Prévia do material em texto
<p> Compreender a anatomia da região oral e</p><p>da cavidade nasal;</p><p> Entender a anatomia dos receptores e vias</p><p>olfatórias;</p><p> Estudar a anatomia do sistema gustatório;</p><p> Compreender a histologia da cavidade</p><p>nasal e faringe e do sistema gustatório;</p><p> Entender a fisiologia da olfação e da</p><p>gustação;</p><p>A região oral compreende a cavidade oral, os</p><p>dentes, a gengiva, a língua, o palato e a região das</p><p>tonsilas palatinas. (MOORE, 2019)</p><p>A cavidade oral consiste num local onde o</p><p>alimento é ingerido e preparado para a digestão no</p><p>estômago e no intestino delgado. Aos dentes, cabe</p><p>a função de triturar o alimento que juntamente com</p><p>a saliva proveniente das glândulas salivares,</p><p>formará um bolo alimentar macio. (DRAKE, 2019)</p><p>A deglutição é iniciada voluntariamente na</p><p>cavidade oral, através da qual, o bolo alimentar é</p><p>empurrado para a faringe através da atividade</p><p>sincronizada da língua e do palato mole, onde</p><p>ocorre a fase involuntária,ou seja, automática da</p><p>deglutição.</p><p>A cavidade oral é o local que o sabor dos</p><p>alimentos e das bebidas é percebido, onde o</p><p>alimento é mastigado e manipulado pela língua</p><p>para iniciar a deglutição.</p><p>-Ela possui duas partes principais: o vestíbulo da</p><p>boca e a cavidade própria da boca. (MOORE, 2019)</p><p> é uma região</p><p>semelhante a uma fenda, localizada entre</p><p>os dentes/gengiva e os lábios/bochechas.</p><p>Comunica-se com o meio externo através</p><p>da rima da boca, que é controlada pelos</p><p>músculos periorais (orbicular da boca,</p><p>bucinador, risório e os depressores e</p><p>elevadores dos lábios).</p><p> consiste no</p><p>espaço entre as arcadas dentárias superior</p><p>e inferior. O teto é formado pelo palato duro</p><p>e posteriormente é limitada pela parte oral</p><p>da faringe. Quando a boca está fechada e</p><p>em repouso, esta cavidade é totalmente</p><p>preenchida pela língua.</p><p>Os lábios são considerados pregas</p><p>musculofibrosas móveis que circundam a boca.</p><p>Estendem-se dos sulcos nasolabiais lateral e</p><p>superiormente até o sulco mentolabial</p><p>inferiormente.</p><p>São formados pelo músculo orbicular da boca.</p><p>Externamente são revestidos por pele e</p><p>internamente por túnica mucosa. Atuam como</p><p>válvulas da rima da boca, contendo o esfíncter</p><p>muscular que controla a entrada e a saída do</p><p>sistema digestório superior. (DRAKE, 2019)</p><p>Os principais objetivos dos lábios são:</p><p>apreender o alimento, sugar líquidos, manter o</p><p>alimento fora do vestíbulo da boca, atuar na</p><p>modulação da fala e na osculação (beijo).</p><p>As bochechas têm estrutura muito parecida</p><p>com a dos lábios. São as paredes móveis da</p><p>cavidade oral. Os principais músculos das</p><p>bochechas são os bucinadores. Superficialmente a</p><p>eles existem coleções de gordura encapsuladas,</p><p>chamados de corpos adiposos da bochecha. Em</p><p>lactentes, são proporcionalmente maiores para</p><p>reforçar a estrutura das bochechas e evitar o seu</p><p>colapso durante a sucção na amamentação. Alguns</p><p>adultos recorrem à retirada desses corpos</p><p>adiposos, por questões estéticas, no procedimento</p><p>conhecido como bichectomia. (MOORE, 2019)</p><p>São formadas por tecido fibroso recoberto por</p><p>túnica mucosa. A gengiva propriamente dita está</p><p>firmemente presa aos processos alveolares da</p><p>mandíbula, da maxila e aos colos dentários.</p><p>Normalmente, é vermelho-brilhante e não</p><p>queratinizada.</p><p>As principais funções dos dentes são:</p><p> Cortar, triturar, reduzir e misturar o alimento</p><p>à saliva durante a mastigação;</p><p> Ajudar na sustentação dos alvéolos</p><p>dentários e na proteção dos tecidos que os</p><p>sustentam;</p><p> Participar da articulação e modulação da</p><p>fala.</p><p>O dente fica inserido no alvéolo dental e é</p><p>descrito como decíduo (primário) ou permanente</p><p>(secundário). Crianças têm 20 dentes decíduos e os</p><p>adultos normalmente têm 32 dentes secundários.</p><p>Podem ser:</p><p> Incisivos: margens cortantes finas =</p><p>cortam</p><p> Caninos: cones proeminentes únicos =</p><p>perfuram</p><p> Pré-molares: possuem duas cúspides</p><p> Molares: possuem três cúspides</p><p>Os dentes são vascularizados pelas artérias</p><p>alveolares superior e inferior, ramos da artéria</p><p>maxilar, suprem os dentes maxilares e</p><p>mandibulares, respectivamente. São inervados por</p><p>ramos do nervo trigêmeo (quinto par de nervo</p><p>craniano). (MOORE, 2019)</p><p>O palato forma o teto curvo da boca e o</p><p>assoalho da cavidade nasal. Em sua porção oral, é</p><p>coberta por túnica mucosa e densamente povoada</p><p>por glândulas. Divide-se em:</p><p>-Palato duro:</p><p>Possui um formato côncavo, espaço onde a</p><p>língua fica em repouso. É formado por um</p><p>esqueleto ósseo, resultado dos processos palatinos</p><p>da maxila e as lâminas horizontais do palatino.</p><p>-Palato mole:</p><p>É o terço posterior e móvel do palato. Fica</p><p>suspenso posteriormente ao palato duro. Recebe</p><p>esse nome por não possuir nenhum esqueleto</p><p>ósseo, mas ter um reforço dado pela aponeurose</p><p>palatina, que o fixa no palato duro. (MOORE, 2019)</p><p>Em sua porção posteroinferior possui uma</p><p>margem livre curva da qual pende um processo</p><p>cônico, a úvula.</p><p>Durante a deglutição, o palato mole é</p><p>tensionado para permitir que a língua seja</p><p>pressionada sobre ele, o que leva o bolo alimentar</p><p>para a parte posterior da boca. Em seguida, o</p><p>palato mole se eleva para trás e para cima</p><p>(posterior e superiormente) contra a parede da</p><p>faringe, impedindo assim a entrada de alimentos</p><p>na cavidade nasal.</p><p>São massas de tecido linfoide, localizadas uma de</p><p>cada lado na parte oral da faringe, mais</p><p>precisamente nas fossas tonsilares. Tem papel</p><p>importante como primeira linha de defesa do</p><p>sistema imune no trato gastrointestinal. (DRAKE,</p><p>2019)</p><p>Consiste em um órgão muscular móvel</p><p>recoberto por túnica mucosa que pode assumir</p><p>vários formatos e posições. As principais funções</p><p>da língua são articulação das palavras durante a</p><p>fala, compressão do alimento para parte oral da</p><p>faringe iniciando a deglutição, mobilidade alimentar</p><p>durante a mastigação, paladar e limpeza da boca.</p><p>A língua é dividida em:</p><p> Raiz: parte posterior e fixa, localizada na</p><p>parte oral da faringe;</p><p> Corpo: corresponde aos dois terços</p><p>anteriores da língua;</p><p> Ápice: é a ponta da língua, ou seja, a</p><p>extremidade anterior do corpo da língua</p><p>que se apoia nos dentes incisivos; (DRAKE,</p><p>2019)</p><p>-Este órgão tão importante possui duas faces:</p><p> Dorso da língua: face mais extensa,</p><p>superior e posterior. Possui um sulco em</p><p>formato de V, o sulco terminal da língua,</p><p>cujo ângulo aponta para o forame cego. Um</p><p>sulco mediano divide esta face em metade</p><p>direita e esquerda. A túnica mucosa que</p><p>reveste o dorso é relativamente fina, bem</p><p>fixada ao músculo subjacente imposto em</p><p>textura áspera por conta das inúmeras e</p><p>pequenas papilas linguais.