Prévia do material em texto
<p>Checklist para realização de tryout</p><p>Uma das principais funções dos engenheiros e técnicos de</p><p>processos em uma indústria de transformação de plásticos é a</p><p>realização de tryouts.</p><p>O que são exatamente os tryouts? Tratam-se dos testes</p><p>preliminares de um novo molde, novo produto, novo material,</p><p>alterações de moldes ou todas estas alternativas juntas....em</p><p>resumo, um tryout é um teste de validação de alguma característica</p><p>nova do produto a ser moldado.</p><p>Por ser um teste, muitas vezes que irá validar um novo</p><p>molde, material ou produto, é importante que seja conduzido</p><p>criteriosamente de forma a evitar uma aprovação que não</p><p>identifique possíveis problemas ou uma reprovação desnecessária</p><p>que cause atrasos ao projeto.</p><p>Sendo assim, segue abaixo um checklist a ser usado na</p><p>realização de seu próximo tryout que visa ajudá-lo a cobrir os</p><p>principais pontos a serem analisados e assegurar que todos os</p><p>objetivos do teste sejam atingidos.</p><p>Checklist</p><p>1. Antes de mais nada, é importante que exista algum tipo de</p><p>documento ou sistema de registro de tryouts. Neste</p><p>documento ou sistema estarão informados o nome e</p><p>código do produto a ser testado, detalhes de especificação</p><p>como dimensional (desenho), cotas críticas, critérios de</p><p>aprovação subjetiva (cor, aspecto superficial etc),</p><p>especificação do material, nome do cliente, descritivo de</p><p>funcionamento etc.</p><p>2. Também neste documento estarão listadas as</p><p>características do molde como dimensões, sistemas</p><p>especiais (gavetas, machos, esquemas hidráulicos ou</p><p>elétricos caso existam, ligação da refrigeração) etc.</p><p>3. Ainda no documento ou sistema de tryout você pode</p><p>encontrar os objetivos principais do tryout. Para um</p><p>determinado molde, podem ser realizados vários tryouts</p><p>até que esteja pronto para liberação para produção. Um</p><p>primeiro tryout pode visar apenas avaliar o funcionamento</p><p>mecânico do molde, um segundo pode ter o objetivo de</p><p>avaliar o preenchimento das cavidades e um terceiro para</p><p>avaliação de acabamento superficial como texturas por</p><p>exemplo. É muito importante saber o que se espera do</p><p>tryout, número de peças a serem produzidas métodos de</p><p>avaliação etc.</p><p>4. Com a parte documental acertada é hora de verificar a</p><p>agenda, disponibilidade de materiais, equipamentos e</p><p>pessoas. Informe todas as partes interessadas neste tryout</p><p>e encontre a melhor data para que todos possam se</p><p>organizar para participar. Reserve com antecedência a</p><p>máquina que será utilizada e todos os periféricos que</p><p>forem necessários (alimentadores, secadores, aquecedores</p><p>de molde etc). Verifique a quantidade de material a ser</p><p>utilizada e assegure-se que esteja disponível na data</p><p>agendada – se forem necessários aditivos como</p><p>masterbatch ou outros, assegure-se de que estejam</p><p>disponíveis também.</p><p>5. Se o molde vier de uma ferramentaria externa, acerte os</p><p>detalhes de expedição e recebimento do molde. Assegure-</p><p>se que seu pessoal de ferramentaria (ou manutenção de</p><p>moldes) esteja pronto para receber o ferramental.</p><p>6. Ao receber os materiais e o próprio ferramental para o</p><p>tryout, faça todas as inspeções de rotina conforme os</p><p>planos da qualidade. Faça uma inspeção visual do molde</p><p>para avaliar se não existem peças faltando muito óbvias.</p><p>Caso sejam necessárias algumas adaptações já providencie</p><p>com antecedência (anel de centragem, presilhas especiais,</p><p>conectores elétricos e de mangueiras, mangueiras para</p><p>água quente etc).</p><p>7. Um dia antes do tryout verifique se está tudo em ordem.</p><p>Cheque com a programação da fábrica a liberação das</p><p>máquinas e equipamentos. Verifique com a equipe de</p><p>manutenção se são necessários quaisquer serviços nestes</p><p>equipamentos para evitar atrasos. Pode ser uma boa ideia</p><p>ter alguém da manutenção disponível no dia do teste para</p><p>eventualidades... Se for necessário algum tipo de</p><p>manuseio especial do material (secagem, aditivação etc) já</p><p>prepare tudo com antecedência – se houver uma equipe de</p><p>matéria prima deixe instruções claras).</p><p>8. No dia do teste assegure-se de chegar mais cedo para</p><p>montagem do molde na máquina e verificação mecânica</p><p>dos sistemas. Se o objetivo do tryout for o de avaliar o</p><p>funcionamento mecânico do molde tenha o pessoal de</p><p>ferramentaria com você para já anotar as correções</p><p>necessárias.</p><p>9. O primeiro passo de qualquer tryout é exatamente avaliar</p><p>o funcionamento mecânico do molde. Avalie a abertura e</p><p>fechamento, se não existem obstruções, ruídos incomuns,</p><p>restrição de movimentos etc. Faça os ajustes necessários</p><p>para movimentação dos extratores e demais elementos</p><p>móveis e avalie seu funcionamento. Se o molde for</p><p>trabalhar aquecido, é importante fazer esta avaliação na</p><p>temperatura de trabalho.</p><p>10. Certifique-se que a matéria prima está seca e aditivada</p><p>se este for o caso e faça a alimentação da máquina. Ajuste</p><p>as temperaturas conforme recomendação do fabricante do</p><p>material. Inicie a dosagem lentamente e antes de qualquer</p><p>injeção faça purgas para avaliar a qualidade do material.</p><p>Se for necessário ajuste as temperaturas, melhore a</p><p>secagem ou contate o fabricante antes de seguir com o</p><p>tryout.</p><p>11. Uma vez que o material esteja na qualidade desejada e</p><p>se a geometria da peça permitir, inicie a injeção do</p><p>material lentamente. Injete algumas peças incompletas</p><p>para avaliar o padrão de preenchimento da cavidade. Isso</p><p>pode ajudá-lo a identificar problemas de balanceamento,</p><p>pontos de retenção de gases, linhas de emenda etc.</p><p>12. Ajuste as pressões, tempos e cursos para um</p><p>preenchimento completo da peça. Produza algumas peças</p><p>e avalie visualmente. Existem marcas de queima? Linhas</p><p>de fluxo? Linhas de emenda? Manchas no ponto de</p><p>injeção? Anote suas observações e faça sugestões de</p><p>alterações caso necessário.</p><p>13. Se o objetivo for o de avaliar dimensional das peças é</p><p>importante fazer os ajustes para que o ciclo de moldagem</p><p>seja o mais próximo possível do que realmente ocorrerá</p><p>em produção.</p><p>14. Injete a quantidade de peças necessárias para a</p><p>avaliação dimensional ou visual conforme a documentação</p><p>de tryout. Faça as observações necessárias para orientar</p><p>possíveis correções.</p><p>15. Se houver alguma dificuldade de preenchimento ou de</p><p>funcionamento do molde, pare o tryout e solicite as</p><p>correções imediatamente. Evite danos tanto ao molde</p><p>quanto à máquina.</p><p>16. Após a produção das peças necessárias avalie a</p><p>necessidade de mais peças em condições diferentes para</p><p>avaliações complementares.</p><p>17. Gere um relatório com todas as condições de processo</p><p>utilizadas e com as observações e sugestões de melhoria.</p><p>Checklist</p>