Prévia do material em texto
<p>Sistema de Ensino A DISTÂNCIA</p><p>Pedagogia</p><p>ELIANE CRISTINA SAMPAIO DE SOUZA</p><p>PROJETO DE ENSINO</p><p>EM pedagogia</p><p>A CONTRIBUIÇÃO DO USO DE JOGOS E LUDICIDADE NO ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Nova Crixás - Go</p><p>2024</p><p>ELIANE CRISTINA SAMPAIO DE SOUZA</p><p>PROJETO DE ENSINO</p><p>EM pedagogia</p><p>A CONTRIBUIÇÃO DO USO DE JOGOS E LUDICIDADE NO ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Projeto de Ensino apresentado à UNOPAR – Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia.</p><p>Docente supervisor: Prof.</p><p>Nova Crixás - Go</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO 3</p><p>1 TEMA 4</p><p>2 JUSTIFICATIVA 5</p><p>3 PARTICIPANTES 7</p><p>4 OBJETIVOS 8</p><p>5 PROBLEMATIZAÇÃO 9</p><p>6 REFERENCIAL TEÓRICO 10</p><p>7 METODOLOGIA 17</p><p>8 CRONOGRAMA 18</p><p>9 RECURSOS 19</p><p>10 AVALIAÇÃO 20</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS 21</p><p>REFERÊNCIAS 23</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade é importante no ensino de matemática. Isso ajuda os alunos a se sentirem mais independentes e a desenvolver as habilidades necessárias para resolver problemas cotidianos. A Oficina de Jogos Matemáticos foi criada para os alunos do ensino infantil da Escola Municipal José Pires de Souza em Nova Crixás – Goiás, a partir dessa premissa.</p><p>A importância de jogos matemáticos básicos, mas que requerem raciocínio lógica e matemática ajudam os alunos a aprenderem. Além disso, usar a ludicidade na matemática ajuda a combater a educação tradicional que ainda está presente em nosso sistema educacional. Brincadeiras e jogos são essenciais para o aprendizado, de acordo com Melo (2010).</p><p>Assim, a oficina contribuirá para a aprendizagem da matemática e para o desenvolvimento pessoal e social dos alunos. Como afirma Lamas (2015), o uso de jogos matemáticos permite que os alunos aprendam habilidades e competências únicas enquanto desenvolvem suas habilidades. Esse pensamento está muito em linha com o que a Base Comum Nacional Curricular BNCC afirma.</p><p>O objetivo deste estudo é discutir como a ludicidade pode ajudar as crianças a aprenderem matemática usando brincadeiras, jogos e brinquedos. O brincar é parte do mundo infantil, por meio as crianças, assim elas aprendem a se socializar com facilidade. A infância é a idade das brincadeiras. Acreditamos que por meio delas as crianças satisfazem, em grande parte, seus interesses, necessidades e desejos.</p><p>Assim, podemos entender que brincar ajuda a criança a se integrar socialmente e manter seu equilíbrio emocional e intelectual. A brincadeira também valoriza a cooperação. No entanto, o aprendizado deve estar presente no dia a dia da criança à medida que ela cresce e se desenvolve. É necessário que a criança expresse o que é distinto de cada etapa de sua vida à medida que ela cresce e se desenvolve. O jogo é associado à brincadeira para as crianças, e usar o jogo como um meio de ensinar é oferecer à criança uma aprendizagem significativa.</p><p>Como resultado, os profissionais que ensinam matemática visam estimular a criatividade das crianças e promover seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Eles também oferecem uma nova maneira de ensinar matemática, oferecendo aos alunos jogos, vivências e dinâmicas que facilitam o trabalho do professor e ajudam a construir os alunos.</p><p>7</p><p>TEMA</p><p>Este estudo apresenta-se com o tema A contribuição do uso de jogos e ludicidade no ensino da matemática na educação infantil. Visando analisar sobre a importância de brincar e jogar relacionado ao ensino-aprendizagem de matemática. Brincar e jogar são importantes em todas as áreas da vida humana. Considerando que não se trata de simples entretenimento, o objetivo deste estudo é analisar a natureza da construção nas atividades escolares durante a infância e seus efeitos no desenvolvimento dos aspectos mentais, emocionais e psicológicos da criança.</p><p>A BNCC afirma que "O conhecimento matemático é necessário para todos os alunos da Educação Básica, seja por sua grande aplicação na sociedade contemporânea, seja pelas suas potencialidades na formação de cidadãos críticos, cientes de suas responsabilidades sociais". (MEC) 2018: 265)</p><p>A BNCC se opõe às propostas da matemática moderna, afirmando que a matemática não está limitada aos "fenômenos determinísticos" e está ligada às interações sociais e à vida cotidiana.