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<p>Fundamentos para</p><p>Propedêutica Cirúrgica I</p><p>Técnicas Anestésicas em</p><p>Odontologia</p><p>Técnicas Anestésicas</p><p>• Usar agulha afiada e esterilizada;</p><p>• Verificar o fluxo da solução anestésica;</p><p>• Posicionar o paciente de forma adequada;</p><p>• Secar o tecido;</p><p>• Aplicar anestésico tópico;</p><p>• Estabelecer apoio firme para as mãos;</p><p>• Tensionar o tecido;</p><p>• Manter a carpule fora do campo de visão do paciente;</p><p>3</p><p>Técnicas Anestésicas</p><p>• Introdução da agulha na mucosa (bisel voltado para o osso);</p><p>• Avançar lentamente a agulha em direção ao alvo;</p><p>• Injetar lentamente gotas do anestésico local antes de tocar o periósteo;</p><p>• Aspirar;</p><p>• Infiltrar lentamente a solução anestésica;</p><p>• Retirar a seringa lentamente;</p><p>• Observar o paciente, massagear a região e aguardar efeito desejado.</p><p>4</p><p>Técnicas Anestésicas</p><p>5</p><p>a) Infiltração local:</p><p>Consiste em uma injeção</p><p>em pequenas</p><p>terminações nervosas na</p><p>área do tratamento.</p><p>b) Bloqueio do campo</p><p>(infiltrações ou</p><p>supraperiosteais):</p><p>Consiste em uma</p><p>injeção em ramos</p><p>nervosos terminais</p><p>maiores.</p><p>c) Bloqueio do nervo:</p><p>Consiste em uma injeção</p><p>próxima ao tronco</p><p>nervoso principal, distante</p><p>da área de tratamento.</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Técnicas Anestésicas</p><p>(Supraperiosteal)</p><p>• Frequentemente utilizada para anestesia pulpar dos dentes superiores;</p><p>• Tratamento limitado a um ou dois dentes;</p><p>• Anestesia dos tecidos moles em área circunscrita;</p><p>6</p><p>Polpa e área da raiz do</p><p>dente</p><p>periósteo vestibular</p><p>tecido conjuntivo</p><p>mucosa</p><p>Supraperiosteal</p><p>7</p><p>• Alta taxa de sucesso – 95%</p><p>• Advertência – múltiplas periosteais</p><p>necessitam de inúmeras perfurações;</p><p>• Não sendo recomendada para grandes áreas;</p><p>• Contraindicada em caso de infecção ou</p><p>inflamação na área da injeção; em casos que</p><p>o osso é muito denso, recobrindo o ápice</p><p>dentário; IC em adultos</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Supraperiosteal</p><p>Pontos de referência: prega mucovestivular, coroa do dente e</p><p>contorno da raiz do dente;</p><p>Técnica:</p><p>• Preparar o tecido (secar e aplicação do anestésico tópico)</p><p>• Bisel voltado para o osso</p><p>• Tensionar o tecido</p><p>• Seringa paralela ao eixo longitudinal do dente</p><p>• Introdução da agulha na altura da prega mucovestibular,</p><p>sobre o dente alvo</p><p>• Agulha avança até região do ápice dentário – introdução do</p><p>anestésico.</p><p>8</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>• Bloqueio da tuberosidade baixa;</p><p>• Nervo ASP e seus ramos – Polpas dos 3º, 2º e 1º molares (raiz</p><p>mesiovestibular não anestesiada)</p><p>• Técnica indicada para tratamento envolvendo dois ou mais molares</p><p>superiores; supraperiosteal não indicada ou ineficaz.</p><p>• Contraindicado em caso de pacientes hemofílicos, risco de hemorragia</p><p>• Vantagens: elevada taxa de sucesso; número mínimo de injeções; menor</p><p>volume anestésico.</p><p>• Desvantagens: sem pontos de referências ósseas durante introdução;</p><p>segunda injeção para raiz mesiovestibular do 1º molar.