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<p>Aluna: Mariana Matos</p><p>T11 Imunologia</p><p>● Imunologia é o estudo do sistema imunológico, incluindo suas respostas aos patógenos</p><p>microbianos e tecidos danificados e seu papel na doença.</p><p>● A função fisiológica mais importante do sistema imunológico é prevenir as infecções e</p><p>erradicar as infecções estabelecidas</p><p>● Imunidade vem do latim e é definida como a resistência a doenças, mais</p><p>especificamente às doenças infecciosas.</p><p>● O conjunto de células, tecidos e moléculas que medeiam a resistência às infecções é</p><p>chamado de sistema imunológico.</p><p>● A reação coordenada dessas células e moléculas aos microrganismos infecciosos é</p><p>conhecida como resposta imunológica.</p><p>● Nosso sistema imunológico está constantemente ativo.</p><p>● Toda vez que o nosso sistema imunológico fica ativado é porque houve um estimulo.</p><p>Esse estimulo é diverso, ou seja, pode ser muita coisa, porem conseguimos enquadrar</p><p>esses vários estímulos que podem existir em duas categorias: PAMP e DAMP.</p><p>PAMP: Fator Molecular Associado ao Patógeno.</p><p>● São moléculas encontradas em patógenos, que são reconhecidas pelo sistema</p><p>imunológico como sinais de infecção.</p><p>DAMP: Fator Molecular Associado ao Tecido.</p><p>● São moléculas que são liberadas por células mortas ou danificadas e que sinalizam ao</p><p>sistema imunológico que há um problema.</p><p>Imunidade Inata</p><p>● INESPECÍFICO: as células desse sistema reconhecem e atacam padrões comuns</p><p>encontrados em muitos micro-organismos, sem a necessidade de uma</p><p>identificação detalhada do patógeno específico.</p><p>● 1ª barreira de defesa do corpo;</p><p>● As respostas imunes inatas são rápidas e de ação imediata;</p><p>● Composto pelas barreiras físicas, como a pele, febre, mucosas, suor, lágrima;</p><p>● Composto pelas principais células, como os macrófagos, neutrófilos, células dentríticas,</p><p>eosinófilos, mastócitos e o sistema complemento.</p><p>Imunidade Adaptativa ou Adquirida</p><p>● ESPECÍFICO: sua resposta é direcionada a antígenos particulares, ou seja,</p><p>moléculas específicas encontradas nos patógenos. Esse sistema tem a capacidade</p><p>de reconhecer e lembrar de diferentes patógenos devido à sua alta especificidade</p><p>e capacidade de gerar uma resposta imunológica direcionada e personalizada para</p><p>cada invasor;</p><p>● As respostas imunes adaptativas são mais lentas que as imunes devido a esse processo</p><p>de ativação e desenvolvimento das células especificas que reconhecem os antígenos;</p><p>● Composto por células, como Linfócitos T e Linfócitos B ( produz anticorpos).</p><p>Comunicação das respostas imunes</p><p>Essa comunicação ocorre através de sinais químicos e interações diretas entre células.</p><p>Exemplo: ao entrar uma bactéria na nossa pele, a primeira resposta imune a atacar essa</p><p>bactéria será a resposta imune Inata, composta por macrófagos, neutrófilos, entre outros.