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Introdução à 
Segurança do Trabalho
Professor Mestre Especialista
Yutaka Mario Kobayashi Júnior
Diretor Geral 
Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino e Pós-graduação
Daniel de Lima
Diretor Administrativo 
Eduardo Santini
Coordenador NEAD - Núcleo
de Educação a Distância
Jorge Van Dal
Coordenador do Núcleo de Pesquisa
Victor Biazon
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Projeto Gráfico e Editoração
André Oliveira Vaz
Revisão Textual
Kauê Berto
Web Designer
Thiago Azenha
UNIFATECIE Unidade 1
Rua Getúlio Vargas, 333,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 2
Rua Candido Berthier
Fortes, 2177, Centro
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 3
Rua Pernambuco, 1.169,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 4
BR-376 , km 102, 
Saída para Nova Londrina
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
www.fatecie.edu.br
As imagens utilizadas neste 
livro foram obtidas a partir
do site ShutterStock
FICHA CATALOGRÁFICA
FACULDADE DE TECNOLOGIA E 
CIÊNCIAS DO NORTE DO PARANÁ. 
Núcleo de Educação a Distância;
JÚNIOR, Yutaka Mario Kobayashi.
Introdução à Segurança do Trabalho.
Yutaka. Mario Kobayashi Júnior.
Paranavaí - PR.: Fatecie, 2020. 116 p.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária
Zineide Pereira dos Santos.
AUTOR
Professor Mestre Especialista Yutaka Mario Kobayashi Júnior
● Mestre em tecnologias limpas pelo Centro Universitário de Maringá (2019);
● Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Esta-
dual de Maringá (2010);
● Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Maringá (2007);
Atua como docente de engenharia civil há 11 anos. É professor de engenharia civil 
e arquitetura no Centro Universitário UniFatecie (2018 até o momento) em 2020 começou 
a fazer parte do Núcleo Docente Estruturante do curso de engenharia civil da UniFatecie. 
Área acadêmica de atuação: Estruturas e todas subáreas. 
Link Lattes: http://lattes.cnpq.br/0913796918242414
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
A disciplina de Introdução à Segurança do Trabalho tem como objetivo principal 
proporcionar conhecimentos prevencionistas na formação acadêmica do aluno, de forma 
que	eles	possam	exercer	suas	atividades	profissionais	de	 forma	prudente	e	consciente.	
Para tanto, apresentamos tópicos que abordam as exigências normativas para que o traba-
lho seja realizado com o mínimo de risco possível para o colaborador e a empresa. Explore 
conosco as páginas a seguir e faça parte desse seleto grupo que executa suas ações de 
maneira responsável, sem colocar em risco sua integridade física e a dos demais colegas, 
zelando pelo sucesso de seu grupo de trabalho e da empresa onde exerce suas atividades. 
Além	dos	os	conhecimentos	apresentados,	você	será	convidado	a	refletir	se	aprofundar	nos	
conteúdos de interesse, navegando por sites indicados no material didático.
Esperamos	que	a	disciplina	seja	fator	determinante	em	sua	postura	profissional	e	
que os conhecimentos adquiridos aqui façam parte de sua carreira. 
Seja bem-vindo!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 6
Segurança do Trabalho: Definições e Organização
UNIDADE II ................................................................................................... 40
Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
UNIDADE III .................................................................................................. 71
Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
UNIDADE IV .................................................................................................. 94
Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
6
Plano de Estudo: 
● Segurança do Trabalho- 
Introdução;
● CIPA;
● SESMT;
● Acidente de Trabalho;
● Higiene do Trabalho;
● Riscos Ambientais. 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Compreender o que é a segurança do trabalho e sua importância para os
colaboradores; 
● Aprender sobre o papel e as responsabilidades de cada indivíduo ou empresa; 
● Capacitar para o bom desempenho das boas práticas de segurança do trabalho.
UNIDADE I
Segurança do Trabalho: Definições e 
Organização
Prof. Me. Esp. Yutaka M. Kobayashi Júnior
7UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
INTRODUÇÃO
Olá, 
Esta unidade foi preparada especialmente para você. Você sabe do que essa dis-
ciplina se refere? Você conhece alguém que já sofreu um acidente de trabalho? Alguém 
que já levou um choque operando algum maquinário ou até mesmo escorregou num piso 
molhado? Já ouviu falar naquela pessoa que sofreu um acidente de carro enquanto viajava 
a trabalho? Você conhece algum empresário que teve a produção interrompida devido à 
um acidente de trabalho? Pois é, os acidentes de trabalho acontecem em grande escala 
no Brasil, isso pode ser considerada uma questão cultural e ao mesmo tempo de muita 
imprudência, sabe por quê? Alguma vez você viu uma pessoa em cima de um telhado sem 
equipamento nenhum de segurança? Ou então alguém operando equipamento de solda 
sem utilizar a máscara de solda? Tenho certeza que sim, essas atitudes fazem do Brasil o 
4º país em maior número de acidentes de trabalho no mundo.
Seja bem-vindo à esta unidade, espero que este conteúdo seja enriquecedor para 
sua	carreira	profissional.
8UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
1 SEGURANÇA DO TRABALHO - INTRODUÇÃO
1.1 Objetivo
A disciplina de Higiene e Segurança do Trabalho tem como objetivo instruir os 
alunos	 sobre	 medidas	 preventivas	 de	 exercer	 suas	 atividades	 profissionais	 e	 de	 seus	
colaboradores	 de	 forma	 adequada	 e	 segura,	 a	 fim	 de	 eliminar	 ou	mitigar	 os	 efeitos	 de	
fatores perigosos que conduzem ao acidente e as doenças ocupacionais. Aproveite este 
material,	ele	te	ajudará	a	se	tornar	um	profissional	de	atitudes	responsáveis,	com	ações	
que	não	colocam	em	risco	sua	integridade	física	e	dos	demais	profissionais	da	empresa	
que trabalha. Materiais de apoio serão sugeridos no decorrer da apostila, siga atentamente 
cada indicação. 
1.2 Definição
A	Segurança	do	Trabalho	é	definida	por	normas	e	leis.	No	Brasil,	a	Legislação	de	
Segurança do Trabalho compõe-se de:
 = Normas Regulamentadoras;
 = Leis complementares;
 = Convenções	Internacionais	da	Organização	Internacional	do	Trabalho,	ratifica-
das pelo Brasil;
 = Convenções coletivas (sindicatos).
9UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
1.3 O que é a Segurança do Trabalho?
Conjunto	de	medidas	adotadas	a	fim	de	reduzir	os	acidentes	de	trabalho,	saúde	
ocupacional, e zelar pela integridade física do colaborador.
1.4 Acidente
Qualquer acontecimento trágico, infeliz que ocasione dano, perda, dor ou morte.
REFLITA
Às vezes	um	segundo	basta	para	fazer	uma	escolha;	e	o	resto	da	vida	é	 insuficiente	
para corrigir o que poderia ter sido evitado.
Fonte:	http://www.e-medoffice.com.br/treinamentos_8_8.html
10UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
2 NR-5:2019 - CIPA
2.1 Objetivo
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a pre-
venção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível 
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do traba-
lhador.
2.2 Constituição
Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento 
as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração 
direta	 e	 indireta,	 instituições	 beneficentes,	 associações	 recreativas,	 cooperativas,	 bem	
como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. 
As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através 
de membros de CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover 
o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambien-
te e instalações de uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do
mesmo.
2.3Operações com cádmio e seus compostos, extração, tratamento, preparação de 
ligas,	fabricação	e	emprego	de	seus	compostos,	solda	com	cádmio,	utilização	em	fotografia	
com luz ultravioleta, em fabricação de vidros, como antioxidante, em revestimentos metáli-
cos, e outros produtos. 
Operações com as seguintes substâncias:
-Éter bis (cloro-metílico);
-Benzopireno;
-Berílio;
-Cloreto de dimetil-carbamila;
-3,3’ –dicloro-benzidina;
-Dióxido de vinilciclohexeno;
-Epicloridrina-;
Hexametilfosforamida;
-4,4’ -metileno bis (2-cloro anilina);
-4,4’ -metileno dianilina;
-Nitrosaminas;
-Propano sultone;
-Betapropiolactona;
-Tálio;
-Produção de trióxido de amônio ustulação de sulfeto de níquel. 
pícrico;
= Insalubridade de grau médio
Aplicação a pistola de tintas de alumínio;
Fabricação de pós de alumínio (trituração e moagem);
Fabricação de emetina e pulverização de ipeca;
Fabricação e manipulação de ácido oxálico, nítrico sulfúrico, bromídrico, fosfórico, 
Metalização a pistola;
Operações com o timbó;
Operações com bagaço de cana nas fases de grande exposição à poeira; 
Operações de galvanoplastia: douração, prateação, niquelagem, cromagem, zinca-
gem, cobreagem, anodização de alumínio.
54UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
Telegrafia	e	radiotelegrafia,	manipulação	em	aparelhos	do	tipo	Morse	e	recepção	
de sinais em fones.
Trabalhos com escórias de Thomas: remoção, trituração, moagem e acondiciona-
mento.
Trabalho de retirada, raspagem a seco e queima de pinturas.
Trabalhos na extração de sal (salinas).Fabricação e manuseio de álcalis cáusticos.
 = Insalubridade de grau mínimo
Fabricação e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposição apoeiras.
Trabalhos	de	carregamento,	descarregamento	ou	remoção	de	enxofre	ou	sulfitos	
em geral, em sacos ou a granel.
1.5 Agentes Biológicos
Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja insalubridade é 
caracterizada pela avaliação qualitativa.
= Insalubridade de grau máximo
Trabalho ou operações, em contato permanente com:
-Pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como objetos de
seu uso, não previamente esterilizados;
-Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais
portadores de doenças infecto-contagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);
-Esgotos (galerias e tanques);
-Lixo urbano (coleta e industrialização).
= Insalubridade de grau médio
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com 
material infectocontagiante, em:
-Hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de 
vacina-ção e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana 
(aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos 
que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados);
-Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos 
desti-nados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que 
tenha contato com tais animais);
55UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
-Contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e
outros produtos;
-Laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técni-
co);
-Gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente
ao pessoal técnico);
-Cemitérios (exumação de corpos);
-Estábulos e cavalariças;
-Resíduos de animais deteriorados.
SAIBA MAIS
Os	agentes	de	risco	são	classificados	por	cores	de	identificação,	sendo	os	agentes	fí-
sicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentes representados pelas respectivas 
cores: verde, vermelho, marrom, amarelo e azul. 
Para mais informações acesse: http://cipa.fmrp.usp.br/Html/MapaRisco.htm
56UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
2 NR-16:2019 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS
O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a 
percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acrésci-
mos	resultantes	de	gratificações,	prêmios	ou	participação	nos	lucros	da	empresa.
É responsabilidade do empregador a caracterização ou a descaracterização da 
periculosidade, mediante laudo técnico elaborado por Médico do Trabalho ou Engenheiro 
de Segurança do Trabalho, nos termos do artigo 195 da CLT.
Para	os	fins	da	Norma	Regulamentadora	–NR-16:2019	são	consideradas	atividades	
ou operações perigosas as executadas com explosivos sujeitos a:
a) degradação química ou autocatalítica;
b) ação de agentes exteriores, tais como, calor, umidade, faíscas, fogo, fenômenos
sísmicos, choque e atritos.
As	 operações	 de	 transporte	 de	 inflamáveis	 líquidos	 ou	 gasosos	 liquefeitos,	 em	
quaisquer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, exclu-
são para o transporte em pequenas quantidades, até o limite de 200 (duzentos) litros para 
os	 inflamáveis	 líquidos	e	135	(cento	e	trinta	e	cinco)	quilos	para	os	 inflamáveis	gasosos	
liquefeitos.
Para efeito desta Norma Regulamentadora considera-se líquido combustível todo 
aquele que possua ponto de fulgor maior que 60ºC (sessenta graus Celsius) e inferior ou 
igual a 93ºC (noventa e três graus Celsius).
57UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
2.1 Atividades e Operações Perigosas com Explosivos
São consideradas atividades ou operações perigosas as enumeradas no Quadro 
n.° 6, seguinte:
QUADRO 6- Atividades ou Operações Perigosas
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-16-atualizada-2019.pdf
O trabalhador, cuja atividade esteja enquadrada nas hipóteses acima discriminadas, 
faz jus ao adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário, sem os acréscimos resultantes 
de	gratificações,	prêmios	ou	participações	nos	lucros	ou	participações	nos	lucros	da	empre-
sa, sendo-lhe ressalvado o direito de opção por adicional de insalubridade eventualmente 
devido.
Este texto não substitui o publicado no DOU3.São consideradas áreas de risco:
a) Nos locais de armazenagem de pólvoras químicas, artifícios pirotécnicos e
produtos químicos usados na fabricação de misturas explosivas ou de fogos de
artifício, a área compreendida no Quadro n.º 7:
QUADRO 7- Faixa de Terreno até a Distância Máxima
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-16-atualizada-2019.pdf
58UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
b) Nos locais de armazenagem de explosivos iniciadores, a área compreendida no
Quadro n.º 8:
QUADRO 8- Faixa de Terreno até a Distância Máxima
Fonte:	https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-16-atualizada-2019.pdf
c) Nos locais de armazenagem de explosivos de ruptura e pólvoras mecânicos
(pólvora negra e pólvora chocolate ou parda), área de operação compreendida
no Quadro n.º 9:
QUADRO 9- Faixa de Terreno até a Distância Máxima
Fonte:	https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-16-atualizada-2019.pdf
59UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
d) Quando se tratar de depósitos barricados ou entrincheirados, para o efeito da 
delimitação de área de risco, as distâncias previstas no Quadro n.º 9 podem ser 
reduzidas à metade;
e) Será obrigatória a existência física de delimitação da área de risco, assim en-
tendido qualquer obstáculo que impeça o ingresso de pessoas não autorizadas. 
2.2 Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis
São consideradas atividades ou operações perigosas, conferindo aos trabalhadores que se 
dedicam a essas atividades ou operações, bem como aqueles que operam na área de risco 
adicional de 30 (trinta) por cento, as realizadas:
QUADRO 10- Adicional para Operações Perigosas
60UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
Fonte:	https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-16-atualizada-2019.pdf61UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
3 NR-17:2018 - ERGONOMIA
Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adap-
tação	das	condições	de	trabalho	às	características	psicofisiológicas	dos	trabalhadores,	de	
modo	a	proporcionar	um	máximo	de	conforto,	segurança	e	desempenho	eficiente.
As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, trans-
porte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais 
do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.
Para	avaliar	a	adaptação	das	condições	de	trabalho	às	características	psicofisio-
lógicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, 
devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido 
nesta Norma Regulamentadora.
3.1 Mobiliário dos postos de trabalho.
Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de traba-
lho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.
Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, 
escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, 
visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:
62UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
a) Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de
atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a
altura do assento;
b) Ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
c) Ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimenta-
ção adequados dos segmentos corporais.
Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, os pedais e demais 
comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que pos-
sibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do 
trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado.
Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requi-
sitos mínimos de conforto:
a) Altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;
b) Características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;
c) Borda frontal arredondada;
d) Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região
lombar.
Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da 
análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao 
comprimento da perna do trabalhador.
Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser 
colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os 
trabalhadores durante as pausas.
3.2 Equipamentos dos postos de trabalho.
Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequa-
dos	às	características	psicofisiológicas	dos	trabalhadores	e	à	natureza	do	trabalho	a	ser	
executado.
Nas	atividades	que	envolvam	leitura	de	documentos	para	digitação,	datilografia	ou	
mecanografia	deve:
a) Ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado
proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação
freqüente do pescoço e fadiga visual;
63UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
b) Ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo ve-
dada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque
ofuscamento.
Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais 
de vídeo devem observar o seguinte:
a) Condições	de	mobilidade	suficientes	para	permitir	o	ajuste	da	tela	do	equipa-
mento	à	iluminação	do	ambiente,	protegendo-a	contra	reflexos,	e	proporcionar
corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador;
b) O teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador
ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas;
c) A tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira
que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento sejam aproximada-
mente iguais;
d) Serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável.
64UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
4 NR-28:2020 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES
4.1 Fiscalização
A	fiscalização	do	cumprimento	das	disposições	legais	e/ou	regulamentares	sobre	
segurança e saúde do trabalhador será efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n.º 
55.841, de 15/03/65, e n.º 97.995, de 26/07/89, no Título VII da CLT e no § 3º do art. 6º da 
Lei n.º 7.855, de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. 
Aos	processos	resultantes	da	ação	fiscalizadora	é	facultado	anexar	quaisquer	docu-
mentos, quer de pormenorização de fatos circunstanciais, quer comprobatórios, podendo, 
no exercício das funções de inspeção do trabalho, o agente de inspeção do trabalho usar 
de todos os meios, inclusive audiovisuais, necessários à comprovação da infração.
O agente da inspeção do trabalho deverá lavrar o respectivo auto de infração à 
vista de descumprimento dos preceitos legais e/ou regulamentares contidos nas Normas 
Regulamentadoras urbanas e rurais, considerando o critério da dupla visita, elencados no 
Decreto n.º 55.841, de 15/03/65, no Título VII da CLT e no § 3º do art. 6º da Lei n.º 7.855, 
de 24/10/89.
O	agente	da	inspeção	do	trabalho,	com	base	em	critérios	técnicos,	poderá	notificar	
os empregadores concedendo prazos para a correção das irregularidades encontradas.
Poderão ainda os agentes da inspeção do trabalho lavrar auto de infração pelo 
descumprimento dos preceitos legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do 
trabalhador, à vista de laudo técnico emitido por engenheiro de segurança do trabalho ou 
médico do trabalho, devidamente habilitado.
4.2 Embargo ou Interdição
Quando o agente da inspeção do trabalho constatar situação de grave e iminente 
risco à saúde e/ou integridade física do trabalhador, com base em critérios técnicos, deverá 
propor de imediato à autoridade regional competente a interdição do estabelecimento, setor 
de serviço, máquina ou equipamento, ou o embargo parcial ou total da obra, determinando 
as medidas que deverão ser adotadas para a correção das situações de risco. 
A autoridade regional competente, à vista de novo laudo técnico do agente da ins-
peção do trabalho, procederá à suspensão ou não da interdição ou embargo. 
A autoridade regional competente, à vista de relatório circunstanciado, elaborado 
por agente da inspeção do trabalho que comprove o descumprimento reiterado das disposi-
ções legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador, poderá convocar 
65UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
representante legal da empresa para apurar o motivo da irregularidade e propor solução 
para corrigir as situações que estejam em desacordo com exigências legais. 
