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Material sobre assistência de enfermagem a pacientes com ostomias: aborda importância da assistência, tipos de ostomias (intestinais, urinárias, traqueostomia, gastrostomia, esofagostomia), cuidados práticos (higiene, monitorização do estoma, troca/esvaziamento de coletores) e atenção à sexualidade.

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<p>O cuidado ao paciente com ostomias</p><p>Você vai estudar a importância da assistência de enfermagem ao paciente com ostomia, abordando as</p><p>condições que levam a essa cirurgia e os cuidados com a saúde sexual da pessoa ostomizada e a própria</p><p>ostomia.</p><p>Profa. Raphaela Alves Cipriano</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>A assistência de enfermagem durante o processo de confecção da ostomia desempenha papel importante na</p><p>melhoria da qualidade de vida do paciente, promovendo adaptação, conhecimento e autocuidado sobre o</p><p>procedimento. Isso contribui para o aprimoramento das habilidades de profissionais de enfermagem em</p><p>relação ao desenvolvimento de estratégias que incentivem pacientes com ostomias aos seus novos hábitos de</p><p>vida.</p><p>Objetivos</p><p>Descrever a assistência de enfermagem a pacientes com ostomias.</p><p>Identificar os tipos de ostomias intestinais e urinárias.</p><p>Descrever os cuidados de enfermagem nas ostomias respiratórias e de alimentação.</p><p>Reconhecer a assistência de enfermagem na sexualidade de pacientes com ostomias.</p><p>Introdução</p><p>O cuidado à saúde de pessoas ostomizadas representa um desafio para profissionais de enfermagem. Isso é</p><p>devido à natureza dos procedimentos envolvidos, que acarretam alterações corporais, exigindo novos hábitos,</p><p>valores e crenças, afetando suas rotinas familiares e profissionais, além de demandar maior conhecimento dos</p><p>profissionais envolvidos.</p><p>É de grande importância o envolvimento de profissionais da enfermagem desde o momento do diagnóstico,</p><p>quando já desenvolvem uma ligação com o paciente, passando pelo pós-operatório até a alta hospitalar. Esse</p><p>é o momento em que o paciente se encontra mais fragilizado, principalmente por questões relacionadas a</p><p>alteração da imagem corporal e aspectos psicológicos.</p><p>Nesse contexto, é responsabilidade da equipe de enfermagem elaborar um plano de cuidados que englobe e</p><p>facilite a troca de conhecimentos e experiências, permitindo o melhor aproveitamento desse cuidado. A</p><p>consulta de enfermagem desempenha grande papel ao estabelecer um acompanhamento direto do paciente,</p><p>prevenindo complicações relacionadas ao estoma e auxiliando-o na adaptação às mudanças decorrentes do</p><p>procedimento cirúrgico realizado (Christóforo, 2009).</p><p>A pessoa profissional deve compreender que a adaptação do paciente após a ostomia implica reconfigurar a</p><p>vida em um novo contexto, deixando elementos significativos para trás. É um processo individual que se</p><p>desenvolve ao longo do tempo, abrangendo aspectos como a qualidade da assistência e o autocuidado,</p><p>sendo uma adaptação biopsicossocial única para o paciente e a família.</p><p>Veremos que a assistência de enfermagem ao paciente ostomizado é fundamental, englobando cuidados com</p><p>ostomias intestinais e urinárias, bem como traqueostomia, gastrostomia e esofagostomia. A interseção entre</p><p>sexualidade e ostomia é fundamental para minimizar desafios físicos e emocionais, como a autoimagem,</p><p>autoestima e intimidade dos pacientes.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>1. Assistência de enfermagem a pacientes com ostomias</p><p>Cuidado de enfermagem e direitos da pessoa ostomizada</p><p>O crescimento acelerado da urbanização e o aumento da expectativa de vida têm desencadeado diversos</p><p>problemas de saúde na população. Entre eles, destacam-se:</p><p>Hábitos alimentares irregulares.</p><p>Falta de atividade física regular.</p><p>Traumatismos.</p><p>Doenças crônicas degenerativas.</p><p>Incremento nos casos de câncer.</p><p>Os problemas desencadeados pela Modernidade podem contribuir, por exemplo, para o surgimento de</p><p>distúrbios gastrointestinais, levando alguns pacientes a necessitarem de tratamento cirúrgico, como a</p><p>realização de ostomia.</p><p>Segundo Luz et al. (2009), o termo ostoma tem origem na combinação de duas palavras gregas, os e tomia,</p><p>que se referem à abertura de uma boca ou comunicação entre um órgão interno e o meio externo. Essa</p><p>comunicação é realizada para restabelecer a função do órgão afetado em diversos sistemas orgânicos.</p><p>Adicionalmente, os ostomas também são conhecidos como ostomias e estomias, e todos compartilham o</p><p>mesmo significado.</p><p>Conforme Maruyama (2004), as ostomias, independentemente de serem temporárias ou permanentes, exigem</p><p>que o paciente adote uma série de precauções. Isso envolve:</p><p>Limpeza regular</p><p>Manter a higiene constantemente é fundamental para preservar a integridade da pele, prevenindo</p><p>irritações e infecções.</p><p>Monitoramento atento da ostomia</p><p>Observar com atenção as características normais da ostomia ― incluindo cor, forma, tamanho e</p><p>mucosa ― é essencial para detectar precocemente qualquer alteração que possa indicar problemas</p><p>de saúde.</p><p>Troca regular de dispositivos coletores ou bolsas</p><p>Substituir com recorrência dispositivos coletores ou bolsas é importante para garantir a eficácia na</p><p>coleta de resíduos e evitar vazamentos ou desconforto.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Profissional de enfermagem mostrando como é feita a</p><p>troca da bolsa de colostomia.</p><p>Esvaziamento do conteúdo intestinal</p><p>Desocupar regularmente o conteúdo intestinal da bolsa coletora é necessário para manter a higiene e</p><p>o conforto, prevenir odores e evitar o peso excessivo que pode causar desconforto ou problemas à</p><p>ostomia.</p><p>Os cuidados que você está aprendendo neste material devem ser ensinados ao paciente durante o período de</p><p>hospitalização, dada a necessidade de continuá-los após a alta hospitalar.</p><p>Prestar cuidados de enfermagem a pacientes</p><p>com ostomias, enfoco o estímulo ao</p><p>autocuidado, é parte importante desse</p><p>processo. É necessário encorajar ativamente o</p><p>paciente a participar de seu tratamento,</p><p>promovendo maior responsabilidade sobre o</p><p>seu próprio cuidado.</p><p>Portanto, é essencial que profissionais de</p><p>enfermagem desenvolvam e implementem</p><p>modelos assistenciais que incorporem uma</p><p>visão abrangente e multidimensional do</p><p>processo de cuidar, a fim de atenderem</p><p>efetivamente às diversas necessidades dos pacientes (Sampaio et al., 2008).</p><p>A pessoa submetida a uma ostomia pode enfrentar uma complexidade de pensamentos e emoções</p><p>relacionados ao tratamento, à reabilitação e à adaptação ao novo estilo de vida. Diante disso, é recomendado</p><p>que a assistência de enfermagem seja abrangente, levando em consideração os diversos aspectos</p><p>biopsicossociais, fisiopatológicos, nutricionais, psicológicos, sociais e espirituais que envolvem a condição da</p><p>pessoa com ostomia. Nesse sentido, é essencial avaliar e considerar essas características individuais dentro</p><p>do contexto familiar, cultural, religioso, comunitário, social, econômico e acadêmico, entre outros (Silva et al.,</p><p>2017).</p><p>Direitos da pessoa ostomizada</p><p>A Portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009, foi instituída pelo Ministério da Saúde devido à necessidade</p><p>de organizar as unidades de saúde que prestam serviços às pessoas ostomizadas e definir fluxos de</p><p>referência e contrarreferência com as unidades hospitalares.</p><p>Comentário</p><p>A portaria do Ministério da Saúde assegura a todos os pacientes ostomizados o direito à assistência</p><p>integral no Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo a realização de ações de orientação para o</p><p>autocuidado e a prevenção de complicações nas ostomias, especialmente na atenção básica.</p><p>Profissionais de enfermagem desempenham papel fundamental ao educarem o paciente ostomizado, com o</p><p>objetivo de prevenir distúrbios orgânicos futuros e melhorar sua qualidade de vida. Assim, assumem a</p><p>responsabilidade de coordenar o cuidado ao paciente durante a transição e adaptação à nova condição,</p><p>proporcionando conforto e autonomia aos ostomizados.</p><p>Confira os principais direitos garantidos por essa portaria!</p><p>Assistência integral</p><p>A pessoa ostomizada tem direito a receber assistência integral por</p><p>intermédio do SUS, incluindo acompanhamento médico, acesso a</p><p>materiais e produtos específicos para cuidar da ostomia e suporte</p><p>psicológico e social quando necessário.</p><p>Orientação para o autocuidado</p><p>O SUS deve oferecer orientação para que a pessoa ostomizada possa</p><p>realizar o autocuidado de forma adequada, incluindo instruções sobre</p><p>higiene, troca de bolsas, prevenção de complicações e adaptação ao</p><p>estilo de vida com a ostomia.