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<p>12</p><p>FACULDADE MULTIVIX DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM</p><p>RENAN CABRAL DE VALOIS</p><p>A ENGENHARIA MECÂNICA RELACIONADA À PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL</p><p>CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM – ES</p><p>2024</p><p>FACULDADE MULTIVIX DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM</p><p>RENAN CABRAL DE VALOIS</p><p>A ENGENHARIA MECÂNICA RELACIONADA À PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL</p><p>Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título especialista em Bacharelado em Engenharia Mecânica.</p><p>CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM – ES</p><p>2024</p><p>A ENGENHARIA MECÂNICA RELACIONADA À PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL</p><p>Renan Cabral de Valois¹, Isaias Pereira Seraco²</p><p>¹Acadêmico ao curso de Bacharelado em Engenharia Mecânica</p><p>² Orientador de Metodologia Científica Aplicada a Engenharia Mecânica — Docente Multivix — Cachoeiro de Itapemirim</p><p>1.INTRODUÇÃO</p><p>Os diversos setores sociais atualmente enfrentam o desafio de articular o desenvolvimento com a aplicação de práticas adequadas no quesito ambiental e social. O aumento do consumo de bens materiais contribui para a crescente quantidade de resíduos gerados nas atividades comerciais. A prática de um sistema de gestão ambiental eficiente possibilita o desenvolvimento, organização, coordenação e monitoramento das atividades organizacionais relacionadas ao meio ambiente correlacionadas à conformidade e redução de resíduos (CORREIA, 2006).</p><p>Independente da área em questão, o desenvolvimento sustentável, ou seja, a sustentabilidade é um dos pilares de toda a sociedade moderna e ela pode se manifestar de diversas maneiras, principalmente através de projetos que tratam de inovações.</p><p>Uma área como a engenharia mecânica, no caso, é indissociável da questão das inovações, visto que um dos objetivos da engenharia mecânica é justamente o de possibilitar avanços e modernizações na área mecânica.</p><p>O objetivo do estudo será de mostrar como a evolução das máquinas e dos equipamentos agrícolas, ajudam na colheita e na produção de alimentos no Brasil, tanto na importação como no consumo da sociedade brasileira.</p><p>A criação de projetos mecânicos pode desempenhar um papel fundamental na promoção da sustentabilidade ambiental. Através da aplicação de princípios de design sustentável e da consideração de aspectos ambientais durante todas as fases do projeto, é possível minimizar o impacto negativo no meio ambiente e maximizar a eficiência dos sistemas mecânicos.</p><p>E a problemática que envolveu tal trabalho será o porquê de ainda há um grande desafio para que a engenharia mecânica promovam a criação de produtos que não apenas atendam às demandas do mercado, mas também incorporem a excelência e a responsabilidade ambiental?</p><p>E as oficinas mecânicas geram quantidades significativas de produtos descartados, que juntamente com a falta de uma gestão ambiental precisa, são, em muitos casos, dispostos de maneira inadequada no solo sem o correto tratamento e reaproveitamento, sendo prejudicial ao meio ambiente. Além dos resíduos sólidos gerados, tem-se a limpeza da empresa, lavagem das peças e hábitos de higiene que somado à atividade muito comum no setor de troca de óleo lubrificante, contribui para geração de efluentes potencialmente poluidores (SILVA, 2011).</p><p>Onde tal escolha temática se justificou através da importância da Engenharia Mecânica e da tecnologia na promoção da sustentabilidade ambiental, visto que por meio de inovações e desenvolvimento de máquinas, é possível criar soluções mais eficientes, limpas e sustentáveis para diversos setores da sociedade, onde a aplicação de tecnologias avançadas contribuem para reduzir o impacto ambiental de atividades industriais e diárias, sendo possível projetar e fabricar máquinas mais eficientes em termos de consumo de energia, redução de resíduos e emissões de poluentes. Além disso, a aplicação de novos materiais, como os biocompósitos (origem natural) e os materiais reciclados, contribuindo para a redução da exploração de recursos naturais e para a diminuição do desperdício.