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<p>Tópico 1</p><p>Introdução</p><p>A estética é um ramo da filosofia que se ocupa das questões tradicionalmente ligadas à arte, como o belo, o feio, o gosto, os estilos e as teorias da criação e das percepções artísticas. Do ponto de vista estritamente filosófico, a estética estuda racionalmente o belo e o sentimento que este desperta nos homens. Dessa forma, surge o uso corrente, comum, de estética como sinônimo de beleza. E esse é o sentido dos vários institutos de estética: institutos de beleza que podem abranger do salão de cabeleireiro à academia de ginástica.</p><p>A palavra estética vem do grego aisthesis e significa "faculdade de sentir", "compreensão pelos sentidos", "percepção totalizante". Assim, a obra de arte, sendo, em primeiro lugar, individual, concreta e sensível, oferece-se aos nossos sentidos; em segundo lugar, sendo uma interpretação simbólica do mundo, sendo uma atribuição de sentido ao real e uma forma de organização que transforma o vivido em objeto de conhecimento, proporciona a compreensão pelos sentidos; ao se dirigir, enquanto conhecimento intuitivo, à nossa imaginação e ao sentimento (não à razão lógica), toma-se em objeto estético por excelência (DIAS, 2009, s/p).</p><p>Segundo Fontes (s/d, s/p), a estética pode ser vista como:</p><p>Experiência Estética: O homem é razão, mas também emoção. O meio envolvente despertam nele, emoções de agrado ou desagrado, de prazer ou de tristeza, de beleza ou fealdade. Mas o homem não se limita a contemplar, também cria, produz objetos onde procura não apenas expressar estas emoções, mas o faz de forma que outros as possam igualmente experimentar quando os contemplam.</p><p>Atitude Estética: As predisposições que o homem revela para produzir, mas também para valorizar em termos emotivos os objetos e as situações, constitui o que designamos por atitude estética. Esta atitude é uma das condições necessárias para podermos ter uma experiência estética, caso contrário os nossos sentidos estarão bloqueados. Para existir então uma experiência estética é necessário: Contemplar as coisas de forma desinteressada e sem preconceitos. O que implica vê-las como são em si mesmas, com distanciamento e desapego. Os nossos sentidos devem estar libertos e despertos para o diferente ou outras dimensões não familiares.</p><p>Sensibilidade Estética: O modo como vivemos as diversas experiências estéticas dependem da nossa sensibilidade, a qual é influenciada pela preparação que temos para poder usufruir uma dada experiência. Muitas formas de arte, como certas expressões da arte contemporânea requerem uma iniciação prévia, nomeadamente para podermos entender a linguagem usada pelos artistas.</p><p>Beleza Natural e Beleza Artística: Os conceitos anteriores tanto podem ser usados quando nos referimos à natureza ou a obras criadas por seres humanos. Até praticamente ao século XVIII, não se fazia uma clara distinção entre um e outro tipo de beleza, dado que os artistas procuravam, sobretudo, imitar a beleza natural. Com a criação da estética como disciplina filosófica, no século XVIII, faz-se uma nítida distinção entre os dois tipos de beleza. O conceito de estética passa a ser reservado à apreciação das obras criadas pelos homens. A definição do conceito de beleza continuou, todavia, a ser um problema central da estética: É a Beleza definível? A beleza é uma qualidade que pertence às próprias coisas belas? Ou resulta de uma relação entre elas e a nossa mente? Ou ainda de uma dada predisposição (atitude) que adquirimos para as reconhecermos como belas?</p><p>Juízos Estéticos: Um juízo é a afirmação ou a negação de uma dada relação sobre algo (ex: O mar é belo; o lixo é feio). Um juízo estético é a apreciação ou valorização que fazemos sobre algo, e que se traduz em afirmações como 'gosto' ou 'não gosto'. Nem sempre estes juízos são baseados em critérios explícitos que permitam fundamentar as nossas afirmações. Em termos gerais todos os juízos estéticos baseiam-se nos seguintes pressupostos:</p><p>a. Objetividade das apreciações: Pressuposto que a Beleza é eterna, sendo independente dos juízos individuais (subjetivos). A beleza não está nas nossas apreciações, mas constitui uma propriedade dos próprios objetos estéticos. Que propriedades são estas que tornam os objetos belos? Apesar de todas as tentativas para definir a Belo ou a Beleza, nunca se chegou a nenhum consenso. Alguns autores procuram contornar a situação, afirmando que para gênero artístico, ao longo dos tempos, têm vindo a ser apurados certos 'cânones' específicos que nos permitem ajuizar do valor estéticos das diversas obras.</p><p>b. Subjetividade das apreciações: Pressuposto que o valor estético atribuído a um objeto não pode ser separado do contexto sociocultural a que está ligado. O belo é o que eu gosto ou aquilo que me agrada. A beleza funda-se assim numa relação subjetiva, sensorial, entre sujeito e o objeto. A arte ou o valor de cada obra é sempre vista em função de um dado contexto. A história tem-nos mostrado que nem sempre existe um acordo entre os méritos de uma obra de arte e os juízos sobre a mesma produzidos na época em que foi criada. Muitos artistas que foram considerados geniais no seu tempo são hoje considerados artistas menores, enquanto que outros que passaram despercebidos são agora valorizados.</p><p>A Estética como Disciplina Filosófica: As primeiras manifestações artísticas são provavelmente tão antigas como o próprio homem, mas o conceito de estética é relativamente recente. A palavra estética só foi introduzida em 1750 no vocabulário filosófico pelo alemão Alexander Gottlieb Baumgartem quando publicou uma obra (Estética) onde procurava analisar a formação do gosto. A reflexão sistemática na filosofia, sobre a beleza e a arte são, todavia, muito mais antiga e remonta pelo menos à antiguidade clássica. Muitos autores preferem o termo filosofia da arte, entendendo-o como uma reflexão centrada nas obras de arte e nas suas relações com o criador que as produziu. Esta denominação pretende excluir, por exemplo, o belo natural (FONTES, s/d, s/p).</p><p>De acordo com Ziberman (apud Kirchof, 2003, p. 11), poucas ciências têm uma data de nascimento tão bem definida, originária dos primeiros anos da segunda metade do século XVIII. Não apenas isso: a estética conta com uma espécie de pai fundador, o filósofo alemão Alexandre Gottlieb Baumgartem (1714-1762) cujas obras delimitam o caráter científico e pré-científico da área do conhecimento a que dedicou e os caminhos que abriram.</p><p>A ascensão da estética no século XVIII corresponde àqueles marcos históricos que fazem a alegria dos pesquisadores. Ela acontece em meio a uma série de transformações que explicam não apenas a natureza do tipo de investigação que propõe, como também o que ficou de fora ou foi descartado.</p><p>Com efeito, é nesse período que a revolução burguesa complementa-se. Desencadeada quando do encerramento das rixas feudais, no século XIV, e acelerada com a descoberta da América e a ocupação da Ásia, que trouxeram à Europa, novos alimentos e abundância de riqueza, a revolução burguesa alcança seu ápice com a tomada de poder nos principais reinos do velho mundo: primeiro na Inglaterra, depois na França, mais adiante na Alemanha, eis que a burguesia endinheirada, senhora do capital e dos meios de produção, passa a comandar a direção das mentalidades. Impõe seus princípios éticos e econômicos apropriando-se de uma instituição – a escola – que remontava aos gregos da antiguidade e adaptando-a as suas necessidades (ZIBERMAN, apud Kirchof, 2003, p. 11).</p><p>Tópico 2</p><p>Infográfico</p><p>Figura 1 - Infográfico</p><p>Desenvolvido pelo autor</p><p>Tópico 3</p><p>Desafio</p><p>Figura 2 - Desafio</p><p>Netmundi</p><p>Muita divergência há sobre aquilo que é belo. Opiniões são formadas tendo por base experiências anteriores vividas por aqueles que as emitem. Mas afinal, há uma definição precisa do que é a verdadeira estética?</p><p>De fato, na Grécia Antiga, a palavra aisthetiké dizia respeito ao que percebemos pelos nossos sentidos, interpretação parecida com a de Kant (1724-1804), para quem o juízo estético é o juízo sobre a arte e o belo. Nesse</p><p>estaduais ou municipais.</p><p>As normas constitucionais que tratam da educação são as fontes primárias da regulação e organização da educação nacional, pois, por elas, definem-se as competências constitucionais e atribuições administrativas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Abaixo das normas constitucionais, temos as leis federais, ordinárias ou complementares, que regulam o sistema nacional de educação (MARTINS, 2008).</p><p>A legislação reguladora estabelece, pois, a regra geral, a norma jurídica fundamental. Daí, o processo regulatório voltar-se sempre aos princípios gerais e à disposição da educação como direito, seja social ou público subjetivo. O principal traço da regulação é sua força de regular, isto é, poder, regularmente, ou que pode traduzido também pela democraticamente, estabelecer regras gerais de Direito ou normas gerais criadores de Direito.</p><p>Quando dizemos que a educação é direito social ou que o acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, a imperatividade normativa reside na origem da fonte de direito, a Constituição, seja Federal, Estadual ou Municipal. Por isso, uma vez aprovadas, as leis devem ser respeitadas e cumpridas.</p><p>A legislação regulamentadora, ao contrário da legislação reguladora, não é descritiva, mas prescritiva, volta-se à própria práxis da educação.</p><p>Os decretos presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e pareceres dos órgãos do Ministério da Educação, como o Conselho Nacional da Educação (CNE) ou o Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE) falam como serão executadas as regras jurídicas ou das disposições legais contidas no processo de regulação da educação nacional.</p><p>A regulamentação não cria direito porque limita-se a instituir normas sobre a execução da lei, tomando as providências indispensáveis para o funcionamento dos serviços educacionais.</p><p>Diríamos, em substância, que a estrutura político-jurídica da educação contida na Constituição Federal e nas Leis Federais regulam a estrutura político-jurídica da educação enquanto os decretos, as portarias, as resoluções, os pareceres, as instruções, enfim, prescrevem a forma de funcionamento do serviço educacional (MARTINS, 2008).</p><p>Tópico 5</p><p>Evolução da legislação educacional brasileira</p><p>A preocupação em se criar leis específicas para a Educação no Brasil é bem recente. A constituição de 1824 tratava de princípios gerais sobre instrução primária gratuita a todos os cidadãos, com referências genéricas a respeito de colégios e universidades que ministravam Ciências, Belas Artes e Letras.</p><p>Em 15 de novembro de 1827, foi publicada a primeira Lei Orgânica do Ensino no Brasil, entretanto, tornou-se praticamente inexequível, por não haver professores para efetivarem seus dispositivos. Nesse ano de 1827, foram instituídos pelo Decreto Imperial de 11 de agosto, os primeiros cursos jurídicos, um em São Paulo (Faculdade de Direito São Francisco) e outro em Olinda.</p><p>Em 1834, mesmo com o fortalecimento das assembleias provinciais para legislarem sobre a instrução pública, ou ainda as reformas Couto Ferraz (1854) e Leôncio Correia (1879), poucas mudanças ocorreram na estrutura educacional durante o Império.</p><p>A Constituição de 1891 facultou, em seus artigos, atribuições aos Estados brasileiros para que organizassem seus sistemas educacionais, dentro das normas constitucionais previstas, cabendo à União poderes específicos para legislar sobre a organização municipal do Distrito Federal, bem como, sobre o ensino superior.</p><p>Ao Congresso foi atribuída, mas não privativamente, a criação de instituições de ensino secundário nos Estados e a competência de prover sobre a instrução secundária no Distrito Federal.</p><p>Reforma do ensino nos estados</p><p>Em decorrência dessa atribuição concedida aos Estados, a partir de 1920 teve início, em várias unidades da federação, movimentos de renovação educacional inspirados na escola nova europeia, sendo os mais significativos, a reforma Lourenço Filho no Ceará, em 1923; reforma Anísio Teixeira, na Bahia, em 1925; reforma Fernando de Azevedo, no Distrito Federal, em 1927 e a reforma Francisco Campos, em Minas Gerais, em 1928.</p><p>Criação do Ministério da Educação e Saúde</p><p>SAIBA MAIS</p><p>A revolução de 1930 provoca um grande anseio de renovação que se refletiu no âmbito educacional, com a criação, ainda naquele ano, do Ministério da Educação e Saúde. Sob inspiração do então ministro Francisco Campos, aconteceram duas reformas: a do ensino secundário e a do ensino superior, por meio de dois estatutos, ambos de 11 de abril de 1931: o decreto-lei 18.951 - Estatuto das Universidades Brasileiras - e o Decreto 18.952, que reorganizou a Universidade do Rio de Janeiro (REIS, 2005).</p><p>A Constituição de 1934 acolheu no capítulo V “Da família, da educação e da cultura” - o inciso II, destinado a regular especificamente a educação, considerada direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos poderes públicos.</p><p>Essa Constituição estabeleceu a competência da União para entre outras atribuições, fixar o plano nacional de educação, abrangendo todos os graus e ramos, comuns e especializados, com poderes de coordenar, fiscalizar, exercer ação supletiva onde fosse necessário e estimular a atividade educacional em todo o país.</p><p>Assim, competia aos Estados e ao Distrito Federal organizar e manter os sistemas educativos em seus territórios, respeitando as diretrizes estabelecidas pela União. Ao Conselho Nacional de Educação - a ser organizado na forma da lei ordinária, cabia elaborar o plano nacional de educação, dependente do poder legislativo.</p><p>Durante os três anos de vigência da Constituição, cuidou-se da elaboração do Plano Nacional da Educação, apresentado ao Congresso Nacional, sem, no entanto, ter sido por ele votado.</p><p>A Constituição de 1937, inspirada em princípios centralizadores, restringiu a autonomia dos Estados, dando ênfase ao ensino pré-vocacional e ao profissional, considerando, em matéria de educação, o primeiro dever do Estado, sobretudo, às classes menos favorecidas.</p><p>O Ministério da Educação e Saúde expandiu-se, criando o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), por meio do qual firmava convênios para auxiliar os estados, no campo do ensino primário, integrado, em 1942, ao Fundo Nacional do Ensino Primário (REIS, 2005).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Em 9 de abril de 1942, na gestão do Ministro Gustavo Capanema, foi promulgada a Lei Orgânica do Ensino Secundário - conhecida como Reforma Capanema, que instituiu o primeiro ciclo secundário de quatro anos, ou curso ginasial, e um segundo ciclo, de três anos, apresentando duas opções: curso clássico ou científico. Nos novos currículos previstos nesta Lei, predominavam o enciclopedismo e a valorização da cultura geral e humanística. Por influência da Segunda Guerra, esta Lei instituiu também a educação militar somente para alunos do sexo masculino.</p><p>A Constituição de 1946 deu competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional, mantendo o capítulo da educação e da cultura, referido na Constituição de 1934. Os Estados voltaram a ter maior autonomia para organizar seus sistemas educacionais, mantendo os dispositivos sobre o ensino primário obrigatório, oficial e gratuito.</p><p>A Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961, criada com base em dispositivo constitucional, que regula a competência da União, entendeu que a função de legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional deveria constar de um texto legal único. Assim, o poder executivo, em 1948, encaminhou ao Congresso Projeto de Lei que originou muitos debates entre diferentes correntes educacionais, resultando na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de nº 4.024/61, a primeira a tratar especificamente da educação nacional, após 15 anos da promulgação da Constituição de 1946 (REIS, 2005).</p><p>A Constituição de 1967, com as alterações da Emenda Constitucional nº 1, de 17 de outubro de 1969, manteve a atribuição da União de legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. Assim, em 1971, o Congresso Nacional propôs alterações no ensino de</p><p>1º e 2º graus e à LDB vigente, nº 4.024/61.</p><p>Lei 5.692/71 de 11 de Agosto de 1971</p><p>As alterações propostas têm início em maio de 1971, na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, onde numeroso grupo representante de diferentes estâncias educacionais de todo o Brasil, é convidado pelo então Ministro Jarbas Passarinho do Ministério da Educação e Cultura, a participar do “Curso de Especialização sobre o ensino de 1º e 2º graus”, com a finalidade de se elaborar o anteprojeto da lei de reforma do ensino, a qual redundou na Lei 5.692/71, também conhecida como “Reforma Passarinho”.</p><p>A Constituição de 1988, por sua natureza, exigiu uma nova lei para a educação, já dimensionada no substitutivo de autoria do Senador Darcy Ribeiro, com a colaboração do Senador Marco Maciel, dando origem ao projeto da atual LDB nº 9.394/96.</p><p>A Lei 9.394/96 é considerada “uma prova de maturidade” no dizer do Presidente Fernando Henrique Cardoso, e uma revolução na educação brasileira, após 25 anos de vigência da 5.692/71, a LDB busca o pleno desenvolvimento da pessoa humana e suas inovações caracterizam um projeto para a educação, que visa a mobilizar toda a sociedade brasileira acompanhada de uma clara vontade política de mudar.</p><p>Na discussão do projeto de lei no Senado, até chegar aos 91 artigos aprovados, defendeu-se ardorosamente o fortalecimento da descentralização e a democratização do espaço escolar como veremos no próximo tópico (REIS, 2005).</p><p>Tópico 6</p><p>A Nova LDB e a Educação Básica</p><p>Com a aprovação da Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o dia 20 de dezembro de 1996 assinala um momento de transição significativa para a educação brasileira.</p><p>Nessa data, completados 35 anos, revogou-se a 1ª LDB com as alterações havidas no período, entrando em vigor nossa 2ª LDB. O Chefe do Poder Executivo sancionou a Lei 9.394/96, denominando-a “Lei Darcy Ribeiro” e, com este ato, dividiu, formalmente, a conhecida história da Nova LDB:</p><p>Um primeiro momento, caracterizado por amplos debates entre as partes (Câmara Federal, Governo, partidos políticos, associações educacionais, educadores, empresários etc.) e outro;</p><p>Atrelado à orientação da política educacional governamental e assumido pelo professor homenageado.</p><p>Na disputa entre o coletivo e o individual, entre a esfera pública e a esfera privada, entre os representantes da população e os representantes do governo, está vencendo a política neoliberal, dominante não só na dimensão global, mas também com pretensões de chegar a conduzir o trabalho pedagógico na sala de aula.</p><p>Objetivo: a busca da qualidade (total), no sentido de formar cidadãos eficientes, competitivos, líderes, produtivos, rentáveis, numa máquina, quando pública, racionalizada. Este cidadão - anuncia-se - terá empregabilidade e, igualmente, será um consumidor consciente. A lei foi produzida, existe.</p><p>Enquanto lei, resta-nos identificar, compreender e avaliar a intencionalidade de suas propostas, para a adoção das posturas pertinentes.</p><p>Todavia, as recentes diretrizes e bases da educação nacional não têm o poder, por si só, de alterar a realidade educacional e, de modo especial, a formação inicial e continuada de professores, mas podem produzir efeitos em relação a essa mesma realidade, de tal modo “que, de acordo com Saviani (1990), numa avaliação posterior, podem ser considerados positivos ou negativos”.</p><p>De modo geral, “em alguns aspectos a legislação provoca consequências positivas; em outros, consequências negativas”. Daí a importância de encaminhar as questões essenciais sobre a formação dos profissionais da educação.</p><p>Nós necessitamos de uma política pública de formação, que trate, de maneira ampla, simultânea, e de forma integrada, tanto da formação inicial, como das condições de trabalho, remuneração, carreira e formação continuada dos docentes. Cuidar da valorização dos docentes é uma das principais medidas para a melhoria da qualidade do ensino ministrado às nossas crianças e aos nossos jovens.</p><p>E, de acordo com a Constituição, a “valorização” é conteúdo próprio do capítulo que trata da Educação, dispondo, em termos de princípio, sobre a “valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurando regime único para todas as instituições mantidas pela União”. Estes princípios estão explicitados na Nova LDB.</p><p>Por essas razões, procuraremos apontar os dispositivos legais inseridos na Nova LDB com algumas observações que possam ser consideradas nos estudos e reflexões sobre os rumos dos cursos e programas de formação de professores para a educação básica.</p><p>Durante três décadas e meia, a estrutura e o funcionamento dos cursos de formação dos profissionais da educação tiveram por fundamento legal a 1ª LDB e suas alterações, sobretudo as introduzidas pelo Regime Militar. Com a edição da Lei n.º 9.394/96, nova normatização começa a ser debatida e implementada. Assim, os cursos de formação dos profissionais da educação que vinham funcionando, agora objeto de reflexão e questionamento sob a Nova LDB, têm a moldura da legislação revogada.</p><p>A Nova LDB, em um momento de transição normativa, fixa, em relação aos Profissionais da Educação, diversas normas orientadoras:</p><p>· As finalidades e fundamentos da formação dos profissionais da educação;</p><p>· Os níveis e o locus da formação docente e de “especialistas”;</p><p>· Os cursos que poderão ser mantidos pelos Institutos Superiores de Educação;</p><p>· A carga horária da prática de ensino;</p><p>· A valorização do magistério e a experiência docente.</p><p>Mais adiante trataremos desses temas, no entanto, para melhor compreendê-los, de início, faremos algumas referências aos níveis da educação escolar, pois a formação dos profissionais da educação básica é estruturada de acordo com as etapas desse nível de ensino.</p><p>Níveis da educação escolar</p><p>É de todo conveniente iniciar com uma visão ampla da organização da educação escolar brasileira, principalmente porque o Inspetor Escolar, para o qual é direcionada esta apostila, vai atuar sobremaneira nos níveis da educação básica.</p><p>Assim, iniciamos por lembrar que a educação escolar brasileira se compõe de dois “níveis”: a educação básica, constituída de três “etapas” - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio e a educação superior.</p><p>A par desses níveis da educação, os quais podemos chamar de “regulares”, a Lei nos contempla com outras modalidades de educação: a educação de jovens e adultos, a educação profissional e a educação especial.</p><p>Em relação à educação escolar indígena, prevista nas disposições gerais, pela sua especificidade, há que ser regulamentada e tratada no quadro geral da formação de profissionais da educação, tendo em vista “manter programas de formação de pessoal especializado”, destinado a tais comunidades.</p><p>Formação de profissionais, finalidade e fundamentos</p><p>A Nova LDB, ao estabelecer a finalidade e os fundamentos da formação profissional, utiliza a expressão formação de profissionais da educação e, mais adiante, refere-se à formação de docentes.</p><p>Para melhor compreensão dessas expressões, utilizaremos o entendimento de Freitas (1992 apud Carvalho, 2006), que nos parece apropriado para isso.</p><p>Segundo esse autor, profissional da educação é “aquele que foi preparado para desempenhar determinadas relações no interior da escola ou fora dela, onde o trato com o trabalho pedagógico ocupa posição de destaque, constituindo mesmo o núcleo central de sua formação”. Portanto, não há identificação de “trabalho pedagógico com docência, (...) sendo este um dos aspectos da atuação do profissional da educação”.</p><p>No entanto, ainda de acordo com Freitas (1992 apud Carvalho, 2006), há que se reafirmar que a formação do profissional da educação é a “sua formação como educador, com ênfase na atuação como professor”.</p><p>A Lei coloca como finalidade da formação dos profissionais da educação “atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características</p><p>de cada fase de desenvolvimento do educando”. Assim, criar condições e meios para se atingir os objetivo da educação básica é a razão de ser dos profissionais da educação.</p><p>Formação com tal finalidade terá por fundamentos, segundo a Lei, “a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante capacitação em serviço” e “o aproveitamento da formação e experiências anteriores”, adquiridas, estas, não só em instituições de ensino, mas também em “outras atividades”, que não do ensino (CARVALHO, 2006).</p><p>Níveis e locus da formação docente</p><p>Outra norma estabelece que “A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior”. E, em decorrência disto, meta ambiciosa estipula que, após a Década da Educação, iniciada nos últimos dias de 1997, “somente serão admitidos (na educação básica) professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço”.</p><p>É a primeira vez que nossa legislação contempla tal dispositivo. Difícil de se concretizar, mas vale pela intenção e por se constituir fonte de legitimação para os movimentos de reivindicação (CARVALHO, 2006).</p><p>Frente a esse prazo, e transitoriamente, é “admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.</p><p>Além das universidades e institutos superiores de educação, a formação docente poderá se dar também em outras instituições de ensino superior tais como faculdades integradas, faculdades isoladas e centros universitários. O Sistema Federal de Ensino, de acordo com o art. 8º do Decreto n.º 2.306, de 19/08/97, comporta as seguintes instituições de ensino superior, todas com possibilidade de participar, de alguma forma, do processo de formação de profissionais da educação:</p><p>1. Universidades;</p><p>2. Centros universitários;</p><p>3. Faculdades integradas;</p><p>4. Faculdades; e</p><p>5. Institutos superiores ou escolas superiores.</p><p>Proposta pedagógica</p><p>Relacionada com essa problemática, outra inovação na LDB que diz respeito diretamente à formação do docente, consiste na participação deste na elaboração, execução e avaliação da proposta pedagógica da escola, primeira incumbência dos estabelecimentos de ensino e, ao mesmo tempo, expressão efetiva de sua autonomia pedagógica, administrativa e de gestão, respeitadas as normas e diretrizes do respectivo sistema.</p><p>Agora, na escola, tudo começa, desde logo, pela elaboração da proposta pedagógica. Esse “é o passo primeiro, o ato originário da instituição. Tudo o mais deve vir depois. O que se deseja instaurar é o princípio da realidade pedagógica, que se funda na autonomia da escola”. O CEE, usando termos de Azanha, continua seu esclarecimento, dizendo, dentre outras coisas, que elaborar o projeto pedagógico é um exercício de autonomia.</p><p>Formação de profissionais de educação</p><p>A formação de profissionais de educação básica para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica poderá ser feita, diz o art. 64, em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, garantida, nesta formação, a base comum nacional. Mas essa formação também poderá se dar nos ISEs, que manterão, entre outros, “cursos formadores de profissionais para a educação básica...” (art. 63, I).</p><p>Prática de ensino na formação docente. (art. 65)</p><p>Na ordem de disposições gerais, a Nova LDB explicita aspectos da formação docente, incluindo “a prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas”, consistindo essa prática, no dizer do Conselho Nacional de Educação (CNE), “o espaço por excelência da vinculação entre formação teórica e início da vivência profissional, supervisionada pela instituição formadora”.</p><p>Outras disposições legais</p><p>Finalizando, e de acordo com o espaço disponível, outras observações sobre o tema desenvolvido poderiam ser as seguintes:</p><p>Experiência docente (art. 67, § único): Merece destaque a disposição legal que, valorizando os profissionais da educação, coloca como pré-requisito, para o exercício profissional de quaisquer outras funções de magistério, “a experiência docente”.</p><p>Pedagogia sem Formação Docente: Nas diversas normas da Nova LDB, não encontramos dispositivo que contemple a docência como base de formação no Curso de Pedagogia. Desta forma, parece-nos haver lacuna na Lei, ao exigir a docência para o exercício de funções de “especialistas” e, não, como base da formação do graduado em pedagogia: quer dizer, poderemos ter especialistas em educação sem formação docente.</p><p>Base Comum Nacional: O conceito de “base comum nacional”, originário dos encontros da ANFOPE, incorporado à Nova LDB, se, por um lado, supera o limitado conceito de currículo mínimo da legislação anterior, por outro, numa acentuada contradição, figura somente no Curso de Pedagogia (CARVALHO, 2006).</p><p>Nas considerações de Severino (1997) acerca da nova LDB, pouca ênfase é posta no caráter participativo e democrático da gestão do sistema (omitiram-se as diretrizes claramente democratizantes na formação do Conselho Nacional de Educação, por exemplo), as exigências de qualidade, de compromisso social, de projeto científico e cultural parecem valer apenas para as instituições públicas, os critérios de acompanhamento e de avaliação das instituições privadas de ensino estão mal delineados e pouco explícitos.</p><p>Exemplo disso é a fraca cobrança da atuação dos órgãos colegiados na tomada de decisões a respeito da condução das atividades acadêmicas nas instituições de ensino superior privadas. Se é de se elogiar a autonomia que lhe parece atribuir às instituições universitárias, é de se lamentar a soberania que fica implicitamente atribuída às mantenedoras das universidades particulares, onde a vontade dos donos é a única fonte das decisões, ainda que formalmente delineadas em termos legais.</p><p>A emenda constitucional nº 14 que altera dispositivo referente à intervenção da União na gestão da educação nos Estados e Municípios e no seu financiamento, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, a proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais padecem da mesma ambiguidade.</p><p>Além de terem atropelado a própria Lei, já que a antecederam, traduzem muito mais a opção do grupo hegemônico do momento que a efetiva demonstração de uma política coerente e comprometida com as carências daqueles que mais precisam da educação.</p><p>As implicações da nova LDB para as associações dos educadores encontram-se no desafio que ela representa para novas etapas dessa luta sem fim por melhores condições de trabalho. Tratando-se de referência política e legal possível para o momento, a categoria do Magistério, sobretudo em sua modalidade sindical, deve dar continuidade a sua luta no sentido de exigir implementação efetiva de sua valorização, mediante medidas concretas de uma política educacional competente e coerente.</p><p>A nova LDB deve ser tomada como instrumento não só de trabalho pedagógico, mas também de trabalho político para os educadores, para quem o compromisso com a construção da cidadania é, no meu entender, uma redobrada exigência. Nem sempre o discurso legal expressa adequadamente a legitimidade e muito menos é eficaz na consecução de seus objetivos declarados, mas, mesmo assim, pode e deve servir de estímulo e de roteiro para a ação compromissada com a legitimidade (SEVERINO, 1997).</p><p>Tópico 7</p><p>Educação tecnológica</p><p>A expressão “Educação Profissional” é genérica e abrange vasta gama de processos educativos, de formação e de treinamento em instituições e modalidades variadas. Os termos educação profissional, ensino técnico, ensino profissionalizante, formação profissional, capacitação profissional e qualificação profissional costumam ser utilizados indistintamente na literatura e na prática.</p><p>Referem-se tanto ao ensino ministrado nas instituições públicas e escolas regulares quanto a quaisquer processos de capacitação da força de trabalho, de jovens e adultos, ministrados por uma ampla variedade de cursos técnicos, de formação ou de treinamento, com natureza,</p><p>duração e objetivos diferenciados.</p><p>Estes cursos são oferecidos pelas instituições mais diversas, desde as organizações patronais que compõem o sistema S5, até instituições privadas ou públicas que atuam em áreas de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos, instituições comunitárias ou sindicais, departamentos de recursos humanos de empresas, organizações não governamentais, etc.</p><p>Esta indistinção terminológica que contribui para gerar confusão se origina no estágio de desenvolvimento da própria legislação concernente, já que o ensino profissional está passando por uma reforma que se iniciou em meados da década de 1990, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e os instrumentos que a complementam, tais como decretos, portarias, pareceres, normas, etc.</p><p>Os capítulos mais recentes desta reforma foram a promulgação dos Decretos 5.154, em 23 de julho de 2004, e 5.224 e 5.225, em 1 de outubro de 2004, pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva.</p><p>Até dia 23 de julho de 2004, a definição de Educação Profissional adotada oficialmente no país emanava do Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997, que, entre outros, regulamenta o art. 39 da Lei de Diretrizes e Bases, que trata especificamente da educação profissional, e era o principal instrumento jurídico do tema:</p><p>Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997, que regulamenta o art.39 da Lei de Diretrizes e Bases:</p><p>Art. 3º A educação profissional compreende os seguintes níveis:</p><p>I. Básico: destinado à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores, independente de escolaridade prévia;</p><p>II. Técnico: destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio, devendo ser ministrado na forma estabelecida por este Decreto;</p><p>III. Tecnológico: correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica, destinados a egressos do ensino médio e técnico.</p><p>Portanto, Educação Tecnológica refere-se a um nível da educação profissional, correspondente aos cursos de nível superior, destinados aos egressos do ensino médio e técnico, e regulamentados por dispositivos próprios, especialmente pelo decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997: Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997.</p><p>As disposições da Lei de Diretrizes e Bases foram regulamentadas pelo Decreto 2.208, de 17 de Abril de 1997, o principal instrumento jurídico da Educação Profissional, até 2004, que em verdade retoma uma discussão anterior à Lei de Diretrizes e Bases, engavetada com o projeto de lei 1603/96, trazendo mudanças significativas para a tradição de educação profissional, principalmente para o ensino técnico.