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<p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO</p><p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO</p><p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA - CNI Robson Braga de Andrade Presidente DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL SENAI Conselho Nacional Robson Braga de Andrade Presidente SENAI - Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor Geral Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia Gustavo Leal Sales Filho Diretor de Operações</p><p>Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO</p><p>2015. - Departamento Nacional 2015. SENAI - Departamento Regional de Santa Catarina Livro Didático alinhado ao Itinerário Nacional v.3 (2014) A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ- nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utiliza- da por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP SENAI Departamento Regional de Santa Catarina Gerência de Educação e Tecnologia - GEDUT FICHA CATALOGRÁFICA S491f Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Sistemas de sinalização e iluminação / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. SENAI/DN, 2014. 110 p. il. (Série Automotiva) ISBN 978-85-7519-863-6 1. Eletricidade automotiva 2. Sistema de sinalização e iluminação Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina II. Título III. Série CDU 629.3.06 SENAI Sede Serviço Nacional de Setor Bancário Norte . Quadra 1 . Bloco C . Edifício Roberto Aprendizagem Industrial Simonsen 70040-903 Brasília - DF Tel.: (0xx61) 3317- Departamento Nacional 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 http://www.senai.br</p><p>Ilustrações Figura 1 Esquema elétrico de luz de seta e alerta 16 Figura 2 - Esquema elétrico de luz de seta e alerta 21 Figura 3 Teste de tensão 23 Figura 4 - Teste de resistência 24 Figura 5 Multímetro automotivo 25 Figura 6 - Equipamento de teste de carga e descarga de bateria 26 Figura 7 Lâmpadas de farol 27 Figura 8 - Lâmpadas de lanternas 27 Figura 9 Interruptor do farol 28 Figura 10 - Circuito com fusível queimado 29 Figura 11 - Fusível lâmina 30 Figura 12 União de condutores 31 Figura 13 - Esquema elétrico 31 Figura 14 - Relé 32 Figura 15 - Pinagem do relé 32 Figura 16 - Arquitetura do relé 33 Figura 17 - Central de fusíveis e relés 33 Figura 18 - Indicação de fusível 34 Figura 19 - Indicação de relé 35 Figura 20 - Circuito de luzes de direção 40 Figura 21 - Circuito de luzes de emergência 42 Figura 22 - Circuito de luzes de freio 44 Figura 23 - Circuito de luzes de marcha à ré 46 Figura 24 - Circuito simples de buzina 48 Figura 25 - Painel de instrumentos 49 Figura 26 - Painel de velocímetro 50 Figura 27 - Painel de tacômetro (conta-giros) 51 Figura 28 - Circuito pressão de óleo 52 Figura 29 - Marcador de temperatura 53 Figura 30 - Gráfico de temperatura 54 Figura 31 - Indicador de combustível 55 Figura 32 - Sensor indicador de combustível 55 Figura 33 - Teste do sensor indicador de combustível 56 Figura 34 - Sensor indicador do freio 57 Figura 35 - Circuito do sensor indicador da bateria 59 Figura 36 - Circuito do farol de neblina 65 Figura 37 - Circuito de luzes de posição 68 Figura 38 - Circuito dos faróis 70 Figura 39 - Regulagem dos faróis 72 Figura 40 - Circuito de iluminação interna 73</p><p>Figura 41 - Tipos de alicates 80 Figura 42 - Tipos de chaves de aperto 81 Figura 43 - Chaves diversas 81 Figura 44 - Análise de resultado 82 Figura 45 - Exemplos de catálogos 86 Figura 46 - Equipamentos de proteção individual 98 Quadro 1 - Simbologia elétrica 18 Quadro 2 - Normas de diagramas de sinalização e iluminação 18 Quadro 3 - Símbolos universais dos componentes elétricos automotivos 20 Quadro 4 - Diagnóstico de circuito 23 Quadro 5 - Aplicação do fusível 30 Quadro 6 - Exemplo de checklist de iluminação 83 Tabela 1 - Normas de sistema de sinalização e iluminação 87</p><p>Sumário 1 Introdução 13 2 Diagramas Elétricos 15 2.1 Simbologia 16 2.2 Números de terminais de conector 19 2.3 Leitura de diagramas elétricos 20 2.3.1 Identificação de componentes 20 2.3.2 Funcionamento dos circuitos elétricos 22 2.4 Diagnóstico de circuitos elétricos 22 2.4.1 Falhas dos circuitos elétricos 23 2.4.2 Testando circuito elétrico 23 2.4.3 Instrumentos de medição e equipamentos de teste 25 2.5 Componentes, tipos e funcionamento 26 2.5.1 Lâmpadas 26 2.5.2 Interruptores 28 2.5.3 Fusível 28 2.5.4 Cabos elétricos 30 2.5.5 Relés auxiliares 32 2.5.6 Central de fusíveis e relés 33 3 Sistema de Sinalização 39 3.1 Direção (setas) 40 3.1.1 Funcionamento 40 3.1.2 Diagnósticos e manutenção 41 3.1.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 41 3.1.4 Ajustes e testes 41 3.2 Luzes de emergência (alerta) 41 3.2.1 Funcionamento 42 3.2.2 Diagnósticos e manutenção 42 3.2.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 43 3.2.4 Ajustes e testes 43 3.3 Luz de freio 43 3.3.1 Funcionamento 43 3.3.2 Diagnósticos e manutenção 44 3.3.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 45 3.3.4 Ajustes e testes 45 3.4 Luzes de marcha à ré 46 3.4.1 Funcionamento 46 3.4.2 Diagnósticos e manutenção 47 3.4.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 47 3.4.4 Ajustes e testes 47</p><p>3.5 Buzina 47 3.5.1 Funcionamento 48 3.5.2 Diagnóstico e manutenção 48 3.5.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 48 3.5.4 Ajustes e testes 49 Instrumentos 49 3.7 Velocímetro 49 3.7.1 Funcionamento 50 3.8 Tacômetro 50 3.8.1 Funcionamento 51 3.9 Indicador de pressão do óleo 51 3.9.1 Funcionamento 51 3.9.2 Diagnósticos e manutenção 53 3.10 Temperatura 53 3.10.1 Funcionamento 53 3.10.2 Diagnósticos e manutenção 54 3.11 Nível de combustível 54 3.11.1 Funcionamento 55 3.11.2 Diagnósticos e manutenção 56 3.12 Indicador de nível de fluído de freio e estacionamento 56 3.12.1 Funcionamento 56 3.12.2 Diagnósticos e manutenção 58 3.13 Indicador de bateria 58 3.13.1 Funcionamento 58 3.13.2 Diagnósticos e manutenção 59 4 Sistema de Iluminação 63 4.1 Luz de neblina 64 4.1.1 Funcionamento 64 4.1.2 Diagnóstico e manutenção 66 4.1.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 66 4.1.4 Reparo ajustes e testes 66 4.2 Posição (lanternas) 67 4.2.1 Funcionamento 67 4.2.2 Diagnósticos e manutenção 69 4.2.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 69 4.2.4 Reparo ajustes e testes 69 4.3 Faróis 69 4.3.1 Funcionamento 69 4.3.2 Diagnósticos e manutenção 71 4.3.