</p><p>E como metodologia o estudo foi efetivado em uma pesquisa bibliográfica: como o próprio nome diz se fundamenta a partir do conhecimento disponível em fontes bibliográficas, principalmente livros e artigos científicos. Este trabalho de conclusão de curso utilizou os métodos de pesquisa científica, descritiva e quantitativa. Devido à variação de artigos e a utilização de vários autores para com esse projeto as informações colhidas foram das datas entre 2000 e 2024, com buscas realizadas em bases de dados online e sites especializados. É importante ressaltar que a intenção da variação de livros e artigos foram para a comparação de artigos com data mais antiga com o atual para chegar uma conclusão importante e relevante referente ao tema.</p><p>E por fim, este trabalho representa um passo significativo na direção de soluções sustentáveis e eficazes para enfrentar os desafios ambientais e energéticos que assolam a indústria, demonstrando que é possível conciliar o avanço tecnológico com a preservação do meio ambiente. O sucesso desse projeto reforça a importância da busca contínua por práticas mais conscientes e inovadoras, contribuindo assim para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente.</p><p>1.1 JUSTIFICATIVA DO TEMA</p><p>O avanço da tecnologia e da atividade humana, ao longo dos anos, trouxe um aumento desenfreado no consumo de recursos naturais e nas emissões de poluentes, causando efeitos catastróficos à atmosfera, ecossistemas e sociedade. Com isso, a escassez de energia e a poluição ambiental são dois grandes problemas enfrentados atualmente no mundo todo (PATEL; RATHOD, 2020).</p><p>A escolha pelo tema, surgiu através da importância da Engenharia Mecânica e da tecnologia na promoção da sustentabilidade ambiental, visto que por meio de inovações e desenvolvimento de máquinas, é possível criar soluções mais eficientes, limpas e sustentáveis para diversos setores da sociedade, onde a aplicação de tecnologias avançadas contribuem para reduzir o impacto ambiental de atividades industriais e diárias, sendo possível projetar e fabricar máquinas mais eficientes em termos de consumo de energia, redução de resíduos e emissões de poluentes. Além disso, a aplicação de novos materiais, como os biocompósitos (origem natural) e os materiais reciclados, contribuindo para a redução da exploração de recursos naturais e para a diminuição do desperdício.</p><p>Entendendo que a busca por processos eficientes, o desenvolvimento de tecnologias limpas e a implementação de práticas ecoamigáveis são apenas algumas das formas pelas quais a engenharia mecânica pode se tornar uma aliada crucial na promoção do equilíbrio entre o avanço tecnológico e a preservação ambiental. Isso é evidenciado, por exemplo, pelo uso estratégico de fibras naturais para o desenvolvimento de projetos ambientais no ramo das turbinas eólicas, que visam não apenas eficiência, mas também sustentabilidade (ALVES et al., 2020).</p><p>Portanto, a área da mecânica e tecnologia tem o potencial de impulsionar a sustentabilidade ambiental, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar os desafios ambientais atuais. Essas soluções contribuem para a conservação de recursos naturais, a redução da poluição e a preservação do meio ambiente, garantindo um futuro mais sustentável para as gerações presentes e futuras.</p><p>1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA</p><p>1. Identificação do tema e formulação da questão norteadora;</p><p>2. Definição dos critérios de inclusão e exclusão;</p><p>3. Definição das informações que serão extraídas dos estudos;</p><p>4. Interpretação dos resultados;</p><p>5. Apresentação da revisão do conhecimento.</p><p>1.3 PROBLEMA DA PESQUISA</p><p>Porque ainda há um grande desafio para que a engenharia mecânica promovam a criação de produtos que não apenas atendam às demandas do mercado, mas também incorporem a excelência e a responsabilidade ambiental?</p><p>1.4 HIPÓTESE</p><p>I - A avaliação apropriada do impacto ambiental é crucial para orientar as decisões da indústria, incluindo o desenvolvimento de projetos, visando implementar monitoramento, mitigação e compreensão</p><p>ambiental adequados.