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<p>BIOLOGIA</p><p>AULA 1 Trabalho com o eixo temático Vida e Evolução.</p><p>Trabalho com o eixo temático Vida e Evolução.</p><p>Trabalho com o eixo temático Vida e Evolução.</p><p>AULA 2</p><p>AULA 3</p><p>O foco das propostas de sequências didáticas será os Objetivos de</p><p>Desenvolvimento Sustentável – ODS, da ONU para 2030, relacionando-os</p><p>com os eixos/unidades temáticas da BNCC. Apesar do sequenciamento</p><p>didático proposto ,cada uma das ações (aula) pode ser trabalhada</p><p>individualmente pelo professor, o que confere autonomia de cátedra e</p><p>intervenções adequadas aos múltiplos contextos de atuação.</p><p>As atividades serão apresentadas em grau crescente de complexidade</p><p>(mais básicas para mais complexas), buscando seguir o modelo adotado</p><p>pelo ENEM/SAEB (TRI). O objetivo das questões (3 por ação/aula) é aferir</p><p>sobre os objetos de conhecimentos que serão trabalhadosem cada aula.</p><p>Adicionalmente, serão utilizados trechos de propostas já produzidas,</p><p>como o Caderno Pedagógico, o Monte a sua prova e o Saber Sempre +,</p><p>para contextualizar as ações didáticas e avaliativas que serão</p><p>incorporadas em cada sequência de aulas.</p><p>.</p><p>PROPOSTA DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS</p><p>PARA O ENSINO MÉDIO</p><p>Público-alvo: professores do Ensino Médio.</p><p>Problematização: as pautas em torno do ODS da ONU para 2030</p><p>fornecem insumos para trabalhar as dificuldades apontadas no Ensino</p><p>Médio e permite ancorar os conceitos que serão trabalhados.</p><p>Objetivo geral: apoiar o professor em sala de aula com recursos que</p><p>permitam trabalhar os pontos de dificuldades apontados no ENEM com</p><p>temas que geram engajamento e participação dos estudantes.</p><p>Descrição</p><p>Não é nenhuma novidade que os problemas ambientais vêm se avolumando</p><p>nas últimas décadas, e sabemos que a vida no planeta Terra está ameaçada</p><p>para as mais diferentes espécies, independentemente do nível de complexidade</p><p>evolutiva. De bactérias a grandes mamíferos, a forma como o sistema vem</p><p>funcionando, desrespeitando a capacidade de suporte de diferentes biomas e</p><p>recursos naturais, está gerando perdas de diversas ordens.</p><p>A perda da qualidade do ar, da água, do solo e os impactos na biodiversidade se</p><p>avolumam, e percebemos um planeta bastante adoecido, demandando ações</p><p>que possam mitigar gradualmente tantos impactos. Empresto a música "Xote</p><p>Ecológico", do cancioneiro Luiz Gonzaga, para introduzir nossa Sequência</p><p>Didática, trazendo à reflexão:</p><p>“Não posso respirar, não posso mais nadar</p><p>A terra está morrendo, não dá mais pra plantar</p><p>Se plantar não nasce, se nascer não dá (...)</p><p>ODS 13 –</p><p>Ação</p><p>contra a</p><p>mudança</p><p>global do</p><p>clima</p><p>BIOLOGIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Adotar medidas urgentes para combater as alterações</p><p>climáticas e os seus impactos.</p><p>Temática:</p><p>ODS 14 –</p><p>vida na</p><p>água</p><p>Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os</p><p>recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.</p><p>ODS 15 –</p><p>vida</p><p>TERRESTRE</p><p>Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos</p><p>ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas,</p><p>combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos</p><p>solos e travar a perda da biodiversidade.</p><p>Cadê a flor daqui? Poluição comeu</p><p>O peixe que é do mar? Poluição comeu</p><p>O verde onde é que está? Poluição comeu</p><p>Nem o Chico Mendes sobreviveu”</p><p>Xote Ecológico – Luiz Gonzaga</p><p>(https://www.youtube.com/watch?v=YSwq5mJwi38)</p><p>Os objetivos para o desenvolvimento sustentável de números 13, 14 e 15 da</p><p>Organização para as Nações Unidas, se dedicam em chamar a atenção das</p><p>pessoas, Estados e Organizações para repensar a relação que temos com os</p><p>recursos ambientais, ecossistemas, meios de produção e forma de ocupação da</p><p>espécie humana nesse planeta tão biodiverso e que vem sendo impactado,</p><p>especialmente, por ações humanas. É momento de pensar tecnologias e ações</p><p>sustentáveis que possam colaborar com uma mudança radical e emergencial na</p><p>forma com que estabelecemos a relação com o planeta.</p><p>É hora de convocar, mais uma vez e de forma insistente e persistente, estudantes</p><p>da educação básica para se envolverem em ações que possam ser iniciadas na</p><p>escola e no entorno escolar. Sabemos que as pautas ambientais também não</p><p>são novidades nos currículos escolares, mas é preciso repensar a forma como</p><p>estamos conduzindo esse processo e se elas realmente criam um repertório</p><p>significativo para os alunos. É necessário ampliar o pensamento de ações</p><p>ambientais para além das questões mais corriqueiras já abordadas e olhar de</p><p>forma ampliada.</p><p>É preciso estimular nos alunos a pesquisa por novas estratégias, o mapeamento</p><p>de situações no contexto do bairro ou da cidade em que vivem e compreender</p><p>que o debate ambiental é político e deve ser ancorado em dados científicos</p><p>confiáveis. Conforme diz o ambientalista escocês Patrick Geddes, é preciso que</p><p>cada membro da comunidade escolar “Pense globalmente e aja localmente”</p><p>(Think globally, act locally).</p><p>Diante disso, essa Sequência Didática estimulará habilidades previstas na Base</p><p>Nacional Comum Curricular em articulação com propostas de ensino que</p><p>colocam o aluno como protagonista de sua aprendizagem, capacitando-o a</p><p>fazer uma leitura crítica das diversas situações vivenciadas e a pensar em</p><p>caminhos criativos para sua trajetória como cidadão do mundo.</p><p>A proposta que apresentaremos aqui é bastante flexível e você, diante da</p><p>liberdade de cátedra, pode e deve fazer todos os ajustes para a sua realidade.</p><p>Listamos abaixo alguns textos interessantes do blog e-Docente e do Caderno</p><p>Pedagógico n.5 que podem te subsidiar na ampliação de propostas sobre a</p><p>temática e colaborar com as customizações necessárias. Tenha sempre em</p><p>mente que os ajustes precisam fazer sentido para seu alunado e para realidade</p><p>sociocultural e ambiental do contexto em que você está lecionando.</p><p>HABILIDADES DA BNCC:</p><p>(EM13CNT104) Avaliar os benefícios e os riscos à saúde e ao ambiente,</p><p>considerando a composição, a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais e</p><p>produtos, como também o nível de exposição a eles, posicionando-se</p><p>criticamente e propondo soluções individuais e/ou coletivas para seus usos e</p><p>descartes responsáveis.</p><p>(EM13CNT202) Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus</p><p>diferentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e</p><p>os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais</p><p>(como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).</p><p>(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de intervenções nos ecossistemas, e seus</p><p>impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanismos de</p><p>manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências</p><p>de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem</p><p>o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de</p><p>realidade virtual, entre outros).</p><p>(EM13CNT206) Discutir a importância da preservação e conservação da</p><p>biodiversidade, considerando parâmetros qualitativos e quantitativos, e avaliar os</p><p>efeitos da ação humana e das políticas ambientais para a garantia da</p><p>sustentabilidade do planeta.</p><p>(EM13CNT301) Construir questões, elaborar hipóteses, previsões e estimativas,</p><p>empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos</p><p>explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e</p><p>justificar conclusões no enfrentamento de situações-problema sob uma</p><p>perspectiva científica.</p><p>(EM13CNT302) Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos,</p><p>resultados de análises, pesquisas e/ou experimentos, elaborando e/ou</p><p>interpretando textos, gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de</p><p>classificação e equações, por meio de diferentes linguagens, mídias, tecnologias</p><p>digitais de informação e comunicação (TDIC), de modo a participar e/ou</p><p>promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de relevância</p><p>sociocultural e ambiental.