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<p>Faculdade Santa Maria</p><p>Núcleo Básico Comum</p><p>Disciplina: Biologia Celular e Genética</p><p>Modalidade: EaD</p><p>Tutora: Vanessa Erika Abrantes Coutinho</p><p>Carga horária: 60 horas/atividade</p><p>Módulo II</p><p>Estrutura e Funções da Membrana Plasmática</p><p>Introdução</p><p>Um dos componentes básicos das células é a membrana plasmática. Ela é</p><p>responsável por cercar e proteger a célula, delimitando e selecionando o que pode ser</p><p>internalizado pela célula e o que pode ir para o meio externo. As membranas celulares</p><p>são formadas por um componente lipídico, composto em sua maior parte por</p><p>fosfolipídios, além de um componente proteico e um componente glicídico (açúcares).</p><p>A maior parte das funções da membrana é desempenhada pelas proteínas presentes,</p><p>que podem ser de diversos tipos.</p><p>Os experimentos para entendimento da membrana plasmática foram feitos</p><p>utilizando microscópio eletrônico, células vegetais e</p><p>hemácias, as células vermelhas do sangue, e permitiram</p><p>o desenvolvimento de um modelo que é aceito até hoje:</p><p>o modelo do mosaico fluido. Ele afirma que a membrana</p><p>é formada por diferentes tipos de moléculas, que se</p><p>associam como um mosaico e que ela é fluida, não é</p><p>rígida, tendo uma consistência semelhante a uma</p><p>gelatina e, com isso, permitindo a passagem de algumas</p><p>substâncias através dela. Além disso, a membrana é</p><p>formada por uma bicamada de fosfolipídios, que são moléculas anfipáticas ou</p><p>anfifílicas, ou seja, apresentam porção polar e porção apolar na mesma molécula.</p><p>Dessa forma, como as células estão circundadas por meio aquoso e apresentam água</p><p>em seu preenchimento (citosol), a porção polar dos fosfolipídios está voltada para os</p><p>meios intra e extracelulares, enquanto a porção apolar dos fosfolipídios está situada</p><p>no meio interno da membrana (Figura 1).</p><p>Todas as membranas plasmáticas apresentam estrutura similar, conforme foi</p><p>descrita acima. É importante salientar que existe uma assimetria entre as duas</p><p>monocamadas da membrana, de forma que a monocamada interna (voltada para o</p><p>citosol) é diferente da monocamada externa (voltada para o meio externo). Essa</p><p>diferença se dá tanto nos tipos de fosfolipídios que estão presentes em cada</p><p>Só acredito vendo!</p><p>Para facilitar seu entendimento sobre</p><p>a membrana plasmática, assista ao</p><p>vídeo clicando no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qJ</p><p>XAkXa3-Mk</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qJXAkXa3-Mk</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qJXAkXa3-Mk</p><p>monocamada da bicamada, como também na presença de carboidratos, que estão</p><p>ancorados exclusivamente na monocamada não-citosólica, ou seja, na monocamada</p><p>externa (Figura 2).</p><p>As proteínas e lipídios presentes na membrana estão ancorados através de</p><p>ligações não-covalentes, permitindo que estas moléculas apresentem uma certa</p><p>liberdade de movimentação. Os movimentos apresentados pelos fosfolipídios serão</p><p>descritos posteriormente, no subtópico “componente lipídico”.</p><p>A presença de uma bicamada lipídica confere à membrana a fluidez</p><p>característica que ela apresenta e a impermeabilidade à maioria das substâncias</p><p>Figura 1: (A) Micrografia eletrônica da membrana, evidenciando sua bicamada (duas linhas</p><p>cercando a célula). (B) Representação esquemática tridimensional do modelo do mosaico fluido para</p><p>a membrana plasmática, mostrando suas proteínas e fosfolipídios. Fonte: Adaptado de Alberts,</p><p>Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Figura 2: Representação esquemática tridimensional da membrana evidenciando a assimetria</p><p>existente entre as duas monocamadas. Os diversos tipos de fosfolipídios estão representados em</p><p>cores diferentes, para evidenciar que a composição lipídica da monocamada interna é diferente da</p><p>monocamada externa. As moléculas destacadas em azul são carboidratos associados à lipídios.