Entende-se por descumprimento reiterado a lavratura do auto de infração por 3 
vezes no tocante ao descumprimento do mesmo item de norma regulamentadora ou a 
negligência do empregador em cumprir as disposições legais e/ou regulamentares sobre 
segurança e saúde do trabalhador, violando-as reiteradamente, deixando de atender às 
advertências,	intimações	ou	sanções	e	sob	reiterada	ação	fiscal	por	parte	dos	agentes	da	
inspeção do trabalho.
4.3 Penalidades
As infrações aos preceitos legais e/ou regulamentadores sobre segurança e saúde 
do trabalhador terão as penalidades aplicadas conforme o disposto no quadro de gradação 
de	multas	 (Anexo	 I),	obedecendo	às	 infrações	previstas	no	quadro	de	classificação	das	
infrações (Anexo II) da Norma Regulamentadora 28. 
Em	caso	de	reincidência,	embaraço	ou	resistência	à	fiscalização,	emprego	de	artifí-
cio ou simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada na forma do art. 201, 
parágrafo único,da CLT, conforme os seguintes valores estabelecidos:
QUADRO 11- Valor da Multa (em UFIR)
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-28-atualizada-2020.pdf
66UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
5 NR-26:2015 –SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
5.1 Cor na segurança do trabalho
Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de tra-
balho,	a	fim	de	indicar	e	advertir	acerca	dos	riscos	existentes.
As	cores	utilizadas	nos	locais	de	trabalho	para	identificar	os	equipamentos	de	se-
gurança,	delimitar	áreas,	identificar	tubulações	empregadas	para	a	condução	de	líquidos	
e	gases	e	advertir	contra	riscos,	devem	atender	ao	disposto	nas	normas	técnicas	oficiais.
A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de 
acidentes.
O	uso	de	cores	deve	ser	o	mais	reduzido	possível,	a	fim	de	não	ocasionar	distração,	
confusão e fadiga ao trabalhador.
5.2 Classificação, Rotulagem Preventiva e Ficha com Dados de Segurança de Pro-
duto Químico
O	produto	químico	utilizado	no	local	de	trabalho	deve	ser	classificado	quanto	aos	
perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores de acordo com os critérios estabe-
lecidos	pelo	Sistema	Globalmente	Harmonizado	de	Classificação	e	Rotulagem	de	Produtos	
Químicos (GHS), da Organização das Nações Unidas.
A	classificação	de	substâncias	perigosas	deve	ser	baseada	em	lista	de	classifica-
ção	harmonizada	ou	com	a	realização	de	ensaios	exigidos	pelo	processo	de	classificação.
67UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
Na	ausência	de	lista	nacional	de	classificação	harmonizada	de	substâncias	perigo-
sas pode ser utilizada lista internacional.
Os	aspectos	relativos	à	classificação	devem	atender	ao	disposto	em	norma	técnica	
oficial	vigente.
A	rotulagem	preventiva	do	produto	químico	classificado	como	perigoso	a	segurança	
e	saúde	dos	trabalhadores	deve	utilizar	procedimentos	definidos	pelo	Sistema	Globalmente	
Harmonizado	de	Classificação	e	Rotulagem	de	Produtos	Químicos	(GHS),	da	Organização	
das Nações Unidas.
A rotulagem preventiva é um conjunto de elementos com informações escritas, 
impressas	ou	gráficas,	relativas	a	um	produto	químico,	que	deve	ser	afixada,	impressa	ou	
anexada à embalagem que contém o produto.
A rotulagem preventiva deve conter os seguintes elementos:
a) Identificação	e	composição	do	produto	químico;
b) Pictograma(s) de perigo;
c) Palavra de advertência;
d) Frase(s) de perigo;
e) Frase(s) de precaução;
f) Informações suplementares.
Os aspectos relativos à rotulagem preventiva devem atender ao disposto em norma 
técnica	oficial	vigente.
O	produto	químico	não	classificado	como	perigoso	a	segurança	e	saúde	dos	traba-
lhadores	conforme	o	GHS	deve	dispor	de	rotulagem	preventiva	simplificada	que	contenha,	
no	mínimo,	a	indicação	do	nome,	a	informação	de	que	se	trata	de	produto	não	classificado	
como perigoso e recomendações de precaução.
O fabricante ou, no caso de importação, o fornecedor no mercado nacional deve 
elaborar	e	tornar	disponível	ficha	com	dados	de	segurança	do	produto	químico	para	todo	
produto	químico	classificado	como	perigoso.
O	formato	e	conteúdo	da	ficha	com	dados	de	segurança	do	produto	químico	devem	
seguir	o	estabelecido	pelo	Sistema	Globalmente	Harmonizado	de	Classificação	e	Rotula-
gem de Produtos Químicos (GHS), da Organização das Nações Unidas.
No	caso	de	mistura	deve	ser	explicitado	na	ficha	com	dados	de	segurança	o	nome	
e a concentração, ou faixa de concentração, das substâncias que:
68UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
a) Representam perigo para a saúde dos trabalhadores, se estiverem presentes
em concentração igual ou superior aos valores de corte/limites de concentração
estabelecidos pelo GHS para cada classe/categoria de perigo; e
b) Possuam limite de exposição ocupacional estabelecidos.
Os	aspectos	relativos	à	ficha	com	dados	de	segurança	devem	atender	ao	disposto
em	norma	técnica	oficial	vigente.
O	empregador	deve	assegurar	o	acesso	dos	trabalhadores	às	fichas	com	dados	de	
segurança dos produtos químicos que utilizam no local de trabalho.
REFLITA
Quanto tempo leva para sinalizar possíveis riscos de acidentes? Os acidentes podem 
deixar marcas que o tempo não apaga.
Fonte: autor
69UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro	aluno,	chegamos	ao	fim	de	mais	uma	unidade,	até	aqui	você	já	aprendeu	itens	
essenciais que podem garantir a segurança e saúde ocupacional do colaborador, aprendeu 
sobre	 as	 fiscalizações	 e	 penalidades	 que	 garantem	 os	 direitos	 dos	 colaboradores	 e	 do	
empregador. 
Espero que essa unidade tenha sido de grande aproveitamento em sua carreira 
profissional.	Nas	próximas	unidades	você	estudará	sobre	a	segurança	do	trabalho	de	sua	
área de atuação, até breve.
70UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Noções básicas de direito: para Técnicos em Segurança do 
Trabalho
Autor: Diva Barbosa Nunes
Editora: Difusão
Sinopse: Sabe-se que não é pré-requisito ser advogado para exer-
cer	a	profissão	de	Técnico	em	Segurança	do	Trabalho.	No	entanto,	
o profissional	 desta	 área	 precisa	 ter	 conhecimentos	 básicos	 da
legislação	a	fim	de	desempenhar	seu	papel	e	ainda	garantir	sua
integridade	 profissional.	O	 livro	Noções	Básicas	 de	Direito	 para
Técnicos em Segurança do Trabalho nasceu com este propósito.
É um instrumento de apoio que traz aspectos fundamentais das
normas jurídicas para estudantes, professores e demais interessa-
dos em assimilar uma visão abrangente do mundo preventivo, uma
vez	que	 facilita	o	entendimento	dos	conceitos	éticos,	 filosóficos,
aspectos criminais e da responsabilidade civil. Nele você poderá
encontrar respostas para questões do dia a dia de sua atividade,
sem ter que buscar inúmeros tratados e códigos.
FILME/VÍDEO
Título: Fábrica de Loucuras
Ano: 1986
Sinopse: Quando uma fábrica de automóveis localizada em uma 
pequena cidade americana é fechada, um pânico generalizado 
toma conta do lugar, pois a maioria dos habitantes trabalha na fá-
brica. Até que um funcionário (Michael Keaton) vai até Tóquio, na 
tentativa de convencer os japoneses a assumirem a fábrica. Eles 
concordam com a proposta, mas como os métodos de trabalho 
oriental e ocidental são bem distintos, um choque cultural se torna 
inevitável.
71
Plano de Estudo: 
● Condições de Segurança e Saúde no trabalho na Indústria da 
Construção. 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Compreender o que é necessário para a segurança do trabalho na construção; 
● Aprender sobre o papel e as responsabilidades de cada colaborador ou empresa; 
● Instruir sobre manuseio de determinadas máquinas; 
● Orientar	as	medidas	de	segurança	para	operações	específicas.
UNIDADE III
Segurança do Trabalho na 
Indústria da Construção
Prof. Me. Esp. Yutaka M. Kobayashi Júnior
72UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
INTRODUÇÃO
Olá,
Esta unidade aborda a Segurança do Trabalho em sua área de atuação, nela você 
poderá	 tomar	 conhecimento	 de	 exigências	 específicas	 para	 ambientes	 de	 trabalho	 que	
farão parte de sua carreira. Dentre todos os itens, você verá com maior ênfase como de-
verá ser a organização e funcionamento de canteiros de obras, bem como documentos e 
planejamentos obrigatórios para que se cumpra as exigências da norma regulamentadora 
NR-18:2020. 
Como você pode observar a norma sofreu alterações recentemente, e todo o con-
teúdo apresentado nesta apostila está atualizado. Espero que você faça um bom proveito 
dessa	unidade,	ela	foi	prepara	com	carinho	para	sua	capacitação	profissional.	
Bons estudos!
73UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1 NR-18:2020 – CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚS-
TRIA DA CONSTRUÇÃO
1.1 Introdução
Esta norma se aplica às atividades da indústria da construção e às atividades e 
serviços de demolição, reparo, pintura,limpeza e manutenção de edifícios em geral e de 
manutenção de obras de urbanização.
1.2 Objetivo
Esta Norma Regulamentadora - NR tem o objetivo de estabelecer diretrizes de 
ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam à implementação de 
medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e 
no meio ambiente de trabalho na indústria da construção.
SAIBA MAIS
Esta unidade aborda apenas a NR18:2020 de uma forma reduzida, e cita alguns itens 
de outras normas regulamentadoras de Segurança do Trabalho, para acesso na ín-
tegra de todas as normas, acesse o site ENIT- Inspeção do Trabalho, disponível em: 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/index.php/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-menu/
sst-normatizacao/sst-nr-portugues?view=default
74UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.3 Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) 
São obrigatórias a elaboração e a implementação do PGR nos canteiros de obras, 
contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção. 
O	PGR	deve	ser	elaborado	por	profissional	legalmente	habilitado	em	segurança	do	
trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. 
Em canteiros de obras com até 7 m de altura e com, no máximo, 10 trabalhadores, 
o PGR	pode	ser	elaborado	por	profissional	qualificado	em	segurança	do	trabalho	e	imple-
mentado sob responsabilidade da organização.
O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01:2020, deve conter 
os seguintes documentos: 
 = Projeto da área de vivência do canteiro de obras e de eventual frente de traba-
lho,	elaborado	por	profissional	legalmente	habilitado;	
 = Projeto	elétrico	das	 instalações	 temporárias,	elaborado	por	profissional	 legal-
mente habilitado; 
 = Projetos	dos	sistemas	de	proteção	coletiva	elaborados	por	profissional	 legal-
mente habilitado; 
 = Projetos dos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), quando 
aplicável,	elaborados	por	profissional	legalmente	habilitado;	
 = Relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas 
especificações	técnicas,	de	acordo	com	os	riscos	ocupacionais	existentes.	
O PGR deve estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o canteiro 
de obras. 
As empresas contratadas devem fornecer ao contratante o inventário de riscos 
ocupacionais	 específicos	 de	 suas	 atividades,	 o	 qual	 deve	 ser	 contemplado	 no	PGR	do	
canteiro de obras. 
As frentes de trabalho devem ser consideradas na elaboração e implementação do 
PGR. 
São facultadas às empresas construtoras, regularmente registradas no Sistema 
CONFEA/CREA,	sob	responsabilidade	de	profissional	legalmente	habilitado	em	segurança	
do trabalho, mediante cumprimento dos requisitos previstos nos subitens seguintes, a ado-
ção de soluções alternativas às medidas de proteção coletiva previstas na NR18:2020, a 
adoção de técnicas de trabalho e o uso de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos 
que: 
75UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
 = Propiciem avanço tecnológico em segurança, higiene e saúde dos trabalhado-
res; 
 = Objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos 
de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na 
indústria da construção; 
 = Garantam a realização das tarefas e atividades de modo seguro e saudável. 
As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções alternativas devem 
estar expressamente previstas em procedimentos de segurança do trabalho, nos quais 
devem constar: 
 = Os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estarão expostos; 
 = A descrição dos equipamentos e das medidas de proteção coletiva a serem 
implementadas; 
 = A	identificação	e	a	indicação	dos	EPI	a	serem	utilizados;	
 = A descrição de uso e a indicação de procedimentos quanto aos Equipamentos 
de Proteção Coletiva (EPC) e EPI, conforme as etapas das tarefas a serem 
realizadas; 
 = A descrição das medidas de prevenção a serem observadas durante a exe-
cução dos serviços, dentre outras medidas a serem previstas e prescritas por 
profissional	legalmente	habilitado	em	segurança	do	trabalho.	
As tarefas envolvendo soluções alternativas somente devem ser iniciadas com 
autorização especial, precedida de análise de risco e permissão de trabalho, que contemple 
os treinamentos, os procedimentos operacionais, os materiais, as ferramentas e outros 
dispositivos necessários à execução segura da tarefa. 
A documentação relativa à adoção de soluções alternativas integra o PGR do cantei-
ro de obras, devendo estar disponível no local de trabalho e acompanhada das respectivas 
memórias	de	cálculo,	especificações	técnicas	e	procedimentos	de	trabalho.	
1.4 Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho - PCMAT
Segundo a NR-18:2020, são obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT, 
nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos 
constantes na Norma e outros dispositivos complementares de segurança. Além disso, 
ele deve contemplar as exigências contidas na NR-9:2020–Programa de Prevenção de 
76UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
Riscos Ambientais– PPRA. O PCMAT deve ser mantido no estabelecimento, à disposição 
do Órgão Regional do Ministério do Trabalho– MTb. Este Programa deve ser elaborado e 
executado	por	profissional	legalmente	habilitado	na	Área	de	Segurança	do	Trabalho	e	sua	
implementação é de responsabilidade do empregador ou condomínio.
A Norma Regulamentadora 18:2020 exige que o PCMAT apresente os seguintes 
itens:
 = Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho na indústria da constru-
ção civil de tarefas e operações (riscos de acidentes e doenças ocupacionais, 
medidas preventivas);
= Projeto	de	execução	de	proteções	coletivas,	conforme	as	etapas	da	edificação; 
= Especificações	técnicas	das	proteções	coletivas	e	individuais	utilizadas;
= Cronograma	 de	 implantação	 das	 medidas	 preventivas	 definidas	no	PCMAT,	
também de acordo com os estágios da construção;
= Layout inicial e atualizado do canteiro de obras, incluindo previsão de dimensio-
namento das áreas de vivência;
= Programa educativo que contemple a temática da prevenção de acidentes (com 
carga horária).
O	PCMAT	deve	ser	elaborado	por	um	profissional	legalmente	habilitado	na	área	de	
segurança do trabalho. 
1.4.1 Áreas de Vivência 
As áreas de vivência devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, 
condições mínimas de segurança, de conforto e de privacidade e devem ser mantidas em 
perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando as seguintes instalações: 
 = Instalação sanitária;
 = Vestiário;
 = Local para refeição;
 = Alojamento, quando houver trabalhador alojado. 
As instalações da área de vivência devem atender, no que for cabível, ao disposto 
na NR-24:2019 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho).
A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, bacia sanitária sifonada, 
dotada de assento com tampo, e mictório, na proporção de 1 (um) conjunto para cada grupo 
de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro, na proporção de 1 (uma) 
unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração.
77UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
É obrigatória, quando o caso exigir, a instalação de alojamento, no canteiro de 
obras ou fora dele, contemplando as seguintes instalações:
 = Cozinha, quando houver preparo de refeições;
 = Local para refeição;
 = Instalação sanitária;
 = Lavanderia, dotada de meios adequados para higienização e passagem das 
roupas; 
 = Área de lazer, para recreação dos trabalhadores alojados, podendo ser utilizado 
o local	de	refeição	para	este	fim.
Deve ser de, no máximo, 150m o deslocamento do trabalhador do seu posto de 
trabalho até a instalação sanitária mais próxima.
É	obrigatório	o	fornecimento	de	água	potável,filtrada	e	fresca	para	os	trabalhadores,	
no canteiro de obras, nas frentes de trabalho e nos alojamentos, por meio de bebedouro 
ou outro dispositivo equivalente, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 25 
(vinte e cinco) trabalhadores ou fração, sendo vedado o uso de copos coletivos.
O fornecimento de água potável deve ser garantido de forma que, do posto de 
trabalho ao bebedouro ou ao dispositivo equivalente, não haja deslocamento superior a 
100m no plano horizontal e 15m no plano vertical.
Nas frentes de trabalho, devem ser disponibilizados: 
 = Instalação sanitária e lavatório para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração, 
com respiro e ventilação, de material para lavagem e enxugo das mãos e garan-
tida a higienização diária dos módulos; 
 = Local para refeição dos trabalhadores, observadas as condições mínimas de 
conforto e higiene, e com a devida proteção contra as intempéries.
1.4.2 Instalações Sanitárias
As instalações sanitárias devem:
 = Ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene;
 = Ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construídas de modo 
a manter o resguardo conveniente;
 = Ter paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
 = Ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento antiderrapante;
 = Não ser ligado diretamente com os locais destinados às refeições;
 = Ser independente para homens e mulheres, quando necessário;
78UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
= Ter ventilação e iluminação adequadas;
= Ter instalações elétricas adequadamente protegidas;
= A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório, 
na proporção de 01 conjunto para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração, 
bem como de chuveiro, na proporção de 01 unidade para cada grupo de 10 
trabalhadores ou fração.
1.4.2.1 Chuveiros
= A área mínima necessária para utilização de cada chuveiro é de 0,80m², com 
altura de 2,10m do piso;
= Os pisos dos locais onde forem instalados os chuveiros devem ter caimento que 
assegure o escoamento da água para a rede de esgoto e ser material antiderra-
pante ou provido de estrados de madeira;
= Os chuveiros devem ser de metal ou plástico, individual ou coletivo, dispondo 
de água quente;
= Deve haver um suporte para sabonete e cabide para toalha, correspondente a 
cada chuveiro.
