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Unidade teórica sobre Os passos da pesquisa histórica: discute a elaboração do projeto de pesquisa em História, incluindo delimitação do tema (tempo, espaço, universo de análise), relação pesquisador–objeto, formas de registro documental e a presença da subjetividade.

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<p>Métodos de Pesquisa</p><p>em História</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Dr. Vanderlei Elias Nery</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof. Esp. Vera Lídia de Sá Cicaroni</p><p>Os passos da pesquisa histórica</p><p>5</p><p>• Elaboração de Projeto de Pesquisa Histórica</p><p>· O objetivo da unidade é discutir a elaboração do projeto de pesquisa em História.</p><p>Como se trata de pesquisa na área da História, é preciso lembrar que é fundamental</p><p>que se tenha em mente a importância da relação entre pesquisador e o objeto</p><p>pesquisado. É a partir dessa relação que partimos para a definição do tema e dos</p><p>passos da pesquisa histórica.</p><p>Nesta unidade analisaremos os passos da pesquisa histórica, discutindo a elaboração do projeto</p><p>de pesquisa em História.</p><p>Faremos, também, algumas indicações de leituras interessantes para que você compreenda</p><p>melhor o que procuramos apresentar no texto. Não deixe de fazer essas leituras. Com certeza você</p><p>irá achá-las bem interessantes!</p><p>Os passos da pesquisa histórica, você deve estar atento à delimitação do tema, à relação entre</p><p>pesquisador e objeto, às partes que compõem o projeto de pesquisa e à relação orientador-orientando.</p><p>Os passos da pesquisa histórica</p><p>6</p><p>Unidade: Os passos da pesquisa histórica</p><p>Contextualização</p><p>Iniciamos os estudos relativos à disciplina Métodos de Pesquisa em História, tratando do</p><p>tema Os passos da pesquisa histórica.</p><p>Buscamos explicitar o desenvolvimento do projeto de pesquisa e as partes fundamentais</p><p>para a sua elaboração.</p><p>A elaboração do projeto de pesquisa deve ter como fundamento a perspectiva em que a</p><p>problemática deve surgir de uma relação íntima entre sujeito que pesquisa e o objeto pesquisado.</p><p>Partindo dessa concepção, é necessário buscar as várias formas de registro possíveis, sejam</p><p>escritos, orais, etc. Entretanto, é fundamental que o pesquisador perceba que esses documentos</p><p>não são “o real”, mas parte dele.</p><p>7</p><p>Elaboração de Projeto de Pesquisa Histórica</p><p>Aqueles que pesquisam na área das ciências humanas em geral e, em particular, na</p><p>área de história devem reconhecer que a história “deve ser pensada [...] como experiência</p><p>humana e como sua própria narração, interpretação e projeção” (KHOURY, PEIXOTO e</p><p>VIEIRA, 2002, p. 29). As autoras lembram que o passado não se modifica, na verdade “O</p><p>que se modifica é a investigação [...], de acordo com as problemáticas que o investigador se</p><p>coloca no presente, que envolvem sua própria experiência de vida e as concepções das quais</p><p>parte”. Independentemente de o historiador reconhecer, a subjetividade está presente em seu</p><p>trabalho, “influindo na compreensão dos nexos e das relações sociais imbricadas nas formas</p><p>de expressão da atividade humana” (Ibidem).</p><p>Definindo o tema</p><p>Segundo Khoury, Peixoto e Vieira (2002, p. 30), “Definir o tema é pensar o objeto e não</p><p>apenas o assunto”. Para elas, os alunos de graduação, ao iniciarem uma pesquisa, buscam</p><p>responder a inquietações criadas pelo próprio curso ou geradas por sua experiência de vida.