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<p>CONCEITO</p><p>p a t o l o g i aFENOMENOS CADAVÉRICOSFENOMENOS CADAVÉRICOS</p><p>- LIVOR MORTIS -</p><p>(Livores de hipóstase/ Hipóstase cadavérica)</p><p>Presença de manchas avermelhadas que</p><p>caracterizam o acumulo de sangue nos locais de</p><p>declive do cadáver ou órgão, por ação da gravidade.</p><p>Ocorre pela parada do sistema cardiovascular, cerca</p><p>de 2h a 4h após a morte. Diferencia-se da Congestão</p><p>hipostática (vivo) por não possuir edema.</p><p>Série de alterações que começam a ocorrer</p><p>imediatas a morte.</p><p>São classificas em dois tipos:</p><p>Alterações Abióticas ou Não Transformativas;</p><p>Alterações Bióticas ou Transformativas.</p><p>ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS</p><p>NÃO TRANSFORMATIVAS</p><p>Os fenômenos cadavéricos ABIÓTICOS são divididos</p><p>em duas classificações: Imediatos e Consecutivos.</p><p>Os fenômenos IMEDIATOS caracterizam a morte</p><p>somática, são ele:</p><p>perda da consciência e das funções cerebrais</p><p>(parada do sistema nervoso);</p><p>perda dos movimentos respiratórios e</p><p>cardíacos (parada dos sistemas respiratório e</p><p>cardiovascular);</p><p>perda da ação reflexiva (estímulos táteis,</p><p>térmicos e dolorosos);</p><p>desaparecimento dos movimentos e do tônus</p><p>muscular.</p><p>Fenômenos CONSECUTIVOS:</p><p>A maioria das alterações Não Transformativas são</p><p>reações decorrentes da autólise, poucas decorrem</p><p>da heterólise. Há, no entanto, alterações que</p><p>possuem um mecanismo de formação totalmente</p><p>independente desses processos, exemplo: Livor</p><p>mortis, Algor Mortis e a Palidez cadavérica.</p><p>- PALIDEZ CADAVÉRICA -</p><p>Uma das primeiras alterações observadas após a</p><p>morte. Caracteriza-se pela palidez das mucosas</p><p>visíveis: ocular, oral e genital. Ocorre pela parada do</p><p>sistema cardiovascular, cerca de 1h após a morte.</p><p>L</p><p>i</p><p>v</p><p>o</p><p>r</p><p>M</p><p>o</p><p>r</p><p>t</p><p>i</p><p>s</p><p>- ALGOR MORTIS -</p><p>(Frialdade cadavérica)</p><p>Resfriamento gradual do cadáver, consequência da</p><p>parada das funções vitais (termorregulação). Tempo</p><p>de ocorrência é variável entre as espécies, em geral</p><p>3h a 4h após a morte.</p><p>- RIGOR MORTIS -</p><p>(Rigidez cadavérica)</p><p>Estado de contratura Post mortem de toda</p><p>musculatura do corpo com rigidez muscular e pouca</p><p>ou nenhuma mobilidade articular.</p><p>Para compreender o processo de rigor mortis, deve-se</p><p>dividi-lo em três etapas:</p><p>• FASE DE PRÉ-RIGOR:</p><p>nesta fase, as concentrações de ATP ainda se mantêm</p><p>constantes, levando à manutenção das funções</p><p>musculares, o que permite o afastamento das</p><p>miofibrilas de actina e miosina. O glicogênio presente</p><p>nas fibras musculares vai sendo convertido em ácido</p><p>lático pelo processo de glicólise anaeróbia, contudo</p><p>sem produção de novos ATPs;</p><p>H</p><p>i</p><p>p</p><p>o</p><p>s</p><p>t</p><p>a</p><p>s</p><p>e</p><p>C</p><p>a</p><p>d</p><p>a</p><p>v</p><p>é</p><p>r</p><p>i</p><p>c</p><p>a</p><p>FASE DE RIGOR:</p><p>nesta fase, ocorre ausência de ATP, gerando</p><p>aumento das concentrações de íons cálcio no</p><p>sarcoplasma das células musculares devido à</p><p>parada de funcionamento da bomba de cálcio</p><p>ATPase. As altas concentrações do íon cálcio no</p><p>sarcoplasma permitem a formação de pontes de</p><p>ligação actina-miosina. Como não há geração de</p><p>novos ATPs, os músculos permanecem contraídos</p><p>(rigor);</p><p>FASE DE PÓS-RIGOR:</p><p>o músculo permanecerá em rigor até que as</p><p>proteínas musculares sejam destruídas pelo</p><p>processo auto lítico, quando ocorrerá o relaxamento</p><p>muscular.