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<p>CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS PELA REDESIM</p><p>A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) reduziu de 8 para 5 dias o tempo médio de abertura de empresas no Brasil, comparando os últimos trimestres de 2017 e 2018. Além disso, aumentou em 20% a quantidade de empresas abertas em até 3 dias (Redesim, 2018). Em 2022, as estatísticas disponíveis no site da Redesim evidenciam que esse percentual de 20% aumentou para 91%, indicando que o prazo médio para abertura de empresas em nível nacional é, hoje, de até 3 dias.</p><p>1.1 O QUE É A REDESIM?</p><p>A Redesim foi criada por meio da Lei n. 11.598/2007 com o objetivo de estabelecer (e continuar aprimorando) diretrizes e procedimentos para a integração e a simplificação dos processos de constituição, alteração, baixa e legalização de pessoas jurídicas no país (Brasil, 2007, 2019b).</p><p>O projeto completo da Redesim é de que todos os órgãos responsáveis por registros e legalizações de pessoas jurídicas participem dessa rede nacional compartilhando o mesmo banco de dados, desburocratizando e agilizando assim os processos de registros de atos. O projeto, criado por lei em 2007, só foi implementado no início de 2017, no Município de São Paulo, e somente em julho de 2018 foi disponibilizado para todo o Brasil e ainda está em desenvolvimento. Desde sua implantação, a Redesim se tornou “[...] a janela única dos órgãos partícipes para a interação com o cidadão empreendedor” (Redesim, 2018).</p><p>Atualmente, os órgãos responsáveis pelos registros de atos e legalização das pessoas jurídicas são: Receita Federal, Juntas Comerciais, Receitas Estaduais e Secretarias de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal, prefeituras de todos os municípios brasileiros e órgãos de licenciamentos de atividades tais como Corpo de Bombeiros, Vigilâncias Sanitárias e órgãos relacionados à proteção do meio ambiente. Entretanto, a participação na Redesim é obrigatória apenas para os órgãos federais responsáveis pelos processos de registro e legalização (Receita Federal e Juntas Comerciais). Para os demais órgãos estaduais, municipais e de legalização, a adesão à rede é voluntária (Brasil, 2019b).</p><p>A administração da Redesim é feita por seu Comitê Gestor, o Cgsim, e sua secretaria executiva é de responsabilidade do Departamento de Registro Empresarial e Integração (Drei) da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (Sempe). O modelo de trabalho consolidado pelo Cgsim marca uma mudança significativa na relação do empreendedor com o governo, pois até pouco tempo se necessitava elaborar documentação separada para cada órgão e, com a evolução da Redesim, o contribuinte pode acessar em um local único todos os sistemas governamentais de registro e legalização de atos empresariais (Brasil, 2019b; Redesim, 2018).</p><p>Desde o fim do ano de 2020, o governo promoveu o lançamento do novo portal da Redesim, agora integrado às interfaces dos demais sites governamentais (domínio .gov.br) por meio de acesso único. Após essa alteração, ao acessar o site das Juntas Comerciais ou demais entidades responsáveis pelo processo de regularização, alteração ou baixa de entidades jurídicas integradas ao Redesim, o usuário será automaticamente direcionado para o site do portal Gov.br para acesso aos procedimentos, conforme exposto na Figura 1.</p><p>Figura 1 – Portal Gov.br</p><p>Fonte: Identifique-se, [S.d.].</p><p>Ao acessar o portal da Redesim, o usuário terá acesso às opções de serviços disponíveis, conforme exposto na Figura 2.</p><p>Figura 2 – Portal da Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]. Crédito: Jacob Lund/Shutterstock.</p><p>Na Figura 2, apresenta-se a página inicial da Redesim, cujo endereço de acesso é <https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/redesim>. Para melhor organização dos serviços prestados, o portal divide-se em Já possuo pessoa jurídica, campo que dará acesso aos serviços disponíveis para as pessoas jurídicas já constituídas; e a opção Abra sua pessoa jurídica, que permite o acesso aos serviços disponíveis para a constituição de novas pessoas jurídicas (Redesim, [S.d.]).</p><p>Como se trata de um site institucional, além das opções de serviços citadas, também são disponibilizadas outras opções de acesso, conforme se pode observar na Figura 3 e que detalhamos melhor a seguir (Redesim, [S.d.]):</p><p>· Busca no site: é um campo para realização de pesquisas no site, bastando para isso se digitar a palavra do serviço desejado, que a busca será feita. É uma opção padrão disponibilizada nos sites institucionais.</p><p>· Parceiros: nesse campo, estão disponíveis os nomes de todos os parceiros da Redesim, juntamente com os canais (links) para acessar os sites institucionais de órgãos que participam e apoiam essa rede de integração nacional.</p><p>· Serviços: ao clicar nessa opção, o usuário será direcionado para uma página contendo o detalhamento de todos os serviços disponibilizados pela Redesim e que poderão ser acessados pelo contribuinte, bem como as orientações disponibilizadas segundo cada tipo de serviço.</p><p>· Estatísticas: esse campo reúne as informações e dados estatísticos dos estabelecimentos matrizes e filiais, por situação cadastral ativa, baixada e outras, segregados por estado e por município.</p><p>· Consultas: nesse campo, a Redesim disponibiliza serviços de consultas e pesquisas relacionadas ao Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), sendo possível imprimir o comprovante do CNPJ caso já se possua o número em mãos. Uma novidade desse serviço de consultas é a disponibilização de pesquisa de um número de CNPJ pelo nome empresarial ou nome-fantasia, que não havia anteriormente. Entretanto, para essa opção, é necessário acessar a área de usuário. Qualquer pessoa pode se cadastrar na área de usuário, preenchendo os dados solicitados e gerando a senha de acesso. Além dessas opções de pesquisas, são disponibilizados campos para consultar o andamento dos serviços já solicitados, sendo necessário, para isso, informar o número de protocolo na Redesim que é gerado no ato de cada solicitação.</p><p>Figura 3 – Passo a passo: esquema básico dos serviços concentrados na Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>O passo a passo sintetiza o fluxo de serviços disponibilizados pelo portal da Redesim, conforme a ordem em que devem ser realizados. Para melhor visualização desse processo, já apresentamos a Figura 2. Pode-se observar que esse passo a passo se divide em três etapas, a saber (Redesim, [S.d.]):</p><p>1. Consulta prévia (também chamada de consulta de viabilidade): é a etapa em que se realiza a pesquisa, na Junta Comercial do respectivo estado da sede da empresa. Somente com a viabilidade aprovada é que se prossegue para a etapa seguinte.</p><p>2. Coleta de dados da Receita Federal: são informados os dados para registro da empresa no CNPJ, na página do Coletor Nacional.</p><p>3. Obtenção das licenças operacionais: é providenciado aquilo que a pessoa jurídica necessita obter para iniciar suas operações.</p><p>É importante destacar que a realização da etapa seguinte somente será possível após a aprovação ou deferimento da etapa anterior. Ressaltamos esse fluxo operacional devido a sua relevância para os conteúdos que serão abordados nos tópicos seguintes desta etapa.</p><p>1.2 CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS: JUNTA COMERCIAL E RECEITA FEDERAL</p><p>Constituir uma pessoa jurídica refere-se ao ato de providenciar seu registro nos órgãos específicos competentes, ou seja, transformar a ideia em algo legalmente existente. Somente após o deferimento do seu registro pelos órgãos competentes é que a empresa estará formalmente constituída e terá seu número no CNPJ. Toda pessoa jurídica possui o seu CNPJ, único e exclusivo, não se repetindo, inclusive em casos de filiais, que, apesar de possuírem a mesma numeração da raiz do CNPJ de sua matriz (ou seja, os primeiros oito números), têm numeração final sempre diferente (seis últimos números), indicando a quantidade de filiais inscritas e seu digito de verificação.