</p><p>Em todo o nosso corpo tem várias células imunológicas distribuídas, como as células</p><p>sentinelas ou residentes, que moram em determinado local do nosso corpo. E na pele as</p><p>células sentinelas são os macrófagos e células dentríticas, que moram nos tecidos. Então,</p><p>com a bactéria entrando no nosso corpo, os macrófagos e as células dentríticas, como são</p><p>residentes dos tecidos, vão encontrar essa bactéria rapidamente e irão reconhecer um</p><p>PAMP. Após isso, os macrófagos e as células dentríticas irão começar a atacar a bactéria e</p><p>vão soltar sinais de alerta para chamar ajuda das citocinas (substâncias químicas</p><p>mensageiras que atraem células imunológicas para onde houver um sítio imunológico, ou</p><p>seja, um patógeno) para chamar mais células para matar essa bactéria. Quando eles liberam</p><p>essas citocinas, elas caem no sangue e são distribuídas por todo o nosso corpo para chamar</p><p>células do sistema imunológico para irem ao local onde a bactéria está e distruir ela. Precisa</p><p>ocorrer uma migração de células de todo o corpo para esse local. Essas células só sabem</p><p>que precisam ir para o local de infecção por meio da quimiotaxia (é a atração por meio de</p><p>substâncias químicas, das células do sistema imunológico para o local onde há o sitio</p><p>infeccioso). Os neutrófilos são as primeiras células que chegam quando é preciso combater</p><p>uma infecção.</p><p>● Os macrófagos e os neutrófilos são conhecidos como células fagocíticas, porque elas</p><p>fazem fagocitose, ou seja, elas englobam o patógeno e destroem ele.</p><p>● As células dentríticas são conhecidas como APC (Célula Apresentadora de Antígeno).</p><p>Essas células dentríticas irão reconhecer o microorganismo, fagocitar alguns exemplares</p><p>desse microorganismo, destruir esse exemplares e colocar no NHC, os linfócitos T irão</p><p>reconhecer esse “pedacinho de microorganismo” que estava no NHC e vão avisar os</p><p>linfócitos B para eles fazerem os anticorpos. Os anticorpos prontos irão matar o resto dos</p><p>microorganismos.</p><p>● A célula da resposta imune inata mostra o antígeno ao linfócito para ativa-ló, ou</p><p>seja, a célula da resposta imune inata faz conexão com a célula da resposta imune</p><p>adaptativa.</p><p>Memória Imunológica</p><p>● Célula Naive - célula virgem que nunca teve contato com um patógeno.</p><p>Como os receptores de antígenos do sistema imune adaptativo são produzidos sob medida</p><p>para reconhecer patógenos específicos, essas respostas aumentam a cada encontro com</p><p>determinado agente infeccioso, uma característica denominada memória imunológica, que</p><p>sustenta o conceito de vacinação.</p><p>● A vacinação nada mais é que um fragmento do patógeno inoculado no nosso corpo, ou</p><p>seja, na vacina está presente o antígeno do patógeno. Quando entra esse fragmento do</p><p>patógeno no nosso corpo por meio da vacina, gera o PAMP. O corpo reconhece o PAMP</p><p>e a resposta imune inata começa a trabalhar e tenta destruí-lo, só que ao mesmo tempo</p><p>temos as células dentríticas, que vão capturar um fragmento desse patógeno e mostra</p><p>aos linfócitos B, esses linfócitos B irão se transformar em plasmócitos e depois de 2</p><p>semanas serão produzidos os anticorpos contra o patógeno da vacina. Então, o indivíduo</p><p>que tomou a vacina e passou por todo esse processo, agora está sensibilizado.</p><p>Resumindo, a vacina fornece uma proteção que se essa pessoa entrar em contato com o</p><p>patógeno, ou seja, aquele patógeno está novamente dentro do corpo da pesssoa , só que</p><p>dessa vez o corpo já conhece esse patógeno, porque o corpo já foi apresentado para ele por</p><p>meio da vacina e agora o corpo já tem muitos anticorpos produzidos pelos linfócitos B contra</p><p>esse patógeno e a resposta específica foi produzida rapidamente porque o corpo já tinha</p><p>esses anticorpos guardados. Isso nos mostra a importância da vacina.