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<p>UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO “ LATO SENSU”</p><p>PROJETO A VEZ DO MESTRE</p><p>A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO SUPERVISOR ESCOLAR NA</p><p>FORMAÇÃO DE PROFESSORES.</p><p>Por: Aline Machado Muniz de Oliveira</p><p>Orientador: Mary sue</p><p>Rio de Janeiro</p><p>2011</p><p>2</p><p>UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO “ LATO SENSU”</p><p>PROJETO A VEZ DO MESTRE</p><p>A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO SUPERVISOR ESCOLAR NA</p><p>FORMAÇÃO DE PROFESSORES.</p><p>Apresentação da monografia à</p><p>Universidade Cândido Mendes como</p><p>requisito parcial de especialista em</p><p>Administração e Supervisão Escolar</p><p>Por: Aline Machado Muniz de Oliveira</p><p>3</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Agradeço, em primeiro lugar, a Deus pela proteção e força nesta</p><p>caminhada de lutas e conquistas.</p><p>Aos meus pais por todo apoio dado durante esse ano e em todos os</p><p>anos de minha vida.</p><p>Ao meu marido pela compreensão e colaboração diária, em ele a</p><p>conclusão desse curso não seria possível.</p><p>À minha amiga Monica Melo, que foi minha companheira e parceira de</p><p>estudos, que contribui muito para a realização desse projeto.</p><p>À minha professora orientadora Mary Sue, pelas maravilhosas palavras</p><p>de estimulo e incentivo.</p><p>4</p><p>DEDICATÓRIA</p><p>Dedico este trabalho ao meu</p><p>querido tio Paulo que foi um pai</p><p>pra mim durante toda a sua vida e</p><p>que me incentivou muito para que</p><p>eu realizasse este curso me</p><p>motivando durante toda essa</p><p>jornada.</p><p>5</p><p>RESUMO</p><p>Esta monografia visa, por meio de uma reunião de várias</p><p>contribuições de grandes autores que escreveram sobre a supervisão escola,</p><p>mostrar a importância da atuação desse profissional no auxílio das ações dos</p><p>docentes em sala de aula, proporcionando uma parceria ideal para a</p><p>concretização de suas realizações.</p><p>Percebe-se também que, o supervisor, é capaz de agir e de pensar</p><p>com inteligência, sagacidade, equilíbrio liderança e autoridade; valores esses</p><p>que permeiam sua atuação de forma responsável e comprometida, auxiliando</p><p>nas questões relacionadas a sala de aula , realizando um trabalho participativo</p><p>sendo agente de transformações, colocando em prática ações que efetivem a</p><p>construção de uma escola transformadora.</p><p>Enfim, somente sendo um supervisor perspicaz as características e</p><p>necessidades de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem</p><p>tendo senso de responsabilidade e de iniciativa, é que conseguirá ser um</p><p>profissional que trabalha em prol da harmonia da instituição escolar.</p><p>6</p><p>METODOLOGIA</p><p>Este trabalho foi desenvolvido através de várias leituras</p><p>realizadas sobre a supervisão escolar, o intuito dessa pequisa, é</p><p>promover a reflexão da prática atual dos supervisores escolares e</p><p>as transformações que são necessárias para o desenvolvimento de</p><p>uma educação de qualidade. Buscando dessa forma, a superação</p><p>das ações realizadas pelos professores enfrentando os desafios</p><p>que são encarados por eles cotidianamente.</p><p>Desta maneira, temos, um estudo que procurou fazer a</p><p>análise da questão que sempre surge com muita polêmica nas</p><p>escolas a importância do supervisor escolar na formação</p><p>continuada dos professores, e com uma bibliografia bem variada</p><p>tenta-se levar o leitor a compreender de forma clara a proposta</p><p>deste.</p><p>7</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO HHHHHHHHHHHHHHH... 8</p><p>CAPITULO I HHHHHHHHHHHHHH....... 11</p><p>Um breve histórico do papel do Supervisor Escolar.</p><p>CAPITULO II ........................................................... 19</p><p>A ação supervisora no mundo contemporâneo.</p><p>2.1- O Supervisor escolar frente a uma gestão</p><p>democrática. ......................................................... 26</p><p>CAPITULO III ............................................................ 31</p><p>A relevância de um supervisor articulador na formação</p><p>continuada do docente.</p><p>CONCLUSÃO ........................................................... 37</p><p>BIBLIOGRAFIA ........................................................ 40</p><p>ÍNDICE ...................................................................... 42</p><p>8</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>“Enquanto a Educação for utópica em sua complexidade, o</p><p>sonho é necessário para que possamos trilhar um caminho”.</p><p>Roberto Giancaterino</p><p>Este trabalho de pesquisa nasceu da vontade que tenho</p><p>de ver professores e supervisores trabalhando em parceria dentro</p><p>das escolas, pois, durante muito tempo o supervisor era vista pelos</p><p>professores, como o algoz das relações escolares.</p><p>Quero então com este estudo, apresentar algumas</p><p>ressignificações sobre a prática do supervisor a partir de uma</p><p>concepção da escola com lócus na formação continuada voltada</p><p>para uma prática crítico reflexiva. Ocorre que os currículos tendem</p><p>a distanciar a teoria da prática, tornando cada dia mais inviável a</p><p>execução de uma práxis de sucesso. Os cursos de formação de</p><p>professores tendem a propiciar inicialmente um conhecimento</p><p>teórico com uma base sólida, deixando para o final do curso à</p><p>prática profissional através dos estágios. Na finalização do curso,</p><p>os professores estão desprovidos de conhecimentos e de</p><p>procedimentos que lhes auxiliem a dar conta da ação pedagógica.</p><p>Tentarei então, mostrar que, a união do trabalho docente com o</p><p>lado técnico pedagógico que é desenvolvido pelo supervisor,</p><p>desprovidos de qualquer rixa existentes entre as categorias, tem</p><p>9</p><p>condições de propiciar a verificação de todas as dificuldades e</p><p>carências existentes, buscando então preencher as lacunas que</p><p>surgem no processo e na relação.</p><p>É neste contexto que está o Supervisor Escolar, que</p><p>tem seu trabalho ligado a formação dos professores. O trabalho do</p><p>supervisor é de suma importância e de alta complexidade, além de</p><p>ser agente transformador para a práxis educativa.