</p><p>A constituição de uma pessoa jurídica é uma fase que exige decisões por parte do(s) empresário(s), como: qual o tipo jurídico a ser escolhido entre os existentes, quais serão</p><p>as atividades desenvolvidas, qual será a forma de atuação, quanto de capital social será integralizado, qual será o endereço, o nome-fantasia da empresa, entre outras. Tendo todas essas informações, pode-se iniciar o processo de formalização da empresa.</p><p>Figura 4 – Opções da Redesim para a constituição de pessoas jurídicas</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>O processo de formalização da constituição de uma pessoa jurídica vai ser iniciado pela Redesim, conforme se pôde observar na Figura 3, na opção de serviços Abra sua pessoa jurídica. Clicando nessa opção, será aberta uma pequena tela com o Passo 1 – Consulta Prévia e, logo abaixo, o campo para selecionar o estado onde será a sede da empresa (Redesim, [S.d.]).</p><p>No exemplo apresentado na Figura 4, utilizamos o Estado de Mato Grosso como modelo e prosseguiremos nos próximos exemplos deste tópico utilizando esse mesmo estado. Entretanto, é importante ressaltar que as opções de serviços serão as mesmas para todas as Juntas Comerciais, pois estão vinculadas à Redesim. Pode ser que os layouts dos sites de cada Junta Comercial tenham diferenças em suas formas de apresentação, mas os serviços disponíveis serão os mesmos.</p><p>Apresentamos, no Quadro 1, a relação das Juntas Comerciais e o sistema de registro de empresas por estado.</p><p>Quadro 1 – Relação de Juntas Comerciais por estado</p><p>Estado</p><p>Junta Comercial</p><p>Estado</p><p>Junta Comercial</p><p>Acre</p><p>Juceac</p><p>Paraíba</p><p>Redesim PB</p><p>Alagoas</p><p>Facilita Alagoas</p><p>Paraná</p><p>Empresa Fácil Paraná</p><p>Amapá</p><p>Empresa Fácil Amapá</p><p>Pernambuco</p><p>Jucepe</p><p>Amazonas</p><p>Empresa Super Fácil Amazonas</p><p>Piauí</p><p>Piauí Digital</p><p>Bahia</p><p>Juceb</p><p>Rio de Janeiro</p><p>Jucerja</p><p>Ceará</p><p>Jucec</p><p>Rio Grande do Norte</p><p>Redesim RN</p><p>Distrito Federal</p><p>Portal de Serviços – RLE Digital – Junta DF</p><p>Rio Grande do Sul</p><p>Jucisrs</p><p>Espírito Santo</p><p>Jucees</p><p>Rondônia</p><p>Empresa Fácil Rondônia</p><p>Goiás</p><p>Portal do Empreendedor Goiano</p><p>Roraima</p><p>Jucerr</p><p>Maranhão</p><p>Empresa Fácil Maranhão</p><p>Santa Catarina</p><p>Jucesc</p><p>Mato Grosso</p><p>Jucemat</p><p>São Paulo – capital</p><p>Empresa Simples - RLE</p><p>Mato Grosso do Sul</p><p>Jucems</p><p>São Paulo – outros municípios</p><p>Jucesp</p><p>Minas Gerais</p><p>Jucemg</p><p>Sergipe</p><p>Agiliza SE</p><p>Pará</p><p>Jucepa</p><p>Tocantins</p><p>Simplifica Tocantins</p><p>Fonte: Anjos, 2022.</p><p>Na Figura 5, pode ser visualizado o sistema Redesim redirecionando o usuário para o site da Junta Comercial selecionada.</p><p>Figura 5 – Página de redirecionamento da Redesim para as Juntas Comerciais dos estados</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Observando a Figura 5, nota-se que, ao selecionarmos o estado, o sistema Redesim fará o redirecionamento do usuário para o site da Junta Comercial ou do sistema de registro digital do estado indicado, para que seja possível dar prosseguimento aos serviços de constituição das pessoas jurídicas.</p><p>Vale destacar que, com essa evolução do sistema de registro de atos empresariais, os serviços podem ser realizados a qualquer momento e de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de que a documentação física seja apresentada na respectiva Junta Comercial. Isso, além de reduzir custos e tempo, facilita os serviços do profissional contábil responsável.</p><p>Atualmente, os registros de atos empresariais nas Juntas Comerciais são realizados de forma digital, ou seja, após concluída a fase de elaboração da documentação, transmite-se essa documentação por meio de um processo digital para que a Junta Comercial respectiva possa fazer a análise e deferimento ou não do registro solicitado. Esse envio de documentos é realizado por meio de certificado digital dos sócios ou representantes legais, o que permite identificação, autenticidade e integridade das transações em meio eletrônico (Brasil, 2018).</p><p>Apresentamos o campo de registro digital do site da Junta Comercial do Estado do Mato Grosso (Jucemat), como exemplo, na Figura 6.</p><p>Figura 6 – Registro digital de empresa na Jucemat</p><p>Fonte: Mato Grosso, 2019.</p><p>Pode-se observar, no exemplo, que há opções de solicitar Novo Registro, ou seja, um novo processo, e Consultar Registro, para acompanhar o andamento do pedido de registro. No campo Assinar Documentos, são utilizados os certificados digitais, conferindo autenticidade e integridade aos documentos, que, após assinados, serão, por meio do campo Enviar para Jucemat, transmitidos para que sejam analisados.</p><p>Com a integração do portal Redesim ao portal Gov.br, o usuário pode optar pela forma com que os documentos serão assinados. Ao clicar na opção assinar documentos, lhe serão fornecidas três opções de assinatura eletrônica: via Gov.br, com e-CPF ou em nuvem, conforme exposto na Figura 7.</p><p>Figura 7 – Formas de assinar documentos</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>É importante saber que:</p><p>1. A interface para assinatura eletrônica de documentos muda de uma Junta Comercial para outra; assim, é preciso estar sempre atento às orientações do portal.</p><p>2. Para assinar documentos via Gov.br, o usuário precisa aumentar a confiabilidade do seu cadastro para, no mínimo, nível prata, conforme as orientações do próprio portal.</p><p>Ainda na Figura 6, na opção de Consultar Solicitação, acompanha-se a análise e seu resultado. Ao selecionar, no sistema Redesim, a opção de constituição de empresa e informar o estado, conforme já citado, o usuário será redirecionado ao site da Junta Comercial específica. E, a partir de então, inicia-se o processo de preenchimento das informações (Redesim, [S.d.]).</p><p>O processo de abertura de empresas está exposto na Figura 3 e compreende três passos:</p><p>1. Consulta prévia;</p><p>2. Coleta de dados, registro e inscrições;</p><p>3. Licenças.</p><p>O passo 1 encontra-se exposto na Figura 8.</p><p>Figura 8 – Opções de eventos de inscrição, na etapa da viabilidade</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>A viabilidade é a pesquisa inicial que se faz na Junta Comercial, informando todos os dados necessários para a constituição da empresa, sendo eles (Mato Grosso, 2019):</p><p>· Natureza jurídica e porte da empresa;</p><p>· Endereço completo;</p><p>· Atividades principal e secundárias e descrição do objeto social;</p><p>· Opções de nome para a razão social;</p><p>· Nomes e CPFs dos sócios;</p><p>· Tipo de unidade e forma de atuação.</p><p>Além desses dados, pode haver mais questionamentos estabelecidos pela Receita Estadual ou pela prefeitura municipal da localidade em que a empresa será estabelecida, para utilização na parte de legalização da empresa, tais como se o imóvel é próprio ou alugado, qual é o tamanho do imóvel utilizado, em metros quadrados, entre outros.</p><p>Após preenchida, a viabilidade é transmitida gerando um protocolo que será utilizado nas demais etapas do processo. Pelo protocolo, deve-se acompanhar a análise dessa viabilidade, que pode ser deferida ou indeferida. Assim (Mato Grosso, 2019):</p><p>· Quando indeferida a viabilidade, são apresentados seus motivos para que sejam sanados na apresentação de uma nova viabilidade.</p><p>· Quando deferida, pode-se prosseguir para o passo 2.</p><p>A Figura 8 também apresenta a tela inicial de preenchimento da viabilidade, com as opções de Eventos de Inscrição e Eventos de Alteração, devendo ser selecionado o tipo de evento que se pretende registrar. Pode-se observar que há quatro opções de eventos para inscrição, entre as quais as mais utilizadas são: a 101 – inscrição de primeiro estabelecimento utilizado para criação de empresa matriz ou única; e 102 – inscrição dos demais estabelecimentos usados para constituição de filiais. Também há o evento 106 – inscrição de missões diplomáticas ou órgãos internacionais; e o evento 150 –proteção de nome empresarial (Mato Grosso, 2019).