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<p>SECRETARIA DE ESTADO DE</p><p>EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES</p><p>Diretoria de Ensino</p><p>Departamento de Ensino Fundamental</p><p>Divisão de Ensino Fundamental Anos Finais</p><p>Escola_____________________________________</p><p>SEQUÊNCIA DIDÁTICA</p><p>PROFESSOR(A):</p><p>COMPONENTE CURRICULAR:</p><p>Língua Portuguesa</p><p>ANO/SÉRIE:</p><p>7º ano</p><p>TURMAS:</p><p>COORDENADOR(A):</p><p>AULAS PREVISTAS: 8h</p><p>PERÍODO DE EXECUÇÃO:</p><p>OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do Componente)</p><p>C2 – Ler, de modo autônomo e voluntário, textos correspondentes aos diversos gêneros previstos para o ano e desenvolver procedimentos adequados de estudo, considerando as especificidades de cada gênero.</p><p>CONTEÚDOS</p><p>(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades que são objetivos)</p><p>HABILIDADES</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>· Valorização e uso da leitura como fonte de divertimento e de sensibilização, interessando-se pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e por textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.</p><p>· Análise, em textos narrativos ficcionais, das diferentes formas de composição próprias de cada gênero, dos recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, da escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver), identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios de cada gênero narrativo.</p><p>· Identificação de múltiplas possibilidades de pontuação e identificação nos textos, de forma adequada, observando os efeitos de sentido.</p><p>· A importância da leitura e práticas de leitura.</p><p>· Formas de composição de textos narrativos ficcionais.</p><p>· A pontuação e os efeitos de sentido.</p><p>DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES</p><p>(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)</p><p>ATIVIDADES ADAPTADAS</p><p>(Descrição de situações de ensino e aprendizagem adaptadas para desenvolver as habilidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.)</p><p>Descritores</p><p>Língua Portuguesa</p><p>D1 – Localizar informações explícitas em um texto.</p><p>D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.</p><p>D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.</p><p>D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.</p><p>D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.</p><p>D17 – Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.</p><p>Situação de aprendizagem 1 - Problematização</p><p>Inicie a aula, entregando para alguns alunos, tarjetas com as expressões abaixo:</p><p>Carregar o mundo nas costas</p><p>Bicho-de-sete-cabeças</p><p>Toque de Midas</p><p>Bancar o Cupido</p><p>Calcanhar de Aquiles</p><p>Agradar a Gregos e a Troianos</p><p>Presente de Grego</p><p>Peça para que, um aluno por vez, leia sua tarjeta, dizendo o que essa expressão significa e aplique-a em uma situação do dia a dia. Caso o aluno não saiba, pode pedir ajuda aos colegas.</p><p>Após os alunos falarem sobre todas as tarjetas, pergunte se sabem o que elas têm em comum.</p><p>Após alguns estudantes falarem, complemente explicando que todas têm relação com personagens da mitologia grega:</p><p>· Bicho-de-sete-cabeças: está relacionado à Hércules;</p><p>· Carregar o mundo nas costas: está relacionado à Atlas;</p><p>· Calcanhar de Aquiles: está relacionado à Aquiles;</p><p>· Bancar o Cupido: está relacionado ao Cupido;</p><p>· Toque de Midas: está relacionado à Midas;</p><p>· Presente de Grego: está relacionado à Hércules.</p><p>Informe-os que a partir desta aula eles conhecerão algumas histórias da mitologia grega.</p><p>Situação de aprendizagem 2 – Leitura do Mito de Midas</p><p>Antes da leitura</p><p>Antes de iniciar a leitura do texto faça algumas perguntas aos alunos:</p><p>1. Quem gostaria de ser muito rico?</p><p>2. Você gostaria de ser muito rico, mesmo que isso custasse o fato de que você não poderia mais tocar em ninguém?</p><p>Durante a leitura</p><p>Faça a primeira leitura do texto de forma bem expressiva para que os alunos apenas escutem, por isso não entregue ainda cópias do texto.</p><p>Para uma segunda leitura do texto, entregue uma cópia para cada aluno, pedindo que façam uma leitura silenciosa e grifem as palavras que desconhecem, para que em seguida possam procurar o signidicado no dicionário e registrar em seus cadernos.</p><p>Faça ainda um terceiro momento, com uma leitura colaborativa, com pausas para perguntas sobre o texto. Em anexo, há sugestões de perguntas.</p><p>O Rei Midas</p><p>Em Bromionte, na Macedônia, bem no norte da Grécia, vivia em paz o rei Midas, um soberano ávido de prazeres refinados e de todo tipo de riqueza. Gostava especialmente de percorrer as alamedas do imenso e maravilhoso jardim que margeava seu suntuoso palácio.</p><p>Nesse jardim, o que o rei mais apreciava era aspirar o perfume das rosas cultivadas para ele.</p><p>Um dia, quando os jardineiros estavam guardando as ferramentas, um deles ouviu um barulho estranho, que vinha de uma moita. Fez sinal aos companheiros para que se calassem, e todos ouviram um ruído surdo e regular, às vezes interrompido por resmungos.