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LMAN015.0LCA-00 Obrigado por adquirir a câmara asséptica LCA LUTECH. Por favor leia este manual atentamente para se familiarizar com os recursos disponíveis no equipamento e metodo de uso. Para assistência técnica, contatar: LUTECH CIENTÍFICA Rua João Mesquita, 1344 • 15025-035 (17) 3209-2100 sac@lutech.com.br suporte@lutech.com.br MANUAL DO USUÁRIO ➢ ve r0 0 “O material neste manual é apenas para propósitos informacionais. Os conteúdos e o produto descrito neste manual (Incluso qualquer imagem, apêndice, anexo e outros) estão sujeitos à alteração a qualquer momento e sem notificação. A LUTECH não se responsabilizará por quaisquer danos ou consequências diretas ou indiretas relatadas ao uso deste manual. SUMÁRIO CHANGELOG – NOTAS DE REVISÃO ................................................................................................................................................................ 4 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................................. 5 1.1. NOTA SOBRE VERSÕES ANTERIORES ........................................................................................................................................ 6 2. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ......................................................................................................................................................................... 9 2.2. FICHA TÉCNICA ................................................................................................................................................................................ 10 2.3. DIMENSIONAIS LINHA LCA ........................................................................................................................................................... 11 3. COMISSIONAMENTO .................................................................................................................................................................................. 12 3.1. LOCAL E POSIÇÃO .......................................................................................................................................................................... 12 3.2. ANÁLISE DA REDE ELÉTRICA ..................................................................................................................................................... 12 3.2.1. USO DE DISPOSITIVOS ESTABILIZADORES ....................................................................................................................... 13 3.3. RESTRIÇÕES CRÍTICAS .................................................................................................................................................................. 14 3.4. BANCADAS ........................................................................................................................................................................................ 15 3.5. CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO .................................................................................................................................................. 15 3.6. PROCEDIMENTO DE COMISSIONAMENTO ................................................................................................................................17 3.6.1. EQUIPAMENTOS COM TENSÃO 127/220V ............................................................................................................................19 3.6.2. REGULAGEM DE NÍVEL ............................................................................................................................................................20 4. RECURSOS DO EQUIPAMENTO......................................................................................................................................................... 21 4.1. LÂMPADAS ........................................................................................................................................................................................ 21 4.1.1. LÂMPADA UV-C .......................................................................................................................................................................... 21 4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS DA RUV .................................................................................................................................................... 21 4.1.1.2. CONSTRUÇÃO DA LÂMPADA UV-C ...................................................................................................................................... 23 4.1.1.3. VIDA ÚTIL ..................................................................................................................................................................................... 24 4.1.2. LÂMPADA DE LUZ BRANCA ................................................................................................................................................... 26 4.2. SENSORES ......................................................................................................................................................................................... 26 4.3. RECURSOS AUXILIARES ............................................................................................................................................................... 27 4.3.1. PORTA FRONTAL ..................................................................................................................................................................... 28 5. OPERAÇÃO DO PAINEL ............................................................................................................................................................................ 29 5.1. PAINEL DE CONTROLE ANALÓGICO DE BOTÕES ................................................................................................................. 29 5.2. PAINEL DE CONTROLE DIGITAL MICROPROCESSADO LCD 1,8” GRÁFICO .................................................................. 30 5.2.1. FLUXOGRAMA ............................................................................................................................................................................. 31 5.2.2. OPERAÇÃO ................................................................................................................................................................................... 32 6. CUIDADOS PARA OPERAÇÃO E LIMPEZA .......................................................................................................................................... 36 7. MANUTENÇÃO ............................................................................................................................................................................................ 38 7.1. CORRETIVAS .................................................................................................................................................................................... 38 8. ARMAZENAMENTO ............................................................................................................................................................................... 