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Guia da Disciplina Empreendedorismo

Guia da disciplina de Empreendedorismo (Unisanta EAD) que apresenta conceitos e definições do empreendedorismo, objetivos do curso e ferramentas para desenvolver CHAVE (conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e equilíbrio emocional), criatividade, liderança e análise de mercado.

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<p>EMPREENDEDORISMO</p><p>Me. Henrique Cesar Nanni</p><p>GUIA DA</p><p>DISCIPLINA</p><p>1 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>O empreendedorismo é uma palavra “depauperada” para a representatividade de</p><p>tudo que envolve o conceito. A disciplina de Empreendedorismo busca explicar o que está</p><p>por traz do conceito de empreender. Isso pode fazer uma grande diferença para sua vida.</p><p>Acredita-se que todas as pessoas já nascem com algum tipo de dom. No caso, seria</p><p>o perfil empreendedor, que envolve o comportamento das pessoas. Essas características</p><p>de comportamentos não precisam vir do berço, pois, podemos desenvolvê-las. No mundo</p><p>do empreendedorismo, chamamos de mindset (configuração da mente), ou seja,</p><p>desenvolver características de comportamentos, pensamentos e atitudes. Porém, o mais</p><p>importante é aprender a ter habilidades em adaptar-se as ações e reações dos mais</p><p>variados cenários mercadológicos. Assim, você conseguirá executar negócios e ter</p><p>iniciativas inovadoras, que transformam realidades e geram valor. Esse curso vai oferecer</p><p>isso! (ARANTES; HALICKI, 2014).</p><p>Sabe-se que nem todos os indivíduos têm a mesma predisposição psicológica.</p><p>Alguns priorizam determinados pensamentos e atitudes, outros, adotam outros padrões de</p><p>comportamento, mesmo recebendo a mesma educação, treinamento ou aprendizado. Tais</p><p>situações acontecem porque cada pessoa detém conhecimentos e experiências diferentes,</p><p>assim, tem opiniões divergentes, mesmo estando em um mesmo cenário. Então, o curso</p><p>oferece o caminho a ser trilhado, não a solução a ser tomada e nem mesmo a garantia de</p><p>sucesso. Pois, as variáveis são enormes!</p><p>O curso de Empreendedorismo tem como premissa desenvolver Conhecimentos,</p><p>Habilidades, Atitudes, Valores e Equilíbrio Emocional – CHAVE. Com base nas ferramentas</p><p>de trabalho utilizadas, o aluno conseguirá abrir seu próprio negócio, desenvolver negócios</p><p>já existentes e aproveitar oportunidades. A princípio, o aluno desenvolverá sua criatividade</p><p>e iniciativa, habilidades em liderar pessoas, conduzir negócios, inovar, melhorar processos</p><p>e criar proposta de valor aos clientes (KOTLER e KELLER, 2012). Além disso, vai aprender</p><p>a fazer pesquisa, analisar e interpretar cenários e estatísticas de mercado, conhecer a</p><p>fundo os clientes, concorrentes, fornecedores e parceiros. Com base nessas informações</p><p>e dados obtidos na pesquisa, fica mais fácil identificar e aproveitar melhor as oportunidades</p><p>e criar ações para minimizar possíveis efeitos nocivos gerados pelo mercado e que possa</p><p>prejudicar seu sucesso.</p><p>2 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>A proposta é preparar o aluno para atuar com sucesso em qualquer negócio, sendo</p><p>seu ou não. Gerando valor econômico e social, além de desenvolver a capacidade de criar,</p><p>entregar e capturar valor para a empresa.</p><p>3 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE EMPREENDEDORISMO</p><p>Objetivo</p><p>Entender as definições dos elementos que constituem o perfil do empreendedor.</p><p>Assim como, os conceitos do termo empreendedorismo e suas relações no ato de</p><p>empreender negócios.</p><p>Introdução</p><p>Existem vários significados para abordar sobre o empreendedorismo. Podemos</p><p>afirmar que, entre outras definições é colocar em prática as ideias, ter coragem, executar,</p><p>realizar, fazer, inovar, criar e melhorar processos. Mas, de modo geral é utilizar suas</p><p>competências e agir com independência e autonomia para criar algo diferente e com</p><p>propostas de valores para a empresa. Normalmente, se comprometendo com os resultados,</p><p>dedicação e esforço para alcançar seus objetivos e assumir os riscos do negócio (DEGEN,</p><p>1989).</p><p>Quando um indivíduo assume o compromisso em empreender algo, precisa das</p><p>competências necessárias para identificar as oportunidades possíveis de serem</p><p>aproveitadas e as ameaças que possam prejudicar o empreendimento. Ou seja, deve ter a</p><p>capacidade de prever e solucionar problemas. A premissa é investir seus recursos</p><p>financeiros, humanos, tecnológicos entre outros, para criar algo que seja viável</p><p>financeiramente positivo para a sociedade. Criação de algo positivo para a sociedade.</p><p>Contudo, muitas pessoas confundem com a administração dos negócios. E não é a mesma</p><p>coisa!</p><p>Empreender é uma atitude corajosa, um método, uma habilidade e um dom, mesmo</p><p>que seja adquirido pelo seu esforço de aprender. O objetivo de um indivíduo empreendedor</p><p>e gerir um negócio com potencial de mudanças, colocar em práticas suas ideias, criação,</p><p>inovação e melhorias em processos para satisfazer necessidades e desejos da sociedade</p><p>(KOTLER; KELLER, 2012).</p><p>Assim, o empreendedorismo está diretamente ligado a criar, inovar e melhorar</p><p>processos com o propósito em criar proposta de valor para os clientes e gerar lucros para</p><p>a organização. Para isso, Joseph Schumpeter define que o “empreendedorismo está</p><p>diretamente associado à inovação”, sendo responsável pela realização de novas</p><p>4 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>combinações em prol dos resultados. Ou seja, sua essência está associada a percepção e</p><p>no aproveitamento das oportunidades mercadológicas.</p><p>Conforme pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM, 2019), os</p><p>maiores fatores motivacionais para tornar-se empreendedor são:</p><p>a) Escassez de empregos;</p><p>b) Fazer a diferença no mundo;</p><p>c) Construir riquezas;</p><p>d) Manter a tradição familiar;</p><p>Silva (2020) assim como vários outros autores, consideram que uma pessoa comum</p><p>é atraída para o empreendedorismo pela “oportunidade ou necessidade”. Ou seja, por meio</p><p>de pesquisa consegue visualizar possibilidades de criar um negócio (oportunidade) ou pela</p><p>necessidade pessoal de fazer algo para sua sobrevivência (necessidades). Esse é um</p><p>assunto que abordaremos com mais detalhes no capítulo 4.</p><p>1.1. Palavras-chave do Empreendedorismo</p><p>Muitas palavras se entrelaçam no meio deste assunto e confundem suas definições.</p><p>É notório que o empreendedorismo é um dos principais motores da economia mundial,</p><p>promovendo e gerando riqueza, satisfazendo necessidades e desejos, bem-estar social e</p><p>muitos empregos. Assim, o empreendedorismo é um caminho a ser trilhado para solucionar</p><p>alguns problemas socioeconômicos da população. Contudo, alguns elementos conceituais</p><p>são particularmente importantes para entender a matéria (ARANTES, 2014).</p><p>1.1.1. Empreendedorismo</p><p>Podemos considerar que o empreendedorismo é a arte, a ciência que trata sobre os</p><p>estudos relacionados ao indivíduo com Característica de Comportamentos</p><p>Empreendedores – CCE’s. Mas, não garante o sucesso. Ou seja, o perfil empreendedor</p><p>envolve o processo de todas as funções, atividades e ações para criação de um novo</p><p>negócio. De origem francesa a palavra “entrepreneur” ou “entrepreneurship” tem</p><p>significados diferentes citados por vários autores. Contudo, a mais aceita é a que define um</p><p>indivíduo com atitudes inovadoras e preparados para mudanças. Assim sendo, apesar de</p><p>5 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>ser o estudo sobre a ciência é comum ligarmos ao indivíduo que tem atitudes diferenciadas</p><p>(GEM, 2019).</p><p>1.1.2. Empreendedor</p><p>Durante muito tempo, associava-se o empreendedor a pessoas que começa um</p><p>negócio e ou aquele que tem a coragem de aproveitar oportunidades percebidas por</p><p>poucos. Ou seja, existem pessoas que fazem com que seus sonhos se tornem realidade,</p><p>fazendo com que aconteça. Assim, podemos definir como sendo um idealizador e realizador</p><p>de sonhos. Aquele que coloca em prática novas ideias, com inovação e criatividade,</p><p>fazendo acontecer de forma diferente dos outros. Podemos complementar como aquele</p><p>que muda o que existe, transformando</p><p>de desemprego são elementos</p><p>que pesam na decisão (ARANTES; HALICKI, 2014).</p><p>O grande desafio de iniciar o empreendimento é quanto à trajetória desse novo</p><p>negócio. A complexidade de ser o próprio chefe. Construir um negócio e ter equilíbrio</p><p>emocional para lidar com o dinheiro, exige muito comprometimento e disciplina do</p><p>empreendedor. Contudo, todos os empreendedores enfrentam desafios intermináveis. Sua</p><p>luta diária, o afasta da família e de encontros sociais. Quando não está tratando de</p><p>problemas com colaboradores, tem o financeiro que pede ajuda ou o departamento de</p><p>venda que está com problemas, além disso, tem a comunicação, a burocracia, entrega,</p><p>fornecedores, mercado, tendências etc. São tantos seus afazeres que é normal trabalhar</p><p>14 a 16 horas todos os dias. Com o tempo esses compromissos podem ser minimizados,</p><p>principalmente quando se adquire certa estabilidade econômica, respaldada pela</p><p>experiência, bons relacionamentos - networking e parcerias (KOTLER; ARMSTRONG,</p><p>2015).</p><p>5.1 Dificuldades para empreender</p><p>Apesar das inúmeras CCE’s demonstradas durante a leitura desse guia, alguns</p><p>aspectos representam um problema para o sucesso do empreendimento, principalmente</p><p>aqueles que já contribuíram para fracassos. São eles:</p><p>37 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a) Sensação de invulnerabilidade: é uma característica inerente ao empreendedor,</p><p>pois acham que nada poderá lhes acontecer, pois fizeram planejamento e</p><p>dedicação as ações. Em função disto correm riscos desnecessários e não</p><p>inteligentes;</p><p>b) Pensa que é “Super Homem”: essa crença, ilustra os indivíduos que buscam</p><p>provar que são melhores e que podem desempenhar melhor suas funções do</p><p>que os outros. Precisam provar a si mesmo e aos outros;</p><p>c) Poder e autoridade: Não aceitam sugestões e nem o que devem fazer. Muitas</p><p>nem aceitam escutar seus colaboradores. Tem a certeza de que sabe mais do</p><p>que os outros;</p><p>d) Rapidez extrema: a impulsividade domina suas ações. Muitas vezes não</p><p>consideram as implicações que poderão ocorrer;</p><p>e) Controle emocional: pelo fato de serem autoconfiantes, independentes e com</p><p>autonomia, muitas vezes perdem a paciência com os subalternos, ou seja, o</p><p>controle;</p><p>f) Exigência na qualidade e perfeccionismo: Não tem limites, as vezes a busca pela</p><p>perfeição prejudica a viabilidade dos resultados;</p><p>g) Resultados: por fazer as coisas acontecerem, espera que outros também o</p><p>façam.</p><p>Para o empreendedor o cumprimento das metas e objetivos é prioridade, assim,</p><p>enfrenta todos os obstáculos e exige muito trabalho e dedicação de todos. Quando isso não</p><p>acontece como esperado, assume a tarefa e acaba se distanciando das oportunidades</p><p>mercadológicas e ou não se dedicando aos benefícios que essas oportunidades podem</p><p>gerar.</p><p>Febrete (2019) cita que os fatores críticos de sucesso ao desenvolvimento</p><p>econômico do indivíduo estão relacionados ao talento, tecnologia, capital e kow how. Outras</p><p>dificuldades encontradas, principalmente para as pequenas empresas são:</p><p>a) Identificação dos produtos adequados para sua comercialização. Muitos,</p><p>acabam se estocando, ficando com seu capital parado;</p><p>b) Implementação de um sistema integrado de gerenciamento e controle comercial;</p><p>c) O uso adequado das ferramentas de comunicação e informação pela Internet;</p><p>d) O baixo nível de competitividade por falta de recursos;</p><p>e) Complexidade em desenvolver custos dos gastos;</p><p>38 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>f) Carga tributária e controle das contas;</p><p>g) Baixo nível de planejamento;</p><p>h) Baixa qualidade de Mão de Obra especializada;</p><p>Entre as causas de mortalidade, a falta de dinheiro sempre foi a razão maior. No</p><p>entanto, a ingerência dos recursos acaba sendo um dos principais fatores. O fato de o</p><p>faturamento da empresa misturar com as despesas pessoais é um dos maiores motivos</p><p>para os fracassos. Esse confronto pessoal e corporativo acaba por abalar suas atitudes</p><p>empreendedoras, diminuindo as vendas e cometendo mais erros.</p><p>5.2 Cuidados para empreender</p><p>Sabemos que uma das características do empreendedor é correr riscos. Mas,</p><p>também sabemos que são riscos moderados. Riscos sem o devido conhecimento e</p><p>planejamento, não faz parte do seu comportamento. Assim, antes de empreender você</p><p>precisa de algumas dicas descritas por diversos autores e pesquisar em sites</p><p>especializados em empreendedorismo, para não investir errado (GEM, 2019):</p><p>Definição de atividade:</p><p>a) Você tem afinidade com o negócio e o segmento?</p><p>b) Conhece o mercado que vai montar ou adquirir?</p><p>c) Nesse mercado, existe necessidades desse produto;</p><p>d) Você está entrando em um negócio que está na moda? Cuidado!!!;</p><p>Diferenciação</p><p>a) Qual que diferenciação que seu produto/serviço tem dos concorrentes?</p><p>b) Porque o cliente escolheria o seu produto/serviço e não da concorrência?</p><p>c) O seu diferencial é fácil de ser imitado? Cuidado!</p><p>Escalabilidade</p><p>a) Existe possibilidade de crescimento? Atingir uma escala maior?</p><p>b) As estratégias para escalabilidade estão ao seu alcance?</p><p>Procure ajuda</p><p>a) Busque conhecer os canais de acesso aos seus clientes;</p><p>b) Crie estratégias para estar próximo ao seu público-alvo;</p><p>c) Procure consultoria – profissionais especializados no negócio;</p><p>d) Faça cursos, estude, pesquise!</p><p>39 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Sertek (2012) cita que os negócios passageiros como modismo, duram uma ou duas</p><p>temporadas. Porém, são bem lucrativos. Atingem o auge em um período bem curto e decai</p><p>sua atratividade muito rapidamente.</p><p>5.3 Empreender com Sucesso</p><p>Apesar da palavra sucesso ser muito usada, não existem garantias para que</p><p>realmente ocorra. Assim como, não tem garantia para o momento de investir em seu próprio</p><p>negócio. Tem ocasiões mais propicias, mas, não garantidas, pois, sempre haverá situações</p><p>adversas que colocarão em risco o seu empreendimento. O que pode ser feito para</p><p>minimizar essa possibilidade de fracasso é planejar. Fazer uma boa pesquisa de mercado</p><p>e planejar suas estratégias. Quando você planeja, abre a mente para oportunidades de</p><p>mercado e consequentemente minimiza as possibilidades de fracasso. Isso sempre</p><p>ocorrerá e fazem parte da trajetória do empreendedor.</p><p>O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Somos criativos,</p><p>inovadores, sabemos correr riscos e motivados com negócios. Mas, só isso não garante o</p><p>sucesso. Um dos erros mais comuns é fazer um Plano de Negócios de baixa qualidade.</p><p>Ficamos no achismo, que tudo vai dar certo. Acreditamos naquilo que achamos ser a</p><p>verdade e ignoramos a realidade. Assim, achamos que a ideia é boa, mas, quando</p><p>colocamos em prática, não se consolida.</p><p>Sertek (2012) comenta que para empreender com sucesso, o cenário mercadológico</p><p>deve estar muito bem claro. A demanda, o segmento, a concorrência, os fornecedores e a</p><p>segurança que o produto que você está vendendo é o que os clientes querem. E que esses</p><p>podem pagar. E está em um canal de distribuição mais próximo dele. Mesmo assim, deve</p><p>utilizar as ferramentas de marketing adequadas para avisar o cliente que:</p><p>a) O produto que ele precisa, existe!</p><p>b) Por um preço, que ele pode pagar;</p><p>c) No ponto de veda, onde é fácil de ser encontrado;</p><p>d) Utilização de canais de comunicação e relacionamento permanentes;</p><p>40 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Para criar essa estrutura de comunicação, o empreendedor precisa e alguns</p><p>cuidados para tornar-se uma empresa sustentável.</p><p>a) Conhecer o mercado;</p><p>b) Cuidar das finanças, separando o pessoal do profissional;</p><p>c) Manter estratégias competitivas;</p><p>d) Manter o plano de negócios em evidência;</p><p>Não existe perfeição. O mercado nem sempre será favorável. O imprevisto pode</p><p>acontecer, esteja preparado! A única certeza é que “tudo muda”.</p><p>41 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>6. CENÁRIO MERCADOLÓGICO</p><p>Objetivo</p><p>Identificar o cenário mercadológico sob o aspecto da organização e as necessidades</p><p>dos consumidores. Buscar entende as barreiras existentes que a organização enfrenta para</p><p>atingir seu mercado-alvo.</p><p>Introdução</p><p>As organizações disputam os mesmos clientes, dentro do mesmo mercado, com</p><p>produtos semelhantes e estratégias muito parecidas. Dificilmente, as empresas conseguem</p><p>vender um produto de qualidade, oferecendo diferenciais competitivos pelo mesmo preço</p><p>de seus concorrentes. Ou seja, quando nos diferenciamos, inserimos custos e</p><p>consequentemente repassamos aos clientes, distanciando ainda mais dos concorrentes em</p><p>relação a preços.</p><p>Sabemos que as fronteiras estão abertas. Temos produtos oriundos de vários países</p><p>e com preços muito accessíveis. Essa mistura de mercado (interno e externo) gera certa</p><p>incerteza, mas promove o aperfeiçoamento e melhorias técnicas, além da implementação</p><p>de estratégias competitivas bem desafiadoras. Assim, o mercado é um campo bem</p><p>competitivo e com clientes cada vez mais exigentes. Para manter os negócios, as empresas</p><p>precisam ter boa gestão, inovar, criar e proporcionar aos clientes a melhor proposta de</p><p>valor. Neste sentido, precisamos de um visionário. Aquele indivíduo que consegue enxergar</p><p>além do nosso olhar. É diante dessa nova visão que surgem novos cenários</p><p>mercadológicos.</p><p>Manter uma organização tradicional, já não é mais o suficiente. Assim, é preciso se</p><p>livrar dos preconceitos e barreiras que inibem nossas mentes e conseguir enxergar as</p><p>tendências e perspectivas de mercado. O comodismo dos gestores é um dos principais</p><p>motivos para limitar novas ideias. Afinal elas surgem da busca das oportunidades e quebra</p><p>de paradigmas, assim como, pelas necessidades e carências identificadas em pesquisas</p><p>de campo. Podemos afirmar que o cenário mercadológico é identificado pelas pesquisas e</p><p>com elas, desenvolve-se as estratégias, que são as bases para o sucesso da organização.</p><p>Com a pesquisa, o empreendedor consegue entender bem o segmento onde se está</p><p>inserido e estruturar sua atividade comercial, a partir da leitura do mercado. É neste</p><p>ambiente que se identifica as dificuldades e oportunidades e onde se desenvolvem projetos</p><p>42 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>(planos) para gerenciar as ações estratégicas com pensamento voltado a médio e longo</p><p>prazo.</p><p>6.1 Mercado corporativo</p><p>Durante a pandemia da COVID-19, dificilmente tenha alguma organização preparada</p><p>para um período longo de escassez. Muitas conseguiram sobressair-se, outras fecharam.</p><p>Algumas, se aproveitaram e cresceram. Tais empresa aproveitaram as oportunidades de</p><p>mercado para faturar mais. Contudo, não podemos afirmar que estavam preparadas pera</p><p>esse momento de crise. Diante da situação, só o mercado corporativista consegue ajudar</p><p>a economia do país, assim como, toda a sociedade. Vivemos em um país capitalista, ou</p><p>seja, dominado pelo capitalismo corporativo. Tal denominação, identifica-se pela</p><p>predominância de corporações hierárquicas burocráticas que buscam lucros. É com essa</p><p>receita que a economia se movimenta.</p><p>Atualmente, vivemos uma troca de líderes da economia. Uma nova geração de</p><p>talentos está chegando. A geração Y, nascidos entre 1980 até o final do século XX. São</p><p>jovens aprendizes que na sua maioria já terminaram o curso superior. Porém, as</p><p>organizações estão com dificuldades em mantê-los por muito tempo. O modelo de mercado</p><p>corporativo depende desses profissionais para trabalhar com tecnologia, pois, são mais</p><p>ágeis e experientes com uso das Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs, que</p><p>são as bases para a comercialização do século XXI, principalmente em períodos críticos.