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<p>METODOLOGIA</p><p>CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA</p><p>GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA</p><p>Prof. Marília Gabriella Machado</p><p>METODOLOGIA</p><p>CIENTÍFICA</p><p>Marília/SP</p><p>2022</p><p>“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma</p><p>ação integrada de suas atividades educacionais, visando à</p><p>geração, sistematização e disseminação do conhecimento,</p><p>para formar profissionais empreendedores que promovam</p><p>a transformação e o desenvolvimento social, econômico e</p><p>cultural da comunidade em que está inserida.</p><p>Missão da Faculdade Católica Paulista</p><p>Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.</p><p>www.uca.edu.br</p><p>Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma</p><p>sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria,</p><p>salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a</p><p>emissão de conceitos.</p><p>Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5</p><p>SUMÁRIO</p><p>CAPÍTULO 01</p><p>CAPÍTULO 02</p><p>CAPÍTULO 03</p><p>CAPÍTULO 04</p><p>CAPÍTULO 05</p><p>CAPÍTULO 06</p><p>CAPÍTULO 07</p><p>CAPÍTULO 08</p><p>CAPÍTULO 09</p><p>CAPÍTULO 10</p><p>CAPÍTULO 11</p><p>CAPÍTULO 12</p><p>CAPÍTULO 13</p><p>CAPÍTULO 14</p><p>CAPÍTULO 15</p><p>07</p><p>15</p><p>23</p><p>32</p><p>40</p><p>49</p><p>57</p><p>65</p><p>74</p><p>83</p><p>91</p><p>97</p><p>105</p><p>113</p><p>120</p><p>INTRODUÇÃO À METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>A ESCOLHA DO TEMA E DO PROJETO</p><p>PLANO DE TRABALHO E ETAPAS DA</p><p>PESQUISA</p><p>PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL</p><p>PESQUISA DE CAMPO E LABORATORIAL</p><p>MÉTODOS CIENTÍFICOS</p><p>DELINEAMENTO DO PROJETO</p><p>EXECUÇÃO DO PROJETO</p><p>ENTREVISTAS, COLETA E ANÁLISE DE DADOS</p><p>PESQUISA ESTATÍSTICA</p><p>LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS CIENTÍFICOS</p><p>A ESCRITA DO TEXTO CIENTÍFICO</p><p>NORMAS DA ABNT DE FORMA PRÁTICA: AS</p><p>CITAÇÕES</p><p>ABNT E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO</p><p>CIENTÍFICA</p><p>O ARTIGO CIENTÍFICO</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Caro aluno, iniciaremos neste momento nossa disciplina de Metodologia Científica</p><p>e espero que você goste do conteúdo que foi preparado para você!</p><p>Seja muito bem-vindo!</p><p>Vamos descobrir o que iremos aprender com as nossas aulas?</p><p>Com o objetivo de trazer para você com linguagem simples as principais etapas</p><p>de uma pesquisa científica e como percorrê-las, este material tem como principais</p><p>objetivos discutir a necessidade de que o objeto de estudo e objetivo de pesquisa</p><p>estejam adequados aos procedimentos metodológicos para o desenvolvimento do</p><p>projeto de pesquisa, definir o planejamento das etapas para a execução do projeto</p><p>de pesquisa e desenvolver junto com você as técnicas e formas de realizar a redação</p><p>de projeto de pesquisa, utilizando parâmetros científicos.</p><p>Esperamos que você se envolva com o decorrer dos capítulos e das nossas aulas,</p><p>que realize as atividades com muita atenção e que desenvolva o hábito da leitura e</p><p>da escrita científica!</p><p>Vamos lá?</p><p>Boa aula e bons estudos!</p><p>Vamos, juntos, com muito conhecimento científico e atenção!</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 7</p><p>CAPÍTULO 1</p><p>INTRODUÇÃO À</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>Título: Livro</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/conhecimento-livro-biblioteca-1052013/</p><p>Caro aluno, que bom tê-lo por aqui!</p><p>Vamos conhecer um pouco sobre pesquisa científica? Seja muito atencioso durante</p><p>as aulas e seus estudos, pois esse conteúdo você utilizará por muitos anos.</p><p>Você sabia que o termo “pesquisa” significa um esforço da inteligência? Ou seja,</p><p>é o esforço cuidadoso, constante, atento e aprofundado para chegar-se a conhecer</p><p>algo. A pesquisa se refere a uma questão que o pesquisador ou a equipe se propõe a</p><p>responder e, portanto, encerra dificuldades a serem vencidas. Todo trabalho que visa</p><p>solucionar algo requer, ao mesmo tempo, reflexão crítica e ação organizada. Requer,</p><p>portanto, esforço mental e esforço material.</p><p>O termo “projeto”, por sua vez, é da ordem das intenções: pretende-se alcançar um</p><p>objetivo; por isso, sua apresentação obedece sempre ao condicional, que exprime dúvida,</p><p>perplexidade, além de desejo. Quem diz perplexidade, diz ignorância a respeito da finalidade</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/conhecimento-livro-biblioteca-1052013/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 8</p><p>proposta, diz hesitação em caracterizá-la, em ajuizá-la, em interpretá-la; diz também desejo</p><p>de ultrapassar a situação embaraçosa que a falta de conhecimento engendra.</p><p>Todo projeto de pesquisa é, assim, a convergência de três coordenadas:</p><p>desconhecimento, hesitação e dificuldade na ação futura. Também lhe estão afetas as</p><p>indagações; saber formular as perguntas cabíveis à resolução do problema demonstra</p><p>a capacidade dos pesquisadores.</p><p>O termo ”subjetivo” exprime o sujeito pensante em sua individualidade, naquilo que lhe</p><p>é próprio, que, compondo uma das matrizes de sua experiência de vida, forçosamente</p><p>interfere em suas interpretações, em sua imaginação, em seus julgamentos; todo</p><p>conhecimento que adquire ao longo da existência estaria, assim, fortemente marcado</p><p>pela contingência e pelo arbitrário de suas condições peculiares.</p><p>Os limites de objetivação, em cada momento histórico, estariam, pois, dependentes</p><p>tanto dos instrumentos de medida que se possuísse quanto da precariedade das</p><p>definições e dos conceitos, num momento dado, numa sociedade dada e também da</p><p>posição admitida para o pesquisador diante do objeto de pesquisa.</p><p>Não se afastava também a ideia de que as próprias delimitações de nível econômico</p><p>e de idade, que se acreditava traçarem os limites de contorno e de coletividade</p><p>analisada, pudessem agir no seu interior, dividindo subclasses de idade e subcamadas</p><p>econômicas. Tomou-se então por norma que todos os passos da pesquisa também</p><p>seriam submetidos à mesma reflexão crítica, a qual seria o instrumento lógico</p><p>fundamental a ser utilizado.</p><p>1.1 O que é Ciência?</p><p>Título: Luz</p><p>Fonte: Lightbulb Bulb Light - Free image on Pixabay</p><p>https://pixabay.com/illustrations/lightbulb-bulb-light-idea-energy-1875247/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 9</p><p>Todos nós temos um olhar científico apurado e percebemos isso com maior clareza</p><p>e intensidade quando entramos no mundo científico.</p><p>É inato do ser humano a busca por respostas. Sempre nos questionamos e</p><p>procuramos colher as melhores respostas para nossas reflexões e também como</p><p>uma forma de resolver as questões do nosso dia a dia.</p><p>Antigamente, há muitos anos, o ser humano também fazia diversos questionamentos</p><p>e buscava suas respostas. Encontrava, portanto, a religião e também a metafísica,</p><p>assim como a mitologia e questões místicas para explicar suas indagações e questões</p><p>do dia a dia.</p><p>No entanto, conforme os questionamentos se tornavam mais complexos e as</p><p>respostas se tornavam menos aceitáveis, aquelas respostas que eram obtidas por meio</p><p>do senso comum, da crença, da religião, das questões metafísicas e também místicas,</p><p>o ser humano passou a utilizar da razão científica, fazer experimentos e desenvolver</p><p>teorias que fundamentassem suas certezas e os resultados em que chegava.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Um dos questionamentos que fazemos é: “o que é ciência afinal?” E, ao buscarmos</p><p>o significado etimológico da palavra, entendemos que ela surge do latim e significa</p><p>conhecimento e sabedoria. Segundo Morin (2001), a base principal da ciência</p><p>é a organização por meio de princípios, também teorias, essas que precisam</p><p>ser organizadas de forma sistematizada e também metódica, assim como o</p><p>ser humano passa a desenvolver um processo de construção rigorosamente</p><p>cientificamente de um objeto de estudos. Compreendemos, então, que a ciência não</p><p>é um local de acumulação de verdades, mas é um dos campos abertos de grande</p><p>importância entre teorias, metodologias, objetivos, hipóteses e visões de mundo,</p><p>assim como de concepções. (MORIN, 2001).</p><p>A ciência é uma especialização, um refinamento de potenciais comuns a todos.</p><p>Para Alves (2002, p. 9) ciência</p><p>respeito de</p><p>objetivos sobre os quais os indivíduos não têm consciência, mas que orientam seu</p><p>comportamento. (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 191)</p><p>A observação torna-se científica à medida que:</p><p>a) convém a um formulado plano de pesquisa;</p><p>b) é planejada sistematicamente;</p><p>c) é registrada metodicamente e está relacionada a proposições mais gerais;</p><p>d) está sujeita a verificações e controles sobre a validade e segurança.</p><p>Vantagens:</p><p>a) Possibilita meios diretos e satisfatórios para estudar uma ampla variedade de</p><p>b) fenômenos;</p><p>c) Exige menos do observador do que as outras técnicas;</p><p>d) Permite a coleta de dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais</p><p>típicas;</p><p>e) Depende menos da introspecção ou da reflexão;</p><p>f) Permite a evidência de dados não constantes do roteiro de entrevistas ou de</p><p>questionários.</p><p>Limitações:</p><p>a) O observado tende a criar impressões favoráveis ou desfavoráveis no observador;</p><p>b) A ocorrência espontânea não pode ser prevista;</p><p>c) Fatores imprevistos podem interferir na tarefa do pesquisador;</p><p>d) A duração dos acontecimentos é variável;</p><p>e) Vários aspectos da vida cotidiana, particular podem não ser acessíveis ao</p><p>pesquisador. (MARCONI, LAKATOS, 2017,p. 191-192)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 47</p><p>OBSERVAÇÃO ASSISTEMÁTICA</p><p>A técnica da observação não estruturada ou assistemática consiste em recolher e</p><p>registrar os fatos da realidade sem que o pesquisador utilize meios técnicos especiais</p><p>ou precise fazer perguntas diretas. “É mais empregada em estudos exploratórios e</p><p>não tem planejamento e controle previamente elaborados”. (MARCONI, LAKATOS,</p><p>2017, p. 92)</p><p>OBSERVAÇÃO SISTEMÁTICA</p><p>A observação sistemática utiliza instrumentos para a coleta dos dados ou fenômenos</p><p>observados. Na observação sistemática, o observador sabe o que procura e o que</p><p>carece de importância em determinada situação; deve ser objetivo, reconhecer possíveis</p><p>erros e eliminar sua influência sobre o que vê ou recolhe. (MARCONI, LAKATOS, 2017,</p><p>p. 193)</p><p>OBSERVAÇÃO NÃO PARTICIPANTE</p><p>Na observação não participante, o pesquisador toma contato com a comunidade,</p><p>grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora. Isso,</p><p>porém, não quer dizer que a observação não seja consciente, dirigida, ordenada para</p><p>um fim determinado. O procedimento tem caráter sistemático. (MARCONI, LAKATOS,</p><p>2017, p. 193)</p><p>OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE</p><p>Consiste na participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. Ele se</p><p>incorpora ao grupo, confunde-se com ele. Fica tão próximo quanto um membro do</p><p>grupo que está estudando e participa das atividades normais deste. O observador</p><p>participante enfrenta grandes dificuldades para manter a objetividade, pelo fato de</p><p>exercer influência no grupo. O objetivo inicial seria ganhar a confiança do grupo. Em</p><p>geral, são apontadas duas formas de observação participante:</p><p>a) Natural. O observador pertence à mesma comunidade ou grupo que investiga;</p><p>b) Artificial. O observador integra-se ao grupo com a finalidade de obter informações.</p><p>OBSERVAÇÃO INDIVIDUAL</p><p>É uma técnica de observação realizada por um pesquisador. Nesse caso, a</p><p>personalidade dele se projeta sobre o observado, fazendo algumas inferências ou</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 48</p><p>distorções pela limitada possibilidade de controles. É uma tarefa difícil, mas não</p><p>impossível. Em alguns aspectos, a observação só pode ser feita individualmente.</p><p>(MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 194)</p><p>OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL</p><p>As observações são feitas no ambiente real, registrando-se os dados à medida</p><p>que forem ocorrendo, espontaneamente, sem a devida preparação. A melhor ocasião</p><p>para o registro é o local em que o evento ocorre. (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 195)</p><p>OBSERVAÇÃO EM LABORATÓRIO</p><p>É aquela que tenta descobrir a ação e a conduta, que teve lugar em condições</p><p>cuidadosamente dispostas e controladas, um caráter artificial, mas é importante</p><p>estabelecer condições o mais próximo do natural, que não sofram influências.</p><p>(MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 195)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 49</p><p>CAPÍTULO 6</p><p>MÉTODOS CIENTÍFICOS</p><p>Título: Lupa</p><p>Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-seletivo-da-lupa-1194775/</p><p>Caro aluno, ao trabalharmos todas as principais etapas da pesquisa científica,</p><p>compreendemos ser de grande necessidade que você tenha plena noção sobre os</p><p>métodos científicos e a melhor forma juntamente com a metodologia adequada para</p><p>sua pesquisa científica. É dessa maneira que neste capítulo temos o objetivo de explicar</p><p>https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-foco-seletivo-da-lupa-1194775/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 50</p><p>desde o que é método, bem como o desenvolvimento histórico do método científico,</p><p>assim como os tipos de métodos científicos que as pesquisas utilizam.</p><p>Estou muito contente porque iremos percorrer mais essa etapa do conhecimento</p><p>juntos. Vamos nessa!</p><p>6.1 Conceito e desenvolvimento histórico do método científico</p><p>ANOTE ISSO</p><p>O método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior</p><p>segurança e economia, permite alcançar o objetivo - conhecimentos válidos e</p><p>verdadeiros -, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as</p><p>decisões do cientista. (LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 83)</p><p>Ao lançarmos o olhar para a história, notamos que o conhecimento mítico voltou-se</p><p>à explicação desses fenômenos, atribuindo-os a entidades de caráter sobrenatural,</p><p>pois à medida que o conhecimento religioso se voltou, também, para a explicação dos</p><p>fenômenos da natureza e do caráter transcendental da morte, como fundamento de</p><p>suas concepções, a verdade revestiu-se de caráter dogmático, baseada em revelações</p><p>da divindade. É a tentativa de explicar os acontecimentos por meio de causas primeiras</p><p>(LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 83)</p><p>O conhecimento filosófico, por seu lado, volta-se para a investigação racional na</p><p>tentativa de captar a essência imutável do real por meio da compreensão da forma e</p><p>das leis da natureza. Com o passar do tempo, muitas modificações foram feitas nos</p><p>métodos existentes, inclusive surgiram outros novos. (LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 84)</p><p>Para tal, consideramos, como Bunge, que o método científico é a teoria da investigação.</p><p>Dessa forma, é importante observarmos os pontos essenciais:</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 51</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A descobrimento do problema ou lacuna num conjunto de conhecimentos</p><p>B</p><p>colocação precisa do problema, ou, ainda, a recolocação de um velho problema</p><p>à luz de novos conhecimentos</p><p>C procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema</p><p>D tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados</p><p>E</p><p>invenção de novas ideias ou produção de novos dados empíricos que prometam</p><p>resolver o problema</p><p>F</p><p>obtenção de uma solução do problema com auxílio do instrumental conceitual</p><p>ou empírico disponível</p><p>G investigação das consequências da solução obtida</p><p>H</p><p>prova da solução: confronto da solução com a totalidade das teorias e da</p><p>informação empírica pertinente</p><p>I</p><p>correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção</p><p>da solução incorreta</p><p>Título: Tabela sobre método científico</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>6.2 Método indutivo</p><p>O método indutivo tem como principal caracterização a questão de que a indução</p><p>é realizada por meio de um procedimento mental em que deve se partir dos dados</p><p>particulares que são constatados. Após isso, se parte para uma processo de verdade</p><p>geral ou universal, mas que não é contido nas partes examinadas.</p><p>[...] pode-se afirmar que as premissas de um argumento indutivo correto</p><p>sustentam ou atribuem certa verossimilhança à sua conclusão. Assim,</p><p>quando as premissas são verdadeiras, o melhor que se pode dizer é que</p><p>a sua conclusão é, provavelmente, verdadeira. (LAKATOS,</p><p>MARCONI,</p><p>2003, p. 86)</p><p>Devemos considerar três elementos fundamentais para toda indução:</p><p>a) observação dos fenômenos;</p><p>b) descoberta da relação entre eles;</p><p>c) generalização da relação entre os fenômenos e fatos semelhantes, muitos dos</p><p>quais ainda não observamos.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 52</p><p>Como vimos, tudo na pesquisa científica está relacionado com a questão da</p><p>observação. Dessa forma, o primeiro passo é a observação atenta de fatos ou de</p><p>fenômenos. Após isso, segue-se para a classificação dos mesmos. O próximo passo é</p><p>o de agrupamento. O outro passo deve ser o de classificação, o qual deve ser orientado</p><p>pelas características abaixo:</p><p>a) A necessidade de certificação sobre o que é essencial e verdadeiro;</p><p>b) Verificar as semelhanças e diferenças para realizar a classificação;</p><p>c) Verificar os aspectos qualitativos dos fatos e também dos fenômenos</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A indução apresenta duas formas:</p><p>a) Completa ou formal, estabelecida por Aristóteles. Ela não induz de</p><p>alguns casos, mas de todos, sendo que cada um dos elementos</p><p>inferiores é comprovado pela experiência. Como esta espécie de</p><p>indução não leva a novos conhecimentos, é estéril, não passando</p><p>de um processo de colecionar coisas já conhecidas e, portanto, não</p><p>tem influência (importância) para o progresso da ciência.