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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI</p><p>ENGENHARIA CIVIL</p><p>SEMINÁRIO VII: TERRA ARMADA</p><p>2023/ 7º SEMESTRE</p><p>TUTOR: WAGNER NOGUEIRA DE DEUS</p><p>TURMA: FLC0038ECE</p><p>ACADÊMICOS (A): CARLOS ALBERTO DE SOUZA – MATRÍCULA: 3661479</p><p>DAIANA MONTEIRO CAMPOS – MATRÍCULA: 3202662</p><p>GUSTAVO SANTOS RODRIGUES – MATRÍCULA: 2762213</p><p>JHONATAN DOS SANTOS – MATRÍCULA: 31700563</p><p>MARIANA MIRANDA DE SOUZA – MATRÍCULA: 2029136</p><p>RAFAEL CLEIBE ALVES DA SILVA – MATRÍCULA: 2735716</p><p>REINALDO BRAZ FERREIRA – MATRÍCULA: 3213528</p><p>ITAGUAÍ – RJ</p><p>2023/ 7º SEMESTRE</p><p>1</p><p>SUMÁRIO</p><p>Resumo..………………………………………………………………………………………. 3</p><p>1 – Introdução.………………………………………………………………………...……… 4</p><p>2 – Objetivo.…………………………………………………………………….…………….. 5</p><p>3 – Fundamentação teórica……………..……………………………...……………..……. 5</p><p>4 – Principais vantagens na aplicação………………………...…………….……….…….11</p><p>4.1 – Algumas desvantagens na aplicação……..…………………………………….…...12</p><p>5 – Metodologia………………………..….………………………...…………………...…...14</p><p>5.1 – Materiais e métodos……………………………..…………...…………………..…...14</p><p>6 – Resultados e discussões……….…………………...………...…………………...…...16</p><p>7 – Conclusões……………………………………………….………………………….…...17</p><p>Referências………………………………………………………….….……………….…….18</p><p>2</p><p>Resumo.</p><p>Apresentaremos nesse trabalho através de pesquisas bibliográficas a definição</p><p>Terra Armada registrada a patente no ano de 1963 pelo engenheiro e arquiteto Henri</p><p>Vidal, através de experiências e análises foi evoluindo ao longo do tempo com diversas</p><p>maneiras utilizadas na engenharia civil da mesma forma conhecida como solo armado</p><p>ou reforçado, onde são construídas com estruturas de contenção flexíveis que serão</p><p>submetidos a tração, relacionados com aterros compactados e painéis de paramento</p><p>exterior que são elementos modulares pré-fabricados de revestimentos, pois o mesmo</p><p>consiste no aumento da qualidade do solo resistindo a tração interna, colocando alguns</p><p>elementos de amarração fazendo então a distribuição dos esforços.</p><p>Portanto demostraremos com a construção de um protótipo de sistema do tipo</p><p>Terra Armada onde será realizado os procedimentos de contenção mais reforço para</p><p>ter uma boa resistência.</p><p>Palavras-chave Engenharia Civil. Tração Interna. Terra Armada.</p><p>3</p><p>1- Introdução.</p><p>A necessidade de construir em ambientes diversos e de aproveitar toda área</p><p>possível estimulou o surgimento de tecnologias de execução de contenção de solo.</p><p>Locais onde há topografia irregular são utilizadas obras de contenção com o</p><p>objetivo de ter maior produtividade.</p><p>O procedimento de solo reforçado tem como objetivo melhorar, através de</p><p>elementos de reforço, as características mecânicas do solo. Os elementos utilizados</p><p>devem garantir que o solo resista aos esforços e mantenha-se estável. Os materiais de</p><p>reforço podem ser metálicos, plásticos e sintéticos.</p><p>Todavia, o emprego de materiais naturais como elementos de reforço de solo foi</p><p>técnica comum desde os tempos antes de cristo. Materiais vegetais constituídos por</p><p>fibras mais resistentes como bambus e palhas, foram utilizados nos templos da</p><p>Mesopotâmia, nas obras de habitação e nos grandes templos religiosos pelos</p><p>babilônios e em construções do Império Romano. Na Grande Muralha da China</p><p>também foram usados materiais fibrosos visando melhorar o solo com finalidade de</p><p>estrutura de contenção.</p><p>Os materiais naturais que foram empregados na antiguidade para reforçar o</p><p>solo, não apresentam as mesmas características mecânicas se comparadas as que</p><p>são utilizadas atualmente.