Prévia do material em texto
<p>1</p><p>Exercícios para o aprimoramento de habilidades de</p><p>raciocínio lógico e de leitura e interpretação de</p><p>textos, imagens, gráficos e tabelas</p><p>Material do Aluno</p><p>(PARA USO NO 2º SEMESTRE DE 2024)</p><p>Disponível em . Acesso em 19 fev. 2024.</p><p>2024</p><p>Nome:</p><p>RA: Turma:</p><p>2</p><p>Questão 1.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) A fome e a insegurança alimentar, antigos problemas da sociedade, são agravados em</p><p>regiões com elevados índices de desigualdade social. Propor soluções para esse quadro requer uma</p><p>abordagem multidimensional, que possibilite a interação entre as dimensões sociais, culturais,</p><p>políticas, econômicas e ambientais envolvidas na produção e na distribuição de alimentos.</p><p>Foto. Unicef/Sayed Bidel. Impacto dos conflitos sobre pessoas mais</p><p>vulneráveis.</p><p>Foto. FAO/Anatolii Stepanov. Colheita de trigo perto da vila de</p><p>Krasne, na Ucrânia.</p><p>Foto. Unicef/Safi dy Andriananten. Secas em Madagascar colocam o país africano entre aqueles onde há mais fome.</p><p>Disponível em . Acesso em 10 jun. 2023.</p><p>Considerando o texto e as imagens apresentados, avalie as asserções e a relação proposta entre</p><p>elas.</p><p>I. A fome no mundo é um fenômeno biológico e sociológico inevitável.</p><p>PORQUE</p><p>II. A disponibilidade desigual de alimentos, o acirramento de conflitos geopolíticos, a formação de</p><p>cadeias agrícolas globais e o aumento das catástrofes climáticas são fatores que impactam a</p><p>segurança alimentar de um grande número de populações.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.</p><p>D. A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são falsas.</p><p>3</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 2.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Leia o texto a seguir.</p><p>O crescimento das cidades promove o aumento da demanda por serviços de água tratada, esgoto</p><p>sanitário, manejo das águas pluviais, limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos. No Brasil, o</p><p>processo de urbanização ocorreu de forma rápida e desigual, o que resultou no agravamento de</p><p>injustiças sociais e econômicas. Os serviços de saneamento básico considerados direitos humanos</p><p>fundamentais não são acessíveis a uma parcela significativa da população, principalmente àquela em</p><p>que se concentram os segmentos populacionais em situação de vulnerabilidade. O atendimento</p><p>integral e universalizado junto às populações periféricas e em situação de vulnerabilidade constitui</p><p>um grande desafio, por demandar políticas públicas e investimentos subsidiados e permanentes.</p><p>Disponível em . Acesso em 22 jun. 2023 (com</p><p>adaptações).</p><p>Acerca do saneamento básico no Brasil, avalie as afirmativas.</p><p>I. A grave desigualdade social, evidenciada pela segregação nos espaços urbanos, é uma das</p><p>barreiras para a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico.</p><p>II. O serviço de abastecimento de água no Brasil situa-se no mesmo patamar de fornecimento e</p><p>de infraestrutura que o sistema de coleta e tratamento do esgoto.</p><p>III. A universalização do acesso aos serviços de saneamento básico requer investimentos em</p><p>políticas públicas e em tecnologias sociais que priorizem a democratização e o atendimento</p><p>às populações em situação de vulnerabilidade.</p><p>IV. O aumento da incidência de doenças transmitidas pela água resulta não somente da</p><p>inadequação dos serviços de saneamento, mas também da precariedade das condições de</p><p>moradia da população em situação de vulnerabilidade.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e II.</p><p>B. I e IV.</p><p>C. II e III.</p><p>D. I, III e IV.</p><p>E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>4</p><p>Questão 3.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Estudos realizados em 2021 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef),</p><p>em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mostraram que, no Brasil, houve uma</p><p>queda brusca da taxa de vacinação infantil nos últimos anos: entre 2017 e 2021, a taxa caiu de</p><p>93,1% para 71,49%, considerando-se crianças com menos de um ano de idade. Essa redução da</p><p>cobertura vacinal deixa a população infantil muito vulnerável e exposta a doenças que já estavam</p><p>praticamente erradicadas, tal como o sarampo, que em 2018 voltou a ser uma preocupação para os</p><p>brasileiros. Além do sarampo, corre-se o risco de outras doenças voltarem a acometer as crianças,</p><p>como a poliomielite, a meningite, a rubéola e a difteria. O gráfico a seguir mostra as taxas de</p><p>vacinação infantil, em crianças menores de um ano de idade, no período de 2017 a 2021.</p><p>Disponível em . Acesso em 23 de jun. 2023 (com</p><p>adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas no texto e no gráfico, assinale a opção correta.</p><p>A. O percentual de vacinação com o imunizante da poliomielite se manteve constante na maior</p><p>parte do período de 2017 a 2021.</p><p>B. A baixa cobertura vacinal de crianças menores de um ano de idade é um dos indicadores de</p><p>baixo desempenho das políticas públicas de atenção primária em saúde.</p><p>C. A cobertura vacinal de crianças menores de um ano de idade foi muito variável, com alto índice</p><p>vacinal da BCG e média cobertura da vacina tetraviral, no período de 2017 a 2021.</p><p>D. O aumento da taxa de vacinação infantil contra a febre amarela em 2021, em comparação com o</p><p>índice registrado em 2017, revela que as campanhas de conscientização da população foram</p><p>bem-sucedidas quanto ao alcance da meta de vacinação contra essa enfermidade.</p><p>5</p><p>E. A pandemia de covid-19, ao ampliar a conscientização da população sobre a necessidade de</p><p>manter alto índice vacinal para evitar o reaparecimento de doenças infectocontagiosas, contribuiu</p><p>para o aumento da cobertura vacinal contra outras doenças, conforme indicado no gráfico.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 4.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Leia os textos a seguir</p><p>Texto 1</p><p>A Inteligência Artificial (IA) generativa é capaz de criar novos dados, únicos, que possibilitam</p><p>aprender por conta própria, indo além do que a tecnologia tradicional proporciona, visto que esta</p><p>precisa de intervenção humana. Um exemplo da IA generativa é o ChatGPT, que pode gerar</p><p>imagens, músicas e textos completamente novos. Entre outras coisas, por meio da IA generativa, é</p><p>possível elaborar modelos de previsão de testes clínicos, realizar a identificação de padrões em</p><p>exames médicos e, ainda, auxiliar no diagnóstico de doenças.</p><p>Disponível em . Acesso em 2 ago. 2023 (com adaptações).</p><p>Considerando os textos apresentados, é correto afirmar que a IA generativa</p><p>A. proporciona novos recursos de linguagem que geram tecnologias capazes</p><p>da pobreza extrema, com comprometimento da própria</p><p>sobrevivência. A situação desse grupo excluído e marginalizado pode decorrer de diversos fatores,</p><p>como desemprego estrutural, migração, uso prejudicial de álcool e outras drogas, presença de</p><p>transtornos mentais, conflitos familiares, entre outros.</p><p>HINO, P.; SANTOS, J. O.; ROSA, A. S. Pessoas que vivenciam situação de rua sob olhar da saúde. Revista</p><p>Brasileira de Enfermagem. v. 71. Suplemento 1, p.732-740, 2018 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>(MDS) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), lançou uma</p><p>campanha que objetiva valorizar a saúde como um direito humano de cidadania e ressaltar que as</p><p>pessoas em situação de rua têm o direito de ser atendidas na rede de serviços do SUS.</p><p>Disponível em . Acesso em 11</p><p>set. 2018 (com adaptações).</p><p>A respeito da população que vivencia situação de rua e considerando os textos apresentados, avalie</p><p>as afirmativas.</p><p>I. Na elaboração de políticas públicas, devem ser considerados os fatores pessoais e contextuais</p><p>que levam pessoas a viver em situação de rua, o que exige o trabalho de equipes</p><p>multidisciplinares, com o objetivo de assegurar direitos de saúde, dignidade e cidadania a</p><p>essa população.</p><p>II. A inexistência de endereço fixo que possibilite fazer cadastros oficiais e estabelecer contato</p><p>quando necessário inviabiliza a inserção dos indivíduos em situação de rua nas políticas</p><p>públicas de saúde, educação e moradia.</p><p>III. A homogeneidade do grupo de pessoas que vivem em situação de rua contribui para o</p><p>desenvolvimento das estratégias de acolhimento e de atendimento pelas equipes envolvidas</p><p>em campanhas dirigidas a esse público.</p><p>IV. A falta de moradia convencional e o comprometimento da identidade, da segurança, do bem-</p><p>estar físico e emocional e do sentimento de pertencimento são problemas vivenciados pelas</p><p>pessoas que vivem em situação de rua e requerem atenção do poder público.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e III. B. I e IV. C. II e III.</p><p>D. I, II e IV. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>38</p><p>Questão 35.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia o texto a seguir.</p><p>A seleção francesa participante da Copa do Mundo de Futebol de 2018, composta de 19 jogadores</p><p>filhos de imigrantes da África e dos outros países da Europa, foi mais multicultural que o elenco</p><p>campeão da Copa de 1998. Apenas o goleiro Lloris, o lateral Pavard, o atacante Giroud e o meia</p><p>Thauvin não se encaixam nessa descrição. Tal composição suscitou inúmeros debates acerca da</p><p>presença de imigrantes na sociedade francesa e do multiculturalismo na Europa. À perspectiva</p><p>multicultural se contrapõem a xenofobia, o racismo, a islamofobia, entre outras formas de</p><p>segregação humana, sobretudo de imigrantes e seus descendentes.</p><p>Disponível em .</p><p>Acesso em 10 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta.</p><p>A. A admiração dos torcedores pelos jogadores da seleção francesa evidencia a redução do</p><p>preconceito de cidadãos franceses contra descendentes de imigrantes.</p><p>B. O aumento do número de jogadores e a ampliação da diversidade de nacionalidades ameaçam a</p><p>perpetuação dos valores e da tradição do povo francês.</p><p>C. A inclusão de jogadores de origem árabe e africana na seleção francesa teve o efeito imediato de</p><p>minimizar visões e interpretações equivocadas dos efeitos da imigração, como desemprego e</p><p>pobreza.</p><p>D. A presença de jogadores franceses de origem africana sinaliza a efetiva integração dos</p><p>imigrantes e de seus descendentes à sociedade francesa, após longo processo de incentivo à</p><p>inclusão social de estrangeiros no país.</p><p>E. A composição da seleção francesa aponta para a importância da perspectiva multicultural, em</p><p>que se valorizam as formas de convívio entre os diferentes, a mediação de conflitos identitários e</p><p>o exercício da alteridade.</p><p>39</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 36.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia os textos 1 e 2 a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Todo mundo já viu, escutou e não conseguiu deixar de entreouvir a conversa de outros passageiros</p><p>no ônibus falando sem parar em seus telefones. (...) Há adolescentes e jovens de ambos os sexos</p><p>dizendo a alguém, em casa, por qual estação haviam acabado de passar e qual seria a próxima.</p><p>Você pode ter tido a impressão de que eles estavam contando os minutos que os separavam de seus</p><p>lares e mal podiam esperar para estar com seus interlocutores em pessoa. Talvez não tenha lhe</p><p>ocorrido que muitas dessas conversas entreouvidas não eram ´ouvertures’ de conversas mais longas</p><p>e substantivas que prosseguiriam em seu lugar de destino – mas seus substitutos. Que essas</p><p>conversas não estavam preparando o terreno para a coisa real, mas eram, elas próprias, exatamente</p><p>isso: a coisa real... Que muitos desses jovens ávidos por dar seus paradeiros a ouvintes invisíveis</p><p>iriam dentro em breve, logo que chegassem, correr para seus próprios quartos e trancar as portas.</p><p>BAUMAN, Z. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.</p><p>Texto 2</p><p>Disponível em . Acesso em 04 ago. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Tanto o trecho de Bauman quanto a tirinha apresentam situações em que a proximidade</p><p>virtual, por meio do uso do aparelho celular, desempenha o papel da realidade, com a</p><p>intenção de substituir o contato direto nas relações interpessoais.</p><p>II. Na tirinha, a crítica da mãe ao filho mostra-se infundada, pois ele responde prontamente a</p><p>seu chamado.</p><p>III. De acordo com Bauman, os jovens convivem com a tecnologia avançada, e isso expande as</p><p>fronteiras e as possibilidades inter-relacionais, fortalecendo os vínculos pessoais.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. I e II, apenas. C. II e III, apenas. D. I e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>40</p><p>Questão 37.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o artigo e a charge a seguir.</p><p>A longa história das notícias falsas</p><p>Utilização política das mentiras começou muito antes das redes sociais, e a construção</p><p>de outras realidades era uma constante na Grécia antiga</p><p>A primeira vítima da guerra é a verdade, afirma um velho ditado jornalístico. Embora o mais correto</p><p>fosse dizer que a verdade é vítima recorrente em qualquer sociedade organizada, porque a mentira</p><p>política é uma arte tão velha quanto a civilização. A verdade é um conceito fugidio na metafísica e</p><p>mutante nas ciências – uma nova descoberta pode anular o que se dava como certo –, mas, no dia a</p><p>dia, o assunto é bem diferente: há coisas que aconteceram, e outras que não; mas os fatos, reais ou</p><p>inventados, influenciam a nossa percepção e opinião.</p><p>Desde a Antiguidade, verdade e mentira se misturaram muitíssimas vezes, e essas realidades falsas</p><p>influenciaram nosso presente. Assim já escreveu o grande historiador francês Paul Veyne em seu</p><p>ensaio “Os gregos acreditavam em seus mitos?” “Os homens não encontram a verdade, a</p><p>constroem, como constroem sua história”.</p><p>Chegados a este ponto, convém fazer uma distinção entre notícias falsas e propaganda: ambas</p><p>crescem e se multiplicam no mesmo ecossistema, mas não são exatamente iguais. A propaganda</p><p>procura convencer, ser eficaz, e para isso pode recorrer a todo tipo de instrumento, da arte e do</p><p>cinema aos pasquins e redes sociais. As notícias falsas, um dos ramos da propaganda, são</p><p>diferentes: procuram enganar, criar outra realidade. A preocupação com a perpetuação desses</p><p>equívocos e com</p><p>os mecanismos que os criam e multiplicam não é nova.</p><p>Disponível em . Acesso em 14 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Disponível em . Acesso em 26 set. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. O artigo afirma que as propagandas são sempre falsas e procuram enganar o consumidor.</p><p>II. A charge tem por objetivo mostrar que as pessoas sabem identificar a veracidade de uma</p><p>notícia, ao contrário do que afirma o artigo.</p><p>III. De acordo com o artigo, independentemente de um fato ter ou não ocorrido, a divulgação</p><p>dele influencia a opinião pública.</p><p>IV. Segundo o artigo, por ser um conceito fugidio, a verdade é sempre transitória, e, assim, não</p><p>se pode julgar uma notícia como mentirosa.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. III. C. III e IV. D. I e III. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/06/cultura/1520352987_936609.html</p><p>https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/06/cultura/1520352987_936609.html</p><p>https://brasil.elpais.com/tag/bulos_internet</p><p>41</p><p>Questão 38.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Observe a ilustração a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 30 jul. 2018.</p><p>O objetivo da ilustração é</p><p>A. enaltecer o papel das novas tecnologias no desenvolvimento do pensamento autônomo.</p><p>B. mostrar que o homem depende da agricultura, pois todas as riquezas são decorrentes dela.</p><p>C. criticar a homogeneização do pensamento e do comportamento.</p><p>D. criticar as sociedades agrárias, que não têm acesso às tecnologias de comunicação.</p><p>E. denunciar o trabalho escravo, especialmente nas lavouras.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 39.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto e a charge a seguir.</p><p>Já se sabe que problemas psicológicos atingem grande parte da população ativa: a pressa para fazer</p><p>mais em menos tempo, a urgência para terminar e entregar as tarefas, a pressão por resultados, a</p><p>ansiedade, a autocobrança para ser o melhor profissional, além dos problemas externos à empresa,</p><p>que também podem influenciar negativamente o rendimento do colaborador. Por esse motivo, líderes</p><p>e empresas precisam prestar atenção ao que acontece com os seus colaboradores, pregar valores</p><p>positivos entre eles, compreender suas dificuldades circunstanciais e oferecer-lhes apoio e respeito.</p><p>42</p><p>As relações, em uma empresa, não precisam ser baseadas apenas em competitividade. Com a</p><p>empatia, é possível construir, no ambiente de trabalho, laços de convivência preponderantemente</p><p>respeitosos.</p><p>Disponível em . Acesso em 26 set. 2018 (com adaptações).</p><p>Disponível em . Acesso em 08 mai. 2023.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. De acordo com o texto, é possível criar uma interação pessoal mais positiva entre líderes e</p><p>colaboradores, além de laços de convivência mais respeitosos no ambiente corporativo.</p><p>II. A charge direciona seu foco para o exercício de se colocar no lugar de outra pessoa, para o</p><p>exercício da empatia.</p><p>III. Os elementos visuais da charge remetem a um ambiente sincero e natural, mas carregado de</p><p>sentimentos como o egocentrismo e o individualismo.</p><p>IV. A charge e o texto denunciam a agressividade à qual os colaboradores estão sendo</p><p>submetidos no ambiente corporativo.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, II, III e IV. B. I, II e III, apenas. C. II, III e IV, apenas.</p><p>D. I e II, apenas. E. I, II e IV, apenas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 40.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge e o texto a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 20 set. 2018.</p><p>43</p><p>Gente que comenta sem ler - reflexões sobre uma epidemia digital</p><p>Danilo Venticinque</p><p>Clique em qualquer notícia de um grande portal, vá à seção de comentários e faça sua aposta:</p><p>quantas pessoas realmente leram todo o texto antes de comentar? Quando comecei no jornalismo,</p><p>ingênuo, acreditava que todos liam tudo. Os anos me tornaram cético. Hoje, tenho certeza de que o</p><p>número é próximo de zero. Na internet, quase todos nós lemos muito mal.</p><p>Num universo de leitura fragmentada, os comentaristas conseguem se destacar negativamente. Ao</p><p>contrário dos outros maus leitores, que prestam conta apenas às suas consciências, quem comenta</p><p>deixa registrada, definitivamente, a sua falta de atenção. Só não morrem de vergonha disso porque</p><p>sabem que ninguém notará suas falhas. Afinal, se quase ninguém lê as notícias, é seguro apostar</p><p>que mesmo o mais absurdo dos comentários passará despercebido por todos.</p><p>Quanto maior a audiência de uma notícia, maior a chance de a caixa de comentários se transformar</p><p>numa sala de bate-papo delirante, sem nenhuma relação com o assunto original. Não importa se o</p><p>texto é sobre a Petrobras, sobre novas marcas de esmalte ou sobre o álbum da Copa: sempre</p><p>haverá uma desculpa para transformá-lo em palco para brigas políticas. Quando a vontade de</p><p>expressar uma opinião é irresistível, a lógica é o que menos importa.</p><p>Sempre há um ou outro justiceiro que gasta seu tempo apontando incoerências nos comentários</p><p>alheios. São criaturas exóticas: leem não só os textos, como também os comentários - e ainda se</p><p>dão ao trabalho de notar quando não há qualquer relação entre uma coisa e outra. Os esforços</p><p>desses bravos heróis são em vão: a horda de comentaristas enfurecidos imediatamente os</p><p>descartará como lacaios de algum partido político ou, pior ainda, metidos a intelectuais. Bem feito.</p><p>Quem mandou gastar seu tempo lendo um texto na internet?</p><p>Comentários em redes sociais são ainda piores. Lá, não é necessário nem mesmo clicar na notícia</p><p>para palpitar sobre ela. Basta ler o título do post que um amigo compartilhou e o campo de</p><p>comentários estará logo abaixo, com todos os seus encantos.</p><p>No último primeiro de abril, o site da National Public Radio (NPR) aplicou uma pegadinha impiedosa</p><p>em seus leitores: publicou, no Facebook, um texto com o título "Por que a América não lê". Centenas</p><p>de pessoas comentaram o assunto. Algumas discordavam, indignadas. Outras concordavam e</p><p>discorriam longamente sobre as causas desse fenômeno. O texto da notícia, que ninguém leu,</p><p>explicava a piada e dizia algo como "os americanos leem, mas temos a impressão de que eles só</p><p>olham o título antes de comentar". Eu não saberia dizer precisamente o que estava escrito lá:</p><p>confesso que não li o texto da NPR. Vi o link no Facebook de um ou dois amigos e decidi comentar</p><p>sobre o assunto mesmo assim.</p><p>Por muito tempo, acreditei que a multidão que comenta sem ler era a escória da internet. Que o</p><p>mundo seria melhor se lêssemos todos os textos antes de palpitar sobre eles. Eu estava errado. Hoje</p><p>penso exatamente o contrário. A enorme maioria dos textos que circulam pela internet é inútil. Os</p><p>comentaristas ensandecidos simplesmente decidiram parar de perder tempo com esse tipo de</p><p>bobagem. São seres mais evoluídos do que nós. Basta aplicarem em algo útil todas as horas de</p><p>leitura superficial que economizam e logo dominarão o mundo.</p><p>Saber comentar sem ler é uma habilidade indispensável para ser bem-sucedido no mundo digital. Se</p><p>você ainda não aderiu, pare de ler agora e junte-se a nós. Seja bem-vindo ao futuro.</p><p>O próximo passo rumo à iluminação digital é aprender a não ler e não comentar.</p><p>As discussões na internet, convenhamos, nunca mudaram a opinião de ninguém. Nos meus anos</p><p>menos esclarecidos, li muitos debates em seções de comentários. Nunca vi um crítico do governo</p><p>terminar uma discussão com "pensando bem, acho que a culpa não é da Dilma". Ou um ativista,</p><p>após longas réplicas e tréplicas, decidir dar o braço a torcer: "diante de todos os argumentos</p><p>aqui</p><p>expostos, cheguei à conclusão de que #vaitercopa". As discussões virtuais são tão dispensáveis</p><p>quanto as notícias que as antecedem. Abençoado seja quem guarda sua opinião para si e cultiva o</p><p>silêncio digital. É o que vou fazer agora. Até a próxima semana.</p><p>Disponível em . Acesso</p><p>em 20 set. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2014/04/gente-que-bcomenta-sem-lerb.html</p><p>44</p><p>I. A charge apresenta um posicionamento oposto ao do artigo, uma vez que ela critica o ato de</p><p>comentar sem ler e o autor do texto afirma que “comentar sem ler é uma habilidade</p><p>indispensável para ser bem-sucedido no mundo digital”.</p><p>II. A charge faz referência aos conhecidos macacos (“não vejo”, “não falo”, “não ouço”) e, ao</p><p>modificar as características deles, elogia aquele que, em vez de ficar mudo, manifesta-se nas</p><p>redes sociais.</p><p>III. De acordo com o artigo, o número de pessoas que comentam textos sem ler não é</p><p>minoritário.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I e II. B. II e III. C. I e III. D. I. E. III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 41.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Profissional generalista ou especialista?