</p><p>Todos os pontos apresentados em relação às competências específicas reforçam o caráter humanístico da disciplina, enquanto uma ciência humana, que surgiu essencialmente para atender às necessidades humanas. Essa área organiza e resolve dados relacionados aos comportamentos e fenômenos da sociedade em geral. O MEC (2018, p. 266) afirma que o ensino fundamental deve estabelecer um "compromisso com o desenvolvimento do letramento matemático, definido como as competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente" para que a matemática possa ser aplicada com êxito nas situações que a requerem.</p><p>A preocupação da BNCC com a adoção de teorias que apresentassem uma visão mais contemporânea da educação foi o foco de sua criação. A teoria de aprendizagem desenvolvida por David Ausubel é conhecida como "aprendizagem significativa". Essa teoria defende a importância e a necessidade de obter novo conhecimento relacionado ao conhecimento anterior. No entanto, essa relação deve ser substantiva para fornecer ao aluno mais informações significativas.</p><p>JUSTIFICATIVA</p><p>Esta pesquisa tem por finalidade entender o significado da matemática na educação infantil; pois sabemos que é importante criar um espaço escolar para estimular a capacidade de aprender a gostar da matemática, com diversas maneiras através de brincadeiras, jogos. Para poder refletir.</p><p>Nesta perspectiva é de fundamental importância reconhecer as razões pelas quais levam as crianças a não gostarem de matemática. É esse o despertar do nosso interesse em desenvolver esta pesquisa, assim sabendo, conhecer o significado da matemática na educação infantil.</p><p>Um dos eixos norteadores desta pesquisa se referência no PCNS que ressalta, o ensino aprendizagem não está alcançando uma boa aprendizagem eficaz, mesmo através de materiais didáticos. É fundamental não subestimar a capacidade do aluno reconhecendo que resolver problemas, mesmo que razoavelmente complexo lançando mão de seu conhecimento, sobre o assunto e buscando estabelecer relações entre o já conhecido e o novo. E como as crianças aprendem matemática em suas fases de desenvolvimento? A criança pequena gosta de chamar atenção, faz bagunça, joga objetos no chão com força total que ela tem, para que algum adulto aproxime dela, quer que fique brincando, conversando, gosta de ouvir o adulto falar ou até cantar, mas quando a criança fica aborrecida, ela chora, grita, quando isso acontece, é sinal de alguma coisa que está incomodando, para o autor:</p><p>“O processo de aprendizagem sofre interferência de vários fatores – intelectual, psicomotor, físico, social, mas é do fator emocional que depende grande parte da educação infantil. (JOSÉ COELHO, 2008, P.11).”</p><p>Outra concepção ressaltada na pesquisa é segundo TINOCO, (1996, p. 8-9), “A relação da construção do conceito de proporcionalmente com o desenvolvimento mental da criança é estreita. Desde cedo a criança começa a desenvolver a noção de proporcionalidade, em diversas situações, principalmente as ligadas a preços. No entanto, muitas crianças, mesmo após o estudo das razões e proporções na escola, ainda não adquirem de fato conceito, que só se completa numa criança que esteja no nível das operações formais.”</p><p>E na vida da criança, ela vai perceber que tudo se encontra a matemática, que está a seu redor. E em muitas práticas, é bom que a criança tenha uma noção de quantidades, pesos e preços, por exemplo, se ela mora num prédio que tem elevador, ela tem que saber no mínimo quantas pessoas cabe dentro de um elevador. E a quantidade de balas que ela pode comprar com uma quantia.</p><p>Diante do exposto, pode-se afirmar que o professor tem que colocar em prática os objetivos para que não</p><p>fique só na teoria, e que a criança cresça tendo realmente autonomia para construir seu próprio conhecimento matemático e assim poder contribuir no seu desenvolvimento próprio e usar sua inteligência para um raciocínio lógico – matemático.</p><p>Vale ressaltar ainda que os professores que não possuem uma formação específica para a área da educação infantil acabam levando os alunos, ainda na educação infantil a terem medo, pois passaram por professores não preparados, que também muitas vezes não gostam da própria matemática em si. Por isso alguns fracassos escolares são causados pelo próprio professor que não foi bem-preparado na faculdade para ensinar como se deve trabalhar com matemática nas series iniciais.