</p><p>De acordo com Mitchell e Villet (1987), o aprimoramento da técnica de solo</p><p>reforçado se deu com o engenheiro francês Henry Vidal, a partir da década de 60. Vidal</p><p>patenteou o seu método como Terra Armada (Terre Armée). Desde então o emprego do</p><p>solo reforçado tornou-se viável em vários tipos de aplicações.</p><p>4</p><p>2 - Objetivo.</p><p>Este trabalho tem como objetivo abordar um tema que é amplamente utilizado</p><p>na construção civil: as estruturas de solo reforçado, com ênfase na terra armada. Será</p><p>abordado as principais características e a importância deste tipo de contenção de solo.</p><p>3 - Fundamentação teórica.</p><p>Terra Armada técnica essa que ficou conhecida depois dos anos 60 na qual</p><p>passou a ser utilizada em diversos projetos de engenharia com essa descoberta da</p><p>moderna tecnologia onde foi aprimorando cada vez mais na associação de aterros e</p><p>reforços onde as armaduras com alta aderência vem garantindo então a resistência aos</p><p>esforços internos de tração.</p><p>Conforme o sait Terre Armeé (2021) nos últimos 50 anos vem liderando no</p><p>mundo com inovação e especialização em engenharia mantendo vivo a herdade do</p><p>pioneiro engenheiro e arquiteto Henri Vidal conquistou nível elevado através de</p><p>aperfeiçoamento e experiência em aplicações de aterro reforçado com a interação de</p><p>solo estrutura, suas técnicas tem finalidades bem definidas, na qual suas funções estão</p><p>firmadas na estrutura a ser projetada sobre três aplicações, sendo elas: reter, cruzar e</p><p>proteger com essas finalidades estabeleceu o padrão ouro de estruturas de terra</p><p>reforçada.</p><p>De acordo com o site da Reinforced Earth (2021) trabalhando nos Estados</p><p>Unidos desde de 1971 sendo um afiliado do grupo global Terre Armeé de Henri Vidal</p><p>depois da patente MSE moderno em 1963. Esse grupo empreende em seis continentes</p><p>podendo ter alterações do nome Terra Reforçada, vindo do Francês. Com inovação e</p><p>segurança são conhecidos como o criador dos muros modernos de contenção de Terra</p><p>Estabilizada Mecanicamente (MSE), sendo os pioneiros na indústria desses muros nos</p><p>Estados Unidos, pouco menos de meio século, seus engenheiros com pesquisas e</p><p>estudos constantes ficam sempre atualizados com o avanço da tecnologia, e assim</p><p>lideram nas experiências desenvolvendo padrões atuais de acordo com a demanda da</p><p>indústria trabalhando juntamente com as agências de transporte do governo.</p><p>Félix (1991) explica com alguns detalhes o esquema de um maciço de terra</p><p>armada no qual é fundamentalmente formada por material de aterro com armaduras</p><p>em aço galvanizado ou podendo ser material de plástico armado juntamente com os</p><p>elementos de pele geralmente são pré-fabricados sendo metálicos ou também feitos</p><p>em betão simples ou armado, esse mesmo autor fala também dos elementos mais</p><p>comuns nos muros de terra armada onde são compostos de soleira de betão simples,</p><p>betonada in situ, reduzidas dimensões e com o sobreleiro perfeitamente horizontal</p><p>onde sobre a qual sera assentada a primeira camada de escamas, os elementos de</p><p>fixação das armaduras aos elementos da face do paramento, juntas horizontais entre</p><p>painéis e juntas verticais filtrantes.</p><p>5</p><p>Portanto a técnica dessa construção usando alguns materiais de reforço como</p><p>as tiras metálicas, onde elas recebem um tratamento de anticorrosão na qual elas são</p><p>presas nos elementos de pele pré-fabricados protegendo a face, isso se torna viável</p><p>com mais durabilidade, pois são feitos usando a tecnologia de engenharia atualizada</p><p>se faz tão rapidamente se comparado com um aterro comum não armado.