</p><p>A proposta do mercado corporativo é oferecer um valor superior aos consumidores,</p><p>até mesmo por ser algumas exigências que os clientes vêm adotando na decisão de</p><p>compra. Tal proposta, define a escolha de adquirir ou não seu produto. O desafio dessas</p><p>corporações é manter-se competitivos e conseguir captar, reter e fidelizar seus clientes,</p><p>sempre na dependência dessa nova geração de profissionais. A luta é manter</p><p>remunerações estratégicas para reter os profissionais de talento, assegurando o bom</p><p>andamento dos negócios. No entanto, o mundo corporativo, configura-se de várias</p><p>maneiras e regras variadas. Assim podem demitir e admitir livremente as pessoas. Negocia</p><p>salários, fazem contratos e até mesmo, incitar estratégias para afetar diretamente a</p><p>concorrência. Sem que seja punida.</p><p>43 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Apesar de tudo, o mercado corporativo é praticamente livre de regras e normas.</p><p>Sofre com algumas adversidades, mas, impõe sua forma de ser. Ou seja, o mundo</p><p>corporativo tem suas normas e regras, mas, com muita flexibilidade para agir, por um lado,</p><p>sofre com as diversidades, por outro, estabelece condições que afetam toda humanidade.</p><p>6.2 Pesquisa mercadológica</p><p>O desenvolvimento de uma pesquisa mercadológica se caracteriza pela</p><p>apresentação da teoria e prática do processo de construção de um planejamento, que deve</p><p>estar estruturalmente apresentado de forma sistêmica. Seu desenvolvimento, apresenta-se</p><p>em seções e subseções para explicitar melhor a compreensão do leitor. Deve ser repleto</p><p>de dados estatísticos, seguido da análise dos dados da pesquisa, interpretação, propostas</p><p>e se possível, apresentação probabilísticas dos resultados. A escolha estrutural do projeto</p><p>deve ser definida no processo, verificando em qual das estruturas se alcançará melhor o</p><p>resultado proposto da pesquisa.</p><p>Faz parte do desenvolvimento da pesquisa:</p><p>a) O reconhecimento geográfico a ser estudado;</p><p>b) Os dados coletados para pesquisa (fontes, estatísticas e pesquisas);</p><p>c) Análise, apreciação, interpretação e propostas - (construção)</p><p>Saber como se faz um bom levantamento de informações é a chave para se realizar</p><p>uma boa análise dos fatores já citados. Para desempenhar uma análise completa, é</p><p>necessário investir tempo em pesquisa, no levantamento de dados que sejam pertinentes</p><p>ao desenvolvimento da organização.</p><p>6.2.1 Pesquisa do ambiente interno e externo</p><p>A Pesquisa sobre ambiente interno da empresa deve ser levada em consideração</p><p>na análise, pois, envolve aspectos fundamentais sobre o seu bom ou mau funcionamento</p><p>– pontos fortes ou fracos, como os equipamentos disponíveis, a tecnologia, os recursos</p><p>financeiros e humanos utilizados, assim como, os valores e objetivos que norteiam as suas</p><p>ações. A partir daí, consegue-se ter uma visão maior das forças e fraquezas que poderão</p><p>afetar de forma positiva ou negativa no desempenho da empresa. O monitoramento do</p><p>44 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>ambiente interno da organização precisa atentar as variáveis forças e fraquezas que</p><p>representam o contexto da empresa e sua relação com funcionários, estrutura interna,</p><p>cultura organizacional, canais de informação, entre outros (SERTEK, 2012).</p><p>O ambiente externo envolve a influência, efeitos positivos e/ou negativos –</p><p>oportunidades e ameaças. Esse mercado é composto pelos concorrentes, consumidores,</p><p>fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, legais, tecnológicos. A análise norteará o</p><p>caminho a seguir e como minimizar as ameaças e maximizar as oportunidades do negócio.</p><p>A pesquisa é uma das principais ferramentas que ajuda na identificação de fatores externos</p><p>que possam influenciar a organização. É um dos pilares do planejamento estratégico.</p><p>Quanto mais competitivo, instável e complexo o ambiente, maior a necessidade de analisá-</p><p>lo. A combinação de vários fatores relacionados aos ambientes pesquisados, determinam</p><p>a possibilidade de aproveitar as oportunidades e minimizar as ameaças de mercado.</p><p>Assim,</p><p>analisar os pontos fortes e fracos é fundamental para comparar os recursos da empresa</p><p>com seus concorrentes antes de elaborar os objetivos e estratégias de ação (ARANTES,</p><p>2014).</p><p>6.2.2 Tendências e Perspectivas</p><p>Quando falamos em tendências, pensamos no mercado financeiro. Pois, se trata da</p><p>movimentação nos preços de mercado. Esse setor é um dos mais investigados. Contudo,</p><p>não é só finanças que vive o mercado. Grandes e pequenas corporações têm passado por</p><p>crises, principalmente diante da necessidade de investir em novas formas de comercializar</p><p>– tendências tecnológicas. As empresas digitais de “soluções totais” (empresa que atende</p><p>100% das necessidades tecnológicas) vem crescendo muito. Fato que ocorre pela urgência</p><p>nas ações para competir em mercados digitais. Tais empresas vem enfrentando pressão</p><p>para reduzir custos e cumprir objetivos, privilegiando velocidade, segurança e qualidade.</p><p>Estamos em mudanças que são impulsionadas por três fatores: Ameaças que afetam a</p><p>sobrevivência da empresa; Oportunidades que abrem novas fronteiras e a rapidez de</p><p>resposta as exigências de mercado (SERTEK, 2012).</p><p>A seguir, algumas tendências de mercado que vem ganhando força:</p><p>a) Serviços digitais: Software, Computação e armazenamento nas nuvens;</p><p>b) Reengenharia digital: Um processo de mudança radical, a busca por novos</p><p>métodos e processos;</p><p>45 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>c) Segurança de dados: Não violação da confidencialidade. Segurança na</p><p>integridade e disponibilidade de autenticidade de documentos e dados;</p><p>d) Inteligência Artificial – IA: Uso te tecnologia robotizada nas atividades normais;</p><p>e) Automação e independência: Ferramentas inteligentes “autoconsertam”;</p><p>f) Valorização do profissional qualificado Exigências de novas competências;</p><p>O mundo mudou!! A partir de 2020, tudo mudou! As ferramentas tecnológicas, com</p><p>IA”s, estão proporcionando diretrizes para as empesas, para que tomem decisões</p><p>assertivas no atendimento aos consumidores. Ou seja, obtém dados sobre necessidades</p><p>dos clientes por meio da Inteligência Artificial e criam as melhores estratégias. Assim como,</p><p>acertam nas estratégias de oferecimento dos mais diversos canais de distribuição</p><p>“Omnichannel”, entre muitos canais existentes, as redes sociais estão crescendo muito.</p><p>Esse processo, melhora o relacionamento com os clientes.</p><p>Omnichannel é uma tendência do varejo que se baseia na convergência de</p><p>todos os canais utilizados por uma empresa. Trata-se da possibilidade de</p><p>fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o</p><p>offline. O omnichannel integra lojas físicas, virtuais e compradores</p><p>(Conceitos e significados, online).</p><p>No campo das perspectivas, Razzolini Filho (2020) o mercado é analisado diante</p><p>determinadas situações, sejam elas, especificas ou gerais. No entanto, quando tratamos</p><p>de perspectivas, podemos ser positivos ou negativos. Veja exemplos do que pode ser a</p><p>perspectiva:</p><p>a) No mercado financeiro, vai existir um “novo nominal” com redução de</p><p>rendimentos reais e inflação;</p><p>b) Globalização será reconfigurada. Haverá mais transformações geopolíticas,</p><p>onde a resiliência será mais importante do que a eficiência;</p><p>c) O varejo tradicional, sendo suplantado pelo comércio eletrônico;</p><p>d) A retomada da economia será acelerada, porém, difícil de ser otimizada;</p><p>Ninguém tem “bola de cristal” para saber o futuro, mas, sabemos que nada</p><p>permanece estável por muito tempo. A única coisa que sabemos é que se “está</p><p>bom, pode ficar, melhor ou pior”. Não temos nenhuma certeza de nada. Mas,</p><p>as perspectivas são boas!</p><p>46 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>6.3 Análise e interpretações mercadológicas</p><p>A definição de uma análise, está baseada no estudo pormenorizado de cada etapa</p><p>de um processo. Faz-se uma análise para conhecer melhor sua natureza, suas funções,</p><p>relações, causas etc. Uma vez analisado, precisamos interpretar que caracteriza a ação ou</p><p>efeito que estabelece uma relação de percepção daquilo que foi analisado e que se quer</p><p>transmitir. É com base nessas definições, que a mercadologia acontece, pois, faz-se análise</p><p>e interpretações sobre o conjunto de atividades e estratégias voltadas ao estudo do</p><p>mercado, envolvendo a pesquisa, o planejamento e distribuição de produtos e serviços</p><p>pelos canais adequados. Com base nessa pesquisa mercadológica que podemos</p><p>determinar quais produtos lançar, como devem ser vendidos e para qual público-alvo</p><p>(RAZZOLINI FILHO, 2020).</p><p>As técnicas utilizadas pelas empresas para análise e interpretações, baseiam-se na</p><p>pesquisa mercadológica. É a partir dela que decidimos a comercialização “fluxo” de bens e</p><p>serviços em toda cadeia de suprimentos. As técnicas de análises e interpretações</p><p>mercadológicas são objeto de estudo sistematizado em quase todos os cursos superiores.</p><p>Neste caso, estão nas disciplinas dos Projetos Integradores que exigem pesquisas,</p><p>análises e intepretações de cenários mercadológicos para a construção das atividades.</p><p>6.4 Identificação e análise das oportunidades</p><p>A globalização ampliou a concorrência do mercado e as exigências dos</p><p>consumidores. Esse fato, citado por Febrete (2019) tem tornado as empresas mais</p><p>competitivas e complexas. Assim, novos mercados precisam ser explorados e a busca por</p><p>oportunidades é constante. Quem mais busca oportunidades de mercado são empresas</p><p>ativas, porém, o Brasil é repleto de pessoas criativas e inovadoras, prontos para</p><p>empreender. Assim, a necessidade de criar sua própria empresa e aproveitar das</p><p>oportunidades de mercado é muito acessível aos brasileiros, pelo seu perfil empreendedor.</p><p>Já vimos que podemos empreender por necessidades (criar fonte de renda para a</p><p>própria sobrevivência e da família) ou, empreender por oportunidade, aproveitando-se das</p><p>chances mercadológicas para ganhar dinheiro e realizar o sonho de ser dono do seu</p><p>negócio. São nas oportunidades que as chances de sucesso aumentam. Porém, tais</p><p>oportunidade pode ser para um novo entrante no mercado ou para um negócio já ativo.</p><p>47 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Identificar oportunidades pode ser uma tarefa difícil. Além da percepção de</p><p>oportunidade, tem a possibilidade em aproveitá-la. Nem todas as</p><p>oportunidades são viáveis para você. Muitas vezes, não temos recursos,</p><p>afinidade e nem diferenciais para aproveitá-las. Ou seja, identificar a</p><p>oportunidade e transformá-la em lucros não é para todos! (ARANTES; HALICKI,</p><p>2014).</p><p>Outro fator a ser destacado, quando percebemos uma oportunidade, precisamos</p><p>analisar, interpretar e avaliar se podem ser exploradas. Muitas formas podem ser avaliadas</p><p>para tornar-se proposta:</p><p>a) Necessidade não atendidas;</p><p>b) Nova utilidade para alguma coisa já existente;</p><p>c) Produtos similares, de menor custos;</p><p>d) Lançamentos da concorrência “surfando na onda”;</p><p>e) Vontade e capacidade de empreender;</p><p>f) Expandir em outros mercados;</p><p>g) Exclusividade em produtos/serviços e no fornecimento;</p><p>Existem muitas outras formas de oportunidades, mas é bom lembrar que a</p><p>concorrência é acirrada e cheio de estratégias. Sem esquecer que o mercado é inconstante,</p><p>incerto e impreciso e a única coisa que é constante é a mudança.</p><p>6.4.1 Aproveitando as competências da organização</p><p>Desenvolver competências múltiplas é uma atitude inteligente. Aquele indivíduo que</p><p>consegue adquirir o hábito de formar novas aptidões, consegue se evoluir e transpor</p><p>qualquer obstáculo. Aqueles que conseguem atuar em diferentes “frentes” tornam-se</p><p>referências a outras pessoas. Ou seja, criar habilidades e competências múltiplas é o</p><p>caminho para tornar-se um profissional diferenciado, com habilidades gerenciais,</p><p>comportamentais, morais, intelectuais e senso crítico (FEBRETE, 2019).</p><p>As competências existentes na organização podem</p><p>ser o diferencial para manter</p><p>uma empresa na liderança. Assim, empresas que investem em treinamentos, mantem mais</p><p>profissionais qualificados e ganham nos conceitos de uma organização que aprende. Outro</p><p>48 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>fator positivo dessas empresas é a consciência do valor do capital intelectual, pois ocupam</p><p>espaço para novas ideias, assim como, inovações e melhoramentos por meio dessas</p><p>inteligências múltiplas. Ou seja, desenvolver um ambiente de constante aprendizado e criar</p><p>uma forma eficiente de reter o capital intelectual, pode ser um diferencial para o futuro,</p><p>agregando proposta de valor as organizações.</p><p>6.5 Identificação de possíveis ameaças</p><p>A definição de ameaças é a intimidação, advertência, amedrontamento entre outros,</p><p>mas, no mercado significa algo que pode dar errado. Possíveis forças que podem</p><p>comprometer os negócios. Esse fator converte-se em riscos para o negócio. Que se define</p><p>como uma estimativa de incerteza e se relaciona à ocorrência de um evento indesejável</p><p>(DEGEN 1989).</p><p>O risco de possíveis transtornos mercadológicos é inerente a qualquer tipo de</p><p>negócio. Nos planejamentos, conseguimos prever estratégias para minimizar possíveis</p><p>ameaças. Métodos quantitativos, baseados em tendências e perspectivas conseguem</p><p>mensurar possíveis variáveis de mercado e criar ações para enfraquecer seus efeitos. Ou</p><p>seja, se um plano comtemplar só as oportunidades, sem prever os obstáculos, pode estar</p><p>fadado ao insucesso.</p><p>O indivíduo com perfil empreendedor é obcecado em ser melhor do que a</p><p>concorrência. Observam suas estratégias e preocupa-se com os resultados dessas ações.</p><p>Michael Porter criou uma ferramenta de análise, denominada como “Cinco forças de</p><p>Porter”. Neste modelo que identifica essas cinco ameaças, considerou que há uma força</p><p>central que é a concorrência e outras quatro que impactam direta ou indiretamente a</p><p>empresa (KOTLER e KELLER, 2012).</p><p>a) Concorrentes: a rivalidade entre os concorrentes que atendem o mesmo</p><p>segmento de pessoas e com produtos similares;</p><p>b) Novos entrantes: A entrada de novos concorrentes. Afinal, se você entrou, o que</p><p>impede outros de entrarem nesse mercado.</p><p>c) Produtos substitutos: Produto similares, melhores e mais baratos;</p><p>d) Fornecedores: Se depende de um só, tome cuidado;</p><p>e) Clientes: O que faz o cliente escolher sua empresa;</p><p>49 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>São muitas as ameaças que podem prejudicar o seu negócio. Com base nas forças</p><p>de Porter, temos algumas dicas para amenizar ou até mesmo eliminar as ameaças:</p><p>a) Não compre apenas de um fornecedor, diversifique suas compras;</p><p>b) Busque ampliar seu mercado de clientes – diversificando, com mais variedades</p><p>e com outros segmentos.</p><p>c) Fique de olho em seu concorrente. Preste atenção em suas promoções e</p><p>estratégias de comunicação – seja competitivo;</p><p>d) Fique atento com novos entrantes. Podem surpreender, chegam com diferenciais</p><p>competitivos, inovações e melhorias, afinal, eles já viram como você trabalha;</p><p>e) Novos produtos. Os chineses estão rondando você. Fique esperto!</p><p>A vantagem dessa ferramenta é a possibilidade de as empresas estarem preparadas</p><p>para analisar o ambiente competitivo em que está enquadrada e determinar o melhor</p><p>posicionamento para com seus clientes, diante dos concorrentes. Com isso, passa a ter</p><p>uma visão sistêmica mais abrangente do mercado (KOTLER; KELLER, 2012).</p><p>50 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7. TIPOS E MODELOS DE GERAÇÃO DE NEGÓCIOS</p><p>Objetivo</p><p>Conhecer os diversos tipos e modelos de negócios que o empreendedor utiliza para</p><p>se projetar no mercado e vender suas ideias.</p><p>Introdução</p><p>Quando empreendedor vai abrir uma empresa, uma das primeiras coisas é decidir</p><p>qual será o tipo do modelo de negócios que utilizará como base para suas ações. Existem</p><p>inúmeros modelos, principalmente com as ferramentas que a internet nos propicia. Os</p><p>métodos tradicionais deram espaço para modelos mais dinâmicos, compreensíveis e de</p><p>fácil construção. Em muitos casos, basta preencher os espaços. As empresas startups</p><p>(voltadas a tecnologia e inovação) são as que mais utilizam desses modelos. Pois, a</p><p>maioria, vendem a ideia aos investidores e esses modelos são quase perfeitos para isso.</p><p>Vamos entender o que é um modelo de negócio. Trata-se de uma ferramenta que</p><p>resume de forma clara e específica os elementos necessários para construir um</p><p>empreendimento. Descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de</p><p>uma organização. Ajuda na definição de que produto/serviço ideal que a empresa precisa</p><p>desenvolver para atender o público-alvo. Auxilia na compreensão de qual ou quais serão</p><p>os métodos de produção e distribuição. Define o segmento, ou seja, quais clientes podem</p><p>comprar seus produtos e ou serviços e como fará para obter sua receita e os lucros. Enfim,</p><p>é uma ferramenta que mostra o “Raio X” do negócio que será criado.</p><p>O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, adota o</p><p>modelo Canvas de negócios, pela facilidade em ver toda a estrutura do negócio em uma</p><p>única folha. O modelo mostra como a empresa se posiciona no mercado e ajuda a vender</p><p>a ideia aos empreendedores investidores a participarem da criação do empreendimento.</p><p>Mas, cita que nenhum modelo é “receita de bolo”. Assim, é fundamental que os modelos,</p><p>tenham como premissa, criar propostas de valores que sejam percebidas pelos clientes</p><p>(SILVA, 2020).</p><p>7.1 Modelo de Negócios</p><p>Alguns modelos de planos de negócios são mais tradicionais do que outros. Assim,</p><p>definir o modelo que vai adotar é primordial para o sucesso. Primeiramente, identifica-se as</p><p>http://www.voitto.com.br/blog/artigo/o-que-e-o-canvas</p><p>http://www.voitto.com.br/blog/artigo/o-que-e-o-canvas</p><p>51 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>competências para tocar o negócio; necessidades; desejos e como sua empresa vai se</p><p>diferenciar das outras. Para isso, você pode abrir uma empresa do zero, ser representante</p><p>exclusivo, franqueado entre outros. Independente do modelo e ou tipo de negócio que</p><p>escolher, tenha certeza, todos, serão bastante desafiadores. Alguns modelos você tem</p><p>ajuda, outros você precisa procurar ajuda. Alguns você já começa com certo “Know-how”</p><p>que já foi criado pelos fatores relacionados ao mercado e outros é você que precisa criar.</p><p>Fazer o seu nome no mercado.</p><p>Os negócios convencionais têm seus processos bastante lineares, pois, precisam</p><p>comprar e revender produtos e dispor de muitos recursos, sejam eles, humanos, financeiros</p><p>e infra estruturais. Contudo, não vamos entrar nesse campo, que já é bem conhecido.</p><p>Apesar de alguns tipos convencionais, são altamente escaláveis e de crescimento</p><p>exponencial, falaremos sobre alguns tipos que estão em ascendência no mercado.</p><p>7.1.1 Franquia</p><p>Desde o início do século XXI esse tipo de negócio “franquia” se tornou muito</p><p>tradicional. São modelos de negócios que cresceram exponencialmente. Desde grandes</p><p>empresas até os Microempresários tem adotado esse modelo. Apesar das variáveis dos</p><p>modelos adotados pelas franqueadoras é bastante diferente dos modelos de empresas</p><p>tradicionais. E não podemos confundir com as “Spin-off”, pois são empresas derivadas</p><p>(nascem de outra) que lançam inovações e até outros negócios oriundos de pesquisa e de</p><p>necessidades mercadológicas que a empresa mãe identifica e repassa a sua derivada.</p><p>Mas, falaremos melhor desse modelo mais à frente. O modelo mais utilizado pelas</p><p>franqueadoras para vender a ideia de negócios aos prospectos franqueados é no formato</p><p>de (Business Format Franchising). Ou seja, é a venda das expertises identificadas como</p><p>diferenciais em um formato, onde as empresas agregam valor a marca e demais elementos,</p><p>construindo estratégias de mercado superior</p><p>as empresas tradicionais.