</p><p>Fernanda Andrade</p><p>Essa é uma dúvida que sempre gera questionamentos em muitos profissionais. Embora a maioria das</p><p>formações disponíveis no mercado estejam direcionadas para preparar especialistas, o mercado tem</p><p>valorizado cada vez mais os profissionais generalistas, aqueles que têm uma visão mais holística.</p><p>Um estudo realizado pela Columbia Business School e a Tulane University acompanhou mais de 400</p><p>estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, entre 2008 e 2009, e seguiram</p><p>carreira em bancos de investimento. A amostra foi dividida em dois grupos. O grupo dos</p><p>especialistas, que era formado por pessoas que já trabalhavam com investimentos antes do MBA, fez</p><p>estágio na área e aprofundou-se em finanças.</p><p>O grupo dos generalistas que, antes do curso, atuou em outras áreas, como publicidade, fez estágio</p><p>em uma consultoria e só mais tarde foi para o mundo dos investimentos. O resultado foi o seguinte:</p><p>os bônus recebidos pelos especialistas eram até 36% mais baixos do que os recebidos pelos</p><p>generalistas.</p><p>Outro estudo, feito pela IDC em parceria com a Microsoft, aponta o mesmo resultado. A pesquisa</p><p>analisou mais de 76 milhões de vagas de emprego nos Estados Unidos para selecionar aquelas que</p><p>teriam maiores salários e melhores condições de ascensão profissional entre 2016 e 2024. A</p><p>conclusão é a de que as oportunidades mais promissoras exigem competências multifuncionais, em</p><p>detrimento de habilidades técnicas ou específicas. Novamente, os generalistas aparecem como os</p><p>mais valorizados.</p><p>Contudo, cabe destacar que os profissionais generalistas não são melhores do que os especialistas. A</p><p>diferença, basicamente, está no fato de que os generalistas costumam assumir os cargos mais</p><p>elevados, como diretoria e presidência. Esses cargos exigem, além de conhecimento técnico,</p><p>habilidades em comunicação, negociação, inteligência emocional, empatia e, logicamente, uma</p><p>ampla visão do mercado em que se atua. Entretanto, sempre haverá espaço para os especialistas,</p><p>afinal, as questões técnicas devem ser executadas por eles.</p><p>45</p><p>Para minimizar as desigualdades entre os dois perfis profissionais, é importante que as empresas</p><p>possibilitem a gestão de carreiras em Y. Nesse sentido, esse novo modelo visa à maior valorização</p><p>do conhecimento técnico, entendido, atualmente, como tão importante quanto o conhecimento</p><p>estratégico e gerencial. Nesse formato, especialistas podem ganhar tanto quanto generalistas e os</p><p>dois profissionais são reconhecidos de acordo com a sua relevância. Colocar os dois perfis em pé de</p><p>igualdade é fundamental para criar um ambiente de trabalho harmônico e que favoreça uma</p><p>competição saudável entre todos, independentemente da função que desempenhem.</p><p>Também é possível que um especialista se torne um generalista e um generalista, um especialista. A</p><p>transição entre os perfis pode ser muito enriquecedora nos dois casos. O mundo corporativo é muito</p><p>volátil e tudo muda o tempo todo. Com foco e determinação, é possível se preparar para assumir</p><p>funções diferentes, mesmo depois de tantos anos executando a mesma função. Os profissionais</p><p>devem estar antenados nas oportunidades, estando sempre preparados para quando elas surgirem,</p><p>seja como especialista ou como generalista.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 set. 2018 (com</p><p>adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. É importante que as empresas possibilitem a gestão de carreiras em Y, com a intenção de que as</p><p>diferenças entre os profissionais generalistas e os profissionais especialistas possam ser minimizadas</p><p>e de que se criem oportunidades para ambos.</p><p>PORQUE</p><p>II. Os profissionais generalistas não são melhores do que os especialistas, mas costumam assumir</p><p>cargos mais elevados nas organizações, como diretoria e presidência, que exigem, além de</p><p>conhecimento técnico, habilidades em comunicação, negociação, inteligência emocional, empatia e</p><p>ampla visão do mercado em que se atua.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é verdadeira, e a asserção II é falsa.</p><p>D. A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 42.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>No quadro a seguir, encontram-se algumas observações de número de casos de diarreia, por bairro</p><p>de residência, de um município em determinado período.</p><p>46</p><p>Bairro Casos População</p><p>Grajaú 27 285</p><p>Limoeiro 26 297</p><p>Mangueiral 56 923</p><p>Floresta 113 1873</p><p>Campo Limpo 60 1256</p><p>Horto 132 4100</p><p>Total 414 8734</p><p>Disponível em . Acesso em 16 jul. 2016 (com adaptações).</p><p>Com base nos dados apresentados no quadro e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.</p><p>I. A distribuição de casos de diarreia ocorreu de modo uniforme nos bairros listados.</p><p>II. O bairro Grajaú apresentou a maior taxa de incidência de casos.</p><p>III. O conhecimento dos fatores de risco é irrelevante para a tomada de decisão na situação em</p><p>estudo.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. I e II, apenas. C. II e III, apenas. D. II, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 43.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>O mundo mediado por algoritmos</p><p>Sistemas lógicos que sustentam os programas de computador têm impacto crescente no</p><p>cotidiano</p><p>Bruno de Pierro – Revista Pesquisa Fapesp</p><p>Os algoritmos estão em toda parte. Quando a bolsa sobe ou desce, eles geralmente estão</p><p>envolvidos. Segundo dados divulgados em 2016 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada</p><p>(Ipea), robôs investidores programados para reagir instantaneamente ante determinadas situações</p><p>são responsáveis por mais de 40% das decisões de compra e venda no mercado de ações no país –</p><p>nos Estados Unidos, o percentual chegou a 70%. O sucesso de uma simples pesquisa no Google</p><p>depende de uma dessas receitas escritas em linguagem de programação computacional, que é capaz</p><p>de filtrar em segundos bilhões de páginas na web – a importância de uma página, definida por um</p><p>algoritmo, baseia-se na quantidade e na boa procedência de links que remetem a ela. Na fronteira</p><p>da pesquisa em engenharia automotiva, conjuntos de algoritmos utilizados por carros autônomos</p><p>processam informações</p><p>captadas por câmeras e sensores, tomando instantaneamente as decisões ao</p><p>volante sem intervenção humana.</p><p>Um algoritmo nada mais é do que uma sequência de etapas para resolver um problema ou realizar</p><p>uma tarefa de forma automática, quer ele tenha apenas uma dezena de linhas de programação ou</p><p>milhões delas empilhadas em uma espécie de pergaminho virtual. “É o átomo de qualquer processo</p><p>computacional”, define o cientista da computação Roberto Marcondes Cesar Junior, pesquisador do</p><p>Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).</p><p>A construção de um algoritmo segue três etapas. A primeira consiste em identificar com precisão o</p><p>problema a ser resolvido – e encontrar uma solução para ele. “O desafio é mostrar que a solução do</p><p>47</p><p>problema existe do ponto de vista prático, que não se trata de um problema de complexidade</p><p>exponencial, aquele para o qual o tempo necessário para produzir uma resposta pode crescer</p><p>exponencialmente, tornando-o impraticável”, explica o cientista da computação Jayme Szwarcfiter,</p><p>pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p><p>A segunda etapa consiste em descrever a sequência de passos no idioma corrente, para que todos</p><p>possam compreender. Por último, essa descrição é traduzida para alguma linguagem de</p><p>programação. Só assim o computador consegue entender os comandos – que podem ser ordens</p><p>simples, operações matemáticas e até algoritmos dentro de algoritmos –, tudo em uma sequência</p><p>lógica e precisa.</p><p>Um dos casos em que os algoritmos estão sendo utilizados é na automatização de investigações</p><p>sobre pornografia infantil. Constantemente, os policiais apreendem grandes quantidades de fotos e</p><p>vídeos no computador de suspeitos. Se existirem arquivos com pornografia infantil, o algoritmo ajuda</p><p>a encontrá-los. “Expusemos o robô a horas de vídeos pornográficos da internet para extrair dados.</p><p>Tivemos que ensinar a ele o que é pornografia”, conta Rocha. Depois, para que pudesse distinguir a</p><p>presença de crianças, o algoritmo precisou “assistir” a conteúdos de pornografia infantil apreendidos.</p><p>“Essa etapa foi realizada estritamente por técnicos da polícia. Nós da Unicamp não tivemos acesso a</p><p>esse material”, salienta. Rocha conta que a análise dos arquivos era feita sem muita automação. “Ao</p><p>tornar esse processo mais eficiente, os investigadores da Polícia Federal ganharam tempo e</p><p>capacidade para analisar maiores quantidades de dados”.</p><p>O impacto dos algoritmos é objeto de análise de outros campos do conhecimento. “Algoritmos já</p><p>estão desempenhando um papel moderador. Google, Facebook e Amazon conquistaram um poder</p><p>extraordinário sobre o que encontramos hoje no campo cultural”, avalia Ted Striphas, professor de</p><p>história da cultura e da tecnologia na Universidade do Colorado, Estados Unidos e autor do livro</p><p>Algorithmic culture (2015), que examina a influência dessas ferramentas. O antropólogo norte-</p><p>americano Nick Seaver, pesquisador da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, dedica-se</p><p>atualmente a um projeto baseado em pesquisa etnográfica e entrevistas com criadores de algoritmos</p><p>de recomendação de músicas em serviços de streaming. Seu interesse é compreender como esses</p><p>sistemas são desenhados para atrair usuários e chamar a sua atenção, trabalhando na interface de</p><p>áreas como aprendizado de máquina e publicidade on-line. “Os mecanismos que controlam a</p><p>atenção e suas mediações técnicas tornaram-se objeto de grande preocupação. A formação de</p><p>bolhas de interesse e de opinião, as fake news e a distração no campo político são atribuídas a</p><p>tecnologias desenhadas para manipular a atenção dos usuários”, explica.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 set. 2018 (com</p><p>adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Um algoritmo, usado para resolver problemas de qualquer natureza, é uma forma organizada</p><p>e sequencial de etapas.</p><p>II. Considerando o número de linhas de código dos algoritmos apresentados no infográfico,</p><p>podemos concluir que, para uma pessoa qualquer, é muito mais difícil usar o Facebook® do</p><p>que utilizar um Boeing 787.</p><p>48</p><p>III. Para que um robô pudesse reconhecer pornografia infantil, foi necessário que ele fosse</p><p>instruído por programadores da polícia, que inseriram em seus programas linhas de</p><p>programação.</p><p>IV. As fake news são desenhadas por algoritmos para manipular a atenção de usuários de</p><p>computadores.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>A. I e II. B. I. C. III e IV. D. IV. E. I, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 44.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto e a figura a seguir.</p><p>Brasil é líder de descarte de lixo eletrônico da América Latina; reciclagem é o caminho</p><p>para evitar danos à saúde humana e ao meio ambiente</p><p>Mathias Felipe</p><p>O Brasil é o líder na América Latina, e sétimo no mundo, na produção de lixo eletrônico. Segundo</p><p>estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país produz anualmente 1,5 tonelada</p><p>de lixo eletrônico. De todo lixo eletrônico produzido pelo país, apenas 3% são coletados de maneira</p><p>adequada para ser reciclado ou descartado de forma apropriada.</p><p>A destinação apropriada para o lixo eletrônico é importante, pois os equipamentos eletrônicos têm</p><p>componentes feitos com materiais que em sua composição química possuem substâncias altamente</p><p>tóxicas e sua decomposição pode trazer muitos prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente.</p><p>O lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo, é composto por produtos eletrônicos que não têm</p><p>mais valor. A categoria inclui refrigeradores, máquinas de lavar, micro-ondas, televisores,</p><p>computadores, telefones celulares, tablets, drones, pilhas, baterias, cartuchos e toners. O destino</p><p>dos resíduos dessa categoria virou um desafio planetário.</p><p>Os especialistas apontam que esses aparelhos devem ser reciclados de forma cuidadosa por pessoas</p><p>especializadas. Caso contrário, o risco de contaminação para o meio ambiente e perigo à saúde</p><p>humana são altos. Países em desenvolvimento como a Índia e a China, quarto e primeiro lugar na</p><p>produção de lixo no mundo, apresentaram um crescente corpo de evidências epidemiológicas e</p><p>clínicas que ligaram o alerta vermelho à ameaça do lixo eletrônico.</p><p>No Brasil, um exemplo recente foi o caso da empresa Saturnia, uma das maiores fábricas de baterias</p><p>industriais e de automóveis do país, que tinha o chumbo como um dos principais componentes na</p><p>fabricação de seus produtos. O processo inadequado de desmonte e reciclagem das baterias causou</p><p>a poluição do solo na sede da empresa. A exposição humana aos metais pesados como o chumbo,</p><p>com o tempo, pode causar doenças cardiovasculares, hepáticas e do sistema nervoso.</p><p>Os cartuchos de toners de impressora contêm um pó, que, ao entrar em contato com o fogo, libera</p><p>gás metano que, além de agredir o meio ambiente, pode causar problemas respiratórios. O descarte</p><p>incorreto da tinta proveniente desses cartuchos pode contaminar o solo e o lençol freático, o que</p><p>deixa inapropriados o terreno para uso e a água para consumo.</p><p>Como medida para resolver o problema, o governo brasileiro criou em 2010, pela Lei Nº 12.305/10,</p><p>a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que instituiu a responsabilidade compartilhada entre</p><p>os fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e os titulares dos serviços públicos de</p><p>limpeza sobre os resíduos e embalagens pós-consumo. A PNRS é uma orientação para que os</p><p>49</p><p>responsáveis tomem medidas para minimizar o volume de resíduos gerados e instituir uma cadeia de</p><p>recolhimento e destinação ambientalmente adequada aos resíduos e embalagens pós-consumo.</p><p>Para as companhias de tecnologia o descarte de resíduos eletrônicos passou a ser um dos principais</p><p>desafios ambientais. Por isso algumas marcas criaram formas de implementar a logística reversa dos</p><p>resíduos e embalagens pós-consumo. A proposta é diminuir o impacto do e-lixo ao realizar</p><p>a análise</p><p>dos componentes durante o desmonte desses resíduos. A fabricante é responsável por separar os</p><p>componentes e garantir a destinação adequada de cada um deles, a fim de enviá-los para</p><p>reciclagem, utilizá-los em novos produtos ou encaminhá-los para aterros especiais.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 set. 2018 (com adaptações).</p><p>Disponível em . Acesso em 18 set. 2018 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, assinale a alternativa correta.</p><p>A. De acordo com o texto e com o gráfico, apenas as pilhas e as baterias são coletadas de maneira</p><p>adequada para reciclagem ou descarte, já que, no Brasil, apenas 3% do lixo eletrônico têm essa</p><p>destinação.</p><p>B. Os toners são duplamente perigosos para o meio ambiente, pois eles têm, na composição</p><p>química, componentes que, durante o uso, podem liberar gás metano, que pode contaminar o</p><p>solo e o lençol freático.</p><p>C. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem por objetivo a redução do volume de resíduos</p><p>gerados e a destinação adequada desses resíduos, feita por meio de uma cadeia de recolhimento</p><p>e destinação ambientalmente desejável.</p><p>D. O problema no caso da fabricante de baterias citado no texto foi a exposição ao chumbo, que</p><p>provocou doenças cardiovasculares, hepáticas e do sistema nervoso nos empregados que fizeram</p><p>o desmonte e a reciclagem das baterias.</p><p>E. Na categoria conhecida como e-lixo, estão inclusos: refrigeradores, máquinas de lavar, micro-</p><p>ondas, televisores, computadores, smartphones, tablets, mensagens de e-mail, drones, pilhas,</p><p>baterias, cartuchos e toners.</p><p>Justificativa.</p><p>50</p><p>Questão 45.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia os fragmentos dos textos a seguir. O primeiro aborda a lenda das cobras Norato e Caninana. O</p><p>segundo apresenta a definição da lenda como gênero textual.</p><p>Texto 1</p><p>No Paranã do Cachoeiri, entre o Amazonas e o Trombetas, nasceram Honorato e sua irmã Maria,</p><p>Maria Caninana.</p><p>A mãe sentiu-se grávida quando se banhava no rio Claro. Os filhos eram gêmeos e vieram ao mundo</p><p>na forma de duas serpentes escuras.</p><p>Cobra Norato era forte e bom. Nunca fez mal a ninguém.</p><p>Maria Caninana era violenta e má. Alagava as embarcações, matava os náufragos, atacava os</p><p>mariscadores que pescavam, feria os peixes pequenos.</p><p>No porto da Cidade de Óbitos, no Pará, vive uma serpente encantadora, dormindo, escondida na</p><p>terra, com a cabeça debaixo do altar da Senhora Sant'Ana, na Igreja que é da mãe de Nossa</p><p>Senhora. ... se a serpente acordar, a Igreja cairá. Maria Caninana mordeu a serpente para ver a</p><p>Igreja cair. A serpente não acordou, mas se mexeu. A terra rachou, desde o mercado até a Matriz de</p><p>Óbidos.</p><p>Cobra Norato matou Maria Cananina porque ela era violenta e má. E ficou sozinho, nadando nos</p><p>igarapés, nos rios, no silêncio dos paranãs.</p><p>CASCUDO, L. C. Lendas brasileiras para jovens. São Paulo: Global, 2015.</p><p>Texto 2</p><p>Lenda: narrativa ou crendice acerca de seres maravilhosos ou encantatórios, de origem humana ou</p><p>não, existente no imaginário popular. Trata-se de história, também chamada legenda, cheia de</p><p>mistério e fantasia, de origem no conto popular, que nasceu com o objetivo de explicar</p><p>acontecimentos que teriam causas desconhecidas. Nessa busca do maravilhoso, o ser humano</p><p>sempre procurou dar sentido à movimentação dos astros, à migração de animais, aos fenômenos</p><p>naturais, etc.</p><p>Essa narrativa de caráter maravilhoso pode também se referir a um fato histórico que, centralizado</p><p>em torno de algum herói popular (revolucionário, santo, guerreiro), se amplifica e se transforma sob</p><p>o efeito da invocação poética ou da imaginação popular. Desse modo, como o conto popular oral,</p><p>apresenta algumas características básicas:</p><p>(i) rica em ações e situações antigas;</p><p>(ii) permanência no tempo;</p><p>(iii) de autoria anônima ou desconhecida;</p><p>(iv) transmissão e divulgação de geração em geração entre pessoas e comunidades;</p><p>(v) convergência das ações para o tema ou foco da lenda, como a busca, por exemplo, de um</p><p>mundo feliz, de paz, de justiça, etc.;</p><p>(vi) sequência lógica no tempo e no espaço narrativo;</p><p>(vii) destaque de algum personagem por seus poderes sobrenaturais ou atos de heroísmo;</p><p>(viii) relação direta da história com o momento histórico da região e da comunidade que a cria;</p><p>(ix) final emblemático, com desenlace maravilhoso ou extraordinário.</p><p>COSTA, S. R. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.</p><p>Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.</p><p>I. A história da lenda do texto 1 tem fundo maniqueísta, pois revela a disputa entre o bem e o</p><p>mal, com final moralista.</p><p>II. De acordo com o texto 2, a lenda caracteriza-se como crendice fantasiosa e imaginativa e,</p><p>por isso, não tem validade no conhecimento dos fenômenos (naturais ou sociais).</p><p>III. Na lenda do texto 1, observam-se algumas características enumeradas pelo texto 2, como a</p><p>busca de justiça, o destaque de algum personagem por seus poderes sobrenaturais ou atos</p><p>de heroísmo e o desenlace maravilhoso ou extraordinário.</p><p>51</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. II. C. III. D. I e III. E. II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 46.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Bolo de rolo</p><p>O bolo de rolo, uma espécie de rocambole com camadas finíssimas de pão-de-ló, é um doce</p><p>brasileiro, originário de Pernambuco, reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Estado, em</p><p>2007, pela Lei Ordinária Nº 379.</p><p>Considerado como uma das especialidades típicas da cozinha pernambucana, assim como o famoso</p><p>bolo Souza Leão (também reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco, em</p><p>2008), o bolo de rolo derivou-se do bolo português conhecido como colchão de noiva, que era</p><p>recheado com amêndoas. No Brasil, o colchão de noiva foi se transformando e sofrendo adaptações</p><p>devido à falta de ingredientes das receitas originais na região Nordeste.</p><p>O recheio de amêndoas acabou sendo substituído por goiabada, de preferência feita em casa. A</p><p>massa passou a ser enrolada em camadas cada vez mais finas. Ao final, o bolo ficou parecido com</p><p>um rolo, daí a origem do seu nome.</p><p>Era servido como sobremesa ou lanche. Um visitante ilustre não poderia sair de uma casa sem</p><p>degustar uma fatia de bolo de rolo. Dessa maneira, foi sendo utilizado como forma de estreitar os</p><p>laços de amizades, como forma de agradecimento, como presente e até para “amolecer corações”.</p><p>Até o papa João Paulo II, quando da visita ao Recife, em 1980, provou uma fatia.</p><p>Passando a ser cada vez mais conhecido e divulgado, o bolo de rolo ganhou fama e começou a ser</p><p>feito em praticamente todos os estados do Nordeste brasileiro, embora o original de Pernambuco</p><p>guarde características diferentes tanto no sabor como na maneira de fazer. Turistas, e até pessoas</p><p>de outros estados, "encomendam" o doce a algum amigo ou parente quando têm oportunidade.</p><p>Hoje, o bolo de rolo e o Souza Leão são receitas protegidas, conservadas e valorizadas por sua</p><p>importância histórica, cultural e gastronômica para o país.</p><p>Disponível em . Acesso em</p><p>03 ago. 2018 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A adaptação às condições da natureza brasileira provocou mudanças na receita do bolo colchão</p><p>de noiva e deu origem à produção do bolo de rolo, iguaria reconhecida como tipicamente</p><p>pernambucana.</p><p>II. A Lei Ordinária No 379/2007 visa a proteger o direito do estado de Pernambuco de ser o único</p><p>produtor nacional do bolo de rolo, do bolo Souza Leão e do bolo colchão de noiva.</p><p>III. O bolo de rolo pernambucano representa tradições que se mantiveram inalteradas ao longo do</p><p>tempo, o que garantiu ao doce ser hoje uma receita protegida, conservada e valorizada por sua</p><p>importância histórica, cultural e gastronômica para o Brasil.</p><p>52</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I e II. B. I e III. C. III. D. I. E. II.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 47.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a matéria a seguir, publicada na edição Nº 269 da revista Pesquisa FAPESP.</p><p>Ciência em tirinhas</p><p>Por integrar imagem e texto de forma sintética e envolvente, a linguagem das HQs (Histórias em</p><p>Quadrinhos) tem sido utilizada com frequência para traduzir resultados de pesquisas complexas para</p><p>o público leigo e os jovens em particular. O Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) – que apoia grupos</p><p>de pesquisa de excelência e investe 17% dos €77 bilhões do orçamento do Horizonte 2020, principal</p><p>programa científico da União Europeia – também tem uma linha específica para apoiar a produção de</p><p>HQs científicas. Trata-se do programa ERCOMICS, que financia quadrinhos on-line (webcomics)</p><p>inspirados em projetos realizados no âmbito do ERC. Um deles é Brain Trippers, que narra a jornada</p><p>de pequenos alienígenas que chegam à Terra e invadem um cérebro com a missão de entender</p><p>como funciona a mente humana. (…) “Embora seja difícil medir a influência dos quadrinhos na</p><p>população, minha experiência sugere que as HQs de ciência podem ter, entre o público em geral,</p><p>resultados didáticos similares aos obtidos em salas de aula”, disse Farinella em entrevista à Pesquisa</p><p>FAPESP. Além de pesquisador, Farinella é ilustrador e coautor de Neurocomic, uma novela gráfica</p><p>que desvenda os principais mecanismos do funcionamento do cérebro e acaba de ser lançada no</p><p>Brasil. A obra é repleta de metáforas visuais: em uma das páginas, o cérebro torna-se uma central</p><p>telefônica que recebe chamadas de várias partes do corpo. “O desafio é trocar palavras por</p><p>ilustrações. Sempre que possível, prefiro mostrar, em vez de descrever com palavras”.