Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Unidade 1</p><p>Sistema �nanceiro, exercício pro�ssional e análise do per�l do investidor</p><p>Aula 1</p><p>Sistema Financeiro Nacional</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Objetivos da Unidade</p><p>Ao longo desta Unidade, você irá:</p><p>de�nir o funcionamento e a estrutura do Sistema Financeiro Nacional;</p><p>descrever as características dos órgãos normativos: Conselho Monetário Nacional (CMN),</p><p>Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e Conselho Nacional de Previdência</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Complementar (CNPC);</p><p>analisar a importância da autorregulação da ANBIMA, das boas práticas para distribuir</p><p>produtos de investimentos, e explicar a necessidade das certi�cações para o exercício</p><p>pro�ssional no mercado �nanceiro;</p><p>explicar a Instrução CVM 539, sobre a possibilidade de venda de um produto não adequado</p><p>ao per�l do investidor.</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Você já notou que, hoje em dia, é muito difícil encontrar alguma pessoa no Brasil que não tenha</p><p>uma conta em um banco? Essas instituições �nanceiras fazem parte do cotidiano das pessoas</p><p>desde o século XV (quando o primeiro banco foi fundado na Europa), oferecendo, agora,</p><p>comodidades como o Bankline, caixas eletrônicos e atendimento personalizado aos clientes.</p><p>No entanto, como será que se dá a estruturação do Sistema Financeiro no Brasil?</p><p>Que tipo de atribuições diárias os pro�ssionais nesse mercado executam?</p><p>Certi�cações especí�cas na área trazem diferenciais competitivos para pro�ssionais</p><p>interessados em entrar ou crescer dentro de um banco?</p><p>Conhecer cada tipo de cliente e se adequar a ele é fundamental nesse segmento?</p><p>Essas e outras perguntas serão respondidas, ao longo da Unidade 1. Para nos ajudar a entender</p><p>esses conceitos, na aula 1, vamos acompanhar a história de Nicolas, um jovem, recém-formado</p><p>que começou a trabalhar em uma grande indústria. Nicolas se casou recentemente com Ana e,</p><p>após morarem durante um período de aluguel, o casal decidiu que está na hora de adquirir seu</p><p>primeiro imóvel próprio. Por isso, procuraram o banco XPTO para saber mais sobre</p><p>�nanciamento imobiliário e questionaram o gerente da instituição sobre alguns pontos.</p><p>Já na aula 2, vamos conhecer a história de João, gerente de um banco de varejo, e seu</p><p>subordinado, Pedro, que tentará ganhar uma promoção, sendo o funcionário que mais captou</p><p>recursos de clientes para a previdência privada.</p><p>Por �m, na aula 3, acompanharemos Júlia, gerente de um grande banco brasileiro, que precisará</p><p>auxiliar os clientes a aplicarem seus recursos �nanceiros de acordo com o per�l de investidor</p><p>deles.</p><p>Pronto para adentrar nesse mundo das instituições �nanceiras? Então, arregace as mangas e</p><p>estude com a�nco os conceitos da unidade 1, pois, ao �nal dela, você estará habilitado em</p><p>regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, identi�cando, eticamente, os per�s dos</p><p>investidores e os produtos �nanceiros que melhor satisfazem a necessidade de cada um deles.</p><p>Bons estudos!</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar a estrutura do Sistema Financeiro Nacional, que envolve as normas</p><p>estabelecidas pelo Banco Central do Brasil (entidade supervisora), e as normas baixadas pelo</p><p>Conselho Monetário Nacional (órgão regulador).</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>de�nir a composição do órgão supervisor;</p><p>explicar os intermediadores �nanceiros;</p><p>descrever o sistema de pagamentos para transferência de recursos e o serviço de custódia;</p><p>analisar as agências classi�cadoras de risco de crédito, que são as empresas que avaliam</p><p>determinados produtos �nanceiros ou seus emissores.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante. Em algum momento da sua vida, você já recebeu o telefonema de um parente ou</p><p>amigo pedindo dinheiro emprestado a você?</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Se já, você enfrentou uma situação difícil, pois não tinha garantias que receberia o dinheiro no</p><p>prazo combinado ou se, efetivamente, veria aqueles valores novamente. Pois imagine esse</p><p>mesmo cenário, em um ambiente ainda mais complexo: em que as pessoas que emprestam e</p><p>tomam dinheiro emprestado nem sequer se conhecem...</p><p>Esse é o ambiente em que funcionam as instituições �nanceiras, e se os bancos trabalhassem</p><p>sem um conjunto de órgãos que regulamenta, �scaliza e executa as operações de crédito,</p><p>viveríamos em um caos �nanceiro total (ABREU, 2019). Por isso a importância do Sistema</p><p>Financeiro Nacional.</p><p>Assim, para assimilarmos os conteúdos dessa aula, voltaremos à história de Nicolas, um jovem</p><p>casado com Ana, recém-formado, que começou a trabalhar em uma grande indústria. Após</p><p>morarem durante um período de aluguel, o casal decidiu que está na hora de adquirir seu</p><p>primeiro imóvel próprio. Assim, eles procuraram o gerente do banco XPTO para mais</p><p>informações sobre �nanciamento imobiliário. Na conversa, o gerente explicou que a linha de</p><p>crédito para o �nanciamento imobiliário possui uma das menores taxas de juros (comparada a</p><p>outros tipos de empréstimo).</p><p>Ao parar para pensar nas informações passadas pelo gerente, surgem algumas dúvidas com</p><p>relação ao Sistema Financeiro Nacional:</p><p>o dinheiro que o banco está oferecendo a ele (em forma de empréstimo) é do próprio</p><p>banco?</p><p>a forma que o banco encaminhará esse processo do crédito imobiliário precisa seguir</p><p>alguma regra?</p><p>se sim, quem irá controlar tudo isso?</p><p>Para encontrar respostas para esses questionamentos, você precisará entender o funcionamento</p><p>e a estrutura do Sistema Financeiro Nacional. Pronto para essa jornada? Ah, e não se esqueça</p><p>que a realização da leitura prévia do material sempre garantirá um melhor desempenho nas</p><p>aulas.</p><p>Principais funções do Sistema Financeiro</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Olá, estudante. Você sabe a importância de compreender o Sistema Financeiro? Não? Pois é isso</p><p>que faremos agora. Vamos lá?</p><p>Primeiramente, precisamos conhecer o seu funcionamento e, para isso, é necessário entender</p><p>suas principais funções que são:</p><p>I prestar serviços de gerenciamento de recursos e</p><p>II fazer a intermediação �nanceira.</p><p>Com relação à prestação de serviços de gerenciamento de recursos, podemos destacar: a</p><p>existência de um sistema de pagamentos para transferência de recursos; o serviço de custódia</p><p>(guarda); a disponibilização de meios de pagamentos, como cheques e cartões de crédito, e a</p><p>disponibilização de seguros para as mais diferentes �nalidades.</p><p>Você já parou para pensar como a vida das pessoas seria mais difícil sem esses serviços?</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Para exempli�car um sistema de pagamentos para transferência de recursos, imagine a</p><p>comodidade de poder pagar o boleto do celular, sem precisar se locomover até a companhia de</p><p>telefonia. Já sobre o serviço de custódia, pense na segurança de deixar seu dinheiro guardado</p><p>em um banco, em vez de deixá-lo debaixo do colchão, como nossos avós/ bisavós faziam. Com</p><p>relação à disponibilização de meios de pagamentos (como cheques e cartões de crédito),</p><p>lembre-se que, em vez de dinheiro em espécie, você terá mais segurança em usar cheque e</p><p>cartão, o que também traz maior facilidade para pagar suas compras, ao permitir o parcelamento</p><p>delas.</p><p>Por �m, sobre a disponibilização de seguros, o mercado oferece uma gama de produtos (seguro</p><p>vida, de carro, residencial e viagem), que minimizam alguns riscos do dia a dia de uma pessoa.</p><p>______</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Já com relação à intermediação �nanceira, podemos dizer que é no SF que ocorre o encontro</p><p>entre os agentes econômicos superavitários (aqueles que possuem dinheiro disponível) e os</p><p>agentes de�citários (aqueles que precisam de dinheiro).</p><p>Nesse processo, aparecem os custos de transação que são aqueles que envolvem, entre outras</p><p>coisas, os gastos relacionados ao planejamento, redação e monitoramento daquilo que foi</p><p>pactuado em contrato.</p><p>Como funciona o sistema �nanceiro. Fonte: Dicanti ([s.d.], [s.p.]).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>A intermediação �nanceira é a reunião de instituições e instrumentos �nanceiros possibilitando a</p><p>transferência de recursos dos agentes superavitários (ofertantes) para os de�citários</p><p>(tomadores), criando condições para que os títulos e valores mobiliários</p><p>decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) no que</p><p>se refere a estipulação da taxa básica de juros da economia.</p><p>Situação-problema</p><p>Você sabe o que é PIB? E Taxa DI? Mais do que isso: você sabe como isso afeta as nossas vidas</p><p>e os investimentos �nanceiros dos brasileiros? Para entender o signi�cado dessas e de outras</p><p>siglas e saber como elas afetam o nosso dia a dia, veremos, na primeira aula da Unidade 2,</p><p>alguns dos principais conceitos de economia.</p><p>Para desenvolvermos os temas desta aula, acompanharemos a história de Denis. Ele é um</p><p>cliente de alta renda de um grande banco. Formado em biologia, não tem familiaridade com</p><p>conceitos econômicos e, como muitos brasileiros, ele se confunde quando precisa analisar</p><p>informações econômicas, que sempre são passadas com um monte de siglas. Sua gerente,</p><p>Jandira, envia um e-mail convidando-o para um evento sobre cenário econômico que irá</p><p>acontecer na agência da qual é proprietária e Denis, prontamente, aceita o convite, pois essa será</p><p>uma ótima oportunidade para entender mais sobre o mundo econômico. A palestra é feita por</p><p>Mário, economista-chefe do banco, e Denis �ca muito atento a tudo que ele fala, anotando todas</p><p>as suas dúvidas.</p><p>Em suas anotações, Denis escreve que Mário informou que há uma expectativa, para o próximo</p><p>trimestre, de crescimento do PIB do Brasil, bem como de políticas governamentais que serão</p><p>feitas para controlar a in�ação. Municiado com essas previsões, Denis liga para Jandira, pois</p><p>pretende fazer investimentos de grande montante, mas, antes, quer tirar algumas dúvidas com</p><p>ela:</p><p>de que forma a expectativa de ampliação do PIB brasileiro no próximo trimestre pode</p><p>impactar as remunerações na Bolsa de Valores?</p><p>se a in�ação continuar subindo e o governo alterar a taxa de juros básica da economia para</p><p>controlar essa subida de preços, como isso pode impactar a taxa de juros das principais</p><p>aplicações �nanceiras?</p><p>Para chegar a essas respostas, continue lendo esse material sobre princípios econômicos e bom</p><p>aprendizado.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Conceito de economia e agentes econômicos</p><p>Antes de entender toda essa sopa de letras (IPCA, Selic, PIB, ...) que vai aparecer nesta aula, é</p><p>necessário entender o que vem a ser economia:</p><p>Economia é uma ciência social que estuda como o indivíduo e as sociedades</p><p>decidem (escolhem) empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e</p><p>serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a �m</p><p>de satisfazer as necessidades humanas da melhor maneira possível.</p><p>(VASCONCELLOS, 2011, p. 2)</p><p>Toda vez que vamos estudar a economia nos deparamos com quatro agentes econômicos (ou</p><p>seja, participantes dessa sociedade) que são:</p><p>família: agente econômico básico da sociedade, formado pelas pessoas físicas,</p><p>proprietário de todos os fatores de produção.</p><p>empresa: agente de produção básico, formado pelas pessoas jurídicas, que compra os</p><p>fatores de produção das famílias.</p><p>governo: regulamenta a atividade econômica.</p><p>resto do mundo: formado pelas outras nações do mundo.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Se imaginarmos uma economia muito simples (sem Governo e sem outros países), como se</p><p>daria a relação entre as famílias e as empresas?</p><p>As famílias cedem os fatores de produção que têm posse (ou seja, trabalho, capital</p><p>[equipamentos e máquinas] e terra [local onde será feita a produção]) para as empresas. As</p><p>empresas usam o trabalho, capital e terra das famílias para a produção de bens e serviços e, em</p><p>troca, pagam uma remuneração para as famílias (em forma de salário, lucro, juros e aluguel).</p><p>Com o recebimento dessa remuneração (dinheiro), as pessoas (famílias) compram os bens e</p><p>serviços produzidos nas empresas.</p><p>Tudo isso é resumido na �gura, por meio do �uxo circular da economia, que é a transferência de</p><p>recursos produtivos e monetários entre os agentes econômicos Família e Empresa.</p><p>Fluxo circular da economia. Fonte: Ferreira (2015 ).</p><p>Da �gura, podemos perceber que o total de remuneração (salário + juros + lucro + aluguel) é igual</p><p>ao total de bens e mercadorias que foram produzidos no país, ou seja, a Renda do país (soma</p><p>das remunerações) é igual ao Produto (soma de bens e serviços �nais produzidos). Esse Produto</p><p>é aquele que aparece, por exemplo, no indicador do PIB.</p><p>Pela ótica da despesa, o PIB pode ser calculado pela seguinte fórmula:</p><p>Y = C + I + G + (X - M)</p><p>onde:</p><p>Y é o Produto Interno Bruto, ou seja, o próprio PIB;</p><p>C é o consumo (demanda) das famílias;</p><p>I é o investimento (demanda das empresas);</p><p>G é a despesa do governo (demanda do governo);</p><p>X são as exportações (demanda dos outros países, ou seja, do resto do mundo), e</p><p>M as importações.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Outra maneira de se calcular o PIB é pela ótica da renda, em que o PIB é composto pela soma da</p><p>remuneração paga aos fatores de produção ligados no processo de gerar o produto de uma</p><p>economia como: aluguéis, juros, salários e lucros recebidos por indivíduos e empresas durante</p><p>um período.</p><p>Conforme mostra a �gura “Taxas médias reais de crescimento do PIB brasileiro, por década”,</p><p>temos a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro dos últimos 120 anos.</p><p>Taxas médias reais de crescimento do PIB brasileiro, por década. Fonte: Gerbelli (2019).</p><p>Vale destacar que, no cálculo do PIB, é considerada apenas a soma dos bens e serviços �nais,</p><p>não incluindo na conta todos os bens e serviços de consumo intermediário (insumos). O objetivo</p><p>é evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção</p><p>aparecem contados duas vezes na soma do PIB.</p><p>Para exempli�car isso, vamos pensar na produção do pão? Para fazer o pão, precisa-se da</p><p>farinha e do trigo. Imagine que o fazendeiro produz o trigo e o vende a R$ 0,10 para o moinho. O</p><p>moinho fabrica a farinha de trigo e a vende por R$ 0,30 para a padaria (bens intermediários) e a</p><p>padaria faz o pão e o vende por R$ 0,50 para o consumidor (bem �nal).</p><p>No cálculo do PIB, vai ser somado apenas o valor do pão (R$ 0,50), pois se somássemos no PIB,</p><p>o valor do pão e da farinha de trigo (R$ 0,50 + R$ 0,30), estaríamos contabilizando duas vezes o</p><p>valor da farinha de trigo (o valor da própria farinha e o valor dela que foi repassado no preço do</p><p>pão, por ser um insumo de produção do mesmo).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Bens intermediários são aqueles que entram na produção de outros bens (não estão disponíveis</p><p>para o consumidor �nal), e os bens �nais são aqueles resultantes do processamento dos bens</p><p>intermediários (que estão disponíveis ao consumidor �nal).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>A evolução do PIB (crescimento econômico ou recessão) precisa ser analisada por um</p><p>pro�ssional do mercado �nanceiro porque ela vai impactar a possibilidade de ampliação/redução</p><p>da taxa de lucro das empresas, o que, por sua vez, pode trazer re�exos no mercado de ações.</p><p>Além disso, dependendo dos objetivos do governo para estimular ou desestimular a produção</p><p>(PIB) do país, isso vai alterar a taxa de juros do país, afetando, diretamente, os diversos tipos de</p><p>produtos �nanceiros.</p><p>O índice de preços IPCA</p><p>Além dos indicadores produtivos, é fundamental que um consultor �nanceiro também entenda a</p><p>evolução dos preços dos bens e serviços.</p><p>Imagine que você ganhe R$ 100.000,00 de herança e guarde esse dinheiro debaixo do colchão e,</p><p>com a correria do dia a dia, você se lembra desse dinheiro, apenas 20 anos depois. Ao retirá-lo</p><p>debaixo do colchão, você descobre que esses R$ 100.000,00 já não estão valendo mais nada, já</p><p>que os preços subiram muito nesse período. Isso exempli�ca o poder corrosivo da in�ação, que</p><p>tira poder de compra dos detentores dos recursos �nanceiros.</p><p>O índice de preços IPCA é considerado o termômetro o�cial da in�ação do Brasil. Ele é um</p><p>número que indica a variação de preço de um conjunto de produtos e serviços, que inclui 9</p><p>categorias (grupos) básicas: alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação,</p><p>despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário,</p><p>cada uma com um peso diferente no cálculo.</p><p>O Instituto Brasileiro de Geogra�a e Estatística (IBGE) é o órgão responsável</p><p>por medir o IPCA,</p><p>contemplando os gastos de famílias cujo rendimento mensal seja de 1 a 40 salários mínimos e</p><p>residam em áreas urbanas.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Quando é falado na meta de in�ação (determinada pelo Conselho Monetário Nacional - CMN), é</p><p>exatamente o IPCA o indicador de in�ação utilizado para determinar o bom resultado ou não da</p><p>política monetária do Banco Central do Brasil (BACEN).</p><p>______</p><p>Como há 9 categorias levadas em conta no cálculo do IPCA, na aferição dos números, algumas</p><p>podem ter seu preço aumentado, enquanto outras podem ter tem o seu preço reduzido, sendo</p><p>que, no �nal das contas, a média ponderada dessas categorias vai resultar em um número que</p><p>mostra uma variação positiva ou negativa do IPCA: se for positiva, dizemos que houve in�ação,</p><p>mas se for negativa, é dito que houve de�ação.</p><p>Cabe destacar que, desde 1999, o governo brasileiro adota o regime de metas para controlar a</p><p>in�ação, prevendo ainda uma margem de tolerância para cima ou para baixo, sendo que nos</p><p>últimos anos, o CMN tem de�nido um intervalo de 1,5% nessa margem. Como exemplo, a meta</p><p>anual de in�ação de 2019 foi de 4,25%, para 2020, 4,00% e para 2021, 3,75% (CASTRO, 2019).</p><p>Regime de metas para in�ação. Fonte: Bacen ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Outro índice de in�ação bastante conhecido é o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas</p><p>(FGV), sendo uma média ponderada de outros três índices:</p><p>o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA, com peso de 60%).</p><p>o Índice de Preços ao Consumidor (IPC, com peso de 30%).</p><p>o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC, com peso de 10%).</p><p>Esse indicador é utilizado, por exemplo, como indexador dos contratos de aluguel de imóveis.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Na década de 1980 e início dos anos 1990, o Brasil enfrentou um longo período de hiperin�ação,</p><p>ou seja, havia períodos em que o aumento mensal dos preços dos bens e serviços era maior do</p><p>que 80% (ou seja, os preços quase dobravam em um período de um mês). Será que essa</p><p>hiperin�ação afetava o mercado bancário? Quem precisava tomar dinheiro emprestado nessa</p><p>época, tinha facilidade em fazê-lo para o longo prazo? De que forma isso poderia afetar os</p><p>investimentos produtivos das empresas?</p><p>Re�ita sobre o assunto.</p><p>Taxas de juros</p><p>A in�ação é uma variável econômica que traz impactos sobre a taxa de juros da economia, pois,</p><p>quando quer diminuir a in�ação, o governo altera para cima a taxa de juros do país (e vice-versa).</p><p>Entre as taxas de juros mais conhecidas do Brasil, temos a Taxa Selic (Sistema Especial de</p><p>Liquidação e Custódia) (ou Taxa Selic Over) e a Taxa DI. Vamos a elas?</p><p>A taxa Selic é também conhecida como taxa básica de juros da economia brasileira (serve de</p><p>referência para a economia brasileira), sendo usada nos empréstimos feitos entre os bancos e</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>também nas aplicações feitas por essas instituições bancárias em títulos públicos federais</p><p>(BANCO..., [2019b]).</p><p>A Selic é de�nida a cada 45 dias pelo Copom e serve de referência para os bancos estipularem</p><p>tanto os juros que pagam em algumas aplicações �nanceiras feitas pelos clientes, como os juros</p><p>que são cobrados em empréstimos e �nanciamentos (ou seja, os bancos tomam dinheiro</p><p>emprestado pela Taxa Selic, mas, ao emprestarem aos seus clientes, a taxa de juros cobrada</p><p>deles é bem maior, pois não embutem lucro, custos operacionais e o risco de inadimplência)</p><p>(BANCO..., [2019b]).</p><p>Dessa forma, a taxa Selic afeta muito a sua vida, pois se a taxa Selic estiver alta, maior será o</p><p>custo, caso você queira fazer um empréstimo. Assim, se você �zer uma compra parcelada, o</p><p>valor total do bem �nanciado �cará mais caro.</p><p>Agora, nesse cenário de juros mais altos, se você pretende aplicar o seu dinheiro, você terá uma</p><p>maior remuneração, recebendo uma taxa de juros maior. As �guras “O que o Copom considera</p><p>em suas decisões” e “Entenda como funciona a reunião do Copom” ilustram como são tomadas</p><p>as decisões do Copom no que se refere à estipulação da taxa Selic.</p><p>O que o Copom considera em suas decisões. Fonte: Banco Central do Brasil ([2019a], [s.p.]).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Entenda como funciona a reunião do Copom. Fonte: Banco Central do Brasil ([2019a], [s.p.]).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>A taxa Selic é um mecanismo de controle de in�ação: quando os preços estão subindo de uma</p><p>forma mais rápida, o Copom tende a aumentar a taxa Selic para conter esse avanço dos preços.</p><p>Esse movimento di�culta a obtenção de crédito, diminuindo o consumo e, consequentemente,</p><p>reduzindo a alta dos preços, o que resulta na queda da in�ação, depois de algum tempo.</p><p>Já quando a in�ação está controlada, o Copom tende a reduzir a taxa Selic, facilitando o crédito,</p><p>e, consequentemente, aumentando o consumo (e o PIB). Nesse cenário, as empresas passam a</p><p>investir mais na produção (o que também aumenta o PIB), já que �cou menos atrativo manter</p><p>dinheiro aplicado no banco.</p><p>Cabe destacar, também, que o Copom, além de de�nir a meta da taxa Selic, tem o objetivo de</p><p>analisar o relatório de in�ação e implementar a política monetária adequada para o país naquele</p><p>momento. Também é válido deixar registrado que a meta para a taxa Selic (de�nida pelo Copom,</p><p>com base na meta de in�ação) é diferente da Taxa Selic Over (que é uma média calculada com</p><p>base em operações de mercado, ou seja, é uma média ponderada de todas as operações feitas</p><p>no Sistema Selic, lastreadas em títulos públicos federais com prazo de 1 dia).</p><p>Por �m, também vale informar que entre as reuniões que acontecem para a estipulação da Taxa</p><p>Selic (são 8 reuniões por ano), se a taxa tiver um viés de alta ou de baixa, o presidente do BACEN</p><p>(Banco Central do Brasil) poderá alterar a meta da taxa Selic (no mesmo sentido desse viés) sem</p><p>a convocação de uma reunião extraordinária para fazer isso.</p><p>______</p><p>Como já adiantamos, outra taxa de juros muito utilizada no mercado é a taxa DI (também escrita</p><p>como CDI – Certi�cado de Depósito Interbancário), calculada pela Central de Custódia e</p><p>Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP), que re�ete a média das taxas de juros</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>cobradas entre as instituições do mercado interbancário nas operações de emissão de Depósitos</p><p>Inter�nanceiros (DI) pre�xados, com prazo de um dia útil, registrados na CETIP.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Todos os dias as pessoas depositam e sacam dinheiro nos bancos. Dessa forma, no �m do</p><p>expediente, os bancos podem �car com dinheiro “sobrando” ou “faltando” no caixa. Quando</p><p>“falta” dinheiro, os bancos costumam pegar dinheiro emprestado, por um dia, de outros bancos,</p><p>emitindo um Certi�cado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa Selic.</p><p>Dessa forma, o CDI é utilizado como benchmark (referência) para a remuneração dos</p><p>investimentos dos clientes bancários, tanto que existem aplicações �nanceiras (como o CDB)</p><p>que trazem as suas remunerações como um percentual do CDI (remuneração é de 80% do CDI,</p><p>ou 120% do CDI, por exemplo).</p><p>______</p><p>Taxa de câmbio</p><p>Por �m, em relação ao setor externo da economia, um indicador essencial é a taxa de câmbio, ou</p><p>seja, uma taxa que compara o preço de uma moeda com a de outra moeda, re�etindo o custo de</p><p>uma moeda em relação à outra.</p><p>No Brasil, a taxa de câmbio mais utilizada é a BRL/USD, ou seja, a taxa de câmbio entre o dólar</p><p>norte-americano e o real brasileiro, mostrando quantos reais são necessários para comprar um</p><p>dólar.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Se BRL/USD = 4, isso signi�ca que são necessários R$ 4,00 (quatro reais) para a aquisição de</p><p>US$ 1,00 (um dólar).</p><p>Caso essa taxa de câmbio suba para BRL/USD = 4,05, signi�ca que a moeda nacional (real) se</p><p>desvalorizou frente ao dólar, pois necessita-se de uma quantidade maior de reais (R$ 4,05) para a</p><p>compra da mesma quantidade de dólares (US$ 1,00).</p><p>De outro modo, se essa taxa de câmbio diminuir para BRL/USD = 3,97, signi�ca que a moeda</p><p>nacional (real) se valorizou frente ao dólar, pois necessita-se de uma quantidade menor de reais</p><p>(R$ 3,97) para a compra da mesma quantidade de dólares (US$ 1,00).</p><p>______</p><p>Existe a taxa de câmbio spot e a taxa PTAX.</p><p>A primeira é a taxa em que</p><p>os participantes do mercado de câmbio estão dispostos a comprar e</p><p>vender a moeda estrangeira em determinado momento da sessão de negociação (compra e</p><p>venda imediata) (ANBIMA, 2019).</p><p>Já a segunda, é uma média das cotações do dólar no mercado, calculada pelo Banco Central do</p><p>Brasil por uma metodologia própria (sendo utilizada como referência em diversos contratos do</p><p>mercado �nanceiro, como o de derivativos) (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Atenção</p><p>O dólar à vista é utilizado pelas empresas que estão fechando contratos no mercado �nanceiro.</p><p>Já a taxa PTAX é um indicador divulgado diariamente pelo Banco Central, servindo como</p><p>referência para o ajuste de diversos contratos cambiais.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Por meio do relatório Focus divulgado pelo Banco Central, podemos conferir as previsões do</p><p>mercado do IPCA, PIB, taxa de câmbio e da Selic da economia Brasileira.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para quem pensa em se preparar para a prova da CPA – 10 (Certi�cação Pro�ssional ANBIMA –</p><p>10), esses assuntos econômicos podem ser estudados com mais detalhes na própria apostila da</p><p>ANBIMA (início da Apostila 3), que �ca disponível no site deles, gratuitamente, na área de</p><p>Certi�cação e Cursos. Bons estudos!</p><p>Conclusão</p><p>Depois de ter participado de um evento sobre conjuntura econômica, Denis ligou para a gerente</p><p>da sua conta, Jandira, pois, antes de fazer um investimento de grande montante, ele quer tirar</p><p>algumas dúvidas com ela: de que forma a expectativa de ampliação do PIB brasileiro no próximo</p><p>trimestre pode impactar as remunerações na Bolsa de Valores?</p><p>Se a in�ação continuar subindo e o governo alterar a taxa de juros básica da economia para</p><p>controlar essa subida de preços, como isso pode impactar a taxa de juros das principais</p><p>aplicações �nanceiras?</p><p>Jandira precisa explicar para Denis que o PIB é uma variável econômica que mensura a riqueza</p><p>de um país (produção e renda). Dessa forma, com a expectativa de ampliação do PIB brasileiro, a</p><p>atividade econômica �ca mais aquecida, a renda das famílias aumenta e as empresas tendem a</p><p>https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/conceitos-basicos-economia-financas?_ga=2.189746413.710809315.1635985282-728319661.1635558507</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>lucrar mais, o que re�etiria na possibilidade de uma valorização das ações transacionadas na</p><p>Bolsa de Valores.</p><p>No entanto, ela precisa destacar que isso não é uma situação 100% garantida, pois algumas</p><p>empresas, mesmo com o crescimento do PIB, podem estar passando por problemas �nanceiros</p><p>atuais, que trariam uma diminuição no valor de suas ações (o mercado acionário é muito volátil e</p><p>depende de diversos outros fatores).</p><p>Com relação a uma possível política econômica de controle da in�ação, a expectativa é que a</p><p>taxa básica de juros do país (taxa Selic) seja elevada, o que, consequentemente, alteraria para</p><p>cima tanto os juros que os bancos cobram ao emprestar dinheiro para algum cliente, como os</p><p>juros que os bancos pagam aos clientes que fazem aplicações �nanceiras (a taxa Selic serve de</p><p>referência para os bancos estipularam as suas taxas de juros).</p><p>Dessa forma, se o governo realmente elevar a taxa Selic em um futuro próximo, qualquer</p><p>aplicação �nanceira que Denis �zer que o remunere por uma taxa de juros pós �xados (ou seja,</p><p>que acompanha as alterações de taxa de juros do mercado), fará com que ele tenha boas</p><p>chances de ter aplicado seus recursos �nanceiros em um produto com remuneração atrativa.</p><p>Nesta aula, vimos importantes conceitos básicos para melhor entendimento do mundo</p><p>econômico. Continuamos na próxima aula.</p><p>Aula 2</p><p>Conceitos básicos de �nanças</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos aprender a calcular as taxas de juros: simples, compostos, nominais e reais.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>descrever a análise da rentabilidade de investimentos �nanceiros;</p><p>distinguir os riscos associados a qualquer operação �nanceira e analisar as diferentes</p><p>alternativas de investimento com que os pro�ssionais da área se deparam todos os dias;</p><p>calcular a taxa de juros real de duas maneiras: pela fórmula e pela mensuração</p><p>aproximada;</p><p>demonstrar uma avaliação realista do valor de um ativo ou de uma carteira de ativos, em</p><p>contraposição a outros métodos, como a chamada “marcação na curva”.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante.</p><p>Quando Albert Einstein disse que “os juros compostos são a força mais poderosa do universo e a</p><p>maior invenção da humanidade, porque permitem uma con�ável e sistemática acumulação de</p><p>riqueza” (OLIVEIRA, 2018), ele estava certo.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Se você souber usá-lo ao seu favor, isso será um excelente aliado para você gerar riqueza no</p><p>longo prazo, pois são juros sobre o valor do capital principal e também sobre os juros já</p><p>acumulados.</p><p>Além dos juros compostos, vamos abordar, na Aula 2, juros simples, juros nominais, juros reais e</p><p>diversos outros conceitos básicos de �nanças que são muito utilizados por pro�ssionais que</p><p>trabalham em instituições �nanceiras.</p><p>Para nos ajudar a entender esses conceitos, vamos analisar o caso de Renato. Inesperadamente,</p><p>ele recebeu uma herança de R$ 50.000,00 e quer aplicar esse dinheiro pelo período de 18 meses</p><p>(pois quer dar entrada em um apartamento, ao �nal desse prazo). Por esse motivo, ele foi até o</p><p>banco em que tem conta e conversou com a gerente Marina que, ao analisar o per�l de investidor</p><p>de Renato, constatou que ele tinha um per�l conservador.</p><p>Com essa informação em mãos, Marina ofereceu alguns produtos �nanceiros de baixo risco para</p><p>Renato e ele, então, decidiu aplicar os R$ 50.000,00 em um investimento que renderia 6% a.a. (ao</p><p>ano). Sem ter muita habilidade com matemática �nanceira, Renato pergunta a Marina como</p><p>transformar esses juros de 6% a.a. para um período de 18 meses. Ao �nal dos 18 meses, quanto</p><p>Renato teria conseguido ganhar de juros?</p><p>Para solucionar esse problema apresentado por Renato, a noção de juros compostos será</p><p>fundamental. Por isso, estude os conceitos dessa aula porque eles vão ajudar você a decidir</p><p>como calcular os juros compostos que são auferidos em uma aplicação �nanceira. Boa aula!</p><p>Riscos de investimentos �nanceiros</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Você já parou para analisar que algumas empresas acabam quebrando pelos seus ativos</p><p>�nanceiros (ou seja, ativos não físicos, como aplicações bancárias e ações) e não pelos seus</p><p>ativos operacionais (ativos necessários para o funcionamento da empresa, como instalações e</p><p>equipamentos)?</p><p>Isso mostra a importância de as empresas contarem com pro�ssionais que conseguem entender</p><p>os principais conceitos de �nanças, concorda?</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Compreender o risco associado a qualquer operação �nanceira (e não considerar apenas seu</p><p>retorno estimado) é essencial para a análise das diferentes alternativas de investimento com que</p><p>os pro�ssionais da área se deparam todos os dias. A volatilidade dos retornos dos ativos é um</p><p>excelente indicador de risco e deve sempre ser levada em consideração no processo de decisão</p><p>de investimentos (ANBIMA, 2019, p. 17). A volatilidade é o quanto determinado ativo se desvia da</p><p>sua média de rentabilidade, ou seja, quanto oscila (para cima e/ou para baixo) a rentabilidade de</p><p>um investimento.</p><p>______</p><p>O risco do investimento é tão importante quanto o retorno, ou seja, não posso saber o retorno de</p><p>um investimento sem saber o risco dele (e também não posso saber o risco, sem saber o</p><p>retorno).</p><p>Quando falamos sobre investimentos, podemos comparar os investimentos de alto risco com</p><p>uma montanha-russa que está recheada de loopings e quedas livres, em que o preço do ativo vai</p><p>subir e descer o tempo todo (ou seja, quando há a possibilidade de uma volatilidade muito</p><p>grande de um investimento, ele é considerado de alto risco, o que faz com que o investidor só o</p><p>enfrente se tiver a possibilidade de auferir um retorno maior).</p><p>Já o investimento de baixo risco pode ser comparado com uma montanha-russa mais tranquila,</p><p>que não apresenta subidas ou quedas frequentes (nele, o investidor</p><p>espera uma rentabilidade</p><p>mais baixa).</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Por serem negociados diariamente, os preços das ações podem aumentar ou diminuir, de acordo</p><p>com o maior ou menor interesse dos investidores (sendo um produto com grande volatilidade,</p><p>portanto, de risco maior). Já os investimentos de baixo risco (como o de renda �xa) possuem</p><p>uma rentabilidade previsível, podendo ser �xada em um percentual mensal ou seguir algum</p><p>índice como o CDI e a in�ação.</p><p>Mesmo assim, no próprio mercado acionário, há papéis mais voláteis do que outros. Nas �guras</p><p>“Ação Ambev que apresentou menor volatilidade” e “Ação BR Malls que apresentou maior</p><p>volatilidade” podemos visualizar a comparação de uma ação que tem menos volatilidade com</p><p>uma ação com maior volatilidade, sendo que a ação com menor volatilidade vai trazer menos</p><p>risco para o investidor.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Ação Ambev que apresentou menor volatilidade. Fonte: Investing AMBEV (2019, [s.p.]).</p><p>Ação BR Malls que apresentou maior volatilidade. Fonte: Investing BR Malls (2019, [s.p.]).</p><p>______</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para a análise da rentabilidade de investimentos �nanceiros, é fundamental que a pessoa</p><p>envolvida consiga diferenciar a taxa de juros nominal da taxa de juros real dos investimentos.</p><p>Para entendermos essa diferença, que tal irmos para um exemplo?</p><p>Se você aplicar R$ 1.000,00 a uma taxa de 10% a. a., daqui um ano, terá R$ 1.100,00 (R$ 1.000,00</p><p>que você tinha + R$ 100,00 de juros – ou 10% de R$ 1.000,00). Assim, esses R$ 100,00 são o</p><p>rendimento do capital aplicado (investido) e essa taxa de rendimento é considerada uma taxa</p><p>nominal.</p><p>No entanto, se considerarmos uma in�ação no mesmo período (um ano) de 7%, o rendimento</p><p>real (ou seja, descontando a in�ação) será menor, concorda? Isso acontece porque os R$ 100,00</p><p>ganhos com os juros não conseguiriam comprar a mesma quantidade de mercadoria do início do</p><p>período (já que ao �nal de um ano, os preços subiram 7%).</p><p>Essa remuneração que mostra, efetivamente, qual é o poder de compra de determinado</p><p>rendimento é chamada de taxa de juros real, enquanto que aquela que não desconta a perda do</p><p>poder de compra é chamada de taxa de juros nominal (ou taxa de juros aparente).</p><p>Dessa forma, a partir da taxa de juros nominal e da taxa de in�ação, conseguimos calcular a taxa</p><p>de juros real de duas maneiras. A primeira delas é pela fórmula:</p><p>Dessa forma, os juros reais do exemplo trazido anteriormente seriam de 2,8%, pois:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>A segunda maneira de calcular a taxa de juros real traz a sua mensuração aproximada, pela</p><p>fórmula:</p><p>Taxa de Juros Real Taxa de Juros Nominal - in�ação</p><p>Com ela, o resultado aproximado da taxa de juros nominal do exemplo anterior seria de 3%, pois:</p><p>Taxa de Juros Real Taxa de Juros Nominal - in�ação</p><p>Taxa de Juros Real 10% - 7%</p><p>Taxa de Juros Real 3%</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Re�ita sobre os seguintes questionamentos:</p><p>1. existe a possibilidade de a taxa de juros nominal ser exatamente igual à taxa de juros real?</p><p>De que forma?</p><p>2. se a taxa de juros nominal for menor do que a taxa de in�ação (do mesmo período), o que</p><p>acontece com a taxa de juros real?</p><p>3. se a taxa de in�ação for negativa (conceito conhecido como de�ação), qual taxa de juros</p><p>será maior: a nominal ou a real?</p><p>______</p><p>No quadro, vemos um caso ocorrido efetivamente no Brasil, analisando a taxa de juros real de um</p><p>investimento feito com remuneração baseada na Taxa DI, entre 2007 e 2016.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Taxa DI, variação do IPCA e taxa de juros real no Brasil entre 2007 e 2016. Fonte: ANBIMA (2019, p. 10).</p><p>Taxa de juros simples e taxa de juros composto</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para o cálculo da remuneração exata de um produto �nanceiro, precisamos saber a forma como</p><p>os juros são calculados e pagos (se pela capitalização simples ou composta). Mas, antes de</p><p>detalhar o que é taxa de juros simples e taxa de juros compostos, é preciso entender,</p><p>primeiramente, o que são juros.</p><p>Chamamos de juros a remuneração cobrada pelo empréstimo de uma quantia �nanceira (no</p><p>caso, pago pelo tomador) ou a remuneração obtida para quem empresta (quem deixa o recurso</p><p>�nanceiro aplicado em um banco) dinheiro por um determinado período (no caso, o credor). Ou</p><p>seja, a taxa de juros é o quanto se paga ou se recebe em uma operação �nanceira, como</p><p>remuneração pelo uso de recursos monetários (por terceiros) durante determinado período</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>Os juros podem ser calculados de duas formas: juros simples ou juros compostos. No cálculo</p><p>dos juros simples, a taxa de juros incide somente sobre capital inicial (valor presente), não</p><p>considerando que o valor sobre o qual incidem os juros muda ao longo do tempo. Por exemplo,</p><p>suponha que uma pessoa empresta R$ 2.000,00 para pagar em 2 meses, com taxa de 2% a. m.,</p><p>calculados conforme o regime de juros simples.