</p><p>Segundo a LDB de 1996 diz sobre a formação do docente no seu artigo 62, que para atuar na educação básica é preciso nível superior em universidade ou institutos superiores de educação, admitindo como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil.</p><p>No critério de pedagogos em formação, é importante buscar o conhecimento aprofundado do tema, pois as crianças nessa idade estão em uma fase crucial de sua existência, onde o brincar é quase que a totalidade. O progresso e o aprendizado desses indivíduos ocorrem constantemente neste ambiente lúdico, o que torna muito triste a privação desse direito.</p><p>Outro fator que motiva essa pesquisa é ter a chance de rever a educação para este público infantil, inserido recentemente no Ensino Fundamental, de forma que lhe garanta um ensino de qualidade, alegria, satisfação e que vise à formação do indivíduo de forma completa. “Através do jogo, a criança fornece informações e o jogo pode ser útil para estimular o desenvolvimento integral da criança e trabalhar conteúdos curriculares”. (FRIEDMANN, 1996, p.17).</p><p>PARTICIPANTES</p><p>Este projeto será realizado em 5 dias com 5 turmas diferentes. Será realizado um trabalho de investigação com a professora de uma turma 2º ano fundamental I, que conta na sala de aula pesquisada com um número de 20 alunos, cujas crianças apresentam no momento da coleta, idades entre 06 e 07 anos, sendo uma escola da rede municipal da cidade de Nova Crixás e com a coordenadora desse nível de ensino. A escolha da escola foi intencional, visto que se desejou verificar de que modo o lúdico é tratado em uma escola que atende a um público bastante comum.</p><p>OBJETIVOS</p><p>• Geral</p><p>Evidenciar a necessidade de apresentar a criança pequena ao mundo da matemática de forma lúdica e prazerosa, quebrando assim a concepção que muitos fazem do ensino da matemática um bicho-de- sete-cabeças.</p><p>• Específicos</p><p>Conhecer propostas metodológicas inovadoras para que as crianças pequenas gostem de aprender matemática;</p><p>Investigar como a matemática está inserida em tudo e como é importante para a vida das crianças pequenas;</p><p>Reconhecer a importância e o significado da matemática na educação infantil;</p><p>Compreender a contribuição dos jogos no ensino da matemática;</p><p>PROBLEMATIZAÇÃO</p><p>Esse estudo parte das seguintes problemáticas:</p><p>• Por que tantas pessoas não gostam de matemática?</p><p>• Matemática é mesmo este bicho-de-sete-cabeças que as pessoas tanto falam?</p><p>• Por que crianças não são incentivadas desde pequenas a gostarem da matemática?</p><p>• Os professores da educação infantil são preparados para ensinar matemática de uma forma clara e objetiva focando na ludicidade como um recurso pedagógico facilitador da construção do conhecimento matemático?</p><p>REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>Segundo SILVA e MARIANO, os professores da educação infantil, auxiliam a organização de situações que estimulam às crianças a observar, refletir, interpretar, levantar hipóteses, procurar e que encontrem soluções para exprimir suas idéias e sentimentos, que relacionam com os demais indivíduos. Assim, fazem a criança pensar, conhecendo seu corpo, raciocinando e desenvolvendo a mente, para atingir o objetivo de como trabalhar a matemática numa proposta integral. Com importância do ensino no cotidiano, os números vão além de saber quantificar objetos, é claro não desmerecendo, o que apresenta REIS (2006):</p><p>As noções básicas em matemática, lógica e geometria começam ser elaboradas a partir dos 4, 5 anos de idade, portanto é vital que a base seja sólida, bem construída e bem trabalhada, para que nela se assentem os conhecimentos matemáticos futuros. Mas é importante lembrar que estimular o raciocínio lógico-matemático é muito mais do que ensinar matemática _ é estimular o desenvolvimento mental, é fazer pensar (p. 9).</p><p>Num ambiente, o professor pode explorar diferentes ideias matemáticas, inserindo na vida da criança, que não sejam apenas números, porém também que se refere à geometria, às medidas e às noções de estatística, de forma prazerosa que as crianças compreendam a matemática como uma função importante: É preciso que as crianças sintam-se participantes num ambiente que tenha sentido para elas, para que possam se engajar em sua própria aprendizagem. O ambiente da sala de aula pode ser visto como uma oficina de trabalho de professores e alunos, podendo transforma-se num espaço estimulante, acolhedor, de trabalho sério, organizado e alegre. (SILVA, MARIANO, 2006,).