nervoso central do sujeito</p><p>até o sistema nervoso</p><p>periférico.</p><p>Têm incumbência de lidar</p><p>com os neurônios motores</p><p>até aos neurônios sensitivos.</p><p>Fonte: elaboração do autor (2022) a partir de Piletti, Rossato e Rossato (2014).</p><p>#pratodosverem: tabela explicando as características dos neurônios sensiti-</p><p>vos, motores e associativos.</p><p>O artigo a seguir versa sobre as nuances da fisiologia do</p><p>envelhecimento, tomando como pano de fundo a neurociência e</p><p>foco na neuroplasticidade, mais especificamente as consequências</p><p>cognitivas aqui envolvidas.</p><p>Para ler o artigo na íntegra clique aqui.</p><p>Saiba mais</p><p>https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/12447</p><p>10</p><p>Cérebro humano</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2022).</p><p>#pratodosverem: representação de um cérebro humano em funcionamento.</p><p>Em alguma medida, na velhice, essas três classes de neurônios são atingidas,</p><p>levando a condições difíceis, por exemplo, ao esquecimento, ou mesmo a condições</p><p>patológicas, como o Alzheimer ou outras condições. É fundamental que o idoso se</p><p>mantenha ativo, com um estilo de vida saudável e alimentação equilibrada a fim de</p><p>mitigar ou ao menos diminuir os efeitos adversos da velhice.</p><p>Ademir Buenos (2020) afirma que:</p><p>• Para idoso, cada ano vivido representa, para além de um período vivenciado</p><p>de vida, um percurso em perspectiva existencial marcado por elevada ex-</p><p>pressão individual, que tende a ser marcado por notável declínio biológico,</p><p>em um ritmo que se eleva quanto mais próximo está do “fim da vida humana”.</p><p>• A compreensão neurocientífica dentro desse sentido fornece um aporte mais</p><p>robusto tanto no que diz respeito aos aspectos psicológicos quanto fisioló-</p><p>gicos, balizando em larga medida a conduta humana.</p><p>• O exercício de se compreender as necessidades do sujeito é saciado pela</p><p>interpretação complexa dos mecanismos psicológicos e processos psico-</p><p>lógicos que estão permeados de forma diferente em cada indivíduo por toda</p><p>vida adulta, e de forma ainda mais importante na velhice.</p><p>11</p><p>Conclusão</p><p>Mais do que um fenômeno biológico, a velhice é um fenômeno cultural, social</p><p>e, até certo ponto, político e econômico. Nesse sentido, a cultura e o imaginário</p><p>coletivo determinam a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, como também</p><p>a frequência e a intensidade de pressões sociais que a velhice recebe, negativas e</p><p>positivas. A neurociência dentro desse contexto tem trazido consigo promessas</p><p>importantes no que diz respeito às possibilidades de prevenção em relação às</p><p>doenças neurodegenerativas na velhice, como também a possibilidade de caminhos</p><p>mais efetivos para tratamentos e para a promoção de melhor qualidade de vida.</p><p>12</p><p>Referências</p><p>BUENO, A. Psicologia do desenvolvimento humano. Curitiba: Contentus, 2020.</p><p>ESCORSIN, A. P. Psicologia e desenvolvimento humano. Curitiba: InterSaberes, 2016.</p><p>PILETTI, N.; ROSSATO, S. M.; ROSSATO, G. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo:</p><p>Contexto, 2014.</p><p>_30j0zll</p><p>_1fob9te</p><p>_3znysh7</p>

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