Prévia do material em texto
<p>CONHECER a anatomia e</p><p>histologia das vias aéreas superiores;</p><p>EXPLICAR a função dos órgãos das vias</p><p>superiores;</p><p>EXPLICAR a fisiologia vocal;</p><p>CONHECER os mecanismos de defesa do</p><p>sistema respiratório, incluindo aparelho mucoxiliar,</p><p>tosse e sistema fagocitário;</p><p>O sistema respiratório é responsável pela captação do</p><p>oxigênio (O2) liberação do gás carbônico (CO2) por</p><p>meio das respirações (trocas gasosas); a respiração</p><p>externa é a troca gasosa entre os alvéolos dos pulmões</p><p>com os capilares sanguíneos e a respiração interna,</p><p>entre os capilares e o meio celular. (GUYTON, 2019).</p><p>*Os órgãos do sistema respiratório podem ser</p><p>divididos anatomicamente:</p><p>*Vias aéreas / respiratórias superiores – são os</p><p>órgãos localizados na cabeça (nariz, cavidade nasal e</p><p>faringe).</p><p>*Vias aéreas / respiratórias inferiores – são os órgãos</p><p>localizados do pescoço para baixo (laringe, traquéia,</p><p>brônquios e pulmões).</p><p>O nariz é o primeiro órgão do sistema respiratório,</p><p>está localizado no centro da face e é formado por osso</p><p>(nasal e maxila) e cartilagens (como a alar). (NETTER,</p><p>20180.</p><p>O ponto superior do nariz, onde este emerge da face,</p><p>é a raiz deste órgão que se estende ao longo</p><p>do dorso do nariz até seu ápice. (MOORE, 2019).</p><p>Inferiormente, na base do nariz localizam-se dois</p><p>orifícios denominados de narinas são separadas</p><p>pelo septo nasal que se estende até o final da cavidade</p><p>nasal dividindo estes dois primeiros órgãos em lados</p><p>direito e esquerdo.</p><p>O trato respiratório superior começa na cavidade</p><p>nasal. Ela se abre anteriormente na face, através das</p><p>duas narinas e, posteriormente na nasofaringe, através</p><p>de duas coanas. O assoalho da cavidade nasal é</p><p>formado pelo palato duro, enquanto seu teto consiste na</p><p>lâmina cribriforme do osso etmoide, posteriormente, e</p><p>nos ossos frontal e nasal, anteriormente. As narinas e a</p><p>porção anterior da cavidade nasal contêm glândulas</p><p>sebáceas e folículos pilosos que servem para prevenir</p><p>que partículas maiores e potencialmente danosas</p><p>entrem na cavidade nasal. (DRAKE, 2018).</p><p>As paredes laterais da cavidade nasal contêm três</p><p>projeções ósseas chamadas de conchas nasais</p><p>(superior, média e inferior), que aumentam a área de</p><p>superfície da cavidade nasal. As conchas nasais</p><p>também alteram o fluxo laminar de ar, tornando-o mais</p><p>lento e turbulento, ajudando assim a umidificar e</p><p>aquecer o ar até a temperatura corporal.</p><p>O teto da cavidade nasal contém o epitélio olfatório,</p><p>formado por receptores sensitivos especializados.</p><p>Esses receptores transformam moléculas odoríferas</p><p>suspensas no ar em potenciais de ação que seguem</p><p>através do nervo olfatório até o córtex cerebral,</p><p>permitindo que o cérebro perceba os odores.(MOORE,</p><p>2019).</p><p>Outra via para a entrada do ar é a cavidade oral.</p><p>Apesar de não ser classificada como parte do trato</p><p>respiratório superior, a cavidade oral fornece uma rota</p><p>alternativa no caso de obstruções da cavidade nasal. A</p><p>cavidade oral se abre anteriormente na face através do</p><p>vestíbulo da boca, enquanto posteriormente ela se abre</p><p>na orofaringe, através do istmo orofaríngeo. Esta</p><p>cavidade inicia-se logo após o nariz, também é dividida</p><p>pelo septo nasal e possui uma grande quantidade de</p><p>mucosa revestindo seu interior.