</p><p>Aproximando-se com cuidado, os jardineiros descobriram um ser estranho, encolhido no chão. Tinha corpo de homem e pés de bode. Era um sátiro que, quase morto de tanto vinho, estava deixando a bebedeira passar.</p><p>Agarraram a estranha criatura e levaram-na ao rei. Ainda cambaleando e falando com voz pastosa, o sátiro declarou a Midas que se chamava Sileno e que era companheiro e amigo de Dioniso, o deus das uvas e do vinho.</p><p>Ao conhecer a identidade de seu visitante, Midas mandou soltá-lo e, depois que Sileno descansou e comeu, foi levá-lo a Dioniso.</p><p>A alegria do deus ao reencontrar Sileno foi enorme. Mandou abrir vários barris de vinho e deu uma festa ao som de flautas e pandeiros. Quando as danças finalmente cessaram, Dioniso disse que desejava agradecer a Midas. Propôs satisfazer um desejo do rei. Qualquer um.</p><p>Acontece que Midas era muito cobiçoso, e isso o fez responder sem pensar:</p><p>- Meu maior desejo no mundo é que tudo em que eu toque se transforme em ouro.</p><p>O deus achou bem maluca a ideia, mas, já que tinha prometido, concordou e proporcionou o dom que Midas acabara de pedir.</p><p>Assim que ficou sozinho em seus aposentos, o monarca começou a experimentar seus novos poderes. Tocou a mesa e foi um deslumbramento: o móvel de simples madeira se transformou em ouro maciço. Aconteceu o mesmo com uma taça de estanho e uma espada de bronze. Maravilhado, Midas ficou frenético. Saiu tocando tudo o que estava a seu alcance. Em pouco tempo, tudo no palácio tinha virado ouro maciço. Tudo quanto era enfeite, móvel, as próprias colunas do prédio, as árvores do jardim... Ouro puro, brilhante, cintilante. De longe dava para ver o brilho do palácio de ouro de Midas, faiscando sob os raios do sol poente.</p><p>No entanto, o rei percebeu que a noite se aproximava. Ele estava com fome. Chamou os escravos e mandou servir o jantar, sendo imediatamente obedecido. Faminto, Midas jogou-se sobre os pratos deliciosos que lhe traziam. Mas as carnes douradas, as frutas suculentas, os queijos que</p><p>queria levar à boca, tudo se transformava em ouro no instante que ele os tocava.</p><p>Inquieto e desapontado em sua gulodice, fez outra tentativa. Aconteceu o mesmo. Chamou os empregados, mas todos se afastaram dele, querendo ficar bem longe de um homem que tinha um poder tão terrível.</p><p>Então Midas, alucinado de fome e de solidão, começou finalmente a refletir e percebeu que o dom de Dionísio o condenava a uma morte rápida. Ficou apavorado, e chorando, implorou ao deus que o livrasse daquele poder assustador e mortal.</p><p>Dioniso deu boas gargalhadas quando viu a que ponto a cobiça levara Midas. Mas ficou com pena e aconselhou-o logo tomar um banho na nascente do Páctolo, um rio próximo ao monte Tmolo. Midas obedeceu e, ao sair da água, viu com alívio que seu dom funesto desaparecera. Desde esse dia, as águas do Páctolo carregam sempre uma porção de pepitas de ouro.</p><p>(...)</p><p>Alain Quesnel. A Grécia: mitos e lendas. Tradução de Ana Maria Machado. São Paulo: Ática, 2005. p.8 (fragmento).</p><p>Disponível em: https://encurtador.com.br/byHIP. Acesso em: 18/12/2023. (Texto adaptado)</p><p>Depois da leitura</p><p>Para o momento depois da leitura peça que os alunos produzam um mapa mental guiando pelo modelo a seguir.</p><p>Situação de aprendizagem 3 – O gênero textual Mito</p><p>Explique aos alunos que o texto “O Rei Midas” é um exemplo do gênero textual mito, e apresente aos alunos a definição e características do gênero textual, solicitando que façam o registro em seus cadernos.</p><p>Gênero Textual Mito</p><p>São histórias criadas por um povo e contadas oralmente geração em geração.</p><p>· Essas narrativas procuram explicar algo que os povos ainda não podiam explicar cientificamente: fatos e fenômenos naturais, o surgimento do mundo e a existência dos seres vivos.</p><p>· Têm como personagens seres sobrenaturais, dotados de poderes extraordinários (deuses, semideuses, heróis), superiores aos dos humanos, que atuam interferindo na origem e destino da humanidade.</p><p>· O tempo no mito é atemporal, indeterminado.</p><p>· Seu conteúdo é ficcional, trata-se de uma história fantástica, sem ligação com a realidade</p><p>Disponível em: https://encurtador.com.br/azJO7. Acesso em: 20/12/2023. (Texto adaptado)</p><p>Após expor e explicar as características do gênero textual, volte ao mapa mental produzido pelos alunos quando terminaram de ler o texto “O Rei Midas”. Vá confirmando, junto com os alunos, suas respostas.</p><p>Em seguida, entregue cópias do texto “Deméter e Perséfone” para os alunos. Peça que identifiquem nele as características do gênero textual mito. Solicite que produzam mais um mapa mental como o modelo.</p><p>Deméter e Perséfone</p><p>Há muito tempo, nos dias de esplendor da mitologia grega, uma história de amor, traição e reconciliação ecoava pelos corredores do Olimpo, contando a origem das estações do ano. No centro dessa trama estava Deméter, a deusa da colheita, e sua adorável filha Perséfone.</p><p>Deméter, com seu dom de fazer a terra florescer, vivia em harmonia com sua filha Perséfone. A jovem era tão bela quanto as flores que brotavam sob os cuidados de sua mãe. No entanto, a felicidade dessas deidades foi interrompida quando Hades, o sombrio senhor do submundo, fixou seu olhar em Perséfone.