</p><p>Disponível em . Acesso em 03 ago. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Há incentivos internacionais para que diferentes ramos da ciência sejam divulgados para o</p><p>grande público na forma de histórias em quadrinhos, o que transforma complexas</p><p>informações científicas em linguagem mais acessível.</p><p>II. O Conselho Europeu de Pesquisa, apesar de financiar iniciativas nas áreas de histórias em</p><p>quadrinhos científicas, alerta para o fato de elas dificultarem o aprendizado de crianças e</p><p>jovens em sala de aula, uma vez que os estudantes são mais atraídos pelos desenhos do que</p><p>pelo conteúdo escrito.</p><p>53</p><p>III. Os quadrinhos apresentados contradizem o texto da matéria, pois mostram que as histórias</p><p>em quadrinhos devem abordar temas menos densos, como o futebol.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I e III, apenas. B. I, apenas. C. I e II, apenas.</p><p>D. II, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 48.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto 1, do livro Os nascimentos, de Eduardo Galeano, que narra pensamentos e mitos dos</p><p>povos pré-colombianos, e o texto 2, da filósofa Marilena Chauí.</p><p>Texto 1</p><p>O FOGO</p><p>As noites eram de gelo e os deuses tinham levado o fogo embora. O frio cortava a carne e as</p><p>palavras dos homens. Eles suplicavam, tiritando, com a voz quebrada; e os deuses se faziam de</p><p>surdos.</p><p>Uma vez lhes devolveram o fogo. Os homens dançaram de alegria e alçaram cânticos de gratidão.</p><p>Mas, de repente, os deuses enviaram chuva e granizo e apagaram as fogueiras.</p><p>Os deuses falaram e exigiram: para merecer o fogo, os homens deveriam abrir peitos com um</p><p>punhal de pedra e entregar corações.</p><p>Os índios quichés ofereceram o sangue de seus prisioneiros e se salvaram do frio.</p><p>Os cakchiqueles não aceitaram o preço. Os cakchiqueles, primos dos quichés e também herdeiros</p><p>dos maias, deslizaram com pés de pluma através da fumaça, roubaram o fogo e o esconderam nas</p><p>covas de suas montanhas.</p><p>GALEANO, E. Os nascimentos. Porto Alegre: LP&M, 2010.</p><p>Texto 2</p><p>O antropólogo Claude Lévi-Strauss estudou o “pensamento selvagem” para mostrar que os</p><p>chamados selvagens não são atrasados nem primitivos, mas operam com o pensamento mítico. O</p><p>mito e o rito, escreve Lévi-Strauss, não são lendas nem fabulações, mas uma organização da</p><p>realidade a partir da experiência sensível enquanto tal. Para explicar a composição de um mito, Lévi-</p><p>Strauss refere-se a uma atividade que existe em nossa sociedade e que, em francês, se chama</p><p>bricolage. O que faz um bricoleur, ou seja, quem pratica bricolage? Produz um objeto novo a partir</p><p>de pedaços e fragmentos de outros objetos. Vai reunindo, sem um plano muito rígido, tudo o que</p><p>encontra e que serve para o objeto que está compondo. O pensamento mítico faz exatamente a</p><p>mesma coisa, isto é, vai reunindo as experiências, as narrativas, os relatos, até compor um mito</p><p>geral. Com esses materiais heterogêneos, produz a explicação sobre a origem e a forma das coisas,</p><p>suas funções e suas finalidades, os poderes divinos sobre a Natureza e sobre os humanos. O mito</p><p>possui, assim, três características principais, citadas a seguir.</p><p>1. Função explicativa: o presente é explicado por alguma ação passada cujos efeitos permaneceram</p><p>no tempo. Por exemplo, uma constelação existe porque, no passado, crianças fugitivas e famintas</p><p>morreram na floresta e foram levadas ao céu por uma deusa que as transformou em estrelas; as</p><p>chuvas existem porque, nos tempos passados, uma deusa apaixonou-se por um humano e, não</p><p>podendo unir-se a ele diretamente, uniu-se pela tristeza, fazendo suas lágrimas caírem sobre o</p><p>mundo etc.</p><p>54</p><p>2. Função organizativa: o mito organiza as relações sociais (de parentesco, de alianças, de trocas, de</p><p>sexo, de idade, de poder, etc.) de modo a legitimar e garantir a permanência de um sistema</p><p>complexo de proibições e permissões. Por exemplo, um mito como o de Édipo existe (com narrativas</p><p>diferentes) em quase todas as sociedades selvagens e tem a função de garantir a proibição do</p><p>incesto, sem a qual o sistema sociopolítico, baseado nas leis de parentesco e de alianças, não pode</p><p>ser mantido.</p><p>3. Função compensatória: o mito narra uma situação passada, que é a negação do presente e que</p><p>serve tanto para compensar os humanos de alguma perda como para garantir-lhes que um erro</p><p>passado foi corrigido no presente, de modo a oferecer uma visão estabilizada e regularizada da</p><p>Natureza e da vida comunitária. Por exemplo, entre os mitos gregos, encontra-se o da origem do</p><p>fogo, que Prometeu roubou do Olimpo para entregar aos mortais e permitir-lhes o desenvolvimento</p><p>das técnicas. Numa das versões desse mito, narra-se que Prometeu disse aos homens que se</p><p>protegessem da cólera de Zeus realizando o sacrifício de um boi, mas que se mostrassem mais</p><p>astutos do que esse deus, comendo as carnes e enviando-lhe as tripas e gorduras. Zeus descobriu a</p><p>artimanha e os homens seriam punidos com a perda do fogo se Prometeu não lhes ensinasse uma</p><p>nova artimanha: colocar perfumes e incenso nas partes dedicadas ao deus.</p><p>CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. O mito dos povos pré-colombianos em relação ao surgimento do fogo não coincide com o</p><p>mito grego de Prometeu, o que comprova a invalidade do mito na sua função explicativa dos</p><p>fenômenos naturais.</p><p>II. De acordo com o antropólogo Lévi-Strauss, os mitos não são fabulações, eles correspondem a</p><p>uma explicação racional e verdadeira do universo e, por isso, não se pode considerar que os</p><p>povos indígenas são atrasados.</p><p>III. O mito narrado no texto 1 cumpre a função explicativa do domínio do fogo pelos humanos e,</p><p>também, revela diferentes comportamentos dos povos em relação ao mesmo dilema.</p><p>IV. Tanto no texto 1 quanto no texto 2, o mito sobre o domínio do fogo baseia-se em uma</p><p>artimanha humana</p><p>para enganar os deuses.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. II, III e IV. B. I e II. C. II e IV. D. II e III. E. III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 49.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto de Carol Queiroz, de 18 de abril de 2023, e a charge a seguir.</p><p>A evasão escolar é uma tragédia silenciosa que amplifica desigualdades sociais e impacta a economia</p><p>brasileira, segundo a pesquisa “Combate à evasão no Ensino Médio: desafios e oportunidades”, da</p><p>Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan SESI), em parceria com o Programa</p><p>das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p><p>55</p><p>Os dados coletados no estudo mostram que a evasão escolar atinge mais de 500.000 jovens acima</p><p>de 16 anos por ano.</p><p>No Brasil, apenas 60,3% completam o ciclo escolar até os 24 anos. Entre os mais pobres, o número</p><p>dos que concluem o ensino médio é de 46% contra 94% dos estudantes mais ricos.</p><p>O estudo, que reuniu mais de 100 experiências nacionais e internacionais de combate a esse</p><p>problema, mostra que a estimativa é que cada aluno que deixa de terminar o ensino médio gera um</p><p>prejuízo de 395 mil reais para si e para a sociedade.</p><p>Se o Brasil tivesse índices como os do Chile, onde a taxa de conclusão de jovens no ensino médio</p><p>fica em torno de 93%, o ganho anual na economia seria de R$135 bilhões.</p><p>Distorção idade-série, baixo aprendizado, desigualdade social e econômica, falta de orientação sobre</p><p>carreiras e, como consequência, um baixo engajamento dos alunos com os estudos são alguns dos</p><p>principais obstáculos a serem vencidos na luta contra a evasão de jovens do Ensino Médio brasileiro</p><p>– caracterizado pela baixa qualidade do ensino e elevadas taxas de reprovação e evasão.</p><p>Disponível em . Acesso em 20 jul. 2023.</p><p>Disponível em . Acesso em 20 jul. 2023.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. No Brasil, a evasão escolar também revela as desigualdades sociais, pois menos de 50% dos</p><p>mais pobres concluem o ensino médio até os 24 anos.</p><p>II. De acordo com o estudo, o custo de um aluno para terminar o ensino médio no Brasil é de</p><p>R$395 mil.</p><p>III. O texto e a charge não apresentam relação, uma vez que o texto aborda a questão da evasão</p><p>escolar, e a charge critica a baixa qualidade do ensino e a falta de domínio do vocabulário por</p><p>parte dos estudantes.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. II, apenas. C. I e II, apenas.</p><p>D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>56</p><p>Questão 50.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge a seguir.</p><p>Disponível em</p><p>. Acesso em 25 jul. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A charge, ao ilustrar o mapa do Brasil rachado, propõe o separatismo das regiões do país</p><p>como possível solução para os problemas que atingem a nação.</p><p>II. A charge apresenta o Brasil como um país separado pelas desigualdades sociais.</p><p>III. A charge tem por objetivo mostrar que o país está em um buraco e que a crise que vivemos</p><p>afeta igualmente ricos e pobres.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. II. C. III. D. II e III. E. I e II.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 51.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Autoridades pedem que americanos parem de lavar e reutilizar camisinhas.</p><p>Camisinhas são feitas para serem usadas uma única vez, mas muita gente pelo visto não</p><p>sabe disso.</p><p>Uma das principais agências de saúde pública do mundo, o Centro de Controle e Prevenção de</p><p>Doenças (CDC na sigla em inglês), nos Estados Unidos, recentemente viu a necessidade de emitir um</p><p>alerta à população. "Estamos falando porque as pessoas fazem isso: não lavem nem reusem</p><p>#camisinhas. Use uma nova a cada ato #sexual", publicou a agência, ligada ao Departamento de</p><p>Saúde e Serviços Humanos do governo em sua conta no Twitter.</p><p>"Enquanto algumas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) podem ser curadas com antibióticos,</p><p>se não são diagnosticadas e tratadas, podem trazer sérias consequências à saúde, como</p><p>infertilidade, gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero), morte do feto e risco</p><p>57</p><p>aumentado de transmissão de HIV", diz o site do CDC. Uma revisão de estudos científicos publicada</p><p>em 2012 identificou 14 erros comuns no uso de camisinha. O reuso do preservativo em um mesmo</p><p>ato sexual foi identificado em quatro estudos diferentes. De 1,4% a 3,3% dos participantes relatou</p><p>já ter feito isso.</p><p>Reutilizar uma camisinha aumenta as chances de que ela se rompa. E lavá-la com água e sabão não</p><p>adianta para livrá-la totalmente de vírus, bactérias ou esperma. Entre outras falhas frequentes, estão</p><p>colocar o preservativo no meio do ato sexual ou tirá-lo antes de acabar e não desenrolar a camisinha</p><p>por completo. Ou não apertar a ponta para tirar o ar que pode ficar preso ali, não checar para ver se</p><p>o preservativo está danificado de alguma forma ou ainda colocá-lo do lado errado, retirá-lo, virá-lo e</p><p>usar o mesmo preservativo em seguida.</p><p>O uso correto e constante de preservativos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS),</p><p>reduz em 80% ou mais risco de uma pessoa pegar DSTs, HIV e hepatite viral. O CDC recorda ainda</p><p>que este método protege de outras doenças que também podem ser transmitidas dessa forma, como</p><p>zika e ebola. A camisinha também é 98% eficaz na prevenção de gravidez quando usada</p><p>corretamente, mas esse índice pode cair para 85% em situações cotidianas, com seu manuseio</p><p>equivocado.</p><p>Disponível em . Acesso em 01 ago. 2018 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. O reúso de preservativos, de acordo com as pesquisas, é uma prática que implica riscos,</p><p>como a maior probabilidade de que a camisinha se rompa.</p><p>II. Segundo o texto, 98% das mulheres que engravidam não usam preservativo.</p><p>III. Conforme as pesquisas, 80% das pessoas que não usam preservativo são contaminadas com</p><p>vírus e bactérias.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, II e III. B. I e II, apenas. C. I, apenas. D. II, apenas. E. I e III, apenas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 52.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a tirinha e o texto a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 17 set. 2018 (com adaptações).</p><p>58</p><p>O que faço se meu chefe é muito centralizador?</p><p>Gilberto Guimarães</p><p>Pergunta. Sou assessora executiva do CEO da minha empresa. Sempre observei o seu</p><p>comportamento centralizador. Ele quer estar por dentro de tudo e não dá autonomia para seus</p><p>liderados. Em conversas paralelas, a opinião sobre ele é unânime, muito centralizador e não dá</p><p>oportunidades para as pessoas decidirem. Como nós, liderados, devemos nos posicionar para termos</p><p>mais autonomia? O que faço se meu chefe é muito centralizador?</p><p>Comentário. Líder e liderados devem posicionar-se para conseguirem atingir os objetivos comuns</p><p>compartilhados com o máximo de produtividade. O importante é conseguir os resultados. Para isso,</p><p>na verdade, é o líder que deve se adaptar a cada um dos seus liderados, e não o inverso. É o líder</p><p>que precisa usar modelos e estilos diferentes, de acordo com cada situação, cada tarefa, cada</p><p>momento, para cada liderado. A escolha de uma atitude depende de cada pessoa, do tipo de</p><p>empresa, do tipo de equipe e da situação do momento.</p><p>Um líder sempre terá que fazer escolhas em busca de um estilo que se adapte melhor às</p><p>circunstâncias, ou seja, às situações, ao momento, aos indivíduos, às tarefas e às empresas. É</p><p>importante também que o líder</p><p>tenha consciência de que liderança significa responsabilidade. Um</p><p>líder não pode ser permissivo, nem culpar os outros. Líderes eficazes encorajam e incentivam os</p><p>liderados, mas sempre assumem a responsabilidade final. Valorizam sua equipe e cercam-se de</p><p>pessoas independentes e autoconfiantes. Liderança é confiança e respeito.</p><p>Líderes positivos são flexíveis e acreditam nas pessoas. Sabem que devem se expor e agradar aos</p><p>funcionários, clientes e fornecedores, transformando-os em parceiros comprometidos e fiéis. Além</p><p>disso, devem estabelecer padrões bem altos para os serviços e níveis de atendimento, que devem</p><p>ser medidos, avaliados e cumpridos. Dessa forma, serão considerados como líderes positivos,</p><p>tornando-se fonte de credibilidade e admiração.</p><p>Disponível em . Acesso em</p><p>17 set. 2018 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Na tirinha, o líder, que está com uma máscara preta, conseguiu os resultados adaptando-se</p><p>aos seus liderados, uma vez que todos concordaram com o nome “Estrela da Morte”.</p><p>II. Um líder que não é centralizador é considerado permissivo, pois, ao não “tomar as rédeas”</p><p>das decisões, ele pode colocar a responsabilidade final nos seus liderados.</p><p>III. Os líderes que valorizam as pessoas e não temem exposições são, em geral, líderes positivos</p><p>e fonte de credibilidade e admiração.</p><p>IV. Para que não existam conflitos, a escolha dos liderados é feita em função das características</p><p>do líder, não importando o grau de eficiência dos serviços e os níveis de atendimento.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>A. III. B. II. C. III e IV. D. I e IV. E. I, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 53.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia os textos a seguir.</p><p>59</p><p>Texto 1</p><p>Chimamanda Adichie é uma escritora nigeriana que, quando criança, convivia com Fide, um menino</p><p>que trabalhava na sua casa e tudo o que ela sabia sobre ele, pelas palavras de sua mãe, é que ele</p><p>era muito pobre; porém Chimamanda ficou surpresa ao ver um cesto feito pelo irmão de Fide, numa</p><p>visita que ela fez à aldeia do menino. “Tudo o que eu tinha ouvido sobre eles era como eram</p><p>pobres, assim havia se tornado impossível para mim vê-los como alguma coisa além de pobres. Sua</p><p>pobreza era minha história única sobre eles”, Chimamanda afirma em sua palestra sobre o perigo</p><p>de uma única história, quando toda a complexidade de uma pessoa e de seu contexto é reduzido a</p><p>um único aspecto.</p><p>SADA, J. Eu e o outro: o perigo da história única. Disponível em . Acesso em 03 ago. 2018 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>Você já ouviu falar em um projeto de lei que cria uma cota para homossexuais em concursos</p><p>públicos? Ou alguém te enviou pelo WhatsApp um alerta de que pagará multa de R$ 150 se perder</p><p>o prazo de cadastramento da biometria para votar em 2018? Se a resposta for sim, você foi alvo</p><p>das fake news. O termo foi escolhido como palavra do ano de 2017, pelo dicionário da editora</p><p>britânica Collins, e designa notícias fabricadas para enganar pessoas. Esse tipo de mentira já teve</p><p>protagonismo nas eleições americanas e deve causar impacto semelhante no pleito brasileiro.</p><p>MONNERAT, A.; RIGA, M.; RAMOS, P.; Fake news devem causar impacto em eleições de 2018. Disponível em</p><p>.</p><p>Acesso em 03 ago. 2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A escritora nigeriana foi vítima de fake news, uma vez que ela formou uma imagem falsa a</p><p>respeito do menino que trabalhava em sua casa.</p><p>II. Os dois textos têm em comum o tema da falsa percepção dos fatos ou das pessoas, motivada</p><p>por informações insuficientes ou falsas.</p><p>III. Os dois textos criticam as fake news, mostrando que elas podem ter consequências negativas</p><p>tanto na vida pessoal dos cidadãos quanto na esfera política de um país.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. II. C. III. D. II e III. E. I e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 54.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a reportagem a seguir, publicada na edição Nº 428 da revista Saúde é Vital.</p><p>O elo entre zika vírus e microcefalia</p><p>Um dos dramas mais recentes na saúde brasileira foi o aparecimento do zika, vírus transmitido pelo</p><p>mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. No Nordeste do país, o ataque do vírus se fez</p><p>sentir de uma maneira ainda mais trágica: ao infectar gestantes, o vírus induzia a malformação do</p><p>sistema nervoso do feto, provocando a chamada microcefalia. Figura central no estabelecimento</p><p>dessa associação foi a epidemiologista Celina Turchi, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela</p><p>capitaneou o estudo de caso, inédito no planeta, que confirmou as suspeitas de que o zika, e não</p><p>outros fatores, era responsável por alterações fisiológicas e estruturais no sistema nervoso dos bebês</p><p>em desenvolvimento. Estava batido o martelo: o vírus era o causador dos casos de microcefalia.</p><p>https://eur01.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fsaude.abril.com.br%2Ftv-saude%2Fsaude-em-90-segundos%2Fo-que-e-o-zika%2F&data=02%7C01%7C%7Cccff112b14f74eff151a08d5b5391bd1%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636614179238209824&sdata=2COJ%2B0xIjCs5aC%2F2hyVfR4%2Fb7Bys9vRYa9UF59UTA00%3D&reserved=0</p><p>60</p><p>Disponível em . Acesso em 08 mai.</p><p>2018.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A pesquisa da Fiocruz foi realizada com 32 crianças com microcefalia e 64 crianças sem</p><p>microcefalia, ou seja, 50% das crianças estudadas eram portadoras da doença.</p><p>II. De acordo com os estudos liderados por Celina Turchi, o vírus zika, disseminado principalmente</p><p>pela picada do mosquito Aedes aegypti, é o causador dos casos de microcefalia, e essa doença é</p><p>da mesma família da dengue e da febre amarela.</p><p>III. Pela reportagem, estima-se que mais de 20% dos casos de infecção por zika no mundo</p><p>ocorreram no Brasil.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>A. I e III. B. II. C. III. D. II e III. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>https://eur01.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fsaude.abril.com.br%2Fmedicina%2Famamentacao-hpv-e-zika-protagonizam-premiacao-nacional%2F&data=02%7C01%7C%7Cccff112b14f74eff151a08d5b5391bd1%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636614179238366080&sdata=5Nz54kJfVv9mUvcXShMqYI5E4DiW75kiZJk5RTv%2BiW8%3D&reserved=0</p><p>61</p><p>Questão 55.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 30 jun. 2017.</p><p>É correto dizer que a charge</p><p>A. faz crítica a um tipo de sistema de ensino que não visa a desenvolver o pensamento criativo dos</p><p>estudantes.</p><p>B. tece crítica aos alunos que se apresentam como agentes passivos e desinteressados no processo</p><p>de aprendizagem.</p><p>C. ilustra como o ensino técnico é importante para a formação dos jovens.</p><p>D. representa o pensamento popular "mente vazia oficina do diabo".</p><p>E. mostra que o processo de ensino é eficiente apenas se houver dedicação por parte do professor</p><p>com cada aluno, respeitando diferenças e características individuais.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 56.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017 – com adaptações). Os britânicos decidiram sair da União Europeia (UE). A decisão do</p><p>referendo abalou os mercados financeiros em meio às incertezas sobre os possíveis impactos dessa</p><p>saída. Os gráficos a seguir apresentam, respectivamente, as contribuições dos países integrantes do</p><p>bloco para a UE, em 2014, que</p><p>somam €144,9 bilhões, e a comparação entre a contribuição do</p><p>Reino Unido para a UE e a contrapartida dos gastos da UE com o Reino Unido.</p><p>62</p><p>Disponível em . Acesso em 06 set. 2017 (com adaptações).</p><p>Considerando o texto e as informações apresentadas nos gráficos acima, assinale a opção correta.</p><p>A. A contribuição dos quatro maiores países do bloco somou 41,13%.</p><p>B. O grupo “outros países” contribuiu para esse bloco econômico com 42,1%.</p><p>C. A diferença entre a contribuição do Reino Unido com a UE e o gasto da UE com o Reino Unido</p><p>representa 38,9% da contribuição do Reino Unido com a UE.</p><p>D. A soma das participações dos três países com maior contribuição para o bloco econômico supera</p><p>50%.</p><p>E. O percentual de participação do Reino Unido com o bloco econômico em 2014 foi de 17,8%, o</p><p>que o colocou entre os quatro maiores participantes.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 57.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge a seguir.</p><p>http://www.g1.globo.com/</p><p>63</p><p>Disponível em . Acesso em 10 ago.2017.</p><p>Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as asserções e a relação entre elas.</p><p>I. O objetivo da charge é mostrar que, em épocas distintas, existem pessoas insatisfeitas por não</p><p>apresentarem o padrão de beleza socialmente determinado.</p><p>PORQUE</p><p>II. A charge mostra, em diferentes períodos históricos, meios pelos quais os padrões de beleza, que</p><p>dependem da época, são reforçados no imaginário social.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A. A primeira asserção é falsa, e a segunda asserção é verdadeira.</p><p>B. A primeira asserção é verdadeira, e a segunda asserção é falsa.</p><p>C. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção justifica a primeira.</p><p>D. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção não justifica a primeira.