</p><p>É de conhecimento da maioria que a atualização</p><p>constante dos docentes, deve ser uma prática constante e</p><p>incentivada pelas próprias instituições de ensino. Portanto, cabe</p><p>também ao supervisor com a força de seu trabalho garantir que seu</p><p>grupo de docente possa contemplar essas possibilidades. É certo</p><p>também, que é necessário que o docente consiga entender que</p><p>manter uma boa formação é fundamental para que possa</p><p>desenvolver uma visão critico – reflexiva.</p><p>Nesse sentido, inicialmente buscaremos situar a prática</p><p>pedagógica do supervisor escolar a partir de um quadro mais geral,</p><p>que aborda, de forma introdutória aspectos que vão desde o</p><p>contexto de surgimento da função supervisora a sua</p><p>profissionalização. Em seguida realizaremos uma leitura introdutória</p><p>do contexto contemporâneo, buscando detectar como seu reflexo</p><p>10</p><p>no cenário educativo. Na seqüência apresentaremos algumas</p><p>perspectivas teóricas que subsidiaram a reconfiguração da</p><p>formação de professores, da escola e da prática pedagógica.</p><p>Finalizaremos apresentando nossas conclusões em construção a</p><p>partir do referencial teórico, levantando algumas perspectivas para</p><p>a ressignificação da prática pedagógica do supervisor escolar e da</p><p>instituição educativa a partir da formação continuada realizada no</p><p>lócus escolar.</p><p>11</p><p>CAPÍTULO I</p><p>UM BREVE HISTÓRICO DO PAPEL DO SUPERVISOR</p><p>ESCOLAR.</p><p>Neste capítulo, será feito um breve panorama histórico</p><p>da função supervisora desde seu surgimento na época dos jesuítas</p><p>com as figuras do prefeito de estudos e do inspetor passando por</p><p>todas as mudanças que a seguiram.</p><p>É possível identificar a ação supervisora, no decorrer da</p><p>história. A função do supervisor tem como significado “visão</p><p>superior”. Mais estritamente, o termo supervisão significa olhar por</p><p>cima, possibilitando uma visão globalizada de todo o processo.</p><p>Segundo Demerval Saviane (1999), a função da</p><p>supervisão escolar se faz presente desde as sociedades</p><p>mais</p><p>primitivas, nesta época a sustentabilidade dos grupos era feita</p><p>através da produção coletiva, onde os homens ainda não eram</p><p>divididos em classes e tudo era feito em grupo, a ação educativa</p><p>era exercida pelo ambiente, pelo meio e pelas relações. Os adultos</p><p>educavam de forma indireta, vigiando, protegendo e fiscalizando as</p><p>crianças, ou seja, supervisionando–as.</p><p>Com a divisão de classes na Idade Média, surge a</p><p>escola como o espaço onde se dá a educação, que era diferenciada</p><p>para as classes dominantes (proprietários) que frequentavam as</p><p>escolas e as classes dominadas (os escravos) que eram educados</p><p>12</p><p>apenas para o trabalho. Neste momento a função do supervisor é</p><p>representada através do professor que controla, fiscaliza, corrige e</p><p>pune através de castigos físicos.</p><p>Na Grécia a figura do supervisor torna–se mais visível</p><p>com a presença do pedagogo, que devia supervisionar</p><p>constantemente os atos das crianças. Ele era uma espécie de</p><p>escravo do rei, que conduzia e acompanhava as crianças aos locais</p><p>de ensinamento. Essa função de pedagogo não exigia nenhuma</p><p>formação específica, pois a idéia de educação grega era de apenas</p><p>formar o homem para que ele seguisse de forma obediente os</p><p>costumes e as questões culturais gregas. Este era o ideal grego de</p><p>educação, algo que não poderia deixar de ser seguido, assim, a</p><p>função do supervisor passa a existir.</p><p>Com a passagem da Idade Medieval para a sociedade</p><p>capitalista, surge a burguesia e a indústria acarretando várias</p><p>mudanças na educação. Ela deixa de ser assistemática passando</p><p>para sistemática, com produção de saberes entre outras. Esta nova</p><p>situação faz surgir a idéia do supervisor com o papel do inspetor,</p><p>responsável pela ordem e pelo cumprimento das regras desta nova</p><p>instituição.</p><p>Nesse período a idéia da supervisão é muito forte e</p><p>presente por intermédio das manifestações religiosas propostas</p><p>pelos Jesuítas, Calvino, Lutero entre outros, e seus planos de</p><p>estudos.</p><p>13</p><p>Os Jesuítas foram os primeiros educadores. A educação</p><p>não era considerada um valor social importante para uma</p><p>sociedade agrário-exportadora dependente, na verdade era uma</p><p>arma de controle social. A tarefa educacional baseava-se na</p><p>catequese e na instrução para os indígenas, entretanto a educação</p><p>dispensada aos filhos da elite colonial mostrava-se diferenciada.</p><p>É notório que neste momento o supervisor exerce certa</p><p>autoridade, mas que ainda é distante de uma autonomia.</p><p>Com a expulsão dos jesuítas, ocorrendo no fim do</p><p>período religioso, dá-se inicio a Reforma Pombalina, onde foi criado</p><p>um alvará que previa a criação do cargo de diretor geral dos</p><p>estudos, que exercia a supervisão envolvendo aspectos de direção,</p><p>fiscalização, coordenação, inspeção e orientação de ensino. Desta</p><p>maneira é incorporada a idéia de supervisão os aspectos</p><p>administrativos.</p><p>Com a independência do Brasil é formulada a primeira</p><p>Lei para instrução pública em 15 de outubro de 1827, que institui as</p><p>Escolas de Primeiras Letras que era baseada no “Ensino Mútuo”.</p><p>Este método atribuía ao professor a função de supervisor e a de</p><p>docente.Caberia então a ele as funções de supervisionar as</p><p>atividades de ensino e a aprendizagem dos alunos.</p><p>Durante este período Imperial ficou estabelecido que a</p><p>função supervisora deveria ser exercida por agentes específicos</p><p>para uma supervisão permanente; essa missão foi atribuída ao</p><p>Inspetor Geral que supervisionava todas as escolas, colégios, casas</p><p>14</p><p>de educação e demais , públicos e privados. Cabia ainda a esta</p><p>figura presidir exames aos professores e lhes conferir o diploma,</p><p>autorizar abertura de escolas privadas e realizar a revisão dos livros</p><p>que seriam publicados.</p><p>O inspetor deveria ser um individuo de grande prestigio</p><p>pessoal e conhecimento com pessoas importantes e com</p><p>autoridades constituídas. Seus deveres incluíam a fiscalização e</p><p>padronização das rotinas escolares ás normas oficiais emanadas</p><p>das autoridades centrais, por este motivo, exercia essas funções</p><p>como “autoridade do sistema”, realizando visitas corretivas e</p><p>registros permanentes que geravam a produção de relatórios que</p><p>eram encaminhados aos órgãos centrais. Com o objetivo de</p><p>fiscalizar desvio da ação pedagógica em relação aos padrões</p><p>estabelecidos pela Lei.