</p><p>(EM13CNT303) Interpretar textos de divulgação científica que tratem de temáticas</p><p>das Ciências da Natureza, disponíveis em diferentes mídias, considerando a</p><p>apresentação dos dados, tanto na forma de textos como em equações, gráficos</p><p>e/ou tabelas, a consistência dos argumentos</p><p>e a coerência das conclusões,</p><p>visando construir estratégias de seleção de fontes confiáveis de informações.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>Sabemos que o uso de filmes no ensino de biologia é uma ferramenta poderosa</p><p>que facilita a visualização de conceitos complexos, tornando as aulas mais</p><p>dinâmicas e envolventes. Com o poder de conectar o conteúdo teórico à</p><p>realidade, os filmes desenvolvem o pensamento crítico e atendem a diferentes</p><p>estilos de aprendizagem. Além de inspirar os alunos e fomentar a empatia por</p><p>questões ambientais e éticas, os filmes ajudam na retenção de informações e</p><p>promovem discussões significativas sobre temas sociais e científicos.</p><p>Pensando nisso, a proposta para iniciar esta Sequência Didática com os/as</p><p>alunos/as é convidá-los/las a assistir ao documentário “Mission Blue”. As</p><p>narrativas textuais e visuais do documentário certamente enriquecerão a</p><p>experiência educacional, tornando-a mais completa, transformadora e</p><p>impactante. O documentário possui 1h e 40 minutos de duração, demandando 2</p><p>horas/aula para a vivência deste momento.</p><p>AULA 1</p><p>Trabalho com o eixo temático Vida e Evolução, para a identificação da</p><p>importância da preservação e conservação da biodiversidade, com</p><p>avaliação dos efeitos da ação antrópicas e das políticas ambientais para</p><p>a garantia da sustentabilidade do planeta. Impacto das mudanças</p><p>climáticas nos ecossistemas.</p><p>Que tal criar uma atmosfera de cinema em sua sala de aula? Se a escola</p><p>possuir uma copa ou um espaço destinado à preparação de alimentos,</p><p>que tal preparar pipoca e suco para servir aos/às alunos/as enquanto</p><p>assistem? Esse tipo de ação cria uma atmosfera de afetividade, cuidado e</p><p>carinho. Como fiz Rubem Alvez, “toda experiência de aprendizagem se</p><p>inicia com uma experiência afetiva”. A dedicação à atividade é muito</p><p>maior quando os/as estudantes se envolvem e mergulham de cabeça na</p><p>proposta, de mãos dadas com o/a docente.</p><p>Fica a dica:</p><p>O documentário explora questões</p><p>ambientais relacionadas à vida marinha a</p><p>partir da carreira da bióloga marinha</p><p>norte-americana, Dra. Sylvia Earle, que</p><p>dedicou sua vida ao estudo e preservação</p><p>dos oceanos. O documentário ganhou o</p><p>Prêmio Emmy de Notícias e Documentários</p><p>na categoria de Melhor Programação</p><p>Informativa – Artigos em 2015 e foi indicado</p><p>ao prêmio de Melhor Cinematografia:</p><p>Documentário, no mesmo ano.</p><p>As imagens denunciam que as atividades</p><p>humanas, como pesca desenfreada,</p><p>vazamentos de petróleo, despejo de esgoto</p><p>e outros resíduos tóxicos, têm causado</p><p>danos quase irreparáveis aos oceanos,</p><p>ameaçando tanto a vida marinha quanto a</p><p>No desenrolar da história, o documentário apresenta a proposta da criação</p><p>de áreas de preservação marinha, semelhantes às reservas terrestres,</p><p>acreditando que essa medida é essencial para proteger os ecossistemas</p><p>marinhos e, consequentemente, o futuro do planeta. Uma profunda reflexão</p><p>sobre a responsabilidade individual é provocada ao longo da narrativa,</p><p>convidando cada um/uma a pensar sobre a sua relação com o meio</p><p>ambiente, ressaltando que todos nós, direta ou indiretamente, contribuímos</p><p>para a destruição da Terra.</p><p>existência humana. Além de destacar esses danos, "Mission Blue" enfatiza a</p><p>importância dos oceanos para o equilíbrio da Terra, tais como na</p><p>manutenção da temperatura, a produção de oxigênio, a alimentação e a</p><p>regulação da chuva.</p><p>CONHECENDO O DOCUMENTÁRIO</p><p>Links úteis:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=B1wp2MQCsfQ (trailer)</p><p>https://www.netflix.com/title/70308278 (link do filme - Netflix)</p><p>https://missionblue.org/ (site da Mission Blue)</p><p>Com a finalização da exibição do documentário, convide os/as estudantes a</p><p>fecharem os olhos e ficarem em silêncio por 1 ou 2 minutos. Quando a turma</p><p>estiver em silencio e com todos/as de olhos fechados, repita a frase "Quais das</p><p>minhas ações cotidianas contribuem para o desequilíbrio ambiental?"</p><p>Reserve 5 minutos para que cada estudante responda à pergunta. Recolha os</p><p>papéis na sequência, guardando-os contigo. Esse material será utilizado como</p><p>deflagrador de debates para a Aula 02. Observe que não existe identificação de</p><p>autoria na atividade. A proposta é que cada um/uma possa se expressar de</p><p>forma anônima, o que pode colaborar para uma escrita livre. Se necessário, traga</p><p>à reflexão a importância de uma escrita cuidadosa e respeitosa com a proposta</p><p>da atividade.</p><p>Diga essa frase, de forma clara e com voz suave, para que todo o grupo possa</p><p>ouvir. Repita, se necessário. Após esse tempo de reflexão, entregue a cada</p><p>estudante o material abaixo.</p><p>CARTA AO PARLAMENTO</p><p>Caro/a estudante, observe a imagem abaixo. Ela refere-se ao papel e</p><p>estrutura da Câmara dos Deputados, em Brasília.</p><p>Imagem obtida em: https://www.camara.leg.br/papel-e-estrutura/</p><p>Agora, compreendendo que as pautas ambientais é também política e que</p><p>o papel da Câmara é representar o cidadão, votar leis e fiscalizar o</p><p>governo, escreva uma carta endereçada ao parlamento, especialmente à</p><p>Câmara dos Deputados, em Brasília. Nessa carta, aborde a situação de</p><p>algum grave problema ambiental que ocorre na sua cidade e proponha</p><p>soluções por meio da criação de leis ou da exigência de uma fiscalização</p><p>adequada.</p><p>Escrever uma carta para a Câmara dos Deputados requer atenção a</p><p>alguns detalhes importantes para garantir que sua mensagem seja clara,</p><p>persuasiva e formal. Aqui estão algumas dicas valiosas:</p><p>Identifique claramente o propósito da carta logo no início.1.</p><p>Use uma linguagem formal e respeitosa.2.</p><p>Inclua suas informações de contato completas.3.</p><p>Forneça informações específicas, como números de leis, datas,</p><p>situações ou eventos relacionados ao tema da carta.</p><p>4.</p><p>Apresente argumentos sólidos e evidências que apoiem sua posição.5.</p><p>Termine a carta solicitando uma ação específica ou expressando o</p><p>desejo de um posicionamento sobre o assunto.</p><p>6.</p><p>Verifique erros de gramática e ortografia antes de enviar.7.</p><p>Sabemos que cada espaço de educação possui características específicas no</p><p>que se refere ao tempo de aula, aos recursos audiovisuais disponíveis, às</p><p>condições estruturais, ao horário escolar e ao próprio funcionamento das turmas.</p><p>É muito importante que ajustes sejam feitos para que o momento flua com</p><p>tranquilidade. Você pode optar por utilizar recortes do filme, conversar com</p><p>colegas de outras áreas do conhecimento para fazer a exibição utilizando outras</p><p>aulas ou mesmo fragmentar o momento em dois dias. Sugerimos que a</p><p>atividade do momento 02 seja sempre realizada ao final, para mobilizar reflexões</p><p>nos estudantes que serão importantes mais adiante.</p><p>AFERIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM</p><p>Como os combustíveis energéticos, as tecnologias da informação são, hoje</p><p>em dia, indispensáveis em todos os setores econômicos. Através delas, um</p><p>maior número de produtores capaz de inovar e a obsolescência de bens e</p><p>serviços se acelera. Longe de estender a vida útil dos equipamentos e a sua</p><p>capacidade de reparação, o ciclo de vida desses produtos diminui,</p><p>resultando em maior necessidade de matéria-prima para a fabricação de</p><p>novos.</p><p>GROSSARD, C. Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 3, n. 36, 2010 (adaptado).