</p><p> Face inferior da língua: é coberta por</p><p>túnica mucosa fina e transparente que se</p><p>une ao assoalho da boca por uma prega</p><p>mediana denominada frênulo da língua.</p><p>Este frênulo permite o movimento livre da</p><p>parte anterior.</p><p>As papilas linguais distribuem-se por toda face</p><p>dorsal, contém receptores gustativos e podem se</p><p>dividir em:</p><p> Papilas circunvaladas: grandes e com</p><p>topo plano, localizando-se anteriormente ao</p><p>sulco terminal, dispostas em fileira num</p><p>formato de V. São circundadas por</p><p>depressões circulares profundas, repletas</p><p>de potencial gustatório;</p><p> Papilas folhadas: pouco desenvolvidas em</p><p>humanos adultos, sendo mais comum em</p><p>jovens, consistindo em pregas laterais na</p><p>túnica mucosa;</p><p> Papilas filiformes: longas e numerosas,</p><p>com terminações nervosas sensitivas ao</p><p>toque.</p><p> Papilas fungiformes: são mais numerosas</p><p>no ápice e nas margens da língua; (DRAKE,</p><p>2019)</p><p> Com relação à musculatura da língua, ela</p><p>pode se dividir em:</p><p>- Músculos extrínsecos (responsáveis por</p><p>modificar a posição da língua): originam-se</p><p>fora da língua e fixam-se a ela. São eles, o</p><p>músculo genioglosso, hioglosso,</p><p>estiloglosso e palatoglosso.</p><p> Músculos intrínsecos (responsáveis</p><p>por</p><p>modificar o formato da língua): São eles, o</p><p>músculo longitudinal superior, longitudinal</p><p>inferior, transverso e vertical.</p><p>As funções sensitiva e motora da língua se</p><p>devem aos nervos cranianos, os mesmos nervos</p><p>responsáveis pela inervação da cabeça e pescoço.</p><p>Todos os músculos da língua são inervados</p><p>pelo nervo hipoglosso (NC XII), exceto o músculo</p><p>palatoglosso, que é suprido pelo nervo vago (NC X).</p><p>-A inervação sensitiva é levada por vários nervos:</p><p> Sensação geral e paladar do terço</p><p>posterior da língua: nervo glossofaríngeo (NC</p><p>IX)</p><p> Sensação geral dos dois terços anteriores da</p><p>língua: nervo lingual (ramo do nervo</p><p>mandibular - V3)</p><p> Sensação do paladar dos dois terços</p><p>anteriores da língua: nervo facial (NC VII)</p><p>(DRAKE, 2019)</p><p>A saliva (líquido viscoso transparente, insípido e</p><p>inodoro) secretado por essas glândulas têm como</p><p>função: manter a túnica mucosa da cavidade oral</p><p>hidratada, lubrificar o alimento durante a</p><p>mastigação, iniciar a digestão do amido, atuar como</p><p>colutório intrínseco, prevenir cáries e auxiliar melhor</p><p>percepção do paladar.</p><p>São elas:</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-12-nervos-cranianos</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-cabeca-e-do-pescoco</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-hipoglosso-xii</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-vago</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-glossofaringeo-ix</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-glossofaringeo-ix</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/ramo-mandibular-do-nervo-trigemeo</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/ramo-mandibular-do-nervo-trigemeo</p><p>https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-facial</p><p> Parótidas</p><p> Submandibulares</p><p> Sublinguais</p><p>- Mucosa Bucal : Formada por duas camadas de</p><p>tecido de origens embriológicas distintas: o epitélio</p><p>e a lâmina própria. O epitélio pode ser do tipo não</p><p>queratinizado, paraqueratinizado ou queratinizado e</p><p>é classificado como estratificado pavimentoso. O</p><p>tecido conjuntivo que forma a lâmina própria é</p><p>composto por fibras colágenas, fibroblastos, células</p><p>de defesa, vasos sanguíneos e nervos. Os dois</p><p>tecidos interagem por meio das papilas conjuntivas</p><p>da lâmina própria e as cristas epiteliais que se</p><p>formam no epitélio sobrejacente.</p><p>-É Dividida em três regiões mucosas:</p><p>estende-se sobre a região do</p><p>palato duro e gengiva que circunda os dentes</p><p>inferiores e superiores. O epitélio que reveste o</p><p>palato duro é do tipo queratinizado e está</p><p>sobreposto a uma lâmina própria rica em tecido</p><p>conjuntivo fibroso. Com exceção da região da rafe</p><p>palatina, na qual a lâmina própria está diretamente</p><p>inserida sobre o periósteo, existe uma extensa</p><p>camada de submucosa entre o osso e a lâmina</p><p>própria. A composição desta submucosa varia de</p><p>acordo com a região: na porção anterolateral há o</p><p>predomínio de tecido adiposo, enquanto na região</p><p>posterolateral há uma grande concentração de</p><p>glândulas salivares menores. Já a porção da</p><p>mucosa mastigatória representada pela gengiva</p><p>apresenta os três tipos de epitélio: não-</p><p>queratinizado, localizado na região do sulco</p><p>gengival e col interdental; paraqueratinizado e</p><p>queratinizado revestindo a gengiva marginal e</p><p>inserida. (ROSS, 2019)</p><p>composta pela</p><p>mucosa que reveste internamente os lábios e a</p><p>bochecha, o ventre da língua, o assoalho da</p><p>cavidade bucal, o palato mole e parte da porção</p><p>lingual do processo alveolar mandibular. Tem como</p><p>característica apresentar uma fina camada de</p><p>tecido epitelial recobrindo uma lâmina própria</p><p>bastante vascularizada e menos fibrosa quando</p><p>comparada à lâmina própria da mucosa</p><p>mastigatória. Recobre essencialmente tecido</p><p>muscular e, em função dessa característica,</p><p>apresenta certa flexibilidade. Na região do palato</p><p>mole, a submucosa é rica em glândulas salivares</p><p>menores além de botões gustativos. (ROSS, 2019)</p><p>localizada sobre o</p><p>dorso da língua. Protege a musculatura lingual e,</p><p>nos 2/3 anteriores da língua, as papilas filiformes e</p><p>fungiformes, que são recobertas por epitélio</p><p>queratinizado e não queratinizado,</p><p>respectivamente. Na porção lateral e no 1/3</p><p>posterior da língua reveste as papilas folheadas e</p><p>valadas. As papilas valadas, em torno de 8 a 12,</p><p>situam- -se no “v” lingual e têm papel importante</p><p>para a percepção do sabor. Ao longo das paredes</p><p>de cada uma destas papilas, que podem variar em</p><p>número, encontra-se uma grande quantidade de</p><p>botões gustativos.</p><p>O corpo da língua constitui os dois terços</p><p>anteriores do dorso da língua e apresenta uma</p><p>grande quantidade de pequenas projeções da</p><p>mucosa chamadas papilas linguais. Dependendo</p><p>de suas características morfológicas, são</p><p>chamadas de: papilas filiformes, papilas</p><p>fungiformes ou papilas circunvaladas.</p><p>Alongadas e cônicas,</p><p>apresentam um eixo de tecido conjuntivo denso</p><p>recoberto por epitélio estratificado pavimentoso</p><p>queratinizado, têm de 2 a 3 mm de comprimento e</p><p>recobrem praticamente todo o dorso do corpo da</p><p>língua. Não apresenta botões corpúsculos</p><p>gustativos. Normalmente se encontram entre as</p><p>papilas circunvaladas. (JUNQUEIRA, 2020)</p><p>Distribuídas</p><p>isoladamente entre as papilas filiformes, são mais</p><p>numerosas nos lados, bem como próximo ao ápice</p><p>da língua. Como o próprio nome se refere, têm</p><p>forma de cogumelo e apresentam uma região</p><p>central de tecido conjuntivo denso, rico em</p><p>capilares sanguíneos, e são recobertas por epitélio</p><p>estratificado não queratinizado. Apresentam poucas</p><p>papilas gustativas.