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 71 4.3.4 Reparo ajustes e testes 71 4.4 Iluminação interna 72 4.4.1 Funcionamento 73</p><p>4.4.2 Diagnósticos e manutenção 74 4.4.3 Desmontagem, limpeza e inspeção 74 4.4.4 Reparo, ajustes e testes 75 5 Ferramentas de Diagnóstico 77 5.1 Interpretação de inconvenientes 78 5.2 Ferramentas de diagnóstico e anomalias 78 5.2.1 Ferramentas 79 5.3 Análise de resultados 82 5.4 Ferramentas de registro de informações 83 5.5 Planejamento 84 5.6 Organização do local de trabalho 85 5.7 Catálogo, manuais e normas 85 5.7.1 Normas técnicas relacionadas ao sistema de sinalização e iluminação 86 5.8 Cobertura de garantias 87 5.8.1 Tipos de Garantia 88 5.8.2 Procedimentos e Normas de Garantia 90 5.8.3 Plano de manutenção 90 6 Meio Ambiente, Saúde e Segurança no trabalho 93 6.1 Legislação 94 6.1.1 Classificação de resíduos 94 6.1.2 Tipos de resíduos 95 6.2 Uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI 96 6.2.1 Classificação do EPI 97 6.3 Uso de Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 98 Referências 101 Minicurrículo do Autor 103 Índice 105</p><p>Introdução 1 Seja bem-vindo(a) à unidade curricular de Sistemas de Sinalização e Iluminação. Nesta unidade, você conhecerá os componentes e circuitos que fazem parte do sistema de sinali- zação e de iluminação. Todo veículo necessita de sistemas que garantam a segurança de seus passageiros e dos usuários das Além disso, é importante que existam sistemas que permitam o conforto dos usuários, seja do veículo ou das vias. o conforto pode ser considerado trivial e, certamente, não se torna item fundamental; entretanto, um condutor que dirige seu veículo com conforto também o faz com segurança, diferente daquele que dirige com total desconforto. sistema de iluminação gera conforto ao possibilitar viagens seguras à noite e, essa como- didade, fortalece a segurança dos passageiros. o mesmo ocorre com o sistema de sinalização, que oferece grande segurança a todos ao indicar as intenções de condução. Mas, como esses sistemas geram conforto e segurança ao mesmo tempo para os usuários dos veículos e também aos da rodovia? Continue seus estudos e você aprenderá, detalhada- mente, o funcionamento de cada componente desses sistemas. Então, bons estudos!</p><p>Diagramas Elétricos 2 Você já ouviu falar em diagramas elétricos? Sabe para que eles servem? E o que estes diagra- mas têm a ver com o sistema de sinalização e iluminação de um veículo? Essas e outras perguntas serão respondidas no decorrer deste capítulo, a partir do qual você começará a interpretar diagramas elétricos, identificar os componentes e compreender simbologias, números de terminais de conectores, leitura de diagramas elétricos, identificação de componentes, ferramentas, instrumentos de medição, equipamentos de teste de compo- nentes, tipos e funcionamento. Ao finalizar seus estudos neste capítulo, você estará apto a: a) identificar, para fins de diagnóstico, o sistema a ser reparado; b) selecionar ferramentas, instrumentos e equipamentos em função do diagnóstico e da manutenção a serem realizados nos sistemas, de acordo com o manual de reparação; c) utilizar equipamentos, ferramentas e instrumentos de diagnóstico nos sistemas, de acordo com as recomendações do fabricante; d) verificar as condições de conservação e calibração das ferramentas e dos equipamentos a serem utilizados na manutenção dos sistemas.</p><p>16 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 2.1 SIMBOLOGIA Usar símbolos ou sinais gráficos para representar uma instalação elétrica ou parte dela é o que se denomina de diagramas elétricos. A correta leitura e interpretação desses diagramas é essencial para a carreira de um profissional da área de manutenção automotiva, pois diagrama elétrico garante uma linguagem comum, visto que, o desenho é uma representação visual universal. Desta maneira, se você sabe ler um diagrama elétrico no Brasil, saberá ler um diagrama elétrico na China, onde a escrita é total- mente diferente, mas o fundamento do diagrama será o mesmo. (MATTEDE, [2015?]). A simbologia usada em diagramas facilita a comunicação entre fabricantes e consumidores. Sem códigos normalizados, cada fabricante teria que escrever extensos manuais para informar as características dos equi- pamentos, projetos, desenhos, diagramas, circuitos e esquemas de seus produtos. Confira um exemplo. Comutador de Chave de alerta ignição e partida Fuse F09 30 15 Fuse 30 15 Relé de seta 50 31 49 49a 49 49a 58b 31 + L R R Bateria Lado esquerdo 49a Chave de seta Lado direito L 12V/21W Figura Esquema elétrico de luz de seta e alerta Fonte: Volkswagen do Brasil (1997, 21) Conhecer os símbolos utilizados nos circuitos e esquemas elétricos irá facilitar a leitura de um diagrama elétrico. Por isso, veja, a seguir, os principais símbolos para memorização e consultas posteriores.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 17 Alta Tensão Corrente contínua Corrente Alternada + - Acumulador de Tensão CC Acumulador de Tensão CC - Bateria ou Borne ou ligação de Fio Ponto de Massa (-) Ponto de Terra a Ponto de Derivação de Fios Ponto de Cruzamento de Fios Interruptor Contator / Reversor Fusível Lâmpada Resistor</p><p>SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 18 + - Capacitor polarizado / Condensador Capacitor não polarizado / Reostato Diodo Diodo Zener E Transistor PNP B E Transistor NPN B 5 Relé auxiliar (inversor) Quadro 1 Simbologia elétrica Fonte: adaptado de SENAI/SP (2002) o diagrama elétrico é a representação de uma instalação elétrica ou parte dela, por meio de símbolos gráficos, definidos nas normas técnicas listadas no quadro a seguir. NORMAS OBJETIVOS Esta norma define os termos relacionados aos condutores elétricos em geral. NBR 5471 NBR 5280 Esta norma estabelece os literais para elementos de circuitos. Esta norma estabelece os gráficos referentes aos elementos de símbolos NBR 12519 qualificativos e outros de aplicação geral. Esta norma estabelece os simbolos gráficos a serem usados para condutores e NBR 12520 dispositivos de conexão. Padroniza os simbolos que identificam os diversos tipos de resinas plásticas utili- NBR 13230 o objetivo é facilitar a etapa de triagem dos diversos plásticos que serão encaminhados à reciclagem. Quadro 2 Normas de diagramas de sinalização e iluminação Fonte: do Autor (2015)</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 19 Você pode conhecer mais sobre os símbolos dos esquemas elétricos por meio de ma- SAIBA nuais de serviço ou de conteúdos técnicos desenvolvidos para reparadores automoti- MAIS vos. Alguns manuais são fornecidos somente na rede de concessionárias e outros são produzidos e comercializados por empresas de conteúdo e apoio técnico automotivo. 2.2 NÚMEROS DE TERMINAIS DE CONECTOR Para que você entenda os diagramas elétricos é preciso que conheça a denominação dos terminais elétricos, dos componentes e das linhas dos principais circuitos. Com esta denominação ficará mais fácil compreender funcionamento dos circuitos elétricos. Como exemplo, você pode observar, no quadro a seguir, baseado na norma que 15 indica a ligação ao positivo da bateria, quando a chave de ignição está na posição II. Já o número 30 mostra que o positivo está presente, independentemente, na posição da chave de ignição. SÍMBOLO SIGNIFICADO SÍMBOLO SIGNIFICADO (Para temporizadores) Saída para o inter- S 54L Saída para Lâmpada da carreta esquerda ruptor K1 Saída para lâmpada piloto 1 54R Saída para Lâmpada da carreta direita K2 Saída para lâmpada piloto 2 54g Válvula de retardo do freio T Entrada positiva do esquicho do limpador 55 Lâmpada de neblina Entrada da chave temporizada do limpador 56 Positivo para faróis alto e baixo L Entrada da chave de seta esquerda 56a Farol alto R Entrada da chave de seta direita 56b Farol baixo LL Saída para lâmpada esquerda 57 Lâmpada de posição lateral RR Saída para lâmpada direita 57a Lâmpada de estacionamento 1 Bobina de ignição 57L Lâmpada de estacionamento esquerda Platinado 57R Lâmpada de estacionamento direita 4 Bobina de ignição alta tensão 58 Lâmpada de posição traseira/licença 15 +12V (+24V) após chave de ignição 58d Lâmpada de iluminação do painel (dimmer) 30 +12V (+24V) direto da bateria 58L Lâmpada de posição esquerda 30a Chave seletora série/ (12V/24V) 58R Lâmpada de posição direita 31 Terminal negativo da bateria 71a Buzina 31b Negativo via chave ou relé 72 Chave do alarme 31c Entrada negativa do esguicho 75 Acendedor de cigarros/ rádio 53e