Prévia do material em texto
<p>Sistemas ofensivos</p><p>e defensivos e sua</p><p>aplicação no jogo</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os sequintes aprendizados:</p><p>E Interpretar os conceitos básicos das técnicas dos sistemas ofensivos e</p><p>defensivos e sua evolução a partir das diversas situações encontradas</p><p>durante o jogo.</p><p>E Reconhecer sistemas ofensivos e defensivos do handebol no contexto</p><p>didático-pedagógico,</p><p>E Defínira estrutura coletiva do jogo de handebol, incluíndo os sistemas</p><p>ofensivos e defensivos aplicados nas diferentes fases do treinamento,</p><p>Introdução</p><p>À prática do handebol tem muitas variações táticas que podem ser implan-</p><p>tadas em diferentes contextos ao longo de uma partída. É fundarnental</p><p>que jogadores mais experíentes ou especializados na prática esportiva</p><p>conheçam os conceitos e a estruturação dos mais varíados sistemas</p><p>ofensivos e defensivos, bem como saibam fazer transições de um sistema</p><p>para outro, de acordo com a necessidade da partída.</p><p>Álém de conhecer a forma como a equipe deve postar-se nos sistemas</p><p>defensivos, é importante conhecer as características básicas que norteiam</p><p>os conceitos táticos, ou seja, o que cada jogador busca para que a equipe</p><p>responda bem coletivamente dentro de um determinado sistema, Não</p><p>menos importante que isso, o professor deve dominar esses conteúdos</p><p>e adotar as estratégias adequadas para transmitir esses conhecimentos</p><p>2) [sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>para seus alunos, de forma que eles assimiílem as ideias fundamentais e</p><p>consigam colocá-las em prática,</p><p>Neste capítulo, analisaremos e interpretaremos os conceitos básicos</p><p>das técnicas dos sistemas ofensivos e defensivos enquanto estratégia</p><p>de organização coletiva e sua evolução a partir das diversas situações</p><p>encontradas durante o jogo. Adquiríremos conhecimentos dos sistemas</p><p>ofensivos e defensivos do handebol no contexto didático-pedagógico</p><p>e conheceremos a estrutura coletiva do jogo de handebol, incluindo</p><p>Os sistemas ofensívos e defensívos aplicados nas diferentes fases do</p><p>treinamento,</p><p>Conceitos básicos das técnicas dos</p><p>sistemas ofensivos e defensivos</p><p>Os sistemas ofensivos e defensivos foram criados para propiciar uma orga-</p><p>nização da equipe para as ações ofensivas e defensivas, respectivamente.</p><p>Em cada sistema, são delimitadas as áreas de atuação dos jogadores e/ou</p><p>são apontados os adversários a serem marcados, no sistema defensivo, por</p><p>exemplo. É importante que a equipe entenda a dinâmica do sistema e cada</p><p>Jogador compreenda a razão do seu posicionamento ou das atitudes que devem</p><p>ser tomadas (MENEZES, 2010).</p><p>As táticas grupais e coletivas são mais importantes no handebol do que</p><p>as questões individuais. Por isso, a escolha do sistema que será adotado é tão</p><p>importante, pois ela depende da observação do sistema adotado pela equipe</p><p>adversária e das características dos seus jogadores. A estratégia adotada</p><p>pela equipe depende da interação entre os jogadores e suas caracteristicas</p><p>individuais (MENEZES; REIS; MORATO, 2016).</p><p>Os principios defensivos e ofensivos devem ser levados em consideração</p><p>quando pensamos em ensinar os sistemas e entender que, quando uma equipe</p><p>está buscando alcançar um princípio, simultaneamente, a outra equipe objetiva</p><p>alcançar outro principio de acordo com o papel ofensivo ou defensivo que</p><p>desempenha. À seguir, são listados os princípios defensivos e o principio</p><p>ofensivo correspondente, respectivamente:</p><p>1. Recuperar a posse de bola — manter a posse de bola.</p><p>2. Impedir a progressão do adversário — progredir em direção ao gol</p><p>adversário.</p><p>3. Evitar o gol — marcar o gol.</p><p>Sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação nojogo É</p><p>É importante considerar o contra-ataque, situação muito vivenciada no</p><p>jogo. Nesse momento, quando a equipe que defende consegue interceptar a</p><p>bola, os jogadores vivenciam uma troca rápida dos principios, que inicialmente</p><p>eram defensivos e passam a ser ofensivos. E aí que os jogadores deverão agir</p><p>rapidamente, modificar sua postura na quadra e estar aptos para a troca de</p><p>papéis. Se, antes, esses jogadores estavam observando os adversários e bus-</p><p>cando impedir o gol, agora, eles têm de modificar seu sistema de jogo e marcar</p><p>o gol. Os professores, nas aulas, devem fazer atividades que propiciem essa</p><p>troca de funções de forma rápida, para que os alunos aprendam que sua tarefa</p><p>na quadra pode mudar a qualquer momento (ANDAKI JUNIOR et al, 2016).</p><p>Quanto aos aspectos ofensivos, existem três formas de atacar no handebol</p><p>mais conhecidas:</p><p>MN ataque em circulação — os jogadores se movimentam a todo o momento,</p><p>mudando seu posicionamento na quadra e buscando confundir a defesa</p><p>e dificultar a marcação;</p><p>MN ataque posicionado — os jogadores têm posição fixa na quadra, e a</p><p>bola circula entre os jogadores;</p><p>MN ataque combinado — é a mistura dos dois sistemas citados anterior-</p><p>mente, já que alguns jogadores têm posições fixas em quadra, enquanto</p><p>outros se movimentam e trocam de posição.</p><p>Quanto aos aspectos defensivos, sabemos que o sistema a ser ensinado na</p><p>iniciação esportiva para crianças é o sistema defensivo individual, em que cada</p><p>jogador é responsável por marcar um jogador especifico na quadra. Esse tipo</p><p>de marcação tem a intenção de manter o sistema defensivo o mais ofensivo</p><p>possivel, pois cada defensor fica constantemente tentando impedir o atacante</p><p>correspondente, limitando sua ofensividade. O sistema defensivo zonal, inserido</p><p>posteriormente no processo de ensino-aprendizagem, é quando o jogador tem</p><p>responsabilidade de marcação do jogador que se encontra na sua zona. Ele</p><p>pode ser formado por uma, duas ou mais linhas de marcação, como o 6:0,</p><p>1:5, 3:3, 3:2:1, 42 6 51. Além disso, os sistemas podem ser divididos quanto</p><p>ao tipo de defesa, que pode ser alta, como nos sistemas 3:3, 4:2 e individual,</p><p>mista, como no sistema 3:2:1, e baixo, como nos sistemas 5:1 e 6:0.</p><p>1) [sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>Os deslocamentos são um dos conteúdos principais a serem desenvolvidos para</p><p>inserção dos sistemas defensivos e ofensivos. O jogador que tem uma boa capacidade</p><p>de locomoção conseguirá mais bem executar as estratégias táticas estabelecidas</p><p>pelo professor e terá mais facilidade em alcançar seu objetivo de ataque ou defesa.</p><p>À seguir apresentamos exemplos de atividades que estimulam uma boa locomoção.</p><p>E Dividir a turma em dois grupos, sendo que um deles realiza o ataque em meia</p><p>quadra e o outro deve acompanhar o deslocamento da bola e realizar bloqueios</p><p>defensivos individuais ou em grupo.</p><p>E Na mesma atividade que a anterior, ao sinal do professor modificar o tipo de mar-</p><p>cação. Por exemplo, inicia-se com marcação Individual e, depois, por zona.</p><p>E Determinar um tempo específico para realização do ataque, O mesmo pode ser</p><p>feito com a defesa, que tem um tempo específico para recuperar a bola.</p><p>E Diminuir ou aumentar o número de jogadores em uma das equipes.</p><p>E Excluirdo jogo o drible, fazendo com que os jogadores tenham que passar mais a</p><p>bela e deslocar-se em velocidade.</p><p>Um aspecto importante para inserção dos sistemas defensivos é a inclusão</p><p>de algumas táticas individuais e coletivas. Confira, a seguir, algumas delas e</p><p>suas definições (MENEZES, 2010).</p><p>Nm Dissuasão — deslocamento do defensor em direção a um atacante sem</p><p>a bola para impedir que ele a receba.</p><p>Nm Basculação — cobertura dos espaços na defesa, por meio de movi-</p><p>mentos dos defensores na direção da bola.</p><p>Nm Flutuação — deslocamento do defensor em direção ao atacante com</p><p>posse da bola para diminuir sua ação.</p><p>Nm Cobertura — deslocamento do defensor para cobrir o espaço gerado</p><p>pelo seu companheiro de equipe.</p><p>Nm Marcação — movimentos dos defensores para evitar a aproximação</p><p>do ataque, muitas vezes, com contato corporal.</p><p>MN Bloqueio defensivo — utilização das mãos e dos braços para bloquear</p><p>O arremesso adversário.</p><p>Ao analisarmos e interpretarmos os conceitos</p><p>em pronação, por trás da</p><p>cabeça, etc.), dribles e fintas, e técnica individual defensiva.</p><p>Já com relação à aplicação do gestual técnico, o aluno deve ser capaz</p><p>de realizar variações de acordo com o seu repertório, além de adaptar de-</p><p>terminado gesto conforme o que é apresentado pela situação específica de</p><p>jogo. Na variação da técnica, o aluno precisa realizar as diferentes formas</p><p>de arremesso, e em diferentes posições, diferentes tipos de passe e alternar a</p><p>velocidade de execução desses gestos (lento e rápido). Quanto à adaptação da</p><p>técnica, o aluno deve ser capaz de aplicar os fundamentos da melhor maneira</p><p>possivel dentro de um contexto do jogo, de acordo com a disposição espacial</p><p>e temporal, o comportamento do adversário e de sua equipe em quadra, e as</p><p>táticas individuais.</p><p>Organização de equipes ) É</p><p>O aprendizado da técnica de jogo depende de situações que envolvam um</p><p>movimento específico e uma condição de jogo. É possível facilitar as condições</p><p>para que os alunos iniciantes consigam aprender a técnica sem distorcer demais</p><p>o gesto. Nesse sentido, o professor pode fazer uso de uma abreviação do mo-</p><p>vimento, uma segmentação das fases do gesto e uma facilitação da execução</p><p>da tarefa, dependendo do nivel técnico do aluno, identificando seus pontos</p><p>falhos, por falta de coordenação, força ou a associação de ambos os fatores.</p><p>Alguns exemplos de situações em que a facilitação pode ser utilizada para o</p><p>aprendizado da técnica do arremesso com salto são descritos a seguir. Alguns</p><p>alunos podem apresentar dificuldade de realizar esse gesto, muito comum no</p><p>jogo, por alguma falta de coordenação na recepção da bola quando em pro-</p><p>gressão, na condução da bola em deslocamento e no salto prévio ao arremesso.</p><p>Isso faz com que o aluno não consiga uma boa posição de preparação para</p><p>arremessar a bola contra a meta. Nesse sentido, é possível adaptar a tarefa com</p><p>um arremesso partindo da posição parada, com a implantação de um, dois ou</p><p>três passos. Já alguns alunos apresentam dificuldade por não terem potência</p><p>suficiente para realizar um salto mais amplo, tornando o gesto do arremesso</p><p>muito breve, pouco amplo e atrasado. Nesse caso, é possivel fazer uso de um</p><p>agente externo (p. ex., um minitrampolim), para que o aluno consiga atingir</p><p>maior fase área e tenha tempo de realizar o arremesso corretamente. Por fim,</p><p>alguns alunos apresentam dificuldade de coordenação na combinação dos</p><p>gestos de salto e arremesso, o que pode tornar o gesto precipitado ou atrasado,</p><p>de acordo com a dificuldade do aluno. Nessa situação, o professor pode seg-</p><p>mentar o gesto em duas partes, permitindo que o aluno o realize na posição</p><p>de queda. Dessa forma, ele teria como focar na execução do salto/queda e no</p><p>arremesso em momentos distintos, buscando associar ambos progressivamente.</p><p>Também é fundamental que as atividades de aprendizado técnico tenham</p><p>os elementos práticos bem definidos, para que facilitar a assimilação do aluno</p><p>e que este tenha cuidado com os detalhes que influenciam na execução da</p><p>tarefa. Teremos como exemplo a execução do passe e a recepção por parte do</p><p>colega. Nesse cenário, é importante que o aluno com a posse da bola adote</p><p>a posição de apoio para a execução do passe, finja intenção de arremessar a</p><p>bola (ludibriar os defensores), não gire o corpo cedo demais na direção do</p><p>receptor (facilita a interceptação), olhe para o companheiro que receberá o</p><p>passe e realize o passe na altura dos ombros (facilita a recepção). Já o aluno</p><p>que receberá a bola deve buscar fazer a recepção em velocidade e progres-</p><p>são, prestar atenção no comportamento dos defensores, não precipitar o seu</p><p>deslocamento e realizar breve contato visual com o passador.</p><p>a) [ oraanização de equipes</p><p>Em uma atividade, o professor pode executar a seguinte atividade para o aprendizado</p><p>do drible e arrernesso em suspensão: os alunos ficam dispostos em filas, os destros</p><p>no corredor centro-esquerdo e os canhotos no corredor centro-direito. O professor</p><p>fica exatamente no centro da quadra e lança a bola para os alunos, que devem correr</p><p>em direção a um cone situado à sua frente, próximo da área. O objetivo é realizar um</p><p>gesto de rápida troca de direção, de fora para dentro, vencendo a marcação do cone</p><p>e realizando um arremesso em suspensão na sequência. O gesto de drible defora para</p><p>dentro, no sentido do braço do arremesso, faz com que o espaço para a finalização</p><p>hão seja limitado. O professor deve orientar os alunos a tentarem realizar o gesto da</p><p>forma mais veloz que consigam, poisisso lhes dará vantagem para vencer a marcação</p><p>em uma situação de jogo.</p><p>Atividades para os fundamentos táticos</p><p>Sabe-se que o aprendizado tático é fundamental para todos os alunos ou</p><p>atletas que praticam determinada modalidade esportiva. Sem os fundamentos</p><p>táticos, o aluno não poderá desempenhar os fundamentos técnicos da melhor</p><p>maneira possível, o que prejudicará muito o seu desempenho em quadra,</p><p>mesmo que ele tenha bom domínio técnico sobre os elementos do jogo. Existem</p><p>momentos e situações adequadas para a realização de certos movimentos, e o</p><p>aluno deve ser capaz de solucionar os problemas naturalmente apresentados</p><p>no jogo por meio de gestos técnicos que refletirão a sua tomada de decisão</p><p>para esses problemas. Isso reflete a capacidade tática do jogador, que nada</p><p>mais é que o comportamento adotado nas fases de defesa e ataque, de acordo</p><p>com o planejamento adotado por sua própria equipe e pela equipe adversária</p><p>(MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 2015).</p><p>Pode-se dividir a tática em três categorias: individual, em pequenos gru-</p><p>pos e coletiva. As ações individuais refletem o confronto de 1 x 1, em que</p><p>o atacante busca o drible, a finta, a penetração e o arremesso, enquanto o</p><p>defensor busca o desarme perante fintas e dribles e o bloqueio do arremesso.</p><p>As ações em pequenos grupos refletem situações de jogo em que pelo menos</p><p>dois atletas interajam entre si em prol da evolução ofensiva ou defensiva.</p><p>Essas ações costumam envolver dois ou três atletas — os atacantes buscam</p><p>tabelamentos, assistências ou o bloqueio da ação de um defensor para que</p><p>seja possivel realizar um arremesso, enquanto os defensores procuram trocar</p><p>de marcação e realizar coberturas para evitar o ataque adversário. Por fim,</p><p>Organização de equipes) (s</p><p>as ações coletivas envolvem maior nivel de complexidade por abranger um</p><p>número maior de atletas. Os atacantes buscam interações com trocas de po-</p><p>sições, tirando proveito da largura e da profundidade da quadra (amplitude),</p><p>sempre tentando obter vantagem numérica em zonas da quadra mais propícias</p><p>para o arremesso, enquanto os defensores procuram variações na marcação</p><p>individual e alternância entre sistemas defensivos, como o 0:6, o 1:56 0 3:3,</p><p>de acordo com o seu planejamento e a movimentação adversária.</p><p>Exemplo</p><p>O professor tem a possibilidade de executar atividades situacionais para que seja</p><p>possível trabalhar as diferentes categorias de conhecimento tático, Em duplas, os</p><p>alunos podem executar exercícios de 1 x 1, Em que um tem o objetivo de vencer</p><p>a marcação do adversário para entrar em uma zona estabelecida pelo professor,</p><p>enquanto o colega tenta tomar a bola para si para inverter os papéis e buscar fazer</p><p>o papel do atacante, Pode-se também realizar trabalhos como minijogos (3 x 3 em</p><p>espaço reduzido), buscando trabalhar os aspectos táticos de pequenos grupos, como</p><p>triangulações e coberturas, tentando invadir ou evitar a invasão de determinada área</p><p>da quadra, Por fim, é possível trabalhar os aspectos coletivos utilizando e jogo em si,</p><p>buscando realizar pequenas intervenções, quando pertinente, para explicar algum</p><p>elemento importante para os alunos (atentar para determinada movimentação para</p><p>abrir espaços na defesa ou trocas de marcação entre os defensores).</p><p>Atividades para as regras</p><p>É imprescindível que os alunos conheçam e apliquem no jogo as regras que</p><p>normatizam o jogo de handebol,</p><p>pois, sem isso, a partida ficará completamente</p><p>descaracterizada e desorganizada. Logicamente, algumas regras podem ser</p><p>adaptadas para facilitar a prática, sobretudo para iniciantes, como espaço de</p><p>jogo, tempo da partida e tamanho da bola. Entretanto, existem outras regras</p><p>que tornam o jogo muito diferente se forem adaptadas, como utilizar os pês</p><p>para conduzir a bola, as razões para marcação de falta e a forma de cobrar os</p><p>tiros (de saida, lateral, de meta, livre ou de 7 metros).</p><p>Quanto menos experiente e ambientado com a prática esportiva for o grupo</p><p>de alunos, maiores poderão ser as adaptações ofertadas pelo professor, com</p><p>o objetivo de facilitar a realização do jogo em si, situação que pode oferecer</p><p>o ambiente mais rico para que os alunos possam assimilar o esporte e evo-</p><p>6) [ oraanização de equipes</p><p>luir dentro do seu processo de ensino. O jogo pode tornar-se muito estático,</p><p>monótono e com muitas interferências se os jogadores tiverem que obedecer</p><p>fielmente a todas as regras de um esporte que ainda estão conhecendo; por-</p><p>tanto, o professor deve ter a capacidade de planejar atividades que permitam</p><p>arealização de um jogo dinâmico e que não descaracterize muito o handebol</p><p>por adaptações de suas regras (GONÇALVES; ABELHA; NOGUEIRA, 2009).</p><p>O prefessor tem a possibilidade de trabalhar com uma atividade em meia quadra, em</p><p>que as equipes alternam as posições de ataque e defesa, As regras adaptadas poderiam</p><p>ser um número maior de passadas (p. ex, cinco), sem a obrigatoriedade de quícar a</p><p>bola em condução, mas mantendo no máximo 3 segundos de posse de bola. Entre</p><p>as regras não adaptadas, estariam o manejo da bola com as mãos e infrações (como</p><p>puxar ou golpear a bola sob a posse do adversário) assinaladas como faltas. Além</p><p>disso, seria encorajada a marcação individual do adversário. Esses fatores facilitam a</p><p>execução do fogo e as regras adaptadas não descaracterizam tanto o fogo para um</p><p>público iniciante e que esteja aprendendo os fundamentos do esporte.</p><p>A partir do aprendizado dos fundamentos técnicos, questões táticas e regras</p><p>do jogo por atividades adequadas para determinada faixa etária, podemos partir</p><p>para outra etapa do processo de ensino: o de organizar as equipes de handebol.</p><p>Desenvolvimento e organização das equipes</p><p>O aprendizado técnico é fundamental para a iniciação esportiva, mas, isola-</p><p>damente, não tem um objetivo próprio, pois precisa ser empregado durante o</p><p>jogo de modo bem-sucedido. Cada jogador deverá saber reconhecer a situação</p><p>de jogo, escolher qual fundamento técnico utilizar e qual variação será neces-</p><p>sária. No entanto, nunca um Jogador agirá sozinho e da maneira que quiser, já</p><p>que as suas decisões individuais dependem de diversas ações da equipe e dos</p><p>adversários. Estas devem ser tomadas de forma inteligente e contextualizadas</p><p>ao cenario técnico-tático (MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 2015).</p><p>Além disso, cada jogador precisa analisar as situações de jogo, levando em</p><p>consideração a tática da equipe.</p><p>Organização de equipes) [7</p><p>Para desenvolver a capacidade de jogo, precisamos considerar:</p><p>Mm comportamento tático individual;</p><p>Mm comportamento tático em grupo;</p><p>ME comportamento tático coletivo básico.</p><p>Esses três componentes principais dependem de alguns fatores funda-</p><p>mentais cujo aperfeiçoamento devem ser sempre estimulados pelo professor,</p><p>como a capacidade de percepção e de decisão e a criatividade. Assim, o</p><p>professor precisa desenvolver atividades que propiciem o desenvolvimento</p><p>dessas capacidades para o aperfeiçoamento da equipe.</p><p>Exemplo</p><p>São diversas as atividades possíveis para desenvolver a capacidade de percepção, a</p><p>capacidade de decisão e a criatividade, come:</p><p>NE redução do número de [ogadores — atividades que envolvam um número menor</p><p>de jogadores podem facilitar a decisão dos jogadores e aperfeiçoar a tomada de</p><p>decisão da equipe em situações típicas do jogo;</p><p>MN relação de superioridade e igualdade numérica — para estimular à ação ofensiva,</p><p>utilizam-se a superioridade numérica e ações defensivas à igualdade numérica;</p><p>MH variações técnicas e comandos — proibir o quíque de bola, por exemplo, pode</p><p>auxiliar no planejamento das ações e melhorar o engajamento de todos os joga-</p><p>dores, ternando também o jogo mais veloz;</p><p>MN variações de organização — diminuir su aumentar o tamanho da quadra, impedir</p><p>que o gol tenha validade se a bola não passar portodos os jogadores e determinar</p><p>o ralo de ação da equipe na defesa.</p><p>Para que possamos empregar as atividades adequadas para o desenvolvi-</p><p>mento e a organização das equipes, precisamos entender quais são as carac-</p><p>teristicas gerais dos jogadores de cada faixa etária (além da idade que compõe</p><p>cada faixa) e os conteúdos principais a serem trabalhos de defesa e ataque para</p><p>esse público (MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 20153.</p><p>e) [ oraanização de equipes</p><p>Até 12 anos</p><p>Nessa faixa etária, deve-se principalmente motivar os alunos para a prática,</p><p>evitando um treinamento específico pelo método de ensino parcial. O objetivo</p><p>principal consiste na formação motora multipla e geral.</p><p>As atividades propostas devem ser simplificadas, com um principio básico</p><p>de que o jogo precisa ser livre, sem imposições táticas. Os conteúdos principais</p><p>para trabalhar a defesa incluem diversas formas de marcação individual e/ou</p><p>formas determinadas previamente de marcação por zona. No ataque, deve-se</p><p>priorizar o uso de formas básicas dos fundamentos e a criação de jogos que</p><p>estimulem a participação da equipe com regras simplificadas.</p><p>Exemplo de atividade para essa faixa etária: jogo básico (p. ex., com</p><p>quatro jogadores em cada equipe).</p><p>De 13 à 14 anos</p><p>O principal objetivo nessa faixa etária refere-se ao desenvolvimento da criati-</p><p>vidade no jogo, sem obrigações táticas. Continua-se com a ideia da formação</p><p>geral e variada, sem especialização dos jogadores em posições específicas,</p><p>pois objetiva-se o jogador polivalente, capaz de se adaptar a situações diversas</p><p>apresentadas no jogo. Assim, é necessários propor atividades diferentes, que</p><p>possibilitem aos jogadores múltiplas formas de resolver problemas no âmbito</p><p>individual e coletivo.</p><p>Nessa fase, a tática defensiva deve ser ensinada em ações individuais — por</p><p>exemplo, cada defensor marca seu adversário em toda a quadra de jogo — e</p><p>por ações por zonas — quando o jogador deve marcar o oponente que estiver</p><p>na sua zona de defesa. No ataque, é preciso trabalhar a rápida troca de defesa</p><p>e ataque, técnica individual e de grupo e jogos reduzidos.</p><p>Exemplo de atividade para essa faixa etária: jogos adaptados com a</p><p>utilização de duas bolas ao mesmo tempo, para desenvolver a inteligência tática.</p><p>De 15a 16 anos</p><p>Nessa fase, o ensino deve considerar a consolidação dos conteúdos técnicos</p><p>e táticos aprendidos nas categorias anteriores, com a principal diferença de</p><p>que agora se inicia especialização em posições de jogo, ainda que se continue</p><p>estimulando que os jogadores saibam desempenhar seu papel em todas as</p><p>posições. Trata-se de uma fase de transição da formação para a especializa-</p><p>Organização de equipes) (o</p><p>ção, visto que os jogadores têm um bom repertório motor, desenvolvido nas</p><p>fases anteriores, e compreendem conexões simples e complexas defensiva</p><p>e ofensivamente. O desenvolvimento da capacidade de jogo compreende o</p><p>marco principal nessa categoria.</p><p>Prioriza-se a abordagem do sistema defensivo individual nessa fase. Blo-</p><p>quear os lançamentos da equipe adversária, fazer cobertura, bloqueio e mudar</p><p>otipo de marcação são aspectos defensivos a trabalhar. No ataque, é importante</p><p>trabalhar a multiplicidade de ações em pequenos grupos e as trocas de forma-</p><p>ção, estimulando a criatividade e o ritmo na etapa de construção do ataque.</p><p>Exemplo de atividade para essa faixa etária: determinar as posições de</p><p>cada jogador e, no decorrer do jogo, modificá-los de posição.</p><p>De 17 a 18 anos</p><p>Espera-se nessa etapa que os jogadores tenham alcançado</p><p>niveis avançados de</p><p>desenvolvimento motor. Ela é marcada por uma boa maturação dos jogadores,</p><p>que, além de apresentarem gestos mais habilidosos e precisos, estarão mais</p><p>fortes e coordenados. O principal objetivo é desenvolver a capacidade de jogo</p><p>contra diferentes formações, tanto ofensivas quanto defensivas.</p><p>No aspecto ofensivo, busca-se o desenvolvimento da continuidade do jogo</p><p>ofensivo, já que nessa etapa o defensor deve desenvolver ações de maneira</p><p>continua e atrelada aos demais defensores. À equipe tem um papel importante</p><p>nessa etapa, pois cada jogador pode atuar individual e coletivamente. No</p><p>ataque, temos o principio da continuidade, mantendo o ritmo do jogo após</p><p>a ação ofensiva inicial e após o contra-ataque, além da ideia de encurtar a</p><p>construção das jogadas.</p><p>Exemplo de atividade: determinar um tempo específico para a ação</p><p>ofensiva. Se a equipe não atacar, perde a posse de bola.</p><p>Para termos autonomia para desenvolver e organizar de equipes de handebol,</p><p>precisamos considerar as diferenças apresentadas em cada faixa etária, como</p><p>apresentado anteriormente. Além disso, é importante sempre ter em mente</p><p>durante as aulas que devemos proporcionar aos alunos multiplas experiências</p><p>com o esporte. Para tanto, propor jogos mistos, com equipes de ambos os sexos,</p><p>diferentes niveis de habilidade e estimulo à participação de todos os alunos,</p><p>é essencial para a iniciação esportiva. No próximo objetivo, continuaremos</p><p>abordando a organização de equipes, mas também compreenderemos sobre</p><p>a importância do trabalho multidisciplinar.