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UNIDADE 3 - A COESÃO TEXTUAL MECANISMOS DE REFERENCIAÇÃO

Capítulo sobre coesão textual — mecanismos de referenciação. Define coesão e referenciação, apresenta pronomes, sinônimos e elipse, aborda coesão sequencial e conectivos, traz objetivos de aprendizagem, exemplos, infográfico e um desafio prático de revisão.

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<p>A coesão textual: mecanismos de</p><p>referenciação</p><p>Apresentação</p><p>A coesão textual é o que une as partes de um texto, garantindo que ele seja percebido como uma</p><p>unidade significativa e coesa. Ela se manifesta por meio de vários mecanismos, sendo a</p><p>referenciação um dos principais. A referenciação envolve o uso de elementos no texto que</p><p>remetem a outros elementos ou ideias, criando uma rede de conexões que sustenta a compreensão</p><p>e a interpretação do leitor.</p><p>A importância da coesão textual transcende os limites da escrita acadêmica ou literária, infiltrando-</p><p>se em todas as formas de comunicação escrita. Um texto coeso é aquele que flui naturalmente,</p><p>permitindo ao leitor avançar sem obstáculos na compreensão das ideias apresentadas. A falta de</p><p>coesão pode levar à ambiguidade, à confusão e até mesmo à má interpretação do conteúdo.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a identificar as principais questões de coesão</p><p>em uma variedade de textos e a desenvolver eficazmente a coesão referencial, minimizando</p><p>repetições e facilitando uma leitura suave e prazerosa. Adicionalmente, você vai compreender</p><p>como implementar a coesão sequencial, selecionando conectivos apropriados que ajudam a formar</p><p>o significado desejado em seus escritos.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Reconhecer os problemas de coesão apresentados em um texto.•</p><p>Construir a coesão referencial de um texto, evitando a repetição e promovendo uma leitura</p><p>mais leve e agradável.</p><p>•</p><p>Estabelecer a coesão sequencial de um texto, buscando escolher os articuladores adequados</p><p>para a construção do sentido pretendido.</p><p>•</p><p>Desafio</p><p>A coesão referencial é um aspecto fundamental na construção textual, responsável por estabelecer</p><p>ligações claras e lógicas entre as diferentes partes de um texto. Esse mecanismo utiliza pronomes,</p><p>sinônimos, elipses, entre outros recursos, para referenciar elementos já mencionados, evitando</p><p>repetições desnecessárias e tornando a leitura mais fluida e agradável. A habilidade de criar um</p><p>texto coeso é crucial para qualquer escritor, pois impacta diretamente a compreensão e o</p><p>engajamento do leitor.</p><p>A partir dessas informações, analise a situação a seguir:</p><p>Neste Desafio, revise o trecho, implementando estratégias de coesão referencial para melhorar sua</p><p>qualidade, sem alterar o conteúdo ou a mensagem do autor. Lembre-se de manter o significado</p><p>original e garantir que o texto continue coeso e claro.</p><p>Infográfico</p><p>A coesão textual é o elo que une as partes de um discurso, permitindo que as ideias fluam</p><p>naturalmente e que o texto seja compreendido como um todo orgânico e lógico. Essa articulação é</p><p>alcançada por meio de diferentes mecanismos, que trabalham para evitar repetições desnecessárias</p><p>e garantir a clareza da narrativa.</p><p>Assim como a intertextualidade, a coesão é uma ferramenta textual que enriquece a escrita. Porém,</p><p>ao invés de conectar diferentes textos, o foco é harmonizar os elementos dentro de um único</p><p>documento.</p><p>Neste Infográfico, você vai compreender os mecanismos de coesão textual. Você vai ver exemplos</p><p>de como cada um opera para tecer a estrutura de um texto coeso a partir dos conceitos de coesão</p><p>sequencial e referencial. Além disso, vai identificar e aprender a aplicar corretamente a coesão para</p><p>transformar uma simples compilação de ideias em uma narrativa envolvente e persuasiva.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c5daee6b-f3a8-4abf-b3ff-e3a53cd631f6/f5a6614f-c6eb-457b-ae75-c24070f145aa.png</p><p>Conteúdo do livro</p><p>A coesão textual figura como um dos pilares fundamentais nas aulas de língua portuguesa,</p><p>justificando-se pela recorrente complexidade que alunos enfrentam ao tentar tecer um texto que</p><p>seja, ao mesmo tempo, fluido e claro. A habilidade de interligar sentenças e parágrafos de modo</p><p>coeso está intimamente relacionada ao sucesso da comunicação escrita, pois é por meio dessa</p><p>articulação que um texto ganha vida, permitindo que as ideias se desdobrem de forma orgânica e</p><p>intuitiva.