1.4.2.2 Vestiários
Todo canteiro de obra deve possuir vestiário para troca de roupa dos trabalhadores 
que não residem no local.
A localização do vestiário deve ser próxima aos alojamentos e/ou à entrada da 
obra, sem ligação direta como local destinado às refeições.
Os vestiários devem:
 = Ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente;
 = Ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material equivalente;
 = Ter cobertura que proteja contra as intempéries;
 = Ter área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso;
 = Ter	iluminação	natural	e/ou	artificial;
 = Ter armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo com cadeado;
 = Ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza;
 = Ter	bancos	em	número	suficiente	para	atender	aos	usuários,	com	largura	míni-
ma de 0,30m.
79UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.4.2.3 Local para Refeições
Nos canteiros de obra é obrigatória a existência de local adequado para refeições, 
ao qual deve obedecer aos seguintes critérios:
 = Ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições;
 = Ter piso de material lavável;
 = Ter cobertura que proteja das intempéries;
 = Ter capacidade para garantir o atendimento de todos os trabalhadores no horá-
rio das refeições;
 = Ter	ventilação	e	iluminação	natural	e/ou	artificial;
 = Ter lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior;
 = Ter mesas com tampos lisos e laváveis;
 = Ter	assentos	em	número	suficiente	para	atender	aos	usuários;
 = Ter depósito, com tampa, para detritos;
 = Não	estar	situado	em	subsolos	ou	porões	das	edificações;
 = Não ter comunicação direta com as instalações sanitárias;
Independentemente do número de trabalhadores e da existência ou não de cozi-
nha, em todo canteiro de obra deve haver local exclusivo para o aquecimento de refeições, 
dotado de equipamento adequado e seguro para o aquecimento.
É	obrigatório	o	fornecimento	de	água	potável,	filtrada	e	fresca,	para	os	trabalha-
dores, por meio de bebedouro de jato inclinado ou outro dispositivo equivalente, sendo 
proibido o uso de copos coletivos.
1.5 Instalações Elétricas 
As instalações elétricas temporárias devem ser executadas e mantidas conforme 
projeto	elétrico	elaborado	por	profissional	legalmente	habilitado.	
Os condutores elétricos devem: 
 = Ser dispostos de maneira a não obstruir a circulação de pessoas e materiais; 
 = Estar protegidos contra impactos mecânicos, umidade e contra agentes capazes 
de	danificar	a	isolação;	
 = Possuir isolação em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes; 
 = Possuir isolação dupla ou reforçada quando destinados à alimentação de má-
quinas e equipamentos elétricos móveis ou portáteis. 
80UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
É obrigatória a utilização do dispositivo Diferencial Residual (DR), como medida de 
segurança adicional nas instalações elétricas, nas situações previstas nas normas técnicas 
nacionais vigentes.
Os quadros de distribuição das instalações elétricas devem: 
 = Ser dimensionados com capacidade para instalar os componentes dos circuitos 
elétricos que o constituem; 
 = Ser constituídos de materiais resistentes ao calor gerado pelos componentes 
das instalações; 
 = Ter as partes vivas inacessíveis e protegidas aos trabalhadores não autorizados; 
 = Ter acesso desobstruído; 
 = Ser	instalados	com	espaço	suficiente	para	a	realização	de	serviços	e	operação;	
 = Estar	identificados	e	sinalizados	quanto	ao	risco	elétrico;	
 = Estar em conformidade com a classe de proteção requerida; 
 = Ter	seus	circuitos	identificados.	
Os dispositivos de manobra, controle e comando dos circuitos elétricos devem: 
 = Ser compatíveis com os circuitos elétricos que operam; 
 = Ser	identificados;	
 = Possuir condições para a instalação de bloqueio e sinalização de impedimento 
de ligação. 
Em todos os ramais ou circuitos destinados à ligação de equipamentos elétricos, 
devem ser instalados dispositivos de seccionamento, independentes, que possam ser acio-
nados com facilidade e segurança. 
Os circuitos energizados em alta tensão e em extra baixa tensão devem ser insta-
lados	separadamente	dos	circuitos	energizados	em	baixa	tensão,	respeitadas	as	definições	
de projeto. 
As áreas de transformadores e salas de controle e comando devem ser separadas 
por barreiras físicas, sinalizadas e protegidas contra o acesso de pessoas não autorizadas. 
Os canteiros de obras devem estar protegidos por Sistema de Proteção contra Des-
cargas Atmosféricas - SPDA, projetado, construído e mantido conforme normas técnicas 
nacionais vigentes.
81UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.6 Demolição 
Deve ser elaborado e implementado Plano de Demolição, sob responsabilidade de 
profissional	 legalmente	 habilitado,	 contemplando	 os	 riscos	 ocupacionais	 potencialmente	
existentes em todas as etapas da demolição e as medidas de prevenção a serem adotadas 
para preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores. 
O Plano de Demolição deve considerar: 
 = As	linhas	de	fornecimento	de	energia	elétrica,	água,	inflamáveis	líquidos	e	ga-
sosos liquefeitos, substâncias tóxicas, canalizações de esgoto e de escoamento 
de água e outros; 
 = As construções vizinhas à obra; 
 = A remoção de materiais e entulhos; 
 = As aberturas existentes no piso; 
 = As áreas para a circulação de emergência; 
 = A disposição dos materiais retirados; 
 = A propagação e o controle de poeira; 
 = O trânsito de veículos e pessoas. 
1.7 Escavação, fundação e desmonte de rochasO serviço de escavação, fundação e desmonte de rochas deve ser realizado e 
supervisionado	conforme	projeto	elaborado	por	profissional	legalmente	habilitado.	
Os locais nos quais são realizadas as atividades de escavação, fundação e 
desmonte de rochas, quando houver riscos, devem ter sinalização de advertência, 
inclusive noturna, e barreira de isolamento em todo o seu perímetro, de modo a impedir a 
entrada de veículos e pessoas não autorizadas. 
Toda escavação com profundidade superior a 1,25 m somente pode ser iniciada 
com	a	liberação	e	autorização	do	profissional	legalmente	habilitado,	atendendo	o	disposto	
nas normas técnicas nacionais vigentes. 
O projeto das escavações deve levar em conta a característica do solo, as cargas 
atuantes, os riscos a que estão expostos os trabalhadores e as medidas de prevenção.
1.8 Estruturas Metálicas 
Toda montagem, manutenção e desmontagem de estrutura metálica deve estar sob 
responsabilidade	de	profissional	legalmente	habilitado.	
82UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
Na montagem de estruturas metálicas, o SPIQ e os meios de acessos dos trabalha-
dores à estrutura devem estar previstos no PGR da obra. 
Nas operações de montagem, desmontagem e manutenção das estruturas metá-
licas, o trabalhador deve ter recipiente e/ou suporte adequado para depositar materiais e/
ou ferramentas. 
1.8.1 Trabalho a quente 
Considera-se trabalho a quente as atividades de soldagem, goivagem, esmeri-
lhamento, corte ou outras que possam gerar fontes de ignição, tais como aquecimento, 
centelha ou chama. 
Deve	ser	elaborada	análise	de	risco	específica	para	trabalhos	a	quente	quando:	
= Houver	materiais	combustíveis	ou	inflamáveis	no	entorno;	
= For	realizado	em	área	sem	prévio	isolamento	e	não	destinada	para	este	fim.	
Nos locais em que se realizam trabalhos a quente, deve ser efetuada inspeção 
preliminar, de modo a assegurar que o local de trabalho e áreas adjacentes: 
 = Estejam	limpos,	secos	e	isentos	de	agentes	combustíveis,	inflamáveis,	tóxicos	
e contaminantes; 
 = Sejam liberados após constatação da ausência de atividades incompatíveis 
com o trabalho a quente. 
1.9 Carpintaria
A serra circular deve atender às disposições a seguir:
 = Ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferiores, anterior 
e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material 
metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimen-
sionamento	suficiente	para	a	execução	das	tarefas;
= Ter a carcaça do motor aterrada eletricamente;
= As	transmissões	de	força	mecânica	devem	estar	protegidas	por	anteparos	fixos	
e resistentes, não podendo ser removidos, em hipótese alguma;
= Ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor;
= A carpintaria deve ter piso resistente, nivelado e antiderrapante, com cobertura 
capaz de proteger os trabalhadores contra quedas de materiais e intempéries.
83UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.10 Medidas de prevenção contra queda de altura 
É obrigatória a instalação de proteção coletiva cujo houver risco de queda de 
trabalhadores ou de projeção de materiais e objetos no entorno da obra, projetada por 
profissional	legalmente	habilitado.	
As aberturas no piso devem: 
 = Ter	fechamento	provisório	constituído	de	material	resistente	travado	ou	fixado	
na estrutura; 
 = Ser dotada de sistema de proteção contra quedas.
Os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem ter fechamento provisório 
de	toda	a	abertura,	constituído	de	material	resistente,	travado	ou	fixado	à	estrutura,	até	a	
colocação	definitiva	das	portas.	
É	obrigatória,	na	periferia	da	edificação,	a	instalação	de	proteção	contra	queda	de	
trabalhadores e projeção de materiais a partir do início dos serviços necessários à concre-
tagem da primeira laje. 
A proteção, quando constituída de anteparos rígidos com fechamento total do vão, 
deve ter altura mínima de 1,2 m (um metro e vinte centímetros). 
A proteção, quando constituída de anteparos rígidos em sistema de guarda-corpo e 
rodapé, deve atender aos seguintes requisitos: 
 = Travessão superior a 1,2 m (um metro e vinte centímetros) de altura e resis-
tência à carga horizontal de 90 kgf/m (noventa quilogramas-força por metro), 
sendo	que	a	deflexão	máxima	não	deve	ser	superior	a	0,076	m	(setenta	e	seis	
milímetros); 
 = Travessão intermediário a 0,7 m de altura e resistência à carga horizontal de 66 
kgf/m; 
 = Rodapé com altura mínima de 0,15 m rente à superfície e resistência à carga 
horizontal de 22 kgf/m; 
 = Ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que garanta 
o fechamento seguro da abertura.
1.11 Máquinas, equipamentos, ferramentas 
As máquinas e os equipamentos devem atender ao disposto na NR-12:2019 (Se-
gurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos). 
As máquinas e equipamentos estacionários devem estar localizados em ambiente 
coberto e com iluminação adequada às atividades. 
84UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
Devem ser elaborados procedimentos de segurança para o trabalho com máquinas, 
equipamentos e ferramentas não contempladas no campo de aplicação da NR-12:2019. 
Nas obras com altura igual ou superior a 10 m, é obrigatória a instalação de máqui-
na ou equipamento de transporte vertical motorizado de materiais. 
O plano de carga para movimentação de carga suspensa deve ser elaborado para 
cada equipamento e conter as seguintes informações: 
= Endereço do local em que o equipamento estiver instalado e a duração 
prevista para sua utilização; 
= Razão social, endereço e CNPJ do fabricante, importador, locador ou 
proprietário do equipamento e do responsável pela montagem, desmontagem e 
serviços de manutenção; 
= Tipo, modelo, ano de fabricação, capacidade, dimensões e demais dados téc-
nicos; 
= Conter croquis ou planta baixa, mostrando a área coberta pela operacionalização 
do equipamento, de todas possíveis interferências dentro e fora dos limites da 
obra, e os principais locais de carregamento e descarregamento de materiais; 
= Indicar as medidas previstas para isolamento das áreas sob cargas suspensas 
e das áreas adjacentes que eventualmente possam estar sob risco de queda de 
materiais; 
 = Especificar	todos	os	dispositivos	e	acessórios	auxiliares	de	içamento	que	devem	
ser utilizados em cada operação, tais como ganchos, lingas, calços, contene-
dores especiais, balancins, manilhas, roldanas auxiliares e quaisquer outros 
necessários; 
 = Detalhar procedimentos especiais que se façam necessários com relação 
à movimentação de peças de grande porte, quanto à preparação da área de 
operações, velocidades e percursos previstos na movimentação da carga, 
sequenciamento de etapas necessárias, utilização conjunta de mais de um 
equipamento de guindar, ensaios e/ou treinamentos preliminares e qualquer 
outra situação singular de alto risco; 
 = Conter	lista	de	verificação	do	equipamento	e	dos	dispositivos	auxiliares	de	mo-
vimentação	de	carga,	emitida	pelo	fabricante,	locador	ou	profissional	legalmente	
habilitado; 
 = Conter	 lista	de	verificação	para	plataforma	de	carga	e	descarga,	emitida	por	
profissional	legalmente	habilitado;	
85UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
 = Conter medidas preventivas complementares quando no mesmo local houver 
outro equipamento de guindar com risco de interferência entre seus movimentos. 
Para	grua,	além	do	disposto	neste	subitem,	deve	ser	indicada	a	altura	inicial	e	final,	
o comprimento da lança, a capacidade de carga na ponta, a capacidade máxima de carga,
se provida ou não de coletor elétrico e a planilha de esforços sobre a base e sobre os locais
de ancoragens do equipamento.
1.12 Andaime e plataforma de trabalho 
Os andaimes devem atender aos seguintes requisitos: 
 = Ser	projetados	por	profissionais	legalmente	habilitados,	de	acordo	com	as	nor-
mas técnicas nacionais vigentes;= Ser fabricados por empresas regularmente inscritas no respectivo conselho de 
classe; 
 = Ser acompanhados de manuais de instrução, em língua portuguesa, fornecidos 
pelo fabricante, importador ou locador; 
 = Possuir sistema de proteção contra quedas em todo o perímetro, com exceção 
do lado da face de trabalho; 
 = Possuir sistema de acesso ao andaime e aos postos de trabalho, de maneira 
segura, quando superiores a 0,4 m de altura. 
As	torres	de	andaimes,	quando	não	estaiadas	ou	não	fixadas	à	estrutura,	não	po-
dem exceder, em altura, 4 (quatro) vezes a menor dimensão da base de apoio. 
Os andaimes devem possuir registro formal de liberação de uso assinado por pro-
fissional	qualificado	em	segurança	do	trabalho	ou	pelo	responsável	pela	frente	de	trabalho	
ou da obra. 
A superfície de trabalho do andaime deve ser resistente, ter forração completa, 
ser antiderrapante, nivelada e possuir travamento que não permita seu deslocamento ou 
desencaixe. 
Em relação ao andaime e à plataforma de trabalho, é proibido: 
 = Utilizar andaime construído com estrutura de madeira, exceto quando da impos-
sibilidade técnica de utilização de andaimes metálicos; 
 = Retirar ou anular qualquer dispositivo de segurança do andaime; 
 = Utilizar escadas e outros meios sobre o piso de trabalho do andaime, para atingir 
lugares mais altos. 
86UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
O ponto de instalação de qualquer aparelho de içar materiais no andaime deve ser 
escolhido de modo a não comprometer a sua estabilidade e a segurança do trabalhador. 
A manutenção do andaime deve ser feita por trabalhador capacitado, sob super-
visão	 e	 responsabilidade	 técnica	 de	 profissional	 legalmente	 habilitado,	 obedecendo	 às	
especificações	técnicas	do	fabricante.	
É proibido trabalhar em plataforma de trabalho sobre cavaletes que possuam altura 
superior a 1,5 m e largura inferior a 0,9 m. 
Nas	edificações	com	altura	 igual	ou	superior	a	12	m,	a	partir	do	nível	do	 térreo,	
devem ser instalados dispositivos destinados à ancoragem de equipamentos e de cabos de 
segurança para o uso de SPIQ, a serem utilizados nos serviços de limpeza, manutenção e 
restauração de fachadas. 
 O andaime simplesmente apoiado deve: 
 = Ser apoiado em sapatas sobre base rígida e nivelada capazes de resistir aos 
esforços solicitantes e às cargas transmitidas, com ajustes que permitam o 
nivelamento; 
 = Ser	 fixado,	 quando	 necessário,	 à	 estrutura	 da	 construção	 ou	 edificação,	 por	
meio de amarração, de modo a resistir aos esforços a que estará sujeito. 
O acesso ao andaime simplesmente apoiado, cujo piso de trabalho esteja situado 
a mais de 1 m (um metro) de altura, deve ser feito por meio de escadas, observando-se ao 
menos uma das seguintes alternativas: 
 = Utilizar escada de mão, incorporada ou acoplada aos painéis, com largura mí-
nima de 0,4 m e distância uniforme entre os degraus compreendida entre 0,25 
m e 0,3 m; 
 = Utilizar escada para uso coletivo, incorporada interna ou externamente ao an-
daime, com largura mínima de 0,6 m, corrimão e degraus antiderrapantes. 
O	andaime	simplesmente	apoiado,	quando	montado	nas	fachadas	das	edificações,	
deve ser externamente revestido por tela, de modo a impedir a projeção e queda de mate-
riais. 
O andaime simplesmente apoiado, quando utilizado com rodízios, deve: 
 = Ser apoiado sobre superfície capaz de resistir aos esforços solicitantes e às 
cargas transmitidas; 
 = Ser utilizado somente sobre superfície horizontal plana, que permita a sua se-
gura movimentação; 
 = Possuir travas, de modo a evitar deslocamentos acidentais. 
87UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
É proibido o deslocamento das estruturas do andaime com trabalhadores sobre os 
mesmos.
1.13 Sinalização de Segurança 
O canteiro de obras deve ser sinalizado com o objetivo de: 
 = Identificar	os	locais	de	apoio;	
 = Indicar as saídas de emergência; 
 = Advertir quanto aos riscos existentes, tais como queda de materiais e pessoas 
e o choque elétrico; 
 = Alertar quanto à obrigatoriedade do uso de EPI; 
 = Identificar	o	isolamento	das	áreas	de	movimentação	e	transporte	de	materiais;	
 = Identificar	acessos	e	circulação	de	veículos	e	equipamentos;	
 = Identificar	locais	com	substâncias	tóxicas,	corrosivas,	inflamáveis,	explosivas	e	
radioativas. 
É obrigatório o uso de vestimenta de alta visibilidade, coletes ou quaisquer outros 
meios, no tórax e costas, quando o trabalhador estiver em serviço em áreas de movimen-
tação de veículos e cargas. 
REFLITA
A melhor forma de evitar a frase “Eu já ia avisar” é AVISANDO. 
Fonte: autor
1.14 Capacitação 
A capacitação dos trabalhadores da indústria da construção será feita de acordo 
com o disposto na NR-01:2020. 
A capacitação, quando envolver a operação de máquina ou equipamento, deve ser 
compatível com a máquina ou equipamento a ser utilizado. 