</p><p>Os níveis de ensino (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, etc.), a matemática pode ser aprendida que vai além de apenas aprender técnicas de cálculo. Tendo a capacidade de pensar e se expressar matematicamente, desenvolvendo o raciocínio lógico, criando estratégias, resolvendo problemas e interpretando dados, assim tendo uma aprendizagem significativa.</p><p>Segundo os autores Silva e Mariano, continuando o conhecimento da matemática, oferecem várias sugestões de atividades elaboradas, que podem ser recriadas e modificadas, seguindo a realidade do que está sendo trabalhada na educação infantil:</p><p>• Pedir que a criança desloque-se em um espaço delimitado imitando o andar de vários animais: sapo e canguru, cachorro, macaco, pato, etc. Quantificar por estimativa: reunir alguns objetos em cima de uma mesa ou dentro de um pote transparente e tentar adivinhar quantos objetos há. Conferir o resultado por meio de contagem.</p><p>• Amarrar um barbante no bico da bexiga e segurar na ponta. Dar um puxão e bater repetidas vezes na bexiga, executando um movimento de vai e vem.</p><p>• Fazer um numeral em tamanho grande no chão da sala de aula ou no pátio, usando fita adesiva colorida, fita crepe, giz de lousa ou mesmo tijolo, para que a criança caminhe em cima dele no sentido do movimento.</p><p>• Desenhar uma figura geométrica na cartolina e colar areia em seu contorno, deixando secar bem. De olhos fechados, a criança passará o dedo, sentindo o contorno da forma.</p><p>• Pular o rio: duas cordas, paralelas uma a outra, formam um rio que será pulado e alargado progressivamente.</p><p>• Pedir que a criança passe a bola de uma mão à outra ou segure a bola com uma mão e passe-a para as costas pegando-a com a outra mão, passando para frente novamente. Inverter o sentido.</p><p>• Propor experiências com altura – medir e comparar a altura de diferentes pessoas e objetos, através do olhar ou da utilização de instrumentos de medida, convencionais ou não.</p><p>• Derrube a pilha: empilhar objetos diversos, como latas e caixas, variando a quantidade e a altura. Combina-se previamente quantas jogadas com a bola cada aluno poderá fazer para derrubar a pilha com a bola. Usar objetos em questão para fazer a torre mais alta possível</p><p>• Colar em uma folha sulfite uma figura de revista da qual falte uma parte, como, por exemplo, metade de um relógio, a cabeça ou meio corpo de uma pessoa, etc. A criança deverá completar a figura, desenhando. Uma variação para essa atividade é colar uma figura completa na folha sulfite, imaginar um cenário relativa àquela figura e desenhá-lo.</p><p>• O fantasma: é escolhido um aluno, que sairá da sala, e uma criança é coberta com um lençol. Ao retornar, o aluno terá que descobrir, observando atentamente os colegas, quem é o fantasma. Revezam-se as crianças ate que todos tenham participado. Como variações desse jogo todos sentam em roda, um aluno sai da sala e dois trocam de lugar.</p><p>Ao retornar terá que descobrir quem trocou de lugar. Através destas brincadeiras lúdicas de atividades, a criança vai desenvolver brincando o raciocínio lógico-matemático e aprendendo no dia a dia.</p><p>As brincadeiras e brincadeiras são importantes na vida da criança, pois através deles ela vivencia novos movimentos, aprende a ganhar e a perder, aprende a cooperar com os outros e a participar de programas acadêmicos. Ao ar livre, dentro ou fora das salas de aulas, em forma de gincanas ou jogos, brincadeiras são sempre bem-vindas tanto em momentos de recreação como em situações de aprendizagem.</p><p>Com isso em mente, é importante examinar cuidadosamente os jogos e brincadeiras na infância porque há muita confusão sobre o significado das palavras brincar, brincar e brincar no conceito subjacente ao jogo. Nos dicionários, os seguintes termos são usados:</p><p>Para o Marco Curricular Nacional (PCN), programa que visa orientar, de forma significativa, uma série de políticas educacionais em diferentes regiões do país, o que ajuda a melhorar nossa eficiência, inovação e qualidade. A educação, e repensar o conceito de cidadania, adapta o aluno e o cidadão à situação atual. Dessa forma, ele representa um referencial para promover a reflexão sobre os currículos estaduais e municipais, garantindo assim a melhoria do ensino, socializando discussões e pesquisas sobre estratégias e procedimentos de ensino.