</p><p>Questão 1</p><p>A postura consumista de nossa sociedade indica a crescente produção de lixo,</p><p>principalmente nas áreas urbanas, o que, associado a modos incorretos de</p><p>deposição:</p><p>A. Provoca a contaminação do solo e do lençol freático, ocasionando assim</p><p>graves problemas socioambientais, que se adensarão com a continuidade da</p><p>cultura do consumo desenfreado. (Alternativa correta)</p><p>B. Produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são sanados por cadeias de</p><p>organismos decompositores que assumem o papel de eliminadores dos resíduos</p><p>depositados em lixões.</p><p>C. Multiplica o número de lixões a céu aberto, considerados atualmente a</p><p>ferramenta capaz de de deposição de resíduos nas grandes cidades.</p><p>D. Estimula o empreendedorismo social, visto que um grande número de pessoas,</p><p>os catadores, têm livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia</p><p>produtiva dos resíduos tecnológicos.</p><p>E. Possibilita a ampliação da quantidade de rejeitos que podem ser destinados a</p><p>associações e cooperativas de catadores de materiais</p><p>recicláveis, pelo poder</p><p>público.</p><p>As questões abaixo foram obtidas através do recurso Monte Sua prova.</p><p>Escolha as que mais se adequam à realidade de debate e vivência ao</p><p>longo das aulas e aplique com seus estudantes. Oportunamente, faça</p><p>correção coletiva e utilize o momento da correção para explorar novas</p><p>oportunidades de aprendizagem.</p><p>A Lei do Clima, uma lei ambiental municipal de São Paulo recentemente</p><p>aprovada, previa, entre outras ações, que, a cada ano, 10% da frota de ônibus</p><p>passasse a utilizar biocombustíveis (etanol ou biodiesel) em substituição aos</p><p>movidos a combustíveis fósseis. No entanto, os novos ônibus adquiridos pela</p><p>Prefeitura, desde então, continuam sendo movidos a diesel, (Folha de S.Paulo,</p><p>16/06/2010, p. C1), o que afeta o meio ambiente e a sociedade de diferentes</p><p>formas.</p><p>Assinale a alternativa que não descreve uma consequência da queima de</p><p>combustíveis fósseis.</p><p>A. Chuva ácida</p><p>B. Efeito estufa</p><p>C. Poluição atmosférica</p><p>D. Doenças respiratórias</p><p>E. Inversão térmica (Alternativa corre ta).</p><p>Questão 2</p><p>A expectativa que se frustrou na realização da COP-15 é:</p><p>A. Propor ações para minimizar as mudanças climáticas através do aumento do</p><p>uso de fontes não renováveis.</p><p>B. Buscar a contenção da produção de energias de fontes renováveis para</p><p>preservação do meio ambiente.</p><p>C. Abrir espaço para discutir o maior uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo</p><p>e energia nuclear).</p><p>D. Incrementar os índices da emissão de gases de efeito estufa.</p><p>E. Traçar metas para um novo tratado que substituiria o Protocolo de Quioto.</p><p>(Alternativa corre ta).</p><p>Questão 3</p><p>A 15.ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), que aconteceu no</p><p>mês de dezembro em Copenhague – Dinamarca, foi considerada um fracasso</p><p>em termos ambientais. “Com a grande expectativa e a presença de muitos</p><p>chefes de Estado, a COP – 15 foi a perda de uma excelente oportunidade de se</p><p>tomar decisões realmente incisivas para combater as mudanças climáticas”,</p><p>afirmou Carlos Rittl – coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e</p><p>Energia da World Wildlife Fund – WWF no Brasil.</p><p>Fonte: O Estado de S.Paulo, 29 de janeiro de 2010. Adaptado.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>Após os ritos introdutórios de acolhida dos/das estudantes, peça que a turma</p><p>afaste as cadeiras para um canto da sala e deixe um espaço livre no centro,</p><p>para que todos/as possam se sentar no chão, fazendo uma grande roda. No</p><p>centro da roda, o/a docente deve colocar um grande painel feito de jornal</p><p>reutilizado, cartolina, papel pardo ou outro material equivalente. O uso do jornal é</p><p>interessante porque instala-se uma proposta de reutilização de materiais. Caso</p><p>a escola tenha banner antigos disponíveis, a utilização do verso dos banners</p><p>para esse momento também é uma opção interessante. No topo do painel deve</p><p>estar escrito “Identificando nossas ações”.</p><p>AULA 2</p><p>Trabalho com o eixo temático Vida e Evolução, sobre a vida, a ecologia, a</p><p>preservação, a recuperação e o uso sustentável de ecossistemas</p><p>terrestres e aquáticos.</p><p>Agora, embaralhe e distribua entre os/as estudantes os papéis da atividade</p><p>realizada no momento 02 da aula 01. Como o material não possui identificação,</p><p>muito provavelmente os/as estudantes pegarão um papel que não é de sua</p><p>autoria. Após a distribuição, peça para que cada estudante leia o que está</p><p>escrito e na sequência, cole o material no painel com o auxílio de uma fita</p><p>adesiva. Essa atividade deve ser realizada até que todos/as leiam e colem o</p><p>papel no painel.</p><p>Com todo o material fixado no painel, oportunize um debate coletivo para que a</p><p>turma possa identificar pontos em comum e ações diferentes. Estimule os/as</p><p>discentes a começar a pensar em como essas ações podem ser mudadas.</p><p>Reserve no máximo 30 minutos para esse debate e, à medida com que os</p><p>estudantes discutem, observe como mobilizam argumentos, saberes e vivências</p><p>para expor seus pontos de vista.</p><p>Segundo o professor Vinícius Cavichioli, é fundamental “despertar o</p><p>desenvolvimento do sentimento de pertencimento é crucial para que os</p><p>estudantes compreendam que são parte integrante de um sistema de</p><p>grandes proporções. Estimular reflexões nesse sentido contribui na</p><p>elaboração e na prática de ações concretas e na tomada de decisões bem-</p><p>sucedidas”.</p><p>Para saber mais sobre como sobre o papel da escola na comunidade em que</p><p>se insere e o quanto a educação, sobretudo no espaço escolar, pode</p><p>contribuir para a criação de cidades e comunidades, leia o capítulo 11 do no</p><p>Caderno Pedagógico N.05, publicado pela Editora Ática em 2023.</p><p>Caso os estudantes não tenham contemplado questões importantes</p><p>trabalhadas ao longo do documentário, não deixe de resgatar pontos</p><p>relacionados aos efeitos antrópicos que levam à mudança climática e ao</p><p>aquecimento global, efeito estufa, ciclos biogeoquímicos, bioacumulação,</p><p>biomagnificação, teia trófica, entre outros. Alguns pontos podem não fazer muito</p><p>sentido para os estudantes devido à falta de compreensão ampliada sobre</p><p>determinados assuntos. Explore toda a potência da narrativa trazida pelo</p><p>documentário.</p><p>Após o debate, distribua para cada estudante o material disponibilizado abaixo. A</p><p>proposta é que eles possam sistematizar e escrever, individualmente, formas de</p><p>iniciar o movimento de mudança e incorporar, em suas ações futuras, uma</p><p>consciência ambiental responsável e comprometida com o futuro sustentável e</p><p>que adote ações para a mudança da situação do Clima. Observe que agora o</p><p>papel tem um espaço para que os/as estudantes possam escrever o nome, e de</p><p>forma simbólica, se comprometa com o movimento de mudança. Reserve 10</p><p>minutos para esse momento.</p><p>Feito isso, todos devem ler o que escreveram para o grupo e, em seguida, colar</p><p>seus papéis em um painel previamente preparado pelo docente, semelhante ao</p><p>utilizado no momento 1. No topo desse painel, escreva "Nosso compromisso</p><p>ambiental". Da mesma forma, conduza o debate coletivo sobre os compromissos</p><p>sinalizados e à medida com que assuntos diversos forem aparecendo, alinhave</p><p>conceitos de ecologia, reflexões sobre sustentabilidade, compromisso social,</p><p>engajamento coletivo e educação ambiental. A condução do debate pelo/a</p><p>docente é crucial nesse momento, pois muitos conteúdos podem ser trabalhados</p><p>de forma leve e que ganharão um significado para os/as estudantes, uma vez</p><p>que será feita uma relação com o que foi trazido com os conceitos do campo da</p><p>biologia. Esse debate pode ser conduzido até que restem aproximadamente 15</p><p>minutos para o encerramento da aula, minutos que serão fundamentais para o</p><p>momento 03.</p><p>É chegado o momento de convidar os/as estudantes a vivenciar o Ensino por</p><p>Investigação através de pesquisa, reflexão crítica, observação, formulação de</p><p>hipóteses e análise (CARVALHO, 2018). Esse tipo de abordagem estimula a</p><p>autonomia dos/as estudantes e frequentemente mobiliza um repertório teórico e</p><p>saberes de diferentes campos e referências, desenvolvendo habilidades</p><p>cognitivas, atitudes científicas e competências para a resolução de problemas</p><p>complexos.