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<p>Transição de</p><p>Cuidados e</p><p>Cuidados</p><p>Paliativos Residentes em Saúde do Idoso</p><p>Anna Laura Luchesi Ramsdorf (Nutricionista R1)</p><p>Vanessa Longo Bresqui (Enfermeira R1)</p><p>Isabela Malfatti Scalon (Fisioterapeuta R1)</p><p>Conceito</p><p>Transição de Cuidados</p><p>Define-se a transição do cuidado como as intervenções que coordenam o cuidado ao</p><p>paciente ao longo do seu atendimento nos serviços de saúde.</p><p>Cada vez que o paciente é transferido de equipe, setor ou ambiente de saúde, considera-</p><p>se uma transição, ou seja, ela pode acontecer entre as equipes de um mesmo hospital,</p><p>de hospitais diferentes, na Atenção Primária à Saúde (APS) ou atenção domiciliar.</p><p>A transição do cuidado na alta é caracterizada como um conjunto de ações que dão</p><p>continuidade aos cuidados necessários ao paciente fora do ambiente hospitalar.</p><p>Objetivos</p><p>Reestabelecer funcionalidade</p><p>Diminuindo as visitas as unidades de</p><p>emergência;</p><p>Diminuindo reinternações</p><p>/institucionalizações;</p><p>Diminuindo gastos com assistência,</p><p>melhora a qualidade do atendimento;</p><p>Melhorando a assistência após a alta</p><p>do paciente.</p><p>“A Continuidade do Cuidado ao paciente</p><p>após a alta hospitalar evita que o usuário se perca na malha</p><p>assistencial por desconhecimento dos serviços a que pode</p><p>recorrer em caso de necessidade. Os déficits nos mecanismos de</p><p>contrarreferência deixam os usuários e familiares desamparados</p><p>e inseguros, proporcionando a busca por serviços inadequados,</p><p>como a procura por Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que</p><p>são destinadas ao atendimento de urgências e emergência.”</p><p>Teoria das transições</p><p>de Afaf Meleis</p><p>Assume que pessoas que passam por transições são mais vulneráveis a riscos que</p><p>afetam a sua saúde, por isso, merecem ser alvo dos cuidados de enfermagem;</p><p>É considerada como positiva e como um processo, quer o evento que a causou seja</p><p>previsível ou súbito;</p><p>Classificação da natureza das transições: de desenvolvimento (maternidade,</p><p>paternidade, menopausa, nascimento), situacionais (viuvez, institucionalização), de</p><p>saúde-doença (doenças cerebrovasculares, pós-operatório, câncer) e</p><p>organizacionais (novos programas, políticas e tecnologias);</p><p>Componentes essenciais</p><p>Envolvimento do paciente e familiares;</p><p>Comunicação, colaboração entre os membros da equipe;</p><p>Educação adequada ao paciente e à família;</p><p>Continuidade do atendimento nos serviços de saúde.</p><p>Desafios na implementação</p><p>da Transição de Cuidados</p><p>1.Dificuldade em ofertar cuidado integral: sobrecarga dos profissionais devido ao número limitado</p><p>destes, demandas excessivas e falta de equipe multi com atuação igualitária.</p><p>2.Debilidade do cuidado: decorrente da rede familiar, pelo medo e desinformação da alta hospitalar.</p><p>Planejamento prévio para alta, a fim de fornecer as orientações de forma sistemática ao longo da</p><p>hospitalização, evitando excesso de informações em um curto período.</p><p>3.Fragmentação da rede de atenção: fragilidade na comunicação entre os profissionais de diferentes</p><p>pontos de atendimento. Além da falta de uma rede integrada que atenda em todos os níveis de atenção.</p><p>Equipe Multi</p><p>O fisioterapeuta desempenha um papel</p><p>inestimável na transição do paciente da</p><p>hospitalar para a sua reabilitação, servindo</p><p>como uma ponte entre a fase aguda da</p><p>doença e a busca pela sua recuperação</p><p>funcional, promovendo a restauração da</p><p>independência e qualidade de vida a longo</p><p>prazo.