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<p>Conteudista: Prof.ª M.ª Rossana Soares de Almeida</p><p>Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin</p><p>Objetivos da Unidade:</p><p>Entender a importância das Instituições e das Entidades que regem a Legislação farmacêutica;</p><p>Conhecer as normas que fazem parte da legislação farmacêutica;</p><p>Compreender sobre a Legislação, os direitos e os deveres do profissional Farmacêutico.</p><p>˨ Material Teórico</p><p>˨ Material Complementar</p><p>˨ Referências</p><p>Hierarquia das Normas, Instituições e Entidades</p><p>Introdução</p><p>A hierarquia das Normas, em outros termos, as de maior e as de menor importância, ou seja, algumas prevalecem sobre</p><p>outras, são princípios que se estudam no Direito.</p><p>Nenhuma delas pode contrariar o que dispõe a Constituição, por isso dita Carta ou Lei Magna (NETO, 2019).</p><p>No Direito brasileiro, observa-se, no processo hierárquico, a Pirâmide de Kelsen (Figura 1):</p><p>1 / 3</p><p>˨ Material Teórico</p><p>Figura 1 – Pirâmide de Kelsen</p><p>A forma de organização da pirâmide faz prevalecerem escalas que respeitam a seguinte organização:</p><p>A ética profissional é uma vertente da Ciência Moral que não se restringe a um amontoado de Normas que precisem ser</p><p>seguidas.</p><p>A Ética trabalha em conjunto com a ação do indivíduo e suas relações sociais, na tentativa de inserir esse indivíduo em</p><p>padrões que sejam aceitos por uma Sociedade, buscando, também, a interação em consonância com valores que permeiem</p><p>sua integração em um processo social produtivo.</p><p>Ética Profissional é bem descrita por Pessini e Barchifontaine (1996, p. 79):</p><p>Constituição Federal e Emendas Constitucionais promulgadas;</p><p>Leis Complementares;</p><p>Leis delegadas;</p><p>Leis ordinárias;</p><p>Decretos–Lei;</p><p>Regulamentos;</p><p>Tratado, Acordos, Atos, Convenções Internacionais após Decretos Legislativos;</p><p>Costumes e Doutrina;</p><p>Jurisprudência;</p><p>Decretos, Medidas Provisórias, Resoluções;</p><p>Portarias, Instruções Normativas;</p><p>Contratos em geral.</p><p>Transitar de forma atuante entre ações que possam produzir o bem e o mal, entre justiça, bondade, consciência, respeito,</p><p>maleficência, índole e preservação da vida, é considerável quando se trata da formação do caráter ético e do crescimento</p><p>profissional.</p><p>Alguns Conceitos Relacionados</p><p>Leis</p><p>A partir da etimologia, o significado de “Lei” é:</p><p>Ler, vinda do verbo latino Legere, norma escrita que se lê em oposição às normas costumeiras, que não são</p><p>escritas;</p><p>Ligare, como significado de “vincular”, “obrigar”. A Lei obriga uma pessoa correta a agir de forma certa;</p><p>Eligere, com significado de eleger, em que a Lei é a norma escolhida pelo legislador como o melhor</p><p>princípio para sustentar a atividade humana.</p><p>“[...] procura a humanização do trabalho organizado; isto é, procura colocá-lo a serviço do homem, da</p><p>sua promoção, da sua finalidade social. É tarefa ainda da ética profissional detectar os fatores que, numa</p><p>determinada sociedade, esvaziam a atividade profissional tornando-a alienada. Mais do que formular</p><p>determinadas normas e cristalizá-las num código, é tarefa da ética profissional realizar uma reflexão</p><p>crítica, questionadora, que tenha por finalidade salvar o humano, a hipoteca social de toda atividade</p><p>profissional.”</p><p>Figura 2 – O símbolo da justiça</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Em uma interpretação das suas origens, a palavra “Lei” está coligada ao sentido da busca de bom comportamento</p><p>humano, procurando sempre preservar a Ética e a Moral humana.