</p><p>Para darmos início à atividade, divida a sala em quatro grupos de trabalho (A, B,</p><p>C, D e E). A metodologia de divisão fica a critério do/a próprio/a docente e/ou</p><p>acordo com o corpo estudantil. Cada grupo-classe possui sua melhor dinâmica</p><p>para o funcionamento nesse tipo de atividade. Agrupamentos por afinidade,</p><p>disponibilidade para reuniões no contraturno escolar e outros fatores práticos</p><p>podem ser considerados. Os trabalhos em grupo precisam ser bem conduzidos</p><p>para que todo o coletivo possa colaborar e aprender com o processo,</p><p>mobilizando competências relacionadas à socialização, diálogo, organização e</p><p>negociação de ideias.</p><p>Os dois painéis preparados pelos/as estudantes podem ser pendurados</p><p>nos corredores da escola para que a comunidade escolar possa ler as</p><p>produções e refletir sobre a relação que estabelecem com o meio</p><p>ambiente e quais compromissos individuais e coletivos podem ser</p><p>realizados, cada um/uma à sua forma e dentro de suas possibilidades</p><p>reais, pensando globalmente e agindo localmente.</p><p>Fica a dica:</p><p>Encarando o inimigo oculto!</p><p>Caro/a estudante,</p><p>Dando continuidade</p><p>à nossa sequência de aprendizagens sobre os</p><p>impactos ambientais, vida na água e no solo, é chegado o momento de</p><p>realizar leituras, pesquisas e organizar as informações para aprendermos</p><p>juntos sobre o invisível e perigoso mundo dos microplásticos. Cada um dos</p><p>cinco grupos deverá se debruçar sobre vertentes específicas dentro do</p><p>tema.</p><p>Cada grupo recebeu um texto inicial para iniciar o processo de leitura, mas</p><p>é obrigatório que novos textos sejam acessados através de pesquisas</p><p>online em bancos de dados confiáveis. Chequem com cuidado as</p><p>informações acessadas e verifiquem se possuem rigor e confiabilidade</p><p>científica. Afastem-se de notícias falsas ou que possuem viés</p><p>sensacionalista. Precisamos ter muito cuidado com a seleção dos textos.</p><p>Depois de realizarem a seleção dos textos e lerem em grupo, organizem</p><p>uma apresentação de até 10 minutos para socializar com a turma em</p><p>nosso próximo encontro. No momento da apresentação, vocês são livres</p><p>para usar os recursos visuais que julgarem interessantes. Apresentações</p><p>com o uso de slides, cartazes, podcasts, vídeos, apresentações artísticas e</p><p>demais formas de comunicação são bem-vindas. Sejam criativos,</p><p>comuniquem as informações da melhor forma possível e sensibilizem seus</p><p>colegas para o assunto em pauta.</p><p>Vocês serão avaliados/as pela robustez da pesquisa, apresentação das</p><p>ideias, criatividade e coesão entre a equipe</p><p>Com os grupos formados, distribua cópias dos textos abaixo para todos/as os/as</p><p>integrantes de cada grupo. Esses textos serão a base inicial de leitura e é</p><p>necessário deixar evidente para os/as estudantes que novos textos e vozes</p><p>devem ser incorporados ao processo, agregando informações científicas com</p><p>rigor e que realmente contribuam para a apresentação a ser realizada no</p><p>próximo encontro.</p><p>Como esse tipo de atividade demanda pesquisa no contraturno escolar e,</p><p>consequentemente, tempo, é importante que os estudantes tenham, pelo menos,</p><p>alguns dias para a realização das pesquisas e organização das informações</p><p>para, só então, socializar o trabalho realizado. A socialização deve ocorrer na Aula</p><p>03, seguindo as orientações disponibilizadas no quadro abaixo, que também</p><p>deve ser reproduzido e entregue a todos/as.</p><p>TEXTOS</p><p>Texto 01 – Grupo A</p><p>O continente de plástico que flutua nas águas do Pacífico Texto de</p><p>Iberdrola Sustentabilidade, 2024.</p><p>Com o seu apelido, sétimo continente, já se diz tudo... e não é para menos.</p><p>A ilha de lixo que flutua no Pacífico triplica o tamanho da França e é o</p><p>maior depósito de lixo oceânico do mundo com 1,8 trilhões de pedaços de</p><p>plástico flutuantes que matam, anualmente, milhares de animais marinhos</p><p>entre a Califórnia e o Havaí.</p><p>Charles Moore foi o primeiro que fez soar o alarme. O capitão e</p><p>oceanógrafo norte-americano ficou horrorizado quando em 1997 voltava</p><p>com seu veleiro de uma famosa regata náutica: tropeçou com um mar de</p><p>plástico tão extenso que precisou de sete dias para atravessá-lo. A</p><p>descoberta de Moore mobilizou a comunidade científica e o resto é história:</p><p>acabava de se tornar pública a ilha de lixo no Pacífico, um dos sintomas</p><p>mais significativos da crise ecológica do planeta.</p><p>Duas décadas depois, a grande mancha é um continente de lixo de 1,6</p><p>milhões de km2 e, aproximadamente, 80.000 toneladas de plástico que não</p><p>para de crescer, conforme um estudo científico publicado em 2018 pela</p><p>revista Nature. Para termos uma ideia de sua extensão, basta dizer que já</p><p>triplica o tamanho da França. Porém, apesar do seu tamanho, o continente</p><p>de plástico do Pacífico é invisível para os satélites, pois 94% de sua</p><p>constituição está formada por fragmentos minúsculos de plástico que se</p><p>desprendem de outros maiores pela erosão.</p><p>Imagem do Freepik:</p><p>https://www.freepik.com/premium-ai-image/industrial-waste-pollutes-sea-harming-marine-</p><p>life_209591382.htm#fromView=search&page=1&position=16&uuid=683af448-011f-46e5-a309-3a267ead88e8</p><p>As origens da grande ilha de plástico do Pacífico.</p><p>Estes microplásticos, com apenas alguns milímetros de diâmetro, provêm</p><p>majoritariamente de efluentes terrestres e aparelhos de pesca</p><p>abandonados tais como redes, cestas ou jaulas, mas também procedem</p><p>do tráfego marítimo. Os resíduos dos barcos — em estudos iniciais tinham</p><p>sido considerados de menor importância — também contribuem para</p><p>aumentar este drama ecológico.</p><p>Quando estas partículas dispersas na superfície chegam ao Giro do</p><p>Pacífico Norte — uma rodovia circular por onde a água passa —, são</p><p>agrupadas e devolvidas de forma aglutinada pelas correntes rotativas ao</p><p>transitarem pelo oceano. O resultado é uma grande sopa de lixo flutuante</p><p>que se move à deriva entre o Havaí e a Califórnia.</p><p>As evidências científicas indicam que o continente asiático é a principal</p><p>fonte dos resíduos que alimentam a grande ilha de lixo no Pacífico, bem</p><p>como do aumento da pesca industrial no maior oceano do mundo.</p><p>Conforme o estudo publicado pela revista Nature, dois terços dos objetos</p><p>recolhidos durante a investigação continham inscrições em japonês ou</p><p>chinês — chegaram a ser identificados nove idiomas diferentes — e o</p><p>fragmento mais antigo datava do final da década de 1970.</p><p>As consequências da ilha de lixo do Pacífico</p><p>No último Congresso da Associação Internacional de Resíduos Sólidos, que</p><p>aconteceu na cidade espanhola de Bilbau em 2019, o capitão Charles</p><p>Moore mostrou-se pessimista com relação à poluição oceânica e advertia</p><p>que o plástico invadirá cada cm2 das praias no futuro. Uma profecia que</p><p>pode parecer um pouco ousada, mas, ao vir do primeiro homem que</p><p>navegou através da ilha flutuante de lixo, convém ser levada em conta.</p><p>Os danos para o reino animal também são incalculáveis: milhares de</p><p>mamíferos marinhos e aves aquáticas morrem anualmente ao</p><p>confundirem o plástico da ilha de lixo do Pacífico com alimentos ou por</p><p>ficarem presos nas redes abandonadas no mar. Em 2016, um relatório da</p><p>Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) advertia sobre</p><p>a presença de microplásticos em até 800 espécies de peixes, crustáceos e</p><p>moluscos.</p><p>A nossa saúde poderia ser a outra grande prejudicada por esta</p><p>acumulação de lixo oceânico. O plástico microscópico ingerido pelos</p><p>peixes e por outras espécies que fazem parte da nossa dieta passa ao</p><p>nosso organismo pela cadeia alimentar. Um estudo publicado em 2018</p><p>pela organização Greenpeace e pela Universidade Nacional de Incheon</p><p>(Coreia do Sul) concluiu que 90% das marcas de sal das amostras no</p><p>âmbito mundial continham microplásticos.