Esguicho 81 Chave seletora NF entrada (normal fechada) 53m Saída para o motor limpador 81a Chave seletora contato NF (normal fechada) 53s Retorno do motor do limpador 85 Lado negativo da bobina do relé 1 Refere-se à Deutsches Institut für Normung ou Instituto Alemão para Normatização. Este instituto regulamenta as normas de padronização na Alemanha e é equivalente à ABNT no</p><p>20 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 54 Luz de freio 86 Lado positivo da bobina do relé 49a Saída para lâmpada do relé do pisca 87 Terminal NA (normalmente aberto) do relé S Ligar na saída W do interruptor 87a Terminal NF (normalmente fechado) do relé W Entrada negativa do sensor de nível d'água 87b NA (normalmente aberto) do relé Quadro 3 Símbolos universais dos componentes elétricos automotivos Fonte: adaptado de SENAI/SP (2002) CASOS E RELATOS senhor Luiz Paulo estava trafegando com seu veículo por sua cidade, porém, não percebeu que farol do lado direito estava com a lâmpada queimada. Ele não se atentou ao fato porque sua cidade é bem iluminada e não sentiu falta de iluminação nas vias por onde andava. Depois de percorrer alguns quilômetros, chegou a um ponto da cidade onde a iluminação não era tão boa e, em um determinado cruzamento, as luzes dos postes estavam todas apagadas. Nesse momento, sem poder visualizar corretamente as placas de sinalização, Sr. Luiz Paulo não percebeu que deveria parar no cruzamento, pois não estava na preferencial. Ao seguir sem parar, atravessou cruzamento, correndo risco de sofrer um acidente. Foi então que ele percebeu que estava com algum problema em um dos farois do seu veículo. Assim que avistou um acostamento, estacionou e foi verificar o que havia acontecido. Ao perceber que um farol estava com a lâmpada queimada, ele acionou a assistência técnica da seguradora de seu veículo para trocar a lâmpada imediatamente. E, assim, evitar novos riscos. 2.3 LEITURA DE DIAGRAMAS ELÉTRICOS Nem todos os profissionais que trabalham na área automotiva sabem ler e interpretar um diagrama elétrico. Então, isto se torna um diferencial entre a categoria de trabalho, visto que a partir da interpretação do funcionamento dos circuitos, você poderá chegar a um diagnóstico quando for preciso. Dessa forma, a identificação de componentes se torna fundamental, conforme ilustrado a seguir 2.3.1 IDENTIFICAÇÃO DE COMPONENTES No momento de realizar a leitura dos diagramas elétricos automotivos, primeiro passo é você identifi- car os componentes no circuito que será verificado, assim como as características de cada um deles. Observe a figura, a seguir, como exemplo e, na sequência, você encontrará a explicação de cada componente.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 21 Comutador de Chave de alerta ignição e partida Fuse F09 30 15 Fuse 30 15 Relé de seta 50 31 49 49a 49 49a 58b 31 + L R R Bateria Lado esquerdo 49a Chave de seta Lado direito L 12V/21W Figura 2 Esquema elétrico de luz de seta e alerta Fonte: Volkswagen do Brasil 27) Comutador de ignição: a) Linha 30 - Entrada de alimentação proveniente da bateria. b) Linha 15 Saída para sistema de ignição, injeção eletrônica e outros componentes que precisam desta alimentação para c) Linha 50 Acionada através do último estágio do comutador de ignição, serve para acionar motor de partida. d) Linha X Essa alimentação é utilizada para alguns sistemas que consomem muita corrente da bateria. Neste caso, a alimentação ocorre em um estágio e é desligada quando o motor de partida for acionado. Fusíveis: a) F 10 Este fusível deriva da linha 30 para alimentação da chave de seta; b) F 09 Este fusível deriva da linha 15 e, portanto, estará alimentando cm 12V apenas quando o inter- ruptor de ignição estiver na posição 2. Rele das setas: Pino 31 - Negativo proveniente da bateria. a) Pino 49 - Entrada + 12V (+24V) do relé de pisca; b) Pino 49 A - Saída para a Lâmpada do relé do pisca. Chave de alerta: Linha 30 - Entrada de alimentação proveniente da bateria.</p><p>22 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO a) Linha 15 - Saída para o sistema de ignição, injeção eletrônica e outros componentes que precisam desta alimentação para funcionar; b) Pino 31 Negativo proveniente da bateria; c) Pino 49 - Entrada + 12V (+24V) do relé de pisca; d) Pino 49 A - Saída para a Lâmpada do relé do pisca; e) L Entrada da chave de seta esquerda; f) R Entrada da chave de seta direita. Chave de seta: Pino 49 A - Saída para a Lâmpada do relé do pisca. a) L Entrada da chave de seta esquerda; b) R - Entrada da chave de seta direita. Bateria: Fonte de alimentação do circuito das setas; Lâmpadas à esquerda: Observe que as lâmpadas do lado esquerdo recebem alimentação de comando através da saída L; Lâmpadas à direita: Observe que as lâmpadas do lado direito recebem alimentação de comando através da saída R. 2.3.2 FUNCIONAMENTO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS Após conhecer os componentes e suas características, você poderá realizar a leitura de um circuito imaginando seu funcionamento. Então, utilize novamente o exemplo do Esquema elétrico de luz de seta e alerta apresentado no item "Identificação de componentes". Neste caso, observe que o fusível F09 deriva de uma linha 15, isto quer dizer que sua alimentação só irá acontecer posteriormente à ignição alcançar o estágio 2. Quando a chave de seta é acionada, ela fecha seus contatos permitindo a circulação da corrente elétrica pelo circuito acionando a luz de referência. 2.4 DIAGNÓSTICO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS Para realizar um diagnóstico nos circuitos elétricos, considere tal tarefa como algo fácil de efetivar. É necessário utilizar informações técnicas, como manuais e diagramas que irão lhe ajudar na leitura e inter- pretação. No caso de um diagnóstico confiável e seguro, será preciso a utilização de ferramentas, equipa- mentos e instrumentos compatíveis com defeito apresentado.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 23 2.4.1 FALHAS DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS Quando os circuitos elétricos apresentam problemas, deve-se ficar atento a algumas possíveis causas, como: falha causada por infiltração de água, calor excessivo, vibração, congelamento e manutenção incorreta. No quadro a seguir, veja algumas definições que auxiliam no momento de realizar o diagnóstico. Quando não existe uma trajetória completa de corrente elétrica, como no caso de desligamento de um interruptor Circuito aberto que está no circuito de uma lâmpada, ela apaga. Isto quer dizer que o fluxo da corrente elétrica foi interrompido. É quando existe uma trajetória completa do fluxo de corrente, sem interruptores. Se você acionar um interruptor Circuito fechado que está no circuito de uma lâmpada e ela apagar, quer dizer que o fluxo da corrente elétrica foi interrompido. Quando completa-se um circuito antes da corrente elétrica chegar ao destino (resistência consumidora), isto ocorre por ter surgido um caminho com menor resistência elétrica entre os polos positivo e negativo. Por ser curto circuito, Curto circuito a resistência é baixa. A corrente é tão alta que pode causar superaquecimento nos condutores, desfazer o isolamen- to e até provocar um incêndio. Quadro 4 Diagnóstico de circuito Fonte: do Autor (2015) 2.4.2 TESTANDO 0 CIRCUITO ELÉTRICO Para realizar o teste do circuito elétrico, você pode utilizar um multímetro na escala de tensão (V), também conhecido como teste de alimentação, ou pelo teste de resistência ou continuidade. V Chave B C D Lâmpada Bateria 12V A Figura 3 Teste de tensão Fonte: do Autor (2015)</p><p>24 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO Para realizar os testes nos pontos "b","c" e "d", sendo que "a" é o ponto massa de referência, está sendo utilizado o voltímetro, conforme os procedimentos descritos a seguir. 