</p><p>E. As duas asserções são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 58.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017) Hidrogéis são materiais poliméricos em forma de pó, grão ou fragmentos semelhantes</p><p>a pedaços de plástico maleável. Surgiram nos anos 1950, nos Estados Unidos da América e, desde</p><p>então, têm sido usados na agricultura. Os hidrogéis ou polímeros hidrorretentores podem ser criados</p><p>a partir de polímeros naturais ou sintetizados em laboratório. Os estudos com polímeros naturais</p><p>mostram que eles são viáveis ecologicamente, mas ainda não comercialmente.</p><p>No infográfico abaixo, explica-se como os polímeros naturais superabsorventes, quando misturados</p><p>ao solo, podem viabilizar culturas agrícolas em regiões áridas.</p><p>64</p><p>Por dentro dos hidrogéis</p><p>Saiba como funcionam os polímeros superabsorventes que ajudam a reter no solo, por mais tempo,</p><p>a água da chuva ou da irrigação.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 jul. 2017 (com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas, assinale a opção correta.</p><p>A. O uso do hidrogel, em caso de estiagem, propicia a mortalidade dos pés de café.</p><p>B. O hidrogel criado a partir de polímeros naturais deve ter seu uso restrito a solos áridos.</p><p>C. Os hidrogéis são usados em culturas agrícolas e florestais e em diferentes tipos de solos.</p><p>D. O uso de hidrogéis naturais é economicamente viável em lavouras tradicionais de larga escala.</p><p>E. O uso dos hidrogéis permite que as plantas sobrevivam sem a água da irrigação ou das chuvas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 59.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017 – com adaptações) Leia o texto a seguir.</p><p>O sistema de tarifação de energia elétrica funciona com base em três bandeiras. Na bandeira verde,</p><p>as condições de geração de energia são favoráveis, e a tarifa não sofre acréscimo. Na bandeira</p><p>amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$0,020 para cada kWh consumido, e na bandeira vermelha,</p><p>condição de maior custo de geração de energia, a tarifa sofre acréscimo de R$0,035 para cada kWh</p><p>consumido. Assim, para saber o quanto se gasta com o consumo de energia de cada aparelho, basta</p><p>multiplicar o consumo em kWh do aparelho pela tarifa em questão.</p><p>Disponível em . Acesso em 17 jul.2017 (com adaptações).</p><p>http://www.revistapesquisa.fapesp.br/</p><p>http://www.aneel.gov.br/</p><p>65</p><p>Na tabela a seguir, são apresentadas a potência e o tempo de uso diário de alguns aparelhos</p><p>eletroeletrônicos usuais em residências.</p><p>Disponível em . Acesso em 17 jul.2017 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações do texto, os dados apresentados na tabela, uma tarifa de R$0,50 por</p><p>kWh em bandeira verde e um mês de 30 dias, avalie as afirmativas.</p><p>I. Em bandeira amarela, o valor mensal do gasto com energia elétrica para um chuveiro de</p><p>3.500W seria de R$1,05 e de R$1,65 para um chuveiro de 5.500W.</p><p>II. Deixar um carregador de celular e um modem de internet em stand-by conectados na rede</p><p>de energia durante 24 horas por dia representa um gasto mensal de R$5,40 na tarifa de</p><p>energia elétrica em bandeira verde, e de R$5,78, em bandeira amarela.</p><p>III. Em bandeira verde, o consumidor gastaria mensalmente R$3,90 a mais na conta de energia</p><p>elétrica em relação a cada lâmpada incandescente usada no lugar de uma lâmpada LED.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. II, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas.</p><p>D. I e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 60.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017) Sobre a televisão, considere a tirinha e o texto a seguir.</p><p>https://www.educandoseubolso.blog.br/</p><p>66</p><p>Texto 1</p><p>Texto 2</p><p>A televisão é este contínuo de imagens, em que o telejornal se confunde com o anúncio de pasta de</p><p>dentes, que é semelhante à novela, que se mistura com a transmissão de futebol. Os programas mal</p><p>se distinguem uns dos outros. O espetáculo consiste na própria sequência, cada vez mais</p><p>vertiginosa, de imagens.</p><p>PEIXOTO, N. B. As imagens de TV têm tempo? In: NOVAES, A. Rede imaginária: televisão e democracia. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>1991 (com adaptações).</p><p>Com base nos textos 1 e 2, é correto afirmar que o tempo de recepção típico da televisão como</p><p>veículo de comunicação estimula a</p><p>A. contemplação das imagens animadas como meio de reflexão acerca do estado de coisas no</p><p>mundo contemporâneo, traduzido em forma de espetáculo.</p><p>B. fragmentação e o excesso de informação, que evidenciam a opacidade do mundo</p><p>contemporâneo, cada vez mais impregnado de imagens e informações superficiais.</p><p>C. especialização do conhecimento, com vistas a promover uma difusão de valores e princípios</p><p>amplos, com espaço garantido para a diferença cultural como capital simbólico valorizado.</p><p>D. atenção concentrada do telespectador em determinado assunto, uma vez que os recursos</p><p>expressivos próprios do meio garantem a motivação necessária para o foco em determinado</p><p>assunto.</p><p>E. reflexão crítica do telespectador, uma vez que permite o acesso a uma sequência de assuntos de</p><p>interesse público que são apresentados de forma justaposta, o que permite o estabelecimento de</p><p>comparações.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 61.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia os quadrinhos e o texto do sociólogo Zygmunt Bauman.</p><p>67</p><p>Disponível em . Acesso em 30 jun. 2017.</p><p>A “sociedade de consumidores” é um tipo de sociedade (recordando um termo, que já foi popular,</p><p>cunhado por Althusser) que “interpela” seus membros (ou seja, dirige-se a eles, saúda-os, apela a</p><p>eles, questiona-os, mas também os interrompe e “irrompe sobre” eles) basicamente na condição de</p><p>consumidores. (...) Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão</p><p>e</p><p>adequação da resposta deles à interpelação. Como resultado, os lugares obtidos ou alocados no eixo</p><p>da excelência/inépcia do desempenho consumista se transformam no principal fator de estratificação</p><p>e no maior critério de inclusão e exclusão, assim como orientam a distribuição do apreço e do</p><p>estigma sociais, e, também, de fatias da atenção do público.</p><p>BAUMAN, Z. Vida para consumo. São Paulo: Nacional, 2008.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os quadrinhos e o trecho de Bauman tratam do valor do indivíduo na nossa sociedade, em</p><p>que o consumo é considerado um critério para inclusão ou exclusão social.</p><p>II. O personagem dos quadrinhos está lendo uma frase de Bauman, com a qual concorda, pois a</p><p>essência de um indivíduo encontra-se em seu caráter.</p><p>III. Segundo o sociólogo, a incapacidade de consumir implica a penalização social do indivíduo.</p><p>Assinale a alternativa certa.</p><p>A. As afirmativas I, II e III são corretas. B. Somente as afirmativas I e III são corretas.</p><p>C. Somente a afirmativa III é correta. D. Nenhuma afirmativa é correta.</p><p>E. Somente a afirmativa I é correta.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 62.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017) Leia os textos a seguir.</p><p>A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular do</p><p>Espírito Santo. A técnica de produção pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando a panela</p><p>de barro era produzida em comunidades indígenas. Atualmente, apresenta-se com modelagem</p><p>própria e original, adaptada às necessidades funcionais da culinária típica da região. As artesãs,</p><p>vinculadas à Associação das Paneleiras de Goiabeiras, do município de Vitória - ES, trabalham em um</p><p>galpão com cabines individuais preparadas para a realização de todas as etapas de produção. Para</p><p>fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá e do manguezal que margeia a</p><p>região e coletam a casca de Rhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Da</p><p>68</p><p>casca dessa planta, as artesãs retiram a tintura impermeabilizante com a qual acoitam as panelas</p><p>ainda quentes. Por tradição, as autênticas moqueca e torta capixabas, dois pratos típicos regionais,</p><p>devem ser servidas nas panelas de barro assim produzidas. Essa fusão entre as panelas de barro e</p><p>os pratos preparados com frutos do mar, principalmente a moqueca, pelo menos no estado do</p><p>Espírito Santo, faz parte das tradições deixadas pelas comunidades indígenas.</p><p>Disponível em . Acesso em 14 jul. 2017 (com adaptações).</p><p>Como principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da cultura capixaba, a panela de</p><p>barro de Goiabeiras foi tombada, em 2002, tornando-se a primeira indicação geográfica brasileira na</p><p>área do artesanato, considerada bem imaterial, registrado e protegido no Instituto do Patrimônio</p><p>Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Livro de Registro dos Saberes e declarada patrimônio</p><p>cultural do Brasil.</p><p>SILVA, A. Comunidade tradicional, práticas e reconhecimento: narrativas contemporâneas do patrimônio</p><p>cultural. 40º Encontro Anual da Anpocs. Caxambu, 2016 (com adaptações).</p><p>Atualmente, o trabalho foi profissionalizado e a concorrência para atender ao mercado ficou mais</p><p>acirrada, a produção que se desenvolve no galpão ganhou um ritmo mais empresarial, com maior</p><p>visibilidade publicitária, enquanto as paneleiras de fundo de quintal se queixam de ficarem ofuscadas</p><p>comercialmente depois que o galpão ganhou notoriedade.</p><p>MERLO, P. Repensando a tradição: a moqueca capixaba e a construção da identidade local. Interseções. Rio de Janeiro. V. 13, n. 1, 2011</p><p>(com adaptações).</p><p>Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta.</p><p>A. A produção das panelas de barro abrange interrelações com a natureza local, de onde se extrai a</p><p>matéria-prima indispensável à confecção das peças ceramistas.</p><p>B. A relação entre as tradições das panelas de barro e o prato típico da culinária indígena</p><p>permanece inalterada, o que viabiliza a manutenção da identidade cultural capixaba.</p><p>C. A demanda por bens culturais produzidos por comunidades tradicionais insere o ofício das</p><p>paneleiras no mercado comercial, com retornos positivos para toda a comunidade.</p><p>D. A inserção das panelas de barro no mercado turístico reduz a dimensão histórica, cultural e</p><p>estética do ofício das paneleiras à dimensão econômica da comercialização de produtos</p><p>artesanais.</p><p>E. O ofício das paneleiras representa uma forma de resistência sociocultural da comunidade</p><p>tradicional na medida em que o estado do Espírito Santo mantém-se alheio aos modos de</p><p>produção, divulgação e comercialização dos produtos.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 63.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial</p><p>adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de</p><p>http://www.vitoria.es.gov.br/</p><p>69</p><p>2015. Nessa agenda, representada na figura a seguir, são previstas ações em diversas áreas para o</p><p>estabelecimento de parcerias, grupos e redes que favoreçam o cumprimento desses objetivos.</p><p>Disponível em . Acesso em 26 set. 2017 (com adaptações).</p><p>Considerando que os ODS devem ser implementados por meio de ações que integrem a economia, a</p><p>sociedade e a biosfera, avalie as afirmativas.</p><p>I. O capital humano deve ser capacitado para atender às demandas por pesquisa e inovação em</p><p>áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável.</p><p>II. A padronização cultural dinamiza a difusão do conhecimento científico e tecnológico entre as</p><p>nações para a promoção do desenvolvimento sustentável.</p><p>III. Os países devem incentivar políticas de desenvolvimento do empreendedorismo e de</p><p>atividades produtivas com geração de empregos que garantam a dignidade da pessoa</p><p>humana.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. II, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. I e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 64.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2017) Leia o texto a seguir.</p><p>http://www.stockholmresilience.org/</p><p>70</p><p>Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura de</p><p>2014, a agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos no mundo e é guardiã de</p><p>aproximadamente 75% de todos os recursos agrícolas do planeta. Nesse sentido, a agricultura</p><p>familiar é fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica.</p><p>Disponível em . Acesso em 29 ago. 2017 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas no texto, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os principais desafios da agricultura familiar estão relacionados à segurança alimentar, à</p><p>sustentabilidade ambiental e à capacidade produtiva.</p><p>II. As políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem fomentar a</p><p>inovação, respeitando o tamanho das propriedades, as tecnologias utilizadas, a integração de</p><p>mercados e as configurações ecológicas.</p><p>III. A maioria das propriedades agrícolas no mundo tem caráter familiar. Entretanto, o trabalho</p><p>realizado nessas propriedades é majoritariamente resultante da contratação de mão de obra</p><p>assalariada.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 65.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto, fragmento da entrevista do filósofo Zygmunt Bauman ao jornal El País.</p><p>As redes sociais são uma armadilha</p><p>A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a</p><p>você. É possível adicionar e deletar amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. Isso</p><p>faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor,</p><p>de realizar interações</p><p>próprias dos seres humanos.</p><p>B. restringe o aprendizado ao que é legalmente estabelecido e útil ao ser humano, o que facilita seu</p><p>modo de agir no mundo do conhecimento e do trabalho.</p><p>C. promove a igualdade econômico-social ao substituir o ser humano no exercício de profissões</p><p>cujas atividades sejam repetitivas e exijam pouco conhecimento.</p><p>D. gera pouco impacto socioeconômico em países com elevado desenvolvimento tecnológico, pois,</p><p>neles, os processos de criação e inovação já estão bem consolidados.</p><p>E. estimula o desenvolvimento intelectual dos seres humanos, uma vez que ela assume parte do</p><p>conhecimento, resolvendo problemas antes delegados apenas a especialistas.</p><p>6</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 5.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Os seguintes ícones foram utilizados em um estudo realizado por um grupo de</p><p>trabalho de monitoramento da relação das mulheres com a mobilidade urbana na cidade de São</p><p>Paulo. Na pesquisa, perguntou-se às mulheres como elas se sentiam nas situações representadas por</p><p>tais imagens. As respostas relativas a cada tipo de mobilidade urbana são apresentadas a seguir.</p><p>Coletivo Fórum Regional das Mulheres da Zona Norte, Rede MÁS, Sampapé! (2018). Relatório de Análises, Resultados e Recomendações.</p><p>Projeto Mulheres Caminhantes! Auditoria de Segurança de Gênero e Caminhabilidade Terminal Santana, São Paulo, SP (com adaptações).</p><p>Considerando o estudo apresentado e relacionando o trabalho de monitoramento social das</p><p>necessidades de mulheres no contexto urbano aos pressupostos do direito à cidade, avalie as</p><p>afirmativas.</p><p>I. A predominância de comentários negativos indica o medo generalizado que as mulheres</p><p>sentem ao se deslocarem ativamente pela cidade, inclusive quanto à percepção de seu corpo</p><p>no espaço urbano.</p><p>II. Os comentários negativos sobre os modos coletivos de transporte estão relacionados à</p><p>lotação nesses meios e a situações de assédio, tendo sido o metrô avaliado como um espaço</p><p>um pouco mais seguro para as mulheres, em comparação com outras formas de mobilidade.</p><p>III. Os comentários negativos refletem a percepção das mulheres quanto ao perigo a que se</p><p>expõem e sugerem que o medo relacionado à vulnerabilidade de gênero aponta para uma</p><p>geografia particular nas cidades, em que os meios de transporte afetam os movimentos</p><p>rotineiros das mulheres no espaço urbano.</p><p>7</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas.</p><p>B. III, apenas.</p><p>C. I e II, apenas.</p><p>D. II e III, apenas.</p><p>E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 6.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Leia os textos a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Maria Bárbara tinha o verdadeiro tipo das velhas maranhenses criadas na fazenda. Tratava muito dos</p><p>avós, quase todos portugueses. Quando falava dos pretos, dizia “os sujos” e, quando se referia a um</p><p>mulato dizia “o cabra”. Maria Bárbara tinha grande admiração pelos portugueses, dedicava-lhes um</p><p>entusiasmo sem limites, preferia-os em tudo aos brasileiros. Quando a filha foi pedida por Manuel</p><p>Pedroso, então principiante no comércio da capital, ela dissera: “Bem! Ao menos tenho a certeza de</p><p>que é branco!”.</p><p>AZEVEDO, A. O mulato. São Luís: Typografia o Paiz, 1881 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o</p><p>juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros: — A gente combinamos de não</p><p>morrer! Balas enfeitam o coração da noite. Não gosto de filmes da tevê. Morre e mata de mentira.</p><p>Aqui, não. Às vezes a morte é leve como a poeira. E a vida se confunde com um pó branco qualquer.</p><p>Às vezes é uma fumaça adocicada enchendo o pulmão da gente.</p><p>EVARISTO, C. Olhos d´água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016 (com adaptações).</p><p>Texto 3</p><p>DEL NUNES. O Cria. Disponível em . Acesso em 13 jun. 2023.</p><p>8</p><p>O Cria é uma releitura da pintura “O Mestiço” de Cândido Portinari. Em sua obra, Del Nunes</p><p>personifica a identidade do jovem brasileiro das periferias do Brasil. Oriundo de São Cristóvão, bairro</p><p>periférico de Salvador, o artista transmite em suas produções a essência da cultura preta, cria e</p><p>recria momentos do povo negro apagados pela história, divulgando-as nas redes sociais.</p><p>A partir das informações apresentadas e tendo em vista a possibilidade de as várias manifestações</p><p>culturais estabelecerem relação com a construção da memória e a definição da identidade cultural de</p><p>um povo, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os trechos das obras apresentadas nos textos 1 e 2 e a ressignificação artística proposta no</p><p>texto 3 resgatam uma reflexão acerca da condição histórica da maioria da população</p><p>brasileira.</p><p>II. Ao longo do processo histórico de constituição da identidade do povo brasileiro, o convívio</p><p>cooperativo e cordial entre as diferentes culturas contribuiu para a integração e o respeito às</p><p>diferenças étnicas e religiosas.</p><p>III. A produção de conteúdo artístico que proponha a reflexão sobre a condição social da</p><p>população negra provoca a quebra do silenciamento imposto pelo processo de segregação</p><p>historicamente promovido pelo processo de colonização.</p><p>IV. A arte expressa no texto 3, ao imitar uma obra clássica de Portinari, apresenta limitação na</p><p>promoção do empoderamento da população afrodescendente, provocando um acirramento</p><p>cultural.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. II.</p><p>B. IV.</p><p>C. I e III.</p><p>D. I e IV.</p><p>E. II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 7.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) No Brasil, os idosos têm sido cada vez mais obrigados a permanecer no trabalho</p><p>formal ou informal, mesmo após a aposentadoria, visto que os recursos provenientes desta, na</p><p>maioria dos casos, são insuficientes para a manutenção dos indivíduos. Um fator que pode ter</p><p>agravado essa situação foi a aprovação da reforma previdenciária de 2019, que modificou as regras</p><p>9</p><p>de idade e contribuição para o acesso ao direito ao benefício da aposentadoria. Tal mudança pode</p><p>ter resultado em um número ainda maior de idosos que disputam com as populações jovens e com</p><p>sistemas de automação, no mercado atual, o trabalho precarizado. Essa situação contribui para o</p><p>acirramento do preconceito contra essa faixa etária, denominado etarismo.</p><p>Considerando o texto apresentado, avalie as afirmativas.</p><p>I. O conceito de etarismo fundamenta-se no fato de os idosos terem capacidade de trabalho</p><p>reduzida e imporem custo elevado à previdência social, o que compromete a sua</p><p>sustentabilidade econômica.</p><p>II. As ações legislativas que visem ao prolongamento do tempo de atuação da população idosa</p><p>no mercado de trabalho devem ser acompanhadas por uma política de promoção da saúde e</p><p>da qualidade de vida.</p><p>III. As ações intergeracionais no mercado de trabalho têm como premissa o desenvolvimento de</p><p>tecnologias que dotem o idoso de capacidade de trabalho equivalente à de seus colegas</p><p>jovens.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. II, apenas.</p><p>B. III, apenas.</p><p>C. I e II, apenas.</p><p>D. I e III, apenas.</p><p>E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 8.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2023) Leia o texto a seguir.</p><p>A sociedade do século XXI não é mais uma sociedade disciplinar, mas, sim, uma sociedade do</p><p>desempenho. Os seus habitantes também não se chamam mais sujeitos de obediência, mas, sim,</p><p>sujeitos de desempenho e produção. São empresários de si mesmos.</p><p>BYUNG-CHUL HAN. Sociedade do Cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015 (com adaptações).</p><p>Considerando o texto apresentado, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os recursos tecnológicos, como notificações de mensagens em tempo real e controle da</p><p>velocidade de áudio em redes de mensagens, são fatores que podem contribuir para a</p><p>precarização das</p><p>porque a solidão é a grande ameaça nesses</p><p>tempos individualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e deletar amigos que as habilidades</p><p>sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com</p><p>quem se precisa ter uma interação razoável. Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver</p><p>em um diálogo [...] As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a</p><p>controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário,</p><p>para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de</p><p>suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são</p><p>muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.</p><p>Disponível em . Acesso em 06 ago. 2017.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Segundo o texto, as redes sociais permitem que o indivíduo gerencie suas relações pessoais sem</p><p>necessariamente lançar mão de aptidões sociais, como, por exemplo, o diálogo.</p><p>II. Para Bauman, as redes sociais são uma armadilha, pois, nelas, estão presentes pessoas mal-</p><p>intencionadas e são cada vez maiores os números de crimes ligados à vida virtual.</p><p>71</p><p>III. De acordo com o autor, as redes sociais constituem um espaço de muitas controvérsias e não há</p><p>possibilidade de diálogo.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. I e II. C. I e III.</p><p>D. II e III. E. II.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 66.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto e a tirinha a seguir.</p><p>A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a</p><p>conhecer – os outros, o mundo, a si mesmo – a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo,</p><p>‘tocando’ as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação</p><p>com a mídia eletrônica é prazerosa – ninguém obriga – é feita por meio da sedução, da emoção, da</p><p>exploração sensorial, da narrativa – aprendemos vendo as histórias dos outros e as histórias que os</p><p>outros nos contam.</p><p>MORAN, J. M.; MASSETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediações pedagógicas. Papirus: Campinas, 2012.