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<p>CULTURA DO TRIGO</p><p>ORIGEM</p><p>O trigo (Triticum sp.) é originário de gramíneas silvestres, que se desenvolveram nas proximidades dos rios Tigre e Eufrates na Ásia, no período de 10000 a 15000 a.C., tendo grande importância na evolução da humanidade (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>O trigo é uma cultura amplamente adaptada aos mais diversos locais do mundo, sendo cultivada entre as latitudes de 30ºS a 60ºN e até altitudes superiores a 3.000 m. Esta ampla adaptação do trigo deve-se, ao seu complexo genoma, proporcionando alta plasticidade (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>A espécie Triticum aestivum L. é cultivada em larga escala, em diversas regiões do mundo, sendo utilizado de várias formas, desde a farinha para a fabricação de pães, massas e biscoitos, até os farelos utilizados para alimentação animal (GEWEHR, 2012).</p><p>IMPORTÂNCIA</p><p>O trigo (Triticum aestivum L.) é um dos cereais mais produzidos no mundo, ocupando grande parte das terras cultivadas, se destacando como a maior lavoura com trigais espalhadas pelos cinco continentes (EMBRAPA, 2018).</p><p>É uma das commodities com maior consumo pela humanidade, responsável pelo desenvolvimento da civilização (BAUMGRATZ, 2017). O cereal apresenta grande variabilidade de uso, podendo ser na alimentação humana, na forma de farinha (pães, biscoitos etc.), massas, produtos não alimentícios (fármacos, cosméticos e álcool) e ainda na alimentação animal como forragem ou na composição de ração (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>O cultivo do trigo é de extrema importância para a sustentabilidade de pequenas e médias propriedades da região Sul do Brasil, estando altamente integrado na rotação e/ou sucessão cultural nas unidades de produção agropecuárias, garantindo o fluxo econômico e a sustentabilidade de muitas propriedades (GEWEHR, 2012). A espécie está entre as de maior importância para a alimentação humana, pela composição única de suas proteínas (MAZIERO, 2015).</p><p>TRIGO NO BRASIL</p><p>Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO, 2016), o trigo chegou às terras brasileiro em 1534, trazido por Martim Afonso de Souza, que desembarcou na capitania São Vicente. Esse cultivo começou a se adaptar melhor no Rio Grande do Sul na metade do século XVIII devido ao clima, posteriormente, na década de 40, expandiu-se para o estado do Paraná que se transformou no principal produtor do Brasil.</p><p>O cultivo de trigo foi uma das primeiras atividades agrícolas introduzidas pelos colonizadores europeus no Brasil. Os cultivos brasileiros, estabelecidos no Rio Grande do Sul e em São Paulo, foram anteriores aos norte-americanos, argentinos e uruguaios (ABITRIGO, 2016).</p><p>O trigo é cultivado, principalmente, no sul do país (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e em outros seis estados (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia) e no Distrito Federal (MAZIERO, 2015).</p><p>PRODUÇÃO</p><p>A produção de trigo em 2022 atinge um novo recorde com estimativa de 9,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 23,7% em relação à safra passada. Paraná e Rio Grande do Sul concentram a maior parte da produção de trigo. Juntos os estados são responsáveis pela colheita de mais de 8 milhões de toneladas, cerca de 86% de tudo que é produzido no país. No estado paranaense, a produção nesta safra está estimada em 3,51 milhões de toneladas, crescimento de 9,6% quando comparada à safra 2021/22. Já no Rio Grande do Sul, o incremento na colheita de 36%, prevista em 4,75 milhões de toneladas, é explicado pela maior área destinada para o cultivo do cereal (CONAB, 2022).