Os treinamentos devem ser realizados em local que ofereça condições mínimas de 
conforto e higiene. 
Os treinamentos devem possuir avaliação de modo a aferir o conhecimento adqui-
rido pelo trabalhador, exceto para o treinamento inicial. 
88UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.15 Serviços em flutuantes 
As	 plataformas	 flutuantes	 devem	 estar	 regularmente	 inscritas	 na	 Capitania	 dos	
Portos e, portar: 
 = Título de Inscrição de Embarcação - TIE ou Provisão de Registro de Propriedade 
Marítima - PRPM originais; 
 = Certificado	de	Segurança	de	Navegação	-	CSN	válido.	
Na	periferia	da	plataforma	flutuante,	deve	haver	guarda-corpo	de	proteção	contra	
quedas de trabalhadores (balaustrada. 
As	superfícies	de	trabalho	das	plataformas	flutuantes	devem	ser	antiderrapantes.	
Os locais de embarque, escadas e rampas devem possuir piso antiderrapante, em 
bom estado de conservação e dotados de guarda-corpos e corrimão. 
Na execução de trabalho com risco de queda na água, deve ser usado colete sal-
va-vidas, disponibilizados em número mínimo igual ao de pessoas a bordo. 
1.16 Movimentação e transporte de materiais e pessoas (elevadores) 
As disposições deste item aplicam-se à instalação, montagem, desmontagem, 
operação, teste, manutenção e reparos em elevadores para transporte vertical de materiais 
e de pessoas em canteiros de obras ou frentes de trabalho. 
É proibida a instalação de elevador tracionado com cabo único e aqueles adaptados 
com mais de um cabo, na movimentação e transporte vertical de materiais e pessoas, que 
não atendam as normas técnicas nacionais vigentes. 
Toda empresa fabricante, locadora ou prestadora de serviços de instalação, mon-
tagem, desmontagem e manutenção, seja do equipamento em seu conjunto ou de parte 
dele, deve ser registrada no respectivo conselho de classe e estar sob responsabilidade de 
profissional	legalmente	habilitado.	
Os equipamentos de transporte vertical de materiais e de pessoas devem ser di-
mensionados	por	profissional	legalmente	habilitado	e	atender	às	normas	técnicas	nacionais	
vigentes ou, na sua ausência, às normas técnicas internacionais vigentes. 
Os serviços de instalação, montagem, operação, desmontagem e manutenção 
devem	ser	executados	por	profissional	capacitado,	com	anuência	formal	da	empresa	e	sob	
a	responsabilidade	de	profissional	legalmente	habilitado.
89UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
1.16.1 São atribuições do operador:
● Manter o posto de trabalho limpo e organizado;
● Organizar a carga e descarga de material no interior da cabine;
● Separar materiais de pessoas no interior da cabine;
● Comunicar e registrar ao técnico responsável pela obra qualquer anomalia no
equipamento;
● Acompanhar todos os serviços de manutenção no equipamento.
Toda empresa usuária de equipamentos de movimentação e transporte vertical de 
materiais e/ou pessoas deve possuir os seguintes documentos disponíveis no canteiro de 
obras: 
● Programa de manutenção preventiva, conformerecomendação do locador,
importador ou fabricante;
● Termo de entrega técnica de acordo com as normas técnicas nacionais vigentes
ou,	na	sua	ausência,	de	acordo	com	o	determinado	pelo	profissional	legalmente
habilitado responsável pelo equipamento;
● Laudo de testes dos freios de emergência a serem realizados, no máximo, a
cada 90 (noventa) dias, assinado pelo responsável técnico pela manutenção
do	equipamento	ou,	na	 sua	ausência,	 pelo	profissional	 legalmente	habilitado
responsável pelo equipamento, contendo os parâmetros mínimos determinados
por normas técnicas nacionais vigentes;
● Registro, pelo operador, das vistorias diárias realizadas antes do início dos
serviços, conforme orientação dada pelo responsável técnico do equipamento,
atendidas as recomendações do manual do fabricante;
● Laudos dos ensaios não destrutivos dos eixos dos motofreios e dos freios de
emergência,	sendo	a	periodicidade	definida	por	profissional	legalmente	habili-
tado, obedecidos os prazos máximos previstos pelo fabricante no manual de
manutenção do equipamento;
● Manual de orientação do fabricante;
● Registro das atividades de manutenção conforme item 12.11 da NR-12:2019;
● Laudo	de	aterramento	elaborado	por	profissional	legalmente	habilitado.
É proibido o uso de chave do tipo comutadora e/ou reversora para comando elétrico 
de subida, descida ou parada. 
90UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
Todos	os	componentes	elétricos	ou	eletrônicos	que	fiquem	expostos	às	condições	
meteorológicas devem ter proteção contra intempéries. 
Devem ser observados os seguintes requisitos de segurança durante a execução 
dos serviços de montagem, desmontagem, ascensão e manutenção de equipamentos de 
movimentação vertical de materiais e de pessoas: 
● Isolamento da área de trabalho;
● Proibição, se necessário, da execução de outras atividades nas periferias das
fachadas onde estão sendo executados os serviços;
● Proibição de execução deste tipo de serviço em dias de condições meteoroló-
gicas adversas.
As torres dos elevadores devem ser montadas de maneira que a distância entre a 
face	da	cabine	e	a	face	da	edificação	seja	de,	no	máximo,	0,2	m	(vinte	centímetros).	
Em todos os acessos de entrada à torre do elevador, deve ser instalada 
barreira (cancela) que tenha, no mínimo, 1,8 m (um metro e oitenta centímetros) de altura, 
impedindo que pessoas exponham alguma parte de seu corpo no interior da mesma. 
A barreira (cancela) da torre do elevador deve ser dotada de dispositivo de inter-
travamento com duplo canal e ruptura positiva, monitorado por interface de segurança, de 
modo a impedir sua abertura quando o elevador não estiver no nível do pavimento. 
O fechamento da base da torre do elevador deve proteger todos os lados até uma 
altura de pelo menos 2,0 m (dois metros) e ser dotado de proteção e sinalização, de forma 
a proibir a circulação de trabalhadores através da mesma. 
O elevador de materiais e/ou pessoas deve dispor, no mínimo, de: 
● Cabine metálica com porta;
● Horímetro;
● Iluminação	e	ventilação	natural	ou	artificial	durante	o	uso;
● Indicação do número máximo de passageiros e peso máximo equivalente em
quilogramas;
● Botão	em	cada	pavimento	a	fim	de	garantir	comunicação	única	através	de	painel
interno de controle.
1.16.2 Movimentação de pessoas 
O transporte de passageiros no elevador deve ter prioridade sobre o de cargas. 
91UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
Na construção com altura igual ou superior a 24 m (vinte e quatro metros), é obri-
gatória a instalação de, pelo menos, um elevador de passageiros, devendo seu percurso 
alcançar toda a extensão vertical da obra, considerando o subsolo. 
O elevador de passageiros deve ser instalado, no máximo, a partir de 15 m (quinze 
metros) de deslocamento vertical na obra.
1.16.3 Movimentação de materiais 
Na movimentação de materiais por meio de elevador, é proibido: 
● Transportar materiais com dimensões maiores do que a cabine no elevador;
● Transportar materiais apoiados nas portas da cabine;
● Transportar materiais do lado externo da cabine, exceto nas operações de mon-
tagem e desmontagem do elevador;
● Transportar material a granel sem acondicionamento apropriado;
● Adaptar a instalação de qualquer equipamento ou dispositivo para içamento de
materiais em qualquer parte da cabine ou da torre do elevador.
92UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Olá,
Esta unidade abordou a Segurança do Trabalho em sua área de atuação, nela você 
pôde	aprender	as	exigências	específicas	para	ambientes	de	trabalho	que	farão	parte	de	sua	
carreira. Você conheceu as regulamentações para áreas em comum dos colaboradores, 
a importância no manuseio de máquinas, trabalho de demolições, escavações, algumas 
atividades	específicas,	como	por	exemplo	trabalho	em	altura,	e	outros	fatores	que	podem	
mitigar os riscos de acidente de trabalho. 
Foi abordado também as documentações obrigatórias para a construção civil, bem 
como os itens que devem constituir o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e o 
PCMAT (Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho), que devem ser elaborados 
por	um	profissional	legalmente	habilitado	na	área	de	segurança	do	trabalho.
93UNIDADE III Segurança do Trabalho na Indústria da Construção
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Segurança do Trabalho na Construção Civil
Autor: Antônio Nunes Barbosa Filho
Editora: Atlas
Sinopse: Em todo o mundo, a presença e o modo de atuação 
da Construção Civil estão diretamente associados ao grau de 
dinamismo ou pujança da economia local. Não importa onde, esta 
indústria é intensa empregadora de mão de obra. Em razão dessa 
característica e de muitos outros fatores, não raro, acidentes 
ocupacionais de diversas gravidades, inclusive muitos fatais, têm 
lugar.	 Mas	 acredita-se	 firmemente	 que	 esta	 produção	 pode	 ser	
obtida sem vitimar trabalhadores. Versando a respeito de questões 
técnicas e, sobretudo, na elaboração de interpretações das condi-
ções	que	resultam	neste	cenário,	este	livro	propõe	reflexões	que	
possam contribuir para a desconstrução desta ainda realidade, em 
direção a uma produção civil intrinsecamente segura, sobretudo 
com a adequada elaboração de rotinas e do gerenciamento da in-
tegridade laboral. Ao longo dos capítulos são discutidas questões 
relativas à formação e participação dos trabalhadores no sistema 
de saúde e segurança do trabalho, as repercussões do acidente de 
trabalho, normas regulamentadoras aplicadas à construção civil, 
organização do canteiro de obras, segurança do trabalho em ativi-
dades de desconstrução (demolição), em valas e escavações, nos 
ambientes	confinados,	no	trabalho	em	altura,	na	movimentação	de	
materiais e de pessoas, na carpintaria e no trato com ferramen-
tas	manuais,	entre	outras.	Ademais,	em	capítulo	específico,	são	
apresentados relatos e discutidos alguns acidentes do segmento 
recentemente acontecidos em nosso país. O livro traz ainda um 
capítulo adicional com questões para estudo e aprofundamento 
dos temas apresentados. Livro-texto para disciplinas relativas à 
Saúde e Segurança do Trabalho, Condições de Trabalho e Meio 
Ambiente e correlatas. Leitura complementar para as disciplinas 
Gerenciamento da Construção Civil, Administração de Recursos 
Humanos e Gestão da Competitividade. Obra de interesse para 
profissionais	e	estudantes	das	áreas	de	Construção	Civil,	Saúde	e	
Segurança do Trabalho, Meio Ambiente, bem como para aqueles 
dedicados ao Direito do Trabalho e Empresarial.
FILME/VÍDEO
Título: Acidente de trabalho: série de reportagens especiais aborda 
o tema
Ano: 2015
Sinopse: 28 de abril é o Dia Nacional em Memória das Vítimas de
Acidentes e Doenças do Trabalho. O programa Jornada preparou
três reportagens especiais para abordar o tema e destacar a im-
portância da prevenção.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UaVuUNV5bK4
94
Plano de Estudo: 
● Trabalhoem Altura;
● Segurança	e	Saúde	nos	Trabalhos	em	Espaços	Confinados;
● Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;
● Mapa de Risco.
Objetivos de Aprendizagem: 
● Compreender o que é necessário para operar em altura;
● Aprender	o	que	é	regulamentado	para	operações	em	ambientes	confinados;
● Compreender os fatores importantes para manuseio de máquinas e equipamentos; 
● Apresentar o mapa de risco e como deve ser elaborado.
UNIDADE IV
Trabalho em Condições 
Inseguras e Sinalização
Prof. Me. Esp. Yutaka M. Kobayashi Júnior
95UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
INTRODUÇÃO
Caro Aluno, 
Chegamos	a	unidade	final	dessa	disciplina,	nesse	momento	você	será	orientado	
sobre	os	cuidados	para	operar	em	condições	de	altura	e	espaço	confinado,	além	de	tomar	
conhecimento sobre cuidados na operação de máquinas e equipamentos. Esses fatores 
influenciam	muito	na	saúde	e	integridade	física	do	colaborador.	
Por	fim,	você	será	apresentado	ao	mapa	de	risco,	nesse	tópico	você	aprenderá	as	
simbologias e a correta representação através de um croqui do ambiente de trabalho da 
empresa. 
Espero que esta unidade contribua com sua aprendizagem. Bons estudos!
96UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
1 NR-35:2019 – TRABALHO EM ALTURA
1.1 Introdução
Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m do 
nível inferior, em que haja risco de queda.
1.2 Objetivo
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o 
trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a 
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com 
esta atividade.
1.3 Responsabilidades
1.3.1 Cabe ao empregador: 
= Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas na NR35;
 = Assegurar a realização da Análise de Risco -AR e, quando aplicável, a emissão 
da Permissão de Trabalho -PT;
= Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho 
em altura; 
97UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
 = Assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho 
em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medi-
das complementares de segurança aplicáveis; 
 = Adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medi-
das de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;
 = Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medi-
das de controle;
 = Garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as 
medidas	de	proteção	definidas	na	NR-35:2019;
 = Assegurar	a	suspensão	dos	 trabalhos	em	altura	quando	verificar	situação	ou	
condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não 
seja possível;
 = Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho 
em altura;
 = Assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja 
forma	será	definida	pela	análise	de	riscos	de	acordo	com	as	peculiaridades	da	
atividade;
 = Assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista na NR 
35:2019.
1.3.2 Cabe aos trabalhadores:
 = Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclu-
sive os procedimentos expedidos pelo empregador;
 = Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas na 
NR-35:2019;
 = Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afeta-
das por suas ações ou omissões no trabalho.
1.4 Capacitação e Treinamento
Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi sub-
metido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito 
horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir:
 = Normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
 = Análise de Risco e condições impeditivas;
98UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
 = Riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e 
controle;
 = Sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
 = Equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, 
conservação e limitação de uso;
 = Acidentes típicos em trabalhos em altura;
 = Condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate 
e de primeiros socorros.
O treinamento periódico bienal deve ter carga horária mínima de oito horas, confor-
me	conteúdo	programático	definido	pelo	empregador	e deve ser ministrado por instrutores 
com	comprovada	proficiência	no	assunto,	sob	a	responsabilidade	de	profissional	qualificado	em	
segurança no trabalho.
1.5 Planejamento, Organização e Execução
Todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalha-
dor capacitado e autorizado.
No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte hie-
rarquia:
 = Medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de 
execução;
 = Medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade 
de execução do trabalho de outra forma;
 = Medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda 
não puder ser eliminado.
Todo	trabalho	em	altura	deve	ser	realizado	sob	supervisão,	cuja	forma	será	definida	
pela análise de risco de acordo com as peculiaridades da atividade.
A	execução	do	serviço	deve	considerar	as	influências	externas	que	possam	alterar	
as condições do local de trabalho já previstas na análise de risco.
Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco.
REFLITA 
O que você faria se visse uma pessoa sobre um telhado de uma residência em estado 
molhado e sem EPI? Você alertaria sobre os riscos ou ignoraria? 
Fonte: autor
99UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
2 NR-33:2019 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS
2.1 Objetivo e Definitivo
Esta	Norma	tem	como	objetivo	estabelecer	os	requisitos	mínimos	para	identificação	
de	espaços	confinados	e	o	reconhecimento,	avaliação,	monitoramento	e	controle	dos	riscos	
existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores 
que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. 
Espaço	Confinado	é	qualquer	área	ou	ambiente	não	projetado	para	ocupação	hu-
mana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente 
é	insuficiente	para	remover	contaminantes	ou	onde	possa	existir	a	deficiência	ou	enrique-
cimento de oxigênio.
2.2 Responsabilidades
2.2.1 Cabe ao Empregador: 
 = Indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma; 
 = Identificar	os	espaços	confinados	existentes	no	estabelecimento;	
 = Identificar	os	riscos	específicos	de	cada	espaço	confinado;	
 = Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços con-
finados,	 por	medidas	 técnicas	 de	 prevenção,	 administrativas,	 pessoais	 e	 de	
emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes 
com condições adequadas de trabalho; 
100UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
= Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medi-
das	de	controle,	de	emergência	e	salvamento	em	espaços	confinados;	
= Garantir	que	o	acesso	ao	espaço	confinado	somente	ocorra	após	a	emissão,	
por escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante 
no anexo II da NR-33:2019; 
= Fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas onde 
irão desenvolver suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores; 
= Acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos traba-
lhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que 
eles possam atuar em conformidade com a NR-33:2019; 
= Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição 
de risco grave e iminente, procedendoao imediato abandono do local; 
= Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes 
de	cada	acesso	aos	espaços	confinados.	
2.2.2 Cabe aos Trabalhadores:
= Colaborar com a empresa no cumprimento da NR-33:2019; 
= Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa; 
= Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para 
sua segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento; 
= Cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos treinamentos com rela-
ção	aos	espaços	confinados.	
2.3 Capacitação e Treinamento
É	vedada	a	designação	para	trabalhos	em	espaços	confinados	sem	a	prévia	capa-
citação do trabalhador. 
O empregador deve desenvolver e implantar programas de capacitação quando 
houver uma razão para acreditar que existam desvios na utilização ou nos procedimentos 
de	entrada	nos	espaços	confinados	ou	que	os	conhecimentos	não	sejam	adequados.	
A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser realizada dentro do horário de 
trabalho contendo: 
 = Identificação	dos	espaços	confinados;	
 = Critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos; 
 = Conhecimentos	sobre	práticas	seguras	em	espaços	confinados;	
 = Legislação de segurança e saúde no trabalho; 
101UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
 = Programa de proteção respiratória; 
 = Área	classificada;	
 = Operações de salvamento. 
Os instrutores designados pelo responsável técnico, devem possuir comprovada 
proficiência	no	assunto.	
Ao	término	do	treinamento	deve-se	emitir	um	certificado	contendo	o	nome	do	traba-
lhador,	conteúdo	programático,	carga	horária,	a	especificação	do	tipo	de	trabalho	e	espaço	
confinado,	data	e	local	de	realização	do	treinamento,	com	as	assinaturas	dos	instrutores	e	
do responsável técnico.
2.4 Emergência e Salvamento
O empregador deve elaborar e implementar procedimentos de emergência e resga-
te	adequados	aos	espaços	confinados	incluindo,	no	mínimo:	
= Descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de 
Riscos; 
= Descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas 
em caso de emergência; 
= Seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação 
de emergência, busca, resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas; 
= Acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela execução das 
medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado; 
= Exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes 
em	espaços	confinados.	