</p><p>10) [ oraanização de equipes</p><p>Trabalho multidisciplinar de</p><p>organização de equipes</p><p>Como outros esportes coletivos, o handebol tem como elemento central o</p><p>Jogo, constituido por um conjunto de regras fixas, obrigatórias e que devem</p><p>ser aceitas e seguidas por todos os jogadores. Apesar de as regras variarem,</p><p>podendo ser explícitas, implícitas, flexíveis ou rígidas, quando inicia o jogo,</p><p>a equipe deve saber a respeito delas e identificar as consequências dos seus</p><p>atos durante a partida e saber qual é o objetivo final (LEONARDO, 2009).</p><p>No decorrer do jogo de handebol, podemos identificar principalmente duas</p><p>fases — a ofensiva e a defensiva —, conforme as quais o comportamento da</p><p>equipe muda, visto que há regras de ação específicas em cada momento e</p><p>a adaptação dos jogadores e a rápida resposta contribuirão para o sucesso</p><p>da equipe. Na fase ofensiva, por exemplo, a equipe visa a manter a posse da</p><p>bola, avançar em direção ao gol e marcar o ponto, enquanto na defensiva a</p><p>preocupação consiste em recuperar a posse de bola, dificultar ou impedir a</p><p>progressão da equipe adversária e proteger o gol ou evitá-lo (MENEZES;</p><p>MORATO; MARQUES, 2016).</p><p>Apesar da oposição imposta entre as duas equipes durante o jogo, pois</p><p>sempre que uma equipe estiver em uma fase, com objetivos especificos e ações</p><p>esperadas, a outra estará em outra fase, existem caracteristicas marcantes do</p><p>Jogo comuns a todos, independentemente da equipe. Elas devem ser enfatizadas</p><p>para identificarmos o trabalho multidisciplinar de organização das equipes:</p><p>Mm tem uma finalidade específica em simesmo, não sendo uma preparação</p><p>para algo maior, como um treino técnico dos fundamentos;</p><p>M a autossuperação que cada jogador se impõe para alcançar o objetivo</p><p>final:</p><p>o caráter lúdico promovido pela liberdade de expressão e pela interação</p><p>com os companheiros de equipe;</p><p>NM tensão, incerteza, aleatoriedade e imprevisibilidade em razão das di-</p><p>versas mudanças possíveis;</p><p>M oprazer decorrente de sua prática.</p><p>Em razão dessas caracteristicas, com base também na 1deia de que o esporte</p><p>é um sistema complexo, o jogo representa um fenômeno sociocultural e um</p><p>momento propício para trabalhar, por exemplo, valores éticos, solidariedade,</p><p>respeito, autonomia, cooperação, liderança e coleguismo. Desse modo, o</p><p>professor, ao trabalhar o handebol, pode propor práticas voltadas ao jogo,</p><p>Organização de equipes) [ 1</p><p>utilizando o método de ensino global, um elemento que fundamenta um</p><p>aprendizado significativo.</p><p>Ao jogarem, os alunos estão expostos a um ambiente repleto de contra-</p><p>dições, em que coabitam o equilibrio e o desequilíbrio, a imprevisibilidade</p><p>e a aleatoriedade, a organização e a interação, a ordem e a desordem, entre</p><p>outros fatores. Cada equipe deve buscar conviver com esses fatores, buscar</p><p>desequilibrar o adversário ao mesmo tempo em que tenta buscar seu próprio</p><p>equilibrio, deparando-se com ações complexas, intenções e problemas para</p><p>resolver. Assumir essa visão sobre o jogo e valorizar a complexidade do esporte</p><p>nos fazem pensar o ensino do esporte como um todo formado de partes que</p><p>não fazem sentido isoladas e fragmentadas (LEONARDO, 2009),</p><p>Para uma equipe ter sucesso, é preciso haver uma atuação coletiva, com</p><p>ações sincronizadas. À estratégia consiste no conjunto de especificações</p><p>estabelecidas para fundamentar as ações de uma equipe. O planejamento</p><p>das ações, apesar de suscetivel a modificações pela ampla possibilidade de</p><p>comportamentos, tem como objetivos promover a incerteza em relação ao</p><p>adversário, dificultar as suas ações futuras e inibi-lo quanto à realização do gol.</p><p>Conclui-se que o jogo de handebol pode ser um espaço para aprender a</p><p>lidar com as diferenças. Quando o professor propõe a formação de equipes</p><p>com diferentes niveis de habilidade, os alunos mais habilidosos trabalham a</p><p>paciência, a empatia e o respeito aos colegas menos habilidosos e aprendem a</p><p>considerar a sua importância, pois o jogo é composto por uma atuação coletiva.</p><p>Ele pode ocorrer quando se formam equipes mistas e equipes com número</p><p>diferente de jogadores, com substituições de jogadores por tempo determi-</p><p>nado, entre outros. Entender o handebol como um espaço de convivência para</p><p>aprender a lidar com a derrota, resolver conflitos e diminuir as desigualdades</p><p>será extremamente enriquecedor para os alunos.</p><p>Organização de equipes ) (13</p><p>ON</p><p>Referências</p><p>GONÇALVES, L. L; ABELHA, VW. L; NOGUEIRA, Q W. €. Handebol educacional e a or-</p><p>ganização do trabalho pedagógico. Cadernos de Formação RECE, Rio de Janeiro, v. 1,</p><p>h. 1, p. 68-25, set, 2009,</p><p>LEONARDO, L. O ensino dos esportes coletivos: metodologia pautada na família dos</p><p>jogos. Motriz, Rio Claro, v. 15, n. 2, p. 236-246, abr. un. 2009,</p><p>MENEZES, ER. P; MORATO, M. P; MARQUES, R. E. R. Estratégias de transição ofensiva e</p><p>defensiva no handebol na perspectiva de treinadores experientes, Journal of Physical</p><p>Education, Maringá, v. 27, n, 1, 62753, 2016,</p><p>MENEZES, F. P; REIS, H. H. B; TOURINHO FILHO, H. Ensino-aprendizagem-treinamento</p><p>dos elementos técnicotáticos defensivos individuais do handebol nas categorias</p><p>infantil, cadete e juvenil. Movimento, Porto Alegre, v. 21, n. 1, p. 261-273, jan./mar. 2015.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>GRECO, PR. ). O ensino do comportamento tático nos jogos esportivos coletivos: aplicação</p><p>no handebol. 1995, 224 f. Tese (Doutorado em Educação) — Faculdade de Educação,</p><p>Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1995,</p><p>LAMAS, L. et al. Elementos estruturais de um modeloformal dos esportes coletivos de</p><p>invasão. Revista Brastteira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 741-753,</p><p>out./dez. 2012.</p><p>Controle e avaliação</p><p>de equipes</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>E Definir estratégias para o desenvolvimento de planilhas para acom-</p><p>panhamento, controle e avaliação de equipes de handebol,</p><p>Nm Identificar os aspectos técnicos e táticos de equipes de handebol!</p><p>e aplicá-los nas diversas fases do jogo e nas situações sociais nas quais</p><p>o esporte se apresente,</p><p>NM Relacionar os fatores condicionantes ao desempenho esportivo das</p><p>equipes no contexto específico do handebol,</p><p>Introdução</p><p>Todos os esportes exigem um controle bastante minucioso por quem</p><p>conduze planeja as aulas das modalidades em questão, Nesse sentido, é</p><p>importante</p><p>definir estratégias para o acompanhamento e a avaliação dos</p><p>alunos, por meio de testes regulamentados e validados e, também, de</p><p>Blanilhas de controle, As valências físicas globais ou as mais utilizadas no</p><p>esporte devem ser avaliadas para a identificação das deficiências ou dos</p><p>pontos posítivos da aptídão física de cada aluno, e, consequentemente,</p><p>uma melhoria dentro das diferentes fases do jogo de handebol, na fase</p><p>ofensiva, na defensiva ou nas de transição,</p><p>O professor que estiver conduzíndo a disciplina também precisa estar</p><p>atento aos fatores condicionantes no desempenho esportivo, principal-</p><p>mente aqueles ligados ao handebol, É possível tentar, inclusive, detectar</p><p>possíveis talentos esportivos pela análise desses fatores, que englobam</p><p>características sociais, cognitivas, físicas, técnicas e táticas,</p><p>Neste capítulo, definiremos estratégias para o desenvolvimento de</p><p>planilhas para acompanhamento, controle e avaliação de equipes de</p><p>handebol, (dentificaremos os aspectos técnicos e táticos de equipes de</p><p>2) [controle avaliação de equipes</p><p>handebol, aplicando-os nas diversas fases do jogo e nas situações sociais</p><p>nas quais o esporte se apresente, e, por fim, relacionaremos os fatores</p><p>condicionantes ao desempenho esportivo das equipes no contexto</p><p>específico do handebol.</p><p>Planilhas de acompanhamento, controle</p><p>e avaliação de equipes de handebol</p><p>A periodização, o planejamento do treinamento, é considerada essencial</p><p>para alcançar os melhores resultados (PASCHOALINO; SPERETTA, 2011).</p><p>Monitorar e avaliar o rendimento dos alunos ou atletas de uma modalidade</p><p>esportiva são fundamentais para identificar dificuldades e atestar a evolução</p><p>dos individuos dentro do contexto técnico-tático da modalidade. Em virtude</p><p>da importância desse controle, os professores e treinadores desenvolveram</p><p>estratégias para controlar e avaliar as suas equipes de handebol, por meio de</p><p>testes especificos e planilhas de observação de uma partida. Existem inúme-</p><p>ros testes físicos que podem ser realizados com o intuito de atestar o nível</p><p>condicionante de determinada valência fisica, bem como a sua evolução ao</p><p>longo do treinamento, os quais serão listados e conceituados a seguir no</p><p>contexto do handebol.</p><p>Testes físicos aplicáveis ao handebol</p><p>Os testes físicos listados a seguir objetivam avaliar as principais valências</p><p>físicas exigidas no handebol — resistência anaeróbia, velocidade, resistência</p><p>muscular e potência —, além da flexibilidade e da composição corporal dentro</p><p>do processo de condicionamento físico dos atletas. À aplicação sistemática</p><p>desses testes auxilia no processo de treinamento dos alunos, já que conse-</p><p>gue verificar o nível de aptidão fisica dos atletas em determinado periodo</p><p>e avaliar se os alunos evoluíram dentro dos aspectos desejados a partir da</p><p>aplicação de exercicios especificos aplicados pelo professor para melhorar</p><p>alguma deficiência.</p><p>Controle e avaliação de equipes ) É</p><p>Apoio — Em posição de apoio, o aluno realiza flexões horizontais de</p><p>ombro e extensões de cotovelo para empurrar o seu corpo, afastando-o do</p><p>solo. Posteriormente, realiza extensões horizontais de ombro e flexões de</p><p>cotovelo para controlar a aproximação do seu corpo com o solo. Não há</p><p>um tempo máximo para execução do teste, já que é interrompido quando o</p><p>aluno não consegue mais realizar repetições ou quando o professor atesta</p><p>que a técnica empregada para a realização do movimento já está muito</p><p>prejudicada.</p><p>Barra — O aluno está posicionado suspenso em uma barra (é possível</p><p>realizar esse teste com diferentes posições de pegada na barra, como</p><p>pronada fechada, pronada aberta ou supinada fechada). Existem duas</p><p>possibilidades de aplicar esse teste: com contrações isotônicas dinâmicas</p><p>ou com contrações isométricas. À primeira possibilidade é mais difícil</p><p>e exige um nivel maior de força do aluno, que deve ser capaz de realizar</p><p>aduções de ombro e flexões de cotovelo para aproximar o seu tronco da</p><p>barra. Posteriormente, realiza abduções de ombro e extensões de cotovelo</p><p>para controlar o afastamento do seu corpo da barra. Já a variação em</p><p>isometria consiste em colocar o aluno na posição em que seu queixo está</p><p>acima da barra, sendo mantido nessa mesma posição pelo maior período</p><p>possivel. Ambas as variações não têm tempo limite, conforme a capacidade</p><p>do aluno em resistir no teste.</p><p>Arremesso de medicine ball — Nesse teste, os alunos se sentam no solo com</p><p>as pernas estendidas e as costas apoiadas na parede. À medicine ball deve ficar</p><p>junto ao peito e ser lançada na maior distância possivel, devendo o primeiro</p><p>ponto de contato com o solo ser considerado para medida até a parede em</p><p>que o aluno está apoiado. Para alunos de menor faixa etária, pode-se adaptar</p><p>o teste com uma medicine bail de 1 kg.</p><p>Abdominais — Em decúbito dorsal e com pés apoiados no solo, o aluno deve</p><p>realizar o maior número possível de flexões de coluna dentro do intervalo de 1</p><p>minuto. Os braços não devem ser utilizados como facilitador no movimento,</p><p>a partir de um movimento de balanço; portanto, posicioná-los sobre o peito,</p><p>na nuca ou mesmo ao lado da cabeça, desde que não auxillem no movimento</p><p>de subida.</p><p>1) [controle avaliação de equipes</p><p>Salto vertical — Esse teste consiste na realização de um salto para cima, em</p><p>que o aluno deve realizar uma marca (p. ex., com uma caneta) primeiro antes</p><p>do salto, com o braço completamente elevado, e posteriormente no maior</p><p>ponto do salto, realizado após um breve agachamento. À diferença entre os</p><p>pontos atestará a potência dos membros inferiores do aluno.</p><p>Salto horizontal — Semelhante ao teste anterior, tem o objetivo de comprovar</p><p>de maneira prática a potência dos membros inferiores. Nesse caso, o aluno</p><p>realiza um salto para a frente, com uma fita métrica posicionada no solo</p><p>para averiguar o ponto inicial do salto e o ponto final. O aluno deve realizar</p><p>o salto partindo da posição parado (não realizar corrida de aproximação</p><p>ou mesmo utilizar um passo antes do salto), bem como aterrissar de modo</p><p>firme no solo, já que o ponto de medida após o salto será o primeiro ponto</p><p>de contato com o solo.</p><p>Cooper — Avalia a resistência cardiorrespiratória e consiste na realização de</p><p>um teste de corrida com duração predefinida de 12 minutos: o aluno precisa</p><p>percorrer a maior distância possivel nesse intervalo de tempo. O ritmo do</p><p>teste é determinado pelo próprio aluno, instruído a manter a maior intensidade</p><p>possível para o período do teste. A partir do resultado final, pode-se definir</p><p>uma categoria de condicionamento de acordo com o sexo e a idade, bem como</p><p>estimar o consumo máximo de oxigênio indiretamente.</p><p>Corrida de 6 minutos — Mais indicado para individuos escolares, o teste</p><p>consiste em uma corrida com duração predefinida de 6 minutos, intervalo</p><p>no qual o aluno deve percorrer a maior distância possível. O ritmo do teste</p><p>é determinado pelo próprio aluno, instruído a manter a maior intensidade</p><p>possível para o período do teste. A partir do resultado final, pode-se definir</p><p>uma categoria de condicionamento de acordo com o sexo e a idade, bem como</p><p>estimar o consumo máximo de oxigênio indiretamente.</p><p>Controle e avaliação de equipes) (s</p><p>Shuttle run — Teste de velocidade de agilidade, consiste na realização de</p><p>quatro tiros curtos de corrida em alta velocidade. Dois objetos (p. ex., uma</p><p>bola de tênis ou um pequeno bloco de madeira) são posicionados em uma</p><p>marca no solo, enquanto o aluno está em outra marca no solo, sem objetos e</p><p>a uma distância de 9,14 metros do outro ponto. O aluno deve correr na maior</p><p>velocidade possível, buscar um dos objetos, trazê-lo de volta, buscar o outro</p><p>objeto e trazê-lo de volta também. Com isso, o aluno deve realizar quatro</p><p>deslocamentos de 9,14 metros no menor tempo possivel.</p><p>Corrida de 20 metros — Teste de velocidade no qual o aluno deve percorrer</p><p>uma distância curta (20 metros) no menor tempo possível.</p><p>Banco de Wells — Teste de flexibilidade</p><p>que consiste na realização da apro-</p><p>ximação dos dedos das mãos e dos dedos dos pés, a partir da posição sentada</p><p>no solo com os membros inferiores estendidos. Atesta o nivel de flexibilidade</p><p>da cadeia posterior do corpo.</p><p>Avaliação antropométrica — Consiste na medida de peso, altura, perimetros</p><p>e dobras cutâneas para avaliar a composição corporal dos individuos, promo-</p><p>vendo resultados de massa adiposa, massa magra, massa muscular, indice de</p><p>massa corporal (TMOC), etc. Auxilia na identificação do perfil corporal dos</p><p>alunos, sendo possivel buscar um trabalho especifico voltado para a melhoria</p><p>de determinado aspecto de sua composição.</p><p>Link</p><p>No vídeo do canal Ciência informa, a que você pode ter acesso no link a seguir, a</p><p>nutricionista Desire Coelho e o professor Bruno Gualano explicam de forma simples</p><p>e objetiva algumas particularidades do teste de bicimpedância para a avaliação da</p><p>composição corporal.</p><p>https://goo.gl/29by1d</p><p>Nos Quadros 1 a 12, você pode conferir os valores normativos de alguns</p><p>dos testes apresentados.</p><p>6) [controle avaliação de equipes</p><p>.</p><p>É Quadro 1. Valores normativos para o teste de agilidade para meninas</p><p>Idade | Excelência | Muito bom Bom Razoável | Fraco</p><p>6 8,68</p><p>7 £ 6,56 &,57 a 7,56 75/2800 | 80) asAIl | >8A]</p><p>8 798</p><p>9 763</p><p>e 10 735</p><p>E CS? 5,/3 a 6,A9 650a 690 | 691 a72A | >724</p><p>* 12 717</p><p>a 13 557 5,56 a 6,28 6,29a6,/0 | 6,71 a710 | >710</p><p>14 703</p><p>15 700</p><p>16 694</p><p>7 700</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016).</p><p>Controle e avaliação de equipes) (7</p><p>É Quadro 2. Valores normativos para o teste de agilidade para meninos ]</p><p>Idade | Excelência | Muito bom Bom Razoável | Fraco</p><p>6 8]19</p><p>7 7/6</p><p>8 759</p><p>9 719</p><p>e o 700</p><p>E) A 687</p><p>E 12 S/0</p><p>3 13 654</p><p>14 637</p><p>15 626</p><p>16 61O</p><p>7 603</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016).</p><p>JN >”.</p><p>e) [controle avaliação de equipes</p><p>Fá</p><p>À.</p><p>Quadro 3. Valores normativos para o teste de corrida de 6 minutos para meninas</p><p>Idade | Fraco | Razoável Bom Muito bom | Excelência</p><p>6 832</p><p>7 = 875</p><p>9 1.08]</p><p>13 1164</p><p>15 1,205</p><p>16 1,207</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2018).</p><p>Controle e avaliação de equipes) (s</p><p>Quadro 4 Valores normativos para o teste de corrida de é minutos para meninos À</p><p>Idade | Fraco | Razoável Bom Muito bom | Excelência</p><p>6 = 879</p><p>7 =1.010</p><p>2 =1158</p><p>r 1 1,255</p><p>3 13 =1.320</p><p>14 1,3/2</p><p>18 1435</p><p>16 ”.</p><p>10) [controle avaliação de equipes</p><p>a</p><p>k.</p><p>Quadro 5. Valores normativos para o teste de força explosiva de membros superiores À</p><p>para meninas</p><p>Idade | Fraco | Razoável Bom Muito bom | Excelência</p><p>f-] 302</p><p>E 1 330</p><p>* 12 400</p><p>14 = 430</p><p>16 450</p><p>17 = 300</p><p>2 BM 362</p><p>É 12 500</p><p>14 = 609</p><p>16 147</p><p>8 153</p><p>9 =199</p><p>15 192</p><p>17 = 160</p><p>8 179</p><p>- BM 192</p><p>É 12 = 204</p><p>3 13 S51]</p><p>7 507</p><p>8 4/75</p><p>9 3,55 3,56 a 4,00 401]ad4,28 | 4792454 | >454</p><p>2 10</p><p>3/44 2a 3,97 3982416 [4] /244] | >4A]</p><p>E 1 43]</p><p>4,25</p><p>ã 13 415</p><p>14 4,2]</p><p>Us 4,25</p><p>16 4,23</p><p>17 4,32</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016),</p><p>Controle e avaliação de equipes) | 15</p><p>Quadro 10. Valores normativos para o teste de corrida de 20 metros para meninos À</p><p>Idade | Excelência | Muito bom Bom Razoável | Fraco</p><p>S 4,80</p><p>7 4,62</p><p>8 447</p><p>9 43]</p><p>- BM 415</p><p>FE 11 403</p><p>É 12 356</p><p>3 13 36]</p><p>14 367</p><p>15 360</p><p>16 3,50</p><p>17 s2,/2 2/3a312 3, 3a 3,30 | 331 a 3,53 | > 353</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016),</p><p>t. ”.</p><p>16) [controle avaliação de equipes</p><p>Ê Quadro 11. Valores normativos para o teste de abdominais à</p><p>Idade Rapazes Moças</p><p>6 20 20</p><p>7 20 20</p><p>8 20 20</p><p>9 22 20</p><p>10 22 20</p><p>a 25 20</p><p>12 30 20</p><p>13 35 23</p><p>14 35 23</p><p>15 35 23</p><p>16 40 23</p><p>17 40 23</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016).</p><p>N ”.</p><p>O bh</p><p>Quadro 12. Valores normativos para o teste de flexibilidade</p><p>Idade Rapazes Moças</p><p>6 29,3 214</p><p>* 29,3 21,4</p><p>8 29,3 24,4</p><p>9 29,3 24,4</p><p>10 294 23,5</p><p>a 278 23,5</p><p>12 24,7 23,5</p><p>13 231) 23,5</p><p>(Continua)</p><p>Controle e avaliação de equipes) | 17</p><p>(Continuação)</p><p>Quadro 12. Valores normativos para o teste de flexibilidade</p><p>Idade Rapazes Moças</p><p>14 22,9 24,3</p><p>15 24,3 24,3</p><p>16 258 24,3</p><p>17 25,7 24,3</p><p>Fonte: Adaptado de Gaya e Gaya (2016),</p><p>t. >”</p><p>Além de testes fisicos, é possivel avaliar aspectos técnicos, táticos e fi-</p><p>sicos dos alunos durante os jogos, por meio de uma planilha estruturada em</p><p>categorias, em que um responsável avaliará acertos, erros e movimentos de</p><p>cada jogador em cada parâmetro selecionado. Essa planilha de controle é</p><p>conhecida como scout.</p><p>Acompanhamento técnico, tático e físico</p><p>no handebol (scouts)</p><p>O scout consiste em um formulário criado pelo próprio professor ou pelo</p><p>treinador e sua comissão técnica com o intuito de analisar e registrar os</p><p>acontecimentos de uma partida, de acordo com cada jogador. Os registros</p><p>podem englobar aspectos técnicos, táticos ou físicos, cada um deles podendo</p><p>ser conceituado da maneira mostrada a seguir.</p><p>Scout técnico — Identifica número de passes certos e errados, arremessos</p><p>certos e errados, interceptações, desarmes, faltas e punições, além de dribles</p><p>e fintas. Com isso, o professor ou treinador consegue identificar quais funda-</p><p>mentos devem ser mais trabalhados com cada jogador, de acordo com seus</p><p>erros e acertos nas partidas analisadas.</p><p>Scout tático — Verifica as movimentações, as coberturas, as jogadas en-</p><p>saladas e os posicionamentos ao longo da partida. À partir disso, o professor</p><p>ou treinador tem elementos para trabalhar com seus alunos as correções de</p><p>possíveis erros táticos que possibilitem ao adversário explorar as fraquezas</p><p>da sua equipe.</p><p>18) [controle avaliação de equipes</p><p>Scoutfísico — Identifica número de piques, distância total percorrida, número</p><p>de saltos realizados, tempo total de jogo, etc. Tem grande relevância para o</p><p>professor ou o preparador físico, pois permite verificar pontos em que o aluno</p><p>esteja apresentando um rendimento abaixo do esperado ou mesmo atestar um</p><p>bom desempenho de acordo com o que foi planejado.</p><p>Dessa forma, os scouts representam uma ferramenta de observação para o</p><p>professor ou treinador para que tenha elementos para mostrar os seus alunos</p><p>em que fundamentos devem focar mais o seu treinamento ou dar atenção ao</p><p>longo das partidas, já que é possivel identificar os erros mais repetidos por</p><p>cada sujeito dentro da partida.</p><p>Esse tipo de ferramenta não deve ser utilizado com alunos iniciantes no</p><p>esporte, já que o foco desse público não pode ser a execução perfeita dos gestos</p><p>nem mesmo a minimização ao máximo dos erros durante o jogo. Portanto, o</p><p>mais indicado é utilizar os scouts com alunos que já conheçam o handebol e</p><p>estejam em uma fase mais avançada do processo de ensino e assimilação do</p><p>esporte (p. ex., entre 13 e 14 anos).</p><p>É possível utilizar os scouts para engajar os alunos na análise dos fun-</p><p>damentos dos jogos, trabalhando aspectos cognitivos da seguinte forma:</p><p>um pequeno grupo de aluno fica fora da quadra com planilhas de controle</p><p>simplificadas (p. ex., passes certos/errados, arremessos certos/errados e faltas</p><p>cometidas) com a responsabilidade de registrar as ações do jogo de cada um</p><p>dos jogadores em quadra. Progressivamente, as planilhas de controle podem se</p><p>tornar mais complexas (p. ex., abordando fundamentos táticos), enriquecendo</p><p>o aprendizado dos alunos que estão realizando o scout e registrando aspectos</p><p>técnico-táticos do jogo que poderão auxiliar no desenvolvimento dos demais</p><p>alunos e do jogo coletivo.</p><p>Link</p><p>Existem softwares específicos para análise de scouts nos esportes. Você pode conferir</p><p>um deles, chamado Software Scout Graph, no link a seguir:</p><p>https://goo.gl/wsvwTB</p><p>Controle e avaliação de equipes) | 19</p><p>As valências físicas e os aspectos técnicos e táticos que podemos avaliar</p><p>previamente em testes especificos, bem como durante uma partida pelo sistema</p><p>de seouts, tem relação direta com a prática do handebol em suas diferentes</p><p>fases de jogo, como abordaremos a seguir.</p><p>Aspectos técnico-táticos: relação com</p><p>as fases de jogo e situações sociais</p><p>Nesta seção, você poderá identificar os aspectos técnicos e táticos de equipes</p><p>de handebol e aplicá-los nas diversas fases do jogo e nas situações sociais que</p><p>envolvem o esporte.</p><p>Começaremos falando sobre as fases de jogo no handebol, que podem ser</p><p>divididas em ofensiva e defensiva, que se alternam entre essas a todo momento</p><p>durante a partida; por isso, os jogadores precisam ter habilidades têcnicas e</p><p>táticas para que consigam se adaptar às duas fases e entender essa dinâmica</p><p>(MENEZES; MORATO; MARQUES, 2016). Tal alternância é determinada</p><p>pela posse de bola, sendo esperadas ações especificas dos jogadores em cada</p><p>fase de acordo com as regras do handebol, como abordado a seguir.</p><p>Fase ofensiva</p><p>Na fase ofensiva, os jogadores têm como objetivos:</p><p>mM manter a posse da bola;</p><p>Mm progredir em direção ao alvo;</p><p>Em marcar o ponto.</p><p>Fase defensiva</p><p>Na fase defensiva, os jogadores têm como objetivos:</p><p>MH recuperar a posse da bola;</p><p>Nm dificultar a progressão adversária;</p><p>HM proteger o alvo.</p><p>20) [controle avaliação de equipes</p><p>Fique atento</p><p>Entre as fases ofensiva e defensiva, existe a fase de transição, caracterizada como um</p><p>momento de grandes instabilidades para os jogadores das equipes. A transição ofensiva</p><p>ocorre quando há a passagem de um lugar para outro ou quando a equipe vai da</p><p>defesa para o ataque, como em um contra-ataque; já na transição defensiva, a equipe</p><p>val do ataque para a defesa, como no retorno defensivo. Nas fases de transição, tanto</p><p>defensiva quanto cfensiva, pode haver desequilíbrios numéricos e espaço-tem porais,</p><p>capazes de dificultar as ações dos jogadores.</p><p>t. ”.</p><p>Aspectos técnico-táticos: fase ofensiva</p><p>A fase ofensiva pode se dar de modo individual ou coletivo. À tática do ataque</p><p>deve ser organizada para o melhor aproveitamento das qualidades individuais</p><p>dos jogadores. Quando hã um contra-ataque causado pela perda da posse de</p><p>bola, geralmente um jogador realizará o ataque, idealmente o mais rápido</p><p>possível. O contra-ataque se caracteriza por uma passagem rápida da área</p><p>defensiva para</p><p>a ofensiva, iniciando com a saida rápida para o ataque e fina-</p><p>lizando quando a equipe arremessa a gol ou o adversário recupera a posse</p><p>da bola. Para ter sucesso no contra-ataque, os jogadores deverão ter boas</p><p>habilidades técnicas, como drible, finta e arremesso. Em outros momentos,</p><p>quando a defesa começa a se organizar, o atacante precisa ter um passe preciso</p><p>e rápido e/ou bons lançamentos para o companheiro a fim de armar o contra-</p><p>-ataque sustentado.</p><p>Ainda, podemos ter um ataque em um sistema tático organizado (Figura 1),</p><p>em que geralmente a maior parte dos jogadores participa da jogada. Os ar-</p><p>madores são responsáveis por organizar as jogadas, tornando-se importante</p><p>apresentar uma visão geral do jogo, espírito de liderança e bom aproveitamento</p><p>do passe. Os pivôs precisam ser ágeis e habilidosos no drible e na execução de</p><p>arremessos especiais. Os pontas precisam ser velozes, visto compreenderem</p><p>OS primeiros a sair em um contra-ataque e executar arremessos habilmente,</p><p>com rapidez nos dribles e passes.