</p><p>II - É crucial que as novas tecnologias, desenvolvidas por profissionais do ramo de engenharia considerem a importância do bem-estar ambiental.</p><p>1.5 OBJETIVOS</p><p>1.5.1 Objetivo Geral</p><p>Mostrar como a evolução das máquinas e dos equipamentos agrícolas, ajudam na colheita e na produção de alimentos no Brasil, tanto na importação como no consumo da sociedade brasileira.</p><p>1.5.2 Objetivos Específicos</p><p>· Analisar o conceito da engenharia mecânica e a sustentabilidade;</p><p>· Relatar aspectos de sustentabilidade e discutir a engenharia mecânica e a sustentabilidade;</p><p>· Explorar como a engenharia mecânica está liderando o caminho em direção a um futuro mais sustentável e ecológico;</p><p>· Identificar os possíveis obstáculos e lacunas que contribuem para a falta de consideração em relação à natureza.</p><p>2. REFERENCIAL TEORICO</p><p>Apesar de ser um conceito tão antigo, o mesmo perpassa durante décadas e vem sendo cada vez mais aprimorado, sua definição e seu uso podem não ter significado ou podem significar muitas coisas e com isso seria inútil sua utilização (TEMPLE, 1992), anos depois há a reafirmação desta sentença acrescentando que é um termo que todos gostam mais poucos sabem o que significa (DALY,1996), em contrapartida à sustentabilidade é comparada com democracia alegando que há centenas de definições diferentes para democracia e mesmo não havendo um consenso sobre qual é o correto, todos carregam um significado essencial o que é importante de fato para o peso da definição ( JACOBS,1995).</p><p>A sustentabilidade se propõe a estar diretamente ligada ao desenvolvimento econômico sem a agressão do meio ambiente, usando recursos de forma inteligente. Com isso pode ser garantido através do desenvolvimento sustentável. (WCED, 1987). De acordo com o Relatório Brundtland (CMMAD, 1991) “desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras para satisfazer as suas próprias necessidades”.</p><p>O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu pela primeira vez, com o nome de eco desenvolvimento, no início da década de 70. Foi uma resposta à polarização, exacerbada pela publicação do relatório do Clube de Roma, que opunha partidário de duas visões sobre as relações entre crescimento econômico e meio ambiente: de um lado, aqueles, genericamente classificados de possibilistas culturais (ou „tecno-centricos‟ radicais), para os quais os limites ambientais ao crescimento econômico são mais que relativos diante da capacidade inventiva da humanidade, [...] de outro lado, aqueles outros, deterministas geográficos, para os quais o meio ambiente apresenta limites absolutos ao crescimento econômico, sendo que a humanidade estaria próxima da catástrofe. Mantidas as taxas observadas de expansão de recursos naturais (esgotamento) e de utilização da capacidade de assimilação do meio (poluição) (ROMEIRO, 1999, p. 2-3).</p><p>Sendo assim, cada vez mais necessária a busca de novas formas que contribuam não só para preservação, como também para os negócios, construindo um meio sustentável. Investir em sustentabilidade empresarial é, além de um comportamento ético, uma maneira de, indiretamente, contribuir para a perenidade dos negócios, beneficiando no fim a própria empresa, e muitas vezes usando essa contribuição como estratégia de marketing.</p><p>Onde, uma sociedade é sustentável, “ao atender, simultaneamente, aos critérios de relevância social, prudência ecológica e viabilidade econômica, os três pilares do desenvolvimento sustentável” (SANCHS, 2002, P.35).</p><p>Em um mundo cada vez mais alarmado pelo risco da falta de materiais e pelas consequências desastrosas para a vida humana, a engenharia assume cada vez mais o compromisso de colocar a sustentabilidade à frente das suas pesquisas. Como prova, é possível ver a virada de rumo que os principais “produtos” da engenharia levaram nos últimos anos, notadamente o desenvolvimento do carro híbrido ou elétrico.</p><p>Com o papel de desenvolver tecnologias que sejam capazes de serem sustentáveis, ao mesmo tempo que produtivas ao nível da escala industrial, o engenheiro meca também precisa ser capaz de ditar novos ritmos sobre os ciclos dos materiais, pensando em formas de reuso, no que convencionou chamar de logística reversa.