</p><p>● A vacina é uma imunidade ativa.</p><p>Instauração de uma Resposta Imune</p><p>Quando o nosso sistema imunológico está ativado, nós temos um processo de inflamatório</p><p>instaurado no nosso organismo.</p><p>5 sinais de inflamação: calor, rubor, inchaço, dor e perda de função.</p><p>Quando há a presença do microorganismo, nós temos uma infecção.</p><p>● Não tem como ter infecção sem inflamação, mas tem como ter inflamação sem</p><p>infecção.</p><p>Células Fagocíticas</p><p>Células da Resposta Imune Inata:</p><p>Neutrófilos:</p><p>● Está presente no sangue;</p><p>● Principal função: destruir bactérias;</p><p>● É um fagócito;</p><p>● São células granulocíticas, com grânulos dentro do citoplasma que tem como função</p><p>armazenar uma substância que mata os microorganismos, com núcleo segmentado;</p><p>● População mais abundante de leucócitos (leucócitos polimorfonucleares);</p><p>● São as primeiras células a chegarem no sítio inflamatório.</p><p>Monócitos:</p><p>● É um macrófago jovem;</p><p>● Está presente no sangue;</p><p>● Tem um núcleo em formato de feijão;</p><p>● Os monócitos migram para o sítio de inflamação e se diferenciam macrófagos.</p><p>Macrófago:</p><p>● Está presente no tecido;</p><p>● Principal função: fagocitose;</p><p>● Possui grânulos dentro do citoplasma para destruir microorganismos;</p><p>● Ajudam no processo de reconstituição tecidual e cicatrização.</p><p>Eosinófilo:</p><p>● Possui grânulos no citoplasma que contém substâncias que matam microorganismos,</p><p>porém essas substâncias podem destruir o tecido quando há uma resposta exacerbada;</p><p>● Todo processo asmático envolve o processo de eosinofilia, ou seja, o aumento de</p><p>eosinófilo;</p><p>● Combate principalmente</p><p>parasitas (verme);</p><p>● Ajudam no reparo de lesões e na cicatrização de tecidos;</p><p>● As citocinas que ativam e atraem eosinófilos são as IL-5 e as IL-10 promove a</p><p>diminuição de eosinófilos no tecido;</p><p>● Estão presentes no sangue e são encontrados em tecidos associados a respostas</p><p>alérgicas e inflamatórias, como os pulmões, trato gastrointestinal e geniturinário.</p><p>Basófilo:</p><p>● São as células que estão em menor quantidade no corpo humano;</p><p>● Estão presentes no sangue;</p><p>● São granulocíticos e com muita similaridade estrutural e funcional aos mastócitos;</p><p>● Constituem menos de 1% dos leucócitos sanguíneos, podendo ser recrutados para</p><p>alguns locais inflamatórios.</p><p>Mastócito:</p><p>● Estão presentes nas mucosas e pele;</p><p>● Possuem milhares de grânulos repletos de mediadores inflamatórios, que ativam a</p><p>resposta inflamatória, como a histamina;</p><p>● É a principal célula envolvida em processos alérgicos e de hipersensibilidade do tipo 1,</p><p>devido à presença da histamina;</p><p>● Possuem muitos receptores de IgE (anticorpo envolvido em crises alérgicas e em</p><p>hipersensibilidades do tipo 1).</p><p>Principais Citocinas presentes no corpo</p><p>humano</p><p>As mais importantes estão destacadas.</p><p>IL-1:</p><p>● Principal citocina pró-inflamatória, ou seja, faz a inflamação acontecer e ativa todo o</p><p>sistema imunológico.</p><p>IL-5:</p><p>● É crucial para a regulação e ativação de eosinófilos, um tipo de leucócito envolvido em</p><p>respostas alérgicas e na defesa contra parasitas (vermes).