</p><p>Assim, ao �nal do primeiro mês, a pessoa terá pagado R$ 40,00 de juros (R$ 2.000,00 x 2%) e o</p><p>mesmo acontecerá ao �nal do segundo mês (R$ 2.000,00 x 2%), totalizando R$ 80,00 de juros</p><p>(R$ 40,00 do primeiro mês mais R$ 40,00 do segundo mês). Isso faz com que o total pago pelo</p><p>empréstimo tenha sido de R$ 2.080,00 (já que os juros de um período não geraram mais juros</p><p>para o período seguinte). Para chegar nesses resultados, basta utilizar as fórmulas a seguir:</p><p>Fórmula 1:</p><p>J=VP´r´n</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Onde:</p><p>J são os juros</p><p>VP é o valor presente (montante inicial) r é a taxa de juros por período e n é o número de</p><p>períodos. Pelo exemplo:</p><p>J=VP´r´n</p><p>J=R$ 2.000,00´2%´2 J=R$ 80,00</p><p>Fórmula 2:</p><p>VF=VP´(1+ r´n)</p><p>Onde:</p><p>VF é o valor futuro da aplicação</p><p>VP é o valor presente (montante inicial) r é a taxa de juros por período e n é o número de</p><p>períodos.</p><p>Pelo exemplo:</p><p>VF=VP´(1+ r´n)</p><p>VF=R$ 2.000,00´(1+2%´2)</p><p>VF=R$ 2.000,00´1,04 = R$ 2.080,00</p><p>No Brasil, esse regime de capitalização (juros simples) não é utilizado para cálculo das</p><p>remunerações das aplicações �nanceiras ou concessão de empréstimos. Aqui, as instituições</p><p>�nanceiras usam os juros compostos. Nesse tipo de cálculo dos juros, a taxa de juros incide</p><p>sobre o montante acumulado até o mês anterior, ou seja, os juros de cada período são somados</p><p>ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.</p><p>Tomando como base o mesmo exemplo trazido no cálculo dos juros simples, quanto uma</p><p>pessoa pagaria pelo empréstimo de R$ 2.000,00 a uma taxa de juros mensal de 2% calculada</p><p>com juros compostos?</p><p>O primeiro mês traria o mesmo montante de juros, ou seja, R$ 2.000,00 x 2% = R$ 40,00. No</p><p>entanto, os juros do segundo período (2%) seriam calculados sobre o valor acumulado até o</p><p>período anterior (R$ 2.000,00 + R$ 40,00 = R$ 2.040,00). Assim, os juros do segundo período</p><p>seriam de R$ 40,80 (R$ 2.040,00 x 2%), totalizando R$ 80,20 de juros (R$ 40,00 + R$ 40,80) e um</p><p>total de R$ 2.080,80 pagos pelo empréstimo.</p><p>Assim, enquanto o juro simples obedece a uma progressão aritmética, o juro composto obedece</p><p>a uma progressão aritmética.</p><p>A seguir, estão as duas fórmulas referentes aos juros compostos: a primeira referente ao valor</p><p>dos juros e a segunda referente ao valor futuro do investimento ou pagamento:</p><p>Fórmula 1:</p><p>J=VP x [(1+r)n -1]</p><p>Onde:</p><p>J são os juros</p><p>VP é o valor presente (montante inicial) r é a taxa de juros por período e</p><p>n é o número de períodos.</p><p>Por exemplo:</p><p>J=VP x [(1+r)n -1]</p><p>J=R$ 2.000,00 x [(1+2%)2 -1]</p><p>J=R$ 2.000,00 0,404 = R$ 80,80</p><p>Fórmula 2:</p><p>VF=VP x (1+r)n</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Onde:</p><p>VF é o valor futuro da aplicação</p><p>VP é o valor presente (montante inicial) r é a taxa de juros por período e</p><p>n é o número de períodos. Pelo exemplo:</p><p>VF=VP x (1+r)n</p><p>VF=R$ 2.000,00 x (1+2%)2</p><p>VF=R$ 2.000,00  x 1,0404 = R$ 2.080,80</p><p>Ao usar o regime de capitalização simples (juros simples), são utilizadas as taxas de juros</p><p>proporcionais entre diferentes períodos.</p><p>Vamos a uma situação prática para entender isso? Por exemplo, a taxa de juros de 0,5% ao mês é</p><p>proporcional à taxa de 6% ao ano, já que:</p><p>Também são proporcionais a essa taxa, a taxa de juros de 1,5% ao trimestre, já que:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Também são proporcionais a essa taxa, a taxas de juros de 3% ao semestre, já que:</p><p>Já</p><p>no regime de capitalização composta (juros compostos), se utiliza da taxa de juros</p><p>equivalentes para a obtenção de juros para diferentes períodos. Para calcular taxas equivalentes,</p><p>precisamos empregar a seguinte fórmula:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Onde:</p><p>r2 é a taxa de juros que se busca obter</p><p>r1 é a taxa de juros conhecida</p><p>n2 é o período relativo à taxa que se busca obter e</p><p>n1 é o período relativo à taxa de juros conhecida (sendo que n1 e n2 devem estar na mesma</p><p>unidade).</p><p>É muito comum que os títulos de renda �xa tenham sua remuneração atrelada à taxa DI (também</p><p>chamada de taxa CDI), sendo que essa taxa é dada em termos anuais, mas sua remuneração</p><p>ocorre a cada dia útil, tendo como base um ano com 252 dias úteis (ANBIMA, 2019), ou seja, ela</p><p>é um tipo de capitalização composta (com juros compostos).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Taxa DI é a taxa média dos juros que um banco cobra de outro banco no chamado mercado</p><p>interbancário, sendo uma referência para as aplicações �nanceiras conservadoras. É o ativo de</p><p>comparação (benchmark) para fundos, Certi�cados de Depósito Bancário (CDBs) e outros títulos</p><p>de renda �xa. Ela torna mais fácil a medição de retornos em que os investidores incorrem nas</p><p>diferentes modalidades de investimentos no Brasil.</p><p>Suponha que o CDI do último mês foi de 1%. Se o banco irá remunerar, mensalmente, um produto</p><p>bancário em 95% do CDI, então, o cliente receberá, por um mês de aplicação, R$ 0,95 a cada R$</p><p>100,00 aplicados.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Vamos calcular a taxa de juros proporcionais de uma capitalização composta? Imagine que a</p><p>Taxa DI é de 11% ao ano. Qual seria a taxa DI referente a um dia (imaginado que um ano tem 252</p><p>dias úteis), um mês (com 21 dias úteis) e um semestre (com 126 dias úteis)?</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para fazer o cálculo da remuneração diária (tomando como base que um ano têm 252 dias úteis)</p><p>Para fazer o cálculo da remuneração mensal (tomando como base que um mês tem 21 dias</p><p>úteis)</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para fazer o cálculo da remuneração semestral (tomando como base que um semestre tem 126</p><p>dias úteis)</p><p>Retorno de um produto bancário</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Agora que vimos como calcular as remunerações simples e compostas de um produto</p><p>�nanceiro, como saber se o retorno de um produto bancário foi alto ou baixo? Por exemplo, se</p><p>alguém diz que teve um retorno anual de 15% com a ação de uma empresa, esse retorno foi alto</p><p>ou baixo?</p><p>Bom, para responder isso, teríamos que comparar esse retorno com a média de valorização das</p><p>principais ações transacionadas na Bolsa, concorda? A�nal, isso acontece com qualquer tipo de</p><p>aplicação �nanceira: para saber se o seu retorno foi alto ou baixo, deve-se compará-lo ao</p><p>indicador de retorno de um produto �nanceiro similar.</p><p>“Em �nanças, esse indicador é conhecido como benchmark ou índice de referência”</p><p>(ANBIMA, 2019, p. 14).</p><p>No caso da valorização de uma ação na Bolsa, o índice de referência é o Índice Bovespa, mas</p><p>existem diversos outros, tais quais (ANBIMA, 2019, p. 15):</p><p>Taxa DI.</p><p>Índice de mercado ANBIMA (IMA-B: indexados pelo IPCA; IMA-C: indexados pelo IGP-M;</p><p>IMA-S: pós-�xados pela taxa Selic); e rendimentos dos títulos emitidos pelo Tesouro</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Nacional.</p><p>Índice Bovespa.</p><p>IBrX 100.</p><p>IBrX 50.</p><p>Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC).</p><p>Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).</p><p>Vale destacar também que, geralmente, as aplicações �nanceiras em renda �xa têm uma data de</p><p>vencimento, mas, calcular o prazo de uma aplicação �nanceira com base apenas no período a</p><p>decorrer até o pagamento �nal não re�ete corretamente o tempo de retorno e os riscos</p><p>associados a esse investimento. Por isso, é necessário, também, levar em consideração as</p><p>amortizações periódicas do principal (se houver) e, ainda, os pagamentos de juros, ou seja, todo</p><p>o �uxo �nanceiro da operação (ANBIMA, 2019).</p><p>Então, é através do prazo médio ponderado de um título que teremos uma medida de tempo</p><p>médio para recebimento do investimento. Algumas propriedades do prazo médio ponderado são:</p><p>1. o prazo até o vencimento e o prazo médio ponderado são diretamente proporcionais, pois</p><p>quanto maior for o prazo �nal de vencimento do título maior será o seu prazo médio</p><p>ponderado.</p><p>2. a taxa de juros e o prazo médio ponderado são inversamente proporcionais, pois quanto</p><p>maior a taxa de juros do instrumento �nanceiro menor será o prazo médio ponderado.</p><p>3. a frequência de pagamentos e o prazo médio ponderado são inversamente proporcionais</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Para uma carteira, o prazo médio ponderado é igual ao somatório dos prazos médios ponderados</p><p>dos títulos que a compõem, ponderados pelo peso de cada título na carteira, considerando-se o</p><p>valor presente de cada título e o valor presente da carteira (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Imagine que você tinha o seu dinheiro todo aplicado em poupança e ao ouvir a dica de</p><p>especialistas de investimentos para migrar o dinheiro para algo mais rentável, aplicou, por</p><p>exemplo, em um título pre�xado. Ao receber o seu extrato, você veri�ca que o seu dinheiro está</p><p>valendo menos do que investiu.</p><p>O que pode ter acontecido? Será que os especialistas erraram? Na verdade, não, pois precisamos</p><p>considerar o custo da transação e o efeito da marcação a mercado.</p><p>Um título pre�xado, por exemplo, até o seu vencimento, vai sofrer variação do seu valor, pois vai</p><p>ocorrer o que chamamos de marcação a mercado, ou seja, marcar a mercado signi�ca marcar os</p><p>ativos pelo preço que eles seriam negociados diariamente (ou seja, o valor que você investiu em</p><p>um título pre�xado é atualizado diariamente, conforme o preço do mercado daquele papel, que</p><p>pode ter sido menor do que o do dia que você comprou aquele papel).</p><p>Mas, é importante destacar que essas alterações nos preços de mercado só afetariam o</p><p>investidor se ele vendesse ou resgatasse seu ativo antes do vencimento (nessa ação, ele</p><p>receberia o preço do mercado por aquele papel), já que, se o investidor �car com os papéis até o</p><p>vencimento contratado, ele receberá aquela remuneração estipulada no momento da compra</p><p>(independentemente do preço do mercado naquele momento).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Ao atribuirmos a um ativo seu valor observado atualmente no mercado, estamos fazendo uma</p><p>marcação a mercado do preço desse ativo. Tal prática nos permite fazer uma avaliação realista</p><p>do valor de um ativo ou de uma carteira de ativos, em contraposição a outros métodos, como a</p><p>chamada “marcação na curva”, em que o valor de um título é atualizado diariamente utilizando a</p><p>mesma taxa de desconto vigente no momento da aquisição do papel.</p><p>A propósito, o mesmo método é aplicável a passivos: marcar um passivo a mercado é atribuir a</p><p>ele um valor justo, com base em níveis de preços e taxas de desconto veri�cados no mercado</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para quem quer mais informações sobre conceitos básicos de �nanças, pesquise mais na</p><p>Apostila 3 da ANBIMA, que �ca disponível no site deles, de forma gratuita, na área de</p><p>Certi�cação e Cursos. Caso tenha interesse, isso vai ajudá-lo a se preparar para a prova da</p><p>Certi�cação CPA – 10. Bons estudos.</p><p>Conclusão</p><p>Renato tem R$ 50.000,00 e quer aplicar esse dinheiro pelo período de 18 meses e sua gerente</p><p>Marina o ajuda a escolher uma aplicação �nanceira que renderá 6% a.a. (ao ano). Como</p><p>transformar esses juros de 6% a.a. para um período de 18 meses? Ao �nal dos 18 meses, quanto</p><p>Renato teria conseguido ganhar de juros?</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/conceitos-basicos-economia-financas?_ga=2.155066494.710809315.1635985282-728319661.1635558507</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para responder a esses questionamentos de Renato, Marina deve, primeiramente, calcular os</p><p>juros equivalentes dessa capitalização composta, sabendo que 18 meses correspondem a 1,5</p><p>anos. Para isso:</p><p>Onde:</p><p>r2 é a taxa de juros que se busca obter</p><p>r1 é a taxa de juros conhecida</p><p>n2 é o período relativo à taxa que se busca obter e</p><p>n1 é o período relativo à taxa de juros conhecida (sendo que n1 e n2 devem estar na mesma</p><p>unidade)</p><p>Ou seja:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Depois, com a remuneração</p><p>encontrada (9,13% por 18 meses), basta encontrar o valor dos juros</p><p>recebidos pela aplicação de R$ 50.000,00:</p><p>J=VP x [(1+r)n -1]</p><p>Onde:</p><p>J são os juros</p><p>VP é o valor presente (montante inicial) r é a taxa de juros por período e</p><p>n é o número de períodos.</p><p>J=R$ 50.000,00 x [(1+9,13%)1 -1]</p><p>J=R$ 50.000,00 x [(1,0913)1 -1]</p><p>J=R$ 50.000,00 x 0,0913 = R$ 4.565,00 de juros recebidos.</p><p>Aula 3</p><p>Princípios de investimento</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos apresentar os tipos de riscos associados às aplicações �nanceiras e as</p><p>características da diversi�cação de uma carteira de investimentos.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar os principais riscos de um investidor: risco de mercado, risco de crédito e risco de</p><p>liquidez;</p><p>classi�car os investidores em quatro tipos distintos: cauteloso, metódico, espontâneo e</p><p>individualista;</p><p>distinguir a rentabilidade bruta e a rentabilidade líquida;</p><p>caracterizar os erros heurísticos, com relação aos investimentos �nanceiros.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante.</p><p>Quando fazemos uma aplicação �nanceira, normalmente temos algum objetivo para o uso futuro</p><p>desse recurso, mesmo que não declarado, por exemplo, comprar um carro, uma casa, fazer uma</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>viagem, ou guardar dinheiro para a aposentadoria. Esse objetivo está ligado diretamente a um</p><p>prazo, chamado de horizonte de investimento, que vai in�uenciar o risco que o investidor aceitará</p><p>correr.</p><p>Bom, além do objetivo do investidor, nesta aula, iremos estudar a análise de investimentos; a</p><p>dicotomia risco versus retorno; a importância da diversi�cação dos investimentos, além das</p><p>�nanças comportamentais e pessoais.</p><p>Para nos ajudar a entender tudo isso, vamos acompanhar o caso do Fabrício que, há pouco</p><p>tempo, começou a investir em ações. Como estava conseguindo retornos acima de aplicações</p><p>�nanceiras mais conservadoras, Fabrício passou a investir todas as suas economias no mercado</p><p>acionário.</p><p>Seguindo os conselhos de um amigo (Gustavo), que aplicava na Bolsa há bastante tempo e</p><p>trabalhava como consultor �nanceiro, ele diversi�cou seu portfólio, investindo o seu dinheiro em</p><p>ações de 5 empresas diferentes do setor de mineração. Duas semanas depois, Fabrício</p><p>encontrou Gustavo em um churrasco e comentou com ele sobre essa estratégia de</p><p>diversi�cação que tinha usado, pedindo a opinião dele. Sendo um consultor �nanceiro experiente,</p><p>o que Gustavo falou sobre a estratégia de Fabrício? A diversi�cação usada por Fabrício</p><p>minimizou os riscos de perda dele?</p><p>Para encontrarmos essa resposta, nesta aula, veremos os tipos de riscos associados às</p><p>aplicações �nanceiras, bem como a questão da diversi�cação de uma carteira de investimentos.</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão desta disciplina, por</p><p>isso, é fundamental que você faça a leitura antecipada do material, pois isso vai garantir um</p><p>melhor desempenho nesta disciplina. Bom trabalho.</p><p>Rentabilidade, risco e liquidez</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Você já �cou ansioso ou até mesmo perdeu o sono porque estava com alguma dívida? Espero</p><p>que não. No entanto, muitas pessoas já vivenciaram essa situação, não é mesmo?</p><p>Por isso é importante pensar em fazer o seu planejamento �nanceiro para ter mais tranquilidade</p><p>e uma melhor situação de vida. Para essa programação das suas �nanças, nesta aula, vamos ver</p><p>conceitos como: rentabilidade, principais riscos (mercado, crédito, liquidez), objetivo, horizonte</p><p>de investimento e experiência em matéria de investimento do investidor; a relação risco x retorno;</p><p>diversi�cação, �nanças pessoais e �nanças comportamentais.</p><p>Quando investidores decidem aplicar os seus recursos �nanceiros em um banco, um fator que</p><p>levam em consideração é a rentabilidade (ou seja, o ganho a ser recebido pelo investidor por ele</p><p>ter deixado, momentaneamente, seus próprios recursos �nanceiros investidos), que é</p><p>representada por uma taxa de retorno.</p><p>Podemos dizer que o retorno tem uma taxa pre�xada quando, no momento inicial da aplicação, já</p><p>se conhece a taxa de retorno a ser recebida pelo investidor; de outro modo, dizemos que o</p><p>retorno é pós-�xado quando a taxa de retorno é conhecida apenas no �nal do investimento.</p><p>Você vai concordar que a rentabilidade nada mais é do que o aumento da riqueza obtida pelo</p><p>investidor entre o momento inicial e o momento �nal da aplicação �nanceira (ANBIMA, 2019).</p><p>Por esse motivo, ela é representada pela seguinte fórmula:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Um investidor aplica R$ 10.000,00 em um fundo de renda �xa para resgatar daqui a um mês. Ao</p><p>�nal desse período, seu investimento vale R$ 10.100,00. Isso signi�ca que a rentabilidade dele foi</p><p>de 1%:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Se após determinado período, o valor �nal do investimento for menor do que o seu valor inicial, o</p><p>que aconteceu com a rentabilidade desse produto �nanceiro? Re�ita sobre esse assunto.</p><p>______</p><p>Outro elemento importante a ser entendido sobre quaisquer produtos �nanceiros é a diferença</p><p>entre rentabilidade bruta e rentabilidade líquida. Vamos entender isso?</p><p>A rentabilidade bruta é aquela que você vê quando entra no site da sua corretora ou banco</p><p>(por exemplo, 8% a.a. (ao ano) ou 100% do CDI); ela não leva em conta as deduções de</p><p>impostos, despesas e comissões (se existirem) de cada aplicação �nanceira.</p><p>A rentabilidade líquida do investimento representa o retorno que o investidor vai</p><p>efetivamente receber, após a dedução dos impostos, despesas e comissões (caso</p><p>existam).</p><p>Ainda falando sobre a rentabilidade, como saber se o ganho líquido de 1% ao mês, por exemplo, é</p><p>uma taxa de retorno alta ou baixa? Para chegarmos a essa conclusão, precisamos comparar</p><p>essa taxa de retorno com um índice de referência (chamado de benchmark, conforme estudamos</p><p>na aula anterior). Ao fazermos isso, teremos uma medida de rentabilidade relativa, que é</p><p>diferente da rentabilidade absoluta (aquela que não é comparada com a taxa de retorno de</p><p>produtos similares).</p><p>No entanto, você já parou para pensar por qual motivo as rentabilidades dos produtos bancários</p><p>à disposição de um investidor são tão diferentes? Bem, isso se deve basicamente a dois fatores:</p><p>à liquidez e ao risco de cada tipo de investimento. Dessa forma, vamos entender os conceitos de</p><p>liquidez e de risco?</p><p>A velocidade que se consegue vender ou comprar um ativo (a um preço adequado) é a liquidez</p><p>dele. Assim, quando um ativo bancário tem liquidez signi�ca que o investidor pode recorrer ao</p><p>emissor para resgatar o dinheiro a qualquer momento, como o CDB-DI que tem liquidez diária</p><p>(pode ser resgatado a qualquer momento).</p><p>Diferentemente do CDB, outras aplicações de renda �xa como Letra de Crédito Imobiliário (LCI),</p><p>Letra de Crédito Agrícola (LCA) e Debêntures costumam ser emitidas sem liquidez (nesse caso, o</p><p>resgate está condicionado ao vencimento desses títulos). Se você pretende investir no mercado</p><p>acionário, por exemplo, um bom indicador da liquidez de uma ação é o volume diário negociado</p><p>desse papel, concorda?</p><p>A liquidez está diretamente relacionada com o risco do investimento. Vamos entender um pouco</p><p>mais sobre esse assunto? Ativos que permitem resgate antecipado (ou seja, ativos com maior</p><p>liquidez) tendem a ter um menor risco e, consequentemente, um menor retorno.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tripé de Investimentos: risco, liquidez e rentabilidade. Fonte: Diniz (2019, [s.p.]).</p><p>Não podemos ter todos os pilares bem �rmes em um mesmo investimento, ou seja, se escolher</p><p>um investimento com maior rentabilidade, abrirá mão de liquidez ou �cará mais exposto ao risco.</p><p>Por exemplo, um imóvel tem baixo risco, porém, baixa rentabilidade e baixa liquidez. Já uma ação</p><p>tem mais risco, tendendo a ter maiores rentabilidade e liquidez.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Não existe investimento que seja ao mesmo tempo rentável, de baixo risco e com liquidez. O</p><p>investidor terá que optar por aquilo que considera mais importante naquele momento.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Investimento: rentabilidade x risco x liquidez. Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Risco de mercado,</p><p>risco de crédito e risco de liquidez</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Imagine que tenha atravessado a rua e não olhou o sinal, logo, você correu um risco de ser</p><p>atropelado, certo?</p><p>Qualquer investidor também corre alguns riscos e podemos entender o risco como “a</p><p>probabilidade de perda”. Os principais riscos de um investidor podem ser divididos em: risco de</p><p>mercado, risco de crédito e risco de liquidez. Vamos conhecê-los, começando pelo risco de</p><p>mercado?</p><p>O risco de mercado nada mais é do que a possibilidade do investidor enfrentar perdas em seu</p><p>investimento decorrentes dos movimentos dos preços dos ativos no mercado (a ação de uma</p><p>empresa pode ter seu preço diminuído, a taxa de juros do país pode ser alterada trazendo perdas</p><p>ao investidor etc.).</p><p>Dessa forma, existem riscos (chamados de sistemáticos) que afetam todos os ativos do</p><p>mercado (como a diminuição do PIB do país) e outros (chamados de não sistemáticos) que</p><p>afetam, especi�camente, alguma companhia ou setor (como quando o governo amplia a alíquota</p><p>de impostos sobre um ramo industrial especí�co).</p><p>Dessa forma, conforme o quadro, podemos ver quais são os tipos de risco de mercado a que os</p><p>investidores estão sujeitos:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tipos de risco de mercado. Fonte: adaptado de ANBIMA (2019).</p><p>Já o risco de crédito é a possibilidade de o credor não receber o valor de resgate quando ocorrer</p><p>o vencimento do título (o famoso calote). Para minimizar esses riscos, existem agências</p><p>especializadas (as agências de rating) na classi�cação das empresas e dos governos (já que</p><p>estes últimos vendem títulos públicos) quanto à probabilidade de eles não honrarem seus</p><p>compromissos �nanceiros (inadimplência), conforme foi acordado com os credores. Dessa</p><p>forma, quanto pior for o rating atribuído, maior é o risco de calote por parte do tomador do</p><p>recurso, o que vai determinar uma taxa de juros maior para esse papel ser atrativo aos</p><p>investidores.</p><p>Por �m, qualquer produto �nanceiro traz com ele o risco de liquidez. Como já estudamos em</p><p>aulas anteriores, a liquidez de um ativo está relacionada com a velocidade que ele pode ser</p><p>monetizado (transformado em dinheiro) a um preço justo. Dessa forma, quando há muitos</p><p>vendedores e poucos compradores do ativo, o preço dele tende a cair abaixo do preço “justo”</p><p>(isso é o risco de liquidez).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Quando alguma notícia bombástica de corrupção pública é informada na imprensa e nas mídias</p><p>sociais, isso dispara um alto grau de incerteza no mercado (cai a con�ança dos investidores).</p><p>Normalmente, qual impacto isso traz com o índice Ibovespa e com a cotação do dólar? Re�ita</p><p>sobre o assunto.</p><p>______</p><p>No entanto, de que forma os investidores podem minimizar os riscos de um investimento?</p><p>Uma das respostas para essa pergunta é a diversi�cação. A diversi�cação se torna importante</p><p>em uma carteira de investimentos, pois representa uma relação risco-retorno superior a de ativos</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>individuais. É aquela velha história do ditado popular que diz que os ovos não devem ser</p><p>colocados na mesma cesta (se esta cesta cair, todos os ovos seriam perdidos).</p><p>Assim, a diversi�cação (desconcentração) dos investimentos traz benefícios ao investidor,</p><p>diminuindo o risco total da carteira de ativos.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>O pro�ssional de aconselhamento �nanceiro deve mostrar para seus clientes, os benefícios da</p><p>diversi�cação e da desconcentração dos investimentos (ANBIMA, 2019). Essa diversi�cação</p><p>deve ser feita de tal modo que os ativos que compõem uma carteira de investimentos tenham</p><p>baixa correlação uns com os outros. Isso minimiza o risco não sistemático, pois um</p><p>acontecimento que impactou diretamente um ativo (fazendo sua rentabilidade cair) pode não</p><p>impactar diretamente outro ativo que compõe a carteira (que pode ter tido sua rentabilidade</p><p>ampliada).</p><p>Assim, com a diversi�cação, a perda da rentabilidade de um ativo pode ser contrabalanceada</p><p>pelo ganho de rentabilidade de um outro ativo da sua cesta de investimento.</p><p>______</p><p>Um assunto que merece destaque é que quando uma pessoa pensa em investir, ela normalmente</p><p>tem um objetivo em mente (comprar um imóvel; garantir a educação futura dos �lhos; fazer uma</p><p>reserva para emergências (desemprego, saúde, ...); fazer uma reserva para a aposentadoria; entre</p><p>outros.</p><p>Como cada pessoa tem um objetivo diferente, os pro�ssionais que trabalham com</p><p>aconselhamento �nanceiro precisam ajudar o cliente a construir uma carteira de investimento</p><p>composta por vários ativos que permitam atingir os objetivos de segurança, liquidez e</p><p>rentabilidade de cada investidor, individualmente.</p><p>Para ajudar o pro�ssional de investimentos a sugerir para o cliente melhores opções de</p><p>investimentos, é necessário fazer o per�l situacional do cliente, que mostrará, naquele momento</p><p>especí�co, quais as preferências, circunstâncias pessoais e �nanceiras, os desejos e objetivos de</p><p>vida do cliente.</p><p>Dessa forma, é fundamental que o pro�ssional �nanceiro tenha informações do seu cliente</p><p>referentes à fonte de riqueza (de onde veio a riqueza daquele investidor) e à medida de riqueza</p><p>(tamanho do patrimônio daquele investidor), pois isso ajudará o consultor a entender em que tipo</p><p>de produto (com relação ao risco, à liquidez e ao retorno) o cliente estaria mais propenso a</p><p>investir.</p><p>Por exemplo, clientes com per�l mais empreendedor, que acumularam seu patrimônio (fonte de</p><p>riqueza) ao desenvolver seus próprios negócios, gerando, eles próprios, sua renda ao longo da</p><p>vida, costumam ser mais tolerantes ao risco. Já aqueles investidores que possuem patrimônio</p><p>grande (medida de riqueza) tendem a aceitar mais riscos em investimentos (e vice-versa).</p><p>______</p><p>Dica</p><p>Nos dias atuais, perece que o dinheiro está cada vez mais curto, não é mesmo?</p><p>Dessa forma, como dica para que você consiga poupar dinheiro (e, consequentemente, aplicá-lo),</p><p>organize as suas �nanças pessoais. Para isso, primeiramente, elabore um Balanço Patrimonial,</p><p>similar ao que as empresas fazem, inserindo valores no Ativo (saldo em conta corrente,</p><p>aplicações �nanceiras, veículos, joias, objetos pessoais de valor e imóveis) e no Passivo (contas</p><p>a pagar - cartão de crédito, por exemplo, empréstimos bancários, prestações em lojas e</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>�nanciamento de imóveis). Depois, veja se o seu grau de endividamento é alto ou baixo, dividindo</p><p>o valor do Passivo pelo valor do Ativo.</p><p>Na sequência, monte um �uxo de caixa pessoal, com todas as entradas (salário, aluguel</p><p>recebido, juros recebidos, dividendos recebidos, etc.) e saídas (pagamento de aluguel,</p><p>mensalidade da faculdade, plano de saúde, alimentação, lazer, transporte, água, luz, telefone,</p><p>internet, etc.) de recursos �nanceiros que você tem em um mês.</p><p>Com isso, você conseguirá perceber se, mensalmente, há uma sobra de dinheiro para quitar</p><p>dívidas ou fazer investimentos �nanceiros, concorda? Para �nalizar, elabore um orçamento</p><p>doméstico (entradas e saídas de recursos esperadas para o futuro) para que você consiga se</p><p>planejar para conseguir poupar recursos e aproveitar os ganhos advindos das aplicações</p><p>�nanceiras.</p><p>Características e per�l do investidor</p><p>Entender o estágio de vida em que se encontra um investidor também é essencial para o trabalho</p><p>de qualquer pro�ssional de aconselhamento �nanceiro, pois isso vai determinar o horizonte de</p><p>investimento do cliente, a�nal aplicações �nanceiras adequadas para pessoas mais idosas</p><p>podem não ser recomendadas para pessoas mais novas (tanto o prazo de investimento é</p><p>diferente para eles, como o tempo para recuperar a perda advinda de uma aplicação �nanceira</p><p>muito arriscada, concorda?). Isso, por exemplo, pode de�nir a capacidade de assumir riscos de</p><p>cada cliente.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>O quadro a seguir resume os quatro estágios de vida dos investidores e suas principais</p><p>características.</p><p>Estágios de vida, patrimônio, investimento e risco. Fonte: adaptado de ANBIMA (2019, p. 29).</p><p>Para complementar o entendimento do pro�ssional de investimentos sobre o seu cliente, o</p><p>consultor deve elaborar, também, o per�l de personalidade (ou per�l psicológico) do cliente. A</p><p>ideia básica para se traçar</p><p>esse per�l psicológico é de juntar, na análise de investimentos,</p><p>conceitos advindos de duas grandes áreas de estudo: as “�nanças tradicionais” e as “�nanças</p><p>comportamentais”.</p><p>A análise do per�l do investidor estará mais completa ao agregar os dois elementos: o per�l</p><p>situacional e o per�l de personalidade (ANBIMA, 2019) (que mostra, por exemplo, um investidor</p><p>com maior disposição pessoal a assumir riscos).</p><p>Dessa forma, os pro�ssionais de investimento podem, então, classi�car os investidores em</p><p>quatro tipos distintos: cauteloso, metódico, espontâneo e individualista. Vamos a eles?</p><p>investidor cauteloso costuma fazer seus investimentos sem pedir aconselhamento</p><p>�nanceiro e seus investimentos têm baixa volatilidade, já que buscam a todo custo</p><p>segurança �nanceira.</p><p>investidor metódico é disciplinado e procura sempre dados e informações para poder</p><p>tomar suas decisões, minimizando os elementos emocionais na sua análise. Há ainda</p><p>investidor espontâneo, que tende a ter uma carteira com uma rentabilidade abaixo da</p><p>média, já que suas decisões de investimento são tomadas de maneira rápida, não levando</p><p>em conta o nível de risco total da carteira. Ele tende a descon�ar do aconselhamento</p><p>�nanceiro e prefere tomar suas próprias decisões.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>investidor individualista, que é independente, apresenta alto grau de con�ança nas suas</p><p>decisões e busca alcançar seus objetivos de investimento no longo prazo por meio de</p><p>análise própria, não tendo medo de tomar decisões relativas às �nanças.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Todas as informações relativas ao per�l do investidor ajudarão o pro�ssional de �nanças a</p><p>oferecer o produto �nanceiro mais adequado para cada um. Ao fazer isso, esse consultor não</p><p>pode se esquecer de avaliar o objetivo de retorno e objetivo de risco do investidor. Com relação</p><p>ao objetivo de retorno, cada investidor planeja atingir determinada meta de ganho, tanto para</p><p>garantir um objetivo de renda (recebimentos periódicos por parte do investidor), como para</p><p>garantir um objetivo de crescimento de patrimônio (aquisição de um imóvel, um veículo, ...).</p><p>Para atingir objetivos de renda, os retornos oferecidos por produtos de renda �xa são mais</p><p>adequados, enquanto para objetivos de crescimento de patrimônio, papéis de renda variável</p><p>podem ser indicados, pois trazem a possibilidade de maiores retornos (apesar do risco mais alto)</p><p>para que o cliente acumule recursos para adquirir um patrimônio.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para quem pensa em se preparar para a prova da CPA – 10 (Certi�cação Pro�ssional ANBIMA –</p><p>10), esses assuntos relativos a princípios de investimentos podem ser estudados com mais</p><p>detalhes na própria apostila da ANBIMA (Apostila 4), que �ca disponível no site deles, de forma</p><p>gratuita, na área de Certi�cação e Cursos. Bons estudos.</p><p>Erros heurísticos com relação aos investimentos �nanceiros</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/principios-de-investimento</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>A partir desses per�s, é interessante notar que, nas �nanças tradicionais, o investidor é visto</p><p>sempre como um indivíduo racional, ou seja, ele age apenas de maneira racional, levando em</p><p>consideração toda a informação disponível, não tendo qualquer apego emocional quando se</p><p>trata de investimentos.</p><p>Mas, será que o cérebro humano sempre funciona de forma racional?</p><p>Por exemplo, normalmente, depois que você almoça bate aquela vontade de comer doce. Se</p><p>você estiver de dieta, será que sempre pensará de forma racional e não comerá o doce ou, em</p><p>algumas situações, você vai furar a dieta? Será que comportamentos passados não in�uenciam</p><p>nas nossas decisões?</p><p>Veja, no quadro, como normalmente o cérebro humano funciona.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Intuição contrarrazão. Fonte: Williams ([s.d.], p. 14).</p><p>Em investimentos, ocorre a mesma coisa, já que na hora de tomar decisões, sofremos in�uências</p><p>dos nossos comportamentos. Quer alguns exemplos?</p><p>Pense em um investidor que aplicou em ações em um mau momento do mercado, resgatou-as</p><p>depois das primeiras quedas, não tendo nunca mais aplicado nesses papéis. Você concorda que</p><p>esse comportamento foi totalmente emocional (e nada racional)?</p><p>Agora, imagine um outro investidor que aplica em poupança e imóveis, pois sempre escutou seus</p><p>pais dizerem que são as melhores aplicações que existem. Existe algum viés racional nessa</p><p>decisão?</p><p>Esses atalhos mentais fazem as pessoas cometerem erros de avaliação de valor, probabilidade e</p><p>risco, pois nem sempre os indivíduos agem de forma racional.</p><p>Por isso, as �nanças comportamentais têm o objetivo de identi�car e estudar esses atalhos</p><p>mentais, também conhecidos como heurísticas (estratégias para tomar decisões de forma</p><p>rápida), que simpli�cam a percepção das informações que recebemos, podendo nos induzir a</p><p>erros.</p><p>Vamos conhecer alguns desses erros heurísticos, com relação aos investimentos �nanceiros?</p><p>1. Disponibilidade: as decisões são in�uenciadas por eventos recentes na memória do</p><p>investidor (maior facilidade de lembrança), como quando alguém decide comprar ações de</p><p>uma empresa, após ler no jornal que seu lucro bateu recorde.</p><p>2. Representatividade: os indivíduos tendem a tomar decisões com base nos estereótipos</p><p>formados, desprezando informações relevantes para a tomada de decisão, julgando os</p><p>eventos pela sua aparência e não pela probabilidade de eles acontecerem. Como exemplo</p><p>temos o caso de uma pessoa que não aplica mais em ações porque teve uma má</p><p>experiência no passado.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>3. Ancoragem: os indivíduos, caso tenham exposição prévia de uma informação, podem</p><p>considerá-la fortemente na sua tomada de decisão, independentemente da sua relevância</p><p>para aquilo que será decidido. Para exempli�car, imagine que um indivíduo que seja</p><p>previamente exposto a palavras como “desconto”, “promoção”, tenha mais chance de</p><p>avaliar um investimento como vantajoso do que um investidor exposto a palavras como</p><p>“caro”, “alto”.</p><p>4. Aversão à perda: é um viés que faz os indivíduos darem maior importância às perdas do</p><p>que aos ganhos, induzindo-os frequentemente a correrem mais riscos com o objetivo de</p><p>tentar reparar eventuais prejuízos. Podemos ver essa situação quando, por exemplo, o</p><p>preço das ações cai e um investidor que tenha feito aplicação em ações �ca esperando que</p><p>o preço delas volte a subir, ou seja, ele tem medo de assumir que errou.</p><p>5. Comportamento de manada: ocorre quando pessoas fazem o que os outros estão fazendo</p><p>(copiam a ação dos outros), não usando suas próprias informações, análises ou tomando</p><p>suas decisões de forma independente. Como exemplo temos a situação em que alguns</p><p>investidores começam a vender uma determinada ação e, por esse motivo, outros</p><p>investidores (seguindo o comportamento daquelas pessoas, por acharem que elas têm</p><p>mais informações a respeito daquele papel) também vendem a ação (seguem o</p><p>comportamento da maioria).</p><p>�. Framing (enquadramento): esse viés mental mostra que as escolhas podem ser</p><p>apresentadas de uma forma em que se destaque (enfatize) os pontos positivos ou</p><p>negativos da mesma decisão, o que pode impactar, negativamente, na decisão do</p><p>investidor. Por exemplo, ao dizer que um investimento tem 5% de chances de valorização,</p><p>isso levará mais pessoas a investirem nesse ativo, do que dizer que o ativo tem 95% de</p><p>chances de não se valorizar.</p><p>7. Excesso de con�ança: acontece quando pessoas tendem a superestimar sua capacidade</p><p>de avaliar eventos, julgando entender determinadas informações muito além do que a</p><p>própria informação pode explicar, por exemplo, um investidor que con�a demais nas suas</p><p>avaliações e perspectivas de investimentos para tomar suas decisões, ignorando as</p><p>incertezas que vão existir no mercado, o que o leva a fazer um demasiado número de</p><p>operações no mercado.</p><p>�. Contabilidade mental: esse viés está relacionado com a forma equivocada como os</p><p>investidores separam “caixinhas mentais” sobre as quais são atribuídos valores diferentes</p><p>ao dinheiro. Por exemplo, um investidor sente menos uma perda quando ela vem após um</p><p>ganho, o que o faz com que ele tenha uma menor aversão ao risco, após um ganho (atitude,</p><p>muitas vezes, equivocada).</p><p>9. Efeito retrovisor: é a tendência do investidor de reagir a movimentos mais recentes do</p><p>mercado, alocando em ativos com melhor performance recente e se desfazendo daqueles</p><p>com performance mais baixa. Podemos enxergar essa heurística quando um investidor</p><p>migra o seu capital para ativos de melhor desempenho recente, sem uma análise criteriosa</p><p>para essa migração. No entanto, retornos passados não são garantia de retorno futuro, não</p><p>é mesmo?</p><p>Para �nalizarmos esta aula , nunca é demais falar que, como vimos, o pro�ssional de</p><p>aconselhamento �nanceiro deve levar em consideração uma série de fatores objetivos e de</p><p>circunstâncias pessoais de seus clientes, sendo que, frequentemente, ele lidará com investidores</p><p>com grau bastante reduzido de conhecimento do mercado �nanceiro e de como funcionam os</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>produtos de investimento disponíveis para sua escolha. Diante disso, a atenção dele deve ser</p><p>redobrada na hora de aconselhar o cliente.</p><p>Até mais.</p><p>Videoaula: Primeiros passos para investidores</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Con�ra a videoaula com a explicação do conteúdo estudado.</p><p>Conclusão</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para minimizar os riscos de sua carteira de investimentos, Fabrício diversi�cou seus</p><p>investimentos, comprando ações de 5 empresas diferentes do setor de mineração. Ao encontrar</p><p>Gustavo, seu amigo e consultor �nanceiro experiente, Fabrício pergunta a ele se a estratégia que</p><p>ele usou vai minimizar os riscos da sua carteira de investimentos.</p><p>Para responder essa pergunta, Gustavo vai começar explicando a Fabrício que a diversi�cação</p><p>minimiza os riscos do investidor. Claro que, ao comprar ações de 5 empresas do setor de</p><p>mineração, as perdas advindas de uma notícia negativa relativa a uma dessas cinco empresas</p><p>(estouro de uma barragem, escândalo de corrupção, fraude �scal, etc.) podem ser compensadas</p><p>(ou minimizadas) pelos ganhos na valorização das ações das outras 4 empresas.