</p><p>Com cerca de 2</p><p>mm de diâmetro, são as maiores papilas. Elas</p><p>estão afundadas na mucosa, mas sobressaindo-se</p><p>ligeiramente sobre a superfície da língua. Essas</p><p>papilas são circundadas por uma fenda,</p><p>característica que lhes dá o nome. O interior de</p><p>tecido conjuntivo é revestido por epitélio</p><p>pavimentoso estratificado não queratinizado. Nas</p><p>superfícies laterais, encontramos numerosos</p><p>corpúsculos gustativos. Glândulas serosas (de Von</p><p>Ebner), cujas porções secretoras estão localizadas</p><p>entre o tecido muscular subjacente, desembocam</p><p>no fundo das fendas. A secreção dessas glândulas</p><p>“limpam” continuamente a superfície dos botões</p><p>gustativos, deixando-os sempre prontos para um</p><p>novo estímulo. As papilas circunvaladas desenham</p><p>o “V” lingual, e são em número que varia de oito a</p><p>12. (JUNQUEIRA, 2020)</p><p>Elas têm a forma de</p><p>folhas e são as menos desenvolvidas pelos seres</p><p>humanos, no entanto apresentam diversos botões</p><p>gustativos. Além disso, as papilas folhadas estão</p><p>localizadas nas bordas da língua. São mais comuns</p><p>em crianças, na fase adulta são pouco encontradas.</p><p>Não são queratinizadas.</p><p>Apresentam-se pouco corados no interior do</p><p>epitélio. São ovais, em forma de barril, e com o eixo</p><p>maior em torno de 72 µm, indo da lâmina basal até</p><p>próximo a superfície. O epitélio sobre cada</p><p>corpúsculo gustativo apresenta uma pequena</p><p>abertura, o poro gustativo ou fosseta gustativa. Três</p><p>tipos celulares são encontrados nos corpúsculos</p><p>gustativos: 1. células basais, encontradas</p><p>principalmente próximas à lâmina basal, são</p><p>consideradas células-tronco e dão origem aos</p><p>outros dois tipos celulares, cuja renovação</p><p>acontece em aproximadamente dias; 2. células</p><p>neuroepiteliais, célula alongada, que se estende</p><p>desde a lâmina basal até o poro gustativo. Seu</p><p>citoplasma se cora mal e apresenta em sua</p><p>superfície apical microvilosidades que se projetam</p><p>no poro gustativo. Terminações nervosas são</p><p>encontradas próximas a essas células; e 3. células</p><p>de sustentação, localizadas entre as células</p><p>neuroepiteliais, também se estendem desde a</p><p>lâmina basal até próximo à superfície e apresentam</p><p>microvilosidades que se projetam no poro gustativo.</p><p>Coram-se mais fortemente do que as células</p><p>neuroepiteliais. Os botões gustativos recebem o</p><p>estímulo sensorial responsável</p><p>pela percepção do</p><p>paladar.</p><p>Existem quatro sensações gustativas</p><p>fundamentais: doce, amargo, ácido (azedo) e</p><p>salgado. Mais recentemente, o quinto sabor –</p><p>umami, o sabor do aminoácido glutamato – foi</p><p>identificado.</p><p>A maioria dos botões gustativos responde a</p><p>todos estes estímulos em graus variados; no</p><p>entanto, cada papila tem maior grau de</p><p>sensibilidade para uma ou duas das sensações</p><p>gustativas. O cérebro detecta o tipo de gosto pela</p><p>razão de estimulação entre as variadas papilas</p><p>gustativas. Isto é, se uma papila que detecta</p><p>principalmente ácido é estimulada com maior</p><p>intensidade do que as papilas que respondem mais</p><p>a outros gostos, o cérebro interpreta a sensação</p><p>como de azedo, embora outras papilas tenham sido</p><p>estimuladas, em menor extensão, ao mesmo</p><p>tempo. As papilas gustativas são também</p><p>encontradas no palato mole, epiglote e faringe.</p><p>(ROSS, 2019)</p><p>A base da língua constitui o terço posterior do</p><p>dorso da língua. Apresenta uma superfície irregular</p><p>em virtude das tonsilas linguais.</p><p>*Tonsilas são aglomerados de tecidos linfoides,</p><p>localizados abaixo e em contato com o epitélio da</p><p>porção inicial da orofaringe. No caso das tonsilas</p><p>linguais, seu revestimento é de epitélio estratificado</p><p>não queratinizado que se invagina em direção à</p><p>lâmina própria, formando uma cripta. Abaixo do</p><p>epitélio, encontramos tecido linfoide nodular,</p><p>circundado lateralmente por tecido conjuntivo</p><p>denso.</p><p>*Ventre lingual. É a face inferior da língua. É lisa e</p><p>revestida por epitélio pavimentoso estratificado não</p><p>queratinizado.</p><p>O nariz é a parte do sistema respiratório situada</p><p>acima do palato duro, contendo o órgão periférico</p><p>do olfato. Inclui a parte externa do nariz e a</p><p>cavidade nasal, que é dividida em cavidades direita</p><p>e esquerda pelo septo nasal.</p><p>As funções do nariz são olfato, respiração,</p><p>filtração de poeira, umidificação do ar</p><p>inspirado, além de recepção e eliminação de</p><p>secreções dos seios paranasais e ductos</p><p>lacrimonasais.</p><p>*Parte externa do nariz</p><p>A parte externa do nariz é a parte visível que se</p><p>projeta da face, seu esqueleto é principalmente</p><p>cartilagíneo. O tamanho e o formato dos narizes</p><p>variam muito, principalmente por causa das</p><p>diferenças nessas cartilagens. O dorso do nariz</p><p>estende-se da raiz até o ápice (ponta) do nariz.</p><p>A face inferior do nariz é perfurada por duas</p><p>aberturas piriformes, as narinas, que são as</p><p>aberturas nasais anteriores, elas são limitadas</p><p>lateralmente pelas asas do nariz. A parte óssea</p><p>superior do nariz, inclusive sua raiz, é coberta por</p><p>pele fina. A pele sobre a parte cartilagínea do nariz</p><p>é coberta por pele mais espessa, que contém</p><p>muitas glândulas sebáceas. (DRAKE, 2019)</p><p>A pele estende-se até o vestíbulo do nariz,</p><p>onde tem um número variável de pelos rígidos</p><p>(vibrissas). Como geralmente estão úmidos, esses</p><p>pelos filtram partículas de poeira do ar que entra na</p><p>cavidade nasal. A junção da pele e da túnica</p><p>mucosa está além da área que tem pelos.</p><p>Imagem: Nariz externo – vista lateral. Fonte: Moore, K. L.</p><p>Anatomia orientada para Clínica. 7 ed. 2014</p><p>*Esqueleto do nariz</p><p>O esqueleto de sustentação do nariz é formado</p><p>por osso e cartilagem hialina. A parte óssea do</p><p>nariz consiste em ossos nasais, processos frontais</p><p>das maxilas, parte nasal do frontal e sua espinha</p><p>nasal, e partes ósseas do septo nasal.</p><p>A parte cartilagínea do nariz é formada por cinco</p><p>cartilagens principais: duas cartilagens laterais,</p><p>duas cartilagens alares e uma cartilagem do</p><p>septo. As cartilagens alares, em forma de U, são</p><p>livres e móveis, e dilatam ou estreitam as narinas</p><p>quando há contração dos músculos que atuam</p><p>sobre o nariz.