39 TERMO DE GARANTIA ..................................................................................................................................... Erro! Indicador não definido. CHANGELOG – NOTAS DE REVISÃO ▪ 11/07/2021 – emissão inicial, rev 00; 1 1. INTRODUÇÃO Este manual discorrerá sobre o produto, câmara asséptica de bancada LCA, projetado e desenvolvido com base na capacidade de inativação viral provida por lâmpadas UV denominadas germicidas(lermais sobre no capítulo 4.1.1), sendo um manual de usuário e de instalação inicial, com conteúdo mínimo/essencial para manutenção, não contendo conteúdo avançado sobre a parte de manutenção corretiva ou preventiva do equipamento, pois tal deve ser realizada por técnicos especializados de nossa empresa, assistência técnica indicada ou no mínimo com técnico auxiliado por nosso canal oficial de suporte técnico. O equipamento adquirido é utilizado em laboratórios para promover um ambiente asséptico, ideal para preparação de amostras e produtos, principalmente processos de PCR1, entenda-se produto como qualquer objeto, microbiológico ou não, que esteja na câmara interna e é alvo de processos analíticos, fabris, dentre outros, age garantindo através de lâmpadas germicidas com comprimento de onda especial capaz de realizar a inativação viral destruindo sua capacidade replicativa. Desta forma pode-se assegurar os processos realizados na câmara interna do equipamento, entretanto, reforça-se que o equipamento não deve ser utilizado para manipulação de patógenos e análises microbiológicas que envolvam risco direto ao operador e a sociedade. Além dos itens supracitados, um ambiente que esteja com uma grande concentração de partículas e se classifique a grosso modo como “sujo”, pode contaminar o ambiente interno da câmara, logo o ambiente para instalação desse tipo de equipamento também deve ser devidamente preparado. Por não possuir um sistema de ventilação capaz de fazer a renovação e limpeza do ar interno, pode estar sujeito a problemas naturais do equipamento devido ao uso inadequado. A LUTECH reconhecendo a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para oferecer soluções para laboratórios, clinicas, empresas farmacêuticas e indústrias no geral no que tange a controle de ambientes e proteção dispõe de uma gama de produtos desenvolvidos e fabricados internamente através de um setor de Engenharia capaz e também atua como revenda de diversas marcas, oferecendo um complexo hall de produtos para poder tratar as mais diversas situações possíveis dentro do âmbito precitado. Hoje no quesito de cabines para proteção do produto, a câmara asséptica de bancada LCA é um produto de nível de entrada, sendo o equipado com menos recursos para garantir o sucesso da empreita, 1 Polymerase chain reaction – traduzido: reação em cadeia da polimerase. 1 mas ainda sim capaz de fazê-lo, pois como citado anteriormente, a falta da ventilação pode ser crítica a alguns processos. Estão disponíveis em nosso escopo os seguintes produtos alternativos, cada qual com seus recursos, vantagens e desvantagens, cabendo ao usuário definir a finalidade, pois o resultado final é dependente das ferramentas utilizadas e sua aplicação correta, ▪ Cabine de PCR, modelo LPCR - possui filtração HEPA com sistema de motoventilador para poder promover um ambiente interno, em conformidade com a norma NBR157672; ▪ Cabines de fluxo laminar, divide-se em dois modelos distintos, o LFV – fluxo laminar vertical – atende a norma NBR15767; o LFH – fluxo laminar horizontal – atende a norma NBR15767; ▪ Módulos de fluxo laminar, modelo LMF – módulos de piso ou de teto, capazes de serem utilizados em inúmeras situações, até em linhas de produção ou envase, sujeito a projeto e aprovação, atendem a norma NBR15767; Através de um corpo técnico capacitado a LUTECH pode atuar oferecendo a melhor solução para sua aplicação e também trabalhar oferecendo soluções personalizadas caso a caso, basta contactar o canal comercial disponível em contato@lutech.com.br. 1.1. NOTA SOBRE VERSÕES ANTERIORES Devido a ser um produto desenvolvido recentemente, houveram alterações realizadas na estrutura mecânica do mesmo e elétrica, a imagem abaixo mostra o comparativo entre duas versões existentes; 2 Norma brasileira utilizada para fabricação de equipamentos de fluxo unidirecional(EFU), instituição ABTN, determina os requisitos necessários para que equipamentos de fluxo laminar sejam seguramente fabricados e validados, baseada em normas internacionais como ISO14644 e IEST-RP-CC002. Figura 1 - Comparativo entre versões de LCA 1 O equipamento da esquerda representa a nova versão, atualmente escopo desse manual, e também denominada versão final em alguns locais desse documento e por nosso canal de suporte. Já o equipamento da direita representa algumas poucas unidades, em torno de 20 peças, que foram fabricadas no início, advindas do protótipo inicial. Agora seguem alguns esclarecimentos, 1) Porque foram realizadas as alterações? R: Como todo produto, melhorias são constantes e necessárias para que a cada vez os produtos se tornem melhores e mais eficazes, tendo em vista essencialmente o nosso tempo de produção em fábrica, as mudanças alteram majoritariamente a forma de manutenção e montagem, além de também darem uma estética mais similar as outras nossas linhas de produto, como citadas anteriormente, LFV, LFH, LPCR e LMF; 2) O que muda para o usuário final? R: Essencialmente para a aplicação, nada, entretanto a estética pode ser levada em consideração por alguns usuários; 3) Meu produto tem um painel um pouco diferente das imagens apresentadas previamente, por qual razão? R: A versão anterior, teve algumas mudanças principalmente nessa área enquanto decidíamos qual processo era mais coerente para nossa fábrica e talvez em alguns modelos os painéis sejam diferentes. A Figura 2 demonstra a região citada. Dessa forma, alguns equipamentos foram entregues com painéis sobrepostos em PVC, outros em chapa de aço e com adesivos diferenciados, como adesivos que possuem a opção de colocação de motor, como opcional, o que em testes em fábrica depois verificaremos que não é uma situação ideal, logo foi removido em versões seguintes. Após a definição final, chegamos a conclusão que a melhor forma é a apresentada na primeira página do manual. Figura 2 - Zona dos painéis em realce da versão anterior 1 4) Qual o efeito desses painéis no meu uso? R: Como previamente citado na questão 2, a mudança é puramente estética e não afeta em nada a usabilidade da máquina. 5) Após ter lido o manual, notei que meu equipamento não possui as sapatas niveladoras da imagem principal, por qual razão? R: Como identificado no capítulo 3.6.2, a versão final dispõe de regulagem para fins de nivelamento da área de trabalho, entretanto, algumas versões anteriores foram fabricadas onde a estrutura tinha contato direto com a bancada, copiando o nivelamento da mesma, não sendo possível a regulagem. 6) A questão da sapata niveladora afeta o desempenho do meu equipamento? R: Dificilmente, as máquinas são fabricadas niveladas e alinhadas, logo, caso tenha-se um desnível grande, é provável que seja porque a estrutura de apoio onde ela está possui algo desnível e mesmo que tenha, isso não afeta em nada a usabilidade. Caso seja do desejo do cliente fazer essa regulagem e verificação, pode entrar em contato com o canal da suporte da empresa e solicitar uma avaliação para podermos assessorar. 2 2. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA As câmara asséptica de bancada, modelo LCA, tem por objetivo tornar o ambiente interno asséptico através da aplicação de luz na faixa de 250-260nm, denominada ultravioleta tipo C, a qual é capaz de danificar o DNA/RNA dos microorganismos, tornando-os inativos e assim impedindo-os de replicar-se. Constitui-se de um produto de nível de entrada3 e dessa forma não se deve dispensar outras técnicas de assepsia envolvidas em rotinas laboratoriais, a lâmpada UVC permite a inativação viral e não realiza a limpeza do ambiente de forma adequada sozinha. Possui também uma lâmpada de LED branco de alta potência para permitir melhor visibilidade no local de trabalho. O produto visa constituir uma melhoria para trabalhos já previamente realizados em bancadas,oferecendo recursos não disponíveis normalmente em uma bancada laboratorial. Difere-se da linha de equipamentos de fluxo laminar que podem ser utilizados para o mesmo fim devido a nestes haver um sistema de motoventilador com filtragem G4+HEPA, sendo o ambiente interno controlado e especificado em conformidade com as normas vigentes de EFU. 2.1. FUNCIONAMENTO No caso das câmaras assépticas LCA, não há fluxo de