</p><p>Quadro 7 – Características do negócio de franquias</p><p>Franqueador Franqueado</p><p>Detentor da marca ou patente Adquire o direito de uso da marca ou patente</p><p>Expande seus negócios com novos franqueados Explora os atributos do franqueador - expertises</p><p>Fornece materiais, treina e fiscaliza Recebe consultoria geral</p><p>Receita: concessão direitos e consultoria Respeita, normas e diretrizes do franqueador</p><p>Fonte: Febrete, 2019</p><p>52 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Existem inúmeros exemplos de franquias famosas, como o McDonald’s, Chilli Beans,</p><p>o Boticário, Havaianas, AmPm Mini Market, Cacau Show, Kumon, Fisk, Wizard,</p><p>Supermercado Dia%, Bob’s, Óticas Carol e Diniz, Correios, CCAA, Hering, CNA, Localiza</p><p>entre outras. O crescimento exponencial faz desse modelo de negócios um dos que mais</p><p>cresce no Brasil. Entre 2012 e 2016, cresceu de 107 para mais de 150 bilhões de</p><p>faturamento (FEBRETE, 2019)</p><p>7.1.2 Startup</p><p>As Startups são modelos de negócios que tem ganhado muito mercado!</p><p>Principalmente quando se trata de negócios inovadores. A internet vem avançando e</p><p>mudando o jeito que os clientes compram e a maneira como as empresas fazem negócios.</p><p>Grandes empresas como Amazon e Facebook, começaram como startups.</p><p>Como definição “startup” é um termo em inglês usado para empresas que ainda são</p><p>jovens ou recém-criadas e apresentam possibilidades de prospecção e alavancagem de</p><p>forma escalável. Normalmente, crescem de forma muito rápida, com processos enxutos,</p><p>utilizando recursos de terceiros e são mais eficientes em comparação a outras empresas</p><p>do mesmo nível.</p><p>a) Empresas jovens: primeiro, nem todas as empresas jovens, são startups. Porém,</p><p>tem características fáceis de interpretar: Evoluem ou fecham!</p><p>b) Escaláveis: Capacidade de aumentar sua produção, receitas e lucros de forma</p><p>exponencial, sem alterar muito sua estrutura de custos e despesas.</p><p>c) Tecnológica: Tem forte relacionamento e até certa dependência com a</p><p>tecnologia, inovação e disposição para atender as necessidades de mercado.</p><p>d) Econômicas: Custos baixos lucros altos. São empresa que começam em</p><p>“garagens” e tornam-se grandes (Uber, Airbnb, Apple, Google, Microsoft, spotfy);</p><p>e) Disruptivas: Rompem padrões de empresas tradicionais. Buscam diferenciar-se</p><p>com situações que até então, poucos ou ninguém havia pensado;</p><p>f) Inovadoras: É a palavra-chave de qualquer startup. Buscam solucionar as</p><p>necessidades com criatividade e inovação.</p><p>53 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7.1.3 Spin-off</p><p>Como definição o modelo Spin-off é uma empresa que nasce a partir de outra</p><p>empresa. Muitas vezes como complemento. Assim como nas startups e outras empresas,</p><p>a inovação deve fazer parte da sua estrutura de negócio. É neste sentido que a spin-off</p><p>nasce. Uma nova empresa para atender necessidades de um determinado segmento,</p><p>considerando que não faz parte das atividades principais da empresa mãe ou não é de seu</p><p>interesse. Porém, complementa seu negócio.</p><p>O termo Spin-off é bastante comum. A ideia foi aplicada a empresas nesse modelo</p><p>de negócios desde meados do século passado, nos centros de pesquisa do Vale do Silício,</p><p>na Califórnia. Acabou tornando-se um excelente negócio aos empreendedores, que viram</p><p>uma oportunidade de criar negócios a partir do seu negócio atual. Afinal, pode-se aproveitar</p><p>do Know-how e dos recursos para inovar e expandir.</p><p>7.2 Plano de negócio</p><p>Uma boa implantação do plano de negócio é essencial para o sucesso de qualquer</p><p>planejamento para o empreendimento. Um dos maiores erros é achar que o “Plano de</p><p>negócios está pronto, só precisa ser executado”. O planejamento é dinâmico, em toda sua</p><p>fase, precisa de avaliações e correções, assim como, medidas de monitoradas e ajustadas</p><p>quando necessário. Outro fator é sobre os recursos humanos comprometidos com o plano.</p><p>Assim, para montar um Plano de Negócio, seja para abrir uma empresa ou aproveitar uma</p><p>estrutura física e colocar sua empresa no negócio “ponto com”, precisa ser feito uma</p><p>autoanalise (FEBRETE, 2019):</p><p>Quase todo negócio nasce de uma boa ideia:</p><p>a) Toda a ideia deve ser amadurecida antes da ação;</p><p>b) Toda ação deve ter um plano;</p><p>c) Todo plano deve ser muito bem elaborado;</p><p>d) Todas as Startups começam pequeno;</p><p>Os gestores precisam ter espírito empreendedor;</p><p>a) Devem ter motivação própria;</p><p>54 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>b) Devem ter bom inter-relacionamento (gostar de gente);</p><p>c) Devem ter desejo, dedicação, talento, bom senso e paciência;</p><p>d) Devem saber tomar decisões assertivas;</p><p>e) Devem estar preparados fisicamente e mentalmente (segurança);</p><p>f) Devem estar preparados para assumir riscos;</p><p>g) Devem ser organizados e bons administradores;</p><p>h) Devem ter o apoio da família;</p><p>i) Devem acreditar na sua ideia e vendê-la aos outros;</p><p>Também é necessário ter conhecimento do seu negócio, ser disciplinado e trabalhar</p><p>muito para manter a vantagem competitiva, fazendo melhor do que seus concorrentes.</p><p>Todo o processo de elaboração de um plano de negócio, ajudara você a pensar sobre algo</p><p>importante que ainda não havia considerado. Seu Plano de negócio é sua maior ferramenta.</p><p>Com o plano você estabelecera os investimentos necessários e acompanhamento dos</p><p>negócios. Seus planos irão se tornar ferramentas valiosas para estabelecer as ações para</p><p>o sucesso (DEGEN 1989).</p><p>O diagnostico organizacional serve para conhecer a situação presente do negócio.</p><p>Não existe único diagnostico, porém, pressupõe-se:</p><p>a) Que o objetivo de o realizar esteja claro;</p><p>b) Que os recursos necessários para o efetivar, sejam definidos;</p><p>c) Que o conjunto de variáveis a serem estudadas seja conhecido;</p><p>d) Que a profundidade do estudo seja determinada;</p><p>e) Que o tempo para o viabilizar, bem como a validade dos resultados, seja</p><p>estabelecido;</p><p>f) Que o grupo técnico que irá realizá-lo conheça essas condições antes de propor</p><p>o estudo e esteja capacitado para fazê-lo;</p><p>g) Que o estudo, em seu plano integral, seja aprovado por quem comanda a</p><p>organização.</p><p>Para Dornelas (2014) o plano de negócio deve conter elementos essenciais para</p><p>fazer as análises e interpretações do cenário:</p><p>a) Capa – informações básicas</p><p>b) Sumário: Título de cada seção;</p><p>c) Sumário Executivo: resumo geral do plano;</p><p>55 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>d) Análise estratégica: Visão e missão da empresa;</p><p>e) Descrição da empresa: histórico e explicitação do negócio;</p><p>f) Produtos e serviços: explanação dos setores, receitas etc.;</p><p>g) Plano operacional: detalhar setor comercial e produtivo;</p><p>h) Plano de Recursos Humanos: Remuneração estratégicas;</p><p>i) Análise de mercado: pesquisas, análises e interpretações do mercado;</p><p>j) Estratégias de Marketing: comunicação;</p><p>k) Plano financeiro: receitas, gastos e viabilidades;</p><p>l) Anexos;</p><p>Apesar desses elementos elencados para a construção do Plano de Negócios,</p><p>alguns podem ser mais simples, outros mais sofisticados e complexos.</p><p>7.2.1 Análises do setor de mercado</p><p>De forma geral, uma análise serve para você chegar a duas conclusões: O que seus</p><p>clientes querem e o que seus concorrentes oferecem. Na prática, existem 2 formas de</p><p>conseguir essas informações: fazendo Pesquisa de Base, com Informações em internet,</p><p>jornais, revistas, anúncios e a Pesquisa de Campo, que são as mais precisas e verdadeiras.</p><p>Para Degen (1989) a produção de informações sobre os resultados das atividades</p><p>anteriores pela organização, comparados com seus objetivos e com o desempenho da</p><p>concorrência, focaliza em alguns itens, que criam a base para o Planejamento estratégico:</p><p>a) Participação dos clientes no faturamento: ou seja, a representatividade de cada</p><p>setor, região ou nichos de mercado. Identifica se seus negócios com a empresa</p><p>estão</p><p>aumentando ou diminuindo.</p><p>b) Participação dos produtos e serviços no faturamento: as empresas devem</p><p>identificar a participação de cada tipo de serviços ou atendimento em relação ao</p><p>total geral. Essa análise permite identificar ameaças, oportunidades, tendências</p><p>e a necessidade de decisões.</p><p>c) Participação do mercado: A participação do ramo de negócio que a empresa</p><p>atua, mostra o crescimento ou declínio dos diversos concorrentes e as</p><p>preferências de seus clientes. Ou seja, identifica seu posicionamento no</p><p>mercado.</p><p>56 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>d) Análises das vantagens competitivas: vantagens competitivas são os fatores que</p><p>seu produto ou serviços obtenha sucesso em relação ao concorrente. Razão</p><p>pela quais os clientes preferem seu produto ou serviço. Normalmente, as</p><p>empresas buscam diferenciar-se em mais de uma vantagem competitiva. Isso</p><p>leva a empresa à tomada de decisão sobre como poderá distinguir dos</p><p>concorrentes.</p><p>e) Estratégias Vigentes: É a forma de concorrência, ou seja, sua atuação junto ao</p><p>mercado, do passado ao presente, de acordo com critérios adotados. As</p><p>pequenas empresas, principalmente as que trabalham com produtos</p><p>diversificados, devem elaborar estratégias complementando seus pontos fortes</p><p>e fracos, para que seus objetivos sejam atingidos.</p><p>7.3 Plano Operacional</p><p>O planejamento operacional é a base da estrutura hierárquica das estratégias</p><p>organizacionais. Trata-se da operacionalização ou formalização dos objetivos e</p><p>procedimentos que a empresa tem como foco do seu negócio. É a estrutura que implanta</p><p>as ações estabelecidas pelos gerentes, diretores ou pelos departamentos que gerencia a</p><p>empresa. De forma geral, é o planejamento das atividades diárias e rotineiras que as</p><p>empresas adotam para manter e controlar os negócios, mesmo que de forma</p><p>semiestruturada.</p><p>O planejamento operacional define:</p><p> O que fazer;</p><p> Quando fazer;</p><p> Como fazer;</p><p> Quem irá fazer;</p><p>Entre os planejamentos estratégicos, táticos e operacional, o mais detalhado é</p><p>operacional. Nesse plano é definido os objetivos a serem cumpridos e os passos para</p><p>execução. Assim, busca-se a eficiência e eficácia nas atividades rotineiras, assim como, a</p><p>realização dessas ações por parte dos colaboradores, para que os objetivos sejam</p><p>atingidos. A elaboração de um plano operacional deve ter alguns elementos:</p><p>57 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a) Procedimentos: são guias para execução das ações – fazer acontecer;</p><p>b) Orçamentos: são planos financeiros (uso dos recursos) e tempo;</p><p>c) Métodos: são rotinas para executar atividades;</p><p>d) Programas: são planos (cronogramas) relacionados ao tempo e as atividades;</p><p>e) Regras e regulamentos: são relacionados com o comportamento dos</p><p>colaboradores;</p><p>f) Captação de talentos: busca pelas competências e habilidades certas;</p><p>g) Plano segmentado: são ações direcionadas para cada atividade;</p><p>h) Controle e mensuração: metas e prazos desafiadores. Fáceis de serem</p><p>controlados e medidos;</p><p>Normalmente, o plano operacional é voltado a lucratividade. Mas, também ajuda a</p><p>empresa a ficar organizada, personalizada e customizada, consequentemente, melhores</p><p>resultados.</p><p>7.3.1 Elaboração do Plano operacional</p><p>É normal que os planos tenham sempre um suporte para eventuais cenários</p><p>adversos. Ou seja, o “plano B”. São ações secundárias que podem ser acionadas para</p><p>enfrentar possíveis dificuldades mercadológicas e estruturais, evitando falhas e ações</p><p>improvisadas na busca dos objetivos traçados. Além disso, devemos considerar:</p><p>a) Estrutura física: uso de planilhas, mapas, plantas, esquemas e fluxos de</p><p>produtos e serviços que possam influenciar na estrutura do negócio, dificultando</p><p>melhorias futuras;</p><p>b) Recursos humanos: captar e reter bons talentos. Pessoas comprometidas com</p><p>suas funções e cientes de suas é responsabilidades quanto ao desempenho da</p><p>organização;</p><p>c) Hierarquia estrutural: crescimento pessoal e remuneração estratégica bem</p><p>definida.</p><p>O planejamento operacional é a base da organização. O sucesso de um negócio,</p><p>depende da operacionalização das ações para seu crescimento.</p><p>58 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>7.4 Plano Financeiro</p><p>O planejamento financeiro é uma das ferramentas mais importantes em qualquer</p><p>negócio. Consiste em um processo de organizar financeiramente o desempenho e ações</p><p>voltadas as finanças da empresa. Tem como base, os objetivos que a empresa quer</p><p>alcançar. Seja para pessoas físicas ou jurídicas, o ato de buscar informações, dados</p><p>relevantes e determinar, analisar e interpretar tais elementos é essencial para minimizar</p><p>possíveis desvios dos objetivos da empresa e possíveis surpresas financeiras.</p><p>A elaboração de fluxos de caixa e orçamentos, são ferramentas do plano financeiro.</p><p>É com base nisso, que se projeta os objetivos, estratégias e até os investimentos. Ou seja,</p><p>proporciona diretrizes e significação às tomadas de decisões financeiras, mercadológicas</p><p>e infra estruturais. Além disso, gerencia a gestão de riscos, previdências, tributações,</p><p>orçamentos, balanço patrimonial, sucessões de sócios e até os valores da empresa.</p><p>Quando definimos como final o “plano financeiro” estamos falando que dentro do</p><p>“planejamento financeiro” existem muitas vertentes, que são levantadas no processo de</p><p>pesquisa das informações e dados relevantes, para implementação de agendas de</p><p>estratégias, assim como, nas revisões de acompanhamento e controle periódicos das</p><p>ações e dos resultados. Assim, com um bom plano financeiro em mãos, fica mais fácil,</p><p>acompanhar a evolução, criar estratégias, controlar as ações e medir os resultados.</p><p>7.5 Plano de Marketing</p><p>O Plano de Marketing apresenta os principais enfoques relacionados ao mercado</p><p>pretendido pela empresa e as estratégias de marketing que devem ser adotadas no sentido</p><p>de otimizar o desempenho organizacional. Basicamente, o Plano de Marketing desenvolve</p><p>a “Análise do mercado e as Estratégias de Marketing” (RAZZOLINI FILHO, 2020).</p><p>7.5.1 Análise mercado</p><p>É notório que ter conhecimento do seu negócio, ser disciplinado e trabalhar muito</p><p>para manter a vantagem competitiva. A premissa é fazer melhor do que seus concorrentes</p><p>e alcançar o sucesso. Todo o processo de elaboração de um plano de negócio, ajudará</p><p>você a pensar sobre algo importante que ainda não havia considerado.</p><p>59 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Para Kotler e Keller (2012) a análise de mercado é um tema que assombra muitos</p><p>empreendedores, mas, no final é essencial para quem está pensando em lançar um novo</p><p>produto e/ou ganhar fatia de mercado. As características demográficas, econômicas, legais,</p><p>políticas, tecnológicas e culturais do ambiente podem comprometer, favoravelmente ou</p><p>não, as previsões e o planejamento do negócio. Para isso, é necessário que se realize um</p><p>estudo das oportunidades e ameaças que podem surgir ao longo do período de vida da</p><p>organização, influenciando em seu desempenho.</p><p>7.5.2 Estratégias de negócios</p><p>Estratégias: é a definição de como os recursos serão alocados para se atingir</p><p>determinado objetivo. Sua origem vem da área militar, porém, bastante usada nos negócios.</p><p>As empresas, normalmente adotam quatro estratégias para o crescimento:</p><p>a) Penetração de mercado: refere-se a investimento em produtos existentes. Os</p><p>investimentos serão em melhorias, comunicação e distribuição, visando acelerar</p><p>os ganhos de participação de mercado e vendas.</p><p>b) Desenvolvimento de produto: refere-se ao lançamento de um novo produto. Os</p><p>investimentos serão no lançamento, na comunicação e distribuição, visando</p><p>acelerar os ganhos de participação de mercado e vendas.</p><p>c) Desenvolvimento de mercado: refere-se à distribuição do produto existente em</p><p>mercados nos quais a empresa ainda</p><p>não atua. Ou seja, a distribuição do</p><p>produto em novas áreas geográficas.</p><p>d) Diversificação: refere-se à inserção de produtos no mercado atuante. A</p><p>diversificação é aplicada quando os negócios existentes estão em fase de</p><p>maturidade ou declínio e não dão o retorno adequado aos investimentos da</p><p>empresa.</p><p>Se as estratégias não foram adequadas a empresa pode estar mais próxima do</p><p>declínio e até mesmo, fechar suas portas.</p><p>7.6 Análise das viabilidades de negócios</p><p>O estudo das viabilidades de um projeto não é simples, pois envolve uma variável</p><p>que não podemos controlar: Estudos de mercado; previsão do fluxo de caixa; levantamento</p><p>do valor dos investimentos; determinação da taxa de retorno; análise financeira; análise de</p><p>60 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>risco, incerteza e análise final conclusiva, que, em termos econômicos e financeiros, mostra</p><p>sobre a viabilidade de implementação do negócio. Sabe-se que qualquer negócio novo,</p><p>precisa ser precedido de um detalhado estudo de viabilidade, cujo principal objetivo é</p><p>avaliação financeira dos investimentos, mediante o uso de critérios que possam indicar a</p><p>atratividade, potencial do projeto e de seus riscos associados.</p><p>A arte da avaliação de investimentos é o uso de dados e informações sobre a</p><p>atividade e o seu ambiente. O prêmio vai para aqueles que interpretam esses</p><p>elementos da maneira mais inteligente e criativa possível e que têm a conduta</p><p>e o comprometimento para fazê-los ocorrer.</p><p>(reflexão feita por Oldpark e Parker, no livro Decisão Estratégica para</p><p>Investidores, da Editora Nobel).</p><p>O Plano de negócio tem como objetivo, verificar a “viabilidade do negócio”, para isso</p><p>deve montar um cenário da estrutura das principais ideias do negócio e gerar opções</p><p>“alternativas” criadas em cima deste cenário para serem analisados pelo empreendedor</p><p>que tomará a melhor decisão quanto à viabilidade da empresa que será montada.</p><p>Um projeto, definido como “Plano de Negócios” objetivando realizar suas metas e</p><p>objetivos podem ser feito de várias formas e modelos, porém, se você pretende convencer</p><p>parceiros, incubadoras, financiadores, investidores para angariar recursos e vender sua</p><p>ideia, você precisa colocar tudo no papel. O modelo deve ser seguido para alcançar seus</p><p>objetivos. Então, para cada caso “necessidade” você precisa escolher o modelo que melhor</p><p>satisfaça sua necessidade e consiga alcançar seu objetivo (ARANTES; HALICKI, 2014).</p><p>“A análise, interpretação e viabilidade de um plano de negócios pode ser a diferença</p><p>entre o sucesso e o fracasso do negócio”.</p><p>“A decisão pelo NÃO é tão importante quanto à decisão pelo SIM”</p><p>Uma vez comprovada a viabilidade, o plano servirá tanto para nós como para outros</p><p>que irão partilhar e apoiar o investimento. Para isso, o plano deve apresentar dados</p><p>61 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>sinceros, realistas, claros, compreensíveis, completos e bem estruturados, ou seja, dentro</p><p>dos padrões “modelo” para facilitar sua compreensão. Assim, o que entendemos como um</p><p>projeto viável:</p><p> É um negócio que consegue resultados satisfatórios entre seu faturamento</p><p>(vendas) e seus gastos (Custos e despesas) obtendo um saldo positivo.</p><p>Zavadil (2013 apud FEBRETE, 2019) aponta que o sucesso na implementação do</p><p>negócio parte dos seguintes pontos:</p><p>a) Mercado: clientes, fornecedores e concorrentes;</p><p>b) Retorno econômico: resultados;</p><p>c) Diferenciais e vantagens: produtos e empresa;</p><p>d) Equipe: pessoas envolvidas;</p><p>e) Comprometimento: dedicação, disposição em agir;</p><p>O sucesso não está necessariamente na ideia, mas, ao conjunto de fatores que</p><p>envolve o empreendimento. Assim sendo, para identificarmos nosso saldo positivo,</p><p>precisamos criar cenários e prever nossas receitas e nossos gastos. Mas, precisaríamos</p><p>de uma bola de cristal, afinal, prever o futuro é coisa de vidente! Mas, não é bem assim!