</p><p>No inicio do período Republicano é aprovada a Reforma</p><p>de Benjamim Constant que acaba por consolidar através da</p><p>educação a consolidação da burguesia. Neste momento, a</p><p>Pedagogia Tradicional se estabelece no Brasil e a ênfase</p><p>pedagógica recai no ensino focado no professor, com uma relação</p><p>hierarquizada. “o método de ensino é calcado nos cinco passos</p><p>formais de Herbart”. (VEIGA,2004)</p><p>Neste período, função de supervisor era exercida pelo</p><p>inspetor que deveria ser uma pessoa qualificada, experiente e</p><p>sensível para com técnicos pedagógicos do processo de ensino-</p><p>aprendizagem. Dentre as principais atribuições do supervisor cito as</p><p>de maior destaque: orientar, controlar, supervisionar, fiscalizar e</p><p>15</p><p>inspecionar todo processo educacional através de conferências,</p><p>palestras e visitas, acompanhar o desenvolvimento do currículo nos</p><p>estabelecimentos, com o objetivo de orientar pedagogicamente os</p><p>professores mais jovens, buscando eficiência, introduzindo</p><p>inovações, modernizando os métodos de ensino e promovendo um</p><p>acompanhamento mais atento do currículo pleno nos</p><p>estabelecimentos.</p><p>Na década de 20, inicia-se o surgimento dos</p><p>profissionais da educação (os técnicos), como uma nova categoria</p><p>profissional e a criação da ABE ( Associação Brasileira da</p><p>Educação ). Seguindo essas criações surge em 1924 o</p><p>Departamento Nacional de Ensino e o Conselho Nacional de</p><p>Ensino que separou a parte técnica da administrativa que eram</p><p>geridas pelo Conselho Superior de Ensino. Esta divisão deu o</p><p>ponta pé inicial para a criação do Ministério da Educação e Saúde</p><p>Pública que propiciou o surgimento da função do supervisor</p><p>desassociada da figura do diretor ou do inspetor. E cada um passa</p><p>a exercer respectivamente a responsabilidade pela parte técnica e o</p><p>outro pela parte administrativa.</p><p>A Supervisão Escolar propriamente dita surge pela</p><p>primeira vez no Brasil com Reforma de Francisco Campos decreto</p><p>Lei 19.890 de 18/04/31, mas assumindo um papel bem diferente</p><p>daquele que vinha sendo realizado, de fiscalizar e inspecionar o</p><p>trabalho docente, “... cabia também ao inspetor geral presidir os</p><p>exames dos professores e lhes conferir o diploma, autorizar a</p><p>16</p><p>abertura das escolas particulares e até rever os livros, corrigi-los ou</p><p>substituí-los por outros.” (FERREIRA, 1999).</p><p>Neste período a atuação destes profissionais, era</p><p>restrita a executar as normas ‘prescritas’ pelos órgãos superiores, e</p><p>eram chamados de ’orientadores pedagógicos’ ou ‘orientadores de</p><p>escola’, tendo como função básica à inspeção (ANJOS, 1988).</p><p>Fazendo uma análise com o que Anjos nos diz com a</p><p>origem etimológica da palavra, supervisão que é:</p><p>’SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou</p><p>orientar em plano superior; superintender, supervisionar’ (FEREIRA,</p><p>1993, p. 520), torna-se possível aproximar o surgimento deste</p><p>profissional com a função que por ele deveria ser exercida. Colocar-</p><p>se em plano superior aos professores para inspecionar, ‘garantir a</p><p>execução de’, seriam suas atribuições neste momento da história.</p><p>Após a revolução de 1930, que culminou num golpe de</p><p>estado que depôs o então presidente da república, teve inicio um</p><p>novo processo educacional, que caminhou para reestruturação do</p><p>ensino brasileiro. Neste período os supervisores eram preparados e</p><p>formados através dos cursos que eram promovidos pelo Programa</p><p>América - Brasileiro de Assistência ao Ensino Elementar (PABAEE),</p><p>sendo que o supervisor caberia a ele somente atender ao ensino</p><p>primário.</p><p>Iniciando a década de 60, mas precisamente em 1961</p><p>foi promulgada a primeira LDB, e com ela a formação</p><p>dos</p><p>supervisores passou para o ensino normal e através dela ficou</p><p>17</p><p>estabelecido que os governos estaduais e municipais ficariam</p><p>incumbidos de organizar e executar os serviços educacionais.</p><p>Com a implementação da ditadura militar em 64, a</p><p>educação acaba por ganhar novo caráter, os serviços educacionais</p><p>ganham um perfil tecnicista e a educação veste a capa do</p><p>autoritarismo e da repressão, num processo educativo que buscava</p><p>resultados rápidos que visavam atender aos resultados econômicos</p><p>de segurança nacional. O papel do supervisor neste cenário era de</p><p>controlara a qualidade e garantir a melhoria do ensino, sendo que</p><p>este deveria ter formação específica. A formação especifica dos</p><p>profissionais da educação só passou a acontecer depois das</p><p>reformas de primeiro e segundo graus e universitária, que acabou</p><p>reformulando o Curso de Pedagogia, que ganhou novas áreas de</p><p>atuação: a administração, a inspeção, supervisão e orientação.</p><p>Garantindo assim, a profissionalização da função do supervisor.</p><p>Nos anos 80, com a crise econômica e a Nova</p><p>República, dá–se inicio a uma nova fase, onde grandes mudanças</p><p>ocorrem na educação. Este momento é um marco para a função</p><p>supervisora que passaria a adotar um caráter político. Mesmo já</p><p>possuindo uma identidade e sendo reconhecido como supervisor</p><p>esse pedagogo, teria que assumir um novo papel que englobava as</p><p>suas funções políticas, com autonomia envolvendo a escola, os</p><p>planejamentos, a comunidade e o sistema.</p><p>Saviani afirma que nem o próprio supervisor tem</p><p>consciência de seu papel político:</p><p>18</p><p>Nem o supervisor se dá conta de que</p><p>cumpre uma função política; se o supervisor</p><p>não se dá conta de que cumpre uma função</p><p>política, tampouco tem consciência de que</p><p>função é essa, e menos ainda, sabe</p><p>explicitá-la. Numa primeira análise, é</p><p>possível dizer que a função política que os</p><p>supervisores( em sua maioria)</p><p>desempenham não é a que gostariam de</p><p>estar desempenhando(1999 p.32)</p><p>.</p><p>Pode-se então afirmar que de acordo com o contexto</p><p>histórico e político os supervisores tinham um papel específico para</p><p>a sua função, representando assim um importante papel na divisão</p><p>do trabalho escolar.