</p><p>Após se selecionar o tipo de evento a ser registrado, a página seguinte, de preenchimento da viabilidade, solicita o preenchimento de mais dois campos relevantes, conforme apresentado na Figura 9.</p><p>Figura 9 – Opções de natureza jurídica e órgão de registro</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Já o enquadramento pode ser em microempresa (ME); empresa de pequeno porte (EPP) ou outros tipos de empresa.</p><p>A opção de ME deve ser selecionada quando a previsão de faturamento da empresa para o exercício atual for igual ou inferior a 360 mil reais ou na proporcionalidade de até 30 mil reais por mês, considerando os casos em que a constituição é realizada entre os meses</p><p>de fevereiro e dezembro. Caso esse limite seja ultrapassado no exercício corrente, deve-se providenciar o reenquadramento da ME como EPP, no mês de janeiro do exercício seguinte (Brasil, 2006).</p><p>Já a opção de EPP deve ser selecionada quando a expectativa de faturamento previsto para o exercício atual for superior a 360 mil reais e igual ou inferior a 4,8 milhões de reais ou, proporcionalmente, a 400 mil reais por mês, considerando os casos em que a constituição da empresa for realizada entre os meses de fevereiro e dezembro. Ao se ultrapassar esse limite, deve-se providenciar o desenquadramento de EPP no mês de janeiro do exercício seguinte (Brasil, 2006).</p><p>A opção Outros deverá ser utilizada nos casos em que a expectativa de faturamento para o exercício atual ultrapasse o limite de 400 mil reais mensais; ou no caso de entidades governamentais, organizações sem fins lucrativos e outras pessoas jurídicas imunes ou isentas, visto que não são enquadradas como ME ou EPP (Mato Grosso, 2019).</p><p>O órgão de registro se refere ao órgão responsável por realizar registro do ato. As opções disponíveis de órgão de registro são: Junta Comercial, Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ato Legal (legislação) e outros (Mato Grosso, 2019). Para melhor compreensão de qual tipo deve ser utilizado e em quais situações, destinamos o segundo tópico desta etapa para explicar detalhadamente esse assunto.</p><p>Figura 10 – Passo 2: coleta de dados</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Após se indicar o porte e o órgão de registro, as próximas telas da viabilidade vão apresentar campos para preenchimento dos dados específicos da pessoa jurídica que se pretende constituir, tais como o endereço, que deve ser fornecido do modo mais completo possível, de preferência apresentando um complemento e um ponto de referência e com a informação sobre a natureza do imóvel (urbana, rural ou sem regularização). Uma novidade é o campo para informar as coordenadas geográficas, caso se as tenha e se queira preenchê-las, assim como a opção de localizar o endereço pelo Google Maps. Observa-se que tudo isso serve para dar a localização exata do estabelecimento, a fim de evitar que ele não seja encontrado pelas fiscalizações responsáveis pelo processo de legalização e licenciamento da empresa e ainda se inibir a constituição de empresas fantasmas (Mato Grosso, 2019).</p><p>A descrição do objeto social aborda todas as atividades que se pretende desenvolver, tanto a principal quanto as secundárias e seus respectivos enquadramentos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), em conformidade com a tabela disponibilizada pela Receita Federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já estudada (Mato Grosso, 2019).</p><p>Quanto ao nome empresarial que se pretende utilizar, normalmente, é solicitado que sejam informadas três opções para que a Junta Comercial analise e aprove uma delas para uso – lembrando que é função da Junta Comercial analisar a disponibilidade do nome empresarial, visto que não pode haver mais de uma pessoa jurídica com a mesma razão social. Nesse sentido, deve-se preencher as opções de nome conforme a prioridade de preferência, pois a análise se inicia pela primeira opção, que, estando disponível, já será deferida – as demais opções somente são analisadas no caso de indisponibilidade da primeira (Mato Grosso, 2019).</p><p>Também devem ser informados o nome e o número de CPF de todos os sócios e outras informações que vierem a ser solicitadas, em cada caso (Mato Grosso, 2019).</p><p>Concluída e transmitida a viabilidade, é gerado um protocolo necessário para acompanhar seu andamento. Quando essa viabilidade é deferida, prossegue-se para o passo 2, conforme evidenciado na Figura 9. O segundo passo é o preenchimento da coleta de dados, realizada no ambiente Coletor Nacional da Receita Federal. Ao clicar na opção Crie sua pessoa jurídica (evidenciada na Figura 9), a Redesim vai direcionar o usuário para a página de preenchimento que é apresentada na Figura 11.</p><p>Figura 11 – Página inicial de preenchimento da coleta de dados pela Receita Federal</p><p>Fonte: Brasil, 2019a.</p><p>O Coletor Nacional é um aplicativo da Receita Federal do Brasil, de uso obrigatório em todo o território nacional desde 10 de novembro de 2014. Em 31 de julho de 2018, seu acesso passou a ser realizado pelo portal Redesim, estando integrado ao sistema nacional e compartilhando os seus dados (Brasil, 2019b).</p><p>Observa-se que os primeiros dados a serem preenchidos no Coletor Nacional são (Brasil, 2019a):</p><p>· Unidade da federação (UF): campo em que se deve selecionar a sigla do estado-sede da empresa ou ainda se marcar a opção Exterior, caso se trate de uma pessoa jurídica internacional.</p><p>· Município: nesse campo, aparecerão as opções dos municípios pertencentes ao estado selecionado anteriormente, para que seja preenchido com o município da sede da empresa.</p><p>· Natureza jurídica: nessa opção será selecionado o tipo jurídico (denominado natureza jurídica, nos órgãos de registros) da empresa que está sendo constituída. Estudamos, anteriormente, alguns dos tipos jurídicos mais utilizados, caso se queira revisar esse assunto.</p><p>Existe uma tabela de natureza jurídica padrão, que é utilizada por todos os órgãos de registro, na qual cada tipo jurídico é identificado por um código numérico composto por quatro números. Podemos observar alguns exemplos no Quadro 2.</p><p>Quadro 2 – Exemplos de natureza jurídica</p><p>Código</p><p>Descrição</p><p>101-5</p><p>Órgão Público do Poder Executivo Federal</p><p>113-9</p><p>Fundação Federal</p><p>201-1</p><p>Empresa Pública</p><p>204-6</p><p>Sociedade Anônima Aberta</p><p>205-4</p><p>Sociedade Anônima Fechada</p><p>206-2</p><p>Sociedade Empresária Limitada</p><p>213-5</p><p>Empresário Individual</p><p>214-3</p><p>Cooperativa</p><p>Fonte: Elaborado com base em Redesim, [S.d.].</p><p>As naturezas jurídicas apresentadas no Quadro 2 são apenas algumas escolhidas aleatoriamente para exemplificar. A tabela completa está disponível em todos os aplicativos e programas de constituição e alteração de empresas e nos sites das Juntas Comerciais, com acesso público e livre a todos os interessados. Devido a sua longa extensão, optamos por não apresentar aqui a tabela na íntegra.</p><p>· Protocolo de viabilidade: nesse campo, será informado o número de protocolo da viabilidade aprovada pela Junta Comercial responsável. Ao informar a viabilidade, o sistema do Coletor Nacional realiza a conferência dos dados informados nos três campos anteriores (UF, município e natureza jurídica) e, estando esses dados em conformidade, eles são todos importados automaticamente pelo Coletor Nacional, não sendo necessário digitar novamente as informações constantes na viabilidade. Com isso, os campos de endereço, objeto social, atividades, razão social e nome-fantasia serão todos importados. No Coletor Nacional, são solicitadas informações adicionais, além daquelas já importadas da viabilidade, como capital social e respectiva participação de cada sócio em sua integralização (se for o caso de constituição de sociedades), o endereço dos sócios e do administrador ou representante legal e os dados do profissional ou organização contábil da empresa. Podem também ser solicitadas outras informações específicas determinadas pelo estado e/ou pelo município-sede da pessoa jurídica (Brasil, 2019a).