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<p>EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR</p><p>167 minutos</p><p>• Aula 1 - A cultura corporal de movimento</p><p>• Aula 2 - Conhecimentos e práticas na saúde de escolares</p><p>• Aula 3 - Conhecimentos sobre o corpo humano</p><p>• Aula 4 - Conhecimentos sobre o corpo humano</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>• Referências</p><p>Aula 1</p><p>A CULTURA CORPORAL DE MOVIMENTO</p><p>Olá, estudante! Sabemos que a cultura corporal, por exemplo, é um</p><p>dos temas centrais do Ensino de Educação Física, pois engloba</p><p>todos os aspectos culturais, históricos, sociais e políticos</p><p>relacionados ao corpo humano e suas práticas.</p><p>30 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Sabemos que a cultura corporal, por exemplo, é um dos temas centrais do Ensino de</p><p>Educação Física, pois engloba todos os aspectos culturais, históricos, sociais e políticos</p><p>relacionados ao corpo humano e suas práticas.</p><p>Além disso, é fundamental que os professores estimulem o pensamento crítico e a</p><p>autonomia de seus alunos na produção da cultura corporal, a fim de que eles possam</p><p>criar suas próprias práticas, respeitando suas diferenças e diversidades.</p><p>Outro aspecto relevante é a relação com outras áreas do conhecimento. É preciso que</p><p>esses profissionais compreendam a interdisciplinaridade e a transversalidade da</p><p>Educação Física, dialogando com outras áreas, como a Biologia, a História, a</p><p>Sociologia, entre outras, para que possam enriquecer seus conhecimentos e práticas</p><p>pedagógicas.</p><p>Nesta aula, vamos abordar esses temas de maneira a contribuir para a sua formação</p><p>como r de Educador Física, para que se torne um profissional que possa atuar de</p><p>maneira inclusiva, crítica e transformadora.</p><p>Venha comigo neste aprendizado!</p><p>DA CULTURA CORPORAL A INTERDISCIPLINARIDADE</p><p>A cultura corporal é um tema central na Educação Física e pode ser entendida como o</p><p>conjunto de práticas corporais desenvolvidas pelo ser humano ao longo da história. A</p><p>cultura corporal compreende desde as atividades físicas mais simples, como caminhar e</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#aula3</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U1/index.html#referencias</p><p>correr, até as práticas esportivas mais complexas e sofisticadas, como a ginástica</p><p>artística e o boxe.</p><p>A cultura corporal não se limita apenas às atividades físicas, mas também abrange as</p><p>expressões corporais, como danças e teatro. É por meio dela que o ser humano se</p><p>relaciona com o mundo e com os outros, expressando suas emoções, crenças e valores.</p><p>A contextualização da cultura corporal é fundamental para a compreensão de sua</p><p>importância e relevância na Educação Física. Segundo a Base Nacional Comum</p><p>Curricular (BNCC) do Brasil, o ensino da cultura corporal deve ser desenvolvido de</p><p>forma a considerar a diversidade cultural e social dos alunos, buscando promover a</p><p>inclusão e a participação de todos.</p><p>Além disso, a contextualização da cultura corporal também envolve a compreensão das</p><p>questões de gênero e das relações de poder presentes nas práticas corporais. Nesse</p><p>sentido, é importante que os professores Educadores Física estejam preparados para</p><p>desenvolver práticas pedagógicas que valorizem as diferenças e respeitem as escolhas</p><p>individuais, sem reforçar estereótipos de gênero.</p><p>Outro ponto importante quando pensamos a Educação Física no Brasil é em relação ao</p><p>pensamento crítico, uma habilidade essencial para o desenvolvimento do indivíduo em</p><p>diversas áreas do conhecimento. Segundo Paul e Elder (2008), o pensamento crítico é</p><p>um processo intelectual que envolve a análise, avaliação e interpretação de informações</p><p>e evidências, com o objetivo de formar julgamentos e tomar decisões fundamentadas.</p><p>Na produção da cultura corporal, o pensamento crítico é importante para que o</p><p>indivíduo possa refletir sobre as práticas corporais produzidas em determinado contexto</p><p>social e cultural, identificando as possíveis influências ideológicas, políticas e</p><p>econômicas presentes nessa produção. Assim, o indivíduo poderá tomar decisões</p><p>conscientes e responsáveis em relação às práticas corporais que irá adotar em sua vida.</p><p>Além disso, a autonomia na produção da cultura corporal também é um aspecto</p><p>importante a ser desenvolvido pelo educador físico.</p><p>Por fim, devemos ressaltar a importância da relação entre diferentes áreas do</p><p>conhecimento para uma compreensão abrangente e interdisciplinar do mundo em que</p><p>vivemos. A interconexão das áreas permite a troca de informações, ideias e conceitos,</p><p>promovendo o avanço do conhecimento em diversas áreas.</p><p>A educação científica interdisciplinar pode fornecer aos alunos uma compreensão mais</p><p>ampla da ciência e de como ela está relacionada a outras áreas do conhecimento, como a</p><p>história e a filosofia. A educação Física pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar</p><p>com diversas outras disciplinas, algumas mais óbvias, como a Biologia – ao se pensar</p><p>que a prática esportiva envolve toda a questão fisiológica – e outras um pouco mais</p><p>intrínsecas, como a Sociologia – ao analisar que algumas práticas esportivas têm relação</p><p>com a cultura de diversos povos ao redor do mundo.</p><p>A interdisciplinaridade permite a troca de informações e ideias entre as áreas,</p><p>promovendo um ensino mais completo e contribuindo para a formação de cidadãos</p><p>críticos e informados.</p><p>CORPO, CRITICIDADE E PRÁTICAS</p><p>A cultura corporal é um conceito que se refere ao conjunto de práticas, valores e</p><p>símbolos relacionados ao corpo humano. Ela é formada por diferentes elementos, como</p><p>danças, esportes, jogos, atividades físicas e lazer, e é influenciada por fatores sociais,</p><p>históricos, culturais e políticos. A compreensão da cultura corporal é essencial para a</p><p>promoção de práticas de atividade física que sejam inclusivas, diversificadas e</p><p>adaptadas às diferentes realidades socioculturais.</p><p>Esta é uma área de estudo interdisciplinar, que envolve conhecimentos de áreas como a</p><p>sociologia, antropologia, história, psicologia, educação física e saúde. Essa diversidade</p><p>de perspectivas é importante para compreender a complexidade e a diversidade da</p><p>cultura corporal em diferentes contextos socioculturais.</p><p>Segundo Santos e Moreira (2013), a cultura corporal é um campo de conhecimento que</p><p>possibilita a construção de um currículo escolar mais amplo e diversificado, que</p><p>contemple as diferentes manifestações corporais presentes na sociedade.</p><p>Por sua vez, ao idealizar o ensino de Educação Física, abordamos o pensamento crítico,</p><p>que é essencial para o desenvolvimento da autonomia na produção da cultura corporal.</p><p>Ele consiste na capacidade de analisar, avaliar e interpretar informações de forma</p><p>objetiva e imparcial, questionando preconceitos e ideias pré-concebidas. Na área da</p><p>cultura corporal, o pensamento crítico é fundamental para a promoção de práticas</p><p>pedagógicas mais inclusivas e diversificadas, que valorizem a diversidade cultural e</p><p>levem em consideração as especificidades de cada indivíduo.</p><p>Para desenvolver o pensamento crítico na produção da cultura corporal, é importante</p><p>que os educadores físicos promovam a reflexão sobre as práticas corporais, estimulando</p><p>a análise crítica das informações e o questionamento de estereótipos e preconceitos.</p><p>Segundo Tavares e Sanches (2019), a promoção do pensamento crítico deve levar em</p><p>conta a construção de um ambiente de aprendizagem que valorize a autonomia e a</p><p>participação ativa</p><p>atividades holísticas, como, por</p><p>exemplo, uma aula de alongamento e relaxamento, realizando exercícios em duplas,</p><p>sempre prezando pelo respeito mútuo. Também pode ser inserido na cultura escolar um</p><p>esporte que não envolva tanta competitividade e que estimule a cooperação, como o</p><p>tchoukball por exemplo. O Tchoukball é um esporte coletivo que foi criado na década</p><p>de 1970, na Suíça, com o objetivo de proporcionar uma atividade física divertida e</p><p>segura para pessoas de todas as idades. É jogado em uma quadra com duas traves de</p><p>forma octogonal, sendo que os jogadores de uma equipe devem arremessar uma bola</p><p>contra a trave da equipe adversária sem que ela seja interceptada, e a equipe que</p><p>defende deve tentar recuperar a posse da bola e arremessá-la novamente. O Tchoukball</p><p>tem como princípios a não violência, o respeito ao adversário e a participação</p><p>equilibrada de todos os jogadores.</p><p>Além de ser uma atividade física divertida e inclusiva, o Tchoukball apresenta</p><p>benefícios para a saúde, como o desenvolvimento da coordenação motora, da agilidade,</p><p>da força muscular e da resistência física. Além disso, por ser um esporte coletivo, o</p><p>Tchoukball estimula o trabalho em equipe, a comunicação, a liderança e a resolução de</p><p>problemas em grupo.</p><p>RESUMO VISUAL</p><p>Mapa Mental – Conhecimentos em Educação Física Escolar</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>10 minutos</p><p>Aula 1</p><p>BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR. Educação Física. Brasília: Ministério</p><p>da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2018.</p><p>COAKLEY, J. Esportes na sociedade: questões controversas. Porto Alegre: Artmed,</p><p>2008.</p><p>COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo:</p><p>Cortez, 1992.</p><p>DANTAS, E. H. M.; MACHADO, M. E. C. Autonomia e produção cultural corporal:</p><p>possibilidades na educação física escolar. Revista da Educação Física/UEM, v. 27, n.</p><p>2, p. 273-280, 2016.</p><p>OLIVEIRA, A. C. G. et al. Promoção da atividade física e saúde: a importância da</p><p>cultura corporal. Revista Eletrônica da Educação Física, v. 17, n. 2, p. 78-87, 2020.</p><p>PAUL, R.; ELDER, L. Critical thinking: the nature of critical and creative</p><p>thought. Journal of Developmental Education, v. 32, n. 2, p. 34-35, winter 2008.</p><p>SANTOS, M. L. C.; MOREIRA, W. W. Cultura corporal: implicações na educação</p><p>física escolar. Revista Mineira de Educação Física, Viçosa, v. 21, n. 2, p. 1-13, 2013.</p><p>TANI, G. Educação Física na escola: fundamentos de uma abordagem</p><p>desenvolvimentista. São Paulo: EPU, 2017.</p><p>TAVARES, M. F.; SANCHES, I. C. Pensamento crítico e educação física: um estudo</p><p>sobre a formação de professores. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte,</p><p>São Paulo, v. 33, n. 2, p. 267-277, 2019.</p><p>THIESEN, J. da S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo</p><p>ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, p. 545–554, set.</p><p>2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-24782008000300010 . Acesso em</p><p>30 mar. 2023.</p><p>Aula 2</p><p>American College of Sports Medicine. ACSM's Guidelines for Exercise Testing and</p><p>Prescription. 10th ed. Wolters Kluwer, 2018.</p><p>BARRETO, G. V.; FERREIRA, J. G. Promoção da saúde na escola: um olhar sobre a</p><p>educação física. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, v. 32, p. 107-114, 2019.</p><p>BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR. Educação Física. Brasília: Ministério</p><p>da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2018.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE. VIGITEL: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para</p><p>Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico: Estimativas sobre frequência e distribuição</p><p>sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos</p><p>26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2020. Brasília, 2020.</p><p>OLIVEIRA, A. C. G. et al. Promoção da atividade física e saúde: a importância da</p><p>cultura corporal. Revista Eletrônica da Educação Física, v. 17, n. 2, p. 78-87, 2020.</p><p>OMS. Organização Mundial da Saúde. Constituição da Organização Mundial da</p><p>Saúde, 1948. Disponível em: https://www.who.int/ Acesso em: 30 mar. 2023.</p><p>ROVETTA, I. L.; BORGES, K. S.; RIBEIRO, S. C. DA S.; HORTA, N. de C.;</p><p>FERNANDES, M. T. de O.; SOUZA, M. C. M. R. de. Programas e Práticas</p><p>Intergeracionais: desafios e benefícios para a qualidade de vida de diferentes grupos</p><p>etários pela perspectiva acadêmica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 23, n. 3,</p><p>e12004, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.25248/reas.e12004.2023, Acesso em:</p><p>30 mar. 2023.</p><p>SALLIS, J. F.; MCKENZIE, T. L. Physical education's role in public health. Research</p><p>Quarterly for Exercise and Sport, v. 62, n. 2, 124-13, 1991.</p><p>SILVA, A. L. F. da; SOUSA, A. M. M. de; LOPES, C. E. T.; PONTES, F. C.;</p><p>OLIVEIRA, F. C. de S.; TEIXEIRA, M. N.; PAIXÃO, J. E.; BARBOSA, M. I. S.;</p><p>ALVES, V. J. P. Educação física na Atenção Primária à Saúde em Sobral-Ceará:</p><p>desenhando saberes e fazeres integralizados. SANARE - Revista de Políticas Públicas,</p><p>v. 8, n 2, 2009. Disponível</p><p>em: https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/20 Acesso em 30 mar. 2023.</p><p>Aula 3</p><p>AMERICAN COLLEGE of Sports Medicine. Guidelines for Exercise Testing and</p><p>Prescription. 10th edition. Philadelphia: Wolters Kluwer, 2018.</p><p>BOMPA, T.O.; CORNACCHIA, L. J. Treinamento de Resistência Mental para o</p><p>Esporte. 1. ed. São Paulo: Phorte Editora, 2013.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF,</p><p>https://www.who.int/</p><p>https://doi.org/10.25248/reas.e12004.2023</p><p>https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/20</p><p>2018.</p><p>COAKLEY, J. Sports in society: Issues and controversies. McGraw-Hill</p><p>Humanities/Social Sciences/Languages, 2003.</p><p>GALLAHUE, D. L.; Ozmun, J. C. Understanding motor development: Infants,</p><p>children, adolescents, adults. McGraw-Hill Humanities/Social Sciences/Languages,</p><p>2005.</p><p>HALL, J. E. Guyton e Hall: Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Elsevier</p><p>Brasil, 2019.</p><p>REBELO, M.L. Imagem corporal masculina, impulso para a muscularidade,</p><p>estados de humor e mecanismos de autorregulação emocional em praticantes de</p><p>exercício físico. Instituto Miguel Torga, 2018. Disponível em:</p><p>https://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/858 - Acesso em: 13 abr. 2023.</p><p>ROBERTS, G. C. Advances in Motivation in Sport and Exercise. 3rd edition.</p><p>Champaign, IL: Human Kinetics, 2012.</p><p>RYAN, R. M.; DECI, E. L. Self-determination theory and the facilitation of intrinsic</p><p>motivation, social development, and well-being. American psychologist, v. 55, n. 1,</p><p>68-78, 2000.</p><p>SHILLING, C. Changing bodies: habit, crisis and creativity. Sage, 2017.</p><p>SILVA, R. C. Relação entre estados de ânimo momentâneos e desempenho dentro e</p><p>fora de casa em atletas de futebol. Monografia (Bacharelado em Psicologia) -</p><p>Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão</p><p>Preto - USP. Ribeirão Preto-SP, 2013.</p><p>Aula 4</p><p>AHLERT, A. Educação física escolar e cidadania. VIDYA, v. 24, n. 42, p. 14, 2004.</p><p>BEGO, G. A.; DOS ANJOS, J. R. C. A importância da educação física escolar para a</p><p>formação do indivíduo na sociedade. Revista Saúde UniToledo, v. 4, n. 1, 2020.</p><p>BRACHT, V. et al. A prática pedagógica em Educação Física: a mudança a partir da</p><p>pesquisa-ação. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 23, n. 2, 2002.</p><p>DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação Física na escola: implicações para a</p><p>prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.</p><p>DARIDO, S. C. et al. A educação física, a formação do cidadão e os parâmetros</p><p>curriculares nacionais. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, v. 15, n. 1, p. 17-32, jan./jun.</p><p>2001</p><p>FERREIRA, F. M.; DAOLIO, J. Educação física escolar e inclusão: alguns</p><p>desencontros. Kinesis, v. 32, n. 2, 2014.</p><p>SAVIANI, D. Formação de professores no Brasil: dilemas e perspectivas. Poíesis</p><p>Pedagógica, v. 9, n. 1, p. 07-19, 2011.</p><p>TAFFAREL, C. Z. Formação de professores de educação física: diretrizes para a</p><p>formação unificada. Kinesis, v. 30, n. 1, 2012.</p><p>TARDIF, M. Saberes docenteslis: Vozes, 2002.</p><p>Aula 5</p><p>American Psychological Association. Exercise fuels the brain's stress buffers. 2021.</p><p>Disponível em: https://www.apa.org/monitor/2011/12/exercise-stress Acesso em: 29</p><p>abr. 2023.</p><p>BAKER, C.; CLAYTON, S; BRAGG, E. Educating for resilience: Parent and teacher</p><p>perceptions of children’s emotional needs in response to climate</p><p>https://www.apa.org/monitor/2011/12/exercise-stress</p><p>change. Environmental Education Research, v. 27, n. 5, p. 687-705, 2021.</p><p>BETTI, M.; ZULIANI, L. R. Educação física escolar: uma proposta de diretrizes</p><p>pedagógicas. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 13, n. 1, p. 83-91, 2002.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental na educação. 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Compreendendo o desenvolvimento motor:</p><p>bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte, 2003.</p><p>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. (2013). Diretrizes curriculares nacionais para a</p><p>educação básica. Brasília, 2013. Disponível</p><p>em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb001_13.pdf Acesso em 25 abr. 2023.</p><p>STEPHAN, S. H. et al. Transformation of children's mental health services: The role of</p><p>school mental health. Psychiatric Services, v. 58, n. 10, p. 1330-1338, 2007.</p><p>Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>•</p><p>Manifestações das práticas corporais</p><p>• Aula 1 - Manifestações das práticas corporais</p><p>24 minutos</p><p>• Aula 2 - Jogos e brincadeiras</p><p>26 minutos</p><p>• Aula 3 - Esportes</p><p>30 minutos</p><p>• Aula 4 - Projetos físico-esportivos na escola</p><p>https://www.confef.org.br/arquivos/Resolucoes/resolucao_cref12.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb001_13.pdf</p><p>https://storyset.com/</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula3</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula4</p><p>27 minutos</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>38 minutos</p><p>• Referências</p><p>10 minutos</p><p>0%</p><p>T</p><p>A-AA+</p><p>MANIFESTAÇÕES DAS PRÁTICAS CORPORAIS</p><p>155 minutos</p><p>• Aula 1 - Manifestações das práticas corporais</p><p>• Aula 2 - Jogos e brincadeiras</p><p>• Aula 3 - Esportes</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#referencias</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula3</p><p>• Aula 4 - Projetos físico-esportivos na escola</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>• Referências</p><p>Aula 1</p><p>MANIFESTAÇÕES DAS PRÁTICAS CORPORAIS</p><p>Olá, estudante! Como ponto de partida para nosso</p><p>aprofundamento acerca dos principais conhecimentos nas práticas</p><p>corporais na Educação Física escolar, primeiramente, é</p><p>fundamental considerar que os conteúdos de qualquer atividade</p><p>humana são sempre construídos dentro de uma perspectiva</p><p>histórica (FURTADO, 2020).</p><p>24 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Como ponto de partida para nosso aprofundamento acerca dos principais conhecimentos</p><p>nas práticas corporais na Educação Física escolar, primeiramente, é fundamental</p><p>considerar que os conteúdos de qualquer atividade humana são sempre construídos</p><p>dentro de uma perspectiva histórica (FURTADO, 2020). Nesse sentido, historicamente,</p><p>a Educação Física alcançou espaços em instituições educativas de ensino como uma</p><p>atividade capaz de cuidar da dimensão global dos alunos, em todos os seus aspectos,</p><p>social, cognitivo e físico, por meio de sua principal intervenção, a prática corporal</p><p>(FURTADO, 2020). Nessa perspectiva, convido você a aprofundar seus</p><p>conhecimentos, na dimensão dos sentidos e finalidades das práticas corporais na</p><p>contextualização do ensino e aprendizagem, de modo que você tenha maiores</p><p>ferramentas para alcançar as dimensões de conhecimento que deseja desenvolver</p><p>durante sua formação acadêmica, pois é fundamental que o professor de Educação</p><p>Física atue dentro do fazer corporal.</p><p>Desejo a você bons estudos!</p><p>PRÁTICAS CORPORAIS E SEUS SIGNIFICADOS</p><p>As práticas corporais representam um conjunto de produções culturais que se expressam</p><p>pelo corpo e está inserido no programa de ensino e aprendizagem da Educação Física</p><p>nas escolas (FURTADO, 2020). As práticas corporais são constituídas por fenômenos</p><p>ou manifestações culturais, como as danças, os jogos, os esportes, as artes marciais,</p><p>assim como as diferentes formas de ginástica (SILVA et al., 2005).</p><p>As práticas corporais são fruto do processo de diferentes construções coletivas que</p><p>individualmente permitem vivências e experiências significativas a todos que as</p><p>praticam (SILVA et al. 2005). Nesse sentido, a Educação Física, como componente</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#referencias</p><p>curricular, ocupa-se do estudo de um conjunto de práticas corporais sistematizadas que</p><p>se vinculam ao lazer, ao cuidado com o corpo e a saúde e, com isso, necessita trabalhar</p><p>os seus conteúdos para além da dimensão do movimento e da vivência corporal</p><p>descontextualizada dos aspectos políticos, sociais, culturais e econômicos (FURTADO,</p><p>2020). A Educação Física deve permitir, na sua construção curricular, que os alunos</p><p>sejam capazes de apropriar, recriar e produzir compreensão e entendimento sobre o</p><p>universo das práticas corporais, ou seja, as danças, os esportes, as lutas, os jogos e</p><p>brincadeiras, as ginásticas e as demais manifestações corporais denominadas de práticas</p><p>corporais, com sua gama de técnicas corporais e dinâmicas específicas, que tornam</p><p>possível aos sujeitos reconhecerem tais manifestações. Nesse sentido, a Base Nacional</p><p>Comum Curricular (BNCC), que é um documento que determina um conjunto de</p><p>aprendizagens essenciais que os alunos devem desenvolver ao longo das etapas de</p><p>ensino na educação básica, incluiu a Educação Física na Área das Linguagens e</p><p>tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação</p><p>social (RIBAS et al., 2019).</p><p>Na BNCC, as práticas corporais são classificadas em três elementos</p><p>fundamentais: movimento corporal como elemento essencial, organização interna (de</p><p>maior ou menor grau) e produto cultural vinculado ao lazer/entretenimento, assim</p><p>como o cuidado com o corpo e a saúde (RIBAS et al., 2019). A organização interna é</p><p>determinada por uma lógica específica, apontada para o estudo da praxiologia motriz</p><p>(PM), uma área de conhecimento que possibilita estudar a lógica interna de jogos e</p><p>esportes (RIBAS et al., 2019). A PM é formada pelo conhecimento científico e</p><p>apresenta possibilidades concretas para o entendimento da lógica interna em todas as</p><p>práticas motrizes que pertencem à área da Educação Física (RIBAS et al., 2019).</p><p>Nessa perspectiva, a organização interna é conceituada como elemento que sistematiza</p><p>as principais características do funcionamento e estruturação das práticas corporais.</p><p>Com isso, a forma como são sistematizadas e organizadas as regras, o material, as</p><p>relações entre os praticantes, o espaço e o tempo, interferem no funcionamento das</p><p>práticas corporais indicadas na BNCC (RIBAS et al. 2019).</p><p>CORPOREIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR</p><p>O ponto principal na construção da organização curricular da Educação Física é permitir</p><p>que as práticas corporais, jogos e brincadeiras, dança, ginástica, esporte, lutas, sejam</p><p>compreendidas pelos alunos em suas dimensões técnicas, estéticas, sociais, econômicas,</p><p>culturais/simbólicas e políticas. Nesse caso, as práticas corporais, quando organizadas</p><p>em uma contextualização crítica e pedagógica, contribuem no processo de escolarização</p><p>e na formação humana da comunidade escolar (FURTADO, 2020).</p><p>Cada prática corporal propicia ao sujeito o acesso a uma dimensão de</p><p>conhecimentos e de experiências aos quais ele não teria de outro modo. A</p><p>vivência da prática é uma forma de gerar um tipo de conhecimento muito</p><p>particular e insubstituível e, para que ela seja significativa, é preciso</p><p>problematizar, desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos e</p><p>significados que os grupos sociais conferem às diferentes manifestações da</p><p>cultura corporal de movimento. Logo, as práticas corporais são textos</p><p>culturais passíveis de leitura e produção. (BRASIL, 2016, p. 214)</p><p>Com isso, a BNCC) documento de estruturação dos conteúdos da Educação Física,</p><p>oportuniza o professor a compreender o universo desse componente curricular por meio</p><p>da diversificação dos saberes corporais, experiências estéticas, afetivas e lúdicas,</p><p>comumente orientadas em práticas pedagógicas na escola (FURTADO, 2020). Para</p><p>isso, o aluno precisa aprender tanto os fundamentos técnicos e táticos de um esporte</p><p>coletivo como praticá-lo socialmente, compreender as regras que compõem os jogos,</p><p>interpretar e aplicar as regras por si próprio, aprender a respeitar o adversário como um</p><p>companheiro e não um inimigo, pois sem ele não existe competição esportiva (BETTI et</p><p>al., 2002).</p><p>A Educação Física deve conduzir o aluno a descobrir motivos e sentidos nas práticas</p><p>corporais, no intuito de favorecer o desenvolvimento de atitudes e comportamento</p><p>positivos, que permitam gerar conhecimento, compreensão e análise de seu intelecto,</p><p>relacionados à cultura corporal de movimento, além de fortalecer sua vontade e sua</p><p>motivação para a prática e a apreciação do corpo em movimento (BETTI et al., 2002).</p><p>A praxiologia motriz estuda as ações motrizes geradas por qualquer situação esportiva</p><p>ou lúdica e as relações estabelecidas entre os participantes (DALLA NORA et al.,</p><p>2016). Nesse sentido, a praxiologia motriz está relacionada à ação motriz, aos elementos</p><p>concretos e controláveis que determinam as relações que ocorrem entre os adversários e</p><p>seus companheiros dentro de um espaço (DALLA NORA et al., 2016). A ação motriz,</p><p>que é a unidade básica das manifestações das práticas corporais, é representada pelas</p><p>regras do jogo (DALLA NORA et al., 2016).</p><p>Desse modo, a praxiologia motriz está centrada no estudo da lógica interna, que é a</p><p>estrutura lógica que constitui cada jogo e esporte, dos protagonistas e agentes ativos</p><p>envolvidos e de suas regras. Por exemplo, a lógica interna de um jogo de basquetebol da</p><p>NBA será a mesma entre uma partida de jovens na iniciação esportiva, desde que as</p><p>regras sejam as mesmas (DALLA NORA et al., 2016).</p><p>APLICAÇÃO DAS AÇÕES MOTRIZES</p><p>A Educação Física como componente curricular precisa incorporar ao aluno um</p><p>conhecimento baseado em uma vivência concreta, capaz de transformar um discurso</p><p>sobre a cultura corporal de movimento em uma riqueza de ação pedagógica por meio da</p><p>manifestação das práticas corporais. Essa ação pedagógica deve sempre vivenciar a</p><p>corporeidade do sentir e do relacionar-se, permitindo uma dimensão cognitiva sobre</p><p>esse substrato corporal.</p><p>O professor de Educação Física precisa auxiliar o aluno na compreensão do sentir e do</p><p>relacionar na esfera da cultura corporal de movimento (BETTI et al., 2002), ou seja, a</p><p>Educação Física deve ser capaz de conduzir o aluno a uma reflexão crítica que o leve à</p><p>autonomia no usufruto das práticas corporais. Para isso, segundo Betti et al. (2002), o</p><p>professor pode levar o seu aluno a alguns questionamentos, como: tal intensidade e</p><p>modalidade de prática corporal foram adequadas para mim? Fizeram-me sentir bem?</p><p>Foram significativas para mim? Foram prazerosas? Fatiguei-me? Quais são os sinais de</p><p>fadiga? Quais práticas posso relacionar ao meu bem-estar ou fadiga? Que condições a</p><p>sociedade oferece para praticar essa atividade? Quais grupos sociais interessados nessa</p><p>prática?</p><p>Um ponto importante é o desenvolvimento das práticas corporais dentro da escola em</p><p>forma de fases. A BNCC considerou respeitar os níveis de desenvolvimento e as</p><p>características, assim como os interesses dos alunos, dividindo em fases de aplicação as</p><p>práticas corporais. Vejamos, agora essa divisão:</p><p>Na primeira fase do Ensino Fundamental (1º a 4º anos), a atividade corporal precisa ser</p><p>representada como um elemento fundamental na vida infantil, pois, quando realizada</p><p>adequadamente e diversificada, estimula o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social</p><p>da criança, privilegiando, assim, o desenvolvimento das habilidades motoras básicas,</p><p>por meio dos jogos e brincadeiras (BETTI et al., 2002).</p><p>Na segunda fase do Ensino Fundamental (4º e 5º anos), ocorre a iniciação nas formas</p><p>culturais do esporte. No entanto, nessa fase, o ponto principal é entender que a</p><p>aprendizagem de uma técnica deve ser secundária, pois, antes de tudo, é fundamental</p><p>levar em conta o potencial psicomotor dos alunos, sem deixar de lado o estado de</p><p>espírito lúdico e prazeroso que é muito importante para a criança (BETTI et al., 2002).</p><p>A terceira fase do Ensino Fundamental (6º a 9º anos) é voltada ao aprendizado</p><p>especializado com aperfeiçoamento nas habilidades específicas e complexas, além de</p><p>iniciar um trabalho voltado para a aptidão física, entendida como o desenvolvimento</p><p>global e equilibrado das capacidades físicas (resistência aeróbica, resistência muscular</p><p>localizada e flexibilidade) (BETTI et al., 2002).</p><p>Outro ponto importante, é o entendimento prático sobre a praxiologia referente às ações</p><p>motrizes das práticas corporais. Por exemplo, o judô é uma prática de combate do tipo</p><p>individual, que possui sequências de golpes, velocidade e explosão, que são elementos</p><p>importantes, no entanto a essência está na escolha do golpe final em função da ação do</p><p>adversário (BETTI et al., 2002).</p><p>As ações motrizes fazem parte de um processo constante de leitura e formulação de</p><p>estratégias e tomadas de decisões para superar o adversário. Então, quando o aluno</p><p>começa a entender a lógica interna das práticas corporais, o entendimento dos sentidos</p><p>das ações motrizes, de forma criteriosa, lhe permitirá a elaboração de uma gramática do</p><p>jogo.</p><p>As regras do jogo conduzem à dinâmica da atividade, e o estudo de suas ações</p><p>motrizes, à luz da praxiologia motriz, decifra e constrói uma linguagem que é própria</p><p>das práticas corporais (DALLA NORA et al., 2016).</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Convido você, agora, a aprofundar um pouco mais seu conhecimento acerca das</p><p>manifestações das práticas corporais, assistindo à vídeo aula. Neste vídeo apontarei os</p><p>principais conceitos e significados das manifestações corporais, as considerações</p><p>determinadas pela Base Nacional Comum Curricular na praxiologia das ações motrizes</p><p>na educação física.</p><p>Desde já, desejo bons estudos!</p><p>Saiba mais</p><p>Olá, estudante!</p><p>Convido você a estudar um pouco sobre as práticas corporais e suas diferentes</p><p>manifestações, apenas fazendo a leitura de dois artigos científicos!</p><p>• Apontamentos sobre as práticas corporais como manifestação de lazer na</p><p>contemporaneidade;</p><p>• Linguagem e cultura: subsídios para uma reflexão sobre a educação do corpo;</p><p>Desejo-lhe uma boa leitura!</p><p>Aula 2</p><p>JOGOS E BRINCADEIRAS</p><p>Olá, estudante! O homem, através de suas diversas experiências,</p><p>busca o conhecimento por meio da relação consigo e com o meio</p><p>em que vive.</p><p>26 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417</p><p>https://www.revistas.usp.br/caligrama/article/download/66201/68812</p><p>Olá, estudante!</p><p>O homem, através de suas diversas experiências, busca o conhecimento por meio da</p><p>relação consigo e com o meio em que vive. Para a criança, essa busca é manifestada</p><p>pela ludicidade dos jogos e brincadeiras, pois tudo está ligado ao seu universo ao saber</p><p>brincar. Você pode perceber que essa característica permite à criança e ao adolescente</p><p>construírem, por meio dos jogos e brincadeiras, um caminho capaz de satisfazer suas</p><p>vontades e necessidades de aprendizagem e desenvolvimento, de forma alegre e</p><p>prazerosa. A partir desse conhecimento, convido você a aprofundar seu estudo na</p><p>dimensão dos jogos e brincadeiras, propiciando, assim, a ampliação do ensino e</p><p>aprendizagem, de modo que você tenha ferramentas para desenvolver suas atividades</p><p>durante sua formação acadêmica, pois é fundamental que o professor de Educação</p><p>Física atue dentro do fazer corporal por meio da atividade lúdica.</p><p>Desejo a você bons estudos!</p><p>JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>A ludicidade representa o ato de brincar e compõe um importante e imprescindível</p><p>instrumento pedagógico. Os jogos e brincadeiras propiciam a ampliação dos</p><p>conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica.</p><p>Os jogos e brincadeiras são práticas corporais caracterizadas, prazerosas, envolventes,</p><p>atraentes, além de possibilitar alívio das tensões e proporcionar integração. São vários</p><p>os tipos de jogos e brincadeiras que auxiliam de alguma forma na aprendizagem da</p><p>criança, desde a percepção motora até o desenvolvimento do raciocínio lógico,</p><p>imaginação, criatividade, diferenciação entre o real e a fantasia e forma de expressão.</p><p>O jogo na Educação Física escolar, além de oferecer diversas possibilidades de</p><p>desenvolvimento durante as aulas, também é considerado um instrumento de muito</p><p>aprendizado, com várias formas de aplicação, para que nenhuma criança se sinta</p><p>excluída. Caracteriza uma atividade do agora, pois não gera consequências futuras, mas</p><p>simplesmente conduz o aprendizado de forma organizada e divertida, por isso a</p><p>imaginação e a emoção são fatores importantes e não podem ser esquecidos para que a</p><p>essência do jogo não seja perdida.</p><p>Segundo Anselmo et al. (2012) existem três sistemas de formas distintas de jogo, que</p><p>são: jogos de exercício, simbólico e de regras.</p><p>Jogos de exercício: são baseados nas repetições e ações do cotidiano, observados na</p><p>criança nos primeiros meses.</p><p>Jogos simbólicos: surgem entre o segundo ano de vida e têm mais envolvimento com a</p><p>utilização de símbolos e da fantasia.</p><p>Jogos de regras: trazem a criança para sociedade, ensinando a conviver com as normas</p><p>já existentes.</p><p>Quanto ao brincar, não significa apenas conduzir a criança à recreação ou divertimento,</p><p>mas sim desenvolver de forma global todos os seus sentidos e significados, pois, por</p><p>meio do brincar, a criança pode desenvolver áreas da personalidade, como afetividade,</p><p>motricidade, inteligência, criatividade, além de capacidades importantes, como a</p><p>atenção, a memória, a imitação e a imaginação.</p><p>O brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve</p><p>habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas</p><p>da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emociona</p><p>e cognitivo. (MAIA et al., 2020, p. 6)</p><p>A Educação Física, enquanto disciplina presente no currículo escolar, representa um</p><p>papel extraordinário, pois consegue promover desenvolvimento, tanto da capacidade</p><p>motora como social, emocional e afetiva, favorecendo, assim, o desenvolvimento</p><p>integral do aluno.</p><p>Dessa maneira, a aula de Educação Física precisa representar e estar presente no</p><p>convívio diário da criança e proporcionar conhecimentos diversificados a partir do</p><p>momento que é estimulado o desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo e social.</p><p>Quando relacionadas essas experiências com os jogos e brincadeiras, de maneira lúdica,</p><p>o aprendizado torna-se mais fácil. Dessa forma, a criança atribui sentido ao seu mundo,</p><p>apropriando-se de conhecimentos relacionados ao meio em que está inserida,</p><p>possibilitando a construção de sua própria identidade.</p><p>ATIVIDADES LÚDICAS E EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Os jogos e brincadeiras nas aulas de Educação Física são ferramentas estimuladoras e</p><p>enriquecedoras, pois contribuem para que o professor trabalhe o desenvolvimento das</p><p>crianças com recursos adequados, garantindo resultados positivos e favoráveis aos</p><p>objetivos propostos.</p><p>Além de ser um ótimo instrumento de mediação nas aulas de educação física,</p><p>o ato de brincar e jogar ajuda na interação da criança com seus colegas de</p><p>classe, fazendo com que se relacionem, se comuniquem, afastem a angústia e</p><p>a tristeza, e coloquem a alegria e a diversão como prioridade, adquirindo</p><p>conhecimentos diversos. (MAIA et al., 2020, p. 7)</p><p>Segundo Maia et al. (2020), existem vários tipos de jogos que conduzem a criança a</p><p>desenvolver e a explorar espontaneamente a sua criatividade em diferentes áreas do</p><p>conhecimento. Dentre eles, estão:</p><p>• Jogos motores - correr, saltar.</p><p>• Jogos intelectuais - damas, xadrez.</p><p>• Jogos competitivos - corrida de saco, maratona.</p><p>• Jogos de cooperação - futebol, caça tesouro.</p><p>• Jogo dramático - mímicas, teatro.</p><p>Esses jogos ajudam diretamente a criança a respeitar os colegas, os professores e todos</p><p>que estão envolvidos no momento do jogo, pois existem regras a serem cumpridas para</p><p>se ter uma boa prática e construção de habilidades.</p><p>Nesse caso, as regras se tornam importantes, pois, assim, os alunos poderão chegar na</p><p>objetividade do jogo, seja através de gestos, sons, passos, dizeres, olhares de</p><p>cumplicidade, que vão além da diversão e aproximam do campo de desenvolvimento</p><p>cognitivo do aluno.</p><p>Você percebeu o quanto os jogos e as brincadeiras estimulam o desenvolvimento global</p><p>da criança? Além disso, o professor de educação física pode intervir nas dificuldades e</p><p>necessidades apresentadas pelas crianças no decorrer das aulas.</p><p>O valor da brincadeira é representado em três aspectos: desenvolvimento, socialização e</p><p>aprendizagem, por isso, o brincar é essencialmente pedagógico e faz parte do processo</p><p>educativo, pois constitui meios para desenvolver a curiosidade e o princípio da</p><p>descoberta.</p><p>Ao brincar num determinado momento da aula, não se procura unicamente</p><p>atingir algum objetivo estabelecido pelo Plano de Componente Curricular,</p><p>mas também</p><p>oportunizar ao aluno, através de ações pedagógicas, a condição</p><p>para que ele expresse, assimile e construa a sua própria identidade.</p><p>(SEVERINO et al., 2010, p. 57)</p><p>A partir do ato de brincar, a criança consegue colocar em prática a sua capacidade de</p><p>atenção, desenvolver possibilidades, exercitar a imaginação, desenvolver habilidades</p><p>motoras e se tornar um ser autônomo, além de estimular a sua relação consigo e com o</p><p>meio.