</p><p>A cavidade nasal da passagem para o ar do nariz até</p><p>a faringe, mas também é importante porque conecta-se</p><p>com os seios paranasais (da face) levando até estes</p><p>espaços aéreos o ar que inspiramos. (MOORE, 2019).</p><p>No interior da cavidade nasal existem três projeções</p><p>laterais de ambos os lados que são as conchas</p><p>nasais (superior, média e inferior), estas conchas tem</p><p>a função de restringir a passagem do ar e fazer com que</p><p>este entre em contato com uma maior superfície de</p><p>mucosa.</p><p>No interior das conchas nasais superior e média</p><p>encontramos o inicio do nervo olfatório, responsável</p><p>pela captação dos estímulos químicos dos diferentes</p><p>odores. (NETTER, 2018).</p><p>São ossos que situam-se em volta da cavidade nasal</p><p>e possuem cavidades aéreas no seu interior.</p><p>Estas cavidades são revestidas por mucosa</p><p>respiratória e funcionam como uma extensão da</p><p>cavidade nasal.</p><p>São eles:</p><p> Seio frontal</p><p> Seio da maxila</p><p> Seio do esfenóide</p><p> Seio do etmóide (células etmoidais).</p><p>Depois de passar pela cavidade nasal e pelos seios</p><p>paranasais, o ar inalado sai pelas coanas e entra na</p><p>faringe. A faringe é um tubo muscular em forma de funil</p><p>que contém três partes: a nasofaringe, a orofaringe e a</p><p>hipofaringe, também conhecida como laringofaringe.</p><p>(MOORE, 2019).</p><p>A nasofaringe é a primeira parte da faringe, e é</p><p>encontrada posteriormente à cavidade nasal. Ela serve</p><p>apenas como uma via para a passagem de ar, e por</p><p>isso é revestida por epitélio respiratório. Inferiormente, a</p><p>úvula e o palato mole se deslocam para cima durante a</p><p>deglutição para fechar a nasofaringe e evitar que o</p><p>alimento entre na cavidade nasal.</p><p>A orofaringe é encontrada posteriormente à cavidade</p><p>oral, e se comunica com ela através do istmo</p><p>orofaríngeo. Ela é uma via tanto para o ar vindo da</p><p>nasofaringe, quanto para o alimento vindo da cavidade</p><p>oral. Por isso, ela é revestida por epitélio estratificado</p><p>pavimentoso não queratinizado.</p><p>A hipofaringe (laringofaringe) é a porção mais inferior</p><p>da faringe. Ela é o ponto onde os sistemas digestivo e</p><p>respiratório se separam. Anteriormente, a laringofaringe</p><p>é contínua com a laringe, enquanto posteriormente ela é</p><p>contínua com o esôfago. (NETTER, 2018).</p><p>Depois da laringofaringe, a próxima - e última - porção</p><p>do trato respiratório superior é a porção superior da</p><p>laringe. A laringe é uma complexa estrutura oca</p><p>encontrada anteriormente ao esôfago. Ela possui um</p><p>esqueleto cartilaginoso conectado por membranas,</p><p>ligamentos e associado a músculos. Acima das cordas</p><p>vocais, a laringe é revestida por epitélio estratificado</p><p>pavimentoso, assim como a laringofaringe. Abaixo das</p><p>cordas vocais, esse epitélio se torna ciliado pseudo-</p><p>estratificado colunar com células caliciformes (epitélio</p><p>respiratório). (DRAKE, 2018).</p><p>Apesar da condução do ar ser sua principal função, a</p><p>laringe também possui as cordas vocais, que participam</p><p>do processo de vocalização. O ádito da laringe é</p><p>fechado pela epiglote durante a deglutição para evitar</p><p>que alimentos ou líquidos entrem no trato respiratório</p><p>inferior.</p><p>As fossas nasais são subdivididas em três regiões: o</p><p>vestíbulo, a área respiratória e a área olfatória. Todas</p><p>essas porções são revestidas por uma mucosa com</p><p>diferentes estruturas, conforme a região considerada.</p><p>(JUNQUEIRA, 2017).