</p><p>Mediante ao exposto, podemos concluir que muitas foram</p><p>as transformações ocorridas na legislação, que acabaram por</p><p>modificar a função supervisora. Na prática, muitas vezes, as</p><p>mudanças acontecem mais lentamente, porém, o agir</p><p>individualmente, não modifica a visão do trabalho que transforma as</p><p>práticas educativas.</p><p>19</p><p>CAPITULO II</p><p>A AÇÃO SUPERVISORA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO</p><p>“O pedagogo não pode mais ser aquele</p><p>elemento da escola que tem como única</p><p>perspectiva promover a adaptação dos</p><p>indivíduos, pois, ao permanecer nessa prática,</p><p>simplesmente continua a valorizar o poder das</p><p>estruturas dominantes e, consequentemente,</p><p>a dominação do capital e a submissão ao</p><p>trabalho.” (Urbanetz e Silva, pag.58)</p><p>A escola é vista atualmente como uma organização social</p><p>e cultural que tem seu papel bem definido e dividido para execução</p><p>dos planejamentos a serem executados. “ A missa da escola nos</p><p>tempo atuais e de acordo com a legislação em vigor, é, promover o</p><p>pleno desenvolvimento do aluno preparando-o para a cidadania e</p><p>qualificando-o para o trabalho”(SANTOS, 2004,p.11).</p><p>Atualmente uma escola atende a diferentes tipos de</p><p>clientela, convivendo com culturas diferentes. Neste novo contexto</p><p>o olhar que se tinha sobre o papel do supervisor escolar começou a</p><p>ter novos rumos para contemplar as necessidades deste novo</p><p>grupo que ele passará a atender.Conforme Penin & Vieira ( 2002,</p><p>p.26),</p><p>20</p><p>Há a necessidade de a escola repensar</p><p>profundamente sua organização, sua gestão, sua</p><p>maneira de definir os tempos, os espaços, os</p><p>meios e a forma de ensinar – ou seja, o se jeito</p><p>de fazer a escola!. É hora de jogar fora as roupas</p><p>velhas e tornar a vestir a escola, a partir da</p><p>essência – sua função social - que permanece :</p><p>ensinar bem e preparar os indivíduos para</p><p>exercer cidadania e o trabalho no contexto de</p><p>uma sociedade complexa enquanto se realizam</p><p>como pessoas.</p><p>Esta necessidade de se adequar vai de encontro com a</p><p>superação de papéis que o supervisor assumia até o presente</p><p>instante.O papel do supervisor neste novo processo educacional é</p><p>de ser um mediador entre o professor e sua sala de aula.</p><p>Analisar a prática docente na atualidade se faz preciso, já</p><p>que o conhecimento não está restrito apenas ao espaço escolar.</p><p>Antes, ao professor cabia apenas transmitir o</p><p>conhecimento de forma pronta e acabada. Agora,</p><p>se espera que ele seja o mediador entre os</p><p>alunos e o conhecimento, facilitando a</p><p>aprendizagem. Seu principal papel é, pois, o de</p><p>orientar e guiar as atividades dos alunos,</p><p>levando-os a aprender, progressivamente, os</p><p>21</p><p>conteúdos escolares, compreendendo o seu</p><p>significado e importância. (DAVIS &</p><p>GROSBAUM,2002,p. 81-82)</p><p>Mostra-se aqui, a necessidade de se expor com mais</p><p>clareza a função o supervisor. O trabalho do supervisor escolar é</p><p>de mediar a relação do professor e dos alunos no cotidiano da</p><p>escola, apoiando o docente em todos os momentos e em todos os</p><p>sentidos, sendo ele um elo de importância para a aprendizagem.</p><p>Alarcão (2001, p. 13) acrescenta o seguinte:</p><p>A função supervisora pode ser compreendida</p><p>como um processo em que um professor, em</p><p>principio mais informado, orienta um outro</p><p>professor ou candidato a professor no seu</p><p>desenvolvimento humano e profissional.</p><p>O papel do supervisor não é nada fácil, pois exige dele</p><p>uma constante observação e avaliação da atuação do professor.</p><p>Mas do que em qualquer outro plano de atividade o trabalho do</p><p>supervisor se mostra como um mecanismo de total relevância</p><p>visando garantir a funcionalidade e a eficiência da proposta</p><p>educativa, controlando a qualidade do trabalho docente.</p><p>Garantindo desta maneira, a preparação do docente de forma</p><p>plena.</p><p>Na atualidade, a função do supervisor escolar se</p><p>concretiza na junção de esforços e ações que auxiliem a melhoria</p><p>22</p><p>da aprendizagem. Sendo assim, é incumbência deste profissional,</p><p>provocar e estimular a negociação de idéias, agrupar a equipe de</p><p>trabalho de modo que venham a pensar sempre no coletivo</p><p>estimulando discussões saudáveis que levam a reflexão e a</p><p>organização do pensamento.</p><p>A supervisão escolar cabe ainda coordenar as ações</p><p>pedagógicas da escola aprimorando-as diariamente paralelamente</p><p>com à formação do educando, respeitando sua realidade</p><p>socioeconômica e cultural estando sempre presente no</p><p>desenvolvimento de sua equipe e de sua clientela.</p><p>Nesse sentido, “a supervisão deixa de ser apenas um</p><p>recurso meramente técnico para se tornar um fator político,</p><p>passando a se preocupar com o sentido e os efeitos da ação que</p><p>desencadeia mais que com os resultados imediatos do trabalho do</p><p>trabalho escolar” (ALONSO,2002, p. 175).</p><p>Para que se exerça de forma adequada a função</p><p>supervisora é preciso muito estudo e principalmente dedicação a</p><p>fim de analisar o trabalho da equipe e interagir de maneira que suas</p><p>observações promovam um avanço, o recuo ou a modificação das</p><p>ações educativas.</p><p>A função supervisora no contexto brasileiro advém dos</p><p>sistemas social, político e econômico que estruturam a realidade</p><p>brasileira.O desenvolvimento da sociedade que exige muita</p><p>reflexão por parte da área educacional, visto que os muitos dos</p><p>23</p><p>problemas que permeiam e afetam o trabalho pedagógico tem seu</p><p>início na vida social.</p><p>A escola, com o apoio dos seus docentes e seus</p><p>supervisores, deve promover situações aos seus alunos onde eles</p><p>possam vivenciar relações respeitosas com seus instrutores,</p><p>familiares e colegas de atividade</p><p>Nos dias atuais, existe uma preocupação com a maneira</p><p>como o discente aprende e com a formação humana,ou seja, com</p><p>a formação para vida cotidiana dos estudante. Para isso, se faz</p><p>necessário que se transforme ao espaço escolar num ambiente</p><p>construtivo e de interesse para os alunos o que podemos dizer que</p><p>seria o modelo ideal de escola que sabe valorizar seus discentes e</p><p>docentes promovendo a oportunidade para aplicação de novas</p><p>práticas, ignorando as velas práticas educacionais pra que possa</p><p>ser oferecido ao alunos a chance de se conhecer dentro do grupo</p><p>que faz parte e sabendo escolher seu próprio caminho.