</p><p>b) Incompleta ou científica, criada por Galileu e aperfeiçoada</p><p>por Francis Bacon. Não deriva de seus elementos inferiores,</p><p>enumerados ou provados pela experiência, mas permite induzir, de</p><p>alguns casos adequadamente observados [...] Portanto, a indução</p><p>científica fundamenta-se na causa ou na lei que rege o fenômeno</p><p>ou fato, constatada em um número significativo de casos.</p><p>Regras de indução incompleta:</p><p>a) Para provar os experimentos nas quantidades suficientes e necessárias, é preciso</p><p>observar, negar ou afirmar questões relacionadas a espécie, categoria, gênero, etc.</p><p>b) É importante e muito necessário analisar, mas também fazer um destaque da</p><p>possibilidade de variações que são oriundas das circunstâncias acidentais.</p><p>6.3 Método dedutivo</p><p>As duas características básicas que distinguem os argumentos dedutivos dos</p><p>indutivos são:</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 53</p><p>ANOTE ISSO</p><p>I. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira</p><p>II.</p><p>Toda a informação ou conteúdo fatual da conclusão já estava, pelo menos,</p><p>implicitamente nas premissas</p><p>Título: Tabela: Método dedutivo</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>I.</p><p>Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira,</p><p>mas não necessariamente verdadeira.</p><p>II. A conclusão encerra informação que não estava, nem implicitamente, nas premissas</p><p>Título: Tabela: Método indutivo</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>Os dois tipos de argumentos têm finalidades diversas – o dedutivo tem o propósito</p><p>de explicar o conteúdo das premissas; o indutivo tem o desígnio de ampliar o alcance</p><p>dos conhecimentos.</p><p>Para tanto, os argumentos indutivos admitem diferentes graus de força, dependendo</p><p>da capacidade das premissas de sustentarem a conclusão. A relação entre a evidência</p><p>observacional e a generalização científica é de tipo indutivo. Por sua vez, os argumentos</p><p>matemáticos são dedutivos. (LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 93).</p><p>6.4 Método hipotético-dedutivo</p><p>Karl R. Popper entende que o método científico parte de um problema (P1) e que</p><p>esse deve oferecer uma forma de solução provisória que depois passa a criticar a</p><p>solução para que o erro possa ser eliminado. Parecido com a dialética, o processo</p><p>acaba se renovando e sendo uma fonte de novos problemas.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Portanto, Popper defende estes momentos no processo investigatório:</p><p>1. problema, que surge, em geral, de conflitos ante expectativas e teorias existentes.</p><p>2.</p><p>solução proposta consistindo numa conjectura (nova teoria); dedução de consequências</p><p>na forma de proposições passíveis de teste.</p><p>3.</p><p>testes de falseamento: tentativas de refutação, entre outros meios, pela observação</p><p>e experimentação.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 54</p><p>Se a hipótese não supera os testes, estará falseada, refutada e exige nova reformulação</p><p>do problema e da hipótese, que, se superar os testes rigorosos, estará corroborada,</p><p>confirmada provisoriamente, não definitivamente como querem os indutivistas.</p><p>(LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 96).</p><p>Mas toda observação é precedida por um problema, uma hipótese, enfim, algo</p><p>teórico. A observação é ativa e seletiva, tendo como critério de seleção as “expectativas</p><p>inatas”. Só pode ser feita a partir de alguma coisa anterior. Esta coisa anterior é nosso</p><p>conhecimento prévio ou nossas expectativas. (LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 96).</p><p>Não há experiência passiva. Não existe outra forma de percepção</p><p>que não seja no contexto de interesses e expectativas, e, portanto,</p><p>de regularidades e leis. Essas reflexões levaram-me à suposição de</p><p>que a conjectura ou hipótese precede a observação ou percepção;</p><p>temos expectativas inatas, na forma de expectativas latentes, que</p><p>há de ser ativadas por estímulos aos quais reagimos, via de regra,</p><p>enquanto nos empenhamos na exploração ativa. Todo aprendizado</p><p>é uma modificação de algum conhecimento anterior (LAKATOS,</p><p>MARCONI, 2003, p. 97).</p><p>Sabemos que a observação, assim como já falamos em aulas anteriores, é um dos</p><p>pontos principais da pesquisa científica e, portanto, do problema científico.</p><p>6.5 Método dialético</p><p>Título: Água. Movimento.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/agua-derrubar-l%c3%adquido-respingo-1761027/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/agua-derrubar-l%c3%adquido-respingo-1761027/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 55</p><p>Quando verificamos o que é dialética entendemos que essa é oriunda da Grécia e</p><p>a conhecida como arte do Diálogo. É dessa forma que na Grécia antiga a dialética,</p><p>conhecida como a arte do Diálogo, passou a ser na verdade a forma de demonstrar</p><p>por meio do Diálogo uma tese de uma maneira muito argumentativa, ou seja de uma</p><p>argumentação que fosse capaz de definir e também de distinguir todos os conceitos</p><p>e as categorias que estavam envolvidas na discussão.</p><p>Mas foram os pensadores que falavam sobre a dialética. Aristóteles considerava</p><p>Zenon de Eléa o fundador da dialética, mas outros consideravam Sócrates e também</p><p>outros filósofos e pensadores daquele período.</p><p>Como passar dos anos a dialética foi perdendo espaço, como foi durante o processo</p><p>de feudalismo em que nas sociedades feudais e no período da Idade Média a dialética</p><p>passou a sofrer inúmeras derrotas e fico muito enfraquecida, pois durante aquele</p><p>regime feudal as pessoas eram completamente dominadas pela ideologia das classes</p><p>dominantes e o monopólio da igreja era muito forte a partir de que a dialética acabou</p><p>se tornando praticamente sinônimo de lógica, o qual não fazia parte da estratificação</p><p>da idade média e do feudalismo.</p><p>Com o Renascimento e o período da revolução comercial a dialética acabou</p><p>renascendo e acabou por fim conquistando posições e se mantendo nos séculos</p><p>seguintes, inclusive sendo parte de um grande movimento dos iluministas.</p><p>Com tais mudanças, é necessário entendermos um pouco sobre as quatro leis</p><p>fundamentais da dialética. Elas são:</p><p>A ação recíproca, unidade polar ou “tudo se relaciona”</p><p>B mudança dialética, negação da negação ou “tudo se transforma”</p><p>C passagem da quantidade à qualidade ou mudança qualitativa</p><p>D interpenetração dos contrários, contradição ou luta dos contrários</p><p>Título: Tabela sobre Método Dialético</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>Entende-se que a dialética o compreende como um conjunto de processos. Para</p><p>Engels (POLITZER, 1979, p. 214 apud LAKATOS, MARCONI, 2003, p. 101), a dialética é:</p><p>[...] a grande ideia fundamental segundo a qual o mundo não deve ser</p><p>considerado como um complexo de coisas acabadas, [...] passam</p><p>por</p><p>uma mudança ininterrupta de devir e decadência, em que, finalmente,</p><p>apesar de todos os insucessos aparentes e retrocessos momentâneos,</p><p>um desenvolvimento progressivo acaba por se fazer hoje.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 56</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Para o método dialético, a contradição e o movimento são as coisas mais</p><p>importantes ao se analisar os fatos ou fenômenos. Entende-se que o que é</p><p>analisado está em movimento e não de forma acabada, ou seja, que esteja pronto,</p><p>pois o processo de transformação e movimento, bem como de contradição, é</p><p>inerente a nossa sociedade.</p><p>Dessa maneira, entendemos que a sociedade e os objetos estão organicamente</p><p>relacionados e que dependem uns dos outros, sejam de ordem da natureza ou da</p><p>sociedade. Ao entendermos que isso gere um processo, ou seja, um processo de</p><p>transformação, de movimento e de contradição, compreendemos que isso se torna</p><p>um processo e lei que é válido para o movimento de transformação da sociedade,</p><p>assim como o processo de negação e de transformação.</p><p>Entende-se que esse processo de negação e de transformação possui algo de</p><p>positivo. O ponto de partida, para o método dialético, é a tese. Quando essa é negada,</p><p>temos a antítese, depois temos aquilo que é produzido dessa contradição lógica de</p><p>movimento e de transformação que é a síntese. E, novamente, o processo é reiniciado.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 57</p><p>CAPÍTULO 7</p><p>DELINEAMENTO DO PROJETO</p><p>Título: Estudante</p><p>Fonte: Student Typing Keyboard - Free photo on Pixabay</p><p>Caro aluno, como vimos, a pesquisa é atividade de investigação capaz de oferecer</p><p>um conhecimento novo a respeito de uma área ou de um fenômeno.</p><p>Uma pesquisa implica o preenchimento de três requisitos:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• A existência de uma pergunta que se deseja responder;</p><p>• A elaboração e descrição de um conjunto de passos que permitam obter a</p><p>informação necessária para respondê-la;</p><p>• Confiabilidade na resposta obtida, referendada pelos procedimentos adotados.</p><p>https://pixabay.com/photos/student-typing-keyboard-text-849825/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 58</p><p>Investigar ou pesquisar significa buscar ou procurar respostas para alguma coisa,</p><p>o caminho para se fazer avançar, o conhecimento a partir de um trabalho planejado,</p><p>metódico, sistemático e de análise rigorosa.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>O conhecimento científico resulta de uma atividade intencional que, partindo de</p><p>um problema referente a um dado tema, vincula fatos, ideias e conhecimentos</p><p>anteriormente adquiridos.</p><p>Algumas de suas características principais são:</p><p>• é obtido mediante procedimento metódico, racional e objetivo;</p><p>• atém-se aos fatos, mas os transcende; é comunicável e verificável;</p><p>• é analítico, requer precisão, exatidão e clareza; é explicativo e permite</p><p>generalizações.</p><p>Nas pesquisas que utilizam prioritariamente abordagens qualitativas, o pesquisador é</p><p>considerado o principal instrumento, em geral, coloca-se em contraposição o paradigma</p><p>positivista e o qualitativo.</p><p>ISSO ACONTECE NA PRÁTICA</p><p>Observe na notícia a seguir um estudo realizado por meio de pesquisa quantitativa</p><p>sobre o impacto da pandemia de Covid-19 na vida dos brasileiros.</p><p>Veja que a pesquisa quantitativa é muito utilizada nas diversas áreas do</p><p>conhecimento científico e que elas auxiliam no processo de compreensão das</p><p>relações sociais, bem como são capazes de promover melhorias e bem-estar social.</p><p>Fonte: https://medicinasa.com.br/pesquisa-covid/</p><p>Quantitativo e qualitativo: a caracterização das pesquisas como quantitativas</p><p>ou qualitativas não dá conta de esclarecer o tipo de pesquisa realizada, essas</p><p>características estão relacionadas ao tipo de dado coletado, e não à modalidade de</p><p>pesquisa. Dessa maneira, é importante que o pesquisador tenha clareza que fatores</p><p>externos e particulares, como religião, formação moral e ética, também as questões</p><p>culturais, não deve interferir no processo e no resultado da pesquisa científica.</p><p>https://medicinasa.com.br/pesquisa-covid/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 59</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Lembremos que a pesquisa é um procedimento intelectual para estabelecer,</p><p>mesmo que momentaneamente, novas verdades sobre um fato (objeto, problema).</p><p>Com base em métodos adequados e técnicas apropriadas, no resultado de uma</p><p>pesquisa não se deve atribuir verdade absoluta, pois as descobertas são sempre</p><p>renovadas, e toda análise sobre um fato apresenta várias implicações.</p><p>A pesquisa é aquilo que resulta, ou seja, é o produto e o resultado das dúvidas,</p><p>questionamentos e reflexões que o ser humano busca entender, mas também resolver.</p><p>7.1 Projeto de pesquisa</p><p>O projeto de pesquisa, como já falamos anteriormente, não é algo simples para ser</p><p>elaborado, e depende de um conjunto de etapas/procedimentos/fases para que esse</p><p>seja muito bem formulado. Dessa maneira, a necessidade de elaboração de problemas,</p><p>assim como a formulação de objetivos bem determinados e um bom plano de coleta</p><p>e análise dos dados fará toda a diferença.</p><p>Etapas:</p><p>Inicia-se com a apresentação e delimitação do problema, acompanhadas de</p><p>uma revisão literária relacionada com o assunto. Apresenta também a formulação</p><p>de hipóteses e descrição da metodologia, dos procedimentos a serem adotados,</p><p>instrumentos de coleta e forma de análise dos dados.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Para que uma pesquisa seja considerada científica, tem que atender aos seguintes</p><p>requisitos:</p><p>• Tem que ser lógica e meticulosamente planejada;</p><p>• Seu objeto deve ser passível de mensuração;</p><p>• O critério de seleção da amostra deve permitir validade interna;</p><p>• O tamanho da amostra deve ser suficientemente grande para garantir uma</p><p>margem mínima de erro;</p><p>• A delimitação do problema deve ser feita de maneira clara e precisa;</p><p>• A formulação da hipótese se faz, de modo a permitir uma prova de significância;</p><p>• O instrumento de coleta não traz vícios de tendenciosidade;</p><p>• Os instrumentos de medida primam pela exatidão.</p><p>A pesquisa, portanto, é um procedimento formal, com método de pensamento</p><p>reflexivo, um “procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que</p><p>permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do</p><p>conhecimento”. (SEVERINO, 2007, p. 155).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 60</p><p>O desenvolvimento de um projeto de pesquisa compreende seis passos:</p><p>1. Seleção do tópico ou problema para a investigação</p><p>2. Definição e diferenciação do problema</p><p>3. Levantamento de hipóteses de trabalho</p><p>4. Coleta, sistematização e classificação dos dados</p><p>5. Análise e interpretação dos dados</p><p>6. Relatório do resultado da pesquisa</p><p>7.2 O desenvolvimento da pesquisa científica</p><p>O problema se formula como a questão da causa dos fenômenos observados, qual</p><p>a relação causal constante entre eles. Aí entra em ação novamente o poder lógico</p><p>da razão: a razão, com sua criatividade, formula uma hipótese, ou seja, propõe uma</p><p>determinada relação causal como explicação.</p><p>A hipótese é a resposta que o pesquisador formulou para seu problema/pergunta de</p><p>pesquisa. A partir do momento que esse formulou a hipótese, insere-se a necessidade</p><p>de realizar um processo de desenvolvimento e de retorno ao campo experimental para</p><p>que a hipótese possa ser verificada, assim como comprovada ou refutada.</p><p>Uma possível solução para o problema da pesquisa ou ideia a ser defendida no</p><p>decorrer da investigação é uma solução antecipada para o problema. Essa solução</p><p>poderá ter como base a teoria ou experiências anteriores e poderá ou não ser confirmada</p><p>no final da pesquisa. Sua função é orientar o pesquisador na coleta e análise dos dados.</p><p>Dessa forma, retomar o planejamento da pesquisa e suas fases é essencial. Como</p><p>vimos, a preparação da pesquisa deve conter:</p><p>1. Decisão</p><p>2. Especificação dos objetivos</p><p>3. Elaboração de um esquema (ou plano de trabalho)</p><p>4. Constituição da equipe de trabalho</p><p>(definir a metodologia)</p><p>5. Levantamento de recursos e cronograma de execução</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 61</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Compreende-se que a preparação da pesquisa científica deve possuir não apenas</p><p>o plano de trabalho muito bem elaborado, mas também que as fases da pesquisa</p><p>estejam bem definidas. Para isso, vamos retomar:</p><p>1. Escolha do tema</p><p>2. Levantamento de dados</p><p>3. Formulação do problema</p><p>4. Definição dos termos</p><p>5. Construção de hipóteses</p><p>6. Indicação de variáveis</p><p>7. Delimitação da pesquisa</p><p>8. Amostragem</p><p>9. Seleção de métodos e técnicas</p><p>10. Organização do instrumental de pesquisa</p><p>11. Teste de instrumentos e procedimentos</p><p>Por fim, a execução da pesquisa contará com:</p><p>1. Coleta de dados</p><p>2. Elaboração dos dados</p><p>3. Análise e interpretação dos dados</p><p>4. Representação dos dados</p><p>5. Conclusões</p><p>Lembre-se que decidir sobre a pesquisa é uma das primeiras etapas e essa é</p><p>fundamental, pois é o momento em que o cientista decide pela realização da pesquisa,</p><p>do projeto e sente a necessidade de ir adiante.</p><p>Após isso, a necessidade de especificar os objetivos está relacionada com o fato de</p><p>que toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que se vai procurar</p><p>e o que se pretende alcançar. Deve partir, afirma Ander-Egg (1978, p. 62), “de um</p><p>objetivo limitado e claramente definido, sejam estudos formulativos, descritivos ou</p><p>de verificação de hipóteses”, pois os objetivos podem definir “a natureza do trabalho,</p><p>o tipo de problema a ser selecionado, o material a coletar” (CERVO, 1978, p. 49).</p><p>(SEVERINO, 2007, p. 156-157).</p><p>No processo de elaboração de um esquema ou de um plano de trabalho, entende-se</p><p>que desde que se tenha tomado a decisão de realizar uma pesquisa, deve-se pensar na</p><p>elaboração de um esquema que poderá ser ou não modificado e que facilite a sua viabilidade.</p><p>O denominado esquema, ou plano de trabalho, como vimos, é de grande importância para</p><p>que o pesquisador consiga ter uma abordagem objetiva. (SEVERINO, 2007).