</p><p>Como o domínio da engenharia civil tem grande abrangimento com aplicações e</p><p>dimensões variadas nas soluções de problemas que surgem no cotidiano segundo</p><p>Elias,</p><p>Christopher e Berg (2001) apud Ehrlich e Becker (2009) afirmam que as</p><p>estruturas de contenção de solos reforçados vem sendo as soluções mais econômicas</p><p>no qual são capazes de apresentar grande tolerância a recalques de fundações tendo</p><p>facilidade no ato da construção e assim reduzindo o prazo de execução da obra,</p><p>permitindo além desses benefícios a obtenção de taludes de solos estáveis na posição</p><p>vertical obtendo um bom acabamento estético no caso usando os sistemas de</p><p>faceamento adequados como os blocos segmentais ou ate mesmo a revegetação do</p><p>talude. Podemos dizer que talude é uma expressão generalizada sendo qualquer</p><p>superfície inclinada que limita um maciço de terra, rocha ou de ambos, portanto o</p><p>mesmo pode ter duas versões de originalidades podendo ser natural que são as</p><p>encostas ou vertentes, e a outra versão no caso a artificial que é construída pela</p><p>engenharia os cortes e aterros.</p><p>“Talude é um termo genérico, compreendendo qualquer superfície inclinada que limita</p><p>um maciço de terra, de rocha ou de ambos. Pode ser natural, caso das encostas ou</p><p>vertentes, ou artificial, quando construído pelo homem, caso dos cortes e aterros.</p><p>( FIORI, 2015)”.</p><p>6</p><p>Fiori (2015), afirma que também o talude é apresentado como uma massa de</p><p>solo sujeitada a três setores de forças distintas, que são elas: as forças pertinentes ao</p><p>peso dos materiais, as forças oportunas do escoamento de águas e as forças propícias</p><p>da resistência do cisalhamento. Necessariamente os estudos de estabilidade dos</p><p>taludes precisa ser satisfatórias para conter o equilíbrio dessas forças, uma vez que as</p><p>primeiras duas forças se somam e com isso tem a tendencia de movimentar a massa</p><p>encosta abaixo, já a ultima trabalha como um freio a essa movimentação. Quanto à sua</p><p>importância compreender exatamente a influência do mecanismo de atuação de cada</p><p>força para projetar corretamente as medidas preventivas a escorregamentos, para</p><p>prever os acidentes ocorridos com frequência em todas as épocas e partes do mundo,</p><p>com grandes perdas de vidas humanas e de animais sem contar dos grandes prejuízo</p><p>materiais afetando diretamente a natureza.</p><p>Logo a seguir as figuras 1 e 2 vão demonstrar de forma mais exemplificada as</p><p>termologias mais usadas de acordo com o ponto de vista teórico de cada autor, onde</p><p>são fundamentadas através de pesquisas chegando nessa definição:</p><p>Figura 2 - Terminologia usada para os taludes de terra.</p><p>7</p><p>Figura 3 - Pode-se dizer que é composto.</p><p>De acordo com esses pricipios Félix (1991) afirma que contenção de terra pode</p><p>ser feita em locais montanhosos, no meio urbano em autoestradas na criação de</p><p>plataformas para a construção de vias rodoviárias e ferroviárias, com vista à</p><p>estabilização de taludes. Com essas aplicações na figura 4 logo abaixo encontram-se</p><p>alguns exemplos de forma bem esquematizada representando os tipos principais de</p><p>estruturas construídas usando a tecnologia de reforços de solos. Compreendemos que</p><p>no exemplo primeiro esta a realização dos muros de contenção de terras formados</p><p>pelos paramentos, reforços e o aterro. Na sequência no esquema seguinte na</p><p>utilização de muros de encontros de viadutos onde no geral existe uma viga de apoio</p><p>que faz o recebimento das acções do tabuleiro, no qual sua formação esta diretamente</p><p>ligada nos mesmos princípios dos muros de solos reforçados de contenção juntamente</p><p>com uma viga de apoio. Sobre a fundação dessa viga de apoio tem duas opções</p><p>variantes fundamentais, que o projetista pode optar, por assentar diretamente no</p><p>maciço armado, ou usar pilares de apoio implantados no interior ou no exterior do</p><p>maciço armado.