</p><p>Percebam que os carboidratos da membrana plasmática estão sempre voltados para o espaço</p><p>extracelular. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>hidrossolúveis (polares), uma vez que a maior parte da membrana é apolar (ou</p><p>lipossolúvel). Porém a maior parte das moléculas necessárias para o bom</p><p>funcionamento das células é hidrossolúvel, então para que consigam atravessar a</p><p>membrana, essas moléculas necessitam da ajuda de proteínas que atuam como</p><p>canais ou bombas para fazer esse transporte de substâncias (Figura 3). Os diferentes</p><p>tipos de proteínas de membranas serão descritas posteriormente. Também é função</p><p>das proteínas a capacidade de receber sinais proveninentes de outras células ou do</p><p>meio externo no processo de sinalização celular. Estes sinais podem ser moléculas</p><p>diversas, como hormônios, fármacos, açúcares, outras proteínas. Além disso, o</p><p>controle do gradiente iônico feito pela célula também é conferido ao transporte</p><p>realizados pelas proteínas, seja de forma passiva (sem gasto de energia) ou de forma</p><p>ativa (com gasto de energia).</p><p>Estrutura da Membrana Plasmática</p><p> Componente Lipídico</p><p>Figura 3: Representação esquemática da permeabilidade da membrana plasmática. As moléculas</p><p>polares grandes e as moléculas carregadas não conseguem atravessar a membrana sem ajuda de</p><p>proteínas. Fonte: Disponível em</p><p>http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon672/galeria/aula3/img/23.jpg. Acesso em 08 de fevereiro de</p><p>2021.</p><p>http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon672/galeria/aula3/img/23.jpg</p><p>Os lipídios da membrana são visíveis apenas ao microscópio eletrônico e</p><p>representam cerca de 50% da massa das membranas de células animais. Como já foi</p><p>falado, os lipídios de membrana são substâncias anfifílicas ou anfipáticas, o que</p><p>significa que são formados por uma porção polar e outra apolar. Dentre os lipídios que</p><p>compõem a membrana, podemos citar os fosfolipídios, que apresentam grupos fosfato</p><p>na porção polar e serão mais detalhados a seguir. Também está presente o colesterol,</p><p>que é importante lipídio de membrana, pois tem função estrutural e controla a fluidez</p><p>da membrana. Além desses lipídios, existem também os glicolipídios, que são</p><p>formados por associação de lipídios e carboidratos.</p><p>Os fosfolipídios são os lipídios mais abundantes de membrana. Os principais</p><p>fosfolipídios de membrana são os fosfoglicerídeos, que apresentam uma cadeia</p><p>principal glicerol de três carbonos. A este glicerol, estão ligadas duas cadeias de</p><p>ácidos graxos e um grupo fosfato (Figura 4). Exemplos de fosfoglicerídeos são</p><p>fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina e fosfatidilcolina. Outra importante classe de</p><p>fosfolipídeos são os esfingolipídios, que apresentam esfingosina no lugar do glicerol.</p><p>Um exemplo de esfingolipídeo é a esfingomielina (Figura 5).</p><p>As cadeias de ácidos graxos ligadas às cabeças polares dos fosfolipídios</p><p>formam a porção apolar das moléculas e são longas cadeias de hidrocarbonetos que</p><p>podem ser saturadas (apenas ligações simples entre carbonos) ou saturadas (com</p><p>ligações duplas entre carbonos) (Figura 4). Quanto maior o número de insaturações,</p><p>maior será a fluidez que estas moléculas irão proporcionar à membrana, já</p><p>fosfolipídios saturados conferem uma menor fluidez. Ou seja, para que a membrana</p><p>Figura 4: Representação de um</p><p>fosfoglicerídeo (fosfatidilcolina, nesse</p><p>caso). Observe as duas cadeias de</p><p>ácidos graxo (hidrocarbonetos) ligadas</p><p>a dois átomos de carbono do glicerol e</p><p>um grupo fosfato ligado ao terceiro</p><p>átomo de carbono do glicerol. A</p><p>curvatura da cauda é devida à</p><p>presença de uma ligação dupla na</p><p>cadeia de ácido graxo. Fonte: Alberts,</p><p>Biologia Molecular da Célula. 6 ed,</p><p>2017.</p><p>mantenha sua fluidez dentro do normal, é necessário que haja um equilíbrio entre as</p><p>cadeias saturadas e insaturadas dos fosfolipídios.