</p><p>· Transmitir com certificado digital: a última opção dessa tela inicial do coletor nacional diz respeito à assinatura do documento, se será realizada por meio digital ou não.</p><p>Após concluído o preenchimento do Coletor Nacional, os dados são transmitidos para a Receita Federal, órgão responsável por sua análise e que pode deferir ou indeferir o pedido. O protocolo de acompanhamento dessa solicitação é o mesmo da viabilidade, pois fazem parte de uma mesma solicitação. Em casos de indeferimento, será apresentado o motivo para que sejam providenciados a regularização e o preenchimento de uma nova solicitação. Sendo deferida a solicitação, é disponibilizado o documento, para impressão, que se chama Documento Básico de Entrada – DBE (Brasil, 2019a).</p><p>O DBE é o documento emitido pela Receita</p><p>Federal do Brasil que é utilizado para o registro de qualquer ato ou evento perante o CNPJ. Somente um DBE permite a aprovação, alteração ou baixa de empresa em um CNPJ. A solicitação feita no Coletor Nacional é repleta de dados e informações. Entretanto, o documento a ser impresso (DBE) é composto por apenas uma página de resumo, indicando os eventos solicitados, a identificação da empresa e do responsável por sua assinatura (Figura 12) (Brasil, 2019a).</p><p>Figura 12 – Modelo de Documento Básico de Entrada (DBE)</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Após aprovado o DBE, deverá ser elaborado o documento de constituição da pessoa jurídica, que pode ser um requerimento de empresário, no caso de empresário individual; contrato social, nos casos de sociedade; ou outros, conforme o tipo jurídico. Essa etapa é realizada digitalmente, por meio do processo digital, com a integração dos dados da viabilidade e do DBE. Nos casos em que a Junta Comercial ainda não disponibilize essa opção, deve-se elaborar manualmente o instrumento constitutivo, conforme as orientações e modelos disponibilizados pelas próprias Juntas Comerciais, em seus sites.</p><p>Um processo básico de constituição de empresa é composto, no mínimo, pelos seguintes documentos:</p><p>· Capa do processo (modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>· Viabilidade;</p><p>· DBE;</p><p>· Instrumento constitutivo;</p><p>· Documentos pessoais de todos os sócios;</p><p>· Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Além dessa documentação, podem ser necessárias outras, conforme a exigência estadual e/ou municipal. Estando pronto, o conjunto de documentos deverá ser apresentado na Junta Comercial do estado-sede da empresa. Essa apresentação, em muitos casos, tem sido realizada digitalmente, com assinaturas por certificação digital dos sócios e/ou representantes legais. Nas Juntas Comerciais em que os processos ainda não são totalmente digitais, deverá ser apresentada a documentação física, devidamente assinada e com firmas reconhecidas, pelos sócios e/ou seus representantes legais.</p><p>Recebido o conjunto de documentos (seja digital, seja fisicamente), a Junta Comercial fará sua análise, deferindo ou indeferindo o registro. Se for indeferido, o analista deverá apresentar todos os motivos para que sejam sanados e para que a documentação seja reapresentada. Se deferido, é disponibilizado o ato devidamente registrado, juntamente com o número de CNPJ da pessoa jurídica ora constituída. E, assim, estará concluído o processo de constituição de empresa em âmbito de Junta Comercial e Receita Federal. O passo seguinte é providenciar o seu cadastro estadual.</p><p>1.3 CADASTRO ESTADUAL: A INSCRIÇÃO ESTADUAL</p><p>O cadastro estadual é a inscrição de uma pessoa jurídica no seu estado de localização. Essa inscrição é representada por um código numérico denominado Inscrição Estadual. É obrigatória a obtenção de inscrição estadual para todas as pessoas jurídicas que desenvolvam atividades tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).</p><p>O fato de uma pessoa jurídica possuir Inscrição Estadual na situação ativa ou regular significa que ela se encontra devidamente habilitada para o exercício de suas atividades no seu estado-sede, podendo, portanto, realizar normalmente operações comerciais, tanto de compra como de venda, em todo o território nacional. Nesse sentido é necessário providenciar a Inscrição Estadual ainda na fase de legalização da empresa.</p><p>O Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços – Sintegra reúne informações dos cadastros estaduais de empresas de todas as unidades federativas, conforme pode ser observado na Figura 13.</p><p>Figura 13 – Página inicial do Sintegra</p><p>Fonte: Sintegra, [S.d.].</p><p>Ao clicar sobre a unidade federativa do mapa da Figura 13, o Sintegra direciona automaticamente o usuário para a página de consulta dos cadastros estaduais. O Sintegra é um sistema do governo federal muito utilizado pelos profissionais da área contábil e por demais interessados, servindo como base de consulta das Inscrições Estaduais e permitindo ainda se verificar se a situação de uma empresa é regular, antes da realização de operações comerciais. (Sintegra, [S.d.]). Além disso, o site do Sintegra, conforme mostra a Figura 14, disponibiliza links para se acessar diretamente a página principal da Secretaria de Fazenda de cada estado.</p><p>Figura 14 – Página do Sintegra com links das Secretarias Estaduais de Fazenda</p><p>Fonte: Sintegra, [S.d.].</p><p>Quanto ao cadastramento da Inscrição Estadual, esse é um processo individualizado dos estados, pois cada um possui suas regulamentações e sistemas específicos. Assim, o processamento e o deferimento da Inscrição Estadual dependerão do nível de integração local com a Redesim, ou seja, nos estados em que os serviços já estiverem integrados, a Inscrição Estadual estará vinculada ao processo de constituição ou alteração da empresa, seguindo um fluxo automático logo após ser deferido o pedido do CNPJ (Redesim, [S.d.]).</p><p>Na Figura 15, podemos visualizar uma demonstração de como ocorre o cadastramento da Inscrição Estadual no estado-sede da empresa.</p><p>Figura 15 – Fluxo do cadastramento da Inscrição Estadual</p><p>Como exemplo, podemos citar o caso do Estado do Mato Grosso, que já possui integração dos serviços com a Redesim e em que, na maioria dos casos, a Inscrição Estadual é deferida, em média, em até apenas 2 horas após o deferimento do CNPJ. Ao receber a informação da Receita Federal quanto à liberação do CNPJ, o sistema dispara imediatamente uma mensagem para o e-mail cadastrado durante o processo de constituição da empresa na Redesim, notificando que a Secretaria de Fazenda já recebeu o pedido da Inscrição Estadual e informando o número da solicitação e a necessidade de recolhimento da taxa pertinente. Com isso, e a identificação do recolhimento da taxa de serviços estaduais pelo sistema, o que leva em torno de 40 minutos a 1 hora, a inscrição é, em seguida, deferida.</p><p>Nos casos em que o cadastro estadual ainda não esteja integrado com a Redesim, a solicitação de inscrição estadual deverá ser realizada manualmente, conforme demonstrado na Figura 15, lembrando ainda que essa solicitação de forma manual deverá ser feita em conformidade com as normas específicas de cada estado.</p><p>É importante destacar que as empresas que desenvolverem exclusivamente as atividades de prestação de serviços previstas na Lei Complementar n. 116/2003 estarão isentas de providenciar a Inscrição Estadual – essa lei dispõe sobre o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), que é de competência municipal (Brasil, 2003). Dessa forma, se a empresa não desenvolver nenhuma atividade de competência tributária ou fiscalizatória estadual, ela se achará dispensada de possuir cadastro estadual, sendo, nesse caso, obrigatório, além do registro em Junta Comercial e na Receita Federal, o cadastro municipal da empresa, que veremos no item seguinte.