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<p>Conteudista: Prof.ª Dra. Niara da Silva Medeiros</p><p>Revisão Textual: Me. Luciano Vieira Francisco</p><p>TEMA 1: MEIOS DE CULTUR A E TÉCN ICAS DE SEMEADUR A</p><p>TEMA 2: COLOR AÇÃO DE GR AM E IDEN TIF ICAÇÃO DE B ACTÉR IA GR AM- N EGATIVAS</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Diagnóstico Bacteriológico em Amostras</p><p>Biológicas e Teste de Sensibilidade a</p><p>Antimicrobianos</p><p>TEMA 3: IDEN TIF ICAÇÃO DE B ACTÉR IAS GR AM- POSITIVAS</p><p>TEMA 4: TESTE DE SEN SIB ILIDADE A AN TIMICR OB IAN OS</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Meios de Cultura</p><p>O estudo das bactérias desempenha um papel fundamental em diversas áreas da</p><p>Ciência, incluindo Microbiologia, Biotecnologia e Medicina. O cultivo de bactérias em</p><p>laboratório é uma ferramenta essencial para entender a sua fisiologia, o seu</p><p>metabolismo e as suas características específicas. Para viabilizar esse cultivo, são</p><p>utilizados meios de cultura que fornecem os nutrientes necessários para o</p><p>crescimento bacteriano. Assim, nesta Unidade abordaremos os diferentes tipos de</p><p>meio de cultura, os seus componentes e as suas aplicações.</p><p>Meio de Cultura de Enriquecimento</p><p>Os meios de enriquecimento contêm nutrientes essenciais necessários para o</p><p>crescimento bacteriano, podendo ser divididos em dois grupos principais:</p><p>Página 1 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Meios de sólidos: ágar-ágar, um polissacarídeo derivado de algas,</p><p>é frequentemente usado para solidificar meios. Esse meio fornece</p><p>uma superfície plana, na qual as colônias bacterianas podem</p><p>crescer e ser facilmente identificadas e isoladas. Exemplos de</p><p>meios sólidos são o ágar nutriente e ágar triptona de soja;</p><p>Figura 1 – Meio de cultura ágar nutriente com crescimento</p><p>bacteriano</p><p>Fonte: Wikimedia Commos</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa de Petri, redonda, contendo meio de</p><p>cultura ágar nutriente na cor creme translúcido, com crescimento bacteriano na</p><p>cor creme opaca. Fim da descrição.</p><p>Meios de cultura líquidos: utilizados para o crescimento</p><p>bacteriano em larga escala, permitindo a produção de biomassa e</p><p>metabólitos. Esses meios geralmente são preparados em frascos</p><p>de cultura líquida e podem variar em composição. Os caldos</p><p>nutritivo e tioglicolato são exemplos de meio líquido que contêm</p><p>nutrientes essenciais.</p><p>Figura 2 – Caldo tioglicolato, utilizado para aumentar a</p><p>população microbiana em amostras de líquor, por exemplo</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de dois tubos de ensaio de vidro com tampa de</p><p>rosca, contendo o caldo tioglicolato, um líquido amarelo translúcido. Fim da</p><p>descrição.</p><p>Meios de Cultura Diferenciais</p><p>Esses meios são projetados para diferenciar bactérias de acordo com características</p><p>específicas, tal como fermentação de açúcares ou produção de enzimas.</p><p>Ágar SS – Salmonella-Shigella: inibe a maioria das bactérias</p><p>intestinais da microbiota normal, permitindo o crescimento de</p><p>Salmonella e Shigella, assim como separam esses dois gêneros</p><p>com base na fermentação da lactose;</p><p>Figura 3 – Ágar SS com crescimento bacteriano, de modo</p><p>que as colônias de Salmonella são identificadas pela</p><p>coloração preta</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de duas placas de Petri, redondas, contendo meia</p><p>cultura ágar SS na cor alaranjada. A placa à esquerda contém crescimento</p><p>bacteriano na cor preta e o meio de cultura está na cor alaranjada; a placa à</p><p>direita contém crescimento bacteriano na cor preta, característica e o meio de</p><p>cultura está na cor amarela-escura. Fim da descrição.</p><p>Ágar cromogênico: esse meio de cultura contém compostos</p><p>cromogênicos, ou seja, que através de ligações químicas dão um</p><p>aspecto colorido às bactérias. Esse meio de cultura é amplamente</p><p>utilizado na urocultura (cultura de urina).</p><p>Figura 4 – Ágar cromogênico, de modo que cada cor</p><p>representa um gênero de bactéria</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa de Petri, redonda, contendo meio de</p><p>cultura ágar cromogênico na cor creme translúcida, com crescimento</p><p>bacteriano de várias cores opacas, tais como azul, lilás, rosa e amarela, de modo</p><p>que cada cor representa uma bactéria diferente. Fim da descrição.</p><p>Meios de Cultura Seletivos</p><p>Esses meios são projetados para suportar o crescimento de certos grupos de bactérias,</p><p>enquanto inibem o crescimento de outros. Contêm ingredientes cuidadosamente</p><p>selecionados, tais como antibióticos ou corantes, que inibem o crescimento de</p><p>bactérias indesejadas. A seguir estão alguns exemplos de meios de cultura seletivos:</p><p>Figura 5 – Ágar MacConkey com crescimento bacteriano</p><p>em (A) bactéria lactose negativa e (B) lactose positiva</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de duas placas de Petri, redondas, com meio de</p><p>cultura ágar MacConkey. A placa à esquerda apresenta coloração amarela,</p><p>característica de bactérias que não fermentam lactose; a placa à direita</p><p>apresenta coloração rosa pink, característica de bactérias que fermentam</p><p>lactose. Fim da descrição.</p><p>Ágar manitol é considerado um meio de cultura seletivo e diferencial que auxilia na</p><p>identificação de Staphylococcus aureus. Esse meio de cultura contém peptonas e extrato</p><p>de carne bovina, além de nitrogênio, vitaminas, minerais a aminoácidos e ainda uma</p><p>Ágar MacConkey: contém cristal violeta e sais biliares que inibem</p><p>bactérias gram-positivas, enquanto permite o crescimento de</p><p>bactérias gram-negativas como, por exemplo, a Escherichia coli.</p><p>Além disso, esse meio de cultura é considerado diferencial, já que</p><p>as bactérias fermentadoras de lactose produzem pigmentação</p><p>rosa.</p><p>concentração de 7,5% de cloreto de sódio – que possui o papel de inibir o crescimento</p><p>de bactérias que não pertencem ao gênero Staphylococcus.</p><p>Figura 6 – Ágar MacConkey com crescimento bacteriano</p><p>em (A) bactéria lactose negativa e (B) lactose positiva</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa de Petri, redonda, com meio de</p><p>cultura ágar manitol. A parte superior da placa apresenta o crescimento</p><p>bacteriano com coloração rosa opaca, característica de bactérias que não</p><p>fermentam manitol; a parte inferior da placa apresenta crescimento bacteriano</p><p>com coloração amarelo-ouro opaca, característica de bactérias fermentadoras</p><p>de manitol, tal como a bactéria Staphylococcus aureus. Fim da descrição.</p><p>Tipos de Semeadura</p><p>A semeadura de bactérias em meios de cultura é uma etapa importante do diagnóstico</p><p>microbiológico, dado que permite o crescimento, isolamento e estudo desses</p><p>microrganismos. Diferentes métodos de semeadura são usados para distribuir</p><p>uniformemente as bactérias no meio de cultura a fim de garantir o desenvolvimento de</p><p>colônias únicas para análise posterior. A seguir veremos os principais métodos de</p><p>inoculação utilizados para inocular bactérias em meios de cultura sólidos.