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<p>O QUE É O AUTISMO</p><p>O que é o Transtorno do Espectro Autista?</p><p>O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), amplamente conhecido como</p><p>autismo, é um transtorno do neurodesenvolvimento presente em cerca de 1%</p><p>da população mundial (OMS), e que gera prejuízos em três grandes áreas do</p><p>indivíduo – Socialização, Comunicação e Comportamento.</p><p>De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico dos Transtornos Mentais), o</p><p>autismo pode apresentar demandas específicas que o classifica em três níveis</p><p>de suporte.</p><p>É comum pessoas com autismo apresentarem outras comorbidades, como a</p><p>Deficiência Intelectual, Epilepsia e Transtorno do Processamento Sensorial.</p><p>E quais são as classificações do autismo???</p><p>Até o DSM-IV, o TEA era classificado em:</p><p>Autismo Leve;</p><p>Autismo Moderado;</p><p>Autismo Severo.</p><p>Também era usado o diagnóstico de “Síndrome de Asperger”</p><p>para pessoas com autismo de alto funcionamento.</p><p>◦A partir do DSM-V (2013), a classificação passou a ser baseada</p><p>nos níveis de suporte que a pessoa autista precisa. Assim sendo:</p><p>◦Nível 1: Precisa de pouco ou nenhum suporte substancial.</p><p>◦Nível 2: Precisa de suporte substancial.</p><p>◦Nível 3: Precisa de muito suporte substancial.</p><p>◦Na atualização do DSM, entrou em desuso tanto o diagnóstico de</p><p>Síndrome de Asperger como também Transtorno Global/Invasivo</p><p>do Desenvolvimento.</p><p>Primeiros sinais de autismo em crianças</p><p>(até 2 anos)</p><p> Pouco ou nenhum contato visual;</p><p> Não responde quando a chamam pelo nome;</p><p> Não segue com o olhar quando apontam para um objeto;</p><p> Não aponta nem usa outros gestos para se comunicar, como dar tchau;</p><p> Não fala nem balbucia;</p><p> Não responde a um carinho;</p><p> Não imita movimentos e expressões faciais;</p><p> Não brinca com outras pessoas, inclusive crianças;</p><p> Não consegue decifrar os sentimentos de outra pessoa e parece não se importar.</p><p>À medida que as crianças crescem, os sinais de autismo tornam-se mais</p><p>diversos. Geralmente aparecem em prejuízos nas habilidades sociais,</p><p>dificuldades na fala, linguagem, comunicação não verbal e comportamento</p><p>inflexível.</p><p>Sinais de dificuldades sociais</p><p>Aparente desinteresse por outras pessoas ou pelo que acontece ao seu redor;</p><p> Inabilidade para fazer amizades;</p><p>Não gosta de ser tocado;</p><p>Não participa de brincadeiras de “faz-de-conta” ou em grupo;</p><p> Tem dificuldade para entender e expressar sentimentos;</p><p>Não parece ouvir quando os outros falam com ele;</p><p>Não compartilha interesses com outras pessoas (desenhos, brinquedos).</p><p>Sinais de dificuldades na fala e na linguagem</p><p>Fala em um tom de voz atípico ou com um ritmo estranho (por</p><p>exemplo, termina cada frase como se estivesse fazendo uma</p><p>pergunta);</p><p>Repete as mesmas palavras ou frases, muitas vezes sem intenção</p><p>comunicativa;</p><p>Responde a uma pergunta repetindo-a, em vez de respondê-la;</p><p>Usa a linguagem incorretamente (erros gramaticais, palavras erradas)</p><p>ou refere-se a si mesmo na terceira pessoa;</p><p>Tem dificuldade em comunicar necessidades ou desejos;</p><p>Não entende instruções, declarações ou perguntas simples;</p><p>Leva o que é dito muito literalmente (não entende ironia e sarcasmo)</p><p>Sinais de dificuldades de comunicação não verbal</p><p>Evita contato visual;</p><p>Usa expressões faciais que não correspondem ao que está dizendo;</p><p>Não capta as expressões faciais, o tom de voz e os gestos das outras</p><p>pessoas;</p><p>Faz poucos gestos (como apontar);</p><p>Reage de forma incomum a imagens, cheiros, texturas e sons. Pode</p><p>ser sensível a ruídos altos.