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Prévia do material em texto

<p>E-BOOK</p><p>PSICOPEDAGOGIA</p><p>Obrigado por fazer parte do nosso propósito de levar</p><p>conhecimento com qualidade para o maior número de pessoas</p><p>possíveis, por confiar e acreditar no nosso trabalho assim</p><p>como nós acreditamos e confiamos no seu potencial.</p><p>Acreditamos que você pode chegar onde quiser sempre com</p><p>mais conhecimento.</p><p>Você já é diferente por ter acesso a esse e-book e certificado.</p><p>Você poderá ter acesso aos nossos cursos e congressos pelo</p><p>nosso site: www.cessetembro.com.br</p><p>Quer ser um Aluno Premium?</p><p>Faça parte da A Nova Classe: www.anovaclasse.com.br</p><p>Seja bem-vindo!</p><p>Vamos fazer história juntos!</p><p>@CESSETEMBRO</p><p>@ANOVACLASSE</p><p>http://cessetembro.com.br/cursos</p><p>http://www.anovaclasse.com.br/</p><p>http://instagram.com.br/CESSETEMBRO</p><p>http://instagram.com.br/ANOVACLASSE</p><p>Clique no ícone da impressora.</p><p>Escolha a folha A4 e deixe em preto e branco</p><p>Coloque para ter 2 folhas por página</p><p>Selecione a escala "Ajustar à área de impressão"</p><p>Coloque a opção frente e verso (caso sua impressora</p><p>possua essa forma de impressão)</p><p>Espere e pronto, seu ebook está em suas mãos.</p><p>Hey, você percebeu que nosso ebook possui um design</p><p>exclusivo, certo? Por isso, caso queira imprimir, fizemos esse</p><p>tutorial para te ensinar como realizar a impressão de forma</p><p>econômica.</p><p>Impressão do Ebook</p><p>A psicopedagogia é o ramo da psicologia que tem em</p><p>atenção os fenômenos de foro psicológico para chegar a</p><p>uma formulação mais adequada dos métodos didáticos e</p><p>pedagógicos. Trata dos fundamentos do sujeito e do</p><p>objeto de conhecimento e da sua inter-relação com a</p><p>linguagem e a influência sócio-histórica, dentro do</p><p>contexto dos processos cotidianos da aprendizagem.</p><p>Ao longo do Curso abordaremos alguns tópicos</p><p>importantes dentro da Psicopedagogia, tais como</p><p>psicomotricidade, plano de intervenção psicopedagógica,</p><p>psicopatologia, psicogênese. Faremos uma reflexão, pois</p><p>é por meio dos seus métodos que se estuda o problema</p><p>presente no individuo ao entrever as potencialidades</p><p>cognitivas, afetivas e sociais para um melhor</p><p>desenvolvimento nas atividades em que a pessoa</p><p>desempenha.</p><p>Nesta primeira aula será abordado o papel do</p><p>Psicopedagogo e o Plano de Intervenção</p><p>Psicopedagógica.</p><p>Por outras palavras, é a ciência que permite estudar a</p><p>pessoa e o seu meio envolvente nas várias etapas de</p><p>aprendizagem que abarca a sua vida</p><p>E para aqueles que possuem dificuldades no</p><p>aprendizado, a psicopedagogia pode servir como meio de</p><p>promoção da participação. Mas essa promoção da</p><p>participação ou delegação de poder não servirá apenas</p><p>no que diz respeito a educação no que está ligado a</p><p>alfabetização, mas também possui relação com a ordem</p><p>emocional, por exemplo. A psicopedagogia pode abordar</p><p>conhecimentos que fazem parte de áreas como</p><p>neurociência e até mesmo da antropologia.</p><p>A psicopedagogia surge como uma maneira de encontrar</p><p>respostas para o aprendizado dificultoso, ela também</p><p>busca identificar a relação que existe entre essa</p><p>dificuldade e as desigualdades sociais</p><p>O que eles faziam nesses centros eram ajudar na</p><p>reeducação de crianças que estavam apresentando</p><p>comportamentos considerados inadequados, seja na</p><p>escola ou no ambiente familiar, por exemplo. Nesses</p><p>centros também se prestava auxílio as crianças com</p><p>dificuldade de aprendizagem. No processo, eles</p><p>buscavam conhecer a criança e o ambiente na qual ela</p><p>estava inserida. A psicopedagogia se ocupa do processo</p><p>de aprendizagem e suas variações e da construção de</p><p>estratégias para a superação do não-aprender, tendo</p><p>como um de seus focos principais a autoria do</p><p>pensamento e da aprendizagem.</p><p>Ela desenvolve-se como disciplina científica a partir de</p><p>meados do século XX, com um enfoque interdisciplinar e</p><p>combinando conhecimentos da educação e da saúde</p><p>mental. Foram os psicólogos Juliette Favez-Boutonnier e</p><p>George Mauco os responsáveis por criarem os primeiros</p><p>centros de psicologia pedagógica no ano de 1946.</p><p>E o papel do Psicopedagogo é estudar os processos de</p><p>aprendizagem das crianças, adolescentes e adultos. Ele</p><p>identifica as dificuldades e os transtornos que interferem</p><p>na assimilação do conteúdo, fazendo uso de</p><p>conhecimentos da pedagogia, psicologia e da</p><p>antropologia para analisar o comportamento do aluno e</p><p>também promove intervenções em caso de fracasso ou</p><p>de evasão escolar. Por meio dos métodos da</p><p>psicopedagogia, estuda o problema presente no</p><p>individuo ao entrever as potencialidades cognitivas,</p><p>afetivas e sociais para um melhor</p><p>Desenvolvimento nas atividades que a pessoa</p><p>desempenha, assim há necessidade da realização do</p><p>Plano de Intervenção Pedagógica. Um profissional em</p><p>psicopedagogia deve dominar as bases epistemológicas</p><p>do saber psicopedagógico, com as suas noções básicas e</p><p>os eixos conceptuais. Da mesma forma, deve conhecer as</p><p>ciências auxiliares que contextualizam o seu</p><p>desempenho profissional e todas as aplicações que estas</p><p>abrangem relacionadas ao pensamento e ao</p><p>desenvolvimento na sua condição de ser humano</p><p>A intervenção psicopedagógica é um procedimento</p><p>realizado pelo psicopedagogo com o intuito de melhorar</p><p>o processo de aprendizagem e promover a autonomia e</p><p>autoestima dos educandos. A interferência no processo</p><p>de desenvolvimento acontece após o diagnóstico</p><p>psicopedagógico (anamnese). A partir dessa avaliação, o</p><p>profissional traça um plano de intervenção capaz de</p><p>auxiliar o aluno a conquistar o sucesso escolar.</p><p>Cabe aos psicopedagogos estudarem, prevenirem e</p><p>corrigirem as dificuldades que possa apresentar um</p><p>individuo no processo de aprendizagem, ainda que este</p><p>tenha um quociente de inteligência (QI) dentro dos</p><p>parâmetros considerados normais mas que apresente</p><p>dificuldades na sua aprendizagem. Assim, é ele que</p><p>estudará o fenômeno de adaptação que implica o</p><p>desenvolvimento evolutivo da mente, com o processo de</p><p>ensino-aprendizagem.</p><p>De modo geral, a intervenção psicopedagógica é</p><p>necessária quando verifica-se problemas de</p><p>aprendizagem, que criam déficits de conhecimentos nas</p><p>crianças. O psicopedagogo passa a mediar a relação do</p><p>aluno com a construção do saber. Existem diferentes</p><p>recursos, técnicas e metodologias que podem ser</p><p>adotados em uma intervenção. A escolha de cada um</p><p>dependerá do quadro analisado. Um dos principais</p><p>recursos utilizados é o jogo. A ludicidade pode ser</p><p>adaptada a diferentes situações e transformada em jogo.</p><p>Através dos jogos o psicopedagogo pode interferir no</p><p>desenvolvimento do aluno, estimular a sua criatividade,</p><p>verificar como lida com as situações, proporcionar</p><p>momentos de lazer e estabelecer contatos sociais.</p><p>De modo geral, a intervenção psicopedagógica é</p><p>necessária quando verifica-se problemas de</p><p>aprendizagem, que criam déficits de conhecimentos nas</p><p>crianças. O psicopedagogo passa a mediar a relação do</p><p>aluno com a construção do saber. Existem diferentes</p><p>recursos, técnicas e metodologias que podem ser</p><p>adotados em uma intervenção.</p><p>A escolha de cada um dependerá do quadro analisado.</p><p>Um dos principais recursos utilizados é o jogo. A</p><p>ludicidade pode ser adaptada a diferentes situações e</p><p>transformada em jogo.</p><p>Por meio dos jogos o psicopedagogo pode interferir no</p><p>desenvolvimento do aluno, estimular a sua criatividade,</p><p>verificar como lida com as situações, proporcionar</p><p>momentos de lazer e estabelecer contatos sociais. A</p><p>importância da intervenção psicopedagógica está</p><p>relacionada a própria importância do psicopedagogo na</p><p>escola. E esta atuação é fundamental para garantir o bom</p><p>desempenho escolar e a inclusão de estudantes com</p><p>problemas na aprendizagem.