</p><p>Portanto, evidencia-se que a orientação prevista nos PCN’s se baseia em princípios eficazes e se baseia em um modelo de aprendizagem que reconhece a participação efetiva do aluno, a intervenção do professor nesse processo e a escola como lugar de ensino e informação. , aprender informações e desenvolver competências de gestão que permitam ao aluno participar na sociedade que o rodeia e assim adquirir um mundo cultural mais amplo.</p><p>Contudo, os PCN não são uma lista oficial de conhecimento, mas sim um conjunto de princípios que visam criar um contexto através do qual o conhecimento pode tornar-se um processo de construção de cidadãos.</p><p>Já o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) em seus três volumes, abordam a todo o momento a importância da utilização dos jogos e brincadeiras no contexto escolar, tanto que nos Objetivos Gerais da Educação Infantil, espera-se que as crianças desenvolvam a capacidade de “brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades”. (RCNEI, 1998, v.1, p.63).</p><p>Através de jogos, brincadeiras e brincadeiras a criança tem a oportunidade de vivenciar o mundo a um nível imaginativo com o auxílio da linguagem de sinais, entrando assim na compreensão de conhecimentos, emoções e pessoas diferentes e conectando as situações nelas contidas. O trabalho da criança, a sua ligação com outros trabalhos, a extensão a outras situações que surgem e a criação de novos significados.</p><p>Porém, o professor escolhe os jogos, cria e os utiliza com crianças de zero a três anos, por exemplo, em jogos de “faz de conta” (principalmente usando padrão (trabalho), jogos manipulativos e jogos de esconde-esconde são dominantes neste faixa etária existem locais e situações onde desejam brincar, como brincadeiras de faz-de-conta, jogos de casa, pular corda, jogos sonoros, musicais, regras, construção, etc.</p><p>Portanto, jogos para ampliar o conhecimento das crianças, é importante que as escolas e seus professores vejam como utilizar jogos e brincadeiras para todos os momentos, e tenham um entretenimento estável, correto e não apenas. Neste contexto o jogo encontra um ótimo lugar como uma boa ferramenta de aprendizagem, por isso muitos filósofos, sociólogos e antropólogos consideram o jogo um verdadeiro jogo para o desenvolvimento infantil.</p><p>Para o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), a educação é uma atividade estimulante, ou seja, que estimula a busca pelo conhecimento para o desenvolvimento da criança. Há muito ceticismo entre os educadores que querem conectar esse jogo à educação, embora as pesquisas sobre esse jogo tenham surgido no início deste século, e a intensidade varie dependendo das mudanças políticas e sociais de cada contexto social. O renascimento da pesquisa psicológica sobre as brincadeiras infantis na década de 1970 foi inspirado por Piaget em sua obra “A formação do símbolo na criança” (1978).</p><p>Seguindo o princípio psicológico, Piaget analisa a brincadeira integrando-a na vida mental, que se caracteriza por um aspecto especial do comportamento da criança denominado absorção. Para Piaget, todos os processos cognitivos são determinados pelo equilíbrio entre dois aspectos: síntese e adaptação. Em síntese, o conceito combina conceitos, objetos ou situações em formas de pensamento que criam estruturas mentais organizadas. Na adaptação, ajustam as suas estruturas mentais existentes para acomodar as novas características do ambiente externo. Portanto, podemos perceber que no trabalho consciente o sujeito se adapta às necessidades do ambiente externo e ao mesmo tempo mantém sua estrutura mental. A brincadeira, neste caso, é definida como um ato de assimilação e não de adaptação, ou seja, o sujeito reúne fatos e objetos em seu próprio “eu” e estruturas mentais.