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Psicologia Jurídica e Direito

Apostila de Psicologia Jurídica que reúne referências, aborda breve história do encontro entre psicologia e direito, áreas de atuação e objetivos, psicologia criminal, conceitos analíticos de crime (tipicidade, ilicitude, culpabilidade, imputabilidade) e inimputabilidade.

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<p>PSICOLOGIA JURÍDICA</p><p>Prof. Breno Almeida - UNIRUY</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>• PUTHIN, Sarah R.; PIRES, Luciana R.; AMARAL, Sabine H.; et al. Psicologia jurídica. [Digite o Local</p><p>da Editora]: Grupo A, [Inserir ano de publicação]. E-book. ISBN 9788595025783. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595025783/. Acesso em: 11 jul. 2024.</p><p>• ESTEFAM, André; GONÇALVES, Victor Eduardo R. Direito penal: parte geral. (Coleção</p><p>esquematizado®). [Digite o Local da Editora]: SRV Editora LTDA, 2024. E-book. ISBN</p><p>9788553621781. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553621781/. Acesso em: 11 jul. 2024.</p><p>• FIORELLI, José O.; MANGINI, Rosana Cathya R. Psicologia Jurídica. [Digite o Local da Editora]:</p><p>Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9786559775569. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559775569/. Acesso em: 11 jul. 2024.</p><p>TEMAS DE APRENDIZAGEM</p><p>• 1. BREVE HISTÓRIA DO ENCONTRO ENTRE A PSICOLOGIA E O DIREITO</p><p>• 1.1 UM BREVE PERCURSO HISTÓRICO DA PSICOLOGIA</p><p>• 1.2 A INTERSEÇÃO ENTRE A PSICOLOGIA E O DIREITO;</p><p>• 1.3 A PSICOLOGIA JURÍDICA</p><p>PSICOLOGIA E DIREITO</p><p>PSICOLOGIA</p><p>• Solução de problemas: Reunião de</p><p>informações.</p><p>• Alteração – Tempo</p><p>• Verdade: Experimentação, pesquisa.</p><p>DIREITO</p><p>• Solução de problemas: Jurisprudência.</p><p>• Regras – Hierarquia</p><p>• Verdade – Embate – Convencimento.</p><p>Cumprimento da justiça e elaboração de leis mais adequadas</p><p>ÁREAS DE ATUAÇÃO</p><p>• Psicologia jurídica</p><p>• Psicologia forense</p><p>• Psicologia judiciária</p><p>• Perfil e exame psicológico de agressores e vítimas;</p><p>• Conceitos inerentes à violência intrafamiliar;</p><p>• Reinserção social; comportamento pró-social;</p><p>• Atuação de equipes multidisciplinares nos âmbitos civil e</p><p>penal</p><p>OBJETIVOS DE</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>• Referenciais teóricos – Psicologia jurídica</p><p>no Brasil</p><p>• Fundamentos e práticas da Psicologia</p><p>jurídica no Brasil</p><p>Introdução</p><p>Surgimento Séc. XX no Brasil</p><p>Manual de Psicologia Jurídica, de</p><p>Mira y Lopes (2008).</p><p>Saberes psicológicos voltados</p><p>para prática do Direito.</p><p>Psicólogo(a) em cooperação com</p><p>o judiciário</p><p>Contexto histórico</p><p>• Idade Média – Loucos – Queimados ou presos</p><p>• Renascimento – Possessão de espíritos malignos</p><p>• “Tentativas de tratamento” – Extração parte do crânio, transfusão de sangue de animais para</p><p>loucos, camisa de força, banhos surpresas.</p><p>• Séc. XVIII – Pinel Troca do termo loucura por alienação</p><p>• Espinol – Classificação doenças mentais</p><p>• Positivismo Francês - Dados</p><p>Contexto histórico</p><p>• Séc. XVIII - Criados diversos estabelecimentos para indivíduos que ameaçavam a ordem e a moral</p><p>da sociedade para doentes mentais.</p><p>• Séc. XIX (1ª parte) – França – Médicos requisitados por juízes – Razões de ações criminosas, já que</p><p>não eram motivados por dinheiro, paixões ou “loucos”, crimes natureza humana. (Leal, 2008, apud</p><p>Puthin 2023).</p><p>• Séc. XIX (2ª parte) – Livro Psychologie Naturelle - Despine (1868) – Estudo de casos, delinquentes</p><p>não apresentavam enfermidade física ou mental.</p><p>• Anomalias – Tendências e comportamentos morais – Ódio, vingança, sem empatia, falta de moral,</p><p>sem arrependimentos. (LEAL, 2008, apud Puthin 2023).</p><p>• Pouco rigor metodológico</p><p>PSICOLOGIA CRIMINAL</p><p>• Despine - Fundador</p><p>• Relação crime x criminoso – Fatores determinantes da criminalidade, da personalidade do</p><p>delinquente e formas de ressocialização.</p><p>• Prevenção</p><p>• Criminologia – Diagnóstico etiológico do crime. Origem, causas.</p><p>• Conduta do delinquente – Expressão de sua personalidade.</p><p>• Mentir, a falta de sentimento de honra, a falta de piedade, a crueldade, a presunção e a ânsia por</p><p>prazeres. Kurella (1858-1916).</p><p>• Crítica da prova e do testemunho – Psicologia do testemunho, fidedignidade (ou não) - Hans</p><p>Gross (1847-1915).