</p><p>No entanto, a diversi�cação que realmente potencializa a minimização de riscos do investidor</p><p>deve ser feita de tal modo que os ativos que compõem uma carteira de investimentos tenham</p><p>baixa correlação uns com os outros. Nesse ponto, Gustavo deve explicar para Fabrício que, por</p><p>ter concentrado seus investimentos em um único setor (mineração), a correlação dos ganhos e</p><p>perdas das ações dessas 5 empresas tende a ser alta, o que enfraquece a possibilidade de</p><p>diminuição dos riscos de mercado, por exemplo.</p><p>Para entender isso, imagine que essas 5 empresas exportem seus minérios para a China e que o</p><p>crescimento da economia desse país comece a diminuir. Isso não afetaria o valor das ações</p><p>daquelas 5 mineradoras? Imagine, ainda, que o governo traga uma rigidez maior nas leis relativas</p><p>ao licenciamento ambiental para as mineradoras.</p><p>Isso também afetaria negativamente aquelas 5 empresas mineradoras, não é mesmo? Dessa</p><p>forma, Gustavo deve mostrar a Fabrício que ele deve diversi�car a carteira de investimentos dele,</p><p>comprando ações de empresas sólidas, mas com baixa correlação de mercado.</p><p>Além disso, Gustavo deve dar um passo além, mostrando a Fabrício que uma diversi�cação</p><p>realmente efetiva (para minimizar riscos) é aquela que mistura investimentos em produtos</p><p>diferentes (ações, moeda estrangeira, fundos de investimento, CDBs, debêntures, títulos públicos,</p><p>etc.), a�nal, se houver uma nova crise bancária nos EUA, o investidor, no Brasil, que tiver ações de</p><p>10 empresas diferentes, de 10 setores diferentes provavelmente vai ver o valor de todas elas</p><p>diminuir, já que a Bolsa será integralmente impactada de forma negativa por aquela notícia.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ABREU, E. CPA-10. [S. l.], 2019. Disponível em: https://ead.edgarabreu.com.br/. Acesso em: 15 jul.</p><p>2019.</p><p>AGÊNCIA BRASIL. Copom inicia hoje reunião para de�nir taxa básica de juros. 7 maio 2019.</p><p>Disponível em: https://exame.abril.com.br/economia/copom-inicia-hoje-reuniao-para-de�nir-taxa-</p><p>basica-de-juros-5/. Acesso em: 15 jul. 2019.</p><p>ANBIMA. Material de Estudos CPA-10. [S. l.], 2019. Disponível em:</p><p>https://www.anbima.com.br/pt_br/educar/certi�cacoes/cpa-10/material-de-estudos/material-de-</p><p>estudos-cpa-10.htm. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BACEN. Metas para a in�ação. [S.d.]. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/controlein�acao/metain�acao. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BANCO Central do Brasil. Comitê de Política Monetária (Copom). [2019a]. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/controlein�acao/copom. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BANCO Central do Brasil. Taxa Selic. [S.d.]. [2019b]. Disponível em:</p><p>https://www.suapesquisa.com/economia/taxa_selic.htm. Acesso em: 15 jul. 2019.</p><p>CASTRO, F. de. IPCA para 2019 permanece em 3,89% e para 2020, em 4%, aponta Focus. 25 mar.</p><p>2019. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2019/03/25/ipca-</p><p>para-2019-permanece-em-389-e-para-2020-em-400-aponta-focus.htm. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CDN2. QQD66 juros. [S.d.] Disponível em:</p><p>https://cdn2.hubspot.net/hubfs/1653949/QQD66_Juros_(1).pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>COLEÇÃO EXPO MONEY. In: AZEVEDO, H. 500 perguntas (e respostas) básicas de �nanças. [S. l.]:</p><p>campus, 2008.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>DINIZ, F. O tripé de investimentos e o erro de olhar somente a rentabilidade. 22 maio 2019.</p><p>Disponível em: https://omentor�nanceiro.com.br/educacao-�nanceira/o-tripe-de-investimentos-e-</p><p>o-erro-de-olhar-somente-a-rentabilidade/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FERREIRA, D. Fluxo Circular da Renda – o que é? Para que serve? 2 abr. 2015. Disponível em:</p><p>http://economiasemsegredos.com/�uxo-circular-da-riqueza/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>G1. Entenda o PIB. 30 ago. 2013. Disponível em: http://g1.globo.com/economia/pib-o-que-e/.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>GERBELLI, L. G. Brasil caminha para década com crescimento mais fraco em 120 anos. 25 mar.</p><p>2019. Disponível em: https://glo.bo/2uttFqV. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>INVESTING AMBEV SA. Ambev AS (ABEV3). Disponível em:</p><p>https://br.investing.com/equities/ambev-pn. Acesso em: Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>INVESTING BR MALLS. BR Malls Participacoes (BRML3). Disponível em</p><p>https://br.investing.com/equities/br-malls-par-on-nm. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>MALASSISE, R. L. S. et al. Economia. In: JÚNIOR, J. D. et al. Londrina: Educacional S.A, 2014.</p><p>OLIVEIRA, A. Juros compostos: em 3 grá�cos, a prova da maior força das �nanças pessoais. 23</p><p>ago. 2018. Disponível em https://urbe.me/lab/juros-compostos/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>SILVA, M. N. P. da. Taxas Equivalentes. Disponível em:</p><p>https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/taxas-equivalentes.htm. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. de. Manual de Economia. São Paulo: Saraiva, 2011.</p><p>WILLIAMS, B. Intuição versus razão. Disponível em</p><p>https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/Evento/Confere</p><p>ncia/2017/6_08-12-2017_Intuixo_versus_razxo_Bo_Williams.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>,</p><p>Unidade 3</p><p>Fundos de investimentos, instrumentos de renda �xa e variável e previdência complementar</p><p>Aula 1</p><p>Fundos de investimento e renda �xa</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Objetivos da Unidade</p><p>Ao longo desta Unidade, você irá:</p><p>identi�car os ativos �nanceiros em dois grandes grupos: os instrumentos de renda �xa e os</p><p>instrumentos de renda variável;</p><p>de�nir os tipos de mercados, os canais de distribuição, as formas de remuneração, os</p><p>riscos, a tributação e os clubes de investimento em ações;</p><p>explicar os interesses que levam o investidor a adquirir ações ordinárias ou preferenciais;</p><p>distinguir as modalidades da previdência privada: o Vida Gerador de Benefícios Livres</p><p>(VGBL) e o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL).</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Olá estudante, quando você consegue ter educação �nanceira e guarda parte do seu dinheiro,</p><p>precisa saber quais produtos estão disponíveis para investir, concorda? Como diz o ator Will</p><p>Smith:</p><p>“Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem,</p><p>para comprar coisas que não</p><p>precisam, para impressionar pessoas que não gostam” (PENSADOR, [s.d.])</p><p>Então, chega um momento em que temos que mudar de atitude em relação ao dinheiro e pensar</p><p>em ter uma vida �nanceira mais saudável. Para isso, o objetivo desta Unidade 3 é mostrar</p><p>algumas alternativas de investimentos, como fundos de investimentos, instrumentos de renda</p><p>�xa e variável e previdência complementar.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Por meio do entendimento das características, das taxas e da tributação de alguns produtos de</p><p>investimento de renda �xa (Letra de Crédito Imobiliário – LCI; Letra de Crédito do Agronegócio –</p><p>LCA; Certi�cado de Depósito Bancário – CDB; Poupança, debêntures e títulos públicos), renda</p><p>variável e de previdência social (Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL – e Vida Garantidor de</p><p>Benefício Livre – VGBL), esta unidade irá ajudá-lo a compreender os diferencias dos diversos</p><p>produtos �nanceiros disponíveis para o investidor.</p><p>Para nos auxiliar nessa tarefa, nas três aulas desta Unidade, iremos acompanhar a história de</p><p>Eduardo, que trabalha desde os 18 anos de idade, contribui para o Instituto Nacional do Seguro</p><p>Social (INSS) e atualmente é piloto de avião de uma multinacional, não tendo muito tempo livre</p><p>na sua agenda. Hoje, ele tem 45 anos e planeja se aposentar aos 65. Assim, Eduardo pretende se</p><p>programar �nanceiramente e, por esse motivo, ele vai procurar os gerentes dos três bancos em</p><p>que tem conta para reavaliar a sua carteira de investimento.</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão desta disciplina.</p><p>Sucesso!</p><p>Introdução da aula</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Nessa aula, vamos estudar sobre as características, as taxas e a tributação de alguns produtos</p><p>de investimento de renda �xa como: LCI, LCA, CDB, poupança, debêntures e títulos públicos.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar a função e os objetivos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);</p><p>classi�car as debêntures: simples, conversíveis, permutáveis e incentivadas;</p><p>distinguir os tipos de fundos de investimento: renda �xa, ações, multimercados e cambial;</p><p>analisar as vantagens dos fundos de investimentos: diversi�cação, gestão pro�ssional,</p><p>acessibilidade e liquidez.</p><p>Situação-problema</p><p>A disseminação da educação �nanceira se torna cada vez mais importante para que as pessoas</p><p>possam lidar melhor com o dinheiro e ter uma vida �nanceira saudável. Dessa forma, um ponto</p><p>importante é saber quais produtos de investimentos estão disponíveis para aplicação, como os</p><p>fundos de investimento e os instrumentos de renda �xa que estudaremos nesta aula em que</p><p>veremos as características, taxas e tributação de alguns produtos de investimento de renda �xa</p><p>como: LCI, LCA, CDB poupança, debêntures e títulos públicos. Bacana, não é mesmo?</p><p>Para desenvolvermos os temas desta aula , acompanharemos a história de Eduardo, piloto de</p><p>avião, casado e com uma �lha de 10 anos. Como não tem muito tempo livre em sua agenda,</p><p>Eduardo telefona para a sua gerente, Diana, do banco XPTO, para saber onde aplicar R$</p><p>200.000,00 em um produto �nanceiro de baixo risco e o quanto cada tipo de produto �nanceiro</p><p>paga de Imposto de Renda (IR). Diana explica que as alíquotas variam de 15% a 22,5%, sendo que</p><p>alguns produtos ainda pagam Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxa de</p><p>administração (que pode variar de 0,5% até 2%).</p><p>Ao apresentar as rentabilidades de seus produtos de baixo risco com remunerações pré e pós-</p><p>�xadas (CDB, LCI, LCA, títulos públicos e um fundo de renda �xa), Eduardo constata que a maior</p><p>remuneração bruta oferecida pelo banco XPTO era de 10%. Assim, quando a gerente disse a</p><p>remuneração dos produtos, Eduardo achou que iria perder dinheiro, pois ganharia 10% de</p><p>remuneração, mas pagaria de 15% a 22,5% de IR. Como Diana explicaria a forma que o IR é</p><p>calculado para aqueles produtos?</p><p>Ainda nessa conversa com Diana, Eduardo expôs o medo que tinha de aplicar os R$ 200.000,00</p><p>no XPTO, pois poderia perder tudo, caso aquele banco quebrasse (ele viu um piloto norte-</p><p>americano, amigo dele, perder muito dinheiro nos EUA, quando o banco em que tinha conta</p><p>quebrou, após a crise �nanceira de 2008).</p><p>Se o XPTO quebrasse, ele perderia tudo o que ele tinha investido naqueles produtos de renda</p><p>�xa? Para ajudar a encontrar a resposta para Eduardo, você precisará entender as características</p><p>de alguns produtos �nanceiros que estão disponíveis para o investidor.</p><p>Pronto para esse novo desa�o?</p><p>Bons estudos!</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Produtos e títulos de renda �xa</p><p>Ter uma reserva de dinheiro para se ter uma vida �nanceira saudável no futuro é fundamental.</p><p>Por isso, é importante entender quais produtos de investimentos estão disponíveis para fazer o</p><p>dinheiro trabalhar para você.</p><p>Nessa aula, você irá compreender algumas alternativas de investimento em renda �xa, enquanto,</p><p>na próxima, verá o mercado de renda variável. Por isso, antes de mais nada, você sabe a</p><p>diferença entre investimentos de renda �xa e os de renda variável?</p><p>Os produtos de renda �xa são aqueles em que o investidor, de forma antecipada (ou seja, no</p><p>momento da aplicação do dinheiro), conhece (ou tem condições de calcular) a remuneração que</p><p>o investimento lhe dará; por outro lado, nos produtos de renda variável não existe essa</p><p>previsibilidade sobre a remuneração que o investidor irá ganhar, pois ela depende de condições</p><p>de mercado incertas.</p><p>Para �car mais clara essa diferença, responda às seguintes perguntas:</p><p>ao aplicar R$ 1.000,00 de seu dinheiro na aquisição de ações de uma empresa, você</p><p>consegue prever quanto irá ganhar com essa aplicação?; e</p><p>quando aplica os mesmos R$ 1.000,00 na Caderneta de Poupança ou CDB, você tem a</p><p>resposta para essa pergunta?</p><p>Bem, para o mercado de ações, essa resposta é impossível (existindo, até mesmo, a</p><p>possibilidade do investidor receber menos dinheiro do que aquele que foi investido por ele), o que</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>faz com que as ações sejam exemplos de uma aplicação de renda variável, mas no caso da</p><p>poupança e do CDB essa resposta é simples de ser obtida, o que mostra que eles são exemplos</p><p>de aplicações em renda �xa.</p><p>CDBs, LCIs, LCAs, caderneta de poupança, títulos públicos e debêntures são exemplos de</p><p>produtos �nanceiros de renda �xa. Eles podem ter uma remuneração pre�xada (quando o</p><p>investidor já conhece a rentabilidade que vai auferir no momento da aplicação) ou pós-�xada</p><p>(quando o investidor sabe como calcular o quanto aquela aplicação vai render, sem saber,</p><p>exatamente, o valor, já que a rentabilidade será alterada conforme mudanças na taxa Sistema</p><p>Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) ou no IPCA (FOCALISE, [s.d.]).</p><p>Os produtos de renda �xa são considerados de menor risco (em comparação aos de renda</p><p>variável), portanto, sendo indicados para as pessoas com per�s de investimento mais</p><p>conservador. No entanto, isso não signi�ca dizer que eles são isentos de risco, pois sempre</p><p>existe a possibilidade de o emissor do título não cumprir com as obrigações assumidas</p><p>(FOCALISE, [s.d.]).</p><p>Vamos, agora, detalhar cada um desses investimentos de renda �xa?</p><p>Os CDBs são títulos de renda �xa que representam um depósito a prazo realizado por</p><p>investidores junto a uma instituição �nanceira, ou seja, são títulos emitidos pelos próprios</p><p>bancos que são vendidos ao público em geral para que o banco consiga mais recursos</p><p>�nanceiros para serem emprestados aos agentes de�citários (de forma coloquial, o banco emite</p><p>um CDB, recebendo dinheiro (pela sua venda) que será usado para ele conceder empréstimos</p><p>aos clientes do banco – empresas e pessoas). Estão autorizados a emitirem CDBs, os bancos</p><p>comerciais, de investimento, os múltiplos, os de desenvolvimento e a Caixa Econômica Federal.</p><p>Os CDBs devem informar o seu prazo de vencimento (isto é, quando o valor aplicado pelo</p><p>investidor acrescido de juros será devolvido a ele), sendo que os mais comuns são os de 3</p><p>meses, 6 meses, 12 meses, 2 anos, 3 anos e 5 anos (quanto maior o prazo, maior é a</p><p>rentabilidade dele).</p><p>Apesar desse prazo de vencimento ser preestabelecido,</p><p>tenham liquidez no</p><p>mercado.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para aumentar o seu entendimento sobre custo de transação, pesquise mais sobre o legado de</p><p>Ronald Coase, no artigo Uma revisita a Ronald H. Coase, dos autores Lucas Emanuel da Silva e</p><p>Tácito Augusto Farias, publicado pela Revista de Desenvolvimento Econômico, em Salvador.</p><p>______</p><p>Pensando nisso, como é possível organizar a relação de tantos agentes superavitários e</p><p>de�citários de todo o país, de forma segura, a �m de que os recursos mudem de mãos (dos</p><p>superavitários para os de�citários), colaborando para o crescimento do país?</p><p>É aqui que entra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), o qual é formado por alguns órgãos e</p><p>instituições que vão organizar, �scalizar e executar atividades e operações relacionadas ao</p><p>https://revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/download/3904/3087</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>crédito e à circulação da moeda no país. Vamos conhecer a estrutura do SFN?</p><p>O SFN é composto por um subsistema normativo (que reúne órgãos normativos e de supervisão)</p><p>e por um subsistema de intermediação (constituído por instituições dedicadas à execução das</p><p>funções do SFN). Agora iremos entender as famosas letrinhas: CMN, BACEN, CVM, SUSEP ...</p><p>Sistema Financeiro Nacional. Fonte: Banco Central do Brasil, 2019.</p><p>O órgão normativo (que está inserido no subsistema normativo) é composto pelo: Conselho</p><p>Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e Conselho Nacional</p><p>de Previdência Complementar (CNPC). Entre eles, o mais importante é o CMN. Vamos conhecê-</p><p>lo?</p><p>O CMN é o órgão deliberativo de cúpula do Sistema Financeiro Nacional, tendo como algumas</p><p>atribuições: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetárias, cambial e creditícia;</p><p>disciplinar e coordenar os instrumentos de política monetária e cambial; e regular as condições</p><p>de constituição, funcionamento e �scalização das instituições �nanceiras (ou seja, dos</p><p>intermediários �nanceiros).</p><p>Sabia que o presidente do Banco Central compõe o CMN? Além dele, o Ministro da Fazenda (que</p><p>preside o conselho) e o Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Eles reúnem-se</p><p>periodicamente para deliberar sobre assuntos referentes ao aperfeiçoamento dos instrumentos</p><p>�nanceiros, solvência das instituições �nanceiras, coordenação de políticas monetárias, entre</p><p>outros.</p><p>Já o órgão supervisor (que também está inserido no subsistema normativo) é composto pelo:</p><p>Banco Centro do Brasil – BACEN (BCB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM),</p><p>Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Superintendência Nacional de Previdência</p><p>Complementar (PREVIC).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Funções dos órgãos supervisores. Fonte: elaborado pela autora.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>As determinações do BACEN são conduzidas pela redação de documentos normativos que</p><p>podem ser classi�cados em:</p><p>1 - circulares (atos normativos pelos quais o BACEN, por delegação, cria normas para o SFN</p><p>e regulamenta normas contidas em resoluções do CMN);</p><p>2 - cartas circulares (instrumentos utilizados para esclarecer dúvidas/ divergências</p><p>referentes à interpretação e à aplicação de disposições normativas); e</p><p>3 - comunicados (documentos administrativos de âmbito externo com objetivo de divulgar</p><p>deliberação ou informação relativa à área de atuação do BACEN) (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>O site da Comissão de Valores Mobiliários traz diversas dicas sobre educação �nanceira. Procure</p><p>mais informações sobre o assunto.</p><p>Principais intermediários �nanceiros</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Analisados os principais órgãos normativos e supervisores, passaremos a analisar o que fazem e</p><p>como se dividem os principais intermediários �nanceiros (subsistema de intermediação).</p><p>Existem diversos intermediadores �nanceiros. Entre eles, destacam-se: os bancos, a Bolsa de</p><p>Valores B3, as Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, as Sociedades</p><p>Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários e os Sistemas e Câmaras de Liquidação e</p><p>Custódia.</p><p>Entre os tipos de bancos, temos os bancos múltiplos, que gerenciam as seguintes carteiras:</p><p>comercial, de investimento, desenvolvimento (exclusiva dos bancos públicos), de crédito</p><p>imobiliário, de arrendamento mercantil (leasing), e de crédito, �nanciamento e investimento</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>São as instituições �nanceiras, privadas ou públicas que realizam, dentro de uma mesma</p><p>organização, as atividades próprias de pelo menos dois tipos de instituições. Para constituir um</p><p>banco múltiplo será necessário que ele seja composto por, no mínimo, duas das carteiras, sendo</p><p>que uma delas, obrigatoriamente, deverá ser a carteira de banco comercial ou a de banco de</p><p>investimento.</p><p>Você sabe o que são essas carteiras?</p><p>A carteira comercial é a única que permite à instituição captar depósitos à vista (conta corrente),</p><p>sendo a principal carteira de um banco múltiplo. Agindo como um banco comercial, os bancos</p><p>múltiplos proporcionam suprimento de recursos necessários para �nanciar, a curto e médio</p><p>prazos, as empresas e as pessoas físicas, captando depósitos à vista e a prazo (ANBIMA, 2019).</p><p>Além disso, os bancos múltiplos também podem agir como um banco de investimento (captando</p><p>recursos via depósito a prazo), que são aqueles especializados na gestão de recursos de</p><p>terceiros, como a administração de fundos de investimentos ou colocação de valores mobiliários</p><p>(ações, debêntures, etc.) no mercado.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>O banco Itaú, que é um Banco Múltiplo, pode captar recursos à vista (por meio dos depósitos</p><p>feitos pelos clientes em suas contas correntes) e a prazo (por meio de depósitos feitos pelos</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>clientes em carteiras a prazo, como uma aplicação em CDB – Certi�cado de Depósito Bancário),</p><p>para emprestar recursos aos agentes de�citários</p><p>______</p><p>Já a Brasil, Bolsa e Balcão (B3 S.A.) é a Bolsa de Valores do Brasil, sendo o resultado da fusão da</p><p>Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) com a Central de</p><p>Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP). As Bolsas de Valores são</p><p>associações civis, sem �ns lucrativos ou sociedades anônimas, tendo como principal objetivo</p><p>manter local adequado ao encontro de seus membros e à realização de transações de compra e</p><p>venda de títulos e valores mobiliários, sendo �scalizadas pela CVM.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Como exemplo de valores mobiliários, temos as debêntures, as ações e as notas comerciais, ou</p><p>seja, os valores mobiliários são alternativas para quem quer poupar recursos em produtos</p><p>�nanceiros com alto potencial de rentabilidade, enquanto para as entidades emitentes os valores</p><p>mobiliários são uma forma de �nanciamento.</p><p>Para entender isso, imagine que a empresa em que Nicolas trabalha precisa de recursos para</p><p>aumentar sua produção. Uma das ferramentas que ela tem (por ser uma empresa não �nanceira)</p><p>para captar esses recursos é ofertando debêntures. Com isso, o investidor (quem compra a</p><p>debênture – título da empresa), também chamado de debenturista, passa a ser o credor dessa</p><p>empresa e recebe juros até o vencimento do título (a não ser em um tipo especial de debênture,</p><p>chamada de “perpétua”, que possui vencimento inde�nido).</p><p>______</p><p>Com relação às Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (mais conhecidas como</p><p>“corretoras”), a principal atividade delas é a de execução de ordens de compra e venda de ativos</p><p>para seus clientes, ou seja, elas promovem, de forma e�ciente, a aproximação entre compradores</p><p>e vendedores de títulos e valores mobiliários, dando-lhes uma negociabilidade adequada.</p><p>Já as Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (mais conhecidas como</p><p>DVTMs), assim como as corretoras, exercem atividade intensa de intermediação, pela qual, em</p><p>geral, cobram taxas e comissões. Como elas passaram a poder praticar basicamente as mesmas</p><p>atividades das corretoras, estão igualmente sujeitas à �scalização da Bolsa de Valores, da CVM e</p><p>do BACEN.</p><p>Dentro do SF, temos também as chamadas clearing houses, ou seja, os Sistemas e Câmaras de</p><p>Liquidação e Custódia, que são os órgãos responsáveis pela liquidação das operações</p><p>é bastante corriqueiro encontrar CDBs</p><p>com liquidez diária (que traz a possibilidade de o investidor resgatar seu dinheiro de forma</p><p>antecipada); caso o CDB não traga essa liquidez diária, ele só poderá ser resgatado na data de</p><p>seu vencimento (ou poderá ser vendido no mercado secundário, mas isso trará uma perda de</p><p>rentabilidade ao investidor).</p><p>Não existe um prazo mínimo para o CDB, e sua remuneração poderá ser:</p><p>1. pre�xada (por exemplo, 8% ao ano).</p><p>2. pós-�xada atrelado ao CDI (por exemplo, 95% do CDI).</p><p>3. pós-�xada vinculada à in�ação, como a variação do IPCA (por exemplo, um CDB que</p><p>remunera o IPCA + 3,5% de juros).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Se há uma expectativa de que a taxa de juros SELIC (que é bastante próxima à taxa do CDI) vai</p><p>ser reduzida pelo governo, compensa ao investidor aplicar seus recursos em CDBs pré ou pós-</p><p>�xados? E, quando existe a expectativa dela ser ampliada? Re�ita sobre o assunto.</p><p>______</p><p>Como o CDB é um empréstimo que a pessoa faz ao banco, não é cobrada taxa de administração</p><p>nesse produto �nanceiro. No entanto, sobre ele há incidência de IR, conforme a tabela “Alíquota</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>de Imposto de Renda”.</p><p>O IR incide apenas sobre a renda ganha com a aplicação �nanceira, sendo que é o próprio banco</p><p>que faz o seu recolhimento. Além disso, caso o resgate do CDB aconteça em um período de até</p><p>30 dias (da data da aplicação), há cobrança do IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio</p><p>e Seguro, ou relativas e Títulos, ou Valores Mobiliários, mais conhecido como Imposto sobre</p><p>Operações Financeiras), com alíquotas maiores nos primeiros dias e menores quando esse</p><p>resgate se aproxima do 30º dia, após a aplicação do recurso (ANBIMA, 2019).</p><p>Alíquota de Imposto de Renda. Fonte: ANBIMA (2019, p. 26).</p><p>O principal risco do CDB é a possibilidade de o banco emissor quebrar, ir à falência (o chamado</p><p>risco de crédito, lembra?). No entanto, o CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>O FGC é uma entidade privada, sem �ns lucrativos, que administra um mecanismo de proteção</p><p>aos correntistas, poupadores e investidores. Esse mecanismo permite recuperar os depósitos ou</p><p>créditos mantidos em instituição �nanceira, até determinado valor, em caso de intervenção, de</p><p>liquidação ou de falência da instituição �nanceira (BACEN, 2018).</p><p>Em 2019, o FGC cobria valores investidos por pessoa física ou jurídica, em cada conglomerado</p><p>�nanceiro, até o limite de R$ 250.000,00, sendo que essa garantia está sujeita a um limite total de</p><p>R$ 1.000.000,00, em quatro anos (ANBIMA, 2019). Dessa forma, se você tem, por exemplo, R$</p><p>50.000,00 aplicados em um CDB e o banco emissor desse papel quebra, o FGC garante que você</p><p>receberá aqueles R$ 50.000,00 que estavam investidos.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Investimentos de renda �xa: LCIs, LCAs e títulos públicos</p><p>Outros investimentos de renda �xa são as LCIs e LCAs. Elas são produtos similares aos CDBs,</p><p>pois são emitidas por diversos bancos, mas com o intuito de captar recursos para empréstimos</p><p>ao setor imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Cada emissão de uma letra de crédito LCI ou</p><p>LCA precisa ser garantida por créditos (imobiliários ou do agronegócio) de propriedade do banco</p><p>emissor, que servem de lastro a esses papéis. Esses papéis possuem prazos preestabelecidos</p><p>(90 dias, 12 meses, etc.), que não podem superar o prazo do crédito usado como lastro.</p><p>Da mesma forma como acontece com o CDB, os resgates podem ser diários (liquidez diária), ou</p><p>apenas no vencimento, sendo possível a negociação deles no mercado secundário (apesar da</p><p>baixa liquidez desses papéis nesse mercado). Além disso, os LCIs e LCAs também podem ter</p><p>remuneração pré ou pós-�xada (atreladas ao CDI ou índices in�acionários como o IPCA), têm</p><p>risco de crédito e são garantidas pelo FGC.</p><p>Com relação à tributação, LCIs e LCAs são livres do IOF e pessoas físicas não pagam IR (apenas</p><p>as pessoas jurídicas pagam IR sobre os rendimentos obtidos pelas LCIs ou LCAs, com as</p><p>mesmas alíquotas apresentadas na tabela “Alíquota de Imposto de Renda”). Além disso, os</p><p>bancos, normalmente, não costumam cobrar taxas de administração sobre essas letras de</p><p>crédito.</p><p>A caderneta de poupança, a velha conhecida dos brasileiros, é um produto de renda �xa que tem</p><p>a rentabilidade mensal atrelada a sua data de aniversário, ou seja, ao dia do mês de sua abertura.</p><p>Assim, se a abertura da poupança (data de aniversário) for no dia 15, por exemplo, e você sacar</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>os recursos dia 10 do mês seguinte (o investidor pode sacar o dinheiro a qualquer momento),</p><p>deixa de ganhar os rendimentos desse mês corrido.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Se um investidor abriu uma caderneta de poupança no dia 10, sempre receberá juros no dia 10</p><p>dos meses seguintes. Caso a abertura dela ocorra nos dias 29, 30 ou 31, sua data de aniversário</p><p>será sempre no dia 01 dos meses seguintes.</p><p>______</p><p>Depósitos realizados na Poupança até o dia 03/05/2012 terão a rentabilidade de 6% ao ano +</p><p>Taxa Referencial TR (que é uma taxa de juros importante da economia brasileira, a qual é usada</p><p>como referência para a rentabilidade de diversos investimentos).</p><p>Já os depósitos realizados em poupanças após o dia 03/05/2012 terão a rentabilidade de 6% ao</p><p>ano mais TR, se a Selic for maior que 8,5% ao ano, ou terão a rentabilidade de 70% da Selic mais</p><p>TR, caso a Selic seja igual ou inferior a 8,5% ao ano.</p><p>Apesar do risco de crédito, a poupança é garantida pelo FGC (nos mesmos parâmetros já vistos</p><p>no CDB). Vale destacar, também, que ela é isenta de IR, IOF e taxas de administração.</p><p>Vamos falar, agora, sobre outro produto de renda �xa: os títulos públicos.</p><p>Como vimos anteriormente, quando aplica em CDBs, LCIs e LCAs, o investidor empresta dinheiro</p><p>aos bancos, que vão repassá-lo a agentes de�citários especí�cos ou gerais. Já com a aquisição</p><p>de títulos públicos, o investidor empresta dinheiro ao governo, ou seja, ao comprar um título</p><p>público, o investidor:</p><p>“empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro</p><p>uma remuneração por este empréstimo, ou seja, ele receberá o que emprestou mais</p><p>os juros sobre esse empréstimo” (SOTTO- MAIOR, 2015).</p><p>Como são emitidos pelo Tesouro Nacional, os títulos públicos têm risco de crédito nulo. No</p><p>entanto, por serem pre�xados ou pós-�xados, possuem risco de mercado como quaisquer outros</p><p>produtos �nanceiros.</p><p>Títulos públicos pre�xados</p><p>1. Letra do Tesouro Nacional (LTN);</p><p>2. Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).</p><p>Títulos públicos pós-�xados</p><p>1. Letra Financeira do Tesouro (LFT), que é indexada à Taxa Selic;</p><p>2. Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B);</p><p>3. Nota do Tesouro Nacional Série B Principal (NTN-B Principal).</p><p>Nota: esses dois últimos são indexados pelo IPCA.</p><p>A remuneração dos títulos públicos pode ser paga apenas no seu vencimento e/ou</p><p>semestralmente, conforme a tabela “Tipos de títulos públicos e suas remunerações”, sendo que é</p><p>possível fazer o resgate diário deles, a preço de mercado (ou seja, “caso o investidor não deseje</p><p>aguardar o vencimento, o Tesouro Nacional garante a recompra diária dos títulos adquiridos no</p><p>Tesouro Direto”, a preço de mercado) (SOTTO- MAIOR, 2015).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tipos de títulos públicos e suas remunerações. Fonte: Tesouro Nacional ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Os juros pagos pelos títulos públicos e a diferença entre o preço de compra e o preço de venda</p><p>deles são tributados com IR (conforme a tabela “Alíquota de Imposto de Renda”), além de haver</p><p>incidência de IOF, caso o resgate aconteça em um período inferior ou igual a 30 dias da</p><p>aplicação.</p><p>A forma mais fácil de aquisição de um título público é o Tesouro Direto, o programa do Tesouro</p><p>Nacional desenvolvido para a aquisição desses papéis por meio da internet. Como é necessário</p><p>abrir uma conta em uma corretora para o investimento no Tesouro Direto, esse investimento traz</p><p>a cobrança de uma taxa de administração estipulada por cada corretora, além de haver uma taxa</p><p>de custódia de 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada pela B3 (antiga BM&F Bovespa),</p><p>referente à guarda dos títulos e informações e</p><p>movimentações dos saldos (SOTTO-MAIOR,</p><p>2015).</p><p>No entanto, os títulos públicos fazem parte do patrimônio do investidor (e não da corretora), o</p><p>que elimina o risco de perda, caso essas instituições quebrem.</p><p>Ainda precisamos estudar as debêntures, que também são um tipo de investimento em renda</p><p>�xa. Debêntures são títulos de dívidas de empresas não �nanceiras, ou seja, os debenturistas</p><p>(quem compra as debêntures) emprestam dinheiro para uma empresa (que vai usá-lo para</p><p>aumentar seu capital, custear projetos ou pagar dívidas), em troca de uma remuneração</p><p>acordada entre as partes por esse empréstimo.</p><p>A aquisição das debêntures se dá por meio de uma corretora, sendo que, normalmente, são</p><p>investimentos de médio ou longo prazos (a partir de 2 anos). É possível a venda de debêntures</p><p>no mercado secundário, mas devido à di�culdade de elas serem vendidas a um preço apropriado</p><p>(baixa liquidez), os debenturistas preferem mantê-las até a sua data de vencimento.</p><p>Cabe destacar que as debêntures apresentam grande risco de crédito (quebra da empresa</p><p>emissora da debênture), pois não têm garantia do FGC, o que traz à tona a importância das</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>agências de rating (lembra delas?), que classi�cam o risco de cada debênture emitida. Esse risco</p><p>pode ser diminuído, caso a debênture traga garantias reais ou �utuantes (ou seja, caso parte do</p><p>patrimônio da empresa ou a integralidade dele seja dada como garantia de pagamento daquele</p><p>papel).</p><p>Também é importante dizer que as debêntures podem ser:</p><p>simples (títulos puramente de renda �xa);</p><p>conversíveis (trazem a opção para o debenturista convertê-la em ações da mesma</p><p>empresa, a um preço preestabelecido);</p><p>permutáveis (que podem ser trocadas por ações de outras empresas); ou</p><p>incentivadas (emitidas com o �m especí�co de trazer investimentos para áreas de</p><p>infraestrutura como telecomunicação, energia, saneamento básico, etc.).</p><p>Esses papéis podem trazer remunerações pre�xadas (menos comuns) ou pós-�xadas (atreladas</p><p>à Taxa Selic ou a índices in�acionários). O pagamento do IR (que acontece na fonte) sobre os</p><p>rendimentos auferidos é calculado de acordo com as alíquotas trazidas na tabela “Alíquota de</p><p>Imposto de Renda” (exceto no caso de debêntures incentivadas, sobre as quais a alíquota pode</p><p>ser zero – pessoas físicas – ou de 15%</p><p>pessoas jurídicas). Já o IOF não é cobrado nesse produto de renda �xa (mesmo que o resgate</p><p>seja feito em prazos inferiores a 30 dias da aplicação). As corretoras normalmente cobram uma</p><p>taxa de administração sobre as debêntures.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para saber mais sobre produtos de renda �xa, consulte a Apostila 6 da ANBIMA, que �ca</p><p>disponível no site deles, de forma gratuita, na aba “Educar - Certi�cação e Cursos”. Caso tenha</p><p>interesse, isso vai ajudá-lo a se preparar para a prova da Certi�cação CPA – 10. Bons estudos!</p><p>Fundos de investimento</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/renda-variavel-fixa</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Todos esses produtos de renda �xa são ótimas formas de investimento. Mas, você já parou para</p><p>pensar quão interessante seria investir (até mesmo com pouco dinheiro) em diversos títulos</p><p>públicos ou debêntures ao mesmo tempo? Isso não seria uma forma interessante de</p><p>diversi�cação de investimentos para minimizar os riscos de crédito?</p><p>Pois bem, esse produto já existe e é conhecido como fundo de investimento.</p><p>Os fundos de investimento são uma forma de investimento coletivo, que reúne diversos</p><p>investidores para um investimento em conjunto (em títulos, valores mobiliários e imobiliários)</p><p>com condições mais interessantes do que aquelas que seriam oferecidas para os investidores,</p><p>de maneira individual, aplicarem diretamente seus recursos �nanceiros.</p><p>Como esses fundos possuem um administrador, os investidores (cotistas) pagam a eles uma</p><p>taxa de administração (e, em algumas situações, uma taxa de performance). Um administrador é</p><p>uma empresa com pro�ssionais quali�cados que tomarão as decisões de investimento do fundo</p><p>a partir daquilo que foi estabelecido em sua política de investimento.</p><p>Essa política é de�nida na lâmina de informações essenciais e no regulamento do fundo,</p><p>apontando os ativos nos quais o administrador pode investir o patrimônio do fundo. Dessa</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>forma, é de suma importância para o investidor entender se a política de investimento desse</p><p>administrador atende às suas necessidades individuais e se está adequada ao seu per�l de</p><p>investidor (ANBIMA, 2019).</p><p>Como também há um gestor pro�ssional por trás do fundo (que compra e vende os ativos do</p><p>fundo), os investidores, normalmente, esperam retornos acima do mercado, ou seja, do</p><p>benchmark.</p><p>Quando um investidor investe por meio de um fundo, ele não está comprando um</p><p>ativo. Ele está integralizando um determinado capital, dentro de uma espécie de</p><p>condomínio em que vários investidores investem seus recursos para que um gestor</p><p>pro�ssional decida, dentro das regras estabelecidas do fundo, o que fazer com aquele</p><p>montante total. (BONA, 2013, [s.p.])</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Os fundos podem ter gestão ativa, sendo uma estratégia que busca obter rentabilidade superior</p><p>ao de determinado índice de referência ou ter uma gestão passiva, sendo uma estratégia que</p><p>busca reaplicar um índice de referência (benchmark), visando manter o desempenho do fundo</p><p>próximo à variação desse índice.</p><p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é quem autoriza o funcionamento dos fundos de</p><p>investimento, que são constituídos como pessoa jurídica com CNPJ próprio (que tem gestores</p><p>próprios). Todos os cotistas (os que aplicaram mais ou menos dinheiro) possuem as mesmas</p><p>obrigações e direitos, caracterizando um “tratamento igualitário” a todos os investidores.</p><p>Essa separação da administração do fundo das demais atividades de uma instituição �nanceira</p><p>(um banco, por exemplo) é conhecida como barreira de informação, sendo importante para que o</p><p>dinheiro dos investidores aplicado nos fundos não se misture com os recursos próprios do banco</p><p>(evitando con�ito de interesses) (ANBIMA, 2019).</p><p>Vale destacar que os cotistas respondem por eventual patrimônio líquido negativo do fundo, sem</p><p>prejuízo da responsabilidade do administrador e do gestor, em caso de inobservância da política</p><p>de investimento ou dos limites de concentração previstos no regulamento.</p><p>______</p><p>Cada pessoa que entra como investidor do fundo adquire cotas dele, sendo que a rentabilidade e</p><p>o pagamento de taxas serão proporcionais à cota de cada investidor do fundo. Nessa aquisição,</p><p>o cotista assume que aceita as regras daquele fundo (aplicação mínima, prazo de resgate,</p><p>honorários, custos, etc.).</p><p>Apesar do valor das cotas ser alterado diariamente, o número de cotas é sempre o mesmo, a não</p><p>ser quando acontece o come-cotas, que é uma antecipação no recolhimento do IR, feita no</p><p>último dia útil dos meses de maio e novembro, sendo que para os fundos de curto prazo, a</p><p>alíquota é de 20%, para os de longo prazo, ela é de 15% e para os fundos de ação, ela é zero.</p><p>No come-cotas, o valor devido de IR é abatido na quantidade de cotas que o investidor possui.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Uma cota representa uma fração do fundo e o seu valor é resultante da divisão do patrimônio</p><p>líquido do fundo pelo número de cotas existentes, ambos apurados no encerramento do dia.</p><p>Para encontrarmos o valor de uma cota, basta usar a seguinte fórmula:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Sendo que:</p><p>o total de ativos corresponde ao valor de todos os ativos que compõem aquela carteira</p><p>(títulos, ações, debêntures, etc.)