</p><p>Conseguimos o que precisamos, através de dados, informações, demanda de mercado,</p><p>análise da concorrência, pesquisa, pesquisa, pesquisa!!!</p><p>7.7 Implantando o negócio</p><p>O perfil de um empreendedor é pensar em novas ideias e que poderiam dar certo</p><p>como forma de negócios. Em mercados mais ativos, isso é ainda mais constante. Contudo,</p><p>a ideia não basta, precisa planejar para aproveitar melhora as oportunidades e minimizar</p><p>as ameaças. Porém, isso não significa que tudo dará certo. São muitas variáveis para o</p><p>sucesso. Assim, após ter uma ideia formada de que atenda determinada necessidade,</p><p>pode-se pensar no que empreender. Neste momento, é de suma importância criar um plano</p><p>de negócio, para mostrar uma descrição do futuro empreendimento (ARANTES; HALICKI,</p><p>2014).</p><p>62 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O plano operacional será essencial, pois envolve layout, processos operacionais,</p><p>necessidade de recursos humanos e capacidade comercial, produtiva e de serviços. Alguns</p><p>pontos são relevantes na implantação:</p><p>a) Estrutura e arranjo físico (layout): envolve distribuição dos setores e</p><p>departamentos; espaço para as pessoas e a localização dos recursos (matérias-</p><p>primas, móveis, mercadorias, vitrines, equipamentos etc.);</p><p>b) Capacidade de produção - comercial e serviços: produtividade e prestação de</p><p>serviços; quadro funcionários, clientes e processos;</p><p>c) Processos operacionais: como o negócio funcionará - etapa por etapa.</p><p>Fabricação, aquisições, rotinas administrativas, trabalhos, equipamentos e</p><p>materiais necessários às tarefas, vendas e prestação de serviços;</p><p>d) Recursos Humanos: Funções, cargos, qualificação e projeção da quantidade de</p><p>pessoas necessárias, atribuições, requisitos, aperfeiçoamento e demais</p><p>conhecimentos e expertise;</p><p>A ideia de criar a empresa competitiva e de alto padrão é um grande desafio para</p><p>qualquer empreendedor. Atitudes empreendedoras passa a ser essenciais no processo de</p><p>criação e crescimento do negócio.</p><p>63 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>8. TIPOS DE EMPRESAS PARA EMPRENDER</p><p>Objetivo</p><p>Identificar os tipos de empresas mais comuns para empreender. Verificar os</p><p>principais elementos que influenciam de forma positiva e negativa para o crescimento dos</p><p>negócios.</p><p>Introdução</p><p>Sabemos que em épocas de crise, muitos empreendedores criam negócios e outros</p><p>fecham. Uma coisa é incontestável, ter ideias inovadoras e mudar estratégias é</p><p>fundamental. Um novo cenário vem se abrindo mundialmente. As pessoas estão trocando</p><p>o jeito de comprar e de fazer negócios. Empresas estão se adaptando a uma nova</p><p>economia e jeito de pensar. Alguns setores / segmentos de negócios vêm se adaptando</p><p>melhor do que outros.</p><p>a) E-commerce (tecnologia): como produtos de informática;</p><p>b) Empresas de serviços de TI – soluções completas;</p><p>c) Empresas desenvolvedoras de games para celulares;</p><p>d) A venda de aplicativos pelo Google Play, App Store entre outros;</p><p>e) Comércio wearables (Vestíveis) (relógios, óculos, pulseiras conectadas);</p><p>f) Clubes de assinaturas: mercado de livros, bebidas, alimentos etc.;</p><p>g) Comércio de produtos naturais - vegetarianos e veganos;</p><p>h) Cosméticos naturais e artesanais - consciência ambiental;</p><p>i) Locação de automóveis;</p><p>j) Aplicativos de Delivery de comida – as pessoas aprenderam a pedir em casa;</p><p>k) Info produtos e serviços – home office e aulas;</p><p>Mesmo o mercado trazendo boas expectativas é importante que saibam, as</p><p>incertezas continuam. O cenário como um todo, precisa ser conhecido. Mas, algumas</p><p>certezas carregamos: garra, coragem, motivação, criatividade e muita determinação em</p><p>tudo que fazemos. Para Febrete (2019) existem alguns tipos de empresas:</p><p>a) Tradicionais: entidade econômico-administrativa que tem como objetivo gerar</p><p>lucros por meio da venda de bens e serviços ou atividades de transformação;</p><p>64</p><p>Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>b) Familiar: Apesar de ser uma empresa tradicional, seu quadro societário ou</p><p>trabalhista, é da família.</p><p>c) Franquia: É quando o empreendedor deseja expandir as unidades com a mesma</p><p>marca. Venda dos direitos da marca e metodologias padronizadas para outros</p><p>empreendedores</p><p>d) Home office: Comércio onde o funcionário trabalha em casa.</p><p>e) Cooperativas: Com no mínimo 20 integrantes. Não estão sujeitos a falência. O</p><p>cooperado é dono e funcionário e pode praticar qualquer tipo negócio, com</p><p>objetivo em diminuir os intermediários.</p><p>8.1 Classificação dos negócios</p><p>Existem diversas formas de analisar e interpretar as classificações de negócios,</p><p>quando se trata de elementos jurídicos. Inclusive com certas controvérsias. Quanto às</p><p>vantagens que produzem, podem ser (JUSBRASIL, 2016):</p><p>a) Gratuitos: são os negócios em que as partes obtêm benefícios ou</p><p>enriquecimento patrimonial sem qualquer contraprestação (por exemplo,</p><p>doações);</p><p>b) Onerosos: quando os sujeitos visam, reciprocamente, obter vantagens para si</p><p>ou para outrem (desse modo, se suas prestações forem equivalentes e certas,</p><p>são chamados de comutativos, como compra e venda, se não o forem, serão</p><p>aleatórios, como contrato de seguro);</p><p>c) Bifrontes: conforme a vontade das partes, puderem ser gratuitos ou onerosos,</p><p>sem que sua configuração jurídica fique atingida, como o depósito ou o mútuo;</p><p>d) Neutros: são os que lhes faltam atribuição patrimonial, visto terem os bens sobre</p><p>os quais recaem uma distinção específica, como, por exemplo, ato de instituição</p><p>de bem de família.</p><p>Outras classificações também são representativas, quanto a formalidades,</p><p>conteúdos, manifestações da vontade, tempo, efeito, existência entre outros.:</p><p>a) Quanto a formalidade (solenes e não solenes):</p><p> solenes são existência formal - prescrita em lei;</p><p> não solenes são as que trabalham informalmente;</p><p>65 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>b) Quanto ao conteúdo (patrimoniais e extrapatrimoniais):</p><p> patrimoniais: suscetíveis de aferição econômica;</p><p> extrapatrimoniais: atinentes aos direitos personalíssimos e ao direito de família.</p><p>c) Quanto à manifestação da vontade (unilaterais, bilaterais e plurilaterais):</p><p> unilaterais: ato de um ou mais sujeitos com um único objetivo;</p><p> bilaterais ou plurilaterais: ato de duas ou mais pessoas, dirigidas em sentido</p><p>contrário;</p><p>O processo de classificação jurídica se estende ainda mais, porém, menos</p><p>representativo: Quanto ao tempo e seus efeitos, sua existência e ao exercício dos direitos.</p><p>8.2 Principais obstáculos nas empresas recém-criadas</p><p>Muitos são os obstáculos para criar um negócio. Contudo fica mais fácil dizer os</p><p>erros cometidos pelos empreendedores. Primeiro precisamos admitir, que a decisão de</p><p>iniciar um negócio é muita corajosa. Os problemas, dificuldades e ou barreiras tem diversas</p><p>origens, assim como, impactam os negócios de formas diferentes. A frequência desses</p><p>impactos é dependente de outros elementos. Porém, os mais comuns são:</p><p>a) Falta ou deficiência de planejamento – principalmente o Plano de Negócios;</p><p>b) Apoio familiar – motivação e auxílio;</p><p>c) Conflitos entre sócios – divergências de ideias;</p><p>d) Equipe desqualificada – material humano;</p><p>e) Perfil Empreendedor – tino comercial;</p><p>f) Escolha de fornecedores e parceiros;</p><p>g) Controle e mensuração de resultados = administração financeira;</p><p>h) Política preços e de estoque inadequadas;</p><p>i) Burocracia para abrir e manter – taxas, impostos e fiscalização;</p><p>j) Recursos financeiros – capital inicial;</p><p>k) Investidores – créditos e ou parceiros de alavancagem financeira;</p><p>Razzolini Filho (2020) muitos são os desafios, porém, acertar a escolha do público</p><p>certo, no local certo, com o produto certo e conseguir fazer com que o preço seja acessível,</p><p>são os maiores. Claro que a experiência conta muito para minimizar essas ameaças.</p><p>Porém, quando o negócio é criado para atender necessidades de mercado (clientes) e não</p><p>as necessidades pessoais do empreendedor (dinheiro), os resultados são melhores.</p><p>66 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>8.2.1 Dificuldades em manutenção dos negócios</p><p>Quando estudamos o Marketing, verificamos que sua base consiste no</p><p>posicionamento. Ou seja, como a empresa fica conhecida pelo seu público-alvo. Assim, por</p><p>meio dessa técnica que despende de muito investimento em comunicação, as marcas se</p><p>diferenciam e conseguem chamar a atenção do consumidor. O propósito é evidenciar as</p><p>vantagens e pontos fortes que o seu produto e ou serviços oferecem. Porém, é um de seus</p><p>maiores desafios, identificar, quais estratégias de diferenciação será melhor aceita pelo</p><p>público-alvo.</p><p>Proposta de valor: Entende-se que a proposta de valor é a síntese da diferenciação.</p><p>Sendo o valor percebido pelo cliente. O diferencial é o que leva uma pessoa escolher uma</p><p>ou outra empresa para comprar. Normalmente, a marca é o principal diferencial notado</p><p>pelos clientes, pois, mostra aquilo que a empresa tem de especial. Seu nome, sua marca,</p><p>compromisso com o cliente. Mas, o investimento para alcançar esses elementos são</p><p>altíssimos. Uma proposta de valor bem elaborada “percebida pelo cliente”, em poucos</p><p>segundos, o produto é reconhecido e aceito, assim como, seus principais benefícios ficam</p><p>explícitos na consciência do consumidor.</p><p>Gastos - Custos e despesas: Manter o caixa positivo é a melhor proposta para a</p><p>saúde financeira da empresa. A equação “lucro = faturamento (-) gastos” e um caixa positivo</p><p>é tudo que o empresário precisa. Contudo, a dificuldade em gerenciar os gastos (custos e</p><p>despesas) é o maior desafio. As estratégias para diminuir gastos sem perder receitas,</p><p>podem ser desastrosas. Manter diferenciais, custam dinheiro! A Toyota adota alguns</p><p>elementos de redução de gastos (FEBRETE, 2019):</p><p>a) Elimine defeitos na produção e nos processos;</p><p>b) Produza só o necessário, quando for preciso, sem exagero;</p><p>c) Mantenha o estoque no menor nível possível;</p><p>d) Evite perda de tempo – tempo é dinheiro;</p><p>e) Use a logística a seu favor;</p><p>f) Organize-se pessoal, profissional e organizacional;</p><p>g) Identifique e acabe com desperdícios;</p><p>67 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Dinheiro no bolso: Administrar o capital da empresa não é fácil. A atividade</p><p>financeira requer monitoramento e controle permanente. Empresas administradas pela</p><p>própria família, normalmente, mistura o dinheiro pessoal com o organizacional.</p><p>Agravante da gestão familiar é misturar dinheiro da empresa com pessoal, e</p><p>ainda pior, quando o empresário acredita que todo dinheiro do caixa</p><p>(resultado da venda), é lucro, que pode ser utilizado para fins particular.</p><p>Esse fato acontece quando a empresa tem pouco faturamento e é gerenciada pelo</p><p>próprio dono. Mesmo com planejamento e organização adequada é difícil manter o caixa</p><p>da empresa, longe do seu bolso. Assim, atos diários como: comprar produtos à vista,</p><p>negociar descontos, comprar sem notas, pagar contas pessoais, dentre outras</p><p>responsabilidades se misturam. Muitas vezes, utiliza o cartão de crédito particular para</p><p>quitar contas da empresa. Se utilizar os limites, o prejuízo pode ser ainda maior.</p><p>Consequentemente, o individamente é real e a dívida se torna uma bola de neve. Muitas</p><p>vezes a receita é boa, mas o lucro não.</p><p>8.3 Capacidade de crescimento em escala</p><p>A escalabilidade é uma “característica desejável em todo o sistema, rede ou</p><p>processo, que indica a capacidade de manipular uma porção crescente de trabalho de</p><p>forma uniforme, ou estar preparado para crescer”. As possibilidades de sucesso de uma</p><p>empresa escalável são maiores, porém, alguns elementos são cruciais entender:</p><p>a) Mesmo adequada, pode expor-se a grandes riscos;</p><p>b) Erros estratégicos podem engessar</p><p>a escalabilidade;</p><p>c) Profissionais qualificados e em números adequados, faz a diferença;</p><p>d) Investimentos e ações estratégicas de comunicação, faz a diferença;</p><p>68 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O conceito de “escalabilidade” pode ser entendido como a habilidade da</p><p>empresa de se adaptar às mudanças do mercado, executar expansões de</p><p>forma eficiente e continuar evoluindo na qualidade e na produtividade do</p><p>negócio.</p><p>As empresas mais escaláveis estão relacionadas a tecnologia. São as startups.</p><p>Porém, devem fazer as escolhas certas e buscar soluções inovadoras em seus produtos e</p><p>serviços. A missão é cumprir o objetivo de garantir segurança no investimento dos</p><p>acionistas sem comprometer a estratégia, funcionalidade, produtividade, competitividade e</p><p>escalabilidade, garantindo altos lucros ao negócio.</p><p>8.4 Principais elementos influenciadores para o sucesso</p><p>É difícil falar de elementos influenciadores de sucesso, sem pensar nos próprios</p><p>influenciadores. Também podemos afirmar que alguns empreendedores nos influenciaram</p><p>nos negócios. Contudo, algumas ferramentas são indispensáveis para sobreviver em um</p><p>mercado altamente competitivo e precisamos entender e desenvolver constante uso e</p><p>domínio. Vamos conhecer alguns pontos chaves para crescer de forma sustentável e</p><p>alcançar o sucesso (KOTLER; ARMSTRONG, 2015).</p><p>a) Escolha um nicho para investir suas ações;</p><p>b) Crie estratégias periódicas, em lojas físicas ou virtuais (marketing de conteúdo);</p><p>c) Selecione os principais canais de relacionamentos (fale com seu cliente);</p><p>d) Selecione os principais canais de entrega da proposta de valor aos seus clientes;</p><p>e) Faça um excelente networking – crie bons relacionamentos;</p><p>f) Participe de feiras, eventos e fóruns em sua área – esteja a frente;</p><p>g) Tenha sites, blogs, canais, redes sociais – antenado nas tecnologias;</p><p>h) Crie conversas motivacionais, com proposta de valor agregado;</p><p>i) Invista e mantenha-se fiel a marca e a seus princípios;</p><p>j) Responda prontamente as indagações e reclamações do mercado;</p><p>k) Pesquisa! Pesquise! Pesquise – sempre;</p><p>l) Automatize publicações e anúncios;</p><p>69 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>m) Monitore e mensure seus esforços – crie dados estatísticos de resultados;</p><p>Existem grandes empreendedores no mercado, alguns muito conhecidos. Porém,</p><p>algumas características identificadas são bem definidas.</p><p>a) Investimentos: Empreendedores de sucesso além de aproveitar as</p><p>oportunidades, investem em marketing, na retenção de talentos e consultoria;</p><p>b) Sem risco, sem dinheiro: Empreendedores de sucesso correm riscos</p><p>moderados;</p><p>c) Investir muito dinheiro requer grandes ações: Empreendedores de sucesso</p><p>fazem planos e tomam decisões, pois tempo é dinheiro.</p><p>d) Recursos: Empreendedores de sucesso investem seus recursos, olham</p><p>soluções, tomam grandes decisões, fazem parcerias, expandem o negócio,</p><p>agregam cada vez mais;</p><p>e) Agregador de valor: Empreendedores de sucesso trazem valor para seus</p><p>clientes com os produtos e serviços que oferecem, logo vem à recompensa;</p><p>70 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>9. FONTES FOMENTADORAS DO EMPREENDEDORISMO</p><p>Objetivo</p><p>Apresentar os principais elementos que promovem o empreendedorismo no Brasil.</p><p>Identificar os órgãos fomentadores voltados ao empreendedorismo.</p><p>Introdução</p><p>Empreender é ter capacidade e visão do ambiente de mercado e agir para promover</p><p>mudanças e atender as demandas. Para isso é necessário ter competências nas mais</p><p>variadas áreas, além de ser um indivíduo altamente persuasivo com pessoas, colocando</p><p>suas ideias inovadoras e propondo o crescimento financeiro de seu negócio. Assim, a</p><p>pessoa precisa estar pronta para assumir os riscos do negócio e aprender com os erros</p><p>cometidos, pois eles são presenciais na vida do empreendedor, porém, cabe ao mesmo</p><p>fazer dos erros, acertos futuros (DORNELAS, 2014).</p><p>A ideia dessa matéria é conhecer o instrumento que promove e estimula o</p><p>desenvolvimento e o progresso, tornando o acesso ao empreendedorismo, mais fácil. São</p><p>projetos e programas de iniciativa pública, privada ou integrada de estímulo aos</p><p>empreendedores que querem implementar, criar, inovar ou melhorar algo no</p><p>empreendimento.</p><p>Empreender, além de uma boa saída, pode ser a solução. Quando falamos em</p><p>extrapolar potenciais empreendedores, não é apenas pensar em criar negócios</p><p>ou viabilizar ideias, mas, realizar uma busca íntima em sua capacidade de</p><p>“planejamento, transformação, adaptação e integração”, com objetivos bem</p><p>definidos e quantificáveis (metas).</p><p>O empreendedor busca ser profundo conhecedor de seu produto/serviço, facilitando</p><p>a explanação e crescimento de suas ideias.</p><p>a) O fomento é uma forma produtiva e ágil de apoiar projetos que irão gerar</p><p>empregos e renda para a sociedade.</p><p>b) Inovar é desenvolver sua criatividade com utilidade. A inovação e a criatividade</p><p>é fator determinante para o mercado mundial, é a busca por profissionais no</p><p>mundo globalizado e fomentando os programas de ações ao</p><p>empreendedorismo.</p><p>71 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Existem alguns órgãos de apoio ao fomento do empreendedorismo. Apesar do maior</p><p>montante financeiro ser destinado a grandes organizações, os Micros, pequenos e médios,</p><p>conseguem obter uma parcela desses investimentos oriundos de órgãos fomentadores. Um</p><p>desses fomentadores é o SEBRAE. A expansão e a criação de novas pequenas empresas</p><p>é um dos seus objetivos. O foco está direcionado aos micros e pequenos empresários e o</p><p>número de negócios realizados é gigantesco, afinal, as Micro e pequenas empresas</p><p>representam mais de 98% de todas as organizações empresariais brasileiras e um dos</p><p>maiores geradores de empregos (GEM, 2019).</p><p>Existem muitos esforços realizados pelos empreendedores para aumentar os lucros da</p><p>empresa, mesmo diante de tanta competitividade, isso é possível. Para isso, utiliza-se de recursos</p><p>como: reengenharia, downsizing, corte de pessoal, melhora na eficiência, controle de qualidade</p><p>entre outros. Mesmo assim, a concorrência continua avançando. Isso se dá pelo fato que as</p><p>empresas que inovam, sempre avançam. Neste sentido, órgãos fomentadores são muito bem-</p><p>vindos.</p><p>9.1 SEBRAE – Apoio ao Micro e Pequeno Empresa</p><p>SEBRAE é a sigla do “Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas Empresas”. Essa</p><p>instituição surgiu em 1972 com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento e</p><p>empreendedorismo no Brasil. A expansão e a criação de novas pequenas empresas é um</p><p>dos objetivos do SEBRAE. Ela é uma instituição privada e sem fins lucrativos que foi criada</p><p>para dar apoio técnico aos MEI, EI, ME, MPE, EPP e muitas vezes atendem empresas</p><p>médias e grandes de todo país. Sua principal receita é através da contribuição das</p><p>empresas. Sua missão é oferecer condições para que as micro e pequenas empresas</p><p>sobrevivam.</p><p>O SEBRAE apoia o empreendedor desde o momento da ideia. Desenvolve as</p><p>características e comportamentos empreendedores e ajuda candidato a empreender. Ou</p><p>seja, ajuda-o a fazer uma análise do mercado em que pretende atuar, dando suporte para</p><p>que a nova empresa alcance seus objetivos. Com isso, Kotler e Armstrong (2015) citam</p><p>que promover o desenvolvimento do país como um todo através da criação de empregos e</p><p>geração de renda pelo empreendedorismo é o melhor caminho para a economia.</p><p>A metodologia utilizada para desenvolver o empreendedor, consiste em oferecer</p><p>uma série de cursos e palestras relativas a negócios. Apoia o empreendedor na luta contra</p><p>72 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a carga tributária e a burocracia. Ajuda os empresários a ter acesso à tecnologia e novos</p><p>mercados e principalmente a fazer bons plano de negócios. Apesar de dezenas de cursos</p><p>online e presencial, um dos mais procurados é o EMPRETEC (curso voltado diretamente a</p><p>construção do plano de negócio).