</p><p>9</p><p>MALAMED, 2005</p><p>• Técnica: introdução de uma agulha curta na</p><p>prega mucovestibular acima do segundo</p><p>molar superior</p><p>▪ -Preparar o tecido do local / Bisel voltado</p><p>para o osso</p><p>▪ -Abrir parcialmente a boca do paciente</p><p>▪ -Retrair a bochecha para melhor</p><p>visualização</p><p>▪ -Tensionar o tecido</p><p>10</p><p>Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>11</p><p>Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>AVANÇAR PARA</p><p>CIMA, PARA DENTRO</p><p>E PARA TRÁS</p><p>ÂNGULO DE 45º:</p><p>- PLANO OCLUSAL E O EIXO</p><p>LONGITUDINAL DO 2º MOLAR</p><p>MALAMED, 2005</p><p>• Bloqueio do NASM e seus ramos;</p><p>• Polpas do 1º e 2º Pré molar superior;</p><p>• Raiz mesiovestibular do 1º molar superior;</p><p>• Tecidos periodontais vestibulares e osso sobre estes dentes</p><p>• Indicado para procedimentos envolvendo PMS;</p><p>• Contraindicado em casos de infecção ou inflamação no local;</p><p>12</p><p>Nervo Alveolar Superior Médio</p><p>Introduzir agulha curta lentamente na prega mucovestibular</p><p>acima do segundo pré-molar superior</p><p>13</p><p>Nervo Alveolar Superior Médio</p><p>MALAMED, 2005</p><p>14</p><p>Nervo Alveolar Superior Anterior</p><p>Nervos anestesiados:</p><p> Alveolar superior anterior</p><p> Alveolar superior médio</p><p> Nervo infraorbitário</p><p>◾Nasal lateral</p><p>◾Labial superior</p><p>▪ Anestesia pulpar – ICS , PM e raiz mesiovestibular do 1º MS</p><p>▪ Tecido periodontal vestibular e osso destes dentes</p><p>▪ Pálpebra inferior, aspecto lateral do nariz, lábio superior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>• Técnica: Introdução da agulha na altura da prega mucovestibular</p><p>diretamente sobre o primeiro pré-molar superior</p><p>• O trajeto da penetração resultante é o forame infraorbitário</p><p>• Pontos e referência:</p><p>• Prega mucovestibular</p><p>• Incisura infraorbitária</p><p>• Forame infraorbitário</p><p>15</p><p>Nervo Alveolar Superior Anterior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>• -Aplicar anestésico tópico;</p><p>▪ -Distal do segundo molar superior;</p><p>▪ -Direcionar a agulha a partir do lado</p><p>oposto formando ângulo reto com o</p><p>local da injeção</p><p>16</p><p>Bloqueio do Palatino Maior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Bloqueio do Nasopalatino</p><p>17</p><p>▪ - Bloqueio do nervo incisivo</p><p>▪ - Nervos anestesiados:</p><p> Nervos nasopalatinos bilaterais</p><p>• Áreas anestesiadas</p><p>• Porção anterior do palato duro (tecidos moles e duros)</p><p>• Face mesial do primeiro pré-molar direito à face mesial</p><p>do primeiro pré-molar esquerdo</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Bloqueio do Nasopalatino</p><p>18</p><p>▪ Técnica:</p><p>▪ Anestésico tópico por 2 minutos</p><p>▪ Mover o cotonete para a papila</p><p>incisiva e comprimir a área</p><p>▪ Angulação de 45º à papila incisiva</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Infiltração local do palato</p><p>Hemostasia durante procedimentos cirúrgico;</p><p>Controle da dor palatogengival;</p><p>Uso de grampos para isolamento absoluto;</p><p>Fio de retração gengival;</p><p>Procedimentos em não mais que dois dentes.