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LMAN015.0LCA-00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obrigado por adquirir a câmara asséptica LCA LUTECH. Por favor leia este manual 
atentamente para se familiarizar com os recursos disponíveis no equipamento e metodo de 
uso. 
Para assistência técnica, contatar: 
 
 
LUTECH CIENTÍFICA 
Rua João Mesquita, 1344 • 15025-035 
(17) 3209-2100 
sac@lutech.com.br 
suporte@lutech.com.br 
 
 
MANUAL DO USUÁRIO ➢ 
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“O material neste manual é apenas para propósitos informacionais. Os conteúdos e o produto descrito 
neste manual (Incluso qualquer imagem, apêndice, anexo e outros) estão sujeitos à alteração a qualquer 
momento e sem notificação. A LUTECH não se responsabilizará por quaisquer danos ou consequências diretas ou 
indiretas relatadas ao uso deste manual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
CHANGELOG – NOTAS DE REVISÃO ................................................................................................................................................................ 4 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................................. 5 
1.1. NOTA SOBRE VERSÕES ANTERIORES ........................................................................................................................................ 6 
2. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ......................................................................................................................................................................... 9 
2.2. FICHA TÉCNICA ................................................................................................................................................................................ 10 
2.3. DIMENSIONAIS LINHA LCA ........................................................................................................................................................... 11 
3. COMISSIONAMENTO .................................................................................................................................................................................. 12 
3.1. LOCAL E POSIÇÃO .......................................................................................................................................................................... 12 
3.2. ANÁLISE DA REDE ELÉTRICA ..................................................................................................................................................... 12 
3.2.1. USO DE DISPOSITIVOS ESTABILIZADORES ....................................................................................................................... 13 
3.3. RESTRIÇÕES CRÍTICAS .................................................................................................................................................................. 14 
3.4. BANCADAS ........................................................................................................................................................................................ 15 
3.5. CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO .................................................................................................................................................. 15 
3.6. PROCEDIMENTO DE COMISSIONAMENTO ................................................................................................................................17 
3.6.1. EQUIPAMENTOS COM TENSÃO 127/220V ............................................................................................................................19 
3.6.2. REGULAGEM DE NÍVEL ............................................................................................................................................................20 
4. RECURSOS DO EQUIPAMENTO......................................................................................................................................................... 21 
4.1. LÂMPADAS ........................................................................................................................................................................................ 21 
4.1.1. LÂMPADA UV-C .......................................................................................................................................................................... 21 
4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS DA RUV .................................................................................................................................................... 21 
4.1.1.2. CONSTRUÇÃO DA LÂMPADA UV-C ...................................................................................................................................... 23 
4.1.1.3. VIDA ÚTIL ..................................................................................................................................................................................... 24 
4.1.2. LÂMPADA DE LUZ BRANCA ................................................................................................................................................... 26 
4.2. SENSORES ......................................................................................................................................................................................... 26 
4.3. RECURSOS AUXILIARES ............................................................................................................................................................... 27 
4.3.1. PORTA FRONTAL ..................................................................................................................................................................... 28 
5. OPERAÇÃO DO PAINEL ............................................................................................................................................................................ 29 
5.1. PAINEL DE CONTROLE ANALÓGICO DE BOTÕES ................................................................................................................. 29 
5.2. PAINEL DE CONTROLE DIGITAL MICROPROCESSADO LCD 1,8” GRÁFICO .................................................................. 30 
5.2.1. FLUXOGRAMA ............................................................................................................................................................................. 31 
5.2.2. OPERAÇÃO ................................................................................................................................................................................... 32 
6. CUIDADOS PARA OPERAÇÃO E LIMPEZA .......................................................................................................................................... 36 
7. MANUTENÇÃO ............................................................................................................................................................................................ 38 
7.1. CORRETIVAS .................................................................................................................................................................................... 38 
8. ARMAZENAMENTO ............................................................................................................................................................................... 39 
TERMO DE GARANTIA ..................................................................................................................................... Erro! Indicador não definido. 
 
 
 
CHANGELOG – NOTAS DE REVISÃO 
▪ 11/07/2021 – emissão inicial, rev 00; 
 
 
 
 
1 
1. INTRODUÇÃO 
Este manual discorrerá sobre o produto, câmara asséptica de bancada LCA, projetado e 
desenvolvido com base na capacidade de inativação viral provida por lâmpadas UV denominadas 
germicidas(lermais sobre no capítulo 4.1.1), sendo um manual de usuário e de instalação inicial, com 
conteúdo mínimo/essencial para manutenção, não contendo conteúdo avançado sobre a parte de 
manutenção corretiva ou preventiva do equipamento, pois tal deve ser realizada por técnicos 
especializados de nossa empresa, assistência técnica indicada ou no mínimo com técnico auxiliado por 
nosso canal oficial de suporte técnico. 
O equipamento adquirido é utilizado em laboratórios para promover um ambiente asséptico, ideal 
para preparação de amostras e produtos, principalmente processos de PCR1, entenda-se produto como 
qualquer objeto, microbiológico ou não, que esteja na câmara interna e é alvo de processos analíticos, 
fabris, dentre outros, age garantindo através de lâmpadas germicidas com comprimento de onda 
especial capaz de realizar a inativação viral destruindo sua capacidade replicativa. 
Desta forma pode-se assegurar os processos realizados na câmara interna do equipamento, 
entretanto, reforça-se que o equipamento não deve ser utilizado para manipulação de patógenos e 
análises microbiológicas que envolvam risco direto ao operador e a sociedade. Além dos itens 
supracitados, um ambiente que esteja com uma grande concentração de partículas e se classifique a 
grosso modo como “sujo”, pode contaminar o ambiente interno da câmara, logo o ambiente para 
instalação desse tipo de equipamento também deve ser devidamente preparado. Por não possuir um 
sistema de ventilação capaz de fazer a renovação e limpeza do ar interno, pode estar sujeito a problemas 
naturais do equipamento devido ao uso inadequado. 
A LUTECH reconhecendo a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para oferecer 
soluções para laboratórios, clinicas, empresas farmacêuticas e indústrias no geral no que tange a 
controle de ambientes e proteção dispõe de uma gama de produtos desenvolvidos e fabricados 
internamente através de um setor de Engenharia capaz e também atua como revenda de diversas 
marcas, oferecendo um complexo hall de produtos para poder tratar as mais diversas situações 
possíveis dentro do âmbito precitado. 
 
Hoje no quesito de cabines para proteção do produto, a câmara asséptica de bancada LCA é um 
produto de nível de entrada, sendo o equipado com menos recursos para garantir o sucesso da empreita, 
 
1 Polymerase chain reaction – traduzido: reação em cadeia da polimerase. 
 
 
1 
mas ainda sim capaz de fazê-lo, pois como citado anteriormente, a falta da ventilação pode ser crítica a 
alguns processos. Estão disponíveis em nosso escopo os seguintes produtos alternativos, cada qual com 
seus recursos, vantagens e desvantagens, cabendo ao usuário definir a finalidade, pois o resultado final 
é dependente das ferramentas utilizadas e sua aplicação correta, 
 
▪ Cabine de PCR, modelo LPCR - possui filtração HEPA com sistema de motoventilador para poder 
promover um ambiente interno, em conformidade com a norma NBR157672; 
▪ Cabines de fluxo laminar, divide-se em dois modelos distintos, 
o LFV – fluxo laminar vertical – atende a norma NBR15767; 
o LFH – fluxo laminar horizontal – atende a norma NBR15767; 
▪ Módulos de fluxo laminar, modelo LMF – módulos de piso ou de teto, capazes de serem 
utilizados em inúmeras situações, até em linhas de produção ou envase, sujeito a projeto e 
aprovação, atendem a norma NBR15767; 
 
Através de um corpo técnico capacitado a LUTECH pode atuar oferecendo a melhor solução para 
sua aplicação e também trabalhar oferecendo soluções personalizadas caso a caso, basta contactar o 
canal comercial disponível em contato@lutech.com.br. 
 