</p><p>Semeadura por Esgotamento</p><p>É um método utilizado para isolar bactérias de amostras complexas, permitindo que</p><p>colônias individuais cresçam em um meio de cultura. Esse método é frequentemente</p><p>usado quando se suspeita que uma amostra contém uma variedade de microrganismos</p><p>e o objetivo é isolar e identificar espécies bacterianas específicas.</p><p>Figura 7 – Amostra com crescimento bacteriano através da</p><p>técnica de esgotamento</p><p>Fonte: Adaptada de UFRGS</p><p>#ParaTodosVerem: imagem, com fundo cinza, de duas placas de Petri,</p><p>redondas, com meio de cultura, de modo que a imagem à esquerda apresenta</p><p>uma placa desenhada com a técnica de esgotamento, em que a bactéria é</p><p>semeada em três direções diferentes para que ocorra o isolamento das colônias.</p><p>À direita está uma placa de ágar com crescimento bacteriano, na cor vermelha,</p><p>semeada em três direções, de modo que a primeira direção contém muitas</p><p>bactérias, a segunda direção menos bactérias e a terceira direção</p><p>contém</p><p>colônias (redondas) de bactérias isoladas</p><p>Semeadura Quantitativa</p><p>A semeadura quantitativa é um método utilizado para estimar o número de bactérias</p><p>presentes em uma amostra. Esse método é crucial para monitorar a carga bacteriana</p><p>em diferentes ambientes, tais como urina, alimentos, água ou ambientes clínicos.</p><p>Para realizar esse método é necessário utilizar uma alça microbiológica com volume</p><p>conhecido, por exemplo, alças de 1 ou 10 µL, pois assim conseguimos quantificar a</p><p>amostra em Unidades Formadoras de Colônias por mililitro (UFC/mL).</p><p>Figura 8 – Amostra com crescimento bacteriano através da</p><p>técnica de semeadura quantitativa</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa de Petri, redonda, com meio de</p><p>cultura amarelo translúcido, com crescimento bacteriano pela semeadura</p><p>quantitativa. Na placa há crescimento bacteriano na cor rosa opaca, no formato</p><p>da semeadura e que consiste em uma linha vertical e várias estrias em zigue-</p><p>zague perpendiculares. Fim da descrição.</p><p>Rotineiramente, a rotina laboratorial de Microbiologia envolve o uso de meios de</p><p>cultura e técnicas de semeadura para qualquer amostra em que for solicitada a pesquisa</p><p>de microrganismos.</p><p>Figura 9 – Passos de um microbiologista</p><p>Página 2 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Escolha do meio de cultura: com base nos objetivos do estudo, o</p><p>microbiologista seleciona o tipo de meio de cultura mais</p><p>apropriado. Pode ser um meio básico para o crescimento geral,</p><p>um meio seletivo para isolar um grupo específico de bactérias, ou</p><p>um meio diferencial para distinguir entre diferentes espécies. O</p><p>tipo de meio de cultura utilizado vai ao encontro do tipo de</p><p>amostra biológica;</p><p>1</p><p>Semeadura da amostra: a escolha da técnica de semeadura se dá</p><p>através do tipo de amostra. Amostras de urina sempre são</p><p>semeadas pela técnica quantitativa, pois o objetivo é verificar</p><p>quantas colônias existem na amostra, a fim de refletir se existe</p><p>uma infecção ou não. A técnica de esgotamento é amplamente</p><p>utilizada na maioria das amostras, já que o objetivo é isolar a</p><p>bactéria causadora da infecção;</p><p>2</p><p>Incubação da amostra em estufa: as amostras para pesquisas</p><p>bacterianas sempre são incubadas em estufa na temperatura de 35</p><p>± 2º C, em um período que pode variar de 18 a 48 horas,</p><p>dependendo da amostra;</p><p>3</p><p>Identificação da bactéria: ocorre através da coloração de Gram e</p><p>de testes bioquímicos, que veremos mais adiante, ainda nesta</p><p>Unidade.</p><p>4</p><p>Vídeo</p><p>Técnicas de Manipulação</p><p>[BIO] Técnicas de manipulação[BIO] Técnicas de manipulação</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=g31Amob4kZ4</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Leituras</p><p>Técnicas de Semeadura</p><p>Neste material são abordadas diferentes técnicas de semeadura</p><p>utilizadas na rotina laboratorial, bem como vídeos ilustrativos</p><p>importantes para o entendimento da matéria.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção</p><p>Relacionada à Assistência à Saúde</p><p>Realize a leitura dos Capítulos 1, 2, 3 e 4.</p><p>Manual da Anvisa detalhando todos os procedimentos de coleta e processamento de</p><p>Página 3 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>https://www.ufrgs.br/aulaspraticasdemip/?page_id=80</p><p>amostras biológicas, bem como aspectos sobre a microscopia, coloração e semeadura</p><p>em meios de cultura.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Detecção e Identificação de Bactérias de Importância</p><p>Médica</p><p>Realize a leitura do Capítulo 4, p. 30. Ele aborda aspectos quanto à classificação, aos</p><p>tipos e à aplicabilidade de meios de cultura.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Livros</p><p>Microbiologia Médica</p><p>Realize a leitura do Capítulo 4 – Microscopia e Cultura in vitro, p. 18.</p><p>O capítulo aborda os princípios para o diagnóstico microbiológico, discorrendo sobre</p><p>microscopia, meios de cultura e semeadura.</p><p>MURRAY, P. R. et al. Microbiologia médica. 9. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2022.</p><p>Microbiologia</p><p>Realize a leitura do Item 3.3 – Coloração Convencional de Gram e seus Princípios, p. 21.</p><p>O capítulo aborda detalhadamente a coloração de Gram, os passos, a função de cada</p><p>https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final/view</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_microbiologia_mod5.pdf</p><p>corante e a descrição da técnica.</p><p>SALVATIERRA, C. M. Microbiologia. [1. ed. S. l.]: Saraiva, 2014.</p><p>Experimento 1</p><p>Meios de Cultura – Preparação e Tipos</p><p>Página 4 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Procedimento</p><p>Meio de cultura em pó – sugestão: ágar nutriente, ágar</p><p>MacConkey, ágar Muller-Hinton;</p><p>Água destilada;</p><p>Placas de Petri estéreis e descartáveis;</p><p>Micro-ondas;</p><p>Balança analítica;</p><p>Erlenmeyer;</p><p>Espátula;</p><p>Bastão de vidro;</p><p>Diferentes placas de Petri com meios de cultura sem inoculação,</p><p>por exemplo, ágar sangue, ágar chocolate, ágar MacConkey, agar</p><p>nutriente, ágar Cled, entre outros.</p><p>Respeitar as instruções contidas no rótulo do meio de cultura para</p><p>preparo adequado, podendo variar de acordo com o fabricante e</p><p>tipo de meio de cultura;</p><p>1</p><p>Será pesada na balança analítica a quantidade calculada do meio</p><p>de cultura;</p><p>2</p><p>O que for pesado deverá ser misturado sob agitação em água</p><p>destilada no volume adequado para a quantidade pesada;</p><p>3</p><p>Experimento 2</p><p>Técnicas de Semeadura – Inoculação de Amostras em Meios</p><p>de Cultura</p><p>O objetivo é realizar a técnica de semeadura quantitativa e semeadura por esgotamento.</p><p>Materiais necessários:</p><p>A mistura deverá ser aquecida no forno micro-ondas para que</p><p>ocorra a solubilização. Deve-se tomar cuidado para que a mistura</p><p>não ferva, dado que isto alterará a composição do meio de cultura;</p><p>4</p><p>Após a solubilização, o líquido será distribuído nas placas de Petri</p><p>estéreis a fim de se aguardar a solidificação do meio;</p><p>5</p><p>Enquanto as placas solidificam, caberá mostrar e explicar os</p><p>meios de cultura disponíveis na aula, destacando os principais</p><p>tipos de meio de cultura e demonstrando as suas funções e</p><p>especificidades.