ar devido a ausência de motoventiladores e filtros, sendo seu mecanismo de assepsia apenas a lâmpada UVC. Como mostra a imagem abaixo, denotando a área afetada pela luz. 3 O nível de entrada é o produto que oferece o mínimo de recursos disponíveis e forma um escopo de produtos de baixo custo para ser de fácil acesso. Figura 3 - Ilustração da abrangência da UV dentro da zona interna do equipamento LCA 2 2.2. FICHA TÉCNICA CÂMARA ASSÉPTICA, MODELO LCA FUNCIONALIDADE: Aplica luz UVC diretamente na zona de trabalho para promover a assepsia e possui lâmpadas de alta potência para tornar a zona de trabalho com melhor visibilidade. RESTRIÇÕES: Manipulação em operações que envolvam patógenos e microbiologia com risco associado ao operador e a sociedade, além de operações que envolvam a utilização de provedores de chama devido a proximidade com a lâmpada, consultar capítulo 3.3 para maior entendimento de tais – anotações referentes a chama caso seja algo necessário estão disponíveis no capítulo. MODELOS linha LCA LCA-600 LCA-800 PESO APROXIMADO(P) 28kg 34kg VÁLVULAS Por padrão o equipamento não é fornecido com válvulas ou quaisquer utilidades relacionadas a fluidos diversos, consultar capítulo 4.3 para maiores informações em relação aos opcionais TOMADAS INTERNAS 2 tomadas auxiliares internas conforme NBR 14136, sem proteção IP LÂMPADA UV T8 G13 UV-C 15W 45cm T8 G13 UV-C 20W 60cm LÂMPADA FRIA LED T8 G13 9W 45cm LED T8 G13 9W 60cm MATERIAL EXTERNO Aço carbono SAE 1006/1008-1020/A36 MATERIAL INTERNO Aço carbono SAE 1006/1008-1020/A36 VISORES Acrílico Transparente Cast PINTURA Pintura epóxi branca texturizada RAL9003 TENSÃO NOMINAL 220V - aterramento obrigatório ∆ PERMISSIVEL TENSÃO 220V (+ 5% 𝑜𝑢 − 15%) POTÊNCIA EM USO PLENO 40W 40W DISJUNTOR QGD Disjuntor bipolar curva C para 16A Disjuntor bipolar curva C para 16A BITOLA CABO DA REDE 2,5mm² 2,5mm² ABERTURA VIDRO 300mm 300mm OBSERVAÇÕES ▪ A especificação do disjuntor do quadro geral leva em consideração 4A/tomada auxiliar, estes equipamentos possuem um disjuntor interno de 4A reservado para proteção do mesmo; ▪ ∆ PERMISSIVEL TENSÃO é um parâmetro importantíssimo no momento da escolha da rede para alimentação do equipamento, verificar capítulo 3.2 para maiores informações; Todas as dimensões são em mm 2 2.3. DIMENSIONAIS LINHA LCA ▪ CÂMARA ASSÉPTICA LCA modelos 𝑳𝒆 𝑯𝟏 𝑷𝒆 𝑳𝒊 𝑯𝒊 𝑷𝒊 𝑯𝒕 𝑯𝟐 600 600 630 530 592 475 505 45 630 800 800 630 530 592 475 505 45 630 3 3. COMISSIONAMENTO A instalação do equipamento envolve algumas análises para que o uso possa ser feito de forma segura e com um ótimo desempenho, entretanto, por se tratar de um produto de bancada e de simples aplicação, a parte de comissionamento é mais analítica do que efetivamente uma instalação. Deve-se avaliar os seguintes critérios, ▪ Local e posicionamento; ▪ Rede elétrica; ▪ Restrições críticas; ▪ Bancada ou estrutura de suporte - caso necessário; ▪ Empresa certificadora para assegurar o início das operações - caso seja mandatório na aplicação na qual o equipamento será designado. Desta forma seguem as considerações de projeto e engenharia do local para instalação da câmara asséptica LCA. 3.1. LOCAL E POSIÇÃO O local trata-se das considerações mecânicas e de ventilação, como por exemplo, a câmara deve ser instalada distante da área de trânsito de pessoas, portas, ventiladores, registros de ventilação4 ou qualquer outro equipamento que possa gerar interferência dentro do equipamento e levar contaminantes para a zona de trabalho. É interessante também que o ambiente onde a câmara esteja seja controlado, como uma sala limpa ou outro local para assegurar que a assepsia se mantenha e os riscos diminuam, além disso o tampo da bancada deve estar bem nivelado para proporcionar uma distribuição de carga do equipamento homogênea, o equipamento dispõe de sapatas niveladoras para regulagem caso necessário no local, de fábrica a câmara já vai nivelada em uma superfície plana e com as sapatas travadas. 3.2. ANÁLISE DA REDE ELÉTRICA Considerando que um bom local tenha sido escolhido para posicionar o equipamento, este deve possuir uma rede elétrica estável, que forneça a tensão nominal do equipamento sem muitas oscilações, pois estas podem causar danos irreversíveis aos controles eletrônicos e componentes internos da máquina. As oscilações permissíveis estão especificadas na tabela do Capítulo 2.2, conforme citado no campo observações, sobretensões são efetivamente piores nos danos causados, pois dificilmente irão causar o desarmamento de um disjuntor, mas serão potencialmente destrutivas em componentes 4 Registros de ventilação são definidos comumente como dampers. 3 sensíveis a tensões, entretanto, oscilações constantes de subtensão também podem provocar problemas a longo prazo e impedir o funcionamento de alguns componentes. Alguns fatores importantes também devem ser considerados para atendimento das normas de segurança, NR-10, NBR 5410, e o bom funcionamento do equipamento, ▪ O plugue do cabo de alimentação deve ser conectado a uma tomada de mesma norma, NBR 14136, 3 pinos(2P + T) tipo 10A, de preferência sem adaptadores, evitando possíveis maus contatos, no evento deste ser fornecido com tensão 127/220VAC em suas tomadas auxiliares, o plug utilizado passa atender a norma NBR IEC 60309-1:2015, com instalação diferente, para maiores dúvidas, consultar o capítulo 3.6.1; ▪ A tomada escolhida deve ser parte de uma rede que esteja preparada para receber a carga que o equipamento exija, além de prover a estabilidade necessária. A LUTECH recomenda a utilização de tomada ligada diretamente em um QGD5 com fio especifico dimensionado na bitola supracitada no Capítulo 2.2, deve-se atentar a distância entre o quadro escolhido e a tomada, podendo ser necessário estipular bitolas maiores para evitar quedas de tensão, mas caso ocorram, devem estar dentro dos limites especificados, entretanto, reitera-se que a bitola especificada já é sobredimensionada, mas todo cuidado é importante nesse âmbito; ▪ É necessário aterramento do equipamento, para minimizar os efeitos destrutivos de descargas elétricas, tensões flutuantes devido a falta de referência de tensão 0V, e também aumentar a vida útil dos componentes através da equipotencialização da máquina e os referenciais elétricos de cada peça. A LUTECH recomenda que o aterramento seja feito por engenheiro elétrico capacitado com instrumentação e know-how para lidar com este tipo de prática, aterramentos usando práticas TN- C, fazendo conexões com o neutro no terra, pode providenciar falsos resultados em medições sem o uso de Terrômetros adequados, sendo assim, isto deve ser realizado por professional; Caso a rede escolhida não seja capaz de prover a estabilidade citada ou possuir a tensão nominal necessária para ligação do equipamento de forma segura, deve-se estudar reposicionamento da máquina em local que tenha as condições supracitadas, não cabendo a LUTECH a responsabilidade de dispor de profissionais capacitados para realizar esse estudo e readequação em situações de contratação de instalação. Entretanto, a LUTECH sempre atuará da melhor forma a resolver a situação de forma agradável para ambas as partes e possibilitar o uso de seu equipamento. 3.2.1. USO DE DISPOSITIVOS ESTABILIZADORES A LUTECH não recomenda o uso de dispositivos estabilizadores, devido ao fatode que a situação de instabilidade extrapola o equipamento fabricado e assim foge de nosso controle garantir que um 5 Quadro geral de distribuição 3 dispositivo destes pode prover seguramente as tensões e parâmetros necessários ao bom funcionamento da máquina. Porém, pode atuar efetivamente através dos canais oficiais para avaliar caso a caso e assim encontrar em cooperação com o cliente a solução mais eficiente. Temos dois dispositivos principais que atuam desta forma, ▪ Estabilizadores de tensão; ▪ No-breaks; Os estabilizadores de tensão são mais propensos a gerar resultados pois são utilizados em situações de oscilações mais simples, utilizando a potência citada no Capítulo 2.2, pode-se dimensionar tal equipamento. Caso o cliente deseje optar por um no-break para manter o funcionamento durante períodos de desligamento de energia, deve-se recorrer a um profissional habilitado para dimensionar corretamente o equipamento. A câmara não possui carga indutiva, dada a ausência de motores, porém devido a carga de alta frequência do reator eletrônico que pilota a lâmpada UVC na saída pode ser necessário um no- break de ondas senoidais puras. 