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<p>SISTEMA DE ENSINO</p><p>HISTÓRIA E</p><p>GEOGRAFIA DE</p><p>GOIÁS</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História</p><p>de Goiás</p><p>Livro Eletrônico</p><p>2 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Sumário</p><p>Apresentação .....................................................................................................................................................................3</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás .........................................................................................4</p><p>Introdução ............................................................................................................................................................................4</p><p>Primeiras Bandeiras no Território Goiano .........................................................................................................5</p><p>Economia Goiana após a Decadência da Mineração ...................................................................................11</p><p>A Agropecuária nos Séculos XIX e XX ...............................................................................................................15</p><p>Transformações Econômicas com a Construção de Goiânia e Brasília ..........................................18</p><p>Modernização da Agricultura e Urbanização do Território Goiano .................................................. 22</p><p>Resumo ...............................................................................................................................................................................27</p><p>Questões de Concurso ............................................................................................................................................... 28</p><p>Gabarito ..............................................................................................................................................................................46</p><p>Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................47</p><p>Referências ....................................................................................................................................................................... 72</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>3 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>ApresentAção</p><p>Olá, futuro(a) concursado(a)!</p><p>Como você está? Firme e forte nos estudos? Sou o professor Cleber Monteiro, graduado</p><p>em Geografia e pós-graduado em coordenação pedagógica e supervisão escolar. Aprovado</p><p>nos concursos da Polícia Militar do estado de São Paulo (PM-SP) e Polícia Militar do estado</p><p>de Santa Catarina (PM-SC). Atualmente sou professor do Colégio Militar Dom Pedro II em Bra-</p><p>sília e ministro aulas em vários cursinhos preparatórios para carreiras militares e concursos</p><p>públicos nas disciplinas de geopolítica, RIDE-DF, atualidades, história e geografia dos estados</p><p>e municípios. E agora estamos juntos pelo Gran Cursos, para que você possa conseguir a sua</p><p>tão sonhada aprovação no serviço público.</p><p>Como em todas as outras disciplinas, iremos usar estratégia para que você poupe seu</p><p>tempo e consiga assimilar o maior número de conhecimento necessário para a sua prova.</p><p>Ao longo desse material você encontrará dicas e lembretes que ajudarão na compreensão</p><p>do conteúdo. Lembre-se, querido(a) candidato(a), de que só faz uma boa prova quem pratica</p><p>constantemente, portanto faça o maior número de questões possíveis!</p><p>Eu e todo a equipe do GRAN estamos aqui para oferecer tudo o que for necessário para sua</p><p>aprovação. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo fórum que terei um enorme prazer em</p><p>te atender. Espero que você goste do nosso material e faça um excelente uso dele.</p><p>Cleber Monteiro – @Profclebermonteiro</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>4 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DA HISTÓRIA DE GOIÁS</p><p>Introdução</p><p>A colonização portuguesa ocorreu como uma forma de domínio territorial, dispondo con-</p><p>tornos continentais com os processos de ocupação da terra. Os artifícios para o triunfo das</p><p>empreitadas de expansão podem se explicar por diversas maneiras; uma vez que Portugal foi</p><p>um império oceânico estruturado a partir das experiências acumuladas e diversidade de povos</p><p>e terras em sua organicidade – e por muito também os dispositivos de controle e sujeição</p><p>desses povos.</p><p>Ainda com a propensão inicial do império lusitano por um regime colonial litorâneo e a</p><p>concentração dos centros povoadores nas costas do território, a coroa portuguesa converteu</p><p>a lógica de ordenação colonial com a ampliação para o interior do território. Os núcleos cos-</p><p>teiros do povoamento da colônia de Portugal detinham de um aparelho econômico voltado</p><p>às atividades extrativistas, à pecuária, mas o protagonismo era, essencialmente, das práticas</p><p>canavieiras.</p><p>Desse modo, a economia colonial baseava-se, principalmente, na demanda de um mer-</p><p>cado externo abastecido por um sistema monocultor de cana-de-açúcar pelo extrativismo e</p><p>mais tarde pelo café. A composição sistemática econômica dos primeiros séculos da colônia</p><p>lusitana desatendeu às necessidades do mercado interno e do abastecimento dos centros</p><p>populacionais que acolhiam as demandas de exportação.</p><p>Os traçados das campanhas de interiorização e a agropecuária voltada para o abasteci-</p><p>mento familiar, local e regional incentivaram o processo migratório e, consequentemente, a</p><p>ocupação e a fixação de colonos nas regiões mais interioranas, incorporando novas áreas e</p><p>ampliando as fronteiras do território brasileiro. Por assim, a extensão do território das terras</p><p>portuguesas se principia, fundamentalmente, pelo esquema de bandeiras.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>5 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: (PETRONE, Pasquale. Povoamento e Colonização. In: AZEVEDO, Aroldo de (org.). Brasil: a terra e o</p><p>homem. A vida humana, v. II. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1970)</p><p>prImeIrAs BAndeIrAs no terrItórIo GoIAno</p><p>O início da história do Goiás ocorreu com o avanço os bandeirantes, oriundos de São Paulo,</p><p>na procura por ouro, no final do século XVII e início do século XVIII. O encontro entre nativos</p><p>indígenas, negros e os bandeirantes foi importante para a formação cultural do estado, deixan-</p><p>do como herança diversas cidades históricas, como Corumbá de Goiás, Pirenópolis e Goiás,</p><p>antiga Vila Boa e primeira capital do Goiás. O nome do Estado tem sua origem na sociedade</p><p>indígena “guaiás”, que é do termo tupi “gwaya”, que significa “indivíduo igual, gente semelhante,</p><p>da mesma raça”.</p><p>As Bandeiras eram expedições financiadas pela Coroa Portuguesa, para ter expansão terri-</p><p>torial, extração de minérios, captura de escravos e acúmulo de riquezas. Os membros dessas</p><p>expedições eram conhecidos como bandeirantes.</p><p>Bartolomeu</p><p>na capitação de 1741 ti-</p><p>nham crescido em 1804 até 23.577, deles 7.992 negros livres e 15.582 mulatos.</p><p>(PALACIN, Luís. O século do ouro em Goiás. Goiânia, GO: Editora da UCG, 2001. p. 89)</p><p>O texto citado aborda o crescimento do número de escravos libertos na Capitania de Goiás. O</p><p>motivo para a elevação do número de escravos alforriados decorreu da</p><p>a) incorporação dos escravos ao aparelho repressor do sistema escravista, uma vez que os</p><p>capitães do mato e os feitores eram escravos libertos.</p><p>b) participação dos escravos nas guerras contra os indígenas, o que permitiu que alguns fos-</p><p>sem alforriados por ato de bravura.</p><p>c) emancipação dos escravos batizados no catolicismo, uma vez que a tradição religiosa não</p><p>permitia um cristão escravizar outro cristão.</p><p>d) brecha do sistema escravista, que possibilitava o trabalho extra de alguns escravos para</p><p>acumular recursos e comprar a sua liberdade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>32 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>007. (FGV/TJ-GO/2014) “(…) territórios de mineração deveriam dedicar-se quase exclusiva-</p><p>mente à produção de ouro, não desviando esforços na produção de outros bens que poderiam</p><p>ser importados das demais capitanias.”</p><p>(CHAIM, M. M. Sociedade Colonial. Goiás – 1749-1822. Goiânia, GO: Secretaria de Cultura, 1987)</p><p>O fragmento do texto acima retrata a realidade da sociedade mineradora de Goiás durante o</p><p>século XVIII. Em relação às consequências geradas pela produção aurífera em Goiás durante</p><p>o período colonial, podemos destacar:</p><p>a) o desenvolvimento interno de Goiás que acabou gerando a modernização da região, através</p><p>da criação de manufaturas visando o abastecimento das outras regiões do Brasil colonial;</p><p>b) o aumento da população da região, principalmente após a decadência da atividade minera-</p><p>dora, a partir da segunda metade do século XVIII;</p><p>c) a dificuldade no desenvolvimento da economia da região, em razão de o ouro extraído ter</p><p>sido exportado para a Europa, sem promover o crescimento interno de Goiás;</p><p>d) o desenvolvimento de novas atividades, complementares à mineradora, em Goiás, como a pro-</p><p>dução de cana-de-açúcar em pequenas e médias propriedades, baseadas no trabalho escravo;</p><p>e) a longevidade da produção aurífera da região de Goiás, permitindo consolidação do comér-</p><p>cio interno da província, sobretudo, com a intensa comercialização da mão de obra escrava.</p><p>008. (UEG/PC-GO/2013) “Com a decadência ou desaparecimento do ouro, o governo portu-</p><p>guês, que antes procurava canalizar toda a mão de obrada capitania para as minas, passou,</p><p>através das autoridades, a incentivar e promover a agricultura em Goiás.”</p><p>(PALACIN, Luís; MORAES, Maria Augusta S. História de Goiás. Goiânia, GO: Editora da UCG, 1994. p. 41)</p><p>No contexto mencionado no texto citado, o príncipe regente D. João, no início do século XIX, adotou</p><p>algumas medidas de incentivo à agricultura que afetaram Goiás. Uma dessas medidas foi a:</p><p>a) construção da estrada de ferro, ligando Goiás a Minas Gerais, para viabilizar a exportação</p><p>de produtos agrícolas.</p><p>b) isenção da cobrança do dízimo por dez anos aos agricultores que se estabelecessem às</p><p>margens dos rios Tocantins e Araguaia.</p><p>c) permissão aos particulares para utilização de mão de obra compulsória dos indígenas na</p><p>produção agrícola.</p><p>d) proibição da navegação nos rios Araguaia e Tocantins para evitar a concorrência dos produ-</p><p>tos agrícolas vindos do Pará.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>33 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>009. (FUNIVERSA/SECTEC/2010) Todos nós sabemos que Goiás nasceu com a descoberta</p><p>do ouro pelos bandeirantes, mas cresceu e desenvolveu-se com a pecuária e a agricultura. Di-</p><p>zem mesmo que a pecuária teria precedido à mineração. É bem possível, porque um dos nos-</p><p>sos primeiros historiadores, o Padre Luiz Antônio da Silva e Souza, autor de O Descobrimento</p><p>da Capitania de Goyaz, dá notícia de que bandeirantes desgarrados teriam deparado com ca-</p><p>beças de gado bravio que já pastavam naturalmente na região do Vão do Paraná.</p><p>(TEIXEIRA NETO, Antônio. Revista Eletrônica, n. 20, Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Com adaptações)</p><p>Tendo o texto como referência inicial e considerando os aspectos físicos e históricos do esta-</p><p>do de Goiás, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A atividade agropastoril surgiu, primeiramente, para abastecer as minas; posteriormente,</p><p>ainda como atividade intermitente e nômade, proporcionou o desenvolvimento de poderoso</p><p>mercado interno.</p><p>b) Nos primeiros tempos da ocupação do espaço goiano, a mineração era a principal atividade</p><p>econômica; sua decadência, na segunda metade do século XVIII permitiu o desenvolvimento</p><p>da agropecuária como alternativa de sustento e renda para a população local.</p><p>c) O estado de Goiás insere-se totalmente na unidade de relevo comumente denominada Planal-</p><p>to Central Brasileiro, cuja denominação técnica mais atual é Planaltos e Serras de Goiás-Minas.</p><p>d) O último período do texto dá a entender que os solos do cerrado, sem que se faça a devida corre-</p><p>ção dos níveis de calcário, técnica conhecida como calagem, não se prestam à pecuária extensiva.</p><p>e) Serra Dourada é o nome de uma formação de relevo planáltico, de formação antiga, intensa-</p><p>mente desgastada pelo processo de erosão, situada na porção leste de Goiás, constituindo-se</p><p>parte da divisa desse estado com a Bahia.</p><p>010. (FCC/SEFAZ/2018) Considere os aspectos da história social do estado de Goiás:</p><p>I – Foi a partir do denominado Ciclo do Ouro, fruto da expansão do movimento das Bandeiras,</p><p>que Goiás começou efetivamente a ser povoado, sendo a região do rio Paranaíba, no leste do</p><p>estado, a primeira a ser ocupada nesse contexto.</p><p>II – A região pertenceu à capitania de São Paulo até meados do século XVIII e a designação</p><p>Goiás teve origem nos povos indígenas que habitavam a região antes da colonização.</p><p>III – No sudoeste do estado há áreas demarcadas e delimitadas para comunidades quilombo-</p><p>las ou comunidades afrodescendentes, como o Kalunga, por exemplo, que vivem sobretudo da</p><p>agricultura familiar e do artesanato.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) I</p><p>b) II e III</p><p>c) I e III</p><p>d) II</p><p>e) I e II</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>34 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>011. (UEG/PC-GO/2012) O povoamento branco de Goiás, no século XVIII, foi caracterizado</p><p>pela prodigalidade na construção de igrejas. Só em Vila Boa, capital da capitania, foram cons-</p><p>truídas, no espaço de 50 anos, oito igrejas. Esse grande número de igrejas, no início do povoa-</p><p>mento branco de Goiás, explica-se pelo fato de os templos servirem:</p><p>a) Aos propósitos fiscais do Estado português, sendo que os clérigos, encarregados de reco-</p><p>lher os dízimos e o quinto real, reservavam partes substanciais desses rendimentos para a</p><p>construção e o embelezamento das igrejas.</p><p>b) de principal instrumento da política indigenista pombalina, sendo que elas visavam impres-</p><p>sionar os silvícolas,</p><p>estimulando-os a abandonarem suas práticas religiosas e suas aldeias e</p><p>virem trabalhar e congregar em Vila Boa.</p><p>c) de locais de culto e de sepultamento de membros da população que estivessem integra-</p><p>dos nas inúmeras irmandades existentes na época, sendo que os escravos não-cristianizados</p><p>eram sepultados num cemitério rudimentar.</p><p>d) no contexto histórico da Contra-Reforma, de símbolos da supremacia da fé católica sobre</p><p>a fé dos protestantes, sobretudo dos ingleses anglicanos, que trabalhavam na exploração das</p><p>minas de ouro em Goiás.</p><p>012. (UEG/TJ-GO/2006) Sobre o povoamento do território goiano no século XX, é INCORRE-</p><p>TO afirmar:</p><p>a) O processo de ocupação do Mato Grosso Goiano foi estimulado pela descoberta de veios</p><p>auríferos na cidade de Bela Vista de Goiás.</p><p>b) A estrada de ferro exerceu significativa influência nas primeiras décadas do século XX, es-</p><p>pecialmente no sul de Goiás.</p><p>c) A edificação de Brasília, durante a década de 1950, provocou um intenso fluxo migratório</p><p>para as regiões que circundavam a Capital Federal.</p><p>d) A construção da Belém–Brasília favoreceu o surgimento de inúmeras cidades no nor-</p><p>te de Goiás.</p><p>013. (CEBRASPE/PC-GO/2016) A respeito do povoamento do estado de Goiás, assinale a op-</p><p>ção correta.</p><p>a) O arraial de Catalão foi fundado na primeira metade do século XIX, pelo interesse de um</p><p>particular em atrair povoadores para as suas terras.</p><p>b) Anápolis integra o grupo de cidades goianas cujas origens estão nos arraiais da minera-</p><p>ção do ouro.</p><p>c) A famosa bandeira do Anhanguera ao sertão dos Goyazes — século XVIII — tinha por objetivo</p><p>o apresamento de quilombolas para empregá-los como mão de obra nas fazendas paulistas.</p><p>d) A atual cidade de Goiás teve suas origens no arraial de Santana, um assentamento de portu-</p><p>gueses que chegaram ao rio Vermelho em busca de ouro, no final do século XVI.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>35 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>e) O assentamento populacional em Jaraguá decorreu da expansão dos engenhos de açúcar</p><p>da região de Pirenópolis.</p><p>014. (IADES/AL-GO/2019) Com uma população de quase 7 milhões de habitantes, o estado</p><p>de Goiás é o mais populoso da região Centro-Oeste e, como princípio do seu povoamento,</p><p>consta a chegada de bandeirantes e de migrantes que vieram de diversas partes da América</p><p>portuguesa. Alguns traços do povoamento inicial desse estado permaneceram e outros se</p><p>desenvolveram com o passar do tempo.</p><p>Considerando essas informações no que se refere ao processo de ocupação e desenvolvimen-</p><p>to do território goiano, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Na primeira metade do século 18, a prospecção mineral que havia animado a ocupação das</p><p>Minas Gerais e gerado conflitos entre paulistas e reinóis expandiu-se para o Centro-Oeste, promo-</p><p>vendo a rápida expulsão de índios do território goiano, que foi ocupado pelo colonizador português.</p><p>b) Juntamente com a economia mineradora, a pecuária, em escala menor, promoveu a ocupação</p><p>do território goiano, seguindo os grandes rios e as proximidades das zonas de mineração. Enquan-</p><p>to, no sudoeste goiano, a mineração e a pecuária desenvolveram-se a partir de Vila Boa de Goiás,</p><p>no Norte, esse processo seguiu as proximidades das nascentes e do curso alto do rio Tocantins.</p><p>c) Os caminhos que se desenvolveram no território goiano surgiram como percursos deixados</p><p>pelas comunidades indígenas. Mais tarde, alargadas para o carro de boi, no século 19, e diver-</p><p>sificadas com as ferrovias que surgiram ao sul, em princípios do século 20, a população goiana</p><p>teve o crescimento incrementado pelas migrações dos estados vizinhos.</p><p>d) A construção da nova capital, Goiânia, na década de 1930, representou uma nova perspecti-</p><p>va econômica e social para o estado de Goiás, contribuindo para o incremento das atividades</p><p>agrícolas, comerciais e industriais, bem como avançando positivamente na integração de regi-</p><p>ões distantes, no norte do estado.</p><p>e) A construção de Goiânia trouxe uma nova dinâmica econômica e social para o estado de</p><p>Goiás entre os anos de 1930 e 1950. Esse impulso foi incrementado a partir dos anos de 1960,</p><p>com a decisão dos governos estaduais quanto à abertura de novas estradas que ligavam ao</p><p>norte e ao sul importantes rotas para o desenvolvimento da agropecuária, o que conduziu a</p><p>economia goiana à autossuficiência.</p><p>015. (CS-UFG/DEMAE-GO/2017) No século XVIII, além da descoberta das águas termais, ou-</p><p>tro fator que contribuiu para o povoamento da região onde hoje se situa Caldas Novas foi a</p><p>observação da:</p><p>a) presença de ouro.</p><p>b) fertilidade da terra.</p><p>c) abundância de animais de caça.</p><p>d) existência de grande área de pastagem.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>36 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>016. (CS-UFG/CELG/2014) O eixo do povoamento do território goiano-tocantinense, especial-</p><p>mente na faixa norte, mudou radicalmente a partir da década de 1950. Entre os fatores respon-</p><p>sáveis por essas mudanças, pode-se destacar a:</p><p>a) construção da rodovia Belém-Brasília, com impacto na migração e criação de municípios.</p><p>b) decadência das atividades extrativistas, especialmente a madeira e o babaçu, o que resultou</p><p>na retração da migração.</p><p>c) modernização da pecuária, com abertura de pastos, especialmente no vale do rio Tocantins.</p><p>d) crise do transporte fluvial no rio Tocantins, resultado dos barramentos para produção de</p><p>energia elétrica.</p><p>e) construção de Palmas, que mudou o eixo de povoamento para a vertente Oeste do rio</p><p>Tocantins.</p><p>017. (CS-UFG/AL-GO/2015) O povoamento do território goiano do século XVIII e distinto da-</p><p>quele registrado no século XIX e XX, especialmente em relação a rede de cidades e a integra-</p><p>ção econômica. A principal atividade econômica, no período citado, era:</p><p>a) o extrativismo vegetal.</p><p>b) a criação de gado vacum.</p><p>c) o cultivo de arroz</p><p>d) a exploração do ouro.</p><p>018. (UEG/AGSEP/2012) Durante a época da mineração, as relações entre índios e mineiros</p><p>foram exclusivamente guerreiras e de mútuo extermínio. Ao mineiro sempre apressado e in-</p><p>quieto, faltavam o tempo e a paciência para atrair o índio mediante uma política pacífica. À</p><p>invasão de seus territórios e às perseguições dos “capitães-do-mato” respondiam os índios</p><p>com contínuas represálias.</p><p>(PALACÍN, L.; MORAES, M. A. S. História de Goiás. Goiânia, GO: UCG, 1994. p. 39-40)</p><p>A partir da leitura desse comentário acerca das relações étnicas em Goiás, conclui-se que:</p><p>a) os mineiros priorizavam o combate às populações indígenas em vez de estabelecer rela-</p><p>ções sociais com as tribos.</p><p>b) os “capitães-do-mato” tinham como principal missão capturar indígenas para serem levados</p><p>na condição de escravos para o Litoral.</p><p>c) as populações indígenas costumavam receber pacificamente os mineiros, que os presente-</p><p>avam com espelhos e panelas de metal.</p><p>d) as bandeiras, como a liderada por Anhanguera, representavam os ideais pombalinos de in-</p><p>tegração dos indígenas à sociedade portuguesa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>37 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos</p><p>Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>019. (CS-UFG/DEMAE/2017) Leia o fragmento.</p><p>Se acaso suceder que alguma nação dos ditos índios não queira aceitar a paz que se lhes ofe-</p><p>rece e impedir com armas que a tropa faça suas marchas, pondo-se em peleja, em tal caso lhe</p><p>fará guerra, matando-os e cativando-os.