1.1. NOTA SOBRE VERSÕES ANTERIORES 
Devido a ser um produto desenvolvido recentemente, houveram alterações realizadas na 
estrutura mecânica do mesmo e elétrica, a imagem abaixo mostra o comparativo entre duas versões 
existentes; 
 
2 Norma brasileira utilizada para fabricação de equipamentos de fluxo unidirecional(EFU), instituição ABTN, 
determina os requisitos necessários para que equipamentos de fluxo laminar sejam seguramente fabricados e 
validados, baseada em normas internacionais como ISO14644 e IEST-RP-CC002. 
Figura 1 - Comparativo entre versões de LCA 
 
 
1 
O equipamento da esquerda representa a nova versão, atualmente escopo desse manual, e 
também denominada versão final em alguns locais desse documento e por nosso canal de suporte. 
Já o equipamento da direita representa algumas poucas unidades, em torno de 20 peças, que 
foram fabricadas no início, advindas do protótipo inicial. Agora seguem alguns esclarecimentos, 
 
1) Porque foram realizadas as alterações? 
R: Como todo produto, melhorias são constantes e necessárias para que a cada vez os 
produtos se tornem melhores e mais eficazes, tendo em vista essencialmente o nosso 
tempo de produção em fábrica, as mudanças alteram majoritariamente a forma de 
manutenção e montagem, além de também darem uma estética mais similar as outras 
nossas linhas de produto, como citadas anteriormente, LFV, LFH, LPCR e LMF; 
 
2) O que muda para o usuário final? 
R: Essencialmente para a aplicação, nada, entretanto a estética pode ser levada em 
consideração por alguns usuários; 
 
3) Meu produto tem um painel um pouco diferente das imagens apresentadas previamente, 
por qual razão? 
R: A versão anterior, teve algumas mudanças principalmente nessa área enquanto 
decidíamos qual processo era mais coerente para nossa fábrica e talvez em alguns 
modelos os painéis sejam diferentes. A Figura 2 demonstra a região citada. 
Dessa forma, alguns equipamentos foram 
entregues com painéis sobrepostos em PVC, outros 
em chapa de aço e com adesivos diferenciados, como 
adesivos que possuem a opção de colocação de motor, 
como opcional, o que em testes em fábrica depois 
verificaremos que não é uma situação ideal, logo foi 
removido em versões seguintes. 
Após a definição final, chegamos a conclusão 
que a melhor forma é a apresentada na primeira 
página do manual. 
 
Figura 2 - Zona dos painéis em realce da versão anterior 
 
 
1 
 
4) Qual o efeito desses painéis no meu uso? 
R: Como previamente citado na questão 2, a mudança é puramente estética e não afeta 
em nada a usabilidade da máquina. 
 
5) Após ter lido o manual, notei que meu equipamento não possui as sapatas niveladoras da 
imagem principal, por qual razão? 
R: Como identificado no capítulo 3.6.2, a versão final dispõe de regulagem para fins de 
nivelamento da área de trabalho, entretanto, algumas versões anteriores foram 
fabricadas onde a estrutura tinha contato direto com a bancada, copiando o nivelamento 
da mesma, não sendo possível a regulagem. 
 
6) A questão da sapata niveladora afeta o desempenho do meu equipamento? 
R: Dificilmente, as máquinas são fabricadas niveladas e alinhadas, logo, caso tenha-se um 
desnível grande, é provável que seja porque a estrutura de apoio onde ela está possui 
algo desnível e mesmo que tenha, isso não afeta em nada a usabilidade. Caso seja do 
desejo do cliente fazer essa regulagem e verificação, pode entrar em contato com o canal 
da suporte da empresa e solicitar uma avaliação para podermos assessorar. 
 
 
 
 
 
2 
2. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 
As câmara asséptica de bancada, modelo LCA, tem por objetivo tornar o ambiente interno 
asséptico através da aplicação de luz na faixa de 250-260nm, denominada ultravioleta tipo C, a qual é 
capaz de danificar o DNA/RNA dos microorganismos, tornando-os inativos e assim impedindo-os de 
replicar-se. Constitui-se de um produto de nível de entrada3 e dessa forma não se deve dispensar outras 
técnicas de assepsia envolvidas em rotinas laboratoriais, a lâmpada UVC permite a inativação viral e não 
realiza a limpeza do ambiente de forma adequada sozinha. Possui também uma lâmpada de LED branco 
de alta potência para permitir melhor visibilidade no local de trabalho. 
O produto visa constituir uma melhoria para trabalhos já previamente realizados em bancadas,oferecendo recursos não disponíveis normalmente em uma bancada laboratorial. 
Difere-se da linha de equipamentos de fluxo laminar que podem ser utilizados para o mesmo fim 
devido a nestes haver um sistema de motoventilador com filtragem G4+HEPA, sendo o ambiente interno 
controlado e especificado em conformidade com as normas vigentes de EFU. 
 
2.1. FUNCIONAMENTO 
No caso das câmaras assépticas LCA, não há fluxo de ar devido a ausência de motoventiladores 
e filtros, sendo seu mecanismo de assepsia apenas a lâmpada UVC. Como mostra a imagem abaixo, 
denotando a área afetada pela luz. 
 
 
3 O nível de entrada é o produto que oferece o mínimo de recursos disponíveis e forma um escopo de 
produtos de baixo custo para ser de fácil acesso. 
Figura 3 - Ilustração da abrangência da UV dentro 
da zona interna do equipamento LCA 
 
 
2 
2.2. FICHA TÉCNICA 
 
 
 
CÂMARA ASSÉPTICA, MODELO LCA 
FUNCIONALIDADE: Aplica luz UVC diretamente na zona de trabalho para promover a assepsia e possui lâmpadas de alta potência para tornar a zona de trabalho com melhor visibilidade. 
RESTRIÇÕES: Manipulação em operações que envolvam patógenos e microbiologia com risco associado ao operador e a sociedade, além de operações que envolvam a utilização de provedores de chama 
devido a proximidade com a lâmpada, consultar capítulo 3.3 para maior entendimento de tais – anotações referentes a chama caso seja algo necessário estão disponíveis no capítulo. 
MODELOS 
linha LCA 
LCA-600 LCA-800 
PESO APROXIMADO(P) 28kg 34kg 
VÁLVULAS 
Por padrão o equipamento não é fornecido com válvulas ou quaisquer utilidades relacionadas a fluidos diversos, consultar 
capítulo 4.3 para maiores informações em relação aos opcionais 
TOMADAS INTERNAS 2 tomadas auxiliares internas conforme NBR 14136, sem proteção IP 
LÂMPADA UV T8 G13 UV-C 15W 45cm T8 G13 UV-C 20W 60cm 
LÂMPADA FRIA LED T8 G13 9W 45cm LED T8 G13 9W 60cm 
MATERIAL EXTERNO Aço carbono SAE 1006/1008-1020/A36 
MATERIAL INTERNO Aço carbono SAE 1006/1008-1020/A36 
VISORES Acrílico Transparente Cast 
PINTURA Pintura epóxi branca texturizada RAL9003 
TENSÃO NOMINAL 220V - aterramento obrigatório 
∆ PERMISSIVEL TENSÃO 220V (+ 5% 𝑜𝑢 − 15%) 
POTÊNCIA EM USO PLENO 40W 40W 
DISJUNTOR QGD Disjuntor bipolar curva C para 16A Disjuntor bipolar curva C para 16A 
BITOLA CABO DA REDE 2,5mm² 2,5mm² 
ABERTURA VIDRO 300mm 300mm 
OBSERVAÇÕES 
▪ A especificação do disjuntor do quadro geral leva em consideração 4A/tomada auxiliar, estes equipamentos 
possuem um disjuntor interno de 4A reservado para proteção do mesmo; 
▪ ∆ PERMISSIVEL TENSÃO é um parâmetro importantíssimo no momento da escolha da rede para alimentação do 
equipamento, verificar capítulo 3.2 para maiores informações; 
 
Todas as dimensões são em mm 
2 
2.3. DIMENSIONAIS LINHA LCA 
▪ CÂMARA ASSÉPTICA LCA 
 
 
modelos 𝑳𝒆 𝑯𝟏 𝑷𝒆 𝑳𝒊 𝑯𝒊 𝑷𝒊 𝑯𝒕 𝑯𝟐 
600 600 630 530 592 475 505 45 630 
800 800 630 530 592 475 505 45 630 
 
 
 
3 
3. COMISSIONAMENTO 
A instalação do equipamento envolve algumas análises para que o uso possa ser feito de forma 
segura e com um ótimo desempenho, entretanto, por se tratar de um produto de bancada e de simples 
aplicação, a parte de comissionamento é mais analítica do que efetivamente uma instalação. 
Deve-se avaliar os seguintes critérios, 
 
▪ Local e posicionamento; 
▪ Rede elétrica; 
▪ Restrições críticas; 
▪ Bancada ou estrutura de suporte - caso necessário; 
▪ Empresa certificadora para assegurar o início das operações - caso seja mandatório na aplicação 
na qual o equipamento será designado. 
 
