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<p>www.legale.com.br</p><p>Crimes</p><p>Previdenciários</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>INSS</p><p>Autarquia</p><p>CUSTEIO DA SEGURIDADE</p><p>SOCIAL</p><p>Lei nº 8.212/91</p><p>CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS</p><p>PREVIDENCIÁRIOS E</p><p>ASSISTENCIAIS</p><p>Lei nº 8.213/91</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>ESPÉCIES DE CRIMES PREVIDENCIÁRIOS</p><p>Crimes</p><p>previdenciários</p><p>CRIMES COMUNS</p><p>CONTRA O INSS</p><p>CRIMES CONTRA</p><p>O SISTEMA DE</p><p>BENEFÍCIOS</p><p>CRIMES CONTRA O</p><p>SISTEMA DE</p><p>ARRECADAÇÃO</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>CRIMES COMUNS</p><p>CONTRA O INSS</p><p>Art. 171. Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo</p><p>alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício,</p><p>ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:</p><p>(...)</p><p>§ 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em</p><p>detrimento de entidade de direito público ou de instituto de</p><p>economia popular, assistência social ou beneficência.</p><p>Obtenção de lucro indevido mediante fraude causando prejuízo à</p><p>Autarquia previdenciária</p><p>CRIMES MEIOS:</p><p>⚫ Art. 299: falsidade ideológica</p><p>⚫ Arts. 297 e 298: falsificação de documento</p><p>⚫ Art. 304: uso de documento falso</p><p>⚫ Art. 342: falso testemunho ou falsa perícia em processo</p><p>administrativo</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>CRIMES CONTRA O</p><p>SISTEMA DE</p><p>BENEFÍCIOS</p><p>Art. 313</p><p>PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM</p><p>Art. 313 - A</p><p>INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE</p><p>INFORMAÇÃO</p><p>Art. 313 - B</p><p>MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA</p><p>Art. 325, § 1º, I E II</p><p>VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Dolo específico:</p><p>o vantagem indevida</p><p>o causador do dano à Administração Pública</p><p>Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer</p><p>utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro</p><p>de outrem:</p><p>Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.</p><p>Art. 313</p><p>PECULATO MEDIANTE ERRO DE</p><p>OUTREM</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário</p><p>autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou</p><p>excluir indevidamente dados corretos nos</p><p>sistemas informatizados ou bancos de dados da</p><p>Administração Pública com o fim de obter</p><p>vantagem indevida para si ou para outrem ou</p><p>para causar dano: (Incluído pela Lei nº 9.983, de</p><p>2000))</p><p>Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e</p><p>multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Art. 313 - A</p><p>INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM</p><p>SISTEMA DE INFORMAÇÃO</p><p>⚫ Crime material: exige dano ou</p><p>vantagem indevida</p><p>⚫ Norma penal em branco CNIS,</p><p>PLENUS, SABI</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário,</p><p>sistema de informações ou programa de</p><p>informática sem autorização ou solicitação de</p><p>autoridade competente: (Incluído pela Lei nº 9.983,</p><p>de 2000)</p><p>Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e</p><p>multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Parágrafo único. As penas são aumentadas de um</p><p>terço até a metade se da modificação ou alteração</p><p>resulta dano para a Administração Pública ou para</p><p>o administrado.(Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Art. 313 - B</p><p>MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO</p><p>AUTORIZADA</p><p>⚫ Norma penal em branco</p><p>⚫ Crime de mera conduta</p><p>⚫ Dano: majoração parágrafo único</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que</p><p>deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não</p><p>constitui crime mais grave.</p><p>§ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Incluído pela Lei</p><p>nº 9.983, de 2000)</p><p>I - permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e</p><p>empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas</p><p>não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da</p><p>Administração Pública; (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Incluído pela Lei nº</p><p>9.983, de 2000)</p><p>§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou</p><p>a outrem: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei</p><p>nº 9.983, de 2000)</p><p>Art. 325, § 1º, I E II</p><p>VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL</p><p>⚫ Crime de mera conduta</p><p>⚫ Dano à administração ou</p><p>terceiro = majoração de pena</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>CRIMES CONTRA O</p><p>SISTEMA DE</p><p>ARRECADAÇÃO</p><p>Art. 168 - A</p><p>APROPRIAÇÃO INDÉBITA</p><p>PREVIDENCIÁRIA</p><p>Art. 337- A</p><p>SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO</p><p>PREVIDENCIÁRIA</p><p>DELITOS FISCAIS</p><p>(criminalidade</p><p>econômica)</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Notas introdutórias</p><p>• Devem-se distinguir ilícitos tipicamente administrativos (meras faltas de</p><p>recolhimento) dos delitos fiscais próprios (em que há uma conduta prévia mais</p><p>grave visando a supressão ou redução do tributo).</p><p>• Seguridade Social: bem jurídico não é apenas o crédito público mas os mais</p><p>básicos interesses dos indivíduos: sua saúde, manutenção, previdência contra</p><p>intempéries; enfim, uma vida digna. Seguridade um dos objetivos é a diversidade</p><p>da base de financiamento. Tutela-se a higidez do sistema securitário social.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>HISTÓRICO E ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS</p><p>⚫ Art. 5º do Decreto-Lei nº 65/37: “O empregador que retiver as contribuições recolhidas de seus</p><p>empregados e não as recolher na época própria incorrerá nas sanções do art. 331, n.º 2, da Consolidação</p><p>das Leis Penais, sem prejuízo das demais sanções estabelecidas neste Decreto-Lei”.