</p><p>1.4 CADASTRO MUNICIPAL: A INSCRIÇÃO MUNICIPAL</p><p>O cadastro municipal é o cadastramento que todo contribuinte pessoa jurídica deve realizar na prefeitura, normalmente nos setores de tributação e/ou fiscalização, do município em que a empresa está estabelecida. Assim como os demais cadastros tributários, o cadastro municipal é representado por um código numérico denominado Inscrição Municipal. É por meio dessa Inscrição Municipal que o município competente realizará fiscalizações, o controle tributário e de emissão de documentos fiscais para o contribuinte, como confecção de alvarás, cobranças de taxas e contribuições e apuração do ISSQN, entre outras atribuições.</p><p>Esse cadastramento no município deverá ser realizado tão logo haja o deferimento da Inscrição Estadual. Caso a prefeitura esteja com os seus serviços já integrados à Redesim, isso ocorrerá de forma automática, devendo o contribuinte acompanhar o seu andamento pelo protocolo da viabilidade utilizado desde o início do processo ou pelo número do CNPJ. Caso a prefeitura municipal ainda não tenha integrado os</p><p>seus serviços à Redesim, todo o processo municipal deverá ser realizado de forma manual, sendo necessário que o contribuinte ou seu representante legal ou ainda o profissional contábil responsável pela empresa se dirija pessoalmente ao órgão/setor responsável para apresentação da documentação necessária e solicitação do cadastramento municipal da empresa. Esse processo pode ser visualizado na Figura 16.</p><p>Figura 16 – Fluxo do cadastramento da Inscrição Municipal</p><p>Destacamos, aqui, os casos específicos das empresas cujas atividades sejam aquelas exclusivamente previstas na Lei Complementar n. 116/2003, que abrange os serviços tributados pelo ISSQN, que é de competência municipal (Brasil, 2003). Essas pessoas jurídicas, conforme citado anteriormente, são isentas de Inscrição Estadual pelo fato de não desenvolverem nenhum tipo de operação tributada pelo ICMS ou de competência estadual. Nesses casos, como a empresa está dispensada de providenciar o cadastro no estado, assim que for deferido o seu CNPJ ela já deverá providenciar o cadastro municipal e dar sequência em sua regularização e licenciamento, assunto que será abordado no próximo tópico.</p><p>TEMA 2 – LICENCIAMENTO DAS EMPRESAS</p><p>A obtenção de licença para desenvolvimento de uma atividade significa que a pessoa jurídica solicitante preencheu os requisitos mínimos exigidos pela legislação específica ao segmento e que, por isso, possui a permissão de praticar tal atividade. Conforme o tipo de atividade desenvolvida, pode ser necessário mais de um licenciamento, devido ao fato de haver órgãos responsáveis pelas fiscalizações em âmbitos e competências diferentes. Por exemplo, um posto de combustível necessita de pelo menos quatro licenças para funcionar, sendo elas: alvará municipal (de competência municipal); licença ambiental (de competência estadual); licença do Corpo de Bombeiros (de competência da Defesa Civil e do órgão de segurança pública); e licença da Agência Nacional do Petróleo – ANP (agência reguladora do setor, de competência federal). Somente com essas licenças e autorizações, no mínimo, é que uma pessoa jurídica desse segmento poderá iniciar suas atividades comerciais, podendo ainda ser necessária alguma autorização especial determinada pelo estado ou município em que esteja estabelecida a empresa.</p><p>Essa integração dos serviços dos órgãos de legalização e licenciamento de pessoas jurídicas à Redesim tem como objetivo a redução de burocracia e principalmente de tempo despendido, de modo que possa contribuir para o desenvolvimento de bons negócios, devidamente regularizados e atendendo a todas as exigências legais. Nem todos os estados e municípios conseguiram concluir a adesão àquela rede nacional; entretanto, é cada vez maior a sua utilização, visto que os benefícios disso para todas as partes envolvidas são imediatos e relevantes. Assim como os contribuintes ganham tempo, os órgãos participantes também, por terem um banco de dados compartilhados, podendo acompanhar a situação de regularidade das empresas em um contexto global (Redesim, [S.d.]).</p><p>A integração da legalização e do licenciamento de empresas na Redesim possibilita que a maioria das pessoas jurídicas realize esses serviços inteiramente pela internet, quando se tratam de estabelecimentos de baixo risco. Já para os estabelecimentos que exercem atividades específicas de médio e alto riscos, a conclusão dos licenciamentos somente será possível após vistoria técnica in loco, para constatação do atendimento aos requisitos mínimos de segurança e proteção ambiental estabelecidos nas regulamentações específicas da atividade (Redesim, [S.d.]).</p><p>Os serviços de licenciamento integrados na Redesim abrangem:</p><p>· Alvará municipal: após concluído o cadastramento municipal e obtida a Inscrição Municipal, o passo seguinte é a empresa solicitar sua autorização para funcionamento e desenvolvimento das atividades no município. Essa autorização, quando concedida, é denominada Alvará de Licença Municipal. É importante destacar que alguns municípios, conforme seus próprios códigos tributários, “dividem” o alvará em dois tipos: de localização do estabelecimento, chamado de Alvará de Localização, emitido quando da constatação do endereço da empresa e a cada alteração desse endereço; e o chamado Alvará de Funcionamento, emitido anualmente para autorizar o funcionamento do estabelecimento. Em outros casos, prefeituras municipais emitem um alvará único, tanto para localização como para funcionamento, sempre com frequência anual. Para toda emissão de alvará é cobrada uma taxa, normalmente calculada com base na atividade desenvolvida, no porte do estabelecimento e na área em metros quadrados ocupada; ou, ainda, considerando outros fatores, conforme determinado pelos próprios municípios. Nesse sentido é primordial o conhecimento das legislações municipais e o constante acompanhamento de suas alterações. Conforme o tipo de atividade desenvolvida, a solicitação, o acompanhamento, a emissão da taxa e a obtenção do alvará municipal poderão ocorrer de forma digital, por meio dos serviços da Redesim, conforme o nível de adesão municipal à rede. Entretanto, existem atividades, tais como as das áreas de alimentação e saúde, que, devido ao risco que podem oferecer, sempre dependerão da realização de vistoria municipal para expedição do alvará, independentemente do nível de integração dos serviços da prefeitura municipal à Redesim.</p><p>· Vigilância Sanitária (Visa): é o órgão de competência municipal, estadual ou federal responsável por promover e proteger a saúde da população, por meio da eliminação, redução e prevenção de riscos à saúde humana. Para cumprir essa finalidade, a Visa deve fiscalizar e intervir em problemas sanitários decorrentes das atividades comerciais, produtivas, de prestação de serviços da saúde e do meio ambiente (Paraná, 2019). Nesse sentido, conforme o tipo de atividade desenvolvida, ou seja, se estiver relacionada com a área de alimentação e saúde da população, deve-se providenciar o alvará pertinente. Somente com esse documento as pessoas jurídicas desses segmentos poderão iniciar o desempenho de suas atividades produtivas, comerciais e/ou de serviços. Alguns exemplos de segmentos que necessitam de vistoria e autorização da Visa são: indústrias alimentícias e de demais produtos para saúde, bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados, açougues, padarias, farmácias, hospitais, clínicas, consultórios, entre outros. A Visa municipal é responsável por vistoriar e autorizar estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços no mesmo município-sede da empresa. Os estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços tanto em nível municipal quanto em outros municípios do mesmo estado de sua sede deverão solicitar vistoria e autorização da Visa estadual. E a Visa federal é responsável por vistoriar e autorizar os estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços para todo o território nacional e para o exterior. É importante destacar que a Visa, tanto em nível estadual como federal, pode ser representada por outros órgãos relacionados à regulamentação de atividades específicas, por exemplo: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Instituto Nacional de Controle de Qualidade e Saúde (INCQS); Serviço de Inspeção Federal (SIF); Serviço de Inspeção Estadual (Sise), entre outros. Para os estabelecimentos abordados aqui, sempre deverão ser realizadas vistorias in loco; entretanto, a solicitação da vistoria e o acompanhamento da expedição da autorização da Visa poderão ocorrer por meio da Redesim, conforme o nível de integração dos serviços municipais e estaduais àquela rede.