</p><p>IL-10:</p><p>● Anti-inflamatória, ou seja, faz com que a inflamação não aconteça, para a inflamação.</p><p>TGF-B:</p><p>● Inibe a ativação de monócitos e células T;</p><p>● É importante para o crescimento de fibroblastos e na cura de feridas.</p><p>Sistema Complemento</p><p>● Faz parte da resposta imune Inata;</p><p>● É um conjunto de proteínas circulantes com o intuito de destruir microorganismos;</p><p>Esse sistema é composto por 3 vias:</p><p>Via Alternativa:</p><p>● O que da início ao Sistema Complemento pela Via Alternativa é a proteína C3, que fica</p><p>circulando no sangue;</p><p>● No momento em que o Sistema Complemento vai começar, essa proteína C3 sofre uma</p><p>hidrólise (quebra por água) espontânea por meio de um estímulo, que pode ser um</p><p>PAMP ou um DAMP;</p><p>● A proteína C3 é dividida após a hidrólise em um pedaço maior chamado de C3b e em</p><p>um pedaço menor chamado de C3a;</p><p>● O C3b tem a função de fazer OPSONIZAÇÃO (“marcação”) e o C3a tem a função de</p><p>INDUZIR A INFLAMAÇÃO, ou seja, ativar o Sistema Imunológico;</p><p>● Após o C3b marcar o microorganismo e se grudar nele, chega uma estrutura chamada</p><p>Fator B, que também é uma proteína que está circulando no sangue;</p><p>● Esse Fator B gruda no microorganismo junto com o C3b e depois o Fator B será</p><p>quebrado também em 2 partes, a parte maior chamará Bb e a parte menor Ba;</p><p>● Esse Bb se junta ao fragmento C3b da proteína C3 e forma uma estrutura importante</p><p>chamada de Complexo C3 Convertase (C3bBb);</p><p>● O Complexo C3 Convertase tem a função de CLIVAR (quebrar) mais proteína C3,</p><p>fazendo com que a Via Alternativa se repita novamente;</p><p>● Quando o Complexo C3 Convertase está agindo, ele gera muita quantidade de C3a e</p><p>C3b porque ele está quebrando a proteína C3, devido a isso, vai chegar um momento</p><p>em que terá muito C3b e ele irá se juntar ao C3 Convertase e formará o C3bBbC3b,</p><p>que é chamado de C5 Convertase.</p><p>● Esse C5 Convertase tem a função de quebrar maiores quantidades de proteína C5.</p><p>Via Clássica:</p><p>● O que dá início à Via Clássica é um Anticorpo, o IgM ou IgG;</p><p>● Após os Linfócitos B produzirem um Anticorpo específico para um microorganismo que</p><p>está no corpo, esse Anticorpo vai se ligar a esse microorganismo para tentar neutraliza-</p><p>lo e destruí-lo, porém, quando o Sistema Complemento estava com as proteínas</p><p>circulando no sangue, elas encontram esse microorganismo com os Anticorpos e a Via</p><p>Clássica começa a ativação;</p><p>● Esse Anticorpo que está se ligando ao microorganismo, está associado a proteína C1;</p><p>● Quando essa proteína C1 se liga ao Anticorpo, ela atrai as proteínas C4 e C2 e as</p><p>quebra, dessa forma, a C4 se divide em parte maior, chamada de C4b e parte menor,</p><p>chamada de C4a. Ocorre o mesmo com a C2, a parte maior se chama C2b e a menor</p><p>C2a.</p><p>● O fragmento C4b vai se juntar e grudar no microorganismo para fazer a OPSONIZAÇÃO</p><p>e o fragmento C2a também irá fazer OPSONIZAÇÃO e vai grudar no microorganismo</p><p>junto com o C4b e formará o Complexo C3 Convertase (C4bC2a), que tem como</p><p>função clivar mais proteína C3;</p><p>● Quanto mais essa proteína C3 é clivada, mais ela será quebrada, formando o C3b e o</p><p>C3a, esse C3b que está sendo formada irá se juntar ao C3 Convertase e formará o</p><p>Complexo C5 Convertase (C4bC2aC3b), que tem como função clivar proteína C5.