</p><p>⚫ Art. 86 da Lei nº 3.807/60: “Será punido com as penas do crime de apropriação indébita a falta de</p><p>recolhimento, na época própria, das contribuições e de outras importâncias devidas às instituições de</p><p>previdência e arrecadadas dos segurados ou do público”.</p><p>⚫ Art. 2º, II, da Lei nº 8.137/90: “Deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição</p><p>social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos</p><p>cofres públicos”.</p><p>⚫ Art. 95, alíneas “d”, “e” e “f” da Lei nº 8.212/91: crimes sem sanção. Pena: art. 1º, § 1º, da Lei nº</p><p>8.137/90.</p><p>⚫ Arts. 168-A e 337-A – nova redação Lei nº 9983/2000 – revogou expressamente o art. 95 da Lei nº</p><p>8.212/91 e também o art. 2º, II, da Lei nº 8.212/1991.</p><p>⚫ Antes da Lei nº 9983/00 – os crimes que tivessem por objeto quaisquer tributos (inclusive</p><p>contribuições previdenciárias), submetiam-se ao tratamento uniforme especialmente pelos arts. 1º e</p><p>2º da Lei nº 8.137/90.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 168 - A</p><p>APROPRIAÇÃO INDÉBITA</p><p>PREVIDENCIÁRIA</p><p>Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as</p><p>contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma</p><p>legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído</p><p>pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Omissão de recolhimento aos cofres públicos das</p><p>contribuição sociais descontadas dos contribuintes</p><p>• Lei Complementar nº 95/1998 (art. 12, III, “b”) os acréscimos da Lei nº 9983/2000 foram colocados no</p><p>Código Penal de maneira aleatória e assistemática</p><p>• caput – instituições financeiras que recebem as quantias recolhidas dos contribuintes – art. 60, caput, da</p><p>Lei nº 8.212/91 – autoriza a arrecadação das contribuições através da rede bancária</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 168- A: (...)</p><p>§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído</p><p>pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>I - recolher, no prazo legal, contribuição ou outra</p><p>importância destinada à previdência social que tenha sido</p><p>descontada de pagamento efetuado a segurados, a</p><p>terceiros ou arrecadada do público; (Incluído pela Lei nº</p><p>9.983, de 2000)</p><p>Art. 168-A, § 1º, I</p><p>art. 30, a e b, Lei n° 8.212/91 – empresa que é responsável pelo desconto e recolhimento das</p><p>contribuições devidas pelos segurados empregados e trabalhadores avulsos.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Embora não seja exigida a apropriação da quantia descontada, deverá ela ter sido</p><p>efetivamente descontada do pagamento feito ao segurado, ou seja, o numerário</p><p>deve existir quando do pagamento e deve, posteriormente, deixar de ser recolhido</p><p>pelo responsável tributário (empresa-empregadora).</p><p>⚫ Não basta, assim, a pura e simples</p><p>omissão do recolhimento de contribuições</p><p>previdenciárias devidas, é necessário seu anterior e real desconto dos pagamentos</p><p>efetuados aos segurados e terceiros.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Trata-se de hipótese de crime de conduta mista: uma comissiva antecedente e outra omissiva</p><p>subsequente. A omissão é deixar de fazer o que a lei determina – deverá, neste caso, ser precedida</p><p>de uma conduta comissiva:</p><p>a) a de descontar (o montante devido a título de) a contribuição previdenciária do pagamento</p><p>efetuado a segurados; ou</p><p>b) a de arrecadar do público (o montante devido a título de contribuição previdenciária)</p><p>⚫ 2 situações verificáveis quando o agente descontou do pagamento do segurado a quantia devida à</p><p>título de contribuição previdenciária:</p><p>a) Não tem possibilidade de recolhê-la no prazo legal, há ausência de omissão penalmente</p><p>relevante, e assim, estaria excluída a tipicidade – causa supralegal de exclusão da ilicitude</p><p>b) O agente podendo concretamente proceder ao recolhimento, não o faz em situação na qual não</p><p>se lhe poderia exigir conduta diversa, estaria afastada a culpabilidade.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Responsabilidade penal: é necessário que tenha o desconto: em virtude, desta</p><p>presunção legal é que, normalmente, as NFLDs não vêm acompanhadas das provas</p><p>relativas ao anterior, tempestivo e adequado desconto, e daí a sua insuficiência para</p><p>embasar, por si só, a denúncia, sendo imprescindível (também para apurar a autoria)</p><p>da instauração do Inquérito Policial tendente a fornecer subsídios suficientes para</p><p>preencher o requisito da justa causa para a eventual proposição da ação penal.</p><p>⚫ O limite máximo da pena foi diminuído de 6 para 5 anos de reclusão – com a edição da</p><p>Lei 9983/00 norma penal retroagirá em benefício dos réus conforme disposto no art.</p><p>5º, XL e art. 2º do CP.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 168- A: (...)</p><p>§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído</p><p>pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>(...)</p><p>II - recolher contribuições devidas à previdência social que</p><p>tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à</p><p>venda de produtos ou à prestação de serviços; (Incluído</p><p>pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Art. 168-A, § 1º, II</p><p>• Crime omissivo próprio: não há necessidade de efetiva comprovação da apropriação.</p><p>• Alberto Silva Franco, Francisco Dias Teixeira e Wladimir Novaes Martinez: confronto com a vedação da</p><p>prisão por dívida: tarefa impossível lograr a acusação comprovar quando e em que medida os valores</p><p>devidos à “previdência social” tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de</p><p>produtos ou à prestação de serviços.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 168- A: (...)</p><p>§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído</p><p>pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>(...)