</p><p>(REGIMENTO DE ANHANGUERA. História de Goiás em documentos. Goiânia, GO: Editora da UFG, 2001. v. 1, p. 25)</p><p>O fragmento do Regimento de Anhanguera revela que a História de Goiás, no início do século</p><p>XVIII, foi marcada</p><p>a) pela selvageria dos indígenas, que não aceitavam conviver com os homens civilizados.</p><p>b) pela civilidade dos desbravadores, que eram mais pacíficos que as tribos que enfrentavam.</p><p>c) pela violência dos bandeirantes, que acreditavam ser superiores aos indígenas.</p><p>d) pelo espírito conciliador do homem branco, que buscava estabelecer acordo com os nativos.</p><p>020. (PREFEITURA DE MAURILÂNDIA/2015) A Abolição da escravidão em 1888, não alterou</p><p>as condições de trabalho e de moradia dos escravos que viviam em Goiás. Aliás, a população</p><p>de Goiás era constituída por:</p><p>a) índios e negros</p><p>b) índios e pardos</p><p>c) apenas negros</p><p>d) apenas brancos</p><p>e) maioria negra e uma minoria branca</p><p>021. (CS-UFG/PREFEITURA DE CALDAS NOVAS/2016) Leia o texto a seguir para responder</p><p>à questão.</p><p>A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás,</p><p>desde 1991, como sítio histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga. Com mais de 230</p><p>mil hectares de Cerrado protegido, abriga cerca de quatro mil pessoas em um território que se</p><p>estende pelos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás.</p><p>(Disponível em: http://www.goias.gov.br/paginas/conheca-goias/povogoiano/quilombolas. Acesso em: 21 set. 2015)</p><p>A comunidade quilombola do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga é formada principal-</p><p>mente por descendentes de:</p><p>a) índios que buscaram se proteger das perseguições dos bandeirantes.</p><p>b) povos ribeirinhos que foram expulsos de suas terras pelos colonizadores.</p><p>c) sertanejos que se isolaram diante do aumento da migração para a região.</p><p>d) escravos africanos que fugiram do trabalho forçado nas minas de ouro e nas fazendas.</p><p>022. (CS-UFG/SANEAGO/2018) Em suas viagens pela província de Goiás no início do século</p><p>XIX, o viajante francês Saint-Hilaire registrou: Os negros e crioulos me diziam que preferiam reco-</p><p>lher no córrego de Santa Luzia um único vintém de ouro por dia, do que se porem ao serviço dos</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>38 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>cultivadores por quatro vinténs, uma vez que os patrões pagam em gêneros dos quais lhes é im-</p><p>possível se desfazerem. Certos colonos caíram em tal miséria que ficam meses inteiros sem po-</p><p>der salgar os alimentos, e quando o pároco faz a sua excursão para a confissão pascal, sucede</p><p>que todas as mulheres da mesma família se apresentam uma após outra com o mesmo vestido.</p><p>(SAINT-HILAIRE. Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goiás. apud PALACÍN, L.;</p><p>MORAES, Maria Augusta Sant’Anna. História de Goiás. 5. ed. Goiânia, GO: Editora da UCG, 1989. p. 47. Adaptado)</p><p>Os registros de Saint-Hilaire se referem ao contexto socioeconômico gerado pela decadência</p><p>das atividades:</p><p>a) da mineração, ocasionada pela escassez de ouro e pelo uso de técnicas rudimentares para</p><p>extração do metal.</p><p>b) da agricultura, provocada pela resistência dos índios ao trabalho nas lavouras e pela aboli-</p><p>ção da escravidão africana.</p><p>c) do comércio, proporcionada pelo fim das atividades dos tropeiros e pela ausência de estra-</p><p>das que ligavam o sertão ao litoral.</p><p>d) da pecuária, desencadeada pela dificuldade de transporte do gado para a invernada e para</p><p>a comercialização com outras regiões.</p><p>023. (CEBRASPE/PC-GO/2016) Durante a Idade Moderna, prevaleceram na Europa as prá-</p><p>ticas econômicas mercantilistas, voltadas para o fortalecimento dos Estados nacionais e o</p><p>enriquecimento de seus empreendedores. Em larga medida, o entesouramento de metais pre-</p><p>ciosos era o objetivo mais evidente, o que explica o grande interesse na descoberta e na explo-</p><p>ração desses metais nas colônias do Novo Mundo. Nesse contexto se processou a ocupação</p><p>das áreas interioranas da América portuguesa, que, no caso específico de Goiás, deu-se, sobre-</p><p>tudo, a partir do século XVII. A respeito do desbravamento do território goiano e de aspectos</p><p>relacionados a esse desbravamento, assinale a opção correta.</p><p>a) A Guerra dos Emboabas, ocorrida nas Minas Gerais, interrompeu a marcha dos desbrava-</p><p>dores paulistas em direção ao Centro-Oeste, retardando em muito a ocupação e a exploração</p><p>econômica das terras goianas.</p><p>b) O declínio da extração aurífera em Goiás ocorreu na primeira metade do século passado,</p><p>quando a multiplicação de indústrias alterou radicalmente o panorama econômico de toda a</p><p>região central do país.</p><p>c) Fundada por Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro Anhanguera, a sede inicial da capitania</p><p>goiana recebeu desse bandeirante o nome de Goiás, homenagem aos habitantes de extensa</p><p>região que margeava o rio Tietê.</p><p>d) O desbravamento de Goiás deveu-se à ação dos bandeirantes que, a partir de São Paulo,</p><p>embrenharam-se pelos denominados sertões em busca de, além de ouro e pedras preciosas,</p><p>índios para serem escravizados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>39 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>e) A ação dos desbravadores foi severamente punida pela metrópole portuguesa, receosa de</p><p>que as riquezas eventualmente encontradas no interior da colônia fossem contrabandeadas e</p><p>escapassem ao fisco lusitano.</p><p>024. (SEGPLAN-GO/2016) Leia os textos a seguir:</p><p>1.”Excelente escravo. Vende-se um crioulo de 22 anos, sem vício e muito fiel: bom e asseado cozi-</p><p>nheiro, copeiro. Faz todo o serviço de arranjo da casa com presteza, e é melhor trabalhador de roça</p><p>que se pode desejar; humilde, obediente e bonita figura. Para tratar na ladeira de S. Francisco n. 4”.</p><p>(Província de São Paulo, S. P. 19 fev. 1878. apud NEVES, M. de F. R. das. Documentos sobre a escravidão no</p><p>Brasil. São Paulo: Contexto, 1996. Textos e documentos, v. 6)</p><p>2.”Identificavam, naturalmente, trabalho com escravidão e liberdade com ódio. […]. Em Goiás a</p><p>situação era a mesma. [..]. A primeira distinção fundamental na sociedade era a cor”.</p><p>(PALACIN, L.; MORAES, Maria A. de Santanna. História de Goiás (1722-1972). 6. ed. Goiânia, GO: Editora da</p><p>UCG, 1994)</p><p>Após ler os textos e com base nos seus conhecimentos pode-se afirmar que a vida dos escra-</p><p>vos no Brasil e em Goiás possuía as seguintes características, EXCETO:</p><p>a) Trabalho árduo e pouca alimentação.</p><p>b) Graves doenças (reumatismo, verminoses…).</p><p>c) Força de trabalho voltada principalmente para a pecuária.</p><p>d) Falta de liberdade (arbitrariedades e castigos).</p><p>e) Atividade mineradora como principal ocupação.</p><p>025. (UEG/PC-GO/2013) Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel publicou a lei Áurea, extin-</p><p>guindo oficialmente o trabalho escravo no Brasil. No que se refere a Goiás,</p><p>a) o fim da escravidão não abalou as estruturas do setor produtivo, uma vez que a economia</p><p>agropecuária não era dependente do trabalho escravo.</p><p>b) a família dos Bulhões angariou um importante capital político ao se posicionar ao lado dos</p><p>proprietários</p><p>de terras contra o fim da escravidão.</p><p>c) a campanha abolicionista foi liderada pela Igreja Católica, que se valeu dos ideais cristãos</p><p>para criticar a escravidão.</p><p>d) o maior proprietário de escravos era o setor público, que os utilizava nos serviços públicos,</p><p>como o calçamento das ruas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>40 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>026. (FUNIVERSA/SECTEC-GO/2010)</p><p>Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas ter-</p><p>ras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.</p><p>(Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, Constituição Federal de 1988)</p><p>Acerca da participação dos negros na formação econômica e social de Goiás e de temas cor-</p><p>relatos, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Em Goiás, foi importante a contribuição dos negros para a formação de sua população.</p><p>Conforme dados do último censo demográfico, o estado é, entre todas as unidades federadas,</p><p>aquele que possui maior percentual de afrodescendentes.</p><p>b) Apesar do grande contingente de goianos de origem africana, ao longo da história, o estado,</p><p>contrariamente às demais unidades da Federação, não utilizou mão de obra escrava em seus</p><p>processos produtivos.</p><p>c) A exemplo de outras instituições públicas, a Universidade Federal de Goiás, por meio do</p><p>Programa UFGInclui, adota o sistema de cotas raciais para o acesso ao ensino superior. São</p><p>disponibilizados 10% de suas vagas para estudantes negros e 10% para negros quilombolas,</p><p>independentemente da renda ou da origem escolar (escolas públicas ou privadas).</p><p>d) Apesar das políticas governamentais criadas com o intuito de valorizar a cultura dos escra-</p><p>vos e seus descendentes e de reconhecer a posse destes sobre as áreas ocupadas por antigos</p><p>quilombos, não há terras de quilombolas reconhecidas no estado de Goiás.</p><p>e) Por terras de quilombolas entendem-se áreas ocupadas por descendentes de antigos es-</p><p>cravos revoltados, que passaram a viver em quilombos, com o objetivo de fugir da situação de</p><p>escravidão em que se encontravam.</p><p>027. (IADES/SEAP/2019) Nas últimas décadas, o bioma cerrado, presente no território goia-</p><p>no, transformou-se em uma nova e importante fronteira agrícola brasileira. Essa transforma-</p><p>ção modificou os aspectos socioeconômicos regionais e impulsionou a produtividade agro-</p><p>pecuária, tornando o Brasil um dos principais produtores mundiais de commodities agrícolas.</p><p>No que tange às transformações socioeconômicas e ao aumento da produtividade no cerrado,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) O bom desempenho do agronegócio goiano se deve à pesquisa e à tecnologia implementa-</p><p>das no cerrado pela agricultura moderna.</p><p>b) A agricultura tradicional, praticada no estado de Goiás, é a responsável pelo crescimento</p><p>das exportações de commodities agrícolas.</p><p>c) O aumento da produtividade de commodities agrícolas em Goiás só foi possível com a im-</p><p>plantação do modelo de agricultura familiar.</p><p>d) A alta produtividade do cerrado está relacionada com a boa qualidade do solo, que dispensa</p><p>correção e adubos.</p><p>e) O clima predominantemente ameno na região do cerrado, com chuvas distribuídas ao longo</p><p>de todos os meses do ano, constitui fator importante para o aumento da produtividade agrícola.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>41 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>028. (UEG/PC-GO/2013) “Nas últimas décadas do século XVIII e princípio do século XIX, a situ-</p><p>ação econômica da capitania era crítica. A palavra decadência é a que mais se encontra entre</p><p>os vários apelos e lamentos daqueles que a habitam, sejam provenientes das autoridades go-</p><p>vernamentais, sejam de elementos do povo.”</p><p>(FUNES, E. A. Goiás 1800-1850: um período de transição da mineração à agropecuária. Goiânia, GO: Editora da</p><p>UFG, 1986. p. 32)</p><p>O texto citado aborda a crise da produção aurífera em Goiás. A consequência dessa crise foi o:</p><p>a) incremento da arrecadação tributária como consequência de o controle do contrabando ser</p><p>mais eficaz na atividade agropecuária.</p><p>b) aumento da ruralização pelo fato de parte da população abandonar as vilas e arraiais e mu-</p><p>dar-se para o campo.</p><p>c) crescimento da importação de escravos para viabilizar a exploração de minas auríferas de</p><p>maior profundidade.</p><p>d) acréscimo da atividade comercial em virtude do aproveitamento de capitais antes emprega-</p><p>dos na mineração.</p><p>029. (FUNIVERSA/UEG/2015) A tecnologia da irrigação é uma grande aliada dos agricultores.</p><p>Alternativas bem-sucedidas de irrigação tecnológica de baixo custo vêm atendendo a anseios</p><p>econômicos dos produtores e a metas ambientais da sociedade. Números do IBGE mostram</p><p>que o Brasil possui 4,4 milhões de hectares irrigados, mas seu potencial é de 30 milhões.</p><p>(Internet: http://tribunadosudoeste.com.br. Acesso em: 3 mar. 2015)</p><p>Em relação à temática abordada nesse fragmento de texto, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Um dos grandes problemas ambientais da irrigação no estado de Goiás deve-se ao fato de</p><p>a água ser sempre retirada de mananciais.</p><p>b) O consumo de água pela agropecuária brasileira, em comparação com outros ramos da</p><p>economia, é significativamente baixo.</p><p>c) O Centro-Oeste, em razão de seu relevo, é uma das regiões com maiores dificuldades para a</p><p>implantação da lavoura irrigada.</p><p>d) O município de Cristalina é um dos principais polos de lavoura irrigada do Brasil.</p><p>e) Apenas grãos, principalmente soja e milho, são produzidos em sistemas de irrigação.</p><p>030. (IADES/AL-GO/2019) Conforme o Decreto Presidencial n. 75.320/1975, que dispõe</p><p>quanto à criação do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO), o objetivo</p><p>do referido programa foi o de:</p><p>a) regularizar a ocupação do cerrado por meio do recadastramento dos imóveis rurais, da iden-</p><p>tificação de áreas devolutas e do desenvolvimento de ações de proteção do bioma cerrado.</p><p>b) ampliar a participação do Estado na proteção das fronteiras nacionais localizadas no cerra-</p><p>do, como medida de controle do território e maior rigor na fiscalização das atividades econô-</p><p>micas ilegais e (ou) ilícitas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>42 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>c) promover o desenvolvimento e a modernização das atividades agropecuárias no Centro-O-</p><p>este e no oeste do estado de Minas Gerais, mediante a ocupação racional de áreas seleciona-</p><p>das, com características de cerrado.</p><p>d) promover o desenvolvimento econômico e social das áreas do cerrado por meio de investi-</p><p>mentos na área da educação, do aumento do número de escolas, da instalação de universida-</p><p>des e escolas técnicas e de ações de combate à pobreza.</p><p>e) propor ações de desenvolvimento econômico voltadas para o fortalecimento das indústrias</p><p>localizadas no cerrado, em especial aquelas voltadas para a produção de produtos com maior</p><p>valor agregado e bens de capital.</p><p>031. (IADES/AL-GO/2019) A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco importante</p><p>para</p><p>a economia goiana e responsável pelo incremento das relações comerciais com o su-</p><p>deste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro e da modernização da economia goiana,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente em 1911, proveniente do triângulo mi-</p><p>neiro. A partir da respectiva construção, houve um impulso da agropecuária regional mediante</p><p>o aumento das exportações, bem como o fortalecimento da economia urbana nas áreas de</p><p>influência da ferrovia.</p><p>b) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das iniciativas pioneiras de investimento do capital</p><p>produtivo local para construção de infraestrutura de transporte sem a participação do Estado.</p><p>c) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou com a construção da ferrovia, tendo em vis-</p><p>ta a possibilidade de escoamento da produção agropecuária inicialmente para o triângulo mineiro.</p><p>d) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), a Estrada de Ferro Goiás alcan-</p><p>çou uma extensão de 480 km, totalizando 30 estações.</p><p>e) Inaugurada posteriormente à transferência da capital para Goiânia em 1937, a ferrovia signi-</p><p>ficou um incentivo à industrialização da região integrada de Goiânia e Anápolis.</p><p>032. (FCC/SEFAZ-GO/2018) As ações da Companhia Estrada de Ferro de Goiás estabelece-</p><p>ram, no início do século XX, uma ferrovia que:</p><p>a) permaneceu, até meados da segunda metade do século XX, como principal modal de esco-</p><p>amento dos sistemas produtivos regionais, sendo responsável por 50% da carga transportada.</p><p>b) surgiu pela demanda de vias flexíveis para a circulação de mercadorias com vistas ao mer-</p><p>cado interno e de políticas governamentais orientadas por interesses de grandes grupos inter-</p><p>nacionais em importar produtos agrícolas.</p><p>c) foi instalada seguindo uma lógica externa – interesse do capital em se expandir e ocupar o</p><p>território brasileiro, mas também por articulações políticas de grupos locais interessados na</p><p>efetivação desse projeto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>43 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>d) adequou-se ao modelo de substituição de importações instaurado no Brasil nas primeiras</p><p>décadas do século XX, tornando-se a via de integração entre os novos polos de modernização</p><p>do Sudeste e do Nordeste.</p><p>e) contribuiu para acentuar o caráter arquipélago da economia brasileira uma vez que, ao prio-</p><p>rizar o escoamento da produção econômica regional para o Sul e Sudeste, intensificou o isola-</p><p>mento da Amazônia e a região Nordeste.</p><p>033. (QUADRIX/PROCON/2017) Na segunda metade do século XIX, como resultado do ritmo</p><p>de transformação da estrutura econômica produtiva do Centro-Sul do País a partir do alarga-</p><p>mento da fronteira agrícola, ocorreu uma expansão das estradas de ferro, com o prolongamen-</p><p>to das ferrovias paulistas para além dos limites do estado de São Paulo. Os trilhos seguiram</p><p>em direção a outros estados, como no caso de Goiás, com a construção da Estrada de Ferro</p><p>Goiás, ligando-se à Estrada de Ferro Mogiana, localizada em solo mineiro.</p><p>(Internet: www.revistas.ufg.br. Com adaptações)</p><p>A justificativa da construção da ferrovia goiana estava ancorada no(na)</p><p>a) posição assumida pelo estado de Goiás como região produtora e fornecedora de produtos</p><p>agrícolas básicos para os mercados da região Sudeste.</p><p>b) pensamento, predominante naquele momento, de que a construção da nova capital do esta-</p><p>do demandaria ligações ferroviárias com o restante do País.</p><p>c) significativa produção de café no sul goiano, que seria majoritariamente encaminhada ao</p><p>porto de Santos, em São Paulo, por via férrea.</p><p>d) necessidade de escoar a vasta produção de minerais, como níquel e fosfato, produzidos no</p><p>norte goiano.</p><p>e) possibilidade de que funcionasse como vetor de transferência maciça dos imigrantes que</p><p>chegavam de Minas Gerais.</p><p>034. (QUADRIX/PREFEITURA DE CRISTALINA/2019) A porção do Sudeste Goiano denomi-</p><p>nada “região da Estrada de Ferro”, após ter passado por um período de crescimento econômico</p><p>no início do século XX, a partir de 1930, enfrentou a estagnação, vindo a recuperar sua primazia</p><p>apenas a partir dos anos de 1970.</p><p>(MATOS, Patrícia Francisca de. Estrada de Ferro: o anúncio das metamorfoses de modernização do território no</p><p>Sudeste Goiano. Revista eletrônica Ateliê Geográfico, UFG‐IESA, p. 14)</p><p>Com relação à formação econômica de Goiás e às suas transformações ao longo do século</p><p>XX, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A estagnação ocorrida a partir de 1930 tem, entre seus motivos, a expansão da ferrovia até</p><p>Anápolis, o que viria a consolidar o domínio comercial por outras regiões do estado.</p><p>b) A construção de Goiânia não impactou na decadência da região da Estrada de Ferro, visto</p><p>que sua influência econômica se deu apenas no campo político.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>44 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>c) Liderados por Mauro Borges, grupos que se opunham aos coronéis da região da Estrada de</p><p>Ferro investiram na modernização de outras áreas e contribuíram, nos anos 1930, para a deca-</p><p>dência dessa região.</p><p>d) Apesar da estagnação econômica referida, o Sudeste Goiano viveu, entre 1930 e 1970, um</p><p>forte incremento na dinâmica populacional, tornando‐se a região mais populosa do estado.</p><p>e) Mesmo com menor fluxo de capitais em relação às décadas anteriores a 1930, a região da</p><p>Estrada de Ferro continuou sendo, até 1970, grande exportadora de produtos da agropecuária.</p><p>035. (CS-UFG/AL-GO/2015) Leia o texto.</p><p>A região é caracterizada, especialmente no início do século XX, pela ocupação estimulada</p><p>pelos trilhos da Estrada de Ferro. Atualmente, apresenta uma rede urbana pouco densa, com</p><p>predomínio de cidades abaixo de 10.000 habitantes. Além da forte agricultura, sua economia</p><p>se destaca pela produção mineral e pela presença de indústrias do setor automotivo.</p><p>O texto faz referência a região goiana conhecida como:</p><p>a) Sudeste Goiano.</p><p>b) Nordeste Goiano.</p><p>c) Sudoeste Goiano.</p><p>d) Região Metropolitana</p><p>036. (CS-UFG/AL-GO/2015) A composição da população goiana, considerando a migração,</p><p>e bastante heterogênea. Contudo, e possível estabelecer um perfil regional da migração, uma</p><p>vez que ela foi influenciada, sobretudo, pelo trabalho. Tendo em vista o Entorno do Distrito Fe-</p><p>deral, a maior parte dos migrantes foram oriundos da região:</p><p>a) Sul</p><p>b) Norte</p><p>c) Nordeste.</p><p>d) Sudeste.</p><p>037. (CS-UFG/SEDUC-GO/2010) Os fluxos migratórios para o território goiano, durante o sé-</p><p>culo XX, seguiram padrões regionais influenciados pela dinâmica econômica e projetos de</p><p>integração nacional. Ao observar o perfil demográfico do Sudoeste Goiano e do Entorno do</p><p>Distrito Federal, percebe-se que esse padrão foi determinado, respectivamente, pela:</p><p>a) edificação de Goiânia e pela modernização agrícola.</p><p>b) construção da ferrovia e pela implantação de projetos de irrigação.</p><p>c) criação de projetos de colonização e por programas de transferência de renda.</p><p>d) modernização da agricultura e pela edificação de Brasília</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>45 de</p><p>76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>038. (CEBRASPE/PC-GO/2016) Relativamente à modernização da agricultura, à urbanização</p><p>e à demografia do território goiano, e ao atual panorama econômico do estado de Goiás, assi-</p><p>nale a opção correta.