O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir 
aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. 
A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cená-
rios	de	acidentes	identificados	na	análise	de	risco.
102UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
2.5	ANEXO	I	–	Sinalização	para	Identificação	de	Espaço	Confinado
Fonte:	https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-33.pdf
103UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
3 NR-12:2019- SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
3.1 Objetivo
Esta	 Norma	 define	 referências	 técnicas,	 princípios	 fundamentais	 e	 medidas	 de	
proteção para resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece 
requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de 
projeto e de utilização de máquinas e equipamentos, e ainda à sua fabricação, importação, 
comercialização, exposição e cessão a qualquer título e em todas as atividades econômicas.
3.2 Das Disposições Gerais
● As disposições da NR-12:2019 referem-se a máquinas e equipamentos novos
e	usados,	 exceto	nos	 itens	em	que	houver	menção	específica	quanto	à	 sua
aplicabilidade.
● As máquinas e equipamentos comprovadamente destinados à exportação es-
tão isentos do atendimento dos requisitos técnicos de segurança previstos na
NR-12:2019.
É permitida a movimentação segura de máquinas e equipamentos fora das insta-
lações físicas da empresa para reparos, adequações, modernização tecnológica, desativa-
ção, desmonte e descarte. 
É permitida a segregação, o bloqueio e a sinalização que impeçam a utilização 
de máquinas e equipamentos, enquanto estiverem aguardando reparos, adequações de 
segurança, atualização tecnológica, desativação, desmonte e descarte. 
O empregador deve adotar medidas de proteção para o trabalho em máquinas e 
equipamentos, capazes de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. 
São consideradas medidas de proteção, a ser adotadas nessa ordem de prioridade: 
● Medidas de proteção coletiva;
● Medidas administrativas ou de organização do trabalho; 
● Medidas de proteção individual. 
3.3 Cabe aos trabalhadores: 
● Cumprir todas as orientações relativas aos procedimentos seguros de opera-
ção, alimentação, abastecimento, limpeza, manutenção, inspeção, transporte,
desativação, desmonte e descarte das máquinas e equipamentos;
104UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
● Não realizar qualquer tipo de alteração nas proteções mecânicas ou dispositivos
de segurança de máquinas e equipamentos, de maneira que possa colocar em
risco a sua saúde e integridade física ou de terceiros;
● Comunicar seu superior imediato se uma proteção ou dispositivo de segurança
foi	removido,	danificado	ou	se	perdeu	sua	função;
● Participar dos treinamentos fornecidos pelo empregador para atender às exi-
gências/requisitos descritos nesta NR;
● Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta
NR.
3.4 Instalações e dispositivos elétricos. 
Os circuitos elétricos de comando e potência das máquinas e equipamentos devem 
ser projetados e mantidos de modo a prevenir, por meios seguros, os perigos de choque 
elétrico, incêndio, explosão e outros tipos de acidentes, conforme previsto nas normas 
técnicas	oficiais	e,	na	falta	destas,	nas	normas	internacionais	aplicáveis.	
Devem	ser	aterradas,	conforme	as	normas	técnicas	oficiais	vigentes,	as	carcaças,	
invólucros, blindagens ou partes condutoras das máquinas e equipamentos que não façam 
parte	dos	circuitos	elétricos,	mas	que	possam	ficar	sob	tensão.	
Os circuitos elétricos de comando e potência das máquinas e equipamentos que 
estejam ou possam estar em contato direto ou indireto com água ou agentes corrosivos de-
vem ser projetadas com meios e dispositivos que garantam sua blindagem, estanqueidade, 
isolamento e aterramento, de modo a prevenir a ocorrência de acidentes. 
Os condutores de alimentação elétrica das máquinas e equipamentos devem aten-
der aos seguintes requisitos mínimos de segurança: 
● Oferecer resistência mecânica compatível com a sua utilização;
● Possuir proteção contra a possibilidade de rompimento mecânico, de contatos 
abrasivos	e	de	contato	com	lubrificantes,	combustíveis	e	calor;
● Localização	de	forma	que	nenhum	segmento	fique	em	contato	com	as	partes 
móveis ou cantos vivos;
● Não	dificultar	o	trânsito	de	pessoas	e	materiais	ou	a	operação	das	máquinas;
● Não oferecer quaisquer outros tipos de riscos na sua localização; 
● Ser constituídos de materiais que não propaguem o fogo. 
105UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
Os quadros ou painéis de comando e potência das máquinas e equipamentos 
devem atender aos seguintes requisitos mínimos de segurança: 
● Possuir porta de acesso mantida permanentemente fechada, exceto nas situa-
ções de manutenção, pesquisa de defeitos e outras intervenções, devendo ser 
observadas	as	condições	previstas	nas	normas	técnicas	oficiais	ou	nas	normas 
internacionais aplicáveis;
● Possuir sinalização quanto ao perigo de choque elétrico e restrição de acesso 
por pessoas não autorizadas;
● Ser mantidos em bom estado de conservação, limpos e livres de objetos e 
ferramentas;
● Possuir	proteção	e	identificação	dosOrganização
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de 
acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5:2019.
= Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão por eles 
designados; 
= Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em 
escrutínio	secreto,	do	qual	participem,	independentemente	de	filiação	
sindical,	exclusivamente os empregados interessados; 
= O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando a ordem 
decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no 
Quadro I da NR-5:2019, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos nor-
mativos	de	setores	econômicos	específicos.	
O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma 
reeleição. 
O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os 
representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.
11UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil 
após o término do mandato anterior.
Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um secretário e seu 
substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a 
concordância do empregador.
A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não 
poderá ser desativada pelo empregador, antes do término do mandato de seus membros, 
ainda que haja redução do número de empregados da empresa, exceto no caso de encer-
ramento das atividades do estabelecimento. 
SAIBA MAIS
Você sabia que a CIPA é um instrumento essencial para a redução de acidentes de 
trabalho? 
Para saber mais sobre isso você pode consultar o endereço: https://enit.trabalho.gov.br/
portal/images/Arquivos_SST/SST_Publicacao_e_Manual/CGNOR---MANUAL-DA-CI-
PA.pdf
Fonte: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/noticias/2019/04/cipa-instrumento-essencial-para-a-
-reducao-de-acidentes-de-trabalho
12UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
QUADRO 1 - Direcionamento dos Membros da CIPA
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-05.pdf
2.4 Atribuições
A CIPA terá por atribuição: 
 = Identificar	os	riscos	do	processo	de	trabalho,	e	elaborar	o	mapa	de	riscos;	
 = Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de 
problemas de segurança e saúde no trabalho; 
 = Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de pre-
venção necessárias; 
 = Realizar,	periodicamente,	verificações	nos	ambientes	e	condições	de	trabalho;	
 = Realizar,	a	cada	reunião,	avaliação	do	cumprimento	das	metas	fixadas;	
 = Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no tra-
balho; 
13UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
 = Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros 
programas relacionados à segurança e saúde no trabalho; 
 = Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como 
cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança 
e saúde no trabalho; 
 = Participar em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da 
análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de 
solução;
 = Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana 
Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT; 
 = Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Preven-
ção da AIDS. 
Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao 
desempenho	de	suas	atribuições,	garantindo	tempo	suficiente	para	a	realização	das	tarefas	
constantes do plano de trabalho. 
2.4.1 Atribuições dos Empregados
 = Participar da eleição de seus representantes; 
 = Colaborar com a gestão da CIPA; 
 = Indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar 
sugestões para melhoria das condições de trabalho; 
 = Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à pre-
venção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. 
2.4.2 Atribuições do Presidente
 = Convocar os membros para as reuniões da CIPA; 
 = Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, 
quando houver, as decisões da comissão; 
 = Manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA; 
 = Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria; 
 = Delegar atribuições ao Vice-Presidente;
14UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
2.4.3 Atribuições do Vice-Presidente
 = Executar atribuições que lhe forem delegadas; 
 = Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afasta-
mentos temporários; 
2.4.4 Atribuições em Conjunto do Presidente e do Vice-Presidente 
 = Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvi-
mento de seus trabalhos; 
 = Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos 
propostos sejam alcançados; 
 = Delegar atribuições aos membros da CIPA; 
 = Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver; 
 = Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento; 
 = Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA; 
 = Constituir a comissão eleitoral. 
2.4.5 Atribuições do Secretário
 = Acompanhar as reuniões da CIPA e redigir as atas apresentando-as para apro-
vação e assinatura dos membros presentes; 
 = Preparar as correspondências;
 = Outras que lhe forem conferidas. 
2.5 Funcionamento da CIPA 
= A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preesta-
belecido;
= As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal 
da empresa e em local apropriado; 
= As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamen-
to de cópias para todos os membros; 
= As	atas	devem	ficar	no	estabelecimento	à	disposição	da	fiscalização	do	Minis-
tério do Trabalho e Emprego.
= Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: 
= Houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação 
de medidas corretivas de emergência; 
= Ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; 
15UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
= Houver solicitação expressa de uma das representações; 
= As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso; 
= Não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com 
mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência 
na ata da reunião; 
= Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração, mediante requerimen-
to	justificado;
= O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião 
ordinária, quando será analisado, devendo o Presidente e o Vice-
Presidente efetivar os encaminhamentos necessários; 
= O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando 
faltar	a	mais	de	quatro	reuniões	ordinárias	sem	justificativa.	
= A	vacância	definitiva	de	cargo,	ocorrida	durante	o	mandato,	será	suprida	por	
suplente, obedecida a ordem de colocação decrescente que consta na ata de 
eleição, devendo os motivos ser registrados em ata de reunião.
16UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
3 NR-4:2016 - SESMT
3.1 O que é o SESMT?
O SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança do Trabalho 
e	em	Medicina	do	Trabalho	é	um	grupo	de	profissionais	contratados	pela	empresa	para	
promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.
3.2 Quais são os profissionais responsáveis?
Os	profissionais	que	podem	ser	contratados	para	constituir	o	SESMT	são	Enge-
nheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Técnico de 
Segurança do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho. 
3.3 Quais estabelecimentos deverão obrigatoriamente constituir um SESMT?circuitos;	
● Observar ao grau de proteção adequado em função do ambiente de uso. 
As ligações e derivações dos condutores elétricos das máquinas e equipamentos 
devem	ser	feitas	mediante	dispositivos	apropriados	e	conforme	as	normas	técnicas	oficiais	
vigentes, de modo a assegurar resistência mecânica e contato elétrico adequado, com 
características equivalentes aos condutores elétricos utilizados e proteção contra riscos. 
As instalações elétricas das máquinas e equipamentos que utilizem energia elétrica 
fornecida por fonte externa devem possuir dispositivo protetor contra sobrecorrente, dimen-
sionado conforme a demanda de consumo do circuito. 
São proibidas nas máquinas e equipamentos: 
● A utilização de chave geral como dispositivo de partida e parada;
● A utilização de chaves tipo faca nos circuitos elétricos; 
● A existência de partes energizadas expostas de circuitos que utilizam energia 
elétrica. 
As baterias devem atender aos seguintes requisitos mínimos de segurança: 
● Localização de modo que sua manutenção e troca possam ser realizadas facil-
mente a partir do solo ou de uma plataforma de apoio;
● Constituição	e	fixação	de	forma	a	não	haver	deslocamento	acidental;	
● Proteção	 do	 terminal	 positivo,	 a	 fim	 de	 prevenir	 contato	 acidental	 e	 curto-
circuito. Os serviços e substituições de baterias devem ser realizados conforme 
indicação constante do manual de operação. 
106UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
3.5 Dispositivos de partida, acionamento e parada. 
Os dispositivos de partida, acionamento e parada das máquinas devem ser proje-
tados, selecionados e instalados de modo que: 
● Não se localizem em suas zonas perigosas;
● Possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por outra pessoa
que não seja o operador;
● Impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo operador ou por qual-
quer outra forma acidental;
● Não acarretem riscos adicionais;
● Dificulte-se	a	burla.
Os comandos de partida ou acionamento das máquinas devem possuir dispositivos 
que impeçam seu funcionamento automático ao serem energizadas. 
As máquinas e equipamentos, cujo acionamento por pessoas não autorizadas 
possam oferecer risco à saúde ou integridade física de qualquer pessoa, devem possuir 
sistema que possibilite o bloqueio de seus dispositivos de acionamento. 
Os componentes de partida, parada, acionamento e controles que compõem a 
interface de operação das máquinas e equipamentos fabricados a partir de 24 de março de 
2012 devem: 
● Possibilitar a instalação e funcionamento do sistema de parada de emergência, 
quando aplicável, conforme itens e subitens do capítulo sobre dispositivos de 
parada de emergência, desta NR; 
● Operar em extrabaixa tensão de até 25VCA ou de até 60VCC. 
3.6 Sistemas de segurança. 
As zonas de perigo das máquinas e equipamentos devem possuir sistemas de se-
gurança,	caracterizados	por	proteções	fixas,	proteções	móveis	e	dispositivos	de	segurança	
interligados, que resguardem proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores.
Quando utilizadas proteções que restringem o acesso do corpo ou parte dele, de-
vem	ser	observadas	as	distâncias	mínimas	conforme	normas	técnicas	oficiais	ou	normas	
internacionais aplicáveis. 
Os sistemas de segurança devem ser selecionados e instalados de modo a atender 
aos seguintes requisitos: 
107UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
● Ter categoria de segurança conforme apreciação de riscos prevista nas normas
técnicas	oficiais;
● Estar	sob	a	responsabilidade	técnica	de	profissional	legalmente	habilitado;
● Possuir conformidade técnica com o sistema de comando a que são integrados;
● Instalação	de	modo	que	dificulte	a	sua	burla;
● Manterem-se sob vigilância automática, ou seja, monitoramento, se indicado
pela apreciação de risco, de acordo com a categoria de segurança requerida,
exceto para dispositivos de segurança exclusivamente mecânicos; e
● Paralisação dos movimentos perigosos e demais riscos quando ocorrerem
falhas ou situações anormais de trabalho.
Os sistemas de segurança, se indicado pela apreciação de riscos, devem 
exigir rearme (“reset”) manual. 
A proteção deve ser móvel quando o acesso a uma zona de perigo for requerido 
mais de uma vez por turno de trabalho, observando-se que: 
● A proteção deve ser associada a um dispositivo de intertravamento quando sua 
abertura não possibilitar o acesso à zona de perigo antes da eliminação do 
risco; 
● A proteção deve ser associada a um dispositivo de intertravamento com 
bloqueio quando sua abertura possibilitar o acesso à zona de perigo antes da 
eliminação do risco. 
As máquinas e equipamentos dotados de proteções móveis associadas a dispositi-
vos de intertravamento devem: 
● Operar somente quando as proteções estiverem fechadas;
● Paralisar suas funções perigosas quando as proteções forem abertas durante 
a operação; 
● Garantir que o fechamento das proteções por si só não possa dar início às 
funções perigosas. 
Os dispositivos de intertravamento com bloqueio associados às proteções móveis 
das máquinas e equipamentos devem: 
Permitir a operação somente enquanto a proteção estiver fechada e bloqueada; 
108UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
Manter a proteção fechada e bloqueada até que tenha sido eliminado o risco 
de lesão devido às funções perigosas da máquina ou do equipamento; 
Garantir que o fechamento e bloqueio da proteção por si só não possa dar início 
às funções perigosas da máquina ou do equipamento. 
As proteções devem ser projetadas e construídas de modo a atender aos seguintes 
requisitos de segurança: 
● Cumprir suas funções apropriadamente durante a vida útil da máquina ou pos-
sibilitar	a	reposição	de	partes	deterioradas	ou	danificadas;
● Ser constituídas de materiais resistentes e adequados à contenção de projeção 
de peças, materiais e partículas;
● Fixação	firme	e	garantia	de	estabilidade	e	resistência	mecânica	compatíveis 
com os esforços requeridos;
● Não criar pontos de esmagamento ou agarramento com partes da máquina ou 
com outras proteções;
● Não possuir extremidades e arestas cortantes ou outras saliências perigosas;
● Resistir às condições ambientais do local cujo estão instaladas;
● Dificulte-se	a	burla;
● Proporcionar condições de higiene e limpeza;
● Impedir o acesso à zona de perigo;
● Ter seus dispositivos de intertravamento protegidos adequadamente contra 
sujidade, poeiras e corrosão, se necessário;
● Ter ação positiva, ou seja, atuação de modo positivo; 
● Não acarretar riscos adicionais. 
SAIBA MAIS
A revista Proteção publicou em Novembro/2016 alguns pontos de agarramento que cau-
sam acidentes nos equipamentos e máquinas, bem como formas de prevenir-se nesses 
pontos,	o	conteúdo	está	disponível	em:	https://protecaomais.com.br/upload/protecao_
protegildo/148.pdf
109UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
4 MAPA DE RISCO
O mapa de risco é uma representação do tipo e gravidade de risco em determi-
nados ambientes, capazes de prejudicar a saúde do colaborador. Esses riscos podem ter 
origem no processo de trabalho e na organização do trabalho, e podem ser representados 
por	cores,	como	exemplificado	na	tabela	abaixo.
TABELA	1-	Identificação	de	Riscos
Fonte: Mattos, U.A.O, 1993, Mapa de Riscos: o controle da saúde dos trabalhadores. DEP, 21:60.
A gravidade do risco é representada por diferentes diâmetros de um círculo, poden-
do	ser	classificada	como	grande,	médio	ou	pequeno:	
Tabela 2: Representação da Gravidade do Risco. 
Fonte: autor.
110UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
O mapa de risco é elaborado a partir de um croqui do ambiente de trabalho, poden-
do coexistir diferentes tipos de risco em um mesmo ambiente:
ANEXO 2- Mapa de Riso
Fonte: autor.
111UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade você pôde aprender sobre asresponsabilidades do empregador, 
dos trabalhadores, o treinamento e o planejamento para trabalho em altura e para trabalho 
em	espaços	confinados.	
Foi abordado também a importância da segurança do trabalho ao operar máquinas 
e equipamentos, a responsabilidade dos trabalhadores, a instalação de forma adequada, 
bem como a projeção dos dispositivos de acionamento e parada. 
Por	 fim,	 foi	 apresentado	 a	 você	 o	 mapa	 de	 risco,	 uma	 ferramenta	 cuja	 função	
é	alertar sobre diferentes riscos em cada ambiente de trabalho. 