</p><p>III - pagar benefício devido a segurado, quando as</p><p>respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados</p><p>à empresa pela previdência social. (Incluído pela Lei nº</p><p>9.983, de 2000)</p><p>Art. 168-A, § 1º, III</p><p>⚫ Crime comissivo</p><p>⚫ Exemplo: salário família (art. 68)</p><p>⚫ Na verdade as empresas não são reembolsadas mas haverá uma</p><p>compensação do valor pago com a quantia a recolher a título de</p><p>contribuição social.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>DIVERGÊNCIAS</p><p>Abolitio criminis: aparente diversidade:</p><p>art. 95, d da Lei nº 8.212/91</p><p>x art. 168-A, § 1º, I</p><p>Animus rem sibi habendi</p><p>– dolo específico –</p><p>elemento subjetivo especial do injusto</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Abolitio criminis: aparente diversidade:</p><p>art. 95, d da Lei nº 8.212/91 x art. 168-A, § 1º, I</p><p>Art. 95. Constitui crime:</p><p>(...)</p><p>d) deixar de recolher, na época própria,</p><p>contribuição ou outra importância devida à</p><p>Seguridade Social e arrecadada dos</p><p>segurados ou do público;</p><p>Art. 168-A: (...)</p><p>§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar</p><p>de: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>I - recolher, no prazo legal, contribuição ou</p><p>outra importância destinada à previdência</p><p>social que tenha sido descontada de</p><p>pagamento efetuado a segurados, a terceiros</p><p>ou arrecadada do público; (Incluído pela Lei</p><p>nº 9.983, de 2000)</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>FAVORÁVEIS</p><p>Roberto Podval, Paula Kahan Mandel, Luiz</p><p>Flávio Gomes e Cezar Roberto Bittencourt.</p><p>“PENAL. CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. ART. 95, d E f. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. REVOGAÇÃO. LEI 9.983/2000, ART.</p><p>3º. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL. ABOLITIO CRIMINIS. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.</p><p>- DISPOSITIVOS CONTIDOS NA DENÚNCIA, ART. 95, d E f DA LEI 8.212/91, FORAM REVOGADOS PELO ART. 3º DA LEI 9.983, DE 14.07.2000,</p><p>POR FORÇA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL (ART. 5º, XXXIX E XL DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL),</p><p>TAMBÉM PRESENTE NO ART. 2º E PARÁGRAFO ÚNICO DO CÓDIGO PENAL.</p><p>- CONCESSÃO DO HABEAS CORPUS PARA DECLARAR EXTINTA A PUNIBILIDADE DE (...)”</p><p>(TRF 5ª Reg, HC 2000.05.00.026463-7, Relatora Juíza Margarida Cantarelli, j. 03.05.2001, DJU 06.07.2001, Seção 2, p. 248)</p><p>No mesmo sentido:</p><p>• TRF 5ª Reg, RC 98.05.855-3, Relator Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante, DJU 07.05.2001, Seção 2, p. 198.</p><p>• TRF 5ª Reg, ReCrim 297-CE, 1ª Turma, relator Juiz Castro Meira, 16.11.2000.</p><p>• TRF 5ª Reg, ApCrim351-CE, 1ª Turma, Relator Juiz Castro Meira, j.09.11.2000, DJU 22.12.2000, Seção 2, p. 76.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>DESFAVORÁVEIS Alberto Silva Franco, Rui Stocco, Damásio de Jesus</p><p>“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL. ARTIGO 95, ALÍNEA D, DA LEI Nº 8.212/91. DIFICULDADES FINANCEIRAS.</p><p>DEPOSITÁRIO INFIEL – LEI 8.866/94. ALEGAÇÃO DE DESCRIMINALLIZAÇÃO DA CONDUTA – LEI 9.983/00. REFIS – LEI Nº 9.964/00.</p><p>(...)</p><p>III – A promulgação da Lei 9.983, de 14 de julho de 2000, não implica na descriminalização da conduta do agente, na medida em que</p><p>o não recolhimento de contribuição destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados,</p><p>a terceiros ou arrecadada do público, continua sendo crime. Basta comparar os dois dispositivos (o art. 95, d, da Lei nº 8.212/1991 e o</p><p>art. 1º da Lei 9.983/2000), para se verificar que subsiste como fato típico, antijurídico e culpável a conduta daquele que não recolhe</p><p>contribuição destinada à previdência social e que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados ou a terceiros”.</p><p>(TRF 3ª Reg, HC 2000.03.00.014818-9/SP, Relator Juiz Federal convocado Manoel Álvares, DJU 04.04.2001, Seção 2, p. 227)</p><p>• Embora a descrição típica não seja idêntica, a conduta incriminada é a mesma.</p><p>• Novos elementos típicos (especificadores): prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social.</p><p>Necessário distinguir “especialização de especificação”.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Animus rem sibi habendi</p><p>– dolo específico –</p><p>elemento subjetivo especial do injusto</p><p>FAVORÁVEIS: Roberto Podval, Paula Kahan Mandel,</p><p>Luiz Flávio Gomes e Cezar Roberto Bittencourt</p><p>DESFAVORÁVEIS: Alberto Silva Franco, Andreas</p><p>Eisele, Rodrigo Sanches Rios, Francisco Dias</p><p>Teixeira</p><p>• TRF 3ª Reg, HC 2000.03.00.014818-9/SP, 2ª Turma, rel. Des. Conv.</p><p>Manoel Alvares, j. 06.03.2000, DJU 04.04.2001, Seção 2, p. 227</p><p>• TRF 3ª Reg, RECrim 1999.61.06.003103-4, 1 Turma, rel. Des.</p><p>Theotonio Costa, 17.04.2001, DJU 05.06.2001, p. 924</p><p>As figuras típicas encartadas no art. 168-A não trazem como</p><p>elemento a apropriação, muito menos indébita, da quantia</p><p>recolhida, descontada, reembolsada, razão pela qual, em respeito</p><p>ao princípio da igualdade, parece-nos que não se pode exigi-la</p><p>como requisito da adequação típica.</p><p>QUESTÃO: art. 168-A x prisão por dívida</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA. ARTIGO 168 DO CÓDIGO PENAL. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 25 NÃO</p><p>VERIFICADA. INSIGNIFICÂNCIA PENAL. AUSÊNCIA DE CONSTATAÇÃO. INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA NÃO COMPROVADA. MATERIALIDADE, AUTORIA</p><p>E DOLO COMPROVADOS. CONDENAÇÃO MANTIDA. EXECUÇÃO IMEDIATA. DESPROVIMENTO.</p><p>1. O delito de apropriação indébita caracteriza-se por ser crime próprio, material</p><p>(exige resultado naturalístico, qual seja, a diminuição do</p><p>patrimônio da vítima), comissivo ou omissivo, de dano (consuma-se com a efetiva lesão ao bem jurídico tutelado), exigindo, ainda, o elemento</p><p>volitivo consistente no animus rem sibi habendi, demonstrado na vontade de não restituir a coisa de que se tem posse ao legítimo proprietário.</p><p>2. 