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<p>PRÁTICAS CONTÁBEIS EM</p><p>LABORATÓRIO</p><p>AULA 2</p><p>Profª Adriely Camparoto Brito</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Constituição, alteração e dissolução de sociedades e licenças</p><p>Abordaremos as etapas dos processos de constituição, alteração e</p><p>extinção de pessoas jurídicas nos âmbitos federal, estadual e municipal,</p><p>tentando evidenciar a ideia de como se dá a operacionalização de cada uma</p><p>dessas etapas. Para complementar esse estudo do ambiente de funcionamento</p><p>das pessoas jurídicas, também abordaremos o tema das licenças e autorizações</p><p>necessárias para o desenvolvimento das atividades operacionais dessas</p><p>organizações.</p><p>CONTEXTUALIZANDO</p><p>Até o ano de 2017, os processos de constituição, alteração e</p><p>principalmente a baixa de pessoas jurídicas eram realizados, em sua grande</p><p>parte (ou em sua totalidade), de maneira manual. Esse cenário se refletia em</p><p>longos dias de espera, pelos empresários, para que tivessem seus atos</p><p>organizacionais devidamente registrados. Sempre houve uma grande demanda,</p><p>por parte dos profissionais que atuam nessa área, em especial os contabilistas,</p><p>para que os governos de todas as esferas se esforçassem para melhorar e</p><p>reduzir o tempo desses processos. E esse é o ambiente atual, de mudanças,</p><p>pois os governos estão tentando otimizar e facilitar os processos de registro e</p><p>legalização das pessoas jurídicas, por meio da criação de um portal único que</p><p>vise integrar os sistemas federal, estadual e municipal e que ainda está em fase</p><p>de implantação e aperfeiçoamento, principalmente quanto aos serviços</p><p>municipais. É esse novo ambiente de registros e legalização que estudaremos</p><p>nesta etapa.</p><p>TEMA 1 – CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS PELA REDESIM</p><p>A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de</p><p>Empresas e Negócios (Redesim) reduziu de 8 para 5 dias o tempo médio de</p><p>abertura de empresas no Brasil, comparando os últimos trimestres de 2017 e</p><p>2018. Além disso, aumentou em 20% a quantidade de empresas abertas em até</p><p>3 dias (Redesim, 2018). Em 2022, as estatísticas disponíveis no site da Redesim</p><p>3</p><p>evidenciam que esse percentual de 20% aumentou para 91%, indicando que o</p><p>prazo médio para abertura de empresas em nível nacional é, hoje, de até 3 dias.</p><p>1.1 O que é a Redesim?</p><p>A Redesim foi criada por meio da Lei n. 11.598/2007 com o objetivo de</p><p>estabelecer (e continuar aprimorando) diretrizes e procedimentos para a</p><p>integração e a simplificação dos processos de constituição, alteração, baixa e</p><p>legalização de pessoas jurídicas no país (Brasil, 2007, 2019b).</p><p>O projeto completo da Redesim é de que todos os órgãos responsáveis</p><p>por registros e legalizações de pessoas jurídicas participem dessa rede nacional</p><p>compartilhando o mesmo banco de dados, desburocratizando e agilizando assim</p><p>os processos de registros de atos. O projeto, criado por lei em 2007, só foi</p><p>implementado no início de 2017, no Município de São Paulo, e somente em julho</p><p>de 2018 foi disponibilizado para todo o Brasil e ainda está em desenvolvimento.</p><p>Desde sua implantação, a Redesim se tornou “[...] a janela única dos órgãos</p><p>partícipes para a interação com o cidadão empreendedor” (Redesim, 2018).</p><p>Atualmente, os órgãos responsáveis pelos registros de atos e legalização</p><p>das pessoas jurídicas são: Receita Federal, Juntas Comerciais, Receitas</p><p>Estaduais e Secretarias de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal,</p><p>prefeituras de todos os municípios brasileiros e órgãos de licenciamentos de</p><p>atividades tais como Corpo de Bombeiros, Vigilâncias Sanitárias e órgãos</p><p>relacionados à proteção do meio ambiente. Entretanto, a participação na</p><p>Redesim é obrigatória apenas para os órgãos federais responsáveis pelos</p><p>processos de registro e legalização (Receita Federal e Juntas Comerciais). Para</p><p>os demais órgãos estaduais, municipais e de legalização, a adesão à rede é</p><p>voluntária (Brasil, 2019b).</p><p>A administração da Redesim é feita por seu Comitê Gestor, o Cgsim, e</p><p>sua secretaria executiva é de responsabilidade do Departamento de Registro</p><p>Empresarial e Integração (Drei) da Secretaria Especial da Micro e Pequena</p><p>Empresa (Sempe). O modelo de trabalho consolidado pelo Cgsim marca uma</p><p>mudança significativa na relação do empreendedor com o governo, pois até</p><p>pouco tempo se necessitava elaborar documentação separada para cada órgão</p><p>e, com a evolução da Redesim, o contribuinte pode acessar em um local único</p><p>todos os sistemas governamentais de registro e legalização de atos empresariais</p><p>(Brasil, 2019b; Redesim, 2018).</p><p>4</p><p>Desde o fim do ano de 2020, o governo promoveu o lançamento do novo</p><p>portal da Redesim, agora integrado às interfaces dos demais sites</p><p>governamentais (domínio .gov.br) por meio de acesso único. Após essa</p><p>alteração, ao acessar o site das Juntas Comerciais ou demais entidades</p><p>responsáveis pelo processo de regularização, alteração ou baixa de entidades</p><p>jurídicas integradas ao Redesim, o usuário será automaticamente direcionado</p><p>para o site do portal Gov.br para acesso aos procedimentos, conforme exposto</p><p>na Figura 1.</p><p>Figura 1 – Portal Gov.br</p><p>Fonte: Identifique-se, [S.d.].</p><p>Ao acessar o portal da Redesim, o usuário terá acesso às opções de</p><p>serviços disponíveis, conforme exposto na Figura 2.</p><p>Figura 2 – Portal da Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]. Crédito: Jacob Lund/Shutterstock.</p><p>5</p><p>Na Figura 2, apresenta-se a página inicial da Redesim, cujo endereço de</p><p>acesso é <https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/redesim>. Para</p><p>melhor organização dos serviços prestados, o portal divide-se em Já possuo</p><p>pessoa jurídica, campo que dará acesso aos serviços disponíveis para as</p><p>pessoas jurídicas já constituídas; e a opção Abra sua pessoa jurídica, que</p><p>permite o acesso aos serviços disponíveis para a constituição de novas pessoas</p><p>jurídicas (Redesim, [S.d.]).</p><p>Como se trata de um site institucional, além das opções de serviços</p><p>citadas, também são disponibilizadas outras opções de acesso, conforme se</p><p>pode observar na Figura 3 e que detalhamos melhor a seguir (Redesim, [S.d.]):</p><p>• Busca no site: é um campo para realização de pesquisas no site,</p><p>bastando para isso se digitar a palavra do serviço desejado, que a busca</p><p>será feita. É uma opção padrão disponibilizada nos sites institucionais.</p><p>• Parceiros: nesse campo, estão disponíveis os nomes de todos os</p><p>parceiros da Redesim, juntamente com os canais (links) para acessar os</p><p>sites institucionais de órgãos que participam e apoiam essa rede de</p><p>integração nacional.</p><p>• Serviços: ao clicar nessa opção, o usuário será direcionado para uma</p><p>página contendo o detalhamento de todos os serviços disponibilizados</p><p>pela Redesim e que poderão ser acessados pelo contribuinte, bem como</p><p>as orientações disponibilizadas segundo cada tipo de serviço.</p><p>• Estatísticas: esse campo reúne as informações e dados estatísticos dos</p><p>estabelecimentos matrizes e filiais, por situação cadastral ativa, baixada</p><p>e outras, segregados por estado e por município.</p><p>• Consultas: nesse campo, a Redesim disponibiliza serviços de consultas</p><p>e pesquisas relacionadas ao Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas</p><p>(CNPJ), sendo possível imprimir o comprovante do CNPJ caso já se</p><p>possua o número em mãos. Uma novidade desse serviço de consultas é</p><p>a disponibilização de pesquisa de um número de CNPJ pelo nome</p><p>empresarial ou nome-fantasia, que não havia anteriormente. Entretanto,</p><p>para essa opção, é necessário acessar a área de usuário. Qualquer</p><p>pessoa pode se cadastrar na área de usuário, preenchendo os dados</p><p>solicitados e gerando a senha de acesso. Além dessas opções de</p><p>pesquisas, são disponibilizados campos para consultar o andamento dos</p><p>6</p><p>serviços já solicitados, sendo necessário, para isso, informar o número de</p><p>protocolo na Redesim que é gerado no ato de cada solicitação.</p><p>Figura 3 – Passo a passo: esquema básico dos serviços concentrados na</p><p>Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>O passo</p><p>a passo sintetiza o fluxo de serviços disponibilizados pelo portal</p><p>da Redesim, conforme a ordem em que devem ser realizados. Para melhor</p><p>visualização desse processo, já apresentamos a Figura 2. Pode-se observar que</p><p>esse passo a passo se divide em três etapas, a saber (Redesim, [S.d.]):</p><p>1. Consulta prévia (também chamada de consulta de viabilidade): é a etapa</p><p>em que se realiza a pesquisa, na Junta Comercial do respectivo estado</p><p>da sede da empresa. Somente com a viabilidade aprovada é que se</p><p>prossegue para a etapa seguinte.