Desta forma seguem as considerações de projeto e engenharia do local para instalação da 
câmara asséptica LCA. 
 
3.1. LOCAL E POSIÇÃO 
O local trata-se das considerações mecânicas e de ventilação, como por exemplo, a câmara deve 
ser instalada distante da área de trânsito de pessoas, portas, ventiladores, registros de ventilação4 ou 
qualquer outro equipamento que possa gerar interferência dentro do equipamento e levar contaminantes 
para a zona de trabalho. 
É interessante também que o ambiente onde a câmara esteja seja controlado, como uma sala 
limpa ou outro local para assegurar que a assepsia se mantenha e os riscos diminuam, além disso o 
tampo da bancada deve estar bem nivelado para proporcionar uma distribuição de carga do equipamento 
homogênea, o equipamento dispõe de sapatas niveladoras para regulagem caso necessário no local, de 
fábrica a câmara já vai nivelada em uma superfície plana e com as sapatas travadas. 
 
3.2. ANÁLISE DA REDE ELÉTRICA 
Considerando que um bom local tenha sido escolhido para posicionar o equipamento, este deve 
possuir uma rede elétrica estável, que forneça a tensão nominal do equipamento sem muitas oscilações, 
pois estas podem causar danos irreversíveis aos controles eletrônicos e componentes internos da 
máquina. As oscilações permissíveis estão especificadas na tabela do Capítulo 2.2, conforme citado no 
campo observações, sobretensões são efetivamente piores nos danos causados, pois dificilmente irão 
causar o desarmamento de um disjuntor, mas serão potencialmente destrutivas em componentes 
 
4 Registros de ventilação são definidos comumente como dampers. 
 
 
3 
sensíveis a tensões, entretanto, oscilações constantes de subtensão também podem provocar 
problemas a longo prazo e impedir o funcionamento de alguns componentes. 
Alguns fatores importantes também devem ser considerados para atendimento das normas de 
segurança, NR-10, NBR 5410, e o bom funcionamento do equipamento, 
 
▪ O plugue do cabo de alimentação deve ser conectado a uma tomada de mesma norma, NBR 14136, 
3 pinos(2P + T) tipo 10A, de preferência sem adaptadores, evitando possíveis maus contatos, no 
evento deste ser fornecido com tensão 127/220VAC em suas tomadas auxiliares, o plug utilizado 
passa atender a norma NBR IEC 60309-1:2015, com instalação diferente, para maiores dúvidas, 
consultar o capítulo 3.6.1; 
▪ A tomada escolhida deve ser parte de uma rede que esteja preparada para receber a carga que 
o equipamento exija, além de prover a estabilidade necessária. A LUTECH recomenda a utilização de 
tomada ligada diretamente em um QGD5 com fio especifico dimensionado na bitola supracitada no 
Capítulo 2.2, deve-se atentar a distância entre o quadro escolhido e a tomada, podendo ser 
necessário estipular bitolas maiores para evitar quedas de tensão, mas caso ocorram, devem estar 
dentro dos limites especificados, entretanto, reitera-se que a bitola especificada já é 
sobredimensionada, mas todo cuidado é importante nesse âmbito; 
▪ É necessário aterramento do equipamento, para minimizar os efeitos destrutivos de descargas 
elétricas, tensões flutuantes devido a falta de referência de tensão 0V, e também aumentar a vida 
útil dos componentes através da equipotencialização da máquina e os referenciais elétricos de cada 
peça. A LUTECH recomenda que o aterramento seja feito por engenheiro elétrico capacitado com 
instrumentação e know-how para lidar com este tipo de prática, aterramentos usando práticas TN-
C, fazendo conexões com o neutro no terra, pode providenciar falsos resultados em medições sem o 
uso de Terrômetros adequados, sendo assim, isto deve ser realizado por professional; 
Caso a rede escolhida não seja capaz de prover a estabilidade citada ou possuir a tensão nominal 
necessária para ligação do equipamento de forma segura, deve-se estudar reposicionamento da 
máquina em local que tenha as condições supracitadas, não cabendo a LUTECH a responsabilidade de 
dispor de profissionais capacitados para realizar esse estudo e readequação em situações de 
contratação de instalação. Entretanto, a LUTECH sempre atuará da melhor forma a resolver a situação 
de forma agradável para ambas as partes e possibilitar o uso de seu equipamento. 
3.2.1. USO DE DISPOSITIVOS ESTABILIZADORES 
A LUTECH não recomenda o uso de dispositivos estabilizadores, devido ao fatode que a situação 
de instabilidade extrapola o equipamento fabricado e assim foge de nosso controle garantir que um 
 
5 Quadro geral de distribuição 
 
 
3 
dispositivo destes pode prover seguramente as tensões e parâmetros necessários ao bom 
funcionamento da máquina. Porém, pode atuar efetivamente através dos canais oficiais para avaliar caso 
a caso e assim encontrar em cooperação com o cliente a solução mais eficiente. 
Temos dois dispositivos principais que atuam desta forma, 
▪ Estabilizadores de tensão; 
▪ No-breaks; 
Os estabilizadores de tensão são mais propensos a gerar resultados pois são utilizados em 
situações de oscilações mais simples, utilizando a potência citada no Capítulo 2.2, pode-se dimensionar 
tal equipamento. 
Caso o cliente deseje optar por um no-break para manter o funcionamento durante períodos de 
desligamento de energia, deve-se recorrer a um profissional habilitado para dimensionar corretamente 
o equipamento. A câmara não possui carga indutiva, dada a ausência de motores, porém devido a carga 
de alta frequência do reator eletrônico que pilota a lâmpada UVC na saída pode ser necessário um no-
break de ondas senoidais puras. 
3.3. RESTRIÇÕES CRÍTICAS 
A câmara asséptica LCA possui algumas contraindicações que são importantes serem 
mencionadas para o uso seguro do equipamento, estas são, 
 
▪ Não manipular quaisquer agentes patogênicos, pois o produto não possui nenhum sistema 
de filtragem e os microorganismos colocariam em risco o operador e a sociedade; 
 
▪ Não realizar processos que envolvam produtos químicos voláteis que sejam tóxicos ou 
radionuclídeos voláteis, devido a não possuir sistema de ventilação com filtração 
adequado a esse uso e a tampa ao fechar poder criar uma atmosfera enclausurada, pode 
expor situações de grande risco; 
 
▪ Não utilizar ar ou gás sob pressão dentro da cabine devido a condições de risco impostas 
pelo mesmo, a pressão pode ocasionar algum acidente e o rompimento de uma lâmpada 
expondo a zona interna a resíduos de mercúrio e vapores de gases como argônio, caso 
seja realmente necessário a utilização desse tipo de item, deve-se estudar o seu uso de 
forma a minimizar os riscos; 
 
 
 
 
3 
▪ É fortemente desencorajado o uso de Bico de Bunsen dentro da cabine, a chama através 
de períodos longos de exposição pode expor a lâmpada UVC que não está muito distante 
a um calor desnecessário e causar seu rompimento, expondo a atmosfera interna do 
produto a produtos como mercúrio, argônio e outros gases. 
 