</p><p>O comprometimento do supervisor, do professor e dos</p><p>educadores com as medidas de transformação que estão ocorrendo</p><p>é fundamental e só ocorre através do diálogo entre as partes</p><p>buscando construir uma relação mediadora. Desta maneira, pode –</p><p>se dizer que o supervisor auxilia seus professores a buscarem</p><p>uma reflexão crítica da realidade do mundo.</p><p>Como já dito anteriormente a supervisão é de fundamental</p><p>importância para que uma instituição de ensino funcione</p><p>adequadamente, mas contraditoramente é extremamente complexa</p><p>24</p><p>no que diz respeito a sua atuação e por vezes na sua aceitação</p><p>pelo grupo onde desenvolve as suas ações.</p><p>O supervisor deve ter uma visão clara dos conceitos que</p><p>impulsionam a sua maneira de agir, dos fins que precisa atingir e</p><p>dos meios a utilizar, mantendo sempre seu foco voltado para o</p><p>aluno e seus familiares.</p><p>A esse respeito Silva Junior (1997, p.96) acrescenta:</p><p>“Se não cabe ao supervisor impor</p><p>soluções ou estabelecer critérios</p><p>obrigatórios de interpretação, cabe – lhe,</p><p>sem duvida, por ser brasileiro e por ser um</p><p>educador responsável, ajudar na</p><p>construção da consciência histórico-</p><p>política necessária à luta contra a</p><p>dominação. Isso implica uma posição de</p><p>profunda atenção aos fatos do cotidiano</p><p>escolar e do cotidiano da sociedade que</p><p>lhe assegure condições de analise</p><p>adequada do significado das ocorrências</p><p>que se vão acumulado.”</p><p>O supervisor pedagógico, no exercício de sua função,</p><p>atuando como mediador e mobilizador de sua equipe escolar tem</p><p>suas atitudes voltadas para melhorar o fazer pedagógico na sala de</p><p>aula colaborando para a melhoria do ensino proporcionado pela</p><p>escola, exercendo seu papel de elemento fundamental na</p><p>25</p><p>orientação e gerenciamento do desempenho escolar que é obtido</p><p>pelo alunado da instituição.</p><p>A nova realidade do supervisor denota que ele deverá</p><p>assumir papel diferente do que era exercido na escola tradicional.</p><p>Onde existe um crescimento da importância do trabalho do</p><p>supervisor que tenta direcionar o trabalho pedagógico na instituição</p><p>educacional onde atue. É fato, que o trabalho deste profissional nas</p><p>escolas é essencial para vida da escola e que este precisa de</p><p>novos olhares por parte da comunidade.</p><p>Pode-se entender então, que o supervisor atual deve ser</p><p>um profissional capaz e bem preparado sobre o ponto de vista</p><p>educacional e psicológico, que no exercício da sua função vivência</p><p>atividades intencionais voltadas para a melhoria do fazer</p><p>pedagógico.</p><p>Trabalhando em torno do aprender vivenciando, através de</p><p>trocas com os educadores, é o que se espera dessa nova era de</p><p>profissional da educação que deve sempre busca a melhoria do seu</p><p>saber e da instituição que é sua responsabilidade.</p><p>Lembrando que não cabe ao supervisor impor critérios ou</p><p>soluções educacionais pré elaboradas, cabe-lhe sem dúvida, ajudar</p><p>na construção da conscientização necessária da luta para uma</p><p>educação libertadora.</p><p>26</p><p>2.1. O SUPERVISOR ESCOLAR FRENTE A UMA</p><p>GESTÃO DEMOCRÁTICA</p><p>"Transformar significa ultrapassar o</p><p>estabelecido, desmontar os antigos</p><p>referenciais, adotar novas bases</p><p>conceituais, construir novas modalidades</p><p>de ação, ligando objetividade e</p><p>subjetividade" (PLACCO, 2001, p.17).</p><p>Um supervisor escolar deve ter em mente que suas ações</p><p>devem ter como propósito a busca pela compreensão e pelo</p><p>consenso para que através destes os objetivos traçados sejam</p><p>alcançados. Em outras palavras, pode –se dizer que, todos os</p><p>envolvidos no processo educacional que desdobre-se em esforço e</p><p>participem da criação e da execução das ações educacionais que</p><p>despontam com resultados mais positivos .</p><p>Nos dias atuais não é mais aceitável que, o supervisor dite</p><p>ordem gratuitamente sem que haja um questionamento prévio</p><p>daquilo que está sendo colocado, simplesmente porque quem o</p><p>esta dizendo é o supervisor. Quando as pessoas não se sentem</p><p>motivadas elas não conseguem constituir uma base sólida de</p><p>trabalho, para que tomem decisões e se avaliem .</p><p>Existem vários outros aspectos que podem ser colocados</p><p>mas estes são o bastante para que e possa compreender a</p><p>necessidade de um supervisor comprometido com uma gestão</p><p>democrática para que seja obtido sucesso em seu trabalho.</p><p>27</p><p>As várias leituras utilizadas para a realização deste estudo,</p><p>acabaram por mostrar que a dedicação ao sentimento e o</p><p>pensamento das pessoas produzem resultados que são talvez</p><p>inimagináveis por muitos. O que acabará por contribuir com mais</p><p>eficácia para o desenvolvimento do processo educativo.</p><p>A aceitação de uma gestão democrática pelo supervisor</p><p>escolar pode ser encarada como a melhor maneira de gerenciar a</p><p>sua equipe, pois seus membros terão a convicção de que as</p><p>pessoas que demonstram comprometimento com a execução do</p><p>que é planejado sentem-se motivados atuando com mais</p><p>determinação. O cumprimento daquilo que foi planejado e</p><p>executado pela equipe torna-se, pois, muito produtivo e gratificante</p><p>para a equipe.</p><p>Mas engana-se quem pensa que o ato de supervisionar é</p><p>apenas reunir a equipe e gerencia - lá democraticamente, é</p><p>importante que o supervisor seja capaz de entender e de perceber</p><p>a fonte geradora da motivação da sua equipe dando a todos o</p><p>direito a participação e a opinião, para que assim esteja agindo</p><p>democraticamente.</p><p>Pode-se mencionar várias perspectivas que podem</p><p>demonstrar as vantagens de uma gestão democrática. A ação</p><p>participativa, o interesse, a liberdade de se pronunciar , de ter suas</p><p>idéias ouvidas e quem sabe utilizadas.É evidente que para uma</p><p>supervisão eficaz, o supervisor tenha que ser um motivador</p><p>28</p><p>Ser claro ao traçar a suas ações e estabelecer os seus</p><p>objetivos é mais umas dos atributos do supervisor. Quando não há</p><p>clareza das metas que se deseja alcançar o trabalho pode ficar</p><p>comprometido, não sendo compreendido pela equipe e enfrentando,</p><p>algumas vezes resistência por parte dela. Agora, quando os</p><p>membros da equipe conseguem ver claramente quais são os</p><p>objetivos, porque tem o espaço para discutir e aceitarem os</p><p>desafios propostos eles se sentirão motivados empenhar seus</p><p>esforços e comprometimentos com aquela ação.