</p><p>Problemas comuns como redundâncias, desvios de concordância verbal e uso inadequado de</p><p>conectivos podem obscurecer o entendimento e prejudicar a estética do texto, tornando essencial</p><p>o domínio das técnicas de coesão. Parte desse processo são os mecanismos de referenciação, que</p><p>são ferramentas que possibilitam ao escritor evitar repetições desnecessárias e promover uma</p><p>leitura mais agradável, estabelecendo elos sutis entre as partes do discurso. Com o entendimento e</p><p>a aplicação correta desses recursos, a produção textual não somente ganha em qualidade, mas</p><p>também se torna um exercício mais atraente e acessível tanto para o escritor quanto para o leitor.</p><p>No capítulo A coesão textual: mecanismos de referenciação, base teórica desta Unidade de</p><p>Aprendizagem, você vai encontrar exemplos práticos e explicações claras que ilustrarão como a</p><p>coesão textual e os mecanismos de referenciação operam na prática. Além de se familiarizar com</p><p>importantes aspectos da produção e da leitura textuais, vai compreender como as diferentes partes</p><p>de um texto se entrelaçam para criar um todo coeso. Assim, ao final da leitura, você vai articular</p><p>suas próprias ideias de maneira eficiente e harmoniosa, refletindo a coesão textual em cada frase</p><p>que escrever.</p><p>Boa leitura.</p><p>COMUNICAÇÃO E</p><p>EXPRESSÃO</p><p>Letícia Sangaletti</p><p>Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB-10/2147</p><p>S225c Sangaletti, Leticia.</p><p>Comunicação e expressão [recurso eletrônico] / Leticia</p><p>Sangaletti, Laís Virginia Alves Medeiros; [revisão técnica:</p><p>Laís Virginia Alves Medeiros] . – Porto Alegre: SAGAH 2018.</p><p>ISBN 978-85-9502-215-7</p><p>1. Comunicação. 2. Língua Portuguesa. I. Medeiros, Laís</p><p>Virginia Alves. II. Título.</p><p>CDU 81’38</p><p>Revisão técnica:</p><p>Laís Virginia Alves Medeiros</p><p>Mestra em Letras – Estudos da Linguagem:</p><p>Teorias do Texto e do Discurso</p><p>Bacharela em Letras – Habilitação Tradutora: Português e Francês</p><p>A coesão textual:</p><p>mecanismos de</p><p>referenciação</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Reconhecer os problemas de coesão apresentados em um texto.</p><p>� Construir a coesão referencial de um texto, evitando a repetição e</p><p>promovendo uma leitura mais leve e agradável.</p><p>� Estabelecer a coesão sequencial de um texto, buscando escolher os</p><p>articuladores adequados para a construção do sentido pretendido.</p><p>Introdução</p><p>Um dos assuntos que têm merecido maior atenção nas aulas de língua</p><p>portuguesa é a coesão textual. Tal importância se relaciona às dificuldades</p><p>que os alunos têm revelado para articular as partes de um texto, fazendo-o</p><p>evoluir sem repetições, com boa conjugação verbal, pontuação eficiente</p><p>e articuladores adequados.</p><p>Neste texto, você aprenderá mais sobre esse tema, se familiarizando</p><p>com aspectos importantes da produção e da leitura textuais.</p><p>Problemas de coesão no texto</p><p>Fávero (2002) explica que há inúmeras propostas de classificação das rela-</p><p>ções de coesão que podem se estabelecer formalmente em um texto. Koch e</p><p>Elias (2006, p. 186) afirmam que as noções de coesão e coerência sofreram</p><p>significativas alterações ao longo do tempo: “Inicialmente, os dois conceitos</p><p>praticamente se confundiam e, por isso, os dois termos eram, muitas vezes,</p><p>usados indiferentemente. Mas à medida que se modificava a concepção do</p><p>texto, eles passaram a diferenciar-se de maneira decisiva.”.</p><p>Para Hailiday e Hasan (apud FÁVERO, 2002), a coesão é entendida como um</p><p>conceito semântico que se refere às relações de sentido que se estabelecem entre</p><p>os enunciados que compõem o texto. Desse modo, para interpretar um elemento,</p><p>é preciso interpretar o outro. De acordo com os teóricos, são três os níveis em que</p><p>o sistema linguístico está organizado: o semântico, que é o significado; o léxico-</p><p>-gramatical, que se trata do formal; e o fonológico ortográfico,</p><p>ou seja, a expressão.