</p><p>Portanto essa tomada de decisão vai depender muito também de alguns fatores:</p><p>• dos assentamentos experimentados pelas vigas, que cujo no caso de estas</p><p>estarem fundadas diretamente sobre o maciço armado podendo ser elevados quando</p><p>são comparados com os que ocorrem, no ato de optar pela alternativa;</p><p>• dos valores das reações de apoio que, sendo muito elevados, podendo tornar</p><p>pouco econômica a primeira das soluções referidas ou ate mesmo inviabilizá-la.</p><p>8</p><p>Continuando temos os viadutos isostáticos no qual o apoio é usado direto sobre</p><p>os maciços armados assim constituindo uma vantagem na medida em que vai</p><p>eliminando os assentamentos diferenciais entre aqueles e também os aterros de</p><p>encontros, com uma observação se no caso as estruturas forem hiperestáticas essa</p><p>solução poderá ficar inviabilizada por causa dos assentos diferenciais dos apoios do</p><p>tabuleiro.</p><p>No caso do terceiro esquema mostra a plataforma para trânsito viário</p><p>consistindo somente de uma variante de contenção de terras, onde são formados por</p><p>dois paramentos paralelos ligados entre si pelos reforços, constantemente utilizadas</p><p>nas rampas de acesso a viadutos conforme se esquematiza no alçado.</p><p>Figura 4 - Aplicações da Terra Armada 1</p><p>Avançando com as aplicações de terra armada na qual pode da mesma maneira</p><p>ser dimensionada com robustez a resistir à ação de gruas em cais de carga descarga ,</p><p>ou seja plataforma fortemente carregada, mostrado na figura 5 na primeira estrutura. É</p><p>seguro essa utilização similarmente em local seco ou ate mesmo em beiradas de rios e</p><p>mares, porém nessas aplicações o projeto muda com alguns componentes a mais,</p><p>constituídas de estruturas parcialmente submersas demonstrada no esqueleto quarto.</p><p>9</p><p>Com alta resistência às ações dinâmicas aceita até então com funções de</p><p>elementos protetor dos impactos provocados por explosões, apresentado no segundo</p><p>esquema como contenção de explosões e por fim completando as demostrações no</p><p>terceiro esqueleto com outra utilização proeminente relata o panorama de execução de</p><p>silos enterrados ou semienterrados para armazenamentos de materiais granulares.</p><p>(Silva, 2012).</p><p>Figura 5 - Aplicações da Terra Armada</p><p>10</p><p>Recomenda-se em cada obra que seja analisado com cautela o lugar onde vai</p><p>ser executado tal projeto, atendendo as exigências arquitetônicas, tais como ter um</p><p>bom aspecto estético fazendo com agilidade e rapidez as construções dos sistemas de</p><p>estruturas de terra armada, pois conhecendo os problemas possíveis, fica mais fácil de</p><p>compreender qual material a ser usado afim de suprir as necessidades utilizando os</p><p>coeficientes de seguranças onde venha garantir estabilidade,durabilidade e economia.</p><p>4 – Principais vantagens na aplicação.</p><p>As grandes vantagens do emprego dos muros de terra armada em estruturas da</p><p>engenharia civil se dão pelo seu processo construtivo e pelo seu comportamento. Estas</p><p>podem ser resumidas da seguinte forma:</p><p> Facilidade de montagem mesmo em obras de grande altura;</p><p> Agilidade na execução igual as obras convencionais de terraplanagem;</p><p> Eliminação de cofragens, andaimes, escoramentos, betonagens in situ e</p><p>terraplanagens manuais; • facilidade do tratamento estético dos paramentos;</p><p> Elevada flexibilidade dos paramentos permitindo aos maciços adaptarem-se a</p><p>fundações compressíveis, deixando bem os assentamentos diferenciais</p><p>inadmissíveis para soluções rígidas clássicas de betão armado ou não;</p><p> Não pede mão de obra especializada; • requisita menor área de preparação;</p><p> Precisam de espaços menores na frente da estrutura para operações de</p><p>construção;</p><p> Viáveis tecnicamente para alturas acima de 25 mts;</p><p> Gastos reduzidos.