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<p>Funções</p><p>Executivas</p><p>Profa. Ma. Daiane Rocha de Oliveira</p><p>Aula 13. Processos Psicológicos Básicos (PPB)</p><p>A função executiva é um termo abrangente para a gestão (regulação ou controle)</p><p>dos processos cognitivos, incluindo: memória de trabalho, raciocínio, flexibilidade</p><p>de tarefas, resolução de problemas, planejamento, tomada de decisão, etc.</p><p>O que são funções executivas (FE)?</p><p>Controle e integração da execução de um comportamento dirigido a objetivos;</p><p>Conjunto de funções que gerenciam habilidades cognitivas subordinadas;</p><p>Conjunto de funções cognitivas superiores ou controle de tarefas complexas;</p><p>Permitem ao indivíduo impor organização e estrutura ao seu ambiente</p><p>É o maestro em relação à orquestra</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_cognitivo</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_de_trabalho</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Racioc%C3%ADnio</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Resolu%C3%A7%C3%A3o_de_problemas</p><p>Para isso, necessita do desempenho de subcomponentes importantes:</p><p>Controle e integração da execução de um</p><p>comportamento dirigido a objetivos</p><p>Atenção;</p><p>Pensamento e planejamento;</p><p>Inibição de processos cognitivos e expressão comportamental;</p><p>Monitoramento → adequação do comportamento ao plano inicial.</p><p>Por exemplo: tenho como objetivo ser psicóloga.</p><p>Para isso, fico atenta ao meu objetivo, direcionando meu pensamento e planejamento que</p><p>conduzem para uma graduação em Psicologia. Minha inibição de processos cognitivos pode atuar,</p><p>com o raciocínio e tomada de decisão, inibindo a impulsividade pela satisfação imediata (sair com</p><p>os amigos todas as sextas, ao invés de vir as aulas), levando a um comportamento de frequentar as</p><p>aulas e prestar atenção na matéria. Por fim, monitoramento, avaliando se estou, de fato, indo em</p><p>direção ao meu objetivo inicial (ser Psicóloga).</p><p>Controle e integração da execução de um</p><p>comportamento dirigido a objetivos</p><p>Identificar objetivo final;</p><p>Traçar plano de metas dentro de organização hierárquica;</p><p>Executar e avaliar o processo;</p><p>Identificar objetivo final: ser psicóloga</p><p>Traçar plano de metas hierárquicas: entrar na faculdade, ir bem nas disciplinas, prestar atenção</p><p>em aula, tirar dúvidas, fazer uma rede de contatos, me integrar em atividades extras</p><p>Executar o processo: colocar o passo anterior em prática (até aqui é planejamento)</p><p>Avaliar o processo: estou fazendo o que planejei? estou alcançando o que é esperado para esse</p><p>momento? Se sim, continuar. Se não, voltar passos anteriores e reavaliar.</p><p>Por exemplo: tenho como objetivo ser psicóloga.</p><p>Passos importantes:</p><p>iniciação de tarefas, organização e planejamento, inibição, flexibilidade</p><p>cognitiva e alternância, raciocínio, resolução de problemas, tomada de</p><p>decisão e ação intencional, teoria da mente, criatividade, automonitoramento</p><p>e memória de trabalho (Packwood et al., 2011; Ren, Schweizer, 2013;</p><p>Wasserman e Wasserman, 2012; Zelazo et al., 1997).</p><p>As FE incluem vários componentes de processamento, dentre eles:</p><p>Retomando: o guarda-chuva das FE</p><p>Entretanto, alguns autores indicam a inibição (controle inibitório), a</p><p>memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva como os principais</p><p>domínios das FE (Lehto et al., 2003; Miyake et al., 2000).</p><p>Diferentes teóricos conceituam e definem as FE de modo distinto.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Racioc%C3%ADnio</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Resolu%C3%A7%C3%A3o_de_problemas</p><p>Controle inibitório: capacidade para controlar respostas impulsivas ou</p><p>automáticas e gerar respostas mediadas pela atenção e o raciocínio.</p><p>. ex: em um ambiente de estudo, inibir a vontade de checar o celular.</p><p>Retomando: o guarda-chuva das FE</p><p>Flexibilidade cognitiva: capacidade para adaptar a nossa conduta e</p><p>pensamento às situações novas ou inesperadas.</p><p>. ex: seu marido liga sempre no mesmo horário. Um dia, ele não liga, como de costume.</p><p>Nesse caso, uma boa flexibilidade mental é imaginar as hipóteses plausíveis do motivo pelo</p><p>qual a ligação não aconteceu e não se desesperar antes de saber de fato o que aconteceu.</p><p>Grande parte da origem do conceito de FE (e estudos subsequentes) tem início</p><p>na investigação neuropsicológica através da busca por correlações entre achados</p><p>neuroanatômicos e prejuízos decorrentes das lesões</p><p>Um breve histórico das FE</p><p>A associação entre as funções mentais superiores e regiões do lobo frontal</p><p>já era descrita na Grécia e na Roma a partir das lesões dos gladiadores</p><p>(Duffy e Campbell, 1994).</p><p>A partir da Teoria Localizacionista de Franz Gall (1802) e da descrição do</p><p>caso Phineas Gage (1848), uma investigação aprofundada sobre o papel</p><p>dos lobos frontais (Ratiu et al., 2004).</p><p>Apesar do termo FE ter sido utilizado pela primeira vez na década de 1970,</p><p>o conceito de um mecanismo de controle já havia sido discutido em 1840.</p><p>Caso Phineas Gage</p><p>Antes do acidente: era considerado um profissional capaz e eficiente, possuía uma</p><p>mente bem equilibrada, era um negociante perspicaz, inteligente e muito persistente na</p><p>execução dos seus planos.</p><p>Após o acidente: aumento expressivo do comportamento emocional de Gage.