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<p>SAÚDE E DROGAS NA ADOLESCÊNCIA E NO CONTEXTO ESCOLAR</p><p>Anna Christina Royer de Oliveira1;</p><p>Emanoelli Camatta de Souza Abreu2;</p><p>Fernanda Gabriela Celestino Dias3;</p><p>Geovanna Queiroz Matara4</p><p>Resumo: O presente trabalho analisou as causas e impactos do uso de substâncias</p><p>psicoativas em adolescentes conhecidos pela literatura, baseando-se na análise estatística</p><p>de dados da amostra 1 da Pesquisa Nacional de Saúde em Escolares de 2015 realizada por</p><p>Malta e colaboradores (2018), onde a substância mais utilizada entre os investigados foi o</p><p>álcool, predominante em meninas, e variáveis voltadas ao bom relacionamento com a</p><p>família e possuir amigos foram consideradas protetoras em relação ao uso de substâncias.</p><p>Palavras-chaves: Substâncias psicoativas, adolescentes, álcool.</p><p>Introdução</p><p>O uso de substâncias psicoativas entre adolescentes, especialmente no contexto</p><p>escolar, é uma questão preocupante de saúde pública que envolve uma série de fatores</p><p>sociais, familiares e de saúde mental. Durante a adolescência, fase marcada por intensas</p><p>transformações físicas, emocionais e sociais, o indivíduo pode estar mais vulnerável à</p><p>experimentação e ao consumo de drogas como álcool, tabaco e outras substâncias ilícitas</p><p>(Malta et al., 2018). O ambiente escolar, sendo um espaço de socialização e</p><p>desenvolvimento, é um cenário crítico para a análise desses comportamentos e seus impactos</p><p>na saúde e no bem-estar dos jovens. O início precoce do consumo de substâncias psicoativas</p><p>pode levar a diversos problemas de saúde física e mental, além de prejudicar o desempenho</p><p>acadêmico e as relações familiares e sociais. Fatores como a supervisão familiar, o apoio</p><p>social e as condições emocionais do adolescente desempenham um papel importante na</p><p>prevenção ou no incentivo ao uso dessas substâncias (Mariano e Chasin, 2019). Compreender</p><p>os mecanismos pelos quais esses fatores influenciam o comportamento dos adolescentes é</p><p>essencial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção e políticas públicas eficazes</p><p>no enfrentamento dessa questão.</p><p>1 Graduanda em Ciências Biológicas – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, UNESP – e-mail: anna.royer@unesp.br</p><p>2Graduanda em Ciências Biológicas – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, UNESP – e-mail: emanoelli.camatta@unesp.br</p><p>3Graduanda em Ciências Biológicas – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, UNESP – e-mail: fernanda.gc.dias@unesp.br</p><p>4Graduanda em Ciências Biológicas – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, UNESP – e-mail: geovanna.matara@unesp.br</p><p>mailto:anna.royer@unesp.br</p><p>mailto:emanoelli.camatta@unesp.br</p><p>mailto:fernanda.gc.dias@unesp.br</p><p>mailto:geovanna.matara@unesp.br</p><p>Objetivos</p><p>Malta e colaboradores (2018) tiveram como objetivos a partir da realização deste trabalho:</p><p>estimar as prevalências do uso de substâncias psicoativas depressoras e estimulantes do Sistema</p><p>Nervoso Central (Mariano e Chasin, 2019) em alunos matriculados nas redes pública e privada de</p><p>ensino em todo o Brasil, comparando assim as três edições da Pesquisa Nacional de Saúde dos</p><p>Escolares (PeNSE) correspondentes aos anos de 2009, 2012 e 2015, além de investigar os fatores</p><p>associados (questões sociodemográficas, situações em família e saúde mental) ao uso de</p><p>substâncias psicoativas pelos alunos participantes da PeNSE em 2015.</p><p>Metodologia</p><p>Foram analisados dados da amostra 1 da Pesquisa Nacional de Saúde dos Escolares de 2015,</p><p>seguindo o método estatístico de corte transversal realizado pelo IBGE em parceria com o</p><p>Ministério da Saúde, o qual é voltado para a realização de comparação e indicação de diferenças</p><p>entre dados. Assim, o público-alvo a ser investigado foram alunos participantes da pesquisa no ano</p><p>de 2015, os quais estivessem matriculados e frequentando regularmente o nono ano do Ensino</p><p>Fundamental de escolas públicas ou privadas em qualquer unidade federativa ou no Distrito</p><p>Federal, tendo participado da amostra 1 um total de 102.301 estudantes, em 3.040 escolas</p><p>brasileiras e 4.159 turmas distintas, no ano de 2015 (Malta et al., 2018).</p><p>Para realizar a análise dos dados coletados pela PeNSE, foram determinados inicialmente</p><p>alguns estágios de seleção de Unidades de Amostragem (primárias, secundárias e terciárias) para</p><p>otimizar o processo, de forma que primeiro foram separados os municípios ou grupos de</p><p>municípios, seguidos das escolas e por fim as turmas, onde os alunos de cada turma formaram a</p><p>amostra em cada estrato. Foram elaboradas três questões-base para analisar: o uso atual de tabaco,</p><p>(“Nos últimos 30 dias, em quantos dias você fumou cigarros?”); (“Nos últimos 30 dias, em quantos</p><p>dias você tomou pelo menos 1 copo ou uma dose de bebida alcoólica?”); e a experimentação de</p><p>drogas ilícitas (“Alguma vez na vida, você já usou alguma droga, tais como: maconha, cocaína,</p><p>crack, cola, loló, lança perfume, ecstasy, oxy, etc.?”) (Malta et al., 2018).