</p><p> Adaptabilidade: a principal forma de utilização é como contenção de taludes</p><p>em</p><p>estradas e em locais montanhosos. Todavia, estruturas de terra armada podem</p><p>ter aplicação em ferrovias e obras industriais.</p><p>Com melhores esclarecimentos das vantagens de aplicações das estruturas de</p><p>terra armada em lugar de estruturas convencionais de betão armado, Legrand (1972)</p><p>observando as obras construídas na França no período de 1968-1972 através do</p><p>sistema de terra armada, certificou então importantes benefícios com nível técnico</p><p>oferecidos com custos relativamente a estruturas convencionais de betão, no qual</p><p>certas regiões com solos de fundações com personalidades fracas ,seria necessário</p><p>recorrer para fundações profundas se fosse usar as estruturas convencionais de betão,</p><p>maiores detalhes na figura 6.</p><p>No primeiro cenário esta mostrando a contenção de terra em terreno</p><p>montanhoso, em contrapartida a solução com betão armado submeteria a aplicação de</p><p>fundações profundas, sendo adequadas dimensionadas às ações horizontais, desse</p><p>modo o recurso utilizado garantiu reforçar a segurança ao deslizamento e obter uma</p><p>boa economia em 30%. No segundo cenário retrata o encontro do viaduto construído</p><p>em Thionville executado num terreno com capacidade enfraquecida de carga, todavia o</p><p>11</p><p>uso do sistema terra armada levou a tensões de contacto com fundação reduzidas</p><p>suficientemente, contendo assentamentos compatíveis, tendo grande êxito na</p><p>economia com 60%.</p><p>Figura 6 – Casos de Obras Realizado em Terra Armada.</p><p>4.1 – Algumas desvantagens na aplicação.</p><p>Embora a aplicação dos muros de terra armada apresentarem grandes</p><p>vantagens, essa técnica tem algumas desvantagens e limitadores de execução.</p><p>Todavia esse sistema tem algumas desvantagem, embora essa aplicação seja</p><p>mesmo muito procurada por suas vantagens nas execuções e além disso conduzindo</p><p>para a economia, portando aqui estão algumas exigências de sua desvantagem</p><p>segundo Silva (2012):</p><p>12</p><p> Espaço largo atrás da estrutura para obter espessura de muro suficiente para a</p><p>verificação da estabilidade interna e externa;</p><p> Aterros granulares selecionados;</p><p> Necessário critério de projeto para evitar a corrosão do aço dos elementos de</p><p>reforço inextensíveis, deterioração de certos elementos da face, como o</p><p>potencial degradação dos reforços extensíveis no solo;</p><p> Projeto o brigando compartilhamento de responsabilidade entre os fornecedores</p><p>de materiais, o fornecedor de aterro maior participação de especialistas</p><p>geotécnicos do domínio, muitas das vezes denominados de engenheiros</p><p>estruturais.</p><p> Alguns casos onde muro de solo reforçado não podem serem executados:</p><p> Quando tiver ângulos salientes do muro em planta com abertura inferior a 70°;</p><p> Quando na zona reforçada for previstas outras obras para além das drenagens;</p><p> Quando suas armaduras forem sujeitas a ações de águas contaminadas, no</p><p>geral com baixo valores de PH e altos teores de cloretos e sulfatos, também no</p><p>caso de es peradas correntes elétricas parasitas no terreno com distância do</p><p>muro inferior a 60 mts;</p><p> Quando tem risco de infraescavações da base do solo reforçado provocadas</p><p>pela ação fluvial ou marítima.