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<p>Autora: Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes</p><p>Políticas públicas relativas aos</p><p>atendimentos educacionais</p><p>em ambientes hospitalares e</p><p>domiciliares</p><p>Autora: Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes</p><p>Políticas públicas relativas aos</p><p>atendimentos educacionais</p><p>em ambientes hospitalares e</p><p>domiciliares</p><p>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO</p><p>Ministro da Educação</p><p>Camilo Santana</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL</p><p>Reitor da UFMS: Marcelo Augusto Santos Turine</p><p>Vice-reitora da UFMS: Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo</p><p>Pró-reitor da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Esporte</p><p>(Proece/UFMS): Marcelo Fernandes Pereira</p><p>Diretor do Instituto de Biociências (Inbio/UFMS): Ramon José</p><p>Correa Luciano de Mello</p><p>Diretor da Agência de Educação Digital e a Distância (Agead):</p><p>Hércules da Costa Sandim</p><p>Coordenação:</p><p>Jucélia Linhares Granemann de Medeiros</p><p>Supervisão:</p><p>Antônio Pancracio de Souza</p><p>Formadora:</p><p>Sheyla Cristina Araújo Matoso</p><p>Professores pesquisadores:</p><p>Aline Mara Alves Maciel</p><p>Ediclea Mascarenhas Fernandes</p><p>Juliane Aparecida Lima dos Santos</p><p>Milene Bartolomei Silva</p><p>Mirella Villa de Araújo Tucunduva da Fonseca</p><p>Tutores:</p><p>Alba Alessandro Moura Costa</p><p>Amanda Costa Camizão Savergnini</p><p>André Magri Ribeiro de Melo</p><p>Antônio Adônnis Sátiro de Souza</p><p>Camila de Freitas Vieira</p><p>Carla Marina Neto das Neves Lobo</p><p>Cassia Maria Davanço Vivan</p><p>Ciro Alexandre Merces Goncalves</p><p>Ellem de Souza Coimbra</p><p>Francisco Carlos Vieira Moura de Araújo</p><p>Heriel Adriano Barbosa da Luz</p><p>Jose Tadeu Madeira de Oliveira</p><p>Juliana Nascimento Andrade</p><p>Leandro de Oliveira</p><p>Maria Luciene Feitosa Rocha</p><p>Murilo Roberto Jesus Maganha</p><p>Valéria Cordeiro Ferreira</p><p>Vivian Almeida Assunção</p><p>Waneuza Soares Eulálio</p><p>Técnico em Tecnologia da Informação</p><p>Wellington Idino</p><p>Diagramador</p><p>Hélder Rafael Regina Nunes Dias</p><p>Secretária administrativa</p><p>Mariuciy Menezes de Arruda Gomes</p><p>Intérpretes de Libras</p><p>Claudinéia da Silva</p><p>Eliana Antônia Branício</p><p>Sumário</p><p>Objetivos do módulo</p><p>Conteúdo</p><p>Referências</p><p>5</p><p>6</p><p>25</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 5</p><p>Objetivos do módulo</p><p>O módulo possui como objetivos apresentar breve trajetória</p><p>da educação em ambiente hospitalar e domiciliar em</p><p>âmbito internacional e nacional. Discutir as principais</p><p>legislações, portarias e demais dispositivos que garantem</p><p>estes atendimentos, analisar o a invisibilidade destes</p><p>atendimentos em eventos importantes e decisivos como</p><p>as conferências de direitos das quais emanam políticas</p><p>públicas. E, finalmente propor uma agenda para os próximos</p><p>anos de passos importantes para a consolidação de uma</p><p>política pública que se fundamente em banco de dados,</p><p>formação de gestores, formação de profissionais, de redes</p><p>de apoio e financiamento.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 6</p><p>Um breve histórico mundial</p><p>A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações</p><p>Unidas de 1948 desencadeou um movimento internacional</p><p>de luta pela garantia de direitos de grupos marginais ao</p><p>acesso às políticas públicas, sendo a educação concebida</p><p>como um dos bens primordiais. O Brasil é signatário de</p><p>importantes Convenções Internacionais de Direitos, as</p><p>quais passam a expressar as intenções políticas nacionais.</p><p>Neste escopo temos a Política Nacional de Educação em</p><p>Direitos Humanos de 2003 que garante não somente o</p><p>acesso à educação, mas a garantia de formações voltadas à</p><p>consciência dos direitos à educação.</p><p>Neste sentido o atendimento educacional em ambiente</p><p>hospitalar e domiciliar se insere como modalidade legítima</p><p>para garantir ao cidadão em situação de vulnerabilidade</p><p>de saúde que não perca o vínculo com a escola e com seu</p><p>direito à educação seja esta oferecida no leito hospitalar,</p><p>na classe hospitalar, no centro de hemodiálise, no centro</p><p>oncológico, e no leito domiciliar.</p><p>É neste sentido uma política radical que rompe os muros da</p><p>sala de aula, que perpassa pelos hospitais, salas e quartos,</p><p>que entra pela rede da internet, nos computadores e nos</p><p>whatsapp levando a educação por meio de vocês...</p><p>Este é o seu convite para nosso módulo:</p><p>A França foi o berço da instrução pública com o surgimento</p><p>da escola da forma como a que concebemos hoje de</p><p>responsabilidade do estado e do poder público, numa</p><p>perspectiva de oferta de ensino, com currículos, normas,</p><p>para a construção da cidadania. A França também foi berço</p><p>das primeiras classes hospitalares em 1935, (Esteves,2008;</p><p>Domin, 2004) organizadas pelo então Ministro da Saúde</p><p>Henri Sellier para atender “crianças inadaptadas”, que até</p><p>então eram atendidas com adultos nos mesmos espaços de</p><p>saúde. A seguir foram criadas também em outros países da</p><p>Europa e nos Estados Unidos espaços para atendimento às</p><p>crianças tuberculosas.</p><p>O panorama da segunda guerra mundial representaria</p><p>um cenário também para acolhida de crianças mutiladas.</p><p>Henri Sellier, teve em sua formação inspiração socialista,</p><p>realizando na França naquela época projetos que hoje se</p><p>assemelham à humanização hospitalar, com preocupação na</p><p>formação profissional; além de preocupação com urbanismo</p><p>e um planejamento urbano mais humanitário e saudável.</p><p>Nessa época, ele já advertia sobre a influência de uma</p><p>cidade desorganizada para a saúde mental.</p><p>Ele cria o Centro Nacional de Estudos para a Infância</p><p>Inadaptada e o cargo de professor hospitalar vinculado</p><p>ao Ministério da Educação. Podemos avaliar, quase um</p><p>centenário após, que essa ação representaria hoje o que</p><p>tanto necessitamos para a intersetorialidade de ações</p><p>Educação/Saúde/Assistência Social/Urbanismo em prol</p><p>de uma perspectiva de saúde integral para crianças e</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 7</p><p>jovens em processo de adoecimento. Na Rússia, ainda que</p><p>não especificamente com nome de classes hospitalares</p><p>o psicólogo Vigotski organizaria também no início do</p><p>século passado toda sua teoria, pautada no modelo de</p><p>compensação para acompanhar pedagogicamente crianças e</p><p>jovens com deficiências e outras alterações.