</p><p>· Licença do Corpo de Bombeiros: o Corpo de Bombeiros é uma corporação que está estabelecida em todos os estados, integrando o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. É responsável por exercer as atividades de defesa civil, prevenção e combate de incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos. Assim, todas as empresas que realizam quaisquer tipos de atividades que possam ocasionar</p><p>riscos à segurança pública deverão solicitar vistoria e alvará do Corpo de Bombeiros. Por exemplo, postos de combustíveis, refinarias, indústrias, comércios de oxigênios e gases, entre outros. Não havendo unidade do Corpo de Bombeiros no município-sede da empresa, deverá ser procurada a corporação mais próxima, para se providenciar esse alvará.</p><p>· Licenças ambientais: todas as empresas que pretendam desenvolver atividades que possam, de alguma forma, oferecer riscos de danos ao meio ambiente deverão providenciar as licenças ambientais conforme determinado na legislação federal, estadual e municipal, como forma de prevenção desses danos, antes de elas iniciarem as suas atividades.</p><p>Figura 17 – Opções de serviços de licenciamento na Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]; Mato Grosso, 2019.</p><p>Na Figura 17, apresentamos um exemplo do portal da Redesim visualizado em acesso à Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), para evidenciar as opções de serviços de licenciamento disponíveis. Pode-se, assim, informar o protocolo ou número de CNPJ da empresa, que aparecerão então os dados das licenças em andamento, conforme a Figura 18, a seguir.</p><p>Figura 18 – Exemplo dos serviços de licenciamento pela Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]; Mato Grosso, 2019.</p><p>Utilizamos como modelo o portal da Redesim integrado à Jucemat e aos dados do Município de Primavera do Leste (MT) por já estarem com todos os serviços integrados, o que permite visualizar como funciona o processo de licenciamento das empresas nesse sistema.</p><p>Conforme pode ser observado na Figura 18, são apresentados os nomes dos órgãos responsáveis pelos licenciamentos e, também, pela inscrição tributária estadual (a Secretaria de Fazenda local). Logo à frente de cada um, há o campo da situação do processo, se: pendente; não licenciado; parcialmente concluído; e concluído. Clicando em cada opção, é possível obter informações com nível de detalhamento, bem como conhecer as pendências que precisam ser sanadas para a conclusão do processo de licenciamento, tanto na parte dos órgãos estaduais como dos municipais.</p><p>A partir do momento em que todas as inscrições tributárias estão regulares e as licenças de operação, obtidas, a empresa pode iniciar suas operações. Diante disso, qualquer mudança que vier a ser necessária deverá ser providenciada, conforme veremos no próximo tópico.</p><p>TEMA 3 – ALTERAÇÃO DE DADOS DE EMPRESAS PELA REDESIM</p><p>Após constituídas, as pessoas jurídicas podem ter seus atos alterados, desde que se respeitando a legislação específica. Alterar dados de empresas é realizar modificações em seu instrumento constitutivo, retirando ou acrescentando condições diferentes daquelas estabelecidas em sua constituição. Essas mudanças terão efeito somente a partir do deferimento do registro do ato alterador, nos órgãos competentes.</p><p>Assim como na constituição de uma pessoa jurídica, o processo de alteração dessa constituição também exige que todos os sócios, administradores e representantes legais da empresa tenham total esclarecimento e concordância a respeito das alterações que serão realizadas e dos impactos delas no desenvolvimento das atividades operacionais da empresa, pois o ato alterador deverá apresentar a assinatura de todos os sócios, como sinal de total anuência das partes.</p><p>Para iniciar a alteração de dados de uma pessoa jurídica na página inicial da Redesim, é necessário selecionar a opção Já possuo pessoa jurídica conforme demonstra a Figura 19. Nesse campo, são disponibilizadas algumas opções de serviços, como o campo Nova Alteração, no qual se inicia a formalização da alteração (Redesim, [S.d.]).</p><p>Figura 19 – Opções de serviços, na Redesim, para alteração de dados da pessoa jurídica</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Antes de solicitar quaisquer alterações, é necessário conhecer a legislação comercial e societária que regulamenta a atividade desenvolvida pela pessoa jurídica, pois, conforme a natureza jurídica da empresa, podem ser alterados todos os seus dados ou pode haver limitações quanto aos tipos de alterações permitidas. Para entender melhor, vamos analisar duas situações:</p><p>1. Após um tempo, em uma sociedade limitada composta por dois sócios, constituída para determinada finalidade, ambos os sócios decidem mudá-la de endereço e de segmento da atividade. Esse tipo de decisão ocasionará modificação de quase todas as informações do contrato social da empresa. Para que ocorra esse tipo de alteração, é necessário apenas que haja concordância entre todos os sócios.</p><p>2. Vamos considerar, agora, o caso de um órgão público do Poder Executivo municipal, ou seja, de uma prefeitura, que é uma pessoa jurídica constituída para representar um município, criada por meio de lei específica. Alterações de tipos como endereço e representante legal (prefeito) podem ser efetuadas com maior facilidade, pois são situações que acontecem ou podem acontecer com certa frequência. Entretanto, outros dados não poderão ser alterados, como é o caso do objeto social e da personalidade jurídica, que permanecerão os mesmos enquanto o município existir, salvo nova previsão legal. Todas as pessoas jurídicas criadas por lei somente poderão ser alteradas, em itens como esses, também por lei.</p><p>Nesse sentido, é fundamental conhecer o tipo de instrumento utilizado na constituição das pessoas jurídicas, bem como quais são os órgãos responsáveis pelos registros. O mesmo tipo de instrumento utilizado para constituição, seja legislação, ata de assembleia, contrato social, escritura pública ou outros, deverá ser utilizado para realizar alterações, atentando-se ainda aos tipos de alterações permitidas, conforme a natureza jurídica da empresa.</p><p>É importante esclarecer que a própria Redesim disponibiliza orientações em relação aos processos e serviços oferecidos, em termos de alterações de dados da empresa. Observando ainda a Figura 19, no campo de Nova Alteração aparecem as opções disponíveis, dentre as quais temos Como Alterar e Eu Preciso Realizar uma Consulta Prévia?. Nesses dois itens, o contribuinte encontra informações que o ajudarão a compreender o processo de alteração (Redesim, [S.d.]). Vale destacar que a pesquisa da viabilidade não é necessária para todo tipo de alteração. Podemos observar isso na Figura 20.</p><p>Figura 20 – Opções de eventos de alteração de dados de empresa na viabilidade</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>A Redesim esclarece que a realização da consulta prévia (viabilidade) somente será necessária quando houver solicitação dos seguintes atos cadastrais:</p><p>• Abertura (inclusive filiais);</p><p>• Alteração de endereço;</p><p>• Alteração de nome empresarial;</p><p>• Alteração de natureza jurídica;</p><p>• Alteração de atividades econômicas;</p><p>• Alteração do tipo de unidade;</p><p>Alteração da forma de atuação. (Redesim, [S.d.])