</p><p>6</p><p>Placas de Petri com meio de cultura que foram confeccionadas no</p><p>experimento anterior;</p><p>Alça microbiológica descartável, ou alça de platina;</p><p>Bico de Bunsen;</p><p>Amostra para semear – por exemplo, urina, bactéria em</p><p>suspensão etc.;</p><p>Placas de Petri com meio de cultura contendo crescimento</p><p>bacteriano, semeada pela técnica de esgotamento;</p><p>Procedimento</p><p>Figura 10 – Semeadura quantitativa (A) inóculo inicial e</p><p>(B) estrias</p><p>#ParaTodosVerem: desenho de duas placas de Petri, formadas por dois círculos</p><p>de borda preta e com fundo branco. No círculo à esquerda é observada uma linha</p><p>vertical no centro e uma alça microbiológica, composta de um cabo fino e longo,</p><p>assim como um círculo na ponta; no círculo à direita há mesma linha vertical no</p><p>centro, com linhas perpendiculares em forma de zigue-zague. No centro há uma</p><p>placa de Petri, redonda, com meio de cultura ágar nutriente na cor creme</p><p>translúcido, com crescimento bacteriano na cor creme opaco. Fim da descrição.</p><p>Placas de Petri com meios de cultura contendo crescimento</p><p>microbiano, semeada pela técnica quantitativa.</p><p>Com a alça microbiológica, realizar a semeadura quantitativa</p><p>seguindo este passo a passo;</p><p>1</p><p>Figura 11 – Passos para realizar a semeadura por</p><p>esgotamento: dividir a placa em quadrantes: A) Inocular a</p><p>alça microbiológica com o material microbiológico no</p><p>primeiro quadrante; B) Arrastar um pouco de material do</p><p>primeiro quadrante para o segundo quadrante e realizar</p><p>estrias; C) Arrastar um pouco de material do segundo</p><p>quadrante para o terceiro quadrante e realizar estrias; e D)</p><p>Arrastar um pouco de material do terceiro quadrante para o</p><p>quarto quadrante e realizar estrias mais abertas em direção</p><p>ao meio da placa</p><p>#ParaTodosVerem: desenho com fundo branco de quatro placas de Petri,</p><p>redondas. Cada placa circular é dividida em quadrantes, de modo que no</p><p>primeiro, o desenho mostra a realização de estrias no primeiro quadrante; no</p><p>segundo, o desenho mostra</p><p>estrias em dois quadrantes; no terceiro, o desenho</p><p>mostra estrias realizadas em três quadrantes; e no quarto, o desenho mostra</p><p>estrias em todos os quadrantes, sendo que no último quadrante as estrias são</p><p>realizadas em direção ao centro. Fim da descrição.</p><p>Realizar com a alça microbiológica a semeadura por esgotamento,</p><p>conforme o seguinte passo a passo;</p><p>2</p><p>Incubar as placas na estufa por até 24 horas e observar o</p><p>crescimento. Se possível, realizar a leitura das placas na aula</p><p>seguinte.</p><p>3</p><p>Coloração de Gram</p><p>Um método fundamental em Microbiologia, a coloração de Gram é um procedimento</p><p>de coloração diferencial que permite revelar informações importantes sobre a</p><p>composição das paredes celulares bacterianas. Desenvolvida pelo médico dinamarquês</p><p>Hans Christian Gram em 1884, a coloração de Gram revolucionou o campo da</p><p>Microbiologia ao fornecer uma ferramenta importante para classificar e identificar</p><p>microrganismos.</p><p>Os métodos de coloração de Gram são amplamente utilizados para distinguir entre dois</p><p>grandes grupos de bactérias: gram-positivas e gram-negativas. A diferença entre</p><p>esses grupos está na estrutura da parede celular bacteriana. As bactérias gram-</p><p>positivas possuem uma parede celular mais espessa, composta principalmente por</p><p>peptideoglicano, que retém o corante cristal violeta utilizado durante o processo. Por</p><p>outro lado, as bactérias gram-negativas têm paredes celulares mais finas e não retêm</p><p>o corante cristalino púrpura original, mas podem ser coradas com efetores adicionais,</p><p>como a safranina (Figura 12).</p><p>Página 5 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Figura 12 – Diferenças na parede celular das bactérias</p><p>gram-negativas e gram-positivas</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: figura com fundo branco, composta por uma imagem</p><p>redonda, que representa a fotografia de um campo no microscópio, com cocos</p><p>gram-positivos, que são células em formato esférico na cor lilás; ao lado está</p><p>representada, em formato de desenho, a parede celular das bactérias cocos</p><p>gram-positivas, que na imagem mostra quatro componentes de fora para</p><p>dentro, ácido teicoico, peptideoglicano, espaço periplasmático e membrana</p><p>plasmática. A seguir está outra imagem redonda, que representa a fotografia de</p><p>um campo no microscópio, com bacilos gram-negativos, que são células em</p><p>formato de bastão na cor rosa e ao lado o composto. Ao lado está representada,</p><p>em formato de desenho, a parede celular das bactérias gram-negativas, que na</p><p>imagem mostra quatro componentes de fora para dentro, membrana externa,</p><p>espaço periplasmático, peptideoglicanos e membrana plasmática. Fim da</p><p>descrição.</p><p>O procedimento de coloração de Gram envolve etapas cuidadosamente coordenadas. A</p><p>lâmina de vidro contendo a amostra bacteriana é inicialmente aquecida para garantir</p><p>que as bactérias permaneçam ligadas à lâmina durante todo o processo. As lâminas</p><p>são, então, coradas com cristal violeta seguido de iodeto de potássio para atuar como</p><p>fixador. As lâminas são lavadas com álcool ou acetona, que têm efeitos diferentes nas</p><p>paredes das células gram-positivas e gram-negativas. As bactérias gram-positivas</p><p>mantêm a sua cor lilás, enquanto as bactérias gram-negativas perdem a sua cor. A</p><p>amostra é, então, corada com safranina para tornar as bactérias gram-negativas</p><p>vermelhas (Figura 13).</p><p>Figura 13 – Etapas da coloração de Gram</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: imagem com fundo branco, em letras maiores destacando o</p><p>nome “coloração de Gram”. A seguir estão os passos da coloração e ao lado a cor</p><p>que é observada em cada etapa, a saber: 1) Esfregaço, as bactérias gram-</p><p>negativas e gram-positivas estão sem cor; 2) Cristal violeta, as bactérias gram-</p><p>positivas e gram-negativas ficam lilases; 3) Lugol (iodo), as bactérias gram-</p><p>positivas e gram-negativas ficam ainda lilases; 4) Álcool etílico, as bactérias</p><p>gram-positivas continuam na cor lilás e as bactérias gram-negativas ficam</p><p>transparentes; 5) Safranina, as bactérias gram-positivas continuam lilases e as</p><p>bactérias gram-negativas ficam rosas. Fim da descrição.</p><p>A observação microscópica das bactérias após a coloração revela características</p><p>morfológicas importantes, tais como o formato e a disposição das células, bem como</p><p>informações importantes para a classificação. As bactérias podem ser encontradas em</p><p>vários arranjos: cocos (esféricos), bacilos (em forma de bastão) ou espirila (em forma</p><p>de espiral). Além disso, a coloração de Gram pode ajudar a detectar a presença de</p><p>estruturas como cápsulas e flagelos, fornecendo mais pistas sobre as propriedades e o</p><p>comportamento da bactéria em estudo.