</p><p>A sustentabilidade decorre do desenvolvimento de ações sustentáveis dos aspectos sociais, econômicos e ambientais no planeta. Desenvolvimento sustentável se refere principalmente às consequências dessa relação na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade. Atividade econômica, meio ambiente e bem-estar da sociedade formam o tripé básico no qual se apoia a ideia de desenvolvimento sustentável (Assis, 2000).</p><p>Na declaração de Kyoto, ocorrida em novembro 1993 no Japão, as IES (Instituições de Ensino Superior) em sua reunião, emitiram um chamado a seus 650 membros para que: estabelecessem e disseminassem uma compreensão mais desobstruída do desenvolvimento sustentável; utilizassem recursos das universidades para incentivar uma melhor compreensão por parte dos governos e do público em geral sobre os perigos físicos, biológicos e sociais enfrentados pelo planeta; enfatizassem a obrigação ética da geração atual para superarem as práticas de utilização dos recursos e daquelas disparidades difundidas que se encontram na raiz da insustentabilidade ambiental; realçassem a capacidade das universidades de ensinar e empreender na pesquisa e na ação os princípios sustentáveis do desenvolvimento; e, finalmente, sentissem-se incentivadas a rever suas próprias operações, para refletir quais as melhores práticas sustentáveis do desenvolvimento (THE KYOTO DECLARATION, 1993).</p><p>A integração dos pilares convertidos em sustentabilidades faz emergir intentos organizacionais que representam a integração e os meios de viabilização das três sustentabilidades. São eles: i)Inserção Socioeconômica - representante e viabilizadora do alcance balanceado das sustentabilidades organizacionais econômica e social, pela qual se busca, coletivamente, proporcionar a todos o acesso à informação, alimentação, saúde, educação, habitação, renda e dignidade; ii) Ecoeficiência - representante e viabilizadora do alcance balanceado das sustentabilidades organizacionais econômica e ambiental, pela qual intenta-se a prosperidade econômica por meio do uso eficiente dos recursos naturais e da redução de emissões danosas ao ambiente; e iii) Justiça Socioambiental - representante e viabilizadora do alcance balanceado das sustentabilidades organizacionais social e ambiental, pela qual intenta-se a equalização da distribuição dos benefícios e dos constrangimentos impostos pela legislação ambiental, ambiente de trabalho, ou mesmo pelos problemas ambientais, entre diferentes grupos sociais (Elkington, 1999; Savitz; Weber, 2007).</p><p>A capacidade de identificar os riscos e capitalizar as oportunidades torna-se mais importante à medida que a adoção de práticas de sustentabilidade se intensifica nas organizações. O Instituto Ethos (2012) elenca algumas dessas práticas: (1) a redução de custos pela diminuição dos impactos ambientais, (2) o aumento de receitas em função da melhoria do meio ambiente e pelo favorecimento da economia local, (3) a redução de riscos por meio do envolvimento com as partes interessadas, (4) a melhoria da imagem da empresa pelo aumento da eficiência ambiental, (5) o desenvolvimento do capital humano com uma gestão mais eficaz dos recursos humanos e (6) o aumento ao acesso de capital por meio de melhores práticas de governança corporativa.</p><p>E a crescente busca por uma atuação socialmente responsável por parte das empresas no Brasil tem suas bases em diferentes motivações. Ao mesmo tempo em que os consumidores se tornam mais conscientes, as informações correm mais rapidamente no mercado, podendo manchar rapidamente a reputação de uma empresa. Por outro lado, as empresas começam a obter também vantagens competitivas, como o aumento em seu poder de barganha com fornecedores, os quais não querem deixar de ter suas marcas atreladas</p><p>à marca de uma empresa reconhecida como socialmente responsável pelo mercado (Coutinho e Macedo-Soares, 2002).</p><p>Walker et al. (2008) afirmam em seus estudos que o desejo de se reduzir custos é um motivador muito comum para a realização de mudanças e melhorias nos processos e produtos. A conscientização, as pressões das regulamentações e as políticas ambientais são mais outros motivadores a fim de promoverem a modernização, inovação das práticas ambientais, produto e processo (Hall, 2000).