</p><p>COMPOSIÇÃO</p><p>Os cereais assim como os demais membros da família Apoaceae (antiga nomenclatura Gramineae), chamados cariopses ou grãos, produzem frutos secos. No grão identificam-se duas partes muito distintas: o pericarpo e a semente. O pericarpo, recobre a semente e se adere firmemente à capa da semente (testa). Na semente predomina o endosperma ao qual está aderido o germe ou embrião, o conjunto é recoberto pela fina camada de aleurona. A cariopse de todos os cereais se encontra envolta por diversas camadas celulósicas denominadas em conjunto glumas (EMBRAPA, 2006).</p><p>Ainda conforme a Embrapa (2006) do ponto de vista tecnológico, o grão de trigo pode ser dividido em três partes distintas: o endosperma (83%), farelo (14%) e germe (3%). Cada parte compreende dois ou mais tecidos anatomicamente diferentes. O endosperma inclui o endosperma amiláceo e a camada de aleurona, o farelo consiste de pelo menos seis tecidos diferentes e o germe geralmente inclui o escutelo e o embrião.</p><p>Os constituintes não se distribuem uniformemente pelo grão. O pericarpo é rico em pentosanas, celulose e cinzas. A aleurona é uma camada rica em cinzas (fósforo, fitato), proteínas, lipídios, vitaminas (niacina, tiamina, riboflavina, piridoxina e ácido pantotênico,</p><p>além de tocoferol) e enzimas. O endosperma é composto basicamente de amido, mas sua parte mais externa (subaleurona) contém mais proteínas que a porção interna. O germe tem alto conteúdo de proteínas, lipídios, açúcares redutores e cinzas (EMBRAPA, 2006).</p><p>FARINHA DE TRIGO</p><p>O principal produto obtido do beneficiamento do trigo é a farinha, sendo obtida pelo processo de moagem. Esta deve ser oriunda do endosperma de trigo limpo e sadio, seu glúten deve possuir boas características viscoelásticas, apresentar baixo teor de umidade, de cinzas e garantir atividade enzimática adequada (BRASIL, 1978).</p><p>Em relação às farinhas dos diferentes cereais, apenas a do trigo tem a habilidade de formar uma massa viscoelástica que retém o gás produzido durante a 22 fermentação e nos primeiros estágios de cozimento do pão, dando origem a um produto leve. As proteínas, mais especificamente as formadoras do glúten, são as principais responsáveis por esta característica própria do trigo (TEDRUS, 2001).</p><p>Farinha de trigo Integral: proveniente da casca, do gérmen e do endosperma, apresentando uma textura fibrosa, com coloração mais escura e teor de cinzas médio entre 1,4% a 2,0% de base seca (ALVES et al., 2013).</p><p>A qualidade da farinha de trigo pode ser avaliada através de testes físicos, químicos e reológicos como: umidade, cor, material mineral (teor de cinzas), lipídeos, proteínas, alveografica, faliing number e farinografia (PIZZINATTO; MAGNO; CAMPAGNOLLI, 1996).</p><p>DESCRIÇÃO MORFOLOGICA</p><p>O trigo (Triticum aestivum L.) é uma planta pertence à família Poaceae, originada através de uma hibridação natural entre um tetraploide (Triticum turgidum) e uma gramínea selvagem (Aegilops squarrosa) (SCHEEREN; DE CASTRO; CAIERAO, 2015).</p><p>A planta possui características morfológicas semelhantes aos demais cereais de inverno, tais como a cevada, triticale, e o centeio. Ela pode ser estrutura morfologicamente em raízes, colmo, folha e inflorescência (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>O sistema radicular do trigo é do tipo fasciculado, formado por dois grupos de raízes: as seminais que se desenvolvem a partir do primórdio da semente e as permanentes que são originadas das gemas da coroa (ANDERSON; GARLINGE, 2000).