Espero que os conhecimentos adquiridos aqui tenham o auxiliado em sua 
formação acadêmica	e	sejam	aplicados	em	sua	carreira	profissional.
112UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Dia a dia da Prevenção
Autor: Cosmo Palasio de Moraes Jr.
Editora: Difusão Editora
Sinopse: Dia a dia da prevenção não é apenas uma publicação 
técnica, trata-se de uma obra que relata as experiências de um 
profissional	que,	dentro	de	grandes	empresas,	atua	de	forma	sé-
ria, procurando melhorar as condições de trabalho e a qualidade 
de vida dos funcionários. Sua vivência e conhecimentos dos pro-
cedimentos de segurança servem como referência para novos e 
experientes	profissionais.	O	livro	é	uma	reflexão	sobre	a	profissão	
de técnico em segurança do trabalho e tem uma narrativa envol-
vente que ensina, de maneira concisa, como alcançar a excelência 
profissional	seguindo	procedimentos	e	tratando	a	Segurança	e	a	
Saúde do trabalhador como algo essencial no dia a dia.
FILME/VÍDEO
Título: Tempos Modernos
Ano: 1936
Sinopse: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma 
“máquina revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à 
loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo 
período	 em	 um	 sanatório	 ele	 fica	 curado	 de	 sua	 crise	 nervosa,	
mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova 
vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é 
preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de 
operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida 
para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas 
não têm mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda 
está	por	vir,	pois	ele	é	morto	em	um	conflito.	A	lei	vai	cuidar	das	
órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue 
escapar.
113UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
REFERÊNCIAS
MATTOS, U. A. O. Mapa de Riscos: o controle da saúde pelos trabalhadores. DEP, 21: 60, 1993. 
Disponível	em:	.	
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-04- Serviços Especializados Em Engenha-
ria de Segurança e em Medicina do trabalho. Disponível em: .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-05- Comissão Interna de Prevenção de Aci-
dentes. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-07- Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional. Disponível em: .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-09- Programa de Prevenção de Riscos Am-
bientais. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-12 - Segurança no Trabalho em Máquinas 
e Equipamentos. Disponível	em:	.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres. 
Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 1. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 2. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 3. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 8. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 9. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 10. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 11. Disponível	 em:	 .
114UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 13. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-15- Atividades e Operações Insalubres – 
Anexo 14. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-16- Atividades e Operações Perigosas. 
Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-17- Ergonomia. Disponível em: .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-18- Condições de Segurança e Saúde no 
Trabalho na Indústria da Construção. Disponível em: .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-24- Condições Sanitárias e de Conforto 
nos Locais de Trabalho. Disponível	em:	.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-26- Sinalização de Segurança. Disponível 
em:	.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-28- Fiscalização e Penalidades. Disponí-
vel	em:	.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em 
Espaços Confinados. Disponível	 em:	 .
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DO EMPREGO. NR-35 - Trabalho em Altura. Disponível em: .
115UNIDADE IV Trabalho em Condições Inseguras e Sinalização
CONCLUSÃO
De	acordo	com	o	aprendido	nesta	disciplina	pudemos	refletir	que	a	segurança	do	
trabalho não é só uma exigência de órgãos públicos, ela representa a conscientização da 
humanidade em relação ao bem-estar em ambientes de trabalho. 
Você	também	estudou	sobre	as	fiscalizações	e	penalidades,	documentos	obrigató-
rios, e constituição de equipes como CIPA e SESMT, bem como a responsabilidade de cada 
indivíduo dentro dessas organizações.
Vimos que muitas vezes, os colaboradores envolvidos no processo não têm a per-
cepção dos riscos a que estão submetidos, bem com a participação do SESMT, estes em 
situação	contrária	conhecem	os	riscos,	mas	não	são	capazes	de	identificar	sua	presença,	
pois não estão ligados diretamente à atividade da empresa, a ponte para solucionar esse 
problema é a elaboraçãode um mapa de risco que tem por objetivo conscientizar sobre os 
riscos e contribuir para eliminá-los, reduzi-los ou controlá-los. Como vimos nessa 
disciplina, além do mapa de risco, existem outras ferramentas essenciais para garantir 
a saúde e integridade do colaborador e bom funcionamento da empresa como, por 
exemplo, capacitações e treinamentos, equipamentos de proteção individual, sinalização, 
entre outros. 
A partir de agora, você tem um papel diferenciado na sociedade, você se 
torna responsável pela evolução dessa conscientização, principalmente através de seu 
exemplo. Foi um prazer apresentá-lo a essa disciplina e participar de sua formação 
acadêmica. 
Até mais!As empresas que possuem certo número de empregados com determinado grau de 
risco em sua atividade principal, de acordo com o Quadro 2 da NR-4:2016, deve constituir 
um SESMT.
3.4 Um canteiro de obras é considerado estabelecimento?
Sim, porém existe uma exceção. Canteiro de obras com menos de 1 mil colabora-
dores situados no mesmo estado, território ou Distrito Federal, segundo o item 4.2.1 não 
serão considerados estabelecimentos, e sim integrantes da empresa de engenharia princi-
pal responsável a quem caberá organizar o SESMT. Entretanto, somente os engenheiros 
de	segurança	do	 trabalho,	médicos	do	 trabalho	e	enfermeiros	do	 trabalho	poderão	ficar	
centralizados, ou seja, para técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem 
do trabalho o dimensionamento deverá ser realizado por canteiro de obra ou frente de 
trabalho, conforme o Quadro 2 da NR-4:2016.
3.5 Tipos de SESMT
Existem 4 tipos de SESMT, são eles Individual, Centralizado, Comum e Sazonal, 
esses	grupos	são	definidos	pela	Norma	Regulamentadora	4,	para	saber	qual	o	tipo	atenderá	
determinada empresa deve-se fazer as seguintes perguntas:
 = Qual o grau de risco da atividade principal da empresa?
 = Qual o números de empregados da empresa?
 = Quantos estabelecimentos a empresa possui?
 = Qual a distância entre os estabelecimentos?
17UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
 = É canteiro de obras?
Vamos conhecer um pouco mais sobre cada categoria. 
3.5.1 Individual
É aquele em que o estabelecimento se enquadra (de acordo com o número de 
empregados e o grau de risco de sua atividade principal) no Quadro 2 da NR-4:2016.
3.5.2 Centralizado
Quando a empresa possui mais de um estabelecimento e constitui um SESMT 
centralizado para que atenda a todos os estabelecimentos, nesse caso o dimensionamento 
deverá ser feito através da soma do número de colaboradores e do grau de risco mais alto. 
Isto é possível somente caso a distância entre os estabelecimentos seja igual ou inferior a 
5 Km.
3.5.3 Comum
A empresa que contratar outras empresas para prestar serviços em seu estabele-
cimento pode constituir SESMT comum para assistência aos empregados das contratadas, 
sob gestão própria, desde que previsto em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.
3.5.4 Sazonal
Temos apenas um caso previsto pela NR-4:2016. Quando as empresas operam 
em regime sazonal, o SESMT deve ser dimensionado utilizando a média aritmética de 
trabalhadores do ano civil anterior.
18UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
QUADRO 2- Dimensionamento dos SESMT
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-05.pdf
Compete	aos	profissionais	integrantes	dos	Serviços	Especializados	em	Engenharia	
de Segurança e em Medicina do Trabalho: 
= Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do traba-
lho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes;
= Determinar, quando esgotados todos os meios para a eliminação do risco e este 
persistir, a utilização, pelo trabalhador, de Equipamentos de Proteção Individual 
- EPI;
 = Colaborar, nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecno-
lógicas da empresa; 
 = Responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do 
disposto nas NR’s; 
 = Manter permanente relacionamento com a CIPA, apoiá-la, treiná-la e atendê-la, 
conforme dispõe a NR-5:2019; 
 = Promover a realização de atividades de conscientização;
 = Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e 
doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção; 
19UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
 = Analisar	e	registrar	em	documento(s)	específico(s)	todos	os	acidentes	ocorridos	
na empresa ou estabelecimento, com ou sem vítima, e todos os casos de doen-
ça ocupacional; 
 = Registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho, doenças 
ocupacionais e agentes de insalubridade; 
 = Manter os registros na sede dos Serviços Especializados em Engenharia de 
Segurança e em Medicina do Trabalho ou facilmente alcançáveis a partir da 
mesma por um período não inferior a 5 (cinco) anos; 
 = As	 atividades	 dos	 profissionais	 integrantes	 do	 SESMT	 são	 essencialmente	
prevencionistas. Entretanto, a elaboração de planos de controle de efeitos de 
catástrofes, de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao 
salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de 
acidente estão incluídos em suas atividades.
20UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
4 ACIDENTE DE TRABALHO
4.1 O que é acidente de trabalho?
Acidente de trabalho é o acidente que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço 
da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a 
perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Também é considerado acidente de trabalho quando:
 = Você estiver em viagem a serviço da empresa ou prestando serviços por ordem 
da empresa mesmo que fora do local de trabalho; 
 = Doenças	profissionais	(as	doenças	provocadas	pelo	tipo	de	trabalho);	
 = Doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho).
4.2 O que fazer quando o colaborador sofre acidente de trabalho?
Quando ocorrer algum acidente de trabalho o empregador deve obrigatoriamente 
emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), em caso de não cumprimento da 
emissão	deste	documento,	o	empregador	ficará	sujeito	a	uma	multa	emitida	pelo	Ministério	
do Trabalho e o valor varia de acordo com a gravidade do acidente apurada pelo órgão 
fiscalizador.	Cabe	ao	empregado	encaminhar	para	a	empresa	o	atestado	e	o	laudo	médico	
para então a empresa encaminhar para a contabilidade, que fará a transmissão de afasta-
mento para o Presidencial Social e receberá o formulário de transmissão informando a data 
e local para o funcionário se comparecer a uma agência do INSS.
21UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
4.3 O que é condição insegura?
É quando o ambiente de trabalho apresenta perigo e/ou risco ao colaborador. 
4.4 O que é ato inseguro?
É um comportamento irregular consciente ou inconscientemente, que expõe o 
colaborador ao risco.
4.5 O que é Negligência?
Falta de cuidado, de aplicação, de exatidão, de interesse, de atenção. Pode ser 
considerado negligência a omissão sobre uma condição insegura.
4.6 O que é Imprudência?
Sem prudência; ausência de cautela. Pode ser considerado imprudência uma ação 
que conduza a um ato inseguro.
4.7 O que é Imperícia? 
Que não possui perícia, experiência; sem competência nem habilidade. Executar 
determinado serviço sem que haja um conhecimento técnico necessário.
REFLITA
Um operador de máquinas sofreu um acidente de trabalho ao operar uma guilhotina com 
o equipamento em pleno funcionamento, pode-se dizer que o acidente foi causado por
uma negligência, imprudência ou imperícia?
Fonte: Autor.
22UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
5 NR-24:2019 - HIGIENE DO TRABALHO
A NR-24:2019 estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto a serem 
observadas pelas organizações, devendo o dimensionamento de todas as instalações ter 
como base o número de trabalhadores usuários do turno com maior contingente.
5.1 Instalações Sanitárias
Todo estabelecimento deve ser dotado de instalação sanitária constituída por bacia 
sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e por lavatório. 
 = As instalações sanitárias masculinas devem ser dotadas de mictório, exceto 
quando essencialmente de uso individual.
Deve ser atendida a proporção mínima de uma instalação sanitária para cada grupo 
de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, separadas por sexo.
 = Será exigido um lavatório para cada 10 (dez) trabalhadores nas atividades com 
exposição e manuseio de material infectante, substâncias tóxicas, irritantes, 
aerodispersóides ou que provoquema deposição de poeiras, que impregnem a 
pele e roupas do trabalhador.
 = Em estabelecimentos com funções comerciais, administrativas ou similares, 
com até 10 (dez) trabalhadores, poderá ser disponibilizada apenas uma insta-
lação sanitária individual de uso comum entre os sexos desde que garantidas 
condições de privacidade.
As instalações sanitárias devem:
 = Ser mantidas em condição de conservação, limpeza e higiene; 
 = Ter piso e parede revestidos por material impermeável e lavável; 
 = Peças sanitárias íntegras; 
 = Possuir recipientes para descarte de papéis usados; 
 = Ser ventiladas para o exterior ou com sistema de exaustão forçada; 
 = Dispor de água canalizada e esgoto ligados à rede geral ou a outro sistema que 
não gere risco à saúde e que atenda à regulamentação local; 
 = Comunicar-se com os locais de trabalho por meio de passagens com piso e 
cobertura, quando se situarem fora do corpo do estabelecimento.
23UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
5.2 Componentes Sanitários
Os compartimentos destinados às bacias sanitárias devem: 
 = Ser individuais; 
 = Ter divisórias com altura que mantenham seu interior indevassável com vão 
inferior que facilite a limpeza e a ventilação; 
 = Ser dotados de portas independentes, providas de fecho que impeçam o devas-
samento; 
 = Possuir papel higiênico com suporte e recipiente para descarte de papéis hi-
giênicos usados, quando não for permitido descarte na própria bacia sanitária, 
devendo o recipiente possuir tampa quando for destinado às mulheres;
 = Possuir dimensões de acordo com o código de obras local ou, na ausência 
desse, deve haver área livre de pelo menos 0,60m (sessenta centímetros) de 
diâmetro entre a borda frontal da bacia sanitária e a porta fechada.
Poderá ser disponibilizado mictório tipo individual ou calha coletiva, com anteparo.
 = No mictório do tipo calha coletiva, cada segmento de, no mínimo, 0,60m (ses-
senta	centímetros),	corresponderá	a	uma	unidade	para	fins	de	dimensionamento	
da calha. 
 = No mictório do tipo calha coletiva, quando inexistir anteparo, cada segmento de, 
no	mínimo,	0,80m	(oitenta	centímetros),	corresponderá	a	uma	unidade	para	fins	
de dimensionamento da calha. 
 = Os mictórios devem ser construídos com material impermeável e mantidos em 
condições de limpeza e higiene.
O lavatório poderá ser tipo individual, calha ou de tampo coletivo com várias cubas, 
possuindo torneiras, sendo que cada segmento de 0,60m (sessenta centímetros) corres-
ponde	a	uma	unidade	para	fins	de	dimensionamento	do	lavatório.	
O lavatório deve ser provido de material ou dispositivo para a limpeza, enxugo ou 
secagem das mãos, proibindo-se o uso de toalhas coletivas. 
Será exigido, para cada grupo de trabalhadores ou fração, 1 (um) chuveiro para 
cada:
 = 10 (dez) trabalhadores, nas atividades laborais em que haja exposição e manu-
seio de material infectante, substâncias tóxicas, irritantes ou aerodispersóides, 
que impregnam a pele e roupas do trabalhador; 
 = 20 (vinte) trabalhadores, nas atividades laborais em que haja contato com 
substâncias que provoquem deposição de poeiras que impregnam a pele e as 
24UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
roupas do trabalhador, ou que exijam esforço físico ou submetidas a condições 
ambientais de calor intenso.
 = Devem fazer parte ou estar anexos aos vestiários.
Os compartimentos destinados aos chuveiros devem: 
 = Ser individuais e mantidos em condição de conservação, limpeza e higiene; 
 = Ter portas de acesso que impeçam o devassamento; 
 = Dispor de chuveiro de água quente e fria; 
 = Ter piso e paredes revestidos de material impermeável e lavável;
 = Dispor de suporte para sabonete e para toalha;
 = Possuir dimensões de acordo com o código de obras local ou, na ausência 
deste, no mínimo 0,80m (oitenta centímetros) por 0,80m (oitenta centímetros).
5.3 Vestiários
Todos os estabelecimentos devem ser dotados de vestiários quando: 
 = A atividade exija a utilização de vestimentas de trabalho ou que seja imposto o 
uso de uniforme cuja troca deva ser feita no próprio local de trabalho; ou 
 = A atividade exija que o estabelecimento disponibilize chuveiro. 
 = Os vestiários devem ser dimensionados em função do número de trabalhadores 
que necessitam utilizá-los, até o limite de 750 (setecentos e cinquenta) trabalha-
dores, conforme o seguinte cálculo: área mínima do vestiário por trabalhador = 
1,5 - (nº de trabalhadores / 1000). 
 = Em estabelecimentos com mais de 750 (setecentos e cinquenta) trabalhado-
res, os vestiários devem ser dimensionados com área de, no mínimo, 0,75m² 
(setenta e cinco decímetros quadrados) por trabalhador. 
Os vestiários devem: 
= Ser mantidos em condição de conservação, limpeza e higiene; 
= Ter piso e parede revestidos por material impermeável e lavável; 
= Ser ventilados para o exterior ou com sistema de exaustão forçada; 
= Ter assentos em material lavável e impermeável em número compatível com o 
de trabalhadores; 
= Dispor de armários individuais simples e/ou duplos com sistema de trancamento; 
= É admitido o uso rotativo de armários simples entre usuários, exceto nos casos 
em que estes sejam utilizados para a guarda de Equipamentos de Proteção 
25UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
Individual - EPI e de vestimentas expostas a material infectante, substâncias 
tóxicas, irritantes ou que provoquem sujidade. 
Nas atividades laborais em que haja exposição e manuseio de material infectante, 
substâncias tóxicas, irritantes ou aerodispersóides, bem como naquelas em que haja con-
tato com substâncias que provoquem deposição de poeiras que impregnam a pele e as 
roupas do trabalhador devem ser fornecidos armários de compartimentos duplos ou dois 
armários simples. 
 = Ficam dispensadas de disponibilizar 2 (dois) armários simples ou armário duplo 
as organizações que promovam a higienização diária de vestimentas ou que 
forneçam vestimentas descartáveis, assegurada a disponibilização de 1 (um) 
armário simples para guarda de roupas comuns de uso pessoal do trabalhador. 
 = Os	armários	simples	devem	ter	tamanho	suficiente	para	que	o	trabalhador	guar-
de suas roupas e acessórios de uso pessoal.
As empresas que oferecerem serviços de guarda volume para a guarda de roupas 
e acessórios pessoais dos trabalhadores estão dispensadas de fornecer armários. 
Nas empresas desobrigadas de manter vestiário, deve ser garantido o fornecimento 
de escaninho, gaveta com tranca ou similar que permita a guarda individual de pertences 
pessoais dos trabalhadores ou serviço de guarda-volumes.