</p><p>Relato de John Harlow, médico do paciente:</p><p>Ele é indeciso, irreverente, impaciente em relação a obstáculos ou conselhos que entrem em conflito</p><p>com os seus desejos; às vezes de uma obstinação pertinaz, ainda assim caprichoso e vacilante,</p><p>imaginando muitos planos para operações futuras, que antes de serem arranjados são abandonados</p><p>em troca de outros que lhe pareçam mais exequíveis... Sua mente mudou radicalmente tão</p><p>decididamente que seus amigos e conhecidos disseram que ele ‘não era mais o Gage”.</p><p>O córtex frontal têm uma função de extrema importância para as funções executivas.</p><p>Caso Phineas Gage</p><p>Cérebro: lobo frontal</p><p>O lobo frontal inclui: o córtex motor e pré-motor e o córtex pré-frontal.</p><p>Cérebro: lobo frontal</p><p>O lobo frontal inclui: o córtex motor e pré-motor e o córtex pré-frontal (CPF).</p><p>Região dorsolateral</p><p>Região orbitofrontal</p><p>Região ventromedial</p><p>Área pré-frontal</p><p>Cérebro: lobo frontal</p><p>"cognitiva"</p><p>"emocional"</p><p>FE “frias”: processos que tendem a não envolver muita excitação emocional e</p><p>compreendem os aspectos mais lógicos e cognitivos, como: o raciocínio lógico</p><p>e abstrato, planejamento, resolução de problemas e memória de trabalho</p><p>(associados ao córtex pré-frontal dorsolateral).</p><p>FE “quentes”: relacionados com os aspectos emocionais, crenças e desejos,</p><p>como: a regulação do afeto, da motivação e do próprio comportamento social,</p><p>tomada de decisão, experiência de recompensa e punição, teoria da mente,</p><p>interpretações pessoais e julgamento moral (relacionados com o córtex pré-</p><p>frontal orbitofrontal e ventromedial).</p><p>Ainda, em termos cognitivos e socioafetivos, alguns autores propuseram uma</p><p>classificação das FE em processos executivos “frios” (cold) e “quentes” (hot).</p><p>FE: frias x quentes</p><p>CPF: há inúmeras redes de conexão entre outras áreas cerebrais.</p><p>a maturidade do CPF é tardia: por volta da 2ª década de vida.</p><p>as FE são as primeiras a ter um declínio natural com envelhecimento.</p><p>Características das FE e CPF</p><p>Planejamento e análise das conseqüências de ações futuras</p><p>Comportamento dirigido a objetivos</p><p>Gerenciamento do comportamento</p><p>Entre as principais funções das FE, estão:</p><p>Síndrome disexecutiva</p><p>e transtornos sintomas</p><p>associados as FE</p><p>anosognosia (falta de consciência do próprio défict);</p><p>abulia (falta de iniciativa, vontade),</p><p>dificuldade para sequenciar ações,</p><p>problemas para gerir o comportamento e as emoções,</p><p>rigidez cognitiva, etc.</p><p>Alterações nas estruturas pré-frontais podem provocar, entre outras:</p><p>Além disso, um problema nas funções executivas pode alterar a regulação de</p><p>outros processos cognitivos.</p><p>Alterações nas FE</p><p>Alterações nas FE podem dificultar ou impedir nossa vida cotidiana normal.</p><p>Nesta síndrome, alteram-se diversas habilidades cognitivas, como: a</p><p>iniciativa, a fluidez, a inibição, a flexibilidade, a autorregulação, o</p><p>planejamento e a tomada de decisões.</p><p>Isto provoca uma conduta desorganizada, pouco adaptada ao meio,</p><p>com mudanças na personalidade e do estado de ânimo (tornam-se</p><p>egocêntricos,</p><p>obsessivos e irritáveis).</p><p>Esta síndrome pode acontecer por um dano cerebral no córtex</p><p>dorsolateral, traumatismos crâneoencefálicos (TCE), tumores ou</p><p>doenças neurodegenerativas.</p><p>Síndrome disexecutiva</p><p>aparece como resultado de um mau funcionamento das funções executivas</p><p>Circuito Dorsolateral</p><p>Comprometimento da atenção sustentada</p><p>Dificuldade em iniciar tarefas</p><p>Empobrecimento da estimativa de tempo</p><p>Dificuldade de alternar de uma tarefa para outra</p><p>Dificuldade em definir grau de relevância e prioridade</p><p>Déficits no controle de impulsos e impaciência</p><p>Problemas de planejamento</p><p>Distração</p><p>Pouco insight</p><p>Inquietação, Agressividade,</p><p>Problemas de seqüência cronológica</p><p>Problemas de inibição de resposta</p><p>Labilidade motivacional</p><p>Síndrome disexecutiva</p><p>FE e transtornos mentais</p><p>Estudos de associação/correlação</p><p>Estudos correlacionais indicam associação direta entre severidade de maus-tratos</p><p>e prejuízos em FE.</p><p>Estudos indicam associação: mais prejuízos - mais sintomas (e o contrário)</p><p>Controle inibitório, regulação emocional, tomada de decisão e organização.</p><p>Relação entre desempenho em medidas de FE e história de maus-tratos na infância.</p><p>Prejuízos nas FE associados a sintomas de TEPT</p><p>T. da Personalidade Borderline → déficits neuropsicológicos, principalmente em FE:</p><p>Como avaliar?</p><p>Primeiramente, devemos entender: o que queremos avaliar e o contexto da avaliação.</p><p>Avaliação das FE</p><p>As tarefas ou testes de funções executivas avaliam construtos distintos.</p><p>As funções executivas devem ser consideradas como processos cognitivos integrados</p><p>que envolvem o desempenho de subcomponentes: atenção seletiva, planejamento,</p><p>controle inibitório, memória de trabalho, flexibilidade, entre outros.</p><p>Em diferentes contextos: em âmbitos acadêmicos (saber se o aluno vai controlar bem a</p><p>sua conduta durante as aulas ou se vai organizar bem o seu estudo), em âmbitos</p><p>clínicos (saber se um paciente vai apresentar dificuldades para adaptar os seus</p><p>impulsos ou os seus estados emocionais à situação) ou em âmbitos profissionais (saber</p><p>se um dos trabalhadores vai poder resolver os imprevistos que apareçam e tomar as</p><p>decisões pertinentes de maneira adequada).</p><p>Teste de Stroop:</p><p>avalia flexibilidade cognitiva e controle inibitório</p><p>Tarefas go/no-go:</p><p>verifica falhas nos mecanismos inibitórios.</p><p>Teste Wisconsin de Classificação de Cartas:</p><p>raciocínio, a habilidade para alternar estratégias (flexibilidade),</p><p>o planejamento, a categorização e a memória de trabalho.