</p><p>Nessa perspectiva, os significados se codificam como formas, e estas se</p><p>realizam como expressões. Assim, a coesão é conseguida parcialmente por</p><p>meio da gramática e parcialmente por meio do léxico. Para Hailiday e Hasan,</p><p>a coesão textual depende de cinco categorias de procedimento: referência,</p><p>substituição, elipse, conjunção e léxico. Veja o que significa cada uma (HAI-</p><p>LIDAY; HASAN apud FÁVERO, 2002):</p><p>� Referência: é a função pela qual um signo linguístico se relaciona a</p><p>um objeto extralinguístico. São três os tipos de referência: pessoal, que</p><p>são pronomes pessoais e possessivos; demonstrativa, que são pronomes</p><p>demonstrativos e advérbios indicativos de lugar; e comparativa, que se</p><p>dá por via indireta, por meio de identidades ou similaridades.</p><p>� Substituição: é a colocação de um item no lugar de outro ou de uma</p><p>oração inteira. Pode ser nominal e verbal. A nominal é feita por meio</p><p>de pronomes pessoais, numerais, indefinidos e nomes genéricos, como</p><p>“coisa”, “gente” e “pessoa”. Já a verbal se dá no verbo “fazer”, que é</p><p>substituto dos causativos, e no verbo “ser”, o substituto existencial.</p><p>� Elipse: é a omissão de um item lexical recuperável pelo contexto, ou</p><p>seja, a substituição por zero. Pode ocorrer elipse de elementos nominais,</p><p>verbais e oracionais.</p><p>� Conjunção: tem natureza diferente das outras relações coesivas por</p><p>não se tratar simplesmente de uma relação anafórica. Os elementos</p><p>conjuntivos são coesivos não por si mesmos, mas indiretamente. Isso</p><p>ocorre em virtude das relações específicas que se estabelecem entre</p><p>orações, períodos e parágrafos. Essas diferentes relações conjuntivas</p><p>possuem uma série de equivalentes estruturais. Os principais tipos de</p><p>elementos conjuntivos são: advérbios e locuções adverbiais; conjunções</p><p>coordenativas e subordinativas; locuções conjuntivas, preposições e</p><p>locuções prepositivas; itens continuativos como “então”, “daí”, etc.</p><p>� Coesão lexical: é obtida pela reiteração de itens lexicais idênticos ou</p><p>que possuem o mesmo referente. Também se dá pelo uso de nomes</p><p>genéricos cuja função coesiva está no limite entre as coesões lexical e</p><p>gramatical. Esses nomes estão a meio caminho do item lexical, membro</p><p>A coesão textual: mecanismos de referenciação150</p><p>de um conjunto aberto, e do item gramatical, membro de um conjunto</p><p>fechado. A colocação também é um fator de coesão lexical. Ela resulta</p><p>da associação de itens lexicais que regularmente ocorrem.</p><p>A coesão textual se trata do uso adequado de elos que conferem unidade ao texto. Esses elos</p><p>contribuem para que relações de sentido sejam estabelecidas e para que o texto seja tecido.</p><p>Fávero (2002) propõe uma reclassificação dos mecanismos de coesão</p><p>textual em termos da função que esses mecanismos exercem na construção</p><p>do texto. A autora cita três tipos de coesão com seus respectivos mecanismos,</p><p>como você pode ver a seguir.</p><p>Coesão referencial com mecanismos de substituição e</p><p>reiteração</p><p>Para a teórica (FÁVERO, 2002), a referência constitui um primeiro grau de abs-</p><p>tração: o leitor/alocutário relaciona determinado signo a um objeto tal como</p><p>ele o percebe dentro da cultura em que vive. No que tange aos mecanismos, a</p><p>substituição se dá quando um componente é retomado ou precedido por uma pró-</p><p>-forma. A pró-forma é um elemento gramatical representante de uma categoria,</p><p>como o nome. Ela se caracteriza por baixa densidade sêmica: traz as marcas do</p><p>que substitui. No caso de retomada, se tem uma anáfora. Já no caso de sucessão,</p><p>uma catáfora. As pró-formas podem ser pronominais, verbais, adverbiais e</p><p>numerais. Elas exercem função de pró-sintagma, pró-constituinte ou pró-</p><p>-oração. Já a reiteração é a repetição de expressões no texto. Ela pode ocorrer</p><p>por meio de: (1) repetição do mesmo item lexical; (2) sinônimos; (3) hiperônimos</p><p>e hipônimos; (4) expressões nominais definidas; e (5) nomes genéricos.</p><p>Coesão recorrencial com mecanismos de paralelismo,</p><p>paráfrase e recursos fonológicos, segmentais e</p><p>suprassegmentais</p><p>A coesão recorrencial ocorre quando o fluxo informacional caminha, progride.</p><p>Nesse caso, ele tem, então, por função levar adiante o discurso, mesmo que</p><p>151A coesão textual: mecanismos de referenciação</p><p>haja retomada de estruturas, itens ou sentenças. Sobre seus mecanismos, o</p><p>paralelismo se dá quando as estruturas são reutilizadas, mas com diferentes</p><p>conteúdos.