</p><p>Via da Lectina:</p><p>● O que dá início a Via da Lectina é a Lectina;</p><p>● A Lectina se liga ao microorganismo e atrai 2 proteínas, a C4 e C2;</p><p>● A C4 será clivada e formará a parte maior, C4b e a parte menor, C4a. A C2 também será</p><p>clivada e a parte maior se chamará C2b e C2a;</p><p>● A C4b e a C2a irão se ligar ao microorganismo;</p><p>● A partir disso as próximas etapas serão iguais as da Via Clássica e haverá a formação</p><p>do Complexo C5 Convertase (C4bC2aC3b).</p><p>Resumindo, as 3 Vias chegaram a um ponto comum, que foi o Complexo C5 Convertase,</p><p>porque as 3 querem fazer a mesma coisa: clivar proteína C5.</p><p>● Esses complexos que foram formados estão na parede do microorganismo. Como nós</p><p>temos os Complexos C5 Convertase já formados, nós teremos o seguinte: já que o C5</p><p>Convertase cliva C5, cada vez mais que ele quebra C5, acontece vários processos e um</p><p>deles é o agrupamento das proteínas C6, C7 e C8 para fazer com que várias partes da</p><p>proteína C9 forme uma estrutura chamada MAC (Complexo de Ataque à Membrana).</p><p>Esse MAC foi formado na superfície do microorganismo e tem a função de abrir um</p><p>buraco na membrana do microorganismo para fazer com que o conteúdo do</p><p>microorganismo que está dentro dele saia e promova a Lise Celular, ou seja, a quebra</p><p>celular para matar a célula do microorganismo;</p><p>● Então, todas essas cascatas de clivagem de proteínas aconteceram para ter um feito no</p><p>final: a formação do MAC.</p><p>Funções do Sistema Complemento</p><p>● Opsonização e Fagocitose;</p><p>● Citólise (quebra da célula) mediada pelo complemento;</p><p>● Estimulação de reações inflamatórias.</p><p>Regulação do Sistema Complemento</p><p>O Sistema Complemento é uma parte muito importante da Resposta Imune Inata, porém, se</p><p>o Sistema Imunológico manter o Sistema Complemento muito ativado, também faz mal para</p><p>o corpo humano. Então, a hiperativação do Sistema Complemento é prejudicial.</p><p>Hipersensibilidade Imediata doTipo 1:</p><p>Aluna: Mariana Matos</p><p>T11</p><p>Hipersensibilidades</p><p>● Uma hipersensibilidade é uma reação imunológica que irá causar alguma lesão no</p><p>corpo humano, ou seja, é algum momento em que o Sistema Imunológico fica ativado</p><p>demais ou de forma errônea, e isso provoca lesões no organismo. Existem 4 tipos</p><p>diferentes de hipersensibilidade em que o Sistema Imunológico pode cometer esse erro</p><p>ou exagero.</p><p>● Vamos falar primeiramente do Tipo1.</p><p>● Quando se fala em Hipersensibilidade do Tipo 1, é preciso lembrar de duas células:</p><p>Mastócito e Linfócito;</p><p>● O mais importante para esse tipo de hipersensibilidade é o Mastócito, que possui</p><p>receptores para o anticorpo IgE;</p><p>● O início da alergia se dá pela primeira exposição ao alérgeno;</p><p>● Após essa primeira exposição, o Sistema Imune Inato vai começar a atacar esse</p><p>alérgeno e as células Dentríticas (APC) pega um fragmento desse alérgeno, engloba</p><p>ele e o mostra para os Linfócitos B;</p><p>● Os Linfócitos B, ao perceber esse alérgeno, irão produzir uma resposta específica</p><p>contra ele, por meio da criação de anticorpos do tipo IgE;</p><p>● Esses anticorpos IgE irão se ligar no seus receptores de IgE que estão presentes nos</p><p>Mastócitos;</p><p>● Dessa forma, houve o primeiro contato com o alérgeno, e por causa disso, o indivíduo</p><p>que teve esse contato nem passou mal, já que quando o corpo criou uma