3.3. RESTRIÇÕES CRÍTICAS A câmara asséptica LCA possui algumas contraindicações que são importantes serem mencionadas para o uso seguro do equipamento, estas são, ▪ Não manipular quaisquer agentes patogênicos, pois o produto não possui nenhum sistema de filtragem e os microorganismos colocariam em risco o operador e a sociedade; ▪ Não realizar processos que envolvam produtos químicos voláteis que sejam tóxicos ou radionuclídeos voláteis, devido a não possuir sistema de ventilação com filtração adequado a esse uso e a tampa ao fechar poder criar uma atmosfera enclausurada, pode expor situações de grande risco; ▪ Não utilizar ar ou gás sob pressão dentro da cabine devido a condições de risco impostas pelo mesmo, a pressão pode ocasionar algum acidente e o rompimento de uma lâmpada expondo a zona interna a resíduos de mercúrio e vapores de gases como argônio, caso seja realmente necessário a utilização desse tipo de item, deve-se estudar o seu uso de forma a minimizar os riscos; 3 ▪ É fortemente desencorajado o uso de Bico de Bunsen dentro da cabine, a chama através de períodos longos de exposição pode expor a lâmpada UVC que não está muito distante a um calor desnecessário e causar seu rompimento, expondo a atmosfera interna do produto a produtos como mercúrio, argônio e outros gases. ▪ Não aplicar álcool diretamente no acrílico, deve-se embeber um pano levemente com o mesmo caso seja necessário para limpeza e aplicar o pano no acrílico; Essas recomendações são necessárias para o uso seguro do equipamento, quaisquer dúvidas que forem cabíveis na interpretação dessas, é altamente recomendável que seja feito contato com os canais oficiais de suporte e engenharia da LUTECH, que através da cooperação com o cliente vai agir da melhor forma para solucionar e encontrar meios de forma que viabilize a operação do equipamento. 3.4. BANCADAS A seleção da bancada ou estrutura de suporte é devidamente importante para proporcionar um ambiente de trabalho estável e na altura ergonômica correta, entretanto não há bancada padrão LUTECH disponível para esse equipamento, por ser um item na maioria das vezes utilizado em cima de bancadas e os clientes já possuírem local para tal. Se realmente necessário a LUTECH poderá provar uma estrutura de suporte de forma personalizada para atender a solicitação, nos requisitos desejados. 3.5. CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO Usualmente equipamentos laboratoriais possuem procedimentos de certificação específicos para início das operações, como por exemplo a grosso modo, ▪ Cabines de fluxo laminar – certificadas em conformidade com NBR15767 e ISO 14644; ▪ Cabines de segurança biológica – certificadas em conformidade com NSF49(em regiões europeias a norma utilizada majoritariamente é EN12469); 3 Isso é, para início seguro, deve-se contratar uma empresa que seja capaz de efetuar testes in loco para determinar se o equipamento é adequado a normativa que rege a classe de equipamentos. A LUTECH é capaz de atuar em qualificações tangentes as normas de fabricação de seus outros produtos, entretanto, no caso das câmaras assépticas, como eles constituem-se como uma melhoria a uma condição já existente em bancadas comuns como citado logo no começo do documento, não há normativa que defina e qualifique esse tipo de equipamento, e também não há diretrizes de performance para estabelecer quais são os parâmetros que determinam se o produto está qualificado para uso. O que é feito para determinar se uma câmara asséptica está apta a ser utilizada para tal finalidade é o emprego adequado da lâmpada UVC que atinja boa parte de sua superfície, e tenha uma potência razoável por m² de área interna, e a verificação de seus parâmetros de funcionamento(em relação a lâmpada UVC) em conjunto com as boas práticas de fabricação e segurança, dito isso, entra em cena as normativas gerais para fabricação de máquinas, como NR10, NR12, NBR5413 e normas para mensuração de performance de parâmetros isolados, como NHO11(define a luminosidade necessária em cada ambiente). A razão dessa abordagem vem do fato de que a descontaminação através de lâmpada UVC pode ser afetada por diversos fatores, como, ▪ Tipo de microorganismo; ▪ Tempo de exposição; ▪ Distância da fonte de radiação6; ▪ Comprimento de onda aplicado; E baseado no fato de que o equipamento pode ser utilizado para diversos fins e haver internamente vários microogarnismos não necessariamente no mesmo espaço de tempo, é difícil mensurar o que seria a eficácia/desempenho relacionado a UV para efeito de qualificação e também que pela dificuldade de haver um parâmetro estabelecido, ausência de normativa, para mensurar a irradiação UV-C utilizando um luxímetro calibrado para faixa de comprimento de onda especifico desse tipo de 6 A luz UV-C é uma forma de radiação não-ionizante, pois contitui-se como onda eletromagnética com comprimento de onda majoritariamente invisível. Figura 4 - Etiqueta emitida pela LUTECH no final de um processo de certificação em um cliente. 3 radiação. No capítulo Erro! Fonte de referência não encontrada. há uma explicação bastante detalhada d o funcionamento das lâmpadas germicidas e de seus efeitos. Na data atual deste manual, a maioria dos estudos disponíveis referente a dosagem estão em língua estrangeira e atualmente não há parâmetros disponíveis para comparação, como por exemplo, ▪ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7273323/ o Estudo no uso da radiação ultravioleta para inativação de SARS-CoV-2 e diversos outros vírus similares através da aplicação de diferentes comprimentos de onda e apresentação de resultados através de escala logarítmica – A instituição NCBI faz parte do NIH, National Institute of Health, órgão federal pertencente ao U.S. Department of Health, similar ao Ministério da Saúde no Brasil; ▪ https://blog.xtralight.com/uv-dosage-for-disinfection o Estudo metodologicamente explicado de como funcionam os mecanismos citados anteriormente durante o processo de inativação da empresa XtraLight, como forma de promover suas lâmpadas germicidas; Algumas instituições renomadas como CDC7, IES8, IUVA9, também possuem estudos a respeito. No Brasil não foi localizado nenhum estudo de instituições regulatórias, apenas estudos acadêmicos que não constituem normativa e sim base para estudo em comitês específicos que serão formados em um momento futuro para definição de critérios para esse tipo de uso. Reforça-se também como no caso de quaisquer equipamentos, o usuário/cliente pode definir parâmetros de performance e buscar a LUTECH para entregar um equipamento com o resultado desejado, através de personalizações ou constataçõesde que o mesmo já tem a performance desejada. 3.6. PROCEDIMENTO DE COMISSIONAMENTO Após a avaliação de todos os critérios anteriores e tendo definido os seguintes, ▪ Local e posicionamento; ▪ Rede elétrica; ▪ Bancada ou estrutura de suporte; ▪ Empresa certificadora para assegurar o início das operações (caso necessário); O usuário pode então prosseguir com o processo final, a instalação câmara asséptica LCA no devido local escolhido, na rede elétrica selecionada que proporcione os parâmetros de estabilidade e carga necessários, na bancada disponível e em seguida realizar o processo de certificação, caso exigido, na data agendada com a empresa onde foi adquirido o serviço. 