</p><p> Os solos reforçados não de vem ser aplicados quando haja possibilidade de</p><p>Escavações na base, quando a armadura estiver em contato com águas contaminadas</p><p>e quando estiver previsto obras de drenagem no solo reforçado.</p><p>Por fim o sistema de estruturas de contenção em solos reforçados segundo</p><p>Christopher e Berg, (2001) apud Souza e Wayhs afirmam que são soluções</p><p>econômicas sendo capazes de apresentar grandes tolerâncias em recalques de</p><p>fundações, com facilidades na construção e tendo prazo de execução reduzido, além</p><p>disso permitindo um bom acabamento estético no caso do uso de sistema de</p><p>faceamento adequados como blocos segmentais.</p><p>Finalmente com base nessa teoria demonstraremos na prática um projeto em</p><p>forma protótipo, a fim de tirar algumas conclusões desse sistema, onde se torna</p><p>diretamente explícito a verificação da utilização dos comportamentos do mecanismo</p><p>global das estruturas, e assim complementando o conhecimento em terra armada.</p><p>13</p><p>5 - Metodologia.</p><p>O presente trabalho esta firmado em pesquisas bibliográficas exploratórias</p><p>desenvolvida baseada através de materiais já elaborados, compostos por sites, livros e</p><p>artigos científicos. O objetivo da pesquisa foi na finalidade de detalhar o tema terra</p><p>armada, na qual menciona sobre solos reforçados em taludes, sem aprofundar muito</p><p>nos detalhes de cada requisitos das construções em si dos elementos que compõem a</p><p>estrutura terra armada.</p><p>Fundamentado nos parâmetros geométricos e nas propriedades do sistema terra</p><p>armada, para o efeito dessa pesquisa com embasamento teórico e bibliográfico,</p><p>levando em consideração cada procedimentos técnicos com o objetivo nosso de</p><p>familiarizar com esse sistema, em seguida sera relatado através de um protótipo alguns</p><p>fatores que foi requisitado através da instituição de ensino, onde vem colocar em</p><p>pratica todo o conhecimento referente ao aprendizado adquirido no decorrer do</p><p>semestre.</p><p>5.1 – Materiais e métodos.</p><p>Pesquisamos a fim de ter um referencial bibliográfico com o intuito de seguir a</p><p>metodologia e as suas diretrizes já estabelecidas pela instituição de ensino onde fora</p><p>determinados algumas exigências de materiais e métodos a serem seguidos para não</p><p>fugir do foco do aprendizado.</p><p>Diante desses feitos foi então confeccionado uma caixa em madeira com</p><p>abertura na parte frontal e na lateral direita superfície translúcida onde foi utilizado vidro</p><p>para facilitar a visualização.</p><p>Os materiais usados na confecção do protótipo foram: 4 madeiras de reforço</p><p>com 0,20x0,20 m e 30,0 m de comprimento, 4 madeiras de travamento com 0,30 m x 0,</p><p>05 m e 0, 36 m, 7 madeira de travamento com 0,30 m x 0,05 m e 25,0 m, 3 placas de</p><p>madeirite 0,30x0,30 m, 1 placa de vidro translucido de 0,285x0,285 m, 1 placa de</p><p>madeirite removível 0,35 x0,29 m pregos metálicos para fixação.</p><p>O procedimento realizado foi inicialmente a seleção das madeiras e pregos,</p><p>após está etapas foi realizado os cortes nas madeiras para então começar a junção</p><p>formando assim a caixa completa.</p><p>14</p><p>Foto 1 - Organização e montagem dos materiais.</p><p>Foto 2 – Instalação do sistema de reforço interno.</p><p>15</p><p>6 – Resultados e discussões.