</p><p>19</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>20</p><p>▪ Promove anestesia profunda de uma</p><p>hemimaxila</p><p>▪ Bloqueio da tuberosidade alta;</p><p>▪ Áreas anestesiadas:</p><p> Anestesia pulpar dos dentes superiores no</p><p>lado do bloqueio</p><p> Periósteo vestibular e osso sobrejacente</p><p>a estes dentes</p><p> Tecidos moles e osso do palato duro e parte do</p><p>palato mole medialmente a linha média</p><p> Pele da pálpebra inferior, lado do nariz, bochecha e</p><p>lábio superior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>INDICAÇÕES</p><p>• Extensos procedimentos cirúrgicos,</p><p>periodontais ou restauradores que exijam</p><p>anestesia da hemimaxila;</p><p>• Inflamação ou infecção que impede uso de</p><p>outros bloqueios regionais;</p><p>• Procedimentos diagnósticos ou terapêuticos de nevralgias.</p><p>21</p><p>Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>▪ Introduzir a agulha na prega mucovestibular</p><p>na distal do segundo molar superior</p><p>MALAMED, 2005</p><p>• Profissional inexperiente</p><p>• Pacientes pediátricos</p><p>• Geralmente desnecessário devido sucesso com outras técnicas</p><p>• Pacientes não cooperativos</p><p>• Inflamação ou infecção no local da injeção</p><p>• Risco de hemorragia</p><p>22</p><p>Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>Contraindicações</p><p>MALAMED, 2005</p><p>Técnicas Anestesicas -</p><p>Mandíbula</p><p>Técnicas Mandibulares</p><p>• Bloqueio do nervo alveolar inferior</p><p>• Bloqueio do nervo lingual</p><p>• Bloqueio do nervo bucal</p><p>• Bloqueio do nervo mandibular – Técnica de Gow-Gates</p><p>• Bloqueio do nervo mandibular de Vazirani- Akinosi</p><p>• Bloqueio do nervo mentual</p><p>• Bloqueio do nervo incisivo</p><p>24</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>25</p><p>Nervos anestesiados</p><p>Nervo alveolar inferior e seus ramos terminais</p><p>(incisivo e mentoniano) e, comumente, o nervo</p><p>lingual</p><p>Áreas anestesiadas</p><p>•Dentes mandibulares até a linha média</p><p>•Corpo da mandíbula e porção inferior do ramo</p><p>•Mucoperiósteo vestibular anterior ao primeiro molar</p><p>mandibular (nervo mentoniano)</p><p>•Dois terços anteriores da língua e soalho da</p><p>cavidade oral (nervo lingual)</p><p>•Tecidos moles linguais e periósteo (nervo lingual).</p><p>PRADO, 2008</p><p>26</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>INDICAÇÕES</p><p>• Procedimentos em múltiplos dentes</p><p>inferiores em um quadrante;</p><p>• Necessária anestesia dos tecidos moles</p><p>anteriores ao primeiro molar</p><p>• Anestesia tecidos moles linguais</p><p>VANTAGENS</p><p>• Única injeção produz grande</p><p>área de anestesia</p><p>DESVANTAGENS</p><p>• Grande área anestesia (desnecessária em</p><p>procedimentos localizados);</p><p>• Taxa de anestesia inadequada (15 a 20%)</p><p>• Aspiração positiva (10 a 15%)</p><p>• Anestesia parcial nos casos de nervo</p><p>alveolar inferior bífido e canais</p><p>mandibulares</p><p>bífidos</p><p>CONTRAINDICAÇÕES</p><p>• Infecção ou inflamação aguda na área</p><p>da injeção;</p><p>• Crianças ou adultos com incapacidade</p><p>física ou mental, que possam se morder</p><p>pós anestesia.