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questões para prova de nutrição e saúde coletiva

Ficha de questões e respostas sobre educação em saúde e promoção da saúde, correntes da educação em saúde, as 9 diretrizes da PNAN com seus objetivos sucintos, e as condicionalidades do Bolsa Família (educação, saúde e assistência social).

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<p>1) O que é educação em saúde?</p><p>Instrução para mudanças de comportamento pessoal em relação à própria saúde. Público-alvo: indivíduo, buscando modificar seu comportamento.</p><p>É um processo contínuo e sistemático que visa promover o conhecimento e a conscientização das pessoas sobre questões relacionadas à saúde, com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida. Ela envolve o compartilhamento de informações e o desenvolvimento de habilidades para que os indivíduos e comunidades possam tomar decisões informadas sobre sua saúde e bem-estar. Esse processo inclui atividades como: prevenção de doenças, promoção de saúde, autocuidado, participação ativa. A educação em saúde pode ser aplicada em diversos contextos, como escolas, ambientes de trabalho, unidades de saúde e campanhas públicas.</p><p>2) O que é promoção da saúde?</p><p>Macroestrutura organizacional e compreende uma mudança de comportamento de grupos sociais. Público-alvo: transformações nos padrões de conduta de grupos ou Comunidades. Formulação de leis, disponibilização gratuita de materiais durante campanhas, entre outras medidas.</p><p>A promoção da saúde é uma abordagem preventiva e holística, voltada para o bem-estar físico, mental e social, e tem como base a ideia de que a saúde é influenciada por uma série de fatores, como educação, condições de trabalho, ambiente e estilo de vida. Ao invés de apenas tratar doenças, a promoção da saúde busca criar condições e ambientes favoráveis para que as pessoas possam adotar e manter hábitos saudáveis.</p><p>3) Quais são as correntes da educação em saúde?</p><p>As correntes da educação em saúde refletem diferentes abordagens para promover o conhecimento e práticas de saúde. Elas variam conforme o enfoque em aspectos individuais, comunitários ou sociais. Corrente individualista = Foco no indivíduo, família e o estilo de vida. • Corrente estruturalista = causa-ação social da doença. • Reivindica mudança social por meio de ação coletiva.</p><p>4) A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) é composta por quantas diretrizes?</p><p>A política Nacional de alimentação e nutrição, criada em 1999 e revista em 2011, é composta por 9 diretrizes.</p><p>5) De forma sucinta, qual o foco/objetivo de cada diretriz da PNAN.</p><p>1. Organização da Atenção Nutricional: estabelece a organização de ações de alimentação e nutrição na rede de serviços de saúde.</p><p>2. Promoção da Alimentação adequada e saudável: foca na promoção de hábitos alimentares saudáveis, considerando os aspectos culturais e regionais da alimentação.</p><p>3. Vigilância Alimentar e Nutricional: enfoca o monitoramento contínuo das condições alimentares e nutricionais da população para identificar necessidades e orientar ações de saúde pública.</p><p>4. Gestão das ações de alimentação e nutrição: busca articular políticas públicas de diferentes setores (saúde, educação, agricultura, etc), para criar um ambiente favorável a promoção da segurança alimentar e nutricional, atuando de maneira coordenada para enfrentar as causas da má alimentação e da desnutrição.</p><p>5. Participação e controle social: promove a participação ativa da sociedade na construção e no controle das políticas de alimentação e nutrição, garantindo transparência, diálogo e corresponsabilidade na formulação das ações.</p><p>6. Qualificação da força de trabalho: tem o objetivo de capacitar profissionais de saúde para atuar com qualidade nas ações de alimentação e nutrição, garantindo que os serviços oferecidos tenham um alto nível técnico e sejam baseados em evidências cientificas.</p><p>7. Controle e regulação de alimentos: proteger a população por meio da regulação de produtos alimentícios e do controle sanitário, assegurando a qualidade e segurança dos alimentos.</p><p>8. Pesquisa, inovação e conhecimento em alimentação e nutrição: incentivar a produção científica e a inovação no campo da alimentação e nutrição, integrando novos conhecimentos às políticas públicas.