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<p>3a SÉRIE - Aula 3 – 4o Bimestre</p><p>Língua Portuguesa</p><p>Etapa Ensino Médio</p><p>Colocação pronominal</p><p>Colocação pronominal;</p><p>Obra Capitães da areia, de Jorge Amado.</p><p>Comparar a colocação pronominal na norma-padrão e no português brasileiro coloquial;</p><p>Analisar características linguísticas e textuais de trechos do romance Capitães da areia, de Jorge Amado.</p><p>Conteúdos</p><p>Objetivos</p><p>Professor, ao trabalhar esta aula e as atividades propostas, você estará potencializando o desenvolvimento das habilidades: (EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica; (EM13LP08) Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeitos que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.</p><p>Sugestão de tempo:</p><p>Para começar: 8 minutos.</p><p>Foco no conteúdo I: 12 minutos.</p><p>Na prática I: 6 minutos.</p><p>Foco no conteúdo II: 5 minutos.</p><p>Na prática II: 5 minutos.</p><p>Aplicando: 6 minutos.</p><p>Vamos relembrar um pouquinho a função que alguns pronomes pessoais estão desempenhando no texto?</p><p>O que são pronomes e para que servem?</p><p>Pronomes são palavras que acompanham os substantivos, podendo substituí-los (direta ou indiretamente), retomá-los ou se referir a eles.</p><p>Existem dois tipos de pronomes pessoais, os do:</p><p>- caso reto – tem a função de sujeito ou seu predicativo;</p><p>- caso oblíquo – não são acompanhados de preposição, tem a função de complemento.</p><p>Para isso, vamos às atividades onde leremos um trecho extraído do romance de Jorge Amado “Capitães da areia”.</p><p>Tomem nota em seus cadernos:</p><p>Para começar</p><p>Vamos às Atividades</p><p>Sobre pronomes</p><p>1)- Identifiquem os pronomes sublinhados como pessoais dos casos reto ou oblíquo:</p><p>2)- Apontem a quem cada um dos pronomes se refere:</p><p>Depois vai o Sem-Pernas. [...] Monta um cavalo azul que tem estrelas pintadas no lombo de madeira. Os lábios estão apertados, seus ouvidos não ouvem a música da pianola. Só vê as luzes que giram com ele e prende em si a certeza de que está num carrossel, girando num cavalo como todos aqueles meninos que têm pai e mãe, e uma casa e quem os beije e quem os ame. Pensa que é um deles e fecha os olhos para guardar melhor esta certeza. Já não vê os soldados que o surraram, o homem de colete que ria. Volta Seca os matou na sua corrida. O Sem-Pernas vai teso no seu cavalo. É como se corresse sobre o mar para as estrelas na mais maravilhosa viagem do mundo. [...] Seu coração bate tanto, tanto, que ele o aperta com a mão.</p><p>AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1980.</p><p>Para começar</p><p>AMADO, Jorge. Capitães da Areia. 92. ed. Rio de Janeiro: Record,1988.</p><p>1)- Identifiquem os pronomes sublinhados como pessoais dos casos reto ou oblíquo:</p><p>2)- Apontem a quem cada um dos pronomes se refere:</p><p>Depois vai o Sem-Pernas. [...] Monta um cavalo azul que tem estrelas pintadas no lombo de madeira. Os lábios estão apertados, seus ouvidos não ouvem a música da pianola. Só vê as luzes que giram com ele e prende em si a certeza de que está num carrossel, girando num cavalo como todos aqueles meninos que têm pai e mãe, e uma casa e quem os beije e quem os ame. Pensa que é um deles e fecha os olhos para guardar melhor esta certeza. Já não vê os soldados que o surraram, o homem de colete que ria. Volta Seca os matou na sua corrida. O Sem-Pernas vai teso no seu cavalo. É como se corresse sobre o mar para as estrelas na mais maravilhosa viagem do mundo. [...] Seu coração bate tanto, tanto, que ele o aperta com a mão. AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1980.