7 Center for Disease Control and Prevention, órgão federal pertencente ao U.S Department of Health; 8 Illuminating Engineering Society , sociedade de Engenheiros norte-americanos referente a iluminação; 9 International Ultraviolet Association, sociedade de técnicos, estudantes e engenheiros referente ao uso de iluminação ultravioleta; https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7273323/ https://blog.xtralight.com/uv-dosage-for-disinfection 3 Reiterando que, a LUTECH, oferece todos os serviços para comissionamento de seus produtos, e caso haja necessidade, está sempre disponível para realizar o atendimento de sua rede de clientes, conforme mencionado no capítulo anterior referente a etapa de qualificação. O processo de instalação no âmbito completo, se dá da seguinte forma, A. Avaliação das condições gerais previamente citadas; B. Desligamento do disjuntor da máquina previamente separado no QGD; a. Nessa etapa é importante a observação de que está sendo considerado que o ponto de tomada para ligação está pronto e conectado diretamente a um disjuntor separado no QGD; C. Transporte do equipamento até o local selecionado; D. Remoção da embalagem do produto com cuidado para não danificar a pintura, caso utilize objetos cortantes; E. Colocação do equipamento em cima da bancada ou estrutura de suporte selecionado; F. Remoção de qualquer trava plástica ou de papel celulósico de alta densidade, caso haja nas peças móveis, essas são colocadas para evitar a vibração durante o transporte; a. Esses dispositivos são colocados apenas em equipamentos onde é analisado a necessidade, no caso da LCA não há esse tipo de item; G. Nivelamento através da sapata localizada na parte inferior do equipamento; a. O processo está detalhado no capítulo 3.6.2, com as ferramentas e processo que devem ser usados; H. Conexão da máquina na rede elétrica selecionada através da tomada; I. Limpeza da superfície interna com álcool 70 para realização de uma assepsia inicial, com exceção das peças em acrílico, as quais, sujeitas a solventes a longo prazo podem formar manchas brancas, para essas sugere-se um pano úmido, do gênero que não solte fiapos ou partículas; a. O processo de limpeza está melhor descrito no capítulo 6; J. Acionamento do disjuntor da máquina do QGD; K. Seguir para o capítulo 5 para instrução da operação do painel; L. Aguardar a efetiva certificação do equipamento pela empresa selecionada, caso exigido; M. Após a aprovação, iniciar as operações planejadas; 3 3.6.1. EQUIPAMENTOS COM TENSÃO 127/220V Caso o equipamento tenha sido solicitado com tomadas de diferente tensão do equipamento, como 127 VAC, o local deve ser previamente preparado com uma tomada industrial de 4 pinos em conformidade com a NBR IEC 60309-1:2015, como nas imagens abaixo, Para tal, a LUTECH disponibiliza ambos os conectores em e com seu equipamento, sendo o plugue macho instalado em nosso equipamento, e o receptáculo fêmea, do modelo SOBREPOR, apenas acompanhando o produto, para ser instalado no local. É de extrema importância que a instalação do receptáculo fêmea seja realizada de forma espelhada ao plugue macho, conforme imagem seguinte. 3 3.6.2. REGULAGEM DE NÍVEL Para realizar o ajuste de nível do equipamento, pode-se recorrer as sapatas localizadas na parte inferior, são fixadas utilizando uma porca sextavada 5/16” UNC, acionada por chave 13mm. Em fábrica é realizado o ajuste de nível do equipamento e um sistema de porca e contraporca para fixação e travamento, dessa forma o equipamento chega até o cliente já regulado. A porca superior é solta e não faz parte da estrutura do equipamento, logo para realizar o ajuste, basta solta-la com uma chave combinada, como na imagem ao lado. Após realizada a liberação da porca superior, utiliza-se a mesma chave para poder regular a altura acionando a porca inferior, conforme os sentidos abaixo, Realizada a regulagem em cada ponto com o auxílio de uma ferramenta de nível devidamente calibrada, basta travar a porca superior e o nivelamento estará fixo. 4 4. RECURSOS DO EQUIPAMENTO Para procedimento de assepsia efetivo dentro da área de trabalho e sua utilização o equipamento dispõe de alguns componentes, os quais serão tratados abaixo. Reforça-se que componentes adicionais, específicos de uma aplicação ou proposta comercial, inseridos por personalização, podem não estar descritos aqui e sim em um folheto técnico a parte, discorrendo sobre a ferramenta em questão. 4.1. LÂMPADAS O equipamento possui duas lâmpadas, podendo ser equipando com mais unidades e recursos caso necessário, ▪ Lâmpada de tecnologia LED, branca – 6500K; ▪ Lâmpada de tecnologia de descarga de gás em baixa pressão de Hg10, UV-C; E será discorrido sobre ambas logo abaixo, em especial a lâmpada UV-C que merece atenção especial devido a sua natureza e complexidade. 4.1.1. LÂMPADA UV-C 4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS DA RUV11 A lâmpada de luz ultravioleta UV-C, também denominada germicida, gera ondas em uma faixa de luz não visível com comprimento de onda de pico 254nm e uma luz secundária de cor azul, com comprimento levemente acima de 400nm, que dá característica de cor visível da ultravioleta. A inativação viral ou morte celular pela exposição à luz UV é resultado da formação de dímeros de timina no DNA dos agentes, impedindo a sua correta transcrição. O DNA humano também pode ser danificado pelas ondas de 254 nanômetros e, por isso, a exposição à luz deve ser evitada ao máximo. 10 Sigla utilizada para representação do elemento químico Mercúrio. 11 Sigla utilizada para denominar Radiação Ultravioleta. Figura 5 - espectro de luz, com denotação dos comprimentos de ondas visiveis/invisiveis 4 Na Figura 5 pode-se observar o espectro de radiação eletromagnética completo, onde a faixa de 400nm a 750nm apresenta se como visível para a visão humana, entretanto existem condições atípicas onde pessoas que não possuem lente no bulbo ocular, uma condição denominada afacia, que permitem a visualização da faixa entre 300-400nm, a qual é bloqueada pela própria lente, percebendo então radiações UV próximas como um violeta/azul esbranquiçado. A córnea é responsável por bloquear comprimentos de onda inferiores a 300nm. Entretanto, não é qualquer UV que promove a inativação viral, o espectro UV ocorre entre 10nm e 400nm, sendo classificado em 3 principais zonas, existindo outras, porém não são partes do escopo de nossa explicação e não somam informações relevantes, ▪ UV-A: 315-400nm; ▪ UV-B: 280-315nm; ▪ UV-C: 100-280nm; Definindo os com base na fonte natural que aparecem, emitidos pelo sol, os raios na faixa de UVA penetram a atmosfera em sua totalidade e não são causadores de grandes danos ao corpo humano, causando vermelhidão e indiretamente contribuindo para doenças de pele através de radicais livre que são gerados devido a sua grande penetração na derme. Uma das fontes mais icônicas conhecidas são as luzes negras, que operam entre 380 e 420nm, sendo parcialmente visíveis. Os raios na faixa UVB são majoritariamente bloqueados pela camada de ozônio e são mais perigosos ao corpo, por possuíremum comprimento de onda mais curto, podem causar danos diretos ao DNA dependendo do tempo de exposição. A depreciação da camada de ozônio devido aos gases halogenados é altamente preocupante devido a permitir a entrada percentual de mais raios desse tipo até a superfície terrestre. Já os raios UVC são bloqueados quase que sua totalidade pela camada de ozônio, sendo também responsáveis pela sua restauração através do processo de bloqueio, onde são absorvidos e sua energia utilizada no processo, assim, devido a esse fato, a porcentagem que atinge a superfície terrestre é mínima e seus efeitos são conhecidos devido a utilização com fontes artificias como as lâmpadas germicidas. Seu comprimento de onda é curto e não atinge camadas internas da derme humana ou partes oculares, entretanto, é de alta energia e capaz de causar rapidamente alterações energéticas nas estruturas de DNA das células, o que favorece a inativação viral e ao mesmo tempo oferece bastante risco à pessoas caso aplicada de forma incorreta, por ser diretamente carcinogênico. Assim, em