</p><p>Três sentidos da palavra “Lei” são:</p><p>Decreto</p><p>Toda Lei em significado universal, que se deligencia a todos os campos da Natureza;</p><p>A Lei humana deve ser ética, moral, e determinar o uso e o abuso de liberdade;</p><p>A Lei jurídica é fundamentada pelas regras de conduta impostas pela autoridade social;</p><p>A “Lei jurídica” compreende todas as Normas Jurídicas: a Lei escrita, o costume jurídico, a jurisprudência</p><p>etc.</p><p>O termo procede do latim decretum, que define a decisão de uma autoridade sobre a matéria em que tem competência.</p><p>A natureza do Decreto pode variar de acordo com a Legislação vigente na região, e os Decretos-lei são utilizados pois</p><p>permitem que o Governo tome decisões que sejam mais urgentes.</p><p>Esse tipo de Decreto oferece possibilidades constitucionais do Poder Executivo para criar normas transformadas em Leis</p><p>sem a interferência ou autorização pregressa do Parlamento ou do Congresso.</p><p>Resolução</p><p>É uma Norma Jurídica atribuída a assuntos que sejam de caráter político, processual e administrativo que podem trazer</p><p>implicações internas à Casa Legislativa.</p><p>Portaria</p><p>É um documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que compreende instruções e informações sobre a</p><p>execução de Leis ou regulamentos, normas de execução, demissões, punições, recomendações, etc. (CONCEITOS, 2012).</p><p>Figura 3 – Portaria de Prefeitura do Brasil</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>RDC</p><p>Resolução de Diretoria Colegiada é uma resolução da ANVISA que determina normas para que os estabelecimentos de</p><p>assistência à saúde funcionem com segurança. A RDC 430 é uma RDC de dispositivos anteriores e traz novas diretrizes</p><p>sobre distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos.</p><p>Como fazem parte da ANVISA diversas Secretarias e Coordenações, coligadas à autarquia, de forma direta ou indireta, a</p><p>ANVISA trabalha com alguns conceitos bem populares, e muito direcionais quando o assunto são os processos</p><p>regulatórios.</p><p>Seguem as 20 siglas mais populares utilizadas pela ANVISA:</p><p>Vídeos</p><p>O que é RDC?</p><p>O QUE É RDC?</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=iDX2Tm0SVvw</p><p>ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Lei 9.782, de janeiro de 1999. Autarquia responsável pela</p><p>regulação de produtos e empresas que estejam, de alguma forma, relacionados à saúde (Fabricação,</p><p>Distribuição, Importação, Exportação, Armazenamento e Transporte) no Brasil. Com vínculo direto ao</p><p>Ministério da Saúde e tem por objetivo unificar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (RAGB, 2022);</p><p>SNVS: Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Lei 9.782, de janeiro de 1999. Responsabilidades de</p><p>regulação de empresas, durante a fase de Licença de Funcionamento (RAGB, 2022);</p><p>CVS: Centro de Vigilância Sanitária, regula os processos de Licença de Funcionamento, em escalas</p><p>municipais e/ou estaduais (RAGB, 2022);</p><p>SVS: Secretaria de Vigilância em Saúde, responsável pelos certificados de Boas Práticas de Fabricação e</p><p>Distribuição, entre outros (RAGB, 2022);</p><p>COVISA: Coordenadoria em Vigilância em Saúde. Também está relacionada aos processos de Licença de</p><p>Funcionamento;</p><p>SICAF: Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores. Regulação de produtos e Autorização de</p><p>Funcionamento Empresa (AFE), essencial para empresas que buscam solicitar a participação em licitações</p><p>junto aos Órgãos governamentais (RAGB, 2022);</p><p>CMVS: Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária. Subordinado à Licença de Funcionamento de Empresa;</p><p>RDC: Resolução da Diretoria Colegiada. Representação de regulamento técnico com algumas</p><p>deliberações para o empresário:</p><p>RDC 185: regulamenta o registro de produtos;</p><p>RDC 40: regulamenta o dossiê técnico;</p><p>RDC 110: regulamenta a utilização de saneantes e domissanitários.