</p><p>as despesas do fundo são: taxa de administração, auditoria, corretagem, etc.</p><p>Assim, se o valor total dos ativos do fundo é de R$ 1.030,00, as despesas são de R$ 30,00 e o</p><p>total de cotas é 1.000, então o valor de cada cota será de R$ 1,00, pois:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>______</p><p>Quanto à forma de aplicação em ativos, os fundos de investimento são divididos em:</p><p>Fundos de Investimento (FI), onde a aplicação do gestor é feita em ativos disponíveis no</p><p>mercado �nanceiro;</p><p>Fundo de Investimento em Cotas (FIC), em que o gestor investe em cotas de outros fundos</p><p>de investimento</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>Além disso, os fundos podem ser abertos ou fechados. No fundo aberto, o investidor não tem</p><p>uma data de vencimento, ou seja, o cotista pode aplicar e sacar os recursos a qualquer</p><p>momento. Por outro lado, no fundo fechado, a entrada e a saída de cotistas é permitida apenas</p><p>em momentos previamente determinados, não sendo admitidos novos cotistas nem novos</p><p>investimentos pelos antigos cotistas, o que determina que o resgate do valor investido se dará no</p><p>vencimento do fundo ou na liquidação do mesmo (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Quando um cotista pretende comprar ou vender cotas de um fundo fechado, ele poderá enviar as</p><p>ordens por meio de uma corretora para o sistema de negociação da B3, facilitando a negociação</p><p>dessas cotas no mercado secundário, permitindo que investidores comprem ou vendam suas</p><p>cotas pelo preço de mercado (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Os fundos de investimento podem ser de 4 tipos diferentes, conforme a �gura:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tipos de fundos de investimento. Fonte: adaptada Medeiros (2018, [s.p.]).</p><p>Com relação à tributação que recai sobre os rendimentos dos fundos de investimento, os fundos</p><p>de ação pagam 15% de IR, enquanto fundos de curto prazo (que são aqueles que aplicam em</p><p>títulos de renda �xa com prazo médio igual ou inferior a 365 dias) e de longo prazo (aqueles cuja</p><p>carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias) têm alíquotas diferentes,</p><p>conforme a tabela “Alíquota de IR sobre os fundos de investimento”.</p><p>Além disso, todos os fundos de investimento pagam IOF, se resgatados em períodos inferiores a</p><p>30 dias da aplicação, com alíquotas maiores para resgates que acontecem nos primeiros dias e</p><p>menores para os resgates que são feitos próximos ao trigésimo dia após a aplicação.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Alíquota de IR sobre os fundos de investimento. Fonte: Junior (2019, [s.p.]).</p><p>A CVM, por meio da Instrução 555, de dezembro de 2014, determina regras para a constituição e</p><p>funcionamento de quaisquer fundos de investimento. Depois que o fundo foi constituído, os</p><p>cotistas, por meio de uma assembleia geral (convocada com uma antecedência mínima de 10</p><p>dias da sua realização), podem fazer alterações na política de investimento e no regulamento do</p><p>fundo, aumentar ou alterar a forma de cálculo das taxas de administração, de performance, entre</p><p>outras (ANBIMA, 2019).</p><p>Os cotistas, aliás, precisam ser comunicados (pelo administrador do fundo) sobre todas as</p><p>informações referentes ao fundo (regulamento, lâmina, extrato mensal com informações</p><p>importantes, rentabilidade, valor da cota, etc.), enquanto a CVM precisa receber informações</p><p>como o balancete e a composição da carteira.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>A rentabilidade divulgada dos fundos é liquida da taxa de administração e performance, mas</p><p>bruta de Imposto de Renda, sendo cobrado do investidor quando houver o resgate sobre a</p><p>rentabilidade.</p><p>______</p><p>Como os fundos de investimento não têm proteção alguma do FGC, para minimizar o risco de</p><p>perdas dos investimentos, deve haver uma diversi�cação dos ativos que os compõem,</p><p>respeitando os seguintes limites, de acordo com ANBIMA (2019):</p><p>1. até 100% do patrimônio líquido do fundo pode ser aplicado em títulos do Tesouro Nacional</p><p>pós-�xados e pre�xados.</p><p>2. no máximo 20% do patrimônio líquido do fundo pode ser aplicado em ativos de emissão de</p><p>instituições �nanceiras.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>3. no máximo 10% do patrimônio líquido do fundo pode ser aplicado em ativos de</p><p>companhias abertas ou fundos de investimento.</p><p>4. no máximo 5% do patrimônio líquido do fundo pode ser aplicado em ativos de emissores</p><p>privados (que não sejam companhias abertas nem instituições �nanceiras).</p><p>Assim, de acordo com essa regra, um fundo de investimento que aplica, por exemplo, em</p><p>debêntures de diversas empresas pode perder, no máximo, 10% de seu patrimônio, caso as</p><p>empresas emissoras tenham problema de crédito (ANBIMA, 2019).</p><p>A respeito do resgate do fundo, ele deve ser realizado no prazo estabelecido no regulamento, não</p><p>podendo ser superior a cinco dias úteis após a data de conversão das cotas. Caso seja</p><p>ultrapassado, o administrador do fundo deverá pagar o resgate com acréscimo de 0,5% sobre o</p><p>valor do resgate, por dia de atraso, salvo nos casos excepcionais de iliquidez (ANBIMA, 2019).</p><p>Já a cotização, ou seja, o prazo de conversão de cotas na aplicação e no resgate, poderá ser em</p><p>D+0 ou D+1 (ANBIMA, 2019). Quando for D+0, a aplicação levará em consideração a conta do</p><p>mesmo dia em que os recursos são creditados na conta do fundo, enquanto a conta D+1 se</p><p>refere à conta do dia seguinte à aplicação (ANBIMA, 2019).</p><p>Para resumir, no quadro, vemos algumas vantagens em se aplicar nos fundos de investimento.</p><p>Vantagens dos fundos de investimentos. Fonte: adaptado de Medeiros (2018, [s.p.]).</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para saber mais sobre produtos de renda �xa, consulte a Apostila 5 da ANBIMA, que �ca</p><p>disponível no site deles, de forma gratuita, na aba “Educar - Certi�cação e Cursos”.</p><p>Caso tenha interesse, isso vai ajudá-lo a se preparar para a prova da Certi�cação CPA – 10. Bons</p><p>estudos e até a próxima aula !</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/fundos-de-investimento</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Conclusão</p><p>Eduardo tem R$ 200.000,00 para aplicar em um produto �nanceiro de baixo risco. Por isso, ele</p><p>ligou para Diana, gerente do banco XPTO em que tem conta, para saber de que forma o IR é</p><p>calculado para aqueles produtos e caso o XPTO quebrasse, se ele perderia tudo o que ele tinha</p><p>investido naqueles produtos de renda �xa.</p><p>Diana explicou para Eduardo que as alíquotas do IR variam de 15% a 22,5%, sendo que alguns</p><p>produtos ainda pagam IOF e taxa de administração (que pode variar de 0,5% até 2%). No entanto,</p><p>o IR é calculado sobre a rentabilidade do ativo e não sobre o valor inicialmente investido.</p><p>Portanto, caso Eduardo aplique R$ 200.000,00, ele não será tributado sobre esse valor, mas sobre</p><p>os rendimentos advindos desse valor, conforme a alíquota do IR baseada no prazo do</p><p>investimento – lembrando que a Caderneta de Poupança e as debêntures incentivadas (para</p><p>pessoas físicas) são isentas de IR.</p><p>Com relação à possibilidade de quebra do banco XPTO, Diana precisa explicar para Eduardo</p><p>como funciona o FGC. O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada, sem �ns lucrativos,</p><p>a qual administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores.</p><p>Essa entidade permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição �nanceira, até</p><p>determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência (BACEN, 2018). Em</p><p>2019, o FGC cobria valores investidos por pessoa física ou jurídica, em cada conglomerado</p><p>�nanceiro, até o limite de R$ 250.000,00, sujeita a um limite total de R$ 1.000.000,00, em quatro</p><p>anos. No entanto, nem todos os produtos bancários contam com a garantia do FGC.</p><p>Diana explica que os produtos (CDB, LCI, LCA e caderneta de poupança) são protegidos pelo</p><p>Fundo Garantidor de Crédito, conforme mostra a �gura “Garantia Ordinária do FGC – até R$ 250</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>mil”. Dessa forma, aplicando R$ 200.000,00 nesses produtos �nanceiros garantidos pelo FGC,</p><p>Eduardo não corre risco algum de perder o dinheiro dele, caso o banco XPTO quebre.</p><p>Garantia Ordinária do FGC – até R$ 250 mil. Fonte: adaptado de Fundo Garantidor de Créditos, 2019.</p><p>Diana pode informar também que, apesar dos títulos públicos não serem garantidos pelo FGC,</p><p>eles são considerados ativos “livres de risco de crédito”, levando em conta a hipótese remota de</p><p>ocorrer inadimplemento pelo Tesouro Nacional. Ela também pode dizer a Eduardo que, com</p><p>relação aos fundos de investimentos, como o gestor aplica em várias classes de ativos, o risco</p><p>de crédito também pode ser atenuado.</p><p>O gestor precisa respeitar os limites de concentração, que buscam reduzir riscos relacionados ao</p><p>excesso de concentração dos investimentos em uma mesma modalidade de ativo, em um</p><p>mesmo emissor, ou em ativos no exterior.</p><p>Aula 2</p><p>Renda variável</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta</p><p>aula, vamos entender porque as bolsas de valores são um instrumento fundamental para</p><p>propiciar liquidez e segurança aos investidores de ações.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>de�nir os principais tipos de ações: ações ordinárias (identi�cadas pela sigla ON –</p><p>Ordinária Nominativa e ações preferenciais (identi�cadas pela sigla PN – Preferencial</p><p>Nominativa);</p><p>explicar como funciona a transação das ações - quando um acionista está interessado em</p><p>vender uma ação, como ele faz para encontrar um comprador;</p><p>distinguir as ações do mercado acionário: com liquidez maior e com liquidez menor;</p><p>analisar as distribuidoras: Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários</p><p>(DTVM).</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante. Pela primeira vez na história, a Bolsa de Valores do Brasil superou, em 2019, a</p><p>marca de 1 milhão de investidores (PONTE, 2019). Isso mostra que, em busca de retornos</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>maiores, os investidores passaram a aumentar a diversi�cação da carteira de investimentos,</p><p>aplicando em renda variável.</p><p>Nesta aula, vamos entender que as bolsas de valores são um instrumento fundamental para</p><p>propiciar liquidez e segurança aos investidores de ações. Além disso, vamos estudar: os tipos de</p><p>mercados, os canais de distribuição, as formas de remuneração ao aplicar em ações, a Oferta</p><p>Pública Inicial de Ações (IPO), o desdobramento, o grupamento, os riscos, a tributação e o que</p><p>são clubes de investimento em ações.</p><p>Bastante coisa, não é mesmo?</p><p>Para isso, vamos voltar à história de Eduardo, que é piloto de avião de uma multinacional e</p><p>pretende se aposentar aos 65 anos. Ele tem R$ 50 mil para aplicar e procura um investimento</p><p>que não pague Imposto de Renda sobre o rendimento e que consiga aproveitar a expectativa que</p><p>ele tem de alta na Bolsa de Valores. Por esse motivo, Eduardo vai até o seu outro banco, o ABC,</p><p>para falar com a gerente Luzia.</p><p>Qual produto ela poderia oferecer para ele que consegue atender a essas premissas? Como</p><p>funciona a tributação e a rentabilidade desse ativo?</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão desta disciplina.</p><p>Sucesso!</p><p>Renda variável</p><p>Você estudou que podemos dividir os ativos �nanceiros em dois grandes grupos: os</p><p>instrumentos de renda �xa (que remuneram o investidor com juros �xos ou �utuantes, periódicos</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ou não) e os instrumentos de renda variável (aqueles que o investidor não sabe, no momento da</p><p>aplicação, a remuneração a ser auferida, sendo que ela pode variar positiva ou negativamente, de</p><p>acordo com as expectativas de mercado).</p><p>Pois bem, nesta aula, vamos entender sobre a renda variável. Pronto para esse novo passo?</p><p>Como já estudamos, um investidor pode emprestar dinheiro para uma empresa em troca de uma</p><p>remuneração por esse empréstimo (o que con�gura a aquisição de uma debênture). No entanto,</p><p>em vez de emprestar dinheiro para uma empresa, o investidor tem a opção de adquirir uma</p><p>pequena parte do capital social de uma empresa (ou seja, adquirir uma ação).</p><p>Dessa forma, o acionista (investidor que comprou a ação) passa a ser sócio da empresa em que</p><p>investiu, estando exposto aos resultados �nanceiros, positivos ou negativos, que ela alcançar: se</p><p>a empresa tiver um bom desempenho, o investidor pode ter retornos maiores do que os</p><p>esperados, no entanto, se a organização tiver um desempenho ruim, o investidor pode perder</p><p>parte (ou todo) o capital investido.</p><p>Há dois tipos principais de ações, que têm características diferentes no que se refere à</p><p>remuneração, aos direitos e às prioridades para os acionistas: as ações ordinárias e as ações</p><p>preferenciais (sendo que ambas representam participação no capital social da empresa,</p><p>oferecem a seus detentores direitos sobre os ativos da empresa em caso de liquidação e pagam</p><p>dividendos como distribuição dos lucros auferidos pela organização) (ANBIMA, 2019).</p><p>Vamos entendê-las?</p><p>As ações ordinárias (identi�cadas pela sigla ON – Ordinária Nominativa) dão o direito a</p><p>voto nas assembleias dos acionistas da empresa, ou seja, elas trazem a possibilidade de o</p><p>acionista participar das decisões que afetarão a condução da empresa no mercado, sendo</p><p>que esse poder de decisão está limitado pela quantidade de ações que cada investidor</p><p>possui.</p><p>Já as ações preferenciais (identi�cadas pela sigla PN – Preferencial Nominativa) dão a</p><p>preferência no recebimento de dividendos e no reembolso do capital (ANBIMA, 2019). O</p><p>quadro traz um resumo dos interesses que levam o investidor a adquirir ações ordinárias ou</p><p>preferenciais.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Interesses dos investidores de acordo com cada tipo de ação. Fonte: Assaf Neto (2001) apud Lopes et al. (2005).</p><p>Quando uma empresa abre o seu capital a terceiros (pela primeira vez), com o objetivo de</p><p>expandir o negócio, �nanciar projetos, melhorar produtos/ serviços ou pagar dívidas, todo o</p><p>dinheiro arrecadado com a venda das ações vai para a companhia.</p><p>Essa transação acontece no chamado “mercado primário”, em que o dinheiro do investidor</p><p>(acionista) vai para o emissor (nesse caso, a empresa que vendeu a ação).</p><p>Cabe destacar que, quando uma empresa inaugura (vende ações pela primeira vez) na Bolsa de</p><p>Valores, chamamos esse processo de Initial Public Offering (IPO), ou seja, Oferta Pública Inicial</p><p>de Ações, em que, conforme vimos, novos investidores podem investir em ações no mercado</p><p>primário em ativos ofertados pela primeira vez.</p><p>O investidor interessado em comprar ações no mercado primário precisa �car atento ao período</p><p>de reserva (tempo programado para os potenciais compradores dessas ações manifestarem o</p><p>desejo de adquiri-las) (ANBIMA, 2019). Se a demanda manifestada por esses investidores por</p><p>essas ações (do IPO) for superior à oferta, irá ocorrer um rateio do volume ofertado para os</p><p>investidores que �zeram o pedido de reserva (ANBIMA, 2019).</p><p>O pedido dessa reserva pode ser feito por meio de uma ordem limitada (em que o investidor</p><p>comunica à corretora o preço máximo que deseja pagar pela ação), ou de uma ordem a mercado</p><p>(em que o investidor informa à corretora, que deseja adquirir as ações a qualquer preço). Depois</p><p>que essa ação foi colocada no mercado (IPO), o acionista (quem adquiriu essa ação) pode tentar</p><p>revendê-la a qualquer momento. Quando a venda ocorre, o dinheiro vai para a pessoa (física ou</p><p>jurídica) que detinha aquela ação.</p><p>Essa transação acontece no chamado “mercado secundário”, em que os recursos não são</p><p>captados pela empresa, mas pelos acionistas que estão se desfazendo das ações.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Imagine que você tenha comprado um carro zero quilômetro. Nesse caso, o dinheiro que você</p><p>pagou pelo automóvel vai direto para a montadora (empresa). Já quando você vende esse</p><p>veículo para outra pessoa, esse dinheiro não vai mais para a montadora, mas para o proprietário</p><p>do carro até aquele momento (no caso, você). O mesmo ocorre quando se faz a compra de uma</p><p>ação, já que o dinheiro pode ir para empresa ou para outro investidor (proprietário da ação até</p><p>aquele momento), existindo, para isso, o mercado primário e o mercado secundário.</p><p>Funcionamento da transação das ações</p><p>Mas, como funciona a transação das ações? Ou seja, quando um acionista está interessado em</p><p>vender uma ação, como ele faz para encontrar um comprador?</p><p>Como já vimos, a velocidade em que um ativo consegue ser vendido por um preço justo é o</p><p>conceito de liquidez. No mercado acionário, existem ações com liquidez maior e ações com</p><p>liquidez menor. O encontro desses compradores e vendedores de ações se dá em um mercado</p><p>especí�co para isso: a Bolsa de Valores.</p><p>Por meio de uma corretora de valores (todos os investidores interessados em comprar ou vender</p><p>ações precisam fazer isso pelas Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CVTM),</p><p>chamadas de corretoras), o investidor envia uma ordem para a corretora vender uma ação (por</p><p>telefone ou pela internet), e ela coloca essa oferta no ambiente da Bolsa para que os negócios</p><p>aconteçam (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>As corretoras de valores são empresas que intermediam a</p><p>compra e venda de títulos �nanceiros,</p><p>atuando na Bolsa de Valores. Elas também oferecem a seus clientes serviços de análise de</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ações e prestação de informações sobre o movimento do mercado �nanceiro (ANBIMA, 2019).</p><p>Para que uma corretora compre ou venda a ação de um investidor, ele precisa comunicá-la dessa</p><p>sua intenção. Essa comunicação pode ser feita por telefone (quando um operador faz toda a</p><p>intermediação �nanceira) ou via internet, com o uso de home brokers (softwares utilizados pelos</p><p>clientes das corretoras nos quais eles inserem ordens de compra ou venda de ações, que são</p><p>disponibilizadas, pelas corretoras, em tempo real para a Bolsa de Valores – sem interferência de</p><p>operadores humanos).</p><p>Já a Bolsa de Valores é o mercado organizado em que se negociam a compra e venda de títulos</p><p>e valores mobiliários (títulos ou contratos de investimento coletivo ofertados publicamente).</p><p>Nesse ambiente também há as distribuidoras – Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores</p><p>Mobiliários (DTVM) – que, desde 2009, possuem as mesmas atribuições de uma CVTM:</p><p>intermediar as ofertas públicas e a distribuição de títulos e valores mobiliários para o</p><p>mercado.</p><p>fazer a subscrição de emissões desses instrumentos �nanceiros.</p><p>realizar operações de compra e venda de ativos, tais como moeda estrangeira e metais</p><p>preciosos (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Em um mercado tão volátil como o mercado acionário, que tipo de benefícios o uso dos home</p><p>brokers traz para os investidores? Re�ita sobre o assunto.</p><p>______</p><p>Resumindo, conforme a �gura “Mercado à vista”, os investidores compram ações de empresas</p><p>na Bolsa de Valores no mercado à vista, por meio das corretoras, emitindo ordens de compra e</p><p>venda à sua corretora, que fará a sua execução no pregão (para que isso ocorra, o operador irá</p><p>participar diretamente do pregão).</p><p>Além disso, o investidor também poderá aplicar em ações por meio de uma agência bancária,</p><p>porém, terá que abrir uma conta junto à corretora que, normalmente, faz parte do mesmo grupo</p><p>do banco.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Mercado à vista. Fonte: adaptada Aprenda (2016, [s.p.]).</p><p>Como você começa a perceber, investir em ações não é tão complicado quanto parece. Como</p><p>vimos, ação é a menor parcela do capital social de uma empresa, um título patrimonial que</p><p>concede todos os direitos e deveres de um sócio.</p><p>Por exemplo, uma empresa avaliada em R$ 1.000.000,00, que queira atrair investidores para</p><p>crescer, pode ser dividida em dez mil pedaços ao preço R$ 100,00 cada, sendo que são</p><p>justamente esses pedaços que recebem o nome de ações. Caso a empresa cresça e passe a</p><p>valer R$ 2.000.000,00, cada ação terá o valor de R$ 200,00.</p><p>Essa é uma das formas de remuneração da ação, o chamado ganho de capital (ou seja, a</p><p>diferença entre o preço de venda e o preço de aquisição de uma ação). O preço das ações,</p><p>chamado no mercado de “cotação”, oscila conforme expectativas futuras dos investidores em</p><p>relação à companhia.</p><p>Existem vários fatores que in�uenciam a valorização ou desvalorização de uma ação, entre eles:</p><p>a perspectiva de lucros das empresas, as projeções realizadas entre os analistas do mercado, a</p><p>liquidez das ações no mercado, o cenário econômico, entre outros.</p><p>Caso exista um ganho de capital, o investidor só pagará IR sobre esse lucro quando vender a</p><p>ação, com alíquota de 15% (sendo que 0,005% sobre o valor da operação é retido na fonte). No</p><p>entanto, o investidor está livre de pagar IR sobre o ganho de capital quando o valor de venda das</p><p>ações for igual ou menor do que R$ 20 mil.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Existe uma outra exceção de cobrança de IR sobre os ganhos de capital: se o investidor executar</p><p>as operações de compra e venda de uma determinada ação no mesmo dia (operação conhecida</p><p>como day trade), a alíquota de IR aplicável é de 20% sobre o lucro auferido com a operação,</p><p>sendo que haverá a retenção na fonte de 1%.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>É importante dizer, também, que cabe ao próprio investidor calcular o imposto de renda devido</p><p>nas operações no mercado acionário e pagá-lo até o último dia útil do mês subsequente ao mês</p><p>de apuração dos ganhos (ANBIMA, 2019). Já com relação ao IOF, os investimentos em ações</p><p>estão livres desse tributo.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>O ganho de capital das ações pode ser bastante elevado (bem acima dos auferidos em</p><p>investimentos de renda �xa). Esse é um dos principais motivos que leva um investidor a assumir</p><p>riscos maiores no mercado acionário.</p><p>Dividendos, juros sobre capital próprio e boni�cações</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Além dos ganhos de capital, como acionista, o investidor também pode ter ganhos (proventos)</p><p>advindos de dividendos, juros sobre capital próprio e boni�cações. Vamos conhecê-los?</p><p>Como já dissemos, ao comprar a ação de uma empresa, o investidor (acionista) se torna sócio</p><p>daquela organização. Por isso, quando aquela companhia aufere um lucro, ela distribui parte dele</p><p>(no mínimo 25% do lucro líquido, conforme a lei 6.404) aos seus acionistas na forma de</p><p>dividendos, de acordo com o que determina o estatuto social da empresa, sendo que,</p><p>normalmente, a periodicidade dessa distribuição acontece de forma mensal, trimestral, semestral</p><p>ou anual (ANBIMA, 2019).</p><p>Obviamente que o recebimento desse dividendo por parte do acionista é proporcional à</p><p>quantidade de ações que ele possui, sendo que esse provento é isento de IR, pois a própria</p><p>empresa já foi tributada sobre aqueles valores.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Outro provento que pode ser auferido por um acionista é o recebimento de juros sobre o capital</p><p>próprio (JSCP). Esse ganho do acionista é uma distribuição de lucros da empresa, servindo para</p><p>que ela distribua lucros retidos em exercícios anteriores, ou seja, caso a empresa não tenha</p><p>utilizado um lucro retido anteriormente nos seus planos de investimento, ela pode distribuí-lo</p><p>para os acionistas em forma de JSCP (pois isso deduz a base tributável da empresa para �ns do</p><p>cálculo dos impostos dela).</p><p>Nesse provento, o investidor será tributado em 15% de Imposto de Renda, que será retido na</p><p>fonte.</p><p>Como uma outra forma de ganho por parte do acionista, há também as boni�cações, que se</p><p>referem à distribuição gratuita de ações para os acionistas (de uma forma proporcional àquelas</p><p>que o investidor já tinha) ou de dinheiro aos acionistas (de forma parecida ao pagamento do</p><p>dividendo).</p><p>Na boni�cação pela distribuição de ações, o preço das ações é reduzido no mercado, mas cada</p><p>acionista passa a ter um número maior de ações (um efeito anula o outro), já que o valor de</p><p>mercado da empresa não se alterou (ANBIMA, 2019).</p><p>Como vimos, no caso da boni�cação por distribuição de ações, a alteração na quantidade de</p><p>ações não trouxe mudança imediata no valor de mercado da empresa.</p><p>Isso pode ser visto, também, em outras duas situações: o desdobramento (também chamado de</p><p>split) ou o grupamento (também chamado de inplit).</p><p>O desdobramento (ou split) é um evento que traz uma (ou mais) nova ação para cada ação</p><p>existente, ou seja, há um aumento do número de ações em circulação, com uma diminuição</p><p>proporcional do valor dessa ação (ou seja, o acionista, continua tendo o mesmo valor total com</p><p>suas ações e o valor da empresa também não é alterado).</p><p>Em caso de grande elevação do preço de uma ação, essa estratégia é utilizada para aumentar a</p><p>sua liquidez, já que a torna mais acessível a novos investidores, pois o preço de cada ação �ca</p><p>mais barato, após o desdobramento.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Exemplo de desdobramento (split). Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Já o grupamento funciona de maneira oposta, ou seja, quando a empresa acredita que a cotação</p><p>de sua ação está muito baixa, ela pode juntar várias ações em uma, facilitando a negociação em</p><p>Bolsa.</p><p>Por exemplo, se um acionista possui 100 ações ao preço de R$ 10,00 cada, ele terá um</p><p>investimento total de R$ 1.000,00 com aquelas ações. Mas, se a empresa resolver juntar duas</p><p>ações um uma, então o investidor passará a ter 50 ações ao preço de R$ 20,00 cada, tendo,</p><p>portanto, o mesmo investimento total de R$ 1.000,00 com aqueles papéis. Cabe destacar que o</p><p>grupamento de ações</p><p>ajuda a diminuir a volatilidade no preço da ação, tornando-a mais atraente</p><p>ao investidor.</p><p>Cabe destacar, também, que existe uma outra forma de alteração da quantidade de ações de</p><p>uma empresa: a subscrição (também conhecida como capitalização ou aumento de capital). No</p><p>entanto, diferentemente do que acontece com a boni�cação, split e inplit, a subscrição altera o</p><p>valor de mercado da empresa, pois traz uma entrada efetiva de recursos na organização.</p><p>Nesse evento, novas ações são vendidas pela empresa, que usará esses recursos para diversos</p><p>�ns (aumento da capacidade produtiva, pagamento de dívidas, aquisição de outras empresas,</p><p>etc.). Se a subscrição for privada, os acionistas atuais da empresa terão preferência para a</p><p>aquisição dessas novas ações, mas, se ela for pública, novos acionistas poderão adquiri-las</p><p>(IPOs).</p><p>Como é de conhecimento de todos, no mercado acionário há uma grande �utuação dos preços</p><p>das ações, sendo isso a manifestação mais evidente da existência de risco nesse tipo de</p><p>investimento. O risco de mercado está ligado a instabilidades macroeconômicas, políticas e</p><p>internacionais que afetam todas as empresas (e, consequentemente, o valor das ações delas).</p><p>Há também aqueles riscos que afetam, pontualmente, uma empresa, fazendo com que o valor</p><p>das ações de uma empresa especí�ca caia vertiginosamente (esse pode ser minimizado pela</p><p>diversi�cação). Por �m, também há o risco de liquidez, já que existem ações que são muito</p><p>negociadas diariamente, enquanto outras têm um volume de negociação mais baixo (fato que</p><p>normalmente faz com que o melhor preço de compra e o melhor preço de venda de uma ação</p><p>seja alto).</p><p>Cabe dizer, também, que para o investidor mensurar se vale o risco adquirir ações, ele não pode</p><p>se esquecer de computar todas as despesas (além dos tributos) que podem recair nesse tipo de</p><p>transação �nanceira as quais são:</p><p>1. taxa de corretagem (valor pago pelo investidor correspondente ao serviço prestado pela</p><p>corretora).</p><p>2. taxa de custódia (normalmente é cobrada uma taxa mensal para a manutenção dos ativos</p><p>na corretora).</p><p>3. emolumentos (cobrados pela Bolsa para cobrir custos com o registro das operações feitas</p><p>com as ações).</p><p>Para �nalizarmos esta aula , você já pensou em investir em ações por meio de um grupo (de</p><p>amigos, familiares, ou pessoas com interesses comuns)?</p><p>Pois saiba que isso é possível. Essa maneira de investir é chamada de clube de investimento.</p><p>Esses clubes são diferentes dos fundos de investimentos em ações (que vimos na aula anterior),</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>pois a carteira de ativos pode ser gerida por um (ou mais) de seus próprios cotistas (ANBIMA,</p><p>2019).</p><p>Como ocorre nos fundos de investimentos, os clubes emitem cotas, adquiridas pelos</p><p>participantes (de, no mínimo, 3 e, no máximo, 50 cotistas), sendo que nenhum cotista pode ter</p><p>mais do que 40% do total das cotas do clube (ANBIMA, 2019). As corretoras de valores</p><p>geralmente administram o clube e recebem uma taxa de administração pela prestação desse</p><p>serviço.</p><p>Vale destacar que, nos clubes de investimento, ao menos 67% do patrimônio líquido deve ser</p><p>investido em instrumentos de renda variável ou com exposição ao risco do mercado de ações.</p><p>Assim como no fundo de ações, no clube de investimento, o IR é de 15% sobre a rentabilidade</p><p>dos papéis, no momento do resgate das cotas, sendo o administrador o agente responsável pelo</p><p>recolhimento do imposto (o que traz uma comodidade maior para o investidor integrante do</p><p>clube).</p><p>Conclusão</p><p>Vimos o caso de Eduardo, que é piloto de avião de uma multinacional e pretende se aposentar</p><p>aos 65 anos. Ele tem R$ 50 mil para aplicar e, para esse investimento, não quer pagar imposto de</p><p>renda sobre o rendimento, além de querer aproveitar a expectativa de alta da Bolsa de Valores.</p><p>Então, ele procura a gerente Luiza do banco ABC, onde ele tem conta, e pergunta qual produto ela</p><p>poderia oferecer que atenda a essas premissas e como funciona a tributação e a rentabilidade</p><p>desse ativo.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Com essas informações passadas por Eduardo, Luzia sugere que ele aplique em ações e explica</p><p>que ação é uma parcela que compõe o capital social de uma empresa, e, por ser um ativo com</p><p>mais risco, essa aplicação trará a possibilidade de ele ter maiores retornos.</p><p>Ela complementa sua explicação dizendo que ganhar dinheiro no mercado de ações vai muito</p><p>além do que comprar barato e vender caro, pois as empresas distribuem seus lucros como forma</p><p>de remunerar seus acionistas (então, Eduardo também terá a possibilidade de receber dividendos</p><p>e juros sobre o capital próprio). Luzia também pode dizer para Eduardo que as ações</p><p>preferenciais dão a preferência na distribuição desses dividendos.</p><p>Em relação à tributação, Luzia deve explicar que se Eduardo vender até R$ 20.000,00 em um mês,</p><p>qualquer ganho auferido estará isento de Imposto de Renda (dessa forma, ele não pagará</p><p>imposto). No entanto, caso Eduardo venda mais de R$ 20.000,00 em um mês, ele deverá arcar</p><p>com alíquota de 15% de IR (sendo que 0,005% sobre o valor da operação é retido na fonte).</p><p>Luzia também deve informar a Eduardo que essa isenção de IR sobre os ganhos de capital de</p><p>uma ação não acontece se o investidor executar as operações de compra e venda de uma</p><p>determinada ação no mesmo dia (operação conhecida como day trade), já que, nesse caso, a</p><p>alíquota de IR aplicável é de 20% sobre o lucro auferido com a operação, sendo que haverá a</p><p>retenção na fonte de 1%.</p><p>Com relação à rentabilidade das ações, Luzia explica que esse é um ativo de renda variável, e, por</p><p>isso, a remuneração ou retorno de capital não pode ser dimensionado no momento da aplicação,</p><p>podendo variar positiva ou negativamente.</p><p>Aula 3</p><p>Previdência complementar</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar duas modalidades da previdência privada: o Vida Gerador de</p><p>Benefícios Livres (VGBL) e o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL).</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar as características da previdência complementar, que tem como objetivo gerar</p><p>renda para o indivíduo, quando estiver no momento de vida da aposentadoria;</p><p>de�nir o órgão normativo das Entidades Abertas de Previdência Complementar: Conselho</p><p>Nacional de Seguros Privados (CNSP);</p><p>descrever os tipos de segurados pela Previdência Social: empregado, trabalhador avulso,</p><p>contribuinte individual, segurado especial, segurado facultativo;</p><p>demonstrar o cálculo, pela regra dos 4%, para retiradas mensais na aposentadoria, a partir</p><p>do total acumulado de patrimônio.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante. Muito se falou sobre a importância da reforma da Previdência Social para o</p><p>equilíbrio das contas públicas. Independentemente dos rumos que essa reforma tomou, isso vai</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>impactar diretamente a intenção das pessoas em fazer previdência complementar privada, pois o</p><p>grande desa�o de qualquer indivíduo é conseguir balancear o período em que ele começa a</p><p>trabalhar, com o seu tempo de contribuição e a sua expectativa de vida, ou seja, equilibrar o valor</p><p>que se poupa hoje com o valor que se recebe na velhice.</p><p>Ao falarmos, nesta aula, sobre a Previdência Privada Complementar, estudaremos duas</p><p>modalidades (e suas características) da previdência privada: o Vida Gerador de Benefícios Livres</p><p>(VGBL) e o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL).</p><p>Para nos ajudar a entender tudo isso, vamos acompanhar o caso de Eduardo, piloto de avião em</p><p>uma multinacional, que se preocupa com seu próprio futuro e o de sua família e, por isso, quer</p><p>deixar parte do seu recurso aplicado em um produto de longo prazo, utilizando-o como renda</p><p>complementar, em sua aposentadoria.</p><p>Durante suas férias, Eduardo se dirige ao banco MNO onde possui um PGBL, mas não está</p><p>contente com a remuneração que ele vem auferindo. Por esse motivo, ele diz a Carlos, gerente do</p><p>banco MNO, que quer transferir seu PGBL para outra instituição �nanceira (que está auferindo</p><p>melhores rendimentos), mas que não quer pagar IR sobre essa operação.</p><p>Isso é possível? Ele pode transferir o PGBL de uma</p><p>instituição �nanceira para outra, sem pagar</p><p>IR? Caso ele queira aproveitar essa transferência para mudar o plano dele de um PGBL para um</p><p>VGBL, ele conseguirá?</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão desta disciplina. Bom</p><p>trabalho!</p><p>Ciclo da vida �nanceira e Previdência Social</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Sabemos que vamos envelhecer e que isso é irreversível, certo? A boa notícia é que a expectativa</p><p>de vida do brasileiro vem aumentando (�gura “Expectativa de vida dos brasileiros”) e que</p><p>precisamos tomar boas decisões agora para garantir uma aposentadoria tranquila, concorda?</p><p>Na �gura “Ciclo da Vida Financeira”, temos o ciclo da vida �nanceira proposto pelo economista</p><p>Franco Modigliani, pressupondo que as pessoas tomarão decisões de consumo e de</p><p>investimentos, baseadas nos recursos disponíveis e do seu momento de vida.</p><p>Expectativa de vida dos brasileiros. Fonte: Longevidade. (2018, [s.p.]).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Ciclo da Vida Financeira. Fonte: Ernesto (2015, p. 5).</p><p>Conforme a �gura “Expectativa de vida dos brasileiros”, vemos que a expectativa de vida do</p><p>brasileiro subiu muito de 1940 (45,5 anos) para 2017 (77 anos), além de que a população</p><p>mundial com mais de 60 anos irá crescer de forma acentuada no futuro. Se essas pessoas</p><p>deixarem para poupar recursos apenas na sua velhice, será que elas conseguiriam manter o</p><p>padrão de vida que tiveram até então? A resposta é não.</p><p>De acordo com a teoria de Franco Modigliani (�gura “Ciclo da Vida Financeira”), a queda na renda</p><p>prevista para a terceira idade (normal para qualquer pessoa, já que ela não estaria mais</p><p>trabalhando no mesmo ritmo) induziria as pessoas a acumularem recursos (ativos) �nanceiros</p><p>previamente para conseguirem �nanciar um padrão estável de consumo ao longo de suas vidas</p><p>(especialmente, durante a aposentadoria) (VIDA..., [s.d.]).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Para manter um padrão estável ao longo de toda a sua vida, você abriria mão de um consumo no</p><p>presente, guardando parte do dinheiro, em vez de gastá-lo integralmente? Re�ita sobre isso.</p><p>______</p><p>De acordo com esse cenário, pensando na vida �nanceira dos idosos, no Brasil, existe uma forma</p><p>das pessoas pouparem dinheiro, com o intuito de manterem um padrão de consumo em sua</p><p>aposentadoria: a previdência. Esse programa é um tipo de poupança para longo prazo, com o</p><p>objetivo de gerar renda para o indivíduo, quando estiver no momento de vida da aposentadoria.</p><p>No Brasil, existem dois Sistemas de Previdência: o público (em que a Previdência Social é</p><p>obrigatória) e o privado (que é um sistema complementar e opcional). Vamos conhecê-los?</p><p>______</p><p>Atenção</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>No momento em que esse material estava sendo escrito (julho de 2019), havia uma discussão no</p><p>Brasil sobre a Reforma Previdenciária do nosso país que, caso aprovada, pode alterar alguns</p><p>conteúdos trazidos nesta aula. Fique atento sobre essas possíveis modi�cações.</p><p>______</p><p>A Previdência Social tem o objetivo de garantir renda para o trabalhador (contribuinte para a</p><p>Previdência Social) e sua família em caso de invalidez, doença, acidente, prisão, desemprego, etc.</p><p>Ela compreende tanto o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) como a dos Regimes</p><p>Próprios de Previdência Social dos servidores públicos e dos militares.</p><p>Na Previdência Social brasileira, executada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é</p><p>adotado o regime de repartição simples, em que as contribuições dos trabalhadores ativos (ou</p><p>seja, aqueles que estão efetivamente trabalhando) são utilizadas para o pagamento dos</p><p>benefícios dos aposentados.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Além do regime de repartição simples (que usa o Benefício De�nido – BD –, em que o montante</p><p>que um trabalhador contribui é utilizado para o pagamento da aposentadoria de outras pessoas),</p><p>há o regime de capitalização, o qual utiliza o método de Contribuições De�nidas (CD), em que o</p><p>benefício que o trabalhador receberá depende das contribuições do próprio indivíduo (ou seja, o</p><p>montante que ele contribui será utilizado para o pagamento futuro da sua própria aposentadoria)</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>Existem vários tipos de segurados pela Previdência Social:</p><p>1. empregado (trabalhador com carteira assinada que presta serviço de natureza não eventual</p><p>a empregador, mediante recebimento de salário – para se tornar um segurado, ele deve</p><p>estar trabalhando e ter carteira de trabalho assinada).</p><p>2. empregado doméstico (trabalhador com carteira assinada que presta serviço em residência</p><p>de outra pessoa ou família, como cozinheira, jardineiro ou caseiro, desde que a atividade</p><p>não tenha �ns lucrativos para o empregador – para se tornar um segurado, ele deve estar</p><p>trabalhando e ter carteira de trabalho assinada).