</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM NO RIGOR MORTIS:</p><p>doenças infecciosas de curso agudo;</p><p>quadros convulsivos;</p><p>hipertermia ou febre ante mortem;</p><p>estresse ante mortem;</p><p>hipercalcemia em carnívoros;</p><p>fome e cansaço ante mortem;</p><p>caquexia</p><p>hipotermia ante mortem;</p><p>A rigidez cadavérica é um dos fenômenos</p><p>cadavéricos mais úteis na determinação do tempo</p><p>da morte, pois se manifesta de uma maneira</p><p>ordenada; assim se instala inicialmente nos</p><p>músculos da pálpebra, em seguida na cabeça,</p><p>pescoço, membro anteriores, corpo, membros</p><p>posteriores e finalmente na cauda. O</p><p>desaparecimento desta alteração se dá na mesma</p><p>ordem, facilitando assim, de maneira geral, a</p><p>análise referente ao tempo da morte.</p><p>Devido ao rigor mortis dos músculos perioculares,</p><p>frequentemente se observa retração do globo</p><p>ocular.</p><p>ACELERAM</p><p>RETARDAM</p><p>Quando o rigor mortis se instala na musculatura lisa</p><p>intestinal, podem ocorrer intussuscepções post</p><p>mortem. INTUSSUSCEPÇÃO é a invaginação de um</p><p>segmento intestinal para o lúmen do segmento</p><p>adjacente. Ao contrário das intussuscepções post</p><p>mortem, onde não há nenhum tipo de alteração</p><p>circulatória, as intussuscepções ante mortem</p><p>sempre são acompanhadas por alterações</p><p>circulatórias do intussuscepto, como hiperemia,</p><p>hemorragias e até necrose e gangrena em casos</p><p>mais graves.</p><p>O CORAÇÃO é o primeiro músculo a entrar em rigor</p><p>mortis, e isso ocorre porque sua reserva de</p><p>glicogênio é pequena, promovendo a expulsão do</p><p>sangue do seu interior, de maneira completa em</p><p>relação ao ventrículo esquerdo e parcial no</p><p>ventrículo direito. No exame macroscópico do</p><p>coração, espera-se encontrar sangue coagulado no</p><p>ventrículo direito e ausência de coágulos no</p><p>esquerdo. Caso contrario, o sinal é interpretado</p><p>como indicativo de processos degenerativos de</p><p>miocárdio.</p><p>R</p><p>e</p><p>t</p><p>r</p><p>a</p><p>ç</p><p>ã</p><p>o</p><p>P</p><p>e</p><p>r</p><p>i</p><p>o</p><p>c</p><p>u</p><p>l</p><p>a</p><p>r</p><p>Intussuscespção post mortem: sem alteração circulatória.</p><p>Intussuscespção ante mortem: intensa hemorragia da porção invaginada</p><p>(intussuscepto) e com congestão do segmento invaginante (intussuscepiente)</p><p>Intussuscespção ante mortem: hemorragia e necrose do segmento invaginado.</p><p>Mecanismo de coagulação post mortem.</p><p>CRUÓRICO X TROMBO</p><p>COÁGULOS CRUÓRICO</p><p>Brilhantes;</p><p>Superfície regular;</p><p>Destacam-se facilmente;</p><p>Após remoção, local de adesão mostra</p><p>superfície lisa.</p><p>TROMBOS</p><p>Desprovidos de brilho;</p><p>Superfície irregular;</p><p>Aderidos à superfície de inserção;</p><p>Implantados sobre superfície irregular.</p><p>- EMBEBIÇÃO POR HEMOGLOBINA -</p><p>Algumas horas após a morte, as hemácias</p><p>começam a sofrer rupturas (hemólise) e liberar</p><p>hemoglobina, que se difunde nos tecidos adjacente,</p><p>principalmente no endocárdio e paredes de grandes</p><p>artérias. É importante diferenciar uma área de</p><p>embebição pela hemoglobina de uma área de</p><p>hemorragia, que é uma alteração ante mortem. Na</p><p>embebição, observa-se coloração vermelha opaca,</p><p>sem limites precisos, e a mancha geralmente é</p><p>superficial; já na hemorragia, a mancha é vermelha</p><p>intensa, com limites precisos, e quase sempre mais</p><p>profunda.