</p><p>É importante ressaltar que o trabalho do psicopedagogo</p><p>deve ser realizado em conjunto com a escola e a família.</p><p>Dessa forma, é possível alcançar os resultados esperados</p><p>e contribuir de forma significativa para a melhora do</p><p>desenvolvimento escolar das crianças.</p><p>Alguns passos para realizar uma intervenção</p><p>psicopedagógica:</p><p>Analisa-se com mais atenção e cautela os erros dos</p><p>alunos;</p><p>Elabora-se a reformulação e adequação das práticas</p><p>docentes, para que elas se aproximem da necessidade</p><p>dos alunos e atenda as dificuldades que o mesmo</p><p>apresenta;</p><p>Recomenda-se que o professor em conjunto com a escola</p><p>e o psicopedagogo,</p><p>reflita sobre a estrutura curricular e</p><p>sua compatibilidade com a estrutura cognitiva, afetiva e</p><p>social do aluno com déficit de atenção, afinal para nós</p><p>psicopedagogos a aprendizagem baseia-se no equilíbrio</p><p>dessas estruturas.</p><p>Avalia-se o enfoque psicopedagógico da dificuldade de</p><p>aprendizagem em crianças com déficit de atenção, os</p><p>processos de desenvolvimento e os caminhos da</p><p>aprendizagem, entendendo o aluno de forma individual e</p><p>interdisciplinar, buscando apoio em diversas áreas do</p><p>conhecimento, analisando a aprendizagem no contexto</p><p>escolar, familiar e no aspecto afetivo, cognitivo e</p><p>biológico</p><p>PASSO 2: CRONOGRAMA DE ATENDIMENTO</p><p>De acordo com as dificuldades e com os combinados</p><p>com a família, determinará o número de</p><p>atendimento que a criança terá. Assim é importante</p><p>um cronograma para atendimento e ou que</p><p>trabalhará as dificuldades encontradas. Não se</p><p>esqueça de colocar o tempo para o planejamento das</p><p>atividades que desenvolverá e sempre com o foco de</p><p>uma ou duas dificuldade para cada atendimento</p><p>PASSO 1: ATENÇÃO ÀS DIFICULDADES TRABALHADAS</p><p>A intervenção começa quando você está avaliando</p><p>(anamnese) a pessoa, pois já se percebe as dificuldades; e</p><p>independente de transtornos ou deficiências a</p><p>psicopedagogia trabalha com as dificuldades de qualquer</p><p>natureza, ou seja cognitivas, afetivas e sociais. Assim,</p><p>você precisa realizar está avaliação para ter a atenção</p><p>voltada para as dificuldades que serão trabalhadas</p><p>PASSO 3: A ESCOLHA DAS ATIVIDADES</p><p>O cuidado com as escolha da atividade é</p><p>importantíssimo, pois cada atividade escolhida</p><p>precisa ter o objetivo de trabalhar uma ou duas, no</p><p>máximo, de dificuldade. Sabemos que uma única</p><p>atividade pode trabalhar diversas habilidades,</p><p>porém foque seu trabalho em apenas uma</p><p>dificuldade, até que ela esteja sanada. Assim não terá</p><p>dificuldades para registrar os avanços da criança.</p><p>PASSO 4: A ESCOLHA DO NÍVEL DE DIFICULDADE</p><p>DA ATIVIDADE</p><p>Outro passo importantíssimo, pois atividades muito</p><p>difíceis ou muito fáceis desestimulará a criança em</p><p>sua realização. Aqui entra a Teoria de Flow,</p><p>desenvolvida pelo Psicólogo Húngaro Mihaly, o</p><p>conceito descreve uma condição mental na qual o</p><p>indivíduo imerge completamente naquilo que está</p><p>fazendo, entrando em um estado de foco máximo</p><p>que o faz perder o sentido de espaço e tempo.</p><p>PASSO 5: REGISTRO E DEVOLUTIVA</p><p>Registrar – Nunca confie apenas em sua memória,</p><p>realize no tempo certo os registros dos avanços ou</p><p>retrocesso das intervenções. Como a criança lidou com a</p><p>dificuldade na atividade? Aquela atividade foi muito</p><p>fácil? Próximo atendimento será oferecido uma atividade</p><p>do mesmo nível ou já sse consolidou avanços?</p><p>Se não houve avanços, provavelmente as atividades</p><p>oferecidas estão em nível muito alto, assim reveja o</p><p>planejamento das atividades. E por fim não se esqueça de</p><p>periodicamente dar devolutivas para a família</p><p>Quanto tempo leva a intervenção? O tempo depende do</p><p>grau de dificuldade e capacidade de assimilação, bem</p><p>como o empenho da criança, pais e professores durante o</p><p>período da intervenção psicopedagógica.</p><p>Assim concluímos que para a Psicopedagogia, os papéis</p><p>de professores e alunos se alternam o tempo todo, pois</p><p>podemos afirmar que no processo ensino-aprendizagem</p><p>visto pela psicopedagogia também nos mostra sobre a</p><p>nossa forma de ensinar, na qual, os outros servem de</p><p>espelho</p><p>Para Vygotsky, todos os seres humanos são capazes de</p><p>aprender, mas é necessário que adaptemos nossa forma</p><p>de ensinar.</p><p>Para o segundo dia de Curso, veremos: Psicomotricidade.</p><p>Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de</p><p>estudo o homem por meio do seu corpo em movimento e</p><p>em relação ao seu mundo interno e externo. Está</p><p>relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a</p><p>origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas.</p><p>Ela é sustentada por três conhecimentos básicos: o</p><p>movimento, o intelecto e o afeto. Portanto, é um termo</p><p>empregado para uma concepção de movimento</p><p>organizado e integrado, em função das experiências</p><p>vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua</p><p>individualidade, sua linguagem e sua socialização</p><p>COSTA (2002) diz que: “A Psicomotricidade baseia-se em</p><p>uma concepção unificada da pessoa, que inclui as</p><p>interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na</p><p>compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a</p><p>partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela</p><p>se constitui por um conjunto de conhecimentos</p><p>psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais</p><p>que permitem, utilizando o corpo como mediador,</p><p>abordar o ato motor humano com o intento de favorecer</p><p>a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos</p><p>objetos e outros sujeitos.”</p><p>A psicomotricidade pode também ser definida como o</p><p>campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações</p><p>e as influências recíprocas e sistémicas entre o</p><p>psiquismo e a motricidade. Ela também é uma técnica</p><p>que tem como objetivo promover o desenvolvimento</p><p>cognitivo e afetivo através da realização de movimentos</p><p>organizados e integrados, podendo ser indicada para</p><p>todas as pessoas, principalmente para crianças e</p><p>adolescentes.</p><p>Segundo JEAN-CLAUDE COSTE (1981), “Em razão de seu</p><p>próprio objeto de estudo, isto é, o indivíduo humano e</p><p>suas relações com o corpo, a Psicomotricidade é uma</p><p>ciência encruzilhada... que utiliza as aquisições de</p><p>numerosas ciências constituídas (biologia, psicologia,</p><p>psicanálise, sociologia, linguística...) Em sua prática</p><p>empenha-se em deslocar a problemática cartesiana e</p><p>reformular as relações entre alma e corpo: O homem é</p><p>seu corpo e NÃO - O homem e seu corpo”.</p><p>A psicomotricidade é uma ferramenta muito utilizada no</p><p>tratamento de paralisia cerebral, esquizofrenia,</p><p>síndrome de Rett, dificuldade de aprendizagem, atrasos</p><p>no desenvolvimento, deficiências físicas e alterações</p><p>neuronais, por exemplo.</p><p>Geralmente essa terapia dura cerca de uma hora e pode</p><p>ser realizada uma ou duas vezes por semana,</p><p>contribuindo positivamente para o desenvolvimento e</p><p>aprendizagem infantil e qualidade de vida.</p><p>A psicomotricidade tem como objetivo melhorar os</p><p>movimentos do corpo, a noção do espaço onde se está, a</p><p>coordenação motora, equilíbrio e também o ritmo. Os</p><p>objetivos são alcançados por meio de brincadeiras como</p><p>correr, brincar com bolas, bonecas e jogos. Se observa o</p><p>funcionamento emocional e motor do indivíduo e utiliza</p><p>outras brincadeiras para corrigir as alterações à nível</p><p>mental, emocional ou físico, de acordo com a</p><p>necessidade de cada um.</p><p>QUANDO É INDICADA?</p><p>Alterações na memória;</p><p>Hiperatividade;</p><p>Agressividade;</p><p>Problemas posturais;</p><p>Dispraxia, que corresponde a dificuldades motoras</p><p>Algumas situações em que a técnica de psicomotricidade</p><p>pode ser indicada são:</p><p>Dificuldade de aprendizagem, como dislexia e déficit de</p><p>atenção, por exemplo;</p><p>Dessa forma, a psicomotricidade pode ser feita com</p><p>crianças de possuem paralisia cerebral, alterações</p><p>genéticas, como a síndrome de Rett, ou mentais, como a</p><p>esquizofrenia, por exemplo, além de também poder ser</p><p>recomendada para todas as crianças que possuem</p><p>alguma alteração no seu desenvolvimento e ou</p><p>dificuldade de aprendizagem.