</p><p>Os jogos e brincadeiras conduzem a criança a pensar, descobrir, inventar e procurar</p><p>soluções em situações problemas. E tudo isso é fundamental, tanto para sua formação</p><p>psicomotora como para seu conhecimento infantil. A criança consegue realizar com</p><p>espontaneidade e sem obrigatoriedade as atividades individuais e em grupo que são</p><p>desenvolvidas adequadamente em aula, e dessa forma, a criança realizará as atividades</p><p>com atenção e concentração, o que contribui para o seu criar, pensar e desenvolver</p><p>habilidades (SANTOS et al., 2009).</p><p>DESENVOLVENDO OS JOGOS E BRINCADEIRAS</p><p>Ao aplicar os jogos e brincadeiras, o professor primeiramente precisa definir os</p><p>conteúdos a serem trabalhados de acordo com o objetivo que ele pretende alcançar. Por</p><p>exemplo, se o objetivo é gerar atitudes cooperativas, é necessário selecionar jogos com</p><p>essa característica; se o objetivo é estimular o poder de imaginação dos alunos, é</p><p>importante selecionar jogos simbólicos. Pode-se também utilizar um mesmo jogo ou</p><p>brincadeira, porém com adição de outro componente, para que a novidade se conflite</p><p>com os esquemas anteriores.</p><p>Perceba que a aprendizagem começa a acontecer de forma dinâmica e ao mesmo tempo</p><p>com atividades lúdicas, pois os jogos são de suma importância para que o processo de</p><p>aprendizagem aconteça de forma clara e objetiva. O professor, nesse sentido, precisa</p><p>definir, previamente, em função das necessidades e interesses do grupo, além dos seus</p><p>objetivos previamente estabelecidos, qual é o espaço de tempo que o jogo irá ocupar em</p><p>suas atividades no dia a dia da criança. “A aprendizagem dos alunos é potencializada</p><p>quando há significados naquilo que lhes é ensinado e eles buscam novos conhecimentos</p><p>quando a escolha lhes dá subsídios para construir sua própria autonomia”</p><p>(FERREIRA et al., 2002, p.163).</p><p>Vamos, agora, conhecer algumas atividades práticas apresentadas por Barbosa et al.</p><p>(2014).</p><p>• Brincadeira terra-mar</p><p>Uma longa reta é riscada no chão. Um lado é a "Terra" e o outro "Mar". A atividade</p><p>começa com todas as crianças de um lado só. Sob o comando do professor, ao falar terra</p><p>ou mar, as crianças precisarão mudar de lado. Variação: depois que os jogadores já</p><p>dominarem os dois comandos o professor pode introduzir um terceiro elemento: o "ar".</p><p>Ao ouvirem "ar" os jogadores devem dar um pulo, mas sem sair do lugar, ou seja, se</p><p>estiverem no lado da terra permanecem nesse lado e se estiverem no lado do mar dão</p><p>um pequeno salto e continuam no lado do mar.</p><p>• Labirinto</p><p>A brincadeira do labirinto possui uma dinâmica simples e interessante. A atividade</p><p>começa com um desenho do labirinto no chão. Os jogadores iniciam o jogo na primeira</p><p>extremidade do desenho. Para seguir em frente, tira-se par ou ímpar repetidas vezes.</p><p>Toda vez que um jogador ganhar ele segue para a extremidade à frente. O jogador que</p><p>chegar na última extremidade primeiro, vence a partida. Variação: ao invés de tirar par</p><p>ou ímpar para seguir em frente os jogadores poderão utilizar o jogo da “pedra, papel e</p><p>tesoura” ou pode-se, nessa atividade, adicionar mais um jogador, mudando a disputa de</p><p>par ou ímpar para adedanha.</p><p>Na aplicação dos jogos e brincadeiras, para que sejam bem desenvolvidos, é</p><p>fundamental dar espaço para a criança apropriar-se das regras e recriá-las, mas</p><p>sobretudo é importante orientar as crianças a aceitarem as já existentes, buscando</p><p>sempre alcançar os objetivos esperados.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Convido você a se aprofundar um pouco mais no conhecimento acerca dos jogos e</p><p>brincadeiras, assistindo à vídeo aula. Nele, apontarei os principais conceitos aplicados</p><p>durante as aulas de Educação Física sobre jogos e brincadeiras, de forma que o aluno</p><p>consiga atingir um maior nível de aprendizagem.</p><p>Desde já, desejo bons estudos!</p><p>Saiba mais</p><p>Olá, estudante!</p><p>Com o intuito de ajudar na sua formação acadêmica, indico a leitura da Apostila: Jogos</p><p>e Brincadeiras da Cultura Africana e Afro-Brasileira.</p><p>Neste conteúdo você vai aprender algumas atividades lúdicas para serem trabalhadas em</p><p>https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf</p><p>https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf</p><p>https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf</p><p>sala de aula. Além disso, uma boa sugestão de leitura reflexiva sobre os jogos e</p><p>brincadeira é o artigo: Quem ganha fica? Os jogos e brincadeiras na escola.</p><p>Aula 3</p><p>ESPORTES</p><p>Olá, estudante! Para você entender o esporte do ponto de vista</p><p>acadêmico em todas as suas manifestações, expressões e</p><p>significados, é fundamental desenvolver algo mais do que uma</p><p>simples definição do termo, esporte.</p><p>30 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Para você entender o esporte do ponto de vista acadêmico em todas as suas</p><p>manifestações, expressões e significados, é fundamental desenvolver algo mais do que</p><p>uma simples definição do termo, esporte. Nesse sentido, é importante saber a definição</p><p>do esporte de modo que ajude a entender sua relação com a vida social de quem o</p><p>pratica. Será que quando um grupo de crianças está jogando bola durante o intervalo no</p><p>pátio da escola, está praticando esporte? E essa atividade é diferente daquela que ocorre</p><p>em um estádio de futebol, por exemplo, no Maracanã? A partir desses questionamentos,</p><p>convido você a aprofundar seus estudos nos grandes significados dos esportes, pois é</p><p>fundamental que o professor de Educação Física atue dentro do fazer corporal por meio</p><p>da dimensão dos esportes, dentro e fora da sala de aula.</p><p>Desejo a você bons estudos!</p><p>ESPORTE CONTEXTOS E SIGNIFICADOS</p><p>Das muitas definições dadas ao esporte, a primeira é que se trata de uma atividade física</p><p>que envolve o uso de habilidades motoras, proeza ou esforço físico. No entanto, isso</p><p>pode muitas das vezes limitar o conceito, pois diferentes atividades físicas variam na</p><p>sua caracterização de habilidade motora, proeza ou esforço.</p><p>Independentemente da abordagem adotada, o esporte moderno como fenômeno</p><p>originado na Inglaterra surgiu durante o final do século XVIII e início do XIX, pautado</p><p>na apropriação dos jogos populares, organizado de forma sistematizada e regulada de</p><p>acordo com os valores morais da sociedade da época. Naquele período, o “mundo</p><p>esportivo” incluía a caça, corridas, tiro ao alvo, pesca, caminhada e boxe.</p><p>O esporte é caracterizado nessa perspectiva como forma de competição que ocorre sob</p><p>condições formais e organizadas, ou seja, o fenômeno esporte envolve uma atividade</p><p>https://efdeportes.com/efd101/jogos.htm</p><p>física competitiva institucionalizada. Nesse contexto, a competição é definida como um</p><p>processo através do qual o sucesso é medido diretamente pela comparação das</p><p>realizações daqueles que estão executando a mesma atividade física, com regras e</p><p>condições padronizadas. Assim, um conceito que se aproxima do esporte é:</p><p>Esporte é uma atividade competitiva institucionalizada que envolve esforço</p><p>físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por</p><p>indivíduos, cuja participação é motivada por uma combinação de fatores</p><p>intrínsecos e extrínsecos. (BARBANTI, 2006, p. 57)</p><p>Além disso, são apresentadas sete categorias de esportes utilizadas na BNCC, que são:</p><p>marca, precisão, técnico-combinatório, rede/quadra dividida ou parede de rebote, campo</p><p>e taco, invasão</p><p>ou territorial e combate.</p><p>Partindo da compreensão da BNCC sobre as práticas corporais, são necessários avanços</p><p>teóricos e didático-pedagógicos para compreender o esporte em um sentido muito além</p><p>da prática, ou seja, como um fenômeno sócio-histórico-cultural no qual a Educação</p><p>Física escolar produz a aquisição de um saber fazer e um saber sobre esse fazer do</p><p>esporte.</p><p>Nesse sentido, o tratamento dado ao conteúdo Esportes na Educação Física escolar</p><p>merece atenção.</p><p>• O esporte é uma expressão da cultura corporal de movimento no mundo</p><p>contemporâneo.</p><p>• O esporte é um dos conteúdos predominantes no ensino da Educação Física</p><p>escolar.</p><p>• O sistema esportivo reconhece a escola como uma fomentadora de valores</p><p>sociais, de significados e sentidos na elaboração de hábitos, ou seja, compreende</p><p>o esporte como um princípio educativo.</p><p>• A escola é uma oportunidade de obter experiências singulares no universo dos</p><p>esportes.</p><p>• As práticas culturais do esporte são uma das expressões mais presentes nas aulas</p><p>de Educação Física escolar.</p><p>Por esta razão, compreender a prática pedagógica do professor colaborador é</p><p>muito mais do que se apropriar de dados, conteúdos, resultados, metodologias,</p><p>estratégias e didáticas. É isso tudo também, mas fundamentalmente, é</p><p>mergulhar numa concepção teórico-prática do esporte escolar que toma como</p><p>suporte a compreensão experiencial do seu fazer docente. (CARLAN et al.,</p><p>2012, p. 59)</p><p>O esporte representa um dos conteúdos centrais nas aulas de educação física, e sua</p><p>prática corporal é bastante valorizada pelos alunos. Ao observar as diferentes</p><p>possibilidades de manifestações esportivas, alguns fatores fundamentam a premissa de</p><p>que o esporte é um fenômeno plural:</p><p>• As práticas esportivas são múltiplas, mas não seguem em somente uma direção.</p><p>• Suas manifestações se dão além de prática de rendimento, mas em ambiente de</p><p>lazer, longe do mercado.</p><p>• As práticas incluem jogos populares e tradições regionais como forma de criar</p><p>novas atividades esportivas.</p><p>• Há grande variabilidade de uma mesma prática entre diversos grupos.</p><p>ESPORTE NO CONTEXTO ESCOLAR</p><p>Quando o termo esporte é definido como uma atividade física institucionalizada e</p><p>competitiva, os elementos da institucionalização são incluídos:</p><p>• As regras são padronizadas. Não são apenas expressões espontâneas de</p><p>interesses e preocupações individuais. No esporte, as regras do jogo definem um</p><p>conjunto de procedimentos com guias e restrições.</p><p>• O cumprimento das regras acontece por entidades oficiais. Quando os resultados</p><p>de uma competição são comparados, é fundamental que a entidade oficial</p><p>assegure que regras foram obedecidas e as condições padronizadas.</p><p>• Os aspectos técnicos e organizacionais são importantes. A competição</p><p>combinada às regras conduz para a racionalidade. Nesse sentido, os jogadores e</p><p>treinadores desenvolvem estratégias e programas de treinamento para aumentar</p><p>suas chances de sucesso. Além disso, os equipamentos esportivos, tênis,</p><p>uniformes e materiais são desenvolvidos e produzidos para aumentar o</p><p>rendimento.</p><p>• A aprendizagem das habilidades esportivas é formalizada. Com a organização e</p><p>as regras, as atividades devem ser aprendidas sistematicamente. Com isso, os</p><p>participantes procuram a orientação de especialistas, como preparador físico,</p><p>médico, psicólogo, massagista, fisioterapeuta e nutricionista.</p><p>E os critérios de definição de esporte, muitas das vezes, são baseados em:</p><p>• Uma prática humana, realizada por pessoas conscientes da simbologia esportiva</p><p>construída historicamente.</p><p>• Existência de competição contra um oponente. Remete à necessidade da</p><p>existência de um desafio na atividade esportiva, seja ligado à superação de outro</p><p>esportista, de uma marca ou índice.</p><p>• Existência de regras sistematizadas (oficiais), controladas e orientadas por um</p><p>órgão regulador (federação, liga, associação, confederação, entre outros).</p><p>No entanto, no contexto do ambiente escolar, sob o ponto de vista da Base Nacional</p><p>Comum Curricular, o esporte constitui um elemento sociocultural, capaz de promover o</p><p>desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Estabelece uma articulação, ou seja, uma</p><p>relação com outras disciplinas, por exemplo, a Geografia, pois permite à criança</p><p>perceber relevo, densidade e cultura regional. Olha que fantástico!</p><p>E para que as categorias de esportes (marca, precisão, técnico-combinatório,</p><p>rede/quadra dividida ou parede de rebote, campo e taco, invasão ou territorial e</p><p>combate) apresentadas pela BNCC sejam desenvolvidas, é fundamental que sejam</p><p>elaboradas por um profissional qualificado, capaz de ensinar aos alunos, desde os</p><p>primeiros anos no Ensino Fundamental, os critérios de cooperação, interação com o</p><p>adversário, desempenho motor e objetivos táticos da ação. Com isso, a criança será</p><p>capaz de desenvolver qualquer esporte.</p><p>O esporte, nesse sentido, torna-se relevante para o desenvolvimento da criança, sendo</p><p>capaz de propor atitudes de respeito mútuo, solidariedade e dignidade entre os alunos e</p><p>também servir como alternativa para preencher o tempo livre, fora do âmbito escolar.</p><p>Assim, a educação física como disciplina, não deve ser desvalorizada e junto</p><p>ao corpo docente de uma escola, usar a disciplina como uma ação pedagógica,</p><p>ensinando que não é só aprender a jogar mas envolver as crianças num</p><p>processo de ensino sistematizado no qual além de alunos cooperativos, serão</p><p>formados indivíduos capazes de escolher por determinado esporte ou jogo,</p><p>pelo qual mais se identifica. Sem contar que eles serão capazes de atuar em</p><p>esporte coletivo com outros colegas, sem excluir qualquer criança. (SILVA,</p><p>2022, p. 19)</p><p>Assim, a educação física como disciplina, não deve ser desvalorizada e junto ao corpo</p><p>docente de uma escola, usar a disciplina como uma ação pedagógica, ensinando que não</p><p>é só aprender a jogar mas envolver as crianças num processo de ensino sistematizado no</p><p>qual além de alunos cooperativos, serão formados indivíduos capazes de escolher por</p><p>determinado esporte ou jogo, pelo qual mais se identifica. Sem contar que eles serão</p><p>capazes de atuar em esporte coletivo com outros colegas, sem excluir qualquer criança.</p><p>(SILVA, 2022, p. 19)</p><p>ESPORTE NA PRÁTICA NO CONTEXTO ESCOLAR</p><p>A prática do esporte no ambiente escolar também acontece por meio da dança, das lutas,</p><p>como, por exemplo, capoeira e jiu-jitsu, assim como nos jogos, nas variações de</p><p>ginásticas, atividades rítmicas e expressivas. Então, perceba que todas essas atividades</p><p>trabalhadas nas escolas possibilitam uma oportunidade de aplicar o conteúdo esporte</p><p>por meio de outras práticas corporais. Que genial!</p><p>Dessa forma, o corpo consegue interagir com as emoções e as percepções de mundo dos</p><p>alunos, porém tendo como ponto principal o movimento de correr, saltar e dançar, que</p><p>permite aos alunos a compreensão do mundo a partir das atividades esportivas.</p><p>Pensando nas ações motrizes, as categorias dos esportes estabelecidos pela BNCC</p><p>representam uma forma de entender a divisão do conhecimento do esporte. São assim</p><p>apresentadas, segundo Callai et al. (2019):</p><p>Marca - modalidade que compara os resultados em segundos, metros, tendo</p><p>como exemplo o atletismo.</p><p>Precisão - é caraterizada por arremessamento ou lançamento, como, por</p><p>exemplo, bocha.</p><p>Técnico-combinatório - busca a qualidade do movimento, por exemplo,</p><p>saltos ornamentais.</p><p>Rede/quadra dividida ou parede de rebote - características como lançar,</p><p>rebater ou arremessar, como, por exemplo, voleibol, peteca, tênis de mesa.</p><p>Campo e taco - tem como objetivo rebater a bola lançada pelo adversário o</p><p>mais longe que conseguir, como, por exemplo, beisebol.</p><p>Invasão ou territorial - comparar a capacidade de uma equipe</p><p>levar/introduzir a bola até a quadra defendida pelos adversários, exemplos,</p><p>futsal, rúgbi.</p><p>Combate - disputas em que o oponente deve ser subjugado com técnicas e</p><p>táticas de desequilíbrio, imobilização, por exemplo,</p><p>o judô.</p><p>No contexto da sala de aula, o professor, ao abordar o conteúdo esporte, precisa pensar</p><p>de acordo com a cultura local da região, por exemplo, em movimentação, diversão,</p><p>jogos e brincadeiras. Nessa percepção, é permitido aos professores e professoras</p><p>desenvolverem competências e habilidades capazes de demonstrar aos seus alunos que o</p><p>esporte promove benefícios efetivos, tanto na qualidade de vida, na saúde e também</p><p>como elemento de produção de modos de vida social.</p><p>Percebe-se, desta forma, a importância dada ao esporte dentro da escola e nas</p><p>aulas de educação física para a formação dos alunos, sendo uma tarefa difícil,</p><p>porém, não impossível, onde “deve buscar a inclusão de todos na sua prática,</p><p>favorecer ao ensinamento dos valores morais e sociais preparando-os para a</p><p>vida. (SILVA, 2022, p. 33)</p><p>Um ponto importante durante as aulas de educação física na aplicação do conteúdo</p><p>esporte é a identificação e caracterização de cada modalidade esportiva. Porém, nem</p><p>todas as modalidades são permitidas ao professor trabalhar nas escolas, pois pode ser</p><p>necessário algum suporte, um ambiente adequado, segurança para os alunos e até para</p><p>ele mesmo. Assim, uma dica importante é trabalhar com as modalidades que melhor se</p><p>encaixarem para todos os alunos e a escola e, sobretudo, buscar outras formas de</p><p>apresentar aquelas modalidades esportivas que não serão desenvolvidas por falta de</p><p>suporte, como, por exemplo, em forma de filme, vídeos curtos, documentários, entre</p><p>outros. O importante no conteúdo esporte, além de sua prática, é o conhecimento</p><p>integral desse universo esportivo.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Vamos aprofundar um pouco mais o conhecimento sobre o conteúdo esporte? Então,</p><p>convido você a assistir a vídeo aula. Apontaremos os principais contextos do esporte</p><p>aplicados durante as aulas de Educação Física, de forma que o aluno consiga assimilar e</p><p>apropriar um maior nível de aprendizagem na sua formação acadêmica!</p><p>Desde já, desejo bons estudos!</p><p>Saiba mais</p><p>Caro estudante, ao acessar a biblioteca virtual, você terá acesso ao livro Aptidão física,</p><p>saúde e esporte, do autor Mateus Betanho Campana. Sugiro a leitura das páginas (32-</p><p>45), sobre as classificações dos esportes para serem trabalhados em sala de aula.</p><p>Além disso, um modelo híbrido para o ensino das práticas dos esportes na Educação</p><p>Física Escolar, é explicado no artigo: O esporte na educação Física Escolar: Um</p><p>conteúdo com potencial emancipador.</p><p>Não perca tempo, aproveite!</p><p>Aula 4</p><p>PROJETOS FÍSICO-ESPORTIVOS NA ESCOLA</p><p>Olá, estudante! Como forma de melhorar cada vez mais o ensino-</p><p>aprendizagem, é fundamental buscar estratégias para repensar a</p><p>educação não apenas como transmissão do conhecimento entre</p><p>saberes e pessoas, mas para buscar renovar os métodos por meio</p><p>da reflexão acerca do campo pedagógico.</p><p>27 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Como forma de melhorar cada vez mais o ensino-aprendizagem, é fundamental buscar</p><p>estratégias para repensar a educação não apenas como transmissão do conhecimento</p><p>entre saberes e pessoas, mas para buscar renovar os métodos por meio da reflexão</p><p>acerca do campo pedagógico.</p><p>A partir dessas reflexões introdutórias sobre o pensamento educacional, a educação</p><p>física se apresenta como colaboradora de mudança, da formação de consciência</p><p>humana, de modo a estar aberta às vivências em sala de aula e à prática da cidadania por</p><p>meio de projetos educacionais e sociais que possibilitam ao educando o contato com o</p><p>mundo à sua volta de forma significativa e contextualizada.</p><p>Com esse pensamento reflexivo, convido você a aprofundar seu estudo acerca dos</p><p>projetos físico-esportivos na escola, pois é fundamental que o professor de Educação</p><p>física atue dentro do fazer corporal por meio dos projetos esportivos educacionais.</p><p>Desejo a você bons estudos!</p><p>EDUCAÇÃO BASEADA EM PROJETOS</p><p>A educação contribui para a formação humana porque pode promover o reconhecimento</p><p>dos aspectos culturais, tanto da vida pessoal como social das pessoas. No entanto,</p><p>representa também uma atitude política que requer técnica e arte para uma formação</p><p>http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/608704d254aa8872fc616e1d</p><p>http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/608704d254aa8872fc616e1d</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/7XmqMbNHND6vcZYMJ3zTKdM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/7XmqMbNHND6vcZYMJ3zTKdM/?format=pdf&lang=pt</p><p>integral do ser humano.</p><p>A educação baseada em projetos é definida pela utilização de sistemas autênticos, que</p><p>têm como ponto principal uma questão, tarefa ou problema, que sejam altamente</p><p>motivadores e envolventes, com objetivo para ensinar os conteúdos acadêmicos aos</p><p>alunos dentro do contexto do ensino cooperativo para a resolução de problemas.</p><p>Organizar projetos em torno de situações do cotidiano possibilita ao aluno ser</p><p>protagonista de sua aprendizagem por meio da experiência educacional autêntica, sendo</p><p>capaz de realizar tarefas solicitadas para concretizar o mundo à sua volta, o que pode</p><p>aumentar a sua motivação e envolvimento.</p><p>A educação por meio de projetos oferta algumas pistas para mudar as práticas</p><p>educacionais, pois visa uma educação significativa, capaz de alinhar a base de</p><p>pensamento a formas inovadoras de educar.</p><p>Nesse sentido, os projetos escolares procuram responder às demandas solicitadas, para</p><p>favorecer a autonomia, o trabalho em grupo e as práticas sociais, sempre com objetivo</p><p>de inter-relacionar a produção do conhecimento com a vida cotidiana do aluno.</p><p>Os projetos escolares são práticas educacionais pensadas para a atividade em sala de</p><p>aula que visam desenvolver processos de ensino-aprendizagem por meio de desafios</p><p>concretos a serem superados, advindos das atividades essenciais da prática social, sejam</p><p>elas reais ou simuladas. E essas práticas educacionais podem ser planejadas por</p><p>professores e estudantes com o objetivo de examinar, relacionar e refletir sobre sua</p><p>própria realidade e conhecimentos.</p><p>Nesse ponto, as atividades de contraturno escolar são uma boa oportunidade para</p><p>apreciar e conduzir essa formação humana integral, pois, por meio da complementação</p><p>do ensino em matérias específicas, cursos profissionalizantes, oficinas culturais e</p><p>esportivas, geram oportunidades aos jovens em um espaço de aprendizagem.</p><p>O contraturno escolar é uma ferramenta valiosa que contribui positivamente</p><p>para o processo de desenvolvimento dos estudantes, pois além de ampliar o</p><p>tempo de contato do aluno com a comunidade escolar, a escola dispõe de</p><p>espaços apropriados para a prática esportiva e propicia momentos ricos de</p><p>aprendizagem, capazes de proporcionar aos jovens práticas diversificadas de</p><p>qualidade em seu tempo extraclasse. (MACIEL et al., 2012, p. 95)</p><p>As atividades extraclasse que sempre tiveram espaço na realidade escolar brasileira nas</p><p>aulas de Educação Física são as modalidades esportivas, realizadas por meio das</p><p>competições esportivas, justamente pela aceitação, motivação e envolvimento dos</p><p>estudantes.</p><p>Nesse sentido, o esporte escolar é essencial para uma vida saudável, para o combate à</p><p>violência, especialmente para os jovens. Contudo, para que a aprendizagem aconteça, é</p><p>fundamental que as atividades sejam mediadas por professores com propostas não</p><p>somente na extensão do período escolar, mas em um momento de novas aprendizagens,</p><p>para além dos conteúdos formais, como, por exemplo, em competições esportivas.</p><p>COMPREENDENDO OS PROJETOS EDUCACIONAIS</p><p>A escola tem por finalidade a sistematização, organização e transmissão do</p><p>conhecimento, de forma que seja útil para os alunos, objetivando inseri-los no universo</p><p>da cultura humana, para que tenham melhores oportunidades para desenvolver toda a</p><p>sua potencialidade humana e acessar seus direitos de cidadãos.</p><p>No cenário da educação, a aprendizagem baseada em projetos ocorre principalmente</p><p>pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação</p><p>desencadeada</p><p>propositiva à contextualização com significados para o processo de aprendizagem.</p><p>Neste sentido, a construção de conhecimento ocorre em estreita relação com o</p><p>contexto dos alunos, considerando os aspectos cognitivos, emocionais e</p><p>sociais presentes nesse processo. A aquisição de novos conhecimentos e a</p><p>intervenção na realidade se constituem de forma integrada em um processo</p><p>global. Além dessa metodologia proporcionar um maior envolvimento com a</p><p>comunidade escolar (alunos, professores e pais), desencadeia a possibilidade</p><p>de trabalhar vários temas relacionados com situações cotidianas dos alunos,</p><p>por vezes podendo se estender ao longo do ano letivo. (DE ALMEIDA et al.,</p><p>2023, p.2).</p><p>Os projetos educacionais também podem oferecer à população em vulnerabilidade</p><p>social uma oportunidade de ocupação do tempo livre, com a finalidade de minimizar a</p><p>exposição a situações de risco. No que se refere ao contexto da educação por meio de</p><p>projetos durante a infância, a curiosidade e o interesse das crianças são fatores</p><p>importantes que justificam a organização de um projeto na escola.</p><p>As práticas esportivas estabelecem uma ligação direta entre o aluno e o ambiente no</p><p>qual ele está inserido. Desse modo, a Figura 1, representa o resultado de um estudo que</p><p>observou que a participação em uma oficina de basquetebol, que acontecia no</p><p>contraturno escolar, permitiu aos alunos se reinventarem no ambiente escolar de forma</p><p>agradável, estimulante e propícia para novas aprendizagens e descobertas (MACIEL et</p><p>al., 2021). Além disso, o envolvimento nas práticas corporais por meio de atividades</p><p>que estimulam a interação e a criatividade possibilita aos alunos a dedicação ao esporte,</p><p>cada vez mais, o que pode refletir também na melhor dedicação escolar.</p><p>Figura 1. Benefícios das práticas corporais no contraturno escolar</p><p>Fonte: Maciel et al. (2021, p. 98).</p><p>É importante salientar que a dedicação e o desempenho escolar tornam-se uma</p><p>necessidade para os alunos, com influência em diversos aspectos, não apenas no</p><p>esporte, mas no contexto familiar, escolar e social, além das características individuais</p><p>de cada aluno, das horas de estudo e da motivação geral.</p><p>Nesse ponto, disponibilizar atividades esportivas no contraturno pode propiciar</p><p>interesse dos alunos em frequentar as aulas e tornar o ambiente escolar mais integrado</p><p>com o espaço de permanência, o que pode favorecer a qualidade do ensino. Assim, o</p><p>esporte é um conteúdo fundamental para o desenvolvimento e para a ampliação das</p><p>capacidades motoras, sendo igualmente importante para a construção da cidadania e de</p><p>valores e atitudes que poderão ser transmitidas para outros contextos e situações, para</p><p>além da prática esportiva.</p><p>Nessa perspectiva, as competições esportivas exercem um papel fundamental na</p><p>preparação dos alunos para que atinjam o seu potencial na fase adulta. Essa preparação</p><p>tende a ser mais completa e rica para os jovens, desde que seja desenvolvida para</p><p>ampliar o acervo de possibilidades de ações frente à natureza da modalidade a ser</p><p>aprendida, viabilizando um ambiente diversificado e criativo aos praticantes.</p><p>APLICAÇÃO DOS PROJETOS EDUCACIONAIS</p><p>As políticas educacionais têm como objetivo melhorar a qualidade da educação</p><p>brasileira e, com isso, estimular a criação de projetos que visam a ampliação da jornada</p><p>escolar para o tempo integral, o que pode propiciar aos alunos experiências importantes.</p><p>O esporte praticado no contraturno escolar constitui um empreendimento educacional</p><p>como forma de inclusão social e formação cidadã, aplicado como um conteúdo da</p><p>Educação Básica e relacionado a outros conteúdos do processo de ensino e</p><p>aprendizagem.</p><p>Nesse ponto a prática docente a partir do desenvolvimento de projetos tem se</p><p>constituído como importante estratégia de contraposição à fragmentação da ação</p><p>pedagógica descontextualizada, pois os projetos são importantes meios de articulação</p><p>entre os Campos de Experiência, elencados pela Base Nacional Comum Curricular para</p><p>a Educação e o cotidiano dos alunos.</p><p>Por ser uma metodologia mais sistemática, o professor pode ministrar o conteúdo</p><p>programático com uso de aula expositiva para as necessidades dos projetos. Além disso,</p><p>com a ajuda de parceiros externos, pode promover cursos de formação para edição de</p><p>vídeo, livros, cartilhas, apostilas e páginas de internet, com projetos que podem instigar</p><p>os alunos na aquisição de novas habilidades, além da formação em outras competências.</p><p>No entanto, essas fases requerem conhecimentos do uso de tecnologias, investigação,</p><p>sistematização e mediação da informação por parte do professor, o que pode</p><p>proporcionar um espaço de aprendizagem significativa, tendo em vista que o estudo se</p><p>relaciona aos seus objetivos, de forma que o aluno venha a participar de todo o</p><p>processo, estando envolvido em todas as suas fases (Figura 2).</p><p>Um projeto construtivo visa a inovação para a solução de um problema, seja</p><p>na forma, na função ou no processo, buscando formas de resolução para o</p><p>problema; um projeto investigativo utiliza de métodos científicos para a</p><p>melhor compreensão do problema; já um projeto explicativo tem como</p><p>objetivo responder a questões sobre um problema, buscando explicar, ilustrar,</p><p>revelar princípios, mecanismos e sistema do objeto em análise. (ANTUNES et</p><p>al., 2019, p.115).</p><p>Figura 2 | Modelo das fases para aplicação da aprendizagem em projetos</p><p>Fonte: Antunes et al. (2019, p. 116).</p><p>Outro ponto importante são as competições escolares que podem ser desenvolvidas na</p><p>própria escola por meio de eventos esportivos entre equipes representativas de outras</p><p>escolas, com variadas modalidades esportivas coletivas e individuais, como, por</p><p>exemplo, futebol, futsal, voleibol, handebol, basquetebol e atletismo, com divisão em</p><p>categorias para ambos os gêneros (masculino e feminino) e faixas etárias (mirim,</p><p>infantil e juvenil).</p><p>O educador atua como mediador do processo, ele é a autoridade do</p><p>conhecimento, no início, mas deve possibilitar que, a partir das interações</p><p>sociais e da construção coletiva do conhecimento, dentro das contradições</p><p>eminentes no próprio grupo, se possa se atingir os objetivos educacionais.</p><p>(ANTUNES et al., 2019, p.122).</p><p>Nesse sentido, a importância dos projetos educacionais nos aspectos pedagógicos e da</p><p>formação humana por meio das práticas esportivas escolares contribuem para:</p><p>• Respeito à diversidade e à pluralidade social, étnica, gênero, econômica e</p><p>cultural.</p><p>• A alegria, solidariedade, afetividade e cooperação.</p><p>• Justiça, diálogo, criticidade, responsabilidade e participação.</p><p>• Saúde e preservação da vida.</p><p>Dessa forma, os projetos educacionais podem promover convivência em grupos,</p><p>participação na elaboração de regras, proposição de mudanças ou alternativas da prática</p><p>de alguma modalidade esportiva de forma significativa para o desenvolvimento moral e</p><p>social do aluno.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante</p><p>Faço o convite a você nesta jornada para aprofundar um pouco mais o seu conhecimento</p><p>acerca das práticas educacionais por meio de projetos, assistindo à vídeo aula. Assim,</p><p>vamos abordar a importância da aplicação de projetos educacionais no ensino e</p><p>aprendizagem durante as aulas, de forma que o aluno consiga assimilar e apropriar um</p><p>maior nível de aprendizagem na sua formação acadêmica!</p><p>Desde já, desejo-lhe bons estudos!</p><p>Saiba mais</p><p>Leia o artigo científico de autoria de Gisele Viola Machado e colaboradores, que fala</p><p>sobre a Pedagogia do esporte e projetos sociais: interlocuções sobre a prática</p><p>pedagógica.</p><p>Também, uma boa sugestão de leitura é o artigo Projetos e práticas em educação para</p><p>a saúde na educação física escolar: possibilidades, de Victor José Machado de Oliveira</p><p>e colaboradores.</p><p>Aula 5</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>38 minutos</p><p>PRÁTICAS CORPORAIS</p><p>A Educação Física escolar é reconhecida tradicionalmente por meio de suas práticas de</p><p>educação do corpo.</p><p>A expressão prática corporal representa um conjunto de elementos</p><p>que se manifestam pelo corpo em movimento e configuram uma linguagem específica,</p><p>dos esportes, jogos e brincadeiras.</p><p>Essas práticas corporais são representadas por princípios e definições que buscam</p><p>promover valores, como cooperação, respeito mútuo, justiça, assim como a preparação</p><p>para desempenhos físicos esportivos durante as competições. E esses corpos e gestos</p><p>manifestados por essas práticas corporais são interpretados e ganham diferentes</p><p>significados, com base na cultura e na sociedade em que estão inseridos.</p><p>Considerando a importância da Educação Física escolar em proporcionar aos alunos</p><p>vivências, conhecimentos e reflexões dos mais variados componentes da cultura</p><p>corporal de movimento, nesta Unidade 2, você tem oportunidade de aprofundar seu</p><p>conhecimento acerca das manifestações e expressões das práticas corporais, esportes,</p><p>jogos e brincadeiras de forma a contribuir para seu ensino e aprendizagem durante a</p><p>jornada acadêmica.</p><p>Durante esta unidade você pode ver algumas possibilidades para o desenvolvimento das</p><p>práticas corporais como conteúdo a ser vivenciado, compreendido e incorporado pelos</p><p>alunos em toda sua base educacional. São apresentados conceitos, interpretação e</p><p>possíveis práticas dos conteúdos dos esportes, jogos e brincadeiras, assim como projetos</p><p>esportivos como base para educação, que são tratados na escola, como sugestões para</p><p>planejamento e como proposta de classificação para as aulas de Educação Física</p><p>escolar.</p><p>As manifestações das práticas corporais apresentam-se na escola como práticas</p><p>pedagógicas que necessitam ser aplicadas, além de vivenciadas e, sobretudo,</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/1153/115339561009.pdf</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/1153/115339561009.pdf</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/1153/115339561009.pdf</p><p>https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt</p><p>questionadas e refletidas pelos alunos, justamente por apresentar princípios e valores na</p><p>área da Educação Física. Lembre-se, mais uma vez, que as práticas corporais, esporte,</p><p>jogos e brincadeiras podem ser utilizados como atividades que buscam promover</p><p>experiências e sensações, como sensibilização, relaxamento, autoconhecimento,</p><p>respeito, em situações em que os alunos têm muito a aprender.</p><p>Diante de tudo o que foi dito sobre as práticas corporais, você percebeu o quanto é</p><p>importante a manifestação e expressão, dos esportes, jogos e brincadeiras dentro do</p><p>conteúdo educação física escolar? Isso, mesmo! Essas práticas corporais, são</p><p>fundamentais para o processo do ensino e aprendizagem dos alunos. Que genial!</p><p>Desejo-lhe bons estudos!</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>Olá, estudante!</p><p>Neste vídeo resumo da Unidade 2, convido você a aprofundar seus conhecimentos sobre</p><p>as manifestações das práticas corporais, que são: esportes, jogos e brincadeiras. Neste</p><p>vídeo, apontarei os principais contextos dessas práticas corporais, com sua importância</p><p>e aplicação durante as aulas de Educação Física dentro do ambiente escolar.</p><p>Desde já, desejo bons estudos!</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você vai começar a trabalhar em</p><p>duas escolas. Na escola X, a jornada de trabalho tem uma proporção que amplia o</p><p>tempo dos discentes em diferentes experiências. Isto é, a jornada tem uma distribuição</p><p>de oito horas semanais para português e matemática e sete horas para atividades</p><p>diversificadas, esportes, cultura e jogos e brincadeiras, a serem escolhidas e</p><p>desenvolvidas em formato de oficinas. No entanto, os oficineiros não têm participação</p><p>em reuniões pedagógicas, conselhos de classe e outros processos escolares.</p><p>Já na escola Y, a disciplina educação física é uma disciplina curricular, não uma oficina,</p><p>e faz parte do quadro por conter práticas corporais sistematizadas e organizadas.</p><p>As práticas corporais se constituem pela manifestação do movimento como uma</p><p>dimensão de formação integral do aluno, no aspecto cognitivo, social, físico e</p><p>emocional. E o espaço que os alunos têm para vivenciar essas práticas corporais, na</p><p>maioria das vezes, é o ambiente escolar, onde permite-se incluir um processo voltado</p><p>aos valores e experiências culturais que são preestabelecidos e constituídos de</p><p>significados e conhecimentos que os professores desenvolvem para o exercício da</p><p>cidadania para a formação humana.</p><p>Ao observar esses aspectos, perceba que as práticas corporais no universo dessas</p><p>escolas são distintas e direcionadas a promover o processo de formação humana, de</p><p>desenvolvimento social e de cidadania dos escolares, constituindo um espaço para</p><p>reflexão e construção permanente. Portanto, a presença de qualquer atividade no espaço</p><p>da escola deve ser analisada e refletida pelo coletivo da comunidade escolar em que</p><p>estiver inserida, para que possa lhe dar sentido e significado enquanto uma atividade</p><p>formativa presente no projeto educacional.</p><p>Assim, o professor, ao pretender estimular o desenvolvimento motor, deverá</p><p>desenvolver também de forma significativa e favorável a formação integral do aluno,</p><p>por meio das práticas corporais, diante de outras dimensões para o enriquecimento da</p><p>vida.</p><p>Mediante essas informações, perceba que, nas escolas X e Y, as práticas corporais são</p><p>interpretadas de formas diferentes: uma como recreação (oficina) e outra como</p><p>conteúdo organizado e sistematizado. Você, como profissional dessas instituições,</p><p>entende que qual das escolas incentiva mais o desenvolvimento educacional integral dos</p><p>alunos por meio da manifestação das práticas corporais?</p><p>Reflita</p><p>lá, estudante!</p><p>A Educação Física escolar possui algumas formas de conduzir o conteúdo das práticas</p><p>corporais, de forma que cada uma delas possui um conhecimento, um método ou</p><p>estratégia para serem aplicados de maneira diferente, mas de forma sistematizada e</p><p>organizada.</p><p>Na educação física, os conhecimentos são manifestados e materializados como práticas</p><p>corporais, ou seja, quando os alunos brincam, expressam principalmente por meio da</p><p>linguagem corporal um importante papel nessa ação, de forma a contribuir para o seu</p><p>desenvolvimento de forma global.