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<p>Ácid� úric�</p><p>ÁCIDO ÚRICO:</p><p>O ácido úrico é o produto final do</p><p>catabolismo das purinas (adenina e</p><p>guanina) nos seres humanos. É</p><p>formado, principalmente, no fígado,</p><p>a partir da xantina, pela ação da</p><p>enzima xantinadase. Quase todo o</p><p>ácido úrico no plasma está na forma</p><p>de urato monossódico.</p><p>Síntese das purinas</p><p>Inicialmente, as purinas são obtidas</p><p>a partir da dieta, mas também são</p><p>sintetizadas in vivo.</p><p>- São dois os processos de síntese</p><p>das purinas: síntese de novo e</p><p>síntese de salvação.</p><p>Síntese de novo.</p><p>Inicia com a formação de</p><p>5-fos-forribosil-pirofosfato (PRPP) a</p><p>partir de ribose-5-sfato e ATP</p><p>catalisada pela enzima</p><p>fosforri-bosil-pirofosfatase (PRPPS).</p><p>A conversão do PRPP mais a</p><p>glutamina em 5-fosforribosilamina é</p><p>cata-lisada pela enzima</p><p>5-fosforribosil-1-pirofosfato(PRPP)-</p><p>amidotransferase (PRPP-AT), que é</p><p>a reação limitante da síntese das</p><p>purinas e está sujeita a feedback</p><p>negativo pelos nucleotídeos</p><p>purínicos.</p><p>Após várias fases intermediárias que</p><p>necessitam energia na forma de ATP,</p><p>a inosina-monofosfato (IMP) pode</p><p>ser convertida à</p><p>guanosina-monofos-ato (GMP) e à</p><p>adenosina-monofosfato (AMP). Os</p><p>nucleotídeos purínicos GMP, IMP e</p><p>AMP são desdobrados durante a</p><p>renovação celular nas respectivas</p><p>bases purínicas: guanina,</p><p>hipoxantina e adenina. Estas são</p><p>convertidas em xantina e,</p><p>posteriormente, em ácido úrico, em</p><p>reação catalisada pela</p><p>xantina-oxidase.</p><p>Via de salvação.</p><p>As bases purínicas livres (guanina e</p><p>adenina), formadas pela degradação</p><p>hidrolítica dos ácidos nucleicos, e a</p><p>hipoxantina, derivada da adenina,</p><p>podem ser reconvertidas em</p><p>nucleotídeos purínicos pela via de</p><p>salvação envolvendo a enzima</p><p>hipoxantina-guanina-fosforribo-sil-tr</p><p>ansferase (HGPRT) e</p><p>adenina-fosforribosil--transferase</p><p>(APRT). O outro substrato em</p><p>ambos os casos é a PRPP. A via de</p><p>salvação não necessita de ATP.</p><p>Metabolismo do urato</p><p>Como resultado da contínua</p><p>renovação das substâncias contendo</p><p>purinas, quantidades constantes de</p><p>ácido úrico são formadas e</p><p>excretadas. O teor de urato</p><p>encontrado no plasma (ao redor de 6</p><p>mg/dL) representa o equilíbrio entre</p><p>@d</p><p>ess</p><p>ab</p><p>me</p><p>d</p><p>a produ-ção (700 mg/d) e a excreção</p><p>pela urina (500 mg/ d) e pelas fezes</p><p>(200 mg/d).</p><p>- Quase todo o ácido úrico excretado</p><p>pelos glomérulos é reabsorvido</p><p>pelos túbulos proximais; pequenas</p><p>quantidades são secretadas pelos</p><p>túbulos distais e excretadas na urina.</p><p>- O teor de ácido úrico na urina é</p><p>influenciado pelo conteúdo de</p><p>purina na dieta.</p><p>- O urato excretado pelo sistema</p><p>digestório é degradado pelas</p><p>enzimas bacterianas.</p><p>GOTA</p><p>Esta desordem clínica caracteriza-se</p><p>por hiperuricemia, deposição de</p><p>cristais de uratos monossódicos</p><p>(tofos) insolúveis nas juntas das</p><p>extremidades, ataques recorrentes de</p><p>artrite inflamatória aguda,</p><p>nefropatia, cálculos renais de ácido</p><p>úrico e, eventualmente, várias</p><p>deformidades.</p><p>A gota pode ser primária</p><p>(supostamente genética) ou</p><p>secundária (adquirida).</p><p>A gota primária é causada por</p><p>hiperprodução ou secreção</p><p>deficiente de ácido úrico, ou ambas.</p><p>Ocorre, principalmente, em homens</p><p>e se manifesta por hiperuricemia e</p><p>crises de artrite gotosa. Os sintomas</p><p>agudos da gota são, provavelmente,</p><p>devidos a traumatismos ou a</p><p>modificações metabólicas locais,</p><p>que levam à deposição de urato</p><p>monossódico nas juntas. Os cristais</p><p>são fagocitados pelos leucócitos e</p><p>macrófagos. Nos leucócitos,</p><p>promovem lesões nas membranas</p><p>internas. O conteúdo lisossomal e</p><p>outros mediadores da resposta à</p><p>inflamação aguda (citocinas,</p><p>prostaglandinas, radicais livres etc.)