</p><p>a) O alto nível de desenvolvimento econômico da região norte de Goiás foi decisivo para o des-</p><p>membramento que deu origem ao estado do Tocantins.</p><p>b) Graças à crescente importância do agronegócio na economia do estado de Goiás, a popula-</p><p>ção goiana é majoritariamente rural.</p><p>c) Com o declínio da mineração, a economia goiana voltou-se para a agricultura de exportação,</p><p>com produção destinada ao mercado exterior.</p><p>d) A partir das últimas décadas do século passado, a economia goiana viu o agronegócio ex-</p><p>pandir-se e ampliou seu parque industrial.</p><p>e) Atualmente, o setor de serviços desempenha reduzido papel na composição do produto</p><p>interno bruto de Goiás.</p><p>039. (IADES/AL-GO/2018) A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco importante</p><p>para a economia goiana e responsável pelo incremento das relações comerciais com o su-</p><p>deste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro e da modernização da economia goiana,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente em 1911, proveniente do triângulo mi-</p><p>neiro. A partir da respectiva construção, houve um impulso da agropecuária regional mediante</p><p>o aumento das exportações, bem como o fortalecimento da economia urbana nas áreas de</p><p>influência da ferrovia.</p><p>b) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das iniciativas pioneiras de investimento do capital</p><p>produtivo local para construção de infraestrutura de transporte sem a participação do Estado.</p><p>c) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou com a construção da ferrovia, tendo em vis-</p><p>ta a possibilidade de escoamento da produção agropecuária inicialmente para o triângulo mineiro.</p><p>d) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), a Estrada de Ferro Goiás alcan-</p><p>çou uma extensão de 480 km, totalizando 30 estações.</p><p>e) Inaugurada posteriormente à transferência da capital para Goiânia em 1937, a ferrovia signi-</p><p>ficou um incentivo à industrialização da região integrada de Goiânia e Anápolis.</p><p>040. (IBEG/SANEAGO/2013) A região Centro-Oeste deve ser considerada como um grande es-</p><p>petáculo do crescimento econômico brasileiro ao longo das últimas décadas. Comparando-se</p><p>as taxas de crescimento do PIB da região com as do Brasil, verificamos a elevada performance</p><p>apresentada pelo Centro-Oeste, que nos últimos 40 anos cresceu aproximadamente 9% ao ano.</p><p>Conforme constata estudo elaborado pelo IPEA, desde o início dos anos 60, o crescimento ob-</p><p>servado na sua economia, além de muito alto foi também bastante estável, inclusive em períodos</p><p>de crises verificadas na economia brasileira. Nesse contexto de crescimento, o estado de Goiás</p><p>se insere de forma significativa. Isto pode ser confirmado com a constatação de que importantes</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>46 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>transformações estruturais de sua economia aconteceram nas últimas décadas, com o apro-</p><p>fundamento de sua relação de complementaridade com o centro dinâmico do país, permitindo</p><p>a consolidação de bases para o crescimento econômico do estado. Deve ser destacado, assim</p><p>como para todo o Centro-Oeste, a participação fundamental dos setores públicos federal, esta-</p><p>duais e municipais para o desenvolvimento regional. Ao verificar o desenvolvimento do Estado de</p><p>Goiás ao longo das décadas iremos nos deparar com a busca pelo crescimento econômico, via</p><p>modernização dos setores agropecuários e agroindustriais, fortemente amparada em políticas</p><p>públicas como crédito rural, planos regionais de desenvolvimento, política de preços mínimos.</p><p>(http://www.seplan.go.gov.br/sepin/pub/conj/conj1/02.htm)</p><p>Com relação ao tema suscitado no texto e suas ramificações, assinale a alternativa correta.</p><p>a) De acordo com o texto pode-se afirmar que o arrefecimento dos setores agropecuários e agroin-</p><p>dustriais do estado de Goiás tiveram o apoio dos setores públicos federal, estadual e municipais.</p><p>b) Infere-se do texto que as políticas de incentivos estatais foram importantes para o desenvol-</p><p>vimento econômico dos estados de Goiás e Tocantins.</p><p>c) A chegada das empresas automobilísticas (montadoras) Mitsubishi, Audi e Hyundai no es-</p><p>tado de Goiás, são exemplos da modernização dos setores agropecuários e agroindustriais.</p><p>d) As políticas de incentivos fiscais adotadas pelo estado de Goiás corroboraram para o cres-</p><p>cimento e modernização dos setores agropecuários e agroindustriais nas últimas décadas.</p><p>e) A modernização dos setores agropecuários e agroindustriais contribuiu para a geração de</p><p>novos postos de trabalho no campo, concluindo definitivamente o processo de êxodo rural no</p><p>estado de Goiás.</p><p>041. (IBEG/SANEAGO/2013) Julgue os itens abaixo em Verdadeiro ou Falso:</p><p>I – A população indígena em Goiás ultrapassa 10 (dez) mil habitantes, sendo certo que 39.781</p><p>hectares perfazem a soma das quatro áreas indígenas atualmente existentes no estado, três</p><p>das quais se encontram demarcadas pela FUNAI. Tais áreas localizam-se nos Municípios de</p><p>Aruanã, Cavalcante, Colinas do Sul, Minuaçu, Nova América e Rubiata.</p><p>II – A colonização de Goiás deve-se também à migração de pecuaristas que partiram de São</p><p>Paulo no século XVI, em busca de melhores terras de gado. Dessa origem ainda hoje deriva</p><p>vocação do estado para a pecuária.</p><p>III – Já no primeiro século da colonização do Brasil, diversas expedições, percorreram parte do</p><p>território do atual Estado de Goiás. Estas expedições, organizadas principalmente no Rio de Ja-</p><p>neiro, centro então da colonização, eram umas de caráter oficial destinadas a explorar o interior e</p><p>buscar riquezas minerais, e outras empresas comerciais de particulares organizadas para a cap-</p><p>tura de índios. De São Paulo saíam ainda bandeiras buscando índios, cada vez mais escassos.</p><p>IV – A partir do século XX a sociedade goiana estava em transição, haja vista que a mineração dei-</p><p>xava de ter destaque na economia, passando-se ao desenvolvimento das atividades agropecuárias.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>47 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>V – Para Goiânia, a construção de Brasília foi um grande aditivo em termos populacionais, re-</p><p>presentando uma alteração econômica positiva pra toda Região Centro-Oeste, movimentando</p><p>as relações no ambiente agrário, com a modernização da agricultura, embora, no entanto, não</p><p>tenha alterado a estrutura de poder no campo, ainda baseada no latifúndio.</p><p>Considerando-se as assertivas acima, podemos afirmar que:</p><p>a) F, V, F, F, V.</p><p>b) V, F, F, V, V.</p><p>c) V, V, V, F, F.</p><p>d) V, V, F, F, V.</p><p>e) F, F, V, V, F.</p><p>042. (FGV/TJ-GO/2014) A redução do número total de pessoas ocupadas em estabelecimen-</p><p>tos agropecuários em Goiás a partir da década de 1980 está associada à:</p><p>a) a decadência da atividade agrícola no período, em função da crise econômica que assolou</p><p>todo o país na década de 1990;</p><p>b) expansão das atividades rurais baseada principalmente no turismo, que emprega pequena</p><p>quantidade de mão de obra;</p><p>c) expansão da fronteira agrícola na região amazônica, que atraiu muitos</p><p>migrantes oriun-</p><p>dos de Goiás;</p><p>d) expansão do processo de modernização agrícola, que emprega menor quantidade de</p><p>mão de obra;</p><p>e) substituição gradual das relações de trabalho baseadas no arrendamento pela utilização do</p><p>sistema de parceria.</p><p>043. (PREFEITURA DE ARAÇU/2020) A princípio, o atual estado de Goiás fez parte de qual</p><p>unidade federativa?</p><p>a) Capitania do Rio de Janeiro</p><p>b) Capitania de São Paulo</p><p>c) Capitania de Salvador</p><p>d) Capitania das Minas Gerais</p><p>044. (MS CONCURSOS/IPAS/2010) O descobridor de Goiás foi Anhangüera. Isto não significa</p><p>que ele fosse o primeiro a chegar a Goiás, mas sim que ele foi o primeiro a vir para Goiás com</p><p>a intenção de se fixar aqui no período de 1690 a 1718. Anhanguera foi o apelido dado a quem?</p><p>a) João Leite da Silva Ortiz.</p><p>b) João de Abreu.</p><p>c) Francisco Pires Ribeirão.</p><p>d) Bartolomeu Bueno da Silva.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>48 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>GABARITO</p><p>1. e</p><p>2. d</p><p>3. e</p><p>4. c</p><p>5. c</p><p>6. d</p><p>7. c</p><p>8. b</p><p>9. b</p><p>10. d</p><p>11. c</p><p>12. a</p><p>13. a</p><p>14. b</p><p>15. a</p><p>16. a</p><p>17. d</p><p>18. a</p><p>19. c</p><p>20. e</p><p>21. d</p><p>22. a</p><p>23. d</p><p>24. c</p><p>25. a</p><p>26. e</p><p>27. a</p><p>28. b</p><p>29. d</p><p>30. c</p><p>31. a</p><p>32. c</p><p>33. a</p><p>34. a</p><p>35. a</p><p>36. c</p><p>37. d</p><p>38. d</p><p>39. a</p><p>40. d</p><p>41. b</p><p>42. d</p><p>43. b</p><p>44. d</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>49 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>GABARITO COMENTADO</p><p>001. (FUNCAB/SEMARH/2010) A descoberta do ouro, no Brasil, no século XVII, ativou a cobiça</p><p>das autoridades que identificavam a riqueza com a posse dos metais preciosos. Por ordem real, na</p><p>época, todos os braços disponíveis deveriam ser empregados na extração do ouro, o que explica:</p><p>a) os baixos impostos cobrados para a produção de produtos agrícolas.</p><p>b) os inúmeros tipos de jazidas que foram exploradas em consequência da abundância do ouro.</p><p>c) o grande número de entradas e bandeiras vindas de todo o país para Goiás.</p><p>d) a grande riqueza da cidade de Goiás ocasionada pela grande produção de ouro.</p><p>e) o pouco desenvolvimento da lavoura e da pecuária em Goiás.</p><p>�</p><p>�Durante o ciclo do Ouro, a coroa portuguesa focou na sua extração, gerando, consequente-</p><p>mente, um fraco desenvolvimento na agropecuária do século XVII. Somente com o declínio da</p><p>mineração em Goiás que ocorreu um crescimento na produção pecuária.</p><p>Letra e.</p><p>002. (IBEG/SANEAGO/2013) “Vindas de São Paulo, as Bandeiras tinham como objetivo a cap-</p><p>tura de índios para o uso como mão de obra escrava na agricultura e minas. Outras expedições</p><p>saíam do Pará, nas chamadas descidas com vistas à catequese e ao aldeamento dos índios da</p><p>região. Ambas passavam pelo território, mas não criavam vilas permanentes, nem mantinham</p><p>uma população em número estável na região. A ocupação, propriamente dita, só se tornou</p><p>mais efetiva com a descoberta de ouro nessas regiões. Na época, havia sido achado ouro em</p><p>Minas Gerais, próximo a atual cidade de Ouro Preto (1698), e em Mato Grosso, próximo a Cuia-</p><p>bá (1718). Como havia uma crença, vinda do período renascentista, que o ouro era mais abun-</p><p>dante quanto mais próximo ao Equador e no sentido leste-oeste, a busca de ouro no ‘território</p><p>dos Goyazes’, passou a ser foco de expedições pela região.”</p><p>(Disponível em: http://www.goias.gov.br/paginas/conheca-goias/ historia/colonia. Acesso em: 14 dez. 2013)</p><p>O trecho acima se refere ao período colonial goiano. Esta fase da história de Goiás é marcada</p><p>a) Pela ausência de contato entre os portugueses e os indígenas.</p><p>b) Pelo hibridismo cultural, decorrente da ausência de interação entre as culturas africanas,</p><p>europeias e indígenas.</p><p>c) Pela utilização generalizada do trabalho assalariado dos indígenas e dos africanos.</p><p>d) Pela ação dos bandeirantes que chegaram à região no período citado no texto.</p><p>e) Pela homogeneização étnica das populações que habitavam a área, assim como das que</p><p>migraram para a região.</p><p>�</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>50 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>�</p><p>�O texto nos auxilia de forma importante quando expressa que vindas de São Paulo, as Ban-</p><p>deiras, tinham como objetivo a captura de índios para o uso como mão de obra escrava na</p><p>agricultura e minas. Outras expedições saíam do Pará, nas chamadas descidas com vistas à</p><p>catequese e ao aldeamento dos índios da região […].</p><p>�Portanto, alguns itens não se encaixam nessa situação, por exemplo:</p><p>�a) Errada. Afirma que existe uma AUSÊNCIA de contato, mas isso não ocorreu.</p><p>�b) Errada. É o mesmo contexto, ao dizer que ocorreu uma AUSÊNCIA de interação.</p><p>�c) Errada. Pelo fato de dizer que houve uma utilização generalizada de mão de obra assalariada</p><p>indígena e africana.</p><p>�e) Errada. Por dizer que tem uma homogeneização étnica na região, mas havia diversas etnias.</p><p>Letra d.</p><p>003. (SEPLAN/SEAP/2016) As bandeiras constituem expedições importantes no contexto do</p><p>povoamento do nosso estado. Conforme Souza e Carneiro, 1996, “O interesse pelo metal [ouro]</p><p>aparece nas últimas décadas do século XVII, mas, em meados do século XVI, há registros de</p><p>bandeiras de apresamento de índios em Goiás”.</p><p>Assinale a alternativa que corresponde respectivamente ao nome do tipo de bandeira que visa en-</p><p>contrar ouro e a bandeira responsável por encontrá-lo na Serra dos Pirineus em Vila Boa de Goiás:</p><p>a) Bandeira de apresamento, Expedição do Anhanguera.</p><p>b) Bandeira de Prospecção, Bandeira de apresamento.</p><p>c) Bandeira de Apresamento, Bandeira Sertanismo de Contrato.</p><p>d) Bandeira Sertanismo de Contrato, Expedição do Anhanguera.</p><p>e) Bandeira de Prospecção, Expedição do Anhanguera.</p><p>�</p><p>�Lembre-se dos conceitos apresentados na questão:</p><p>• Bandeiras de “apresamento”: tinham como objetivo a captura de índios para serem usa-</p><p>dos como mão de obraescrava;</p><p>• Bandeiras de prospecção: destinadas a encontrar recursos minerais rentáveis, sobretu-</p><p>do minas de ouro, prata, cobre ou pedras preciosas;</p><p>• Bandeiras de contrato (sertanismo de contrato): destinadas a destruir quilombos e re-</p><p>capturar escravos fugidos.</p><p>�Como a questão pede a bandeira destinada a encontrar “ouro”, temos a bandeira de “prospec-</p><p>ção” na letra E que também traz um dos maiores nomes dos bandeirantes os “Anhanguera”.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>51 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>004. (CS-UFG/AL-GO/2015) Muitos núcleos urbanos goianos têm origem relacionada à ga-</p><p>rimpagem do ouro. Ao longo do século XVIII, surgiram, por exemplo, o “Arraial de Sant’Anna” e</p><p>“Meia Ponte”. Atualmente, esses são os municípios de</p><p>a) Corumbá e Crixás</p><p>b) Niquelândia e Catalão</p><p>c) Goiás e Pirenópolis.</p><p>d) Pilar de Goiás e Itapaci.</p><p>�</p><p>�Vários municípios surgiram em função do ouro, entre</p><p>elas: Cidade de Goiás, Sant’Anna, Vila</p><p>boa, Silvania, Bonfim, Pirenópolis, Meia Ponte, Santa Cruz, Crixás, Jaraguá, Santa Luzia, Luziâ-</p><p>nia e Corumbá de Goiás.</p><p>Letra c.</p><p>005. (FUNDAÇÃO/SOUSÂNDRADE/AGEHAB/2010) O século XVII representou a etapa de in-</p><p>vestigação das possibilidades econômicas das regiões goianas, durante a qual o seu território</p><p>tornou-se conhecido. No século seguinte, em função da expansão da marcha do ouro, ele foi de-</p><p>vassado em todos os sentidos, estabelecendo-se a sua efetiva ocupação através da mineração.</p><p>Nesse sentido, pode-se afirmar que a economia goiana no final do século XVIII se caracteriza:</p><p>a) Pelo aumento da arrecadação fiscal e da imigração para a região.</p><p>b) Como um período de desenvolvimento através do processo de industrialização urbana.</p><p>c) Pelo declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades</p><p>agropecuárias.</p><p>d) Como o período áureo, grande circulação de riqueza, intenso povoamento, apogeu da</p><p>mineração.</p><p>e) Pelo crescimento comercial e desenvolvimento urbano.</p><p>�</p><p>�Atenção, aluno(a)! O grande segredo da questão está no trecho do enunciado que diz “pode-</p><p>-se afirmar que a economia goiana no final do século XVIII se caracteriza”. A palavra final nos</p><p>conduz em qual marco temporal ele se refere. E como já estudamos, o final do século XVIII é</p><p>marcado pelo declínio da mineração e o desenvolvimento da atividade agropecuária na região.</p><p>Letra c.</p><p>006. (UEG/PC-GO/2013) Os 120 alforriados e mulatos registrados na capitação de 1741 ti-</p><p>nham crescido em 1804 até 23.577, deles 7.992 negros livres e 15.582 mulatos.</p><p>(PALACIN, Luís. O século do ouro em Goiás. Goiânia, GO: Editora da UCG, 2001. p. 89)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>52 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>O texto citado aborda o crescimento do número de escravos libertos na Capitania de Goiás. O</p><p>motivo para a elevação do número de escravos alforriados decorreu da</p><p>a) incorporação dos escravos ao aparelho repressor do sistema escravista, uma vez que os</p><p>capitães do mato e os feitores eram escravos libertos.</p><p>b) participação dos escravos nas guerras contra os indígenas, o que permitiu que alguns fos-</p><p>sem alforriados por ato de bravura.</p><p>c) emancipação dos escravos batizados no catolicismo, uma vez que a tradição religiosa não</p><p>permitia um cristão escravizar outro cristão.</p><p>d) brecha do sistema escravista, que possibilitava o trabalho extra de alguns escravos para</p><p>acumular recursos e comprar a sua liberdade.</p><p>�</p><p>�Alguns escravos poderiam juntar recursos com trabalho extra e conquistar sua liberdade.</p><p>Letra d.</p><p>007. (FGV/TJ-GO/2014) “(…) territórios de mineração deveriam dedicar-se quase exclusiva-</p><p>mente à produção de ouro, não desviando esforços na produção de outros bens que poderiam</p><p>ser importados das demais capitanias.”</p><p>(CHAIM, M. M. Sociedade Colonial. Goiás – 1749-1822. Goiânia, GO: Secretaria de Cultura, 1987)</p><p>O fragmento do texto acima retrata a realidade da sociedade mineradora de Goiás durante o</p><p>século XVIII. Em relação às consequências geradas pela produção aurífera em Goiás durante</p><p>o período colonial, podemos destacar:</p><p>a) o desenvolvimento interno de Goiás que acabou gerando a modernização da região, através</p><p>da criação de manufaturas visando o abastecimento das outras regiões do Brasil colonial;</p><p>b) o aumento da população da região, principalmente após a decadência da atividade minera-</p><p>dora, a partir da segunda metade do século XVIII;</p><p>c) a dificuldade no desenvolvimento da economia da região, em razão de o ouro extraído ter</p><p>sido exportado para a Europa, sem promover o crescimento interno de Goiás;</p><p>d) o desenvolvimento de novas atividades, complementares à mineradora, em Goiás, como a pro-</p><p>dução de cana-de-açúcar em pequenas e médias propriedades, baseadas no trabalho escravo;</p><p>e) a longevidade da produção aurífera da região de Goiás, permitindo consolidação do comér-</p><p>cio interno da província, sobretudo, com a intensa comercialização da mão de obra escrava.</p><p>�</p><p>�Por mais que a região se destacasse na produção de Ouro, a riqueza extraída da região não era</p><p>revertida em obras de infraestrutura, por exemplo. Tanto que, quando começa a decadência da</p><p>produção mineradora, temos um intenso fluxo emigratório na região.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>53 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>008. (UEG/PC-GO/2013) “Com a decadência ou desaparecimento do ouro, o governo portu-</p><p>guês, que antes procurava canalizar toda a mão de obrada capitania para as minas, passou,</p><p>através das autoridades, a incentivar e promover a agricultura em Goiás.”</p><p>(PALACIN, Luís; MORAES, Maria Augusta S. História de Goiás. Goiânia, GO: Editora da UCG, 1994. p. 41)</p><p>No contexto mencionado no texto citado, o príncipe regente D. João, no início do século XIX, ado-</p><p>tou algumas medidas de incentivo à agricultura que afetaram Goiás. Uma dessas medidas foi a:</p><p>a) construção da estrada de ferro, ligando Goiás a Minas Gerais, para viabilizar a exportação</p><p>de produtos agrícolas.</p><p>b) isenção da cobrança do dízimo por dez anos aos agricultores que se estabelecessem às</p><p>margens dos rios Tocantins e Araguaia.</p><p>c) permissão aos particulares para utilização de mão de obra compulsória dos indígenas na</p><p>produção agrícola.</p><p>d) proibição da navegação nos rios Araguaia e Tocantins para evitar a concorrência dos produ-</p><p>tos agrícolas vindos do Pará.</p><p>�</p><p>�Medidas de D. João para incentivar a agricultura, pecuária, o comércio e a navegação:</p><p>�1) isenção do dízimo por 10 anos aos lavradores das margens do Tocantins, Araguaia e Maranhão;</p><p>�2) catequização e civilização do gentio incentivando seu uso na agricultura;</p><p>�3) construção de presídios nas margens dos rios: proteger o comércio, auxiliar a navegação etc.;</p><p>�4) incentivo à navegação do Araguaia e Tocantins (algodão, açúcar, fumo, couros e sola até o Pará);</p><p>�5) incentivo à navegação dos rios do sul, Paranaíba e seus afluentes, a fim de facilitar a comu-</p><p>nicação com o litoral;</p><p>�6) revogação do alvará que proibia as manufaturas.</p><p>Letra b.</p><p>009. (FUNIVERSA/SECTEC/2010) Todos nós sabemos que Goiás nasceu com a descoberta</p><p>do ouro pelos bandeirantes, mas cresceu e desenvolveu-se com a pecuária e a agricultura. Di-</p><p>zem mesmo que a pecuária teria precedido à mineração. É bem possível, porque um dos nos-</p><p>sos primeiros historiadores, o Padre Luiz Antônio da Silva e Souza, autor de O Descobrimento</p><p>da Capitania de Goyaz, dá notícia de que bandeirantes desgarrados teriam deparado com ca-</p><p>beças de gado bravio que já pastavam naturalmente na região do Vão do Paraná.</p><p>(TEIXEIRA NETO, Antônio. Revista Eletrônica, n. 20, Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Com adaptações)</p><p>Tendo o texto como referência inicial e considerando os aspectos físicos e históricos do esta-</p><p>do de Goiás, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A atividade agropastoril surgiu, primeiramente, para abastecer as minas; posteriormente,</p><p>ainda como atividade intermitente e nômade, proporcionou o desenvolvimento de poderoso</p><p>mercado interno.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>54 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>b) Nos primeiros tempos da ocupação do espaço goiano, a mineração era a principal atividade</p><p>econômica; sua decadência, na segunda metade do século XVIII permitiu o desenvolvimento</p><p>da agropecuária como alternativa de sustento e renda para a população local.