</p><p>Controle e avaliação de equipes) (21</p><p>S</p><p>Figura 1. Time posicionado ofensivamente no esquema 3:3.</p><p>Fonte: Amorim (2017, documento on-line),</p><p>Considerar os seguintes aspectos nessa fase:</p><p>mM osjogadores devem tentar chegar o mais rápido possível ao ataque para</p><p>ter vantagem espacial;</p><p>MN ojogador na posse de bola deve buscar evitar a falta;</p><p>mM a equipe deve buscar uma superioridade numérica para diminuir a</p><p>marcação;</p><p>Mm aregião central da quadra deve ser priorizada por haver melhor ângulo</p><p>para o arremesso;</p><p>mM o treinamento precisa se voltar para a melhora da velocidade dos jo-</p><p>gadores, pois, quanto mais velozes forem, maiores as chances de um</p><p>ataque de sucesso;</p><p>mM evitar o drible excessivo e passes em suspensão por facilitarem a perda</p><p>da posse de bola;</p><p>mM aperfeiçoar os passes com precisão em movimento, sem perder a</p><p>velocidade;</p><p>mM identificar o posicionamento dos companheiros de time e dos adversá-</p><p>rios, bem como seus deslocamentos.</p><p>22) ( convrote e avaliação de equipes</p><p>Aspectos técnico-táticos: fase defensiva</p><p>Quando há perda da posse de bola, os jogadores devem retomar o mais rápido</p><p>possível para a defesa, especialmente quando o adversário realiza um contra-</p><p>-ataque. Os jogadores podem utilizar como estratégia de marcação para proteger</p><p>o gol a marcação individual, por zona ou mista, de acordo com a decisão tática</p><p>mais conveniente para o momento. Nessa fase, o jogador deve tentar recuperar</p><p>a posse de bola, interceptar passes e lançamentos e bloquear arremessos do</p><p>adversário. Em geral, os armadores são os responsáveis por recuperar a bola,</p><p>bloqueando o contra-ataque e armando o sistema defensivo.</p><p>Oposto ao contra-ataque, o retorno defensivo consiste na transição rápida</p><p>do ataque para a defesa. Quando ocorre a perda da posse da bola, a equipe</p><p>precisa retornar rapidamente para o campo defensivo e organizar seu time.</p><p>Essa fase é marcada pela defesa ao tentar evitar ou atrasar o contra-ataque,</p><p>ao mesmo tempo em que busca recuperar a bola (Figura 2). Os jogadores</p><p>precisam dificultar o arremesso adversário e organizar o sistema defensivo</p><p>com o maior número de defensores possível.</p><p>Figura 2. Time posicionado defensivamente no esquema 3:3.</p><p>Fonte: Amorim (2017, documento on-line).</p><p>Considerar os seguintes aspectos nessa fase:</p><p>mM pressionar a saída da bola para dificultar as ações ofensivas;</p><p>mM o retorno antecipado de alguns jogadores, principalmente na região</p><p>central da quadra, deve ser feito inicialmente pelos jogadores da primeira</p><p>linha ofensiva que não participaram da situação de finalização anterior;</p><p>Controle e avaliação de equipes) (23</p><p>MN arapidez na organização do sistema defensivo por meio de: a) retorno</p><p>rápido dos jogadores até a linha de 9 metros da quadra defensiva; b)</p><p>retorno em duas linhas de três jogadores (em direção à linha de 6 metros</p><p>da sua quadra); e c) retorno provisório no sistema defensivo;</p><p>Nm dificultar o aproveitamento dos espaços produzidos pelo contra-ataque;</p><p>mM evitardificultar o contra-ataque com uma falta leal ou tática no jogador</p><p>com a posse de bola, para que os defensores estruturem seu sistema</p><p>de jogo;</p><p>MN conduzir os atacantes para zonas de difícil finalização.</p><p>Exemplo</p><p>Veja alguns alguns exemplos de como os defensores podem dificultar a saída de</p><p>bola adversária:</p><p>EH pressionar o goleiro adversário para atrasar a sua tomada de decisão e permitir que</p><p>os defensores ocupem regiões favoráveis antes dos atacantes;</p><p>HE pressionar os jogadores que recebem o primeiro passe, buscando dificultar a</p><p>organização do contra-ataque.</p><p>Depois de identificarmos os aspectos técnicos e táticos de equipes de</p><p>handebol e aplicá-los nas diversas fases do jogo, abordaremos agora os fatores</p><p>condicionantes ao desempenho esportivo no handebol.</p><p>Fatores condicionantes aplicados ao handebol</p><p>Conhecer os fatores condicionantes ao desempenho em diversos esportes está</p><p>relacionado à busca da excelência esportiva, além de pode ser a chave tanto</p><p>para selecionar atletas para equipes quanto para aperfeiçoar o treinamento</p><p>de equipes já formadas.</p><p>O desempenho esportivo, entendido de maneira simplificada como a</p><p>soma de aspectos genéticos favoráveis, elevada norma de reação individual,</p><p>treinamento adequado e condições socioculturais e ambientes favoráveis, é</p><p>determinado por esse conjunto de fatores condicionantes que contribuem, cada</p><p>um com seu grau de importância, para a excelência no esporte.</p><p>24) [controle avaliação de equipes</p><p>Pela complexidade do handebol, sabemos que não há uma única caracteris-</p><p>tica física e/ou capacidade motora que será determinante para o desempenho,</p><p>mas um conjunto de caracteristicas e capacidades que interagem entre si para</p><p>um elevado rendimento esportivo (ROSCHEL; TRICOLI;, UGRINOWITSCH,</p><p>2011 Como citado inicialmente neste capitulo, há diversos testes para avaliar</p><p>o desempenho voltados para essas caracteristicas e capacidades especificas</p><p>do handebol.</p><p>Em 2004, iniciou-se um projeto no Brasil desenvolvido pelo Ministério do Esporte</p><p>intitulado “Projeto Descoberta do Talento Esportivo”, com a coordenação da Secretaria</p><p>Nacional de Esporte de Alto Rendimento e o apoio científico e técnico do Projeto</p><p>Esporte Brasil (PROESP). Desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul,</p><p>desde 1994 o PROESP vem propondo bateria de testes para avaliar escolares e atletas</p><p>Com o objetivo de detectar talentos esportivos, o "Projeto Descoberta do Talento</p><p>Esportivo” utiliza uma bateria de testes e medidas com base no que se espera que um</p><p>talento esportivo apresente em determinadas modalidades. Um talento esportivo é um</p><p>indivíduo com características anatomefisiológicas, capacidades físicas e intelectuais</p><p>e características pessoais variadas que indicam que, com o treinamento adequado,</p><p>provavelmente alcançará resultados semelhantes aos de atletas de alto nível. A de-</p><p>tecção de talentos é importante, por exemplo, para formar equipes competítivas para</p><p>campeonatos mundiais (SILVA, 2005).</p><p>Não hà como identificar ou medir todos os fatores que determinam o de-</p><p>sempenho esportivo, tampouco determinar quem se tornará ou não um atleta</p><p>de sucesso, pois o rendimento esportivo não pode ser diretamente mensurável.</p><p>Contudo, você pode conhecer um conjunto de variáveis que, se apresentadas</p><p>pelo indivíduo, indicam uma maior probabilidade de ter sucesso no esporte.</p><p>Os fatores condicionantes são variados e divergem entre os autores. Porém,</p><p>há um consenso de que existam caracteristicas fisicas, como as variáveis</p><p>morfológicas e de composição corporal (p. ex., estatura, massa corporal, IMC e</p><p>envergadura), e de capacidades funcionais (p. ex., força, velocidade, agilidade,</p><p>resistência e Flexibilidade). Componentes hereditários e genéticos também são</p><p>importantes para o desempenho, mas mais difíceis de mensurar e geralmente</p><p>não considerados para avaliar o desempenho. Aspectos psicológicos, técnica</p><p>e tática também</p><p>têm também um papel importante.</p><p>Controle e avaliação de equipes) (25</p><p>A seguir, apontaremos as principais variáveis que influenciam no desem-</p><p>penho esportivo (AMORIM, 2017).</p><p>Variáveis somáticas</p><p>Entre as variáveis somáticas, temos a estatura, a envergadura, a massa corporal</p><p>e o IMC. No handebol, é possível verificar atletas de diferentes perfis. Conforme</p><p>a posição que o atleta joga na quadra, determinadas caracteristicas serão mais</p><p>importantes que outras, apesar de, em geral, buscarem-se jogadores altos.</p><p>Pivôs, por exemplo, com frequência são mais pesados, enquanto laterais são</p><p>mais magros e altos, pelo papel que desempenham durante o jogo.</p><p>Variáveis relacionadas ao desempenho motor</p><p>Com relação ao desempenho motor, temos força, velocidade, agilidade, re-</p><p>sistência e flexibilidade, que, combinadas, têm um papel importante para o</p><p>desempenho esportivo.</p><p>O principal sistema energético utilizado no handebol é o aeróbico (50%),</p><p>seguido do lático (30%) e do alático (20%), por se tratar de um esporte rápido</p><p>e potente, com recuperações curtas entre as jogadas. Para um bom desempe-</p><p>nho, o jogador deve correr em velocidades diferentes e ter resistência, pois</p><p>há pouco tempo para recuperação. Precisa também ter potência para saltos,</p><p>arremessos e lançamentos. Por compreender um jogo de muito contato físico,</p><p>a força isométrica também é importante. A agilidade e a coordenação motora</p><p>são essenciais, pois há muitas mudanças de direções. Também existem carac-</p><p>teristicas especificas relacionadas às posições, como o fato de os jogadores</p><p>pontas serem mais ágeis e rápidos e os laterais mais fortes, com boa capacidade</p><p>de armação e finalização.</p><p>Variáveis psicológicas e socioambientais</p><p>Nessas características, temos a capacidade de tomada de decisão em situações</p><p>problema, o estresse gerado pela competição, o modo como o jogador reage à</p><p>pressão, a motivação para a prática, etc. Muitas vezes deixadas de lado, elas</p><p>têm um papel importante para o desempenho esportivo.</p><p>26) (contrate e avaliação de equipes</p><p>Variáveis relacionadas à capacidade técnica e tática</p><p>À capacidade técnica está relacionada aos fundamentos do esporte. Geralmente,</p><p>quanto mais habilidoso o jogador for na execução dos fundamentos, melhor</p><p>seu desempenho esportivo. Com relação à tática, o jogador deve saber se</p><p>posicionar, armar e executar as jogadas, conseguindo reformular rapidamente</p><p>a sua ação de acordo com os acontecimentos do jogo.</p><p>Ao longo deste capitulo, você pôde conhecer os conceitos de fatores condi-</p><p>cionantes para a prática esportiva, bem como testes com o objetivo de avaliar</p><p>valências que compõem a aptidão física global de um individuo. Existem</p><p>diferentes testes a empregar para avaliar cada valência, sendo ainda possível</p><p>realizar a análise prática da execução dos fundamentos no jogo de handebol</p><p>(técnico, tático e físico) nas diferentes fases do jogo (ofensiva, defensiva e</p><p>transição).</p><p>Referências</p><p>AMORIM, À. M. Desenvolvimento tático-técnico no handebol masculino: estratégias</p><p>utilizadas nos acampamentos nacionais promovidos pela Confederação Brasileira</p><p>de Handebol. 2017, 191 £. Tese (Doutorado em Educação Física) — Programa de Pós-</p><p>-Graduação em Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de santa</p><p>Catarina, Florianópolis, 2017. Disponível em: . Acesso em:</p><p>16 Out. 2018.</p><p>GAYA, A; GAYA, A. Projeto Esporte Brasil: manual de testes e avaliação. Porto Alegre:</p><p>UFRGS, 2016. Disponível em: , Acesso em: 16 out. 2018.</p><p>MENEZES, R. P; MORATO, M. P; MARQUES, E. E. R. Estratégias de transição ofensiva e</p><p>defensiva no handebol na perspectiva de treinadores experientes, Journal of Physical</p><p>Education, v. 27, n. 1, p. e2753, 2016,</p><p>PASCHOALINO, M. €; SPERETTA, G. Características da periodização em esportes cole-</p><p>tivos: UMa revisão crítica. Revista Hórus, v. €, n. 2, Pp. 15-30, 2011.</p><p>28) ( controle e avaliação de equipes</p><p>ROSCHEL, H.; TRICOL], V.; UGRINOWITSCHA, €. Treinamento físico: considerações práticas e</p><p>científicas. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 25, p. 53-65, dez. 2011.</p><p>SILVA, G. MS, Talento esportivo: um estudo dos indicadores somatomotores na seleção</p><p>de jovens escolares. 2005, 109 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento</p><p>Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humango, Escola</p><p>de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005,</p><p>Leitura recomendada</p><p>VASQUES, Daniel Giordani; et al. Características morfológicas por posição de jogo de</p><p>atletas masculinos de handebol no Brasil. Journal of Physical Education, v. 19, n. 1, p.</p><p>41-49, 2008,</p><p>e. dt</p><p>Conhecimento</p><p>metodológico,</p><p>técnico e tático para</p><p>a Educação Física</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>E Reconhecer as diversas formas de manifestação do handebol e sua</p><p>influência no processo pedagógico aplicados ao treinamento nas</p><p>aulas de Educação Física escolar,</p><p>E Construir um referencial teórico-prático dos fundamentos e sistemas</p><p>de jogo aplicados à Educação Física Escolar,</p><p>E Identífícar as principais metodologias de ensino da modalidade</p><p>(global, parcial e mista) aplicadas no desenvolvimento do processo</p><p>didático-pedagógico.</p><p>Introdução</p><p>O conhecimento metodológico, técnico e tático na Educação Física é</p><p>muito importante para o desenvolvimento dos esportes. No handebol,</p><p>caracterizado como um esporte coletivo que conta com a participação</p><p>efetiva da maíor parte dos jogadores em todas as situações de jogo, a</p><p>técnica individual adequada dos fundamentos tem papel tão im portante</p><p>quanto a interação entre os jogadores,</p><p>Assim, os profissionais precisam desenvolver a competência de identi-</p><p>fícar a metodologia adequada para o ensino do handebol e refletir sobre</p><p>os pontos fortes e as fragilidades de cada abordagem. O handebol pode</p><p>ser manifestado de diversas formas, com jogos adaptados à realidade do</p><p>aluno e ao objetivo específico do professor,</p><p>A seguir, você compreenderá as diversas formas de manifestação do</p><p>handebol e conhecerá os sistemas de jogo e o referencial teórico-prático</p><p>2) [ Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física</p><p>dos fundamentos e as principais metodologias de ensino aplicadas no</p><p>desenvolvimento do processo didático-pedagógico,</p><p>Manifestações do handebol e sua</p><p>influência no processo pedagógico</p><p>Na iniciação esportiva, o handebol se manifesta por atividades adaptadas</p><p>ao contexto, à faixa etária e ao nivel de desenvolvimento motor dos alunos.</p><p>Muitas vezes, o professor deve utilizar propostas alternativas para o ensino</p><p>dos esportes, estando atento, acima de tudo, para algumas questões relevantes</p><p>no processo pedagógico no contexto escolar:</p><p>respeitar a particularidade de cada aluno, progredindo na complexidade</p><p>dos exercícios aos poucos e no ritmo individual;</p><p>priorizar o desenvolvimento motor do aluno e desenvolver questões</p><p>como esquema corporal, equilibrio, lateralidade, motricidade fina e</p><p>grossa e percepção corporal;</p><p>pensar sempre em atividades recreativas que envolvam o lúdico e o</p><p>brincar;</p><p>observar o interesse dos alunos pelas atividades, tentando manter a</p><p>motivação da turma durante a sua realização;</p><p>utilizar linguagem fácil e acessivel;</p><p>buscar desenvolver atividades que estimulem a integração e socialização,</p><p>fator muito importante nos esportes coletivos;</p><p>oportunizar experiências motoras diversas, buscando desenvolver as</p><p>habilidades motoras fundamentais, indispensáveis para o desenvolvi-</p><p>mento bem-sucedido das habilidades motoras especificas;</p><p>estimular a criação e a liberdade dos alunos, mantendo o controle da</p><p>turma;</p><p>criar um ambiente agradável para o aprendizado, sem que os alunos</p><p>se sintam inibidos ou inseguros, estabelecendo um</p><p>vinculo afetivo;</p><p>corrigir quando necessário, mas elogiar quando o aluno tem um bom</p><p>comportamento e/ou bons resultados;</p><p>avaliar os alunos quanto ao seu desenvolvimento psicomotor além da</p><p>habilidade no esporte;</p><p>adaptar o jogo formal utilizando como estratégia os jogos reduzidos.</p><p>Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física ) É</p><p>A preocupação em relação a propostas educativas de ensino dos esportes</p><p>vem crescendo, e métodos de ensino focados no jogo e na interação de elemen-</p><p>tos técnicos e táticos estão ganhando espaço. As atividades propostas nesse</p><p>contexto, geralmente caracterizadas por jogos simplificados ou reduzidos,</p><p>baseiam-se nos fundamentos do jogo formal, no entanto são feitas variações</p><p>com relação ao número de participantes, espaço, tempo e regras. Essa aborda-</p><p>gem, além de outras vantagens, facilita o aprendizado de outras modalidades</p><p>esportivas, visto que o aluno, ao conhecer a estrutura do jogo, pode transferir</p><p>a aprendizagem para outros esportes.</p><p>Os jogos simplificados ou reduzidos têm o intuito de oferecer ao aluno uma</p><p>visão global do esporte, conseguindo jogar mesmo sem saber todas as regras.</p><p>Posteriormente, aumenta-se o nível de complexidade de modo gradual, assim</p><p>como a dificuldade técnica e tática, de acordo com a idade e o desenvolvimento</p><p>dos alunos, até que o jogo propriamente dito possa ser praticado. Os jogos</p><p>reduzidos podem facilitar a assimilação do esporte por alunos com baixo nivel</p><p>de desempenho e propiciar um ambiente em que se sintam motivados a jogar.</p><p>Fique atento</p><p>Os jogos reduzidos representam uma ótima opção para a iniciação esportiva. No en-</p><p>tanto, o professor precisa levarem consideração alguns itens para sua correta aplicação:</p><p>E diminuira complexidade do jogo, mas manter os objetivos e os elementos estru-</p><p>turais indispensáveis do jogo formal;</p><p>NM evidenciar a ligação entre ataque e defesa, propiciando a continuídade ao jogo;</p><p>MN não determinar totalmente as tarefas, para dar liberdade aos alunos e estimular a</p><p>tomada de decisões.</p><p>=</p><p>Entendendo-os como uma proposta para diminuir a complexidade dos</p><p>jogos pela modificação das estruturas funcionais do jogo, nos jogos redu-</p><p>zidos o aluno será estimulado a decidir continuamente em situações táticas</p><p>diferenciadas como resolver problemas inerentes à prática esportiva. Sua</p><p>proposta se insere em uma concepção de ensino construtivista, em que o</p><p>aluno participa ativamente do seu processo de ensino-aprendizagem (COSTA;</p><p>NASCIMENTO, 2004).</p><p>Na iniciação esportiva, é importante priorizar atividades em grupos que</p><p>proporcionem o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das habilidades motoras</p><p>fundamentais, com reduzida inclusão de tarefas complexas e focadas somente</p><p>a) [ Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física</p><p>natécnica. À prática dos fundamentos deve estar inserida na aula considerando</p><p>sua aplicação no jogo e estimulando o aluno a tomar decisões continuamente</p><p>sobre qual fundamento utilizar nas diferentes situações. Entender em qual</p><p>referencial teórico-prático os fundamentos do handebol estão inseridos, bem</p><p>como os sistemas de jogo aplicados à Educação Fisica Escolar, é relevante para</p><p>pensarmos nas metodologias que devem ser utilizadas, tema do próximo tópico.</p><p>Fundamentos e sistemas aplicados à</p><p>Educação Física escolar</p><p>Assim como nos demais esportes coletivos, no handebol os cenários são</p><p>variados e de difícil previsibilidade, já que o comportamento dos jogadores</p><p>modifica a dinâmica do jogo a cada instante. Entre os fatores que influenciam</p><p>uma partida de handebol, podemos citar os principios ofensivos, determinados</p><p>pelos sistemas ofensivos e por fundamentos técnicos ofensivos, e os defensi-</p><p>vos, compreendidos pelos sistemas defensivos e os respectivos fundamentos</p><p>técnicos. À compreensão e o aprendizado desses aspectos são fundamentais,</p><p>tanto na iniciação esportiva quanto na Educação Fisica escolar, pois facilitam</p><p>o entendimento do jogo e o desenvolvimento cognitivo associado à prática</p><p>esportiva.</p><p>A partir do processo de experimentação por parte do aluno, engajado em</p><p>jogos e atividades que contenham aspectos do handebol, é mais fácil assimilar</p><p>a complexidade e a variabilidade dos cenários de uma partida. É importante</p><p>trabalhar aspectos de cooperação entre companheiros e de oposição em relação</p><p>adversários, posições antagônicas que demandam diferentes formas de atuação</p><p>e comunicação entre os alunos.</p><p>Em um processo de iniciação ao esporte, os alunos devem ter contato</p><p>com os diferentes elementos que compõem a modalidade, como habilidades</p><p>técnicas (relacionadas aos fundamentos), elementos técnico-táticos (de caráter</p><p>ofensivo ou defensivo) e sistemas de jogo (de caráter ofensivo ou defensivo)</p><p>(MENEZES; MARQUES; MOR ATO, 2016).</p><p>Um dos grandes consensos entre os autores em relação à abordagem de</p><p>iniciação esportiva ou inserção do esporte nas escolas diz respeito à aplicação</p><p>de formas não especializadas de ensino ou treinamento. Existe um cuidado</p><p>muito grande para que sejam empregadas práticas que não resultem em um</p><p>processo prematuro de especialização, evitando um estimulo grande à compe-</p><p>tição ou a resultados, e a cobrança pela execução de gestos técnicos perfeitos</p><p>ou posturas táticas complexas por meio de atividades padronizadas.</p><p>Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física ) [s</p><p>O trabalho dos aspectos técnicos e táticos do handebol deve priorizar jogos</p><p>livres, em que se explora a criatividade dos alunos e eles passam a compreender</p><p>naturalmente alguns comportamentos inerentes aos esportes coletivos. Dessa</p><p>forma, os jogadores não ficam condicionados a repetir os mesmos padrões de</p><p>movimentação ofensiva ou defensiva, tampouco os mesmos gestos técnicos</p><p>nesses contextos.</p><p>Também é importante estimular os alunos iniciantes a jogar sem a bola,</p><p>já que, na fase de iniciação esportiva, o centro da atenção dos praticantes é</p><p>a bola, tendendo a se aglomerar em torno dela, descaracterizando o jogo e</p><p>deixando de aproveitar e utilizar os espaços vazios da quadra.</p><p>Outra questão importante consiste na apresentação das regras aos alunos,</p><p>que pode ocorrer gradualmente, à medida que os praticantes conhecem melhor</p><p>o funcionamento do esporte e o papel de cada um dentro da partida, bem</p><p>como os diferentes cenários. Em minijogos, é possível apresentar algumas</p><p>regras básicas do handebol, como faltas ou muitos passos sem quicar a bola,</p><p>as quais podem ser adaptadas de acordo com a faixa etária dos alunos, visando</p><p>à participação contundente deles e a fluidez do jogo.</p><p>Abordaremos a seguir, de maneira mais detalhada, as formas de aplicação</p><p>dos fundamentos e sistemas de jogo do handebol no contexto de iniciação,</p><p>cenário mais comum na Educação Fisica escolar.</p><p>Fundamentos e a iniciação</p><p>O processo de ensino dos fundamentos do handebol durante a iniciação deve</p><p>ter um caráter mais amplo, com a utilização de jogos e exercicios situacionais,</p><p>visando a estimular a liberdade e a criatividade dos alunos. A implantação de</p><p>exercicios de repetição de gestos é menos atrativa e pode condicionar o aluno</p><p>a buscar sempre os mesmos gestos, independentemente da situação do jogo</p><p>(falta de criatividade) — ou seja, em determinado cenário problemático, o</p><p>aluno pode encontrar inúmeras soluções dentro do seu repertório de habilidades</p><p>motoras, sendo importante estimular a liberdade de criação e atuação nessa</p><p>fase do processo de ensino-aprendizagem.</p><p>São fundamentos do handebol: a empunhadura (ato de segurar a bola com</p><p>uma das mãos); o passe (ato de lançar a bola para um companheiro de equipe);</p><p>a recepção (receber e controlar a bola oriunda de um passe); o arremesso</p><p>(ato de arrematar a bola contra a meta adversária); o drible (ato de vencer a</p><p>marcação adversária pela condução rápida da bola com mudanças de direção);</p><p>e a finta (ato de ludibriar a marcação adversária com movimentos de corpo).</p><p>6) [ Conhecimento metodológico,</p><p>técnico e tático para a Educação Física</p><p>É possível trabalhar os fundamentos com diferentes métodos de ensino,</p><p>desde o método parcial, com abordagem mais clássica e voltada para o apren-</p><p>dizado dos gestos técnicos fora do contexto do jogo, até um método global,</p><p>pautado na educação esportiva a partir de jogos e situações de jogos. Com</p><p>relação à primeira abordagem, o professor pode usar o sistema de estafetas</p><p>para organizar a turma quanto à realização de determinado fundamento do</p><p>handebol, como o arremesso. Os alunos têm a oportunidade de realizar repeti-</p><p>das vezes esse gesto, buscando melhorar essa habilidade motora e aperfeiçoar</p><p>o movimento que futuramente estará no jogo. Do mesmo modo, os alunos</p><p>podem se posicionar de lados opostos da quadra e realizar passes e recepções</p><p>um para o outro, buscando adequar ambos os gestos para melhor os realizar em</p><p>uma partida posteriormente. Entretanto, é importante salientar que o ensino</p><p>que objetive fundamentalmente a técnica pode resultar em gestos mecânicos</p><p>e pouco criativos, além de uma dificuldade cognitiva em compreender a</p><p>complexidade do jogo.</p><p>Já com relação à segunda abordagem, o foco é o aprendizado durante o jogo</p><p>propriamente dito. Normalmente, em uma partida de uma turma de iniciação,</p><p>predominam ações individuais, com maior condução de bola e mais dribles</p><p>para vencer a marcação. Além disso, os jogadores ficam mais aglomerados</p><p>em torno da bola, já que esta é a peça fundamental do jogo, e, em sua maioria,</p><p>buscam o arremesso, pois todos têm a concepção de que o mais importante</p><p>é marcar gols e de que serão reconhecidos por 1880. Nesse sentido, podemos</p><p>dizer que o jogo não tem tanta fluidez quanto poderia, cabendo ao professor</p><p>adotar estratégias para buscar melhorar a dinâmica da atividade. Pensemos</p><p>em dois exemplos: o primeiro deles é um jogo em que os jogadores podem</p><p>executar somente passes quicados para seus companheiros. Nessa variação,</p><p>os alunos não poderão executar passes longos em arcos (como é comum na</p><p>iniciação), precisam se movimentar para se desprender da marcação e, ao</p><p>mesmotempo, os defensores têm maiores chances de interceptações. Já outra</p><p>possibilidade refere-se a um jogo em que os alunos não poderão ser tocados</p><p>pelos adversários quando tiverem a posse da bola. Nessa variação, os alunos</p><p>utilizam mais fintas e dribles, bem como necessitam de uma movimentação</p><p>maior, para que tenham a bola com espaço e evitem o toque do adversário.</p><p>Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física ) [7</p><p>Sistemas e a iniciação</p><p>Os sistemas de jogo são formas de organização e ocupação dos espaços das</p><p>equipes em quadra nas fases defensivas e ofensivas. Apesar de reconhecer a</p><p>importância de conhecer e adotar determinados sistemas, nos quais a equipe</p><p>se posicionará em quadra, na iniciação esportiva nas escolas é importante</p><p>criar um ambiente em que os alunos consigam experimentar o jogo e assi-</p><p>milar naturalmente a dinâmica de uma partida, as flutuações em quadra e os</p><p>conceitos que guiam os sistemas.