</p><p>Prevenção</p><p>de complicações</p><p>O sistema de saúde deve prevenir complicações relacionadas à ostomia,</p><p>por meio de medidas educativas, acompanhamento médico regular e</p><p>acesso a tratamentos específicos quando necessário.</p><p>Ações na atenção básica</p><p>A atenção básica de saúde deve oferecer suporte e acompanhamento</p><p>contínuo às pessoas ostomizadas, proporcionando cuidados preventivos,</p><p>acompanhamento de saúde e encaminhamentos para serviços</p><p>especializados (quando necessário).</p><p>Assistência de enfermagem e direitos da pessoa ostomizada</p><p>Confira, neste vídeo, a assistência de enfermagem a pacientes com ostomia no período pré e pós-operatório.</p><p>Conheça também quais são os direitos garantidos pela Portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Quem exerce a enfermagem desempenha importante papel no apoio às pessoas ostomizadas. Entre as</p><p>opções a seguir, qual melhor descreve os desafios psicológicos enfrentados por quem é submetido a uma</p><p>ostomia?</p><p>A</p><p>Sentimentos de inadequação e vergonha em relação ao corpo alterado.</p><p>B</p><p>Gratidão extrema por se livrar da condição médica anterior.</p><p>C</p><p>Total aceitação e ausência de quaisquer preocupações emocionais.</p><p>D</p><p>Indiferença em relação às mudanças físicas e psicológicas.</p><p>E</p><p>Euforia constante devido à resolução da condição de saúde.</p><p>A alternativa A está correta.</p><p>Quando alguém passa por uma ostomia, é comum enfrentar uma série de desafios emocionais e</p><p>psicológicos. A mudança física significativa pode levar a sentimentos de inadequação e vergonha em</p><p>relação ao corpo alterado. Esses sentimentos podem surgir devido à percepção da pessoa sobre sua</p><p>imagem corporal e preocupações com a aceitação social. A ostomia pode afetar a autoestima e a confiança</p><p>da pessoa, levando-a a enfrentar dificuldades emocionais durante o processo de adaptação a essa nova</p><p>condição de vida.</p><p>Questão 2</p><p>A portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009, assegura a todos os pacientes ostomizados o direito à</p><p>assistência integral no SUS. Além disso, outros direitos devem ser assegurados. Qual das opções destaca</p><p>corretamente um direito fundamental de uma pessoa ostomizada?</p><p>A</p><p>Informações médicas relevantes sobre sua condição de saúde anterior à ostomia.</p><p>B</p><p>Combater o preconceito no local de trabalho devido à sua condição de saúde, salvo em situações especiais.</p><p>C</p><p>Garantia à acessibilidade em espaços públicos e instalações sanitárias.</p><p>D</p><p>Inclusão em programas de reabilitação e suporte psicológico para casos com mandado judicial.</p><p>E</p><p>Garantia de cuidados médicos adequados para manutenção da ostomia em pessoas idosas.</p><p>A alternativa C está correta.</p><p>Uma pessoa ostomizada tem o direito fundamental de acessibilidade em espaços públicos e instalações</p><p>sanitárias. Isso significa que ela deve ter acesso a banheiros adaptados e equipados para suas</p><p>necessidades específicas, garantindo dignidade, conforto e autonomia ao lidar com a gestão de sua</p><p>ostomia fora de casa.</p><p>2. Ostomias intestinais e urinárias</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia</p><p>intestinal</p><p>O trato gastrointestinal é um trajeto com aproximadamente nove metros de comprimento em adultos. Ele se</p><p>estende desde a boca, passando pelo esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e termina no ânus,</p><p>sendo vital para a manutenção da saúde geral do corpo, pois fornece os nutrientes necessários para o</p><p>funcionamento adequado de todos os sistemas e órgãos.</p><p>Distúrbios no trato gastrointestinal podem levar a muitos problemas de saúde e exigem cuidados adequados</p><p>para garantir a eficiência do processo digestivo. Entenda melhor a diferença entre as funções dos dois tipos</p><p>de intestino.</p><p>É de suma importância manter um cuidado adequado para o paciente ostomizado, considerando as suas</p><p>necessidades nutricionais.</p><p>Entre as ostomias classificadas como de eliminação, as intestinais se destacam como as mais conhecidas,</p><p>podendo assumir caráter temporário ou permanente. Veja!</p><p>Ostomia temporária</p><p>Ocorre quando a causa subjacente é resolvida,</p><p>possibilitando a reconstrução do trânsito</p><p>intestinal ou a reversão do trato digestório por</p><p>meio de intervenção cirúrgica.</p><p>Ostomia permanente</p><p>Engloba aquelas que envolvem o segmento</p><p>distal do intestino grosso, compreendendo as</p><p>porções do colo ascendente e sigmoide, assim</p><p>como o reto, o que impede a restauração do</p><p>trânsito intestinal.</p><p>A ostomia é realizada por meio de uma incisão cirúrgica, que tem o intuito de drenar fezes e gases. Quando</p><p>realizada no intestino delgado, ela é chamada de ileostomia, e no intestino grosso, de colostomia. Diante</p><p>disso, é necessário conhecer os cuidados de enfermagem nos períodos pré e pós-operatórios. Vamos</p><p>conferir!</p><p>Cuidados no pré-operatório</p><p>São fundamentais para preparar o paciente tanto física como emocionalmente para o procedimento cirúrgico.</p><p>Conheça, a seguir, alguns cuidados essenciais.</p><p>Intestino delgado</p><p>É a principal área de absorção de nutrientes.</p><p>Enzimas pancreáticas e bile são secretadas</p><p>para auxiliar na digestão dos alimentos, e as</p><p>vilosidades intestinais aumentam a área de</p><p>absorção.</p><p>Intestino grosso</p><p>É responsável por absorver água e</p><p>eletrólitos dos resíduos alimentares não</p><p>absorvidos, resultando na formação das</p><p>fezes. As bactérias presentes no cólon</p><p>fermentam esses resíduos, produzindo</p><p>vitaminas e gases.</p><p>Avaliação completa do estado de saúde</p><p>Deve incluindo histórico médico, condição física, estado emocional e expectativas em relação à</p><p>ostomia.</p><p>Informações detalhadas sobre o procedimento</p><p>Precisam englobar o que esperar antes, durante e após a cirurgia, os cuidados com a ostomia, as</p><p>mudanças na dieta e atividade física e o uso de dispositivos de coleta.</p><p>Preparação da pele ao redor da ostomia</p><p>Orienta-se o paciente sobre como preparar a pele ao redor da área onde será realizada a ostomia e</p><p>como manter a pele limpa e seca para evitar complicações pós-operatórias, como irritação ou</p><p>infecção.</p><p>Orientação sobre dieta pré-operatória</p><p>Deve incluir a importância de seguir uma dieta adequada antes da cirurgia, que pode incluir restrições</p><p>alimentares temporárias para minimizar o risco de complicações durante o procedimento e facilitar a</p><p>recuperação pós-operatória.</p><p>Suporte emocional ao paciente</p><p>Deve-se permitir que o paciente expresse seus medos, preocupações e expectativas, pois a cirurgia</p><p>de ostomia pode ser uma experiência emocionalmente desafiadora. Oferecer apoio, como</p><p>aconselhamento ou grupos de apoio a pacientes ostomizados, também é indicado.</p><p>Controle de preocupações e ansiedades</p><p>É aconselhável ajudar o paciente a lidar com quaisquer emoções relacionadas à cirurgia e à</p><p>adaptação à vida com uma ostomia, fornecendo informações honestas e realistas e promovendo uma</p><p>atitude positiva em relação ao processo de recuperação.</p><p>Procedimentos pré-operatórios específicos</p><p>Orienta-se o paciente sobre questões específicas, como jejum, administração de medicamentos</p><p>prescritos pelo profissional de medicina e demarcação do local em que a ostomia será exteriorizada.</p><p>Treinamento para cuidados básicos com a ostomia</p><p>Deve-se avaliar a capacidade de o paciente realizar cuidados básicos com a ostomia, como troca de</p><p>bolsa coletora, e fornecer treinamento e orientação conforme necessário.</p><p>Cuidados no pós-operatório</p><p>São essenciais para promover a recuperação eficaz e prevenir complicações. Veja a seguir algumas medidas</p><p>importantes!</p><p>Monitoramento dos sinais vitais</p><p>Verificar os sinais vitais do paciente ― como temperatura, frequência</p><p>cardíaca e respiratória, pressão arterial e saturação de oxigênio ― para</p><p>identificar precocemente qualquer sinal de complicação.</p><p>Gerenciamento da dor</p><p>Controlar a dor do paciente por meio da administração de analgésicos e</p><p>conforme a prescrição médica, garantindo seu conforto e bem-estar.</p><p>Realização de curativos</p><p>Aplicar curativos na área da ostomia conforme a orientação médica,</p><p>mantendo a região limpa e seca para prevenir infecções e promover a</p><p>cicatrização adequada.</p><p>Avaliação da ostomia e da pele</p><p>Analisar regularmente a aparência da ostomia e a integridade da pele ao</p><p>redor, observando sinais de irritação, inflamação ou vazamento, e realizar</p><p>os ajustes necessários nos dispositivos de coleta.</p><p>Orientação sobre dieta pós-operatória</p><p>Instruir o paciente sobre a dieta adequada no pós-operatório, incluindo</p><p>recomendações específicas para evitar alimentos que possam causar</p><p>gases ou dificultar a digestão, e garantir a ingestão adequada de líquidos</p><p>e nutrientes para promover a cicatrização e prevenir complicações</p><p>gastrointestinais.