</p><p>PRADO, 2008</p><p>• Recomenda-se o uso de agulha longa calibre no 25 ou 27 para paciente</p><p>adulto</p><p>• Área de introdução da agulha será na face medial do ramo mandibular</p><p>• Pontos de reparo: incisura coronoide (maior concavidade da borda</p><p>anterior do ramo), rafe pterigomandibular e plano oclusal dos dentes</p><p>posteriores mandibulares</p><p>•Parâmetros a serem observados durante a introdução da agulha:</p><p>altura da injeção</p><p>posição anteroposterior da agulha</p><p>Profundidade de penetração da agulha</p><p>27</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>PRADO, 2008</p><p>• Secar a mucosa com gaze estéril e aplicar anestésico tópico</p><p>• Introduzir a agulha seguindo os parâmetros anteriores até tocar o</p><p>osso, então recuá-la 1 mm para que não ocorra injeção subperióstea</p><p>• Injetar lentamente a solução anestésica, realizando refluxo ou</p><p>aspiração, aproximadamente 1 mℓ do anestésico durante, no mínimo,</p><p>60 segundos</p><p>• Recuar 1/3 da agulha e injetar mais 0,5 mℓ, para anestesia do nervo</p><p>lingual</p><p>• Retirar a agulha cuidadosamente</p><p>• Aguardar 3 a 5 minutos, para o efeito anestésico.28</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>PRADO, 2008</p><p>29</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Altura da injeção</p><p>•O indicador ou polegar de sua mão esquerda palpa a</p><p>incisura coronoide;</p><p>•Traça-se uma linha imaginária do ponto do dedo até</p><p>a rafe pterigomandibular, o que determinará a altura</p><p>da injeção;</p><p>•Utiliza-se o afastador de Minessota para afastar os</p><p>tecidos, distendendo-os lateralmente.</p><p>•O ponto de introdução da agulha situa-se a três</p><p>quartos da distância anteroposterior da incisura</p><p>coronoide até a rafe pterigomandibular</p><p>PRADO, 2008</p><p>▪ Falhas da anestesia</p><p>▪ Injeção muito baixa – abaixo do forame mandibular</p><p>▪ Injeção de anestésico lateralmente ao ramo</p><p>▪ Inervação acessória para os dentes inferiores</p><p>▪ Nervo alveolar inferior bífido</p><p>Complicações</p><p>▪ Hematoma (raro)</p><p>▪ Trismo (dor muscular ou movimento limitados)</p><p>▪ Paralisia facial transitória</p><p>▪ Injeção de anestésico no corpo da glândula parótida</p><p>30</p><p>Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>PRADO, 2008</p><p>Bloqueio do Nervo Lingual</p><p>• A anestesia do nervo lingual é geralmente realizada durante a técnica de anestesia</p><p>para o nervo alveolar inferior. Nos casos em que se deseja apenas o bloqueio do</p><p>nervo lingual a técnica é a mesma, utilizando-se os mesmos marcos anatômicos e</p><p>seguindo-se os mesmos parâmetros clínicos;</p><p>31</p><p>PRADO, 2008</p><p>Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>Anestesia dos tecidos moles e periósteo bucal até os dentes molares</p><p>inferiores</p><p>Indicação: Anestesia dos tecidos moles região dos molares</p><p>Contraindicação: Infecção e inflamação aguda na área</p><p>Vantagens: Técnica fácil com alta taxa de sucesso</p><p>Desvantagens: dor ao tocar o periósteo</p><p>32</p><p>PRADO, 2008</p><p>33</p><p>Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>TÉCNICA</p><p>▪ Pontos de referência</p><p>▪ Molares inferiores</p><p>▪ Prega mucovestibular</p><p>▪ Perfura mucosa nas faces bucal e distal ao último molar</p><p>▪ Agulha tocar periósteo</p><p>▪ Profundidade da penetração da agulha – 2 a 4 mm</p><p>▪ Aspirar</p><p>▪ Injetar 0,3 ml da solução</p><p>PRADO, 2008</p><p>Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>• Uso de instrumentos na área anestesiada, sem dor, indicam anestesia</p><p>satisfatória.