5.4 Locais para Refeições
Os empregadores devem oferecer aos seus trabalhadores locais em condições 
de conforto e higiene para tomada das refeições por ocasião dos intervalos concedidos 
durante a jornada de trabalho. 
devem: 
Os locais para tomada de refeições para atender até 30 (trinta) trabalhadores, 
= Ser	destinados	ou	adaptados	a	este	fim;	
= Ser arejados e apresentar boas condições de conservação, limpeza e higiene; e 
= Possuir	assentos	e	mesas,	balcões	ou	similares	suficientes	para	todos	os	usuá-
rios atendidos;
= Garantir meios para conservação e aquecimento das refeições; 
= Local e material para lavagem de utensílios usados na refeição; 
= Fornecer água potável.
26UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
Os locais destinados às refeições para atender mais de 30 (trinta) trabalhadores, 
devem: 
 = Ser	destinados	a	este	fim	e	fora	da	área	de	trabalho;	
 = Ter pisos revestidos de material lavável e impermeável; 
 = Ter paredes pintadas ou revestidas com material lavável e impermeável; 
 = Possuir espaços para circulação; 
 = Ser ventilados para o exterior ou com sistema de exaustão forçada, salvo em 
ambientes	climatizados	artificialmente;	
 = Possuir lavatórios instalados nas proximidades ou no próprio local, atendendo 
aos requisitos do subitem 24.3.4; 
 = Possuir assentose mesas com superfícies ou coberturas laváveis ou descartá-
veis, em número correspondente aos usuários atendidos; 
 = Ter água potável disponível; 
 = Possuir condições de conservação, limpeza e higiene; 
 = Dispor de meios para aquecimento das refeições; e 
 = Possuir recipientes com tampa para descarte de restos alimentares e descartá-
veis. 
5.5 Cozinhas 
Quando as empresas possuírem cozinhas, estas devem: 
= Ficar anexas aos locais para refeições e com ligação para os mesmos; 
= Possuir pisos e paredes revestidos com material impermeável e lavável; 
= Dispor de aberturas para ventilação protegidas com telas ou ventilação exaus-
tora; 
= Possuir lavatório para uso dos trabalhadores do serviço de alimentação, dispon-
do de material ou dispositivo para a limpeza, enxugo ou secagem das mãos, 
proibindo-se o uso de toalhas coletivas; 
= Ter condições para acondicionamento e disposição do lixo de acordo com as 
normas locais de controle de resíduos sólidos; 
= Dispor de sanitário próprio para uso exclusivo dos trabalhadores que manipulam 
gêneros alimentícios, separados por sexo;
= Em	câmaras	frigoríficas	devem	ser	instalados	dispositivos	para	abertura	da	por-
ta pelo lado interno, garantida a possibilidade de abertura mesmo que trancada 
pelo exterior. 
27UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
Os recipientes de armazenagem de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) devem ser ins-
talados em área externa ventilada, observadas as normas técnicas brasileiras pertinentes. 
5.6 Alojamento 
Alojamento	é	o	conjunto	de	espaços	ou	edificações,	composto	de	dormitório,	insta-
lações sanitárias, refeitório, áreas de vivência e local para lavagem e secagem de roupas, 
sob responsabilidade do empregador, para hospedagem temporária de trabalhadores. 
Os dormitórios dos alojamentos devem: 
= Ser mantidos em condições de conservação, higiene e limpeza; 
= Ser dotados de quartos; 
= Dispor de instalações sanitárias, respeitada a proporção de 01 (uma) instalação 
sanitária com chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores hospedados ou fração;
= Ser separados por sexo; 
= As instalações sanitárias devem estar localizadas a uma distância máxima de 
50 m.
Os quartos dos dormitórios devem: 
= Possuir camas correspondente ao número de trabalhadores alojados no quarto, 
vedado o uso de 3 (três) ou mais camas na mesma vertical, e ter espaçamentos 
vertical e horizontal que permitam ao trabalhador movimentação com segurança; 
= Possuir	colchões	certificados	pelo	INMETRO;	
= Possuir colchões, lençóis, fronhas, cobertores e travesseiros limpos e higieniza-
dos, adequados às condições climáticas; 
= Possuir ventilação natural, devendo esta ser utilizada conjuntamente com a 
ventilação	artificial,	levando	em	consideração	as	condições	climáticas	locais;	
= Possuir capacidade máxima para 8 (oito) trabalhadores; 
= Possuir armários; 
= Ter, no mínimo, a relação de 3,00 m² (três metros quadrados) por cama 
simples ou 4,50 m² (quatro metros e cinquenta centímetros quadrados) por 
beliche, em ambos os casos incluídas a área de circulação e armário; 
= Possuir conforto acústico conforme NR-17:2018;
= As	camas	superiores	dos	beliches	devem	ter	proteção	lateral	e	escada	fixas	à	
estrutura. 
28UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
 = Os armários dos quartos devem ser dotados de sistema de trancamento e com 
dimensões compatíveis para a guarda de roupas e pertences pessoais do 
tra-balhador, e enxoval de cama;
 = Os trabalhadores alojados no mesmo quarto devem pertencer, preferencialmen-
te, ao mesmo turno de trabalho;
Os locais para refeições devem ser compatíveis com os requisitos do item 24.5 da 
NR-24:2019, podendo ser parte integrante do alojamento ou estar localizados em 
ambien-tes externos;
= Quando	os	locais	para	refeições	não	fizerem	parte	do	alojamento,	deverá	ser	
garantido o transporte dos trabalhadores;
= É vedado o preparo de qualquer tipo de alimento dentro dos quartos;
Os alojamentos devem dispor de locais e infraestrutura para lavagem e 
secagem de roupas pessoais dos alojados ou ser fornecido serviço de lavanderia 
Os pisos dos alojamentos devem ser impermeáveis e laváveis. 
Deve ser garantida coleta de lixo diária, lavagem de roupa de cama, manutenção 
das instalações e renovação de vestuário de camas e colchões; 
Nos alojamentos deverão ser obedecidas as seguintes instruções gerais de uso: 
= Os sanitários deverão ser higienizados diariamente; 
= É vedada, nos quartos, a instalação e utilização de fogão, fogareiro ou similares; 
= Ser garantido o controle de vetores conforme legislação local;
= Os trabalhadores hospedados com suspeita de doença infectocontagiosa 
devem ser submetidos à avaliação médica que decidirá pelo afastamento ou 
permanência no alojamento. 
5.7 Vestimenta de trabalho 
Vestimenta de trabalho é toda peça ou conjunto de peças de vestuário, destinada 
a atender exigências de determinadas atividades ou condições de trabalho que impliquem 
contato com sujidade, agentes químicos, físicos ou biológicos ou para permitir que o traba-
lhador seja mais bem visualizado, não considerada como uniforme ou EPI. 
O empregador deve fornecer gratuitamente as vestimentas de trabalho. 
A vestimenta não substitui a necessidade do EPI, podendo seu uso ser conjugado. 
 Cabe ao empregador quanto às vestimentas de trabalho: 
29UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
 = Fornecer peças que sejam confeccionadas com material e em tamanho ade-
quado, visando o conforto e a segurança necessária à atividade desenvolvida 
pelo trabalhador; 
= Substituir	as	peças	conforme	sua	vida	útil	ou	sempre	que	danificadas;	
= Fornecer em quantidade adequada ao uso, levando em consideração a neces-
sidade de troca da vestimenta; 
= Responsabilizar-se pela higienização com periodicidade necessária nos casos 
em que a lavagem ofereça riscos de contaminação;
= Nos casos em que seja inviável o fornecimento de vestimenta exclusiva para 
cada trabalhador, deverá ser assegurada a higienização prévia ao uso. 
As peças de vestimentas de trabalho, quando usadas na cabeça ou face, não de-
vem restringir o campo de visão do trabalhador. 
5.8 Disposições gerais 
Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida aos trabalhadores água potá-
vel, sendo proibido o uso de copos coletivos. 
 = O fornecimento de água deve ser feito por meio de bebedouros na proporção 
de, no mínimo, 1 (um) para cada grupo de 50 (cinquenta) trabalhadores 
ou fração, ou outro sistema que ofereça as mesmas condições; 
= Quando não for possível obter água potável corrente, essa deverá ser fornecida 
em recipientes portáteis próprios e hermeticamente fechados; 
= Os locais de armazenamento de água potável devem passar periodicamente 
por limpeza, higienização e manutenção, em conformidade com a legislação 
local. 
Deve ser realizada periodicamente análise de potabilidade da água dos reservató-
rios	para	verificar	sua	qualidade,	em	conformidade	com	a	legislação.	
A	água	não-potável	 para	uso	no	 local	 de	 trabalho	ficará	 separada,	devendo	ser	
afixado	aviso	de	advertência	da	sua	não	potabilidade.	
Os locais de armazenamento de água, os poços e as fontes de água potável serão 
protegidos contra a contaminação.
Os locais de trabalho serão mantidos em estado de higiene compatível com o gê-
nero de atividade. 
 = O serviço de limpeza será realizado, sempre que possível, fora do horário de 
trabalho e por processo que reduza ao mínimo o levantamento de poeiras. 
30UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
Todos os ambientes previstos nesta norma devem ser construídos de acordo com 
o código de obras local, devendo:
= Ter cobertura adequada e resistente, que proteja contra intempéries; 
= Ter paredes construídas de material resistente; 
= Ter pisos de material compatível com o uso e a circulação de pessoas; 
= Possuir iluminação que proporcione segurança contra acidentes;
= Na ausência decódigo de obra local, deve ser garantido pé direito mínimo de 
2,50 m (dois metros e cinquenta centímetros), exceto nos quartos de 
dormitórios com beliche, cuja medida mínima será de 3,00 m (três metros);
= As instalações elétricas devem ser protegidas para evitar choques elétricos;
 = Devem ser garantidas condições para que os trabalhadores possam 
interromper suas atividades para utilização das instalações sanitárias. 
 Em	 edificações	 com	 diversos	 estabelecimentos,	 todas	 as	 instalações	 previstas	
na NR-24:2019 podem ser atendidas coletivamente por grupo de empregadores ou 
pelo condomínio, mantendo-se o empregador como o responsável pela 
disponibilização das instalações. 
 = O dimensionamento deve ser feito com base no maior número de trabalhadores 
por turno.
31UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
6 NR-7:2020 - DOENÇAS OCUPACIONAIS
A Norma Regulamentadora – NR-7:2020 estabelece diretrizes e requisitos para o 
desenvolvimento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO nas 
organizações, com o objetivo de proteger e preservar a saúde de seus empregados em 
relação aos riscos ocupacionais, conforme avaliação de riscos do Programa de Gerencia-
mento de Risco - PGR da organização.
6.1 Diretrizes
São diretrizes do PCMSO: 
 = Rastrear e detectar precocemente os agravos à saúde relacionados ao trabalho; 
 = Detectar possíveis exposições excessivas a agentes nocivos ocupacionais; 
 = Definir	 a	 aptidão	 de	 cada	 empregado	 para	 exercer	 suas	 funções	 ou	 tarefas	
determinadas; 
 = Subsidiar	a	implantação	e	o	monitoramento	da	eficácia	das	medidas	de	preven-
ção adotadas na organização; 
 = Subsidiar análises epidemiológicas e estatísticas sobre os agravos à saúde e 
sua relação com os riscos ocupacionais; 
 = Subsidiar decisões sobre o afastamento de empregados de situações de traba-
lho que possam comprometer sua saúde; 
 = Subsidiar	a	emissão	de	notificações	de	agravos	relacionados	ao	 trabalho,	de	
acordo com a regulamentação pertinente; 
 = Subsidiar o encaminhamento de empregados à Previdência Social; 
 = Acompanhar de forma diferenciada o empregado cujo estado de saúde possa 
ser especialmente afetado pelos riscos ocupacionais; 
 = Subsidiar	a	Previdência	Social	nas	ações	de	reabilitação	profissional;	
 = Subsidiar	ações	de	readaptação	profissional;	
 = Controlar da imunização ativa dos empregados, relacionada a riscos ocupacio-
nais, sempre que houver recomendação do Ministério da Saúde. 
6.2 Responsabilidades 
Compete ao empregador: 
 = Garantir a elaboração e efetiva implantação do PCMSO; 
 = Custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos relacionados ao PCMSO; 
 = Indicar médico do trabalho responsável pelo PCMSO. 
32UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
6.3 Planejamento
O	PCMSO	deve	ser	elaborado	considerando	os	riscos	ocupacionais	identificados	e	
classificados	pelo	PGR.	
Inexistindo médico do trabalho na localidade, a organização pode contratar médico 
de outra especialidade como responsável pelo PCMSO. 
A organização deve garantir que o PCMSO: 
 = Descreva os possíveis agravos à saúde relacionados aos riscos ocupacionais 
identificados	e	classificados	no	PGR;	
 = Contenha planejamento de exames médicos clínicos e complementares neces-
sários,	conforme	os	riscos	ocupacionais	identificados,	atendendo	ao	determina-
do nos Anexos da NR-7:2020; 
 = Contenha os critérios de interpretação e planejamento das condutas relaciona-
das aos achados dos exames médicos; 
 = Seja conhecido e atendido por todos os médicos que realizarem os exames 
médicos ocupacionais dos empregados; 
 = Inclua relatório analítico sobre o desenvolvimento do programa. 
O médico responsável pelo PCMSO, caso observe inconsistências no inventário 
de riscos da organização, deve reavaliá-las em conjunto com os responsáveis pelo PGR. 
O PCMSO deve incluir a realização obrigatória dos exames médicos: 
 = Admissional; 
 = Periódico; 
 = De retorno ao trabalho; 
 = De mudança de riscos ocupacionais; 
 = Demissional. 
Os empregados devem ser informados, durante o exame clínico, das razões da 
realização dos exames complementares e dos resultados de tais exames. 
Para cada exame clínico ocupacional realizado, o médico emitirá Atestado de 
Saúde Ocupacional - ASO, que deve ser comprovadamente disponibilizado ao empregado, 
devendo ser fornecido em meio físico quando solicitado. 
6.4 Documentação 
Os dados dos exames clínicos e complementares deverão ser registrados em pron-
tuário médico individual sob a responsabilidade do médico responsável pelo PCMSO, ou 
do médico responsável pelo exame, quando a organização estiver dispensada de PCMSO. 
33UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
O médico responsável pelo PCMSO deve elaborar relatório analítico do Programa, 
anualmente. 
A organização deve garantir que o médico responsável pelo PCMSO considere, na 
elaboração do relatório analítico, os dados dos prontuários médicos a ele transferidos, se 
for o caso. 
Caso o médico responsável pelo PCMSO não tenha recebido os prontuários 
médicos	ou	considere	as	informações	insuficientes,	deve	informar	o	ocorrido	no	relatório	
analítico. 
O relatório analítico deve ser apresentado e discutido com os responsáveis por 
segurança e saúde no trabalho da organização, incluindo a CIPA, quando existente, para 
que as medidas de prevenção necessárias sejam adotadas na organização. 
6.4.1 MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – MEI
MICROEMPRESA – ME
EMPRESA DE PEQUENO PORTE - EPP 
As MEI, ME e EPP desobrigadas de elaborar PCMSO, de acordo com o subitem 
1.8.6 da NR-1:2020, devem realizar e custear exames médicos ocupacionais admissionais, 
demissionais e periódicos, a cada dois anos, de seus empregados. 
A organização deve informar, ao médico do trabalho ou ao serviço médico especia-
lizado em medicina do trabalho, que está dispensada da elaboração do PCMSO, de acordo 
com a NR-1:2020, e que a função que o empregado exerce ou irá exercer não apresenta 
riscos ocupacionais. 
Para cada exame clínico ocupacional, o médico que realizou o exame emitirá ASO, 
que deve ser disponibilizado ao empregado, mediante recibo, em meio físico, quando assim 
solicitado. 
O relatório analítico não será exigido para: 
 = Microempreendedores Individuais - MEI; 
 = ME e EPP dispensadas da elaboração do PCMSO.
34UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
6.4.2 Exames complementares obrigatórios em determinados ambientes de traba-
lho:
 = Monitoração da exposição ocupacional a agentes químicos;
 = Controle médico ocupacional da exposição a níveis de pressão sonora elevados; 
 = Controle radiológico e espirométrico da exposição a agentes químicos; 
 = Controle médico ocupacional de exposição a condições hiperbáricas; 
 = Controle médico ocupacional da exposição a substâncias químicas cancerígenas 
e a radiações ionizantes.
35UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
7 NR-9:2020 - RISCOS AMBIENTAIS
7.1 Do objeto e campo de aplicação. 
A Norma Regulamentadora – NR-9:2020 estabelece a obrigatoriedade da elabora-
ção e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam tra-
balhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, 
visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipa-
ção, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais 
existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a 
proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. 
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento 
da empresa. 
O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa 
no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar 
articulado com o PCMSO previsto na NR-7:2020. 
A NR-9:2020 estabelece os parâmetros mínimos ediretrizes gerais a serem obser-
vados na execução do PPRA, podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação 
coletiva de trabalho.
7.2 Da estrutura do PPRA. 
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter, no mínimo, a se-
guinte estrutura: 
 = Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; 
 = Estratégia e metodologia de ação; 
 = Forma do registro, manutenção e divulgação dos dados; 
 = Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. 
7.3 Do desenvolvimento do PPRA. 
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: 
 = Antecipação e reconhecimentos dos riscos; 
 = Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; 
 = Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; 
 = Implantação	de	medidas	de	controle	e	avaliação	de	sua	eficácia;	
 = Monitoramento da exposição aos riscos; 
 = Registro e divulgação dos dados. 
36UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
A antecipação deverá envolver a análise de projetos de novas instalações, métodos 
ou	processos	de	 trabalho,	 ou	de	modificação	dos	 já	 existentes,	 visando	a	 identificar	 os	
riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação. 
O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando 
aplicáveis: 
 = A	sua	identificação;	
 = A determinação e localização das possíveis fontes geradoras; 
 = A	identificação	das	possíveis	trajetórias	e	dos	meios	de	propagação	dos	agentes	
no ambiente de trabalho; 
 = A	identificação	das	funções	e	determinação	do	número	de	trabalhadores	expos-
tos; 
 = A caracterização das atividades e do tipo da exposição; 
 = A obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprome-
timento da saúde decorrente do trabalho; 
 = Os	possíveis	danos	à	saúde	relacionados	aos	riscos	identificados,	disponíveis	
na literatura técnica; 
 = A descrição das medidas de controle já existentes. 