</p><p>O contexto brasileiro: dos primórdios à contemporaneidade</p><p>as políticas públicas de atenção às pessoas com deficiência</p><p>intelectual e outras deficiências no sistema público também</p><p>se inicia a partir das interações saúde/ educação. A primeira</p><p>instituição pública de saúde que se preocupou com a</p><p>possibilidade de atendimento desta clientela foi o hospital</p><p>psiquiátrico Juliano Moreira em 1874 dentro de um modelo</p><p>de subsistência em que não havia distinção da função de</p><p>escola e do hospício; porém Juliano Moreira percebeu a</p><p>necessidade de criar um pavilhão separado para as crianças</p><p>e com a introdução de métodos educacionais. Os médicos</p><p>foram os primeiros que despertaram para a necessidade de</p><p>uma escola nesse serviço.</p><p>A primeira classe hospitalar brasileira foi implantada no</p><p>Hospital Jesus, segundo pesquisa documental de Ramos</p><p>(2007), em 1950 quando o Diretor do Hospital Dr David Pilar</p><p>solicitou ao Serviço Social criar um espaço para oferecer</p><p>atendimento educacional a crianças hospitalizadas. A</p><p>depoente do estudo foi a Professora Lecy Rittmayer</p><p>designada a ser a primeira professora de classe hospitalar.</p><p>Foto 1: inauguração da primeira classe Hospitalar do Hospital Jesus</p><p>Profa Lecy Rittmayer. Fonte RAMOS (2007)</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 8</p><p>Por meio da portaria 634 a professora passou a fazer parte</p><p>da Secretaria de Saúde para atender média de oitenta</p><p>crianças em idade escolar. O atendimento era feito nas</p><p>enfermarias de forma individual.</p><p>Foto 2: Grupo de alfabetização da classe hospitalar do Hospital Jesus no</p><p>início da década de 1960. Fonte RAMOS (2007)</p><p>Em 1960 uniu-se ao trabalho a Professora Marly Froes</p><p>Peixoto que também desenvolvia um trabalho no Hospital.</p><p>Barata Ribeiro. Em 1960 são instaladas salas</p><p>de aula nos</p><p>hospitais para um trabalho em ambiente próprio, passando</p><p>as classes hospitalares a serem unidades próprias. O</p><p>segundo estado a implantar classe hospitalar foi a Bahia</p><p>As experiências pioneiras culminaram na oficialização do</p><p>atendimento às crianças hospitalizadas pela Lei de Diretrizes</p><p>e Bases 4024 de 1961 e pela Constituição do Estado da</p><p>Guanabara. O direito legal a um atendimento educacional</p><p>diferenciado para crianças e também é garantido pelo</p><p>Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969, que dispôs</p><p>sobre o tratamento excepcional aos alunos com afecções.</p><p>O referido Decreto- Lei n º 1.044, de 21 de outubro de 1969</p><p>pautava-se em três pilares: direito à educação previsto</p><p>na Constituição; condições de saúde que nem sempre</p><p>permitem frequência à escola; legislação que admite o</p><p>regime excepcional de classes especiais e a equivalência</p><p>de estudos, bem como o da educação peculiar dos</p><p>excepcionais. O artigo 1º garantia tratamento especial para</p><p>alunos portadores de afecções congênitas ou adquiridas,</p><p>traumatismos ou outras condições mórbidas em casos como</p><p>síndromes hemorrágicas (hemofilia), asma, pericardites,</p><p>afecções osteoarticulares submetidas a correções</p><p>ortopédicas, nefropatias agudas, afecções reumáticas.</p><p>O artigo 2º definia como tratamento especial a compensação</p><p>da ausência às aulas por meio de exercícios domiciliares com</p><p>acompanhamento da escola após laudo médico elaborado</p><p>por autoridade oficial do sistema educacional. Conclui-se, a</p><p>partir deste decreto-lei, que havia preocupação do sistema</p><p>de ensino em conferir progressão e evitar evasão e fracasso</p><p>escolar de alunos em situação de doença que os impedisse</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 9</p><p>de frequentar as aulas. Verifica-se também a alusão ao</p><p>laudo médico por autoridade do sistema educacional,</p><p>percebendo-se uma parceria entre saúde e educação para</p><p>avaliação dos casos a serem conferidos nestas condições</p><p>excepcionais (Disponível no site: http:// www.planalto.gov.br/</p><p>ccivil_03/decreto-lei/del1044.htm).</p><p>O atendimento domiciliar também é referenciado pela Lei nº</p><p>6.202, de 17 de abril de 1975, a qual no artigo 1º recomendava</p><p>que, a partir do oitavo mês de gestação e durante três</p><p>meses, a estudante em estado de gravidez ficaria assistida</p><p>pelo regime de exercícios domiciliares (Disponível no site:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/l6202.</p><p>htm).</p><p>O Decreto nº 72.425, de 04 julho de 1973, criou o Centro</p><p>Nacional de Educação Especial (CENESP), instituindo a</p><p>Educação Especial como modalidade de atendimento. Este</p><p>modelo de serviço emergiu de um sistema internacional</p><p>que previa a integração nas escolas públicas de crianças</p><p>e jovens com deficiências. Metodologicamente, constituía</p><p>se como a imagem de uma pirâmide em que na base</p><p>se encontrava o ideal esperado, ou seja, os alunos da</p><p>Educação Especial nas classes comuns; o contínuo de</p><p>serviços era apresentado nessa pirâmide como sala</p><p>de recursos, consultoria itinerante, classes especiais e</p><p>escolas especiais; e, no topo da pirâmide, os atendimentos</p><p>em hospital e domicílio. O princípio da integração e</p><p>contínuo de serviços demonstrava explicitamente pela</p><p>primeira vez em uma política educacional a importância</p><p>para que ninguém ficasse de fora do acesso à educação</p><p>(Disponível no site: https://www2.camara.leg.br/legin/</p><p>fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888-</p><p>publicacaooriginal-1- e.html#:~:text=1%C2%BA.,melhoria%20</p><p>do%20atendimento%20aos%20excepcionais)</p><p>A implantação de uma política pública nacional de atenção</p><p>às pessoas com deficiências começou a surgir no contexto</p><p>brasileiro a partir dos anos 70, como fruto do movimento</p><p>internacional de luta pela garantia de direitos das pessoas</p><p>com deficiência.</p><p>O modelo implantado pelo CENESP baseava-se no princípio</p><p>da integração, do “mainstreaming”, que preconizava uma</p><p>cascata de serviços em ambientes menos restritivos (classe</p><p>comum, classe comum com apoio de salas de recursos) e</p><p>mais restritivos (classe especial e escola especial), ou seja,</p><p>a concepção de colocar pessoa com deficiência ou com</p><p>altas habilidades/ superdotação na corrente da vida através</p><p>de um sistema de cascatas de oferta de atendimentos.