</p><p>Falhas da anestesia:</p><p>• Raras;</p><p>• Volume inadequado de anestésico local.</p><p>Complicações:</p><p>• Hematoma (coloração azulada e edema tecidual no local da</p><p>injeção);</p><p>• Nesses casos, comprimir com gaze a área.</p><p>34</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>Nervos anestesiados</p><p>• Nervos alveolar inferior, mentoniano, incisivo,</p><p>lingual, milo-hióideo, auriculotemporal e bucal.</p><p>Áreas anestesiadas</p><p>• Dentes mandibulares até a linha média</p><p>• Mucoperiósteo e mucosa em toda a região</p><p>vestibular no lado anestesiado</p><p>• Dois terços anteriores da língua e soalho da</p><p>cavidade oral, tecido lingual e periósteo</p><p>• Corpo da mandíbula e porção inferior do ramo</p><p>• Pele sobre o zigoma, porção posterior da região</p><p>jugal e região temporal.</p><p>35</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>36</p><p>▪ CONTRAINDICAÇÕES</p><p>▪ Infecção e inflamação aguda na área;</p><p>▪Crianças e adultos com incapacidade</p><p>física ou mental;</p><p>▪Pacientes incapazes de abrir a boca.</p><p>▪ INDICAÇÕES</p><p>▪Múltiplos procedimentos nos dentes</p><p>inferiores;</p><p>▪Anestesia dos tecidos moles vestibulares do</p><p>terceiro molar até linha média;</p><p>▪Anestesia dos tecidos moles linguais;</p><p>▪BNAI convencional for mal sucedido</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>37</p><p>▪ VANTAGENS</p><p>▪ Apenas uma injeção</p><p>▪ Alta taxa de sucesso (>95%)</p><p>▪ Taxa de aspiração mínima</p><p>▪ Anestesia bem sucedida quando nervo</p><p>alveolar bífido</p><p>▪ Poucas complicações</p><p>▪ DESVANTAGENS</p><p>▪ Tempo para início da anestesia um pouco maior</p><p>– 5 minutos</p><p>▪ Tamanho do tronco nervoso anestesiado</p><p>▪ É necessária experiência clínica para atingir altas</p><p>taxas de sucesso</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>▪ TÉCNICA</p><p>▪ Agulha longa</p><p>▪ Pontos de referência</p><p>▪ Extra-oral</p><p>✓ Borda inferior do trágus</p><p>✓ Ângulo da boca</p><p>▪ Intra-orais</p><p>✓ Ponta da agulha abaixo da cúspide mesiopalatina</p><p>• do segundo molar superior</p><p>✓ Penetração dos tecidos na região distal do segundo</p><p>• molar superior38</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>39</p><p>▪ TÉCNICA</p><p>▪ - Colocar o dedo indicador na incisura coronoide;</p><p>▪ - Orientar a seringa a partir do ângulo da boca do lado</p><p>oposto;</p><p>▪ - Introduzir a agulha na distal do segundo molar</p><p>superior – cúspide mesiopalatina;</p><p>▪ - Alinhar a agulha paralelamente com o plano que</p><p>vai do ângulo da boca até incisura intertragus.</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Gow-Gates</p><p>40</p><p>Falhas da anestesia</p><p>Raras</p><p>Volume anestésico insuficiente</p><p>Dificuldades anatômicas</p><p>Complicações</p><p>Hematoma (aspiração positiva 2%)</p><p>Trismo (raro)</p><p>Paralisia do III, IV e IV par craniano</p><p>Paralisia completa do olho direito, diplopia</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Akinosi</p><p>• Embora esta técnica possa ser utilizada em qualquer situação, sua indicação básica está</p><p>nos casos de abertura mandibular limitada que impeçam a realização de outras técnicas</p><p>mandibulares.