</p><p>A porção mais anterior e dilatada das fossas nasais</p><p>chama-se vestíbulo; sua mucosa é formada por um</p><p>epitélio plano estratificado não-queratinizado e por uma</p><p>lâmina própria de tecido conjuntivo denso.</p><p>Nesse local existem pêlos e glândulas cutâneas, que</p><p>constituem uma primeira barreira à entrada de</p><p>partículas grosseiras de pó nas vias aéreas.</p><p>A área respiratória é a maior parte das fossas nasais,</p><p>sua mucosa é constituída por um epitélio pseudo-</p><p>estratificado cilíndrico ciliado, com muitas células</p><p>caliciformes. Esse tipo de epitélio reveste a maioria das</p><p>vias aéreas, por isso freqüentemente é chamado de</p><p>epitélio do tipo respiratório.</p><p>O epitélio respiratório repousa sobre uma lâmina</p><p>basal, abaixo observam-se uma lâmina própria fibrosa</p><p>rica em glândulas do tipo misto, cuja secreção ajuda a</p><p>manter úmidas as paredes das cavidades nasais. A</p><p>lâmina própria por sua vez se apóia no periósteo</p><p>subjacente. (ROSS, 2018).</p><p>O epitélio respiratório típico consiste em 5 tipos</p><p>celulares identificáveis ao microscópio eletrônico, todas</p><p>as células desse epitélio apoiam-se na lâmina basal.</p><p>O tipo mais abundante é a célula cilíndrica ciliada,</p><p>cada células possui cerca de 300 cílios na superfície</p><p>apical e embaixo dos corpúsculos</p><p>e as pregas vocais. (GUYTON, 2019).</p><p>As pregas vocais são estruturas em forma de cunha,</p><p>formadas pelo ligamento vocal, músculo vocal e seu</p><p>revestimento mucoso. Elas se estendem em uma</p><p>direção anteroposterior e possuem uma longa borda</p><p>livre que se insinua na cavidade laríngea. No estado de</p><p>relaxamento, um pequeno espaço em fenda pode ser</p><p>encontrado. Essa abertura entre as duas pregas vocais</p><p>é chamada de rima glótica.</p><p>O ligamento vocal e seu revestimento mucoso formam</p><p>a borda livre da prega vocal. O ligamento é a parte mais</p><p>medial do cone elástico (algumas vezes chamado de</p><p>membrana cricovocal), e é formado por tecido elástico</p><p>espessado. O ligamento vocal se estende pela cavidade</p><p>laríngea a partir da cartilagem tireóidea (anteriormente),</p><p>até os processos vocais das cartilagens aritenóideas</p><p>(posteriormente). A sua inserção na cartilagem tireóidea</p><p>também é chamada de ligamento de Broyle. Duas</p><p>massas mucosas podem ser encontradas no ligamento</p><p>vocal: as máculas flavas anterior e posterior. As suas</p><p>funções não são conhecidas. (NETTER, 2019).</p><p>O músculo vocal está localizado lateralmente ao</p><p>ligamento vocal. Ele cursa do processo vocal da</p><p>cartilagem aritenóidea até o ligamento vocal ipsilateral.</p><p>Sua função é a regulação fina da tensão no ligamento</p><p>vocal, seletivamente tensionando ou relaxando suas</p><p>partes anterior ou posterior para permitir uma gama</p><p>mais ampla de tons sonoros e variações de sua</p><p>intensidade.</p><p>Uma membrana formada por epitélio mucoso envolve</p><p>o ligamento vocal e o músculo vocal. Isso forma pregas</p><p>bem definidas, localizadas nas paredes esquerda e</p><p>direita da laringe. As pregas vocais se encontram</p><p>anteriormente na comissura anterior.</p><p>A irrigação das pregas vocais e da laringe é fornecida</p><p>pelas artérias laríngeas, especificamente a artéria</p><p>laríngea superior, a artéria cricotireóidea e a artéria</p><p>laríngea inferior. As artérias laríngeas são</p><p>acompanhadas pelas veias laríngeas.