</p><p>LTA: Laudo Técnico de Avaliação, desenvolvido pela VISA. Um engenheiro ou arquiteto, devidamente</p><p>gabaritado, avalia a estrutura física e produtiva da Empresa;</p><p>LAS: Laudo de Avaliação Sanitária. É uma etapa da Licença de Funcionamento;</p><p>SISNET: Sistema de Controle de Envio de Lotes. Tem a função de registrar os processos de Regulação de</p><p>Produtos e Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) (RAGB, 2022);</p><p>SIVISA: Sistema de Informação em Vigilância Sanitária. Cuida do processo de Regulação de Produto,</p><p>quando ele é isento;</p><p>Conselho Federal de Farmácia</p><p>Tem por finalidade fiscalizar toda e qualquer atividade profissional exercida por um Farmacêutico com base na Lei 3.820,</p><p>assinada no dia 11 de novembro de 1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek.</p><p>VISA: Vigilância Sanitária. Objetiva a proteção da saúde da população, pode ser municipal ou estadual, a</p><p>estadual supervisiona a atuação das VISAs municipais. Estão ligadas às Licenças de Funcionamento;</p><p>AFE:</p> <p>Autorização de Funcionamento Empresa. É obrigatório para todas as Empresas que pretendam estar</p><p>em dia com a ANVISA, principalmente, para a regulação de produtos;</p><p>AE: Autorização Especial. É utilizada em processos regulatórios da Companhia, independente da atividade</p><p>desempenhada pela Empresa. Está relacionada a medicamentos especiais ou substâncias controladas;</p><p>AVCB: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Está relacionada ao processo de Licença de Funcionamento</p><p>da Empresa. É um documento emitido pelo Corpo de Bombeiros;</p><p>CBPF: Certificação ou Certificado de Boas Práticas de Fabricação. Está relacionado à Regulamentação de</p><p>Produtos de risco II, III ou IV, para sua comercialização;</p><p>CETESB: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 24 de julho de 1968, pelo Decreto nº 50.079. O</p><p>objetivo dela é o controle dentro do processo de Licença de Funcionamento, por meio da fiscalização, do</p><p>licenciamento e do monitoramento de atividades que podem ser poluidoras (RAGB, 2022).</p><p>Figura 4 – Cálice e Hígia, símbolos da Farmácia</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>É uma Instituição com autoridade jurídica de Direito Público, autonomia financeira e administrativa, que preza pelo zelo e</p><p>fidelidade dos princípios da ética e da disciplina daqueles que exercem uma atividade profissional vinculada ao Conselho. A</p><p>ética da profissão é o ponto principal das atividades do CFF e significa, em sua plenitude, o bem-estar e a segurança da</p><p>Sociedade, diante das atividades do profissional de Farmácia (BRASIL, s. d.).</p><p>A Lei 9.120, de 1995, constituiu a iminência máxima do CFF, seu Plenário, com a responsabilidade de ajuizar e qualificar</p><p>processos em grau de recurso e deliberar propostas que regularizem e doutrinem as ações do profissional Farmacêutico,</p><p>assim como fiscalizar o exercício e funcionamento dos Conselhos Regionais (CRFs).</p><p>O Plenário é composto por 27 Conselheiros Federais com respectivos suplentes, sendo um representante para cada Estado</p><p>da Federação.</p><p>Missão</p><p>O CFF/CRF tem como missão a valorização do profissional Farmacêutico, visando à defesa da Sociedade (BRASIL, s. d.).</p><p>Tem como metas e objetivos proporcionar e fomentar a Assistência Farmacêutica em benefício da Sociedade, e em</p><p>conformidade com os direitos do cidadão.