</p><p>Este Decreto descreve os objetivos da Educação Profissional dentro do pressupostos apresentados, prescrevendo que esta modalidade de educação é um ponto de articulação entre a escola e o mundo do trabalho; que tem a função de qualificar, requalificar e reprofissionalizar trabalhadores em geral, independente do nível de escolaridade que possuam no momento do seu acesso; que ela habilita para o exercício de profissões quer de nível médio, quer de nível superior; e, por último, que ela atualiza e aprofunda conhecimentos na área das tecnologias voltadas para o mundo do trabalho.</p><p>De acordo com os objetivos estabelecidos, define os níveis da educação profissional: básico, destinado a trabalhadores jovens e adultos, independente de escolaridade, com o objetivo de qualificar e requalificar; um segundo nível, o técnico, para alunos jovens e adultos que estejam cursando ou tenham concluído o ensino médio; e o terceiro, nível tecnológico, que dá formação superior, tanto graduação como pós-graduação, a jovens e adultos.</p><p>O Decreto também trata da organização curricular. O nível básico, como educação não-formal, qualificante, mas que não habilita, não deve ter base curricular estabelecida formalmente. A educação profissional de nível técnico tem organização curricular própria, independente do currículo do ensino médio. Assim sendo, esta modalidade de educação profissional será sempre comitante ou posterior à conclusão do ensino médio, mantendo, contudo, vínculo de complementaridade.</p><p>Outro aspecto regulamentado é o que estabelece responsabilidades quanto à estrutura curricular, ou seja, a quem compete o quê na organização da estrutura curricular para a Educação Profissional. A União, através do Conselho Nacional de Educação, por proposta do Ministério da Educação, estabelece diretrizes curriculares nacionais que devem descrever competências e habilidades básicas, por áreas do setor produtivo, e indicar a carga horária mínima necessária para a obtenção de uma habilitação profissional em cada uma dessas áreas.</p><p>Aos sistemas de ensino federal e estaduais cabe estabelecer o currículo básico, deixando, no caso da educação profissional, 30% da carga horária mínima para que as escolas possam renovar permanentemente seus currículos, independente de prévia autorização de qualquer órgão normativo - o que deverá agilizar as adequações da escola às demandas colocadas pelo avanço do conhecimento e pelas transformações do setor produtivo.</p><p>Um outro aspecto inovador, no mesmo caminho da flexibilidade, é possibilidade de organização curricular por módulos, que implica a possibilidade de saídas intermediárias.</p><p>Além disso, o Decreto 2.208/97 frisa que é necessária a criação de “mecanismos institucionais permanentes para fomentar a articulação entre escolas, trabalhadores e empresários, ou seja, para que os setores educacionais e produtivos atuem organicamente no sentido de definir, estabelecer e rever as competências necessárias às diferentes áreas profissionais” (BERGER FILHO, 1999).</p><p>Art. 10 - Os cursos de nível superior, correspondentes à educação profissional de nível tecnológico, deverão ser estruturados para atender aos diversos setores da economia, abrangendo áreas especializadas, e conferirão diploma de Tecnólogo.</p><p>Art. 11 - Os sistemas federal e estaduais de ensino implementarão, através de exames, certificação de competência, para fins de dispensa de disciplinas ou módulos em cursos de habilitação do ensino técnico.</p><p>O Decreto 5.154/2004, apesar de ter revogado o Decreto 2.208/97, não se atém a questões de definição já que está mais preocupado com a organização dos diversos níveis, e, portanto, na prática, continuam valendo as definições anteriores. O novo decreto diz o seguinte sobre educação tecnológica:</p><p>Art. 5º - Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organi-zar-se-ão, no que concerne aos objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação.</p><p>Distinção entre educação tecnológica e educação sequencial:</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases inovou com a criação dos cursos sequenciais por campo do saber. Entretanto, conforme o Conselho Nacional de Educação, os cursos superiores de tecnologia não podem ser confundidos com os cursos sequenciais (Resolução N. 01/99 de 27 de janeiro de 1999, dispõe sobre os cursos sequências de educação superior nos termos do art. 44 da Lei 9.394/96). Tecnológicos e sequenciais possuem naturezas diferentes, com objetivos diversos.</p><p>Os cursos sequenciais não são sujeitos a regulamentação curricular. São organizados para atender às necessidades dos cidadãos e das empresas. A flexibilidade é grande, dependendo das demandas. Dessa forma, não geram direitos específicos para além da certificação.</p><p>Os Cursos Superiores de Tecnologia são legalmente cursos regulares de graduação, com Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, focados no domínio e na aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos em áreas de conhecimento relacionado a uma ou mais áreas profissionais.</p><p>Permitem todo tipo de pós-graduação. Buscam o desenvolvimento de competências profissionais que possibilitem a correta utilização da tecnologia. O acesso ao curso de tecnologia ocorre como nos outros cursos de graduação: é aberto “a candidatos que tenham concluído o ensino médio” e “tenham sido classificados em processo seletivo”.</p><p>A Constituição Federal de 1988 trata da Educação em seu Capítulo III - Seção I.</p><p>Em seus dez artigos (205 a 214), seu espírito é de complementaridade entre as esferas de governo - federal, estadual e municipal, tendo salvaguardo em seu Artigo 22, XXIV que “Compete privativamente à União legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional”.</p><p>No Capítulo III, Seção I, o Art. 214 faz referência à formação para o trabalho:</p><p>A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam a:</p><p>I. Erradicação do analfabetismo;</p><p>II. Universalização do atendimento escolar;</p><p>III. Melhoria da qualidade de ensino;</p><p>IV. Formação para o trabalho;</p><p>V. Promoção humanística, científica e tecnológica do país.</p><p>Segundo Lima Filho (2002), o nível de generalização da Lei de Diretrizes e Bases é tal que a torna menos importante como lei maior da educação nacional, isto é, as diretrizes e bases que reordenam de fato a educação caminham por fora da Lei de Diretrizes e Bases: nas medidas provisórias, emendas constitucionais, projetos de lei encaminhados pontualmente ao Congresso pelo Executivo e nas resoluções do Ministério da Educação.</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases tem, sobretudo, um papel legitimador das grandes reformas que estão sendo feitas com grande velocidade na educação, tanto por iniciativa do Ministério da Educação, quanto de alguns estados e municípios.</p><p>Em relação à Educação Profissional, a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 é considerada um marco na sua forma de tratamento, pela forma global com que o tema é tratado, e pela flexibilidade permitida ao sistema e aos alunos.</p><p>Até então, a Lei de Diretrizes e Bases anterior, assim como leis orgânicas para os níveis e modalidades de ensino, sempre trataram da educação profissional apenas parcialmente.</p><p>Legislaram sobre a vinculação da formação para o trabalho a determinados níveis de ensino, como educação formal, quer na época dos ginásios comerciais e industriais, quer posteriormente através da Lei 5.692/71, com o segundo grau profissionalizante.</p><p>Na atual Lei de Diretrizes e Bases o Capítulo III do Título V - “Dos níveis e das modalidades de educação e ensino” − é totalmente dedicado à educação profissional, tratando-a como parte do sistema educacional.</p><p>Neste novo enfoque a educação profissional tem como objetivos não só a formação de técnicos de nível médio, mas a qualificação, a requalificação, a reprofissionalização de trabalhadores de qualquer nível de escolaridade, a atualização tecnológica permanente e a habilitação nos níveis médio e superior.</p><p>Enfim, regulamenta a educação profissional como um todo, contemplando as formas de ensino que habilitam e estão referidas a níveis da educação escolar no conjunto da qualificação permanente para as atividades produtivas. Embora a lei não o explicite, a educação profissional é tratada como um subsistema de ensino.</p><p>Em seu Art. 39, a Lei de Diretrizes e Bases faz referência ao conceito de “aprendizagem permanente”.</p><p>A educação profissional deve levar ao “permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. E mais uma vez, também, destaca a relação entre educação escolar e processos formativos, ao fazer referência à integração entre a educação profissional e as “diferentes formas de educação”, o trabalho, a ciência e a tecnologia.</p><p>O parágrafo único deste artigo e os artigos 40 e 42 introduzem o caráter complementar da educação profissional e ampliam sua atuação para além da escolaridade formal e seu locus para além da escola. Finalmente, estabelece a forma de reconhecimento e certificação das competências adquiridas fora do ambiente escolar, quer para prosseguimento de estudos, quer para titulação, de forma absolutamente inovadora em relação à legislação preexistente, permitindo a certificação de profissionais sem a necessidade de educação formal nos cursos.</p><p>O Decreto 5.154/2004</p><p>O Decreto 5.154 de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União em 26 de julho de 2004, regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases e revoga, em seu Art. 9º o Decreto 2208/97, até então o principal instrumento legal da educação profissional.</p><p>Em essência é um decreto que introduz flexibilidade à educação profissional especialmente no nível médio, e dá liberdade às escolas e estados (no caso do nível médio) de organizar a sua formação, desde que respeitando as diretrizes do Conselho Nacional de Educação.</p><p>O Decreto prevê o desenvolvimento da educação profissional através de cursos e programas, em três planos: formação inicial e continuada de trabalhadores - inclusive integrada com a educação de jovens e adultos; educação profissional de nível médio; e educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. Introduz alguns conceitos novos, como o de itinerário formativo:</p><p>Art. 3º - § 1º ... considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área, possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos.</p><p>E também estabelece a articulação do nível médio com o nível técnico de educação, em diferentes graus, que o decreto chama de integrado (quando o curso de nível médio é oferecido ao mesmo tempo que a formação técnica e o aluno tem matrícula única); concomitante (quando os cursos são dados separadamente, até em instituições diferentes); subsequente (quando a formação técnica é oferecida a quem já concluiu o ensino médio).</p><p>O Decreto introduz a terminalidade em “etapas”, ou seja, várias vias de saída durante a formação técnica de nível médio e também a graduação tecnológica, sempre observando que o aluno tenha certificação da terminalidade obtida e a possibilidade de continuar os estudos aproveitando a etapa cumprida.</p><p>Este conceito, na verdade, é uma reedição da formação em módulos prevista no decreto 2.208/97 (ver acima).</p><p>Art. 6º Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, incluirão saídas intermediárias, que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão com aproveitamento.</p><p>§ 1º Para fins do disposto no caput considera-se etapa com terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que caracterize uma qualificação para o trabalho, claramente definida e com identidade própria.</p><p>§ 2º As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre si, compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão.</p><p>Os Decretos 5.224 e 5.225 de 1 de outubro de 2004</p><p>O Decreto 5.224 de 1º de outubro de 2004 dispõe sobre a organização dos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET). Com autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar, os CEFETs passam a poder atuar em todos os níveis da educação tecnológica, desde o básico até a pós-graduação, inclusive dedicando-se à pesquisa aplicada, prestação de serviços e licenciatura.</p><p>Art. 2º Os CEFETs têm por finalidade formar e qualificar profissionais no âmbito da educação tecnológica, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, para os diversos setores da economia, bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade, especialmente de abrangência local e regional, oferecendo mecanismos para a educação continuada.</p><p>O Decreto 5225 complementa o Decreto 5224, dispõe sobre a organização do ensino superior e a avaliação de cursos e instituições. Ele transforma os CEFETs em faculdades de tecnologia, com autonomia para criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior voltados à área tecnológica, assim como remanejar</p><p>ou ampliar vagas nos cursos existentes nessa área (Art. 2 - §1)</p><p>Art. 3º Os atuais Centros de Educação Tecnológica privados passam a denominar-se faculdades de tecnologia.</p><p>Art. 4º Compete à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação a supervisão dos Centros Federais de Educação Tecnológica e das faculdades de tecnologia referidas no art. 3º.</p><p>Tópico 8</p><p>FUNDEB</p><p>A Emenda Constitucional n.º 53/06, que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB - aprovada em 06 de dezembro de 2006, tem por objetivo proporcionar a elevação e uma nova distribuição dos investimentos em educação. Esta elevação e nova distribuição ocorrerão devido às mudanças relacionadas às fontes financeiras que o formam, ao porcentual e ao montante de recursos que o compõem, e ao seu alcance.</p><p>Com as modificações que o FUNDEB oferece, o novo Fundo atenderá não só o Ensino Fundamental (6/7 a 14 anos), como também a Educação Infantil (0 a 5/6 anos), o Ensino Médio (15 a 17 anos) e a Educação de Jovens e Adultos.</p><p>O FUNDEF, que vigorou até o fim de 2006, permitia investimentos apenas no Ensino Fundamental nas modalidades regular e especial, ao passo que o FUNDEB vai proporcionar a garantia da Educação Básica a todos os brasileiros, da creche ao final do Ensino Médio, inclusive àqueles que não tiveram acesso à educação em sua infância.</p><p>O FUNDEB terá vigência de 14 anos, a partir do primeiro ano da sua implantação. Os porcentuais de contribuição dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para o FUNDEB sobre as receitas de impostos e transferências especificadas pela Ementa Constitucional n.º 53/06, elevar-se-ão gradualmente, de forma a atingir 20% em três anos, quando então o FUNDEB estará plenamente implantado.</p><p>Estimativas do Governo Federal apontam para um montante de receitas de impostos e transferências dos Estados e Municípios de cerca de R$ 51 bilhões e de uma parcela de complementação da União de cerca de R$ 5 bilhões em 2009, quando o FUNDEB estiver totalmente implantado. O universo de beneficiários do Fundo é da ordem de 48 milhões de alunos da Educação Básica. (ainda não saíram os dados atualizados).</p><p>No âmbito de cada Estado e do Distrito Federal foi criado um Fundo (para efeito de levantamento das matrículas presenciais e de distribuição dos recursos). Entretanto, o FUNDEB não é considerado Federal, Estadual, nem Municipal, por se tratar de um Fundo de natureza contábil, formado com recursos provenientes das três esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal); pelo fato da arrecadação e distribuição dos recursos que o formam serem realizadas pela União e pelos Estados, com a participação do Banco do Brasil, como agente financeiro do Fundo e, por fim, em decorrência de os créditos dos seus recursos serem realizados automaticamente em favor dos Estados e Municípios de forma igualitária, com base no número de alunos.</p><p>Esses aspectos do FUNDEB revestem-no de peculiaridades que transcendem sua simples caracterização como Federal, Estadual ou Municipal.</p><p>Assim, dependendo da ótica com que se observa, o Fundo tem seu vínculo com a esfera Federal (a União participa da composição e distribuição dos recursos), a Estadual (os Estados participam da composição, da distribuição, do recebimento e da aplicação final dos recursos) e a Municipal (os Municípios participam da composição, do recebimento e da aplicação final dos recursos).</p><p>A regulamentação do FUNDEB deu-se através de medida provisória (M.P. n.º 339/2006), publicada no DOU em 29/12/06. A utilização deste instrumento para regulamentar o FUNDEB teve como objetivo apressar o repasse dos recursos, tendo em vista que a E.C. n.º 53/06 só foi publicada em 20/12/06; o envio de um projeto de lei poderia atrasar o repasse dos recursos do Fundo no exercício de 2007.</p><p>Como consequência da utilização de Medida Provisória para regulamentar o FUNDEB temos o risco de perda de sua eficácia, se a mesma não for convertida em Lei no prazo de sessenta dias, prorrogáveis uma única vez, por igual período, não se computando nesse prazo os períodos de recesso (Constituição Federal, art. 62, §§ 3.º, 4.º e 7.º).</p><p>Vale lembrar ainda que a M.P. n.° 339/06 não revogou todos os dispositivos da lei n.º 9.424/96 (a qual dispõe sobre o FUNDEF). Continuam ainda em vigor os artigos do 9.º ao 12, 14 e 15, dispositivos dessa Lei que tratam, entre outros assuntos, de:</p><p>· Plano de Carreira e Remuneração do Magistério;</p><p>· Cumprimento do art. 212 da Constituição Federal;</p><p>· Competência dos Tribunais de Contas para estabelecer mecanismos adequados à fiscalização do cumprimento pleno do disposto no art. 212 da Constituição Federal.</p><p>Salário-educação</p><p>Uma das muitas novidades trazidas pela E.C. n.º 53/06, para a valorização dos profissionais de educação e para combater a falta de professores e funcionários nas escolas, foi a referência a pisos salariais, tanto para os profissionais da educação escolar pública quanto para os profissionais do magistério público da educação básica (art. 206, VIII, da Constituição Federal, art. 60, III).</p><p>A primeira referência remete para lei federal a definição de um piso salarial nacional para os profissionais da educação escolar pública.</p><p>Na segunda referência, a Emenda Constitucional delegou a tarefa de fixar prazo para o envio e aprovação de lei federal específica sobre o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica para a lei regulamentadora.</p><p>A Medida Provisória n.º 339/06 estabeleceu o prazo de noventa dias para o envio do projeto de lei e um ano para sua aprovação, contados de sua publicação (28/12/2006). A apresentação do projeto ao Congresso Nacional deve ser feita, portanto, até o dia 29/03/2007.</p><p>Os recursos do FUNDEB serão distribuídos entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios, considerando-se exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, nos respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme os §§ 2.º e 3.° do art. 211 da Constituição.</p><p>Anexos - Documentos Federais Importantes</p><p>DOCUMENTO</p><p>ASSUNTO</p><p>PUBLICAÇÃO</p><p>Lei Federal n°</p><p>8.069/90</p><p>Estatuto da Criança e do Adolescente Título I (Capítulos IV e V) (Consultar a Lei 11.185/2005)</p><p>D.O.U. 13/07/90</p><p>Lei Federal nº 9.394/96</p><p>Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (Título I - Da Educação; Título II - Dos princípios e fins da educação nacional; Título III - Do direito à educação e do dever de educar (atrs 6º e 7º); Título IV - Da organização da educação nacional (Art 8º ao 20);Título V - Dos níveis e das modalidades de educação e ensino (art 21 ao 60) e Título VI - (arts. 61,62,64,65 e 67)</p><p>D.O.U. 23/12/96</p><p>Lei Federal nº 9.475/97</p><p>Dá nova redação ao art. 33 da Lei nº 9.394/96 que estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional.</p><p>D.O.U. 23/07/97</p><p>Lei Federal nº 10.287/2001</p><p>Altera dispositivo da Lei nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Art.12 da Lei n° 9394/96 inciso VIII.</p><p>D.O.U. 21/0/2001</p><p>Lei Federal nº 10.793/2003</p><p>Altera a redação do art. 26, do § 3º do art. 92 da Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, que "estabelece as diretrizes e bases da educação nacional" (Educação Física obrigatória, facultativa em alguns casos).</p><p>D.O.U. 02/12/2003</p><p>Lei Federal nº 10.639/2003</p><p>Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "Historia e Cultura Afro-Brasileira".</p><p>D.O.U. 10/01/2003</p><p>Lei Federal nº 11.114/2005</p><p>Altera os artigos: 6º, 30, 32, 87da Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, com o objetivo de tornar obrigatório o início do ensino fundamental aos seis anos de idade.</p><p>D.O.U. 17/05/2005</p><p>Lei Federal nº 11.161/2005</p><p>Dispõe sobre o ensino da língua espanhola</p><p>D.O.U. 08/08/2005</p><p>Lei Federal nº 11.274/2006</p><p>Altera a redação dos arts. 29; 30; 32 e 87 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação</p><p>nacional, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade.</p><p>D.O.U. 07/02/2006</p><p>Lei Federal nº 11.183/2005</p><p>Dá nova redação ao inciso II do caput do art.20 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.</p><p>D.O.U. 06/10/2005</p><p>Lei Federal nº 11.331/2006</p><p>Acrescenta parágrafo ao art. 44 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, com relação a processo seletivo de acesso a cursos superiores de graduação.</p><p>D.O.U. 26/07/2006</p><p>Lei Federal nº 11.525/2007</p><p>Acrescenta parágrafo 5º ao art. 32 da Lei nº 9394/1996, para incluir conteúdo que trate aos direitos das crianças e dos adolescentes no currículo do ensino fundamental.</p><p>D.O.U. 26/09/2007</p><p>Decreto-lei nº 1.044/69</p><p>Dispõe sobre o tratamento excepcional para alunos portadores de afecções que indica. (Ler Parecer CEB/CNE nº 06/98 e CNE/CEB nº 31/2002).</p><p>D.O.U. 21/10/69</p><p>Decreto nº 5.154/2004</p><p>Regulamenta o parágrafo 2º do artigo 36 e os artigos 39 a 41 da LDB e revoga o Decreto 2208/97. (consultar o Parecer CNE/CEB nº 39/2004)</p><p>D.O.U. 26/07/2004</p><p>Parecer CEB/CNE nº 06/98</p><p>Entendimento a respeito da vigência do Decreto nº 1.044/68, que dispõe sobre o tratamento excepcional para os portadores de afecções. Consultar Parecer CEB/CNE nº 31/02</p><p>D.O.U. 27/04/98</p><p>Parecer CEB/CNE nº 31/2002</p><p>Consulta tendo em vista o art. 24, inciso VI e o art. 47, § 3º da LDB.</p><p>D.O.U. 04/10/2002</p><p>Parecer CEB/CNE nº 39/2004</p><p>Aplicação do Decreto nº 5.154/2004 na Educação Profissional Técnica de Nível Médio e no Ensino Médio. (Ler Resolução CNE/CEB Nº 01/2005 e Parecer CNE/CEB Nº 35/03 )</p><p>D.O.U. 07/11/2005</p><p>Parecer CEB/CNE nº 06/2005</p><p>Reexame do Parecer CNE/CEB nº 24/2004, que visa o estabelecimento de normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.</p><p>D.O.U 14/07/2005</p><p>Parecer CEB/CNE nº 22/2005</p><p>Solicitação de retificação do termo que designa a área de conhecimento "Educação Artística" pela designação: "Arte, com base na formação específica plena em uma das linguagens: Artes visuais, Dança, Música e Teatro"</p><p>D.O.U 23/12/2005</p><p>Parecer CEB/CNE nº 38/2006</p><p>Inclusão obrigatória das disciplinas Filosofia e Sociologia no currículo do ensino médio</p><p>D.O.U 14/08/2006</p><p>Resolução CNE/CEB nº 01/2003</p><p>Dispõe direito dos profissionais de Educação com formação de nível médio na modalidade normal, exercício da docência em vista o disposto na LDB.</p><p>D.O.U 22/08/03</p><p>Resolução CEB/CNE nº 01/2005</p><p>Atualiza as Diretrizes Curriculares definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5.154 /2004. Ler Resolução CNE/CEB nº 04/2005</p><p>D.O.U 11/03/2005</p><p>Resolução CNE/CEB nº 03/2005</p><p>Define normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.</p><p>D.O.U. 08/08/2005</p><p>Resolução CNE/ CEB nº 04/2005</p><p>Inclui novo dispositivo à Resolução CNE / CEB nº 01 /2005, que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto Nº 5154 / 2002.</p><p>Por fim, com base em nossos estudos, podemos perceber a Legislação educacional, em sentido amplo, é o conjunto das normas jurídicas sobre Educação que delineiam a ação do Estado, estabelecem diretrizes para as políticas públicas, proclamam princípios, direitos e deveres precipuamente por meio da Constituição Federal de 1988 e da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996.</p><p>Distingue-se, também, da expressão “direito educacional”, cujo sentido é bem mais abrangente e pode ser compreendido como um novo e vasto campo do conhecimento, situado na interseção entre Educação e Direito, superando-se, assim, a ideia de um simples conjunto de normas sobre determinado tema, sentido que é mais apropriado à expressão ‘legislação educacional’.</p><p>De acordo com Cury, “o termo ‘legislação’ é a junção de dois termos: legis + lação”, ambos provenientes do latim, e “quer dizer algo que foi ‘dito’, que foi ‘escrito sob a forma de lei e que está sendo apresentado ou que está se dando a conhecer ao povo, inclusive para ser lido e inscrito em nosso convívio social”.</p><p>E assim, de acordo com Duarte, os termos da legislação educacional brasileira apresentam-se organizados a partir de seis grandes temas: avaliação educacional, currículo, etapa e modalidade de ensino, financiamento da educação, formação docente e gestão dos sistemas de ensino.</p><p>Foi muito bom ter você conosco!</p><p>Até a próxima!</p><p>Tópico 11</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Referencial Bibliográfico Básico</p><p>AGUIAR, M.A. Institutos superiores de educação na nova lei de diretrizes e bases da educação nacional. In: BRZEZINSKI, I. (Org.). LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São Paulo: Cortez, 1997. p. 159-60.</p><p>BERGER FILHO, Ruy Leite. Educação profissional no Brasil: novos rumos. artigo publicado na Revista Iberoamericana de Educación - Número 20, Maio/Agosto 1999. Organización de Estados Iberoamericanos.</p><p>BOYARD, Aluízio Peixoto e outros. A Reforma do Ensino: LDB 5.692/71. São Paulo: Ed. LISA, 1972.</p><p>Referencial Bibliográfico Complementar</p><p>BRASIL. Cartilha do FUNDEB. Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Principais Mudanças em Relação ao FUNDEF –Brasília: MARÇO DE 2007.</p><p>BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Parecer No. CES 968/98 de 17.12.98. Brasília, 1998. p. 1. Retificação do Parecer CES 672/98, tratando de Cursos Sequenciais no Ensino Superior.</p><p>BRASIL. Lei 11.274 de 06 de fevereiro de 2006. Altera a redação dos arts. 29, 30, 32 e 87 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade.</p><p>BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LEI 9.394, 20 de dezembro de 1996.</p><p>CARVALHO, Djalma Pacheco de. Nova lei de diretrizes e bases e a formação de professores para a educação BÁSICA. Revista Ciência e Educação, 2006 (146)1.</p><p>ENCICLOPÉDIA MIRADOR (1972). Rio de Janeiro: Enc. Britânica do Brasil Publicações Ltda, v. 7, p. 1195.</p><p>GATTI, B. A. Curso de pedagogia em questão ou a questão da formação dos educadores. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1998. (mimeo. 6)</p><p>LIMA FILHO, Domingos Leite. Impactos das recentes políticas públicas de educação in: Revista Perspectiva, Florianópolis, v.20, n.02, p.269-301. jul/dez.2002.</p><p>MARTINS, Vicente. O que legislação educacional (2008).</p><p>NISKIER, Arnaldo. LDB nº 9.394/96 - A Nova Lei da Educação: uma visão Crítica. Rio de Janeiro: Ed. Consultor, 3. ed., 1996.</p><p>REIS, Amélia Salazar dos. Breve História da Legislação Educacional no Brasil (2005).</p><p>SAVIANI, D. A Nova Lei de Diretrizes e Bases. In: Proposições, Campinas, n. 1, p. 7-13, mar. 1990.</p><p>SEVERINO, Antonio L. Sobre a nova lei de diretrizes e bases da educação nacional. Suplemento de Educação. Jornal da APEOESP, março, 1997.</p><p>SOUZA, H. J. de. Como se faz análise de conjuntura. 13.ed. Petrópolis: Vozes, 1993.</p><p>Linguagem das Artes Plásticas</p><p>Figura 1</p><p>Linguagem das Artes Plásticas</p><p>NP Diário</p><p>Prezado (a) Aluno (a)</p><p>Esta apostila tem por objetivo analisar a importância de se estudar as artes plásticas. Conhecer a arte e principalmente entender sua importância cultural como elemento de comunicação será um dos pontos cruciais deste trabalho que desenvolvemos.</p><p>Nosso foco ao desenvolver esta apostila estará centrado em analisar o quanto a cultura pós-moderna está destruindo a arte e tirando seu elemento de encanto e o substituindo por narrativas e pautas políticas.</p><p>A arte é também um elemento de transmissão de ideias políticas? Com certeza, mas em nosso ângulo de estudo estaremos analisando esta ferramenta de comunicação enquanto elemento que enaltece e engrandece a percepção do ser humano através do encanto. Neste sentido</p><p>analisaremos a arte enquanto uma terapia para oferecer uma ferramenta de combate aos traumas e depressões do tempo presente.</p><p>Tópico 2</p><p>Desafio</p><p>Figura 2</p><p>Elementos das Artes Plásticas</p><p>Prefeitura São José</p><p>As Artes Plásticas são atividades de caráter criativo que o ser humano vem desenvolvendo desde as épocas de seu aparecimento no planeta. (ROCHA, p. 5, 2019)</p><p>As artes plásticas são um meio do ser humano se expressar pela criação de obras, na utilização de técnicas e vários tipos de materiais que formam o ideal do autor em realidade.</p><p>O desenho ou pintura fazem parte das artes pláticas, para sua composição pode-se ser usado alguns dos elementos das artes plásticas.</p><p>Cite quais são os elementos das artes plásticas.</p><p>Resposta esperada:</p><p>Os elementos básicos das artes plásticas são:</p><p>· Ponto: é um elemento estático, embora simples, pode ser transformado em imagem na junção de vários pontos;</p><p>· Linha: Pode ser considerada como um ponto contínuo, um traço contínuo que pode expressar significado;</p><p>· Superfície: será onde o artista poderá criar sua obra, possuindo duas dimensões: largura e altura. É o local onde a linha e a cor se relacionam;</p><p>· Luz e sombra: são um dos elementos principais, acentuam o caráter e podem prejudicar a obra se usados de forma incorreta.</p><p>· Cor: A cor é um elemento visual caracterizado pela percepção da luz no órgão visual, nos olhos. Os pigmentos são o que dão cor a todos os materiais.</p><p>· Volume: É o espaço de um corpo tridimensional, ou seja, um elemento tridimensional. Formado por linhas, superfícies, cor e luz.</p><p>· Tópico 3</p><p>· Infográfico</p><p>· Figura 3</p><p>Infográfico</p><p>·</p><p>·</p><p>· Fonte: Desenvolvido pelo autor</p><p>Tópico 4</p><p>Representações da Arte: A Grande Importância de se Estudar a Arte</p><p>Vídeo</p><p>CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A TRANSCRIÇÃO DA VIDEOAULA E UTILIZAR A FERRAMENTA V-LIBRAS.</p><p>·</p><p>·</p><p>·</p><p>Nos dias atuais, falar em arte tornou-se um importante mecanismo de compreensão da realidade que está à volta do ser humano. Pois é corrente a afirmação de que a arte é a expressão máxima da cultura de um povo, manifesta na pintura, na arte cênica, no artesanato nos bens materiais e imateriais que são preservados pelo Patrimônio Cultural de um povo.</p><p>Entretanto, é muito importante também ter consciência do tipo de arte que está sendo representada e o tipo de caminho que vêm sendo percorrido pelos artistas do tempo presente. Entender a importância de estudar a arte está também relacionado à direção que se têm tomado nos dias atuais.</p><p>É com base nestes princípios que iniciamos os estudos desta apostila que, em um primeiro momento irá mostrar a importância do estudo da arte tendo como teórico principal, os estudos realizados por Roger Scruton.</p><p>Este intelectual reúne um importante acervo de livros que ao longo de algumas de suas célebres obras defendem não somente a memória de um povo expresso em sua cultura; como também, mostra os perigos que a destruição da arte, e o que é pior, o novo sentido que intelectuais da atualidade vêm oferecendo à esse universo artístico; vêm tirando o verdadeiro sentido de se preservar o que foi ao longo de milênios construído e vem sendo derrubado em questões de minutos.</p><p>O conservadorismo advém de um sentimento de que toda pessoa madura compartilha com facilidade: a consciência de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas.</p><p>É com base nesse raciocínio que esta apostila está sendo construída. Com a finalidade de oferecer ao aluno uma interpretação racional e ética que esteja intimamente ligada à proteção de tudo aquilo que levou décadas, séculos, milênios para ser construído e que fazem parte da memória e da história de um povo.</p><p>É preciso dizer ainda que o pensamento conservador está relacionado à memória da totalidade de um povo, que reflete sua história, seus protagonistas, coadjuvantes que marcaram e caracterizaram um dado momento na história e que serve de grande utensílio cultural para a construção da identidade de um povo.</p><p>A vida privada, a memória daqueles que não venceram e seus fatos também são alvo de estudo do pensamento conservador que privilegia a manutenção desse passado para construir a memória e servir de base para o entendimento do tempo presente.</p><p>O que o pensamento conservador defende é a ideia de que o passado possa estar sendo manifesto no presente como um mecanismo que favoreça a construção da identidade cultural.</p><p>No entanto, quando falamos em estilos de arte nos dias de hoje, o que vemos não é a intenção de se preservar o passado para preservar a memória de um povo; mas sim, um confronto entre passado e presente onde “o novo sempre será privilegiado”.</p><p>Há que se considerar ainda que quando falamos de arte, estamos falando de conceitos, técnicas, procedimentos e toda uma ordem de estudos que foram realizados no transcorrer de toda a história e a memória de um povo, manifestos e preservados dentro do universo conservador.</p><p>É por isso que o ideal conservador têm por finalidade ´preservar tudo aquilo que foi construído à milênios com a dura missão de oportunizar as gerações futuras de usufruir de tais benefícios.</p><p>Durante a construção desta apostila, em especial, neste primeiro capítulo estaremos fazendo um histórico da importância da preservação da arte, bem como de seu estudo, para entender as principais condicionantes que envolvem as linguagens e métodos utilizados em procedimentos terapêuticos.</p><p>Para realizar este estudo, parafraseamos com Roger Scruton ao mostrar suas dificuldades e motivações que o levaram a estudar a importância da preservação da arte. Segundo ele:</p><p>Os problemas com os quais lido, embora frequentemente expressos, por questão de clareza, na linguagem da lógica filosófica, são os problemas perenes da estética, os problemas da natureza e do valor da arte.</p><p>De acordo com tais interpretações reveladas pelo referido autor, verifica-se que a arte vêm sofrendo ao longo dos anos prejuízos estéticos, problemas de natureza e de sua própria valorização em decorrência aos caminhos que vêm sendo tomados pela sua curadoria.