</p><p>3. trabalhador avulso (quem presta serviço a diversas empresas, sem vínculo de emprego,</p><p>contratado por sindicatos ou órgãos gestores de mão de obra, como estivador, amarrador</p><p>de embarcações e ensacador de cacau, entre outros – para se tornar um segurado, ele deve</p><p>possuir cadastro e registro no sindicato ou órgão gestor de mão de obra).</p><p>4. contribuinte individual (pessoa que trabalha por conta própria (autônomo) ou que presta</p><p>serviço de natureza eventual a empresas, sem vínculo empregatício – para ser segurado,</p><p>ele deve inscrever-se e pagar, mensalmente, as contribuições por meio de guia de</p><p>recolhimento).</p><p>5. segurado especial (agricultor familiar, pescador artesanal ou indígena que exerce atividade</p><p>individualmente ou em regime de economia familiar – para ser segurado, ele precisa</p><p>comprovar o exercício da atividade rural ou pesqueira).</p><p>�. segurado facultativo (pessoa maior de 16 anos de idade que não tem renda própria, mas</p><p>contribui para a Previdência Social, como o estudante, a dona de casa e o síndico não</p><p>remunerado – para ser segurado, ele deve se inscrever e pagar, mensalmente, as</p><p>contribuições) (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Como na Previdência Social existe um valor máximo (teto) para ser pago aos bene�ciários (R$</p><p>5.839,45, em 2019) (SANT’ANA, 2019), para quem tem renda de trabalho superior a este teto (ou</p><p>para quem quer se aposentar com um valor superior), a Previdência Privada Complementar é</p><p>importante para manter o padrão de vida do indivíduo, sendo que, quanto maior for a renda de</p><p>uma pessoa na ativa, maior será a necessidade de Previdência Complementar, para que ela</p><p>possa preservar o padrão de vida que teve até aquele momento.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Atualmente aceita em muitos países, a regra dos 4% mostra qual patrimônio uma pessoa deve</p><p>ter acumulado aos 65 anos de idade, para ter uma retirada mensal, na aposentadoria, durante um</p><p>determinado período pré-estipulado (normalmente, 30 anos), mantendo os recursos �nanceiros</p><p>aplicados da seguinte forma: 50% em renda �xa e 50% em ações.</p><p>Essa regra propõe que uma taxa segura de retirada de recursos (do patrimônio acumulado) é de</p><p>4%, sendo que, no primeiro ano de aposentadoria, o investidor sacaria 4% do valor aplicado e nos</p><p>anos seguintes, ele sacaria os mesmos 4% acrescidos da in�ação do ano anterior (VIRIATO,</p><p>[s.d.]).</p><p>Pela �gura “Regra dos 4% para retiradas mensais na aposentadoria”, é possível ver o total</p><p>acumulado de patrimônio que uma pessoa precisaria auferir para ter retiradas mensais de R$</p><p>1.000,00 e R$ 5.000,00, a partir das condições aplicadas para essa exempli�cação.</p><p>Regra dos 4% para retiradas mensais na aposentadoria. Fonte: Viriato ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Regra dos 4% para retiradas mensais na aposentadoria. Fonte: Viriato ([s.d.], [s.p.]).</p><p>______</p><p>A Previdência Complementar pode ser fechada ou aberta.</p><p>As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), conhecidas como Fundos de</p><p>Pensão, são organizadas pelas empresas para os seus próprios empregados a �m de</p><p>garantir pagamento de benefícios a seus participantes na aposentadoria.</p><p>Já as Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC) são as entidades</p><p>autorizadas a instituir planos de previdência complementar aberta, podendo ser individuais</p><p>ou coletivas.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Alguma vez, você já ouviu que, como benefício para se trabalhar</p><p>em uma determinada empresa, o</p><p>funcionário recebe um plano de previdência?</p><p>Pois, imagine que João Pedro trabalha na multinacional FGH e, como um dos benefícios para</p><p>trabalhar lá, ele pode fazer contribuições mensais na previdência da empresa, que �ca com a</p><p>incumbência de administrar os recursos ali aplicados. Como apenas funcionários da empresa</p><p>FGH podem participar desse plano de previdência complementar, ele faz parte de uma EFPC.</p><p>Agora, por outro lado, imagine que Maria Clara procure o banco em que tem conta para fazer</p><p>aplicações �nanceiras em produtos de previdência complementar. Como qualquer pessoa pode</p><p>fazer investimentos nessa Previdência Complementar, temos um exemplo de EAPC.</p><p>Videoaula: Previdência Social</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Con�ra a videoaula com a explicação do conteúdo estudado.</p><p>Previdência Complementar: PGBL e VGBL</p><p>O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é o órgão normativo das Entidades Abertas de</p><p>Previdência Complementar, �scalizadas pela Superintendência de Seguros Privado (SUSEP),</p><p>órgão responsável pelo controle e �scalização dos mercados de seguro, previdência privada</p><p>aberta, capitalização e resseguro.</p><p>A Previdência Complementar aberta pode ser na modalidade PGBL ou VGBL e as principais</p><p>diferenças entre elas podem ser acompanhadas no quadro, sendo que elas vão determinar o tipo</p><p>de investidor que vai preferir um plano ou outro.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>PGBL x VGBL. Fonte: ABC Previdência ([s.d.], p. 2).</p><p>Tanto no VGBL como no PGBL, existem dois períodos: um período de investimentos conhecido</p><p>como diferimento, acumulação ou capitalização (período compreendido entre a data do início do</p><p>plano – quando são efetivadas as contribuições e acumulados os juros – e a data prevista em</p><p>contrato para o início do pagamento do benefício); e um período de pagamento do benefício</p><p>(tempo em que o bene�ciário receberá o pagamento do benefício, sob a forma de renda, podendo</p><p>ser, de acordo com a escolha do investidor, vitalícia ou temporária, conforme quadro “Rendas</p><p>atuariais dos planos de Previdência Complementar”).</p><p>No entanto, cabe destacar que os planos de previdência privada permitem saques a cada 60 dias</p><p>(após cumprido o prazo mínimo de carência), mas a tributação é alta quando o resgate é feito</p><p>logo no início do investimento (conforme veremos a seguir).</p><p>Na fase de acumulação, conhecida tecnicamente como reserva matemática, o participante forma</p><p>a reserva para a sua aposentadoria. Caso não esteja satisfeito com o plano de previdência</p><p>adquirido (devido à rentabilidade ou custos daquele produto), o investidor poderá migrar os</p><p>recursos aplicados para outro plano, de qualquer instituição �nanceira, sem custos (ou seja, essa</p><p>portabilidade é feita sem a necessidade de resgate do benefício e sem o pagamento de Imposto</p><p>de Renda).</p><p>Essa portabilidade poderá ser interna (migrar o plano dentro da própria instituição, desde que os</p><p>planos sejam da mesma modalidade – VGBL para VGBL ou PGBL para PGBL), ou externa (migrar</p><p>o plano para uma outra instituição, desde que os planos sejam da mesma modalidade).</p><p>Já na fase do usufruto (pagamento do benefício), o participante, faltando 30 dias para a data</p><p>de�nida para a sua aposentadoria, receberá uma noti�cação da seguradora para começar a</p><p>receber o benefício.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Rendas atuariais dos planos de Previdência Complementar. Fonte: adaptado de ANBIMA (2019).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Se o participante morrer durante a fase de acumulação dos recursos, o valor investido no Plano</p><p>de Previdência é transmitido aos bene�ciários e/ou herdeiros, sem necessidade de passar por</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>inventário.</p><p>______</p><p>Como o PGBL e o VGBL são estruturados como fundos de investimento, eles não adotam</p><p>remuneração �xa nem há garantia de rendimentos (ANBIMA, 2019). Em relação à composição da</p><p>carteira da Previdência Privada (a ser administrada pela administradora), podemos ter os planos:</p><p>1. soberano (que é composto somente por títulos públicos federais).</p><p>2. renda Fixa (composto por títulos públicos federais e títulos privados de renda �xa).</p><p>3. composto (formado por títulos públicos, privados e renda variável – essa última limitada a</p><p>49% do patrimônio líquido do fundo).</p><p>Assim, segundo a ANBIMA (2019), os planos de previdência podem ser:</p><p>renda �xa: fundos que têm como objetivo buscar retorno por meio de investimentos em</p><p>ativos de renda �xa, admitindo-se estratégias que impliquem em risco de juros e de índice</p><p>de preços do mercado doméstico. Nesse tipo de plano, excluem-se estratégias que</p><p>impliquem em risco de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.), não admitindo</p><p>alavancagem.</p><p>balanceados até 15%: fundos que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo por</p><p>meio de investimento em diversas classes de ativos (renda �xa, ações, câmbio, etc.), com,</p><p>no máximo 15% do valor da carteira aplicados em renda variável.</p><p>balanceados de 15 a 30%: fundos iguais aos balanceados até 15%, com a diferença que se</p><p>permite um investimento entre 15% (no mínimo) e 30% (no máximo) do valor de sua</p><p>carteira em ativos de renda variável.</p><p>balanceados acima de 30%: fundos iguais aos outros balanceados, com a diferença que se</p><p>permite um investimento de, no mínimo, 30% do valor de sua carteira em ativos de renda</p><p>variável.</p><p>previdência multimercados: fundos que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo</p><p>por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda �xa, ações, câmbio, etc.),</p><p>sem a estipulação explícita do percentual de alocação em cada classe de ativo.</p><p>previdência data-alvo: fundos que têm como objetivo buscar retorno em um prazo</p><p>referencial (ou data-alvo), por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda</p><p>�xa, ações, câmbio, etc.) e estratégia de rebalanceamento periódico. Esses fundos têm</p><p>compromisso de redução da exposição a risco em função do prazo a decorrer para a</p><p>respectiva data-alvo.</p><p>previdência ações: fundos que devem possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento)</p><p>da carteira em renda variável.</p><p>Dessa forma, de acordo com a composição de carteira do fundo de investimento do plano de</p><p>previdência contratado, o investidor receberá sua remuneração e estará sujeito a determinados</p><p>riscos de mercado (risco de ações, risco cambial e risco da taxa de juros), sendo que também</p><p>existirá o risco de crédito da seguradora proprietária do plano falir, não havendo nenhuma</p><p>garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).</p><p>Depois que o investidor de�niu o tipo de previdência que mais se encaixa às necessidades dele,</p><p>ele terá que escolher a forma que ele será tributado (Imposto de Renda): se pela tabela</p><p>progressiva ou se pela tabela regressiva (lembrando que tanto o PGBL como o VGBL são isentos</p><p>de IOF).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>A tabela progressiva (também chamada de compensável) é a</p><p>“mesma utilizada na tributação mensal dos salários, crescente segundo o valor do</p><p>benefício mensal ou do capital a ser resgatado (no caso do PGBL) ou de acordo com</p><p>os rendimentos (no caso do VGBL)” (TABELA..., 2019, [s.p.]).</p><p>Dessa forma, no caso do resgate do PGBL ou VGBL, sobre o valor resgatado será cobrado</p><p>alíquota de IR entre 0% e 27,5%, sendo que há recolhimento de 15% de IR na fonte (a ser</p><p>compensado, caso necessário).</p><p>Já se a escolha do investidor for pela tabela regressiva (também chamada de de�nitiva), o IR é</p><p>exclusivo na fonte e diminui de acordo com o prazo que o valor �car investido (começando com</p><p>35%, para aplicações até 2 anos, e caindo 5%, a cada 2 anos, sendo que, depois de 10 anos de</p><p>aplicações, a alíquota chega a 10%). Em caso de falecimento do titular durante o período de</p><p>acumulação, a alíquota máxima que pode ser cobrada (pelo prazo da aplicação) é de 25%.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>No resgate do PGBL, o Imposto de Renda irá incidir sobre todo o valor existente (capital aplicado</p><p>mais o rendimento). Isso difere do que ocorre no resgate do VGBL, em que o Imposto</p><p>de Renda</p><p>irá incidir apenas sobre a rentabilidade auferida pelo investidor.</p><p>______</p><p>Para resumir a aula , no quadro “Características técnicas que in�uenciam os produtos de</p><p>Previdência Privada”, podemos entender, em detalhes, as características dos produtos de</p><p>Previdência Privada sobre: taxa de administração, taxa de carregamento, portabilidade, regras de</p><p>transferência entre planos, e resgate.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Características técnicas que in�uenciam os produtos de Previdência Privada. Fonte: ANBIMA (2019, [s.p.]).</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Caso você queira se preparar para a prova da CPA – 10 (Certi�cação Pro�ssional ANBIMA – 10),</p><p>esses assuntos relativos à Previdência Complementar podem ser estudados com mais detalhes</p><p>na própria apostila da ANBIMA (Apostila 7), que �ca disponível no site deles, de forma gratuita,</p><p>na aba “Educar - Certi�cação e Cursos”. Bons estudos.</p><p>Conclusão</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/previdencia?_ga=2.173527333.765045383.1636306617-728319661.1635558507</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Eduardo se preocupa com o seu futuro e da sua família e, por isso, quer deixar parte do seu</p><p>recurso aplicado em um produto de longo prazo e utilizá-lo na sua aposentadoria, a �m de</p><p>complementar com a renda que receberá do INSS. No banco MNO, ele possui um PGBL, mas não</p><p>está contente com a remuneração que vem auferindo com o produto.</p><p>Por esse motivo, ele diz a Carlos, gerente do MNO, que quer transferir seu PGBL para outra</p><p>instituição �nanceira (a qual está auferindo melhores rendimentos), mas não quer pagar IR sobre</p><p>essa operação. Isso é possível? Ele pode transferir o PGBL de uma instituição �nanceira para</p><p>outra, sem pagar IR? Caso ele queira aproveitar essa transferência para mudar o plano dele de</p><p>um PGBL para um VGBL, ele conseguirá?</p><p>Eduardo poderá transferir seu plano PGBL para outra instituição �nanceira, sem problema algum.</p><p>Esse processo é conhecido como portabilidade externa, sendo um direito legal do cliente em</p><p>transferir seus recursos entre planos de diferentes instituições de previdência privada, sem</p><p>qualquer incidência de tributação (já que a portabilidade é feita sem que haja a necessidade de</p><p>resgate do benefício).</p><p>Com relação à troca do PGBL pelo VGBL, isso não pode ocorrer, visto que a mudança de</p><p>modalidade exigiria o resgate do plano para posterior reinvestimento no outro plano, o que levaria</p><p>à cobrança de IR, que certamente eliminaria a vantagem �nanceira da portabilidade para outra</p><p>instituição �nanceira.</p><p>Cabe destacar, também, que o único custo que Eduardo poderá ter com essa portabilidade é a</p><p>taxa de carregamento de saída no plano atual que ele investiu (se houver).</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ABC PREVIDÊNCIA. O que é Previdência. [S.l.]. Disponível em:</p><p>http://www.abcbrasilprev.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Brasilprev_Cartilha.pdf. Acesso</p><p>em: 31 out. 2021.</p><p>ABREU, E. CPA-10. [S. l.], 2019. Disponível em: https://ead.edgarabreu.com.br/. Acesso em: 1 ago.</p><p>2019.</p><p>ABREU, E. CPA-10. [S.l.], 2019. Disponível em: https://ead.edgarabreu.com.br/. Acesso em: 30 jul.</p><p>2019.</p><p>APRENDA o que é e como funciona a bolsa de valores. [S.l.], 1 jul. 2016. Disponível em:</p><p>https://blog.toroinvestimentos.com.br/bolsa-de-valores-brasil. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES DOS MERCADOS FINANCEIRO E DE CAPITAIS</p><p>(ANBIMA). Material de Estudos CPA-10. [S.l.], 2019. Disponível em:</p><p>https://www.anbima.com.br/pt_br/educar/certi�cacoes/cpa-10/material-de-estudos/material-de-</p><p>estudos-cpa-10.htm. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BACEN. Fundo Garantidor de Crédito (FGC). [S.l.], nov. 2018. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/perguntasfrequentes-respostas/faq_fgc. Acesso em:</p><p>31 out. 2021.</p><p>BONA, A. Fundos de Renda Fixa x CDBs. 24 maio 2013. Disponível em:</p><p>https://andrebona.com.br/fundos-de-renda-�xa-x-cdbs/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. DF:</p><p>Presidência da República, 1976. Disponível em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>CARTILHA da Nova Classi�cação de Fundos. [S.l.], 2019. Disponível em:</p><p>https://www.anbima.com.br/data/�les/B4/B2/98/EF/642085106351AF7569A80AC2/Cartilha_da</p><p>_Nova_Classi�cacao_de_Fundos_1_.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CLUBE DO VALOR. Previdência privada: como funciona? Vale a pena? [S.l.]. 20 fev. 2019.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZHxyk3-8_Ms>. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CONSELHO de regulação e melhores práticas de fundos de investimento. [S. l.], 2016. Disponível</p><p>em:</p><p>https://www.anbima.com.br/data/�les/5A/44/2C/B7/8411B510CD3B4DA568A80AC2/Deliberaca</p><p>oN77-Diretriz-de-Classi�cacao-de-Fundos.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>ERNESTO, L. Saúde Financeira para maiores de 50 anos. [S.l.], 31 mar. 2015. Disponível em:</p><p>https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/SemanaENEF/2</p><p>015/Apresentacoes/2015_03_10-RJ-SaudeFinanceira50-LuisErnesto-IE_BMFBOVESPA.pdf.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>EXPECTATIVA de vida dos brasileiros aumentou, diz IBGE. [S.l.], 29 nov. 2018. Disponível em:</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-11/ibge-esperanca-de-vida-do-brasileiro-</p><p>aumentou-311-anos-desde-1940. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FOCALISE. Entenda de uma vez por todas a diferença entre renda �xa e variável. Disponível em:</p><p>https://blog.focalise.com.br/diferenca-entre-renda-�xa-e-variavel/. Aceso em: 31 out. 2021.</p><p>FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS (FGC). Sobre a garantia FGC. Disponível em:</p><p>https://fgc.org.br/garantia-fgc/sobre-a-garantia-fgc. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>GUIA de Fundos de Investimento. [S.l.], 2019. Disponível em</p><p>https://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/fundos4.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>INSPER. Entenda a reforma da Previdência em 10 infográ�cos. [S.l.], 14 fev. 2019. Disponível em:</p><p>https://www.insper.edu.br/conhecimento/conjuntura-economica/reforma-previdencia-brasil-em-</p><p>gra�cos/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>JUNIOR, M. Fundos de investimento e você – parte 4. [S.l.], 25 jan. 2019. Disponível em:</p><p>https://criandovalor.net/blog/fundos-de-investimentos-e-voce-parte-4/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>LONGEVIDADE-BAYER-EVENTO-DADOS. [S.l.], 25 fev. 2018. Disponível em:</p><p>https://www.bayer.com.br/pt/blog/como-longevidade-relaciona-qualidade-vida. Acesso em: 31</p><p>out. 2021.</p><p>LOPES, A. B. et al. O diferencial no impacto dos resultados contábeis nas ações ordinárias e</p><p>preferenciais no mercado brasileiro. Revista Contabilidade & Finanças, vol. 16, nº 37, São Paulo,</p><p>jan./abr. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcf/a/XJJRw8gmYSsdWLbm6fv9yPt/?</p><p>lang=pt. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>MASSARO, A. O ciclo da vida �nanceira (e seu efeito “desmotivacional”). [S.l.], 17 out. 2018.</p><p>Disponível em: https://exame.com/blog/voce-e-o-dinheiro/o-ciclo-da-vida-�nanceira-e-seu-efeito-</p><p>desmotivacional/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>MEDEIROS, R. D. O que você precisa saber sobre fundo de investimento. [S.l.], 20 dez. 2018.</p><p>Disponível em: https://janusinvestimentos.com/ideias-rapidas/saber-sobre-fundo-de-</p><p>investimento/. Acesso em: 30 jul. 2019.</p><p>PENSADOR. Will Smit: Muitas pessoas gastam dinheiro que não... [S.l.]. Disponível em:</p><p>https://www.pensador.com/frase/ODc5Mzk1/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>PINHEIRO, J.; RASSIER, L. Investimentos II. [S.l.]. Disponível em:</p><p>https://ebooks.pucrs.br/edipucrs/�b/investimentos-ii/assets/download/livro-o�ine.pdf. Acesso</p><p>em: 31 out. 2021.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>PONTE, G. Pela 1ª vez na história, Bolsa de Valores supera marca de 1 milhão de investidores.</p><p>[S.l.], 9 maio 2019. Disponível em: https://www.poder360.com.br/economia/pela-1a-vez-na-</p><p>historia-bolsa-de-valores-supera-marca-de-1-milhao-de-investidores/. Acesso em: : 31 out. 2021.</p><p>RIZÉRIO, L. UNIPAR aprova boni�cação e “presenteará” acionistas com papeis da companhia.</p><p>[S.l.], 18 jun. 2019. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/8407081/unipar-</p><p>aprova-boni�cacao-e-presenteara-acionistas-com-papeis-da-companhia. Acesso em: 30 jul. 2019.</p><p>SANT’ANA, J. Comissão especial aprova texto-base da</p><p>reforma da previdência. [S.l.], 4 jul. 2019.</p><p>Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/aprovacao-comissao-especial-</p><p>aprova-texto-base-da-reforma-da-previdencia/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>SOBRE A GARANTIA FGC. [S. l.], 2017. Disponível em: https://www.fgc.org.br/garantia-fgc/sobre-</p><p>a-garantia-fgc. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>SOTTO-MAIOR, F. Títulos públicos: o que são e como funcionam. [S.l.], 16 abr. 2015. Disponível</p><p>em: https://investnews.com.br/invest�ix/comecando-investir/samy-e-dony-explicam-o-tesouro-</p><p>direto-tintim-por-tintim/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>SUSEP. Previdência Complementar Aberta. [S.l.], maio 2011. Disponível em:</p><p>http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/previdencia-</p><p>complementar-aberta. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>TABELA progressiva x tabela regressiva: qual escolher? [S.l], 15 fev. 2019. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/2MFP2jp. Acesso em: 1 ago. 2019.</p><p>TESOURO NACIONAL. Entenda cada título no detalhe. [S.l.]. Disponível em: http://www.stn.</p><p>fazenda.gov.br/web/stn/-/entenda-cada-titulo-no-detalhe. Acesso em: 30 jul. 2019.</p><p>VIDA FINANCEIRA. [S.l.]. Disponível em:</p><p>https://www.cps.fgv.br/cps/pesquisas/Politicas_sociais_alunos/BES/Bes6_VidaFinanceira.pdf.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>VIRIATO, M. Regra dos 4% diz quanto se deve poupar para aposentar. [S.l.]. Disponível em:</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/regra-dos-4-diz-quanto-se-deve-poupar-para-</p><p>aposentar.shtml. Acesso em: 1 ago. 2019.</p><p>,</p><p>Unidade 4</p><p>Uso intensivo de tecnologia e produtos inovadores no mercado</p><p>Aula 1</p><p>Fintech e crowdfunding</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Objetivos da Unidade</p><p>Ao longo desta Unidade, você irá:</p><p>apontar as tecnologias e ferramentas que estão transformando o mercado �nanceiro e de</p><p>capitais;</p><p>explicar as alternativas para transacionar o dinheiro, com menores tarifas, taxas,</p><p>burocracias ou outros empecilhos vistos nas operações �nanceiras tradicionais;</p><p>descrever as criptomoedas e a tecnologia de blockchain;</p><p>analisar as vantagens e desvantagens de usar o robô de investimento.</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Olá estudante, precisamos pensar sobre os diversos aspectos do mercado �nanceiro sob a ótica</p><p>do uso intensivo de tecnologia, o que leva a oportunidades de inovação, ganhos de e�ciência e</p><p>criatividade para todas as áreas de �nanças. Por isso, o objetivo desta unidade é instrumentalizá-</p><p>lo com as noções fundamentais da tecnologia e inovação aplicadas a produtos no mercado</p><p>�nanceiro e de capitais, abordando assuntos como: Fintech, crowdfunding, criptomoeda, trading</p><p>systems e robôs de investimento.</p><p>Para nos auxiliar nessa tarefa, acompanharemos o caso de Fernando, um jovem engenheiro, com</p><p>per�l moderado, que sempre trabalhou em indústria, mas nunca parou de buscar o seu sonho:</p><p>abrir o seu próprio negócio. Depois de ler muitos livros, blogs, fazer cursos e participar de</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>eventos de empreendedorismo e tecnologia, ele criou coragem para abrir a empresa Fly IJK, que</p><p>oferecerá serviços de entrega por drone.</p><p>Ao longo das aulas desta unidade, acompanharemos essa fase inicial da empresa de Fernando,</p><p>bem como algumas decisões que ele terá que tomar no desenrolar cotidiano de suas atribuições</p><p>como proprietário e gestor da organização.</p><p>Vamos acompanhar essa história mais de perto?</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão dessa disciplina. Por</p><p>isso, é fundamental que você faça a leitura antes de iniciar cada aula para o seu melhor</p><p>desempenho.</p><p>Introdução da aula</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos aprender as de�nições, as abrangências e as diferenças entre �ntech e</p><p>crowdfunding, termos que estão revolucionando o mercado �nanceiro em todo o mundo.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar as tecnologias digitais e modelos de negócios, que afetam a proposta de valor de</p><p>bens e serviços existentes no mercado �nanceiro;</p><p>apontar as principais diferenças entre as Fintechs e o mercado �nanceiro tradicional;</p><p>analisar as plataformas Peer-to-Peer, que democratizam os serviços �nanceiros do</p><p>consumidor, combinando mutuários e credores individuais, usando a tecnologia como</p><p>facilitador;</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>descrever as características, os objetivos e as funcionalidades do crowdfunding.</p><p>Situação-problema</p><p>Você já ouviu falar sobre Fintech e crowdfunding? Esses termos estão revolucionando o mercado</p><p>�nanceiro em todo o mundo, sendo importante �carmos familiarizados com eles (e é isso que</p><p>abordaremos na Aula 1). Dessa forma, compreenderemos suas de�nições, abrangências e as</p><p>diferenças entre eles e o mercado tradicional.</p><p>Para desenvolvermos os temas desta aula , acompanharemos a história de Fernando, um jovem</p><p>engenheiro que sempre trabalhou em indústrias, mas sempre teve a intenção de abrir o seu</p><p>próprio negócio. Com coragem e vontade de concretizar seu sonho, ele pediu demissão da</p><p>empresa em que trabalhava e abriu a empresa Fly IJK.</p><p>A partir desse momento, Fernando começou a pensar em estratégias para �nanciar o seu projeto,</p><p>mas o banco em que ele tem conta há muitos anos estava cobrando taxas de juros muito altas,</p><p>que poderiam inviabilizar a Fly IJK. Ao conversar com um amigo, ele foi informado que as</p><p>Fintechs normalmente cobram juros mais baixos pelos empréstimos concedidos.</p><p>Nesse cenário, que tipo de Fintech Fernando poderia procurar para tentar um empréstimo com</p><p>juros melhores? Como essas Fintechs trabalham?</p><p>Para ajudar a encontrar a resposta de Fernando, leia esse material com atenção, entendendo que</p><p>existem diversos tipos de Fintech, sendo que cada um deles apresenta um suporte para áreas</p><p>�nanceiras diferentes.</p><p>Bons estudos!</p><p>Tendências disruptivas e Fintechs</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>O ex-ministro da fazenda, Mário Henrique Simonsen, já dizia: o que seria da humanidade se os</p><p>governos do século XIX tivessem resolvido proteger os fabricantes de velas contra a</p><p>concorrência da lâmpada elétrica? (GIAMBIAGI; BARROS, 2008).</p><p>As tecnologias revolucionam os mercados e vêm trazendo concorrências que, até então, não</p><p>existiam (quando os DVDs foram criados, não trouxeram concorrência aos produtores de vídeo</p><p>cassetes? E a revolução que foi trazida pelos editores de textos dos computadores, que</p><p>passaram a concorrer com as máquinas de escrever?).</p><p>O surgimento de tendências disruptivas</p><p>Sabemos que as tecnologias estão transformando a maneira que vivemos e trabalhamos. No</p><p>mercado �nanceiro e de capitais, isso não é diferente, pois está ocorrendo uma disrupção digital,</p><p>ou seja, esse setor passa por uma quebra/descontinuação dos processos já estabelecidos há</p><p>muito tempo, devido às novas tecnologias digitais e modelos de negócios, que afetam a proposta</p><p>de valor de bens e serviços existentes. Essas tendências disruptivas forçam os bancos e as</p><p>instituições �nanceiras a redesenharem seu modelo de negócios, deixando de ser meros</p><p>provedores de produtos e passando a ser guardiões do bem-estar �nanceiro, a�nal novos</p><p>concorrentes estão aparecendo no mercado.</p><p>Até poucos anos atrás, caso alguém precisasse transferir dinheiro, pagar uma conta ou pegar</p><p>recurso �nanceiro emprestado, certamente, recorreria aos bancos, certo?</p><p>No entanto, um tipo de empresa (a qual, normalmente, nasce como uma startup – empresa, em</p><p>fase inicial, que desenvolve produtos ou serviços inovadores, com potencial de rápido</p><p>crescimento, já que podem ser utilizados por um grande número de pessoas) que une tecnologia</p><p>e serviços �nanceiros está mudando esse cenário: as Fintechs (ALECRIM, 2018).</p><p>Fintechs</p><p>O que são Fintechs? O termo Fintech surgiu da união das palavras “�nanças” e “tecnologia”,</p><p>sendo usado para caracterizar qualquer empresa que ofereça serviços �nanceiros que se</p><p>diferenciam pelas facilidades trazidas pelas plataformas digitais (ALECRIM, 2018).</p><p>Nesse ponto, você pode estar se perguntando: mas, as instituições bancárias tradicionais não</p><p>trabalham com tecnologia so�sticada (de acesso, segurança, etc.)? Sim, claro! Mas, quais as</p><p>diferenças que as Fintechs trouxeram?</p><p>Nas Fintechs, a tecnologia é usada para trazer conveniência por meio da inovação,</p><p>ocorridas</p><p>nas bolsas, nos mercados de balcões organizados e no mercado �nanceiro como um todo.</p><p>Vamos, então, conhecer os principais Sistemas e Câmaras de Liquidação e Custódia do SFN?</p><p>O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é um sistema informatizado em que</p><p>estão centralizados os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional que compõem a dívida pública</p><p>federal interna (ABREU, 2019). O sistema do Selic é gerido pelo BACEN e operado em parceria</p><p>com a ANBIMA.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Custódia é a guarda de títulos e valores mobiliários, ou seja, o custodiante é uma instituição</p><p>�nanceira que faz a guarda desses títulos e valores, depositados em nome dos investidores,</p><p>garantindo a sua propriedade (WARREN BRASIL, 2019). Por exemplo, quando uma pessoa investe</p><p>no Tesouro Direto (título público), esse “papel” �ca guardado (custodiado) no Selic.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Lembrando que, para aplicar no Tesouro Direto, o investidor terá uma taxa de custódia cobrada</p><p>pela B3.</p><p>______</p><p>Os principais títulos custodiados pelo Selic são: Letras Financeiras do Tesouro (LFT), Letras do</p><p>Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional – Série B – Principal (NTN-B Principal), Nota</p><p>do Tesouro Nacional Série B (NTN – B), e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F), conforme</p><p>detalhamento feito na �gura:</p><p>Título Público x Forma de Rentabilidade. Fonte: adaptada de ANBIMA (2019).</p><p>Temos também a Clearing B3, que é a Câmara de Liquidação, compensação e custódia da B3,</p><p>sendo a responsável pelo registro, compensação, liquidação e gerenciamento de risco de</p><p>operações com derivativos �nanceiros e de commodities, mercado de balcão (swaps, termo de</p><p>moeda e opções �exíveis), renda �xa privada e mercado à vista de ouro (ANBIMA, 2019).</p><p>Vale destacar que as transferências de recursos e liquidação das operações �nanceiras entre</p><p>empresas, governos e pessoas físicas ocorrem no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que</p><p>tem como principal objetivo a redução do risco sistêmico entre as instituições �nanceiras</p><p>(ABREU, 2019).</p><p>______</p><p>� Pesquise mais</p><p>Para quem pensa em se preparar para a prova da Certi�cação Pro�ssional ANBIMA – 10 (CPA –</p><p>10), o assunto “Sistema Financeiro Nacional” pode ser estudado com mais detalhes na própria</p><p>apostila da ANBIMA (Apostila 1), que �ca disponível no site deles, de forma gratuita, na área de</p><p>Certi�cação e Cursos. Bons estudos!</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/sistema-financeiro?_ga=2.256380237.710809315.1635985282-728319661.1635558507</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Risco sistêmico das instituições �nanceiras</p><p>Ao falarmos sobre risco sistêmico das instituições �nanceiras, certamente você deve ter</p><p>lembrado da crise �nanceira de 2008, nos EUA, que colocou em destaque as agências</p><p>classi�cadoras de risco. Você tem alguma ideia do que são essas agências?</p><p>As classi�cações de risco tiveram suas origens em 1850, com a expansão dos mercados de</p><p>títulos de dívidas das companhias ferroviárias dos EUA (BRAGA, 2008). Quando essas empresas</p><p>ferroviárias privadas foram provocadas a expandirem ao Oeste do país, a escala e a incerteza</p><p>dessa expansão impossibilitaram a captação de recursos pelos meios de �nanciamento</p><p>convencionais, sendo que investidores europeus se interessaram a participar disso, comprando</p><p>títulos da dívida dessas companhias ferroviárias (BRAGA, 2008).</p><p>Contudo, para isso, eles exigiam mais informações de crédito con�áveis dessas empresas e o</p><p>investidor Henry Varnum Poor passou a publicar os ativos, passivos e receitas delas, fazendo</p><p>com que essas estatísticas se tornassem as precursoras do atual modelo de classi�cação de</p><p>risco (STANDARD; POOR, 2008, apud BRAGA, 2008).</p><p>As agências classi�cadoras de risco de crédito são empresas que avaliam determinados</p><p>produtos �nanceiros ou seus emissores, classi�cando esses ativos ou empresas segundo o grau</p><p>de risco de não pagamento, no prazo �xado, ou seja, elas avaliam a capacidade de um emissor</p><p>de títulos (bancos, �nanceiras, governos, empresas, etc.) honrar suas obrigações �nanceiras</p><p>(IBRI, [s.d.]).</p><p>Assim, o objetivo principal da agência é promover uma avaliação de determinado tomador de</p><p>recursos quanto ao chamado “risco de crédito” ou, simplesmente, a capacidade que o tomador</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>tem de pagar dívidas (IBRI, [s.d.]).</p><p>Os investidores utilizam os serviços das agências de rating para avaliar os riscos implícitos em</p><p>determinados investimentos, e como forma de classi�car os diferentes tipos de emissor (IBRI,</p><p>[s.d.]). Já as companhias buscam as mesmas agências para indicar aos investidores, e ao</p><p>mercado em geral, a qualidade de suas emissões, por meio de uma avaliação independente (IBRI,</p><p>[s.d.]).</p><p>A escala de avaliação, que varia um pouco de agência para agência, costuma ser expressa de</p><p>“AAA” (capacidade extremamente forte para honrar compromissos �nanceiros) a “D”</p><p>(inadimplente em seus compromissos) e costuma ter, em média, 10 níveis, podendo carregar</p><p>símbolos de “+”, “ “ou números ao �nal (IBRI, [s.d.]).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Imagine que um investidor queira comprar debêntures (títulos da dívida de uma empresa, em que</p><p>o investidor concede um “empréstimo” para ela, recebendo juros �xos ou variáveis ao �nal do</p><p>período acordado pelo empréstimo) e está comparando esses papéis das empresas J e M.</p><p>Ao analisar as condições de juros propostas, o investidor obtém a informação que as</p><p>remunerações oferecidas pelas companhias J e M são muito parecidas. No entanto, a empresa J</p><p>foi classi�cada por uma agência de rating como AA, enquanto a empresa M recebeu a nota BB.</p><p>A partir dessas informações, se coloque no papel desse investidor: você compraria debêntures</p><p>da empresa J ou da empresa M? Re�ita!</p><p>______</p><p>Vale ressaltar que o funcionamento desse modelo de classi�cação de risco de crédito é passível</p><p>de diversas críticas, principalmente, pelo histórico recente de equívocos, em episódios de crises</p><p>�nanceiras e suas relações con�ituosas com os interesses dos emissores de títulos (BRAGA,</p><p>2008). Mesmo assim, muitos investidores se baseiam nessas classi�cações para tomarem</p><p>decisões de investimento.</p><p>Na �gura, vemos as siglas utilizadas pelas principais agências de rating do mundo, ao</p><p>classi�carem o risco de pagamento de empresas e governos.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Classi�cações das agências de risco. Fonte: Wikipedia, 2019.</p><p>Conclusão</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Lembra do caso do Nicolas, um jovem, recém-formado que começou a trabalhar em uma grande</p><p>indústria? Nicolas se casou recentemente com Ana e, após morarem durante um período de</p><p>aluguel, o casal decidiu que está na hora de adquirir seu primeiro imóvel próprio. Eles �caram</p><p>com algumas dúvidas e precisam da sua ajuda. Primeiramente querem saber se o dinheiro que o</p><p>banco está oferecendo (em forma de empréstimo) é do próprio banco. Nessa questão, podemos</p><p>ajudar o casal, com o apoio da �gura a seguir:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Como funciona o sistema �nanceiro. Fonte: Dicanti ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Veja que o dinheiro que o banco está oferecendo não é do próprio banco, pois ele usou o recurso</p><p>de algum agente superavitário (alguém que fez um depósito à vista ou a prazo no banco) para</p><p>emprestar para o agente de�citário (no caso, Nicolas e Ana).</p><p>O casal também quer saber se a forma que o banco encaminhará esse processo do crédito</p><p>imobiliário precisa seguir alguma regra. Para responder essa questão, o gerente do banco XPTO</p><p>precisa informar a Nicolas e Ana que para que o banco possa oferecer o crédito imobiliário, ele</p><p>precisa seguir as recomendações da autorregulação das operações �nanceiras, que é um</p><p>sistema de normas em que os bancos estabelecem compromissos de condutas para contribuir</p><p>de forma clara, transparente e mais e�ciente para o bom funcionamento do mercado.</p><p>Nesse sistema, os bancos e as caixas econômicas (como o banco XPTO) precisam seguir as</p><p>normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil (entidade supervisora), órgão federal,</p><p>executor e agente �scalizador do cumprimento das normas baixadas pelo Conselho Monetário</p><p>Nacional (órgão regulador), conforme estrutura do Sistema Financeiro Nacional.</p><p>Aula 2</p><p>Regulamentação e exercício</p><p>já que as</p><p>empresas do ramo utilizam recursos tecnológicos para criar metodologias, processos e</p><p>ferramentas que facilitam o acesso a serviços �nanceiros, trazendo praticidade, burocracia</p><p>reduzida, custos mais baixos, etc. (ALECRIM, 2018).</p><p>Assim, as empresas Fintechs buscam desenvolver soluções para os gargalos nos mecanismos</p><p>�nanceiros tradicionais, focando em soluções práticas para o cliente, transformando a dinâmica</p><p>de �nanciamento, ajudando quais produtos e serviços são mais adequados para cada cliente e</p><p>aumentando a inclusão �nanceira.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Fintechs: ferramenta de inclusão �nanceira</p><p>As Fintechs são empresas que utilizam a tecnologia como fator predominante para entregar</p><p>serviços �nanceiros de forma menos burocratizada e com custos mais baixos. Como nem toda a</p><p>população (normalmente, a mais pobre e menos desenvolvida) tem acesso a serviços bancários,</p><p>bem como como há milhares de micro e pequenas empresas em países em desenvolvimento</p><p>sem conta bancária (o que di�culta a possibilidade delas se expandirem e gerarem mais</p><p>emprego), as Fintechs trazem inovações que permitem que esses agentes passem a buscar os</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>serviços �nanceiros que são oferecidos por essas startups, ou seja, elas possibilitam uma</p><p>inclusão �nanceira para esses agentes (UNIPRIME, 2016).</p><p>______</p><p>De forma resumida, as principais diferenças entre as Fintechs e o mercado �nanceiro tradicional</p><p>estão elucidadas no quadro:</p><p>Mercado Tradicional versus Fintechs. Fonte: adaptada de Woinarski (2019, [s. p.]).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>As Fintechs não apresentam diversas agências físicas espalhadas pelo Brasil. De que forma isso</p><p>pode trazer vantagens ou desvantagens para elas, se compararmos com os bancos tradicionais</p><p>que têm muitas agências no país? Re�ita sobre o assunto.