</p><p>Pereira (1980), assim definiu mainstreaming: “significa</p><p>educar, colocar os excepcionais na corrente da vida nos</p><p>seus diversos níveis, aspectos e solicitações mobilizando</p><p>o indivíduo”. Esta cascata de atendimentos e serviços</p><p>também denominada de “pirâmide da integração” e que se</p><p>configurava na base que seria classe regular sem apoios,</p><p>até passando por espaços mais específicos como classes</p><p>e escolas especiais. O vértice do triângulo configuraria o</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del1044.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del1044.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/l6202. htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/l6202. htm</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/ fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888- publicacaooriginal-1- e.html#:~:text=1%C2%BA.,melhoria%20 do%20atendimento%20aos%20excepcionais</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/ fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888- publicacaooriginal-1- e.html#:~:text=1%C2%BA.,melhoria%20 do%20atendimento%20aos%20excepcionais</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/ fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888- publicacaooriginal-1- e.html#:~:text=1%C2%BA.,melhoria%20 do%20atendimento%20aos%20excepcionais</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/ fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888- publicacaooriginal-1- e.html#:~:text=1%C2%BA.,melhoria%20 do%20atendimento%20aos%20excepcionais</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 10</p><p>atendimento hospitalar. A base da pirâmide representaria</p><p>o local onde a maior parte dos alunos público da educação</p><p>especial estariam inseridos no coletivo das classes comuns.</p><p>O vértice corresponderia ao pequeno grupo de alunos com</p><p>condições especiais de saúde.</p><p>Figura 1-pirâmide da cascata de serviços do modelo de integração</p><p>Outro destaque na historicidade foi a Lei nº 7.853, de 24 de</p><p>outubro de 1989, que tratou dos direitos das pessoas com</p><p>deficiências, no artigo 2º, inciso I, alínea “d”, assegurando</p><p>a obrigatoriedade de oferta de programas de Educação</p><p>Especial em unidades hospitalares e congêneres nas quais</p><p>estivessem internados, por prazo igual ou superior a 1(um)</p><p>ano, educandos com deficiências. (Disponível no site: http://</p><p>www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7853.htm).</p><p>Se por um lado a má aplicação do modelo de integração</p><p>nos sistemas de ensino, possa ter “servido” a encobertar</p><p>o fracasso escolar pelo fato de se indicar crianças sem</p><p>deficiências para as “classes especiais” gerando um sistema</p><p>paralelo, por outro lado o modelo da integração garantia</p><p>a existência das classes hospitalares e do atendimento</p><p>pedagógico domiciliar. O Estatuto da Criança e do</p><p>Adolescente, Lei nº 8.069/1990, estabeleceu no artigo 53 que</p><p>a criança e adolescente têm direito à educação (Disponível</p><p>no site: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm).</p><p>Em 1994, o Ministério da Educação publicou o documento</p><p>Política Nacional de Educação Especial. Este documento</p><p>definia a classe hospitalar como o ambiente hospitalar</p><p>onde é possível o atendimento educacional de crianças e</p><p>jovens internados que necessitassem de Educação Especial</p><p>e que estivessem em tratamento hospitalar (Disponível</p><p>no site: https://inclusaoja.files.wordpress.com/2019/09/</p><p>polc3adticanacional-de-educacao-especial-1994.pdf).</p><p>A Resolução nº 41/1995, do Conselho Nacional dos Direitos</p><p>da Criança e do Adolescente, aprovou o documento da</p><p>Sociedade Brasileira de Pediatria sobre os Direitos da</p><p>Criança e do Adolescente Hospitalizados e, no artigo 9º,</p><p>ressalta o direito a desfrutar de alguma forma de recreação,</p><p>programas de</p><p>educação para a saúde e acompanhamento</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7853.htm</p><p>http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm</p><p>https://inclusaoja.files.wordpress.com/2019/09/polc3adticanacional-de-educacao-especial-1994.pdf</p><p>https://inclusaoja.files.wordpress.com/2019/09/polc3adticanacional-de-educacao-especial-1994.pdf</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 11</p><p>do currículo escolar durante sua permanência hospitalar.</p><p>(Disponível no site: https://www.mpdft.mp.br/portal/</p><p>pdf/unidades/promotorias/pdij/Legislacao%20e%20</p><p>Jurisprudencia/Res_41_95_Conanda.pdf).</p><p>A primeira versão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>(LDB) nº 9.394/1996 mencionou o compromisso de uma</p><p>educação para todos, a condição de cidadãos e seus</p><p>direitos, destacando a necessidade da igualdade no acesso à</p><p>escolarização, não tratando explicitamente das modalidades</p><p>de classe hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar</p><p>(Disponível no site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/</p><p>l9394.htm).</p><p>Em 1999, o Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999,</p><p>dispôs sobre a Política Nacional para a Integração da</p><p>Pessoa Portadora de Deficiência (terminologia usada à</p><p>época). O documento aborda o oferecimento obrigatório dos</p><p>serviços de Educação Especial ao educando com deficiência</p><p>em unidades hospitalares e congêneres nas quais esteja</p><p>internado por prazo igual ou superior a um ano. (Disponível</p><p>no site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/d3298.</p><p>htm).</p><p>Em 2001, o Conselho Nacional de Educação publicou a</p><p>Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro, instituiu</p><p>as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na</p><p>Educação Básica, orientando os sistemas de ensino,</p><p>mediante ação integrada com os sistemas de saúde, a</p><p>organizarem o atendimento educacional especializado a</p><p>alunos impossibilitados de frequentar as aulas em razão de</p><p>tratamento de saúde que implique internação hospitalar,</p><p>atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em</p><p>domicílio (Disponível no site: http://portal.mec.gov.br/cne/</p><p>arquivos/pdf/CEB0201.pdf).