</p><p>9. Cooperação e articulação para segurança alimentar e nutricional: integrar diferentes setores (educação, agricultura, meio ambiente, etc.) e políticas públicas para promover a alimentação saudável e sustentável.</p><p>6) Quais são as condicionalidades do Bolsa Família e qual o valor máximo que uma família pode receber?</p><p>As famílias precisam cumprir:</p><p>- Educação: crianças e adolescentes de 4 a 17 anos devem estar matriculados na escola e ter uma frequência escolar mínima de 85% (para 4 a 15 anos) e 75% para adolescentes de 16 e 17 anos.</p><p>- Saúde: gestantes devem realizar o pré-natal. Crianças menores de 7 anos devem ser vacinadas conforme o calendário de vacinação e passar por acompanhamento nutricional e de crescimento.</p><p>- Assistência social: famílias em situação de trabalho infantil devem ser acompanhadas por serviços de assistência social.</p><p>- Valor do benefício: varia de acordo com a composição e renda familiar, e pode ser ajustado esporadicamente. Atualmente, o valor básico é de R$600,00 por família. No entanto, famílias com crianças de até 6 anos recebem um adicional de R$ 150,00 por criança, e aquelas com gestantes ou jovens de até 18 anos recebem um adicional de R$50,00 por pessoa nessas condições.</p><p>Não a um teto oficial fixo, com as combinações os valores podem ultrapassar R$1.000,00 em alguns casos.</p><p>7) Qual o conceito de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN)?</p><p>Refere-se ao direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares promotoras de saúde, respeitando a diversidade cultural, social, econômica e ambientalmente sustentáveis.</p><p>8) No que consiste o banco de alimentos, restaurante popular e a agricultura urbana/hortas comunitárias que compõem o Programa Fome Zero?</p><p>Banco de alimentos: instituições que recolhem alimentos de doações ou excedentes de supermercados, feiras e produtores, que estão próprios para o consumo, mas não seriam comercializados. Esses alimentos são redistribuídos para instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.</p><p>Restaurante popular: são estabelecimentos públicos que oferecem refeições balanceadas a preços muito acessíveis, geralmente subsidiado pelo governo. O publico alvo é pessoas de baixa renda, trabalhadores e estudantes. A proposta é garantir acesso à alimentação de qualidade por um preço simbólico, promovendo uma alimentação saudável e equilibrada.</p><p>Agricultura urbana/hortas comunitárias: projeto que incentiva o cultivo de alimentos em áreas urbanas, como terrenos baldios, escolas e comunidades. As hortas comunitárias envolvem os próprios moradores no processo do plantio, colheita e consumo de alimentos. Além de aumentar a oferta de alimentos frescos, essa iniciativa fortalece a comunidade, promove a educação alimentar e estimula a sustentabilidade e o uso consciente dos recursos.</p><p>Essas ações integram o programa fome zero com o intuito de garantir o direito à alimentação, combater a fome e reduzir as desigualdades sociais no Brasil.</p><p>9) Qual o conceito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)?</p><p>Conceito: O PNAE consiste em um programa que oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública.</p><p>10) Quais são os objetivos do PNAE?</p><p>Objetivos: ✓ Crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial; ✓ Aprendizagem; ✓ Rendimento escolar; ✓ Formação de práticas alimentares saudáveis dos alunos; ✓ Ações de educação alimentar e nutricional; ✓ Oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo.</p><p>11) O que é a gestão centralizada do PNAE?</p><p>A Entidade Executora (EEx) adquire os gêneros alimentícios, que são fornecidos às unidades escolares para o preparo e distribuição da alimentação escolar. A entrega dos gêneros alimentícios pelos fornecedores pode ocorrer diretamente nas escolas ou pode haver depósitos centrais de intermediação do abastecimento; Caso de a operacionalização dos recursos financeiros do Programa ocorra por meio da Conta Cartão PNAE, a EEx poderá realizar o processo licitatório e a chamada pública → reponsabilidade</p><p>da escola a celebração dos contratos de aquisição dos gêneros alimentícios e o pagamento por meio do cartão magnético disponibilizado.</p><p>12) O que é a gestão descentralizada ou escolarizada?