</p><p>Nos sistemas ofensivos, é fundamental oportunizar a prática de vivências</p><p>em que o aluno tenha cenários de situação-problema naturais do jogo, para que,</p><p>dessa forma, desenvolva estratégias e a criatividade a fim vencer a marcação</p><p>adversária e buscar progredir em direção à meta adversária. Desse modo,</p><p>será possível ampliar o repertório de soluções técnico-táticas dos jogadores,</p><p>facilitando o emprego de sistemas táticos ofensivos futuramente (MENEZES;</p><p>MARQUES; MOR ATO, 2016).</p><p>Nos sistemas defensivos, não é diferente. À preocupação não deve ser</p><p>necessariamente quanto ao emprego dos sistemas de jogo, e sim a situa-</p><p>ções de jogo que possibilitem o desenvolvimento de principios e capacidades</p><p>têcnico-táticas do aluno naturalmente. Conceitos básicos de defesa, como</p><p>recuperação da bola (desarme ou interceptação), impedimento de progressão</p><p>ofensiva e proteção da meta, serão utilizados espontaneamente por meio da</p><p>observação, do combate, da aproximação e de coberturas (KRAHENBUHL;</p><p>LEONARDO, 2018).</p><p>À opção pela marcação individual é mais indicada na fase de iniciação para</p><p>o trabalho e no desenvolvimento dos sistemas defensivos e ofensivos, além</p><p>de melhorar a dinâmica do jogo. Nessa concepção do jogo, cada adversário é</p><p>responsável direto por seu adversário, e não por zonas da quadra. Se um jogador</p><p>tem dominio da marcação individual, poderá realizar uma marcação por zona</p><p>mais facilmente, pela maior noção de espaço, tempo de bola, velocidade de</p><p>deslocamento e movimentação (MENEZES, MARQUES; MORATO, 2016).</p><p>Da mesma forma, os atacantes têm mais espaço para jogar e precisam de</p><p>intensa movimentação para se desprender dos seus marcadores para manter</p><p>a posse e progredir em direção à meta adversária em zonas de arremate mais</p><p>propícias para marcar.</p><p>e) [ Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física</p><p>A implantação do sistema de marcação individual de jogo pode progredir</p><p>de situações de quadra inteira para meia quadra e, finalmente, para a região</p><p>mais próxima da meta. Nessa fase de iniciação, compreender sistemas táticos</p><p>é considerado complexo demais, portanto o mais importante é realizar pri-</p><p>meiros contatos com um baixo nivel de exigência do. Nesse sentido, em um</p><p>primeiro momento, o aluno desenvolve aspectos técnicos defensivos (cobertura,</p><p>interceptação, preenchimento de espaços, desarme, bloqueio), de acordo com</p><p>as situações problemáticas criadas pelos atacantes adversários, e ofensivos</p><p>(passe, recepção, arremesso, proteção da bola, drible, finta), conforme as</p><p>situações problemáticas criadas pelos defensores adversários, ao passo que</p><p>também tem os primeiros contatos com os aspectos táticos.</p><p>Compreendidas essas questões, o professor deve ser capaz de adotar um</p><p>método de ensino adequado para passar tais conceitos e fundamentos aos seus</p><p>alunos. Se o ambiente criado na escola não for bem planejado, as crianças</p><p>dificilmente conseguirão evoluir do modo como poderiam, além de haver</p><p>uma grande chance de que se sintam desmotivadas a continuar na prática</p><p>esportiva. Dessa forma, abordaremos agora algumas metodologias de ensino</p><p>comumente aplicadas no âmbito escolar.</p><p>Principais metodologias de ensino</p><p>aplicadas no desenvolvimento do</p><p>processo didático-pedagógico</p><p>As principais metodologias de ensino utilizadas na Educação Fisica provêm</p><p>de duas concepções da educação formal: a reprodutivista e a construtivista.</p><p>Na primeira, ligada à visão tradicional de ensino, a prioridade consiste nas</p><p>capacidades intelectuais e na formação do individuo, para a qual se enfatizam</p><p>processos normativos, com exposição dos conteúdos pelo professor e alunos</p><p>com uma postura passiva. Já na concepção construtivista, as estratégias de</p><p>ensino envolvem a interação entre a educação intelectual e a corporal. Pelo</p><p>conceito da autoconstrução, a aprendizagem se dá pela participação do aluno,</p><p>por meio do estimulo do professor como agente estimulador.</p><p>A formação do profissional de Educação Fisica alterou-se significativamente</p><p>nos últimos anos, sendo cada vez mais utilizada uma concepção construtivista.</p><p>No entanto, observa-se ainda, por meio de estudos realizados para identificar</p><p>Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física ) (o</p><p>as metodologias de ensino e ações pedagógicas que os professores aplicam nas</p><p>suas aulas na escola, a predominância da abordagem de ensino tradicional.</p><p>Nesse sentido, evidencia-se a importância de refletir criticamente durante</p><p>a formação dos profissionais de Educação Fisica sobre as metodologias de</p><p>ensino e romper com a abordagem tradicional.</p><p>A seguir, discutiremos a respeito dos métodos de ensino parcial, global e</p><p>misto (ROMÃO; BARBOSA; MOREIRA, 2017).</p><p>Parcial</p><p>O método de ensino parcial, também conhecido como analítico, resulta de</p><p>uma concepção de ensino reprodutivista. Em geral, o professor centraliza as</p><p>decisões durante a aula e propõe atividades</p><p>básicos das técnicas dos</p><p>sistemas ofensivos e defensivos enquanto estratégia de organização coletiva,</p><p>ampliamos nosso olhar sobre os diferentes papéis que o jogador desempenha na</p><p>Sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação nojogo [s</p><p>partida. Na próxima seção, você aprenderá sobre cada sistema e sua aplicação</p><p>no contexto didático-pedagógico.</p><p>Sistemas ofensivos e defensivos no contexto</p><p>didático-pedagógico</p><p>O sistema de jogo, item indispensável da tática coletiva, é a maneira como</p><p>os jogadores se posicionam na quadra durante o jogo (MENEZES, 2010. O</p><p>sistema de jogo pode ser ofensivo, quando os jogadores estão com a posse da</p><p>bola e o principal objetivo é fazer o gol, e defensivo, quando a equipe está em</p><p>posição de defesa da meta e sem a posse da bola.</p><p>Cada esporte coletivo apresenta seus sistemas de jogo. É essencial, du-</p><p>rante as aulas, criar atividades para o aprendizado dos sistemas para melhor</p><p>compreensão e fixação do aprendizado. O aluno que aprende os sistemas de</p><p>jogo entende suas funções dependendo da situação de jogo que vivencia será</p><p>capaz de transferir esse conhecimento para outros esportes coletivos. Para</p><p>ensinar os sistemas, o professor pode criar atividades lúdicas, que estimulem</p><p>os deslocamentos, com e sem bola, para que o aluno possa aprender como deve</p><p>posicionar-se e comportar-se em situações mais complexas de jogo.</p><p>Além disso, o trabalho da noção de coletividade e trabalho em grupo,</p><p>aspecto fundamental de uma aula de sistemas defensivos ou ofensivos de jogo,</p><p>pode facilmente ser transferido para outros esportes coletivos de quadra (futsal,</p><p>basquete, etc.), já que essa caracteristica é parte básica dos esportes coletivos.</p><p>O aluno precisa compreender como seu companheiro e seu adversário estão</p><p>posicionados na quadra e de que forma suas decisões afetam toda a dinâmica</p><p>da partida. Dessa maneira, é possivel interagir por meio da comunicação</p><p>para buscar corrigir ou aperfeiçoar o posicionamento em quadra, bem como</p><p>incentivar e elogiar os colegas quando uma jogada for bem-construida.</p><p>À seguir, falaremos sobre cada tipo de sistema, ofensivo e defensivo, seus</p><p>diversos tipos e as diferenças entre eles.</p><p>Sistemas ofensivos</p><p>Sistema 6:0</p><p>No sistema 6:0, todos os jogadores se posicionam lado a lado para atacar,</p><p>buscando ocupar toda a área do tiro livre. E o mais fácil e simples dos siste-</p><p>mas ofensivos no handebol. Não há presença do pivô nem a realização das</p><p>6) [sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>infiltrações, comuns nos outros sistemas de jogo. Dessa forma, os arremessos</p><p>sãorealizados à longa distância, geralmente, e os ataques armados com intensa</p><p>troca de passes para diminuir o bloqueio da defesa.</p><p>Sistema 5:1</p><p>Neste sistema, temos a participação do pivô posicionado à frente dos outros</p><p>5 companheiros de equipe, geralmente na área central para se infiltrar e ter</p><p>um melhor ângulo de arremesso. Os outros jogadores armam as jogadas para</p><p>que o jogador que estiver livre de marcação possa finalizar. Os pontas, nesse</p><p>sistema, auxiliam o pivô na finalização das jogadas.</p><p>Sistema 4:2</p><p>No sistema 4:2, o time se posiciona com dois armadores próximos à linha</p><p>de 9 metros, dois pontas mais recuados e dois pivôs mais próximos à área,</p><p>configurando as duas linhas postadas. Nesse sistema, os pivôs procuram</p><p>atrair a marcação para o centro da àrea, liberando espaços nas laterais para</p><p>infiltrações dos pontas ou oferecendo uma linha de passe central para os</p><p>armadores, buscando proteger a bola e girar para finalizar.</p><p>Sistema 3:3</p><p>Este é o sistema mais utilizado na iniciação esportiva, já que é mais fácil] de ser</p><p>assimilado pelos atletas com pouca experiência e vivência do jogo. A configu-</p><p>ração da equipe é feita com uma linha de três armadores, dois pontas e um pivô.</p><p>A equipe ganha amplitude e versatilidade na troca de passes em frente à área,</p><p>pois é um sistema que permite variações de jogadas e formatações, sendo uma</p><p>boa alternativa para enfrentar equipes fechadas e bem -postadas defensivamente.</p><p>Link</p><p>Para ter mais informações sobre os sistemas ofensivos no handebol, assista ao vídeo</p><p>disponível no link a seguir.</p><p>https://goo.gl/PeMF3Y</p><p>Sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação nojogo [7</p><p>Sistemas defensivos</p><p>Sistema 6:0</p><p>Um dos sistemas mais utilizados e a base para os demais sistemas, o sistema</p><p>6:0 também é considerado de defesa baixa, visto que todos os jogadores se</p><p>posicionam de forma recuada, próximo à área do goleiro. Cada jogador marca</p><p>uma zona especifica da quadra, e toda defesa se desloca de acordo com o</p><p>deslocamento da bola. Esse tipo de sistema tem como vantagem um menor</p><p>desgaste físico (quando comparado às defesas médias e mistas) e fácil troca</p><p>de marcação.</p><p>Sistema 5:1</p><p>Este sistema é considerado de defesa baixa, sendo que um jogador apenas se</p><p>posiciona à frente da linha de 9 metros para interceptar a bola. Tem como</p><p>pontos fortes um forte bloqueio defensivo, como na defesa 6:0, mas tem como</p><p>interferência na armação das jogas, visto que só um jogador se posiciona à</p><p>frente, e a saida para contra-ataque é lendo como no 6:0.</p><p>Sistema 3:3</p><p>É um tipo de sistema de defesa alta, em que três jogadores se posicionam à</p><p>frente dos outros três defensores que ficam atrás, próximo à área do goleiro</p><p>e abaixo da linha de 9 metros. Os três defensores posicionados à frente da</p><p>linha de 9 metros marcam os armadores da equipe atacante. Esse sistema, bem</p><p>como o 4:2, que será explicado em seguida, tem como vantagens facilitar a</p><p>saida para o contra-ataque e a facilidade para interceptar arremessos longos</p><p>e médios, bem como dificultar a formação do ataque adversário.</p><p>Sistema 4:2</p><p>Também considerado um sistema de defesa alta como o 3:3, esse é um tipo</p><p>de sistema defensivo em que dois jogadores se posicionam à frente da linha</p><p>de 9 metros para marcar os armadores laterais. Os sistemas de defesa alta</p><p>são utilizados geralmente quando a equipe tem jogadores rápidos que podem</p><p>posicionar-se à frente com o intuito de perturbar o ataque, dificultar a elabo-</p><p>ração das jogadas e interceptar a bola.</p><p>e) [sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>Sistema 3:2:1</p><p>É um tipo de sistema de defesa mista, pois um jogador central posiciona-se à</p><p>frente da linha dos 9 metros, fazendo uma defesa alta, dois deles se posicionam</p><p>próximo à linha de 9 metros, realizando uma defesa média, e três se posicionam</p><p>próximo à área do goleiro para fazer uma defesa baixa. Esse tipo de defesa é</p><p>utilizado quando existem jogadores com diferentes perfis. Por exemplo, um</p><p>jogador mais rápido que será posicionado à frente para dificultar o ataque,</p><p>dois um pouco mais atrás, que também podem auxiliar na interceptação da</p><p>bola, e três que cobrirão a defesa. Esse sistema tem como ponto positivo a</p><p>facilidade para o contra-ataque, visto que a defesa já está posicionada à frente.</p><p>. D</p><p>Link</p><p>Assista ao vídeo do link a seguir para obter mais informações sobre ossistemas defen-</p><p>sivos no handebel com desenhos ilustrativos dos posicionamentos.</p><p>https://goo.gl/gDbFmO8</p><p>”.</p><p>Agora que você conheceu os diferentes sistemas de jogo, abordaremos</p><p>a estrutura coletiva do jogo de handebol aplicada nas diferentes fases do</p><p>treinamento. Na próxima seção, conheceremos quando cada tipo de sistema</p><p>deve ser inserido de acordo com o nível dos alunos.</p><p>Estrutura coletiva do jogo de handebol</p><p>O aprendizado dos sistemas defensivo e ofensivo no handebol é um pro-</p><p>cesso de longo prazo. À medida que o aluno vai compreendendo o jogo,</p><p>montando estratégias para alcançar o objetivo principal de cada fase, ofensiva</p><p>ou defensiva, ele vai aprendendo a se posicionar e como jogar por meio dos</p><p>sistemas de jogo. Para tanto, o processo de ensino-aprendizagem deve ser</p><p>flexivel, com constantes adaptações de acordo com o amadurecimento dos</p><p>atacantes e defensores. À medida que o aluno aprende a observar as ações do</p><p>seu adversário e é capaz de se antecipar em relação</p><p>voltadas para o desenvolvimento</p><p>da técnica. O principal objetivo é o rendimento, acreditando-se que uma</p><p>técnicarefinada leva a melhores resultados. As atividades propostas são com</p><p>frequência compartimentadas e repetitivas, e se retarda a prática do jogo até</p><p>que as habilidades alcancem o rendimento desejado. Por não haver a impre-</p><p>visibilidade do jogo, esse método não estimula a tomada de decisão do aluno.</p><p>Global</p><p>Nesse método, a referência é a concepção construtivista. Pensa-se a execu-</p><p>ção dos fundamentos como um todo, aplicando-a ao jogo e desenvolvendo a</p><p>competência motora de maneira contextualizada. O método global aperfeiçoa</p><p>a participação dos alunos e fortalece a cooperação deles com os professores.</p><p>Além disso, desenvolve a tomada de decisão dos alunos, pois as aulas enfatizam</p><p>o desenvolvimento dos alunos e sua capacidade em resolver com sucesso as</p><p>tarefas propostas ou problemas resultados das atividades.</p><p>No Quadro 1, podemos identificar os pontos fortes e as fragilidades de</p><p>cada método.</p><p>10) [ Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física</p><p>/</p><p>Quadro 1. Pontos fortes e fragilidades dos métodos parcial e global</p><p>Método Pontos fortes Fragilidades</p><p>Parcial Aperfeiçoamento da</p><p>habilidade técnica de</p><p>cada fundamento</p><p>Facilidade do professor</p><p>para fazer correções</p><p>Diminuição da motivação de</p><p>alguns alunos, especialmente os</p><p>menos habilidosos</p><p>Carência de desenvolvimento</p><p>de elementos táticos</p><p>Não desenvolve a capacidade</p><p>de tomar decisões</p><p>Pouca interação entre os</p><p>jogadores</p><p>Global Propicia o jogo a todo o</p><p>momento na iniciação</p><p>esportiva</p><p>Desenvolve a tática</p><p>ALuxÍlia na tomada de</p><p>decisão dos alunos</p><p>Estimula a motivação dos</p><p>alunos para a prática</p><p>Baixa qualidade de execução</p><p>dos fundamentos no início da</p><p>prática</p><p>Pode estimular gestos</p><p>biomecanicamente ineficientes</p><p>Não cumprimento e/ou</p><p>desconhecimento das regras</p><p>Misto</p><p>Assim como no método global, a concepção construtivista predomina no</p><p>método misto, o qual veto para sanar as fragilidades dos demais anteriormente</p><p>citados. Acredita-se que muitas falhas acontecem durante o jogo não porque o</p><p>aluno não sabe executar o fundamento, e sim porque não consegue identificar</p><p>a habilidade técnica ideal para solucionar situações de jogo.</p><p>As aulas são organizadas geralmente em três momentos:</p><p>1. Atividades globais de aquecimento no início da aula — Preconizam-</p><p>-se atividades em que os alunos usem todo o corpo e interajam entre si.</p><p>2. Atividades analíticas para o ensino de gestos técnicos (pequenos</p><p>momentos) — Em alguns exercicios, há a fragmentação dos gestos</p><p>técnicos para facilitar o entendimento do aluno. Porém, para frag mentar</p><p>um fundamento básico do handebol, o professor respeita os aspectos</p><p>coordenativos e a aplicação desse fundamento na situação de jogo.</p><p>Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física ) [mn</p><p>3. Atividades de prática global — Na iniciação esportiva, o professor</p><p>pode usar jogos adaptados para ensinar o handebol. Essa etapa da</p><p>aula corresponde a maior parte do tempo total. O professor promove</p><p>atividades voltadas para o jogo, buscando desenvolver a autonomia, a</p><p>tomada de decisão e a motivação dos alunos.</p><p>O primeiro questionamento a respeito de qual metodologia utilizar é: qual</p><p>o objetivo de trabalhar o esporte na escola? O esporte proporciona diversos</p><p>beneficios, nos âmbitos fisico, psicológico e social, e faz parte da cultura</p><p>mundial. Na escola, acima de tudo, devemos estimular nos alunos o gosto</p><p>e o prazer de praticá-lo, promovendo práticas gratificantes e estimulando o</p><p>interesse. O desenvolvimento integral da criança (o desenvolvimento motor, a</p><p>motivação, a capacidade perceptiva e o condicionamento cardiorrespiratório)</p><p>deve ser priorizado. O respeito à individualidade, considerando o desen-</p><p>volvimento motor esperado para cada idade, leva à escolha por atividades</p><p>adequadas para cada etapa.</p><p>Para que os fundamentos e habilidades técnicas no jogo sejam aplica-</p><p>dos, o professor deve proporcionar experiências aos alunos desde o inicio da</p><p>aprendizagem, com progressões que evidenciem as situações de jogo. Para</p><p>que a aprendizagem ganhe sentido, os exercícios devem ser realizados de</p><p>maneira integrada e voltados para a funcionalidade do jogo. As situações de</p><p>jogo se modificam no handebol a cada ataque, por 1580 os alunos precisam</p><p>estar preparados para utilizar suas habilidades têcnicas e variações de ritmo,</p><p>intensidade e amplitude.</p><p>Concluímos que aulas muito focadas na técnica dos fundamentos negli-</p><p>genciam os aspectos essenciais para o desenvolvimento adequado da criança.</p><p>Na iniciação esportiva, buscar atingir um padrão perfeito de execução da</p><p>técnica e acreditar que este leva a um ótimo rendimento, sem dar a devida</p><p>atenção às características individuais, pode comprometer todo o trabalho do</p><p>professor. Uma ação unilateral de educação, em que o aluno não participa do</p><p>processo de ensino-aprendizagem, pode desmotivá-lo e frustrá-lo, visto que essa</p><p>metodologia não permite o aproveitamento de todas as suas potencialidades.</p><p>12) [ Conhecimento metodológico, técnico e tático para a Educação Física</p><p>Referências</p><p>COSTA, LC. A; NASCIMENTO, J. V O ensino da técnica e da tática: novas abordagens</p><p>metodológicas. Revista da Educação Fístca/UEM, Maringá, v. 15, n. 2, p. 49-56, 2. sem. 2004,</p><p>KRAHENBUHL, T; LEONARDO, L. O ensino do sistema defensivo individual no handebo!</p><p>e suas considerações para a iniciação esportiva. Pensar a Prática, Goiânia, v 21, n. 1, 6.</p><p>194-206, jan./mar. 2018.</p><p>MENEZES, R. PR; MARQUES, R. E E; MORATO, M. P Percepção de treinadores de andebo!</p><p>sobre as variáveis defensivas e ofensivas do jogo na categoria sub1]2, Motricidade, Ribeira</p><p>de Pena, v. 12, n. 3, p. 6-19, 2016.</p><p>ROMÃO. E. |. R; BARBOSA, PV. S.; MOREIRA, M, €. Metodologias de ensino para jogos</p><p>esportivos coletivos na educação física escolar. Revista de Iniciação Clentífica da Uni-</p><p>versidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 7, n. 1, p. 80-96, 2017,</p><p>Leitura recomendada</p><p>LIMA, J. R. S.; SELOW, M. L. €. Iniciação do handebol de rendimente no âmbito escolar.</p><p>Vitrine de Produção Acadêmica, Curitiba, v. 4, 0.1, p. 263-279, jan./jun. 2016.</p><p>Regulamentação</p><p>e arbitragem</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Nm Identífícar as regras do handebol, bem como noções básicas de arbí-</p><p>tragem a serem aplicadas da iniciação ao alto rendimento,</p><p>MN Reconhecer a mecânica de arbitragem nas diferentes situações de</p><p>jogo de handebol,</p><p>E Definir as diferentes etapas da direção do jogo de handebol,</p><p>Introdução</p><p>Todo esporte precisa de um conjunto de regras para que possa ser pra-</p><p>tícado de maneira organizada e coerente. Isso não é diferente com o</p><p>handebol, que detém um conjunto de regras bem definido, revisado</p><p>fecentemente pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), a fim</p><p>de tornar atualizar a regulamentação. E importante tanto que o professor</p><p>conheça esse conjunto de regras, para que consiga transmíti-las aos</p><p>alunos de forma clara e simples, quanto os alunos as assimilarem a fim</p><p>de que haja partidas com andamento fluído e respeitando modo correto</p><p>de jogar e se comportar em quadra,</p><p>Da mesma forma, compreender a atuação do árbitro, seus gestos ao</p><p>longo de uma partída, a participação dos demais agentes reguladores do</p><p>jogo (secretário e cronometrista), a sinalização dos aspectos da partída e</p><p>a conduta ética com todos esses participantes é parte-chave no processo</p><p>de ensino-aprendizagem do handebol, Todas as circunstâncias que ocor-</p><p>fem em um jogo e são normatizadas pelos árbitros provocam reações</p><p>por parte das equipes e na sua forma de atuar em quadra, tornando-se</p><p>2) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>essencial entender todos esses cenários para que seja possível prever</p><p>formas de se portar durante a partída,</p><p>Regras do handebol e noções básicas</p><p>de arbitragem</p><p>Neste tópico,</p><p>abordaremos as principais regras do handebol, que nada mais são</p><p>que o conjunto de normas que regem o bom andamento de qualquer esporte.</p><p>Esse conjunto de regras foi revisto e atualizado no dia 1º de julho de 20165 pela</p><p>Confederação Brasileira de Handebol (CBHb).</p><p>Regra 1 — Quadra de jogo</p><p>As marcações na quadra de handebol são apresentadas na Figura 1. À quadra</p><p>é um retângulo de 40 m de comprimento e 20 m de largura. As balizas são</p><p>colocadas no centro da linha de fundo, medindo 2 m de altura e 3 m de largura.</p><p>As linhas de gol devem ter 8 cm de largura entre os postes da baliza e as outras</p><p>linhas, 5 cm de largura. A distância entre a baliza e a linha de área de gol é</p><p>de 6 m, da baliza até a linha de tiro livre 9 m (linha tracejada) e da baliza até</p><p>a linha de 7 m (como próprio nome diz, 7 metros).</p><p>Regra 2 — Duração da partida, sinal de término</p><p>e time-out</p><p>A duração da partida depende da faixa etária. E o intervalo do jogo para todas</p><p>as faixas etárias é, em geral, de 10 minutos, sendo o máximo permitido de</p><p>15 minutos:</p><p>MN igual ou acima de 16 anos: 2 tempos de 30 minutos;</p><p>entre 12 e 16 anos: 2 tempos de 25 minutos;</p><p>entre 8 e 12 anos: 2 tempos de 20 minutos. L</p><p>E</p><p>S</p><p>Regulamentação e arbitragem ) É</p><p>4 :</p><p>Rede o</p><p>Linha de fundo =</p><p>[e] 4 uv Linha de gol =.</p><p>S</p><p>Linha de limitação do goleira , u</p><p>". Linha da área de gol Pá -</p><p>ho</p><p>o e</p><p>“á — a” &</p><p>E.) | ” Seu AD de7m. Na</p><p>” " Linha de tiro livre</p><p>eo o</p><p>Ss &</p><p>= Ss</p><p>£ E es</p><p>= - "</p><p>Ç 2) 2 SE</p><p>FA se)</p><p>= | se Es Ss</p><p>& Linha central elo O? f-</p><p>[= RT alo O006º 1 Õ uv 15 O É</p><p>bx e) ie. VS</p><p>Fx oe SS</p><p>[1] 1 UU</p><p>S SAM</p><p>N = e</p><p>=" 1)</p><p>15 [15</p><p>[8]</p><p>O (5)</p><p>[&3) vV = =</p><p>E</p><p>2</p><p>[o</p><p>></p><p>un</p><p>UV</p><p>no)</p><p>O</p><p>UV</p><p>5 =</p><p>(e |</p><p>2000</p><p>Figura 1. Á quadra de handebol compõe-se por diferentes linhas que representam distintas</p><p>zonas de atuação dos jogadores. Podemos perceber com diversos detalhes a disposição</p><p>dessas linhas, suas dimensões e o que representam de modo simples e objetivo.</p><p>L Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 7).</p><p>”</p><p>Quando necessária, a prorrogação começa após 5 minutos de intervalo,</p><p>com a duração de 2 tempos de 5 minutos e um intervalo de 1 minuto. Se o</p><p>Jogo continuar empatado, joga-se uma nova prorrogação com intervalo de 5</p><p>minutos. Se, ainda assim, o empate se mantiver, é importante verificar as regras</p><p>da competição. Em caso de cobrança de tiro de 7 metros, escolhem-se cinco</p><p>Jogadores de cada time para a cobrança. As cobranças são alternadas entre as</p><p>equipes. Em caso de empate, nomeiam-se cinco jogadores novamente, mas o</p><p>jogo termina quando houver a diferença de 1 gol entre as equipes.</p><p>a) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>O tine-out, ou interrupção do jogo, é determinado pelo árbitro, que avisa</p><p>o cronometrista para parar o cronômetro. Trata-se de um elemento obrigatório</p><p>nas seguintes situações: exclusão por 2 minutos; aplicação de uma desquali-</p><p>ficação; tempo técnico concedido; um sinal de apito do cronometrista ou do</p><p>delegado têcnico; e consultas entre os árbitros.</p><p>Regra 3 — Bola</p><p>A bola deve ser feita de couro ou material sintético, sem que a superficie seja</p><p>brilhante nem escorregadia. Suas medidas são diferem de acordo com as</p><p>categorias de idade e sexo:</p><p>mM equipes masculinas acima de 16 anos: 58 a 60 cm e 25 a 475 &,</p><p>Mm equipes femininas acima de 14 anos e masculinas entre 12 e 16 anos:</p><p>idasócme3L5a3iT5e;,</p><p>mM equipes femininas de 8 a 14 anos e masculinas de 8 a 12 anos: 50 a 52</p><p>cm e 290 a 330 g.</p><p>Regra 4 — Equipe, substituições, equipamentos</p><p>e jogadores lesionados</p><p>Uma equipe é formada por até 14 jogadores, sendo o número máximo em</p><p>quadra de 7 jogadores e o minimo 5 para iniciar a partida (esse número pode</p><p>diminuir durante o jogo). Às substituições podem ocorrer a qualquer momento</p><p>e repetidamente sem a necessidade de um aviso prévio ao cronometrista e</p><p>devem ser feitas sempre na área de substituições. Uma falta de substituição é</p><p>penalizada por um tiro livre para o adversário e exclusão de 2 minutos para</p><p>o infrator. Se um jogador excluído entrar antes do tempo de 2 minutos, será</p><p>punido com mais 2 minutos de exclusão e mais um jogador deverá cumprir o</p><p>tempo que faltava da primeira exclusão.</p><p>Todos devem usar uniformes idênticos e diferentes do adversário, e os</p><p>goleiros cores diferentes dos jogadores de linha. Os números da camisa devem</p><p>medir no minimo 20 em de altura nas costas e 10 em na frente. Objetos que</p><p>possam ser perigosos para os jogadores ou fornecer vantagens inapropriadas</p><p>não são permitidos.</p><p>Jogadores que estiverem sangrando devem ser retirados da quadra. Em caso</p><p>de lesão, duas pessoas podem entrar na quadra para prestar o atendimento. Em</p><p>seguida, o jogador deve sair da quadra e entrar somente depois do intervalo</p><p>ou de três ataques da sua equipe.