2. A sanção prevista no artigo 168 do Código Penal não se iguala à prisão civil por dívida. Inexistência de violação à Súmula Vinculante 25 do</p><p>Supremo Tribunal Federal.</p><p>3. 3. A apropriação indébita majorada, na qual o acusado utiliza-se da condição de depositário judicial para cometer o delito, desautoriza a</p><p>constatação de insignificância penal. Precedente do Superior Tribunal de Justiça.</p><p>4. 4. Comprovadas a materialidade e autoria delitivas, bem assim o dolo do acusado, sendo o fato típico, antijurídico e culpável, e inexistindo</p><p>causas excludentes, mantém-se a condenação do réu pela prática do crime do artigo 168, caput e § 1º, inciso II, do Código Penal.</p><p>5. 5. Considerando que a inadimplência, por si só, não caracteriza o crime de apropriação indébita, a alegação do acusado de que teria deixado de</p><p>pagar as parcelas devido à perda do emprego não tem o condão de afastar a culpabilidade do agente por inexibilidade de conduta diversa.</p><p>6. 6. O enunciado sumular 122 deste Regional, aderindo à orientação do Supremo Tribunal Federal ( HC 126.292, Plenário, Relator Ministro Teori</p><p>Zavascki, DJe 17-5-2016), entendimento confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADC 43 e 44 (05-10-2016), bem como reafirmado</p><p>em sede de repercussão geral ( ARE 964246 RG, Relator Ministro Teori Zavascki, DJe 25-11-2016), autoriza que a decisão de segundo grau irradie,</p><p>integralmente, seus efeitos, é dizer, em toda a extensão do que tiver sido provido pelo julgamento, uma vez (a) decorrido o prazo para interposição</p><p>de Embargos Infringentes e de Nulidade ou para oposição de Embargos de Declaração, nos casos em que esses forem cabíveis, ou (b) se tiverem</p><p>sido apresentados tais recursos, (b.1) não forem admitidos pelo Relator, (b.2) assim que forem julgados.</p><p>7. 7. Recurso desprovido.</p><p>(TRF4, ACR 5001748-83.2017.4.04.7001, OITAVA TURMA, Relator VICTOR LUIZ DOS SANTOS LAUS, juntado aos autos em 30/05/2019)</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL E PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. ART. 168-A, § 1º, INC. I, DO</p><p>CÓDIGO PENAL. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CRIME FORMAL. EXTINÇÃO DE EXECUÇÃO</p><p>FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO DA ESFERA PENAL. MATERIALIDADE E AUTORIA</p><p>COMPROVADAS. CULPABILIDADE. INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. DIFICULDADES</p><p>FINANCEIRAS COMPROVADAS. ABSOLVIÇÃO. 1. Segundo a jurisprudência desta Corte, o crime</p><p>tipificado no art. 168-A, § 1º, inc. I, do Código Penal é formal, consumando-se na data do</p><p>vencimento do prazo para recolhimento da contribuição previdenciária descontada dos</p><p>segurados, de sorte que não se exige, para a persecução penal, a constituição definitiva do</p><p>crédito tributário. [...] 7. As graves dificuldades financeiras enfrentadas pela pessoa jurídica para</p><p>adimplir a obrigação tributária constituem causa excludente de culpabilidade por</p><p>inexigibilidade de conduta diversa, desde que comprovadas pela defesa. 8. Considerando que o</p><p>conjunto probatório demonstra ser crível a existência de condições anormais suportadas pela</p><p>sociedade empresarial que lhe retiraram a possibilidade de honrar todos as obrigações,</p><p>impõe-se o reconhecimento da excludente de culpabilidade.</p><p>TRF4, ACR 5001812-10.2019.4.04.7103, OITAVA TURMA, Relator JOÃO PEDRO GEBRAN NETO, juntado aos autos em</p><p>11/11/2021</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• RECURSO ESPECIAL Nº 1853501 - MG (2019/0372605-1) DECISÃO O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS,</p><p>interpõe recurso especial contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que negou provimento ao seu</p><p>apelo e manteve a absolvição sumária do acusado pela prática de apropriação indébita previdenciária, ante a não</p><p>constatação do dolo específico na conduta do agente. O Parquet aponta a violação do artigo 168-A, do Código Penal e do</p><p>artigo 155, do Código de Processo Penal, porquanto o tipo penal não exige dolo específico. Pugna pela cassação da</p><p>absolvição sumária, seguida do retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau, com vistas à instrução do feito, para ao final</p><p>condenar o réu por incursão no art. 168-A, § 1º, do CP. O réu foi denunciado por apropriação indébita previdenciária. O Juiz de</p><p>primeiro grau assim decidiu: "não havendo o mínimo de prova da existência de desvio dos valores apontados na denúncia</p><p>em proveito pessoal do acusado, ABSOLVO SUMARIAMENTE MARCOS CÉSAR BRUNOZZI da imputação”. O Tribunal de origem</p><p>manteve a absolvição sumária, porquanto não existiam provas de que o réu "agiu com animus rem sihi habendi, dolo</p><p>específico do tipo penal previsto no art. 168 do CP".</p><p>• O aresto está em desconformidade com a jurisprudência desta Corte. Aplica-se à hipótese o entendimento consolidado, de</p><p>que:</p><p>• Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, os crimes de sonegação fiscal e apropriação indébita</p><p>previdenciária prescindem de dolo específico, sendo suficiente, para a sua caracterização, a presença do dolo genérico</p><p>consistente na omissão voluntária do recolhimento, no prazo legal, dos valores devidos"( AgRg no AREsp 469.137/RS,</p><p>Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 5/12/2017, DJe 13/12/2017).</p><p>• Em crimes de sonegação fiscal e de apropriação indébita de contribuição previdenciária, este Superior Tribunal de</p><p>Justiça pacificou a orientação no sentido de que sua comprovação prescinde de dolo específico sendo suficiente, para</p><p>a sua caracterização, a presença do dolo genérico. [...] ( AgRg no AREsp 1667529/ES, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, 6ª T., DJe</p><p>29/9/2020).