</p><p>Além dos fosfolipídios, a membrana também apresenta colesterol e</p><p>glicolipídios como componentes lipídicos da membrana. O colesterol está presente nas</p><p>membranas animais e é um esterol. Ele contém uma estrutura em anel rígida, ligada a</p><p>um grupo hidroxila polar e uma pequena cadeia de hidrocarboneto</p><p>apolar (Figura 6). O</p><p>colesterol posiciona-se entre fosfolipídios e pode estar presente em grandes</p><p>quantidades a depender do tipo de célula. Sua presença afeta diretamente a fluidez da</p><p>membrana. Quanto maior a quantidade de colesterol, menor a fluidez da membrana</p><p>naquela região. Então, esta molécula é utilizada para manter o equilíbrio entre a</p><p>fluidez e as propriedades de barreira da membrana, sendo um importante componente</p><p>dessa parte da célula.</p><p>Os glicolipídios são moléculas formadas pela união entre lipídios e porções</p><p>de açúcares (glicídios), fazendo parte também do componente glicídico da célula.</p><p>Estes carboidratos estão voltados para o exterior da célula e participam de processos</p><p>como reconhecimento entre células, sinalização celular, reconhecimentos de</p><p>antígenos, determinação dos tipos sanguíneos, dentre outros.</p><p>Figura 5: Exemplos de fosfoglicerídios e esfingolipídio (esfingomielina). Perceba que a</p><p>essfingomielina contém esfingosina em vez que glicerol na sua estrutura. Fonte: Alberts,</p><p>Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Se já entendemos a estrutura dos fosfolipídios, fica mais fácil compreender por</p><p>que a membrana é formada por uma bicamada lipídica. Se a célula está cercada por</p><p>água e contém água em seu interior, os fosfolipídios precisavam se arranjar de uma</p><p>forma que a porção polar estivesse sempre interagindo com água e a porção polar</p><p>“fugisse” ou “se escondesse” da água. A maneira mais energeticamente favorável (ou</p><p>seja, a maneira que faz com que a célula gaste menos energia) é a formação de</p><p>bicamadas, que expõem as cabeças polares dos fosfolipídios para as regiões aquosas</p><p>e escondem as caudas apolares. A depender do formato da molécula de fosfolipídios,</p><p>eles também podem formar micelas, que são arranjos que favorecem a interação das</p><p>cabeças polares com a água (Figura 7).</p><p>Os fosfolipídios apresentam capacidade de movimentação na membrana,</p><p>podendo sofrer difusão lateral, rotação, flexão e, mais raramente, translocação de uma</p><p>monocamada pra outra, num movimento chamado de flip-flop, que é importante para</p><p>Figura 6: Estrutura do colesterol. Em (A) temos a fórmula química do colesterol e em (B) temos um</p><p>esquema da molécula. No quadro à direita observamos como o colesterol se posiciona entre os</p><p>fosfolipídios na membrana. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Figura 7: Arranjo das moléculas anfifílicas (que apresentam porções polares e apolares). Dependendo do formato</p><p>da molécula, ela pode formar micelas ou bicamadas. No lado direito observamos o arranjo energeticamente</p><p>favorável da bicamada, se fechando para isolar porções apolares do contato com a água. Este arranjo é o mesmo</p><p>que acontece com as células. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>repor fosfolipídios que se perdem na monocamada externa. Este movimento de flip-</p><p>flop ocorre muito lentamente, então há a presença de proteínas chamadas de</p><p>translocadoras de fosfolipídios ou flipases, que aceleram o processo (Figura 8).</p><p> Componente glicídico</p><p>Formando o componente glicídico da membrana temos os glicolipídios (já</p><p>falados anteriormente), as glicoproteínas e os proteoglicanos. Nestas duas últimas</p><p>moléculas, temos combinações de porções de proteínas e açúcares, porém nas</p><p>glicoproteínas, o componente que prevalece é o proteico, enquanto nos proteoglicanos</p><p>o componente prevalente é o glicídico. A combinação de todas as porções glicídicas,</p><p>que estão sempre voltadas para o meio externo da célula, formam a camada de</p><p>açúcar que as células animais apresentam e é chamada de glicocálice (Figura 9).