</p><p>Pode não responder às pessoas que entram e saem do ambiente, bem</p><p>como aos esforços de outras pessoas para atrair a sua atenção;</p><p>Postura atípica, falta de jeito ou maneiras excêntricas de se mover (por</p><p>exemplo, andar exclusivamente na ponta dos pés);</p><p>Sinais de inflexibilidade</p><p>Segue uma rotina rígida (por exemplo, insiste em seguir um caminho</p><p>específico para a escola);</p><p>Tem dificuldade para se adaptar a quaisquer mudanças na</p><p>programação ou ambiente (por exemplo, tem um acesso de raiva se a</p><p>mobília for reorganizada ou se for dormir em um horário diferente do</p><p>normal);</p><p>Usa objetos como brinquedos, como chaves, interruptores de luz ou</p><p>elásticos;</p><p> Interesse restrito, muitas vezes envolvendo números ou símbolos (por</p><p>exemplo, memorizar e recitar fatos sobre mapas, horários de trens ou</p><p>estatísticas esportivas);</p><p>Sinais de inflexibilidade</p><p>Passa longos períodos observando objetos em movimento, como um</p><p>ventilador de teto, ou focando em uma parte específica de um objeto,</p><p>como as rodas de um carrinho de brinquedo;</p><p>Repete as mesmas ações ou movimentos indefinidamente, como agitar</p><p>as mãos, balançar ou girar (conhecido como comportamento auto-</p><p>estimulante, ainda que alguns pesquisadores e médicos acreditam que</p><p>esses comportamentos podem acalmar crianças com autismo mais do</p><p>que estimulá-las.</p><p>Alterações Comportamentais no Autismo</p><p>Etereotipias;</p><p>Comportamentos Disruptivos;</p><p>Meltdown, Shutdown e Burnout.</p><p>O que é o Processamento Sensorial</p><p>Processamento sensorial ou integração sensorial é o processo que organiza as</p><p>sensações do próprio corpo e do meio ambiente, fazendo com que seja efetivamente</p><p>possível usar o corpo nesse ambiente. Mais especificamente, é o processo que lida</p><p>com a forma como o cérebro integra a informação obtida a partir de múltiplas</p><p>entradas sensoriais, como a visão, audição, olfato, tato, paladar, propriocepção,</p><p>sistema vestibular e interocepção, em saídas funcionais úteis.</p><p>A comunicação entre estas regiões especializadas denomina-se integração funcional.</p><p>Quando o processamento das informações sensoriais pelo cérebro não acontece de</p><p>forma adequada, há uma disfunção de integração sensorial, que pode ser chamada</p><p>de transtorno do processamento sensorial.</p><p>A grosso modo, é como se o processamento sensorial fosse</p><p>um filtro, que seleciona os estímulos que são importantes</p><p>para a execução de uma tarefa que uma pessoa se dispõe a</p><p>fazer e descarta o que não é relevante para a situação.</p><p>Vi</p><p>sã</p><p>o</p><p>A</p><p>ud</p><p>iç</p><p>ão</p><p>O</p><p>lfa</p><p>to</p><p>Ta</p><p>to</p><p>Pa</p><p>la</p><p>da</p><p>r</p><p>Ve</p><p>st</p><p>ib</p><p>ul</p><p>ar</p><p>Pr</p><p>op</p><p>rio</p><p>ce</p><p>pç</p><p>ão</p><p>Processamento</p><p>Sensorial</p><p>Quando há alterações no Processamento Sensorial, os estímulos são</p><p>percebidos de forma mais ou menos intensas, resultando em níveis de</p><p>responsividade alterados. Ou seja, o indivíduo pode ser</p><p>HIPERRESPONSIVO ou HIPORRESPONSIVO aos estímulos que</p><p>recebe, e isso influencia diretamente no processo de inclusão.</p><p>Vi</p><p>sã</p><p>o</p><p>A</p><p>ud</p><p>iç</p><p>ão</p><p>O</p><p>lfa</p><p>to</p><p>Ta</p><p>to</p><p>Pa</p><p>la</p><p>da</p><p>r</p><p>Ve</p><p>st</p><p>ib</p><p>ul</p><p>ar</p><p>Pr</p><p>op</p><p>rio</p><p>ce</p><p>pç</p><p>ão</p><p>Transtorno do</p><p>Processamento</p><p>Sensorial</p><p>O que é o Transtorno do</p><p>Processamento Sensorial</p><p>O Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) se trata de</p><p>uma condição em que, tanto o cérebro, quanto o sistema</p><p>nervoso apresentam dificuldades para processar estímulos do</p><p>ambiente e os sentidos.</p><p>Sintomas do Transtorno do Processamento Sensorial</p><p>Esse tipo de condição neurológica é caracterizado por:</p><p>Falha na detecção ou na interpretação da entrada sensorial do</p><p>ambiente ou do próprio corpo, ou seja, sentir frio ou calor, cansaço,</p><p>fome e as luzes, os sons e as atividades simples, pode ser mais</p><p>desafiador;</p><p>Hipossensibilidade – a criança precisa de bastante excitação ou</p><p>esforço para sentir o estímulo. Por isso, é comum que ela seja</p><p>bastante agitada, faça muito movimento ou bagunça, morda objetos,</p><p>tenha pouca resposta à dor, goste de muito barulho e cheire tudo o que</p><p>encontra.