</p><p>2. Coleta de dados da Receita Federal: são informados os dados para</p><p>registro da empresa no CNPJ, na página do Coletor Nacional.</p><p>3. Obtenção das licenças operacionais: é providenciado aquilo que a</p><p>pessoa jurídica necessita obter para iniciar suas operações.</p><p>É importante destacar que a realização da etapa seguinte somente será</p><p>possível após a aprovação ou deferimento da etapa anterior. Ressaltamos esse</p><p>fluxo operacional devido a sua relevância para os conteúdos que serão</p><p>abordados nos tópicos seguintes desta etapa.</p><p>7</p><p>1.2 Constituição de empresas: Junta Comercial e Receita Federal</p><p>Constituir uma pessoa jurídica refere-se ao ato de providenciar seu</p><p>registro nos órgãos específicos competentes, ou seja, transformar a ideia em</p><p>algo legalmente existente. Somente após o deferimento do seu registro pelos</p><p>órgãos competentes é que a empresa estará formalmente constituída e terá seu</p><p>número no CNPJ. Toda pessoa jurídica possui o seu CNPJ, único e exclusivo,</p><p>não se repetindo, inclusive em casos de filiais, que, apesar de possuírem a</p><p>mesma numeração da raiz do CNPJ de sua matriz (ou seja, os primeiros oito</p><p>números), têm numeração final sempre diferente (seis últimos números),</p><p>indicando a quantidade de filiais inscritas e seu digito de verificação.</p><p>A constituição de uma pessoa jurídica é uma fase que exige decisões por</p><p>parte do(s) empresário(s), como: qual o tipo jurídico a ser escolhido entre os</p><p>existentes, quais serão as atividades desenvolvidas, qual será a forma de</p><p>atuação, quanto de capital social será integralizado, qual será o endereço, o</p><p>nome-fantasia da empresa, entre outras. Tendo todas essas informações, pode-</p><p>se iniciar o processo de formalização da empresa.</p><p>Figura 4 – Opções da Redesim para a constituição de pessoas jurídicas</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>O processo de formalização da constituição de uma pessoa jurídica vai</p><p>ser iniciado pela Redesim, conforme se pôde observar na Figura 3, na opção de</p><p>serviços Abra sua pessoa jurídica. Clicando nessa opção, será aberta uma</p><p>8</p><p>pequena tela com o Passo 1 – Consulta Prévia e, logo abaixo, o campo para</p><p>selecionar o estado onde será a sede da empresa (Redesim, [S.d.]).</p><p>No exemplo apresentado na Figura 4, utilizamos o Estado de Mato Grosso</p><p>como modelo e prosseguiremos nos próximos exemplos deste tópico utilizando</p><p>esse mesmo estado. Entretanto, é importante ressaltar que as opções de</p><p>serviços serão as mesmas para todas as Juntas Comerciais, pois estão</p><p>vinculadas à Redesim. Pode ser que os layouts dos sites de cada Junta</p><p>Comercial tenham diferenças em suas formas de apresentação, mas os serviços</p><p>disponíveis serão os mesmos.</p><p>Apresentamos, no Quadro 1, a relação das Juntas Comerciais e o sistema</p><p>de registro de empresas por estado.</p><p>Quadro 1 – Relação de Juntas Comerciais por estado</p><p>Estado Junta Comercial Estado Junta Comercial</p><p>Acre Juceac Paraíba Redesim PB</p><p>Alagoas Facilita Alagoas Paraná Empresa Fácil Paraná</p><p>Amapá Empresa Fácil Amapá Pernambuco Jucepe</p><p>Amazonas Empresa Super Fácil</p><p>Amazonas</p><p>Piauí Piauí Digital</p><p>Bahia Juceb Rio de Janeiro Jucerja</p><p>Ceará Jucec Rio Grande do</p><p>Norte</p><p>Redesim RN</p><p>Distrito Federal Portal de Serviços – RLE</p><p>Digital – Junta DF</p><p>Rio Grande do Sul Jucisrs</p><p>Espírito Santo Jucees Rondônia Empresa Fácil Rondônia</p><p>Goiás Portal do Empreendedor</p><p>Goiano</p><p>Roraima Jucerr</p><p>Maranhão Empresa Fácil Maranhão Santa Catarina Jucesc</p><p>Mato Grosso Jucemat São Paulo –</p><p>capital</p><p>Empresa Simples - RLE</p><p>Mato Grosso do</p><p>Sul</p><p>Jucems São Paulo –</p><p>outros municípios</p><p>Jucesp</p><p>Minas Gerais Jucemg Sergipe Agiliza SE</p><p>Pará Jucepa Tocantins Simplifica Tocantins</p><p>Fonte: Anjos, 2022.</p><p>Na Figura 5, pode ser visualizado o sistema Redesim redirecionando o</p><p>usuário para o site da Junta Comercial selecionada.</p><p>9</p><p>Figura 5 – Página de redirecionamento da Redesim para as Juntas Comerciais</p><p>dos estados</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Observando a Figura 5, nota-se que, ao selecionarmos o estado, o</p><p>sistema Redesim fará o redirecionamento do usuário para o site da Junta</p><p>Comercial ou do sistema de registro digital do estado indicado, para que</p><p>seja possível dar prosseguimento aos serviços de constituição das pessoas</p><p>jurídicas.</p><p>Vale destacar que, com essa evolução do sistema de registro de atos</p><p>empresariais, os serviços podem ser realizados a qualquer momento e de</p><p>qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de que a documentação física</p><p>seja apresentada na respectiva Junta Comercial. Isso, além de reduzir custos e</p><p>tempo, facilita os serviços do profissional contábil responsável.</p><p>Atualmente, os registros de atos empresariais nas Juntas Comerciais são</p><p>realizados de forma digital, ou seja, após concluída a fase de elaboração da</p><p>documentação, transmite-se essa documentação por meio de um processo</p><p>digital para que a Junta Comercial respectiva possa fazer a análise e deferimento</p><p>ou não do registro solicitado. Esse envio de documentos é realizado por meio de</p><p>certificado digital dos sócios ou representantes legais, o que permite</p><p>identificação, autenticidade e integridade das transações em meio eletrônico</p><p>(Brasil, 2018).</p><p>Apresentamos o campo de registro digital do site da Junta Comercial do</p><p>Estado do Mato Grosso (Jucemat), como exemplo, na Figura 6.</p><p>10</p><p>Figura 6 – Registro digital de empresa na Jucemat</p><p>Fonte: Mato Grosso, 2019.</p><p>Pode-se observar, no exemplo, que há opções de solicitar Novo Registro,</p><p>ou seja, um novo processo, e Consultar Registro, para acompanhar o andamento</p><p>do pedido de registro. No campo Assinar Documentos, são utilizados os</p><p>certificados digitais, conferindo autenticidade e integridade aos documentos,</p><p>que, após assinados, serão, por meio do campo Enviar para Jucemat,</p><p>transmitidos para que sejam analisados.</p><p>Com a integração do portal Redesim ao portal Gov.br, o usuário pode</p><p>optar pela forma com que os documentos serão assinados. Ao clicar na opção</p><p>assinar documentos, lhe serão fornecidas três opções de assinatura eletrônica:</p><p>via Gov.br, com e-CPF ou em nuvem, conforme exposto na Figura 7.</p><p>Figura 7 – Formas de assinar documentos</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>11</p><p>É importante saber que:</p><p>a. A interface para assinatura eletrônica de documentos muda de uma Junta</p><p>Comercial para outra; assim, é preciso estar sempre atento às orientações</p><p>do portal.</p><p>b. Para assinar documentos via Gov.br, o usuário precisa aumentar a</p><p>confiabilidade do seu cadastro para, no mínimo, nível prata, conforme as</p><p>orientações do próprio portal.</p><p>Ainda na Figura 6, na opção de Consultar Solicitação, acompanha-se a</p><p>análise e seu resultado. Ao selecionar, no sistema Redesim, a opção de</p><p>constituição de empresa e informar o estado, conforme já citado, o usuário será</p><p>redirecionado ao site da Junta Comercial específica. E, a partir de então, inicia-</p><p>se o processo de preenchimento das informações (Redesim, [S.d.]).</p><p>O processo de abertura de empresas está exposto na Figura 3 e</p><p>compreende três passos:</p><p>1. Consulta prévia;</p><p>2. Coleta de dados, registro e inscrições;</p><p>3. Licenças.</p><p>O passo 1 encontra-se exposto na Figura 8.</p><p>Figura 8 – Opções de eventos de inscrição, na etapa da viabilidade</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>12</p><p>A viabilidade é a pesquisa inicial que se faz na Junta Comercial,</p><p>informando todos os dados necessários para a constituição da empresa, sendo</p><p>eles (Mato Grosso, 2019):</p><p>• Natureza jurídica e porte</p><p>da empresa;</p><p>• Endereço completo;</p><p>• Atividades principal e secundárias e descrição do objeto social;</p><p>• Opções de nome para a razão social;</p><p>• Nomes e CPFs dos sócios;</p><p>• Tipo de unidade e forma de atuação.</p><p>Além desses dados, pode haver mais questionamentos estabelecidos</p><p>pela Receita Estadual ou pela prefeitura municipal da localidade em que a</p><p>empresa será estabelecida, para utilização na parte de legalização da empresa,</p><p>tais como se o imóvel é próprio ou alugado, qual é o tamanho do imóvel utilizado,</p><p>em metros quadrados, entre outros.</p><p>Após preenchida, a viabilidade é transmitida gerando um protocolo que</p><p>será utilizado nas demais etapas do processo. Pelo protocolo, deve-se</p><p>acompanhar a análise dessa viabilidade, que pode ser deferida ou indeferida.</p><p>Assim (Mato Grosso, 2019):</p><p>• Quando indeferida a viabilidade, são apresentados seus motivos para que</p><p>sejam sanados na apresentação de uma nova viabilidade.</p><p>• Quando deferida, pode-se prosseguir para o passo 2.