1° - Conectar a ponta de prova preta ao ponto de massa de referência; 2° - Conectar a ponta de prova vermelha (+) na extremidade do circuito conforme indicado na figura "Teste de tensão". Observe que durante os testes, se a chave estiver aberta, os pontos de teste "c" e "d" indicarão 0 V, em função do circuito ter sido aberto. Chave A B Lâmpada Bateria 12V Figura 4 Teste de resistência Fonte: do Autor (2015) Observe que, para teste anterior, foi utilizado o na escala de resistência aplicando as pontas de prova no ponto "a" e Para realizar o teste de resistência e continuidade de um circuito, lembre-se de que o circuito a ser testado deve estar desenergizado, seguindo os passos apresentados na sequência. 1° - Conecte a ponta de prova preta em umas das extremidades do componente ou circuito a ser testado; 2° - Conecte a ponta de prova vermelha na outra extremidade do componente ou circuito a ser testado; 3° - Verifique o valor indicado, sendo para componente ou para circuito elétrico. Conheça, a seguir, alguns instrumentos utilizados para medir o circuito elétrico e alguns equipamentos de teste.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 25 2.4.3 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E EQUIPAMENTOS DE TESTE Os instrumentos e equipamentos de medição para o sistema de sinalização e iluminação foram criados pela necessidade de realizar medições nos sistemas automotivos sem colocar em risco o diagnóstico, e para não danificar equipamentos e componentes. Na área automotiva, as ferramentas de diagnóstico referem-se aos instrumentos de medição e teste como: caneta de polaridade, multímetro, osciloscópio, etc. Para se obter um diagnóstico preciso e confiável de maneira a ser apresentado ao cliente, o profissional da área automotiva deve estar atento a todos os detalhes de utilização dos equipamentos que auxiliam neste processo. Vale registrar que os equipamentos e instrumentos necessitam de calibração, conforme re- comenda a NBR ISO 6789:2009 - Ferramentas de montagem de parafusos e porcas Torquímetros manuais Requisitos e métodos de ensaio para verificação da conformidade do projeto, da conformidade da qualidade e procedimento de calibração e recalibração. A seguir, você conhecerá os principais equipamentos e instrumentos usados na área de sistemas de sinalização e iluminação. MULTÍMETRO AUTOMOTIVO o multímetro é um aparelho de medida elétrica capaz de realizar a medição elétrica de três tipos diferentes de grandezas elétricas, que são: tensão, resistência e corrente. Figura 5 - Multimetro automotivo Fonte: Banco de imagens SENAI/SC - São José/Palhoça (2015)</p><p>26 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO EQUIPAMENTO DE TESTE DE CARGA E DESCARGA DE BATERIA Este equipamento é utilizado para verificar o estado geral da bateria, medindo a tensão entre os bornes da bateria e aplicando uma intensidade de corrente elétrica, similar à corrente do momento da partida do motor. Caso a bateria esteja com carga baixa, será necessário carregar e realizar um novo teste. Figura 6 Equipamento de teste de carga e descarga de bateria Fonte Banco de imagens - São José/Palhoça (2015) Há, ainda, outros equipamentos e instrumentos utilizados para realizar medições nesse sistema. 2.5 COMPONENTES, TIPOS E FUNCIONAMENTO Após estudar a interpretação de diagramas elétricos, você verá os principais componentes dos circuitos elétricos aplicados aos veículos. Além disso, você conhecerá seus tipos e funcionamento. 2.5.1 LÂMPADAS Você já percebeu que quando uma lâmpada está acesa ela aquece? Isto porque as lâmpadas dos veículos são do tipo incandescente, elas transformam a energia elétrica em energia térmica. Em um veículo são utilizados vários tipos de lâmpadas que podem ser classificadas de diferentes formas. Confira na sequência.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 27 DO FAROL Existem vários tipos de lâmpadas, mas quando o assunto é lâmpadas de farol alto, farol baixo e farol de neblina, pode-se citar como principais nomes as lâmpadas: R2, H1, H3, H4, H7, H8, H9, H11, H13, H27, HB3, HB4 e As diferenças vão além dos nomes, pois apesar de todas terem o objetivo de iluminar, elas possuem diferentes características de construção, da mesma forma que sua aplicação é destinada somente aos veículos que foram construídos com suportes para aplicação de determinado tipo de lâmpadas. H1 H3 Lâmpada H4 Lâmpada H5 H7 Lâmpada H8 Lâmpada H9 Lâmpada H11 Lâmpada HB3 Lâmpada HB4 Figura 7 Lâmpadas de farol Philips (2013) LÂMPADAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO Além das lâmpadas para farol (luz alta e luz baixa) também existem as lâmpadas usadas para sinaliza- ção, freio, ré e luz interna. Por muitos anos, usou-se, e ainda são utilizados em alguns veículos, lâmpadas de halogênio para essas funções, mas, com a chegada de novas tecnologias, já se encontram no mercado veículos que utilizam lâmpadas de LED para esses fins. Veja, a seguir, alguns exemplos de lâmpadas de aplicação interna no veículo. P21W PY21W PY21W WY21W WSW H21W W3W WYSW W16W R10W T4W CSW P21/5W P21/4W W21/SW Figura 8 Lâmpadas de lanternas Fonte: Philips (2013)</p><p>FIQUE Cuidado ao alterar as características originais do veículo; verifique se é permitido ALERTA realizar as alterações no Detran da sua cidade ou estado. 2.5.2 INTERRUPTORES Para realizar o acionamento e desacionamento de um circuito, necessita-se de um componente que libere e interrompa a circulação da corrente elétrica, ou seja, de interruptores, como aquilo que você visualiza na sequência. Figura 9 - Interruptor do farol Fonte: Thinkstock (2015) 2.5.3 FUSÍVEL o fusível, conhecido como elemento de proteção, é instalado nos circuitos dos sistemas eletroeletrôni- cos para evitar que cabos e conectores sejam queimados por excesso de corrente elétrica, causado geral- mente por sobrecarga ou curto circuito. Seu posicionamento no circuito serve para controlar a intensidade de corrente elétrica especificada para aquele circuito. Caso a intensidade de corrente elétrica seja superior ao especificado, o fusível se rompe, conforme mostra a figura a</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 29 2 + Figura 10 Circuito com fusivel queimado Fonte: do Autor (2015) Para entender por que o fusível se rompe, é importante entender alguns Veja na sequência. a) Corrente nominal: é a corrente nominal máxima que o fusível suporta continuamente sem ser rompido; b) Corrente de curto-circuito: é a corrente máxima que pode circular no circuito e que deve ser interrompida instantaneamente, pelo rompimento do fusível; c) Substituição: quando danificados, os fusíveis devem ser substituídos, em virtude de não existir recondicionamento adequado do elo de fusão. ! FIQUE Nunca se deve trocar um por outro de capacidade superior, nem mesmo ten- ALERTA tar recuperar um que esteja queimado. No quadro a seguir, conheça uma padronização de cor dos fusíveis, conforme a corrente que suportam. COR INTENSIDADE MINIFUSÍVEL FUSÍVEL MAXIFUSÍVEL 3A Violeta Violeta 5A Bege Bege A Marro Marro Vermelho Vermelho Azul Azul 20 A Amarelo Amarelo</p><p>30 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO Branco Branco Verde Verde Verde 40 A Laranja Laranja 50 A Vermelho 60 A Azul 70 A Marrom Quadro 5 Aplicação do Fonte: do Autor (2015) Na linha automotiva, o tipo de fusível encontrado predominantemente é o de lâmina, conforme mostra a próxima figura. da Figura 11 lâmina Fonte: do Autor (2015) Segundo Pinto [2015?], a palavra tem origem no termo latim fusus ("fundido"). Em 1847, o físico francês Breguet recomendou a utilização de con- dutores de diâmetro reduzido de maneira a proteger as estações de telégrafo contra ao derreterem, os fios mais finos poderiam proteger os ? CURIOSIDADE aparelhos e respectivos fios dentro do edifício. Desde 1864 começou a ser usada uma grande variedade de materiais fundíveis para fios com esta finalidade. Um foi por fim patenteado pelo inventor e empresário norte-americano Thomas Edison, em 1890, como parte do seu sistema de distribuição de ener- gia elétrica. 