</p><p>Sem-pernas / aqueles meninos / soldados / coração</p><p>Ele – pronome pessoal do caso reto / os demais são oblíquos</p><p>CORREÇÃO</p><p>Para começar</p><p>Pronomes pessoais</p><p>Pessoa Retos Oblíquos átonos Oblíquos tônicos</p><p>1ª p. singular Eu me mim, comigo</p><p>2ª p. singular Tu te ti, contigo</p><p>3ª p. singular Ele o, a, lhe, se ele, ela, si, consigo</p><p>1ª p. plural Nós nos nós, conosco</p><p>2ª p. plural Vós vos vós, convosco</p><p>3ª p. plural Eles os, as, lhes, se eles, elas, si consigo</p><p>Foco no conteúdo</p><p>Colocação pronominal</p><p>A colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos segue a estrutura usual das palavras nas frases:</p><p>sujeito + verbo + complementos</p><p>No entanto, algumas particularidades fazem com que sua colocação sofra alterações e obedeça a determinadas regras. Por isso, temos a próclise, a mesóclise e a ênclise.</p><p>Conforme a sua posição junto ao verbo, os pronomes oblíquos átonos podem ser:</p><p>1)- PROCLÍTICOS: (antepostos ao verbo): Ex.: Isso não se faz.</p><p>2)- MESOCLÍTICOS: (intercalados no verbo): Ex.: Chamar-me-iam de louco.</p><p>3)- ENCLÍTICOS: (pospostos ao verbo): Ex.: Quero-lhe muito bem.</p><p>Tomem nota em seus cadernos:</p><p>Foco no conteúdo</p><p>A próclise é a colocação mais recorrente. Ocorre quando o pronome vem antes do verbo.</p><p>Ex.: Não o encontrei no corredor.</p><p>O segredo aqui é se lembrar dos fatores que atraem a próclise.</p><p>A próclise</p><p>Há próclise quando antes do verbo houver, na oração, palavras que possam atrair o pronome átono. Tais palavras atrativas são principalmente:</p><p>Foco no conteúdo</p><p>I)- as de sentido negativo: (não, nunca, jamais).</p><p>Ex.: Não o maltratei.</p><p>Observação: Se a palavra negativa proceder um infinitivo não flexionado, é possível a ênclise. Ex.: Calei para não magoá-lo.</p><p>II)- os pronomes relativos: (que, o que, quem).</p><p>Ex.: Há pessoas que nos querem bem.</p><p>III)- os pronomes indefinidos: (tudo, nada, pouco, muito, quem, todos, alguém, algo, nenhum, ninguém, quanto).</p><p>Ex.: Pouco se sabe a respeito desse artista.</p><p>IV)- os pronomes demonstrativos: (aquele, aquela, aquilo).</p><p>Ex.: Aquilo me deixou transtornado.</p><p>V)- os pronomes interrogativos: (quem, qual).</p><p>Ex.: Quem nos enviou esse presente?</p><p>VI)- certos advérbios: (sempre, já, bem, aqui, onde, mais).</p><p>Ex.: Sempre me lembro dele.</p><p>Observação: Se houver pausa depois do advérbio, prevalecerá a ênclise.</p><p>Ex.: Depois, encaminhei-me para ele.</p><p>VII)- as conjunções subordinativas.</p><p>Ex.: Afastou-se, quando nos viu.</p><p>Observação: A elipse (omissão) da conjunção não dispensa a próclise. Ex.: Quando passo e te vejo, exulto.</p><p>Já a mesóclise, que é a intercalação das variações pronominais átonas, ocorre somente com verbos no FUTURO DO PRESENTE e FUTURO DO PRETÉRITO do indicativo, desde que antes do verbo não haja palavras que exija a próclise.</p><p>Ex.: Encontrá-lo-ei no corredor. (Encontrarei – futuro do presente)</p><p>Ex.: Ajudar-te-ia se tivesse pedido antes. (Ajudaria – futuro do pretérito)</p><p>Atenção: a mesóclise só é utilizada em situações formais ou em textos literários, pois geralmente é substituída pela próclise.</p><p>Ex.: Eu o encontrarei no corredor.</p><p>Ex.: Eu te ajudaria se tivesse pedido antes.</p><p>A mesóclise</p><p>Foco no conteúdo</p><p>Observações:</p><p>1.