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 62</p><p>Dessa forma, a constituição da equipe de trabalho aparece como outro aspecto</p><p>importante no início da pesquisa: engloba recrutamento e treinamento de pessoas,</p><p>distribuição das tarefas ou funções, indicação de locais de trabalho e todo o equipamento</p><p>necessário ao pesquisador. (SEVERINO, 2007, p. 157)</p><p>O levantamento de recursos e a realização do cronograma de execução ocorrem</p><p>quando a pesquisa é solicitada por alguém ou por alguma entidade, que vai patrociná-</p><p>la. O pesquisador deverá fazer uma previsão de gastos a serem feitos durante ela,</p><p>especificando cada um deles. (SEVERINO, 2007, p. 157)</p><p>7.3 Aprofundando as fases da pesquisa científica</p><p>Título: Futuro - Fases.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/ciclo-fase-mudan%c3%a7a-curso-diagrama-2019530/</p><p>https://pixabay.com/pt/vectors/ciclo-fase-mudan%c3%a7a-curso-diagrama-2019530/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 63</p><p>Como vimos nas aulas anteriores, a escolha do tema é o passo inicial da pesquisa</p><p>científica. Relembremos que tema é o assunto que se deseja estudar e pesquisar.</p><p>O trabalho de definir adequadamente um tema pode, inclusive, perdurar por toda a</p><p>pesquisa. Nesse caso, deverá ser frequentemente revisto. “A escolha de um assunto</p><p>sobre o qual, recentemente, foram publicados estudos deve ser evitada, pois uma</p><p>nova abordagem torna-se mais difícil. O tema deve ser preciso, bem determinado e</p><p>específico”. (MARCONI & LAKATOS, 2013)</p><p>O levantamento de dados é utilizado em todos os tipos de pesquisa e em todas</p><p>as metodologias científicas. Mas, devemos recordar que a pesquisa bibliográfica é</p><p>uma maneira de se debruçar sobre os trabalhos que já foram realizados, sejam os</p><p>principais ou os que ainda não tiveram tanto valor acadêmico. O importante é que</p><p>seja realizada a coleta desse material, a seleção e a leitura da literatura encontrada</p><p>sobre seu tema de pesquisa.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Nesse sentido, os principais tipos de documentos são:</p><p>a) Fontes Primárias – dados históricos, bibliográficos e estatísticos; informações,</p><p>pesquisas e material cartográfico;</p><p>b) Fontes Secundárias – imprensa, em geral, e obras literárias.</p><p>A formulação do problema da pesquisa é uma das etapas mais complexas e</p><p>importantes, pois definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e</p><p>exatos. “Na formulação de um problema deve haver clareza, concisão e objetividade.</p><p>A colocação clara do problema pode facilitar a construção da hipótese central”.</p><p>(SEVERINO, 2007, p. 159)</p><p>“O problema deve ser levantado, formulado, de preferência em forma interrogativa e</p><p>delimitado com indicações das variáveis que intervêm no estudo de possíveis relações</p><p>entre si”. (SEVERINO, 2007, p. 159)</p><p>O problema, antes de ser considerado apropriado, deve ser analisado sob o aspecto</p><p>de sua valoração:</p><p>a) Viabilidade;</p><p>b) Relevância;</p><p>c) Novidade;</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 64</p><p>d) Exequibilidade;</p><p>e) Oportunidade</p><p>Tipos de problemas:</p><p>1. Problema de Estudos Acadêmicos;</p><p>2. Problema de Informação;</p><p>3. Problemas de Ação;</p><p>4. Investigação Pura e Aplicada.</p><p>Não diferentemente, o processo de definição de termos é de grande importância e</p><p>deve ser realizado com muita atenção e muita leitura, além de que as etapas anteriores</p><p>da pesquisa já devem ter sido realizadas.</p><p>Se o termo utilizado não condiz ou não satisfaz ao requisito que lhe foi</p><p>atribuído, ou seja, não tem o mesmo significado intrínseco, causando</p><p>dúvidas, deve ser substituído ou definido de forma que evite confusão</p><p>de ideias. (SEVERINO, 2007, p. 160)</p><p>Há dois tipos de definições:</p><p>a) Simples. Quando apenas traduzem o significado do termo ou expressão menos</p><p>conhecida</p><p>b) Operacional. Quando, além do significado, ajuda, com exemplos, na compreensão</p><p>do conceito, tomando clara a experiência no mundo extensional.</p><p>Finalizamos, portanto, compreendendo que a construção de hipóteses é o</p><p>desenvolvimento da construção de problemas de pesquisa. A partir da formulação</p><p>da hipótese, a indicação de variáveis surge como passo importante que pode interferir</p><p>ou afetar o objeto em estudo. Para isso, é necessário que haja uma delimitação da</p><p>pesquisa. Dessa forma, a pesquisa pode ser limitada em relação:</p><p>a) ao assunto – selecionando um tópico, a fim de impedir que se torne ou muito</p><p>extenso ou muito complexo;</p><p>b) à extensão – porque nem sempre se pode abranger todo o âmbito em que o</p><p>fato se desenrola;</p><p>c) a uma série de fatores – meios humanos, econômicos e de exiguidade de prazo,</p><p>que podem restringir o seu campo de ação.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 65</p><p>CAPÍTULO 8</p><p>EXECUÇÃO DO PROJETO</p><p>Título: Estudante feliz.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/homem-escrita-computador-port%c3%a1til-2562325/</p><p>Caro aluno, chegamos em um momento muito importante da nossa disciplina!</p><p>Pensar a execução do projeto de pesquisa é de grande importância para que os</p><p>procedimentos da pesquisa científica sejam realizados da melhor forma possível.</p><p>Como já vimos, fazer pesquisa científica não é algo tão simples como muitos</p><p>imaginam. Necessita dos cuidados certos, ou seja, com rigor científico e seguindo</p><p>os procedimentos metodológicos adequados:</p><p>• Plano de trabalho;</p><p>• Cronograma de Execução;</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/homem-escrita-computador-port%c3%a1til-2562325/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 66</p><p>• Objetivos;</p><p>• Um bom tema com bo.m recorte;</p><p>• Bibliografia adequada;</p><p>• Metodologia adequada</p><p>Você conseguirá, finalmente, executar seu projeto de pesquisa.</p><p>Agora, me acompanhe nesta aula com bastante atenção para compreendermos</p><p>mais algumas das etapas essenciais da pesquisa científica.</p><p>Lembre-se que todo esse conhecimento será muito importante para toda a sua</p><p>trajetória acadêmica e profissional!</p><p>Então, vamos lá?!</p><p>Boa aula!!!</p><p>8.1 Os</p><p>objetivos gerais e específicos do projeto de pesquisa e a justificativa</p><p>Objetivos e justificativa são partes ligadas em nosso dia a dia e cotidiano, não</p><p>apenas na pesquisa científica.</p><p>Sempre quando pensamos em concretizar um sonho: seja o de comprar a casa</p><p>própria, fazer uma viagem, comprar um automóvel ou alguma outra coisa, traçar o</p><p>objetivo é de suma importância para que você consiga concretizar seu desejo.</p><p>Ao traçar esse objetivo, com certeza você irá ver os lados positivos e negativos</p><p>daquilo que você quer comprar ou deseja fazer, assim como irá tentar procurar motivos</p><p>(justificativas) para fazer tal coisa.</p><p>Ou seja, em nosso cotidiano é comum pensarmos nos objetivos e justificarmos</p><p>nossas escolhas e atitudes. Com um projeto de pesquisa não é tão diferente, pois</p><p>você precisará traçar vários caminhos para chegar ao seu objetivo final.</p><p>Esses caminhos chamamos de objetivos específicos, pois neles você deverá traçar</p><p>linha a linha da trajetória que irá percorrer até chegar no seu objetivo final: que pode</p><p>ser demonstrar sua hipótese de pesquisa ou responder a seu problema de pesquisa.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 67</p><p>Título: Calendário</p><p>Fonte: https://pixabay.com/it/vectors/calendario-icona-minimalista-volta-1559935/</p><p>Os objetivos de um projeto são parte essencial quando nos perguntamos: Para que</p><p>pesquisar? Ao traçarmos os propósitos de um estudo, traçamos e definimos seus</p><p>objetivos. É claro que para traçarmos os objetivos de forma bem definida, precisamos</p><p>também levar em consideração a questão do tempo, ou seja, os prazos, pois o projeto</p><p>precisa ser exequível.</p><p>Para isso, é necessário que a bibliografia esteja bem recortada, assim como o tema.</p><p>O problema e o objeto de estudo devem estar consoantes com os objetivos, com a</p><p>justificativa, com a metodologia e com o objetivo final do trabalho.</p><p>Vejamos que os objetivos sempre iniciam com verbos imperativos (terminados</p><p>em ar, er, ir):</p><p>https://pixabay.com/it/vectors/calendario-icona-minimalista-volta-1559935/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 68</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Verbos de</p><p>conhecimento</p><p>Associar, calcular, citar, classificar, definir, descrever,</p><p>distinguir enumerar, especificar, enunciar, estabelecer,</p><p>exemplificar, expressar, identificar, medir, nomear, registrar,</p><p>relacionar, relatar, selecionar.</p><p>Verbos de</p><p>compreensão</p><p>Concluir, descrever, distinguir, deduzir, demonstrar, discutir,</p><p>explicar, identificar, ilustrar, inferir, interpretar, localizar,</p><p>relatar, revisar.</p><p>Verbos de aplicação</p><p>Aplicar, classificar, estruturar, ilustrar, interpretar, organizar,</p><p>relacionar.</p><p>Verbos de análise</p><p>Analisar, classificar, categorizar, combinar, comparar,</p><p>comprovar, contrastar, correlacionar, diferenciar, discutir,</p><p>detectar, descobrir, discriminar, examinar, experimentar,</p><p>identificar, investigar, provar, selecionar.</p><p>Verbos de síntese</p><p>A combinar, compor, criar, comprovar, deduzir, desenvolver,</p><p>documentar, explicar, organizar, planejar, relacionar.</p><p>Verbos de avaliação</p><p>Avaliar, concluir, constatar, criticar, interpretar, julgar,</p><p>justificar, padronizar, relacionar, selecionar, validar, valorizar.</p><p>Título: Tabela sobre objetivos</p><p>Fonte: Elaborada exclusivamente para este material</p><p>No objetivo geral:</p><p>• Trata-se de uma ação geral da pesquisa. O pesquisador deve esclarecer o que</p><p>ele pretende conhecer de uma forma geral, ampla na temática proposta.</p><p>• O objetivo geral da pesquisa não pode ser alterado, pois vincula-se ao próprio tema</p><p>proposto. Caso contrário, corre-se o risco de alterar os rumos da investigação.</p><p>• Os verbos mais usados são: conhecer, descobrir, identificar, caracterizar, analisar,</p><p>avaliar, entre outros.</p><p>Já nos objetivos específicos:</p><p>• Parte-se de ações mais específicas – o pesquisador deverá detalhar e especificar</p><p>tudo o que deseja verificar dentro da temática abordada, ou seja, elementos que</p><p>devem ser compreendidos para que se alcance o objetivo geral da pesquisa.</p><p>• Determinam as etapas que serão desenvolvidas para alcançar o objetivo geral.</p><p>• Os verbos mais usados são: aplicar, descrever, determinar, enumerar, explicar,</p><p>levantar, selecionar, relatar, descrever, aplicar, demonstrar, manipular, classificar,</p><p>comparar, provar, investigar, pesquisar.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 69</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A justificativa é o momento de realizar uma introdução explicativa a respeito da</p><p>escolha do tema, bem como a importância ou relevância do tema escolhido,</p><p>explicitando os motivos que o levaram a pesquisar tal temática, definindo também</p><p>a problemática encontrada e circunscrevendo seus limites. Neste momento, expõe-</p><p>se as hipóteses propostas, ou seja, uma solução provisória que se propõe para o</p><p>problema formulado, podendo ser ela positiva ou negativa. Em casos de pesquisa</p><p>exploratória ou descritiva, não há necessidade de hipóteses. Pode-se relacionar o</p><p>tema e o problema com o contexto social dizendo sobre as contribuições do estudo</p><p>para a área.</p><p>Na justificativa, resgata-se o objetivo geral da investigação, pode-se ampliar a</p><p>discussão. Apresente na justificativa qual será o referencial teórico que subsidiará a</p><p>pesquisa. Apenas cite os autores principais, obedecendo a citação (autor/data). Em</p><p>seguida, apresente rapidamente como se espera atingir os objetivos da pesquisa.</p><p>Portanto, comente rapidamente o tipo de pesquisa que será desenvolvido, como se</p><p>espera coletar os dados e de que forma pretende analisá-los.</p><p>Por último, finalize com a função social da pesquisa, ou seja, quais as contribuições</p><p>da temática para a área em questão, respondendo à seguinte questão: a quem sirvo</p><p>com a minha ciência?</p><p>8.2 Amostragem</p><p>É sabido que a pesquisa procura estabelecer generalizações a partir de observações</p><p>em grupos ou conjuntos de indivíduos chamados população ou universo. A amostra é</p><p>uma parcela convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto</p><p>do universo.</p><p>Importante que a partir do momento que os instrumentos de pesquisa já foram</p><p>elaborados, que o pesquisador faça testes preliminares para a validação, esses</p><p>consistem em testar os instrumentos de pesquisa a partir de uma amostra ou de uma</p><p>população. É necessário que o pesquisador possua alguma experiência ou então que</p><p>tenha a supervisão de alguém com experiência e também que tenha a metodologia</p><p>Clara da pesquisa.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 70</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Amostragem é a coleta de dados de uma parte da população, selecionada a partir</p><p>de princípios que garantam sua representatividade.</p><p>É preciso descrever, nesse momento, quem serão os sujeitos da pesquisa, quantos</p><p>serão, sua faixa etária, sexo e o local em que a pesquisa vai acontecer.</p><p>8.3 Coleta, elaboração e análise de dados</p><p>Como vimos, os métodos e as técnicas a serem empregados na pesquisa científica</p><p>podem ser selecionados desde a proposição do problema, da formulação das hipóteses</p><p>e da delimitação do universo ou da amostra.</p><p>Como sabemos, selecionar todo o instrumental metodológico é uma tarefa bastante</p><p>complexa, e essa escolha e esse procedimento Também irá depender daquilo que é</p><p>estudado, e todos os fatores relacionados com a própria pesquisa acadêmica, seja o</p><p>tipo de pesquisa, objeto, os objetivos, a justificativa, a forma de coletar e analisar os</p><p>dados, e assim por diante.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Ao se falar em organização do material de pesquisa, dois aspectos devem ser</p><p>apontados:</p><p>a) Organização do material para investigação, anteriormente referido.</p><p>b) Organização do material de investigação, que seria o arquivamento de ideias,</p><p>reflexões e fatos que o investigador vem acumulando no transcurso de sua</p><p>vida.</p><p>O uso de instrumentos para a coleta de dados também precisa ser muito bem</p><p>definido para que seja possível a coleta de dados quantitativos. Dessa maneira, podem</p><p>ser utilizados questionários e formulários. Essa é a etapa da pesquisa em que se inicia</p><p>a aplicação dos instrumentos elaborados e das técnicas selecionadas, a fim de se</p><p>efetuar a coleta dos dados previstos.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 71</p><p>Para uso de instrumentos qualitativos, são utilizados:</p><p>• observação direta;</p><p>• observação participante;</p><p>• entrevistas estruturadas;</p><p>• entrevistas semiestruturadas;</p><p>• entrevistas despadronizadas;</p><p>• relatos orais;</p><p>• histórias de vida;</p><p>• depoimentos.</p><p>E não podemos nos esquecer da importância de cumprir os prazos da pesquisa</p><p>e por isso ressalta a necessidade de ter um plano de trabalho muito bem definido e</p><p>muito bem estipulado.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>São vários os procedimentos para a realização da coleta de dados, que variam de</p><p>acordo com as circunstâncias ou com o tipo de investigação. Em linhas gerais, as</p><p>técnicas de pesquisa são:</p><p>1. Coleta Documental;</p><p>2. Observação;</p><p>3. Entrevista;</p><p>4. Questionário;</p><p>5. Formulário;</p><p>6. Medidas de Opiniões e de Atitudes;</p><p>7. Técnicas Mercadológicas;</p><p>8. Testes;</p><p>9. Sociometria;</p><p>10. Análise de Conteúdo;</p><p>11. História de vida.</p><p>É importante ressaltar que após o procedimento da coleta de dados esses devem</p><p>ser elaborados e também devem ser classificados.</p><p>Temos, portanto, os processos de:</p><p>a) Seleção;</p><p>b) Codificação;</p><p>c) Tabulação;</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 72</p><p>Outro momento importante é o de análise e interpretação. Vejamos Ao que se refere:</p><p>1. Análise (ou explicação) – a elaboração da análise, propriamente dita, é realizada</p><p>em três níveis:</p><p>a) Interpretação; explicação; especificação.</p><p>2. Dois aspectos são importantes:</p><p>a) Construção de tipos, modelos, esquemas;</p><p>b) Ligação com a teoria;</p><p>Para proceder à análise e interpretação dos dados, deve-se levar em consideração</p><p>dois aspectos:</p><p>• planejamento bem elaborado da pesquisa, para facilitar a análise e a interpretação;</p><p>• complexidade ou simplicidade das hipóteses ou dos problemas.</p><p>O processo de reapresentação dos dados constitui a construção de tabelas,</p><p>quadros e/ou gráficos. Entende-se que Tabelas ou Quadros são um método estatístico</p><p>sistemático de apresentar os dados em colunas verticais ou fileiras horizontais, que</p><p>obedece à classificação dos objetos ou materiais da pesquisa.</p><p>Existem numerosos tipos de gráficos estatísticos, mas todos eles podem formar</p><p>dois grupos:</p><p>a) Gráficos informativos;</p><p>b) Gráficos analíticos.</p><p>Todos os dados reunidos até agora serão comparados entre si e analisados de</p><p>acordo com a teoria que fundamenta a pesquisa. Atente-se aos elementos recorrentes</p><p>na investigação. Que dados se repetem, por que se repetem? Podem ser considerados</p><p>categorias ou eixos de análise reflexiva? Esses eixos ou categorias serão analisados</p><p>à luz da teoria proposta. Diga se terá análise estatística, comparativa, de conteúdo,</p><p>discursiva etc.</p><p>Não se esqueça de que concluir um trabalho e demonstrar a conclusão é muito</p><p>importante. Um momento de confusão é aquele em que você irá desenvolver e</p><p>demonstrar como foi realizada a comprovação e desenvolvimento da sua hipótese</p><p>de pesquisa e se a sua hipótese foi comprovada ou refutada. É dessa maneira que a</p><p>conclusão nada mais é do que um processo formal de demonstração daquilo que foi</p><p>pesquisado E como foi pesquisado.</p><p>Sem a conclusão, o trabalho parece não estar terminado. A introdução e a conclusão</p><p>de qualquer trabalho científico, via de regra, são as últimas partes a serem redigidas.