</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• Essa compreensão foi pacificada pela Terceira Seção, há tempos, e adoto, para o caso sob exame, as</p><p>seguintes razões de decidir: [...] I - Observa-se que a infração penal tipificada no art. 168-A do Código</p><p>Penal constitui-se em delito omissivo próprio. O núcleo do tipo é o verbo deixar, que se perfaz com a</p><p>simples conduta negativa do sujeito, caracterizando-se com o não fazer o que a lei determina, sendo</p><p>desnecessária, para a configuração do crime, a comprovação do fim específico de apropriar-se dos</p><p>valores destinados à Previdência Social consistente no animus rem sibi habendi. II – [...] a intenção</p><p>específica ou vontade de se beneficiar com a ausência do recolhimento nada tem a ver com a</p><p>consumação do fato que ocorre no momento que ele deixa de recolher as contribuições no prazo legal.</p><p>III- A Terceira Seção, no julgamento do EREsp 1296631/RN, Relatora Ministra LAURITA VAZ, TERCEIRA</p><p>SEÇÃO, DJe 17/09/2013, pacificou o entendimento da desnecessidade do dolo específico para se</p><p>configurar o delito de apropriação indébita previdenciária.</p><p>• À vista do exposto, conheço e dou provimento ao recurso especial, para cassar a absolvição sumária do</p><p>réu e determinar o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau, para processamento da ação penal.</p><p>Publique-se e intimem-se.</p><p>• Brasília (DF), 23 de junho de 2021. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ Relator</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Art. 337- A</p><p>SONEGAÇÃO DE</p><p>CONTRIBUIÇÃO</p><p>PREVIDENCIÁRIA</p><p>Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e</p><p>qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: (Incluído pela Lei nº</p><p>9.983, de 2000)</p><p>I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de</p><p>informações previsto pela legislação previdenciária segurados</p><p>empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a</p><p>este equiparado que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.983, de</p><p>2000)</p><p>II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da</p><p>empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo</p><p>empregador ou pelo tomador de serviços; (Incluído pela Lei nº 9.983, de</p><p>2000)</p><p>III - omitir, total ou parcialmente,</p><p>receitas ou lucros auferidos,</p><p>remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de</p><p>contribuições sociais previdenciárias: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)</p><p>Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº</p><p>9.983, de 2000)</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>PENAL E PROCESSO PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. ART. 168-A, § 1º, INCISO I, DO CP. SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 337-A, INCISO I, DO CP.</p><p>SONEGAÇÃO FISCAL. ART. 1º, INCISO I, DA LEI Nº 8.137/90. PRELIMINAR. INEXISTÊNCIA DE JUSTA CAUSA. AFASTADA. MATERIALIDADE, AUTORIA E DOLO COMPROVADOS.</p><p>INDEPENDÊNCIA DE INSTÂNCIAS. CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DE CULPABILIDADE. DIFICULDADES FINANCEIRAS. INOCORRÊNCIA.</p><p>• 1. A justa causa, prevista no art. 395, inciso III, do CPP, relaciona-se ao lastro probatório mínimo indispensável para o exercício da ação penal. O standard probatório exigido</p><p>para essa etapa inicial caracteriza-se como juízo de mera deliberação, suficiente a verossimilhança das afirmações de fato e de direito constantes da inicial acusatória.</p><p>Presentes provas de materialidade e indícios suficientes de autoria na hipótese concreta.</p><p>• 2. O delito previsto no art. 168-A, § 1º, inciso I, do CP é omissivo próprio, perfazendo-se a conduta delituosa tão somente com a inércia da pessoa legalmente encarregada de</p><p>repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal, ao passo que os delitos previstos no art. 337-A, inciso I, do CP e no art.</p><p>1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90 são materiais, tendo como pressuposto a prática de ato fraudulento contra a fiscalização tributária, restando consumados a partir da</p><p>constituição definitiva do crédito tributário.</p><p>• 3. Tratando-se de delitos perpetrados em âmbito empresarial, a autoria recai sobre o agente efetivamente responsável pela administração dos negócios, aquele que detém</p><p>o poder de decisão sobre a prática das condutas criminosas.</p><p>• 4. Em relação aos delitos dos arts. 168-A, § 1º, inciso I, e 337-A, inciso I, ambos do CP, bem como ao do art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.37/90, o dolo é genérico, prescindindo-se de</p><p>finalidade específica, caracterizando-se os delitos, respectivamente, pela mera intenção de deixar de repassar os valores à previdência social e de suprimir ou reduzir os</p><p>tributos devidos.</p><p>• 5. Conquanto os delitos dos artigos 168-A e 337-A do CP e 1º da Lei nº 8.137/90 relacionem-se, imediata ou mediatamente, à ordem tributária, eventuais alegações de caráter</p><p>intrinsecamente cível-tributário, tais como compensações ou transações, não são objeto da jurisdição criminal, que, com fulcro no princípio da independência de</p><p>instâncias, ocupa-se tão somente dos aspectos penais e processuais penais relativos à conduta ilícita imputada ao agente.</p><p>• 6. A causa supralegal de exclusão da culpabilidade (inexigibilidade de conduta diversa) relativa às dificuldades financeiras aplica-se ao crime de apropriação indébita</p><p>previdenciária, previsto no art. 168-A do CP, exigindo-se, para tanto, que a defesa, nos termos do art. 156 do CPP, comprove a existência de situação invencível que tenha</p><p>impossibilitado, transitoriamente, o recolhimento à Previdência Social das contribuições descontadas dos empregados.</p><p>• 7. A excludente de culpabilidade decorrente de dificuldades financeiras são se aplica na hipótese dos delitos dos artigos 337-A do CP e 1º da Lei nº 8.137/90, uma vez que as</p><p>referidas práticas delituosas possuem caráter eminentemente fraudulento, revestindo-se de maior reprovabilidade. Tais condutas não guardam correlação com a</p><p>existência de situação invencível que tenha impossibilitado a ação do agente.</p><p>• 8. Apelação desprovida.