</p><p>Piaget aborda a importância do jogo infantil no desenvolvimento cognitivo da criança, onde ele afirma que:</p><p>O jogo infantil é simplesmente a expressão de uma das fases dessa diferenciação progressiva: é o produto da assimilação dissociando-se da acomodação antes de se reintegrar nas formas de equilíbrio permanente que dele farão seu complemento, ao nível do pensamento operatório ou racional. È nesse sentido que o jogo constitui o pólo extremo da assimilação do real ao eu, tanto como participante como assimilador, daquela imaginação criadora que permanecerá sendo o motor de todo pensamento interior e mesmo da razão. (PIAGET, 1975, p. 207).</p><p>Segundo Vygotsky, a essência da brincadeira é a criação de novas conexões entre situações idealizadas, criando assim uma “zona de desenvolvimento proximal”, na qual a criança trabalha além do comportamento normal e adequado para sua idade. A criança se desenvolve através da brincadeira, por isso a brincadeira é considerada uma atividade norteadora que determina o seu desenvolvimento. Neste sentido, Vygotsky afirma que “o que na vida real passa despercebido pela criança torna-se uma regra de comportamento no brinquedo”. (VYGOTSKY, 1989, p. 108).</p><p>Vygotsky, ao propor o conceito de “Estágios do Desenvolvimento Proximal” deixou claro que uma boa educação é a educação que visa estimular a criança a atingir um nível de conhecimentos e habilidades que ela ainda não possui, deixá-la conhecê-la bem, assumir novos conhecimento dele. e ele os aceitou. Mapeiam o estado futuro do modelo e o seu estado dinâmico de desenvolvimento, e contribuem não só para o que foi alcançado, mas também para o que está no nível de maturidade, ou seja, o que será cumprido.</p><p>Segundo as ideias de Vygotsky, fica claro que ensinar às crianças o que elas já sabem leva à degradação, causando-lhes dor e degradação, por isso as escolas deveriam incluir jogos e atividades para serem consideradas “reais”. podem aumentar o interesse do aluno, ampliando assim o conhecimento por meio da diversão e da amizade. Ao se divertirem em um ambiente, as crianças não percebem que estão se conhecendo, aprendendo e descobrindo o mundo em que vivem.</p><p>Devido ao fato da indústria ser ativa, muitos pesquisadores afirmam que as unidades produtivas que trabalham com brinquedos na educação estão atentas a esses produtos. Brincar não é perda de tempo, nem é uma forma de preencher o tempo, mas sim uma forma de colocar a criança diante de algo, mesmo que não haja objetos envolvidos na brincadeira.</p><p>Até porque o brinquedo possibilita o desenvolvimento total da criança, já que ela se envolve afetivamente no seu convívio social. A brincadeira faz parte do mundo da criança. É nesse momento que ela experimenta, organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o grupo. Desse modo, o brincar é uma das formas de linguagem que a criança usa para entender e interagir</p><p>consegue mesmo e com os outros e o próprio mundo.</p><p>O RCNEI (BRASIL, 1998, p. 58) destaca a importância de se valorizar atividades lúdicas na Educação Infantil, visto que “as crianças podem incorporar em suas brincadeiras conhecimentos que foram construindo”. Ainda se observa no RCNEI a valorização do brinquedo, entendidos como.</p><p>Componentes ativos do processo educacional que refletem a concepção de educação assumida pela instituição. Constituem- se em poderosos auxiliares da aprendizagem. Sua presença desponta como um dos indicadores importantes para a definição de práticas educativas de qualidade em instituição de educação infantil. (BRASI, 1998, p.67. v. 1).</p><p>Porém, percebe-se que quando se fala em brinquedos e jogos, as frases são frequentemente utilizadas após o fato de que “ensinar” há muito se confunde com “transferir” e, nesse aspecto o exemplo do Título é exemplar. avaliar. O consumidor é parte da aprendizagem, e o professor é o único mediador dessa aprendizagem. Supõe-se que todo aprendizado é alcançado apenas por meio da repetição, e que os alunos que não aprendem são os únicos responsáveis por esse fracasso e, portanto, merecem punição pelo fracasso. Atualmente essa ideia tornou-se absurda, pois sabemos que não existe ensino sem que ocorra a aprendizagem, e esta não acontece senão pela transformação, pela ação facilitadora do professor e principalmente.</p><p>Para Oliveira (1984, p. 44), o brinquedo educativo se auto define como agente de transmissão metódica de conhecimentos e habilidades que, antes de seu surgimento, não eram veiculadas às crianças pelos brinquedos. Simboliza, portanto, uma intervenção deliberada no lazer infantil no sentido de oferecer conteúdo pedagógico ao entretenimento da criança. Cada brinquedo e cada jogo tem uma relação de aprendizado e relacionamento. Quando a criança faz sua brincadeira, ela aprende através de suas ações a transformar os recursos naturais em novos objetos, em novos objetos, em novos brinquedos.