</p><p>Algumas das atribuições do Conselho Federal de Farmácia são:</p><p>Importante!</p><p>Porque você deve ser um Profissional Registrado?</p><p>Os contratantes do seu serviço se sentem mais confiantes ao saber que você é um profissional registrado;</p><p>O conselho pode fiscalizar melhor sua atuação, prezando pelo melhor exercício da categoria;</p><p>O profissional registrado está protegido por leis federais e realizar o exercício da profissão em todo</p><p>território nacional;</p><p>Registrado, o profissional auxilia o Conselho da categoria na conquista de benefícios e demandas regionais</p><p>e nacionais.</p><p>Tratar resoluções e atribuições que sejam de competência do Farmacêutico, trabalhando sua idoneidade</p><p>perante a profissão;</p><p>O Conselho Federal tem uma página na Internet destinada às mais diversas informações relacionadas à profissão</p><p>farmacêutica e suas atribuições, como mostra a Figura 5.</p><p>No site, você poderá encontrar informações como:</p><p>Decidir e sentenciar sobre questões que estejam relacionadas à atividade do Farmacêutico;</p><p>Incentivar, avaliar e apresentar melhorias que sejam necessárias à regulamentação da profissão do</p><p>Farmacêutico;</p><p>Incrementar o limite da capacidade e do know-how do exercício profissional;</p><p>Contribuir com conhecimento para as Disciplinas de Ciência e Técnica Farmacêutica e outras que se</p><p>relacionem à atividade profissional;</p><p>Sistematizar, bem como reorganizar o Código de Deontologia Farmacêutica;</p><p>Administrar e guardar a saúde pública, proporcionando e impulsionando a assistência farmacêutica.</p><p>Eleições 2021;</p><p>O Conselho Federal;</p><p>Os Conselhos Regionais;</p><p>Comissões e GTs;</p><p>Portal da Transparência;</p><p>Legislação;</p><p>Dados 2020;</p><p>Publicações;</p><p>Agenda;</p><p>Notícias;</p><p>Áreas de atuação;</p><p>Figura 5 – Site do Conselho Federal de Farmácia</p><p>Fonte: c�.org</p><p>Conselho Regional de Farmácia</p><p>Para todas as 26 Unidades Federativas brasileiras, há um Conselho Regional de Farmácia exercendo suas atribuições,</p><p>incumbido de fiscalizar e inspecionar toda e qualquer atividade relacionada à profissão farmacêutica, executando o que</p><p>está disposto na Lei de criação dos Conselhos Regionais e Federais.</p><p>O objetivo do Conselho Regional é proteger e qualificar a atividade do profissional Farmacêutico, que deve ser exercida em</p><p>observância aos princípios da Lei e do seu Código de Ética.</p><p>O Conselho, além de supervisionar, também atua como suporte aos formandos no Curso de Farmácia, indicando e</p><p>informando sobre toda e qualquer notícia que faça alguma referência ao profissional.</p><p>Eventos, problemas relacionados à ética profissional, participação em comissões, orientações sobre documentação e</p><p>condições técnicas no trabalho são exemplos do tipo de assistência que o Conselho pode viabilizar.</p><p>Revista Pharmacia Brasileira;</p><p>CFF Informa etc.</p><p>Os Conselhos Regionais devem gerir e fazer cumprir as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia, além de</p><p>proferir a documentação que seja necessária ao registro do profissional, para que ele possa exercer a profissão</p><p>legalmente.</p><p>Em se tratando da fiscalização, o Conselho Regional também deve ser atuante, envolvendo desde o direcionamento até a</p><p>autuação, caso seja necessário.</p><p>Instituídos pela Resolução nº 2, de 5 de julho de 1961, do Conselho Federal de Farmácia, com autonomia jurídica, pública,</p><p>administrativa e financeira, objetivando zelar pela obediência aos princípios éticos e da regularidade e hierarquia da classe</p><p>daqueles que, de alguma forma, tem algum tipo de vínculo com a profissão farmacêutica, bem como em suas áreas de</p><p>jurisdição.