</p><p>*Septo nasal</p><p>O septo nasal divide a câmara do nariz em duas</p><p>cavidades nasais. O septo tem uma parte óssea e</p><p>uma parte cartilagínea móvel flexível. Os principais</p><p>componentes do septo nasal são a lâmina</p><p>perpendicular do etmoide, o vômer e a cartilagem</p><p>do septo. (MOORE, 2019)</p><p>A fina lâmina perpendicular do etmoide, que</p><p>forma a parte superior do septo nasal, desce a</p><p>partir da lâmina cribriforme e continua</p><p>superiormente a essa lâmina como a crista</p><p>etmoidal. O vômer, um osso fino e plano, forma a</p><p>parte posteroinferior do septo nasal, com alguma</p><p>contribuição das cristas nasais da maxila e do</p><p>palatino.</p><p>É comum o desvio do septo nasal para um lado.</p><p>Pode ser consequência de tocotraumatismo (lesões</p><p>produzidas no feto durante o trabalho de parto),</p><p>porém, na maioria das vezes, o desvio ocorre</p><p>durante a adolescência e a vida adulta, por</p><p>traumatismo. Às vezes o desvio é tão acentuado</p><p>que o septo nasal toca a parede lateral da cavidade</p><p>nasal e não raro causa obstrução respiratória ou</p><p>exacerba o ronco. O desvio pode ser corrigido</p><p>cirurgicamente. (MOORE, 2019)</p><p>Imagem: Vista inferior de septo desviado através de</p><p>ressonância magnética. Fonte: Moore, K. L. Anatomia</p><p>orientada para Clínica. 7 ed. 2014</p><p>O termo cavidade nasal refere-se a toda a</p><p>cavidade ou a metade direita ou esquerda,</p><p>dependendo do contexto. A entrada da cavidade</p><p>nasal é anterior, através das narinas. Abre-se</p><p>posteriormente na parte nasal da faringe através</p><p>dos cóanos ou coanas. É revestida por túnica</p><p>mucosa, com exceção do vestíbulo nasal, que é</p><p>revestido por pele.</p><p>A túnica mucosa do nariz está firmemente</p><p>unida ao periósteo e pericôndrio dos ossos e</p><p>cartilagens que sustentam o nariz. A túnica mucosa</p><p>é contínua com o revestimento de todas as</p><p>câmaras com as quais as cavidades nasais se</p><p>comunicam: a parte nasal da faringe na parte</p><p>posterior, os seios paranasais nas partes superior e</p><p>lateral, e o saco lacrimal e a túnica conjuntiva na</p><p>parte superior.</p><p>Os dois terços inferiores da túnica mucosa do nariz</p><p>correspondem a área respiratória e o terço</p><p>superior é a área olfatória. O ar que passa sobre a</p><p>área respiratória é aquecido e umedecido antes de</p><p>atravessar o restante das vias respiratórias</p><p>superiores até os pulmões. A área olfatória contém</p><p>o órgão periférico do olfato, onde a aspiração leva</p><p>ar até essa área. (TORTORA, 2019)</p><p>As cavidades nasais têm teto, assoalho e</p><p>paredes medial e lateral. O teto das cavidades</p><p>nasais é curvo e estreito, com exceção da</p><p>extremidade posterior, onde o corpo do esfenoide,</p><p>que é oco, forma o teto. Ele é dividido em três</p><p>partes, sendo eles o frontonasal, o etmoidal e o</p><p>esfenoidal, nomeados de acordo com os ossos que</p><p>formam cada parte. O assoalho das cavidades</p><p>nasais é mais largo do que o teto.</p><p>As conchas nasais superior, média e inferior</p><p>curvam-se em sentido inferomedial, pendendo da</p><p>parede lateral como persianas ou cortinas curtas.</p><p>São estruturas muito convolutas, semelhantes a</p><p>rolos, que oferecem uma grande área de superfície</p><p>para troca de calor.</p><p>Em sua constituição temos o recesso ou</p><p>meato nasal, que corresponde a passagem na</p><p>cavidade nasal, sob cada formação óssea. Assim, a</p><p>cavidade nasal é dividida em cinco passagens: um</p><p>recesso esfenoetmoidal posterossuperior, três</p><p>meatos nasais laterais (superior, médio e inferior) e</p><p>um meato nasal comum medial, no qual se abrem</p><p>as quatro passagens laterais.</p><p>*Vascularização da cavidade nasal</p><p>A irrigação arterial das paredes medial e lateral</p><p>da cavidade nasal tem cinco procedências. As</p><p>artérias etmoidal anterior, etmoidal superior e</p><p>esfenopalatina dividem-se em ramos lateral e</p><p>medial. A artéria palatina maior chega ao septo via</p><p>canal incisivo através da região anterior do palato</p><p>duro.</p><p>A parte anterior do septo nasal é a sede de um</p><p>plexo arterial anastomótico do qual participam todas</p><p>as cinco artérias que vascularizam o septo,</p><p>denominada área de Kiesselbach. O nariz também</p><p>recebe sangue da artéria etmoidal anterior e artéria</p><p>esfenopalatina, além de ramos nasais da artéria</p><p>infraorbital e ramos</p><p>nasais laterais da artéria facial.</p><p>Imagem: Artérias da cavidade</p><p>nasal. Fonte: https://bit.ly/3echgwf</p><p>A epistaxe é relativamente comum em razão da</p><p>abundante vascularização da mucosa nasal. Na</p><p>maioria dos casos, a causa é o traumatismo e a</p><p>hemorragia provém da área de Kiesselbach. A</p><p>epistaxe também pode ser associada a infecções,</p><p>hipertensão arterial ou pela introdução de objetos</p><p>no nariz, rompendo as veias no vestíbulo.</p><p>Um rico plexo venoso submucoso, situado</p><p>profundamente à túnica mucosa do nariz,</p><p>proporciona drenagem venosa do nariz por meio</p><p>das veias esfenopalatina, facial e oftálmica. O plexo</p><p>venoso é uma parte importante do sistema</p><p>termorregulador do corpo, trocando calor e</p><p>aquecendo o ar antes de entrar nos pulmões. O</p><p>sangue venoso do nariz drena principalmente para</p><p>a veia facial através das veias angular e nasal</p><p>lateral. Entretanto, lembre-se de que ele está</p><p>localizado no “triângulo perigoso” da face em</p><p>razão das comunicações com o seio cavernoso.</p><p>*Inervação da cavidade nasal</p><p>Em relação a inervação do nariz, a túnica</p><p>mucosa do nariz pode ser dividida em</p><p>partes posteroinferior e anterossuperior por uma</p><p>linha oblíqua que atravessa aproximadamente a</p><p>espinha nasal anterior e o recesso esfenoetmoidal.</p><p>A inervação da região posteroinferior da túnica</p><p>mucosa do nariz é feita principalmente pelo nervo</p><p>maxilar, através do nervo nasopalatino para o</p><p>septo nasal, e os ramos nasal lateral superior</p><p>posterior e nasal lateral inferior do nervo palatino</p><p>maior até a parede lateral.</p><p>Já a inervação da porção anterossuperior</p><p>provém do nervo oftálmico (NC V1) através dos</p><p>nervos etmoidais anterior e posterior, ramos do</p><p>nervo nasociliar. A maior parte do nariz também é</p><p>suprida pelo NC V1 (via nervo infratroclear e ramo</p><p>nasal externo do nervo etmoidal anterior), mas as</p><p>asas são supridas pelos ramos nasais do nervo</p><p>infraorbital (NC V2). (MOORE, 2019)</p><p>Os nervos olfatórios, associados ao</p><p>olfato, originam-se de células no epitélio olfatório na</p><p>parte superior das paredes lateral e septal da</p><p>cavidade nasal. Os processos centrais dessas</p><p>células, que formam o nervo olfatório, atravessam a</p><p>lâmina cribriforme e terminam no bulbo olfatório, a</p><p>expansão rostral do trato olfatório.</p><p>São extensões, cheias de ar, da parte</p><p>respiratória da cavidade nasal para os seguintes</p><p>ossos do crânio: frontal, etmoide, esfenoide e</p><p>maxila. São nomeados de acordo com os ossos</p><p>nos quais estão localizados. Os seios continuam a</p><p>invadir o osso adjacente, e extensões acentuadas</p><p>são comuns nos crânios de idosos. (MOORE, 2019)</p><p>Como os seios paranasais são contínuos com as</p><p>cavidades nasais através de óstios que se abrem</p><p>neles, a infecção pode disseminar-se das cavidades</p><p>nasais, causando inflamação e edema da mucosa</p><p>dos seios paranasais (sinusite) e dor local. Às</p><p>vezes há inflamação de vários seios (pansinusite), e</p><p>o edema da mucosa pode obstruir uma ou mais</p><p>aberturas dos seios para as cavidades nasais.