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 73</p><p>Nesse momento, é como se fosse realizado um relatório com a finalidade de dar</p><p>informações sobre os resultados da pesquisa. Se possível, com detalhes, para que</p><p>eles possam alcançar a sua relevância. “São importantes a objetividade e o estilo,</p><p>mantendo-se a expressão impessoal e evitando-se frases qualificativas ou valorativas,</p><p>pois a informação deve descrever e explicar, mas não intentar convencer.” (LAKATOS</p><p>& MARCONI, 1989, p. 39)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 74</p><p>CAPÍTULO 9</p><p>ENTREVISTAS, COLETA</p><p>E ANÁLISE DE DADOS</p><p>Título: Entrevista</p><p>Fonte: Camera Equipment Interview - Free photo on Pixabay</p><p>Caro aluno, chegamos agora ao momento de falarmos um pouco sobre entrevistas,</p><p>questionários, formulários e como se deve estruturar todo o procedimento para</p><p>realização das entrevistas na pesquisa científica.</p><p>A entrevista é uma das técnicas mais importantes da pesquisa científica, muito</p><p>utilizada na pesquisa quantitativa, mas também na pesquisa qualitativa.</p><p>https://pixabay.com/photos/camera-camera-equipment-interview-1867184/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 75</p><p>Como vimos, o planejamento da pesquisa científica é de grande importância e muito</p><p>necessário para que o procedimento de pesquisa, assim como todas as metodologias</p><p>que você irá utilizar, a definição dos seus objetivos e a construção da sua hipótese</p><p>ocorram da melhor forma possível, trazendo bons resultados que você irá desenvolver</p><p>em seus relatórios científicos na sua monografia, em artigos científicos, em trabalho</p><p>de conclusão de curso ou em trabalhos que possam ser enviados para congressos.</p><p>Dessa forma, compreendemos que o planejamento e o plano de trabalho são etapas</p><p>essenciais da pesquisa científica, mas não há dúvidas de que para realizar entrevistas</p><p>também é de grande importância que o pesquisador realize planos de trabalho e um</p><p>planejamento estratégico para que consiga alcançar seus resultados com sucesso.</p><p>Dessa maneira, o pesquisador deverá levar em consideração alguns dos aspectos</p><p>mais importantes da sua pesquisa, ou seja, a natureza da pesquisa (se ela é aplicada</p><p>ou se é básica), a abordagem do problema de forma quantitativa ou qualitativa, se os</p><p>objetivos são descritivos exploratórios ou explicativos e, por fim, os procedimentos</p><p>técnicos e metodológicos que estão relacionados com o tipo de pesquisa: se essa</p><p>será uma pesquisa documental bibliográfica laboratorial ou um estudo de caso, uma</p><p>pesquisa-ação, uma pesquisa experimental, uma pesquisa de campo, entre outras.</p><p>Agora, peço que você se ligue em nossa aula, que preste muita atenção na nossa</p><p>explicação, que realize as atividades e que este capítulo 9 seja muito importante para</p><p>você na sua vida profissional e também na sua vida acadêmica.</p><p>Então, vamos lá? Boa aula!</p><p>9.1 Entrevista</p><p>Fazer uma entrevista é um momento muito importante também delicado na pesquisa</p><p>científica. Sabemos que esse é o momento em que eu encontro entre duas pessoas e</p><p>é realizada muitas vezes utilizando um gravador ou então um papel e uma caneta. A</p><p>entrevista é muito utilizada enquanto o procedimento científico para auxiliar a coleta</p><p>de dados ou então para que seja levantado reformulado a resposta ou também o</p><p>questionamento sobre algum problema que possa ver a se tornar uma questão de</p><p>pesquisa científica.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 76</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A entrevista tem como objetivo principal a obtenção de informações do entrevistado:</p><p>a) Averiguação de fatos;</p><p>b) Determinação das opiniões sobre os fatos;</p><p>c) Determinação de sentimentos;</p><p>d) Descoberta de planos de ação;</p><p>e) Conduta atual ou do passado;</p><p>f) Motivos conscientes para opiniões, sentimentos, sistemas ou condutas.</p><p>Dessa maneira, precisamos saber também que há diversos tipos de entrevistas e</p><p>que esses variam de acordo com o propósito do entrevistador:</p><p>a) Padronizada ou Estruturada;</p><p>b) Despadronizada ou não estruturada. Esse tipo de entrevista apresenta três</p><p>modalidades:</p><p>• Entrevista focalizada;</p><p>• Entrevista clínica;</p><p>• Não dirigida</p><p>c) Painel.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Como técnica de coleta de dados, a entrevista oferece várias vantagens e</p><p>limitações:</p><p>Vantagens:</p><p>a) Pode ser utilizada com todos os segmentos da população;</p><p>b) Fornece uma amostragem muito melhor da população geral;</p><p>c) Há maior flexibilidade;</p><p>d) Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas;</p><p>e) Dá oportunidade</p><p>para a obtenção de dados que não se encontram em fontes</p><p>documentais;</p><p>f) Há possibilidade de conseguir informações mais precisas;</p><p>g) Permite que os dados sejam quantificados e submetidos a tratamento</p><p>estatístico.</p><p>Limitações:</p><p>a) Dificuldade de expressão e comunicação de ambas as partes;</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 77</p><p>b) Incompreensão por parte do informante;</p><p>c) Possibilidade de o entrevistado ser influenciado;</p><p>d) Disposição do entrevistado em dar as informações necessárias;</p><p>e) Retenção de alguns dados importantes;</p><p>f) Pequeno grau de controle sobre uma situação de coleta de dados</p><p>g) Ocupa muito tempo e é difícil de ser realizada.</p><p>9.1.1 A preparação da entrevista</p><p>A entrevista, assim como todas as outras fases da pesquisa científica, exige muita</p><p>preparação, planejamento e estratégias.</p><p>a) Planejamento da entrevista;</p><p>b) Conhecimento prévio do entrevistado;</p><p>c) Oportunidade da entrevista;</p><p>d) Condições favoráveis;</p><p>e) Contato com líderes;</p><p>f) Conhecimento prévio do campo;</p><p>g) Preparação específica.</p><p>9.1.2 Diretrizes da entrevista</p><p>“Quando o entrevistador consegue estabelecer certa relação de confiança com</p><p>o entrevistado, pode obter informações que de outra maneira talvez não fossem</p><p>possíveis.” (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 199) Para maior êxito da entrevista, deve-</p><p>se observar algumas normas:</p><p>a) Contato Inicial;</p><p>b) Formulação de perguntas;</p><p>c) Registro de respostas;</p><p>d) Término da entrevista;</p><p>e) Requisitos importantes: validade; relevância; especificidade e clareza;</p><p>profundidade; extensão.</p><p>9.1.3 Observação direta extensiva e os questionários</p><p>A observação direta extensiva realiza-se através do questionário, do formulário, de</p><p>medidas de opinião e atitudes e de técnicas mercadológicas. Os questionários são</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 78</p><p>“um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas,</p><p>que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.” (MARCONI,</p><p>LAKATOS, 2017, p. 201)</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Em média, os questionários expedidos pelo pesquisador alcançam 25% de</p><p>devolução. Como toda técnica de coleta de dados, o questionário também</p><p>apresenta uma série de vantagens e desvantagens:</p><p>Vantagens:</p><p>a) Economiza tempo, viagens e obtém grande número de dados;</p><p>b) Atinge maior número de pessoas simultaneamente;</p><p>c) Abrange uma área geográfica mais ampla;</p><p>d) Economiza pessoal, tanto em adestramento quanto em trabalho de campo;</p><p>e) Obtém respostas mais rápidas e mais precisas;</p><p>f) Há maior liberdade nas respostas em razão do anonimato;</p><p>g) Há mais segurança pelo fato de as respostas não serem identificadas;</p><p>h) Há menos risco de distorção pela não influência do pesquisador;</p><p>i) Há mais tempo para responder e em hora mais favorável;</p><p>j) Há mais uniformidade na avaliação em virtude da natureza impessoal do</p><p>instrumento;</p><p>k) Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.</p><p>Desvantagens:</p><p>a) Percentagem pequena dos questionários que voltam;</p><p>b) Grande número de perguntas sem respostas;</p><p>c) Não pode ser aplicado a pessoas analfabetas;</p><p>d) Impossibilidade de ajudar o informante em questões mal compreendidas;</p><p>e) A dificuldade de compreensão, por parte dos informantes, leva a uma</p><p>uniformidade aparente;</p><p>f) Na leitura de todas as perguntas, antes de respondê-las, pode uma questão</p><p>influenciar a outra;</p><p>g) A devolução tardia prejudica o calendário ou sua utilização;</p><p>h) O desconhecimento das circunstâncias em que foram preenchidos torna difícil o</p><p>controle e a verificação;</p><p>i) Nem sempre é o escolhido quem responde ao questionário, invalidando,</p><p>portanto, as questões;</p><p>j) Exige um universo mais homogêneo.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 79</p><p>9.1.4 Processo de elaboração</p><p>O processo de elaboração requer a observância de normas precisas a fim de</p><p>aumentar sua eficácia e validade. O processo de elaboração é longo e complexo:</p><p>exige cuidado na seleção das questões, levando em consideração sua importância.</p><p>O questionário deve ser limitado em extensão e em finalidade.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Sabemos que responder uma pesquisa, por meio de um questionário, pode não</p><p>ser algo muito interessante. Se esse questionário for muito longo pode causar</p><p>algum cansaço e também desinteresse E se for muito curto Pode ser que a pessoa</p><p>não consiga responder aquilo de forma suficiente. O ideal é que contenha em</p><p>média de 20 a 30 questões e que não passe mais de trinta minutos o entrevistado</p><p>respondendo às suas perguntas.</p><p>Depois de redigido, o questionário precisa ser testado antes de sua utilização</p><p>definitiva, aplicando-se alguns exemplares em uma pequena população escolhida. “O</p><p>pré-teste pode ser aplicado mais de uma vez, tendo em vista o seu aprimoramento</p><p>e o aumento de sua validez. Deve ser aplicado em populações com características</p><p>semelhantes, mas nunca naquela que será alvo de estudo.” (MARCONI, LAKATOS,</p><p>2017, p. 203).</p><p>O pré-teste serve também para verificar se o questionário apresenta três importantes</p><p>elementos:</p><p>a) Fidedignidade;</p><p>b) Validade;</p><p>c) Operatividade.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 80</p><p>9.2 As perguntas e os formulários</p><p>Título: Entrevista</p><p>Fonte: https://pixabay.com/it/illustrations/risposta-riferire-uomini-d-affari-2990424/</p><p>Quanto à forma, as perguntas, em geral, são classificadas em três categorias: abertas,</p><p>fechadas e de múltipla escolha:</p><p>a) Perguntas abertas. Também chamadas livres ou não limitadas, são as que</p><p>permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria, e</p><p>emitir opiniões;</p><p>b) Perguntas fechadas ou dicotômicas. Também denominadas limitadas ou de</p><p>alternativas fixas, são aquelas em que o informante escolhe sua resposta entre</p><p>duas opções: sim e não;</p><p>c) Perguntas de múltipla escolha. Perguntas com mostruário; perguntas de</p><p>estimação ou avaliação.</p><p>Quanto ao objetivo, as perguntas podem ser:</p><p>a) Perguntas de Fato;</p><p>b) Perguntas de Ação;</p><p>c) Perguntas de ou sobre Intenção;</p><p>d) Perguntas de Opinião;</p><p>e) Perguntas-Índice ou Perguntas-Teste.</p><p>https://pixabay.com/it/illustrations/risposta-riferire-uomini-d-affari-2990424/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 81</p><p>“Bateria é uma série de perguntas que têm a finalidade de aprofundar algum ponto</p><p>importante da investigação e do questionário ou formulário”. Coloque no final as questões</p><p>de fato, para não causar insegurança. “No decorrer do questionário, devem-se colocar</p><p>as perguntas pessoais e impessoais alternadas.” (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 211)</p><p>Para evitar o efeito de contágio, as perguntas relativas ao mesmo tema devem</p><p>aparecer separadas: primeiro a opinião e, por último, as perguntas de fato. “Pode</p><p>ocorrer, também, o contágio emocional e, para evitá-lo, devem-se alterar as perguntas</p><p>simples, dicotômicas ou tricotômicas, com as perguntas mais complexas, abertas ou</p><p>de múltipla escolha.” (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 212)</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Formulário é um sistema de coleta de dados que consiste em obter informações</p><p>diretamente do entrevistado. Portanto, o que caracteriza o formulário é o contato</p><p>face a face entre pesquisador e informante e ser o roteiro de perguntas preenchido</p><p>pelo entrevistador, no momento da entrevista. São três as qualidades essenciais de</p><p>todo formulário:</p><p>a) Adaptação ao objeto de investigação;</p><p>b) Adaptação aos meios que se possui para realizar o trabalho;</p><p>c) Precisão das informações em um grau de exatidão suficiente e satisfatório para o</p><p>objetivo proposto.</p><p>Vantagens:</p><p>a) Utilizado em quase todo o segmento da população;</p><p>b) Oportunidade de estabelecer;</p><p>c) Presença do pesquisador;</p><p>d) Flexibilidade;</p><p>e) Obtenção de dados mais complexos e úteis;</p><p>f) Facilidade na aquisição de um número representativo de informantes;</p><p>g) Uniformidade dos símbolos utilizados.</p><p>Desvantagens:</p><p>a) Menos liberdade nas respostas;</p><p>b) Risco de distorções;</p><p>c) Menos prazo para responder às perguntas;</p><p>d) Mais demorado;</p><p>e)</p><p>Insegurança das respostas;</p><p>f) Pessoas possuidoras de informações necessárias podem estar em localidades</p><p>muito distantes.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 82</p><p>“Deve ser levado em conta o tipo, o tamanho e o formato do papel; a estética e o</p><p>espaçamento devem ser observados, e cada item deve ter espaço suficiente para a</p><p>redação das respostas. A redação simples, clara, concisa é ideal. Itens em demasia</p><p>devem ser evitados. Causam má impressão, questionários ou formulários antiestéticos</p><p>em termos de papel, disposição das perguntas, grafia etc.” (MARCONI, LAKATOS, 2017,</p><p>p. 213)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 83</p><p>CAPÍTULO 10</p><p>PESQUISA ESTATÍSTICA</p><p>Título: Estatística</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/marketing-digital-tecnologia-caderno-1433427/</p><p>Caro aluno, já estudamos bastante sobre diversas formas de pesquisa científica.</p><p>Agora, iremos nos debruçar para compreendermos um pouco sobre a metodologia</p><p>quantitativa, muito utilizada na pesquisa quantitativa, mas também quando o</p><p>pesquisador decide fazer pesquisas de campo ou entrevistas.</p><p>Como já sabemos, uma pesquisa pode ser QUALITATIVA conforme o objetivo do</p><p>pesquisador, de compreender fenômenos complexos. Nesse momento, entende-se</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/marketing-digital-tecnologia-caderno-1433427/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 84</p><p>que há muita complexidade na pesquisa científica, bem como os níveis de grande</p><p>profundidade ao considerarmos a natureza social e cultural.</p><p>ISSO ACONTECE NA PRÁTICA</p><p>A minha sugestão do momento é que você navegue no site do IBGE (Instituto</p><p>Brasileiro de Geografia e Estatística) e conheça um pouco mais sobre a pesquisa</p><p>estatística na prática.</p><p>Veja como são mensurados os dados, como a coleta de dados é realizada e</p><p>também como são feitos os relatórios e o trabalho final de divulgação.</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-</p><p>e-pobreza/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=resultados</p><p>Pode ser que sejam realizadas várias análises sobre descrições e interpretações</p><p>feitas por comparações, não considerando valores numéricos com bases de análises</p><p>estatísticas.</p><p>A pesquisa QUANTITATIVA é outra forma de pesquisa que também utiliza a</p><p>metodologia estatística e que trabalha com variáveis expressas em forma de dados</p><p>numéricos, que são analisados por ferramentas estatísticas e que podem ser</p><p>classificados e comparados de formas rígidas, incluindo desvios permitidos e também</p><p>correlações (SILVA, 2004).</p><p>10.1 O planejamento e coleta de dados</p><p>Nas pesquisas científicas, também precisamos coletar dados que possam fornecer</p><p>informações capazes de responder às nossas indagações, para que os resultados da</p><p>pesquisa sejam confiáveis, tanto a coleta dos dados quanto a sua análise devem ser</p><p>feitas de forma criteriosa e objetiva. (BARBETTA, 2015, p. 23)</p><p>Embora a aplicação de técnicas estatísticas seja feita basicamente na etapa de</p><p>análise dos dados, a metodologia estatística deve ser aplicada nas diversas etapas da</p><p>pesquisa, interagindo com a metodologia da área em estudo. (BARBETTA, 2015, p. 24)</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-e-pobreza/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=resultados</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-e-pobreza/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html?=&t=resultados</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 85</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Para se iniciar qualquer processo de pesquisa, deve-se ter bem definido o problema</p><p>a ser pesquisado. Isso normalmente envolve uma boa revisão da literatura sobre o</p><p>tema em questão. (BARBETTA, 2015, p. 24)</p><p>Os objetivos podem ser alcançados por uma pesquisa. Além disso, é necessário</p><p>que você descreva as características pertinentes da população. Objetivo geral:</p><p>comparação de dois métodos de treinamento de funcionários, sendo um deles</p><p>usualmente aplicado, e o outro, novo. Especificamente, queremos decidir qual é o</p><p>método mais adequado, no sentido de aumentar a produtividade dos funcionários</p><p>de determinada empresa. (BARBETTA, 2015, p. 26)</p><p>Por outro lado, o objetivo é mais analítico, pois nele está embutida a hipótese de que</p><p>existe associação entre satisfação e produtividade, hipótese que deve ser colocada</p><p>à prova no decorrer da pesquisa. (BARBETTA, 2015, p. 25)</p><p>Depois de os objetivos estarem explicitamente traçados, devemos decidir sobre</p><p>as linhas básicas da condução da pesquisa, ou seja, seu delineamento. (BARBETTA,</p><p>2015, p. 25)</p><p>Esse tipo de pesquisa é usado para resolver problemas bem específicos, geralmente</p><p>formulados sob forma de hipóteses de causa e efeito. (BARBETTA, 2015, p. 26)</p><p>“Contudo, se a coleta de dados for feita no próprio local de trabalho e no período de</p><p>uma semana, os funcionários que neste período estão de férias ou de licença ficam</p><p>inacessíveis de serem observados.” (BARBETTA, 2015, p. 27)</p><p>Quando houver diferença razoável entre a população-alvo e a população acessível,</p><p>pode haver viés ao generalizar os resultados da análise para toda a população-alvo.