</p><p>As pregas vocais possuem duas funções principais:</p><p>fonação e atuação como esfíncter laríngeo. Elas são</p><p>também um componente do trato respiratório superior, e</p><p>possuem portanto um papel na respiração. Essas</p><p>funções são cumpridas por movimentos das pregas</p><p>vocais que alteram a forma e o tamanho da rima glótica,</p><p>sobre controle dos músculos intrínsecos da laringe.</p><p>(NETTER, 2019).</p><p>Quando as pregas vocais se aproximam, mas não são</p><p>pressionadas fortemente uma contra a outra, o ar que</p><p>passa pela cavidade laríngea durante a expiração irá</p><p>causar vibrações das suas bordas livres e produzir som.</p><p>Mudanças no nível de tensão das pregas vocais e no</p><p>esforço expiratório nos permitem alterar o tom e a</p><p>intensidade dos sons produzidos. Para compreender</p><p>como isso ocorre, nós precisamos primeiro revisar as</p><p>articulações e os músculos da laringe. (AIRES, 2019).</p><p>*Localização: articulações entre a cartilagem cricóidea</p><p>(aspecto posterior da superfície externa) e os cornos</p><p>inferiores da cartilagem tireoidea.</p><p>*Ação: rotação / inclinação da cartilagem tireoidea.</p><p>*Localização: junção entre a cartilagem cricóidea</p><p>(aspecto posterior da superfície superior) e as</p><p>cartilagens aritenóideas.</p><p>*Ação: permite que as cartilagens aritenóideas</p><p>deslizem, aproximando-se ou afastando-se uma da</p><p>outra, ou se inclinem (anteriormente + posteriormente).</p><p>Permite ainda a rotação dessas cartilagens</p><p>*Localização: articulação entre a superfície inferior da</p><p>cartilagem corniculada e o ápice da cartilagem</p><p>aritenóidea (superfície superior)</p><p>*Ação: nenhuma função conhecida</p><p>Na adução, as cartilagens aritenóideas rotacionam no</p><p>sentido horário, de forma que os processos vocais se</p><p>aproximam (músculos cricoaritenóideos laterais). As</p><p>cartilagens aritenóideas também deslizam medialmente</p><p>(músculos aritenóideos transverso e oblíquo). Essas</p><p>duas ações aproximam os ligamentos vocais, permitindo</p><p>vibrações das pregas vocais conforme o ar passa pela</p><p>rima glótica. Se a mesma ação ocorrer sem a ativação</p><p>dos músculos aritenóideos transversos, um pequeno</p><p>espaço persiste entre as pregas vocais, permitindo a</p><p>produção de sons de menor intensidade, conhecidos</p><p>como sussurros. Na abdução (músculos</p><p>cricoaritenóideos posteriores) os movimentos opostos</p><p>acontecem, e não ocorre fonação. (GUYTON, 2019).</p><p>Ao inclinar a cartilagem tireóidea e aumentar a</p><p>distância entre a proeminência tireóidea e as cartilagens</p><p>aritenóideas, os músculos cricoaritenóideos atuam</p><p>tensionando os ligamentos vocais. Essa tensão resulta</p><p>em um aumento do tom do som produzido. Em</p><p>contrapartida, os músculos que relaxam os ligamentos</p><p>vocais reduzem o tom da voz. O relaxamento é obtido</p><p>através dos músculos tireoaritenóideos, que puxam as</p><p>cartilagens aritenóideas anteriormente, reduzindo a</p><p>distância entre as cartilagens aritenóideas e a</p><p>cartilagem tireóidea. Essa ação nos permite um alto</p><p>grau de controle nas mudanças do tom da voz, como</p><p>ocorre quando cantamos. (GUYTON, 2019).</p><p>As pregas vocais também funcionam como um</p><p>esfíncter, impedindo a inalação de líquidos ou partículas</p><p>para os pulmões. Nesse caso, todos os músculos</p><p>intrínsecos da laringe se contraem de maneira reflexa,</p><p>as pregas vocais são aduzidas e se aproximam, e as</p><p>cartilagens aritenóideas são trazidas para próximo da</p><p>epiglote. Essas ações ocorrem em conjunto com o</p><p>fechamento da laringe pela epiglote.