</p><p>A idéia de que, para que se estabeleça uma supervisão</p><p>democrática é preciso que se procure unificar as atividades</p><p>desenvolvidas, na qual todas as partes que se envolvam no</p><p>processo conjuguem entre si, para que se evite a fragmentação,</p><p>levando a perda dos significados aos responsáveis por ela. Uma</p><p>ação fragmentada com certeza não será motivadora.</p><p>Podemos assim, concluir até aqui que os objetivos e as</p><p>pessoas são de extrema relevância para que se estabeleça uma</p><p>verdadeira gestão democrática.</p><p>Será que só isso basta? Pode-se dizer que não. Não</p><p>existe nesse processo de realização de ações a classificação entre</p><p>o mais e o menos importante, nessa organização todos têm o</p><p>mesmo peso, que existe na realidade, é a prioridade na execução</p><p>das ações quando se deseja alcançar objetivos .</p><p>E o que podemos falar sobre poder? Muitas vezes utilizado</p><p>de forma errada nas instituições. Alguns se assustam ao ouvir essa</p><p>29</p><p>palavra, mas em toda instituição existe um chefe para que as outras</p><p>pessoas da equipe sejam chefiadas. E assim sendo, este chefe</p><p>acaba por deter um poder de decisão maior do que os outros. Essa</p><p>capacidade de decidir pelos outros implica em uma hierarquização</p><p>que gera por conseqüência a atribuição de autoridade para ser</p><p>capaz de chefiar e</p><p>exercer com responsabilidade as tarefas de</p><p>planejar, coordenar e auxiliar na realização das ações educativas.</p><p>O Supervisor Escolar que realmente desenvolve estas</p><p>ações:, estará organizando momentos segundo Bruno (2000) para:</p><p>“...a reflexão dos professores sobre as</p><p>razões que justificam suas opções</p><p>pedagógicas e sobre as dificuldades que</p><p>encontram para desenvolver seu trabalho, o</p><p>professor-coordenador está favorecendo a</p><p>tomada de consciência dos professores</p><p>sobre suas ações e o conhecimento sobre o</p><p>contexto escolar em que atuam.</p><p>Neste contexto percebe-se a importância do</p><p>Supervisor Escolar, ou seja, aquele que</p><p>auxilia o processo, estimula, avalia junto com</p><p>os professores todo o trabalho pedagógico,</p><p>que lança olhares questionadores, que busca</p><p>soluções com parceria da sua equipe, é</p><p>aquele que está à frente possui o desafio de</p><p>30</p><p>estar constantemente promovendo tomadas</p><p>de decisões, reflexões para posterior</p><p>mudanças na práxis”.</p><p>Nesta perspectiva o processo ensino-aprendizagem estabelecido</p><p>pelo professor procura alcançar resultados relevantes, com o auxilio</p><p>constante do supervisor, estando sempre preocupado com os</p><p>aspecto globalizado do ser humano.</p><p>Nas afirmações descritas acima, o supervisor, visto como</p><p>gerenciador, acaba por criar ações e condições favoráveis para que</p><p>se compreendam as questões problemáticas por parte daquele que</p><p>integram uma equipe.</p><p>Muitas experiências comprovam que o comportamento do</p><p>ser humano, mesmo que em diferentes culturas tende a ser mai</p><p>coerente, espontâneo e ter mais objetivo se forem orientados para</p><p>alcançarem as metas propostas que foram construídas de maneira</p><p>que este entendam e concordem. Possuindo um liderança eficaz, os</p><p>professores poderão se sentir guiados, auxiliados e capazes de</p><p>interagir e realizar sentindo –se seguros e com confiança para</p><p>realizar suas práticas.</p><p>31</p><p>CAPITULO III</p><p>A RELEVÂNCIA DE UM SUPERVISOR ARTICULADOR</p><p>NA FORMAÇÃO CONTINUADA DO DOCENTE</p><p>“Sua carreira é o que você faz em sua vida.</p><p>Gosto do exemplo do designer, que junta seus</p><p>trabalhos num portfólio e os apresenta às</p><p>empresas. Cada projeto precisa ter uma</p><p>explicação, uma lógica, uma história. É a sua</p><p>assinatura. No caso do profissional, não importa</p><p>necessariamente o cargo nem o trabalho, mas</p><p>os projetos dos quais participou e como</p><p>contribuiu. Cabe a você tornar cada projeto uma</p><p>grande experiência”.</p><p>(TOM PETERS, Revista VOCÊ</p><p>S/A.2003: ed.65)</p><p>Atualmente vivemos uma evolução no processo de</p><p>transformações com o objetivo de que se consiga alcançar às</p><p>exigências e competências do futuro. As mudanças são rápidas,</p><p>extremas e, neste mundo interligado, em que a tecnologia se faz</p><p>atuante em nosso cotidiano, devemos estar atentos, pois “novas</p><p>exigências se impõem para as políticas educacionais em responder</p><p>de forma comprometida, ampla e efetiva às necessidades reais e</p><p>32</p><p>urgentes de formação, qualificação e valorização dos/das</p><p>profissionais da educação, a fim de possibilitar, pelo trabalho</p><p>educacional, a realização pessoal e profissional que constrói</p><p>verdadeiramente os cidadãos e cidadãs brasileiros”, observa</p><p>Ferreira.</p><p>Diante de uma realidade tão complexa e com supervisores</p><p>participantes e responsáveis pela qualidade do ensino, a formação</p><p>continuada do professor torna-se um constante desafio em nossa</p><p>ação, mesmo estando diante de todas as iniciativas que nos são</p><p>disponibilizadas.</p><p>Para demonstrar a relevância e a responsabilidade do</p><p>supervisor como gestores e articuladores desse processo, Freire</p><p>nos lembra que “a gente acha que a formação do professor vai se</p><p>dar em um mês, um ,dois ou quatro anos. Não existe formação</p><p>que termina. A formação do professor é contínua, permanente.</p><p>Porque nesse processo de educar não existe tempo. E toda e</p><p>qualquer inquietação individual deve ser coletivizada. Essas duas</p><p>coisas andam juntas. Sempre. Não é possível separar o indivíduo</p><p>do grupo. Portanto, não existe aquela coisa de eu ditar - ou alguma</p><p>pessoa do grupo ditar - alguma necessidade. Ele tem de sugerir a</p><p>ser coletivizada, pois não existe indivíduo sem grupo. Nem grupo</p><p>sem indivíduo. O saber é construído junto. E aí ele espalha o que</p><p>eu sei o que eu não sei. Ele me retrata, retrata você. E isso é</p><p>difícil. Porque viver em grupo não é fácil. Mas eu acho que o ato</p><p>de educar se dá nele. Fora dele, não há educação”.