</p><p>• Esta técnica pode ser denominada também como técnica de Akinosi, técnica de Vazirani-</p><p>Akinosi, bloqueio do nervo mandibular com a boca fechada, técnica da tuberosidade.</p><p>Nervos anestesiados</p><p>• Nervos alveolar inferior, incisivo, mentoniano, lingual e milo-hióideo.</p><p>41</p><p>PRADO, 2008</p><p>Áreas anestesiadas</p><p>• Dentes mandibulares até a linha média;</p><p>• Corpo da mandíbula e porção inferior do ramo;</p><p>• Mucoperiósteo vestibular anterior ao forame</p><p>mentoniano;</p><p>• Dois terços anteriores da língua;</p><p>• Tecidos mole e mucoperiósteo lingual.</p><p>42</p><p>Técnica de Akinosi</p><p>PRADO, 2008</p><p>Técnica de Akinosi</p><p>43</p><p>▪ INDICAÇÕES</p><p>▪Abertura bucal limitada;</p><p>▪Múltiplos procedimentos em dentes</p><p>inferiores;</p><p>▪ Incapacidade de localizar pontos de</p><p>referência para o BNAI</p><p>▪ CONTRAINDICAÇÕES</p><p>▪ Infecção e inflamação aguda na área;</p><p>▪Crianças e adultos com incapacidade</p><p>física ou mental;</p><p>▪ Incapacidade de visualizar ou obter</p><p>acesso à face lingual do ramo</p><p>PRADO, 2008</p><p>44</p><p>▪ VANTAGENS</p><p>▪ Atraumático</p><p>▪ Sem necessidade de abertura bucal</p><p>▪ Poucas complicações</p><p>▪ Taxa de aspiração < 10%</p><p>▪ DESVANTAGENS</p><p>▪ Difícil visualização do trajeto da agulha;</p><p>▪ Não toca osso – profundidade da penetração arbitrária;</p><p>▪ Traumático se agulha próximo ao periósteo</p><p>Técnica de Akinosi</p><p>PRADO, 2008</p><p>▪ TÉCNICA</p><p>▪ - Agulha longa</p><p>▪ - Pontos de referência</p><p>▪ Junção mucogengival do terceiro molar superior;</p><p>▪ Tuberosidade da maxila;</p><p>▪ Incisura coronoide no ramo mandibular.</p><p>▪ - Paciente deve ocluir os dentes suavemente;</p><p>▪ - O cilindro da seringa paralelo ao plano oclusal maxilar;</p><p>▪ - Agulha ao nível da junção mucogengival do terceiro molar</p><p>ou segundo molar superior.</p><p>45</p><p>Técnica de Akinosi</p><p>PRADO, 2008</p><p>Bloqueio do Nervo Mentoniano</p><p>• Este nervo é responsável pela inervação sensitiva dos tecidos moles da</p><p>região vestibular, lábio inferior e mento até a linha média da mandíbula.</p><p>Nervo anestesiado: nervo mentoniano.</p><p>Áreas anestesiadas: mucosa vestibular anterior</p><p>ao forame mentoniano,</p><p>lábio inferior e mento até a linha média.</p><p>46</p><p>PRADO, 2008</p><p>▪ TÉCNICA</p><p>▪ Pontos de referência: Pré-molares inferiores e prega mucovestibular</p><p>▪ - Localizar o forame mentual (Ápice entre os dois pré-molares)</p><p>▪ - Perfurar a mucosa na região do primeiro pré-molar direcionando</p><p>para a região do forame</p><p>▪ - Não é necessário penetrar o forame</p><p>▪ - Aspirar</p><p>▪ - Injetar 0,6 ml do tubete</p><p>▪ - Formigamento e dormência do lábio inferior</p><p>▪ - Raras as falhas47</p><p>Bloqueio do Nervo Mentoniano</p><p>PRADO, 2008</p><p>Bloqueio do Nervo Incisivo</p><p>• Esta técnica está indicada quando se deseja anestesia pulpar dos</p><p>dentes mandibulares anteriores ao forame mentoniano, quando o</p><p>bloqueio do nervo alveolar inferior não estiver indicado ou quando</p><p>não se desejar o bloqueio anestésico do nervo lingual.</p><p>• Nervos anestesiados: nervo incisivo e nervo mentoniano.</p><p>• Áreas anestesiadas:</p><p>▪ Mucosa vestibular anterior ao forame mentual do</p><p>segundo pré-molar até linha média</p><p>▪ Lábio inferior e pelo do mento</p><p>▪ Polpas dos pré-molares, caninos e incisivos</p><p>48</p><p>PRADO, 2008</p><p>Atividade de Fixação</p><p>• Quais técnicas anestésicas devo utilizar para procedimento de exodontia</p><p>da UD 36?