</p><p>A coloração de Gram tem implicações importantes em campos como diagnóstico</p><p>médico, pesquisa ambiental e controle de infecções. Na Medicina, é usada para</p><p>identificar patógenos bacterianos em amostras clínicas para ajudar a selecionar o</p><p>tratamento antibiótico adequado. Em estudos ambientais, esse método permite a</p><p>análise de comunidades bacterianas em diversos ecossistemas. Em hospitais e</p><p>laboratórios, a coloração de Gram também desempenha um papel importante no</p><p>controle de infecções, ajudando a identificar bactérias potencialmente nocivas e</p><p>orientando medidas de prevenção e controle.</p><p>Em resumo, a coloração de Gram é mais do que apenas uma técnica de coloração</p><p>microscópica, tratando-se de um portal para o mundo da microscopia, permitindo que</p><p>cientistas e profissionais médicos descubram as complexidades das bactérias e</p><p>entendam melhor o seu papel em uma variedade de aplicações. A coloração de Gram</p><p>tem sido uma ferramenta indispensável no arsenal da Microbiologia desde o seu início</p><p>e ainda desempenha um papel importante na pesquisa em microscopia.</p><p>Identificação das Bactérias Gram-Negativas</p><p>Distinguir bactérias gram-positivas e gram-negativas é um dos primeiros passos, mas</p><p>a identificação precisa dessas bactérias requer uma abordagem multifacetada que</p><p>inclua métodos bioquímicos, moleculares e fenotípicos avançados.</p><p>O processo começa com o isolamento e cultivo da bactéria gram-negativa a partir de</p><p>uma amostra clínica ou ambiental. As culturas são incubadas sob condições</p><p>apropriadas, fornecendo um ambiente propício para o crescimento.</p><p>Quanto à identificação do gênero e da espécie da bactéria, pode-se utilizar diferentes</p><p>métodos, tais como os seguintes.</p><p>Testes Bioquímicos Tradicionais</p><p>É o método mais antigo e ainda o mais utilizado. Uma série de testes bioquímicos são</p><p>usados para determinar as propriedades metabólicas e fisiológicas das bactérias</p><p>gram-negativas. Testes como a produção de catalase, fermentação de açúcar e</p><p>produção de indol são exemplos de testes que podem ser realizados para a</p><p>identificação precoce.</p><p>A combinação dos resultados dos testes bioquímicos é usada para criar um perfil</p><p>bioquímico único para aquela bactéria. Esses perfis são comparados com bancos de</p><p>dados e literatura científica para identificação precisa (Figura 14).</p><p>Figura 14 – Exemplo de testes bioquímicos utilizados para</p><p>identificar bactérias gram-negativas, conforme o processo</p><p>de isolamento e identificação de agentes bacterianos da</p><p>família Enterobacteriaceae na Fundação Oswaldo Cruz</p><p>(Fiocruz)</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: imagem composta de três fotografias, cada qual</p><p>representando um teste bioquímico realizado para identificar bactérias gram-</p><p>negativas. Na primeira imagem está o teste de lisina, com dois tubos de ensaio</p><p>com meio de cultura lisina, um na cor amarela (negativo) e o outro, ao lado, na</p><p>cor lilás (positivo). Na próxima imagem está o teste da ureia, com dois tubos de</p><p>ensaio com meio de cultura ureia, um tubo laranja (negativo) e ao lado outro</p><p>tubo rosa (positivo). Na próxima fotografia está o teste de citrato, com dois</p><p>tubos de ensaio com meio de cultura citrato, um tubo azul (positivo) e ao lado</p><p>outro tubo verde (negativo).</p><p>Técnicas Moleculares</p><p>Nos últimos anos, as técnicas moleculares revolucionaram a identificação de bactérias</p><p>gram-negativas. A reação em cadeia da Polimerase (PCR) é empregada para amplificar</p><p>regiões específicas do ácido desoxirribonucleico (DNA)</p><p>bacteriano, permitindo a</p><p>identificação com base em sequências genéticas únicas. A técnica de sequenciamento</p><p>do gene 16S rRNA, por exemplo, é amplamente utilizada para a identificação</p><p>taxonômica de bactérias em nível de gênero e espécie.</p><p>Espectrofotometria de Massa por Ionização a Laser (Maldi-</p><p>TOF)</p><p>A técnica Maldi-Tof é uma ferramenta poderosa para a identificação rápida e precisa de</p><p>bactérias, dado que cria um perfil único de proteínas bacterianas, permitindo a</p><p>comparação com bancos de dados para a identificação. Essa abordagem é altamente</p><p>eficiente e tem sido amplamente adotada em laboratórios clínicos.</p><p>Caso Clínico</p><p>Página 6 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Apresentação da paciente: sexo feminino, 34 anos de idade,</p><p>procurou o hospital queixando-se de desconforto durante a</p><p>micção (dificuldade para urinar), aumento da frequência urinária</p><p>e urgência. Relatou dor nas costas e febre baixa;</p><p>História do caso: a paciente não tinha histórico de problemas</p><p>renais ou urinários significativos. Não tem alergias conhecidas e</p><p>não toma nenhum medicamento regular. A sua história sexual era</p><p>monogâmica e ela não tinha histórico de doenças sexualmente</p><p>transmissíveis. Sem histórico de problemas imunológicos;</p><p>Exame clínico: revelou dor à palpação na região lombar e leve</p><p>desconforto abdominal. Não há evidência de erupção cutânea ou</p><p>ulceração. A paciente parece desconfortável, mas está acordada;</p><p>Estudos laboratoriais: uma amostra de urina é coletada e enviada</p><p>para análise. Prepare um esfregaço de urina para a coloração de</p><p>Gram. O esfregaço revelou a presença de glóbulos brancos</p><p>(leucócitos) e algumas bactérias;</p><p>Coloração de Gram: é realizada em um esfregaço de urina. A</p><p>análise microscópica revelou a presença de bactérias exibindo a</p><p>coloração rosa-avermelhada característica de bactérias gram-</p><p>negativas. A morfologia bacteriana indica a presença de bacilos;</p><p>Introdução inicial: com base nos resultados da coloração de</p><p>Gram, suspeita-se de uma infecção do trato urinário causada por</p><p>bactérias gram-negativas. Diante do perfil morfológico, a</p><p>suspeita inicial pode apontar para um possível agente causador,</p><p>como a Escherichia coli, uma das causas mais comuns de infecções</p><p>do trato urinário;</p><p>Cultura bacteriana e testes bioquímicos: culturas bacterianas são</p><p>realizadas em amostras de urina. Diferentes meios são</p><p>empregados para promover o crescimento de bactérias na</p><p>amostra. Depois que as colônias bacterianas são isoladas, uma</p><p>série de testes bioquímicos é realizada para confirmar a sua</p><p>identidade. Foram feitos testes como fermentação de açúcar,</p><p>produção de indol, capacidade de citrato etc., a fim de determinar</p><p>o perfil metabólico da bactéria;</p><p>Resultados do teste bioquímico: a bactéria foi identificada como</p><p>Escherichia coli, uma bactéria gram-negativa que é causa comum</p><p>de infecções do trato urinário. O tratamento é prescrito com</p><p>antibióticos apropriados, levando em consideração o teste de</p><p>sensibilidade a antibióticos então realizado;</p><p>Conclusão: esse caso clínico demonstra a importância da</p><p>coloração de Gram e de testes bioquímicos na identificação de</p><p>infecções do trato urinário, então causadas por organismos</p><p>gram-negativos. Esses métodos ajudam a determinar o</p><p>diagnóstico e tratamento corretos e promovem uma abordagem</p><p>eficaz no atendimento ao paciente.