</p><p>O glicocálice é importante para processos de sinalização, reconhecimento</p><p>entre células (por ação de proteínas reconhecedoras de carboidratos, chamadas de</p><p>lectinas), proteção contra condições adversas, como alterações bruscas de pH e</p><p>temperatura, adesão entre células, marcação de superfície celular, como a que define</p><p>as diferenças entre os tipos sanguíneos (Figura 10).</p><p>Figura 8: Mobilidade das moléculas de fosfolipídios na membrana plasmática. Fonte: Alberts, Biologia</p><p>Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Figura 9: Carboidratos da superfície celular. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p> Componente Proteico</p><p>As proteínas desempenham a maior parte das funções da membrana. A</p><p>quantidade e o tipo de proteína vão variar de acordo com a célula e a maneira como a</p><p>proteína está ancorada na membrana tem relação com sua função. Dentre as funções</p><p>desempenhadas pelas proteínas podemos destacar a de transporte de substâncias,</p><p>catálise de reações (enzimas), comunicação celular, recepção e transdução de sinais.</p><p>Todas as proteínas são codificadas pelo genoma, que está presente no núcleo da</p><p>célula.</p><p>As proteínas podem estar ancoradas à membrana de lado a lado, atravessando</p><p>a bicamada, são as chamadas proteínas integrais ou transmembrana ou podem estar</p><p>associadas a apenas uma das monocamadas, sendo chamadas de proteínas</p><p>periféricas. As proteínas transmembrana geralmente estão envolvidas com transporte</p><p>de substância ou transdução de sinais para dentro ou fora da célula. Por também</p><p>serem anfipáticas, as proteínas se arranjam de forma que os aminoácidos apolares</p><p>estão voltados para o interior da membrana e os polares estão voltados para os meios</p><p>aquosos (citosol e meio extracelular). As proteínas periféricas podem estar associadas</p><p>à membrana através de ligações à porções glicídicas de glicolipídios ou ligação com</p><p>outros componentes de membrana, como lipídios e proteínas (Figura 11).</p><p>Tanto proteínas como lipídios estão confinados em regiões específicas da</p><p>célula, podendo estar mais agrupados na superfície apical, basal ou lateral da célula,</p><p>de acordo com o tipo de proteína e a função que ela desempenha.</p><p>Figura 10: Diferentes açúcares presentes na superfície das hemácias dos tipos O, A e B. Fonte: Adaptada de Google</p><p>Imagens.</p><p>Transporte Através da Membrana</p><p>A membrana possui a característica de ter uma</p><p>permeabilidade seletiva. Isso significa que nem todas</p><p>as moléculas atravessam livremente para os meios</p><p>interno e externo da célula. O que vai determinar a</p><p>passagem da substância será sua característica</p><p>química, tamanho e concentração (Figura 12). O</p><p>transporte através da membrana pode se dar com ou</p><p>sem gasto de energia. A energia utilizada no transporte</p><p>é o ATP, produzido nas mitocôndrias, conforme vimos</p><p>no módulo anterior. Quando há gasto de energia no</p><p>transporte, nós o classificamos como ativo. Quando</p><p>não há gasto de energia, o transporte é classificado</p><p>como passivo.</p><p>O que determina se haverá ou não gasto de</p><p>energia no transporte das substâncias é a</p><p>concentração dessas substâncias, que podem ser chamadas de solutos, no meio</p><p>interno e externo. Quando o soluto está sendo transportado para um meio onde ele é</p><p>pouco concentrado, a célula aproveita esse gradiente de concentração e não há gasto</p><p>de energia. Quando, porém, o soluto está sendo transportado para um meio onde já é</p><p>muito concentrado, ele está indo contra o seu gradiente de concentração, portanto há</p><p>gasto energético. Ou seja, podemos resumir da seguinte forma: se o soluto está indo a</p><p>favor do seu gradiente de concentração, o transporte é passivo e não há gasto de</p><p>energia, porém se ele está indo contra o gradiente de concentração, há gasto de</p><p>energia e o transporte é ativo. Quando a molécula a ser transportada possui alguma</p><p>Figura 11: As diversas formas de associação de proteínas à membrana plasmática. (1) Proteína de</p><p>passagem única, (2 e 3) Proteína de múltipla passagem, (4, 5, 6, 7 e 8) Proteínas periféricas associadas de</p><p>diversas formas. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Figura 12: Permeabilidade seletiva</p><p>da bicamada lipídica a diferentes</p><p>classes de moléculas. Fonte:</p><p>Alberts, Biologia Molecular da</p><p>Célula. 6 ed, 2017.</p><p>carga, seja positiva</p><p>ou negativa, além do gradiente de concentração também</p><p>consideramos as diferenças de cargas entre as regiões, o que chamamos de gradiente</p><p>eletroquímico (figura 13).</p><p> Transporte Passivo</p><p>O transporte passivo pode ser chamado de</p><p>difusão. Algumas moléculas atravessam a membrana</p><p>livremente, como moléculas apolares pequenas, gases e</p><p>a própria água. Para esse tipo de transporte livre através</p><p>da membrana, damos o nome de difusão simples. Outro</p><p>tipo de difusão é a facilitada, quando há necessidade de</p><p>proteínas para transportar as substâncias para dentro ou</p><p>para fora da célula sem gasto de energia. As proteínas</p><p>envolvidas na difusão facilitada podem ser canais ou proteínas carreadoras (também</p><p>chamadas de transportadoras) (Figura 14). Os canais formam um caminho para</p><p>passagem dos solutos de forma que a proteína interage fracamente com eles, já as</p><p>Só acredito vendo!</p><p>Para facilitar seu entendimento sobre</p><p>o transporte passivo, assista ao vídeo</p><p>clicando no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=w</p><p>gloUpS7IX8</p><p>Figura 13: Diferentes formas de transporte através da membrana e a influência da</p><p>carga do soluto no transprote. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=wgloUpS7IX8</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=wgloUpS7IX8</p><p>proteínas carreadoras interagem firmemente com o soluto e sofrem mudanças</p><p>conformacionais durante o transporte.</p><p>As proteínas canais que transportam íons são chamadas de canais iônicos e</p><p>podem ser controladas por três mecanismos diferentes. Existem os canais</p><p>dependentes de voltagem, que se abrem quando há uma diferença de potencial e</p><p>despolarização da membrana, os canais controlados por ligantes, sendo estes ligantes</p><p>provenientes do meio intra ou extracelular e os canais mecanicamente controlados,</p><p>que se abrem quando há mudança posicional dos fosfolipídios ao redor devido à</p><p>forças exercidas sobre eles (Figura 15).</p><p>Figura 14: Proteínas carreadoras (transportadoras) e proteína de canal. Perceba a mudança</p><p>conformacional que a proteína transportadora sofre ao interagir com o soluto, enquanto a de canal</p><p>não sofre mudança conformacional. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Figura 15: Mecanismos de controle dos canais iônicos. Fonte: Alberts, Biologia Molecular da</p><p>Célula. 6 ed, 2017.</p><p> Osmose</p><p>A osmose é o movimento feito pela água através da membrana em direção ao</p><p>meio que esteja com maior concentração de soluto. A água é o solvente universal e,</p><p>por ser um excelente solvente, ela sempre irá em direção à região que contenha maior</p><p>soluto. Quando uma solução está rica em determinado soluto, dizemos que ela é</p><p>hipertônica (hiper = muito, alto), quando ela tem uma quantidade baixa de solutos,</p><p>dizemos que ela é hipotônica (hipo = baixo, pouco) e quando ela tem concentração de</p><p>soluto igual à outra solução, dizemos que são isotônicas (iso = igual). Sendo assim, já</p><p>é lógico imaginar que a água sempre se moverá em direção ao meio hipertônico, pois</p><p>é o meio que tem maior concentração de solutos. Apesar de conseguir atravessar a</p><p>membrana livremente, o transporte rápido e em grande quantidade da água se faz</p><p>através de proteínas que formam poros, chamadas de aquaporinas.</p><p>A figura 16 traz exemplos do que acontece com hemácias em diferentes meios.