</p><p>Disponível em . Acesso em 02 ago. 2017.</p><p>Com base na leitura, avalie as asserções e a relação entre elas.</p><p>I. O texto e a tirinha assumem o mesmo discurso em relação ao papel da televisão na educação</p><p>da criança, pois enaltecem o estímulo ao desenvolvimento da imaginação e da linguagem,</p><p>proporcionado pelo meio de comunicação.</p><p>PORQUE</p><p>II. De acordo com o texto, uma das principais motivações que levam ao aprendizado refere-se</p><p>às emoções vivenciadas pela criança na interação com o mundo, que ocorre também por</p><p>meio da mídia.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A. A primeira asserção é falsa, e a segunda asserção é verdadeira.</p><p>B. A primeira asserção é verdadeira, e a segunda asserção é falsa.</p><p>C. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção justifica a primeira.</p><p>72</p><p>D. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção não justifica a primeira.</p><p>E. As duas asserções são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 67.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge.</p><p>Disponível em . Acesso em 7 jun. 2017.</p><p>A charge apresenta uma crítica</p><p>A. à falta de estrutura física nas escolas públicas.</p><p>B. à superlotação das salas de aula nas escolas públicas.</p><p>C. à doutrinação política realizada pelos professores da rede pública.</p><p>D. à violência na escola pública, principalmente a praticada pelos professores.</p><p>E. ao tipo de ensino que desconsidera o pensamento dos alunos.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 68.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge e o trecho de texto de Milton Santos.</p><p>73</p><p>Disponível em . Acesso em 15 ago. 2017.</p><p>De fato, para grande parte da humanidade a globalização está se impondo como uma fábrica de</p><p>perversidades. O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias</p><p>perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam</p><p>em todos os continentes. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da</p><p>informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. Alastram-se e aprofundam-se</p><p>males espirituais e morais, como o egoísmo, o cinismo e a corrupção. A perversidade sistêmica que</p><p>está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos</p><p>comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas</p><p>mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização.</p><p>SANTOS, M. Por uma outra globalização, do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2001.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A charge e o texto apresentam visões antagônicas sobre o processo de globalização, pois a</p><p>charge mostra a inclusão de todos, e o texto critica a perversidade da economia global.</p><p>II. Para Milton Santos, a perversidade caracterizada pelas desigualdades é intrínseca à</p><p>globalização.</p><p>III. A charge destaca o aumento das ofertas de emprego promovido pela globalização, ao</p><p>contrário do texto, que afirma que o desemprego é crescente e crônico.</p><p>IV. A charge e o texto contrapõem-se ao discurso comum de que a globalização promove</p><p>igualdade e crescimento a todos os países e classes sociais.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. II e IV. B. I, II e IV. C. II, III e IV. D. I e III. E. II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 69.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge e o texto da professora Íris Rodrigues Oliveira, da UFRJ.</p><p>74</p><p>Disponível em . Acesso em 27 jul. 2017.</p><p>A educação não pode, sozinha, instaurar um estatuto de ascensão social para quem quer que seja.</p><p>Não é fato comprovado cientificamente que alguém que tenha, por exemplo, curso universitário</p><p>ascenda social, econômica, emocionalmente. A educação tem que ser aberta para todos e possibilitar</p><p>que o homem tenha uma formação que o capacite a conhecer novos espaços, investir em novas</p><p>aventuras, sejam cognitivas, afetivas, econômicas, sociais, de todos os tipos.</p><p>O Brasil tem que lutar contra fortes indicadores de exclusão social, econômica e financeira. Quando</p><p>se fala em ascensão social, pensa-se em apenas uma das características, porque ninguém comprova</p><p>que uma ascensão econômica leva a uma social. O que é uma ascensão social? Como é que você se</p><p>sente incluído socialmente em uma cultura, em um grupo, em um lugar? Será que as pessoas de</p><p>bom nível econômico, emocional, afetivo têm, também, um bom nível social? Será que as que têm</p><p>bom nível social – que são aceitas socialmente e fazem parte de grupos – têm um nível econômico</p><p>que lhes permita atender minimamente as suas necessidades básicas? É uma questão para se</p><p>montar uma pesquisa e constatar, empiricamente, essas formulações.</p><p>O Brasil vive lutando com formas de incluir não apenas socialmente, mas também humanamente em</p><p>determinadas categorias. Dizer que a educação pública é para todos é uma falácia. Acompanhamos</p><p>estágios de alunos em escolas que são simulacros de escola; não vou dizer nem cópia, porque cópia</p><p>é até bom, mas um simulacro, algo ruim. Ambientes sem materiais de produção de qualidade, em</p><p>que os alunos não têm condição sequer de se relacionarem uns com os outros. Nem os professores</p><p>têm material didático-pedagógico e humano para promover aquela escola como um lócus da</p><p>formação do homem para conviver com outro</p><p>homem e com os valores culturais dos quais ele é</p><p>herdeiro. Então o que tem que se fazer é investir mais no homem e deixar de se investir tanto em</p><p>partido político e organizações. A minha proposta é que a escola deixe de ser um problema de</p><p>governo e passe a ser um problema de Estado.</p><p>Disponível em . Acesso em 15 set. 2017.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A charge e o texto apresentam visões antagônicas, pois, enquanto a charge vê a educação</p><p>como solução para o crescimento pessoal e profissional, o texto afirma que a educação não</p><p>promove a ascensão social, apenas a ascensão econômica.</p><p>II. Segundo o texto, a educação sozinha não garante a ascensão social, e o ensino público no</p><p>Brasil carece de materiais físicos e de capital humano capacitado.</p><p>III. A autora do texto considera que o ensino não deve ser responsabilidade do governo e</p><p>mostra-se a favor da privatização das escolas públicas, que atualmente apresentam péssima</p><p>qualidade.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. I e II. C. III. D. II e III. E. II.</p><p>75</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 70.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o anúncio a seguir, obtido de uma campanha publicitária de uma rede de supermercados.</p><p>Com base na leitura, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Pelas condições da promoção, se o cliente comprar duas unidades do produto anunciado, ele</p><p>pagará o valor total de R$28,94.</p><p>PORQUE</p><p>II. De acordo com o anúncio, o desconto percentual total na aquisição de duas unidades do produto</p><p>é de 25%.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A. A primeira asserção é falsa, e a segunda asserção é verdadeira.</p><p>B. A primeira asserção é verdadeira, e a segunda asserção é falsa.</p><p>C. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção justifica a primeira.</p><p>D. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda asserção não justifica a primeira.</p><p>E. As duas asserções são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>76</p><p>Questão 71.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2016) Leia o texto a seguir.</p><p>O plágio é daqueles fenômenos da vida acadêmica a respeito dos quais todo escritor conhece um</p><p>caso, sobre os quais há rumores permanentes entre as comunidades de pesquisa e com os quais o</p><p>jovem estudante é confrontado em seus primeiros escritos.</p><p>Trata-se de uma apropriação indevida de criação literária, que viola o direito de reconhecimento do</p><p>autor e a expectativa de ineditismo do leitor. Como regra, o plágio desrespeita a norma de atribuição</p><p>de autoria na comunidade científica, viola essencialmente a identidade da autoria e o direito</p><p>individual de ser publicamente reconhecido por uma criação. Por isso, apresenta-se como uma</p><p>ofensa à honestidade intelectual e deve ser uma prática enfrentada no campo da ética.</p><p>Na comunidade científica, o pastiche é a forma mais ardilosa de plágio, aquela que se autodenuncia</p><p>pela tentativa de encobrimento da cópia. O copista é alguém que repete literalmente o que admira.</p><p>O pasticheiro, por sua vez, é um enganador, aquele que se debruça diante de uma obra e a adultera</p><p>para, perversamente, aprisioná-la em sua pretensa autoria. Como o copista, o pasticheiro não tem</p><p>voz própria, mas dissimula as vozes de suas influências para fazê-las parecer suas.</p><p>DINIZ, D.; MUNHOZ, A. T. M. Cópia e pastiche: plágio na comunicação científica. Argumentum, Vitória (ES), ano 3, v.1, n.3, pp.11-28,</p><p>jan/jun.2011 (com adaptações).</p><p>Considerando o texto apresentado, assinale a opção correta.</p><p>A. O plágio é uma espécie de crime e, portanto, deve ser enfrentado judicialmente pela comunidade</p><p>acadêmica.</p><p>B. A expectativa de que todo escritor acadêmico reconheça a anterioridade criativa de suas fontes é</p><p>rompida na prática do plágio.</p><p>C. A transcrição de textos acadêmicos, caso não seja autorizada pelo autor, evidencia desonestidade</p><p>intelectual.</p><p>D. Pesquisadores e escritores acadêmicos devem ser capazes de construir, sozinhos, sua voz</p><p>autoral, a fim de evitar a imitação e a repetição, que caracterizam o plágio.</p><p>E. O pastiche caracteriza-se por modificações vocabulares em textos acadêmicos, desde que</p><p>preservadas suas ideias originais, bem como sua autoria.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 72.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2016) A figura a seguir ilustra a apresentação do teatro de bonecos do grupo Riso do Povo,</p><p>do mestre Zé Divina, de Pernambuco. Esse tipo de teatro, denominado mamulengo, está</p><p>intimamente ligado ao contexto histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo</p><p>da região Nordeste do Brasil.</p><p>77</p><p>Apresentado em praças, feiras e ruas, em linguagem provocativa e irreverente, com repertórios</p><p>inspirados diretamente nos fatos do cotidiano popular, o mamulengo ganha existência nos palcos por</p><p>meio do movimento das mãos dos atores que manipulam os bonecos, narram as histórias e</p><p>transcendem a realidade, metamorfoseando o real em momentos de magia e sedução.</p><p>Disponível em . Acesso em 22 ago. 2016.</p><p>A partir dessas informações, avalie as afirmativas.</p><p>I. O mamulengo dá vida ao objeto e à matéria e permite jogo cênico divertido em que os atores</p><p>de carne e osso cedem às formas animadas o lugar central da comunicação teatral.</p><p>II. No mamulengo, os bonecos são os próprios agentes da ação dramática, e não simples</p><p>adereços cenográficos.</p><p>III. No mamulengo, os atores interagem com o público de forma a transportá-lo para a mágica</p><p>representação cênica.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 73.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Os quadrinhos a seguir mostram um problema na disseminação de informações via rede.</p><p>Disponível em . Acesso em 19 jul. 2015.</p><p>Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>78</p><p>I. As facilidades de propagação de informações na sociedade em rede possibilitam a divulgação de</p><p>textos sem a correta referência, o que invalida a internet como forma de obtenção de</p><p>conhecimento.</p><p>PORQUE</p><p>II. As redes sociais permitem o compartilhamento de textos sem a checagem de fontes, o que</p><p>provoca, muitas vezes, a disseminação de informações incorretas.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A. As duas asserções são verdadeiras, e a II justifica a I.</p><p>B. As duas asserções são verdadeiras, e a II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.</p><p>D. A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.</p><p>E. As duas asserções são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 74.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 25 fev.</p><p>2023.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Ao ilustrar a selfie como a ponta do iceberg, a charge metaforiza o fato de que as imagens</p><p>postadas nas redes sociais mais escondem do que revelam.</p><p>II. A charge ilustra o comportamento do indivíduo contemporâneo que expõe recortes de</p><p>situações em busca da aprovação dos amigos virtuais.</p><p>79</p><p>III. A charge tem por objetivos evidenciar as consequências do aquecimento global e apontar a</p><p>importância do compartilhamento dessas informações nas redes sociais.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>A. I e II. B. II e III. C. I e III. D. I. E. II.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 75.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia os quadrinhos e um trecho do artigo “Por quem rosna o Brasil”, de Eliane Brum.</p><p>Disponível em .</p><p>Acesso em 25 jul. 2015.</p><p>Inventar inimigos para a população culpar tem se mostrado um grande negócio nesse momento do</p><p>país. Se as pessoas se sentem acuadas por uma violência de causas complexas, por que não dar a</p><p>elas um culpado fácil de odiar, como “menores” violentos, os pretos e pobres de sempre, e, assim,</p><p>abrir espaço para a construção de presídios ou unidades de internação? Se os “empreendimentos”</p><p>comprovadamente não representam redução de criminalidade, certamente rendem muito dinheiro</p><p>para aqueles que vão construí-los e também para aqueles que vão fazer a engrenagem se mover</p><p>para lugar nenhum. Depois, o passo seguinte pode ser aumentar a pressão sobre o debate da</p><p>privatização do sistema prisional, que para ser lucrativo precisa do crescimento do número já</p><p>apavorante de encarcerados.</p><p>Se há tantos que se sentem humilhados e diminuídos por uma vida de gado, por que não os</p><p>convencer de que são melhores do que os outros pelo menos em algum quesito? Que tal dizer a eles</p><p>que são superiores porque têm a família “certa”, aquela “formada por um homem e por uma mulher?</p><p>(...) Fabricar “cidadãos de bem” numa tábua de discriminações e preconceitos tem se mostrado uma</p><p>fórmula de sucesso no mercado da fé.</p><p>A invenção de inimigos dá lucro e mantém tudo como está, porque, para os profetas do ódio, o</p><p>Brasil está ótimo e rendendo dinheiro como nunca. Ou que emprego teriam estes apresentadores, se</p><p>não tiverem mais corpos mortos para ofertar no altar da TV? (...)</p><p>O Brasil do futuro não chegará ao presente sem fazer seu acerto com o passado. Entre tantas</p><p>realidades simultâneas, este é o país que lincha pessoas; que maltrata imigrantes africanos,</p><p>haitianos e bolivianos; que assassina parte da juventude negra sem que a maioria se importe; que</p><p>massacra povos indígenas para liberar suas terras, preferindo mantê-los como gravuras num livro de</p><p>história a conviver com eles; em que as pessoas rosnam umas para as outras nas ruas, nos balcões</p><p>das padarias, nas repartições públicas; em que os discursos de ódio se impõem nas redes sociais</p><p>sobre todos os outros; em que proclamar a própria ignorância é motivo de orgulho na internet; em</p><p>que a ausência de “catástrofes naturais”, sempre vista como uma espécie de “bênção divina” para</p><p>um povo eleito, já deixou de ser um fato há muito; em que as paisagens “paradisíacas” são borradas</p><p>pelo inferno da contaminação ambiental e a Amazônia, “pulmão do mundo”, vai virando soja, gado e</p><p>favela – quando não hidrelétricas como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio.</p><p>Disponível em . Acesso em 25 jul. 2015.</p><p>80</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. A associação do sentimento da raiva com a doença que ataca os animais, nos quadrinhos, indica</p><p>que os focos contagiosos da raiva devem ser exterminados com medidas sanitaristas, isto é,</p><p>com a eliminação dos seus agentes.</p><p>II. De acordo com Brum, a invenção de culpados a serem odiados interessa a um setor socialmente</p><p>privilegiado.</p><p>III. A cultura do ódio, disseminada nas redes sociais, é importante, na visão de Brum, porque</p><p>contribui para a liberdade de expressão.</p><p>IV. Os quadrinhos e o texto colocam os meios de comunicação como disseminadores da cultura do</p><p>ódio e procuram alertar para o caráter maléfico dela.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>A. I, II e IV. B. II, III e IV. C. II e IV. D. I e IV. E. I e II.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 76.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia a charge e o texto a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 26 jan. 2016.</p><p>A moral e a ética no desenvolvimento das crianças</p><p>A imposição moral e ética</p><p>Assis Ribeiro</p><p>Yves de La Taille, psicólogo especializado em desenvolvimento moral, fala sobre como, apesar da</p><p>crise por que passam, sobretudo na família e na escola, a moral e a ética continuam a ser pontos</p><p>fundamentais na educação e desenvolvimento das crianças. Educar. Palavra de apenas seis letras</p><p>que traz consigo um amplo leque de responsabilidades que deixa qualquer pai ou educador que se</p><p>proponha à árdua tarefa de ensinar uma criança a trilhar os caminhos do mundo inseguro. A</p><p>violência, a falta de respeito e o individualismo — algumas das marcas registradas dos dias atuais —</p><p>81</p><p>levantam questões sobre como andam e como transmitir dois conceitos fundamentais da boa</p><p>educação e do convívio social: a moral e a ética.</p><p>Para La Taille, a situação do mundo hoje é paradoxal. “De um lado, verificamos um avanço da</p><p>democracia e do respeito aos direitos humanos. Mas, de outro, tem-se a impressão de que as</p><p>relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais, pautadas num individualismo primário,</p><p>num hedonismo também primário, numa busca desesperada de emoções fortes, mesmo que</p><p>provenham da desgraça alheia”, afirma... Segundo ele, a crise moral e ética atinge tanto a escola</p><p>quanto as famílias, e uma empurra a responsabilidade da educação das crianças para a outra.</p><p>“Muitos professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e muitos pais</p><p>acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina”, diz. Mas completa que tanto</p><p>uma quanto a outra têm grande responsabilidade no desenvolvimento moral e ético das crianças.</p><p>Em sua entrevista, coloca que a definição de moral e ética é muito discutida atualmente... moral é o</p><p>conjunto de deveres derivados da necessidade de respeitar as pessoas, nos seus direitos e na sua</p><p>dignidade. Logo, a moral pertence à dimensão da obrigatoriedade, da restrição de liberdade, e a</p><p>pergunta que a resume é: “Como devo agir?”. Ética é a reflexão sobre a felicidade e sua busca, a</p><p>procura de viver uma vida significativa, uma “boa vida”. Assim definida, a pergunta que a resume é:</p><p>“Que vida quero viver?”. É importante atentar para o fato de essa pergunta implicar outra: “Quem eu</p><p>quero ser?”. Do ponto de vista psicológico, moral e ética, assim definidas, são complementares. É</p><p>possível vivermos sem moral e ética? A situação parece-me de certa forma paradoxal. De um lado,</p><p>pelo menos no mundo ocidental, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos</p><p>humanos. Logo, desse ponto de vista, saudosismo é perigoso. Assim, penso que, neste clima pós-</p><p>moderno, há avanços e crise. É como se as dimensões política e jurídica estivessem cada vez</p><p>melhores, e a dimensão interpessoal, cada vez pior. Agora, como não podemos viver sem respostas</p><p>morais e éticas, urge nos debruçarmos sobre esses temas. De modo geral, penso que as pessoas</p><p>estão em crise ética (que vida vale a pena viver?), e essa crise tem reflexos nos comportamentos</p><p>morais. A imoralidade não deixa de ser tradução de falta de projetos, de desespero existencial ou de</p><p>mediocridade dos sentidos dados à vida....</p><p>Disponível em . Acesso em 26 jan. 2016.</p><p>Com base na leitura, avalie as asserções e assinale a alternativa correta.</p><p>I. Ao mostrar que os estudantes chegam à escola sem noções de ética e de moral, a charge opõe-se</p><p>ao texto, que afirma que tanto pais quanto professores são responsáveis pela formação da criança.</p><p>PORQUE</p><p>II. Segundo o texto, a moral refere-se a comportamentos socialmente preconizados e a ética</p><p>relaciona-se à reflexão sobre o modo de viver.</p><p>A. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.</p><p>B. As duas asserções são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.</p><p>C. A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa.</p><p>D. A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira.</p><p>E. As duas asserções são falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>82</p><p>Questão 77.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>A descartabilidade das mercadorias e pessoas: consumo, obsolescência e</p><p>relacionamentos humanos</p><p>Rita Alves</p><p>Recentemente, circulou pelas</p><p>redes sociais digitais uma pequena história na qual um casal de idosos,</p><p>juntos há décadas, é interrogado sobre o segredo de se manter um relacionamento tão longo;</p><p>respondem que na época em que se casaram não se costumava jogar fora um aparelho quebrado,</p><p>mas se buscava consertá-lo e, assim, seguia-se a vida por muitos anos com os mesmos</p><p>equipamentos. O casal estava dizendo, em outras palavras, que a longevidade de seu</p><p>relacionamento se baseava na capacidade de “consertar” as fissuras da relação em vez de descartá-</p><p>la quando os problemas aparecem.</p><p>Os relacionamentos, assim como as mercadorias, passam por um período de intensa</p><p>descartabilidade. O cientista social polonês Zygmunt Bauman já apontou a íntima relação entre as</p><p>práticas de consumo contemporâneas e a fragilidade dos laços humanos na atualidade.</p><p>O consumo é pautado pela obsolescência planejada e pelo desejo intenso por novidades, mudanças</p><p>e, principalmente, novos desejos. Para ele, a satisfação dos desejos é angustiante na medida em que</p><p>nos obriga a eleger um novo objeto de desejo; aponta que atualmente “o desejo não deseja a</p><p>satisfação; o desejo deseja o desejo”. Daí a sensação constante de angústia e a incessante busca</p><p>por novos desejos e realizações. O mesmo acontece com os relacionamentos atuais. As relações</p><p>amorosas, as amizades, os contratos de trabalho e até mesmo os laços familiares são afetados por</p><p>essa lógica da descartabilidade e da efemeridade do consumo, ou melhor, do consumismo.</p><p>Segundo o antropólogo David Harvey, trata-se da lógica do capitalismo implementada após a</p><p>Segunda Guerra Mundial, que trouxe a alteração das nossas noções de tempo e espaço a partir da</p><p>aceleração do tempo de giro das mercadorias. Os bens materiais passaram a ser produzidos,</p><p>distribuídos, consumidos e descartados com maior velocidade. Com essa compressão do tempo,</p><p>passamos a valorizar a velocidade e a aceleração, que se transformaram em valores inquestionáveis,</p><p>como se o veloz fosse, necessariamente, o bom e o desejável.</p><p>A partir daí, nosso cotidiano passou a ser pautado pela efemeridade, pela volatilidade, pela</p><p>instantaneidade, pela simultaneidade e, no limite, pela descartabilidade. Para Bauman, neste mundo</p><p>líquido, flexível e mutável em que vivemos, a única coisa sólida e perene que nos sobra é o lixo, que</p><p>se amplia, acumula e permanece como um dos maiores problemas do planeta.</p><p>O desejo de mudança já está interiorizado e presente nas nossas ações. Desejamos mudar os</p><p>cabelos, a cor das paredes das nossas casas, nossos corpos, automóveis. “Mude a sua sala de estar</p><p>mudando apenas a mesinha de centro”, dizia o anúncio de uma revista de decoração.