</p><p>“Assim, é recomendável citar no relatório da pesquisa a limitação de que seus resultados</p><p>valem especificamente para a população definida como acessível, evitando que os</p><p>resultados da pesquisa sejam usados de maneira inadequada.” (BARBETTA, 2015, p. 27)</p><p>Depois de definirmos os objetivos e a população a ser estudada, precisamos pensar</p><p>como será a coleta de dados. Em muitas situações, não precisamos ir até os elementos</p><p>da população para obter os dados, porque eles já existem em alguma publicação ou</p><p>arquivo. (BARBETTA, 2015, p. 28)</p><p>Quando os dados forem levantados diretamente dos elementos da população, é</p><p>necessário construir um instrumento para que sua coleta seja feita de forma organizada.</p><p>(BARBETTA, 2015, p. 28)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 86</p><p>10.2 Dados e variáveis</p><p>Título: Gráfico</p><p>Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/grafico-de-linha-de-papel-de-pessoa-apontando-590041/</p><p>As variáveis surgem quando perguntamos o que vamos observar ou pedir nos</p><p>elementos de uma população ou amostra. A observação (ou medida) de uma variável</p><p>num elemento da população deve gerar um e apenas um resultado. (BARBETTA, 2015,</p><p>p. 29)</p><p>Como definir uma variável na prática?</p><p>Na população de funcionários de uma empresa, podemos definir variáveis, tais</p><p>como: tempo de serviço, estado civil etc.</p><p>Contudo, essas perguntas não estão identificando bem as variáveis e interesse,</p><p>pois os funcionários podem interpretá-las de diferentes formas.</p><p>https://www.pexels.com/pt-br/foto/grafico-de-linha-de-papel-de-pessoa-apontando-590041/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 87</p><p>Quando os possíveis resultados de uma variável são números de uma certa escala,</p><p>dizemos que esta variável é quantitativa. Quando os possíveis resultados são atributos</p><p>ou qualidades, a variável é dita qualitativa. (BARBETTA, 2015, p. 30)</p><p>Na descrição das variáveis envolvidas na pesquisa, devemos incluir a escala (ou</p><p>unidade) em que serão mensuradas as variáveis quantitativas e as categorias (possíveis</p><p>respostas) das variáveis qualitativas. (BARBETTA, 2015, p. 30)</p><p>Exemplo de mensuração de uma variável.</p><p>• O respondente deve atribuir uma resposta dentre as três categorias apresentadas.</p><p>Como existe uma ordenação do nível de satisfação nas três opções, dizemos</p><p>que a variável é qualitativa ordinal. (BARBETTA, 2015, p. 31)</p><p>• A decisão de como medir determinada característica depende de vários aspectos,</p><p>mas é sempre recomendável verificar se a mensuração proposta leva aos objetivos</p><p>da pesquisa e, além disso, se ela é viável de ser aplicada. (BARBETTA, 2015, p. 31)</p><p>10.3 Como elaborar um questionário?</p><p>“Na condução de uma pesquisa, a construção de um questionário</p><p>é uma etapa longa</p><p>que deve ser executada com muita cautela. Tendo em mãos os objetivos da pesquisa</p><p>claramente definidos, bem como a população a ser estudada”, chamamos a atenção de</p><p>alguns procedimentos para a construção de um questionário. (BARBETTA, 2015, p. 32)</p><p>Etapa 1</p><p>Separar as características (variáveis) a serem levantadas</p><p>Etapa 2</p><p>Fazer uma revisão bibliográfica para verificar formas de mensurar as variáveis em estudo</p><p>Etapa 3</p><p>Estabelecer a forma de mensuração das variáveis a serem levantadas. Para as variáveis</p><p>quantitativas, devem estar bem definidas as unidades de medida (meses, metros, kg</p><p>etc.) que devem acompanhar as respostas</p><p>Etapa 4</p><p>Nas variáveis qualitativas deve haver uma lista completa de alternativas, mesmo que</p><p>seja necessário incluir categorias como: outros, não tem opinião etc.</p><p>Título: Tabela entrevista (1)</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>Não devemos nos esquecer que o planejamento da pesquisa também é um dos</p><p>itens mais importantes e fundamentais sobre como utilizar as indagações da nossa</p><p>pergunta científica.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 88</p><p>Numa entrevista estruturada, o entrevistado responde verbalmente as perguntas</p><p>e o entrevistador as transcreve para uma ficha.</p><p>Nesta segunda situação, o entrevistador pode ou não interferir, sob forma de</p><p>esclarecimento de algum item, anotando aspectos que julgar relevantes, mas nunca</p><p>influenciando na resposta do entrevistado.</p><p>Etapa 1</p><p>Caso a sua pesquisa envolva algum aspecto particular do entrevistado da pessoa que</p><p>irá responder, é importante que você dê a sugestão para que estes sejam questionário</p><p>anônimo, Pois é importante respeitar a individualidade e a vontade do entrevistado.</p><p>Etapa 2</p><p>É fundamental a realização de um pré-teste, aplicando o questionário em alguns</p><p>indivíduos com características similares aos indivíduos da população em estudo.</p><p>Etapa 3</p><p>Somente pela aplicação efetiva do questionário é que podemos detectar algumas</p><p>falhas que tenham passado despercebidas em sua elaboração.</p><p>Título: Tabela entrevista (2)</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Exemplo de um projeto de pesquisa:</p><p>Nesta seção apresentaremos um exemplo de um projeto de</p><p>pesquisa relativamente simples, desenvolvido com a participação</p><p>dos alunos da disciplina de Estatística do curso de Ciências</p><p>Sociais da UFSC, semestre 1991/1, com finalidades puramente</p><p>acadêmicas. (BARBETTA, 2015, p. 35)</p><p>Problema de pesquisa:</p><p>• A relação do aluno universitário com o curso. Objetivo geral: conhecer melhor</p><p>a relação entre o aluno e o seu curso (curso de Ciências da Computação da</p><p>UFSC), para servir de subsídio nas políticas de melhoria do curso.</p><p>Objetivos específicos:</p><p>1) Avaliar o nível de satisfação do aluno com o curso que está realizando;</p><p>2) Verificar se existe associação entre o nível de satisfação do aluno com o seu</p><p>desempenho no curso;</p><p>3) Levantar os aspectos positivos e negativos do curso na visão do aluno.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 89</p><p>10.4 As pesquisas possíveis de utilizar a estatística</p><p>Finalizamos nossa aula pensando na forma prática com que a metodologia estatística</p><p>pode ser utilizada, ou seja, em sua forma mais definida. Agora que já sabemos como</p><p>realizar a coleta de dados e os outros procedimentos científicos que devem ser utilizados</p><p>nas mais diversas formas e metodologias científicas, devemos escolher, finalmente,</p><p>o melhor tipo de pesquisa a ser utilizado por nós durante a graduação.</p><p>Para uma boa pesquisa quantitativa, todos os procedimentos da pesquisa científica</p><p>também devem ser realizados.</p><p>Vamos relembrar um pouco sobre a importância do planejamento da pesquisa</p><p>científica e do seu projeto de pesquisa? Então, vamos lá!</p><p>Como vimos nas aulas anteriores, o plano de trabalho é uma das principais etapas</p><p>da pesquisa que você deverá percorrer. Inicialmente, quando for o momento de você</p><p>fazer a pesquisa, minha dica é que você prepare um bom plano de trabalho. Ele deve</p><p>conter: os seus objetivos, a sua metodologia, o seu tipo de pesquisa, os textos, livros</p><p>e artigos que você deverá ler e quanto tempo você deverá dispor para fazer o seu</p><p>projeto e a sua pesquisa.</p><p>O plano de trabalho pode, inclusive, acelerar os resultados da sua pesquisa e registrar</p><p>as atividades, os objetivos e as tarefas necessárias que você terá de realizar durante</p><p>a pesquisa científica. Portanto, o plano de trabalho é um dos documentos e uma das</p><p>ações mais importantes da pesquisa científica, que você pode utilizar não apenas no</p><p>início da pesquisa, mas durante e também na parte da finalização. A importância do</p><p>plano de trabalho é para que você não perca de vista a necessidade de trabalhar os</p><p>seus objetivos e alcançar os seus propósitos.</p><p>Não existe uma fórmula, um modelo padrão e único para o plano de trabalho. Ele</p><p>pode ser utilizado não apenas para pesquisa científica, mas também para que você</p><p>consiga cumprir objetivos na sua vida pessoal e também na sua vida profissional.</p><p>Como sabemos, várias são as pesquisas científicas que podem ser realizadas. Mas, a</p><p>escolha é essencial. Vamos, então, relembrar os tipos de pesquisa científica e, portanto,</p><p>identificar em quais podemos utilizar a metodologia estatística que aprendemos no</p><p>decorrer desta aula.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90</p><p>Pesquisa de Laboratório</p><p>Investigação em local fechado, porque seria impossível realizá-la no</p><p>campo</p><p>Documental</p><p>Exame de documentos de naturezas diversas; públicos, privados ou com</p><p>pessoas; inclui materiais escritos, filmes, fotos, mapas, gravações etc.</p><p>Bibliográfica</p><p>Geralmente, é o primeiro passo de qualquer pesquisa científica; procura</p><p>um problema a partir de referências já publicadas, bibliográficas</p><p>Experimental</p><p>Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis; avalia-se a</p><p>relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno</p><p>Participante</p><p>Pesquisador tem relação direta e intensa com a situação em estudo;</p><p>visa compreender características do grupo.</p><p>Pesquisa-Ação</p><p>Pesquisa participante, mas com a intervenção do pesquisador no</p><p>fenômeno estudado</p><p>Levantamento (survey)</p><p>Elevado número de informações colhidas diretamente; uso de</p><p>instrumentos que captam respostas objetivas; definição de amostra</p><p>significativa; realização de análise quantitativa: estatística; conclusões</p><p>podem ser projetadas para um grupo maior</p><p>Estudo de Caso</p><p>Visa o exame detalhado de um objeto; estuda fenômenos contemporâneos</p><p>da vida real; natureza mais aberta; permite analisar em profundidade</p><p>processos e as relações entre eles; visa responder às questões “como?”</p><p>e “por quê?” em relação a de que forma certos fenômenos ocorrem</p><p>Pesquisa quantitativa</p><p>Uma pesquisa que tem como objetivo quantificar as coisas, ou seja,</p><p>utilizar números para que demonstrem o que os dados mostraram</p><p>Título: Tabela de tipos de pesquisa</p><p>Fonte: elaborada exclusivamente para este material</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 91</p><p>CAPÍTULO 11</p><p>LEITURA E ANÁLISE DE</p><p>TEXTOS CIENTÍFICOS</p><p>Título: Livros</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/abra-o-livro-biblioteca-educa%c3%a7%c3%a3o-1428428/</p><p>Caro aluno, outro ponto de grande importância para o processo de criação da</p><p>ciência é a leitura e a análise de um texto científico. Os gêneros textuais existentes são</p><p>diversos, e o texto científico possui grande complexidade para ser compreendido. Uma</p><p>das minhas principais dicas é que você leia e escreva, faça anotações, fichamentos e</p><p>resenhas dos textos que você ler, pois isso te auxiliará na leitura e análise de textos</p><p>e artigos científicos.</p><p>A minha sugestão também é que você faça muitas leituras de artigos científicos,</p><p>pois será por meio da leitura que você conhecerá a estrutura de um artigo, bem como</p><p>irá se familiarizar com a linguagem científica, a forma de apresentação da metodologia,</p><p>dos objetivos, da justificativa e dos resultados</p><p>que foram descobertos.</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/abra-o-livro-biblioteca-educa%c3%a7%c3%a3o-1428428/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 92</p><p>Também não podemos nos esquecer de que a escrita de um texto científico, assim</p><p>como a leitura, dependem de uma relação comunicativa entre duas pessoas. Há uma</p><p>finalidade e uma intenção conforme a linguagem científica passa a cumprir o papel</p><p>social. Ou seja, há um interlocutor. Dessa forma, sempre haverá outras pessoas que</p><p>lerão os seus textos.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>O que escrever?</p><p>Para quem escrever?</p><p>Por que escrever?</p><p>Como dizer?</p><p>Título: Reflexões para o processo de escrita.</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>Responder a essas questões sobre a escrita é muito importante para que você</p><p>comece a traçar objetivos e a finalidade da sua escrita, de forma, também, que irá auxiliar</p><p>no seu processo de leitura do texto científico. Na leitura há, também, procedimentos</p><p>e técnicas. Por mais que ela vá além de um processo de decodificação de códigos</p><p>linguísticos, é preciso que se compreenda o que está além do que está escrito. É</p><p>possível afirmarmos que um dos principais desafios do cientista e do pesquisador é</p><p>o domínio da leitura e da escrita científica.</p><p>11.1 Elementos importantes para a leitura de um artigo científico</p><p>Um dos principais objetivos e aspectos da leitura científica para que o jovem</p><p>pesquisador consiga identificar os elementos essenciais de um texto científico, seja</p><p>ele um artigo, um trabalho completo, um resumo ou até mesmo um capítulo de livro,</p><p>uma dissertação ou uma tese, é a identificação de elementos que constam em todo</p><p>os textos devido à estrutura que esse tipo de texto segue.</p><p>Normalmente, a estrutura de um texto científico seguirá os itens a seguir:</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 93</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Título Estabelece qual assunto a ser tratado</p><p>Data de publicação</p><p>Fornece informação leitor de quando este estudo</p><p>foi feito, em determinadas pesquisas, pode ser um</p><p>elemento de descarte de leitura</p><p>Contra capa Onde estão as credenciais do autor</p><p>Sumário</p><p>Os tópicos sobre quais são tratados durante a</p><p>leitura</p><p>Introdução</p><p>Fornece informações e objetivos que o autor</p><p>pretende abordar de forma</p><p>sucinta</p><p>Metodologia</p><p>Discutir as referências bibliográficas metodologias</p><p>e resultados</p><p>Referências</p><p>São as fontes consultadas para a realização deste</p><p>trabalho</p><p>Título: Tabela 1 – Estrutura de um texto científico.</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>Um artigo científico possui algumas características e elementos essenciais para</p><p>que o texto seja conciso em seu desenvolvimento, bem como possua a finalidade de,</p><p>conforme apresenta seus resultados, desperte a atenção do leitor e da comunidade</p><p>científica.</p><p>Observe na tabela a seguir esses elementos e suas respectivas definições, pois</p><p>isso irá te auxiliar no processo de leitura do texto, facilitando sua compreensão do</p><p>argumento desenvolvido pelo autor.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Título</p><p>Precisa ser conciso e interessante. É necessário que o título assuma o objetivo</p><p>de resumir o trabalho, trazendo seu aspecto principal, problema ou hipótese</p><p>e que também desperte a atenção e a curiosidade do leitor.</p><p>Filiação</p><p>Local em que deve ser inserido o nome do autor, ou dos autores, do trabalho,</p><p>bem como o nome da instituição em que a pesquisa foi desenvolvida, se teve</p><p>auxílio financeiro para a pesquisa, uma breve descrição da formação dos</p><p>autores. É importante disponibilizar, ainda, um e-mail para contato, permitindo</p><p>que o leitor possa falar diretamente com o autor se tiver necessidade.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 94</p><p>Resumo</p><p>O resumo é uma das principais informações que devem constar no trabalho.</p><p>O resumo também precisa ser redigido de forma clara e objetiva. É preciso</p><p>mostrar ao leitor uma visão do que contém ao longo do texto: uma breve</p><p>introdução, objetivos, metodologia e métodos empregados, material utilizado</p><p>ao longo da pesquisa. Não se deve fazer a utilização de abreviações, símbolos,</p><p>siglas e nem mesmo para citar referências. Após o resumo, sempre na linha</p><p>de baixo, é necessário inserir algumas palavras-chave, de três a cinco, que</p><p>representam os temas dos quais o trabalho trata.</p><p>Introdução</p><p>A introdução é uma das partes mais importantes do trabalho. Além de</p><p>contextualizar o tema, é necessário inserir o estado da arte da pesquisa.</p><p>Também não se pode estender muito nesta parte, sendo preciso focar no</p><p>tema e no problema a ser pesquisado, colocando a literatura a respeito,</p><p>autores, livros e artigos lidos.</p><p>Fundamentação</p><p>Teórica (Revisão</p><p>Bibliográfica)</p><p>É o momento de realizar uma análise da literatura lida e estudada. Dialogar</p><p>com os autores, artigos, livros e capítulos é essencial para demonstrar ao</p><p>leitor que você conhece seu tema de estudo.</p><p>Metodologia</p><p>Nessa parte do texto, é necessário inserir os métodos utilizados e também</p><p>como a pesquisa foi realizada. Descrever muito bem essa parte será essencial</p><p>para que outros pesquisadores possam compreender e até mesmo reproduzir</p><p>o estudo.</p><p>Resultados</p><p>Esse é o momento em que o autor apresenta os resultados ao leitor, mas não</p><p>os desenvolve, pois isso será realizado no momento da discussão. Conforme</p><p>o tipo de pesquisa escolhida, será necessário expor os dados em tabelas</p><p>ou gráficos.</p><p>Discussão</p><p>O momento da discussão é o mais importante para desenvolver os resultados</p><p>obtidos ao longo da pesquisa. Se a pesquisa foi fundamentada em um</p><p>problema ou em uma hipótese, esse será o momento de discutir e mostrar</p><p>seu desenvolvimento. É necessário também que o desenvolvimento e os</p><p>resultados da pesquisa estejam relacionados com as análises da literatura</p><p>e com o estado da arte da pesquisa realizada.</p><p>Conclusão</p><p>Como o próprio nome já diz, esse é o momento adequado para falar sobre</p><p>o desenvolvimento e as conclusões do tema estudado. Nesse momento, é</p><p>possível falar sobre as vulnerabilidades que foram encontradas na pesquisa,</p><p>demonstrar como a hipótese foi comprovada e também pode ser o momento</p><p>para sugerir novas abordagens para a investigação da pesquisa.</p><p>Referências</p><p>Local das referências de acordo com as normas da ABNT ou do periódico</p><p>científico.</p><p>Título: Tabela 2 – Estrutura de um artigo científico.</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 95</p><p>11.2 Etapas essenciais para uma boa leitura científica</p><p>Título: Pessoa lendo.