</p><p>Encorajamento à atividade física</p><p>Aconselhar o paciente a realizar atividades físicas leves e de acordo com</p><p>a tolerância é importante para evitar complicações, como trombose</p><p>venosa profunda, e promover a recuperação funcional.</p><p>Paciente com bolsa de colostomia.</p><p>Instrução sobre cuidados com a ostomia</p><p>Orientar o paciente e familiares sobre os cuidados adequados com a</p><p>ostomia, incluindo a troca de bolsas coletoras, higiene da pele ao redor e</p><p>reconhecimento de sinais de complicações que requerem atenção</p><p>médica.</p><p>Suporte emocional ao paciente</p><p>Fornecer suporte emocional durante o período de adaptação à vida com</p><p>ostomia, oferecendo informações, encorajamento e recursos de apoio.</p><p>Os cuidados de enfermagem no pré e pós-operatório têm o objetivo de preparar o paciente física, emocional e</p><p>psicologicamente para a cirurgia de ostomia de eliminação. Isso assegura transição mais suave para a vida</p><p>pós-procedimento e promove recuperação segura e eficaz, visando ao conforto, à saúde e à qualidade de</p><p>vida do paciente ostomizado.</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente com ostomia intestinal</p><p>Assista ao vídeo a seguir, que aborda brevemente a assistência de enfermagem a pacientes com ostomia</p><p>intestinal, descrevendo seus tipos e os cuidados que devem ser realizados por profissionais de enfermagem.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Tipos de ostomias intestinais</p><p>Vamos iniciar entendendo que a ostomia</p><p>intestinal é um procedimento cirúrgico realizado</p><p>para manter a funcionalidade de uma parte do</p><p>sistema digestivo. Segundo Matos; Saad e</p><p>Fernandes (2004), ela possibilita o fluxo das</p><p>fezes por meio da comunicação estabelecida</p><p>entre o cólon e a pele.</p><p>Além disso, conforme é explicado por</p><p>Fernandes (2008), a colostomia é criada</p><p>quando há remoção de uma porção do intestino</p><p>grosso.</p><p>A parte que ainda funciona desse segmento é direcionada por meio da parede abdominal, originando o</p><p>ostoma. Esse procedimento resulta em mudanças da função normal do organismo, viabilizando a eliminação</p><p>do conteúdo intestinal em decorrência de condição patológica, lesão ou defeito congênito.</p><p>O termo efluentes é utilizado para descrever a eliminação de fezes por meio da ostomia, e a consistência</p><p>delas é determinada pela localização do ostoma. A seguir, vamos entender como isso ocorre em alguns casos.</p><p>Ileostomia e colostomia de cólon ascendente</p><p>Todo o intestino grosso é desviado, a absorção completa de água não ocorre, resultando em fezes</p><p>líquidas e frequentes.</p><p>Colostomia de cólon transverso</p><p>As fezes assumem consistência sólida e moldada.</p><p>Colostomia descendente e sigmoide</p><p>As fezes são consistentes e formadas.</p><p>As colostomias são divididas em quatro tipos, dependendo da localização anatômica do abdômen e</p><p>exteriorização do intestino. Conheça, a seguir, mais detalhes sobre cada uma.</p><p>Colostomia ascendente</p><p>É um tipo específico, em que uma abertura é criada no lado direito da parede abdominal para permitir que uma</p><p>porção do cólon (intestino grosso) seja exteriorizada, formando um ostoma. A colostomia ascendente é</p><p>caracterizada pelo fato de que o segmento do cólon exteriorizado é conectado à parte ascendente do cólon.</p><p>O principal propósito dessa intervenção cirúrgica pode variar e incluir determinadas situações, como a</p><p>necessidade de desviar o trânsito intestinal devido a:</p><p>Obstrução.</p><p>Inflamação.</p><p>Câncer.</p><p>Outras condições médicas que afetem a parte inferior do cólon.</p><p>As fezes eliminadas por meio da colostomia ascendente geralmente são líquidas e frequentes, pois o</p><p>segmento exteriorizado do cólon não permite a absorção completa de água.</p><p>Colostomia transversal</p><p>É posicionada no quadrante superior direito do abdômen. Algumas condições do cólon podem levar à</p><p>necessidade de sua realização, como:</p><p>Diverticulite.</p><p>Complicações da doença inflamatória do intestino.</p><p>Câncer.</p><p>Obstrução.</p><p>Lesões.</p><p>A colostomia transversal é planejada para evitar que as fezes entrem em contato com a área do cólon afetada</p><p>por inflamação, infecção ou cirurgia recente, permitindo a cicatrização da região comprometida.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Curiosidade</p><p>A duração da colostomia transversal varia de acordo com a condição médica do paciente, podendo se</p><p>estender por semanas, meses ou até mesmo anos. Após uma avaliação do estado de saúde do paciente,</p><p>ela pode ser revertida e restaurada para retomar a continuidade intestinal normal.</p><p>A colostomia transversa é dividida em dois tipos: colostomia em alça transversal e colostomia transversa de</p><p>barreira dupla. Na primeira, há a presença de duas aberturas. Uma delas é destinada à eliminação das fezes,</p><p>enquanto a outra é designada para a liberação do muco produzido pelo conteúdo intestinal, desempenhando</p><p>função protetora.</p><p>Colostomia descendente e colostomia sigmoide</p><p>São procedimentos realizados em diferentes partes do cólon, cada um com características e efeitos</p><p>específicos. Considerando isso, vamos explorá-los detalhamente!</p><p>1</p><p>Colostomia descendente</p><p>É posicionada no abdômen inferior esquerdo, devido à abertura ser feita na porção descendente do</p><p>cólon, que é a parte mais baixa do intestino grosso. As fezes eliminadas por meio da colostomia</p><p>descendente são geralmente mais consistentes e formadas devido à maior parte da absorção de</p><p>água já ter ocorrido nas porções anteriores do intestino grosso.</p><p>2</p><p>Colostomia sigmoide</p><p>É feita uma abertura na parte do cólon chamada sigmoide, próxima ao reto e ao ânus. As fezes</p><p>eliminadas por meio da colostomia sigmoide podem ser mais pastosas, pois a região está próxima do</p><p>final do trato gastrointestinal, onde a absorção final de água ocorre.</p><p>Ileostomia</p><p>É recomendada quando um cólon doente, que tenha sofrido trauma, não pode ser tratado por meio de outras</p><p>abordagens. A causa mais comum está associada à inflamação intestinal, como nas doenças de Crohn e colite</p><p>ulcerativa. Outros motivos incluem:</p><p>Defeitos congênitos.</p><p>Polipose familiar.</p><p>Complicações decorrentes de câncer e outros.</p><p>A ileostomia é caracterizada por uma forma arredondada ou oval, apresentando temperatura e umidade</p><p>elevadas, além de coloração rosada ou avermelhada.</p><p>Por fim, o tipo específico de ostomia intestinal escolhido dependerá das necessidades do paciente e da</p><p>natureza da condição médica a ser tratada. O acompanhamento médico e a orientação de profissionais de</p><p>saúde são fundamentais para o cuidado adequado pós-cirúrgico e a adaptação do paciente à nova condição.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Tipos de ostomias de eliminação</p><p>Acompanhe, neste vídeo, os diferentes tipos de ostomias e suas respectivas vias de eliminação.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O sistema urinário e as indicações para realização da</p><p>ostomia urinária</p><p>O trato urinário é o sistema do corpo humano responsável pela produção, pelo armazenamento e pela</p><p>eliminação da urina. Ele é composto por vários órgãos e estruturas, incluindo rins, ureteres, bexiga e uretra.</p><p>Considerando isso, vamos ver a função de cada um deles.</p><p>1</p><p>Rins</p><p>São responsáveis pela filtragem do sangue para remover resíduos e excesso de fluidos, resultando</p><p>na produção da urina como produto desse processo de filtração.</p><p>2</p><p>Ureteres</p><p>São encarregados de conectar os rins à bexiga, transportando a urina dos rins para ela por meio de</p><p>movimentos peristálticos, que são contrações musculares rítmicas que empurram a urina ao longo</p><p>do trato urinário.</p><p>3</p><p>Bexiga</p><p>É responsável pelo armazenamento temporário da urina. Ela é revestida por músculos conhecidos</p><p>como detrusores, que se contraem para expelir a urina durante o processo de micção.</p><p>4</p><p>Uretra</p><p>Trata-se de um tubo que se estende da bexiga até o exterior do corpo, permitindo a passagem da</p><p>urina para fora do organismo durante a micção.</p><p>Nos homens, a uretra também participa na passagem do esperma durante a ejaculação.</p><p>Todo o trato urinário trabalha em conjunto para manter o equilíbrio de fluidos e eletrólitos no corpo,</p><p>removendo resíduos metabólicos e regulando a concentração de substâncias importantes, como água, sódio e</p><p>potássio. Quando saudável, o trato urinário funciona eficientemente para garantir a eliminação adequada de</p><p>resíduos e manter a homeostase do corpo.</p><p>A derivação urinária é o procedimento cirúrgico que cria um novo canal ou orifício para a eliminação da urina.</p><p>Também conhecida como ostomia urinária ou urostomia, ela evita que ocorram danos aos rins. Esse</p><p>procedimento pode ser temporário e reversível ou permanente, dependendo das necessidades médicas do</p><p>paciente. É frequentemente realizado em casos de câncer de bexiga, mas também pode ser indicado para</p><p>outras condições que afetam o sistema urinário. Veja!