</p><p>Imagem: Diferença da tomografia computadorizada no caso de</p><p>sinusite. Fonte: https://bit.ly/3iKZYJP</p><p>Os seios frontais direito e esquerdo estão entre</p><p>as lâminas externa e interna do frontal,</p><p>posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do</p><p>nariz. Em geral, os seios frontais são detectáveis</p><p>radiologicamente a partir dos 6 anos. Cada seio</p><p>drena através de um ducto frontonasal para o</p><p>infundíbulo etmoidal, que se abre no hiato</p><p>semilunar do meato nasal médio. Os seios frontais</p><p>são inervados por ramos dos nervos</p><p>supraorbitais (NC V1).</p><p>As fossas nasais são subdivididas em três</p><p>regiões: o vestíbulo, a área respiratória e a área</p><p>olfatória. Todas essas porções são revestidas por</p><p>uma mucosa com diferentes estruturas, conforme a</p><p>região considerada.</p><p>A porção mais anterior e dilatada das fossas</p><p>nasais chama-se vestíbulo; sua mucosa é formada</p><p>por um epitélio plano estratificado não-</p><p>queratinizado e por uma lâmina própria de tecido</p><p>conjuntivo denso.</p><p>Nesse local existem pêlos e glândulas cutâneas,</p><p>que constituem uma primeira barreira à entrada de</p><p>partículas grosseiras de pó nas vias aéreas.</p><p>A área respiratória é a maior parte das fossas</p><p>nasais, sua mucosa é constituída por um epitélio</p><p>pseudo-estratificado cilíndrico ciliado, com muitas</p><p>células caliciformes. Esse tipo de epitélio reveste a</p><p>maioria das vias aéreas, por isso frequentemente é</p><p>chamado de epitélio do tipo respiratório.</p><p>O epitélio respiratório repousa sobre uma</p><p>lâmina basal. A lâmina própria por sua vez se apoia</p><p>no periósteo subjacente.</p><p>O epitélio respiratório típico consiste em 5 tipos</p><p>celulares identificáveis ao microscópio eletrônico,</p><p>todas as células desse epitélio apoiam-se na lâmina</p><p>basal.</p><p>O tipo mais abundante é a célula cilíndrica</p><p>ciliada, cada células possui cerca de 300 cílios na</p><p>superfície apical e embaixo dos corpúsculos basais</p><p>há numerosas mitocôndrias (produzem ATP para</p><p>possibilitar os batimentos ciliares).</p><p>Em segundo lugar quantitativo, estão as células</p><p>caliciformes, as quais são secretoras de muco rico</p><p>em polissacarídeos. Devemos ressaltar que nas</p><p>áreas mais expostas ao ar, o epitélio apresenta-se</p><p>mais alto e com maior número de células</p><p>caliciformes. (ROSS, 2019)</p><p>Existem ainda as células em escova, devido aos</p><p>numerosos microvilos presentes em suas</p><p>superfícies apicais. Existem também as células</p><p>basais, pequenas e arredondadas, estas células</p><p>multiplicam-se continuamente, por mitose e</p><p>originam os demais tipos celulares do epitélio</p><p>respiratório.</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-11.45.39.png</p><p>Finalmente encontram-se a célula granular, que</p><p>parece a célula basal, mas que possui numerosos</p><p>grânulos que secretam hormônios peptídicos tais</p><p>como: serotonina, calcitonina, hormônio</p><p>antidiurético (ADH) e hormônio adrenocorticotrófico</p><p>(ACTH), pertencendo ao sistema neuroendócrino</p><p>difuso.</p><p>Células do epitélio respiratório</p><p>O epitélio respiratório é caracterizado por ser</p><p>pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes, é</p><p>um epitélio de revestimento altamente especializado, as células</p><p>caliciformes e os cílios são importantes mecanismos de defesa</p><p>desse epitélio, o muco e os movimentos ciliares retém</p><p>partículas provenientes do ar inalado.</p><p>A área olfatória está localizada na região</p><p>superior das fossas nasais e é responsável pela</p><p>sensibilidade olfativa.</p><p>O epitélio que compõe essa região é o epitélio</p><p>olfatório formado por três tipos distintos de células:</p><p>1) células de sustentação: prismáticas, largas no</p><p>seu ápice e mais estreitas na base, com microvilos</p><p>na sua superfície que se projetam para dentro da</p><p>camada de muco que cobre o epitélio, além disso</p><p>essas células possuem um pigmento acastanhado</p><p>que é responsável pela cor marrom da mucosa</p><p>olfatória;</p><p>2) células basais: pequenas, arredondadas ou</p><p>cônicas, formam um a camada única na região</p><p>basal do epitélio, entre as células olfatórias e as de</p><p>sustentação;</p><p>3) células olfatórias: são neurônios bipolares que</p><p>se distribuem entre as células de sustentação. São</p><p>dilatadas nas extremidades de onde partem cílios</p><p>longos, sem movimento e com a função de</p><p>receptores. (MOORE, 2019)</p><p>Células do epitélio olfatório</p><p>São grandes espaços aéreos situados no</p><p>interior dos ossos frontal, etmoide, esfenoide e o</p><p>maxilar, que se abrem para a cavidade nasal.</p><p>Os seios paranasais são revestidos por um epitélio</p><p>respiratório, isto é, pseudoestratificado cilíndrico</p><p>ciliado com células caliciformes. As secreções se</p><p>dirigem dos seios para as cavidades nasais através</p><p>de uma atividade ciliar coordenada. (DRAKE, 2019)</p><p>A faringe é uma estrutura que liga a cavidade</p><p>nasal à laringe, ela serve aos sistemas respiratório</p><p>e digestivo.</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-11.55.55.png</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-12.36.35.png</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-12.07.41.png</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-12.13.05.png</p><p>Sua função é servir de passagem para o ar e</p><p>alimentos, além de servir como uma câmara de</p><p>ressonância para a fala.</p><p>A nasofaringe é a primeira parte da faringe,</p><p>continuando caudalmente com a orofaringe, porção</p><p>oral desse órgão. A nasofaringe, que é separada</p><p>incompletamente da orofaringe pelo palato mole, é</p><p>revestida por epitélio respiratório. Na orofaringe o</p><p>epitélio é pavimentoso estratificado.</p><p>Os receptores para o sentido do olfato, ou</p><p>olfação, estão localizados no epitélio olfatório do</p><p>nariz. Com uma área total de 5 cm2, o epitélio</p><p>olfatório ocupa a parte superior da cavidade nasal,</p><p>cobrindo a superfície inferior da lâmina cribriforme e</p><p>se estendendo ao longo da concha nasal superior.</p><p>O epitélio olfatório consiste em três tipos de células:</p><p>olfatórias, de sustentação e células basais.</p><p>são os neurônios de</p><p>primeira ordem da via olfatória. Cada célula olfatória</p><p>é um neurônio bipolar com um dendrito exposto, em</p><p>forma de botão, e um axônio que se projeta através</p><p>da lâmina cribriforme e termina no bulbo olfatório.</p><p>Estendendo-se do dendrito de uma célula olfatória</p><p>estão vários cílios olfatórios não móveis, que são os</p><p>locais da transdução olfatória, isto é, locais onde</p><p>ocorre a conversão da energia do estímulo em um</p><p>potencial graduado em um receptor sensitivo.