2.5.4 CABOS ELÉTRICOS A maioria dos circuitos apresentará diversos componentes ligados entre si, e os cabos elétricos acabam, por vezes, se cruzando. Isto pode confundir o técnico no momento de interpretar o diagrama do circuito.</p><p>2 DIAGRAMAS 31 Em função disso, há um padrão para a ligação dos cabos elétricos. Sempre que um condutor está ligado a outro, essa união deve ter um ponto indicando a existência de emenda ou ainda um ponto de solda. Observe, na figura a seguir, a união entre dois condutores elétricos. Perceba que, no ponto em que ocorre essa união, há um sinal mais forte indicando a solda ou emenda. Figura 12 União de condutores Fonte: do Autor (2015) Para exemplificar o que você estudou até aqui, observe a figura a seguir e procure interpretá-la. 30 15 F4 F3 15A 15A 30 85 86 87 1,5 VM AM 1,5 PR BR Figura 13 Esquema elétrico Fonte: adaptado de SENAI/SP (2002) No esquema elétrico apresentado, é possível identificar alguns dos itens que foram estudados, como os pontos de emenda e solda, a indicação da espessura e cores dos condutores elétricos, além da presença de alguns componentes como o relé, lâmpada e</p><p>32 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 2.5.5 RELÉS AUXILIARES É um usado como dispositivo de ligação em circuito elétrico. Permite o acionamento de lâmpadas e motores elétricos de grande potência, acionados a partir de pequenos interruptores e módulos. 0102 12V 30 85 L10 86 87 Figura 14 Relé Fonte: do Autor (2015) Ao acionar o interruptor de comando, a corrente elétrica flui através da bobina e gera uma linha de força magnética. Esta aciona o contato da linha de trabalho ativando o componente que nele está ligado. 85 87 30 86 Figura 15 Pinagem do relé Fonte: do Autor (2015) a) Corrente de comando 85 (+) positivo 86 (-) negativo</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 33 b) Corrente de trabalho 30 (+) positivo direto 87 alimentação para o consumidor 86 (-) 30 (+) de Bobina de comando de TO 85 (+) 87 Figura 16 Arquitetura do relé SENAI/PE (2010) Os relés podem ter contatos NA (normalmente aberto), NF (normalmente fechado) ou ambos. c) Contatos NA: os relés de contato NA são conhecidos por terem contato momentâneo, ou seja, estão abertos enquanto a bobina não está energizada e fecham quando a bobina recebe corrente; d) Contatos NF: os relés de contato NF se abrem quando a bobina é energizada, o contato se abre e a corrente é interrompida. 2.5.6 CENTRAL DE FUSÍVEIS E RELÉS É na central elétrica que ficam dispostos os componentes como: relés e Esses componentes servem de interconexão entre os diversos chicotes elétricos do veículo. Nos veículos mais modernos, essas centrais também incorporam módulos eletrônicos responsáveis pelo acionamento de diversos componentes de segurança, conveniência e conforto. Figura 17 Central de e relés Fonte: do Autor (2015)</p><p>34 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO Para funcionar necessitam comandos convencionais de dispositivos adequadamente e as cargas, e com e entre segurança, os comandos os circuitos precisam de algumas interfaces que são seus elementos de proteção. de proteção. São os a relés seguir, que o posicionamento fazem eletrônicos essas interfaces e as dos cargas. relés assim Os e como os dentre fusíveis os 00000 F34 F48 F49 F35 F13 20 F46 20 F33 F37 F42 F12 5 in 5 F45 F47 F32 F50 F51 20 F52 5 F41 F43 F40 F44 5 3E 3E 20 F36 F39 F38 F53 F31 20 Figura 18 Indicação de Fonte: Automóveis (1997) a) Posição dos fusíveis F 12 - farol baixo - direito F 13 - farol baixo - esquerdo F F 32 31 - - interruptor de marcha à ré e eletroventilador interno ao habitáculo alimentação (+ 15 ignição) luz placa F 34 F 35 livre F 36 livre</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 35 F 37 - luz de freio e terceira luz de freio F 38 - trava porta F 39 - serviço + 30 automática do rádio, sensor volumétrico, presa de diagnóstico) F 40 - desembaçador traseiro F 41 - n.c F 42 - central ABS F 43 - limpador de para-brisa (dianteiro e traseiro) - eletrobomba para lavar vidros F 44 - acendedor de cigarros F 45 n.c F 46 n.c F 47 - elevador do vidro dianteiro esquerdo F 48 - elevador do vidro dianteiro direito F 49 - + 15 serviço (autorrádio, quadro de comandos) F 50 - airbag F 51 - luz interna e luz de placa F 52 - limpador do vidro traseiro F 53 - luz de direção / emergência b) Posição dos relés R13 R1 Figura 19 - Indicação de relé Fonte: do Autor (2015)</p><p>36 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO farol baixo; - desembaçador do vidro traseiro; R 12 - limpador do para-brisa, eletrobomba bidirecional e acendedor de cigarros; R 13 - elevar e abaixar os RECAPITULANDO Nesse capitulo, você estudou assuntos relacionados à interpretação de diagramas elétricos, viu como identificar os componentes e realizar a leitura através da simbologia, a qual facilita a comunicação entre fabricantes e reparadores. Para que você possa compreender os diagramas elétricos, é preciso que você conheça a denominação dos terminais elétricos. Você estudou, também, sobre a utilização dos instrumentos e equipamentos do sistema de sinalização e iluminação e como é realizado o processo de manutenção e execução das instala- ções elétricas. Você verificou que existem vários tipos de lâmpadas, de acordo com sua aplicação. Além das lâmpadas de farol alto, farol baixo e farol de neblina, existem aquelas usadas para sinalização, freio, ré e luz interna. Você conheceu, ainda, fusível, conhecido como elemento de proteção, que fica junto à central elétrica e os demais componentes elétricos, como os relés.</p><p>2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS 37 Anotações:</p><p>Sistema de Sinalização 3 Você sabe o que é o sistema de sinalização? Conhece seus componentes? Esse sistema se mistura ao de iluminação, pois, em geral, compartilham os mesmos componentes. Na prática, o sistema de sinalização tem por objetivo indicar aos usuários da via a intenção do condutor. Ele é regulamentado pelo CONTRAN (2007), que exige que nenhum veículo transite "Nas vias terrestres abertas à circulação pública sem que ofereça as condi- ções mínimas de segurança, considerando que a normalização dos sistemas de iluminação e sinalização é de vital importância na manutenção da segu- rança do Trânsito." Ao finalizar seus estudos neste capítulo, você estará apto a: a) identificar, para fins de diagnóstico, o sistema a ser reparado; b) selecionar ferramentas, instrumentos e equipamentos em função do diagnóstico e da manutenção a serem realizados nos sistemas, de acordo com o manual de reparação; c) escolher e aplicar, nos sistemas, as normas e os métodos de diagnóstico, conforme manual de reparação; d) utilizar equipamentos, ferramentas e instrumentos de diagnóstico nos sistemas, de acordo com as recomendações do fabricante; e) analisar se os resultados obtidos durante os testes de diagnóstico nos sistemas estão de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo fabricante.