</p><p>Segundo Ciro Flamarion Cardoso (s/d, p. 1),</p><p>O caminho que leva de um vago interesse a um tema bem formulado e delimitado</p><p>de pesquisa pode ser longo. No início, o pesquisador poderá dizer coisas como:</p><p>“interessa me a História das rebeliões de escravos”; “gostaria de estudar algo</p><p>sobre a industrialização”; “não me satisfazem os trabalhos existentes sobre o</p><p>caráter do Estado e sua atuação no período X”, etc. Partindo de tais impulsos</p><p>ainda mal definidos, começará uma fase de leituras temáticas e também histórico-</p><p>metodológicas, de sondagens de documentação em arquivos e bibliotecas, de</p><p>entrevistas com historiadores que trabalharam sobre assuntos semelhantes ou</p><p>acerca do mesmo período, etc. Até que, finalmente, se torne possível afirmar</p><p>sem ambiguidade qual é o tema a ser pesquisado, delimitando-o; 1) no tempo;</p><p>2) no espaço; 3) como universo de análise (quer dizer, definindo “o que entra” e</p><p>portanto, o que não entra no estudo que se empreenderá).</p><p>A partir da experiência em sala de aula, Khoury, Peixoto e Vieira (2002, p. 31) demonstram</p><p>“que a postura teórica do aluno, a maneira como se percebe e se insere no social, se expressa</p><p>não só no modo de trabalhar o tema mas também no fato de dirigir seu interesse de pesquisa</p><p>para este ou aquele tema”. Os alunos buscam respostas para questões postas pelo curso e não</p><p>respondidas ou, então, para “questões colocadas pela sua experiência de vida”.</p><p>Segundo as autoras, quando os alunos-pesquisadores partem de questões postas pelo curso,</p><p>em geral, eles “partem de uma visão de história que identifica a produção do conhecimento com</p><p>um real que lhe é externo, não a percebendo como construção”. Elas citam, como exemplo,</p><p>as pesquisas em torno da Semana de Arte Moderna de 1922, como tantos outros temas</p><p>já cristalizados. Nesses casos, os alunos-pesquisadores “buscam [...] uma maior quantidade</p><p>de dados que completem um conhecimento histórico ‘objetivo’, ‘verdadeiro’, que já está à</p><p>disposição” (KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 31-32).</p><p>8</p><p>Unidade: Os passos da pesquisa histórica</p><p>Como nessa perspectiva não questionam as relações de poder que estão cristalizadas nos</p><p>temas e marcos definidos, acabam por perpetuar as relações de poder também já cristalizadas.</p><p>Tais temas já trazem consigo uma relação de poder, uma carga de significados,</p><p>que lhe foram atribuídos pelos atores no exercício de sua prática política. Trazem</p><p>também um aval da própria historiografia que a endossa. Dessa forma tais temas</p><p>são suportes de práticas concretas, com interesses concretos, detectáveis, mas</p><p>que aparecem sob a chancela da objetividade, que escamoteia o lugar de onde a</p><p>historiografia fala.</p><p>(KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 32).</p><p>Falta, nessa perspectiva, o desvendamento das condições históricas dessa produção seja em</p><p>relação ao poder que representa, ao discurso acadêmico ou à produção do discurso.</p><p>Segundo Koury, Peixoto e Vieira, quando os alunos-pesquisadores buscam responder a</p><p>questões colocadas pela própria experiência de vida, como atividade profissional, militância,</p><p>etc., em geral eles “correm o risco de dar um tratamento muito ascético a esse tema,</p><p>esvaziando-o de seu conteúdo social e político” (KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 33).</p><p>Para as autoras, isso decorre da preferência dada a bibliografias e reflexões teóricas em</p><p>detrimento da análise de documentos (fontes) dos atores concretos. Essa forma de fazer história</p><p>“traz implícita a valorização da teoria capaz de conduzir o conhecimento e capaz de garantir o</p><p>padrão científico, a objetividade. Nesse caso, a historiografia é vista como o próprio real, ou</p><p>expressão do real” (KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 34).