</p><p>“Mude, seja outra pessoa”, sugere a cultura contemporânea. Os reality shows de intervenção trocam</p><p>todo o guarda-roupa dos participantes e jogam no lixo toda sua história, todas as suas lembranças e</p><p>memórias impregnadas nas roupas; trocam todos os móveis da casa por outros novos e alinhados</p><p>com as tendências contemporâneas, mas que, sabe-se, não durarão mais que cinco ou seis anos em</p><p>boas condições, posto que são feitos apenas para atender à moda do momento. Essas práticas de</p><p>consumo envolvem não só a qualidade das mercadorias adquiridas, mas também a quantidade,</p><p>nunca tivemos tantos objetos.</p><p>É esse o cenário que envolve também os relacionamentos humanos, dos matrimônios às amizades,</p><p>da sexualidade aos circuitos familiares. As relações amorosas, por exemplo, entram na mesma lógica</p><p>quantitativa e efêmera que desenvolvemos com os objetos, especialmente entre os jovens, que não</p><p>escondem a valorização dos “ficantes” nas suas baladas noturnas; numa mesma noite “fica-se” com</p><p>vários parceiros efêmeros e passageiros, às vezes nem mesmo perguntam-se os nomes e já partem</p><p>para outra conquista rápida; ao final da noite, uma contabilidade geral indica o status de cada um.</p><p>Mesmo quando a relação é duradoura, o tempo entre o namoro, o casamento e a separação pode</p><p>ser de alguns anos, às vezes meses. A angústia do compromisso duradouro está na base dessa</p><p>volatilidade amorosa; “será que estou perdendo algo melhor?”; o medo da descartabilidade aflige as</p><p>duas partes: ou seremos descartados ou descartaremos nosso par. Entre as amizades juvenis,</p><p>acontece quase o mesmo; troca-se de turma, incorporam-se novos amigos; as redes sociais digitais</p><p>registram a intensidade do relacionamento, “adorei te conhecer!”, e, depois de alguns dias de</p><p>83</p><p>exposição das afinidades e afetos, deixa-se que a nova amizade esfrie até que seja substituída por</p><p>outra mais nova ainda. No âmbito de trabalho, antigamente dedicava-se à mesma empresa por 30</p><p>ou 40 anos; hoje em dia, dizem os especialistas em gestão de carreiras que não se deve permanecer</p><p>num mesmo emprego por mais de cinco anos, que isso pode parecer acomodação e falta de ousadia</p><p>profissional. Busca-se descartar o emprego antes de ser descartado pelo patrão.</p><p>De certa forma, as redes sociais digitais vieram contribuir para essa situação, provocando o aumento</p><p>dos relacionamentos superficiais e passageiros, as conversas fragmentadas e teatralizadas, o excesso</p><p>de “amigos” e convites para eventos aos quais não conseguimos dar muita atenção.</p><p>As vozes pessimistas consideram que as tecnologias digitais estão contribuindo para o isolamento, a</p><p>separação e a superficialidade das relações humanas. Isso pode ser verdadeiro em muitas situações,</p><p>mas existem outros lados dessa questão. As redes online também resgatam antigas amizades e</p><p>recuperam, mesmo que pontualmente, relações deixadas no passado; recuperam-se fotografias</p><p>antigas, marcam-se encontros de turmas do colégio, apresentam-se os filhos e maridos ou esposas.</p><p>Com a recente entrada dos idosos nas redes sociais, temos presenciado interessantes alterações nas</p><p>dinâmicas familiares, com a criação de novos canais de comunicação entre avós e netos, por</p><p>exemplo, ou ainda entre parentes há muito separados pela distância ou dificuldades de locomoção;</p><p>as separações geográficas e geracionais no âmbito familiar estão sendo reconfiguradas de forma</p><p>interessante e contribuindo positivamente para o resgate da socialização dos idosos.</p><p>Apesar do quadro desalentador que envolve o consumo exacerbado e os relacionamentos humanos,</p><p>temos observado práticas alternativas que vão na contramão dessa situação. Espalha-se pelo mundo</p><p>o Movimento Slow, que questiona a velocidade e a descartabilidade das mercadorias e relações,</p><p>propondo um retorno às práticas desaceleradas de tempos atrás. A vertente mais conhecida desse</p><p>movimento é o slow food, que propõe que voltemos a preparar a comida lentamente, que</p><p>conversemos com o açougueiro, o padeiro e o verdureiro; que convivamos com nossos amigos na</p><p>beira do fogão enquanto preparamos a comida lentamente. Na contramão do fast food, o slow food</p><p>busca resgatar os rituais de alimentação que sempre estruturaram as relações familiares e de</p><p>amizades. Vemos ainda a emergência de grupos que questionam o consumo excessivo e</p><p>inconsequente, propondo o consumo consciente no qual se buscam informações sobre as práticas</p><p>sociais das empresas produtoras, questionam-se as embalagens, aponta-se a possibilidade de</p><p>reutilizar e reciclar embalagens e objetos.</p><p>Existe ainda o recente consumo colaborativo, no qual os sujeitos partilham equipamentos como</p><p>máquinas de cortar grama, furadeiras elétricas e até automóveis, considerando que individualmente</p><p>estão subutilizados e que com os usos partilhados e coletivos pode-se otimizar os recursos. Do ponto</p><p>de vista das relações humanas, temos observado nas grandes cidades o surgimento de grupos que</p><p>propõem o resgate das relações de vizinhança, a ocupação e revitalização das praças públicas, a</p><p>produção de hortas urbanas comunitárias, piqueniques coletivos e o resgate da convivência</p><p>comunitária nos bairros. Na base desses movimentos está uma consciência ecológica renovada, que</p><p>vai além dos discursos de preservação da natureza e que se volta à transformação dos cotidianos e</p><p>das relações interpessoais. Para além da descartabilidade das mercadorias</p><p>e pessoas, continuamos</p><p>com a certeza de que a base da humanidade não está no avanço da tecnologia ou no acúmulo de</p><p>riquezas, mas na força dos relacionamentos humanos; foram eles que ergueram o edifício da</p><p>sociedade e da cultura e, seguramente, não serão descartados com tanta facilidade.</p><p>Disponível em . Acesso em 15 dez.</p><p>2015.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.</p><p>I. O foco do texto é valorizar o mundo atual, em que os produtos são efêmeros e o consumo é</p><p>possível, pois há liberdade de mercado.</p><p>II. Segundo o texto, apesar do consumismo desenfreado da sociedade atual, surgiram movimentos</p><p>contrários a essa tendência, que propõem a desaceleração das atividades cotidianas e</p><p>questionam a descartabilidade de objetos e relacionamentos.</p><p>III. Para o sociólogo Bauman, vivemos na época das relações líquidas e qualquer mudança é</p><p>negativa.</p><p>84</p><p>IV. A autora posiciona-se contra o fim dos matrimônios, que deveriam ser indissolúveis como</p><p>antigamente.</p><p>A. Apenas as afirmativas I e II são corretas.</p><p>B. Apenas a afirmativa II é correta.</p><p>C. Apenas as afirmativas II e III são corretas.</p><p>D. Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.</p><p>E. Nenhuma afirmativa é correta.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 78.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o trecho a seguir, do poeta e produtor cultural Sérgio Vaz, um dos idealizadores da Cooperifa,</p><p>que semanalmente reúne centenas de pessoas na periferia da zona sul da capital paulista para a</p><p>leitura de poemas.</p><p>Lugar de criança é presa na escola</p><p>Sou a favor do aumento da maioridade escolar.</p><p>Isso mesmo, lugar de criança é presa na escola (das 8h às 17h) e sendo torturada por aulas de</p><p>Matemática, Português, Ciência, Música, Teatro, Geografia, Química, Física… Ou tomando banho de</p><p>sol enquanto faz Educação Física.</p><p>Quando elas começarem a criar asas, trancá-las na biblioteca para aprenderem a lapidar sonhos.</p><p>Nessa cadeia, os professores com super salários, super treinamento, super motivados não deixarão</p><p>nada, nem ninguém escapar do castigo da sabedoria. Serão tempos difíceis para a ignorância.</p><p>Depois de cumprirem pena e se tornarem cidadãos, terão liberdade assistida… Pelos pais orgulhosos.</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. O poeta opõe a expressão “aumento da maioridade escolar” à redução da maioridade penal e</p><p>propõe a educação como base para a construção da cidadania.</p><p>II. O autor considera a escola um lugar de tortura, em que os alunos ficam presos e não</p><p>aprendem verdadeiramente a viver.</p><p>III. De acordo com o texto, as crianças não podem almejar a liberdade, e o conhecimento</p><p>aprisiona as mentes.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. II. C. III. D. I e II. E. II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>85</p><p>Questão 79.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o trecho da reportagem a seguir.</p><p>Banksy tornou-se o anônimo mais famoso dos últimos anos. Seu trabalho mudou o olhar sobre a arte</p><p>de rua. Com spray, faz críticas políticas, à sociedade e à guerra, mas sempre com um humor sombrio</p><p>e uma sacada. Também se especializou em ações espetaculares, como na vez em que pôs um</p><p>boneco vestido de prisioneiro de Guantánamo dentro da Disneylândia. Com prováveis 40 anos, ele</p><p>segue experimentando: é o diretor de Exit Through the Gift Shop ("Saída pela Loja de Presentes"),</p><p>documentário sobre um francês que o persegue, indicado ao Oscar.</p><p>Hoje, suas obras espalham-se por Londres, Los Angeles, Nova York, até no muro que separa Israel e</p><p>Palestina. Mas tudo começou em Bristol, no interior da Inglaterra, onde Banksy já dava sinais de que</p><p>iria longe.</p><p>Disponível em . Acesso em 23 mar. 2016.</p><p>A imagem a seguir é um trabalho de Banksy.</p><p>Disponível em . Acesso em 04 mar. 2016.</p><p>Com base nas informações, na imagem e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.</p><p>I. A imagem apresenta uma crítica ao uso de redes sociais e celulares por menores de idade,</p><p>pois isso pode estimular a pedofilia.</p><p>II. A imagem satiriza o comportamento infantil de pessoas que necessitam da aprovação de</p><p>amigos virtuais em redes sociais.</p><p>III. A imagem contradiz as características do artista apontadas no texto, uma vez que não</p><p>explora o humor e não tem conteúdo político.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I. B. II e III. C. III. D. I e II. E. II.</p><p>Justificativa.</p><p>86</p><p>Questão 80.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2015). Leia o texto a seguir.</p><p>A percepção de parcela do empresariado sobre a necessidade de desenvolvimento sustentável vem</p><p>gerando uma postura que se contrapõe à cultura centrada na maximização do lucro dos acionistas. A</p><p>natureza global de algumas questões ambientais e de saúde, o reconhecimento da responsabilidade</p><p>mundial pelo combate à pobreza, a crescente interdependência financeira e econômica e a crescente</p><p>dispersão geográfica das cadeias de valor evidenciam que assuntos relevantes para uma empresa do</p><p>setor privado podem ter alcance muito mais amplo que aqueles restritos à área mais imediata onde</p><p>se localiza a empresa. Ilustra essa postura empresarial a pirâmide de responsabilidade social</p><p>corporativa apresentada a seguir.</p><p>CARROLL, A. B. The Pyramid of corporate social responsability: toward the moral management of organizational stakeholders. Bussiness</p><p>horizons. July-August, 1991 (com adaptações).</p><p>Com relação à responsabilidade social corporativa, avalie as afirmativas.</p><p>I. A responsabilidade social pressupõe estudo de impactos potenciais e reais das decisões e</p><p>atividades da organização, o que exige atenção constante às ações cotidianas regulares de</p><p>uma organização.</p><p>II. À medida que a responsabilidade econômica de uma organização diminui, a responsabilidade</p><p>social corporativa aumenta e, por conseguinte, a empresa passa a agir com ética.</p><p>III. A concessão de financiamento para atividades sociais, ambientais e econômicas é fator</p><p>relevante para a redução da responsabilidade legal empresarial.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. II, apenas. C. I e III, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>87</p><p>Questão 81.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2015). Leia o texto a seguir.</p><p>A ideia segundo a qual todo ser humano, sem distinção, merece tratamento digno corresponde a um</p><p>valor moral. O pluralismo político, por exemplo, pressupõe um valor moral: os seres humanos têm o</p><p>direito de ter suas opiniões, expressá-las e organizar-se em torno delas. Não se deve, portanto,</p><p>obrigá-los a silenciar ou a esconder seus pontos de vista; vale dizer, são livres. Na sociedade</p><p>brasileira, não é permitido agir de forma preconceituosa, presumindo a inferioridade de alguns (em</p><p>razão de etnia, raça, sexo ou cor), sustentando e promovendo a desigualdade. Trata-se de um</p><p>consenso mínimo, de um conjunto central de valores, indispensável à sociedade democrática: sem</p><p>esse conjunto central, cai-se na anomia, entendida como ausência de regras ou como total</p><p>relativização delas.</p><p>BRASIL. Ética e Cidadania. Brasília: MEC/SEB, 2007 (com adaptações).</p><p>Com base nesse fragmento de texto, infere-se que a sociedade moderna e democrática</p><p>A. promove a anomia, ao garantir os direitos de minorias étnicas, de raça, de sexo ou de cor.</p><p>B. admite o pluralismo político, que pressupõe a promoção de algumas identidades étnicas em</p><p>detrimento de outras.</p><p>C. sustenta-se em um conjunto de valores pautados pela isonomia no tratamento dos cidadãos.</p><p>D. apoia-se em preceitos éticos e morais que fundamentam a completa relativização de valores.</p><p>E. adota preceitos éticos e morais incompatíveis com o pluralismo político.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 82.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2015). Leia o texto a seguir.</p><p>Hoje, o conceito de inclusão digital está intimamente ligado ao de inclusão social. Nesse sentido, o</p><p>computador é uma ferramenta de construção e aprimoramento de conhecimento que permite acesso</p><p>à educação e ao trabalho, desenvolvimento pessoal e melhor qualidade de vida.</p><p>FERREIRA, J. R. et al. Inclusão Digital. In.: Brasil. O Futuro da Indústria de Software: a perspectiva do Brasil. Brasília: MDIC/STI, 2004</p><p>(com adaptações).</p><p>Diante do cenário high tech (de alta tecnologia), a inclusão digital faz-se necessária para todos. As</p><p>situações rotineiras geradas pelo avanço tecnológico produzem fascínio, admiração, euforia e</p><p>curiosidade em alguns, mas, em outros, provocam sentimento de impotência, ansiedade, medo e</p><p>insegurança. Algumas pessoas ainda olham para a tecnologia como um mundo complicado e</p><p>desconhecido. No entanto, conhecer as características da tecnologia e sua linguagem digital é</p><p>importante para a inclusão na sociedade globalizada.</p><p>Nesse contexto, políticas públicas de inclusão digital devem ser norteadas por objetivos que incluam</p><p>88</p><p>I. a inserção no mercado de trabalho e a geração de renda.</p><p>II. o domínio de ferramentas de robótica e de automação.</p><p>III. a melhoria e a facilitação de tarefas cotidianas das pessoas.</p><p>IV. a difusão do conhecimento tecnológico.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e II. B. I e IV. C. II e III. D. I, III e IV. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 83.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2015). Analise a imagem e o texto a seguir.</p><p>Disponível em . Acesso em 17 jul. 2015.</p><p>Assim como o break, o grafite é uma forma de apropriação da cidade. Os muros cinzentos e sujos</p><p>das cidades são cobertos por uma explosão de cores, personagens, linhas e trações, texturas e</p><p>mensagens diferentes. O sujo e o monótono dão lugar ao colorido, à criatividade e ao protesto. No</p><p>entanto, a arte de grafitar foi, por muito tempo, duramente combatida, pois era vista como ato de</p><p>vandalismo e crime contra o patrimônio público ou privado, sofrendo, por causa disso, forte</p><p>repressão policial. Hoje, essa situação encontra-se bastante amenizada, pois o grafite conseguiu</p><p>legitimidade como arte e, como tal, tem sido reconhecido tanto por governantes quanto por</p><p>proprietários de imóveis.</p><p>SOUZA, M. L.; RODRIGUES, G. B. Planejamento urbano e ativismo social. São Paulo: Unesp, 2004 (com adaptações).</p><p>Considerando a figura acima e a temática abordada no texto, avalie as afirmativas.</p><p>I. O grafite pode ser considerado uma manifestação artística pautada pelo engajamento social,</p><p>porque promove a sensibilização da população por meio não só de gravuras e grandes</p><p>imagens, mas também de letras e mensagens de luta e resistência.</p><p>II. Durante muito tempo, o grafite foi marginalizado como arte, por ser uma manifestação</p><p>associada a grupos minoritários.</p><p>89</p><p>III. Cada vez mais reconhecido como ação de mudança social nas cidades, o grafite humaniza a</p><p>paisagem urbana ao transformá-la.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. II, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. I e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 84.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2015). Leia os textos a seguir.</p><p>Após mais de um ano de molho, por conta de uma lei estadual que coibia sua realização no Rio de</p><p>Janeiro, os bailes funk estão de volta. Mas a polêmica permanece: os funkeiros querem, agora, que</p><p>o ritmo seja reconhecido como manifestação cultural. Eles sabem que têm pela frente um caminho</p><p>tortuoso. "Muita gente ainda confunde funkeiro com traficante", lamenta Leonardo Mota, o MC</p><p>Leonardo. "Justamente porque ele tem cor que não é a branca, tem classe que não é a dominante e</p><p>tem moradia que não é no asfalto".</p><p>Disponível em . Acesso em 19 ago. 2015 (com adaptações).</p><p>Todo sistema cultural está sempre em mudança. Entender essa dinâmica é importante para atenuar</p><p>o choque entre as gerações e evitar comportamentos preconceituosos. Da mesma forma que é</p><p>fundamental para a humanidade a compreensão das diferenças entre povos de culturas diferentes, é</p><p>necessário entender as diferenças dentro de um mesmo sistema. Esse é o único procedimento que</p><p>prepara o homem para enfrentar serenamente este constante e "admirável mundo novo" do povo.</p><p>LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008 (com adaptações).</p><p>Com base nesses excertos, redija um texto dissertativo, posicionando-se a respeito do</p><p>reconhecimento do funk como legítima manifestação artística e cultural da sociedade brasileira.</p><p>Texto.</p><p>90</p><p>Questão 85.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2016). Leia o texto a seguir.</p><p>No primeiro trimestre de 2015, chegaram à Europa, de modo irregular, cerca de 57300 imigrantes,</p><p>número que corresponde, aproximadamente, ao triplo do verificado no mesmo período de 2014, ano</p><p>em que todos os recordes haviam sido quebrados. Nesse cálculo, não foram incluídos os imigrantes</p><p>que naufragaram no Mediterrâneo ao serem transportados em barcos precários, superlotados e</p><p>inseguros, fretados por mercadores que cobram cerca de 2 mil dólares por passageiro.</p><p>Disponível em . Acesso em 4 ago. 2016 (com adaptações).</p><p>Considerando essas informações, elabore um texto dissertativo, posicionando-se a respeito dos</p><p>referidos movimentos migratórios. Em seu texto, apresente quatro argumentos, sendo dois na</p><p>perspectiva de quem migra e dois na perspectiva dos países que recebem os imigrantes.</p><p>Texto.</p><p>relações de trabalho na sociedade contemporânea.</p><p>10</p><p>II. As medidas pessoais de proteção à saúde mental e de promoção da qualidade de vida</p><p>incluem a desativação de aplicativos e mecanismos de notificações instantâneas, bem como a</p><p>fixação de horários para uso profissional e uso recreativo das tecnologias digitais.</p><p>III. As medidas públicas de prevenção das doenças e dos danos sociais associados ao uso</p><p>excessivo dos recursos tecnológicos de comunicação envolvem estímulos ao letramento</p><p>digital, à alfabetização midiática e à regulamentação do uso de plataformas digitais no</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas.</p><p>B. III, apenas.</p><p>C. I e II, apenas.</p><p>D. II e III, apenas.</p><p>E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 9.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia os textos a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>A democracia representativa exige, para o seu funcionamento, um conjunto de características, as</p><p>quais podem ser compreendidas como instituições. São elas:</p><p> funcionários eleitos;</p><p> eleições livres, justas e frequentes;</p><p> sufrágio inclusivo;</p><p> direito de concorrer a cargos eletivos;</p><p> liberdade de expressão;</p><p> fontes de informação diversificadas;</p><p> autonomia para as associações.</p><p>Entre as categorias mencionadas, destacam-se duas como pilares do regime democrático.</p><p>Liberdade de expressão: os cidadãos têm o direito de se expressar, sem o perigo de punições</p><p>severas, quanto aos assuntos políticos de uma forma geral, o que inclui a liberdade de criticar os</p><p>funcionários do governo, o governo em si, o regime, a ordem socioeconômica e a ideologia</p><p>dominante.</p><p>Fontes de informação diversificadas: os cidadãos têm o direito de buscar fontes de informação,</p><p>alternativas, diversificadas e independentes. Ademais, a existência de fontes de informação</p><p>alternativas deve ser protegida por lei.</p><p>DAHL, R. A. Sobre a democracia, EDU: UnB, 2001 (com adaptações).</p><p>11</p><p>Texto 2</p><p>Embora os regimes políticos possam ser derrubados e as ideologias criticadas e destituídas de sua</p><p>legitimidade, por trás de um regime e de sua ideologia há sempre um modo de pensar e de sentir,</p><p>uma série de hábitos culturais, uma nebulosa de instintos obscuros e de pulsões insondáveis.</p><p>ECO, U. O Fascismo Eterno. In: Cinco escritos Morais. Record: Rio de Janeiro, 2002 (com adaptações).</p><p>Texto 3</p><p>A figura a seguir exemplifica algumas condutas que, segundo Umberto Eco, podem ser consideradas</p><p>contraditórias aos princípios democráticos.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 ago. 2022 (com adaptações).</p><p>Com base na concepção de regimes políticos, abordada pelos autores, avalie as afirmativas.</p><p>I. A democracia é o sistema que se propõe a assegurar aos seus cidadãos uma liberdade</p><p>pessoal mais ampla do que outros modelos.</p><p>II. A liberdade de expressão no sistema democrático garante que a manifestação de um agente</p><p>político e de um cidadão possuam repercussões equivalentes.</p><p>III. As fake news são manifestações relacionadas à categoria de fontes de informação</p><p>diversificadas e podem ser utilizadas como estratégia para fragilizar o sistema democrático de</p><p>governo.</p><p>IV. O direito à liberdade de expressão permite a emissão de opinião crítica e discursos contrários</p><p>à democracia e aos direitos humanos.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e II.</p><p>B. I e III.</p><p>C. II e IV.</p><p>D. I, III e IV.</p><p>E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 10.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia os textos a seguir.</p><p>12</p><p>Texto 1</p><p>Dados do levantamento feito pelo Transgender Europe (TGEU) mostram que o Brasil permaneceu</p><p>pelo 13º ano consecutivo como o país que mais mata pessoas transgêneros.</p><p>TRANSGENDER EUROPE (TGEU). Disponível em . Acesso em 5 jul. 2022 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da</p><p>Saúde, houve um crescimento bruto de 5% nas violências contra homossexuais e 37,1% nas</p><p>violências contra bissexuais, passando de 4855 registros em 2018 para 5330 em 2019.</p><p>No gráfico a seguir, são apresentados os dados percentuais de casos notificados em 2019, de acordo</p><p>com a orientação sexual das vítimas de violência.</p><p>CERQUEIRA, D. et al. Atlas da Violência 2021. São Paulo: FBSP/IPEA, 2021</p><p>13</p><p>Considerando as informações apresentadas no mapa e no gráfico, bem como a situação social dos</p><p>grupos LGBTQIAPN+, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os discursos e as práticas contra a diversidade sexual e de gênero são incompatíveis com as</p><p>premissas éticas e dos direitos humanos que regem as sociedades democráticas.