</p><p>Já a paráfrase é uma atividade efetiva de reformulação pela qual “[...]</p><p>todo e qualquer texto tem uma multivocidade inerente (= muitas leituras);</p><p>o enunciador faz sempre uma interpretação do texto fonte e, assim, não</p><p>só o restaura de modo diferente, mas também faz uma interpretação do</p><p>texto derivada no momento em que o produz como paráfrase.” (FÁVERO;</p><p>URBANO apud FÁVERO, 2002). Para Fávero (2002), a paráfrase contribui</p><p>para a coesão do texto, pois atua como articuladora entre as informações</p><p>antigas e novas.</p><p>No que tange aos recursos fonológicos, segmentais e suprasssegmentais,</p><p>há a função do componente fonológico no estabelecimento da coesão. A</p><p>autora (FÁVERO, 2002) cita dois casos em que a coesão é obtida com esse</p><p>componente: o ritmo e os recursos de motivação sonora.</p><p>Ritmo: trata-se do fato de que a duração relativa das sílabas, de um lado,</p><p>está ligada à posição das pausas, acentos e entonação; de outro, a mudança</p><p>do tempo pode constituir por si só uma função delimitadora ou um realce.</p><p>Para que fique clara a função do ritmo na obtenção da coesão (e da coerência também),</p><p>você deve entendê-lo como uma sucessão de movimentos num jogo de tensão e</p><p>distensão. Assim, a análise rítmica é indissociável da rede complexa de significantes</p><p>que compõem o texto.</p><p>Recursos de motivação sonora: possuem expressividade das vogais e das</p><p>consoantes, aliterações, ecos, assonâncias, etc.</p><p>Coesão sequencial, com mecanismos de sequenciação</p><p>temporal e sequenciação por conexão</p><p>Tem por função fazer o texto progredir e o fluxo informacional caminhar. Os</p><p>mecanismos utilizados aqui são diferentes dos mecanismos de recorrência.</p><p>Eles não possuem retomada de itens, sentenças ou estruturas. Podem se dar</p><p>por sequenciação temporal e por conexão.</p><p>A coesão textual: mecanismos de referenciação152</p><p>Sequenciação temporal: indica o tempo do “mundo real”. A sequencializa-</p><p>ção dos enunciados deve satisfazer as condições conceituais no que concerne à</p><p>localização temporal e à ordenação relativa, que são características dos estados</p><p>de coisas no mundo, selecionadas pela referida sequência textual (MATEUS</p><p>et al. apud FÁVERO, 2002).</p><p>A sequenciação temporal pode ser obtida por: (1) ordenação linear dos</p><p>elementos; (2) expressões que assinalam a ordenação ou a continuação das</p><p>sequências temporais; (3) partículas temporais; e (4) correlação dos tempos</p><p>verbais (consecutio temporum).</p><p>Sobre a sequenciação por conexão, Fávero (2002) explica que tudo se relaciona</p><p>em um texto. Nesse sentido, o enunciado só se compreende por si mesmo e ajuda</p><p>na compreensão dos demais. Assim, o enunciado está subordinado a outros.</p><p>Conforme a autora, se trata de uma interdependência semântica/pragmática que</p><p>se expressa por operadores do tipo lógico, operadores discursivos e pausas.</p><p>Koch (1988), por sua vez, faz uma reclassificação, postulando a existência</p><p>de duas grandes modalidades de coesão: coesão referencial, ou referenciação,</p><p>e coesão sequencial, ou sequenciação. “Em termos de estrutura informacional,</p><p>a primeira está ligada ao dado, a segunda, ao novo.” (KOCH, 1988, p. 75).</p><p>Para Koch (1988), a língua possui recursos que têm por função estabelecer relações de</p><p>sentido entre enunciados ou partes de enunciados. Entre essas relações, estão as de</p><p>oposição ou contraste – quando se usa o termo “mas” –, finalidade ou meta – por meio</p><p>da palavra “para” –, consequência – com “foi assim que” –, localização temporal – que</p><p>pode aparecer por meio de “até que” –, explicação ou justificativa – com “porque” – e</p><p>adição de argumentos ou ideias – com o uso do “e”, etc.</p><p>Para Koch (1988), a língua possui recursos que têm por função</p><p>estabelecer</p><p>relações de sentido entre enunciados ou partes de enunciados. Entre essas</p><p>relações, estão as de oposição ou contraste – quando se usa o termo “mas”</p><p>–, finalidade ou meta – por meio da palavra “para” –, consequência – com</p><p>“foi assim que” –, localização temporal – que pode aparecer por meio de “até</p><p>que” –, explicação ou justificativa – com “porque” – e adição de argumentos</p><p>ou ideias – com o uso do “e”, etc.