</p><p>Um dia, enquanto a jovem colhia flores nos campos, a terra se abriu, revelando a carruagem negra de Hades. Num piscar de olhos, ele a sequestrou, levando-a para as profundezas sombrias do submundo. O grito desesperado de Perséfone ecoou nos ouvidos de sua mãe, mas era tarde demais. O rapto desencadeou a fúria de Deméter.</p><p>A deusa da colheita, consumida pela tristeza, negou seus dons à terra. As plantas murchariam, as colheitas falhariam, e o mundo mergulharia na escuridão da estação invernal. Zeus, o rei dos deuses, vendo o sofrimento dos mortais, interveio e pediu a Hades que devolvesse Perséfone.</p><p>Contudo, havia um dilema. Perséfone, durante seu tempo no submundo, tinha comido algumas sementes de romã, ligando-a irrevogavelmente àquele reino. Uma solução foi encontrada: Perséfone passaria parte do ano no submundo com Hades e a outra parte com Deméter na terra dos vivos.</p><p>Quando mãe e filha se reuniam, a alegria e a fertilidade retornavam à terra, dando origem à primavera e ao verão. Quando Perséfone partia para o submundo, a tristeza de Deméter prevalecia, marcando o início do outono e do inverno.</p><p>Assim, o mito de Deméter e Perséfone não apenas explica as estações do ano, mas também reflete a ciclicidade da vida, a importância do equilíbrio e as inevitáveis mudanças que moldam o mundo ao nosso redor.</p><p>Fonte: Texto criado pelo chat GPT para fins didáticos.</p><p>A seguir o modelo de mapa metal:</p><p>Aproveite o texto de “Deméter e Perséfone” para retomar a estrutura da narrativa, pedindo que os alunos marquem no próprio texto, com lápis de cor, onde está localizado:</p><p>1. (pintar de verde) Apresentação da narrativa: R: Os alunos deverão sinalizar o 1º e 2º parágrafos.</p><p>2. (pintar de vermelho) O conflito da narrativa: R: Os alunos deverão sinalizar o 3º parágrafo.</p><p>3. (pintar de laranja) Climax: R: Os alunos deverão sinalizar o 5º parágrafo.</p><p>4. (pintar de azul) Desfecho: R: Os alunos deverão sinalizar o 6º parágrafo.</p><p>Situação de aprendizagem 4 – Foco narrativo</p><p>Para iniciar este momento, mostre aos alunos, as imagens dos super-heróis abaixo e pergunte:</p><p>1. Vocês conhecem esses super-heróis?</p><p>2. Quais os poderes desses super-heróis?</p><p>Professor (a), vale lembrar que os super-heróis mostrados nas imagens são: Homem-Aranha, Hulk e Capitão América. O Homem-Aranha tem força sobre-humana, proporcional à de uma aranha, pode fixar-se a paredes e tetos, incrível agilidade e possui um “sentido de aranha” que o avisa sobre o perigo. O Hulk é dono de colossal força física e pode saltar grandes distâncias graças aos poderosos músculos em suas pernas. E o Capitão América é dono de força, agilidade, resistência, reflexos e capacidade de cura superiores aos dos seres humanos normais.</p><p>Em seguida, debata com a turma com base na seguinte pergunta:</p><p>SE VOCÊ PUDESSE TER UM SUPER PODER, QUAL SERIA? POR QUÊ/PARA QUÊ?</p><p>Ouça as respostas dos alunos que desejarem se manifestar.</p><p>Reflita com a turma que, da mesma maneira que os super-heróis citados e outros que os alunos devem admirar, alguns personagens da mitologia também têm super poderes. Esclareça que logo vão conhecer mais alguns deles.</p><p>Professor (a), em anexo, encontram-se os textos de mais treze personagens da mitologia grega: Hércules, Atlas, Aquiles, Cupido, Narciso, Vênus, Fobos, Apolo, Hipnos, Morfeu, DédaloTânatos e Fênix.</p><p>Divida a turma em duplas ou trios e entregue uma cópia de um personagem diferente para cada equipe formada.</p><p>Peça para que façam leitura silenciosa, de forma a se apropriarem da história, e que não devem revelar aos colegas quem é o seu personagem.</p><p>Faça cópias da ficha abaixo e entregue uma para cada aluno, solicitando que a preencham sobre o seu personagem mitológico.</p><p>Em seguida, pergunte aos alunos:</p><p>1. Quem conta a história do seu personagem?</p><p>Ouça as respostas dos alunos e reitere a pergunta, questionando sobre o tipo de narrador:</p><p>2. O narrador da história é narrador personagem ou narrador observador?</p><p>Explique aos alunos que toda narrativa é sempre contada sob uma perspectiva, sob um foco. Solicite que registrem em seus cadernos o conceito de foco narrativo.</p><p>Foco narrativo</p><p>O foco narrativo é a perspectiva daquele que narra uma história, seja ela um conto, romance, crônica ou mito. Isso porque o narrador conta uma história a partir de seu ponto de vista. A visão do observador ou do personagem que narra os fatos é o que chamamos de foco narrativo.</p><p>Quais são os tipos de foco narrativo?</p><p>→ Foco narrativo de primeira pessoa</p><p>O foco narrativo de primeira pessoa ocorre quando o narrador conta a história e também participa dos acontecimentos narrados.</p><p>→ Foco narrativo de terceira pessoa</p><p>O foco narrativo de terceira pessoa ocorre quando o narrador conta a história sem participar dos fatos narrados.</p><p>Diponível em: https://encurtador.com.br/bcGOW. Acesso em: 21/12/2023.