</p><p>- COAGULAÇÃO SANGUÍNEA -</p><p>Com a parada da circulação sanguínea, as células</p><p>endoteliais deixam de receber suprimento de</p><p>oxigênio e começam a morrer, desencadeando a</p><p>coagulação sanguínea, visualizada principalmente</p><p>no interior de grandes vasos e na câmaras</p><p>cardíacas. Os coágulos post mortem devem ser</p><p>diferenciados dos ante mortem (trombos), formados</p><p>no interior do aparelho cardiovascular.</p><p>Existem três tipos de COÁGULOS post mortem:</p><p>COÁGULO CRUÓRICO - predominantemente</p><p>compostos pelas hemácias. Tem cor e aspecto</p><p>de geleia de amora, é mais ou menos firme e</p><p>elástico, tem superfície lisa e brilhante e</p><p>molda-se exatamente à cavidade ou vaso onde</p><p>se formou, mas sem aderir;</p><p>COÁGULO LERDÁCEO - constituído basicamente</p><p>de plasma (leucócitos, plaquetas e fibrina).</p><p>Tem cor clara, mais ou menos amarelada,</p><p>dependendo da espécie animal, é levemente</p><p>translucido e tem aspecto que lembra tecido</p><p>adiposo.</p><p>COÁGULO MISTO - apresenta parte cruórica,</p><p>geralmente maior, e parte lardácea. A zona de</p><p>interseção é muito pouco definida, fazendo</p><p>com que as cores de ambos se misturem, em</p><p>graus variados.</p><p>Coágulo cruórico Coágulo lardáceo</p><p>Coágulo misto</p><p>Coração sem alterações post mortem</p><p>Endocárdio ventricular esquerdo, válvulas e</p><p>íntima da aorta com moderada embebição pela</p><p>hemoglobina</p><p>Endocárdio ventricular esquerdo, válvulas e</p><p>íntima da aorta com intensa embebição pela</p><p>hemoglobina</p><p>- EMBEBIÇÃO POR BILE -</p><p>Ocorre devido à autólise rápida da parede da</p><p>vesícula biliar provocada pelos ácidos biliares que</p><p>permite a difusão dos pigmentos biliares, que</p><p>tingem num tom amarelo-esverdeadas os tecidos</p><p>circunvizinhos à vesícula biliar e o duodeno:</p><p>diafragma, serosa intestinal e estomacal, omento,</p><p>mesentério e cápsula hepática. A embebição biliar</p><p>não deve ser confundida com icterícia, uma</p><p>alteração ante mortem sistêmica, na qual todo o</p><p>cadáver se apresenta de coloração amarelada pelo</p><p>aumento dos pigmentos biliares no sangue, que</p><p>tingem os tecidos de amarelo, principalmente nas</p><p>mucosas visíveis (oral, ocular e genital).</p><p>Para todas essas alterações,</p><p>a comprovação de que</p><p>se trata de artefato (post mortem), e não de lesão</p><p>(ante mortem), é extremamente importante.</p><p>Deslocamentos - Ante Mortem X Post Mortem:</p><p>Deslocamentos de vísceras ante mortem exibem</p><p>alterações circulatórias (hemorragias), inflamação,</p><p>traumas ou deposição de fibrina constituem as</p><p>chamadas "reações vitais", que levam esse nome</p><p>por só ocorrerem no organismo vivo.</p><p>Rupturas - Ante Mortem X Post Mortem:</p><p>A diferenciação é feita pela presença de sinais de</p><p>hemorragia ou deposição de fibrina nas bordas da</p><p>ruptura, ou de peritonite nos casos ocorridos antes</p><p>da morte. Nas rupturas de vísceras ocas, haverá</p><p>extravasamento de conteúdo, se a ruptura for ante</p><p>mortem, o material extravasado estará espalhado</p><p>per toda a cavidade peritoneal; se a ruptura for post</p><p>mortem, o conteúdo estará restrito às proximidades</p><p>da ruptura.