</p><p>Nota-se que, em casos específicos, é necessário iniciar o processo de alteração realizando a pesquisa da viabilidade. Corroborando com isso, podemos observar a Figura 20, que mostra a tela inicial de realização da viabilidade, com as opções obrigatórias para o evento de alteração, lembrando que a viabilidade é realizada no site da Junta Comercial ou órgão responsável pelos registros, em cada estado. Essas situações que exigem a viabilidade estão sintetizadas no Quadro 3, com os respectivos códigos utilizados no processo de alteração nos órgãos competentes, ou seja, os códigos informados na viabilidade, que também serão usados no Coletor Nacional para a geração do DBE e da alteração tanto do instrumento constitutivo quanto no CNPJ.</p><p>Quadro 3 – Eventos de alteração que necessitam de viabilidade</p><p>Código</p><p>Descrição</p><p>249</p><p>Alteração da forma de atuação</p><p>225</p><p>Alteração da natureza jurídica</p><p>244</p><p>Alteração de atividades econômicas (principal e secundárias)</p><p>211</p><p>Alteração de endereço dentro do mesmo município</p><p>210</p><p>Alteração de endereço entre estados</p><p>209</p><p>Alteração de endereço entre municípios dentro do mesmo estado</p><p>220</p><p>Alteração de nome empresarial (firma ou denominação)</p><p>248</p><p>Alteração do tipo de unidade</p><p>999</p><p>Licenciamento de estabelecimento anteriormente registrado (legado)</p><p>052</p><p>Reativação – art. 60 da</p><p>Lei n. 8.934/1994</p><p>Fonte: Elaborado com base em Redesim, [S.d.].</p><p>Em face do exposto, podemos constatar que realizar uma alteração de pessoa jurídica é similar ao processo de constituição, sintetizando-se nas seguintes etapas:</p><p>a. Realizar a consulta prévia (se necessário);</p><p>b. Preencher o Coletor Nacional (para geração do DBE);</p><p>c. Elaborar o instrumento alterador;</p><p>d. Entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de registro competente.</p><p>Com base nisso, destacamos que a documentação básica que compõe o pedido de alteração de uma pessoa jurídica deverá possuir, no mínimo:</p><p>· Capa do processo (em modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>· Viabilidade (se necessária);</p><p>· DBE;</p><p>· Instrumento alterador (contrato social, ata etc.);</p><p>· Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Lembramos ainda (e novamente) que podem ser necessárias outras documentações adicionais e complementares, conforme a exigência estadual e/ou municipal. Concluída a fase de documentação, o passo seguinte é apresentá-la na Junta Comercial do estado-sede da empresa. Essa apresentação de documentos poderá ser realizada por meio de processo digital ou fisicamente, respeitando-se as disposições e regulamentos da Junta Comercial competente, que em seguida fará a análise do processo, podendo deferi-lo ou indeferi-lo. Sendo deferido o processo, a alteração estará concluída nesses órgãos, devendo prosseguir para os demais (estaduais, municipais e de licenciamento). Se indeferido o processo ou em exigência, o analista deverá apresentar todos os motivos disso, para que sejam sanados e seja reapresentado o processo, até que se consiga sua conclusão.</p><p>Após concluída a alteração em âmbito de Junta Comercial e Receita Federal, o processo deverá seguir para os demais órgãos, para que todos tenham as mesmas informações a respeito das atividades da empresa. Ou seja, também deverá ser realizada a alteração na Inscrição Estadual, na Inscrição Municipal e em todos os órgãos de licenciamentos necessários para a atividade. Caso esses serviços não estejam integrados com a Redesim, deverão ser realizados de forma manual. O fluxo dos processos a serem realizados é semelhante ao de constituição, seguindo as mesmas etapas.</p><p>TEMA 4 – BAIXA DE EMPRESA</p><p>Registrar a baixa de uma empresa é o ato de encerrar o funcionamento da pessoa jurídica, ou seja, extinguir todas as suas inscrições nos diversos órgãos de modo que não seja mais possível a realização de suas atividades operacionais, financeiras ou patrimoniais. É uma ação definitiva, sendo necessária, para ela se efetuar, a concordância de todos os sócios.</p><p>Assim, ao decidirem encerrar uma empresa, os sócios deverão providenciar:</p><p>· Encerramento/paralisação das atividades operacionais da empresa;</p><p>· Dispensa dos colaboradores e pagamentos das verbas rescisórias;</p><p>· Baixa do saldo de estoque e recolhimento dos impostos correspondentes;</p><p>· Apuração dos compromissos com terceiros e sua liquidação, se possível;</p><p>· Encerramento das contas bancárias;</p><p>· Verificação da existência de pendências cadastrais ou tributárias nos órgãos de registro e sua regularização.</p><p>Tendo sido realizados os procedimentos citados, o próximo passo é elaborar o distrato e iniciar o processo de registro da baixa da empresa nos devidos órgãos. É importante destacar que, atualmente, a existência de débitos tributários, previdenciários e outros, da empresa, em órgãos como Receita Federal, receitas estaduais, dívidas ativas federal ou estadual, entre outros, não caracteriza impedimento para o registro da baixa nos órgãos competentes. Entretanto, os saldos dos débitos existentes serão transferidos para o(s) número(s) de Cadastro das Pessoas Físicas (CPFs) do(s) sócio(s) ou representante(s) legal(is) da empresa, que continuará(ão) sujeito(s) aos diversos atos de cobrança praticados pelos respectivos órgãos. Diante disso, o ideal é que as pendências sejam regularizadas antes da extinção da empresa; entretanto, em muitos casos, não ocorre dessa forma.</p><p>A solicitação de baixa da empresa nos órgãos de registro também será realizada por meio da Redesim, conforme mostra a Figura 21. Na página inicial, deve-se clicar no campo Já possuo pessoa jurídica e, em seguida, na opção Nova Baixa, para que sejam mostradas as opções de serviços relacionados à baixa. Destacamos, também, que a própria Redesim disponibiliza informações e orientações no campo Como Baixar, sendo importante a essa leitura antes de se iniciar o procedimento de baixa.</p><p>Figura 21 – Opções de serviços, na Redesim para baixa de pessoa jurídica</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Nas opções dos serviços de baixa de empresa da Redesim (Figura 21), clicando-se no item Baixe Uma Pessoa Jurídica, o portal vai direcionar o usuário para os preenchimentos necessários ao início do processo, que está evidenciado na Figura 22. Conforme a figura, nota-se que a solicitação de baixa de uma pessoa jurídica será iniciada com o preenchimento dos dados no Coletor Nacional, ou seja, diretamente na Receita Federal. Nesse caso, é dispensada a realização da consulta prévia, de viabilidade, nas Juntas Comerciais.</p><p>Sendo deferida a solicitação no Coletor Nacional, será liberado o DBE de extinção. O passo seguinte é retornar à Redesim para dar sequência à elaboração do instrumento de dissolução/extinção da empresa em âmbito de Junta Comercial, no que é denominado distrato social. Esse é o instrumento em que fica registrado a decisão de dissolução da pessoa jurídica pelos seus sócios. Também deverá ficar determinado nele o modo pelo qual ocorreram ou ocorrerão a realização dos ativos da empresa, a liquidação dos passivos que houver e a distribuição dos haveres apurados (caso haja), bem como qual será o sócio responsável por realizar tais processos.</p><p>Realizar o registro da extinção/dissolução de uma pessoa jurídica pela Redesim sintetiza-se nas seguintes etapas:</p><p>a. preencher o Coletor Nacional (gerando o DBE de extinção);</p><p>b. elaborar o distrato social;</p><p>c. entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de registro competente.</p><p>As solicitações de baixa na Junta Comercial e na Receita Federal são analisadas em conjunto, de modo que, no momento do registro do distrato, já será também realizada a baixa da empresa no CNPJ.</p><p>A documentação mínima a ser apresentada em um processo de extinção de uma pessoa jurídica deverá ser composta por:</p><p>· Capa do processo (modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>· DBE de extinção;</p><p>· Ato da dissolução (distrato social, ata de baixa etc.);</p><p>· Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Figura 22 – Opção de baixa de pessoa jurídica no Coletor Nacional</p><p>Fonte: Brasil, 2019a.