</p><p>TRF-4 – ACR 5015398-86.2017.4.04.7000 PR 5045398-86.2017.4.04.7000, Relator: SALISE MONTEIRO SANCHOTENE, Data de julgamento: 15/02/2022, 7ᵃ Turma</p><p>Art. 337- A, inciso I</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL. PROCESSO PENAL. SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ARTIGO 337-A, DO CÓDIGO PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM</p><p>TRIBUTÁRIA. ART. 1º, INCISO I, DA LEI Nº 8.137/90. REFORMA DA SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. AUTORIA COMPROVADA.</p><p>• I- Materialidade demonstrada pelos documentos fiscais constantes dos autos.</p><p>• II- Autoria comprovada. A apelada era sócia administradora da empresa WORLD SERVICE EMPREENDIMENTOS S/C LTDA, além de ser</p><p>detentora de 99,5% (noventa e nove vírgula cinco por cento) do capital social. Registre-se, ainda, que a defesa da ré sequer questionou</p><p>o fato dela ser ou não a responsável pelos fatos que lhe foram imputados, tendo se limitado a alegar que a empresa estaria passando</p><p>por dificuldades financeiras que lhe impossibilitaram de recolher as contribuições previdenciárias. Logo, não há razões para se afastar</p><p>a autoria delitiva, a qual encontra-se devidamente comprovada nos autos.</p><p>• III- O dolo também encontra-se caracterizado, eis que os elementos probatórios contidos nos autos demonstram que a denunciada, de</p><p>forma livre e conscientemente, praticou as condutas delituosas descritas na denúncia. Os fatos apontados demonstram,</p><p>irrefutavelmente, a consciência da ré sobre a ilicitude de suas ações.</p><p>• IV- Ausentes quaisquer causas excludentes da antijuridicidade e da culpabilidade, a apelação ministerial é provida para reformar a</p><p>sentença absolutória e condenar a ré pela prática do crime previsto no artigo 337-A, II, do CP à pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses</p><p>de reclusão e 12 (doze) dias-multa, promovida a emendatio libelli para excluir a imputação relativa ao tipo penal descrito no art. 1º, I da</p><p>Lei n. 8.137/90.</p><p>TRF-2 – Ap 0000381-45.2014.4.02.5102 RJ 0000381-45.2014.4.02.5102, Relator: VLAMIR COSTA MAGALHÃES, Data de julgamento: 23/10/2018, 1ᵃ</p><p>Turma</p><p>Art. 337- A, inciso II</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>PENAL. PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CRIMINAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO</p><p>RETROATIVA. CRIMES PREVISTOS NOS ARTS. 168-A E 337-A, INCISOS I E III, DO CP. CONCURSO FORMAL. PENA EM CONCRETO FIXADA</p><p>EM 2 (DOIS) ANOS DE RECLUSÃO PARA CADA UM DOS CRIMES. TRANSCURSO DE MAIS DE 4 (QUATRO) ANOS ENTRE A DATA DA</p><p>CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DOS CRÉDITOS RELATIVOS AOS CRIMES DOS ARTS. 168-A E 337-A, INCISO I, DO CP, E A DATA DA DECISÃO</p><p>DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. MANTIDA A CONDENAÇÃO PELO CRIME DE SONEGAÇÃO PREVISTO NO INCISO III DO ART. 337-A DO</p><p>CP. EXAME DA OMISSÃO DO BIS IN IDEM PREJUDICADO.</p><p>1. Pretende-se, via embargos de declaração, o reconhecimento da ocorrência da extinção da punibilidade pela prescrição da</p><p>pretensão punitiva, ante o transcurso do prazo de mais de 4 (quatro) anos, aplicável à espécie, entre a data da constituição</p><p>definitiva do crédito e a data de recebimento da denúncia.</p><p>2. Neste caso, em que houve condenação pela prática, em concurso formal, dos crimes de apropriação indébita previdenciária</p><p>(art. 168-A, parágrafo 1º, inciso I, do CP) e de sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A, incisos I e III, do CP), por se</p><p>tratar de crimes materiais, a consumação coincide com o momento em que ocorre a constituição definitiva do crédito</p><p>tributário, segundo a jurisprudência consolidada dos tribunais superiores. Incidência da Súmula Vinculante nº 24 do STF.</p><p>3. Praticados os crimes em concurso formal, o cálculo da prescrição da pretensão punitiva tem, como base, a pena aplicada a</p><p>cada crime isoladamente, não se computando o acréscimo decorrente da aplicação da causa de aumento do art. 71 do CP.</p><p>Também quanto à continuidade delitiva, o aumento da pena é desconsiderado para fins de verificação do prazo prescricional,</p><p>consoante a Súmula nº 497 do STF.</p><p>Art. 337- A, inciso III</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>4. Relativamente ao crime do art. 168-A do CP, aplicada a pena de 2 (dois) anos de reclusão, incide o prazo</p><p>prescricional de 4 (quatro) anos (art. 109, inciso V, do CP). Consumado o delito antes de 2010, tem-se, como termo a</p><p>quo da prescrição, o dia 02.12.2009, momento em houve a constituição definitiva do crédito tributário. Recebida a</p><p>denúncia em 19.05.2017,</p><p>verifica-se a ocorrência da prescrição retroativa.</p><p>5. Quanto ao crime do art. 337-A do CP, é preciso fazer uma ressalva. Trata-se de crime que pode ser praticado por</p><p>modos distintos, dentre aquelas condutas omissivas previstas no tipo penal em evidência. Na espécie, o</p><p>embargante fora condenado pelo crime de sonegação por ter praticado as condutas previstas nos incisos I e III do</p><p>dispositivo penal em comento. Relativamente à conduta do inciso I, vê-se que a consumação ocorreu antes de</p><p>2010, razão porque o marco inicial da contagem do prazo será o dia 25.03.2009, data em que houve a constituição</p><p>do crédito tributário. Recebida a denúncia em 19.05.2017, verifica-se também a ocorrência da prescrição retroativa</p><p>do crime de sonegação previsto no inciso I do art. 337-A do CP, com base na pena de 2 (dois) anos, arbitrada na</p><p>sentença.</p><p>6. Com relação ao crime do art. 337-A, inciso III, do CP, não se verifica a ocorrência da prescrição. É que, consoante</p><p>ofício da Receita Federal, o crédito tributário fora constituído apenas em 06.01.2017, a atrair a incidência do atual</p><p>art. 110, parágrafo 1º, do CP.