resposta para</p><p>combater o alérgeno, já havia passado muito tempo. Agora, com o corpo tendo criado</p><p>uma resposta específica para combater esse alérgeno, no segundo momento</p><p>que o</p><p>indivíduo tiver contato novamente com esse mesmo alérgeno, ele irá passar mal</p><p>rapidamente, porque os Mastócitos estão com os IgE’s, ou seja, estão totalmente</p><p>sensibilizados devido o primeiro contato com o alergênio;</p><p>Hipersensibilidade do Tipo 2:</p><p>● Dentro dos Mastócitos há a presença de inúmeros grânulos, que contém Histamina,</p><p>uma amina vaso ativa;</p><p>● Os Mastócitos ficam em mucosas, pele e próximos de vasos sanguíneos;</p><p>● No segundo contato com o alérgeno, ele irá se ligar ao receptor de IgE que estava</p><p>sensibilizando o Mastócito. Quando esse alérgeno se liga aos anticorpos IgE, isso</p><p>gera uma resposta muito rápida, porque o Mastócito já estava sensibilizado;</p><p>● Após isso, o Mastócito irá passar por um processo chamado de Degranulação, sendo</p><p>assim, ele vai liberar todos os seus grânulos para fora da célula;</p><p>● Esses grânulos irão agir nas mucosas e principalmente nos vasos sanguíneos. A</p><p>Histamina que estava nos grânulos, por ser uma amina vaso ativa, irá afastar as</p><p>células do endotélio sanguíneo e fará com que o plasma saia do vaso sanguíneo e</p><p>fique acumulado no espaço extracelular, o interstício e causa uma congestão nasal, ou</p><p>seja, deixa o nariz com um inchaço e edema na mucosa. Por isso o nariz entope quando</p><p>há contato com poeira;</p><p>● Então, para finalizar, alergia, rinite, urticária, alergia alimentar, choque anafilático,</p><p>são exemplos de Hipersensibilidade do Tipo 1.</p><p>● Quando se fala em Hipersensibilidade do Tipo 2, é preciso lembrar dos anticorpos</p><p>IgM e IgG;</p><p>● A Hipersensibilidade do Tipo 2 acontece quando há uma resposta de forma errada e</p><p>excessiva do Sistema Imunológico, por meio do IgM e IgG se ligando à tecido</p><p>corpóreo;</p><p>● Um exemplo de Hipersensibilidade do Tipo 2 é a transfusão sanguínea. Uma</p><p>hemácia possui em sua membrana antígenos, ou seja, se o indivíduo tiver o sangue do</p><p>tipo A, em cima das hemácias dele terá um antígeno A, esses antígenos são</p><p>carboidratos. O mesmo acontece com o indivíduo que tem o sangue B, porém o</p><p>antígeno que ficará em cima da hemácia é o B. O indivíduo que tem sangue O, a</p><p>hemácia dele não apresenta nenhum antígeno, nem A e nem B, por isso ele poderá</p><p>doar o sangue para qualquer tipo sanguíneo. Se o indivíduo é do tipo sanguíneo A, ele</p><p>tem no corpo um anticorpo ANTI B, ou seja, ele não aceita o sangue do tipo sanguíneo</p><p>Hipersensibilidade do Tipo 3:</p><p>B. O indivíduo que é do tipo sanguíneo B, tem no corpo um anticorpo ANTI A, ou seja, ele</p><p>não aceita o sangue do tipo sanguíneo A. Imagine que um indivíduo com sangue A recebe</p><p>no hospital um sangue do tipo B. Dessa forma, quando as hemácias do tipo B entram no</p><p>corpo do indivíduo com sangue do tipo A, os anticorpos ANTI B que já estavam produzidos</p><p>se ligam nos antígenos B. Esses anticorpos irão realizar a OPSONIZAÇÃO das hemácias</p><p>do tipo B que foram transfundidas de forma errada. Porém, essa opsonização não é boa,</p><p>porque os anticorpos estão sinalizando para os fagócitos (macrófago ou neutrófilo)</p><p>destruirem essas hemácias, já que elas são estranhas para o corpo. Com isso, haverá essa</p><p>destruição de hemácias no corpo todo, porque o sangue está circulando no corpo todo, e o</p><p>indivíduo terá sérios problemas por causa dessa crise hemolítica. Todo esse processo pode</p><p>acontecer durante a gravidez, o que é conhecido como Eritroblastose Fetal.