</p><p>c) O estado de Goiás insere-se totalmente na unidade de relevo comumente denominada Planal-</p><p>to Central Brasileiro, cuja denominação técnica mais atual é Planaltos e Serras de Goiás-Minas.</p><p>d) O último período do texto dá a entender que os solos do cerrado, sem que se faça a devida corre-</p><p>ção dos níveis de calcário, técnica conhecida como calagem, não se prestam à pecuária extensiva.</p><p>e) Serra Dourada é o nome de uma formação de relevo planáltico, de formação antiga, intensa-</p><p>mente desgastada pelo processo de erosão, situada na porção leste de Goiás, constituindo-se</p><p>parte da divisa desse estado com a Bahia.</p><p>�</p><p>�Lembre-se candidato(a) de que, nos primeiros anos de ocupação do território goiano, a minera-</p><p>ção foi a principal atividade econômica. Mas, com sua decadência, na segunda metade do século</p><p>XVIII, desenvolve-se a agropecuária como alternativa de sustento e renda para a população local.</p><p>Letra b.</p><p>010. (FCC/SEFAZ/2018) Considere os aspectos da história social do estado de Goiás:</p><p>I – Foi a partir do denominado Ciclo do Ouro, fruto da expansão do movimento das Bandeiras,</p><p>que Goiás começou efetivamente a ser povoado, sendo a região do rio Paranaíba, no leste do</p><p>estado, a primeira a ser ocupada nesse contexto.</p><p>II – A região pertenceu à capitania de São Paulo até meados do século XVIII e a designação</p><p>Goiás teve origem nos povos indígenas que habitavam a região antes da colonização.</p><p>III – No sudoeste do estado há áreas demarcadas e delimitadas para comunidades quilombo-</p><p>las ou comunidades afrodescendentes, como o Kalunga, por exemplo, que vivem sobretudo da</p><p>agricultura familiar e do artesanato.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) I</p><p>b) II e III</p><p>c) I e III</p><p>d) II</p><p>e) I e II</p><p>�</p><p>�I) Errado. Os primeiros arraiais surgidos em Goiás em função da mineração no século XVIII</p><p>foram na região do rio Vermelho e rio das Almas, e não no rio Paranaíba.</p><p>�III) Errado. As comunidades quilombola Kalunga estão no Nordeste de Goiás, no Sítio Histórico</p><p>e Patrimônio Cultural Kalunga.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>55 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>011. (UEG/PC-GO/2012) O povoamento branco de Goiás, no século XVIII, foi caracterizado</p><p>pela prodigalidade na construção de igrejas. Só em Vila Boa, capital da capitania, foram cons-</p><p>truídas, no espaço de 50 anos, oito igrejas. Esse grande número de igrejas, no início do povoa-</p><p>mento branco de Goiás, explica-se pelo fato de os templos servirem:</p><p>a) Aos propósitos fiscais do Estado português, sendo que os clérigos, encarregados de reco-</p><p>lher os dízimos e o quinto real, reservavam partes substanciais desses rendimentos para a</p><p>construção e o embelezamento das igrejas.</p><p>b) de principal instrumento da política indigenista pombalina, sendo que elas visavam impres-</p><p>sionar os silvícolas, estimulando-os a abandonarem suas práticas religiosas e suas aldeias e</p><p>virem trabalhar e congregar em Vila Boa.</p><p>c) de locais de culto e de sepultamento de membros da população que estivessem integra-</p><p>dos nas inúmeras irmandades existentes na época, sendo que os escravos não-cristianizados</p><p>eram sepultados num cemitério rudimentar.</p><p>d) no contexto histórico da Contra-Reforma, de símbolos da supremacia da fé católica sobre</p><p>a fé dos protestantes, sobretudo dos ingleses anglicanos, que trabalhavam na exploração das</p><p>minas de ouro em Goiás.</p><p>�</p><p>�Candidato(a), as Igrejas eram locais de culto, construídas com doações dos membros das ir-</p><p>mandades religiosas. Porém, os escravos e indígenas mesmo sendo cristianizados não podiam</p><p>frequentar as Igrejas dos brancos, criando assim as irmandades de escravos. Um dos costumes</p><p>coloniais era o sepultamento dos membros ricos das irmandades no interior das igrejas.</p><p>Letra c.</p><p>012. (UEG/TJ-GO/2006) Sobre o povoamento do território goiano no século XX, é INCORRE-</p><p>TO afirmar:</p><p>a) O processo de ocupação do Mato Grosso Goiano foi estimulado pela descoberta de veios</p><p>auríferos na cidade de Bela Vista de Goiás.</p><p>b) A estrada de ferro exerceu significativa influência nas primeiras décadas do século XX, es-</p><p>pecialmente no sul de Goiás.</p><p>c) A edificação de Brasília, durante a década de 1950, provocou um intenso fluxo migratório</p><p>para as regiões que circundavam a Capital Federal.</p><p>d) A construção da Belém–Brasília favoreceu o surgimento de inúmeras cidades no norte de Goiás.</p><p>�</p><p>�Cuidado, candidato(a)! Na questão quero o item INCORRETO. O erro está no item A, pois a</p><p>cidade não é Bela Vista de Goiás, e sim Vila Boa de Goiás. Futuramente, Vila Boa de Goiás se</p><p>tornaria a Cidade de Goiás, que foi a capital do Estado por 200 anos, até a construção de Goi-</p><p>ânia na década de 1930.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>56 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>013. (CEBRASPE/PC-GO/2016) A respeito do povoamento do estado de Goiás, assinale a op-</p><p>ção correta.</p><p>a) O arraial de Catalão foi fundado na primeira metade do século XIX, pelo interesse de um</p><p>particular em atrair povoadores para as suas terras.</p><p>b) Anápolis integra o grupo de cidades goianas cujas origens estão nos arraiais da minera-</p><p>ção do ouro.</p><p>c) A famosa bandeira do Anhanguera ao sertão dos Goyazes — século XVIII — tinha por objetivo</p><p>o apresamento de quilombolas para empregá-los como mão de obra nas fazendas paulistas.</p><p>d) A atual cidade de Goiás teve suas origens no arraial de Santana, um assentamento de portu-</p><p>gueses que chegaram ao rio Vermelho em busca de ouro, no final do século XVI.</p><p>e) O assentamento populacional em Jaraguá decorreu da expansão dos engenhos de açúcar</p><p>da região de Pirenópolis.</p><p>�</p><p>�Catalão foi um dos poucos municípios goianos que a povoação começou antes de 1800 e que não</p><p>estava interligada a existência de ouro. Em 1810, um fazendeiro chamado Antônio Manuel doou</p><p>um lote para a construção da igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus. Este foi movido não só pela</p><p>devoção mas também pelo interesse de atrair moradores para a região e valorizar suas terras.</p><p>Letra a.</p><p>014. (IADES/AL-GO/2019) Com uma população de quase 7 milhões de habitantes, o estado</p><p>de Goiás é o mais populoso da região Centro-Oeste e, como princípio do seu povoamento,</p><p>consta a chegada de bandeirantes e de migrantes que vieram de diversas partes da América</p><p>portuguesa. Alguns traços do povoamento inicial desse estado permaneceram e outros se</p><p>desenvolveram com o passar do tempo.</p><p>Considerando essas informações no que se refere ao processo de ocupação e desenvolvimen-</p><p>to do território goiano, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Na primeira metade do século 18, a prospecção mineral que havia animado a ocupação das</p><p>Minas Gerais e gerado conflitos entre paulistas e reinóis expandiu-se para o Centro-Oeste, promo-</p><p>vendo a rápida expulsão de índios do território goiano, que foi ocupado pelo colonizador português.</p><p>b) Juntamente com a economia mineradora, a pecuária, em escala menor, promoveu a ocupação</p><p>do território goiano, seguindo os grandes rios e as proximidades das zonas</p><p>de mineração. Enquan-</p><p>to, no sudoeste goiano, a mineração e a pecuária desenvolveram-se a partir de Vila Boa de Goiás,</p><p>no Norte, esse processo seguiu as proximidades das nascentes e do curso alto do rio Tocantins.</p><p>c) Os caminhos que se desenvolveram no território goiano surgiram como percursos deixados</p><p>pelas comunidades indígenas. Mais tarde, alargadas para o carro de boi, no século 19, e diver-</p><p>sificadas com as ferrovias que surgiram ao sul, em princípios do século 20, a população goiana</p><p>teve o crescimento incrementado pelas migrações dos estados vizinhos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>57 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>d) A construção da nova capital, Goiânia, na década de 1930, representou uma nova perspecti-</p><p>va econômica e social para o estado de Goiás, contribuindo para o incremento das atividades</p><p>agrícolas, comerciais e industriais, bem como avançando positivamente na integração de regi-</p><p>ões distantes, no norte do estado.</p><p>e) A construção de Goiânia trouxe uma nova dinâmica econômica e social para o estado de</p><p>Goiás entre os anos de 1930 e 1950. Esse impulso foi incrementado a partir dos anos de 1960,</p><p>com a decisão dos governos estaduais quanto à abertura de novas estradas que ligavam ao</p><p>norte e ao sul importantes rotas para o desenvolvimento da agropecuária, o que conduziu a</p><p>economia goiana à autossuficiência.</p><p>�</p><p>�A ocupação de Goiás ocorreu por meio de suas atividades econômicas ao longo de vários</p><p>anos. Inicialmente, ocorreu com as bandeiras na busca pelo ouro, que se efetivou em 1725, sur-</p><p>gindo no entorno das minas vários vilarejos. Como atividade subsidiária da mineração, surgiu</p><p>a pecuária e a agricultura, principalmente às margens dos seus principais rios.</p><p>Letra b.</p><p>015. (CS-UFG/DEMAE-GO/2017) No século XVIII, além da descoberta das águas termais, ou-</p><p>tro fator que contribuiu para o povoamento da região onde hoje se situa Caldas Novas foi a</p><p>observação da:</p><p>a) presença de ouro.</p><p>b) fertilidade da terra.</p><p>c) abundância de animais de caça.</p><p>d) existência de grande área de pastagem.</p><p>�</p><p>�Aquela questão para você não zerar a prova! Lembre-se de que no século XVIII a presença do</p><p>ouro era um elemento crucial para a ocupação de diversos municípios goianos.</p><p>Letra a.</p><p>016. (CS-UFG/CELG/2014) O eixo do povoamento do território goiano-tocantinense, especial-</p><p>mente na faixa norte, mudou radicalmente a partir da década de 1950. Entre os fatores respon-</p><p>sáveis por essas mudanças, pode-se destacar a:</p><p>a) construção da rodovia Belém-Brasília, com impacto na migração e criação de municípios.</p><p>b) decadência das atividades extrativistas, especialmente a madeira e o babaçu, o que resultou</p><p>na retração da migração.</p><p>c) modernização da pecuária, com abertura de pastos, especialmente no vale do rio Tocantins.</p><p>d) crise do transporte fluvial no rio Tocantins, resultado dos barramentos para produção de</p><p>energia elétrica.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>58 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>e) construção de Palmas, que mudou o eixo de povoamento para a vertente Oeste do rio Tocantins.</p><p>�</p><p>�Não apenas a construção da rodovia mas também a construção de Brasília impactaram na</p><p>migração na região.</p><p>Letra a.</p><p>017. (CS-UFG/AL-GO/2015) O povoamento do território goiano do século XVIII e distinto da-</p><p>quele registrado no século XIX e XX, especialmente em relação a rede de cidades e a integra-</p><p>ção econômica. A principal atividade econômica, no período citado, era:</p><p>a) o extrativismo vegetal.</p><p>b) a criação de gado vacum.</p><p>c) o cultivo de arroz</p><p>d) a exploração do ouro.</p><p>�</p><p>�Lembre-se, candidato(a), durante o século XVIII destacou-se a produção de Ouro na região de</p><p>Goiás.</p><p>Letra d.</p><p>018. (UEG/AGSEP/2012) Durante a época da mineração, as relações entre índios e mineiros</p><p>foram exclusivamente guerreiras e de mútuo extermínio. Ao mineiro sempre apressado e in-</p><p>quieto, faltavam o tempo e a paciência para atrair o índio mediante uma política pacífica. À</p><p>invasão de seus territórios e às perseguições dos “capitães-do-mato” respondiam os índios</p><p>com contínuas represálias.</p><p>(PALACÍN, L.; MORAES, M. A. S. História de Goiás. Goiânia, GO: UCG, 1994. p. 39-40)</p><p>A partir da leitura desse comentário acerca das relações étnicas em Goiás, conclui-se que:</p><p>a) os mineiros priorizavam o combate às populações indígenas em vez de estabelecer rela-</p><p>ções sociais com as tribos.</p><p>b) os “capitães-do-mato” tinham como principal missão capturar indígenas para serem levados</p><p>na condição de escravos para o Litoral.</p><p>c) as populações indígenas costumavam receber pacificamente os mineiros, que os presente-</p><p>avam com espelhos e panelas de metal.</p><p>d) as bandeiras, como a liderada por Anhanguera, representavam os ideais pombalinos de in-</p><p>tegração dos indígenas à sociedade portuguesa.</p><p>�</p><p>�Lembre-se de que, durante o período da mineração, as relações entre índios e mineiros foram</p><p>exclusivamente guerreiras e de mútuo extermínio.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>59 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>019. (CS-UFG/DEMAE/2017) Leia o fragmento.</p><p>Se acaso suceder que alguma nação dos ditos índios não queira aceitar a paz que se lhes ofe-</p><p>rece e impedir com armas que a tropa faça suas marchas, pondo-se em peleja, em tal caso lhe</p><p>fará guerra, matando-os e cativando-os.</p><p>(REGIMENTO DE ANHANGUERA. História de Goiás em documentos. Goiânia, GO: Editora da UFG, 2001. v. 1, p. 25)</p><p>O fragmento do Regimento de Anhanguera revela que a História de Goiás, no início do século</p><p>XVIII, foi marcada</p><p>a) pela selvageria dos indígenas, que não aceitavam conviver com os homens civilizados.</p><p>b) pela civilidade dos desbravadores, que eram mais pacíficos que as tribos que enfrentavam.</p><p>c) pela violência dos bandeirantes, que acreditavam ser superiores aos indígenas.</p><p>d) pelo espírito conciliador do homem branco, que buscava estabelecer acordo com os nativos.</p><p>�</p><p>�Uma questão de interpretação. O próprio fragmento declara a violência aplicada pelos bandei-</p><p>rantes caso os índios não aceitassem a paz que lhe fossem concedida.</p><p>Letra c.</p><p>020. (PREFEITURA DE MAURILÂNDIA/2015) A Abolição da escravidão em 1888, não alterou</p><p>as condições de trabalho e de moradia dos escravos que viviam em Goiás. Aliás, a população</p><p>de Goiás era constituída por:</p><p>a) índios e negros</p><p>b) índios e pardos</p><p>c) apenas negros</p><p>d) apenas brancos</p><p>e) maioria negra e uma minoria branca</p><p>�</p><p>�Com a decadência da mineração, a maior parte da população que se manteve no Goiás era</p><p>majoritariamente negra e uma minoria branca.</p><p>Letra e.</p><p>021. (CS-UFG/PREFEITURA DE CALDAS NOVAS/2016) Leia o texto a seguir para responder</p><p>à questão.</p><p>A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás,</p><p>desde 1991, como sítio histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga. Com mais de 230</p><p>mil hectares de Cerrado protegido, abriga cerca de quatro mil pessoas em um território que se</p><p>estende pelos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina</p><p>Bueno da Silva, denominado pelos indígenas como Anhanguera, foi o primeiro bandei-</p><p>rante a ocupar o Goiás. Mas a região já era conhecida e estava presente na rota dos Bandeirantes</p><p>durante o primeiro século de colonização. As primeiras Bandeiras tinham o objetivo de explorar o</p><p>interior procurando riquezas minerais e, também, para a captura de índios.</p><p>Os nativos, assustados, entregaram a localização das minas e apelidaram Bartolomeu de</p><p>“Anhanguera”, que em tupi quer dizer “Diabo Velho”. Antes de irem embora carregando o ouro,</p><p>levaram algumas dezenas de indígenas como escravos. Assassinaram outra centena deles.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>6 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>A expedição de Bartolomeu Bueno da Silva saiu de São Paulo com a meta de conseguir</p><p>novas riquezas pelo interior do Brasil, até chegar a terras desconhecidas, onde atualmente é o</p><p>estado do Goiás. Bartolomeu ficou surpreso com os adereços feitos com ouro que cobriam os</p><p>índios. O bandeirante perguntou a uma indígena a origem do ouro, mas os nativos não forne-</p><p>ceram a informação desejada. Indignado, ele encheu um recipiente com álcool e ateou fogo,</p><p>e disse aos índios que aquilo que queimava era sua água e que, se não falassem onde estava</p><p>o ouro, iria colocar fogo em toda água da aldeia. Os nativos ficaram assustados e entregaram</p><p>onde ficavam as minas.</p><p>Os bandeirantes voltaram a São Paulo, divulgando a descoberta de córregos auríferos, e</p><p>afirmavam que as minas eram tão ricas quanto as de Cuiabá, com ótimo clima e fácil comuni-</p><p>cação. Anos depois, os bandeirantes organizaram uma nova expedição para explorar o territó-</p><p>rio, sendo Bartolomeu um superintendente das minas e João Leite da Silva Ortiz o guarda-mor.</p><p>A primeira região ocupada foi a do Rio Vermelho, onde criaram o arraial de Sant’Ana, posterior-</p><p>mente chamado de Vila Boa e mais tarde de Cidade de Goiás.</p><p>Candidato(a), é importante lembrar que a descoberta de ouro em Goiás não foi algo casual. Foram</p><p>anos penetrando o sertão adentro caçando índios e procurando ouro, prata e pedras preciosas.</p><p>Desenvolveu-se um fluxo populacional de mineradores que sustentavam uma sociedade</p><p>escravocrata, ou seja, mão de obra escrava resultante do extermínio dos indígenas daquela</p><p>região e de povos africanos, que fundamentam a sociedade goiana até hoje. As dificuldades</p><p>sofridas pelos novos habitantes foram várias, entre elas a escassez de gêneros de primeira</p><p>necessidade, pois ninguém queria realizar outra atividade a não ser a extrativa.</p><p>Por ter pouco entendimento sobre a configuração social dos povos indígenas daquela re-</p><p>gião, compreenderam-se as áreas entre o Sudeste e o Centro-Oeste como o sertão dos Goya-</p><p>zes, uma delimitação superficial para se referir aos povos indígenas das terras que viviam</p><p>próximos do Rio Vermelho. Mas, para entendimento mais aprofundado da ocupação daquela</p><p>terra, vamos identificar os povos que sofreram ataques brutais durante a consolidação da re-</p><p>gião aurífera que se tornaria a capitania do Goiás. Desde a presença do primeiro minerador</p><p>houve conflitos com os indígenas, principalmente Kayapó ao sul e Akroâ e Xacriabá ao norte.</p><p>Até a fundação da Capitania do Goiás, no ano de 1748, a região foi marcada por conflitos</p><p>entre colonizadores e os povos indígenas. A política da Coroa Portuguesa relativa aos nativos</p><p>recomendava às autoridades coloniais todo o empenho nos trabalhos de conversão e catequi-</p><p>zação dos índios. A escravização do nativo, em tese, só era admitida como exceção, na hipóte-</p><p>se de resistência do índio a colonização, o que se chamava à época de “guerra justa”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>7 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: Disponível em: https://docplayer.com.br/76520994-Os-aldeamentos-indigenas-no-caminho-dos-goia-</p><p>ses-guerra-e-etnogenese-no-sertao-do-gentio-cayapo-sertao-da-farinha-podre-séculos-xviii-e-xix.html. Acesso</p><p>em: 10 out. 2021</p><p>É importante lembrar que a resistência indígena é um fenômeno recorrente na história da</p><p>ocupação portuguesa. Porém, além do genocídio físico e cultural indígena durante o processo</p><p>de conquista para a mineração, temos a fluidez intensa do tráfico humano disposta com a es-</p><p>cravidão da mão de obra africana. Entende-se aqui o corpo africano não somente como mão</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>8 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>de obra, mas como “produto”; as minas demonstram o mais impiedoso e brutal histórico das</p><p>práticas de escravidão na colônia portuguesa. Assis afirma que:</p><p>A escravidão das minas apresentava-se como mais opressiva que nas regiões agrícolas. A fisca-</p><p>lização mais intensa por parte do senhor e a insalubridade do ambiente das minas comprovam a</p><p>intensificação da exploração dos escravos. O grande número de quilombos surgidos em Goiás, às</p><p>margens dos caminhos que ligavam os vários arraiais, demonstra a campanha intensa do negro</p><p>contra o sistema escravista, difundindo a insegurança em meio à sociedade mineradora e determi-</p><p>nando a vigilância constante por parte das autoridades e suas milícias.</p><p>Fonte: (ASSIS, Wilson Rocha Fernandes. Estudos de História de Goiás. Goiânia, GO: Palavrear Livros, 2018)</p><p>A partir de 1725, o território goiano começou a sua produção aurífera. Vários arraiais foram</p><p>se formando onde ocorriam as novas descobertas, sendo o ouro extraído fundido na Capitania</p><p>de São Paulo. Os primeiros arraiais são criados próximo ao rio vermelho, Anta, Barra, Ferreiro,</p><p>Ouro Fino e Santa Rita, contribuindo para a atração da população. À medida que vão surgindo</p><p>novos descobertos, os arraiais vão se multiplicando por todo o território. Veja a seguir alguns</p><p>arraiais criados por conta da produção aurífera.</p><p>Foi uma época intensa, apesar de breve, tendo em vista que as técnicas de extração aurí-</p><p>fera se davam através do processo de aluvião, sempre às margens ou leitos dos rios, exigindo</p><p>uma exorbitante quantidade de mão de obra escrava, cerca de 20 mil escravos, trazidos de</p><p>Pernambuco, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, o que gerava grandes gastos na compra</p><p>e transporte, fazendo com que o número de exploradores detentores das maiores produções</p><p>fosse reduzida, sobrando para àqueles audazes com pouca mão de obra apenas a garimpa-</p><p>gem de baixo proveito.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>9 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Mesmo com todo o empenho que era destinado para a impedir o contrabando, como, por</p><p>exemplo, a criação das casas de fundição, isolamento de minas, proibição de caminhos não</p><p>de Goiás.</p><p>(Disponível em: http://www.goias.gov.br/paginas/conheca-goias/povogoiano/quilombolas. Acesso em: 21 set. 2015)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>60 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>A comunidade quilombola do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga é formada principal-</p><p>mente por descendentes de:</p><p>a) índios que buscaram se proteger das perseguições dos bandeirantes.</p><p>b) povos ribeirinhos que foram expulsos de suas terras pelos colonizadores.