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Leitura</p><p>Guia prático – Provas de Identificação de</p><p>Enterobactérias</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção</p><p>Relacionada à Assistência à Saúde</p><p>Manual fundamental, contendo todos os testes convencionais de identificação para o</p><p>diagnóstico de bactérias, realize a leitura dos capítulos 3 e 4.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>Página 7 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/704405/2/Guia_Ident_Enterobact%C3%A9rias%202021%20Karla%20Tereza.pdf</p><p>ACESSE</p><p>Livros</p><p>Microbiologia Médica</p><p>Realize a leitura dos Capítulo 25 – Enterobacteriacea, p. 265.</p><p>O capítulo aborda aspectos de Biologia, doenças, diagnóstico e tratamento de</p><p>enterobactérias.</p><p>MURRAY, P. R. et al. Microbiologia médica. 9. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2022.</p><p>Diagnóstico Microbiológico – Texto e Atlas</p><p>Realize a leitura dos Capítulos 6, 7 e 8, a partir da p. 223.</p><p>Eles exploram detalhadamente o diagnóstico de bacilos gram-negativos.</p><p>PROCOP, G. W. Diagnóstico microbiológico – texto e atlas. 7. ed. [S. l.]: Grupo GEN,</p><p>2018.</p><p>https://spdbcfmusp.files.wordpress.com/2014/09/iras_modulodeteccaobacterias.pdf</p><p>Experimento 1</p><p>Coloração de Gram</p><p>Página 8 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Bico de Bunsen;</p><p>Alças microbiológicas descartáveis ou alça de platina;</p><p>Lâminas de microscopia;</p><p>Solução salina;</p><p>Kit para coloração de Gram – cristal violeta, lugol, álcool-acetona</p><p>e fucsina;</p><p>Placas de Petri com crescimento de uma bactéria gram-negativa</p><p>– por exemplo, Escherichia coli, Pseudomonas, Klebsiella,</p><p>Salmonella, Shiguella;</p><p>Placas de Petri com crescimento de bactérias gram-positivas –</p><p>por exemplo, Staphylococcus aureus, Staphylococcus saprophyticus,</p><p>Streptococcus sp., Enterococcus sp.;</p><p>Procedimento</p><p>Identificar duas lâminas de microscopia;1</p><p>Em uma lâmina, inocular uma bactéria gram-negativa; e na outra,</p><p>uma bactéria gram-positiva;</p><p>2</p><p>Realizar a coloração de Gram seguindo estes passos:3</p><p>Prepare o esfregaço de cultura de bactérias, colocando uma gota</p><p>de salina e misturando a uma colônia da bactéria em uma lâmina</p><p>de microscopia;</p><p>Fixe o esfregaço no calor do bico de Bunsen, flambando</p><p>rapidamente a lâmina até que toda a salina seja evaporada;</p><p>Coloque o corante cristal violeta sobre o esfregão e o deixe em</p><p>repouso por 1 minuto;</p><p>Escorra o corante da lâmina, adicionando o lugol até que este</p><p>cubra todo o esfregaço e deixe por 1 minuto;</p><p>Descore o esfregaço com álcool-acetona por 15 segundos ou até</p><p>retirar o excesso de corante;</p><p>Lave com água;</p><p>Core o esfregaço com fucsina e espere 30 segundos;</p><p>Lave a lâmina com água corrente e a seque com papel,</p><p>delicadamente.</p><p>A lâmina de coloração de Gram deve ser observada em microscópio óptico na objetiva</p><p>de imersão.</p><p>Experimento 2</p><p>Identificação de Bactérias Gram Negativas</p><p>Objetivo: realizar a leitura de provas bioquímicas para a identificação de</p><p>enterobactérias.</p><p>Execução da prática: demonstrar aos grupos os conjuntos de testes bioquímicos já</p><p>semeados para exercitar a identificação das bactérias gram-negativas.</p><p>Variadas placas de Petri com crescimento bacteriano – por</p><p>exemplo, Escherichia coli, Salmonella, Klebsiella sp., Pseudomonas</p><p>aeruginosa;</p><p>Testes bioquímicos para a identificação dessas bactérias, já</p><p>semeados e incubados – a sugestão é utilizar o Enterokit B (tubo</p><p>de citrato, tubo Mili e tubo EPM), contudo, se disponíveis, poderão</p><p>ser utilizados testes bioquímicos individuais ou o tubo de Rugai;</p><p>Para a aula prática, as bactérias devem estar semeadas nos tubos</p><p>de provas bioquímicas para que você e os colegas possam as</p><p>identificar;</p><p>A identificação das bactérias gram-negativas se dá através da</p><p>leitura e interpretação das provas bioquímicas, em que os</p><p>resultados são comparados com a tabela de identificação de</p><p>enterobactérias;</p><p>A identificação de bactérias gram-positivas por testes bioquímicos de rotina é uma</p><p>abordagem tradicional e fundamental em Microbiologia Clínica e de Pesquisa. O</p><p>objetivo desta metodologia é caracterizar bactérias com base em suas atividades</p><p>metabólicas e bioquímicas, permitindo a diferenciação de diferentes gêneros e</p><p>espécies dentro de grupos gram-positivos. Um teste bioquímico bem elaborado e</p><p>interpretado com precisão pode fornecer informações úteis para a identificação</p><p>precisa desses microrganismos.</p><p>Existem outras vias para a identificação de bactérias gram-positivas, tais como testes</p><p>moleculares, espectrofotometria de massa (Maldi-TOF), que são métodos mais</p><p>rápidos e precisos, mas que ainda não estão difundidos nos laboratórios por conta de</p><p>seu alto investimento.</p><p>Assim, nesta oportunidade</p><p>abordaremos os testes bioquímicos convencionais, a saber:</p><p>Página 9 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Figura 15 – Morfologia dos Staphylococcus (A),</p><p>Streptococcus (B) e Enterococcus (C) quando realizada a</p><p>coloração de Gram</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: imagem composta por três fotografias, cada uma</p><p>apresentada tal como vemos as bactérias destacadas pela coloração no</p><p>microscópio. Na imagem A está a representação de bactérias cocos gram-</p><p>positivas aglomeradas, sendo bactérias em formato esférico, na cor lilás e</p><p>agrupadas como cachos de uva. Na imagem B está a representação de cocos</p><p>gram-positivos em cadeias, sendo bactérias com formato esférico, na cor lilás e</p><p>agrupadas como correntes de colares de pérolas. Na imagem C está a</p><p>representação de cocos e diplococos gram-positivos, sendo bactérias em</p><p>formato esférico, na cor lilás e agrupadas em pares ou isoladas. Fim da</p><p>descrição.</p><p>Preparação da cultura bacteriana: o processo começa com o</p><p>isolamento e cultivo de bactérias gram-positivas de amostras</p><p>clínicas. As culturas são cultivadas em meios apropriados, como o</p><p>ágar sangue e o ágar chocolate, para promover o crescimento e</p><p>permitir a análise bioquímica;</p><p>Coloração de Gram: ocorre para a confirmação da reação tintorial</p><p>– gram-positiva (lilás) – e do arranjo. As bactérias mais comuns</p><p>de serem diagnosticadas na rotina podem ser classificadas em</p><p>dois grandes grupos, os Staphylococcus e os</p><p>Streptococcus/Enterococcus (Figuras 15 A, B e C);</p><p>Produção de Catalase</p><p>A atividade da enzima catalase é frequentemente um dos primeiros testes realizados.</p><p>Bactérias gram-positivas geralmente exibem baixa ou nenhuma atividade de catalase,</p><p>resultando na ausência de produção de bolhas de oxigênio quando expostas a peróxido</p><p>de hidrogênio. Esse teste ajuda a distinguir entre os grupos gram-positivo, de modo</p><p>que os Staphylococcus são catalase positiva e os grupos Streptococcus/Enterococcus são</p><p>catalase negativa.