</p><p>Teste de Trilhas:</p><p>flexibilidade mental e a capacidade inibitória.</p><p>Teste de Fluência Verbal:</p><p>inibição e geração de respostas.</p><p>Alguns dos testes e tarefas comuns</p><p>Avaliação das FE</p><p>Alguns dos testes e tarefas comuns</p><p>Avaliação das FE</p><p>Go/no-go</p><p>Winsconsin</p><p>Teste de trilhas</p><p>Fluência verbal</p><p>MEEM</p><p>Pensamento</p><p>O que está passando</p><p>agora na sua cabeça?</p><p>O pensar transforma a representação da informação em formas novas e</p><p>diferentes, permitindo-nos responder perguntas, resolver problemas ou</p><p>alcançar objetivos.</p><p>O pensamento vai além de saber o que pensamos.</p><p>Os psicólogos definem pensamento como a manipulação das representações</p><p>mentais da informação.</p><p>Uma representação pode ser uma palavra, uma imagem visual, um som ou dados</p><p>em qualquer outra modalidade sensorial que estejam armazenados na memória.</p><p>O que é pensamento?</p><p>A cognição/pensamento pode ser amplamente definida como a atividade</p><p>mental que inclui o raciocínio e os entendimentos que resultam do raciocínio.</p><p>O que é pensamento?</p><p>A psicologia cognitiva foi originalmente baseada em duas ideias sobre o raciocínio:</p><p>(1) o conhecimento sobre o mundo é armazenado no cérebro em representações</p><p>(2) o raciocínio é a manipulação mental dessas representações.</p><p>Em outras palavras, usamos representações para entender os objetos que</p><p>encontramos em nossos ambientes. O raciocínio nos possibilita captar as</p><p>informações, considerá-las e usá-las para construir modelos do mundo, definir</p><p>metas e planejar nossas ações em conformidade.</p><p>Elementos de base:</p><p>Representações mentais:</p><p>- Analógicas</p><p>- Simbólicas</p><p>Elementos constitutivos:</p><p>- Conceito</p><p>- Juízo</p><p>- Raciocínio</p><p>Dimensões:</p><p>- Curso</p><p>- Forma</p><p>- Conteúdo</p><p>Curso: modo como o pensamento</p><p>flui, sua velocidade e ritmo;</p><p>Forma: arquitetura do</p><p>pensamento (concreta, abstrata);</p><p>Conteúdo: assuntos em si.</p><p>Composição do Pensamento</p><p>Definições básicas do pensar</p><p>a elaboração de conceitos, a formação de juízos e o raciocínio.</p><p>Conceitos: identifica os atributos ou qualidades de um objeto ou fenômeno.</p><p>É expresso por uma palavra. Está relacionado a abstração e generalização.</p><p>Por exemplo: céu e azul são conceitos.</p><p>Juízos: uma relação entre dois ou mais conceitos. Consiste no ato da</p><p>consciência de afirmar ou negar algum atributo ou qualidade daquilo.</p><p>Por exemplo: “O céu é azul”</p><p>Raciocínio: uma operação mental que relaciona juízos, levando à formação</p><p>de novos juízos (ou conclusões)</p><p>Por exemplo: “Todo homem é mortal”; “Sócrates é um homem”, portanto “Sócrates é mortal”.</p><p>Pensamento lógico: princípios básicos</p><p>O que caracteriza o pensamento normal é ser regido pela lógica formal e</p><p>orientar-se segundo a realidade e os princípios de racionalidade da cultura</p><p>Princípio da identidade ou da não contradição:</p><p>se A é A e B é B, logo A não pode ser B</p><p>Princípio da causalidade:</p><p>se A é causa de B, então B não pode ser ao mesmo tempo causa de A</p><p>Princípio da relação da parte com o todo:</p><p>se o RS é uma parte da Brasil, então o Brasil não pode ser uma parte do RS</p><p>Representações simbólicas: é a maior parte do pensamento.</p><p>São representações mentais abstratas que não</p><p>correspondem às características físicas de objetos ou ideias.</p><p>Ex.: Palavras (violino)</p><p>Representações mentais</p><p>Representações analógicas: são representações externas da</p><p>vida cotidiana, os símbolos que trazem algum significado. A</p><p>representação não é a coisa que representa (é um análogo</p><p>dela), mas significa a coisa real.</p><p>Ex.: Mapas, fotos, desenhos</p><p>VIOLINO</p><p>Representações: imagens mentais</p><p>Imagens mentais são representações de um objeto ou evento na mente.</p><p>Toda modalidade sensorial pode produzir imagens mentais correspondentes</p><p>a mente leva mais tempo examinando imagens mentais de objetos</p><p>grandes aos pequenos, assim como o olho leva mais tempo para</p><p>examinar um objeto real grande do que um objeto real pequeno.</p><p>Da mesma forma, somos capazes de manipular e girar imagens</p><p>mentais de objetos, assim como somos capazes de manipular e girá-</p><p>los no mundo real</p><p>Imagens mentais contêm muitas propriedades dos seus estímulos reais:</p><p>Um conceito é uma categoria, ou classe, de itens relacionados</p><p>(como instrumentos musicais ou frutas). Ao organizar</p><p>representações mentais em torno de um tema comum</p><p>(agrupar), não temos que armazená-la individualmente.</p><p>Agrupar coisas com base em suas propriedades comuns é</p><p>chamado de categorização. Essa atividade mental reduz a</p><p>quantidade de conhecimento que se precisa manter na</p><p>memória e é, portanto, uma maneira eficiente de pensar.</p><p>Conceitos: representações simbólicas</p><p>Conceitos: representações simbólicas</p><p>Podemos automaticamente aplicar uma categoria</p><p>como “instrumentos musicais” – objetos que</p><p>produzem música quando tocados – a todos os</p><p>membros dessa categoria.</p><p>Aplicar uma categoria nos poupa o trabalho de</p><p>armazenar repetidamente esse mesmo conjunto de</p><p>conhecimento para cada instrumento musical.</p><p>Contudo, temos que armazenar o conhecimento</p><p>específico de cada membro de uma categoria. Um</p><p>violino “tem quatro cordas”; um violão “tem seis</p><p>cordas”</p><p>Como tomamos decisões e</p><p>resolvemos problemas?