</p><p>c) sertanejos que se isolaram diante do aumento da migração para a região.</p><p>d) escravos africanos que fugiram do trabalho forçado nas minas de ouro e nas fazendas.</p><p>�</p><p>�O povo Kalunga é uma comunidade de negros, formada por descendentes dos primeiros qui-</p><p>lombolas, ou seja, de escravos que fugiram do cativeiro e organizaram quilombos, passando a</p><p>viver em relativo isolamento, construindo para si uma identidade e uma cultura próprias, com</p><p>os elementos africanos de sua origem adicionados aos europeus dos colonizadores, marca-</p><p>dos pela forte presença do catolicismo tradicional do meio rural.</p><p>Letra d.</p><p>022. (CS-UFG/SANEAGO/2018) Em suas viagens pela província de Goiás no início do século</p><p>XIX, o viajante francês Saint-Hilaire registrou: Os negros e crioulos me diziam que preferiam reco-</p><p>lher no córrego de Santa Luzia um único vintém de ouro por dia, do que se porem ao serviço dos</p><p>cultivadores por quatro vinténs, uma vez que os patrões pagam em gêneros dos quais lhes é im-</p><p>possível se desfazerem. Certos colonos caíram em tal miséria que ficam meses inteiros sem po-</p><p>der salgar os alimentos, e quando o pároco faz a sua excursão para a confissão pascal, sucede</p><p>que todas as mulheres da mesma família se apresentam uma após outra com o mesmo vestido.</p><p>(SAINT-HILAIRE. Viagem às nascentes do Rio São Francisco e pela província de Goiás. apud PALACÍN, L.;</p><p>MORAES, Maria Augusta Sant’Anna. História de Goiás. 5. ed. Goiânia, GO: Editora da UCG, 1989. p. 47. Adaptado)</p><p>Os registros de Saint-Hilaire se referem ao contexto socioeconômico gerado pela decadência</p><p>das atividades:</p><p>a) da mineração, ocasionada pela escassez de ouro e pelo uso de técnicas rudimentares para</p><p>extração do metal.</p><p>b) da agricultura, provocada pela resistência dos índios ao trabalho nas lavouras e pela aboli-</p><p>ção da escravidão africana.</p><p>c) do comércio, proporcionada pelo fim das atividades dos tropeiros e pela ausência de estra-</p><p>das que ligavam o sertão ao litoral.</p><p>d) da pecuária, desencadeada pela dificuldade de transporte do gado para a invernada e para</p><p>a comercialização com outras regiões.</p><p>�</p><p>�Na segunda metade do século XVIII, ocorreu declínio da mineração, resultando na transição</p><p>para a pecuária em Goiás.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>61 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>023. (CEBRASPE/PC-GO/2016) Durante a Idade Moderna, prevaleceram na Europa as prá-</p><p>ticas econômicas mercantilistas, voltadas para o fortalecimento dos Estados nacionais e o</p><p>enriquecimento de seus empreendedores. Em larga medida, o entesouramento de metais pre-</p><p>ciosos era o objetivo mais evidente, o que explica o grande interesse na descoberta e na explo-</p><p>ração desses metais nas colônias do Novo Mundo. Nesse contexto se processou a ocupação</p><p>das áreas interioranas da América portuguesa, que, no caso específico de Goiás, deu-se, sobre-</p><p>tudo, a partir do século XVII. A respeito do desbravamento do território goiano e de aspectos</p><p>relacionados a esse desbravamento, assinale a opção correta.</p><p>a) A Guerra dos Emboabas, ocorrida nas Minas Gerais, interrompeu a marcha dos desbrava-</p><p>dores paulistas em direção ao Centro-Oeste, retardando em muito a ocupação e a exploração</p><p>econômica das terras goianas.</p><p>b) O declínio da extração aurífera em Goiás ocorreu na primeira metade do século passado,</p><p>quando a multiplicação de indústrias alterou radicalmente o panorama econômico de toda a</p><p>região central do país.</p><p>c) Fundada por Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro Anhanguera, a sede inicial da capitania</p><p>goiana recebeu desse bandeirante o nome de Goiás, homenagem aos habitantes de extensa</p><p>região que margeava o rio Tietê.</p><p>d) O desbravamento de Goiás deveu-se à ação dos bandeirantes que, a partir de São Paulo,</p><p>embrenharam-se pelos denominados sertões em busca de, além de ouro e pedras preciosas,</p><p>índios para serem escravizados.</p><p>e) A ação dos desbravadores foi severamente punida pela metrópole portuguesa, receosa de</p><p>que as riquezas eventualmente encontradas no interior da colônia fossem contrabandeadas e</p><p>escapassem ao fisco lusitano.</p><p>�</p><p>�A interiorização do território goiano deu-se no contexto nas bandeiras. Com as Bandeiras au-</p><p>mentando no século XVIII, a região do interior do Brasil, mais conhecido como Sertão, passou a</p><p>ser ocupada pelos bandeirantes. As Bandeiras (movimentos particulares de expansão e busca</p><p>por riquezas) tinham como principais objetivos tanto a procura de povos indígenas para escra-</p><p>vizar quanto a busca por metais preciosos (ouro, prata).</p><p>Letra d.</p><p>024. (SEGPLAN-GO/2016) Leia os textos a seguir:</p><p>1.”Excelente escravo. Vende-se um crioulo de 22 anos, sem vício e muito fiel: bom e asseado cozi-</p><p>nheiro, copeiro. Faz todo o serviço de arranjo da casa com presteza, e é melhor trabalhador de roça</p><p>que se pode desejar; humilde, obediente e bonita figura. Para tratar na ladeira de S. Francisco n. 4”.</p><p>(Província de São Paulo, S. P. 19 fev. 1878. apud NEVES, M. de F. R. das. Documentos sobre a escravidão no</p><p>Brasil. São Paulo: Contexto, 1996. Textos e documentos, v. 6)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>62 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>2.”Identificavam, naturalmente, trabalho com escravidão e liberdade com ódio. […]. Em Goiás a</p><p>situação era a mesma. [..]. A primeira distinção fundamental na sociedade era a cor”.</p><p>(PALACIN, L.; MORAES, Maria A. de Santanna. História de Goiás (1722-1972). 6. ed. Goiânia, GO: Editora da</p><p>UCG, 1994)</p><p>Após ler os textos e com base nos seus conhecimentos pode-se afirmar que a vida dos escra-</p><p>vos no Brasil e em Goiás possuía as seguintes características, EXCETO:</p><p>a) Trabalho árduo e pouca alimentação.</p><p>b) Graves doenças (reumatismo, verminoses…).</p><p>c) Força de trabalho voltada principalmente para a pecuária.</p><p>d) Falta de liberdade (arbitrariedades e castigos).</p><p>e) Atividade mineradora como principal ocupação.</p><p>�</p><p>�Lembre-se, candidato(a), de que a mão de obra escrava no Brasil não era empregada em gran-</p><p>de quantidade nas atividades pecuárias.</p><p>Letra c.</p><p>025. (UEG/PC-GO/2013) Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel publicou a lei Áurea, extin-</p><p>guindo oficialmente o trabalho escravo no Brasil. No que se refere a Goiás,</p><p>a) o fim da escravidão não abalou as estruturas do setor produtivo, uma vez que a economia</p><p>agropecuária não era dependente do trabalho escravo.</p><p>b) a família dos Bulhões angariou um importante capital político ao se posicionar ao lado dos</p><p>proprietários de terras contra o fim da escravidão.</p><p>c) a campanha</p><p>abolicionista foi liderada pela Igreja Católica, que se valeu dos ideais cristãos</p><p>para criticar a escravidão.</p><p>d) o maior proprietário de escravos era o setor público, que os utilizava nos serviços públicos,</p><p>como o calçamento das ruas.</p><p>�</p><p>�Quando foi assinada a lei de abolição da escravatura no Brasil, a província de Goiás não depen-</p><p>dia mais da mão de obra escrava. No século XIX o número de escravos era pequeno e a pecu-</p><p>ária já havia se fundado. A Lei Áurea não encontrou nenhum negro cativo na cidade de Goiás.</p><p>Letra a.</p><p>026. 26. (FUNIVERSA/SECTEC-GO/2010)</p><p>�Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas ter-</p><p>ras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.</p><p>(Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, Constituição Federal de 1988)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>63 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Acerca da participação dos negros na formação econômica e social de Goiás e de temas cor-</p><p>relatos, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Em Goiás, foi importante a contribuição dos negros para a formação de sua população.</p><p>Conforme dados do último censo demográfico, o estado é, entre todas as unidades federadas,</p><p>aquele que possui maior percentual de afrodescendentes.</p><p>b) Apesar do grande contingente de goianos de origem africana, ao longo da história, o estado,</p><p>contrariamente às demais unidades da Federação, não utilizou mão de obra escrava em seus</p><p>processos produtivos.</p><p>c) A exemplo de outras instituições públicas, a Universidade Federal de Goiás, por meio do</p><p>Programa UFGInclui, adota o sistema de cotas raciais para o acesso ao ensino superior. São</p><p>disponibilizados 10% de suas vagas para estudantes negros e 10% para negros quilombolas,</p><p>independentemente da renda ou da origem escolar (escolas públicas ou privadas).</p><p>d) Apesar das políticas governamentais criadas com o intuito de valorizar a cultura dos escra-</p><p>vos e seus descendentes e de reconhecer a posse destes sobre as áreas ocupadas por antigos</p><p>quilombos, não há terras de quilombolas reconhecidas no estado de Goiás.</p><p>e) Por terras de quilombolas entendem-se áreas ocupadas por descendentes de antigos es-</p><p>cravos revoltados, que passaram a viver em quilombos, com o objetivo de fugir da situação de</p><p>escravidão em que se encontravam.</p><p>�</p><p>�Quilombo é a nomenclatura dada aos locais de refúgio dos escravos que fugiam de engenhos</p><p>e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses ambientes, os escravos passavam a</p><p>viver em liberdade, criando relações sociais. Centenas de quilombos existem até os dias atais,</p><p>formando as comunidades quilombolas.</p><p>Letra e.</p><p>027. (IADES/SEAP/2019) Nas últimas décadas, o bioma cerrado, presente no território goia-</p><p>no, transformou-se em uma nova e importante fronteira agrícola brasileira. Essa transforma-</p><p>ção modificou os aspectos socioeconômicos regionais e impulsionou a produtividade agro-</p><p>pecuária, tornando o Brasil um dos principais produtores mundiais de commodities agrícolas.</p><p>No que tange às transformações socioeconômicas e ao aumento da produtividade no cerrado,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) O bom desempenho do agronegócio goiano se deve à pesquisa e à tecnologia implementa-</p><p>das no cerrado pela agricultura moderna.</p><p>b) A agricultura tradicional, praticada no estado de Goiás, é a responsável pelo crescimento</p><p>das exportações de commodities agrícolas.</p><p>c) O aumento da produtividade de commodities agrícolas em Goiás só foi possível com a im-</p><p>plantação do modelo de agricultura familiar.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>64 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>d) A alta produtividade do cerrado está relacionada com a boa qualidade do solo, que dispensa</p><p>correção e adubos.</p><p>e) O clima predominantemente ameno na região do cerrado, com chuvas distribuídas ao longo</p><p>de todos os meses do ano, constitui fator importante para o aumento da produtividade agrícola.</p><p>�</p><p>�A região do Cerrado teve expressiva expansão no final do século XX pelo agronegócio e suas</p><p>técnicas modernas de cultivo.</p><p>Letra a.</p><p>028. (UEG/PC-GO/2013) “Nas últimas décadas do século XVIII e princípio do século XIX, a situ-</p><p>ação econômica da capitania era crítica. A palavra decadência é a que mais se encontra entre</p><p>os vários apelos e lamentos daqueles que a habitam, sejam provenientes das autoridades go-</p><p>vernamentais, sejam de elementos do povo.”</p><p>(FUNES, E. A. Goiás 1800-1850: um período de transição da mineração à agropecuária. Goiânia, GO: Editora da</p><p>UFG, 1986. p. 32)</p><p>O texto citado aborda a crise da produção aurífera em Goiás. A consequência dessa crise foi o:</p><p>a) incremento da arrecadação tributária como consequência de o controle do contrabando ser</p><p>mais eficaz na atividade agropecuária.</p><p>b) aumento da ruralização pelo fato de parte da população abandonar as vilas e arraiais e mu-</p><p>dar-se para o campo.</p><p>c) crescimento da importação de escravos para viabilizar a exploração de minas auríferas de</p><p>maior profundidade.</p><p>d) acréscimo da atividade comercial em virtude do aproveitamento de capitais antes emprega-</p><p>dos na mineração.</p><p>�</p><p>�Candidato(a), a questão é bem clara sobre seu objetivo: a consequência da crise. Dessa forma,</p><p>Lembre-se de que ocorreu de maneira intensa o êxodo urbano com a decadência da minera-</p><p>ção. Um dos motivos era a justificativa que o campo oferecia as condições mínimas para a</p><p>produção de alimentos.</p><p>Letra b.</p><p>029. (FUNIVERSA/UEG/2015) A tecnologia da irrigação é uma grande aliada dos agricultores.</p><p>Alternativas bem-sucedidas de irrigação tecnológica de baixo custo vêm atendendo a anseios</p><p>econômicos dos produtores e a metas ambientais da sociedade. Números do IBGE mostram</p><p>que o Brasil possui 4,4 milhões de hectares irrigados, mas seu potencial é de 30 milhões.</p><p>(Internet: http://tribunadosudoeste.com.br. Acesso em: 3 mar. 2015)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>65 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Em relação à temática abordada nesse fragmento de texto, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Um dos grandes problemas ambientais da irrigação no estado de Goiás deve-se ao fato de</p><p>a água ser sempre retirada de mananciais.</p><p>b) O consumo de água pela agropecuária brasileira, em comparação com outros ramos da</p><p>economia, é significativamente baixo.</p><p>c) O Centro-Oeste, em razão de seu relevo, é uma das regiões com maiores dificuldades para a</p><p>implantação da lavoura irrigada.</p><p>d) O município de Cristalina é um dos principais polos de lavoura irrigada do Brasil.</p><p>e) Apenas grãos, principalmente soja e milho, são produzidos em sistemas de irrigação.</p><p>�</p><p>�Cristalina é um dos principais polos de irrigação do Brasil. Há produção frutas, trigo e outros</p><p>cultivos.</p><p>Letra d.</p><p>030. (IADES/AL-GO/2019) Conforme o Decreto Presidencial n. 75.320/1975, que dispõe</p><p>quanto à criação do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO), o objetivo</p><p>do referido programa foi o de:</p><p>a) regularizar a ocupação do cerrado</p><p>por meio do recadastramento dos imóveis rurais, da iden-</p><p>tificação de áreas devolutas e do desenvolvimento de ações de proteção do bioma cerrado.</p><p>b) ampliar a participação do Estado na proteção das fronteiras nacionais localizadas no cerra-</p><p>do, como medida de controle do território e maior rigor na fiscalização das atividades econô-</p><p>micas ilegais e (ou) ilícitas.</p><p>c) promover o desenvolvimento e a modernização das atividades agropecuárias no Centro-O-</p><p>este e no oeste do estado de Minas Gerais, mediante a ocupação racional de áreas seleciona-</p><p>das, com características de cerrado.</p><p>d) promover o desenvolvimento econômico e social das áreas do cerrado por meio de investi-</p><p>mentos na área da educação, do aumento do número de escolas, da instalação de universida-</p><p>des e escolas técnicas e de ações de combate à pobreza.</p><p>e) propor ações de desenvolvimento econômico voltadas para o fortalecimento das indústrias</p><p>localizadas no cerrado, em especial aquelas voltadas para a produção de produtos com maior</p><p>valor agregado e bens de capital.</p><p>�</p><p>�O POLOCENTRO teve um grande impacto sobre o crescimento e a produção agropecuária no</p><p>Centro-Oeste, incentivando maior produção de alimentos.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>66 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>031. (IADES/AL-GO/2019) A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco importante</p><p>para a economia goiana e responsável pelo incremento das relações comerciais com o su-</p><p>deste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro e da modernização da economia goiana,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente em 1911, proveniente do triângulo mi-</p><p>neiro. A partir da respectiva construção, houve um impulso da agropecuária regional mediante</p><p>o aumento das exportações, bem como o fortalecimento da economia urbana nas áreas de</p><p>influência da ferrovia.</p><p>b) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das iniciativas pioneiras de investimento do capital</p><p>produtivo local para construção de infraestrutura de transporte sem a participação do Estado.</p><p>c) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou com a construção da ferrovia, tendo em vis-</p><p>ta a possibilidade de escoamento da produção agropecuária inicialmente para o triângulo mineiro.</p><p>d) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), a Estrada de Ferro Goiás alcan-</p><p>çou uma extensão de 480 km, totalizando 30 estações.</p><p>e) Inaugurada posteriormente à transferência da capital para Goiânia em 1937, a ferrovia signi-</p><p>ficou um incentivo à industrialização da região integrada de Goiânia e Anápolis.</p><p>�</p><p>�Os primeiros trilhos em Goiás foram estabelecidos em 1911 e tiveram sua inauguração em</p><p>1913 na cidade de Ipameri/GO. Foi uma solução para os produtores, comerciantes e políticos</p><p>goianos, que precisavam atender às necessidades da economia da região.</p><p>Letra a.</p><p>032. (FCC/SEFAZ-GO/2018) As ações da Companhia Estrada de Ferro de Goiás estabelece-</p><p>ram, no início do século XX, uma ferrovia que:</p><p>a) permaneceu, até meados da segunda metade do século XX, como principal modal de esco-</p><p>amento dos sistemas produtivos regionais, sendo responsável por 50% da carga transportada.</p><p>b) surgiu pela demanda de vias flexíveis para a circulação de mercadorias com vistas ao mer-</p><p>cado interno e de políticas governamentais orientadas por interesses de grandes grupos inter-</p><p>nacionais em importar produtos agrícolas.</p><p>c) foi instalada seguindo uma lógica externa – interesse do capital em se expandir e ocupar o</p><p>território brasileiro, mas também por articulações políticas de grupos locais interessados na</p><p>efetivação desse projeto.</p><p>d) adequou-se ao modelo de substituição de importações instaurado no Brasil nas primeiras</p><p>décadas do século XX, tornando-se a via de integração entre os novos polos de modernização</p><p>do Sudeste e do Nordeste.</p><p>e) contribuiu para acentuar o caráter arquipélago da economia brasileira uma vez que, ao prio-</p><p>rizar o escoamento da produção econômica regional para o Sul e Sudeste, intensificou o isola-</p><p>mento da Amazônia e a região Nordeste.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>67 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>�</p><p>�Para o estado de Goiás, a Estrada de Ferro é um resultado de um esforço feito por alguns re-</p><p>presentantes da classe política e intelectual da região. Porém, é importante destacar que a fer-</p><p>rovia cortava o cerrado goiano em função dos interesses do sistema capitalista de produção,</p><p>ou seja, ela nasceu de fora para dentro do estado.</p><p>Letra c.</p><p>033. (QUADRIX/PROCON/2017) Na segunda metade do século XIX, como resultado do ritmo</p><p>de transformação da estrutura econômica produtiva do Centro-Sul do País a partir do alarga-</p><p>mento da fronteira agrícola, ocorreu uma expansão das estradas de ferro, com o prolongamen-</p><p>to das ferrovias paulistas para além dos limites do estado de São Paulo. Os trilhos seguiram</p><p>em direção a outros estados, como no caso de Goiás, com a construção da Estrada de Ferro</p><p>Goiás, ligando-se à Estrada de Ferro Mogiana, localizada em solo mineiro.</p><p>(Internet: www.revistas.ufg.br. Com adaptações)</p><p>A justificativa da construção da ferrovia goiana estava ancorada no(na)</p><p>a) posição assumida pelo estado de Goiás como região produtora e fornecedora de produtos</p><p>agrícolas básicos para os mercados da região Sudeste.</p><p>b) pensamento, predominante naquele momento, de que a construção da nova capital do esta-</p><p>do demandaria ligações ferroviárias com o restante do País.</p><p>c) significativa produção de café no sul goiano, que seria majoritariamente encaminhada ao</p><p>porto de Santos, em São Paulo, por via férrea.</p><p>d) necessidade de escoar a vasta produção de minerais, como níquel e fosfato, produzidos no</p><p>norte goiano.</p><p>e) possibilidade de que funcionasse como vetor de transferência maciça dos imigrantes que</p><p>chegavam de Minas Gerais.</p><p>�</p><p>�A estrada de ferro surge como uma maneira de integrar a economia goiana e facilitar o escoa-</p><p>mento da sua crescente produção agropecuária.</p><p>Letra a.</p><p>034. (QUADRIX/PREFEITURA DE CRISTALINA/2019) A porção do Sudeste Goiano denomi-</p><p>nada “região da Estrada de Ferro”, após ter passado por um período de crescimento econômico</p><p>no início do século XX, a partir de 1930, enfrentou a estagnação, vindo a recuperar sua primazia</p><p>apenas a partir dos anos de 1970.</p><p>(MATOS, Patrícia Francisca de. Estrada de Ferro: o anúncio das metamorfoses de modernização do território no</p><p>Sudeste Goiano. Revista eletrônica Ateliê Geográfico, UFG‐IESA, p. 14)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>68 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Com relação à formação econômica de Goiás e às suas transformações ao longo do século</p><p>XX, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A estagnação ocorrida a partir de 1930 tem, entre seus motivos, a expansão da ferrovia até</p><p>Anápolis, o que viria a consolidar o domínio comercial por outras regiões do estado.</p><p>b) A construção de Goiânia não impactou na decadência da região da Estrada de Ferro,</p><p>visto</p><p>que sua influência econômica se deu apenas no campo político.</p><p>c) Liderados por Mauro Borges, grupos que se opunham aos coronéis da região da Estrada de</p><p>Ferro investiram na modernização de outras áreas e contribuíram, nos anos 1930, para a deca-</p><p>dência dessa região.</p><p>d) Apesar da estagnação econômica referida, o Sudeste Goiano viveu, entre 1930 e 1970, um</p><p>forte incremento na dinâmica populacional, tornando‐se a região mais populosa do estado.</p><p>e) Mesmo com menor fluxo de capitais em relação às décadas anteriores a 1930, a região da</p><p>Estrada de Ferro continuou sendo, até 1970, grande exportadora de produtos da agropecuária.