</p><p>Dessa forma, a psicomotricidade pode ser feita com</p><p>crianças de possuem paralisia cerebral, alterações</p><p>genéticas, como a síndrome de Rett, ou mentais, como a</p><p>esquizofrenia, por exemplo, além de também poder ser</p><p>recomendada para todas as crianças que possuem</p><p>alguma alteração no seu desenvolvimento e ou</p><p>dificuldade de aprendizagem.</p><p>Na psicomotricidade existem alguns elementos que</p><p>devem ser trabalhados como tônus da postura, repouso e</p><p>sustentação, além do equilíbrio, lateralidade, imagem</p><p>corporal, coordenação motora, e estruturação no tempo</p><p>e no espaço. Alguns exemplos de atividades</p><p>psicomotoras que podem ser usadas para alcançar estes</p><p>objetivos são:</p><p>Jogo da amarelinha: é bom para treinar o equilíbrio</p><p>num pé só e a coordenação motora;</p><p>Andar sobre uma linha reta desenhada no chão: trabalha</p><p>o equilíbrio, coordenação motora e identificação</p><p>corporal;</p><p>Procurar uma bolinha de gude dentro de uma caixa de</p><p>sapato cheia de papel amassado: trabalha a lateralidade,</p><p>coordenação motora fina e global e</p><p>identificação</p><p>corporal;</p><p>Empilhar copos: é bom para melhorar a coordenação</p><p>motora fina e global, e identificação corporal;</p><p>COMO É FEITA?</p><p>Desenhar a si mesmo com canetas e com tinta guache: trabalha a</p><p>coordenação motora fina e global, identificação corporal,</p><p>lateralidade, habilidades sociais.</p><p>Jogo - cabeça, ombro, joelhos e pés: é bom para trabalhar a</p><p>identificação corporal, atenção e foco;</p><p>Jogo da estátua: é muito bom para orientação espacial, esquema</p><p>corporal e equilíbrio;</p><p>Jogo da corrida do saco com ou sem obstáculos: trabalha</p><p>orientação espacial, esquema corporal e equilíbrio;</p><p>Pular corda: é ótimo para trabalhar a orientação no</p><p>tempo e no espaço, além de equilíbrio, e identificação</p><p>corporal.</p><p>Estas brincadeiras são excelentes para ajudar no</p><p>desenvolvimento e sanar dificuldades de aprendizagem.</p><p>Normalmente cada atividade deve estar relacionada com</p><p>a idade da criança, porque bebês e crianças com menos</p><p>de 2 anos não irão conseguir pular corda, por exemplo.</p><p>Certas atividades podem ser realizadas com apenas uma</p><p>criança ou em grupo, e as atividades em grupo são boas</p><p>para ajudar na interação social que também é importante</p><p>para o desenvolvimento motor e cognitivo.</p><p>As metas da psicomotricidade são:</p><p>Motivar a capacidade sensitiva através das sensações e</p><p>relações entre o corpo e o exterior (o outro e as coisas);</p><p>METAS</p><p>Certas atividades podem ser realizadas com apenas uma</p><p>criança ou em grupo, e as atividades em grupo são boas</p><p>para ajudar na interação social que também é importante</p><p>para o desenvolvimento motor e cognitivo.</p><p>As metas da psicomotricidade são:</p><p>-Motivar a capacidade sensitiva através das sensações e</p><p>relações entre o corpo e o exterior (o outro e as coisas);</p><p>Cultivar a capacidade perceptiva através do</p><p>conhecimento dos movimentos e da resposta corporal;</p><p>- Organizar a capacidade dos movimentos representados</p><p>ou expressos através de sinais, símbolos, e da utilização</p><p>de objetos reais e imaginários;</p><p>- Fazer com que as crianças possam descobrir e</p><p>expressar suas capacidades, através da ação criativa e da</p><p>expressão da emoção;</p><p>- Ampliar e valorizar a identidade própria e a auto-</p><p>estima dentro da pluralidade grupal</p><p>O desenho é uma atividade espontânea e como tal, deve-</p><p>se respeitá-la e considerá-la como a grande obra das</p><p>crianças. Se a criança tem vontade de desenhar, anime-a</p><p>sempre que o faça. O ideal seria que todas as crianças</p><p>pudessem ter, desde cedo, algum contato com o lápis e o</p><p>papel. Começarão com rabiscos e logo estarão</p><p>desenhando formas mais reconhecíveis. Quanto mais a</p><p>criança desenhar, ela se aperfeiçoará, e mais benefícios</p><p>se notará no seu desenvolvimento. O desenho facilita e</p><p>faz evoluir a criança na:</p><p>Criar segurança e expressar-se através de diversas</p><p>formas como um ser valioso, único e exclusivo;</p><p>Criar uma consciência e um respeito à presença e ao</p><p>espaço dos demais.</p><p>Considerando-se que existe uma forte correlação entre</p><p>os desenvolvimentos motores e intelectuais, e de suma</p><p>importância a estimulação do desenho infantil, que</p><p>representa seu primeiro “tesouro” expressivo, que muito</p><p>irá contribuir para o desenvolvimento e</p><p>consequentemente para a construção de sua linguagem e</p><p>aprendizagem</p><p>DESENHO</p><p>- Psicomotricidade fina;</p><p>- Aprendizagem (leitura e escrita);</p><p>- Confiança em si mesma;</p><p>- Exteriorização de suas emoções, sentimentos e</p><p>sensações;</p><p>- Comunicação com os demais e consigo mesma;</p><p>- Criatividade;</p><p>- Formação da sua personalidade;</p><p>- Maturidade psicológica.</p><p>A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE</p><p>A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva</p><p>para a formação e estruturação do esquema corporal e</p><p>tem como objetivo principal incentivar a prática do</p><p>movimento em todas as etapas da vida de uma pessoa.</p><p>Por meio das atividades, as pessoas, além de se</p><p>divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o</p><p>mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais se</p><p>recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um</p><p>lugar de destaque na vida desde a infância</p><p>A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar por</p><p>meio da ação, como um meio de tomada de consciência</p><p>que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser</p><p>natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está</p><p>associada à afetividade e à personalidade, porque o</p><p>indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.</p><p>VITOR DA FONSECA (1988), comenta que a</p><p>"PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a</p><p>integração superior da motricidade, produto de uma</p><p>relação inteligível entre a pessoa e o meio.</p><p>Já na Educação Infantil, a criança busca experiências em</p><p>seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o</p><p>esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá</p><p>permitir a compreensão da forma como a criança toma</p><p>consciência do seu corpo e das possibilidades de se</p><p>expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo</p><p>e no espaço. O movimento humano é construído em</p><p>função de um objetivo. A partir de uma intenção, o</p><p>movimento transforma-se em comportamento</p><p>significante. É necessário que toda criança passe por</p><p>todas as etapas para o desenvolvimento da linguagem.</p><p>Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor</p><p>é de suma importância na prevenção de problemas da</p><p>aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da</p><p>direcional idade, da lateralidade e do ritmo”. A educação</p><p>da criança deve evidenciar a relação por meio do</p><p>movimento de seu próprio corpo, levando em</p><p>consideração sua idade, a cultura corporal e os seus</p><p>interesses. A educação psicomotora para ser trabalhada</p><p>necessita que sejam utilizadas as funções motoras,</p><p>perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a</p><p>criança explora o ambiente, passa por experiências</p><p>concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento</p><p>intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e</p><p>do mundo que a cerca.</p><p>Concluímos que na psicomotricidade existe uma relação</p><p>entre motricidade e afetividade, e que não devemos</p><p>considerar apenas que são exercícios estimuladores e</p><p>isolados, mas sim ter em mente uma ação capaz de</p><p>proporcionar estímulos para o desenvolvimento</p><p>saudável da vida intelectual e emocional das pessoas.