</p><p>O que comer no café da manhã, qual roupa vestir, qual caminho</p><p>tomar para o trabalho ou escola, e assim por diante. Nós quase</p><p>nem percebemos estar tomando decisões o tempo todo.</p><p>Outras decisões – qual faculdade frequentar, se devemos</p><p>comprar uma casa e com quem casar – têm muito mais</p><p>consequências e requerem maior reflexão.</p><p>Também resolvemos problemas:</p><p>como chegar em casa se o</p><p>carro quebrou, como ganhar dinheiro extra para gastar nas</p><p>férias, como lidar com más notícias, e assim por diante.</p><p>O pensamento possibilita utilizarmos informações para tomar</p><p>decisões e resolver problemas.</p><p>Tomada de</p><p>decisão</p><p>Por que pagamos para precaver-se contra ocorrências de baixo risco (seguro</p><p>contra incêndio) e, então, pagamos por ações de alto risco (bilhetes de loteria)?</p><p>Por que os indivíduos que querem perder peso optam por ingerir fast food?</p><p>Por que você vai ao cinema quando deveria estar estudando para a prova?</p><p>Muitas decisões são tomadas sob algum grau de risco; ou seja, a incerteza</p><p>sobre os possíveis desfechos. O cálculo de risco das pessoas pode levar a</p><p>algumas decisões questionáveis:</p><p>Um observador racional (baseado em lógica), pode concluir que as pessoas</p><p>tomam decisões de modo bastante confuso.</p><p>A tomada de decisão</p><p>A tomada de decisão: teorias</p><p>Para as teorias normativas, os indivíduos sempre escolhem a opção que produz</p><p>o maior ganho. O problema com esses modelos é que as pessoas nem sempre</p><p>tomam decisões racionais e nem sempre tomam a decisão “ideal”.</p><p>Muitas vezes, as teorias normativas não conseguem prever o que as pessoas</p><p>vão efetivamente escolher. Contrapondo, essa teoria, as teorias descritivas</p><p>visam fazer exatamente isso, focando em opções reais, em vez de ideais.</p><p>De acordo com as teorias descritivas, as pessoas muitas vezes mostram</p><p>tendências na tomada de decisão. Porém, mesmo quando entendem as</p><p>probabilidades, elas têm o potencial de tomar decisões irracionais.</p><p>Um tipo de teoria normativa é a teoria da utilidade esperada.</p><p>De acordo com esse modelo, as pessoas tomam decisões considerando as</p><p>possíveis alternativas e escolhendo o caminho mais desejável.</p><p>Se você estivesse decidindo o que fazer depois da formatura, por exemplo,</p><p>listaria as alternativas: psicologia clínica, hospitalar, jurídica, escolar.</p><p>A maneira racional de decidir seria ranquear essas alternativas e escolher</p><p>aquela com a maior utilidade ou valor para você.</p><p>Mas as pessoas sempre escolhem a alternativa mais desejável e racional?</p><p>A tomada de decisão: teorias</p><p>Por que tomamos as mesmas decisões, para além do racional?</p><p>Na década de 70, os pesquisadores Daniel Kahneman e Amos Tversky (1979)</p><p>perceberam que eles próprios tomavam decisões que não foram previstas</p><p>pela teoria da utilidade esperada e que não foram racionais.</p><p>Por que tomamos as mesmas decisões, para além do racional?</p><p>Passaram a liderar uma pesquisa sobre a tomada de decisões (Prêmio Nobel</p><p>de 2002 em Ciências Econômicas).</p><p>Ao examinar como as pessoas tomam decisões diárias, identificaram vários</p><p>atalhos mentais comuns (regras de ouro ou diretrizes informais), conhecidas</p><p>como heurísticas, que são estratégias rápidas e eficientes que as pessoas</p><p>normalmente usam para tomar decisões.</p><p>O raciocínio heurístico muitas vezes ocorre inconscientemente (não estamos</p><p>cientes desses atalhos mentais). É benéfico para tomar decisões rápidas, em</p><p>vez de pesar todas as evidências antes de decidir.</p><p>Uma vez que a capacidade de processamento consciente é limitada, o</p><p>raciocínio heurístico é útil, em parte porque exige recursos cognitivos</p><p>mínimos e nos possibilita focar a atenção em outras coisas.</p><p>Essas regras de ouro rápidas muitas vezes levam a decisões razoavelmente</p><p>boas, com desfechos que são aceitáveis para os indivíduos.</p><p>No entanto, a heurística também pode resultar em vieses, e estes também</p><p>podem levar a erros ou decisões errôneas.</p><p>Raciocínio heurístico</p><p>Heurísticas na tomada de decisão</p><p>ancoragem e enquadramento (comparações relativas)</p><p>disponibilidade,</p><p>representatividade</p><p>afeto.</p><p>Comparações relativas (ancoragem e enquadramento):</p><p>Usamos para julgar um valor.</p><p>Por exemplo, você vai se sentir melhor com uma nota 8,5 se descobrir que a</p><p>média da classe foi de 7,5 do que se descobrir que foi de 9,5.</p><p>Ao fazer comparações relativas, as pessoas são influenciadas pela</p><p>ancoragem e pelo enquadramento.</p><p>A ancoragem ocorre quando, na tomada de decisões, as pessoas confiam na</p><p>primeira parte da informação com a qual se deparam ou com a informação</p><p>que chega mais rapidamente à mente</p><p>Ancoragem</p><p>João é inteligente, trabalhador, impulsivo,</p><p>crítico, teimoso e invejoso.</p><p>Marcelo é invejoso, teimoso, crítico, impulsivo,</p><p>trabalhador e inteligente</p><p>Você iria gostar mais de João ou de Marcelo?</p><p>Você iria gostar mais de João ou de Marcelo?</p><p>As pessoas geralmente veem João mais favoravelmente do que Marcelo.</p><p>Mesmo que as descrições sejam idênticas, as pessoas são influenciadas pela</p><p>ordem de apresentação e ajustam suas impressões com base nas âncoras</p><p>iniciais de que João é inteligente e Marcelo é invejoso.</p><p>Os efeitos da ancoragem podem ser encontrados em muitos tipos de decisões</p><p>Enquadramento</p><p>Você prefere fazer uma prova onde tem uma</p><p>chance de 70% de passar ou uma em que tem</p><p>uma chance de 30% de rodar?</p><p>Heurística do enquadramento</p><p>Mesmo que as chances de passar (ou não) sejam idênticas, muitos estudantes</p><p>escolheriam o primeiro curso. Essa decisão é um exemplo de enquadramento.