</p><p>CONCEITO DE CRIME - ANALÍTICO</p><p>• Fato típico: Conduta humana penalmente relevante. Resultado. Nexo de causalidade. Tipicidade.</p><p>Previsto no tipo penal. “Não há crime sem lei anterior que o defina (...)” (art. 5º, XXXIX</p><p>• Ilicitude – Contrariedade do fato típico ao ordenamento jurídico.</p><p>• Não há crime quando o fato é praticado ao abrigo de uma causa excludente de ilicitude</p><p>• Art. 23 CP Não há crime quando o agente pratica o fato: legítima defesa, estado de necessidade,</p><p>exercício regular de um direito ou no estrito cumprimento de um dever legal) Supra – legal ”</p><p>Consentimento do ofendido”</p><p>• Culpabilidade: “Juízo de reprovação pessoal, que recai sobre o autor do fato típico e ilícito que,</p><p>podendo se comportar conforme o Direito, opta, livremente por se comportar de forma contrária</p><p>a ele”.</p><p>• Imputabilidade: Imputar – Atribuir algo à alguém. Prática de conduta delitiva – Responsabilizá-lo.</p><p>• Potencial consciência da ilicitude;</p><p>• Exigibilidade de conduta diversa;</p><p>INIMPUTABILIDADE</p><p>• Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental</p><p>incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de</p><p>entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>• Imputabilidade – Direito Penal – Pressuposto: Capacidade de culpa do autor. Ser responsável</p><p>criminalmente. Culpabilidade.</p><p>• Critério Biopsicológico - Combinados</p><p>• É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou</p><p>retardado – BIOLÓGICO</p><p>• OU</p><p>• ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de</p><p>determinar-se de acordo com esse entendimento – PSICOLÓGICO</p><p>• 1 – Doença mental – Qualquer doença? Todo doente mental?</p><p>• Não. Caso concreto.</p><p>• Análise especialista, se no momento do ato teria capacidade para se autodeterminar ou não.</p><p>SISTEMA BIOPSICOLÓGICO</p><p>BIOLÓGICO</p><p>• Doença mental</p><p>• Desenvolvimento mental incompleto</p><p>• Desenvolvimento mental retardado</p><p>PSICOLÓGICO</p><p>• Inteiramente incapaz de entender o</p><p>caráter ilícito do fato no momento</p><p>• Inteiramente incapaz de se determinar de</p><p>acordo com este entendimento</p><p>Art. 149 CPP. Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz</p><p>ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do</p><p>ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a exame</p><p>médico-legal.</p><p>CONSEQUÊNCIAS</p><p>• Absolvição imprópria</p><p>• Falta elemento componente do crime: Culpabilidade</p><p>• Aplicação medida de segurança</p><p>• Por fim, pode o perito constatar que o agente era, ao tempo da conduta, mentalmente são</p><p>e, posteriormente, acometeu-se de alguma doença mental: nessa situação (concordando o</p><p>juiz com a conclusão da perícia), dar-se-á a superveniência de doença mental, o que</p><p>provocará a suspensão do processo penal, nos termos do art. 152 do CPP.</p><p>SEMI-IMPUTÁVEL</p><p>• Art. 26 Parágrafo único CP - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em</p><p>virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou</p><p>retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícicito do fato ou de determinar-</p><p>se de acordo com esse entendimento.</p><p>• Sentença condenatória</p><p>• Pode ser substituída por medida de segurança</p><p>DA IMPUTABILIDADE</p><p>• Emoção e paixão</p><p>• Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de</p><p>11.7.1984)</p><p>• I - a emoção ou a paixão;</p><p>• [...]</p><p>• § 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito</p><p>ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o</p><p>caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>MEDIDA DE SEGURANÇA</p><p>• Aplicada aos inimputável: Doentes mentais. Eventualmente: Semi-Imputáveis.</p><p>• Criança e adolescente? Não. – Atos infracionais – ECA – Medidas Socioeducativas</p><p>• Fundamento: Periculosidade</p><p>• Caráter preventivo</p><p>• Prazo máximo: STF – 40 anos. STJ – Limite ao tempo do tipo penal</p><p>• Sistema vicariante X Sistema do duplo binário</p><p>MEDIDA DE SEGURANÇA</p><p>• Art. 99. O Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico destina-se aos inimputáveis e</p><p>semi-imputáveis LEP.</p><p>• Art. 96. As medidas de segurança são: CP</p><p>• I - Internação em hospital</p><p>de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro</p><p>estabelecimento adequado; Analogia – Reclusão.</p><p>• II - sujeição a tratamento ambulatorial. Analogia – Detenção</p><p>• Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia,</p><p>o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a tratamento</p><p>ambulatorial.