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<p>AURICULOTERAPIA</p><p>AULA 2</p><p>Profª Carla Mayumi Matsue</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Esperamos que, com as discussões que iniciamos em momento anterior</p><p>de nossos estudos, você tenha procurado mais informações sobre a história e</p><p>os princípios da Medicina Tradicional Chinesa, pois essa é a base para realizar</p><p>um diagnóstico e definir a linha de tratamento.</p><p>Nesta aula, vamos estudar alguns pontos básicos da auriculoterapia</p><p>chinesa, materiais necessários, diagnóstico, biossegurança e postura</p><p>profissional. Assim como já o fizemos anteriormente, sugerimos que você</p><p>procure mais informações sobre os temas que vamos abordar.</p><p>Bons estudos!</p><p>TEMA 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS PONTOS AURICULARES</p><p>Os pontos auriculares podem ser classificados para uma melhor</p><p>compreensão de acordo com a sua localização, função ou atividade específica</p><p>e experiências.</p><p>1.1 Segundo as áreas anatômicas</p><p>Figura 1 – Pontos auriculares segundo as áreas anatômicas</p><p>Crédito: Smile Ilustras.</p><p>3</p><p>O dorso auricular corresponde à mesma disposição da face da orelha que</p><p>reforçam o estímulo.</p><p>1.2. Segundo a localização dos órgãos e vísceras (Zang Fu)</p><p>Os pontos auriculares relacionados aos órgãos e vísceras (Zang Fu) que</p><p>constituem uma das teorias mais importantes da Medicina Tradicional Chinesa.</p><p>Os pontos auriculares dos órgãos e vísceras possuem um enorme valor</p><p>prático, diagnóstico e terapêutico, visto que, além de possuírem as</p><p>características de zonas correspondentes, apresentam todas as características</p><p>e relações de acordo com as teorias clássicas da Medicina Tradicional Chinesa.</p><p>• Orelha esquerda: coração, baço, intestino delgado e grosso, mais</p><p>eficiente nas enfermidades urinárias.</p><p>• Orelha direita: fígado, vesícula biliar, estômago, pâncreas, garganta,</p><p>apêndice.</p><p>Figura 2 – Pontos auriculares segundo a localização dos órgãos e vísceras</p><p>Crédito: Smile Ilustras.</p><p>4</p><p>• Coração: situado no centro da concha cava. Indicado para doenças</p><p>cardíacas, circulatórias, do sistema nervoso central etc.</p><p>• Baço (orelha esquerda): na mesma posição do fígado. Indicado para</p><p>hepatites, doença de Chagas, anemias, dermatites, hipotermia etc.</p><p>• Pâncreas (orelha esquerda): situado na mesma posição do ponto da</p><p>vesícula biliar. Indicado para indigestão, diabetes, deficiência pancreática,</p><p>deficiência do metabolismo de proteínas etc.</p><p>• Intestino delgado: na borda superior da raiz do hélix. Indicado para</p><p>doenças gastrointestinais, diarreia, distensão abdominal, cólicas, paralisia</p><p>intestinal, flatulência, deficiência da flora intestinal, anorexia, dores</p><p>abdominais inespecíficas e parasitoses.</p><p>• Intestino grosso: na borda superior da raiz do hélix, 2 mm acima do</p><p>intestino delgado. As mesmas indicações do intestino delgado.</p><p>• Rins: está na concha cimba, próximo à junção com a raiz inferior do anti-</p><p>hélix, na mesma linha abaixo do ponto Shenmen. Indicado para doenças</p><p>urinárias, dores articulares, doenças cerebrais, doenças musculares,</p><p>doenças degenerativas etc.</p><p>• Bexiga: está na concha cimba, na mesma linha do intestino grosso.</p><p>Indicado para doenças urinárias (cálculo renal, incontinência urinária,</p><p>retenção urinária, enurese etc.).