</p><p>Dentro das membranas plasmáticas dos cílios</p><p>olfatórios estão proteínas receptoras olfatórias as</p><p>quais detectam substâncias químicas inaladas. As</p><p>substâncias químicas que se ligam e estimulam as</p><p>células olfatórias nos cílios olfatórios são</p><p>denominadas de odoríferas. As células olfatórias</p><p>respondem ao estímulo químico de uma molécula</p><p>odorífera produzindo um potencial receptor, que,</p><p>por sua vez, dá origem à resposta olfatória.</p><p>são células epiteliais</p><p>colunares da membrana mucosa que reveste o</p><p>nariz. Elas fornecem suporte físico, nutrição e</p><p>isolamento elétrico para as células olfatórias e</p><p>ajudam a desintoxicar as substâncias químicas que</p><p>entram em contato com o epitélio olfatório. As</p><p>células basais são células-tronco localizadas entre</p><p>as bases das células de sustentação; elas sofrem</p><p>https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/wp-content/uploads/sites/38/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-29-%C3%A0s-12.14.53.png</p><p>continuamente a divisão celular para produzir novas</p><p>células olfatórias, que vivem cerca de 2 meses</p><p>apenas, antes de serem substituídas. Esse</p><p>processo é notável, considerando que as células</p><p>olfatórias são neurônios e, como você já aprendeu,</p><p>os neurônios maduros geralmente não são</p><p>substituídos. (TORTORA, 2019)</p><p>Dentro do tecido conjuntivo, que suporta o</p><p>epitélio olfatório, estão as glândulas olfatórias ou</p><p>glândulas de Bowman, as quais produzem o muco</p><p>que é transportado para a superfície do epitélio por</p><p>meio de ductos. A secreção umedece a superfície</p><p>do epitélio olfatório e dissolve os odores para que</p><p>ocorra a transdução. As glândulas olfatórias do</p><p>epitélio nasal são inervadas por neurônios</p><p>parassimpáticos dos ramos do nervo facial (VII),</p><p>que podem ser estimulados por determinadas</p><p>substâncias químicas. Os impulsos nesses nervos,</p><p>por sua vez, estimulam as glândulas lacrimais dos</p><p>olhos e as glândulas mucosas nasais. O resultado</p><p>são lágrimas e coriza após a inalação de</p><p>substâncias como pimenta ou vapores de amônia</p><p>doméstica.</p><p>As células olfatórias reagem às moléculas</p><p>odoríferas da mesma maneira que a maioria dos</p><p>receptores sensitivos reage a seus estímulos</p><p>específicos: um potencial receptor (despolarização)</p><p>desenvolve-se e desencadeia um ou mais impulsos</p><p>nervosos. Esse processo, denominado transdução</p><p>olfatória, ocorre da seguinte maneira:</p><p>A ligação de um odorífero a uma proteína do</p><p>neurônio sensitivo olfatório em um cílio olfatório</p><p>estimula uma proteína de membrana denominada</p><p>proteína G, a qual, por sua vez, ativa a enzima</p><p>adenilato ciclase para produzir uma substância</p><p>chamada adenosina monofosfato cíclica (cAMP),</p><p>um tipo de segundo mensageiro. A cAMP abre um</p><p>canal catiônico que permite a entrada de Na+ e</p><p>Ca2+ no citosol, o que causa a formação de um</p><p>potencial receptor despolarizante na membrana da</p><p>célula olfatória. Se a despolarização atinge o limiar,</p><p>é gerado um impulso nervoso ao longo do axônio</p><p>da célula olfatória.</p><p>O nariz humano contém cerca de 10 milhões</p><p>de receptores olfatórios, divididos em cerca de 400</p><p>tipos funcionais diferentes. Cada tipo de célula</p><p>olfatória pode reagir a apenas um grupo seleto de</p><p>moléculas odoríferas. No entanto, há apenas um</p><p>tipo de receptor em qualquer célula olfatória.</p><p>Portanto, 400 tipos diferentes de células olfatórias</p><p>estão presentes no epitélio olfatório.</p><p>Muitas tentativas foram feitas para distinguir e</p><p>classificar as sensações olfatórias “primárias”.</p><p>Atualmente, evidências genéticas sugerem a</p><p>existência de centenas de odores primários. Nossa</p><p>capacidade de reconhecer aproximadamente 10 mil</p><p>odores diferentes depende, provavelmente, de</p><p>padrões de atividade no cérebro que surgem da</p><p>ativação de muitas combinações diferentes de</p><p>células receptoras olfatórias. (MOORE, 2019)</p><p>*Limiares de odor e adaptação</p><p>O olfato, como todos os sentidos especiais, tem</p><p>um limiar baixo. Bastam algumas moléculas de</p><p>certas substâncias presentes no ar para que sejam</p><p>percebidas como um odor. Um bom exemplo é o</p><p>agente metilmercaptana, que tem o odor de repolho</p><p>deteriorado e pode ser detectado em concentrações</p><p>tão baixas quanto 1/25 bilionésimo de miligrama por</p><p>mililitro de ar. Como o gás natural utilizado para</p><p>cozinhar e aquecer é inodoro, mas letal e</p><p>potencialmente explosivo caso se acumule, uma</p><p>pequena quantidade de metilmercaptana é</p><p>adicionada a ele para fornecer um aviso olfatório</p><p>quando há vazamentos.</p><p>A adaptação (diminuição da sensibilidade) aos</p><p>odores ocorre rapidamente. As células olfatórias</p><p>adaptam-se em cerca de 50% no primeiro segundo,</p><p>ou logo depois da estimulação, mas se adaptam</p><p>muito lentamente depois disso. Ainda assim, a</p><p>completa insensibilidade a determinados odores</p><p>fortes ocorre aproximadamente um minuto após a</p><p>exposição. Aparentemente, a sensibilidade reduzida</p><p>também envolve um processo de adaptação no</p><p>SNC. (TORTORA, 2019)</p><p>A via olfatória é a rota percorrida pela</p><p>informação olfatória desde sua origem, nas células</p><p>olfatórias, até a parte do cérebro onde ocorre a</p><p>percepção consciente do olfato.</p><p>Em cada lado do nariz, cerca de 40 feixes de</p><p>axônios de células olfatórias formam os nervos</p><p>olfatórios (I) direito e esquerdo. Os nervos olfatórios</p><p>passam através dos forames da lâmina cribriforme</p><p>do osso etmoide e se estendem para porções do</p><p>cérebro conhecidas como bulbos olfatórios, que</p><p>contêm arranjos semelhantes a bolas denominados</p><p>glomérulos. Dentro de cada glomérulo, os axônios</p><p>das células olfatórias convergem para as células</p><p>mitrais – os neurônios de segunda ordem da via</p><p>olfatória. Cada glomérulo recebe o estímulo de</p><p>apenas um tipo de célula olfatória. Isso permite que</p><p>as células mitrais de um glomérulo específico</p><p>transmitam informações sobre um grupo</p><p>selecionado de moléculas odoríferas para as partes</p><p>restantes da via olfatória. Os axônios das células</p><p>mitrais formam o trato olfatório. Alguns desses</p><p>axônios projetam-se para o córtex olfatório no lobo</p><p>temporal do cérebro, onde ocorre a percepção</p><p>consciente do olfato. (TORTORA, 2019)</p><p>As sensações olfatórias são as únicas</p><p>sensações que atingem o córtex cerebral sem</p><p>primeiro fazer sinapses no tálamo. Outros</p><p>axônios</p><p>do trato olfatório projetam-se para o sistema</p><p>límbico; essas conexões neurais são responsáveis</p><p>por nossas respostas emocionais aos odores. Do</p><p>córtex olfatório, uma via estende-se desde o tálamo</p><p>até o córtex orbitofrontal no lobo frontal, onde</p><p>ocorre a identificação e a discriminação de odores.