</p><p>• Quais técnicas anestésicas devo utilizar para procedimento de exodontia</p><p>da UD 47?</p><p>49</p><p>Referências</p><p>50</p><p>• DE ANDRADE, Eduardo Dias. Terapêutica medicamentosa em odontologia. Artes</p><p>Médicas Editora, 2014.</p><p>• MALAMED SF. Manual de Anestesia Local. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013, 6ª ed.</p><p>• REVISTA FLUMINENSE DE ODONTOLOGIA – ANO XXVII – No 55 – Janeiro /</p><p>Julho 2021</p><p>• PURICELLI, Edela. Técnica anestésica, exodontia e cirurgia dentoalveolar. Porto</p><p>Alegre: Grupo A, 2014.</p><p>• PRADO, Roberto. Cirurgia Bucomaxilofacial: Diagnóstico e Tratamento. [Digite o</p><p>Local da Editora]: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788527733076. Disponível</p><p>em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527733076/.</p><p>Slide 1: Fundamentos para Propedêutica Cirúrgica I</p><p>Slide 2: Técnicas Anestésicas em Odontologia</p><p>Slide 3: Técnicas Anestésicas</p><p>Slide 4: Técnicas Anestésicas</p><p>Slide 5: Técnicas Anestésicas</p><p>Slide 6: Técnicas Anestésicas (Supraperiosteal)</p><p>Slide 7: Supraperiosteal</p><p>Slide 8: Supraperiosteal</p><p>Slide 9: Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>Slide 10: Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>Slide 11: Nervo Alveolar Superior Posterior</p><p>Slide 12: Nervo Alveolar Superior Médio</p><p>Slide 13: Nervo Alveolar Superior Médio</p><p>Slide 14: Nervo Alveolar Superior Anterior</p><p>Slide 15: Nervo Alveolar Superior Anterior</p><p>Slide 16: Bloqueio do Palatino Maior</p><p>Slide 17: Bloqueio do Nasopalatino</p><p>Slide 18: Bloqueio do Nasopalatino</p><p>Slide 19: Infiltração local do palato</p><p>Slide 20: Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>Slide 21: Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>Slide 22: Bloqueio do Nervo Maxilar</p><p>Slide 23: Técnicas Anestesicas - Mandíbula</p><p>Slide 24: Técnicas Mandibulares</p><p>Slide 25: Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27: Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Slide 28: Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Slide 29: Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Slide 30: Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (BNAI)</p><p>Slide 31: Bloqueio do Nervo Lingual</p><p>Slide 32: Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>Slide 33: Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>Slide 34: Bloqueio do Nervo Bucal</p><p>Slide 35: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 36: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 37: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 38: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 39: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 40: Técnica de Gow-Gates</p><p>Slide 41: Técnica de Akinosi</p><p>Slide 42: Técnica de Akinosi</p><p>Slide 43: Técnica de Akinosi</p><p>Slide 44: Técnica de Akinosi</p><p>Slide 45: Técnica de Akinosi</p><p>Slide 46: Bloqueio do Nervo Mentoniano</p><p>Slide 47: Bloqueio do Nervo Mentoniano</p><p>Slide 48: Bloqueio do Nervo Incisivo</p><p>Slide 49: Atividade de Fixação</p><p>Slide 50: Referências</p>