▪ Não aplicar álcool diretamente no acrílico, deve-se embeber um pano levemente com o 
mesmo caso seja necessário para limpeza e aplicar o pano no acrílico; 
 
 Essas recomendações são necessárias para o uso seguro do equipamento, quaisquer 
dúvidas que forem cabíveis na interpretação dessas, é altamente recomendável que seja feito contato 
com os canais oficiais de suporte e engenharia da LUTECH, que através da cooperação com o cliente vai 
agir da melhor forma para solucionar e encontrar meios de forma que viabilize a operação do 
equipamento. 
 
3.4. BANCADAS 
A seleção da bancada ou estrutura de suporte é devidamente importante para proporcionar um 
ambiente de trabalho estável e na altura ergonômica correta, entretanto não há bancada padrão LUTECH 
disponível para esse equipamento, por ser um item na maioria das vezes utilizado em cima de bancadas 
e os clientes já possuírem local para tal. 
Se realmente necessário a LUTECH poderá provar uma estrutura de suporte de forma 
personalizada para atender a solicitação, nos requisitos desejados. 
 
3.5. CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO 
Usualmente equipamentos laboratoriais possuem procedimentos de certificação específicos para 
início das operações, como por exemplo a grosso modo, 
▪ Cabines de fluxo laminar – certificadas em conformidade com NBR15767 e ISO 14644; 
▪ Cabines de segurança biológica – certificadas em conformidade com NSF49(em regiões 
europeias a norma utilizada majoritariamente é EN12469); 
 
 
3 
Isso é, para início seguro, deve-se contratar uma empresa que seja capaz de efetuar testes in 
loco para determinar se o equipamento é adequado a normativa que rege a classe de equipamentos. 
A LUTECH é capaz de atuar em qualificações tangentes as normas de fabricação de seus outros 
produtos, entretanto, no caso das câmaras assépticas, como eles constituem-se como uma melhoria a 
uma condição já existente em bancadas comuns como citado logo no começo do documento, não há 
normativa que defina e qualifique esse tipo de equipamento, e também não há diretrizes de performance 
para estabelecer quais são os parâmetros que determinam se o produto está qualificado para uso. 
O que é feito para determinar se uma câmara asséptica está apta a ser utilizada para tal finalidade 
é o emprego adequado da lâmpada UVC que atinja boa parte de sua superfície, e tenha uma potência 
razoável por m² de área interna, e a verificação de seus parâmetros de funcionamento(em relação a 
lâmpada UVC) em conjunto com as boas práticas de fabricação e segurança, dito isso, entra em cena as 
normativas gerais para fabricação de máquinas, como NR10, NR12, NBR5413 e normas para mensuração 
de performance de parâmetros isolados, como NHO11(define a luminosidade necessária em cada 
ambiente). 
A razão dessa abordagem vem do fato de que a descontaminação através de lâmpada UVC pode 
ser afetada por diversos fatores, como, 
▪ Tipo de microorganismo; 
▪ Tempo de exposição; 
▪ Distância da fonte de radiação6; 
▪ Comprimento de onda aplicado; 
E baseado no fato de que o equipamento pode ser utilizado para diversos fins e haver 
internamente vários microogarnismos não necessariamente no mesmo espaço de tempo, é difícil 
mensurar o que seria a eficácia/desempenho relacionado a UV para efeito de qualificação e também que 
pela dificuldade de haver um parâmetro estabelecido, ausência de normativa, para mensurar a irradiação 
UV-C utilizando um luxímetro calibrado para faixa de comprimento de onda especifico desse tipo de 
 
6 A luz UV-C é uma forma de radiação não-ionizante, pois contitui-se como onda eletromagnética com 
comprimento de onda majoritariamente invisível. 
Figura 4 - Etiqueta emitida pela LUTECH no final de um processo de certificação em um cliente. 
 
 
3 
radiação. No capítulo Erro! Fonte de referência não encontrada. há uma explicação bastante detalhada d
o funcionamento das lâmpadas germicidas e de seus efeitos. 
Na data atual deste manual, a maioria dos estudos disponíveis referente a dosagem estão em 
língua estrangeira e atualmente não há parâmetros disponíveis para comparação, como por exemplo, 
 
▪ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7273323/ 
o Estudo no uso da radiação ultravioleta para inativação de SARS-CoV-2 e diversos outros vírus similares através 
da aplicação de diferentes comprimentos de onda e apresentação de resultados através de escala logarítmica – 
A instituição NCBI faz parte do NIH, National Institute of Health, órgão federal pertencente ao U.S. Department of 
Health, similar ao Ministério da Saúde no Brasil; 
▪ https://blog.xtralight.com/uv-dosage-for-disinfection 
o Estudo metodologicamente explicado de como funcionam os mecanismos citados anteriormente durante o 
processo de inativação da empresa XtraLight, como forma de promover suas lâmpadas germicidas; 
 
Algumas instituições renomadas como CDC7, IES8, IUVA9, também possuem estudos a respeito. 
 
No Brasil não foi localizado nenhum estudo de instituições regulatórias, apenas estudos 
acadêmicos que não constituem normativa e sim base para estudo em comitês específicos que serão 
formados em um momento futuro para definição de critérios para esse tipo de uso. 
 
Reforça-se também como no caso de quaisquer equipamentos, o usuário/cliente pode definir 
parâmetros de performance e buscar a LUTECH para entregar um equipamento com o resultado 
desejado, através de personalizações ou constataçõesde que o mesmo já tem a performance desejada. 
 
3.6. PROCEDIMENTO DE COMISSIONAMENTO 
Após a avaliação de todos os critérios anteriores e tendo definido os seguintes, 
 
▪ Local e posicionamento; 
▪ Rede elétrica; 
▪ Bancada ou estrutura de suporte; 
▪ Empresa certificadora para assegurar o início das operações (caso necessário); 
 
O usuário pode então prosseguir com o processo final, a instalação câmara asséptica LCA no 
devido local escolhido, na rede elétrica selecionada que proporcione os parâmetros de estabilidade e 
carga necessários, na bancada disponível e em seguida realizar o processo de certificação, caso exigido, 
na data agendada com a empresa onde foi adquirido o serviço. 
 
7 Center for Disease Control and Prevention, órgão federal pertencente ao U.S Department of Health; 
8 Illuminating Engineering Society , sociedade de Engenheiros norte-americanos referente a iluminação; 
9 International Ultraviolet Association, sociedade de técnicos, estudantes e engenheiros referente ao uso 
de iluminação ultravioleta; 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7273323/
https://blog.xtralight.com/uv-dosage-for-disinfection
 
 
3 
Reiterando que, a LUTECH, oferece todos os serviços para comissionamento de seus produtos, e 
caso haja necessidade, está sempre disponível para realizar o atendimento de sua rede de clientes, 
conforme mencionado no capítulo anterior referente a etapa de qualificação. 
O processo de instalação no âmbito completo, se dá da seguinte forma, 
 
A. Avaliação das condições gerais previamente citadas; 
B. Desligamento do disjuntor da máquina previamente separado no QGD; 
a. Nessa etapa é importante a observação de que está sendo considerado que o ponto de tomada para 
ligação está pronto e conectado diretamente a um disjuntor separado no QGD; 
C. Transporte do equipamento até o local selecionado; 
D. Remoção da embalagem do produto com cuidado para não danificar a pintura, caso utilize 
objetos cortantes; 
E. Colocação do equipamento em cima da bancada ou estrutura de suporte selecionado; 
F. Remoção de qualquer trava plástica ou de papel celulósico de alta densidade, caso haja 
nas peças móveis, essas são colocadas para evitar a vibração durante o transporte; 
a. Esses dispositivos são colocados apenas em equipamentos onde é analisado a necessidade, no caso 
da LCA não há esse tipo de item; 
G. Nivelamento através da sapata localizada na parte inferior do equipamento; 
a. O processo está detalhado no capítulo 3.6.2, com as ferramentas e processo que devem ser usados; 
H. Conexão da máquina na rede elétrica selecionada através da tomada; 
I. Limpeza da superfície interna com álcool 70 para realização de uma assepsia inicial, com 
exceção das peças em acrílico, as quais, sujeitas a solventes a longo prazo podem formar 
manchas brancas, para essas sugere-se um pano úmido, do gênero que não solte fiapos 
ou partículas; 
a. O processo de limpeza está melhor descrito no capítulo 6; 
J. Acionamento do disjuntor da máquina do QGD; 
K. Seguir para o capítulo 5 para instrução da operação do painel; 
L. Aguardar a efetiva certificação do equipamento pela empresa selecionada, caso exigido; 
M. Após a aprovação, iniciar as operações planejadas; 
 
 
 
3 
3.6.1. EQUIPAMENTOS COM TENSÃO 127/220V 
Caso o equipamento tenha sido solicitado com tomadas de diferente tensão do equipamento, 
como 127 VAC, o local deve ser previamente preparado com uma tomada industrial de 4 pinos em 
conformidade com a NBR IEC 60309-1:2015, como nas imagens abaixo, 
 
Para tal, a LUTECH disponibiliza ambos os conectores em e com seu equipamento, sendo o plugue 
macho instalado em nosso equipamento, e o receptáculo fêmea, do modelo SOBREPOR, apenas 
acompanhando o produto, para ser instalado no local. É de extrema importância que a instalação do 
receptáculo fêmea seja realizada de forma espelhada ao plugue macho, conforme imagem seguinte. 
 