</p><p>Câncer de bexiga</p><p>Casos avançados da doença podem exigir remoção total ou de parte da bexiga. Uma ostomia urinária,</p><p>como uma ileal ou cutânea, pode ser criada para permitir que a urina seja eliminada do corpo.</p><p>Trauma ou lesão grave</p><p>Casos que ocorram na região pélvica podem causar danos à bexiga ou à uretra, tornando impossível o</p><p>esvaziamento da urina de maneira convencional. Nesses casos, a ostomia urinária pode ser</p><p>necessária para desviar o fluxo urinário.</p><p>Malformações congênitas</p><p>Algumas condições congênitas, como a bexiga neurogênica, podem afetar o funcionamento normal</p><p>da bexiga e do trato urinário. Em casos graves, uma ostomia urinária pode ser uma opção de</p><p>tratamento para melhorar a qualidade de vida do paciente.</p><p>Doenças crônicas da bexiga</p><p>Cistite intersticial e outras condições podem causar dor intensa e dificuldade para urinar. Em alguns</p><p>casos, uma ostomia urinária pode ser considerada como uma opção de tratamento para aliviar os</p><p>sintomas e melhorar a qualidade de vida.</p><p>Em geral, as ostomias urinárias são realizadas quando outras opções de tratamento não são viáveis ou</p><p>eficazes para resolver problemas graves relacionados ao trato urinário. O tipo específico de ostomia urinária e</p><p>o momento de sua realização dependem da condição médica subjacente e das necessidades individuais do</p><p>paciente.</p><p>O sistema urinário e a confecção de uma ostomia</p><p>Veja, neste vídeo, como é o sistema urinário, de que maneira uma ostomia urinária é realizada e seus</p><p>diferentes tipos disponíveis.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia</p><p>urinária</p><p>São essenciais para garantir o conforto e promover a adaptação à nova condição de vida. Além disso, a</p><p>responsabilidade de profissionais de enfermagem na educação em saúde do paciente ostomizado é</p><p>fundamental para prevenir complicações.</p><p>Paciente com ostomia urinária.</p><p>Paciente segurando bolsa de ostomia.</p><p>Um modelo normativo, composto por prescrição e instrumentalização, é delineado por ações que devem ser</p><p>realizadas em conjunto com o ato de ensinar, visando ao compartilhamento de técnicas e ao manejo</p><p>adequado das ferramentas de trabalho (Stauffer et al., 2007).</p><p>Pacientes com ostomia urinária requerem</p><p>cuidados profissionais especializados, uma vez</p><p>que a urostomia pode estar associada a</p><p>diversas complicações potenciais, como</p><p>hemorragia, deiscência, edema, necrose,</p><p>retração, estenose, prolapso e hérnia</p><p>paraestomal.</p><p>Além disso, danos à integridade da pele</p><p>periestomal também podem surgir, incluindo</p><p>dermatites irritativas, alérgicas, micóticas e</p><p>mecânicas, além de granulomas, hiperplasias e</p><p>incrustações (Estudillo et al., 2019). Tais complicações frequentemente são decorrentes de vazamentos do</p><p>dispositivo coletor, ocasionando desconforto e odor desagradável.</p><p>Diversos fatores podem influenciar negativamente, aumentando o risco de complicações, como:</p><p>Prática sexual.</p><p>Índice de massa corporal (IMC).</p><p>Idade.</p><p>Marcação pré-operatória do local do ostoma.</p><p>Tipo de ostomia.</p><p>Altura do ostoma.</p><p>Técnica cirúrgica.</p><p>Entretanto, muitos aspectos variam de acordo com as características individuais de cada paciente. Portanto, o</p><p>cuidado de enfermagem desempenha papel essencial, pois os pacientes tendem a ficar ansiosos e inseguros,</p><p>o que prejudica a manutenção do sistema de bolsas e dificulta a adaptação à ostomia.</p><p>A maioria dos pacientes não se sente confortável em suas</p><p>atividades cotidianas com as ostomias. Com isso, vemos</p><p>aumento nos custos devido à frequência de trocas do</p><p>sistema de bolsas e produtos relacionados ao tratamento</p><p>dos ostomas.</p><p>Há concordância sobre o fato de que o implante da ostomia</p><p>urinária exige adequação psicológica, e não apenas</p><p>anatômica, por parte do paciente. A atuação da equipe de</p><p>enfermagem é indispensável para auxiliar o paciente no</p><p>aprendizado da vida com a ostomia, estimulando sempre a</p><p>reinserção no meio social, o retorno às atividades cotidianas</p><p>e, principalmente, às atividades sexuais, visto que muitos</p><p>associam a ostomia urinária a algo negativo e excludente.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Atenção</p><p>Para uma boa adaptação à ostomia urinária e adoção de um estilo de vida com qualidade, segurança e</p><p>eficiência, você, profissional de enfermagem, precisa orientar corretamente qual é o tipo de bolsa</p><p>coletora mais apropriado para o paciente, incluindo o tamanho ideal. Utilize um medidor para obter os</p><p>tamanhos exatos.</p><p>Quanto ao armazenamento da bolsa coletora, é necessário que ela seja guardada em locais arejados, livres de</p><p>umidade e longe dos raios solares, e que se evite dobrá-la. Essas orientações são essenciais para todos os</p><p>ostomizados, pois previnem complicações relacionadas à ostomia.</p><p>Existem diversos modelos de bolsas disponíveis para ostomia urinária, e cada um foi projetado para atender</p><p>às necessidades específicas do paciente, proporcionando conforto e segurança. Na sequência, veja os</p><p>principais modelos disponíveis.</p><p>1</p><p>Bolsas de uma peça</p><p>Possuem uma única unidade, que inclui o adesivo, a bolsa coletora e o sistema de fechamento. São</p><p>práticas e fáceis de aplicar.</p><p>2</p><p>Bolsas de duas peças</p><p>Têm um adesivo que as fixa à pele e uma bolsa coletora que pode ser facilmente encaixada e</p><p>removida do adesivo. Elas permitem trocas mais frequentes da bolsa sem a necessidade de retirar o</p><p>adesivo da pele.</p><p>3</p><p>Bolsas drenáveis</p><p>Possuem uma parte inferior que pode ser aberta para esvaziar a urina sem a necessidade de</p><p>remover todo o dispositivo. São convenientes para pacientes que precisam esvaziar a bolsa com</p><p>frequência.</p><p>4</p><p>Bolsas fechadas</p><p>São descartáveis, sem possibilidade de esvaziamento. São ideais para uso temporário ou quando</p><p>não é necessário esvaziar a bolsa com frequência.</p><p>5</p><p>Bolsas com filtro de odor</p><p>Possuem um filtro integrado responsável por neutralizar o odor da urina, proporcionando mais</p><p>conforto e discrição ao usuário.</p><p>Para avaliar qual é a melhor bolsa de ostomia urinária para cada paciente, é importante considerar vários</p><p>fatores, incluindo as suas necessidades individuais, o seu estilo de vida, as suas preferências pessoais e as</p><p>orientações do profissional de saúde. Acompanhe a seguir algumas considerações importantes sobre essa</p><p>escolha.</p><p>Tipo de ostoma</p><p>O modelo e a localização do ostoma podem influenciar o tipo de bolsa mais adequado. Por exemplo,</p><p>se for localizado em uma área de dobra, o paciente pode precisar de uma bolsa mais flexível.</p><p>Frequência de esvaziamento</p><p>Uma bolsa drenável pode ser mais conveniente para o paciente que precisa esvaziar a bolsa com</p><p>frequência. Do contrário, uma bolsa fechada pode ser mais adequada.</p><p>Atividade física</p><p>A prática de atividades físicas intensas pede uma bolsa mais segura e resistente, que ofereça maior</p><p>adesão à pele.</p><p>Nível de conforto</p><p>Algumas pessoas preferem bolsas mais discretas e confortáveis, enquanto outras priorizam a</p><p>praticidade e o conforto.</p><p>Odor e vazamento</p><p>Uma bolsa com filtro de odor ou um sistema de fechamento seguro minimiza o odor e o risco de</p><p>vazamento da urina.</p><p>Tipos de ostomias urinárias</p><p>Existem diversas opções de ostomias urinárias, cada uma recomendada segundo as necessidades médicas</p><p>específicas e a condição do paciente. Confira, a seguir, os principais tipos.</p><p>Cistostomia</p><p>Procedimento cirúrgico que envolve a criação de uma abertura na bexiga, ou seja, ostoma, para</p><p>permitir a drenagem direta da urina para fora do corpo. Geralmente, esse tipo de ostomia urinária é</p><p>realizado em situações em que há obstrução do trato urinário inferior ou quando o esvaziamento da</p><p>bexiga não é possível por via normal, como em casos de câncer de bexiga, trauma no mesmo órgão</p><p>ou retenção urinária grave.</p><p>Durante o procedimento, o cirurgião faz uma incisão na parede abdominal e na bexiga, criando uma</p><p>conexão entre os dois para formar o ostoma. Um tubo ou cateter é inserido na bexiga através do</p><p>ostoma para permitir a drenagem da urina.</p><p>Esse tubo pode ser conectado a uma bolsa coletora externa ou a um sistema de drenagem que</p><p>permite que a urina seja removida do corpo. A cistostomia pode ser realizada de forma temporária ou</p><p>permanente, dependendo da condição do paciente e da necessidade clínica.</p><p>Ureterostomia</p><p>Procedimento cirúrgico em que um dos ureteres é conectado diretamente à parede abdominal,</p><p>permitindo que a urina seja drenada diretamente para fora do corpo através do ostoma. Esse tipo de</p><p>ostomia urinária é realizado em casos em que a urina não pode ser drenada normalmente para a</p><p>bexiga, devido a obstruções ou lesões no trato urinário.