</p><p>são então liberados, provocando</p><p>tanto as manifestações sistêmicas</p><p>como as locais da gota. Raramente,</p><p>o aumento da produção de ácido</p><p>úrico se deve a desordens genéticas.</p><p>Desordens secundárias, causadas</p><p>por destruição de nucleoproteínas,</p><p>também promovem aumento na</p><p>produção de ácido úrico, como</p><p>de-sordos mieloproliferativas e</p><p>linfoproliferativas, psoríases,</p><p>quimioterapia (lise tecidual),</p><p>anemias hemolíticas, exercício</p><p>excessivo e obesidade. Pacientes</p><p>com gota primária, muitas vezes,</p><p>desenvolvem cálculos renais,</p><p>principalmente compostos de ácido</p><p>úrico, mas a incidência varia muito,</p><p>pois depende de outros fatores,</p><p>como desidratação e pH urinário</p><p>baixo.</p><p>As causas mais comuns de gota</p><p>secundária incluem insuficiência</p><p>renal, nefropatia por chumbo,</p><p>inanição e desidratação,</p><p>hipotireoidismo,</p><p>hiperparatireoidismo, fármacos</p><p>@d</p><p>ess</p><p>ab</p><p>me</p><p>d</p><p>(diuréticos e ciclosporina A) e uso</p><p>abusivo de álcool. Essas desordens</p><p>devem ser identificadas e corrigidas,</p><p>quando possível.</p><p>- A gota é uma forma de artrite que</p><p>causa episódios súbitos e graves de</p><p>dor, sensibilidade, rubor, calor e</p><p>tumefação das articulações.</p><p>- Afeta em geral uma articulação em</p><p>cada vez, com frequência a</p><p>articulação maior do dedo grande do</p><p>pé, quando então se chama podagra.</p><p>Pode afetar também outras</p><p>articulações, como as do joelho,</p><p>tornozelo, pé, mão, punho e</p><p>cotovelo.</p><p>- A gota em geral não "passa" de</p><p>uma articulação para outra. Quem</p><p>tem gota em uma articulação não vai</p><p>necessariamente tê-la em outra.</p><p>- A dor e a tumefação da gota são</p><p>causadas por cristais de ácido úrico</p><p>depositados na articulação.</p><p>- O ácido úrico é uma substância que</p><p>se forma normalmente quando o</p><p>organismo decompõe produtos de</p><p>excreção denominados purinas.</p><p>- O ácido úrico em geral dissolve-se</p><p>no sangue e passa para a urina</p><p>através dos rins.</p><p>- Na pessoa com gota, os níveis de</p><p>ácido úrico no sangue ficam tão</p><p>altos que se formam cristais de ácido</p><p>úrico, que se depositam nas</p><p>articulações e em outros tecidos,</p><p>causando inflamação do</p><p>revestimento da articulação</p><p>(sinóvia).</p><p>A gota ocorre geralmente em três</p><p>fases:</p><p>• Dor e tumefação súbitas na</p><p>articulação, que em geral cessam ao</p><p>cabo de 5 a 10 dias</p><p>• Um período sem sintoma algum,</p><p>porém podendo ser seguido de</p><p>outros episódios agudos graves</p><p>• Após alguns anos, sem nenhum</p><p>tratamento, podem ocorrer</p><p>tumefação e rigidez persistentes,</p><p>com dor leve a moderada, em uma</p><p>ou mais articulações</p><p>Um episódio de gota pode ser</p><p>desencadeado por:</p><p>• traumatismos articulares</p><p>• ingestão excessiva de álcool</p><p>• cirurgias</p><p>• uso de determinados diuréticos</p><p>• doenças graves e súbitas</p><p>• dietas de impacto</p><p>• quimioterapia</p><p>• ingestão excessiva de certos</p><p>alimentos</p><p>Quase todas as pessoas com gota</p><p>têm níveis aumentados de ácido</p><p>úrico no sangue (hiperuricemia). Há</p><p>muitas pessoas, porém, que têm</p><p>hiperuricemia mas não têm gota.</p><p>@d</p><p>ess</p><p>ab</p><p>me</p><p>d</p><p>A hiperuricemia é causada por uma</p><p>das situações seguintes, ou por</p><p>ambas:</p><p>• Os rins não conseguem livrar-se do</p><p>ácido úrico com rapidez suficiente.</p><p>• O organismo produz ácido úrico</p><p>demais.</p><p>O uso de certos diuréticos pode</p><p>causar hiperuricemia. Utilizam-se os</p><p>diuréticos para livrar o organismo do</p><p>excesso de líquidos e para diminuir a</p><p>pressão arterial. Os diuréticos,</p><p>entretanto, podem comprometer a</p><p>capacidade dos rins de eliminar o</p><p>ácido úrico, aumentando desse modo</p><p>os níveis de ácido úrico no sangue.