 
 
3 
3.6.2. REGULAGEM DE NÍVEL 
Para realizar o ajuste de nível do equipamento, pode-se 
recorrer as sapatas localizadas na parte inferior, são fixadas 
utilizando uma porca sextavada 5/16” UNC, acionada por chave 
13mm. Em fábrica é realizado o ajuste de nível do equipamento 
e um sistema de porca e contraporca para fixação e travamento, 
dessa forma o equipamento chega até o cliente já regulado. 
A porca superior é solta e não faz parte da estrutura do 
equipamento, logo para realizar o ajuste, basta solta-la com 
uma chave combinada, como na imagem ao lado. 
Após realizada a liberação da porca superior, utiliza-se 
a mesma chave para poder regular a altura acionando a porca 
inferior, conforme os sentidos abaixo, 
 
 
 
 
 Realizada a regulagem em cada ponto com o auxílio de uma ferramenta de nível devidamente 
calibrada, basta travar a porca superior e o nivelamento estará fixo.
 
 
4 
4. RECURSOS DO EQUIPAMENTO 
Para procedimento de assepsia efetivo dentro da área de trabalho e sua utilização o equipamento 
dispõe de alguns componentes, os quais serão tratados abaixo. Reforça-se que componentes adicionais, 
específicos de uma aplicação ou proposta comercial, inseridos por personalização, podem não estar 
descritos aqui e sim em um folheto técnico a parte, discorrendo sobre a ferramenta em questão. 
 
4.1. LÂMPADAS 
O equipamento possui duas lâmpadas, podendo ser equipando com mais unidades e recursos 
caso necessário, 
▪ Lâmpada de tecnologia LED, branca – 6500K; 
▪ Lâmpada de tecnologia de descarga de gás em baixa pressão de Hg10, UV-C; 
E será discorrido sobre ambas logo abaixo, em especial a lâmpada UV-C que merece atenção 
especial devido a sua natureza e complexidade. 
 
4.1.1. LÂMPADA UV-C 
4.1.1.1. CARACTERÍSTICAS DA RUV11 
A lâmpada de luz ultravioleta UV-C, também denominada germicida, gera ondas em uma faixa de 
luz não visível com comprimento de onda de pico 254nm e uma luz secundária de cor azul, com 
comprimento levemente acima de 400nm, que dá característica de cor visível da ultravioleta. A inativação 
viral ou morte celular pela exposição à luz UV é resultado da formação de dímeros de timina no DNA dos 
agentes, impedindo a sua correta transcrição. O DNA humano também pode ser danificado pelas ondas 
de 254 nanômetros e, por isso, a exposição à luz deve ser evitada ao máximo. 
 
 
10 Sigla utilizada para representação do elemento químico Mercúrio. 
11 Sigla utilizada para denominar Radiação Ultravioleta. 
Figura 5 - espectro de luz, com denotação dos comprimentos de ondas visiveis/invisiveis 
 
 
4 
 
Na Figura 5 pode-se observar o espectro de radiação eletromagnética completo, onde a faixa de 
400nm a 750nm apresenta se como visível para a visão humana, entretanto existem condições atípicas 
onde pessoas que não possuem lente no bulbo ocular, uma condição denominada afacia, que permitem 
a visualização da faixa entre 300-400nm, a qual é bloqueada pela própria lente, percebendo então 
radiações UV próximas como um violeta/azul esbranquiçado. A córnea é responsável por bloquear 
comprimentos de onda inferiores a 300nm. 
Entretanto, não é qualquer UV que promove a inativação viral, o espectro UV ocorre entre 10nm e 
400nm, sendo classificado em 3 principais zonas, existindo outras, porém não são partes do escopo de 
nossa explicação e não somam informações relevantes, 
▪ UV-A: 315-400nm; 
▪ UV-B: 280-315nm; 
▪ UV-C: 100-280nm; 
Definindo os com base na fonte natural que aparecem, emitidos pelo sol, os raios na faixa de UVA 
penetram a atmosfera em sua totalidade e não são causadores de grandes danos ao corpo humano, 
causando vermelhidão e indiretamente contribuindo para doenças de pele através de radicais livre que 
são gerados devido a sua grande penetração na derme. Uma das fontes mais icônicas conhecidas são 
as luzes negras, que operam entre 380 e 420nm, sendo parcialmente visíveis. 
Os raios na faixa UVB são majoritariamente bloqueados pela camada de ozônio e são mais 
perigosos ao corpo, por possuíremum comprimento de onda mais curto, podem causar danos diretos 
ao DNA dependendo do tempo de exposição. A depreciação da camada de ozônio devido aos gases 
halogenados é altamente preocupante devido a permitir a entrada percentual de mais raios desse tipo 
até a superfície terrestre. 
Já os raios UVC são bloqueados quase que sua totalidade pela camada de ozônio, sendo também 
responsáveis pela sua restauração através do processo de bloqueio, onde são absorvidos e sua energia 
utilizada no processo, assim, devido a esse fato, a porcentagem que atinge a superfície terrestre é 
mínima e seus efeitos são conhecidos devido a utilização com fontes artificias como as lâmpadas 
germicidas. Seu comprimento de onda é curto e não atinge camadas internas da derme humana ou partes 
oculares, entretanto, é de alta energia e capaz de causar rapidamente alterações energéticas nas 
estruturas de DNA das células, o que favorece a inativação viral e ao mesmo tempo oferece bastante 
risco à pessoas caso aplicada de forma incorreta, por ser diretamente carcinogênico. 
Assim, em relação ao equipamento, de forma alguma a câmara poderia ser aberta com a luz UV 
acionada e para que não ocorra esse problema, o equipamento impede o funcionamento da lâmpada 
quando a porta móvel for acionada por, através de um sensor localizado na porta frontal( o qual pode 
ser melhor visualizado na Figura 7), interrompendo sua passagem de energia. Com a porta frontal 
fechada, o nível de exposição a radiação UV-C é mínimo devido a dois fatores, 
 
 
 
4 
▪ Refletividade da superfície; 
▪ Capacidade de absorção do material; 
 
Os dois em conjunto através do revestimento de material acrílico transparente e da superfície de 
baixa refletividade de aço 1020 com pintura epóxi branca ou aço inox 304 escovado atuam minimizando 
esse efeito destrutivo e permitindo que o profissional utiliza a lâmpada dentro de um ambiente 
laboratorial com segurança. 
Entretanto, além dos riscos associados, deve-se entender as limitações do uso desse tipo de 
recurso, como que por se tratar de uma luz, pode ser bloqueada por objetos e assim ter pontos não 
suscetíveis a assepsia da lâmpada UVC, logo, o usuário deve manter sempre um local amplo e bem limpo 
para que a mesma possa atuar sem o problema de ser bloqueada. 
Há também certos limites a sua capacidade de inativação, agentes priônicos, compostos por 
proteínas, não são inativados pela luz UV, pois não possuem material genético, e por isso, ao manipular 
estes agentes, deve se considerar o uso de outros descontaminantes, e claro, entender que doenças 
priônicas são altamente contagiosas e devem ser lidadas em local adequado com as barreiras de 
biossegurança adequadas. 
 