</p><p>O brinquedo sempre chamou atenção da criança independente do tamanho ou da qualidade. Enquanto objeto, ele é sempre suporte de brincadeira, e a brincadeira nada mais é do que ação que a criança desenvolve ao realizar as regras do jogo, ou seja, mergulhar na ação lúdica. Kishimoto (1999, p. 18) ressalta que o brinquedo é outro termo indispensável para compreender este campo. Diferindo do jogo, o brinquedo supõe uma relação íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regra que organiza sua utilização.</p><p>A partir desse momento, o brinquedo pode gerar um sentimento mais próximo onde em algumas situações o amigo não consegue construir tornando com isso o melhor amigo que fala, ouve e sente, pois, a criança vive num mundo de imaginação onde seus brinquedos de ficção acabam ganhando vida e ao mesmo tempo sentimentos. Nessa perspectiva, a criança amplia no brinquedo todas as suas sensibilidades, pois este vai permitir a ela curiosidade e conhecimento ao mesmo tempo.</p><p>Sendo assim, é através do brinquedo que a criança faz sua incursão no mundo, trava contato com os desafios e busca, com isso, o conhecimento dos elementos. Muitas vezes, a criança é levada a destruir alguns brinquedos na busca do entendimento e conhecimento dos mesmos. Com isso, ela quebra e tenta consertar e, daí, vem o descobrimento e conhecimento do seu brinquedo.</p><p>METODOLOGIA</p><p>Essa tarefa será conduzida em sala de aula. Os estudantes deverão ser divididos em três grupos de três estudantes. Cada grupo desenvolverá uma atividade específica, relacionadas aos jogos e brincadeiras matemáticas – faremos rotação por estações dentro da sala, em pontos específicos ficarão os jogos, de forma que todos os grupos passarão por todas as brincadeiras.</p><p>CRONOGRAMA</p><p>Meses Etapas</p><p>Ago.</p><p>Set.</p><p>Levantamento do</p><p>tema e do problema</p><p>X</p><p>Levantamento bibliográfico</p><p>X</p><p>Leitura e realização de fichamentos</p><p>X</p><p>X</p><p>Apresentação e finalização do projeto</p><p>X</p><p>RECURSOS</p><p>Materiais: Lençol branco, latas, caixas, papel sulfite, fita métrica, fila adesiva, fita crepe, bolas, barbante, bexiga, EVA, giz, lousa, areia, cartolina, cordas;</p><p>Humanos: professores, alunos, auxiliares;</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Os conhecimentos aqui aprendidos podem ter um grande impacto na vida de uma pessoa porque uma das maiores coisas que uma pessoa ganha é sua capacidade de pensar e encontrar soluções. Através desse conhecimento, estamos formando pessoas capazes de construir seu próprio conhecimento e, assim, mudar o mundo que os rodeia. A avaliação se dará por meio de observação de resultados com a melhora do aprendizado do aluno. Avaliar regularmente e sistematicamente durante aulas e atividades realizadas durante todo o desenvolvimento do projeto.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Todos os objetivos desta pesquisa foram alcançados, concluindo que a motivação para brincar é essencial para a atividade; quem brinca aprende, até porque se aprende brincando. Brincadeira e aprendizagem estão ligadas como construções sociais, pois os brinquedos e o ato de brincar ao mesmo tempo contam a história da humanidade e dela participam diretamente, em vez de ser uma disposição inata do ser humano.</p><p>Portanto, é imperativo que os educadores incluam o brincar em seu projeto educativo. Isso significa que eles precisam ter objetivos e entender a importância de sua ação para o desenvolvimento e a aprendizagem infantil. Este é o contexto em que o jogo.</p><p>Durante a nossa pesquisa pretedemos averiguar como os jogos e brincadeiras vêm ganhando um espaço importante na área educacional, sendo reconhecidos como ferramentas ideais para o desenvolvimento integral da criança, assim os jogos e brincadeiras na escola vêm se tornando algo sério, pois desenvolve, estimula e enriquece a personalidade do aluno; ajuda-o a construir novas descobertas e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de mediador, estimulador e avaliador da aprendizagem.