</p><p>A importância da psicomotricidade é apresentada para</p><p>buscar maior compreensão da necessidade de se</p><p>trabalhar o corpo e a mente, de modo que a criança</p><p>domine seus movimentos e melhore sua expressão</p><p>corporal</p><p>Percebe-se então que a psicomotricidade deve ser</p><p>trabalhada desde os primórdios de nossa existência,</p><p>Fonseca (1996) coloca que:</p><p>(...) alfabetizar a linguagem do corpo e só então caminhar</p><p>para as aprendizagens triviais que mais não são que</p><p>investimentos perceptivo-motor ligados por</p><p>coordenadas espaços-temporais e correlacionados por</p><p>melodias rítmicas de integração e resposta.</p><p>Por meio da psicomotricidade a criança passa por</p><p>experiências e desenvolve sua individualidade, sua</p><p>linguagem e socialização.</p><p>Para o terceiro dia de Curso, veremos: Psicopatologia.</p><p>PSICOPATOLOGIA</p><p>A psicopatologia pode ser definida como o ramo da</p><p>psicologia que estuda os fenômenos patológicos ou</p><p>distúrbios mentais e outros fenômenos anormais. Ela</p><p>tenta, especialmente, estabelecer a diferença entre o</p><p>normal e o patológico. O objetivo da psicopatologia não</p><p>deve ser confundido com o da psiquiatria. O seu campo é</p><p>mais restrito e se limita ao estudo dos fenômenos</p><p>anormais da vida mental e tem como método a</p><p>fenomenologia</p><p>Na França, no início do século XX, Théodule Ribot (1839-</p><p>1916) criou com a psicologia científica o método</p><p>patológico, que permitiu, ao estudar o que é o patológico,</p><p>compreender a psicologia normal. Pouco tempo depois,</p><p>Karl Jaspers institui o termo psicopatologia, ao publicar</p><p>o seu livro Psicopatologia geral em 1913, na Alemanha.</p><p>A psicopatologia nasce no início do século XX em França,</p><p>no momento em que a psicologia, como disciplina</p><p>científica, se começa a separar da filosofia.</p><p>Na antiguidade greco-latina, as doenças mentais eram</p><p>vistas como corpos que sofrem e almas que geram a</p><p>desordem. Por sua vez, a idade média impõe o poder do</p><p>religioso para explicar e tratar os casos patológicos. O</p><p>século das luzes abre mais a porta aos processos de cura</p><p>do que à tentativa de descrição das doenças.</p><p>Segundo Pierre Pichot, psicólogo e psiquiatra francês, o</p><p>termo psicopatologia foi empregue pela primeira vez em</p><p>1876, na Alemanha, mas com um sentido semelhante ao</p><p>de psicologia clínica. O seu nascimento, como método e</p><p>disciplina própria, ocorre bem mais tarde.</p><p>As psicoses são doenças mentais de certa duração na</p><p>qual os indivíduos perdem frequentemente o contacto</p><p>com a realidade e não apresentam, na maioria das vezes,</p><p>consciência do seu problema.</p><p>As neuroses correspondem a perturbações psíquicas que</p><p>apresentam muitos conflitos e, em geral, enfraquecem a</p><p>personalidade.</p><p>Na medicina, Claude Bernard vai salientar o interesse do</p><p>estudo fisiopatológico, que será tomado como modelo</p><p>pela psicopatologia.</p><p>Sigmund Freud, entre outros, iniciam um longo caminho</p><p>para a elaboração de uma nosografia do psicopatológico,</p><p>ou seja, uma classificação das doenças mentais e, mais</p><p>tarde, vai surgir uma classificação que apresenta três</p><p>grandes categorias: a das psicoses, a das neuroses e a das</p><p>psicopatias.</p><p>E as psicopatias são percebidas como alterações do</p><p>comportamento que resultam de perturbação da</p><p>personalidade ou de desadaptação dos indivíduos, em</p><p>relação a si mesmos ou ao ambiente em que se integram.</p><p>A psicopatologia nasceu à sombra da psiquiatria, mas</p><p>enquanto esta tem como objetivo a cura, a profilaxia (uso</p><p>de medidas sistemáticas para evitar, prevenir uma</p><p>doença) e a reeducação, fazendo uso de modelos</p><p>medicinais e</p><p>bioquímicos para a resolução de problemas, a</p><p>psicopatologia procura observar, conhecer e</p><p>compreender através de um método clínico e</p><p>psicoterapêutico.</p><p>O desenvolvimento deste ramo da psicologia e das suas</p><p>diferentes correntes, proporciona aplicações igualmente</p><p>diferentes. Neste sentido, é de referir duas grandes</p><p>vertentes da psicopatologia: uma psicodinâmica (que</p><p>tem como base a psicanálise e como método específico o</p><p>clínico) e uma psicosistémica (que tem como base as</p><p>teorias comportamentais e como método específico o</p><p>experimental).</p><p>A psicopatologia contemporânea tenta integrar os</p><p>conhecimentos provindos de diversas ciências, visando</p><p>uma perspectiva cada vez mais biopsicossocial, isto é, de</p><p>um ponto de vista biológico, psicológico e social.</p><p>Dentro deste campo, a maior controvérsia de sempre é</p><p>entre a distinção e a definição do que é normal e do que é</p><p>patológico. Assim, muitos especialistas da psicopatologia</p><p>defendem que a saúde mental se traduz na capacidade de</p><p>interação e de mudança de um indivíduo.</p><p>Quanto maior for a sua capacidade de interação e de</p><p>mudança, melhor será a sua saúde mental. A</p><p>impossibilidade de cura é justificada pela incapacidade</p><p>do doente de "acatar" a mudança ou pela incapacidade de</p><p>resposta por parte do clínico.</p><p>Estabelecer o que é normal e o que é patológico foi</p><p>sempre algo real e problemático. Existirão sempre</p><p>dúvidas, até porque o que é normal ou o que é patológico</p><p>varia nos tempos, nas culturas e na maneira de encarar a</p><p>vida.</p><p>TRANSTORNOS MENTAIS em</p><p>Crianças e Adolescentes</p><p>Embora, às vezes, se admita que a infância e a</p><p>adolescência sejam períodos de despreocupação e</p><p>bênçãos, cerca de 20% das crianças e adolescentes</p><p>apresentam um ou mais distúrbios mentais</p><p>diagnosticáveis</p><p>A maioria destes distúrbios pode ser vista como exageros</p><p>ou distorções do comportamento. Assim como os</p><p>adultos, as crianças e os adolescentes têm temperamento</p><p>variável.</p><p>Alguns são tímidos e reticentes; outros são socialmente</p><p>exuberantes. Alguns são metódicos e cautelosos; outros</p><p>são impulsivos e descuidados. Pode-se notar se uma</p><p>criança tem o comportamento típico de uma criança ou</p><p>se tem um distúrbio pela presença de debilidades</p><p>relacionadas com os sintomas. Por exemplo, uma menina</p><p>de 12 anos pode estar receosa com a expectativa de</p><p>apresentar um trabalho escolar para sua classe. Esse</p><p>receio só pode ser visto como um transtorno de</p><p>ansiedade social de seus medos são graves o bastante</p><p>para causar aflição e evitação significativas.</p><p>O transtorno de ansiedade social é o medo persistente de</p><p>dificuldades, ridículo ou humilhação em ambientes</p><p>sociais. As crianças afetadas evitam situações que</p><p>possam provocar exposição social (como a escola). O</p><p>diagnóstico é pela história. O tratamento é feito com</p><p>terapia comportamental e os ISRS nos casos graves.</p><p>Muitos sintomas de disfunções se sobrepõem aos</p><p>comportamentos de desafios e de emoções de crianças</p><p>normais.</p><p>Transtornos de ansiedade;</p><p>Transtornos relacionados a estresse;</p><p>Transtornos do humor;</p><p>Transtorno obsessivo-compulsivo;</p><p>Os distúrbios mentais mais comuns entre as crianças</p><p>e os adolescentes são divididos nas seguintes</p><p>categorias:</p><p>Portanto, muitas estratégias úteis para tratar problemas</p><p>comportamentais em crianças também podem ser</p><p>utilizadas em crianças com transtornos mentais. Além</p><p>disso, a condução apropriada dos problemas</p><p>comportamentais da infância pode diminuir o risco de</p><p>crianças com temperamento vulnerável do</p><p>desenvolvimento destes distúrbios. Além disso, o</p><p>tratamento eficaz de alguns transtornos (p. ex.,</p><p>ansiedade) durante a infância pode reduzir o risco de</p><p>transtornos de humor mais tarde na vida</p><p>Transtornos comportamentais disruptivos (p. ex.,</p><p>transtorno de deficit de atenção/hiperatividade [TDAH],</p><p>transtorno de conduta e transtorno desafiador</p><p>opositivo);</p><p>Esquizofrenia e transtornos psicóticos relacionados são</p><p>bem menos comuns.</p><p>TRANSTORNOS DE ANSIEDADE SOCIAL - O transtorno</p><p>de ansiedade social é o medo persistente de dificuldades,</p><p>ridículo ou humilhação em ambientes sociais. As crianças</p><p>afetadas evitam situações que possam provocar</p><p>exposição social (como a escola). O diagnóstico é pela</p><p>história. O tratamento é feito com terapia</p><p>comportamental e os ISRS nos casos graves.