</p><p>O artigo 13, § 1º, dessa Resolução ressalta que as classes</p><p>hospitalares e o atendimento em ambiente domiciliar</p><p>devem dar continuidade ao processo de desenvolvimento</p><p>e de aprendizagem de alunos matriculados em escolas</p><p>da Educação Básica, contribuindo para seu retorno e</p><p>reintegração ao grupo escolar, e desenvolver currículo</p><p>flexibilizado com crianças, jovens e adultos não matriculados</p><p>no sistema educacional local, facilitando seu posterior</p><p>acesso à escola regular. No § 2º, preconiza que a certificação</p><p>de frequência deve ser realizada com base no relatório</p><p>elaborado pelo professor especializado que atende o aluno.</p><p>O Plano Nacional de Educação (PNE) implantado pela Lei</p><p>nº 10.172, de 09 de janeiro de 2001, dedicou um capítulo, o</p><p>oitavo, inteiramente à Educação Especial, com uma avaliação</p><p>do processo de inclusão dos alunos público da Educação</p><p>Especial, à época denominados alunos com necessidades</p><p>especiais. Embora destaque as modalidades da Educação</p><p>Especial, não mencionou as classes hospitalares e o</p><p>atendimento domiciliar (Disponível no site: http://www.</p><p>planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm).</p><p>Em 2008, foi publicada a Política Nacional de Educação</p><p>Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Um dos</p><p>https://www.mpdft.mp.br/portal/ pdf/unidades/promotorias/pdij/Legislacao%20e%20 Jurisprudencia/Res_41_95_Conanda.pdf</p><p>https://www.mpdft.mp.br/portal/ pdf/unidades/promotorias/pdij/Legislacao%20e%20 Jurisprudencia/Res_41_95_Conanda.pdf</p><p>https://www.mpdft.mp.br/portal/ pdf/unidades/promotorias/pdij/Legislacao%20e%20 Jurisprudencia/Res_41_95_Conanda.pdf</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/d3298.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/d3298.htm</p><p>http://portal.mec.gov.br/cne/ arquivos/pdf/CEB0201.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/cne/ arquivos/pdf/CEB0201.pdf</p><p>http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm</p><p>http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 12</p><p>pontos de recomendação é que, para atuar na Educação</p><p>Especial, o professor deveria ter como base da sua</p><p>formação, inicial e continuada, conhecimentos gerais para o</p><p>exercício da docência e conhecimentos específicos da área.</p><p>Essa formação possibilitaria a sua atuação no atendimento</p><p>educacional especializado e devendo aprofundar o caráter</p><p>interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns</p><p>do ensino regular, nas salas de recursos, nos centros de</p><p>atendimento educacional especializado, nos núcleos de</p><p>acessibilidade das instituições de educação superior, nas</p><p>classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para</p><p>a oferta dos serviços e recursos de Educação Especial.</p><p>Esta é a única seção do documento que menciona em</p><p>os atendimentos em classes hospitalares e domiciliares.</p><p>(Disponível no site: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/</p><p>politicaeducespecial.pdf).</p><p>Neste ano realiza-se a 2ª Conferência Nacional de Direitos</p><p>da Pessoa com Deficiência que aprova medidas importantes</p><p>como, no capítulo referente à educação:</p><p>“Garantir o direito inalienável de todas as</p><p>crianças, adolescentes, jovens e adultos à</p><p>educação inclusiva de qualidade nas classes</p><p>comuns da rede regular de ensino com oferta</p><p>de atendimento educacional especializado</p><p>no contra-turno, com atendimento domiciliar</p><p>e hospitalar a todos que dela necessitarem,</p><p>em conformidade com a Convenção da ONU</p><p>dos Direitos da Pessoa com Deficiência,</p><p>sem prejuízo daqueles que, por quadros</p><p>extremamente severos, necessitem de um</p><p>atendimento mais especializado em classes ou</p><p>escolas especializadas, residências ou classes</p><p>hospitalares.” (BRASIL, CONADE, p.90) Em 2009,</p><p>a Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de</p><p>2009, que instituiu as Diretrizes Operacionais</p><p>para o Atendimento Educacional Especializado</p><p>na Educação Básica, modalidade Educação</p><p>Especial, no artigo 6º menciona que, em casos</p><p>de Atendimento Educacional Especializado</p><p>em ambiente hospitalar ou domiciliar, será</p><p>ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema</p><p>de ensino, a Educação Especial de forma</p><p>complementar ou suplementar (Disponível no</p><p>site: http:// portal.mec.gov.br/dmdocuments/</p><p>rceb004_09.pdf).</p><p>http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ politicaeducespecial.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ politicaeducespecial.pdf</p><p>http:// portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf</p><p>http:// portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 13</p><p>Figura 2: capa do relatório final da 3ª Conferência Nacional dos Direitos</p><p>da Pessoa com Deficiência</p><p>A 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência de 2012 citou, na proposta nº 11, que deve ser</p><p>assegurado o atendimento hospitalar e domiciliar, segundo</p><p>legislação vigente, assim como transporte (terrestre e</p><p>fluvial) acessível especializado e porta a porta, a partir</p><p>do diagnóstico da demanda do Benefício de Prestação</p><p>Continuada, tanto do público-alvo da Educação Especial</p><p>quanto para o transporte do professor do Núcleo de</p><p>Atendimento Hospitalar/Domiciliar e aos alunos em</p><p>condições especiais de saúde, de acordo com a Resolução</p><p>MEC nº 2/2001, garantindo dotação orçamentária para o</p><p>custeio de tal serviço. Na proposta nº 44, a orientação é que</p><p>se efetive o atendimento escolar domiciliar e/ou hospitalar</p><p>aos alunos com graves acometimentos físicos ou mentais,</p><p>os quais impossibilitam sua participação no ambiente</p><p>escolar, e que se assegure a parceria dos departamentos de</p><p>educação e saúde para agilizar o processo de diagnóstico</p><p>e acompanhamento. (Disponível no site: https://www.ipea.</p><p>gov.br/participacao/</p><p>images/pdfs/conferencias/CNDPD_III/</p><p>arquivo%20completo.pdf).