</p><p>Pessoas que sofrem danos nessa área têm</p><p>dificuldade em identificar odores diferentes. Estudos</p><p>de tomografia por emissão de pósitrons (PET)</p><p>sugerem algum grau de lateralização hemisférica: o</p><p>córtex orbitofrontal do hemisfério direito exibe maior</p><p>atividade durante o processamento olfatório do que</p><p>a área correspondente no hemisfério esquerdo.</p><p>Como o olfato, a gustação, ou paladar, é um</p><p>sentido químico. No entanto, a gustação é muito</p><p>mais simples do que o olfato, pois apenas cinco</p><p>sabores principais podem ser diferenciados:</p><p>salgado, azedo, doce, amargo e umami.</p><p>(GUYTON,2021)</p><p>O sabor salgado é causado pela presença de</p><p>íons sódio (Na+) nos alimentos. Uma fonte comum</p><p>de Na+ na dieta é o NaCl (sal de cozinha). O sabor</p><p>azedo é produzido por íons hidrogênio (H+)</p><p>liberados de ácidos, os limões, por exemplo, têm</p><p>um sabor azedo porque contêm ácido cítrico. O</p><p>sabor doce é provocado por açúcares como glicose,</p><p>frutose e sacarose e por adoçantes artificiais como</p><p>sacarina, aspartame e sucralose. O sabor amargo é</p><p>causado por uma ampla variedade de substâncias,</p><p>incluindo cafeína, morfina e quinina. Além disso,</p><p>muitas substâncias tóxicas como a estricnina têm</p><p>um sabor amargo. Quando algo tem gosto amargo,</p><p>uma resposta natural é cuspir, uma reação que</p><p>serve para proteger o indivíduo da ingestão de</p><p>substâncias potencialmente prejudiciais. O sabor</p><p>umami, relatado pela primeira vez por cientistas</p><p>japoneses, é descrito como “carnoso” ou</p><p>“saboroso”, sendo estimulado por aminoácidos</p><p>(principalmente o glutamato) que estão presentes</p><p>nos alimentos; essa é a razão pela qual o aditivo</p><p>glutamato monossódico (GMS) é utilizado como</p><p>intensificador de sabor em muitos alimentos.</p><p>Todos os outros sabores, como chocolate,</p><p>pimenta e café, são combinações dos cinco</p><p>sabores primários, além de quaisquer sensações</p><p>olfatórias, táteis e térmicas que o acompanham. Os</p><p>odores dos alimentos podem passar da boca para a</p><p>cavidade nasal, onde estimulam as células</p><p>olfatórias. Como o olfato é muito mais sensível do</p><p>que o paladar, uma determinada concentração de</p><p>uma substância alimentar pode estimular o sistema</p><p>olfatório milhares de vezes mais fortemente do que</p><p>estimula o sistema gustativo. Durante um resfriado</p><p>ou alergia, a pessoa não consegue sentir o gosto</p><p>da comida, na verdade, é o olfato que está</p><p>bloqueado, e não o paladar.</p><p>*Anatomia dos calículos (botões) gustatórios e</p><p>papilas linguais</p><p>Os receptores do paladar estão localizados nos</p><p>calículos gustatórios. A maioria dos quase 10 mil</p><p>calículos gustatórios de um jovem adulto está na</p><p>língua, mas alguns são encontrados no palato mole</p><p>(porção posterior do céu da boca), faringe</p><p>(garganta) e epiglote (parte superior da laringe). O</p><p>número de calículos gustatórios diminui com a</p><p>idade. Cada calículo gustatório é um corpo oval que</p><p>consiste em três tipos de células epiteliais: de</p><p>sustentação, gustativas e epiteliais basais. As</p><p>células epiteliais de sustentação circundam cerca</p><p>de 50 células gustativas em cada calículo</p><p>gustatório. As microvilosidades gustativas (cílios</p><p>gustativos) projetam-se de cada célula gustativa</p><p>para a superfície externa através do poro</p><p>gustatório, uma abertura no calículo gustatório. Por</p><p>sua vez, as células basais, células-tronco</p><p>encontradas na periferia do calículo gustatório,</p><p>próximo à camada de tecido conjuntivo, produzem</p><p>células de sustentação, que então se desenvolvem</p><p>em células gustativas. Cada célula gustativa tem</p><p>uma vida útil de cerca de 10 dias. É por isso que os</p><p>receptores de sabor na língua não demoram muito</p><p>para se recuperarem da queimadura por uma xícara</p><p>de café ou chocolate muito quente. Em sua base,</p><p>as células gustativas fazem sinapse com os</p><p>dendritos dos neurônios de primeira ordem que</p><p>formam a primeira parte da via gustativa. Os</p><p>dendritos de cada neurônio de primeira ordem</p><p>ramificam-se profusamente e entram em contato</p><p>com muitas células gustativas em vários calículos</p><p>gustatórios.</p><p>Os calículos gustatórios são encontrados em</p><p>elevações na língua denominadas papilas linguais,</p><p>as quais aumentam a área de superfície e fornecem</p><p>uma textura áspera à superfície superior da língua.</p><p>Três tipos de papilas linguais contêm calículos</p><p>gustatórios:</p><p>1.Aproximadamente 12 papilas valadas,</p><p>circulares e muito grandes, ou papilas</p><p>circunvaladas, formam uma fileira em</p><p>formato de “V” invertido na parte posterior</p><p>da língua. Cada uma dessas papilas contém</p><p>de 100 a 300 calículos gustatórios.</p><p>2.Papilas fungiformes (semelhantes a um</p><p>cogumelo) são elevações em forma de</p><p>cogumelo espalhadas por toda a superfície</p><p>da língua que contêm cerca de cinco</p><p>calículos gustatórios cada. (TORTORA,</p><p>2019)</p><p>3.Papilas folhadas estão localizadas em</p><p>pequenas valas nas margens laterais da</p><p>língua, mas a maioria de seus calículos</p><p>gustatórios degenera na primeira infância.</p><p>Além disso, toda a superfície da língua tem</p><p>papilas filiformes. Essas estruturas pontiagudas e</p><p>filiformes contêm receptores táteis, mas não têm</p><p>calículos gustatórios. Elas aumentam o atrito entre</p><p>a língua e os alimentos, de modo a tornar mais fácil</p><p>para a língua mover os alimentos na cavidade oral.</p><p>As substâncias químicas que estimulam as</p><p>células gustativas são conhecidas como elementos</p><p>gustativos. Quando um elemento gustativo é</p><p>dissolvido na saliva, ele pode entrar em contato</p><p>com as membranas plasmáticas das</p><p>microvilosidades gustativas, que são os sítios de</p><p>transdução do paladar. O resultado é um potencial</p><p>receptor despolarizante capaz de estimular a</p><p>exocitose das vesículas sinápticas da célula</p><p>gustativa. Por sua vez, as moléculas de</p><p>neurotransmissores liberadas desencadeiam</p><p>potenciais graduados que produzem impulsos</p><p>nervosos nos neurônios sensitivos de primeira</p><p>ordem responsáveis por fazer sinapses com células</p><p>gustativas.</p><p>O potencial receptor surge de forma diferente para</p><p>elementos gustativos distintos. Os íons sódio (Na+)</p><p>em um alimento salgado, por exemplo, entram nas</p><p>células gustativas através dos canais de Na+ na</p><p>membrana plasmática. O acúmulo de Na+ dentro</p><p>da célula causa despolarização, o que leva à</p><p>liberação do neurotransmissor. Os íons hidrogênio</p><p>(H+) em estimulantes gustativos azedos, por sua</p><p>vez, fluem para as células gustativas através dos</p><p>canais de H+. Novamente, o resultado é a</p><p>despolarização e a liberação do neurotransmissor.