</p><p>40 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 3.1 DIREÇÃO (SETAS) sistema de sinalização é composto por diversos componentes aplicados em todos os veículos auto- motores, dentre eles as luzes de direção e emergência, que têm a finalidade de indicar a posição em que o veículo se encontra ou a posição que vai tomar. Essas luzes estão localizadas na dianteira e na traseira do veículo e, em alguns modelos, podem estar junto aos para-lamas e aos retrovisores externos. É função das luzes de direção informar aos pedestres e a outros veículos que trafegam nas vias, a intenção do condutor do veículo de realizar uma conversão à direita ou à esquerda. Ao acionar a alavanca próxima ao volante, o circuito inicia seu funcionamento com um relé temporizador deixando parte do sistema acionado e outra parte não. Assim, um sinal com frequência pré-determinada permite que a luz fique piscando para indicar a direção a ser tomada pelo veículo. 3.1.1 FUNCIONAMENTO funcionamento do indicador de direção acontece porque o interruptor de indicação recebe, por meio do interruptor de ignição, alimentação do F10 de 10A. Analisando o circuito apresentado a seguir, você poderá notar que o interruptor envia energia para terminal 49 do relé de pisca. Alimentando com tensão de bateria o terminal 49 e 31, o relé permanece em porque não há nenhuma lâmpada conectada a esta posição. Quando a de direção é movimentada para cima ou para baixo, um conjunto de lâmpadas é conectado ao terminal 49A do relé, acionando as lâmpadas de forma intermitente. Luz de Comutador de ignição direção direção F10/10A esquerda direita DIR 30 Bateria F04/15A 50 LUZ POS INT/A 4 2 3 AA Massa Massa 15 30 49 494 31 Massa Massa Lanterna traseira esquerda traseira direita Figura 20 Circuito de luzes de direção Fonte: adaptado de Automóveis (1997) 2 É o termo usado para designar o consumo de energia elétrica em modo de espera.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 41 3.1.2 DIAGNÓSTICOS E MANUTENÇÃO diagnóstico do sistema de alimentação deve ser realizado utilizando um multímetro, observando se o sistema apresenta avaria. Caso o relé não apresente sinal de funcionamento, deve-se iniciar o diagnóstico verificando a condição de funcionamento do fusível F10 de 10A, porque é por ele que passa tensão para alimentar o relé. Se o fusível estiver funcionando, verifique os cabos condutores, aterramento e lâmpadas. Se necessário realizar a manutenção, além do multímetro será indispensável a chave Philips, chave de fenda e chave soquetes para remoção de lanternas e faróis. Tome sempre cuidado ao manusear cabos energizados positivamente! Como a ! FIQUE lataria do veículo possui ligação com o negativo da bateria, ao encostar um cabo ALERTA energizado na carroceria do veículo, haverá um curto circuito, que pode danificar diversos componentes dos sistemas além de possibilitar acidentes de trabalho. 3.1.3 DESMONTAGEM, LIMPEZA E INSPEÇÃO Se necessário a remoção de faróis e lanternas, faça a limpeza das lentes para eliminar a poeira acumulada. Inspecione chicote elétrico quanto à oxidação nos terminais e possível mau contato. 3.1.4 AJUSTES E TESTES Em seguida à montagem dos componentes verificados, faça teste acionando sistema de setas. Se possível, ande com o veículo em estrada de piso irregular para descartar possível mau contato. Deixe o sistema de sinalização acionado por algum tempo, porque relé quando aquece pode colar seu contato e gerar nova anomalia. 3.2 LUZES DE EMERGÊNCIA (ALERTA) São também luzes de indicação. Essas mesmas luzes indicam o sinal de emergência ou alerta, em que todas as luzes de direção do veículo são acionadas com intervalos determinados de tempo, acendendo e apagando, em uma frequência fixa e exata. Geralmente, é utilizada para indicar alerta aos veículos que vem atrás, quando o trânsito para brus- camente. Ela é também utilizada quando veículo para em acostamentos junto às vias, ou para indicar emergência em acidentes entre veículos.</p><p>42 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 3.2.1 FUNCIONAMENTO o funcionamento do indicador de emergência acontece independentemente do acionamento do interruptor de ignição, uma vez que o interruptor de emergência recebe energia direto da bateria pelo fusível F04 de 15A. Neste momento, a energia alimenta o relé por meio do pino 49, enquanto os contatos conjugados interligam as lâmpadas do indicador direcional esquerdo e direito através do terminal 49A, acionando, então, as lâmpadas de forma intermitente. Luz de Luz de Comutador de ignição direção direção esquerda direita 30 Bateria F04/15A POS INT INT/A 50 15/54 4 2 1 3 1 PB AA Massa Massa Esq o 49 49A o 31 2 3 4 Massa Massa Lanterna traseira esquerda Lanterna traseira direita Figura 21 Circuito de luzes de emergência Fonte: adaptado de Automóveis (1997) 3.2.2 DIAGNÓSTICOS E MANUTENÇÃO Quando for realizar o diagnóstico e manutenção do sistema de emergência, será necessário a utilização de um multímetro, observando se o sistema apresenta avaria. Caso o relé não apresente sinal de funcio- namento, deve-se iniciar pela condição de funcionamento do fusível F04 de 15A, porque é por esse fusível que passa a tensão para alimentar o relé. Se o fusível estiver funcionando, verifique os cabos condutores, aterramento e lâmpadas.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 43 Se necessário realizar a manutenção, além do você precisará de chave Philips, chave de fenda e chave soquetes para remoção de lanternas e faróis. 3.2.3 DESMONTAGEM, LIMPEZA E INSPEÇÃO No caso de retirar os faróis e as lanternas, faça a limpeza das lentes para eliminar poeiras e, na sequência, verifique o chicote elétrico quanto à oxidação nos terminais e possível mau contato. 3.2.4 AJUSTES E TESTES Após a montagem dos componentes verificados, faça o teste de funcionamento do sistema de emer- gência, se possível, faça o teste de rodagem com o veículo em estrada de piso irregular para descartar possível mau contato. Deixe o sistema de sinalização (alerta) acionado por algum tempo, pois o relé quando aquece, cola o seu contato. Assim como se faz com as luzes de direção. 3.3 LUZ DE FREIO As luzes de freio são instaladas na extremidade traseira do veículo para evitar colisões. Sua função é indicar para o motorista que está trafegando atrás, que o veículo está sendo freado. circuito possui um interruptor ligado ao pedal de freio que aciona as lâmpadas da parte traseira do veículo, sendo que cada lâmpada tem potência de 21W. Integrado ao sistema de luz de freio está a terceira luz, conhecida como brake light. 3.3.1 FUNCIONAMENTO funcionamento das luzes de freio ocorre por meio do acionamento do pedal do freio, sendo que em seu interior tem uma mola para fazer o acionamento do circuito para a circulação da corrente elétrica, até as lâmpadas da lanterna traseira.