ª = Em caso algum se haverá de pospor o pronome átono ao futuro do indicativo: dir-lhe-ei, dir-lhe-ia, far-se-ia, vender-lhe-ei, chamá-lo-ia, e nunca: direi-lhe, diria-lhe, faria-se, venderei-lhe, chamaria-o.</p><p>2.ª = A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta. Na fala corrente, emprega-se a próclise: Eu lhe direi, ela o chamaria, etc.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>A ênclise ocorre quando o pronome vem depois do verbo. Pode ser considerada a colocação básica do pronome, pois obedece à sequência verbo-complemento. Assim, o pronome surge depois do verbo. Ex.: Encontrei-o no corredor.</p><p>A ênclise</p><p>Os pronomes átonos estarão em ênclise:</p><p>a. Nos períodos iniciados pelo verbo (que não seja o futuro), pois, na língua culta, não se abre frase com pronome oblíquo.</p><p>Ex.: Vai-se a primeira pomba despertada.</p><p>* Observação: iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, pessoal, despreocupada,</p><p>ou na língua escrita, quando se deseja reproduzir a fala dos personagens.</p><p>Ex.: Me larga! Quero ir embora!</p><p>b. Nas orações reduzidas de gerúndio: quando nelas houver palavras atrativas.</p><p>Ex.: Aceitei o desafio fazendo-me de forte.</p><p>* Observação: Se o gerúndio vier antecedido da preposição expletiva em, ou modificado por advérbio, usar-se-á a próclise: Ex.: Ele estava pouco se importando com os gastos.</p><p>Ex.: Em se tratando de segurança, não sairei de casa.</p><p>c. Nas orações imperativas afirmativas: que indicam ordem pedido, orientação, conselho, recomendação, etc..</p><p>Ex.: Levem-me ao seu líder!</p><p>* Observação: A próclise com o imperativo afirmativo não era estranha ao português clássico.</p><p>Ex.: O pão nosso de cada dia nos dai hoje.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>d. verbo no infinitivo impessoal (não flexionado): regido da preposição “a”, em se tratando dos pronomes o, a, os, as.</p><p>Ex.: Vou acompanhá-la ao mercado.</p><p>Ex.: Começou a maltratá-la.</p><p>* Observação: Junto a infinitivo flexionado, regido de preposição, é de rigor a próclise.</p><p>Ex.: Repreendi-os por se queixarem sem razão.</p><p>Não se esqueça: Vindo o infinitivo impessoal regido da preposição para, quase sempre é indiferente a colocação do pronome oblíquo antes ou depois do verbo, mesmo com a presença do advérbio não:</p><p>Ex.: Corri para defendê-lo. = Corri para o defender.</p><p>Ex.: Corri para contrariá-lo. = Corri para não contrariá-lo.</p><p>OBS: Embora a norma-padrão afirme que não é adequado iniciar frases com próclise, o emprego é muito utilizado na linguagem coloquial. Ex.: Me procure, se precisar.</p><p>Dica: Para evitar uma formalidade extrema e artificialidade ao discurso, utilize os pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) no início das frases. Ex.: Amo-te! – Eu te amo!</p><p>Não se esqueça disso também: Tanto a expressão “para eu” quanto a “para mim” estão corretas, existem e podem ser utilizadas na língua portuguesa. Entretanto, deve-se usar cada uma em situações diferentes. “Para eu” deve ser usado quando se assume a função de sujeito e “para mim”, quando se assume função de objeto indireto.