</p><p>No meio hipertônico há maior concentração de solutos do que a célula, isso faz com</p><p>que a água saia da célula e vá para o meio, pois como já foi falado, a água sempre se</p><p>movimenta para o meio de maior concentração de solutos. O meio isotônico apresenta</p><p>a mesma concentração de solutos do que a célula, então a entrada e saída de água</p><p>da célula estão equilibradas. O meio hipotônico apresenta menor concentração de</p><p>solutos do que a célula, isso faz com que a água entre na célula. Em meios</p><p>hipertônicos, portanto, a célula murcha (plasmólise) e em meios hipotônicos, a célula</p><p>incha (turgidez), podendo até se romper. Em células vegetais, o rompimento não</p><p>ocorre porque elas possuem parede celular que evita a “lise” (rompimento) da célula.</p><p>Figura 16: Osmose. Comportamento de hemácias em meios com diferentes concentrações de</p><p>solutos. Disponível em:</p><p>https://slideplayer.com.br/slide/1737968/7/images/4/Osmose+em+c%C3%A9lulas+animais.jpg.</p><p>Acesso em 08 de fevereiro de 2021.</p><p>https://slideplayer.com.br/slide/1737968/7/images/4/Osmose+em+c%C3%A9lulas+animais.jpg</p><p> Transporte Ativo</p><p>Se pararmos para pensar, a vida é mantida a</p><p>partir de desequilíbrios. O estado de repouso de uma</p><p>célula é, na verdade, um estado onde há um grande</p><p>desequilíbrio na concentração dos diferentes íons</p><p>dentro e fora da célula. Para manter essas diferenças</p><p>de concentração, a célula lança mão do gasto de</p><p>energia através do transporte ativo, pois este transporte devolve íons e outras</p><p>substâncias para seus devidos locais após a abertura de canais e ativação de</p><p>proteínas carreadoras no transporte passivo.</p><p>As proteínas que realizam o transporte ativo são chamadas de bombas, sendo</p><p>a grande maioria dirigida por uso do ATP como fonte de energia. Dentre elas estão as</p><p>bombas tipo P, que quebram ATP em ADP e transportam íons. Existem os</p><p>transportadores ABC, que usam a energia da quebra do ATP no transporte de</p><p>pequenas moléculas. Existem, ainda, as bombas de prótons tipo V, que quebram ATP</p><p>no transporte de H+ e as ATP-sintases, que produzem ATP a partir do transporte de</p><p>H+. Este último tipo está presente na mitocôndria, organela responsável pela síntese</p><p>do ATP. A bomba de prótons tipo V e a ATP-sintase são a mesma proteína atuando</p><p>em momentos diferentes. Quando há grande concentração de ATP, a bomba de</p><p>prótons funciona quebrando esse ATP, quando a concentração de ATP é baixa, a</p><p>atividade de ATP-sintase é ativada para produção de mais moléculas de ATP (Figura</p><p>17).</p><p>Figura 17: Três tipos de bombas dirigidas por ATP. Note que a bomba de prótons tipo V e a ATP-</p><p>sintase são a mesma proteína atuando em momentos diferentes. Quando há grande concentração</p><p>de ATP, a bomba de prótons funcionam quebrando esse ATP, quando a concentração de ATP é</p><p>baixa, a atividade de ATP-sintase é ativada para produção de mais moléculas de ATP. Fonte:</p><p>Alberts, Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Só acredito vendo!</p><p>Para facilitar seu entendimento sobre</p><p>o transporte ativo, assista ao vídeo</p><p>clicando no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=fV</p><p>5LCuc_Uto</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=fV5LCuc_Uto</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=fV5LCuc_Uto</p><p>Algumas proteínas transportadoras atuam como transportadores acoplados,</p><p>realizando o transporte de um soluto juntamente com um segundo soluto. Esse</p><p>segundo soluto pode ser transportado na mesma direção (simporte ou cotransporte)</p><p>ou em direção oposta ao primeiro soluto (antiporte ou permuta). Essa forte associação</p><p>entre os transportes dos dois solutos permite que a proteína capte a energia</p><p>armazenada no gradiente de um soluto que está sendo carregado passivamente e</p><p>utilize no transporte do segundo soluto, que está sendo carregado ativamente. Alguns</p><p>íons são transportados dessa forma pela membrana. Os transportadores acoplados</p><p>mediados por íons realizam transporte ativo secundário, pois usam a energia</p><p>armazenada no gradiente de algum soluto transportado, enquanto as bombas dirigidas</p><p>por ATP realizam transporte ativo primário, pois utilizam diretamente a energia da</p><p>quebra do ATP (Figura 18).