</p><p>Os lugares sagrados são protegidos da espoliação, estão mergulhados nas esperanças e nos sofrimentos daqueles que lutaram por eles. E eles pertencem a outros que ainda virão. Isso, ao meu ver, é um paradigma de proteção ambiental, um paradigma que devemos outra vez assimilar se queremos entender o que está acontecendo agora em nosso mundo, sendo desfigurado pelo hábito de consumi-lo.</p><p>Mas cabe aí uma importante indagação: que problemas são esses? Que tipo de atribuição a arte vêm recebendo que esteja fazendo com que esteja desvalorizada?</p><p>Para entender essa dinâmica conceitual que tomou conta da arte e desencadeou toda essa frustração no que tange a produção artística da atualidade conceituada de “Pós-modernismo”; é preciso entender o contexto histórico em que essa ideia foi construída, bem como o tipo de mensagem esse tipo de arte queria expressar.</p><p>De acordo com dados levantados por Joseane Rosa, articulista do site: “Educa mais Brasil”, “o pós-modernismo é um movimento artístico, filosófico e cultural da contemporaneidade e é caracterizado pelas mudanças científico-tecnológicas, disseminação dos meios de comunicação social e uso desenfreado das tecnologias.”</p><p>Da nossa parte, entendemos que esse movimento artístico têm batido de frente com o ideal conservador de preservação ao patrimônio material e imaterial oferecendo assim adaptações que podem ser muito nocivas para preservar a memória de um povo ao mesmo tempo que oferece um tipo de solução para preservar o artefato.</p><p>Outra argumentação que merece destaque está relacionada ao uso desenfreado de tecnologias que tendem a “modernizar” esse passado tornando-o adaptável aos preceitos estéticos da atualidade; isto é, “desfigurando a arte de seu valor real para adaptá-la ao presente.”</p><p>A exemplo disso podemos citar pinturas e cores fortes utilizadas em casarões e pichações sendo adotadas como forma de expressão cultural:</p><p>Figura 4</p><p>Casarão de Ideias: uma década dedicada às artes</p><p>Fonte: https://www.culturaamazonica.com.br/2020/04/04/casarao-de-ideias-uma-decada-dedicada-as-artes/</p><p>Essa é a conclusão que também chega o filósofo Roger Scruton; ao acusar os iconoclastas de adulterarem a arte, se utilizando de pequenos elementos para fazerem com que estas transmitam ideais diferentes de seus propósitos originais:</p><p>Os lugares sagrados são os primeiros a serem destruídos por invasores e por iconoclastas, para os quais nada é mais ofensivo do que os deuses do inimigo. (...) Há duas maneiras de abordar a construção: o Assentamento e a disrupção. Quando nos assentamos, encaixamos nossa vida num padrão já existente e consagrado, esforçando-nos para herdar a ordem estabelecida por aqueles que vieram antes de nós e para honrar o espírito do lugar. (...) O iconoclasta, porém, quer trocar os antigos deuses pelos novos, desencantar a paisagem e marcar o lugar com os sinais de sua rebeldia. Esse espírito iconoclasta pode ser vistos em muitos projetos modernos, não apenas nas cortinas de paredes sem rosto, dos novos tipos de prédios, mas das monótonas e intrusivas fazendas eólicas que estão abocanhando a paisagem, ou nas máculas pós modernas deliberadamente inseridas em arranjos urbanos estáveis.</p><p>Os iconoclastas mencionados por Roger Scruton leva-nos a crer, que são os arquitetos, artistas e engenheiros que permeiam todo o universo artístico, urbano e visual de nosso tempo que seguem uma dinâmica de pensamento - Pós-modernista.</p><p>Estes, são influenciados pelas correntes de pensamento de seu tempo e que, movidos pela ideia de modernizar o espaço social, cultural e político do ser humano, muitas das vezes acaba por danificá-lo.</p><p>Esse pensamento Pós-moderno, teve início por volta do fim da Segunda Guerra Mundial e, como foi mencionado no fragmento acima, sua grande intenção era parear modernidade com a criação de uma nova identidade cultural. Veja o que diz Josiane Rosa em seu artigo:</p><p>Por vezes é também chamado de pós-modernidade ou pós-industrial, nasceu em 1945, mas foi apenas em 1960 que começou seu processo de expansão pelos diversos setores sociais. Isso ocorreu por causa das transformações no âmbito tecnológico que influenciaram todos os aspectos sociais.</p><p>É importante salientar que quando ocorreu o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, iniciou também a Guerra Fria entre EUA e URSS; o qual o mundo vivia constantes tensões em função destes fatos. Esse acontecimento teve uma influência muito forte na arte que caracterizou a adoção de novas metodologias aplicadas por artistas deste período que vêm sendo reproduzidas desde então.</p><p>Foi exatamente isso que ocorreu no período da Guerra Fria onde a influência deste tipo de pensamento foi mais aproveitada com o advento da chamada Revolução Cultural que teve seu auge na década de 1960.</p><p>Este período foi caracterizado por atividades as quais, artistas iconoclastas começaram a influenciar o espaço cultural substituindo símbolos, pontos de referência, aspectos metodológicos, técnicas; às vezes até a ausência de técnicas como no exemplo abaixo; se aproveitando o que havia de disponível e inserindo o nome de “arte”, como o urinou de Marcel Duchamp:</p><p>Figura 5</p><p>A arte, a fonte e o mijadouro (V. 4, N. 6, 2018)</p><p>Fonte: https://www.blogs.unicamp.br/contemporanea/2018/06/12/a-arte-a-fonte-e-o-mijadouro-v-4-n-6-2018/</p><p>Imagine que alguém esteja indo a um museu, para ver uma exposição, e uma das obras que essa pessoa encontra seja um… mijadouro. Isso mesmo, um urinol, objeto produzido com a finalidade de que nele se despeje urina.</p><p>Pois isso aconteceu. Em 1917, o artista francês Marcel Duchamp (1887-1968) inscreveu a obra Fonte (imagem anterior) na exposição da Associação de Artistas Independentes de Nova Iorque. Depois de alguns desentendimentos entre os membros da comissão julgadora, o trabalho foi aceito, uma vez que a proposta do evento era expor todas as obras inscritas. (UNICAMP)</p><p>Nestes termos, verifica-se que o objetivo da arte que passa a ser influenciada nesse período pelo Pós Modernismo está relacionada com a crítica a política e ou aos acontecimentos políticos da época como também argumenta Josiane Rosa:</p><p>A arte pós-moderna surge para questionar os valores individualistas e refletir todo esse momento social. A Pop Art passa assim a ironizar a sociedade de consumo e a Arte Conceitual passa a conversar com os vazios e incertezas sociais. Mas, ao mesmo tempo em que critica o consumo, a Arte Contemporânea vira consumo e passa a ser alvo do mercado internacional.</p><p>Nesse contexto de ironização da chamada “sociedade de consumo” o que estava em voga era também ironizar os valores eruditos que eram atribuídos ao talento, ao academicismo, e chamando meras pichações de obra de arte como argumenta Roger Scruton:</p><p>Pichações são formas de agressão contra o domínio público, maneiras de desfigura-lo. Muitas vezes elas envolvem caricaturas de escrita feitas por pessoas que estão se vingando daquela capacidade que, acima de qualquer outra, simboliza o ato de comunicação interpessoal. Na maioria dos casos, o Vândalo pichador sente-se ofendido pela visão de um lugar assentado, um lugar que o exclui, já que ele não se encaixa ali nem pode encaixar-se. Ele se encaixa não num lugar, mas numa gangue nômade que passa, enfurecida pela visão do assentamento alheio.</p><p>É exatamente sobre estes princípios que este primeiro capítulo desta apostila está pautado. Na importância da preservação e da compreensão da arte que no transcorrer de algumas décadas vêm perdendo seu real sentido e se transformando, não em um objeto de encanto, mas sim num instrumento de protesto e expressão de opiniões políticas que perdem o seu sentido e prejudicam seu custeio e patrocínio.</p><p>Nesse universo conflituoso, o passado se torna uma grande vítima do tempo presente, da modernidade. E as expressões culturais e manifestações culturais presentes na tradição e história de um povo; que sempre foram a base para a construção de sua identidade, acabam se tornando meras expressões impostas por uma “classe burguesa.”</p><p>Daí surge a dinâmica apresentada atribuída ao Pós Modernismo que, como foi argumentado por Josiane Silva: “passa assim a ironizar a sociedade de consumo e a Arte Conceitual passa a conversar com os vazios e incertezas sociais”, partindo do vazio para o concreto, apagando o passado e tendo como ponto de partida o vazio do tempo presente.</p><p>No Brasil por exemplo, algumas manifestações artísticas têm sido bastante criticadas por serem custeadas com dinheiro público; ao mesmo tempo que satisfazem interesses ideológicos que não estão em consonância com os princípios didáticos vislumbrados pelo encanto.</p><p>Ao contrário do que se espera, ao invés de encantar as pessoas; a arte têm causado repúdio e frustração ao público que se propõe a visitar determinados museus. Veja alguns exemplos:</p><p>Figura 6</p><p>Homem nu sendo tocado por crianças no Museu de Arte Moderna de São Paulo</p><p>Fonte: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/09/1923128-promotoria-investiga-video-em-que-crianca-interage-com-artista-nu.shtml</p><p>Homem nu sendo tocado por crianças no Museu de Arte Moderna de São Paulo. A interação, na última terça (26), entre uma criança e um artista nu no MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo resultou em inquérito e em protesto na frente do museu, localizado no parque Ibirapuera. O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar se houve crime ou violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por parte da instituição, do artista ou da mãe da menina.</p><p>A polêmica imagem do artista nu sendo tocado por crianças, foi um dos fatos mais polêmicos já registrados no transcorrer da história do Brasil que envolve patrocínio e verbas destinadas à manutenção e expressão da arte no Brasil.</p><p>É preciso dizer que há muitas pessoas que defendem tal procedimento artístico, mas o Estatuto da Criança e do adolescente prevê que crianças devem ser protegidas de procedimentos os quais elas não estejam devidamente preparadas e que sua idade e acessibilidades sejam garantidas por lei:</p><p>ECA - Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990</p><p>Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.</p><p>Art. 18. É dever de todos velar pela</p><p>dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.</p><p>Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>I - Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>II - Tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014)</p><p>Como se verifica no fragmento legal acima, a criança possui direitos de não ser exposta em situação vexatória que a ridicularize, humilhe, ou até mesmo seja desrespeitada em sua integridade social, política, cultural e emocional.</p><p>Tal procedimento artístico mencionado acima, foi de grande prejuízo moral para “o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o qual foi alvo de muitas críticas em decorrência desse fato como foi mencionado no fragmento da folha no Uol.”</p><p>Outro exemplo que merece destaque é o quanto no Brasil, a arte têm se tornado um instrumento de manifestação de interesses ideológicos, ao invés de representar a memória do povo e oferecer espaço para valorizar os bens patrimoniais materiais e imateriais de nosso país.</p><p>Veja os exemplos abaixo extraídos de uma exposição no museu de arte no Rio de Janeiro em 2018:</p><p>Figura 7</p><p>Arte, Democracia, Utopia. Exposição de arte do Rio de Janeiro</p><p>Fonte: https://artluv.net/evento-e-exposicao/arte-democracia-utopia-exposicao/</p><p>Neste primeiro exemplo vemos uma espécie de quadro de protesto bordado em uma espécie de pano fazendo referência ao “Queer”, uma espécie de novo vocabulário da comunidade LGBT.</p><p>Com base em cada um dos elementos apresentados no material acima, a ideia aparentemente sugerida apresentada neste esboço é a de que em 2028 as igrejas serão incendiadas e será inaugurado um Estado Laico no Brasil. Este tipo de ideia sugere um tipo de crime que é previsto no Código Penal Brasileiro:</p><p>CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940</p><p>Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:</p><p>Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.</p><p>Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.</p><p>Como se verifica no fragmento legal acima, se esta ideia ou suposto crime é colocado em prática, o infrator responde às penalidades da Lei. Neste sentido, o que pode ser dito é que exista uma aparente suposta sugestão a apologia ao crime de ódio para vilipendiar publicamente um objeto religioso. Veja o que diz outro dispositivo legal sobre a incitação à violência:</p><p>Código Penal - Decreto -Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.</p><p>Incitação ao crime Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.</p><p>Os dispositivos legais que discorrem sobre esse tipo de atitude endossada por artistas em centros culturais são bem contundentes e explícitos na Lei como se verifica nos fragmentos apresentados acima.</p><p>A lei é bastante clara no que diz respeito a punir os infratores. É preciso dizer que é resguardado o direito de se exprimir livremente mas tendo que responder diante dos abusos que cometer como consta na Constituição de 1988:</p><p>Art. 1º É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou ideias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer.</p><p>Entretanto, como se verifica no fragmento legal acima, cada um irá responder nos termos da Lei os abusos que cometer. A pergunta é:</p><p>O que está acontecendo com a arte no Brasil? Por que a arte no Brasil está tomando essa trajetória ideológica? Esse caminho ideológico será saudável para o povo brasileiro e para as futuras gerações?</p><p>Da nossa parte, podemos dizer que não é nosso foco no desenvolvimento dessa apostila ficar preso a tais questionamentos.</p><p>Mas Roger Scruton traz uma interessante reflexão sobre esse embate entre presente e passado. Onde, em nosso ângulo de visão, como foi sugerido por Roger Scruton, o vândalo, pode ser entendido como o artista Pós Moderno, que como foi analisado até aqui, têm a intenção de apagar esse passado e transformar a arte em um instrumento de poder. Veja o que diz Roger Scruton:</p><p>É esse o papel da beleza, que se coloca diante do vândalo e do abusador assim como o rosto da vítima diante do assassino. Ele profere um “não” silencioso mas absoluto que pode ser posto de lado pela violência, mas não removido pelo cálculo.</p><p>Estes exemplos foram e estão sendo apresentados para que você, caro (a) aluno (a) tenha uma dimensão da responsabilidade e da importância que o estudo da obra de arte possui para formar o imaginário popular e a identidade de um povo.</p><p>É possível salientar também que esse “não silencioso” mencionado por Roger Scruton pode ser percebido manifesto no quanto os museus de arte moderna no Brasil têm ficado pouco frequentados ou até mesmo a pouca atenção que têm sido oferecida, bem como os patrocínios ao meio cultural no Brasil.</p><p>Essa é a conclusão que foi atribuída em um recente estudo que reuniu três órgãos competentes do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus, DEPMUS - Departamento de Museus e o CPIM - Cadastro de Entidades Privadas sem fim Lucrativo para verificar a pouca participação e frequentação de pessoas nos museus. Veja o gráfico produzido pela referida entidade:</p><p>Figura 8</p><p>Grafico produzido pelo IBRAM, DEPMUS e CEPIM para avaliar a baixa frequencia de público nos museus</p><p>Fonte: https://www.museus.gov.br/wp-content/uploads/2013/09/naopublico.pdf</p><p>Com base nos dados realisados pelo órgão do governo, verifica-se que o número de pessoas que não gosta de frequentar museus é superior ao número de pessoas que não têm dinheiro, têm dificuldade de acesso, não conhece nenhum ou até mesmo que não soube responder a questão.</p><p>É preciso dizer que estes dados mais recentes são de setembro de 2012. Diante de tais elementos apresentados até então nesta apostila, qual seria esse percentual nos dias atuais?</p><p>Figura 9</p><p>Arte, Democracia, Utopia. Exposição de arte do Rio de Janeiro</p><p>Fonte: https://artluv.net/evento-e-exposicao/arte-democracia-utopia-exposicao/</p><p>Neste segundo espaço, são expostas em um salão, uma série de bandeiras de movimentos políticos como LGBT, Movimento Sem Terra e de outros grupos políticos. Ao fundo, uma faixa com os dizeres: “Amanhã Manifestação”.</p><p>A intenção de se discutir os caminhos que têm tomado a história da arte no Brasil; está ancorada na ideia de que a ideologia política apenas, não deve ser tomada como ponto de partida para ilustrar a sensibilidade de um povo.</p><p>O povo brasileiro têm muito mais a oferecer dentro de suas particularidades culturais do que ficar preso à ideologias políticas que tendem á direita ou à esquerda.</p><p>A ideia central que ora desenvolvemos neste estudo, parte do princípio de que tais registros, devem ter como ponto de partida os aspectos positivos e culturais que caracterizam a memória e os costumes de um povo.</p><p>Afinal de contas, o dinheiro do contribuinte que paga seus</p><p>caso, a estética também estava condicionada ao conhecimento advindo dos sentidos.</p><p>· Mas, afinal, não é senso comum que gosto não se discute?</p><p>· De que modo podemos afirmar que algo é absolutamente belo?</p><p>· O que nos permite negar que um objeto tenha beleza?</p><p>Essas são perguntas que esperamos que você responda após o estudo de nosso material.</p><p>Tópico 4</p><p>A Arte</p><p>Figura 3 - Grécia antiga</p><p>escolaeducacao</p><p>Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos, templos, etc.) ou instrumentos educacionais. Assim, o artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão numa sociedade que considerava indigno o trabalho manual.</p><p>Nesse período (séc. V e IV a. C.) foram desenvolvidas técnicas com a principal motivação de produzir cópias da aparência visível das coisas. A função da arte era criar imagens de coisas reais, imagens que tivessem aparência de realidade. Há várias anedotas que ilustram bem isso, embora poucos exemplares da pintura grega tenham chegado até nós. Dizem que Apeles pintou um cavalo com tanto realismo que cavalos vivos relincharam ao vê-lo. Outra história conta que Parrásio pintou uvas tão reais que passarinhos tentavam bicá-las. Na verdade, talvez essas pinturas só possam ser consideradas realistas em relação à estilização da pintura que a precedeu ou à pintura egípcia, por exemplo. Por outro lado, temos de admirar a fidelidade anatômica das esculturas gregas, tais como a Vitória de Samotráeia e o Discóbolo (PORTAL IMPACTO, s/d, s/p).</p><p>A arte de acordo com Aranha, Martins (2003, p. 373), é um caso privilegiado de entendimento intuitivo do mundo, tanto para o artista que cria obras concretas e singulares, quanto para o apreciador que se entrega a elas para penetrar-lhes o sentido. O verdadeiro artista intui a forma organizadora dos objetos ou eventos sobre os quais focaliza sua atenção. Ele vê, ou ouve o que está por trás da aparência exterior do mundo. Por exemplo, no filme Amadeus, de Milos Forman, há uma cena que mostra didaticamente esse processo. A sogra de Mozart, emocionada e muito irritada, conta ao compositor por que a filha dela o abandonou. Mozart, que a princípio realmente procurava uma reposta para essa questão, lentamente deixa de prestar atenção às palavras para sintonizar com a melodia e ritmo do discurso. Ele ouve a musicalidade por trás do discurso inflamado com a ária para a Flauta Mágica. Como todo artista, Mozart percebe, pelo poder seletivo e interpretativo dos seus sentidos, formas que não podem ser nomeadas, que não podem ser reduzidas a um discurso verbal explicativo, pois elas precisam ser sentidas, e não explicadas. A partir dessa intuição, o artista não cria mais cópias da natureza, mas, sim, símbolos dessa mesma natureza e da vida humana.</p><p>Esses símbolos, portanto, não são entidades abstratas, não são como entes da razão. Ao contrário, são obras de arte, objetos sensíveis, concretos, individuais, que representam analogicamente, ou seja, por semelhança de forma, à experiência vital intuída pelo artista. Quando apreciamos uma obra de arte, fazemos por meio de nossos sentidos: visão, audição, tato, cinestesia e, se a obra for ambiental, até olfato. A partir dessa percepção sensível, podemos intuir a vivência que o artista expressou e sua obra, uma visão nova, uma interpretação nova da natureza e da vida. O artista atribui significados ao mundo por meio da sua obra. O espectador lê esses significados nela depositados. Essa interpretação só é possível em termos da intuição e não de conceitos, em termos de forma sensível e não de signos abstratos. Podemos dizer, então, que na obra de arte o importante não é o tema em si, mas o tratamento que se dá ao tema, que o transforma em símbolo de valores de uma determinada época (ARANHA, MARTINS, 2003, p. 374).</p><p>Exemplificando os valores de determinada época, podemos falar da Renascença. Mas não apenas do Renascimento Italiano que é o mais conhecido, mas também do Renascimento Holandês, com as características de cada um.</p><p>Renascimento Italiano: O berço do Renascimento foi a Itália, extraordinário depósito de ruínas clássicas. Encontram-se vestígios do Império Romano em quase todas as cidades italianas. Os sarcófagos de mármore, decorados com relevos, são o exemplo mais comum. O idioma, uma corruptela do latim falado pelos antigos romanos, foi sistematizado no século XIV por Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Boccaccio. As primeiras manifestações do Renascimento italiano ocorreram em Florença. Três ourives e escultores, Brunelleschi, Ghiberti e Donatello, realizaram inovações que romperam com as convenções da arte gótica. Donatello, que também trabalhou em Veneza, Pádua, Nápoles e Roma veiculou, por toda a Itália, as novas formas estéticas. Na pintura, Masaccio introduziu um conceito naturalista e expressivo, assim como a perspectiva linear e aérea. O introdutor, em Veneza, do ideário renascentista foi Bellini. Mais tarde, Veneza disputou com Florença o privilégio de ser o centro do movimento que modificou o pensamento humano (LEONARDODAVINCI3.9, s/d, s/p).</p><p>Após esta extraordinária explosão criativa, foi pouco significativa a produção artística italiana no começo do século XV. Mas logo surgiram os nomes mais destacados do Renascimento e que influenciaram toda a obra ocidental posterior: Leonardo da Vinci (1452-1519) e Michelangelo (1475-1564). Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e cientista, Leonardo da Vinci foi importante, principalmente, na pintura onde introduziu o conceito de perspectiva atmosférica. Michelangelo, pintor, escultor, arquiteto e poeta, transformou-se em um dos maiores criadores que o mundo já conheceu.</p><p>Entre os artistas quatrocentistas, destacam-se Filippo Brunelleschi, Lorenzo Ghiberti, Donatello, Masaccio, Paolo Uccello, Fra Angelico, Pisanello, Jacopo Bellini, Gentile Bellini, Giovanni Bellini, Andrea Mantegna, Piero della Francesca, Leon Battista Alberti, Antonio del Pollaiuolo, Andrea del Verrocchio, Sebastiano del Piombo, Giorgione, Tiziano e Sandro Botticelli. Entre os artistas quinhentistas, destacam-se Leonardo da Vinci, Donato Bramante, Rafael, Michelangelo, Giorgione, Tiziano e Correggio. No norte europeu, as manifestações artísticas do gótico tardio foram contemporâneas dos descobrimentos marítimos e das mudanças de visão de mundo produzidas na Itália. Países como Alemanha, Holanda e Inglaterra foram menos receptivos ao incipiente Renascimento (LEONARDODAVINCI3.9, s/d, s/p).</p><p>Renascimento Holandês: No fim do séc. XVII, os países baixos haviam se convertido em uma das maiores potências comerciais e coloniais do mundo. À medida que o país crescia em riqueza, os holandeses mais se interessavam por artigos de luxo, inclusive obras de arte. Como era uma nação protestante, o povo holandês não apreciava tanto os temas religiosos quanto os das nações católicas.</p><p>Muitos holandeses pertenciam à classe média, que podia pagar por obras de arte. Não estavam interessados na tradição artística romana clássica de que os aristocratas de outros países tanto gostavam. Os holandeses apreciavam praticamente qualquer tema que lhes recordasse sua própria existência confortável de classe média. Os pintores holandeses criaram um estilo característico durante o período barroco. Muitos artistas holandeses especializaram-se em determinados temas, como cenas de luar ou de tabernas. A pintura que trata desses assuntos comuns e cotidianos é chamada de pintura de gênero.</p><p>Jan Vermeer é provavelmente o maior pintor holandês de gênero do séc. XVII. Ele e outros artistas holandeses de gênero pintavam quadros pequenos, em geral com superfícies lisas e brilhantes. Foi um mestre da pintura de interiores, retratava mulheres cumprindo tranquilas tarefas domésticas. Sua arte destaca-se pelo tratamento da luz do sol que invade uma sala ou cai sobre objetos. Naturezas-Mortas de objetos comuns da vida diária tornaram-se</p><p>impostos é direcionado ao patrocínio de tudo aquilo que representa o pensamento universal de um povo.</p><p>Interesses políticos, ideológicos ou particularidades que tendem a colocar um grupo social contra outro, podem ser nocivos para atrair o interesse da sociedade e principalmente da livre iniciativa para manter e preservar tudo aquilo que se relaciona aos bens materiais e imateriais de um povo.</p><p>Outra argumentação que merece destaque está relacionada aos grupos artísticos produzirem sua arte acreditando serem porta vozes de toda a sociedade, uma vez que estão manifestando interesses particulares transformando muitas das vezes a exceção em regra como forma de dizer que toda a sociedade concorda com sua manifestação cultural.</p><p>É nesse sentido que a análise de Roger Scruton se torna pertinente no exemplo que ora apresentamos, pois, ao colocar uma ideia contra a outra como forma de manifestação, assim sugerida pela cultura Pós Moderna, as duas ideias são destruídas e, o presente passa a ser entendido como o grande algoz do passado.</p><p>Alguns sites têm produzido recentemente informações argumentando que os museus brasileiros tem sido pouco visitados pelo fato do desconhecimento da população e da falta de hábito. Veja as argumentações abaixo:</p><p>Em uma sociedade complexa como a brasileira, o papel dos museus é de fundamental importância para a valorização do patrimônio cultural como dispositivo estratégico de aprimoramento dos processos democráticos. Para cumprir essa função, esses espaços devem estar a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento. Apesar do aumento gradual e constante nos últimos anos, o número de visitantes em museus daqui ainda é muito baixo em relação a outros países. E são várias as explicações para a baixa procura. Segundo Nelson Colás, diretor de Relações Institucionais da Feambra (Federação de Amigos de Museus do Brasil), uma das causas é a falta de hábito do brasileiro em frequentar esses locais. "Por sermos um país jovem, com uma grande miscigenação ética e educação patrimonial ainda tão precária, também existem aqueles que acham que só o que é novo é bom e interessante", diz Colás. A falta de conhecimento e reconhecimento com o que está sendo exposto em instituições culturais também justificam esse distanciamento. O fator principal, no entanto, pode até parecer óbvio: o Brasil possui poucos centros culturais. Segundo o Panorama Museus no Brasil de 2010, levantamento realizado pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), dos mais de 5.500 municípios brasileiros, 78,9% não possuem museus. Mas há também números positivos. O índice de museus da Themed Entertainment Association (TEA), publicado recentemente na revista "The Art Newspaper", mostra que 38 museus pelo mundo levaram cada um mais de 2 milhões de visitantes em 2016. O Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, aparece em 34º nesta lista, com 2,216 milhões de visitantes. O outro CCBB, de Brasília, levou 1,468 milhões de visitante em 2016. O CCBB de São Paulo, levou quase 1 milhão de pessoas, Segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, os museus mais visitados do país em 2016, exceto os CCBBs, foram: Museu do Amanhã, no Rio (1,4 milhão de visitantes); Museu da Imagem e do Som, em São Paulo (446 mil visitas); MASP (408 mil); MAR - Museu de Arte do Rio (404 mil); Museu Imperial, em Petrópolis (368 mil); Pinacoteca do Estado de São Paulo (325 mil); Instituto Inhotim, em Minas (322 mil); Museu do Futebol, em SP (320 mil) e Museu Histórico Nacional, no Rio (125 mil). Ao analisar esses números, verificamos que o aumento da visitação se deve muito às exposições de artistas e temas relevantes e à divulgação maciça pela mídia. Museus que se dedicam à cultura brasileira têm posição de destaque, como o MIS, Museu Imperial, Museu do Futebol, Museu Histórico Nacional, entre outros.Infelizmente, uma conclusão mais sólida dependeria de mais pesquisas. Levantamentos nesta área ainda não acontecem de forma regular no país, o que dificulta o acompanhamento mais preciso.</p><p>O repúdio nas redes sociais e na imprensa, como já foi mencionado anteriormente e até a parca participação e visitação da sociedade ajudam a explicar esse fator. Como foi afirmado no texto acima, é importante considerar também “a falta de conhecimento e reconhecimento com o que está sendo exposto em instituições culturais, também justificam esse distanciamento”.</p><p>Esse fator têm sido uma constante muito significativa para validar os argumentos que ora apresentamos para lançar luz ao tema que discutimos.</p><p>Assim, em nossa análise apresentamos até agora os problemas relacionados á arte no Brasil contemporâneo que devem ser solucionados com base na valorização da tradição cultural de nosso povo.</p><p>O novo, como foi dito no texto acima que:, “também existem aqueles que acham que só o que é novo é bom e interessante”; têm contribuído muito para esse distanciamento cultural do povo com suas tradições abrindo espaço para manifestações políticas e ideológicas de pequenos grupos que buscam ampliar sua existência através desse tipo de propaganda. Como foi apresentado nos três exemplos mencionados nesse capítulo: O homem nu no museu, e os dois quadros apresentados na exposição do museu do Rio de Janeiro.</p><p>Mas daí vem a pergunta: Como devemos estudar a obra de arte diante de tantas dificuldades elencadas nos dias atuais?</p><p>O primeiro passo é seguir na direção das obras que são mapeadas pelo Patrimônio Cultural Material e Imaterial do povo brasileiro, valorizando suas tradições e mapeando seu histórico como forma e fonte de pesquisa para abrir caminhos para os pesquisadores terem condições de oportunizar ao público o acesso à esse passado.</p><p>Outro importante passo a ser dado nessa direção, está relacionado ao distanciamento que deve ser dado às correntes de pensamento ideológicas e políticas, sejam de correntes de direita ou de esquerda ou de qualquer direção que intencionam fazer da arte um instrumento de poder.</p><p>Por fim, a proposta que ora apresentamos têm por finalidade mostrar que um povo têm muito a oferecer quando se vislumbra o seu passado e se têm condições de fazer com que as gerações futuras sejam oportunizadas a conhecê-lo.</p><p>Tópico 5</p><p>As Funções das Artes Visuais</p><p>Em um importante e interessante estudo intitulado: “A pintura em questão: arte e crítica nos anos 1980, a autora Maria de Fátima Morethy Couto chama a atenção para o estudo da arte neste período no Brasil.</p><p>Segundo a referida autora “em seu livro The return of the real, publicado em 1996, Hal Foster estabelece genealogias específicas para as manifestações artísticas que considera as mais inovadoras daquele período (anos 1980/90).” Maria Couto apresenta estes dados “relacionando crítica e história e perguntando-se o que torna a arte do tempo presente diferente da arte do passado, apesar das múltiplas conexões existentes entre as mais variadas formas de expressão artística que se deram em diferentes momentos da história.”</p><p>A autora afirma que Foster, por ser “crítico ao extremo da arte predominante nos Estados Unidos durante os anos 1980, em especial do chamado neoexpressionismo;” Ele “indaga qual o verdadeiro lugar da arte em uma cultura visual cada vez mais administrada por profissionais ligados ao mundo da comunicação e do entretenimento e interessados em estabelecer uma política afirmativa, consensual.”</p><p>Segundo a autora, “distanciando-se daqueles que celebravam o pluralismo nas artes e para os quais “tudo serve desde que as formas já aceitas predominem”. "Hal Foster “defendia a atualidade dos princípios que regeram as melhores vanguardas históricas - de resistência institucional ou de articulação entre o artístico e o político.”</p><p>Para ela, “o projeto mais vital em arte e crítica dos últimos trinta 18 - Revista Poiésis, n 17, p. 17-28, Jul. de 2011 anos havia sido aquele desenvolvido pelas chamadas neovanguardas.” Que segundo a autora, “transformaram o combate contra as convenções artísticas das vanguardas históricas em um questionamento dos parâmetros perceptuais, cognitivos, estruturais</p><p>e discursivos da instituição da arte.”</p><p>Figura 10</p><p>School of Beauty, School of Culture’, (2012), de Kerry James Marshall, que remete a ‘Os Embaixadores’ (1533), de Hans Holbein, o Jovem</p><p>Fonte: https://valor.globo.com/eu-e/noticia/2021/03/19/critico-de-arte-hal-foster-analisa-a-cultura-de-uma-era-niilista.ghtml</p><p>Maria couto afirma também que “em oposição a Peter Bürger, que declarara, em seu livro Teoria da Vanguarda, publicado em 1974, que havia ocorrido um trágico fracasso das vanguardas históricas e que a recuperação de seu ideário, nos anos 1950/60, se dera enquanto farsa.” Hal Foster acreditava, segundo a autora, “apoiando-se em Freud, que nem todas as experiências originais se dão de forma completa ou se esgotam em si mesmas e que haveria retornos que possuem um sentido radical pois potencializariam e/ ou aprofundariam questões trabalhadas apenas parcialmente no passado.”</p><p>Nesse sentido, entendia a autora deste estudo “ser de fundamental relevância diferenciar um simples retorno a uma forma arcaica de arte”; efetuado desta forma, “com o intuito de referendar tendências conservadoras do presente, de um interesse por experiências artísticas inovadoras do passado calcado no desejo de subverter as práticas tradicionais e de fomentar uma consciência crítica no público.”</p><p>Figura 11</p><p>Kerry James Marshall: o pintor da vida afro-moderna</p><p>Fonte: https://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/706126</p><p>Dentro das assertivas levantadas por Maria Couto, “importava, sobretudo, assinalar quais artistas e movimentos do presente trabalhavam com modelos do passado de forma reflexiva, logrando transformar suas possíveis limitações em uma ferramenta capaz de lidar com a situação histórica atual.”