</p><p>Durante o procedimento, o cirurgião faz uma incisão na parede abdominal e sutura um dos ureteres à</p><p>pele, criando, assim, o ostoma. Um cateter (ou tubo) é inserido no ureter através do estoma, a fim de</p><p>permitir a drenagem da urina, e pode ser conectado a uma bolsa coletora externa ou a um sistema de</p><p>drenagem que permite que a urina seja removida do corpo. A ureterostomia pode ser realizada de</p><p>forma temporária ou permanente, dependendo da condição do paciente e da necessidade clínica.</p><p>Nefrostomia ou peilostomia</p><p>Ostomia temporária ou permanente que envolve a colocação de um cateter diretamente em um dos</p><p>rins para drenar a urina para uma bolsa coletora externa. Esse procedimento é realizado em casos de</p><p>obstrução ureteral, pedras nos rins ou outras condições que afetam a capacidade dos rins de drenar a</p><p>urina para a bexiga.</p><p>Durante o procedimento de nefrostomia, o médico especializado em radiologia intervencionista ou o</p><p>urologista insere um cateter através da pele e do córtex renal até o interior do rim, utilizando técnicas</p><p>de imagem (como ultrassonografia ou tomografia computadorizada) para guiar o procedimento. Uma</p><p>vez inserido, o cateter é conectado a uma bolsa coletora externa ou a um sistema de drenagem que</p><p>permite que a urina seja removida do corpo.</p><p>A nefrostomia pode ser temporária ou permanente, dependendo da condição do paciente e da causa</p><p>subjacente da obstrução do trato urinário. Em alguns casos, ela é realizada como uma medida de</p><p>emergência para aliviar a pressão no rim e prevenir danos renais.</p><p>Vesicostomia</p><p>Tipo de ostomia urinária que envolve a criação de uma abertura na parede abdominal e na bexiga,</p><p>permitindo a drenagem direta da urina para o exterior do corpo. Esse procedimento é realizado em</p><p>casos em que há dificuldade (ou mesmo impossibilidade) de esvaziar a bexiga pelos meios normais,</p><p>como obstrução uretral, disfunção neurológica da bexiga ou lesões graves na uretra.</p><p>Na vesicostomia, a bexiga é suturada à parede abdominal, formando um ostoma. Um cateter ou tubo</p><p>é inserido no órgão através do ostoma para drenar a urina, que é armazenada em uma bolsa coletora</p><p>externa, geralmente presa à pele ao redor do ostoma. O procedimento pode ser temporário ou</p><p>permanente, dependendo da condição médica do paciente.</p><p>Ileal conduit</p><p>Ostomia também conhecida como cistectomia radical com ileal conduit. É uma técnica cirúrgica em</p><p>que a bexiga é removida devido a câncer ou outras condições graves, e um segmento do intestino</p><p>delgado (íleo) é usado para criar uma passagem para a urina sair do corpo.</p><p>O segmento do íleo é conectado à parede abdominal, formando um ostoma pelo qual a urina é</p><p>drenada para uma bolsa coletora externa.</p><p>Em alguns casos, as ostomias urinárias podem ser realizadas como uma medida de emergência para aliviar a</p><p>obstrução urinária ou evitar complicações graves. Como em qualquer procedimento de ostomia, os pacientes</p><p>precisam de cuidados especiais pós-operatórios, incluindo o manejo adequado do estoma, higiene pessoal e</p><p>monitoramento de complicações, como infecções ou vazamentos. Além disso, é fundamental o</p><p>acompanhamento médico regular para garantir a saúde e o bem-estar do paciente a longo prazo.</p><p>Comentário</p><p>A escolha do tipo de ostomia dependerá das necessidades clínicas individuais do paciente e das</p><p>recomendações do cirurgião e da equipe responsável pela assistência.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Em geral, a decisão de realizar uma ostomia urinária é feita após avaliação cuidadosa pelo médico,</p><p>considerando o estado de saúde do paciente, a gravidade da condição urinária e a expectativa de benefícios</p><p>com o procedimento. Qual das seguintes opções é uma razão comum para realizar a ostomia urinária?</p><p>A</p><p>Melhoria na função renal.</p><p>B</p><p>Tratamento de infecções do trato urinário.</p><p>C</p><p>Eliminação de pedras nos rins.</p><p>D</p><p>Correção de incontinência urinária.</p><p>E</p><p>Gestão de condições, como câncer de bexiga.</p><p>A alternativa E está correta.</p><p>A ostomia urinária é frequentemente realizada como parte do tratamento para condições graves do trato</p><p>urinário, como câncer de bexiga. Quando outras opções de tratamento não são viáveis ou eficazes para</p><p>resolver problemas graves, a ostomia urinária pode ser considerada.</p><p>Questão 2</p><p>A ostomia intestinal é o procedimento cirúrgico realizado quando parte do intestino precisa ser desviada para</p><p>fora do corpo, devido a condições clínicas. Selecione a seguir o tipo de ostomia intestinal que é criado a partir</p><p>do intestino delgado.</p><p>A</p><p>Colostomia</p><p>B</p><p>Ileostomia</p><p>C</p><p>Ureterostomia</p><p>D</p><p>Jejunostomia</p><p>E</p><p>Gastrostomia</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>A ileostomia é o tipo de ostomia intestinal que envolve a criação de uma abertura no íleo, que é a parte final</p><p>do intestino delgado. Nesse procedimento, o íleo é trazido à superfície do abdômen para formar um</p><p>ostoma, permitindo a eliminação das fezes diretamente do intestino delgado para uma bolsa coletora</p><p>externa.</p><p>Paciente com traqueostomia.</p><p>3. Traqueostomia, gastrostomia e esofagostomia</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes traqueostomizados</p><p>A ostomia é um procedimento cirúrgico que pode envolver uma porção do tubo digestivo, do sistema</p><p>respiratório ou do sistema urinário.</p><p>Neste conteúdo, vamos estudar as ostomias</p><p>realizadas no sistema respiratório. Começando</p><p>com a traqueostomia, ela é um procedimento</p><p>cirúrgico que envolve a criação de uma</p><p>abertura na traqueia, por meio do pescoço,</p><p>para facilitar a respiração. Ela pode ser</p><p>necessária em uma variedade de condições</p><p>que afetam o trato respiratório superior e</p><p>dificultam a respiração normal pelo nariz e pela</p><p>boca.</p><p>Veja algumas condições que podem levar à</p><p>necessidade de uma traqueostomia.</p><p>Obstrução das vias aéreas superiores</p><p>Pode ocorrer devido a tumores na cabeça e no pescoço, inflamação</p><p>grave da garganta, lesões traumáticas ou corpo estranho nas vias aéreas.</p><p>Lesões cervicais ou da medula espinhal</p><p>Podem resultar em paralisia dos músculos respiratórios, necessitando de</p><p>uma via alternativa de respiração.</p><p>Doenças neuromusculares</p><p>São capazes de levar à fraqueza dos músculos respiratórios, exigindo</p><p>assistência respiratória. Alguns condições incluem esclerose lateral</p><p>amiotrófica (ELA), distrofia muscular e miastenia gravis (doença</p><p>autoimune que afeta a transmissão de sinais nervosos para os músculos).</p><p>Insuficiência respiratória aguda ou crônica</p><p>Pode causar a necessidade de traqueotomia para fornecer uma via de</p><p>respiração mais estável e prolongada, em casos de insuficiência</p><p>respiratória grave que não responde à terapia convencional.</p><p>Ventilação mecânica prolongada</p><p>Pode exigir a traqueostomia</p><p>para pacientes que requerem ventilação</p><p>mecânica por um longo período, pois ela pode reduzir o desconforto</p><p>associado ao tubo endotraqueal e facilitar a higiene respiratória.</p><p>O uso da traqueostomia pode ser de caráter temporário ou permanente, dependendo das necessidades do</p><p>paciente. Quando temporária, a cânula é retirada assim que o edema reduz, permitindo a respiração normal.</p><p>Em contrapartida, quando é permanente, a cânula é mantida indefinidamente, requerendo acompanhamento</p><p>ambulatorial com enfermagem especializada.</p><p>Atenção</p><p>O acompanhamento é essencial para prevenir lesões na pele e dermatites e garantir a substituição</p><p>adequada da cânula. Além disso, a traqueostomia envolve treinamento para a higienização, aspiração,</p><p>umidificação, prevenção de infecções e outras complicações relacionadas ao procedimento.</p><p>Os cuidados de enfermagem na traqueostomia são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar do</p><p>paciente. Veja os principais cuidados básicos a serem realizados pela equipe de enfermagem.</p><p>Monitoramento respiratório</p><p>Avaliar constantemente a frequência respiratória, o padrão respiratório, a saturação de oxigênio e a</p><p>presença de secreções.</p><p>Manutenção da via aérea</p><p>Assegurar a permeabilidade da via aérea, mantendo a cânula traqueal limpa e desobstruída.</p><p>Higiene</p><p>Limpar periodicamente a pele ao redor da traqueostomia para prevenir infecções. Trocar a gaze e o</p><p>cadarço de fixação e limpar a cânula, além de realizar a troca da cânula de acordo com critérios</p><p>clínicos.</p><p>Aspiração de secreções</p><p>Realizar sucção de secreções traqueobrônquicas para manter a via aérea desobstruída, seguindo os</p><p>protocolos de segurança para evitar complicações, hipóxia e reflexos vagais.</p><p>Umidificação do ar</p><p>Prevenir o ressecamento das vias aéreas e facilitar a expectoração das secreções.