</p><p>Iniciativas para limpar os oceanos</p><p>A descoberta da ilha de plástico no mar serviu para conscientizar milhares</p><p>de pessoas e para promover numerosas iniciativas que visam reduzir a</p><p>presença dos plásticos nos oceanos. A seguir, revisamos algumas delas:</p><p>https://www.iberdrola.com/meio-ambiente/microplasticos-ameaca-a-saude</p><p>https://www.iberdrola.com/meio-ambiente/limpeza-oceanos-iniciativas</p><p>https://www.iberdrola.com/meio-ambiente/limpeza-oceanos-iniciativas</p><p>Plastic Free Waters:</p><p>Segundo um estudo recente dos guarda-costas da área de Nova York e</p><p>Nova Jersey, pelo menos 165 milhões de partículas de plástico flutuam</p><p>normalmente no estuário do porto. Para lutar contra esta realidade, surgiu</p><p>a Plastic Free Waters, uma iniciativa que une organizações do setor público,</p><p>ONGs e empresas privadas com um objetivo: acabar com os resíduos</p><p>plásticos de suas águas.</p><p>4Ocean:</p><p>Desde a sua criação em 2017, esta iniciativa recolheu 1.930 toneladas de</p><p>plástico oceânico em 27 países. O projeto, liderado pelos norte-americanos</p><p>Alex Schulz e Andrew Cooper, se compromete a eliminar meio quilo de lixo</p><p>dos oceanos e costas por cada artigo que vendem em seu site, tais como</p><p>pulseiras, braceletes ou sacolas de tecido.</p><p>Seabin:</p><p>É uma lixeira que serve para coletar o plástico e uma parte dos óleos,</p><p>detergentes ou combustíveis que flutuam nos portos, cais e clubes</p><p>náuticos de todo o mundo. Os australianos Andrew Turton e Pete Ceglinski</p><p>são os responsáveis desta engenhosa ideia que já retirou mais de 55</p><p>toneladas de resíduos em termos globais.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.iberdrol</p><p>a.com/sustentabilid</p><p>ade/ilha-de-lixo-</p><p>pacifico-setimo-</p><p>continente</p><p>Texto 02 – Grupo B</p><p>Saneamento precário facilita a dispersão de plástico e microplástico na</p><p>Amazônia</p><p>Texto de Elton Alisson, Revista Pesquisa FAPESP, 11/07/2024</p><p>Os plásticos e microplásticos estão presentes em diversos ambientes e</p><p>espécies na Amazônia, como em peixes e plantas aquáticas, e têm sido até</p><p>mesmo usados por uma ave da floresta para construir seu ninho. Um dos</p><p>principais fatores que têm contribuído para o bioma estar se tornando um</p><p>potencial hotspot desses contaminantes é a falta de condições adequadas</p><p>de saneamento básico em grande parte das cidades da região. (...)</p><p>“A falta de condições adequadas de saneamento encontradas na maior</p><p>parte da Amazônia representa uma importante fonte de entrada de</p><p>plásticos e microplásticos nos rios do bioma, que compõem o maior</p><p>sistema fluvial do mundo”, disse José Eduardo Martinelli Filho, professor da</p><p>UFPA. De acordo com dados apresentados pelo pesquisador, 70% das</p><p>cidades da Amazônia brasileira não possuem tratamento de água.</p><p>A fim de avaliar a variação das condições de saneamento básico em 313</p><p>municípios amazônicos, os pesquisadores da UFPA criaram um índice com</p><p>base em dados sobre o percentual de áreas urbanas cobertas por coleta</p><p>pública de esgoto, sistemas de drenagem de águas pluviais e de</p><p>disposição de resíduos sólidos, obtidos da Agência Nacional de Águas e</p><p>Saneamento Básico (ANA) e do Sistema Nacional de Informações sobre</p><p>Saneamento (SNIS).</p><p>Imagem do freepik:</p><p>https://www.freepik.com/premium-ai-image/industrial-waste-pollutes-sea-harming-marine-</p><p>life_209591382.htm#fromView=search&page=1&position=16&uuid=683af448-011f-46e5-a309-3a267ead88e8</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>Os resultados das análises indicaram que, dos 313 municípios avaliados,</p><p>apenas 2,6% apresentam condições adequadas de saneamento básico.</p><p>Por outro lado, 35% foram classificados como em condições baixas e 15%</p><p>como precários.</p><p>Os sistemas de disposição de resíduos sólidos foram o serviço urbano</p><p>classificado como o mais satisfatório, com disponibilidade média de 76%</p><p>nas cidades avaliadas. Já a coleta de águas residuais e o sistema de</p><p>drenagem de águas fluviais foram classificados como ruins na maioria das</p><p>cidades amazônicas.</p><p>“É difícil encontrar situações de saneamento adequado na Amazônia.</p><p>Altamira, no Pará, por exemplo, tem só uma estação de tratamento de</p><p>água, que não está recebendo todo o esgoto produzido pela cidade”,</p><p>ponderou Martinelli.</p><p>Outro exemplo de falta de condições adequadas de saneamento na</p><p>Amazônia é o da região metropolitana de Manaus, no Amazonas, cuja</p><p>população é composta por mais de 2 milhões de habitantes. No total, 32%</p><p>das residências utilizam esgoto sanitário público, exemplificou o</p><p>pesquisador.</p><p>“Geralmente, a principal fonte de microplásticos em ambientes aquáticos</p><p>brasileiros são as cidades. E, no caso da Amazônia, a população nas</p><p>cidades aumentou 11 vezes em um século. Há cem anos existiam 1,5 milhão</p><p>de habitantes na Amazônia e agora há 16 milhões de pessoas morando na</p><p>região”, comparou.</p><p>Atualmente a Amazônia também possui metrópoles com mais de 1 milhão</p><p>de habitantes, como Belém e Manaus, além de cidades de médio porte,</p><p>com população entre 150 mil e 999 mil habitantes, como Altamira,</p><p>Castanhal, Marabá, Parauapebas, Santarém, Porto Velho, Macapá, Boa</p><p>Vista e Rio Branco. “É um crescimento populacional recente na história da</p><p>Amazônia”, avaliou o pesquisador da UFPA.</p><p>Substrato para ninhos</p><p>De acordo com Martinelli, estima-se que sejam lançadas por ano 182 mil</p><p>toneladas de plástico na Amazônia brasileira, o que a torna a segunda</p><p>bacia hidrográfica mais poluída do mundo. Além do plástico descartado</p><p>pelas cidades da região, o bioma amazônico também recebe o resíduo</p><p>gerado por países com rios a montante, como a Colômbia e o Peru. Dessa</p><p>forma, o resíduo tem sido encontrado em todos os lugares no bioma e</p><p>atingido diversas espécies, sublinhou o pesquisador.</p><p>“Costumamos ver muitos trabalhos científicos que mostram espécies de</p><p>peixes ingerindo microplásticos. Mas em qualquer lugar da biota onde for</p><p>procurado plástico, em diferentes escalas de tamanho, é possível</p><p>encontrar esses poluentes”, avaliou. Estudo publicado recentemente por</p><p>pesquisadores do grupo identificou a retenção de plásticos por macrófitas</p><p>aquáticas no rio Amazonas. “Os bancos de macrófitas retêm plásticos de</p><p>diferentes dimensões, do macro, passando pelo meso e chegando aos</p><p>microplásticos”, afirmou Martinelli.</p><p>Outro trabalho feito por uma estudante de mestrado do grupo, em vias de</p><p>publicação, mostrou que o japu (Psarocolius decumanus) – uma espécie</p><p>de ave que habita boa parte das matas da América do Sul – tem</p><p>incorporado detritos plásticos para a construção de seus ninhos. Os</p><p>pesquisadores encontraram principalmente fibras emaranhadas e cordas</p><p>em 66,67% dos ninhos do pássaro. “O plástico usado por essa espécie de</p><p>ave para construir seus ninhos é proveniente de material de descarte da</p><p>pesca”, explicou Martinelli.</p><p>Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/saneamento-precario-facilita-a-</p><p>dispersao-de-plastico-e-microplastico-na-amazonia/</p><p>Texto 03 – Grupo C</p><p>Microplásticos na agricultura contaminam o solo e ameaçam saúde</p><p>humana</p><p>Texto de ONU News - Perspectiva Global Reportagens Humanas, 17/10/2022</p><p>O aumento alarmante de plásticos na agricultura contamina o solo, pode</p><p>ameaçar a segurança alimentar e ter impacto na saúde humana. A</p><p>constatação é de um relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente,</p><p>Pnuma.</p><p>Imagem do freepik:</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/people-cleaning-garbage-from-</p><p>nature_18955476.htm#fromView=search&page=1&position=36&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>Uma das autoras do estudo publicado na 29ª Breve Previsão é a professora</p><p>Elaine Baker. A especialista ressalta que o mundo se confronta com tal</p><p>realidade quando se tem “uma quantidade finita de terras agrícolas</p><p>disponíveis”.</p><p>Saúde do solo, biodiversidade e produtividade</p><p>Para a académica da Universidade de Sydney, na Austrália, apenas se está</p><p>começando a entender “que o acúmulo de plástico pode ter impactos</p><p>amplos na saúde do solo, na biodiversidade e na produtividade, todos</p><p>vitais para a segurança alimentar”.</p><p>O setor agrícola usa o plástico de forma extensiva como revestimento para</p><p>fertilizantes, pesticidas e sementes ou camadas de cobertura, onde</p><p>microplásticos são adicionados de forma intencional.