</p><p>Após o registro e explicação, selecione um</p><p>texto e, junto com os alunos, identifique as palavras que caracterizam a presença da 3ª pessoa. Uma sugestão é o texto a seguir. Nele há um exemplo que podem ser mostrados aos alunos:</p><p>Professor (a), procure fazer esse momento de modo que os alunos ainda não saibam quem são os personagens dos colegas.</p><p>Depois que realizar, junto com os alunos a identificação das palavras que caracterizam a 3ª pessoa, solicite que realizem a seguinte atividade:</p><p>Atividade</p><p>1. O texto que você recebeu sobre os personagens da mitologia grega foram escritos em que foco narrativo?</p><p>Espera-se que os alunos identifiquem que todas as narrativas foram escritas sob o foco narrativo de 3ª pessoa.</p><p>2. Reescreva o texto do seu personagem trocando o foco narrativo, passando da 3ª pessoa para a 1ª pessoa.</p><p>3. Pesquise uma imagem dos seus personagens para apresentar aos colegas.</p><p>Organize um momento para que os alunos possam socializar suas produções. Uma sugestão é o aluno apresentar para a sala o seu personagem como se ele fosse esse personagem.</p><p>Situação de aprendizagem 5 – Possibilidades de pontuação</p><p>Distribua para cada aluno uma cópia do texto “Orfeu e Eurídice: a jornada musical além dos limites”. Solicite que façam uma leitura silenciosa para que se apropriem do texto e do enredo.</p><p>Orfeu e Eurídice: a jornada musical além dos limites</p><p>Era uma vez, em tempos antigos, numa Grécia cheia de deuses e mitos, um jovem músico chamado Orfeu cujo dom encantava até mesmo os corações mais frios. Orfeu se apaixonou perdidamente por Eurídice, uma jovem cuja beleza rivalizava com a própria luz do sol.</p><p>Um dia, enquanto Eurídice colhia flores nos campos, uma serpente venenosa a mordeu. A vida dela foi roubada, levando Orfeu a uma tristeza profunda. Mas o amor de Orfeu era tão forte que ele decidiu desafiar a própria morte para trazer sua amada de volta.</p><p>Orfeu, determinado, resolveu:</p><p>- Irei ao submundo e persuadirei Hades e Perséfone com minha música a devolver Eurídice.</p><p>Guiado por sua lira mágica, Orfeu desceu aos domínios sombrios. Ele encontrou os guardiões do submundo, prontos para testar sua habilidade.</p><p>Ao chegar, o primeiro guardião do lugar disse:</p><p>- Se sua música tocar nossos corações, poderá passar.</p><p>Orfeu tocou sua lira com uma paixão que transcendeu os limites da mortalidade. Os guardiões, encantados, abriram caminho.</p><p>Ao chegar na presença de Hades e Perséfone, Orfeu, resoluto, suplicou:</p><p>- Hades, Perséfone, concedam-me a graça de levar Eurídice de volta à luz.</p><p>Hades permaneceu somente observando o rapaz e Perséfone, curiosa, quis saber:</p><p>- Que canção você traz, músico?</p><p>Orfeu começou a tocar uma melodia cheia de tristeza e esperança. Os corações dos deuses amoleceram.</p><p>- Com esta música, peço que me permitam levar Eurídice de volta – disse Orfeu, cheio de emoção e esperança.</p><p>Hades sentenciou:</p><p>- Se ela seguir seus passos sem olhar para trás até que ambos alcancem a superfície, assim será.</p><p>Orfeu e Eurídice começaram a jornada de volta, a música de Orfeu enchendo o submundo.</p><p>Eurídice voltou a vida e disse:</p><p>- Orfeu, sinto sua música aquecer meu coração.</p><p>- Não tema, minha amada. Estamos quase lá – falou Orfeu.</p><p>À medida que se aproximavam da saída, a dúvida começou a assombrar Orfeu. O rapaz começou a questionar a si mesmo: “E se ela não estiver realmente atrás de mim? E se os deuses estiverem brincando comigo? ”</p><p>Incapaz de resistir à tentação, Orfeu olhou para trás.</p><p>Imediatamente, Eurídice com semblante triste pergunta ao amado:</p><p>- Orfeu, por que olhou para trás?</p><p>Num piscar de olhos, Eurídice desapareceu nas sombras do submundo, deixando Orfeu em desespero.</p><p>- Não! O que fiz? – gritou Orfeu desesperado.</p><p>Ao retornar ao mundo dos vivos, Orfeu aprendeu uma lição amarga sobre a confiança e a importância de aceitar as regras impostas pelos deuses. Sua música, antes alegre, tornou-se uma melodia de tristeza que ecoou pelos tempos, contando a história de um amor que ousou desafiar as fronteiras entre a vida e a morte.</p><p>Fonte: Texto produzido pelo Chat GPT para fins didáticos (texto adaptado)</p><p>Quando terminarem a leitura silenciosa, peça para que marquem no texto, com lápis de cor ou marca texto, os trechos onde aparecem as falas das personagens e as reescrevam em seus cadernos.</p><p>Sugestões de trechos:</p><p>- Irei ao submundo e persuadirei Hades e Perséfone com minha música a devolver Eurídice.</p><p>- Se sua música tocar nossos corações, poderá passar.</p><p>- Hades, Perséfone, concedam-me a graça de levar Eurídice de volta à luz.</p><p>- Que canção você traz, músico?</p><p>- Com esta música, peço que me permitam levar Eurídice de volta – disse Orfeu, cheio de emoção e esperança.</p><p>- Se ela seguir seus passos sem olhar para trás até que ambos alcancem a superfície, assim será.</p><p>- Orfeu, sinto sua música aquecer meu coração.</p><p>- Não tema, minha amada. Estamos quase lá – falou Orfeu.</p><p>- Orfeu, por que olhou para trás?</p><p>- Não! O que fiz? – gritou Orfeu desesperado.</p><p>Mostre aos alunos a presença do travessão nesses trechos e a sua função neles.