4.1.1.2. CONSTRUÇÃO DA LÂMPADA UV-C 
Atualmente, a tecnologia disponível possui uma eficiência baixa, algo entre 30-40% de eficiência 
e trabalham com descarga de gás similar a lâmpadas fluorescentes, mas não possuem o revestimento 
de fosforo que é o responsável por produzir a luz visível das lâmpadas comuns residenciais 
fluorescentes. Internamente possui uma mistura de gases, comumente mercúrio e argônio, que ao 
aplicar tensão e corrente de uma forma especifica produzem um arco entre os polos da lâmpada ioniza 
o gás interno e produz a irradiação desejada. 
O tubo externo não é feito de vidro e sim de quartzo ou comumente também Vycor 7913 devido a 
propriedade do vidro de absorver praticamente toda a radiação UVC. Apresenta-se em diversos modelos 
geométricos, porém a essência de funcionamento é a mesma. 
São semelhantes as lâmpadas fluorescentes comuns também pela necessidade de uso de 
reatores eletrônicos para poder controlar a partida, devido a exibir características de alta corrente e 
instabilidade durante a mesma devido à natureza da tecnologia. 
 
 
4 
Tomando como base para exemplificação a lâmpada de modelo TUV 15W SLV25 - TUV T8, da marca 
Philips Lightning, com seus dados retirados do datasheet, faz-se diversas observações constatando as 
afirmações realizadas anteriormente, 
▪ A potência da lâmpada especificada é de 15,5W(vermelho), entretanto, a potência disponível em 
radiação UV é de 4,9W, isso resulta em uma eficiência de 31%; 
▪ A vida útil especificada é em torno de 9000hrs, para maiores informações vid. capítulo 4.1.1.3; 
▪ O diagrama de distribuição de potência por comprimento de onda permite analisar que a maior 
parte de sua emissão está na faixa de 254nm; 
▪ Há partes de sua emissão localizados no espectro visível, acima de 400nm, o que se caracteriza 
pela cor que é observado durante seu acionamento. 
 
4.1.1.3. VIDA ÚTIL 
A vida útil de lâmpadas germicidas pode ser um tanto complexo de mensurar, assim como 
lâmpadas fluorescentes, dependem de um componente externo denominado reator eletrônico, 
responsável por sua partida e por manter as características do gás ionizado interno da lâmpada estáveis 
devido ao controle de componentes elétricos. Para discorrer sobre esse assunto e esclarecer diversas 
dúvidas irá utilizar-se o datasheet mencionado anteriormente da lâmpada TUV 15W SLV25 - TUV T8. 
O tempo especificado em horas da lâmpada, é de 9000hrs, essa é uma enfatização importante de 
ser feita, pois a lâmpada é especificada para esse dado tempo, entretanto, o acionamento da mesma 
Figura 6 - dados técnicos e distribuição de potência por 
comprimento de onda em lâmpada TUV 15W SLV25 - TUV 
T8(45cm) - lâmpada da câmara asséptica LCA-600 
 
 
4 
depende de um segundo componente e esse também entra no cálculo de sua vida útil, e o mesmo não é 
mensurado vida útil para nenhum fabricante, até mesmo reatores designados da Philips Lightning para 
trabalhar com essa lâmpada não possuem vida útil em seus datasheets, e isso possui uma razão 
especifica. 
Como mencionado, a irradiação UV causada pela lâmpada é devido a um gás preso internamente 
no tubo e devido a isso há características relacionadas a natureza desse tipo de acionamento que 
dependendo da forma que a lâmpada é aplicada podem reduzir drasticamente a vida útil. Ao ser acionado, 
o reator eletrônico faz um controle de variáveis elétricas para assim promover a iluminação da lâmpada, 
sendo a partida e desligamento as etapas mais problemáticas do ciclo, assim, caso a mesma seja 
aplicada em situações de constante liga/desliga, acionamentos sequenciais de baixo período, que é o 
caso de câmaras assépticas, cabines de segurança biológicas e cabines de fluxo laminar, pode-se 
comprometer drasticamente a vida útil, entretanto, esse é um mal necessário, a radiação por si se usada 
em períodos longos pode expor pessoas a um risco desnecessário. 
O tempo de vida, considerado a vida útil da lâmpada e os seguintes parâmetros, 
 
▪ Horas uteis de trabalho diárias: 8 horas; 
▪ Vida útil do sistema UV: 9000hrs; 
 
Deveria ser de até 1125 dias, que resultam em aproximadamente três anos. 
 
Tendo em vista a experiencia que a empresa LUTECH tem com suscetíveis usos de lâmpadas 
germicidas em seus produtos, estima-se que o sistema UV dos equipamentos dure em torno de um a 
dois anos, pelos fatores previamente citados. É uma faixa consideravelmente grande, entretanto, deve-
se considerar que itens como reatores eletrônicos, lâmpadas germicidas não são passiveis de garantia, 
devido a incapacidade dessa situação ser passível de controle da LUTECH, logo, independente do tempo 
de duração a LUTECH recomenda sempre a aquisição de componentes sobressalentes para uma 
eventual manutenção e que seja feito um acompanhamento da lâmpada, visando suas características 
qualitativas, como diminuição na intensidade, efeito de piscamento(blinking) e 
acionamento/desacionamento anômalo. 
Sistemas elétricos com oscilações de energia podem causar danos a componentes eletrônicos 
sensíveis como reatores, pequenos surtos causados pela ligação utilizada nesses sistemas de 
desinfecção que não são absorvidos pela rede elétrica de forma adequada são fatores para causar 
problemas precocemente,salvo claramente situações envolvendo componentes danificados logo na 
expedição da fábrica, não detectados no processo de qualidade ou durante o transporte, as quais 
enquadram-se como acionamento da garantia de fabricação. 
 
 
4 
Caso seja um defeito recorrente, é importante que o problema seja levado aos canais de suporte 
técnico da LUTECH para análise e solucionamento, tendo em mente sempre que a LUTECH irá sempre 
atuar de forma a encontrar a melhor solução para cada cliente. 
 
4.1.2. LÂMPADA DE LUZ BRANCA 
O equipamento vem com uma fonte de iluminação branca, com temperatura em média de 6500K, 
do tipo LED, sem capacidade de controle de intensidade. Testes são realizados em fábrica garantindo 
sempre níveis de iluminância superiores a 500 lux, alinhando-se com as normas NHO12, em específico a 
número 11, promovendo assim um ambiente de trabalho com conforto visual. 
 
4.2. SENSORES 
Como citado anteriormente, o equipamento possui um sensor para tornar o uso da lâmpada UV 
mais seguro e no caso das câmaras assépticas LCA, diferente das cabines com portas guilhotinadas, 
existe apenas um sensor, já que a porta móvel é basculante e possui uma altura fixa de trabalho. 
Esse, já citado anteriormente no texto, não permite que a lâmpada UV-C seja acionada com a 
porta móvel levantado, garantindo assim a segurança do usuário. 
 
Sensor dividido em duas partes, uma magnética e acoplada a porta frontal basculante e outra 
fixa, que faz a leitura da parte móvel, assim que ambos são separados dada uma distância, comunica-se 
a controladora ou aciona-se o circuito elétrico responsável pelo interrompimento do fornecimento de 
energia para lâmpada UV-C. 
 
 
12 Normas de Higiene Ocupacional da Fundacentro 
Figura 7 - sensor da porta frontal em realce 
 
 
4 
4.3. RECURSOS AUXILIARES 
Alguns recursos do equipamento são auxiliares, não são obrigatórios para o funcionamento da 
máquina, e portanto, classificados dessa forma, esses são: 
 
❖ Tomadas auxiliares internas; 
❖ Válvulas laterais internas - não presente no modelo padrão, porém podem ser integrados 
a máquina em qualquer local caso necessário para o processo do usuário final, deve ser 
negociado comercialmente antes da aquisição; 
 
Reiterando que toda a linha de produtos é personalizável e essas solicitações são encaminhadas 
a nossa equipe de Engenharia, avaliando a necessidade de criar outro produto ou realizar as 
modificações na mesma linha para atender todo o escopo desejado por nossos clientes. 
As tomadas auxiliares são fornecidas como padrão, com as seguintes especificações, 
 
▪ Sem proteção IP; 
▪ Mesma tensão do equipamento; 
▪ De acordo com a normativa NBR14136; 
▪ 2 unidades; 
▪ Padrão de 10A; 
 
 
Entretanto, caso, seja desejável, podem ser disponibilizadas em tensões diferentes da tensão do 
equipamento, como 127V(ver capítulo 3.6.1), ou ainda, com grau de proteção IP44(Erro! Fonte de r
eferência não encontrada.) e em maior número e quantidade. Atualmente o painel de controle desta linha 
Figura 8 - Tomadas auxiliares padrões 
 
 
4 
não contempla controle dessas tomadas, porém é planejado para o futuro a incorporação de um sistema 
de controle acessível pelo painel principal. 
 