</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (s</p><p>Regra 5 — Goleiro</p><p>O goleiro pode se tornar jogador de quadra a qualquer momento, e vice-versa,</p><p>desde que esteja identificado como tal. No entanto, fora da área de gol, o goleiro</p><p>deve respeltar as regras impostas para os jogadores de quadra. Ele pode tocar a</p><p>bola com qualquer parte do corpo na área do gol, mover-se dentro da área com</p><p>a posse de bola, sair da área de gol sem a bola para participar das jogadas, sair</p><p>da área de gol com a bola e jogá-la de novo na área de jogo se não tiver o seu</p><p>controle completo. O goleiro não pode colocar em perigo o adversário, sair da</p><p>área de gol com a posse da bola, tocar na bola que está parada ou rolando no</p><p>solo do lado de fora da área de gol ou levar a bola de fora para área de gol, se</p><p>estiver dentro dela, entrar na área de gol com a posse da bola e sair da linha</p><p>de 4 m antes da cobrança do tiro de 7 metros.</p><p>Regra 6 — Área do gol</p><p>Compreende uma área em que somente o goleiro tem a permissão de ficar. Se</p><p>um jogador de quadra pisar na área de gol, deve ser marcado:</p><p>Mm um tiro de meta, caso um atacante entre na área de gol ganhando van-</p><p>tagem ao fazer isso (com ou sem a bola);</p><p>NM umtiro livre, caso um defensor entre na área de gol ganhando vantagem</p><p>ao fazer 1880;</p><p>mM um tiro de 7 metros caso um defensor entre na área de gol e impeça</p><p>uma chance clara de gol.</p><p>Caso um jogador jogue a bola para a sua própria área de gol e ela fique</p><p>dentro dessa área ou toque no goleiro, deve ser marcado um tiro livre; já no</p><p>caso de a bola sair pela linha de fundo, deve ser marcado um tiro lateral.</p><p>Regra 7 — Manejo da bola e jogo passivo</p><p>É permitido segurar a bola no máximo 3 segundos e dar no máximo três passos</p><p>com a bola. O jogador pode quicar a bola, parado ou correndo, e agarrá-la e</p><p>passaá-la de uma mão a outra. Porém, não se pode tocar a bola mais de uma</p><p>vez depois que ela foi controlada ou tocá-la com o pé.</p><p>Caracteriza-se o jogo passivo quando um jogador mantém a posse da bola</p><p>sem realizar nenhuma tentativa reconhecível de ataque ou arremesso a gol,</p><p>ou atrasa repetidamente a execução de um tiro de saída, tiro livre, tiro lateral</p><p>6) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>ou de meta de sua própria equipe. À penalização consiste em um tiro livre</p><p>no lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido contra a equipe</p><p>com a posse da bola.</p><p>Regra 8 — Faltas e conduta antidesportiva</p><p>Os jogadores podem usar uma mão aberta para tirar a bola da mão de outro</p><p>jogador, braços flexionados para fazer contato corporal com um adversário</p><p>e o tronco para bloquear o adversário na luta pela posição. No entanto, não</p><p>é permitido arrancar ou golpear a bola das mãos do adversário, bloquear ou</p><p>empurrar o adversário com braços, mãos ou pernas ou usar qualquer parte do</p><p>corpo para deslocá-lo ou empurrá-lo para fora da posição, bem como agarrar,</p><p>correr ou saltar sobre um adversário.</p><p>Quando o jogador tem alguma atitude não permitida, cobra-se um tiro livre</p><p>ou de 7 metros, além de ser dada uma infração começando com uma adver-</p><p>tência, seguida de exclusões por 2 minutos e desqualificação. Em casos mais</p><p>graves, como em situações em que jogador coloca o adversário</p><p>em perigo, o</p><p>arbitro pode decidir por punir diretamente com 2 minutos ou exclusão. Quando</p><p>o árbitro identifica uma conduta antidesportiva, com uma expressão verbal e/</p><p>ou não verbal, deve decidir se punirá progressivamente, por 2 minutos, com</p><p>desqualificação ou com desqualificação e relatório escrito, dependendo da</p><p>gravidade da ação.</p><p>Regra 9 — Gol</p><p>Será considerado gol quando um jogador arremessar a bola (e nenhuma infra-</p><p>ção tenha sido cometida logo antes ou no momento desse arremesso) e esta</p><p>ultrapassar completamente a linha da meta. O gol é confirmado pelo árbitro</p><p>com dois apitos curtos e um sinal com o braço direito elevado.</p><p>Fique atento</p><p>Caso um objeto arremessado ou, aínda, um indivíduo externo ao jogo, como um</p><p>membro da comissão ou um torcedor impedir a entrada de uma bola na meta, os</p><p>árbitros devem validar o gol se estiverem convencidos de que a bola entraria de</p><p>qualquer maneira,</p><p>”.</p><p>Regulamentação e arbitragem ) [7</p><p>Regra 10 — Tiro de saída</p><p>Serve para iniciar o jogo ou reiniciá-lo após um gol ou em periodos de pror-</p><p>rogação. No início de algum período, cada equipe deve estar concentrada em</p><p>sua metade da quadra. No caso de um reinicio após um gol, os jogadores da</p><p>equipe adversária podem permanecer em ambas as metades da quadra, desde</p><p>que respeitem uma distância de 3 m para o executante do tiro de saída. Este</p><p>deve manter um dos pés em contato com a linha central e o outro sobre essa</p><p>mesma linha ou atrás dela, permanecendo nessa posição até que a bola saia</p><p>de sua mão. Os companheiros do executante não têm permissão para invadir</p><p>a metade da quadra adversária antes do tiro de saida. Por fim, o tiro de saida</p><p>é autorizado por um sinal do árbitro, devendo ser realizado em até 3 segundos</p><p>para qualquer direção do centro da quadra (tolerância para os lados de 1,5m).</p><p>Regra 11 — Tiro lateral</p><p>É realizado quando a bola sai da quadra de jogo pela linha lateral (cobrado no</p><p>local em que a bola saiu), pela linha de fundo (cobrado na interseção das linhas</p><p>lateral e de fundo) ou, ainda, quando toca o teto ou um objeto suspenso (cobrado</p><p>no local mais próximo em que a bola tocou o teto ou o objeto suspenso). Não</p><p>tem necessidade de ser autorizado pelo árbitro e o executante deve manter um</p><p>dos pés em contato com a linha lateral (sem limite de posicionamento para o</p><p>outro pé), permanecendo na posição correta até que a bola tenha saido da sua</p><p>mão. Os adversários, por sua vez, precisam manter uma distância inferior a</p><p>3 m do executante, a menos que estejam imediatamente fora da linha da sua</p><p>própria área de gol.</p><p>Regra 12 — Tiro de meta</p><p>Pode ser concedido nas seguintes situações: (1) um adversário arremessou a</p><p>bola e ela foi diretamente para fora ou foi tocada para fora pelo goleiro; (2)</p><p>um adversário invadiu a linha da área de gol; (3) o goleiro controlou a bola</p><p>dentro da sua área; (4) um adversário tocou a bola parada ou rolando dentro</p><p>da área de gol. O tiro de meta em s1 é executado pelo goleiro, sem necessidade</p><p>de autorização do árbitro, para fora e sobre a linha da área.</p><p>e) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Regra 13 — Tiro livre</p><p>É concedido quando uma das equipes viola as regras de jogo, resultando em</p><p>uma paralisação por parte do árbitro, desde que este observe com atenção uma</p><p>possivel lei da vantagem. Normalmente, é executado sem sinal de apito do</p><p>árbitro e no local onde a infração ocorreu, salvo algumas ocasiões especiais.</p><p>Um tiro livre nunca pode ser executado dentro da área de gol da própria equipe</p><p>ou dentro da linha de tiro livre da equipe adversária. Os jogadores da equipe</p><p>do executante não podem tocar nem cruzar a linha de tiro livre da equipe</p><p>adversária antes de sua execução. Caso o tiro livre tenha sido realizado com</p><p>um apito do árbitro e os jogadores tenham tocado ou cruzado a linha antes de</p><p>a bola sair da mão do executante, o árbitro deverá marcar um tiro livre para</p><p>a equipe defensora. Os adversários precisam manter uma distância de 3 m do</p><p>executante, a menos que o tiro livre esteja sendo executado dentro da própria</p><p>linha de tiro livre da equipe defensora.</p><p>Regra 14 — Tiro de 7 metros</p><p>Existem diferentes situações em que um tiro de 7 metros é concedido: quando</p><p>uma clara chance de gol for impedida 1legalmente em qualquer local da quadra;</p><p>quando houver um sinal de apito (que não seja do árbitro) em um momento</p><p>de chance clara de gol; quando houver queda de luz em uma chance clara de</p><p>gol; ou, ainda, se a equipe defensora retardar o jogo nos últimos 30 segundos,</p><p>impedindo a criação de uma possivel chance clara de gol. Esse lance deve</p><p>ser executado como um arremesso ao gol em até 3 segundos após o apito do</p><p>árbitro, devendo o executante posicionar-se atrás da respectiva linha de tiro de</p><p>7 metros, não ultrapassando 1 m desse ponto e não tocando ou ultrapassando</p><p>a linha de 7 metros até que a bola tenha saído de sua mão. Após um tiro de 7</p><p>metros, a equipe não pode tocar a bola até que ela tenha sido tocada por um</p><p>defensor ou uma baliza. Por fim, caso o goleiro ultrapasse a linha de limitação</p><p>(4m) e defenda a cobrança, o tiro de 7 metros deverá ser cobrado novamente.</p><p>Regulamentação e arbitragem ) É</p><p>Regra 15 — Instruções gerais para a execução</p><p>dos tiros (tiro de saída, tiro lateral, tiro de meta,</p><p>tiro livre e tiro de 7 metros)</p><p>As instruções para a execução de tiros envolvem o executante, seus compa-</p><p>nheiros, os defensores, o sinal do árbitro e possíveis punições:</p><p>Mm Executante — deve manter a posição correta até que a bola saia de sua</p><p>mão (um pé sempre tocando o solo, exceto em tiros de meta), não pode</p><p>tocar na bola após um tiro (a menos que ela toque na baliza ou em um</p><p>adversário), pode marcar um gol diretamente de qualquer tiro, exceto</p><p>em casos de gol contra em tiros de meta.</p><p>Mm Companheiros do executante — devem manter a posição correta até</p><p>que o tiro tenha sido executado, além de não poderem tocar na bola</p><p>durante a execução do tiro.</p><p>Mm Defensores — também devem manter suas posições corretas até que</p><p>o tiro tenha sido executado. Em casos em que a equipe infratora tem</p><p>desvantagem, os árbitros não devem corrigir o posicionamento, já que</p><p>o erro não resultou em um benefício direto para a equipe.</p><p>Mm Apito — o árbitro deve sempre apitar para reiniciar a partida em casos</p><p>de tiro de saida e tiro de 7 metros. Em tiros laterais, tiros de meta ou</p><p>tiros livres, o árbitro deve apitar para dar reinicio após um tinme-out, apos</p><p>uma interrupção sem violação, quando houver demora na execução, apos</p><p>a correção de posição e após uma advertência verbal. Entretanto, caso</p><p>Julgue necessário e apropriado, pode fazê-lo em qualquer situação de</p><p>reinicio de jogo, quando os jogadores têm até 3 segundos para colocar</p><p>a bola em jogo.</p><p>Mm Punições — normalmente estão relacionadas a posições incorretas</p><p>durante o tiro, devendo ser corrigidas pelo árbitro. Caso o tiro tenha sido</p><p>precedido por um apito, a equipe sofrerá punição em vez de o árbitro</p><p>apenas corrigir os erros e autorizar uma nova cobrança.</p><p>10) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Regra 16 — Punições disciplinares</p><p>As punições dividem-se em advertências, exclusão e desqualificação, podendo</p><p>ser dadas pelo árbitro antes, durante ou depois o jogo se o jogador tiver uma</p><p>postura inapropriada.</p><p>Advertência — punição adequada para ações ou condutas antidesporti-</p><p>vas que devam ser sancionadas progressivamente. Nesse caso, o árbitro</p><p>precisa mostrar o cartão amarelo.</p><p>Exclusão por 2 minutos — punição adequada para uma substituição</p><p>incorreta, se o jogador já havia recebido o número máximo de adver-</p><p>tências, se ignora o perigo a que expõe seu adversário ou por conduta</p><p>antidesportiva. Cada jogador pode receber até duas exclusões, sendo a</p><p>terceira uma desqualificação. Se o jogador não cumpriu todo o tempo</p><p>de exclusão e a prorrogação acaba empatada, ele não poderá cobrar</p><p>tiro de 7 metros.</p><p>Mm Desqualificação — conduta adequada para infrações e condutas anti-</p><p>desportivas graves ou extremas,</p><p>pela terceira exclusão de um jogador.</p><p>Essa punição é cobrada por um cartão vermelho. Uma desqualificação</p><p>será dada para todo o restante do tempo de jogo. Após 2 minutos, outro</p><p>jogador poderá entrar no lugar do jogador desqualificado.</p><p>Regra 17 — Árbitros</p><p>Os árbitros são os responsáveis por monitorar a conduta dos jogadores e dos</p><p>demais membros da equipe durante todo o tempo em que estiverem em quadra.</p><p>São dois árbitros com igual autoridade, auxiliados por um secretário e um</p><p>cronometrista. Eles devem inspecionar as condições da quadra, das bolas, das</p><p>balizas e suas redes, dos uniformes das equipes, além do número de atletas e</p><p>membros da comissão. Ainda, precisam assegurar o bom andamento da partida</p><p>pelo cumprimento das regras de jogo, penalizando ações que as violem. Caso</p><p>um árbitro se machuque, o outro deve conduzir a partida sozinho. Se os árbitros</p><p>marcam uma infração, mas discordam quanto à sua gravidade, prevalece a mais</p><p>pesada. Já se os árbitros discordam entre si de uma marcação, devem realizar</p><p>uma breve consulta para chegar a uma decisão conjunta. Caso não cheguem</p><p>a essa decisão, prevalece a marcação do arbitro central. Ambos os árbitros</p><p>devem controlar o tempo de jogo, o placar, as advertências, as exclusões e</p><p>as desqualificações, alêm de preencher corretamente a súmula após o jogo.</p><p>Regulamentação e arbitragem ) [mn</p><p>Regra 18 — Secretário e cronometrista</p><p>O secretário é o responsável por controlar a lista de jogadores, a entrada de</p><p>Jogadores que chegaram após a partida ter começado, a entrada de jogadores</p><p>que não estão autorizados a participar e, também, a súmula de jogo. Jã o</p><p>cronometrista deve controlar o tempo de jogo, os time-outs e os tempos de</p><p>exclusão dos jogadores. As saidas e entradas de jogadores suplentes, bem como</p><p>o número de indivíduos na área de substituição são de responsabilidade de</p><p>ambos. Na ausência de um placar eletrônico, o cronometrista precisa manter as</p><p>equipes informadas sobre o tempo de jogo, os tempos de exclusão e sinalizar</p><p>o término do período e o término da partida.</p><p>Agora que você conhece todo o conjunto de regras que compõe o handebol,</p><p>é fundamental que compreenda o gestual do árbitro para sinalizar infrações,</p><p>os tiros a serem cobrados, qual equipe tem a posse da bola e as demais cir-</p><p>cunstâncias que influenciam na condução da partida.</p><p>Mecânica de arbitragem</p><p>O árbitro esportivo é a autoridade máxima durante o jogo, cuja função consiste</p><p>em fazer com que as regras sejam cumpridas por todos os participantes e que</p><p>a disputa se realize de acordo com determinado código de ética esportivo</p><p>(RIGHETO, 2016).</p><p>Esse profissional é um dos agentes que integram uma partida de Hande-</p><p>bol, sendo responsável por aplicar todas as regras que acabamos de ver no</p><p>contexto do jogo em si. Apesar de ser uma peça fundamental no esporte,</p><p>ainda carece de maior autonomia, visto que, por exemplo, não é consultado</p><p>sobre as adaptações planejadas e empregadas em competições de categorias</p><p>menores, o que dificulta o aprendizado e a aplicação dessas adaptações na</p><p>prática (LEONARDO, 2018).</p><p>Você aprenderá agora a reconhecer a mecânica gestual de arbitragem</p><p>nas diferentes situações de jogo de handebol. Nesse sentido, é importante</p><p>identificar os gestos que o árbitro faz durante o jogo para indicar suas ações.</p><p>Invasão da área de gol — o árbitro eleva um dos braços e aponta a mão em</p><p>direção ao gol, com a palma da mão para baixo (Figura 2).</p><p>12) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>O DR</p><p>Figura 2. Gesto do árbitro para invasão da área de gol.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 64).</p><p>Duplo drible — o árbitro eleva os dois braços e movimenta-os para cima e</p><p>para baixo (Figura 3).</p><p>O DR</p><p>Figura 3. Gesto do árbitro para duplo drible.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 64).</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (13</p><p>Sobrepassos ou segurar a bola por mais de 3 segundos — o árbitro flexiona</p><p>os cotovelos e faz um movimento de giro com uma mão de frente para a outra</p><p>(Figura 4).</p><p>Figura 4. Gesto do árbitro para sobrepassos ou por segurar</p><p>a bola por mais de 3 segundos.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 64).</p><p>Deter, segurar ou empurrar — o árbitro flexiona os cotovelos, fecha as duas</p><p>mãos e posiciona uma de frente para a outra (Figura 5).</p><p>O DR</p><p>Figura 5. Gesto do árbitro para deter, segurar ou empurrar.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 65).</p><p>”.</p><p>14) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Golpear — o árbitro eleva um dos braços a 90º. Com o outro braço flexionado,</p><p>coloca a mão de frente para seu rosto e apoia sua lateral próxima ao cotovelo</p><p>oposto (Figura 6).</p><p>É D</p><p>Figura 6. Gesto do árbitro para golpear.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 65).</p><p>Falta de ataque — o árbitro eleva os dois braços acima da cabeça e posiciona</p><p>a mão fechada na palma da outra mão aberta (Figura 7).</p><p>Figura 7. Gesto do árbitro para falta de ataque.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 65).</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (15</p><p>Tiro de lateral (direção) — o árbitro eleva os dois braços a 90º com as palmas</p><p>das mãos apontando uma de frente para a outra (Figura 8).</p><p>O N</p><p>Figura 8. Gesto do árbitro para tiro de lateral.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 66).</p><p>Tiro de meta — o árbitro eleva lateralmente seu braço direito em 90º com</p><p>flexão de punho (Figura 9).</p><p>O É</p><p>Figura 9. Gesto do árbitro para tiro de meta.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 66).</p><p>16) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Tiro livre (direção) — o árbitro eleva seu braço direito em 90º com a palma</p><p>da mão voltada para dentro (Figura 10).</p><p>O N</p><p>Figura 10. Gesto do árbitro para tiro livre.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 66).</p><p>Manter a distância de 3 metros — o árbitro eleva ambos os braços em 90º com</p><p>hiperextensão de punhos e palma das mãos voltadas para a frente (Figura 11).</p><p>O N</p><p>Figura 11. Gesto do árbitro para manter a distância de 3 metros.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 66).</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (17</p><p>Jogo passivo — o árbitro eleva completamente os seus braços, com a palma</p><p>da mão direita tocando o punho esquerdo (Figura 12).</p><p>Figura 12. Gesto do árbitro para jogo passivo.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 67).</p><p>X "</p><p>Gol — o árbitro eleva seu braço direito completamente com a palma da mão</p><p>voltada para a frente (Figura 13).</p><p>:</p><p>Figura 13. Gesto do árbitro para gol.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 67).</p><p>18) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Advertência (amarelo), desqualificação (vermelho) e informação de relató-</p><p>rio escrito (azul) — o árbitro eleva completamente seu braço direito segurando</p><p>o respectivo cartão e o braço esquerdo elevado em 90º com a palma da mão</p><p>voltada para dentro (Figura 14).</p><p>Figura 14. Gesto do árbitro para advertência, des-</p><p>qualificação e informação de relatório escrito.</p><p>QL Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 67).</p><p>Exclusão (2 minutos) — o árbitro eleva completamente seu braço direito</p><p>mostrando os dedos indicador e médio com o braço esquerdo elevado em 90º</p><p>e a palma da mão voltada para dentro (Figura 15).</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (19</p><p>O DR</p><p>Figura 15. Gesto do árbitro para exclusão.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 68).</p><p>Time-out — o árbitro eleva seus braços sinalizando a letra “t” com as mãos</p><p>(Figura 16).</p><p>Figura 16. Gesto do árbitro para time-out.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 68).</p><p>20) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Permissão para duas pessoas (que estão autorizadas a participar) entrarem</p><p>na quadra de jogo durante um fime-out — o árbitro mantém seus braços</p><p>elevados em 90º e cotovelos flexionados em 90º, com as palmas das mãos</p><p>voltadas para dentro (Figura 17).</p><p>Figura 17. Gesto do árbitro para dar permissão</p><p>para duas pessoas entrarem na quadra de</p><p>jogo</p><p>durante um time-out.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 68),</p><p>Sinal de pré-passivo — o árbitro mantém seu braço direito elevado late-</p><p>ralmente em 90º e cotovelo direito flexionado em 90º, com a palma da mão</p><p>voltada para a frente (Figura 18).</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (21</p><p>á ></p><p>Figura 18. Gesto do árbitro para sinal de pré-passívo.</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol (2016, p. 69).</p><p>)</p><p>. D</p><p>Link</p><p>No link a seguir, você pode conhecer melhor a mecânica de arbitragem, identificando</p><p>cada um dos gestos descritos anteriormente com imagens.</p><p>https://goo.gl/34X1nj</p><p>”</p><p>Na prática do jogo, podemos evidenciar o gestual do árbitro em diferentes</p><p>situações. Quando ele marca um tiro livre ou um tiro lateral, indica a direção</p><p>que o tiro deve ser executado com os gestos das Figuras 10 ou 8. Se for neces-</p><p>sária a punição ao atleta que cometeu a infração no ato da marcação do tiro</p><p>livre, o árbitro deve proceder com os gestos das Figuras 14 ou 15. As demais</p><p>infrações podem ser sinalizadas com os gestos das Figuras 2, 3,4,5,6,7 e</p><p>12 e servem também como uma maneira de explicar para o atleta o motivo</p><p>da marcação da infração. Os gestos das Figuras 9, 11 e 18 são utilizados pelo</p><p>árbitro somente quando necessário, enquanto os gestos das Figuras 13, l6 e 17</p><p>serão sempre utilizados quando da ocorrência da situação à qual se referem.</p><p>22) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Agora que conhecemos todas as regras do handebol e os gestos que a</p><p>arbitragem usa para controlar e sinalizar a partida, é importante abordarmos</p><p>também peculiaridades do jogo de acordo com alguma eventual circunstância</p><p>a partir da violação de uma dessas regras do jogo, bem como a forma com</p><p>que as equipes podem ser portar para tirar vantagem ou evitar um prejuizo</p><p>nessa circunstância.</p><p>Etapas da direção do jogo de handebol</p><p>O jogo de handebol compõe-se por diferentes etapas, que refletem os momentos</p><p>de postagem defensiva, organização ofensiva e as fases de transição após um</p><p>ataque ou uma defesa. É fundamental conhecer alternativas de comportamento</p><p>da equipe nessas diferentes situações, bem como possíveis variações em</p><p>momentos de dificuldade do jogo (p. ex., quando um atleta for excluído por</p><p>um periodo de 2 minutos do jogo).</p><p>Existem basicamente duas formas de se postar defensivamente no handebol:</p><p>com marcação individual ou com marcação postada de acordo com um esquema</p><p>especifico. A marcação individual é amplamente utilizada no processo de</p><p>iniciação, pois facilita a compreensão e a dinâmica do jogo (KRAHENBUHL;</p><p>LEONARDO, 2018). À medida que o aluno assimila melhor o esporte, são</p><p>inseridos os esquemas táticos, em que ele se preocupa com a marcação do</p><p>individuo que entra em sua zona de atuação.</p><p>Do mesmo modo, existem basicamente duas formas de atacar em um jogo</p><p>de handebol: ataque em circulação, que se assemelha à marcação individual, já</p><p>que os jogadores precisam se manter em movimentação constante para buscar</p><p>espaços e oportunidades de arremessar contra a baliza adversária; e ataque</p><p>posicionado, em que o time adota um padrão tático e busca organizar jogadas</p><p>trabalhadas e ensaiadas de acordo com a disposição dos atletas na quadra.</p><p>É importante que o aluno conheça essas variações de ataque e defesa e,</p><p>também, busque aperfeiçoar situações de transição, que devem ser realizadas</p><p>em velocidade e com progressão buscando os melhores espaços da quadra</p><p>e visando à superioridade numérica no espaço-alvo da quadra. Isso facilita</p><p>bastante a construção de situações de perigo ou sua inibição por parte do</p><p>adversário.</p><p>Nesse conhecimento têcnico e tático, o aluno precisa ser capaz de assimilar</p><p>e compreender todas as normas que estruturam a partida e de que modo o</p><p>árbitro atua para aplicá-la. De nada adianta uma ótima postura defensiva se,</p><p>por exemplo, os atletas cometem muitas infrações e possibilitam ao adversário</p><p>Regulamentação e arbitragem ) (2</p><p>atacar por meio de tiros livres. Da mesma forma, uma condução de bola com</p><p>numero excessivo de passos pode arruinar uma transição rápida para o campo</p><p>de ataque e uma boa oportunidade de marcar um gol.</p><p>Ainda, a equipe deve ter a capacidade de trabalhar com um número maior</p><p>ou menor de atletas em quadra, já que se trata de uma situação frequente no</p><p>jogo, em razão da punição por alguma infração de um jogador. No caso da</p><p>defesa, é fundamental aumentar a intensidade da movimentação, já que é</p><p>preciso preencher o espaço não ocupado pelo colega que está fora da quadra.</p><p>Jàno caso do ataque, é preciso acelerar a troca de passes e buscar infiltrações,</p><p>visto que há mais espaço para atrair a marcação e buscar zonas livres de</p><p>marcação para o arremate.</p><p>Formas de trabalhar as etapas do jogo</p><p>Agora, abordaremos uma possibilidade de atividade para realizar um exercicio</p><p>focado no trabalho das etapas do jogo para uma turma de escolares que estejam</p><p>aprendendo handebol. É possível dividir a turma em duas equipes e propor</p><p>um jogo em que, em cada um dos dois periodos, as equipes deverão adotar</p><p>uma forma específica de ataque e defesa.</p><p>No primeiro período, os times só poderão atuar com marcação individual</p><p>em sua metade da quadra, enquanto o adversário deverá atacar utilizando um</p><p>ataque em circulação. Essa forma de jogo se caracteriza por ser de extrema</p><p>intensidade, sendo importante utilizar esse tipo de método de trabalho quando</p><p>os alunos estão mais descansados e têm energia para executar as funções</p><p>apropriadamente.</p><p>No segundo periodo, tanto o ataque quanto a defesa deverão atuar de</p><p>maneira postada em um esquema predefinido. Por exemplo, a defesa poderia</p><p>se postar em duas linhas, com um esquema 5-1, enquanto o ataque buscaria</p><p>romper a marcação adversária por meio de um esquema 2-4. Nas fases de</p><p>transição, é importante que os jogadores se desloquem em velocidade para</p><p>se postar dentro do esquema definido pelo professor.</p><p>Outra variação importante a trabalhar com os alunos são as situações</p><p>de vantagem /desvantagem numérica. Nesse sentido, por um curto periodo,</p><p>a equipe que defende terá um Jogador a menos do que a equipe que ataca,</p><p>alternando o aluno que se retira da quadra para que seja possivel manter a</p><p>intensidade da atividade. Esse tipo de exercicio busca recriar uma situação</p><p>comum nas partidas capaz de refletir em uma derrota ou vitória, caso a equipe</p><p>saiba se portar nesse cenário.