</p><p>Vamos às Atividades</p><p>1)- Reescreva as frases inserindo os pronomes oblíquos entre parênteses seguindo as regras da norma-padrão:</p><p>a)- Por que você nunca contou isso? (me)</p><p>b)- Foi o Querido-de-Deus que mandou. (nos)</p><p>c)- Dalva não deu sequer um olhar. (lhe)</p><p>d)- Sirva o melhor vinho que Deus deu. (nos/lhe)</p><p>e)- Você deve comprar o melhor vinho do porto. (me)</p><p>f)- Ele queria alimentar de sua atenção. (se)</p><p>g)- Liberte das suas palavras ofensivas. (me)</p><p>h)- Você deve concentrar em seu objetivos. (se)</p><p>i)- Ela jamais aceitou a opinião. (lhe)</p><p>j)- Comprarei esses tênis, não venda para ninguém! (os)</p><p>Na prática</p><p>1)- Reescreva as frases inserindo os pronomes oblíquos entre parênteses seguindo as regras da norma-padrão:</p><p>a)- Por que você nunca me contou isso?</p><p>b)- Foi o Querido-de-Deus que nos mandou.</p><p>c)- Dalva não lhe deu sequer um olhar.</p><p>d)- Sirva-nos o melhor vinho que lhe Deus deu.</p><p>e)- Você deve comprar-me o melhor vinho do porto.</p><p>f)- Ele queria alimentar-se de sua atenção.</p><p>g)- Liberte-me de suas palavras ofensivas.</p><p>h)- Você deve se concentrar em seu objetivos.</p><p>i)- Ela jamais lhe aceitou a opinião.</p><p>j)- Comprarei esses tênis, não os venda para ninguém!</p><p>CORREÇÃO</p><p>Na prática</p><p>FOCA AQUI</p><p>Ó</p><p>Foco no conteúdo</p><p>JORGE AMADO nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna (BA). Começou a escrever profissionalmente como repórter aos catorze anos, em veículos de comunicação como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Estreou na literatura brasileira com o romance O país do Carnaval (1931). Em 1945, foi eleito deputado federal pelo PCB — partido com o qual romperia anos depois.</p><p>É autor de clássicos como Gabriela, cravo e canela, Tenda dos milagres e Tieta do Agreste. Faleceu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.</p><p>Quem foi?</p><p>Na prática</p><p>Embora vivam à margem da sociedade, os Capitães da Areia revelam uma fraternidade única e o desejo de uma vida melhor.</p><p>Por meio dessa narrativa realista, Jorge Amado retrata os dilemas da infância roubada e denuncia as injustiças sociais, ao mesmo tempo em que destaca a força e a resiliência dessas crianças, que, apesar de todas as adversidades, permanecem unidas em busca de esperança e liberdade.</p><p>Capitães da areia</p><p>Publicado em 1937, o romance narra a saga de um grupo de crianças e adolescentes marginalizados, conhecidos como Capitães da Areia, que vivem nas ruas de Salvador, Bahia.</p><p>Liderados por Pedro Bala, esses jovens órfãos desfavorecidos enfrentam os desafios da sobrevivência, envolvendo-se em pequenos delitos para garantir seu sustento.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>Vamos às Atividades</p><p>1)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique :</p><p>a)- ( ) Sempre a quis como namorada.</p><p>b)- ( ) Os soldados não lhe obedeceram.</p><p>c)- ( ) Todos me disseram o mesmo.</p><p>d)- ( ) Recusei a ideia que apresentaram-me.</p><p>e)- ( ) Quando a cumprimentaram, ela desmaiou.</p><p>Atividades sobre colocação pronominal</p><p>2)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade.</p><p>b)- ( ) Com muito prazer, se soubesse, explicaria-lhe tudo.</p><p>c)- ( ) João tem-se interessado por suas novas atividades.</p><p>d)- ( ) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito.</p><p>e)- ( ) Ele permitir-lhe-ia sua saída se pudesse.</p><p>3)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Tudo me era completamente difícil.</p><p>b)- ( ) Ela não me deixou concluir a frase.</p><p>c)- ( ) Este casamento não deve realizar-se.</p><p>d)- ( ) Ele havia lembrado-me de sair cedo.</p><p>e)- ( ) Dê-lhe tudo o que precisa!</p><p>4)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Esta é a mesa em que deveria-se colocar o livro.</p><p>b)- ( ) Ninguém nos falou, outrora, com tanta sinceridade.