relação ao equipamento, de forma alguma a câmara poderia ser aberta com a luz UV acionada e para que não ocorra esse problema, o equipamento impede o funcionamento da lâmpada quando a porta móvel for acionada por, através de um sensor localizado na porta frontal( o qual pode ser melhor visualizado na Figura 7), interrompendo sua passagem de energia. Com a porta frontal fechada, o nível de exposição a radiação UV-C é mínimo devido a dois fatores, 4 ▪ Refletividade da superfície; ▪ Capacidade de absorção do material; Os dois em conjunto através do revestimento de material acrílico transparente e da superfície de baixa refletividade de aço 1020 com pintura epóxi branca ou aço inox 304 escovado atuam minimizando esse efeito destrutivo e permitindo que o profissional utiliza a lâmpada dentro de um ambiente laboratorial com segurança. Entretanto, além dos riscos associados, deve-se entender as limitações do uso desse tipo de recurso, como que por se tratar de uma luz, pode ser bloqueada por objetos e assim ter pontos não suscetíveis a assepsia da lâmpada UVC, logo, o usuário deve manter sempre um local amplo e bem limpo para que a mesma possa atuar sem o problema de ser bloqueada. Há também certos limites a sua capacidade de inativação, agentes priônicos, compostos por proteínas, não são inativados pela luz UV, pois não possuem material genético, e por isso, ao manipular estes agentes, deve se considerar o uso de outros descontaminantes, e claro, entender que doenças priônicas são altamente contagiosas e devem ser lidadas em local adequado com as barreiras de biossegurança adequadas. 4.1.1.2. CONSTRUÇÃO DA LÂMPADA UV-C Atualmente, a tecnologia disponível possui uma eficiência baixa, algo entre 30-40% de eficiência e trabalham com descarga de gás similar a lâmpadas fluorescentes, mas não possuem o revestimento de fosforo que é o responsável por produzir a luz visível das lâmpadas comuns residenciais fluorescentes. Internamente possui uma mistura de gases, comumente mercúrio e argônio, que ao aplicar tensão e corrente de uma forma especifica produzem um arco entre os polos da lâmpada ioniza o gás interno e produz a irradiação desejada. O tubo externo não é feito de vidro e sim de quartzo ou comumente também Vycor 7913 devido a propriedade do vidro de absorver praticamente toda a radiação UVC. Apresenta-se em diversos modelos geométricos, porém a essência de funcionamento é a mesma. São semelhantes as lâmpadas fluorescentes comuns também pela necessidade de uso de reatores eletrônicos para poder controlar a partida, devido a exibir características de alta corrente e instabilidade durante a mesma devido à natureza da tecnologia. 4 Tomando como base para exemplificação a lâmpada de modelo TUV 15W SLV25 - TUV T8, da marca Philips Lightning, com seus dados retirados do datasheet, faz-se diversas observações constatando as afirmações realizadas anteriormente, ▪ A potência da lâmpada especificada é de 15,5W(vermelho), entretanto, a potência disponível em radiação UV é de 4,9W, isso resulta em uma eficiência de 31%; ▪ A vida útil especificada é em torno de 9000hrs, para maiores informações vid. capítulo 4.1.1.3; ▪ O diagrama de distribuição de potência por comprimento de onda permite analisar que a maior parte de sua emissão está na faixa de 254nm; ▪ Há partes de sua emissão localizados no espectro visível, acima de 400nm, o que se caracteriza pela cor que é observado durante seu acionamento. 4.1.1.3. VIDA ÚTIL A vida útil de lâmpadas germicidas pode ser um tanto complexo de mensurar, assim como lâmpadas fluorescentes, dependem de um componente externo denominado reator eletrônico, responsável por sua partida e por manter as características do gás ionizado interno da lâmpada estáveis devido ao controle de componentes elétricos. Para discorrer sobre esse assunto e esclarecer diversas dúvidas irá utilizar-se o datasheet mencionado anteriormente da lâmpada TUV 15W SLV25 - TUV T8. O tempo especificado em horas da lâmpada, é de 9000hrs, essa é uma enfatização importante de ser feita, pois a lâmpada é especificada para esse dado tempo, entretanto, o acionamento da mesma Figura 6 - dados técnicos e distribuição de potência por comprimento de onda em lâmpada TUV 15W SLV25 - TUV T8(45cm) - lâmpada da câmara asséptica LCA-600 4 depende de um segundo componente e esse também entra no cálculo de sua vida útil, e o mesmo não é mensurado vida útil para nenhum fabricante, até mesmo reatores designados da Philips Lightning para trabalhar com essa lâmpada não possuem vida útil em seus datasheets, e isso possui uma razão especifica. Como mencionado, a irradiação UV causada pela lâmpada é devido a um gás preso internamente no tubo e devido a isso há características relacionadas a natureza desse tipo de acionamento que dependendo da forma que a lâmpada é aplicada podem reduzir drasticamente a vida útil. Ao ser acionado, o reator eletrônico faz um controle de variáveis elétricas para assim promover a iluminação da lâmpada, sendo a partida e desligamento as etapas mais problemáticas do ciclo, assim, caso a mesma seja aplicada em situações de constante liga/desliga, acionamentos sequenciais de baixo período, que é o caso de câmaras assépticas, cabines de segurança biológicas e cabines de fluxo laminar, pode-se comprometer drasticamente a vida útil, entretanto, esse é um mal necessário, a radiação por si se usada em períodos longos pode expor pessoas a um risco desnecessário. O tempo de vida, considerado a vida útil da lâmpada e os seguintes parâmetros, ▪ Horas uteis de trabalho diárias: 8 horas; ▪ Vida útil do sistema UV: 9000hrs; Deveria ser de até 1125 dias, que resultam em aproximadamente três anos. Tendo em vista a experiencia que a empresa LUTECH tem com suscetíveis usos de lâmpadas germicidas em seus produtos, estima-se que o sistema UV dos equipamentos dure em torno de um a dois anos, pelos fatores previamente citados. É uma faixa consideravelmente grande, entretanto, deve- se considerar que itens como reatores eletrônicos, lâmpadas germicidas não são passiveis de garantia, devido a incapacidade dessa situação ser passível de controle da LUTECH, logo, independente do tempo de duração a LUTECH recomenda sempre a aquisição de componentes sobressalentes para uma eventual manutenção e que seja feito um acompanhamento da lâmpada, visando suas características qualitativas, como diminuição na intensidade, efeito de piscamento(blinking) e acionamento/desacionamento anômalo. Sistemas elétricos com oscilações de energia podem causar danos a componentes eletrônicos sensíveis como reatores, pequenos surtos causados pela ligação utilizada nesses sistemas de desinfecção que não são absorvidos pela rede elétrica de forma adequada são fatores para causar problemas precocemente,salvo claramente situações envolvendo componentes danificados logo na expedição da fábrica, não detectados no processo de qualidade ou durante o transporte, as quais enquadram-se como acionamento da garantia de fabricação. 4 Caso seja um defeito recorrente, é importante que o problema seja levado aos canais de suporte técnico da LUTECH para análise e solucionamento, tendo em mente sempre que a LUTECH irá sempre atuar de forma a encontrar a melhor solução para cada cliente. 4.1.2. LÂMPADA DE LUZ BRANCA O equipamento vem com uma fonte de iluminação branca, com temperatura em média de 6500K, do tipo LED, sem capacidade de controle de intensidade. Testes são realizados em fábrica garantindo sempre níveis de iluminância superiores a 500 lux, alinhando-se com as normas NHO12, em específico a número 11, promovendo assim um ambiente de trabalho com conforto visual. 