( FREIRE,</p><p>1996, p.72 e 73)</p><p>33</p><p>E uma vez que a “função precípua do Supervisor de</p><p>Ensino se efetiva na prática, quando este profissional consegue</p><p>legitimar-se como uma das lideranças fundamentais para o</p><p>desenvolvimento das políticas educacionais e consolidação das</p><p>propostas pedagógicas das escolas”, para que a ação supervisora</p><p>tenha êxito na qualidade do ensino, é necessário que aconteça um</p><p>aprendizado freqüente buscando novos caminhos, que levem a</p><p>renovação constante.</p><p>A qualidade do ensino que tanto buscamos para nossa</p><p>prática surgirá a partir do instante em que tomarmos consciência de</p><p>que a formação continuada dos professores deve estar voltada para</p><p>uma perspectiva reflexiva onde não se deixe de lado a visão crítica</p><p>de suas ações, fornecendo ainda aos docentes meios para que</p><p>estes possam encontrar dinâmicas que os levem a um pensamento</p><p>autônomo .</p><p>Para que se leve adiante a transformação da atuação dos</p><p>professores e supervisores, partimos do princípio de que todas as</p><p>instituições escolares têm, em seu Projeto Político-Pedagógico,</p><p>definidos os objetivos e metas prioritárias para discussão das</p><p>questões pedagógicas, tornando os docentes mais críticos,</p><p>reflexivos, fazendo-os mais participativos e colaboradores,</p><p>ressaltando, ainda, que “uma Supervisão Compartilhada entre</p><p>professores e supervisores vai permitir, pela confiança que</p><p>desperta, um apoio mútuo, uma solidariedade mútua, não só entre</p><p>grupos mas, acima de tudo, entre a pessoa do supervisor e a dos</p><p>professores”, nos orienta Falcão Filho.</p><p>34</p><p>Um processo de formação continuada que permita um</p><p>crescimento sobre o conhecimento do processo de ensino-</p><p>aprendizagem é parte essencial da estratégia de melhoria da</p><p>qualidade da educação que irá conduzir a novos horizontes na</p><p>atuação profissional. Essa tarefa transformadora é difícil, não existe</p><p>método pronto a ser aplicado. As mudanças na prática pedagógica</p><p>não é uma tarefa técnica. A mudança de práticas exige uma</p><p>reflexão profunda para que se reconheça as limitações e</p><p>deficiências do seu próprio trabalho.</p><p>É neste contexto que deve caminhar paralelamente a</p><p>função do professor e do supervisor, buscando o melhor para sala</p><p>de aula, para que os alunos possam se sentir mais estimulados e</p><p>encontrem na escola os subsídios necessários para que se</p><p>estabeleça para ele um futuro promissor.</p><p>É justamente assim, que o supervisor deve interagir no</p><p>processo de aprendizagem, capacitando e promovendo o sucesso</p><p>do professor e dos alunos.</p><p>A qualidade da instituição aonde trabalha também é uma</p><p>questão que preocupa bastante o supervisor onde o cenário de</p><p>mudanças e transformações que deve ser encarado como uma</p><p>oportunidade de renovação para a vida do ser humano em sua</p><p>tomada de consciência e de suas possibilidades na sociedade.</p><p>A qualidade de educação é definida pela capacidade de</p><p>atender pais e alunos e os próprios professores levando em conta</p><p>35</p><p>as suas principais necessidades e as melhoria e restrições</p><p>utilizando tudo o que for preciso dentro e fora da escola.</p><p>Nessa visão, acredita-se que o professor pode ser um</p><p>articulador de uma educação de qualidade. Ele deve ultrapassar as</p><p>barreiras do conhecimento comum e adequar-se ao momento frete</p><p>a sociedade globalizada.</p><p>Para que todo experimento seja validado nos âmbitos</p><p>escolares é preciso à renovação constante, tornando cada dia uma</p><p>conquista. Onde o supervisor e o professor trabalhando</p><p>juntos,</p><p>buscando sempre um auto-avaliação, se aperfeiçoando e</p><p>conhecendo as suas deficiências buscando recursos que as</p><p>eliminem.</p><p>Esse binômio, professor e educador, deve interagir com</p><p>muita inteligência e força de vontade, acreditando sempre, no seu</p><p>trabalho, como meio multiplicador de idéias que venham</p><p>transformar a educação. Conforme FREIRE (1987), o equilíbrio,</p><p>entre estas duas posturas chama-se possibilidade. Que</p><p>normalmente não se encontra de forma concreta na realidade</p><p>objetiva.</p><p>Portanto, voltando-se para idéia central deste capitulo, o</p><p>trabalho do supervisor na formação do docente,faz-se necessário</p><p>deixar bem claro que , todo esse processo descrito nas linhas</p><p>anteriores depende muita da interação das idéias e do envolvimento</p><p>de todos os profissionais da instituição escolar, principalmente no</p><p>que diz respeito ao supervisor e ao relacionamento com o</p><p>36</p><p>professor, pois como já dito anteriormente é bem difícil estar a par</p><p>de tais mudanças e estar pronto para uma nova geração</p><p>educacional.</p><p>37</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Este estudo propõe a reflexão de que o Supervisor, apesar de</p><p>todas as atribuições inerentes à função e da atual desvalorização</p><p>profissional, assuma o papel de co-agente na construção de uma</p><p>prática empreendedora na gestão pedagógica. Ao professor</p><p>compete adotar uma postura de parceria e, como mediador, propor</p><p>situações de aprendizagem desafiadoras, tornando a sala de aula</p><p>num espaço prazeroso de transformação, de pesquisa, de</p><p>investigação, que permita ser o aluno o construtor de um novo</p><p>saber, tornando-o capaz de interagir de forma crítica, ética e</p><p>inovadora na sociedade.</p><p>O trabalho do supervisor é bastante desafiador,</p><p>especialmente na tarefa de contribuir com a formação contínua dos</p><p>professores. E acredita-se que o trabalho deste profissional é capaz</p><p>de transformar a escola no exercício de uma função comprometida</p><p>com uma proposta política e não somente com um papel assumido</p><p>de forma alienada.</p><p>Sendo a ação do supervisor pautada pela ética,</p><p>sensibilidade e transparência, trabalhando em equipe, tendo</p><p>perseverança, comprometimento e cumplicidade, estaremos em</p><p>constante busca da qualidade do ensino e, dessa forma nos</p><p>tornaremos “parceiros político-pedagógico do professor[...],pois é o</p><p>trabalho do professor regente de classe que dá sentido ao trabalho</p><p>do supervisor no interior da escola. O trabalho do professor abre</p><p>espaço e indica o objeto de ação/reflexão, ou de reflexão/ação para</p><p>o desenvolvimento da ação supervisora.