</p><p>Por exemplo, os jogos e brincadeiras são atividades importantes para conduzir o</p><p>crescimento e desenvolvimento integral dos alunos na pré-escola, pois, no brincar, os</p><p>alunos criam situações individuais ou coletivas de envolvimento e desenvolvimento</p><p>imediato, que futuramente poderão usar nas modalidades esportivas. Nesse sentido, o</p><p>aluno aprende uma tática ou técnica por meio dos jogos e brincadeiras.</p><p>No entanto, é fundamental que a escola e o professor vejam as práticas corporais não</p><p>como uma oficina, mas como uma experiência que vai permitir ao aluno se conhecer,</p><p>compreender as relações com a natureza e a cultura, assim como traduzir as práticas</p><p>corporais como cuidados pessoais, por exemplo, como alimentar-se, vestir-se,</p><p>higienizar-se. E tudo isso poderá ser feito durante as atividades esportivas, dos jogos e</p><p>brincadeiras, por meio das experimentações com materiais variados e no encontro com</p><p>os colegas.</p><p>RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO</p><p>Para desenvolvimento e solução do estudo de caso, faço um convite a você para</p><p>entender a dimensão das manifestações das práticas corporais da Educação Física como</p><p>parte do processo educacional no âmbito escolar.</p><p>Então, vamos lá!</p><p>A educação física deu seu primeiro passo para ser entendida como uma disciplina no</p><p>currículo escolar por meio da implantação de uma proposta articulada dentro do</p><p>planejamento do projeto político pedagógico.</p><p>A compreensão do currículo representa um entendimento educacional de forma fixa,</p><p>estável, herdada, que pode proporcionar um conhecimento, um fato ou uma informação</p><p>que seja legítima para os alunos</p><p>em formação. Além disso, o currículo pode ser</p><p>interpretado como um documento legal que descreve o processo de ensino, de forma</p><p>ordenada, de disciplinas e recomendações didáticas. O currículo permite incluir um</p><p>saber sistematizado e organizado, mas, além disso, constitui uma forma de transmissão</p><p>e de assimilação dos saberes selecionados.</p><p>A educação física escolar não pode ser compreendida, enquanto mera atividade de</p><p>oficina, mas precisa ser encarada como componente curricular, igualando-se às outras</p><p>disciplinas, ou seja, a educação física é integrada à proposta pedagógica da escola e faz</p><p>parte do componente curricular da Educação Básica.</p><p>Assim, colocam-se as questões para reflexão: o que são práticas corporais? Como a</p><p>escola X e Y lidam com esses conceitos? Quais são os objetivos dessas escolas frente à</p><p>dimensão das manifestações das práticas corporais para seus aprendizes? Além disso,</p><p>uma outra questão ainda precisa ser colocada para reflexão: como relacionar as práticas</p><p>corporais, esporte, jogos e brincadeiras de fora da escola e aquelas aplicadas em sala de</p><p>aula?</p><p>As práticas corporais estão dentro da disciplina de Educação Física e precisam ser</p><p>identificadas como um campo de conhecimento que se refere à sistematização da cultura</p><p>corporal. Então, o esporte, jogos e brincadeiras escolares representam um conteúdo da</p><p>educação física escolar, capaz de contribuir para o desenvolvimento individual, social,</p><p>afetivo, motor e cognitivo dos alunos. Nessa perspectiva, professores, dirigentes</p><p>educacionais, alunos e pais precisam entender que as práticas corporais fazem parte de</p><p>um planejamento, com o intuito de ser executado e avaliado sob os pressupostos</p><p>pedagógicos, capaz de conduzir para a formação humana, desenvolvimento social e</p><p>exercício da cidadania.</p><p>RESUMO VISUAL</p><p>Figura 1 | Mapa mental</p><p>Fonte: Rocha (2023).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>10 minutos</p><p>Aula 1</p><p>BETTI, M.; ZULIANI, L. R. Educação física escolar: uma proposta de diretrizes</p><p>pedagógicas. Revista Mackenzie de educação física e esporte, v. 1, n. 1, 2002.</p><p>Disponível</p><p>em: https://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/download/1363/1065 A</p><p>cesso em: 18 fev. 2023.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional</p><p>comum curricular. Brasília, DF, 2016. Disponível</p><p>em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio Acesso em: 19 fev. 2023.</p><p>DA SILVA, C. L.; VELOSO, E. L. Apontamentos sobre as práticas corporais como</p><p>manifestação de lazer na contemporaneidade. Impulso, v. 24, n. 61, p. 7-16, 2014.</p><p>Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-</p><p>unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417 Acesso em: 20 fev. 2023.</p><p>DALLA NORA, D. et al. Praxiologia motriz, trabalho pedagógico e didática na</p><p>educação física. Movimento, Porto Alegre, v. 22, n. 4, 1365-1378, out./dez. de 2016.</p><p>Disponível</p><p>em: https://www.seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/65268/39821 Acesso em:</p><p>18 fev. 2023.</p><p>FURTADO, R. S. Práticas corporais e educação física escolar: sentidos e</p><p>finalidades. Corpo consciência, Cuiabá-MT, vol. 24, n. 3, p. 156-167, set./ dez., 2020.</p><p>Disponível</p><p>em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/downlo</p><p>ad/8600/7756 Acesso em: 18 fev. 2023.</p><p>NEIRA, M. G.; NUNES, M. L. F. Linguagem e cultura: subsídios para uma reflexão</p><p>sobre a educação do corpo. Caligrama (São Paulo. Online), v. 3, n. 3, 2007. Disponível</p><p>em: https://www.revistas.usp.br/caligrama/article/download/66201/68812 Acesso em:</p><p>27 fev. 2023.</p><p>RIBAS, J. F. M. et al. Aproximações da praxiologia motriz com o conceito de</p><p>organização interna na Base Nacional Comum Curricular-Educação Física. Pensar a</p><p>Prática, Goiânia, v. 22, 2019. Disponível</p><p>em: https://pdfs.semanticscholar.org/ca15/893f71954344a6c16fb7213c273f42f7ef51.pd</p><p>f Acesso em: 18 fev. 2023.</p><p>RIBAS, J. F. M.; FRANCO, F. Praxiologia motriz e a organização do trabalho</p><p>pedagógico e da didática na educação física: entrevista com Pierre Parlebas, professor</p><p>da universidade paris descartes (Paris V-Sorbonne Cité). Movimento, v. 26, 2022.</p><p>Disponível</p><p>em: https://www.scielo.br/j/mov/a/g7KXsMXF8Hd9SWyGCtLYGkm/?format=html&l</p><p>ang=pt Acesso em: 18 fev. 2023.</p><p>SILVA, A. M.; DAMIANI, I. R. (orgs.). Práticas Corporais - Gênese de um</p><p>https://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/download/1363/1065</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U2/index.html#/site/inicio%C2%A0Acesso%20em:%2019</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/2199/1417</p><p>https://www.seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/65268/39821</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/download/8600/7756</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/download/8600/7756</p><p>https://www.revistas.usp.br/caligrama/article/download/66201/68812</p><p>https://pdfs.semanticscholar.org/ca15/893f71954344a6c16fb7213c273f42f7ef51.pdf</p><p>https://pdfs.semanticscholar.org/ca15/893f71954344a6c16fb7213c273f42f7ef51.pdf</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/g7KXsMXF8Hd9SWyGCtLYGkm/?format=html&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/g7KXsMXF8Hd9SWyGCtLYGkm/?format=html&lang=pt</p><p>movimento investigativo em Educação Física. Florianópolis: Nauemblu Ciência &</p><p>Arte, 2005. Disponível</p><p>em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/236441/praticasCorporaisVo</p><p>lume1.pdf?sequence=1 acesso em: 18 fev. 2023.</p><p>Aula 2</p><p>ANSELMO, A. C.; SOUSA, F. J. F. Jogos e brincadeiras na educação física.</p><p>Unifacvest, 2012. PDF. Disponível</p><p>em: https://www.unifacvest.edu.br/assets/uploads/files/arquivos/8de13-anselmo,-aline-</p><p>candido.-jogos-e-brincadeiras...-lages,-unifacvest,-2012_2.-curso-de-educacao-</p><p>fisica..pdf Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>BARBOSA, A. R. et al. Educação Física. Reforma do Ensino Primário. Rio de Janeiro:</p><p>Ministério da Educação e Saúde, v. 10, p. 65-98, 2011. Disponível</p><p>em: https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-</p><p>jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>FERREIRA, S. D.; SILVA, V. O. B.; DE ARAÚJO LEITE FILHO, M. A. Jogos e</p><p>brincadeiras nas aulas de educação física. RENEF, v. 5, n. 6, p. 159-171, 2022.</p><p>Disponível</p><p>em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renef/article/download/5372/5536</p><p>Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>MAIA, D. F.; DE FARIAS, A. L. P.; DE OLIVEIRA, M. A. T. Jogos e brincadeiras nas</p><p>aulas de educação física para o desenvolvimento da criança. Cenas Educacionais, v. 3,</p><p>p. e8623-e8623, 2020. Disponível</p><p>em: https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/download/8623/5</p><p>482 Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>SEVERINO, C. D. et al. A ludicidade aplicada à Educação Física: a prática nas</p><p>escolas. Revista Práxis, v. 2, n. 3, 2010. Disponível</p><p>em: https://revistas.unifoa.edu.br/praxis/article/download/919/969 Acesso em: 27 fev.</p><p>2023.</p><p>SANTOS, E. et al. O resgate das brincadeiras tradicionais para o ambiente</p><p>escolar. Movimento e Percepção, v. 10, n. 14, 2009. Disponível</p><p>em: http://ferramentas.unipinhal.edu.br/movimentoepercepcao/viewarticle.php?id=252</p><p>Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>TEIXEIRA, A. H. L. Quem ganha fica? Os jogos e brincadeiras na escola. Revista</p><p>Digital Ef. Desportes, v. 1, n. 101, 2006. Disponível</p><p>em: https://efdeportes.com/efd101/jogos.htm Acesso em: 27 fev. 2023.</p><p>Aula 3</p><p>BARBANTI, V. O que é esporte? Revista brasileira de atividade física & saúde, v.</p><p>11, n. 1, p. 54-58, 2006. Disponível</p><p>em: https://rbafs.emnuvens.com.br/RBAFS/article/download/833/840 Acesso em: 6</p><p>mar. 2023.</p><p>CALLAI, A. N. A.; BECKER, E. P.; SAWITZKI, R. L. Considerações acerca da</p><p>Educação Física escolar a partir da BNCC. Conexões, v. 17, p. e019022-e019022, 2019.</p><p>Disponível</p><p>em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/download/865473</p><p>dos alunos na construção do conhecimento.</p><p>O Educador físico deve ter em mente que está lidando com uma área do conhecimento</p><p>que tem como objetivo promover tanto a saúde como a qualidade de vida e o bem estar</p><p>utilizando como ferramentas a prática de atividades físicas e esportivas. Para atingir</p><p>esse objetivo, este profissional deve dialogar e se relacionar com outras áreas do</p><p>conhecimento, de forma a desenvolver uma abordagem interdisciplinar e integrada.</p><p>A relação da Educação Física com outras áreas do conhecimento é fundamental para</p><p>uma formação ampla e completa dos alunos. Segundo Tani (2017), esta área pode se</p><p>relacionar com áreas como Fisiologia, Psicologia, Sociologia, Pedagogia, História,</p><p>Geografia, Filosofia, entre outras. Essa relação possibilita uma compreensão mais ampla</p><p>e integrada dos fenômenos relacionados à prática das atividades físicas e esportivas.</p><p>A relação da Educação Física com a Fisiologia, por exemplo, possibilita uma</p><p>compreensão mais aprofundada dos aspectos biológicos relacionados à prática de</p><p>atividades físicas e esportivas. Além do ambiente escolar, podemos pensar a</p><p>interdisciplinaridade com a Psicologia, possibilitando, assim, uma compreensão mais</p><p>ampla dos aspectos psicológicos envolvidos na prática das atividades físicas e</p><p>esportivas, como a motivação, a ansiedade, a autoestima, entre outros. A psicologia</p><p>esportiva é uma área que tem ganho destaque nos últimos anos ao analisar o impacto da</p><p>saúde mental nos resultados.</p><p>CONVERSANDO COM AS DEMAIS DISCIPLINAS E BUSCANDO A</p><p>CRITICIDADE DO ALUNO</p><p>A cultura corporal do movimento também pode ser uma ferramenta importante para a</p><p>promoção da saúde e da qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde</p><p>(OMS), a prática regular de atividade física é um fator importante para a prevenção e o</p><p>controle de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. No</p><p>entanto, a promoção da atividade física deve levar em consideração as diferentes</p><p>manifestações culturais e as especificidades de cada comunidade.</p><p>Para Oliveira (2020), a promoção da atividade física deve levar em conta as diferentes</p><p>culturas corporais presentes nas comunidades, valorizando as práticas e tradições locais.</p><p>Dessa forma, podemos observar que a cultura corporal é um conceito fundamental para</p><p>compreender as práticas, valores e símbolos relacionados ao corpo humano em</p><p>diferentes contextos socioculturais. Essa compreensão é essencial para a promoção de</p><p>práticas de atividade física que sejam inclusivas, diversificadas e adaptadas às diferentes</p><p>realidades socioculturais.</p><p>A autonomia na produção da cultura corporal também é fundamental para a promoção</p><p>de práticas mais inclusivas e diversificadas. Para Dantas e Machado (2016), a</p><p>autonomia permite que os indivíduos tenham mais controle sobre suas escolhas e</p><p>preferências em relação às práticas corporais, possibilitando a construção de um estilo</p><p>de vida mais saudável e adaptado às suas necessidades.</p><p>Para promover a autonomia na produção da cultura corporal, é importante que os</p><p>educadores físicos incentivem a participação ativa dos alunos na escolha das práticas</p><p>corporais e na construção de um ambiente de aprendizagem mais colaborativo e</p><p>participativo.</p><p>Um dos aspectos de interdisciplinaridades a ser pensado é o da Educação Física com a</p><p>Sociologia, pois a relação da área de linguagens com a de humanidades possibilita uma</p><p>compreensão mais ampla dos aspectos sociais e culturais envolvidos na prática das</p><p>atividades físicas e esportivas. Segundo Coakley (2008), essas práticas são</p><p>influenciadas por fatores sociais, como a cultura, a classe social, o gênero, a raça, entre</p><p>outros. Compreender esses fatores é fundamental para uma prática mais inclusiva e</p><p>democrática.</p><p>Outro exemplo da relação da Educação Física com outras disciplinas seria com a</p><p>disciplina de Língua Inglesa, em uma ou mais aulas nas quais os alunos aprendem</p><p>termos em inglês relacionados aos esportes. Essa atividade pode ser realizada em</p><p>conjunto pelos professores de Educação Física e de Língua Inglesa, e pode incluir</p><p>exercícios de pronúncia, leitura e escrita em inglês. Segundo Thiesen (2008), a</p><p>interdisciplinaridade é uma abordagem que busca integrar conhecimentos de diferentes</p><p>áreas do conhecimento para que se possa compreender um fenômeno de forma mais</p><p>completa. Ao trabalhar a relação entre a Educação Física e a Língua Inglesa, por</p><p>exemplo, os alunos podem ampliar seus conhecimentos em ambas as disciplinas, bem</p><p>como desenvolverem habilidades transversais, como a comunicação e a colaboração.</p><p>Por fim, destacamos que a relação da Educação Física com outras áreas do</p><p>conhecimento é fundamental para uma formação ampla e integrada dos alunos e</p><p>contribui para uma prática mais inclusiva, democrática e efetiva na promoção da saúde e</p><p>da qualidade de vida.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola</p><p>poderemos compreender um pouco mais sobre a importância da cultura corporal do</p><p>movimento, a relação da Educação Física com o aspecto crítico e autonomia na</p><p>produção de práticas esportivas e de atividade física e compreender como pode</p><p>funcionar a educação física em interdisciplinaridade com as demais áreas do</p><p>conhecimento. Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Dica de Filme: Coach Carter (2005)</p><p>Uma sugestão de filme inspirador para futuros profissionais da Educação física é Coach</p><p>Carter: Treino para a vida. O filme é baseado em uma história real e retrata a jornada</p><p>de Ken Carter, um técnico de basquete que é contratado para treinar um time de escola</p><p>pública em uma área carente de Richmond, Califórnia. Carter é um técnico rígido, que</p><p>exige excelência acadêmica e comportamental de seus jogadores, além de um</p><p>desempenho de alto nível nas quadras.</p><p>Ao longo do filme, Carter enfrenta a resistência dos jogadores e da comunidade, mas</p><p>mantém seus princípios e valores, promovendo a disciplina, a dedicação e o trabalho em</p><p>equipe. Ele também valoriza a educação e insiste que seus jogadores mantenham boas</p><p>notas e frequentem as aulas, o que muitas vezes entra em conflito com as prioridades do</p><p>time.</p><p>O longa aborda temas como a importância do esforço e do trabalho duro, a relação entre</p><p>esporte e educação e a luta contra a marginalização social. Além disso, mostra como um</p><p>técnico pode ser um agente de transformação na vida dos seus jogadores, incentivando-</p><p>os a alcançarem seu potencial máximo, tanto no esporte quanto na vida.</p><p>Dica de leitura: Teatro e a Cultura Corporal de Movimento</p><p>Em Teatro e a cultura corporal de movimento: possibilidades pedagógicas para</p><p>educação física escolar, a autora Elisa Barcellos da Cunha e Silva demonstra como as</p><p>artes dramáticas podem auxiliar no ensino das práticas da cultura do movimento. Para</p><p>elaboração da dissertação, foi desenvolvido um projeto de pesquisa-intervenção que</p><p>previa o ensino de atividades lúdicas, como brincadeiras, e Jogos Teatrais com o</p><p>objetivo de possibilitar ao professor de Educação Física uma diversificação do trato</p><p>didático-pedagógico para uma ampliação da compreensão da expressão corporal do</p><p>aluno. De acordo com a autora, foi possível compreender que o aprendizado foi para</p><p>além dos conhecimentos da expressão corporal, envolvendo um saber fazer e o saber</p><p>sobre o fazer para a elaboração de uma autonomia e de um protagonismo que</p><p>consolidaram valores para a formação de cidadãos. O texto apresenta uma discussão</p><p>relevante e atual sobre a cultura corporal nas aulas de Educação Física, e traz</p><p>importantes reflexões sobre a importância da abordagem crítica e reflexiva desse tema</p><p>no contexto da escola pública.</p><p>SILVA, E. B. C. Teatro e a cultura corporal de movimento: possibilidades</p><p>pedagógicas para educação física escolar. 2020. 133 fl. Dissertação (Mestrado em</p><p>Educação Física em Rede Nacional - PROEF) - Universidade Federal de Mato Grosso.</p><p>Cuiabá, 2020.</p><p>Aula 2</p><p>CONHECIMENTOS</p><p>9/21555/ Acesso em: 6 mar.2023.</p><p>CAMPANA, M. B. Aptidão física, saúde e esporte. Londrina: Editora e Distribuidora</p><p>https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/236441/praticasCorporaisVolume1.pdf?sequence=1</p><p>https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/236441/praticasCorporaisVolume1.pdf?sequence=1</p><p>https://www.unifacvest.edu.br/assets/uploads/files/arquivos/8de13-anselmo,-aline-candido.-jogos-e-brincadeiras...-lages,-unifacvest,-2012_2.-curso-de-educacao-fisica..pdf</p><p>https://www.unifacvest.edu.br/assets/uploads/files/arquivos/8de13-anselmo,-aline-candido.-jogos-e-brincadeiras...-lages,-unifacvest,-2012_2.-curso-de-educacao-fisica..pdf</p><p>https://www.unifacvest.edu.br/assets/uploads/files/arquivos/8de13-anselmo,-aline-candido.-jogos-e-brincadeiras...-lages,-unifacvest,-2012_2.-curso-de-educacao-fisica..pdf</p><p>https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf</p><p>https://atividadesescolaresprontas.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Apostila-jogos-e-brincadeiras-da-cultura-africana-pibid.pdf</p><p>https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renef/article/download/5372/5536</p><p>https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/download/8623/5482</p><p>https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/download/8623/5482</p><p>https://revistas.unifoa.edu.br/praxis/article/download/919/969</p><p>http://ferramentas.unipinhal.edu.br/movimentoepercepcao/viewarticle.php?id=252</p><p>https://efdeportes.com/efd101/jogos.htm</p><p>https://rbafs.emnuvens.com.br/RBAFS/article/download/833/840</p><p>https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/download/8654739/21555/</p><p>https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/download/8654739/21555/</p><p>Educacional S. A., 2018. Disponível</p><p>em: http://bibliotecavirtual.com/detalhes/ebook/608704d254aa8872fc616e1d Acesso</p><p>em: 7 mar. 2023.</p><p>CARLAN, P.; KUNZ, E.; FENSTERSEIFER, P. E. O esporte como conteúdo da</p><p>Educação Física escolar: estudo de caso de uma prática pedagógica</p><p>“inovadora". Movimento, v. 18, n. 4, p. 55-75, 2012. Disponível</p><p>em: https://www.redalyc.org/pdf/1153/115324888004.pdf Acesso em: 6 mar. 2023.</p><p>COSTA, L. C. A. da et al. O esporte na Educação Física Escolar: um conteúdo com</p><p>potencial emancipador. Movimento, v. 24, p. 1077-1096, 2022. Disponível</p><p>em: https://www.scielo.br/j/mov/a/7XmqMbNHND6vcZYMJ3zTKdM/?format=pdf&la</p><p>ng=pt Acesso em: 7 mar. 2023.</p><p>MARQUES, R. F. R. O conceito de esporte como fenömeno globalizado: pluralidade e</p><p>controvérsias. Universidad de Los Lagos, Campus Santiago. Revista Observatorio del</p><p>Deporte, v. 1, n. 1, Enero-Marzo 2015, p. 147-185, 2015. Disponível</p><p>em: https://revistaobservatoriodeldeporte.cl/index.php/odep/article/view/39/37 Acesso</p><p>em: 6 mar. 2023.</p><p>SILVA, L. G. da et al. Esporte como conteúdo curricular: da formação do</p><p>pedagogo/a à BNCC. 2022. 33 fl. TCC (Licenciatura em Pedagogia) - Instituto de</p><p>Educação Agricultura e Ambiente – IEAA, Humaitá-AM, 2022. Disponível</p><p>em: https://riu.ufam.edu.br/bitstream/prefix/6302/2/TCC_%20LeonardoSilva.pdf Acess</p><p>o em: 6 mar. 2023.</p><p>Aula 4</p><p>ANTUNES, J.; DO NASCIMENTO, V. S.; DE QUEIROZ, Z. F. Metodologias ativas</p><p>na educação: problemas, projetos e cooperação na realidade educativa. Informática na</p><p>educação: teoria & prática, v. 22, n. 1, 2019. Disponível</p><p>em: https://www.seer.ufrgs.br/InfEducTeoriaPratica/article/download/88792/52877 Ace</p><p>sso em: 10 mar. 2023.</p><p>DAOLIO, J. Educação Física escolar e megaeventos esportivos: desafios e</p><p>possibilidades. Kinesis, Santa Maria, p. 125-137, 2013. Disponível</p><p>em: https://periodicos.ufsm.br/kinesis/article/download/10032/6040 Acesso em: 11</p><p>mar. 2023.</p><p>DE ALMEIDA, L. H.; ROBAINA, J. V. L.; NICOLETTI, E. R. Metodologia de</p><p>Projetos a partir da Literatura Infantil: uma abordagem para Educação Infantil sob o</p><p>olhar de alunos e professores. Research, Society and Development, v. 12, n. 1, 2023.</p><p>Disponível</p><p>em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/39665/32593 Acesso em: 11</p><p>mar. 2023.</p><p>MACHADO, G. V.; GALATTI, L. R.; PAES, R. R. Pedagogia do esporte e projetos</p><p>sociais: interlocuções sobre a prática pedagógica. Movimento, v. 21, n. 2, p. 405-418,</p><p>2015. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1153/115339561009.pdf Acesso</p><p>em: 11 mar. 2023.</p><p>MACIEL, L. F. P.; FERIATO, M.; FOLLE, A. O ensino do basquetebol no contraturno</p><p>escolar: um relato de experiência a partir das novas tendências de ensino dos</p><p>esportes. e-Motion: Revista de Educación, Motricidad e Investigación, n. 16, p. 94-</p><p>104, 2021. Disponível em: http://www.uhu.es/publicaciones/ojs/index.php/e-moti-</p><p>on/article/view/5180/4763 Acesso em: 10 mar. 2023.</p><p>OLIVEIRA, V. J. M. de; MARTINS, I. R.; BRACHT, V.. Projetos e práticas em</p><p>educação para a saúde na educação física escolar: possibilidades! Revista da educação</p><p>http://bibliotecavirtual.com/detalhes/ebook/608704d254aa8872fc616e1d</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/1153/115324888004.pdf</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/7XmqMbNHND6vcZYMJ3zTKdM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/mov/a/7XmqMbNHND6vcZYMJ3zTKdM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://revistaobservatoriodeldeporte.cl/index.php/odep/article/view/39/37</p><p>https://riu.ufam.edu.br/bitstream/prefix/6302/2/TCC_%20LeonardoSilva.pdf</p><p>https://www.seer.ufrgs.br/InfEducTeoriaPratica/article/download/88792/52877</p><p>https://periodicos.ufsm.br/kinesis/article/download/10032/6040</p><p>https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/39665/32593</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/1153/115339561009.pdf</p><p>http://www.uhu.es/publicaciones/ojs/index.php/e-moti-on/article/view/5180/4763</p><p>http://www.uhu.es/publicaciones/ojs/index.php/e-moti-on/article/view/5180/4763</p><p>física/UEM, Maringá, v. 26, p. 243-255, 2015. Disponível</p><p>em: https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt Acesso</p><p>em: 13 mar. 2023.</p><p>SAWITZKI, R. L. Esporte Escolar: aspectos pedagógicos e de formação</p><p>humana. Motrivivência, n. 31, p. 132-142, 2008. Disponível</p><p>em: https://scholar.archive.org/work/cmo2cqx2krawbmo6ncxeqlt724/access/wayback/ht</p><p>tps://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/download/2175-</p><p>8042.2008n31p132/13937 Acesso em: 11 mar. 2023.</p><p>Aula 5</p><p>DE OLIVEIRA, M. A. T.; DE OLIVEIRA, L. P. A.; VAZ, A. F. Sobre corporalidade e</p><p>escolarização: contribuições para a reorientação das práticas escolares da disciplina de</p><p>educação física. Pensar a prática, v. 11, n. 3, p. 303-303, 2008. Disponível</p><p>em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/4344/4268 Acesso em: 13 mar.</p><p>2023.</p><p>DOS SANTOS, B. C. A.; FUZII, F. T. A Educação Física na área da linguagem: o</p><p>impacto da BNCC no currículo escolar. Comunicações, v. 26, n. 1, p. 327-347, 2019.</p><p>Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-</p><p>unimep/index.php/comunicacoes/article/download/4127/2307 Acesso em: 13 mar.</p><p>2023.</p><p>IMPOLCETTO, F. M. et al. As práticas corporais alternativas como conteúdo da</p><p>educação física escolar. Pensar a Prática, v. 16, n. 1, 2013. Disponível</p><p>em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/15213/13772 Acesso em: 13 mar.</p><p>2023.</p><p>RIGONI, A. C. C. et al. Relações entre a educação física escolar, as práticas corporais e</p><p>a qualidade de vida. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade</p><p>de Vida, v. 9, n. 1, 2017. Disponível em: https://www.cpaqv.org/revista/CPAQV/ojs-</p><p>2.3.7/index.php?journal=CPAQV&page=article&op=view&path%5B%5D=178 Acesso</p><p>em: 13 mar. 2023.</p><p>Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>•</p><p>Outras manifestações das práticas corporais</p><p>• Aula 1 - Ginásticas</p><p>31 minutos</p><p>• Aula 2 - Lutas</p><p>33 minutos</p><p>• Aula 3 - Danças</p><p>https://www.scielo.br/j/refuem/a/ryMqfGF88Rj8tCwNG3jWCdB/?lang=pt</p><p>https://scholar.archive.org/work/cmo2cqx2krawbmo6ncxeqlt724/access/wayback/https:/periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/download/2175-8042.2008n31p132/13937</p><p>https://scholar.archive.org/work/cmo2cqx2krawbmo6ncxeqlt724/access/wayback/https:/periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/download/2175-8042.2008n31p132/13937</p><p>https://scholar.archive.org/work/cmo2cqx2krawbmo6ncxeqlt724/access/wayback/https:/periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/download/2175-8042.2008n31p132/13937</p><p>https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/4344/4268</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/download/4127/2307</p><p>https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacoes/article/download/4127/2307</p><p>https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/15213/13772</p><p>https://www.cpaqv.org/revista/CPAQV/ojs-2.3.7/index.php?journal=CPAQV&page=article&op=view&path%5B%5D=178</p><p>https://www.cpaqv.org/revista/CPAQV/ojs-2.3.7/index.php?journal=CPAQV&page=article&op=view&path%5B%5D=178</p><p>https://storyset.com/</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula3</p><p>33 minutos</p><p>• Aula 4 - Competências docentes</p><p>30 minutos</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>33 minutos</p><p>• Referências</p><p>10 minutos</p><p>0%</p><p>T</p><p>A-AA+</p><p>OUTRAS MANIFESTAÇÕES DAS PRÁTICAS CORPORAIS</p><p>170 minutos</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#referencias</p><p>• Aula 1 - Ginásticas</p><p>• Aula 2 - Lutas</p><p>• Aula 3 - Danças</p><p>• Aula 4 - Competências docentes</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>• Referências</p><p>Aula 1</p><p>GINÁSTICAS</p><p>Olá, estudante! A palavra “ginástica” tem origem no grego</p><p>gymnádzein, cuja tradução mais próxima seria "treinar".</p><p>31 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>A palavra “ginástica” tem origem no grego gymnádzein, cuja tradução mais próxima</p><p>seria "treinar". Talvez por isso, no passado, dizer “fazer ginástica” era uma maneira</p><p>genérica de dizer que uma pessoa iria praticar um exercício físico. Atualmente, esse</p><p>mesmo termo diz respeito a modalidades (como as ginásticas artística e rítmica) e</p><p>grupos de movimentos específicos e com diferentes objetivos, como, por exemplo, a</p><p>melhora do equilíbrio e aumento da força física.</p><p>Nesta aula, vamos abordar algumas das diferentes formas que o conteúdo ginástico pode</p><p>ser abordado no contexto escolar, tanto as principais modalidades como as formas de</p><p>exercícios de condicionamento físico e de conscientização corporal.</p><p>Vamos começar?</p><p>MOVIMENTO GINÁSTICO EUROPEU</p><p>Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) da Educação Física é um documento</p><p>considerável que auxilia professores a pensarem o ensino dos conteúdos, sejam eles</p><p>procedimentais, conceituais ou atitudinais das diferentes manifestações da cultura</p><p>corporal de movimento (danças, ginásticas, lutas, brincadeiras, jogos e esportes), no</p><p>Ensino Fundamental e Médio.</p><p>A ginástica, com suas diversas características, está presente em nossa sociedade, mídia,</p><p>práticas discursivas, ginásios, clubes, diversos eventos esportivos e escolas de diversas</p><p>formas. Partindo dessa premissa, compreende-se que é fundamental que os alunos</p><p>possam conhecer, vivenciar e expressar as possibilidades da ginástica na escola.</p><p>No âmbito conceitual, podemos apresentar aos alunos, através de aulas expositivas, a</p><p>história, as principais competições, os atletas brasileiros e estrangeiros que mais se</p><p>destacam, os principais aparelhos, os fundamentos e as capacidades físicas envolvidas</p><p>na prática dessa modalidade.</p><p>As três principais modalidades de ginásticas que podem ser abordadas em uma aula de</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula3</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U3/index.html#referencias</p><p>Educação Física são a acrobática, artística e rítmica. Em princípio, pode ser explicado</p><p>aos alunos o que são os esportes técnico-combinatórios de forma generalizada e, em</p><p>seguida, abordar as modalidades de maneira específica, levando em consideração as</p><p>principais características de cada uma delas.</p><p>Ginástica acrobática - o conteúdo da ginástica acrobática irá promover o contato físico</p><p>entre os estudantes, para que seja possível trabalhar com técnicas específicas. Por isso,</p><p>faz-se necessária a atenção redobrada do professor, para que não haja desrespeito entre</p><p>as pessoas, evitando situações desconfortáveis e até mesmo de assédio. Serão</p><p>demonstrados exemplos pelo professor e colocados em prática, como, por exemplo, a</p><p>elaboração de uma “pirâmide humana” que pode ser somente feminina, somente</p><p>masculina ou mista. Força, agilidade, equilíbrio e estabilidade são características</p><p>fundamentais exigidas dos ginastas acrobatas pela modalidade.</p><p>Ginástica artística - experimentar diferentes elementos da ginástica, como equilíbrio,</p><p>saltos, giros, rotações e acrobacias. Vivenciar práticas da ginástica geral</p><p>individualmente e em pequenos grupos. Através da exibição de vídeos pode-se mostrar</p><p>aos alunos os principais nomes brasileiros no esporte, como Rebeca Andrade e Dayane</p><p>dos Santos.</p><p>Ginástica rítmica – o professor poderá levar os alunos a identificar os principais</p><p>aparelhos da modalidade, como a corda, o arco, as maças e a fita. Alguns deles podem</p><p>ser improvisados para que os alunos experimentem movimentos como lançar e</p><p>recuperar, além de realizar movimentos circulares, giros e piruetas com os aparelhos.</p><p>Por sua vez, deixando o caráter competitivo de lado, a ginástica de condicionamento</p><p>físico também pode ser abordada nas aulas de Educação Física Escolar, uma vez que</p><p>podemos traçar o paralelo do termo ginástica (que no passado se referia a qualquer tipo</p><p>de exercício) com as práticas atuais de exercícios físicos nas academias. Pode-se</p><p>apresentar os benefícios, capacidades físicas desenvolvidas e as principais</p><p>características das práticas de musculação, spinning, zumba, crossfit, entre outras</p><p>ginásticas contemporâneas que visam o condicionamento físico, saúde e estética.</p><p>Em contraste à ginástica de condicionamento físico estão as ginásticas de</p><p>conscientização corporal, popularmente conhecidas como ginásticas alternativas. Essas</p><p>ginásticas possuem como principais características: a suavidade – movimentos leves e</p><p>lentos; o holístico – visualizar e exercitar o ser humano como um todo e não somente as</p><p>partes do corpo; e o lúdico – utilizar situações divertidas para se exercitar (como nas</p><p>aulas de artes circenses). Essas ginásticas também fazem parte do currículo escolar e</p><p>podem servir de base para reflexões sobre o motivo de podermos utilizar essas outras</p><p>formas de se exercitar e, na prática, os alunos vivenciarem aulas mais relaxantes em</p><p>contraste com as aulas quase sempre agitadas do cotidiano escolar.</p><p>GINÁSTICAS DE CONDICIONAMENTO FÍSICO</p><p>Na história da Educação Física no Brasil, a prática da ginástica</p><p>já serviu como</p><p>instrumento para higienizar e moralizar a população preparando indivíduos fortes para a</p><p>guerra, educando e disciplinando os corpos que serviriam ao modelo econômico-</p><p>industrial em ascensão (já que as longas jornadas de trabalho e as péssimas condições</p><p>exigiam e/ou cobravam pessoas fortes e resistentes).</p><p>Atualmente, ao analisar o âmbito esportivo, temos principalmente a ginástica rítmica</p><p>(GR) e a ginástica artística (GA). Ambas aparecem tanto no currículo do Ensino</p><p>Fundamental como no do Ensino Médio e podem ser adaptadas para prática escolar.</p><p>A GR apresenta a possibilidade de o professor trabalhar coreografias, movimentos com</p><p>músicas e coordenação motora, e é importante mostrar aos alunos como a dança se</p><p>mistura com essa modalidade de ginástica.</p><p>Para uma aula de GA, o professor poderá levar os alunos a experimentarem movimentos</p><p>como rolamentos, saltos, giros e exercícios de equilíbrio dinâmico e estático.</p><p>Tanto para aulas de GA como de GR, é importante o professor se valer de mídias como</p><p>internet e vídeos para ilustrar as duas modalidades, caso a turma não conheça as</p><p>principais características desses esportes.</p><p>Atualmente, surge a ginástica de condicionamento físico (GCF) com o objetivo de</p><p>moldar corpos estruturais e simétricos e, ao mesmo tempo, criar diferentes situações</p><p>sociais e afetivas. Devemos diferenciar esse tipo de ginástica em relação às modalidades</p><p>esportivas (como a artística e rítmica), pois ela tem um caráter competitivo ao ser</p><p>analisado fora do âmbito escolar.</p><p>Na contemporaneidade, as academias de musculação são um dos principais espaços para</p><p>o desenvolvimento da prática de ginástica para a população em geral (não relacionada</p><p>ao campo do esporte de alto rendimento). As academias surgiram como uma alternativa</p><p>ao chamado “mercado fitness” que vende a promessa de beleza e saúde por meio de</p><p>produtos e serviços. Já não se limitam à classe média, mas estão em diversos espaços,</p><p>oferecendo em um só local uma prática de ginástica diversificada, atendendo a vários</p><p>interesses dentro da gama Se-Movimentar. No entanto, modelos cada vez mais</p><p>populares de beleza física (magreza para mulheres e hipertrofia para homens),</p><p>academias, publicidade e estratégias de marketing de apoio prometendo "milagres" são</p><p>divulgados pela mídia.</p><p>As habilidades e competências para uma aula como essa envolvem: a identificação e o</p><p>reconhecimento das motivações/necessidades que exercem</p><p>influência direta sobre os praticantes de GCF; a compreensão, a crítica e a análise dos</p><p>diferentes tipos de GCF; a compreensão acerca de alguns critérios e/ou fundamentos</p><p>básicos da GCF e a organização de uma série de exercícios físicos envolvendo</p><p>movimentos, elementos e gestualidades da modalidade de GCF escolhida pelo</p><p>professor.</p><p>Ao considerar que a GCF está cada vez mais presente no cotidiano dos alunos,</p><p>esmagado pelos dispositivos midiáticos, é urgente a ampliação da sua prática</p><p>pedagógica tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. No Fundamental</p><p>introduzindo o assunto e propondo alguma de suas práticas como os treinos funcionais</p><p>e, no Médio, ampliando as discussões sobre o culto ao corpo dito perfeito e com</p><p>práticas, como musculação e ginástica localizada.</p><p>Outra prática de ginástica, cujo conteúdo pode ser desenvolvido nas escolas são as das</p><p>práticas de ginásticas alternativas ou de conscientização corporal. Ao contrário da</p><p>maioria das ginásticas de academia (visando condicionamento físico), essas práticas têm</p><p>embasamento principalmente em 3 características: suavidade, ludicidade e holismo.</p><p>• Suavidade: caracterizada por ser uma ginástica com movimentos leves e suaves,</p><p>como, por exemplo, os alunos podem vivenciar na prática uma aula de yoga, tai</p><p>chi chuan ou simplesmente uma aula de alongamento acompanhada de uma</p><p>música relaxante.</p><p>• Ludicidade: utilizar jogos e brincadeiras para o treinamento físico, como pode</p><p>ser observado nas aulas de circo.</p><p>• Holismo: as ginásticas com essa característica tendem a observar o ser humano</p><p>como um todo (corpo e mente) e não como partes do corpo (como ocorre ao</p><p>treinar musculação). São exemplos a antiginástica e o pilates.</p><p>GINÁSTICA DE CONSCIÊNCIA CORPORAL NA ESCOLA</p><p>A ginástica pode ser vista de diversas formas: como uma modalidade esportiva que cabe</p><p>dentro da escola pelo seu caráter cultural, diversidade de movimentos e opções para o</p><p>movimentar, assim como a GA e a GR.</p><p>A prática da GR desenvolve a coordenação motora, a percepção corporal, a lateralidade,</p><p>a consciência corporal de movimentos físicos e estéticos e contribui para o</p><p>desenvolvimento e aprimoramento do esquema corporal.</p><p>A GA possui amplo repertório de exercícios, que podem ser executados através de</p><p>combinações entre si. Dela fazem parte os mais diferentes tipos de ações motoras, com</p><p>uma técnica característica para cada movimento ou gesto. Seus elementos básicos de</p><p>movimentação são essencialmente variados e, se aplicados com uma visão educativa,</p><p>tornam-se fundamentais para as aulas de educação física escolar, lembrando que tanto a</p><p>GA como a GR possuem caráter competitivo e que os professores podem também</p><p>abordar o funcionamento das competições dos esportes técnicos combinatórios.</p><p>Já as GCF normalmente não possuem o caráter competitivo. O currículo da disciplina</p><p>de Educação Física, ao colocar foco sobre as GCF, traz para a escola e para o processo</p><p>de ensino/aprendizagem dos alunos conteúdos básicos da cultura de</p><p>movimento, promovendo a discussão e o envolvimento com temáticas do cotidiano</p><p>e revelando, assim, seu compromisso pedagógico, educacional, político e social.