</p><p> Bomba de Na+/K+</p><p>A bomba mais estudada e uma das mais</p><p>importantes do corpo é a bomba de sódio e</p><p>potássio, que é uma bomba do tipo P, utilizando a</p><p>quebra do ATP como fonte de energia para</p><p>transporte de 3 moléculas de sódio para fora da</p><p>célula e 2 de potássio para dentro da célula. Lembre-</p><p>se que o sódio é mais concentrado fora da célula e o</p><p>Figura 18: Proteínas transportadoras atuando como uniporte, simporte</p><p>e antiporte. Fonte: Alberts,</p><p>Biologia Molecular da Célula. 6 ed, 2017.</p><p>Só acredito vendo!</p><p>Para facilitar seu entendimento sobre</p><p>a bomba de sódio e potássio, assista</p><p>ao vídeo clicando no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8h</p><p>ZGeVrjRyg</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8hZGeVrjRyg</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8hZGeVrjRyg</p><p>potássio é mais concentrado dentro, ou seja, ambos os íons estão sendo</p><p>transportados contra o seu gradiente de concentração (Figura 19).</p><p> Transporte em Quantidade (Endocitose)</p><p>Além de íons e moléculas individualizadas, as células também são capazes de</p><p>transferir para o seu interior grupos de macromoléculas em bloco e até grandes</p><p>partículas. Esse transporte se dá através da formação de dobras na membrana que</p><p>englobam o material a ser introduzido na célula. Os transporte em quantidade são a</p><p>fagocitose e a pinocitose.</p><p>A fagocitose é o nome dado ao processo no qual a célula forma pseudópodos e</p><p>engloba partículas sólidas no seu citoplasma. Para que</p><p>o processo aconteça, a partícula a ser fagocitada é</p><p>reconhecida por proteínas de membrana e gera uma</p><p>resposta no citoesqueleto da célula, fazendo com que</p><p>se formem os pseudópodos para fagocitar a</p><p>substância, formando fagossomos. Este processo</p><p>pode ser feito como forma de alimentação, como</p><p>acontece nos protozoários, ou como forma de defesa,</p><p>Figura 19: Funcionamento da bomba de sódio e potássio. A proteína funciona</p><p>bobmeando 3 íons sódio para fora e 2 íons potássio para dentro da célula utilizando a</p><p>quebra do ATP como fonte de energia. Fonte: Disponível em:</p><p>https://static.todamateria.com.br/upload/bo/mb/bomba_de_sa_dio_e_pota_ssio.jpg.</p><p>Acesso em 08 de fevereiro de 2021.</p><p>Só acredito vendo!</p><p>Quer ver uma célula de defesa</p><p>fagocitando um microrganismo?</p><p>Clique no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=P</p><p>HJxwBvfwgY</p><p>https://static.todamateria.com.br/upload/bo/mb/bomba_de_sa_dio_e_pota_ssio.jpg</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=PHJxwBvfwgY</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=PHJxwBvfwgY</p><p>através da captura de microrganismo invasores, como acontece nas células de</p><p>mamíferos (neutrófilos e macrófagos).</p><p>Na pinocitose forma-se uma invaginação na área específica da membrana,</p><p>formando vesículas que carregam líquido para o interior da célula. As vesículas de</p><p>pinocitose podem servir como transportadoras de substâncias e podem ser ou não ser</p><p>seletivas, de acordo com a célula. Por esse método também é possível a reciclagem</p><p>da membrana, de forma que ela não perde tamanho por formar as vesículas, pois</p><p>todas são repostas de novo na membrana (Figura 20).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>• ALBERTS, B. et al. Biologia Molecular da Célula. 6 ed. Porto Alegre: ArtMed,</p><p>2017. 1464p.</p><p>• JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9 ed.</p><p>Guanabara Koogan, 2013. 364p.</p><p>• DE ROBERTIS. Bases da Biologia Celular e Molecular. 4. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2006.</p><p>• Vídeos: todos os vídeos foram acessados no dia 08 de fevereiro de 2021.</p><p>Figura 20: Transporte em quantidade através da membrana (endocitose) Fonte: Disponível em:</p><p>https://www.educacaoetransformacao.com.br/pinocitose/pinocitose-endocitose/?amp. Acesso</p><p>em 08 de fevereiro de 2021.</p><p>https://www.educacaoetransformacao.com.br/pinocitose/pinocitose-endocitose/?amp</p>

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