</p><p>Destaques para as metas 11 e 44 relacionadas aos</p><p>atendimentos em classe hospitalar e domiciliar:</p><p>Meta 11)Assegurar o atendimento hospitalar e domiciliar,</p><p>segundo legislação vigente, assim como transporte (terrestre</p><p>e fluvial) acessível especializado e porta a porta, à partir do</p><p>diagnóstico da demanda do BPC, tanto do público alvo da</p><p>educação especial quanto para o transporte do professor</p><p>do Núcleo de Atendimento Hospitalar/Domiciliar e aos</p><p>alunos em condições especiais de saúde, de acordo com a</p><p>Resolução MEC nº 2/2001; garantindo dotação orçamentária</p><p>para o custeio de tal serviço</p><p>https://www.ipea.gov.br/participacao/ images/pdfs/conferencias/CNDPD_III/arquivo%20completo.pdf</p><p>https://www.ipea.gov.br/participacao/ images/pdfs/conferencias/CNDPD_III/arquivo%20completo.pdf</p><p>https://www.ipea.gov.br/participacao/ images/pdfs/conferencias/CNDPD_III/arquivo%20completo.pdf</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 14</p><p>Meta 44)Efetivar o atendimento escolar domiciliar e/ou</p><p>hospitalar aos alunos com graves acometimentos físicos ou</p><p>mentais que impossibilitam sua participação no ambiente</p><p>escolar e assegurar a parceria dos departamentos de</p><p>educação e saúde para agilizar o processo de diagnóstico e</p><p>acompanhamento.</p><p>Figura 3: Banner da 4ª Conferência Nacional de Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência de 2016</p><p>A 4ª Conferência Nacional de Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência de 2016, na diretriz 23, destacou a proposta para</p><p>garantir a implantação e/ou implementação do sistema de</p><p>transporte acessível e gratuito às pessoas com deficiência</p><p>e o seu acompanhante da zona rural e urbana para</p><p>atendimentos específicos assegurando também a disposição</p><p>do transporte aos profissionais (sócio assistenciais,</p><p>professores de atendimento domiciliar e serviços de</p><p>saúde) responsáveis pelo atendimento (Disponível no site:</p><p>https://www.sds.sc.gov.br/index.php/conselhos/conede/</p><p>conferencias/4-conferencia-dos-direitos-da-pessoa-</p><p>comdeficiencia/2109-anais-da-4-conferencia-nacional-</p><p>dosdireitos-da-pessoa-com-deficiencia-2/file).</p><p>No âmbito da Educação O Documento Referência da</p><p>Conferência Nacional de Educação (CONAE) de 2014, Eixo</p><p>II, no que concerne às proposições e estratégias sobre</p><p>Educação e Diversidade: justiça social, inclusão e direitos</p><p>humanos, pontua como responsabilidade da União, Distrito</p><p>Federal, Estados e Municípios a garantia, a efetivação e o</p><p>fortalecimento de políticas e recursos públicos para cumprir</p><p>os dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente</p><p>(ECA) e do Estatuto da Juventude, no atendimento de</p><p>crianças cumprindo medidas socioeducativas e de crianças</p><p>e adolescentes em situação de risco ou vulnerabilidade,</p><p>da criança com deficiência, incluindo-as no processo</p><p>educativo, através de medidas educacionais, de saúde,</p><p>de assistência social (com atendimento escolar domiciliar</p><p>e hospitalar) e judicial, extensivos às famílias e escolas,</p><p>https://www.sds.sc.gov.br/index.php/conselhos/conede/ conferencias/4-conferencia-dos-direitos-da-pessoa-comdeficiencia/2109-anais-da-4-conferencia-nacional-dosdireitos-da-pessoa-com-deficiencia-2/file</p><p>https://www.sds.sc.gov.br/index.php/conselhos/conede/ conferencias/4-conferencia-dos-direitos-da-pessoa-comdeficiencia/2109-anais-da-4-conferencia-nacional-dosdireitos-da-pessoa-com-deficiencia-2/file</p><p>https://www.sds.sc.gov.br/index.php/conselhos/conede/ conferencias/4-conferencia-dos-direitos-da-pessoa-comdeficiencia/2109-anais-da-4-conferencia-nacional-dosdireitos-da-pessoa-com-deficiencia-2/file</p><p>https://www.sds.sc.gov.br/index.php/conselhos/conede/ conferencias/4-conferencia-dos-direitos-da-pessoa-comdeficiencia/2109-anais-da-4-conferencia-nacional-dosdireitos-da-pessoa-com-deficiencia-2/file</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 15</p><p>conforme estabelecido pelo Sistema Nacional de</p><p>Atendimento Socioeducativo (Sinase) e implantar programa</p><p>de ensino- aprendizagem para alunos com necessidades</p><p>de atendimento pedagógico domiciliar e/ou hospitalar.</p><p>(Disponível no site: http://fne.mec.gov.br/images/</p><p>DocumentoFinal29012015.pdf).</p><p>Figura 4: Capa do relatório final da CONAE 2014</p><p>Identifica-se então nos documentos avanços do</p><p>amadurecimento desta discussão sobre os direitos</p><p>educacionais ao atendimento hospitalar e domiciliar pelos</p><p>profissionais e movimentos sociais, quando se observa</p><p>que na Conferência Nacional de Educação de 2010 não</p><p>havia um item sobre esta modalidade em contraposição</p><p>com a Conferência Nacional de Educação de 2014 onde se</p><p>verifica no documento final no Eixo II, seção da Educação</p><p>e Diversidade: justiça social, inclusão e direitos humanos</p><p>a presença de três propositivas sobre o atendimento</p><p>educacional hospitalar e domiciliar, como a seguir expostas:</p><p>“Garantir, efetivar e fortalecer políticas e</p><p>recursos públicos para cumprir os dispositivos</p><p>do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</p><p>e do Estatuto da Juventude, no atendimento de</p><p>crianças cumprindo medidas socioeducativas</p><p>e de crianças e adolescentes em situação</p><p>de risco ou vulnerabilidade, da criança</p><p>com deficiência, incluindo-as no processo</p><p>educativo, através de medidas educacionais,</p><p>de saúde, assistência social (com atendimento</p><p>escolar domiciliar e hospitalar) ( MEC,</p><p>CONAE, 2014,eixo II, pág 36/grifo nosso) 47.</p><p>Realizar censos específicos sobre a situação</p><p>educacional de travestis e transgêneros;</p><p>crianças, adolescentes, jovens e adultos</p><p>em situação de hospitalização; crianças e</p><p>adolescentes em medidas socioeducativas;</p><p>pessoas encarceradas; moradores de rua;</p><p>ciganos; entre outros</p><p>http://fne.mec.gov.br/images/ DocumentoFinal29012015.pdf</p><p>http://fne.mec.gov.br/images/ DocumentoFinal29012015.pdf</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 16</p><p>Embora a Conferência Nacional de Educação de 2014 tenha</p><p>incorporado nos Anais do eixo II dispositivo que trata do</p><p>atendimento em classe hospitalar e domiciliar, a Lei nº</p><p>13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional</p><p>de Educação que, na meta 4, tratou especificamente</p><p>da modalidade da Educação Especial, não há menção</p><p>ao atendimento educacional em ambiente hospitalar e</p><p>domiciliar. Sendo assim, houve um “desaparecimento” dos</p><p>anseios da base social na compilação do Plano Nacional</p><p>de Educação, pelos órgãos destinados a essa organização</p><p>final sistematizadora. No site do Ministério da Educação,</p><p>onde se monitora o PNE, no portal do INEP, ao buscarmos os</p><p>indicadores “classe hospitalar” e “atendimento domiciliar”,</p><p>há um direcionamento às adaptações das provas do Exame</p><p>Nacional do Ensino Médio (ENEM) e à aplicação em ambiente</p><p>hospitalar e domiciliar para alunos impedidos por questões</p><p>de saúde (Disponível no site: http://www.planalto.gov.br/</p><p>ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm).</p><p>A classe hospitalar e o atendimento domiciliar ora são</p><p>explícitos, ora apagados em documentos oficiais. O</p><p>documento do MEC “Orientações para Implementação da</p><p>Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação</p><p>Inclusiva”, publicado em 2015, podemos observar a indicação</p><p>para formação, inicial e continuada, do professor que irá</p><p>atuar no atendimento educacional especializado, incluindo</p><p>as classes hospitalares e o atendimento em ambientes</p><p>domiciliares como espaços docentes da Educação Especial</p><p>(Disponível no site: http://portal.mec.gov.br/index.</p><p>php?option=com_docman&view=download&alias=17237-</p><p>secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192).</p><p>A Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência) nº 13.146, de 2015, no capítulo IV que trata</p><p>do direito à educação, obriga as instituições particulares</p><p>de qualquer nível e modalidade de ensino a oferecer os</p><p>suportes à educação inclusiva, bem como não cobrar taxas</p><p>extras das famílias pelas ofertas do atendimento.</p><p>Não há</p><p>alusão às classes hospitalares e domiciliares, mas podemos</p><p>verificar a responsabilidade dada às escolas privadas,</p><p>que são vinculadas a um sistema nacional de educação</p><p>(Disponível no site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_</p><p>ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm).</p><p>Neste sentido, podemos avançar para uma reflexão que no</p><p>campo do atendimento educacional hospitalar e domiciliar,</p><p>escolas privadas e hospitais privados deverão oferecer este</p><p>atendimento a ser supervisionado pelo sistema de ensino</p><p>competente ao nível e modalidade.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm</p><p>http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=17237- secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192</p><p>http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=17237- secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192</p><p>http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=17237- secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 17</p><p>Figura 5: capa da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência</p><p>publicada pelo Senado</p><p>Questões contemporâneas das legislações</p><p>e Conferências atuais</p><p>Como apresentado anteriormente embora tivéssemos</p><p>menções em legislações e políticas sobre o atendimento</p><p>educacional em ambiente hospitalar e domiciliar somente</p><p>em 2018 a Lei 13716 de 24 de setembro alterou a Lei de</p><p>Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 para</p><p>assegurar atendimento educacional ao aluno da educação</p><p>básica internado para tratamento de saúde em regime</p><p>domiciliar por tempo prolongado.</p><p>O O art 1 º da Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 passa a</p><p>vigorar com o acréscimo do art 4º- A, com o texto a seguir:</p><p>“É assegurado atendimento educacional,</p><p>durante o período de internação, ao aluno da</p><p>educação básica internado para tratamento de</p><p>saúde em regime hospitalar ou domiciliar por</p><p>tempo prolongado, conforme dispuser o Poder</p><p>Público em regulamento, na esfera de sua</p><p>competência federativa.”</p><p>Importante que se tenha a compreensão da dimensão</p><p>desta alteração pois garante a educação nos ambientes</p><p>hospitalares e domiciliares desde a ensino infantil, ou seja</p><p>desde o nascimento, perpassando ensino fundamental e</p><p>médio, pois os três níveis de ensino compõem o bloco da</p><p>educação básica.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 18</p><p>A alteração da lei nos remete para a compreensão dos</p><p>aspectos envolvidos para o cumprimento da mesma,</p><p>quais sejam formação de professores nas mais diversas</p><p>licenciaturas, diretrizes pedagógicas para estes</p><p>atendimentos, garantia de subvenção física e material.</p><p>A Lei 14952 de 06 de agosto de 2024 traz outra importante</p><p>alteração a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ao</p><p>estabelecer regime escolar especial para atendimento a</p><p>educandos impossibilitados de frequentar as aulas em</p><p>razão de tratamento de saúde, ou de condição de saúde que</p><p>impeça o acesso à instituição. Introduz no artigo 81que os</p><p>sistemas deverão prover regime especial para atendimento</p><p>na educação básica e superior.</p><p>Ainda que esta legislação demande de diretrizes posteriores</p><p>podemos considerar que em termos legais nossos alunos,</p><p>com condições especiais de saúde, seja por deficiências,</p><p>condições raras, doenças autoimunes, câncer e outras que</p><p>possam em um momento do ciclo de vida trazerem agravos</p><p>à saúde têm garantidos seus direitos à educação desde a</p><p>educação infantil até o ensino superior.</p><p>As Conferências Nacionais de Educação e de Direitos da Pessoa</p><p>com Deficiência de 2024 e visibilidade dos atendimentos</p><p>educacionais em ambiente hospitalar e domiciliar</p><p>A V Conferência Nacional de Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência foi realizada em Brasília de 14 a 17 de julho</p><p>de 2024. Não houve no documento norteador, nem no</p><p>documento final, artigos específicos tratando da educação</p><p>em ambiente hospitalar e domiciliar, como nas conferências</p><p>anteriores. Neste sentido, a Dra Edicléa Mascarenhas</p><p>presidente do Conselho Estadual para Política de Integração</p><p>da Pessoa com Deficiência do Estado do Rio de Janeiro</p><p>e uma das coordenadoras do 12 Encontro Nacional de</p><p>Atendimento Educacional em Ambiente Hospitalar e</p><p>Domiciliar apresentou na plenária proposta de moção que</p><p>teve assinatura de aproximadamente 145 conferencistas.</p><p>Foi possível deixar registrado na memória e no texto final</p><p>de tão importante conferência a proposição da Moção e</p><p>em anexo a Carta de Mato Grosso do Sul, produto do 12</p><p>encontro nacional que ocorreu de forma híbrida em 2023 na</p><p>Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, tendo como</p><p>coordenadora também a Dra Jucelia Linhares da UFMS. O</p><p>encontro reuniu representantes de professores da educação</p><p>básica, ensino superior, pesquisadores, profissionais de</p><p>saúde, gestores dos estados brasileiros e convidados</p><p>internacionais. Ao término do encontro foi escrita a Carta</p><p>de Mato Grosso do Sul expressando as intenções dos</p><p>conferencistas frente a necessidade da implementação de</p><p>diretrizes advindas de uma política nacional.