</p><p>A planta adulta consiste em um caule central que vai até a espiga, do qual emergem as folhas em lados opostos. É composto por segmentos repetidos chamados de fitômetros, que 15</p><p>contêm um nó e um entrenó oco. A bainha da folha tem sua origem no entrenó e envolve o caule fornecendo suporte para o broto (AUSTRÁLIA, 2008). A folha é composta por bainha, lâmina, lígula e aurículas, sendo disposta as folhas alternadas, formando ângulos de 180° entre uma folha e outra, até a última que é chamada de folha bandeira. Normalmente pode ocorrer uma variação de três a oito folhas na planta, correspondendo assim ao número de nós (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>A inflorescência é uma espiga, que é composta por duas fileiras de espiguetas dispostas alternadamente na raque central (EL TRIGO, 2021). A espigueta é constituída por flores e fica presa a ráquila. Na base das espiguetas ficam as glumas que tem a função de proteger as flores da espigueta, cada flor é formada por um lema e uma pálea, e entre estas encontram-se o gineceu e o androceu (BORÉM; SCHEEREN, 2015).</p><p>O grão é a unidade de reprodução do cereal, chamado de cariopse, ele é um fruto seco, formado a partir da fecundação de apenas uma flor (ANDERSON; GARLINGE, 2000).</p><p>A planta é anual, com ciclo de cerca de 90 a 180 dias, conforme o ambiente e o genótipo. O porte vai de 20cm a cerca de 2m de altura. Há variedades que necessitam de frio, sem o que não completam seu ciclo e outras cuja floração depende da duração do dia (FARTRIGO, 2023).</p><p>ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO</p><p>O ciclo de desenvolvimento de uma planta de trigo pode ser dividido em três fases: a fase vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos. A fase vegetativa tem seu início na semeadura, com a germinação da semente e diferenciação dos primórdios foliares no embrião, até o início da floração. A reprodutiva começa com a iniciação floral, quando ocorre a diferenciação dos primórdios de espiguetas na parte central da espiga até o aparecimento da última espigueta na ponta da espiga. A fase de enchimento de grãos inicia com a antese, fecundação das flores e termina com a maturação fisiológica da planta (MORI et al., 2016).</p><p>Segundo Scheeren, De Castro e Caierao (2015, p. 41), “os estádios fenológicos do trigo são: plântula, afilhamento, alongamento, emborrachamento, espigamento, florescimento, grão em estado leitoso, grão em massa, grão em maturação fisiológica e grão maduro”.</p><p>Figura 1 Estádios de desenvolvimento da planta de trigo, conforme a escala de Feekes (1940), adaptado por Large (1954).</p><p>SEMEADURA (Primavera e Inverno)</p><p>Existe uma grande variedade de cultivares de trigo, sendo a principal classificação a época do ano em que serão semeadas no campo. Nesse contexto, as variedades de trigo são agrupadas em tipos de inverno e primavera. Cada tipo tem necessidades e comportamentos diferentes em relação às condições ambientais (WIKIFARMER, 2023).</p><p>O trigo de inverno apresenta alta resistência a baixas temperaturas (mesmo -20°C) durante os estágios iniciais de desenvolvimento. De fato, em condições de dias longos (o dia dura mais que a noite), tais condições são necessárias para o desenvolvimento normal das plantas de trigo. Esse processo é chamado de vernalização (WIKIFARMER, 2023).</p><p>O trigo de primavera é mais sensível a baixas temperaturas, e a data de semeadura deve ser ajustada para evitar danos causados por geadas em áreas com fortes geadas tardias de primavera (WIKIFARMER, 2023).</p><p>SEMEADURA (Espaçamento, densidade, profundidade)</p><p>Para a cultura do trigo é indicado o espaçamento de 17 cm entre linhas, porém esses espaços podem ser modificados conforme a semeadora a ser utilizada, no entanto não é recomendado que o espaçamento ultrapasse 20cm, pois pode comprometer na qualidade do trigo. E para a profundidade de semeadura recomenda-se 5cm (SILVA, 2016).</p><p>A pesquisa recomenda oficialmente as seguintes densidades de semeadura de trigo no Brasil, em função da região produtora: Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, as densidades variam de 60 a 80 sementes por metro ou de 200 a 400 sementes viáveis/m², em função de ciclo, porte das cultivares e, algumas vezes, dos tipos de clima e solo (SEMEATO,2020).