</p><p>Podem também desempenhar papel</p><p>importante na hiperuricemia e na</p><p>gota as características hereditárias e</p><p>fatores como dieta, peso e uso de</p><p>álcool.</p><p>QUEM CONTRAI GOTA? A gota</p><p>afeta aproximadamente 2,1 milhões</p><p>de americanos. Pode ocorrer em</p><p>qualquer idade, mas tipicamente</p><p>afeta homens na faixa dos 40 a 50</p><p>anos de idade</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento consiste</p><p>principalmente em tomar</p><p>medicamentos e controlar a dieta. Os</p><p>objetivos são aliviar a dor, abreviar a</p><p>duração da inflamação durante um</p><p>episódio agudo, prevenir episódios</p><p>futuros e evitar lesões nas</p><p>articulações.</p><p>Medicação</p><p>O tratamento deve ser adaptado para</p><p>cada pessoa e pode necessitar de</p><p>alterações de tempos em tempos. As</p><p>pessoas que têm hiperuricemia, mas</p><p>sem outros problemas, em geral, não</p><p>necessitam de medicação.</p><p>Utilizam-se as medicações para:</p><p>• aliviar a dor e a tumefação do</p><p>episódio agudo</p><p>• prevenir episódios futuros</p><p>• prevenir ou tratar os tofos</p><p>• evitar cálculos de ácido úrico nos</p><p>rins</p><p>Dieta</p><p>Há muitos mitos a respeito de dieta</p><p>e gota. Eis os fatos:</p><p>1. A obesidade pode estar ligada a</p><p>altos níveis de ácido úrico no</p><p>sangue. Se você estiver acima do</p><p>peso, estabeleça com seu médico um</p><p>programa de perda de peso. Não</p><p>permaneça em jejum, nem tente</p><p>fazer dieta muito restritiva, pois isso</p><p>pode aumentar seus níveis</p><p>de ácido</p><p>úrico e piorar a gota. Se não estiver</p><p>acima do peso, monitore</p><p>cuidadosamente sua dieta a fim de</p><p>evitar ganho de peso.</p><p>2. Em geral você pode comer o que</p><p>quiser com moderação. Se tiver</p><p>@d</p><p>ess</p><p>ab</p><p>me</p><p>d</p><p>cálculos renais devido ao ácido</p><p>úrico, pode ser necessário evitar ou</p><p>limitar alimentos que aumentem os</p><p>níveis de ácido úrico, como os</p><p>enumerados abaixo. Converse com</p><p>seu médico ou com o nutricionista a</p><p>respeito dos alimentos a serem</p><p>evitados.</p><p>3. Você pode tomar café e chá, mas</p><p>deve limitar a quantidade de álcool</p><p>que ingere. O álcool em excesso,</p><p>especialmente a cerveja, o vinho e</p><p>outros podem aumentar seus níveis</p><p>de ácido úrico e desencadear um</p><p>episódio de gota, por isso, caso você</p><p>beba, não deixe de comunicar ao seu</p><p>médico.</p><p>4. Tome pelo menos 10 a 12 copos</p><p>de 250 mililitros de líquido</p><p>não-alcoólico por dia, especialmente</p><p>se tiver cálculos renais. Isso vai</p><p>ajudar a eliminar os cristais de ácido</p><p>úrico do seu organismo.</p><p>ALIMENTOS A SEREM</p><p>EVITADOS</p><p>Certos alimentos podem aumentar os</p><p>níveis de ácido úrico. Para balancear</p><p>sua dieta, consulte o nutricionista.</p><p>Pode ser necessário reduzir as</p><p>quantidades ingeridas dos seguintes</p><p>alimentos:</p><p>• Sardinhas, anchovas e frutos do</p><p>mar</p><p>• Aves domésticas e carnes</p><p>• Miúdos (rim, fígado)</p><p>• Legumes (feijão, soja, ervilha)</p><p>Vários métodos são utilizados para</p><p>quantifi car o ácido úrico com base</p><p>na reação da uricase: –</p><p>Quantificação por diferença da</p><p>absorção antes e depois da ação da</p><p>uricase (decréscimo na absorção em</p><p>293 nm).</p><p>– Medida colorimétrica da</p><p>quantidade de peróxido de</p><p>hidrogênio convertido em</p><p>cromogênico usando-se a</p><p>4-aminofenazona e a peroxidase.</p><p>– Medida polarográfica da</p><p>quantidade de oxigênio consumida</p><p>na reação.</p><p>• Cromatografia líquida de alto</p><p>desempenho. Método proposto como</p><p>referência para a determinação do</p><p>ácido úrico. Não é realizado</p><p>rotineiramente.</p><p>@d</p><p>ess</p><p>ab</p><p>me</p><p>d</p>

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