</p><p>A Figura 8 também apresenta a tela inicial de preenchimento da</p><p>viabilidade, com as opções de Eventos de Inscrição e Eventos de Alteração,</p><p>devendo ser selecionado o tipo de evento que se pretende registrar. Pode-se</p><p>observar que há quatro opções de eventos para inscrição, entre as quais as mais</p><p>utilizadas são: a 101 – inscrição de primeiro estabelecimento utilizado para</p><p>criação de empresa matriz ou única; e 102 – inscrição dos demais</p><p>estabelecimentos usados para constituição de filiais. Também há o evento 106</p><p>– inscrição de missões diplomáticas ou órgãos internacionais; e o evento 150 –</p><p>proteção de nome empresarial (Mato Grosso, 2019).</p><p>Após se selecionar o tipo de evento a ser registrado, a página seguinte,</p><p>de preenchimento da viabilidade, solicita o preenchimento de mais dois campos</p><p>relevantes, conforme apresentado na Figura 9.</p><p>13</p><p>Figura 9 – Opções de natureza jurídica e órgão de registro</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Já o enquadramento pode ser em microempresa (ME); empresa de</p><p>pequeno porte (EPP) ou outros tipos de empresa.</p><p>A opção de ME deve ser selecionada quando a previsão de faturamento</p><p>da empresa para o exercício atual for igual ou inferior a 360 mil reais ou na</p><p>proporcionalidade de até 30 mil reais por mês, considerando os casos em que a</p><p>constituição é realizada entre os meses de fevereiro e dezembro. Caso esse</p><p>limite seja ultrapassado no exercício corrente, deve-se providenciar o</p><p>reenquadramento da ME como EPP, no mês de janeiro do exercício seguinte</p><p>(Brasil, 2006).</p><p>Já a opção de EPP deve ser selecionada quando a expectativa de</p><p>faturamento previsto para o exercício atual for superior a 360 mil reais e igual ou</p><p>inferior a 4,8 milhões de reais ou, proporcionalmente, a 400 mil reais por mês,</p><p>considerando os casos em que a constituição da empresa for realizada entre os</p><p>meses de fevereiro e dezembro. Ao se ultrapassar esse limite, deve-se</p><p>providenciar o desenquadramento de EPP no mês de janeiro do exercício</p><p>seguinte (Brasil, 2006).</p><p>A opção Outros deverá ser utilizada nos casos em que a expectativa de</p><p>faturamento para o exercício atual ultrapasse o limite de 400 mil reais mensais;</p><p>ou no caso de entidades governamentais, organizações sem fins lucrativos e</p><p>14</p><p>outras pessoas jurídicas imunes ou isentas, visto que não são enquadradas</p><p>como ME ou EPP (Mato Grosso, 2019).</p><p>O órgão de registro se refere ao órgão responsável por realizar registro</p><p>do ato. As opções disponíveis de órgão de registro são: Junta Comercial,</p><p>Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),</p><p>Ato Legal (legislação) e outros (Mato Grosso, 2019). Para melhor compreensão</p><p>de qual tipo deve ser utilizado e em quais situações, destinamos o segundo</p><p>tópico desta etapa para explicar detalhadamente esse assunto.</p><p>Figura 10 – Passo 2: coleta de dados</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Após se indicar o porte e o órgão de registro, as próximas telas da</p><p>viabilidade vão apresentar campos para preenchimento dos dados específicos</p><p>da pessoa jurídica que se pretende constituir, tais como o endereço, que deve</p><p>ser fornecido do modo mais completo possível, de preferência apresentando um</p><p>complemento e um ponto de referência e com a informação sobre a natureza do</p><p>imóvel (urbana, rural ou sem regularização). Uma novidade é o campo para</p><p>informar as coordenadas geográficas, caso se as tenha e se queira preenchê-</p><p>las, assim como a opção de localizar o endereço pelo Google Maps. Observa-se</p><p>que tudo isso serve para dar a localização exata do estabelecimento, a fim de</p><p>evitar que ele não seja encontrado pelas fiscalizações responsáveis pelo</p><p>15</p><p>processo de legalização e licenciamento da empresa e ainda se inibir a</p><p>constituição de empresas fantasmas (Mato Grosso, 2019).</p><p>A descrição do objeto social aborda todas as atividades que se pretende</p><p>desenvolver, tanto a principal quanto as secundárias e seus respectivos</p><p>enquadramentos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae),</p><p>em conformidade com a tabela disponibilizada pela Receita Federal e pelo</p><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já estudada (Mato Grosso,</p><p>2019).</p><p>Quanto ao nome empresarial que se pretende utilizar, normalmente, é</p><p>solicitado que sejam informadas três opções para que a Junta Comercial analise</p><p>e aprove uma delas para uso – lembrando que é função da Junta Comercial</p><p>analisar a disponibilidade do nome empresarial, visto que não pode haver mais</p><p>de uma pessoa jurídica com a mesma razão social. Nesse sentido, deve-se</p><p>preencher as opções de nome conforme a prioridade de preferência, pois a</p><p>análise se inicia pela primeira opção, que, estando disponível, já será deferida –</p><p>as demais opções somente são analisadas no caso de indisponibilidade da</p><p>primeira (Mato Grosso, 2019).</p><p>Também devem ser informados o nome e o número de CPF de todos</p><p>os sócios e outras informações que vierem a ser solicitadas, em cada caso</p><p>(Mato Grosso, 2019).</p><p>Concluída e transmitida a viabilidade, é gerado um protocolo necessário</p><p>para acompanhar seu andamento. Quando essa viabilidade é deferida,</p><p>prossegue-se para o passo 2, conforme evidenciado na Figura 9. O segundo</p><p>passo é o preenchimento da coleta de dados, realizada no ambiente Coletor</p><p>Nacional da Receita Federal. Ao clicar na opção Crie sua pessoa jurídica</p><p>(evidenciada na Figura 9), a Redesim vai direcionar o usuário para a página de</p><p>preenchimento que é apresentada na Figura 11.</p><p>16</p><p>Figura 11 – Página inicial de preenchimento da coleta de dados pela Receita</p><p>Federal</p><p>Fonte: Brasil, 2019a.</p><p>O Coletor Nacional é um aplicativo da Receita Federal do Brasil, de uso</p><p>obrigatório em todo o território nacional desde 10 de novembro de 2014. Em 31</p><p>de julho de 2018, seu acesso passou a ser realizado pelo portal Redesim,</p><p>estando integrado ao sistema nacional e compartilhando os seus dados (Brasil,</p><p>2019b).</p><p>Observa-se que os primeiros dados a serem preenchidos no Coletor</p><p>Nacional são (Brasil, 2019a):</p><p>• Unidade da federação (UF): campo em que se deve selecionar a sigla</p><p>do estado-sede da empresa ou ainda se marcar a opção Exterior, caso se</p><p>trate de uma pessoa jurídica internacional.</p><p>• Município: nesse campo, aparecerão as opções dos municípios</p><p>pertencentes ao estado selecionado anteriormente, para que seja</p><p>preenchido com o município da sede da empresa.</p><p>• Natureza jurídica: nessa opção será selecionado o tipo jurídico</p><p>(denominado natureza jurídica, nos órgãos de registros) da empresa que</p><p>está sendo constituída. Estudamos, anteriormente, alguns dos tipos</p><p>jurídicos mais utilizados, caso se queira revisar esse assunto.</p><p>Existe uma tabela de natureza jurídica padrão, que é utilizada por todos</p><p>os órgãos de registro, na qual cada tipo jurídico é identificado por um código</p><p>17</p><p>numérico composto por quatro números. Podemos observar alguns exemplos no</p><p>Quadro 2.</p><p>Quadro 2 – Exemplos de natureza jurídica</p><p>Código Descrição</p><p>101-5 Órgão</p><p>Público do Poder Executivo Federal</p><p>113-9 Fundação Federal</p><p>201-1 Empresa Pública</p><p>204-6 Sociedade Anônima Aberta</p><p>205-4 Sociedade Anônima Fechada</p><p>206-2 Sociedade Empresária Limitada</p><p>213-5 Empresário Individual</p><p>214-3 Cooperativa</p><p>Fonte: Elaborado com base em Redesim, [S.d.].</p><p>As naturezas jurídicas apresentadas no Quadro 2 são apenas algumas</p><p>escolhidas aleatoriamente para exemplificar. A tabela completa está disponível</p><p>em todos os aplicativos e programas de constituição e alteração de empresas e</p><p>nos sites das Juntas Comerciais, com acesso público e livre a todos os</p><p>interessados. Devido a sua longa extensão, optamos por não apresentar aqui a</p><p>tabela na íntegra.</p><p>• Protocolo de viabilidade: nesse campo, será informado o número de</p><p>protocolo da viabilidade aprovada pela Junta Comercial responsável. Ao</p><p>informar a viabilidade, o sistema do Coletor Nacional realiza a conferência</p><p>dos dados informados nos três campos anteriores (UF, município e</p><p>natureza jurídica) e, estando esses dados em conformidade, eles são</p><p>todos importados automaticamente pelo Coletor Nacional, não sendo</p><p>necessário digitar novamente as informações constantes na viabilidade.</p><p>Com isso, os campos de endereço, objeto social, atividades, razão social</p><p>e nome-fantasia serão todos importados. No Coletor Nacional, são</p><p>solicitadas informações adicionais, além daquelas já importadas da</p><p>viabilidade, como capital social e respectiva participação de cada sócio</p><p>em sua integralização (se for o caso de constituição de sociedades), o</p><p>endereço dos sócios e do administrador ou representante legal e os dados</p><p>do profissional ou organização contábil da empresa. Podem também ser</p><p>solicitadas outras informações específicas determinadas pelo estado e/ou</p><p>pelo município-sede da pessoa jurídica (Brasil, 2019a).