</p><p>Atribuições dos Conselhos Regionais de Farmácia:</p><p>Como Obter o CRF?</p><p>Para ser um profissional regulamentado, é necessário concluir a Graduação em Farmácia em uma Instituição de Ensino</p><p>Superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e iniciar o processo de inscrição no CRF.</p><p>O registro no Conselho é requisito básico para a atuação do profissional Farmacêutico, de acordo com a Lei da</p><p>Regulamentação Profissional, exercer a profissão sem o registro é ilegal, podendo ser qualificada como contravenção</p><p>penal, passível de Processo Penal por crime de responsabilidade.</p><p>Para receber o registro definitivo, o requerente deve realizar a pré-inscrição no site de CRF e comparecer à sede do</p><p>Conselho, portanto, são necessários os seguintes documentos:</p><p>Resguardar todo o domínio de responsabilidade do profissional Farmacêutico, bem como elucidar e</p><p>resolver dúvidas que estejam sob a responsabilidade do profissional Farmacêutico;</p><p>Assegurar que toda e qualquer atividade relacionada à profissão farmacêutica seja exercida por</p><p>profissionais que estejam devidamente regularizados;</p><p>Qualificar e capacitar os profissionais Farmacêuticos para que, por meio de inscrição, ele possa exercer de</p><p>forma legal a profissão;</p><p>Manter registro sobre o local de atuação do Farmacêutico junto ao Mercado de Trabalho.</p><p>Três fotos 3x4;</p><p>Original e Cópia de:</p><p>Associações e Sindicados dos Farmacêuticos</p><p>A categoria farmacêutica conta com diversos outros Sindicatos, além dos Conselhos Regional e Federal, todos com o</p><p>objetivo de defender a classe e manter a qualidade efetiva dos serviços prestados pelos profissionais.</p><p>Alguns dos Sindicatos são:</p><p>Piso Salarial</p><p>Os Sindicatos têm a função de barganhar e transacionar a recomendação salarial para o profissional de Farmácia de</p><p>acordo com os parâmetros e o custo de vida da região de atuação.</p><p>O sindicato utiliza o salário mínimo do Farmacêutico recomendado pelo Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfargo)</p><p>como base para esse cálculo.</p><p>O piso salarial é projetado em concordância com a carga horária trabalhada:</p><p>Carteira de Identidade (RG);</p><p>CPF;</p><p>Título de eleitor;</p><p>Histórico Escolar;</p><p>Carteira de Reservista (Masculino);</p><p>Diploma original;</p><p>Comprovante de pagamento de taxas (inscrição, expedição de carteira,</p><p>registro</p> <p>de diploma e anuidade).</p><p>SINFAR/SP: Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo;</p><p>SINFAERJ: Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro;</p><p>SINDFAR/SC: Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Santa Catarina;</p><p>SINFAR/GO: Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Goiás;</p><p>FENAFAR: Federação Nacional dos Farmacêuticos, entre outras.</p><p>R$ 1.140,39 para 10h semanais trabalhadas;</p><p>R$ 2.275,70 para 20h semanais trabalhadas;</p><p>R$ 3.406,94 para 30h semanais trabalhadas;</p><p>R$ 3.910,50 para 36h semanais trabalhadas;</p><p>R$ 4.546,31 para 40h semanais trabalhadas.</p><p>Figura 6 – Marsilius Ficinus (Florença), um médico mostra os frascos que</p><p>contêm as substâncias que podem ser usadas para boticário, 1508</p><p>Fonte: artsciencedesign.org</p><p>O site do CRF conta com diversas informações e direcionamentos para o profissional, serviços como: crachá, CRF Web,</p><p>emissão de boleto, fiscalização, certidão de regularidade, nada consta, eleições, publicações, especialidades, ouvidoria.