</p><p>TRANSTORNOS RELACIONADOS A ESTRESSE - O</p><p>transtorno de estresse agudo (TEA) e o transtorno de</p><p>estresse pós-traumático (TEPT) são reações a eventos</p><p>traumáticos.</p><p>TRANSTORNOS DO HUMOR - Transtornos depressivos</p><p>são caracterizados por tristeza e irritabilidade</p><p>suficientemente graves ou persistentes para interferir na</p><p>atividade normal ou provocar um distúrbio considerável.</p><p>O diagnóstico é por história e exame. O tratamento é</p><p>com antidepressivos, terapia de suporte e cognitivo-</p><p>comportamental ou uma combinação dessas</p><p>modalidades.</p><p>As reações envolvem pensamentos ou sonhos intrusivos,</p><p>esquiva de lembranças do evento e efeitos negativos</p><p>sobre o humor, cognição, excitação e reatividade. TEA</p><p>tipicamente começa imediatamente após o trauma e</p><p>dura de 3 dias a 1 mês. TEPT pode ser uma continuação</p><p>do TEA ou pode se manifestar 6 meses após o trauma e</p><p>durar menos que 1 mês. O diagnóstico é por critérios</p><p>clínicos. O tratamento consiste em terapia</p><p>comportamental, psicoterapia, Inibidores Seletivos da</p><p>Recaptação de Serotonina (ISRS), ou antiadrenérgicos</p><p>TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO - Transtorno</p><p>obsessivo-compulsivo é caracterizado por obsessões,</p><p>compulsões ou ambas. Obsessões são ideias ou imagens</p><p>ou impulsos persistentes para realização de algo.</p><p>TRANSTORNO DE DEFICIT DE</p><p>ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) - Transtorno de</p><p>deficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é uma</p><p>síndrome de desatenção, hiperatividade e impulsividade.</p><p>Há 3 tipos de TDAH, os que são predominantemente</p><p>desatentos, hiperativo/impulsivos e combinados. Os</p><p>critérios clínicos dão o diagnóstico. O tratamento inclui</p><p>medicação com estimulantes, terapia comportamental e</p><p>intervenções educacionais.</p><p>Compulsões são anseios patológicos para agir</p><p>impulsivamente, os quais, se forem contidos, resultam</p><p>em grande ansiedade e angústia. Obsessões e compulsões</p><p>causam grande angústia e interferem nas atividades</p><p>acadêmicas e sociais. O diagnóstico é pela história. A</p><p>terapia é comportamental e com Inibidores Seletivos da</p><p>Recaptação de Serotonina - ISRS.</p><p>TRANSTORNO DE CONDUTA - Transtorno de conduta é</p><p>um padrão persistente ou recorrente do comportamento</p><p>que viola os direitos dos outros ou as principais normas e</p><p>regras próprias para a idade. O diagnóstico é pela</p><p>história. O tratamento de comorbidades e psicoterapia</p><p>pode ajudar; mas muitas crianças exigem supervisão</p><p>considerável.</p><p>TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO - O transtorno</p><p>desafiador</p><p>opositivo é um padrão recorrente ou</p><p>persistente de comportamento negativo, desafiador ou</p><p>mesmo hostil direcionado contra figuras de autoridades.</p><p>O diagnóstico é pela história. O tratamento é feito com</p><p>psicoterapia individual associada a psicoterapias dos</p><p>pais e responsáveis. Ocasionalmente podem ser usados</p><p>fármacos para reduzir a irritabilidade.</p><p>TRANSTORNO DE CONDUTA - Transtorno de conduta é</p><p>um padrão persistente ou recorrente do comportamento</p><p>que viola os direitos dos outros ou as principais normas e</p><p>regras próprias para a idade. O diagnóstico é pela</p><p>história. O tratamento de comorbidades e psicoterapia</p><p>pode ajudar; mas muitas crianças exigem supervisão</p><p>considerável.</p><p>ESQUIZOFRENIA - A esquizofrenia é definida como a</p><p>presença de alucinações e delírios causadores de</p><p>consideráveis disfunções psicossociais com duração</p><p>igual ou maior que 6 meses. Pesquisas recentes indicam</p><p>que há maior risco de desenvolvimento do transtorno</p><p>bipolar e a esquizofrenia em adolescentes que usam</p><p>produtos de Cannabis.</p><p>Qual a diferença entre os termos Psicopatia,</p><p>Psicopatologia e Psicose?</p><p>PSICOPATIA ou PSICOPATA – Em uma definição sucinta,</p><p>Psicopata (ou ainda Sociopata) é o termo mais comum</p><p>utilizado quando falamos de Transtorno de</p><p>Personalidade Antissocial, e define o indivíduo agressor</p><p>(que pode agredir tanto com palavras, quanto</p><p>fisicamente – com seus atos), que normalmente tem uma</p><p>aparência inofensiva e simpática, mas é manipulador,</p><p>capaz de seduzir e cativar as pessoas inicialmente e, com</p><p>o passar do tempo, a relação com um Psicopata pode se</p><p>tornar uma verdadeira prisão envolta por terror</p><p>psicológico</p><p>Esse maior risco não é explicado por fatores genéticos.</p><p>Há uma preocupação de que a recente legalização da</p><p>maconha possa dar aos adolescentes (e seus pais) uma</p><p>falsa sensação de que essa droga recreativa comum é</p><p>segura.</p><p>Qual a diferença entre os termos Psicopatia,</p><p>Psicopatologia e Psicose?</p><p>PSICOPATIA ou PSICOPATA – Em uma definição sucinta,</p><p>Psicopata (ou ainda Sociopata) é o termo mais comum</p><p>utilizado quando falamos de Transtorno de</p><p>Personalidade Antissocial, e define o indivíduo agressor</p><p>(que pode agredir tanto com palavras, quanto</p><p>fisicamente – com seus atos), que normalmente tem uma</p><p>aparência inofensiva e simpática, mas é manipulador,</p><p>capaz de seduzir e cativar as pessoas inicialmente e, com</p><p>o passar do tempo, a relação com um Psicopata pode se</p><p>tornar uma verdadeira prisão envolta por terror</p><p>psicológico.</p><p>Além de tudo, o Psicopata não sente remorso ou culpa,</p><p>ele pode ser convincente ao demonstrar</p><p>arrependimento, mas na prática suas atitudes não</p><p>mudam. Que fique claro, nem todo Psicopata é assassino,</p><p>nem toda pessoa que apresenta um comportamento</p><p>semelhante a este pode ser um Psicopata, o indivíduo</p><p>pode estar em uma fase de instabilidade emocional que,</p><p>com ajuda correta, poderá apresentar grandes mudanças</p><p>PSICOPATIA, PSICOPATOLOGIA</p><p>e PSICOSE</p><p>PSICOPATOLOGIA – A Psicopatologia pode ser definida</p><p>como o estudo da natureza das doenças (patologias)</p><p>mentais (psico). Estuda então os fenômenos patológicos</p><p>ou os distúrbios mentais e outros fenômenos</p><p>considerados “anormais”. Considera-se que o</p><p>comportamento anormal seja um distúrbio ocasionado</p><p>pelo funcionamento patológico de alguma parte do</p><p>organismo, neste caso então, o cérebro especificamente.</p><p>Relacionando então o primeiro termo (PSICOPATIA ou</p><p>TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL) e</p><p>este segundo (PSICOPATOLOGIA), pode-se dizer que a</p><p>Psicopatia é um tipo de Psicopatologia</p><p>Assim não estamos aptos a fazer diagnósticos por conta</p><p>própria e identificando nossos amigos e familiares como</p><p>Psicopatas. Apenas uma avaliação psicológica segura</p><p>pode dizer se uma pessoa tem ou não este tipo de</p><p>transtorno.</p><p>PSICOSE – Psicose é caracterizada pelas distorções na</p><p>percepção da vida real de um indivíduo, pode incluir</p><p>falta de confiança sobre a realidade e mesmo sobre quem</p><p>se é (que são os delírios) e mesmo ver e ouvir coisas</p><p>inexistentes (alucinações). É um estado mental</p><p>patológico (ou seja, está presente então em algumas das</p><p>Psicopatologias) e pode levar o indivíduo a ter</p><p>comportamentos agressivos e antissociais. Inclui</p><p>momentos de descontrole e agitação. Algumas causas</p><p>também podem estar associadas às Psicoses, como o uso</p><p>de álcool e outras drogas (durante seu uso e em</p><p>momentos de abstinência), cistos ou tumores cerebrais,</p><p>demências, doenças degenerativas cerebrais, infecções</p><p>que podem afetar o cérebro, algumas drogas prescritas,</p><p>como esteroides e estimulantes, entre outros.</p><p>Concluímos que a psicopatologia é uma vital área das</p><p>ciências voltadas a saúde mental, estabelece leis e</p><p>padrões que auxiliam a melhor conhecer e tratar os</p><p>diversos fenômenos psicopatológicos que podem</p><p>envolver cada ser humano, ao passo que não podemos</p><p>deixar de olhar para a individualidade ao expor essa</p><p>pessoa a esses conceitos. O que a fenomenologia nos</p><p>propõe é pensar o homem a partir dele mesmo e não do</p><p>conceito pronto e redutivo que pode ser as classificações</p><p>mentais</p><p>Uma frase de Eleanor Longden – “A questão relevante na</p><p>psicopatologia não deve ser o que há de errado com você,</p><p>mas sim o que aconteceu com você.”