</p><p>ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS</p><p>TRANSFORMATIVAS</p><p>- AUTÓLISE -</p><p>A autólise caracteriza-se pela autodigestão ou</p><p>destruição do tecido pela ação de enzimas</p><p>presentes nas células. Com a interrupção das</p><p>funções vitais, os lisossomos perdem sua</p><p>capacidade de conter as hidrolases</p><p>(desoxirribonuclease, ribonuclease, fosfatasses,</p><p>proteases, lipases, glicosidases e catepinas.) em</p><p>consequência da anóxia difusa total. As enzimas</p><p>lisossomais são, então, liberadas no citoplasma das</p><p>células, onde são ativadas pelas elevadas</p><p>concentrações de cálcio. Quanto mais diferenciado</p><p>e especializado for um tecido, mais rapidamente se</p><p>instalará o processo de autólise, em razão da alta</p><p>taxa metabólica e, consequentemente, da maior</p><p>necessidade de nutrientes e de oxigênio, sendo</p><p>assim, os tecidos com maior vulnerabilidade são:</p><p>nervoso, adrenal, biliar, hepático, renal, pancreático</p><p>e intestinal. A autólise, embora seja um fenômeno</p><p>abiótico, é melhor classificada como um processo</p><p>transformativo.</p><p>Timpanismo ABDOMINAL (PERITONEAL) - ocorre</p><p>quando microrganismos atravessam a parede do</p><p>trato digestório e se multiplicam na cavidade</p><p>peritoneal, levando a ruptura das vísceras;</p><p>Timpanismo RUMINAL- comumente confundido com</p><p>Timpanismo ante mortem, doença muito importante</p><p>em ruminantes.</p><p>O timpanismo post mortem diferencia-se do</p><p>produzido em vida pela ausência de alterações</p><p>circulatórias nos órgãos abdominais e torácicos.</p><p>- DISTENSÃO, DESLOCAMENTO E RUPTURA DE</p><p>VÍSCERAS -</p><p>Em virtude do acúmulo de ingesta ou de gás e à</p><p>manipulação do cadáver, pode haver</p><p>deslocamentos de vísceras, intussuscepções,</p><p>simulações de torções, vólvulos e hérnias. Pode</p><p>haver prolapsos da mucosa anal, anorretal ou</p><p>vaginal em consequência do timpanismo post</p><p>mortem. Da mesma maneira, as vísceras</p><p>distendidas podem romper-se e seu conteúdo</p><p>extravasar na cavidade, simulando peritonite. Essas</p><p>alterações acontecem em decorrência da autólise</p><p>associada à heterólise, definida como sendo a</p><p>decomposição de um tecido por enzimas.</p><p>-TIMPANISMO -</p><p>(Meteorismo cadavérico)</p><p>Timpanismo é toda distensão de uma estrutura</p><p>ocasionada pelo acumulo de gases. Existem três</p><p>formas de Timpanismo post mortem:</p><p>Timpanismo INTESTINAL - ocorre em qualquer</p><p>espécie e depende da dieta do animal, sendo mais</p><p>intenso em nos indivíduos que tenham se</p><p>alimentado de carboidratos fermentáveis;</p><p>- HETERÓLISE -</p><p>caracteriza-se pela lise post mortem de um tecido</p><p>por enzimas proteolíticas produzidas por bactérias</p><p>saprófitas que decompõem o organismo e</p><p>modificam o cadáver no seu aspecto geral. As</p><p>bactérias que desempenham o papel mais</p><p>importante na putrefação originam-se do sistema</p><p>digestório, embora possam ser de origem externa</p><p>ao organismo. São organismos dependentes de</p><p>oxigênio (aeróbios) ou não dependentes de oxigênio</p><p>(anaeróbios), como Escherichia coli, Proteus</p><p>mirabilis, Bacillus subtilis, Clostridium butyricum,</p><p>Clostridium perfringens, entre outros. Os anaeróbios</p><p>são os principais responsáveis pela produção de</p><p>gases (metano, cadaverina e putrescina). Os tecidos</p><p>com maior resistência à autólise e à heterólise são</p><p>a pele, as cartilagens e os ossos.