</p><p>Sintomas do Transtorno do Processamento Sensorial</p><p>Hipersensibilidade – a criança percebe os estímulos com mais facilidade.</p><p>Em alguns casos, as luzes e as cores se tornam brilhantes demais, os sons</p><p>ficam bem intensos, os odores se tornam muito fortes e as sensações táteis</p><p>são interpretadas de modo extremamente profundo. Essas pessoas sofrem</p><p>com essa sensibilidade intensa e que atrapalha bastante a rotina. Assim,</p><p>podem ser mais seletivos com comida, não gostar de barulho, se sentirem</p><p>mal ao serem tocado, não gostam de se sujar, reclamam da luz e cheiros,</p><p>além de serem mais sensível à dor.</p><p> Intolerância a algumas roupas ou texturas, logo, precisam de vestes sem</p><p>costura e que retirem as etiquetas,</p><p>e acabam optando por tecidos que</p><p>causem menor sensação de desconforto;</p><p>Sintomas do Transtorno do Processamento Sensorial</p><p>Aversão a alguns tipos de alimentos, devido à textura, cheiro,</p><p>temperatura, consistência ou às cores;</p><p>Dificuldade para usar as habilidades motoras finas, como segurar o</p><p>lápis ou a caneta, por exemplo;</p><p>Falta de adaptação para mudanças, como de atividades, de</p><p>ambiente ou de casa.</p><p>O Transtorno do Processamento Sensorial se em três categorias a seguir:</p><p> Transtorno de Modulação Sensorial: em que há dificuldade para regular</p><p>grau, intensidade e natureza das respostas aos estímulos sofridos;</p><p> Transtorno de Discriminação Sensorial: caracterizado por um gasto de</p><p>energia maior para interpretar a qualidade (diferenças e semelhanças) de</p><p>cada estímulo;</p><p> Transtornos Motores com Base Sensorial: a criança apresenta dificuldade</p><p>para absorver as informações do próprio corpo e a reagir de maneira</p><p>condizente ao ambiente, como acontece com o distúrbio postural e com a</p><p>Dispraxia (relacionada à idealização, criação, modificação e execução de</p><p>ações).</p><p>E qual a relação entre o TEA, o TPS e a IGREJA?</p><p>A igreja é um ambiente repleto de estímulos sensoriais!</p><p>Particularmente, eu gosto de comparar a igreja com um shopping (que</p><p>também é um ambiente desafiador para o autista).</p><p>As características do autismo, acrescida das dificuldades sensoriais, são</p><p>capazes de gerar as piores sensações imagináveis nas pessoas autistas</p><p>quando estas entram na igreja, tornando o ambiente hostil devido ao</p><p>excesso de estímulos sensoriais.</p><p>Normalmente, o resultado</p><p>desse encontro é um choque!</p><p>TRÍADE</p><p>DO</p><p>AUTISMO</p><p>PESSOAS</p><p>COMUNICAÇÃO</p><p>(VERBAL E NÃO VERBAL)</p><p>REGRAS DE</p><p>CONDUTA</p><p>AMBIENTE</p><p>DA IGREJA</p><p>SOCIALIZAÇÃO</p><p>COMUNICAÇÃO COMPORTAMENTO</p><p>E o que fazer para conseguir se</p><p>comunicar com a pessoa autista?</p><p>Comece pelo interesse da pessoa autista;</p><p> Identifique os seus níveis de respostas sensoriais, e apresente os estímulos</p><p>conforme essa condição (use acomodações sensoriais);</p><p>Respeite os limites de tempo e tolerância aos estímulos;</p><p>Permita pequenas pausas durante a realização das atividades propostas;</p><p>Ofereça Reforço Positivo todas as vezes que a pessoa apresentar a resposta</p><p>esperada;</p><p> Tenha recursos e brinquedos sensoriais sempre por perto para ajudar na</p><p>autorregulação, caso a pessoa autista apresente sinais de que está prestes a</p><p>ter uma sobrecarga sensorial.</p><p>DICA!!!</p><p>É importante saber as preferências do indivíduo e quais são os recursos que o ajudam</p><p>a se acalmar e se autorregular.</p><p>Para isso, sugiro que a família prepare um “kit de primeiros socorros” que</p><p>carinhosamente nós apelidamos de “CALMA INBOX!”</p><p>PRÁTICAS INCLUSIVAS</p><p>NA IGREJA</p><p>Estrutura do Ministério de Inclusão</p><p>1) Rede de Apoio;</p><p>2) Parceria com a Família;</p><p>3) Entender o Ambiente;</p><p>4) Compreender o Indivíduo; e</p><p>5) Conteúdo Adaptado.