</p><p>Foi construído o projeto após a proposta do problema concedido pela própria</p><p>instituição de ensino, a partir desse contexto considerando as informações e dados da</p><p>pesquisa bibliográfica, respeitando as normas e diretrizes, foi construído um sistema de</p><p>contenção de taludes do tipo terra armada, sendo assim foi montado a estruturação em</p><p>uma caixa de madeira com contenção mais reforços, prezando a redução dos custos</p><p>na economia de material sem deixar a estrutura menos eficiente para suportar certa</p><p>resistência.</p><p>Encontramos dificuldades na fazedura de todo o conjunto da estrutura de</p><p>reforços do talude para os testes de resistência pois tinham regras para serem</p><p>seguidas ficando mais trabalhoso a execução, portanto o regulamento da tal pratica</p><p>regia que o sistema de contenção e reforço, deveria ser realizado com folha de papel</p><p>A2 e A4, juntamente com os reforços entre as camadas de solos, que são as tiras de</p><p>papel coladas, no qual as camadas de solo depositada incluindo cada reforço deveriam</p><p>efetuar a compactação manualmente em todas as etapas, e assim sucessivamente ate</p><p>finalizar toda a colocação</p><p>do solo, e por fim verificar o rompimento do talude que só</p><p>sera válido se o deslocamento for igual ou superior a 4 cm, considerando que o</p><p>material de aterro estrutural a ser usado de preferencia um solo arenoso seco. Portanto</p><p>no planejamento chegamos na resolução da melhor forma de colocar os reforços, para</p><p>suportar a maior carga possível, com a menor quantidade de material obtendo</p><p>eficiência no projeto nos testes feitos.</p><p>Constatou-se na elaboração desse trabalho que é realmente desafiador para o</p><p>profissional, executar tecnicamente o projeto suprindo as necessidades, solucionando</p><p>os problemas de maneira econômica com projeções de estruturas eficientes, tendo</p><p>assim soluções construtivas que tenha boa resistência nas estruturas, reduzindo os</p><p>impactos ambientais e garantindo qualidade conforto e segurança num todo.</p><p>Mediante as verificações e testes do projeto, atendendo os objetivos as</p><p>diretrizes e regulamentos preestabelecidos pela instituição de ensino aplicando as</p><p>teorias, tivemos resultados construtivos desse protótipo no qual conclui-se nos</p><p>seguintes resultados:</p><p>Tabela de dados</p><p>Tipo de solo Granulometria(opcional) Área de papel(reforço) Massa do solo (m³)</p><p>Solo arenoso seco 27 dm³</p><p>Carga aplicada Deslocamento da guia</p><p>20 kg Não houve</p><p>40 kg Não houve</p><p>80 kg Não houve</p><p>100 kg Não houve</p><p>120 kg Deslocamento 1,5 cm</p><p>140 kg Deslocamento 2,5 cm</p><p>150 kg Deslocamento 2,5 cm</p><p>Carga final de ruptura Não houve ruptura</p><p>16</p><p>7 - Conclusão.</p><p>Terra armada é uma técnica com várias aplicações, como obras de rodovias,</p><p>Ferrovias e em outras obras de construção civil. É ideal para muros que tenham altura</p><p>elevada ou que tenham que resistir às sobrecargas extraordinárias, pois o solo armado</p><p>suporta a grandes carregamentos.</p><p>O princípio de funcionamento da terra armada é a combinação entre aterro e</p><p>Elementos de reforço, formando um maciço, no qual as armaduras resistem aos</p><p>Esforços de tração. Este maciço se comporta como uma estrutura coesa suportando</p><p>Seu peso próprio e às cargas externas.</p><p>A utilização do processo construtivo de terra armada teve grande aceitação</p><p>mundial devido à facilidade e a rapidez de execução. Engenheiros convivem</p><p>diariamente com cronogramas apertados e locais limitados. No processo construtivo de</p><p>terra armada sua maior atividade construtiva ocorre atrás do parâmetro e sem</p><p>utilização de andaimes, sem interferir no fluxo do tráfego.