</p><p>44</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 45 3.3.3 DESMONTAGEM, LIMPEZA E INSPEÇÃO Inicie com a remoção do interruptor de acionamento das luzes de freio, faça uma limpeza em sua haste de acionamento para eliminar possíveis danos por emperramento e mau contato por sujeiras. Remova a lanterna traseira, remova circuito das lâmpadas e realize a limpeza do contato elétrico. 3.3.4 AJUSTES E TESTES Para realizar o teste do interruptor de acionamento das luzes do freio, utilize um multímetro para verificar seu contato de acionamento, na sequência, você deverá instalá-lo em seu chicote elétrico, depois deste procedimento, ligue a ignição na posição 2 e aperte sua haste para realizar o contato. Ao finalizar este processo, as luzes de indicação do freio acionado deverão acender. Caso o resultado seja positivo, instale-o em seu suporte e acione o pedal de freio para um possível ajuste de seu acionamento. CASOS E RELATOS Lâmpada queimada Jaqueline utiliza seu veículo diariamente para trabalhar. Ela sai de casa todos os dias muito cedo e volta tarde. Sendo assim, não tem muito tempo para cuidar das revisões de seu carro. Ela tem saído cada vez mais cedo para evitar tráfego intenso no caminho de seu trabalho. Certo dia se atrasou e ficou em um longo congestionamento. Como a fila parou repentinamente, Jaqueline teve que frear bruscamente, mas o veículo que estava atrás do seu não percebeu que ela freou e bateu na traseira do seu veículo. Jaqueline, então, ficou muito chateada porque teve que acionar seguro para consertar o veículo e receber outro reserva, pois não poderia ficar sem um meio de locomoção, devido aos seus com- promissos. Além disso, condutor do veículo que provocou acidente não quis pagar as custas do conserto, visto que, afirmava, não ter visto que ela freou em função da luz de freio não ter acendido. Depois de uma verificação minuciosa da oficina foi detectado que, de fato, a luz de freio do veículo de Jaqueline estava com anomalias, ora acendia, ora não, que contribuiu para a colisão. Após esse diagnóstico, veículo foi consertado e Jaqueline se responsabilizou por todo prejuízo. Com isso, ela aprendeu que deve fazer as revisões preventivas orientadas pelo fabricante para garantir sua segurança e a dos demais usuários das vias.</p><p>46 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 3.4 LUZES DE MARCHA À RÉ As luzes de marcha à ré, além de sinalizar para outro veículo a ação de uma manobra, também são importantes para o condutor do veículo realizar manobras em ambientes escuros, considerando que sua iluminação irá ajudar a ver se tem obstáculos pelo caminho. circuito de iluminação de marcha à ré é composto por um interruptor e uma ou duas lâmpadas na traseira do veículo que funcionam somente quando a ignição está ligada. o interruptor está localizado em pontos estratégicos conforme o tipo e modelo de transmissão. Se veículo possuir transmissão mecânica, o interruptor estará localizado na própria transmissão, caso tenha transmissão automática, seu acionamento é realizado pela própria alavanca de acionamento do câmbio. 3.4.1 FUNCIONAMENTO Para o acionamento da marcha à ré, a ignição tem que estar acionada e, no momento em que a marcha for solicitada pelo condutor, o interruptor permite a passagem de corrente elétrica até as lâmpadas. C010 Caixa porta-fusível F87 10A 6 1 + 3 Comutador de ignição Comando luz de ré STOP RM STOP Lanterna traseira esquerda Lanterna traseira direita Figura 23 Circuito de luzes de marcha à ré Fonte: adaptado de Automóveis (1997)</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 47 3.4.2 DIAGNÓSTICOS E MANUTENÇÃO No momento de realizar o diagnóstico e a manutenção das luzes de marcha à ré, serão necessários além do multímetro, chaves de uso comum como chaves combinadas para remoção do interruptor de marcha à ré, chaves de fenda, chave Philips para remoção das lanternas da ré. 3.4.3 DESMONTAGEM, LIMPEZA E INSPEÇÃO Quando for inspecionar o sistema de luzes de marcha à ré, no caso de remoção do interruptor de acio- namento das luzes da ré, deve-se realizar a limpeza externa de possível acúmulo de sujeira que possa entrar para dentro da transmissão, efetue esta inspeção para eliminar possíveis problemas de contatos elétricos. No caso de desmontagem das lanternas é importante realizar a limpeza, devido ao acúmulo de poeira. Em seguida, faça uma inspeção quanto a sua fixação e, nos contatos elétricos, quanto à oxidação. 3.4.4 AJUSTES E TESTES Para fazer a instalação correta do interruptor, deve ser utilizado vedante na rosca para que não haja vazamento de óleo da transmissão. Após tê-lo montado, faça o teste de seu funcionamento. Com um multímetro na escala de resistência, encoste as pontas de prova nos terminais do interruptor e peça para que alguém realize o movimento de engate por meio da alavanca. Neste momento, o multímetro deverá apresentar uma resistência próximo de zero ohms (curto circuito). Depois de verificar o funcionamento do interruptor, realize o teste de acionamento das lâmpadas. Com a ignição ligada, engate a marcha à ré e verifique se está chegando tensão nos circuitos das lâmpadas, caso esteja, verifique se há mau contato por oxidação nos terminais de ligação, encaixe das lâmpadas ou lâmpadas queimadas. 3.5 BUZINA A buzina, obviamente, não é um componente que trabalha com aspectos luminosos, e por este motivo é comum muitas pessoas não reconhecerem que este é um componente do sistema de sinalização. A buzina tem como função emitir um sinal sonoro para alertar pedestres ou outros motoristas da pre- sença do veículo. A buzina é acionada pelo motorista, por intermédio de um botão localizado no volante ou na alavanca de seta. Este sistema é composto por um interruptor, relé e buzina.</p><p>48 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO 3.5.1 FUNCIONAMENTO As buzinas são importantes itens de segurança e devem ser utilizadas para chamar a atenção rapida- mente de outros veículos e pedestres a fim de evitar acidentes. A buzina é comandada por meio do acionamento da alimentação positiva diretamente da bateria (linha 30), por meio do fusível F10 de 15A ou via chave de ignição (linha 15). A alimentação negativa vem do botão da buzina que, ao ser acionado, possibilita a circulação de corrente, que por sua vez alimenta a buzina por meio do Conjunto de alavanca de comando C6 B7 Bateria AA + Massa anterior Caixa porta F10 15A 9 Buzina + Figura 24 Circuito simples de buzina Fonte: adaptado de Automóveis (1997) 3.5.2 DIAGNÓSTICO E MANUTENÇÃO No momento de realizar o diagnóstico e a manutenção da buzina, deve-se ter em mãos multímetro, chaves de uso comum, chaves combinadas, de fenda, chave Philips e chave Torx do tipo canivete para remoção de acabamentos, molduras e acessórios. 3.5.3 DESMONTAGEM, LIMPEZA E INSPEÇÃO Quando inspecionar o sistema de buzina, no momento de sua desmontagem, realize a limpeza, devido ao acúmulo de poeira e outros tipos de sujeiras que se amontoam ao transitar em estradas de chão. Em seguida, faça uma inspeção quanto a sua fixação e, nos contatos elétricos, quanto à oxidação.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 49 3.5.4 AJUSTES E TESTES atento no momento em que for fixar a buzina, faça-o posicionando a boca do caracol para baixo, assim evitará a entrada de água ou outro tipo de sujeira que possa impedir seu funcionamento. 