</p><p>II. A violência contra os grupos LGBTQIAPN+ é histórica, simbólica, psicológica e física,</p><p>ocorrendo em razão de estereótipos e estigmas vigentes na sociedade e por meio de</p><p>repressões e abusos.</p><p>III. A partir dos 40 anos de idade, há maior incidência de violência sobre pessoas heterossexuais</p><p>em relação aos outros grupos, o que indica que a vulnerabilidade independe da orientação</p><p>sexual.</p><p>IV. O Brasil é o país onde se identifica o maior número de mortes de pessoas trans entre os</p><p>países analisados, situação que revela a necessidade de uma política pública mais assertiva</p><p>de combate aos crimes cometidos contra os grupos LGBTQIAPN+.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e III. B. I e IV. C. II e III. D. I, II e IV. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 11.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia o texto a seguir.</p><p>Em 2019, a violência armada foi três vezes maior para a população negra, em comparação com a</p><p>não negra, tanto para a população geral quanto para o grupo jovem (entre 15 e 29 anos de idade).</p><p>Quanto à taxa de mortalidade por 100 mil habitantes no grupo de pessoas com até 14 anos de</p><p>idade, destaca-se, da mesma forma, a desigualdade na vitimização de crianças e adolescentes</p><p>negros por agressão com arma de fogo, com taxa 3,6 vezes maior do que a de não negros em 2019.</p><p>INSTITUTO SOU DA PAZ. Violência armada e racismo: o papel da arma de fogo na desigualdade racial. Disponível em</p><p>. Acesso em 6 jul. 2022 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O fator racial é um importante condicionante na análise de dados relativos a homicídios e violência</p><p>no Brasil na população de adolescentes e jovens.</p><p>PORQUE</p><p>II. A população negra sofre mais violência do que a população não negra, em razão do racismo</p><p>estrutural existente no país, além de outras vulnerabilidades sociais associadas a essa forma de</p><p>preconceito.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>14</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 12.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Observe a figura a seguir.</p><p>Foto. Renato Soares. Disponível em . Acesso em 22 ago. 2022 (com adaptações).</p><p>Leia os textos a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Além de tramitar no Judiciário um processo a respeito do Marco Temporal, há também, na Câmara</p><p>dos Deputados, um projeto em que se tenta transformar a tese do Marco Temporal em lei. Trata-se</p><p>do Projeto de Lei Nº 490/2007, que determina que devem ter direito às terras consideradas</p><p>ancestrais somente os povos que as estivessem ocupando no dia da promulgação da Constituição</p><p>Federal, em 5 de outubro de 1988.</p><p>Disponível em .</p><p>Acesso em 21 jun. 2022 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>O assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips expôs ao mundo a</p><p>importância da demarcação dos territórios indígenas, assegurada pela Constituição Federal de 1988.</p><p>Os territórios indígenas, além de preservarem identidades, modos de vida, tradições e culturas</p><p>desses povos, também são fundamentais para a preservação ambiental. Eles contribuem para conter</p><p>as emissões de gases de efeito estufa, promover a biodiversidade e potencializar sistemas. Se</p><p>mantido o critério do Marco Temporal, a guerra fundiária poderá ser intensificada. Os territórios se</p><p>tornarão zonas de mais conflitos entre fazendeiros, mineradores, garimpeiros, grileiros, produtores</p><p>rurais, narcotraficantes, comerciantes de peixes, caçadores e madeireiros, o que resultará na morte</p><p>de indígenas e de defensores da floresta e, por extensão, dos territórios indígenas.</p><p>Com base nos textos e na imagem apresentados, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os territórios indígenas, com a regulamentação do Marco Temporal, ficarão formalmente</p><p>protegidos de invasões, e os povos originários poderão manter suas tradições culturais.</p><p>15</p><p>II. As ações de grupos de garimpeiros, de pescadores ilegais, de desmatadores e de alguns</p><p>setores das atividades agropecuárias vêm confrontando os povos originários em disputas</p><p>territoriais.</p><p>III. O aumento da criminalidade nos territórios indígenas está associado aos interesses</p><p>econômicos de exploração insustentável do meio ambiente, como os relacionados aos</p><p>garimpos ilegais e ao desmatamento de florestas.</p><p>IV. A existência dos movimentos sociais indígenas é essencial para a luta por direitos sociais,</p><p>culturais e de acesso à terra pelos povos originários, assim como para a preservação do meio</p><p>ambiente e do modo de vida dos indígenas.</p><p>V. O Estado brasileiro está impedido de intervir nas demarcações de territórios indígenas, em</p><p>respeito à autonomia, à autogestão e à livre determinação dos povos originários, segundo a</p><p>Constituição Federal de 1988.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e V.</p><p>B. I, III e V.</p><p>C. II, III e IV.</p><p>D. II, IV e V.</p><p>E. I, II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 13.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia o texto a seguir.</p><p>Pesquisa realizada pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas da Universidade Federal de Minas</p><p>Gerais (UFMG) aponta que a população em situação de rua aumentou no Brasil em 2022. De janeiro</p><p>a maio deste ano, mais de 26 mil novas pessoas nessa situação foram registradas no Cadastro Único</p><p>(CadÚnico) do Governo Federal. No país, mais de 180 mil pessoas estão registradas no CadÚnico.</p><p>Disponível em . Acesso em 6 jul. 2022 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. A existência de pessoas em situação de rua no Brasil deriva, sobretudo, das desigualdades sociais</p><p>oriundas da pandemia de covid-19.</p><p>PORQUE</p><p>II. Um dos efeitos da pandemia de covid-19 foi a ampliação do número de pessoas em situação de</p><p>rua no Brasil, o que evidencia a segregação socioespacial das cidades brasileiras.</p><p>16</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 14.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia os textos a seguir.</p><p>Ao final de 2021, cerca de 89,3 milhões de pessoas estavam deslocadas em todo o mundo, em</p><p>decorrência de violência, perseguições, violações dos direitos humanos ou outros conflitos em seus</p><p>locais de origem. Esse contingente de deslocamentos forçados já alcançava mais de 100 milhões de</p><p>pessoas em maio de 2022, sendo motivados por instabilidades como as ocorridas no Afeganistão, em</p><p>alguns países africanos e nas regiões da Ucrânia ocupadas pela Rússia, além de outros locais onde já</p><p>perduravam confrontos armados, como, por exemplo, na Síria.</p><p>Disponível em . Acesso em 21 jun. 2022 (com adaptações).</p><p>Disponível em . Acesso em 24 de jun. de 2022.</p><p>Com relação às atuais migrações internacionais forçadas, assinale a opção correta.</p><p>A. Os interesses em relação ao tipo de tratamento dispensado aos migrantes no mundo</p><p>independem de seus países de origem.</p><p>B. A xenofobia, que consiste no preconceito contra estrangeiros, deve-se à falta de normas</p><p>internacionais para o tratamento de situações de imigração.</p><p>C. Os refugiados são migrantes de países subdesenvolvidos que se deslocam para países centrais do</p><p>capitalismo global a fim de servir de mão de obra barata.</p><p>17</p><p>D. As migrações internacionais forçadas surgem da globalização econômica, cujos processos são</p><p>responsáveis pelo aumento do número de refugiados no mundo.</p><p>E. A condição de migrante internacional forçado diferencia-se da condição geral de imigrante na</p><p>medida em que se refere ao deslocamento motivado por fatores involuntários, que fogem ao</p><p>controle do migrante e de sua família.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 15.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia os textos a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Disponível em . Acesso em 20 abr. 2022.</p><p>Texto 2</p><p>Resultados de pesquisa da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), vinculada</p><p>à Organização das Nações Unidas (ONU), apontam que, além do feminicídio íntimo, aquele</p><p>perpetrado por parceiros ou ex-parceiros da vítima, e do feminicídio sexual sistêmico, em que a</p><p>vítima é sequestrada e estuprada, há o feminicídio lesbofóbico ou bifóbico, configurado quando a</p><p>vítima é bissexual ou lésbica e é assassinada porque o agressor entende que deve puni-la por sua</p><p>orientação sexual.</p><p>Disponível em . Acesso em 22 ago. 2022 (com adaptações).</p><p>A partir do gráfico e das informações do texto, assinale a opção correta.</p><p>A. O gráfico apresentado ranqueia os países a partir de um cálculo de proporção e, nessa</p><p>perspectiva, Santa Lúcia apresenta uma das taxas mais baixas de feminicídio na região.</p><p>B. As políticas públicas voltadas às mulheres partem do pressuposto de que elas devem ser as</p><p>principais responsáveis por sua própria segurança, evitando comportamentos de risco.</p><p>18</p><p>C. Os países da América Latina que apresentam as maiores taxas de ocorrência de feminicídios a</p><p>cada 100 mil mulheres, de acordo com o gráfico apresentado, são Brasil, México e Argentina.</p><p>D. As formas de violência que afetam as mulheres são determinadas não somente pela condição</p><p>sexual e de gênero, mas também por diferenças econômicas, etárias, raciais, culturais e</p><p>religiosas.</p><p>E. O número relativo a cada 100 mil mulheres vítimas de feminicídio no Brasil explica a posição</p><p>elevada do país no ranking, diferentemente de Honduras, que registra, relativamente, menos</p><p>ocorrências que o Brasil.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 16.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2022) Leia os textos a seguir.</p><p>Grafite: Eduardo Kobra. Foto: Charles Humpreys. São Paulo.</p><p>Disponível em . Acesso em 22 ago. 2022.</p><p>Inicialmente, a natureza transgressora do grafite foi encarada pelo Estado como vandalismo no</p><p>espaço público e como um perigo para a conservação da propriedade privada, devendo-se, portanto,</p><p>combatê-lo. Com o tempo, contudo, essa concepção marginal transformou-se, incidindo em uma</p><p>valorização aceitável pelo Estado e positiva para a sociedade. Essa transição do grafite,</p><p>de arte</p><p>marginal para manifestação artística reconhecida e aceita, tem revelado aspectos importantes não</p><p>somente para os profissionais do grafite, mas para a sociedade como um todo, pois incorpora a</p><p>possibilidade de ele ser um produto artístico de valor cultural, econômico e ideológico.</p><p>PIRES, E. M.; SANTOS, F. A. A cidade de São Paulo e suas dinâmicas: graffiti, Lei Cidade Limpa e publicidade urbana. Anais do Museu</p><p>Paulista: História e Cultura Material. v. 26, São Paulo, 2018 (com adaptações).</p><p>Considerando-se o texto e a imagem apresentados, é correto afirmar que o grafite consiste em uma</p><p>A. expressão popular associada à contestação e, por isso, não é reconhecido como arte.</p><p>B. expressão convencional de hierarquias consolidadas ao longo do tempo e ainda presentes na</p><p>sociedade.</p><p>19</p><p>C. expressão cultural que problematiza os valores e as relações da sociedade com os espaços onde</p><p>é produzida.</p><p>D. intervenção urbana que traz prejuízos para a sociedade porque gera conflitos latentes entre</p><p>diferentes classes sociais.</p><p>E. intervenção estética realizada com o propósito de embelezamento padronizado dos espaços</p><p>urbanos pelo uso de cores intensas e contrastantes.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 17.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia os textos I e II a seguir.</p><p>Texto I</p><p>Disponível em . Acesso em 27</p><p>mai. 2020.</p><p>Texto II</p><p>Em alguns países da Europa, permite-se que um produto de menor valor estético seja</p><p>comercializado. Estamos falando de um pepino deformado ou de uma cebola pequena, mas não de</p><p>um produto contaminado com resíduos químicos ou agentes biológicos. No caso do Brasil, o</p><p>problema vai além da aparência, porque há hortaliças ruins – contaminadas, murchas, machucadas –</p><p>20</p><p>que chegam às bancas para ser comercializadas. Mas, se nos dois contextos há perda de alimentos e</p><p>preconceito em relação às hortaliças fora do padrão visual, mas boas para o consumo, quais seriam</p><p>as alternativas para evitar o desperdício e melhorar a qualidade dos produtos? Para os pesquisadores</p><p>do assunto, não adianta replicar a experiência europeia no Brasil, de exigir hortaliças esteticamente</p><p>perfeitas, porque também teríamos produtos sendo desprezados ainda na etapa de produção. Não</p><p>devemos passar de um mercado pouco exigente, que gera desperdício no varejo e nas residências,</p><p>para um mercado exigente que gera perda no campo. A solução do problema é conscientizar os</p><p>diversos elos da cadeia produtiva, especialmente varejistas e consumidores, para que sejam</p><p>esclarecidos sobre quais aspectos da aparência das hortaliças comprometem a qualidade. Quanto</p><p>maior a exigência do mercado por hortaliças de aparência perfeita, maior o desperdício de alimentos.</p><p>Por sua vez, quanto maior a exigência por hortaliças sem danos, causados pela falta de cuidado e</p><p>pela falta de higiene, menor será a perda de alimentos e maior a qualidade da alimentação da</p><p>população brasileira.</p><p>Disponível em . Acesso em 27 mai. 2020 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O texto I sintetiza uma informação principal do texto II, ao apresentar critérios para distinguir</p><p>alterações visuais que têm efeitos puramente estéticos em produtos alimentícios daquelas que têm</p><p>implicações na qualidade dos produtos.</p><p>PORQUE</p><p>II. O texto II divulga que o aumento das perdas na cadeia produtiva de hortaliças no Brasil é</p><p>proporcional à elevação das exigências dos consumidores quanto à aparência de produtos</p><p>agropecuários.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 18.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia os textos I e II a seguir.</p><p>Texto I</p><p>Na Alemanha nazista, no auge da Segunda Guerra Mundial, surgiu a necessidade de abrir mais</p><p>espaço para os veículos automotivos. Com muitos ciclistas, as bicicletas viraram um empecilho,</p><p>forçando a criação de um espaço exclusivo para elas – talvez as primeiras ciclovias do mundo. Mas,</p><p>se na década de 1940 os veículos eram prioridade, hoje, o uso de bicicletas – e das ciclovias – surge</p><p>21</p><p>como uma das principais alternativas para melhorar a qualidade de vida nas grandes metrópoles.</p><p>Quando políticas públicas incentivam o uso de bicicletas como meio de transporte para curtas e</p><p>médias distâncias, um novo panorama se abre.</p><p>COSTA, J. Ciclovias ajudam a humanizar o espaço urbano. Ciência e Cultura. v. 68, n. 2, São Paulo, 2016 (com adaptações).</p><p>Texto II</p><p>Disponível em . Acesso em 29 abr. 2020.</p><p>Considerando as informações apresentadas e o uso de bicicletas como alternativa para melhorar a</p><p>qualidade de vida nas cidades, avalie as afirmativas.</p><p>I. Dado que as bicicletas são veículos que ocupam pouco espaço na malha viária, prescinde-se de</p><p>investimentos públicos em construção de ciclovias, sendo prioritárias campanhas de conscientização</p><p>de motoristas a respeito dos benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte.</p><p>II. O uso das bicicletas como meio de transporte contribui para a melhora da qualidade de vida nas</p><p>metrópoles, pois elas não emitem poluentes, além de esse uso proporcionar a prática de atividade</p><p>física.</p><p>III. A partir da Segunda Guerra Mundial, durante o governo da Alemanha nazista, o uso da bicicleta</p><p>como meio de transporte tornou-se eficaz e passou a prevalecer nas cidades europeias.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. II, apenas. C. I e III, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 19.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia o texto a seguir.</p><p>Além do contexto econômico, o avanço da tecnologia também é um dos responsáveis pelo aumento</p><p>dos trabalhadores informais. E a tendência de contratação de freelancers por meio de plataformas</p><p>digitais, como aplicativos de delivery e de mobilidade urbana, ganhou até um nome: Gig Economy,</p><p>ou economia dos bicos. Para os gigantes de tecnologia detentores desses aplicativos, os motoristas</p><p>são trabalhadores autônomos, que não têm vínculo empregatício. Além de não estarem sujeitos a</p><p>22</p><p>nenhuma regulamentação e proteção legal, os profissionais que desenvolvem esse tipo de trabalho</p><p>deixam de contribuir para a Previdência Social e de ter benefícios como Fundo de Garantia por</p><p>Tempo de Serviço (FGTS), férias e décimo terceiro salário. Não obstante, ainda arcam com todo o</p><p>custo da atividade que exercem. Em uma reportagem que ouviu alguns desses trabalhadores,</p><p>motoristas afirmaram sofrer com problemas de coluna e com o estresse no trânsito, além das longas</p><p>jornadas de trabalho. Por esses motivos, a Gig Economy está no centro de uma discussão mundial</p><p>acerca da responsabilidade dessas companhias milionárias sobre as condições de trabalho da mão de</p><p>obra que contratam. No meio do limbo jurídico, quem sofre são os trabalhadores dessas plataformas,</p><p>que ficam duplamente desprotegidos ― pelas empresas e pelo Estado.</p><p>Disponível em. Acesso em 18 abr. 2020</p><p>(com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas,</p><p>avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Trabalhadores autônomos informais que atuam em plataformas digitais sem qualquer vínculo</p><p>empregatício, desprotegidos de regulamentação ou lei trabalhista, compõem a Gig Economy.</p><p>PORQUE</p><p>II. Os trabalhadores, na Gig Economy, arcam com todos os custos necessários para desempenhar o</p><p>seu trabalho, ganham por produção e enfrentam longas jornadas diárias, o que os deixa mais</p><p>desgastados e com problemas de saúde.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 20.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia os textos I e II a seguir.</p><p>Texto I</p><p>Segundo o Ministério da Saúde, em 2017 o Brasil registrou uma média nacional de 5,7 óbitos para</p><p>100 mil habitantes. Na população indígena, foi registrado um número de óbitos três vezes maior que</p><p>a média nacional – 15,2. Desses registros, 44,8% (aproximadamente, 6,8 óbitos) são suicídios de</p><p>crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos. Esses dados contrastam com o panorama nacional, em</p><p>que o maior índice é entre adolescentes e adultos de 15 a 20 anos.</p><p>Disponível em . Acesso em 30 abr. 2020 (com adaptações).</p><p>Texto II</p><p>Evidências apontam que, em determinadas minorias étnico-raciais, como os indígenas (aborígines ou</p><p>populações nativas), o suicídio entre crianças apresenta taxas bem mais elevadas do que as</p><p>observadas na população geral. No Brasil, o enforcamento foi utilizado mais frequentemente entre</p><p>23</p><p>indígenas do que entre não indígenas, não se observando, no primeiro grupo, suicídios por</p><p>intoxicação ou por armas de fogo. O mapa a seguir apresenta a distribuição dos óbitos por suicídio</p><p>entre crianças e adolescentes indígenas no Brasil, entre os anos de 2010 e 2014.</p><p>Considerando as informações apresentadas e o alto índice de suicídio da população indígena, avalie</p><p>as afirmativas.</p><p>I. O elevado índice de suicídios entre crianças e adolescentes indígenas no país evidencia a</p><p>necessidade de ações com foco nos direitos fundamentais desses indivíduos.</p><p>II. Os estados do Pará e de Tocantins são os que apresentam os maiores índices de suicídio de</p><p>indígenas na faixa etária de 10 a 14 anos.</p><p>III. Os povos das tribos originárias do Brasil, no que tange a sua história e preservação cultural, não</p><p>estão amparados por direitos e garantias constitucionais.</p><p>IV. O estabelecimento de ações preventivas ao suicídio nas comunidades indígenas deve considerar</p><p>os elementos globais que afetam a população em geral, na faixa etária entre 15 e 20 anos.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I. B. II. C. I e III. D. II e IV. E. III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>24</p><p>Questão 21.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia o texto a seguir.</p><p>A pandemia ocasionada pelo novo coronavírus gerou impactos negativos na economia e nos</p><p>negócios, intensificando problemas sociais no mundo todo. Nos Estados Unidos, um estudo realizado</p><p>com a parceria de duas importantes universidades verificou que a expectativa de vida dos norte-</p><p>americanos caiu 1,1 ano em 2020. A nova expectativa é de 77,4 anos. De acordo com o estudo, essa</p><p>foi a maior queda anual da expectativa de vida já registrada nos últimos 40 anos. O declínio é ainda</p><p>maior se considerada a expectativa de vida para negros que moram no país, cuja queda foi de 2,1</p><p>anos. Para a população latina, essa queda foi de 3 anos. O declínio na expectativa de vida dos</p><p>latinos é significativo, uma vez que eles apresentam menor incidência de condições crônicas que são</p><p>fatores de risco para a covid-19 em relação às populações de brancos e negros.</p><p>LOUREIRO, R. Covid-19 reduz gravemente expectativa de vida de negros e latinos nos EUA. Revista Exame, 2021 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O efeito desproporcional da pandemia da covid-19 na expectativa de vida da população negra e</p><p>latino-americana estabelece relação com sua situação de vulnerabilidade social.</p><p>PORQUE</p><p>II. Uma hipótese que pode ser levantada quanto à diminuição da expectativa de vida de negros e</p><p>latino-americanos está relacionada às suas precárias condições de trabalho, levando-os a maior</p><p>possibilidade de exposição ao contágio pelo novo coronavírus.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 22.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia os textos I e II a seguir.</p><p>Texto I</p><p>O estudo Internet and American Life Project, do Pew Research Center, demonstrou que, em 2009,</p><p>metade das buscas de temas relacionados à saúde na internet era feita para terceiros, e quase seis</p><p>em cada dez pessoas que usaram meios digitais para se informar sobre saúde mudaram o enfoque</p><p>com que cuidavam da própria saúde ou da de algum parente. Estima-se que exista uma correlação</p><p>positiva entre o grau de conhecimento das doenças (seus fatores de risco, formas de prevenção e</p><p>tratamento) e a taxa de adoção de hábitos saudáveis pela sociedade. O aumento nos diagnósticos</p><p>precoces do câncer de mama e a diminuição do tabagismo são dois exemplos clássicos a favor dessa</p><p>25</p><p>ideia. Acredita-se que indivíduos mais bem informados aderem a comportamentos preventivos e</p><p>reagem melhor a uma enfermidade. Infelizmente, a divulgação de temas médicos é uma faca de dois</p><p>gumes: quem não sabe nada está mais perto da verdade do que a pessoa cuja mente está cheia de</p><p>informações equivocadas. Conseguir que a mensagem seja bem decodificada pelos receptores é o</p><p>grande desafio que preocupa (ou deveria preocupar) tanto médicos quanto jornalistas.</p><p>TABAKMAN, R. A saúde na mídia: medicina para jornalistas, jornalismo para médicos. São Paulo: Summus, 2013 (com adaptações).</p><p>Texto II</p><p>De acordo com os dados da última TIC Domicílios — pesquisa realizada anualmente com o objetivo</p><p>de mapear formas de uso das tecnologias da informação e comunicação no país —,</p><p>aproximadamente 46% dos usuários de Internet no Brasil utilizam a rede à procura de informações</p><p>médicas sobre saúde em geral e serviços de saúde. Para uma médica e pesquisadora da Fiocruz, os</p><p>indivíduos sempre procuraram informações sobre seu estado de saúde, mas é inegável que o</p><p>surgimento da Internet trouxe um aumento significativo do acesso a informações, amplificando,</p><p>assim, os reflexos desse processo e alterando a relação entre os indivíduos. A pesquisadora chama a</p><p>atenção para o perigo do autodiagnóstico e da automedicação, que podem gerar consequências</p><p>nefastas tanto para os indivíduos quanto para a saúde pública, uma vez que boa parte dos estudos</p><p>mostra que não são adotados critérios durante as buscas na Internet.