4.2. SENSORES Como citado anteriormente, o equipamento possui um sensor para tornar o uso da lâmpada UV mais seguro e no caso das câmaras assépticas LCA, diferente das cabines com portas guilhotinadas, existe apenas um sensor, já que a porta móvel é basculante e possui uma altura fixa de trabalho. Esse, já citado anteriormente no texto, não permite que a lâmpada UV-C seja acionada com a porta móvel levantado, garantindo assim a segurança do usuário. Sensor dividido em duas partes, uma magnética e acoplada a porta frontal basculante e outra fixa, que faz a leitura da parte móvel, assim que ambos são separados dada uma distância, comunica-se a controladora ou aciona-se o circuito elétrico responsável pelo interrompimento do fornecimento de energia para lâmpada UV-C. 12 Normas de Higiene Ocupacional da Fundacentro Figura 7 - sensor da porta frontal em realce 4 4.3. RECURSOS AUXILIARES Alguns recursos do equipamento são auxiliares, não são obrigatórios para o funcionamento da máquina, e portanto, classificados dessa forma, esses são: ❖ Tomadas auxiliares internas; ❖ Válvulas laterais internas - não presente no modelo padrão, porém podem ser integrados a máquina em qualquer local caso necessário para o processo do usuário final, deve ser negociado comercialmente antes da aquisição; Reiterando que toda a linha de produtos é personalizável e essas solicitações são encaminhadas a nossa equipe de Engenharia, avaliando a necessidade de criar outro produto ou realizar as modificações na mesma linha para atender todo o escopo desejado por nossos clientes. As tomadas auxiliares são fornecidas como padrão, com as seguintes especificações, ▪ Sem proteção IP; ▪ Mesma tensão do equipamento; ▪ De acordo com a normativa NBR14136; ▪ 2 unidades; ▪ Padrão de 10A; Entretanto, caso, seja desejável, podem ser disponibilizadas em tensões diferentes da tensão do equipamento, como 127V(ver capítulo 3.6.1), ou ainda, com grau de proteção IP44(Erro! Fonte de r eferência não encontrada.) e em maior número e quantidade. Atualmente o painel de controle desta linha Figura 8 - Tomadas auxiliares padrões 4 não contempla controle dessas tomadas, porém é planejado para o futuro a incorporação de um sistema de controle acessível pelo painel principal. 4.3.1. PORTA FRONTAL Por padrão, a porta frontal é um sistema manual basculante, com puxador em aço 1020 pintado eletrostaticamente na mesma tintura da estrutura para que o usuário possa manipula-la, construída em acrílico cast 100%, altamente resistente a UV, com espessura de 4mm, com abertura conforme Capítulo 2.2 . Caso seja desejável pode ser confeccionado em outros materiais e com um sistema semiautomático ou automático de abertura e também em outros materiais, além de poder ser implementado um sistema de guilhotina ao contrário do basculante, fornecido por padrão. 5 5 5. OPERAÇÃO DO PAINEL 5.1. PAINEL DE CONTROLE ANALÓGICO DE BOTÕES Para correta operação do equipamento, favor atentar-se primeiro a que o equipamento esteja ligado na tomada com a tensão correta e que a tomada possua aterramento, além de ter se certificado de que todos os passos de comissionamento foram realizados. O painel analógico possui um design simplista e fácil de utilizar, com botões luminosos e indicadores de finalidade para cada acionamento, o que somado torna seu uso bem intuitivo. A desvantagem de utilização deste painel de controle é que ele não dispõe de sistema que faça temporizações com a lâmpada UV-C, assim, a regulamentação de quanto tempo cada ciclo de assepsia será realizado é controlado manualmente. Os sistemas de proteção para a porta móvel e a lâmpada UV-C permanecem o mesmo. 5 5.2. PAINEL DE CONTROLE DIGITAL MICROPROCESSADO LCD 1,8” GRÁFICO 1. Botão menu/selecionar • Para acionar e desacionar as funções do equipamento; • Para acessar o menu do usuário através do aperto de 2 segundos; • Para voltar ao nível anterior das opções do menu; • Para configurar os parâmetros da máquina; 2. Botão de seta para cima (▲) e para baixo (▼) • Mova as opções do menu para cima e para baixo. • Aumente e diminua o valor correspondente dentro de uma das opções do menu. • Mova a janela de faixa para cima e para baixo. • Acessando o cronômetro e experimento timer função. 5 5 5.2.1. FLUXOGRAMA 5 5.2.2. OPERAÇÃO Para correta operação do equipamento, favor atentar-se primeiro a que o equipamento esteja ligado na tomada com a tensão correta e que a tomada possua aterramento, além de ter se certificado de que todos os passos de comissionamento foram realizados. Outra observação importante a ser realizada é que a controladora utilizada nesse modelo de produto é similar a utilizado nos produtos LPCR, logo as imagens das telas usadas são as mesmas do manual desse produto. A opção de MOTOR é apenas removida devido a não existência de um motoventilador no equipamento LCA. Seguem passos para utilização, 1) Para ligar o equipamento, deve-se acionar o botão na parte frontal como na imagem abaixo, ele deve acender indicando que o equipamento agora se encontra ligado; 2) O painel do equipamento será carregado, calibrando o(s) sensor(es) de pressão; 3) A tela padrão para operação do equipamento é a seguinte, para navegação existem os botões “UP”, “DOWN” e “SELECT”; UP = altera a posição do cursor para cima e altera valores; DOWN = altera a posição do cursor para baixo e altera valores; SELECT = seleciona os equipamentos a operar e acessa o menu de usuário; 5 5 Ao pressionar o botão SELECT quando o curso está na opção LED, aciona-se a lâmpada branca LED, alterando para ON o indicador no painel, como na imagem acima, Para desligar a lâmpada basta pressionar SELECT mais uma vez. Para acionar os outros componentes do equipamento, utilizamos as teclas UP e DOWN juntamente da tecla SELECT, como feito anteriormente, entretanto, quando se trata da lâmpada UV deve- se atentar ao seguinte: ➢ A lâmpada UV só pode ser acionada com a porta abaixada, o equipamento possui um sensor inferior que impede que a porta esteja levantada e a lâmpada UV-C acionada, protegendo assim o operador; Há também a opção de regular um tempo padrão que a lâmpada UV deve ficar ligada, padronizando assim os procedimentos do laboratório e assim permitindo que ao ligar seja executada uma descontaminação com tempo pré-programado. Para tal, temos as seguintes opções, Existem duas opções para alteração desse tempo: A. Alteração manual, sem reconfigurar o tempo padrão; B. Alteração do tempo padrão; Para opção A, basta pressionar o botão SELECT na opção TMR, e logo em seguida utilizar os botões UP e DOWN para aumentar ou diminuir o tempo de acionamento da lâmpada UV, caso seja deixado em OFF, a lâmpada ficará ligada continuamente, o que não é recomendado, entretanto, pode ser utilizado em alguns casos caso o cliente opte pela opção.É importante ressaltar, que quando o tempo escolhido atingir o zero, a opção retornará ao parâmetro OFF, devendo ser configurado novamente o tempo. Para se fixar um tempo padrão, deve-se recorrer a opção B, pressionando o botão SELECT por 3 segundos e liberando-o acessa-se o menu do usuário, conforme imagem abaixo, 5 O menu do usuário tem as seguintes opções: ➢ VOLTAR - retorna ao primeiro MENU; ➢ MENU FAB. - acesso restrito ao fabricante; ➢ T. UV - temporizador para configuração padrão do tempo de acionamento da lâmpada UV; Para fixar-se o valor de acionamento, deve-se navegar até a opção T. UV e escolher o tempo padrão, logo em seguida, reiniciar o equipamento através do botão da chave geral e assim verificar se o tempo apareceu na tela principal. Dessa forma, toda vez que a lâmpada for acionada, ela permanecerá ligada o tempo escolhido no parâmetro T. UV, podendo o usuário desliga-la antes, e quando o tempo alcançar o zero, retornará ao parâmetro estabelecido no T. UV, mantendo assim, um tempo padrão. Por último, deve-se observar que onde está escrito FILTRO: 0% não há utilidade no modelo LCA, sendo um parâmetro utilizado pelo produto LPCR apenas, como mostra a imagem abaixo. 5 5 Atualmente a LUTECH está implementando mudanças em seus controladores para promover maior controle sobre o tempo de uso de cada item presente no equipamento, como horímetros, que permitirão o controle da vida útil dos componentes do equipamento. 