</p><p>Profundidade de semeadura deve ficar entre 2 e 5 cm com preferência para semeadura em linhas. Para obter sucesso no sistema de semeadura direta, recomenda-se operar de 0 a 20 cm de profundidade da camada do solo, antecedendo o cultivo de espécies de elevada produção de resíduos, como a raiz e palha. Para a cultura de trigo, o plantio de semeadura direta é uma técnica viabilizadora, devido as condições climáticas que influenciam o solo em condições ideais de umidade e ao intervalo disponível para a semeadura dentro da época recomendada (SILVA, 2016).</p><p>CLIMA E SOLO</p><p>A temperatura ótima para o desenvolvimento de trigo está na faixa de 18-24ºC, a exposição superior aos 30ºC, proporcionam perdas significativas no rendimento de grãos e redução da qualidade dos mesmos (RIBEIRO et al., 2012), portanto, percebe-se que a incorporação de genes que geram como resultados a tolerância ao calor em cultivares é de extrema importância para aumentar a produtividade de trigo em ambientes de elevadas temperaturas.</p><p>O trigo pode ser cultivado em várias texturas de solo. No entanto, solos de textura média são considerados os melhores, enquanto solos turfosos com altas quantidades de minerais (sódio, ferro e magnésio) devem ser evitados (Mojid et al., 2020). A textura do solo pode influenciar a altura da planta, a área foliar, a biomassa da planta, o número e as características dos grãos.</p><p>O trigo cresce melhor em solo com pH neutro (em torno de 7). No entanto, o uso excessivo e crônico de fertilizantes nitrogenados levou à acidificação da maioria dos solos onde o trigo é cultivado. A maneira mais econômica de aumentar o pH do solo é a aplicação de calcário agrícola (WIKIFARMER, 2023).</p><p>Além disso, solos de baixa fertilidade e alta salinidade podem afetar negativamente o rendimento. Os problemas de salinidade são mais frequentes em campos irrigados. A alta salinidade do solo pode diminuir a sobrevivência de mudas wang, o número de perfilhos primários e secundários, o número de folhas e espiguetas, bem como a disponibilidade de água. O agricultor pode ajudar suas plantas aumentando o K+ e diminuindo o Na+ (Rahman et al.,</p><p>2005). Finalmente, os níveis de salinidade que excederam 100mM de NaCl reduziram significativamente a qualidade do grão (Farooq e Azam, 2005). Os agricultores podem coletar amostras de seus campos e enviá-las para análise para determinar e monitorar as características do solo. Para o pH do solo, você pode coletar amostras representativas de diferentes áreas de seu campo, do solo superficial e da profundidade de 10-20 cm e 20-30 cm. Para testes de nutrientes, as amostras devem ter profundidade de 0 a 10-25 cm.</p><p>ROTAÇÃO DE CULTURA</p><p>Na cultura do trigo é adotado a diversificação de culturas, via rotação e consorciação de culturas e via sucessão de culturas. Contribuindo expressivamente para a redução da ocorrência e controle de doenças que afetariam a cultura de trigo (SILVA, 2016).</p><p>ADUBAÇÃO</p><p>A fertilização nitrogenada no trigo é recomendada por especialistas do ramo, importantíssimo para suprir as necessidades da cultura e aumento da produtividade, a sua disponibilidade é um dos fatores de maior importância no processo de crescimento e desenvolvimento das plantas, pois apresenta-se como o nutriente de maior impacto na produção e na qualidade dos cereais (VIANA, 2007).</p><p>A indicação de adubação nitrogenada para a cultura do trigo depende de alguns fatores, da utilização do solo, da palhada, restos culturais e características da fertilidade do solo atual a se estabelecer a nova cultura. Deve ser observado quais culturas antecedem o plantio, para se determinar a necessidade de nitrogênio a se aplicar. Quando se tratar da soja antecedente o recomendado seria de 10 a 30 kg ha-1 na semeadura e de 30 a 60 kg ha -1 por cobertura. Já quando a cultura antecessora for milho o recomendado é 25 a 50 kg ha-1 na semeadura e 30 a 90 kg ha-1 por cobertura (EMBRAPA, 2014).