</p><p>Em seguida, peça que os alunos ensaiem uma leitura bem expressiva dos trechos para ler em voz alta. Nesse momento, aproveite para trabalhar a entonação correta de leitura do ponto, ponto de exclamação e ponto de interrogação, bem como, as pequenas pausas de vírgula.</p><p>Após realizarem a leitura expressiva, oriente que cada aluno escolha um trecho, releia e troque a pontuação dele.</p><p>Em seguida, peça para que os alunos leiam o trecho com a pontuação modificada mostrando quais modificações foram feitas.</p><p>Professor (a), a expectativa é que percebam que, ao modificar a pontuação, o sentido da frase também se altera. Com as falas utilizadas para essa atividade, há a possibilidade também de trabalhar a presença do vocativo e a importância de marcá-lo por vírgula.</p><p>VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES/ SITUAÇÕES</p><p>(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)</p><p>INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO</p><p>(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)</p><p>RECURSOS</p><p>(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)</p><p>· Nesta aula é possível que o aluno desenvolva curiosidade para aprender, imaginação criativa e interesse artístico.</p><p>· Observação da participação do aluno nas atividades orais;</p><p>· Registro da entrega das atividades.</p><p>· Cópias dos textos;</p><p>· Lápis de cor.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2023.</p><p>SQUARISI, Dad. Deuses e Heróis. Mitologia para crianças. L.G.E. 2006.</p><p>DEVOLUTIVA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO</p><p>____________________________________ ____________________________________</p><p>Assinatura do (a) Coordenador (a) Assinatura do (a) Professor (a)</p><p>ANEXOS</p><p>Anexo 1 – Texto “O Rei Midas”</p><p>O Rei Midas</p><p>Em Bromionte, na Macedônia, bem no norte da Grécia, vivia em paz o rei Midas, um soberano ávido de prazeres refinados e de todo tipo de riqueza. Gostava especialmente de percorrer as alamedas do imenso e maravilhoso jardim que margeava seu suntuoso palácio.</p><p>Nesse jardim, o que o rei mais apreciava era aspirar o perfume das rosas cultivadas para ele.</p><p>Um dia, quando os jardineiros estavam guardando as ferramentas, um deles ouviu um barulho estranho, que vinha de uma moita. Fez sinal aos companheiros para que se calassem, e todos ouviram um ruído surdo e regular, às vezes interrompido por resmungos.</p><p>1. A palavra “deles” no início do parágrafo refere-se a quem? (D2)</p><p>R: Refere-se aos jardineiros.</p><p>Aproximando-se com cuidado, os jardineiros descobriram um ser estranho, encolhido no chão. Tinha corpo de homem e pés de bode. Era um sátiro que, quase morto de tanto vinho, estava deixando a bebedeira passar.</p><p>2. Podemos considerar a aparição do sátiro como o conflito gerador desta narrativa? (D10)</p><p>R: Professor, primeiro ajude os alunos a lembrarem que conflito gerador é o fato que motiva a narrativa, algo importante o suficiente para impulsionar a história. Leve-os</p><p>a perceber que tudo na vida de Midas caminhada normalmente, até a aparição do sátiro em seu jardim.</p><p>3. A palavra “levaram-na” no início do parágrafo refere-se a quem? (D2)</p><p>R: Refere-se à estranha criatura chamada Sileno.</p><p>Ao conhecer a identidade de seu visitante, Midas mandou soltá-lo e, depois que Sileno descansou e comeu, foi levá-lo a Dioniso.</p><p>A alegria do deus ao reencontrar Sileno foi enorme. Mandou abrir vários barris de vinho e deu uma festa ao som de flautas e pandeiros. Quando as danças finalmente cessaram, Dioniso disse que desejava agradecer a Midas. Propôs satisfazer um desejo do rei. Qualquer um.</p><p>Acontece que Midas era muito cobiçoso, e isso o fez responder sem pensar:</p><p>4. O que fez Midas responder rápido? (D1)</p><p>R: O fato de ser cobiçoso, ambicioso.</p><p>- Meu maior desejo no mundo é que tudo em que eu toque se transforme em ouro.</p><p>O deus achou bem maluca a ideia, mas, já que tinha prometido, concordou e proporcionou o dom que Midas acabara de pedir.</p><p>5. A palavra “deus” no início do parágrafo refere-se a quem? (D2) Por que essa palavra está escrita com letra minúscula? (D3)</p><p>R: Refere-se à Dinísio. Escrevemos Deus, iniciando com letra maiúscula, quando nos referimos ao Deus das religiões monoteístas, como o cristianismo, judaísmo e islamismo. No caso de deus, com letra minúscula, devemos usar quando nos referimos a outros deuses, como por exemplo os deuses pagãos, adeptos de qualquer religião que adota o politeísmo.</p><p>Assim que ficou sozinho em seus aposentos, o monarca começou a experimentar seus novos poderes. Tocou a mesa e foi um deslumbramento: o móvel de simples madeira se transformou em ouro maciço. Aconteceu o mesmo com uma taça de estanho e uma espada de bronze. Maravilhado, Midas ficou frenético. Saiu tocando tudo o que estava a seu alcance. Em pouco tempo, tudo no palácio tinha virado ouro maciço. Tudo quanto era enfeite, móvel, as próprias colunas do prédio, as árvores do jardim... Ouro puro, brilhante, cintilante. De longe dava para ver o brilho do palácio de ouro de Midas, faiscando sob os raios do sol poente.