</p><p>Figura 16 – Teste da catalase, de modo que quando positivo</p><p>observa-se a formação de bolhas</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia com fundo cinza, de uma lâmina de microscópio</p><p>de vidro, com formato retangular. Sobre a lâmina há uma gota com bolhas e uma</p><p>haste azul com um círculo na ponta, que é uma alça microbiológica. Fim da</p><p>descrição.</p><p>Identificação por testes bioquímicos.</p><p>Produção de Coagulase</p><p>A produção de coagulase é um teste importante para a identificação de Staphylococcus</p><p>aureus, uma bactéria patogênica gram-positiva. A coagulase converte fibrinogênio em</p><p>fibrina, levando à formação de coágulos. Esse teste auxilia na diferenciação entre S.</p><p>aureus e outros estafilococos (Figuras 17 A e B).</p><p>Figura 17 – Teste da coagulase em lâmina (A) e teste da</p><p>coagulase em tubo superior positivo e tubo inferior</p><p>negativo (B)</p><p>Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: imagem composta de duas fotografias com fundo preto. Na</p><p>imagem A estão representadas três gotas com testes de coagulase em lâmina, de</p><p>modo que a primeira gota sinaliza a bactéria S. epidermidis e na segunda e</p><p>terceira gotas o S. aureus; a seguir, a primeira gota está com uma coloração</p><p>leitosa, enquanto a segunda e terceira gotas apresentam precipitações</p><p>(pontinhos brancos opacos). Na imagem B está uma mão com luvas cirúrgicas</p><p>brancas segurando dois tubos de ensaio na posição horizontal, de modo que no</p><p>tubo de cima há um coágulo opaco e um líquido amarelo translúcido e no tubo de</p><p>baixo há apenas o líquido translúcido. Fim da descrição.</p><p>Testes bioquímicos para diferenciar as espécies do gênero Staphylococcus:</p><p>Basicamente, existem três espécies de Staphylococcus de importância clínica, o</p><p>Staphylococcus aureus, Staphylococcus saprophyticus e Staphylococcus epidermidis; de</p><p>modo que para diferenciar o S. aureus das outras espécies pode ser utilizado o teste da</p><p>coagulase, Dnase e ágar manitol, pois essa bactéria é a única que produz a enzima</p><p>coagulase, Dnase e que fermenta o manitol. Ademais, quando tais testes forem</p><p>negativos, será necessário realizar o teste da novobiocina para diferenciar o S.</p><p>saprophyticus (resistente) e o S. epidermidis (sensível).</p><p>Testes bioquímicos para identificar as espécies do gênero Streptococcus/Enterococcus:</p><p>Todas as espécies de Streptococcus/Enterococcus são catalase negativas. Após esse teste</p><p>deve-se observar a hemólise que foi produzida no ágar sangue, e realizar testes de</p><p>sensibilidade a antimicrobianos como da optoquina e bacitracina, cabendo verificar</p><p>quando a optoquina é sensível de Streptococcus pneumoniae e quando a bacitracina é</p><p>sensível, sugerindo se tratar da bactéria Streptococcus pyogenes.</p><p>Já os Enterococcus podem ser identificados através de outras provas bioquímicas,</p><p>sendo também catalase negativa.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Leitura</p><p>Aulas Práticas de Bacteriologia Humana</p><p>Para saber mais sobre os testes realizados para a diferenciação de</p><p>Staphylococcus.</p><p>https://publica.ciar.ufg.br/ebooks/iptsp/bacteriologia_humana/artigo_1.html</p><p>Na prática laboratorial, a identificação de bactérias dos gêneros Staphylococcus e</p><p>Streptococcus é de grande importância para o diagnóstico de infecções bacterianas e</p><p>para a seleção da terapia antimicrobiana adequada. Vejamos uma aplicação prática</p><p>passo a passo para identificar esses dois gêneros em amostras clínicas.</p><p>Página 10 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Passo 1: coleta da amostra: amostras clínicas são coletadas de</p><p>pacientes com sintomas sugestivos de infecção, tais como febre,</p><p>dor de garganta ou infecção de pele. A amostra pode ser um</p><p>esfregaço da garganta, exsudato de ferida ou amostra de urina,</p><p>dependendo de onde a infecção é suspeita</p><p>Passo 2: isolamento e incubação: as amostras são inoculadas em</p><p>meios selecionados e diferenciados adequados para o</p><p>crescimento de Staphylococcus e Streptococcus. O ágar sangue é um</p><p>exemplo típico, pois permite o crescimento de ambos os gêneros</p><p>e apresenta, como característica distintiva, a hemólise das</p><p>colônias;</p><p>Passo 3: coloração de Gram: as colônias suspeitas foram</p><p>selecionadas e submetidas à coloração de Gram. A coloração</p><p>revela a morfologia e o arranjo celular, permitindo, pela primeira</p><p>vez, distinguir cocos aglomerados em cachos (Staphylococcus) e</p><p>cadeias (Streptococcus);</p><p>Passo 4: teste da catalase: uma das colônias foi testada quanto à</p><p>produção de catalase. A formação de bolhas de oxigênio indica a</p><p>presença de estafilococos, enquanto a ausência de bolhas indica</p><p>estreptococos;</p><p>Passo 5: teste de coagulase: se o teste de catalase for positivo, a</p><p>colônia será testada para coagulase. A formação de coágulos</p><p>indica a presença de Staphylococcus aureus, enquanto a ausência</p><p>de formação de coágulos indica uma espécie diferente de</p><p>Staphylococcus;</p><p>Passo 6: testes bioquímicos: quando a catalase for negativa, as</p><p>colônias de Streptococcus serão submetidas a testes como a</p><p>optoquina ou bacitracina, teste de Camp ou PYR para diferenciar</p><p>as espécies;</p><p>Passo 9: relatórios e interpretação: dependendo do resultado do</p><p>teste, o laboratório emitirá um laudo detalhado, indicando se a</p><p>amostra contém estafilococos e/ou estreptococos e informações</p><p>sobre a espécie e suscetibilidade aos antibióticos, se houver;</p><p>Conclusão: a aplicação prática da identificação de Staphylococcus e</p><p>Streptococcus em espécimes clínicos é um processo trabalhoso</p><p>que combina várias culturas, colorações, testes bioquímicos e,</p><p>opcionalmente, testes moleculares. Essa abordagem rigorosa</p><p>desempenha um papel importante no diagnóstico e tratamento de</p><p>infecções bacterianas e promove a saúde e o bem-estar dos</p><p>pacientes.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Livros</p><p>Microbiologia Médica</p><p>Realize a leitura do Capítulo 18 – Staphylococcus e cocos gram-positivos relacionados,</p><p>p. 182. O capítulo aborda a biologia, virulência, epidemiologia, doenças, diagnóstico,</p><p>tratamento e prevenção referentes às bactérias do gênero Staphylococcus.</p><p>MURRAY, P. R. et al. Microbiologia médica. 9. ed. [S. l.]: Grupo GEN,</p><p>2022.</p><p>Microbiologia Médica</p><p>Realize a leitura do Capítulo 19 – Streptococcus e Enterococcus, p. 196. O capítulo aborda</p><p>a biologia, virulência, epidemiologia, doenças, diagnóstico, tratamento e prevenção</p><p>referentes às bactérias dos gêneros Streptococcus e Enterococcus.</p><p>MURRAY, P. R. et al. Microbiologia médica. 9. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2022.</p><p>Microbiologia</p><p>Realize a leitura do Capítulo 3.5 – Cocos gram-positivos, p. 23. O capítulo aborda</p><p>Página 11 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>aspectos básicos quanto à morfologia, ao arranjo e às características gerais dos cocos</p><p>gram-positivos.</p><p>SALVATIERRA, C. M. Microbiologia. [1. ed. S. l.]: Saraiva, 2014.