</p><p>Ele reitera que “na opinião de Foster, embora Bürger, em sua análise, tenha ressaltado o caráter político da ação das vanguardas, ele errou ao afirmar que não havia nada de verdadeiramente inovador na arte dos anos 1960/70.” Revelando assim “seu desconhecimento do potencial crítico da obra de artistas que lhe eram contemporâneos, como Hans Haacke, Marcel Broodthaers, Daniel Buren ou Michael Asher.”</p><p>Figura 12</p><p>Kerry James Marshall: o pintor da vida afro-moderna</p><p>Fonte: https://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/706126</p><p>Por outro lado, “cabia também destacar, a seu ver, o quanto a recuperação de movimentos que contestavam a possibilidade de uma arte autônoma”.</p><p>Também, “a noção de um artista expressivo, como Dada e o construtivismo russo, havia sido determinante para que artistas norte-americanos e europeus dos anos 1950/60 rompessem com o modelo modernista.” Que era “excessivamente formalista, em voga no período, e recolocassem a arte em contato com o espaço e o tempo presentes, reais, transformando-a, uma vez mais, em uma prática social.”</p><p>Maria Couto afirma que “é importante destacar que Foster, desde o início de sua atuação como historiador e crítico de arte, nos anos 1970, mostrou-se avesso aos ideais modernistas, greenberguianos, e procurou apontar suas contradições.”</p><p>Figura 13</p><p>Arte Brasileira Contemporânea 1980 - Ciro Cozzolino – Cartas para ela</p><p>Fonte: http://artebrasileira1980.blogspot.com/2007/</p><p>A autora deste estudo reitera que “dentro desse espírito, Foster e muitos de sua geração defenderam trabalhos que procuravam romper com o privilégio até então conferido à pintura.” Eles insistiam, segundo ela, “com a ideia de que cada arte deveria manter-se estritamente dentro de suas fronteiras, ou ainda com a noção de que a obra era uma transcrição das emoções interiores de seu criador.”</p><p>Tópico 6</p><p>A Arte Contemporânea Brasileira</p><p>Neste tópico desta apostila estaremos fazendo o coroamento deste estudo com base em um importante artigo desenvolvido por Lucia do Céu Cardoso Agostinetti e Jardel Dias Cavalcanti intitulado: “Arte contemporânea: o novo que assusta”.</p><p>Os referidos autores deste estudo chamam a atenção para o fato de que “é comum professores de arte ouvirem de seus alunos que “não gostam” da arte atual, ou que “não conseguem entendê-la”, e quando se fala em arte, preferem Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio entre outros.”</p><p>Por outro ângulo de vista, salientam os autores que “percebe-se também insegurança por parte de alguns professores quando se fala em trabalhar a arte contemporânea, por ser uma arte muito próxima, por faltar informações, gerando, por isso, muitas incertezas que dificultam o trabalho em sala de aula.”</p><p>Por fim, “dentro desse contexto surge à preocupação e a necessidade em conhecer e compreender melhor a arte contemporânea e suas manifestações na sociedade brasileira.” Para assim, “haver maior aceitação por parte de todos, deixando de ser causa de rejeição e espanto quando abordada.”</p><p>Figura 14</p><p>Galeria de arte moderna brasileira e contemporânea</p><p>Fonte: https://mnba.gov.br/portal/exibicoes/galeria-de-arte-brasileira</p><p>Os autores deste estudo salientam que “sendo a escola um espaço crítico que deve ajudar o aluno a compreender a realidade e nela atuar, faz-se necessário um estudo mais aprofundado das manifestações artísticas e seus modos de ver, perceber e interpretar.”</p><p>Neste sentido, “antes de 1950 o Brasil tinha uma arte moderna com critérios bem definidos quanto à sua análise, o que levou os professores a ter certa dificuldade em relação aos critérios que envolvem a arte contemporânea.”</p><p>Com isso, “O modo de ver a arte dos professores brasileiros permaneceu fundamentada nos critérios da arte moderna, que não são os mesmos que determinam a arte contemporânea.”</p><p>Desta forma, “a partir desse período o professor encontra certo receio em analisá-la e tem a tendência de vê-la como algo desconhecido por ter uma educação deficiente em relação a este período”.</p><p>Figura 15</p><p>Santa Catarina Recebe exposições do prêmio Marcantônio</p><p>Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/educacao/santa-catarina-recebe-exposicoes-do-premio-marcantonio-vilaca-para-as-artes-plasticas/</p><p>Outra autora que se ocupa do tema que é citado no estudo dos referidos autores do trabalho aqui ora discutido é Anamélia Bueno Buoro. O referido autor informa que:</p><p>A imagem ocupa um espaço considerável no cotidiano do homem contemporâneo. [...] Faz-se necessário uma tomada de consciência dessa presença maciça, pois, pressionados pela grande quantidade de informação, estabelecemos com as imagens relações visuais pouco significativas. Espectadores passivos têm por habito consumir toda e qualquer produção imagética, sem tempo para deter sobre ela um olhar mais reflexivo, o qual a inclua e considere como texto visual e, portanto, como linguagem significante. Somos submetidos às imagens, possuído por elas, e sequer contamos com elementos para questionar esse intrincado processo de enredamento e submissão. É imperativo investir numa prática que transforme esses sujeitos em interlocutores competentes, envolvidos em intenso e consistente diálogo com o mundo, estimulados para isso por conexões e informações que circulam entre verbalidade e visualidade.</p><p>Neste sentido e, com base nestas premissas, “na visão modernista, as obras eram analisadas através da compreensão de suas qualidades estéticas, que dependiam de ações da percepção. Assim, para os arte-educadores, o objetivo era desenvolver o poder da percepção estética.”</p><p>Com isso, “o ensino da arte dentro de uma concepção contemporânea começou a ser construída no início da década de 60, a partir da reflexão de estudiosos americanos, canadenses e europeus.”</p><p>Estes estudos versam “sobre as funções da arte na educação e sobre seus métodos de ensino. No Brasil, estas novas ideias sobre ensino da arte a princípio ficaram restritas a poucos círculos acadêmicos.”</p><p>Figura 16</p><p>MASP – O imperdível Museu de Arte de São Paulo</p><p>Fonte: https://www.topensandoemviajar.com/masp-sao-paulo</p><p>Com base nos dados levantados pelos autores deste estudo, “no ensino formal, o lançamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais, em 1997 e 1998, contribuiu para divulgar a proposta contemporânea.”</p><p>Assim, “o ensino de arte contemporânea deve considerar a visão da arte em uma perspectiva cultural a valorização da bagagem cultural do</p><p>educando.” É preciso dizer também, com base na análise dos autores que “a ênfase no respeito e no interesse por diferentes culturas;” está diretamente relacionada com “a proposta de desenvolver a capacidade de leitura crítica e atenta de obras de arte e do mundo no qual está inserida com a ampliação do conceito de criatividade.”</p><p>Tópico 7</p><p>Na Prática</p><p>Figura 17</p><p>NFT</p><p>Exame</p><p>O NFT é um movimento que está inovando as artes plásticas, trata-se item exclusivo podendo ser digital ou físico.</p><p>Proveniente da língua inglesa, significa token não fungível na tradução para o português, trata-se de um certificado digital, onde é uma representação digital de um ativo. O NFT pode ser obras de artes, músicas, itens de jogos, momentos únicos no esporte, dentre outros.</p><p>O NFT é comprando com criptomoedas, cada marketplace aceita um ativo diferente, alguns dos mercados vituais são: OpenSea, Binance NFT, Rarible, Solanart, Foundation, SuperRare, Nifty Gateway e 9Block (brasileira).</p><p>Artistas e colecionadores brasileiros investem cada vez mais no formato de NFTs (tokens não fungíveis), sendo considerado a nova arte da vanguarda. O movimento tem feito tanto sucesso que o jogador de futebol Neymar adquiriu alguns tokens.</p><p>NFT: a nova cara das artes plásticas no Brasil?</p><p>Tópico 10</p><p>Materiais Complementares</p><p>Links a serem consultados para um acrescentamento no estudo do aluno de assuntos que não poderão ser abordados na apostila em questão:</p><p>Casarão de Ideias: uma década dedicada às artes</p><p>A Fonte. O Urinou de Marcel Duchamp</p><p>Homem nú sendo tocado por crianças no Museu de Arte Moderna de São Paulo</p><p>ECA - Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990</p><p>QUEER: ao pé da letra, a palavra significa estranho e sempre foi usada como ofensa a pessoas LGBT+. No entanto, a comunidade LGBT+ se apropriou do termo e hoje é uma forma de designar todos que não se encaixam na heterocisnormatividade, que é a imposição compulsória da heterossexualidade e da cisgeneridade. Disponível em: https://www.natura.com.br/blog/mais-natura/glossario-lgbt-entenda-o-que-e-queer-intersexual-genero-fluido-e-mais. Acesso em: 11/04/2022.</p><p>Artigo 208 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940</p><p>Incitação ao crime. Código Penal Brasileiro. Decreto -Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940</p><p>DA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO E DA INFORMAÇÃO. ARTIGO 1º. LEI No 5.250, DE 9 DE FEVEREIRO DE 1967</p><p>Arte, Democracia, Utopia</p><p>Desconhecimento e falta de hábito explicam baixa procura por museus</p><p>Hal Foster – Arte Contemporânea</p><p>School of Beauty, School of Culture’, (2012), de Kerry James Marshall, que remete a ‘Os Embaixadores’ (1533), de Hans Holbein, o Jovem</p><p>Kerry James Marshall: o pintor da vida afro-moderna</p><p>Kerry James Marshall: o pintor da vida afro-moderna</p><p>Arte Brasileira Contemporânea 1980 - Ciro Cozzolino – Cartas para ela</p><p>Galeria de arte moderna brasileira e contemporânea</p><p>Santa Catarina Recebe exposições do prêmio Marcantônio</p><p>MASP – O imperdível Museu de Arte de São Paulo</p><p>PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO</p><p>Tópico 1</p><p>Introdução</p><p>Tópico 2</p><p>Desafio</p><p>Figura 1</p><p>Sala de recursos</p><p>Envato</p><p>Descrição da imagem: há uma professora com sua aluna em uma brinquedoteca explorando alguns recursos educacionais.</p><p>Jean Piaget ainda pontua que o desenvolvimento cognitivo infantil passa por quatro etapas que começam logo depois do nascimento da criança e vão até o início da adolescência, que é quando a capacidade plena de raciocínio é atingida. Tais etapas são as seguintes:</p><p>Primeiro período: o sensório-motor e o começo da percepção; Segundo período: o pré-operatório e a representação;</p><p>Terceiro período: as operações concretas e o pensamento lógico; Quarto período: as operações formais e a assimilação do conteúdo.(Sophia, 2020)</p><p>Cite um dos fatores que influenciam no processo de aprendizagem.</p><p>A resposta abaixo é apenas um modelo sugerido pelo autor.</p><p>Dentre todos os fatores que influenciam no processo de aprendizagem, um dos mais importante é a motivação, pois, sem a motivação não há aprendizagem. A motivação existe quando o indivíduo se propõe a emitir um comportamento desejável para um determinado momento em particular. Tópico 3</p><p>Infográfico</p><p>A Psicologia Educacional possui um importante papel na vida escolar do aluno, veja no infográfico abaixo algumas atribuições desse ramo:</p><p>Figura 2</p><p>Infográfico</p><p>Escola da inteligência</p><p>clique aqui para visualizar a descrição do infográfico</p><p>Descrição da imagem: as informações estão dispostas em um esquema com alguns retângulos arredondados e um círculo.</p><p>Texto do infográfico:</p><p>Atribuições da Psicologia Educacional:</p><p>intervenção em relação às necessidades educacionais dos alunos;</p><p>orientação, aconselhamento profissional e vocacional;</p><p>funções preventivas;</p><p>intervenção na melhoria das ações educacionais;</p><p>formação e aconselhamento familiar;</p><p>intervenção socioeducativa para a construção de um ambiente educacional positivo e integrador.</p><p>Fonte: Escola da inteligência</p><p>Tópico 4</p><p>Aprendizagem</p><p>Figura 3</p><p>Psicologia Infantil</p><p>Envato</p><p>Descrição da imagem: uma psicóloga em uma sala de recursos auxiliando um aluno.</p><p>Conceito</p><p>Aprendizagem é um processo inseparável do ser humano e ocorre quando há uma modificação no comportamento, mediante a experiência ou a prática, que não podem ser atribuídas à maturação, lesões ou alterações fisiológicas do organismo.</p><p>Do ponto de vista funcional, é a modificação sistemática do comportamento em caso de repetição da mesma situação estimulante ou na dependência da experiência anterior com dada situação.</p><p>De acordo com as proposições das teorias gestaltistas é um processo perceptivo, o qual ocasiona em uma mudança na estrutura cognitiva. Para que haja a aprendizagem são necessárias determinadas condições:</p><p>Deslize o mouse no recurso abaixo para ler as informações:</p><p>Fatores Fisiológicos: Maturação dos órgãos dos sentidos, do sistema nervoso central, dos músculos, glândulas etc.</p><p>Fatores Psicológicos: Motivação adequada, autoconceito positivo, confiança em sua capacidade de aprender, ausência de conflitos emocionais perturbadores etc.</p><p>Experiências Anteriores: Qualquer aprendizagem depende de informações, habilidades e conceitos aprendidos anteriormente.</p><p>Características do processo de aprendizagem</p><p>Processo Dinâmico</p><p>Processo Contínuo</p><p>Os diferentes aspectos do processo primário de socialização na família, impõem, desde cedo, à criança, numerosas e complexas adaptações à diferentes situações de aprendizagem. Na idade escolar, na adolescência, na idade adulta e até em idade mais avançada, a aprendizagem está sempre presente.</p><p>Recurso lista interativa:</p><p>· Processo Global</p><p>· Processo Pessoal</p><p>· Processo Gradativo</p><p>· Processo Cumulativo</p><p>Conteúdo</p><p>Processo Global:</p><p>Todo comportamento humano é global, inclui sempre aspectos motores, emocionais e mentais, como produtos da aprendizagem. O envolvimento para mudança de comportamento terá que exigir a participação global do indivíduo para uma busca constante de equilíbrio nas situações problemáticas que lhe são apresentadas.</p><p>Voltar para a navegação do recurso lista interativa</p><p>Aprendizagem e maturação</p><p>A maturação é constituída no processo de desenvolvimento pelas mudanças do organismo que ocorrem de dentro para fora do indivíduo. Mas, apesar destas mudanças acontecerem apenas quando existe uma predisposição natural no organismo do indivíduo, elas dependem de estimulações no meio ambiente para se desenvolverem plenamente.</p><p>As características essenciais da maturação são:</p><p>· Aparecimento súbito de novos padrões de crescimento ou comportamento;</p><p>· Aparecimento de habilidades específicas sem o benefício de práticas anteriores;</p><p>· A consistência desses padrões em diferentes indivíduos da mesma espécie;</p><p>· O curso gradual de crescimento físico e biológico em direção ao ser completamente desenvolvido.</p><p>A aprendizagem, diferente da maturação, envolve uma mudança duradoura no indivíduo, que não está marcada por sua herança genética. A aprendizagem se constitui no processo de socialização do sujeito e desenvolve gostos, habilidades, preferências, contribui para formação de preconceitos, vícios, medos e desajustamentos patológicos.</p><p>A aprendizagem é condicionada</p><p>pela maturação</p><p>De maneira geral, concluindo-se pelas próprias definições acima, a influência dos professores é restrita aos padrões de maturação dos alunos. Na aprendizagem esta influência pode ser determinante, com consequências que podem ser tanto positivas quanto negativas.</p><p>As características específicas do ser humano: a fala, a noção de tempo, a cultura e a capacidade de abstração, conferem uma qualidade única ao estudo do seu comportamento.</p><p>Ainda mais significativo que tudo o que foi dito, o homem, em seu processo de percepção, pode observar-se simultaneamente como sujeito e objeto, como o conhecedor e como o que deve ser conhecido.</p><p>Enquanto nos animais inferiores muitos dos comportamentos são supostamente instintivos, a criança, molda os seus múltiplos padrões de comportamento. O período relativamente de dependência da criança, em relação ao adulto, que se segue à necessidade total de ajuda logo após o nascimento, contribui para que ele adquira a cultura de seu grupo.</p><p>Utilizando seu potencial intelectual relativamente alto e sua capacidade de se comunicar através da linguagem falada e de outros símbolos, os membros de cada geração constroem realizações sobre aquelas das gerações anteriores. A cultura de uma sociedade é o resultado de muitas gerações de aprendizagem cumulativa.</p><p>O homem compartilha com outros mamíferos alguns impulsos orgânicos primários, como a fome, a sede, o sexo, a necessidade de oxigênio, de calor moderado e de repouso e, possivelmente, umas poucas aversões primárias tais como medo, raiva.</p><p>Clique em "saiba mais" abaixo:</p><p>A primeira manifestação de tais impulsos e aversões é um processo de maturação. No entanto, o ser humano parece transcender de alguma forma tais impulsos e aversões hereditários. Os animais parecem encontrar satisfação no uso de qualquer das capacidades que possuem. Da mesma maneira, o homem encontra satisfação no uso de suas capacidades e habilidades. Tópico 5</p><p>Aprendizagem e desempenho</p><p>Clique na imagem abaixo:</p><p>Descrição da imagem: há uma professora auxiliando uma aluna em seus estudos, ambas estão sentadas próximas a uma mesa com algumas canetas, folhas e óculos.</p><p>Fonte: Envato</p><p>É fundamental para se concluir como está transcorrendo a aprendizagem, a observação do comportamento do indivíduo. O desempenho pode ser considerado como o desempenho observável do sujeito. Destarte, a aprendizagem não pode ser observada diretamente, só pode ser inferida do comportamento ou do desempenho de uma pessoa.</p><p>Para tanto, devem ser observadas determinadas características do desempenho que servirão como indicadores do desenvolvimento da aprendizagem ou da aquisição de uma habilidade.</p><p>A característica principal é quando a ação da habilidade melhorou durante um período de tempo no qual houve a prática. A pessoa sendo assim mais capaz de desempenhar a habilidade do que era anteriormente.</p><p>A melhoria do desempenho deve ser marcada por certas características:</p><p>- O desempenho deve ser, como resultado da prática, persistente, ou seja, relativamente constante. Deve ser duradoura no tempo.</p><p>- As flutuações do desempenho devem ser cada vez menores, ocorrendo menos variabilidade.</p><p>Aprendizagem é uma mudança no estado interno do indivíduo, que é inferida de uma melhora relativamente permanente no desempenho como resultado da prática.</p><p>Modelo de Aprendizagem Motora</p><p>Segundo Fitts e Posner, existem três estágios que caracterizam a aprendizagem motora:</p><p>Clique nos títulos abaixo:</p><p>Recurso lista interativa:</p><p>· Estágio Cognitivo</p><p>· Estágio Associativo</p><p>· Estágio Autônomo</p><p>Conteúdo</p><p>Estágio Cognitivo:</p><p>Se caracteriza por uma grande quantidade de atividade mental e intelectual. O principiante costuma responder às técnicas ou estratégias, apresentando grande número de erros grosseiros no desempenho.</p><p>Voltar para a navegação do recurso lista interativa</p><p>É importante entender esses estágios de aprendizagem para determinação de estratégias instrucionais apropriadas a serem utilizadas ao ensinar habilidades motoras.</p><p>O desempenho inicial na aprendizagem nem sempre permite predizer com precisão o desempenho posterior. Este deve ser considerado a partir de:</p><p>· Determinação das capacidades relacionadas com a tarefa;</p><p>· Motivação para ter sucesso e para continuar a aprender a habilidade;</p><p>· Instrução inicial deve enfatizar os fundamentos importantes da habilidade a ser aprendida;</p><p>· Quantidade de tempo de prática disponível do indivíduo é importante na determinação do sucesso posterior.</p><p>Esses fatores, além de serem valiosos na previsão do desempenho futuro, são geradores de informações para determinar o que deve ser incluído no plano de instrução, para ajudar o estudante a desenvolver seu potencial.</p><p>Tópico 6</p><p>Aprendizagem e motivação</p><p>Figura 4</p><p>Aprendizagem na horta</p><p>Envato</p><p>Descrição da imagem: crianças com regadores e pequenas pás de jardinagem explorando as plantas de uma horta.</p><p>Dentre todos os fatores que influenciam no processo de aprendizagem, o mais importante deles é, sem dúvida, a motivação. Sem motivação não há aprendizagem. Podem existir os mais diversos recursos para tal, mas se não houver motivação, ela não acontecerá.</p><p>Funções dos motivos</p><p>A motivação existe quando o indivíduo se propõe a emitir um comportamento desejável para um determinado momento em particular. O sujeito motivado é aquele que se dispõe a iniciar, ou continuar, o processo de aprendizagem. São três as funções mais importantes dos motivos:</p><p>1. Manter ativo o organismo para que a necessidade que gerou o desequilíbrio seja satisfeita;</p><p>2. Dar direção ao comportamento para que os objetivos sejam alcançados, definindo quais os mais adequados para conduzir a ação;</p><p>3. Selecionar as respostas que satisfazem as necessidades para que possam ser reproduzidas posteriormente, quando situações semelhantes se apresentarem.</p><p>Teorias da motivação</p><p>A seguir serão apresentadas as quatro linhas teóricas que abordam a questão da motivação dentro da Psicologia.</p><p>Teoria do condicionamento</p><p>Segundo esta teoria, para que o indivíduo seja motivado a emitir determinado comportamento, é preciso que esse seja reforçado seguidamente. A aprendizagem só acontece caso haja a associação de determinada resposta a um reforço, até que o indivíduo fique condicionado.</p><p>Em outras palavras, uma necessidade (estímulo) leva a uma atividade (resposta) que a satisfaz, e aquilo que satisfaz ou reduz a necessidade, serve como reforço da resposta. Isto é, o indivíduo age para alcançar um reforço que vai satisfazer sua necessidade.</p><p>Atenção</p><p>De acordo com a teoria do condicionamento, só há motivação para aprender em sala de aula na medida em que as matérias oferecidas estiverem associadas a reforços que satisfaçam certas necessidades dos alunos.</p><p>Teoria cognitiva</p><p>A teoria cognitiva, ao contrário da teoria do condicionamento que considera a aprendizagem como resultado de uma série de estímulos externos para reforço do comportamento, dá maior importância a aspectos internos, racionais, como: objetivos, intenções, expectativas e planos do indivíduo.</p><p>A teoria cognitiva considera que, como ser racional, o homem decide conscientemente o que quer ou não fazer. Pode interessar-se pelo estudo da matemática por compreender que lhe será útil no trabalho, na convivência social, ou apenas para satisfazer sua curiosidade, ou ainda porque se sente bem quando estuda matemática.</p><p>Teoria humanista</p><p>Para Maslow, um dos principais formuladores desta teoria, o comportamento humano, pode ser motivado pela satisfação de necessidades biológicas, mas que toda motivação humana não poderia ser explicada em termos de privação, necessidade e reforçamento.</p><p>Para Maslow existe uma hierarquia de necessidades que vão se manifestando à medida que as necessidades básicas, consideradas por ele de ordem inferior, são satisfeitas e, que evoluem em direção a necessidades de ordem superior.</p><p>Quando não há alimento, o homem vive apenas pelo alimento. Mas o que acontece quando o homem consegue satisfazer sua necessidade de alimento? Imediatamente surgem outras necessidades, cuja satisfação provoca o aparecimento de outras.</p><p>Veja a seguir uma análise das necessidades essenciais ao ser humano postuladas por Maslow.</p><p>Clique na imagem abaixo:</p><p>Necessidades Fisiológicas: Um indivíduo com as necessidades fisiológicas - oxigênio, líquido, alimento e descanso - insatisfeitas tende a comportar-se como um animal em luta pela sobrevivência. É a satisfação dessas necessidades que permite ao sujeito dedicar-se à atividades que satisfaçam necessidades de ordem social.</p><p>Necessidade de Segurança: É o comportamento manifesto diante do perigo e de situações estranhas e não familiares. É essa necessidade que orienta o organismo na ação rápida em qualquer situação de emergência, como doenças, catástrofes naturais, incêndios, etc.</p><p>Necessidade de Amor e Participação: Expressa-se no desejo de todas as pessoas de se relacionarem afetivamente com as outras, de pertencerem a um grupo.</p><p>Necessidade de estima: Leva-nos à procura de valorização e reconhecimento por parte dos outros. Quando essa necessidade é satisfeita, sentimos confiança em nossas realizações, que temos valor para os outros, sentimos que podemos participar na comunidade e sermos úteis.</p><p>Necessidade de Realização: Expressa-se em nossa tendência a transformar em realidade o que somos potencialmente, a realizar nossos planos e sonhos, a alcançar nossos objetivos. A satisfação da necessidade de realização é sempre parcial, na medida em que sempre temos projetos inacabados, sonhos a realizar, objetivos a alcançar.</p><p>Necessidade de Conhecimento e Compreensão: É a curiosidade, a exploração e o desejo de conhecer novas coisas, de adquirir mais conhecimento. Essa necessidade é mais forte em uns do que em outros e sua satisfação se realiza através de análises, sistematizações de informações, pesquisas, etc. Essa talvez devesse ser a necessidade específica a ser atendida pela atividade escolar.</p><p>Necessidade Estética: Manifesta-se através da busca constante da beleza. Essa necessidade, segundo Maslow, parece ser universal em crianças sadias e a escola pode contribuir muito para sua satisfação.</p><p>Descrição da imagem: um grupo de pessoas analisando a imagem de uma pirâmide desenhada a giz em uma mesa.</p><p>Teoria psicanalítica</p><p>Para a teoria psicanalítica, criada por Sigmund Freud, as primeiras experiências infantis são os principais fatores a determinar todo o desenvolvimento posterior do indivíduo. A maior parte dos motivos seriam, assim, inconscientes.</p><p>Quando criança, todo indivíduo tem uma série de impulsos e de desejos que procura satisfazer. Entretanto, muito desses não podem ser realizados em virtude das sanções sociais. Assim, eles são reprimidos para o inconsciente e lá se organizam a fim de se manifestarem de outra forma, de uma maneira que não contrarie as normas sociais.</p><p>Na prática clínica, Freud, pesquisando sobre causas e funcionamento das neuroses, descobriu que a grande maioria dos pensamentos e desejos reprimidos eram de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida do indivíduo.</p><p>Na vida infantil estavam as experiências traumáticas reprimidas, que originavam os sintomas atuais. Essas ocorrências deixavam marcas profundas na estrutura da personalidade. Freud, então, coloca a sexualidade no centro da vida psíquica e postula a existência da sexualidade infantil.</p><p>Teorias da aprendizagem</p><p>As teorias da aprendizagem se caracterizam como uma área bem específica dentro da psicologia teórica na tentativa de fundamentar como surge a natureza essencial do processo de aprendizado. Serão apresentadas a seguir as principais teorias que procuram compreender e explicar o processo de aprendizagem.</p><p>Watson e o behaviorismo</p><p>No início de nosso século, vários psicólogos preocupavam-se em fornecer à Psicologia foros de ciência. Tal tentativa já havia sido feita pelos adeptos das ideias de Wundt, criador da Psicologia Fisio1ógica. Nos Estados Unidos, J.B. Watson insistia em que o corpo voltasse a centralizar os estudos psicológicos e propunha que a Psicologia mudasse seu foco da consciência para o comportamento.</p><p>Saiba Mais</p><p>O objetivo de Watson era que a ciência psicológica se interessasse por indícios publicamente verificáveis, ou seja, dados abertos à observação de outros, estudados por diversos pesquisadores, que poderiam chegar a conclusões uniformes.</p><p>Watson foi iniciador da escola behaviorista. Ele considerava a pesquisa animal a única verdadeira, pela sua possibilidade de verificação empírica. Propunha a abolição dos métodos introspectivos, devido à sua falta de objetividade. Rejeitava o estudo da consciência e atacava veementemente a análise da motivação em termos de instintos.</p><p>Na sua época, era frequente admitir que muitos comportamentos fossem inatos e constituíssem instintos. Watson propôs a tese de que herdamos apenas estrutura física e alguns reflexos. Três tipos de reação emocional são inatos: medo, cólera e amor, todas as outras reações emocionais são aprendidas em associação com eles, através de condicionamento.</p><p>A influência de Watson foi tão grande, que a maioria das teorias que se seguiram foram behavioristas e, portanto, preocupadas com os fatores puramente objetivos, baseando-se na pesquisa com animais e preferindo a análise do tipo estímulo-resposta.</p><p>Tópico 7</p><p>Teoria do condicionamento clássico</p><p>Vídeo</p><p>clique aqui para acessar a transcrição da videoaula</p><p>O fisiologista russo Ivan P. Pavlov (1849-19360), estava interessado em descobrir princípios do funcionamento das glândulas salivares e usava cães em suas experiências.</p><p>Em uma de suas experiências um fato em particular chamou sua atenção. Pavlov verificou os animais salivavam, de maneira abundante, não apenas à vista e cheiro do alimento, mas também na presença de outros estímulos associados a ele, como o som de passos fora da sala, na hora da alimentação.</p><p>Desta forma, ele chegou a conclusão de que o reflexo salivar, provocado normalmente pela presença do alimento na boca, também podia ser provocado por outros estímulos associados aos alimentos.</p><p>Pavlov começou, então, a relacionar o alimento a outros estímulos, originalmente neutros quanto à capacidade de provocar a salivação, como a luz de uma lâmpada ou o som de uma campainha. Ele verificou que, se o alimento fosse muitas vezes precedido destes estímulos, o cão passaria a salivar também na sua presença. A esta reação Pavlov denominou de reflexo condicionado.</p><p>Posteriormente, os psicólogos passaram preferir a expressão - resposta condicionada -, uma vez que este tipo de aprendizagem não se limita só aos comportamentos reflexos.</p><p>Teoria do condicionamento operante</p><p>O psicólogo americano B. F. Skinner, nascido em 1904, fez uma distinção entre dois tipos de comportamentos: as respostas provocadas por um estímulo específico e aquelas que são emitidas sem a presença de um estímulo conhecido. Ao primeiro tipo de respostas Skinner chamou - respondente-; e ao segundo - operante.</p><p>O comportamento respondente é automaticamente provocado por estímulos específicos como, por exemplo, a contração pupilar mediante uma luz forte. O comportamento operante, no entanto, não é automático, inevitável e nem determinado por estímulos específicos.</p><p>Assim, caminhar pela sala, abrir uma porta, cantar uma canção, são comportamentos operantes, já que não se pode estipular quais os estímulos que os causaram. O que caracteriza o condicionamento operante é que o reforço não ocorre simultaneamente ou antes da resposta (como no condicionamento clássico), mas aparece depois dela.</p><p>A resposta deve ser dada para que depois surja o reforço, que, por sua vez, torna mais provável nova ocorrência do comportamento. A aprendizagem não se constitui, como no condicionamento clássico, em uma substituição de estímulo, mas sim em uma modificação da frequência da resposta.</p><p>Teoria da aprendizagem por ensaio e erro</p><p>Saiba Mais</p><p>Este tipo de aprendizagem foi primeiramente estudada por Edward Lee Thorndike (1874-1949), psicólogo americano. Seus experimentos foram feitos com animais, preferencialmente gatos.</p><p>Um gato faminto era colocado em uma gaiola com o alimento à vista do lado de fora. O gato, ao tentar sair da gaiola</p><p>para conseguir o alimento, produzia uma série de ensaios ou tentativas. Ocasionalmente, ele tocava na tranca que abria a gaiola e o alimento era alcançado.</p><p>O experimento era repetido durante alguns dias e o gato, ia, aos poucos, eliminando os ensaios infrutíferos para sair da gaiola, coisa que conseguia em cada vez menos tempo, até que nenhum erro mais era cometido e o gato saia da gaiola com apenas um movimento preciso: o de abrir a tranca.</p><p>O ensaio e erro é um tipo de aprendizagem que se caracteriza por uma eliminação gradual dos ensaios ou tentativas que levam ao erro e à manutenção daqueles comportamentos que tiveram o efeito desejado. Thorndike formulou, a partir de seus estudos, leis de aprendizagem, das quais se destacam a lei do efeito e a lei do exercício.</p><p>A lei do efeito afirma que um ato é alterado pelas suas consequências. Assim, se um comportamento tem efeitos favoráveis, é mantido, caso contrário, eliminado. A lei do exercício propõe que a conexão entre estímulos e respostas é fortalecida pela repetição. Em outras palavras, a prática, ou exercício, permite que mais acertos e menos erros sejam cometidos como resultado de um comportamento qualquer.</p><p>Pode-se notar a semelhança existente entre este tipo de aprendizagem e o condicionamento operante. Alguns autores, porém, estabelecem uma diferença, afirmando que o ensaio e erro é mais complexo, já que envolve a intenção do indivíduo na aquisição de algum efeito específico.</p><p>Teoria da aprendizagem cognitiva</p><p>Para John Dewey, a aprendizagem deve estar vinculada aos problemas práticos, aproximando-se o mais possível da vida cotidiana dos alunos. À escola cabe preparar seus alunos para a vida democrática, para a participação social, deve exercer a democracia dentro dela, dando preferência à aprendizagem por descoberta.</p><p>Para Dewey, seis são os passos que caracterizam o pensamento científico:</p><p>Deslize o mouse sobre o recurso abaixo:</p><p>Tornar-se Ciente do Problema: É necessário que o problema proposto tenha significado para o indivíduo. Ele deve ser transformado em uma necessidade individual que lhe proporcione estímulos suficientes.</p><p>Esclarecimento do Problema: Consiste na coleta de dados e informações sobre o problema proposto. É onde vai se selecionar a melhor forma de atacar o problema através dos recursos disponíveis.</p><p>Aparecimento da Hipótese: São as possibilidades que surgem para a provável solução do problema.</p><p>As hipóteses costumam surgir após um longo período de reflexão sobre o problema e suas implicações, a partir dos dados coletados na etapa anterior.</p><p>Deslize o mouse sobre o recurso abaixo:</p><p>Seleção da Hipótese mais Provável: É o confronto da hipótese com o que se conhece do problema, passando de uma hipótese a outra na medida que vão se mostrando ineficazes para a resolução do problema. Uma hipótese verifica-se outra.</p><p>Verificação de Hipótese: É na prática que acontece a verdadeira prova da hipótese que será comprovada na ação.</p><p>Generalização: Em situações posteriores semelhantes, uma solução já encontrada poderá contribuir para a formulação de hipótese mais realista. A capacidade de generalizar consiste em saber transferir soluções de uma situação para outra.</p><p>Teoria da aprendizagem fenomenológica</p><p>As significações produzidas pelos indivíduos são, para teoria fenomenológica, assim como a teoria cognitiva acima descrita, e a teoria da gestalt, que veremos mais adiante, de grande relevância para compreensão do processo de aprendizagem.