</p><p>PSICOPEDAGOGIA e a AFETIVIDADE</p><p>Ao contrário do que pensa o senso comum, a Afetividade</p><p>não é simplesmente o mesmo que amor, carinho, dizer</p><p>sempre SIM, ou seja, sentimento apenas positivo,</p><p>segundo Wallon, o termo Afetividade se refere à</p><p>capacidade do ser humano ficar afetado positiva ou</p><p>negativamente tanto por sensações internas como</p><p>externas. A Afetividade é um dos conjuntos funcionais da</p><p>pessoa e atua, juntamente com a cognição e o ato motor,</p><p>no processo de desenvolvimento e construção do</p><p>conhecimento.</p><p>PIAGET, VYGOTSKY E WALLON</p><p>Sabemos que Piaget e Vygotsky, em seus estudos, deram</p><p>importância ao papel da Afetividade no processo de</p><p>aprendizagem, porém foi Wallon que trabalhou mais</p><p>profundamente esta questão, colocando que a vida</p><p>psíquica evolui a partir de três dimensões: motora,</p><p>afetiva e psíquica, que coexistem, atuam e se</p><p>desenvolvem de forma integrada e, mesmo que em</p><p>determinado momento uma dimensão pareça dominar,</p><p>essa dominância se alterna e as conquistas ocorridas em</p><p>uma são incorporadas às outras.</p><p>Diretamente ligada à emoção, a afetividade consegue</p><p>determinar o modo com que as pessoas visualizam o</p><p>mundo e também a forma com que se manifesta dentro</p><p>dele. Todos os fatos e acontecimentos que houve na vida</p><p>de uma pessoa traz recordações e experiências por toda a</p><p>sua história. Dessa forma, a presença ou ausência do</p><p>afeto determina a forma com que um indivíduo se</p><p>desenvolverá. Também determina a autoestima das</p><p>pessoas a partir da infância, pois quando uma criança</p><p>recebe afeto dos outros consegue crescer e desenvolver</p><p>com segurança e determinação</p><p>Portanto, a afetividade é um estado psicológico do ser</p><p>humano que pode ou não ser modificado a partir das</p><p>situações. Segundo Piaget, tal estado psicológico é de</p><p>grande influência no comportamento e no aprendizado</p><p>das pessoas juntamente com o desenvolvimento</p><p>cognitivo. Faz-se presente em sentimentos, desejos,</p><p>interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, em</p><p>todos os campos da vida.</p><p>Para Wallon, “a dimensão afetiva ocupa lugar central,</p><p>tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto</p><p>do conhecimento”.</p><p>Para ele, a emoção, uma das dimensões da Afetividade, é</p><p>instrumento de sobrevivência inerente ao homem, é</p><p>“fundamentalmente social” e “constitui também uma</p><p>conduta com profundas raízes na vida orgânica”. Ele</p><p>afirma ainda que: o desenvolvimento humano acontece</p><p>em cinco estágios, nos quais são expressas as</p><p>características de cada espécie e revelam todos os</p><p>elementos que constituem a pessoa:</p><p>impulsivo-emocional (de 0 a 1 ano): onde o sujeito revela</p><p>sua afetividade por meio de movimentos, do toque,</p><p>numa comunicação não-verbal;</p><p>sensório-motor e projetivo (1 a 3 anos): a criança já fala e</p><p>anda, tendo o seu interesse voltado para os objetos, para</p><p>o exterior, para a exploração do meio;</p><p>- personalismo (3 a 6 anos): fase da diferenciação, da</p><p>formação do “eu”, da descoberta de ser diferente do</p><p>“outro”;</p><p>categorial (6 a 10</p><p>anos): organização do mundo em</p><p>categorias leva a um melhor entendimento das</p><p>diferenças entre o “eu” e o “outro”;</p><p>indispensável a esse processo, para a formação desse</p><p>indivíduo como ser social, cultural e inserido, de fato, no</p><p>meio em que vive.</p><p>Wallon destaca em seus estudos, que a Afetividade se</p><p>expressa de três maneiras: 1. Emoção: exteriorização da</p><p>afetividade, aparece desde o início da vida do ser</p><p>humano e é expressa com movimentos de espasmos e</p><p>contrações, liberando sensações de mal-estar ou bem-</p><p>estar. Nessa teoria, a emoção é vista como indispensável</p><p>à sobrevivência do ser, e, pela sua contagiosidade ela</p><p>fornece o primeiro e mais forte vínculo entre os</p><p>indivíduos</p><p>puberdade, adolescência (11 anos em diante): acontece</p><p>uma nova crise de oposição, ou seja, o conflito eu-outro</p><p>retorna, desta vez como busca de uma identidade</p><p>autônoma, o que possibilita maior clareza de limites, de</p><p>autonomia e de dependência. É nessa fase que o</p><p>indivíduo se reconhece como Ser único, com</p><p>personalidade, com valores, com sentimentos.</p><p>Em todos os estágios do desenvolvimento humano,</p><p>segundo a teoria de Wallon, a Afetividade está presente</p><p>em maior ou menor grau, haja vista a interação</p><p>A afetividade, portanto, assim como o ato motor e a</p><p>cognição, está presente durante toda a vida do sujeito</p><p>devendo, pois, ser levada em conta em todo estudo sobre</p><p>o desenvolvimento do ser humano, tanto no plano</p><p>individual, como no social, cultural, cognitivo. Nesse</p><p>contexto precisa que se valorizar a mediação social que,</p><p>está na base do desenvolvimento: ela é a característica de</p><p>um ser “geneticamente social” radicalmente dependente</p><p>dos outros seres para subsistir e se construir enquanto</p><p>ser da mesma espécie.</p><p>2. Sentimento: expressa a afetividade sem</p><p>arrebatamento, com controle, pela mímica e também</p><p>pela linguagem, o que o diferencia da emoção. Tem</p><p>caráter cognitivo.</p><p>3. Paixão: está presente a partir da fase do personalismo</p><p>e se caracteriza pelo autocontrole no domínio de uma</p><p>situação, exteriorizando-se através de ciúmes e</p><p>exigência de exclusividade, entre outros.</p><p>PSICOPEDAGOGIA e a AFETIVIDADE</p><p>Chegamos a um ponto importante, precisamos refletir</p><p>sobre: Qual é a importância do psicopedagogo e a</p><p>contribuição que este profissional pode oferecer em</p><p>relação a afetividade? As dificuldades de aprendizagem</p><p>precisam ser vistas como elos quebrados que bloqueiam</p><p>a aprendizagem e interrompendo o processo das</p><p>prazerosas novas descobertas, as causas podem ser as</p><p>mais diversas, fatores internos ou externos, nas áreas</p><p>orgânicas, intelectuais ou emocionais. Afeta tão</p><p>negativamente a criança que rouba dela o desejo de</p><p>aprender.</p><p>Sabemos que o número de crianças que apresentam</p><p>comprometimento na aprendizagem tem se tornado</p><p>cada vez maior, o que evidencia a necessidade de</p><p>intervenções psicopedagógicas no ambiente escolar de</p><p>maneira preventiva (institucional) ou terapêutica</p><p>(clinica). O sujeito é um ser integral e não pode ser visto</p><p>de maneira dividida, o foco não é a disciplina não</p><p>aprendida, mas as razões que causaram a dificuldade, o</p><p>psicopedagogo precisa ter um olhar diferenciado que o</p><p>capacite a restabelecer a comunicação recondicionando o</p><p>sujeito a percepção de sua capacidade de apreender.</p><p>É notório a relevância da psicopedagogia e da</p><p>afetividade, visto que o espaço escolar representa um</p><p>ambiente de socialização para trocas afetivas e</p><p>cognitivas importantes para a formação da criança. Esse</p><p>processo contribui para que pais, psicopedagogos, escola</p><p>e sociedade, quando trabalharem em parcerias, possam</p><p>promover efeitos muito positivos para a minimização</p><p>das dificuldades que emergem no contexto escolar. Já</p><p>que o espaço escolar é um ambiente de socialização para</p><p>trocas afetivas e cognitivas</p><p>Nadia Bossa afirma que: a psicopedagogia enquanto</p><p>produção de um conhecimento científico nasceu da</p><p>necessidade de uma melhor compreensão do processo de</p><p>aprendizagem, não basta como aplicação da psicologia à</p><p>pedagogia. Assim, a psicopedagogia não se limita tão</p><p>somente a psicologia aplicada à pedagogia, constitui-se</p><p>como campo de atuação em saúde e educação,</p><p>englobando vários campos de conhecimento que em</p><p>busca da solução dos problemas de aprendizagem,</p><p>atuando em parceria com outros profissionais tais como:</p><p>neurologistas, fonoaudiólogos, ortopedistas, pediatras e</p><p>outros quando necessário</p><p>Concluímos que a afetividade e sua vivência na família e</p><p>na escola pode influenciar na aprendizagem e no</p><p>desenvolvimento cognitivo do sujeito. E também que a</p><p>afetividade é uma sensação de extrema importância para</p><p>a saúde mental de todos os seres humanos por</p><p>influenciar o desenvolvimento geral, o comportamento e</p><p>o desenvolvimento cognitivo. E que a psicopedagogia</p><p>tem uma imensa dedicação com a concretização da</p><p>afetividade e da aprendizagem, de modo que haja um</p><p>combate no fracasso escolar, propondo maneiras</p><p>diversificadas e preventivas para diminuir os déficits de</p><p>aprendizagem e melhorar as práticas</p><p>pedagógicas nas escolas.