</p><p>Monitoramento dos sinais vitais</p><p>Avaliar regularmente a temperatura, a pressão arterial e a frequência cardíaca para detectar qualquer</p><p>alteração que possa indicar complicações.</p><p>Alimentação e nutrição</p><p>Assegurar que o paciente esteja recebendo a nutrição adequada, seja por via oral, enteral ou</p><p>parenteral, conforme indicado por profissional de medicina.</p><p>Educação do paciente e família</p><p>Orientar o paciente e seus familiares sobre os cuidados com a traqueostomia, incluindo a manipulação</p><p>da cânula, sinais de complicações e medidas de segurança em casa.</p><p>Prevenção de complicações</p><p>Acompanhar e prevenir complicações como infecções, granulomas de traqueostomia, deslocamento</p><p>ou obstrução da cânula, entre outros.</p><p>Acompanhamento e avaliação</p><p>Monitorar regularmente o paciente a evolução do seu quadro clínico e ajustar o plano de cuidados,</p><p>conforme necessário.</p><p>É importante que os cuidados de enfermagem na traqueostomia sejam personalizados de acordo com as</p><p>necessidades específicas de cada paciente e realizados por profissionais qualificados e experientes. Além</p><p>disso, a comunicação e a colaboração com a equipe multidisciplinar são essenciais para garantir uma</p><p>assistência integral e eficaz ao paciente traqueostomizado.</p><p>Segundo Picinin et al. (2016), quando ocorre uma decanulação acidental, a inserção de um tubo orotraqueal,</p><p>com cerca de 5 cm de comprimento, no orifício da traqueostomia pode manter a via aérea pérvia e garantir o</p><p>acesso respiratório até a chegada do serviço de emergência ou a recolocação de uma nova cânula. Portanto,</p><p>é importante que a família seja previamente orientada sobre a possibilidade dessa complicação e tenha à</p><p>disposição um tubo adequado ao calibre da cânula utilizada.</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomatizado</p><p>Acompanhe, neste vídeo, orientações essenciais sobre a assistência de enfermagem especializada para</p><p>pacientes com traqueostomia. Aprenda sobre os cuidados fundamentais para garantir o conforto, a segurança</p><p>e o bem-estar durante todo o processo de recuperação e adaptação.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Paciente com tubo de gastrostomia.</p><p>Bebê sendo alimentado por profissional de enfermagem</p><p>através da sonda G.</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia</p><p>alimentar</p><p>A gastrostomia é o procedimento cirúrgico que</p><p>possibilita o acesso à câmara gástrica através</p><p>da parede abdominal, criando uma abertura</p><p>artificial no estômago.</p><p>A jejunostomia também é uma forma de</p><p>ostomia alimentar, na qual a sonda é inserida no</p><p>intestino delgado.</p><p>Esofagostomia é o procedimento cirúrgico que</p><p>envolve a criação de uma abertura no esôfago,</p><p>geralmente através da parede cervical ou</p><p>torácica, para fornecer acesso direto ao órgão.</p><p>O procedimento pode ser realizado em casos de obstrução do trato gastrointestinal superior, lesões</p><p>esofágicas ou outras condições clínicas que impeçam a alimentação oral.</p><p>Elas são frequentemente realizadas em pacientes que têm dificuldade em engolir, devido a condições clínicas</p><p>como acidente vascular cerebral (AVC), lesões na cabeça ou no pescoço, câncer de boca ou garganta,</p><p>distúrbios neurológicos ou doenças neuromusculares, entre outras condições. Assim, uma via de alimentação</p><p>e administração de medicamentos é necessária quando a ingestão oral não é possível ou é inadequada.</p><p>A avaliação nutricional durante o período pré-operatório é essencial para o desenvolvimento de uma terapia</p><p>nutricional adequada.</p><p>Durante a fase da preparação para a ostomia alimentar, a assistência de enfermagem se concentra na coleta</p><p>de dados do paciente, permitindo entendimento abrangente de suas necessidades e possibilitando a análise e</p><p>a orientação sobre o procedimento a ser realizado.</p><p>Após o procedimento, a alimentação pode ser</p><p>administrada diretamente pela sonda ou tubo,</p><p>garantindo que o paciente receba os nutrientes</p><p>necessários para sua nutrição e saúde. Os</p><p>cuidados de enfermagem após a gastrostomia</p><p>incluem monitorar a inserção do tubo, a</p><p>prevenção de infecções, a manutenção da</p><p>higiene adequada da área ao redor da</p><p>gastrostomia e a educação do paciente e dos</p><p>envolvidos sobre os cuidados necessários e a</p><p>administração correta da alimentação e de</p><p>medicamentos pela sonda ou tubo.</p><p>É necessário que toda a equipe esteja atenta</p><p>para iniciar a alimentação o mais breve</p><p>possível, a fim de evitar a deterioração do estado nutricional do paciente. Além disso, segundo Smeltzer et al.</p><p>(2011), ao lidar com pacientes gastrostomizados, é importante ter em mente certos cuidados especiais para</p><p>prevenir complicações, como:</p><p>Vômitos</p><p>É essencial identificar as causas possíveis, administrar os medicamentos prescritos e, se necessário,</p><p>reduzir a infusão da dieta. No ambiente hospitalar, sempre que viável, deve-se considerar o uso de</p><p>bombas de infusão.</p><p>Diarreias</p><p>É importante investigar as possíveis causas e, se necessário, infundir a dieta lentamente à</p><p>temperatura ambiente. Pode-se também considerar o uso de medicamentos ou probióticos, conforme</p><p>orientação profissional. Em ambiente hospitalar, quando possível, o uso de bombas de infusão pode</p><p>ser adotado.</p><p>Resíduo gástrico</p><p>É recomendado seguir os protocolos específicos de cada instituição quanto ao volume máximo</p><p>considerado aceitável. Em casos de alto volume residual, é necessário identificar as possíveis causas,</p><p>considerar o uso de pró-cinéticos e avaliar a viabilidade da alimentação pós-pilórica. Sempre que</p><p>possível, manter o paciente em decúbito de 30 a 45 graus e incentivar a deambulação após cada</p><p>infusão.</p><p>Constipação</p><p>Deve-se utilizar fibras, conforme prescrição médica.</p><p>Distensão abdominal</p><p>É importante investigar as possíveis causas e, se necessário, infundir a dieta de forma gradual. Deve-</p><p>se também manter o paciente em decúbito de 30 a 45 graus e incentivar a deambulação após cada</p><p>infusão, além de considerar a redução da osmolaridade da dieta.</p><p>Refluxo e regurgitação</p><p>É fundamental identificar as possíveis causas e, se necessário, utilizar pró-cinéticos e antieméticos</p><p>prescritos. Manter o paciente em decúbito de 30 a 45 graus e incentivar a deambulação após cada</p><p>infusão, sempre que possível.</p><p>Confira outros cuidados fundamentais de enfermagem no cuidado do paciente com ostomia de alimentação.</p><p>Realização de curativo</p><p>Aplicar</p><p>curativo com gaze em situações de presença de secreções e para permitir monitoramento</p><p>mais eficaz da área.</p><p>Atenção a secreções e vazamento</p><p>Atentar-se à presença de secreção ao redor da ostomia ou ao vazamento de dieta pelo orifício da</p><p>gastrostomia. Se isso ocorrer, a infusão da dieta enteral deve ser interrompida e a comunicação à</p><p>equipe de saúde deve ser imediata para intervenções necessárias. A presença de secreção digestiva</p><p>pode indicar complicações, como deslocamento acidental da sonda ou ruptura do balonete.</p><p>Avaliação da sonda</p><p>Examinar diariamente a inserção da sonda, verificando o número demarcado na extensão e a posição</p><p>do anteparo externo para garantir que não esteja pressionando a pele ou que a sonda não esteja</p><p>girando livremente.</p><p>Fixação da sonda</p><p>Utilizar uma fixação adequada na extensão da sonda para evitar tracionamento acidental e perda do</p><p>dispositivo.</p><p>Manutenção da sonda</p><p>Manter a sonda fechada quando não estiver em uso.</p><p>Administração da dieta</p><p>Fornecer a dieta enteral de forma lenta e gradual. A cabeceira da cama deve estar elevada (acima de</p><p>45 graus) ou o paciente deve estar sentado. Após a administração, mantenha a cabeceira elevada.</p><p>Utilize um equipamento específico para nutrição enteral e monitore rigorosamente o gotejamento.</p><p>Higienização da sonda</p><p>Lavar a sonda com 20 ml a 40 ml de água filtrada, fervida ou mineral antes e após a administração de</p><p>dieta e/ou medicações.</p><p>Administração adequada de medicamentos</p><p>Diluir bem as medicações antes de administrá-las. Quando possível, utilize medicamentos líquidos ou</p><p>em formulação magistral. Para medicamentos em pó, considere volumes a partir de 100 ml para a</p><p>diluição.</p><p>Prevenção de uso inadequado de sondas</p><p>Evitar substituição das sondas por dispositivos não adequados para nutrição enteral, como sondas</p><p>urinárias ou sistemas de drenagem gástrica, pois isso pode levar a conexões acidentais perigosas.</p><p>Manejo de obstrução da sonda</p><p>Injetar lentamente 20 ml de água filtrada, fervida ou mineral em caso de obstrução da sonda. Se não</p><p>houver sucesso, entre em contato com profissionais especializados para assistência adequada.</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente com ostomia alimentar</p><p>Confira, neste vídeo, a diferenciação entre gastrostomia e jejunostomia. Além disso, entenda como ocorre a</p><p>assistência de enfermagem ao paciente com ostomia alimentar.