</p><p>Como você viu, há diferentes tentativas de definir o que é coesão e os seus</p><p>mecanismos. Contudo, parece não haver um consenso entre os conceitos que</p><p>153A coesão textual: mecanismos de referenciação</p><p>você acabou de estudar, não é? De qualquer modo, o uso adequado dos meca-</p><p>nismos de coesão textual contribui para uma melhor interpretação do texto. Já</p><p>o seu mau uso pode implicar construções de sentido ou interpretações errôneas.</p><p>Você verá a seguir a coesão referencial e a sequencial. Assim, poderá</p><p>compreender a diferença que fazem na compreensão do texto.</p><p>Coesão referencial</p><p>A coesão referencial de um texto evita a repetição e promove uma leitura</p><p>mais leve e agradável. De acordo com Koch (1988), esse tipo de coesão se</p><p>estabelece entre dois ou mais componentes da superfície textual que remetem a</p><p>um mesmo referente. Esse referente, por sua vez, pode ser acrescido de outros</p><p>traços que vão agregando traços textualmente.</p><p>Esse tipo de coesão é obtido por meio de dois mecanismos básicos, que</p><p>são a substituição e a reiteração.</p><p>Há substituição quando um componente da superfície textual é retomado</p><p>(anaforicamente) ou precedido (cataforicamente) por uma pró-forma. A pró-</p><p>-forma, como você já viu, é um elemento gramatical representante de uma</p><p>categoria, como o nome. Ela tem como característica a baixa densidade sêmica,</p><p>já que traz as marcas do que substitui. Além disso, pode ser pronominal, ver-</p><p>bal, adverbial ou qualitativa. Também pode funcionar como pró-constituinte,</p><p>pró-sintagma, pró-oração ou pró-enunciado. Também é bastante comum, em</p><p>português, a substituição por zero (elipse total) (KOCH, 1988).</p><p>Veja os exemplos dados pela teórica:</p><p>� “As crianças estão viajando. [Elas] só voltarão no fim do mês.” (KOCH,</p><p>1988, p. 75). Nesse caso, o termo “elas” é a pró-forma nominal com</p><p>função de pró-sintagma.</p><p>� “Ontem fui conhecer a nova casa de Joana. Ela comprou depois que seus</p><p>pais morreram num acidente. Ambos eram ainda bem jovens.” (KOCH,</p><p>1988, p. 75). Nesse exemplo, “ela” é pró-forma pronominal com função</p><p>de pró-constituinte. Além disso, “seus” é pró-forma pronominal com</p><p>função de pró-constituinte. Já “ambos” é pró-forma quantitativa com</p><p>função de pró-sintagma.</p><p>Já a reiteração ocorre por meio de sinônimos, hiperônimos, nomes ge-</p><p>néricos, expressões nominais definidas ou repetição do mesmo item lexical.</p><p>Observe os exemplos de Koch (1988):</p><p>A coesão textual: mecanismos de referenciação154</p><p>� “Diante de casa estava um menino. O garoto era magro e pálido.”</p><p>(KOCH, 1988, p. 76). Nesse caso, há um exemplo de sinônimo, já que</p><p>a palavra “garoto” também significa “menino”.</p><p>� “Vimos o carro do ministro aproximar-se. Alguns minutos depois, o veículo</p><p>estacionava diante da Casa Branca.” (KOCH, 1988, p. 76). Aqui, há um</p><p>exemplo de hiperônimo, em que o termo “veículo” está ligado a “carro”.</p><p>� “A multidão ouviu o ruído de um motor e, ao olhar para o alto, viu a coisa</p><p>se aproximando.” (KOCH, 1988, p. 76). O termo “coisa”, nesse exemplo,</p><p>se trata de um nome genérico para algo que a multidão estava vendo.</p><p>� “Reagan perdeu a batalha no Congresso. O presidente dos Estados</p><p>Unidos vem sofrendo sucessivas derrotas políticas.” (KOCH, 1988,</p><p>p. 76). Quando você lê “o presidente dos Estados Unidos”, está diante</p><p>de uma expressão nominal definida, que se refere a Reagan, no caso o</p><p>chefe do Executivo americano naquele momento.</p><p>� “Os cães são animais de faro apuradíssimo. Por isso, os cães são ex-</p><p>celentes auxiliares da polícia.” (KOCH, 1988, p. 76). Há, aqui, uma</p><p>repetição do mesmo item lexical, considerando que você pode ler “os</p><p>cães” nos dois enunciados.</p><p>De modo geral, nesse modelo, podem ser itens de referência: artigos;</p><p>pronomes; elipse; numerais; advérbios; pró-formas verbais; expressões ou</p><p>grupos nominais definidos; nominalizações; expressões sinônimas ou quase</p><p>sinônimas; nomes genéricos; e hiperônimos ou indicadores de classe.</p><p>Para saber mais sobre o assunto, leia o texto “A coesão textual” (KOCH, 1989).