</p><p>Dentro das aulas, podem ser abordados conteúdos como ginástica localizada,</p><p>musculação, pilates, spinning, jump, treinamento funcional, etc., e o professor deverá</p><p>utilizar sua criatividade para que os alunos possam vivenciar nas aulas práticas algumas</p><p>dessas modalidades. Uma sugestão é uma aula de Aeroboxe (aula que mistura</p><p>movimentos de lutas acompanhados por música em um ritmo sincronizado). Com as</p><p>devidas adaptações também podem ser realizadas aulas de treinamento funcional através</p><p>de circuitos nos quais os alunos podem intercalar exercícios aeróbicos (pular corda,</p><p>corridas, etc.) e de força (flexão de braço, agachamento, etc.).</p><p>Não podemos deixar de lado as ginásticas de conscientização corporal ou ginásticas</p><p>alternativas que são mencionadas na BNCC (Base Nacional Comum Curricular de</p><p>2018).</p><p>As práticas corporais alternativas reúnem um conjunto de saberes filosóficos orientais e</p><p>ocidentais que se diferem da racionalidade ocidental moderna. O adjetivo “alternativo”</p><p>às práticas corporais associa-se a uma outra abordagem do gesto físico, diferente do</p><p>apregoado pela sociedade burguesa. Atualmente o indicado é trocar o termo “ginástica</p><p>alternativa” por “ginásticas integralistas”.</p><p>É relevante destacar que as práticas corporais alternativas incluem não apenas práticas</p><p>de origem oriental, mas também aquelas originárias do Ocidente. Algumas delas são</p><p>fundamentadas em princípios inspirados em manifestações culturais orientais, enquanto</p><p>outras se aproximam mais de técnicas terapêuticas. Exemplificando, podemos citar a</p><p>eutonia, a antiginástica, o método Feldenkrais, a ginástica holística, as danças holísticas,</p><p>as danças circulares, pilates e watsu.</p><p>No Brasil, as ginásticas de conscientização corporal foram assim denominadas por</p><p>serem práticas alternativas às abordagens técnicas, focadas em rendimento e mecânica</p><p>do movimento. Essas práticas têm como objetivo promover a percepção e</p><p>individualização do movimento, valorizando o sutil, a sensibilização, o contato com o</p><p>natural e o fazer em grupo, sem buscar resultados baseados em ganhar ou perder, mas</p><p>sim no desenvolvimento do ser.</p><p>Para Matthiessen (1999), essas ginásticas abordam a “tomada da consciência corporal”,</p><p>o trato com o corpo “como um todo” pela execução de movimentos lentos,</p><p>prazerosos,</p><p>capazes de</p><p>levar o indivíduo à interiorização contra uma prática comumente desenvolvida nesse</p><p>meio cuja base assenta-se na realização de exercícios considerados repetitivos,</p><p>estereotipados e mecânicos.</p><p>Para Darido (2013), na escola, as ginásticas de conscientização corporal têm intuito</p><p>pedagógico, porém, elas também são utilizadas na sociedade com intuito terapêutico –</p><p>de prevenção ou reabilitação – estético e de relaxamento ou estimulação.</p><p>Nesse sentido, podemos destacar que as ginásticas de conscientização corporal tornam-</p><p>se um conteúdo escolar indicado nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e</p><p>também no ensino Médio, pautado em concepções e metodologias críticas advindas do</p><p>Movimento Renovador e que são elementos da cultura corporal de movimento,</p><p>portanto, indispensável nas aulas de Educação Física.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante! no vídeo resumo da nossa aula sobre conhecimentos da educação física</p><p>na escola vamos ver como as diferentes faces da ginástica podem ser abordadas na</p><p>escola, tanto a ginástica como o esporte, como preparação física e cuidado com o corpo</p><p>e as ginásticas alternativas.</p><p>Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Dicas para elaboração de Aulas – Site Impulsiona</p><p>O site do Impulsiona pode ser uma excelente opção para buscar novas ideias para as</p><p>aulas de Educação Física.</p><p>No Impulsiona, você encontra uma série de recursos para ajudar a desenvolver</p><p>atividades e aulas dinâmicas e atrativas para seus alunos, incluindo planos de aula, jogos</p><p>e brincadeiras, atividades para diferentes faixas etárias e dicas de como trabalhar</p><p>diferentes modalidades esportivas.</p><p>Além disso, o site conta com um blog repleto de artigos e matérias que podem ajudar a</p><p>aprimorar seus conhecimentos na área, abordando temas como saúde, nutrição, inclusão</p><p>e diversidade.</p><p>Outro ponto positivo do Impulsiona é a possibilidade de criar uma conta gratuita como</p><p>professor, com a qual você pode ter acesso a recursos exclusivos e interagir com outros</p><p>profissionais da área.</p><p>Instituto Claro – Esportes Combinatórios</p><p>Outra dica para auxiliar na elaboração de aulas é consultar o site do Instituto Claro, que</p><p>conta com diversas sugestões que podem ser aplicadas em salas de aula ou na quadra.</p><p>Em uma das páginas do portal estão ideias para aulas sobre esportes técnico-</p><p>combinatórios (como é o caso da ginástica, por exemplo) com um plano de aula que</p><p>aborda elementos conceituais e transversais, como a sua lógica interna e externa,</p><p>podendo ser aplicado tanto no ensino remoto como no ensino presencial. O objetivo</p><p>aqui é levar o aluno a relacionar conhecimentos acerca dos esportes técnico-</p><p>combinatórios, tendo por base conceitos e procedimentos específicos sobre esse tipo de</p><p>esporte.</p><p>Aula 2</p><p>LUTAS</p><p>https://impulsiona.org.b/</p><p>https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-ensinar/planos-de-aula/esportes-tecnico-combinatorios-da-ginastica-ao-skate/</p><p>https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-ensinar/planos-de-aula/esportes-tecnico-combinatorios-da-ginastica-ao-skate/</p><p>Olá, estudante! As lutas são consideradas uma manifestação</p><p>cultural que faz parte da história e da identidade dos povos, sendo</p><p>praticadas há milhares de anos em diversas partes do mundo.</p><p>33 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>As lutas são consideradas uma manifestação cultural que faz parte da história e da</p><p>identidade dos povos, sendo praticadas há milhares de anos em diversas partes do</p><p>mundo.</p><p>Além de sua importância cultural, as lutas também têm um papel importante na</p><p>promoção da saúde e do bem-estar dos indivíduos. Essas práticas podem contribuir para</p><p>o desenvolvimento físico, motor, cognitivo e social dos praticantes, além de serem</p><p>utilizadas como uma forma de combater o sedentarismo e o estresse.</p><p>Nesta aula, vamos explorar diferentes modalidades de lutas, suas características e</p><p>benefícios para a saúde e a qualidade de vida dos praticantes. Também vamos discutir a</p><p>importância em abordar as lutas de forma crítica e consciente, levando em consideração</p><p>os aspectos culturais envolvidos e evitando a reprodução de estereótipos e preconceitos.</p><p>Vamos iniciar nossos estudos!</p><p>INTRODUÇÃO ÀS LUTAS</p><p>As lutas na dimensão cultural das práticas corporais são consideradas como uma forma</p><p>de expressão que reflete os valores e crenças das sociedades em que estão inseridas.</p><p>Essas práticas envolvem uma série de elementos simbólicos que fazem parte da cultura</p><p>corporal de uma sociedade, sendo vistas como uma forma de expressão cultural que se</p><p>relaciona com outras práticas corporais, como a dança, a ginástica e os esportes em</p><p>geral.</p><p>O ensino de artes marciais nas aulas de educação física é importante, pois proporciona</p><p>aos alunos uma oportunidade de vivenciar uma cultura diferente da sua, além de</p><p>desenvolver habilidades motoras específicas, como coordenação, agilidade, força e</p><p>flexibilidade. Além disso, as artes marciais têm uma dimensão educativa que pode</p><p>contribuir para a formação dos alunos em aspectos como respeito, disciplina,</p><p>autoconfiança e superação de limites.</p><p>De acordo com Coelho Junior e Marinho (2015), as lutas são consideradas como uma</p><p>manifestação cultural que faz parte da história e da identidade dos povos. Essas práticas</p><p>têm sido utilizadas como uma forma de preservação cultural e de valorização da</p><p>identidade de diferentes povos. No contexto brasileiro, por exemplo, a capoeira é</p><p>reconhecida como patrimônio cultural imaterial do país e representa uma forma de</p><p>resistência e luta contra a opressão e a marginalização dos escravos africanos. Ainda no</p><p>solo tupiniquim, devemos destacar o Huka-Huka luta indígena pertencente aos povos da</p><p>região do Alto Xingu.</p><p>Além disso, as lutas também têm um papel importante na educação física e na</p><p>promoção da saúde. Segundo Oliveira et al. (2020), elas podem contribuir para o</p><p>desenvolvimento físico, motor, cognitivo e social dos praticantes, sendo indicadas para</p><p>todas as faixas etárias. Essas práticas também têm sido utilizadas como uma forma de</p><p>combater o sedentarismo e o estresse, bem como para melhorar a qualidade de vida e o</p><p>bem-estar dos indivíduos.</p><p>No entanto, é importante destacar que os esportes de combate na dimensão cultural das</p><p>práticas corporais também podem reproduzir e reforçar estereótipos e preconceitos</p><p>presentes na sociedade. Nesse sentido, é fundamental que essas práticas sejam</p><p>realizadas de forma consciente e crítica.</p><p>Artes Marciais e lutas de todo o mundo podem ser abordadas nas aulas de Educação</p><p>Física. O judô, por exemplo, teve sua origem no Japão, no século XIX, como uma</p><p>forma de educação física e moral, desenvolvendo técnicas de projeção e imobilização</p><p>do oponente. O karatê é uma arte marcial que se originou em Okinawa, no século XIX,</p><p>e é caracterizado pela combinação de socos, chutes e golpes com as mãos abertas. O</p><p>boxe, originário da Inglaterra do século XVIII, é um esporte de combate que consiste</p><p>em socos com os punhos, buscando a vitória por nocaute ou por pontuação. O wushu,</p><p>por sua vez, é uma arte marcial chinesa que engloba diversas práticas, incluindo</p><p>movimentos de defesa e ataque, além de elementos acrobáticos.</p><p>O ensino dessas lutas nas aulas pode contribuir para o desenvolvimento físico, cognitivo</p><p>e social dos alunos. Além disso, essas práticas corporais possuem uma dimensão</p><p>cultural significativa, já que estão enraizadas em valores, crenças, mitos e tradições de</p><p>diferentes grupos étnicos e sociais que as praticam. Portanto, é importante que os</p><p>professores estejam preparados para ensinar essas lutas de forma segura e adequada,</p><p>respeitando as características e especificidades de cada uma delas, bem como as</p><p>diferentes capacidades e habilidades dos alunos.</p><p>Em suma, as lutas na dimensão cultural das práticas corporais representam uma forma</p><p>de expressão relacionada com a história e a identidade dos povos. Essas práticas podem</p><p>contribuir para a promoção da saúde e do bem-estar dos indivíduos, bem</p><p>como para a</p><p>preservação e valorização da cultura de diferentes povos.</p><p>LUTAS NO MUNDO</p><p>De acordo com Soares et al. (2009), as lutas são uma expressão cultural que envolve</p><p>habilidades motoras específicas, valores éticos e morais, além de representarem uma</p><p>forma de resistência e luta por direitos. Além disso, essas práticas são consideradas</p><p>como uma forma de construção e expressão da identidade cultural de um povo, já que</p><p>são transmitidas de geração em geração e estão relacionadas com as suas histórias e</p><p>memórias.</p><p>No entanto, é importante ressaltar que a dimensão cultural das lutas pode ser alvo de</p><p>interpretações equivocadas e estereotipadas. Isso ocorre quando essas práticas são vistas</p><p>apenas como formas de agressão e violência, sem levar em consideração seus aspectos</p><p>simbólicos e culturais. Segundo Machado e Nunes (2014), a compreensão das lutas</p><p>como uma prática violenta está relacionada com a difusão de uma cultura de massa que</p><p>valoriza a força física e a competitividade em detrimento da técnica e da estratégia.</p><p>Podemos observar o crescente espaço do MMA (Mixed Martial Arts) nas grandes</p><p>mídias e, com ele, o destaque para lutadores e o foco em determinadas artes marciais</p><p>que são evidentes no esporte, como o Boxe, o Muay Thai (também conhecido como</p><p>boxe tailandês) e o Jiu-Jitsu Brasileiro. Dessa forma, nas aulas de Educação Física, cabe</p><p>ao professor comentar e levar os alunos a vivenciar na prática movimentos dessas lutas</p><p>tão relevantes na atualidade.</p><p>As lutas de matriz indígena e africana possuem uma grande importância cultural e</p><p>histórica, representando uma forma de resistência e de preservação da identidade desses</p><p>povos. Essas práticas corporais têm uma dimensão cultural significativa, uma vez que</p><p>estão enraizadas em valores, crenças, mitos e tradições dos diferentes grupos étnicos e</p><p>sociais que as praticam.</p><p>As lutas indígenas são uma manifestação cultural que se originou na América pré-</p><p>colombiana, e que envolve técnicas de combate corpo a corpo, além de atividades</p><p>rituais e cerimoniais. Segundo Oliveira e Barroso (2018), essas práticas estão ligadas à</p><p>relação dos povos indígenas com a natureza e com os seres divinos, sendo vistas como</p><p>uma forma de estabelecer uma comunicação com o mundo espiritual. No Brasil, as lutas</p><p>entre os povos ancestrais são realizadas como uma forma de treinamento para a guerra e</p><p>a caça, além de ser uma forma de celebração.</p><p>Destacamos as seguintes lutas dos indígenas brasileiros:</p><p>• Nhandeva, luta praticada pelos índios Guarani. A luta consiste em uma disputa</p><p>entre dois lutadores, que devem ficar em pé em um círculo de aproximadamente</p><p>3 metros de diâmetro.</p><p>• Huka-huka, luta praticada pelos indígenas da região do Alto Xingu, no Mato</p><p>Grosso. O objetivo é derrubar o adversário, utilizando técnicas de agarramento e</p><p>imobilização.</p><p>• Huka Pakore, luta praticada pelos indígenas Xavante, no Mato Grosso, e seu</p><p>objetivo é derrubar o adversário, utilizando apenas os braços e as mãos.</p><p>Entre as lutas de matriz africana mais conhecidas está a Capoeira, uma prática que</p><p>surgiu no Brasil durante a época de exploração imperialista de Portugal, e que foi</p><p>desenvolvida pelos escravos africanos como forma de defesa contra os donos e</p><p>mercadores de escravos. Segundo Ramos (2005), a capoeira era uma forma de</p><p>resistência à opressão e à violência dos colonizadores, representando uma expressão da</p><p>cultura e da identidade dos povos afrodescendentes no Brasil.</p><p>No entanto, é importante destacar que as lutas de matriz indígena e africana enfrentam</p><p>desafios para a sua valorização e preservação. Durante muitos anos, a prática da</p><p>Capoeira foi proibida por lei, na tentativa de eliminar as tradições e culturas de matrizes</p><p>africanas. Segundo Gomes (2015), essas práticas são, muitas vezes, estigmatizadas e</p><p>marginalizadas pela sociedade, sendo vistas como formas de violência ou de práticas</p><p>sem valor cultural.</p><p>Assim, é fundamental promover a valorização e o reconhecimento das lutas de matriz</p><p>indígena e africana, contribuindo para a preservação da cultura e da identidade desses</p><p>povos. Para isso, é necessário promover a divulgação e a difusão dessas práticas, além</p><p>de respeitar e valorizar a diversidade cultural e étnica dos povos que as praticam.</p><p>LUTAS BRASILEIRAS</p><p>As artes marciais são uma excelente opção de atividade física para incluir no programa</p><p>de Educação Física escolar, pois proporcionam o desenvolvimento de habilidades</p><p>físicas, cognitivas e sociais dos alunos. No entanto, é importante considerar que o</p><p>ensino das artes marciais deve ser realizado de forma adequada, seguindo as orientações</p><p>pedagógicas e técnicas específicas da modalidade escolhida.</p><p>No campo das dimensões culturais e das práticas corporais, se faz necessário levar os</p><p>alunos a refletirem e compreenderem que luta é diferente de briga, que as lutas estão</p><p>ligadas a fatores culturais e sociais e até mesmo como mecanismos de defesa pessoal.</p><p>Também é importante escolher uma modalidade adequada às características dos alunos</p><p>e às instalações da escola e escolher artes marciais (ou lutas) que os alunos consigam</p><p>acessar facilmente. Por exemplo, se existe academia que ensina capoeira na região, a</p><p>chance é que mais alunos tenham tido contato com essa luta, e ele vale para karatê, jiu-</p><p>jitsu, entre outras. Cabe ao educador analisar o contexto no qual a comunidade está</p><p>inserida para incentivar ainda mais a participação dos alunos nas aulas.</p><p>O ensino das artes marciais deve ser estruturado em etapas, respeitando a evolução dos</p><p>alunos. É importante começar com exercícios de alongamento e aquecimento, seguidos</p><p>por atividades específicas da modalidade, como chutes, socos, quedas e imobilizações.</p><p>Aos poucos, os alunos podem ser introduzidos em técnicas mais complexas e aplicá-las</p><p>em simulações de combate controladas.</p><p>Durante as aulas, é importante enfatizar os valores éticos e morais das artes marciais,</p><p>como respeito, disciplina, autocontrole e solidariedade. Esses valores são essenciais</p><p>para a formação integral dos alunos e devem ser incentivados e praticados durante toda</p><p>a aula.</p><p>A nossa luta de matriz africana mais conhecida é a capoeira, que combina luta, dança,</p><p>música e cultura popular. Sua origem é controversa, mas é amplamente reconhecida</p><p>como uma prática desenvolvida pelos escravos africanos trazidos para o Brasil.</p><p>Acredita-se que a capoeira tenha surgido no contexto da resistência dos escravos, que</p><p>encontraram na luta uma forma de se defender e se rebelar contra a opressão dos seus</p><p>senhores. No entanto, a prática era ilegal e perseguida pelas autoridades brasileiras, que</p><p>viam na capoeira uma ameaça à ordem pública e à segurança do país.</p><p>Foi somente no final do século XIX e início do século XX que a capoeira começou a ser</p><p>reconhecida como uma forma de arte e cultura brasileira. Nesse período, muitos</p><p>capoeiristas se apresentavam nas ruas e em espaços públicos, popularizando a prática e</p><p>atraindo a atenção de intelectuais, artistas e estudiosos da cultura popular. A capoeira</p><p>pode ser ensinada de forma lúdica, utilizando músicas e movimentos básicos, de forma</p><p>a estimular a coordenação motora e o desenvolvimento cognitivo dos alunos.</p><p>Para uma abordagem mais crítica e reflexiva sobre o ensino de artes marciais nas aulas</p><p>de Educação Física, é importante enfatizar a importância de não reproduzir estereótipos</p><p>e preconceitos em relação às diferentes culturas que desenvolveram as artes marciais.</p><p>Deve-se enfatizar a diversidade cultural e valorizar os aspectos técnicos e estratégicos</p><p>das artes marciais, compreendendo que a força física não é o único fator determinante</p><p>para o sucesso nessas práticas. Esse tipo de abordagem pode ser utilizado ao ensinar</p><p>lutas de todo o mundo, como, por exemplo, Judô (e mostrar um pouco do contexto e da</p><p>cultura japonesa), do Muay Thai (sobre a Tailândia), Taekwondo (Coreia), entre outros.</p><p>Para Gomes (2015), o ensino de artes marciais</p><p>nas escolas pode ser uma ferramenta</p><p>poderosa para desenvolver habilidades físicas, cognitivas e socioemocionais nos alunos,</p><p>promovendo valores como disciplina, respeito e autocontrole. Para isso se faz</p><p>necessário também que os professores busquem as melhores maneiras de se ensinar</p><p>técnicas, como quedas, socos, chutes e imobilizações, de maneira lúdica e segura para</p><p>os alunos.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola</p><p>vamos ver como é importante abordar as mais diferentes lutas no ambiente escolar.</p><p>Tanto as artes marciais mais conhecidas no mundo, como judô e karatê, como as lutas</p><p>de raízes indígenas, como o huka-huka, passando pelas dimensões conceituais,</p><p>atitudinais e procedimentais do processo de ensino e aprendizagem das lutas. Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Dica de Leitura – Artigo sobre o ensino de lutas nas escolas</p><p>O artigo As lutas na educação física escolar, escrito pelo professor Heraldo Simões</p><p>Ferreira, é uma das dicas de leitura para complementar os conhecimentos sobre o</p><p>assunto. Nele, o pesquisador buscou compreender como os professores de educação</p><p>física estão utilizando o bloco de conteúdos proposto nos Parâmetros Curriculares</p><p>Nacionais - Educação Física, no que se refere à prática das lutas. Para isso, foram</p><p>entrevistados profissionais e analisadas as aulas de 50 professores do Ceará.</p><p>Dica de Filme – Besouro</p><p>Para se apropriar mais da Capoeira, vale a pena assistir ao filme Besouro (2009),</p><p>dirigido por João Daniel Tikhomiroff e inspirado na história de Besouro Mangangá, um</p><p>lendário capoeirista baiano do início do século XX. O filme mistura elementos de ação,</p><p>drama, romance e fantasia para contar a história de Besouro, interpretado por Aílton</p><p>Carmo, um jovem negro que enfrenta o racismo e a opressão em uma sociedade</p><p>dominada pelos brancos. Na trama, Besouro é um capoeirista habilidoso que luta contra</p><p>a exploração dos trabalhadores e a violência policial, enquanto se apaixona por Dinorá</p><p>(Jéssica Barbosa), filha de um fazendeiro branco. Ele é perseguido pelo temido coronel</p><p>Venâncio (Sérgio Laurentino), que o considera uma ameaça à sua autoridade, e precisa</p><p>enfrentar desafios sobrenaturais para se tornar o lendário Besouro Mangangá.</p><p>O filme é uma homenagem à cultura afro-brasileira e à capoeira, uma expressão cultural</p><p>e esportiva que mistura dança, música e luta. A produção conta com cenas de luta</p><p>impressionantes, coreografadas por mestres de capoeira, e uma trilha sonora envolvente,</p><p>com destaque para as músicas de Carlinhos Brown e do grupo Olodum.</p><p>Aula 3</p><p>DANÇAS</p><p>Olá, estudante! A dança é uma forma de arte que utiliza o</p><p>movimento corporal como meio de expressão. Além disso, a dança</p><p>também é uma atividade física que pode trazer inúmeros benefícios</p><p>à saúde, como melhora da flexibilidade, coordenação,</p><p>condicionamento físico e bem-estar emocional.</p><p>33 minutos</p><p>https://revistadeeducacaofisica.emnuvens.com.br/revista/article/view/428</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>A dança é uma forma de arte que utiliza o movimento corporal como meio de</p><p>expressão. Além disso, a dança também é uma atividade física que pode trazer inúmeros</p><p>benefícios à saúde, como melhora da flexibilidade, coordenação, condicionamento</p><p>físico e bem-estar emocional. Nesta aula, vamos explorar a importância da dança nas</p><p>aulas de educação física e como ela pode ser trabalhada em diferentes contextos</p><p>educacionais.</p><p>Também vamos abordar as suas definições e classificações, desde as danças de salão até</p><p>a dança contemporânea, e discutiremos as suas características e benefícios para a saúde.</p><p>Nesse contexto, torna-se importante apresentar e discutir as danças de matrizes africanas</p><p>e indígenas para que os alunos tenham conhecimento da dimensão cultural dessa prática</p><p>corporal, conhecendo novas formas de se movimentar e expressar.</p><p>Vamos começar?</p><p>INTRODUÇÃO ÀS DANÇAS</p><p>A dança é uma forma de arte que se expressa através do movimento do corpo. Ela está</p><p>presente em diversas culturas ao redor do mundo e possui uma longa história, sendo</p><p>considerada uma das formas mais antigas de expressão humana. Ao longo dos anos, a</p><p>dança evoluiu e se diversificou, dando origem a diferentes estilos e gêneros.</p><p>Historicamente, a dança tem sido utilizada para diversos fins, como rituais religiosos,</p><p>celebrações, entretenimento e comunicação. Na Grécia Antiga, por exemplo, a dança</p><p>era vista como uma forma de arte nobre e era praticada em festivais em homenagem aos</p><p>deuses. Segundo Katz (1992), a dança na Grécia Antiga era vista como uma</p><p>manifestação de harmonia entre corpo e mente, e era considerada uma forma de</p><p>meditação em movimento.</p><p>Na Idade Média, a dança era utilizada como forma de entretenimento nas cortes reais e</p><p>entre a nobreza. Segundo Sampaio (2002), a dança tinha um caráter cortesão e galante, e</p><p>era praticada como uma forma de demonstrar habilidade e elegância.</p><p>Com o passar dos anos, novos estilos de dança foram surgindo e se desenvolvendo,</p><p>como a dança de salão, o ballet, a dança contemporânea e o hip hop, por exemplo. Cada</p><p>estilo possui suas próprias características e técnicas específicas, o que permite que a</p><p>dança continue evoluindo e se renovando ao longo do tempo.</p><p>Além disso, a dança também possui benefícios para a saúde física e mental, como</p><p>melhora da coordenação, flexibilidade, condicionamento físico e bem-estar emocional.</p><p>A dança brasileira é diversa e rica em influências culturais, como o samba, o frevo, a</p><p>dança do carnaval, entre outros. Além disso, o Brasil também possui uma cena de dança</p><p>contemporânea em ascensão, com artistas que exploram novas formas de movimento e</p><p>linguagens (SOBRAL, 2014).</p><p>Por sua vez, as danças de matriz africana são aquelas trazidas pelos escravos africanos</p><p>durante a colonização do Brasil. Elas deram origem a estilos como o maracatu, jongo,</p><p>frevo e o mais conhecido deles, que é o samba. Todas são caracterizadas por</p><p>movimentos ritmados e expressivos que representam as crenças e tradições dessas</p><p>culturas (COSTA, 2014).</p><p>O samba tem uma história rica e interessante, que remonta à época do Brasil colônia e</p><p>incorpora influências de outras culturas, sendo um elemento importante na construção</p><p>da identidade cultural do país (DINIZ, 2006).</p><p>As danças de matriz indígena são aquelas praticadas pelas comunidades indígenas do</p><p>Brasil, como o toré e o carimbó, e refletem a relação dessas culturas com a natureza e</p><p>com as divindades (ALMEIDA, 2013).</p><p>As danças de matriz africana e indígena são uma parte importante do patrimônio</p><p>cultural brasileiro. Elas representam a influência dessas culturas na formação do país e</p><p>são uma forma de expressão artística e religiosa para muitas comunidades. Essas danças</p><p>possuem uma história rica e complexa, que é importante para a compreensão da</p><p>diversidade cultural do Brasil.</p><p>Essas danças são importantes não apenas como formas de expressão cultural, mas</p><p>também como instrumentos de resistência e luta por direitos. Durante muito tempo,</p><p>essas práticas foram perseguidas e criminalizadas pelas autoridades brasileiras, mas,</p><p>hoje, têm sido cada vez mais valorizadas e reconhecidas como patrimônio cultural do</p><p>país.</p><p>No mundo, a dança também é presente em diversas culturas e países, como o ballet</p><p>clássico da Rússia, a dança flamenca da Espanha, o tango da Argentina, a dança do leão</p><p>da China, entre outros. Cada cultura possui suas próprias tradições e estilos de dança, o</p><p>que permite a troca e o aprendizado de novas formas de movimento.</p><p>Como vimos, é possível explorar no âmbito conceitual as diferentes formas de dança e</p><p>suas características específicas, bem como compreender a importância da dança na</p><p>cultura e na sociedade ao longo da história.</p><p>DANÇAS NO BRASIL E NO MUNDO</p><p>As danças podem ser utilizadas como meio de comunicação, celebração, religiosidade,</p><p>entre outras finalidades. No contexto da Educação Física, as danças são importantes</p><p>ferramentas</p><p>de desenvolvimento motor, cognitivo e socioafetivo dos estudantes,</p><p>contribuindo para sua formação integral.</p><p>A classificação das danças pode ser feita de diferentes maneiras, levando em</p><p>consideração aspectos como origem, características estilísticas, movimentos, ritmo,</p><p>dentre outros. De acordo com a International Dance Council (CID) existem 10</p><p>categorias principais de dança: ballet, dança contemporânea, dança folclórica, dança de</p><p>salão, dança de rua, dança étnica, dança teatral, dança popular, dança religiosa e dança</p><p>social.</p><p>Cada categoria de dança possui suas particularidades, que podem ser exploradas de</p><p>diferentes formas no seu ensino. Por exemplo, o ballet é uma dança clássica que enfatiza</p><p>a técnica, a postura e a elegância, enquanto a dança de rua valoriza a expressividade, a</p><p>criatividade e a espontaneidade. Já a dança folclórica busca preservar as tradições</p><p>culturais de um determinado grupo étnico ou região.</p><p>Para a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a dança é considerada uma das áreas</p><p>de conhecimento obrigatórias para a Educação Física, desde a educação infantil até o</p><p>ensino médio. Nesse sentido, a BNCC destaca a importância do desenvolvimento de</p><p>competências e habilidades relacionadas à dança, como a percepção espacial, temporal e</p><p>rítmica, o conhecimento e respeito pelas diversas manifestações culturais e a capacidade</p><p>de se expressar artisticamente.</p><p>O samba é um dos ritmos brasileiros mais conhecido mundialmente, com uma história</p><p>que remonta ao século XIX. Originado a partir da mistura de elementos musicais</p><p>africanos e indígenas, o samba se tornou uma importante forma de expressão popular,</p><p>especialmente nas comunidades negras do Rio de Janeiro e da Bahia. Essa dança surge</p><p>inicialmente nos quilombos, locais onde os escravos africanos fugidos se refugiavam e</p><p>mantinham suas tradições culturais. Após a abolição da escravatura, essa cultura se</p><p>espalhou pelos morros e bairros periféricos – locais onde a população recém alforriada</p><p>se instalou.</p><p>Também podemos destacar como danças de matrizes africanas o maracatu, o jongo e o</p><p>forró. O maracatu é uma dança de cortejo que se popularizou no estado de Pernambuco</p><p>e é muito associada ao Carnaval. Acompanhada por tambores e outros instrumentos de</p><p>percussão, é uma importante manifestação cultural nordestina e um símbolo de</p><p>resistência negra.</p><p>O jongo é uma dança originária da região do Vale do Paraíba, que envolve canto e</p><p>dança, acompanhados por instrumentos de percussão. De origem africana, foi trazida</p><p>pelos escravos e é considerada uma forma de resistência cultural, tendo sido declarada</p><p>patrimônio imaterial brasileiro pelo IPHAN em 2005.</p><p>O forró é uma dança típica do Nordeste brasileiro, que se espalhou por todo o país e se</p><p>tornou um dos principais símbolos da nossa cultura. É uma dança de pares,</p><p>acompanhada por sanfona, zabumba e triângulo, tendo suas origens nas festas juninas</p><p>do Nordeste.</p><p>As danças indígenas são diversas e ricas em cultura e história. Aqui vamos destacar o</p><p>cateretê, o toré e o kuarup.</p><p>O cateretê é uma dança de origem indígena, que celebra a natureza e os elementos da</p><p>cultura, como a caça e a pesca. É uma dança de roda, acompanhada por instrumentos de</p><p>percussão e flautas, e é considerada um patrimônio imaterial brasileiro.</p><p>O toré é uma dança sagrada praticada pelos povos indígenas do Brasil, como os</p><p>Guarani, Kaingang e Xavante, e é uma importante forma de expressão religiosa e</p><p>cultural dessas comunidades.</p><p>O kuarup é uma dança sagrada praticada pelos povos indígenas do Alto Xingu, no</p><p>estado do Mato Grosso, e é uma homenagem aos mortos e uma celebração da renovação</p><p>da vida.</p><p>A compreensão e valorização da diversidade cultural presente nas danças brasileiras e</p><p>do mundo é uma das competências previstas na BNCC para o ensino de Educação</p><p>Física, contribuindo para o desenvolvimento do senso crítico, apreciação e respeito pela</p><p>pluralidade cultural.</p><p>DANÇAS AFRICANAS E INDÍGENAS</p><p>Segundo Barbosa et al. (2018), o ensino de danças na educação física pode contribuir</p><p>para o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, sociais e cognitivas dos alunos,</p><p>além de promover a interação social e a cooperação. Na dimensão conceitual é</p><p>importante abordar as mais diversas danças existentes, desde as clássicas, como o balé,</p><p>assunto que abre espaço para temas transversais ao discutir a questão da prática de</p><p>dança em relação ao gênero. Ou seja, o importante é levar os alunos a refletirem que a</p><p>dança é para todos, independente de gênero, extrato social, etc.</p><p>O professor deve buscar conhecimentos sobre diferentes estilos de dança e suas técnicas</p><p>de movimento para que suas aulas sejam atrativas também nas dimensões atitudinais e</p><p>procedimentais. Além disso, é necessário considerar as características e interesses dos</p><p>alunos, para adaptar a atividade às suas necessidades, capacidades e realidade social.</p><p>Segundo Santos et al. (2019), o ensino de danças na educação física também pode ser</p><p>uma forma de valorizar e respeitar a diversidade cultural dos alunos, pois permite a</p><p>exploração de diferentes estilos e origens.</p><p>De acordo com Barbosa (2018) o ensino de danças na educação física deve envolver</p><p>uma abordagem lúdica e criativa, com atividades que estimulem a imaginação e a</p><p>expressão corporal dos alunos. Além disso, é importante que o professor crie um</p><p>ambiente seguro e acolhedor, que permita aos alunos experimentarem e se expressar</p><p>sem medo de julgamentos.</p><p>Quando falamos do ensino de danças na escola, remetemos à valorização de estilos</p><p>como o samba, o forró e o frevo. De acordo com Souza e Menezes (2018), essa prática</p><p>pedagógica no Brasil tem evoluído nos últimos anos, com a inclusão de novos estilos,</p><p>como a dança contemporânea e o hip hop, e uma maior preocupação em adaptar as</p><p>atividades às necessidades e interesses dos alunos. Danças de outros países, como o</p><p>ballet e o jazz também podem ser apresentados nos currículos, para que o aluno tenha</p><p>contato com diferentes movimentos artísticos e culturais.</p><p>De acordo com a BNCC, é importante que as escolas promovam o respeito e a</p><p>valorização das diversidades étnicas, culturais, sociais, religiosas e de gênero presentes</p><p>na sociedade brasileira. Nesse sentido, o ensino de danças de matrizes africanas e</p><p>indígenas na Educação Física pode ser uma forma efetiva de cumprir esse objetivo,</p><p>promovendo a compreensão e o respeito pela diversidade cultural brasileira.</p><p>As danças de matrizes africanas, como o samba, o jongo, o maracatu e o forró, têm uma</p><p>forte ligação com a cultura afro-brasileira. Além de fazer parte da cultura popular, é</p><p>também uma forma de resistência e preservação das tradições. O ensino dessas danças</p><p>na Educação Física pode proporcionar aos alunos uma maior compreensão da cultura,</p><p>além de desenvolver habilidades motoras, como o ritmo, a coordenação e a expressão</p><p>corporal.</p><p>Por sua vez, as danças indígenas, como o toré, o xondaro e o kuarup, têm uma forte</p><p>ligação com a cultura dos povos originários do Brasil e são consideradas uma</p><p>importante forma de expressão artística e cultural. De acordo com Ramos e Franco</p><p>(2020), o ensino dessas danças na Educação Física pode contribuir para a valorização da</p><p>cultura indígena.</p><p>Por fim, segundo a BNCC, é necessário que as escolas desenvolvam práticas</p><p>pedagógicas que promovam a inclusão, a diversidade e a equidade, respeitando as</p><p>diferenças e singularidades de cada estudante.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola,</p><p>vamos ver como é importante abordar as mais diferentes danças no ambiente escolar.</p><p>Veremos as origens das danças clássicas conhecidas no mundo, como o balé e a dança</p><p>de salão, as danças de academia, como a zumba, e as de matrizes africanas e indígenas,</p><p>como o samba, o forró e o toré. A pedagogia sobre as danças passa pelas dimensões</p><p>conceituais, atitudinais e procedimentais do processo de ensino</p><p>e aprendizagem. Vamos</p><p>lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Filme: Vem dançar</p><p>Este filme (nome original Take the Lead, de 2006 com direção de Liz Friedlander) é</p><p>uma indicação para buscar inspiração para as aulas de dança nas escolas. A obra aborda</p><p>o tema da superação, misturando diferentes ritmos de dança e destacando os principais</p><p>medos enfrentados pelos jovens de uma escola humilde de Nova York.</p><p>O personagem principal é Pierre Dulaine (interpretado por Antonio Banderas), um</p><p>dançarino profissional de salão que se oferece como voluntário para dar aulas de dança</p><p>em uma escola pública. No entanto, ele logo se depara com a resistência dos alunos, que</p><p>preferem o hip hop em vez de seu método clássico. Mas, a partir desse conflito, surge</p><p>um novo estilo de dança que mescla os dois ritmos, com Pierre como mentor.</p><p>O filme é interessante por mostrar como os jovens têm preconceitos em relação à dança</p><p>e às diferenças culturais e físicas entre eles. Pierre apresenta uma abordagem mais</p><p>desafiadora, incentivando o desejo pela dança e instigando os alunos a incorporarem</p><p>novidades nos passos ensinados.</p><p>Livros: dicas de leitura para se apropriar melhor dos temas</p><p>O livro Dança na escola: teorias, práticas e vivências foi organizado por Sonia Farias e</p><p>Regina Amaral (Editora Papirus, 2006). A obra reúne uma série de artigos que discutem</p><p>os desafios e as possibilidades de trabalhar com dança na educação básica, trazendo</p><p>reflexões teóricas, relatos de experiências e sugestões de atividades para a prática</p><p>pedagógica.</p><p>Outra opção é o livro Dança na Educação Infantil e Ensino Fundamental, de Joana</p><p>Gomes (Editora Vozes, 2010), que apresenta uma abordagem prática para o ensino da</p><p>dança nas séries iniciais, com sugestões de atividades e planejamentos de aulas. O livro</p><p>também discute a importância da dança na formação integral dos alunos e sua</p><p>contribuição para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.</p><p>Aula 4</p><p>COMPETÊNCIAS DOCENTES</p><p>Olá, estudante. Nesta aula, discutiremos sobre as competências</p><p>necessárias para a docência em Educação Física, bem como as</p><p>barreiras e desafios que os professores enfrentam ao ensinar</p><p>ginástica, luta e dança.</p><p>30 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante.</p><p>Nesta aula, discutiremos sobre as competências necessárias para a docência em</p><p>Educação Física, bem como as barreiras e desafios que os professores enfrentam ao</p><p>ensinar ginástica, luta e dança.</p><p>A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define as ginásticas, lutas e danças como</p><p>conteúdos obrigatórios da Educação Física escolar da Educação Infantil ao Ensino</p><p>Médio. Essas práticas têm como objetivo desenvolver habilidades motoras, expressão</p><p>corporal, criatividade, socialização, cultura e identidade. Para os docentes dessa</p><p>disciplina, devemos ressaltar a importância em equilibrar a dimensão do saber e do fazer</p><p>no processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Portanto, vamos explorar esses temas e demonstrar como podemos ser eficazes no</p><p>ensino das habilidades necessárias.</p><p>Vamos começar?</p><p>SABER, FAZER, DESAFIOS E COMPETÊNCIAS</p><p>A Educação Física é uma disciplina que tem como objetivo promover o</p><p>desenvolvimento integral do ser humano, trabalhando aspectos físicos, cognitivos,</p><p>sociais e emocionais. Dessa forma, a formação do professor de Educação Física deve</p><p>ser pautada em competências específicas que permitam o desenvolvimento de uma</p><p>prática pedagógica de qualidade.