</p><p>9.2 Incubadoras de Empresas</p><p>As incubadoras é um dos melhores órgãos de fomentos para o empreendedorismo.</p><p>Existem diversos tipos de serviços oferecidos e vantagens de ser uma empresa incubada.</p><p>Por meio do apoio, as denominadas “incubadas” podem contar com suporte de</p><p>desenvolvimento e treinamento necessários, até que esta empresa adquira estrutura e</p><p>experiência suficiente para dar continuidade a seu negócio. O órgão mantenedor</p><p>(incubadora) têm como objetivo apoiar o desenvolvimento de pequenas e médias</p><p>empresas, incluindo as startups, oferecendo um conjunto de recursos e serviços de apoio</p><p>para os empreendedores interessados em abrir um negócio (GEM, 2019).</p><p>Considerada como uma instituição de apoio, para garantir seu funcionamento, as</p><p>incubadoras fazem parcerias diversificadas. Normalmente, as instituições de apoio às</p><p>incubadoras de empresas temos: o SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas</p><p>Empresas), o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o Instituto Euvaldo</p><p>Lodi (IEL), entidades de classe, federações de indústria, câmaras de comércio e grandes</p><p>empresas. É um conjunto de instituições para manter a incubadora em prol do empresário.</p><p>É uma rede de cooperação que apoia e atrai parceiros governamentais, tecnológicos e</p><p>empresariais. Além disso, há também o envolvimento dos poderes municipais e estaduais</p><p>e de grupos empresariais, de lideranças da região, como associação comercial,</p><p>universidades, empresas Junior e outras instituições (GEM, 2019).</p><p>Na sua infraestrutura, as incubadoras buscam a comercialização dos produtos</p><p>gerados pelas empresas incubadas. Não são responsáveis diretas pela comercialização!</p><p>Só ajudam no processo. Contudo, existem diversos tipos de incubadas e diversos</p><p>mercados, assim, os objetivos irão variar de acordo com o tipo de incubadora e do</p><p>produto/serviço proposto pela empresa incubada. Além disso, os serviços que podem ser</p><p>oferecidos são de acordo com a proposta da incubadora e do tipo de empresa incubada.</p><p>Algumas podem oferecer serviços como: telefonia e acesso à internet, recepcionista,</p><p>73 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>segurança, reprografia, assinatura de jornais e revistas, assessoria gerencial, contábil,</p><p>jurídica, apuração e controle de custo, gestão financeira, comercialização, exportação e</p><p>para o desenvolvimento do negócio, tecnologias, serviços variados entre outros (GEM,</p><p>2019).</p><p>Existem dois tipos de incubadoras:</p><p> Tipo aberta: os incubados não precisam necessariamente estar instalados</p><p>no mesmo local. Estes podem contar com os serviços de apoio e usar a</p><p>estrutura compartilhada, assim como se dá com as incubadoras de</p><p>cooperativas.</p><p> Tipo fechado: cada empresa possui o seu módulo, ou seja, um espaço</p><p>privativo de trabalho que é constituído de uma ou mais salas pequenas</p><p>somando os espaços coletivos a serem utilizados por todos.</p><p>O período de Incubação é de no máximo 24 meses, mas pode ser prorrogado por</p><p>mais 12 meses. Mas vale lembrar que existem casos excepcionais que, a critério da</p><p>Coordenadoria Técnica, pode ser prorrogado por um período a ser estabelecido, que</p><p>envolve 3 etapas:</p><p>a) Fase de implementação e desenvolvimento (1 ano);</p><p>b) Fase de consolidação (6 meses);</p><p>c) Fase de maturação ou graduação (6 meses)</p><p>As empresas incubadas recebem o nome de Empresas Residentes (instaladas na</p><p>própria sede da Incubadora) e Empresas Não Residente (instaladas em espaços comerciais</p><p>fora das dependências da Incubadora, mas usufrui dos mesmos benefícios das</p><p>Residentes). Podem ser segmentadas e abrigar variados setores, como:</p><p>a) Incubadora de Empresas de Base Tecnológica: informática, biotecnologia;</p><p>b) Incubadora de Empresas de Setores Tradicionais: produtos, processos ou</p><p>serviços;</p><p>c) Incubadora Mista: Base Tecnológica e de Setores Tradicionais;</p><p>d) Incubadora Setorial: apenas um setor da economia;</p><p>e) Incubadora Cultural: música, escultura, fotografia, cinema, eventos etc.;</p><p>f) Incubadora Social: projetos sociais e outros ligados aos setores tradicionais;</p><p>74 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>g) Incubadora Agroindustrial: produtos e serviços agropecuários;</p><p>h) Incubadora de Cooperativa: cooperativas em processo de formação;</p><p>Para uma empresa ser incubada é necessário que ofereça algum fator de inovação,</p><p>um diferencial ao mercado em seus produtos, processos ou serviços.</p><p>9.3 As Redes de Empresa (Clusters)</p><p>Diante de um mercado tão competitivo, algumas empresas sentem-se mais</p><p>confortáveis em atuar de forma conjunta e associada. Alguns modelos de gestão</p><p>empresarial estão baseados em redes e tem alguns fatores como: associação,</p><p>complementaridade, compartilhamento, troca e na ajuda mútua. Este gerenciamento é</p><p>consolidado pela necessidade de fortalecer-se no mercado globalizado. Seus objetivos</p><p>podem estar focados em: posição dominante do mercado, logística, atividades</p><p>complementares, pesquisas e desenvolvimento entre outras. Ou seja, estas alianças são</p><p>alavancadas pelas necessidades similares, oportunidades, vantagens competitivas,</p><p>processos, fornecedores entre outros (KOTLER; ARMSTRONG, 2015).</p><p>As redes surgem com o objetivo de minimizar os riscos e incertezas. A formação de</p><p>grupos de empresas (clusters) ajuda na gestão da cadeia de suprimentos e porque não</p><p>dizer, até mesmo em uma nova forma de gestão organizacional. Assim, elas</p><p>complementam, favorecem mutuamente suas atividades logísticas, comerciais, produtivos</p><p>e tecnológicos. Elas se unem para fortalecer.</p><p>9.4 Arranjos Produtivos Locais - APLs</p><p>Os Arranjos Produtivos é um conjunto de atividades econômicas em comum que são</p><p>estreitamente inter-relacionadas em termos do fluxo de conhecimentos e de negócios,</p><p>aumentando seu poder de competitividade. Na verdade, quando se trabalha em grupo, a</p><p>individualidade empresarial diminui e a interface com outros agentes aumenta. Assim, o</p><p>retorno está centrado nas sinergias dos processos. Ou seja, as pequenas empresas se</p><p>inovam pela formação de Arranjos Produtivos Locais - APL, aumentando suas capacidades,</p><p>e na ajuda mútua de superar obstáculos. Empresas que buscam a inovação e não</p><p>conseguem sua sustentabilidade em um mercado onde existe a oportunidade de fazer parte</p><p>de uma APL, estão diminuindo suas possibilidades de sucesso.</p><p>75 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>9.5 Cooperativas e Associativismo</p><p>No final do século XVI, nascia o cooperativismo na Inglaterra. No início da revolução</p><p>industrial, os profissionais que trabalhavam nas manufaturas, eram qualificados e já</p><p>possuíam associações de ofício que controlavam o exercício profissional. Com a</p><p>implantação das máquinas, começaram a sofrer com a competitividade, pois as fábricas já</p><p>não precisavam mais de suas qualificações. Qualquer pessoa, sem qualificação, controlava</p><p>as máquinas. Assim, veio o desemprego para os qualificados.</p><p>A indústria barateou os produtos. Mas, proporcionou um “caos” aos</p><p>trabalhadores com experiência. Muitas lutas violentas foram travadas,</p><p>queimaram fabricas, greves etc.</p><p>Uma cooperativa é autêntica quando for o resultado da vontade livre e consciente de</p><p>seus cooperados. Ela serve para defender os interesses de seus membros. O</p><p>cooperativismo constitui nas crenças dos valores centrais do movimento, envolvendo a</p><p>democracia na produção e distribuição, luta direta dos movimentos sociais pela geração de</p><p>trabalho e renda, desalienação do trabalhador e contra a pobreza e a exclusão social.</p><p>O associativismo está direcionado as atividades sociais. Busca promover a</p><p>assistência social; educacional, cultural, defesa de interesses de classes, filantropia e</p><p>representação política. Podemos afirmar que é um órgão fomentador ao</p><p>cenários extremamente desafiadores (crises) em</p><p>oportunidade de negócios (DEGEN 1989). Contudo, o cenário mudou. Até 2019 os</p><p>brasileiros estavam empreendendo com base nas oportunidades de mercado. Já em 2020,</p><p>provavelmente causada pelas demissões que ocorreram devido à crise (COVID-19), o</p><p>aumento do empreendedorismo ocorreu com base nas necessidades pessoais de</p><p>manterem renda (JN, 2021).</p><p>Podemos definir que o empreendedor é um indivíduo com Características de</p><p>Comportamentos diferenciados. E o empreendedorismo é o processo que esse</p><p>indivíduo executa para iniciar e implementar novos negócios ou fazer</p><p>mudanças em empresas já existentes (Schumpeter).</p><p>1.1.3. Definições do empreendedor</p><p>O termo empreendedorismo se define pela capacidade que um indivíduo tem em</p><p>transformar uma ideia em realidade. Existem muitas polêmicas quanto ao surgimento do</p><p>termo. Alguns consideram que nasceu com Marco Polo no século XIII, outros consideram</p><p>que foi no século XVII com o início da revolução industrial. Outros consideram que o termo</p><p>foi criado pelo economista Joseph A. Schumpeter no século XIV e Jean Baptiste no século</p><p>XVIII. Contudo, todos consideram empreendedores como sendo pessoas que corriam</p><p>riscos, porque investiam o seu próprio dinheiro. Posteriormente, Richard Cantillon</p><p>diferenciou o empreendedor do capitalismo. De forma geral, a definição mais significativa</p><p>surgiu no final do século passado, considerando que o empreendedorismo é o processo de</p><p>6 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>criar algo diferente, agregando proposta de valor, dedicando e comprometendo seu tempo</p><p>e esforços necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais, arcando</p><p>com as consequências e recebendo as recompensas ou frustações econômicas e pessoal</p><p>(KOTLER e KELLER, 2012).</p><p>Como empreendedor, Marco Pólo assinou um contrato com um homem que</p><p>possuía dinheiro (hoje mais conhecido como capitalista) para vender as</p><p>mercadorias deste. Enquanto o capitalista era alguém que assumia riscos de</p><p>forma passiva, o aventureiro empreendedor assumia papel ativo, correndo</p><p>todos os riscos físicos e emocionais (DORNELAS, 2001:27 apud FEBRETE, 2019).</p><p>Podemos definir o empreendedorismo como sendo a motivação pessoal que o</p><p>indivíduo tem para empreender. Isso pode acontecer impulsionado pela necessidade de</p><p>fazer algo para sobreviver ou pelas oportunidades que aparecem no decorrer da sua</p><p>existência. Para muitos, acaba sendo uma descoberta vocacional, um projeto de vida. Para</p><p>alguns estudiosos na área, significa começar um negócio – construir uma empresa – fundar</p><p>uma instituição ou organização – uma entidade que ainda não existia. Também pode ser</p><p>uma característica de um profissional que inova e transforma, com suas ações, um negócio</p><p>comum em algo maior.</p><p>Degen (1989) define que o empreendedor “é uma pessoa criativa, marcada pela</p><p>capacidade de estabelecer e atingir objetivos, e que mantém alto nível de consciência do</p><p>ambiente em que vive usando-a para detectar oportunidades de negócios”. Esse indivíduo</p><p>se arrisca moderadamente, aproveitando as oportunidades do mercado, transformando-as</p><p>em negócios de sucesso. É um realizador de sonhos, porém, possíveis de serem</p><p>executados, mesmo com grandes desafios.</p><p>1.1.4. Empreender</p><p>A palavra empreender, designa-se a ação de agir na execução de um projeto. Ou</p><p>seja, o ato de empreender está ligado a criar um empreendimento (negócio). Trata-se do</p><p>processo de realização do negócio. O processo para empreender inicia quando os</p><p>7 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>elementos geradores possibilitam um novo negócio: Fatores sociais, ambientais e</p><p>sociológicos. Tais fatores estão diretamente ligados ao empreendedorismo por</p><p>oportunidades e pela necessidade. Contudo, nem todos os negócios são empreendimentos</p><p>e nem todos os novos negócios são considerados empreendimento (FEBRETE, 2019).</p><p>Para Drucker (1996 apud ARANTES; HALICKI, 2014).) para se considerar um</p><p>empreendimento, algumas características específicas devem estar presentes ao novo</p><p>negócio, como aquilo que for oferecido e ser diferenciado dos existentes. Ou seja, não é</p><p>criar (abrir) um novo negócio, mas levar proposta de valores diferenciadas ao público-alvo.</p><p>Criando algo, inovando ou melhorando a eficiência e eficácia dos processos. Isso pode</p><p>acontecer em um novo negócio, como numa empresa já existente. Essa definição está</p><p>fundamentada no pensamento de Joseph A. Schumpeter que os negócios precisam passar</p><p>por um processo de destruição criativa, substituindo o velho para abrir espaço ao novo.</p><p>1.1.5. Empreendimento</p><p>Podemos definir como sendo o negócio em si. Também é a ação de quem toma para</p><p>si uma responsabilidade de negócio (empresa ou projeto). Então, o empreendimento é sua</p><p>empresa. É a materialização de uma organização comercial, sejam eles com ou sem fins</p><p>lucrativos. Da mesma forma que conceituamos o ato de empreender, precisamos entender</p><p>a diferença para empreender. Não se trata somente de ser uma empresa, mas, de ser</p><p>diferente, por carregar um conceito de inovação, dinamismo e realização. Assim, por traz</p><p>do empreendimento, existe uma ação empreendedora, comandada por um indivíduo</p><p>diferenciado e fora dos padrões encontrados no mercado. Ou seja, é um empreendimento</p><p>(empresa) comandada por um Indivíduo (empreendedor) (DEGEN 1989).</p><p>1.1.6. Empresa</p><p>Empesa é toda organização econômica civil, ou comercial, instituída para a</p><p>exploração de um determinado ramo de negócio.</p><p>A empresa é um sistema econômico social para produzir e ofertar produtos – bens</p><p>ou serviços. O objetivo é atender as necessidade e desejos do mercado com seus</p><p>produtos/serviços. Com isso, cria riqueza e atende aos seus interesses e os da sociedade.</p><p>A empresa é composta por pessoas, conhecimentos, metodologias, processos, tecnologias</p><p>e infraestrutura, organizados por meio de políticas, normas e procedimentos que se</p><p>8 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>interagem e criam sinergia para alcançar os objetivos predefinidos (RAZZOLINI FILHO,</p><p>2020).</p><p>A palavra “empresa” vem do latim “prehensus” que significa “empreender, praticar”</p><p>ou no sentido de empreendimento. Então, o conceito de empresa se interage com o</p><p>empreendimento, associado a pessoas que podem ou não serem empreendedores e ou</p><p>empresários.</p><p>1.1.7. Empresário</p><p>A empresa está centrada em um ramo de atividade e, como tal, deve ter um sujeito</p><p>titular que a exerça essa função. Denominado como “Empresário”. Sua função é executar</p><p>profissionalmente as atividades da organização. Sua responsabilidade é criar elementos</p><p>para as atividades econômicas organizadas para a produção ou a circulação de bens ou de</p><p>serviços. Esse conceito está disposto no Código Civil, considerado em última análise, “o</p><p>sujeito ativo da atividade empresarial”. Então, perante a Lei, a concepção do negócio está</p><p>centrada em um sujeito (ARANTES; HALICKI, 2014).</p><p>No seu exercício, o empresário é quem se apropria e exerce os fatores da produção</p><p>(capital, trabalho, terra e tecnologia). É o protagonista da atividade, como responsável e</p><p>merecedor direto dos resultados da empresa. Contudo, existem muitas interpretações</p><p>contraditórias. Porém, desataca-se a condição do sujeito de direito quanto ao exercício da</p><p>empresa, tanto no caráter profissional quanto na assunção de riscos. Esse sujeito pode ser</p><p>uma pessoa física, com ou sem CNPJ. Mas, sem dúvidas é o titular da sua atividade.</p><p>Considera-se empresário aquele que exerce funções na empresa de modo profissional.</p><p>Mas, não podemos confundir “empresário e empreendedor” os dois são indivíduos, porém,</p><p>o empresário atua profissionalmente na empresa e o empreendedor se difere pelas</p><p>características comportamentais. Então podemos dizer, que o empreendedor pode ser,</p><p>também, o empresário</p><p>empreendedorismo. Porém, seus vínculos são bem diferentes de um cooperado.</p><p>9.6 Instituições Financeiras: BNDS, CEF, BB, Banco do Povo.</p><p>Diante do crescimento econômico brasileiro, as organizações têm buscado recursos</p><p>diferenciados para manter-se no mercado e ganhar sua sustentabilidade. Sabemos que a</p><p>falta de crédito é uma das limitações para a criação de novos negócios. Diante disso, o</p><p>Sebrae, Fiesp, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDS, Banco do</p><p>Brasil, Caixa econômica Federal e demais instituições financeiras estão unidas com o</p><p>objetivo de facilitar linhas de crédito a empresas brasileiras.</p><p>76 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O grande desafio desses órgãos financiadores da sustentabilidade e do progresso</p><p>do Brasil é gerir recursos através de financiamentos. O crédito facilitado é um fator</p><p>fundamental para provocar o estímulo ao desenvolvimento econômico do país, nos mais</p><p>variados setores. E assim, destacar a necessidade de que as indústrias possam realizar</p><p>novos investimentos para gerar inovações e geração de empregos.</p><p>Crédito: funciona na realização de negócios tanto como o principal remédio como o</p><p>principal veneno. Não é o “mocinho”, pois se não for aplicado de forma inteligente e</p><p>respeitando a sustentabilidade, ou seja, “ecologicamente correto, socialmente justo e</p><p>economicamente viável”, pode não ser um bom negócio aceitar o empréstimo.</p><p>9.7 Capital próprio ou capital de terceiros</p><p>De modo geral a empresa pode escolher o quociente de endividamento de recursos</p><p>próprios ou de terceiros que desejar. Pode emitir ações Debêntures conversíveis em ações</p><p>e reter lucros, ou negociar diferentes níveis de empréstimos e financiamentos, contratar</p><p>leasing etc. A questão é escolher qual a fonte de capital oferece melhor maximização de</p><p>lucros aos seus proprietários. A decisão de financiamento embasada pelas teorias de</p><p>estrutura de capital, ao lado de áreas de decisões de investimento é questionável. A maior</p><p>questão é a existência, ou não, de uma estrutura de capital ótima.</p><p>a) O capital próprio é um recurso dos acionistas, e introduz um custo de</p><p>oportunidade para a empresa, constituindo uma taxa de retorno mínima de</p><p>atratividade em suas decisões de investimento.</p><p>b) O capital de terceiros é formado pelas diversas dívidas onerosas contraídas pela</p><p>empresa, causando um custo explicito determinado pelos encargos financeiros.</p><p>Estes dois comportamentos antagônicos, nem sempre anulam seus efeitos, com</p><p>isso, em muitos setores de atividade as empresas são conservadoras no seu</p><p>endividamento.</p><p>As fontes de financiamento é um fator fundamental para provocar o estímulo ao</p><p>desenvolvimento econômico regional, nos mais variados setores e destacar a necessidade</p><p>que as indústrias possuem em realizar novos investimentos para gerar inovações e geração</p><p>de empregos.</p><p>77 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>ARANTES, Elaine Cristina. Empreendedorismo e responsabilidade social [livro</p><p>eletrônico] / Elaine Cristina Arantes; Zélia Halicki; Adriano Stadler (org.). – 2.</p><p>Ed. revisada. Curitiba: InterSaberes, 2014 (Série Gestão Empresarial)</p><p>BAGGIO, Adelar; BAGGIO, Daniel. Empreendedorismo: Conceitos e</p><p>Definições. Rev. de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia,2014.</p><p>DEGEN, Ronald, Jean. O Empreendedor: Fundamentos da iniciativa</p><p>empresarial / Ronald Jean Degen. 8 ed. São Paulo: Makron Books, 1989.</p><p>DORNELAS, José. Empreendedorismo – Transformando ideias em negócios. 3</p><p>edição. Rio de Janeiro. Grupo Editorial Nacional.2014</p><p>EMPRETEC. Curso Empretec. SEBRAE Nacional. Curso de empreendedorismo.</p><p>Apostila impressa. 2001.</p><p>FEBRETE, Teresa Cristina Lopes. Empreendedorismo / Teresa Cristina Lopes</p><p>Febrete. – 2. Ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2019.</p><p>GEM. Global Entrepreneurship Monitor Empreendedorismo no Brasil: 2019 \</p><p>Coordenação de Simara Maria de Souza Silveira Greco; diversos autores. --</p><p>Curitiba: IBQP, 2020. Disponível em: https://ibqp.org.br/wp-</p><p>content/uploads/2021/02/Empreendedorismo-no-Brasil-GEM-2019.pdf.