</p><p>O desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade é importante no ensino de matemática. Isso ajuda os alunos a se sentirem mais independentes e a desenvolver as habilidades necessárias para resolver problemas cotidianos. O objetivo deste estudo é discutir como a ludicidade pode ajudar as crianças a aprenderem matemática usando brincadeiras, jogos e brinquedos. O brincar é parte do mundo infantil, por meio as crianças, assim elas aprendem a se socializar com facilidade. A infância é a idade das brincadeiras. Acreditamos que por meio delas as crianças satisfazem, em grande parte, seus interesses, necessidades e desejos.</p><p>Assim, podemos entender que brincar ajuda a criança a se integrar socialmente e manter seu equilíbrio emocional e intelectual. A brincadeira também valoriza a cooperação. No entanto, o aprendizado deve estar presente no dia a dia da criança à medida que ela cresce e se desenvolve. É necessário que a criança expresse o que é distinto de cada etapa de sua vida à medida que ela cresce e se desenvolve. O jogo é associado à brincadeira para as crianças, e usar o jogo como um meio de ensinar é oferecer à criança uma aprendizagem significativa.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BANDET, Jeanne; SARAZANAS, Réjane. A criança e os brinquedos. 2. ed. São Paulo: Estampa, 1972. 165p.</p><p>BRASIL. Parâmetro Curricular Nacional. 4. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000, v. 1 Introdutório, 136 p.</p><p>BRASIL. PCN. Parâmetros curriculares nacionais. Uma nova política nacional da educação. Brasília: MEC, 1998.</p><p>BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEFE, 1998, v. 1, 104 p.</p><p>PIAGET, Jean. A Explicação do Jogo. In: PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Tradução Álvaro Cabral e Christiano Monteiro Oiticica. 2 ed. Rio de Janeiro; Zahar, 1975. Cap.VI, p. 188-216.</p><p>VYGOTSKY, L. S.. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 168 p.</p><p>BANDET, Jeanne; SARAZANAS, Réjane. A criança e os brinquedos. 2. ed. São Paulo:</p><p>Estampa, 1972. 165p.</p><p>CUNHA, Nylse Helena Silva. Brincar, pensar e conhecer – brinquedos, jogos e atividades. São Paulo: Maltese, 1997. 184p.</p><p>DICIONÁRIO, Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.498p.</p><p>FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o minidicionário da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. 790 p.</p><p>FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender – o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996. 128 p.</p><p>FRIEDMANN, Adriana. O papel do brincar na cultura contemporânea. Revista Pátio: educação infantil. São Paulo, ano 1, n.3, p. 14-15, dez.2003 / mar 2004.</p><p>GRANDES PENSADORES. A história do pensamento pedagógico no Ocidente pela obra de seus maiores expoentes. Revista Nova Escola, São Paulo, 78p.</p><p>KISHIMOTO, Tizuco Morchida. O jogo e a educação infantil. In: KISHIMOTO, Tizuco Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1999. Cap. I, p. 13 - 43.</p><p>MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado. Rio de Janeiro: Vozes, 2003. 111p.</p><p>MALUF, Angela Cristina Munhoz. Tipos de espaços para brincar e como desenvolver habilidades na criança. In: MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado. 1 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. Parte I: Brincar, p. 22 – 23.</p><p>MARANGON, Cristiane. Jogos e brincadeiras: 90 sugestões para brincar e aprender. Revista Nova Escola, São Paulo, 66p.</p><p>PCN EDUCAÇÃO INFANTIL. [s.d.]. Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2011</p><p>PIAGET, Jean. A Explicação do Jogo. In: PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Tradução Álvaro Cabral e Christiano Monteiro Oiticica. 2 ed. Rio de Janeiro; Zahar, 1975. Cap.VI, p. 188-216.</p><p>SANTOS, Santa Marli Pires dos; CRUZ, Dulce Regina Mesquita da. O lúdico na formação do educador. In: SANTOS, Santa Marli Pires dos (Org.); CRUZ, Dulce Regina Mesquita da. O lúdico na formação do educador. 1 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. Cap.1, p. 11-17.</p><p>SILVA, Circe Mary Silva da; LOURENÇO, Simone torres; CÕGO, Ana Maria. O Ensino-aprendizagem da Matemática e a Pedagogia do Texto. Brasília: Plano, 2004, p. 54-55.</p><p>TINOCO, Lúcia A. A. (coord.). Razões e proporções. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996.</p><p>VYGOTSKY, L. S.. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989. 168 p.</p><p>image1.png</p>