</p><p>A criança é vista como um ser que aprende naturalmente. A aprendizagem só acontece a partir do material que se vincule à experiência do indivíduo. Assim, existem alguns passos que servem para facilitar a aprendizagem do indivíduo a partir de sua própria experiência:</p><p>· Proporcionar aos alunos oportunidades de pensamento autônomo, criando um clima de diálogo, que os encoraje a expressar suas opiniões e a participar das atividades do grupo;</p><p>· Os alunos devem desenvolver suas atividades em acordo com o ritmo pessoal;</p><p>· O êxito e a aprovação devem ser considerados a partir das realizações individuais;</p><p>· Oferecer aos alunos a oportunidade de utilizar um impulso universal presente em todos os seres humanos, no sentido de concretizar suas próprias potencialidades. Sem podá-los em uma camisa de força, prendendo-os à competição artificial e ao rígido sistema de notas.</p><p>Teoria da aprendizagem da Gestalt</p><p>Os psicólogos que preconizaram a teoria da Gestalt, como Köhler, Koffka, defendiam que a experiência e a percepção são mais importantes que as respostas específicas no processo de aprendizagem. Segundo eles a aprendizagem acontece através de insights, que se constituem em uma compreensão súbita para solução de problemas.</p><p>Mas, para que isso ocorra, existe a necessidade de experiências anteriores vinculadas ao problema, e só acontece em consequência de uma organização permanente da experiência, que permite a percepção global dos elementos significativos.</p><p>Siga para o próximo tópico.</p><p>Tópico 8</p><p>Transferência da aprendizagem</p><p>Clique na imagem abaixo:</p><p>Descrição da imagem: há duas crianças gêmeas, uma está comendo uma maçã e a outra está sentada estudando próxima a uma mesa com um livro e maçãs, nas mãos dessa segunda criança também há uma maçã mordida.</p><p>Fonte: Envato</p><p>Conceito e importância da transferência</p><p>A transferência de aprendizagem acontece quando o indivíduo é capaz de transmitir o material retido em uma primeira experiência para as próximas experiências. É a influência de um órgão ou capacidade, sobre outra capacidade ou órgão, ainda não exercitado.</p><p>A experiência é aprendida em seu conjunto e transferida como tal para uma situação nova, quando há identidade de estrutura ou função entre as situações. É o problema de transportar e de aplicar em uma situação conhecimentos, habilidades, ideais, valores, hábitos e atitudes, adquiridos em outros setores ou situações de vida.</p><p>Este problema afeta diretamente o conteúdo e método de ensino. Porque se acreditamos que, a aprendizagem é uma função tão específica que só é aplicável à matéria ou à habilidade diretamente envolvida, a orientação do ensino será diferente de quando se venha acreditar que a aprendizagem é um processo geral, que permite transferência a uma variedade ampla de áreas de atividades.</p><p>Transferência positiva e negativa</p><p>Dizemos que houve uma transferência positiva quando uma aprendizagem anterior favorece uma nova aprendizagem. Dizemos que houve uma transferência negativa quando uma aprendizagem prejudica outra posterior.</p><p>Teorias da transferência</p><p>As teorias da transferência da aprendizagem tiveram sua origem nas críticas à teoria da disciplina formal. A teoria da disciplina formal concebia a mente como composta de faculdades, tais como: memória, raciocínio, vontade, atenção.</p><p>Assim, bastava que estas “faculdades da mente” fossem, adequadamente, treinadas para que funcionassem igualmente bem em todas as situações, mesmo que a aprendizagem houvesse ocorrido em uma situação particular. O ensino de latim, por exemplo, treinava a capacidade de raciocínio lógico para qualquer tipo de situação.</p><p>Na teoria da disciplina formal, a ênfase não se vinculava, de maneira específica, na matéria. Era mais importante para a educação a forma da atividade do que o conteúdo em si mesmo. A educação, seria então, em grande medida, uma questão de exercitar ou disciplinar a mente, de acordo com rigorosos exercícios mentais nos autores clássicos, em lógica, matemática, etc.</p><p>Contudo, William James (1890), em um trabalho experimental conclui que a melhora da memória, consistia não em qualquer melhora na retenção, mas no aperfeiçoamento do método de memorizar. Este experimento foi o ponto de partida para experiências posteriores, cujos resultados vieram contrariar a doutrina da disciplina formal.</p><p>Teoria dos elementos idênticos</p><p>Tem como autor Thorndike. Afirma que há transferência de aprendizagem quando se verifica identidade de:</p><p>1. CONTEÚDO (Exemplo: a análise lógica em uma língua auxilia na aprendizagem de outra.);</p><p>2. de MÉTODO ou PROCESSO (Exemplo: o estudo de uma lição, lendo</p><p>o conjunto e depois repetindo trechos difíceis é processo que faculta o estudo de outra lição do mesmo tipo.);</p><p>3. de ATITUDE (Exemplo: o hábito de aprender teoremas depois de algum esforço leva o indivíduo a esperar dominar com esforço novo teorema.);</p><p>4. de GENERALIDADES de fatos compreendidos (Exemplo: regras, princípios, leis, etc., induzidos e aplicados a seguir a casos particulares diversos, habilitam o indivíduo a aprender outros casos particulares, pelo pensamento dedutivo).</p><p>Nesta teoria a transferência é a repetição, em uma nova situação, de uma reação já aprendida anteriormente.</p><p>Teoria da generalização da experiência</p><p>Nesta teoria, que tem Judd como precursor, os fatores mais importantes são: o Método de Ensino ou de Estudo e Grau de Auto Atividade despertada no aluno. A matéria ou conteúdo a ser aprendido é de pouquíssima importância.</p><p>Esta teoria preconiza que, a função da educação é treinar a inteligência, internalizar o método científico, assistir os alunos a abstrair o geral e essencial dos aspectos particulares e acidentais em suas experiências. Esta teoria enfatiza a aplicabilidade de princípios e generalizações de situações variadas e diversas.</p><p>A repetição do experimento original de Judd, por outros estudiosos, conclui que as crianças acostumadas com o princípio da refração da luz foram mais capazes de atingir um alvo submerso na água do que crianças que não conheciam o princípio.</p><p>Teoria dos ideais de proceder</p><p>Atenção</p><p>O autor desta teoria, Bagley considera que a generalização não representa tudo, mas que deve ser associada a um ideal e possuir um conteúdo emocional. Para Bagley, a aprendizagem de hábitos de ordem, por exemplo, não se transfere da aritmética para a ortografia, mas que, se a aprendizagem de tais hábitos for considerada um ideal, e enfatizada pelo professor, será transferida para outros assuntos, sem que seja preciso referência especial sobre os mesmos.</p><p>Esta teoria acentua a transferência através da formulação de ideais e atitudes generalizadas, constituindo outra versão da teoria da generalização da experiência.</p><p>Teoria da Gestalt</p><p>Esta teoria enfatiza outro aspecto do conceito de generalização. Para seus partidários, quanto maior o significado de uma experiência, tanto mais rica sua conceituação e mais profunda a sua compreensão, maiores serão suas possibilidades de transferência.</p><p>Para os gestaltistas, o discernimento (Insight) das relações entre os elementos da situação é o meio que garante a aprendizagem, e é este conhecimento das relações que se transfere na aprendizagem.</p><p>Os gestaltistas explicam a transferência através do que denominam “transposição”. Por exemplo, determinada canção ouvida em certo tom pode ser reconhecida em outro, ainda que todos os componentes da canção sejam diversos.</p><p>Identicamente, gatos treinados a comer no prato maior, quando encontram outros dois pratos, onde o que era maior é agora o menor dos dois, comem no maior e não naquele no qual aprenderam a comer. Os gatos reagem não às partes, os pratos, mas à relação maior-menor, que continua existindo.</p><p>Esta teoria preconiza que, a função da educação é treinar a inteligência, internalizar o método científico, assistir os alunos a abstrair o geral e essencial dos aspectos particulares e acidentais em suas experiências. Esta teoria enfatiza a aplicabilidade de princípios e generalizações a situações variadas e diversas.</p><p>A repetição do experimento original de Judd, por outros estudiosos, conclui que as crianças acostumadas com o princípio da refração da luz foram mais capazes de atingir um alvo submerso na água do que crianças que não conheciam o princípio.</p><p>Tópico 10</p><p>Conclusão</p><p>Vídeo</p><p>clique aqui para acessar a transcrição da videoaula</p><p>Finalizamos assim a nossa disciplina.</p><p>Em virtude dos fatos mencionados, podemos concluir que a Psicologia da Educação se faz presente nos momentos importantes do desenvolvimento cognitivo infantil. Vimos que a educação é a base para a vida, responsável pela construção e manutenção da sociedade a partir do aprendizado e pesquisa.</p><p>Portanto, a maturação é constituída no processo de desenvolvimento pelas mudanças do organismo que ocorrem de dentro para fora do indivíduo. Apesar destas mudanças acontecerem apenas quando existe uma predisposição natural no organismo do indivíduo, elas dependem de estimulações no meio ambiente para se desenvolverem plenamente.</p><p>Aproveite os novos conhecimentos adquiridos para serem aplicados em sua vida profissional.</p><p>Até o nosso próximo encontro!</p><p>Tópico 11</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Referencial Bibliográfico Básico:</p><p>BARROS, Célia S.G. Pontos da Psicologia Geral. SP: Ática, 1995.</p><p>BOCK, Ana M.Bahia; FURTADO, O e TEIXEIRA, M.L. Psicologias - Uma Introdução ao Estudo de Psicologia. SP: Saraiva, 1993.</p><p>BOWDITCH, James L. e BUONO, Anthony F. Elementos de Comportamento Organizacional. São Paulo: Pioneira, 1997.</p><p>Referencial bibliográfico complementar:</p><p>BRAGHIROLLI, Elaine Maria. Psicologia Geral. RJ: Vozes. 1995.</p><p>CÓRIA-SABINI, Maria Aparecida. Fundamentos de Psicologia Educacional. SP: Ática, 1986.</p><p>DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. SP: McGraw-Hill do Brasil, 1991.</p><p>DAVIS, Cláudia e OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Psicologia na educação. 2 ed., SP:Cortez, 1994.</p><p>GREENING, Thomas C. Psicologia Existencial-Humanista. RJ: Zahar, 1975.</p><p>MOULY, G. J. Psicologia Educacional. SP: Pioneira, 1966.</p><p>PENNA, A Introdução à História da Psicologia Contemporânea. Rio de Janeiro, Zahar, 1980.</p><p>PILETTI, Nelson. Psicologia Educacional. 13 ed. SP: Ática, 1995.</p><p>TELES, Maria Luiza S. O que é Psicologia. SP: Brasiliense, 1993.</p><p>SCHULTZ, Duane P. e SCHULTZ, Sydney Ellen. História da Psicologia Moderna. SP: Cultrix,1992.</p><p>Secretária Municipal de Educação RJ. MULTIEDUCAÇÃO: Núcleo Curricular Básico. Rio de Janeiro, 1996.</p><p>STATT, David A. Introdução à Psicologia. SP: Harbra, 1978.</p><p>Material Interativo Profop – Tecnologia nas Artes Visuais</p><p>Tópico 1</p><p>Introdução</p><p>Vídeo</p><p>Clique em CC para ter acesso à transcrição do vídeo ⬆️</p><p>Olá estudante, seja bem-vindo a disciplina: Tecnologia aplicada as artes visuais. A arte visual é a expressão do campo visual, um conjunto de manifestações artísticas expressa através da pintura, escultura, desenho, arquitetura, artesanato, fotografia, cinema, design arte urbana entre outros. Dentro desse campo inserimos a tecnologia como um importante fator de mudança para o conceito de arte visual pois a mesma tem transformado o modo pelo qual a arte é compreendida. No estudo de hoje analisaremos os seguintes tópicos: artes visuais e sua relação com as tecnologias, a fotografia e sua evolução tecnológica, esculturas e sua evolução para a modelagem 3D, as artes visuais no ambiente de ensino e por fim as artes visuais nos ambientes digitais. Portanto prepare seu material de estudos e não deixe de consultar as referências bibliográficas para melhor assimilação do conteúdo abordado.</p><p>Tópico 2</p><p>Desafio</p><p>Sabe-se que, a exposição exacerbada pela diversidade de materiais digitais é imensa, no que diz respeito a propagandas, outdoors, mensagens exibidas pela televisão. Diante dessas verdades, notoriamente o homem passou a interagir em rede por meio da criação de recursos que o fizeram alcançar novos fazeres, nesta perspectiva contempla-se o uso dos meios digitais aplicada às artes, mas a pergunta é: como? Através dos mecanismos digitais temos acesso a diversos recursos que permitem o uso de equipamentos digitais para que se contemple o que antes era algo estritamente manual ou sem a estrutura em rede da qual estamos habituados na atualidade, por exemplo, o design gráfico cria projetos de comunicação visual, um logotipo, embalagens. As artes visuais outrora eram estritamente atreladas ao fazer manual como pinturas, artesanatos entre outros, conceitualmente esse modo tem se transformado pelo fato das modificações ocorridas no mundo digital.</p><p>O transcendental histórico está à mercê de uma viagem de barco. Basta que alguns grupos sociais disseminem um novo dispositivo de comunicação, e todo o equilíbrio das representações e das imagens será transformado, como</p><p>vimos no caso da escrita, do alfabeto, da impressão, ou dos meios de comunicação e transporte modernos. (LÉVY, 1993, p. 90).</p><p>Para avaliação de determinado objeto é necessário um recurso simples, mediante tal, é possível avaliar e até mesmo aprender sobre determinado assunto. Qual recurso traz essa possibilidade dentro do campo das artes visuais?</p><p>Resposta Esperada:</p><p>Às vezes basta ver um processo para compreender como ele funciona. Em outras situações ver um objeto já nos proporciona um conhecimento suficiente para que possamos avalia-lo e compreendê-lo. Essa experiência da observação serve não apenas como um recurso que nos permite aprender, mas também atua como nossa mais estreita ligação com a realidade de nosso meio ambiente. Confiamos em nossos olhos e deles dependemos. (Dondis,1997,p.21)</p><p>Tópico 3</p><p>Infográfico</p><p>Figura 1</p><p>Conceitos de artes visuais</p><p>Significados</p><p>Descrição da imagem: A figura mostra os conceitos de artes visuais demonstrado em teatro, cinema, pintura, dança e colagem.</p><p>Texto do infográfico: Conceitos de Artes Visuais</p><p>1. Teatro</p><p>2. Dança</p><p>3. Pintura</p><p>4. Colagem</p><p>5. Cinema</p><p>Fonte: Significados</p><p>Tópico 4</p><p>Artes Visuais e sua Relação com a Tecnologia</p><p>Conceito das Artes Visuais</p><p>A arte visual é inserida em um grupo onde há diversos modos de expressão visual no campo da arte. Cor e forma são os elementos mais relevantes para contemplar sua expressão. O termo "visual" vem do latim "visualis", que quer dizer visão. Portanto, as artes visuais estão diretamente associadas à linguagem visual (AIDAR, 2019).</p><p>Logo após a Segunda Guerra Mundial, a ideia das artes visuais decolou, dominando assim a concepção visual dos modos de manifestações artísticas.</p><p>Toda arte visual tem beleza e originalidade humana e pode ser observada através dos olhos. Deste modo, esta modalidade da arte suporta ser assimilada como um grupo de arte que consegue retratar o universo real ou o mundo fictício através da assimilação visual.</p><p>Tipos de Artes Visuais</p><p>Os mais variados modelos de demonstrações visuais são os componentes basais das artes visuais. Nas demonstrações artísticas visuais encontra-se uma percepção em que o artista pretende aguçar a sensibilidade de toda plateia.</p><p>Conforme Aidar (2019), são consideradas artes visuais as seguintes categorias de artes:</p><p>Desenho: Qualquer fabricação e simbolização artística de trabalhos constituídos por linhas, pontos e formas bidimensionais;</p><p>Pintura: Método de utilização de corantes em superfícies com o propósito de pigmentar, podendo ser profissional ou amadora;</p><p>Gravura: Artifício artístico capaz de reproduzir diversas cópias mediante uma base artesanal;</p><p>Fotografia: Procedimento de reprodução de variados exemplares de imagens com diversos propósitos, como o fotojornalismo e a fotografia artística;</p><p>Cinema: Técnica audiovisual de reprodução de imagens em movimento, como os filmes e documentários;</p><p>Escultura: Retratação de modelos espaciais por meio da aplicação de múltiplos métodos, como a fundição;</p><p>Arquitetura: Se trata de técnicas de organização de espaços para projetar edificações;</p><p>Novela: Elaboração narrativa artística apoiada na realidade ou na ficção, que pode ser retratada na TV, rádio ou na literatura;</p><p>Moda: Exibe opiniões, tendências comportamentais e estilos de vestuários, que se altera em cada período histórico;</p><p>Decoração: Artifícios empregados na constituição e decoração dos variados espaços sociais;</p><p>Paisagismo: Arte aplicada para articular os ambientes comunitários com o propósito de melhor proveito e bem-estar do convívio social.</p><p>A Carreira em Artes Visuais</p><p>Artes Visuais é um campo que compreende todo meio de reprodução visual de cor e forma. As retratações visuais dramáticas, como cinema, teatro e música, também são inseridas nessa área.</p><p>Na década de 70 começaram a surgir os cursos que foram os primeiros a ter como finalidade formar educadores de:</p><p>· Artes Cênicas;</p><p>· Desenho;</p><p>· Artes Plásticas;</p><p>· Música.</p><p>Atividades Profissionais de um Artista</p><p>De acordo com ARCHER (2015), as atividades profissionais que um artista pode realizar, podemos apontar:</p><p>Avaliação: Examinar obras e aferir o seu custo para o comércio ou leilões;</p><p>Curadoria: Eleger obras e artistas para uma exibição provisória ou para um acervo definitivo, considerando o conceito que esse trabalho precisa retratar;</p><p>Escultura: Criar formas tridimensionais com diversos materiais, como metais, pedra, madeira, argila ou gesso;</p><p>Ensino: Com licenciatura, oferecer aulas em escolas de Educação Infantil e de ensinos Fundamental e Médio;</p><p>Eventos: Escolher e categorizar obras de arte para o planejamento de mostras e exposições;</p><p>Galerias de Arte: Planejar exposições e mostras; estabelecer relações com artistas e curadores, cooperar com a montagem do ambiente; encarregar-se do transporte e da documentação de viagem das obras;</p><p>Gravura: Desenhar figuras em relevo em uma superfície de madeira, pedra, tecido ou metal, para depois realizar sua impressão;</p><p>Multimídia: Criar vinhetas, figuras ou desenhos animados para televisão, sites ou exposições públicas. Realizar a programação da exibição de obras interativas em museus e galerias;</p><p>Pintura e Desenho: Retratar modelos em folha, quadros, paredes ou outras estruturas, utilizando tinta, aquarela e outras ferramentas;</p><p>Restauração: Restaurar obras e instrumentos de arte antigos ou danificados, conservando suas propriedades originais.</p><p>Campos de Atuação</p><p>As áreas de atuação são extensas e aquele que se graduou em Artes Visuais consegue atuar em setores como:</p><p>Indústria Têxtil: Produção de estampas inovadoras e melhoramento da linha de produtos, entre outras funções;</p><p>Eventos Culturais: Separação e identificação das obras de uma exposição ou evento cultural;</p><p>Restauração: Ocupação em que a finalidade essencial é devolver os atributos originais de peças de arte antigos ou danificados;</p><p>Multimídia: Produção de vinhetas, desenhos animados ou ilustrações para televisão, sites, etc;</p><p>Docência: Aqueles graduados em licenciatura são qualificados para trabalharem como professores no ensino básico (fundamental e médio) em entidades públicas ou privadas. Além disso, podem lecionar em cursos livres para todas as faixas etárias.</p><p>Artes Visuais e suas Técnicas</p><p>Para produzir um trabalho no campo das artes visuais, praticamente qualquer utensílio e procedimento tem a possibilidade de serem empregues, porém há recursos que são mais populares, tidos como convencionais, modernos ou contemporâneos.</p><p>Na esfera artística clássica, é possível diferenciar três deles que se apresentam de forma bidimensional (altura e comprimento):</p><p>· O desenho;</p><p>· A gravura;</p><p>· A pintura.</p><p>Ainda que o produto efetivo de cada arte visual citada anteriormente seja muito desigual (mesmo o desenho e a gravura sendo semelhantes), a maior disparidade entre eles é identificada no método empregado.</p><p>As demais ferramentas convencionais, escultura e arquitetura, são manifestadas em três dimensões, ou seja, tridimensionalmente:</p><p>· Altura;</p><p>· Comprimento;</p><p>· Largura ou profundidade.</p><p>Desenho</p><p>É classificado como o método por meio do qual uma superfície é assinalada empregando-se por cima dela a pressão de um utensílio (geralmente, um lápis, carvão, nanquim, grafite, pastel, caneta, ou pincel) e movimentando-a, de modo a aparecer pontos, linhas e formas planas. O produto desta técnica (a imagem alcançada) também é conhecido como desenho.</p><p>Deste modo, um desenho se revela fundamentalmente como uma constituição bidimensional. Quando esta composição possui determinada finalidade estética, o desenho passa a ser julgado como expressão artística (MUNARI, 1982).</p><p>A seleção dos meios e ferramentas está fortemente associada à técnica escolhida para o desenho. Um mesmo item desenhado a bico de pena e a grafite causa resultados definitivamente diferentes.</p><p>A partir da criação do papel no século XIV, ele se transforma na estrutura predominante para a realização de desenhos. É viável categorizar o desenho em função das ferramentas utilizadas para a sua execução, ou da ausência deles.</p><p>Pode-se pensar ainda em modalidades distintas do registro conforme as finalidades almejadas.</p><p>Dentre as diversas modalidades de desenho, é possível destacar:</p><p>Desenho Técnico ou Industrial: Um modo convencionado e ajustado de desenho, direcionado para a reprodução de peças, objetos e planejamentos introduzidos em um segmento de produção;</p><p>Desenho Arquitetônico: Desenho direcionado principalmente ao projeto de arquitetura efetuado, geralmente, com o subsídio de réguas, compassos, esquadros e outros materiais;</p><p>Desenho Científico: Utilizado na zoologia, botânica e anatomia (abundantemente empregado como ilustrações de apostilas didáticas);</p><p>Ilustração: Um exemplo de desenho que objetiva evidenciar certas informações, comumente seguido de diferentes mídias, como o texto;</p><p>Croqui ou Esboço: Um breve desenho, frequentemente realizado à mão sem o auxílio de outros instrumentos, produzido com a finalidade de debater determinadas ideias gráficas ou de meramente registrá-las. Comumente são os primeiros desenhos feitos dentro de uma metodologia para se alcançar uma pintura ou ilustração mais especificada.</p><p>Gravura</p><p>Distingue-se do desenho no aspecto em que ela é efetuada com a intenção de facilitar sua impressão e reprodução. Uma gravura é feita através de uma base com a possibilidade de ser constituída de metal, resultando em calcografia, pedra, em litografia, madeira, xilogravura ou seda, serigrafia.</p><p>Munari (1982):</p><p>Nessa categoria de arte visual o artista manuseia esses suportes produzindo um registro da imagem conforme as ferramentas que emprega com a finalidade de imprimir uma tiragem de amostras iguais podendo ser realizada pelo artista em específico ou guiando um impressor personalizado.</p><p>Uma gravura é classificada como original quando leva a assinatura e numeração realizada pelo próprio criador em concepções determinadas internacionalmente. Após consentir com uma gravura, o artista retira diversas amostras que recebem o nome de p. a. (prova do artista).</p><p>Quando se alcança o produto almejado é produzida uma cópia “bonne à tirer” (boa para imprimir — b.p.i.). A tiragem finalizada precisa ser consentida pelo artista, que assina a lápis, inclui a data, o nome do trabalho e enumera a série.</p><p>Finalizada a edição, a matriz deve ser destruída ou inutilizada. Todo desenho impresso é uma amostra original de gravura e a coleção destes desenhos é designada tiragem ou edição. Em uma tiragem de 100 gravuras, as criações são enumeradas em frações: 1/100, 2/100, etc.</p><p>Técnicas de Gravura:</p><p>Litografia (Matriz de Pedra): A litografia (lithos = pedra e graphein = escrever) surgiu no ano de 1796 por Alois Senefelder;</p><p>Xilogravura (Matriz de Madeira): Apareceu como resultado da busca crescente pela comercialização de imagens e livros sacros desde a criação da imprensa por Gutenberg, momento em que as iluminuras e códigos escritos tornaram-se um luxo de poucos. A gravura em madeira seria uma forma acessível de sobrepor o desenho feito à mão, reproduzindo-o de maneira aparente e assentindo a reprodução por maquinaria de exemplares sagrados;</p><p>Calcografia (Matriz de Metal): Apareceu nos estúdios de ourivesaria e de armaduras, no século XV, onde era comum reproduzir os traços das joias e brasões em papel para melhor visualização dos modelos;</p><p>Serigrafia (Matriz de Seda ou Náilon): Chamada também de silk-screen (tela de seda) é uma metodologia de reprodução onde a tinta é derramada — pela ação de um rodo ou puxador — por uma tela elaborada.</p><p>Sua utilização é usada na impressão em diversas categorias de:</p><p>Materiais: Papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido;</p><p>Superfícies: Cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante;</p><p>Espessuras ou Tamanhos: Com diferentes estilos de tintas ou cores.</p><p>É possível que seja feita também de forma mecânica por pessoas ou automática (por máquinas).</p><p>Pintura</p><p>De modo geral trata-se do método de utilizar pigmento líquido a uma superfície bidimensional, para colori-la, conferindo-lhe matizes, tons e texturas. Em uma definição mais própria, é a arte visual onde se pinta em certas superfícies, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de afrescos).</p><p>Munari (1982) cita, que:</p><p>A pintura é tida por vários, como uma das expressões artísticas clássicas de maior relevância no universo das artes visuais; muitas das principais obras de arte da história, tais como a Mona Lisa, são pinturas.</p><p>Ela difere-se do desenho pela utilização dos pigmentos líquidos e do uso contínuo da cor, enquanto aquele apodera-se essencialmente de materiais secos. Enquanto técnica, a pintura abrange um definido meio de demonstração:</p><p>· A superfície onde ela será elaborada; e</p><p>· Um material para lidar com os pigmentos (os diversos tipos de pincéis e tintas).</p><p>A seleção dos instrumentos e técnicas adequadas, estão propriamente associados ao produto esperado para o trabalho, como se deseja que ele seja compreendido. Sendo assim, o estudo de qualquer obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica usada.</p><p>O suporte mais usual é a tela (comumente uma superfície de madeira revestida por algum tecido), ainda que ao longo da Idade Média e o Renascimento o afresco fosse de maior relevância. É viável também utilizar o papel, mesmo que seja pouco apropriado para a maioria das tintas.</p><p>Em relação aos materiais, a seleção é mais delongada e, habitualmente, contempla uma escolha pessoal do pintor e sua disposição. Materiais usuais são a tinta a óleo, acrílica, o guache e a aquarela.</p><p>O componente essencial da pintura é a cor. A associação convencional entre as massas coloridas existentes em uma obra compõe sua estrutura primordial, orientando o olhar do observador e oferecendo-lhe percepções de calor, frio, profundidade e sombra, por exemplo (MUNARI, 1982).</p><p>Principais Técnicas e Materiais da Pintura:</p><p>Muralismo, Pintura Mural ou Parietal: É feita sobre uma parede, seja exatamente na sua superfície, como em um afresco, ou em um painel preparado numa exposição definitiva. Ela diferencia-se das demais formas de arte pictórica por ser fortemente relacionada à arquitetura, conseguindo analisar o caráter plano de uma parede ou criar o efeito de uma nova área de espaço. O método primordial de emprego mais comum é a do afresco, que representa o emprego de pigmentos de cores variadas, dissolvidos em água, sobre argamassa ainda molhada;</p><p>Tinta a Óleo: É uma combinação de corante pulverizado e óleo de linhaça ou papoula. É uma composição densa, da textura da manteiga, e se encontra disponível para ser utilizada, empacotada em tubos ou em latas menores. Dissolve-se com óleo de linhaça ou terebintina para deixá-la mais fluida e simples de espalhar. O óleo confere brilho à tinta; o solvente tende a deixá-la opaca. O maior benefício da pintura a óleo é a flexibilidade, pois, a secagem demorada da tinta possibilita ao artista modificar e consertar o seu trabalho;</p><p>Acrílico: É uma tinta artificial solúvel em água com a possibilidade de ser utilizada em porções grossas ou finas, possibilitando ao criador harmonizar as técnicas da pintura a óleo e da aquarela. É possível produzir tinta acrílica misturando tinta guache com cola;</p><p>Aquarela: É um artifício de pintura onde os pigmentos ficam suspensos ou misturados em água. Os apoios usados na aquarela são diversificados, mesmo o mais usual sendo o papel com alta gramatura. Utiliza-se como base o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela;</p><p>Guache: É um exemplo de aquarela opaca. Sua medida de opacidade muda com a quantia de pigmento branco acrescentado à cor, normalmente o bastante para impedir que a textura do papel se mostre por meio da pintura, ocasionando a falta de iluminação das aquarelas transparentes.</p><p>Colagem</p><p>É tida como um artifício tradicional de arte visual que usa diversos materiais utilizados em variados suportes para proporcionar um resultado diferente e atraente. Ao retratar no campo do quadro, exemplares concretos, como tiras de jornal e papéis de todo tipo, tecidos, madeiras e objetos diversos, a colagem se torna disposta como produção sobre um suporte, atrapalhando a definição de fronteiras rigorosas entre pintura e escultura.</p><p>Escultura</p><p>Conhecida como a arte visual que retrata figuras em relevo absoluto ou fragmentado utilizando a tridimensionalidade do espaço.</p><p>Os meios de transformação da arte em escultura iniciaram-se na Antiguidade e tiveram raras alterações até o século XX. Estes métodos são categorizados conforme o material utilizado: pedra, metal, argila, gesso ou madeira.</p><p>O método da modelagem constitui-se em organizar esculturas originais por meio desta tática. Utiliza materiais macios e flexíveis, e bem maleáveis, como a cera, o gesso e a argila.</p><p>Arquitetura</p><p>Dentre várias definições, a Arquitetura é o planejamento do espaço tridimensional. É um trabalho humano que surgiu quando o homem começou a se proteger das mudanças climáticas.</p><p>Uma determinação mais exata da área, abrange o design do espaço formado pela humanidade, o que abarca desde o desenho industrial (mobiliário) até o desenho de paisagismo e da cidade (urbanismo), transitando pelo desenho dos edifícios e construções, atividade mais usual dos arquitetos. O ofício do arquiteto abrange, então, as etapas da existência do homem, desde a feita manualmente até a urbana (CARNEIRO, 2017).</p><p>A arquitetura revela-se por meio da atividade, ou seja, a arte, o campo de trabalho do arquiteto, e do desfecho físico, sendo o total produzido do profissional, de um povo e da humanidade.</p><p>A Tecnologia e as Artes Visuais</p><p>O artista plástico usa diversos instrumentos para produzir seu elemento de arte, como a tela para pintura, tintas, folhas de papel e lápis. No entanto, o avanço tecnológico que aconteceu nos últimos anos estimulou o surgimento das artes visuais através de ferramentas tecnológicas.</p><p>Função Interativa</p><p>Na metade do século XX, muitos artistas de vanguarda se perguntavam sobre as razões e o valor estético de suas obras e, com a chegada da tecnologia de comunicação de massa, o fácil acesso aos materiais e o progresso da tecnologia de produção, os criadores repensaram seu papel na sociedade e a forma de interação de um indivíduo, de modo que ele não fosse apenas um expectador passivo e sim integrante da arte e em algumas vezes até mesmo um colaborador criativo e ativo (CARNEIRO, 2017).</p><p>Conforme o autor, essas obras demandam do observador:</p><p>· A sua utilização manual;</p><p>· O seu posicionamento corporal espacial;</p><p>· A interferência de gestos ou a simples presença física para despertar o gatilho estético da obra de arte.</p><p>Todos esses elementos fazem com que a função interativa seja uma das mais atraentes para o público no século XXI. De certo modo essa função com massificação da comunicação deu início a partir da mídia impressa (revistas e jornais), o rádio, o cinema e a televisão.</p><p>Atualmente, a chegada dos computadores domésticos, notebooks, máquinas fotográficas digitais, tablets, smartphones com leitores de realidade ampliada, QR Code e a internet, viabilizaram um crescimento do fazer criativo e a exposição no campo da arte o que, de certa forma, é bastante positivo no sentido de popularizar o acesso a bens culturais a massa, mas também, pode provocar demonstrações das quais o valor artístico são discutíveis com relação à relevância social e histórica (DONDIS, 2017).</p><p>Atualmente, a arte é forte em expressões artísticas populares, como cinemas em 3D. Com o desenvolvimento da história, personagens, cenas e objetos, os jogadores ficam imersos nela e o espectador pode "colocá-la" em uma ação ou videogame, possibilitando sua imersão em um mundo criativo e fictício.</p><p>Essas novas tecnologias necessitam de:</p><p>Profissionais que atuem em design gráfico;</p><p>Escultores 3D;</p><p>Profissionais criativos em ambientes virtuais e de cena;</p><p>Desenvolvedores de software;</p><p>Engenheiros de sistemas e computadores no mercado;</p><p>Profissionais criativos;</p><p>Arquitetos;</p><p>Desenvolvedores de software;</p><p>Engenheiros de sistemas e computadores.</p><p>Softwares de Criação Gráfica</p><p>O emprego de programas de computadores (softwares) de criação gráfica, como Adobe Illustrator e Adobe InDesign, possibilitam a invenção de artes visuais chamadas web art. Este é um grupo de obras artísticas do mundo digital criadas em redes de computadores. A característica fundamental usada desse tipo tecnológico de arte é a interatividade, que permite aos internautas múltiplas experiências, como cômica e estética.</p><p>A web art não tem uma definição concreta. No entanto, diz respeito a um vocabulário eletrônico que parte das definições existentes de artes visuais, como a pintura e o desenho, projetado para o desenvolvimento na internet.</p><p>Adobe Illustrator</p><p>O Adobe Illustrator é um programa usado por designers gráficos com base em ilustrações, para Mac e Windows. A nova versão criada do serviço é o Illustrator CC, com auxílio para a Creative Cloud da corporação, que possibilita um diálogo melhor entre clientes e desenvolvedores, além de fornecer mecanismos inovadores. O programa é pago, entretanto, os interessados podem fazer o download de uma versão para testes no site do Adobe.