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/livros-p%c3%a9s-pernas-pessoa-lendo-1841116/</p><p>Como sabemos, a leitura é parte essencial da pesquisa científica e do desenvolvimento</p><p>de cada etapa da pesquisa: é preciso fazer um planejamento com um plano de trabalho,</p><p>sendo a leitura fator essencial para a construção da bibliografia a ser analisada, assim</p><p>como para a compreensão do estado da arte da pesquisa, da formulação dos objetivos,</p><p>da justificativa e também da metodologia.</p><p>ISTO ESTÁ NA REDE</p><p>Leia na matéria a seguir um texto sobre uma pesquisa realizada pela neurocientista</p><p>Maryanne Wolf sobre a importância do hábito de leitura e seus benefícios para o</p><p>cérebro.</p><p>Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59121175</p><p>No entanto, para uma leitura melhor realizada, podemos elencar algumas fases</p><p>importantes que podem ser seguidas e que, com certeza, irão contribuir para a sua</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/livros-p%c3%a9s-pernas-pessoa-lendo-1841116/</p><p>https://www.bbc.com/portuguese/geral-59121175</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 96</p><p>pesquisa. Observe a tabela a seguir e siga as orientações conforme realizar sua pesquisa</p><p>e as leituras essenciais para seu projeto e sua pesquisa.</p><p>Cabe ressaltar que em cada fase da leitura e também do seu projeto é importante</p><p>que você faça anotações, resenhas e fichamentos do texto lido.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Leitura de</p><p>reconhecimento</p><p>Nesta primeira</p><p>é</p><p>[...] a hipertrofia de capacidades que todos têm. Isto pode ser bom,</p><p>mas pode ser muito perigoso. Quanto maior a visão em profundidade,</p><p>menor a visão em extensão. A tendência da especialização é conhecer</p><p>cada vez mais de cada vez menos [...] a aprendizagem da ciência é</p><p>um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum. Só</p><p>podemos ensinar e aprender partindo do senso comum de que o</p><p>aprendiz dispõe.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 10</p><p>ANOTE ISSO</p><p>[...] Vamos ver que a ciência surgiu na modernidade, expressando uma</p><p>ruptura crítica com o modo metafísico de pensar [...] Para tanto, além</p><p>de ter que se apoiar em alguns pressupostos filosóficos, a ciência</p><p>precisa adotar práticas metodológicas e procedimentos técnicos,</p><p>capazes de assegurar a apreensão objetiva dos fenômenos através</p><p>dos quais a natureza se manifesta. [...] a ciência surge com a pretensão</p><p>de ser um saber único, a ser construído sob um único paradigma e</p><p>conduzido por um único método [...] No entanto, quando se passou a</p><p>estudar cientificamente o homem, com suas peculiaridades, através</p><p>das Ciências Humanas, rompeu-se esse monolitismo metodológico</p><p>em função da necessidade e da possibilidade de referências a</p><p>múltiplos paradigmas epistemológicos. [...] (SEVERINO, p. 99, 2007).</p><p>Enquanto senso comum, compreendemos que esse é o conhecimento adquirido</p><p>pelas pessoas por meio do convívio social com outros indivíduos. Isso quer dizer que</p><p>o senso comum é proveniente de diversas relações sociais, trabalhistas, amorosas, e</p><p>também entre amigos, familiares e pessoas que passam a se conhecer. O conhecimento</p><p>científico passa a ser uma forma de responder questões que o senso comum não</p><p>consegue fazer de forma científica. Portanto, compreendemos que o senso comum</p><p>não é um conhecimento científico.</p><p>1.1.1 A Ciência e o senso comum</p><p>Título: Romã. Simpatia.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/rom%c3%a3-fruta-aberta-simpatia-ch%c3%a1-3349840/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/rom%c3%a3-fruta-aberta-simpatia-ch%c3%a1-3349840/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 11</p><p>Para começo de conversa, você deve estar se perguntando os motivos de ter uma</p><p>imagem da fruta romã em nossa aula. E eu te pergunto: alguma vez você já comeu</p><p>romã na virada de ano para dar sorte? A romã é conhecida por ser uma fruta abundante,</p><p>que simboliza a prosperidade. No entanto, não há nenhuma comprovação científica</p><p>de que a romã é capaz de gerar prosperidade, assim como muitas simpatias, chás e</p><p>receitas de nossas avós.</p><p>Agora que foi lançada a problematização inicial, vamos descobrir o que é senso</p><p>comum?</p><p>1.2 Afinal, o que é senso comum?</p><p>Muitas vezes pensamos no senso comum e acabamos entendendo isso como se</p><p>fosse algo ruim. Mas gostaria que vocês compreendessem o senso comum de outra</p><p>maneira. O senso comum é um conhecimento popular, ou seja, ele é adquirido pela</p><p>observação, por questões do próprio dia a dia, por vivência de outras pessoas, mas</p><p>que não foram testadas metodicamente, cientificamente por meio de métodos de</p><p>técnicas e de teorias já estabelecidas anteriormente.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Para tanto, o senso comum é algo adquirido por meio do convívio coletivo,</p><p>por experiências, histórias ouvidas durante o dia a dia e que estão diretamente</p><p>relacionadas com a cultura, com as tradições, com os costumes e conhecimentos</p><p>de muitas pessoas.</p><p>No entanto, o senso comum muitas vezes não entende a importância do</p><p>conhecimento científico e até mesmo pode ser que refute a ciência, mesmo que tal</p><p>conhecimento já tenha sido testado cientificamente. Portanto, o senso comum:</p><p>• contém tradições culturais específicas;</p><p>• passa a ser algo visto como verdade;</p><p>• pode utilizar vários conceitos, conhecimentos populares e sabedorias,</p><p>• mas não é testado cientificamente.</p><p>A diferença entre o senso comum e o conhecimento científico é que</p><p>o senso comum é formado por sentimentos, desejos e misticismo,</p><p>já o conhecimento científico é formado através da razão e de forma</p><p>metodologicamente rigorosa, procurando excluir, do seu contexto, as</p><p>emoções, as crenças religiosas e os desejos do homem. Isto quer</p><p>dizer que há uma relação entre estes conhecimentos, pois se pode</p><p>observar uma continuidade entre o pensamento científico e o senso</p><p>comum. (OLIVEIRA, 2011, p. 7).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 12</p><p>É dessa maneira que compreendemos que “o senso comum e a ciência são</p><p>expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo,</p><p>a fim de viver melhor e sobreviver.” (ALVES, 2002, p.16). Mas, devemos nos lembrar</p><p>que “para se atingir o conhecimento científico é necessário a utilização do método</p><p>científico e, para garantir que este método seja o mais adequado, a pesquisa é o papel</p><p>da metodologia científica.” (OLIVEIRA, 2011, p. 7).</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Metodologia literalmente refere-se ao estudo sistemático e lógico dos métodos</p><p>empregados nas ciências, seus fundamentos, sua validade e sua relação com as</p><p>teorias científicas. Caro aluno, sabemos que os procedimentos científicos variam</p><p>e que também são diferenciados e muito diversificados de acordo com o objeto</p><p>de estudo e também o tema, bem como a área. É dessa maneira que é possível</p><p>delimitarmos portanto as metodologias e o método científico que é utilizado o. no</p><p>final da pesquisa o cientista, o pesquisador deve demonstrar como chegou nos</p><p>resultados da sua pesquisa científica E como foi o caminho ou os trajetos que</p><p>necessitou percorrer para que a pesquisa saísse de uma forma concisa ponto final</p><p>esse processo deve ser descrito na parte da apresentação do método científico.</p><p>1.3 O que é método científico?</p><p>Título: Método científico.</p><p>Fonte: Método científico – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_cient%C3%ADfico</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 13</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Método científico é a importância de definição do método – processo de</p><p>organização e sistematização, sendo importante também estar presente no texto,</p><p>na escrita – exposição das ideias.</p><p>Metodologia é como você chegará no resultado final do trabalho; como irá</p><p>desenvolver seus objetivos, demonstrar sua hipótese ou problema de pesquisa.</p><p>Na verdade, método, em ciência, não se reduz a uma apresentação dos passos</p><p>de uma pesquisa. Não é, portanto, apenas a descrição dos procedimentos, dos</p><p>caminhos traçados pelo pesquisador para a obtenção de determinados resultados.</p><p>Quando se fala em método, busca-se explicitar quais são os motivos pelos quais</p><p>o pesquisador escolheu determinados caminhos e não outros. São estes motivos</p><p>que determinam a escolha de certa forma de fazer ciência. (OLIVEIRA, 2011, p.07).</p><p>Entendemos que o método científico é necessário para as pesquisas e seus</p><p>resultados serem aceitos. Dessa forma, para a pesquisa ser científica é preciso um</p><p>procedimento formal, realizado de “modo sistematizado, utilizando para isto método</p><p>próprio e técnicas específicas” (RUDIO, 1980, p. 9).</p><p>Como parte fundamental da pesquisa, a metodologia visa responder ao</p><p>problema formulado e atingir os objetivos do estudo de forma eficaz,</p><p>com o mínimo possível de interferência da subjetividade do pesquisador</p><p>(SELLTIZ et al., 1965), referindo-se às regras da ciência para disciplinar</p><p>os trabalhos, bem como para oferecer diretrizes sobre os procedimentos</p><p>a serem adotados. (OLIVEIRA, 2011, p.08).</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• “A aplicação do instrumental tecnológico se dá em decorrência de um</p><p>processo metodológico, da prática do método de pesquisa que está sendo</p><p>usado.” (SEVERINO, 2007, p. 100).</p><p>• “A ciência se faz quando o pesquisador aborda os fenômenos aplicando</p><p>recursos técnicos, seguindo um método e apoiando-se em fundamentos</p><p>epistemológicos”. (SEVERINO, 2007, p. 100).</p><p>• “A ciência é sempre o enlace de uma malha teórica com dados empíricos, é</p><p>sempre uma articulação do lógico com o real, do teórico</p><p>fase é realizada uma rápida leitura com a finalidade de saber se</p><p>o assunto tratado no texto é ou não de interesse para seu tema de pesquisa.</p><p>Portanto, é o momento de verificar as informações que estão contidas no texto.</p><p>É importante que sejam verificados os títulos, os subtítulos dos capítulos que</p><p>compõem o material e também as referências bibliográficas que o autor utilizou.</p><p>Leitura</p><p>exploratória</p><p>Esta segunda fase da leitura exploratória também é muito importante para o</p><p>processo de sondagem das informações contidas no texto. Esta etapa visa</p><p>localizar as informações durante o texto. Pressupõe que a etapa anterior já tenha</p><p>sido realizada. É necessário fazer a leitura de um resumo e também da introdução,</p><p>ou até mesmo de um capítulo. Assim como na fase anterior, é importante verificar</p><p>as referências utilizadas para ver se realmente se trata do assunto pretendido.</p><p>Leitura seletiva</p><p>Nesta terceira etapa, o objetivo é que as duas fases anteriores já tenham sido</p><p>percorridas e que os assuntos e temas que não são de interesse da pesquisa</p><p>já tenham sido descartados ou que sejam eliminados neste momento. Ou seja,</p><p>eliminamos os assuntos que não dialogam diretamente com o tema da pesquisa</p><p>e com o recorte já realizado.</p><p>Leitura reflexiva</p><p>Esta fase, a da leitura reflexiva, é um momento de grande importância. Como o</p><p>próprio nome já diz, esse é o momento de refletir sobre o assunto. Portanto, deve</p><p>ser realizada uma leitura mais profunda do que as anteriores. Este é o momento</p><p>de você realizar um processo de reconhecimento e também de avaliação sobre</p><p>os temas abordados.</p><p>Leitura crítica</p><p>A leitura crítica é bastante parecida com a leitura reflexiva, mas é diferente</p><p>conforme o leitor é capaz de verificar no texto, e também avaliar, se existe uma</p><p>intencionalidade do autor, qual é a linha teórica que foi trabalhada, se os resultados</p><p>estão de acordo com o enunciado pelo autor, se a metodologia foi adequada etc.</p><p>Leitura</p><p>Interpretativa</p><p>Este é o momento de fazer uma análise e uma interpretação dos assuntos tratados</p><p>ao longo do texto, bem como de seus problemas e se será um texto útil ou não</p><p>para a sua pesquisa.</p><p>Leitura</p><p>explicativa</p><p>A última fase, a da leitura explicativa, é o momento de verificação dos fundamentos</p><p>verídicos de foco do autor. Este é o tipo de leitura utilizada em monografias ou</p><p>teses.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 97</p><p>CAPÍTULO 12</p><p>A ESCRITA DO</p><p>TEXTO CIENTÍFICO</p><p>Título: Digitação.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/caderno-digitando-caf%c3%a9-computador-1850613/</p><p>Caro aluno, quando falamos sobre a escrita de um texto científico, a primeira coisa</p><p>que precisamos saber é sobre a importância da leitura e da escrita em nossa vida.</p><p>Escrever um texto nunca é fácil, ainda mais quando se trata de um texto científico,</p><p>no qual precisamos seguir um rigor acadêmico, utilizar o método e a metodologia</p><p>adequada e até mesmo termos um bom plano de trabalho já traçado.</p><p>Nesse plano de trabalho é importante que você tenha compreensão de que a</p><p>publicação de artigos científicos, assim como de trabalhos em anais de congressos</p><p>e em eventos científicos sobre o tema da sua pesquisa, é de grande importância para</p><p>o seu desenvolvimento enquanto pesquisador e cientista. A comunidade acadêmica</p><p>compreende que uma das formas mais eficientes de divulgação da pesquisa científica</p><p>e de seus resultados é a publicação de artigos em periódicos científicos. É dessa</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/caderno-digitando-caf%c3%a9-computador-1850613/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 98</p><p>forma que a produção desse tipo de texto, assim como a sua monografia, o seu TCC,</p><p>ou qualquer outro trabalho que você venha a escrever possua o objetivo de tornar</p><p>públicos os seus conhecimentos e o seu empenho. Dessa forma, a exigência é muito</p><p>grande, assim como o esforço e o cuidado do autor na escrita do texto científico.</p><p>Existe uma estrutura básica a ser seguida e que é adotada pela comunidade científica</p><p>de forma geral, independentemente da área do saber e do conhecimento. Para que</p><p>isso existe? Entendemos que o grande objetivo é a padronização do formato desses</p><p>trabalhos, para que os leitores, os autores e a comunidade acadêmica, em geral,</p><p>consigam compreender os principais aspectos do trabalho a serem apresentados.</p><p>Caro aluno, antes de iniciarmos o nosso processo de aprendizagem sobre a escrita</p><p>de um texto científico, peço sua atenção para retomarmos um pouco sobre a questão</p><p>dos métodos, pois para escrevermos um bom texto científico precisamos ter clareza</p><p>sobre método e rigor científico. Isso é essencial para que tenhamos um bom trabalho.</p><p>Preste muita atenção em nossa aula e boa aula para você!</p><p>12.1 Pensando em métodos e em escrita científica</p><p>“Método e métodos situam-se em níveis claramente distintos, no que se refere à</p><p>sua inspiração filosófica, ao seu grau de abstração, à sua finalidade mais ou menos</p><p>explicativa, à sua ação nas etapas mais ou menos concretas da investigação e ao</p><p>momento em que se situam.” (MARCONI, LAKATOS, 2003, p. 106)</p><p>Assim teríamos, em primeiro lugar, o método de abordagem, assim discriminado:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>a) método</p><p>indutivo</p><p>cujo Processo de aproximação dos fenômenos fará com que o pesquisador</p><p>paget de forma cada vez mais próxima para constatar as suas hipóteses,</p><p>teorias</p><p>b) método</p><p>dedutivo</p><p>Pressupõe que a partir de teorias também laser foto entende-se a</p><p>ocorrência dos fenômenos particulares</p><p>c) método</p><p>hipotético-</p><p>dedutivo</p><p>Método é utilizado Quando se é necessário compreender a percepção de</p><p>uma lacuna no conhecimento científico acerca daquilo que foi causado</p><p>por um problema ou hipótese</p><p>d) método</p><p>dialético</p><p>que penetra o mundo dos fenômenos através de suas Contradições,</p><p>movimento e transformações da sociedade das interações sociais.</p><p>Título: Tabela sobre métodos</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 99</p><p>É necessário, portanto, nos atentarmos ao fato de que, durante a exposição escrita de</p><p>um trabalho científico, o autor deve ter plena clareza sobre o método utilizado durante</p><p>a pesquisa e também na exposição escrita de suas ideias e dos seus resultados.</p><p>(MARCONI, LAKATOS, 2003)</p><p>12.1.1 Método histórico</p><p>“Assim, o método histórico consiste em investigar acontecimentos, processos e</p><p>instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje. [...] Seu</p><p>estudo, para uma melhor compreensão do papel que atualmente desempenham na</p><p>sociedade, deve remontar aos períodos de sua formação e de suas modificações.”</p><p>(MARCONI, LAKATOS, 2003, p. 107).</p><p>Como sabemos, o método histórico irá preencher as lacunas dos Fatos e dos</p><p>Coelhos dos acontecimentos de forma a se apoiar naquilo que possa ser de alguma</p><p>forma reconstruída artificialmente, por meio de teorias e metodologias e adequações</p><p>que serão realizadas na pesquisa científica.</p><p>12.1.2 Método Comparativo</p><p>O método comparativo é usado tanto para “[...] comparações de grupos no presente,</p><p>no passado, ou entre os existentes e os do passado, quanto entre sociedades de iguais</p><p>ou de diferentes estágios de desenvolvimento.” (MARCONI, LAKATOS, 2003, p. 107).</p><p>ANOTE ISSO</p><p>O método comparativo permite analisar o dado concreto, deduzindo dele os</p><p>elementos constantes, abstratos e gerais.</p><p>• O método comparativo será também utilizado para estudos que consigam</p><p>abranger grandes setores, sejam estudos qualitativos ou quantitativos</p><p>• É também utilizado nas diversas fases assim como nos diversos níveis de</p><p>investigação científica, pois pode ser utilizado no estudo descritivo para verificar</p><p>e analisar os elementos,</p><p>• Nos estudos que compõem classificações, o método comparativo é utilizado</p><p>também para construção de tipologias</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 100</p><p>12.1.3 Método Monográfico</p><p>O método monográfico é aquele que irá</p><p>desenvolver o exame de um aspecto</p><p>particular sobre determinada coisa. Um dos exemplos práticos que podemos pensar</p><p>sobre o método monográfico é do orçamento familiar, por exemplo. Ali são averiguadas</p><p>questões como o orçamento, questões profissionais, formação em termos de educação</p><p>da família, os custos de vida e aquilo que é gasto.