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<p>Ergonomia</p><p>Histórico</p><p>Histórico</p><p>George Elton Mayo foi um psicólogo australiano, professor sociólogo e</p><p>pesquisador das organizações.</p><p>Australinao</p><p>1880 - 1949</p><p>ERGONOMIA NO BRASIL</p><p>A Cadeirologia e o Mito da Postura Correta</p><p>As péssimas condições de trabalho na</p><p>mineração e na indústria siderúrgica na</p><p>Europa levaram, durante os anos 1960, a</p><p>estudos visando a diminuir a alta carga de</p><p>trabalho físico.</p><p>Dessas experiências iniciais brotaram diferentes escolas da</p><p>ergonomia na Itália, França, Inglaterra e Alemanha</p><p>(THEUREAU, 1974; TORT, 1974).</p><p>Elementos sobre a introdução da ergonomia no Brasil</p><p>Para visualizar o estado da arte da ergonomia no</p><p>Brasil atualmente, é fundamental compreender</p><p>os rumos do seu desenvolvimento e suas</p><p>ramificações disciplinares em nosso país.</p><p>Dessa forma, temos de voltar ao início dos anos 1970, quando</p><p>pesquisadores da área de design trouxeram pesquisadores de</p><p>outros países para seminários sobre ergonomia. Foram</p><p>convidados professores da Europa (entre eles Alain Wisner) e</p><p>dos EUA. Nesse primeiro movimento, a realização desses</p><p>seminários culminou com a criação da Associação Brasileira de</p><p>Ergonomia (Abergo), em 1983 (MORAES; MACEDO, 1989;</p><p>LUCIO et al., 2010).</p><p>Outro ponto interessante da história da ergonomia no Brasil é a</p><p>fundação da Associação Brasileira de Ergonomia – ABERGO, em 1983.</p><p>Ela é uma entidade que congrega os diversos núcleos de ergonomia</p><p>no país, por meio da divulgação de conhecimentos produzidos pela</p><p>área (como o congresso brasileiro de ergonomia) e da</p><p>normalização da ergonomia enquanto categoria profissional.</p><p>Atualmente, a ABERGO realiza um trabalho de certificação dos</p><p>profissionais e núcleos de pesquisa voltados para a ergonomia (para</p><p>maiores informações, visite o sítio www.abergo.org.br).</p><p>Um segundo movimento fundamental foi a elaboração e</p><p>publicação da segunda versão da Norma</p><p>Regulamentadora 17, no ano de 1990, que instituiu a</p><p>obrigatoriedade da Análise Ergonômica da Atividade</p><p>(AET). A NR-17 foi elaborada por auditores fiscais do</p><p>trabalho, que haviam se formado na escola de Wisner.</p><p>Vivia-se, na época, “epidemia de casos de</p><p>tenossinovite” em digitadores (e outras categorias,</p><p>como trabalhadores da indústria de autopeças</p><p>(BARREIRA, 2003), sob alta carga e intensidade do</p><p>trabalho.</p><p>A elaboração da Norma Regulamentadora 17 envolveu</p><p>inúmeros agentes públicos, da fiscalização do trabalho</p><p>e da pesquisa, associados a sindicalistas, para conter e</p><p>prevenir agravos diretamente associados ao modo de</p><p>organização do trabalho. Esse movimento coletivo já</p><p>apontava para o caráter público que a ergonomia</p><p>assumia e manteve até os dias de hoje.</p><p>É preciso reconhecer o papel da NR-17 no</p><p>desenvolvimento da disciplina e na consolidação da</p><p>comunidade profissional de ergonomistas, a partir da</p><p>imposição da realização da AET por parte das</p><p>empresas; o que mostra a grande influência da</p><p>Ergonomia da Atividade no país.</p>