</p><p>• Fígado (orelha direita): está na concha cimba, a 1mm da junção com o</p><p>anti-hélix, no nível do prolongamento da borda inferior. Indicado para</p><p>hepatites, anemia, doenças oculares, parasitoses, náuseas, vômitos,</p><p>flatulências, hipertensão e hipotensão, doença de Chagas, recuperação</p><p>operatória etc.</p><p>• Vesícula biliar (orelha direita): ponto está a 1 mm da junção do anti-hélix</p><p>com a concha cimba, no prolongamento da borda superior da raiz do hélix.</p><p>Indicado para indigestão, parasitoses, azia, distúrbios de funcionamento</p><p>da vesícula biliar.</p><p>• Estômago: início da raiz do hélix, no limite entre a concha cava e concha</p><p>cimba. Indicado para doenças gástricas, náusea, vômitos, distensão</p><p>abdominal, fome compulsiva e sede excessiva.</p><p>5</p><p>• Pulmão: são dois pontos, superior ao ponto do coração e inferior que está</p><p>abaixo do ponto do coração. A indicação de ambos os pontos é para</p><p>doenças respiratórias, alergias, doenças de pele etc.</p><p>1.3 Segundo a localização das zonas correspondentes</p><p>Os pontos auriculares relacionados com as zonas correspondentes são a</p><p>grande maioria dos pontos. Como o próprio nome indica, são indicados</p><p>principalmente para o tratamento de afecções locais, como síndromes dolorosas.</p><p>Os pontos auriculares de zonas correspondentes recebem os nomes das</p><p>estruturas anatômicas diretamente relacionadas com eles, sejam regiões como</p><p>punho e joelho, e partes de órgãos internos, como pulmão e bexiga.</p><p>• Sistema Nervoso: os pontos auriculares relacionados com o sistema</p><p>nervoso possuem as características das estruturas que dão nomes a eles.</p><p>São amplamente empregados no intuito de se obter estímulos</p><p>relaxamento (S. N. Simpático) e contração (S. N. Parassimpático).</p><p>• Sistema Endócrino: os pontos auriculares relacionados com o sistema</p><p>endócrino representam as diversas glândulas espalhadas pelo corpo,</p><p>sendo empregados para aumentar ou diminuir a produção e a liberação</p><p>dos hormônios destas. Além dos pontos relacionados com as glândulas,</p><p>temos um ponto específico que exerce um estímulo sobre todas elas,</p><p>possuindo um poder de regulação da atividade endócrina e metabólica do</p><p>organismo, o ponto endócrino.</p><p>• Pontos específicos: são pontos auriculares de ação específica. Recebem</p><p>esta denominação por suas características bem delimitadas, seja para</p><p>diagnóstico ou para tratamento, onde normalmente suas indicações dão</p><p>origem ao próprio nome do ponto, como ponto da asma, ponto hipotensor,</p><p>alergia.</p><p>6</p><p>Figura 3 – Pontos auriculares segundo a localização das zonas correspondentes</p><p>Crédito: Smile Ilustras.</p><p>TEMA 2 – DIAGNÓSTICO AURICULAR</p><p>Os antigos acupunturistas utilizavam o pavilhão auricular como forma de</p><p>diagnóstico, principalmente em relação aos rins, mas é de longa data que os</p><p>chineses estudam os pontos auriculares.</p><p>Podemos observar na orelha o que chamamos de marcas fundamentais,</p><p>lembrando também que a auriculoterapia é conhecida como ponto dor, ou seja,</p><p>quanto maior a dor, maior o desequilíbrio. É possível analisar, observando a</p><p>reação dos pacientes, que ao apalparem o ponto, eles franzem os olhos. Isso</p><p>significa um nível de desequilíbrio. Ao se queixar de dor ou gritar, isso significa</p><p>um nível maior de desequilíbrio. Se o paciente tentar segurar a mão do terapeuta,</p><p>significa um nível alto de desequilíbrio. Também existem pessoas que têm</p><p>grandes desequilíbrios e não sentem dor alguma. Elas possuem uma deficiência</p><p>grande no meridiano do rim. Nesse caso, é preciso tonificar primeiro o ponto do</p><p>rim com moxa na agulha, aguardar cerca de 5 minutos e, então, palpar</p><p>7</p><p>novamente os supostos pontos em desequilíbrios. Não se deve tonificar pontos</p><p>do rim se houver um problema grave no órgão, como nefrite ou grandes cálculos.