</p><p>Dessa forma, a análise das unidades de amostragem foi realizada por Malta e colaboradores</p><p>(2018) calculando a prevalência do uso de drogas e o teste estatístico do χ2 de Pearson com nível de</p><p>significância de 0,05, utilizando variáveis relacionadas, no qual cada variável apresentava diferentes</p><p>categorias de possibilidade de resposta no questionário que foi aplicado aos estudantes através de</p><p>um smartphone devidamente supervisionado por pesquisadores.</p><p>Resultados</p><p>Figura 2. Prevalência e evolução do consumo de substâncias (tabaco, álcool e outras drogas) por escolares do</p><p>nono ano do ensino fundamental por ano de realização da pesquisa. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar,</p><p>Brasil, 2009, 2012, 2015</p><p>Em relação ao uso do tabaco, não foi observada prevalência de sexo, sendo que alunos de</p><p>14, 15 e 16 anos apresentaram os maiores índices de consumo. Os estudantes que trabalham</p><p>apresentaram uma maior probabilidade de uso do tabaco, já alunos de cor amarela apresentaram</p><p>uma menor probabilidade ao consumo da droga. As relações familiares e o contexto emocional no</p><p>qual os alunos estão inseridos se mostraram bastante influentes no consumo dessas substâncias. Os</p><p>estudantes que afirmaram residir com a mãe e/ou pai, realizar refeições com a família e ter</p><p>supervisão familiar e/ou seus pais saberem o que eles faziam no tempo livre, apresentaram menores</p><p>chances de uso de tabaco. Por outro lado, alunos que relataram faltar às aulas sem autorização dos</p><p>pais, sentir-se solitários, ter insônia e não ter amigos, apresentaram maior probabilidade de</p><p>tabagismo.</p><p>No que se refere ao uso do álcool, ele permanece positivamente mais associado ao sexo</p><p>feminino, sendo que os alunos com menos de 13 anos e mais de 14 apresentaram maior chance de</p><p>consumo de álcool em relação aos de 13 anos. Estudante de cor branca e aqueles que trabalham</p><p>apresentaram maior chance de beber. Assim como no uso de tabaco, o contexto familiar também se</p><p>mostrou atuante no consumo de bebidas alcoólicas: alunos que afirmaram residir com mãe e/ou pai,</p><p>fazer refeições com os pais 5 vezes por semana e ter supervisão familiar apresentaram menor</p><p>chance de consumo de álcool. Entretanto, alunos que realizavam de 3 a 4 refeições semanais com os</p><p>pais apresentaram um maior uso de álcool. Alunos que disseram faltar às aulas sem autorização dos</p><p>pais, sentir-se solitários e ter insônia, apresentaram maior probabilidade ao consumo de álcool. Não</p><p>ter amigos apresentou-se protetor ao uso da droga.</p><p>No que diz respeito ao uso de drogas ilícitas, estudantes com menos de 13 anos e mais de 14</p><p>apresentaram maior chance de utilizar drogas comparado ao grupo de 13 anos. Alunos de cor</p><p>branca foram os que apresentaram maior chance de experimentar, assim como aqueles que</p><p>trabalham. O contexto familiar se mostrou protetor em relação à experimentação de drogas:</p><p>adolescentes que afirmaram residir com pai e/ou mãe, fazer 5 ou mais refeições com os pais por</p><p>semana e ter supervisão familiar, apresentaram menor chance de usar drogas. Em contrapartida,</p><p>faltar às aulas sem autorização dos pais mostrou maior chance de experimentar drogas, assim como</p><p>os indicadores de saúde mental:</p><p>sentir-se solitário, ter insônia e não ter amigos.</p><p>Discussão</p><p>Em 2015, a PeNSE indicou o álcool como substância psicoativa mais utilizada entre os</p><p>jovens. Por volta de um quarto deles a utilizam, destacando-se as meninas. No entanto, em 2009 o</p><p>número de adolescentes que usavam álcool era maior. Por volta de 5% dos estudantes admitiram o</p><p>uso de tabaco alguma vez, e cerca de 10% descreveram o uso de drogas ilícitas. O grande uso de</p><p>álcool entre os jovens pode estar diretamente ligado a cultura do nosso país, que apresenta o</p><p>consumo dessa substância como um fator importante na socialização de grupos de amigos, além de</p><p>ser muito propagado por diversas formas de mídia. O consumo de tabaco, no entanto, apresentou</p><p>diminuição desde 2009. Isso pode ser ligado aos diversos esforços para diminuição do consumo de</p><p>tal droga pela população geral feitos pelo governo (Malta et al., 2018).