6 6. CUIDADOS PARA OPERAÇÃO E LIMPEZA O procedimento de limpeza deve ser realizado antes do uso, através de técnicas com algodão ou gaze embebido em álcool 70%(desinfetantes de limpeza geral também podem ser utilizados), evitando a aplicação direta de álcool nos visores e portas de acrílico, pois devido a natureza do material, esse sofre efeito de esbranquiçamento acelerado dada a agressividade do solvente. Após a aplicação, deve-se expor o ambiente interno do equipamento a lâmpada UV-C, que no caso da câmara asséptica LCA faz parte do procedimento de uso do equipamento. Finalizado as operações, deve-se fazer o procedimento reverso, expor a área de trabalho à luz UV-C num tempo programado, de preferência similar ao tempo usado antes do uso, para efeito de padronização e similaridade de resultados. Deve-se ter o devido cuidado na aplicação de solventes de limpeza fora álcool 70°(exceção a desinfetantes de uso geral), pois podem ser agressivos para tanto a pintura como acrílico, além de ter bastante zelo durante limpeza de áreas como próximo ao sensor, pois são zonas elétricas, porém encapsuladas e de baixa tensão em conformidade com NR12. Resumidamente, para um uso diário, 1) Ligar o equipamento; 2) Executar a limpeza com álcool 70% do interior da câmara; 3) Expor o interior a luz ultravioleta no período estabelecido pelo laboratório; 4) Aguardar o período; 5) Iniciar os procedimentos laboratoriais intendidos a serem usados no equipamento inicialmente; 6) Finalizar os procedimentos; 7) Expor o interior a luz ultravioleta no período estabelecido pelo laboratório; 8) Executar a limpeza com álcool 70% do interior da câmara; 9) Desligar o equipamento; 10) Remover o plug da tomada caso não seja usado mais durante o dia; Deve-se tomar cuidado durante o momento de operação com: ❖ Materiais plásticos ou com cobertura plástica não devem ser expostos à luz UV; ❖ Derramar o desinfetante na pele ou roupa; ❖ Manter a ventilação adequada nas grelhas de saída; ❖ Não deixe desinfetantes com grande concentração de cloro livre em contato com a superfície de aço inoxidável da cabine por período prolongado, pois poderá haver corrosão da superfície; Caso esse tipo de equipamento seja exposto a algum patógeno, recomenda-se a descontaminação completa. A falha em capacidade técnica para realização dessa descontaminação pode expor diversos grupos da sociedade ao risco de contaminação. 6 A LUTECH pode fornecer auxilio a empresas contratadas para realização dessa descontaminação ou para pessoal interno durante este processo, através de consultoria e orientação para que não haja movimentos ou ações tragam o risco ao local e aos usuários. É de suma importância enfatizar que o laboratório deve adotar os próprios procedimentos de descontaminação e de operação, prezando sempre pela segurança de seus colaboradores e encarando os dados supracitados como recomendações e não regras para a efetivo manuseio do equipamento. 7 7. MANUTENÇÃO Para as manutenções corretivas procure sempre uma assistência técnica LUTECH, não deixe que terceiros sem qualificação técnica adequada venham danificar ou mudar as características originais do equipamento. Como este trata-se de manual de usuário, foge ao escopo disponibilizar procedimentos operacionais padrões para executar manutenções corretivas, podendo colocar usuários inexperientes em riscos desnecessários, caso seja desejável ter acesso a estes documentos, o cliente em posse de sua nota fiscal poderá solicitar mediante conta e risco. As cabines de LCA são desenvolvidas para proporcionar o mínimo, quase zero, de manutenções preventivas, deixando o usuário apenas com as limpezas de rotina e seus próprios procedimentos de uso, logo não há orientações referente a parte de preventivas. Salvo menções referente a corretivas realizadas na próxima seção. 7.1. CORRETIVAS Como citado anteriormente, é recomendável que as operações corretivas no equipamento sejam realizadas somente por uma assistência técnica LUTECH ou técnico credenciado, sob risco de perda de garantia caso seja realizado por profissional inexperiente e acarreta em danos ao mesmo. E no caso da contratação de profissional sob responsabilidade do cliente, esse pode solicitar e requisitar ao suporte técnico da LUTECH para acompanhar o procedimento e fornecer os POP’s13 necessários, garantindo a execução com segurança do início até o fim do processo As seguintes ações caracterizam-se como corretiva e podem exigir o acompanhamento, ❖ Manutenção em quaisquer partes elétricas, cabeamento, tomadas ou controladora, troca de lâmpadas; ❖ Substituição de peças danificadas, em situações como dano durante a logística, dentre outros; 13 Procedimento operacional padrão, documento interno da LUTECH demonstrando os processos a serem realizados para determinado equipamento ou produto 8 8. ARMAZENAMENTO Na situação da câmara permanecer inativa por um período prolongado, acima de uma semana, deve-se realizar o seguinte procedimento, 1) Feche a janela frontal completamente, vedar a parte inferior e a entrada superior de ar com um plástico limpo, caso for possível, vedar a janela frontal também completamente; 2) Desligue o equipamento da rede elétrica e assegure-se que o equipamento não será movido; 3) Assegure-se também que o equipamento não está sendo armazenado em locais úmidos ou com temperaturas extremas; Antes da ativação do equipamento, é sugerido que se refaça a análise de comissionamento inicial para verificar se as características planejadas ainda se mantem até a data, com nova certificação e revalidação do todo, assim assegurando que durante o armazenamento não foram realizados danos e a máquina se encontra em bom estado de conservação. TERMO DE GARANTIA A LUTECH oferece garantia contra defeitos de fabricação por um período de 12 meses contados a partir da data de emissão da nota fiscal, fatura da fábrica ou do distribuidor/revendedor. Devem ser satisfeitos também os seguintes requisitos: transporte, manuseio e armazenamento adequado, instalação correta em ambiente sem presença de agentes agressivos, operação dentro dos limites de suas capacidades; realização periódica das devidas manutenções preventivas; realização de reparos e/ou modificações somente porpessoas autorizadas pela LUTECH. O termo de garantia dos produtos LUTECH não poderá ser requerido mediante as seguintes situações: ▪ Danos causados durante transporte, ou instalação por empresas externas; ▪ Produtos sem número de série ou números de série danificados; ▪ Produtos ao qual a LUTECH não recebeu o pagamento; ▪ Problemas que resultem de: o Causas externas como acidente, usos para fins não-especificados, problemas com a rede elétrica do cliente ou condições severas do ambiente; o Reparos realizados por empresas não autorizadas pela LUTECH; o Falha em seguir as orientações do produto; o Falha em realizar manutenções preventivas; o Problemas causados por peças não autorizadas pela LUTECH; o Danos causados por fogo, enchentes ou força maior; o Modificações realizadas pelo usuário na máquina; ▪ A LUTECH não se responsabiliza por danos causados a equipamentos guardados ou utilizados dentro de nosso produto, se os equipamentos possuem um alto valor, recomenda-se ao usuário utilizar medidas externas preventivas para evitar possíveis danos. ▪ Durante o período de garantia contratual, a LUTECH não se responsabiliza pelo frete dos produtos até a assistência técnica, nem pelo deslocamento de equipe própria ou terceirizada, caso a opção do cliente seja o atendimento in loco. Este termo de garantia está baseado no Código de Defesa do Consumidor. Lei nº. 8.078 de 11 de setembro de 1990. Para sua tranquilidade, preserve-o junto ao Documento Fiscal de seu produto em local de fácil acesso. ▪ O reparo e/ou substituição de peças ou produtos a critério da LUTECH durante o período da garantia, não prorrogará o prazo da garantia original. Rua João Mesquita, 1344 – Parque Industrial 15025-035 - São José do Rio Preto – SP Fone: +55 (17) 3209-2100 E-mail: sac@lutech.com.br www.lutech.com.br Nº NOTA FISCAL SÉRIE CPF/CNPJ DO CLIENTE PRODUTO DATA DE AQUISIÇÃO Nº SÉRIE DO PRODUTO REVENDEDOR