</p><p>Acesso em: 03 abr. 2021.</p><p>JUSBRASIL. Classificação dos negócios jurídicos segundo diferentes</p><p>doutrinadores. Publicado por Igor Galvão. 2016. Disponível em:</p><p>https://iggalvao05.jusbrasil.com.br/artigos/381888308/classificacao-dos-</p><p>negocios-juridicos-segundo-diferentes-</p><p>doutrinadores#:~:text=%C2%B7%20Classifica%C3%A7%C3%A3o%20segundo</p><p>%20Carlos%20Roberto%20Gon%C3%A7alves,%2C%20ren%C3%BAncia%20de</p><p>%20direitos%2C%20etc.. Acesso em: 18 mar. 2021.</p><p>KOTLER, Philip. Administração de Marketing / Philip Kotler; Kevin Lane Keller.</p><p>– 14. Ed. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.</p><p>KOTLER, Philip. Princípios de Marketing / Gary Armstrong. – 15 ed. – São</p><p>Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.</p><p>RAZZOLINI FILHO, Edelvino. Empreendedorismo: dicas e planos de negócios</p><p>para o século XXI. [livro eletrônico] / Edelvino Razzolini Filho. – Curitiba:</p><p>Intersaberes, 2012 (série Plano de Negócios)</p><p>78 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>SERTEK, Paulo. Empreendedorismo [livro eletrônico] / Paulo Sertek. -</p><p>Curitiba: Intersaberes, 2012.</p><p>SILVA, Marcos Ruiz da. Empreendedorismo. [recurso eletrônico] / Marcos Ruiz</p><p>da Silva. – Curitiba: Contentus, 2020</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE EMPREENDEDORISMO</p><p>1.1. Palavras-chave do Empreendedorismo</p><p>1.1.1. Empreendedorismo</p><p>1.1.2. Empreendedor</p><p>1.1.3. Definições do empreendedor</p><p>1.1.4. Empreender</p><p>1.1.5. Empreendimento</p><p>1.1.6. Empresa</p><p>1.1.7. Empresário</p><p>1.1.7. Gerente</p><p>2. PERFIL DO EMPREENDEDOR</p><p>2.1. Características e Comportamentos do Empreendedor – CCE’s</p><p>2.1.1. Elementos – C.H.A.V.E.</p><p>2.1.2. A Teoria comportamental</p><p>2.1.3. As 10 principais CCEs</p><p>2.1.4. As 40 CCEs construídas em 4 categorias</p><p>3. PRINCIPAIS PROCESSOS PARA EMPREENDER</p><p>3.1. Processos utilizados pelo empreendedor</p><p>3.1.1. Geração de Ideias</p><p>3.1.2. Processo destrutivo de ideias</p><p>3.1.3. Processo de criar</p><p>3.1.4. Processo de inovar</p><p>3.1.5. Processo de criação de valor</p><p>3.1.5. Processo de entrega e captura de Valor</p><p>4. TIPOS DE EMPREENDEDORES</p><p>4.1. Classificação dos tipos de empreendedores</p><p>4.1.1. Empreendedor Corporativo - Intraempreendedor</p><p>4.1.2. Entendendo o Intraempreendedor - Corporativo</p><p>4.1.3 Empreendedor Start-up</p><p>4.1.4 Empreendedor Social</p><p>4.1.5 Empreendedor Nato</p><p>4.1.6 Empreendedor que aprende</p><p>4.1.7 Empreendedor Serial</p><p>4.1.8 Empreendedor Herdeiro</p><p>4.1.9 Empreendedor Planejador</p><p>4.1.10 Eco empreendedor</p><p>4.1.11 Empreendedor Tecnológico</p><p>5. DESAFIOS NA CULTURA EMPREENDEDORA</p><p>5.1 Dificuldades para empreender</p><p>5.2 Cuidados para empreender</p><p>5.3 Empreender com Sucesso</p><p>6. CENÁRIO MERCADOLÓGICO</p><p>6.1 Mercado corporativo</p><p>6.2 Pesquisa mercadológica</p><p>6.2.1 Pesquisa do ambiente interno e externo</p><p>6.2.2 Tendências e Perspectivas</p><p>6.3 Análise e interpretações mercadológicas</p><p>6.4 Identificação e análise das oportunidades</p><p>6.4.1 Aproveitando as competências da organização</p><p>6.5 Identificação de possíveis ameaças</p><p>7. TIPOS E MODELOS DE GERAÇÃO DE NEGÓCIOS</p><p>7.1 Modelo de Negócios</p><p>7.1.1 Franquia</p><p>7.1.2 Startup</p><p>7.1.3 Spin-off</p><p>7.2 Plano de negócio</p><p>7.2.1 Análises do setor de mercado</p><p>7.3 Plano Operacional</p><p>7.3.1 Elaboração do Plano operacional</p><p>7.4 Plano Financeiro</p><p>7.5 Plano de Marketing</p><p>7.5.1 Análise mercado</p><p>7.5.2 Estratégias de negócios</p><p>7.6 Análise das viabilidades de negócios</p><p>7.7 Implantando o negócio</p><p>8. TIPOS DE EMPRESAS PARA EMPRENDER</p><p>8.1 Classificação dos negócios</p><p>8.2 Principais obstáculos nas empresas recém-criadas</p><p>8.2.1 Dificuldades em manutenção dos negócios</p><p>8.3 Capacidade de crescimento em escala</p><p>8.4 Principais elementos influenciadores para o sucesso</p><p>9. FONTES FOMENTADORAS DO EMPREENDEDORISMO</p><p>9.1 SEBRAE – Apoio ao Micro e Pequeno Empresa</p><p>9.2 Incubadoras de Empresas</p><p>9.3 As Redes de Empresa (Clusters)</p><p>9.4 Arranjos Produtivos Locais</p><p>- APLs</p><p>9.5 Cooperativas e Associativismo</p><p>9.6 Instituições Financeiras: BNDS, CEF, BB, Banco do Povo.</p><p>9.7 Capital próprio ou capital de terceiros</p><p>e vice e verso. Ou seja, o empresário não se refere a condição das</p><p>CCEs, mas à estabilidade e habitualidade da atividade exercida na organização.</p><p>1.1.7. Gerente</p><p>Bággio e Bággio (2014) citam que empresários com perfil empreendedor se</p><p>confundem com gerentes, fator causado pelo baixo comprometimento de alguns gerentes</p><p>9 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>ou por adotarem estilo tradicional de gestão. A diferença das atividades exercidas entre os</p><p>gerentes e os empresários com perfil empreendedor.</p><p>Quadro 1 – Diferença entre sistemas de atividades de gerentes e empreendedores</p><p>Gerentes Empresário - empreendedor</p><p>Eficiência e uso de recursos para atingir metas Baseia-se na visão e usa recursos para seus objetivos</p><p>Adapta-se mudanças Inicia as mudanças</p><p>Trabalho padronizado e racional Trabalha com imaginação e criatividade</p><p>Opera com base nas infraestruturas Define funções e tarefas para criar infraestrutura</p><p>Centrado em processos e cenários existentes Centrado na criação processos com fins diferenciados</p><p>Fonte: Fillion (2000 DEGEN, 2019)</p><p>Febrete (2019) cita que o empreendedor pode ser um bom gestor, carregando as</p><p>duas qualidades. Veja que as diferenças estão relacionadas com a postura: mudanças,</p><p>criatividade e visão sistêmica. Os gerentes buscam atingir seus objetivos com uso eficiente</p><p>de recursos e de sua estrutura. Já os empreendedores extrapolam suas ações, pois,</p><p>baseiam-se no futuro com base no cenário em que vive. Eles definem situações a longo</p><p>prazo, pensam no que querem fazer e como irão fazê-lo e não fazer com o que tem.</p><p>10 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>2. PERFIL DO EMPREENDEDOR</p><p>Objetivo</p><p>O perfil empreendedor é definido por aquele indivíduo que dedica 2/3 do seu tempo</p><p>no negócio. Toca do pela inspiração e muita transpiração. Assim, o objetivo desse capítulo</p><p>é mostrar as principais características que compõe o perfil do empreendedor de sucesso.</p><p>Entre muitas CCE’s destaca-se a criatividade, lideranças, perseverança, criatividade,</p><p>flexibilidade, automotivação, coragem, vontade e outras dezenas que trataremos a seguir.</p><p>Introdução</p><p>É difícil falar sobre os conceitos do empreendedorismo, sem falar novamente do</p><p>economista austríaco Joseph A. Schumpeter. Uma de suas frases relatadas no livro</p><p>“Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, cria a relação do</p><p>empreendedor ao desenvolvimento econômico. O autor cita que uma das características</p><p>inerentes do empreendedor é denominada como: “processo de destruição criativa”. O</p><p>princípio é desenvolver o novo, com novas metodologias e novos mercados. Ou seja,</p><p>“destruir o velho para se criar o novo”. Apesar de ter escrito, praticamente no final da</p><p>segunda guerra, esse conceito parece bem atual (GEM, 2019).</p><p>De acordo com a definição de Baggio e Baggio (2014) o empreendedorismo é</p><p>considerado com a arte de fazer acontecer: com criatividade, motivação e gerando soluções</p><p>aos problemas. O indivíduo precisa ter prazer, paixão e executar com sinergismo e</p><p>inovação tudo que faz, aproveitando as oportunidades e minimizando os riscos inerentes</p><p>na sua execução. Assim o empreendedorismo é o despertar desse indivíduo, com mente</p><p>aberta e preparado para novas experiências, ou seja, quebrando os paradigmas e o</p><p>aproveitamento integral de suas competências.</p><p>Muitos confundem as definições de líder com empreendedor. Isso acontece porque</p><p>normalmente ambas caminham juntas. Contudo, nem sempre um líder torna-se um</p><p>empreendedor e nem sempre o empreendedor é líder. A liderança tem relação com o poder,</p><p>assim, o poder do empreendedor é empreender e o líder é influenciar. Mas, sem dúvidas,</p><p>se o empreendedor não for líder, ou não tiver alguém que lidere, terá grandes problemas</p><p>na gestão dos negócios (BAGGIO; BAGGIO, 2014).</p><p>11 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>2.1. Características e Comportamentos do Empreendedor – CCE’s</p><p>É notório que ter o perfil empreendedor é uma característica positiva para qualquer</p><p>pessoa que almeja alcançar o sucesso, tanto pessoal como profissional. O indivíduo</p><p>empreendedor é de fundamental importância para o êxodo do empreendimento. Contudo,</p><p>inúmeros aspectos envolvem o empreendedor com a empresa. Porém, nem sempre os</p><p>comportamentos determinam o sucesso ou fracasso. Mas, uma forma bastante usada de</p><p>focalizar as características ou traços de personalidade esperados de um indivíduo é a partir</p><p>do estabelecimento de um perfil empreendedor. Já abordamos que o empreendedor não</p><p>nasce pronto. Nem são fabricados e nem são pequenos gênios. Apesar de acreditar que</p><p>alguns tenham “dons” podemos aprender! Alguns conseguem desenvolver o perfil real,</p><p>outros apenas o ideal.</p><p>a) Perfil ideal: uma abstração formada a partir das exigências de novas</p><p>interpretações das abordagens administrativas já existentes e da necessidade</p><p>de compreensão dos novos campos do conhecimento humano.</p><p>b) Perfil real: engloba o perfil ideal, juntamente com as características pessoais e a</p><p>influência do meio.</p><p>O estabelecimento desse perfil está associado ao êxito ocorrido pelo indivíduo.</p><p>Assim, estabelecer que é melhor o ideal ou real é meramente abstrato. Afinal, as pessoas</p><p>são frutos da relação constante entre suas competências adquiridas empiricamente e pelos</p><p>meios em que frequentou durante sua vida. Pois, tais CCE’s estão associadas ao ambiente</p><p>familiar, escola, amigos, trabalho e sociedade. Diante disso, alguns talentos podem se</p><p>potencializar e outros definharem.</p><p>2.1.1. Elementos – C.H.A.V.E.</p><p>Alguns elementos essenciais que têm atraído grandes corporações na captação de</p><p>talentos, são as competências C.H.A.V.E.</p><p>a) Conhecimento: baseado em seus estudos teóricos, adquiridos na escola ou em</p><p>cursos, além do hábito de leituras especializadas sobre algum assunto. Esse</p><p>elemento é reforçado com a formação profissional e experiências práticas;</p><p>b) Habilidades: capacidade de fazer bem-feito alguma coisa. Normalmente esse</p><p>elemento é adquirido com suas próprias experiências (erros e acertos). Pode</p><p>12 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>ocorrer prática permanente, treinamento, aprimoramento e execução eficiente</p><p>de alguma atividade.</p><p>c) Atitudes: capacidade em colocar em prática as coisas. Agir com decisão e</p><p>motivação. Disposição para superar desafios, quebrar paradigmas, criar, inovar</p><p>e fazer melhorias em processos. Sair da zona de conforto. Atitude muda tudo!</p><p>d) Valores: fundamentado em suas atitudes, relacionamento e posicionamentos.</p><p>São as bases formada pela família, amigos e sociedade. Tem a ver com o</p><p>respeito e o comportamento frente a outras pessoas, assim como a forma como</p><p>buscamos ser vistos pela sociedade.;</p><p>e) Emoções: é a resposta instintiva (reação) exercida quando submetidos a</p><p>situações de desconforto. O equilíbrio e o controle das emoções, ou Inteligência</p><p>Emocional - IE, é o que diferencia os profissionais bem-sucedidos dos demais.</p><p>A bipolaridade é um exemplo do desiquilíbrio emocional.</p><p>A proposta da CCEs é abordar algumas das teorias existentes para explicar “por que</p><p>e como” uma pessoa é considerada empreendedora. Não é uma ciência exata, muitas</p><p>teorias são contraditórias, mas, os estudiosos sobre o assunto concordam em vários outros</p><p>aspectos. Baseado no perfil do empreendedor brasileiro, o SEBRAE desenvolveu 10 CCE’s</p><p>que corroboram para obtenção do sucesso, através das ações, autoconhecimento e</p><p>utilização da teoria comportamental em suas vidas pessoais, profissionais e empresariais.</p><p>Neste sentido, o aprendizado por meios de técnicas de textos reflexivos com atividades</p><p>práticas é um exercício para identificação do seu potencial empreendedor e de suas</p><p>características comportamentais empreendedoras (EMPRETEC, 2001).</p><p>A aplicação do conceito desses comportamentos citados pelo SEBRAE,</p><p>eleva a</p><p>autoestima e realização de atividades, diferenciando-se das abordagens tradicionais</p><p>desenvolvidas por pessoas comuns. O objetivo para desempenhar as ações, privilegia o</p><p>autoconhecimento, assim, não se busca nessa linha de pensamento, temas técnicos,</p><p>somente informações sincronizadas que possam maximizar o crescimento do potencial</p><p>humano. Enfim, não há limite de utilização das CCEs, já que este tema</p><p>(empreendedorismo) é em cunho comportamental e não técnico.</p><p>13 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>2.1.2. A Teoria comportamental</p><p>A teoria comportamental empreendedora, destaca que alguns tipos de</p><p>comportamentos utilizados com frequência e com certa intensidade, aumenta a</p><p>probabilidade de sucesso. Tais CCEs são estudadas por muitos pensadores que analisam</p><p>o comportamento humano e procuram distinguir aqueles mais utilizados pelos</p><p>empreendedores de sucesso. Um desses pensadores é o Psicólogo David McClelland que</p><p>cita que o sucesso empresarial tem suas bases no comportamento e não apenas nas</p><p>competências e habilidades em tratar finanças, marketing, administração, produção entre</p><p>outros. Ou seja, o empreendedorismo é basicamente comportamental. Por isso, podemos</p><p>praticar e ficar muito bom nisso! Em suas pesquisas, McClelland identificou que as 10</p><p>principais CCEs estão baseadas em três categorias: Conjunto de realizações; conjunto de</p><p>poder e conjunto de planejamento.</p><p>Quadro 2 – Conjunto de Características e Comportamentos Empreendedores – CCEs</p><p>Realizações Poder Planejamento</p><p>Busca de oportunidades Independência Busca de informações</p><p>Iniciativa Autoconhecimento Metas e objetivos</p><p>Persistência Redes de contato - network Planejamento</p><p>Correr riscos calculados Persuasão Monitoramento</p><p>Exigência de qualidade</p><p>Eficiência, eficácia e efetividade</p><p>Comprometimento</p><p>Fonte: McClelland apud Empretec, 2011</p><p>2.1.3. As 10 principais CCEs</p><p>A pesquisa de McClelland foi realizada por três instituições americanas - Agência</p><p>para o Desenvolvimento Internacional das Nações Unidas; Management Systems</p><p>International e a McBeer & Company. Foi iniciada em 1982 com 34 países para estudar o</p><p>comportamento empreendedor. Identificou dezenas, porém, foram condensados em três</p><p>categorias (realização, poder e planejamento) e dividida em 10 CCEs. Tais categorias o</p><p>empreendedor deve ter, desenvolver e aprimorar (EMPRETEC, 2001).</p><p>1. Estabelecimento de metas</p><p>a) Metas e objetivos desafiadores e com significado pessoal;</p><p>b) Define metas de longo prazo, claras e específicas;</p><p>c) Estabelece objetivos mensuráveis e de curto prazo.</p><p>14 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Meta é o motor dos empreendedores e a característica mais importante. É com base</p><p>em suas metas que continuam a executar suas atribuições.</p><p>2. Busca de oportunidade e iniciativa</p><p>a) Faz as coisas antes de solicitado ou antes de forçado pelas circunstâncias;</p><p>b) Age para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços;</p><p>c) Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio;</p><p>d) Coragem para agir, transformando problemas em oportunidades;</p><p>Age e pensa priorizando a relação com o futuro. Porém, sem perder de vista o</p><p>cenário atual, seus recursos e possibilidades.</p><p>3. Exigência de qualidade e eficiência</p><p>a) Encontra maneiras de fazer as coisas melhor, mais rápido ou mais barato;</p><p>b) Faz coisas que satisfazem ou excedem padrões de excelência;</p><p>c) Desenvolve ou utiliza procedimentos para cumprimento das metas;</p><p>A insatisfação é o motor propulsor para as melhorias. O fato de querer sempre o</p><p>melhor, acaba exigindo de si e dos seus colaboradores a perfeição.</p><p>4. Planejamento e monitoramento sistemático</p><p>a) Planeja dividindo tarefas grandes em subtarefas com prazos definidos;</p><p>b) Revisa seus planos, considerando resultados e mudanças circunstanciais;</p><p>c) Mantém registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões.</p><p>Normalmente usa o Plano de Negócio como base para planejar e replanejar suas</p><p>ações no dia a dia. Usa o Plano de negócio como se fosse uma “bíblia” para o cristão.</p><p>5. Comprometimento</p><p>a) Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário ao alcance de</p><p>metas e objetivos;</p><p>b) Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para</p><p>terminar um trabalho;</p><p>c) Esmera-se em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa</p><p>vontade a longo prazo, acima do lucro a curto prazo.</p><p>Comprometimento é a honra dos empreendedores. Não aceita erros, atrasos e falta</p><p>de compromisso de seus colaboradores.</p><p>15 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>6. Persistência</p><p>a) Age diante de um obstáculo significativo;</p><p>b) Age repetidamente ou muda de estratégia;</p><p>c) Enfrenta desafios ou superar um obstáculo;</p><p>d) Faz sacrifício pessoal ou um esforço extraordinário para completar tarefas.</p><p>Buscam forma diferentes de fazer, até alcançarem seus objetivos. Mas, antes de</p><p>fazer, estuda, planeja e identifica as possibilidades de sucesso.</p><p>7. Correr riscos calculados</p><p>a) Avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente;</p><p>b) Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados;</p><p>c) Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados.</p><p>Busca avaliar os riscos para minimizá-los ou até mesmo eliminá-los. Quando falha</p><p>nesse processo, busca sua resiliência para suplantar os obstáculos e recomeçar.</p><p>8. Busca de informações</p><p>a) Dedica-se pessoalmente a obter informações no mercado;</p><p>b) Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço;</p><p>c) Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.</p><p>A pesquisa é a base de toda atividade exitosa. Empreendedor não investe sem antes</p><p>conhecer muito bem o mercado. A pesquisa é inerente ao empreendedorismo.</p><p>9. Persuasão e rede de contatos</p><p>a) Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros;</p><p>b) Utiliza pessoas chave como agentes para atingir seus próprios objetivos;</p><p>c) Age para desenvolver e manter relações comerciais;</p><p>Mantêm contato com o maior número de pessoas e têm a capacidade de identificar</p><p>outras pessoas para multiplicar sua base de ação e realização.</p><p>10. Independência e autoconfiança</p><p>a) Busca autonomia em relação a normas e controles de outros;</p><p>b) Mantém ponto de vista mesmo diante oposição ou de resultados inicialmente</p><p>desanimadores;</p><p>c) Expressa confiança na própria capacidade de completar tarefas ou de enfrentar</p><p>um desafio;</p><p>16 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Acredita na sua própria capacidade de realizar aquilo a que se propõem. Sabe que</p><p>é capaz e tem a convicção que consegue atingir o máximo de seu potencial.</p><p>2.1.4. As 40 CCEs construídas em 4 categorias</p><p>Com base em inúmeros autores, foi possível construir um quadro sistematizando</p><p>uma série de características atribuídas aos empreendedores de sucesso. Tal estrutura</p><p>baseou-se em 4 categorias (Necessidades, Conhecimentos, Habilidade e Valores),</p><p>totalizando 40 CCEs:</p><p>Quadro 3 – As 40 CCEs mais utilizadas pelos empreendedores de sucesso</p><p>Necess idade Conhecimentos</p><p>Aprovação/Reconhecimento Aspectos técnicos relacionados com o negócio</p><p>Independência/Autonomia Experiência na área comercial</p><p>Desenvolvimento pessoal Escolaridade</p><p>Segurança Experiência em empresas</p><p>Autorrealização Formação complementar</p><p>Qualidade e eficiência Vivência com situações novas</p><p>Poder/Status</p><p>Inovação/iniciativa</p><p>Habilidades Valores</p><p>Identificação de novas oportunidades – visionárias Existenciais</p><p>Valoração de oportunidades Estéticos</p><p>Criatividade Intelectuais</p><p>Comunicação persuasiva Morais</p><p>Negociação Éticos</p><p>Aquisição de Informações Religiosos</p><p>Resolução de problemas Autoconfiança</p><p>Alcançar metas Autenticidade</p><p>Motivação e decisão Lealdade</p><p>Organização Ambição</p><p>Flexibilidade Disposição ao risco</p><p>Controle racional dos impulsos Perseverança - persistência</p><p>Resiliência Familiares</p><p>Fonte: Cruz, Fornes e Libermann 2003; Mori, 1998; Lezana, 1998 (apud SEBRAE/EMPRETEC, 2001)</p><p>O foco desses comportamentos corrobora ou compromete o sucesso do negócio.