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 19</p><p>Figura 6: capa da publicação das Moções aprovadas na 5ª Conferência</p><p>Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência de 2024</p><p>A seguir a Moção aprovada destinada a três Ministérios:</p><p>Educação, Saúde e Direitos Humanos, tendo como anexa</p><p>a Carta de Mato Grosso e que passa a constar como texto</p><p>oficial aprovado na V Conferência e expedido pelo Conselho</p><p>Nacional de Direitos da Pessoal com Deficiência/ CONADE.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 20</p><p>Conferência Nacional de Educação</p><p>A Conferência Nacional de Educação foi convocada</p><p>oficialmente em 11/08/2023, em consonância com o</p><p>Decreto11.697/23 com o tema Plano Nacional de Educação</p><p>2024-2034: política de Estado para a garantia da educação</p><p>como direito humano, com justiça social e desenvolvimento</p><p>socioambiental sustentável.</p><p>A Conferência foi organizada em sete eixos temáticos,</p><p>sendo o eixo III o que trata de Educação, Direitos Humanos,</p><p>Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social na garantia</p><p>do direito à educação e combate às diferentes e novas</p><p>formas de desigualdade, discriminação e violência.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 21</p><p>Embora o eixo III trate da educação como direitos humanos</p><p>de diferentes segmentos vulneráveis e excluídos, como</p><p>primeira infância, adultos, pessoas com deficiências alta</p><p>habilidades/superdotação, negros, indígenas, LGBTQIAPN+,</p><p>população carcerária, não houve nos dois documentos o</p><p>norteador e o documento final qualquer menção sobre</p><p>alunos em situação de vulnerabilidade por questões de</p><p>saúde. O documento menciona também a necessidade</p><p>de reforçar a formação de professores e recursos para</p><p>manutenção de modalidades com salas de recursos, classes</p><p>bilíngues, classes de EJA.</p><p>Figura 7: Documento Final da Conferência Nacional de Educação de 2024</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 22</p><p>Para não concluir porque é necessário caminhar...</p><p>Não concluir porque a caminhada ainda é longa, embora com</p><p>mais de meia década de implantação o direito à educação</p><p>em classes hospitalares e no domicílio ainda necessitam de</p><p>medidas regimentais asseguradoras.</p><p>Verifica-se que nem sempre o texto da lei é garantia para a</p><p>inclusão nas políticas.</p><p>Embora tenhamos alterações recentes</p><p>no texto da Leo de Diretrizes e Bases da Educação, estes</p><p>atendimentos foram suprimidos nas duas Conferências</p><p>Nacionais de Educação e da Pessoa com Deficiência e</p><p>possivelmente no próximo Plano Nacional de Educação.</p><p>Seguem alguns passos/ ideias para os próximos anos:</p><p>• Sistematizar fontes documentais utilizadas pelas</p><p>redes de ensino para monitoramento do fluxo</p><p>(entrada no serviço, matrícula, oferta do atendimento,</p><p>intercâmbio escola de origem e escola do AEHD),</p><p>relatório descritivo, fichas devolutivas);</p><p>• Organizar sistema de monitoramento de dados das</p><p>redes públicas dos atendimentos em ambiente de</p><p>classes hospitalares e domiciliares, incluídos no</p><p>Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais</p><p>• Organizar estudo de padronização de documentos</p><p>utilizados pelas redes investigadas quanto</p><p>aos atendimentos educacionais hospitalares e</p><p>domiciliares;</p><p>• Criar duplo FUNDEB, após criação de banco de dados,</p><p>para o pagamento por aluno da Educação Básica</p><p>que receba atendimento educacional hospitalar e</p><p>domiciliar, independente da oferta do serviço ser fora</p><p>do município ou estado de residência do mesmo.</p><p>• Propor a partir do levantamento das redes de ensino</p><p>modelos de kits básicos para o AEHD contendo</p><p>materiais pedagógicos adaptados às peculiaridades</p><p>deste serviço;</p><p>• Incentivar a manutenção dos serviços existentes por</p><p>meio do envio de materiais pedagógicos às redes</p><p>de ensino, hospitais, casas de apoio, centros dia e</p><p>domicílios para execução deste serviço.</p><p>• Estabelecer por meio de documentação do Ministério</p><p>da Educação e Conselho Nacional de Educação</p><p>subsídios para construção Marco Legal para o</p><p>Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar em</p><p>todo o país, com as bases para implantação em todo</p><p>o território nacional</p><p>• Organizar uma rede de apoio colaborativa</p><p>interministerial acerca do AEHD;</p><p>• Estabelecer pautas de encontro com gestores de</p><p>Ministérios parceiros (Saúde, Direitos Humanos,</p><p>Assistência Social, Ministério Público) para um</p><p>programa colaborativo;</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 23</p><p>• Organizar um Encontro Nacional de gestores estaduais</p><p>e municipais que oferecem AEHD e estabelecer uma</p><p>pauta permanente com encontros presenciais e à</p><p>distância por regiões;</p><p>• Formação docente-ampliar para Mestrados</p><p>Profissionais</p><p>• - Estabelecer encontros com a rede de hospitais</p><p>públicos e privados para orientação sobre o AEHD</p><p>• Expansão da rede</p><p>Figura 7: Anais do 11 Encontro Nacional de Atendimento Escolar e</p><p>Domiciliar</p><p>Figura 8: logo do Núcleo de Educação Especial e Inclusiva NEEI/UERJ</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Acesse www.nucleoneei.org, onde poderá encontrar</p><p>artigos, ebook do 11º encontro nacional para download</p><p>http://www.nucleoneei.org</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 24</p><p>Agora é sua vez de expressar suas contribuições após a</p><p>leitura respondendo estas duas questões:</p><p>1- Como você avalia o percurso histórico e legal na educação</p><p>brasileira para a garantia dos direitos educacionais aos</p><p>alunos que por situação de saúde estejam internados em</p><p>hospitais ou no domicílio impedidos de frequentarem a</p><p>escola. Escolha dois passos/ideias para os próximos anos e</p><p>expresse sua opinião</p><p>2- Estudamos que existem duas recentes leis que alteraram</p><p>a Lei de Diretrizes e Bases da Educação no sentido de</p><p>garantir os direitos a alunos em situação de vulnerabilidade</p><p>de saúde, porém ao mesmo tempo verificamos que as duas</p><p>recentes conferências nacionais de educação e da pessoa</p><p>com deficiência não apresentaram propostas para estes</p><p>atendimentos. Qual seria a importância de a partir das leis</p><p>termos diretrizes nacionais definidas pelo Conselho Nacional</p><p>de Educação e pelo MEC.