</p><p>A melhor forma de localizar pontos é o apalpador de pressão. O apalpador</p><p>possui uma haste com mola que, ao pressionar o ponto, serve como referência.</p><p>Não se deve baixar muito para localizar um ponto com desequilíbrio, basta</p><p>encostar o apalpador. Não basta localizar o ponto, sendo também necessário</p><p>identificar a direção onde o ponto se encontra, movimentando o apalpador para</p><p>cima, para baixo e para os lados, até encontrar a direção exata e como se deve</p><p>aplicar. A direção exata é a posição em que o paciente sente mais dor. A forma</p><p>e o tamanho do apalpador não influenciam, mas a pressão que se usa, sim. A</p><p>pressão sempre deve ser leve. Lembre-se de proteger o ouvido do paciente com</p><p>um pequeno pedaço de algodão para evitar acidentes. Sendo assim, toda vez</p><p>que for aplicar qualquer tipo de material, agulha sistêmica, semipermanente,</p><p>ponto esfera e ponto semente, deve ser observada a direção da aplicação,</p><p>seguindo a mesma do apalpador.</p><p>A auriculoterapia</p><p>pode utilizar outros diagnósticos clínicos para</p><p>estabelecer o tratamento e os melhores estímulos. A escolha deve ser feita de</p><p>acordo com os conhecimentos do profissional da saúde.</p><p>Quando um órgão ou víscera apresenta algum distúrbio, uma área do</p><p>pavilhão auricular apresenta algum tipo de alteração, seja na coloração,</p><p>escamação até um ponto de inflamação. Ou simplesmente ficam mais sensíveis</p><p>durante o toque ou a aplicação de agulhas.</p><p>Como a técnica tem uma ação reflexa direta sobre o cérebro, o uso deve</p><p>ser criterioso, pois qualquer interpretação ou comunicação confusa pode levar a</p><p>uma interpretação errada do paciente.</p><p>2.1 Alteração na coloração</p><p>Antes de iniciar o tratamento, observe se há alteração de cor em alguma</p><p>área ou ponto. Verifique se essas mudanças não foram causadas pelo próprio</p><p>paciente, ao coçar, ou por um brinco que pressionou determinada região, ou</p><p>ainda por alguma batida. Nesses casos, as mudanças na coloração não</p><p>possuem um valor diagnóstico importante.</p><p>Na experiência dos praticantes de acupuntura auricular, algumas cores</p><p>foram mais observadas e possuem um significado diagnóstico maior:</p><p>8</p><p>• Vermelho brilhante: está presente em pacientes portadores de alterações</p><p>agudas, hiperatividade da função e pode ser vista em casos de síndromes</p><p>dolorosas. Além disso, a coloração avermelhada tende a indicar</p><p>síndromes de calor.</p><p>• Vermelho pálido, escuro ou sem brilho: normalmente, está presente em</p><p>pacientes portadores de alterações de média a longa duração, ou ainda</p><p>alterações de caráter repetitivo.</p><p>• Branco ou claro: indicativo de alterações ou patologias crônicas, sendo</p><p>observadas principalmente em pacientes que apresentam sinais de</p><p>deficiência. Além disso, a coloração esbranquiçada tende a indicar</p><p>síndromes de frio.</p><p>• Cinza-escuro: está relacionado com patologias mais graves e em estágios</p><p>mais avançados, estando vinculada com um mau prognóstico.