</p><p>Os consumidores provocam pressões nas empresas, atuando de forma motivadora a fim de que estas estejam sempre produzindo para atender às suas necessidades, além do que os consumidores atuais estão preferindo a compra de produtos mais sustentáveis e cada vez mais preocupados sobre suas atitudes e conscientes às questões ambientais (Zhu et al., 2005; Ageron et al., 2011).</p><p>E a procura pela criação de tecnologias sustentáveis e a adoção de estratégias ecologicamente corretas constituem apenas algumas das maneiras pelas quais a Engenharia Mecânica pode desempenhar um papel essencial na busca pelo equilíbrio entre o progresso tecnológico e a preservação ambiental.</p><p>Onde, a busca por processos eficientes, o desenvolvimento de tecnologias limpas e a implementação de práticas ecoamigáveis são apenas algumas das formas pelas quais a engenharia mecânica pode se tornar uma aliada crucial na promoção do equilíbrio entre o avanço tecnológico e a preservação ambiental. Isso é evidenciado, por exemplo, pelo uso estratégico de fibras naturais para o desenvolvimento de projetos ambientais no ramo das turbinas eólicas, que visam não apenas eficiência, mas também sustentabilidade (ALVES et al., 2020).</p><p>No entanto, a falta de conscientização ambiental em que os cidadãos brasileiros se encontram, é proveniente à esta cultura em que visava uma abordagem centrada na adoção de equipamentos industriais com sistemas de baixa eficiência energética. Dessa maneira, pode-se dizer que segundo Ferreira et al. (2023), a implementação de metodologias eficazes no que se diz respeito ao ensino do meio ambiente, em especial à poluição é crucial. Além disso, a qualificação do corpo docente dessa área é fundamental para garantia e eficácia de todo o processo de ensino aprendizagem.</p><p>Sendo crucial que as novas tecnologias, desenvolvidas por profissionais do ramo de engenharia considerem a importância do bem-estar ambiental. Isso pode ser feito mediante às práticas sustentáveis e soluções ecoeficientes que os profissionais de engenharia devem possuir em mente para garantir um impacto positivo no meio ambiente e na qualidade de vida das gerações futuras.</p><p>Sabe-se que as oficinas mecânicas geram quantidades significativas de produtos descartados, que juntamente com a falta de uma gestão ambiental precisa, são, em muitos casos, dispostos de maneira inadequada no solo sem o correto tratamento e reaproveitamento, sendo prejudicial ao meio ambiente. Além dos resíduos sólidos gerados, tem-se a limpeza da empresa, lavagem das peças e hábitos de higiene que somado à atividade muito comum no setor de troca de óleo lubrificante, contribui para geração de efluentes potencialmente poluidores (SILVA, 2011).</p><p>E a medida que avançamos em direção a um futuro mais sustentável, é claro que a engenharia mecânica desempenhará um papel central nessa jornada. No entanto, apesar dos avanços significativos alcançados até agora, ainda há muito a ser feito para enfrentar os desafios ambientais globais.</p><p>E mais do que práticas ambientais, atualmente a discussão na criação industrial gira em torno da sustentabilidade, que engloba fatores econômicos, ambientais e sociais – todos em equilíbrio. Para Zanella et al. (2015), a visão de mundo compartilhada, predominantemente antropocêntrica, em que a natureza é vista apenas como fonte de recursos e local para a destinação de rejeitos contribui para o agravamento de problemas socioambientais. Ainda segundo o autor, o comprometimento da gestão com a sustentabilidade tem importância em todos os segmentos econômicos e empresariais e, conforme a natureza produtiva, algumas áreas e setores possuem desafios maiores.</p><p>É imperativo que continuemos a investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, promover a adoção de práticas de produção limpas e colaborar em nível global para enfrentar os desafios que estão à nossa frente.