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 25</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Básica</p><p>BRASIL. Decreto Lei nº. 1.044/1969. Dispõe sobre tratamento excepcional para os alunos portadores de afecções que indica.</p><p>Brasília-DF: Presidência da República; Casa Civil, 1969. Disponível em: . Acesso em: 10 jan. 2022</p><p>_____. Lei nº. 6.202/1975. Atribui a estudante em estado de gestação o regime de exercícios domiciliares instituído pelo</p><p>Decreto-Lei nº 1.044, de 1969, e dá outras providências. Brasília: Poder Legislativo, 1975. Disponível em: . Acesso em: 10 jan.</p><p>2022.</p><p>_____. Constituição de 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,</p><p>Poder Executivo, Brasília, DF, 5 out. 1988.</p><p>_____. Lei 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, 1990.</p><p>_____. CORDE. Declaração de Salamanca: linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, 1994</p><p>_____. Política Nacional de Educação Especial. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP.</p><p>Brasília, DF, 1994</p><p>_____. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Resolução nº 41 de 13 de outubro de 1995. Aprova em sua</p><p>íntegra o texto oriundo da Sociedade Brasileira de Pediatria, relativo aos direitos da criança e do adolescente hospitalizados.</p><p>Diário Oficial da União, Brasília, 17 out. 1995. Seção 1, p. 16319-16320.</p><p>______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da</p><p>República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v.134, n.248, 1996. Seção 1, p.27834-27841</p><p>_____. Decreto n. 3.298 de 20 de dezembro de 1999. Dispõe sobre a política nacional de integração da pessoa portadora de</p><p>deficiência. Presidência da República. Casa Civil. Ministério da Educação, 1999.</p><p>_____. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Resolução CNE/CBE nº 02 de 11 de setembro de 2001.</p><p>Diário Oficial da União n. 177, Seção 1E de 14/09/01, pp.39-40. Brasília: Imprensa Oficial, 2001.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 26</p><p>_____. Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005. Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades</p><p>de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,</p><p>Poder Executivo, Brasília, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC SECRETARIA DE MODALIDADES ESPECIALIZADAS DE EDUCAÇÃO</p><p>DIRETORIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 13/30 DF, 22 mar. 2005.</p><p>____. Lei 13.716, de 24 de setembro de 2018. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional), para assegurar atendimento educacional ao aluno da educação básica internado para tratamento de</p><p>saúde em regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/</p><p>lei/2018/lei-13716-24-setembro-2018-787190- publicacaooriginal-156470-pl.html</p><p>FERNANDES, E.M. Pedagogia Hospitalar: Princípios, políticas e práticas de uma educação para todos. Curitiba: Editora CRV, 2014.</p><p>Complementar:</p><p>AMARAL, D.P; PEREIRA, S.M.T. Formação e prática pedagógica em classes hospitalares: respeitando a cidadania de crianças</p><p>e jovens enfermos [Internet]. 2009[citado 2011 Mar 31]. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC SECRETARIA DE MODALIDADES</p><p>ESPECIALIZADAS DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 12/30 Disponível em: http://www.smec.salvador.ba.gov.</p><p>br/site/documentos/espaco-virtual/espacoeducacao-saude/classes-hospitalares/ WEBARTIGOSformacao%20e%20pratica%</p><p>20pedagogica%20em%20classes%20hospitalares pdf.</p><p>BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,1998.</p><p>BORDIGNON, G. Caminhar da educação brasileira: muitos planos, pouco planejamento. In: SOUZA, D. B.; MARTINS, A. M. (Orgs.).</p><p>Planos de Educação no Brasil: planejamento, políticas, práticas. São Paulo: Edições Loyola, 2014.</p><p>Brasil. Política Nacional de Educação</p><p>Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.</p><p>_____. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 04, de 02 de outubro de 2009. Diretrizes Operacionais para o Atendimento</p><p>Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Diário Oficial da União, seção 1, de 05 out. 2009,</p><p>p. 17. CEB/CNE. Brasília, DF: Imprensa Oficial. 2009.</p><p>Políticas públicas relativas aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares | Dra. Ediclea Mascarenhas Fernandes 27</p><p>GOMES, I. L. V.; CAETANO, R.; JORGE, M.S.B.. A criança e seus direitos na família e na sociedade: uma cartografia das leis e</p><p>resoluções. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 61, n. 1, p. 6165, 2008.</p><p>MIGUEZ, B.P. Classe hospitalar e a efetivação do direito à educação da criança hospitalizada: um estudo de caso.</p><p>Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local) –Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas</p><p>e Desenvolvimento Local, Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória/ES, Vitória, 2020. Disponível</p><p>em: https://emescam.br/wp-content/uploads/2021/01/dissertao-final-brunella-poltronieri-miguez-20.07.20.pdfAcesso em: 10</p><p>jan.2022.</p><p>MOTA, C.H. Carta da Criança Hospitalizada. Lisboa. Instituto de apoio a Criança. Caderno 1, p 59-63. Novembro. 2000.</p><p>OHARA, C. V. S.; BORBA, R. I. H.; CARNEIRO, I. A. Classe hospitalar: Direito da criança ou dever da instituição? Revista da</p><p>Sociedade Brasileira de Enfermagem e Pediatria, v. 8, n. 2, p. 91-99, dez/2008.</p><p>RAMOS. Maria Alice de Moura. A História da Classe Hospitalar Jesus. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal</p><p>do Estado do Rio de Janeiro, 2007, 105 f.</p><p>ROLIM, C. L. A. A escola no hospital: o direito de ser aluno entre alunos. Revista Espacios, Caracas, v. 39, n. 30, p. 12-18, 2018.</p><p>Disponível em: http://www.revistaespacios.com/a18v39n30/a18v39n30p12.pdf. Acesso em: 10 jan. 2022.</p><p>TEIXEIRA, R.A. G. Políticas de inclusão escolar: um estudo sobre a classe hospitalar no Brasil. Revista brasileira de política e</p><p>administração da educação. v. 33, n. 2, Anpae: 2017.</p><p>Campo Grande-MS</p><p>Setembro de 2024</p>

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