</p><p>Outros elementos gustativos, responsáveis por</p><p>estimular os sabores doce, amargo e umami, não</p><p>entram nas células gustativas. Em vez disso, eles</p><p>se ligam a receptores na membrana plasmática que</p><p>estão ligados às proteínas G. Essas proteínas</p><p>então ativam enzimas produtoras do segundo</p><p>mensageiro, o inositol trifosfato (IP3), que, por sua</p><p>vez, causa despolarização da célula gustativa e a</p><p>liberação do neurotransmissor.</p><p>Uma célula gustativa individual responde a</p><p>apenas um tipo de estimulante gustativo. Isso se</p><p>deve ao fato de que a membrana de uma célula</p><p>gustativa dispõe de canais iônicos ou receptores</p><p>para apenas um dos sabores primários; por</p><p>exemplo: uma célula gustativa que detecta sabores</p><p>amargos tem apenas receptores para eles, não é</p><p>capaz de responder a sabores salgados, azedos,</p><p>doces ou umami. Portanto, cada célula gustativa é</p><p>“sintonizada” para detectar um sabor primário</p><p>específico e essa segregação é mantida à medida</p><p>que a informação do sabor específico é</p><p>retransmitida para o cérebro. Também é importante</p><p>mencionar que um determinado calículo gustatório</p><p>contém células gustativas para cada tipo de</p><p>estimulante gustativo, permitindo que todos os</p><p>sabores primários sejam detectados em todas as</p><p>partes da língua.</p><p>Se todos os estimulantes gustativos</p><p>causam</p><p>liberação de neurotransmissor das células</p><p>gustativas, por que os alimentos têm sabores</p><p>diferentes? Acredita-se que a resposta a essa</p><p>pergunta esteja nos padrões de atividade do</p><p>cérebro que surgem quando as células gustativas</p><p>são ativadas. Diferentes sabores surgem da</p><p>ativação de diferentes combinações de células</p><p>gustativas. Por exemplo, os estimulantes gustativos</p><p>do chocolate ativam uma determinada combinação</p><p>de células gustativas, assim, o padrão de atividade</p><p>resultante no cérebro é interpretado como o sabor</p><p>do chocolate. Em contraste, os estimulantes</p><p>gustativos na baunilha ativam uma combinação</p><p>diferente de células gustativas, desse modo, o</p><p>padrão de atividade resultante no cérebro é</p><p>interpretado como o sabor da baunilha.</p><p>*Limiar e adaptação do paladar</p><p>O limiar de sabor varia para cada um dos</p><p>paladares primários. O limiar para substâncias</p><p>amargas, como quinina, é mais baixo. Como as</p><p>substâncias tóxicas geralmente são amargas, o</p><p>limiar baixo (ou alta sensibilidade) pode ter uma</p><p>função protetora. O limiar para substâncias azedas</p><p>(como limão), medido pelo uso de ácido clorídrico, é</p><p>um pouco mais alto. Os limiares para substâncias</p><p>salgadas (representadas pelo cloreto de sódio) e</p><p>para substâncias doces (conforme medido pelo uso</p><p>de sacarose) são semelhantes e mais altos do que</p><p>para substâncias amargas ou azedas.</p><p>A adaptação completa a um gosto específico</p><p>pode ocorrer no período de 1 a 5 minutos de</p><p>estimulação contínua. A adaptação do paladar se</p><p>deve a mudanças que ocorrem nos receptores</p><p>gustativos, nos receptores olfatórios e nos</p><p>neurônios da via gustativa no SNC.</p><p>A via gustativa é a rota percorrida pela</p><p>informação gustativa desde sua origem nas células</p><p>gustativas até a parte do cérebro onde ocorre a</p><p>percepção consciente do paladar. Três nervos</p><p>cranianos contêm axônios dos neurônios gustativos</p><p>de primeira ordem que inervam os calículos</p><p>gustatórios. O nervo facial (VII) atende aos calículos</p><p>gustatórios nos dois terços anteriores da língua; o</p><p>nervo glossofaríngeo (IX) atende aos calículos</p><p>gustatórios no terço posterior da língua; e o nervo</p><p>vago (X) atende aos calículos gustatórios na</p><p>garganta e na epiglote. Das células gustativas nos</p><p>calículos gustatórios, os impulsos nervosos</p><p>propagam-se ao longo desses nervos cranianos até</p><p>o núcleo gustativo no bulbo. Do bulbo, alguns</p><p>axônios que transportam sinais gustativos projetam-</p><p>se para o sistema límbico e o hipotálamo; outros</p><p>projetam-se para o tálamo. Os sinais gustativos que</p><p>se projetam do tálamo para o córtex gustativo na</p><p>ínsula do cérebro dão origem à percepção</p><p>consciente do paladar e à discriminação das</p><p>sensações gustativas.</p><p>O epitélio olfatório é um neuroepitélio colunar</p><p>pseudoestratificado, formado por três tipos</p><p>celulares: as células de sustentação, as células</p><p>basais e as células olfatórias. Em meio a esses</p><p>elementos existem glândulas produtoras de muco.</p><p>O muco tem grande importância funcional para a</p><p>olfação, pois é nele que se dissolvem as moléculas</p><p>odorantes, antes de entrar em contato com a</p><p>membrana dos neurônios receptores.</p><p>As células de sustentação são prismáticas</p><p>(também chamada de colunar ou cilíndrica), largas</p><p>no seu ápice e mais estreitas na sua base.</p><p>Apresentam, na sua superfície, microvilos que se</p><p>projetam para dentro da camada de muco que</p><p>cobre o epitélio.</p><p>As células basais são pequenas, arredondadas,</p><p>e situam-se na região basal do epitélio, entre as</p><p>células olfatórias e as de sustentação. São as</p><p>células-tronco do epitélio olfatório.</p><p>As células olfatórias são neurônios bipolares que</p><p>se distinguem das células de sustentação porque</p><p>seus núcleos se localizam em uma posição mais</p><p>inferior.Suas extremidades apresentam dilatações</p><p>elevadas, de onde partem 6 a 8 cílios, sem</p><p>mobilidade, que são quimiorreceptores excitáveis</p><p>pelas substâncias odoríferas. A existência dos cílios</p><p>amplia enormemente a superfície receptora.</p><p>Os cílios ficam imersos no muco nasal,</p><p>formando uma densa rede enovelada na superfície</p><p>da mucosa. É justamente na membrana dos cílios</p><p>que se encontram concentradas as moléculas</p><p>receptoras responsáveis pela transdução</p><p>quimioneural, que são chamados receptores</p><p>olfatórios.</p><p>Do outro polo do neurônio receptor emerge um</p><p>axônio direcionado para cima, que penetra na</p><p>cavidade craniana através dos orifícios da placa</p><p>crivosa do osso etmoide. Por toda a mucosa nasal,</p><p>o conjunto dos axônios dos quimiorreceptores vai</p><p>formando filetes nervosos que se distribuem em</p><p>forma de leque, convergindo dorsalmente para o</p><p>etmoide.</p><p>Os axônios dos quimiorreceptores são na</p><p>realidade as fibras de primeira ordem do sistema</p><p>olfatório. Os filetes nervosos que eles formam</p><p>constituem o primeiro nervo craniano, o nervo</p><p>olfatório.</p><p>Esse é um nervo diferente, pois não constitui um</p><p>cilindro compacto como os demais, mas sim um</p><p>leque de filetes separados que vão terminar no</p><p>bulbo olfatório no encéfalo.</p><p>MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a</p><p>clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2019.</p><p>NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier.</p><p>São Paulo, 2018.</p><p>TORTORA, G. J. Princípios de anatomia humana. 12ª. edição.</p><p>Guanabara Koogan . Rio de Janeiro, 2020.</p><p>JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.</p><p>MACHADO, Angelo B. M.. Neuroanatomia funcional. 2 São</p><p>Paulo: Atheneu Editora, 2007, 363 p.</p>