</p><p>Portanto para ter êxito no aprendizado foi essencial a construção do protótipo no</p><p>qual tivemos facilidade de fazer uma observação minuciosa dos critérios necessários</p><p>da elaboração e execução do projeto do sistema de contenção de taludes do tipo terra</p><p>armada , no qual avaliamos as principais funções dessa técnica formada por reforços ,</p><p>solo do aterro e os painéis do paramento exterior, sendo assim foi realizado a</p><p>verificação de resistência aos esforços de tração, sendo necessário a utilização do solo</p><p>granulométrico e uma carga aplicada, dessa maneira, tivemos ótimos resultados nessa</p><p>experiência que serão usados no decorrer da nossa carreira profissional na solução de</p><p>diversos problemas no qual como engenheiros temos que optar por alguns meios,</p><p>sendo eles mais eficientes no âmbito de praticabilidade, durabilidade, resistência,</p><p>segurança, estética, rapidez e economia.</p><p>Ficando evidente destacar a importância do projeto arquitetônico de acordo com</p><p>a localidade onde vai ser executada tal projeto e assim devera ter informações</p><p>necessárias para eficiência do projeto.</p><p>Assim acreditamos que foram alcançados os objetivos propostos dessa</p><p>pesquisa no qual foi possível ampliar o nosso conhecimento através desse importante</p><p>tema muito usado na engenharia civil.</p><p>17</p><p>Referências bibliográficas.</p><p>CORREIA, Antônio Alberto Santos. Métodos de dimensionamento de muros de</p><p>alvenaria de tijolo reforçados com geossintéticos . 2003. 210 f. Dissertação</p><p>(Mestrado) - Curso de Engenharia Geotécnica, Universidade do Porto, Porto, 2003.</p><p>DANTAS , Bruno Teixeira. Análise do Comportamento de Estruturas de Solo</p><p>Reforçado Sob Condições de Trabalho. 2004. 222 f. Tese (Doutorado) - Curso de</p><p>Engenharia Civil, Ufrj , Rio de Janeiro, 2004.</p><p>EL IAS , Victor et al. Mechanically stabilized earth walls and reinforced soil</p><p>slopes: Design and Construction Guidelines. Federal Hw y. Administration Rep. No.</p><p>FHWA-NHI-00-043 , Washington D .C. 2001 .</p><p>MITCHELL, James K .; VILLET, Willem C .b. Reinforcement of earth slopes and</p><p>embankments. : NCHRP Rep. No. 290, Washington, D.C. , 1987.</p><p>LCPC - SETRA – Laboratoire Central des Pontset Chaussées -Service d’Études</p><p>Techniques des Routes et Autoroutes (1979), Les Ouvrages en Terre A rmée,</p><p>Recommandations et règles de l’art, Ministèredes Transports, France.</p><p>LOPES, Maria de Lurdes. Muros reforçado s com geossintéticos. 1992. 368 f.</p><p>Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia Civil, Universidade do Porto, Porto, 1992.</p><p>VIDAL, Henri . The Principle of Reinforced Earth. In: MARR, W. Allen. History of</p><p>Progress: Selected U.S. Papers in Geotechnical Engineering. 118. ed. Usa : Asce</p><p>Publications , 2003. p. 1331 -1346.</p><p>VSL (2008), Manuel d ’installation du système TERREREFORCEE.</p><p>ASSOCIAÇÃO DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9286: Terra Armada. Rio de Janeiro,</p><p>1986. 20 p . Disponível em : . Acesso em 31 out. 2021. DYMINSKI, ANDRÉA SELL.</p><p>NOÇÕES DE ESTABILIDAD E DE TALUDES E CONTENÇÕES. UFPR - Notas de Aula</p><p>- Estabilidade de Taludes – Andrea Sell Dyminski Profa. Andréa Sell Dym inski, Dr.Eng.</p><p>asdymi@ufpr.br.</p><p>EHRLICH, M.; BECKER, L. Muros e Taludes de Solo Reforçado – Projeto e Execução,</p><p>São Paulo: Oficina de Textos, 2009. – (Coleção Huesker : engenharia com</p><p>geossintéticos.) . Disponivel em: . Acesso em 28 de out de 2021.</p><p>FÉLIX, C. M. S. (1991), COMPORTAMENTO DOS MUROS DE TERRA ARMADA,</p><p>Dissertação de mestrado da Faculdade de Engenharia do Porto.</p><p>FIORI, ABERT O PIO. FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS E DAS</p><p>ROCHAS: aplicações na estabilidade de taludes / Alberto Pio Fiori, Luigi Carmignani. --</p><p>São Paulo : Oficina de Textos, 2015. Disponivel em: . Acesso em 15 nov de 2021</p><p>18</p><p>Referências bibliográficas.</p>