</p><p>De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as competências</p><p>necessárias para a docência em Educação Física incluem a capacidade de planejar,</p><p>desenvolver, avaliar e adaptar atividades físicas que atendam às necessidades e</p><p>interesses dos alunos, além de promover a inclusão, o respeito à diversidade e o</p><p>desenvolvimento sustentável. Além disso, o professor de Educação Física deve ter uma</p><p>visão crítica e reflexiva sobre as práticas corporais e sua relação com a sociedade, bem</p><p>como possuir habilidades de comunicação, liderança e trabalho em equipe.</p><p>De acordo com Magalhães (2015), o professor de Educação Física precisa estar</p><p>preparado para atender às especificidades de cada aluno, considerando suas</p><p>características individuais e coletivas, buscando sempre promover a inclusão e a</p><p>participação de todos. Nesse sentido, é importante que o professor tenha conhecimento</p><p>sobre o desenvolvimento motor e cognitivo dos alunos, bem como sobre as diferentes</p><p>práticas corporais existentes, de forma a planejar e adaptar atividades que sejam</p><p>adequadas e desafiadoras para cada um.</p><p>Em relação ao ensino de ginástica, luta e dança, pode-se dizer que é um dos grandes</p><p>desafios para os professores de Educação Física devido às diferentes barreiras que</p><p>podem surgir no processo de ensino dessas modalidades, como a falta de recursos</p><p>materiais, a escassez de espaços adequados e a falta de formação específica de</p><p>professores.</p><p>Para Teixeira e Alves (2019), essas modalidades (luta, ginástica e dança), exigem um</p><p>trabalho técnico apurado, além de uma grande capacidade de planejamento e adaptação</p><p>por parte dos professores. Somado a isso, os autores destacam que essas modalidades</p><p>apresentam uma grande variedade de movimentos e possibilidades, o que pode dificultar</p><p>o processo de ensino e aprendizagem.</p><p>A dimensão do saber envolve o conhecimento teórico que o docente deve ter para</p><p>lecionar na área de educação física. Esse conhecimento pode ser adquirido por meio de</p><p>formação acadêmica, cursos, treinamentos e aprimoramento pessoal.</p><p>Segundo Lira et al. (2020), a formação acadêmica é essencial para a construção do</p><p>conhecimento do docente, pois permite o acesso a informações relevantes sobre o corpo</p><p>humano, a fisiologia, a anatomia e a biomecânica, entre outras áreas. Além disso, o</p><p>docente deve estar atualizado com as tendências e inovações da área de educação física</p><p>para oferecer um ensino de qualidade.</p><p>No entanto, ter apenas o conhecimento teórico não é suficiente para a docência em</p><p>educação física. O docente também precisa desenvolver habilidades práticas para</p><p>aplicar esse conhecimento em sala de aula.</p><p>A dimensão do fazer envolve as habilidades práticas que o docente deve ter para aplicar</p><p>o conhecimento teórico. Essas habilidades incluem a capacidade de planejar aulas,</p><p>escolher as atividades mais adequadas para cada faixa etária e objetivo, ensinar técnicas</p><p>e habilidades específicas e avaliar o desempenho dos alunos.</p><p>É importante que o docente desenvolva uma metodologia de ensino que leve em</p><p>consideração as características dos alunos e as necessidades da instituição. Também é</p><p>interessante que o professor elabore atividades que sejam desafiadoras, mas não</p><p>impossíveis, para os alunos, para que eles possam desenvolver suas habilidades e se</p><p>sentirem motivados.</p><p>DA TEORIA À PRÁTICA</p><p>O professor de Educação Física deve ser capaz de refletir sobre sua prática, buscando</p><p>constantemente aprimorá-la e torná-la mais inclusiva e significativa para os alunos. Os</p><p>autores Souza Neto e Shigunov (2013), destacam que a formação do professor de</p><p>Educação Física deve ser pautada em uma perspectiva crítica e reflexiva, que permita a</p><p>compreensão das práticas corporais em sua relação com a sociedade e com as questões</p><p>de gênero, raça e diversidade cultural.</p><p>Em síntese, a docência em Educação Física requer um conjunto específico de</p><p>competências e habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo da formação do</p><p>professor, como liderança, gestão de sala de aula, conhecimentos específicos dos</p><p>conteúdos da disciplina, ética profissional, trabalho em equipe e comunicação. Ao</p><p>adquirir essas competências, os professores de Educação Física poderão oferecer uma</p><p>educação mais completa e satisfatória para seus alunos, promovendo o desenvolvimento</p><p>físico, social e emocional.</p><p>O ensino das temáticas ginástica, luta e dança representam algumas das vertentes da</p><p>Educação Física que envolve diversas barreiras e desafios a serem superados pelos</p><p>professores. Por outro lado, a superação</p><p>dessas barreiras pode trazer benefícios</p><p>significativos para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos.</p><p>A falta de recursos materiais e a escassez de espaços adequados podem ser barreiras</p><p>significativas para o ensino de ginástica, luta e dança. Para Nascimento (2019), é</p><p>importante que os professores tenham criatividade e habilidade para adaptar as</p><p>atividades às condições disponíveis, buscando sempre oferecer uma prática pedagógica</p><p>de qualidade para os alunos.</p><p>Outra barreira comum no ensino da ginástica, luta e dança é a resistência dos alunos em</p><p>relação às atividades propostas. Para Machado et al. (2018), a falta de interesse dos</p><p>alunos pode estar relacionada à falta de compreensão sobre a importância das atividades</p><p>propostas. Nesse sentido, os autores ressaltam a importância de um planejamento</p><p>pedagógico cuidadoso, que contemple a explicação sobre os objetivos das atividades e</p><p>sua relação com a saúde e o bem-estar dos alunos.</p><p>A docência em educação física exige do profissional a habilidade de articular teoria e</p><p>prática de forma eficiente, conciliando o saber e o fazer em suas aulas. De acordo com</p><p>Brasil (2012), a prática do docente de Educação Física deve ser capaz de promover um</p><p>ambiente de aprendizagem que estimule a participação ativa dos alunos, fomentando a</p><p>autonomia e o pensamento crítico, o professor deve estar aberto aos questionamentos e</p><p>inquietações dos alunos. Para isso, é necessário que o docente seja capaz de utilizar</p><p>diferentes estratégias pedagógicas e recursos didáticos, como jogos, brincadeiras,</p><p>músicas e tecnologias, de forma a tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes para os</p><p>alunos. É importante que o docente seja capaz de adaptar as atividades às características</p><p>e habilidades dos alunos, para que todos possam participar de forma ativa e</p><p>significativa. Por fim, o docente deve desenvolver habilidades sociais e emocionais,</p><p>como empatia, assertividade, resiliência e capacidade de trabalho em equipe</p><p>(FERREIRA et al., 2021). Essas habilidades são importantes para a construção de um</p><p>ambiente de aprendizagem positivo e seguro, no qual os alunos sintam-se motivados a</p><p>participar e a interagir uns com os outros. O docente também deve ser capaz de</p><p>reconhecer e valorizar as diferenças individuais dos alunos, promovendo a inclusão e a</p><p>diversidade.</p><p>ESTUDANDO E SE APROFUNDANDO: MÃOS NA MASSA</p><p>A docência em Educação Física exige competências específicas para que os</p><p>profissionais possam atuar de forma eficiente e eficaz no processo de ensino e</p><p>aprendizagem. É fundamental que os professores sejam capazes de identificar as</p><p>necessidades e características dos alunos, além de dominar os conteúdos e metodologias</p><p>próprias da área.</p><p>Segundo Betti e Zuliani (2012), as competências para a docência em Educação Física</p><p>envolvem tanto a dimensão técnica quanto a pedagógica. Na dimensão técnica, é</p><p>necessário que o professor tenha domínio dos conteúdos da área, bem como das técnicas</p><p>e habilidades motoras envolvidas nas atividades propostas. Já na dimensão pedagógica,</p><p>é preciso que o professor seja capaz de planejar as aulas de forma criativa e adaptada às</p><p>necessidades dos alunos, além de ser capaz de avaliar e retroalimentar o processo de</p><p>aprendizagem.</p><p>Além disso, é fundamental que os professores de Educação Física sejam capazes de</p><p>lidar com a diversidade presente em suas turmas. De acordo com Pinto (1999), a</p><p>diversidade é uma característica da sociedade contemporânea, e os professores devem</p><p>estar preparados para trabalhar com alunos de diferentes origens, raças, culturas e</p><p>condições físicas e mentais.</p><p>Por fim, é importante destacar a importância do desenvolvimento contínuo dos</p><p>professores de Educação Física. De acordo com Souza e Costa (2020), o processo de</p><p>formação continuada permite que os professores possam atualizar seus conhecimentos e</p><p>habilidades, além de compartilhar experiências e discutir práticas pedagógicas.</p><p>Apesar das barreiras e desafios, o ensino dessas temáticas é fundamental para a</p><p>formação dos alunos em aspectos físicos, cognitivos e sociais. De acordo com Pereira et</p><p>al. (2021), a prática dessas atividades pode contribuir para o desenvolvimento de</p><p>habilidades motoras, melhora da postura, aumento da autoestima, desenvolvimento da</p><p>criatividade e do trabalho em equipe.</p><p>Para superar as barreiras e desafios do ensino em Educação Física, é importante que os</p><p>professores sejam capacitados para o ensino dessas atividades e que utilizem estratégias</p><p>pedagógicas criativas e adaptadas às necessidades dos alunos. Conforme destacam</p><p>Batista e Bracht (2015), é fundamental que os professores de Educação Física</p><p>desenvolvam uma prática pedagógica que valorize as diferenças e que respeite as</p><p>escolhas dos alunos, sem reforçar estereótipos de gênero.</p><p>Outra estratégia importante para superar essas barreiras é a utilização de recursos</p><p>tecnológicos e de mídias sociais no processo de ensino e aprendizagem. A utilização de</p><p>vídeos, aplicativos e plataformas digitais pode ser uma forma eficiente de motivar os</p><p>alunos e auxiliá-los no desenvolvimento das habilidades necessárias para as atividades</p><p>de ginástica, luta e dança.</p><p>É importante que o docente esteja em constante aprimoramento, buscando atualização</p><p>em relação às tendências e inovações da área de educação física, desenvolvendo</p><p>habilidades de comunicação, resolução de conflitos e adaptação a situações inesperadas,</p><p>para que possa oferecer um ensino de qualidade e contribuir para a formação integral</p><p>dos alunos. Esse profissional deve ser capaz de promover um ambiente de</p><p>aprendizagem que estimule a participação ativa dos alunos, fomentando a autonomia e o</p><p>pensamento crítico.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola,</p><p>poderemos verificar a importância em conhecer as competências necessárias para a</p><p>docência em Educação Física, bem como as barreiras e desafios que os professores</p><p>enfrentam ao ensinar ginástica, luta e dança. Também falaremos das principais</p><p>dificuldades enfrentadas pelos professores ao ensinar essas e outras modalidades e como</p><p>é necessário desenvolver conhecimento sobre o saber e o fazer na docência da Educação</p><p>Física. Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Dica de leitura: ensino de lutas na escola</p><p>Uma sugestão de leitura é o artigo O ensino de lutas na Educação Física Escolar: uma</p><p>revisão sistemática da literatura, de autoria de Diego Luz Moura e Ivanildo Alves Lima</p><p>da Silva Junior, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Para sua</p><p>elaboração, foram selecionados 19 artigos que resultaram em três categorias: aspectos</p><p>pedagógicos e metodológicos das lutas; violência e lutas no contexto escolar; e</p><p>formação docente. Os autores identificaram que é necessário sistematizar o ensino das</p><p>lutas e refletir sobre sua intervenção pedagógica, potencializar a formação inicial e</p><p>continuada na operacionalização, distanciar as lutas da ideia de violência e promover a</p><p>escola como local de estudo e propagação de conteúdo.</p><p>MOURA, D. L.; SILVA JUNIOR, I. A. L. da; ARAUJO, J. G. E.; SOUSA, C. B. de;</p><p>PARENTE, M. L. da C. O ensino de lutas na Educação Física Escolar: uma revisão</p><p>sistemática da literatura. Pensar a Prática, Goiânia, v. 22, 2019. DOI:</p><p>10.5216/rpp.v22.51677.</p><p>Dica de livro: Ensino da educação física para a educação básica</p><p>Esta obra, de autoria de Fernando Luiz Bustamante Bueno Olivera, tem o intuito de</p><p>auxiliar os futuros professores a compreenderem como o ser humano e o corpo</p><p>mudaram ao longo da história até os dias atuais, passando por influências sociais,</p><p>políticas, econômicas, ambientais, entre outras. Para o autor, é necessário compreender</p><p>que os docentes vão se deparar com alunos com bagagens de conhecimentos</p><p>heterogêneas, mas que não lhes trarão dificuldades, mas sim, potencialidades de</p><p>trabalho, e que o professor de Educação Física pode ser um agente ativo nas mudanças</p><p>de seus alunos, no ensino infantil, fundamental ou médio.</p><p>Aula 5</p><p>http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/608704f254aa8872fc616ef0</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>33 minutos</p><p>ASPECTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL E</p><p>NO MUNDO</p><p>Nesta unidade, pudemos observar as principais características dos conteúdos de lutas,</p><p>ginásticas e danças dentro do contexto de ensino da Educação Física escolar. Em um</p><p>primeiro momento, tivemos a oportunidade de verificar que a ginástica, com suas</p><p>diversas características, está presente em nossa sociedade, mídia, práticas discursivas,</p><p>ginásios, clubes, diversos eventos esportivos e escolas de diversas formas. Partindo</p><p>dessa premissa, compreende-se que é fundamental que os alunos possam conhecer,</p><p>vivenciar e expressar as possibilidades da ginástica na escola. No âmbito conceitual,</p><p>pudemos apresentar aos alunos, através de aulas expositivas, a história, as principais</p><p>competições, os atletas brasileiros e estrangeiros que mais se destacam, os principais</p><p>aparelhos, os fundamentos e as capacidades físicas envolvidas na prática dessas</p><p>modalidades.</p><p>Em outro momento, tivemos a oportunidade de falar sobre as lutas que também são</p><p>consideradas formas de expressão que refletem os valores e crenças das sociedades em</p><p>que estão inseridas. Essas práticas envolvem uma série de elementos simbólicos que</p><p>fazem parte da cultura corporal de uma sociedade, forma de expressão cultural que se</p><p>relaciona com outras práticas, como a dança, a ginástica e os esportes em geral. O</p><p>ensino de artes marciais nas aulas de educação física é importante, pois proporciona aos</p><p>alunos uma oportunidade de vivenciar uma cultura diferente da sua, além de</p><p>desenvolver habilidades motoras específicas, como coordenação, agilidade, força e</p><p>flexibilidade.</p><p>Mais adiante, mostramos como abordar as danças nas escolas, a arte que se expressa</p><p>através do movimento do corpo. Ela está presente em diversas culturas ao redor do</p><p>mundo e possui uma longa história, sendo considerada uma das formas mais antigas de</p><p>expressão humana. Ao longo dos anos, a dança evoluiu e se diversificou, dando origem</p><p>a diferentes estilos e gêneros. Além disso, a dança também possui benefícios para a</p><p>saúde física e mental, como melhora da coordenação, flexibilidade, condicionamento</p><p>físico e bem-estar emocional.</p><p>Tanto em relação às lutas como às danças, pudemos observar também as manifestações</p><p>indígenas e de matrizes africanas, como o huka huka e a capoeira (lutas), o samba, o</p><p>forró, o maracatu, cateretê, o toré e o kuarup (danças).</p><p>Também abordamos a dicotomia entre teoria e prática. Verificamos que a formação</p><p>acadêmica é essencial para a construção do conhecimento do docente, pois permite o</p><p>acesso a informações relevantes sobre o corpo humano, a fisiologia, a anatomia e a</p><p>biomecânica, entre outras áreas. Além disso, o docente deve estar atualizado com as</p><p>tendências e inovações da área de educação física para oferecer um ensino de qualidade.</p><p>No entanto, apenas o conhecimento teórico não é suficiente para a docência em</p><p>educação física. O docente também precisa desenvolver habilidades práticas para</p><p>aplicar esse conhecimento em sala de aula. A dimensão do fazer envolve as habilidades</p><p>práticas para aplicar o conhecimento teórico. Essas habilidades incluem a capacidade de</p><p>planejar aulas, escolher as atividades mais adequadas para cada faixa etária e o objetivo,</p><p>ensinar técnicas e habilidades específicas e avaliar o desempenho dos alunos.</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>Olá, estudante!</p><p>Neste vídeo, vamos abordar os principais pontos desenvolvidos ao longo da unidade: as</p><p>barreiras e dificuldades no ensino das lutas, das ginásticas e das danças na escola, as</p><p>dimensões do saber e do fazer, e a característica do docente entre essas dimensões.</p><p>Vamos lá?</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>Olá, estudante.</p><p>Pensando em maneiras de diversificar a formação, vamos ao nosso estudo de caso. Para</p><p>contextualizar a aprendizagem dos conteúdos desenvolvidos ao longo da unidade,</p><p>imagine que você é professor de Educação Física em uma escola pública, situada em um</p><p>bairro carente. A escola dispõe de recursos limitados, mas tem materiais suficientes e</p><p>adequados para qualquer tipo de aula da sua disciplina. De acordo com o currículo, você</p><p>deverá desenvolver aulas de dança para o 3º ano do Ensino Médio. A escola costuma</p><p>fazer movimentos a favor da diversidade e contra os estereótipos de gênero, mas,</p><p>mesmo assim, alguns alunos, em sua maioria do sexo masculino, acreditam que danças</p><p>são apenas para as mulheres. Leve em consideração que um dos documentos</p><p>orientadores da educação brasileira, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular)</p><p>destaca a importância de uma educação inclusiva, que valorize a diversidade e respeite</p><p>as diferenças. Isso inclui a promoção de uma cultura de respeito à diversidade de</p><p>gênero, combatendo estereótipos e preconceitos relacionados a questões de gênero e</p><p>sexualidade. Além disso, a BNCC prevê que os alunos desenvolvam habilidades</p><p>socioemocionais, como a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro. Isso é</p><p>fundamental para combater a discriminação e o preconceito, incluindo aqueles</p><p>relacionados a questões de gênero. A BNCC também destaca a importância em abordar</p><p>a questão de gênero de forma transversal, ou seja, integrando-a a diferentes áreas do</p><p>conhecimento. Isso inclui a revisão de materiais didáticos e a promoção de atividades</p><p>que combatam estereótipos de gênero e preconceitos. Por fim, esse documento aponta</p><p>que a escola deve formar cidadãos críticos e reflexivos, capazes de reconhecer e</p><p>combater a discriminação em todas as suas formas. Isso inclui o desenvolvimento de</p><p>habilidades de argumentação e o estímulo ao diálogo e à reflexão sobre questões sobre</p><p>os diversos tipos de preconceitos existentes. Então, nessa situação, qual atitude você,</p><p>como professor dessas turmas, deverá tomar? De que maneira poderá abordar o</p><p>conteúdo de danças de forma a incluir todos os alunos e combater o preconceito em</p><p>relação ao assunto?</p><p>Reflita</p><p>Olá, estudante!</p><p>Ao analisar o estudo de caso, tenha em mente que devemos compreender a importância</p><p>da inclusão e do combate ao preconceito em relação aos gêneros. A Base Nacional</p><p>Comum Curricular (BNCC) enfatiza a necessidade de valorizar a diversidade e</p><p>promover a equidade de gênero, bem como a importância da Educação Física na</p><p>formação de valores e na promoção da saúde e do bem-estar físico e emocional dos</p><p>estudantes.</p><p>Segundo a BNCC, é papel da Educação Física é "propiciar a vivência de diferentes</p><p>modalidades esportivas e práticas corporais de natureza diversa, sem preconceitos ou</p><p>discriminações, incluindo aquelas relacionadas a questões de gênero e diversidade</p><p>sexual" (BNCC, 2017, p. 368). Além disso, a BNCC destaca a importância de trabalhar</p><p>com os alunos a compreensão de que "a identidade de gênero, a orientação sexual, as</p><p>habilidades motoras, a saúde e a cultura são dimensões constitutivas da pessoa e devem</p><p>ser valorizadas e respeitadas" (BNCC, 2017, p. 368).</p><p>Dessa forma, o professor de Educação Física deve buscar estratégias pedagógicas que</p><p>permitam a vivência e a compreensão das danças de forma inclusiva, sem reproduzir</p><p>estereótipos de gênero.</p><p>RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO</p><p>Em primeiro lugar, devemos deixar claro que dentro do papel de educadores devemos</p><p>combater todo e qualquer tipo de preconceito e, no caso do problema proposto, uma das</p><p>formas de fazer isso é através do diálogo e da reflexão crítica com os alunos sobre a</p><p>importância da dança como prática corporal que permite a expressão de emoções e</p><p>sentimentos, independentemente do gênero ou da orientação sexual.</p><p>Nesse sentido, o professor pode utilizar recursos didáticos que permitam a</p><p>diversificação das formas de dança apresentadas em sala de aula, incluindo danças</p><p>tradicionais e contemporâneas, bem como a promoção do trabalho em grupo e da</p><p>construção coletiva do conhecimento. É fundamental</p><p>E PRÁTICAS NA SAÚDE DE ESCOLARES</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, vamos explorar como as práticas</p><p>escolares podem ser fundamentais para a promoção da qualidade</p><p>de vida dos estudantes.</p><p>30 minutos</p><p>https://cms.ufmt.br/files/galleries/210/Edfd5e7212b5d04c32614072223e3df310cd9bf89.pdf</p><p>https://cms.ufmt.br/files/galleries/210/Edfd5e7212b5d04c32614072223e3df310cd9bf89.pdf</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta aula, vamos explorar como as práticas escolares podem ser fundamentais para a</p><p>promoção da qualidade de vida dos estudantes. Vamos abordar temas como a</p><p>conscientização sobre a importância da saúde e como estimular atitudes que promovam</p><p>a saúde no dia a dia dos alunos.</p><p>A educação física é uma disciplina fundamental para o desenvolvimento físico e</p><p>cognitivo dos estudantes, e pode ser um importante meio para a promover a saúde, por</p><p>isso vamos verificar de que maneira as práticas escolares podem contribuir para que esta</p><p>promoção ocorra, especialmente em um contexto em que muitas crianças e jovens estão</p><p>cada vez mais sedentários e sofrem com problemas de saúde relacionados ao estilo de</p><p>vida.</p><p>Por fim, esperamos adquirir uma compreensão mais profunda sobre como a saúde pode</p><p>ser abordada na educação física, e como as práticas escolares podem ser usadas para</p><p>promover um estilo de vida mais saudável e ativo.</p><p>Vamos começar?</p><p>O QUE É SAÚDE E SUAS IMPLICAÇÕES</p><p>A saúde é um tema essencial para a educação física na escola, pois está diretamente</p><p>relacionada ao bem-estar e à qualidade de vida dos estudantes e de seus familiares.</p><p>A Organização Mundial da Saúde (OMS, 1948, n. p.) define saúde como "um estado de</p><p>completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou</p><p>enfermidade". Portanto, a saúde não se limita apenas à condição física, mas também</p><p>inclui aspectos emocionais, psicológicos e sociais.</p><p>Na educação física, a saúde pode ser abordada de diferentes maneiras. Uma abordagem</p><p>possível é através da prática de atividades físicas, que podem trazer diversos benefícios</p><p>para a saúde física e mental dos estudantes. Segundo o Colégio Americano de Medicina</p><p>do Esporte (ACMS, 2018), a prática de atividade física regular tem sido associada a</p><p>melhorias significativas na saúde física e mental, incluindo a prevenção de doenças</p><p>crônicas, melhoria da aptidão física e mental, redução do risco de lesões e doenças</p><p>cardiovasculares, além de uma maior expectativa de vida.</p><p>Portanto, a prática esportiva dentro das escolas já é um ponto positivo da educação</p><p>física escolar em relação à saúde. Para Barreto e Ferreira (2019), a educação física</p><p>escolar pode ser um importante meio para a promoção de um estilo de vida saudável</p><p>entre os alunos, ao ensinar a importância da prática regular de atividades físicas e a</p><p>adoção de uma alimentação equilibrada.</p><p>O conceito de saúde está totalmente interligado ao fato de se promover a qualidade de</p><p>vida, tema cada vez mais discutido e relevante atualmente. A partir das práticas</p><p>escolares, é possível proporcionar experiências que contribuam para uma vida mais</p><p>saudável e equilibrada. Nesse contexto, a escola pode desempenhar um papel</p><p>fundamental para que se promova saúde e do bem-estar dos estudantes.</p><p>A escola é um espaço de convivência social que exerce grande influência na formação</p><p>dos indivíduos. De acordo com a OMS, a promoção da saúde é definida como o</p><p>processo que permite às pessoas aumentarem o controle sobre sua própria saúde,</p><p>melhorando-a. Nesse sentido, a escola pode ser considerada um espaço privilegiado</p><p>para que haja esta promoção e para melhorar a qualidade de vida, pois é um ambiente</p><p>em que se pode trabalhar valores e práticas saudáveis que podem ser internalizadas</p><p>pelos alunos e aplicadas ao longo de suas vidas.</p><p>Para que as pessoas possam adotar atitudes de que irão de encontro ao fato de se</p><p>promover saúde, é necessário que haja uma conscientização sobre a importância desse</p><p>tema. É importante que as pessoas compreendam que hábitos que desenvolvam no</p><p>indivíduo a saúde não se resumem apenas a evitar doenças, mas sim a adotar um estilo</p><p>de vida saudável e ter uma vida mais equilibrada e feliz.</p><p>De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, apenas 37,7% dos</p><p>brasileiros praticam atividade física suficiente para manter a saúde, e 61,7% da</p><p>população está acima do peso (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020). Esses dados</p><p>demonstram a necessidade de uma conscientização maior sobre a importância de</p><p>hábitos saudáveis para a prevenção de doenças e para a melhoria das condições de vida</p><p>da população.</p><p>Além da conscientização, é importante que haja um estímulo às atitudes de promoção da</p><p>saúde, por meio da criação de políticas públicas e da implementação de programas</p><p>educativos e de saúde. Afinal, de acordo com a OMS, promover saúde deve ser uma</p><p>ação que esteja presente em todos os setores da sociedade, incluindo o setor de saúde, o</p><p>setor governamental, o setor privado e a sociedade civil.</p><p>CONHECIMENTO E PROMOÇÃO DA SAÚDE</p><p>A educação física pode abordar a saúde através da promoção de hábitos saudáveis,</p><p>como a alimentação equilibrada e a higiene pessoal. Esses hábitos são fundamentais</p><p>para a manutenção da saúde e podem contribuir para prevenir doenças.</p><p>A alimentação equilibrada como promotora da saúde e do bem estar é um dos</p><p>principais fatores de ajuda. É importante que os estudantes tenham acesso a informações</p><p>sobre alimentação saudável e que possam experimentar diferentes tipos de alimentos.</p><p>Além disso, é necessário que a escola ofereça uma alimentação de qualidade e</p><p>equilibrada para os estudantes.</p><p>Mas claro que, quando falamos da educação física escolar, a primeira coisa que vem a</p><p>nossa mente (e principalmente na cabeça dos alunos) são as aulas práticas, esse</p><p>momento mágico que quebra a rotina da sala de aula. Dessa forma, nesse ambiente</p><p>diferenciado (quadra, ginásio ou pátio), o Educador Física pode desempenhar um papel</p><p>fundamental na promoção da prática de atividades físicas. É importante que os</p><p>estudantes tenham acesso a diferentes tipos de atividades, que sejam desafiadoras,</p><p>estimulantes e que atendam às suas necessidades e interesses. A diversificação das</p><p>atividades também é importante para que os estudantes possam experimentar diferentes</p><p>modalidades esportivas e assim descobrir aquelas que mais se identificam.</p><p>A escola, sem dúvida pode ser um ambiente que promova a melhora na qualidade de</p><p>vida . Através das práticas escolares, é possível desenvolver habilidades físicas,</p><p>cognitivas e socioemocionais, além de promover hábitos saudáveis e conscientização</p><p>sobre temas relevantes para a saúde e o bem-estar.</p><p>As atividades físicas e esportivas são uma das formas mais tradicionais de promover a</p><p>saúde e a qualidade de vida na escola. Além de contribuir para o desenvolvimento</p><p>motor dos estudantes, as atividades físicas também podem auxiliar na melhoria da saúde</p><p>cardiovascular, respiratória e musculoesquelética, bem como no controle do estresse e</p><p>da ansiedade.</p><p>No entanto, a promoção da qualidade de vida não se resume apenas às atividades físicas.</p><p>É importante também promover hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e</p><p>a prática de atividades que promovam o relaxamento e a redução do estresse, como a</p><p>meditação, ginásticas alternativas, aulas de alongamento, entre outras. Para os autores</p><p>Sallis e McKenzie (1991) criar um ambiente escolar saudável pode ser fundamental para</p><p>a promoção da qualidade de vida dos estudantes. Isso pode incluir a oferta de atividades</p><p>físicas, alimentação saudável e programas de educação em saúde que ensinem os alunos</p><p>a cuidarem melhor de si mesmos.</p><p>A prática de atividades físicas e esportivas também é fundamental para a promoção da</p><p>qualidade de vida. Segundo a OMS, a prática regular de atividades físicas pode reduzir</p><p>o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão, além de melhorar a</p><p>saúde mental e promover uma vida mais saudável. Nesse</p><p>que o professor esteja aberto ao</p><p>diálogo e à escuta dos alunos, buscando compreender suas vivências e necessidades, e</p><p>construindo, juntamente com eles, práticas pedagógicas que promovam a inclusão e o</p><p>respeito à diversidade. Uma ideia é, antes da prática, mostrar vídeos de diversos tipos de</p><p>danças – hip hop, danças típicas, sertanejo, samba, entre outras.</p><p>Também é importante deixar claro que o professor deverá valorizar as diferentes</p><p>habilidades e potencialidades de cada aluno, evitando reforçar estereótipos de gênero ou</p><p>discriminações de qualquer natureza (BNCC, 2017).</p><p>Para as práticas, o professor poderá, por exemplo, se apropriar de movimentos básicos</p><p>de determinado estilo de dança e demonstrar para os alunos, incentivando-os a copiar</p><p>seus movimentos. Isso vai requerer dedicação do profissional, caso não seja</p><p>familiarizado com esse tipo de expressão corporal.</p><p>Outra atividade prática que costuma funcionar é a de propor apresentações e oficinas</p><p>aos alunos, por exemplo, dividindo a sala em grupos responsáveis por demonstrar</p><p>estilos diferentes.</p><p>Para finalizar, o professor de Educação Física deve ter em mente que seu papel vai além</p><p>da transmissão de conteúdos e habilidades específicas, sendo fundamental promover a</p><p>formação integral dos estudantes, contribuindo para a construção de valores éticos,</p><p>sociais e políticos, de forma respeitosa e inclusiva a todos.</p><p>RESUMO VISUAL</p><p>Mapa Mental – Conhecimentos em Educação física</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>10 minutos</p><p>Aula 1</p><p>ALBUQUERQUE. L. M. B. Corpo civilizado, corpo reencantado: o moderno e o</p><p>alternativo nas representações do corpo. Motriz, Rio Claro, v.5, n.1, 1999.</p><p>AYOUB, E. Ginástica geral e educação física escolar. Campinas, SP: Unicamp, 2003.</p><p>BARROSO, M. M. As iogas como cultura alternativa: a utilização do corpo para a</p><p>produção do sagrado. Motriz, São Carlos, SP, v. 5, n. 2. p. 189-193, 1999.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.</p><p>COSTA, A. R.; MACÍAS, C. C. de C.; FARO, C. L. DA C.; MATOS, L. da S. (2016).</p><p>Ginástica na escola: por onde ela anda, professor? Conexões, v. 14, n. 4, p. 76–96,</p><p>2016.</p><p>DARIDO, S. C. et al. As práticas corporais alternativas como conteúdo da Educação</p><p>Física Escolar. Revista Pensar a prática, Goiânia, v. 16, n. 1, 2013. DOI:</p><p>10.5216/rpp.v16i1.15213. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fef/article/view/15213.</p><p>Acesso em: 28 ago. 2023.</p><p>OLIVEIRA, E. L. Ginásticas de condicionamento físico e o atual currículo de Educação</p><p>https://revistas.ufg.br/fef/article/view/15213</p><p>Física do estado de São Paulo: caminhos possíveis. Revista Profissão Docente, v. 13,</p><p>n. 29, p. 47–62, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.31496/rpd.v13i29.540 Acesso</p><p>em: 28 ago. 2023.</p><p>PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNs). Ensino Fundamental.</p><p>Brasília: MEC/SEF, 1998.</p><p>MATTHIESEN, S. Q. A educação física e as práticas corporais alternativas: a produção</p><p>científica do curso de graduação em educação física da Unesp - Rio Claro de 1987 a</p><p>1997 ¹. - Bela Vista - Rio Claro SP. Revista Motriz, v. 5, n. 2, p. 131-137, 1999.</p><p>SCHIAVON, L.; PICCOLO, V. N. A ginástica vai à escola. Movimento, [S. l.], v. 13,</p><p>n. 3, p. 131-150, 2008. DOI: 10.22456/1982-8918.3572. Disponível</p><p>em: https://www.seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/3572. Acesso em: 20</p><p>fev. 2023.</p><p>TELESSIO, M. G. Práticas corporais alternativas ou ginásticas de conscientização</p><p>corporal? Uma análise deste conteúdo da BNCC. 2022. 61 f. Trabalho de Conclusão</p><p>de curso (Graduação) – Faculdade de Educação Física e Dança, Universidade Federal</p><p>de Goiás, Goiânia, 2022.</p><p>Aula 2</p><p>ALMEIDA, B. P.; SILVA, L. C. A. Educação física e lutas na escola: ensino de</p><p>capoeira no contexto escolar. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São</p><p>Paulo, v. 31, n. 3, p. 553-562, jul./set. 2017.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes</p><p>Curriculares Nacionais para a Educação Física na Educação Básica. Brasília: MEC,</p><p>SEB, 2013.</p><p>CASTELLANI FILHO, L. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. 2.</p><p>ed. Campinas: Papirus, 1988.</p><p>COELHO JUNIOR, N.; MARINHO, A. Lutas: manifestação cultural, preservação e</p><p>valorização da identidade dos povos. In Caderno de formação: Cultura e diversidade.</p><p>Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2015.</p><p>GOMES, P. C. P. As lutas afro-brasileiras e a afirmação de uma cultura de</p><p>resistência. Revista eletrônica Ciências Sociais em Perspectiva, v. 4, n. 8, p. 5-15,</p><p>2015.</p><p>LACERDA, L. Lutas e cultura negra: Jiu-jitsu e capoeira em busca do</p><p>reconhecimento. 2014. Dissertação (Mestrado em História Social) - Universidade de</p><p>São Paulo, São Paulo, 2014.</p><p>MACHADO, G. R.; NUNES, M. Lutas e artes marciais na escola: uma possibilidade</p><p>pedagógica. Caderno de Educação Física e Esporte, v. 12, n. 2, p. 69-76, 2014.</p><p>MACHADO, H. B.; NUNES, E. D. A. Capoeira na escola: uma proposta de ensino e</p><p>aprendizagem para o desenvolvimento integral do aluno. Revista Eletrônica de</p><p>Educação, v. 8, n. 1, p. 100-118, 2014.</p><p>NÓBREGA, M. S. S.; FERREIRA, L. A. P. 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Compreendendo o desenvolvimento motor:</p><p>bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte, 2003.</p><p>Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>•</p><p>Práticas corporais de aventura e demais possibilidades no ensino</p><p>da educação física</p><p>• Aula 1 - Práticas corporais de aventura e demais possibilidades no</p><p>ensino da educação física</p><p>24 minutos</p><p>• Aula 2 - Risco e vertigem</p><p>24 minutos</p><p>• Aula 3 - Educação Física e o cotidiano escolar</p><p>26 minutos</p><p>• Aula 4 - O desenvolvimento de valores nas aulas</p><p>26 minutos</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>39 minutos</p><p>• Referências</p><p>10 minutos</p><p>0%</p><p>T</p><p>A-AA+</p><p>https://storyset.com/</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula0</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula3</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#referencias</p><p>PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA E DEMAIS POSSIBILIDADES NO</p><p>ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>149 minutos</p><p>• Aula 1 - Práticas corporais de aventura e demais possibilidades no ensino da</p><p>educação física</p><p>• Aula 2 - Risco e vertigem</p><p>• Aula 3 - Educação Física e o cotidiano escolar</p><p>• Aula 4 - O desenvolvimento de valores nas aulas</p><p>• Aula 5 - Revisão da unidade</p><p>• Referências</p><p>Aula 1</p><p>PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA E DEMAIS POSSIBILIDADES NO</p><p>ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Olá, tudo bem? Vamos nos aventurar? Quais são seus limites na</p><p>dimensão das Práticas Corporais de Aventura? As Práticas</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula1</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula2</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula3</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula4</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#aula5</p><p>https://conteudo.colaboraread.com.br/202302/WHITE_LABEL/CONHECIMENTOS_DA_EDUCACAO_FISICA_NA_ESCOLA/LIVRO/U4/index.html#referencias</p><p>Corporais de Aventura aparecem no contexto da BNCC como um</p><p>dos saberes estruturantes da Educação Física na Escola, logo,</p><p>fazem parte dos conteúdos específicos e diferenciadores do ensino</p><p>na escola.</p><p>24 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, tudo bem? Vamos nos aventurar?</p><p>Quais são seus limites na dimensão das Práticas Corporais de Aventura? As Práticas</p><p>Corporais de Aventura aparecem no contexto da BNCC como um dos saberes</p><p>estruturantes da Educação Física na Escola, logo, fazem parte dos conteúdos específicos</p><p>e diferenciadores do ensino na escola. Um conhecimento, para ser inserido como um</p><p>conteúdo escolar, precisa alcançar grande relevância social, impacto, presença no</p><p>cotidiano. Como mais novo conteúdo a ser desenvolvido na área escolar, as Práticas</p><p>Corporais de Aventura devem fazer parte dos cursos de formação em ensino superior,</p><p>alinhado e responsável com uma formação que atenda as normativas legais da formação</p><p>docente e da apreensão de conteúdos e saberes que vão ganhando relevância social,</p><p>cultural e científica, presentificando-se na escola. Conhecer esses saberes e práticas é se</p><p>preparar para o novo, é acompanhar as mudanças sociais e norteadoras do ensino da</p><p>Educação Física Escolar.</p><p>Venha comigo conhecer no que consistem as práticas de aventura!