</p><p>• Parda ou marrom-escuro: normalmente, está presente em pacientes com</p><p>alterações que evoluíram e adquiriram um caráter mais crônico, ou</p><p>pacientes que tiveram alguma alteração que já foi devidamente tratada.</p><p>• Manchas acastanhadas: pode significar doença degenerativa,</p><p>osteoporose ou osteopenia. Em alguns casos, manchas acastanhadas</p><p>podem ser causadas pelo Sol.</p><p>• Amarelada: desequilíbrio de baço, pâncreas e estômago.</p><p>• Verde azulada: pode ser desequilíbrio de fígado e vesícula biliar.</p><p>• Orelha com cordão (vasos sanguíneos edemaciados): pode significar</p><p>energia estagnada.</p><p>• Cinza: problemas de pulmão, se for craquelada como um isopor</p><p>problemas de pulmão causado por cigarro.</p><p>2.2 Alterações morfológicas</p><p>No que diz respeito às alterações morfológicas, as experiências permitem</p><p>que algumas alterações morfológicas sejam mais destacadas:</p><p>• Proeminências: são indicativas de alterações, normalmente de média e</p><p>longa duração, o suficiente para que as alterações sejam produzidas.</p><p>Podem ser basicamente de dois tipos: em forma de grãos ou em forma de</p><p>cordões alongados.</p><p>9</p><p>• Depressões: podem variar tanto na profundidade como no tamanho,</p><p>sendo um indicativo de alteração local. Estão relacionadas com alguns</p><p>casos de sinais ou sintomas de falta ou perda.</p><p>• Porosidades e irregularidades como rugas e espessamentos</p><p>normalmente aparecem em pacientes portadores de patologias</p><p>dermatológicas.</p><p>• Descamações: geralmente, indicam uma enfermidade crônica, se for clara</p><p>e que se desprendem com facilidade, o praticante deve estar atento à</p><p>possibilidade de afecções dermatológicas, ginecológicas ou ainda</p><p>alterações no trato gastrintestinal. É preciso ter cuidado com pacientes</p><p>portadores de psoríase ou dermatite seborreica, que podem apresentar</p><p>descamação difusa pelo pavilhão auricular.</p><p>• Pápulas: podem indicar processos inflamatórios, síndrome de estagnação</p><p>e se apresentarem coloração devem ser avaliadas de acordo com as</p><p>alterações de cor.</p><p>• Telangiectasias (varicoses, ou microvarizes na pele): as reações</p><p>vasculares no pavilhão auricular podem se apresentar de diversas formas,</p><p>além do fato de apresentar diversas tonalidades, sendo que a combinação</p><p>dessas duas características é que permite a realização da avaliação do</p><p>paciente.</p><p>• Com cravos: pode significar energia estagnada.</p><p>• Orelha muito grande: deficiência de rim. É comum em pessoas de idade</p><p>avançada, demonstrando a deficiência.</p><p>• Orelha pequena, desproporcional ao rosto e com lóbulo curto: pessoa de</p><p>constituição física debilitada, fica doente facilmente, como gripe, alergias.</p><p>• Orelha torta, pontiaguda com qualquer tipo de deformação: pessoa muito</p><p>irritável.</p><p>• Orelha muito dura: pode significar pessoa rígida. Gosta das coisas de seu</p><p>jeito e pode ser rígida consigo mesma.</p><p>• Orelha roída na hélice: “roeu de raiva”. Em alguém que passou muita raiva</p><p>durante a vida, a orelha apresenta-se dessa forma.</p><p>• Todo e qualquer tipo de deformação pode significar algum tipo de</p><p>desequilíbrio referente à região afetada.</p><p>10</p><p>2.3 Alteração da sensibilidade</p><p>A alteração de sensibilidade é uma característica pessoal. O acupuntor</p><p>deve realizar algumas perguntas abertas para que o paciente relate algumas</p><p>experiências dolorosas. Assim, será possível criar alguns parâmetros, que</p><p>podem ser:</p><p>• Hiperestesia: doenças subagudas ou agudas.