</p><p>Um exemplo que nos ajuda a entender a questão é a luta pela terra no Brasil na década de</p><p>1960. Se buscarmos o entendimento apenas com base na bibliografia e nas reflexões teóricas</p><p>disponíveis, não daremos voz aos sujeitos concretos: latifundiários, posseiros, movimentos</p><p>sociais. Para que o pesquisador dê voz aos atores concretos, “a problemática deve surgir</p><p>de uma relação íntima entre o sujeito que pesquisa e o objeto pesquisado e, através dele,</p><p>como os sujeitos sociais que experimentaram a questão da terra” (KHOURY, PEIXOTO e</p><p>VIEIRA, 2002, p. 34). Para tanto é necessário buscar as várias formas de registros possíveis,</p><p>sejam escritos, orais, etc. Entretanto, é fundamental que o pesquisador perceba que esses</p><p>documentos não são o real, mas parte dele, que foram</p><p>[...] produzidos segundo determinados interesses e valores. Por aí o pesquisador</p><p>estará tentando perceber qual a problemática que estava em jogo, não impondo</p><p>uma problematização a partir de critérios externos, percebendo a intersecção de</p><p>vários tempos simultâneos na construção desse objeto ao qual estão ligados tanto</p><p>aos sujeitos do presente – inclusive o pesquisador – quanto aos do passado.</p><p>(KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 34).</p><p>A delimitação do tema, geralmente, é feita progressivamente. A pesquisa de vários registros</p><p>produzidos por atores concretos possibilita ao pesquisador</p><p>a delimitação mais apurada do</p><p>tema, pois esses materiais lhe dão pistas reais do tema pesquisado. Essas “leituras” podem</p><p>levar também à redefinição do tema. A experiência tem demonstrado que “o caminho da</p><p>pesquisa conduz a uma redefinição do tema, no sentido mesmo da sua alteração” (KHOURY,</p><p>PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 36).</p><p>Para Ciro Flamarion Cardoso, é importante observar quatro critérios que são fundamentais</p><p>para definição do tema: critério de relevância, de viabilidade, de originalidade e de interesse</p><p>pessoal. O primeiro critério subdivide-se em dois: relevância social e científica. Citando Lucien</p><p>9</p><p>Fevbre, o autor lembra</p><p>[...] que a História é ao mesmo tempo a ciência do passado e a ciência do presente:</p><p>é a forma pela qual o historiador atua na sua época, na sua sociedade, e deve</p><p>ajudar a explicar o social no presente (e, por isto, auxiliar a preparação do futuro).</p><p>Assim, a escolha de temas de pesquisas históricas deve estar atenta às prioridades</p><p>sociais do momento que se vive.</p><p>(CARDOSO, s/d, p. 1-2).</p><p>Em relação à relevância científica, o autor afirma que “a ciência histórica, como as demais,</p><p>evolui e em cada etapa redefine os objetos, conceitos, prioridades e possibilidades”. Para ele,</p><p>é preciso fugir das modas científicas, “é preciso saber responder seletivamente às pressões</p><p>do meio acadêmico, descartando a tentação de aderir a modas que no fundo têm pouca</p><p>consistência” (CARDOSO, s/d, p. 2).</p><p>Para Ciro Flamarion Cardoso, em relação ao critério de relevância, deve-se observar que</p><p>não basta que um tema seja interessante e válido. O pesquisador precisa estar atento para</p><p>a possibilidade de “pesquisá-lo com os recursos a que se tem acesso”. Segundo o autor “O</p><p>critério de viabilidade se refere a: 1) recursos humanos; 2) financiamento e recursos materiais;</p><p>3) tempo disponível para realizar o trabalho” (CARDOSO, s/d, p. 2).</p><p>O pesquisador deve ter em mente que a escolha do tema deve estar ajustada às condições</p><p>para realização da pesquisa, portanto ele deve estar atento para não escolher temas que</p><p>ultrapassem sua capacidade real para realização da pesquisa.</p><p>Outro critério importante apontado pelo autor é o de originalidade. Para ele, o pesquisador</p><p>deve buscar temas ainda não estudados, preenchendo, assim, lacunas do conhecimento, ou</p><p>pesquisar “temas já estudados: a) com documentação radicalmente renovada; b) partindo</p><p>de enfoques teórico-metodológicos distintos; c) rebatendo teses anteriormente aceitas”</p><p>(CARDOSO, s/d, p. 3).