</p><p>Durante a respiração regular, as pregas vocais e a</p><p>rima glótica estão relaxadas e abertas, permitindo o</p><p>movimento do ar pela cavidade laríngea até o trato</p><p>respiratório inferior. Durante a respiração forçada, a</p><p>rima glótica é ativamente alargada. A inspiração forçada</p><p>é atingida pela abdução total das pregas vocais.</p><p>Certas partículas,</p><p>como poeira, fuligem, bolor, fungos, bactérias e alguns</p><p>vírus, depositam-se nas vias aéreas e nas superfícies</p><p>alveolares. Felizmente, o sistema respiratório possui</p><p>mecanismos de defesa para sua limpeza e proteção.</p><p>Somente partículas extremamente pequenas, com</p><p>diâmetro menor do que 3 a 5 micra (0,000118 a</p><p>0,000196 polegadas) de diâmetro, penetram em</p><p>profundidade nos pulmões.</p><p>Os cílios, minúsculas projeções musculares parecidas</p><p>com cabelo nas células que revestem as vias aéreas,</p><p>representam um dos mecanismos de defesa do sistema</p><p>respiratório. Os cílios impelem uma camada fluida de</p><p>muco que recobre as vias aéreas. (ROBBINS, 2019)</p><p>A camada de muco captura patógenos (micro-</p><p>organismos potencialmente infecciosos) e outras</p><p>partículas, evitando que cheguem aos pulmões.</p><p>Os cílios batem mais de 1.000 vezes por minuto,</p><p>movendo o muco que reveste a traqueia para cima</p><p>cerca de 0,5 a 1 cm por minuto (0,197 a 0,4 polegada</p><p>por minuto). As partículas e os patógenos que estão</p><p>presos nessa camada mucosa são expelidos pela tosse</p><p>ou arrastados para a boca e engolidos.</p><p>*Macrófagos alveolares, um tipo de glóbulo branco na</p><p>superfície dos alvéolos, são outro mecanismo de defesa</p><p>dos pulmões. Por causa das necessidades das trocas</p><p>gasosas, os alvéolos não estão protegidos por muco e</p><p>cílios — o muco é muito espesso e diminuiria a</p><p>velocidade da passagem de oxigênio e de dióxido de</p><p>carbono. No lugar delas, macrófagos alveolares</p><p>procuram partículas depositadas, se ligam a elas, as</p><p>ingerem, matam aquelas que estão vivas e as digerem.</p><p>Quando os pulmões são expostos a ameaças sérias,</p><p>podem ser recrutados glóbulos brancos adicionais na</p><p>circulação, principalmente os neutrófilos, para ajudar a</p><p>ingerir e matar os patógenos. Por exemplo, quando a</p><p>pessoa inala uma grande quantidade de poeira ou está</p><p>combatendo uma infecção respiratória, são produzidos</p><p>mais macrófagos e são recrutados mais neutrófilos.</p><p>Os componentes funcionais deste sistema são: uma</p><p>camada de muco, que retém as partículas inaladas;</p><p>uma camada periciliar, que lubrifica a superfície celular</p><p>e facilita o batimento ciliar; e os cílios</p><p>da superfície das</p><p>células ciliadas, cujo movimento coordenado permite</p><p>transportar estas secreções das vias aéreas superiores</p><p>posteriormente para a faringe ou das vias aéreas</p><p>inferiores superiormente até à glote, sendo depois</p><p>eliminadas pelo trato gastrointestinal. (ABBAS, 2019).</p><p>A extrema importância do sistema de depuração</p><p>mucociliar nesta primeira linha de defesa é claramente</p><p>evidente em pacientes com anomalias relacionadas com</p><p>este sistema.</p><p>A mucosa respiratória, é constituída por um epitélio</p><p>pseudo-estratificado, colunar ciliado, formado por 4</p><p>principais tipos de células: células ciliadas, que são o</p><p>tipo de célula predominante e cujo movimento dos cílios</p><p>é essencial para o transporte mucociliar; células não-</p><p>ciliadas; células caliciformes, que secretam muco</p><p>juntamente com glândulas da submucosa; e células</p><p>basais, algumas das quais são consideradas células-</p><p>tronco adultas (são células progenitoras das células</p><p>especializadas do epitélio).