</p><p>As pesquisas sobre o enquadramento indicam que, quando as pessoas fazem</p><p>escolhas, elas podem pesar as perdas e ganhos de modo diferente.</p><p>Elas geralmente se preocupam muito mais com os custos do que com os</p><p>benefícios, uma ênfase conhecida como aversão à perda.</p><p>Disponibilidade</p><p>Considere esta pergunta:</p><p>Na maior parte dos países industrializados, há</p><p>mais agricultores ou mais bibliotecários?</p><p>Heurística da disponibilidade:</p><p>é a tendência de tomar uma decisão com base na resposta que vem mais</p><p>facilmente à mente. Em outras palavras, quando pensamos sobre eventos ou</p><p>tomamos decisões, tendemos a confiar na informação que é fácil de recuperar.</p><p>Na primeira atividade: como as palavras com r no início vêm mais facilmente</p><p>à mente, você concluiu que com frequência r é a primeira letra de uma</p><p>palavra. Contudo, a letra r tem uma probabilidade muito maior de ser a</p><p>terceira.</p><p>Na segunda atividade: se você mora em uma área agrícola, provavelmente</p><p>disse agricultores. Se você não, provavelmente disse bibliotecários.</p><p>A maior parte das pessoas que responde a essa pergunta pensa nos</p><p>bibliotecários e nos agricultores que conhece (ou dos quais ouviu falar).</p><p>Se conseguirem se lembrar de muito mais casos em uma categoria, eles assumem</p><p>que essa categoria é maior. Na verdade, existem muito mais agricultores do que</p><p>bibliotecários na maior parte dos países industrializados.</p><p>Representatividade</p><p>Helena é inteligente, ambiciosa e</p><p>cientificamente dotada. Ela gosta de trabalhar</p><p>em enigmas matemáticos, falar com outras</p><p>pessoas, ler e cuidar do jardim.</p><p>Você deduz que ela é uma psicóloga ou uma</p><p>funcionária dos correios?</p><p>Heurística da representatividade:</p><p>é a tendência de colocar uma pessoa ou objeto em uma categoria caso seja</p><p>semelhante ao nosso protótipo para tal categoria</p><p>No caso Helena: a maiorias usa a heurística da representatividade – como</p><p>suas características parecem mais representativas de psicólogos do que de</p><p>funcionários dos correios, elas diriam que Helena é uma psicóloga.</p><p>Mas a heurística da representatividade pode levar a um raciocínio falho se</p><p>não considerarmos outras informações.</p><p>Há muito mais funcionários dos correios do que psicólogos. Portanto, uma</p><p>pessoa qualquer, incluindo Helena, tem uma probabilidade muito maior de</p><p>ser uma funcionária dos correios. Embora os traços de Helena possam ser</p><p>mais representativos de psicólogos, eles provavelmente também se</p><p>aplicam a uma grande parcela de funcionários dos correios.</p><p>Afeto</p><p>Heurística do afeto</p><p>as pessoas muitas vezes decidem fazer coisas que acreditam que irão torná-las</p><p>felizes, enquanto evitam aquelas que as farão se arrepender.</p><p>As expectativas de como as decisões mudarão os estados afetivos (ou emocionais)</p><p>são forças poderosas na tomada de decisão. Infelizmente, as pessoas são ruins na</p><p>predição afetiva – prever como vão se sentir em relação</p><p>às coisas no futuro.</p><p>As pessoas superestimam o quão felizes as farão os eventos positivos, como se</p><p>casar, ter filhos ou ter seu candidato vitorioso na eleição. Do mesmo modo, elas</p><p>superestimam o grau em que os eventos negativos, como romper com um parceiro,</p><p>perder um emprego ou ser diagnosticado com uma doença – irá afetá-las no futuro</p><p>Logo, é difícil lidar com essa superestimação negativa e positiva.</p><p>Heurística do afeto</p><p>Parece que, quando pensamos em casar, nos concentramos no amor que sentimos</p><p>por nosso parceiro no momento. Quando pensamos sobre a morte de um ente</p><p>querido, consideramos apenas a dor imediata e intensa.</p><p>Ao longo do tempo, no entanto, a vida continua, com as suas alegrias e tristezas</p><p>diárias. O prazer do ganho ou a dor da perda se tornam menos proeminentes contra</p><p>o pano de fundo dos eventos diários.</p><p>Depois de um evento negativo, as pessoas tem capacidade de se envolver em</p><p>estratégias que as ajudam a se sentir melhor. A maioria das pessoas irá se adaptar a</p><p>situação e voltar ao seu ponto de vista típico</p><p>O paradoxo da escolha:</p><p>Quanto mais opções melhor?</p><p>Quando muitas opções estão disponíveis, especialmente quando todas são</p><p>atraentes, as pessoas experimentam conflitos e indecisão.</p><p>Embora ter alguma escolha seja melhor do que não ter nenhuma, alguns</p><p>estudiosos notam que ter muitas escolhas pode ser frustrante,</p><p>insatisfatório e, por fim, debilitante (Schwartz, 2004).</p><p>A indecisão</p><p>Resolução de</p><p>Problemas</p><p>Como faço para entrar no carro (meta) quando deixei as chaves dentro (problema)?</p><p>Como ganho dinheiro (problema) para passar suas férias em Paris (meta)?</p><p>Que tipo de trabalho você objetiva encontrar?</p><p>Para resolver o problema: elaborar um plano para alcançar uma meta atingível, traçar</p><p>estratégias para superar os obstáculos, monitorar o progresso e avaliar os resultados.</p><p>O modo como a pessoa pensa sobre o problema pode ajudar ou prejudicar sua</p><p>capacidade de encontrar soluções.</p><p>Alguns são definidos facilmente:</p><p>Outros problemas, talvez com mais frequência, são menos definidos:</p><p>A resolução de problemas</p><p>Consiste em utilizar as informações disponíveis para alcançar uma meta.</p><p>Os pesquisadores examinam como as</p><p>pessoas avançam de um passo ao</p><p>seguinte, os erros típicos que cometem</p><p>em passos complicados ou não intuitivos</p><p>e como decidem sobre as soluções mais</p><p>eficientes (ou, alguns casos, menos</p><p>eficientes).