</p><p>______</p><p>Cabe destacar que a inclusão �nanceira não deve ser interpretada somente como a posse de</p><p>uma conta corrente. Inclusão �nanceira é uma condição essencial ao crescimento econômico</p><p>sustentável, sendo um processo de bancarização da população de forma adequada às suas</p><p>necessidades, contribuindo com a sua qualidade de vida (BACEN, 2011 apud GONZALEZ, 2011).</p><p>Em 2016, por exemplo, segundo estimativas do Banco Mundial, mais de 2 bilhões de pessoas no</p><p>mundo não tinham conta bancária, �cando à margem da utilização de serviços �nanceiros</p><p>(pagamentos, poupanças, pensões, seguros, mercado de capitais, entre outros) para gerenciarem</p><p>suas vidas econômicas (UNIPRIME, 2016).</p><p>Assim, com essas evoluções dos meios virtuais (trazidas pelas Fintechs) de distribuição do</p><p>sistema bancário, a prestação dos serviços �nanceiros tornou-se mais acessível e mais barata</p><p>para o usuário, permitindo que muitas pessoas começassem a se incluir, em termos �nanceiros.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>A evolução do setor das Fintechs brasileiras se re�ete nos números. Quase 70% das iniciativas</p><p>monitoradas já estão em fase operacional, ou seja, já apresentam clientes pagantes e já</p><p>passaram pelas fases de ideação e de validação dos seus modelos de negócios (FINTECHLAB,</p><p>2016), conforme podemos observar na �gura “Mapa da revolução Fintech no Brasil, em 2016”.</p><p>Essa realidade também se re�ete em outro dado interessante: em 2016, 1 em cada 5 Fintechs já</p><p>possuía mais de 20 funcionários contratados e 38% delas tinham recebido aportes superiores a</p><p>R$ 1 milhão (FINTECHLAB, 2016).</p><p>Mapa da revolução Fintech no Brasil, em 2016. Fonte: Fintechlab (2016, p. 12).</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>O crescimento da importância das Fintechs no mercado �nanceiro é um fenômeno mundial. Em</p><p>2018, por exemplo, as Fintechs realizaram, nos EUA, 38% dos empréstimos pessoais, sem</p><p>garantia, superando bancos, cooperativas e outras empresas �nanceiras tradicionais</p><p>(FINTECHLAB, 2019).</p><p>______</p><p>Como as Fintechs nascem para atender necessidades especí�cas de pessoas e empresas</p><p>(aproveitando essa menor �exibilidade das instituições �nanceiras tradicionais de</p><p>personalizarem seus produtos e serviços), há diversos tipos de Fintechs, conforme o quadro</p><p>“Tipos de Fintech”, que trazem alguns benefícios diferentes aos seus clientes (quadro “Benefícios</p><p>gerados ao cliente e quantidade de Fintechs (até junho de 2019”):</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tipos de Fintech. Fonte: adaptado de Ministério da Economia (2019).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Benefícios gerados ao cliente e quantidade de Fintechs (até junho de 2019). Fonte: adaptado de Ministério da Economia</p><p>(2019, p. 19).</p><p>Ecossistema e especi�cidades das Fintechs</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Como existem muitas especi�cidades em cada tipo de Fintech, vamos ver detalhes de algumas</p><p>delas?</p><p>Fintechs de empréstimos</p><p>As Fintechs de empréstimos entre pares criaram, nesse modelo de negócio, estruturas on-line</p><p>para realizar as operações de empréstimo diretamente entre pessoas e empresas ou entre</p><p>empresas. Essa plataforma é chamada Peer-to-Peer lending (P2P), sendo que as Fintechs desse</p><p>segmento não se envolvem nos empréstimos e cobram taxas de seus usuários para</p><p>proporcionarem a operação (WILLIAMS-GRUT, 2016 apud ARAUJO, 2018).</p><p>Uma característica das Fintechs de empréstimo é que elas procuram clientes que: tenham �uxos</p><p>de receita estáveis (salário, por exemplo); sejam su�cientemente experientes em tecnologia para</p><p>se sentirem confortáveis no uso de ferramentas on-line; e possuam contas eletrônicas (ARAUJO,</p><p>2018).</p><p>Os emprestadores on-line requerem pelo menos comprovação de identidade, um número de</p><p>telefone móvel e uma conta corrente bancária (CHUEN; DENG, 2018 apud ARAUJO, 2018).</p><p>Como, em 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que permitiu às</p><p>Fintechs concederem crédito sem a necessidade da intermediação de um banco, como as P2P (o</p><p>que dá mais credibilidade ao setor, já que antes dessa resolução as Fintechs trabalhavam</p><p>legalmente, mas usando regulações e resoluções que não haviam sido criadas, especi�camente,</p><p>para elas), a expectativa é que essas empresas aumentem a competição na oferta de crédito,</p><p>possibilitando a redução dos juros �nais aos tomadores (FREITAS, 2018), o que ampliaria a</p><p>demanda por crédito.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>As plataformas Peer-to-Peer democratizam os serviços �nanceiros do consumidor, combinando</p><p>mutuários e credores individuais, usando a tecnologia como facilitador.</p><p>Nessa modalidade de empréstimo, também há Fintechs que usam recursos próprios para realizar</p><p>os empréstimos, chamadas de Sociedades de Crédito Direto (SCD).</p><p>______</p><p>Fintechs de remessas internacionais</p><p>Como vimos, há também as Fintechs de remessas internacionais, que têm um grande potencial</p><p>de crescimento na América Latina, devido ao número elevado de latino-americanos vivendo no</p><p>exterior que precisam enviar remessas de dinheiro para seus países de origem. Quando essas</p><p>pessoas utilizam serviços de bancos tradicionais e operadores de transferências em dinheiro, as</p><p>taxas são altas para o remetente realizar essa remessa internacional (FMI, 2019).</p><p>Diante dessa necessidade, surgem as Fintechs de remessas internacionais, que, com operadores</p><p>móveis e serviços de dinheiro móvel, transmitem recursos ao exterior a um custo de cerca de 3%</p><p>(que é mais baixo do que os 6% cobrados, normalmente, pelos bancos tradicionais) (FMI, 2019).</p><p>Outros grandes tipos de Fintechs no Brasil são os de pagamento e os de gerenciamento de</p><p>�nanças pessoais.</p><p>Fintechs de pagamento</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>O maior tipo de Fintech que existe no Brasil é o de pagamento (mobile money). Certamente, você</p><p>já viu diversas propagandas na televisão de empresas que oferecem máquinas de cartão para</p><p>lojistas, empresários e pro�ssionais liberais, bem como outras que oferecem cartões de crédito,</p><p>débito e pré-pago, sem a cobrança de taxas, pois essas propagandas são de Fintechs de</p><p>pagamento.</p><p>Fintechs de gestão �nanceira</p><p>As Fintechs de gestão �nanceira são aquelas que oferecem plataformas, softwares, aplicativos,</p><p>etc. que ajudam pessoas e empresas a simpli�carem a administração de seus recursos</p><p>�nanceiros. Para as pessoas físicas, por exemplo, há produtos que facilitam o controle de</p><p>despesas, organizam o orçamento pessoal e trazem dicas de como usar, de forma</p><p>e�ciente, o</p><p>cartão de crédito (QUAIS..., [s.d.]). Já para as empresas, essas Fintechs oferecem ferramentas</p><p>para controle de toda a administração da organização (�scal, folha de pagamento, faturamento e</p><p>contabilidade) (QUAIS..., [s.d.]).</p><p>Fintechs de crowdfunding</p><p>Vamos, agora, falar sobre Fintechs de crowdfunding? Crowdfunding é um �nanciamento (uma</p><p>espécie de vaquinha virtual) feito por pessoas que, por acreditarem em algum projeto proposto</p><p>por uma empresa que não possui fundos para realizá-lo, se unem para que ele saia do papel.</p><p>Essa é uma maneira de os empreendedores terem um feedback de possíveis clientes antes</p><p>mesmo de criar e produzir seu produto em larga escala, tendo oportunidade de alterá-lo para</p><p>tornar o produto mais interessante, ou seja, se realmente as pessoas acreditarem no projeto da</p><p>empresa, terão indivíduos para ajudar a �nanciá-lo.</p><p>O negócio do crowdfunding envolve três partes (LEE; SHIN, 2018 apud ARAUJO, 2018):</p><p>1. o criador do projeto ou empreendedor que precisa de �nanciamento.</p><p>2. os investidores que estão interessados no projeto.</p><p>3. a instituição moderadora, que facilita o engajamento entre os investidores e o criador do</p><p>projeto.</p><p>Essa instituição moderadora nada mais é do que uma Fintech de crowdfunding, que desenvolve</p><p>plataformas (disponíveis em sites on-line) para aproximar empreendedores e possíveis</p><p>investidores. Caso os investidores se interessem em apoiar o projeto do empreendedor, ele faz</p><p>um aporte de dinheiro em troca de benefícios (como acesso ao produto em primeira mão,</p><p>descontos nos preços ou troca de participação na empresa), sem que haja envolvimento da</p><p>Fintech nesse processo (CHUENG; DENG, 2018 apud ARAUJO, 2018).</p><p>No Brasil, por meio da Instrução Normativa CVM 588, houve a regulamentação da captação de</p><p>recursos. As plataformas eletrônicas, inclusive, devem ser registradas na Comissão de Valores</p><p>Mobiliários (CVM), que impõe algumas regras a serem cumpridas pela Fintech. Essa</p><p>normatização é importante</p><p>[...] para oferecer garantias que faltavam aos investidores menores, conferindo a</p><p>responsabilização das plataformas pelas ofertas veiculadas e, assim, atraindo mais</p><p>atenção do mercado. Com a edição da nova norma, o mercado deve observar uma</p><p>considerável ampliação do acesso ao �nanciamento na modalidade de crowdfunding,</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>por possibilitar uma forma mais simples e democrática de capitalização e acesso ao</p><p>crédito para pequenas e médias empresas. (MARTINS; SILVA, 2018, p. 5)</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Em 2019, uma grande plataforma de crowdfunding do Brasil conseguiu, por meio de um</p><p>�nanciamento coletivo, arrecadar 4 milhões de reais para uma Fintech que faz empréstimos entre</p><p>pessoas físicas (OLIVEIRA, 2019). O valor foi levantado em apenas 9 dias e bateu o recorde</p><p>anterior de 2,5 milhões de reais (OLIVEIRA, 2019).</p><p>______</p><p>Para sintetizar todo o ambiente que está, de alguma forma, relacionado com as Fintechs, Lee e</p><p>Shin (2018 apud ARAUJO, 2018) identi�caram 5 elementos no ecossistema (stakeholders) das</p><p>Fintechs, conforme a �gura.</p><p>O ecossistema das Fintechs. Fonte: adaptado de Lee e Shin (2018 apud ARAUJO, 2018, p. 14).</p><p>As Fintechs já estão in�uenciando a forma de atuação dos bancos tradicionais, que têm</p><p>investido pesadamente em tecnologia, conforme a �gura “Total de gastos em tecnologia feito</p><p>pelos bancos”. No entanto, apesar das vantagens competitivas vistas até agora, a maioria das</p><p>Fintechs enfrenta desa�os signi�cativos na ampliação de seus negócios, principalmente, pela</p><p>falta de con�ança do cliente, nome da marca, infraestrutura de distribuição estabelecida, capital</p><p>e experiência no manuseio de regulamentações (ARAUJO, 2018).</p><p>Como essas empresas inovadoras podem trazer riscos ao sistema �nanceiro (a tecnologia pode</p><p>ampliar as ameaças aos consumidores, ao possibilitar esquemas de fraudes e violação de</p><p>privacidade de dados - riscos de cibersegurança), há um grande desa�o aos reguladores desse</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>mercado sob as perspectivas da segurança jurídica, da proteção ao cliente e e�ciência dos</p><p>mercados (a CVM 588 já trouxe algumas garantias legais maiores para o setor).</p><p>Por esse motivo, nesse contexto, o regime da regulação, internacionalmente conhecido como</p><p>Sandbox, vem para facilitar o processo de inovações no mercado �nanceiro e acompanhar de</p><p>perto os riscos associados às novas tecnologias. No Brasil, o regime de Sandbox também será</p><p>criado para trazer uma regulação mais sólida para os mercados �nanceiro, securitário e de</p><p>capitais que envolvem as Fintechs, de acordo com um comunicado feito pela CVM, em 13 de</p><p>junho de 2019 (DEPS; CARNEIRO, 2019).</p><p>Total de gastos em tecnologia feito pelos bancos. Fonte: FEBRABAN (2019, p. 28).</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para mais informações sobre as Fintechs, indicamos o artigo Fintechs: análise do estado da arte</p><p>no Brasil, dos autores Daniel dos Santos, Wesley Ricardo de Souza Freitas e Dalton de Souza,</p><p>apresentado no VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO.</p><p>As Fintechs brasileiras podem ser fontes de inspiração para os negócios. Quais as maiores</p><p>Fintechs do Brasil?</p><p>Videoaula: Fintechs</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>http://anteriores.aprepro.org.br/conbrepro/2018/down.php?id=5086&q=1</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Con�ra a videoaula com a explicação do conteúdo estudado.</p><p>Conclusão</p><p>Voltando ao caso apresentado nesta aula, Fernando busca alternativas para �nanciar o seu</p><p>projeto da empresa Fly IJK (que fará entregas com drones), mas encontrou taxas de juros altas</p><p>no mercado bancário tradicional que pode inviabilizar a organização. Ao conversar com um</p><p>amigo, ele foi informado que as Fintechs, normalmente, cobram juros mais baixos pelos</p><p>empréstimos concedidos.</p><p>Que tipo de Fintech Fernando poderia procurar para tentar um empréstimo com juros melhores?</p><p>Como essas Fintechs trabalham?</p><p>Primeiramente, Fernando precisa entender que as Fintechs são empresas que utilizam a</p><p>tecnologia como fator predominante para entregar serviços �nanceiros de forma menos</p><p>burocratizada e com custos mais baixos.</p><p>Como as Fintechs existem para atender necessidades especí�cas de pessoas e empresas</p><p>(aproveitando essa menor �exibilidade das instituições �nanceiras tradicionais de</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>personalizarem seus produtos e serviços), há diversos tipos de Fintechs: de pagamento; de</p><p>Tokens digitais; de remessas internacionais; de hipoteca; de gerenciamento de �nanças</p><p>pessoais; de empréstimos entre pares; de seguros; de crowdfunding; e de sistemas</p><p>automatizados para consultoria de valores mobiliários.</p><p>Entre essa variedade de Fintechs, devido à necessidade de Fernando em tomar recursos</p><p>emprestados a taxas de juros mais baixas, ele pode procurar dois tipos de Fintechs: as de</p><p>empréstimo entre pares ou as de crowdfunding.</p><p>As Fintechs de empréstimo entre pares (P2P-Peer-to-Peer lending) possuem estruturas on-line</p><p>para realizar as operações de empréstimo diretamente entre pessoas e empresas ou entre</p><p>empresas, sem que elas se envolvam, de forma direta, nessa transação �nanceira (ela faz apenas</p><p>a intermediação da operação �nanceira).</p><p>Em 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a resolução que permitiu que as</p><p>empresas Fintechs concedessem crédito sem a necessidade da intermediação de um banco, o</p><p>que faz a competição no mercado de crédito aumentar, possibilitando a redução dos juros �nais</p><p>aos tomadores.</p><p>Fernando também poderia procurar uma Fintech de crowdfunding (um tipo de �nanciamento</p><p>coletivo), o qual juntaria pessoas que poderiam acreditar no seu projeto da Fly IJK, ajudando-o</p><p>com investimentos (aportes) �nanceiros em troca de benefícios (como acesso ao produto em</p><p>primeira mão, descontos nos preços ou troca de participação na empresa). As Fintechs de</p><p>crowdfunding, com o desenvolvimento de plataformas (disponíveis em sites on-line),</p><p>intermediariam e facilitariam o engajamento entre os possíveis investidores e a empresa Fly IJK.</p><p>Aula</p><p>2</p><p>Criptomoeda e blockchain</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar as principais características das criptomoedas e como funciona essa</p><p>grande inovação, na composição da carteira de investimentos de uma pessoa ou empresa.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>de�nir a tecnologia blockchain, que segundo os analistas, representa o futuro do dinheiro e</p><p>dos mercados;</p><p>de�nir as características que diferenciam as criptomoedas das moedas tradicionais: a</p><p>descentralização, o custo zero de transação e o anonimato;</p><p>demonstrar como a criptogra�a tornou-se uma parte vital de nossas vidas e como a</p><p>utilizamos no dia a dia;</p><p>explicar quais são os cuidados para quem deseja investir em criptomoedas, as vantagens,</p><p>as desvantagens e as situações de eventuais perdas.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante. Você já ouviu falar em moeda digital, as chamadas criptomoedas? E na</p><p>tecnologia de blockchain?</p><p>Esses são assuntos que estão em alta, pois muitas pessoas buscam sair do mercado �nanceiro</p><p>tradicional e procuram novas alternativas para transacionar o dinheiro, com menores tarifas,</p><p>taxas, burocracias ou outros empecilhos vistos nas operações �nanceiras tradicionais.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Então, �que até o �nal desta aula e descubra as principais características das criptomoedas e</p><p>como funciona essa grande inovação, até mesmo na composição da carteira de investimentos</p><p>de uma pessoa ou empresa.</p><p>Para entendermos melhor esse assunto, teremos a companhia de Fernando que, após abrir a</p><p>empresa Fly IJK e vê-la prosperar, quer começar a aceitar bitcoins como pagamento, além dos</p><p>meios tradicionais como dinheiro, cartão de crédito, cartão de débito e boleto bancário.</p><p>Para isso, Fernando procura o seu amigo, Igor, que também é dono de uma empresa e já aceita</p><p>bitcoins como meio de pagamento, e faz as seguintes perguntas: em qual banco é preciso ter</p><p>uma conta para receber bitcoins? Como funciona o processo de recebimento em bitcoins? De</p><p>que forma ele transforma os bitcoins recebidos em reais?</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão dessa disciplina. Por</p><p>isso, é fundamental que você faça a leitura antes de iniciar cada aula para o seu melhor</p><p>desempenho.</p><p>Criptomoedas</p><p>Steve Jobs já dizia que a tecnologia move o mundo. Mas, será que a tecnologia pode</p><p>revolucionar também um mercado tão abstrato como o de moedas?</p><p>Essa resposta ainda é muito difícil de ser feita agora, mas, atualmente, já é uma realidade que a</p><p>tecnologia está trazendo grandes mudanças no ambiente monetário. Dentro dessa perspectiva,</p><p>muito se fala de um admirável mundo novo (em termos monetários), formado pelas</p><p>criptomoedas e pela plataforma de registro que está por trás delas: a tecnologia blockchain.</p><p>Alguns analistas dizem que os criptoativos representam o futuro do dinheiro e dos mercados.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Para você ter uma ideia, em 2008, de acordo com Burniske e Tatar (2018), o bitcoin (primeira</p><p>criptomoeda que se destacou no mercado monetário) surgiu como uma fênix, das cinzas, do</p><p>quase colapso de Wall Street (devido à crise bancária norte-americana iniciada naquele ano).</p><p>De agosto a outubro de 2008, uma série de mudanças sem precedentes ocorreram: o bitcoin.org</p><p>foi registrado, o Lehman Brothers (tradicional banco norte-americano) pediu a maior falência da</p><p>história americana, o Bank of America comprou a Merrill Lynch por US$ 50 bilhões, o governo dos</p><p>EUA estabeleceu o Troubled Asset Relief Program (Programa de Socorro aos Ativos</p><p>Problemáticos – TARP) de US$ 700 bilhões, e Satoshi Nakamoto publicou um artigo que fundou</p><p>o bitcoin e a base da tecnologia blockchain, que dá segurança e con�abilidade para as</p><p>criptomoedas (BURNISKE; TATAR, 2018).</p><p>O bitcoin é a criptomoeda mais conhecida, mas, em 2018, já existiam mais de 5.000</p><p>criptomoedas diferentes, sendo que o número delas só aumenta (LIVECOINS, 2018).</p><p>Elas são consideradas um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer (P2P, par a par) em que se</p><p>tem a moeda (ativo), uma unidade de conta e um sistema de pagamentos interligados.</p><p>Ao contrário do sistema tradicional em que há o papel-moeda de um lado e o sistema de</p><p>pagamentos do outro, as criptomoedas são moedas virtuais (também chamadas de moedas</p><p>digitais), possibilitando que pagamentos sejam feitos de uma pessoa para outra, sem precisar</p><p>passar por uma instituição �nanceira.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>As criptomoedas, apesar de não existirem de forma física (como o real, o dólar ou qualquer outra</p><p>moeda tradicional), são usadas da mesma forma que qualquer outra moeda, ou seja, elas são</p><p>utilizadas no pagamento de transações comerciais (compra e venda de bens e serviços), além de</p><p>serem uma opção de investimento �nanceiro, já que o valor de cada criptomoeda varia conforme</p><p>a demanda que há por ela.</p><p>______</p><p>De acordo com Schiochetti e Custódio (2019, [s.p.]), além do fato de serem completamente</p><p>virtuais, há três características que diferenciam as criptomoedas das moedas tradicionais: a</p><p>descentralização, o custo zero de transação e o anonimato.</p><p>A descentralização das criptomoedas pode ser vista de duas maneiras, que estão interligadas. A</p><p>primeira está relacionada ao entendimento de que que as criptomoedas independem de um</p><p>banco central para a sua regulamentação (no Brasil, por exemplo, nem o Banco Central nem a</p><p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulam/supervisionam as operações �nanceiras feitas</p><p>com criptomoedas, apesar do seu uso ser legal), sendo que cada transação é autenticada (como</p><p>forma de segurança) em uma rede de computadores descentralizada (que iremos estudar ainda</p><p>nesta aula ).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Se nas transações que envolvem as criptomoedas não há um órgão regulador, caso aconteça</p><p>algum problema nesse mercado (erro de registro nos computadores, invasão de algum hacker,</p><p>vírus, etc.), quem poderá ser procurado para intermediar essa questão? Re�ita sobre o assunto.</p><p>______</p><p>De outra forma, a descentralização das criptomoedas também pode ser entendida pela maneira</p><p>que duas pessoas podem trocar valores (em criptomoedas) entre si, sem precisar de um banco</p><p>no meio do caminho (peer-to-peer “P2P”) (FRANCO; BAZAN, 2018).</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Isso difere do sistema �nanceiro tradicional (em que, para se fazer uma transferência eletrônica,</p><p>há a dependência de um banco), o que permite, às criptomoedas, uma transação �nanceira com</p><p>baixo custo de transação (na verdade, os custos de transação são praticamente inexistentes).</p><p>Já com relação ao anonimato com que as transações com criptomoedas são feitas, isso</p><p>acontece porque a maioria das criptomoedas não requer nenhum tipo de informação pessoal</p><p>para começar a utilizar o serviço (a cotação, a compra e a venda de uma criptomoeda</p><p>acontecem, de forma anônima, pela internet).</p><p>Na �gura, vemos uma lista com as principais criptomoedas que existem no mundo (cada uma</p><p>delas com diferentes características de: escalabilidade (tempo de aprovação de uma transação</p><p>feita por uma criptomoeda) e método de segurança de dados).</p><p>Algumas das principais criptomoedas que existem no mundo. Fonte: Matos (2019, [s.d.]).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Não se sabe exatamente quem é o criador do bitcoin, sendo que o pseudônimo usado pelo</p><p>criador dele é Satoshi Nakamoto, que até hoje permanece totalmente anônimo. A maestria com a</p><p>qual Satoshi apresentou um vasto leque de tópicos – incluindo criptogra�a, ciência da</p><p>computação, economia e psicologia – e a habilidade de comunicar tudo isso de maneira �uida,</p><p>parece apoiar a hipótese de que Satoshi seja mais de uma pessoa.</p><p>Formas de aquisição de criptomoedas</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>No entanto, como uma pessoa consegue adquirir uma criptomoeda? Basicamente, existem 3</p><p>formas de alguém obter uma criptomoeda:</p><p>vender um produto ou serviço e receber por ele em criptomoeda.</p><p>adquiri-la em uma espécie de mercado secundário (ou seja, comprar criptomoedas de</p><p>quem já as possui).</p><p>mineração.</p><p>A primeira forma de se obter uma criptomeda é vender um produto ou serviço e receber</p><p>criptomoeda por essa venda. Hoje em dia, muitas empresas</p><p>no mundo aceitam pagamento em</p><p>criptomoedas. No entanto, no Brasil, até julho de 2018, apenas 200 empresas aceitavam</p><p>criptomoedas (como o bitcoin) como meio de pagamento (LOBO, 2018), o que mostra que ainda</p><p>há um vasto mercado de criptomoedas para ser explorado no país.</p><p>Para uma empresa se habilitar a receber em criptomoeda (bitcoins, por exemplo) pelas vendas</p><p>que faz, ela não precisa ter conta em banco algum (você se lembra que as criptomoedas são</p><p>transacionadas pelo modo peer-to-peer?).</p><p>Então, o que ela precisa fazer? Primeiramente, a empresa precisa ter uma carteira de bitcoin</p><p>(local para guardar os bitcoins, o qual é parecido, mas não é o mesmo, com uma conta bancária),</p><p>que pode ser aberta em sites especializados para esse �m, de forma gratuita. No cadastro de</p><p>abertura, o anonimato do requerente é mantido, sendo necessária, apenas, a informação de um e-</p><p>mail e de uma senha. Essa abertura é muito simples e rápida e, quando �nalizada, a pessoa</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>passa a ter “um endereço, um código” que será usado nos recebimentos (e pagamentos) dos</p><p>bitcoins.</p><p>Para entender esse processo de recebimento, imagine que Carlos seja o dono de um restaurante</p><p>que aceite bitcoins como forma de pagamento.</p><p>Depois de Manuel ter jantado com sua esposa, ele pretende pagar os R$ 100,00 gastos no jantar</p><p>com os bitcoins que possui em sua carteira (ou seja, tanto Carlos como Manuel possuem as</p><p>suas próprias carteiras de bitcoin).</p><p>Para isso, Carlos entra na sua carteira de bitcoin (pela internet do seu computador ou por um</p><p>aplicativo em seu celular) e digita que vai receber R$ 100,00 na sua carteira (no seu endereço) de</p><p>bitcoin. Essa informação gera um código (QR Code) que será usado por Manuel, em sua carteira</p><p>de bitcoin, que digitará que vai pagar R$ 100,00 para aquele endereço (ou lerá aquele Qr Code</p><p>Pelo Scanner do celular) passado por Carlos (no próprio aplicativo, os R$ 100,00 de Manuel já</p><p>são convertidos, automaticamente, em bitcoins). Pronto.</p><p>Imediatamente, Carlos recebe uma noti�cação na sua carteira que receberá os R$ 100,00 em</p><p>bitcoins, sendo que essa con�rmação de recebimento pode demorar cerca de 10 minutos (ou</p><p>mais). Assim, com esses bitcoins recebidos, Carlos pode usá-los para adquirir bens e serviços</p><p>em empresas que aceitam bitcoins como forma de pagamento, ou resgatar (trocar) esses</p><p>bitcoins em reais no mercado secundário (com o intermédio das exchanges).</p><p>Vamos entender como isso é feito pela segunda forma de aquisição de bitcoins?</p><p>Também é possível adquirir bitcoins (até mesmo como uma forma de investimento �nanceiro)</p><p>pela compra dessa criptomoeda (de quem a possui). Isso é feito por meio de corretoras (como</p><p>acontece no mercado de ações), que trabalham com a compra e venda de moedas digitais,</p><p>intermediando o processo.</p><p>Dessa forma, ao abrir uma conta nessa corretora (chamada de exchange), o investidor informa</p><p>para ela o valor em reais ou a quantidade de alguma criptomoeda que deseja comprar, e a</p><p>corretora encontra um vendedor dessa moeda virtual desejada pelo comprador (NAVARRO et al.,</p><p>[s.d.]), sendo que todo esse processo é feito pela internet.</p><p>Dessa forma, um dos principais fatores que leva o preço de uma criptomoeda variar (para cima</p><p>ou para baixo) é a ação dos próprios compradores e vendedores (ou seja, do interesse de compra</p><p>e venda das criptomoedas).</p><p>Como esse mercado ainda é muito volátil, há diversas histórias de pessoas que já ganharam ou</p><p>perderam muito dinheiro com as criptomoedas. Na �gura, temos um exemplo de como o valor</p><p>dos bitcoins, por exemplo, ainda sofre grande �utuação em pequenos períodos.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Histórico de cotações (e reais) de 1 bitcoin, em alguns dias de julho de 2019. Fonte: Financeone ([s. d.], [s.p.]).</p><p>Por �m, uma terceira maneira de adquirir criptomoedas é pela “mineração”. Para dar segurança</p><p>ao mercado de criptomoeda, qualquer transação feita com moeda virtual precisa ser processada</p><p>e validada. Isso é feito por meio de criptogra�a, sendo que esse sistema é semelhante aos</p><p>números de séries encontrados em cédulas impressas que impedem a falsi�cação delas.</p><p>Como esses códigos são muito complexos, é necessária uma grande rede de computadores</p><p>interligados, para que haja a capacidade de processamento e validação de cada transação.</p><p>Nesse contexto, qualquer pessoa pode se juntar à rede e agregar poder de processamento a ela.</p><p>Mas, como incentivar pessoas a investirem em computadores superpotentes que consomem</p><p>muita energia elétrica para ajudar nesse processo?</p><p>A resposta é: pagar por esse trabalho, em criptomoeda (como o bitcoin). Dessa forma, quando</p><p>um enigma matemático criptográ�co é lançado (isso acontece a cada 10 minutos), quem</p><p>consegue desvendá-lo de forma correta e mais ágil (por isso a necessidade de computadores</p><p>ultra potentes) recebe criptomoeda por esse trabalho (no caso dos bitcoins, a cada enigma</p><p>desvendado, o responsável recebe 12,5 bitcoins). Vamos entender um pouco mais sobre essa</p><p>criptogra�a e, consequentemente, o blockchain, que estão por trás das criptomoedas?</p><p>Criptogra�a: blockchain</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Como vimos, o bitcoin inaugurou o universo das criptomoedas, isto é, das moedas digitais que</p><p>usam criptogra�a para garantir a segurança das transações (FRANCO; BAZAN, 2018). A</p><p>criptomoeda vem de um ativo criptografado, ou seja, um método de segurança em envio de</p><p>informações aplicado às transferências de valores monetários.</p><p>Apesar de parecer uma tecnologia muito distante do nosso cotidiano, a criptogra�a tornou-se</p><p>uma parte vital de nossas vidas. Cada vez que digitamos uma senha, pagamos uma conta com</p><p>cartão de crédito ou usamos um aplicativo de troca de mensagens no celular, estamos</p><p>aproveitando os benefícios da criptogra�a. Sem essa tecnologia, seria fácil, para malfeitores,</p><p>roubarem informações sensíveis e usá-las contra nós. Assim, a criptogra�a assegura que a</p><p>informação só seja usada por aqueles para os quais foi destinada (BURNISKE; TATAR, 2018).</p><p>Todas as transações realizadas em criptomoedas são registradas no blockchain, um sistema de</p><p>dados descentralizado e muito seguro, que utiliza criptogra�a para os registros. É esse sistema</p><p>que garante uma segurança nunca antes vista nas transações �nanceiras (NAVARRO et al.,</p><p>2018). Mas, o que seria blockchain?</p><p>O blockchain é um tipo de documento digital (como se fosse um livro caixa), que mantém o</p><p>registro de todos os pagamentos/recebimentos feitos em bitcoin (vamos usar essa criptomoeda</p><p>como referência para exempli�cação), em uma extensa rede de computadores.</p><p>Dessa forma, como esse registro é feito em vários computadores, isso torna quase impossível a</p><p>alteração ou fraude dessas informações (já que elas estão armazenadas em muitos locais ao</p><p>mesmo tempo), o que traz segurança ao sistema.</p><p>Com isso, umas das peças importantes do bitcoin são os mineradores que são os computadores</p><p>responsáveis por manter o livro-caixa do blockchain, veri�car a informação, atualizá-la e garantir</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>que ela é con�ável (eles são os atores que sustentam a rede do bitcoin e, como vimos, são</p><p>remunerados por isso, ou seja, são pessoas ou empresas que emprestam poder computacional</p><p>para a rede em troca de remuneração).</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Para facilitar o entendimento do blockchain, de acordo com o exemplo trazido por Ferreira</p><p>(2018), imagine que dois amigos, Pedro e Antônio, estejam jogando um jogo de tabuleiro de</p><p>compra e venda de propriedades como bairro, casas, hotéis e empresas. Se Pedro quiser</p><p>comprar um imóvel de Antônio, ele separa o dinheiro, transfere-o para Antônio e recebe a posse</p><p>do imóvel, certo? No entanto, se Pedro dissesse que pagou pela casa, mas Antônio não tivesse</p><p>recebido o dinheiro, isso daria o maior problema entre eles. Dessa forma, para organizar o jogo,</p><p>os dois amigos podem usar um caderninho cada, para anotar todas as movimentações de</p><p>dinheiro que acontecerem.</p><p>Para deixar o jogo mais animado, imagine, agora, que Ana e Roberto entrem no passatempo e</p><p>que, em determinado momento, Pedro e Antônio tentem fraudar uma transação (para</p><p>enriquecerem no jogo), em que Pedro diria</p><p>que recebeu determinada quantia de Antônio, por um</p><p>imóvel, e este con�rmaria a ação, mesmo sem que ela tivesse acontecido. Caso Ana e Roberto</p><p>não estejam atentos, isso poderia disparar diversas jogadas fraudulentas por parte de Pedro e</p><p>Antônio, para que eles enriquecessem de forma irregular.</p><p>Assim, para evitar que isso aconteça, Ana e Roberto deveriam ter seus próprios cadernos para</p><p>anotar todas as transações �nanceiras que acontecessem no jogo, pois, com todos os</p><p>participantes registrando todos esses movimentos, eles saberão quando houver uma</p><p>movimentação falsa de dinheiro.</p><p>Pois, o blockchain funciona de maneira parecida. Todos os participantes do mercado de bitcoins</p><p>podem ter acesso a 100% das transações que ocorrem nesse mercado, sendo que mais de uma</p><p>pessoa valida uma mesma operação. A diferença é que os registros dessas transações �cam em</p><p>um único livro caixa (de acesso público), chamado blockchain, como se fosse uma planilha com</p><p>todas as transações realizadas em bitcoins, até aquele momento.</p><p>______</p><p>Essa forma de registro de dados das criptomoedas (o blockchain) traz anonimato para quem</p><p>está envolvido na transação. No universo das criptomoedas, não há um custodiante ou órgão que</p><p>de�na qual moeda pertence a quem. Isso quer dizer que um bitcoin que você possua, por</p><p>exemplo, não está ligado ao seu nome, à sua identidade.</p><p>Na realidade, de acordo com Franco e Bazan (2018), um saldo em bitcoins está ligado a uma</p><p>chave privada relacionada a ele. Qualquer pessoa que possua acesso à chave privada terá</p><p>acesso, também, ao saldo a ela correspondente.</p><p>Dessa forma o “armazenamento” do bitcoin (ou de qualquer outra criptomoeda) pode ser</p><p>comparado como um cofre que possui uma chave, porém, não há nenhuma identi�cação nesse</p><p>cofre que o ligue a você (ele não está em um banco, nem ligado a nenhuma identidade).</p><p>Existe apenas uma chave capaz de abrir a porta do cofre e, se você a possui, passa a ser o dono</p><p>do conteúdo (no caso, dos bitcoins). Chamamos essa “chave do cofre” de chave privada. Ela é a</p><p>chave usada para assinar as transações no blockchain ou, se preferir, é sua senha para con�rmar</p><p>transações com criptomoedas (FRANCO; BAZAN, 2018).</p><p>A tecnologia do blockchain já é considerada a “nova internet” e todos os setores do planeta estão</p><p>testando-a para melhorar os seus modelos de negócios, visto que se trata de uma plataforma</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>aberta e transparente que oferece segurança, rapidez e atualização em tempo real de</p><p>informações críticas (HARATI, 2019).</p><p>O mercado �nanceiro está muito avançado nesse sentido; além disso, iniciativas para melhorar a</p><p>movimentação de valores locais e internacionais, além do registro e da negociação de novos</p><p>ativos de renda �xa e variável como formas de gerar negócios promissores, estão entre as</p><p>principais prioridades de instituições e governos (HARATI, 2019).</p><p>Atualmente, os bancos já possuem especialistas no assunto, tentando descobrir formas de</p><p>incorporar essa tecnologia nas operações já existentes, ou seja, bancos e instituições</p><p>associadas ao sistema �nanceiro estão começando a reconhecer que o sistema de pagamento</p><p>subjacente dos bancos pode ser feito com mais e�ciência com a tecnologia do blockchain.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>A tecnologia de blockchain por trás do bitcoin e de outras criptomoedas se tornou algo pelo qual</p><p>muitas pessoas, atualmente, se interessam, já que essa ela elimina uma quantidade signi�cativa</p><p>de ine�ciência do sistema e também reduz custos.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para entender a importância que a blockchain pode ganhar em instituições públicas, leia o artigo</p><p>Uma proposta para automatizar a gestão pública orçamentária e �nanceira do Brasil usando o</p><p>sistema Blockchain, dos autores Carlo Kleber da Silva Rodrigues, Paulo Caetano da Silva e</p><p>Maurício Codesso, publicado na Revista de Sistemas e Computação, Salvador, 2018.</p><p>______</p><p>Um dos últimos acontecimentos no mundo das criptomoedas foi que o Facebook con�rmou que,</p><p>em 2020, lançará a criptomoeda “libra”, que estará disponível em seus serviços do Messenger e</p><p>do Whatsapp, além de estar também em um aplicativo independente. A expectativa é que essa</p><p>criptomoeda impulsione o comércio de produtos dentro das redes sociais que fazem parte do</p><p>conglomerado de tecnologia de Mark Zuckerberg.</p><p>A missão do Libra é criar uma moeda global simples e uma infraestrutura �nanceira que dê poder</p><p>a bilhões de pessoas. Para isso, essa criptomoeda precisará ser aceita em muitos lugares e ser</p><p>de fácil acesso para aqueles que desejarem usá-la.</p><p>Diferentemente das outras criptomoedas, o libra será respaldado por uma reserva de ativos reais</p><p>de baixa volatilidade (depósitos bancários e títulos públicos de governos muito sólidos), o que,</p><p>acredita-se, trará uma maior estabilidade (baixa volatilidade) para essa criptomoeda. É esperar</p><p>para ver, não é mesmo?</p><p>______</p><p>Atenção</p><p>Aqui, cabe reforçar que o Banco Central do Brasil não regula as moedas virtuais, que não são</p><p>tratadas como moedas o�ciais (como o real). Também não é permitido fazer transferência</p><p>internacional utilizando moeda virtual, pois isso devem ser feito por instituições autorizadas a</p><p>operar no mercado de câmbio.</p><p>Assim, como todo investimento de alto risco e renda variável, quem deseja investir em</p><p>criptomoedas deve procurar informar-se ao máximo a respeito das possibilidades, vantagens e</p><p>eventuais perdas, assim como precaver-se contra a falta de segurança relacionada ao mundo</p><p>virtual (como ataques de hackers, vírus, etc.) (NAVARRO  et al., [s.d.]).</p><p>https://revistas.unifacs.br/index.php/rsc/article/view/5711</p><p>https://revistas.unifacs.br/index.php/rsc/article/view/5711</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Conclusão</p><p>Vimos o caso de Fernando que está re�etindo sobre a possibilidade de sua empresa aceitar</p><p>pagamentos em bitcoins, além dos métodos tradicionais. Fernando quer saber do seu amigo Igor</p><p>(que possui uma empresa que já trabalha com essa criptomoeda) em qual banco ele precisa ter</p><p>uma conta para receber bitcoins, como funciona o processo de recebimento em bitcoins e de que</p><p>forma ele pode transformar os bitcoins recebidos em reais.</p><p>Igor deve responder a Fernando que o amigo não precisa abrir conta em banco algum para</p><p>habilitar sua empresa a receber em bitcoin. Para que os clientes da Fly IJK tenham essa nova</p><p>forma de pagamento, o empresário deverá, primeiramente, ter uma carteira de bitcoin (local para</p><p>guardar os bitcoins), que é parecido (mas não é) com uma conta bancária, a qual pode ser aberta</p><p>em sites especializados para esse �m, de forma gratuita.</p><p>Essa abertura é muito simples e rápida e, quando �nalizada, Fernando passará a ter “um</p><p>endereço, um código” que será usado nos recebimentos (e pagamentos) dos bitcoins. Dessa</p><p>forma, para um cliente de Fernando pagá-lo em bitcoin, basta que ele digite, em um aplicativo</p><p>especí�co, o valor e o endereço (código) da carteira de bitcoin de Fernando, que o empresário</p><p>receberá a noti�cação de recebimento dos bitcoins imediatamente (sendo que a con�rmação do</p><p>recebimento demora um pouco mais).</p><p>Com os bitcoins recebidos, Fernando pode usá-los para pagar por quaisquer bens/serviços em</p><p>empresas que aceitam essa criptomoeda como meio de pagamento, ou pode trocá-los por reais,</p><p>com o intermédio de corretoras (exchanges), em um mercado secundário.