A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessária para: 
 = Comprovar	 o	 controle	 da	 exposição	 ou	 a	 inexistência	 riscos	 identificados	 na	
etapa de reconhecimento; 
 = Dimensionar a exposição dos trabalhadores; 
 = Subsidiar o equacionamento das medidas de controle. 
7.4 Das responsabilidades.
7.4.1 Do empregador: 
 = Estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA como atividade 
permanente da empresa ou instituição.
7.4.2 Dos trabalhadores: 
 = Colaborar e participar na implantação e execução do PPRA; 
 = Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA; 
 = Informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, a seu julgamento, 
possam implicar riscos à saúde dos trabalhadores.
37UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
7.5 Da informação. 
Os trabalhadores interessados terão o direito de apresentar propostas e receber in-
formações	e	orientações	a	fim	de	assegurar	a	proteção	aos	riscos	ambientais	identificados	
na execução do PPRA. 
Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira apropriada e 
suficiente	sobre	os	riscos	ambientais	que	possam	originar-se	nos	locais	de	trabalho	e	sobre	
os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos. 
7.6 Das disposições finais. 
Sempre que vários empregadores realizem simultaneamente atividades no mesmo 
local de trabalho terão o dever de executar ações integradas para aplicar as medidas previs-
tas no PPRA visando a proteção de todos os trabalhadores expostos aos riscos ambientais 
gerados. 
O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho 
e dos riscos ambientais presentes, incluindo os dados consignados no Mapa de Riscos, 
previsto	na	NR-5:2019,	deverão	ser	considerados	para	fins	de	planejamento	e	execução	do	
PPRA em todas as suas fases.
SAIBA MAIS
Para mais informações sobre Segurança e Higiene no trabalho, você pode consultar no 
seguinte endereço:
https://segurancadetrabalho.com.br/
Os termos técnicos utilizados em segurança do trabalho podem ser encontrados em:
www.areaseg.com/segpedia/index.html#indices
38UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro	aluno,	chegamos	ao	final	dessa	apostila	e	até	aqui	você	pôde	se	 instruir	a	
respeito do que é a Segurança do Trabalho, a constituição e organização da CIPA e do 
SESMT, e alguns fatores essenciais para manter boas práticas que possam mitigar os ris-
cos de acidente do trabalho. Você viu também as normas de higiene do trabalho, para que 
haja um ambiente apropriado para execução dos serviços contratados dos colaboradores.
Nesta unidade foi apresentado também diretrizes e requisitos para o desenvolvi-
mento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO nas organiza-
ções, com o objetivo de proteger e preservar a saúde de seus empregados em relação 
aos riscos ocupacionais, conforme avaliação de riscos do Programa de Gerenciamento de 
Risco - PGR da organização.
Por	fim,	esta	unidade	abordou	a	Norma	Regulamentadora	–	NR-9:2020	que	es-
tabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os em-
pregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade 
dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente con-
trole da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente 
de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
39UNIDADE I Segurança do Trabalho: Definições e Organização
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: CIPA
Autor: Nestor Waldhelm Neto
Editora: Viena
Sinopse: A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) 
tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças relaciona-
das ao trabalho. Suas ações devem buscar conciliar o trabalho com 
a preservação da vida e a promoção da saúde dos trabalhadores 
da empresa em que atuam. O livro CIPA – NR 5 Implementando e 
Mantendo apresenta um conteúdo dinâmico com itens importantes 
e	que	devem	ser	conhecidos	por	profissionais	da	área.	O	livro	está	
dividido em doze capítulos que permitem ao leitor conhecer gra-
dativamente os tópicos abordados sobre a atuação da CIPA nas 
empresas. Entre os tópicos abordados destacam-se: a segurança 
no trabalho; as Normas Regulamentadoras (NRs) e as leis rela-
cionadas à segurança e saúde ocupacional; os conceitos básicos 
sobre a CIPA; a obrigatoriedade, os objetivos, a composição e os 
tipos de CIPA; a organização e as atribuições dos membros da co-
missão; como montar uma CIPA; o treinamento para os membros; 
orientações sobre ergonomia; dicas e a importância da avaliação 
dos potenciais riscos para o trabalhador; os equipamentos de pro-
teção	individual	e	coletiva;	a	obrigatoriedade	e	a	certificação	dos	
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); a responsabilidade 
do empregador e do trabalhador em relação aos EPIs; o Serviço 
Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho (SESMT); conceito, tipos de acidente de trabalho e a 
importância da prevenção; orientações para empresa e para o 
trabalhador quanto aos acidentes de trabalho;
FILME/VÍDEO
Título: Premonição 2
Ano: 2003
Sinopse: Kimberly está na estrada com amigos quando tem a 
visão de um acidente com inúmeros carros e mortes, inclusive 
a sua. Apavorada, ela para na tentativa de evitar a ocorrência. 
Mas, infelizmente, o acidente acontece. Contudo, algumas das 
pessoas que deveriam ter morrido acabam se salvando. E é aí que 
o pesadelo começa. Agora, a morte voltará para levar, um a um,
todos aqueles que tiveram o traçado de seu destino alterado pela
premonição da garota.
40
Plano de Estudo: 
● Atividades e Operações Insalubres;
● Atividades e Operações Perigosas;
● Ergonomia;
● Fiscalização e Penalidades;
● Sinalização de Segurança.
Objetivosde Aprendizagem:
● Compreender o que é uma atividade insalubre, níveis de insalubridade e tempo de
exposição máximo para executar essa tarefa; 
● Aprender	o	que	é	a	periculosidade,	identificar	operações	perigosas	e	valor	de
remuneração ao colaborador por essa exposição ao risco;
● Capacitar	para	fatores	importantes	de	postura	ergonômica	em	atividades	profissionais;
● Apresentar	o	modo	de	sinalização	adequado,	funcionamento	da	fiscalização	e	as	
respectivas penalidades de não cumprimento das NR’s.
UNIDADE II
Saúde e Segurança Ocupacional e sua 
Fiscalização
Prof. Me. Esp. Yutaka M. Kobayashi Júnior
41UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
INTRODUÇÃO
Olá, 
Nesta	unidade	 iremos	estudar	 sobre	alguns	 fatores	que	 influenciam	na	saúde	e	
segurança	ocupacional	do	colaborador,	como	reduzi-los	ou	neutralizá-los	a	fim	de	garantir	
a saúde e integridade física do colaborador e evitar doenças ocupacionais. 
Será apresentado a você também formas de reduzir os riscos de acidente de tra-
balho através de sinalizações de segurança que garantem ao colaborador um ambiente de 
trabalho com condições mais seguras para desempenho de suas atividades. 
A	 fiscalização	 e	 devidas	 penalidades	 serão	 os	 temas	 finais	 desta	 unidade,	 eles	
garantem o melhor cumprimento das normas regulamentadoras em uma determinada em-
presa, e são essenciais para a defesa dos direitos do colaborador e do empregador. 
Bons estudos!
42UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
1 NR-15:2019 -ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
1.1 Introdução
A	palavra	insalubre	vem	do	latim	e	significa	tudo	aquilo	que	origina	doença	sendo	
que a insalubridade é a qualidade de insalubre;
O Ministério do Trabalho aprova o quadro das atividades e operações insalubres e 
adota normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância 
aos agentes agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado 
a esses agentes.
1.2 Objetivo
O exercício de trabalho em condições de insalubridade, assegura ao trabalhador a 
percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:
● 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
● 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
● 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas conside-
rado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção 
cumulativa.
43UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do paga-
mento do adicional respectivo.
A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: 
 = Com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de traba-
lho dentro dos limites de tolerância;
 = Com a utilização de equipamento de proteção individual.
SAIBA MAIS
A palavra Insalubridade vem do latim insalubrĭtas,ātis, e	 significa	 caracte-
rística	 ou	 condição	 do	 que	 é	 insalubre,	 que	 por	 sua	 vez	 se	 define	 como:	
1- que não é bom para a saúde (diz-se esp. de lugar); malsão, deletério;
2- que causa doença; insalutífero;
3- capaz de prejudicar de alguma forma a saúde do trabalhador (diz-se de condição de
trabalho).
Fonte: https://www.dicio.com.br/insalubre/
1.3 Agentes Físicos
1.3.1 Ruído Contínuo ou Intermitente
Entende-se	por	Ruído	Contínuo	ou	Intermitente,	para	os	fins	de	aplicação	de	Li-
mites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. Os níveis de ruído contínuo 
ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão 
sonora operando no circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (SLOW). As 
leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de 
tolerância	fixados	no	Quadro	abaixo.
44UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
QUADRO 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-15-atualizada-2019.pdf
Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos 
que não estejam adequadamente protegidos.
 Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a 
ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma 
que, se a soma das seguintes frações: C1/T1+ C2/T2 + C3/T3 + ... + Cn/Tn exceder a 
unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância. Na equação acima, Cn indica 
o tempo	total	que	o	trabalhador	fica	exposto	a	um	nível	de	ruído	específico,	e	Tn	indica	a
máxima exposição diária permissível a este nível.
As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído, 
contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco 
grave e iminente.
1.3.2 Ruído de Impacto
Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica 
de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo.
Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de 
nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. 
45UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para 
ruído de impacto será de 130 dB (linear). Nos intervalos entre os picos, o ruído existente 
deverá ser avaliado como ruído contínuo.
Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de 
resposta para impacto, será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e 
circuito de compensação “C”. Neste caso, o limite de tolerância será de 120 dB(C).
As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção ade-
quada, a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR), medidos no circuito de 
resposta para impacto, ou superiores a 130 dB(C), medidos no circuito de resposta rápida 
(FAST), oferecerão risco grave e iminente.
1.3.3 Exposição ao Calor
A avaliação quantitativa do calor deverá ser realizada com base na metodologia e 
procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional NHO06 da FUNDACENTRO 
nos seguintes aspectos:
 = Determinação de sobrecarga térmica por meio do índice IBUTG -Índice de Bulbo 
Úmido Termômetro de Globo;
 = Equipamentos de medição e formas de montagem, posicionamento e procedi-
mentos de uso dos mesmos nos locais avaliados;
 = Procedimentos quanto à conduta do avaliador; 
 = Medições e cálculos.
A taxa metabólica deve ser estimada com base na comparação da atividade reali-
zada pelo trabalhador com as opções apresentadas no Quadro 3.
Caso	uma	atividade	específica	não	esteja	apresentada	no	Quadro	3,	o	valor	da	taxa	
metabólica deverá ser obtido por associação com atividade similar do referido Quadro.
São caracterizadas como insalubres as atividades ou operações realizadas em 
ambientes	fechados	ou	ambientes	com	fonte	artificial	de	calor	sempre	que	o	IBUTG	(médio)	
medido ultrapassar os limites de exposição ocupacional estabelecidos com base no Índice 
de Bulbo Úmido Termômetro de Globo apresentados no Quadro 1 ( ) e determi-
nados a partir da taxa metabólica das atividades, apresentadas no Quadro 2, ambos do 
anexo nº3.
O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo Médio - e a Taxa Metabólica 
Média - , a serem considerados na avaliação da exposição ao calor, devem ser aqueles 
46UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
que, obtidos no período de 60 (sessenta) minutos corridos, resultem na condição mais 
crítica de exposição.
A avaliação quantitativa deve ser representativa da exposição, devendo ser des-
consideradas as situações de exposições eventuais ou não rotineiras nas quais os traba-
lhadores não estejam expostos diariamente.Os limites de exposição ocupacional ao calor, , estão apresentados no 
Quadro 1 deste anexo para os diferentes valores de taxa metabólica média ( ).
As situações de exposição ocupacional ao calor, caracterizadas como insalubres, 
serão	classificadas	em	grau	médio.
Laudo Técnico para caracterização da exposição ocupacional ao calor 
A caracterização da exposição ocupacional ao calor deve ser objeto de laudo técni-
co que contemple, no mínimo, os seguintes itens: 
a) Introdução,	objetivos	do	trabalho	e	justificativa;
b) Avaliação dos riscos, descritos no item 2.3 do Anexo n° 3 da NR-9:2020;
c) Descrição da metodologia e critério de avaliação, incluindo locais, datas e horá-
rios das medições;
d) Especificação,	identificação	dos	aparelhos	de	medição	utilizados	e	respectivos
certificados	de	calibração	conforme	a	NHO	06	da	Fundacentro,	quando	utilizado
o medidor de IBUTG;
e) Avaliação dos resultados;
f) Descrição e avaliação de medidas de controle eventualmente já adotadas;
g) Conclusão com a indicação de caracterização ou não de insalubridade.
47UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
QUADRO 2- Limite de exposição ocupacional ao calor
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-15-atualizada-2019.pdf
48UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
QUADRO 3- Taxa metabólica por tipo de atividade.
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-15-atualizada-2019.pdf
49UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
1.3.4 Vibração
Pode ser considerado condição de trabalho insalubre a exposição às Vibrações de 
Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI).
Os procedimentos técnicos para a avaliação quantitativa das VCI e VMB são os 
estabelecidos nas Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO.
Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocu-
pacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição 
normalizada (aren) de 5 m/s2.
Caracteriza-se a condição insalubre caso sejam superados quaisquer dos limites 
de exposição ocupacional diária a VCI:
a) Valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s2;
b) Valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/s1,75.
Para	fins	de	caracterização	da	condição	insalubre,	o	empregador	deve	comprovar	
a avaliação dos dois parâmetros acima descritos.
As situações de exposição a VMB e VCI superiores aos limites de exposição ocu-
pacional são caracterizadas como insalubres em grau médio. 
1.3.5 Frio
As	atividades	ou	operações	executadas	no	interior	de	câmaras	frigoríficas,	ou	em	
locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a 
proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção 
realizada no local de trabalho.
1.3.6 Umidade
As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com 
umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão conside-
radas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.
1.4 Agentes Químicos
1.4.1 Agentes cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção. 
Nas	atividades	ou	operações	nas	quais	os	trabalhadores	ficam	expostos	a	agen-
tes químicos, a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados 
os limites de tolerância constantes do Quadro nº 4.
50UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
Todos	os	valores	fixados	no	Quadro	nº	 4 -Tabela de Limites de Tolerância são 
válidos para absorção apenas por via respiratória.
QUADRO 4- Tabela de Limites de Tolerância
* ppm -partes de vapor ou gás por milhão de partes de ar contaminado.
** mg/m3-miligramas por metro cúbico de ar.
***	 Tabela	 completa	 disponível	 em:	 https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-
-15-Anexo-11.pdf
Todos	os	valores	fixados	no	Quadro	n.o1	como	“Asfixiantes	Simples”	determinam	
que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concentração mínima 
de oxigênio deverá ser 18 (dezoito) por cento em volume. As situações nas quais a concen-
tração de oxigênio estiver abaixo deste valor serão consideradas de risco grave e iminente.
Na coluna “Valor teto” estão assinalados os agentes químicos cujos limites de tole-
rância não podem ser ultrapassados em momento algum da jornada de trabalho.
Na coluna “Absorção também pela pele” estão assinalados os agentes químicos 
que podem ser absorvidos, por via cutânea, e, portanto, exigindo na sua manipulação o uso 
da luvas adequadas, além do EPI necessário à proteção de outras partes do corpo.
51UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
A avaliação das concentrações dos agentes químicos através de métodos de 
amostragem instantânea, de leitura direta ou não, deverá ser feita pelo menos em 10 
(dez) amostragens, para cada ponto - ao nível respiratório do trabalhador. Entre cada 
uma das amostragens deverá haver um intervalo de, no mínimo, 20 (vinte) minutos.
Cada uma das concentrações obtidas nas referidas amostragens não deverá ultra-
passar os valores obtidos na equação que segue, sob pena de ser considerada situação de 
risco grave e iminente.
Valor máximo = L.T. x F. D.
Em que: 
L.T. = limite de tolerância para o agente químico, segundo o Quadro n.° 4. 
F.D.	=	fator	de	desvio,	segundo	definido	no	Quadro	n.°	5.
QUADRO 5- Fator de Desvio
Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-15-atualizada-2019.pdf
O limite de tolerância será considerado excedido quando a média aritmética das 
concentrações	ultrapassar	os	valores	fixados	no	Quadro	n.°	4.
Para os agentes químicos que tenham “Valor teto” assinalado no Quadro n.° 4 
(Tabela de Limites de Tolerância) considerar-se-á excedido o limite de tolerância, quando 
qualquer	uma	das	concentrações	obtidas	nas	amostragens	ultrapassar	os	valores	fixados	
no mesmo quadro.
Os	limites	de	tolerância	fixados	no	Quadro	n.°	4	são	válidos	para	jornadas	de	traba-
lho de até 48 (quarenta e oito) horas por semana, inclusive.
Para jornadas de trabalho que excedam as 48 (quarenta e oito) horas semanais 
dever-se-á cumprir o disposto no art. 60 da CLT.
52UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
1.4.2 Carvão
 = Insalubridade de grau máximo
Trabalho permanente no subsolo em operações de corte, furação e desmonte, de 
carregamento no local de desmonte, em atividades de manobra, nos pontos de transferên-
cia de carga e de viradores.
 = Insalubridade de grau médio
Demais atividades permanentes do subsolo compreendendo serviços, tais como: 
operações de locomotiva, condutores, engatadores, bombeiros, madeireiros, trilheiros e 
eletricistas.
 = Insalubridade de grau mínimo
Atividades permanentes de superfícies nas operações a seco, com britadores, 
peneiras,	classificadores,	carga	e	descarga	de	silos,	de	 transportadores	de	correia	e	de	
teleférreos.
1.4.3 Mercúrio
 = Insalubridade de grau máximo
Fabricação e manipulação de compostos orgânicos de mercúrio.
1.4.4 Substâncias Cancerígenas
Para as substâncias ou processos as seguir relacionados, não deve ser permitida 
nenhuma exposição ou contato, por qualquer via:
 = 4 -amino difenil (p-xenilamina);
 = Produção de Benzidina;
 = Betanaftilamina;
 = 4 -nitrodifenil,
Entende-se	por	nenhuma	exposição	ou	contato	significa	hermetizar	o	processo	ou	
operação, através dos melhores métodos praticáveis de engenharia, sendo que o traba-
lhador deve ser protegido adequadamente de modo a não permitir nenhum contato com o 
carcinogênico.
Sempre que os processos ou operações não forem hermetizados, será considerada 
como situação de risco grave e iminente para o trabalhador.
Para o Benzeno, deve ser observado o disposto no anexo 13-A.
53UNIDADE II Saúde e Segurança Ocupacional e sua Fiscalização
1.4.5 Operações Diversas
 = Insalubridade de grau máximo

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