</p><p>Visto que os riscos e impactos que um resíduo pode oferecer ao meio ambiente e saúde humana dependem de suas características físicas, químicas e biológicas. A composição dos resíduos, que determina tais características, varia de acordo com aspectos sociais, econômicos, culturais, geográficos e climáticos, fatores que diferenciam comunidades, cidades e países. O manejo, acondicionamento e destinação adequados dos resíduos são fatores importantes na preservação ambiental (MOTA et al., 2009.).</p><p>O conceito de impacto ambiental varia entre diversos autores, mas preserva o mesmo sentido. Wathern (1988 apud SÁNCHEZ 2008, p. 28) conceitua impacto ambiental como:</p><p>A mudança em um parâmetro ambiental, num determinado período e numa determinada área, que resulta de uma dada atividade, comparada com a situação que ocorreria se essa atividade não tivesse sido iniciada.</p><p>Logo, a compreensão de que a interação de uma empresa/organização com o meio ambiente pode ocorrer de diferentes maneiras e proporções auxilia na gestão ambiental de forma efetiva. A Norma NBR ISO 14004/2005 define os aspectos ambientais como “os elementos das atividades, produtos e serviços de uma organização que podem interagir com o meio ambiente” (item 3.3). Sánchez (2008), paralelamente, aborda o aspecto ambiental como um fator precursor do impacto ambiental que se dá pela ação humana. Ou seja, aspecto e impacto ambiental são conceitos distintos, porém relacionados entre si.</p><p>O fator social é justificado pela necessidade do cumprimento da responsabilidade social, diminuição das desigualdades sociais, melhoria da qualidade de vida dos funcionários e da comunidade, condições de trabalho dignas e cumprimento das obrigações sociais e morais com a sociedade como um todo. O quesito econômico está relacionado ao retorno financeiro perante o montante investido por parte das organizações, sem deixar de lado as questões sociais e ambientais. Já o fator ambiental está interligado à ideia da ecoeficiência – uma combinação do desempenho econômico e ambiental para a criação e promoção de valores que reflitam na diminuição de impactos ambientais (DIEKMANN; HENZEL, 2010). Assim, a sustentabilidade é alcançada por meio do equilíbrio entre os três pilares.</p><p>3 METODOLOGIA</p><p>O estudo foi efetivado em uma pesquisa bibliográfica: como o próprio nome diz se fundamenta a partir do conhecimento disponível em fontes bibliográficas, principalmente livros e artigos científicos. Este trabalho de conclusão de curso utilizou os métodos de pesquisa científica, descritiva e quantitativa. Devido à variação de artigos e a utilização de vários autores para com esse projeto as informações colhidas foram das datas entre 2000 e 2024, com buscas realizadas em bases de dados online e sites especializados. É importante ressaltar que a intenção da variação de livros e artigos foram para a comparação de artigos com data mais antiga com o atual para chegar uma conclusão importante e relevante referente ao tema.</p><p>Portanto, recomenda-se que apresente as seguintes características: use a análise atmosférica como fonte direta de dados e use os pesquisadores como ferramenta de troca; não interfira no uso de técnicas e métodos estatísticos e tenha um entendimento mais profundo da explicação O método deve ser metodológico e o foco principal, mais do que os resultados ou realizações, a apreciação dos dados deve ser realizada de forma intuitiva e indutiva pelos pesquisadores (GIL, 2018)</p><p>4 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA</p><p>MÊS/ETAPAS</p><p>FEV/2024</p><p>MAR/2024</p><p>ABR/2024</p><p>MAI/2024</p><p>JUN/24</p><p>Escolha do tema</p><p>X</p><p>X</p><p>Levantamento bibliográfico</p><p>X</p><p>X</p><p>Construção textual</p><p>X</p><p>X</p><p>Revisão</p><p>X</p><p>X</p><p>Entrega Final</p><p>X</p><p>Organização da monografia</p><p>X</p><p>X</p><p>Construção da revisão</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>5 REFERÊNCIAS</p><p>AGERON, B.; Gunasekaran, A.; Spalanzani, A. (2011). Sustainable supply management: an empirical study. International Journal of Economics, in press.</p><p>ALVES, Gustavo Maciel; LOPES, Felipe. Desenvolvimento de Pás Eólicas Feitas por Compósitos Poliméricos Eco Amigáveis. 2020.</p><p>COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum – Comissão Mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1991.