</p><p>COMPREENDENDO AS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA</p><p>Os debates e a presença das Práticas Corporais de Aventura, enquanto</p><p>saber/conhecimento da Educação Física escolar, pode ser considerado uma grande</p><p>conquista para nossa área, a qual está sempre em grande e constante processo de</p><p>transformação e acompanhamento das demandas sociais e culturais por novas formas de</p><p>manifestação da cultura corporal. Ao longo do final do século XX, muitas outras</p><p>práticas corporais e modalidades esportivas foram surgindo, como o skate, a mountain</p><p>bike, o parkour, a escalada, o rapel, a boia cross. Essas e muitas outras formas de</p><p>vivenciar a cultura do movimento humano, como prática de esporte, de lazer e de</p><p>atividade física, passaram a ganhar espaço na sociedade com diferentes significados.</p><p>Marinho (2006) propõe o termo Atividades de Aventura na Natureza buscando englobar</p><p>as diferentes práticas esportivas que se manifestavam, principalmente, nos momentos de</p><p>Lazer, que apresentavam algumas características inovadoras e diferenciadas dos</p><p>esportes e práticas tradicionais, como futebol, vôlei, basquete e outros. Essas novas</p><p>manifestações apresentavam algumas condições específicas de prática, de objetivos,</p><p>assim como até mesmo a própria motivação, sendo os equipamentos e os meios</p><p>utilizados para o seu desenvolvimento diferentes dos esportes tradicionais. Outro fator</p><p>apresentado pela autora são os inovadores equipamentos tecnológicos que permitem</p><p>uma fluidez entre o praticante e o espaço da prática, ou seja, a maneira como elas</p><p>podem ser classificadas: terra, água ou ar. Dentre os mais diferentes conceitos e debates</p><p>existentes nessa dimensão conceitual sobre as práticas de aventura, surgiram conceitos,</p><p>como esportes radicais, esportes de risco, esportes de aventura, atividades físicas de</p><p>aventura e atividades físicas de aventura na natureza. Como você deve ter percebido, a</p><p>Educação Física, enquanto área acadêmica e de formação profissional, apropriou-se</p><p>desse debate e buscou, nas últimas décadas, construir uma base de conhecimento para a</p><p>formação e intervenção sobre essas novas práticas que se consolidavam na sociedade.</p><p>De acordo com a BNCC (2017), Práticas Corporais de Aventura constituem-se em um</p><p>tema que deve ser tematizado com os alunos nas aulas de Educação Física, pois</p><p>possibilitam diferentes experiências e fruição. Como documento legislador, a BNCC</p><p>estabelece, legalmente, os conteúdos e objetivos da Educação Básica e, nela, estipula-se</p><p>que o conteúdo das Práticas Corporais de Aventura deve ir desde o 6º ano até o fim do</p><p>Ensino Médio. Para a BNCC (2017), na unidade temática Práticas Corporais de</p><p>Aventura, exploram-se expressões e formas de experimentação corporal centradas nos</p><p>perícias e proezas provocadas pelas situações de imprevisibilidade que se apresentam</p><p>quando o praticante interage com um ambiente desafiador. Para superar os desafios que</p><p>podem ser encontrados no ensino dessas novas práticas corporais, o ensino da aventura</p><p>na escola busca nortear as dimensões dos conhecimentos a serem tematizados e</p><p>ensinado durante a vida escolar, superando o simples ensino tradicional das</p><p>modalidades esportivas formais e já estabelecidas</p><p>tradicionalmente. Não podemos nos</p><p>esquecer que os alunos possuem o direito de estudarem sobre as Práticas Corporais de</p><p>Aventura, uma vez que elas proporcionam muitas sensações e experiências aos seus</p><p>praticantes, adaptando materiais e atividades, enfrentando desafios, superando limites,</p><p>estimulando a fruição de emoções e conhecimentos sobre as mais diferentes formas de</p><p>vivenciar as práticas corporais.</p><p>CARACTERÍSTICAS DAS PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA</p><p>Qual o tamanho do seu “espírito aventureiro?</p><p>De acordo com a BNCC (2017), na unidade temática Práticas Corporais de Aventura</p><p>deve-se propor e explorar experimentações corporais em ambientes desafiadores (da</p><p>natureza ao urbano) em que pessoas e grupos agem de modo a criar espaços que</p><p>necessitam dialogar e respeitar esses ambientes. Dentre os conceitos e debates sobre as</p><p>classificações das Práticas Corporais de Aventura, a BNCC estabeleceu classificá-los e</p><p>diferenciá-los, tomando como referência o ambiente de que necessitam para ser</p><p>realizados, sendo as Práticas Corporais de Aventura natureza e Práticas Corporais de</p><p>Aventura urbanas.</p><p>No primeiro ambiente, natureza, as práticas de aventura se caracterizam por explorar as</p><p>incertezas que o ambiente físico cria para o praticante na geração da vertigem e do risco</p><p>controlado, como em corrida orientada, corrida de aventura, corridas de mountain bike,</p><p>rapel, tirolesa, arvorismo e outras práticas. No ambiente das práticas urbanas, as práticas</p><p>de aventura exploram a “paisagem de cimento” para que possam produzir as</p><p>condições de vertigem e risco controlado durante a prática de parkour, skate, patins,</p><p>bike etc. (Brasil, 2017).</p><p>Os debates sobre classificação das Práticas Corporais de Aventura estão presentes</p><p>desde as suas primeiras propostas conceituais. Uma das abordagens mais aceitas é a</p><p>classificação pelo meio: terra, ar e água. Como modalidades em terra que poderiam ser</p><p>abordadas na vivência da aventura na escola, podemos destacar a mountain bike, a</p><p>corrida de aventura, trilhas, corridas de orientação e o parkour. No ar, podemos destacar</p><p>a tirolesa, o rapel, a escalada. Na água, a canoagem, a boia cross. Mas como trabalhar</p><p>escalada na escola? A aventura na escola deve ser organizada a partir da compreensão</p><p>dos espaços e potencialidades da escola e do entorno escolar, como forma de adaptação</p><p>das vivências da aventura e do risco. Reflita comigo: se adaptamos e criamos tantos</p><p>jogos para a vivência dos elementos técnicos e táticos, imaginários e culturais do</p><p>futebol, por que não podemos fazer o mesmo processo para uma atividade de escalada?</p><p>A aventura envolve o risco controlado, a dimensão do perigo, a dimensão imaginária e</p><p>subjetiva na fruição de uma prática corporal. O que é aventura para você? Já percebeu</p><p>que há um forte caráter subjetivo na dimensão da aventura? Organizar uma “escalada”</p><p>por portões, grades e muros da escola para uma turma de sexto ano pode ser tão</p><p>aventureiro quanto realmente encarar uma parede de escalada para uma turma de</p><p>terceiro ano do ensino médio. A palavra aventura vem do latim adventure, e seu</p><p>significado está relacionado a uma prática que rompe com a rotina, provocando</p><p>surpresa, espanto. Dentro dos conhecimentos da Educação Física na escola, as Práticas</p><p>Corporais de Aventura também buscam uma fuga da rotina e ampliação de saberes para</p><p>além do esporte, dos jogos e brincadeiras, da ginástica, das lutas e das danças. A</p><p>aventura é qualificadora e diferenciadora dessas modalidades de práticas corporais.</p><p>VAMOS NOS AVENTURAR?</p><p>Podemos pensar que a aventura é uma dimensão objetiva, pois há risco (controlado), há</p><p>perigo em uma prática corporal específica, mas também é uma dimensão subjetiva, pois</p><p>há capacidades e limites diferentes que são materializados na busca pela superação de</p><p>obstáculos. Podemos destacar que a aventura na escola, vivenciada a partir das Práticas</p><p>Corporais de Aventura, seja na natureza ou no meio urbano (como destaca a BNCC), ou</p><p>seja a partir das classificações do ambiente (terra, ar e água), devem estar ancoradas em</p><p>um risco controlado, tanto pelos equipamentos e tecnologias de segurança existentes</p><p>como pelos mais diversos procedimentos e normas de segurança que orientam tais</p><p>práticas. Um dos grandes desafios para a ação docente e o trabalho com a aventura na</p><p>escola é a superação de suas próprias barreiras no trabalho pedagógico com a</p><p>tematização desse conteúdo, seja por tender a um ensino mais tradicional, buscando</p><p>segurança nas práticas mais estabelecidas e aceitas pelos alunos, seja pela própria</p><p>insegurança docente na abordagem desse conteúdo.</p><p>Uma coisa é fato: os alunos gostam de serem desafiados e estimulados. A aventura faz</p><p>parte da dimensão humana, de se lançar ao desconhecido, de viver uma sensação de</p><p>descontrole (mesmo sabendo ser um ambiente de atividade controlada). Para superar</p><p>essas barreiras deve-se buscar uma formação e aperfeiçoamento técnico e instrumental,</p><p>de modo constante. A aventura na escola e seus aprendizados possibilitam uma</p><p>religação muitas vezes perdida com a natureza e com o próprio ambiente urbano,</p><p>principalmente pelas condições modernas de vida nas cidades. No ensino do conteúdo</p><p>parkour, por exemplo, pode-se tematizar sua história, seu surgimento, seu conceito, a</p><p>relação e ressignificação do espaço urbano e até mesmo do espaço escolar e, claro, o</p><p>aprendizado das técnicas e vivências motoras dessa prática corporal. A realização de</p><p>uma trilha em uma área verde, como parque, possibilita também um aprendizado, um</p><p>importante espaço para educação ambiental, para a preservação da natureza e o</p><p>reconhecimento do meio ambiente para a vida em sociedade. Essas práticas possibilitam</p><p>a construção de habilidades, como formular propostas, intervir e tomar decisões que</p><p>levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o</p><p>consumo responsável em âmbito local, regional e global, e competências, como</p><p>vivenciar práticas corporais e significá-las em seu projeto de vida, como forma de</p><p>autoconhecimento, autocuidado com o corpo e com a saúde, socialização e</p><p>entretenimento (BNCC, 2017).</p><p>A apropriação das dimensões históricas, conceituais, evolutivas, técnicas,</p><p>procedimentais, habilidades, competências, equipamentos, normas, para cada uma das</p><p>Práticas Corporais de Aventura, na natureza ou no meio urbano, devem ser tão presentes</p><p>no nosso fazer docente quanto o futebol, o handebol, a ginástica ou os jogos. Sua</p><p>aplicabilidade passa não somente por um direito materializado na BNCC, mas,</p><p>principalmente, pela formação e compreensão do papel docente na Educação Física</p><p>escolar e da apreensão e relevância social, histórica e cultural dos conhecimentos que</p><p>norteiam e diferenciam nossa prática docente.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante. Tudo bem?</p><p>Nossa aula será uma “aventura”. Isso mesmo! Você terá a oportunidade de conhecer o</p><p>mais recente conteúdo inserido no ensino da educação física escolar. Estou me referindo</p><p>às Práticas Corporais de Aventura. A aventura na escola é uma dimensão pedagógica do</p><p>ensino dessas práticas corporais, seja no ambiente urbano ou na natureza. Muitos</p><p>desafios são postos, mas a superação de desafios e limites é a essência desse conteúdo e</p><p>da própria Educação Física escolar.</p><p>Saiba mais</p><p>Uma temática tão recente na nossa área pressupõe um gostinho de querer saber mais. O</p><p>artigo aqui indicado discute, a partir da literatura, propostas de classificações das</p><p>práticas corporais de aventura na escola, sempre pensando em criar instrumentos para</p><p>orientar a ação docente.</p><p>INACIO, H. L. D. Proposta de classificação das práticas corporais de aventura para o</p><p>ensino na educação física escolar. Revista Brasileira de Ciência do Esporte. v. 43,</p><p>e005321, 2021.</p><p>O que não pode acontecer é o ensino da aventura se tornar uma “aventura”. Aventurar-</p><p>se não significa se lançar ao desconhecido como nos filmes. A aventura, enquanto tema</p><p>de ensino, deve estar envolvida em uma dimensão pedagógica para ser concretizada.</p><p>Vamos conhecer um pouco mais sobre essa temática?</p><p>PEREIRA, D. W.; ROMÃO, S. P.; CAMARGO, A. A. S. A aventura como desafio aos</p><p>professores de educação física. Corpoconsciência, Cuiabá-MT, v. 24, n. 3, p. 36-</p><p>46,set./dez. 2020.</p><p>Aula 2</p><p>RISCO E VERTIGEM</p><p>Olá, estudante, O quanto você é uma pessoa aventureira? Pare e</p><p>pense um pouco em sua infância.</p><p>24 minutos</p><p>https://www.scielo.br/j/rbce/a/JBt8mVCrp38pdD6KxPWjPZM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/rbce/a/JBt8mVCrp38pdD6KxPWjPZM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/10783/7741</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/10783/7741</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/10783/7741</p><p>https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/10783/7741</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante,</p><p>O quanto você é uma pessoa aventureira? Pare e pense um pouco em sua infância.</p><p>Gostava de subir em árvores? De nadar em rios? De andar por sítios, matas? Aventurou-</p><p>se em uma trilha não muito conhecida para descobrir uma bela cachoeira? Andava de</p><p>bicicleta em estradas de sítios? Lembra se andava sobre muretas de calçadas,</p><p>equilibrando-se um pé após o outro? E agora, já adulto, há algum desejo de aventura em</p><p>você? Como professor você estará em contato com um “ser” mais do que</p><p>aventureiro: crianças e adolescentes. Descobrir novos movimentos, serem desafiados,</p><p>estimulados a se lançar em alguma aventura traz uma dimensão fortemente motivadora</p><p>para os alunos. Prepare-se, então, para a aventura, para o risco (controlado), para a</p><p>vertigem.</p><p>Vamos lá?</p><p>O RISCO NAS PRÁTICAS DE AVENTURA</p><p>O desenvolvimento da sociedade moderna, principalmente dos centros urbanos e</p><p>industriais, teve um papel significativo na (re)construção da relação entre o homem e a</p><p>natureza. A ideia de progresso, de civilidade, de urbano, de moderno, foram construindo</p><p>não somente um imaginário social em relação às cidades, mas também em relação aos</p><p>espaços naturais, ao meio ambiente e à natureza. Na medida em que o homem passou a</p><p>se lançar nessa nova lógica da sociedade, também acabou se afastando dos espaços que,</p><p>em seu imaginário, se opunham a esses novos valores. É como se viver em uma “selva</p><p>de pedra” fosse mais civilizado do que em uma região rural, de natureza.</p><p>Os valores da civilização passaram por esses debates, relacionando a natureza ao não</p><p>civilizado, ao risco, ao “perigoso”. Nesse sentido, podemos afirmar que os centros</p><p>urbanos e a construção de uma racionalidade moderna materializada na vida na cidade</p><p>acabam colaborando para uma dissociação entre o homem e a natureza. A natureza, que</p><p>já havia sido um grande lugar de socialização e humanização, um modo de vida,</p><p>encontra-se, agora, separada do homem. Mas, em se tratando das práticas corporais de</p><p>aventura, essa relação com o risco e o desejo pela vertigem foram sendo reconstruídos?</p><p>Um dos aspectos do desenvolvimento da humanidade, em toda sua história de evolução,</p><p>é a tecnologia. Consegue imaginar uma simples varinha de pesca como uma evolução</p><p>tecnológica? Pois ela é uma extensão do braço do homem. Já imaginou a tecnologia</p><p>utilizada por uma corda elástica no Bungee Jump, em uma escalada, na fita do</p><p>Slackline? Sem falar nos outros equipamentos de segurança, como a cadeirinha e o</p><p>mosquetão. Sim!!! Sua segurança está, nessas atividades, relacionada ao tipo de material</p><p>utilizado, logo, a tecnologia empregada, principalmente a partir dos anos de 1980, com</p><p>o grande “boom” dos esportes radicais, dos esportes de aventura.</p><p>A ideia de progresso presente na sociedade moderna fez com que o homem buscasse</p><p>desenvolver conhecimentos, técnicas e equipamentos para dominar e transformar a</p><p>natureza. A relação do homem com a natureza deve ser pautada na busca por um</p><p>equilíbrio, um convívio mais humano, com respeito aos elementos da natureza. A</p><p>vertigem está justamente materializada nessa capacidade de se lançar, de aceitar o risco</p><p>controlado, da falta (momentânea) de perda de controle. Uma Pedagogia da Aventura,</p><p>independentemente da atividade a ser proposta e realizada, precisa fundamentar-se</p><p>nesses aspectos, para que possa provocar a sensação de vivência do risco, da vertigem a</p><p>partir de uma aventura que é planejada, estruturada e controlada pela ação docente no</p><p>campo da Educação Física Escolar. O risco não pode ser confundido, de modo</p><p>simplista, como algo “perigoso”. O olhar externo e sem conhecimento técnico pode até</p><p>supor: “Olha lá o professor Anísio fazendo os alunos pularem os bancos, saltarem pelos</p><p>degraus do ginásio, passarem por baixo do corrimão das escadas... que perigo!”. Seja na</p><p>dimensão tecnológica e/ou no domínio técnico da atividade, a Pedagogia da Aventura</p><p>na escola possui o compromisso de propiciar a (re)construção de uma nova relação dos</p><p>alunos com seu movimento, com seu corpo, com a natureza e com seu entorno social.</p><p>CARACTERÍSTICAS DA AVENTURA</p><p>Mas, por que alguém se lançaria em alguma atividade que pode representar risco? A</p><p>dimensão do risco vem sendo estudada como um elemento estruturante das práticas</p><p>corporais de aventura, principalmente na natureza. Na vivência da vertigem, o risco</p><p>possui um aspecto real e imaginário. A dimensão real concretiza-se na necessidade de</p><p>haver todo um controle e gestão de risco, denominado risco controlado, tanto pelos</p><p>equipamentos e tecnologias de segurança quanto os mais diversos procedimentos e</p><p>normas de segurança que orientam tais práticas. Consegue perceber que é justamente</p><p>essa junção de risco controlado em uma atividade de aventura, somada à dimensão de</p><p>perda de controle da vertigem que se constrói, pedagogicamente, em uma real</p><p>possibilidade de interação com a natureza de forma lúdica e prazerosa, possibilitando a</p><p>vivência de diversas atividades, emoções, sensações e valores nas aulas e Educação</p><p>Física Escolar?</p><p>A vivência do risco controlado é uma das principais fontes de motivação e estímulo para</p><p>os alunos no conhecimento sobre as práticas corporais de aventura na escola. De acordo</p><p>com Le Breton (2006), o risco é um simulacro, onde as pessoas remetem mais à</p><p>dimensão simbólica e imaginária do que sua real efetivação. Para esse autor, “deseja-se</p><p>o risco, mas sem o risco” (Le Breton, 2006, p. 96). Portanto, o elemento risco constitui</p><p>um aspecto fundamental para a sensação de satisfação e prazer que a experiência da</p><p>aventura possibilita no contexto de uma Pedagogia da Aventura.</p><p>O risco pode também ter um papel educativo na ação realizada, é um jogo de “vida e</p><p>morte”, na dimensão da vertigem, manifestada na superação dos desafios. Para Le</p><p>Breton (2011) o praticante pode se conhecer por meio dessas práticas, pois requerem</p><p>coragem e habilidades fazendo com que nos revelemos frente aos elementos</p><p>enfrentados, conhecendo sentimentos antes desconhecidos, que fazem do risco uma</p><p>ação consciente, intencional e deliberada do praticante com ele mesmo, revelado pelos</p><p>desafios a que é exposto. Nesse sentido, Le Breton (2009, p. 2) define risco como “jogo</p><p>simbólico ou real com a morte, um arriscar-se, não para morrer, mas como uma</p><p>possibilidade não desprezível de perder a vida ou de vir a sofrer alterações das</p><p>capacidades físicas ou simbólicas do indivíduo”.</p><p>A Pedagogia da Aventura pode colaborar na sistematização do conhecimento e do</p><p>ensino em três momentos: momento experimentação; resolução de problemas; e</p><p>organização. No momento de experimentação, busca-se despertar a curiosidade e gerar</p><p>desafios (superáveis), identificando possíveis situações que possam ser</p><p>problematizadas. No momento de resolução de problemas, o docente organiza, a partir</p><p>das situações desafiadoras, situações que os alunos possam resolver, investigar, buscar</p><p>conhecimentos. No momento de organização, após os alunos</p><p>vivenciarem outras</p><p>maneiras de se movimentar, de viver a prática corporal e resolver situações colocadas</p><p>por eles, busca-se a conscientização dos alunos sobre os temas e saberes apreendidos.</p><p>VAMOS NOS AVENTURAR?</p><p>Já imaginou com qual outra dimensão as práticas de aventura se relacionam? Por que</p><p>cada vez mais pessoas de diferentes faixas etárias buscam se aventurar no mundo do</p><p>risco, da vertigem e da aventura? Existe uma dimensão muito forte presente nessa</p><p>prática, que é o lúdico, o prazer, a alegria. Quando pensamos em uma Pedagogia da</p><p>Aventura, a dimensão do lúdico deve se relacionar com tais práticas no campo da</p><p>Educação Física Escolar. A Pedagogia da Aventura possibilita aprender sobre a</p><p>natureza, na natureza e para a natureza. Inserida em uma dimensão lúdica, as Práticas</p><p>Corporais de Aventura se configuram como um potente instrumento de Educação</p><p>Ambiental. O planejamento pedagógico, o favorecimento do trabalho em equipe, o</p><p>apreender a partir da aventura, do risco, oportuniza o aprendizado dos temas e</p><p>conteúdos ambientais de forma lúdica, prazerosa, buscando reconstruir a relação dos</p><p>alunos com a natureza e com o espaço urbano. Já parou para pensar sobre o papel que a</p><p>Educação Física Escolar cumpre no trabalho com as Práticas Corporais de Aventura,</p><p>seja no meio urbano ou na natureza? Muitas vezes, tendemos a pensar em grandes</p><p>dimensões, grandes ações, impactos grandiosos, mas a educação ambiental a partir</p><p>desses conteúdos e saberes na escola, trabalhando com o prazer da aventura lúdica que</p><p>se realiza pelo desejo da vertigem, possibilita a construção de novos valores sobre a</p><p>relação homem e natureza, homem e seu próprio espaço urbano. As crianças e</p><p>adolescentes possuem o desejo pelo desafio, por desbravar, experimentar o novo, pela</p><p>liberdade, a adrenalina, pela superação de seus limites reais e imaginários. Como</p><p>destaca Caillois (1988), as práticas de aventura possibilitam experimentar, mesmo que</p><p>temporariamente, o transtorno da estabilidade e do equilíbrio corporal, configurando a</p><p>vertigem essencial, definidora e diferenciadora dessas vivências das demais práticas</p><p>corporais no contexto social e escolar. Portanto, a vertigem passa a se configurar como</p><p>uma linguagem dentro da Pedagogia da Aventura, que se entrega ao risco, à aventura.</p><p>Nossos estudantes na escola, do Fundamental II até o Ensino Médio, serão</p><p>“aventureiros” que desafiarão o risco, esse que provoca o medo e, de modo</p><p>contraditório (e lúdico), o prazer de vivenciar a aventura. Nesse sentido, é justamente</p><p>essa dimensão da vertigem e da emoção que faz com que os estudantes superem os seus</p><p>medos. No planejamento da prática pedagógica na Pedagogia da Aventura, o professor</p><p>deve conduzir as vivências com controle de risco e conduta adequada, com</p><p>comportamentos motivadores e respeitando sempre as faixas etárias e os tipos de</p><p>atividades. A técnica de um salto em uma atividade de Parkour ou uma manobra e</p><p>obstáculo no mountain bike, precisam ser ensinadas e vivenciadas, de modo que a</p><p>técnica seja apreendida e manipulada, juntamente com a orientação pedagógica</p><p>necessária. No entanto, a técnica e as medidas de segurança necessárias nessa ação</p><p>docente não podem esvaziar a dimensão da vertigem, do risco e da aventura. Vamos</p><p>pensar de modo mais prático? O estudante precisa conhecer sobre os aspectos históricos</p><p>das modalidades praticadas, sua evolução e presença na sociedade, mas também o</p><p>domínio de técnicas e habilidades necessárias à sua vivência, juntamente com as</p><p>dimensões de segurança. Esse controle mais do que necessário não pode ser impeditivo</p><p>da vivência lúdica da aventura, do risco e da vertigem, de atingirmos esse objetivo</p><p>dentro de nossas propostas educacionais. Assim, a Pedagogia da Aventura pressupõe</p><p>emoção, risco, lúdico, e vertigem, na educação ambiental e sobre o espaço urbano, seu</p><p>entorno escolar e social, desenvolvendo a confiança, a coragem, a destreza e a</p><p>superação dos limites.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante. Tudo bem?</p><p>Nossa videoaula será sobre as dimensões do risco, da vertigem e da aproximação com a</p><p>Pedagogia da Aventura, que possibilita a abordagem pedagógica e educacional das</p><p>práticas corporais de aventura na natureza e no meio urbano enquanto conteúdo da</p><p>Educação Física Escolar. O risco e a vertigem são aspectos essenciais das práticas de</p><p>aventura no contexto escolar.</p><p>Saiba mais</p><p>A dimensão do risco e da aventura está cada vez mais presente no debate acadêmico em</p><p>diversas áreas de formação e campos disciplinares. A autora com toda a sua</p><p>competência acadêmica nos possibilita conhecer e compreender sobre a relação risco-</p><p>aventura na sociedade moderna. Acesse o artigo.</p><p>SPINK, M. J. P. Trópicos do discurso sobre risco: risco-aventura como metáfora na</p><p>modernidade tardia. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 6, p. 1277-1311,</p><p>nov-dez, 2001.</p><p>Vamos conhecer um pouco mais sobre a temática potencial da educação ambiental e as</p><p>atividades de aventura na educação física? Esse artigo possibilita compreender essa</p><p>relação cada vez mais necessária no ensino da educação física escolar.</p><p>FIGUEIREDO, J. P.; SCHWARTZ, G. M. Atividades de aventura e educação</p><p>ambiental como foco nos periódicos da área de Educação</p><p>Física. Corpoconsciência, Cuiabá-MT, v. 24, n. 3, p. 36-46,set./dez. 2020.</p><p>Aula 3</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA E O COTIDIANO ESCOLAR</p><p>Olá, estudante! O cotidiano escolar é algo em que se busca o</p><p>máximo de controle, uma rotina prevista e antecipada que visa a</p><p>criação de uma cultura escolar que envolve todo um calendário</p><p>escolar formal e práticas que justamente rompem com essa</p><p>dinâmica da formalidade do ensino.</p><p>26 minutos</p><p>https://www.scielo.br/j/csp/a/FvZ7tVJJLjFtT3Pky8Rv76d/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/csp/a/FvZ7tVJJLjFtT3Pky8Rv76d/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/csp/a/FvZ7tVJJLjFtT3Pky8Rv76d/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/C87qkKKYTZzYFrZgFnTZbHb/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/C87qkKKYTZzYFrZgFnTZbHb/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/C87qkKKYTZzYFrZgFnTZbHb/?lang=pt</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>O cotidiano escolar é algo em que se busca o máximo de controle, uma rotina prevista e</p><p>antecipada que visa a criação de uma cultura escolar que envolve todo um calendário</p><p>escolar formal e práticas que justamente rompem com essa dinâmica da formalidade do</p><p>ensino. Os eventos escolares possuem múltiplos significados e, de modo significativo,</p><p>estão inseridos na cultura e propostas pedagógicas escolares, ao mesmo tempo que</p><p>mudam o cotidiano formal do ensino de conteúdos disciplinares. E quando isso</p><p>acontece, a Educação Física possui uma potencialidade latente em ser agente ativo,</p><p>propositivo, na gestão e organização de muitos desses momentos, desde eventos</p><p>diretamente ligados ao componente curricular, como eventos esportivos, ou demais</p><p>eventos de outras naturezas interdisciplinares.</p><p>Vamos começar?</p><p>O COTIDIANO ESCOLAR</p><p>Um dos elementos estruturantes do cotidiano escolar é a dimensão curricular de cada</p><p>componente em toda a Educação Básica. História, Matemática, Geografia, Inglês,</p><p>Química... Toca o sinal, entra o professor, troca de livro, muda caderno, e por aí vai. A</p><p>escola e o docente buscam, a partir da dimensão da organização dos seus planos de</p><p>ensino, construir uma organização curricular que estrutura o cotidiano. No entanto, a</p><p>visão que devemos ter sobre essa cotidianidade não é de um formato “engessado”, fixo,</p><p>inflexível. Por mais (pré)determinado que seja o cotidiano escolar, uma máxima é fato:</p><p>na escola, não existe rotina. Essa frase parece contraditória em relação ao que viemos</p><p>afirmando, não é mesmo? A necessidade do controle é justamente porque o imprevisível</p><p>acontece de diferentes formas. Como afirma Veiga-Neto (2009, p. 19), na dimensão do</p><p>currículo ocorre um “processo de fusão, de identificação entre o sujeito e seu currículo,</p><p>de modo que qualquer coisa que vier a ocorrer com um produzirá efeitos no outro</p><p>e</p><p>vice-versa”. Logo, ele não pode ser estagnado, imutável. Ao mesmo tempo que</p><p>transforma o aluno e a escola, o currículo e o cotidiano escolar precisam ser</p><p>constantemente (re)construídos, criando, assim, uma cultura escolar dinâmica.</p><p>Um dos principais aspectos dessa dimensão de cotidiano escolar é a sociabilidade entre</p><p>os alunos, jovens e adolescentes que possuem identidades, histórias e visão de mundos</p><p>distintos que se encontram e (com)vivem no espaço escolar. Para Simmel (1983),</p><p>justamente na socialização entre os sujeitos, entre os homens, as sociedades são</p><p>constituídas, sendo a interação com o outro o fator fundamental para construirmos e</p><p>formarmos aquilo que se denomina sociedade. Penso que você irá concordar que não há</p><p>espaço, lugar nem componente curricular tão potencialmente socializador no cotidiano</p><p>escolar como a Educação Física! E se “somente” a aula em si já possui essa dimensão</p><p>socializadora de modo diferenciado no cotidiano escolar, os eventos escolares, como as</p><p>festas culturais, gincanas, eventos esportivos e outros, potencializam a construção de</p><p>uma cultura escolar na mesma medida em que rompe e significa o cotidiano escolar.</p><p>Além de potencializar os conhecimentos escolares apreendidos nas aulas de Educação</p><p>Física, os eventos escolares possuem potencial para integração interdisciplinar entre as</p><p>demais disciplinas, possibilitando o trabalho em conjunto, interdisciplinar e integrador</p><p>docente e favorecendo o trabalho em equipe docente. Importante ressaltar essa</p><p>dimensão de integração docente e interdisciplinaridade para poder romper com uma</p><p>cultura escolar muito instituída de que tais eventos são de responsabilidade (somente)</p><p>da Educação Física. A orientação interdisciplinar possibilita ao aluno um olhar</p><p>ampliado dos saberes escolares, construindo uma percepção sobre as dimensões sociais,</p><p>políticas e culturais de cada conhecimento, pois os saberes e dimensões curriculares da</p><p>área na escola não estão dissociados nem das demais matrizes de conhecimento e nem</p><p>mesmo da sociedade em suas dimensões políticas, históricas, culturais, éticas e morais.</p><p>Portanto, a interação construída a partir da cultura corporal, das práticas corporais, de</p><p>modo criativo, crítico e reflexivo, podem ressignificar situações cotidianas,</p><p>contribuindo significativamente para a educação básica (PALMA; OLIVEIRA;</p><p>PALMA, 2010).</p><p>EVENTOS ESPORTIVOS</p><p>Você já participou de um interclasse? Um campeonato escolar? Uma olimpíada escolar,</p><p>gincana, torneio esportivo ou festival? Qual era a cultura esportiva e cultural em sua</p><p>escola? Havia eventos que faziam parte do calendário escolar e rompiam o cotidiano da</p><p>escola? Eventos esses que pareciam transportar os estudantes e a própria escola para</p><p>uma outra dimensão, mais coletiva, integradora, lúdica e prazerosa? Realmente, você</p><p>consegue perceber a dimensão impactante que a Educação Física possui na construção</p><p>de uma cultura e cotidiano escolar?</p><p>Antes de adentrarmos no conteúdo, precisamos deixar um princípio muito claro: esses</p><p>eventos esportivos e culturais DEVEM fazer parte dos Projetos Político Pedagógicos da</p><p>Escola, porque assim eles não são da Educação Física, não são do “professor fulano ou</p><p>ciclano”. Eles passam a ser da escola e, nessa medida, também pressupõe a participação</p><p>de toda a comunidade escolar. Eles se tornam uma ação perene que, como toda ação</p><p>dentro do contexto escolar, vai se transformando de modo dinâmico conforme a sua</p><p>apropriação pelos professores, alunos, pais e demais membros da escola. Ao longo de</p><p>um ano escolar, muitas propostas surgem em diferentes momentos e motivações que</p><p>precisam ser atendidas, mas a inserção dos principais eventos no Projeto Político</p><p>Pedagógico de uma escola é a garantia para seu desenvolvimento e participação dos</p><p>alunos ao longo de sua vida escolar.</p><p>Os torneios esportivos caracterizam-se por serem eventos envolvendo uma ou mais</p><p>modalidades específicas, como handebol, futsal, basquete, voleibol e outras, que seja</p><p>capaz de mobilizar todas as turmas em um ou mais dias de evento ou no intervalo de</p><p>aulas, por alguns dias seguidos. Quando falamos do esporte no contexto escolar,</p><p>devemos destacar que ele é um fenômeno social e, dentro dos objetivos educacionais da</p><p>Educação Física, podem ser flexibilizados, adaptando as regras oficiais às diferentes</p><p>necessidades dos alunos, de acordo com suas fases de desenvolvimento e a cultura</p><p>escolar. Assim, a dimensão meramente reprodutiva e competitiva do esporte nesses</p><p>momentos na escola é desconsiderar os aspectos sociais, culturais, históricos, éticos e</p><p>morais que o esporte, e até mesmo a Educação Física, possui na escola. Por que não,</p><p>juntamente com demais disciplinas escolares, abordar o papel da mulher no esporte, ou</p><p>as questões raciais que se materializam no esporte e não são mais aceitas? O esporte não</p><p>é um espaço desconectado dos valores sociais e culturais e, na escola, essas dimensões</p><p>para além do jogar e do competir precisam ser problematizadas envolvendo todas os</p><p>componentes curriculares de modo interdisciplinar. Assim, os eventos das mais</p><p>diversas naturezas possibilitam a integração e a interação disciplinar de diferentes</p><p>conteúdos escolares de modo dialógico, construindo um olhar de totalidade sobre o</p><p>objeto abordado e a autonomia dos estudantes em suas tomadas de decisão.</p><p>Assim, o esporte na escola, por exemplo, nesse contexto de eventos e</p><p>interdisciplinaridade, faz emergir seus aspectos culturais, morais e éticos na formação</p><p>do cidadão.</p><p>QUE COMECEM OS JOGOS!</p><p>Vamos começar falando da interdisciplinaridade? Para Fazenda (1999), a ação é uma</p><p>dimensão da atitude que busca uma mudança de postura em relação ao conhecimento,</p><p>desconstruindo a concepção fragmentária em termos dos saberes e do próprio ser</p><p>humano. Nesse sentido, a interdisciplinaridade no trabalho docente precisa ser</p><p>construída no cotidiano escolar, de modo a perceber e compreender o conteúdo a partir</p><p>de suas relações com as demais disciplinas e níveis de complexidade para a prática</p><p>educativa.</p><p>[...] passa-se de uma relação pedagógica baseada na transmissão do saber de</p><p>uma disciplina ou matéria, que se estabelece segundo um modelo hierárquico</p><p>linear, a uma relação pedagógica dialógica na qual a posição de um é a</p><p>posição de todos. Nesses termos, o professor passa a ser o atuante, o crítico, o</p><p>animador por excelência. 9FAZENDA, 1979, p. 48)</p><p>No contexto da Base Nacional Comum Curricular, a dimensão da interdisciplinaridade</p><p>aparece mais exposta na abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida local e</p><p>global, destacando a possibilidade de construção de propostas pedagógicas de forma</p><p>transversal e integradora. Vamos pensar em uma Gincana Escolar? Imagine que, na</p><p>comunidade em que a escola está inserida, há muitos coletores de materiais reciclados,</p><p>empresas e cooperativas que desenvolvem ações nessa área. Além das dimensões</p><p>tradicionais de uma Gincana, como as provas clássicas que sempre a compõem, do cabo</p><p>de guerra à corrida do ovo na colher, pode-se propor a coleta de recicláveis pelas</p><p>equipes, palestras sobre a temática, abordagem do tema educação ambiental, de modo</p><p>interdisciplinar, por todos os componentes curriculares. Nesse sentido, as dimensões</p><p>econômicas da coleta seletiva de lixo possibilita o respeito e reconhecimento do</p><p>sustento de muitas famílias e seu impacto na economia local; os conhecimentos sobre a</p><p>educação ambiental que possibilitam a reconstrução do olhar sobre e para a natureza e</p><p>do papel que cumprimos nesse processo com pequenas ações que resultam em grandes</p><p>impactos ambientais; construção e exposição de fotos, depoimentos e documentário</p><p>sobre o cotidiano das famílias que vivem da coleta seletiva, enfim, uma série de</p><p>potenciais eventos esportivos e culturais na escola, que podem ser da realidade imediata.</p><p>Os conteúdos e conhecimentos da Educação Física escolar possuem uma complexa</p><p>relação com muitas outras</p><p>dimensões da sociedade. Um evento cultural e esportivo pode</p><p>se configurar como um momento de lazer para toda a comunidade escolar, além, é claro,</p><p>de sua dimensão educativa. A escola torna-se, muitas vezes, um dos poucos espaços e</p><p>lugares para a vivência de momentos de lazer para a comunidade, principalmente</p><p>quando oferece momentos para a vivência de práticas corporais presentes no contexto</p><p>cultural, possibilitando a construção de uma relação mais próxima entre escola e</p><p>comunidade. Uma comunidade que se apropria da escola e uma escola que possui</p><p>significado de pertencimento à comunidade conseguem enfrentar de modo mais efetivo</p><p>os constantes obstáculos que surgem no cotidiano da escola, pois buscam em conjunto a</p><p>educação dos alunos que ali vivem e convivem, reconhecendo seus papéis em um apoio</p><p>mútuo e fundamental para uma educação de qualidade.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante. Tudo bem?</p><p>Nesta videoaula, abordaremos a cotidianidade escolar. A escola, de modo contraditório,</p><p>possui a intenção de planejar, prever, pensar sobre a ação futura a ser desenvolvida. No</p><p>entanto, não há lugar e espaço social tão dinâmico quanto a escola. Isso se materializa</p><p>mesmo em uma “simples” aula de Educação Física já lindamente planejada (no papel).</p><p>Para romper com o cotidiano escolar, os eventos esportivos constituem um potencial</p><p>espaço interdisciplinar para compreender os saberes além da sua dimensão</p><p>fragmentada.</p><p>Saiba mais</p><p>A Infância e a educação infantil possuem um forte aspecto interdisciplinar na</p><p>construção dos saberes e das práticas escolares. Nesse texto você irá compreender</p><p>melhor esse potencial relação e compromisso docente.</p><p>SOUZA, R. S. E.; ROJAS, J. Educação Física e Interdisciplinaridade na Educação de</p><p>Infância. Motrivivência. Ano XX, n. 31, p. 207-223 Dez./2008.</p><p>O esporte é uma prática corporal em que se manifestam e materializam as dimensões</p><p>culturais, econômicas, políticas, éticas e morais da sociedade. Ao aprender a olhar o</p><p>esporte a partir dessa complexidade, consegue-se também construir uma forma de olhar</p><p>as demais manifestações das práticas corporais na escola. No texto da ONU você tem a</p><p>https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/11116/2/Josefa_Jaciele_Santos.pdf%20file:/C:/Users/Anisio/Downloads/14104-Texto%20do%20Artigo-43738-1-10-20100715%20(1).pdf</p><p>https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/11116/2/Josefa_Jaciele_Santos.pdf%20file:/C:/Users/Anisio/Downloads/14104-Texto%20do%20Artigo-43738-1-10-20100715%20(1).pdf</p><p>https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/11116/2/Josefa_Jaciele_Santos.pdf%20file:/C:/Users/Anisio/Downloads/14104-Texto%20do%20Artigo-43738-1-10-20100715%20(1).pdf</p><p>https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/11116/2/Josefa_Jaciele_Santos.pdf%20file:/C:/Users/Anisio/Downloads/14104-Texto%20do%20Artigo-43738-1-10-20100715%20(1).pdf</p><p>oportunidade de compreender a relação do esporte com múltiplos fenômenos e aspectos</p><p>da vida em sociedade.