</p><p>- PUTREFAÇÃO -</p><p>No cadáver os microrganismos que ficavam</p><p>presentes apenas no trato digestivo, conseguem, no</p><p>decorrer do tempo, transpassar a parede intestinal</p><p>e penetrar no tecido e nos vasos sanguíneos onde</p><p>se multiplicam rapidamente. A produção de gases</p><p>metabolizados pelas bactérias, e a pressão por eles</p><p>produzida em cavidades fechadas, empurra o</p><p>sangue carregado de bactérias pelo organismo,</p><p>estabelecendo dessa maneira, a generalização do</p><p>processo de putrefação, a princípio limitada às</p><p>zonas centrais do cadáver. A marcha da putrefação</p><p>pode ser dividida em quatro períodos:</p><p>Período de Coloração (Pseudomelanose) -</p><p>É o primeiro a aparecer, no nível do abdômen,</p><p>especialmente na região inguinal; surgem manchas</p><p>mais ou menos extensas de coloração esverdeada,</p><p>devido à presença de sulfametahemoglobina. A</p><p>combinação de sulfeto de hidrogênio (H2S) liberado</p><p>por bactérias putrefativas combinado com o ferro</p><p>da hemoglobina de hemácias rompidas produz o</p><p>sulfeto férrico, ou sulfametahemoglobina.</p><p>Dependendo da quantidade de pigmentos de origem</p><p>hemática, pode ocorrer coloração cinza, purpura ou</p><p>negra. Como a maior fonte de bactérias putrefativas</p><p>é o trato digestório, a pseudomelanose é mais</p><p>observada em áreas em contato com alças</p><p>intestinais, principalmente do intestino grosso, ou</p><p>em áreas onde ocorreu proliferação de bactérias</p><p>saprófitas, como na gangrena.</p><p>Período Gasoso (enfisematoso) - Meteorismo e</p><p>enfisema cadavérico.</p><p>Período Coliquativo (liquefação ou fusão</p><p>pútrida) - perda do aspecto das estrutura das</p><p>vísceras, que se tornam amorfas e amolecidas pela</p><p>ação das enzimas proteolíticas bacterianas, as</p><p>quais decompõem e liquefazem o parênquima das</p><p>vísceras. Esse processo, embora se inicie</p><p>precocemente, assume sua maior intensidade</p><p>quando a produção gasosa começa a diminuir.</p><p>Geralmente a coliquação é visualizada primeiro em</p><p>órgãos com maior conteúdo de água, como o</p><p>sistema nervoso central.</p><p>Período de Esqueletização (redução</p><p>esquelética) - Ocorre quando as partes moles</p><p>do cadáver sofreu liquefação, restando apenas a</p><p>arquitetura óssea.</p><p>- MACERAÇÃO -</p><p>Fenômeno destrutivo que se caracteriza pelo</p><p>desprendimento dos tecidos moles e das mucosas</p><p>viscerais, em geral pela ação das enzimas</p><p>proteolíticas, produzidas pelas bactérias. No cão,</p><p>por exemplo, na mucosa estomacal pregueada, a</p><p>maceração causa a formação de sulcos, que devem</p><p>ser diferenciados de úlceras (alterações ante</p><p>mortem).</p><p>- ENFISEMA CADAVÉRICO -</p><p>Caracteriza-se pela presença de crepitação no</p><p>tecido subcutâneo, no tecido muscular e em órgãos</p><p>parenquimatosos, como fígado, baço, rins...</p><p>Geralmente os órgãos enfisematosos estão</p><p>aumentados de volume, ficando a impressão dos</p><p>dedos à palpação O mecanismo de formação é</p><p>semelhante ao do timpanismo, mas o nome é</p><p>distinto, sendo enfisema quando ocorre em vísceras</p><p>parenquimatosas e meteorismo quando o acúmulo</p><p>de gases ocorre em vísceras ocas.</p><p>Mecanismo de formação da pseudomelanose</p>