</p><p>• Hipoestesia: doença crônica.</p><p>As melhores opções de verificação da sensibilidade são:</p><p>• Palpação manual: utilizar uma pinça de ponta redonda e fazer uma</p><p>pressão de mesma intensidade nos pontos a serem investigados.</p><p>• Palpação com um lápis explorador ou explorador elétrico:</p><p>o Grau 0 – não existe reação dolorosa;</p><p>o Grau I – existe reação dolorosa referida pelo paciente;</p><p>o Grau II – o paciente pisca ao sentir a dor;</p><p>o Grau III – o paciente enruga as sobrancelhas;</p><p>o Grau IV – o paciente tenta se esquivar devido à dor;</p><p>o Grau V – o paciente geme devido à dor, sendo quase insuportável.</p><p>• Exploração elétrica: está baseada na determinação da resistência elétrica</p><p>dos pontos auriculares. No ponto em que a resistência é baixa, a</p><p>condutividade é alta, pois ocorreu uma alteração em uma parte do</p><p>organismo que refletiu em um ponto auricular que teve a diminuição da</p><p>resistência elétrica da pele que gerou um aumento na resistência elétrica.</p><p>Os valores fisiológicos são entre 100 a 5.000 quilo-ohms. Se tiver uma</p><p>alteração, pode diminuir para 20 a 500 quilo-ohms, o que sugere um</p><p>aumento da condutividade elétrica do ponto reativo em comparação com</p><p>o ponto normal. Os pontos de maior resistência elétrica não guardam</p><p>relação com a enfermidade. Pontos “normais” não apresentam mudanças</p><p>sonoras. O som é mais débil e de baixa frequência, não apresentam dor</p><p>à pressão, nem mudanças morfológicas.</p><p>11</p><p>TEMA 3 – MATERIAIS BÁSICOS</p><p>A sugestão de materiais para iniciar a prática da auriculoterapia é de baixo</p><p>custo em relação das outras técnicas. Entre elas, podemos citar:</p><p>• Agulha descartável de acupuntura esterilizada, no tamanho 20x15 ou</p><p>18x8: para realizar um forte estímulo sobre o ponto auricular.</p><p>• Estímulos: semente de mostarda, semente de colza, cristais radiônicos,</p><p>esferas de orgonite, esferas metálicas de ouro ou prata, Stipper etc.</p><p>• Lanceta descartável: para realizar a sangria.</p><p>• Agulhas semipermanentes: são na forma de tachinhas que são colocadas</p><p>no pavilhão auricular e fixadas com um pedaço de esparadrapo e ficam</p><p>por alguns dias. Não podem ser reaproveitadas.</p><p>• Agulhas de Akabane: são agulhas de 5 mm de comprimento que são</p><p>inseridas horizontalmente na orelha para estimular diversos pontos ao</p><p>mesmo tempo.</p><p>• Fita adesiva: para fixar os estímulos na placa de aurículo. Pode ser da cor</p><p>branca ou bege.</p><p>• Estilete: para cortar o esparadrapo.</p><p>• Placa de acrílico para auriculoterapia: um molde que vem com um ou dois</p><p>buracos para fixar o estímulo escolhido e cobrir com o esparadrapo.</p><p>• Algodão: para a antissepsia do pavilhão auricular.</p><p>• Pinça de aço inox com ponta arredondada: para ser usada durante o</p><p>diagnóstico e colocação dos estímulos.</p><p>• Apalpador com molas: para auxiliar no diagnóstico.</p><p>• Localizador de pontos manuais: semelhante a uma caneta com um ponta</p><p>flexível que produz a mesma pressão.</p><p>• Álcool 70%: para a antissepsia do pavilhão auricular e materiais e móveis.</p><p>• Lençol de papel descartável para a maca.</p><p>• Coletor para perfurocortante: caixa de papelão própria para o descarte de</p><p>material infecto contagiantes (agulhas, algodões, lancetas etc.).</p><p>• Lixo hospitalar.</p><p>• Equipamento de Proteção Individual: jaleco, touca, óculos, máscara, luvas</p><p>e propés.