</p><p>18</p><p>• Transmitir com certificado digital: a última opção dessa tela inicial do</p><p>coletor nacional diz respeito à assinatura do documento, se será realizada</p><p>por meio digital ou não.</p><p>Após concluído o preenchimento do Coletor Nacional, os dados são</p><p>transmitidos para a Receita Federal, órgão responsável por sua análise e que</p><p>pode deferir ou indeferir o pedido. O protocolo de acompanhamento dessa</p><p>solicitação é o mesmo da viabilidade, pois fazem parte de uma mesma</p><p>solicitação. Em casos de indeferimento, será apresentado o motivo para que</p><p>sejam providenciados a regularização e o preenchimento de uma nova</p><p>solicitação. Sendo deferida a solicitação, é disponibilizado o documento, para</p><p>impressão, que se chama Documento Básico de Entrada – DBE (Brasil, 2019a).</p><p>O DBE é o documento emitido pela Receita Federal do Brasil que é</p><p>utilizado para o registro de qualquer ato ou evento perante o CNPJ. Somente um</p><p>DBE permite a aprovação, alteração ou baixa de empresa em um CNPJ. A</p><p>solicitação feita no Coletor Nacional é repleta de dados e informações.</p><p>Entretanto, o documento a ser impresso (DBE) é composto por apenas uma</p><p>página de resumo, indicando os eventos solicitados, a identificação da empresa</p><p>e do responsável por sua assinatura (Figura 12) (Brasil, 2019a).</p><p>19</p><p>Figura 12 – Modelo de Documento Básico de Entrada (DBE)</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Após aprovado o DBE, deverá ser elaborado o documento de constituição</p><p>da pessoa jurídica, que pode ser um requerimento de empresário, no caso de</p><p>empresário individual; contrato social, nos casos de sociedade; ou outros,</p><p>conforme o tipo jurídico. Essa etapa é realizada digitalmente, por meio do</p><p>processo digital, com a integração dos dados da viabilidade e do DBE. Nos casos</p><p>em que a Junta Comercial ainda não disponibilize essa opção, deve-se elaborar</p><p>20</p><p>manualmente o instrumento constitutivo, conforme as orientações e modelos</p><p>disponibilizados pelas próprias Juntas Comerciais, em seus sites.</p><p>Um processo básico de constituição de empresa é composto, no</p><p>mínimo, pelos seguintes documentos:</p><p>• Capa do processo (modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>• Viabilidade;</p><p>• DBE;</p><p>• Instrumento constitutivo;</p><p>• Documentos pessoais de todos os sócios;</p><p>• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Além dessa documentação, podem ser necessárias outras, conforme a</p><p>exigência estadual e/ou municipal. Estando pronto, o conjunto de documentos</p><p>deverá ser apresentado na Junta Comercial do estado-sede da empresa. Essa</p><p>apresentação, em muitos casos, tem sido realizada digitalmente, com</p><p>assinaturas por certificação digital dos sócios e/ou representantes legais. Nas</p><p>Juntas Comerciais em que os processos ainda não são totalmente digitais,</p><p>deverá ser apresentada a documentação física, devidamente assinada e com</p><p>firmas reconhecidas, pelos sócios e/ou seus representantes legais.</p><p>Recebido o conjunto de documentos (seja digital, seja fisicamente), a</p><p>Junta Comercial fará sua análise, deferindo ou indeferindo o registro. Se</p><p>for indeferido, o analista deverá apresentar todos os motivos para que sejam</p><p>sanados e para que a documentação seja reapresentada. Se deferido, é</p><p>disponibilizado o ato devidamente registrado, juntamente com o número de</p><p>CNPJ da pessoa jurídica ora constituída. E, assim, estará concluído o processo</p><p>de constituição de empresa em âmbito de Junta Comercial e Receita Federal. O</p><p>passo seguinte é providenciar o seu cadastro estadual.</p><p>1.3 Cadastro estadual: a Inscrição Estadual</p><p>O cadastro estadual é a inscrição de uma pessoa jurídica no seu estado</p><p>de localização. Essa inscrição é representada por um código numérico</p><p>denominado Inscrição Estadual. É obrigatória a obtenção de inscrição</p><p>estadual para todas as pessoas jurídicas que desenvolvam atividades</p><p>tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de</p><p>21</p><p>Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação</p><p>(ICMS).</p><p>O fato de uma pessoa jurídica possuir Inscrição Estadual na situação ativa</p><p>ou regular significa que ela se encontra devidamente habilitada para o exercício</p><p>de suas atividades no seu estado-sede, podendo, portanto, realizar normalmente</p><p>operações comerciais, tanto de compra como de venda, em todo o território</p><p>nacional. Nesse sentido é necessário providenciar a Inscrição Estadual ainda na</p><p>fase de legalização da empresa.</p><p>O Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais</p><p>com Mercadorias e Serviços – Sintegra reúne informações dos cadastros</p><p>estaduais de empresas de todas as unidades federativas, conforme pode ser</p><p>observado na Figura 13.</p><p>Figura 12 – Página inicial do Sintegra</p><p>Fonte: Sintegra, [S.d.].</p><p>Ao clicar sobre a unidade federativa do mapa da Figura 13, o Sintegra</p><p>direciona automaticamente o usuário para a página de consulta dos cadastros</p><p>estaduais. O Sintegra é um sistema do governo federal muito utilizado pelos</p><p>profissionais da área contábil e por demais interessados, servindo como base de</p><p>consulta das Inscrições Estaduais e permitindo ainda se verificar se a situação</p><p>de uma empresa é regular, antes da realização de operações comerciais.</p><p>22</p><p>(Sintegra, [S.d.]). Além disso, o site do Sintegra, conforme mostra a Figura 14,</p><p>disponibiliza links para se acessar diretamente a página principal da Secretaria</p><p>de Fazenda de cada estado.</p><p>Figura 14 – Página do Sintegra com links das Secretarias Estaduais de Fazenda</p><p>Fonte: Sintegra, [S.d.].</p><p>Quanto ao cadastramento da Inscrição Estadual, esse é um processo</p><p>individualizado dos estados, pois cada um possui suas regulamentações e</p><p>sistemas específicos. Assim, o processamento e o deferimento da Inscrição</p><p>Estadual dependerão do nível de integração local com a Redesim, ou seja, nos</p><p>estados em que os serviços já estiverem integrados, a Inscrição Estadual</p><p>estará vinculada ao processo de constituição ou alteração da empresa,</p><p>seguindo um fluxo automático logo após ser deferido o pedido do CNPJ</p><p>(Redesim, [S.d.]).</p><p>Na Figura 15, podemos visualizar uma demonstração de como ocorre o</p><p>cadastramento da Inscrição Estadual no estado-sede da</p><p>empresa.</p><p>23</p><p>Figura 15 – Fluxo do cadastramento da Inscrição Estadual</p><p>Como exemplo, podemos citar o caso do Estado do Mato Grosso, que já</p><p>possui integração dos serviços com a Redesim e em que, na maioria dos casos,</p><p>a Inscrição Estadual é deferida, em média, em até apenas 2 horas após o</p><p>deferimento do CNPJ. Ao receber a informação da Receita Federal quanto à</p><p>liberação do CNPJ, o sistema dispara imediatamente uma mensagem para o e-</p><p>mail cadastrado durante o processo de constituição da empresa na Redesim,</p><p>notificando que a Secretaria de Fazenda já recebeu o pedido da Inscrição</p><p>Estadual e informando o número da solicitação e a necessidade de recolhimento</p><p>da taxa pertinente. Com isso, e a identificação do recolhimento da taxa de</p><p>serviços estaduais pelo sistema, o que leva em torno de 40 minutos a 1 hora, a</p><p>inscrição é, em seguida, deferida.</p><p>Nos casos em que o cadastro estadual ainda não esteja integrado com</p><p>a Redesim, a solicitação de inscrição estadual deverá ser realizada</p><p>manualmente, conforme demonstrado na Figura 15, lembrando ainda que essa</p><p>solicitação de forma manual deverá ser feita em conformidade com as normas</p><p>específicas de cada estado.</p><p>É importante destacar que as empresas que desenvolverem</p><p>exclusivamente as atividades de prestação de serviços previstas na Lei</p><p>Complementar n. 116/2003 estarão isentas de providenciar a Inscrição</p><p>Estadual – essa lei dispõe sobre o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza</p><p>(ISSQN), que é de competência municipal (Brasil, 2003). Dessa forma, se a</p><p>empresa não desenvolver nenhuma atividade de competência tributária ou</p><p>fiscalizatória estadual, ela se achará dispensada de possuir cadastro estadual,</p><p>CADASTRO</p><p>DA</p><p>INSCRIÇÃO</p><p>ESTADUAL</p><p>Deferimento</p><p>da Inscrição</p><p>Estadual</p><p>RedesimManual</p><p>24</p><p>sendo, nesse caso, obrigatório, além do registro em Junta Comercial e na</p><p>Receita Federal, o cadastro municipal da empresa, que veremos no item</p><p>seguinte.</p><p>1.4 Cadastro municipal: a Inscrição Municipal</p><p>O cadastro municipal é o cadastramento que todo contribuinte pessoa</p><p>jurídica deve realizar na prefeitura, normalmente nos setores de tributação e/ou</p><p>fiscalização, do município em que a empresa está estabelecida. Assim como os</p><p>demais cadastros tributários, o cadastro municipal é representado por um código</p><p>numérico denominado Inscrição Municipal. É por meio dessa Inscrição Municipal</p><p>que o município competente realizará fiscalizações, o controle tributário e de</p><p>emissão de documentos fiscais para o contribuinte, como confecção de alvarás,</p><p>cobranças de taxas e contribuições e apuração do ISSQN, entre outras</p><p>atribuições.