</p><p>Em relação ao critério de interesse pessoal, o autor lembra que temas que interessam ao</p><p>pesquisador dão maior rendimento ao trabalho e devem ser explicitados no projeto de pesquisa.</p><p>Introdução</p><p>É o início do texto e deve conter o tema que será desenvolvido e o problema a ser analisado.</p><p>É preciso especificar os objetivos e mencionar a organização do texto, em partes ou capítulos,</p><p>demonstrando o que será abordado em cada parte ou capítulo. A introdução deve ser breve,</p><p>um texto curto e enxuto que apresente o trabalho para o leitor e motive-o à leitura.</p><p>Justificativa</p><p>Na justificativa, deve ser demonstrado ao leitor por que o trabalho é importante, qual a</p><p>relevância do problema ou da questão com a qual se está trabalhando.</p><p>10</p><p>Unidade: Os passos da pesquisa histórica</p><p>Problematização</p><p>O historiador deve sempre ter em mente que a história é experiência humana e que é marcada</p><p>pela divisão de classe e de lutas, “vivida a partir de necessidades, interesses e antagonismos”.</p><p>Portanto o pesquisador deve “situá-la como um campo de possibilidades em que várias propostas</p><p>estão em jogo” (KHOURY, PEIXOTO e VIEIRA, 2002, p. 37).</p><p>Nessa perspectiva, é necessário colocar a problematização a partir dos agentes concretos, “do</p><p>passado, a partir das questões que o presente coloca ao pesquisador” (KHOURY, PEIXOTO e</p><p>VIEIRA, 2002, p. 37).</p><p>Segundo Khoury, Peixoto e Vieira (2002, p. 38),</p><p>A problematização é contínua, acompanhando o trabalho todo: é o movimento</p><p>constante que vai do empírico à teoria e vice-versa, demandando a elaboração ou</p><p>reelaboração de noções, conceitos, categorias de análise, porque tais elementos,</p><p>por mais abstratos que sejam, surgem de engajamentos empíricos e do diálogo</p><p>com as evidências.</p><p>Objetivos</p><p>Segundo Ciro Flamarion Cardoso, todo projeto deve enunciar os objetivos da pesquisa. Um</p><p>projeto de pesquisa deve conter objetivos gerais e específicos. Para o autor, os objetivos podem ser:</p><p>1) científicos; 2) pedagógicos (uma dissertação de mestrado, por exemplo, é um</p><p>exercício de pesquisa e visa à obtenção de um título acadêmico); 3) outros: o</p><p>projeto de História pode ser parte de outro maior no qual intervêm sociólogos,</p><p>antropólogos, geógrafos, etc., ou pode estar voltado para algum tipo de atuação</p><p>posterior (embora isto ocorra raramente).</p><p>(CARDOSO, s,d, p. 3).</p><p>É importante ressaltar que os objetivos devem estar expostos de forma clara e breve e, segundo</p><p>o PROCAM (2000, s,p.),</p><p>Os objetivos gerais estão relacionados aos resultados mais abrangentes para os</p><p>quais o projeto pretende contribuir. Já os objetivos específicos devem definir</p><p>exatamente o que você espera atingir até o final do trabalho. Obviamente os</p><p>objetivos estão relacionados ao problema/questão que motivou a realização do</p><p>seu trabalho. Os objetivos específicos podem incluir também os produtos que se</p><p>espera gerar com a execução do trabalho. Ou ainda, a definição do “público-alvo”</p><p>do projeto. Quanto maior a clareza sobre os objetivos específicos, mais fácil será</p><p>a execução do trabalho.</p><p>11</p><p>Metodologia da Pesquisa</p><p>Segundo Cativo, (s,d, s,p.),</p><p>É o caminho traçado para atingir os objetivos do projeto. É a explicação minuciosa,</p><p>detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do</p><p>trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado</p><p>(questionário, entrevista etc.), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da</p><p>divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de</p><p>tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.