</p><p>Para uma sistema de sucessão soja em trigo em função da exigência do trigo, a concentração de P estiver acima de 18,0, 14,0 ou 9,0 mg dm-3 em solos com teor de argila inferior a 20 %, de 20 a 40 % e superior a 40 %, respectivamente, e o K estiver acima de 0,30 (cmol dm-3 ), em todos os tipos de solo em solo coletado de 0 – 20 cm, é possível suprimir a adubação com P, por entender que sua mobilidade é baixa no perfil do solo (EMBRAPA, 2014).</p><p>PRAGAS E DOENÇAS</p><p>Corrêa (2021), destaca as principais patologias que afetam o trigo é a Giberela (Gibberella zeae), que pode ser conhecida pela descoloração das espiguetas e as aristas</p><p>deslocadas para fora das espigas. A Brusone (Pyricularia grossa) é uma doença que rompe a translocação de nutrientes para as espigas, afetando sua formação. Essas duas doenças são mais propícias em épocas de chuvas recorrentes.</p><p>O Oídio (Blumeria graminis f.sp tritici) por sua vez é uma doença favorável de acontecer em safras de poucas chuvas, essa doença é reconhecida na fase inicial, no qual</p><p>os fungos sobre as folhas irão apresentar um aspecto de pó brando ou cinza. Outra doença recorrente no trigo é a Mancha amarela (Drechslera tritici-repentis), ela acomete os estádios mais desenvolvidos e ao fim do ciclo o limbo foliar pode ficar todo necrosado se a doença não for controlada (CORRÊA,2021).</p><p>Nesse sentido, para um bom controle das doenças é preciso ter sementes certificadas e de qualidade, preferir cultivares resistentes, realizar o tratamento de sementes, optar pela rotação de culturas, visto que muitos inóculos permanecem nos restos culturais como é o caso da mancha amarela cuja recomendação é realizar um intervalo de duas safras de inverno seguidas sem o cultivo de trigo ou cevada na área por exemplo, além de também adotar medidas de controle químico. É importante para que o controle químico seja eficiente, realizara rotação de mecanismos de ação e o uso de fungicidas multissítios (vários mecanismos), isso ajudará no manejo de resistência e pode prolongar a eficiência dos agrotóxicos. Ademais, deve-se fazer o correto controle de plantas daninhas e pragas, por meio de estratégias integradas (CORRÊA,2021).</p><p>COLHEITA</p><p>Durante a colheita de trigo pode haver perdas de grãos, provindos de diversos meios. Como perdas vinda da pré-colheita, devido ao ataque de pássaros, e fatores climáticos. Por isso aconselha-se utilizar-se de técnicas, insumos adequados e o uso correto e manutenção das máquinas. Este período em que a operação mecânica da colheita e o investimento realizado na instalação e na condução da lavoura passa a ser revertida em capital (SILVA, 2016).</p><p>VARIEDADES NO MS</p><p>Das tecnologias desenvolvidas para o cultivo do trigo, o uso de cultivares indicadas para determinada zona tritícola não representa custo adicional para o produtor. Em Mato Grosso do Sul, há variações entre e dentro das zonas tritícolas quanto às características edafoclimáticas, o que torna importante utilizar, em cada zona, somente as cultivares indicadas, levando-se também em consideração a presença ou não de alumínio tóxico 3+ (Al ) no solo (SOUZA, 2003).</p><p>Figura 2. Cultivares de trigo, classe comercial, tipo de solo e zonas tritícolas de Mato Grosso do Sul para as quais estão indicadas.</p><p>O enquadramento das cultivares nas respectivas classes comerciais foi baseado em dados de alveografia e número de queda obtidos no Laboratório de Qualidade da Embrapa Trigo e Embrapa Agroindústria de Alimentos. (SOUZA, 2003).</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ABITRIGO. Trigo na história, 2016. Disponível em:< http://anais.unespar.edu.br/xi_eepa/data/uploads/artigos/4/4-17.pdf>. Acesso em:01 abr.2023.</p><p>ALVES, L. F. P.; SOUZA, A. L. B.; CARMO, Q. D. S.; SILVA, T.; ALVES, T. F. 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