</p><p>Esse cadastramento no município deverá ser realizado tão logo haja o</p><p>deferimento da Inscrição Estadual. Caso a prefeitura esteja com os seus serviços</p><p>já integrados à Redesim, isso ocorrerá de forma automática, devendo o</p><p>contribuinte acompanhar o seu andamento pelo protocolo da viabilidade utilizado</p><p>desde o início do processo ou pelo número do CNPJ. Caso a prefeitura municipal</p><p>ainda não tenha integrado os seus serviços à Redesim, todo o processo</p><p>municipal deverá ser realizado de forma manual, sendo necessário que o</p><p>contribuinte ou seu representante legal ou ainda o profissional contábil</p><p>responsável pela empresa se dirija pessoalmente ao órgão/setor responsável</p><p>para apresentação da documentação necessária e solicitação do cadastramento</p><p>municipal da empresa. Esse processo pode ser visualizado na Figura 16.</p><p>25</p><p>Figura 16 – Fluxo do cadastramento da Inscrição Municipal</p><p>Destacamos, aqui, os casos específicos das empresas cujas atividades</p><p>sejam aquelas exclusivamente previstas na Lei Complementar n. 116/2003, que</p><p>abrange os serviços tributados pelo ISSQN, que é de competência municipal</p><p>(Brasil, 2003). Essas pessoas jurídicas, conforme citado anteriormente, são</p><p>isentas de Inscrição Estadual pelo fato de não desenvolverem nenhum tipo de</p><p>operação tributada pelo ICMS ou de competência estadual. Nesses casos, como</p><p>a empresa está dispensada de providenciar o cadastro no estado, assim que for</p><p>deferido o seu CNPJ ela já deverá providenciar o cadastro municipal e dar</p><p>sequência em sua regularização e licenciamento, assunto que será abordado no</p><p>próximo tópico.</p><p>TEMA 2 – LICENCIAMENTO DAS EMPRESAS</p><p>A obtenção de licença para desenvolvimento de uma atividade significa</p><p>que a pessoa jurídica solicitante preencheu os requisitos mínimos exigidos pela</p><p>legislação específica ao segmento e que, por isso, possui a permissão de</p><p>praticar tal atividade. Conforme o tipo de atividade desenvolvida, pode ser</p><p>necessário mais de um licenciamento, devido ao fato de haver órgãos</p><p>responsáveis pelas fiscalizações em âmbitos e competências diferentes. Por</p><p>exemplo, um posto de combustível necessita de pelo menos quatro licenças</p><p>para funcionar, sendo elas: alvará municipal (de competência municipal); licença</p><p>ambiental (de competência estadual); licença do Corpo de Bombeiros (de</p><p>competência da Defesa Civil e do órgão de segurança pública); e licença da</p><p>Agência Nacional do Petróleo – ANP (agência reguladora do setor, de</p><p>competência federal). Somente com essas licenças e autorizações, no mínimo,</p><p>é que uma pessoa jurídica desse segmento poderá iniciar suas atividades</p><p>CADASTRO DA</p><p>INSCRIÇÃO</p><p>MUNICIPAL</p><p>Deferimento da</p><p>Inscrição Municipal</p><p>(se necessário)</p><p>RedesimManual</p><p>26</p><p>comerciais, podendo ainda ser necessária alguma autorização especial</p><p>determinada pelo estado ou município em que esteja estabelecida a empresa.</p><p>Essa integração dos serviços dos órgãos de legalização e licenciamento</p><p>de pessoas jurídicas à Redesim tem como objetivo a redução de burocracia e</p><p>principalmente de tempo despendido, de modo que possa contribuir para o</p><p>desenvolvimento de bons negócios, devidamente regularizados e atendendo a</p><p>todas as exigências legais. Nem todos os estados e municípios conseguiram</p><p>concluir a adesão àquela rede nacional; entretanto, é cada vez maior a sua</p><p>utilização, visto que os benefícios disso para todas as partes envolvidas são</p><p>imediatos e relevantes. Assim como os contribuintes ganham tempo, os</p><p>órgãos participantes também, por terem um banco de dados compartilhados,</p><p>podendo acompanhar a situação de regularidade das empresas em um contexto</p><p>global (Redesim, [S.d.]).</p><p>A integração da legalização e do licenciamento de empresas na Redesim</p><p>possibilita que a maioria das pessoas jurídicas realize esses serviços</p><p>inteiramente pela internet, quando se tratam de estabelecimentos de baixo risco.</p><p>Já para os estabelecimentos que exercem atividades específicas de médio e alto</p><p>riscos, a conclusão dos licenciamentos somente será possível após vistoria</p><p>técnica in loco, para constatação do atendimento aos requisitos mínimos de</p><p>segurança e proteção ambiental estabelecidos nas regulamentações específicas</p><p>da atividade (Redesim, [S.d.]).</p><p>Os serviços de licenciamento integrados na Redesim abrangem:</p><p>• Alvará municipal: após concluído o cadastramento municipal e obtida a</p><p>Inscrição Municipal, o passo seguinte é a empresa solicitar sua</p><p>autorização para funcionamento e desenvolvimento das atividades no</p><p>município. Essa autorização, quando concedida, é denominada Alvará de</p><p>Licença Municipal. É importante destacar que alguns municípios,</p><p>conforme seus próprios códigos tributários, “dividem” o alvará em dois</p><p>tipos: de localização do estabelecimento, chamado de Alvará de</p><p>Localização, emitido quando da constatação do endereço da empresa e</p><p>a cada alteração desse endereço; e o chamado Alvará de Funcionamento,</p><p>emitido anualmente para autorizar o funcionamento do estabelecimento.</p><p>Em outros casos, prefeituras municipais emitem um alvará único, tanto</p><p>para localização como para funcionamento, sempre com frequência</p><p>anual. Para toda emissão de alvará é cobrada uma taxa, normalmente</p><p>27</p><p>calculada com base na atividade desenvolvida, no porte do</p><p>estabelecimento e na área em metros quadrados ocupada;</p><p>ou, ainda,</p><p>considerando outros fatores, conforme determinado pelos próprios</p><p>municípios. Nesse sentido é primordial o conhecimento das legislações</p><p>municipais e o constante acompanhamento de suas alterações. Conforme</p><p>o tipo de atividade desenvolvida, a solicitação, o acompanhamento, a</p><p>emissão da taxa e a obtenção do alvará municipal poderão ocorrer de</p><p>forma digital, por meio dos serviços da Redesim, conforme o nível de</p><p>adesão municipal à rede. Entretanto, existem atividades, tais como as das</p><p>áreas de alimentação e saúde, que, devido ao risco que podem oferecer,</p><p>sempre dependerão da realização de vistoria municipal para expedição</p><p>do alvará, independentemente do nível de integração dos serviços da</p><p>prefeitura municipal à Redesim.</p><p>• Vigilância Sanitária (Visa): é o órgão de competência municipal,</p><p>estadual ou federal responsável por promover e proteger a saúde da</p><p>população, por meio da eliminação, redução e prevenção de riscos à</p><p>saúde humana. Para cumprir essa finalidade, a Visa deve fiscalizar e</p><p>intervir em problemas sanitários decorrentes das atividades comerciais,</p><p>produtivas, de prestação de serviços da saúde e do meio ambiente</p><p>(Paraná, 2019). Nesse sentido, conforme o tipo de atividade</p><p>desenvolvida, ou seja, se estiver relacionada com a área de alimentação</p><p>e saúde da população, deve-se providenciar o alvará pertinente. Somente</p><p>com esse documento as pessoas jurídicas desses segmentos poderão</p><p>iniciar o desempenho de suas atividades produtivas, comerciais e/ou de</p><p>serviços. Alguns exemplos de segmentos que necessitam de vistoria</p><p>e autorização da Visa são: indústrias alimentícias e de demais produtos</p><p>para saúde, bares, lanchonetes, restaurantes, supermercados, açougues,</p><p>padarias, farmácias, hospitais, clínicas, consultórios, entre outros. A Visa</p><p>municipal é responsável por vistoriar e autorizar estabelecimentos que</p><p>produzem, comercializam e prestam serviços no mesmo município-sede</p><p>da empresa. Os estabelecimentos que produzem, comercializam e</p><p>prestam serviços tanto em nível municipal quanto em outros municípios</p><p>do mesmo estado de sua sede deverão solicitar vistoria e autorização da</p><p>Visa estadual. E a Visa federal é responsável por vistoriar e autorizar os</p><p>estabelecimentos que produzem, comercializam e prestam serviços para</p><p>28</p><p>todo o território nacional e para o exterior. É importante destacar que a</p><p>Visa, tanto em nível estadual como federal, pode ser representada por</p><p>outros órgãos relacionados à regulamentação de atividades específicas,</p><p>por exemplo: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Instituto</p><p>Nacional de Controle de Qualidade e Saúde (INCQS); Serviço de</p><p>Inspeção Federal (SIF); Serviço de Inspeção Estadual (Sise), entre</p><p>outros. Para os estabelecimentos abordados aqui, sempre deverão ser</p><p>realizadas vistorias in loco; entretanto, a solicitação da vistoria e o</p><p>acompanhamento da expedição da autorização da Visa poderão ocorrer</p><p>por meio da Redesim, conforme o nível de integração dos serviços</p><p>municipais e estaduais àquela rede.