</p><p>ONU. Organização das Nações Unidas. Esporte para o desenvolvimento e a paz: Em</p><p>direção à realização das metas de desenvolvimento do milênio. Relatório da Força</p><p>Tarefa entre Agências das Nações Unidas sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a</p><p>Paz, 2003.</p><p>Aula 4</p><p>O DESENVOLVIMENTO DE VALORES NAS AULAS</p><p>Olá, estudante! O que são valores? Como construímos,</p><p>apreendemos e materializamos os valores sociais?</p><p>26 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>O que são valores? Como construímos, apreendemos e materializamos os valores</p><p>sociais? E na escola, quais valores circulam? E na aula de Educação Física, como</p><p>podemos pensar a dimensão dos valores sociais? O que um “simples” jogo de Queimada</p><p>pode potencializar o ensino de valores nas aulas de Educação Física?</p><p>Parecem muitas perguntas que, sabemos, possuem respostas, mas não são respostas</p><p>prontas e fechadas. Já caminhamos muito na compreensão sobre as práticas corporais e</p><p>conhecimentos da e na Educação Física na Escola e, agora, vamos refletir sobre as</p><p>dimensões morais e valores que implicam nossa atuação e compromisso com a</p><p>formação cidadã, pois nenhum saber é neutro ou isolado dos contextos sociais e</p><p>culturais nos quais estão intrinsecamente inseridos.</p><p>Vamos nessa?</p><p>EDUCAÇÃO E VALORES</p><p>Como viemos construindo ao longo de sua formação acadêmica, a constituição da</p><p>identidade docente é centrada nas formações e compreensão sobre a área, sobre a</p><p>escola, sobre o nosso papel e objetivos na Educação Física escolar, saberes e práticas</p><p>didático-pedagógicas que possibilitam o processo de ensino-aprendizado, em cada etapa</p><p>da escolarização, dos conteúdos e saberes específicos da nossa disciplina. No entanto, as</p><p>práticas corporais como saber docente, como o esporte, dança, ginástica, lutas, jogos e</p><p>brincadeiras e as práticas corporais de aventura não são somente saberes e</p><p>procedimentos a serem desenvolvidos e construídos. Junto a cada saber trabalhado na</p><p>Educação Física Escolar existe uma base de valores sociais que nele se materializam. Os</p><p>saberes que agora se constituem enquanto conhecimento da Educação Física na escola,</p><p>http://arquivo.esporte.gov.br/arquivos/publicacoes/esporteParaDesenvolvimentoPaz.pdf</p><p>sistematizados na Base Nacional Comum Curricular e organizados nos planejamentos</p><p>escolares são carregados de valores sociais.</p><p>O desenvolvimento de valores nas aulas é justamente potencializado e possibilitado pela</p><p>própria dimensão moral presente nesses conteúdos. A questão é: eu consigo</p><p>compreender os valores sociais que se materializam nas aulas e conhecimentos da</p><p>Educação Física? O desenvolvimento moral dos estudantes passa a ser, no entanto, uma</p><p>das mais significativas funções docentes e até mesmo da Educação Física Escolar. É ir</p><p>além da dimensão conteudista, do conhecimento neutro e isolado da sociedade, é</p><p>possibilitar a real compreensão e significado dos conteúdos na sociedade e, a partir</p><p>dessa abordagem de construção de valores, fomentar a construção da cidadania ativa,</p><p>que compreende as normas e valores sociais e, assim, ser capaz de transformá-la. Para</p><p>La Taille (2002, p.144), devemos construir a autonomia dos estudantes, pois o “ser</p><p>humano, conforme cresce, tem a possibilidade de desenvolver tais faculdades, tornando-</p><p>se possível que chegue à fase de desenvolvimento moral denominada por autonomia,</p><p>que seria a fase de desenvolvimento durante a qual as regras serão interpretadas a partir</p><p>de princípios”. Um dos aspectos mais recorrentes nas aulas de Educação Física são</p><p>conflitos de diferentes naturezas. Professor, ele é fominha; professor, ele joga a bola</p><p>muito forte, doeu; professor, ele não sabe brincar. Então eu pergunto: quais seriam os</p><p>elementos potencialmente conflituosos nessas frases em que podemos problematizar e</p><p>desenvolver valores com nossos alunos? Como docentes e educadores, não são simples</p><p>frases, são demandas de conflitos no âmbito da moral e dos valores sociais que precisam</p><p>ser desenvolvidos nas aulas para a construção da cidadania, da sociedade mais justa,</p><p>solidária e respeitosa.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA E VALORES</p><p>Como definido na BNCC (2018, p. 8), durante toda a Educação Básica, as</p><p>aprendizagens essenciais devem assegurar aos estudantes “o desenvolvimento de dez</p><p>competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de</p><p>aprendizagem e desenvolvimento”. Ainda de acordo com a BNCC, a competência é</p><p>definida como a capacidade que o aluno deve possuir em mobilizar “conhecimentos</p><p>(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais),</p><p>atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno</p><p>exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BNCC, 2018, p. 8). Ao definir as</p><p>competências gerais para a Educação Básica, a BNCC (2018) caracteriza que a</p><p>“educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação</p><p>da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a</p><p>preservação da natureza” (BRASIL, 2013, n. p.), o que também demonstra e garante</p><p>alinhamento com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Como</p><p>destacado acima, a dimensão dos valores é algo estruturante da educação, logo, da nossa</p><p>função docente. Como você percebeu, de modo oficial, uma de nossas grandes funções</p><p>dentro do âmbito da Educação Básica é a construção e desenvolvimento de valores</p><p>sociais. Então, precisamos diferenciar a moral e a ética dentro desse contexto</p><p>pedagógico. Para La Taille (2006), a moral e a ética estão muito presentes no</p><p>conhecimento do senso comum com os mesmos significados. No entanto, a moral</p><p>remete a ação, aquilo que nos direciona no fenômeno social, e a ética está vinculada a</p><p>uma reflexão filosófica sobre o conjunto de valores presentes na sociedade. Nas aulas de</p><p>Educação Física, há um conflito que sempre se manifesta, que é o respeito às regras. As</p><p>regras estão fortemente presentes no cotidiano escolar e da nossa disciplina.</p><p>Imagine uma turma que espera ansiosamente por aquele dia da semana que terá a aula</p><p>de Educação Física e você, docente, abre a porta e anuncia a frase mágica: vamos para</p><p>quadra. Se não houver regras, provavelmente haverá gritos e correria até o local. Mas,</p><p>já pensou por que isso acontece? Uma das linhas de análise que podemos delinear é o</p><p>fato da aula de Educação Física romper com a lógica formal e tradicional de ensino, e os</p><p>transportam da sala de aula formal para outro universo onde seu corpo poderá</p><p>experimentar algo diferente, ser mais “livre”. Mas, será que é “livre” mesmo? Não</p><p>correr, não gritar ou falar alto no corredor é uma dimensão da moral, dos valores de</p><p>respeito e solidariedade para com os colegas que estão em sala, aos professores que</p><p>estão no exercício da docência e, até mesmo, de cuidado e respeito a si e aos outros no</p><p>espaço escolar para não causar algum acidente/incidente. Isso lhe soa familiar?</p><p>Portanto, até mesmo uma saída da sala pode se tornar uma dimensão do conflito que</p><p>deve ser abordado pedagogicamente para construção e desenvolvimento de valores na</p><p>escola. Assim, a escola, enquanto lugar e espaço de materialização formal do processo</p><p>educativo, estará emergida na educação moral e na construção de um conjunto de regras</p><p>que valorizam a cooperação, o respeito ao espaço coletivo, a solidariedade, a autonomia.</p><p>Vai além da simples interiorização de uma regra quando o aluno percebe e compreende</p><p>o significado do espaço escolar como dimensão pública/coletiva e suas contribuições</p><p>para a construção de uma cultura escolar que não memorize valores, mas os (re)construa</p><p>a partir dos conflitos que emergem nesse próprio espaço.</p><p>VALORES EM PRÁTICA</p><p>Poderíamos selecionar diversas dimensões práticas para compreendermos o</p><p>desenvolvimento dos valores nas aulas de educação física. Um princípio fundante é</p><p>ressaltado: nossos conhecimentos vão além da dimensão do saber, concretizam também</p><p>no fazer, na ação, que porta um forte significado moral e de valores sociais e que, em</p><p>muitos momentos, planejados pedagogicamente (ou não), vão surgir conflitos que</p><p>precisam ser enfrentados e problematizados na ação docente que busca a construção de</p><p>competências, valores e de formação da cidadania.</p><p>Vamos, então, ao conhecido jogo de Queimada. Tente se lembrar de quantas situações</p><p>conflituosas surgiram nesse jogo que certamente foi vivenciado em diversas etapas da</p><p>sua educação básica. Certamente, houve situações que parecem ser corriqueiras, mas</p><p>que podem ser potencialmente transformadas em problemas pedagógicos para a</p><p>construção e desenvolvimento de valores a partir desses conflitos. Mudar a regra do</p><p>jogo seria justo? Jogar a bola forte é respeitar o colega? Apenas um aluno sempre</p><p>arremessar a bola é sinal de cooperação e solidariedade? Pedir a “vida” de um aluno não</p><p>pode ser coação do mais forte contra o mais fraco? Perceba que partimos do plano real</p><p>para a dimensão pedagógica de problematização desses conflitos. O enfrentamento</p><p>dessas situações, por si só, já causa um desequilíbrio, a desconstrução de normas e</p><p>valores que já estão incorporados e orientam a ação e comportamento dos alunos. Se os</p><p>valores são dimensões práticas que orientam a ação, que tipo de comportamento eu</p><p>quero de meus alunos? Que aluno eu desejo construir? – é a grande questão. Esse</p><p>processo também está ligado à construção da sua identidade como docente, ao analisar</p><p>que professor você deseja ser, como quer que os alunos o representem e que cultura</p><p>cotidiana se deve construir para a Educação Física em sua escola.</p><p>A resolução desses conflitos (e muitos outros no cotidiano escolar e das nossas aulas)</p><p>podem seguir a dimensão de diferentes caminhos. Deluty (1979) aponta a possibilidade</p><p>de três caminhos/comportamentos possíveis na resolução de conflitos. O primeiro seria</p><p>o comportamento agressivo, em que há enfrentamento da situação com formas de</p><p>coerção, de violência, negando o direito à fala e à opinião. O segundo comportamento</p><p>seria o assertivo, em que se enfrenta a situação de conflito sem o uso da coerção,</p><p>manifestando atitudes de defesa dos próprios direitos e considerando os sentimentos dos</p><p>outros. Por último, temos o comportamento submisso, quando fingimos não ver, não</p><p>enfrentamos a situação, desconsiderando, assim, direitos e sentimentos alheios, a partir</p><p>de um pensamento egoísta. Então, você, futuro docente, educador, formador de sujeitos</p><p>e cidadãos, nem sempre o caminho assertivo será o mais fácil para a resolução de</p><p>conflitos. Mas, certamente, será o mais justo e correto com o que a sociedade espera de</p><p>nós, professores, o nosso papel social. Será o mais justo com sua formação, com seus</p><p>valores e de seu compromisso com a construção e valores nas aulas de Educação Física,</p><p>na construção de uma identidade docente que vai além de sabedor dos conhecimentos</p><p>específicos da área, mas também dos valores sociais que dele e nele emergem no</p><p>comportamento e pensamento dos nossos alunos.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante.</p><p>Nesta videoaula, vamos trabalhar e mexer com valores. Quais são seus valores? O que</p><p>você pensa sobre a mulher no esporte é diferente do que você pensa sobre a mulher na</p><p>sociedade? Nossos conteúdos e saberes específicos estão presentes na sociedade,</p><p>fenômenos grandiosos que emergem valores e dimensões éticas reveladas em cada</p><p>atitude, cada comportamento, cada manifestação de pensamento. Educação e valores,</p><p>escola e valores são temas recorrentes na formação docente, e mais ainda na educação</p><p>física, porque nenhum outro momento no cotidiano escolar rompe tanto com as</p><p>estruturas formais da escola quanto a aula de Educação Física.</p><p>Saiba mais</p><p>A resolução de conflitos remete à disposição pedagógica do professor. E é uma de</p><p>nossas funções. Portanto, devemos estar instrumentalizados para tal ação. Não é um</p><p>caminho sem orientação, pelo contrário. Este artigo possibilita reflexões e caminhos</p><p>sobre a temática da resolução de conflitos.</p><p>VIDIGAL, S. M. P.; DE OLIVEIRA, A. T. Resolução de conflitos na escola: um</p><p>desafio para o educador. Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 24,</p><p>n. 3, p. 215–234, 2014. DOI: 10.14572/nuances.v24i3.2707.</p><p>Neste artigo, você poderá ter uma visão ampla sobre como as abordagem e bases</p><p>teóricos do desenvolvimento da moral se relacionam com a Educação Física na escola.</p><p>MARCON, A. M.; BECKER, M. L. R. O desenvolvimento moral na Educação Física:</p><p>um estudo de revisão. Motrivivência, Florianópolis/SC, v. 29, n. 51, p. 222-</p><p>233, julho/2017.</p><p>Aula 5</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>39 minutos</p><p>https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/2707</p><p>https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/2707</p><p>https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/2707</p><p>https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/2175-8042.2017v29n51p222</p><p>https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/2175-8042.2017v29n51p222</p><p>https://doi.org/10.5007/2175-8042.2017v29n51p222.</p><p>https://doi.org/10.5007/2175-8042.2017v29n51p222.</p><p>CONHECIMENTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Olá, estudante!</p><p>Você lembra de sua trajetória enquanto aluno da educação física na educação básica?</p><p>Consegue colocar em um papel os conteúdos que você aprendeu? Uma coisa tenho a</p><p>dizer: tudo mudou, e muito!</p><p>O mais novo conhecimento inserido na Educação Física na escola é a Prática Corporal</p><p>de Aventura. Isso mesmo! O ensino do skate, do parkour, da escalada, das corridas de</p><p>aventura, do mountain bike, do rapel, enfim, estão presentes na escola. A escola,</p><p>enquanto instituição viva e dinâmica, acompanha as mudanças e novos saberes na</p><p>sociedade. A Educação Física, inserida no contexto escolar, também está,</p><p>constantemente, atualizando os saberes e conteúdo a serem ensinados ao logo da</p><p>educação básica. No contexto escolar, as práticas corporais são divididas em práticas</p><p>corporais de aventura na natureza e práticas corporais de aventura no ambiente urbano.</p><p>Essa é uma forma de classificação para facilitar a compreensão do espaço de prática da</p><p>aventura. A aventura é a essência dessas práticas corporais, pois o ser humano sempre</p><p>gostou de aventura, de se lançar ao desconhecido. Durante um tempo, o homem buscou</p><p>se afastar da natureza, como se a ideia de civilização e modernidade estivesse atrelada</p><p>ao ambiente urbano, apenas. Era uma forma de negação do desconhecido, do ambiente</p><p>preservado. A tecnologia foi fundamental para essa reaproximação a partir das práticas</p><p>corporais de aventura. A tecnologia, principalmente presente nos equipamentos e</p><p>técnicas específicas, possibilitou a prática dos esportes radicais, esportes de aventura. A</p><p>partir dos anos de 1980, as práticas corporais de aventura passaram a ser estudadas no</p><p>campo acadêmico e profissional da Educação Física, produzindo saberes teóricos e</p><p>procedimentais para a apreensão e ensino dessa prática corporal presente na sociedade.</p><p>Os saberes e conhecimentos da nossa disciplina propiciam a sistematização em cada</p><p>etapa do ensino. Disso resulta uma dinâmica de planejamento que determina a rotina e o</p><p>cotidiano escolar. Mas a escola, a cada dia, é uma “caixinha de surpresas”. Como na</p><p>aventura, o risco é controlado, tentamos controlar o cotidiano também. E como forma de</p><p>estabelecer uma ruptura desse cotidiano mais tradicional de ensino, os eventos</p><p>esportivos escolares são essenciais. A educação física e nós, professores, possuímos um</p><p>grande papel na construção de uma cultura esportiva na escola para além das aulas de</p><p>Educação Física. No entanto, todo esse planejamento e vivência da cultura motora não é</p><p>apenas o fazer, mas a prática em si e os saberes teóricos que a fundamentam. Nossas</p><p>ações e conhecimentos na escola possuem e materializam valores que estão presentes na</p><p>sociedade e precisam ser problematizados e ensinados para a construção da cidadania do</p><p>aluno.</p><p>Desejo a você bons estudos.</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, você conhecerá as práticas corporais de aventura como parte da</p><p>educação física na escola, sobre os eventos e atividades esportivas e culturais na</p><p>construção de uma cultura e cotidiano escolar, além de compreender que nossos</p><p>conhecimentos, enquanto saberes que emanam da sociedade, se materializam na escola,</p><p>possuem valores que colaboram para a construção de uma moral. Nesse sentido, vamos</p><p>apreender ainda mais sobre nossa função e papel docente.</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>Vamos colocar em prática conceitos e saberes apreendidos nesta unidade. Vamos</p><p>analisar e construir uma situação que, com certeza, você irá se deparar com a sua</p><p>trajetória escolar. Um evento escolar cultural e esportivo: uma escola aberta à</p><p>comunidade. Em uma reunião da equipe escolar, com gestores, professores e</p><p>demais profissionais de apoio, com participação de estudantes e representantes de pais,</p><p>foi proposto um evento que envolvesse todas as disciplinas e comunidade escolar e que</p><p>buscasse incentivar a dimensão da interdisciplinaridade. Destacou-se nessa reunião a</p><p>necessidade de espaços dentro do cotidiano escolar em que os alunos pudessem</p><p>socializar e a escola também se abrisse para a comunidade para compreenderem mais</p><p>sobre os processos pedagógicos e das relações de ensino-aprendizado no contexto</p><p>educacional, estreitando, assim, a relação professor-aluno e escola-comunidade, uma</p><p>vez que a participação efetiva dos pais e responsáveis na vida da escola e vida escolar</p><p>dos alunos é essencial para a construção de uma educação de qualidade. Foi destacado</p><p>que, quanto mais significativo os pais e responsáveis representarem a escola na vida dos</p><p>alunos e da própria comunidade, melhores e maiores serão os resultados alcançados. A</p><p>partir dos diálogos e trocas estabelecidas, ficou assim decidido: a) realização de</p><p>atividades esportivas; b) exposição de produções e materiais desenvolvidos pelos alunos</p><p>ao longo do ano escolar; c) trabalhos interdisciplinares; d) atividades artísticas e</p><p>culturais. Um dos profissionais da educação com formação voltada para a organização</p><p>de eventos é o professor de educação física. A gestão, planejamento e desenvolvimento</p><p>de atividades e eventos esportivos possibilitam uma representação no contexto escolar</p><p>de que nós, da Educação Física, tomemos muitas vezes a iniciativa e liderança na</p><p>organização dessas atividades. Um aspecto a ser destacado é que essas atividades não</p><p>sirvam, apenas, para mudar a rotina e o clima escolar em um dado momento. Elas</p><p>precisam ser calendarizadas, pensadas e repensadas a cada realização, com debates e</p><p>avaliação coletiva para que possam crescer e cumprir seu papel na vida da escola e da</p><p>comunidade em que está inserida. Então, como docente dessa escola, como você</p><p>poderia pensar nas múltiplas possibilidades da educação física e das práticas corporais</p><p>se fazerem presentes nesse evento?</p><p>Reflita</p><p>Ao longo de sua carreira docente, muitos desafios serão encontrados. Um ponto central</p><p>não é apenas pensar na escola hoje, na educação física escolar atual, mas saber o que a</p><p>escola e o que a educação física desejam construir na vida dos alunos e na sua vida</p><p>profissional. Os eventos esportivos na escola possuem uma dinâmica que mexe com</p><p>toda a escola. Literalmente, pode-se encontrar resistência por parte de professores que,</p><p>muitas vezes, não estão acostumados a um rompimento na dinâmica do cotidiano</p><p>escolar. Por isso, é importante descontruir a imagem de que esses eventos são trabalho</p><p>do professor de Educação Física. Todos são da escola e cada um deve dar sua</p><p>contribuição coletiva e também se sentir pertencente àquele momento da vida escolar,</p><p>independentemente da disciplina de origem. Para que isso se torne uma proposta</p><p>coletiva e escolar, é relevante a participação de todos, desde a concepção até a avaliação</p><p>do evento, entre alunos, professores, equipe diretiva e pedagógica, pais e equipe de</p><p>apoio. Então, questione: A inserção do evento no projeto político pedagógico é o</p><p>caminho mais correto para a materialidade dessas atividades como proposta da escola, e</p><p>não apenas da educação física?</p><p>RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO</p><p>Ao retomarmos a proposta, acredito que você tenha imaginado que é impossível pensar</p><p>em uma resposta pronta, em um roteiro de atividades a ser realizado. Para pensarmos</p><p>em um caminho, podemos seguir alguns princípios. O primeiro deles é reconhecer e</p><p>identificar a cultura esportiva da escola, da comunidade e da cidade. Algumas cidades</p><p>possuem uma cultura esportiva que precisa ser valorizada, como equipes de voleibol,</p><p>handebol, futsal, esportes mais tradicionais. Isso possibilita a valorização da cultura</p><p>esportiva local, na organização de competições, como Jogos Interclasses, com equipes</p><p>masculinas e femininas. Os alunos podem participar de todo o processo de organização,</p><p>principalmente os alunos no ano escolar mais avançado. Cada sala poderia eleger seus</p><p>representantes para participar das reuniões em que seriam decididas as regras e formas</p><p>de disputa, mediados por você, profissional responsável.</p><p>sentido, a escola pode</p><p>desempenhar um papel importante na promoção da atividade física, por meio de</p><p>atividades curriculares e extracurriculares, assim como por meio da criação de</p><p>ambientes favoráveis à prática de atividades físicas e esportivas.</p><p>Uma das formas de estímulo às atitudes de promoção da saúde é a implementação de</p><p>programas de atividade física em escolas e empresas. De acordo com Rovetta et</p><p>al. (2023), a implementação de programas de atividade física em escolas contribui para</p><p>a melhoria da saúde física e mental dos alunos, além de melhorar o rendimento</p><p>acadêmico.</p><p>Outra forma de estímulo às atitudes de promoção da saúde é a criação de espaços</p><p>públicos para a prática de atividades físicas, como parques e praças. Segundo Silva et</p><p>al. (2009), a criação de espaços públicos para a prática de atividades físicas contribui</p><p>para a redução do sedentarismo e para a melhoria da saúde física e mental da população.</p><p>Por fim, pode-se constatar que a conscientização e o estímulo às atitudes de promoção</p><p>da saúde são fundamentais para a prevenção de doenças e para a melhoria da qualidade</p><p>de vida dos indivíduos. Para isso, é necessário que haja uma conscientização maior</p><p>sobre a importância de hábitos saudáveis, não só pelos alunos, mas por toda a população</p><p>em geral.</p><p>CONSCIENTIZAÇÃO E ESTÍMULO À SAÚDE</p><p>A educação é um dos principais fatores para a promoção da saúde, e por meio dela é</p><p>possível disseminar informações sobre quais hábitos são necessários para um estilo de</p><p>vida saudável, para a prevenção de doenças, cuidados com o corpo e a mente, entre</p><p>outros aspectos importantes. Na educação física, a promoção da saúde pode ser</p><p>trabalhada de forma interdisciplinar, onde outras áreas do conhecimento devem estar</p><p>contextualizadas, como a biologia, a nutrição e a psicologia.</p><p>Também através da educação física escolar, pode-se contribuir para a formação de</p><p>cidadãos mais críticos e conscientes. É importante que os estudantes aprendam a avaliar</p><p>as informações que recebem e a tomar decisões conscientes e responsáveis em relação à</p><p>sua saúde. Além disso, é fundamental que os estudantes aprendam a respeitar as</p><p>diferenças e a diversidade, reconhecendo que cada indivíduo tem suas próprias</p><p>necessidades e particularidades.</p><p>A saúde é um tema central na educação física na escola e um importante aspecto para a</p><p>formação integral do indivíduo. Nessa perspectiva, a saúde deve ser compreendida de</p><p>forma ampla, envolvendo aspectos físicos, psicológicos e sociais. A prática de</p><p>atividades físicas e a promoção de hábitos saudáveis são fundamentais para a promoção</p><p>da saúde e do bem-estar. Além disso, a educação pode contribuir para a formação de</p><p>cidadãos mais críticos e conscientes em relação à sua saúde e à saúde da sociedade</p><p>como um todo.</p><p>Como então a escola poderia desempenhar um papel fundamental na promoção da saúde</p><p>e do bem-estar dos estudantes através das práticas escolares? Atividades e exercícios</p><p>físicos, jogos e brincadeiras podem contribuir para elevar o gasto calórico e melhorar</p><p>capacidades físicas e resistências aeróbicas e cardiovasculares dos alunos. Dessa</p><p>maneira prevenindo doenças hipocinéticas - que são doenças ligadas ao sedentarismo e</p><p>aos maus hábitos alimentares, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, por exemplo.</p><p>Além disso, a atividade física contribui para o fortalecimento dos ossos e músculos,</p><p>melhoria da coordenação motora e aumento da autoestima.</p><p>A escola pode contribuir significativamente para a promoção da atividade física entre os</p><p>estudantes. Através da educação física, é possível desenvolver atividades que estimulem</p><p>a prática regular de atividades, como aulas de ginástica, jogos esportivos, atividades ao</p><p>ar livre, entre outras. Além disso, a escola pode fornecer informações sobre hábitos</p><p>saudáveis, como a importância da alimentação balanceada e da hidratação adequada.</p><p>Por outro lado, a conscientização sobre a importância da promoção da saúde pode ser</p><p>entendida como um processo que envolve a compreensão de que a saúde é um direito</p><p>humano fundamental e que sua manutenção depende não apenas de cuidados médicos,</p><p>mas também de hábitos de vida saudáveis. Nesse sentido, é importante ressaltar que</p><p>promover a saúde não é responsabilidade apenas do indivíduo, mas da sociedade em</p><p>geral, incluindo as instituições públicas e privadas, famílias e escola.</p><p>Outra maneira de, no ambiente escolar ser possível promover a conscientização sobre a</p><p>importância da promoção da saúde é por meio de atividades educativas que visem</p><p>desenvolver nos alunos a consciência sobre a importância da adoção de hábitos</p><p>saudáveis e o entendimento de como isso pode impactar positivamente em sua vida, e</p><p>isso não só nas aulas de educação física, como também em projetos e atividades</p><p>interdisciplinares.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola</p><p>poderemos explorar os aspectos da Educação Física escolar relacionados à saúde, tanto</p><p>em relação aos conhecimentos sobre saúde, promoção de qualidade de vida e também</p><p>sobre os aspectos relacionados a criticidade e conscientização em relação aos hábitos</p><p>saudáveis de maneira a ampliar os estímulos a atividades que promovam o bem estar e a</p><p>saúde em geral. Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Mais informações sobre a Medicina Esportiva</p><p>O ACSM (American College of Sports Medicine) é uma das principais instituições do</p><p>mundo na área de medicina esportiva e atividade física. Embora seja uma organização</p><p>norte-americana, existem vários sites em português com informações relevantes sobre</p><p>suas diretrizes e recomendações. O site contém informações atualizadas sobre as</p><p>https://www.medicinadoesporte.org.br/csmr-acsm/</p><p>diretrizes do ACSM para atividade física, saúde e bem-estar, bem como eventos, cursos</p><p>e publicações relacionados à área. Além disso, o site disponibiliza um diretório com</p><p>profissionais de saúde credenciados pelo ACSM no Brasil, que podem ser contatados</p><p>para orientações e tratamentos específicos.</p><p>Dica de leitura: Artigo sobre saúde e comunidade escolar</p><p>No artigo Conhecimento sobre atividade física dos estudantes de uma cidade do sul do</p><p>Brasil, foi realizado um estudo transversal de base escolar na cidade de Pelotas/RS com</p><p>1233 adolescentes, 54% do sexo feminino, com idades entre 13 e 19 anos, para avaliar o</p><p>conhecimento dos escolares sobre atividade física (AF) e sua associação com fatores</p><p>socioeconômicos, demográficos, comportamental, nutricional e de saúde. Os dados</p><p>foram coletados por meio de um questionário com questões fechadas, e o desfecho foi</p><p>analisado de forma contínua (0 a 22), tendo a média de acertos sido de 14.1. Mais de</p><p>60% dos adolescentes associaram corretamente a Atividade Física como um fator de</p><p>prevenção de doenças como hipertensão, hipercolesterolemia, osteoporose e depressão.</p><p>Os resultados mostraram que classes sociais mais elevadas, cor da pele branca, maiores</p><p>faixas etárias e anos de estudo associaram-se a maiores níveis de conhecimento. Com</p><p>base nos achados, é importante desenvolver programas de educação para a saúde</p><p>voltados aos jovens, com o intuito de ajudar a minimizar o sedentarismo e suas</p><p>morbidades associadas.</p><p>SILVEIRA, E. F.; SILVA, M. C. DA . Conhecimento sobre atividade física dos</p><p>estudantes de uma cidade do sul do Brasil. Motriz: Revista de Educação Física, v. 17,</p><p>n. Motriz: rev. educ. fis., 2011 17(3), p. 456–467, jul. 2011.</p><p>Aula 3</p><p>CONHECIMENTOS SOBRE O CORPO HUMANO</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, abordaremos os conhecimentos teóricos</p><p>sobre o corpo humano, com enfoque nos aspectos biológicos,</p><p>psicológicos e socioculturais.</p><p>28 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta aula, abordaremos os conhecimentos teóricos sobre o corpo humano, com</p><p>enfoque nos aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais. Vamos explorar a</p><p>compreensão do corpo humano em diferentes perspectivas, visando uma abordagem</p><p>holística</p><p>Isso atenderia a dimensão da</p><p>cultura esportiva mais tradicional. Você também poderia propor dentro dos eventos</p><p>esportivos/jogos que os alunos apresentassem seus talentos culturais e esportivos. Isso</p><p>envolve por exemplo, a demonstração de embaixadinhas e controle de bola,</p><p>apresentações de dança, música, disputa de rimas, apresentações de lutas/artes marciais,</p><p>tudo que envolve a cultura e habilidade motora. Como proposta para trabalho</p><p>interdisciplinar, você imagina quantas possibilidades poderia ter? Pensando na</p><p>dimensão do evento, poderia pensar no protagonismo juvenil e na formação da</p><p>cidadania, discutindo relações de Racismo no Esporte. Juntamente com professores de</p><p>história, sociologia e biologia/ciências, podem discutir e propor a construção de oficinas</p><p>e produção de cartazes com imagens e debates sobre temáticas como racismo, futebol, a</p><p>história do negro no futebol, a história do futebol brasileiro. Com isso, o debate sobre a</p><p>ética e a moral no futebol seria materializado no contexto escolar. A produção desses</p><p>debates em forma de cartazes poderia ser exposta a toda a comunidade escolar. Os</p><p>dilemas sociais devem ser trazidos para o contexto escolar e debatidos de modo</p><p>pedagógico e sistematizado, desnaturalizando valores e comportamentos que não</p><p>condizem com a sociedade que buscamos, livre de preconceito e mais igualitária. Ao</p><p>retomar os itens descritos, você poderá perceber que todos eles estão contemplados: a</p><p>dimensão dos valores e da moral no esporte, a interdisciplinaridade, o protagonismo.</p><p>Importante avaliar o evento, os objetivos alcançados, as dificuldades enfrentadas, o</p><p>envolvimento coletivo, e tudo isso possibilita a manutenção de um calendário anual,</p><p>com responsabilidade de todos e atuação significativa da Educação Física na escola.</p><p>RESUMO VISUAL</p><p>Figura 1 | Mapa mental – Práticas corporais de aventura</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>10 minutos</p><p>Aula 1</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular [Internet].</p><p>Brasília; 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/ Acesso</p><p>em: 22 fev. 2023.</p><p>MARINHO, A. Lazer, natureza, viagens e aventura: novos referentes. In: MARINHO,</p><p>A.; BRUHNS, H.T. (orgs.). Viagens, Lazer e esporte: o espaço da natureza. São Paulo:</p><p>Manole, 2006.</p><p>Aula 2</p><p>CAILLOIS, R. O jogo e o sagrado. In: O homem e o sagrado. Lisboa: Edições 70,</p><p>1988.</p><p>LE BRETON, D. Conferência de abertura. Dos jogos de morte ao jogo de viver na</p><p>montanha: sobre o alpinismo solitário. In: PEREIRA, D. W. et al. V Congresso</p><p>Brasileiro de Atividades de Aventura. Prefeitura Municipal de São Bernardo do</p><p>Campo, São Paulo: Lexia, 2011.</p><p>LE BRETON, D. Condutas de risco: dos jogos de morte ao jogo de viver. Campinas:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/</p><p>Autores Associados, 2009.</p><p>LE BRETON, D. Risco e Lazer na natureza. In: MARINHO, A; BRUHNS, H. Viagens,</p><p>Lazer e esporte: o espaço da natureza. Barueri: Manole, 2006.</p><p>Aula 3</p><p>FAZENDA, I. (Org.) Práticas interdisciplinares na escola. 6. ed. São Paulo: Cortez,</p><p>1999.</p><p>FAZENDA, I. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou</p><p>ideologia. São Paulo: Loyola, 1979.PALMA, Â. P. T. V.; OLIVEIRA, A. A. B.;</p><p>PALMA, J. A. V. Educação física e organização curricular: educação infantil e</p><p>ensino fundamental. Londrina: Eduel, 2010.</p><p>VEIGA-NETO, A. O currículo e seus três adversários: os funcionários da verdade, os</p><p>técnicos do desejo, o fascismo. In: LAGO, M.; VEIGA-NETO, A. (orgs.). Para uma</p><p>vida não fascista. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 13-25.SIMMEL, G. Sociologia.</p><p>Organizador da coletânea: Evaristo de Moraes Filho. São Paulo: Ática, 1983.</p><p>Aula 4</p><p>BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de</p><p>Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes</p><p>Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos,</p><p>Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em:</p><p>Disponível</p><p>em: http://pactoensinomedio/mec.gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf Acesso em: 20</p><p>mar. 2023.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC,</p><p>2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ Acesso em: 20 mar. 2023.</p><p>DELUTY, R. H. Alternative thinking ability of aggressive, assertive, and submissive</p><p>children. Cognitive Therapy and Research, n. 5, p. 309-312, 1979.</p><p>LA TAILLE, Y. Cognição, afeto e moralidade. In: OLIVEIRA, M. K.; REGO, T. C.;</p><p>SOUZA, D. T. (org.) Psicologia, educação e as temáticas da vida contemporânea.</p><p>São Paulo: Moderna, 2002.</p><p>LA TAILLE, Y. Moral e ética: dimensões intelectuais e afetivas. Porto Alegre:</p><p>Artmed, 2006.</p><p>ONU. Organização das Nações Unidas. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030</p><p>para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível</p><p>em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm Acesso</p><p>em: 20 mar. 2023.</p><p>Aula 5</p><p>BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de</p><p>Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes</p><p>Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos,</p><p>Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em:</p><p>Disponível</p><p>em: http://pactoensinomedio/mec.gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf Acesso em: 20</p><p>mar. 2023.</p><p>CAILLOIS, R. O jogo e o sagrado. In: O homem e o sagrado. Edições 70: Lisboa,</p><p>http://pactoensinomedio/mec.gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm</p><p>http://pactoensinomedio/mec.gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf</p><p>1988.</p><p>LE BRETON, D. Conferência de abertura. Dos jogos de morte ao jogo de viver na</p><p>montanha: sobre o alpinismo solitário. In: PEREIRA, D. W. et al. V Congresso</p><p>Brasileiro de Atividades de Aventura. Prefeitura Municipal de São Bernardo do</p><p>Campo, São Paulo: Lexia, 2011.</p><p>MARINHO, A. Lazer, natureza, viagens e aventura: novos referentes. In: MARINHO,</p><p>A.; BRUHNS, H.T. (Orgs.). Viagens, Lazer e esporte: o espaço da natureza. São</p><p>Paulo: Manole, 2006.</p><p>PALMA, Â. P. T. V.; OLIVEIRA, A. A. B.; PALMA, J. A. V. Educação física e</p><p>organização curricular: educação infantil e ensino fundamental. Londrina: Eduel,</p><p>2010.</p><p>Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>https://storyset.com/</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>da Educação Física.</p><p>Em relação aos aspectos biológicos, iremos analisar a anatomia, fisiologia e bioquímica</p><p>do corpo humano, compreendendo sua estrutura e funcionamento, contextualizando os</p><p>aspectos psicológicos relacionados à prática de atividades físicas. Vamos discutir a</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/FgQNLBXgcsgJd6fztphyRPP/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/FgQNLBXgcsgJd6fztphyRPP/?lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/motriz/a/FgQNLBXgcsgJd6fztphyRPP/?lang=pt</p><p>importância da motivação, das emoções, da cognição e do comportamento humano, bem</p><p>como sua influência na adesão e na performance nas atividades físicas.</p><p>Por fim, abordaremos os aspectos socioculturais da Educação Física, analisando como</p><p>as normas, valores, crenças e práticas culturais influenciam a relação do corpo humano</p><p>com a sociedade. Está preparado?</p><p>Vamos lá!</p><p>CONCEITOS E INTRODUÇÃO SOBRE OS CONHECIMENTOS DO</p><p>CORPO HUMANO</p><p>A Educação Física é uma disciplina que aborda diversos aspectos do corpo humano,</p><p>incluindo os conhecimentos biológicos que envolvem sua estrutura e funcionamento. A</p><p>compreensão desses conhecimentos é essencial para uma abordagem adequada e segura</p><p>das práticas de atividade física, visando promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos.</p><p>A anatomia, fisiologia e biomecânica são alguns dos conhecimentos biológicos</p><p>fundamentais para a Educação Física. A anatomia estuda a estrutura do corpo humano,</p><p>incluindo ossos, músculos, articulações, órgãos e sistemas, fornecendo uma base sólida</p><p>para o entendimento das diferentes partes do corpo e suas funções. A fisiologia</p><p>investiga o funcionamento dos sistemas orgânicos, como o sistema cardiovascular,</p><p>respiratório, muscular, nervoso, entre outros, e como eles interagem para manter o corpo</p><p>em equilíbrio. Por sua vez, para Hall (2013), a biomecânica estuda as leis do movimento</p><p>e as forças aplicadas ao corpo humano, auxiliando na compreensão dos padrões de</p><p>movimento e na prevenção de lesões.</p><p>É fundamental que o profissional de Educação Física compreenda a anatomia, fisiologia</p><p>e biomecânica do corpo humano para planejar e executar atividades físicas de forma</p><p>adequada e segura, levando em consideração as características e limitações individuais</p><p>de cada pessoa. Esses conhecimentos permitem a prescrição correta de exercícios, a</p><p>identificação e correção de possíveis desvios posturais, a prevenção de lesões,</p><p>garantindo a promoção de benefícios para a saúde.