</p><p>24) ( Regulamentação e arbitragem</p><p>Conforme você pode ver neste capítulo, existem muitas regras e sinalizações</p><p>que fazem parte da normatização do handebol, sendo importante dominá-las</p><p>para desempenhar a prática da melhor maneira possivel. Ainda, o conhecimento</p><p>das normas e das situações de jogo, que podem ser modificadas a partir de</p><p>circunstâncias de violação dessas normas de jogo, é de suma importância para</p><p>os atletas, treinadores e árbitros do esporte.</p><p>Referências</p><p>CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOL. Regras de jogo. Aracajú: CBHb, 2016.</p><p>KRAHENBUHL, T; LEONARDO L. O ensino do sistema defensivo individual no handebo!|</p><p>e suas considerações para a Iniciação esportiva. Pensar a Prática, Goiânia, v. 1,0. 21, p.</p><p>194-206, 2018.</p><p>LEONARDO, L. Lim estudo das competições de handebol de jovens do estado de São Paulo:</p><p>caracterização das adaptações competitivas e opiniões de treinadores e árbitros sobre</p><p>suas aplicações. 2018. 178 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) — Faculdade</p><p>de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2018.</p><p>RIGHETO, €. Árbitros: vilões e/ou mediadores do espetáculo? 2016, 191 f. Dissertação</p><p>(Mestrado em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual</p><p>de Campinas, Campinas, 2016,</p><p>Leituras recomendadas</p><p>LEONARDO, L; SCAGLIA, A |. Estudo sobre regulamentos no handebol de jovens:</p><p>uma análise documental sobre o uso obrigatório do sistema defensivo individual em</p><p>competições sub-12 e sub-14. Journal of Physical Education, v. 29 e2952, 2018,</p><p>MENEZES, R. P. et al. Perspectivas para</p><p>o ensino do sisterna defensivo 3:3 no Handebo|</p><p>diante de desigualdades numéricas, Conexões: Educação Física, Esporte e Saúde, v.</p><p>Bh 2017</p><p>X. A</p><p>Contexto histórico, social e</p><p>educacional do handebol!</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Relacionar o histórico do handebol e sua evolução ao longo do tempo.</p><p>E Analisar criticamente a prática do handebol na sociedade.</p><p>Nm Identíficaro papel do professor de handebol dentro do atual contexto</p><p>socioeconômico, político e cultural,</p><p>Introdução</p><p>O handebol é um esporte coletivo disputado entre duas equipes. De</p><p>origem (inglesa (handbail — hand significa mão e ball, bola), o nome já</p><p>fevela que se trata de um esporte em que a bola deve ser conduzida</p><p>unicamente com as mãos,</p><p>Comumente praticado em escolas, por compreender uma modali-</p><p>dade em que se utiliza a mesma quadra do futebol de salão (presente</p><p>Nha maioria delas), hoje o handebol é disputado entre duas equipes, cada</p><p>uma composta por sete jogadores. Porém, nem sempre foi assim. Como</p><p>outros esportes, desde o momento em que foi criado até o modo como</p><p>o conhecemos atualmente, o handebol sofreu alterações tanto em re-</p><p>lação às suas regras quanto às suas formas de jogar, Conhecer a história</p><p>do esporte e a sua evolução pode ajudá-lo a entender esse esporte da</p><p>Maneira como é praticado hoje,</p><p>Neste capítulo, você conhecerá a história do handebol, refletirá cri-</p><p>tíicamente sobre a sua prática em nossa sociedade e pensará a respeito</p><p>do papel do professor de handebol no atual contexto socioeconômico,</p><p>político e cultural,</p><p>2) [ contexto histórico, social e educacional do handebol</p><p>Histórico do handebol e sua evolução</p><p>ao longo do tempo</p><p>Hã diferentes versões em relação ao surgimento do handebol — assim como</p><p>a outros esportes —; para alguns autores, será sempre uma incógnita saber</p><p>exatamente como se deu o seu início. Alguns pesquisadores consideram que</p><p>o handebol surgiu a partir da modificação de outros esportes ou jogos, remon-</p><p>tando a muitos séculos passados, desde a criação da bola e de jogos de pontaria</p><p>com as mãos. Outros apontam a sua evolução a partir de datas comemorativas,</p><p>como o surgimento de federações e confederações, os primeiros campeonatos</p><p>e a sua inclusão como esporte olímpico.</p><p>Desde a Grécia Antiga, existem citações de um jogo praticado com bola</p><p>usando as mãos chamado “urânia”. Os romanos também praticavam um jogo</p><p>com as mãos denominado htasparton. Ainda, jogos com bola praticados para</p><p>lazer foram relatados na Idade Média. No século XIX, na Dinamarca, havia um</p><p>jogo denominado haaddbold, na Tchecoslováquia, um semelhante, chamado</p><p>hazena; na Irlanda, um com o nome de sallon; e, no Urugual, o el balón,</p><p>de Gualberto Valetta. No entanto, atribui-se os alemães como precursores</p><p>do jogo como conhecido atualmente, originado na última década do século</p><p>XX, que levava o nome de rafiball. Inicialmente, o esporte era praticado no</p><p>campo, por iniciativa do secretário da Federação Internacional de Futebol, o</p><p>alemão Hirschmann.</p><p>À Primeira Guerra Mundial (191 51918) representou um marco importante</p><p>para o desenvolvimento do esporte. O professor de ginástica Max Heiser</p><p>criou em Berlim um jogo, reformulando um esporte conhecido como torball,</p><p>para que as operárias da Fábrica Siemens praticassem ao ar livre. Quando os</p><p>homens começaram a jogá-lo, as medidas da área de jogo foram aumentadas</p><p>para o campo de futebol. Pouco tempo depois, em 1919, o esporte passou</p><p>por outra reformulação, promovida pelo professor de educação fisica alemão</p><p>Karl Schelenz. Nesse momento, o nome foi alterado para “handball”, tal</p><p>qual conhecemos hoje, embora ainda com regras diferentes, como o número</p><p>de jogadores em cada equipe (11 na época). Dessa forma, Karl Schelenz é</p><p>considerado o principal criador do handebol.</p><p>Com o passar dos anos, o esporte passou a ser difundido na Europa: ini-</p><p>cialmente na Áustria e na Suiça e, depois, na Alemanha, onde se tornou oficial</p><p>em 1920, Sete anos depois, as regras alemãs foram consideradas as oficiais no</p><p>mundo, além de ter sido solicitada a inclusão do esporte no programa olimpico,</p><p>o que se deu em 1934, por meio do Comitê Olimpico Internacional. Em 1936, o</p><p>handebol alcançou seu ápice, como um dos esportes da Olimpiada de Berlim,</p><p>Contexto histórico, social e educacional do handebol ) (s</p><p>ainda praticado no campo, e, em 1938, também na Alemanha, foi disputado</p><p>o primeiro campeonato mundial, tanto no campo quanto no salão. Em 1946,</p><p>criou-se a Federação Internacional de Handebol, com sede atualmente na Suiça.</p><p>Aos poucos, passou-se a praticar o handebol apenas no salão, em virtude,</p><p>possivelmente, do inverno europeu rigoroso, da preferência em utilizar o</p><p>campo para a prática do futebol e de uma característica fundamental no jogo</p><p>que pôde ser otimizada na quadra — a velocidade. Em 1966, suspendeu-se a</p><p>realização de campeonatos de campo.</p><p>Após um período sem participações nas Olimpiadas, o handebol voltou a</p><p>ser uma modalidade nos Jogos Olimpicos de Montreal, em 1976, com regras</p><p>reformuladas e partidas disputadas apenas em quadra.</p><p>Atualmente, os países de maior destaque no esporte em campeonatos</p><p>internacionais, com atletas em ambos os sexos de extrema qualidade, são,</p><p>entre outros: Alemanha, Rússia, Dinamarca, Sérvia e Suécia, na Europa;</p><p>República da Coreia e Japão, na Ásia; Egito e Angola, na África; Brasil e</p><p>Estados Unidos, nas Américas.</p><p>Handebol no Brasil</p><p>A história do handebol é considerada recente em nosso pais, principalmente</p><p>em comparação a outros esportes coletivos. Apesar disso, podemos perceber</p><p>sua ascensão, com um aumento vertiginoso em relação à sua prática em</p><p>escolas e clubes, além de sua consequente popularização na nossa sociedade.</p><p>Os primeiros relatos da prática de handebol no Brasil datam das décadas</p><p>de 1520 e 1930, tendo sido trazido pelos imigrantes de Israel e da Alemanha.</p><p>Emil Shemehlin pode ser considerado o principal responsável pela inserção</p><p>do handebol no país, após a Primeira Guerra Mundial, tendo em vista que as</p><p>colônias germânicas instituídas no Brasil realizavam alguns jogos entre si já</p><p>no final da década de 1920.</p><p>Na década seguinte, são várias as contribuições sobre a disseminação</p><p>do handebol no país (ARANTES, 2010). Na Revista Educação Physica, por</p><p>exemplo, a primeira referência ao esporte se deu no ano de 1938, com o artigo:</p><p>“O hand-ball — um jogo que se popularizou rapidamente”. No ano seguinte,</p><p>em 1939, outra publicação abordava o esporte com o “O hand-ball: sugestões</p><p>vindas de Portugal”, uma carta, na verdade, enviada por Acácio Rosa ao corpo</p><p>editorial da revista, com o intuito de apresentar o esporte, já muito popular em</p><p>Portugal, aos brasileiros. Nesse artigo, Acácio trata de regras básicas do jogo</p><p>e se coloca à disposição para abordar questões técnico-táticas de handebol,</p><p>conforme o interesse dos editores da revista.</p><p>1) [ contexto histórico, social e educacional do handebol</p><p>Tá em outro periódico, a Revista de Educação Fisica do Exército, as primei-</p><p>ras publicações a respeito do esporte datam do ano de 1939, com dois artigos</p><p>de mesmo titulo — “Handebol: regras” —, que abordavam mais especifica-</p><p>mente suas regras básicas, o que era ainda uma novidade para os brasileiros</p><p>naquele período. Ainda, publicou-se um terceiro artigo com o mesmo nome</p><p>e mesma temática no ano de 1941. Após um longo periodo sem publicações</p><p>sobre o esporte nesse periódico, foi publicado, em 1959, o artigo “Táticas de</p><p>andebol de salão — defesa (MENDES, 1959), com uma narrativa um pouco</p><p>mais profunda do que a promovida pelos anteriores, visto que era possível</p><p>observar uma questão técnica e tática mais especifica a respeito dos sistemas</p><p>de defesa empregados no handebol. Por fim, no ano de 1964, foi publicado</p><p>um dos mais interessantes e importantes artigos para o handebol: “Vamos</p><p>ensinar hand-ball aos soldados?” (ROCHA, 1964), com o intuito de prom</p><p>over</p><p>o esporte e torná-lo mais popular no Brasil, abordando, inclusive, algumas</p><p>questões sobre minijogos e adaptações de espaços para a prática do handebol.</p><p>Em meados de 1950, a partir da criação da Federação Paulista de Han-</p><p>debol (que já existia desde o ano de 1940), também se instituiu o handebol</p><p>de salão, com a realização do Primeiro Torneio Aberto de Handebol. Com</p><p>isso, o handebol de campo perdeu força, tendo sido realizado o seu último</p><p>campeonato na década de 1960. O Primeiro Torneio Aberto de Handebol foi</p><p>um dos eventos que impulsionaram a Confederação Brasileira de Desportos</p><p>(CBD) a criar um Departamento de Handebol, o qual seria responsável por</p><p>organizar os torneios e campeonatos nacionais da modalidade.</p><p>Alguns dos clubes brasileiros que adotaram a prática do handebol foram o</p><p>Clube Mocabi (hoje, Clube Ginástico Paulista), o Clube Germânico (Esporte</p><p>Clube Pinheiros, posteriormente) e a Associação de Cultura Física, os quais</p><p>realizavam torneios entre si, o que ajudou na disseminação e na popularização</p><p>da prática entre a população em geral na medida em que os espectadores</p><p>tinham os primeiros contatos com o esporte e passavam, dessa forma, a se</p><p>interessar em praticá-lo.</p><p>Por muitos anos, a prática do handebol limitou-se ao estado de São Paulo,</p><p>até que um professor de origem francesa, chamado Augusto Listello, apresentou</p><p>o esporte (durante um encontro internacional para profissionais da área na</p><p>cidade de Santos) a outros professores que ministravam aulas em outros estados</p><p>do Brasil, os quais, por sua vez, introduziram o esporte em suas respectivas</p><p>escolas e estados.</p><p>Contexto histórico, social e educacional do handebol ) (s</p><p>Outro importante acontecimento que auxiliou na promoção do handebol</p><p>no Brasil consistiu na sua inclusão entre as modalidades que faziam parte</p><p>dos Jogos Estudantis Brasileiros (JEB) e dos Jogos Universitários Brasileiros</p><p>(JUB). Isso se deu no ano de 1971 por uma iniciativa do Ministério da Edu-</p><p>cação (MEC), o que culminou em uma maior dissem inação do handebol pelo</p><p>país, com resultados positivos e titulos conquistados por diferentes estados.</p><p>Após os JEB de 1971, nos quais o handebol foi incluído pela primeira</p><p>vez, a CBD organizou, no estado do Rio de Janeiro, o Primeiro Campeonato</p><p>Brasileiro Juvenil de Handebol, no ano de 1973, e para ambos os sexos. Em</p><p>1974, logo em seguida, foi realizada a mesma competição na categoria de</p><p>adultos, na cidade de Fortaleza. Ainda na década de 1970, mais precisamente</p><p>em 1979, foi fundada a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb). E, um</p><p>ano depois, realizou-se a primeira edição da Taça Brasil de Clubes, na cidade</p><p>de São Paulo.</p><p>Para conhecer a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e saber mais sobre</p><p>à história do handebol, conhecer as seleções brasileiras masculina e feminina e os</p><p>campeonatos desse esporte de que 9 Brasil participa, acesse o link a seguir.</p><p>https://goo.gl/FBIBF2</p><p>A prática do handebol em nossa sociedade</p><p>Segundo a CBHb, o handebol é o esporte coletivo mais praticado nas escolas</p><p>públicas brasileiras. Isso porque se trata de uma modalidade praticada na</p><p>mesma quadra do futebol de salão, geralmente encontrada nas escolas, o</p><p>que a disseminou e tornou um dos exercicios de educação fisica da grade</p><p>curricular escolar. Além disso, o handebol envolve, em geral, gastos de baixa</p><p>complexidade e é de fácil execução e aprendizagem, podendo ser adaptado</p><p>(por exemplo, reduzindo o espaço de jogo ou aumentando ou diminuindo o</p><p>numero de jogadores).</p><p>6) [ contexto histórico, social e educacional do handebol</p><p>NX.</p><p>O custo para praticar handebol é baixo: os equipamentos necessários, por exemplo, são</p><p>uma bola € uma quadra. No entanto, às vezes não temos acesso a quadras adequadas</p><p>ou a bolas apropriadas para a prática, É importante refletir que, para a sua iniciação</p><p>esportiva, podemos fazer adaptações em relação às regras é aos equipamentos, além</p><p>de atividades lúdicas para incentivar o esporte e atividades com caráter recreativo, Se</p><p>você não puder contar com uma quadra apropriada para a prática, sem as marcações,</p><p>por exemplo, é possível fazê-las com diz.</p><p>Podemos também adaptar a bola, confeccionando-a com material reciclado, como</p><p>meias ou papéis usados amassados, Nesse caso, haverá a restrição do quique da bola,</p><p>mas podemos trabalhar diversas outras habilidades técnicas do handebol (p. ex, afinta,</p><p>O passe e o arremesso), além de desenvolver as habilidades motoras fundamentais.</p><p>”.</p><p>A prática do handebol promove diversos beneficios para o individuo e,</p><p>também, para a sociedade como um todo (ELENO; BARELA; KOKUBUN,</p><p>2002), os quais elencaremos e discutiremos a seguir:</p><p>desenvolve as habilidades motoras fundamentais;</p><p>propicia o desenvolvimento de valências fisicas;</p><p>desenvolve aspectos cognitivos;</p><p>melhora a saúde cardiorrespiratória;</p><p>desenvolve aspectos sociais.</p><p>Habilidades motoras fundamentais</p><p>O handebol é uma modalidade extremamente dinâmica, capaz de desenvolver</p><p>habilidades motoras básicas, como correr, saltar e arremessar, importantes</p><p>para o ser humano quando da formação das habilidades motoras especificas</p><p>e do desenvolvimento de gestos mais precisos posteriormente.</p><p>Valências físicas</p><p>Durante o jogo, desenvolvemos valências físicas, como a lateralidade, a agi-</p><p>lidade, a flexibilidade e a força.</p><p>Contexto histórico, social e educacional do handebol ) [7</p><p>Aspectos cognitivos</p><p>Além dos aspectos motores e físicos, o handebol desenvolve aspectos cog-</p><p>nitivos, como tomar decisões, resolver problemas, lidar com a derrota e a</p><p>vitória e o raciocinio.</p><p>Saúde cardiorrespiratória</p><p>A prática do handebol envolve um esforço físico de alta intensidade e, geral-</p><p>mente, com uma curta duração, utilizando o metabolismo anaeróbico, o que</p><p>pode auxiliar na redução e manutenção do peso.</p><p>Aspectos sociais</p><p>Uma das caracteristicas diferenciadas do handebol em comparação a outros</p><p>esportes coletivos refere-se às probabilidades reais de participação de todos</p><p>os jogadores na maior parte do jogo. Isso faz com que o handebol seja um</p><p>esporte que desenvolve a cooperação, a socialização e a inclusão dos individuos.</p><p>Observado do ponto de vista pedagógico, o handebol deve ser desenvolvido</p><p>com a finalidade de educar, buscando o desenvolvimento das individualidades,</p><p>da cidadania e da integração social.</p><p>Como podemos observar em relação aos beneficios citados, o handebol é um</p><p>componente educativo no processo de aprendizagem do individuo e interfere</p><p>em suas habilidades motoras, valências físicas e aspectos cognitivos (SERRA,</p><p>2017). Esse alcance pode ser explorado pelos professores, pois a Educação</p><p>Física é uma matéria escolar que tem a função de promover habilidades mo-</p><p>toras, mas, também, aspectos psicossociais e culturais. Assim, o papel desses</p><p>profissionais nesse contexto é fundamental para a formação individual dentro</p><p>do atual contexto socioeconômico, político e cultural, tema abordado a seguir.</p><p>O papel do professor de handebol dentro do atual</p><p>contexto socioeconômico, político e cultural</p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) norteiam a maneira como as</p><p>aulas, de qualquer disciplina, são ministradas nas escolas do Brasil. De acordo</p><p>com esses parâmetro,</p><p>e) [ contexto histórico, social e educacional do handebol</p><p>[...] trabalhar com a cultura corporal para o pleno exercício da cidadania. O</p><p>esporte sendo um dos conteúdos da cultura corporal deve exercer tal função</p><p>contribuindo para a adoção de uma postura não preconceituosa e discrimi-</p><p>natória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos</p><p>€ sociais e às pessoas que dele fazem parte [...] (LOPES; MACHADO, 2010,</p><p>p. OD.</p><p>A prática esportiva pode ser utilizada como uma importante ferramenta</p><p>para buscar o desenvolvimento dos alunos, além de capacitá-los para lidar</p><p>com desejos e expectativas de terceiros e próprios. Além disso, trabalha ha-</p><p>bilidades fisicas, aspectos técnicos, capacidades psicocognitivas</p><p>e habilidades</p><p>sociais, que refletir não somente no âmbito esportivo da vida dos individuos,</p><p>mas também em sua vida pessoal e no seu desenvolvimento como sujeitos</p><p>na sociedade.</p><p>Link</p><p>Nolink a seguir, está disponibilizada uma entrevista realizada pelo canal Futura com o</p><p>ex-atleta de handebol e secretário do Esporte e Lazer do município de Niterói, no Rio de</p><p>Janeiro, Bruno Souza, a respeito de diversos aspectos da prática do handebol no Brasil:</p><p>https://goo.gl/NdfrQc</p><p>A importância do professor de Educação Física</p><p>Em virtude do cenário brasileiro conhecido hoje, de pouco incentivo financeiro</p><p>para o esporte, políticas públicas pobres na área da Educação Fisica e incenti-</p><p>vos maiores para determinados esportes coletivos em detrimento de outros, é</p><p>muito importante que o professor de Educação Fisica consiga ministrar com</p><p>propriedade aulas que envolvam handebol, um esporte com grande potencial</p><p>para os alunos sem envolver um grande custo para o Estado.</p><p>Nesse sentido, enquanto o cenário político e, principalmente, cultural não</p><p>mudar, é fundamental que os professores diversifiquem as atividades propostas</p><p>nas aulas e busquem, dentro das limitações que conhecemos nas escolas brasi-</p><p>leiras, principalmente as públicas, inserir outros esportes e engajar os alunos</p><p>em várias atividades. Assim, o handebol pode ser muito mais explorado, já</p><p>que se trata de um jogo simples, que exige pouco material e que, ainda, pode</p><p>Contexto histórico, social e educacional do handebol ) É</p><p>trabalhar aspectos fundamentais na construção do caráter dos alunos, como</p><p>a cooperação e a comunicação em grupo.</p><p>Neste capítulo, você pôde aprender um pouco mais sobre o surgimento</p><p>do handebol até que se estabilizasse como a prática esportiva de hoje. Além</p><p>disso, conseguiu observar fatores e eventos importantes sobre o surgimento</p><p>dessa prática no Brasil, bem como sua evolução até os dias atuais, momento</p><p>em que compreende um esporte comumente trabalhado nas escolas do país.</p><p>Nesse sentido, o handebol tem se mostrado uma prática muito relevante para</p><p>trabalhar tanto aspectos físicos quanto cognitivos/sociais dos alunos, contexto</p><p>no qual o professor exerce um papel fundamental como agente que planeja,</p><p>motiva e influencia os alunos a se engajarem.</p><p>Referências</p><p>ARANTES, G. VA história do handebol em Minas Gerais, 2010. 55 Tf. Moncegrafia (Licenciatura</p><p>em Educação Física) — Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional,</p><p>Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.</p><p>ELENO, T. G.; BARELA, J. A; KOKUBUN, E. Tipos de esforço e qualidades físicas no han-</p><p>debol, Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 24, n. 1, p. 83-98, set. 2002,</p><p>HANDEBOL: regras. Revista de Educação Física, Rio de Janeiro, ano VII, n. 46, p. 32-33,</p><p>Gu, TESE</p><p>HANDEBOL: regras. Revista de Educação Física, Rio de Janeiro, ano VII, n. 47, p. 39-40,</p><p>dez, 1939,</p><p>HANDEBOL: regras. Revista de Educação Física, Rio de Janeiro, ano X, n. 48, p. 37-38,</p><p>sem 1945),</p><p>MENDES, L. B. Táticas de andebol de salão: defesa. Revista de Educação Física do Exército,</p><p>Rio de Janeiro, n. 91, p. 10-12, 1959.</p><p>O "HAND BALL" um jogo novo que se popularizou rapidamente, Educação Physica, Rio</p><p>de Janeiro, n. 15, p. 23-74, fev. 1938.</p><p>ROCHA, V. L. Vamos ensinar hand-ball aos soldados? Revista de Educação Física do</p><p>Exército, Rio de Janeiro, n. 53, p. 35-36, 1964,</p><p>ROSA, A. O hand-ball: sugestões vindas de Portugal. Educação Física, Rio de Janeiro,</p><p>n. 35, p. D4-55, out. 1939,</p><p>SERBA, R. A. O handebol como prática social no ambiente escolar. Int SEMINÁRIO IN-</p><p>TERNACIONAL DE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, SUBJETIVIDADE E EDUCAÇÃO, 4, 2017,</p><p>Curitiba; SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE, 6., 2017,</p><p>Curitiba. Anais... Curitiba: [s.6.], 2017,</p><p>10) ( contexto histórico, social e educacional do handebol</p><p>Leituras recomendadas</p><p>CALLEGÁAR], E. R. Capacitação de treinadores no handebol brasileiro: a complexidade como</p><p>alternativa de superação do modelo técnico-linear. 2002, 81 1. Dissertação (Mestrado</p><p>em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de</p><p>Uberlândia, Uberlândia, 2002,</p><p>CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOL. Site. [2018]. Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2018,</p><p>e ”.</p><p>a ele, o professor pode</p><p>Sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação nojogo ) (o</p><p>incluir o aprendizado de sistemas de jogo mais complexos (MENEZES; REIS;</p><p>TOURINHO FILHO, 2015).</p><p>A importância da variação durante as aulas e de respeitar o momento certo</p><p>para inclusão de novos sistemas de jogo, tanto ofensivos quanto defensivos,</p><p>deve ser considerada constantemente pelo professor. Ampliar o repertório de</p><p>respostas ofensivas e defensivas, quando há superioridade numérica, igualdade</p><p>ou inferioridade e propiciar a vivência de todas as posições de jogo durante</p><p>o aprendizado no handebol auxiliarão a formação de um aluno competente</p><p>taticamente.</p><p>Nas categorias mirim e infantil, é consenso, inclusive nos regulamentos</p><p>de competições, que seja adotada a marcação individual em toda quadra, em</p><p>meia-quadra ou por aproximação, ou duplas linhas de defesa. Já para categoria</p><p>cadete, inclui-se a utilização de sistemas defensivos mistos ou combinados,</p><p>com marcação por zona e individual. Essa modificação no tipo de sistema</p><p>defensivo adotado deve-se ao fato de que ocorrem modificações no jogo</p><p>quanto à velocidade com o passar dos anos. O jogo se torna mais veloz e ha</p><p>a necessidade de pressionar os atacantes. Sendo assim, uma marcação direta</p><p>do atacante é necessária em alguns momentos, o que também auxiliará para</p><p>que táticas individuais sejam desenvolvidas. Os atacantes devem buscar o</p><p>desmarque, por meio da finta, do drible ou do passe, enquanto que os defensores</p><p>devem buscar recuperar a bola, o que auxiliará futuramente na elaboração dos</p><p>sistemas defensivos zonais (MENEZES, 2010).</p><p>Fique atento</p><p>A relevância do sistema defensivo individual para o aprendizado do sistema defensivo</p><p>ZONal deve-se:</p><p>MN aofato de que cada aluno aprende a ter responsabilidade na marcação direta de</p><p>seuoponente, estando com ou sem a bola. Essa responsabilidade será importante</p><p>para que, posteriormente, o aluno saiba fazer a marcação de acordo com a zona</p><p>em que ele está posicionado.</p><p>MN ao fato de que o defensor aprende a se posicionar de forma próxima ao atacante</p><p>& a dificultar suas ações.</p><p>NE aoaprendizado da noção de espaço, pois, atodo o momento, o defensor segue o</p><p>atacante para impedir a sua aproximação à meta.</p><p>NH ao desenvolvimento de estratégias táticas por meio da observação direta do</p><p>atacante.</p><p>E A</p><p>10) (sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>As principais diferenças entre os conteúdos que serão ensinados para os</p><p>alunos de acordo com a sua idade e/ou nivel de habilidade são a velocidade, as</p><p>técnicas de intervenção, as interações e a automatização das táticas. Em geral,</p><p>os sistemas ofensivos e defensivos são semelhantes para todas as idades, e o</p><p>que muda é a complexidade das situações-problema que emergem da prática.</p><p>Na fase de formação no handebol, é essencial que os jogadores saibam</p><p>adotar posturas ofensivas, defensivas e antecipativas, entendendo a diferença</p><p>entre elas e quando cada uma é a ideal na defesa e no ataque. Estimular os</p><p>jogadores a jogar de diferentes formas e incentivá-lo a modificar sua postura</p><p>de acordo com a observação do comportamento do atacante faz parte da</p><p>iniciação aos sistemas ofensivos e defensivos.</p><p>Aulas motivantes, baseadas na resolução de situações-problema, especial-</p><p>mente para adolescentes que tendem a perder o interesse pela prática esportiva</p><p>se a mesma não for engajadora e desafiante, auxiliarão os alunos a tomarem</p><p>a decisão adequada quanto à utilização dos sistemas e a modificar a postura</p><p>durante o jogo. Enfatizar o “quando” e o “porquê” fazer, ao invés de enfatizar</p><p>apenas o “como” fazer, geralmente estimulado por aulas embasadas no metodo</p><p>parcial, envolvem a ideia de que as atividades propostas devem ser sempre</p><p>contextualizados ao jogo (MENEZES, 2010).