</p><p>MEDIDA DE SEGURANÇA</p><p>• Prazo CP - Art. 97 § 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado,</p><p>perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade.</p><p>O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos.</p><p>• § 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repetida de</p><p>ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução.</p><p>• Desinternação ou liberação condicional</p><p>• § 3º - A desinternação, ou a liberação, será sempre condicional devendo ser restabelecida a</p><p>situação anterior se o agente, antes do decurso de 1 (um) ano, pratica fato indicativo de</p><p>persistência de sua periculosidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)</p><p>• § 4º - Em qualquer fase do tratamento ambulatorial, poderá o juiz determinar a internação do</p><p>agente, se essa providência for necessária para fins curativos.</p><p>FGV - 2024</p><p>• O conceito de imputabilidade abrange um conjunto de requisitos que conferem ao indivíduo a</p><p>capacidade para que lhe possa ser atribuída responsabilidade por comportamento legalmente definido</p><p>como infração penal.</p><p>• Nos termos da legislação vigente, pode-se afirmar corretamente que não exclui a imputabilidade:</p><p>• A - o desenvolvimento mental incompleto ou retardado.</p><p>• B - a embriaguez completa proveniente de caso fortuito.</p><p>• C - a menoridade.</p><p>• D - a emoção ou a paixão.</p><p>• E - a doença mental.</p><p>TJ/MA 2023</p><p>• Maurício Sérgio, 34 anos, comete crime de estupro contra Emanuelle, sua esposa. Sabe-se que a perícia constatou que,</p><p>durante a prática do delito, Maurício Sérgio estava com sua saúde mental perturbada, não sendo capaz de entender</p><p>totalmente o caráter ilícito de sua conduta. Considerando a situação hipotética mencionada, a doutrina, a legislação</p><p>pátria e o entendimento dos tribunais superiores, assinale a afirmativa correta.</p><p>• A - Poderá ser reconhecida a inimputabilidade de Maurício Sérgio, vez que houve o reconhecimento pela</p><p>perícia de que ele não era capaz de entender totalmente o caráter ilícito de sua conduta, devendo, portanto,</p><p>cumprir pena reduzida de 1/3 a 2/3.</p><p>• B - Haja vista o reconhecimento da semi-imputabilidade do agente pela perícia, e, não havendo</p><p>periculosidade, reconhecido por laudo de insanidade mental, deverá ser imposto a Maurício Sérgio uma pena</p><p>atenuada a qual deve variar de 1/3 a 2/3, caso entenda o juiz ser a pena a melhor opção.</p><p>• C- Poderá ser reconhecida a inimputabilidade de Maurício Sérgio, vez que houve o reconhecimento pela</p><p>perícia de que ele não era capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta, presume-se que possua</p><p>periculosidade, devendo, portanto, obrigatoriamente, cumprir medida de segurança.</p><p>• D - Haja vista o reconhecimento da semi-imputabilidade do agente pela perícia, deverá ser avaliado se há ou</p><p>não periculosidade de Maurício Sérgio, caso em que, havendo periculosidade, deverá ele cumprir uma pena</p><p>atenuada que pode variar de 1/3 a 2/3 e após o seu cumprimento, deverá cumprir medida de segurança, pois</p><p>no Brasil vigora o sistema duplo binário.</p><p>CASO I</p><p>• João, um homem de 35 anos, foi diagnosticado com esquizofrenia aos 22 anos. Apesar de</p><p>receber acompanhamento médico e fazer uso regular de medicação antipsicótica, ele</p><p>interrompeu seu tratamento recentemente por acreditar que os remédios estavam sendo usados</p><p>para controlá-lo. Nos últimos meses, João começou a apresentar sinais de agravamento de sua</p><p>condição, incluindo alucinações auditivas e delírios persecutórios. Certa noite, em um estado de</p><p>profundo delírio, João acreditou que estava sendo perseguido por entidades malévolas e atacou</p><p>um vizinho com uma faca, acreditando que este era uma dessas entidades. O vizinho sofreu</p><p>ferimentos graves, mas sobreviveu. João foi preso e acusado de tentativa de homicídio. A defesa</p><p>de João argumentou que ele não tinha a capacidade de compreender a natureza ou a</p><p>ilegalidade de seus atos devido à sua condição mental. Diante desse contexto, elabore um texto</p><p>dissertativo que responda as competências abaixo:</p><p>• Estabeleça a relação entre Direito e Psicologia.</p><p>• Como o diagnóstico de esquizofrenia e o estado mental de João no momento do crime</p><p>influenciam sua capacidade de ser considerado responsável por seus atos?</p><p>• Qual seria o papel do psicólogo forense na avaliação do estado mental de João antes e durante</p><p>o cometimento do crime?</p>

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