</p><p>Coesão sequencial</p><p>A coesão sequencial busca escolher os articuladores adequados para a constru-</p><p>ção do sentido pretendido. Para Koch (1988), ela diz respeito aos procedimentos</p><p>linguísticos por meio dos quais se estabelecem diferentes tipos de interdepen-</p><p>dência semântica ou pragmática entre enunciados, ou partes de enunciados, à</p><p>medida que o texto progride. De acordo com a estudiosa, a coesão sequencial</p><p>é obtida por meio dos procedimentos de recorrência ou progressão.</p><p>155A coesão textual: mecanismos de referenciação</p><p>Nos mecanismos por recorrência ou parafrástica, há recorrência de termos,</p><p>estruturas (paralelismo), conteúdos semânticos (paráfrase), recursos fono-</p><p>lógicos segmentais e suprassegmentais (ritmo, rima e aliteração, etc.), bem</p><p>como de aspectos de tempos verbais. Leia os exemplos dados por Koch (1988):</p><p>“E o trem corria, corria, corria...” (KOCH, 1988, p. 77).</p><p>Aqui, há a recorrência de termos, considerando que “corria” aparece três</p><p>vezes na frase.</p><p>“Nosso céu tem mais estrelas</p><p>Nossa várzea tem mais flores,</p><p>Nossos bosques têm mais vida</p><p>Nossa vida mais amores” (DIAS apud KOCH, 1988, p. 77).</p><p>Observe que aqui há repetição de estrutura, tendo em vista que todos os</p><p>versos seguem o mesmo padrão. Agora veja este outro exemplo:</p><p>“O poeta é um fingidor:</p><p>Finge tão completamente</p><p>Que chega a fingir que é dor</p><p>A dor que deveras sente” (PESSOA, 1972).</p><p>Aqui, há recursos fonológicos, segmentais e suprassegmentais, que são o</p><p>ritmo, a rima e a aliteração.</p><p>Em termos gerais, a coesão sequencial engloba: recorrência de termos; recorrência de</p><p>estruturas ou paralelismo sintático; recorrência de conteúdos semânticos ou paráfrase;</p><p>recorrência de recursos fonológicos segmentais e/ou suprassegmentais; recorrência</p><p>de tempo e aspecto verbal; procedimento de manutenção temática; progressão</p><p>temática; encadeamento; e conexão.</p><p>A coesão sequencial se dá pelo encadeamento de segmentos textuais, que ocorre</p><p>por meio de conectores ou operadores argumentativos. Tais conectores encadeiam</p><p>os segmentos textuais e ainda estabelecem uma relação semântica entre eles.</p><p>A coesão textual: mecanismos de referenciação156</p><p>Para ver mais um exemplo de coesão textual, leia o artigo “Mecanismos coesivos: um</p><p>estudo sobre o que os professores do ensino médio apontam como problemas de</p><p>coesão em textos escritos” (GOMES, 2009).</p><p>FÁVERO, L. L. Coesão e coerência textuais. São Paulo: Ática, 2002.</p><p>GOMES, A. T. Mecanismos coesivos: um estudo sobre o que os professores do ensino</p><p>médio apontam como problemas de coesão em textos escritos. Veredas, Juiz de Fora,</p><p>v. 2, p. 100-116, 2009.</p><p>JORNAL VALOR ECONÔMICO. Jovem fora da universidade é o foco. São Paulo, 27 jan.</p><p>2015. Disponível em: . Acesso em 05 dez. 2017.</p><p>KOCH, I. G. V. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1989.</p><p>KOCH, I. G. V. Principais mecanismos de coesão textual em português. Cadernos de</p><p>Estudos Lingüísticos, Campinas, v. 15, p. 73-80, jul./dez. 1988.</p><p>KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Con-</p><p>texto, 2006.</p><p>PESSOA, F. Autopsicografia. In: PESSOA, F. Obra poética. Rio de Janeiro: José Aguilar,</p><p>1972. p. 164.</p><p>Leitura recomendada</p><p>BEAUGRANDE, R.; DRESSLER, W. U. Introducción a la lingüística del texto. Barcelona:</p><p>Ariel, 1997.</p><p>157A coesão textual: mecanismos de referenciação</p><p>Dica do professor</p><p>As técnicas de coesão textual são componentes essenciais para a construção de discursos claros e</p><p>bem articulados. Na esfera dos mecanismos de referenciação, observamos como as partes de um</p><p>texto se conectam, se suportam e se complementam, formando uma narrativa fluida e coerente.</p><p>Esse processo é vital para a compreensão textual, pois estabelece uma rede de referências internas</p><p>que evita repetições e confere elegância ao texto, permitindo que o leitor percorra o caminho das</p><p>ideias com naturalidade e precisão. A habilidade de criar um texto coeso não apenas melhora a</p><p>legibilidade, mas também aprofunda a qualidade comunicativa da escrita, realçando o poder das</p><p>palavras e a intencionalidade do autor.</p><p>Nesta Dica do Professor, você vai compreender o universo da coesão textual e os mecanismos de</p><p>referenciação, explorando as sutilezas que tornam um texto tecnicamente robusto e atraente. Ao</p><p>compreender e dominar essas técnicas, você vai poder identificar e aplicar as estratégias</p><p>necessárias para produzir textos com maior clareza estrutural e refinamento estilístico.