</p><p>● Então, resumindo, essa hipersensibilidade do Tipo 2 é provocada pelos anticorpos</p><p>IgM e IgG, quando os mesmos estão no tecido ou em uma superfície celular.</p><p>● Quando se fala em hipersensibilidade do Tipo 3, é preciso lembrar de</p><p>Imunocomplexos e dos anticorpos IgM e IgG;</p><p>● Os chamados Imunocomplexos são a junção de um antígeno com um anticorpo e o</p><p>Sistema Complemento;</p><p>● Nesse tipo de hipersensibilidade, os anticorpos IgM e IgG, que normalmente são</p><p>responsáveis por proteger o corpo, podem causar problemas quando eles se ligam à</p><p>antígenos e formam imunocomplexos;</p><p>● Esses imunocomplexos se depositam nos vasos sanguíneos, em especial os vasos</p><p>através dos quais o plasma é filtrado a uma alta pressão (ex: nos glomérulos renais</p><p>ou sinóvia das articulações);</p><p>● Portanto, as doenças causadas por imunocomplexos tendem a ser sistêmicas, ou</p><p>seja, causam inflamações em várias partes do corpo, especialmente em lugares onde o</p><p>sangue é mais filtrado;</p><p>● Como exemplo prático desse tipo de hipersensibilidade, temos o Lúpus Eritematoso</p><p>(LES), Reação de Arthus e a Doença do Soro;</p><p>● No LES, o Sistema Imunológico cria anticorpos que atacam as próprias celulas do corpo,</p><p>principalmente o DNA. Esses anticorpos se unem a fragmentos celulares, formando</p><p>imunocomplexos, que podem se acumular nos vasos sanguíneos de vários órgãos. A</p><p>presença desses imunocomplexos nos vasos pode causar inflamação, uma condição</p><p>conhecida como vasculite. Por ser uma doença sistêmica, o LES pode afetar quase</p><p>todas as partes do corpo, como pele, articulações, rins, pulmões e coração. Os sintomas</p><p>podem variar, mas incluem dor nas articulações, problemas nos rins, erupções na pele e</p><p>fadiga extrema;</p><p>● A Reação de Arthus é basicamente quando se tem um processo de vasculite,</p><p>inflamação ou hematoma, após aplicação de um antígeno em um organismo que já foi</p><p>previamente exposto a esse antígeno. Imagine que um indivíduo tomou uma vacina</p><p>contra a gripe a 2 meses atrás, ao tomar essa vacina, o corpo do indivíduo ainda não</p><p>tinha defesa contra esse vírus da gripe, porém, por meio da vacina, o corpo desse</p><p>indivíduo desenvolveu anticorpos contra a gripe. Depois de 1 mês, se esse mesmo</p><p>indivíduo tomasse outra vacina da gripe no mesmo local onde foi aplicada a outra vacina</p><p>da gripe, o antígeno da gripe iria entrar em contato com o corpo do indivíduo novamente</p><p>e os anticorpos já estariam feitos. Automaticamente quando esse antígeno entra no</p><p>corpo, os anticorpos que já estavam previamente prontos vão ir rapidamente se ligar a</p><p>esse antígeno e farão a opsonização dele, consequentemente ocorrerá o Sistema</p><p>Complemento e formará um imunocomplexo. Já que os imunocomplexos tem ligação</p><p>direta com C3a e C5a, haverá uma inflamação, ou seja, a Reação de Arthus ocorrerá.