</p><p>Dessa maneira um estudo monográfico irá verificar as atividades que são realizadas</p><p>por um grupo social e tem como vantagem principalmente compreender a forma que</p><p>o grupo interage entre si.</p><p>12.1.4 Método Estatístico</p><p>Como vimos em outro momento das nossas aulas, o método estatístico é um dos</p><p>métodos mais importantes e também muito utilizado tem como objetivo principal</p><p>fornecimento de uma descrição quantitativa da sociedade. Esse é um método em</p><p>que é necessário a organização e a delimitação do estudo de forma a mensurar a</p><p>importância e também verificar o que é quantificável ou não.</p><p>12.1.5 Método Tipológico</p><p>O método tipológico está relacionado com o momento em que o pesquisador passa</p><p>a contar alguns fenômenos sociais de grande complexidade. O pesquisador Pode ser</p><p>que crie alguns tipos idealizados vírgulas que são os modelos ideais construídos e</p><p>pensados a partir de sua análise sobre algum aspecto do problema, do fenômeno,</p><p>do fato daquilo que tem sido estudado. esse tipo de método é bastante utilizado e</p><p>possui uma origem histórica, sua característica principal é servir como modelo para</p><p>compreender outros casos.</p><p>12.1.6 Método Funcionalista</p><p>O método funcionalista, assim como todos os outros métodos que já vimos</p><p>no decorrer deste Capítulo e dos Capítulos anteriores e também um método de</p><p>Interpretação da investigação científica. Uma das diferenças e das particularidades do</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 101</p><p>método funcionalista é que esse possui uma forma de levar em consideração alguns</p><p>componentes diferenciados que estão relacionados ou então que são interdependentes</p><p>da sociedade.</p><p>É dessa maneira que podemos afirmar que o método funcionalista enxerga a</p><p>sociedade como um sistema organizado de atividades ou seja uma forma de entender</p><p>a função de cada unidade dentro da sociedade que seria algo muito mais amplo.</p><p>Afirmamos, portanto, que o método funcionalista irá considerar a sociedade</p><p>enquanto uma estrutura que possui uma grande complexidade de indivíduos. Esses</p><p>são interdependentes que se relacionam por meio de interações sociais que acabam</p><p>então formando uma rede de relações que dependem uma da outra.</p><p>O método funcionalista considera, de um lado, a sociedade como uma estrutura</p><p>complexa de grupos ou indivíduos, reunidos numa trama de ações e reações sociais;</p><p>de outro, como um sistema de instituições correlacionadas entre si, agindo e reagindo</p><p>umas em relação às outras. (MARCONI, LAKATOS, 2003, p. 110).</p><p>12.2 A redação do texto</p><p>Título: Máquina de escrever</p><p>Fonte: https://www.freeimages.com/pt/photo/old-typewriter-1275686</p><p>https://www.freeimages.com/pt/photo/old-typewriter-1275686</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 102</p><p>Caro aluno, após você ter seguido o passo a passo e as etapas da pesquisa científica,</p><p>a hora de escrever o seu projeto ou o resultado da sua pesquisa será um dos momentos</p><p>mais complexos que você irá encarar durante a pesquisa científica. A escrita de um texto</p><p>não é uma atividade muito fácil, mas se você seguir algumas dessas dicas, com certeza</p><p>esse trabalho irá se tornar mais simples e até mesmo prazeroso!</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A primeira sugestão é que você leia sobre o que já foi escrito, pois isso servirá tanto</p><p>para você escolher e delimitar seu tema como para recortá-lo, bem como seu objeto de</p><p>estudo. Em seguida, elabore seus objetivos, sua justificativa e também a metodologia</p><p>que utilizará e o tipo de pesquisa a ser realizada. Isso também servirá para que você</p><p>conheça um pouco sobre o que já foi escrito, estudado e pesquisado sobre a temática.</p><p>Aqui, a minha dica principal é que você se inteire de artigos científicos publicados em</p><p>periódicos nacionais e também internacionais, servindo, também, como um bom</p><p>levantamento para o seu projeto de artigo científico ou TCC que você irá escrever.</p><p>A minha segunda sugestão é que você identifique as principais pesquisas científicas</p><p>que investigam o seu tema de pesquisa para que, dessa maneira, você consiga identificar</p><p>e também traçar um objetivo sobre qual o nível de pesquisa científica você pretende</p><p>atingir com o seu trabalho. Aqui levamos em consideração que os trabalhos científicos</p><p>são publicados em periódicos acadêmicos tanto nacionais como internacionais, pois</p><p>a partir do momento que você traçar esse objetivo para a publicação de uma forma</p><p>especializada (seja do seu artigo ou da sua monografia), esse material pode vir a se</p><p>tornar um artigo científico. É importante que você elabore a sua pesquisa da melhor</p><p>forma possível, visando a compreensão não apenas para as pessoas que estudam</p><p>seu tema de pesquisa, mas para a comunidade científica em geral.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Etapa 1</p><p>A quem nos dirigimos: falar sobre a escrita – clara e objetiva; ainda que contenha</p><p>subjetividade e questões políticas envolvidas</p><p>Etapa 2</p><p>Fornecer ao leitor todas as informações de que ele precisa; um mecanismo</p><p>importante são as notas de rodapé</p><p>Etapa 3 A definição de conceitos é importante</p><p>Etapa 4 Escrita: é treino, sempre faça fichamentos, anotações, escreva trabalhos etc.</p><p>Título: Tabela sobre escrita</p><p>Fonte: Elaborada exclusivamente para este material</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 103</p><p>Com certeza ao longo da sua pesquisa você irá se deparar com alguma novidade, ou</p><p>seja, algo novo e relevante com que você poderá contribuir para a temática que você</p><p>estuda. Dessa maneira, minha sugestão é que você, a partir da metodologia adequada</p><p>para sua pesquisa, dos métodos, dos objetivos e da sua justificativa, assim como depois</p><p>de realizado um bom levantamento bibliográfico sobre sua área do conhecimento,</p><p>encontre uma nova abordagem sobre o tema a ser pesquisado, podendo vir a contribuir</p><p>de forma positiva para a temática selecionada.</p><p>Outra sugestão é que no seu plano de trabalho você elabore, de forma positiva, o</p><p>momento adequado e exequível de sua pesquisa, para que você comece a escrever</p><p>tanto o seu projeto de pesquisa quanto o seu TCC ou seu artigo científico. Faça um</p><p>apontamento para isso, pois, em minha experiência, verifiquei muitos estudantes que</p><p>começavam a escrever seu artigo, sua monografia ou sua dissertação, ou, então, sua</p><p>tese no momento inadequado. É muito comum que o pesquisador muitas vezes não</p><p>tenha uma dimensão clara da totalidade do seu trabalho científico e acabe adiantando</p><p>algumas partes do seu texto sem que a pesquisa de fato tenha sido concluída, sem ter</p><p>analisado e até mesmo interpretado dados importantes para a conclusão da pesquisa.</p><p>No quadro a seguir veja algumas questões importantes que coloco para você refletir</p><p>sobre o momento ideal da escrita do seu trabalho final:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Questão 1 Como foi o surgimento e o interesse pela pesquisa científica e por seu tema?</p><p>Questão 2 Aonde você chegou com a sua pesquisa até o presente momento?</p><p>Questão 3</p><p>Como você chegou nesse caminho? Quais as principais teorias e metodologias</p><p>aplicadas?</p><p>Questão 4</p><p>O que a sua pesquisa mudará no mundo científico? Qual é a contribuição</p><p>que ela apresenta?</p><p>Questão 5 Por que as pessoas se interessariam por sua temática e abordagem científica?</p><p>Título: Reflexões para a escrita</p><p>Fonte: Elaborada exclusivamente para este material.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 104</p><p>Minhas últimas dicas para que você tenha um texto escrito com muita qualidade</p><p>e rigor científico é que você siga alguns pontos importantes. Veja-os a seguir:</p><p>• A importância de manter a lógica no texto, pois é necessário observar se você</p><p>não se contradiz durante ele. Nesse sentido, a introdução,</p><p>o desenvolvimento e a</p><p>conclusão precisam estar muito bem alinhados e relacionados com os objetivos,</p><p>com a sua justificativa e também com a metodologia que você decidiu utilizar</p><p>durante a sua pesquisa.</p><p>• Observe também que é de grande importância que o texto esteja muito bem</p><p>sintetizado. Isso não quer dizer que um trabalho com grande quantidade de</p><p>páginas é um bom trabalho. Para tanto, é preciso fazer uma síntese científica</p><p>de forma a relacionar os autores com teorias, metodologias em hipótese</p><p>semelhantes, assim como apontar as diferenças entre outros autores e colocar</p><p>sua contribuição científica de forma adequada.</p><p>• É de grande importância que, ao longo da sua escrita, você seja claro. Chamamos</p><p>isso de clareza científica, por meio da qual você consegue evitar palavras e</p><p>termos, assim como conceitos e categorias que dificultem a compreensão de</p><p>quem lerá o seu texto.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 105</p><p>CAPÍTULO 13</p><p>NORMAS DA ABNT DE FORMA</p><p>PRÁTICA: AS CITAÇÕES</p><p>Título: Digitação</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/m%c3%a3os-computador-port%c3%a1til-trabalhando-2178566/</p><p>A nossa aula sobre as normas práticas da ABNT, ou seja, como fazer citações é</p><p>mais um momento para que você consiga desenvolver um pouco do lado pesquisador</p><p>e do lado cientista que existe dentro de você.</p><p>Você verá que, nesse momento, é importante que você preste atenção no material</p><p>a seguir, nas técnicas e nas instruções normativas para que você consiga aplicá-las</p><p>de forma prática no seu trabalho.</p><p>Desejo que você tenha uma ótima última aula e que você consiga aprender e também</p><p>a desenvolver, em nossas atividades práticas, todos os conteúdos que vimos até este</p><p>momento!</p><p>Uma boa aula com muitos conhecimentos e pesquisa científica!</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/m%c3%a3os-computador-port%c3%a1til-trabalhando-2178566/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 106</p><p>13.1 As citações</p><p>Com certeza você já deve ter ouvido falar em citações. Como sabemos, elas são</p><p>essenciais para um bom trabalho científico e são obrigatórias ao longo do seu trabalho,</p><p>seja ele seu projeto de pesquisa, seu TCC ou qualquer outra modalidade de trabalho</p><p>acadêmico que você realizar.</p><p>No seu trabalho escrito você utilizará as diversas normas da ABNT. E uma delas, talvez</p><p>uma das principais em relação à rigorosidade científica, é, também, um embasamento</p><p>teórico, é o aprofundamento teórico que você deverá demonstrar em seu trabalho por</p><p>inteiro. Trata-se das citações.</p><p>O que são citações?</p><p>Quais são os tipos de citações?</p><p>Como e quando utilizar as citações?</p><p>Essas são algumas reflexões. Talvez as três reflexões mais importantes que faremos</p><p>ao longo desta primeira etapa da aula com o objetivo de compreendermos, então, o</p><p>que são situações, quais os seus tipos e quando utilizá-las.</p><p>Título: Bibliografia</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/nota-de-rodap%c3%a9-cita%c3%a7%c3%a3o-bibliografia-6972770/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/nota-de-rodap%c3%a9-cita%c3%a7%c3%a3o-bibliografia-6972770/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 107</p><p>As citações são muito utilizadas nas partes textuais de um trabalho científico, com</p><p>exceção das conclusões. É dessa forma que você utilizará a citação para situar seu</p><p>leitor em determinado contexto histórico do trabalho, ou então demonstrar teoricamente</p><p>que aquilo que você falou já está de acordo com outros trabalhos já realizados por</p><p>outros autores de renome, especialistas em sua área, de forma que você irá parafrasear</p><p>ou transcrever literalmente o texto a que você faz referência.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>É dessa forma que se entende que as citações são nada mais do que os textos</p><p>transcritos de determinados autores, livros, revistas científicas ou trabalhos</p><p>acadêmicos dos quais você retirou, de forma fiel ao próprio texto, um trecho que</p><p>você gostaria de transcrever para demonstrar, comprovar ou até mesmo embasar o</p><p>assunto de que você está tratando.</p><p>Portanto, citações são muito utilizadas para que você consiga dar algum</p><p>esclarecimento, sustentar ou ilustrar de forma comprovada o assunto que você está</p><p>tratando. Ao compreender a importância do referencial teórico, você compreende</p><p>também a importância das citações. E será dessa maneira que em seus estudos</p><p>ficará cada vez mais natural você inserir em seu trabalho as inúmeras ideias e</p><p>teorias trabalhadas por diversos autores científicos.</p><p>A partir de então, irá compreender que é necessário você demonstrar, ao longo do</p><p>seu trabalho científico, como diversos autores estão presentes nos seus estudos, de</p><p>forma que você irá apresentar as suas teorias e descrevê-las, assim como fará com</p><p>os autores. Dessa maneira, as citações, sejam elas diretas, indiretas ou citações de</p><p>citações farão toda a diferença no seu estudo. Esse instrumento irá ser mais do que</p><p>importante para dar clareza, rigor científico e credibilidade à sua pesquisa.</p><p>Agora que conseguimos responder às nossas primeiras três questões reflexivas</p><p>acerca das situações, precisamos entender um pouquinho sobre como funciona</p><p>cada uma dessas três principais ferramentas que são muito utilizadas em trabalhos</p><p>científicos em suas diversas modalidades.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 108</p><p>ISSO ESTÁ NA REDE</p><p>Leia no texto a seguir uma matéria muito interessante sobre a importância</p><p>de utilizar citações nos trabalhos científicos, pois elas servem, inclusive, como</p><p>indicadores de qualidade.</p><p>Lembra que durante as aulas conversamos muito sobre rigor científico? Pois bem,</p><p>chegou a hora de você conhecer um pouquinho mais sobre isso.</p><p>Fonte: https://www.revistacomunicar.com/wp/escola-de-autores/a-citacao-como-indicador-de-qualidade/</p><p>Observe no quadro a seguir o que significa cada tipo de citação e o que elas</p><p>significam:</p><p>Citação direta</p><p>É o momento de realização de uma transcrição textual de parte da obra do</p><p>autor consultado;</p><p>Citação indireta</p><p>É o momento em que você irá transcrever um texto baseado na obra do autor</p><p>consultado;</p><p>Citação de citação</p><p>Momento em que você deve fazer uma referência direta ou indireta de um texto</p><p>em que não se teve acesso ao original.</p><p>Título: Quadro sobre citações</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>Iremos ver, de forma mais aprofundada e com exemplos, cada uma delas, mas</p><p>agora observe como elas podem ser utilizadas nos textos.</p><p>Você com certeza irá recordar que já viu inúmeras citações nos textos que leu.</p><p>A minha dica é que agora que você conhece um pouco mais sobre as citações,</p><p>sua importância e também como utilizá-las nos seus estudos e produções científicas,</p><p>você, a cada texto que ler, preste muita atenção na forma com que o autor utilizou as</p><p>citações, pois isso também irá te auxiliar quando você escrever seu texto e publicá-</p><p>lo ou apresentá-lo, pois já estará muito mais familiarizado com essa ferramenta da</p><p>escrita científica.</p><p>https://www.revistacomunicar.com/wp/escola-de-autores/a-citacao-como-indicador-de-qualidade/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 109</p><p>Exemplo 1:</p><p>Título: Várias formas de citações</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 110</p><p>Exemplo 2:</p><p>Título: Várias formas de citações</p><p>Fonte: https://pdfs.semanticscholar.org/23d1/ccf9930ebf0d560bada6248d2ecca23e76dd.pdf?_ga=2.259801674.1306884993.1652661590-</p><p>1273283877.1652661590</p><p>13.1.1 Citações diretas</p><p>As citações diretas no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas</p><p>duplas. Por se tratar de uma transcrição literal de trecho do original, é obrigatória a</p><p>menção da paginação de onde tal trecho foi extraído.</p><p>https://pdfs.semanticscholar.org/23d1/ccf9930ebf0d560bada6248d2ecca23e76dd.pdf?_ga=2.259801674.1306884993.1652661590-1273283877.1652661590</p><p>https://pdfs.semanticscholar.org/23d1/ccf9930ebf0d560bada6248d2ecca23e76dd.pdf?_ga=2.259801674.1306884993.1652661590-1273283877.1652661590</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 111</p><p>Exemplo 1:</p><p>Título: Citação</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>As citações diretas, no texto, de mais de três linhas devem ser destacadas com recuo</p><p>de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto (a FECAP recomenda</p><p>a utilização de fonte 10), espaçamento simples e sem aspas. “Por se tratar de uma</p><p>transcrição literal de trecho do original, é obrigatória a menção da paginação de onde</p><p>tal trecho foi extraído.” (IFRR/CNP, 2020)</p><p>Exemplo 1:</p><p>Título: Citação</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>Exemplo 2:</p><p>Título: Citação</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 112</p><p>13.1.2 Citações indiretas</p><p>É a transcrição de conceitos do autor consultado, porém descritos com as próprias</p><p>palavras do redator. Na citação indireta, o autor tem liberdade para escrever com suas</p><p>palavras as ideias do autor consultado.</p><p>Exemplo 1:</p><p>Título: Citação</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>Exemplo 2:</p><p>Título: Citação</p><p>Fonte: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/106866/ISSN1981-8106-2011-21-37-135-154.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 113</p><p>CAPÍTULO 14</p><p>ABNT E OS MEIOS DE</p><p>COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA</p><p>Título: Projetos</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/pap%c3%a9is-projetos-documentos-4862061/</p><p>Caro aluno, ao longo desses capítulos aprendemos diversas questões que estão</p><p>relacionadas com a metodologia científica, de forma introdutória para alguns capítulos</p><p>e de forma mais desenvolvida para outros. O nosso objetivo até o momento foi trazer</p><p>para vocês um pouco sobre as principais questões que estão relacionadas a essa área</p><p>científica tão importante no seu desenvolvimento acadêmico e também profissional.