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Aula 3</p><p>Trading systems e robôs de investimento</p><p>Introdução da aula</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar sobre as tecnologias utilizadas para analisar e operar, de forma</p><p>sistemática, o mercado �nanceiro: trading systems e robôs de investimento.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar como elaborar as regras para auxiliar o investidor na tomada de decisão e as</p><p>etapas que devem ser seguidas para a criação de um trading system;</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>descrever os dois tipos principais de robôs de investimento: o robo-trader e o robo-advisor;</p><p>esclarecer as vantagens e as desvantagens de se usar um robô de investimento;</p><p>analisar como os principais bancos e corretoras dos EUA entregaram a gestão de seus</p><p>investimentos a softwares de inteligência</p><p>arti�cial.</p><p>Situação-problema</p><p>Muito se fala das novas tendências tecnológicas que estão revolucionando o mercado �nanceiro.</p><p>A KPMG realizou o estudo “30 vozes em 2030 – o futuro dos serviços �nanceiros”, com 30</p><p>líderes globais desse setor, chegando à conclusão, após análises, que será preciso personalizar o</p><p>atendimento e reforçar o uso da tecnologia no mercado �nanceiro (CEDRO TECHNOLOGIES,</p><p>2019).</p><p>Quando comparado à Europa ou aos Estados Unidos, o mercado de investimentos do Brasil pode</p><p>ser considerado pouco automatizado, sendo que uma grande parte das transações e aplicações</p><p>�nanceiras ainda são feitas de forma manual. Mas, tudo indica que isso deve mudar em pouco</p><p>tempo.</p><p>E, se no mundo todo, os sistemas de negociação automatizados já administram</p><p>aproximadamente 1,5 trilhão de dólares, no Brasil, eles caminham a passos largos para seguir o</p><p>mesmo sentido (COMO..., [s.d.]).</p><p>Para nos ajudar a entender tudo isso, vamos acompanhar o caso de Fernando que tem uma</p><p>empresa de entregas com drones, a Fly IJK, que está se desenvolvendo e crescendo. Esse ano,</p><p>ela gerou R$ 100.000,00 de lucro e Fernando passou a buscar conselhos �nanceiros digitais com</p><p>consultores robóticos.</p><p>Como esses robôs vão montar a carteira de Fernando? Ele vai precisar �car monitorando os</p><p>acontecimentos do mercado para transmitir as informações para esses robôs?</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão dessa disciplina. Por</p><p>isso, é fundamental que você faça a leitura antes de iniciar cada aula para o seu melhor</p><p>desempenho.</p><p>Bom trabalho.</p><p>Trading systems</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Vamos falar sobre trading systems e robôs de investimento, tecnologias que vêm revolucionando</p><p>o mercado �nanceiro e, por isso, é importante termos mais informações sobre esse assunto. Se</p><p>você aplica (ou pretende aplicar) na Bolsa de Valores ou em qualquer outro ativo �nanceiro</p><p>(Tesouro Direto, fundos de investimentos, etc.), uma dúvida que sempre estará na sua cabeça é:</p><p>em que momento eu devo vender ou comprar determinado ativo para ter o maior lucro possível</p><p>(ou o menor prejuízo possível)? Essa dúvida certamente está na cabeça de todos os investidores.</p><p>No entanto, como cada pessoa tem um per�l de investimento particular (conservador, moderado</p><p>ou agressivo, já que alguns suportam apenas riscos baixos, enquanto outros enfrentam altos</p><p>riscos nas suas carteiras), o momento de vender ou comprar um ativo vai mudar de investidor</p><p>para investidor, concorda?</p><p>Mas, mesmo com essas grandes diferenças entre os investidores, será que existe alguma</p><p>ferramenta que pode auxiliar na tomada de decisão deles (de compra ou venda de um ativo</p><p>�nanceiro), de acordo com seus per�s? A resposta é sim.</p><p>Trading system é um conjunto de regras objetivas (ou seja, um algoritmo) que será usado na</p><p>tomada de decisão de um investidor, ou seja, o investidor pode estipular parâmetros que serão</p><p>seguidos à risca na hora de comprar ou vender um ativo �nanceiro, já que, dessa forma, o</p><p>investidor terá (e sempre seguirá) uma estratégia prede�nida de tomada de decisão.</p><p>Assim, aconteça o que acontecer no mercado, o investidor só enviará uma ordem de compra ou</p><p>de venda de um ativo, quando o critério estabelecido por ele for atendido, o que elimina a</p><p>emoção (lembra das �nanças comportamentais?) envolvida na tomada de decisão (CORTÊS,</p><p>2018).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Os Trading Systems (TS) são ferramentas para analisar e operar, de forma sistemática, o</p><p>mercado �nanceiro (CAZELATO, 2013). Suas principais facilidades são eliminar o componente de</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>subjetividade inerente ao processo de análise e eliminar o componente emocional que aparece</p><p>no momento de realizar uma operação no mercado �nanceiro (CAZELATO, 2013).</p><p>Tanto a subjetividade como o emocional do investidor são fatores que in�uenciam, de forma</p><p>negativa, uma operação, podendo acarretar em prejuízo para ele; por esse motivo, a utilização de</p><p>TS pelos investidores é vista como uma alternativa para diminuir o risco de prejuízo deles</p><p>(CAZELATO, 2013).</p><p>______</p><p>Mas, como construir um trading system (ou seja, como elaborar as regras que vão auxiliar o</p><p>investidor na tomada de decisão)? De acordo com Cortês (2018), existem algumas etapas que</p><p>devem ser seguidas para a criação de um trading system:</p><p>1. de�nir o ativo que o investidor pretende operar (ações – e quais tipos de ação –, títulos</p><p>públicos – e quais títulos públicos –, etc.).</p><p>2. de�nir o tempo de análise do ativo (se o preço da ação subiu ou desceu, de 15 em 15</p><p>minutos, de hora em hora, de um dia para o outro, etc.).</p><p>3. de�nir se a estratégia vai ser utilizada apenas para a compra ou se para a venda de um</p><p>ativo também.</p><p>4. escolher os indicadores técnicos que serão usados para a coleta de dados (média móvel,</p><p>estocástico, etc.).</p><p>5. de�nir as regras de compra ou venda daquele ativo (barra anterior maior do que a média</p><p>móvel da barra anterior, ou fechamento da barra atual maior do que a abertura da barra</p><p>atual, etc.).</p><p>�. realizar backtesting antes de usar essa estratégia na prática (ou seja, com base em médias</p><p>históricas, simular os resultados do seu trading system para ver se ele será e�ciente ou não</p><p>– caso não seja, são necessários ajustes na sua parametrização).</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Imagine que um investidor queira fazer um trading system para ações da Petrobrás. Ao seguir os</p><p>passos da construção dessa ferramenta, teríamos, por exemplo (CORTÊS, 2018):</p><p>etapa 1 – De�nir o ativo que o investidor pretende operar: PETR4. Etapa 2 – De�nir o tempo de</p><p>análise do ativo: diário.</p><p>etapa 3 – De�nir se a estratégia vai ser utilizada apenas para a compra: para compra e para</p><p>venda.</p><p>etapa 4 – Escolher os indicadores técnicos que serão usados para a coleta de dados: média</p><p>móvel.</p><p>etapa 5 – De�nir as regras de compra ou venda daquele ativo. Para a compra: fechamento da</p><p>barra anterior maior do que a média móvel exponencial em 39 períodos e fechamento da barra</p><p>atual maior do que a abertura da barra atual, etc. Já para a venda: média móvel aritmética da</p><p>barra anterior em 8 períodos inferior à média móvel exponencial da barra anterior de 39 períodos.</p><p>etapa 6 – Realizar o backtesting, antes de usar essa estratégia na prática, promovendo ajustes,</p><p>se necessário.</p><p>______</p><p>Esses trading systems podem ser feitos e acompanhados de maneira manual (o que exige muita</p><p>experiência de quem está operando com aqueles ativos) ou de forma automatizada (por meio de</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>robôs de investimento, que permitem a disseminação dessa ferramenta para todos os tipos de</p><p>investidores).</p><p>Para fazer um investimento convencional, você, normalmente, conversa com o seu gerente e ele,</p><p>por meio de um formulário, traça o seu per�l do investidor para fazer as recomendações de</p><p>produtos �nanceiros que estejam alinhados com suas características e necessidades (ou seja,</p><p>há uma interação humana nesse processo).</p><p>No entanto, hoje em dia, existem robôs de investimentos que, após conhecerem o seu per�l do</p><p>investidor (sim, é necessário o preenchimento de um formulário automatizado para o robô</p><p>conhecer cada investidor), fazem investimentos (compra e venda de ativos), de acordo com as</p><p>características e expectativas de cada investidor (por exemplo, se um investidor tem per�l</p><p>moderado, o robô não comprará ações de alto risco para essa pessoa, ou seja, o robô de</p><p>investimento opera sobre um trading system individual e automatizado para cada investidor,</p><p>restringindo os contratos negociáveis e disponíveis àquele investidor, de acordo com o per�l</p><p>dele).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Robô de investimento é um software que faz o serviço de uma gestora de investimento (como se</p><p>fosse o seu gerente do banco indicando em qual papel você deve investir o seu dinheiro). Com</p><p>base em seu per�l, ele encontra quais são os melhores investimentos para você e faz diversas</p><p>aplicações para você ter a rentabilidade máxima. Como ele executa isso com muita tecnologia</p><p>de forma automatizada, é chamado de robô (YUBB, [s.d.]).</p><p>Robô de investimentos</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Você está lembrado que, em aulas anteriores, falamos sobre Fintechs de sistemas</p><p>automatizados</p><p>para consultoria de valores mobiliários? Pois são essas empresas que</p><p>desenvolvem esses robôs de investimentos que são utilizados por corretoras.</p><p>Por esse serviço de gerenciamento de uma carteira de investimento, elas cobram uma taxa.</p><p>Portanto, para a análise do robô de investimentos valer a pena para o investidor, é importante que</p><p>a rentabilidade auferida por essas análises supere, pelo menos, o índice de referência CDI, pois,</p><p>se não superarem, não há motivos para você usar os serviços dele, já que aplicar diretamente em</p><p>ativos de Renda Fixa traria melhores retornos para o investidor.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Os robôs de investimento (softwares) desenvolvidos pelas empresas podem ser usados por</p><p>corretoras próprias ou por corretoras clientes.</p><p>Por exemplo, o robô de investimento Vérios é usado pela corretora Rico, enquanto o robô de</p><p>investimento Magnetis é usado pela corretora Easynvest, e o robô Oi Warren é utilizado pela</p><p>própria corretora Warren (ME POUPE, 2017).</p><p>______</p><p>Como funcionam esses robôs, na prática?</p><p>Na prática, o investidor contrata uma corretora de sua preferência e, pela internet, informa que</p><p>quer investir, por exemplo, R$ 1.000,00. Essa informação é passada para o robô de investimento</p><p>da corretora (de forma automática, sem a intermediação humana) que, de acordo com o per�l</p><p>daquele investidor, varre todas as opções de mercado que atenderiam às necessidades dele,</p><p>comprando a ação que, na análise do robô (pela trading system estipulada para aquele</p><p>investidor), trará o maior retorno para aquele cliente, já que o próprio robô encontra, também,</p><p>o melhor momento para a venda daquele ativo. Ou seja, se uma Fintech que desenvolveu o robô</p><p>utilizado por sua corretora, por algum motivo, quebrar, o investidor não perde o valor dos seus</p><p>investimentos (já que eles não foram feitos no robô, mas nos papéis indicados por ele) (LARGUI,</p><p>2019).</p><p>Cabe destacar que para a utilização dos robôs de investimentos, as corretoras estipulam valores</p><p>mínimos de aplicação �nanceira. Além disso, é importante dizer que os robôs de investimento</p><p>têm uma limitação de análise de ativos �nanceiros, já que eles só vão analisar os produtos mais</p><p>indicados para cada cliente que está naquela corretora escolhida (eles não analisam,</p><p>obviamente, papéis que não estejam na carteira daquela corretora contratada).</p><p>Só para exempli�car, há robôs que só analisam a melhor opção de investimento referente a</p><p>Títulos Públicos, outros que só analisam fundos de investimentos, outros que analisam fundos</p><p>de investimentos e ativos de Renda Fixa Privada, etc.</p><p>Existem dois tipos principais de robôs de investimento: o robo-trader e o robo-advisor.</p><p>O robo-trader é indicado para operações de curto prazo, voltado para os especuladores e</p><p>análise técnica (quem usa um robo-trader sabe que está fazendo um investimento de alto</p><p>risco).</p><p>Enquanto o robo-advisor é voltado para investidores que não tem tempo ou conhecimento</p><p>do mercado, que recomenda e executa um portfólio de investimentos personalizado para o</p><p>per�l do investidor.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>O robo-advisor é um serviço digital e automatizado de consultoria e gestão de investimentos. Por</p><p>meio de algoritmos que analisam o per�l e os objetivos do investidor, o robo-advisor recomenda</p><p>e monitora um portfólio de investimentos personalizado para o cliente.</p><p>Ele é indicado para investidores com pouca ou média experiência no mercado �nanceiro e que</p><p>desejam investir em uma carteira diversi�cada para resgate em médio ou longo prazos (ROBO-</p><p>ADVISOR, [s.d.]).</p><p>O robo-advisor e o ciclo do aconselhamento �nanceiro. Fonte: Accenture (2015) apud Guterman (2017, p. 52).</p><p>______</p><p>De acordo com Ferreira ([s.d.]), existem algumas vantagens e desvantagens de se usar o robô de</p><p>investimento, conforme as �guras “Vantagens de se usar um robô de investimento” e</p><p>“Desvantagens de se usar um robô de investimento”.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Vantagens de se usar um robô de investimento. Fonte: Ferreira ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Desvantagens de se usar um robô de investimento. Fonte: Ferreira ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Conforme o quadro, podemos analisar algumas diferenças entre o advisor tradicional (consultor</p><p>de investimentos), que é o robô humano (human advisor), e o robo-advisor.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Gradação dos serviços de consultoria de investimentos. Fonte: adaptado de Guterman (2017, p. 8).</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Você acredita que o uso do robô de investimento irá substituir o consultor de investimento</p><p>humano? Re�ita sobre o assunto.</p><p>______</p><p>Para �nalizarmos, cabe destacar que os principais bancos e corretoras dos EUA entregaram a</p><p>gestão de seus investimentos a softwares de inteligência arti�cial, capazes de raciocinar e agir</p><p>muito mais rápido que os investidores humanos, com o objetivo de levar vantagem no dia a dia</p><p>do mercado (GARATTONI, 2011).</p><p>Segundo a consultoria especializada Aite Group, quase 40% de todas as negociações realizadas</p><p>nas bolsas norte-americanas já são controladas por esses softwares, que são capazes de tomar,</p><p>sozinhos, as decisões de compra e venda (dentro dos parâmetros de cada investidor) e também</p><p>já controlam parte das operações realizadas em mercados internacionais, sendo que, ao todo, as</p><p>máquinas fazem quase 1 bilhão de transações por dia (GARATTONI, 2011). Impressionante, não</p><p>é mesmo?</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para mais informações sobre robôs de investimentos, indicamos a leitura do artigo Robo-advisor</p><p>x Human-advisor: uma análise da automação do aconselhamento �nanceiro no Brasil, do autor</p><p>Marcelo Guterman.</p><p>Conclusão</p><p>https://cfasociety.org.br/wp-content/uploads/2020/08/PIF-2017-2oLUGAR.pdf</p><p>https://cfasociety.org.br/wp-content/uploads/2020/08/PIF-2017-2oLUGAR.pdf</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Fernando tem R$ 100.000,00 advindos do lucro da sua empresa de entrega com drones, a Fly IJK,</p><p>e busca conselhos �nanceiros digitais com consultores robóticos para aplicar recursos. Diante</p><p>disso, ele quer saber como será montada a sua carteira. Então, como esses robôs vão montar a</p><p>carteira de Fernando?</p><p>Ele vai precisar �car monitorando os acontecimentos do mercado para transmitir as informações</p><p>para esses robôs?</p><p>O robô de investimento, antes de qualquer decisão sobre investimento, irá identi�car o per�l de</p><p>Fernando por meio de um questionário, entendendo os objetivos que ele tem, em termos de</p><p>produtos �nanceiros (se, por exemplo, ele quer guardar dinheiro para a aposentadoria, ou se para</p><p>comprar algum bem, viajar, etc.; se ele é avesso ou propenso ao risco, entre outros).</p><p>Conhecendo o per�l de Fernando, quando ele inserir a informação (no aplicativo do smartphone</p><p>ou no site da corretora em que tem os seus investimentos) de que quer investir R$ 100.000,00, o</p><p>robô de investimento (de forma automática, sem a intermediação humana) mapeará todas as</p><p>opções de mercado (que estão na carteira daquela corretora utilizada por Fernando) que</p><p>atenderiam às necessidades dele, comprando o ativo �nanceiro que, na análise desse robô, trará</p><p>o maior retorno para Fernando, de acordo com o seu per�l.</p><p>Assim, o próprio robô irá identi�car qual ativo irá comprar e qual título irá vender (e quando isso</p><p>acontecerá), portanto, Fernando não precisa �car monitorando o mercado constantemente, pois</p><p>o robô fará isso de forma automática.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ACCENTURE. The rise of robo-advice. [S.l], 2015. Disponível em: https://www.accenture.</p><p>com/_acnmedia/PDF-2/Accenture-Wealth-Management-Rise-of-Robo-Advice.pdf. Acesso em: 31</p><p>out. 2021.</p><p>ALECRIM, E. O que é Fintech? [S.l.], 15 maio 2018. Disponível em</p><p>https://www.infowester.com/�ntech.php. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>ARAUJO, M. V. M. de. Investimento em tecnologia nas instituições �nanceiras e a in�uência das</p><p>Fintechs. Dissertação (Mestrado em Economia) – Escola de Economia de São Paulo, São Paulo,</p><p>2018. Disponível em: https://bit.ly/2lEqLyo. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>BURNISKE, C.; TATAR, J. Criptoativos: o guia do investidor inovador para o bitcoin e além. Rio de</p><p>Janeiro: Alta Books, 2018. Disponível em: https://bit.ly/2k1b8kb. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CAZELATO, A. O que são Trading Systems</p><p>na bolsa de valores. [S.l],16 out. 2013. Disponível em:</p><p>https://www.bussoladoinvestidor.com.br/o-que-sao-trading-systems/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CEDRO TECHNOLOGIES. Tendências da tecnologia para o mercado �nanceiro até 2030 – Como</p><p>se preparar? [S.l], 7 jan. 2019. Disponível em: https://bit.ly/2Fiqucs. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>COMO investir automaticamente com robôs no mercado �nanceiro. [S.l], [s.d.]. Disponível em:</p><p>https://investidordesucesso.com.br/Ebook-Como-investir-automaticamente-com-robos-no-</p><p>mercado-�nanceiro.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>CORTÊS, R. O que é um trading system? [S.l], 18 mai. 2018. Disponível em:</p><p>http://www.averatrading.com/?p=2955. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>DEPS, G.; CARNEIRO, I. da N. R. C. O pontapé regulatório no mundo das Fintechs: CVM anuncia</p><p>criação de Sandbox. [S.l.], 23 jul. 2019. Disponível em: https://bit.ly/2lZgugt. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>EPPERSON, T. et al. Hype vs. reality: the coming waves of “robo” adoption. Insights from the A.T.</p><p>Kearney 2015 Robo-Advisory Services Study. [S.l], jun. 2015. Disponível em: https://www.</p><p>atkearney.com/documents/10192/7132014/Hype+vs.+Reality_The+Coming+Waves+of+Robo+A</p><p>doption.pdf/. Acesso em: 6 set. 2019.</p><p>FEBRABAN. Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. [S.l.], 2019. Disponível em:</p><p>https://portal.febraban.org.br/pagina/3106/48/pt-br/pesquisa. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FERREIRA, E. Criptomoedas. [S.l.], 2018. Disponível em: https://bit.ly/2lGmqL2. Acesso em: 5 set.</p><p>2019.</p><p>FERREIRA, R. G. O Que São Robôs De Investimento? Conheça Essa Ferramenta Incrível Para</p><p>Investir Com Segurança. [S.l], [s.d.]. Disponível em: https://clubedovalor.com.br/robos-de-</p><p>investimento/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FINANCEONE. Bitcoin hoje. [S.l.], [s.d.]. Disponível em:</p><p>https://�nanceone.com.br/moedas/bitcoin-hoje/. 31 out. 2021.</p><p>FINTECHLAB. A revolução Fintech já começou. [S.l.], 2016. Disponível em</p><p>http://�ntechlab.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Report_FintechLab_2016_alta.pdf. Acesso</p><p>em: 31 out. 2021.</p><p>FINTECHLAB. Fintechs realizam 38% dos empréstimos nos EUA superando bancos e</p><p>cooperativas. [S.l.], 29 maio 2019. Disponível em: https://bit.ly/2klHjez. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FRANCO, A.; BAZAN, V. Criptomoedas - melhor que dinheiro. São Paulo: Empiricus, 2018.</p><p>FREITAS, J. R. Fintechs poderão conceder crédito sem mediação de banco. [S.l.], 11 jul. 2018.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2k6p4cS. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI). As Fintech podem ajudar a baixar o custo das</p><p>remessas para a AL. [S.l.], 8 maio 2019. Disponível em: https://bit.ly/2lUSpr5. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>GARATTONI, B. Os robôs de Wall Street. [S.l], 15 jan. 2011. Disponível em:</p><p>https://super.abril.com.br/tecnologia/os-robos-de-wall-street/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>GIAMBIAGI, F; O. de B. Brasil globalizado: o Brasil em um mundo surpreendente. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier, 2008.</p><p>GONZALES, L. Inclusão �nanceira, micro�nanças e qualidade de vida. Boletim e responsabilidade</p><p>social e ambiental do sistema �nanceiro, ano 6, n. 56, set. 2011. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/pre/boletimrsa/BOLRSA201109.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>GREGÓRIO, R. Primeiro fundo de criptomoedas do Brasil sai da “cratera”, projeta disparada e</p><p>exige sangue frio. [S.l.], 23 maio 2019. Disponível em</p><p>https://valorinveste.globo.com/mercados/cripto/noticia/2019/05/23/primeiro-fundo-de-</p><p>criptomoedas-do-brasil-sai-da-cratera-projeta-disparada-e-exige-sangue-frio.ghtml. Acesso em:</p><p>31 out. 2021.</p><p>GUIA DE ANÁLISE TÉCNICA. [S.l], [s.d.]. Disponível em:</p><p>https://www.bussoladoinvestidor.com.br/guia-analise-tecnica/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>GUTERMAN, M. Robo-advisor x Human-advisor: uma análise da automação do aconselhamento</p><p>�nanceiro no Brasil. [S.l.], 2017. Disponível em: https://cfasociety.org.br/wp-</p><p>content/uploads/2020/08/PIF-2017-2oLUGAR.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>HARATI, N. Criptomoedas e Criptoativos: o que são e como funcionam. [S.l.], 15 jan. 2019.</p><p>Disponível em: https://maisretorno.com/blog/criptomoedas-e-criptoativos-o-que-sao-e-como--</p><p>funcionam. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>LARGUI, N. Valor Investe. O que são robôs de investimento? [S.l.], 16 abr. 2019. Disponível em:</p><p>https://valorinveste.globo.com/produtos/servicos-�nanceiros/noticia/2019/04/16/o-que-sao-</p><p>http://www/</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>robos-de-investimento.ghtml. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>LIVECOINS. Já existem mais de 5000 criptomoedas! [S.l.],19 jul. 2019. Disponível em:</p><p>https://br.advfn.com/jornal/2018/09/ja-existem-mais-de-5000-criptomoedas. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>LOBO, A. P. Apenas 200 empresas negociam bitcoin no Brasil. [S.l.], 25 jul. 2018. Disponível em:</p><p>https://www.convergenciadigital.com.br/Negocios/Apenas-200-empresas-negociam-bitcoin-no-</p><p>Brasil-48529.html?UserActiveTemplate=site. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>LOUREIRO, Rodrigo. 10 coisas que você precisa saber sobre a Libra, a criptomoeda do Facebook.</p><p>[S.l.], 25 jun. 2019. Disponível em: https://exame.com/tecnologia/10-coisas-que-voce-precisa-</p><p>saber-sobre-a-libra-a-criptomoeda-do-facebook/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>MARTINS, M.; SILVA, F. Fintechs, mercado �nanceiro e crowdfunding de investimento. 13 out.</p><p>2018. Disponível em: https://pallottamartins.com.br/wp-content/uploads/2018/10/ Fintechs-</p><p>mercado-�nanceiro-e-crowdfunding-de-investimento-JOTA-Info.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>MATOS, Gino. Dez maiores criptomoedas do mercado mergulham no vermelho. [S.l.], 25 jun.</p><p>2019. Disponível em: https://webitcoin.com.br/dez-maiores-criptomoedas-do-mercado-</p><p>escorregam-fev-21/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>ME POUPE. Tudo sobre robôs de investimento: comparação Vérios, Magnetis e Oi Warren. [S.l.],</p><p>20 jul. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8w8iht6cP-k. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Fintechs e Sandbox no Brasil. [S.l.], 2019. Disponível em:</p><p>https://www.gov.br/economia/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-</p><p>informativas/2019/publicacao-spe-�ntech.pdf/view. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>NAVARRO, C. et al. Criptomoedas: seu guia essencial. Disponível em:</p><p>https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms/�les/13989/1562352328Criptomoedas_-</p><p>_Seu_guia_essencial.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>OLIVEIRA, C. Fintech de empréstimo pessoal bate recorde e capta R$ 4 mi em crowdfunding.</p><p>[S.l.], 17 jun. 2019. Disponível em: https://exame.abril.com.br/pme/�ntech-de-emprestimo-</p><p>pessoal-bate-recorde-e-capta-r-4-mi-em-crowdfunding/. Acesso em: 5 set. 2019.</p><p>PASCAL, C. Como criar uma campanha de crowdfunding de sucesso. Disponível em:</p><p>https://crowdfundingnobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/03/como-criar-uma-campanha-</p><p>crowdfunding-sucesso.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>QUAIS são os tipos de �ntech? [S.l.], [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/2hBCRTw. Acesso em: 31</p><p>out. 2021.</p><p>ROBO-ADVISOR. [S.l], [s.d.]. Disponível em</p><p>https://www.bussoladoinvestidor.com.br/abc_do_investidor/robo-advisor/. Acesso em: 31 out.</p><p>2021.</p><p>RODRIGUES, C. K. da S. et al. Uma proposta para automatizar a gestão pública orçamentária e</p><p>�nanceira do Brasil usando o sistema Blockchain/bitcoin. Revista de Sistemas e Computação,</p><p>Salvador, v. 8, n. 2, p. 315-329, jul./dez. 2018.</p><p>ROMER, R. O que são as Fintechs e por que elas estão ganhando tanto espaço? [S.l.], 6 maio</p><p>2019. Disponível em https://canaltech.com.br/startup/o-que-sao-as- Fintechs-e-por-que-elas-</p><p>estao-ganhando-tanto-espaco-65169/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>ROSA, S.; MOREIRA, T. Fechamento de agências bancárias cresce no ano. Valor Econômico, 28</p><p>jun. 2017. Finanças, p. 11–13.</p><p>SANTOS, D. dos. Fintechs: análise do estado da arte no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE</p><p>ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 8., 2018 Ponta Grossa/PR. Anais [...]. Ponta Grossa/PR:</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>CONBREPRO, 2018. Disponível em: https://bit.ly/2khJpvX. Acesso em: 5 set. 2019.</p><p>SCHIOCHETTI, R.; CUSTÓDIO A. C. Criptomoedas: o que são e como funcionam? [S.l.], 17 jan.</p><p>2019. Disponível em: https://www.politize.com.br/criptomoedas-o-que-sao-e-como-funcionam/.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>UNIPRIME. Inclusão �nanceira. [S.l.], dez. 2016. Disponível em:</p><p>https://www.uniprimebr.com.br/artigo/edicao01/inclusao-�nanceira.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>WOINARSKI, C. Negócios inovadores e o mercado tradicional: Big Players X New players. [S.l.], 21</p><p>fev. 2019. Disponível em: https://labsnews.com/pt-br/artigos/ecommerce/negocios-inovadores-</p><p>e-o-mercado-tradicional-big-players-x-new-players/. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>WYMAN, M. W. et al. A revolução Fintech. Disponível em:</p><p>https://www.oliverwyman.com/content/dam/oliver-wyman/v2/publications/2016/dec/A-</p><p>REVOLU%c3%87%c3%83O-FINTECH-FINAL-PORTUGUESE.pdf. Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>YUBB. O que são robôs. [S.l], [s.d.]. Disponível em: https://yubb.com.br/robos-de-investimento.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>YUMI, F. Impactos das Fintechs e do blockchain no sistema �nanceira: uma análise crítico-</p><p>re�exiva. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Contábeis e Aturiais) -</p><p>Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas,</p><p>Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em http://bdm.unb.br/handle/10483/19517.</p><p>Acesso em: 31 out. 2021.</p><p>https://www.politize.com.br/criptomoedas-o-que-sao-e-como-funcionam/</p><p>http://bdm.unb.br/handle/10483/19517</p><p>pro�ssional</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos abordar os códigos de regulação ANBIMA, que visam a manutenção de uma</p><p>ética ao mercado e trazem mais proteção contra atos ilícitos à própria atividade de</p><p>intermediação.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>explicar as melhores práticas para distribuição de produtos de investimento, como a oferta</p><p>individual ou coletiva de produtos;</p><p>de�nir as exigências do código de certi�cações ANBIMA para o exercício pro�ssional no</p><p>mercado �nanceiro e de capitais;</p><p>analisar as atividades acessórias prestadas aos investidores, como a manutenção da</p><p>carteira de investimentos e informações periódicas sobre os investimentos realizados;</p><p>distinguir os tipos e para que servem as certi�cações ANBIMA.</p><p>Situação-problema</p><p>Olá, estudante. Quando precisamos de algum tipo especí�co de pro�ssional, preferimos ser</p><p>atendidos por pessoas que entendam muito do assunto que nos levou até ele.</p><p>Por exemplo, se temos dúvidas sobre a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física,</p><p>procuramos um contador que seja bem recomendado no mercado e que tenha ótima</p><p>quali�cação pro�ssional, não é mesmo? Bem, esse tipo de comportamento (procurar</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>pro�ssionais altamente quali�cados) também deveria ocorrer quando temos dúvida sobre o que</p><p>fazer com nosso dinheiro, concorda?</p><p>Por isso, as certi�cações pro�ssionais no setor bancário estão sendo cada vez mais valorizadas,</p><p>pois trazem uma melhor quali�cação pro�ssional para quem as obtém. Para entendermos mais</p><p>sobre esse assunto, nesta aula, vamos abordar sobre o código ANBIMA de regulação, melhores</p><p>práticas para distribuição de produtos de investimento, exercício do pro�ssional no mercado</p><p>�nanceiro e de capitais e certi�cações ANBIMA.</p><p>Para nos ajudar a absorver esses conceitos, na Aula 1, iremos acompanhar o cotidiano de João,</p><p>gerente de um banco de varejo, e seu subordinado, Pedro.</p><p>João é gerente geral de um banco de varejo. Certo dia, ele reúne toda a sua equipe em uma</p><p>reunião, logo no início do expediente, para comunicar que o funcionário com o maior volume em</p><p>captação na previdência privada seria promovido. Pedro, um dos seus funcionários, comenta</p><p>com um amigo que essa promoção seria dele de qualquer maneira, já que tinha feito muitas</p><p>dívidas e precisava ganhar mais para pagar suas contas.</p><p>Ao sair da reunião, Pedro volta para o seu posto de trabalho e atende a primeira cliente do dia:</p><p>Mariana, uma senhora aposentada de 65 anos, leiga sobre investimentos, que procura Pedro para</p><p>aplicar R$ 50.000,00, dizendo que pretende resgatar todo o dinheiro em 3 meses. Pensando na</p><p>promoção divulgada por João, Pedro recomenda que Mariana invista seu dinheiro em previdência</p><p>privada, mostrando a ela qual seria a rentabilidade desse produto.</p><p>De acordo com o Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento, será que</p><p>investir em previdência privada era uma ação recomendada para a cliente Mariana?</p><p>Quando ela foi pedir conselho de onde investir o dinheiro, o que Pedro deveria ter feito?</p><p>Lembre-se que a realização da leitura prévia o ajudará a atingir um melhor desempenho na</p><p>compreensão dos assuntos tratados nesta aula. Portanto, aproveite o material e bons estudos!</p><p>Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais -</p><p>ANBIMA</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Os conceitos de regulamentação e exercício pro�ssional pelos quais passaremos nesta aula são</p><p>fundamentais para que você entenda sobre a importância da autorregulação da ANBIMA (que é</p><p>expressa na forma de códigos), das boas práticas para distribuir produtos de investimentos, e</p><p>para que você perceba a necessidade das certi�cações ANBIMA para o exercício do pro�ssional</p><p>no mercado �nanceiro.</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Se estivesse doente, você pediria receita de um remédio para alguém que não tivesse CRM</p><p>(Conselho Regional de Medicina)? E se precisasse de ajuda para aplicar seu dinheiro, você o</p><p>colocaria nas mãos de um pro�ssional que não fosse certi�cado para esse assunto? Re�ita</p><p>sobre isso.</p><p>______</p><p>A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) é uma</p><p>entidade que representa as instituições do mercado �nanceiro e de capitais do Brasil, que tem</p><p>um forte papel de informar, divulgar relatórios e prover ferramentas de consulta aos associados e</p><p>ao mercado (municiando os associados sobre mudanças de regras e interpretações no setor, por</p><p>meio do site da Associação, de correspondência e de webinars); representar bancos, gestoras,</p><p>distribuidoras e administradoras da área �nanceira junto ao mercado, buscando aprimorar as</p><p>normas do mercado e as boas práticas de negócios (sendo que os códigos elaborados pela</p><p>ANBIMA são feitos a partir de sugestões e mediante aprovação dos associados); promover a</p><p>educação �nanceira por meio de certi�cações (que visam capacitar os pro�ssionais do mercado)</p><p>e cursos para atuais e futuros investidores; e conduzir um modelo de autorregulação baseado em</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>normas claras, criadas pelo mercado e para o mercado, em favor do seu desenvolvimento</p><p>(ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>A ANBIMA, além das atividades de representação das instituições do mercado de capitais;</p><p>informação aos agentes econômicos interessados; e educação �nanceira, tem o papel de</p><p>autorregulação, ou seja, de forma voluntária, a ANBIMA autorregula esse mercado, por meio de</p><p>códigos de conduta, sendo que as instituições que aderem a esses códigos �cam sujeitas à</p><p>supervisão da ANBIMA.</p><p>Em 2019, cerca de 1.000 instituições participantes estavam submetidas às regras da ANBIMA,</p><p>que abrangem 9 códigos de regulação e melhores práticas (ANBIMA, 2019) representados na</p><p>�gura.</p><p>Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas. Fonte: adaptada de ANBIMA (2019).</p><p>______</p><p>Atenção</p><p>Apesar dos Códigos da ANBIMA visarem tanto a manutenção de uma ética ao mercado, para</p><p>garantir ao público um serviço de maior qualidade, como trazer mais proteção contra atos ilícitos</p><p>à própria atividade de intermediação, essas normas não sobrepõem nem podem contradizer a</p><p>regulação estatal, tendo uma atuação complementar a ela (ANBIMA, 2019).</p><p>______</p><p>Como vimos, a ANBIMA elaborou diversos códigos para regulamentar o mercado �nanceiro,</p><p>sendo que um deles é o Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento.</p><p>Mas você sabe o que é a distribuição de produtos de investimento?</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Podemos entender a distribuição de produtos de investimentos, tanto como a oferta individual ou</p><p>coletiva de produtos de investimento que irá resultar, ou não, em aplicações, como também as</p><p>atividades acessórias prestadas aos investidores, como a manutenção da carteira de</p><p>investimentos e informações periódicas sobre os investimentos realizados (ABREU, 2019).</p><p>A partir dessa de�nição, você saberia dizer quais são os objetivos desse código? São eles:</p><p>manter os padrões éticos elevados; estimular a padronização dos procedimentos e a</p><p>concorrência leal; manter, com os investidores, a transparência no relacionamento e promover a</p><p>quali�cação das instituições e seus funcionários; bem como promover a quali�cação das</p><p>instituições e dos pro�ssionais envolvidos na atividade.</p><p>É importante destacar, também, que as instituições participantes do código ANBIMA devem</p><p>observar alguns deveres na atividade de distribuição de produtos de investimento que são:</p><p>exercer suas atividades com lealdade, transparência, boa-fé e diligência;</p><p>ter o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar a administração de</p><p>seus próprios negócios (ou seja, espera-se que a instituição participante se preocupe</p><p>sempre com o interesse do cliente, não recomendando produtos que favoreçam a si em</p><p>detrimento de outros);</p><p>evitar a adoção de práticas caracterizadoras de concorrência desleal, respeitando os</p><p>princípios de livre negociação;</p><p>evitar práticas que estejam em con�ito com as regras e princípios do código ANBIMA;</p><p>ter um comportamento correto e pro�ssional, respeitando as obrigações pactuadas e não</p><p>atuando de modo</p><p>a gerar descon�ança;</p><p>ter o esforço para que todos os pro�ssionais ligados à distribuição de produtos de</p><p>investimento atuem com imparcialidade e conheçam o código de ética da instituição</p><p>participante;</p><p>divulgar informações claras aos investidores sobre os riscos e consequências dos produtos</p><p>de investimento;</p><p>e, por �m, identi�car, administrar e mitigar eventuais con�itos de interesse ligados à</p><p>distribuição de produtos de investimento (ANBIMA, 2019).</p><p>Dentro de todos esses deveres, cabe enfatizar que a instituição �nanceira, no exercício da sua</p><p>atividade de distribuição de produtos de investimento, têm a obrigação de adequar a oferta de</p><p>seus produtos ao per�l do investidor (ação conhecida como suitability).</p><p>Para isso, além de estarem habilitadas para a distribuição de produtos de investimentos, as</p><p>instituições �nanceiras precisam utilizar procedimentos formais para conhecerem seus clientes</p><p>(prática conhecida como KYC – know your client), pois, só assim, conseguirão se adequar às</p><p>necessidades de cada um deles (assunto que será mais detalhado na próxima aula ).</p><p>Outro assunto importante que deve ser visualizado pelas instituições �nanceiras se refere à</p><p>publicidade de produtos de investimento, que é de responsabilidade de quem os divulga ao</p><p>investidor, e deve obedecer a algumas regras.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Imagine que um banco queira fazer a divulgação de um produto de investimento qualquer.</p><p>Nesse caso, ele não pode divulgar uma comparação entre produtos �nanceiros de diferentes</p><p>instituições, além disso, se a publicidade �zer referência ao histórico de rentabilidade daquele</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>produto, o banco deve trazer o aviso ao leitor/ouvinte de que “a rentabilidade divulgada não é livre</p><p>de impostos”.</p><p>Código de Regulação ANBIMA e Programa de Certi�cação Continuada</p><p>Além de todas essas condições do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para</p><p>Distribuição de Produtos de Investimento, vamos ver um pouco sobre o Código ANBIMA de</p><p>Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certi�cação Continuada? Já parou para</p><p>pensar sobre a importância das certi�cações ANBIMA?</p><p>Pois bem, quando você vai ao médico, você con�a que terá um bom atendimento pois o médico</p><p>possui o CRM (Conselho Regional de Medicina), indispensável para a prática da medicina. E</p><p>quando você vai ao banco, como saber se o gerente possui a quali�cação necessária para</p><p>prestar um bom atendimento?</p><p>Bem, pelas certi�cações ANBIMA, as instituições �nanceiras podem garantir maiores padrões de</p><p>conduta do pro�ssional no desempenho de suas atividades, havendo esse código especí�co que</p><p>traz de�nições sobre a obrigatoriedade da certi�cação adequada aos pro�ssionais que</p><p>trabalham com atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimentos e</p><p>gestão pro�ssional de recursos de terceiros.