</p><p>Uma abordagem é identificar os passos:</p><p>Organização de submetas</p><p>O objetivo é mover os três discos do</p><p>primeiro para o terceiro poste e</p><p>preservar a ordem original dos discos,</p><p>usando o menor número possível de</p><p>movimentos e seguindo as regras de</p><p>só mover um disco de cada vez e</p><p>jamais colocar um disco sobre um</p><p>menor durante a transferência.</p><p>Torre de Hanói</p><p>As vezes precisamos rever a representação</p><p>mental para superar um obstáculo.</p><p>Uma estratégia que os solucionadores de</p><p>problemas usam comumente para superar</p><p>os obstáculos é reestruturar o problema.</p><p>Essa técnica consiste em representar o</p><p>problema de uma maneira nova. De modo</p><p>ideal, a nova visão revela uma solução que</p><p>não era visível sob a velha estrutura do</p><p>problema.</p><p>Mudando as representações</p><p>Tente ligar os pontos usando no</p><p>máximo quatro linhas retas, sem</p><p>levantar o lápis da página.</p><p>Problema dos nove</p><p>pontos de Scheerer</p><p>Na tentativa de resolver um problema, é</p><p>comum pensar no modo como resolvemos</p><p>problemas semelhantes no passado.</p><p>Tendemos a persistir em estratégias</p><p>anteriores, ou conjuntos mentais. Essas</p><p>maneiras estabelecidas de pensar muitas</p><p>vezes são úteis, mas às vezes dificultam</p><p>encontrar a melhor solução.</p><p>A maior parte dos participantes considera apenas as soluções que se encaixam no quadrado formado</p><p>pelos pontos. Tendem a pensar que o problema inclui essa restrição. No entanto, uma solução é</p><p>efetivamente pensar fora da caixa: ver que manter as linhas dentro da caixa não é uma exigência.</p><p>Resolver o problema requer a reestruturação da representação, eliminando restrições assumidas.</p><p>Problema dos nove</p><p>pontos de Scheerer</p><p>Um tipo de conjunto mental resulta de ter</p><p>ideias fixas sobre as funções dos objetos.</p><p>Essa fixidez funcional também pode criar</p><p>dificuldades na resolução de problemas.</p><p>Aqui, a flexibilidade é o contrário da fixidez,</p><p>pensar para além do óbvio, ser criativo e</p><p>adaptando-se a situação e necessidade:</p><p>Ex: talvez você já tenha usado fita adesiva para um</p><p>fim não previsto inicialmente.</p><p>Mudando as representações</p><p>Algumas pessoas podem pensar na fita adesiva</p><p>como algo usado apenas para remendar coisas.</p><p>Ou pensar em usar o material de modo mais</p><p>criativo, como para fazer uma roupa de festa.</p><p>algoritmo</p><p>pensar retrogradamente</p><p>encontrar uma analogia apropriada</p><p>A reestruturação de representações mentais é</p><p>uma maneira valiosa de desenvolver um insight</p><p>sobre a solução de um problema.</p><p>Estratégias conscientes</p><p>Um algoritmo é uma diretriz que, se seguida</p><p>corretamente, sempre leva à resposta correta.</p><p>Por exemplo: se você quiser conhecer a área de</p><p>um retângulo, poderia obter a resposta certa</p><p>multiplicando seu comprimento pela largura.</p><p>Essa fórmula é um algoritmo porque sempre vai</p><p>funcionar.</p><p>Algoritimo</p><p>Outra boa estratégia consciente para superar</p><p>obstáculos está em pensar retrogradamente.</p><p>Quando os passos adequados para resolver</p><p>um problema não são claros, passar do</p><p>estado-alvo para o estado inicial pode ajudar</p><p>a produzir uma solução. Considere o</p><p>problema do lírio d’água:</p><p>Pensar retrógradamente</p><p>Os lírios d’água dobram de área a cada 24</p><p>horas. No primeiro dia de verão, há apenas 1</p><p>lírio d'água no lago. Leva 60 dias para o lago</p><p>se encher completamente de lírios d'água.</p><p>Quantos dias leva para que metade do lago</p><p>esteja coberta por lírios d'água?</p><p>Os lírios d’água dobram de área a cada 24</p><p>horas. No primeiro dia de verão, há apenas</p><p>1 lírio d'água no lago. Leva 60 dias para o</p><p>lago se encher completamente de lírios</p><p>d'água. Quantos dias leva para que metade</p><p>do lago esteja coberta por lírios d'água?</p><p>Normalmente, uma primeira maneira de resolver esse problema é trabalhar a partir do estado</p><p>inicial para o estado-alvo: você imagina que no dia 1 há um lírio d'água, no dia 2 há dois lírios</p><p>d'água, no dia 3 há quatro lírios d'água, e assim por diante, até você descobrir quantos lírios</p><p>d'água há no dia 60, e você vê qual dia tinha metade dessa quantidade.</p><p>Mas se você pensar retrogradamente, a partir do estado-alvo para o estado inicial, perceberá</p><p>que, se no dia 60 o lago está coberto de lírios d’água e os lírios d'água dobram a cada 24</p><p>horas, então no dia 59 metade do lago deve ter esta- do coberta.</p><p>Problema do lírio d’água</p><p>Conhecida como resolução analógica de problemas.</p><p>Por ex: uma cirurgiã precisa utilizar um laser para destruir</p><p>um tumor. Porém ela precisa usar o laser de modo que</p><p>evite a destruição do tecido saudável em volta. Ela se</p><p>lembra de ler uma história sobre um general que queria</p><p>capturar uma fortaleza.</p><p>O general precisava mandar uma grande quantidade de</p><p>soldados à fortaleza, mas todas as estradas estavam com</p><p>minas. Um grande grupo de soldados detonaria as minas,</p><p>mas um pequeno grupo poderia viajar com segurança.</p><p>Então, o general dividiu os soldados em pequenos grupos</p><p>e fez com que cada um tomasse um caminho diferente</p><p>até a fortaleza, onde todos atacariam juntos.</p><p>Encontrar a analogia apropriada</p><p>Como seu problema tem restrições</p><p>análogas (semelhantes) ao problema do</p><p>general, a médica tem a ideia de apontar</p><p>vários lasers ao tumor a partir de</p><p>ângulos diferentes.