</p><p>Adobe Indesign</p><p>O Adobe Indesign CS6 é um programa para diagramação. Sendo utilizado, sobretudo, para edição de:</p><p>· Jornais, revistas e livros, mas também pode ser utilizado para projetar outros materiais, tanto para impressão, como para tablets e outras telas.</p><p>Basta adequar layouts para que fiquem com a aparência adequada em diferentes tamanhos de página, orientações ou dispositivos.</p><p>Pela integração total do Indesign com outros programas do grupo Adobe, como Photoshop, Illustrator e Dreamweaver, é possível esquematizar projetos de alto nível unindo o uso das melhores ferramentas de cada editor.</p><p>Até aqui, compreendendo um pouco mais sobre as artes visuais e os softwares usados para criação gráfica. Ao decorrer de nosso estudo, veremos mais sobre outros aspectos tecnológicos aplicados às artes visuais.</p><p>Tópico 5</p><p>A Fotografia e sua Evolução Tecnológica</p><p>Recurso de slides:</p><p>Slide AnteriorPróximo Slide</p><p>· Slide 1</p><p>Conteúdo</p><p>Voltar para a navegação do recurso slide</p><p>Descrição da imagem: A figura mostra cinco modelos diferentes de câmera fotográfica.</p><p>Até alcançar a qualidade de fotografia que há atualmente e poder-se usufruir, houve muitas modificações no decorrer do tempo. Diversas tecnologias surgiram e mudanças aconteceram, afetando diretamente as fotografias e o modo com que a população enxerga o mundo agora.</p><p>De acordo com Escandar (2017):</p><p>para que uma pessoa se torne um fotógrafo de sucesso, é preciso que compreenda como apareceram as tecnologias usadas antigamente e suas progressões que resultaram nos artifícios fotográficos utilizados atualmente. Para que essa evolução viesse acontecer, foi indispensável a participação de diversos artistas visuais e cientistas, alguns reconhecidos e outros não.</p><p>A História da Fotografia</p><p>A fotografia é uma conciliação de diferentes descobertas e invenções. A primeira delas foi a câmara escura, em que a sua invenção é referida ao filósofo Aristóteles (384 – 332 a.C.). Ela possibilitava a observação de eclipses solares, sem danificar os olhos, por um sucinto orifício na câmara.</p><p>A primeira imagem fotográfica aceita foi realizada em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce em uma placa de estanho revestida com um originário de petróleo fotossensível nomeado Betume da Judeia.</p><p>Donis cita, que:</p><p>No decorrer dos anos, ocorreram diferentes descobertas para a evolução da fotografia para se alcançar a condição que é atualmente. A essência do modo de produzi-la se manteve, mas com os progressos tecnológicos a qualidade da fotografia se aperfeiçoou, progredindo na resolução e na realidade das cores.</p><p>Ducos du Hauron, em 1869, exibiu os artifícios basais da foto colorida: o aditivo e o subtrativo. No procedimento aditivo, o branco se origina pelo acréscimo do vermelho, do verde e do azul, tanto:</p><p>· Pela projeção conjunta de três imagens monocromáticas sobre uma tela;</p><p>· Pela projeção das imagens em acelerada sucessão na tela;</p><p>· Ou pela formação de pequenas imagens monocromáticas justapostas.</p><p>No método subtrativo, três negativos são produzidos de forma independente com luzes vermelhas, verde e azul. Posteriormente, produzem-se positivos com as cores complementares às usadas para projetar</p><p>populares na Holanda (GALERIA DA ARTE, s/d, s/p).</p><p>Jan Vermeer nasceu em Delft, Países Baixos, em 31 de outubro de 1632. Entre 1652-1654 estudou pintura com Karel Fabritius, aluno de Rembrandt. Em 1663 entrou para a Guilda de São Lucas, que presidiu em 1662-1663 e 1670-1671. De suas 35 telas conhecidas, só duas são assinadas: "A alcoviteira" (1656) e "O astrônomo" (1668). A ausência de assinaturas e a abundância de telas apócrifas dificultam a apreciação cronológica da obra de Vermeer.</p><p>Os temas que aborda são os de seus contemporâneos Pieter de Hooch, Terborch e Metsu: interiores com uma ou duas figuras e paisagens urbanas. Nos jogos de luz e sombra vê-se certa influência italiana. A composição é geométrica, com seus elementos simetricamente equilibrados. Os elementos típicos da obra de Vermeer já apontam em "Moça lendo uma carta" (1657): o quarto fechado, a luz que entra pela janela, tapetes orientais e cortinas luxuosas. A luz é usada com mestria para ressaltar uma expressão, aprofundar ou criar uma atmosfera.</p><p>Intimista, Vermeer retratou cenas da vida burguesa, repletas de símbolos e intenções morais. Em "A leiteira" (1656-1660), manifesta-se seu colorido particular: fusões de azul e amarelo, objetos pontilhados de dourado. Apenas duas magníficas cenas urbanas, "A ruela" (1658) e "Vista de Delft" (1660), não foram inspirados interiores. Vermeer foi enterrado em Delft em 15 de dezembro de 1675 (PITORESCO, s/d, s/p).</p><p>Frans Hals criou um estilo de pintura parecido com o de Rubens. As melhores obras de Hals são retratos brilhantes, alegres e confortantes, como a personalidade do próprio artista. Com umas pinceladas rápidas, Hals podia dar a impressão de grande detalhe e capturar uma sensação de calor humano.</p><p>Rembrandt Van Rijn tornou-se o grande mestre da pintura holandesa. Gostava de pintar assuntos religiosos, embora não seguisse nenhuma religião. Estava mais interessado no lado humano dos personagens da bíblia, mostrava as profundas emoções humanas que acompanhavam as histórias bíblicas (GALERIA DE ARTE, s/d, s/p).</p><p>Já a arte do final do século XIX antecipou muitas das características da arte contemporânea. Elas incluem a ideia da arte pela arte, a ênfase na originalidade, a exaltação da tecnologia moderna, o fascínio pelo primitivo e o compromisso com a arte popular. Devido à diversidade, é difícil definir a arte contemporânea incluindo toda a arte produzida no século XX. Para alguns críticos, a característica mais importante da arte contemporânea é sua tentativa de criar pinturas e esculturas voltadas para si mesmas e, assim, distinguir-se das formas de arte anteriores, que transmitiam ideias de instituições políticas ou religiosas poderosas. Já que os artistas contemporâneos não eram mais financiados por essas instituições, tinham mais liberdade para atribuir significados pessoais às suas obras. Essa atitude é, em geral, denominada como arte pela arte, um ponto de vista quase sempre interpretado como arte sem ideologia política ou religiosa. Ainda que as instituições governamentais e religiosas não patrocinassem a maioria das artes, muitos artistas contemporâneos procuraram transmitir mensagens políticas ou espirituais (COLADAWEB, s/d, s/p).</p><p>A arte contemporânea é formada pelos estilos:</p><p>Impressionismo;</p><p>Pós-impressionismo;</p><p>Romantismo;</p><p>Fauvismo;</p><p>Cubismo;</p><p>Futurismo;</p><p>Expressionismo alemão;</p><p>Abstracionismo;</p><p>Minimalismo;</p><p>Suprematismo e construtivismo russo;</p><p>De stjil (o estilo);</p><p>Nova objetividade;</p><p>Dadaísmo;</p><p>Surrealismo;</p><p>Arte conceitual;</p><p>Performance;</p><p>Foto realismo;</p><p>Neo expressionismo;</p><p>Pluralismo;</p><p>Escultura abstrata;</p><p>Realismo;</p><p>Concretismo;</p><p>Pintura metafísica;</p><p>Graffit;</p><p>Instalação;</p><p>Art naif;</p><p>Pintura geométrica;</p><p>Pintura sensível;</p><p>Pop art;</p><p>Neo classicismo, entre outros.</p><p>Características de alguns estilos:</p><p>Romantismo: O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão de obra, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.</p><p>Características gerais:</p><p>A valorização dos sentimentos e da imaginação;</p><p>O nacionalismo;</p><p>A valorização da natureza como princípios da criação artística; e</p><p>Os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade (HISTÓRIA DA ARTE, s/d, s/p).</p><p>Impressionismo: O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.</p><p>Principais características da pintura impressionista:</p><p>A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;</p><p>As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens;</p><p>as sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado;</p><p>Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos (MARTINS, IMBROSI, s/d, s/p).</p><p>As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para ser ótica; a primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura (MARTINS, IMBROSI, s/d, s/p).</p><p>Cubismo: O Cubismo pode ser considerado o verdadeiro início da arte contemporânea, pois continha, potencialmente, todas as principais tendências artísticas que marcaram o século XX. A influência de Paul Cézanne sobre Georges Braque, que também se exerceu sobre Pablo Picasso, foi o mais importante fator para o nascimento do movimento gerado a partir das experiências dos mesmos. O Cubismo desenvolveu-se inicialmente na pintura, valorizando as formas geométricas (como esferas, cones e cilindros) ao mesmo tempo, revelava um objeto em seus múltiplos ângulos. A pintura cubista surgiu em 1907 e conheceu seu declínio com a Primeira Guerra, terminando em 1914. Em 1908, o artista Georges Braque expôs alguns quadros em Paris no Salão de Outono. Numa de suas telas apareciam telhados que se fundiam com árvores, dando a sensação de cubos. O pintor Henri Matisse teria expressado nesta oportunidade, que "ele despreza as formas, reduz tudo a esquemas geométricos, a cubos", derivando daí a denominação Cubismo. O pintor espanhol Pablo Picasso é considerado como o gênio do Cubismo, e seu nome transformou-se em ícone do movimento cubista (LEITE, 2002, s/p).</p><p>Futurismo: Movimento de artistas italianos, deve ser considerado o primeiro movimento artístico tipicamente de vanguarda, embora tenha surgido um pouco depois do Cubismo. O primeiro manifesto do movimento foi publicado em 20 de fevereiro de 1909, em Paris no "Le Figaro" e não na Itália,</p><p>o negativo, e os três são copiados simultaneamente sobre o papel branco ou outro filme. O negativo originado com luz vermelha é copiado em azul-esverdeado, o de luz azul é copiado em amarelo e o de luz verde em magenta (ARCHER, 2015).</p><p>No ano de 1935 a Kodak estreou os Kodachromes, um tipo de filme diapositivo que possibilitava obter fotografias coloridas com as câmeras da marca. O método de revelação era muito complicado e menos de 25 laboratórios em todo o mundo obtinha a tecnologia necessária para tal. A qualidade das imagens e das cores é até hoje apreciada, sendo que esse tipo de filme é nomeado uma das melhores técnicas de captura da história. Em 2009, a Kodak deixou de fabricar os Kodachromes.</p><p>A foto colorida tornou-se rentável e praticável em meados de 1940, produzida pelos irmãos Lumière, que criaram os auto cromos coloridos, patenteados em 1903 e se tornando o principal artifício de captura de imagens coloridas até aparecerem os primeiros filmes a cores para as câmeras. A técnica de obtenção dos autocromos compreendia placas de vidro com uma solução de fécula de batata e outros elementos químicos (CARNEIRO, 2017).</p><p>Os cromos não eram como as fotografias reveladas no papel, para observá-los era preciso utilizar uma claridade traseira. Os autocromos viraram comuns entre fotógrafos e entusiastas, mas o grande valor e as dificuldades de utilização e revisão eram importantes empecilhos da comercialização dessa arte. Contudo, centenas de imagens surgiram por esse método e ainda impressionam pela resolução e pela qualidade das cores.</p><p>Conforme Archer (2015):</p><p>Os instrumentos fotográficos também evoluíram de forma significativa, atualmente há câmeras mais aprimoradas, com grande resolução de imagens. Observa-se que grande parte das câmeras domésticas dos aparelhos celulares, por exemplo, também possuem ótima resolução análoga às câmeras digitais, e até mesmo câmeras com artifícios profissionais para usuários domésticos afrontam filmadoras (como a Nikon D90, com 12.2 MP e a primeira a gravar vídeos em HDTV).</p><p>O Surgimento da Imagem Colorida</p><p>Figura 2</p><p>Evolução das fotos</p><p>assessorialidianefidelis</p><p>Descrição da imagem: A figura mostra a evolução das fotos de Rainha Elisabeth.</p><p>A primeira imagem com cor apareceu em 1861 criada por William Talbot empregando utensílios como papéis fotossensíveis e outras folhas de papel para produzir imagens positivas.</p><p>William não foi reconhecido, dado que demorou em divulgar ser o inventor. No Brasil, Hércules Florence aperfeiçoou esse esquema obtendo negativos. Hércules só teve o reconhecimento por esse projeto em 1976, que recebeu o nome de Photographie.</p><p>O Surgimento da Fotografia para o Mercado</p><p>O Surgimento da Fotografia para o MercadoA Kodak foi a companhia pioneira em realizar o que é conhecido atualmente como Marketing, onde exibiu a fotografia como uma inovação para o povo. A população não necessitaria mais de um fotógrafo para obter um retrato, ou, de um pintor para produzir um quadro da família para pendurar na casa como costumava ser em outros tempos.</p><p>George Eastman inventou os rolos substituíveis (os famosos “filmes”) e a Kodak se beneficiou para viabilizar a inserção da sua câmera da época (conhecida como “caixão”) vendendo então todo o conjunto e a visão para o público.</p><p>Fotografia Digital</p><p>Os longos anos de exploração das pessoas citadas anteriormente, entre outras, foram indispensáveis para o aparecimento da fotografia digital. Precursora também do cinema e da televisão, nascente na Guerra Fria, mais precisamente pelo programa espacial norte-americano, a fotografia digital apareceu quando uma câmera de televisão obteve imagens de Marte, a bordo da sonda Mariner, em 1965.</p><p>Capturou-se somente 22 imagens, em preto e branco, de apenas 0,4 megapixels cada. Elas chegaram na Terra somente depois de quatro dias. Assim se deu o início da fotografia digital, mesmo que o método de captura das imagens tenha sido analógico. A agência espacial dos Estados Unidos viu então a oportunidade para investir na digitalização da fotografia.</p><p>Até o momento, na corrida espacial, as missões tripuladas eram as responsáveis por obter as imagens de fora do planeta. Os astronautas carregavam câmeras e voltavam à Terra para revelar os filmes — imagine o trabalho que seria se isso fosse à época dos laboratórios (ESCANDAR, 2017).</p><p>Já as missões não tripuladas, como as sondas, iam para o espaço e não retornavam — acontecendo atualmente também. Por isso, os cientistas e pesquisadores da época notaram a importância de achar um método de passar as imagens eletronicamente.</p><p>A procura pela constância da política capitalista serviu de sustentação para que a tecnologia a ser descoberta fosse utilizada para contribuir para o consumo seguro para o próximo milênio — mais precisamente, o atual.</p><p>No período em que a sonda Mariner estava sendo lançada, a empresa RCA inventava o primeiro circuito CMOS, sem ter a noção de que ele seria base para as câmeras digitais.</p><p>Em 1969, nos laboratórios Bell, aparecia o CCD, primeiro sensor utilizado na fotografia digital. Anos depois, em 1973, chegava ao mercado a primeira câmera digital com as descobertas realizadas. Tratava-se da 201ADC, que captava imagens de 0,01 megapixel.</p><p>Demais empresas, como a Kodak, introduziram câmeras digitais nos próximos anos, mas a Sony em 1981, saiu na frente quando inventou a primeira câmera sem filme com status de produto. Surgia ali a Mavica, protótipo que guardava até 50 fotos coloridas em disquetes de 2 polegadas. Mesmo com o progresso, as imagens eram parecidas com as da televisão estática.</p><p>Escandar (2017):</p><p>Como produto comerciável, a primeira câmera fotográfica digital foi a Kodak DSC 100, lançada em 1990. Naquele tempo, o grande valor comercial impossibilitava a sua popularização. Por isso, as câmeras analógicas ainda dominavam o mercado. A invenção de novas tecnologias de armazenamento, como o CD, cartões de memória e nuvem, viabilizou a progressão da fotografia digital nos anos seguintes.</p><p>Em seguida, identifique as marcas que acompanharam esse desenvolvimento:</p><p>1994</p><p>1994</p><p>1995</p><p>1997</p><p>1997</p><p>Desde então, muitas companhias apostaram na fotografia digital e se beneficiaram da existência da internet para difundir suas atividades por todo o mundo.</p><p>Como era a Carreira do Fotógrafo Antes da Internet?</p><p>Após a câmera fotográfica digital se tornar popular, a fotografia entrou em um novo estágio graças a outra popularização: a da internet.</p><p>Atualmente, fotógrafos profissionais e amadores dos mais diversos lugares dividem suas imagens em redes sociais, portefólio online e até bancos de dados — gerando uma renda extra.</p><p>Segundo Escandar (2017):</p><p>As possibilidades ofertadas pela internet nem sempre existiram, afinal, ela também foi criada recentemente. No Brasil, a internet estreou em 1988 no Laboratório Nacional de Computação Científica, que obteve acesso à Bitnet (uma rede muito demorada) e se conectou com a Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.</p><p>Até o ano de 1994, a internet era exclusiva do meio acadêmico. Apenas a partir daí que o governo federal passou a investir na então novidade, criando a infraestrutura essencial para a ação comercial. Mesmo assim, a internet não era como é conhecida hoje. Não tinham redes sociais e muito menos conexões de alta velocidade.</p><p>No dia a dia do trabalho como fotógrafo sem internet, quem desejava seguir essa profissão naquela época apresentava reduzidas fontes de informação — em grande parte, livros específicos do assunto. As revistas e jornais até realizavam cursos, palestras e eventos. Apesar disso, para ter acesso a elas, era complicado. Por isso, as pessoas que almejavam seguir carreira como fotógrafas, necessitavam de procurar informações confiáveis e atualizadas a partir de múltiplas fontes, o que levava um tempo considerável (FONTOURA, 2012).</p><p>Para conseguir clientes, os fotógrafos usavam os meios de comunicação habituais, ou seja, os mesmos jornais e revistas. O espaço dos classificados dos impressos era utilizado para publicar o trabalho. Também eram produzidos folhetos, bem como cartões de visita e banners</p><p>para os profissionais que possuíam estúdio próprio.</p><p>O trabalho, geralmente, era feito baseado na procura do público. Quem necessitasse dos serviços de um fotógrafo procurava o profissional. O marketing boca a boca era o mais efetivo, e quando um trabalho era realizado de forma satisfatória era indicado para os outros. O contato, por exemplo, era realizado via telefone ou pessoalmente, pois, conforme o ano, as ligações telefônicas eram muito caras — especialmente as de longa distância (ESCANDAR, 2017).</p><p>A facilidade encontrada hoje em dia de marcar um compromisso pelo WhatsApp e colocar o endereço no Waze para escapar do trânsito, não existia naqueles tempos. Uma sessão de fotos era facilmente perdida por um desencontro, afinal, não existiam os telefones celulares. Muitas pessoas, até determinado ano, nem tinham telefone fixo em casa.</p><p>Recursos da Fotografia</p><p>Mesmo com todo o progresso da fotografia e tempo necessário para alcançar essa digitalização, toda experiência foi válida e necessária, nenhum tempo foi perdido. O progresso possibilitou que outros métodos fotográficos fossem descobertos e muitos são utilizados até hoje, como a fotografia em preto e branco, por exemplo.</p><p>Uma curiosidade da fotografia é que ela tem apenas 177 anos que foi inventada, e devido a todos esses anos dedicados aos seus estudos é possível enxergar as coisas de um modo diferente hoje em dia.</p><p>Fotografia Panorâmica</p><p>Depois da fotografia em preto e branco, e colorida, foi inventado um artifício significativo conhecido como Fotografia Panorâmica. Esse recurso possibilita a obter fotos a partir de um ponto e arrastá-las por todo cenário atingindo até 360.º de rotação, deste modo possibilitando a captura de toda a paisagem em volta. Esse estilo de foto é muito útil, visto que em determinadas situações o enquadramento normal do celular ou câmera não captura toda a perspectiva almejada.</p><p>Selfies e Recursos Digitais na Fotografia</p><p>Atualmente há múltiplas atualizações no universo da fotografia, uma delas é a Selfie, vista em maioria nas redes sociais.</p><p>Com a popularização da câmera fotográfica, houve a evolução dos celulares que contam com cada vez mais funções para as fotos do que seus artifícios iniciais como ligações e invenção de câmeras frontais com qualidades adequadas para cada pessoa poder usar o seu próprio celular para registrar suas imagens e compartilhar com amigos. Além das redes sociais, há muitos outros métodos de armazenar fotos. Quem diria que, um dia, as pessoas não teriam a necessidade de fazer álbuns fotográficos e nem de gastar dinheiro com revelações.</p><p>Álbuns Digitais</p><p>Surgiram então os chamados “álbuns digitais”, em que foram criados:</p><p>Portfólios: Locais onde os fotógrafos colocam seus registros à disposição na internet para as pessoas visualizarem e contratarem seu trabalho;</p><p>Armazenamento em Nuvens ou Drives: Ideal para quem não gosta de perder espaço no celular, câmera ou computador, é possível transferir arquivos para as nuvens ou drives;</p><p>Álbuns Fotográficos Digitais: Bases digitais usadas por profissionais para fomentar suas fotografias e obter mais trabalhos;</p><p>Vendas de Fotografias pela Internet: Uma ferramenta que tem sua utilização crescente, onde o fotógrafo dispõe as suas fotografias para as pessoas comprarem sem sair de casa.</p><p>Benefícios da Internet para o Fotógrafo</p><p>Praticidade na Prospecção de Clientes</p><p>Atualmente, graças aos aplicativos e redes sociais, tornou-se mais simples para o fotógrafo conquistar clientes. Ele pode promover o seu trabalho em um perfil no Instagram, entrar em grupos de oportunidades profissionais no Facebook e até criar uma tática de marketing digital com links patrocinados e público segmentado, dirigindo o anúncio para o tipo de público que deseja alcançar.</p><p>Mais Oportunidades para Divulgação do Trabalho</p><p>O fotógrafo, com o apoio da internet, conquistou vários meios para promover o próprio trabalho. O portfólio online, por exemplo, pode ser arquitetado em um site com domínio próprio. As redes sociais (Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter) também atuam como vitrine para o trabalho. Os que almejam alçar novos voos, por meio do ensino, por exemplo, podem ter o próprio blog ou canal no YouTube para compartilhar conhecimento.</p><p>Gerenciamento da Própria Carreira como Marca</p><p>O fotógrafo é como um ator, diretor ou cantor — é difícil separar a imagem pessoal da profissional. Por isso, esse profissional sente a necessidade de dirigir a própria carreira como marca. A internet contribui muito para isso, especialmente por recursos que ajudam a prospectar clientes, promover o trabalho e ainda fazer um acompanhamento online de novas oportunidades. Na internet, o fotógrafo pode ser visto da maneira que desejar.</p><p>Software Profissional para Edição de Fotos</p><p>Photoshop</p><p>Adobe Photoshop é um programa de edição de imagens bidimensionais da categoria raster (dispondo ainda de competências de alterações comuns aos editores vetoriais) criado pelo Adobe Systems. É o principal programa quando se trata de edição de imagens.</p><p>A opção mais moderna desse programa é chamada Adobe Photoshop CC (Creative Cloud, condizente com a sua décima quarta edição [14.0] desde seu lançamento), à disposição para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS X.</p><p>É possível que seja executado também no Linux, através da camada de compatibilidade Wine. Algumas versões precedentes foram lançadas também para IRIX, mas o suporte a esta versão foi descontinuado após a versão 3.0.</p><p>Mesmo tendo sido criado para alterações de imagens para impressão em papel, o Photoshop está sendo cada vez mais utilizado também para gerar imagens destinadas à World Wide Web. Até a versão 9.0 (CS2) o programa, o Adobe ImageReady, é muito similar ao Photoshop, que era usado em soma para a edição e criação de imagens e animações para a internet. A partir da versão 10 (CS3), os recursos do Adobe ImageReady estão incluídos no próprio Photoshop (LOBATO, 2020).</p><p>Tópico 6</p><p>Esculturas e sua Evolução para a Modelagem 3D</p><p>Figura 3</p><p>Modelagem 3D</p><p>getapp</p><p>Descrição da imagem: A figura mostra um animal digital através do computador.</p><p>Neste capítulo iniciaremos nosso estudo compreendendo um pouco mais sobre o conceito de esculturas, a inovação tecnológica da modelagem 3D e prototipagem.</p><p>Conseguimos conceituar a escultura como a arte que converte matérias-primas (pedra, metal, madeira, etc.) em formas espaciais significativas. Quando dizemos "forma do espaço", queremos dizer forma tridimensional, isso quer dizer:</p><p>· Volume;</p><p>· Altura e;</p><p>· Profundidade.</p><p>Nas artes plásticas, a escultura é um dos elementos mais interativos com o público. Isso ocorre porque, em geral, eles são considerados e produzidos com a finalidade de ocupar espaços públicos. É o caso, por exemplo, de conjuntos de esculturas gregas e romanas. Há também esculturas produzidas durante o Renascimento ou culturas religiosas tradicionais, como o budismo e o hinduísmo.</p><p>Conceito de Modelagem 3D</p><p>A modelagem 3D é sobretudo a técnica de formar um objeto com três dimensões com o amparo de programas próprios. Conforme a Ciência da computação, para prosperar na criação de um objeto, ideia ou cena em 3D, por modelagem em computadores, é necessário ter em mente a sua finalidade, a complexidade e o estilo esperado, essas são todas as representações matemáticas de superfícies tridimensionais.</p><p>A modelagem em 3D é como denominamos o método de invenção de objetos em 3 dimensões, por meio da aplicação de softwares específicos, como:</p><p>· O Maya;</p><p>· O ZBrush; e</p><p>· O 3DS Max.</p><p>Após esse processo é possível animar esses objetos para participarem de jogos ou filmes.</p><p>Modelagem 3D: A Importância da Escultura para Jogos</p><p>Não há como questionar que os jogos eletrônicos vêm apresentando gráficos com qualidades cada vez melhores. Esse progresso dos personagens pixelados em 8 bits para os gráficos repletos de expressões e aparência muito similares à dos seres humanos se tornou possível graças também à modelagem 3D.</p><p>O Trabalho de um Escultor ou Modelador 3D</p><p>O processo da modelagem 3D não ocorre apenas em software. Primeiramente os personagens são</p><p>moldados de forma manual em argila ou clay (uma massa específica para esse tipo de tarefa), para que facilite a compreensão da sua anatomia e os detalhes de luz e sombra.</p><p>Esse esqueleto será a referência fundamental no momento de modelar o personagem no computador. Assim constatamos que mesmo com o avanço tecnológico, a utilização de uma escultura em argila ou outro material é fundamental para um desenvolvimento satisfatório (SAGA, 2017).</p><p>Isso porque, a partir dela o profissional inicia o estudo da locomoção do personagem e a visualização de outros aspectos como roupas, cabelos, etc. É por esse motivo que o trabalho dos escultores está em verdadeira ascensão no universo de games.</p><p>O Mercado de Trabalho</p><p>Aquele que possui o entendimento e a aptidão essenciais para ser escultor pode atuar tanto na indústria de games quanto em oficinas que produzem filmes de animação.</p><p>Existe também a oportunidade de ser contratado para elaborar esculturas que serão expostas em feiras e eventos.</p><p>Perante essas informações, fica incontestável que é indispensável à inclusão dos escultores no cenário dos videogames e filmes, e esse negócio inclina-se a expandir bastante nos anos subsequentes.</p><p>Prototipagem e Suas Vantagens</p><p>A prototipagem (ou o ato de gerar um protótipo) é criar uma apresentação que represente a função da invenção.</p><p>Para Lobato (2020):</p><p>Por esse motivo, essa ideia não precisa estar em um estágio avançado. A Prototipagem coopera para a concretização de ideias, por meio da experimentação. Esse método pode ser usado em todas as etapas do desenvolvimento para, assim, aperfeiçoar e adaptar um produto.</p><p>Prototipagem é resumidamente elaborar um protótipo, ou seja, um modelo que vai representar o desempenho de uma criação. De forma clara, vai transformar o que foi idealizado pelo cliente em realidade.</p><p>É um procedimento que necessita dedicação, pois é nessa etapa em que erros são encontrados, consertados e a ideia melhorada. Em alguns casos, o produto pode seguir um caminho diferente da ideia inicial.</p><p>Quais as Vantagens?</p><p>· Encontrar os erros previamente e as dúvidas acerca do desempenho e ajuste são resolvidas;</p><p>· Garantia de que os quesitos do sistema atendam às exigências do cliente;</p><p>· Os feedbacks são mais objetivos, pois é possível enxergar, compreender como optam por usar o modelo de protótipo e saber se ele é bem-visto;</p><p>· O desenvolvimento do projeto fica mais evidente;</p><p>· O investimento é menor, visto que tem um preço maior investir em um produto final, sem a realização de testes, do que em protótipos para descobrir as falhas.</p><p>A Impressora 3D</p><p>Com as novidades da tecnologia, a impressora 3D é uma das aliadas essenciais ao projeto. Dessa forma, ela assegura um ciclo de prototipagem dinâmico, onde é viável exibir um protótipo para o comprador no decorrer da reunião, definir as alterações e, no mesmo momento, reproduzir outro exemplar.</p><p>Há determinados softwares para serem usados, que precisam ser selecionados conforme a necessidade de quem está efetuando o projeto. Por isso, é fundamental estar atento às questões como o tempo de conhecimento da ferramenta e da criação do protótipo (DONDIS, 2017).</p><p>Também é considerável refletir sobre quais funções é possível usar no projeto, para não recorrer a uma ferramenta carregada com múltiplos comandos que não serão usados.</p><p>Deve-se considerar também o orçamento, pois depende de quanto pode-se aplicar na ferramenta; assim como, o tipo de interface que será inventada, podendo ser um site, aplicativo mobile ou aplicativo desktop. Dessa forma, conforme o tipo da interface o software também muda dependendo da exigência.</p><p>Exemplos de Softwares Utilizados</p><p>SketchUp: É um software CAD 3D de uso simplificado que concede ao utilizador criar esboço e, até mesmo, um projeto com exatidão;</p><p>Adobe XD: Um da Adobe Systems que auxilia os profissionais de design no planejamento do fluxo de trabalho para criarem aplicativos móveis e desktops. Envolve etapas desde o início do projeto até a visualização de protótipos;</p><p>InVision: Possibilita a prototipagem acelerada para ensaios de usabilidade ou para expor novas ideias à equipe.</p><p>Tópico 7</p><p>As Artes Visuais no Ambiente de Ensino</p><p>Vídeo</p><p>Clique em CC para ter acesso à transcrição do vídeo ⬆️</p><p>Artes Visuais na Educação Infantil</p><p>O profissional legalmente capacitado a desenvolver a matéria de artes visuais no espaço da educação tem o grau de licenciatura. Ele é apto a elaborar exercícios pedagógicos nas séries dos ensinos infantil, fundamental, médio, assim como em cursos independentes de artes. Esse profissional também pode atuar no ensino superior com a progressão dos estudos na pós-graduação stricto sensu.</p><p>As artes visuais são artifícios pedagógicos essenciais na educação infantil. Isso devido ao fato da utilização dos diferentes métodos de linguagem visual que colaboram para o aflorar da percepção estética e da criatividade das crianças no decorrer do processo de aprendizagem (FONTOURA, 2012).</p><p>Apoiadas nos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI), as artes visuais são métodos de linguagens significativas para a expressão e comunicação humana. E isso, por si só, fundamenta sua existência nessa faixa de ensino escolar.</p><p>Para Aidar (2019), concepções modernas conceituais de diferentes âmbitos do conhecimento, como psicologia e psicopedagogia, identificam a arte infantil como uma maneira de expressão autônoma. Pedagogicamente as artes visuais constituem estruturas e atributos próprios. O processo de aprendizado das crianças, tanto prática quanto reflexiva, se organiza nas seguintes ideias:</p><p>Fazer artístico: A elaboração das atividades de artes beneficiam a progresso da criação pessoal;</p><p>Apreciação: Compreensão, desfrute e observação são exemplos dos sentidos despertados por meio da linguagem visual;</p><p>Reflexão: As crianças são incentivadas a refletir acerca do elemento artístico e a dividir seus questionamentos.</p><p>A Metodologia Eficaz e o Ensino-aprendizado da Arte Visual</p><p>O poder das obras de arte visual nas crianças é algo grandioso. Através de pinturas, desenhos, esculturas, fitas de vídeo e filmes, elas podem não apenas se sentir felizes, mas também obter referências e conhecimentos de uma maneira divertida e interessante. Pode ser um tipo de identificação, porque as crianças usam a arte visual de maneira natural e intuitiva ao longo da infância. Eles pintam para expressar sua compreensão do mundo e de si mesmos.</p><p>Então, por que ensinar artes visuais na escola? Não importa o quanto tentemos, as crianças sempre desenham de uma maneira "infantil". A metodologia triangular, que orienta o ensino de arte, considerando a criação artística, apreciando obras de arte e a história da arte contextualizada, responde parcialmente a essa pergunta (DONDIS, 2017).</p><p>Quando as crianças obtêm informações sobre os antecedentes, como o trabalho foi criado e como criar seu próprio trabalho, elas acabarão por desenvolver conhecimento sobre artes visuais.</p><p>Ao apreciar obras de artes visuais, incluindo suas próprias criações, eles criam julgamentos, conceitos e ideias, que geralmente estão além do escopo da disciplina. No entanto, como a disciplina de artes visuais não possui conteúdo específico estático e por ser muito abrangente, mesmo no conteúdo de outras disciplinas.</p><p>Sabemos que o aprendizado ocorre quando os alunos são desafiados em seus conhecimentos anteriores, quebrando ideias pré-concebidas e estabelecendo novos conceitos baseados na experiência. Pesquisas realizadas por psicólogos do desenvolvimento mostram como pessoas de todas as idades representam o mundo através da pintura e como ele percebe imagens e obras de arte visuais.</p><p>De acordo com, Donis (2017):</p><p>Em cada faixa etária, as crianças usam cores, formas e recursos para representar a passagem do espaço, movimento e tempo. Este recurso é uma maneira única e se repete em diferentes culturas. Esta maneira de usar a linguagem pode ser encontrada nas obras de pintores adultos de diferentes civilizações e culturas. Para desenvolver uma identificação nas crianças pode-se utilizar as obras de arte de adultos,</p><p>questionar os elementos formais da arte visual presente nessas obras, estabelecer relacionamentos e exibir outras soluções técnicas e gráficas que garantam o desenvolvimento.</p><p>O desenho infantil é uma pista importante que precisa ser estudada, porque nos mostra em que estágio do desenvolvimento intelectual as crianças estão. Nesta fase, é preciso ensinar os elementos formais da linguagem visual. A sua primeira leitura precisa ser concluída pelo professor, que aprecia e descobre o maravilhoso mundo dos desenhos das crianças. Eles são a fonte mais abundante de informações sobre o conteúdo do ensino em sala de aula.