</p><p>São encontrados no site do CRF, como mostra a Figura 7:</p><p>Figura 7 – Site do CRF-SP</p><p>Fonte: crfsp.org</p><p>Em Síntese</p><p>Compreender a relação entre as Instituições que conduzem as profissões é uma tarefa</p><p>considerável para aqueles que almejam a excelência na profissão.</p><p>Conhecer a Legislação e os Órgãos responsáveis por elas é fundamental.</p><p>A relação do profissional com as Instituições que regem a sua profissão é primordial para</p><p>que a carreira desse profissional progrida e para que o conhecimento e a evolução no</p><p>ambiente de trabalho se consolidem. Segue, agora, um breve relato das principais</p><p>Instituições de controle e direcionamento profissional, Conselhos Profissionais,</p><p>Sindicatos e Associações.</p><p>Conselhos profissionais são autarquias com autonomia federal e função de regular e</p><p>supervisionar uma determinada profissão.</p><p>O objetivo primordial desse processo de fiscalização é o acolhimento, a preservação e o</p><p>anteparo à Sociedade, frente à ação profissional, disciplinando as atribuições e as</p><p>prerrogativas profissionais e as respectivas limitações estabelecidas por Lei e orientando</p><p>os inscritos nos Conselhos dentro de seu âmbito de atuação institucional.</p><p>O CFF (Conselho Federal de Farmácia) é o órgão máximo quando o assunto é legislação,</p><p>fiscalização, regulamentação e disciplina do exercício profissional.</p><p>O CFF cuida para que a integridade, o bem-estar e a segurança da Sociedade estejam</p><p>resguardados diante das atividades exercidas por um profissional Farmacêutico.</p><p>Sindicatos são Compostos por pessoas jurídicas do Direito Privado, com ausência de fins</p><p>lucrativos, que poderão representar uma categoria em determinada região.</p><p>Eles estão incumbidos por proteger, prestigiar e valorizar a classe, procurando melhorias</p><p>para a categoria, bem como melhores condições de trabalho.</p><p>Os Sindicatos executam diversas tarefas essenciais para seus associados (filiados), como</p><p>prestação de serviço de assessoria jurídica, revisão de rescisões de trabalho, cursos de</p><p>capacitação, esclarecimento de dúvidas diversas de ordem trabalhista, oferta de convênios</p><p>de desconto em serviços e produtos.</p><p>Quadro 1 – Especialidades de Cada Entidade</p><p>Qual entidade é responsável por:</p><p>Conselho</p><p>Profissional</p><p>Sindicato Associação</p><p>Inscrição Profissional. Sim</p><p>Fiscalização. Sim</p><p>Algumas tarefas trabalhistas precisam ser desenvolvidas anualmente, como a abertura de</p><p>processo relacionado às negociações para fechamento de Acordo ou Convenção Coletiva</p><p>de Trabalho, que visam à melhoria nas relações de trabalho sobre cláusulas econômicas e</p><p>sociais à categoria que representam, como reajuste salarial, licenças remuneradas, auxílio</p><p>alimentação, redução de jornada e adicional por responsabilidade técnica, dentre outros.</p><p>O comprometimento financeiro anual com o Sindicato não é mais obrigatório, bem como</p><p>a filiação do profissional, desde a reforma trabalhista, e a Lei federal 13.467/2017.</p><p>Associações são compostas por pessoas jurídicas do Direito Privado, bem como os</p><p>Sindicatos, mas a atuação das Associações se baseia na promoção e no fomento de eventos</p><p>que estejam relacionados ao âmbito profissional, visando à promoção de ações de</p><p>capacitação, construção e aprimoramento do conhecimento por parte do profissional.</p><p>Atividades como eventos técnico-científicos, organização de cursos, congressos, eventos</p><p>e comemorações de datas importantes para a categoria, com o objetivo de reunir os</p><p>profissionais das mais variadas áreas de uma determinada profissão, fomentando o</p><p>intercâmbio cultural nacional e internacional.</p><p>A inscrição do profissional em uma Instituição também é opcional.