</p><p>• Licença do Corpo de Bombeiros: o Corpo de Bombeiros é uma</p><p>corporação que está estabelecida em todos os estados, integrando o</p><p>sistema de segurança pública e defesa social do Brasil. É responsável por</p><p>exercer as atividades de defesa civil, prevenção e combate de</p><p>incêndios, buscas, salvamentos e socorros públicos. Assim, todas as</p><p>empresas que realizam quaisquer tipos de atividades que possam</p><p>ocasionar riscos à segurança pública deverão solicitar vistoria e alvará do</p><p>Corpo de Bombeiros. Por exemplo, postos de combustíveis, refinarias,</p><p>indústrias, comércios de oxigênios e gases, entre outros. Não havendo</p><p>unidade do Corpo de Bombeiros no município-sede da empresa, deverá</p><p>ser procurada a corporação mais próxima, para se providenciar esse</p><p>alvará.</p><p>• Licenças ambientais: todas as empresas que pretendam desenvolver</p><p>atividades que possam, de alguma forma, oferecer riscos de danos ao</p><p>meio ambiente deverão providenciar as licenças ambientais conforme</p><p>determinado na legislação federal, estadual e municipal, como forma de</p><p>prevenção desses danos, antes de elas iniciarem as suas atividades.</p><p>29</p><p>Figura 17 – Opções de serviços de licenciamento na Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]; Mato Grosso, 2019.</p><p>Na Figura 17, apresentamos um exemplo do portal da Redesim</p><p>visualizado em acesso à Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat),</p><p>para evidenciar as opções de serviços de licenciamento disponíveis. Pode-se,</p><p>assim, informar o protocolo ou número de CNPJ da empresa, que aparecerão</p><p>então os dados das licenças em andamento, conforme a Figura 18, a seguir.</p><p>Figura 18 – Exemplo dos serviços de licenciamento pela Redesim</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.]; Mato Grosso, 2019.</p><p>30</p><p>Utilizamos como modelo o portal da Redesim integrado à Jucemat e aos</p><p>dados do Município de Primavera do Leste (MT) por já estarem com todos os</p><p>serviços integrados, o que permite visualizar como funciona o processo de</p><p>licenciamento das empresas nesse sistema.</p><p>Conforme pode ser observado na Figura 18, são apresentados os nomes</p><p>dos órgãos responsáveis pelos licenciamentos e, também, pela inscrição</p><p>tributária estadual (a Secretaria de Fazenda local). Logo à frente de cada um, há</p><p>o campo da situação do processo, se: pendente; não licenciado; parcialmente</p><p>concluído; e concluído. Clicando em cada opção, é possível obter informações</p><p>com nível de detalhamento, bem como conhecer as pendências que precisam</p><p>ser sanadas para a conclusão do processo de licenciamento, tanto na parte dos</p><p>órgãos estaduais como dos municipais.</p><p>A partir do momento em que todas as inscrições tributárias estão</p><p>regulares e as licenças de operação, obtidas, a empresa pode iniciar suas</p><p>operações. Diante disso, qualquer mudança que vier a ser necessária deverá ser</p><p>providenciada, conforme veremos no próximo tópico.</p><p>TEMA 3 – ALTERAÇÃO DE DADOS DE EMPRESAS PELA REDESIM</p><p>Após constituídas, as pessoas jurídicas podem ter seus atos alterados,</p><p>desde que se respeitando a legislação específica. Alterar dados de empresas</p><p>é realizar modificações em seu instrumento constitutivo, retirando ou</p><p>acrescentando condições diferentes daquelas estabelecidas em sua</p><p>constituição. Essas mudanças terão efeito somente a partir do deferimento do</p><p>registro do ato alterador, nos órgãos competentes.</p><p>Assim como na constituição de uma pessoa jurídica, o processo de</p><p>alteração dessa constituição também exige que todos os sócios, administradores</p><p>e representantes legais da empresa tenham total esclarecimento e concordância</p><p>a respeito das alterações que serão realizadas e dos impactos delas no</p><p>desenvolvimento das atividades operacionais da empresa, pois o ato alterador</p><p>deverá apresentar a assinatura de todos os sócios, como sinal de total anuência</p><p>das partes.</p><p>Para iniciar a alteração de dados de uma pessoa jurídica na página inicial</p><p>da Redesim, é necessário selecionar a opção Já possuo pessoa jurídica</p><p>conforme demonstra a Figura 19. Nesse campo, são disponibilizadas algumas</p><p>31</p><p>opções de serviços, como o campo Nova Alteração, no qual se inicia a</p><p>formalização da alteração (Redesim, [S.d.]).</p><p>Figura 19 – Opções de serviços, na Redesim, para alteração de dados da pessoa</p><p>jurídica</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Antes de solicitar quaisquer alterações, é necessário conhecer a</p><p>legislação comercial e societária que regulamenta a atividade desenvolvida pela</p><p>pessoa jurídica, pois, conforme a natureza jurídica da empresa, podem ser</p><p>alterados todos os seus dados ou pode haver limitações quanto aos tipos de</p><p>alterações permitidas. Para entender melhor, vamos analisar duas situações:</p><p>1. Após um tempo, em uma sociedade limitada composta por dois sócios,</p><p>constituída para determinada finalidade, ambos os sócios decidem mudá-</p><p>la de endereço e de segmento da atividade. Esse tipo de decisão</p><p>ocasionará modificação de quase todas as informações do contrato social</p><p>da</p><p>empresa. Para que ocorra esse tipo de alteração, é necessário apenas</p><p>que haja concordância entre todos os sócios.</p><p>2. Vamos considerar, agora, o caso de um órgão público do Poder</p><p>Executivo municipal, ou seja, de uma prefeitura, que é uma pessoa</p><p>jurídica constituída para representar um município, criada por meio de lei</p><p>específica. Alterações de tipos como endereço e representante legal</p><p>32</p><p>(prefeito) podem ser efetuadas com maior facilidade, pois são situações</p><p>que acontecem ou podem acontecer com certa frequência. Entretanto,</p><p>outros dados não poderão ser alterados, como é o caso do objeto social</p><p>e da personalidade jurídica, que permanecerão os mesmos enquanto o</p><p>município existir, salvo nova previsão legal. Todas as pessoas jurídicas</p><p>criadas por lei somente poderão ser alteradas, em itens como esses,</p><p>também por lei.</p><p>Nesse sentido, é fundamental conhecer o tipo de instrumento utilizado na</p><p>constituição das pessoas jurídicas, bem como quais são os órgãos responsáveis</p><p>pelos registros. O mesmo tipo de instrumento utilizado para constituição, seja</p><p>legislação, ata de assembleia, contrato social, escritura pública ou outros, deverá</p><p>ser utilizado para realizar alterações, atentando-se ainda aos tipos de alterações</p><p>permitidas, conforme a natureza jurídica da empresa.</p><p>É importante esclarecer que a própria Redesim disponibiliza orientações</p><p>em relação aos processos e serviços oferecidos, em termos de alterações de</p><p>dados da empresa. Observando ainda a Figura 19, no campo de Nova Alteração</p><p>aparecem as opções disponíveis, dentre as quais temos Como Alterar e Eu</p><p>Preciso Realizar uma Consulta Prévia?. Nesses dois itens, o contribuinte</p><p>encontra informações que o ajudarão a compreender o processo de alteração</p><p>(Redesim, [S.d.]). Vale destacar que a pesquisa da viabilidade não é necessária</p><p>para todo tipo de alteração. Podemos observar isso na Figura 20.</p><p>Figura 20 – Opções de eventos de alteração de dados de empresa na viabilidade</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>33</p><p>A Redesim esclarece que a realização da consulta prévia (viabilidade)</p><p>somente será necessária quando houver solicitação dos seguintes atos</p><p>cadastrais:</p><p>• Abertura (inclusive filiais);</p><p>• Alteração de endereço;</p><p>• Alteração de nome empresarial;</p><p>• Alteração de natureza jurídica;</p><p>• Alteração de atividades econômicas;</p><p>• Alteração do tipo de unidade;</p><p>• Alteração da forma de atuação. (Redesim, [S.d.])</p><p>Nota-se que, em casos específicos, é necessário iniciar o processo de</p><p>alteração realizando a pesquisa da viabilidade. Corroborando com isso,</p><p>podemos observar a Figura 20, que mostra a tela inicial de realização da</p><p>viabilidade, com as opções obrigatórias para o evento de alteração, lembrando</p><p>que a viabilidade é realizada no site da Junta Comercial ou órgão responsável</p><p>pelos registros, em cada estado. Essas situações que exigem a viabilidade estão</p><p>sintetizadas no Quadro 3, com os respectivos códigos utilizados no processo de</p><p>alteração nos órgãos competentes, ou seja, os códigos informados na</p><p>viabilidade, que também serão usados no Coletor Nacional para a geração do</p><p>DBE e da alteração tanto do instrumento constitutivo quanto no CNPJ.</p><p>Quadro 3 – Eventos de alteração que necessitam de viabilidade</p><p>Código Descrição</p><p>249 Alteração da forma de atuação</p><p>225 Alteração da natureza jurídica</p><p>244 Alteração de atividades econômicas (principal e secundárias)</p><p>211 Alteração de endereço dentro do mesmo município</p><p>210 Alteração de endereço entre estados</p><p>209 Alteração de endereço entre municípios dentro do mesmo estado</p><p>220 Alteração de nome empresarial (firma ou denominação)</p><p>248 Alteração do tipo de unidade</p><p>999 Licenciamento de estabelecimento anteriormente registrado (legado)</p><p>052 Reativação – art. 60 da Lei n. 8.934/1994</p><p>Fonte: Elaborado com base em Redesim, [S.d.].