</p><p>6. As reticências no trecho “Tudo quanto era enfeite, móvel, as próprias colunas do prédio, as árvores do jardim...” dão ideia de quê? (D17)</p><p>R: A ideia de que mais coisas haviam se transformado em ouro.</p><p>No entanto, o rei percebeu que a noite se aproximava. Ele estava com fome. Chamou os escravos e mandou servir o jantar, sendo imediatamente obedecido. Faminto, Midas jogou-se sobre os pratos deliciosos que lhe traziam. Mas as carnes douradas, as frutas suculentas, os queijos que queria levar à boca, tudo se transformava em ouro no instante que ele os tocava.</p><p>7. A expressão “no entanto” no início do parágrafo dá que ideia ao texto? (D15)</p><p>R: A ideia de que embora Midas estivesse feliz por transformar tudo em ouro, algo de errado estava prestes a acontecer.</p><p>Inquieto e desapontado em sua gulodice, fez outra tentativa. Aconteceu o mesmo. Chamou os empregados, mas todos se afastaram dele, querendo ficar bem longe de um homem que tinha um poder tão terrível.</p><p>Então Midas, alucinado de fome e de solidão, começou finalmente a refletir e percebeu que o dom de Dionísio o condenava a uma morte rápida. Ficou apavorado, e chorando, implorou ao deus que o livrasse daquele poder assustador e mortal.</p><p>Dioniso deu boas gargalhadas quando viu a que ponto a cobiça levara Midas. Mas ficou com pena e aconselhou-o logo tomar um banho na nascente do Páctolo, um rio próximo ao monte Tmolo. Midas obedeceu e, ao sair da água, viu com alívio que seu dom funesto desaparecera. Desde esse dia, as águas do Páctolo carregam sempre uma porção de pepitas de ouro. (...)</p><p>Alain Quesnel. A Grécia: mitos e lendas. Tradução de Ana Maria Machado. São Paulo: Ática, 2005. p.8 (fragmento).</p><p>Disponível em: https://encurtador.com.br/byHIP. Acesso em: 18/12/2023. (Texto adaptado)</p><p>Anexo 2 – Sugestões de textos “Mitos”</p><p>Narciso, o belo</p><p>Narciso era muito bonito. Mais bonito que Brad Pitt e Leonardo di Caprio juntos. Todas as garotas se apaixonavam por ele. Mas o deusinho não sabia por quê. É que na casa onde morava não havia espelho. Ele nem desconfiava que era tão lindo.</p><p>Um dia, Narciso chegou perto de um lago. Abaixou-se para brincar. Aí, não deu outra. Viu o rosto refletido na água. Ficou encantado com a própria imagem. Tão encantado que se apaixonou por si mesmo.</p><p>Ele nunca mais conseguiu desgrudar os olhos da água. Não comia. Não bebia. Não dormia. Não falava com ninguém. Sabe o que aconteceu? O bonitão morreu. Mas continua entre nós.</p><p>O corpo dele virou uma flor amarela e branca. Chama-se narciso. O nome dele se tornou sinônimo de pessoa muito vaidosa. O narciso se acha o mais mais. É o mais lindo do mundo. O mais sabido. O mais educado. O mundo está cheinho de narcisistas. Você conhece algum?</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Cupido, a paixão</p><p>Cupido é um menino que anda sempre armado. Mas suas armas são muito especiais. De dia e de noite, segura o arco e a flecha. Sabe em quem ele acerta? Na pessoa distraída.</p><p>Ninguém escapa. Ele põe venda nos olhos. Sem enxergar, não escolhe hora nem lugar. Menino, menina, adulto, adulta, idoso, idosa, todos correm perigo. Queiram ou não queiram, podem levar uma flechada.</p><p>Às vezes, o garotinho arteiro atinge a pessoa enquanto ela dorme. Outras vezes, enquanto bate papo. Muitas vezes, enquanto estuda, anda na quadra, vai ao cinema, faz um lanche no McDonald's.</p><p>O resultado é sempre o mesmo. Quem recebe a flechada fica apaixonadíssimo. Por isso chamam Cupido de Deus do Amor. A flecha do amor já feriu você? Sim? Você está de parabéns. Ainda não? Aguarde. Logo, logo a paixão vai bater à sua porta.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Hércules, a força</p><p>O que faz um bebê de oito meses? Mama, dorme, usa fraldas. Não fala, não anda nem fica em pé. Alguns engatinham.</p><p>Hércules foi um bebê diferente. Ele nasceu forte. Com oito meses, viu duas enormes cobras. As serpentes se arrastavam na direção dele. Estavam doidinhas para morder o garotão.</p><p>Não conseguiram. Quando, de bote armado, avançaram sobre o menino, ele reagiu. Levantou-se e pisou as víboras. Uma perna sobre cada uma. Elas se debateram, mas não escaparam. Morreram esmagadas.</p><p>Com 18 anos, Hércules enfrentou um leão que devorava ovelhinhas. Os dois lutaram. O rei dos animais amarelou. Hércules matou-o. E ganhou fama de fortão.</p><p>O rei o desafiou a fazer doze trabalhos. Todos muito arriscados. Um deles: brigar com um touro. Sem armas.</p><p>Já imaginou? Pegar um touro na unha é tarefa hercúlea. Missão quase impossível. Mas Hércules venceu. Viva o dono da força!</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Atlas, o gigante</p><p>Atlas era um gigante. Era tão grande e tão forte que punha o Hulk no chinelo. Tinha três irmãos. Um deles se chamava Menécio. Outro, Prometeu. O último, Epimeteu. Todos eles eram grandes, fortes e brigões. Por isso ficaram conhecidos como "os homens violentos".</p><p>Um dia, eles resolveram desafiar Zeus, o deus dos deuses. Lutaram contra ele. Se vencessem, seriam os donos do mundo. Depois de muitas batalhas, os gigantes perderam a guerra, E receberam castigos.