</p><p>12) [sistemas ofensivos e defensivos e sua aplicação no jogo</p><p>MENEZES, R. P.. O ensino dos sistemas defensivos do handebol: considerações me-</p><p>todológicas acerca da categoria cadete. Revista Pensar a Prática Goiânia, v. 13,0. 1, p.</p><p>1-15, jan./abr. 2010,</p><p>MENEZES, R. P; REIS, H. H. B; MORATO, M. P. Handebol, seu cenário imprevisível e os</p><p>métodos de ensino-aprendizagem-treinamento. Revista de Ciencias det Deporte, Mérida,</p><p>v. 12,n.2,p. 165-176, 2016,</p><p>MENEZES, E. P; REIS, H. H. B; TOURINHO FILHO, H. Ensino-aprendizagem-treinamento</p><p>dos elementos técnicotáticos defensivos individuais do handebol nas categorias</p><p>Infantil, cadete e juvenil. Movimento, Porto Alegre, v. 21, n. 1, p. 2681-273, jan./mar. 2015.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>CORDEIRO, V. H; LEVANDOSK|, &. Handebol na escola: uma análise do conhecimento</p><p>de estudantes no ensino médio. Horizontes: Revista de Educação, Dourados, v. 4,n. 8,</p><p>p. 33-42, jul./dez. 2016,</p><p>MENEZES, R. P. et al. Perspectivas para o ensino do sistema defensivo 3:3 no hande-</p><p>bol diante de desigualdades numéricas. Conexões: Educação Física, Esporte e Saúde,</p><p>Campinas, v. 15,1. 1, p. 13-33, jan./mar. 2017.</p><p>TELES, N; VOLOSSOVITCH, A. Influência das variáveis contextuais no desempenho das</p><p>equipes nos últimos 10 minutos do jogo de handebol, Revista Brasileira de Educação</p><p>Física e Esporte, São Paulo, v. 29 n. 2, 5. 177-187, abr.fun. 2015,</p><p>Fundamentos: recepção</p><p>de bola, drible, passes,</p><p>arremessos e fintas</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ac final deste texto, você deve apresentar os sequintes aprendizados:</p><p>NH Reconhecer a importância do treinamento dos fundamentos básicos</p><p>como um meio de integração social, cultural e esportiva.</p><p>E Desenvolver aspectos psicomotores concomitantemente ao apren-</p><p>dizado dos fundamentos do handebol,</p><p>E ldentíficaros fundamentos do handebol e seus elementos constitutivos,</p><p>Introdução</p><p>O handebol é um esporte que exige tanto capacidades físicas gerais,</p><p>como saltar, correr e arremessar, quanto a capacidade de executar gestos</p><p>específicos dessa prática, Para o ensino do handebol, é importante que</p><p>o professor consiga transmítir os conceitos e fundamentos básicos da</p><p>modalidade e, talvez ainda mais fundamental, que procure obter outros</p><p>benefícios oriundos do aprendizado de uma prática esportiva com um</p><p>público que está iniciando ou com alunos inserídos no âmbito escolar.</p><p>O professor não deve deter-se somente ao ensino técnico ou tático do</p><p>handebol, mas sim aos diversos elementos que com póem o cotidiano do</p><p>indivíduo, como aspectos socioeducativos, culturais, relativos ao caráter e</p><p>ao comportamento, além da aquisição de novos hábitos e de um estilo de</p><p>vída mais ativo, estabelecendo, assim, relações entre as aulas e o contexto</p><p>social e pessoal em que os alunos estão Ínserídos,</p><p>2) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>Neste capítulo, você compreenderá a importância do treinamento</p><p>dos fundamentos básicos como um meio de integração social, cultural</p><p>e esportiva, conservando a saúde e fortalecendo a vontade para adquirir</p><p>novas atitudes e estímulos para uma vivência harmoniosa, desenvolver</p><p>aspectos psicometores concomitantemente ao aprendizado dos funda-</p><p>mentos do handebol e conhecer os fundamentos do handebol e seus</p><p>elementos constitutivos.</p><p>Importância do treinamento dos</p><p>fundamentos do handebol</p><p>A importância do esporte como fenômeno sociocultural cresceu nos últimos</p><p>anos. Além de compreender uma prática voltada para o desenvolvimento</p><p>físico e a saúde, atualmente o esporte é visto como um meio de integração</p><p>social e cultural, que auxilia na construção de identidades nacionais. À prática</p><p>do handebol tem importante influência na vida dos seus praticantes, estando</p><p>ligada à construção do caráter e à melhora de aspectos como saúde e estética,</p><p>socialização, lazer, profissão e educação.</p><p>Togar handebol implica a troca de informações continuas e o relacionamento</p><p>interpessoal, pois o jogador a todo momento se relaciona com seus compa-</p><p>nheiros de equipe e os adversários. A busca da integração social é constante</p><p>durante o jogo, o que propicia o estabelecimento de redes de relacionamento</p><p>entre os alunos.</p><p>No âmbito esportivo, podemos assumir diferentes papéis — de atleta,</p><p>torcedor, técnico, árbitro ou dirigente, etc. —, todos envolvendo o conheci-</p><p>mento do esporte e a sua prática, no ensino, na vivência, na aprendizagem</p><p>ou no treinamento. No papel de professor, temos o poder de ampliar a visão</p><p>do handebol para além da questão física, estimular novas atitudes, valores e</p><p>modos de comportamento e uma vivência harmoniosa entre as pessoas, valo-</p><p>rizando o handebol e suas vertentes socioculturais (MACHADO; GALATTI;</p><p>PAES, 2014).</p><p>Papel socioeducativo do handebol</p><p>Ensinar os fundamentos do handebol para além da sua prática motora e da</p><p>automatização dos movimentos é ter em mente o papel socioeducativo do</p><p>esporte. Sua esfera histórico-cultural, o ensino de valores, a ética, o respeito</p><p>Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arremessos e fintas (s</p><p>e o papel da midia constituem algumas das questões que englobam o ensino</p><p>do handebol considerando o seu papel socioeducativo.</p><p>Para pessoas em situação de vulnerabilidade social, o handebol pode</p><p>se tornar uma ferramenta para complementar o que é aprendido nas outras</p><p>disciplinas na escola e trabalhar questões importantes muitas vezes não de-</p><p>senvolvidas na familia, como a ética, o respeito e a empatia. Além disso, pode</p><p>representar uma ocupação do tempo livre e minimizar a exposição a situações</p><p>de risco. Há muitos projetos sociais com esse intuito, buscando no esporte o</p><p>regaste da cidadania de pessoas em vulnerabilidade social.</p><p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) são diretrizes elaboradas pelo governo</p><p>federal com o objetivo de orientar os educadores por meio da normatização dos</p><p>aspectos fundamentais relativos a cada disciplina. Todos os PCN têm uma meta em</p><p>comum: garantir aos alunos o direito a usufruir dos conhecimentos necessários para</p><p>o exercício da cidadania. Os PCN de Educação Física apontam como princípios norte-</p><p>adores para os professores a diversidade, a inclusão, a integração e o convívio social,</p><p>mostrando aimportância dos esportes e das práticas corporais para além das questões</p><p>físicas. Você pode saber mais sobre os PCN e o papel dia Educação Física na integração</p><p>social dos alunos no site do Ministério da Educação, pelos links:</p><p>https://goo.gl/HhFgOX</p><p>https://goo.gl/qlSb</p><p>Os seguintes conteúdos podem ser elencados para trabalhar nas aulas de</p><p>handebol em conjunto com o ensino dos fundamentos e conhecer o seu papel</p><p>socioeducativo (MACHADO; GAL ATTI; PAES, 2015):</p><p>Mm Ética — princípios, valores e modos de comportamento; pelo jogo de</p><p>handebol, podemos ensinar os alunos a respeitarem as regras do jogo, não</p><p>trapacearem e a falarem a verdade sempre. É preciso estimular os alunos</p><p>a falarem quando existe uma falta, mesmo que o próprio aluno a tenha</p><p>cometido, respeitando os colegas de turma e o professor acima de tudo.</p><p>O professor deve ressaltar e valorizar quando os alunos agem eticamente,</p><p>por exemplo quanto ao fato de querer ter vantagens com o jogo desleal.</p><p>1) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>Nm Empatia — troca de papéis; podemos estimular os alunos a colocarem -</p><p>-se no lugar do outro durante a aula. Por exemplo, em uma situação</p><p>de infração, pedir calma e mostrar que, ao agir com violência, o aluno</p><p>pode ferir o colega, situação pela qual não gostaria de passar se fosse</p><p>o contrário. Ainda, podemos eleger um aluno durante o jogo para ser</p><p>o árbitro da partida, a fim de que vivencie esse outro papel.</p><p>Nm Participação, inclusão, diversificação e autonomia — durante as</p><p>aulas, como professores ou treinadores, temos o dever de incluir todos</p><p>os alunos, desde os menos até os mais habilidosos. Formar equipes</p><p>com diferentes níveis de habilidade, de ambos os sexos, incluir quem</p><p>apresenta alguma limitação e estimular a autonomia dos alunos são</p><p>indispensáveis quando queremos ensinar o papel socioeducativo do</p><p>handebol.</p><p>Nm Relaçõesinterpessoais — precisamos construir um ambiente favorável</p><p>para o desenvolvimento das relações entre os alunos, para o autoconhe-</p><p>cimento e para uma relação harmoniosa na turma. Deve-se ressaltar</p><p>que o colega que estã em uma equipe adversária a nossa não é nosso</p><p>inimigo. Para 1sso, o professor pode variar a formação das equipes a</p><p>cada aula, para que todos joguem com todos, em várias posições de</p><p>jogo, especialmente na iniciação esportiva.</p><p>Nm Relações entre o que acontece na aula com a vida — é importante</p><p>incluir o aluno no contexto social e mostrar que o que ocorre na aula</p><p>se relaciona com o que acontece na sua comunidade. Falar sobre a</p><p>corrupção na política, por exemplo, pode ser um assunto interessante</p><p>no ensino no handebol. Mostrar que trapacear no jogo também repre-</p><p>sentar uma forma de corrupção pode fazer os alunos pensarem para</p><p>além do esporte.</p><p>Existem muitos projetos sociais no Brasil que buscam alcançar os bene-</p><p>fícios sociais, éticos, cognitivos, psicológicos e fisicos que o esporte pode</p><p>proporcionar, inclusive em relação ao handebol, normalmente aplicados em</p><p>comunidades, cidades ou bairros das cidades em condição de vulnerabilidade</p><p>social, ou seja, locais em que os sujeitos estejam inseridos em um contexto em</p><p>que não haja acesso a boas condições para a prática esportiva, instituições de</p><p>ensino, organizações culturais ou centros de saúde. Existem questões em geral</p><p>incluídas em projetos sociais que envolvam o esporte, como a assiduidade na</p><p>escola, o incentivo ao respeito aos colegas e aos professores, a obtenção de</p><p>boas notas e a intolerância quanto a episódios de violência.</p><p>Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arremessos e fintas (s</p><p>SN</p><p>Saiba mais</p><p>A Confederação Brasileira de Handebol conduz um projeto social já bastante sólido em</p><p>diversos centros pelo Brasil, chamado "MiniHand”, que condiciona a participação dos</p><p>alunos à frequência escolar e no qual os alunos não pagam qualquertipo de taxa para</p><p>praticar o esporte. Cada centro atende até 150 crianças em turnos alternados com as</p><p>aulas, para que não haja prejuízo na vída acadêmica dos alunos. Hoje, o projeto conta</p><p>com o auxílio do Comitê Olímpico Brasileiro, do Ministério do Esporte, dos Correios</p><p>e do Banco do Brasil. Mais detalhes sobre o projeto podem ser encontrados no linka</p><p>seguir, extraído do site da própria confederação.</p><p>https://goo.gl/W1Z8zY</p><p>Ágora que você compreendeu a importância do treinamento dos funda-</p><p>mentos básicos como um meio de integração social, cultural e esportiva,</p><p>conservando a saúde e fortalecendo a vontade para adquirir novas atitudes</p><p>e estimulos para uma vivência harmoniosa, falaremos a seguir sobre como</p><p>desenvolver aspectos psicomotores concomitantemente ao aprendizado dos</p><p>fundamentos do handebol.</p><p>Aspectos psicomotores x</p><p>fundamentos do handebol</p><p>Deve-se direcionar a iniciação ao esporte principalmente ao desenvolvimento</p><p>motor dos alunos, o qual engloba aspectos psicomotores, afetivos e cognitivos.</p><p>É importante considerá-lo o objetivo principal, pois pessoas bem desenvolvidas</p><p>motoramente tendem a apresentar um melhor desenvolvimento em habilidades</p><p>motoras especializadas, como a execução dos fundamentos específicos do</p><p>handebol. Além disso, quando nos preocupamos com a base do desenvolvimento</p><p>motor, como os aspectos psicomotores na iniciação esportiva do handebol,</p><p>desenvolvemos alunos com aptidão fisica para outros esportes, visto os muitos</p><p>fundamentos semelhantes entre eles, além de poderem desenvolver um bom</p><p>repertório motor, o que facilitará a sua aprendizagem (TOLDO, 2015).</p><p>Para uma boa execução dos fundamentos, é necessário o desenvolvimento</p><p>das capacidades psicomotoras. Conhecer as fases e os elementos básicos do</p><p>desenvolvimento é importante para que o professor de Educação Fisica propicie</p><p>6) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>aos alunos atividades, como brincadeiras e jogos, direcionadas para sua idade</p><p>e a fase do seu desenvolvimento</p><p>psicomotor.</p><p>As capacidades psicomotoras dependem do desenvolvimento de alguns</p><p>elementos básicos do desenvolvimento motor, como a motricidade fina, a</p><p>motricidade global, o equilibrio, a organização espacial e temporal, a la-</p><p>teralidade, ete. (WEISS; ZAREMBA, 2014). À seguir, abordaremos cada</p><p>um desses elementos e exemplificaremos como eles se relacionam com os</p><p>fundamentos do handebol.</p><p>Motricidade fina</p><p>A motricidade fina está relacionada à destreza manual ou pedal para realizar</p><p>atividades que envolvam, respectivamente, mãos e pés. Os movimentos finos</p><p>são importantes para a criança, pois estão associados ao desenvolvimento da</p><p>escrita, a usar uma tesoura, etc. Nos esportes, esses aspectos também são</p><p>fundamentais, pois muitos deles envolvem o manuseio de objetos (p. ex., a bola).</p><p>A motricidade fina está relacionada especialmente ao fundamento da empunhadura.</p><p>Atividades que envolvam segurar a bola, estimulando 6 uso das duas mãos, são</p><p>interessantes para o desenvolvimento da motricidade fina e auxiliarão para uma boa</p><p>empunhadura da bola. Sugere-se na iniciação do handebol o emprego de diferentes</p><p>objetos com diferentes tamanhos e texturas em atividades que exijam que o aluno os</p><p>conduzam, os passem para um colega ou os arremessem em um alvo, o que também</p><p>auxiliará no desenvolvimento da motricidade global, assunto comentado a seguir.</p><p>x. ”.</p><p>Motricidade global</p><p>Tem relação estreita com o controle e a contração dos grandes grupamentos</p><p>musculares, responsáveis por realizar movimentos mais amplos do nosso</p><p>corpo no espaço. Essa capacidade psicomotora é responsável por padrões de</p><p>movimento básicos, como engatinhar, saltar, correr, pular, empurrar e puxar,</p><p>diretamente associados aos esportes, inclusive o handebol, em que os atletas</p><p>precisam ter boa aptidão física e bom desenvolvimento dos elementos em</p><p>destaque.</p><p>Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arremessos e fintas [7</p><p>SN</p><p>Exemplo</p><p>Entre os fundamentos com maior relação com a motricidade global, podemos citar o</p><p>arremesso, em que o atleta muitas vezes precisa saltar e realizar movimentos complexos</p><p>simultaneamente. Também destaca-se o drible, já que o aluno precisa se deslocar em</p><p>velocidade para vencer o marcador no confronto individual. Na iniciação, é possível</p><p>recomendar atividades elementares que envolvam esses gestos básicos, com atividades</p><p>lúdicas que propiciem um maior nível de motivação para a prática.</p><p>Equilíbrio</p><p>Refere-se à capacidade de o sistema de controle motor gerar estabilidade cor-</p><p>poral para que o individuo consiga realizar determinados gestos sem prejuizo.</p><p>Diversos sistemas do corpo humano (vestibular, proprioceptivo, etc.) atuam</p><p>em conjunto para prover informações e manter o 1ndiv iduo equilibrado, tanto</p><p>em ações estáticas quanto dinâmicas.</p><p>Exemplo</p><p>O equilíbrio tem relação com diferentes aspectos do jogo de handebo|, como as fintas</p><p>& a recepção, já que o aluno precisa de uma condição corporal estável para realizá-los.</p><p>Para poder trabalhar esse aspecto psicomeotor, é necessário promover justamente o</p><p>contrário: instabilidade. O aluno deve ser capaz de responder às condições adversas de</p><p>equilíbrio, partindo de situações menos desafiantes para mais desafiantes, a fim de que,</p><p>futuramente, consiga responder de maneira mais equilibrada em diferentes ocasiões,</p><p>À ”.</p><p>Organização espacial e temporal</p><p>Também chamada de organização espaço-temporal, reflete a capacidade de</p><p>um individuo em situar-se em relação a outros individuos, outros objetos ou,</p><p>ainda, seu próprio corpo. Isso inclui a noção de distância, noção de altura,</p><p>noção de tempo ou de posição (direita e esquerda, em cima e embaixo e à frente</p><p>OU atrás), ou seja, compreende a relação do corpo da criança com o meio em</p><p>que está inserida e os demais agentes com quem ela interage.</p><p>e) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>À organização espaço-temporal tem relação muito próxima com os sistemas táticos</p><p>(posicionamentos ofensivo e defensivo) e o fundamento do passe, já que, para esses</p><p>aspectos, é fundamental que o indivíduo consiga calcular mentalmente o espaço e o</p><p>tempo necessários para realizar, por exemplo, um lançamento ou uma cobertura na</p><p>Marcação. Uma maneira interessante de estimular esse aspecto psicomotor consiste em</p><p>realizar exercícios com espaço reduzido e aumentando gradualmente essa proporção,</p><p>o que facilita a assimilação do aluno do espaço que dispõe para o jogo, bem como o</p><p>tempo que leva para que as ações ocorram.</p><p>Lateralidade</p><p>Trata-se da predisposição a utilizar de modo dominante um dos lados do</p><p>corpo para executar tarefas cotidianas, esportivas ou especializadas. Existem</p><p>individuos com dominância do lado direito do corpo (destros), do lado esquerdo</p><p>do corpo (canhotos) e sem dominância especifica de um dos lados do corpo</p><p>(ambidestros). À lateralidade é um reflexo do nivel de atividade de um dos</p><p>hemisférios do nosso cérebro nos membros responsáveis por realizar os movi-</p><p>mentos, processo que pode ser diretamente influenciado pela carga genética.</p><p>SS</p><p>Exemplo</p><p>Á lateralidade influenciarátodos os gestos do jogo — dribles, fintas, passes, arremessos</p><p>e recepções. Na maior parte das ações do jogo, os alunos optarão por realizar os gestos</p><p>comosseus membros dominantes, já que apresentam maior destreza e capacidade com</p><p>esse lado do corpo. Entretanto, é importante estimulá-los a trabalharem também com</p><p>Oo lado não dominante, já que em determinados momentos da partida será necessário</p><p>realizar os gestos com esse lado do corpo. Para Isso, há exercícios simples: trata-se dos</p><p>mesmos exercícios que podem ser utilizados para trabalhar os fundamentos básicos</p><p>do handebol, entretanto realizados com o lado não dominante.</p><p>De acordo com os aspectos psicomotores que podem ser trabalhados com</p><p>as aulas de handebol na Educação Fisica, podemos incorporar o trabalho es-</p><p>pecifico dos fundamentos da modalidade, para o qual, entretanto, precisamos</p><p>Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arreressos e fintas) (s</p><p>compreender cada um dos fundamentos e as suas caracteristicas específicas</p><p>dentro do jogo.</p><p>Fundamentos do handebol e</p><p>seus elementos constitutivos</p><p>Os esportes são regidos por um conjunto técnico de gestos, considerados</p><p>fundamentais para o jogo e que contêm caracteristicas próprias para que</p><p>sejam considerados adequados, além de variações de um mesmo fundamento.</p><p>Ainda, pode-se descrever um movimento especifico de um fundamento bio-</p><p>mecanicamente para avaliar se está sendo executado corretamente e quais</p><p>são suas características (REIS, 2006). Entre os fundamentos do handebol,</p><p>podemos citar a recepção de bola, o drible, o passe, o arremesso, a finta e a</p><p>empunhadura, conceituados individualmente, com variações (quando aplicável)</p><p>e caracteristicas particulares.</p><p>Recepção de bola</p><p>A recepção consiste no ato de receber e dominar a bola com as mãos após</p><p>um passe de um companheiro de time. O gesto deve ser realizado com as</p><p>mãos alinhadas e ligeiramente curvadas para encaixar a bola na palma da</p><p>mão (concavidade), além de um pequeno afastamento entre dedos e cotovelos</p><p>levemente flexionados. Atletas ou alunos com maior facilidade nesse funda-</p><p>mento costumam executá-lo com uma única mão, para dar maior dinâmica às</p><p>jogadas. Assim como os passes, esse fundamento é executado principalmente</p><p>pelos armadores (HESPANHOL JUNIOR, 2012), jogadores responsáveis por</p><p>arquitetar o modo como as jogadas são construídas pela equipe.</p><p>À recepção pode ainda ser classificada em três categorias distintas, de</p><p>acordo com a altura em que o passe foi realizado: recepção alta, em que a</p><p>bola é lançada acima de linha do ombro; recepção média, em que a bola é</p><p>lançada na linha do peito; e recepção baixa, em que a bola é lançada próxima</p><p>à linha do quadril.</p><p>Drible</p><p>Gesto técnico do handebol, consiste em quicar a bola, estando o atleta parado</p><p>ou em movimento. À mão do jogador deve estar posicionada</p><p>acima da bola</p><p>enquanto realiza o drible, e os deslocamentos progressivos devem priorizar</p><p>10) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>a posição da bola na lateral do braço que executa o drible, levemente à frente</p><p>do corpo.</p><p>O drible é um dos fundamentos ofensivos mais importantes, já que pos-</p><p>sibilita desorganizar o sistema defensivo adversário por uma vitória pessoal.</p><p>O jogador tem a possibilidade de avançar em quadra mantendo a posse de</p><p>bola e abrindo espaços a partir de movimentos de cobertura dos adversários.</p><p>O drible também é uma forma de viabilizar uma posição ou uma condição de</p><p>jogo mais fácil para o atacante, quando este consegue se livrar da marcação</p><p>e tem, consequentemente, mais tempo para preparar ou finalizar uma jogada.</p><p>Passes</p><p>O passe é o fundamento que dá dinâmica ao jogo de handebol, consistindo em</p><p>lançar a bola para um companheiro para que ele dê continuidade à jogada. À</p><p>forma como pode ser executado varia conforme observado a seguir.</p><p>Nm Passe por cima do ombro — gesto mais básico desse fundamento, é</p><p>realizado para a frente ou em sentido obliquo. O gesto técnico do passe</p><p>de ombro no handebol consiste na execução desse tipo de passe com</p><p>o menor desperdicio de energia, com a maior rapidez e velocidade,</p><p>portanto com maior eficácia (REIS, 2006).</p><p>Nm Passe em pronação — gesto de passe mais complexo, é realizado no</p><p>sentido lateral e para trás. O jogador utiliza muito esse recurso para</p><p>rondar a área com passes laterais, fazendo os movimentos de extensão</p><p>de cotovelo e pronação da radioulnar.</p><p>Nm Passe por trás da cabeça — realizado no sentido lateral e diagonal</p><p>com a bola passando atrás da cabeça do executante.</p><p>MN Passe por trás do corpo — realizado no sentido lateral e diagonal com</p><p>a bola passando atrás do corpo do executante.</p><p>MN Passe para trás — executado atrás da linha do passador, por meio do</p><p>movimento de extensão do punho e próximo à linha do ombro e da</p><p>cabeça do jogador que está executando o passe.</p><p>MN Passe quicado — o gesto consiste em um lançamento diagonal da</p><p>bola na direção do chão, para que ela quique e chegue até as mãos do</p><p>companheiro responsável pela recepção da jogada. E muito comumente</p><p>utilizado quando o jogador tem a trajetória bloqueada e busca uma</p><p>alternativa diferente para encontrar um companheiro desmarcado.</p><p>Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arremessos e fintas | n</p><p>“</p><p>Link</p><p>No vídeo do canal de Renato Rodrigues que você pode ver no link a seguir, há uma</p><p>breve explicação e vídeos demonstrativos sobre ostipos de passe no handebol. confira!</p><p>https://goo.gl/whCEUu</p><p>Arremesso</p><p>Fundamento de finalização do handebol constitui o gesto básico do jogo. Na</p><p>maior parte das vezes, o jogador realiza o gesto por cima do ombro projetando</p><p>potência para vencer o goleiro ou buscando colocar a bola fora de seu alcance.</p><p>A partir da empunhadura e de uma posição facilitada para o arremesso,</p><p>o Jogador leva a bola em uma linha posterior a cabeça para, posteriormente,</p><p>ser projetada para a frente por meio de um misto de movimento de rotação</p><p>interna, flexão horizontal e extensão do ombro e extensão de cotovelo.</p><p>Link</p><p>O arremesso está presente no tiro de sete metros, conhecido como e pênalti do</p><p>handebol, situação em que é possível observar algumas variações plásticas na forma</p><p>como o arremesso é executado, como no vídeo reproduzido pelo canal Jr Esportes</p><p>encontrado no link a seguir.</p><p>https://goo.gl/foHPYQ</p><p>Fintas</p><p>O fundamento de finta (Figura 13 é semelhante ao drible, afinal tem o mesmo</p><p>objetivo: vencer a marcação adversária para buscar progressão na quadra.</p><p>Entretanto, finta e drible não são sinônimos. Diferentemente do conceito</p><p>de drible que abordamos anteriormente, a finta consiste em uma tentativa</p><p>de “enganar” o marcador com movimentos do corpo, facilitando, assim, a</p><p>execução de um passe ou mesmo de um drible ou arremesso.</p><p>12) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arremessos e fintas</p><p>É importante que o atleta realize movimentos rápidos com os braços ou</p><p>mesmo movimentos de falsos deslocamentos corporais, ludibriando os defen-</p><p>sores e abrindo espaços ou promovendo condições favoráveis para a evolução</p><p>do jogo ofensivo. Para isso, tornam-se importantes a velocidade de reação, a</p><p>agilidade e a alternância do ritmo em que os gestos são executados (começar</p><p>um movimento lento e buscar a aceleração ou o contrário).</p><p>a</p><p>Figura 1. Imagem ilustrativa do fundamento de finta no handebol.</p><p>Fonte: Focus and Blur/Shutterstockcom.</p><p>Empunhadura</p><p>Também podemos citar a empunhadura como um dos fundamentos do han-</p><p>debol, considerado, inclusive, o gesto elementar e mais básico do jogo, já que,</p><p>sem uma empunhadura adequada, sua prática fica extremamente prejudicada.</p><p>A empunhadura consiste em segurar a bola na palma da mão pressionando-a</p><p>com os dedos, mantendo a bola firme para poder realizar outros gestos do</p><p>jogo e evitando que ela caia e uma possível perda de posse.</p><p>Como você pode observar neste capítulo, o handebol não se limita somente</p><p>ao ensino de fundamentos específicos do esporte. Os benefícios da implantação</p><p>dessa prática esportiva na vida das crianças podem ser enormes, cabendo ao</p><p>professor utilizar os mecanismos e as estratégias cabíveis para obter diferentes</p><p>vantagens em relação ao processo de aprendizagem.</p><p>14) ( Fundamentos: recepção de bola, drible, passes, arrernessos e fintas</p><p>Referências</p><p>HESPANHOL JUNIOR, L. €. et al. Principais gestos esportivos executados por jogadores</p><p>de handebol, Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Porto Alegre, v. 34, n. 3, p. 727739,</p><p>jul./set. 2012.