</p><p>12</p><p>• Sabonete líquido neutro.</p><p>• Lixo comum.</p><p>• Papel toalha descartável.</p><p>TEMA 4 – BIOSSEGURANÇA</p><p>Como a auriculoterapia faz parte das práticas integrativas e</p><p>complementares em saúde, são necessários aplicar as normas de</p><p>biossegurança, que são um conjunto de ações funcionais e operacionais para</p><p>prevenir, controlar, reduzir ou eliminar os riscos inerentes às atividades que</p><p>possam comprometer a saúde do profissional, dos pacientes e o meio ambiente.</p><p>As medidas são desde o levantamento de documentos legais, a assepsia</p><p>correta das mãos até a conduta dentro do consultório. Lembrando que a</p><p>contaminação microbiana é controlada por procedimentos específicos de</p><p>pessoas, higiene, paramentação e ainda pela correta lavagem de utensílios.</p><p>Devem seguir alguns parâmetros relativos:</p><p>• Resoluções que regulamentam os requisitos mínimos relativos a</p><p>infraestrutura e documentos.</p><p>• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Serviço de Saúde</p><p>(PGRSS): para definir o descarte de resíduos sólidos da saúde e a</p><p>prevenção de acidentes ocupacionais.</p><p>• Imunização do profissional de acordo com as características da região e</p><p>da população a ser atendida.</p><p>• Riscos: instrumentais (no manuseio da agulha), físicos (sendo necessário</p><p>ter uma boa iluminação, ventilação e isolamento térmico e acústico),</p><p>ergonômicos (com organização do ambiente de trabalho, altura das</p><p>cadeiras, mesas e maca) e mecânicos (com a aquisição de materiais</p><p>registrados, equipamentos de proteção individual e coletiva).</p><p>• Publicações e propagandas.</p><p>• Conhecer o seu trabalho e os materiais que utiliza.</p><p>• Saber onde estão localizados os extintores de incêndio, bem como saber</p><p>sua correta utilização.</p><p>• Utilizar os equipamentos de proteção individual: é sugerido o uso de um</p><p>uniforme ou um jaleco de mangas longas. Tem como objetivo a proteção</p><p>13</p><p>do profissional, retirar anéis, pulseiras, brincos e colares, evitar o uso de</p><p>cosméticos fortes, trocar diariamente os EPIs (toucas, máscaras, jalecos</p><p>descartáveis, luvas e propés). O uniforme é de uso pessoal e</p><p>intransferível. Deve-se manter as unhas sempre cortadas e limpas. Se</p><p>não usado corretamente, passa a ser um fator contaminante.</p><p>• Seguir todas as regras de segurança referente ao seu trabalho.</p><p>• Não operar, desmontar ou reparar equipamentos, quando não estiver</p><p>qualificado para tal operação.</p><p>• Não comer, beber, mascar, fumar ou armazenar alimentos, fumo ou</p><p>medicação pessoal nas áreas do laboratório.</p><p>• Manter organizada a área de trabalho.</p><p>• Trabalhar com seriedade, evitando brincadeiras, mantendo a atenção e a</p><p>calma.</p><p>• Planejar as atividades, procurando conhecer os riscos envolvidos,</p><p>precauções a serem tomadas e como descartar corretamente os resíduos.</p><p>• Uso de equipamentos elétricos que nunca devem se ligados sem antes</p><p>verificar a voltagem correta (110/220 V). Ler com atenção as instruções</p><p>sobre a operação de um equipamento antes de iniciar os trabalhos com</p><p>ele. Usar o equipamento somente se os fios, tomadas e plugues estiverem</p><p>em perfeitas condições. Não instalar nem operar equipamentos elétricos</p><p>sobre superfícies úmidas. Remover frascos de inflamáveis das</p><p>proximidades do local onde irá utilizar equipamentos elétricos. Não confiar</p><p>completamente no controle automático de equipamentos elétricos. Não</p><p>deixar equipamentos elétricos ligados no consultório fora do horário de</p><p>expediente. Combater o fogo em equipamentos elétricos somente com</p><p>extintores de CO2.