</p><p>Artes Visuais no Ensino Superior</p><p>No mercado conseguimos encontrar cursos de pós-graduação em artes visuais que visa proporcionar uma complementação aos graduados nessa área, ou profissionais com a formação em:</p><p>· Artes;</p><p>· Filosofia;</p><p>· Sociologia;</p><p>· Arquitetura;</p><p>· História;</p><p>· Psicologia;</p><p>· Jornalismo;</p><p>· Publicidade;</p><p>· Comunicação e áreas afins.</p><p>O ensino visa aprofundar o conhecimento sobre o mecanismo da arte moderna e contemporânea, entender a teoria da análise de imagens, aprender práticas de ensino de arte da atualidade e as aplicações tecnológicas.</p><p>O Uso de Novos Suportes no Ensino: Arte Contemporênea</p><p>Figura 4</p><p>Contemporaneidade</p><p>laart</p><p>Descrição da imagem: A figura mostra rostos em uma exposição de arte.</p><p>A arte contemporânea é a arte de hoje. Uma de suas características é o uso de novos materiais de suporte usados pelos artistas para expressar ideias, como sucatas, objetos, vegetais, etc.</p><p>Nas artes visuais, não é usado apenas a pintura, desenho e escultura, ao tratarmos da arte contemporânea observamos o uso de outros suportes ou mídias, como som, luz, texto, comida, pessoas. Conclui-se que a provocação é um dos elementos que promovem o desenvolvimento da arte contemporânea.</p><p>Através da reflexão, o espectador pode ter uma nova compreensão da realidade ao seu redor, inspirando-o a se tornar crítico, olhando em volta e percebendo a si mesmo, vendo-se como um sujeito histórico.</p><p>No passado, de modo geral, uma arte trazia um tema de modo passivo. Atualmente uma das características da arte contemporânea é sua interação com o público. A arte de hoje não exige apenas o olhar, ela também aguça outros sentidos. Se antes ela era apenas uma arte para se contemplar, hoje ela pode ser participativa. Conforme cita Marcandali (2015), "há uma concorrência na arte hoje, entre criadores e receptores, exatamente pelo fato de a Arte Contemporânea abrir espaço para a interatividade".</p><p>A Inovação Tecnológica e a Educação Diante das Novas Mídias</p><p>A evolução tecnológica, o uso do computador para as telecomunicações, a associação de serviços como dados, vozes e imagens, o estouro da Internet e a World Wide Web estão permitindo uma maior popularização das informações.</p><p>De acordo com Archer (2015):</p><p>Teoricamente todas as pessoas “conectadas” podem participar da rede mundial de informações conhecida como ciberespaço. Dessa forma, o ciberespaço vai muito além de ser uma ferramenta de comunicação ou propaganda, pois envolve, integra e determina uma imensidão de mídias e uma diversidade de interfaces, possibilitando que as informações guiadas conforme a velocidade — transpasse oceanos, continentes e hemisférios, unindo as pessoas em uma imensa rede de acesso de conhecimento e difusão do mesmo.</p><p>Atualmente, surgiu um tipo de discurso consensual em relação à condição revolucionária e sem antecedentes das mudanças tecnológicas da era digital para a sociedade moderna.</p><p>Nessas circunstâncias, as informações aperfeiçoam-se com uma agilidade impressionante e a procura por formação e especialização profissional assume uma posição de relevância no redimensionamento do relacionamento entre indivíduo e trabalho, pois está em contínuo seguimento de atualização tornou-se uma exigência, tanto para o indivíduo se inserir no mercado de trabalho, quanto para nele permanecer.</p><p>De fato aumenta mundialmente a valorização das potencialidades que a educação a distância serve como possibilidade e complemento à educação presencial. Nesse seguimento, as tecnologias de informação e comunicação, especialmente a aproximação das redes informatizadas, procuram atender, mesmo que parcialmente, às recentes necessidades de mercado, e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), são mostras disso.</p><p>AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem</p><p>AVA é um termo empregado no espaço acadêmico por educadores, comunicadores, técnicos em informática e pessoas comprometidas com a área da educação e comunicação, mediadas pela tecnologia das redes telemáticas de informação e comunicação.</p><p>Fontoura (2012)diz:</p><p>Em acordo com os novos modelos epistemológicos da educação, o AVA beneficia o aprendizado colaborativo, a concepção participativa do conhecimento, a interatividade, a subjetividade, a independência e o desenvolvimento de uma consciência crítica nos estudantes. Atraídos pela capacidade sociotécnica dos espaços de aprendizagem, que fazem do digital seu apoio e pela viabilidade de contínua inovação, diversos educadores têm usado do ciberespaço como um ambiente para a inovação de suas práticas pedagógicas.</p><p>Consequentemente, os ambientes virtuais de aprendizagem simbolizam um significativo apoio do sistema educativo a circunstância de renovação das tecnologias de informação e comunicação, através da criação de novas utilidades dessas ferramentas. Simultaneamente, as novas ferramentas tecnológicas aumentaram e modificaram as práticas pedagógicas, beneficiando o atendimento às solicitações das sociedades modernas, especialmente em sua propensão à individualização (ARCHER, 2015).</p><p>Assim sendo, a área de incentivo deste estudo está associada às modificações do aprendizado na sociedade moderna da informação; à progressão das tecnologias de informática a serviço da inteligência coletiva; ao aumento da soma de pessoas que dependem da informação para sobreviver nas sociedades complexas com novas formas de trabalho e profissões; com a nova ordem econômica, social e cultural, implantada mundialmente pelo período digital; e com a própria economia, assegurada pela informação e rodando como uma moeda corrente.</p><p>Comunicação Visual</p><p>A comunicação visual é a primeira sensação que algo ou alguém apresenta, assim como é a característica deixada na recordação visual dos outros.</p><p>Toda cor e forma, por exemplo, passam deliberadas impressões e se harmonizadas de formas diferentes podem propagar diferentes informações.</p><p>De acordo com Munari (1982):</p><p>Por meio da visualidade é possível transmitir o que se quiser, e por vezes, se não houver conhecimento da linguagem visual e de seus artifícios, também se comunica aquilo que não teve a intenção. Por esse motivo é imprescindível se alfabetizar visualmente e tomar conhecimento dos artifícios visuais que embasam toda a linguagem visual.</p><p>Linguagem Visual</p><p>A linguagem visual é de imensa importância para os indivíduos, pois graças a ela as imagens são compreensíveis para nós. Ademais, ela contribui para a formação pessoal e para socialização, assim como auxilia na percepção do mundo com mais clareza, afinal a linguagem visual trata sobre diferentes categorias de expressão para além da arte.</p><p>Os componentes da linguagem visual contribuem para a assimilação de pontos, linhas, formas e cores que compõem as imagens. Da mesma forma, os artifícios visuais também possibilitam a percepção, mesmo em arranjos bidimensionais, de pontos como espaços, volumes e texturas (MUNARI, 1982).</p><p>Em resumo, a linguagem visual sistematiza as imagens e as formas como elas são percebidas.</p><p>Tópico 8</p><p>A Arte Visual nos Ambientes Digitais</p><p>Web Design</p><p>O web design é um campo voltado para a criação de layout de sites e aplicativos da web. Para esse fim, os web designers usam linguagens de marcação como HTML para criar páginas.</p><p>Por diversas vezes muitos usuários ao navegarem em algum site, já sentiram vontade de sair, devido seu layout e a distribuição de conteúdo não agradarem. Outras vezes ocorre que os sites sofrem lentidão no carregamento em celulares e tablets, justo quando os usuários precisam</p><p>acessá-lo com rapidez.</p><p>Todos esses pontos levantados tornam a experiência do visitante do site muito ruim e, como resultado, a conversão desses usuários em clientes reduz ao longo do processo de aquisição do produto. Para impedir que isso aconteça em um site, é indispensável um design web de alta qualidade.</p><p>Ao longo dos próximos tópicos, veremos sobre o conceito de web designer, as vantagens de se realizar um investimento em um site, entre outros.</p><p>O que é Web Design?</p><p>O Web Design abrange trabalhos relacionados ao layout e design de páginas online e produção de conteúdo, apesar de terem sua aplicação mais utilizada na criação de sites. Nessa situação, os web designers usam linguagens como HTML para criar páginas.</p><p>Mas a parte visual dos sites fica a cargo do CSS, termo usado para estilizar elementos escritos em HTML. Portanto, os web designers usam os dois métodos ao construir um site, porque juntos definem como a página é exibida no navegador (SAGA, 2017).</p><p>O processo de criação do site pode ser concluído usando ferramentas como o Adobe Dreamweaver (que requer mais conhecimento de código por parte dos profissionais) e CMS (plataformas de gerenciamento de conteúdo).</p><p>O WordPress é uma das ferramentas mais famosas e práticas, pois possui uma série de modelos que podem suportar o site, e o Web Designer pode instalá-los e personalizá-los consoante as necessidades de cada cliente.</p><p>Quais São os Principais Elementos do Web Design?</p><p>Ao falarmos em web design de alta qualidade, alguns pontos são indispensáveis. Aqui, vamos tratar dos principais:</p><p>Responsividade: Mais da metade das pessoas no Brasil, acessam a internet apenas pelo celular, então é muito importante que um site esteja adequado para os dispositivos móveis, ou seja, ele precisa ter uma boa responsividade;</p><p>Escaneabilidade: Os e-mails que exibem um “bloco de texto”, são aqueles onde a mensagem é escrita num só parágrafo. Realizar a sua leitura é algo cansativo. A mesma coisa ocorre com os visitantes de um site quando não se é trabalhado a escaneabilidade textual;</p><p>Tipografia: Se começarmos a escrever um artigo com diferentes fontes, a experiência de leitura não será tão agradável. Afinal de contas, a tipografia teria inconsistência com o conteúdo. A mesma coisa se aplica ao conteúdo de um site. Afinal, essa é uma composição tipográfica e é inconsistente com o restante do conteúdo;</p><p>Velocidade do Carregamento: Em um mundo em que todos parecem sempre ocupados, é fundamental ter um site de carregamento rápido. Segundo o Google, um site que leva mais de 2 segundos para carregar afetará a experiência do usuário e o índice do site.</p><p>O que Faz um Web Designer?</p><p>Embora os web designers sejam geralmente considerados responsáveis pela criação de sites atraentes e otimizados, eles fazem mais do que isso.</p><p>O trabalho diário dos web designers está relacionado à criação de layouts de mídia digital e criação de conteúdo. Portanto, ele precisa avaliar as exigências dos clientes e os objetivos de criar um site para fornecer a melhor experiência para os visitantes.</p><p>O Web Designer precisa ter conhecimento de como se introduz elementos gráficos, utilizar idiomas como HTML e atualizar o site, se necessário.</p><p>Elementos do Marketing Visual</p><p>O Marketing Visual se utiliza de diversos elementos das artes visuais na web. Várias são as atividades do marketing visual na internet, sendo elas:</p><p>· Posts de Mídias Sociais;</p><p>· Infográficos;</p><p>· Vídeos;</p><p>· Banners.</p><p>Logo estaremos falando sobre cada uma delas:</p><p>Posts de Mídias Sociais: Seja em um site como o Facebook, Instagram ou Twitter, o conteúdo visual cria mais envolvimento, aumentando seu êxito na plataforma. Por isso, é importantíssimo desenvolver um design bem feito, para produzir imagens atrativas;</p><p>Vídeos: Os vídeos são elementos utilizados quando as informações são extensas demais para uma imagem. Entretanto, é importante o investimento em vídeos breves, sendo possível assisti-los sem dispor de muito tempo do usuário. O uso desse tipo de conteúdo é ótimo para incentivar compartilhamentos;</p><p>Banners: Um banner é uma parte integral do design de todo site. Por isso na sua criação é importante incluir banners que tenha coerência com a identidade visual da marca;</p><p>Infográficos: Atualmente observamos que os infográficos fazem muito sucesso na internet, exatamente por reunirem dois elementos muito populares:</p><p>· Números;</p><p>· Aspecto visual.</p><p>Nos últimos anos observamos haver muito conteúdo para consumir. Cada vez mais os feeds das redes sociais são atualizados de modo constante com mais conteúdo do que um usuário pode ler.</p><p>Tirando o excesso de material, vemos também que a cada dia as pessoas têm menos tempo para ler, desse modo tentam ver o máximo de informação possível. Normalmente um usuário não consegue ler um material muito extenso e é aí que entram os infográficos para um melhor engajamento com o conteúdo.</p><p>Os infográficos trazem uma facilidade de compreensão em um curto período. Eles conseguem compactar uma enorme quantidade de informações em pequenos textos em combinação com elementos visuais. São elementos aptos para o compartilhamento, tendo o potencial de se tornar virais, o seu compartilhamento podem ser como postagens individuais em mídia social ou blogs, ou combinados com publicações existentes (LOBATO, 2020).</p><p>Quando analisamos o mapa de calor de um site, observamos que os indivíduos tendem a gastar mais tempo com os recursos visuais do que em outras partes da página. Isto quer dizer que o uso de artes consegue reduzir a taxa de rejeição e consequentemente aumenta o envolvimento.</p><p>Para os profissionais de marketing com interesse em um novo conteúdo, mas dispõe de pouco tempo para produção, um infográfico incorporado, irá atender como novo e compartilhável, exigindo somente uma breve descrição para acompanhar.</p><p>O modo como os infográficos combinam os elementos visuais e a narrativa, os torna uma ótima ferramenta para promover o conteúdo no cenário de marketing atual.</p><p>Arte Digital</p><p>Ao tratarmos da arte digital, observamos que diversas são as maneiras de estabelecer conceitos, mas é possível dizer que ela abrange toda forma de expressão artística realizada por computadores, smartphones ou ferramentas semelhantes. Tais aplicações artísticas podem ter a sua exposição em meios virtuais e também tradicionais.</p><p>Como exemplos de expressões artísticas, temos:</p><p>· A web art;</p><p>· As ilustrações digitais;</p><p>· As técnicas de vídeo mapping;</p><p>· Os gifs.</p><p>Como Surgiu a Arte Digital?</p><p>A razão pela qual a arte digital se tornou possível é que o advento das formas de arte contemporânea começou a se fortalecer na época pós-guerra, quebrando suas regras estritas e vínculos tradicionais com o movimento modernista, que no que lhe concerne substituiu a academia de arte (LOBATO, 2020).</p><p>O desenvolvimento de tecnologia e suporte apontava cada vez mais para as formas de arte flexíveis e inovadoras que atravessassem barreiras fixas. Com o surgimento dos primeiros computadores, de tamanho enorme e poder de processamento mínimo, os artistas de vanguarda viram um novo espaço experimental.</p><p>O alemão Frieder Nake foi um dos revolucionários, que com a ajuda de algoritmos e computadores, realizou a interpretação matemática da pintura de Paul Klee "Highroads and Byroads", e os resultados foram transferidos para uma mesa de desenho.</p><p>Já em 1967, dois engenheiros de computação da Bell Labs usavam placas perfuradas para converter as fotos capturadas em linguagem ASCII.</p><p>Na década de 1980, o gênio da arte pop Andy Warhol foi contratado pela Commodore para promover o computador Amiga, um dos primeiros modelos produzidos em massa e usou o exemplo para realizar 28 experimentos artísticos.</p><p>Atualmente, a arte digital progrediu na tecnologia interativa, onde o espectador é convidado a fazer parte da obra, como na instalação “Treachery of the Sanctuary” ou expostas nas paredes revestidas por QR codes na área russa da Bienal de Veneza, em 2012.</p><p>Quais São os Tipos de Arte Digital?</p><p>Por se tratar de um campo em rápida expansão, existem várias maneiras de expressar esse movimento. Os resultados dessas</p><p>criações podem ser impressos graficamente ou visualizados na tela de:</p><p>· Um computador;</p><p>· Smartphone;</p><p>· Tablet;</p><p>· TV;</p><p>· Laptop.</p><p>Logo, veremos os principais tipos de arte digital que podem ser facilmente encontrados ao se conectar a dispositivos eletrônicos:</p><p>Desenho Vetorial: Conforme as necessidades do artista, pode-se facilmente reduzir ou ampliar a imagem;</p><p>Pixel Art: Envolve técnicas que criam imagens manipulando pixels individualmente e suas cores;</p><p>Desenho/Ilustração: Tecnologia de criação gráfica que simula arte tradicional através de software específico;</p><p>Animação Digital: Além da produção, a arte digital também possibilita que esses materiais venham ser animados em modelos 2D ou 3D;</p><p>Modelagem 3D: Inclui a criação de esculturas e edifícios digitalmente. Este trabalho pode ser transformado em um material real comparável às fotografias.</p><p>Tópico 9</p><p>PodCast</p><p>Os podcasts facilitam o acesso ao conhecimento, promovem a educação contínua, engajam os alunos, complementam o material didático e desenvolvem habilidades de escuta e compreensão. Eles servem para revisar conteúdos, explorar temas específicos, fomentar a autonomia, incluir diversidade e oferecer flexibilidade no aprendizado.</p><p>Fique agora com um podcast sobre Acesso à tecnologia e inclusão digital, com os apresentadores Ismael Lins e Yago Honda.</p><p>Tópico 10</p><p>Na prática</p><p>Figura 5</p><p>Tecnologia e arte</p><p>mvceditora</p><p>As artes visuais na atualidade vêm acopladas às possibilidades de produção artística relacionada ao uso de mídias como recurso. Esta tarefa artística permite ao aluno construir a sua própria estrutura intelectual, afirmando, através do construtivismo, a ligação entre esta forma de pensar e a necessidade de artefatos externos. O uso do computador e outros dispositivos que permitem acesso à internet pode fazer com que o educador e o aluno se unam durante o processo de construção do conhecimento.</p><p>Cabe à estética a missão de retirar das experiências estéticas singulares as conclusões teóricas universais e propor conceitos para a arte. Ao professor, cabe o papel de mediar as experiências estéticas vivenciadas pelos estudantes, de forma a lhes proporcionar condições de desenvolvimento de senso crítico, com base em conhecimentos internalizados por meio de articulações entre tais conceitos e a prática. ( Barbosa 2010, p. 393)</p><p>Para saber mais sobre o conceito tecnológico associado a arte visual acesse: Projeto Tetear Tech retorna à Piracicaba com arte e tecnologia</p><p>Tópico 12</p><p>Conclusão</p><p>Vídeo</p><p>Clique em CC para ter acesso à transcrição do vídeo ⬆️</p><p>Chegamos, portanto, ao fim de mais uma disciplina, até aqui foi possível notar as mudanças ocorridas no conceito de artes visuais e suas vertentes históricas e conceituais até o uso da tecnologia como forma de aplicação direta ao uso das artes visuais. Percebemos que o mundo globalizado requer novas formas de enxergar, indubitavelmente o meio digital veio para trazer uma mudança no conceito de arte, e como tal moldar novas estruturas para a cultura. Assim como, o uso de mídias digitais para criação de conteúdo. Não deixe de se aprofundar ainda mais no tema, consulte os links disponíveis em seu material de apoio.</p><p>Tópico 13</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>AIDAR, Laura. O que são Artes Visuais? Disponível em: https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-artes-visuais/. Acesso em: 07/12/2021.</p><p>ARTE REF. Artes visuais: conheça as técnicas e os materiais artísticos que remetem essa expressão. 2019.</p><p>ARTE REF. Conheça os tipos de arte e aprenda a diferencia-los. 2019. Disponível em: <https://arteref.com/arte-no-mundo/tipos-de-arte/>. Acesso em: 07/12/2021.</p><p>ARCHER, Michael. Arte Contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.</p><p>CARNEIRO, Ivane Angélica. Artes Visuais, Práticas Tridimensionais. São Paulo: Editora Intersaberes, 2017.</p><p>DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2017.</p><p>EDUCA BRASIL. Formas de manifestações artísticas que têm a visão como principal forma de apreciação. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/artes-visuais</p><p>ESCANDAR, Nizar. Tipos de fotografias e fotógrafos: entenda as diferenças entre cada um. Disponível em: https://blog.emania.com.br/tipos-de-fotografias-e-fotografos/</p><p>EPICS. A Evolução da Fotografia: Como a Internet Mudou a Vida do Fotógrafo? Disponível em: https://www.epics.com.br/blog/a-evolucao-da-fotografia-como-a-internet-mudou-a-vida-do-fotografo</p><p>FONTOURA, Maria Helena. A obra de arte além de sua aparência. São Paulo: Annablume, 2012.</p><p>MARCANDALI, Sabrina; MARAR, João Fernando; SILVA, Eliane de Oliveira. Através da Imagem: A Evolução da Fotografia e a Democratização Profissional com a Ascensão Tecnológica. 2015. Disponível em: http://www.meistudies.org/index.php/cia/iac/paper/download/238/139</p><p>MUNARI, Bruno. Design e comunicação visual. São Paulo: Martins Fontes, 1982.</p><p>SAGA. Modelagem 3D: entenda a importância da escultura para jogos. 2017. Disponível em: https://saga.art.br/modelagem-3d-escultura-para-jogos/</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.png</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.png</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.png</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.jpeg</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.jpeg</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.jpeg</p><p>image1.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.jpeg</p><p>image27.png</p><p>image2.jpeg</p><p>image28.jpeg</p><p>image29.jpeg</p><p>image30.jpeg</p><p>image31.jpeg</p><p>image32.jpeg</p><p>image33.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image34.jpeg</p><p>image35.jpeg</p><p>image36.png</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.png</p><p>assinado por Filippo Tommaso Marinetti (1876/1944); apresentava como pontos fundamentais a exaltação da vida moderna, da máquina, da eletricidade, do automóvel e da velocidade (Período 1909 a 1914). Os principais artistas desse estilo são: Umberto Boccioni, Carlo Carrá, Luigi Russolo, Gino Severini, Giacomo Balla (LEITE, 2002, s/p).</p><p>Expressionismo: O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, "expressando" sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.</p><p>Principais características:</p><p>Pesquisa no domínio psicológico;</p><p>Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;</p><p>Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;</p><p>Pasta grossa, martelada, áspera;</p><p>Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;</p><p>Preferência pelo patético, trágico e sombrio.</p><p>Alguns historiadores determinam para esses pintores o movimento ”Pós Impressionista”. Os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe (MARTINS, IMBROSI, s/d, s/p).</p><p>Fauvismo: O Fauvismo é uma corrente artística do início do século XX aliada à pintura, tendo como uma das características a máxima expressão pictórica, onde as cores são utilizadas com intensidade, além de outras, como a simplificação das formas, o estudo das cores. Os seus temas eram leves, e não tinham intenção crítica, revelando apenas emoções e alegria de viver.</p><p>As cores eram utilizadas puras, para delimitar planos, criar a perspectiva e modelar o volume. O nome da corrente deve-se a Louis Vauxcelles. Esse chamou alguns artistas de “Les Fauves” (que significa “feras” em português) em uma exposição em 1905, pois havia ali a estátua convencional de um menino rodeada de pinturas nesse novo estilo. Os princípios desse movimento foram: criar, em arte, não possui relação com o intelecto ou sentimentos; criar é considerar os impulsos do instinto e das sensações primárias; exaltação da cor pura.</p><p>O principal representante do movimento Fauvista foi Henri Matisse, que tinha por característica a despreocupação com o realismo, onde as coisas representadas eram menos importantes do que a forma de representá-las. Por exemplo, “Natureza morta com peixes vermelhos”, pintado em 1911, quando se observa que o importante são as cores puras e estendidas em grandes campos, essenciais para a organização da composição (LOPES, s/d, s/p).</p><p>Minimalismo: A palavra minimalismo reporta-se a um conjunto de movimentos artísticos e culturais que percorreram vários momentos do século XX, manifestos através de seus fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design e na música. Surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos. As obras minimalistas possuem um mínimo de recursos e elementos. A pintura minimalista usa um número limitado de cores e privilegia formas geométricas simples, repetidas simetricamente.</p><p>No decurso da história da arte, durante o século XX, houve três grandes tendências que poderiam ser chamadas de “minimalistas”: (manifestações minimalistas: construtivismo, vanguarda russa, modernismo). Os construtivistas por meio da experimentação formal procuravam uma linguagem universal da arte, passível de ser absorvida por toda humanidade.</p><p>O minimalismo exerceu grande influência em vários campos de atividade do design, como a programação visual, o desenho industrial, na arquitetura. Os minimalistas produzem objetos simples em sinônimo de sofisticação. A música minimalista nasceu com a série Composições 1960, criada por La Monte Young, esta pode ser cantada apenas com duas notas. A literatura minimalista caracteriza-se pela economia de palavras, onde os autores minimalistas evitam advérbios e sugerem contextos a ditar significados (LOPES, s/d, s/p).</p><p>Dadaísmo: O Dadaísmo foi um movimento originado em 1915 na cidade de Zurique (cidade que durante a Primeira Grande Guerra Mundial conservou-se neutra). Negava todas as tradições sociais e artísticas, tinha como base um anarquismo niilista e o slogan de Bakunin “a destruição também é criação“, contrários à burguesia e ao naturalismo, identificado como “a penetração psicológica dos motivos do burguês“, buscavam a destruição da arte acadêmica e tinham grande admiração pela arte abstrata. O acaso era extremamente valorizado pelos dadaístas, bem como o absurdo. Tinha tendências claramente antirracionais e irônicas. Procurava chocar um público mais ligado a valores tradicionais e libertar a imaginação via destruição das noções artísticas convencionais (COLADAWEB, s/d, s/p).</p><p>Surrealismo: O Surrealismo surgiu com esse nome em 1924, quando André Breton lançou o Manifesto do Surrealismo. Esta palavra foi utilizada pela primeira vez por Apollinaire como subtítulo de seu drama “Les Mameles de Tiresias”, criado em 1917. O Surrealismo nasceu de uma ruptura com o Dadaísmo, desiludido com o seu niilismo e sua autofagia (DIRETORIO DE ARTE, s/d, s/p).</p><p>Suprematismo - Construtivismo russo: Dois grupos russos também chegaram à arte abstrata no início do século XX. Por volta de 1913, os pintores Kasimir Malevitch e El Lissitzky iniciaram um movimento denominado suprematismo, e os escultores Vladimir Tatlin e Aleksander Rodchenko fundaram um movimento conhecido como construtivismo. Os suprematistas, como Kandinsky, acreditavam que a arte abstrata podia transmitir uma conotação religiosa. Em 1915, Malevitch pintou um quadrado negro em um fundo branco que expôs no canto de uma sala, o local tradicional dos ícones russos. Segundo Malevitch, o termo “suprematismo” visava provocar a "supremacia do sentimento puro". O quadrado simbolizava a sensação e o fundo significava o nada (COLADAWEB, s/d, s/p).</p><p>De Stjil: Em 1917, os pintores holandeses Piet Mondrian e Theo van Doesburg fundaram um grupo artístico conhecido como De Stijl (O estilo). Além deles, faziam parte do grupo o pintor Bart van der Leck, o escultor Georges van Tongerloo e o arquiteto Gerrit Rietveld. Como os suprematistas e construtivistas, muitos dos artistas do De Stijl estavam comprometidos com a ideia da arte abstrata e com a perspectiva que atribuía à arte um objetivo que ia além do simplesmente decorativo (COLADAWEB, s/d, s/p).</p><p>Arte conceitual: Textos, imagens e objetos são as referências artísticas deste tipo de arte. A obra deve ser valorizada por si só. Um dos meios preferidos dos artistas conceituais é a instalação, ou seja, um espaço de interação entre a obra e o espectador. Até mesmo a televisão e o vídeo são usados nas instalações (SUA PESQUISA, s/d, s/p).</p><p>O Belo</p><p>De acordo com Barbosa (2008, p. 10-11), a estética de Platão procura responder à questão « O que é o Belo? » e interessa-se também pelos problemas ligados à arte. Neste caso também, a resposta deve ser procurada no mundo das Ideias: é a Ideia de Belo que é necessário encontrar. Tal como nos casos da Virtude e da Justiça, é a unidade que caracteriza a Ideia do belo, só que, desta vez, trata-se da unidade formal do objeto, da unidade da sua aparência. Assim, uma bela música é uma música em que cada nota tem o seu lugar e está no seu lugar, em que existe uma relação regular entre cada nota, onde reina a harmonia. O papel da arte, tal como o da política face à ética, é mais complexo. A arte é imitação: imitação das formas, das ações (…). Mas percebe-se facilmente que, por exemplo, no caso da música, é muito difícil atribuir um modelo à arte, algo que a música possa imitar. É, portanto, necessário aprofundar o conceito de imitação: através de uma forma sensível, é a própria alma que a arte procura imitar.</p><p>Ainda segundo Barbosa (2008, p. 10-11), os estilos artísticos correspondem a diferentes estados de alma possíveis: uma música harmoniosa e regular imita a alma do sábio virtuoso, uma música majestosa, impressionante imita a alma do bravo, do guerreiro, uma música</p><p>rápida e louca imita a alma do homem atraído pelos prazeres sensíveis. Do mesmo modo, o prazer que se experimenta ao contemplar uma obra de arte corresponde aos prazeres destas diferentes formas de almas. Só as obras que imitam uma alma sábia e virtuosa são belas, pois a sua unidade é a da alma que elas imitam o que não quer dizer que só delas possa resultar prazer: o Belo não é necessariamente agradável. Esta inconveniência, que resulta de o agradável poder não ser Belo, não seria problemática se a obra de arte não tivesse a propriedade de envolver e de transportar aquele que a contempla.</p><p>Assim, uma obra guerreira incita à coragem, uma obra bela incita à sabedoria e uma obra viva incita aos prazeres dos sentidos. Compreende-se então por que razão Platão desconfiava tanto da arte e do seu poder, o que o fazia sustentar a ideia de que, na cidade ideal, a arte deveria estar sob o controlo do rei-filósofo, ideia que, de uma forma ou de outra, nos tempos modernos, correspondeu sempre a modalidades diversas de tirania (BARBOSA, 2008, p. 10-11).</p><p>Para Souza (1995, p. 211), das relações entre a arte e a natureza resultam três diferentes concepções de arte: a arte como imitação; a arte como criação; e a arte como construção.</p><p>A definição de arte como imitação é a mais antiga e resulta da subordinação da arte à natureza ou à realidade geral. Sob essa ótica, a obra de arte reproduz fielmente aquilo que existe no mundo que habita o ser humano. Trata-se do objeto, do ser, do fato ou do sentido a ser imitado, por meio da observação de um conjunto de regras que garantam essa reprodução. A arte como criação surge com o Romantismo, especialmente com o filósofo alemão Schelling (1775-1854). Essa concepção fundamenta-se em dois pressupostos básicos:</p><p>A arte é originalidade absoluta e os seus produtos não se deixam reconduzir à sua realidade natural;</p><p>Como originalidade absoluta, a arte é parte (ou continuação ou manifestação) da atividade criadora de Deus.</p><p>Nessa perspectiva, a obra de arte resulta da inspiração e genialidade criadora e criativa do artista. Não mais imita a natureza, não mais subordina-se a ela, mas desliga-se, afasta-se dela: a obra de arte como criação independe da natureza e passa a exprimir as experiências, os sentimentos e as emoções vividas pelo artista.</p><p>Por fim, a arte como construção e expressão é uma concepção contemporânea. Segundo essa visão, a obra de arte não mais reproduz ou imita a natureza, não mais resulta da invenção, da criação de um gênio inspirado, mas desvela a realidade, constrói um sentido novo que resulta das relações dialéticas que o artista estabelece com a natureza e com a realidade que o cercam, dos encontros e desencontros do homem com a natureza instaura-se a obra de arte como uma construção artística que expressa um sentido novo resultante da apreensão direta do estar no mundo (SOUZA, 1995, p. 211).</p><p>O Belo foi estudado por diversos filósofos no transcurso da história humana. O Belo para Platão: Segundo Do Vale (2005, s/p), para Platão o belo é o bem, a verdade, a perfeição; existe em si mesma apartada do mundo sensível, residindo, portanto, no mundo das ideias. A ideia suprema da beleza pode determinar o que seja mais ou menos belo. Em O banquete, Platão define o amor como a junção de duas partes que se completam, constituindo um ser andrógino que, em seu caminhar giratório, perpetua a existência humana. Esse ser, que só existe no mundo das ideias platônico, confere à sua natureza e forma uma espécie peculiar de beleza: a beleza da completude, do todo indissociável, e não uma beleza que simplesmente imita a natureza. Assim, temos em Platão, uma concepção de belo que se afasta da interferência e da participação do juízo humano, ou seja, o homem tem uma atuação passiva no que concerne ao conceito de belo: não está sob sua responsabilidade o julgamento do que é ou não é belo.</p><p>Ainda de acordo com Do Vale (2005, s/p), a dialética de Platão aponta para duas direções: o mundo das ideias, num plano superior, do conhecimento, que é, ao mesmo tempo, absoluto e estático; a outra direção segue para o mundo das coisas, dos humanos. Este, de aparência sensível, é constituído pela imitação de um ideal concebido no mundo das ideias: portanto, num processo de cópia. Gilles Deleuze aponta para uma terceira possibilidade que quebra a dicotomia platônica: a cópia fiel e o simulacro, não mais tido como degenerescência da semelhança ao mundo das ideias, um mero fantasma. Para os gregos, o belo artístico situava-se no embate entre as boas cópias e o simulacro.</p><p>O Belo para Hegel: De acordo com Souza (1995, p. 213), está conceituado como manifestação da verdade. “O belo artístico não existe na natureza, não é de ordem lógica, não faz parte da esfera do espírito infinito nem da do pensamento puro e simples, pensamento que é só pensamento, como também, não se inclui entre os fins e os atos do espírito finito, pertence à esfera do espírito absoluto, e existe na arte um conhecimento do espírito absoluto como de um objeto para o espírito finito” (HEGEL, 1974, p. 167). Dessa maneira, é no domínio da arte que o espírito absoluto se manifesta. O belo é a apreciação sensível desse espírito, enquanto verdade é a manifestação objetiva e universal. Daí beleza e verdade serem uma única e mesma coisa.