</p><p>Essa reação pode ocorrer mesmo que a pessoa não tenha tomado a vacina, pois o</p><p>indivíduo pode já ter tido contato com o vírus sem ter sido por meio da vacina e o corpo</p><p>já tinha criado os anticorpos necessários;</p><p>● A Doença do Soro pode ser explicada da seguinte forma: imagine que um indivíduo</p><p>estava em uma fazenda e foi picado por uma cobra. Um indivíduo que já está com o</p><p>veneno de uma cobra no corpo não adianta tomar uma vacina contra esse veneno, pois</p><p>os Linfócitos demoram aproximadamente de 1 a 2 semanas para produzir uma resposta</p><p>contra o antígeno desse veneno. Dessa forma, o correto seria o indivíduo tomar um</p><p>soro. O soro é feito a partir da inserção de uma pequena quantidade do veneno da cobra</p><p>em um animal de grande porte, geralmente o cavalo. Mesmo sendo uma pequena</p><p>quantidade de veneno, o sistema imunológico do cavalo cria anticorpos contra o</p><p>Hipersensibilidade do Tipo 4:</p><p>veneno da cobra. Após 2 semanas mais ou menos, é retirado um pouco do sangue do cavalo</p><p>e levado a um laboratório para separar os anticorpos criados do sangue e é feito o soro.</p><p>Esse soro pronto está com os anticorpos específicos para combater o veneno da cobra.</p><p>Dessa maneira, quando o indivíduo é picado por uma cobra, é aplicado o soro no sangue</p><p>dele, tendo em vista que nesse soro já se tem os anticorpos montados para combater o</p><p>veneno da cobra no corpo desse indivíduo e o corpo dele não precisará fazer nada, porque</p><p>os anticorpos já estão prontos. Porém há um problema, como esses anticorpos são do</p><p>cavalo, o corpo do indivíduo reconhece eles como estranhos e agora o corpo do indivíduo irá</p><p>produzir anticorpos contra os anticorpos do cavalo, para destruí-los. Após muitos meses,</p><p>se esse mesmo indivíduo for picado novamente por uma cobra, não poderá ser aplicado</p><p>novamente o soro, pois o quadro do indivíduo iria piorar, devido a memória que foi criada</p><p>contra o anticorpo do cavalo pelo corpo do indivíduo, assim os anticorpos do indivíduo</p><p>iriam se ligar aos anticorpos do cavalo e farão a opsonização e chegará o Sistema</p><p>Complemento, formando assim, um imunocomplexo. Com isso, o indivíduo teria mais um</p><p>problema a ser tratado.</p><p>● Tem como principal característica as reações tardias relacionadas aos Linfócitos T, os</p><p>quais secretam as Citocinas para aumentar o processo inflamatório;</p><p>● Primeiramente, o indivíduo é exposto a um antígeno. O antígeno irá desenvolver uma</p><p>resposta e fará com que os Linfócitos T fiquem sensibilizados;</p><p>● Para dar início ao teste, é necessário inserir um pouco do antígeno na região</p><p>intradérmica e fazer a inoculação;</p><p>● Se o indivíduo já apresentar uma resposta montada, entre 24-48 hrs depois, a pele do</p><p>indivíduo ficará endurecida e com eritema e edema.</p><p>Reação Tuberculínica:</p><p>● O teste é feito para saber se o indivíduo já teve contato com a tuberculose;</p><p>● Primeiramente, coloca-se o antígeno na derme do indivíduo;</p><p>● As Células de Langerhans são células Dentríticas, que colocam o antígeno nos</p><p>linfonodos e mostra para os linfócitos os antígenos;</p><p>● Caso a pessoa já tenha sido exposta a tuberculose, os Linfócitos T reconhecem esses</p><p>antígenos e fazem uma resposta inflamatória, liberando as Citocinas para ativar</p><p>células do Sistema Imunológico, que liberam mediadores inflamatórios e ocorre a</p><p>inflamação na pele da pessoa após 24-48 hrs.</p><p>Dermatite de Contato:</p><p>● Reação inflamatória da pele após contato com substâncias como níquel, hera</p><p>venenosa, ou produtos químicos.</p>