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Para que complicações sejam evitadas, é importante que os cuidados de enfermagem na traqueostomia sejam</p><p>personalizados de acordo com as necessidades específicas de cada paciente. Qual das seguintes opções é</p><p>uma complicação potencial da realização de uma traqueostomia?</p><p>A</p><p>Hipertensão arterial</p><p>B</p><p>Pneumonia aspirativa</p><p>C</p><p>Fratura óssea</p><p>D</p><p>Insuficiência renal</p><p>E</p><p>Diabetes mellitus tipo 1</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>A pneumonia aspirativa ocorre quando conteúdo infectado ou contaminado entra nos pulmões por meio da</p><p>traqueostomia, levando a uma infecção pulmonar. Como a traqueostomia cria uma abertura direta na</p><p>traqueia, há o risco aumentado de aspiração de alimentos, líquidos ou secreções respiratórias,</p><p>especialmente em pacientes com dificuldade de deglutição ou controle respiratório comprometido.</p><p>Questão 2</p><p>A gastrostomia é realizada para permitir a alimentação direta no estômago, evitando complicações</p><p>relacionadas à deglutição comprometida. Qual das seguintes causas é uma indicação comum para a</p><p>realização de uma gastrostomia?</p><p>A</p><p>Fratura óssea na região da mandíbula.</p><p>B</p><p>Insuficiência renal com distúrbios de eletrólitos.</p><p>C</p><p>Distúrbios de diabetes mellitus tipo 2.c</p><p>D</p><p>Dificuldades na deglutição devido a distúrbios neurológicos.</p><p>E</p><p>Distúrbios de hipertensão arterial com lesão em órgão alvo.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>Uma das causas mais comuns para a realização de uma gastrostomia é a dificuldade na deglutição devido a</p><p>distúrbios neurológicos, como acidente vascular cerebral (AVC), doença de Alzheimer, esclerose múltipla e</p><p>paralisia cerebral, entre outros. Nessas condições, os pacientes podem ter dificuldade em engolir alimentos</p><p>de forma segura, o que aumenta o risco de aspiração pulmonar e desnutrição.</p><p>Duas mulheres na praia, utilizando bolsas de</p><p>colostomia.</p><p>4. Estomia e sexualidade</p><p>O estigma do paciente ostomizado</p><p>A mudança na imagem corporal do paciente</p><p>pode resultar em ajustes no seu estilo de vida,</p><p>variando conforme seus conhecimentos e</p><p>valores individuais.</p><p>Além disso, é comum que a família cuidadora</p><p>inicialmente manifeste certa resistência em</p><p>interagir com uma pessoa ostomizada ou que</p><p>utiliza cânula, mesmo mantendo um vínculo</p><p>afetivo. A ansiedade, a responsabilidade</p><p>adicional que assume diante do restante do</p><p>grupo familiar e a falta de preparo para prestar</p><p>assistência ao paciente fora do ambiente</p><p>hospitalar são fatores que podem contribuir</p><p>para a resistência da família em aceitar a alta</p><p>hospitalar do paciente. Isso interfere no</p><p>processo de aceitação do paciente ao seu novo estilo de vida.</p><p>Profissionais de enfermagem desempenham papel fundamental no apoio ao ostomizado por meio da</p><p>implementação de atividades educativas em saúde e do incentivo ao autocuidado, que ganha maior ou menor</p><p>adesão por ser influenciado por diversos fatores, como idade, estilo de vida, gênero, nível de educação e</p><p>fatores sociais. Todos eles são essenciais para o êxito desse processo individual.</p><p>As alterações na imagem devido à ostomia podem prejudicar os relacionamentos e afetar a sexualidade do</p><p>indivíduo. Elas podem provocar estigmas devido aos padrões culturais e sociais estabelecidos, o que pode</p><p>levar os familiares a fazerem interpretações equivocadas sobre o corpo modificado pela ostomia.</p><p>A criação de um ostoma pode gerar incertezas sobre a vida sexual futura devido às alterações</p><p>resultantes, como a perda do controle esfincteriano, levando a eliminações involuntárias de gases e</p><p>odores. Alguns homens podem experimentar disfunção erétil, distúrbios ejaculatórios e infertilidade.</p><p>É comum as mulheres enfrentarem constrangimento sexual e ausência de lubrificação vaginal. Tudo</p><p>isso pode afetar o estímulo sexual.</p><p>De acordo com Maurício et al. (2013), devido à diminuição da autoestima, o ostomizado costuma se afastar do</p><p>convívio social e evita sair de casa. Além disso, o receio de acidentes relacionados ao vazamento da bolsa, à</p><p>eliminação de gases e fezes e ao odor emitido também limita suas atividades diárias. Esses fatores prejudicam</p><p>seus momentos de lazer e seu bem-estar físico e mental, afetando negativamente sua qualidade de vida.</p><p>Diante disso, por meio do aconselhamento sexual, os profissionais de saúde auxiliam as pessoas com estomia</p><p>a enfrentarem seus próprios preconceitos, estigmas e crenças, além de aprofundarem o conhecimento sobre</p><p>sua condição. Treinamentos específicos sobre sexualidade humana e avaliações adequadas das necessidades</p><p>da pessoa com ostomia e de seu parceiro também devem ser ofertados.</p><p>É essencial que profissionais de saúde reservem tempo para discutir com pessoas ostomizadas e seus</p><p>parceiros questões relacionadas à sexualidade, tratando esses temas com a mesma importância dada à</p><p>doença, à capacidade física ou a outras atividades relevantes. A sexualidade do indivíduo deve ser</p><p>considerada como um aspecto extremamente importante, pois pode impactar positivamente sua moral e</p><p>autoestima, promovendo, como consequência, sua saúde.</p><p>Comentário</p><p>A discussão sobre sexualidade entre pessoas com ostomia geralmente é uma preocupação tanto para</p><p>profissionais de saúde como para os próprios pacientes, pois muitas vezes questões sexuais são</p><p>consideradas tabu ou invasão de privacidade. Recomenda-se que esse assunto seja abordado antes e</p><p>após a cirurgia, priorizando o período pré-operatório.</p><p>A mutilação de qualquer parte do corpo é perturbadora e requer que a pessoa se adapte à sua nova condição.</p><p>O apoio social desempenha grande papel no suporte aos aspectos cognitivos e interpessoais do indivíduo</p><p>com ostomia. Participar de grupos de apoio ou interagir com</p><p>pessoas que demonstram interesse e afeto pode</p><p>facilitar a adaptação à nova situação. No entanto, é importante notar que esse processo é gradual e único</p><p>para cada indivíduo.</p><p>O estigma do paciente ostomizado</p><p>Veja, neste vídeo, como é realizada a assistência de enfermagem ao paciente ostomizado em relação à</p><p>sexualidade e autoestima.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>O paciente ostomizado deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, a fim de evitar possíveis</p><p>transtornos no decorrer da sua vida. Selecione a opção que melhor descreve o papel da assistência</p><p>psicológica para pacientes ostomizados.</p><p>A</p><p>Oferecer apenas suporte emocional ocasional.</p><p>B</p><p>Ignorar questões relacionadas à autoestima e imagem corporal.</p><p>C</p><p>Fornecer estratégias para lidar com os desafios emocionais e psicológicos.</p><p>D</p><p>Limitar o foco apenas aos aspectos médicos da condição do paciente.</p><p>E</p><p>Minimizar a importância da adaptação a um novo estilo de vida após a ostomia.</p><p>A alternativa C está correta.</p><p>A assistência psicológica desempenha papel fundamental no apoio a pacientes ostomizados, ajudando-os</p><p>a lidar com os desafios emocionais e psicológicos associados à sua condição. Isso inclui questões como</p><p>ajuste à mudança na imagem corporal, enfrentamento de ansiedade, depressão, preocupações com a</p><p>autoestima, medo da rejeição social e adaptação a um novo estilo de vida.</p><p>Questão 2</p><p>A equipe de enfermagem tem papel fundamental nas atividades educativas em relação à autonomia e</p><p>autoestima da pessoa ostomizada. Qual das seguintes afirmações melhor descreve os aspectos da</p><p>sexualidade em pessoas ostomizadas?</p><p>A</p><p>A sexualidade é totalmente relevante após a cirurgia de ostomia, exceto quando realizada em idosos.</p><p>B</p><p>As pessoas ostomizadas geralmente experimentam significativa melhora em sua vida sexual, principalmente</p><p>quando fazem uso do dispositivo correto para cada tipo de ostomia.</p><p>C</p><p>As mudanças físicas após a cirurgia de ostomia podem afetar a autoimagem e a confiança sexual.</p><p>D</p><p>A cirurgia de ostomia garante uma vida sexual ativa e, por isso, complicações ou preocupações são evitáveis.</p><p>E</p><p>As pessoas ostomizadas têm interesse em atividade sexual, porém, a sua condição de saúde não tem impacto</p><p>nas suas escolhas.</p><p>A alternativa C está correta.</p><p>A cirurgia de ostomia pode ter significativo impacto na vida sexual das pessoas afetadas. As mudanças</p><p>físicas, como a presença do ostoma e a necessidade de usar uma bolsa coletora, podem afetar a</p><p>autoimagem e a autoestima da pessoa, o que, por sua vez, pode influenciar sua confiança sexual e sua</p><p>capacidade de se envolver em atividades sexuais. Além disso, algumas pessoas podem ter preocupações</p><p>sobre como o(a) parceiro(a) irá reagir à sua condição de ostomia, o que pode causar ansiedade e</p><p>insegurança.