</p><p>Além dos aspectos biológicos, a Educação Física também deve considerar os aspectos</p><p>psicológicos relacionados ao corpo humano. A percepção do próprio corpo, a</p><p>autoestima, a motivação, a emoção, a cognição e a personalidade são alguns dos</p><p>aspectos psicológicos que influenciam o comportamento e a adesão à prática de</p><p>atividade física. Compreender como esses aspectos psicológicos afetam a relação das</p><p>pessoas com o corpo e com a atividade física é fundamental para promover uma</p><p>abordagem holística e integrada na Educação Física, considerando não apenas o aspecto</p><p>biológico, mas também o emocional e cognitivo dos praticantes.</p><p>A motivação, por exemplo, é um aspecto psicológico que influencia diretamente o</p><p>engajamento na prática de atividade física. Entender os diferentes tipos de motivação,</p><p>como a intrínseca e a extrínseca, e saber como estimular a motivação intrínseca,</p><p>relacionada ao prazer e satisfação da atividade física, é importante para promover uma</p><p>prática de exercícios mais autônoma e duradoura.</p><p>Além disso, a relação do corpo com a autoestima e a imagem corporal é outro aspecto</p><p>psicológico relevante. De acordo com Silva (2013), a sociedade atualmente impõe</p><p>padrões de beleza e estética que podem influenciar negativamente a relação das pessoas</p><p>com o próprio corpo e com a prática de atividade física, por isso o profissional de</p><p>Educação Física deve estar atento a esses aspectos e promover uma abordagem</p><p>inclusiva e respeitosa, valorizando a diversidade de corpos e incentivando a aceitação e</p><p>o amor-próprio.</p><p>Por fim, os aspectos socioculturais também são importantes na relação da Educação</p><p>Física com os conhecimentos biológicos do corpo humano. A cultura, a sociedade, a</p><p>economia, a política e outros fatores socioculturais influenciam diretamente os hábitos</p><p>de prática de atividade física, a disponibilidade de espaços e recursos para a prática,</p><p>bem como as representações sociais do corpo e da saúde. Compreender como esses</p><p>aspectos influenciam a relação das pessoas com a atividade física é fundamental para</p><p>promover uma abordagem contextualizada e adaptada às realidades socioculturais dos</p><p>praticantes.</p><p>Por exemplo, a disponibilidade de espaços públicos para a prática de atividade física, a</p><p>oferta de programas esportivos e recreativos, a acessibilidade a equipamentos e</p><p>recursos, bem como as políticas de saúde e educação, são fatores socioculturais que</p><p>podem influenciar diretamente a participação e o engajamento na prática de exercícios.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA E OS ASPECTOS BIOPSICOSSOCIAIS</p><p>A nossa disciplina - Educação Física - envolve o estudo e a aplicação de conhecimentos</p><p>biológicos, psicológicos e sociológicos relacionados ao corpo humano. Essa abordagem</p><p>multidisciplinar é fundamental para entender como o corpo humano funciona e como</p><p>ele interage com o ambiente e a sociedade.</p><p>A biologia é uma ciência fundamental para a compreensão do corpo humano. Ela estuda</p><p>a estrutura, a função e o funcionamento dos organismos vivos, incluindo o corpo</p><p>humano. De acordo com Gallahue e Ozmun (2005), na Educação Física, o</p><p>conhecimento biológico é aplicado para entender a anatomia, fisiologia, biomecânica e</p><p>outras áreas relacionadas ao funcionamento do corpo humano durante a atividade física,</p><p>compreensão essencial para o planejamento de atividades físicas adequadas, com base</p><p>nas características individuais dos alunos e nas demandas da atividade em questão. Por</p><p>exemplo, o conhecimento sobre os sistemas musculoesquelético, cardiovascular e</p><p>respiratório é fundamental para planejar atividades que promovam o desenvolvimento</p><p>da força, resistência e flexibilidade dos alunos.</p><p>Além disso, de acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte (2018), a</p><p>compreensão dos mecanismos de adaptação do organismo ao exercício é fundamental</p><p>para a prescrição adequada do treinamento físico, visando melhorias na saúde e no</p><p>desempenho dos alunos.</p><p>Os conhecimentos psicológicos também são essenciais para a Educação Física, uma vez</p><p>que o comportamento humano é um elemento central na prática de atividades. Por</p><p>exemplo, o conhecimento sobre a motivação dos alunos é fundamental para entender o</p><p>que os leva a participar das atividades e esse conhecimento ajuda na descoberta de</p><p>motivações intrínsecas, ou seja, a motivação que vem de dentro do próprio aluno. Para</p><p>Roberts (2012), a compreensão das emoções e do estresse é importante, uma vez que as</p><p>emoções podem influenciar o desempenho e a aderência às atividades físicas.</p><p>Estratégias, como o feedback positivo, o estabelecimento de metas e o uso de</p><p>recompensas podem ser aplicadas com base nos conhecimentos psicológicos para</p><p>promover a motivação e o engajamento dos alunos nos programas de ensino.</p><p>De acordo com Ryan e Deci (2000), compreender como as emoções, pensamentos e</p><p>motivações influenciam o engajamento na atividade física é essencial para promover</p><p>uma prática regular e duradoura. A psicologia do esporte é uma área que estuda como os</p><p>fatores psicológicos podem afetar o desempenho esportivo, a adesão à prática de</p><p>atividades físicas e a qualidade de vida dos praticantes. Por exemplo, a teoria da</p><p>autodeterminação destaca a importância da autonomia, competência e relacionamento</p><p>social na motivação para a prática de exercícios.</p><p>O ponto de vista sociológico sobre o corpo humano refere-se à relação do indivíduo</p><p>com a sociedade, considerando normas, valores, crenças e práticas culturais que</p><p>influenciam a prática das atividades. A sociedade exerce uma</p><p>grande influência sobre</p><p>como as pessoas se relacionam com seu corpo e como percebem o exercício. De acordo</p><p>com Coakley (2003), a compreensão dos aspectos socioculturais é fundamental para</p><p>entender como a cultura e a sociedade moldam a nossa compreensão, incluindo as</p><p>diferenças culturais na forma como a atividade física é valorizada, acessada e praticada.</p><p>O estudo sociológico interligado à Educação Física permite ao profissional identificar e</p><p>analisar as influências sociais e culturais que afetam o trabalho corporal. Por exemplo,</p><p>questões de gênero, classe social, etnia, religião e outros aspectos socioculturais podem</p><p>influenciar as preferências, participação e acesso dos indivíduos aos esportes.</p><p>CONHECIMENTOS BIOPSICOSSOCIAIS NA PRÁTICA</p><p>A inclusão dos aspectos biológicos e conhecimentos sobre o corpo nas aulas de</p><p>educação física está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação</p><p>Física na Educação Básica (BRASIL, 2018), que destacam a importância da promoção</p><p>da cultura corporal, compreendendo o corpo como objeto de conhecimento. Essas</p><p>diretrizes ressaltam a importância da formação integral dos estudantes, envolvendo</p><p>aspectos biológicos, socioculturais e afetivo-emocionais, na compreensão e prática das</p><p>atividades físicas.</p><p>É importante deixar claro que o ensino dos aspectos biológicos sobre o corpo, nas aulas</p><p>de educação física, não se trata apenas de transmitir informações teóricas, mas sim de</p><p>integrar esses conhecimentos de forma prática e contextualizada. Por exemplo, é</p><p>possível dar uma aula sobre frequência cardíaca e as causas de suas variações, ensinar</p><p>os alunos a verificar os seus próprios batimentos (através da artéria radial) e, em</p><p>seguida, fazê-los praticar algum exercício e verificarem as oscilações da frequência</p><p>cardíaca. Alia-se, assim, a teoria à prática. Dessa forma, é possível promover uma</p><p>abordagem mais abrangente e educativa das aulas, contribuindo para a formação de</p><p>estudantes mais conscientes e engajados.</p><p>A inclusão dos aspectos psicológicos nas aulas de educação física escolar é muito</p><p>importante, pois ela pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades</p><p>socioemocionais, como a autoestima, autoeficácia, resiliência e empatia, que são</p><p>importantes para a formação integral dos estudantes. Para Rebelo (2018), essas aulas</p><p>também podem ser um espaço de promoção da saúde mental e emocional, permitindo</p><p>que os estudantes desenvolvam habilidades de enfrentamento e autorregulação</p><p>emocional.</p><p>Também devemos enfatizar que a relação entre os aspectos psicológicos e os</p><p>conhecimentos sobre o corpo na educação física escolar possibilita que os estudantes</p><p>construam uma consciência corporal mais ampla e profunda, compreendendo a relação</p><p>entre corpo, mente e emoções. Essa consciência corporal contribui para o</p><p>desenvolvimento do autoconhecimento, da autonomia e da capacidade de lidar com as</p><p>emoções e os desafios inerentes à prática esportiva.</p><p>A aplicação dos conhecimentos sociológicos do corpo humano nas aulas de Educação</p><p>Física pode ocorrer de diversas formas. Um exemplo é a promoção da inclusão e da</p><p>diversidade, considerando as diferenças socioculturais dos estudantes e valorizando a</p><p>participação de todos, independentemente de sua origem ou identidade. É importante</p><p>que os profissionais da área busquem criar um ambiente inclusivo e respeitoso, no qual</p><p>os estudantes se sintam valorizados e representados, e onde a diversidade seja</p><p>reconhecida como uma riqueza.</p><p>Outra forma de inserir nas aulas os conhecimentos sociológicos e sua relação com o</p><p>corpo humano é por meio da análise crítica das representações e estereótipos corporais</p><p>presentes na sociedade e na mídia. Para Shilling (2017), os profissionais da Educação</p><p>Física podem abordar a influência da cultura e da mídia na construção de padrões de</p><p>beleza, saúde e desempenho físico, e promover a reflexão e o questionamento desses</p><p>padrões pelos estudantes. Isso pode contribuir para a formação de uma consciência</p><p>crítica em relação às pressões sociais e culturais relacionadas ao corpo, e para a</p><p>promoção de uma relação mais saudável e equilibrada com o próprio corpo e com a</p><p>prática da atividade física.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola,</p><p>falaremos sobre os aspectos biológicos, psicológicos e sociológicos da Educação Física</p><p>escolar, mostrando de que maneira essas áreas do conhecimento podem contribuir para</p><p>aulas mais completas e que abranjam as questões físicas, mentais e motivacionais das</p><p>práticas esportivas dentro da escola. Vamos lá?</p><p>Saiba mais</p><p>Dica de leitura: Anatomia aplicada à educação física</p><p>A anatomia é uma das ciências fundamentais que compõem o tripé da formação do</p><p>profissional que trabalha com o ser vivo. É importante refletir sobre a importância em</p><p>estudar essa disciplina, pois as informações obtidas nela serão fundamentais para a</p><p>compreensão de disciplinas voltadas à funcionalidade e patologias, contribuindo para</p><p>um sólido aprendizado. Como educador físico, os conhecimentos adquiridos em</p><p>anatomia serão essenciais para um embasamento teórico-prático de sua formação. Na</p><p>atualidade, temos presenciado avanços tecnológicos significativos na área da educação</p><p>física, o que tem trazido recursos importantes que se desdobram em uma série de</p><p>eventos benéficos, tanto para a população que necessita dos serviços dos profissionais</p><p>de educação física quanto para os próprios profissionais. Neste livro, podemos aprender</p><p>um pouco sobre esses avanços e observar a aplicação da anatomia na prática do</p><p>educador físico.</p><p>PALOMARI, Evanisi Teresa. Anatomia aplicada à educação física (2017).</p><p>Dica de filme: Invictus</p><p>Nesta aula, falamos sobre a importância da motivação nas aulas de Educação Física, que</p><p>tem relação com o enredo do filme Invictus. Lançado em 2009, o filme é dirigido por</p><p>Clint Eastwood e é baseado na história real do presidente sul-africano Nelson Mandela,</p><p>interpretado por Morgan Freeman, que utiliza o rugby como uma forma de unir a nação</p><p>dividida pelo apartheid e motivar seu país a superar desafios. O filme retrata a</p><p>importância do esporte como uma ferramenta para promover a união, superar obstáculos</p><p>e alcançar objetivos, bem como a motivação e a liderança de Mandela em sua busca por</p><p>um futuro melhor para a África do Sul. O filme é uma inspiradora história de</p><p>perseverança, determinação e motivação, que mostra como o esporte pode ter um</p><p>impacto positivo na vida das pessoas e na sociedade como um todo. Em tempo, o Rugby</p><p>é o esporte coletivo que mais cresce no Brasil, com cada vez mais adeptos, tanto em</p><p>equipes masculinas como femininas.</p><p>Aula 4</p><p>http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/6087052954aa8872fb666a2f</p><p>CONHECIMENTOS SOBRE O CORPO HUMANO</p><p>Olá, estudante! Nesta aula, vamos mostrar que a Educação Física</p><p>pode ser vista como uma disciplina que contribui para a construção</p><p>da cidadania, promovendo valores como a cooperação, a</p><p>solidariedade, o respeito às diferenças e a valorização da saúde.</p><p>27 minutos</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta aula, vamos mostrar que a Educação Física pode ser vista como uma disciplina</p><p>que contribui para a construção da cidadania, promovendo valores como a cooperação, a</p><p>solidariedade, o respeito às diferenças e a valorização da saúde. Além disso, poderemos</p><p>ressaltar que os saberes docentes são essenciais para que os objetivos dessa disciplina</p><p>sejam alcançados, uma vez que os professores são responsáveis por elaborar e executar</p><p>as atividades e estratégias de ensino.</p><p>Por fim, também abordaremos o assunto da identidade docente, que também é um</p><p>assunto relevante, uma vez que ela está relacionada com a forma como os professores se</p><p>enxergam e como se posicionam diante dos desafios da profissão. A partir da reflexão</p><p>sobre sua identidade, é possível que os professores elaborem práticas pedagógicas mais</p><p>eficazes e que contribuam</p><p>para a formação de cidadãos críticos e conscientes.</p><p>Vamos começar?</p><p>CIDADANIA, DOCÊNCIA E IDENTIDADE</p><p>Nas aulas de Educação Física, trabalhamos o desenvolvimento motor dos alunos, mas</p><p>também podemos contribuir significativamente para a formação de cidadãos críticos e</p><p>conscientes. Através de práticas esportivas, jogos, danças e outras atividades físicas, é</p><p>possível promover valores, como a cooperação, a solidariedade, o respeito às diferenças</p><p>e a valorização da saúde.</p><p>Para Ahlert (2004), a Educação Física é uma das áreas que mais tem se destacado na</p><p>construção da cidadania, pois permite a vivência de situações que favorecem o</p><p>desenvolvimento de habilidades sociais e a reflexão sobre questões éticas e políticas.</p><p>Para o autor, a Educação Física é capaz de proporcionar experiências significativas que</p><p>colaboram para a formação de uma consciência crítica e para a construção de uma</p><p>sociedade mais justa e democrática.</p><p>De acordo com Darido e Rangel (2011), a Educação Física pode contribuir para a</p><p>formação da cidadania através de três dimensões: a dimensão corporal, que envolve o</p><p>desenvolvimento da consciência corporal e da saúde; a dimensão cultural, que</p><p>compreende a valorização e respeito às diferentes culturas; e a dimensão social, que</p><p>abrange a construção de valores como a cooperação, a solidariedade e o respeito às</p><p>diferenças.</p><p>Assim como para todas as disciplinas escolares, o ensino da Educação Física requer</p><p>saberes específicos para ser ministrada de forma adequada e eficiente. Nesse sentido, a</p><p>formação dos professores deve considerar não apenas os aspectos técnicos e científicos</p><p>da área, mas também os saberes docentes, ou seja, aqueles conhecimentos relacionados</p><p>à prática pedagógica e à relação com os alunos.</p><p>De acordo com Tardif (2002), os saberes docentes se dividem em três categorias: os</p><p>saberes da formação profissional, adquiridos durante a graduação e a pós-graduação; os</p><p>saberes da experiência, obtidos ao longo da trajetória profissional do professor; e os</p><p>saberes da reflexão sobre a prática, que decorrem da análise crítica da própria prática</p><p>docente.</p><p>Nesse sentido podemos destacar a importância da reflexão crítica sobre a prática</p><p>pedagógica como forma de desenvolvimento dos saberes docentes. Esta análise</p><p>reflexiva da prática permite ao professor compreender as suas ações e tomar decisões</p><p>mais fundamentadas e conscientes, o que contribui para uma prática docente mais</p><p>qualificada.</p><p>O professor de Educação Física é um agente importante no processo educativo, e sua</p><p>identidade docente pode influenciar diretamente na forma como ele conduz suas aulas e</p><p>na relação com seus alunos. Nesse sentido, a construção da identidade docente torna-se</p><p>um fator crucial para o sucesso do processo educacional.</p><p>A identidade do professor de Educação Física é composta por diferentes elementos,</p><p>como crenças, valores, conhecimentos, experiências e práticas pedagógicas. Esses</p><p>elementos são influenciados por fatores externos, como a formação acadêmica e a</p><p>cultura escolar, e também por fatores internos, como as características individuais do</p><p>professor e suas experiências de vida. Assim, a construção da identidade docente é um</p><p>processo contínuo e dinâmico, que envolve reflexão e aperfeiçoamento constante.</p><p>Em resumo, a construção da identidade docente na Educação Física é um processo</p><p>fundamental para o sucesso do processo educacional e para a formação integral dos</p><p>alunos. Ela envolve diferentes elementos e é influenciada por fatores internos e</p><p>externos. Nesse sentido, é importante que o professor de Educação Física desenvolva</p><p>uma reflexão crítica sobre sua prática pedagógica e busque ampliar seu repertório de</p><p>saberes, visando contribuir para a construção da cidadania e para a formação integral</p><p>dos alunos.</p><p>EM BUSCA DE UMA EDUCAÇÃO FÍSICA CONSCIENTE E CIDADÃ</p><p>Em relação à construção da cidadania, a Educação Física pode contribuir para a</p><p>promoção da inclusão social e para a diminuição da violência. Para Darido (2001), o</p><p>esporte e as atividades físicas podem ser utilizados como ferramentas para a integração</p><p>de pessoas com diferentes características e para a prevenção da violência e da</p><p>delinquência, através da promoção de valores, como a disciplina, o trabalho em equipe e</p><p>o respeito às regras.</p><p>Portanto, a Educação Física é uma disciplina que pode contribuir significativamente</p><p>para a formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de participar ativamente na</p><p>construção de uma sociedade mais justa e democrática. Através de práticas esportivas e</p><p>outras atividades físicas, é possível promover valores, como a cooperação, a</p><p>solidariedade, o respeito às diferenças e a valorização da saúde, além de contribuir para</p><p>a inclusão social e a prevenção da violência.</p><p>Além disso, a Educação Física também pode contribuir para a inclusão social, através</p><p>da promoção da igualdade de oportunidades e do respeito às diferenças. Segundo</p><p>Ferreira (2014), a Educação Física pode ser um espaço de inclusão, onde os alunos</p><p>podem aprender a conviver com a diversidade, superando preconceitos e estereótipos e</p><p>promovendo o respeito às diferenças.</p><p>No entanto, para que o professor de Educação Física possa desempenhar bem seu papel,</p><p>é necessário que ele possua um conjunto de saberes docentes que englobam</p><p>conhecimentos específicos da disciplina, pedagógicos e socioculturais, conhecimentos</p><p>relacionados à formação acadêmica, a sua experiência enquanto professor e em relação</p><p>a sua bagagem cultural. Além disso, é importante destacar que essa disciplina possui</p><p>características próprias, que demandam conhecimentos específicos por parte do</p><p>professor, como o respeito à diversidade corporal, cultural e étnica dos alunos, a</p><p>promoção da autonomia e da criticidade, a valorização da participação e do</p><p>envolvimento dos alunos nas atividades, entre outros.</p><p>Por sua vez, ao analisarmos a identidade docente, revelamos que esse é um conceito</p><p>complexo, que envolve diversos aspectos da vida profissional e pessoal do professor</p><p>pautado nas suas diversas experiências de vida. A identidade docente é influenciada</p><p>pelo contexto sociocultural em que os professores estão inseridos, pelos saberes que</p><p>possuem e pela maneira como interpretam e aplicam esses saberes na prática</p><p>pedagógica, um processo contínuo e dinâmico, que envolve a reflexão crítica sobre a</p><p>prática pedagógica e o reconhecimento das influências que moldam a identidade do</p><p>professor. Nesse sentido, é importante que os professores de Educação Física tenham</p><p>espaços de formação e de troca de experiências, que possibilitem a reflexão sobre as</p><p>práticas e o desenvolvimento de uma identidade docente mais consistente e coerente</p><p>com os objetivos da disciplina.</p><p>A identidade docente na Educação Física também está relacionada à maneira como os</p><p>professores se relacionam com os alunos, com o ambiente escolar e com a sociedade em</p><p>geral. Os valores, crenças e atitudes dos professores influenciam diretamente a forma</p><p>como os alunos são vistos e tratados, bem como a maneira como a Educação Física é</p><p>valorizada e inserida no contexto escolar e social.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA, SABERES E CIDADANIA NA PRÁTICA</p><p>A construção da cidadania através da Educação Física está relacionada à promoção de</p><p>valores e princípios éticos que contribuem para a formação de indivíduos críticos e</p><p>conscientes. De acordo com Bego (2020), a Educação Física pode influenciar</p><p>positivamente na construção de uma educação formativa e social ativa, crítica e de</p><p>qualidade para os educandos, o que favorece a formação de cidadãos mais éticos,</p><p>responsáveis, inteligentes, facilitando a sua inserção na sociedade.</p><p>Para que a Educação Física possa cumprir o seu papel na construção da cidadania, é</p><p>fundamental que os professores possuam uma formação sólida e atualizada, que lhes</p><p>permita desenvolver práticas pedagógicas eficazes e coerentes com os objetivos da</p><p>disciplina. Segundo Taffarel (2012), os professores</p><p>de Educação Física devem possuir</p><p>uma formação que lhes permita compreender as complexidades do processo educativo e</p><p>desenvolver estratégias de ensino que favoreçam o desenvolvimento integral dos alunos.</p><p>Portanto, a Educação Física pode ser vista como uma disciplina que contribui para a</p><p>formação integral do indivíduo e para a construção da cidadania. Através da promoção</p><p>de valores e princípios éticos, da inclusão social e do desenvolvimento de habilidades e</p><p>competências importantes para a vida em sociedade, a Educação Física pode contribuir</p><p>para a formação de indivíduos críticos, conscientes e comprometidos com a construção</p><p>de uma sociedade mais justa e democrática.</p><p>Na prática, o conhecimento formativo, ou saberes docentes, são aplicados pelos</p><p>professores de Educação Física de diferentes formas, dependendo do contexto escolar e</p><p>dos objetivos educacionais estabelecidos. Um exemplo de aplicação dos saberes</p><p>docentes na prática é a promoção da inclusão e do respeito à diversidade corporal,</p><p>cultural e étnica dos alunos. Nesse sentido, os professores podem criar atividades que</p><p>valorizem a pluralidade cultural e que respeitem as diferenças individuais dos alunos,</p><p>contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária e democrática. Uma</p><p>simples divisão de equipes para uma brincadeira de queimada, de maneira que o número</p><p>de meninas e meninos seja o mesmo em cada equipe, é uma forma de equilibrar o jogo e</p><p>evitar que alunos sejam escolhidos por último, causando constrangimento.</p><p>Outra forma de colocar em prática esses conhecimentos é a promoção da autonomia e</p><p>da criticidade dos alunos. Para isso, os professores podem utilizar metodologias que</p><p>incentivem os alunos a refletirem sobre as atividades propostas e a participarem</p><p>ativamente do processo de aprendizagem, valorizando suas opiniões e contribuições.</p><p>Dessa forma, os alunos se tornam sujeitos ativos e críticos do processo educativo,</p><p>desenvolvendo habilidades e competências necessárias para a sua vida em sociedade</p><p>Em relação à identidade docente, ela pode ser colocada em prática quando o docente de</p><p>Educação Física realiza a promoção de um ambiente de aprendizagem mais</p><p>participativo e democrático. Quando a identidade docente é bem definida, os docentes</p><p>se mostram capazes de se posicionar de forma mais clara e objetiva diante das situações</p><p>que surgem no ambiente escolar, promovendo a construção de um ambiente mais</p><p>inclusivo e colaborativo.</p><p>Além disso, os professores devem ser capazes de questionar suas práticas e de refletir</p><p>sobre as suas crenças e valores, o que pode levar a uma melhora significativa na</p><p>qualidade do ensino e na formação dos alunos.</p><p>Por fim, devemos apontar que a identidade docente na Educação Física é um tema de</p><p>extrema importância para a prática pedagógica e para a formação dos alunos. De</p><p>maneira que essa discussão possa contribuir para a promoção de um ambiente de</p><p>aprendizagem mais participativo e democrático, para o desenvolvimento de práticas</p><p>pedagógicas mais críticas e reflexivas e para a construção de uma cultura mais</p><p>respeitosa e valorizadora da diversidade.</p><p>VÍDEO RESUMO</p><p>Olá, estudante!</p><p>No vídeo resumo da nossa aula sobre Conhecimentos da Educação Física na Escola,</p><p>poderemos falar sobre a construção da cidadania e como isso impacta na prática docente</p><p>e dos alunos, também vamos abordar os saberes inerentes ao ensino de educação física e</p><p>da identidade desse profissional que leciona a disciplina em nível escolar. Vamos</p><p>começar?</p><p>Saiba mais</p><p>Dica de leitura: História e inovação do currículo do professor de Educação Física</p><p>No artigo O processo de constituição histórica das diretrizes curriculares na formação</p><p>de professores de educação física, os autores Larissa Benites e Samuel de Souza</p><p>buscaram investigar as políticas públicas de formação de professor, como ocorreu o</p><p>processo de qualificação e certificação, buscando entender as justificativas que</p><p>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1517-97022008000200009&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1517-97022008000200009&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1517-97022008000200009&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>orientaram a regulamentação dos normativos legais desde 1939. Esse é um artigo</p><p>descritivo e que aponta as alterações das competências ao longo da história. A leitura é</p><p>recomendada para entender como a formação dos professores foi sofrendo alterações</p><p>com o passar dos anos e quais os pontos ainda passíveis de melhoria.</p><p>BENITES, Larissa Cerignoni; SOUZA NETO, Samuel de. O processo de constituição</p><p>histórica das diretrizes curriculares na formação de professores de educação</p><p>física. Educ. Pesqui. [online]. v. 34, n. 2, p.343-360, 2008.</p><p>Dica: Revista Brasileira de Educação Física e Esporte</p><p>A Revista Brasileira de Educação Física e Esporte é uma publicação científica da</p><p>Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP).</p><p>Fundada em 1987, a revista tem como objetivo divulgar pesquisas originais, revisões</p><p>críticas e relatos de experiência na área.</p><p>A revista é indexada em importantes bases de dados científicas, como a Scopus,</p><p>SciELO, PubMed Central, entre outras. Os artigos publicados são submetidos a um</p><p>rigoroso processo de avaliação por pares, garantindo a qualidade e relevância científica</p><p>dos conteúdos.</p><p>Além de artigos científicos, a Revista Brasileira de Educação Física e Esporte também</p><p>publica editoriais, cartas ao editor, resenhas de livros, notícias e outros materiais</p><p>relevantes. O objetivo é oferecer uma visão ampla e diversificada dos temas em</p><p>discussão na área, promovendo o debate e a reflexão crítica.</p><p>Aula 5</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>42 minutos</p><p>O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E SUAS MÚLTIPLAS</p><p>FACES</p><p>Nesta unidade, pudemos observar as principais características da cultura corporal do</p><p>movimento humano como o objeto de estudo da Educação Física, tornando-a origem</p><p>dos principais conteúdos que fazem parte das aulas. Também foi possível compreender</p><p>a necessidade de reflexão sobre as manifestações culturais que envolvem o movimento</p><p>humano na busca por uma formação que fomente os valores da cidadania, autonomia e</p><p>de uma vida saudável.</p><p>Em um primeiro momento observamos que cultura corporal é um dos temas centrais do</p><p>Ensino de Educação Física, pois engloba todos os aspectos culturais, históricos, sociais</p><p>e políticos relacionados ao corpo humano e suas práticas. Outro aspecto relevante é a</p><p>relação com outras áreas do conhecimento, pois é preciso que esses profissionais</p><p>compreendam a interdisciplinaridade e a transversalidade da Educação Física,</p><p>dialogando com outras áreas, como Biologia, História, Sociologia, entre outras, para</p><p>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1517-97022008000200009&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1517-97022008000200009&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>que possam enriquecer seus conhecimentos e práticas pedagógicas.</p><p>Também verificamos como as práticas escolares podem ser fundamentais para a</p><p>promoção da qualidade de vida dos estudantes. Abordamos temas como a</p><p>conscientização sobre a importância da saúde e como estimular atitudes que a</p><p>promovam no dia a dia dos alunos.</p><p>Como sabemos, a educação física é uma disciplina fundamental para o desenvolvimento</p><p>físico e cognitivo dos estudantes, e pode ser um importante meio para a promoção da</p><p>saúde, por isso verificamos quais as práticas escolares que contribuem para esse fim,</p><p>especialmente em um contexto em que muitas crianças e jovens estão cada vez mais</p><p>sedentários e sofrem com problemas de saúde relacionados ao estilo de vida.</p><p>Mais adiante, tivemos contato com os conhecimentos teóricos sobre o corpo humano,</p><p>com enfoque nos aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais. Exploramos a</p><p>compreensão do corpo humano em diferentes perspectivas, visando uma abordagem</p><p>holística da Educação Física.</p><p>Em</p><p>relação aos aspectos biológicos, falamos sobre anatomia, fisiologia e bioquímica do</p><p>corpo humano, compreendendo sua estrutura e funcionamento. Sobre os aspectos</p><p>psicológicos, discutimos a importância da motivação, das emoções, da cognição e do</p><p>comportamento humano, bem como sua influência na adesão e na performance nas</p><p>atividades físicas.</p><p>Por fim, tivemos a oportunidade de mostrar que a Educação Física pode ser vista como</p><p>uma disciplina que contribui para a construção da cidadania, promovendo valores, como</p><p>cooperação, solidariedade, respeito às diferenças e valorização da saúde. Também foi</p><p>falado sobre a identidade docente nessa disciplina, que também é um assunto relevante,</p><p>uma vez que ela está relacionada com a forma como os professores se enxergam e como</p><p>se posicionam diante dos desafios da profissão. A partir da reflexão sobre sua</p><p>identidade, é possível que os professores elaborem práticas pedagógicas mais eficazes e</p><p>que contribuam para a formação de cidadãos críticos e conscientes.</p><p>REVISÃO DA UNIDADE</p><p>Olá, estudante.</p><p>Neste vídeo, vamos abordar os principais pontos desenvolvidos ao longo da unidade,</p><p>como a cultura corporal de movimento, refletindo sobre as manifestações culturais que</p><p>fazem parte do movimento humano. Aproveitaremos também para compreender os</p><p>principais conhecimentos referentes aos cuidados com a saúde, conhecimentos sobre o</p><p>corpo humano e a necessidade de formação para a cidadania e autonomia.</p><p>ESTUDO DE CASO</p><p>Para contextualizar a aprendizagem dos conteúdos desenvolvidos ao longo da unidade,</p><p>imagine que você acaba de assumir o cargo de professor de Educação Física de uma</p><p>escola pública de ensino fundamental. Conversando com seus alunos e com outros</p><p>professores, colegas da mesma unidade escolar, você descobre que o professor que</p><p>precedeu você não tinha muita didática e não variava as atividades, deixando os alunos</p><p>brincarem com bolas esportivas, mas sem lecionar conteúdo ou teorias. Chega-se à</p><p>conclusão que se faz necessário ampliar a gama de atividades oferecidas aos alunos e</p><p>seguir o currículo escolar. Além do mais, você tem observado que um aluno do 9º ano,</p><p>Pedro, vem apresentando dificuldades em se envolver nas suas aulas práticas. Ele</p><p>geralmente parece desmotivado e evita participar ativamente das atividades propostas.</p><p>Também foi percebido que ele tem sido alvo de comentários e brincadeiras de colegas</p><p>de classe, o que tem afetado sua autoestima e confiança. Além desse caso, foi observado</p><p>que muitos alunos sofrem de problemas emocionais, como ansiedade e baixa</p><p>autoestima, e que alguns deles sofrem de bullying na unidade escolar. Diante da</p><p>situação de Pedro e dos demais alunos, a coordenação pedagógica pede aos professores</p><p>de todas as disciplinas que elaborem aulas e projetos visando a melhora na saúde física</p><p>e mental dos alunos. Leve em consideração que, de acordo com Stephan (2007), a falta</p><p>de suporte emocional adequado na escola pode ter consequências negativas para a saúde</p><p>mental dos estudantes, incluindo o aumento do risco de depressão, ansiedade e</p><p>comportamentos autodestrutivos. Para Baker (2021), os educadores podem ser</p><p>fundamentais na promoção da saúde mental dos estudantes, oferecendo suporte</p><p>emocional, identificando problemas precocemente e encaminhando os estudantes para</p><p>serviços de saúde mental, quando necessário. Também é importante levar em</p><p>consideração o que CID et al. (2019) aponta sobre os professores de educação física,</p><p>que podem promover a saúde mental dos estudantes ao criar um ambiente de aula que</p><p>seja acolhedor, inclusivo e respeitoso, e ao oferecer apoio emocional aos estudantes que</p><p>estão enfrentando desafios pessoais. Como abordar a situação de Pedro e dos demais</p><p>alunos levando em conta não apenas os aspectos psicológicos, mas também os</p><p>potenciais de atividade física e culturais da Educação Física?</p><p>Reflita</p><p>Olá, estudante, ao analisar o estudo de caso, tenha em mente que devemos compreender</p><p>a importância dos aspectos que apresentam relação com o processo de ensino-</p><p>aprendizagem da Educação Física. Quais seriam estes aspectos? Envolveriam apenas o</p><p>corpo, pela área de Educação Física lidar com ações relacionadas à</p><p>atividades exercícios físicos?</p><p>• Biológicos - É fundamental que o profissional de Educação Física compreenda a</p><p>anatomia, fisiologia e biomecânica do corpo humano para planejar e executar</p><p>atividades físicas de forma adequada e segura, levando em consideração as</p><p>características e limitações individuais de cada pessoa.</p><p>• Psicológicos - Além dos aspectos biológicos, a Educação Física também deve</p><p>considerar os aspectos psicológicos relacionados ao corpo humano. A percepção</p><p>do próprio corpo, a autoestima, a motivação, a emoção, a cognição e a</p><p>personalidade são alguns dos aspectos psicológicos que influenciam o</p><p>comportamento e a adesão à prática de atividade física. Compreender como</p><p>esses aspectos psicológicos afetam a relação das pessoas com o corpo e com a</p><p>atividade física é fundamental para promover uma abordagem holística e</p><p>integrada na Educação Física, considerando não apenas o aspecto biológico, mas</p><p>também o emocional e cognitivo dos praticantes, o que, inclusive, impacta na</p><p>motivação.</p><p>• Culturais - O ponto de vista sociológico sobre o corpo humano refere-se à</p><p>relação do indivíduo com a sociedade, considerando as normas, valores, crenças</p><p>e práticas culturais que influenciam a prática da atividade física. A sociedade</p><p>exerce uma grande influência sobre o relacionamento da pessoa com seu corpo e</p><p>como cada um percebe a atividade física.</p><p>Dessa forma, o professor de Educação Física deve buscar estratégias pedagógicas que</p><p>incluam esses fatores e que possam auxiliar o aluno em questão.</p><p>RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO</p><p>Para abordar a situação de Pedro, é importante considerar os aspectos biológicos,</p><p>psicológicos e socioculturais da Educação Física. Em relação aos aspectos biológicos, é</p><p>importante avaliar se Pedro apresenta alguma condição física ou de saúde que possa</p><p>estar afetando sua participação nas aulas. Afinal, de acordo com o Conselho Federal de</p><p>Educação Física (CONFEF, 2014), a avaliação do estado de saúde é fundamental para a</p><p>prescrição do exercício físico e, apesar de alguns jogos e brincadeiras não se encaixarem</p><p>exatamente como exercícios físicos, pode ser que as exigências e requisitos estejam</p><p>além das capacidades do aluno.</p><p>Em relação aos aspectos psicológicos, é importante considerar que a motivação e o</p><p>envolvimento nas aulas de Educação Física podem ser influenciados por fatores, como</p><p>autoestima, ansiedade e estresse. De acordo com a American Psychological Association</p><p>(2021), a atividade física pode ser uma forma eficaz de lidar com o estresse e a</p><p>ansiedade. Nesse sentido, é importante que o professor estabeleça uma relação de</p><p>confiança com Pedro e o ajude a identificar estratégias para lidar com seus sentimentos</p><p>em relação às aulas de Educação Física.</p><p>Por fim, em relação aos aspectos socioculturais, é importante considerar que o ambiente</p><p>escolar pode ter um grande impacto sobre a participação e o envolvimento dos alunos</p><p>nas aulas de Educação Física. Segundo o Ministério da Educação (2013), a educação</p><p>física escolar deve proporcionar aos alunos a possibilidade de convivência com a</p><p>diversidade cultural e a valorização da cultura corporal do movimento. Dessa forma, o</p><p>professor pode incentivar a participação de Pedro em atividades que valorizem a</p><p>diversidade cultural e que sejam inclusivas.</p><p>Em resumo, para abordar a situação de Pedro, é importante considerar os aspectos</p><p>biológicos, psicológicos e socioculturais da Educação Física. O professor deve avaliar a</p><p>condição física e de saúde de Pedro, ajudá-lo a lidar com seus sentimentos em relação às</p><p>aulas de Educação Física e incentivar a sua participação.</p><p>Em relação aos demais alunos que vêm apresentando problemas de baixa autoestima e</p><p>ansiedade, o professor poderá trabalhar com os alunos</p>