4.3.1. PORTA FRONTAL 
 Por padrão, a porta frontal é um sistema manual basculante, com puxador em aço 1020 pintado 
eletrostaticamente na mesma tintura da estrutura para que o usuário possa manipula-la, construída em 
acrílico cast 100%, altamente resistente a UV, com espessura de 4mm, com abertura conforme Capítulo 
2.2 . Caso seja desejável pode ser confeccionado em outros materiais e com um sistema semiautomático 
ou automático de abertura e também em outros materiais, além de poder ser implementado um sistema 
de guilhotina ao contrário do basculante, fornecido por padrão. 
 
 
 
 
5
5 
5. OPERAÇÃO DO PAINEL 
 
5.1. PAINEL DE CONTROLE ANALÓGICO DE BOTÕES 
Para correta operação do equipamento, favor atentar-se primeiro a que o equipamento esteja 
ligado na tomada com a tensão correta e que a tomada possua aterramento, além de ter se certificado 
de que todos os passos de comissionamento foram realizados. 
O painel analógico possui um design simplista e fácil de utilizar, com botões luminosos e 
indicadores de finalidade para cada acionamento, o que somado torna seu uso bem intuitivo. 
 
 
A desvantagem de utilização deste painel de controle é que ele não dispõe de sistema que faça 
temporizações com a lâmpada UV-C, assim, a regulamentação de quanto tempo cada ciclo de assepsia 
será realizado é controlado manualmente. 
Os sistemas de proteção para a porta móvel e a lâmpada UV-C permanecem o mesmo. 
 
 
 
5 
5.2. PAINEL DE CONTROLE DIGITAL MICROPROCESSADO LCD 1,8” GRÁFICO 
 
 
1. Botão menu/selecionar 
• Para acionar e desacionar as funções do equipamento; 
• Para acessar o menu do usuário através do aperto de 2 segundos; 
• Para voltar ao nível anterior das opções do menu; 
• Para configurar os parâmetros da máquina; 
 
2. Botão de seta para cima (▲) e para baixo (▼) 
• Mova as opções do menu para cima e para baixo. 
• Aumente e diminua o valor correspondente dentro de uma das opções do menu. 
• Mova a janela de faixa para cima e para baixo. 
• Acessando o cronômetro e experimento timer função. 
 
 
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5.2.1. FLUXOGRAMA 
 
 
 
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5.2.2. OPERAÇÃO 
 
Para correta operação do equipamento, favor atentar-se primeiro a que o equipamento esteja 
ligado na tomada com a tensão correta e que a tomada possua aterramento, além de ter se certificado 
de que todos os passos de comissionamento foram realizados. 
Outra observação importante a ser realizada é que a controladora utilizada nesse modelo de 
produto é similar a utilizado nos produtos LPCR, logo as imagens das telas usadas são as mesmas 
do manual desse produto. A opção de MOTOR é apenas removida devido a não existência de um 
motoventilador no equipamento LCA. 
 
Seguem passos para utilização, 
 
1) Para ligar o equipamento, deve-se acionar o botão na parte frontal como na imagem 
abaixo, ele deve acender indicando que o equipamento agora se encontra ligado; 
2) O painel do equipamento será carregado, calibrando o(s) sensor(es) de pressão; 
3) A tela padrão para operação do equipamento é a seguinte, para navegação existem os 
botões “UP”, “DOWN” e “SELECT”; 
 
 
UP = altera a posição do cursor para cima e altera valores; 
DOWN = altera a posição do cursor para baixo e altera valores; 
SELECT = seleciona os equipamentos a operar e acessa o menu de usuário; 
 
 
 
5
5 
Ao pressionar o botão SELECT quando o curso está na opção LED, aciona-se a lâmpada branca 
LED, alterando para ON o indicador no painel, como na imagem acima, Para desligar a lâmpada basta 
pressionar SELECT mais uma vez. 
Para acionar os outros componentes do equipamento, utilizamos as teclas UP e DOWN 
juntamente da tecla SELECT, como feito anteriormente, entretanto, quando se trata da lâmpada UV deve-
se atentar ao seguinte: 
 
➢ A lâmpada UV só pode ser acionada com a porta abaixada, o equipamento possui um 
sensor inferior que impede que a porta esteja levantada e a lâmpada UV-C acionada, 
protegendo assim o operador; 
 
Há também a opção de regular um tempo padrão que a lâmpada UV deve ficar ligada, 
padronizando assim os procedimentos do laboratório e assim permitindo que ao ligar seja executada 
uma descontaminação com tempo pré-programado. Para tal, temos as seguintes opções, 
 
Existem duas opções para alteração desse tempo: 
A. Alteração manual, sem reconfigurar o tempo padrão; 
B. Alteração do tempo padrão; 
 
Para opção A, basta pressionar o botão SELECT na opção TMR, e logo em seguida utilizar os 
botões UP e DOWN para aumentar ou diminuir o tempo de acionamento da lâmpada UV, caso seja deixado 
em OFF, a lâmpada ficará ligada continuamente, o que não é recomendado, entretanto, pode ser utilizado 
em alguns casos caso o cliente opte pela opção.É importante ressaltar, que quando o tempo escolhido atingir o zero, a opção retornará ao 
parâmetro OFF, devendo ser configurado novamente o tempo. 
Para se fixar um tempo padrão, deve-se recorrer a opção B, pressionando o botão SELECT por 3 
segundos e liberando-o acessa-se o menu do usuário, conforme imagem abaixo, 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
O menu do usuário tem as seguintes opções: 
➢ VOLTAR - retorna ao primeiro MENU; 
➢ MENU FAB. - acesso restrito ao fabricante; 
➢ T. UV - temporizador para configuração padrão do tempo de acionamento da lâmpada UV; 
 
Para fixar-se o valor de acionamento, deve-se navegar até a opção T. UV e escolher o tempo 
padrão, logo em seguida, reiniciar o equipamento através do botão da chave geral e assim verificar se o 
tempo apareceu na tela principal. 
Dessa forma, toda vez que a lâmpada for acionada, ela permanecerá ligada o tempo escolhido no 
parâmetro T. UV, podendo o usuário desliga-la antes, e quando o tempo alcançar o zero, retornará ao 
parâmetro estabelecido no T. UV, mantendo assim, um tempo padrão. 
Por último, deve-se observar que onde está escrito FILTRO: 0% não há utilidade no modelo LCA, 
sendo um parâmetro utilizado pelo produto LPCR apenas, como mostra a imagem abaixo. 
 
 
5
5 
 
 
Atualmente a LUTECH está implementando mudanças em seus controladores para promover 
maior controle sobre o tempo de uso de cada item presente no equipamento, como horímetros, que 
permitirão o controle da vida útil dos componentes do equipamento. 
 