</p><p>c)- ( ) Não se vá, custa-lhe ficar um pouco mais?</p><p>d)- ( ) A mão que te estendemos é amiga.</p><p>e)- ( ) Venda-o com urgência.</p><p>Atividades sobre colocação pronominal</p><p>Correção</p><p>1)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Sempre a quis como namorada.</p><p>b)- ( ) Os soldados não lhe obedeceram.</p><p>c)- ( ) Todos me disseram o mesmo.</p><p>d)- ( ) Recusei a ideia que apresentaram-me.</p><p>e)- ( ) Quando a cumprimentaram, ela desmaiou.</p><p>X</p><p>JUSTIFICATIVA: O pronome relativo “que” atrai a próclise.</p><p>Correção</p><p>2)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade.</p><p>b)- ( ) Com muito prazer, se soubesse, explicaria-lhe tudo.</p><p>c)- ( ) João tem-se interessado por suas novas atividades.</p><p>d)- ( ) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito.</p><p>e)- ( ) Ele permitir-lhe-ia sua saída se pudesse.</p><p>X</p><p>JUSTIFICATIVA: Não se usa próclise diante de verbos no tempo futuro do pretérito.</p><p>Correção</p><p>3)- Marque um (X) na única alternativa que possui erro de colocação pronominal e depois justifique:</p><p>a)- ( ) Tudo me era completamente difícil.</p><p>b)- ( ) Ela não me deixou concluir a frase.</p><p>c)- ( ) Este casamento não deve realizar-se.</p><p>d)- ( ) Ele havia lembrado-me de sair cedo.</p><p>e)- ( ) Dê-lhe tudo o que precisa!</p><p>X</p><p>JUSTIFICATIVA: Não se usa ênclise diante de verbos no particípio passado, pois ele atrai a próclise.</p><p>Correção</p><p>4)- O pronome está mal colocado em apenas um dos períodos. Identifique-o:</p><p>a)- ( ) Esta é a mesa em que deveria-se colocar o livro.</p><p>b)- ( ) Ninguém nos falou, outrora, com tanta sinceridade.</p><p>c)- ( ) Não se vá, custa-lhe ficar um pouco mais?</p><p>d)- ( ) A mão que te estendemos é amiga.</p><p>e)- ( ) Venda-o com urgência.</p><p>JUSTIFICATIVA: O pronome relativo “que” atrai a próclise, não usa ênclise em verbos no futuro do pretérito.</p><p>X</p><p>Leia o trecho a seguir para responder às questões 5 e 6:</p><p>“[Sem-Pernas] queria alegria, uma mão que o acarinhasse, alguém que com muito amor o fizesse esquecer</p><p>o defeito físico e os muitos anos (talvez tivessem sido apenas meses ou semanas, mas para ele seriam sempre longos anos) que vivera sozinho nas ruas da cidade, hostilizado pelos homens que passavam, empurrado pelos guardas, surrado pelos moleques maiores. Nunca tivera família. Vivera na casa de um padeiro a quem chamava ‘meu padrinho’ e que o surrava. Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria. Sofreu fome, um dia levaram-no preso. Ele quer um carinho, u’a mão que passe sobre os seus olhos e faça com que ele possa se esquecer daquela noite na cadeia, quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta. Em cada canto estava um com uma borracha comprida.</p><p>Na prática</p><p>As marcas que ficaram nas suas costas desapareceram. Mas de dentro dele nunca desapareceu a dor daquela hora. Corria na saleta como um animal perseguido por outros mais fortes. A perna coxa se recusava a ajudá-lo. E a borracha zunia nas suas costas quando o cansaço o fazia parar. A princípio chorou muito, depois, não sabe como, as lágrimas secaram. Certa hora não resistiu mais, abateu-se no chão. Sangrava. Ainda hoje ouve como os soldados riam e como riu aquele homem de colete cinzento que fumava um charuto.”</p><p>AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1980.