</p><p>Este epitélio é revestido por uma camada periciliar e</p><p>uma camada de muco que formam barreiras críticas,</p><p>fortificadas pelas células ciliadas que se alinham através</p><p>de junções apertadas.</p><p>Embora o epitélio das vias aéreas contenha diferentes</p><p>tipos de células, as células ciliadas e as células</p><p>secretoras no epitélio superficial, juntamente com as</p><p>glândulas submucosas, são as que contribuem</p><p>diretamente para a função mucociliar, através do</p><p>movimento dos cílios e da produção de muco,</p><p>respetivamente.</p><p>Desta forma, por meio do sistema de depuração</p><p>mucociliar, os cílios transportam o muco secretado que</p><p>recobre o epitélio respiratório, com substâncias inalas</p><p>nele aprisionadas, até ao trato gastrointestinal, onde são</p><p>eliminadas. Este mecanismo integrado e coordenado é</p><p>o principal meio pelo qual as vias aéreas eliminam</p><p>agentes patogénicos inalados. (ABBAS, 2019).</p><p>Os cílios respiratórios, ao baterem de maneira</p><p>coordenada e rítmica, limpam as vias aéreas superiores</p><p>e inferiores de agentes patogênicos e de detritos</p><p>ambientais aprisionados na camada de muco. Os cílios</p><p>são, assim, os propulsores do transporte mucociliar.</p><p>Cada célula epitelial contém 50 a 200 cílios com um</p><p>comprimento de 5-7 μm e diâmetro de 0,2 a 0,3 μm,</p><p>numa quantidade de 109 cílios por cm2 de via aérea,</p><p>variando a sua concentração nas diferentes porções</p><p>desta.</p><p>Os cílios são organelos cilíndricos que se projetam da</p><p>superfície apical das células epiteliais ciliadas,10 a partir</p><p>de corpos basais atracados na membrana plasmática,</p><p>até ao líquido superficial das vias aéreas, com as pontas</p><p>dos cílios alcançando a camada de muco.</p><p>Além das numerosas células ciliadas, o revestimento</p><p>epitelial das vias aéreas consiste principalmente em</p><p>células secretoras (células caliciformes) que, juntamente</p><p>com as glândulas submucosas, segregam diferentes</p><p>moléculas antimicrobianas (defensinas, lisozima e IgA),</p><p>moléculas imunomoduladoras (citocinas) e grandes</p><p>glicoproteínas denominadas mucinas, que se ligam a</p><p>quantidades consideráveis de água, formando-se assim,</p><p>o gel deformável conhecido como muco.</p><p>Assim, a eficácia do sistema mucociliar depende da</p><p>interação dos cílios com uma camada de fluido que</p><p>cobre a superfície das vias aéreas, que inclui uma</p><p>camada periciliar de baixa viscosidade, que lubrifica a</p><p>superfície das vias aéreas e facilita o movimento ciliar; e</p><p>uma camada de muco sobreposta, cuja função é</p><p>aprisionar partículas inaladas. Pode incluir, ainda, uma</p><p>camada de surfactante, que facilita a disseminação do</p><p>muco sobre a superfície epitelial. (ROBBINS, 2019).</p><p>DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.:</p><p>Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier, 2015.</p><p>HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de</p><p>fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.</p><p>NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 7 ed. Rio de</p><p>Janeiro, Elsevier, 2018.</p><p>MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.</p><p>SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.</p><p>TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de</p><p>Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>2016.