</p><p>Alguns estudos realizados na Argentina e no Chile demonstraram que o uso de álcool é um</p><p>pouco maior entre as meninas de 13 a 15 anos, assim como no Brasil. Porém durante a fase adulta,</p><p>o consumo aumenta entre o sexo masculino. Isso pode estar relacionado com as mudanças na</p><p>percepção dos gêneros e consequentemente um aumento do uso de álcool por meninas jovens</p><p>(Malta et al., 2018). Os principais efeitos causados pelo uso agudo de álcool são: fala arrastada,</p><p>incoordenação motora, auto confiança aumentada e euforia. A grande maioria das pessoas tendem a</p><p>ficar mais verbais que antes, porém há também aquelas que se tornam mais quietas e reservadas</p><p>(Mariano e Chasin, 2019).</p><p>Um dos fatores que aparentou afastar os estudantes das drogas foi a relação com a família.</p><p>Características como morar junto aos pais, ter refeições em família e a própria supervisão dos</p><p>familiares foram associados a alunos que não utilizavam nenhum tipo de droga. Em contrapartida,</p><p>relações negativas e abusivas com a família podem aumentar a chance de uso. Ter exposição a</p><p>familiares que consomem drogas aumenta a chance do uso nos adolescentes, assim como traumas</p><p>relacionados a família como abuso sexual e violência doméstica por exemplo (Malta et al., 2018).</p><p>O grupo de amigos tem papel parecido ao da família, sendo que quando os jovens se sentem</p><p>isolados, há o aumento da chance de consumo, principalmente de tabaco. Estudantes que tinham</p><p>que trabalhar também estavam diretamente ligados ao uso. A utilização de drogas demonstrou</p><p>relação com o sentimento de solidão e também insônia. O uso de álcool apresentou ter relação com</p><p>um maior ciclo de amigos, e o tabaco, com um menor (Malta et al., 2018).</p><p>Quando é levado em conta a cor dos alunos, os estudantes brancos são associados com</p><p>maior chance de uso de todas as substâncias mencionadas. Um fator que deve ser mencionado é que</p><p>os jovens brancos geralmente têm uma situação financeira mais elevada em relação aos colegas, o</p><p>que possibilita maior acesso a essas drogas (Malta et al., 2018).</p><p>É possível afirmar que as substâncias psicotrópicas são capazes de alterar o comportamento</p><p>pois agem diretamente sobre o sistema nervoso central, atuando na atividade metabólica das células</p><p>neurológicas e podendo levar até mesmo a morte celular e consequentemente a degeneração</p><p>cerebral (Mariano e Chasin, 2019).</p><p>Algumas ressalvas devem ser feitas: as amostras de 2009 foram feitas somente nas capitais;</p><p>os dados são coletados por autorrelato, estando sujeito a interpretação de cada aluno; os dados</p><p>foram coletados somente em alunos que estavam presentes na escola, sugerindo que o número real</p><p>de jovens que já utilizaram ou utilizam drogas possa ser maior devido a ausência frequente ser um</p><p>indicador do possível uso de substâncias (Malta et al., 2018).</p><p>Considerações finais</p><p>O impacto das substâncias psicotrópicas no sistema nervoso central, resultando em</p><p>alterações comportamentais e potenciais danos irreversíveis à saúde física e mental, reforça a</p><p>urgência de estratégias preventivas e educativas associadas ao uso de drogas entre adolescentes.</p><p>Especificamente a elevada prevalência de consumo de bebidas alcoólicas, especialmente entre as</p><p>meninas, e ligado a fatores como idade, cor da pele branca, trabalho e indicadores de saúde mental,</p><p>evidencia a necessidade de medidas para grupos de maior risco e, ainda, a importância da família</p><p>como fator protetor que pode reduzir significativamente o consumo de substâncias psicoativas.</p><p>Inquéritos como a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) são fundamentais para</p><p>apoiar políticas de promoção da saúde e para o monitoramento contínuo de comportamentos de</p><p>risco nessa faixa etária, permitindo o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes, como a</p><p>fiscalização rigorosa da venda e propaganda de drogas lícitas para menores. Compreendendo a</p><p>escola como um ambiente capaz de oferecer suporte emocional e psicossocial aos alunos,</p><p>programas de educação sobre os efeitos das drogas e o desencorajamento de seu uso são</p><p>estritamente importantes para a criação de uma cultura de prevenção e conscientização desde cedo,</p><p>promovendo a saúde e o bem-estar dos jovens.</p><p>Referências</p><p>Malta, D. C. et al. Uso de substâncias psicoativas em adolescentes brasileiros e fatores associados:</p><p>Pesquisa Nacional de Saúde dos Escolares, 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 21, p.</p><p>1-16, 2018.</p><p>Mariano, Thaís Oliveira; Chasin, Alice A. M. Drogas psicotrópicas e seus efeitos sobre o Sistema</p><p>Nervoso Central. Centro de Pós-Graduação Oswaldo Cruz, Faculdades Oswaldo Cruz, São Paulo -</p><p>SP. 2019.</p>

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