</p><p>Na prática</p><p>5)- Marque um (X) no trecho do texto no qual seria possível o uso da mesóclise e reescreva-o realizando essa modificação:</p><p>( ) [...] queria alegria, uma mão que o acarinhasse…</p><p>( ) [...] alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico…</p><p>( ) Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria.</p><p>( ) [...] quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta.</p><p>( ) A perna coxa se recusava a ajudá-lo.</p><p>Na prática</p><p>Correção</p><p>5)- Selecione o trecho do texto no qual seria possível o uso da mesóclise e reescreva-o realizando essa modificação.</p><p>( ) [...] queria alegria, uma mão que o acarinhasse…</p><p>( ) [...]alguém que com muito amor o fizesse esquecer o defeito físico…</p><p>( ) Fugiu logo que pôde compreender que a fuga o libertaria.</p><p>( ) [...] quando os soldados bêbados o fizeram correr com sua perna coxa em volta de uma saleta.</p><p>( ) A perna coxa se recusava a ajudá-lo.</p><p>Reescrita: Fugiu logo que pôde compreender que a fuga libertá-lo-ia.</p><p>CORREÇÃO</p><p>X</p><p>Na prática</p><p>fragmento* – nos eslaides 20 e 21.</p><p>6)- (UNIFESP) Considere as afirmações seguintes:</p><p>I. O fragmento* do romance, ambientado na cidade de Salvador das primeiras décadas do século passado, aborda a vida de uma criança em situação de absoluta exclusão social e violência, o que destoa do projeto literário e ideológico dos escritores brasileiros que compõem a “Geração de 30”.</p><p>II. Valendo-se das conquistas do Modernismo, o romance apresenta linguagem fluente e acessível ao grande público, utilizando-se de um português coloquial, simples, próximo a um modo natural de falar, com o largo emprego da frase curta e econômica.</p><p>III. Sem-Pernas é uma personagem que, embora encarne um tipo social claramente delimitado, o do menino “pobre, abandonado, aleijado e discriminado”, adquire alguma profundidade psicológica, à medida que seu passado e suas experiências dolorosas vêm à tona.</p><p>Aplicando</p><p>Conforme o texto, está correto o que se afirma apenas em:</p><p>( ) I.</p><p>( ) II.</p><p>( ) III.</p><p>( ) I e II.</p><p>( ) II e III.</p><p>Aplicando</p><p>https://www.gettyimages.com.br/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/brain-with-glasses-drawing-illustration-ilustra%C3%A7%C3%A3o-royalty-free/1170984187?phrase=c%C3%A9rebro+%C3%B3culos&adppopup=true</p><p>Correção</p><p>Valendo-se das conquistas do Modernismo, o romance apresenta linguagem fluente e acessível ao grande público, utilizando-se de um português coloquial, simples, próximo a um modo natural de falar, com o largo emprego da frase curta e econômica.</p><p>Sem-Pernas é uma personagem que, embora encarne um tipo social claramente delimitado, o do menino “pobre, abandonado, aleijado e discriminado”, adquire alguma profundidade psicológica, à medida que seu passado e suas experiências dolorosas vêm à tona.</p><p>Conforme o texto, está correto o que se afirma apenas em:</p><p>I.</p><p>II.</p><p>III.</p><p>I e II.</p><p>II e III.</p><p>CORREÇÃO</p><p>Aplicando</p><p>Comparamos a colocação pronominal na norma-padrão e no português brasileiro coloquial.</p><p>Analisamos características linguísticas e textuais de trechos do romance Capitães da areia, de Jorge Amado.</p><p>O que aprendemos hoje?</p><p>Material</p><p>Digital</p><p>Isso é tudo pessoal!</p><p>image1.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image2.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image14.png</p><p>media1.mp4</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.jpeg</p><p>image5.png</p><p>image27.png</p><p>image28.jpeg</p><p>image6.png</p><p>media2.mp4</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p>