</p><p>Porém, a utilização com mais ou menos grau desse conjunto de elementos, depende da</p><p>atitude do indivíduo. Os cursos de empreendedorismo, buscam desenvolver tais</p><p>comportamentos e aumentar as chances de sucesso no negócio.</p><p>17 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>3. PRINCIPAIS PROCESSOS PARA EMPREENDER</p><p>Objetivo</p><p>Entender quais processos os empreendedores devem trilhar para administrar e</p><p>conduzir com brilhantismo o negócio. Compreender as etapas do processo de empreender.</p><p>Conhecer as fundamentações baseadas em processos que tem início, meio e fim dentro do</p><p>sistema.</p><p>Introdução</p><p>No empreendedorismo o processo é o coração do organismo, pois leva a</p><p>implementação visionária das estratégias. É com base em processos que o empreendedor</p><p>consegue adotar estratégias de sucesso. Suas bases, normalmente são oriundas do</p><p>cenário mercadológico (necessidades dos clientes), mas também, respalda-se nos canais</p><p>de distribuição, comunicação, governo, pesquisa, pessoas e tecnologia. Nesse processo,</p><p>utilizam-se de ferramentas para aumentar sua capacidade assertiva e emprega técnicas</p><p>diferenciadas na geração de ideias. É os resultados desses processos que se cria soluções</p><p>criativas baseadas em novos produtos e serviços para atender os consumidores (BAGGIO;</p><p>BAGGIO, 2014).</p><p>A decisão de abrir um empreendimento e tornar-se empreendedor pode ocorrer por</p><p>acaso, sejam elas, pessoais, sociais ou econômicas. Dornelas (2005 apud FEBRETE,</p><p>2019) entende que o processo empreendedor está ligado as CCEs executadas no início de</p><p>um novo negócio. E compreende-se que tais talentos é resultante da percepção, direção,</p><p>dedicação e muito trabalho. Se existir esses talentos, há oportunidade em desenvolver o</p><p>negócio. Mas, talento sem uma boa ideia é como plantar uma semente e não aguar. Assim,</p><p>a eminência do processo empreendedor está no talento, nas boas ideias e na atitude em</p><p>querer e fazer.</p><p>O processo também depende de um fator crucial: o capital! Afinal, trata-se do</p><p>combustível para movimentar o negócio. Para isso, o empreendedor deve criar uma</p><p>sinergia do seu Know-how, seus talentos, habilidades, atitudes, conhecimentos gerais, uso</p><p>de tecnologia e o capital para “parir” um negócio. Tudo isso de forma bem planejada.</p><p>18 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Para Degen (1989) o processo básico está em:</p><p>a) Identificar, avaliar e escolher as melhores oportunidades;</p><p>b) Pesquisar o mercado e desenvolver o plano de negócios;</p><p>c) Identificar as necessidades de recursos e captá-las;</p><p>d) Implantar e administrar a empresa;</p><p>Para Degen (1989) um fator muito importante do processo é desenvolver as</p><p>estratégias competitivas e os canais de comunicação e distribuição, identificando os meios</p><p>mais adequados para informar ao seu público-alvo, que o produto/serviço que ele precisa,</p><p>existe! Com diferenciais únicos e por um preço que ele pode pagar e onde vai encontrar. É</p><p>neste quesito que o perfil empreendedor faz a diferença. Talvez, para muitos, é a fase mais</p><p>difícil, afinal precisa de CCEs bem específicas (conhecimento, percepção e feeling).</p><p>Quando tudo ocorre como planejado, tem aqueles “invejosos” que dizem “sorte”, mas,</p><p>sabemos que é o resultado entre as competências do indivíduo e a oportunidade</p><p>identificada.</p><p>3.1. Processos utilizados pelo empreendedor</p><p>A palavra processo tem sua origem no latim “procedere”, que significa método,</p><p>sistema, maneira de agir ou conjunto de medidas tomadas para atingir algum objetivo. Está</p><p>relacionado com o percurso, com o avanço, ou caminhar para frente (SIGNIFICADOS,</p><p>[s.d]).</p><p>O processo básico para empreender passa por fases simples:</p><p>a) Identificar e avaliar a oportunidade: por meio de pesquisas o empreendedor</p><p>consegue entender o mercado e visualizar possíveis oportunidades para suas</p><p>realizações.</p><p>b) Desenvolver o plano de negócios: é uma das tarefas mais difíceis, pois,</p><p>necessita de muito esforço e racionalidade na sua execução.</p><p>c) Determinar e captar os recursos necessários: o recurso financeiro é um dos mais</p><p>difíceis. Normalmente, acontece em investir/gastar mais do que planejou;</p><p>d) Gerenciar a organização criada: uma vez montado o negócio, fazê-lo funcionar</p><p>adequadamente é um grande esforço.;</p><p>19 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>No âmbito empresarial, essa sequência de ações não deixa de ser um processo. No</p><p>entanto, como definição da palavra em outras áreas “processo”, podemos afirmar que</p><p>existem vários: Processo judicial; civil; trabalhista; administrativo; penal entre outros</p><p>3.1.1. Geração de Ideias</p><p>A palavra processo tem sua origem no latim “procedere”, que significa método,</p><p>sistema, maneira de agir ou conjunto de medidas tomadas para atingir algum objetivo. Está</p><p>relacionado com o percurso, com o avanço, ou caminhar para frente (SIGNIFICADOS,</p><p>[s.d]).</p><p>A geração de ideias acontece na maioria das organizações, porém, o sucesso desse</p><p>processo depende de como essas fontes podem ser inibidas ou estimuladas pela empresa.</p><p>A geração de novos produtos ocorre pela busca de novas ideias. Tais ideias partem de</p><p>muitas fontes: clientes, cientistas, concorrentes, funcionários, intermediários e alta direção.</p><p>Normalmente, surgem das necessidades e possibilidades de gerar o produto ou serviço</p><p>para atender um determinado mercado. Para isso, analisa os esforços e recursos</p><p>necessários e se é viável financeiramente (KOTLER; KELLER, 2012).</p><p>Sertek (2012) mostra que a criatividade em uma empresa, está na faculdade de</p><p>tornar prática nossas experiências, conhecimentos e percepções atuais, assim como a</p><p>capacidade de associar, selecionar, reestruturar e transformar o meio, prospectando o</p><p>futuro. As principais fontes geradoras de novos produtos e serviços, sejam originais,</p><p>inovadoras ou complementares, contribuem no processo de novas ideias, são elas:</p><p>a) Gerencia administrativa: Cultiva a cultura de geração de ideias aos</p><p>colaboradores;</p><p>b) Workshops e reuniões: Brainstorming e reuniões com assuntos específicos;</p><p>c) Comunicação Interna: Canais internos (artigos, exercícios, jogos, mural, circular,</p><p>jornal ou revista interna, newsletter, e-mails, vídeos e outros);</p><p>d) Reuniões extraordinária: Discussão sobre criação e soluções:</p><p>e) Laboratório de Criatividade: Montagem e monitoramento de sistema contínuo</p><p>de amparo aos processos de mudança e de geração de ideias;</p><p>f) Banco de Ideias: Organização e reciclagem de dados sobre ideias;</p><p>g) Ideias: inovar ou melhorar ideias que deram certo em outros lugares;</p><p>20 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>h) Experiência: Experimento e percepção como consumidores do produto;</p><p>Inúmeras outras sugestões podem ser relatadas. Contudo, as empresas devem usar</p><p>seu potencial criativo e descobrir outras formas de gerar ideias, conforme seus recursos e</p><p>necessidades. No entanto, sugere-se a existência de um órgão (pessoa) defensora da ideia.</p><p>Muitas grandes ideias se perdem por não receber a devida atenção. Contudo, geralmente</p><p>surgem do nada. Febrete (2019) argumenta que quanto maior o grau de competências e</p><p>conhecimentos do indivíduo, mais ideias terá.</p><p>3.1.2. Processo destrutivo de ideias</p><p>Assim como existem vários elementos estimulantes na geração de ideias. Existem</p><p>fatores Inibidores da geração de ideias. Muitas empresas direcionam seus olhares para</p><p>aqueles que inventam, mas, deveriam buscar entender por que outras não o fazem. Ou</p><p>seja, descobrirem o que impede as pessoas de serem criativas, inovadoras e inventoras.</p><p>Sabe-se que nem todas as empresas</p><p>estão preparadas para trabalhar com pessoas</p><p>inventivas, que pensam fora dos padrões. Outras empresas tentam, mas, não conseguem!</p><p>Normalmente por não admitirem mínimas falhas ou por terem um sistema hierárquico</p><p>centralizador. Além disso, muitos são os fatores que matam ideias, mesmo antes de ser</p><p>testada (FEBRETE, 2019).</p><p>Atualmente, diferenciar-se da concorrência passou a ser um efetivo mais eficiente.</p><p>Uma nova ideia, sempre causa diferenciação, porém é necessário investir na valorização e</p><p>estimulação da criatividade. Para isso, empresas precisam desenvolver facilitadores:</p><p>a) Estrutura descentralizada: democratiza a liberdade de criar;</p><p>b) Reconhecimento: remuneração e ausência de punição por erros;</p><p>c) Experiência: incentivo e estímulos para o desenvolvimento pessoal;</p><p>Muitas empresas procuram contratar pessoas inventivas, mas não conseguem</p><p>conviver com elas. Acabam emitindo frases que inibem a apresentação de uma ideia</p><p>criativa e inovadora. À medida que estas forças contrárias vão se intensificando a</p><p>criatividade vai se apagando.</p><p>21 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Quadro 4 – Forças que lutam contra as ideias</p><p>1ª Fase Tive uma grande ideia A lâmpada está acesa</p><p>2ª Fase</p><p>Isso não vai funcionar aqui;</p><p>Já tentamos isso antes;</p><p>Não é o momento;</p><p>Não pode ser feito</p><p>Não é assim que fazemos as coisas;</p><p>Temos nos saído bem sem isso;</p><p>Vai custar muito caro;</p><p>A lâmpada está se</p><p>apagando</p><p>3ª Fase Vamos discutir isso na próxima reunião A lâmpada está apagada</p><p>Fonte: Kotler e Keller (2012)</p><p>Muitas outras frases são ditas pelas empresas que não estão preparadas para o</p><p>processo criativo de novas ideias.</p><p>a) Sua ideia já foi tentada no passado e não deu certo;</p><p>b) Que outra empresa já fez isso?</p><p>c) Os clientes estranharão essa mudança;</p><p>d) O departamento jurídico não aprovará a ideia;</p><p>Lutar contra essa cultura destruidora de ideias, não é algo fácil. Para tal mudança,</p><p>devem criar fatores que estimulem a geração de ideias. Entre muitas ações, deve-se adotar</p><p>ferramentas que potencialize o processo positivo e motivacional, estimulando o processo</p><p>criativo.</p><p>3.1.3. Processo de criar</p><p>Conforme Baggio e Baggio (2014) quando falamos em criar pensamos criativos no</p><p>empreendedor, podemos confundir com o processo de inventar. Mas, existe diferença entre</p><p>inventor e empreendedor.</p><p> Inventor: o indivíduo que cria algo pela primeira vez. Motivado pelas</p><p>competências pessoais e de seu trabalho. A criatividade faz parte da sua</p><p>cultura, normalmente, tem boa formação cultural e acadêmica.</p><p> Empreendedor: indivíduo apaixonado pelo que faz. Utiliza-se de recursos e</p><p>esforços para o sucesso da organização.</p><p>22 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O inventor apaixona-se pela invenção e fica inflexível a mudanças que precisam ser</p><p>feitas para comercialização. Já o empreendedor, utiliza-se do invento (criação) e busca</p><p>mudanças para torná-lo comercializável por meio de um novo empreendimento. Ou seja,</p><p>um grande inventor não é reconhecido se não houver um empreendedor para negociá-lo.</p><p>As pessoas criativas cultivam o “pensamento criativo”. Buscam soluções para os</p><p>problemas. Sertek (2012 relata que somente as pessoas que têm significado para a vida e</p><p>ao trabalho é que são criativas. A motivação é o maior diferencial para a criatividade.</p><p>3.1.4. Processo de inovar</p><p>O processo de inovação passa a ganhar valor com a produção de bens de consumo</p><p>e suas vertentes nos cenários econômico, empresarial e tecnológico. Vivemos atualmente</p><p>na era da “criação, inovação e melhorias”. O sucesso das organizações implica em manter-</p><p>se a frente de seus concorrentes. A única certeza é que precisam de mudanças para</p><p>manterem-se competitivas.</p><p>A importância da inovação é antiga, Schumpeter (1961) cita que a inovação</p><p>“constitui-se, num fator fundamental para o desenvolvimento econômico, podendo originar-</p><p>se de uma invenção ou da aplicação de uma tecnologia já existente”. No entanto, quem</p><p>manda é o mercado! Neste sentido, pesquisas devem ser realizadas periodicamente,</p><p>buscando entender necessidades, desejos e expectativas dos clientes.</p><p>Existem diferentes tipos de inovação, Febrete (2019) qualifica em três:</p><p>a) Inovação: Processo em transformar oportunidades em novas ideias;</p><p>b) Inovação radical: Acrescenta mudança significativa para o negócio;</p><p>c) Inovação incremental: Acrescenta pequena mudanças;</p><p>Outro fator é distinguir entre “invenção e inovação” e suas relações. A invenção pode</p><p>acontecer pelo fato de um “projeto ou ações conjuntas não se constituir numa inovação”.</p><p>Ou seja, enquanto não atingir o mercado sob a forma de um produto ou processo, não</p><p>podemos considerar que é inovação, afinal, ainda não criou proposta de valor ao</p><p>consumidor. No entanto, a invenção é a semente a ser germinada, um protótipo, um esboço,</p><p>23 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>um modelo, um processo ou mesmo um novo produto. A inovação traz vida comercial a</p><p>uma ideia (invento), quando colocada à disposição para consumo ou uso (KOTLER e</p><p>KELLER, 2012).</p><p>3.1.5. Processo de criação de valor</p><p>É um grande desafio para quem trabalha com vendas “entregar valor ao cliente”. Ou</p><p>seja, mostrar ao cliente o valor da solução que procura. Esse fator, podemos definir como</p><p>“proposta de valor”. Trata-se dos benefícios e atributos que você entrega no produto ou</p><p>serviço que supre as necessidades e desejos e transpassa as expectativas do cliente. Ou</p><p>seja, o cliente tem a percepção que o produto ou serviço vale mais do que pagou por ele.</p><p>O primeiro passo para criar uma proposta de valor eficiente é conhecer e entender as</p><p>necessidades dos clientes e como seu produto resolve o problema, ou seja, atende suas</p><p>necessidades. A proposta deve ser percebida com certa lógica que envolve a razão “custo-</p><p>benefício”. Assim o valor entregue ao cliente tem um custo total desembolsado que envolve</p><p>o valor percebido (KOTLER; ARMSTRONG, 2015).</p><p>Custo e valor são distintos, porém, relacionados:</p><p>Custos: é um gasto relativo ao bem ou serviço – envolve o custo pago;</p><p>Valor: percepção do custo-benefício.</p><p>Sertek (2012) cita que o cliente é quem define o negócio. Assim, precisamos ver do</p><p>lado de fora, ou seja, as tendências de mercado. Olhar para as mudanças com realismo. E</p><p>fazer o que tem que ser feito para viabilizar os negócios.</p><p>Quadro 05 – Custos e valores ao cliente</p><p>Custo total para o cliente Valor total para o cliente</p><p>Custo psíquico</p><p>Custo de energia física</p><p>Custo de tempo</p><p>Custo monetário</p><p>Valor da imagem</p><p>Valor do pessoal</p><p>Valor dos serviços</p><p>Valor do produto</p><p>Fonte: Kotler e Armstrong, 2015</p><p>24 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Os resultados dessas duas equações (soma dos valores subtraído os custos) é que</p><p>denominados como “Valor entregue para o cliente”.</p><p>3.1.5. Processo de entrega e captura de Valor</p><p>A criação de valor configura-se pelo “valor de uso e de troca” e sob a perspectiva da</p><p>empresa, onde, de acordo com Kotler e Armstrong (2015): o montante da troca precisa ser</p><p>maior do que os custos envolvidos na produção e comercialização. Isso envolve os</p><p>diferenciais oferecidos, percepções positivas, custos e oportunidades. Assim a empresa</p><p>cria e captura valor com seus produtos e serviços, oferecendo maior valor percebido em</p><p>relação aos custos finais da comercialização. Quanto maior for o valor criado aos</p><p>compradores, maior será a procura de seus produtos e serviços ou pode praticar preços</p><p>“premium” de maior valor agregado e superiores aos seus concorrentes.</p><p>a) Processo de entrega de valor: está relacionada à percepção do cliente sobre o</p><p>produto ou serviço e como atende suas necessidades. Diz respeito à forma de</p><p>recebimento da oferta pelo cliente. Ou seja, a satisfação deve ser maior</p><p>que o</p><p>valor pago pelo cliente;</p><p>b) Processo de captura de valor: refere-se à possibilidade de receber o retorno de</p><p>como o cliente está percebendo o que está sendo entregue.</p><p>O fato de a empresa entregar e capturar o valor é essencial para manter-se a frente</p><p>de seus concorrentes, obtendo a vantagem competitiva, principalmente quando consegue</p><p>capturar parte deste valor em dinheiro. Ou seja, apropriação de lucro decorrente de suas</p><p>atividades. O grande desafio entre a entrega e a captura de valor está em equilibrar essa</p><p>relação para coexistirem em sintonia. O problema é que quando se cria valor, exige mais</p><p>investimentos, o que pode comprometer sua capacidade em capturar valor, onde o cliente</p><p>começa a perceber que o valor pago está acima das entregas oferecidas.</p><p>25 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>4. TIPOS DE EMPREENDEDORES</p><p>Objetivo</p><p>Identificar os mais variados tipos de empreendedores brasileiros. Compreender o</p><p>que os diferenciam das pessoas comuns.</p><p>Introdução</p><p>Quando buscamos a definição do empreendedor, logo vem à mente a ideia de</p><p>alguém arrojado, criativo e com capacidade de implementar projetos entre outras coisas.</p><p>Está correto, mas, não completo. Definir um empreendedor é algo extremamente difícil.</p><p>Trata-se de um estado de espírito com um conjunto de características difíceis de serem</p><p>mensuradas. E quando tais característica de comportamentos acontecem isoladamente,</p><p>fica ainda mais difícil.</p><p>Como já definimos anteriormente, o empreendedor é uma pessoa que entende as</p><p>necessidades e desejos do mercado e aproveita para criar um negócio que proporcione</p><p>soluções, por meio de muito esforço. Muitas vezes utilizando seus próprios recursos e</p><p>assumindo riscos calculados. Ou seja, cria soluções, arriscando seus próprios</p><p>bens/recursos. Porém, um grande diferencial desses indivíduos, é que eles têm paixão pelo</p><p>que faz. É um transformador que soluciona problemas, gera empregos e bem-estar a</p><p>sociedade (FEBRETE, 2019).</p><p>Apesar do empreendedorismo existir há séculos, o estudo dessa ciência, ainda é</p><p>recente. Não existe unanimidade entre os estudiosos quanto aos tipos de empreendedores.</p><p>Contudo, dois tipos conseguimos definir facilmente, pela própria experiência de vida</p><p>(DORNELAS, 2014).</p><p>Empreendedores por necessidades</p><p>A necessidade é pessoal, assim acabam criando negócios por falta de alternativa.</p><p>Não pesquisou o mercado, nem suas necessidades e demandas. Simplesmente, criam um</p><p>negócio ou adquirem um empreendimento ou mesmo trabalham por conta própria</p><p>(autônomos) porque não conseguem empregos ou outra fonte de renda. Normalmente,</p><p>trabalham informalmente, desenvolvendo tarefas e iniciativas empreendedoras simples,</p><p>com pouca inovação e baixo retorno financeiro.</p><p>26 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>Esse tipo de empreendedor é um grande problema social, pois seus esforços para</p><p>buscar sua subsistência, não contribui para o desenvolvimento econômico, pois não pagam</p><p>corretamente as contribuições para a sociedade, como impostos e outras taxas. Podemos</p><p>considerar que são vítimas do processo capitalista e da situação socioeconômica do país.</p><p>A grande dificuldade é conseguir recursos para empreender de maneira estruturada e</p><p>manter-se sustentável durante um período maior. Contudo, sobrevivem de suas próprias</p><p>criações, esforços e dedicação. Já que não lhes restam muitas opções.</p><p>“A necessidade é a mãe da criatividade” (Sertek, 2012)</p><p>Empreendedores por oportunidades</p><p>Tais indivíduos percebem que o mercado tem necessidades não atendidas e se</p><p>propõe abrir um negócio para aproveitar a oportunidade de ganhar com essa carência.</p><p>Claro que nem todas as oportunidades podem ser aproveitadas. Afinal, esse indivíduo</p><p>precisa ter algumas afinidades com o setor para ter sucesso.