</p><p>✓ Gestão descentralizada ou escolarizada: a EEx repassa recursos financeiros para Unidade Executora (Uex) das unidades escolares, que adquirem diretamente os gêneros alimentícios para o preparo e distribuição da alimentação escolar.</p><p>13) O que é a gestão semidescentralizada ou parcialmente escolarizada?</p><p>A EEx combina as formas de gestão centralizada e descentralizada/escolarizada.</p><p>14) Quem fiscaliza o PNAE?</p><p>Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ministério Público, Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU).</p><p>15) Qual a equação utilizada para calcular o repasse de recursos financeiros para a aquisição de gêneros alimentícios para a alimentação escolar?</p><p>Número de Alunos x 200 Dias Letivos x Valor Diário</p><p>A fórmula considera o número de alunos atendidos e o valor per capita estabelecido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A equação básica utilizada é: R= N x V</p><p>Onde: R: é o valor do repasse financeiro</p><p>N: é o número de alunos matriculados em cada etapa de ensino (creches, pré-escolas, escolas de ensino fundamental, médio, etc)</p><p>V: é o valor per capita determinado para cada aluno, dependendo da etapa e modalidade de ensino.</p><p>Os valores per capita variam de acordo com a faixa etária e o tipo de escola (rural, urbana, etc), conforme estabelecido pela legislação vigente e as diretrizes do PNAE.</p><p>16) Quanto do recurso do PNAE pode ser utilizado para aquisição de gêneros alimentícios providos pela agricultura familiar?</p><p>De acordo com a legislação brasileira, pelo menos 30% dos recursos do programa nacional de alimentação escolar devem ser utilizados para a aquisição de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar. Essa medida visa promover o desenvolvimento rural e garantir a alimentação saudável e adequada para os estudantes.</p><p>✓ Mínimo 75% → aquisição de alimentos in natura ou ✓ minimamente processados; ✓ Máximo 20% → aquisição de alimentos processados e de ultraprocessados; ✓ Máximo 5% → ingredientes culinários processados. ✓ Caráter complementar → recomenda-se que seja de no mínimo 50 o número de diferentes tipos de alimentos in natura ou minimamente processados adquiridos anualmente pelos municípios.</p><p>17) Qual deve ser a quantidade ofertada de frutas in natura, legumes e verduras para escolas com turno parcial conforme a legislação vigente do PNAE?</p><p>Ofertar obrigatoriamente, no mínimo 280 gramas/estudantes/semana de frutas in natura, legumes e verduras, assim distribuídos: frutas in natura, no mínimo, dois dias por semana. Hortaliças, no mínimo, três dias por semana.</p><p>18) Qual deve ser a quantidade ofertada de frutas in natura, legumes e verduras para escolas com turno integral conforme a legislação vigente do PNAE?</p><p>Ofertar, obrigatoriamente, no mínimo 520g/estudantes/semana de frutas in natura, legumes e verduras, assim distribuídos: →Frutas in natura, no mínimo, quatro dias por semana; → Hortaliças, no mínimo, cinco dias por semana.</p><p>19) Quais são os alimentos com aquisição proibida para a elaboração do cardápio para o PNAE?</p><p>É proibida a oferta de: ✓ Gorduras trans industrializadas em todos os cardápios; ✓ Alimentos ultraprocessados e a adição de açúcar, mel e adoçante nas preparações culinárias e bebidas para as crianças até três anos de idade, conforme orientações do FNDE.</p><p>20) Quais eram os ciclos de vida prioritários avaliados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)?</p><p>• Criança: menor de 10 anos de idade. •Adolescente: maior ou igual a 10 anos e menor que 20 anos de idade. •Adulto: maior ou igual a 20 anos e menor que 60 anos de idade. •Idoso: maior ou igual a 60 anos de idade. •Gestante: qualquer mulher grávida</p><p>21) Quais são os ciclos de vida avaliados pelo SISVAN?</p><p>1. Crianças: (0 a 9 anos)</p><p>2. Adolescentes: (10 a 19 anos)</p><p>3. Adultos: (de20 a 59 anos)</p><p>4: Idosos: (acima de 60 anos)</p><p>5: Gestantes</p><p>6: Nutrizes</p><p>22) Quais são os eixos do SISVAN?</p><p>Os eixos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) são estruturados para monitorar o estado nutricional e o consumo alimentar da população brasileira. Eles se organizam em torno de dois eixos principais:</p><p>1. *Eixo de Vigilância Nutricional*:</p><p>- Focado no monitoramento do estado nutricional da população. Avalia indicadores como peso, altura, índice de massa corporal (IMC), e outros parâmetros relacionados ao estado nutricional das diferentes faixas etárias e grupos populacionais.