</p><p>Para o PROCAM (2000, s,p.), devemos</p><p>[...] elaborar um conjunto de procedimentos que, articulados numa sequência</p><p>lógica, permitam atingir os objetivos preestabelecidos pelo projeto. É muito</p><p>importante estar atento à coerência lógica dos procedimentos adotados e a sua</p><p>relação com os objetivos do projeto. Se os seus objetivos específicos estiverem</p><p>claramente definidos, será muito mais fácil elaborar a metodologia de seu projeto.</p><p>Para Ciro Flamarion Cardoso, a metodologia da pesquisa não deve ser</p><p>[...] uma exposição erudita acerca dos diversos métodos que serão</p><p>empregados (incluindo as técnicas), e sim de uma especificação breve e muito</p><p>concreta de como se pretende verificar as hipóteses que foram formuladas,</p><p>partindo da documentação disponível; será preciso, sem dúvida, referir-se</p><p>tanto a opções metodológicas amplas quanto a técnicas bem definidas, mas</p><p>em forma breve e pertinente.</p><p>Cronograma e Referências</p><p>É o plano de trabalho, a demonstração de como serão executadas as atividades demonstradas</p><p>na metodologia do projeto de pesquisa. É necessário apresentar as semanas, meses, ou seja,</p><p>o tempo de desenvolvimento da pesquisa.</p><p>Para Ciro Flamarion Cardoso (s,d, p. 6), o cronograma de execução “Consiste na</p><p>especificação do tempo que se pretende empregar em cada fase do processo de pesquisa</p><p>posterior à elaboração do projeto. O melhor é elaborá-lo na forma de um quadro”.</p><p>12</p><p>Unidade: Os passos da pesquisa histórica</p><p>O processo de Orientação</p><p>[...] para que o processo de orientação seja bem-sucedido, e o orientando</p><p>seja estimulado, esclarecido e conduzido para o alcance dos objetivos</p><p>da pesquisa, é recomendável que o orientador desenvolva competências</p><p>nas dimensões: técnica, psicossocial e conceitual. Essas competências</p><p>envolvem conhecimentos, habilidades e atitudes na condução do orientando</p><p>ao processo de descobrimento da realidade, busca ou produção de</p><p>conhecimento e capacitação para o desenvolvimento de pesquisas.</p><p>(EDITORIAL, 2007, p. 413).</p><p>Gulassa demonstra que existem poucas pesquisas focadas na relação orientador-orientando.</p><p>Para o autor, muitos alunos reclamam da falta de contato com os orientadores e acabam sentindo-</p><p>se perdidos. Para que o processo de orientação seja construtivo, é necessário que “as funções de</p><p>cada uma das partes” estejam bem defi nidas. “Caso contrário, cada um desempenhará sua função</p><p>à sua maneira, baseando-se em experiências passadas ou em juízo de valores, tornando frágil</p><p>uma relação em que sua qualidade pode ser determinante para o sucesso ou o fracasso do aluno”</p><p>(GULASSA, 2013, p. 83).</p><p>Fonte: Thinkstock/Getty Images</p><p>#ParaTodosVerem: em um quadrado temos a imagem de uma lâmpada acesa que flutua acima da mão de</p><p>um homem que está de frente para quem olha a imagem. O fundo da imagem é azul clara e só visualizamos</p><p>o ombro e a mão esquerda desse homem que veste uma camisa azul da manga longa. Fim da descrição.</p><p>Partindo da importância da relação orientador-orientando, o autor define quatro modalidades</p><p>de orientação. São elas:</p><p>(1) enciclopédica: o orientador é visto como a luz e o saber, e o orientando,</p><p>como depositário do conhecimento; (2) contemplativa: a relação não é</p><p>importante e orientando é visto como um “aparelho receptivo passivo” de</p><p>conhecimento; (3) de latência: há envolvimento ativo, simétrico e equivalente</p><p>entre orientador e orientando, tornando-os coautores da pesquisa (o</p><p>que, para Setúbal, pode ser prejudicial à autonomia do orientando); e (4)</p><p>interativa: prioriza a relação entre ambos, mas de forma assimétrica – o</p><p>orientando é mais ativo e faz a maior parte do trabalho.