</p><p>Disponível em . Acesso em 16 abr. 2020.</p><p>Considerando a abordagem dos textos, avalie as afirmativas.</p><p>I. Os textos I e II evidenciam a importância de critérios nas buscas realizadas pelos usuários da</p><p>Internet por informações</p><p>sobre patologias, pois algumas informações podem trazer riscos à saúde</p><p>por fomentarem a compreensão equivocada de sintomas e profilaxias.</p><p>II. O texto I afirma que a disponibilização de informações sobre temas de saúde nos meios de</p><p>comunicação tem contribuído para o esclarecimento da população acerca de hábitos saudáveis.</p><p>III. No texto II, defende-se o acesso a informações relativas a pesquisas da área da saúde nos</p><p>veículos de comunicação, pois elas permitem que o indivíduo seja proativo na prevenção de</p><p>patologias.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas. D. II e III, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 23.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia o texto a seguir.</p><p>Que é democracia? Em seu famoso discurso em Gettysburg, Abraham Lincoln disse que “a</p><p>democracia é o governo do povo, feito para o povo e pelo povo, e responsável perante o povo”. O</p><p>crédito dessa definição é, na verdade, de Daniel Webster, que a elaborou 33 anos antes de Lincoln</p><p>em outro discurso. Nesta ideia de “governo pelo povo e para o povo”, surge uma questão essencial:</p><p>e quando o povo estiver em desacordo? E quando o povo tiver preferências divergentes? O</p><p>politólogo Arend Lijphart ressalta que há duas respostas principais: a resposta da “democracia</p><p>majoritária” e a resposta da “democracia consensual”. Na democracia majoritária, a resposta é</p><p>26</p><p>simples e direta: deve-se governar para a maioria do povo. A resposta alternativa, no modelo da</p><p>democracia consensual, é: deve-se governar para o máximo possível de pessoas. A virtude da</p><p>democracia consensual é buscar consensos mais amplos no que é interesse de todos; o desafio da</p><p>democracia consensual pressupõe lideranças políticas mais maduras, tanto no governo quanto na</p><p>oposição. Democratas genuínos têm aversão à ideia do totalitarismo e combatem os delírios</p><p>daqueles que desejam poder sem limites.</p><p>Disponível em . Acesso em 2 mai. 2020 (com adaptações).</p><p>A partir dos argumentos expostos no texto, avalie as afirmativas.</p><p>I. O bem comum, a ser estabelecido por um governo democrático, nem sempre está associado às</p><p>opiniões da maioria do povo.</p><p>II. A democracia consensual é caracterizada pelo consenso a ser alcançado entre situação e</p><p>oposição, nas decisões governamentais.</p><p>III. Circunstâncias políticas de polarização, marcadas pela alta competitividade e combatividade</p><p>entre posições divergentes, caracterizam um modelo de democracia majoritária.</p><p>IV. Democracia consensual pressupõe que a situação política no poder considere em suas decisões</p><p>as necessidades das minorias, no sentido de governar para todo o povo.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e II. B. I e IV C. II e III. D. I, III e IV. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 24.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2021 – com adaptações) Leia o texto a seguir.</p><p>A chance de uma criança de baixa renda ter um futuro melhor que a realidade em que nasceu está,</p><p>em maior ou menor grau, relacionada à escolaridade e ao nível de renda de seus pais. Nos países</p><p>ricos, o "elevador social" anda mais rápido. Nos emergentes, mais devagar. No Brasil, ainda mais</p><p>lentamente. O país ocupa a segunda pior posição em um estudo sobre mobilidade social feito pela</p><p>Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2018, com dados de 30</p><p>países. Segundo os resultados, seriam necessárias nove gerações para que os descendentes de um</p><p>brasileiro entre os 10% mais pobres atingissem o nível médio de rendimento do país. A estimativa é</p><p>a mesma para a África do Sul e só perde para a Colômbia, onde o período de ascensão levaria 11</p><p>gerações. Mais de 1/3 daqueles que nascem entre os 20% mais pobres no Brasil permanece na base</p><p>da pirâmide, enquanto apenas 7% conseguem chegar aos 20% mais ricos. Filhos de pais na base da</p><p>pirâmide têm dificuldade de acesso à saúde e maior probabilidade de frequentar uma escola com</p><p>ensino de baixa qualidade. A educação precária, em geral, limita as opções para esses jovens no</p><p>mercado de trabalho. Sobram-lhes empregos de baixa remuneração, em que a possibilidade de</p><p>crescimento salarial para quem tem pouca qualificação é pequena – e a chance de perpetuação do</p><p>ciclo de pobreza, grande.</p><p>LEMOS, V. Brasil é o segundo pior em mobilidade social em ranking de 30 países. BBC News Brasil, 15 jun. 2018 (com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que</p><p>27</p><p>A. o fator ambiental e o fator demográfico afetam a mobilidade social observada, sendo ela menor</p><p>nos países que apresentam as maiores taxas de natalidade.</p><p>B. a baixa organização social dos economicamente menos favorecidos determina a baixa</p><p>mobilidade social da base para o topo da pirâmide.</p><p>C. a mobilidade social é caracterizada por um fator ancestral que se revela ao longo das gerações,</p><p>sendo um limitador da eficácia de políticas públicas de redução das desigualdades sociais.</p><p>D. a análise de mobilidade social permite a observação de um ciclo vicioso, que se caracteriza por</p><p>uma subida nas camadas sociais seguida de uma queda, repetindo-se esse ciclo de modo sucessivo.</p><p>E. a ascensão social depende de fatores viabilizadores que estão fora do alcance das camadas</p><p>pobres, o que ocasiona conflitos sociais em busca do acesso a tais fatores.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 25.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir, publicado em 7 de maio de 2020 no site G1.</p><p>Nova obra de Banksy mostra enfermeira como heroína</p><p>Pintura do artista de rua apareceu no Hospital da Universidade de Southampton, no sul</p><p>da Inglaterra.</p><p>Obra de Banksy mostra um menino que tem nas mãos uma heroína: uma enfermeira. Foto. Reprodução/Twitter/Banksy</p><p>Uma nova obra de Banksy mostra a gratidão britânica pelos profissionais do Serviço Nacional de</p><p>Saúde (NHS) durante a crise do coronavírus. O desenho ilustra um menino que escolheu o boneco</p><p>de uma enfermeira como super-heroína, e não o boneco do Batman ou do Homem-Aranha.</p><p>A pintura do artista de rua apareceu no Hospital da Universidade de Southampton, no sul da</p><p>Inglaterra, na quarta-feira (6). Uma imagem da obra também foi publicada na página de Instagram</p><p>de Banksy, com a legenda “Quem Vira o Jogo”.</p><p>A executiva-chefe do hospital, Paula Head, disse: “tenho muito orgulho de revelar esta obra de arte</p><p>incrível, criada por Banksy, como um agradecimento a todos que trabalham com e para o NHS e o</p><p>nosso hospital”.</p><p>28</p><p>“Um pano de fundo inspirador para parar e refletir nesta época sem igual”, acrescentou ela no</p><p>Twitter.</p><p>Disponível em . Acesso em 08 mai. 2020 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. Ao representar a enfermeira como super-heroína, a obra de Banksy revela seu objetivo:</p><p>criticar a indústria de cultura de massa que produz ídolos para as crianças.</p><p>II. A ilustração tem por objetivo discutir a questão de gênero, uma vez que atribui poderes a</p><p>uma mulher, e os homens são colocados no lixo.</p><p>III. A legenda “Quem Vira o Jogo” inserida por Banksy contrapõe-se à imagem, uma vez que a</p><p>ação dos profissionais de saúde não foi suficiente para evitar mortes por coronavírus no</p><p>mundo.</p><p>IV. O artista expressou, em linguagem não verbal, a admiração e a gratidão pelo trabalho dos</p><p>profissionais de saúde, mostrando que o heroísmo não pressupõe poderes sobrenaturais.</p><p>É correto o que se afirma somente em</p><p>A. I e III. B. II e III. C. III e IV. D. I, II e IV. E. IV.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 26.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Segundo relatório do Instituto Superior Sanitário de Roma, até 28 de abril de 2020, havia 25.215</p><p>óbitos na Itália em decorrência do coronavírus (covid-19). De acordo com os dados presentes nesse</p><p>documento, foram construídos os gráficos I e II a seguir.</p><p>Gráfico I. Distribuição percentual dos óbitos na Itália, por faixa etária, em decorrência do coronavírus (covid-19) até 28 de abril de 2020.</p><p>https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/07/nova-obra-de-banksy-mostra-enfermeira-como-super-heroina.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/07/nova-obra-de-banksy-mostra-enfermeira-como-super-heroina.ghtml</p><p>29</p><p>Gráfico II. Percentuais de letalidade na Itália, por faixa etária, em decorrência do coronavírus (covid-19) até 28 de abril de 2020.</p><p>Com base nos gráficos, assinale a alternativa correta.</p><p>A. Os gráficos I e II são contraditórios, pois, no gráfico I, vemos que a letalidade por coronavírus</p><p>(covid-19) na Itália, até 28 de abril de 2020, na faixa etária entre 80 e 89 anos, é de 40%, mas,</p><p>no gráfico II, essa taxa é de menos de 30%.</p><p>B. O gráfico II é inconsistente, pois a soma dos percentuais nele mostrados não resulta em 100%.</p><p>C. O gráfico II é consistente e mostra a evolução temporal dos casos de óbito em decorrência do</p><p>coronavírus (covid-19) na Itália até 28 de abril de 2020.</p><p>D. O gráfico II é consistente e mostra que o número de óbitos em decorrência do coronavírus</p><p>(covid-19) na Itália, até 28 de abril de 2020, na faixa acima dos 90 anos, é praticamente 2,5</p><p>vezes o número de óbitos na faixa de 60 a 69 anos.</p><p>E. O gráfico I mostra os percentuais de óbitos por coronavírus (covid-19) na Itália, até 28 de abril,</p><p>segundo faixas etárias, e o gráfico II mostra os percentuais de letalidade em cada faixa etária.</p><p>Justificativa.</p><p>30</p><p>Questão 27.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>O que é inovação?</p><p>Inovação é a ação ou o ato de inovar, ou seja, modificar antigos costumes, manias, legislações,</p><p>processos etc. Trata-se do efeito de renovação ou de criação de uma novidade.</p><p>O conceito de inovação é bastante utilizado nos contextos empresarial, ambiental e econômico.</p><p>Nesse sentido, o ato de inovar significa a necessidade de criar caminhos ou estratégias diferentes</p><p>aos habituais meios para atingir determinado objetivo. Inovar é inventar ideias, processos,</p><p>ferramentas ou serviços. A ideia de inovação não deve ficar limitada a novos produtos, serviços ou</p><p>tecnologias, mas deve ser estendida ao valor ou ao conceito de determinada coisa, como o modo de</p><p>organizar uma empresa, por exemplo.</p><p>No âmbito empresarial, existem vários tipos de inovação, como a inovação de produtos, a inovação</p><p>de marketing, a inovação organizacional, a inovação radical, a inovação incremental etc.</p><p>Atualmente, a inovação pode ser considerada um sinônimo de adaptação. Para que as empresas</p><p>possam obter resultados e continuar na "batalha" no mercado empresarial, as inovações são</p><p>essenciais, a fim de que consigam se moldar às mudanças que acontecem nas estruturas sociais e</p><p>econômicas.</p><p>Inovação tecnológica</p><p>Entre todos os modelos e tipos de inovação, a inovação tecnológica é uma das mais comuns e mais</p><p>presentes no cotidiano das pessoas.</p><p>A inovação tecnológica é o processo de adaptação, mudança e evolução da atual tecnologia, que visa</p><p>a melhorar e a facilitar a vida ou o trabalho das pessoas.</p><p>As inovações tecnológicas estão presentes na vida do ser humano desde os primórdios da</p><p>humanidade, com a adaptação e o melhoramento de ferramentas, armas e utensílios que ajudaram a</p><p>facilitar a vida do homem e a aprimorar o seu trabalho ou a sua proteção.</p><p>Disponível em . Acesso em 01 out. 2021 (com adaptações).</p><p>Com base na leitura, avalie as afirmativas.</p><p>I. O conceito de inovação abrange a invenção de novos produtos, serviços ou tecnologias e está</p><p>limitado a esse âmbito.</p><p>II. Há variadas categorias de inovação, como a inovação de marketing e a inovação de produto.</p><p>III. A inovação tecnológica é algo recente e surgiu com o advento da internet.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. II, apenas. C. III, apenas. D. I e II, apenas. E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 28.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia o infográfico a seguir.</p><p>https://www.significados.com.br/inovacao/</p><p>31</p><p>Disponível em . Acesso em 18 jul. 2018 (com</p><p>adaptações).</p><p>Considerando o infográfico apresentado, avalie as afirmativas.</p><p>I. A distribuição da área plantada com transgênicos no mundo reflete o nível de</p><p>desenvolvimento econômico dos países.</p><p>II. Os Estados Unidos da América têm a maior área plantada de algodão transgênico no mundo.</p><p>III. O hemisfério norte concentra a maior área de produção transgênica.</p><p>IV. A área de produção de soja transgênica é maior no Brasil do que na Argentina.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I e II. B. I e IV. C. III e IV. D. I, II e III. E. II, III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>https://cib.org.br/wp-content/uploads/2018/06/2018.06.26.Top5_Portugues.pdf</p><p>32</p><p>Questão 29.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia o texto a seguir.</p><p>A Economia Solidária expressa formas de organização econômica – de produção, prestação de</p><p>serviços, comercialização, finanças e consumo – baseadas no trabalho assalariado, na autogestão, na</p><p>propriedade coletiva dos meios de produção, na cooperação e na solidariedade. São diversas</p><p>atividades econômicas realizadas por organizações solidárias como cooperativas, associações,</p><p>empresas recuperadas por trabalhadores em regime de autogestão, grupos solidários informais,</p><p>fundos rotativos etc. Nos últimos anos, a Economia Solidária tem experimentado expansão no Brasil,</p><p>em especial, dentre os segmentos populacionais mais vulneráveis.</p><p>Disponível em . Acesso em 12 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O fomento de atividades econômicas orientadas pelos princípios da Economia Solidária deve ser</p><p>objeto de atenção no âmbito da gestão pública e requer políticas voltadas para essa área de</p><p>atuação.</p><p>PORQUE</p><p>II. A destinação de recursos públicos para empreendimentos fundamentados na Economia Solidária</p><p>viabiliza a inclusão de diversos segmentos sociais na economia e promove a valorização de práticas e</p><p>saberes construídos coletivamente.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.</p><p>B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.</p><p>C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>D. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>E. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 30.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia o texto e analise a ilustração a seguir.</p><p>As questões relacionadas a organismos geneticamente modificados deixaram, há muito tempo, de</p><p>ser discutidas no âmbito acadêmico-científico. Também na arte, a transgenia ganhou lugar,</p><p>ocupando o imaginário e a criatividade de artistas. Nesse campo, o brasileiro Eduardo Kac transita</p><p>pela zona fronteiriça entre arte, ciência e tecnologia.</p><p>33</p><p>Os trabalhos de Eduardo Kac têm sido exibidos em exposições internacionais. Em seu currículo,</p><p>constam obras de arte transgênicas, como GFP Bunny, uma coelha geneticamente modificada cujo</p><p>pelo emite fluorescência verde ao ser iluminado por luz ultravioleta. Ela foi batizada com esse nome</p><p>em razão da proteína verde fluorescente</p><p>(green fluorescente protein) obtida de uma água-viva do</p><p>Pacífico e injetada em óvulos de coelhos albinos, procedimento efetivamente realizado em um centro</p><p>de pesquisa na França.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 ago. 2018 (com adaptações).</p><p>FONTAINE, C. Fotografia. Título: Alba, the fluorescent bunny, 2000.</p><p>Disponível em . Acesso em 18 ago. 2018 (com adaptações).</p><p>A partir das informações apresentadas, avalie as afirmativas.</p><p>I. A obra GFP Bunny, de Eduardo Kac, contribui para a ampliação dos horizontes artísticos por</p><p>meio do uso da engenharia genética como técnica de criação artística.</p><p>II. A obra GFP Bunny suscita várias questões, entre as quais se inclui a de caráter ético, como,</p><p>por exemplo, a dos limites da pesquisa científica e do uso de aplicações tecnológicas.</p><p>III. As obras de arte biotecnológicas promovem a circulação de conceitos do campo da arte e de</p><p>técnicas laboratoriais, mas, ao mesmo tempo, banalizam a singularidade da produção do</p><p>artista.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas.</p><p>B. III, apenas.</p><p>C. I e II, apenas.</p><p>D. II e III, apenas.</p><p>E. I, II e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 31.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia o infográfico a seguir.</p><p>34</p><p>Disponível em . Acesso em 26 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações do infográfico, avalie as afirmativas.</p><p>I. No planejamento das cidades, deve-se priorizar o transporte coletivo, situação que está em</p><p>consonância com o que ocorre nas cidades mais populosas do Brasil.</p><p>II. O engajamento dos cidadãos nos debates e no planejamento das cidades é essencial para o</p><p>desenvolvimento de projetos urbanos viáveis, acessíveis e sustentáveis.</p><p>III. É necessário que o planejamento de uma cidade sustentável esteja focado na fluidez dos</p><p>veículos automotores autônomos, na diversidade de opções de mobilidade e nas modalidades</p><p>compartilhadas de transporte.</p><p>IV. A utilização de painéis solares para abastecer veículos e a diminuição da emissão de gases</p><p>poluentes em uma cidade sustentável são metas ainda distantes de serem atingidas no Brasil,</p><p>devido à primazia dos meios de transportes movidos a combustíveis fósseis.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I. B. II. C. I e III. D. II e IV. E. III e IV.</p><p>Justificativa.</p><p>35</p><p>Questão 32.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018 – com adaptações). Leia os textos 1 e 2 a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Os fluxos migratórios, fenômenos que remontam à própria história da humanidade, estão em ritmo</p><p>crescente no mundo, tornando urgentes, em todos os países, as discussões sobre políticas públicas</p><p>para migrantes. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), 65,6 milhões de</p><p>pessoas foram deslocadas à força no mundo em 2016.</p><p>Em relação aos destinos de acolhimento, no mesmo período, dados oficiais do Alto Comissariado das</p><p>Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) apontam que 56% das pessoas deslocadas no mundo</p><p>foram acolhidas por países da África e do Oriente Médio, 17% da Europa e 16% das Américas.</p><p>Considerando o contexto brasileiro, de 2010 a 2015, a população de migrantes vindos de países da</p><p>América do Sul cresceu 20% e alcançou o total de 207 mil pessoas.</p><p>Disponível em .</p><p>Acesso em 11 set. 2018 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>Recentemente, a situação de imigração no Brasil, por ondas de deslocamento de pessoas nas</p><p>fronteiras, tem sido percebida cotidianamente em matérias divulgadas pela grande mídia,</p><p>principalmente no caso do estado de Roraima, que tem notificado a entrada de grande número de</p><p>venezuelanos. Somente em solicitações, na condição de refugiados, os venezuelanos formalizaram</p><p>17.865 pedidos de acolhida ao Brasil em 2017.</p><p>Disponível em . Acesso em 11 set. 2018 (com</p><p>adaptações).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmativas.</p><p>I. A situação econômica dos países é fator determinante dos padrões de contorno dos</p><p>deslocamentos internacionais e está representada na distribuição geográfica dos continentes</p><p>que mais acolhem pessoas deslocadas no mundo.</p><p>II. A América do Sul é a região em que há maior acolhimento de povos que, em razão de</p><p>conflitos internos em seus países, têm se deslocado em massa.</p><p>III. As situações de conflitos entre brasileiros e venezuelanos apontam para a necessidade de</p><p>revisão da infraestrutura e das políticas públicas voltadas aos migrantes e refugiados.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>A. I. B. III. C. II. D. II e III. E. I e III.</p><p>Justificativa.</p><p>Questão 33.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia a imagem e os textos 1 e 2 a seguir.</p><p>36</p><p>Disponível em . Acesso em 12 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Texto 1</p><p>A frase em latim “Ex Africa semper aliquid novi”, do escritor romano Caio Plínio, dita há 2.000 anos,</p><p>significa “da África sempre há novidades a reportar”. A partir dessa ideia, o curador alemão Alfons</p><p>Hugs montou a exposição “Ex Africa”, que conta com 18 artistas de oito países africanos e dois</p><p>artistas brasileiros. A ideia da mostra é retratar a produção artística africana sem estereótipos aos</p><p>quais estamos acostumados, como objetos de artesanato e referências iconográficas.</p><p>Disponível em . Acesso em 12 jul. 2018 (com adaptações).</p><p>Texto 2</p><p>Até as vésperas da era colonial era comum encontrar as imagens positivas sobre a África. Árabes e</p><p>europeus descreveram as formas políticas africanas altamente elaboradas e socialmente</p><p>aperfeiçoadas, entre as quais se alternavam reinos, impérios, cidades-estados, entre outras. Após a</p><p>conferência de Berlim (1885), que definiu a partilha colonial da África, essas imagens “simpáticas”</p><p>começaram a sombrear. Reinos e Impérios foram substituídos pelas tribos primitivas, em estado de</p><p>guerra permanente, umas contra outras, para justificar e legitimar a Missão Civilizadora, que até hoje</p><p>alimenta o imaginário da África no Brasil.</p><p>VIEIRA, F. S. S. Do eurocentrismo ao afropessimismo: reflexão sobre a construção do imaginário “África” no Brasil. Em Debate. PUC-Rio,</p><p>n. 03, 2006 (com adaptações).</p><p>Com base nos textos apresentados, avalie as afirmativas.</p><p>I. A África tem sido pensada, por muitos, como um único país, compreendida de forma</p><p>monolítica, como se fosse formada por uma cultura única, ou, até mesmo, um lugar de povos</p><p>sem cultura alguma, o que contribui e reforça a exclusão social das obras africanas do sistema</p><p>de artes visuais.</p><p>II. Construídas sob a égide do clichê da miserabilidade, as clássicas representações sobre a África,</p><p>que retratam o continente como um celeiro da tradição, do arcaísmo, da produção</p><p>manufaturada e artesanal, são estereótipos que precisam ser superados, por serem</p><p>incompatíveis com a multiplicidade de expressões artísticas africanas.</p><p>III. Os estereótipos sobre o continente africano foram construídos a partir de interesses políticos,</p><p>culturais e econômicos que sustentaram, durante séculos, projetos de exploração e ações</p><p>excludentes.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>A. I, apenas. B. III, apenas. C. I e II, apenas.</p><p>Justificativa.</p><p>37</p><p>Questão 34.</p><p>Assunto/tema:__________________________________________________________</p><p>(Enade 2018). Leia os textos 1 e 2 a seguir.</p><p>Texto 1</p><p>Com base em dados de 2015, estima-se que, no Brasil, haja em torno de 100 mil pessoas em</p><p>situação de rua. A população que vivencia situação de rua é formada por pessoas que, em sua</p><p>maioria, possuem menos que o necessário para atender às necessidades básicas do ser humano,</p><p>estando no limite da indigência ou</p>