</p><p>2. *Eixo de Vigilância do Consumo Alimentar*:</p><p>- Voltado para a análise dos padrões alimentares, avaliando a qualidade e a quantidade da alimentação da população. Identifica práticas alimentares que podem influenciar o estado nutricional e a saúde, como o consumo de alimentos ultraprocessados, frutas, verduras, e outros grupos alimentares.</p><p>Esses eixos são essenciais para orientar políticas públicas de saúde e nutrição, promovendo intervenções adequadas para melhorar a qualidade de vida da população.</p><p>23) Além do estado nutricional, o que mais o SISVAN avalia?</p><p>Além do estado nutricional, o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) também avalia:</p><p>1. *Consumo alimentar*:</p><p>- Monitora os hábitos alimentares da população, avaliando a qualidade e a quantidade da alimentação, padrões de consumo e a frequência de consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis.</p><p>2. *Fatores socioeconômicos*:</p><p>- O Sisvan considera aspectos socioeconômicos que podem influenciar o estado nutricional, como renda, escolaridade, acesso a alimentos e condições de moradia.</p><p>3. *Práticas alimentares*:</p><p>- Avalia a forma como os alimentos são preparados e consumidos, o que inclui hábitos relacionados ao aleitamento materno, introdução de alimentos na infância, e alimentação durante a gestação e lactação.</p><p>4. *Indicadores de risco para doenças crônicas*:</p><p>- Monitora fatores de risco como obesidade, desnutrição, hipertensão e diabetes, relacionados tanto ao estado nutricional quanto ao padrão alimentar.</p><p>Essas avaliações permitem uma análise mais ampla da saúde e nutrição da população, orientando políticas de intervenção e promoção da saúde.</p><p>24) Quais são os desafios do SISVAN?</p><p>Não tornou-se rotina;</p><p>Falta de capacitação profissional;</p><p>Dificuldade de envio dos relatórios – Web</p><p>Condicionalidade do PBF;</p><p>Nutricionista sobrecarregado;</p><p>Ainda prioriza ciclos de vida específicos: crianças, adolescentes, gestantes, nutrizes e idosos;</p><p>O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) enfrenta diversos desafios para garantir sua eficácia e alcance. Entre os principais estão:</p><p>1. *Cobertura e adesão limitada*:</p><p>- Muitas regiões do país ainda possuem cobertura limitada do Sisvan, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso. Além disso, a adesão da população ao acompanhamento regular também é um desafio.</p><p>2. *Qualidade e consistência dos dados*:</p><p>- A coleta de dados nem sempre é feita de forma padronizada, o que pode afetar a consistência e a comparabilidade dos resultados. Falhas no preenchimento e no registro de informações podem comprometer a qualidade dos dados.</p><p>3. *Capacitação de profissionais*:</p><p>- Há necessidade constante de capacitação e treinamento dos profissionais de saúde envolvidos na coleta e análise dos dados. A falta de conhecimento técnico adequado pode resultar em erros de avaliação.</p><p>4. *Integração com outros sistemas de saúde*:</p><p>- A integração eficiente entre o Sisvan e outros sistemas de vigilância e cuidado em saúde, como a atenção básica, ainda é um desafio, o que dificulta um acompanhamento mais completo do estado nutricional e alimentar da população.</p><p>5. *Infraestrutura e recursos tecnológicos*:</p><p>- Algumas unidades de saúde enfrentam problemas de infraestrutura e acesso a tecnologias adequadas para o registro e transmissão dos dados, o que prejudica a fluidez do sistema.</p><p>6. *Monitoramento do consumo alimentar*:</p><p>- Embora o Sisvan inclua a avaliação do consumo</p><p>alimentar, essa área ainda carece de maior detalhamento e aprofundamento nas análises. A mensuração precisa e contínua dos padrões alimentares é um desafio, especialmente em populações diversas.</p><p>7. *Sensibilização da população*:</p><p>- Muitos indivíduos desconhecem a importância do Sisvan e de sua participação no sistema, o que pode levar à baixa adesão e interesse no acompanhamento de sua saúde nutricional.</p><p>Esses desafios precisam ser superados para que o Sisvan possa cumprir plenamente seu papel na promoção da saúde e na prevenção de doenças relacionadas à alimentação e nutrição no Brasil.</p>

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