</p><p>O material também é frequente nas embalagens protetoras postas na</p><p>cobertura e forragem, cobrindo estufas e protegendo as plantações, além</p><p>de ser usado em tubos de irrigação, sacos e garrafas. Com o passar do</p><p>tempo, os macroplásticos se decompõem e seus fragmentos com menos</p><p>de 5 milímetros de comprimento penetram no solo. A presença nesse meio</p><p>pode alterar a estrutura física da Terra e limitar a retenção da água.</p><p>Cadeias de valor</p><p>A situação pode afetar as plantas, ao reduzir o crescimento das raízes e a</p><p>absorção de nutrientes. Os aditivos químicos em plásticos que penetram</p><p>no solo também podem impactar as cadeias de valor dos alimentos e ter</p><p>implicações na saúde humana. O dilema é que nenhuma dessas soluções</p><p>é imediata. Por um lado, o plástico é barato e fácil de manusear, o que</p><p>dificulta a tentativa de introduzir alternativas à venda do material.</p><p>A maior fonte de poluição do solo com microplásticos são os fertilizantes</p><p>produzidos a partir de matéria orgânica, como o estrume. Os chamados</p><p>biossólidos podem ser mais baratos e melhores para o meio ambiente do</p><p>que os outros fertilizantes. O que mais preocupa é a mistura do esterco</p><p>com microesferas. Estas partículas sintéticas minúsculas são usualmente</p><p>usadas em sabonetes, xampus, produtos de maquiagem e outros de</p><p>higiene pessoal. Mesmo tendo sido banidos em alguns países, os</p><p>microplásticos continuam a entrar no sistema hídrico por vários outros</p><p>meios: filtros de cigarro, componentes de pneus e fibras sintéticas de</p><p>roupas.</p><p>Problemas em remover microplásticos no esgoto</p><p>Os especialistas dizem que o tamanho e a composição variados dos</p><p>microplásticos os tornam difíceis de remover quando estão no esgoto. O</p><p>Pnuma revela haver progressos para melhorar a biodegradabilidade de</p><p>polímeros usados em produtos agrícolas. No mesmo setor, alguns</p><p>materiais de cobertura usados para modificar a temperatura do solo,</p><p>limitar o crescimento de ervas daninhas e evitar a perda de umidade estão</p><p>agora disponíveis no mercado em versões totalmente biodegradáveis e</p><p>compostáveis.</p><p>Soluções alternativas para baixar a dependência de polímeros à base de</p><p>hidrocarbonetos incluem o uso de polímeros de base biológica. Mas nem</p><p>todos são biodegradáveis, os que são têm preço alto. Nas culturas onde se</p><p>usam as chamadas coberturas de plástico, o material pode suprimir ervas</p><p>daninhas, combater doenças do solo e melhorar a fertilidade, mas há</p><p>preocupações com a baixa de rendimentos e alta de custos.</p><p>Plástico é barato e fácil</p><p>Baker disse que o plástico é barato e fácil de trabalhar, o que dificulta a</p><p>tentativa de introduzir alternativas que possam ajudar a vender. O apelo</p><p>aos governos é que desencorajem o uso de plásticos na agricultura, tal</p><p>como acontece na União Europeia desde o início de 2022.</p><p>O banimento restringiu o uso de certos tipos de polímeros em fertilizantes.</p><p>Para os especialistas, ainda são necessárias mais pesquisas para</p><p>desenvolver produtos que incluiriam tecidos alternativos que não deixem</p><p>escapar microplásticos ao solo. Outra medida seria incentivar os</p><p>consumidores a repensar seu consumo de plástico e os fabricantes a</p><p>reduzir a quantidade do material que têm usado.</p><p>Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2022/10/1803857</p><p>Texto 04 – Grupo D</p><p>Microplásticos são encontrados em leite materno humano pela primeira</p><p>vez</p><p>Texto da Redação Galileu, 10 out 2022</p><p>Imagem do Freepik:</p><p>https://www.freepik.com/</p><p>free-photo/woman-</p><p>breast-feeding-her-</p><p>child_26316521.htm#fro</p><p>mView=search&page=1&</p><p>position=4&uuid=e7f254</p><p>79-7dac-44bc-b2ae-</p><p>41906c97f135</p><p>https://news.un.org/pt/story/2022/10/1803857</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/ground-littered-with-plastic-bottles_25710028.htm#fromView=search&page=1&position=27&uuid=9aa091ec-6daf-42bc-8762-e312b2755c35</p><p>Pesquisadores detectaram microplásticos em leite materno pela primeira</p><p>vez. A descoberta ocorreu em 75% das amostras retiradas de 34 mães</p><p>saudáveis, uma semana após o parto, em Roma, na Itália. Os resultados</p><p>foram registrados em 30 de junho na revista Polymers.</p><p>As amostras de leite materno foram coletadas, armazenadas e analisadas</p><p>sem o uso de plásticos. Coletas de controle também foram processadas</p><p>para descartar contaminação, podendo ser comparadas com as demais.</p><p>A pesquisa identificou microplásticos compostos de polietileno, PVC e</p><p>polipropileno, que estão presentes em embalagens. Não foi possível para</p><p>os cientistas analisar partículas com menos de 2 mícrons (0,0002</p><p>centímetro), sendo provável que estejam presentes no leite materno</p><p>pedaços ainda menores.</p><p>“A prova da presença de microplásticos no leite materno aumenta nossa</p><p>grande preocupação com a população extremamente vulnerável de</p><p>bebês”, alerta Valentina Notarstefano, da Universidade Politécnica de</p><p>Marche, em Ancona, ao portal britânico The Guardian. Segundo defende a</p><p>pesquisadora, será crucial avaliar maneiras de reduzir a exposição a esses</p><p>contaminantes durante a gravidez e a lactação. Porém, as vantagens da</p><p>amamentação são muito maiores do que as desvantagens que podem ser</p><p>causadas pela presença de microplásticos.</p><p>“Estudos como o nosso não devem reduzir a amamentação de crianças,</p><p>mas sim conscientizar o público para pressionar os políticos a promoverem</p><p>leis que reduzam a poluição”, ressalta Notarstefano. Os plásticos contêm</p><p>produtos químicos nocivos, como ftalatos, que já foram encontrados no</p><p>leite materno antes. A mesma equipe italiana responsável pelo estudo</p><p>identificou, inclusive, microplásticos em placentas humanas em 2020. Além</p><p>disso, pesquisas anteriores mostraram efeitos tóxicos dos microplásticos</p><p>em linhas de células humanas, animais de laboratório e na vida selvagem</p><p>marinha.</p><p>Os microplásticos já foram detectados em caule de planta, na neve</p><p>próximo ao topo do Monte Everest, no sangue humano e em fezes de</p><p>crianças e adultos. Entretanto, o impacto em seres humanos ainda é pouco</p><p>conhecido.</p><p>Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Um-So-</p><p>Planeta/noticia/2022/10/microplasticos-sao-encontrados-em-leite-materno-humano-</p><p>pela-primeira-vez.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/04/cientistas-encontram-12-tipos-de-microplasticos-em-pulmoes-humanos.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/06/paciente-com-covid-19-por-mais-de-120-dias-e-tratada-com-leite-materno.html</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9269371/</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2022/05/saliva-de-traca-contem-enzimas-capazes-de-decompor-plasticos.html</p><p>http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/09/microplastico-suspenso-no-ar-pode-favorecer-disseminacao-da-covid-19.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/09/microplastico-suspenso-no-ar-pode-favorecer-disseminacao-da-covid-19.html</p><p>http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/09/microplastico-suspenso-no-ar-pode-favorecer-disseminacao-da-covid-19.html</p><p>https://www.theguardian.com/environment/2022/oct/07/microplastics-human-breast-milk-first-time</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/12/62-das-brasileiras-ja-tiveram-pelo-menos-uma-gravidez-nao-planejada.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/12/covid-19-impactou-significativamente-amamentacao-exclusiva-de-bebes-diz-estudo.html</p><p>https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0160412020322297</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/08/microplasticos-podem-ser-cavalo-de-troia-para-o-transporte-de-metais.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/08/microplasticos-podem-ser-cavalo-de-troia-para-o-transporte-de-metais.html</p><p>http://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/09/microplasticos-sao-encontrados-no-caule-de-planta-pela-primeira-vez.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2020/11/microplasticos-sao-encontrados-em-neve-proximo-ao-topo-do-everest.