</p><p>O Belo para Aristóteles: Aristóteles concebe a arte como uma criação especificamente humana. O belo não pode ser desligado do homem, está em nós. Separa, todavia a beleza da arte. Muitas vezes a fealdade, o estranho ou o surpreendente converte-se no principal objetivo da criação artística. Aristóteles distingue dois tipos de artes:</p><p>As que possuem uma utilidade prática, isto é, completam o que falta na natureza;</p><p>As que imitam a natureza, mas também podem abordar o que é impossível, irracional, inverossímil.</p><p>O que confere a beleza a uma obra é a sua proporção, simetria, ordem, isto é, uma justa medida. Aristóteles associou a arte à imitação da natureza (FONTES, s/d, s/p).</p><p>O Belo para Kant: O belo, diz Kant, "é o que agrada universalmente, sem relação com qualquer conceito". A satisfação só é estética, porém, quando gratuita e desligada de qualquer fim subjetivo (interesse) ou objetivo (conceito). O belo existe enquanto fim em si mesmo: agrada pela forma, mas não depende da atração sensível nem do conceito de utilidade ou de perfeição. No juízo estético verifica-se o acordo, a harmonia ou a síntese entre a sensibilidade e a inteligência, o particular e o geral. O prazer estético é universalizável, porque as faculdades que implica estão presentes em todos os espíritos. Esse senso comum estético é a condição necessária da comunicabilidade universal do conhecimento, que deve ser presumida em toda lógica e em todo princípio de conhecimento (ESTUDANTE DE FILOSOFIA, s/d, s/p).</p><p>O Belo para Santo Tomás de Aquino: De acordo com Araujo (s/d, s/p), a beleza no Tomismo é o reflexo de Deus, pois “o ser de todas as coisas deriva da Beleza divina”; sendo assim, na criação artística há aquilo que o Tomismo designa por “analogia de procura de Deus na experiência poética, ou o conhecimento poético das imagens de Deus”. Na criação, o artista é atraído para um duplo absoluto, não é o Absoluto propriamente, mas a alma inclina-se para ele. E tal atração é manifesta por meio das exigências da Beleza que devem perpassar a sua obra, e poeticamente ele é incitado à criação na beleza; assim, de modo tão absorvente o artista separa-se dos outros homens, pois se reconhece no reflexo do Divino. A beleza é um transcendental, não que seja uma explicitação por si do ser e do ente, e sim, uma harmonia para a qual confluem as três explicitações fundamentais: a unidade, a verdade e a bondade; daí, sua conversibilidade transcendental. Portanto, a beleza é a perfeição nas coisas que atesta aquela proximidade com o infinito, e que possibilita ao artista uma intensa alegria de espírito. Afinal, Deus é a Beleza subsistente, e sendo seu reflexo a beleza nas coisas, torna-se impossível ao artista, que é dedicado ao belo, não tender ao Divino e realizar-se</p><p>de modo intenso.</p><p>O Belo para Mikel Dufrenne: Marin, Oliveira (2005, p. 197), diz:</p><p>Para Dufrenne, a necessidade do belo é reflexo da necessidade que o ser humano tem de sentir-se no mundo, de maneira que a experiência estética, mesmo que não revele sua vocação, significa a experiência de sua relação profunda com o mundo: “(...) estar no mundo não é ser uma coisa entre as coisas, é sentir-se em casa entre as coisas” (DUFRENNE, 1998, p.25).</p><p>Ainda de acordo com Marin e Oliveira:</p><p>Dufrenne fala da experiência estética como o momento de libertação do pensamento para além do intelecto para encontrar a figura em contemplação. Nesse momento, a imaginação está fora do controle do intelecto, mas a percepção estética solicita as potências reflexivas da consciência. A leitura que o ser humano faz do mundo é a leitura dos sistemas simbólicos do objeto estético, o que pressupõe um encontro profundo com sua intimidade, o que gera a necessidade de transposição do intelecto. Na captura do mundo pelas vias intelectivas, o sujeito acaba por tomar distância em relação ao objeto que acaba por ser reduzido a algo em seu aspecto conceitual e pensável.</p><p>Hoje em dia, numa visão fenomenológica, consideramos o belo como uma qualidade de certos objetos singulares que nos são dados à percepção. Beleza é, também, a imanência total de um sentido ao sensível, ou seja, a existência de um sentido absolutamente inseparável do sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino, é autêntico, é verdadeiramente segundo o seu modo de ser, isto é, o belo é um objeto singular, sensível, que carrega um significado que só pode ser percebido na experiência estética. Não existe mais a ideia de um único valor estético a partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto singular estabelece seu próprio tipo de beleza (CHIES, s/d, s/p).</p><p>O Feio</p><p>De acordo com Flávia S. (2004, s/p), as obras de artes podem ser caracterizadas pelo o que chamamos de segmentos a qual foram construídas, entre estes, podemos mencionar o belo, o feio, o trágico o cômico, o sublime dentre outras manifestações. Todas essas dissidências da arte, pelo qual a estética se propõe a analisar, são elaboradas propositalmente, a fim de concretizar um determinado discurso poético da obra. Há dois conceitos antagônicos da estética de grande relevância histórica: o belo e o feio. Ambos provocam reações opostas pelo fato de que a associação histórica do senso comum remonta o belo para sinônimo de bem e o feio de mal.</p><p>A beleza foi algo convencionado na arte e se apoia em três pilares básicos: ordem, proporção e simetria. A fusão destes três elementos resulta na harmonia e no equilíbrio da imagem atraindo a atenção do leitor por essas formas suave e singela que proporciona. Esse padrão estético é algo imutável, resistiu desde a época do Renascimento, portanto é universal. Entretanto, no período literário do Romantismo, o belo ganha outra conotação: deixa de ser apenas imagem para ser também simbologia da personalidade, tal qual fez Velázquez e Rembrandt em seus quadros. Inquietação, medo, angústia, carregado pelos personagens transformaram a monotonia da face.</p><p>O feio, a priori, causa inquietação e desgosto pela desordem da simetria. No entanto o feio carrega consigo uma aura misteriosa e dependendo de como o feio é trabalhado, pode-se construir uma nova imagem reveladora de uma personalidade boa. Mas o bom neste caso não seria sinônimo de belo, significaria apenas uma outra reconstituição do impacto estético, que nos é causado; ou seja, o feio não se embeleza, se transfigura. Um exemplo seria a história infantil, A bela e a fera. A poética é construída através de uma história que evidencia o paradoxo do belo e do feio e dá a este ultimo uma outra conotação. O feio geralmente é artisticamente criado e na maioria dos casos sempre tem o seu espaço. Tomam a cena e toda a emoção da trama (FLÁVIA S. 2004, s/p).</p><p>Conforme Aranha, Martins (2003, p. 370), o problema do feio está implícito nas colocações que são feitas sobre o belo. Por princípio, o feio não pode ser objeto da arte. No entanto, podemos distinguir, de imediato, dois modos de representação do feio: a representação do assunto “feio” e a forma de representação feia. No primeiro caso, embora o assunto “feio” tenha sido banido do território artístico durante séculos (pelo menos desde a antiguidade grega até a época medieval), no século XIX ele vem sendo reabilitado.</p><p>No momento em que a arte rompe com a ideia de ser “cópia do real” para ser considerada criação autônoma que tem por função revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e com sua capacidade de falar ao sentimento. No segundo caso, o problema do belo e do feio é deslocado do assunto para o modo de representação. E só haverá obras feias na medida em que forem malfeitas, isto é, que não corresponderem plenamente à sua proposta. Em outras palavras, quando não houver uma obra feia - neste último sentido -, não haverá obra de arte (ARANHA, MARTINS, 2003, p. 370).</p><p>O Gosto</p><p>A questão do gosto não pode ser encarada como uma preferência arbitrária e imperiosa da nossa subjetividade. Quando o gosto é assim entendido, nosso julgamento estético decide o que preferimos em função do que somos. E não há margem para melhoria, aprendizado, educação da sensibilidade, para crescimento, enfim. Isso porque esse tipo de subjetividade refere-se mais a si mesma do que ao mundo dentro do qual ela se forma.</p><p>Mikel Dufrenne, explica esse processo de forma muito feliz, diz que a obra de arte "convida a subjetividade a se constituir como olhar puro, livre abertura para o objeto, e o conteúdo particular a se pôr a serviço da compreensão em lugar de ofuscá-la fazendo prevalecer as suas inclinações. À medida que o sujeito exerce a aptidão de se abrir, desenvolve a aptidão de compreender, de penetrar no mundo aberto pela obra. Gosto é, finalmente, comunicação com a obra para além de todo saber e de toda técnica. O poder de fazer justiça ao objeto estético é a via da universalidade do julgamento do gosto"(PORTAL IMPACTO, s/d, s/p).</p><p>Desse modo, a educação do gosto se dá dentro da experiência estética, que é a experiência da presença tanto do objeto estético como do sujeito que o percebe. Ela se dá no momento em que, em vez de impor os meus padrões à obra, deixo que essa mesma obra se mostre a partir de suas regras internas, de sua configuração única (PORTAL IMPACTO, s/d, s/p).</p><p>Se a estética é a área da Filosofia que estuda racionalmente o belo e o sentimento que desperta nos seres humanos, entra em cena também, por isso, a objetividade e a subjetividade do belo. Nessa linha de raciocínio surge o gosto como uma capacidade de julgamento sem o preconceito.</p><p>Sobre o gosto Ferry (1994, p. 130-131), diz que, a solução da antinomia do gosto encontra aqui a sua explicação e seu significado. Contrariamente ao que afirma o racionalismo clássico, o juízo de gosto não se fundamenta em conceitos determinados: portanto, torna-se impossível “disputar” acerca dele como se se tratasse de um juízo de conhecimento científico. No entanto, ele não se limita a remeter à pura subjetividade empírica do sentimento, porque se baseia na presença de um objeto que, se é belo (o que será admitido por hipótese), desperta uma ideia necessária da razão que é enquanto tal, comum à humanidade. Portanto, é uma referência a essa ideia indeterminada (ela comanda somente a reconciliação entre o sentido e o inteligível, sem dizer precisamente em que pode consistir essa reconciliação) que é possível “discutir” o gosto e ampliar a esfera da subjetividade pura para visar a uma partilha não dogmática da experiência estética com outrem enquanto outro homem.</p><p>Tópico 5</p><p>Teorias da Criação Em Estética</p><p>Para Chies (s/d, s/p), o século XX foi a todos os níveis um século de rupturas. No domínio das práticas artísticas, ocorrem importantes mudanças no entendimento da própria arte, em resultado de uma multiplicidade de fatores, nomeadamente.</p><p>A integração no domínio da arte de novas manifestações criativas.</p><p>Umas já existiam, mas estavam desvalorizadas; outras são relativamente recentes. Esta integração permitiu diminuir as fronteiras entre a arte erudita e a arte para grandes massas. Entre as primeiras destacam-se as artes decorativas, a art naif, a arte dos povos primitivos atuais, o artesanato urbano e rural. Entre as segundas destacam-se a fotografia, o cinema, o design, a moda, o rádio, a TV, etc. Todas estas artes são hoje colocadas em pé de igualdade com as artes consagradas, como a pintura, escultura (as chamadas "Belas Artes"), etc.</p><p>Os movimentos artísticos que desde finais do século XIX têm aparecido em todo o mundo, têm revelado uma mesma atitude desconstrutiva em relação a todas as categorias estéticas. Todos os conceitos são contestados, e todas as fronteiras entre as artes são postas em causa. A arte foi dessacralizada, perdeu a sua carga mítica e iniciática de que se revestiu em épocas anteriores, tornando-se frequentemente um mero produto de consumo. Quase tudo pode ser considerado como arte, basta para tanto que seja "consagrado" por um artista.</p><p>No domínio teórico aparecem inúmeras teorias que defendem novos critérios para apreciação da arte. No panorama das teorias estéticas podemos destacar três correntes fundamentais:</p><p>As estéticas normativas concebem a beleza fundamentada em princípios inalteráveis. Entre elas sobressai a estética fenomenológica de Edmund Husserl (1859-1938). Segundo Husserl, as coisas caracterizam-se pelo seu inacabamento, pela possibilidade de sempre serem visadas por noesis (a operação do nous, pensar) novas que as enriquecem e as modificam.</p><p>As estéticas marxistas e neomarxistas marcadas por uma orientação nitidamente sociológica. O realismo continuou a ser a expressão que melhor se adéqua às ideias defendidas por esta corrente. A arte nos países socialistas, por exemplo, cumpria através de imagens realistas uma importante função: antecipar a 'realidade' da sociedade socialista, transformando-a numa utopia concreta.</p><p>A estética informativa que deriva das teorias matemáticas da informação. Esta estética procura constituir um sistema de avaliação dos conteúdos inovadores presentes numa obra de arte.</p><p>Ainda conforme Chies (s/d, s/p), aplicamos o nome de arte pós-moderna às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950 quando, por convenção, se encerra o modernismo. Ele nasce com a arquitetura e a computação nos anos 50. Toma corpo com a Arte Pop (anos 60); cresce através da filosofia nos anos 70 como crítica da cultura ocidental. Amadurece até os dias de hoje e incrementa-se com a tecnociência: computadores e programas sofisticados, telefones celulares, câmeras digitais, instrumentos musicais sintetizados. O que Duchamp fizera no início do século XX preconizou o que a arte faz agora: tudo pode ser arte, e arte é o que o artista diz que é.</p><p>Para Osório (2001, s/p), dois trabalhos de Marcel Duchamp merecem destaque. Primeiro o grande vidro ou a noiva despida por seus celibatários, iniciado em 1915 e definitivamente inacabado em 1925, quando, por acidente, um pedaço do vidro fica rachado. A fragilidade e transparência do suporte, o aspecto mecânico das imagens, o tema erótico-delirante, e a incorporação do acaso na (ir)realização do trabalho, dão-lhe uma importância ímpar. O jogo com as palavras no título das obras também começa a entrar em cena. A sonoridade na língua francesa de 'mesmo' (même) confunde-se com 'me ama' (m'aime). Como observou Octavio Paz, no seu livro sobre o artista intitulado "Marcel Duchamp ou o Castelo da Pureza", o Grande Vidro "é um enigma e, como todos os enigmas, não é algo que se contempla, mas sim que se decifra".</p><p>Outro trabalho, ou melhor, outra ideia estética que será introduzida por Duchamp e marcará sua obra e posteridade, é o ready-made. Transferindo objetos corriqueiros para os museus e designando-os objetos de arte, ele realiza o gesto mais radical e banalizante da arte em nosso século. (...) O desvio de Duchamp é um desvio em direção à origem, onde as formas são indiferenciadas e o que importa é a invenção de novos sentidos para o mundo. O paradoxo é o seguinte: ninguém de bom senso deixaria de ver uma exposição de Matisse para ver uma de Duchamp, apesar de Duchamp ser mais importante para o século XX que Matisse - por favor, ser mais importante não implica, neste caso, em ser melhor. Sua obra transita na linha abissal e milimétrica que separa a banalidade da transcendência, o visível do invisível. Na verdade ela não está nos museus, mas sim entranhada em nossa cultura e comportamento, inspirando constantemente nossa imaginação (OSÓRIO, 2001, s/p).</p><p>A Cultura Visual e os Processos Formativos</p><p>De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, que incluem a Arte, documento oficial do Mistério da Educação e Cultura - MEC, destinado a orientar o Ensino Fundamental e Médio no Brasil, a arte de cada cultura revela o modo de perceber, sentir e articular significados e valores que governam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade (BRASIL, 1997, p.20).</p><p>Para Vituri (s/d, p. 5-6), como o sujeito traz na nossa realidade brasileira, referenciais muito incipientes acerca da arte, sendo eles muitas vezes até mesmo distorcidos, dada a cultura veiculada no seu meio social, é necessária uma intervenção mais efetiva da Escola no sentido de aproveitar os conhecimentos já adquiridos pelos alunos, e acrescentar o conhecimento erudito atribuindo novos significados.</p><p>A aplicação de um método destinado a tornar o olhar mais sensível diante da obra de arte tem como objetivo promover mudanças de atitudes e procedimentos em relação às aulas de artes, propondo a abertura para novas compreensões do significado da arte, tanto para alunos quanto para os pais e sociedade em geral, que muitas vezes não sabem o porquê existe arte na Escola. Isto pode ser constatado através de pesquisas: elas mostram que muitos não sabem o que dizer sobre arte ou limitam-se aos devaneios do senso comum, muitas vezes idealistas, vinculados a paradigmas estéticos do passado. Através da construção de um novo olhar poderemos vislumbrar uma aprendizagem significativa para os indivíduos e, em consequência, para a sociedade no seu todo. No entanto, é fundamental que tanto a Escola quanto os professores de arte se conscientizem da importância da arte e mudem suas estratégias de ensino (VITURI, s/d, p. 5-6).</p><p>Conforme (Barthes, 2005, p. 70, apud, Gilberto, 2005, p.13), vivemos cercados, impregnados de imagens e, no entanto ainda não sabemos quase nada da imagem. O que é? O que significa? Como age? Como comunica? Quais são seus efeitos prováveis – seus efeitos inimagináveis? A imagem toca o homem puro, o homem antropológico, ou, ao contrário,o homem socializado, o homem já marcado por sua classe, seu país, sua cultura?</p><p>O questionamento de Barthes é, na verdade, semelhante àquele feito pelo professor, enquanto mediador da leitura do visual, ao perguntar-se a respeito dos efeitos prováveis das imagens em seus alunos. Muitas das questões propostas por Barthes foram sendo discutidas ao longo dessas quatro décadas e ainda hoje são objeto de atenção por parte de pesquisadores e de educadores.</p><p>Nas últimas décadas do século XX, período que ficou rotulado como “civilização da imagem”, intensificaram-se os estudos voltados para a cultura visual nos processos formativos. As questões levantadas sobre a linguagem visual e sua relação com as transformações científicas, tecnológicas e culturais passaram a ser objeto de atenção por parte dos educadores, preocupados em formar o indivíduo crítico, capaz de compreender o significado da cultura como um todo.</p><p>Tornou-se, assim, quase um lugar comum falar sobre a importância da linguagem visual na prática pedagógica, principalmente na educação das crianças e dos jovens, partindo-se do princípio de que essa prática possibilita o desenvolvimento da sensibilidade do jovem, inserindo-o, de forma crítica, no universo das imagens. Contudo um olhar mais atento sobre a realidade educacional mostra-nos que, a despeito do</p><p>debate intenso que vem sendo travado sobre o tema, ainda há um longo caminho a percorrer em relação à utilização da imagem nos processos formativos (GILBERTO, 2005, p. 12).</p><p>De acordo com Vituri (s/d, p. 6), a construção de um novo olhar, de um olhar mais sensível diante da obra de arte, pressupõe incluir reflexões que venham a permitir que educadores e alunos problematizem a realidade e passem a atuar de forma mais consciente em seu cotidiano. A Escola tem a tarefa de criar condições para que os alunos se posicionem diante do que faziam até então, do conhecimento que aprenderam na interação com outros sujeitos, articulando-o com o saber acumulado, comparando-os, analisando-os, assimilando conteúdos a serem incluídos na prática social. Isto porque outra função da Escola é organizar e sistematizar os conhecimentos prévios a partir de uma compreensão histórica e social. Cabe à Escola organizá-los na perspectiva do conhecimento científico e, valendo-se de métodos adequados e do princípio da interdisciplinaridade, propor aos alunos o conhecimento construído através das mais variadas linguagens.</p><p>Neste sentido, a arte que é uma disciplina possível de veicular conhecimentos, também deve estar inserida na necessidade de repensar a educação. A arte na educação deve estar ancorada tanto nos fundamentos teóricos quanto no sentido prático. Esta ancoragem não significa que o professor deva prender-se estritamente a técnicas ou padrões. Uma boa compreensão dos processos históricos da humanidade, um bom domínio do desenvolvimento do pensamento filosófico e das aproximações teóricas que as ciências de nosso tempo trouxeram para os problemas da área, são indispensáveis para a formação crítica do professor de arte. Esta capacidade crítica depende da compreensão do domínio teórico, por tratar-se de uma perspectiva de liberdade individual, social e política, sem as quais não pode haver liberdade estética (VITURI, p. 11-12).</p><p>Isso no caso do professor de arte, mas e o professor de filosofia que irá trabalhar com a estética? Como fazê-lo?</p><p>Como observa Nogueira (s/d, p. 2), o ponto de partida pode ser a cultura. O conceito de cultura tem sido, no seio das ciências humanas, alvo de inúmeros e intermináveis debates. Termo originário do latim cultur, cujo significado é o cultivo dedicado ao campo, ao cultivo de plantas ou animais, consagrou-se pelo seu uso metafórico: cultivar-se o espírito, assim com se cultiva a terra (CUCHE, 1999). Essa interessante metáfora, apropriada e disseminada pelo Movimento Iluminista, foi consagrada pelo uso, tanto nos meios acadêmicos, quanto nas mais diversas instâncias da sociedade.</p><p>A partir disso, o termo formação cultural segue trajetória semelhante. Tomado como conceito central na produção teórica da Escola de Frankfurt, em particular na obra de Adorno, pois, para esse autor, formação cultural (Bildung) “nada mais é que a cultura tomada pelo lado de sua apropriação subjetiva” (ADORNO, 1996, p. 385). Apropriação essa que, em uma sociedade excludente como a nossa, pode ser comprometida pela dificuldade de acesso aos bens artístico-culturais produzidos pela humanidade através dos tempos.</p><p>Nesse sentido, entendemos que a formação cultural é um processo pelo qual o indivíduo se conecta ao mundo da cultura, mundo esse entendido como espaço de diferentes leituras e interpretações da realidade, promovidas pela Arte, nas suas diferentes modalidades, e pela Literatura. A partir desse entendimento de formação cultural, pode-se inferir também nosso recorte a respeito de experiência estética (NOGUEIRA, s/d, p. 2).</p><p>Entendemos que a Arte, assim como a Ciência, a Filosofia e a Religião, são formas de conhecimento humano, são meios pelos quais a humanidade tem tentado compreender a realidade. A Arte é, portanto, uma forma de interpretação do real, nem superior, nem inferior às demais: é apenas mais uma. É também múltipla, pois varia de acordo com suas diferentes modalidades ou linguagens: música, artes visuais, teatro, dança, cinema, fotografia, entre outras. A experiência estética seria justamente aquilo que acontece com o espectador no momento em que a Arte acontece no espaço e no tempo em que está sendo fruída. Para Ernst Fischer (2002), a experiência estética é algo surpreendente, pois atinge um extraordinário número de seres humanos que vão ao cinema, ao teatro, ao museu, que ouvem música.</p><p>O professor ao privilegiar manifestações da arte e da cultura em sua prática docente, poderá efetivamente contribuir para o alargar dos referenciais de seus alunos, operando naquilo que, em síntese, é o fulcro de uma vida escolar e acadêmica: a universalidade e o diálogo entre os múltiplos saberes (NOGUEIRA, s/d, p.3 e 10).</p><p>Tópico 6</p><p>Podcast</p><p>Legislação Educacional</p><p>A legislação educacional no Brasil é principalmente delineada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96. Esta lei estabelece as bases e diretrizes para a educação em todo o país, abrangendo desde a estruturação da educação básica até questões relacionadas à formação de professores, gestão escolar, currículo e avaliação do ensino.</p><p>Na educação básica, a LDB define as etapas educacionais, como a educação infantil, o ensino fundamental e médio, determinando a carga horária mínima anual e os conteúdos a serem ensinados em cada etapa. Além disso, a lei estabelece critérios para avaliar o desempenho dos alunos.</p><p>No que diz respeito aos professores, a LDB regula os requisitos mínimos para a formação docente e promove princípios de gestão democrática, assegurando a participação de pais, alunos e comunidade na administração escolar. Quanto ao financiamento, determina percentuais mínimos do orçamento da União, Estados, Distrito Federal e municípios a serem destinados à educação pública.</p><p>Pense na seguinte situação: Em uma comunidade rural isolada, há uma escola pública que atende crianças de várias idades. No entanto, devido à falta de transporte regular e estradas precárias na região, muitas crianças têm dificuldade para chegar à escola regularmente. Isso resulta em altos índices de ausência e evasão escolar.</p><p>Pergunta: Como a direção da escola, juntamente com pais e membros da comunidade, pode lidar com esse problema e garantir o acesso e a permanência dos alunos na escola?</p><p>Transporte Escolar Comunitário: Na ausência de um posicionamento do poder público, os moradores podem se unir para criar um sistema de transporte comunitário, utilizando veículos próprios e voluntários para buscar e levar as crianças até a escola, compartilhando responsabilidades e horários de acordo com a proximidade de suas residências.</p><p>Programas de Incentivo à Frequência: A direção da escola cria programas de incentivo à frequência, como reconhecimento para os alunos com melhor índice de presença, prêmios simbólicos e até mesmo parcerias com comerciantes locais para oferecer benefícios às famílias cujos filhos mantêm uma boa frequência escolar.</p><p>Atuação junto às Famílias: Professores e equipe escolar realizam visitas domiciliares, conversando com os pais para entender as dificuldades enfrentadas, oferecer suporte e destacar a importância da educação na vida dos filhos.</p><p>Lembrando que a resposta acima é somente um posicionamento do autor. Outras respostas também são possíveis.</p><p>Tópico 3</p><p>Infográfico</p><p>Figura 1 - Infográfico</p><p>Ministério da Educação</p><p>Descrição da imagem: ícones conectados, representando documentos, meios de comunicação e a educação.</p><p>Texto do infográfico: Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)</p><p>Composto por uma porcentagem das receitas de impostos estaduais e municipais, contando com uma complementação da União.</p><p>Aproximadamente 90% dos recursos são distribuídos diretamente aos estados e municípios.</p><p>Essa distribuição é feita proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica.</p><p>O objetivo principal do Fundeb é garantir um ensino de qualidade, promover a equidade educacional e valorizar os profissionais da educação no país.</p><p>Fonte: Ministério da Educação</p><p>Tópico 4</p><p>Legislação</p><p>educacional</p><p>A legislação da educação pode ser considerada como o corpo ou conjunto de leis referentes à educação, seja ela estritamente voltada ao ensino ou às questões à matéria educacional, como, por exemplo, a profissão de professor, a democratização de ensino ou as mensalidades escolares.</p><p>Essas premissas nos levam a inferir que a legislação educacional pode ter uma acepção ampla, isto é, pode significar as leis da educação, que brotam das constituições nacionais, como a Constituição Federal, considerada a Lei Maior do ordenamento jurídico do país, às leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República.</p><p>Os decretos presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e pareceres dos órgãos do Ministério da Educação, como o Conselho Nacional da Educação ou o Fundo de Desenvolvimento da Educação falam como serão executadas as regras jurídicas ou das disposições legais contidas no processo de regulação da educação nacional. Diríamos, em substância, que a estrutura político-jurídica da educação contida na Constituição Federal e nas Leis Federais regulam a estrutura político-jurídica da educação enquanto os decretos, as portarias, as resoluções, os pareceres, as instruções, enfim, prescrevem a forma de funcionamento do serviço educacional.</p><p>A Constituição de 1934 estabeleceu a competência da União para entre outras atribuições, fixar o plano nacional de educação, abrangendo todos os graus e ramos, comuns e especializados, com poderes de coordenar, fiscalizar, exercer ação supletiva onde fosse necessário e estimular a atividade educacional em todo o país.</p><p>Assim, o poder executivo, em 1948, encaminhou ao Congresso Projeto de Lei que originou muitos debates entre diferentes correntes educacionais, resultando na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de nº 4.024/61, a primeira a tratar especificamente da educação nacional, após 15 anos da promulgação da Constituição de 1946.</p><p>As alterações propostas têm início em maio de 1971, na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, onde numeroso grupo representante de diferentes instâncias educacionais de todo o Brasil, é convidado pelo então Ministro Jarbas Passarinho do Ministério da Educação e Cultura, a participar do “Curso de Especialização sobre o ensino de 1º e 2º graus”, com a finalidade de se elaborar o anteprojeto da lei de reforma do ensino, a qual redundou na Lei 5.692-71, também conhecida como “Reforma Passarinho”</p><p>Lei 9.394-96 é considerada “uma prova de maturidade” no dizer do Presidente Fernando Henrique Cardoso, e uma revolução na educação brasileira, após 25 anos de vigência da 5.692-71, a LDB busca o pleno desenvolvimento da pessoa humana e suas inovações caracterizam um projeto para a educação, que visa a mobilizar toda a sociedade brasileira acompanhada de uma clara vontade política de mudar.</p><p>O que diz a LDB sobre a educação básica?A LDB também estabelece a divisão da educação brasileira em dois níveis: a educação básica, que é composta pela educação infantil, fundamental e médio de responsabilidade dos municípios, a educação infantil pode ser gratuita, porém não é obrigatória e o ensino superior.</p><p>Podemos citar a Educação Tecnológica que refere-se a um nível da educação profissional, correspondente aos cursos de nível superior, destinados aos egressos do ensino médio e técnico, e regulamentados por dispositivos próprios, especialmente pelo sistemas de ensino federal e estaduais cabe estabelecer o currículo básico, deixando, no caso da educação profissional, 30% da carga horária mínima para que as escolas possam renovar permanentemente seus currículos, independente de prévia autorização de qualquer órgão normativo - o que deverá agilizar as adequações da escola às demandas colocadas pelo avanço do conhecimento e pelas transformações do setor produtivo.</p><p>A Emenda Constitucional n.º 53-06, que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB - aprovada em 06 de dezembro de 2006, tem por objetivo proporcionar a elevação e uma nova distribuição dos investimentos em educação.</p><p>Pelo fato da arrecadação e distribuição dos recursos que o formam serem realizadas pela União e pelos Estados, com a participação do Banco do Brasil, como agente financeiro do Fundo e, por fim, em decorrência de os créditos dos seus recursos serem realizados automaticamente em favor dos Estados e Municípios de forma igualitária, com base no número de alunos.</p><p>Com certeza, depois dessa nossa aula, você aluno, pode dizer que possui muita bagagem nova de conhecimento! Para hoje, ficamos por aqui! Obrigada pela companhia e até a próxima!</p><p>A legislação da educação pode ser considerada como o corpo ou conjunto de leis referentes à educação, seja ela estritamente voltada ao ensino ou às questões à matéria educacional, como, por exemplo, a profissão de professor, a democratização de ensino ou as mensalidades escolares (MARTINS, 2008).</p><p>Ainda assim, a partir da nova ordem geral da educação nacional, decorrente da Lei 9.394/96, poderíamos de alguma forma cogitar o uso das expressões legislação educacional e legislação de ensino.</p><p>Quanto utilizarmos a expressão legislação educacional ou legislação da educação estaremos nos referindo à legislação que trata da educação escolar, nos níveis de educação básica e superior.</p><p>Quando dizemos legislação educacional estamos nos referindo, portanto, de forma geral, à educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e à educação superior. Se desejo referir-me aos níveis de ensino fundamental e ensino médio, que formam a educação básica, podemos utilizar a expressão legislação do ensino fundamental ou legislação do ensino médio.</p><p>Certo é que a legislação educacional pode ser, pois, tomada como corpo ou conjunto de leis referentes à educação. É um complexo de leis cujo destinatário é o homem trabalhador ou o homem consumidor (MARTINS, 2008).</p><p>É este o sentido de legislação como legis data. A legislação se revela, sobretudo, em regulamentos ditos orgânicos ou ordenados, expedidos pelos magistrados em face da outorga popular. A legislação educacional, como nos parece sugerir, é uma disciplina de imediato interesse do Direito ou mais precisamente do Direito Educacional. Mas um olhar interdisciplinar dirá que ela é central na Pedagogia quando no estudo da organização escolar (MARTINS, 2008).</p><p>Por não termos alcançado, ainda, uma fase de pleno gozo de equidade, diríamos que a legislação educacional é até final do século XX a única forma de Direito Educacional que conhecemos e vivenciamos na estrutura e funcionamento da educação brasileira (MARTINS, 2008).</p><p>Desta forma, a legislação educacional pode ser entendida como a soma de regras instituídas regular e historicamente a respeito da educação. Todas as normas educacionais, legais e infralegais, leis e regulamentos, com instrução jurídica, relativas ao setor educacional, na contemporaneidade e no passado, são de interesse da legislação educacional.</p><p>Essas premissas nos levam a inferir que a legislação educacional pode ter uma acepção ampla, isto é, pode significar as leis da educação, que brotam das constituições nacionais, como a Constituição Federal, considerada a Lei Maior do ordenamento jurídico do país, às leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República.</p><p>Pode, também, a legislação abranger os decretos presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e pareceres dos órgãos ministeriais ou da administração superior da educação brasileira. Neste momento, nos interessa o sentido da Legislação Educacional como ação do Estado sobre a educação, vista, pelo Estado-gestor, como política social.</p><p>A legislação educacional é, portanto, base da sustentação da estrutura político-jurídica da educação e pode possuir duas naturezas: uma reguladora e uma regulamentadora.</p><p>A partir de seu caráter, podemos derivar sua tipologia. Dizemos que a legislação é reguladora, quando se manifesta através de leis, sejam federais,</p>