</p><p>(GULASSA, 2013, p. 84).</p><p>O autor defende a orientação interativa, pois, como demonstrado, é o orientando que</p><p>realiza a maior parte do trabalho, porém em uma relação bem definida com o orientador.</p><p>13</p><p>Fonte: slideplayer.com.br</p><p>#ParaTodosVerem: temos um slide parecido com um de powerpoint com fundo preto. Nele está escrito</p><p>um título em amarelo: Relação orientando e orientador” em fonte um pouco maior que o texto a seguir.</p><p>São três parágrafos: Primeiro parágrafo: É uma relação de enriquecimento recíproco, pressupõe um tra-</p><p>balho conjunto em que ambas as partes crescem. Segundo parágrafo: Não se espera do orientador que</p><p>ele reescreva capítulos, que ele indique bibliografias ou informe fontes. Terceiro parágrafo: Espera-se</p><p>dele a sugestão de pistas, de caminhos a serem seguidos ajudando a clarear a proposta de pesquisa. Fim</p><p>da descrição.</p><p>Gulassa (2013, p. 91), ressalta, ainda, que,</p><p>Para um processo de orientação bem-sucedido, é importante que normas gerais</p><p>e responsabilidades sejam esclarecidas para todos os envolvidos. É aconselhável</p><p>pelo menos um contrato verbal e desejável um por escrito. Assim, cada parte sabe</p><p>o que deve fazer e o que esperar da outra, sem gerar burocracia e obstáculos para</p><p>a viabilidade do trabalho.</p><p>14</p><p>Unidade: Os passos da pesquisa histórica</p><p>Material Complementar</p><p>Vídeos:</p><p>“Ligado na Aula” Elaboração do Projeto de Pesquisa: https://youtu.be/XucmEDw3-3Y</p><p>Cantinho da Histó ria 47: metodologia - projeto cientí fico: https://youtu.be/epbSyjRZju0</p><p>Como elaborar o Trabalho Final a partir do Projeto de Pesquisa: https://youtu.be/aS3CkobF7M8</p><p>Leituras:</p><p>http://www.gerenciamento.ufba.br/Disciplinas/Metodologia/ElaboracaoProjetodePesquisa.pdf</p><p>http://www.uff.br/labpsifundamental/arquivos/Consideracoes%20sobre%20a%20elaboracao%20de%20proje-</p><p>to%20de%20pesquisa%20em.pdf</p><p>http://200.17.83.38/portal/upload/com_arquivo/metodologia_da_pesquisa_e_elaboracao_de_dissertacao.pdf</p><p>15</p><p>Referências</p><p>CARDOSO, Ciro Flamarion. Como elaborar um projeto de pesquisa. UFF. Centro de</p><p>Estudos Gerais. Instituto de Ciências Humanas. Área de História. Programa de Pós-Graduação</p><p>em História. s,d. Disponível: http://www.historia.uff.br/stricto/files/CARDOSO_Ciro_</p><p>Como_elaborar_projeto_pesquisa.pdf, consultado em 18/03/2015.</p><p>CATIVO, Jorge. Como fazer a metodologia em um projeto? Biblioteconomia Digital.</p><p>Disponível em: http://biblioteconomiadigital.blogspot.com.br/2010/07/como-fazer-</p><p>metodologia-em-um-projeto.html, consultado em 16/03/2015.</p><p>EDITORIAL. O papel do professor na orientação de trabalho científico. UFPR.</p><p>Cogitare Enferm, Out/Dez; 2007, p. 413. Disponível em: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.</p><p>php/cogitare/article/viewFile/10062/6917, consultado em 16/03/2015.</p><p>GULASSA, Daniel, et al. Considerações para o processo de orientação de monografia</p><p>em psicodrama. Rev. bras. Psicodrama. vol. 12, nº 1, São Paulo: 2013.</p><p>KHOURY, Yara Maria Aun, PEIXOTO, Maria do Rosário da Cunha & VIEIRA, Maria do Pilar</p><p>de Araújo. A Pesquisa em História. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2002.</p><p>PROCAM. Como elaborar um projeto de pesquisa. São Paulo: USP, 2000. Disponível</p><p>em: http://prpg.usp.br/dcms/uploads/arquivos/procam/como%20elaborar%20seu%20</p><p>projeto.pdf, consultado em 16/03/2015.</p><p>SÁ-SILVA, Jackson Ronie, ALMEIDA, Cristóvão Domingos de & GUINDANI, Joel Felipe.</p><p>Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas. Revista Brasileira de História e</p><p>Ciências Sociais, São Leopoldo, ano 1, nº 1, jul., 2009.</p>

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