</p><p>5. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>A assistência de enfermagem nos cuidados a pacientes com ostomas intestinais e urinários prioriza a</p><p>educação em saúde como meio fundamental para promover o autocuidado e prevenir complicações. Além do</p><p>acompanhamento pós-operatório, a equipe de enfermagem auxilia os pacientes sobre os aspectos fisiológicos</p><p>do ostoma e com relação a questões emocionais.</p><p>Instruindo o paciente sobre os cuidados básicos com a bolsa coletora, a higiene da pele ao redor do ostoma e</p><p>o uso exclusivo de produtos prescritos pela equipe médica, os profissionais alertam sobre os riscos de</p><p>complicações cutâneas decorrentes do uso inadequado de produtos não recomendados.</p><p>A ostomia traz transformações na vida do paciente, tornando fundamentais o cuidado psicológico e a inclusão</p><p>social para promover melhor qualidade de vida. A educação em saúde proporciona rotina mais confortável,</p><p>autonomia e independência.</p><p>A assistência de enfermagem para pacientes com traqueostomia, gastrostomia e esofagostomia exige</p><p>habilidades específicas e enfoque holístico, que abrange cuidados físicos, educacionais e emocionais.</p><p>Profissionais de enfermagem desempenham importante papel ao garantirem que os pacientes recebam</p><p>cuidados abrangentes, minimizando complicações e promovendo uma adaptação positiva às mudanças em</p><p>suas vidas.</p><p>Observamos que o convívio social, a autoestima, o autocuidado e a sexualidade estão interligados, e a</p><p>aceitação da nova condição é importante para a melhor adaptação a hábitos e rotinas. Cabe a pessoa</p><p>profissional planejar e implementar intervenções de enfermagem que promovam o cuidado sistematizado,</p><p>além de colaborar com as equipes multidisciplinares voltadas para as necessidades específicas desses</p><p>pacientes.</p><p>Explore +</p><p>Quer se aprofundar no assunto? Então confira os materiais que separamos para você!</p><p>Pesquise o artigo Cuidados de enfermagem ao paciente com ostomias urinárias: um estudo de revisão e veja</p><p>como os autores evidenciam a assistência de enfermagem ao paciente com ostomia urinária e a importância</p><p>de um cuidado de qualidade.</p><p>Leia o artigo Tecnologia para o autocuidado da saúde sexual e reprodutiva de mulheres estomizadas para ter</p><p>um panorama maior sobre o autocuidado da mulher com ostomia.</p><p>Busque a Portaria nº 400, de 16 de novembro de 2009, e entenda mais sobre as diretrizes nacionais para a</p><p>atenção à saúde das pessoas ostomizadas no âmbito do SUS.</p><p>Referências</p><p>CHRISTÓFORO, B.; CARVALHO, D. Cuidados de enfermagem realizados ao paciente cirúrgico no período pré-</p><p>operatório. Revista Escolar Enfermagem USP, v. 43, n. 1, p. 14-22, 2009.</p><p>FERNANDES, I. Guia do estomizado. Porto Alegre: Assessoria Gráfica e Editora Ltda, 2008.</p><p>LUZ, M. H. et al. Caracterização dos pacientes submetidos a estomas intestinais em um hospital público de</p><p>Teresina - PI. Texto Contexto Enfermagem, v. 18, n. 1, p. 140-6, 2009.</p><p>MARUYAMA, S. A. A experiência da colostomia por câncer como ruptura biográfica na visão dos portadores,</p><p>familiares e profissionais de saúde: um estudo etnográfico. 2004. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Escola</p><p>de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.</p><p>MATOS, D.; SAAD, S.; FERNANDES, L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar de coloproctologia. São</p><p>Paulo: Manole, 2004.</p><p>MAURICIO. V.; OLIVEIRA, N., LISBOA, M. O enfermeiro e sua participação no processo de reabilitação da</p><p>pessoa com estoma. Rio de Janeiro: Escola Anna Nery, v. 17, n. 3, p. 416-22, 2013.</p><p>PICININ, I. et al. Modelo de assistência multidisciplinar à criança traqueostomizada. Belo Horizonte: Revista</p><p>Médica de Minas Gerais, v. 26, n. 9, p. S19-S26, 2016.</p><p>SAMPAIO, F. et al. Assistência de enfermagem a paciente com colostomia: aplicação da teoria de Orem. Acta</p><p>Paulista de Enfermagem, v. 21, n. 1, p. 94-100, 2008.</p><p>SILVA, A. et al. Complicações das ostomias urinárias e intestinais. Percursos, v. 37, p. 61-67, 2017.</p><p>SMELTZER, S. C. et al. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Editora Guanabara Koogan, 2011.</p><p>STAUFFER, A. Educação profissional e docência em saúde: a formação e o trabalho do agente comunitário de</p><p>saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007.</p><p>O cuidado ao paciente com ostomias</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>Objetivos</p><p>Introdução</p><p>1. Assistência de enfermagem a pacientes com ostomias</p><p>Cuidado de enfermagem e direitos da pessoa ostomizada</p><p>Limpeza regular</p><p>Monitoramento atento da ostomia</p><p>Troca regular de dispositivos coletores ou bolsas</p><p>Esvaziamento do conteúdo intestinal</p><p>Direitos da pessoa ostomizada</p><p>Comentário</p><p>Assistência integral</p><p>Orientação para o autocuidado</p><p>Prevenção de complicações</p><p>Ações na atenção básica</p><p>Assistência de enfermagem e direitos da pessoa ostomizada</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>2. Ostomias intestinais e urinárias</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia intestinal</p><p>Ostomia temporária</p><p>Ostomia permanente</p><p>Cuidados no pré-operatório</p><p>Avaliação completa do estado de saúde</p><p>Informações detalhadas sobre o procedimento</p><p>Preparação da pele ao redor da ostomia</p><p>Orientação sobre dieta pré-operatória</p><p>Suporte emocional ao paciente</p><p>Controle de preocupações</p><p>e ansiedades</p><p>Procedimentos pré-operatórios específicos</p><p>Treinamento para cuidados básicos com a ostomia</p><p>Cuidados no pós-operatório</p><p>Monitoramento dos sinais vitais</p><p>Gerenciamento da dor</p><p>Realização de curativos</p><p>Avaliação da ostomia e da pele</p><p>Orientação sobre dieta pós-operatória</p><p>Encorajamento à atividade física</p><p>Instrução sobre cuidados com a ostomia</p><p>Suporte emocional ao paciente</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente com ostomia intestinal</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Tipos de ostomias intestinais</p><p>Ileostomia e colostomia de cólon ascendente</p><p>Colostomia de cólon transverso</p><p>Colostomia descendente e sigmoide</p><p>Colostomia ascendente</p><p>Colostomia transversal</p><p>Curiosidade</p><p>Colostomia descendente e colostomia sigmoide</p><p>Colostomia descendente</p><p>Colostomia sigmoide</p><p>Ileostomia</p><p>Tipos de ostomias de eliminação</p><p>Conteúdo interativo</p><p>O sistema urinário e as indicações para realização da ostomia urinária</p><p>Rins</p><p>Ureteres</p><p>Bexiga</p><p>Uretra</p><p>Câncer de bexiga</p><p>Trauma ou lesão grave</p><p>Malformações congênitas</p><p>Doenças crônicas da bexiga</p><p>O sistema urinário e a confecção de uma ostomia</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia urinária</p><p>Atenção</p><p>Bolsas de uma peça</p><p>Bolsas de duas peças</p><p>Bolsas drenáveis</p><p>Bolsas fechadas</p><p>Bolsas com filtro de odor</p><p>Tipo de ostoma</p><p>Frequência de esvaziamento</p><p>Atividade física</p><p>Nível de conforto</p><p>Odor e vazamento</p><p>Tipos de ostomias urinárias</p><p>Cistostomia</p><p>Ureterostomia</p><p>Nefrostomia ou peilostomia</p><p>Vesicostomia</p><p>Ileal conduit</p><p>Comentário</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>3. Traqueostomia, gastrostomia e esofagostomia</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes traqueostomizados</p><p>Obstrução das vias aéreas superiores</p><p>Lesões cervicais ou da medula espinhal</p><p>Doenças neuromusculares</p><p>Insuficiência respiratória aguda ou crônica</p><p>Ventilação mecânica prolongada</p><p>Atenção</p><p>Monitoramento respiratório</p><p>Manutenção da via aérea</p><p>Higiene</p><p>Aspiração de secreções</p><p>Umidificação do ar</p><p>Monitoramento dos sinais vitais</p><p>Alimentação e nutrição</p><p>Educação do paciente e família</p><p>Prevenção de complicações</p><p>Acompanhamento e avaliação</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente traqueostomatizado</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Cuidados de enfermagem a pacientes com ostomia alimentar</p><p>Vômitos</p><p>Diarreias</p><p>Resíduo gástrico</p><p>Constipação</p><p>Distensão abdominal</p><p>Refluxo e regurgitação</p><p>Realização de curativo</p><p>Atenção a secreções e vazamento</p><p>Avaliação da sonda</p><p>Fixação da sonda</p><p>Manutenção da sonda</p><p>Administração da dieta</p><p>Higienização da sonda</p><p>Administração adequada de medicamentos</p><p>Prevenção de uso inadequado de sondas</p><p>Manejo de obstrução da sonda</p><p>Cuidados de enfermagem ao paciente com ostomia alimentar</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>4. Estomia e sexualidade</p><p>O estigma do paciente ostomizado</p><p>Comentário</p><p>O estigma do paciente ostomizado</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>5. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>Explore +</p><p>Referências</p>

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