</p><p>7. Embargos de declaração parcialmente providos para declarar a extinção da punibilidade dos crimes previstos</p><p>nos arts. 168-A e 337-A, inciso I, ambos do CP, com base na prescrição retroativa e manter a condenação do</p><p>embargante como incurso no art. 337-A, inciso III, do CP, à pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão, a ser</p><p>cumprida no regime aberto, além de 12 (doze) dias-multa, à razão de 1 (um) salário mínimo vigente à época dos</p><p>fatos, com a substituição da pena privativa de liberdade por 2 (duas) restritivas de direitos. Prejudicado o exame</p><p>da segunda omissão atinente à incidência do concurso formal em cumulação com a continuidade delitiva.</p><p>TRF-5 – 00003575520174058100, Relator: Desembargador Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, Data do</p><p>julgamento: 11/03/2020, 1ᵃ Turma</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Assemelha-se ao art. 1º da Lei 8.137/30 – lesão do bem jurídico tutelado (caput:</p><p>“suprimir ou reduzir”) e às penas cominadas.</p><p>⚫ Há a necessidade de fraude (comissiva ou omissiva) para supressão ou redução da</p><p>contribuição social a ser recolhida = CONDUTA VINCULADA</p><p>⚫ Art. 337-A, I - Somente terá relevância penal quando for praticada no contexto de uma</p><p>empresa. (art. 15 da Lei 8212/91).</p><p>⚫ Art. 337, § 3º - aplica-se também a uma empresa não dotada de personalidade</p><p>jurídica.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Falta de sistematização geradora de várias incongruências, no âmbito das penas e das</p><p>causas de extinção de punibilidade, sendo desejável que houvesse um tratamento</p><p>sistemático na matéria – inobservância do art. 12 da LC 95/98</p><p>⚫ STJ e STF entenderam que se aplica a causa de extinção da punibilidade prevista no art.</p><p>34 da Lei 9.249/95 – ou seja, estende-se o benefício da extinção da punibilidade prevista</p><p>para os crimes de apropriação indevida de tributo em geral ao crime de apropriação</p><p>indevida de contribuições previdenciárias – Princípio da Isonomia. – Agente que antes do</p><p>recebimento da denúncia, efetua o pagamento devido à título de débito tributário.</p><p>art. 1º e 2º da Lei 8.137/90</p><p>(crimes contra a arrecadação de</p><p>demais tributos)</p><p>art. 168-A e 337-A</p><p>(crimes contra a arrecadação de</p><p>contribuições previdenciárias)</p><p>Art. 1º e 2º</p><p>Pena de detenção de seis meses a</p><p>um ano e multa</p><p>Art. 168-A</p><p>Pena de reclusão de 2 a 5 anos e</p><p>multa</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>PERDÃO JUDICIAL E EXTINÇÃO DA</p><p>PUNIBILIDADE</p><p>Art 168-A, § 2º e § 3º</p><p>1) A contribuição não repassada à</p><p>previdência é referente a um desconto</p><p>feito pelo agente (ele não é o</p><p>contribuinte mas o responsável</p><p>tributário).</p><p>2) Nas 3 primeiras modalidades basta a</p><p>omissão de recolhimento.</p><p>3) Para extinção da punibilidade é exigida</p><p>a declaração, confissão, a prestação de</p><p>informações e o pagamento do tributo</p><p>antes do início da ação fiscal.</p><p>Art. 337-A, § 2º, § 3º e § 4º</p><p>1) Aqui é indiferente a origem do fato gerador.</p><p>2) Além da supressão ou redução do tributo, é</p><p>elementar do tipo a fraude para a sonegação.</p><p>A fraude pode ser comissiva (falsificação de</p><p>documento) ou omissiva (falsidade</p><p>ideológica, omitindo fato que deveria constar</p><p>em documento, por exemplo).</p><p>3) Não é exigido o pagamento do tributo mas</p><p>apenas a declaração, confissão, a prestação</p><p>de informações.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>⚫ Art. 168-A e 337-A: apesar de diferentes possuem penas iguais. –</p><p>Violação do princípio da proporcionalidade.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>Jurisprudência</p><p>Crimes previdenciários</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL. PROCESSO PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA ( CP, ART. 168-A). CONCLUSÃO</p><p>DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. EXIGIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE N. 24. AUSÊNCIA DE</p><p>CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO. NULIDADE DO PROCESSO. APELAÇÃO CRIMINAL PROVIDA.</p><p>REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. 1. Resta pacificado nos Tribunais Superiores o entendimento de que o</p><p>delito tipificado no art. 168-A do Código Penal é de natureza material, uma vez que para sua</p><p>consumação exige-se a efetiva frustração à arrecadação da Seguridade Social, razão pela qual é</p><p>exigível o encerramento do procedimento administrativo. 2. Não há justa causa para a</p><p>instauração de inquérito policial ou de ação penal antes de decisão definitiva no processo</p><p>administrativo-fiscal de lançamento do tributo, em conformidade com o que dispõe a Súmula</p><p>Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal. Deve-se anular o processo desde o recebimento</p><p>da denúncia e rejeitá-la, em razão da falta de justa causa, com fundamento no art. 395, III, do</p><p>Código de Processo Penal 3. Apelação criminal provida [...].</p><p>(TRF-3 - ApCrim: 50019514320194036115 SP, Relator: Desembargador Federal ANDRE CUSTODIO NEKATSCHALOW, Data de Julgamento: 13/04/2021, 5ª</p><p>Turma, Data de Publicação: DJEN DATA: 16/04/2021)</p><p>ART. 168-A – APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL E PROCESSO PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. ART. 168-A DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO</p><p>OCORRÊNCIA. MÉRITO. TIPICIDADE. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. APLICAÇÃO.</p><p>• 1. Na condição de destinatário da prova, o juiz pode indeferir as provas que considerar irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, desde que</p><p>justificada a sua prescindibilidade para o deslinde da controvérsia, sem que se possa falar em cerceamento de defesa.</p><p>• 2. Na hipótese de os depoimentos das demais testemunhas revelarem-se suficientes à demonstração do fato suscitado pela parte, torna-se</p><p>prescindível a oitiva de testemunhas por ela arroladas de modo extemporâneo.