</p><p>�</p><p>�Um dos fatores que contribuíram para a estagnação econômica e demográfica dos municípios</p><p>do Sudeste Goiano está a expansão dos meios de circulação, que possibilitaram a inserção</p><p>de outras regiões do estado na produção comercial, como, por exemplo: o prolongamento da</p><p>estrada de ferro até Anápolis, em 1935, que consolidou o controle comercial da área central e</p><p>do norte de Goiás, a construção de Goiânia e os programas de colonização.</p><p>Letra a.</p><p>035. (CS-UFG/AL-GO/2015) Leia o texto.</p><p>A região é caracterizada, especialmente no início do século XX, pela ocupação estimulada</p><p>pelos trilhos da Estrada de Ferro. Atualmente, apresenta uma rede urbana pouco densa, com</p><p>predomínio de cidades abaixo de 10.000 habitantes. Além da forte agricultura, sua economia</p><p>se destaca pela produção mineral e pela presença de indústrias do setor automotivo.</p><p>O texto faz referência a região goiana conhecida como:</p><p>a) Sudeste Goiano.</p><p>b) Nordeste Goiano.</p><p>c) Sudoeste Goiano.</p><p>d) Região Metropolitana</p><p>�</p><p>�A Ferrovia percorre com seus trilhos a região SUDESTE do estado.</p><p>Letra a.</p><p>036. (CS-UFG/AL-GO/2015) A composição da população goiana, considerando a migração,</p><p>e bastante heterogênea. Contudo, e possível estabelecer um perfil regional da migração, uma</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>69 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>vez que ela foi influenciada, sobretudo, pelo trabalho. Tendo em vista o Entorno do Distrito Fe-</p><p>deral, a maior parte dos migrantes foram oriundos da região:</p><p>a) Sul</p><p>b) Norte</p><p>c) Nordeste.</p><p>d) Sudeste.</p><p>�</p><p>�A maior parte da mão de obra que se valeu o Governo Federal na construção de Brasília foi</p><p>composta por nordestinos.</p><p>Letra c.</p><p>037. (CS-UFG/SEDUC-GO/2010) Os fluxos migratórios para o território goiano, durante o sé-</p><p>culo XX, seguiram padrões regionais influenciados pela dinâmica econômica e projetos de</p><p>integração nacional. Ao observar o perfil demográfico do Sudoeste Goiano e do Entorno do</p><p>Distrito Federal, percebe-se que esse padrão foi determinado, respectivamente, pela:</p><p>a) edificação de Goiânia e pela modernização agrícola.</p><p>b) construção da ferrovia e pela implantação de projetos de irrigação.</p><p>c) criação de projetos de colonização e por programas de transferência de renda.</p><p>d) modernização da agricultura e pela edificação de Brasília</p><p>�</p><p>�Lembre-se, querido(a) aluno(a), de que a modernização da agricultura e a construção de Brasí-</p><p>lia foram fatores determinantes para a ocupação do sudoeste Goiano.</p><p>Letra d.</p><p>038. (CEBRASPE/PC-GO/2016) Relativamente à modernização da agricultura, à urbanização</p><p>e à demografia do território goiano, e ao atual panorama econômico do estado de Goiás, assi-</p><p>nale a opção correta.</p><p>a) O alto nível de desenvolvimento econômico da região norte de Goiás foi decisivo para o des-</p><p>membramento que deu origem ao estado do Tocantins.</p><p>b) Graças à crescente importância do agronegócio na economia do estado de Goiás, a popula-</p><p>ção goiana é majoritariamente rural.</p><p>c) Com o declínio da mineração, a economia goiana voltou-se para a agricultura de exportação,</p><p>com produção destinada ao mercado exterior.</p><p>d) A partir das últimas décadas do século passado, a economia goiana viu o agronegócio ex-</p><p>pandir-se e ampliou seu parque industrial.</p><p>e) Atualmente, o setor de serviços desempenha reduzido papel na composição do produto</p><p>interno bruto de Goiás.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>70 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>�</p><p>�Os investimentos na agropecuária goiana aumentaram de forma significativa nos últimos</p><p>anos. Mesmo sendo um estado de população urbana, a produção agropecuária desenvolvida</p><p>tem grande participação na produção nacional. Com isso, vários setores agroindústrias foram</p><p>sendo atraídos para região. Em outros casos específicos, a criação de polos industriais, como</p><p>o de Anápolis, começam a surgir e aquecer a economia do estado.</p><p>Letra d.</p><p>039. (IADES/AL-GO/2018) A construção da Estrada de Ferro Goiás foi um marco importante</p><p>para a economia goiana e responsável pelo incremento das relações comerciais com o su-</p><p>deste brasileiro. Acerca da referida estrada de ferro e da modernização da economia goiana,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) A ferrovia adentrou o território goiano efetivamente em 1911, proveniente do triângulo mi-</p><p>neiro. A partir da respectiva construção, houve um impulso da agropecuária regional mediante</p><p>o aumento das exportações, bem como o fortalecimento da economia urbana nas áreas de</p><p>influência da ferrovia.</p><p>b) A Estrada de Ferro Goiás representou uma das iniciativas pioneiras de investimento do capital</p><p>produtivo local para construção de infraestrutura de transporte sem a participação do Estado.</p><p>c) A região norte de Goiás foi a que mais se beneficiou com a construção da ferrovia, tendo em vis-</p><p>ta a possibilidade de escoamento da produção agropecuária inicialmente para o triângulo mineiro.</p><p>d) Ligando os municípios de Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), a Estrada de Ferro Goiás alcan-</p><p>çou uma extensão de 480 km, totalizando 30 estações.</p><p>e) Inaugurada posteriormente à transferência da capital para Goiânia em 1937, a ferrovia signi-</p><p>ficou um incentivo à industrialização da região integrada de Goiânia e Anápolis.</p><p>�</p><p>�A estrada de ferro começou no final do século XIX e nas três primeiras décadas do século XX,</p><p>com vistas a integrar o Goiás ao resto do país, esse foi o primeiro passo para urbanização e</p><p>expansão do capitalismo.</p><p>Letra a.</p><p>040. (IBEG/SANEAGO/2013) A região Centro-Oeste deve ser considerada como um grande es-</p><p>petáculo do crescimento econômico brasileiro ao longo das últimas décadas. Comparando-se</p><p>as taxas de crescimento do PIB da região com as do Brasil, verificamos a elevada performance</p><p>apresentada pelo Centro-Oeste, que nos últimos 40 anos cresceu aproximadamente 9% ao ano.</p><p>Conforme constata estudo elaborado pelo IPEA, desde o início dos anos 60, o crescimento ob-</p><p>servado na sua economia, além de muito alto foi também bastante estável, inclusive em períodos</p><p>de crises verificadas na economia brasileira. Nesse contexto de crescimento, o estado de Goiás</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>71 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>se insere de forma significativa. Isto pode ser confirmado com a constatação de que importantes</p><p>transformações estruturais de sua economia aconteceram</p><p>nas últimas décadas, com o apro-</p><p>fundamento de sua relação de complementaridade com o centro dinâmico do país, permitindo</p><p>a consolidação de bases para o crescimento econômico do estado. Deve ser destacado, assim</p><p>como para todo o Centro-Oeste, a participação fundamental dos setores públicos federal, esta-</p><p>duais e municipais para o desenvolvimento regional. Ao verificar o desenvolvimento do Estado de</p><p>Goiás ao longo das décadas iremos nos deparar com a busca pelo crescimento econômico, via</p><p>modernização dos setores agropecuários e agroindustriais, fortemente amparada em políticas</p><p>públicas como crédito rural, planos regionais de desenvolvimento, política de preços mínimos.</p><p>(http://www.seplan.go.gov.br/sepin/pub/conj/conj1/02.htm)</p><p>Com relação ao tema suscitado no texto e suas ramificações, assinale a alternativa correta.</p><p>a) De acordo com o texto pode-se afirmar que o arrefecimento dos setores agropecuários e agroin-</p><p>dustriais do estado de Goiás tiveram o apoio dos setores públicos federal, estadual e municipais.</p><p>b) Infere-se do texto que as políticas de incentivos estatais foram importantes para o desenvol-</p><p>vimento econômico dos estados de Goiás e Tocantins.</p><p>c) A chegada das empresas automobilísticas (montadoras) Mitsubishi, Audi e Hyundai no es-</p><p>tado de Goiás, são exemplos da modernização dos setores agropecuários e agroindustriais.</p><p>d) As políticas de incentivos fiscais adotadas pelo estado de Goiás corroboraram para o cres-</p><p>cimento e modernização dos setores agropecuários e agroindustriais nas últimas décadas.</p><p>e) A modernização dos setores agropecuários e agroindustriais contribuiu para a geração de</p><p>novos postos de trabalho no campo, concluindo definitivamente o processo de êxodo rural no</p><p>estado de Goiás.</p><p>�</p><p>�Baseado no texto, a alternativa D se encaixa perfeitamente na resposta.</p><p>Letra d.</p><p>041. (IBEG/SANEAGO/2013) Julgue os itens abaixo em Verdadeiro ou Falso:</p><p>I – A população indígena em Goiás ultrapassa 10 (dez) mil habitantes, sendo certo que 39.781</p><p>hectares perfazem a soma das quatro áreas indígenas atualmente existentes no estado, três</p><p>das quais se encontram demarcadas pela FUNAI. Tais áreas localizam-se nos Municípios de</p><p>Aruanã, Cavalcante, Colinas do Sul, Minuaçu, Nova América e Rubiata.</p><p>II – A colonização de Goiás deve-se também à migração de pecuaristas que partiram de São</p><p>Paulo no século XVI, em busca de melhores terras de gado. Dessa origem ainda hoje deriva</p><p>vocação do estado para a pecuária.</p><p>III – Já no primeiro século da colonização do Brasil, diversas expedições, percorreram parte do</p><p>território do atual Estado de Goiás. Estas expedições, organizadas principalmente no Rio de Ja-</p><p>neiro, centro então da colonização, eram umas de caráter oficial destinadas a explorar o interior e</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>72 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>buscar riquezas minerais, e outras empresas comerciais de particulares organizadas para a cap-</p><p>tura de índios. De São Paulo saíam ainda bandeiras buscando índios, cada vez mais escassos.</p><p>IV – A partir do século XX a sociedade goiana estava em transição, haja vista que a mineração dei-</p><p>xava de ter destaque na economia, passando-se ao desenvolvimento das atividades agropecuárias.</p><p>V – Para Goiânia, a construção de Brasília foi um grande aditivo em termos populacionais, re-</p><p>presentando uma alteração econômica positiva pra toda Região Centro-Oeste, movimentando</p><p>as relações no ambiente agrário, com a modernização da agricultura, embora, no entanto, não</p><p>tenha alterado a estrutura de poder no campo, ainda baseada no latifúndio.</p><p>Considerando-se as assertivas acima, podemos afirmar que:</p><p>a) F, V, F, F, V.</p><p>b) V, F, F, V, V.</p><p>c) V, V, V, F, F.</p><p>d) V, V, F, F, V.</p><p>e) F, F, V, V, F.</p><p>�</p><p>�II) Errado. Não pode ocorrer essa migração de pecuaristas para a região no século XVI.</p><p>�III) Errado. Não foi no primeiro século de colonização que ocorreram expedições no atual es-</p><p>tado de Goiás.</p><p>Letra b.</p><p>042. (FGV/TJ-GO/2014) A redução do número total de pessoas ocupadas em estabelecimen-</p><p>tos agropecuários em Goiás a partir da década de 1980 está associada à:</p><p>a) a decadência da atividade agrícola no período, em função da crise econômica que assolou</p><p>todo o país na década de 1990;</p><p>b) expansão das atividades rurais baseada principalmente no turismo, que emprega pequena</p><p>quantidade de mão de obra;</p><p>c) expansão da fronteira agrícola na região amazônica, que atraiu muitos migrantes oriun-</p><p>dos de Goiás;</p><p>d) expansão do processo de modernização agrícola, que emprega menor quantidade de mão de obra;</p><p>e) substituição gradual das relações de trabalho baseadas no arrendamento pela utilização do</p><p>sistema de parceria.</p><p>�</p><p>�A partir de 1980, o Goiás começa ter grande modernização tecnológica no campo. Quanto</p><p>mais máquinas, mais qualificada precisa ser a mão de obra. Portanto, se o patrão comprar a</p><p>máquina, poderá reduzir o custo, logo aumenta-se o fenômeno do êxodo rural, o que faz com</p><p>que o Goiás se torne cada vez mais urbano.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>73 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>043. (PREFEITURA DE ARAÇU/2020) A princípio, o atual estado de Goiás fez parte de qual</p><p>unidade federativa?</p><p>a) Capitania do Rio de Janeiro</p><p>b) Capitania de São Paulo</p><p>c) Capitania de Salvador</p><p>d) Capitania das Minas Gerais</p><p>�</p><p>�Candidato(a), esse tipo de questão você não pode errar! Pertencia à capitania de São Paulo.</p><p>Letra b.</p><p>044. (MS CONCURSOS/IPAS/2010) O descobridor de Goiás foi Anhangüera. Isto não significa</p><p>que ele fosse o primeiro a chegar a Goiás, mas sim que ele foi o primeiro a vir para Goiás com</p><p>a intenção de se fixar aqui no período de 1690 a 1718. Anhanguera foi o apelido dado a quem?</p><p>a) João Leite da Silva Ortiz.</p><p>b) João de Abreu.</p><p>c) Francisco Pires Ribeirão.</p><p>d) Bartolomeu Bueno da Silva.</p><p>�</p><p>�O nome do famoso Anhaguera era Bartolomeu Bueno da Silva.</p><p>Letra d.</p><p>�</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>74 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASSIS, Wilson Rocha Fernandes. Estudos de História de Goiás. Goiânia, GO: Palavrear Livros, 2018.</p><p>BRIOSCHI, Lucila R. Entrantes no Sertão do Rio Pardo: o povoamento da freguesia de Batatáis</p><p>séculos XVIII e XIX. São Paulo: CERU, 1991.</p><p>DIAS, Thiago Cancelier. O língua e as línguas: aldeamentos e mestiçagens entre manejos de</p><p>mundo indígenas em Goiás (1721-1832). 2017. 340 f. Tese (Doutorado em História) – Universi-</p><p>dade Federal de Goiás, Goiânia, 2017.</p><p>Disponível em: http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Geografiasocioeco-</p><p>nomica/Geografiaurbana/25.pdf. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>Estevam, L. O tempo da transformação. Goiânia, GO: Editora do Autor, 1998.</p><p>GOIÁS. História. Governo de Goiás, 27 nov. 2019. Disponível em: https://www.goias.gov.br/</p><p>conheca-goias/historia.html. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>GOIÁS. Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento. Goiás em Dados 2007. Edição bilín-</p><p>gue. Goiânia, GO: Seplan, 2007.</p><p>INSTITUTO MAURO</p><p>BORGES. Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (SEGPLAN).</p><p>GOIÁS em dados (2016). Goiânia, GO: [s.n.], 2016. Disponível em: http://www.imb.go.gov.br/</p><p>down/godados2016.pdf. Acesso em: 7 abr. 2018.</p><p>MELO, Anderson Batista de. A política indigenista pombalina na capitania de Goyaz: o tempo</p><p>de rendição (1772-1783). 2008. 131 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade de</p><p>Brasília, Brasília, DF, 2008.</p><p>MELO, Nágela Aparecida; SOARES, Beatriz Ribeiro. Modernização no campo e urbanização:</p><p>reflexões sobre esses processos em Goiás. In: ENCONTRO DE GRUPOS DE PESQUISA, 2. 2006,</p><p>Uberlândia. Anais […]. Uberlândia, MG: [s.n.], 2006. Disponível em: http://w3.ufsm.br/engrup/</p><p>iiengrup/pdf/t30.pdf. Acesso em: 7 abr. 2018.</p><p>MOREIRA, Ruy. O pensamento geográfico brasileiro: as matrizes clássicas originais. São Paulo:</p><p>Contexto, 2008.</p><p>MOREIRA, Ruy. Para onde vai o pensamento geográfico. 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Professor do Colégio Militar Dom Pedro II (CM-</p><p>DPII) e de cursinhos preparatórios para PAS, Enem e concursos públicos (sistema EaD e presencial).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://doi.org/10.5216/hr.v13i1.5421</p><p>https://doi.org/10.5216/hr.v13i1.5421</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Apresentação</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>Introdução</p><p>Primeiras Bandeiras no Território Goiano</p><p>Economia Goiana após a Decadência da Mineração</p><p>A Agropecuária nos Séculos XIX e XX</p><p>Transformações Econômicas com a Construção de Goiânia e Brasília</p><p>Modernização da Agricultura e Urbanização do Território Goiano</p><p>Resumo</p><p>Questões de Concurso</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Referências</p><p>AVALIAR 5:</p><p>Página 76:</p><p>oficiais, rigorosas revistas e aplicação de castigos severos aos que fossem pegos praticando;</p><p>o contrabando era algo presente devido basicamente a dois motivos:</p><p>• primeiro à insatisfação do povo em relação a parte do seu trabalho, que era voltada ao</p><p>governo; e</p><p>• em segundo, em razão da incapacidade de controle efetivo de uma região enorme.</p><p>Assim, o ouro tornou-se objeto de contrabando, que se manteve no território goiano.</p><p>Dados disponíveis sobre a produção aurífera na época são imprecisos por não serem re-</p><p>sultado de trabalho estatístico, o que favorece para uma diferença de informações obtidas</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>10 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>em obras distintas, mesmo assim retratam uma produção menor ao ser comparado com a de</p><p>Minas Gerais. Segundo pesquisa, a produção do ouro em Goiás de 1730 a 1734 atingiu 1.000</p><p>kg, sendo o auge da produção em 1750 a 1754, totalizando 5.880 kg. Existem relatos de que o</p><p>ano com maior produção foi o de 1753. Veja a tabela a seguir.</p><p>Disponível em: http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2014-01/a-mineracao-em-goias-e-o-desenvolvimen-</p><p>to-do-estado.pdf. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>A partir da década de 1760, ocorreu uma acentuada redução na produção de ouro, o que</p><p>acaA partir da década de 1760, ocorreu uma acentuada redução na produção de ouro, o que</p><p>acarretou políticas agressivas por parte dos governadores para expandir a área em busca de</p><p>novos descobertos, ocasionando guerras ofensivas e o aldeamento milhares de indígenas.</p><p>Com a expansão colonial, outras populações foram afetadas, como Karajá, Javaés e Xavante.</p><p>A queda na produtividade foi um problema significativo para a manutenção da estabilidade</p><p>das receitas provenientes das minas. A baixa produtividade foi resultado do esgotamento do</p><p>sistema que tinha como base a exploração de veios auríferos superficiais, a escassez de qua-</p><p>lificação de mão de obra e equipamentos apropriados que possibilitavam proporcionar menos</p><p>desperdício, a falta de novas técnicas e a cobrança injusta de impostos, taxas e contribuições,</p><p>que desanimavam os mineradores.</p><p>Portanto, a redução da produção do ouro no Goiás teve como principais fatores os tributos</p><p>abusivos cobrados pela Coroa Portuguesa, que ocorria de 3 formas: através da cobrança do</p><p>um quinto, ou seja, 20% sobre a produção; ou cobrança por número de escravos na produção;</p><p>ou derrama, pagamento mínimo obrigatório de 1.500 kg/ano. Além disso, houve o esgotamen-</p><p>to dos veios auríferos superficiais, escassez de mão de obra e os equipamentos adequados,</p><p>desmotivando os mineradores goianos e incentivando os contrabandos.</p><p>Sabendo do esgotamento do sistema econômico minerador na região do Goiás, a partir da</p><p>segunda metade do século XVIII, o governo português cria medidas para conseguir fortalecer</p><p>a economia no território, entre elas o incentivo à agricultura e à manufatura, e a navegação dos</p><p>rios Araguaia, Tocantins e Paranaíba. Dessa forma, ocorre a falência de um sistema minerador</p><p>e o surgimento de uma economia de subsistência, com uma intensa ruralização da população</p><p>e o seu empobrecimento cultural.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>11 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Em suma, o ciclo do ouro significou para o Goiás a expansão, ocupação e principal ativi-</p><p>dade territorial durante cinquenta anos. O ouro serviu de moeda de troca, gerando renda para</p><p>investimentos, gastos e importação de diversos produtos manufaturados, melhorando a co-</p><p>municação e estabelecendo a rede comercial.</p><p>economIA GoIAnA Após A decAdêncIA dA mInerAção</p><p>No início do século XIX, era triste a realidade do estado da capitania de Goiás. Com a re-</p><p>gressão econômica, a população reduziu e se dispersou pelos sertões, os arraiais sumiram</p><p>ou se arruinaram e a produção agropecuária estava condicionada a subsistência. Como meio</p><p>de recuperação, o príncipe regente D. João VI, quando chegou ao Brasil, em 1808, começou a</p><p>motivar a agricultura, a pecuária, o comércio e a navegação dos rios. Várias medidas foram</p><p>proclamadas, mas várias não saíram do papel.</p><p>O PULO DO GATO</p><p>Dividir o Goiás em duas comarcas foi a semente que originou o atual estado do Tocantins.</p><p>Determinaram que a divisa das duas áreas fosse aproximadamente na altura do paralelo 13º,</p><p>onde é, atualmente, a fronteira entre os dois estados. Outro elemento crucial foi a nomeação</p><p>de Joaquim Teotônio Segurado como Ouvidor da Comarca do Norte, que liderou o primeiro</p><p>movimento separatista na região.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>12 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>No final do século XIX, o Goiás teria aproximadamente cinquenta mil habitantes, sendo que</p><p>vinte mil eram escravos. A Capitania estava dividida em duas comarca: uma delas a do sul, que</p><p>concentrava 61% da população total e tendo no sudoeste um vazio total. Na comarca do norte,</p><p>onde a sede era a vila de São João da Palma, a população estava concentrada na partes nordeste.</p><p>Na segunda metade do século XVIII, a queda na produção aurífera e a falta de alternativas</p><p>econômicas causaram uma dispersão da população da região. Para manter a sobrevivência</p><p>dos habitantes remanescentes, desenvolveu-se uma insólita economia açucareira, um aumen-</p><p>to na produção de cereais e ativou o interesse pela navegação dos rios que conduziam ao Pará.</p><p>Para a capitania de Goiás, o século XIX transportou as sequelas da crise econômica da mi-</p><p>neração, que dava sinais de declínio já no final do século XVIII; o vertiginoso desenvolvimento</p><p>da capitania durante os ápices econômicos da mineração começara a desaparecer e novas</p><p>alternativas de mercado foram, aos poucos, sendo introduzidas ao complexo econômico da</p><p>região. O território extenso tinha suas divergências em contraste com alternativas político-e-</p><p>conômicas, assim a concentração das maiores tendências pecuárias e agrícolas – com liga-</p><p>ções estreitas com o litoral administrativo brasileiro – se centralizaram na parte mais Sul da</p><p>capitania.