</p><p>38</p><p>Nesse sentido, enquanto articuladores do processo de formação</p><p>continuada do professor, nosso grande desafio, numa sociedade da</p><p>informação, temos que fazer diferente. E o que é fazer diferente? É</p><p>sermos inovadores, estarmos ligados no momento, mergulharmos</p><p>no desconhecido, vivenciarmos experiências enriquecedoras, ter a</p><p>cultura do trabalho em equipe e nesse sentido, vale ressaltar que</p><p>uma das nossas funções é despertar o talento latente dos que</p><p>trabalham conosco (ou para nós) oferecendo-lhes oportunidades</p><p>que justifiquem sua opção de investir em seus mais preciosos</p><p>recursos: seu tempo e seu comprometimento emocional.</p><p>Vamos reinventar o nosso fazer, repensar novas estratégias,</p><p>façamos diferente, pois existe espaço para a ação supervisora e</p><p>este espaço pode ser ocupado por aqueles supervisores que</p><p>desejarem problematizar, responder e duvidar, refletir/reagir e agir a</p><p>respeito do seu próprio trabalho, cujo objeto é a produção do</p><p>professor e do aluno no ato de ensinar e aprender. Dessa forma</p><p>seremos co-agentes na formação integral dos alunos, que deve ser</p><p>entendida como “saber essencial”, isto é, aquela que proporciona</p><p>ao ser humano o “saber inovar”, saber sentir”, “ saber refletir”,”</p><p>saber fazer”, “saber ser crítico”, “saber ser ético” e, principalmente</p><p>saber atuar com competência para analisar o cenário e as</p><p>tendências do mercado de trabalho, lembrando que a educação por</p><p>si só não faz milagres. Ela tem de fazer parte de um projeto integral</p><p>de sociedade.</p><p>Como bem exposto em nos capítulos , a atuação do</p><p>supervisor é fundamental para que se constitua uma liderança</p><p>39</p><p>técnico-pedagógica, sendo responsável pela interação entre</p><p>professores, diretores, alunos e pais sem perder o foco nas</p><p>implicações e desdobramentos de todo o processo educativo.</p><p>Diante das transformações que a sociedade vem sofrendo</p><p>durante o passar dos anos, a família e escola enfrentam, a</p><p>democratização da gestão escolar talvez que acaba por ser tornar a</p><p>relação mais comprometida. Muito se diz em descentralizar o poder</p><p>e dividir as funções, mas a inexperiência e a má formação fazem</p><p>com que os supervisores trabalhem isoladamente, como se um não</p><p>dependesse do outro. Como diz Vasconcellos, “É tarefa</p><p>intransferível da equipe comprometer-se com a melhoria das</p><p>condições de trabalho dos profissionais da educação. Sem isto,</p><p>todo o resto corre o risco de ser remendo novo sobre o tecido</p><p>velho”(ibid,p.57)</p><p>Várias são as competências e habilidades para que se</p><p>exerça a função de supervisor escolar atualmente, principalmente a</p><p>de ver a escola como um todo. Porém, ainda há muito que se</p><p>esclarecer no que diz respeito a verdadeira função do supervisor,</p><p>para que esta deixe de ser vista de maneira fragmentada . Para</p><p>tanto conclui-se, que o supervisor é co-responsável pela construção</p><p>de uma equipe escolar integrada, coesa, engajada e formalizada</p><p>com a proposta de trabalho da escola.</p><p>40</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>CARBONELL, Jaume. A Aventura de Inovar: a mudança na</p><p>Escola. trad. Fátima Murad, Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.</p><p>CELESTINO, A. S. J. Nove olhares sobre a supervisão. São Paulo:</p><p>Papirus, 1997.</p><p>CUNHA, Maria Couto. O Ensino Superior no Brasil: algumas</p><p>tendências e alguns problemas. Revista da FACED, Salvador, n° 3,</p><p>p. 95-121, 1999.</p><p>CUNHA, Izabel Maria. Reflexões sobre a educação de professores</p><p>como a prática da Supervisão pedagógica. Educação e Sociedade,</p><p>São Paulo, n° 25, p. 141-144, dez, 1986.</p><p>FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). Supervisão educacional</p><p>para uma escola de qualidade: da formação à ação. (2 ed) São</p><p>Paulo: Cortez, 2000</p><p>FREIRE, M. Grupo indivíduo, saber e parceria. São Paulo: Espaço</p><p>Pedagógico, 1993.</p><p>FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Saberes Necessários à</p><p>Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1998.</p><p>GIROUX, Henry A. Os Professores como Intelectuais. Porto Alegre:</p><p>Artes Médicas, 1997.</p><p>GÓMEZ, A. L. Pérez e SACRISTÁN, J. Gimeno. Compreender e</p><p>transformar o ensino (4 ed.). Porto Alegre: Artemed, 2000.</p><p>41</p><p>HOFFMANN, J. Avaliar para Promover:as setas do caminho. Porto</p><p>Alegre: Editora Mediação, 2002.</p><p>LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública: a</p><p>Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, 11 ed. São Paulo: Edições</p><p>Loyola, 1993.</p><p>MEDINA, Antonia da Silva. Supervisão Escolar: da ação exercida à</p><p>ação pensada. Porto Alegre-RS: Assessoria Gráfica e Editorial</p><p>Ltda., 1995.</p><p>NÓVOA, Antônio. Os Professores e a sua formação. Lisboa: Dom</p><p>Quixote, 1997.</p><p>RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social: métodos e</p><p>técnicas.(3 ed). São Paulo: Atlas, 1999.</p><p>RIOS, Terezinha Azevedo. Ética e Competência. São Paulo: Cortez,</p><p>1994.</p><p>SAVIANI, Dermeval. A Supervisão Educacional em perspectiva</p><p>histórica: da função à profissão pela mediação da idéia. IN</p><p>ZANIRATO, Maria Luiza B. Atribuições dos Especialistas em</p><p>Educação: um levantamento inicial. In cadernos de Educação, Ano</p><p>II, n° 08, São Paulo, outubro de 1997.</p><p>42</p><p>ÍNDICE</p><p>INTRODUÇÃO HHHHHHHHHHHHHHH... 8</p><p>CAPITULO I HHHHHHHHHHHHHH....... 11</p><p>Um breve histórico do papel do Supervisor Escolar.</p><p>CAPITULO II ........................................................... 19</p><p>A ação supervisora no mundo contemporâneo.</p><p>2.1- O Supervisor escolar frente a uma gestão</p><p>democrática. ......................................................... 26</p><p>CAPITULO III ............................................................ 31</p><p>A relevância de um supervisor articulador na formação</p><p>continuada do docente.</p><p>CONCLUSÃO ........................................................... 37</p><p>BIBLIOGRAFIA ........................................................ 40</p><p>ÍNDICE ...................................................................... 42</p><p>2.1- O Supervisor escolar frente a uma gestão democrática. ......................................................... 26</p><p>2.1- O Supervisor escolar frente a uma gestão democrática. ......................................................... 26</p>

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