 
 
6 
6. CUIDADOS PARA OPERAÇÃO E LIMPEZA 
O procedimento de limpeza deve ser realizado antes do uso, através de técnicas com algodão ou 
gaze embebido em álcool 70%(desinfetantes de limpeza geral também podem ser utilizados), evitando a 
aplicação direta de álcool nos visores e portas de acrílico, pois devido a natureza do material, esse sofre 
efeito de esbranquiçamento acelerado dada a agressividade do solvente. Após a aplicação, deve-se 
expor o ambiente interno do equipamento a lâmpada UV-C, que no caso da câmara asséptica LCA faz 
parte do procedimento de uso do equipamento. 
Finalizado as operações, deve-se fazer o procedimento reverso, expor a área de trabalho à luz 
UV-C num tempo programado, de preferência similar ao tempo usado antes do uso, para efeito de 
padronização e similaridade de resultados. 
Deve-se ter o devido cuidado na aplicação de solventes de limpeza fora álcool 70°(exceção a 
desinfetantes de uso geral), pois podem ser agressivos para tanto a pintura como acrílico, além de ter 
bastante zelo durante limpeza de áreas como próximo ao sensor, pois são zonas elétricas, porém 
encapsuladas e de baixa tensão em conformidade com NR12. 
 
Resumidamente, para um uso diário, 
 
1) Ligar o equipamento; 
2) Executar a limpeza com álcool 70% do interior da câmara; 
3) Expor o interior a luz ultravioleta no período estabelecido pelo laboratório; 
4) Aguardar o período; 
5) Iniciar os procedimentos laboratoriais intendidos a serem usados no equipamento inicialmente; 
6) Finalizar os procedimentos; 
7) Expor o interior a luz ultravioleta no período estabelecido pelo laboratório; 
8) Executar a limpeza com álcool 70% do interior da câmara; 
9) Desligar o equipamento; 
10) Remover o plug da tomada caso não seja usado mais durante o dia; 
 
Deve-se tomar cuidado durante o momento de operação com: 
❖ Materiais plásticos ou com cobertura plástica não devem ser expostos à luz UV; 
❖ Derramar o desinfetante na pele ou roupa; 
❖ Manter a ventilação adequada nas grelhas de saída; 
❖ Não deixe desinfetantes com grande concentração de cloro livre em contato com a superfície de aço 
inoxidável da cabine por período prolongado, pois poderá haver corrosão da superfície; 
 
Caso esse tipo de equipamento seja exposto a algum patógeno, recomenda-se a 
descontaminação completa. A falha em capacidade técnica para realização dessa descontaminação pode 
expor diversos grupos da sociedade ao risco de contaminação. 
 
 
6 
 
A LUTECH pode fornecer auxilio a empresas contratadas para realização dessa descontaminação 
ou para pessoal interno durante este processo, através de consultoria e orientação para que não haja 
movimentos ou ações tragam o risco ao local e aos usuários. 
É de suma importância enfatizar que o laboratório deve adotar os próprios procedimentos de 
descontaminação e de operação, prezando sempre pela segurança de seus colaboradores e encarando 
os dados supracitados como recomendações e não regras para a efetivo manuseio do equipamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
7. MANUTENÇÃO 
Para as manutenções corretivas procure sempre uma assistência técnica LUTECH, não deixe que 
terceiros sem qualificação técnica adequada venham danificar ou mudar as características originais do 
equipamento. Como este trata-se de manual de usuário, foge ao escopo disponibilizar procedimentos 
operacionais padrões para executar manutenções corretivas, podendo colocar usuários inexperientes 
em riscos desnecessários, caso seja desejável ter acesso a estes documentos, o cliente em posse de 
sua nota fiscal poderá solicitar mediante conta e risco. 
As cabines de LCA são desenvolvidas para proporcionar o mínimo, quase zero, de manutenções 
preventivas, deixando o usuário apenas com as limpezas de rotina e seus próprios procedimentos de 
uso, logo não há orientações referente a parte de preventivas. 
Salvo menções referente a corretivas realizadas na próxima seção. 
 
7.1. CORRETIVAS 
Como citado anteriormente, é recomendável que as operações corretivas no equipamento sejam 
realizadas somente por uma assistência técnica LUTECH ou técnico credenciado, sob risco de perda de 
garantia caso seja realizado por profissional inexperiente e acarreta em danos ao mesmo. 
E no caso da contratação de profissional sob responsabilidade do cliente, esse pode solicitar e 
requisitar ao suporte técnico da LUTECH para acompanhar o procedimento e fornecer os POP’s13 
necessários, garantindo a execução com segurança do início até o fim do processo 
As seguintes ações caracterizam-se como corretiva e podem exigir o acompanhamento, 
 
❖ Manutenção em quaisquer partes elétricas, cabeamento, tomadas ou controladora, troca 
de lâmpadas; 
❖ Substituição de peças danificadas, em situações como dano durante a logística, dentre 
outros; 
 
 
 
 
13 Procedimento operacional padrão, documento interno da LUTECH demonstrando os processos a serem 
realizados para determinado equipamento ou produto 
 
 
8 
 
8. ARMAZENAMENTO 
Na situação da câmara permanecer inativa por um período prolongado, acima de uma semana, 
deve-se realizar o seguinte procedimento, 
 
1) Feche a janela frontal completamente, vedar a parte inferior e a entrada superior de ar 
com um plástico limpo, caso for possível, vedar a janela frontal também completamente; 
2) Desligue o equipamento da rede elétrica e assegure-se que o equipamento não será 
movido; 
3) Assegure-se também que o equipamento não está sendo armazenado em locais úmidos 
ou com temperaturas extremas; 
 
Antes da ativação do equipamento, é sugerido que se refaça a análise de comissionamento inicial 
para verificar se as características planejadas ainda se mantem até a data, com nova certificação e 
revalidação do todo, assim assegurando que durante o armazenamento não foram realizados danos e a 
máquina se encontra em bom estado de conservação. 
 
 
 
 
 
 
 
TERMO DE GARANTIA 
 
A LUTECH oferece garantia contra defeitos de fabricação por um período de 12 meses contados a partir da data de 
emissão da nota fiscal, fatura da fábrica ou do distribuidor/revendedor. Devem ser satisfeitos também os seguintes requisitos: 
transporte, manuseio e armazenamento adequado, instalação correta em ambiente sem presença de agentes agressivos, 
operação dentro dos limites de suas capacidades; realização periódica das devidas manutenções preventivas; realização de 
reparos e/ou modificações somente porpessoas autorizadas pela LUTECH. 
 
O termo de garantia dos produtos LUTECH não poderá ser requerido mediante as seguintes situações: 
 
▪ Danos causados durante transporte, ou instalação por empresas externas; 
▪ Produtos sem número de série ou números de série danificados; 
▪ Produtos ao qual a LUTECH não recebeu o pagamento; 
▪ Problemas que resultem de: 
o Causas externas como acidente, usos para fins não-especificados, problemas com a rede elétrica do 
cliente ou condições severas do ambiente; 
o Reparos realizados por empresas não autorizadas pela LUTECH; 
o Falha em seguir as orientações do produto; 
o Falha em realizar manutenções preventivas; 
o Problemas causados por peças não autorizadas pela LUTECH; 
o Danos causados por fogo, enchentes ou força maior; 
o Modificações realizadas pelo usuário na máquina; 
▪ A LUTECH não se responsabiliza por danos causados a equipamentos guardados ou utilizados dentro de nosso 
produto, se os equipamentos possuem um alto valor, recomenda-se ao usuário utilizar medidas externas 
preventivas para evitar possíveis danos. 
▪ Durante o período de garantia contratual, a LUTECH não se responsabiliza pelo frete dos produtos até a 
assistência técnica, nem pelo deslocamento de equipe própria ou terceirizada, caso a opção do cliente seja o 
atendimento in loco. 
 
Este termo de garantia está baseado no Código de Defesa do Consumidor. Lei nº. 8.078 de 11 de setembro de 1990. Para 
sua tranquilidade, preserve-o junto ao Documento Fiscal de seu produto em local de fácil acesso. 
 
▪ O reparo e/ou substituição de peças ou produtos a critério da LUTECH durante o período da garantia, não 
prorrogará o prazo da garantia original. 
 
 
 
Rua João Mesquita, 1344 – Parque Industrial 
15025-035 - São José do Rio Preto – SP 
Fone: +55 (17) 3209-2100 
E-mail: sac@lutech.com.br 
www.lutech.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nº NOTA FISCAL SÉRIE 
 
CPF/CNPJ DO CLIENTE 
 
PRODUTO 
 
DATA DE AQUISIÇÃO 
 
Nº SÉRIE DO PRODUTO 
 
REVENDEDOR

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