</p><p>A parte Norte da região de Goiás, assim, se deslocava do poder central da capitania. Vieira</p><p>afirma sobre esse afastamento nortenho na província: “As dificuldades econômicas enfrentadas</p><p>pelos nortistas e a pouca atenção que recebiam da capital da província, devido à distância e a baixa</p><p>representatividade política, geraram um gradativo ressentimento em relação à repartição sul”.</p><p>Nesse contexto, a pecuária surge como uma solução econômica, pois tinha um baixo custo</p><p>de produção e por ser auto transportável. A vagarosa afirmação da economia agrária diminuiu</p><p>gradativamente a presença dos núcleos urbanos, aumentando a decadência que surgiu com</p><p>o declínio da mineração. Vários arraiais sumiram, e os que permaneceram sobreviveram debi-</p><p>litados e com poucas pessoas. Com exceção da cidade de Goiás, havia-se transformado em</p><p>entrepostos e centros das periódicas manifestações coletivas de religiosidade.</p><p>O conteúdo</p><p>deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>13 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Surge, portanto, um povoamento a partir do final do século XVIII, principalmente no Sul da capi-</p><p>tania, onde grandes campos de pastagens naturais viraram em centros de criatório. A necessidade</p><p>de ocupar as terras sob seu domínio, que diminuíam a marcha do povoamento rumo ao norte, pro-</p><p>piciou também a expansão da ocupação neste período.</p><p>Dessa forma, esse processo de ruralização resultou em uma redução dos padrões de vida</p><p>permitidos pelo ouro, causando um isolamento físico decorrente da arcaica estrutura agrária,</p><p>um enfraquecimento das articulações sociopolíticas, uma estagnação tecnológica e dos níveis</p><p>de aspiração da população livre.</p><p>No momento da Independência, o acesso ao conhecimento e compreensão dos fatos que</p><p>ocorriam nas outras províncias, estava limitado a um número pequeno de latifundiários e ao</p><p>estamento burocrático, concentrado na capital.</p><p>Extensas áreas do território goiano passaram a ser ocupadas como consequência da pecu-</p><p>ária, resultando na expansão do povoamento e a criação de cidades como Itaberaí, inicialmen-</p><p>te uma fazenda de criação, e Anápolis. Mas esse povoamento gerou alguns problemas, pois</p><p>não ocorreu de forma uniforme: Foi marcado pela má distribuição e pelas diferenças do seu</p><p>crescimento. Prosperou mais no sul da capitânia, devido à proximidade do mercado consumi-</p><p>dor do sudeste e do litoral.</p><p>Em 1820, ocorreu um movimento revolucionário liberal, que ficou conhecido como revolu-</p><p>ção do Porto. Ele ganhou muita força em Portugal e derrubou o governo local que era liderado</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>14 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>pelo comandante militar inglês, Lord Beresford. Os rebeldes do Porto concordaram em convo-</p><p>car as Cortes, Assembleia responsável por elaborar uma Constituição para Portugal e colocar</p><p>um fim ao regime absolutista. Os revoltosos fizeram várias exigências, entre elas a volta ime-</p><p>diata de D. João VI para Portugal, a aceitação previa da Constituição e que a sede das Cortes</p><p>(Assembleia Legislativa) fosse em Lisboa.</p><p>Com medo de perder o trono de Portugal, D. João VI aceitou as determinações. Voltou para</p><p>Lisboa em abril de 1821, deixando seu filho D. Pedro no trono, como príncipe regente do Brasil.</p><p>O retorno de D. João VI para Portugal animou um movimento de independência do Brasil e ge-</p><p>rou manifestações políticas em várias capitanias do país, inclusive em Goiás, onde ocorreu o</p><p>movimento separatista do Norte.</p><p>A Corte de Lisboa tinha como meta manter um governo liberal e constitucional em Portugal</p><p>associado a antigas práticas do Mercantilismo. Eles queriam recolonizar o Brasil e cancelar o</p><p>Estatuto de Reino Unido, tornando o Brasil, novamente, em uma colônia de exploração. Des-</p><p>sa maneira, solucionaríamos suas dificuldades econômicas, medidas que, claramente, seriam</p><p>questionadas e combatidas pelas elites econômicas e políticas brasileiras.</p><p>Nesse contexto, surgem ordens oriundas de Portugal que causaram a transferência de vá-</p><p>rias repartições governamentais e solicitaram de imediato o retorno de D. Pedro a Portugal para</p><p>completar sua formação cultural. Os brasileiros notaram quais eram as intenções das Cortes de</p><p>Lisboa e passaram a apoiar o rompimento com Portugal. Diversas camadas sociais urbanas e</p><p>rurais tentaram envolver D. Pedro, para que ele comprasse a ideia de realizar a emancipação de-</p><p>finitiva e sem conflitos armados que envolvessem a participação das camadas populares.</p><p>Em janeiro de 1822, levaram a D. Pedro um abaixo-assinado com 8.000 assinaturas de aris-</p><p>tocratas e representantes do comércio. A pauta das assinaturas era a solicitação de sua per-</p><p>manência no Brasil e lhe oferecia a possibilidade de reinar sobre um império na América. Essa</p><p>cena passou à história com o nome de Dia do Fico, pois D. Pedro teria afirmado que “Como é</p><p>para o bom de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que eu fico”.</p><p>A decisão de D. Pedro contrariou os objetivos e as decisões das Cortes, que organizou uma</p><p>reação das tropas portuguesas comandadas pelo tenente-coronel Jorge de Avilez. A participa-</p><p>ção do povo contra as tropas de Avilez destaca-se com o Clube de Resistência, criado no Rio</p><p>de Janeiro. Jorge de Avilez e sua tropa foram expulsos do Brasil em fevereiro de 1822. Além</p><p>disso, os ministros portugueses no Brasil se demitiram, obrigando D. Pedro a formar um novo</p><p>ministério, no qual se destacou José Bonifácio pela sua ação em prol da independência.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>15 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Com todos esses acontecimentos, esperava-se apenas oficialização da emancipação de-</p><p>finitiva, que veio a acontecer no dia 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro recebeu cartas</p><p>das Cortes persistindo para que voltasse para Portugal e ameaçando o Brasil com o envio de</p><p>tropas. Ao ler as cartas o príncipe optou pelo rompimento definitivo. Estava oficialmente decla-</p><p>rada a independência política do Brasil.</p><p>O Estado brasileiro surge sobre a velha estrutura conservadora, agroexportadora, escra-</p><p>vista e dependente dos mercados e do capital internacionais. Era um império com trabalho</p><p>escravo, bem ao gosto da elite aristocrata. Você, querido(a) aluno(a), deve estar questionando:</p><p>Como isso refletiu no estado de Goiás?</p><p>No Goiás a realidade social, aliadas ao contexto político-econômico local, permitiram o de-</p><p>senvolvimento de dois movimentos significativos: um na capital, Vila Boa, e o outro no norte da</p><p>Capitania. Em Vila Boa, centro político-administrativo da Capitania, um grupo importante ligado</p><p>ao clero e às forças militares buscou a derrubada do governador, capitão-general Manuel Ig-</p><p>nácio de Sampaio. O grupo era liderado pelo Padre Luís Bartolomeu Marques, José Rodrigues</p><p>Jardim e pelo Capitão Felipe Antônio Cardoso.</p><p>O golpe estava previsto para ocorrer em 14 de agosto de 1821, mas foi um verdadeiro fra-</p><p>casso, pois ocorreu a prisão dos seus principais líderes. O movimento tinha seis membros: três</p><p>militares e três religiosos, foram todos expulsos da capital. A ação repressora governo conseguiu</p><p>desarticular o movimento, porém ocorreu a difusão das ideias liberais na capitania e a tentativa</p><p>de alguns membros da elite local de controlar a região, afastando domínio português.</p><p>Durante o governo do capitão Sampaio, ocorreu a convocação das eleições no Goiás, de-</p><p>vido os acontecimentos políticos no Rio de Janeiro e na metrópole. A votação queria eleger</p><p>os representantes goianos nas Cortes de Lisboa, foram eleitos: o Ouvidor Joaquim Teotônio</p><p>Segurado, pela Comarca do Norte; e o Padre Silva e Sousa, pela Comarca do Sul. Em novembro</p><p>de 1821, novas eleições ocorreram para escolher a junta de governo provisório para Goiás, lide-</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer</p><p>título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>16 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>rada pelo próprio Capitão Sampaio e composta por membros de uma oposição moderada, que</p><p>tinha como liderança José Rodrigues Jardim e pelo Padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury.</p><p>Organizado politicamente e com o apoio dos grandes proprietários de Vila Boa e Meia Ponte,</p><p>o grupo moderado conseguiu a derrubada do governador Sampaio e a eleição da nova junta provi-</p><p>sória, em 8 de abril de 1822. Inicia, nesse momento, um processo duradouro de consolidação da</p><p>elite no poder local em Goiás, o resultado será a formação das oligarquias que exercerão o mando</p><p>político com a instalação da República Federativa, em 1989, e o advento do coronelismo.</p><p>A palavra oligarquia tem origem grega cujo significado é “governo de poucos”. Essa palavra</p><p>era usada pelos gregos como uma forma de criticar determinado governo em que um pequeno</p><p>grupo pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico,</p><p>controlasse todas as ações do regime. Além disso, uma das características desse tipo de go-</p><p>verno era de exercer seu poder em busca de interesses próprios.</p><p>https://www.politize.com.br/oligarquia-o-que-e/</p><p>A AGropecuárIA nos séculos XIX e XX</p><p>A partir de 1785, os faiscadores (garimpeiros) tiveram que buscar outros sítios de exploração e a</p><p>maior parte dos escravos foram para outras capitanias. Dessa maneira, surge a transição da econo-</p><p>mia extrativa mineral para a agropecuária, fato que gerou uma intensa preocupação aos governantes,</p><p>já que necessitava de novas atividades que mantivesse a população no estado de Goiás, realizando</p><p>assim uma ocupação permanente. Iniciaram-se as atividades de criação de gado bovino e as lavou-</p><p>ras de alimentos, caracterizando-as como de subsistência, sem grandes comercializações.</p><p>Dom João VI concedeu vários incentivos, entre eles a isenção dos lavradores do rio Tocan-</p><p>tins, Araguaia e Maranhão do dízimo ao transporte de mercadorias, estimulou a navegação no</p><p>rio Araguaia e Tocantins, construiu presídios para dar segurança ao comércio dos rios e revo-</p><p>gou o alvará que proibia a implantação de manufaturas no Brasil.</p><p>Apesar de todos esses incentivos, a atividade que realmente evoluiu e perdura até hoje foi</p><p>a pecuária, devido aos investidores com capital por consequência do ciclo do ouro, as terras</p><p>favoráveis à pecuária, a necessidade de pouca mão de obra, navegação fluvial que ajudaria no</p><p>transporte do gado e a comercialização do animal ou do charque.</p><p>Com a nova atividade econômica recém-criada, surgiu a imagem do vaqueiro, que com cin-</p><p>co anos de serviço tinha direito de 25% sobre o rebanho, sendo que a agropecuária extensiva</p><p>garantiu a permutação do trabalho escravo pelo livre.</p><p>O goiano Joaquim Alves de Oliveira investiu na produção agrícola de Meia Ponte (Pirenópo-</p><p>lis), construiu um dos maiores engenhos de açúcar do Brasil, o Engenho São Joaquim plantava</p><p>mandioca para produzir farinha e algodão em grande escala. Por meio do comércio vigoroso</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>17 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>que mantinha com as províncias, Meia Ponte tornou-se o centro comercial do estado de Goiás.</p><p>O Engenho foi o maior complexo agroindustrial por mais de cem anos, servindo de inspiração</p><p>para outros empreendimentos da época.</p><p>Apesar dos problemas enfrentados, a agropecuária durante quase 200 anos foi a única ativida-</p><p>de socioeconômica que assegurou o desenvolvimento de Goiás. As oligarquias exerceram durante</p><p>muito tempo o poder nas terras goianas e o Coronel se tornou a figura mais importante na cidade.</p><p>Não é possível ignorar o coronelismo e a influência que possuía nas relações sociais e políticas.</p><p>A Lei das Sesmarias dificultou o acesso às propriedades de terra dos camponeses. Outras</p><p>leis, como a Lei de Terras de 1850, tornou as distribuições de terras ainda mais desiguais, pois</p><p>aguçaram todos os problemas de acesso às propriedades, sendo apenas mais um reflexo de</p><p>uma estrutura oligárquica.</p><p>A economia camponesa (mercado onde comercializa os produtos advindos da roça) só</p><p>chegou ao Goiás nas primeiras décadas do século XX, com a chegada das famílias de imi-</p><p>grantes de Minas Gerais e das aberturas das zonas pioneiras. Só se pode falar desse tipo de</p><p>economia nessa época, pois a agricultura representava mais da metade da produção total e</p><p>grande parte da população vivia engajada nessas tarefas.</p><p>Até 1910, o gado bovino era considerado uma das principais fontes de renda, com a ex-</p><p>portação do fumo no sul de Goiás. À proporção que havia a melhoria dos meios de transporte,</p><p>diversificava-se e aumentava-se a produção. Até a década de 1920, a ferrovia abrangia um pe-</p><p>queno trecho, cerca de 176 km do território goiano, do Rio Parnaíba ao Rio Corumbá.</p><p>Em 1921, retomaram a construção da Estrada de Ferro Goiás. A estrada de ferro foi uma al-</p><p>ternativa encontrada para romper o estreitamento da economia de Goiás quanto à procura por</p><p>um transporte que atendesse às necessidades de distribuição da produção. Em 28/03/1906,</p><p>a estrada recebeu o nome de Estrada de Ferro Goiás – devido a um Decreto Federal (n. 5.949),</p><p>pois antes se denominava Estrada de Ferro Alto Tocantins, a fim de ligar a capital de Goiás a</p><p>Cubatão e essas à Rede Ferroviária do país.</p><p>A Companhia Estrada de Ferro Goiás, por meio de um decreto alcançado para explorar serviços</p><p>ferroviários no Triangulo Mineiro e no Goiás, formando a Linha Araguari–Roncador, formou a nova</p><p>Estrada de Ferro Goiás. Até 1952, Goiás percorria com seus trilhos 480 km, chegando a Goiânia. Ao</p><p>todo, havia 30 estações, entre as principais Araguari, Amanhece, Ararapira, Anhanguera, Goiandira,</p><p>Ipameri, Roncar, Pires do Rio, Engenheiro Balduíno, Vianópolis, Leopoldo de Bulhões, Anápolis e</p><p>Goiânia. A respeito das alterações no comércio regional, provocadas pelo acesso e utilização dos</p><p>trilhos da estrada em território goiano, fica evidente a importância do papel econômico.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>18 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: Disponível em: http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/mapas/1927-Estrada-Ferro-Goias.shtml. Acesso em: 10</p><p>out. 2021</p><p>Nos tempos atuais, o território goiano é provido por 685 km de trilhos, pertencente à Ferro-</p><p>via Centro-Atlântica (FCA), subsidiária da VALE e sucessora da antiga Estrada de Ferro Goiás e</p><p>Rede Ferroviária Federal. Os principais produtos transportados pela FCA são: álcool, derivados</p><p>de petróleo, calcário, produtos siderúrgicos, soja, concreto, produtos petroquímicos etc. A FCA</p><p>é uma concessionária do transporte ferroviário de cargas em setembro de 1996, a partir da</p><p>desestatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).</p><p>Por ser um meio de transporte com um custo inferior ao rodoviário, a ferrovia possibilita um</p><p>ganho para os produtos de Goiás, criando maior competição no mercado interno e externo. Nes-</p><p>se meio período, entre idas e paralisações, se passaram de 16 anos. Essa incerteza provocou um</p><p>prejuízo ao processo de desenvolvimento das regiões envolvidas,</p><p>pois a facilidade de escoamen-</p><p>to de produções, principalmente do agronegócio, em um custo menor que resultará em signifi-</p><p>cativa competitividade, tornando os produtos atraentes ao mercado doméstico e internacional.</p><p>Agora se passaram quase 100 anos desde o começo da construção dos trilhos no Goiás, a</p><p>Ferrovia Centro-Atlântica, continua sendo alternativa viável de transporte e de baixo custo. En-</p><p>tretanto, à proporção que colaboram para a competitividade do agronegócio local, as ferrovias</p><p>são imprescindíveis, as melhorias nas relações comerciais, internas e externas e solidificação</p><p>da economia goiana. Cabe aos goianos, por intermédio dos representantes políticos, lutarem</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>19 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>para fortalecer esse transporte, dessa forma, desenvolvendo ainda mais a economia da região</p><p>do planalto.</p><p>trAnsformAções econômIcAs com A construção de GoIânIA e BrAsílIA</p><p>Com a Proclamação da República em 1889, passou-se a discutir a transferência da capital goiana</p><p>da cidade de Goiás, criada no século XVIII. A Constituição de 1891 manteve a capital na antiga região</p><p>aurífera, mas com o fim do período do ouro, a velha Goiás, antiga Vila Boa, desandou a perder a hege-</p><p>monia econômica e cidades envolvidas com a criação de gado e agricultura, localizadas mais ao Sul</p><p>do estado, passou a ter mais importância a capital. A revolução de 1930, liderada pelos estados de</p><p>Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, fez com que Getúlio Vargas se tornasse chefe do Governo</p><p>Provisório, revogou a Constituição de 1891 e passou a governar por decretos.</p><p>Getúlio nomeou interventores para todos os estados, sendo em Goiás nomeado o médico Pe-</p><p>dro Ludovico Teixeira, que havia participado nos movimentos na revolução de 1930. Pedro Ludo-</p><p>vico se opôs à oligarquia política da época, decidindo que era hora de mudar a capital de Goiás.</p><p>Para Pedro, era necessário impulsionar a ocupação do Estado, direcionando os excedentes po-</p><p>pulacionais para espaços demográficos vazios na tentativa de aumentar a produção econômica.</p><p>Na visão do interventor goiano, a mudança da capital era uma das alternativas que permitiria a</p><p>ligação do Centro-Oeste ao sul do país. Assim, em 1932, Pedro Ludovico instituiu uma comissão,</p><p>presidida por D. Emanuel Gomes de Oliveira, que deveria discutir e escolher o melhor local para a</p><p>construção da nova capital. A resistência da oposição a Pedro Ludovico considerava dispendiosa</p><p>e desnecessária a mudança da capital, porém o interventor e a cúpula dos revolucionários de 1930</p><p>consideravam a construção de uma nova cidade como investimento, e não gastos desnecessários.</p><p>Relatos históricos demonstram que o nome sugerido para a nova capital de Goiás teria sido</p><p>“Petrônia”, em homenagem a Pedro Ludovico, seu fundador. Mas o jornal “O Social” havia realiza-</p><p>do um concurso cultural com seus leitores para o batismo da nova cidade, em que dois nomes</p><p>concorreram: Petrônia e Goiânia. O primeiro foi escolhido por 68 leitores do jornal, o segundo</p><p>obteve menos de 10 votos. Pedro Ludovico, no entanto, por razões que ele nunca revelou a nin-</p><p>guém, preferiu Goiânia e em decreto de 2 de agosto de 1935 formalizou o nome da nova capital.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>20 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: Disponível em: http://salto15vermelho.blogspot.com/2009/10/salve-salve-linda-goiania.html. Acesso em:</p><p>10 out. 2021.</p><p>Inicialmente, Goiânia foi projetada para 50 mil habitantes, experimentando assim um cresci-</p><p>mento moderado até 1955. Entretanto, devido a uma série de fatores, como a chegada da estrada</p><p>de ferro, em 1951, a retomada da política de interiorização de Getúlio Vargas, de 1951 a 1954, a</p><p>inauguração da Usina do Rochedo, em 1955, e construção de Brasília, de 1954 a 1960, apresentou</p><p>um crescimento demográfico acelerado, tendo cerca de 150 mil pessoas na nova capital em 1965.</p><p>Querido(a) candidato(a), tanto a ideia quanto as primeiras iniciativas vinculadas à mudança da</p><p>capital goiana antecederam a Marcha para o Oeste e corroboraram com a busca pela produção de</p><p>um novo arranjo político-territorial em Goiás: a nova cidade-capital proporcionaria um distancia-</p><p>mento físico entre a sede do poder estadual e os municípios “eivados de vícios” desenvolvidos no</p><p>interior de relações político-oligárquicas regionalizadas. Mas, como mencionado, uma ação mais</p><p>expressiva com vistas à integração do território nacional pôde ser percebida quando Juscelino</p><p>Kubitschek assume a presidência da república, em 1956 (VESENTINI, 1986). Durante seu governo,</p><p>diversas questões que até então tinham apenas ficado no discurso ou registradas em documentos</p><p>começaram a se concretizar, como por exemplo, a construção de Brasília.</p><p>Essa junta foi forjada a partir de argumentos oriundos da ideia de modernidade, que tornava</p><p>clara a necessidade de uma intervenção racional em âmbito nacional, a fim de que todo o atraso</p><p>cultivado no interior do Brasil, pela falta de objetividade e excesso de especulações, fosse supe-</p><p>rado. Juscelino Kubitschek ressaltou as demandas por um Estado racional, capaz de superar os</p><p>infortúnios que, durante séculos, teimavam em perseguir o Brasil. JK em seus discursos condenou</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>21 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>o atraso e a desarticulação do território brasileiro ao extermínio, por meio de um planejamento pau-</p><p>tado em uma racionalidade instrumental, produtora de um novo país.</p><p>Esse novo país que tinha por meta atingir em cinco anos um desenvolvimento que o mo-</p><p>delo tradicional demandaria cinquenta anos para alcançar. O slogan “50 anos em 5”, repetido</p><p>constantemente, anunciava a chegada de um novo modelo de gestão, que garantiria o estabe-</p><p>lecimento do tão esperado progresso.</p><p>Brasília acabou se tornando o ponto no qual tornaria as distâncias menos desiguais, eman-</p><p>ciparia o território nacional, garantindo a implementação da infraestrutura necessária a uma</p><p>existência mais técnica, sendo, portanto, um divisor de águas.