</p><p>• 3. Os valores pagos no âmbito de parcelamento tributário rescindido não podem ser considerados para fins de compensação e aferição posterior</p><p>do crédito tributário, o qual deve corresponder ao valor originariamente apurado em procedimento fiscal, sem o acréscimo de juros e multa. Não</p><p>há relevância para o deslinde dos fatos a expedição de ofício à Receita Federal para fins de verificação do valor do crédito após o adimplemento</p><p>parcial do parcelamento tributário.</p><p>• 4. Tratando-se de crime de apropriação indébita previdenciária, cabível, em tese, o princípio da insignificância. A natureza supraindividual do</p><p>bem jurídico tutelado pelo tipo penal previsto no art. 168-A do Código Penal não é suficiente, por si só, para inviabilizar o reconhecimento da</p><p>insignificância da conduta, cuja ação não se reveste de caráter fraudulento.</p><p>• 5. Na ponderação acerca da aplicação do princípio da insignificância, cumpre considerar que diversas variáveis econômicas - estritamente</p><p>relacionadas à gestão dos recursos públicos e, em maior escala, à conjuntura político-econômica do país - também influenciam diretamente - ou</p><p>com ainda mais peso - para o quadro negativo de arrecadação no âmbito da previdência.</p><p>• 6. Hipótese em que o montante do crédito tributário é inferior ao limite de R$ 20.000,00 (vinte mil</p><p>reais), na forma do art. 2º da Portaria MF n.º 75,</p><p>de 22/03/2012, objetivamente indicador da insignificância.</p><p>• 7. Provimento do recurso da defesa.</p><p>TRF-4 - ACR 5004829-44.2016.4.04.7205 SC 5004829-44.2016.4.04.7205, Relator: SALISE MONTEIRO SANCHOTENE, Data de julgamento: 15/03/2022</p><p>ART. 168-A – Princípio da Insignificância</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO</p><p>PREVIDENCIÁRIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. VALOR DO DÉBITO.</p><p>IRRELEVÂNCIA. CONDUTA ALTAMENTE REPROVÁVEL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL</p><p>DESPROVIDO. 1. Ambas as Turmas que compõem o Supremo Tribunal Federal entendem</p><p>ser inaplicável o princípio da insignificância aos crimes de sonegação de contribuição</p><p>previdenciária e apropriação indébita previdenciária, tendo em vista a elevada</p><p>reprovabilidade dessas condutas, que atentam contra bem jurídico de caráter</p><p>supraindividual e contribuem para agravar o quadro deficitário da Previdência Social. 2. A</p><p>Terceira Seção desta Corte Superior concluiu que não é possível a aplicação do princípio</p><p>da insignificância aos crimes de apropriação indébita previdenciária e de sonegação de</p><p>contribuição previdenciária, independentemente do valor do ilícito, pois esses tipos</p><p>penais protegem a própria subsistência da Previdência Social, de modo que é elevado o</p><p>grau de reprovabilidade da conduta do agente que atenta contra este bem jurídico</p><p>supraindividual. 3. Agravo regimental desprovido.</p><p>AgRg no REsp 1.783.334/PB, Sexta Turma, Rel. Min. Laurita Vaz, j. 07.11.2019, e-DJF3 02.12.2019</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA.</p><p>PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS.</p><p>DOLO GENÉRICO DEMONSTRADO. APELO PROVIDO.</p><p>• 1. O crime previsto no art. 168-A do Código Penal atenta contra bem jurídico de cunho</p><p>supraindividual, vez que tutela a higidez financeira da Previdência Social. Por isso, a ele não</p><p>se aplica o princípio da insignificância, diante da alta reprovabilidade da conduta omissiva</p><p>prevista no tipo penal. Precedentes.</p><p>• 2. Materialidade e autoria devidamente comprovadas. Em sede administrativa, houve a</p><p>confissão dos débitos por parte dos acusados, o que é incompatível com a tese de que a</p><p>empresa não possuía qualquer responsabilidade pelos funcionários e tributos decorrentes</p><p>das atividades desempenhadas no centro comercial.</p><p>• 3. Com relação à situação financeira da empresa, não foram anexados aos autos provas</p><p>documentais que minimamente comprovassem a existência e gravidade da crise enfrentada,</p><p>o que infirma a tese de inexigibilidade de conduta diversa superficialmente aventada.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• 4. É pacífico que o elemento subjetivo do crime do art. 168-A do Código Penal, para todas as</p><p>figuras, é o dolo genérico, ou seja, a vontade livre e consciente de não recolher a contribuição</p><p>social cujo repasse aos cofres públicos era um dever legal, bem como o não pagamento de</p><p>benefício cujo valor tenha sido reembolsado pela previdência social.</p><p>• 5. Pena-base fixada no mínimo legal. Inexistência de circunstâncias agravantes ou</p><p>atenuantes. Aplicada a causa de aumento da pena decorrente da continuidade delitiva na</p><p>fração de ¼ (um quarto), tendo em vista a quantidade de ações perpetradas.</p><p>• 6. Fixado o regime aberto para início do cumprimento da pena privativa de liberdade, que se</p><p>substitui por duas penas restritivas de direitos.</p><p>• 7. Apelação provida.</p><p>TRF-3 – ApCrim 0008137-93.2002.4.03.6106 SP, 11ᵃ Turma, Relator: Desembargador Federal NINO OLIVEIRA TOLDO, Data de</p><p>julgamento: 13/12/2021, Data de publicação: 16/12/2021.</p><p>- 11641516739</p><p>www.legale.com.br</p><p>• PENAL. SONEGAÇÃO FISCAL. IRPJ E CSLL. ART. 1º, INC. I, DA LEI Nº 8.137/90.</p><p>MATERIALIDADE, AUTORIA E DOLO COMPROVADOS. CONDENAÇÃO MANTIDA.</p><p>DOSIMETRIA. CONTINUIDADE DELITIVA. PATAMAR DA EXASPERAÇÃO. PENA DE MULTA.</p><p>(...). 4. O fato de estar a pessoa jurídica em situação de dificuldade financeira não é</p><p>aceito como causa excludente de culpabilidade em se tratando de crimes de</p><p>sonegação fiscal (art. 1º da Lei nº 8.137/90 e art. 337-A do Código Penal), tendo em</p><p>vista que tais delitos envolvem não somente a supressão ou redução do</p><p>pagamento de tributo, mas também - como meio para atingir esse resultado - a</p><p>prática de conduta fraudulenta. De qualquer modo, a comprovação da situação de</p><p>inexigibilidade de conduta diversa cabe à defesa. (...).</p><p>(TRF4, ACR 5002414-73.2016.4.04.7113, OITAVA TURMA, Relator para Acórdão JOÃO PEDRO GEBRAN</p><p>NETO, juntado aos autos em 30/06/2019)</p><p>ART. 337-A – SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA</p><p>- 11641516739</p>

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