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/b9f3fbaeea2fa7cccb9366e01c603a3f</p><p>Exercícios</p><p>1) A pontuação é uma ferramenta sutil, porém poderosa, que guia o leitor por meio da</p><p>estrutura e do ritmo de um texto. Ela é responsável por demarcar pausas, indicar ênfases e</p><p>até mesmo alterar significados, atuando como um maestro que dita o fluxo da mensagem</p><p>escrita. Ao compreender a pontuação, não apenas absorvemos a informação, mas também</p><p>captamos as nuances de entonação e as subcamadas de sentido que o autor pretende</p><p>transmitir.</p><p>Em qual das orações a seguir, a mudança de pontuação modificou a construção do sentido?</p><p>A) "A baixa taxa de escolaridade dos brasileiros, combinada com o potencial de crescimento</p><p>econômico do país, despertou o interesse de empresas estrangeiras no mercado nacional de</p><p>educação" (Jornal Valor Econômico, 27/01/2015).</p><p>A baixa taxa de escolaridade dos brasileiros combinada com o potencial de crescimento</p><p>econômico do país despertou o interesse de empresas estrangeiras no mercado nacional de</p><p>educação.</p><p>B) "A melhora da economia do país, o aumento do índice de confiança e o crescimento do poder</p><p>aquisitivo tornaram o mercado nacional atrativo, diz Loureiro" (Jornal Valor Econômico,</p><p>27/01/2015).</p><p>A melhora da economia do país, o aumento do índice de confiança e o crescimento do poder</p><p>aquisitivo tornaram o mercado nacional atrativo diz, Loureiro.</p><p>C) "Seguindo uma tendência mundial, o ensino a distância (EAD) também tem grande potencial</p><p>de crescimento no Brasil" (Jornal Valor Econômico, 27/01/2015).</p><p>Seguindo uma tendência mundial, o ensino a distância (EAD), também, tem grande potencial</p><p>de crescimento no Brasil.</p><p>D) "A empresa pretende crescer nessa área e também fazer novas aquisições no ensino</p><p>presencial, especialmente em regiões onde ainda não atua" (Jornal Valor Econômico,</p><p>27/01/2015).</p><p>A empresa pretende crescer nessa área e também fazer novas aquisições no ensino</p><p>presencial, especialmente, em regiões onde ainda não atua.</p><p>E) "De cada cem alunos que entram no ensino fundamental, 57 concluem o ensino médio, 14</p><p>entram no ensino superior e, desses, só 7 se formam" (Jornal Valor Econômico, 27/01/2015).</p><p>De cada cem alunos que entram no ensino fundamental, 57 concluem o ensino médio, 14</p><p>entram no ensino superior e desses, só 7 se formam.</p><p>2) A coesão textual é o conjunto de técnicas e ferramentas que garantem que um texto seja</p><p>lógico e fluido, com cada parte conectada à próxima de maneira significativa. Quando a</p><p>coesão falha, a estrutura textual pode se tornar fragmentada, obscurecendo a mensagem e</p><p>confundindo o leitor.</p><p>Analise as sentenças a seguir, que apresentam problemas de coesão que afetam a coerência</p><p>textual. Assinale a opção em que há problema de ambiguidade.</p><p>A) Atualmente, nos grandes centros urbanos, ocorre uma onda de violência que vem causando</p><p>um pânico crescente, nos dias de hoje, entre as pessoas.</p><p>B) Há poucos dias atrás se aceitariam estas evidências tão claras como provas do atentado.</p><p>C) Qual o elo de ligação entre professor e aluno?</p><p>D) É preciso coragem, encare as dificuldades de frente!</p><p>E) Regressou de Brasília depois de uma cirurgia cardíaca com cerimonial de chefe de Estado.</p><p>3) A coesão sequencial desempenha um papel fundamental na organização de um texto,</p><p>garantindo que as ideias se conectem de maneira lógica e fluida. Isso envolve o uso</p><p>apropriado de articuladores, como conjunções e advérbios, para criar relações claras entre as</p><p>partes do texto.</p><p>Diante da importância da coesão sequencial, escolha a alternativa que indica a melhor</p><p>maneira de estabelecer a coesão entre duas sentenças em um texto.</p><p>A) Usar repetições frequentes como “assim” e “mesmo” de palavras-chave para enfatizar a</p><p>continuidade das ideias.</p><p>B) Usar articuladores como "portanto" e "consequentemente" para indicar causa e efeito entre</p><p>as sentenças.</p><p>C) Ignorar os articuladores, permitindo que o leitor deduza as relações entre as sentenças.</p><p>D) Inserir palavras complexas e técnicas entre as sentenças, como “porventura” e “todavia”, para</p><p>criar uma sensação de coesão.