</p><p>Leitura</p><p>Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção</p><p>Relacionada à Assistência à Saúde</p><p>Realize a leitura do Capítulo 1, p. 7-14.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>https://spdbcfmusp.files.wordpress.com/2014/09/iras_modulodeteccaobacterias.pdf</p><p>Experimento 1</p><p>Identificação de Bactérias do Gênero Staphylococcus Aureus</p><p>Objetivo: realizar os testes para identificar os diferentes gêneros de Staphylococcus.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Procedimento</p><p>Página 12 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Ágar sangue com inóculo de Staphylococcus aureus;</p><p>Ágar sangue com inóculo de Staphylococcus saprophyticcus;</p><p>Teste de catalase – água oxigenada (peróxido de hidrogênio) em</p><p>10 volumes;</p><p>Teste de coagulase – kit comercial;</p><p>Teste de novobiocina – já semeado para ver o crescimento do S.</p><p>saprophyticcus.</p><p>Experimento 2</p><p>Identificação de Bactérias do Gênero Streptococcus e</p><p>Enterococcus</p><p>Objetivo: realizar os testes para identificar os diferentes gêneros de Streptococcus e</p><p>Enterococcus.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Realizar o teste de catalase: coloca-se uma gota de peróxido de</p><p>hidrogênio sobre uma lâmina e, com a alça microbiológica,</p><p>mistura-se a colônia. Após a mistura, pinga-se 1 gota de peróxido</p><p>de hidrogênio. Resultado: se houver verificação de bolhas será</p><p>catalase positiva; se não for verificada bolhas será catalase</p><p>negativa;</p><p>1</p><p>Realizar o teste de coagulase, o qual poderá ser feito de duas</p><p>formas:</p><p>2</p><p>Coagulase conjugada – prova em lâmina: colocar uma gota do</p><p>plasma de coelho na lâmina e agregar a bactéria, realizando</p><p>movimentos circulares. Interpretação: formação de precipitado</p><p>branco após 15 segundos;</p><p>Coagulase livre – prova em tubo: suspender a bactéria em plasma</p><p>reconstituído e incubar a 35º C por até 4 horas. Interpretação:</p><p>coagulase positiva quando houver a formação de coágulo.</p><p>Realizar a leitura do teste de novobiocina quando há resistência,</p><p>ou seja, quando não houver a formação de halo ou o halo for ≤ 17</p><p>mm, confirmando-se a presença de Staphylococcus saprophyticus.</p><p>3</p><p>Procedimento</p><p>Ágar sangue com inóculo de Streptococcus agalactiae ou</p><p>Streptococcus pyogenes;</p><p>Ágar sangue com inóculo de Enterococcus faecalis;</p><p>Teste de catalase;</p><p>Teste de PYR;</p><p>Kit de coloração de Gram.</p><p>Realizar a coloração de Gram para verificar as diferenças de</p><p>morfologia dos gêneros Streptococcus e Enterococcus;</p><p>1</p><p>Realizar o teste de catalase em todas as amostras;2</p><p>Realizar o teste de pirrolidonil arilamidase (PYR), que é uma opção</p><p>rápida e empregada para identificar estreptococos e enterococos</p><p>beta-hemolíticos do grupo A, dado que Enterococcus possui PYR</p><p>positivo.</p><p>3</p><p>O teste de sensibilidade a antibióticos desempenha um papel importante na seleção e</p><p>otimização da terapia antimicrobiana. Essa técnica permite determinar a resposta dos</p><p>microrganismos a diversos agentes antimicrobianos, fornecendo informações</p><p>importantes para o tratamento adequado e controle da resistência aos antibióticos.</p><p>A resistência antimicrobiana é um problema crescente de saúde pública. O uso</p><p>inadequado de antibióticos pode resultar no desenvolvimento de bactérias resistentes,</p><p>tornando o tratamento menos eficaz. Os testes de sensibilidade são importantes para</p><p>ajudar os médicos a selecionar o antibiótico certo para garantir um tratamento eficaz e</p><p>reduzir o risco de resistência.</p><p>Existem basicamente dois métodos que podem ser realizados para testar a</p><p>sensibilidade a antimicrobianos: método de Kirby-Bauer, igualmente conhecido como</p><p>método de disco de difusão, ou ainda antibiograma; e o método que avalia a</p><p>concentração inibitória mínima, podendo ser realizado através de macrodiluição em</p><p>tubos, microdiluição em placas ou fitas de e-test.</p><p>Página 13 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Antibiogramas: são realizados usando-se vários métodos, como</p><p>difusão em disco. No método de difusão em disco, discos</p><p>impregnados com vários agentes antimicrobianos são colocados</p><p>em placas de ágar – geralmente é utilizado o ágar Muller-Hinton,</p><p>com culturas bacterianas. Conforme a medição da zona de</p><p>inibição ao redor do disco, pode-se indicar sensibilidade</p><p>microbiana – dependendo do valor de referência (Figura 18);</p><p>Figura 18 – Placa de ágar Mulher-Hinton com crescimento</p><p>microbiano. Pode-se observar que cada ponto branco é um</p><p>disco de difusão contendo diferentes antibióticos, e ao</p><p>redor de alguns existem halos de inibição, ou seja, onde</p><p>não houve crescimento bacteriano</p><p>Fonte: Wikimedia Commos</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa de Petri, redonda, com ágar Muller-</p><p>Hinton e doze discos pequenos brancos, de papel e distribuídos aleatoriamente</p><p>pela placa. Ao longo de toda a placa, onde houve crescimento bacteriano há</p><p>coloração amarelo opaco e ao redor de alguns discos há borda preta, indicando</p><p>que não houve crescimento bacteriano chamado de halo de inibição. Fim da</p><p>descrição.</p><p>Concentração Inibitória Mínima (CIM): é a concentração mais</p><p>baixa de um agente antimicrobiano que inibe o crescimento</p><p>visível de microrganismos. É expressa em unidades de</p><p>concentração (por exemplo, µg/mL) e é uma medida quantitativa</p><p>da suscetibilidade das bactérias aos antibióticos. A interpretação</p><p>Figura 19 – Concentração inibitória mínima realizada em</p><p>microdiluição em placa. Onde está turvo há crescimento</p><p>bacteriano</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>#ParaTodosVerem: fotografia de uma placa transparente, retangular, de Elisa</p><p>com fundo preto, com 96 poços ou cavidades. Há doze colunas com oito poços</p><p>distribuídos na vertical. Na primeira e segunda fileiras, os poços 1, 2, 3 e 4 estão</p><p>com um líquido transparente, e do poço 5 ao 12 há um líquido amarelo turvo. Na</p><p>terceira fileira, os poços 1, 2 e 3 estão com um líquido transparente, e do poço 4</p><p>ao 12 há um líquido amarelo turvo. Na quarta fileira, todos os poços, de 1 a 12,</p><p>estão com líquido transparente. Na quinta fileira, os poços 1, 2 e 3 têm um</p><p>líquido amarelo turvo, e os demais poços, do 4 ao 12, estão vazios. As demais</p><p>fileiras, 6, 7 e 8, estão com poços vazios. Fim da descrição.</p><p>da CIM ajuda a determinar a eficácia do tratamento e permite a</p><p>seleção do antibiótico mais adequado e o controle da resistência</p><p>(Figura 19).</p><p>A interpretação dos resultados do antibiograma e da concentração inibitória mínima é</p><p>baseada em diretrizes estabelecidas por organizações como o Clinical and Laboratory</p><p>Standards Institute (CLSI), em nível internacional, e pelo Comitê Brasileiro de Teste de</p><p>Sensibilidade aos Antimicrobianos (BrCAST), no Brasil. A zona de inibição ou</p><p>Concentração Inibitória Mínima (MIC) é comparada a um ponto de corte específico</p><p>para determinar se um microrganismo é sensível, intermediário ou resistente a</p><p>determinado antibiótico.