</p><p>O nutricionista possui um papel</p><p>crucial na transição de cuidados,</p><p>desempenhando: Avaliação</p><p>nutricional, plano alimentar</p><p>personalizado, educação nutricional,</p><p>colaboração multidisciplinar,</p><p>monitoramento e prevenção de</p><p>complicações.</p><p>O enfermeiro desenvolve atividades no planejamento</p><p>de cuidados para a alta, auxílio para a reabilitação social,</p><p>educação em saúde, articulação com os demais serviços</p><p>de saúde e acompanhamento pós alta.</p><p>O farmacêutico tem o papel de realizar a conciliação</p><p>medicamentosa, orientar sobre o uso racional de</p><p>medicamentos, realizar análise da farmacoterapia,</p><p>identificar falhas na terapia medicamentosa e adesão ao</p><p>tratamento.</p><p>Equipe Multi</p><p>Cuidados paliativos</p><p>"Cuidados Paliativos são uma abordagem para melhoria da qualidade de vida de pacientes e</p><p>familiares que enfrentem uma doença ameaçadora da vida, através da prevenção e do alívio do</p><p>sofrimento, através da identificação precoce e impecável avaliação e tratamento da dor e outros</p><p>problemas, físicos, psicossociais e espirituais. " (OMS, 2007, p.3)</p><p>O símbolo da borboleta azul é usado no cuidado paliativo para indicar a presença de um paciente em fase</p><p>terminal ou para sinalizar que uma perda significativa ocorreu. Esse símbolo pode ser encontrado em quartos de</p><p>hospitais ou lares de cuidados para que a equipe médica e os visitantes saibam que a situação requer um</p><p>cuidado e uma abordagem mais sensíveis e respeitosas.</p><p>A borboleta azul representa transformação, renovação e fragilidade, aspectos que estão intimamente ligados ao</p><p>processo de fim de vida e à necessidade de um ambiente acolhedor e compreensivo para os pacientes e suas</p><p>famílias. Ela também pode ser um símbolo de esperança e consolo, oferecendo um lembrete da importância de</p><p>dignidade e compaixão durante os momentos finais da vida.</p><p>Borboleta Azul</p><p>Promover a qualidade de vida do paciente e de seus familiares</p><p>através da:</p><p>Prevenção e alívio do sofrimento;</p><p>Identificação precoce de situações possíveis de serem tratadas;</p><p>Avaliação cuidadosa e minuciosa por equipe multidisciplinar;</p><p>Tratamento da dor e de outros sintomas físicos, sociais,</p><p>psicológicos e espirituais;</p><p>Valorização da autonomia do usuário.</p><p>Objetivos</p><p>A abordagem ao paciente e à família é feita por equipe</p><p>multiprofissional composta por médicos, enfermeiros,</p><p>fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos,</p><p>fonoaudiólogos e farmacêuticos, em atividades diretamente</p><p>ligadas às necessidades biopsicossociais.</p><p>A OMS pontua ainda que se deve iniciar o tratamento paliativo o mais</p><p>precocemente possível, concomitantemente ao tratamento curativo,</p><p>utilizando-se todos os esforços necessários para melhor compreensão e</p><p>controle dos sintomas. E que ao buscar o conforto e a qualidade de vida por</p><p>meio do controle de sintomas, pode-se também possibilitar mais dias de</p><p>vida (OMS, 2007).</p><p>Quem são os profissionais envolvidos em oferecer</p><p>os Cuidados Paliativos?</p><p>a) A consideração da vida e morte como um processo natural de desenvolvimento do ciclo da</p><p>vida;</p><p>b) A abordagem focalizada nas necessidades dos pacientes e sua família;</p><p>c) O atendimento integral que objetive aprimorar a qualidade de vida.