</p><p>Segue Quadro que descreve cada uma das especificidades de cada entidade:</p><p>Qual entidade é responsável por:</p><p>Conselho</p><p>Profissional</p><p>Sindicato Associação</p><p>Regulamentação Profissional. Sim</p><p>Questões Trabalhistas. Sim</p><p>Piso Salarial. Sim</p><p>Dissídio ou Acordo/Convenção coletiva de</p><p>trabalho.</p><p>Sim</p><p>Assessoria Jurídica. Sim</p><p>Capacitação. Sim Sim Sim</p><p>Há pagamento de anuidade/taxa anual</p><p>obrigatória?</p><p>Sim Não Não</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Leitura</p><p>A Nova Formação Farmacêutica e o Título de Bioquímico</p><p>Uma descrição, relações e interrelações sobre a nova titulação, por meio da visão do Conselho Federal de Farmácia.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Resolução Nº 6, de 19 de Outubro de 2017</p><p>Uma descrição, sob os olhos da Legislação, das matrizes curriculares que regem os Cursos de Graduação de Farmácia.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Leis, Resoluções e Portarias</p><p>A Legislação Federal e as Resoluções da Anvisa.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>2 / 3</p><p>˨ Material Complementar</p><p>https://www.cff.org.br/noticia.php?id=367</p><p>https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/19363913/do1-2017-10-20-resolucao-n-6-de-19-de-outubro-de-2017-19363904?fb_comment_id=4021286991261899_4207943359262927&fb_comment_id=4021286991261899_4207943359262927</p><p>https://farmaceuticodigital.com/Leis-resolucoes-e-portarias</p><p>Código de Ética da Profissão Farmacêutica</p><p>Uma descrição sobre o Código de Ética Farmacêutico, bem como sua relação com os Conselhos e os profissionais.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/76/08-codigodeetica.pdf</p><p>ADAMI, A. M. Ética farmacêutica e julgamento ético. Portal Educação, 2018. Disponível em:</p><p><https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/etica--farmaceutica-e-julgamento-etico/9851>.</p><p>Acesso em: 13/03/2022.</p><p>ALLES, L. Ética a partir dos paradigmas. In: RUEDELL, A. (org.). Filosofia e ética. Ijuí: Unijuí, 2014.</p><p>BRASIL. Conselho Federal de Farmácia. Código de Ética da Profissão Farmacêutica. Brasília: Conselho Federal de</p><p>Farmácia, s/d.</p><p>________. Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 596, de 21 de fevereiro de 2014. Dispõe sobre o Código de Ética</p><p>Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares.</p><p>Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2014. Disponível em:</p><p><http://www.c�.org.br/userfiles/file/C%C3%B3digo%20de%20Etica%2003fev2014.pdf>. Acesso em: 03/04/2022.</p><p>CONCEITOS. Legislação UFSC. 2012. Disponível em:</p><p><https://legislacao.ufsc.br/conceitos/#:~:text=DECRETO%3A%20decreto%20%C3%A9%20uma%20ordem,o%20cumpri</p><p>mento%20de%20uma%20resolu%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 04/04/2022.</p><p>CHAUI, M. Convite à filosofia. 10. ed. São Paulo, Ática, 2000.</p><p>CORTELLA, M. S. Educação, convivência e ética: audácia e esperança. São Paulo: Cortez, 2015. Disponível em:</p><p><http://www.cortezeditora.com.br/newsite/primeiraspaginas/educa%C3%A7%C3%A3o_convivencia.pdf>. Acesso em:</p><p>03/03/2022.</p><p>CRISOSTOMO, A. L. et al. Ética. Porto Alegre: SAGAH, 2018.</p><p>DECRETO. Conceito de, atualizado em 2020. Disponível em: <https://conceito.de/decreto>. Acesso em: 06/10/2022.</p><p>LA TAILLE, Y. Moral e ética. Porto Alegre, Artmed, 2007.</p><p>LOPES FILHO, A. R. I. et al. Ética e cidadania. 2. ed. Porto Alegre: SAGAH, 2018.</p><p>3 / 3</p><p>˨ Referências</p><p>MASTROIANNI,</p> <p>P. C. Direito sanitário e deontologia: noções para a prática farmacêutica. 2. ed. 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