</p><p>Atlas foi condenado a carregar o mundo nos ombros. Ele toma banho. Come o mundo nos ombros. Come com o mundo nos ombros. Viaja com o mundo nos ombros. Namora com o mundo nos ombros. Dorme com o mundo nos ombros. Já imaginou?</p><p>Hoje, muitos anos depois das batalhas dos gigantes com Zeus, Atlas está na estante da biblioteca. O gigante fortão deu nome ao livro que tem mapas de todo o mundo. É por isso que o atlas se chama atlas.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Vênus, a deusa do amor</p><p>Vênus nasceu no mar. Era bonita e branca como a espuma que as ondas fazem. Assim que veio ao mundo, os ventos da primavera sopraram e a levaram para a ilha de Citera. Lá, todos se encantaram com a beleza da moça. Vestiram-na, enfeitaram-na e a mandaram para o Olimpo, lugar onde vivem os deuses. A presença dela era sinal de graça, prazer e</p><p>amor.</p><p>Um dia, Vênus conheceu Vulcano, o deus do fogo. O homem era manco e muito feio. Os dois se casaram. Mas, logo, logo a bela partiu pra outro. Começou a paquerar Marte, o senhor da guerra. Eles se encontravam escondidinhos para o maridão nunca descobrir.</p><p>A estratégia não deu certo. O deus Sol, indiscreto, viu os amantes namorando. Fofoqueiro, contou pra Vulcano. O marido ficou furioso. E jurou vingança. Como? Fabricou uma rede mágica. Ela não se quebrava e ninguém a enxergava.</p><p>Uma noite, quando Vênus e Hermes dormiam, ele jogou a rede em cima deles. Os dois ficaram presos. Vulcano, então, chamou todos os deuses do Olimpo para testemunharem a traição. Chateada, Vênus se mudou para a ilha de Chipre. Mora lá até hoje.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Fobos, o terror</p><p>Que medão! Fobos está no pedaço. A moça é filha de Marte, o deus da guerra. A danadinha se vestia de um jeito muito estranho. Não usava calcinha nem sutiã. Em cima do corpo nu, jogava uma pele de leão. Todos tremiam de pavor ao ver a figura tão esquisita.</p><p>Fobos tinha duas missões. Uma delas: acompanhava o pai aos campos de batalha. Eles iam num carro puxado por quatro cavalos. Antes de partirem, ela atrelava os animais. Deixava o veículo prontinho para enfrentar todas as lutas. Quando chegavam, ninguém resistia. Era um arraso.</p><p>A outra missão era importantíssima. Fobos assustava os combatentes. Quando eles viam aquela mulher com roupa de leão, pensavam que fosse fantasma. Fugiam apavorados. E Marte vencia guerras e batalhas.</p><p>O tempo passou. Hoje, Fobos não assusta nem passarinho. Mas o nome da moça vestida de leão deixou uma senhora herança. É a palavra fobia. O vocábulo quer dizer medo. Mas um medo grannnnnnnnnnnde, incontrolável. O cachorro com raiva sofre de hidrofobia. Ele tem pavooooooooooooooor à água.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Tânatos, o deus da morte</p><p>Tânatos tem uma família muito especial. É filho da Noite. E irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono. Tem asas enormes. Com elas, vai pra lá e vem pra cá rapidinho. Quando o tempo de vida de uma pessoa acaba, ele chega na hora. Ninguém escapa.</p><p>Um dia, Sísifo resolveu acabar com a morte. Todo mundo viveria para sempre. O que ele fez? Prendeu Tânatos. Durante muito tempo, ninguém mais morreu. As crianças ficavam adultas. Os adultos viravam velhos. E os velhos ficavam cada vez mais velhos.</p><p>A Terra se superpovoou. Havia gente demais. Começou a faltar casa, roupa e comida. Todos gastavam um tempão para pegar um ônibus ou comprar um lanchinho no McDonald's. Ir ao cinema, então, nem se fala. As filas não tinham fim.</p><p>O jeito foi soltar Tânatos. Livre, ele voltou a voar. E a levar quem devia ser levado. Por isso, até hoje, os médicos estudam a tanatologia. É parte do curso que se ocupa da morte.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Fênix, a que renasce das cinzas</p><p>Você já ouviu falar na fênix renascida? A gente usa a expressão a torto e a direito. É o caso do cachorrinho que foi atropelado. Com a pancada que levou na cabeça, o coitadinho desmaiou. Todos pensavam que ia morrer. Mas, poucas horas depois, ele corria pra lá e pra cá. Renasceu das cinzas, como a fênix.</p><p>Fênix era um pássaro fabuloso. E enorme. Parecia uma águia. Tinha as penas vermelhas, azuis e douradas. Em toda a Terra, só existia uma fênix. Sem companheiro, ela não podia ter filhotes. Então, inventou um jeito de se manter viva.</p><p>Sempre que ficava velhinha, enganava a morte. Ia pra floresta. Selecionava plantas cheirosas e ervas mágicas. Fazia um ninho bem gostosinho. Aí, punha fogo no ninho. Quando as chamas estavam bem altas, ela saltava para o meio da fogueirinha.</p><p>Virava cinza. Então, acontecia o milagre. Das cinzas nascia outra fênix. Era a fênix renascida. E começava tudo de novo.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Dédalo, o criador</p><p>Dédalo pertencia a uma família muito importante. Vivia em Atenas, capital da Grécia. Ele tinha muitas profissões. Era arquiteto, ferreiro, escultor e artista. Mas gostava mesmo de criar.</p><p>Inventou mil coisas. A machadinha é criação dele. O machado e a serra, também. Foi ele quem inventou os bancos dobráveis. No trabalho duro, tinha um ajudante. Era Talo, sobrinho dele.</p><p>O garoto era pra lá de criativo. Tão criativo que Dédalo ficou com ciúme. Um dia, fez uma grande maldade. Jogou Talo do alto do prédio. O menino morreu. O tio precisou deixar Atenas.