</p>da superfície das células ciliadas, cujo movimento coordenado permite transportar estas secreções das vias aéreas superiores posteriormente para a faringe ou das vias aéreas inferiores superiormente até à glote, sendo depois eliminadas pelo trato gastrointestinal. (ABBAS, 2019). A extrema importância do sistema de depuração mucociliar nesta primeira linha de defesa é claramente evidente em pacientes com anomalias relacionadas com este sistema. A mucosa respiratória, é constituída por um epitélio pseudo-estratificado, colunar ciliado, formado por 4 principais tipos de células: células ciliadas, que são o tipo de célula predominante e cujo movimento dos cílios é essencial para o transporte mucociliar; células não- ciliadas; células caliciformes, que secretam muco juntamente com glândulas da submucosa; e células basais, algumas das quais são consideradas células- tronco adultas (são células progenitoras das células especializadas do epitélio). Este epitélio é revestido por uma camada periciliar e uma camada de muco que formam barreiras críticas, fortificadas pelas células ciliadas que se alinham através de junções apertadas. Embora o epitélio das vias aéreas contenha diferentes tipos de células, as células ciliadas e as células secretoras no epitélio superficial, juntamente com as glândulas submucosas, são as que contribuem diretamente para a função mucociliar, através do movimento dos cílios e da produção de muco, respetivamente. Desta forma, por meio do sistema de depuração mucociliar, os cílios transportam o muco secretado que recobre o epitélio respiratório, com substâncias inalas nele aprisionadas, até ao trato gastrointestinal, onde são eliminadas. Este mecanismo integrado e coordenado é o principal meio pelo qual as vias aéreas eliminam agentes patogénicos inalados. (ABBAS, 2019). Os cílios respiratórios, ao baterem de maneira coordenada e rítmica, limpam as vias aéreas superiores e inferiores de agentes patogênicos e de detritos ambientais aprisionados na camada de muco. Os cílios são, assim, os propulsores do transporte mucociliar. Cada célula epitelial contém 50 a 200 cílios com um comprimento de 5-7 μm e diâmetro de 0,2 a 0,3 μm, numa quantidade de 109 cílios por cm2 de via aérea, variando a sua concentração nas diferentes porções desta. Os cílios são organelos cilíndricos que se projetam da superfície apical das células epiteliais ciliadas,10 a partir de corpos basais atracados na membrana plasmática, até ao líquido superficial das vias aéreas, com as pontas dos cílios alcançando a camada de muco. Além das numerosas células ciliadas, o revestimento epitelial das vias aéreas consiste principalmente em células secretoras (células caliciformes) que, juntamente com as glândulas submucosas, segregam diferentes moléculas antimicrobianas (defensinas, lisozima e IgA), moléculas imunomoduladoras (citocinas) e grandes glicoproteínas denominadas mucinas, que se ligam a quantidades consideráveis de água, formando-se assim, o gel deformável conhecido como muco. Assim, a eficácia do sistema mucociliar depende da interação dos cílios com uma camada de fluido que cobre a superfície das vias aéreas, que inclui uma camada periciliar de baixa viscosidade, que lubrifica a superfície das vias aéreas e facilita o movimento ciliar; e uma camada de muco sobreposta, cuja função é aprisionar partículas inaladas. Pode incluir, ainda, uma camada de surfactante, que facilita a disseminação do muco sobre a superfície epitelial. (ROBBINS, 2019). DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.: Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 7 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2018. MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.