</p><p>Por si só, cada laser será fraco o</p><p>suficiente para evitar a destruição do</p><p>tecido vivo em seu caminho, mas a</p><p>intensidade combinada de todos será</p><p>suficiente para destruir o tumor.</p><p>Muitas vezes, um problema não é identificado como um problema até que parece</p><p>insolúvel e você se sinta preso.</p><p>Por exemplo, é somente quando vê as chaves na ignição do seu carro trancado</p><p>que você percebe que tem um problema.</p><p>Às vezes, enquanto você está lá ponderando o problema, uma solução surge em</p><p>sua cabeça – o momento “Aha”. O insight é a metafórica</p><p>luz mental que passa na</p><p>sua cabeça quando você repentinamente encontra a solução para um problema.</p><p>Às vezes, um insight fornece essas novas soluções para superar a fixidez funcional</p><p>Insight repentino</p><p>Em 1925, o psicólogo da Gestalt</p><p>Wolfgang Köhler conduziu um dos</p><p>exemplos mais famosos na</p><p>psicologia da pesquisa sobre o</p><p>insight. Köhler estudou se os</p><p>chimpanzés poderiam resolver</p><p>problemas.</p><p>Ele colocava uma banana fora do</p><p>alcance de um chimpanzé e dava</p><p>alguns materiais que poderiam ser</p><p>usados. Ele descobriria como</p><p>mover pegar a banana?</p><p>Insight repentino</p><p>Ele empilhou várias caixas uma em cima da outra e subiu na pilha</p><p>para alcançar as bananas. Esse comportamento sugere que o</p><p>chimpanzé resolveu o problema por meio de um insight.</p><p>Insight repentino</p><p>Duas cordas estão penduradas no teto, mas</p><p>estão longe demais para que a pessoa possa</p><p>segurar uma e caminhar até a outra.</p><p>Você tem uma caixa de fósforos, uma chave de</p><p>fenda e alguns pedaços de algodão. Como as</p><p>cordas poderiam ser amaradas uma na outra?</p><p>Insight repentino</p><p>A chave de fenda pode se amarrada em uma das</p><p>cordas. Isso forma um pêndulo que pode ser</p><p>balançado para alcançar a outra corda.</p><p>Técnica para</p><p>Resolução de</p><p>Problemas</p><p>Identificação e definição do problema:</p><p>Crie possíveis soluções (brainstorming de soluções)</p><p>Avalie as soluções</p><p>Escolha a solução</p><p>Implementar a solução</p><p>Avaliação do resultado</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>Passos para a resolução de problemas</p><p>Escreva o problema o mais detalhado possível.</p><p>Seja específico sobre o comportamento, situação,</p><p>tempo, circunstâncias que criam o problema.</p><p>Por exemplo: não tenho dinheiro suficiente para</p><p>pagar as contas.</p><p>Por exemplo: preciso de dinheiro para pagar a conta</p><p>do telefone e do gás.</p><p>1. Identificação e definição do problema</p><p>2.Crie possíveis soluções (brainstorming)</p><p>Anote todas as soluções possíveis:</p><p>neste passo não se preocupe com a qualidade das soluções</p><p>Crie o maior número de alternativas possíveis</p><p>3. Avalie as soluções</p><p>Ver as soluções e eliminar as menos desejadas ou que não fazem sentido.</p><p>Ordene as soluções por preferência.</p><p>Avalie as restantes soluções em termos de vantagens e desvantagens.</p><p>4. Escolha a solução</p><p>Especifique quem/como irá realizar a ação.</p><p>Especifique como a solução irá ser implementada.</p><p>Especifique quando a solução irá ser implementada</p><p>Ex: amanhã de manhã: telefonar à companhia de gás e telefone e negociar.</p><p>5. Implementar a solução</p><p>Faça um plano de ação:</p><p>Defina critérios para a execução.</p><p>Deixe claros os passos para o objetivo.</p><p>Avalie a eficácia da solução escolhida.</p><p>Decida se este plano precisa de ser revisto ou se precisa</p><p>de um plano melhor para o problema.</p><p>Se não ficou satisfeito com a solução escolhida, volte ao</p><p>passo nº 2 e selecione uma nova solução ou revise as</p><p>existentes e repita os passos a seguir.</p><p>6. Avaliação do resultado</p><p>Alterações do</p><p>pensamento</p><p>Alterações no curso do pensamento</p><p>Aceleração do pensamento: flui de forma muito acelerada, com uma ideia</p><p>se sucedendo à outra rapidamente, podendo até ser difícil acompanhar o</p><p>ritmo do indivíduo.</p><p>Lentificação do pensamento: o pensamento progride lentamente, de</p><p>forma lenta e dificultosa. Há latência entre as perguntas e respostas.</p><p>Bloqueio do pensamento: no meio de uma conversa, brusca e</p><p>repentinamente interrompe seu pensamento, sem qualquer motivo.</p><p>Fuga de ideias: alteração do fluxo e da estrutura do pensamento</p><p>relacionada a aceleração do pensamento, uma ideia se segue a outra de</p><p>forma extremamente rápida.</p><p>Pensamento mágico: ex: vi um carro batido hoje cedo, concluo que</p><p>meu pai irá morrer atropelado nos próximos dias.</p><p>Pensamento concreto: não consegue entender ou utilizar metáforas.</p><p>Dificuldade com: a ironia, o subentendido, o duplo sentido.</p><p>Pensamento inibido: inibição do raciocínio, com diminuição da</p><p>velocidade e do número de conceitos, juízos e representações.</p><p>Pensamento prolixo: longas voltas ao redor do tema. Há dificuldade</p><p>na construção direta, clara e acabada, falta de capacidade de síntese.</p><p>Alterações na forma do pensamento</p><p>Pensamento desagregado: incoerente, os conceitos não se articulam</p><p>minimamente de forma lógica. "Uma salada de palavras".</p><p>Pensamento obsessivo: ideias ou representações que, apesar de</p><p>poder ter conteúdo absurdo ou repulsivo para o indivíduo, se impõem</p><p>à modo persistente e incontrolável. "E se eu ficar contaminada".</p><p>Ruminação ou pensamento perseverativo: às vezes, sobrepostas ao</p><p>pensamento obsessivo, as ruminações são formas de pensamento</p><p>repetitivo que implicam preocupações e pensamentos negativos</p><p>recorrentes, vivenciados de forma passiva. "Deveria ter feito mais".