</p><p>Levando em consideração esse trecho da história, no decorrer de alguns anos duas cida-</p><p>des-capitais foram construídas muito próximas uma da outra, no Planalto Central brasileiro,</p><p>com a finalidade de possibilitar a constituição de novas relações produtivas. A primeira, num</p><p>momento marcado por discursos nacionalistas na composição das propostas de integração</p><p>territorial; e a segunda, por sua vez, fez parte de um projeto com o objetivo de abertura do país</p><p>rumo a uma internacionalização da economia. As duas novas capitais redefiniram a dinâmica</p><p>da rede urbana do estado de Goiás, da Região Centro-Oeste e do Brasil. Goiânia e Brasília se</p><p>tornaram parte de um processo de integração que exigiu uma certa continuidade.</p><p>A economia espacial, a teoria geral dos sistemas e suas redes hierarquizadas ocuparam, então,</p><p>um lugar de destaque na mente dos</p><p>planejadores. Assim, foram criados modelos para o controle</p><p>e a gestão das atividades relacionadas aos fenômenos intraurbanos, interurbanos, de transporte,</p><p>regionais, entre outros. Dessa forma, o conhecimento adquiriu uma dimensão que transcendeu os</p><p>limites do presente e do passado, se relacionando diretamente com o futuro (GOMES, 1996).</p><p>Nessa perspectiva, a ideia de planejamento é assentada em um lugar especial e passa a</p><p>estar presente de forma concisa no Estado. Nesta época, a neutralidade e a objetividade das</p><p>matrizes quantitativas entram em cena para viabilizar o desenvolvimento das variadas regiões</p><p>do país, onde as singularidades manifestadas regionalmente não eram vistas como historica-</p><p>mente reproduzidas pelo processo de apropriação diferencial do território, mas como natural-</p><p>mente criadas a partir das características intrínsecas de cada região.</p><p>Essa continuidade indica que, naquele período, o projeto integrador-modernizador foi as-</p><p>sumido pelo Estado, não ficando mais restrito a um governo. Os chefes do Estado propuseram</p><p>ações que foram caracterizadas pela linearidade comum às visões de mundo em que as rela-</p><p>ções de causa e efeito não deixam margem para nenhuma circunstância não prevista.</p><p>Os planos elaborados não propunham avaliações sistemáticas que, por meio de indicadores,</p><p>detectassem a ocorrência de distorções decorrentes de dificuldades inerentes à implantação de</p><p>medidas extremamente complexas. Esses mecanismos permitiriam uma reorientação no curso</p><p>do processo e oportunizariam o cumprimento dos objetivos definidos. As atenções estavam</p><p>voltadas para a construção de rodovias, portos e aeroportos. Logo, modelos de regionalizações</p><p>foram elaborados para a criação de novos sistemas de relações no território nacional.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>22 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Dessa forma, o estado de Goiás tem uma mancha urbana acentuada entre Goiânia e Bra-</p><p>sília/DF. As duas cidades hoje são consideradas metrópoles importantes. Goiânia, capital do</p><p>estado de Goiás, tem atualmente, aproximadamente, 1.550.000 habitantes, sem considerar a</p><p>sua Região Metropolitana. Já o Distrito Federal tem uma população aproximada de 3.093.000</p><p>habitantes.</p><p>A construção de Brasília em terras goianas gerou um surto migratório de pessoas para</p><p>morar na nova capital, nas Regiões Administrativas ou ainda no entorno de Brasília. O proces-</p><p>so de migração para as cidades do Entorno é grande e a proximidade com a capital federal é</p><p>um grande atrativo, por isso tem o maior índice de crescimento populacional do Estado. Essa</p><p>região é marcada por serem cidades com pouca infraestrutura e com muitos problemas urba-</p><p>nos, como violência, déficit em saúde pública, educação, oferta de emprego, alta densidade</p><p>demográfica, entre outros.</p><p>Disponível em: <https://www.camara.leg.br/noticias/426068-projeto-inclui-novos-municipios-na-regiao-integrada-</p><p>-do-entorno-do-df/>. Acesso em: 10 de out. 2021.</p><p>Sendo Goiânia a capital do estado de Goiás, já é ponto de atração de intensos fluxos imi-</p><p>gratórios, o que gera o crescimento da cidade e de sua região metropolitana. Para além do</p><p>processo migratório, o fluxo de visitantes é muito grande, pois a cidade tem uma oferta de</p><p>atividades terciárias em diversos ramos, com destaque para a produção têxtil. Entre Brasília e</p><p>Goiânia, está a cidade de Anápolis/GO. Essa cidade é considerada um ponto estratégico, pois</p><p>liga o Centro-sul ao Norte do estado, bem como é um entreposto da região Sudeste à região</p><p>amazônica do país. O município também foi alvo de políticas federais que dinamizaram o pro-</p><p>cesso de expansão econômica, principalmente a industrial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>23 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>modernIzAção dA AGrIculturA e urBAnIzAção do terrItórIo GoIAno</p><p>A partir de 1970, o estado de Goiás passou por um amplo processo de modernização pro-</p><p>dutiva e econômica. As áreas de Cerrados, principalmente na região Centro-Oeste, sofreram</p><p>alterações importantes em sua estrutura produtiva.</p><p>As principais causas destas mudanças foram a modernização das técnicas produtivas da</p><p>agricultura e pecuária e a incorporação da lógica das indústrias no campo. Os produtos da agro-</p><p>pecuária passaram a ser processados pela indústria e foi ampliada a utilização de mercadorias</p><p>industrializadas no manejo produtivo. Isto é, a modernização da agricultura foi marcada pela gran-</p><p>de utilização de máquinas e técnicas modernas nos cultivos, criações e abatimentos de animais.</p><p>Na sua prova, esse processo pode ser conceituado como Revolução Verde. O termo é uma</p><p>expressão criada por William Gown e se refere ao conjunto de mudanças técnicas na produção</p><p>agropecuária que surgiram a partir do ano de 1930.</p><p>O uso de insumos agrícolas foi intensificado, a ciência e a tecnologia passaram a contribuir</p><p>de forma significativa, principalmente na alteração genética das sementes para a produção de</p><p>grãos, como é o caso da soja. As sementes transgênicas aumentaram a produtividade e “me-</p><p>lhoraram” a qualidade do produto, estimulando as exportações de produtos agrícolas para o</p><p>mercado externo (MELO; SOARES, 2006).</p><p>^</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>24 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.estudopratico.com.br/revolucao-verde/. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>Para tornar possível a industrialização da agricultura, além de subordinar a produção da agri-</p><p>cultura à lógica industrial, foi necessário investir pesadamente na construção de infraestruturas:</p><p>• estradas (aumentar a mobilidade da produção e comercialização);</p><p>• usinas geradoras de energia elétrica (aumentar a oferta de energia elétrica no espaço</p><p>rural, sustentar a ampla utilização de máquinas);</p><p>• fomentar ações político-administrativas;</p><p>• oferecer linhas de crédito, entre outras condições que necessitaram de altos investimen-</p><p>tos econômicos do Estado Federal e Estadual.</p><p>Com isso, as mudanças produtivas no espaço rural foram acompanhadas de transforma-</p><p>ções importantes nos espaços urbanos das regiões afetadas pela modernização agrícola no</p><p>Centro-Oeste.</p><p>De acordo com Melo e Soares (2006), são notáveis alterações importantes no que se refere ao</p><p>processo de urbanização em Goiás: a partir da ampliação da industrialização no campo e da utili-</p><p>zação de maquinários, menor quantidade de trabalhadores passou a ser necessária na produção.</p><p>Embora se tenha expandido as áreas produtivas, diminuiu-se proporcionalmente a quan-</p><p>tidade de trabalhadores rurais empregados na produção agropecuária; houve a alteração do</p><p>tipo de mão de obra empregada em função da complexificação técnica-produtiva. A produção</p><p>agrícola passou a demandar trabalhadores com qualificações específicas entre elas:</p><p>Por outro lado, todo esse avanço agravou um problema histórico no país: elevação da con-</p><p>centração fundiária. Pequenos e médios produtores rurais venderam ou</p><p>arrendam as suas</p><p>propriedades para as grandes agroindústrias, inclusive com o aumento de operação das mul-</p><p>tinacionais. Consequentemente, ocorreu um aumento significativo dos fluxos migratórios, des-</p><p>tacando inicialmente o êxodo rural, ou seja, a população migrando do campo para a cidade.</p><p>Em um segundo momento, ocorreu a migração entre os espaços urbanos, ou seja, a migra-</p><p>ção urbano-urbano. Isso gerou uma grande elevação das taxas de urbanização de Goiás:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>25 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Com o crescimento das atividades de pecuária e agricultura no Sul, Sudoeste e Leste, a cons-</p><p>tituição de Goiânia provocou novo eixo de deslocamento geográfico rumo ao centro do estado. A</p><p>nova capital incentivou o fluxo migratório para Goiás, criando oportunidades comerciais, industriais</p><p>e de serviços, com isso atraindo não só trabalhadores mas também empresários de outros estados.</p><p>A construção civil e sua cadeia de negócios, a indústria de alimentação e vestuário, a in-</p><p>dústria gráfica, a imprensa, o comércio de atacado, os serviços de transporte, os serviços mé-</p><p>dicos, de engenharia e educacionais, os cursos superiores, os serviços bancários, a geração</p><p>de energia hidráulica, enfim toda a gama de oportunidades que uma nova capital, bem situada</p><p>geograficamente, com terras de cultura, clima e topografia favorável, poderia oferecer. Inicia-</p><p>va-se assim um novo ciclo de progresso da sociedade e da economia goiana. Para confirmar o</p><p>fato, em 1942, Goiânia tinha o dobro da população da Cidade de Goiás.</p><p>A economia goiana, no início dos anos 1950, ainda absorvia os efeitos benéficos da mu-</p><p>dança de sua capital, agora em um ritmo equilibrado, quando foi sacudida pela decisão do</p><p>governo federal de construir Brasília, tomada em 1955, com início em 1956. Esta, sem dúvida,</p><p>foi a decisão de maior impacto econômico e social que sofreu o estado ao longo do século XX.</p><p>A nova capital exigiria um notável investimento em construções de prédios públicos, comerciais</p><p>e residenciais, infraestrutura de transportes, comunicações, saneamento, aeroportos, segurança,</p><p>educação e saúde, dentre outras, além, é óbvio, de mão de obra básica, técnicos, profissionais de</p><p>nível superior, professores, motoristas etc. Abria-se assim para o Brasil e, em especial, para Goiás,</p><p>de imediato, uma oportunidade de mercado extraordinária para produtos elaborados, principalmen-</p><p>te das cadeias de construção civil, alimentos, bebidas, vestuário, calçados, móveis e outras, para</p><p>suprir a demanda das construções, da massa operária convocada para as obras e das famílias.</p><p>Foi a grande chance de expansão da indústria goiana. As rodovias federais iniciaram a in-</p><p>tegração com Brasília e, no fim dos quatro anos da construção, em 1960, o estado de Goiás es-</p><p>tava interligado a quase todas as capitais brasileiras. Iniciava-se um novo ciclo de crescimento</p><p>da economia goiana em razão do acréscimo de um novo e poderoso mercado consumidor.</p><p>Brasília atraiu brasileiros de todas as partes do país, e o crescimento de sua população e da</p><p>renda por habitante atesta o tamanho de seu mercado de consumo.</p><p>Os principais motivos que levaram a sociedade goiana a acreditar em seu processo de</p><p>industrialização foram:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>26 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>• o aumento contínuo da produção agropecuária por meio da incorporação de novas ter-</p><p>ras para exploração;</p><p>• a implantação da Estrada de Ferro Goiás abrindo a perspectiva de deslocamento da</p><p>fronteira agrícola para o oeste;</p><p>• o crescimento da rede rodoviária/transportes/logística;</p><p>• a garantia de fornecimento da energia hidroelétrica;</p><p>• a formação e formalização, por meio de representação em entidades, de uma classe</p><p>comercial e industrial ativa e reivindicadora de progresso;</p><p>• o incentivo fiscal, com base no Imposto de Vendas e Consignação (IVC), concedido pela</p><p>Lei n. 2.000, de 1958, para as indústrias pioneiras, com prazo de dez anos, a encerrar-se</p><p>em 1968;</p><p>• a mudança de atitude das autoridades políticas, em 1971, com relação à viabilidade da</p><p>industrialização/nova política industrial;</p><p>• os programas de assistência técnica e de crédito dirigidos ao Cerrado brasileiro, em es-</p><p>pecial ao Centro-Oeste, pela política federal;</p><p>• o ciclo moderno da mineração;</p><p>• o mercado consumidor; e</p><p>• a qualificação da mão de obra industrial.</p><p>O processo de industrialização é exigente em questões de qualificação de mão de obra e</p><p>vem se tornando mais exigente em razão da rápida transformação tecnológica nos processos</p><p>de produção, hoje controlados eletronicamente.</p><p>É consenso na sociedade brasileira atual, em todos os níveis sociais e decisórios, que a</p><p>educação é peça fundamental para uma economia sustentável e para o desenvolvimento do</p><p>indivíduo. Infelizmente, o Brasil, em termos de comparações internacionais de nível de educa-</p><p>ção/ensino, encontra-se em uma posição desconfortável.</p><p>É verdade que o país avançou, e muito, em termos quantitativos, mas está a dever em ter-</p><p>mos qualitativos. O processo de urbanização que se originou a partir da ampliação das fron-</p><p>teiras agrícolas em Goiás alterou além das relações de trabalho e os movimentos migratórios,</p><p>sobretudo a estrutura interna dos centros urbanos goianos. Ocorreu grandes ampliações e</p><p>investimentos na estrutura de transporte e comunicação, aumento de serviços bancários, co-</p><p>mércios e serviços destinados à produção agrícola e agroindustrial.</p><p>Além disso, em razão do grande fluxo de pessoas que passaram a residir em espaços</p><p>urbanos, foi necessário ampliar a oferta de equipamentos urbanos: saúde, educação, lazer e</p><p>moradias (acarretando numa grande movimentação imobiliária). Além da intensificação do</p><p>processo de urbanização (êxodo rural), ocorreu o crescimento das cidades pequenas e mé-</p><p>dias, bem como a densificação populacional da região metropolitana de Goiânia.</p><p>Os trabalhadores que antes eram considerados “rurais”, assumem a posição de trabalhadores</p><p>agrícolas: trabalham no campo, mas residem nas cidades, realizando o movimento de migração</p><p>pendular. O estado de Goiás precisou investir na qualificação profissional da população, ou seja,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>27 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>com a construção de instituições de qualificação técnica e de formação de nível superior (univer-</p><p>sidades federais e estaduais e os institutos federais). Sobretudo a partir da década de 1990, houve</p><p>a ampliação e interiorização destes serviços em Goiás, segundo o Instituto Mauro Borges (2016).</p><p>Veja nas imagens a seguir o desenvolvimento que Goiânia passou nos últimos anos.</p><p>Teatro Goiânia</p><p>Fonte: Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/10/fotos-exibem-o-antes-e-depois-do-desenvolvi-</p><p>mento-urbano-de-goiania.html. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>Avenida Anhaguera</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do</p><p>Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>28 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Fonte: Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/10/fotos-exibem-o-antes-e-depois-do-desenvolvi-</p><p>mento-urbano-de-goiania.html. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>Praça Cívica</p><p>Fonte: Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/10/fotos-exibem-o-antes-e-depois-do-desenvolvi-</p><p>mento-urbano-de-goiania.html. Acesso em: 10 out. 2021.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>29 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>RESUMO</p><p>• Lembre-se de que a história de Goiás começou quando o Anhanguera encontrou ouro às</p><p>margens do Rio Vermelho e fundou o Arraial de Sant’Anna no século XVIII.</p><p>• Durante o século XVIII, as bandeiras ocorriam de forma mais acentuada para a região do</p><p>interior do Brasil. Elas tinham como principais objetivos a procura de povos indígenas</p><p>para escravizar quanto à busca por metais preciosos.</p><p>• O Arraial de Sant’Anna, com a grande quantidade de ouro que foi extraída das minas, foi</p><p>elevado à categoria de Vila, e em meados de 1750 foi denominado de Vila Boa de Goiás.</p><p>• Até o ano de 1749, o território de Goiás pertencia à capitania de São Paulo, somente a</p><p>partir dessa data que surgiu a capitania de Goiás.</p><p>• A mineração em Goiás teve o seu auge em 1750, de 1751 a 1770 a extração e exploração</p><p>do ouro foi reduzindo significativamente, de 1770 adiante a mineração entrou em deca-</p><p>dência, o que provocou o abandono de muitos povoados goianos.</p><p>• Com a decadência da Mineração, a economia goiana no século XVIII e XIX passou a se</p><p>dedicar mais às atividades ligadas à pecuária e agricultura.</p><p>• No final do século XX e início do século XXI, Goiás desenvolveu a agricultura como prin-</p><p>cipal atividade econômica e com intenso uso de tecnologia.</p><p>• Getúlio Vargas, que havia instalado a Revolução de 30, nomeou o interventor Pedro Lu-</p><p>dovico Teixeira, que fazia oposição aos Caiado, ao poder do estado de Goiás.</p><p>• Pedro Ludovico executou a política de transferência da capital.</p><p>• A capital foi transferida por decreto no ano de 1937, colocando fim à Cidade de Goiás</p><p>como capital do estado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>30 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>QUESTÕES DE CONCURSO</p><p>001. (FUNCAB/SEMARH/2010) A descoberta do ouro, no Brasil, no século XVII, ativou a cobiça</p><p>das autoridades que identificavam a riqueza com a posse dos metais preciosos. Por ordem real, na</p><p>época, todos os braços disponíveis deveriam ser empregados na extração do ouro, o que explica:</p><p>a) os baixos impostos cobrados para a produção de produtos agrícolas.</p><p>b) os inúmeros tipos de jazidas que foram exploradas em consequência da abundância do ouro.</p><p>c) o grande número de entradas e bandeiras vindas de todo o país para Goiás.</p><p>d) a grande riqueza da cidade de Goiás ocasionada pela grande produção de ouro.</p><p>e) o pouco desenvolvimento da lavoura e da pecuária em Goiás.</p><p>002. (IBEG/SANEAGO/2013) “Vindas de São Paulo, as Bandeiras tinham como objetivo a cap-</p><p>tura de índios para o uso como mão de obra escrava na agricultura e minas. Outras expedições</p><p>saíam do Pará, nas chamadas descidas com vistas à catequese e ao aldeamento dos índios da</p><p>região. Ambas passavam pelo território, mas não criavam vilas permanentes, nem mantinham</p><p>uma população em número estável na região. A ocupação, propriamente dita, só se tornou</p><p>mais efetiva com a descoberta de ouro nessas regiões. Na época, havia sido achado ouro em</p><p>Minas Gerais, próximo a atual cidade de Ouro Preto (1698), e em Mato Grosso, próximo a Cuia-</p><p>bá (1718). Como havia uma crença, vinda do período renascentista, que o ouro era mais abun-</p><p>dante quanto mais próximo ao Equador e no sentido leste-oeste, a busca de ouro no ‘território</p><p>dos Goyazes’, passou a ser foco de expedições pela região.”</p><p>(Disponível em: http://www.goias.gov.br/paginas/conheca-goias/ historia/colonia. Acesso em: 14 dez. 2013)</p><p>O trecho acima se refere ao período colonial goiano. Esta fase da história de Goiás é marcada</p><p>a) Pela ausência de contato entre os portugueses e os indígenas.</p><p>b) Pelo hibridismo cultural, decorrente da ausência de interação entre as culturas africanas,</p><p>europeias e indígenas.</p><p>c) Pela utilização generalizada do trabalho assalariado dos indígenas e dos africanos.</p><p>d) Pela ação dos bandeirantes que chegaram à região no período citado no texto.</p><p>e) Pela homogeneização étnica das populações que habitavam a área, assim como das que</p><p>migraram para a região.</p><p>003. (SEPLAN/SEAP/2016) As bandeiras constituem expedições importantes no contexto do</p><p>povoamento do nosso estado. Conforme Souza e Carneiro, 1996, “O interesse pelo metal [ouro]</p><p>aparece nas últimas décadas do século XVII, mas, em meados do século XVI, há registros de</p><p>bandeiras de apresamento de índios em Goiás”.</p><p>�Assinale a alternativa que corresponde respectivamente ao nome do tipo de bandeira que visa en-</p><p>contrar ouro e a bandeira responsável por encontrá-lo na Serra dos Pirineus em Vila Boa de Goiás:</p><p>a) Bandeira de apresamento, Expedição do Anhanguera.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>31 de 76www.grancursosonline.com.br</p><p>Aspectos Socioeconômicos da História de Goiás</p><p>HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GOIÁS</p><p>Cleber Monteiro</p><p>b) Bandeira de Prospecção, Bandeira de apresamento.</p><p>c) Bandeira de Apresamento, Bandeira Sertanismo de Contrato.</p><p>d) Bandeira Sertanismo de Contrato, Expedição do Anhanguera.</p><p>e) Bandeira de Prospecção, Expedição do Anhanguera.</p><p>004. (CS-UFG/AL-GO/2015) Muitos núcleos urbanos goianos têm origem relacionada à ga-</p><p>rimpagem do ouro. Ao longo do século XVIII, surgiram, por exemplo, o “Arraial de Sant’Anna” e</p><p>“Meia Ponte”. Atualmente, esses são os municípios de</p><p>a) Corumbá e Crixás</p><p>b) Niquelândia e Catalão</p><p>c) Goiás e Pirenópolis.</p><p>d) Pilar de Goiás e Itapaci.</p><p>005. (FUNDAÇÃO/SOUSÂNDRADE/AGEHAB/2010) O século XVII representou a etapa de in-</p><p>vestigação das possibilidades econômicas das regiões goianas, durante a qual o seu território</p><p>tornou-se conhecido. No século seguinte, em função da expansão da marcha do ouro, ele foi de-</p><p>vassado em todos os sentidos, estabelecendo-se a sua efetiva ocupação através da mineração.</p><p>Nesse sentido, pode-se afirmar que a economia goiana no final do século XVIII se caracteriza:</p><p>a) Pelo aumento da arrecadação fiscal e da imigração para a região.</p><p>b) Como um período de desenvolvimento através do processo de industrialização urbana.</p><p>c) Pelo declínio da mineração e empobrecimento da capitania que se volta para as atividades</p><p>agropecuárias.</p><p>d) Como o período áureo, grande circulação de riqueza, intenso povoamento, apogeu da mineração.</p><p>e) Pelo crescimento comercial e desenvolvimento urbano.</p><p>006. (UEG/PC-GO/2013) Os 120 alforriados e mulatos registrados</p>

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