</p><p>É notório a relevância da psicopedagogia e da</p><p>afetividade, visto que o espaço escolar representa um</p><p>ambiente de socialização para trocas afetivas e</p><p>cognitivas importantes para a formação da criança. Esse</p><p>processo contribui para que pais, psicopedagogos, escola</p><p>e sociedade, quando trabalharem em parcerias, possam</p><p>promover efeitos muito positivos para a minimização</p><p>das dificuldades que emergem no contexto escolar.</p><p>A psicopedagogia é a ciência voltada para estudar o</p><p>desenvolvimento do psiquismo e suas relações com o</p><p>aprendizado e também para compreender e mediar</p><p>conflitos advindos desse movimento. Como ciência vem</p><p>constituindo conhecimentos favoráveis à prática</p><p>mediadora e articuladora entre diversos campos de</p><p>estudo de modo a analisar a rede de relações entre os</p><p>atores envolvidos na aprendizagem, redesenhado um</p><p>modelo sistêmico, onde cabe a interlocução entre</p><p>inteligência/ desejo, social/individual,</p><p>objetividade/subjetividade.</p><p>“A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade,</p><p>mas é preciso tomar cuidado tanto com a falta de afeto</p><p>como com afetos desordenados que podem descontrolar</p><p>os verdadeiros sentimentos.” - Paulo Freire</p><p>Para o quinto dia de Curso, veremos: Mediação de</p><p>Conflitos – Família X Escola X Sociedade</p><p>MEDIAÇÃO DE CONFLITOS Família X</p><p>Escola X Sociedade</p><p>Entre as ações do psicopedagogo a reflexão e</p><p>questionamentos sobre os processos didáticos, projetos</p><p>pedagógicos e mesmo a dinâmica da instituição são parte</p><p>do rol de atividades desse profissional. Portanto, pode</p><p>mediar conflitos e propor que transforme o problema em</p><p>oportunidade de crescimento, para o estudante, para a</p><p>instituição e mesmo para a sociedade. A mediação de</p><p>conflitos se destaca como o método adequado para</p><p>resolução de conflitos continuados e uma ferramenta</p><p>essencial ao processo de aprendizagem, pois se vale da</p><p>técnica de negociação que é imprescindível</p><p>De acordo com o artigo Primeiro do Código de Ética dos</p><p>Psicopedagogos, “a Psicopedagogia é um campo de</p><p>atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de</p><p>aprendizagem humana; seus padrões normais e</p><p>patológicos, considerando a influência do meio - família,</p><p>escola e sociedade - no seu desenvolvimento, utilizando</p><p>procedimentos próprios da psicopedagogia”. Para muitas</p><p>pessoas a convivência escolar é prazerosa, mas para</p><p>muitos é dolorosa, pois encontram dificuldade para</p><p>aprender e se relacionar com o outro.</p><p>interesses e objetivos que há entre eles, o que acaba</p><p>sendo mais um desafio enfrentado pela escola, pois não é</p><p>fácil conduzir tanta divergência. Muito se tem falado em</p><p>violência, indisciplina, desinteresse em estudar, falta de</p><p>estrutura familiar e diversas outras causas que buscam</p><p>justificar tais conflitos, contudo, as intervenções</p><p>sugeridas não dão conta de subsidiá-los. Esses fatores</p><p>interferem na harmonia das relações interpessoais e no</p><p>processo de ensino e aprendizagem, o que acaba gerando</p><p>insatisfação por parte da comunidade escolar, pois</p><p>reflete no desempenho escolar dos estudantes.</p><p>É importante entendermos que o conflito faz parte da</p><p>vida das pessoas, pois está presente nos diversos</p><p>relacionamentos interpessoais,</p><p>independente do</p><p>ambiente em que se está presente. Chrispino e Chrispino</p><p>(2002), afirma que todos já vivenciaram alguma situação</p><p>de conflito na vida, seja na infância, na adolescência,</p><p>conflito intrapessoal e conflito interpessoal. E como os</p><p>conflitos são próprios do comportamento do ser</p><p>humano, quando nos referimos à escola, tais situações</p><p>são muito mais evidentes devido a diversidade de</p><p>sujeitos, e consequentemente a variedade de opiniões, ...</p><p>Segundo Sáez de Heredia (2005): “Os conflitos nas</p><p>escolas brotam como as bolhas da ebulição devido às</p><p>tensões "ferventes" tanto entre os adultos como entre as</p><p>crianças, bem como entre os adultos e as crianças. Com</p><p>frequência, alguns problemas subjacentes, tais como a</p><p>comunicação defeituosa ou as políticas ineficientes da</p><p>escola, constituem a fonte de calor responsável pelas</p><p>tensões.”. Logo, como instituição educativa, ela deve</p><p>corresponder a esse desafio e buscar meios para</p><p>contribuir no enfrentamento dos problemas, propondo</p><p>medidas para mediar tais conflitos</p><p>Mas ao buscar entender os conflitos, é necessário</p><p>primeiramente investigar a origem deles, ou seja, o que</p><p>levou a chegar em determinada situação e seu</p><p>desenvolvimento, para tentar intervir positivamente, de</p><p>maneira pacífica, respeitando o ser humano em sua</p><p>totalidade. Por exemplo, o clima escolar pode contribuir</p><p>para o conflito, pois a falta de comunicação entre seus</p><p>pares, diferente do discurso democrático pelo qual a</p><p>escola se propõe, torna mais evidente os</p><p>comportamentos pautados na violência, como forma, até</p><p>mesmo de responder a essa estrutura autoritária que a</p><p>escola tem.</p><p>A partir desse esforço da busca pela contextualização da</p><p>realidade são desencadeados as ajudas necessárias:</p><p>complementação da ajuda da escola; assistência social e</p><p>serviços de saúde.</p><p>É importante ao fazer o registro no livro de ocorrências</p><p>atente para:</p><p>- Descrição detalhada do conflito;</p><p>- Aspectos envolvidos dos contextos em que o estudante</p><p>está envolvido.</p><p>Pois em muitos casos essas anotações são decisivas para</p><p>entender o porquê o estudante está agindo...</p><p>Assim, é importante que a mediação tenha um caráter</p><p>pedagógico e que priorize a reeducação dos envolvidos a</p><p>partir do ato realizado, logo gestores, professores e</p><p>psicopedagogo ao chamar a família na escola para uma</p><p>mediação, precisa escutar à todos e registrar os fatos.</p><p>Deve ter em mente que o estudante NÃO é o que</p><p>praticou. Dessa forma ele não é; e sim, está nessa</p><p>condição, ou seja, seus atos é que têm essa natureza. A</p><p>ênfase sobre o conflito deve ir na direção de analisar o</p><p>contexto onde o estudante se insere; procurando mapear</p><p>qual é sua história de vida até aquele momento.</p><p>Após a realização desse diálogo, registram-se as</p><p>informações, colhem as assinaturas de todos os</p><p>presentes. Isso oficializa as intenções propostas e faz</p><p>com que todos se comprometam em fazer sua parte; para</p><p>que os motivos que geraram o conflitos se resolvam e</p><p>não venham se repetir.</p><p>Dessa forma a escola acaba atuando junto às famílias</p><p>para a formação de estudantes que se tornem e</p><p>desenvolvendo sua inteligência emocional</p><p>daquela maneira. Por exemplo: Estudantes cujo o</p><p>ambiente familiar é violento tendem a reproduzir a</p><p>violência de forma natural para ele, na escola. Esse</p><p>comportamento acaba chocando os demais estudantes.</p><p>Assim nesse caso a família deve se responsabilizar e se</p><p>comprometer com a mudança de estilo de vida para</p><p>apoiar seu filho.</p><p>A principal ferramenta de mediação de conflito na escola</p><p>é o DIÁLOGO. Todos precisam manifestar suas opiniões e</p><p>versões para que se chegue a um consenso.</p><p>Concluímos que quando se estabelecem, na escola,</p><p>ações que potencializem as capacidades positivas do</p><p>aluno, quando são desenvolvidas ações que visam à</p><p>prevenção de conflitos, e quando o foco para resolver</p><p>as questões conflituosas deixar de ser na pessoa e</p><p>passar a ser nas causas e origens do problema,</p><p>certamente haverá melhora no clima escolar, e os</p><p>próprios estudantes terão autonomia e habilidade</p><p>para resolver seus conflitos.