</p><p>34</p><p>Em face do exposto, podemos constatar que realizar uma alteração de</p><p>pessoa jurídica é similar ao processo de constituição, sintetizando-se nas</p><p>seguintes etapas:</p><p>a. Realizar a consulta prévia (se necessário);</p><p>b. Preencher o Coletor Nacional (para geração do DBE);</p><p>c. Elaborar o instrumento alterador;</p><p>d. Entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de</p><p>registro competente.</p><p>Com base nisso, destacamos que a documentação básica que compõe</p><p>o pedido de alteração de uma pessoa jurídica deverá possuir, no mínimo:</p><p>• Capa do processo (em modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>• Viabilidade (se necessária);</p><p>• DBE;</p><p>• Instrumento alterador (contrato social, ata etc.);</p><p>• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Lembramos ainda (e novamente) que podem ser necessárias outras</p><p>documentações adicionais e complementares, conforme a exigência estadual</p><p>e/ou municipal. Concluída a fase de documentação, o passo seguinte é</p><p>apresentá-la na Junta Comercial do estado-sede da empresa. Essa</p><p>apresentação de documentos poderá ser realizada por meio de processo digital</p><p>ou fisicamente, respeitando-se as disposições e regulamentos da Junta</p><p>Comercial competente, que em seguida fará a análise do processo, podendo</p><p>deferi-lo ou indeferi-lo. Sendo deferido o processo, a alteração estará</p><p>concluída nesses órgãos, devendo prosseguir para os demais (estaduais,</p><p>municipais e de licenciamento). Se indeferido o processo ou em exigência, o</p><p>analista deverá apresentar todos os motivos disso, para que sejam</p><p>sanados e seja reapresentado o processo, até que se consiga sua conclusão.</p><p>Após concluída a alteração em âmbito de Junta Comercial e Receita</p><p>Federal, o processo deverá seguir para os demais órgãos, para que todos</p><p>tenham as mesmas informações a respeito das atividades da empresa. Ou seja,</p><p>também deverá ser realizada a alteração na Inscrição Estadual, na Inscrição</p><p>Municipal e em todos os órgãos de licenciamentos necessários para a</p><p>atividade. Caso esses serviços não estejam integrados com a Redesim, deverão</p><p>35</p><p>ser realizados de forma manual. O fluxo dos processos a serem realizados é</p><p>semelhante ao de constituição, seguindo as mesmas etapas.</p><p>TEMA 4 – BAIXA DE EMPRESA</p><p>Registrar a baixa de uma empresa é o ato de encerrar o funcionamento</p><p>da pessoa jurídica, ou seja, extinguir todas as suas inscrições nos diversos</p><p>órgãos de modo que não seja mais possível a realização de suas atividades</p><p>operacionais, financeiras ou patrimoniais. É uma ação definitiva, sendo</p><p>necessária, para ela se efetuar, a concordância de todos os sócios.</p><p>Assim, ao decidirem encerrar uma empresa, os sócios deverão</p><p>providenciar:</p><p>• Encerramento/paralisação das atividades operacionais da empresa;</p><p>• Dispensa dos colaboradores e pagamentos das verbas rescisórias;</p><p>• Baixa do saldo de estoque e recolhimento dos impostos correspondentes;</p><p>• Apuração dos compromissos com terceiros e sua liquidação, se possível;</p><p>• Encerramento das contas bancárias;</p><p>• Verificação da existência de pendências cadastrais ou tributárias nos</p><p>órgãos de registro e sua regularização.</p><p>Tendo sido realizados os procedimentos citados, o próximo passo é</p><p>elaborar o distrato e iniciar o processo de registro da baixa da empresa nos</p><p>devidos órgãos. É importante destacar que, atualmente, a existência de débitos</p><p>tributários, previdenciários e outros, da empresa, em órgãos como Receita</p><p>Federal, receitas estaduais, dívidas ativas federal ou estadual, entre outros, não</p><p>caracteriza impedimento para o registro da baixa nos órgãos competentes.</p><p>Entretanto, os saldos dos débitos existentes serão transferidos para o(s)</p><p>número(s) de Cadastro das Pessoas Físicas (CPFs) do(s) sócio(s) ou</p><p>representante(s) legal(is) da empresa, que continuará(ão) sujeito(s) aos diversos</p><p>atos de cobrança praticados pelos respectivos órgãos. Diante disso, o ideal é</p><p>que as pendências sejam regularizadas antes da extinção da empresa;</p><p>entretanto, em muitos casos, não ocorre dessa forma.</p><p>A solicitação de baixa da empresa nos órgãos de registro também será</p><p>realizada por meio da Redesim, conforme</p><p>mostra a Figura 21. Na página inicial,</p><p>deve-se clicar no campo Já possuo pessoa jurídica e, em seguida, na opção</p><p>Nova Baixa, para que sejam mostradas as opções de serviços relacionados à</p><p>36</p><p>baixa. Destacamos, também, que a própria Redesim disponibiliza informações e</p><p>orientações no campo Como Baixar, sendo importante a essa leitura antes de se</p><p>iniciar o procedimento de baixa.</p><p>Figura 21 – Opções de serviços, na Redesim para baixa de pessoa jurídica</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Nas opções dos serviços de baixa de empresa da Redesim (Figura 21),</p><p>clicando-se no item Baixe Uma Pessoa Jurídica, o portal vai direcionar o usuário</p><p>para os preenchimentos necessários ao início do processo, que está evidenciado</p><p>na Figura 22. Conforme a figura, nota-se que a solicitação de baixa de uma</p><p>pessoa jurídica será iniciada com o preenchimento dos dados no Coletor</p><p>Nacional, ou seja, diretamente na Receita Federal. Nesse caso, é dispensada a</p><p>realização da consulta prévia, de viabilidade, nas Juntas Comerciais.</p><p>Sendo deferida a solicitação no Coletor Nacional, será liberado o DBE de</p><p>extinção. O passo seguinte é retornar à Redesim para dar sequência à</p><p>elaboração do instrumento de dissolução/extinção da empresa em âmbito de</p><p>Junta Comercial, no que é denominado distrato social. Esse é o instrumento em</p><p>que fica registrado a decisão de dissolução da pessoa jurídica pelos seus sócios.</p><p>Também deverá ficar determinado nele o modo pelo qual ocorreram ou ocorrerão</p><p>a realização dos ativos da empresa, a liquidação dos passivos que houver e a</p><p>37</p><p>distribuição dos haveres apurados (caso haja), bem como qual será o sócio</p><p>responsável por realizar tais processos.</p><p>Realizar o registro da extinção/dissolução de uma pessoa jurídica pela</p><p>Redesim sintetiza-se nas seguintes etapas:</p><p>a. preencher o Coletor Nacional (gerando o DBE de extinção);</p><p>b. elaborar o distrato social;</p><p>c. entregar/enviar a documentação para a Junta Comercial ou órgão de</p><p>registro competente.</p><p>As solicitações de baixa na Junta Comercial e na Receita Federal são</p><p>analisadas em conjunto, de modo que, no momento do registro do distrato, já</p><p>será também realizada a baixa da empresa no CNPJ.</p><p>A documentação mínima a ser apresentada em um processo de</p><p>extinção de uma pessoa jurídica deverá ser composta por:</p><p>• Capa do processo (modelo padrão das Juntas Comerciais);</p><p>• DBE de extinção;</p><p>• Ato da dissolução (distrato social, ata de baixa etc.);</p><p>• Taxas de serviços de registros devidamente recolhidas.</p><p>Figura 22 – Opção de baixa de pessoa jurídica no Coletor Nacional</p><p>Fonte: Brasil, 2019a.</p><p>Após receber a documentação com a solicitação de baixa, a Junta</p><p>Comercial fará sua análise, podendo deferi-la ou indeferi-la. Caso seja deferida</p><p>a baixa, a extinção estará concluída na Junta Comercial e na Receita Federal,</p><p>38</p><p>devendo prosseguir para os demais órgãos (estaduais, municipais e de</p><p>licenciamento). Se a solicitação for indeferida ou apresentar exigência, o</p><p>analista deverá apresentar todos os motivos para que sejam sanados e</p><p>reapresentado o processo, até que seja deferido.</p><p>Com o distrato social devidamente registrado e o CNPJ baixado, a etapa</p><p>seguinte consiste em solicitar as baixas das Inscrições Estaduais e</p><p>Municipais, que podem ser solicitadas ao mesmo tempo, caso uma não</p><p>dependa da outra. Estando os órgãos pertinentes vinculados à Redesim, a</p><p>solicitação de baixa prosseguirá automaticamente para o estado e o município-</p><p>sede da empresa, devendo seu andamento ser acompanhado pelo protocolo ou</p><p>número do CNPJ. Caso contrário, essas solicitações deverão ser realizadas de</p><p>forma manual, individualmente, em cada órgão competente.</p><p>Já houve muitos casos de não serem providenciadas as baixas nos</p><p>órgãos estaduais e municipais, sendo realizado apenas o registro do distrato</p><p>social e a baixa do CNPJ. Esse tipo de situação muitas vezes ocasiona</p><p>problemas futuros, pois, enquanto o órgão não receber e deferir uma solicitação</p><p>de baixa, o cadastro da pessoa jurídica continuará ativo e poderá ser objeto de</p><p>cobranças de obrigações principais e acessórias, inclusive penalidades pelo não</p><p>cumprimento dessas obrigações. Com a integração dos serviços à Redesim,</p><p>esse tipo de problema tende a se reduzir. Entretanto, é responsabilidade dos</p><p>profissionais contábeis acompanhar e providenciar a baixa da empresa em todos</p><p>os órgãos necessários.