</p><p>Após receber a documentação com a solicitação de baixa, a Junta Comercial fará sua análise, podendo deferi-la ou indeferi-la. Caso seja deferida a baixa, a extinção estará concluída na Junta Comercial e na Receita Federal, devendo prosseguir para os demais órgãos (estaduais, municipais e de licenciamento). Se a solicitação for indeferida ou apresentar exigência, o analista deverá apresentar todos os motivos para que sejam sanados e reapresentado o processo, até que seja deferido.</p><p>Com o distrato social devidamente registrado e o CNPJ baixado, a etapa seguinte consiste em solicitar as baixas das Inscrições Estaduais e Municipais, que podem ser solicitadas ao mesmo tempo, caso uma não dependa da outra. Estando os órgãos pertinentes vinculados à Redesim, a solicitação de baixa prosseguirá automaticamente para o estado e o município-sede da empresa, devendo seu andamento ser acompanhado pelo protocolo ou número do CNPJ. Caso contrário, essas solicitações deverão ser realizadas de forma manual, individualmente, em cada órgão competente.</p><p>Já houve muitos casos de não serem providenciadas as baixas nos órgãos estaduais e municipais, sendo realizado apenas o registro do distrato social e a baixa do CNPJ. Esse tipo de situação muitas vezes ocasiona problemas futuros, pois, enquanto o órgão não receber e deferir uma solicitação de baixa, o cadastro da pessoa jurídica continuará ativo e poderá ser objeto de cobranças de obrigações</p><p>principais e acessórias, inclusive penalidades pelo não cumprimento dessas obrigações. Com a integração dos serviços à Redesim, esse tipo de problema tende a se reduzir. Entretanto, é responsabilidade dos profissionais contábeis acompanhar e providenciar a baixa da empresa em todos os órgãos necessários.</p><p>Concluídas as baixas em todas as inscrições tributárias, deve-se providenciar a baixa da empresa nos órgãos de licenciamento em que a pessoa jurídica houver obtido licença, como Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e outros específicos das atividades. Assim, a empresa estará totalmente baixada.</p><p>TEMA 5 – REGISTRO EM JUNTA COMERCIAL VERSUS REGISTRO EM CARTÓRIO</p><p>Os registros dos atos constitutivos, de alteração e de extinção das pessoas jurídicas podem ser realizados em alguns órgãos específicos, sendo eles: Junta Comercial, cartórios, Diário Oficial e OAB, entre outros.</p><p>As Juntas Comerciais são subordinadas ao Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) e possuem a finalidade de efetuar o registro público de empresas mercantis e atividades afins. Com base nisso, podemos compreender que as pessoas jurídicas de natureza comercial deverão registrar seus atos na Junta Comercial do seu estado.</p><p>Quanto ao tipo jurídico da sociedade, é importante ainda distinguir que as sociedades empresárias sempre deverão ter seus atos registrados em Juntas Comerciais, enquanto as sociedades simples devem ter seus atos registrados em cartórios, conforme mostra a Figura 23.</p><p>Figura 23 – Onde sociedades empresárias e simples registram seus atos</p><p>Uma sociedade simples é aquela constituída por profissionais para desenvolver uma atividade intelectual, enquanto a sociedade empresária está voltada para a produção e circulação de bens e serviços. Como exemplo, temos a sociedade limitada e a empresa individual de responsabilidade limitada, que podem ter registro em cartório ou em Junta Comercial, dependendo de sua finalidade, conforme pode ser visualizado na Figura 23.</p><p>Em relação às atividades profissionais, especificamente quanto às sociedades advocatícias, a OAB determina que seus atos sejam registrados por ela própria. Já as entidades e órgãos relacionados aos serviços públicos, todos deverão ser criados, alterados ou extintos por meio de lei. Após a publicação da referida lei no Diário Oficial específico, pode-se proceder com o registro na Receita Federal, para obtenção do CNPJ.</p><p>Além das sociedades simples, todas as demais pessoas jurídicas de direito privado, ou que exerçam atividades religiosas ou políticas, deverão registrar seus atos em cartório, não podendo utilizar as Juntas Comerciais pelo fato de suas atividades não serem de finalidade comercial.</p><p>Por fim, pessoas jurídicas binacionais, organizações internacionais, instituições extraterritoriais e representações diplomáticas são criadas, alteradas e extintas por meio de documentos internacionais e, por isso, utilizam a opção Outros Órgãos, visto que não são utilizados os mecanismos citados anteriormente.</p><p>Para melhor visualização prática do que aborda este tópico, apresentaremos as páginas de preenchimento da viabilidade no sistema Redesim, conforme a ordem apresentada no Quadro 4.</p><p>Quadro 4 – Relação das imagens com os tipos jurídicos de registro nos órgãos</p><p>Nº</p><p>Descrição</p><p>Figura 24</p><p>Opções de tipo jurídico com registro em Junta Comercial</p><p>Figura 25</p><p>Opções de tipos jurídicos com registro em cartório</p><p>Figura 26</p><p>Opções de tipos jurídicos com registro na OAB</p><p>Figura 27</p><p>Opções de tipos jurídicos com registro por lei</p><p>Figura 28</p><p>Opções de tipos jurídicos com registro em outros órgãos</p><p>Figura 24 – Opções de tipo jurídico com registro em Junta Comercial</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 25 – Opções de tipo jurídico com registro em cartório</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 26 – Opções de tipo jurídico com registro na OAB</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 27 – Opções de tipo jurídico com registro por lei</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 28 – Opções de tipo jurídico com registro em outros órgãos</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>TROCANDO IDEIAS</p><p>Uma das grandes contribuições para a evolução profissional é a discussão de temas com outros profissionais da área, compreendendo as oportunidades e os desafios enfrentados diariamente na execução dos serviços. Nesse sentido, propomos que você procure profissionais da área contábil que trabalhem na área de constituição, legalização e licenciamento de empresas para fazer um levantamento a respeito da utilização da Redesim, verificando:</p><p>a. se as mudanças ocorridas foram de rápida assimilação e compreensão;</p><p>b. se houve melhorias nos serviços, no sentido de que os processos realmente estejam mais fáceis e corram mais rápidos;</p><p>c. quais são os principais desafios que os profissionais ainda precisam superar.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Considerando todo o material, sites e páginas dos serviços apresentados, para melhor compreensão e assimilação desses assuntos, propomos uma atividade dividida em duas etapas:</p><p>1. Acessar o portal da Junta Comercial ou sistema de legalização de empresas do seu estado, fazer o seu cadastro, criando login e senha, acessar o sistema e verificar quais os serviços relacionados à legalização de empresas que estão integrados com a Redesim;</p><p>2. Procurar, também, por meio do acesso com login e senha, quais serviços de licenciamentos estaduais e municipais estão disponíveis.</p><p>Com isso, você poderá ir se familiarizando com a Redesim e acompanhar o quanto seu município e seu estado estão aderindo a essa rede nacional.</p><p>Fazemos aqui uma importante observação: a atividade proposta aborda serviços de livre acesso ao público, não havendo impedimento para que os cidadãos possam fazer seu cadastro e acessar as páginas para conhecerem os serviços disponibilizados. Entretanto, não é recomendada a realização desses procedimentos de legalização e licenciamento antes de concluir a graduação e possuir uma habilitação profissional para tanto, obtida no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) local, pois, em quase todos os serviços, os dados do profissional contábil responsável deverão ser informados.</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>