</p><p>O Código de Certi�cações exige que as instituições participantes assegurem que seus</p><p>pro�ssionais (ANBIMA, 2019):</p><p>tenham reputação ilibada.</p><p>tenham lealdade, diligência e boa fé para exercer suas atividades.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>empreguem, no exercício da sua atividade, o cuidado que toda pessoa diligente e prudente</p><p>costuma ter na administração de seus próprios negócios.</p><p>respeitem os princípios de livre negociação.</p><p>evitem práticas que estejam em con�ito com as regras do código de certi�cação.</p><p>tenham condutas alinhadas com os princípios de idoneidade pro�ssional e moral.</p><p>não participem de negócios que envolvam corrupção, fraude, lesão aos direitos de</p><p>investidores, distorções de preços e declarações falsas.</p><p>não contribuam para a circulação de notícias falsas.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Os Códigos ANBIMA também trazem normas relativas a regras, procedimentos, controles,</p><p>segurança e sigilo de informações, divulgação de informações por meio eletrônico, selo ANBIMA</p><p>e como conhecer o cliente.</p><p>Para quem pensa em se preparar para a prova da CPA – 10 (Certi�cação Pro�ssional ANBIMA –</p><p>10), esses assuntos podem ser estudados com mais detalhes na própria apostila da ANBIMA</p><p>(Apostila 2), que �ca disponível no site deles, de forma gratuita, na área de certi�cação e cursos.</p><p>Bons estudos.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Agora que você já sabe algumas práticas que as instituições �nanceiras devem cumprir (de</p><p>acordo com os Códigos de Certi�cação da ANBIMA), o que acontece caso não cumpram? Será</p><p>que elas sofrem alguma penalidade?</p><p>Bem, caso as instituições participantes descumpram as regras do código de certi�cação, elas</p><p>estarão sujeitas às seguintes penalidades: multa de até 100 vezes o valor da maior mensalidade</p><p>recebida pela ANBIMA, desligamento da ANBIMA e advertência pública.</p><p>______</p><p>Depois que já vimos algumas regras do Código ANBIMA de Certi�cações, a �gura irá ilustrar e</p><p>explicar os tipos de certi�cação oferecidos pela ANBIMA, que capacitam tanto aqueles que já</p><p>atuam nas instituições �nanceiras como aqueles que querem entrar nesse mercado.</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/analise-do-perfil-investidor</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/analise-do-perfil-investidor</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Tipos de Certi�cação ANBIMA e para que se destinam. Fonte: adaptada de ANBIMA (2019).</p><p>O que acha de obter alguma dessas certi�cações e se quali�car para o mercado de trabalho?</p><p>Com foco e disciplina, você chegará lá.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>As certi�cações bancárias da ANBIMA não são as únicas para a capacitação de pro�ssionais</p><p>dos mercados �nanceiro e de capital. Há certi�cações chanceladas por outras instituições,</p><p>como:</p><p>a CNPI (Certi�cado Nacional do Pro�ssional de Investimento da APIMEC – Associação dos</p><p>Analistas e Pro�ssionais de Investimento do Mercado de Capitais) e a CGRPPS</p><p>(Certi�cação dos Gestores dos Regimes Próprios de Previdência Social da APIMEC),</p><p>a CPF (Certi�ed Financial Planner da PLANEJAR – Associação Brasileira de Planejadores</p><p>Financeiros),</p><p>a CFA (Chartered Financial Analyst Program da CFA INSTITUTE),</p><p>as certi�cações da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) e as certi�cações ANEPS</p><p>(Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços).</p><p>Seja proativo e pesquise mais sobre essas certi�cações.</p><p>______</p><p>Para �nalizar a aula , que tal falarmos um pouco sobre o exercício do pro�ssional no mercado</p><p>�nanceiro e de capitais?</p><p>Bem, se você possui vocação comercial, se interessa em aprender mais sobre investimentos,</p><p>soluções em crédito, câmbio, prospecção de novas contas correntes, busca</p><p>http://www.apimec.com.br/apimec/show.aspx?id_canal=502&id_materia=1408</p><p>https://www.cfp.net/</p><p>https://www.cfainstitute.org/en/programs/cfa</p><p>https://portal.febraban.org.br/pagina/3116/35/pt-br/certificacao</p><p>https://certificacaoaneps.com.br/</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>autodesenvolvimento e novos desa�os, a conquista da certi�cação bancária será um grande</p><p>passo para que consiga se inserir no mercado de trabalho de instituições �nanceiras.</p><p>Para quem quer iniciar na carreira (ou já trabalha em uma instituição �nanceira e quer galgar um</p><p>crescimento pro�ssional), obter a certi�cação CPA-10 poderá abrir muitas portas para que você</p><p>atue na rede de agências bancárias, nos cargos operacionais (caixas, por exemplo) ou nos</p><p>cargos comerciais (como o de assistente de gerente e gerente de varejo para clientes com renda</p><p>mais baixa).</p><p>Para os que já estão trabalhando em um banco e querem atuar com clientes de alta renda, será</p><p>necessária a conclusão da faculdade e a obtenção da Certi�cação CPA-20 (sendo que se o</p><p>pro�ssional tiver a Certi�cação CEA, isso será um grande diferencial competitivo).</p><p>Para atuar nessas funções, você precisa ter consciência de que são exigidas as seguintes</p><p>competências: ter �uência verbal e escrita, ter foco no cliente, ser proativo, ser curioso, ser</p><p>plugado (conhecer e se atualizar em assuntos como cenário econômico e político), ser cordial e</p><p>paciente, saber trabalhar com metas, ser um bom vendedor e ser ético.</p><p>Ainda no mercado de trabalho do setor �nanceiro, se você se interessar em ajudar pessoas a</p><p>tomarem as melhores decisões de investimento e quer ser tornar um especialista de</p><p>investimentos, é necessária a obtenção da Certi�cação CEA. Agora, se</p><p>quiser impulsionar ainda</p><p>mais a sua carreira e atuar com clientes private banking (que é o segmento que atende os</p><p>clientes investidores com volume de investimento muito alto), é necessário o CFP, e para ser</p><p>tornar gestor de carteira de recursos de terceiros, é necessário o CGA.</p><p>É interessante destacar que cada banco tem sua própria segmentação de atendimento, de</p><p>acordo com a renda e patrimônio do cliente, mas quanto mais você cresce pro�ssionalmente no</p><p>mercado �nanceiro mais as competências analíticas são valorizadas (em detrimento das</p><p>comerciais).</p><p>Videoaula: Certi�cação AMBIMA</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Con�ra a videoaula com a explicação do conteúdo estudado.</p><p>Conclusão</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Pensando na promoção divulgada por João, seu gerente, Pedro recomenda que Mariana, uma</p><p>senhora aposentada de 65 anos (que pensa em resgatar seus R$ 50.000,00 em 3 meses) invista</p><p>seu dinheiro em previdência privada, mostrando a ela qual seria a rentabilidade desse produto.</p><p>De acordo com o Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento, será que investir</p><p>em previdência privada é mesmo uma ação recomendada para a cliente Mariana? Quando ela foi</p><p>pedir conselho de onde investir o dinheiro, o que Pedro deveria ter feito?</p><p>As instituições participantes do código ANBIMA devem observar vários deveres na atividade de</p><p>distribuição de produtos de investimento, entre eles, preocupar-se sempre com o interesse do</p><p>cliente, não recomendando produtos que favoreçam a si em detrimento de outros.</p><p>Dessa forma, �ca fácil perceber que Pedro não cumpriu essa determinação, já que ofereceu um</p><p>produto para Mariana pensando apenas em atingir a sua promoção pro�ssional, pois</p><p>investimentos em previdência privada são aplicações recomendadas a clientes que deixarão o</p><p>dinheiro ali por longos prazos e Mariana resgataria o dinheiro em 3 meses (além da cliente já ser</p><p>aposentada).</p><p>Essa ação de Pedro poderia gerar con�itos de interesse ligados à distribuição de produtos de</p><p>investimento, e isso traria descon�ança com relação às práticas daquela instituição �nanceira, o</p><p>que vai contra os princípios éticos e transparentes exigidos pela ANBIMA às instituições</p><p>�nanceiras. Dessa forma, Pedro deveria adequar a oferta de algum produto do seu banco ao</p><p>per�l de Mariana, o que é conhecido como suitability.</p><p>Para isso, ele deveria usar algum processo formal para conhecer melhor a cliente do banco (KYC</p><p>– know your client), pois, só assim, conseguiria se adequar às necessidades dela.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Aula 3</p><p>Ética e análise do per�l do investidor</p><p>Introdução da aula</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar sobre a Instrução CVM 539 e as recomendações sobre a</p><p>possibilidade de venda de um produto não adequado ao per�l do investidor.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>de�nir as etapas sequenciais da lavagem de dinheiro: colocação, ocultação e integração;</p><p>explicar a �nalidade do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o órgão</p><p>máximo no combate à lavagem de dinheiro;</p><p>apontar a conduta ética do pro�ssional de instituições �nanceiras para se adaptar às</p><p>necessidades e limitações dos clientes, como: idade, horizonte de investimento,</p><p>conhecimento do produto e tolerância ao risco;</p><p>analisar os tipos de per�l do investidor: conservador, moderado e agressivo e algumas</p><p>variáveis para a recomendação exata de um produto para cada per�l.</p><p>Situação-problema</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Olá, estudante. Você já deve ter lido em jornais e revistas sobre o crime de lavagem de dinheiro,</p><p>certo?</p><p>Pois o setor �nanceiro está vinculado nesse assunto, já que muitas vezes esse dinheiro ilícito</p><p>acaba sendo depositado nos bancos, fazendo com que as instituições �nanceiras precisem �car</p><p>atentas para a inibição dessa prática. Além desse assunto, nesta aula, iremos estudar: a ética na</p><p>venda de produtos e serviços �nanceiros, a instrução CVM 539, a análise do per�l do investidor e</p><p>a possibilidade de venda de um produto não adequado ao per�l dele. Vamos lá?</p><p>Para nos ajudar a entender tudo isso, iremos acompanhar o caso da gerente Júlia com o cliente</p><p>Jorge. Logo no início do expediente, Jorge está muito incomodado com a baixa rentabilidade da</p><p>sua carteira de investimentos e diz a Júlia que gostaria de aplicar tudo em ações, já que leu no</p><p>jornal que a Bolsa, muito provavelmente, irá subir.</p><p>Frente a essa informação, Júlia acessa o per�l de investidor (API) de Jorge, veri�cando que ele é</p><p>conservador, ou seja, não é recomendado para Jorge fazer aplicações em ações. Mesmo assim,</p><p>Jorge insiste em aplicar todos os seus recursos �nanceiros em ações.</p><p>De acordo com a instrução CVM 539, o que Júlia deverá fazer?</p><p>Para responder esse questionamento, você precisará entender a Instrução CVM 539, bem como</p><p>o que ela diz sobre a possibilidade de venda de um produto não adequado ao per�l do investidor.</p><p>Bom trabalho.</p><p>Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF)</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>O assunto lavagem de dinheiro ganhou bastante destaque no Brasil com a Operação Lava Jato</p><p>(iniciada em março de 2014); mas, a�nal, você sabe o que é lavagem de dinheiro? Lavagem de</p><p>dinheiro é o processo que corresponde à prática em que um criminoso transforma dinheiro</p><p>obtido por meio de atividades ilegais, em ativos aparentemente legais, na economia formal</p><p>(ABREU, 2009).</p><p>Como esse processo de ocultação (dissimulação) da real origem do dinheiro, muitas vezes,</p><p>passa pelas instituições �nanceiras, convencionou-se que, para combater a corrupção, o crime</p><p>organizado e a evasão de divisas, o sistema �nanceiro precisa ter uma atenção redobrada,</p><p>seguindo diversos dispositivos normativos, para que os papéis dessas instituições sejam</p><p>cumpridos no combate a esse crime (ANBIMA, 2019), que traz como pena, uma reclusão de três</p><p>a dez anos, além de multa.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>De acordo com a ANBIMA (2019), a lavagem de dinheiro envolve três etapas sequenciais:</p><p>1. colocação – é a primeira etapa da lavagem do dinheiro em que é colocado o dinheiro ilícito</p><p>no sistema econômico. Ela se efetua por meio de depósitos, compra de bens e compra de</p><p>instrumentos negociáveis. Para di�cultar a identi�cação, o criminoso faz, muitas vezes, o</p><p>fracionamento de valores, além de utilizar de estabelecimentos comerciais que,</p><p>usualmente, lidam com dinheiro em espécie.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>2. ocultação - é a segunda etapa da lavagem de dinheiro em que o criminoso busca di�cultar</p><p>o rastreamento contábil, quebrando as evidências que conectam o dinheiro à sua origem</p><p>ilícita. Nessa etapa, os criminosos enviam recursos para paraísos �scais, movimentam o</p><p>dinheiro de forma eletrônica ou realizam depósitos em contas “fantasmas”.</p><p>3. integração - é a última etapa da lavagem do dinheiro em que os criminosos compram</p><p>empresas de “fachadas” ou empreendimentos que facilitem suas atividades. Aqui, os ativos</p><p>já estão incorporados formalmente ao sistema econômico, tornando cada vez mais fácil</p><p>legitimar aquele dinheiro ilegal.</p><p>Vale destacar que estão sujeitos às punições relativas à lavagem de dinheiro, todos que, de</p><p>alguma forma, contribuem para qualquer uma das etapas do processo de lavagem de dinheiro.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>O dinheiro obtido com uma atividade ilegal, como trá�co de drogas, armas, corrupção ou</p><p>prostituição, não pode ser gasto sem mais nem menos, pois isso levantaria suspeitas que</p><p>poderiam entregar a atividade do bandido (GAMA, 2018). É por isso que ele precisa camu�ar</p><p>essa origem e dar a impressão que o dinheiro foi ganho de uma forma honesta (GAMA, 2018).</p><p>Para exempli�car esse processo de lavagem de dinheiro, imagine que um restaurante seja uma</p><p>empresa de fachada para lavar o dinheiro de alguma atividade criminosa. O restaurante vende</p><p>100 refeições por dia, mas a contabilidade da empresa informou que ela vendeu 150 refeições</p><p>(ou seja, a empresa camu�a a informação dizendo que recebeu em dinheiro, por</p><p>50 refeições,</p><p>que nunca efetivamente foram vendidas (GAMA, 2018).</p><p>Como a autoridade policial obriga os bancos a informarem depósitos de grande valor, os</p><p>criminosos dividem o bolo em vários depósitos de pequeno valor, que podem ser feitos até</p><p>mesmo em bancos sediados em paraísos �scais, onde os responsáveis pelas movimentações</p><p>bancárias têm sigilo garantido pela legislação local (GAMA, 2018).</p><p>Para esse dinheiro retornar, de forma “lícita”, para a organização criminosa, depois de várias</p><p>transações em diversas instituições bancárias, um laranja (pessoa que serve como intermediário</p><p>de negócios fraudulentos) saca o dinheiro em uma instituição sediada no paraíso �scal para</p><p>comprar um carro de luxo, um iate, etc. (GAMA, 2018).</p><p>______</p><p>No Brasil, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) é o órgão máximo no</p><p>combate à lavagem de dinheiro. Ele está integrado ao Ministério da Fazenda e tem como</p><p>�nalidade disciplinar, aplicar penas administrativas, examinar, receber e identi�car as ocorrências</p><p>suspeitas oriundas dos segmentos econômicos elencados na lei de lavagem de dinheiro. A �gura</p><p>mostra a participação do COAF quando há suspeitas de lavagem de dinheiro.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>COAF no combate à lavagem de dinheiro. Fonte: BACEN ([s.d.], [s.p.]).</p><p>Ações preventivas contra a lavagem de dinheiro</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Será que existem ações preventivas que as instituições �nanceiras podem tomar contra a</p><p>lavagem de dinheiro? Sim.</p><p>O Banco Central e a CVM impõem uma série de obrigações às instituições �nanceiras referentes</p><p>à identi�cação, ao registro, ao cadastro e às comunicações de operações de seus clientes, que</p><p>são (ANBIMA, 2019):</p><p>1. princípio do “conheça o seu cliente”, ou seja, a instituição �nanceira deve manter um</p><p>cadastro completo e atualizado dos clientes (para facilitar a identi�cação imediata de</p><p>operações suspeitas), com a veri�cação do seu per�l (pro�ssão, escolaridade, patrimônio e</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>renda), para que seja possível uma análise que mostre se as movimentações �nanceiras</p><p>são compatíveis com a sua situação �nanceira. As informações cadastrais mínimas</p><p>requeridas pela CVM e pelo BACEN estão descritas em normas especí�cas e elas devem</p><p>�car armazenadas pela instituição junto ao cadastro, por pelo menos 5 anos (já que esse</p><p>tipo de crime, normalmente, demora a ser identi�cado, após a sua ocorrência).</p><p>2. registros e identi�cação das operações, ou seja, a CVM exige que sejam mantidas e</p><p>identi�cadas todas as operações do cliente por 5 anos, enquanto o BACEN exige que isso</p><p>seja feito por prazos que variam de cinco a dez anos, dependendo da operação.</p><p>3. operações suspeitas, ou seja, para a CVM, há uma série de movimentações �nanceiras que</p><p>são consideradas suspeitas, que exigem um monitoramento contínuo, como as operações</p><p>em que os valores parecem incompatíveis com patrimônio/renda e ocupação pro�ssional</p><p>do cliente; as operações realizadas entre as mesmas partes nas quais haja seguidos</p><p>ganhos para algum dos envolvidos; as operações em que não seja possível identi�car o</p><p>bene�ciário �nal, entre outras.</p><p>Algumas situações de lavagem de dinheiro percebidas pelas instituições �nanceiras precisam</p><p>ser comunicadas, obrigatoriamente, ao COAF, até o dia útil seguinte à sua veri�cação, sem que</p><p>seja dada ciência à parte cuja ação foi comunicada ou a terceiros (ANBIMA, 2019). Essa</p><p>comunicação não exime as instituições �nanceiras de manterem registro e monitoramento às</p><p>atividades suspeitas ou pouco usuais (ANBIMA, 2019).</p><p>Cabe destacar que, além de instituições �nanceiras, outras empresas também possuem</p><p>obrigações de comunicação de operações suspeitas ao COAF como as administradoras de</p><p>cartões; pessoas físicas ou jurídica que estão ligadas à compra e venda de imóveis,</p><p>comercialização de joias, pedras preciosas, objetos de arte e antiguidade; empresas de</p><p>transporte e guarda de valores; e as pessoas físicas ou jurídicas que comercializam bens de luxo</p><p>ou exerçam atividades que envolvam grande volume de recursos em espécie, como</p><p>concessionárias automotivas (ANBIMA, 2019).</p><p>Com relação ao crime de lavagem de dinheiro, as instituições �nanceiras (por meio de seus</p><p>representantes, como um diretor designado por implementar e cumprir medidas de prevenção à</p><p>lavagem de dinheiro) possuem corresponsabilidade pela prática desses crimes, já que a</p><p>capacidade de mobilização de recursos nessas instituições é vista como essencial para que</p><p>criminosos pratiquem o crime de lavagem, em larga escala.</p><p>Assim, os administradores das instituições �nanceiras que deixarem de cumprir obrigações de</p><p>prevenção à lavagem de dinheiro estão sujeitos às seguintes penalidades administrativas</p><p>cabíveis: advertência, multa pecuniária, inabilitação temporária para o exercício do cargo de</p><p>administrador de pessoas jurídicas e cassação ou suspensão da autorização para o exercício da</p><p>atividade (ANBIMA, 2019).</p><p>Em relação à responsabilidade e corresponsabilidade (das instituições �nanceiras) pelo crime de</p><p>lavagem de dinheiro, as pessoas responsáveis pela prática de lavagem de dinheiro estão sujeitas</p><p>à pena de reclusão de três a dez anos e multa, acarretando não só a responsabilidade na esfera</p><p>penal, mas também na esfera social.</p><p>Por todos esses motivos apresentados, os pro�ssionais das instituições �nanceiras devem ter</p><p>um zelo nesse controle, para não acabar contribuindo para a materialização do crime de</p><p>lavagem, que mancha a imagem do banco e traz penalidades a seus representantes.</p><p>Essa imagem do banco junto ao público em geral e aos seus clientes precisa ser construída e</p><p>mantida por meio de ações diárias. Nesse ponto, entramos em um assunto delicado: a venda</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>casada de produtos bancários (que é uma ação proibida).</p><p>Para um entendimento simples desse assunto, você se recorda de ter ido em alguma loja, por</p><p>exemplo, comprar um celular à vista e a vendedora disse que só daria desconto se comprasse</p><p>também o seguro do celular? Isso não é difícil de acontecer, certo?</p><p>Podemos chamar isso de venda casada, que é considerada uma prática abusiva pelo Direito do</p><p>Consumidor, ocorrendo quando a aquisição de um bem ou a prestação de um serviço está</p><p>condicionada à compra de outro bem ou serviço.</p><p>Pois bem, no mercado �nanceiro, também vemos pro�ssionais praticando venda casada</p><p>(principalmente, com o intuito de bater as metas comerciais impostas), o que está em desacordo</p><p>com a legislação vigente, como no caso da liberação de um empréstimo pessoal estar</p><p>condicionada à aquisição de um título de capitalização por parte do cliente.</p><p>Por isso é tão importante que as instituições �nanceiras façam recomendações pela não prática</p><p>da venda casada, em busca de um relacionamento longo com os clientes, já que esse é um</p><p>mercado cada mais competitivo.</p><p>______</p><p>Re�ita</p><p>Se você está oferendo um produto ou serviço, você ofereceria porque faz sentido para o seu</p><p>cliente ou isso deveria ser feito apenas para bater a meta da sua empresa?</p><p>Que tipo de problemas um cliente insatisfeito pode trazer para uma instituição �nanceira?</p><p>Re�ita sobre o assunto!</p><p>“Aproxime-se de cada cliente com a ideia de ajudá-lo a resolver um problema ou</p><p>alcançar um objetivo, não de vender um produto ou serviço” (TRACY, [s.d.], apud</p><p>SANTOS, 2018, [s.p.])</p><p>______</p><p>Ainda dentro de uma conduta ética do pro�ssional de instituições �nanceiras, eles devem</p><p>conseguir se adaptar às necessidades e limitações dos clientes. Dessa forma, em se tratando da</p><p>oferta de produtos de investimentos ao cliente, é importante analisar algumas variáveis para a</p><p>recomendação exata de um produto a ele, conforme �gura.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Restrições do investidor. Fonte: adaptada de ANBIMA (2019).</p><p>Vamos detalhar um pouco cada um desses itens apresentados na �gura?</p><p>Em relação à idade, não é recomendado para clientes idosos investimentos muito arriscados</p><p>(devido à volatilidade), mas isso não se aplica aos clientes mais jovens que têm mais tempo para</p><p>se recuperarem de uma possível volatilidade. Da mesma forma, não é recomendável produtos</p><p>�nanceiros com liquidez muito baixa para clientes idosos.</p><p>No mesmo sentido</p><p>de entendimento, temos a variável “horizonte de investimento”, que diz</p><p>respeito ao momento em que o cliente irá precisar do recurso �nanceiro que foi aplicado. Por</p><p>exemplo, se um jovem pretende comprar um imóvel em 3 meses, deve-se recomendar a ele,</p><p>algum produto �nanceiro que tenha baixo risco e alta liquidez.</p><p>______</p><p>Assimile</p><p>Liquidez é a capacidade que você tem de transformar um bem em dinheiro. Se algo tem alta</p><p>liquidez, quer dizer que pode ser transformado em dinheiro de forma rápida; se tiver baixa</p><p>liquidez, quer dizer que terá mais di�culdades em ser transformado em dinheiro.</p><p>______</p><p>Continuando, em relação ao conhecimento do produto, é importante que o cliente entenda como</p><p>funciona o produto em que está aplicado o seu recurso, pois isso evita frustrações, o que pode</p><p>manchar a imagem da instituição �nanceira para aquela pessoa.</p><p>Por �m, temos a tolerância ao risco. Nesse quesito, é importante observar a existência de</p><p>clientes mais arrojados (que aceitam riscos maiores) e clientes mais conservadores (avessos</p><p>aos riscos), ou seja, será inadequado ofertar produto de alto risco para um cliente que seja</p><p>conservador e vice-versa.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Instrução CVM 539 e a indicação adequada de produtos e serviços</p><p>�nanceiros</p><p>Após conhecer as variáveis que formam as restrições do investidor, lanço a você dois</p><p>questionamentos: já ouviu falar de suitability? E de API (Análise do Per�l do Investidor)?</p><p>Ambas as expressões estão relacionadas com a indicação adequada de produtos e serviços</p><p>�nanceiros aos investidores.</p><p>A instrução CVM 539 vem justamente para regulamentar isso, em que produtos, serviços e</p><p>operações devem estar adequados ao per�l do investidor, para que o mercado �nanceiro ofereça</p><p>ao público serviços adequados para melhorar a vida das pessoas.</p><p>Mas, como saber o per�l de um cliente de um banco, por exemplo?</p><p>Bem, isso é feito por meio de uma pesquisa (pessoal, ou com o uso de qualquer meio de</p><p>comunicação, seja sob a forma escrita, oral ou pela internet) realizada com o cliente, que vai</p><p>respondendo a algumas perguntas – qual é a idade dele, qual é o nível de conhecimento</p><p>�nanceiro dele, qual a condição �nanceira atual dele, qual o volume de recursos ele tem para</p><p>investir, qual o prazo ele pretende deixar o dinheiro investido e se há algum objetivo especí�co</p><p>para o capital que ele quer investir – de um formulário, as quais servirão de base para a API.</p><p>Ao �nal dessa pesquisa, pode-se traçar qual é o per�l daquele investidor especí�co, que pode ser:</p><p>conservador (cliente que visa, basicamente, preservar o seu patrimônio �nanceiro, tendo</p><p>aversão ao risco);</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>moderado (investidor que aceita correr um pouco de risco para ter ganhos acima das taxas</p><p>básicas de remuneração do mercado); ou</p><p>agressivo (normalmente, são pessoas mais jovens, que aceitam correr grandes riscos para</p><p>tentar alcançar uma rentabilidade maior nos seus investimentos).</p><p>A partir da de�nição do per�l do investidor, os pro�ssionais da área de �nanças devem oferecer a</p><p>eles, produtos adequados àquele per�l (isso é “suitability”).</p><p>Assim, �que atento porque a CVM veda (proíbe), expressamente, que o pro�ssional da área de</p><p>�nanças faça recomendações de produtos/serviços aos clientes quando: o per�l dele está</p><p>inadequado ao produto/serviço; não foram obtidas as informações para permitir a identi�cação</p><p>do per�l do cliente; e as informações relacionadas ao per�l do cliente estejam desatualizadas.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Além de fazer a API do seu banco, pesquise, também, como ela é realizada em outras</p><p>instituições. Isso irá ajudá-lo a entender mais do que se esperar de uma análise de per�l.</p><p>______</p><p>Se é tão importante a análise de per�l do investidor, existe algum prazo para as instituições</p><p>�nanceiras atualizarem essas informações? Existe alguma exceção?</p><p>De acordo com a Instrução CVM 539, deve-se atualizá-las em prazos não superiores a dois anos</p><p>e existem algumas exceções, como no caso do cliente ter investimentos superiores a R$ 1</p><p>milhão e que atestem, por escrito, sua condição de investidor quali�cado, ou se for pessoa</p><p>jurídica de direito público ou se, por exemplo, possuir certi�cações aprovadas pela CVM.</p><p>Após todas essas considerações, imagine que você seja gerente de um banco e o seu cliente</p><p>�que impossibilitado de comprar a tão sonhada casa, pois você recomendou uma aplicação com</p><p>vencimento de longo prazo para ele. Você se sentiria bem triste com essa situação, não é</p><p>mesmo?</p><p>Por isso, é a tão importante motivação da API para o investidor, já que ela está ligada às</p><p>consequências indesejadas de se ter investidores com produtos inadequados ao seu per�l, o que</p><p>quebraria a con�ança do investidor no sistema �nanceiro, bem como poderia fazê-lo ter algum</p><p>comportamento que traria alguma instabilidade ao sistema.</p><p>Agora, imagine uma outra situação: seu avô, extremamente antenado com as notícias do</p><p>mercado �nanceiro, apesar de ter um per�l conservador, está irredutível quanto a uma aplicação</p><p>�nanceira que ele quer fazer em ações, já que ele espera uma valorização grande de alguns</p><p>papéis. Dessa forma, ele pede para você levá-lo até o banco para conversar com a gerente da</p><p>conta que, com muita educação, alerta seu avô de que esse não seria o produto ideal para o per�l</p><p>dele.</p><p>Você até tenta convencê-lo disso também, mas ele está muito certo da sua decisão. Será que</p><p>seu avô conseguirá comprar aquelas ações?</p><p>Veja, em uma situação como essa, em que o cliente quer realizar uma aplicação que lhe é vedada</p><p>(seja pelo seu per�l não ser adequado; seja por não haver informações necessárias para a</p><p>identi�cação do per�l do cliente; ou pelas informações estarem desatualizadas), o gerente</p><p>deverá tomar algumas medidas.</p><p>Inicialmente, ele deve alertar o cliente sobre: a ausência do per�l de�nido; a desatualização do</p><p>per�l (falta de atualização nos últimos 2 anos); ou a inadequação da operação ao respectivo</p><p>per�l dele. Feito isso, o pro�ssional da área de �nanças precisa obter uma declaração do cliente,</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>de forma expressa, de que ele está ciente da ausência, desatualização ou inadequação de seu</p><p>per�l.</p><p>Com essas medidas, a CVM entende que estará protegendo a con�ança no sistema �nanceiro,</p><p>pois o cliente foi alertado que está agindo de maneira contrária à recomendação feita pelo</p><p>pro�ssional �nanceiro. Mesmo assim, o cliente não pode ser privado de acessar determinadas</p><p>operações, ou seja, ele pode fazer a aplicação �nanceira que ele achar melhor para si.</p><p>______</p><p>Exempli�cando</p><p>Caso um cliente queira fazer uma aplicação que não esteja adequada ao seu per�l de investidor,</p><p>ele deverá assinar um termo de ciência e risco junto à instituição �nanceira.</p><p>Por exemplo, se João tem um per�l conservador e quer investir em um produto de risco mais alto</p><p>(como a aquisição de ações na Bolsa de Valores), ele precisa assinar um termo de ciência e risco</p><p>junto à sua instituição �nanceira, comprovando que ele foi avisado para não tomar aquela ação</p><p>devido à sua API.</p><p>______</p><p>Pesquise mais</p><p>Para quem quer mais informações sobre ética e API, pesquise mais na Apostila 2 da ANBIMA,</p><p>que �ca disponível no site deles, de forma gratuita, na área de certi�cação e cursos. Caso tenha</p><p>interesse, isso vai ajudá-lo a se preparar para a prova da Certi�cação CPA – 10. Bons estudos.</p><p>Conclusão</p><p>http://materiais.anbima.com.br/material-estudos/cpa10/analise-do-perfil-investidor</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Está lembrado da história da gerente Júlia e do cliente Jorge? Ele quer aplicar seus recursos</p><p>�nanceiros em ações, mesmo tendo um per�l conservador. Nessa situação, de acordo com a</p><p>instrução CVM 539, o que Júlia deverá fazer?</p><p>Para saber o que deverá ser feito, Júlia deve se lembrar que a Instrução CVM 539 traz uma</p><p>regulamentação que diz que produtos, serviços e operações bancárias devem estar adequados</p><p>ao per�l do investidor, para que o mercado �nanceiro ofereça ao público serviços adequados</p><p>para melhorar a vida das pessoas.</p><p>Para que isso seja possível, a instituição �nanceira precisa conhecer qual é o per�l de investidor</p><p>de cada cliente, o que é feito por meio de uma</p><p>pesquisa com diversas perguntas (qual é a idade</p><p>dele, qual é o nível de conhecimento �nanceiro dele, qual a condição �nanceira atual dele, qual o</p><p>volume de recursos ele tem para investir, qual o prazo o qual ele pretende deixar o dinheiro</p><p>investido e se há algum objetivo especí�co para o capital que ele quer investir).</p><p>Com as respostas trazidas pelo cliente, é traçado o per�l daquele investidor especí�co, que pode</p><p>ser:</p><p>conservador, como o de Jorge (cliente que visa, basicamente, preservar o seu patrimônio</p><p>�nanceiro, tendo aversão ao risco);</p><p>moderado (investidor que aceita correr um pouco de risco para ter ganhos acima das taxas</p><p>básicas de remuneração do mercado);</p><p>ou agressivo (normalmente, são pessoas mais jovens, que aceitam correr grandes riscos</p><p>para tentar alcançar uma rentabilidade maior nos seus investimentos).</p><p>A partir da de�nição do per�l do investidor, os pro�ssionais da área de �nanças devem oferecer a</p><p>eles, produtos adequados àquele per�l (“suitability”). No entanto, o cliente não pode ser privado</p><p>de acessar determinadas operações, ou seja, ele pode fazer a aplicação �nanceira que ele achar</p><p>melhor para si, mesmo que ela não seja condizente com o seu per�l de investidor (como Jorge,</p><p>que quer aplicar seus recursos em ações).</p><p>Diante disso, o pro�ssional da área de �nanças ( no caso, a Júlia) pode realizar a aplicação do</p><p>cliente (Jorge), mas precisa obter uma declaração dele, de forma expressa, de que ele está ciente</p><p>da inadequação daquele produto ao seu per�l. Com isso, a CVM entende que estará protegendo a</p><p>con�ança no sistema �nanceiro, pois o cliente foi alertado que está agindo de maneira contrária</p><p>à recomendação feita pelo pro�ssional �nanceiro.</p><p>Referências</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>ABREU, E. CPA-10. 2019. Disponível em: https://ead.edgarabreu.com.br/. Acesso em: 29 out.</p><p>2021.</p><p>ANBIMA. Material de Estudos CPA-10. 2019. Disponível em</p><p>https://www.anbima.com.br/pt_br/educar/certi�cacoes/cpa-10/material-de-estudos/material-de-</p><p>estudos-cpa-10.htm. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>BACEN. Prevenção à lavagem de dinheiro e ao �nanciamento do terrorismo. [S.d.]. Disponível em</p><p>https://www.bcb.gov.br/estabilidade�nanceira/lavagemdinheiro. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>BANCO CENTRAL DO BRASIL. Composição e segmentos do Sistema Financeiro Nacional. [S.d.].</p><p>Disponível em: https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?</p><p>url=https:%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fpre%2Fcomposicao%2Fcomposicao.asp. Acesso em: 29</p><p>out. 2021.</p><p>BRAGA, H. de A. O papel das agências de classi�cação de risco: uma análise crítica. 2008.</p><p>Disponível em: https://web-api-claretiano-edu-</p><p>br.s3.amazonaws.com/cms/biblioteca/revistas/edicoes/6059fe9e4ea91f55e7624944/605b7e1b</p><p>411a529388ea4325.pdf. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>DICANTI. Como os bancos (ou melhor, o sistema �nanceiro) ganham dinheiro? Disponível em:</p><p>https://dicanti.com.br/2019/03/05/como-os-bancos-ou-melhor-o-sistema-�nanceiro-ganha-</p><p>dinheiro/. Acesso em: 26 jun. 2019.</p><p>G1. Agência de classi�cação de risco rebaixa nota do Japão. 27 abr. 2015. Disponível em:</p><p>http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/agencia-de-classi�cacao-de-risco-rebaixa-nota-</p><p>do-japao.html. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>GAMA, P. Como é feita a lavagem de dinheiro. In: Mundo Estranho. 3 dez. 2018. Disponível em:</p><p>https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-e-feita-a-lavagem-de-dinheiro/. Acesso em: 29</p><p>out. 2021.</p><p>PENSADOR. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca</p><p>se arrepende. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/OTA1Nzc/. Acesso em: 29 out.</p><p>2021.</p><p>PROEDUCACIONAL. Sistema Financeiro Nacional – Introdução. Disponível em:</p><p>https://proeducacional.com/ead/curso-cpa-10/capitulos/sistema-�nanceiro-</p><p>nacional/aulas/sistema-�nanceiro-nacional/. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>PUBLICAÇÕES do Ibri. In: IBRI. [S.d.]. Disponível em: http://www.ibri.com.br/educacao-e-</p><p>pesquisas/publicacoes-do-ibri. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>SANTOS, E. A surpreendente verdade que nunca contaram a você sobre marketing digital. 27 nov.</p><p>2018. Disponível em: https://a�liadopromissor.com/a-surpreendente-verdade-que-nunca-</p><p>contaram-a-voce-sobre-marketing-digital/. Acesso em: 26 jun. 2019.</p><p>SILVA, L. E. da; FARIAS, T. A. Uma revisita a Ronald H. Coase. Revista de Desenvolvimento</p><p>Econômico, Salvador, Ano XVIII, v. 3, n. 35, p. 864-869, dez. 2016. Disponível em:</p><p>https://revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/download/3904/3087. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>SISTEMA Financeiro Nacional. In: Arquitetura bancária. [S.d.]. Disponível em</p><p>http://arquiteturabancaria.com.br/br/sistema�nanceironacional.php. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>WARREN Brasil. O que é custódia? Disponível em: https://faq.oiwarren.com/hc/pt-</p><p>br/articles/216427237-O-que-%C3%A9-cust%C3%B3dia-. Acesso em: 26 jun. 2019.</p><p>,</p><p>Unidade 2</p><p>Princípios de economia, �nanças e investimentos</p><p>Aula 1</p><p>Conceitos básicos de economia</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Objetivos da Unidade</p><p>Ao longo desta Unidade, você irá:</p><p>descrever os principais conceitos de economia e entender como eles afetam a vida de</p><p>todos os brasileiros;</p><p>de�nir os conceitos básicos de �nanças, muito utilizados por pro�ssionais que trabalham</p><p>em instituições �nanceiras;</p><p>explicar como calcular as remunerações simples e compostas de um produto �nanceiro e</p><p>como identi�car se o retorno de um produto bancário foi alto ou baixo;</p><p>analisar a importância da diversi�cação dos investimentos, das �nanças comportamentais</p><p>e pessoais.</p><p>Introdução da Unidade</p><p>Os pro�ssionais que trabalham em instituições �nanceiras precisam ter conhecimentos em</p><p>economia, �nanças e investimentos para conseguirem desempenhar bem as suas atribuições.</p><p>Esse entendimento de conteúdos mais generalistas trará muitas informações importantes ao</p><p>consultor de investimentos quando, por exemplo, ele for analisar qual é o melhor tipo de</p><p>investimento para cada cliente, naquele momento especí�co.</p><p>Quando lemos a aula de economia de jornais e revistas, nos deparamos, por exemplo, com</p><p>notícias sobre Produto Interno Bruto (PIB), in�ação, Sistema Especial de Liquidação e de</p><p>Custódia (Selic), Comitê de Política Monetária (COPOM), câmbio, não é mesmo?</p><p>Mas, como interpretar todas essas notícias e de que forma elas vão impactar o mercado</p><p>�nanceiro e de capitais? A in�ação, por exemplo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>(IPCA), pode ser entendida como um “monstro” que é capaz de destruir o poder de compra do</p><p>seu dinheiro. Mas, como ela impacta as decisões de investimento das pessoas?</p><p>Esse e outros assuntos sobre economia serão vistos na aula 1. Já na aula 2, vamos estudar</p><p>alguns conceitos básicos de �nanças, enquanto na aula 3 vamos entender sobre princípios de</p><p>investimento.</p><p>O objetivo desta unidade 2 é saber analisar, diagnosticar e classi�car investimentos, utilizando</p><p>princípios de economia e �nanças. Para nos auxiliar nessa tarefa, iremos acompanhar as</p><p>histórias de Denis, Renato e Fabrício.</p><p>O primeiro é cliente de alta renda de um grande banco e precisará de ajuda para entender alguns</p><p>assuntos econômicos para tomar decisões sobre seus próximos investimentos (Aula 1).</p><p>Já Renato está interessado em comprar um automóvel e tem dúvidas de como calcular os juros</p><p>que irá pagar, caso faça um �nanciamento para esse �m (Aula 2).</p><p>Por �m, Fabrício tem algumas ações e vai tirar algumas dúvidas sobre o assunto (Aula 3).</p><p>Estaremos juntos nessa jornada em busca do seu sucesso na conclusão desta disciplina. Por</p><p>isso, para o seu melhor desempenho, é fundamental que você faça a leitura antes de iniciar cada</p><p>aula.</p><p>Introdução da aula</p><p>Disciplina</p><p>Banking</p><p>Qual é o foco da aula?</p><p>Nesta aula, vamos estudar as variáveis econômicas �nanceiras, o PIB, as taxas de juros, o IPCA e</p><p>como a variação da in�ação afeta o nosso dia a dia.</p><p>Objetivos gerais de aprendizagem</p><p>Ao longo desta aula, você irá:</p><p>descrever os agentes econômicos: família, empresa, governo e resto do mundo;</p><p>calcular o PIB pela ótica da despesa e pela ótica da renda;</p><p>analisar a Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e a Taxa DI;</p><p>identi�car como são tomadas as</p>

Mais conteúdos dessa disciplina