</p><p>MACHADO, & V; GALATTI, L. R; PAES, R. R. Pedagogia do esporte e projetos sociais:</p><p>interlocuções sobre a prática pedagógica. Movimento, Porto Alegre, v. 21, h. 2., p. 405-</p><p>418, abr./jun. 2015,</p><p>MACHADO, G. V; GALAT TI, L. R; PAES, R. R. Pedagogia do esporte e o referencial his-</p><p>térico-cultural: interlocução entre teoria e prática. Pensar a Prática, Goiânia, v. 17, n. 2,</p><p>p. 414-430, jan./mar. 2014,</p><p>REIS, H. H. B. O ensino de handebel utilizando-se do método parcial. Revista Digital,</p><p>Buenos Aires, aho 10, n. 93, feb, 2006, Disponível em: . Acesso em: 23 out. 2018.</p><p>TOLDO, À B. A. Handebol: o use do Youtube como ensino-aprendizagem na prática</p><p>desportiva. 2015, 41 f. Trabalho de Conclusão de Curso. (Especialização em Mídias na</p><p>Educação) — Curso de Especialização em Mídias na Educação, Centro Interdisciplinar</p><p>de Novas Tecnologias na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto</p><p>Alegre, 2015.</p><p>WEISS, J. E; ZAREMBA, €. M. Influência de um programa de iniciação ao Handebol no</p><p>aprimoramento das habilidades motoras fundamentais e especializadas em crianças</p><p>do & ano do ensino fundamental. In: PARANÁ. Os desafios da escola pública paranaense</p><p>ha perspectiva do professor PDE: artigos. Curitiba, 2014. (Cadernos PDE, v. 1)</p><p>Leituras recomendadas</p><p>BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros</p><p>Eurricutares nacionais: educação física. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: , Acesso em: 23 out. 2018.</p><p>X. >,</p><p>Relações e funções dos</p><p>fundamentos do handebol</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ac final deste texto, você deve apresentar os sequintes aprendizados;</p><p>Mm Analisar as situações de jogo destacando a importância da prática</p><p>dos fundamentos na estruturação do jogo.</p><p>E Desenvolver estratégias metodológicas para o ensino dos funda-</p><p>mentos do handebol.</p><p>E Construir princípios metodológicos de ensino dos fundamentos do</p><p>handebol estabelecendo a relação pedagógica nos processos de</p><p>transposição didática deste no âmbito escolar,</p><p>Introdução</p><p>Como outros esportes coletivos, o handebol é repleto de imprevisibilidade</p><p>e aleatoríedade, exigindo de seus jogadores constantes adaptações às</p><p>situações que surgem em busca dos seus objetivos. Cada jogador é</p><p>responsável por conseguir responder às emergências durante o jogo e</p><p>tomar decisões, Quando tem a posse da bola, o jogador precisa aproveitar</p><p>a vantagem com relação a seus adversários para planejar suas ações e</p><p>utilizar os fundamentos do handebol a seu favor, O número de ações</p><p>possíveis do atacante com a posse de bola é extenso, e ele deve ser</p><p>capaz de identificar a ação correta, como driblar, passar a bola, fintar o</p><p>adversário e/ou arremessar a gol. Do mesmo modo, o defensor precisa</p><p>reagir e decídir o que deve ser feito para retomar a posse da bola, Para</p><p>tanto, ambos devem saber executar os fundamentos do handebol e</p><p>aplicá-los nos momentos propícios.</p><p>Assim, para o ensino do handebol, precisamos pensar em propostas</p><p>metodológicas orientadas para o ato de jogar em sua forma dinâmica,</p><p>ensinando os fundamentos, mas, acima de tudo, criando um ambiente</p><p>favorável ao jogo, Nesse contexto, estratégias reducionistas perdem</p><p>espaço, pois o mais importante consiste no fato de o professor criar</p><p>2) ( Relações e funções dos fundamentos do handebol!</p><p>estratégias para que os jogadores consigam gerenciar a desordem do</p><p>jogo, reagindo às eventuais emergências.</p><p>Situações de jogo e a importância dos</p><p>fundamentos na sua estruturação</p><p>As ações dos jogadores no handebol diferem de acordo com a situação de</p><p>jogo, basicamente de quatro formas:</p><p>1. Situação de ataque: uma das equipes tem a posse da bola e busca a</p><p>progressão, trocar passes, infiltrar-se e fazer arremates contra o gol</p><p>adversário.</p><p>2. Situação de defesa: uma das equipes busca preencher os espaços, de-</p><p>fender o gol e tenta interceptar passes ou tomar a bola do adversário</p><p>para atacar.</p><p>3. Situação de ataque-defesa: fase de transição para a defesa, na qual uma</p><p>das equipes realizou o arremate ou perdeu a posse da bola e precisa</p><p>postar-se defensivamente, buscando evitar um contra-ataque.</p><p>4. Situação de defesa-ataque: fase de transição para o ataque, na qual uma</p><p>das equipes sofreu o arremate ou recuperou a posse da bola e precisa</p><p>postar-se ofensivamente, buscando um contra-ataque.</p><p>Para que os jogadores consigam atingir essas metas, são necessárias ha-</p><p>bilidades técnicas e táticas. Por exemplo, para conservar a bola consigo, o</p><p>jogador deve se deslocar a fim de evitar a marcação, dar bons passes para</p><p>os companheiros de equipe e receber adequadamente a bola, evitando que</p><p>o adversário intercepte a jogada. Na progressão, a manutenção da posse de</p><p>bola de bola é fundamental, executando-se os fundamentos básicos e táticos,</p><p>tanto individuais quanto coletivos. Para alcançar o gol, todos os passos ante-</p><p>riores devem ser realizados, procurando arremessar de posições favoráveis</p><p>(MENEZES, 2011).</p><p>Já nos aspectos defensivos, a equipe precisa de muita concentração e</p><p>disciplina tática para portar-se corretamente no sistema de defesa, além de</p><p>velocidade e elevado tempo de reação para buscar retomar a posse de bola,</p><p>seja por meio de uma interceptação, seja por meio de um desarme por parte</p><p>de um jogador.</p><p>Se o adversário consegue tomar a pose de bola, ele precisa reagir e explorar</p><p>todas as suas opções de ações para o contra-ataque. Novamente, a importância</p><p>Relações e funções dos fundamentos do handebol ) (s</p><p>dos fundamentos para a estruturação do jogo é evidenciada. Será possível</p><p>solucionar com êxito todas essas tarefas se os jogadores conseguirem buscar</p><p>alternativas baseadas nas possibilidades de intervenção técnicas.</p><p>Nesta seção, você conhecerá os fundamentos do handebol e entenderá sua</p><p>importância no jogo. São eles:</p><p>empunhadura;</p><p>recepção;</p><p>passe;</p><p>arremesso;</p><p>drible;</p><p>finta.</p><p>Empunhadura</p><p>Principal fundamento do handebol, e base para os demais fundamentos, a</p><p>empunhadura consiste na forma de segurar com uma das mãos a bola de</p><p>handebol. Sem uma empunhadura adequada, dificilmente serão realizados</p><p>os demais fundamentos, como receber, passar, arremessar, driblar e fintar.</p><p>Para uma boa empunhadura, devemos segurar a bola com a palma da mão</p><p>levemente côncava e apertá-la com a ponta dos dedos, principalmente com o</p><p>polegar e o minimo.</p><p>Recepção</p><p>Compreende o ato de receber a bola. Apesar de se tratar de um fundamento</p><p>simples, é muito importante para o jogo, visto que uma recepção ruim, por</p><p>exemplo, pode provocar a perda da posse de bola e, consequentemente, a</p><p>SN</p><p>Saiba mais</p><p>É importante utilizar uma bola adequada para a faixa etária dos atletas ou alunos que</p><p>estejam praticando o handebol. Bolas muito grandes são mais pesadas e mais difíceis</p><p>para a realização da empunhadura no caso de atletas de categorias iniciais; do mesmo</p><p>modo, bolas muito pequenas ou leves tornam o jogo muito fácil e descaracterizam a</p><p>prática quando de jogadores adultos.</p><p>1) ( Relações e funções dos fundamentos do handebol!</p><p>No vídeo do canal Academia do Handebol você consegue observar diferentes tipos</p><p>de bola e 5 público adequado para cada uma deles.</p><p>https://goo.gl/MZz9vT</p><p>possibilidade de um contra-ataque. Para garantir a eficiência de sua execução, a</p><p>recepçãono handebol deve ser feita com as duas mãos paralelas, com a palma</p><p>das mãos posicionadas de maneira côncava e voltada para a frente, na direção</p><p>em que a bola está vindo, os dedos afastados e os cotovelos semiflexionados.</p><p>Passe</p><p>Considerado imprescindivel para o desenvolvimento do jogo e relacionado aos</p><p>fundamentos já citados neste capitulo, o passe é utilizado para dar sequência</p><p>ao jogo e elaborar jogadas, conseguindo alterar a velocidade do jogo. O passe</p><p>é o ato de lançar a bola a um companheiro de equipe. E o jogo depende da</p><p>exatidão e da segurança em que o passe é executado.</p><p>Arremesso</p><p>Fundamento utilizado em uma situação de jogo de ataque, é executado para</p><p>fazer o gol. O movimento técnico do passe de ombro e do arremesso é bastante</p><p>semelhante; a força da execução representa a principal diferença entre esses</p><p>dois fundamentos.</p><p>Drible</p><p>Ato de quicar a bola com uma das mãos contra o solo, parado ou em movimento,</p><p>deve ser feito com amão em cima da bola, e, durante o deslocamento, deve-se</p><p>deixar preferencialmente a bola em posição lateral e à frente do corpo. Trata-se</p><p>Relações e funções dos fundamentos do handebol ) (s</p><p>de um fundamento importante para a progressão na quadra mantendo a posse</p><p>de bola, sendo muito utilizado em situações de contra-ataque, para fintar a</p><p>defesa, sair de marcações, em jogadas individuais e para buscar uma posição</p><p>favorável para o arremesso. Seu emprego viabiliza o ajuste corporal para o</p><p>ataque e auxilia na tomada de decisão durante o jogo, pois o atleta pode ter a</p><p>posse de bola por um tempo para organizar a jogada.</p><p>Finta</p><p>Fundamento realizado quando um jogador com a posse da bola ameaça fazer</p><p>um movimento na quadra, mas, em seguida, muda de direção, com o intuito de</p><p>enganar o adversário, tem como objetivos passar pela marcação do adversário,</p><p>desequilibrar e desviar a atenção do outro jogador para ganhar superioridade</p><p>na quadra com relação a outra equipe.</p><p>Suas caracteristicas básicas consistem no deslocamento, na mudança de</p><p>direção e na troca de ritmo (por exemplo, do lento para o rápido). Para uma</p><p>boa finta, são necessários uma boa velocidade de reação e deslocamento,</p><p>equilibrio e agilidade e rapidez na tomada de decisão.</p><p>- D</p><p>Link</p><p>No vídeo do canal Dicas Educação Física, você pode conferir um resumo dos principais</p><p>fundamentos do handebol, além de variações em cada um deles.</p><p>https://goo.gl/ZzjóMRe</p><p>”.</p><p>Neste tópico, você pôde conhecer</p><p>cada fundamento do handebol e suas</p><p>especificidades, e saber qual a postura adequada de sua execução. No en-</p><p>tanto, precisamos levar em consideração que, nas situações de jogo, são feitas</p><p>adaptações dos fundamentos, especialmente no alto rendimento, para atingir</p><p>o objetivo principal: o gol. Além disso, a execução dos fundamentos nem</p><p>sempre está relacionada à eficácia — o mais importante na escola é o ato de</p><p>jogar em si, a razão de fazê-lo, quando e onde fazer cada fundamento. Para</p><p>tanto, estratégicas metodológicas devem ser pensadas para que o aluno consiga</p><p>aplicar os fundamentos durante o jogo.</p><p>6) ( Relações e funções dos fundamentos do handebol</p><p>Estratégias metodológicas para o ensino</p><p>dos fundamentos do handebol</p><p>O ensino de esportes compreende um desafio para o professor, que precisa</p><p>saber escolher a estratégia metodológica adequada, o que não é tarefa fácil.</p><p>Com relação aos fundamentos do handebol, nossa intenção como professores</p><p>é criar um ambiente de jogo que o aluno possa aplicar os fundamentos técni-</p><p>cos, mas, acima de tudo, consiga jogar. O método utilizado tem um impacto</p><p>importante, pois pode motivar o aluno a se engajar no esporte ou desistir de</p><p>praticá-lo. Assim, conhecer cada método de ensino é essencial para escolhas</p><p>adequadas. Existem diversos métodos de aprendizagem no esporte, mas aqui</p><p>abordaremos os mais importantes e de maior utilização:</p><p>Nm método parcial;</p><p>ME método global;</p><p>E método misto.</p><p>Cada método apresenta pontos fortes e fragilidades. À seguir, você co-</p><p>nhecerá, de modo resumido, cada um deles e sua aplicação no contexto do</p><p>ensino dos fundamentos do handebol, de acordo com Romão, Barbosa e</p><p>Moreira (2017).</p><p>Método parcial</p><p>Também chamado de analítico, o método parcial se caracteriza pelo ensino</p><p>dos fundamentos por partes. Centrado na técnica e na repetição, consiste</p><p>em ensinar os gestos por seguimentos de movimentos de maneira isolada do</p><p>jogo. Os exercícios concentram-se no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos</p><p>fundamentos para que o aluno tenha condições de jogar depois de adquirir o</p><p>conhecimento técnico específico.</p><p>Método global</p><p>Nesse método, o aluno aprende os fundamentos jogando. Sua premissa principal</p><p>consiste no fato de que o aluno deve jogar desde o primeiro contato com o</p><p>esporte, mesmo sem saber todas as regras ou executar todos os fundamentos.</p><p>Diferentemente do que se enfatiza no método parcial, em que a automatização</p><p>dos movimentos é indispensável para o jogo, no global o jogo está no centro</p><p>Relações e funções dos fundamentos do handebol ) [7</p><p>do processo de ensino- aprendizagem e os fundamentos são desenvolvidos</p><p>a partir dele (MENEZES; MARQUES; NUNOMURA, 2015; MENEZES;</p><p>REIS; TOURINHO FILHO, 2015).</p><p>Método misto</p><p>Nesse método, temos uma mistura dos métodos já citados — parcial e global. O</p><p>professor utiliza o jogo para o aprendizado, como no método global, e, depois</p><p>do primeiro contato, isoladamente, trabalha os fundamentos, com exercicios</p><p>educativos (por exemplo, a partir do que observou de dificuldades no jogo).</p><p>Assim, trata-se de um método com muitas vantagens dos dois métodos citados</p><p>anteriormente, visto compreender tanto o enfoque na correção dos gestos mo-</p><p>tores ineficientes quanto o jogo propriamente dito desde a iniciação esportiva.</p><p>Depois de conhecer os fundamentos do handebol e os métodos norteadores</p><p>para o seu ensino, surge a dúvida sobre qual método utilizar — nem fácil nem</p><p>fechada, essa resposta depende dos objetivos individuais de cada aula e dos</p><p>objetivos gerais do professor ao longo do tempo. Em primeiro lugar, precisamos</p><p>levar em consideração o contexto da turma e, o nível de desenvolvimento</p><p>cognitivo e motor dos alunos. Depois, saber o quanto os alunos conhecem a</p><p>respeito do esporte, se compreendem suas regras, seus fundamentos e de que</p><p>modo o jogo se estrutura. Uma boa maneira de fazer isso consiste em propor</p><p>um jogo, adaptado ou não, e observar como os alunos se movimentam e in-</p><p>teragem entre si, utilizando o método global. A partir dessa avaliação prévia,</p><p>o professor pode escolher o método mais adequado, muitas vezes, até mesmo</p><p>para cada aula. Em aleuns momentos, pode sentir a necessidade de trabalhar</p><p>fundamentos específicos em alguns momentos da aula e, depois, propor um</p><p>jogo, fazendo uso do método misto, ou, ainda, dar uma aula integralmente</p><p>com base no método parcial, propondo diversas atividades para aperfeiçoar</p><p>a técnica de um ou mais fundamentos.</p><p>Desse modo, o ensino do handebol deve considerar estratégias pedagógicas</p><p>adequadas para propiciar aos alunos uma experiência rica e estimulante. O</p><p>ensino dos fundamentos pode ser trabalhado em algumas aulas, utilizando</p><p>como referência, por exemplo, o método parcial de ensino, mas, na maioria</p><p>das aulas, o professor precisa ter em mente tanto o método parcial quanto o</p><p>global, por buscarem desenvolver mais aspectos relacionados ao ensino do</p><p>esporte, abordados a seguir.</p><p>e) ( Relações e funções dos fundamentos do handebol!</p><p>Princípios metodológicos de ensino dos</p><p>fundamentos do handebol</p><p>Nos esportes individuais, o foco no aperfeiçoamento e na técnica perfeita</p><p>dos fundamentos é grande, pois se acredita que a obtenção de resultados</p><p>positivos em competições está relacionada fortemente à correta execução</p><p>dos movimentos.</p><p>No handebol, apesar do importante papel individual de cada jogador, a</p><p>interação entre os companheiros de equipe e as suas relações com seus adver-</p><p>sários influencia as ações individualizadas e, por consequência, o resultado</p><p>da partida. Assim, minimiza-se o foco na execução perfeita dos fundamentos.</p><p>O jogo é modificado a qualquer momento e por qualquer um dos jogadores,</p><p>imprevisibilidade que torna o handebol um esporte que depende de muitas</p><p>variáveis a serem quantificadas e analisadas, compostas, por sua vez, por</p><p>questões fixas e variaveis (MENEZES; REIS; MOR ATO, 2016).</p><p>As estruturas fixas são, por exemplo, as dimensões da quadra, a bola, o tempo da</p><p>partida e as regras, e as variáveis compreendem o número de jogadores em quadra,</p><p>os sistemas táticos adotados e o modo de execução dos fundamentos.</p><p>”.</p><p>Em razão da complexidade de fatores a considerar no handebol (técnicos,</p><p>cognitivos, de preparação física e psicológica), os jogadores precisam fazer</p><p>uma leitura do jogo e estabelecer sequências de ações a partir das decisões</p><p>tomadas em cada situação. O jogo de handebol é formado por uma cascata</p><p>de “problemas” a resolver, para os quais o jogador deve estar preparado para</p><p>solucionar e tomar decisões adequadas, levando em consideração a sua per-</p><p>cepção particular dos eventos, sendo corretas para cada jogada e que tenham</p><p>sucesso. Para tanto, o professor deve propiciar um ambiente adequado para</p><p>a aprendizagem.</p><p>No âmbito escolar, o principio do ensino do esporte consiste em respeitar</p><p>as caracteristicas individuais de cada aluno e, acima de tudo, ser voltado para</p><p>o desenvolvimento motor. Assim, as aulas devem ser compostas por atividades</p><p>que proporcionem experiências motoras diversas. A execução perfeita dos</p><p>Relações e funções dos fundamentos do handebol ) (s</p><p>movimentos não deve ser valorizada, pois é preciso incluir todos os alunos</p><p>nas aulas, mesmo os menos habilidosos.</p><p>É de suma importância que o professor conduza as aulas de handebol na</p><p>escola de modo que os jogadores possam desenvolver habilidades motoras e</p><p>cognitivas, mas, também, aspectos socioafetivos e de cunho comportamental</p><p>(MENEZES; MARQUES; NUNOMURA, 2015; MENEZES; REIS; TOURI-</p><p>NHO FILHO, 2015). Muitos alunos têm caracteristicas introspectivas, o que</p><p>resulta em uma dificuldade de se inserir em atividades em grupo, como as</p><p>aulas de Educação Física, ou, ainda, ter receio de participar de esportes por não</p><p>se sentir uma criança ou um adolescente competente naquela função. Nesse</p><p>sentido, o professor deve se preocupar em planejar atividades com alguns</p><p>aspectos do esporte em questão, mas também adaptando-as para oportunizar</p><p>a participação e o engajamento do mais variado grupo de estudantes; além</p><p>disso, precisa ter em mente não somente o trabalho com as habilidades motoras</p><p>pertinentes ao handebol, mas também os aspectos cognitivos e socioafetivos.</p><p>Um dos grandes equivocos nas escolas refere-se ao sistema de especiali-</p><p>zação esportiva precoce — nada mais do que uma forma de treinamento em</p><p>desacordo com as caracteristicas de maturidade dos alunos. Essa prática peda-</p><p>gógica é realizada de acordo com a observação do que se trabalha em clubes</p><p>esportivos quando da implementação de um esporte, entretanto as atividades</p><p>especializadas desenvolvidas para adultos normalmente não serão adequadas</p><p>para escolares em processo de aprendizagem de um novo esporte; ainda, a</p><p>maior parte desses escolares está realizando uma atividade com o objetivo</p><p>de trabalhar aspectos de sua condição física global (fisica e mental), e não</p><p>um processo de profissionalização que vise ao alto rendimento (MENEZES,</p><p>MARQUES; NUNOMURA, 2014).</p><p>10) ( Relações e funções dos fundamentos do handebol!</p><p>A busca de uma excelência esportiva no alto rendimento é grande, chegando ao ponto</p><p>de resultados de campeonatos serem definidos por milésimos de segundo, em uma</p><p>prova de atletismo, por exemplo. Nos jogos coletivos de esportes, não é diferente, pois</p><p>cada vez maistreinadores se preocupam com detalhes estratégico-táticos. Para tanto,</p><p>análises realizadas por vídeo estão ganhando espaço nessa área, para identificar pontos</p><p>fracos do time, como evitar derrotas e o que deve ser aperfeiçoado, No handebol,</p><p>além da importância de analisar os movimentos isolados de cada jogador, ressalta-se</p><p>a importância de analisar as interações entre os jogadores da mesma equipe e entre</p><p>Os adversários.</p><p>For dependerem de muitos fatores, essas análises são complexas, pois devem ser</p><p>compostas por parâmetros que englobem tanto questões técnicas (individuais e</p><p>coletivas) e táticas quanto a análise do comportamento dos jogadores diante das</p><p>situações de jogo. No artigo de Menezes e Reis Análise do jogo de handebol como</p><p>ferramenta para sua compreensão técnico-tática, de 2010, que tem como objetivo discutir</p><p>à aplicação de modelos de análise de jogo no handebol, podemos compreender</p><p>melhor a respeito desse tema.</p><p>Diante de tudo que foi apresentado, podemos compreender que o ensino</p><p>do handebol depende da compreensão das diferentes situações de jogo e da</p><p>aplicação dos fundamentos de maneira eficiente nesses diferentes contextos. O</p><p>professor deve ser capaz de criar um ambiente favorável para o aprendizado dos</p><p>fundamentos básicos do esporte e, também, das variações táticas nas partidas,</p><p>além de proporcionar uma atmosfera positiva para que o aluno consiga desen-</p><p>volver outros aspectos de sua condição — não somente fundamentos técnicos e</p><p>valências fisicas, mas também aspectos sociais, cognitivos e comportamentais.</p><p>Referências</p><p>MENEZES, R. P Das situações do jogo ao ensino das fixações no handebol, Motriz, Rio</p><p>Claro, v. 17, n. 1, p. 3947, jan./mar. 2011.</p><p>MENEZES, R. P; MARQUES, R. E R; NUNOMURA, M, Especialização esportiva precoce</p><p>e o ensino dos jogos coletivos de invasão, Movimento: Revista de Educação Física da</p><p>UFRGS, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 351-373, 2014,</p><p>Relações e funções dos fundamentos do handebol | n</p><p>MENEZES, R. P; MARQUES, R. EF. R; NUNCOMURA, M, O ensino do handebol na categoria</p><p>infantil a partir dos discursos de treinadores experientes. Movimento, Revista de Edu-</p><p>cação Física da UFRGS, Porto Alegre, v. 21, n. 4, p. 463-477, abr./jun. 2015.</p><p>MENEZES, R. P; REIS, H. H. B; MORATO, M. P. O handebol, seu cenário imprevisível e os</p><p>métodos de ensino-aprendizagem-+treinamento. Revista de Ciencias del Deporte, v. 12,</p><p>n. 3, p. 165-176, 2016.</p><p>MENEZES, R. P; REIS, H, H. B; TOURINHO FILHO, H. Ensino-aprendizagem-treinamento</p><p>dos elementos técnicotáticos defensivos individuais do handebol nas categorias in-</p><p>fantil, cadete e juvenil. Movimento, Revista de Educação Física da UFRGS, Porto Alegre,</p><p>vv. 21, 1.1, 9. 261-2/3, jan.fmar. 2015.</p><p>ROMÃO, E. |. R; BARBOSA, P. V. S.; MOREIRA, M. €. Metodologias de ensino para jogos</p><p>esportivos coletivos na educação física escolar, Revista de Iniciação Científica da Uni-</p><p>versidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. Zn. 1, p. 80-96, 2017.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>MENEZES, FR. P; REIS, H. B. Análise do jogo de handebol como ferramenta para sua</p><p>compreensão técnico-tática. Motriz, Rio Claro, v. 16, n. 2, p. 458-467, abr.fjun, 2010.</p><p>FEVERDITO, R. 5; SCAGLIA, A J. A gestão do processo organizacional de jogo: uma</p><p>proposta metodológica para o ensino dos jogos coletivos. Motriz, Rio Claro, v. 13, h.</p><p>1,9. 51-63, jan.Ámar, 2007</p><p>”.</p><p>Organização de equipes</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>E Planejar ativídades que favoreçam a assimilação dos elementos fun-</p><p>damentaiís do “jogo”, incluíndo as normas da modalidade,</p><p>NM Reconhecer como são feitos o desenvolvimento e a organização de</p><p>equipes de handebol.</p><p>E Identificar o trabalho multidisciplinar de organização de equipes de</p><p>handebol,</p><p>Introdução</p><p>Muitos dos princípios do handebol são comuns em todos os esportes</p><p>que envolvem o caráter de jogos coletivos de invasão, como o futsal e o</p><p>basquete, Entre eles, podemos destacar busca de superioridade numérica,</p><p>progressão, continuídade, antecipação, amplitude, etc. Esses princípios</p><p>são influenciados diretamente pelos fundamentos técnicos-táticos e</p><p>pelo conhecimento das normas do jogo, bem como pela assimilação do</p><p>desenvolvimento do jogo em suas diferentes fases, tanto na organização</p><p>defensiva quanto na ofensiva,</p><p>Nesse sentído, é importante que o orofessor consiga desenvolver</p><p>atividades que possibilitem ao aluno assimílar os diferentes conceitos do</p><p>handebol e formem um Indivíduo com amplo repertório de ações e bom</p><p>desenvolvimento cognitivo para tomar as decisões corretas de acordo</p><p>com os diferentes cenários que o jogo é capaz de proporcionar, Com</p><p>relação à essa questão, também é importante nos determos sobre um</p><p>trabalho multidisciplinar que pode ser realizado com o aluno em questão,</p><p>petencíializando o seu processo de aprendizado e melhorando o seu</p><p>desenvolvimento e, consequentemente, o seu desempenho no handebol,</p><p>Neste capítulo, abordaremos atividades para que o aluno consiga</p><p>assimilar os conceitos técnico-táticos e o conjunto de regras do hande-</p><p>bol, trataremos sobre o desenvolvimento e a organização de equipes, e,</p><p>2) [ oraanização de equipes</p><p>aínda, discutiremos aspectos de uma formação multidisciplinar capaz de</p><p>favorecer ou contribuir para a formação dos alunos em relação ao esporte,</p><p>Atividades para a assimilação dos</p><p>conceitos do handebol</p><p>É indiscutível que o conhecimento e o aprendizado dos fundamentos técnicos,</p><p>táticos e normativos do handebol são imprescindíveis para que um jogo rea-</p><p>lizado adequadamente. Portanto, o professor deve ter como objetivo realizar</p><p>atividades que permitam ao aluno internalizar esses conceitos de maneira</p><p>clara e e aplicá-los durante a prática. Assim, abordaremos agora o conteúdo</p><p>que deve ser trabalhado em atividades de fundamentos têcnicos-táticos e o</p><p>conhecimento das regras do handebol, além de alguns exemplos.</p><p>Atividades para os fundamentos técnicos</p><p>À aquisição da técnica deve sempre buscar respeitar o limite motor dos alunos,</p><p>ou seja, não se deve exigir gestos de alta complexidade quando o individuo não</p><p>tem repertório para executar tal tarefa. É importante proporcionar um ambiente</p><p>para o desenvolvimento motor dos alunos e para a aquisição da técnica, com</p><p>adaptações especificas de acordo com a capacidade de cada turma.</p><p>Basicamente, o treinamento técnico envolve duas categorias: a aquisição</p><p>da têcnica e a aplicação da técnica. No que tange à aquisição da técnica, é</p><p>importante o aluno vivenciar diferentes formas de arremesso (com apoio, em</p><p>suspensão e com giro e queda), passes (com quique,</p>