</p><p>E) Utilizar sinônimos em todas as sentenças para evitar repetições e tornar o texto mais variado.</p><p>4) A coesão sequencial é imprescindível para a organização e a clareza de um texto. Os</p><p>articuladores, como conjunções e advérbios, desempenham um papel crucial na conexão de</p><p>ideias e na construção do sentido pretendido em um texto.</p><p>Assinale a opção em que o sentido da oração está adequadamente construído por meio do</p><p>articulador.</p><p>A) Não sou o culpado, embora sejam contundentes os argumentos do nobre colega. (Concessão).</p><p>B) Nunca desviei verbas, pois tal procedimento não está de acordo com meus princípios.</p><p>(Finalidade).</p><p>C) Os nobres colegas prolongaram tanto os seus discursos, que a plateia está exausta.</p><p>(Intensidade).</p><p>D) Preciso de mais um tempo para expor os meus argumentos. (Causa).</p><p>E) Sairei amanhã logo cedo, apesar de não estar me sentindo muito bem. (Comparação).</p><p>5) A compreensão textual depende fortemente do uso correto dos pronomes e de seus</p><p>referentes, elementos essenciais para a manutenção da coesão dentro de um texto. Um</p><p>pronome deve sempre apontar de maneira clara e inequívoca para o seu antecedente, que é</p><p>a palavra, a frase ou a ideia a que ele se refere.</p><p>Assinale a alternativa em que o referente do pronome sublinhado foi devidamente indicado</p><p>dentro dos parênteses.</p><p>A) Os atuais simuladores de voos militares estão em condições não apenas de exibir uma</p><p>imagem “realista” da paisagem sobrevoada, mas também de confrontá-la com a obtida nos</p><p>radares. (paisagem).</p><p>B) Motta me disse que, caso o escândalo viesse a público, ele se demitiria; em seu lugar, eu não</p><p>o faria. (escândalo).</p><p>C) Segundo as gramáticas, “conquanto” e “nem” são conjunções: esta é classificada como aditiva;</p><p>aquela, como adversativa. (conquanto).</p><p>D) Rinaldo é tenente do exército, e seu irmão também o é. (do exército).</p><p>E) Em meio ao vendaval, Simone saiu correndo com o pacote e o esqueceu sob uma árvore.</p><p>(vendaval).</p><p>Na prática</p><p>Na era digital, em que a informação é abundante e o conteúdo é rei, a coesão referencial é uma</p><p>habilidade indispensável para qualquer escritor, seja ele um romancista, um redator de conteúdo ou</p><p>um acadêmico.</p><p>Dominar a coesão referencial significa saber como ligar as partes de um texto de forma que ele não</p><p>só seja compreendido, mas também apreciado pelo leitor. Esse domínio permite que a mensagem</p><p>seja entregue de forma clara e elegante, enriquecendo a experiência de leitura por meio de uma</p><p>escrita que flui sem esforço e sem redundâncias desnecessárias.</p><p>Confira, Na Prática, o caso de um jovem autor que se viu diante do desafio de transformar seu</p><p>primeiro rascunho de romance em um manuscrito publicável. Ao mergulhar nas estratégias para</p><p>tecer referências e evitar repetições, ele redescobre seu texto e, no processo, revela o potencial</p><p>oculto em sua narrativa.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para</p><p>acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/28e8807f-1840-41d3-a5a2-d880dd1e8f6e/5aa7e5b8-026f-475e-a3a1-5aefe673f519.png</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Estimando coesão textual em redações no contexto do Enem</p><p>utilizando modelos de aprendizado de máquina</p><p>Confira, neste artigo, uma análise bem interessante sobre a aplicação de modelos de regressão para</p><p>avaliar a coesão textual em redações do Enem, utilizando 151 características e uma base de dados</p><p>com 4.570 redações.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>O que é coesão sequencial?</p><p>Veja, neste vídeo, uma explicação sobre a coesão textual sequencial e sua importância tanto para a</p><p>construção de texto como para a interpretação.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Coesão textual em português como segunda língua</p><p>Explore, neste artigo, a coesão textual em escritos de estudantes de licenciatura em línguas de</p><p>sinais de Moçambique, revelando dificuldades significativas, especialmente na coesão sequencial.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://sol.sbc.org.br/index.php/sbie/article/view/22467/22291</p><p>https://www.youtube.com/embed/us9W075zmbE?si=qBaCzh0xfdjf5HA1</p><p>https://periodicos.unb.br/index.php/horizontesla/article/view/40034</p>

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