</p><p>CONSELHO EMPRESARIAL BRASILEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (CEBDS). Disponível em http://www.cebds.org.br. Acesso em :09/06/2024.</p><p>CORREIA, Cristiane de Miranda e Silva. Mudanças organizacionais com a implantação do Sistema de Gestão Ambiental: o caso da usina de Monlevade. Universidade FUMEC, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2006. 103 p. Disponível em: < http://www.fumec.br/anexos/cursos/mestrado/dissertacoes/completa/christiane_miranda_silva .pdf> Acesso em :10/06/2024.</p><p>COUTINHO, R.B.G; Macedo-Soares, T. D. L. V. A. (2002). Gestão Estratégica com Responsabilidade Social: Arcabouço Analítico para auxiliar sua implementação em empresas no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, v.6, n. 3, p. 75-96 set./dez.</p><p>DIEKMANN, Ana Claudia Envall; HENZEL, Marjana Eloisa. Sustentabilidade como vantagem competitiva nas organizações: estudo de caso. XXX Econtro Nacional de Engenharia de Produção, 2010. Anais do XXX ENEGEP. São Carlos, 2010. Disponível em: < http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2010_tn_stp_123_795_14711.pdf> Acesso em: 02/05/2024.</p><p>FERREIRA, Tinara Vivian Barbosa; CÂMARA, Márcio Mateus; ALVES, Cleide Lana Chaves; PEREIRA, Mike Aiury Penha; ABREU, Adriele Soares; ARAUJO, Talessa Viegas; SANTOS, Sarah Lorena Silva; ROCHA, Carmen Hellen da Silva. Práticas ecológicas educacionais no combate à poluição: uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Development, 29 jun. 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/61181/44123. Acesso em :15/05/2024</p><p>GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018.</p><p>HALL, J. (2000) Environmental supply chain dynamics. Journal of Cleaner Production, v.8, p. 455-471.</p><p>JACOBS, M. Sustainable development: from broad rhetoric tolocal reality. In: CONFERENCE FROM AGENDA 21, Documentn.493, 1 Dec. 1994, Cheshire. Proceedings Cheshire: Cheshire County Council, 1995</p><p>KEMERICH, Pedro Daniel da Cunha; RITTER, Luciana Gregory; BORBA, Wilian Fernando. Indicadores de sustentabilidade ambiental: métodos e aplicações. Revista do Centro de Ciências Naturais e Exatas - UFSM, Santa Maria, v. 13, n. 5, p. 3723-3736, Edição Especial LPMA/UFSM, 2014.</p><p>MOTA, José Carlos et al. Características e impactos ambientais causados pelos resíduos sólidos: uma visão conceitual. I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo, São Paulo, 2009. Anais do I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo, São Paulo, 2009. Disponível em: < https://aguassubterraneas.abas.org/asubterraneas/article/viewFile/21942/14313>. Acesso em: 18/05/2024.</p><p>ROMEIRO, Ademar R. Desenvolvimento sustentável e mudança institucional: notas preliminares. Instituto de Economia – Textos para Discussão, Texto 68, 1999.</p><p>SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.</p><p>SÁNCHEZ, Luis Enrique. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. 2 ed. São Paulo: Oficina de textos, 2006.</p><p>SILVA, Giovani Geraldo. Diagnóstico dos aspectos ambientais em oficinas mecânicas localizadas no município de Foz do Iguaçu. Trabalho Final de Graduação- Universidade Dinâmica das Cataratas, Paraná, 2011. 55 p. Disponível em: < http://www.udc.edu.br/monografia/monoamb163.pdf>. Acesso em: 07/05/2024.</p><p>TEMPLE, S. Old issue, new urgency? WisconsinEnvironmental Dimension, Madison, v.1, Issue 1, p.1-28, Spring. 1992.</p><p>WALKER, H.; Sisto, L.; Mcbain, D. (2008). Drivers and barriers to environmental supply chain management practices from the public and private sector. Journal of Publishing & Supply Chain Management, v. 14, p. 69-85.</p><p>World comission on enviromental and development (wced). Our common future. Oxford: oxford university press, 1987.</p><p>ZANELLA, Tamara Pereira et al. Análise de investimentos em ações ambientais em oficina mecânica. IV Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade, São Paulo, 2015. Anais do IV SINGEP. São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.singep.org.br/4singep/resultado/391.pdf >. Acesso em :15/05/2024.</p><p>ZHU, Q. H.; Sarkis, J. Geng, Y. (2005). 2005.Green supply chain management in china: pressures and performance. International Journal of Operations & Producions Management, v. 25, n.5-6, p. 449-468.</p>