</p><p>Resumindo, os empreendedores por necessidade, conseguem empreender para</p><p>sobreviver e os de oportunidades, conseguem identificar nichos de mercado com potencial</p><p>de crescimento, aproveitando melhor o cenário comercial. Independente dos motivos, o</p><p>empreendedorismo corporativo precisa identificar, desenvolver, capturar possíveis</p><p>oportunidades e implementar em forma de negócios. Contudo, alguns elementos são</p><p>definidos por Silva (2020) que classifica como:</p><p>Quadro 6 - Perfiz dos empreendedores – necessidades e/ou oportunidades</p><p>Perfil Características Neces/oport</p><p>Informal Busca ganhar dinheiro para o imediato Necessidade</p><p>Cooperado Sua produção é agregada a de outros trabalhadores Necessidade</p><p>Individual Formalizado, mas sem perspectiva de crescimento Necessidade</p><p>Franqueado Comanda um negócio criado por outra pessoa Necessidade</p><p>Social Busca resolver problema, criar emprego e renda Necessidade</p><p>Cooperativo Cria novos projetos na empresa em que trabalha Oportunidade</p><p>Público Cria novos projetos na repartição pública em que trabalha Oportunidade</p><p>Conhecimento Utiliza experiências e domínios próprios para ganhar dinheiro Oportunidade</p><p>Negócio próprio Procuram satisfação própria e pensam em lucros Oportunidade</p><p>Fonte: Silva, 2012, p. 22</p><p>Já faz algum tempo que pesquisadores discutem se as motivações ao</p><p>empreendedorismo ocorrem por esses dois fatores (Necessidades e oportunidades). Afinal,</p><p>outros motivos podem levar uma pessoa comum a abrir um negócio (SILVA, 2020):</p><p>27 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a) Desejo de ter seu próprio negócio e tornar-se independente;</p><p>b) Melhorar a renda familiar;</p><p>c) Tempo disponível (ociosidade) – manter-se ocupado;</p><p>d) Continuação e ou complementação de negócios familiares;</p><p>e) Convite a uma sociedade ou investidor em ações;</p><p>f) Capital sobrando ou uso de entradas financeiras;</p><p>g) Insatisfação ou demissão de empregos;</p><p>Apesar das discussões, a grande maioria dos pensadores, consideram que as</p><p>“necessidades e oportunidades” criam abrangência e são sinônimos de outros que já foram</p><p>citados como possíveis elementos para empreender.</p><p>4.1. Classificação dos tipos de empreendedores</p><p>Existem dezenas de denominação para classificar os empreendedores. Porém,</p><p>alguns são mais conhecidos no mundo dos negócios.</p><p>4.1.1. Empreendedor Corporativo - Intraempreendedor</p><p>Conhecido como intraempreendedor ou empreendedor interno. Suas características</p><p>são similares aos empreendedores comuns, pois empreendem as inovações dentro das</p><p>empresas, pensam como donos, mesmo sem ter nenhuma participação. Esse tipo de</p><p>empreendedor tem sido evidenciado nos últimos anos em decorrência das grandes</p><p>organizações, que precisam adotar estratégias de renovação constantes, inovando, criando</p><p>negócios e melhorando processos (FEBRETE, 2019).</p><p>Intraempreendedoríssimo é a versão em português da expressão</p><p>''intrapreneur'', que significa empreendedor interno, ou seja,</p><p>empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida.</p><p>São profissionais competentes, com alta capacidade gerencial e conhecimentos em</p><p>administrar e utilizar tecnologias em prol do crescimento organizacional. Apesar de</p><p>28 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>assumirem riscos, normalmente falta autonomia para decisões maiores. Suas qualidades</p><p>são mais aprimoradas nas negociações de novas ideias, comunicação, coach e liderança.</p><p>É comum, apesar dessas qualidades, criarem uma zona de conforto, já que estão</p><p>acostumados com as regalias e o acesso a recursos do mundo corporativo.</p><p>4.1.2. Entendendo o Intraempreendedor - Corporativo</p><p>Entende-se como intraempreendedor a iniciativa de empreender em uma empresa</p><p>que não é proprietário. Sua função não é criar uma empresa, mas, colaborar com seu</p><p>desenvolvimento.</p><p>Para ser considerado um intraempreendedor, você precisa:</p><p>a) Ter um perfil empreendedor;</p><p>b) Sabe liderar uma equipe;</p><p>c) É um Coach – treinador de equipe para empreendedorismo;</p><p>Para</p><p>Febrete (2019) em nenhum momento esse indivíduo (empreendedor) pensa</p><p>que está treinando um profissional (intraempreendedor) para abrir um negócio concorrente</p><p>ou mesmo mudar de empresa. A proposta é fazer os funcionários empreender para a</p><p>empresa (perfil intraempreendedor). Esse comportamento é denominado como</p><p>“intraempreendedorismo” ou empreendedores corporativos.</p><p>Dornelas (2014) cita que na organização pode existir 4 tipos de</p><p>empreendedores corporativos:</p><p>a) Clássico: Tem necessidade de realização e para resultados;</p><p>b) Vendedor: Persuasivo e boa rede de relacionamentos;</p><p>c) Gerente: Busca crescimento pessoal e muito competente;</p><p>d) Criativo: Inovador, criativo e com boas ideias ou perspectivas;</p><p>O fato desses indivíduos serem diferentes dos cidadãos comuns, as empresas</p><p>devem criar estratégias de remuneração diferenciadas, se a empresa não investir em</p><p>estratégias motivacionais e remuneração adequada, tais profissionais, buscarão emprego</p><p>em outras organizações mais abertas e descentralizadas. O maior motivo é pela frustação</p><p>29 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>profissional (reconhecimento de suas realizações). Ou seja, se não pode colocar em ação</p><p>suas ideias, sem espaço para atingir o pleno potencial e não tem o reconhecimento</p><p>satisfatório, acabam buscando novas oportunidades ou abrindo seu próprio negócio.</p><p>4.1.3 Empreendedor Start-up</p><p>Como definição, a Startup é uma empresa recém-criada, vinculada ao campo</p><p>tecnológico. Normalmente, nasce de uma ideia que acaba com um pequeno</p><p>empreendimento, contudo, com muita chance de escalabilidade comercial e lucrativa. Suas</p><p>principais característica é o alto grau de criatividade e inovação – criam produtos únicos e</p><p>de alta competitividade de mercado. Ou seja, cria negócios e empresas, geralmente</p><p>utilizando-se de metodologias inovadoras e de alta tecnologia.</p><p>Para Baggio e Baggio (2014) o empreendedor de start-up tem como objetivo:</p><p>a) Criar negócios para suprir uma demanda existente, necessidade não atendida</p><p>ou carência que merece atenção diferenciada;</p><p>b) Buscar e apresentar diferenciais competitivos em um mercado já existente;</p><p>c) Criar estratégias para vencer a concorrência;</p><p>d) Desenvolver ações para conquistar clientes;</p><p>e) Fazer esforços extremos para alcançar a lucratividade;</p><p>f) Promover a produtividade necessárias à manutenção do empreendimento.</p><p>4.1.4 Empreendedor Social</p><p>O conceito definido para o empreendedor social é que esses indivíduos têm como</p><p>foco as necessidades sociais ou na defesa de determinadas ideologias. São pessoas com</p><p>as CCE’s como outros empreendedores, mas, preocupadas com o social. Sua missão é</p><p>construir um mundo melhor. Normalmente, cuida de causas humanistas, proporcionando</p><p>oportunidades para quem não tem acesso a recursos, ou seja, seus projetos trazem</p><p>resultados para outros e não para si próprio. Tem papel fundamental no desenvolvimento</p><p>de projetos sociais, pois suas ações preenchem lacunas que o poder público não atende</p><p>(ARANTES, 2014).</p><p>Esse tipo de empreendedor é o único que o foco não é o patrimônio financeiro, ou</p><p>seja, não tem objetivos em obter lucros, caracterizado como organizações sem fins</p><p>lucrativos (ONGs). Contudo, precisam do dinheiro para ajudar as pessoas, assim, preferem</p><p>30 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>compartilhar os recursos em contribuição para o desenvolvimento das pessoas.</p><p>Corroborando com essa linha de pensamento, Baggio e Baggio (2014) citam que o</p><p>processo do empreendedorismo social exige o redesenho das relações e parcerias entre</p><p>comunidade, governo e setor privado. O resultado não é financeiro, mas a “qualidade de</p><p>vida social, cultural, econômica e ambiental sob a ótica da sustentabilidade”. O</p><p>empreendedor social, mistura “ciência e arte, racionalidade e intuição, ideia e visão,</p><p>sensibilidade social e pragmatismo responsável, utopia e realidade, força inovadora e</p><p>praticidade”. Prioriza o humano em vez do econômico e o coletivo no lugar do</p><p>individualismo. A busca é pela transformação da realidade atual. Dois aspectos diferenciam</p><p>o empreendedor social dos demais:</p><p>a) Não produz bens e serviços para vender, mas para solucionar problemas sociais;</p><p>b) Não é direcionado para mercados, mas para segmentos populacionais em</p><p>situações de risco social (exclusão social, pobreza, miséria, risco de vida).</p><p>Seus princípios têm característica em valores, diferenciando entre a gestão social</p><p>tradicional e a empreendedora. No início era uma derivação do empreendedorismo</p><p>empresarial, influenciado pelas ações das empresas privadas, onde buscavam investir no</p><p>terceiro setor, assumindo o campo social e público, utilizando parte dos lucros para ajudar</p><p>a sociedade. Essa prática originou a cultura da “Teoria da Mudança”. Essa metodologia é</p><p>baseada em um conjunto de diretrizes, que direciona os empreendedores sociais a fazer</p><p>as mudanças sociais. O Modelo Canvas de negócios pode ser a base para essa teoria.</p><p>4.1.5 Empreendedor Nato</p><p>Como definição “nato” significa que nasceu com esses comportamentos. São</p><p>qualidades próprias – congênito. Por outro lado, tal definição não se enquadra, afinal</p><p>ninguém nasce sabendo. Mas, algumas pessoas têm mais facilidade em assimilar coisas e</p><p>transformar em competências. Muitos chamam de “dom”. Talvez, seja neste sentido que a</p><p>definição “nato” se encaixe (FEBRETE, 2019).</p><p>Tais indivíduos são conhecidos e aclamados como natos. Carregam grandes</p><p>conquistas, suas histórias são brilhantes. Muitos, começam muito cedo, normalmente sem</p><p>grande ajuda e rapidamente criam seus impérios. Suas habilidades de negociação vêm</p><p>antes de outras competências. Essa categoria de empreendedores ficou mais evidente com</p><p>31 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a chegada de imigrantes, que abriam negócios do nada e trabalhavam muito, até conseguir</p><p>seus objetivos. Tais pessoas, são referências no mundo empreendedor. São exemplos a</p><p>seguir, pois, suas diretrizes são baseadas em valores familiares e muitas vezes religiosos.</p><p>4.1.6 Empreendedor que aprende</p><p>São aparentemente pessoas comuns, com comportamento normal e muitas vezes,</p><p>nem aparenta ter perfil Empreendedor. Porém, do nada!!!!! Surge uma ideia (inesperada) e</p><p>parte para aprender as competências necessárias para realizar algo que gere o</p><p>empreendimento. Ou seja, aproveita a oportunidade como se não houvesse nada mais</p><p>importante na vida do que criar o negócio. A sensação é que a oportunidade bateu à porta.</p><p>Contudo, nem havia pensado em ser empreendedor.</p><p>Esse tipo de comportamento se difere dos outros empreendedores, pois, não existe</p><p>sonhos a serem desenvolvidos e planejados. As vezes acontece o despertar quando a</p><p>pessoa é chamada para uma sociedade, mudar de área ou mesmo na aposentadoria. Antes</p><p>disso, nem assumia riscos em seu trabalho. Esse comportamento tende a manifestar o</p><p>querer “aprender a empreender”. Assim, começa a lidar com novas situações e desafios.</p><p>4.1.7 Empreendedor Serial</p><p>O significado da palavra “serial” mostra que é aquele que executa em série, de forma</p><p>sequencial. No empreendedorismo é um indivíduo inquieto. Apaixonado em empreender.</p><p>Consegue enxergar oportunidades e abrir rapidamente um empreendimento. Tem prazer</p><p>em abrir e desenvolver novos negócios. Mas, nem sempre fica a frente para ver a empresa</p><p>se transformar em uma grande corporação. Pelo fato de ser uma pessoa dinâmica, prefere</p><p>estar a frente de novos negócios e enfrentar obstáculos/barreiras comuns a novos entrantes</p><p>de mercado. Gosta de lidar, orientar e direcionar grandes equipes.</p><p>O empreendedor serial se mantém antenado com o mercado e privilegia eventos</p><p>onde possa fazer seu networking para alavancar a empresa. Para ele “tempo é dinheiro” e</p><p>tais eventos ampliam suas negociações.</p><p>32 Empreendedorismo</p><p>Universidade</p><p>Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>As principais competências são:</p><p>a) Montar, treinar e motivar equipes;</p><p>b) Captar recursos e fazer parcerias;</p><p>c) Desenvolver estratégias de alavancagem do negócio;</p><p>d) Identificar e implementar oportunidades;</p><p>Esses empreendedores, tem histórias de um passado triste, de fracassos e</p><p>decepções. Mas, não se abalam por isso. Usam esses acontecimentos como combustível</p><p>para novos desafios. É normal o empreendedor serial cuidar de vários negócios ao mesmo</p><p>tempo.</p><p>4.1.8 Empreendedor Herdeiro</p><p>Como definição, herdeiro é uma pessoa que “recebe uma herança (dinheiro ou</p><p>propriedades) deixada por alguém que tenha morrido”. Também considerado como</p><p>sucessor hereditário, ou seja, recebe a empresa deixada por uma pessoa que faleceu.</p><p>Assim, os sucessores são os herdeiros.</p><p>Quando o herdeiro assume a empresa, torna-se um empreendedor. Mas, pelos</p><p>conceitos estudados até agora, a palavra “empreendedor” é muito forte como definição de</p><p>quem herda uma empresa. Afinal, as CCE’s são características únicas. Talvez, tal definição</p><p>fique mais confortável, falar que esse herdeiro virou um empresário. Pois assume os riscos</p><p>do negócio, mas, não necessariamente tem as CCE’s. De qualquer forma, esse herdeiro</p><p>recebe a missão deixado como legado familiar.</p><p>É muito comum acontecer em empresas familiares. São poucas as empresas</p><p>familiares centenárias no Brasil. Nem todas as famílias conseguem passar os negócios para</p><p>as novas gerações. Porém, ultimamente os empreendedores estão treinando melhor seus</p><p>herdeiros, enviando-os para fazerem cursos e trabalhar em outras organizações antes de</p><p>se inserir na empresa da família. Em outros casos, os herdeiros fazem parte da estrutura</p><p>de governança corporativa, como consultores, assessores e conselheiros, deixando a</p><p>tomada de decisão para os executivos da empresa.</p><p>33 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>O maior desafio e até mesmo a cobrança da família é que o herdeiro multiplique o</p><p>patrimônio recebido. Esse fato torna-se mais difícil quando o herdeiro recebe o treinamento</p><p>dos patriarcas, pois, tendem a carregar as mesmas barreiras/obstáculos e não conseguem</p><p>mudar as atitudes e seguem seus passos. Afinal, aprendi com meu pai! Neste caso, os</p><p>jovens assumem posição de destaque na empresa e se acomodam. Outros tem espírito</p><p>empreendedor e querem mudar as regras do jogo. Em muitos casos, o melhor caminho é</p><p>buscar ajuda a executivos externos. Consultores que podem auxiliar no processo de</p><p>empreender na gestão familiar. Contudo, sabemos que pode ser aprendido as CCEs</p><p>necessárias para empreender com sucesso (FEBRETE, 2019).</p><p>4.1.9 Empreendedor Planejador</p><p>Podemos identificar como um empreendedor normal. Suas ações são baseadas em</p><p>pesquisas de mercado e fundamentada em um bom plano de negócios, assim, tudo que</p><p>pode acontecer, já foi planejado. Não faz improvisações, a não ser em último caso. Afinal</p><p>tudo estava planejado para acontecer, conforme seus objetivos. É óbvio que o</p><p>planejamento aumenta a possibilidade de sucesso no negócio. E os empreendedores</p><p>utilizam-se do planejamento para realizarem suas atividades. Por isso, são considerados</p><p>empreendedores normais. Pois, fazem a “lição de casa”. Seus planos são direcionados para</p><p>minimizar riscos, prever o futuro e aproveitar as tendências de mercado. Assim fica mais</p><p>fácil de alcançar os objetivos (RAZZOLINI FILHO, 2020).</p><p>Diante desse cenário, esse é o empreendedor ideal. Contudo, nem todos se</p><p>encaixam perfeitamente nesse pacote de competências. Mas, quando verificamos o grau</p><p>de importância de “planejar” dentro das CCEs, essa técnica não parece se destacar das</p><p>outras. Talvez seja porque “planejar” é inerente ao empreendedor.</p><p>4.1.10 Eco empreendedor</p><p>O mundo tem clamado pela sustentabilidade do planeta. Grandes e pequenas</p><p>organizações estão aderindo à nova forma de “criar, entregar e capturar valor”. É nesta</p><p>vertente que se encaixa um novo estilo de empreendedor, O empreendedor ecológico –</p><p>sustentável. As empresas utilizam-se dessa preocupação global para investir seus recursos</p><p>em produzir, distribuir, entregar e gerenciar seus resíduos e os produtos em desuso,</p><p>atingindo toda cadeia logística. Tais empresas, aproveitam para ganhar visibilidade e</p><p>34 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>credibilidade junto aos seus clientes, vendendo a ideologia de produtos ecologicamente</p><p>corretos.</p><p>Bennett (1992 apud BAGGIO e BAGGIO, 2014) o compromisso do eco empresário</p><p>ou empreendedor ecológico desempenha seu papel em uma grande variedade de negócios</p><p>diretos e indiretos, tais como:</p><p>a) Produzem com matéria prima reciclável;</p><p>b) Comercializam em embalagens recicláveis;</p><p>c) Transformam subprodutos em produtos novos e de alta qualidade;</p><p>d) Investem em equipamentos e materiais sustentáveis;</p><p>e) Gerenciam a logística reversa de seus produtos;</p><p>f) Compram de fornecedores com selo verde - sustentáveis;</p><p>g) Utilizam o conceito dos 3Rs (Reduzir, Reciclar e Reutilizar);</p><p>Por traz de toda essa cortina de sustentabilidade, encontramos muita falsidade.</p><p>Empresas que vendem a ideia, mas não praticam. Ou vende a ideia que praticam, mas</p><p>esconde as execuções das ações nocivas a natureza que praticam. Vendem a ideia de</p><p>qualidade de vida, mas, priorizam os lucros. Em contrapartida a preocupação ambiental é</p><p>um guia para grande maioria das empresas. No entanto, o eco empreendedor, não</p><p>considera apenas os impactos ambientais, mas, preocupa-se nos processos da cadeia de</p><p>suprimentos completa. Desde a origem da matéria prima até a reutilização correta dos</p><p>descartes. E faz dessa atitude, uma conduta empresarial. Sua obrigação é desempenhar</p><p>um conjunto de ideias e atividade voltadas a preservação dos recursos naturais, conciliando</p><p>o conceito de produzir sem degradar.</p><p>4.1.11 Empreendedor Tecnológico</p><p>Uma nova geração de empreendedores vem crescendo no mundo do</p><p>empreendedorismo. O tecnológico. Esse indivíduo é familiarizado com o mundo acadêmico</p><p>e do conhecimento. Busca as oportunidades de negócios na Tecnologia digital da</p><p>comunicação e informação. Normalmente, são gênios naquilo que faz, pois dedicam horas</p><p>para desenvolver suas ideias. Porém, pelos seus conhecimentos técnicos, acabam</p><p>utilizando seus talentos de empreendedor em nichos de mercado com taxas baixas de</p><p>sobrevivência. Isso acontece pela falta de visão de negócios (SERTEK, 2012). Afinal, seu</p><p>perfil é mais intelectual do que negociador. Alguns traços desse empreendedor:</p><p>35 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>a) Familiaridade com a escola superior;</p><p>b) Foco nos negócios na economia digital e do conhecimento;</p><p>c) Acredita que sua ideia vai atender milhões, sem mesmo fazer uma pesquisa;</p><p>d) Arrisca-se sem conhecer o mercado e concorrentes;</p><p>Atuante nas áreas: ICT, eletrônica, computação e software, biotecnologia, aplicativos</p><p>e tecnologia voltadas para o meio ambiente;</p><p>36 Empreendedorismo</p><p>Universidade Santa Cecília - Educação a Distância</p><p>5. DESAFIOS NA CULTURA EMPREENDEDORA</p><p>Objetivo</p><p>Identificar os principais elementos que desafiam o empreendedor na execução da</p><p>sua missão dentro das organizações.</p><p>Introdução</p><p>O Brasil é um dos maiores centros de empreendedorismo do mundo. A presença do</p><p>empreendedorismo no Brasil é cada vez mais significativa. Mesmo que a educação</p><p>empreendedora, focada em gestão, planejamento e inovação, não seja uma cultura forte</p><p>no país, além da burocracia, micro e pequenos empreendedores abrem seus negócios</p><p>periodicamente. Com a inclusão do Microempreendedor Individual - MEI o Brasil tem</p><p>crescido exponencialmente, tirando empreendedores da informalidade e privilegiando a</p><p>classe menos favorecida. Contudo, muitos MEI’s estão abrindo seus negócios forçados pelo</p><p>contexto, onde o cenário econômico instável e as altas taxas</p>

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