</p><p>E que a psicopedagogia assume função mediadora ao</p><p>investigar os diversos obstáculos que surgem na complexa</p><p>rede da aprendizagem e participa da dinâmica das</p><p>relações da comunidade educativa, com o fim de favorecer</p><p>os processos de inclusão, pois somente com a capacitação</p><p>de todos os envolvidos nessa área poderemos avançar.</p><p>EXERCÍCIOS:</p><p>(A) as escolas devem promover uma parceria real com as</p><p>famílias, na qual os registros sirvam também para uma</p><p>participação em nível de coautoria da gestão.</p><p>(B) ao modificarem-se os modelos pelos quais a escola</p><p>vem se estruturando ao longo das últimas décadas, é</p><p>possível agravar as situações e registros de indisciplina.</p><p>(C) em relação à distribuição de tarefas e relações de</p><p>poder existentes na escola, mesmo nos registros da</p><p>gestão democrática, fica claro que são os gestores que</p><p>mandam.</p><p>Organizar o trabalho na escola, abrindo espaços para a</p><p>participação das famílias, não é apenas uma</p><p>reestruturação da forma de trabalho, mas uma mudança</p><p>de paradigma na vigência da escola, das relações de poder</p><p>e distribuição de tarefas, trata-se realmente de reinventar</p><p>a escola, numa perspectiva de corresponsabilidade, de</p><p>participação efetiva, não apenas no fazer, mas no processo</p><p>de refletir e decidir o que e como fazer.” (SANTOS, 2007.</p><p>p.37)</p><p>A partir dessa citação, pode-se afirmar que:</p><p>(D) os espaços de participação e contribuição das</p><p>famílias e elaboração de seus devidos registros, por si</p><p>sós, já dão conta de corresponsabilizar e</p><p>comprometer a todos.</p><p>(E) o que e como fazer as coisas são aspectos</p><p>inerentes à equipe gestora da escola, que deve</p><p>informar aos pais em reunião e, para isso, registrar</p><p>em ata específica.</p><p>Uma relação democrática na escola é construída com</p><p>base nas interações entre os diversos atores da</p><p>comunidade escolar, destacando-se os estudantes e seus</p><p>responsáveis. Nessas trocas realizadas no cotidiano da</p><p>escola, é produzida uma série de registros com as mais</p><p>diversas finalidades. Sobre os registros escolares</p><p>realizados entre a escola e as famílias, analise as</p><p>seguintes asserções e a relação proposta entre elas:</p><p>(A) A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é</p><p>uma proposição verdadeira.</p><p>(B) A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção</p><p>II é uma proposição falsa.</p><p>(C) A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é</p><p>uma proposição verdadeira.</p><p>(D) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II é</p><p>uma justificativa correta da asserção I.</p><p>(E) As asserções I e II são proposições falsas e sem</p><p>complementação.</p><p>I. Os registros realizados entre a escola e a família</p><p>cumprem com a importante finalidade de promover a</p><p>gestão democrática da escola pública ao mesmo tempo em</p><p>que focalizam no desenvolvimento dos estudantes.</p><p>PORQUE</p><p>II. Sempre que um registro é efetuado, no entendimento</p><p>de uma relação de parceria entre a escola e a família, o</p><p>principal ator envolvido e que deve ser considerado é o</p><p>estudante e seu contexto.</p><p>A) as escolas devem promover uma parceria real com as</p><p>famílias, na qual os registros sirvam também para uma</p><p>participação em nível de coautoria da gestão.</p><p>(B) ao modificarem-se os modelos pelos quais a escola vem</p><p>se estruturando ao longo das últimas décadas, é possível</p><p>agravar as situações e registros de indisciplina.</p><p>(C) em relação à distribuição de tarefas e relações de poder</p><p>existentes na escola, mesmo nos registros da gestão</p><p>democrática, fica claro que são os gestores que mandam.</p><p>(D) os espaços de participação e contribuição das famílias</p><p>e elaboração de seus devidos registros, por si sós, já dão</p><p>conta de corresponsabilizar e comprometer a todos.</p><p>(E) o que e como fazer as coisas são aspectos inerentes à</p><p>equipe gestora da escola, que deve informar aos pais em</p><p>reunião e, para isso, registrar em ata específica.</p><p>Uma relação democrática na escola é construída com base</p><p>nas interações entre os diversos atores da comunidade</p><p>escolar, destacando-se os estudantes e seus responsáveis.</p><p>Nessas trocas realizadas no cotidiano da escola, é</p><p>produzida uma série de registros com as mais diversas</p><p>finalidades. Sobre</p><p>os registros escolares realizados entre a</p><p>escola e as famílias, analise as seguintes asserções e a</p><p>relação proposta entre elas:</p><p>I. Os registros realizados entre a escola e a família</p><p>cumprem com a importante finalidade de promover a</p><p>gestão democrática da escola pública ao mesmo tempo em</p><p>que focalizam no desenvolvimento dos estudantes.</p><p>PORQUE</p><p>II. Sempre que um registro é efetuado, no entendimento</p><p>de uma relação de parceria entre a escola e a família, o</p><p>principal ator envolvido e que deve ser considerado é o</p><p>estudante e seu contexto</p><p>Existem muitos temas que fazem com que se produzam</p><p>registros entre a escola e a família, como: questões</p><p>pedagógicas, indisciplina, reconhecimento, questões</p><p>administrativas, violência ou bullying.</p><p>Sobre esses temas, analise as alternativas a seguir e</p><p>marque aquela que apresenta uma descrição correta</p><p>(A) A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é</p><p>uma proposição verdadeira.</p><p>(B) A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção</p><p>II é uma proposição falsa.</p><p>(C) A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é</p><p>uma proposição verdadeira.</p><p>(D) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II é</p><p>uma justificativa correta da asserção I.</p><p>(E) As asserções I e II são proposições falsas e sem</p><p>complementação.</p><p>(A) Fazem parte dos registros de indisciplina os bilhetes e</p><p>avisos da escola para retirar materiais como livros e</p><p>uniformes.</p><p>(B) Toda vez que, em sala de aula, ocorre alguma</p><p>manifestação de desobediência do estudante, gera-se o</p><p>registro desse bullying.</p><p>(C) Os registros de reconhecimentos servem para mediar</p><p>situações de conflitos em que existam agressão verbal ou</p><p>física entre os alunos.</p><p>(D) As questões pedagógicas que envolvem os registros</p><p>normalmente se referem a aspectos do rendimento</p><p>escolar deste aluno em questão.</p><p>(E) Na existência de violência entre os estudantes, faz-se</p><p>um registro de indisciplina no caderno do aluno e pede-se</p><p>a assinatura dos pais.</p><p>Os registros formais da presença dos pais na escola</p><p>normalmente compõem os registros realizados em atas</p><p>próprias, o que ocorre nas reuniões ordinárias da escola e</p><p>dos órgãos colegiados que a compõem. Sobre a</p><p>escrituração das atas na escola, analise as seguintes</p><p>asserções:</p><p>( ) Os livros de ata possuem termos de abertura e de</p><p>encerramento e folhas numeradas tipograficamente.</p><p>( ) Ao realizar a escrita da ata, podem ser deixados espaços</p><p>em branco para complementação de ideias</p><p>posteriormente.</p><p>( ) Assinam a ata, após sua leitura ao grupo que se</p><p>encontra reunido, todos os presentes na assembleia.</p><p>( ) Na escrituração de uma ata não podem existir rasuras;</p><p>neste caso, ao errar, utiliza-se a expressão “digo” e a</p><p>reescrita.</p><p>( ) Quando se percebe que a ata não registrou algum fato</p><p>pertinente, em seu final se escreve “Em tempo” e faz-se a</p><p>complementação</p><p>Assinale a alternativa que indica corretamente quais são</p><p>verdadeiras (V) e quais são falsas (F).</p><p>(A) F, V, F, V, F.</p><p>(B) V, V, F, F, V.</p><p>(C) V, F, V, V, V.</p><p>(D) F, V, V, F, F.</p><p>(E) F, V, F, F, V.</p><p>1 - (A)</p><p>2 - (D)</p><p>3 - (D)</p><p>4 - (C)</p><p>GABARITO</p><p>OBRIGADA</p><p>E-book oferecido pelo</p><p>Centro Educacional Sete de Setembro</p><p>em parceria com o Professora Sueli Julioti para o</p><p>curso de "Psicopedagogia".</p>

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