</p><p>TEMA 5 – POSTURA E POSICIONAMENTO</p><p>O praticante deve se posicionar de modo confortável e de uma forma que</p><p>a orelha do paciente fique em um nível bem adequado para ser inspecionada.</p><p>A inspeção deve ser realizada em um local com boa iluminação,</p><p>preferencialmente natural, para evitar que luzes muito fortes ou que incidam</p><p>diretamente na região possam produzir um brilho excessivo. Durante a</p><p>14</p><p>realização da inspeção auricular, o praticante deve tomar o máximo de cuidado</p><p>para não tracionar excessivamente a orelha do paciente quando há necessidade</p><p>de inspecionar algumas regiões que ficam escondidas.</p><p>Além da postura física, é necessário reforçar alguns pontos sobre a</p><p>postura profissional que são um conjunto de características pessoais e condutas</p><p>adotadas pelo profissional no ambiente de trabalho.</p><p>São todas as escolhas, ações e atitudes realizadas diante das mais</p><p>variadas situações do dia a dia que compõem a postura de um profissional, tais</p><p>como: manter a apresentação pessoal, ser pontual com os horários dos</p><p>agendamentos, usar um uniforme ou vestimenta adequada, valorizar as opiniões</p><p>divergentes, cuidar com a escolha da linguagem, coloque o foco no universo do</p><p>seu paciente, utilize os conhecimentos que sente segurança, saiba dizer não,</p><p>entre outras.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>O profissional que deseja exercer a ocupação de acupunturista deve</p><p>realizar a elaboração do plano de negócios para avaliar a viabilidade financeira,</p><p>levantar as necessidades estruturais, a escolha do espaço adequado, e o estudo</p><p>da precificação e do retorno financeiro. Também deve levantar as necessidades</p><p>dos documentos legais, planejar as ações de marketing etc. São ações que</p><p>levam tempo, mas que são de extrema importância.</p><p>Quanto à prática da seleção de pontos, isso dependerá da escolha do</p><p>aurículo que mais se adaptou. O diagnóstico é muita observação e prática. Todos</p><p>esses conhecimentos apresentados são apenas um estímulo para cada aula</p><p>possam buscar mais informações.</p><p>FINALIZANDO</p><p>A prática eficaz da auriculoterapia tem crescido muito, graças ao esforço</p><p>e comprometimento de alguns profissionais sérios e competentes. De forma</p><p>básica e didática, procuramos trazer algumas informações sobre o uso de um</p><p>microssistema tão rico em detalhes e com resultados surpreendentes.</p><p>Esperamos que cada vez mais outros profissionais da saúde aceitem as Práticas</p><p>Integrativas e Complementares, dentre elas a acupuntura e a auriculoterapia,</p><p>15</p><p>que se interrelacionam com toda a fisiologia e influência na bioquímica do</p><p>organismo há milhares de anos sem sofrer alterações em sua base.</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>GARCIA, E. Auriculoterapia. São Paulo: Roca, 1999.</p><p>GUIMARÃES, R. Auriculoterapia: visão oriental, visão ocidental. Recife: Nossa</p><p>Livraria, 2001.</p><p>GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 10. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.</p><p>KEN, C.; YONGQIANG, C. Manual de terapia auricular chinesa. São Paulo:</p><p>Organizações Andrei Editora Ltda, 2006.</p><p>SOUZA, M. P. Tratado de Auriculoterapia. Brasília: Instituto Yang, 1997.</p>