</p><p>O teste de sensibilidade aos antibióticos desempenha um papel importante no</p><p>tratamento eficaz de infecções bacterianas, selecionando o antibiótico mais adequado</p><p>e prevenindo o desenvolvimento de resistência. A interpretação cuidadosa dos</p><p>resultados dos antibióticos, incluindo a análise CIM, ajuda no manejo da terapia</p><p>antimicrobiana, promove o uso racional de antibióticos e mantém a eficácia desses</p><p>agentes no combate à infecção.</p><p>Aplicação clínica: os antibióticos são usados em uma</p><p>variedade de situações clínicas, incluindo</p><p>infecções respiratórias, urinárias, cutâneas e de</p><p>tecidos moles. Em ambientes hospitalares é</p><p>importante controlar infecções nosocomiais em</p><p>pacientes gravemente enfermos e otimizar</p><p>a</p><p>terapia antibacteriana.</p><p>Para entender melhor a aplicação prática dos testes de sensibilidade a</p><p>antimicrobianos, vejamos um exemplo prático.</p><p>Página 14 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Cenário: paciente de 58 anos de idade, com história de diabetes de</p><p>tipo 2 e hipertensão procurou um hospital com sintomas como</p><p>febre alta, tosse com escarro, dispneia e dor torácica. Exames de</p><p>imagem mostraram sinais de pneumonia adquirida na</p><p>comunidade em um lobo do pulmão. Amostras de escarro foram</p><p>coletadas para cultura bacteriana e teste de sensibilidade</p><p>antimicrobiana;</p><p>Situação: as amostras de escarro foram enviadas para um</p><p>laboratório de Microbiologia, onde foram cultivadas a fim de</p><p>identificar a bactéria causadora da infecção e serem testadas</p><p>quanto à sensibilidade antibacteriana. Os resultados dos testes</p><p>revelaram que o agente causador da infecção respiratória foi o</p><p>Streptococcus pneumoniae;</p><p>Desafio: um problema surgiu quando o teste de suscetibilidade</p><p>antimicrobiana mostrou que o Streptococcus pneumoniae isolado</p><p>era resistente à penicilina, um antibiótico tradicionalmente usado</p><p>para tratar infecções bacterianas. A equipe médica agora enfrenta</p><p>a difícil tarefa de selecionar um antibiótico alternativo eficaz para</p><p>tratar pacientes com pneumonia;</p><p>Considerações: a resistência estreptocócica à penicilina é um</p><p>problema sério porque pode limitar as opções de tratamento e</p><p>complicar a recuperação do paciente. Ao selecionar antibióticos</p><p>alternativos, os profissionais de saúde devem considerar fatores</p><p>como a gravidade da infecção, presença de comorbidades, alergia</p><p>a medicamentos e padrões locais de resistência bacteriana</p><p>Resolução: a equipe médica decidiu prescrever antibióticos</p><p>macrolídeos, que se mostraram eficazes contra bactérias</p><p>pneumocócicas resistentes à penicilina, consultando as diretrizes</p><p>de tratamento mais recentes. O paciente é monitorado de perto</p><p>para avaliar a resposta ao tratamento e para ajustar o tratamento,</p><p>se necessário;</p><p>Lição: essa situação problemática destaca a importância do teste</p><p>de suscetibilidade antimicrobiana na seleção da terapia</p><p>antibiótica, o qual destacou as crescentes preocupações com a</p><p>resistência bacteriana e a necessidade de uma abordagem de</p><p>tratamento cautelosa e adaptável para garantir o sucesso do</p><p>tratamento e a recuperação do paciente.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Leitura</p><p>Métodos para Testar a Sensibilidade das Bactérias aos</p><p>Antimicrobianos (Antibiograma)</p><p>Protocolos descritivos sobre as técnicas laboratoriais.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção</p><p>Relacionada à Assistência à Saúde</p><p>Realize a leitura do Capítulo 4 – Teste de sensibilidade aos</p><p>antimicrobianos (TSA), p. 87.</p><p>Página 15 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>https://www.ufrgs.br/aulaspraticasdemip/?page_id=82</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Livro</p><p>Diagnóstico Microbiológico – Texto e Atlas</p><p>Realize a leitura do Capítulo 17 – Testes de sensibilidade antimicrobiana, p. 1.095.</p><p>O material aborda os diferentes testes de sensibilidade a antimicrobianos.</p><p>PROCOP, G. W. Diagnóstico microbiológico – texto e atlas. 7. ed. [S. l.]: Grupo GEN,</p><p>2018.</p><p>https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-10_manual-de-microbiologia.pdf/view</p><p>Experimento 1</p><p>Antibiograma – Teste de Disco de Difusão</p><p>Objetivo: confeccionar e interpretar o antibiograma.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Página 16 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Cultura do microrganismo em ágar – por exemplo, Staphylococcus</p><p>aureus ou Escherichia coli;</p><p>Placa de Muller-Hinton sem inoculação;</p><p>Solução salina;</p><p>Swab;</p><p>Discos de antibióticos para antibiograma;</p><p>Pinça;</p><p>Placas de Muller-Hinton com crescimento bacteriano para</p><p>realizar a interpretação.</p><p>Procedimento</p><p>Experimento 2</p><p>Concentração Mínima Inibitória</p><p>Objetivo: realizar a confecção da CIM em microdiluição.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Fazer uma suspensão da bactéria isolada com o caldo Muller-</p><p>Hinton ou em solução salina, obedecendo à diluição com a escala</p><p>0,5 de McFarland;</p><p>1</p><p>Umedecer o swab com a suspensão de microrganismo e semear,</p><p>espalhando na superfície da placa de ágar Muller-Hinton;</p><p>2</p><p>Colocar os discos de antibióticos com a pinça, pressionando-os</p><p>levemente para que fiquem bem aderidos ao meio;</p><p>3</p><p>Incubar as placas na estufa a 36 °C, de 18 a 24 horas;4</p><p>Os resultados serão analisados nas placas prontas disponíveis na</p><p>aula;</p><p>5</p><p>Medir os halos formados na placa de ágar Muller-Hinton;6</p><p>Comparar os resultados com a tabela padrão e classificá-los como</p><p>resistentes, intermediários ou sensíveis.</p><p>7</p><p>Micropipetas;</p><p>Placas de 96 poço de Elisa;</p><p>Procedimento</p><p>Ponteiras;</p><p>DMSO ou salina;</p><p>Bactérias crescidas em ágar – Staphylococcus aureus ou</p><p>Escherichia coli;</p><p>Caldo Muller-Hinton;</p><p>Antibióticos.</p><p>Preparar soluções-estoque de diferentes concentrações do agente</p><p>antimicrobiano a ser testado, geralmente em série de diluição;</p><p>1</p><p>Adicionar as soluções em poços individuais de uma placa Elisa;2</p><p>Ressuspender a bactéria, ajustar a densidade óptica da cultura</p><p>para atingir uma concentração adequada de células bacterianas –</p><p>geralmente, entre 0,5 e 1,0 na escala de McFarland;</p><p>3</p><p>Adicionar uma alíquota da suspensão bacteriana diluída a cada</p><p>poço contendo as diferentes concentrações do agente</p><p>antimicrobiano;</p><p>4</p><p>Incluir poços sem antimicrobianos (controle de crescimento) e</p><p>poços sem bactérias (controle de meio) para comparação;</p><p>5</p><p>Incubar a placa em uma incubadora bacteriana apropriada a uma</p><p>temperatura específica (geralmente 37º C) por um período</p><p>determinado (geralmente entre 16 e 24 horas);</p><p>6</p><p>Como não há esse tempo disponível em aula, sugere-se ter uma</p><p>placa pronta com crescimento para realizar a leitura.</p><p>7</p>

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