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2020/11/microplasticos-sao-encontrados-em-neve-proximo-ao-topo-do-everest.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/09/microplastico-suspenso-no-ar-pode-favorecer-disseminacao-da-covid-19.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/09/criancas-tem-10-vezes-mais-microplasticos-nas-fezes-do-que-adultos.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/09/criancas-tem-10-vezes-mais-microplasticos-nas-fezes-do-que-adultos.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/10/microplasticos-sao-encontrados-em-leite-materno-humano-pela-primeira-vez.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/10/microplasticos-sao-encontrados-em-leite-materno-humano-pela-primeira-vez.html</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/10/microplasticos-sao-encontrados-em-leite-materno-humano-pela-primeira-vez.html</p><p>Texto 05 – Grupo E</p><p>Microplásticos encontrados nas artérias aumentam risco de infarto e AVC</p><p>Texto de Gabriela Maraccini, CNN Brasil, em 07/03/2024</p><p>Os plásticos e microplásticos estão presentes em diversos ambientes e</p><p>espécies na Amazônia, como em peixes e plantas aquáticas, e têm sido até</p><p>mesmo usados por uma ave da floresta para construir seu ninho. Um dos</p><p>principais fatores que têm contribuído para o bioma estar se tornando um</p><p>potencial hotspot desses contaminantes é a falta de condições adequadas</p><p>de saneamento básico em grande parte das cidades da região. (...)</p><p>“A falta de condições adequadas de saneamento encontradas na maior</p><p>parte da Amazônia representa uma importante fonte de entrada de</p><p>plásticos e microplásticos nos rios do bioma, que compõem o maior</p><p>sistema fluvial do mundo”, disse José Eduardo Martinelli Filho, professor da</p><p>UFPA. De acordo com dados apresentados pelo pesquisador, 70% das</p><p>cidades da Amazônia brasileira não possuem tratamento de água.</p><p>A fim de avaliar a variação das condições de saneamento básico em 313</p><p>municípios amazônicos, os pesquisadores da UFPA criaram um índice com</p><p>base em dados sobre o percentual de áreas urbanas cobertas por coleta</p><p>pública de esgoto, sistemas de drenagem de águas pluviais e de</p><p>disposição de resíduos sólidos, obtidos da Agência Nacional de Águas e</p><p>Saneamento Básico (ANA) e do Sistema Nacional de Informações sobre</p><p>Saneamento (SNIS).</p><p>Imagem do freepik:</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/small-plastic-human-heart-with-spangles-</p><p>table_3624623.htm#fromView=search&page=1&position=46&uuid=3962b11a-e247-4968-858f-ba75a9227084</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/small-plastic-human-heart-with-spangles-table_3624623.htm#fromView=search&page=1&position=46&uuid=3962b11a-e247-4968-858f-ba75a9227084</p><p>https://www.freepik.com/free-photo/small-plastic-human-heart-with-spangles-table_3624623.htm#fromView=search&page=1&position=46&uuid=3962b11a-e247-4968-858f-ba75a9227084</p><p>Como o estudo foi feito?</p><p>O estudo foi realizado com 257 pessoas que tinham sido submetidas a</p><p>uma cirurgia chamada endarterectomia carotídea. Esse procedimento é</p><p>indicado para tratar a doença da artéria carótida, caracterizada pelo</p><p>estreitamento das artérias devido a formação de placas de gordura e</p><p>cálcio no seu interior.</p><p>Os pesquisadores acompanharam os pacientes durante uma média de 34</p><p>meses após a cirurgia. Foram encontradas partículas de plástico,</p><p>principalmente os nanoplásticos, nas artérias de 150 pacientes.</p><p>Segundo análises clínicas feitas pelos cientistas, a maior parte dessas</p><p>partículas era composta por polietileno, o tipo de plástico mais utilizado no</p><p>mundo e encontrado em embalagens de alimentos, sacolas de mercado e</p><p>tubos médicos. Também foi encontrado PVC (cloreto de polivinila) nessas</p><p>partículas.</p><p>Durante o acompanhamento, 20% desses pacientes sofreram infarto não</p><p>fatal, AVC não fatal ou morreram, por qualquer causa. Entre aqueles que</p><p>não apresentavam partículas plásticas em suas artérias, apenas 7,5%</p><p>sofreram esses eventos.</p><p>De acordo com os pesquisadores, os pacientes com níveis detectáveis de</p><p>plástico tinham um risco quase cinco vezes maior de sofrer um evento</p><p>cardiovascular em comparação com os outros participantes. Esse</p><p>resultado foi obtido após ajustes para idade, sexo, índice de massa</p><p>corporal e condições de saúde como diabetes e colesterol alto.</p><p>Apesar dos achados, o estudo é apenas observacional, ou seja, mostra</p><p>somente uma associação entre as partículas de plástico e ataque</p><p>cardíaco, AVC ou morte. Portanto, as descobertas não confirmam que os</p><p>micros ou nanoplásticos foram responsáveis por esses eventos</p><p>cardiovasculares.</p><p>Para chegar a essa conclusão, mais estudos seriam necessários, como um</p><p>ensaio randomizado e controlado. Porém, para realizar essas pesquisas,</p><p>seria necessário expor intencionalmente as pessoas a potenciais toxinas, o</p><p>que pode ser antiético. Por outro lado, o atual estudo pode abrir caminho</p><p>para outras pesquisas futuras que reforcem a relação entre a presença de</p><p>micro e nanoplásticos no organismo e doenças cardiovasculares, na visão</p><p>dos pesquisadores.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.cnnbrasil.com.br/saude/microplasticos-encontrados-nas-arterias-</p><p>aumentam-risco-de-infarto-e-avc/</p><p>Questão 1</p><p>Os microplásticos representam aproximadamente 92,4% da contagem global de</p><p>partículas de lixo plástico. Estes pequenos plásticos de até 5 mm de tamanho</p><p>estão entrando no ambiente marinho, contaminando um sistema já vulnerável.</p><p>(www.arocha.org. Adaptado.)</p><p>Os mexilhões estão entre os invertebrados marinhos diretamente afetados pela</p><p>presença de partículas de microplásticos nas águas, uma vez que, para se</p><p>alimentarem,</p><p>A. Capturam micropartículas batendo os flagelos dos coanócitos.</p><p>B. Raspam com a rádula a superfície do substrato marinho.</p><p>C. Trituram com dentes calcários outros animais menores.</p><p>D. Filtram partículas de alimento na água circundante. (Alternativa correta).</p><p>E. Circulam a água pelos canais do sistema ambulacrário.</p><p>Questão 2</p><p>Na situação descrita,</p><p>A. As bactérias anaeróbias concentram a maior parte do mercúrio nas cadeias</p><p>alimentares da região inundada.</p><p>B. A bioacumulação de mercúrio nos organismos aquáticos será menor ao longo</p><p>dos níveis tróficos das cadeias alimentares.</p><p>C. Os microrganismos que fermentam a matéria orgânica na água favorecem a</p><p>entrada de mercúrio nas cadeias alimentares. (Alternativa correta).</p><p>D. Os organismos autotróficos nas cadeias alimentares da região inundada não</p><p>são contaminados pelo mercúrio.</p><p>E. A contaminação por mercúrio fica restrita aos organismos aquáticos dos</p><p>ecossistemas da região inundada.</p><p>AFERIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM</p><p>Os microplásticos representam aproximadamente 92,4% da contagem global de</p><p>partículas de lixo plástico. Estes pequenos plásticos de até 5 mm de tamanho</p><p>estão entrando no ambiente marinho, contaminando um sistema já vulnerável.</p><p>(http://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado).</p><p>Nas últimas décadas, descobriu-se que os volumosos e inadequados descartes</p><p>de resíduos plásticos e de outros materiais sintéticos, mesmo quando realizados</p><p>nos continentes, podem resultar em consideráveis depósitos em áreas distantes</p><p>nos oceanos e mares, seja em seu fundo, na coluna d’água, ou na sua superfície.</p><p>Como consequência, ocorrem mudanças físicas, químicas e ecológicas nesses</p><p>oceanos e mares, em que alguns desses depósitos já atingem a escala</p><p>planetária, como é o caso dos materiais plásticos flutuantes representados na</p><p>figura.</p><p>www.revistapesquisafapesp.br, maio de 2016</p><p>Questão 3</p><p>Os depósitos flutuantes representados na figura apresentam-se</p><p>A. Com padrões concentrados na parte interna dos giros oceânicos do Pacífico</p><p>norte e sul, locais de menor atividade das grandes correntes marinhas.</p><p>(Alternativa correta).</p><p>B. Com maior acumulação no litoral de ambos os hemisférios,</p><p>devido à atuação</p><p>de importantes correntes marinhas nessas áreas.