</p><p>Concluídas as baixas em todas as inscrições tributárias, deve-se</p><p>providenciar a baixa da empresa nos órgãos de licenciamento em que a</p><p>pessoa jurídica houver obtido licença, como Corpo de Bombeiros, órgãos</p><p>ambientais e outros específicos das atividades. Assim, a empresa estará</p><p>totalmente baixada.</p><p>TEMA 5 – REGISTRO EM JUNTA COMERCIAL VERSUS REGISTRO EM</p><p>CARTÓRIO</p><p>Os registros dos atos constitutivos, de alteração e de extinção das</p><p>pessoas jurídicas podem ser realizados em alguns órgãos específicos, sendo</p><p>eles: Junta Comercial, cartórios, Diário Oficial e OAB, entre outros.</p><p>As Juntas Comerciais são subordinadas ao Departamento Nacional de</p><p>Registro do Comércio (DNRC) e possuem a finalidade de efetuar o registro</p><p>39</p><p>público de empresas mercantis e atividades afins. Com base nisso, podemos</p><p>compreender que as pessoas jurídicas de natureza comercial deverão registrar</p><p>seus atos na Junta Comercial do seu estado.</p><p>Quanto ao tipo jurídico da sociedade, é importante ainda distinguir que</p><p>as sociedades empresárias sempre deverão ter seus atos registrados em</p><p>Juntas Comerciais, enquanto as sociedades simples devem ter seus atos</p><p>registrados em cartórios, conforme mostra a Figura 23.</p><p>Figura 23 – Onde sociedades empresárias e simples registram seus atos</p><p>Uma sociedade simples é aquela constituída por profissionais para</p><p>desenvolver uma atividade intelectual, enquanto a sociedade empresária está</p><p>voltada para a produção e circulação de bens e serviços. Como exemplo,</p><p>temos a sociedade limitada e a empresa individual de responsabilidade limitada,</p><p>que podem ter registro em cartório ou em Junta Comercial, dependendo de sua</p><p>finalidade, conforme pode ser visualizado na Figura 23.</p><p>Em relação às atividades profissionais, especificamente quanto às</p><p>sociedades advocatícias, a OAB determina que seus atos sejam registrados por</p><p>ela própria. Já as entidades e órgãos relacionados aos serviços públicos,</p><p>todos deverão ser criados, alterados ou extintos por meio de lei. Após a</p><p>publicação da referida lei no Diário Oficial específico, pode-se proceder com o</p><p>registro na Receita Federal, para obtenção do CNPJ.</p><p>Além das sociedades simples, todas as demais pessoas jurídicas de</p><p>direito privado, ou que exerçam atividades religiosas ou políticas, deverão</p><p>registrar seus atos em cartório, não podendo utilizar as Juntas Comerciais</p><p>pelo fato de suas atividades não serem de finalidade comercial.</p><p>Por fim, pessoas jurídicas binacionais, organizações internacionais,</p><p>instituições extraterritoriais e representações diplomáticas são criadas, alteradas</p><p>e extintas por meio de documentos internacionais e, por isso, utilizam a opção</p><p>40</p><p>Outros Órgãos, visto que não são utilizados os mecanismos citados</p><p>anteriormente.</p><p>Para melhor visualização prática do que aborda este tópico,</p><p>apresentaremos as páginas de preenchimento da viabilidade no sistema</p><p>Redesim, conforme a ordem apresentada no Quadro 4.</p><p>Quadro 4 – Relação das imagens com os tipos jurídicos de registro nos órgãos</p><p>Nº Descrição</p><p>Figura 24 Opções de tipo jurídico com registro em Junta Comercial</p><p>Figura 25 Opções de tipos jurídicos com registro em cartório</p><p>Figura 26 Opções de tipos jurídicos com registro na OAB</p><p>Figura 27 Opções de tipos jurídicos com registro por lei</p><p>Figura 28 Opções de tipos jurídicos com registro em outros órgãos</p><p>Figura 24 – Opções de tipo jurídico com registro em Junta Comercial</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>41</p><p>Figura 25 – Opções de tipo jurídico com registro em cartório</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 26 – Opções de tipo jurídico com registro na OAB</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>42</p><p>Figura 27 – Opções de tipo jurídico com registro por lei</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>Figura 28 – Opções de tipo jurídico com registro em outros órgãos</p><p>Fonte: Redesim, [S.d.].</p><p>TROCANDO IDEIAS</p><p>Uma das grandes contribuições para a evolução profissional é a</p><p>discussão de temas com outros profissionais da área, compreendendo as</p><p>oportunidades e os desafios enfrentados diariamente na execução dos serviços.</p><p>43</p><p>Nesse sentido, propomos que você procure profissionais da área contábil que</p><p>trabalhem na área de constituição, legalização e licenciamento de empresas</p><p>para fazer um levantamento a respeito da utilização da Redesim, verificando:</p><p>a. se as mudanças ocorridas foram de rápida assimilação e compreensão;</p><p>b. se houve melhorias nos serviços, no sentido de que os processos</p><p>realmente estejam mais fáceis e corram mais rápidos;</p><p>c. quais são os principais desafios que os profissionais ainda precisam</p><p>superar.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Considerando todo o material, sites e páginas dos serviços apresentados,</p><p>para melhor compreensão e assimilação desses assuntos, propomos uma</p><p>atividade dividida em duas etapas:</p><p>1. acessar o portal da Junta Comercial ou sistema de legalização de</p><p>empresas do seu estado, fazer o seu cadastro, criando login e senha,</p><p>acessar o sistema e verificar quais os serviços relacionados à legalização</p><p>de empresas que estão integrados com a Redesim;</p><p>2. Procurar, também, por meio do acesso com login e senha, quais serviços</p><p>de licenciamentos estaduais e municipais estão disponíveis.</p><p>Com isso, você poderá ir se familiarizando com a Redesim e acompanhar</p><p>o quanto seu município e seu estado estão aderindo a essa rede nacional.</p><p>Fazemos aqui uma importante observação: a atividade proposta aborda</p><p>serviços de livre acesso ao público, não havendo impedimento para que os</p><p>cidadãos possam fazer seu cadastro e acessar as páginas para conhecerem os</p><p>serviços disponibilizados. Entretanto, não é recomendada a realização desses</p><p>procedimentos de legalização e licenciamento antes de concluir a graduação e</p><p>possuir uma habilitação profissional para tanto, obtida no Conselho Regional de</p><p>Contabilidade (CRC) local, pois, em quase todos os serviços, os dados do</p><p>profissional contábil responsável deverão ser informados.</p><p>FINALIZANDO</p><p>Com o objetivo de oferecer o maior contato possível com a prática de</p><p>alguns serviços que são realizados por profissionais contábeis, dentre os</p><p>44</p><p>inúmeros existentes, apresentamoso máximo de detalhamento possível da</p><p>operacionalização dos processos de constituição, alteração, baixa e</p><p>licenciamento empresarial na atualidade, por meio dos serviços integrados na</p><p>Redesim.</p><p>45</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Lei n. 11.598, de 3 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União,</p><p>Brasília, 4 dez. 2007. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11598.htm>.</p><p>Acesso em: 28 set. 2022.</p><p>_____. Lei Complementar n. 116, de 31 de julho de 2003. Diário Oficial da</p><p>União, Brasília, 1 ago. 2003. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp116.htm>. Acesso em: 28 set.</p><p>2022.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Departamento de Registro Empresarial e</p><p>Integração. Instrução Normativa n. 52, de 9 de novembro de 2018. Diário Oficial</p><p>da União, Brasília, 12 nov. 2018. Disponível em:</p><p><https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=369172>. Acesso em: 28 set.</p><p>2022.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Receita Federal. Coletor nacional. Brasília,</p><p>2019a.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial da Micro e Pequena</p><p>Empresa. Comitê Gestor do Redesim. Brasília, 2019b.</p><p>IDENTIFIQUE-SE no gov.br com... Gov.br, [S.d.]. Disponível em:</p><p><https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=contas.acesso.gov.br&authorization_</p><p>id=18386c33236>. Acesso em: 28 set. 2022.</p><p>MATO GROSSO. Junta Comercial do Estado de Mato Grosso. Portal de</p><p>serviços. Cuiabá, 2019. Disponível em</p><p><http://portalservicos.jucemat.mt.gov.br/>. Acesso em: 28 set. 2022.</p><p>PARANÁ. Secretaria de Saúde do Estado. Vigilância Sanitária. Curitiba, [S.d.].</p><p>Redesim diminui o tempo de abertura de empresas no Brasil. Redesim, dez.</p><p>2018. Disponível em:</p><p><http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/Redesim-</p><p>diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil>. Acesso em: 28 set. 2022.</p><p>REDESIM – Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de</p><p>Empresas e Negócios. Brasília, [S.d.]. Disponível em:</p><p>http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/redesim-diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil</p><p>http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2018/dezembro/redesim-diminui-o-tempo-de-abertura-de-empresas-no-brasil</p><p>46</p><p><https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/redesim>. Acesso em: 28 set.</p><p>2022.</p><p>SINTEGRA – Sistema Integrado de Informações sobre Operações</p><p>Interestaduais com Mercadorias e Serviços. Brasília, [S.d.]. Disponível em:</p><p><http://www.sintegra.gov.br/>. Acesso em: 29 set. 2022.</p>