</p><p>De acordo com a Academia Nacional de Cuidados</p><p>Paliativos (ANCP, 2012), os profissionais de saúde que</p><p>se propõem a prestar assistência paliativa, precisam</p><p>respeitar alguns princípios essenciais dentre estes se</p><p>têm:</p><p>Desafios na implementação</p><p>dos Cuidados Paliativos</p><p>1. Dúvidas em relação à terapêutica dos pacientes: realização de terapêuticas desnecessárias na</p><p>fase avançada da doença, prolongando o sofrimento do usuário e de sua família.</p><p>2. Carência de uma equipe multidisciplinar: necessidade de apoio para o usuário e familiares, pois</p><p>este apoio auxilia na superação do processo da doença.</p><p>3. Número reduzido de profissionais da enfermagem: uma vez que há a necessidade de vários tipos</p><p>de cuidados que serão prestados pela equipe</p><p>É o profissional que tem mais proximidade com o paciente e sua família.</p><p>1. Atuando no controle dos sintomas e alívio da dor, além da</p><p>comunicação com o paciente e seus familiares;</p><p>2. Promovendo a dignidade, o conforto e a autonomia do paciente;</p><p>3. Trabalhando junto as famílias;</p><p>4. Possuindo comunicação com a equipe multidisciplinar;</p><p>5. Escutando e compreendendo suas necessidades diante da</p><p>terminalidade da vida.</p><p>Cuidados paliativos</p><p>e o papel do enfermeiro</p><p>1.Gestão da Medicação: revisar e otimizar o regime medicamentoso do paciente. Isso</p><p>inclui garantir que os medicamentos prescritos sejam apropriados para a condição do</p><p>paciente.</p><p>2.Alívio da Dor e Controle de Sintomas: ajuda a selecionar, ajustar e monitorar terapias</p><p>para o controle da dor e outros sintomas (náuseas, vômitos,</p><p>constipação, falta de ar e</p><p>ansiedade). Eles podem recomendar alternativas ou combinações de medicamentos para</p><p>melhor manejo dos sintomas.</p><p>3.Educação e Orientação: fornece informações e orientações tanto para os pacientes</p><p>quanto para seus cuidadores sobre o uso adequado dos medicamentos (administração,</p><p>armazenamento, e possíveis efeitos colaterais). Também esclarecem dúvidas sobre</p><p>terapias alternativas e complementares.</p><p>Cuidados paliativos</p><p>e o papel do farmacêutico</p><p>4. Coordenação com a Equipe de Saúde: colabora com médicos, enfermeiros e demais</p><p>profissionais para assegurar uma abordagem integrada e holística ao cuidado do paciente.</p><p>Ex: reuniões regulares de equipe para discutir e revisar os planos de cuidado.</p><p>5. Apoio Psicológico e Emocional: Embora não seja a principal função, fornecer apoio</p><p>emocional e ser um ponto de contato confiável para os pacientes e suas famílias também</p><p>faz parte do cuidado paliativo. A empatia e a comunicação clara são fundamentais.</p><p>6. Desprescrição: pode ser responsável por revisar e reduzir o uso de medicamentos que</p><p>não são mais necessários ou que podem causar mais malefícios do que benefícios no</p><p>contexto do cuidado paliativo.</p><p>7. Prevenção de Efeitos Adversos: Monitorar os pacientes para detectar e prevenir</p><p>efeitos adversos relacionados à medicação, especialmente em pacientes idosos ou com</p><p>múltiplas comorbidades.</p><p>Cuidados paliativos</p><p>e o papel do farmacêutico</p><p>Controle de Sintomas: Adequação nutricional pode ajudar a controlar sintomas</p><p>comuns em cuidados paliativos, como náuseas, vômitos, constipação, diarréia e falta</p><p>de apetite. Ajustes na dieta e no modo de alimentação podem minimizar esses</p><p>desconfortos.</p><p>1.</p><p>Manutenção da Força e Energia: Uma dieta balanceada pode ajudar a manter a força</p><p>e energia do paciente, o que é vital para realizar atividades diárias e manter um nível</p><p>de independência.</p><p>2.</p><p>Suporte Emocional e Social: A alimentação também tem um aspecto emocional e</p><p>social significativo. Comidas preferidas e refeições em família podem proporcionar</p><p>conforto emocional e fortalecer laços sociais.