</p><p>C. Mais volumosos no hemisfério norte, em função das menores temperaturas</p><p>de suas águas, o que faz aumentar a velocidade de correntes, como a do Peru e</p><p>a do Japão.</p><p>D. Com concentrações idênticas em ambos os hemisférios, devido à forte</p><p>atuação de importantes correntes marinhas que transitam do hemisfério norte</p><p>ao sul.</p><p>E. Mais concentrados e abundantes no hemisfério norte, devido à grande</p><p>mobilidade de importantes correntes marinhas, como a de Humboldt e a de</p><p>Madagascar.</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>Inicie a aula acolhendo a turma e peça para que os grupos se organizem</p><p>para a apresentação. Muito provavelmente, uma atmosfera de euforia</p><p>dominará a turma nesse momento. Convide todos/as a se sentarem, se</p><p>acalmarem e respirarem antes de dar início às apresentações.</p><p>AULA 3</p><p>Trabalho investigativo sobre com o eixo temático Vida e Evolução, para as</p><p>práticas que permitam aos estudantes vislumbrar intervenções</p><p>ambientais para a mudança climática, conservação da vida na água e na</p><p>terra. Utilizou-se o tema dos microplásticos nos mais diversos ambientes</p><p>como forma de explorar a pesquisa, a comunicação, a organização de</p><p>ideias e a argumentação.</p><p>Todo esse processo deve durar aproximadamente 75 minutos,</p><p>considerando que são 5 apresentações de 10 minutos, intercaladas por 5</p><p>minutos para o debate. Reforço a importância da condução docente ao</p><p>longo de todo o momento, sempre fazendo pontuações que tragam</p><p>complementações sobre esgotamento sanitário, mudanças climáticas,</p><p>segurança alimentar, sustentabilidade e a importância das leis e da</p><p>fiscalização ambiental. Quando colocamos o aluno como protagonista do</p><p>processo e estimulamos a investigação, nunca sabemos a profundidade</p><p>ou superficialidade do que será apresentado. Cabe ao docente fazer uma</p><p>costura bem-feita para manter a qualidade pedagógica, provocando</p><p>deslocamentos de pensamento e esclarecendo incompreensões, algo</p><p>absolutamente natural nesse contexto.</p><p>Chame cada grupo para iniciar suas apresentações. Garanta que os/as</p><p>demais estudantes escutem atentamente e estimule a participação</p><p>coletiva após as apresentações. A proposta é que cada grupo apresente</p><p>em 10 minutos, e que o/a docente utilize 5 minutos para conduzir reflexões</p><p>ampliadas sobre a temática com o coletivo de estudantes. É muito</p><p>importante valorizar as pesquisas realizadas, reforçar os pontos positivos</p><p>através de elogios e conduzir reflexões cuidadosas sobre os pontos que</p><p>precisam ser melhorados. A intervenção sobre o que precisa ser</p><p>melhorado em apresentações dessa natureza não deve criar bloqueios</p><p>nos estudantes.</p><p>AFERIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM</p><p>É esperado que os/as estudantes acessem um conjunto interessante de</p><p>textos, gráficos, infográficos, tabelas, artigos científicos e documentos</p><p>governamentais que possam aprofundar as temáticas e debater a</p><p>problemática ambiental apresentada bem como os seus diversos</p><p>impactos. Reflexões e provocações dentro do debate político e</p><p>fiscalizatório do Estado, tanto para a implementação de leis já existentes</p><p>e como propostas de criação de novas também podem surgir.</p><p>Transbordamentos para o campo das questões sociais certamente</p><p>ocorrerão, e tensionamentos podem aparecer. É importante mediar com</p><p>muita cautela eventuais situações delicadas.</p><p>Considerando que o encontro é de 90 minutos, nos 15 minutos finais da</p><p>aula, realize a atividade de aferição e acompanhamento da</p><p>aprendizagem abaixo proposta.</p><p>Analise a figura abaixo para responder à questão.</p><p>Questão 1</p><p>Está correto afirmar que o fenômeno representado corresponde:</p><p>A. Ao efeito Estufa, que tem alcance global e que afeta todas as cidades no</p><p>mundo, independentemente das dimensões e dos topos de suas construções.</p><p>B. À chuva ácida, que decorre da combinação entre o vapor d’água e o enxofre,</p><p>nos centros urbanos. Esse fenômeno é agravado pela queima de derivados de</p><p>petróleo e carvão mineral.</p><p>Leia o texto e observe a ilustração.</p><p>Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) – Esquema simplificado</p><p>Questão 2</p><p>C. Às enchentes, pois as alterações ambientais provocadas pelo homem</p><p>interferem no clima. Na ilustração, podemos constatar, claramente, a</p><p>movimentação do ar que provoca chuvas de tipo frontal.</p><p>D. À ilha de Calor, caracterizada pelo aumento das temperaturas nas áreas</p><p>centrais das cidades médias e grandes. A verticalização das construções e a</p><p>cobertura de grandes espaços com asfalto e concreto estão entre as suas</p><p>causas. (Alternativa correta).</p><p>E. Ao Cânion de Frio, que nada mais é do que o resfriamento de determinadas</p><p>áreas dos grandes centros urbanos em relação a outras. A construção de</p><p>grandes edifícios, com materiais espelhados, segundo os padrões de países</p><p>de clima mais frio, como os EUA, é a opção mais correta para cidades de</p><p>ambientes tropicais, como São Paulo e Rio de Janeiro.</p><p>O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara – PDBG – foi concebido para</p><p>melhorar as condições sanitárias e ambientais da Região Metropolitana do Rio</p><p>de Janeiro. Verifique a distribuição, a situação e as fases de operação das</p><p>Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) do PDBG.</p><p>Considerando essas informações, é correto afirmar:</p><p>A. A área mais atendida em relação à mitigação da poluição encontra-se no</p><p>sudeste da Baía de Guanabara, pois possui maior número de estações que</p><p>atuam em todos os níveis de tratamento de esgoto.</p><p>B. O tratamento do esgoto objetiva a diminuição da poluição das águas, poluição</p><p>essa causada pela introdução de substâncias artificiais ou pelo aumento da</p><p>concentração de substâncias naturais no ambiente aquático existente.</p><p>(Alternativa correta).</p><p>C. A Baía de Guanabara encontra-se ainda poluída, em razão de as ETEs</p><p>existentes reciclarem apenas o lodo proveniente dos dejetos, sendo os materiais</p><p>do nível primário despejados sem tratamento no mar.</p><p>D. A elevada concentração de resíduos sólidos despejados na Baía de</p><p>Guanabara, tais como plásticos, latas e óleos, acaba por provocar intensa</p><p>eutrofização das águas, aumentando a taxa de oxigênio dissolvido na água.</p><p>E. O tratamento de esgoto existente concentra-se na eliminação dos fungos</p><p>lançados no mar, principalmente aqueles gerados pelos dejetos de origem</p><p>industrial.</p><p>Questão 3</p><p>Com base no texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar:</p><p>A. No Mato Grosso do Sul, prevalece a criação de caprinos nas chapadas,</p><p>ocasionando a contaminação dos lençóis freáticos por resíduos de agrotóxicos.</p><p>B. No Mato Grosso, ocorre grande utilização de agrotóxicos, em virtude,</p><p>principalmente, da quantidade de soja, milho e algodão nele cultivada.</p><p>(Alternativa correta).</p><p>C. Em Goiás, com o avanço do cultivo da laranja transgênica voltada para</p><p>exportação, aumentou a contaminação a montante do rio Cuiabá.</p><p>D. No Mato Grosso, estado em que há a maior área de silvicultura do país, há</p><p>predominância da pulverização aérea de agrotóxicos sobre as florestas</p><p>cultivadas.</p><p>E. No Mato Grosso do Sul, um dos maiores produtores de feijão, trigo e maçã do</p><p>país, verifica-se significativa contaminação do solo por resíduos de agrotóxicos.</p><p>É preocupante a detecção de resíduos de agrotóxicos no planalto mato-</p><p>grossense [Planaltos e Chapada dos Parecis], onde nascem o rio Paraguai e</p><p>parte de seus afluentes, cujos cursos dirigem-se para a Planície do Pantanal. Em</p><p>termos ecológicos, o efeito crônico da contaminação, mesmo sob baixas</p><p>concentrações, implica efeitos na saúde e no ambiente a médio e longo prazos,</p><p>como a diminuição do potencial biológico de espécies animais e vegetais.</p><p>Dossiê Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro/São Paulo:</p><p>EPSJV/Expressão Popular, 2012. Adaptado.</p><p>Núcleo deNúcleo de</p><p>Produção deProdução de</p><p>Conteúdo eConteúdo e</p><p>FormaçãoFormação</p>