3.6 INSTRUMENTOS o painel de instrumentos possui a característica de alojar em sua estrutura vários dispositivos que fornecem ao condutor informações, as quais auxiliam na condução do veículo. Estas informações podem ser visualizadas por meio de luzes piloto, relógios digitais ou analógicos. Associada a estas informações pode-se mencionar a pressão de óleo, nível de combustível no tanque, velocidade do veículo e temperatura do motor, luz da bateria e indicação do nível de fluido de freio e freio de estacionamento. 4 5 20 140 100 3 200 2 40 220 20 Figura 25 Painel de instrumentos Fonte: Thinkstock (2015) SAIBA Lâmpadas ou de indicação, estão localizadas no painel do veículo. Consulte o MAIS manual para saber a função de cada uma delas. 3.7 VELOCÍMETRO o velocímetro é um componente do painel de instrumentos responsável por informar a velocidade do veículo, o odômetro indica a distância percorrida. E ainda há o odômetro parcial, que pode ser zerado quando for necessário.</p><p>50 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO velocímetro é um instrumento que indica a velocidade instantânea do veículo. Nos veículos popu- lares, e nos mais antigos, ele é acionado por meio de um cabo mecânico ligado à caixa de marchas. Nos veículos lançados mais recentemente, os velocímetros recebem o sinal da central de controle, que, por sua vez, coleta esta informação dos sensores existentes nas rodas dos veículos ou do sensor de velocidade na caixa de marchas. 70 80 60 90 50 100 120 140 - 100 40 80 MPH 110 *60 30 .40 20 E 20 km/h 130 10 140 Figura 26 Painel de Fonte: Thinkstock (2015) 3.7.1 FUNCIONAMENTO Seu funcionamento acontece por meio de um conjunto de engrenagens que se combinam entre si, acionados por um cabo ligado ao sistema de transmissão. A maioria dos veículos possui velocímetro de- nominado eletrônico e não possuem cabo para transmitir movimento da caixa de transmissão para o painel. Os veículos equipados com velocímetro eletrônico possuem, no lugar do cabo do velocímetro, um sensor de velocidade que envia um sinal elétrico para painel. 3.8 TACÔMETRO tacômetro é também conhecido por conta-giros. Nele, a rotação por minutos (RPM) é mostrada no painel de instrumentos por meio da multiplicação por 100x ou até por 1.000x. tacômetro é um instrumento do painel que tem a função de indicar o giro de rotação do motor. Geralmente, a medida é realizada em rotações por minuto (RPM). A informação da velocidade de rotação do motor é extraída por meio de um sensor de rotações que envia um sinal em formato de ondas qua- dradas à central de controle instalada no próprio motor. A central, então, processa essas informações e as transmite ao tacômetro.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 51 5 4 6 3 P 2 R 8 N 1 D S Figura 27 Painel de (conta-giros) Fonte: Thinkstock (2015) 3.8.1 FUNCIONAMENTO tacômetro funciona como um medidor de voltagem, o que significa que ele conta as pulsações da voltagem no sistema de ignição. A voltagem de saída é proporcional à velocidade do eixo, então, a medida da voltagem é convertida para um valor preciso em RPMs. 3.9 INDICADOR DE PRESSÃO DO ÓLEO Ao ligar a ignição, o painel de instrumentos receberá alimentação por meio da linha 15 que envia energia para todos os instrumentos do painel, inclusive para o indicador da pressão de óleo. Sua função é permitir o monitoramento da pressão de óleo lubrificante durante o funcionamento do motor. 3.9.1 FUNCIONAMENTO indicador de pressão do óleo começa a funcionar no momento em que a ignição é acionada até ao estágio 2. Nesse momento, a luz indicadora de pressão do óleo deverá acender. Quando o motor entrar em funcionamento, a luz deverá apagar indicando que o sistema de pressão do óleo lubrificante está funcio- nando. circuito é constituído por uma lâmpada no painel e um interruptor que fica instalado na linha de pressão do óleo lubrificante do motor. Quando a pressão de óleo for inferior a 0,7 bar, uma mola calibrada, que fica dentro do interruptor de pressão do óleo, fecha o contato acendendo a luz no painel.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 53 3.9.2 DIAGNÓSTICOS E MANUTENÇÃO Em caso de avaria no sistema indicador de pressão de óleo, remova o terminal do interruptor e ligue-o ao negativo. Depois de realizar este procedimento, ligue a ignição na posição 2 e verifique se a luz indica- dora de pressão do óleo acendeu, se o resultado for positivo, substitua interruptor. 3.10 TEMPERATURA o aumento da temperatura está relacionado à falta de água no motor, falta de arrefecimento ou até mesmo a falta de circulação desta água. São problemas que utilizam o painel de instrumento para indicar a temperatura de trabalho. H C Figura 29 Marcador de temperatura Thinkstock (2015) o indicador de temperatura está presente no painel e tem por função indicar ao condutor a tempera- tura de trabalho do motor. Para garantir a vida útil do motor do veículo, sua temperatura de trabalho deve ser monitorada. valor dessa temperatura é determinado pelo fabricante, variando de acordo com os modelos de veículos. 3.10.1 FUNCIONAMENTO É um do tipo semicondutor, ou seja, sua resistência varia de acordo com a temperatura a qual ele é exposto. Ele funciona ao contrário dos resistores comuns, ou seja, conforme a temperatura aumenta, sua resistência diminui, e conforme sua temperatura cai, sua resistência aumenta. 3 Resistor cuja resistência diminui com a elevação da temperatura, e que é geralmente constituído por um Fonte: Michaelis (2015).</p><p>54 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO C010 Caixa porta 107 Indicador de temperatura S 014 Sensor de temperatura da água do motor EA EA Figura 30 Gráfico de temperatura Fonte: adaptado de Fiat Automóveis (1997) 3.10.2 DIAGNÓSTICOS E MANUTENÇÃO Para identificar avaria no sensor indicador de temperatura, desconecte o terminal do sensor, encoste-o em um ponto de massa no motor e ligue a ignição na posição 2. o indicador deverá se movimentar até a posição máxima indicando superaquecimento. Caso o teste seja positivo, substitua o sensor. 3.11 NÍVEL DE COMBUSTÍVEL Nos veículos mais antigos ou até mesmo em modelos considerados populares, a indicação de nível de combustível é feita por meio de um relógio indicador acionado por um cabo que fica interligado em um elemento flutuante no interior do tanque. Vale ressaltar que o avanço tecnológico trouxe para os automó- veis indicadores elétricos que ficam dispostos no conjunto de instrumentos de painel do veículo. Por meio do indicador de nível instalado dentro do tanque de combustível, o condutor consegue acom- panhar a quantidade de combustível disponível para sua utilização.</p><p>3 SISTEMAS DE SINALIZAÇÃO 55 E F Figura 31 Indicador de combustível Fonte: Thinkstock (2015) 3.11.1 FUNCIONAMENTO Quando a chave de ignição é acionada até a posição 2, a corrente circula alimentando indicador de combustível. Esta corrente varia conforme o valor de resistência determinado pela posição da boia. Portanto, alterando a quantidade de combustível no tanque, a muda de posição e, consequente- mente, o valor da resistência é alterado. Quando o tanque está cheio, o valor da resistência é baixo, com isso a corrente é alta, fazendo com que haja maior movimentação do indicador. Conforme abaixa o nível de combustível, o valor da resistência se torna maior e a corrente se torna menor provocando, assim, uma movimentação menor do indicador. Se o nível de combustível abaixar muito, ocorrerá o acendimento da luz da reserva, indicando que o combustível está próximo de acabar. C010 Caixa porta F25 Indicador de combustível 1 2 Sensor do indicador de nível Figura 32 - Sensor indicador de combustível Fonte: adaptado de Automóveis (1997)</p>