</p><p>Alterações na forma do pensamento</p><p>persecutórios</p><p>depreciativos, de ataque à autoestima</p><p>de poder, riqueza, grandeza ou missão</p><p>religiosos, místicos, mágicos</p><p>eróticos, sexuais, de ciúmes</p><p>de culpa</p><p>conteúdos hipocondríacos</p><p>O conteúdo do pensamento é aquilo que preenche a estrutura do</p><p>processo de pensar. Os conteúdos mais comuns são</p><p>Alterações no conteúdo do pensamento</p><p>Persecutórios: "ele está me seguindo - me espiando"</p><p>Depreciativos: "sou uma anta - sou uma pessoa ruim"</p><p>De poder ou grandeza: "o que seria do universo sem minha inteligência"</p><p>Religiosos, mágicos: "tenho que rezar 3 vezes para salvar minha mãe"</p><p>Eróticos, sexuais, de ciúmes: "ele está transando com outra pessoa"</p><p>De culpa: "eu não deveria ter feito aquilo"</p><p>Hipocondríacos: "estou com dor na cabeça, é um AVC".</p><p>Alterações no conteúdo do pensamento</p><p>Preconceito</p><p>Superstição</p><p>Ideia supervalorizadas</p><p>Delírios</p><p>O ser humano afirma sua relação com o mundo, discerne a verdade do erro,</p><p>assegura-se da existência ou não de um objeto perceptível (juízos de</p><p>realidade), assim como distingue uma qualidade de outra (juízos de valor).</p><p>Alterações patológicas:</p><p>Alterações no juízo de realidade</p><p>Um juízo a priori, sem reflexão, com base em premissas falsas, “uma opinião</p><p>precipitada que transforma-se numa discriminação".</p><p>Em geral, produzidos social e culturalmente, por interesses de determinados</p><p>grupos sociais, que constroem tais concepções preconceituosas para se</p><p>colocarem em situação de superioridade</p><p>Preconceito</p><p>Superstição</p><p>As crenças culturalmente compartilhadas e referendadas por um grupo</p><p>cultural (religioso, político, étnico, grupo de jovens, grupo místico).</p><p>Por exemplo, acredita plenamente em demônios, entidades mágicas, na</p><p>ação de entidades sobrenaturais sobre os vivos. Da mesma forma,</p><p>pode-se citar os membros de grupos que acreditam, com convicção</p><p>plena, em discos voadores ou em gnomos, entre outras coisas.</p><p>Não devem ser confundidas com os sintomas psicopatológicos. O elemento</p><p>diferencial básico das ideias delirantes é que, nas crenças culturalmente sancionadas,</p><p>há evidências de que o indivíduo compartilha sua crença com um grupo social, mesmo</p><p>que essa crença seja bizarra ou absurda para quem não pertence a tal grupo cultural.</p><p>Alterações patológicas do juízo</p><p>Ideia supervalorizadas: são ideias que, por conta da importância afetiva</p><p>que têm para o indivíduo, adquirem marcante predominância sobre os</p><p>demais pensamentos.</p><p>Delírio: alterações patológicas do juízo</p><p>“Tenho certeza de que meus pais (ou os vizinhos) querem me envenenar”,</p><p>“Meus colegas fizeram um plano para acabar comigo”,</p><p>“Eu sou uma divindade com poderes para acabar com o sofrimento no mundo”</p><p>“Implantaram um chip em meu cérebro que comanda meus pensamentos”.</p><p>As ideias delirantes, ou delírio, são juízos patologicamente falsos.</p><p>Ideias delirantes típicas, observadas na prática clínica, são, por exemplo:</p><p>Mas o que de fato define um delírio?</p><p>Cuidado! Não é apenas a falsidade do conteúdo.</p><p>Delírio: definindo as características</p><p>O indivíduo que apresenta o delírio tem convicção absoluta</p><p>É impossível a modificação do delírio por provas. É irrefutável.</p><p>O delírio é, quase sempre, um juízo falso; seu conteúdo é impossível.</p><p>O delírio é muitas vezes vivenciado como algo evidente (é óbvio).</p><p>O indivíduo delirante tem inteligência suficiente, (recursos</p><p>básicos)</p><p>O delírio é uma produção associal. Convicção de uma só pessoa.</p><p>Para identificação clínica do delírio:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>Delírios de perseguição: acredita que é vítima de um complô e está</p><p>sendo perseguido por pessoas conhecidas ou desconhecidas, como</p><p>máfias, vizinhos, polícia, pais, esposa ou marido, chefe ou colegas.</p><p>Ele pensa que querem envenená-lo, prendê-lo, torturá-lo, matá-lo,</p><p>prejudicá-lo no trabalho ou na escola, desmoralizá-lo, expô-lo ao</p><p>ridículo ou mesmo enlouquecê-lo.</p><p>Delírios: seus conteúdos mais comuns</p><p>Delírio de referência: o indivíduo diz ser alvo frequente ou constante de</p><p>referências depreciativas, caluniosas.</p><p>Ao passar diante de um bar e observar as pessoas conversando e rindo,</p><p>entende que estão falando dele, rindo dele, dizendo que ele é ladrão ou</p><p>traidor; tudo, enfim, se refere a ele.</p><p>Delírios: seus conteúdos mais comuns</p><p>Delírio de influência ou controle: o indivíduo vivencia o fato de estar</p><p>sendo controlado, comandado ou influenciado por força, pessoa ou</p><p>entidade externas.</p><p>Há, por exemplo, uma máquina (antena, computador, aparelho</p><p>eletrônico) que envia raios que controlam seus pensamentos e seus</p><p>sentimentos. Um ser extraterrestre, um demônio ou entidade</p><p>paranormal controla seus sentimentos, suas funções corporais e</p><p>visa, com isso, destruí-lo ou fazê-lo sofrer.</p><p>Delírios: seus conteúdos mais comuns</p><p>Delírio de grandeza ou missão: o indivíduo acredita ser pessoa muito</p><p>especial, dotada de capacidades e poderes, também especiais.</p><p>Delírios: seus conteúdos mais comuns</p><p>Delírio religioso ou místico: a temática religiosa, mística, do sagrado ou</p><p>do demoníaco, representa o segundo conteúdo mais frequente.</p><p>O indivíduo afirma ser um messias, um santo poderoso, ou que está</p><p>sendo influenciado pelo demônio; este quer conquistá-lo ou destruí-lo.</p><p>O que perturba o ser humano não</p><p>são os fatos, mas a interpretação</p><p>que ele faz dos fatos.</p><p>Epitectus</p><p>Dúvidas?</p>

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