</p><p>Foi pra ilha de Creta. Lá, conheceu o rei Minos. E recomeçou as invenções. Uma delas foi o Labirinto. Era um palácio com muitos corredores. Quem entrava lá não conseguia sair. O Minotauro foi o primeiro prisioneiro.</p><p>Um dia, Dédalo brigou com Minos. Foi preso no Labirinto. Com ele foi o filho Ícaro. Como fugir? Achar a porta era impossível. Ele, então, teve uma ideia. Construiu um par de asas para si e outro para o filho. Os dois saíram voando por um buraco no teto. O rei Minos está chupando o dedo até hoje.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Aquiles, o quase imortal</p><p>Aquiles era filho da deusa Tétis. Quando ele nasceu, a mãe quis tornar o garoto imortal. Como? Mergulhou o menino nas águas do Estige, o rio dos infernos. Para ele não se afogar, segurou-o pelo calcanhar: O calcanhar não se molhou. Virou o ponto fraco do gurizinho.</p><p>Com o banho, Aquiles se tornou uma criatura pra lá de especial. Ficou com o corpo fechado. Não sentia dor e nenhuma arma o atingia. Ele podia levar tiro, punhalada, pancada... não estava nem aí.</p><p>Um dia, Tétis visitou um adivinho. Ele lhe disse que Aquiles morreria na Guerra de Tróia. Ela, então, disfarçou o filho de mulher e levou-o para outra cidade. Quando cresceu, o rapaz se apaixonou. E contou pra amada que era homem.</p><p>A notícia se espalhou. E ele foi convocado pra guerra. Tetis, quando soube, avisou o filho que ele iria morrer na luta. Ele respondeu:</p><p>— Prefiro uma vida curta mas gloriosa a uma vida longa e sem graça.</p><p>Aquiles foi o herói da Guerra de Tróia. Mas, no meio de uma batalha, Páris atirou uma flecha nele. A flecha lhe atingiu o calcanhar. Ele morreu. Mas continua presente entre nós. É que todos têm seu calcanhar-de-aquiles.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Morfeu, o dono do sonho</p><p>Morfeu tem asas enormes. Voa muito rápido. Num abrir e fechar de olhos, está no Pólo Norte. Dali a pouco, vai ao Pólo Sul. Se sente vontade, dá uma voltinha na Disneyworld. Em seguida, vem olhar o pôr-do-sol de Brasilia.</p><p>No vai-e-vem, carrega uma papoula na mão. Com ela, faz as pessoas dormirem. Ele chega invisível. Toca a criança e o adulto com a flor bem de mansinho. Dá uma moleeeeeeeza. Todos bocejam e... pumba! Caem nos braços de Morfeu. Dormem até o outro dia. E sonham.</p><p>Há gente que não consegue dormir. Já imaginou? Fecha os olhos, reza, conta carneirinhos... E nada de sono. O jeito? E chamar Morfeu. O deus, com as asas grandonas, chega num instante. Com ele, vem Hipnos, o dono do sono.</p><p>Às vezes, as pessoas sentem muitas dores. Gemem. Choram. E não podem dormir: Com a papoula, Morfeu prepara uma poção mágica. O doente toma-a. A dor se vai. O sono e o sonho vêm.</p><p>Sabe como se chama a poção mágica? É morfina. O nome presta homenagem a Morfeu. Ele merece.</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Apolo, a perfeição</p><p>Apolo demorou a nascer: A mãe dele, Leto, não conseguia encontrar um lugar para dar à luz. Quando descobriu uma ilha, sentiu muitas dores, mas o nenê não saía da barriga dela. É que a deusa do bom parto estava distraída. Bateu papo durante sete dias sem parar. Quando se lembrou de Leto, correu. Então, gêmeos vieram ao mundo. Primeiro, Ártemis. Em seguida, Apolo.</p><p>Zeus, o pai, encantou-se com a perfeição do menino. Nariz, olhos, boca, pescoço, braços, cabelos formavam o mais lindo conjunto que se conhecia. Presenteou-o com uma lira e um carro puxado por belos cavalos. Alimentou-o com néctar e ambrosia, a comida dos deuses.</p><p>Em uma semana,</p><p>Apolo virou adolescente. Tornou-se a mais perfeita criatura do Olimpo. Até hoje, quando um menino é pra lá de bonito, a gente diz: ele parece um apolo. Ou: ele é apolíneo.</p><p>Apolo é louco por luz, música e poesia. Todos os anos, visita os lugares frios. Leva com ele o sol e o calor. Aí, acontece o milagre. O gelo se derrete. A grama volta verdinha. As plantações crescem. Os agricultores colhem alimentos. E fazem festa para o deus do sol, da música e da poesia. Viva Apolo!</p><p>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx</p><p>Hipnos, o dono do sono</p><p>Ah, sonão! Quando ele chega, ninguém resiste. Alguns tentam lutar. Bocejam. Levantam-se. Dão uma voltinha. Mas acabam desistindo. Vencidos, entregam-se a Hipnos, o dono do sono. Caem na cama e dormem.</p><p>Hipnos mora numa caverna. Fica escondidinho lá o dia inteiro. À noite, sai. Como tem asas, voa. E, rapidinho, percorre o mundo todo. Por onde passa, espalha o sono. Ninguém fica acordado. As pessoas dormem. A bicharada também.</p><p>Nas viagens noturnas, Hipnos não anda só. Vai com o filho Morfeu. O garoto é o dono dos sonhos. Os dois, com uma papoula na mão, trabalham juntos. O pai, deus do sono, faz dormir. O filho, deus dos sonhos, faz sonhar.</p><p>O deus sonolento vive conosco até hoje. De Hipnos nasceu hipnose. É um falso sono. Alguém tenta passar por Hipnos. Faz o outro dormir. Depois, dá ordens. O hipnotizado obedece sem saber. Pudera! É o efeito hipnótico.</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.png</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image9.png</p>