</p><p>3.</p><p>Prevenção de Complicações: Uma nutrição adequada pode ajudar a prevenir</p><p>complicações como infecções e úlceras de pressão, que são comuns em pacientes</p><p>debilitados.</p><p>4.</p><p>Individualização do Cuidado: O plano nutricional deve ser personalizado, levando em</p><p>conta fatores como tipo de doença, estágio da doença, sintomas específicos e</p><p>preferências pessoais.</p><p>5.</p><p>Cuidados paliativos</p><p>e o papel do nutricionista</p><p>Cuidados paliativos</p><p>e o papel do fisioterapeuta</p><p>1.Manutenção da Autonomia e Independência do paciente: O fisioterapeuta ajuda</p><p>a manter a autonomia do paciente, fornecendo suporte para que ele permaneça ativo</p><p>sempre que possível.</p><p>2.Alívio da Dor e Controle de Sintomas: Técnicas aplicadas pelo profissional que</p><p>podem auxiliar mo alívio dos sintomas dolorosos, como por exemplo: mobilizações</p><p>articulares, drenagens e massagens terapêuticas.</p><p>3.Prevenção de Complicações: Um olhar para prevenção de úlceras por pressão e da</p><p>síndrome do imobilismo.</p><p>4.Cuidados Respiratórios: Deve atuar proporcionando maior conforto respiratório</p><p>para o paciente, de forma a diminuir sintomas de: tosse, dispneia, dor torácica,</p><p>acúmulo de secreção, hemoptise, sibilância e fadiga muscular.</p><p>Referências</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes para a organização dos cuidados paliativos no âmbito do SUS - atenção</p><p>domiciliar. Brasília, 2018.</p><p>CASTRO, C. M. C. S. P.; MARQUES, M. C. M. P.; VAZ, C. R. O. T. Comunicação na Transição de Cuidados de</p><p>Enfermagem em um serviço de emergência de Portugal. Revista Cogitare Enfermagem, 27, 2022.</p><p>CORREIA, M. I. T. D., & Waitzberg, D. L. (2020). Nutrition in Palliative Care: Literature Review. Nutritional assessment</p><p>in the patient. Arquivos de Gastroenterologia, 57(2), 116-122.</p><p>FERREIRA MALTA, H., Fernandes, I. M., Santos, E., Baptista, R., Pereira, M. A., & Parente, P. A. (2023). Comunicação de</p><p>más notícias perspetivada segundo Meleis e Watson: Uma revisão narrativa. Servir, 2(04), e28390.</p><p>https://doi.org/10.48492/servir0204.28390</p><p>FERREIRA, S. M., Mota, D. D. C., & Oliveira, N. F. (2015). O papel do farmacêutico nos cuidados paliativos: uma</p><p>revisão integrativa. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, 6(3), 26-30.</p><p>FLORES, G.C. et al. Aspectos que dificultam a Transição do Cuidado na perspectiva de profissionais da saúde. Salão</p><p>do Conhecimento: XXIX Seminário de Iniciação Científica, 2021.</p><p>Referências</p><p>GHENO, J & WEIS, A. H. TRANSIÇÃO DO CUIDADO NA ALTA HOSPITALAR DE PACIENTES ADULTOS: REVISÃO INTEGRATIVA</p><p>DE LITERATURA. TEXTO CONTEXTO - ENFERMAGEM, 30, 2021.</p><p>MALONE, A., & Hamilton, C. (2013). Transitional Care Nutrition: Guidelines and Best Practices. The Academy of</p><p>Nutrition and Dietetics pocket guide to nutrition assessment. Chicago, IL: Academy of Nutrition and Dietetics.</p><p>MOREIRA, L. S. Contribuição do farmacêutico clínico no processo de transição de cuidados do idoso. Brazilian</p><p>Journal of Health Review,Curitiba, v.4, n.3, p.12663-12678, may./jun.2021.</p><p>NASCIMENTO, Y. A., & Mota, D. D. C. A importância do farmacêutico na transição do cuidado: uma revisão</p><p>integrativa. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, 8(1), 19-24., 2017.</p><p>SILVA, G. & CECCHETTO, F.H. Dificuldades vivenciadas pelos profissionais de enfermagem na assistência ao paciente</p><p>em cuidados paliativos. Revista de Enfermagem da UFPI. 2019, Jul-Sep; 8 (3): 64-9.</p><p>Obrigada!</p>

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