</p><p>Plano de Ensino Individualizado</p><p>Plano de Ensino Individualizado</p><p>Ao tratarmos do tema inclusão, é comum ouvirmos a respeito do Plano de Ensino</p><p>Individualizado. Mas você sabe o que é um PEI?</p><p>Na área educacional, o Plano de Ensino Individualizado é uma proposta de</p><p>organização curricular que norteia a mediação pedagógica do professor, assim como</p><p>desenvolve os potenciais ainda não consolidados pelo aluno. É um instrumento de</p><p>caráter inclusivo que visa planejar e acompanhar, de maneira individualizada, o</p><p>processo de aprendizagem dos alunos público-alvo da educação especial.</p><p>Para a construção de um PEI, é necessário que haja uma avaliação prévia da criança</p><p>que forneça dados específicos sobre o seu desenvolvimento, habilidades de vida</p><p>diária, motricidade, desenvolvimento social e itens de seu interesse.</p><p>A partir do estabelecimento de metas e objetivos de curto, médio e longo prazo</p><p>(associados a metodologias e recursos específicos que poderão ser aplicados</p><p>para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem) será possível concluir um</p><p>plano individualizado que deverá ser revisado, no mínimo, uma vez ao ano.</p><p>Dessa forma, converse com a equipe de inclusão e defina os meios para</p><p>iniciarem esse processo, considerando que essa pode ser uma importante</p><p>ferramenta que auxiliará o processo de inclusão, viabilizando-a de maneira</p><p>mais efetiva.</p><p>Importante considerar:</p><p>O PEI não é a simples redução de conteúdo;</p><p>Não é um documento sigiloso, portanto deve ser de livre acesso a todas as</p><p>pessoas que ajudam na inclusão;</p><p>Não é um portfólio e sim um documento de programação de ensino;</p><p>O monitor que acompanha a criança, dentro da sala do ministério</p><p>infantil, deve conhecer e utilizar a ferramenta nas tarefas propostas;</p><p>Deve ser elaborado dentro de uma estrutura prática e norteadora na</p><p>tomada de decisões;</p><p>Nada no PEI é fixo. Todas as considerações estão relacionadas ao</p><p>momento atual da criança, e podem e devem ser modificadas após</p><p>avanços percebidos.</p><p>Desenvolver um Plano de Ensino</p><p>Individualizado (PEI)</p><p> Acessar o nível de desenvolvimento da pessoa autista.</p><p> Definir metas a longo prazo;</p><p> Contemplar: cognitivo, social, motor, autocuidado;</p><p> Tão importante quanto definir metas, é estabelecer quando, como e onde elas irão acontecer; e</p><p> Reservar tempo para se encontrar com a equipe periodicamente.</p><p>• O que ela sabe fazer bem?</p><p>• O que ela faz com auxílio?</p><p>• Quais suas preferências?</p><p>• Quais seus maiores desafios?</p><p>• Visão da Igreja</p><p>• Visão dos</p><p>terapeutas</p><p>• Visão da Família</p><p>Organizando a Rotina</p><p>Antecipação e Previsibilidade</p><p>Pistas Visuais</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p><p>O que é o Autismo</p><p>O que é o Transtorno do Espectro Autista?</p><p>E quais são as classificações do autismo???</p><p>Número do slide 4</p><p>Primeiros sinais de autismo em crianças (até 2 anos)</p><p>Número do slide 6</p><p>Número do slide 7</p><p>Número do slide 8</p><p>Número do slide 9</p><p>Número do slide 10</p><p>Alterações Comportamentais no Autismo</p><p>O que é o Processamento Sensorial</p><p>Número do slide 13</p><p>Número do slide 14</p><p>O que é o Transtorno do �Processamento Sensorial</p><p>Número do slide 16</p><p>Número do slide 17</p><p>Número do slide 18</p><p>Número do slide 19</p><p>Número do slide 20</p><p>Normalmente, o resultado �desse encontro é um choque!</p><p>E o que fazer para conseguir se comunicar com a pessoa autista?</p><p>DICA!!!</p><p>Práticas Inclusivas na Igreja</p><p>Estrutura do Ministério de Inclusão</p><p>Plano de Ensino Individualizado</p><p>Número do slide 27</p><p>Número do slide 28</p><p>Desenvolver um Plano de Ensino Individualizado (PEI)</p><p>Organizando a Rotina</p><p>Antecipação e Previsibilidade</p><p>Pistas Visuais</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p><p>Adaptação de Material</p>