</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/pap%c3%a9is-projetos-documentos-4862061/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 114</p><p>Foi por esse motivo que estudamos os diversos tipos de pesquisa científica e seus</p><p>métodos, as técnicas e instrumentos utilizados para leitura científica, mas também, de</p><p>forma bastante desenvolvida em nossas aulas, como elaborarmos um artigo científico.</p><p>Agora, neste momento, durante esta nossa aula temos como objetivo principal</p><p>aprendermos sobre as normas da ABNT e entendermos um pouco mais sobre os</p><p>meios de comunicação do mundo científico. Ou seja, os congressos, as conferências</p><p>e os simpósios.</p><p>Tanto as normas da ABNT quanto os meios de comunicação científicos andam</p><p>juntos, pois para participar de um congresso, de um simpósio ou de uma conferência,</p><p>é necessário que o pesquisador saiba sobre as normas da ABNT de forma correta</p><p>para a elaboração dos trabalhos científicos e acadêmicos e as utilize adequadamente.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Compreendemos que as normas possuem a finalidade e o principal foco</p><p>de elaborar trabalhos acadêmicos em suas diferentes modalidades: sejam</p><p>dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso, trabalhos completos</p><p>ou resumos a serem apresentados em meios de comunicação científica e também</p><p>teses de doutorado.</p><p>Ou seja, as normas são utilizadas para todos os trabalhos de natureza científica, até</p><p>mesmo para artigos científicos, fichamentos e resenhas. Normalmente, os periódicos</p><p>científicos, bibliotecas de universidades ou repositórios digitais em que os trabalhos</p><p>são inseridos disponibilizam as normas determinadas pela instituição ou instituto em</p><p>questão. É importante também sempre verificar as normas da ABNT e da unidade, assim</p><p>você não correrá o risco de ter seu trabalho reprovado devido à falta da normatização</p><p>acadêmica.</p><p>Bom, espero que com essa aula e a próxima, também sobre as normas da ABNT</p><p>e sua utilização prática, você consiga realizar um bom trabalho e, quem sabe, até</p><p>mesmo fazer a publicação dele!</p><p>Boa sorte e bons estudos para você!</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 115</p><p>14.1 O que é a ABNT e para que ela serve?</p><p>Título: Fachada da ABNT</p><p>Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Normas_T%C3%A9cnicas</p><p>Vamos agora aprender um pouco sobre a ABNT?</p><p>Normalmente, quem faz pesquisa científica começou uma graduação e se</p><p>deparou com a necessidade de escrever um projeto científico, um trabalho, artigo,</p><p>uma monografia, um TCC, uma dissertação ou uma tese. A ABNT e suas normas</p><p>normalmente causam até calafrios, muitos deles relacionados a como formalizar o</p><p>seu trabalho em questão.</p><p>Caro estudante, aqui gostaria de falar para você que não há necessidade de sentir</p><p>nenhum receio sobre as normas da ABNT e nem mesmo sobre como padronizar ou</p><p>não seu trabalho. Inúmeros manuais disponibilizados na internet, e até mesmo no site</p><p>da própria ABNT, podem te auxiliar nesse processo de regulamentar seu trabalho em</p><p>relação à fonte, ao espaçamento, à margem e à capa.</p><p>Com certeza você já conheceu alguém que, durante o processo da pesquisa científica,</p><p>acabou tendo muitas dificuldades com as normas da ABNT e com esse processo de</p><p>formatação do próprio trabalho acadêmico. Gostaria que você não sentisse esse receio</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Normas_T%C3%A9cnicas</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 116</p><p>e que compreendesse que além de conhecer as normas e as técnicas obrigatórias</p><p>e definidas pela ABNT, é necessário que você as pratique ao longo da sua trajetória</p><p>acadêmica e as coloque em prática.</p><p>Ou seja, sempre que você for escrever um texto científico, seja uma resenha, um</p><p>fichamento, uma anotação, por mais simples que seja o material escrito que você</p><p>irá elaborar, minha principal dica é que você sempre coloque tudo nas normas da</p><p>ABNT, pois ao escrever um trabalho científico que será enviado para uma banca, um</p><p>periódico ou algum evento acadêmico será muito mais fácil você já ter tido contato</p><p>com as normas da ABNT.</p><p>A Associação Brasileira de Normas Técnicas, conhecida como ABNT, possui</p><p>reconhecimento da sociedade brasileira desde quando foi fundada no ano de 1940.</p><p>ABNT tem como missão principal incluir e promover a sociedade brasileira por meio de</p><p>documentos normativos e também com avaliação de conformidade, ou seja, capaz de</p><p>permitir a produção, o uso de bens e serviços, a comercialização e também contribuir</p><p>para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, além de proteger o meio</p><p>ambiente, defender o consumidor e a inovação tecnológica.</p><p>A ABNT tem como objetivo principal a normalização. Dessa forma, existe todo um</p><p>processo particular para elaborar e difundir a implementação de normas técnicas e</p><p>científicas para determinados campos da vida na sociedade brasileira.</p><p>Sendo assim, um dos principais objetivos é formular e aplicar regras para a solução</p><p>e também</p><p>a prevenção de certos problemas. Entende-se que o objetivo de normalizar</p><p>é estabelecer soluções por meio de partes interessadas.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>No momento que entendemos que a ABNT serve como normas, ou seja, leis</p><p>que são utilizadas para padronizar e que indicam, também, um certo padrão de</p><p>qualidade, segui-las é de grande importância no seu trabalho acadêmico e científico,</p><p>para que não exista conflito de padronização entre as pesquisas relacionadas sobre</p><p>o mesmo assunto.</p><p>Mais do que isso, a padronização auxilia no processo de comparação dessas</p><p>pesquisas científicas, de forma que o processo de leitura e de verificação dos textos,</p><p>das referências e da metodologia utilizada pelos autores acaba se tornando algo</p><p>muito mais fácil para que o leitor e pesquisador consiga entender o que o autor está</p><p>querendo dizer em seu texto.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 117</p><p>14.2 Congressos, colóquios, conferências, seminários e simpósios</p><p>Apresentar seu projeto de pesquisa é um momento muito importante da sua trajetória</p><p>enquanto jovem pesquisador e cientista. Além disso, é uma atividade muito positiva</p><p>e que irá te trazer maior desenvolvimento e contribuições para a sua área enquanto</p><p>pesquisador.</p><p>São vários os formatos e locais em que trabalhos podem ser apresentados. Os</p><p>meios de comunicação científica são os congressos, encontros, colóquios, simpósios,</p><p>seminários, entre tantos. Vamos começar falando sobre as diferenças de cada um</p><p>desses meios de comunicação científica em que você poderá enriquecer sua pesquisa</p><p>e seu desenvolvimento enquanto pesquisador cientista.</p><p>Congresso Principais encontros acadêmicos e profissionais de pesquisadores acerca de um tema,</p><p>em que é possível você participar apresentando seu trabalho de pesquisa ou, então,</p><p>ouvindo palestras, participando de grupos de trabalho, em que diversos pesquisadores</p><p>apresentam suas pesquisas, as limitações e dificuldades que encararam, assim como</p><p>seus resultados. Você poderá também participar de workshops práticos nos quais</p><p>conseguirá ter contato, assim como em diversos minicursos, com pesquisadores</p><p>mais especializados do que você em temas como o seu ou semelhantes.</p><p>Simpósio Os simpósios são eventos científicos em que determinados especialistas em</p><p>determinados temas se reúnem e expõem suas teses e hipóteses sobre resultados</p><p>de pesquisas.</p><p>Um exemplo de simpósio seria aquele em que inúmeros pesquisadores, nacionais e</p><p>também internacionais, especialistas sobre a temática da educação e da tecnologia, se</p><p>encontrassem em uma determinada mesa de um evento científico para discutirem o</p><p>assunto abordado, emitirem seus pareceres e resultados de estudos sobre a utilização</p><p>da tecnologia na educação. Caso o evento em questão tenha inscritos como ouvintes,</p><p>o simpósio pode também propor uma discussão, um debate com os participantes</p><p>e fazer as respostas de questões que o público possa vir a ter.</p><p>Seminário Um seminário normalmente é realizado com uma palestra, que pode ter um, dois</p><p>ou até mesmo quatro palestrantes, como uma mesa de debates em que após a</p><p>explanação do palestrante ou dos palestrantes, há um momento aberto com rodízio</p><p>de perguntas para que os membros da mesa possam respondê-las. No entanto,</p><p>apenas especialistas sobre determinado assunto irão dialogar sobre ele.</p><p>Título: Eventos científicos I</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>Não podemos nos esquecer que também há outros tipos de eventos acadêmicos</p><p>além de seminários, simpósios e congressos científicos:</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 118</p><p>Palestras</p><p>Elas são de curta duração ou então com maior tempo, com um ou mais</p><p>palestrantes, que possuem o objetivo de trazer novas informações sobre</p><p>os temas abordados.</p><p>Cursos e minicursos</p><p>Há também, em eventos científicos determinados, cursos sobre temas</p><p>específicos, de forma que são mais aprofundados com o objetivo de promover</p><p>o aprimoramento profissional e também teórico sobre determinado tema</p><p>em que você poderá se inscrever.</p><p>Workshop</p><p>São conhecidos como eventos mais práticos, mas que também contam</p><p>com a exposição de um especialista sobre determinada área. Além disso,</p><p>há discussão sobre as temáticas propostas, em que os participantes podem</p><p>discutir determinado tema.</p><p>Mesas-redondas</p><p>São conhecidas como locais democráticos e ótimos para debate, em que há</p><p>um moderador ou mediador que organizará o tempo de fala de cada um dos</p><p>especialistas que estarão reunidos no local para discutir determinado tema.</p><p>Título: Eventos científicos II</p><p>Fonte: Elaborado exclusivamente para este material</p><p>Também não podemos nos esquecer dos periódicos científicos, para os quais você</p><p>poderá enviar os artigos que produzir ao longo de sua trajetória acadêmica.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Comecemos compreendendo que a palavra “comunicação” tem como epistemologia</p><p>o latim, vindo da palavra “comunicare”. Significa deixar algo em comum, ou seja,</p><p>partilhar e repartir, também trocar opiniões. Ou seja, no mundo acadêmico-científico,</p><p>para todos os envolvidos, diferentes pesquisadores dos mais distintos níveis de</p><p>formação, o ato de comunicação científica é muito importante e é um momento de</p><p>interação e troca.</p><p>Esse é o momento em que é possível absorver as diversas informações</p><p>existentes para a pesquisa. Depois dessa contribuição, é necessário devolvermos</p><p>ao meio científico, também por meio de outros trabalhos, aquilo que agregamos em</p><p>nosso trabalho.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 119</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Entendemos, portanto, que esse processo de comunicação existente nos diversos</p><p>eventos acadêmicos e científicos é de grande importância para aumentar o nosso</p><p>processo de desenvolvimento na área acadêmica. Isso também serve para nossa</p><p>forma de falar e de apresentar o nosso trabalho, as nossas hipóteses, objetivos e</p><p>resultados, assim como entendermos que se trata de um processo de comunicação</p><p>contínuo que auxilia na nossa capacidade de integrarmos a vida coletiva e de</p><p>interagirmos com outros que pesquisam temáticas semelhantes com as nossas.</p><p>Agora que você já sabe as normas da ABNT, as conhece e também tem conhecimentos</p><p>sobre as modalidades de eventos acadêmicos e científicos, acredito que você se</p><p>preparará e pensará sobre a apresentação do seu trabalho final.</p><p>As apresentações formais são realizadas normalmente nos eventos científicos, sejam</p><p>eles congressos, simpósios ou seminários. Mas, há também a tão famosa banca do</p><p>TCC. Aqui a minha dica é que você escolha o melhor modelo de apresentação para</p><p>o seu trabalho, de forma que você considere quais foram as metodologias que você</p><p>utilizou e sua forma de ser.</p><p>Você pode recorrer a um modelo de apresentação de banner, slide ou até mesmo</p><p>apenas uma apresentação oral. Minha principal dica é que você mantenha a calma e</p><p>que se sinta confiante no seu processo de apresentação de trabalho, pois com certeza,</p><p>se você seguiu as dicas deste material e se empenhou nesta disciplina, realizou sua</p><p>pesquisa, passou pelas limitações e dificuldades comuns a ela, sua apresentação e</p><p>defesa do TCC serão sua chegada de vitória!</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 120</p><p>CAPÍTULO 15</p><p>O ARTIGO CIENTÍFICO</p><p>Título: Escrita.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/homem-de-negocios-computador-port%c3%a1til-2452808/</p><p>Caro aluno, estamos chegando ao final da nossa disciplina e acredito que você esteja</p><p>ansioso para aprender como é a escrita de um artigo científico. Nesse momento, iremos</p><p>entender não apenas a questão escrita, mas, com os exemplos ao longo das aulas, iremos</p><p>desenvolver o conhecimento acumulado ao longo da disciplina.</p><p>Torço por você, que sonha em ver seu trabalho publicado em algum periódico científico</p><p>importante! Espero que consiga aprender, durante esta aula, um pouco mais sobre a leitura</p><p>e também a escrita de um artigo científico.</p><p>Como já vimos, os artigos científicos são uma</p><p>forma de comunicação acadêmico-</p><p>científica e possuem o grande objetivo de demonstrar os resultados de uma pesquisa</p><p>científica, assim como as monografias, os TCCs, as dissertações e também as teses.</p><p>Chegamos agora à nossa última aula e nosso último capítulo. O caminho que trilhamos</p><p>até aqui não foi nada fácil, e eu compreendo isso, pois ao longo da minha trajetória</p><p>acadêmica tive que percorrer esse mesmo caminho diversas vezes.</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/homem-de-negocios-computador-port%c3%a1til-2452808/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 121</p><p>Mas, agora que chegamos no momento final de mais uma das nossas disciplinas,</p><p>espero que você tenha conseguido aprender muito do que foi falado até este momento.</p><p>15.1 A estrutura de um artigo científico</p><p>Ao longo das nossas aulas, já conhecemos a estrutura de um artigo científico e também</p><p>como cada etapa deve ser lida e também escrita. Observamos que para o desenvolvimento</p><p>do processo de estudo, o artigo científico precisa conter elementos, e eles são padronizados</p><p>de acordo com os elementos das normas da ABNT ou do periódico científico.</p><p>Como vimos, para o corpo do artigo a estrutura a seguir deve ser seguida, ainda que</p><p>haja algumas variações de acordo com as normas a serem seguidas:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• Introdução</p><p>• Métodos</p><p>• Resultados</p><p>• Conclusão</p><p>No desenvolvimento do texto, a composição do artigo deve conter:</p><p>• Elementos com:</p><p>a. Cabeçalho: título (e subtítulo) do trabalho;</p><p>b. Autor(es);</p><p>c. Credenciais do(s) autor(es);</p><p>d. Local de atividades.</p><p>• Resumo</p><p>• Corpo do artigo</p><p>a. Introdução: deve conter a apresentação do assunto, objetivo, metodologia e as</p><p>limitações que foram encontradas durante a pesquisa.</p><p>b. Corpo do texto: é o local para fazer a exposição, a explicação e também a</p><p>demonstração do material; é o momento de fazer a avaliação dos resultados, a</p><p>análise dos textos utilizados e também uma comparação com obras anteriores.</p><p>c. Comentários e conclusões: concluir o texto, demonstrar os resultados, a</p><p>comprovação ou não do problema ou da hipótese da pesquisa de forma</p><p>resumida.</p><p>4. Parte das referências</p><p>a. Inserir as referências bibliográficas;</p><p>b. Inserir apêndices ou anexos (quando e se houver necessidade);</p><p>c. Agradecimentos (quando e se houver necessidade).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 122</p><p>15.2 Exemplos de como construir um artigo científico</p><p>Título: Computador</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/computador-port%c3%a1til-brincar-2838921/</p><p>É claro que escrever um texto científico não é uma tarefa fácil, mas observando os</p><p>modelos a seguir, com certeza essa tarefa será até mesmo prazerosa de ser realizada,</p><p>pois você verá que as técnicas de pesquisa, de leitura e de escrita que desenvolvemos</p><p>ao longo da nossa formação durante esta disciplina podem ser muito úteis e auxiliar</p><p>no seu desenvolvimento enquanto cientista e pesquisador.</p><p>15.2.1 O título</p><p>A seguir, verificamos o exemplo de um título presente em um artigo científico. Observe</p><p>que ele foi construído de forma sucinta, clara e objetiva. Ele realmente apresenta o</p><p>assunto principal da pesquisa realizada.</p><p>Título: Figura 1</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/computador-port%c3%a1til-brincar-2838921/</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 123</p><p>Título</p><p>Necessidade de possuir coesão e também ser interessante. É necessário que o</p><p>título assuma o objetivo de resumir o trabalho, trazendo seu aspecto principal,</p><p>problema ou hipótese e que também desperte a atenção e a curiosidade do leitor.</p><p>Título: Tabela sobre título</p><p>Fonte: Elaborado para este material</p><p>15.2.2 O resumo</p><p>Sabemos que esse é um elemento também importante e que deve conter informações</p><p>referentes aos principais pontos acerca do trabalho, trazendo os principais resultados</p><p>e objetivos, como também a metodologia utilizada, uma breve introdução do tema e</p><p>até mesmo sua importância.</p><p>Título: Figura 2 – resumo</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 124</p><p>Verifique que o resumo é seguido por palavras-chave e também por versão em</p><p>língua estrangeira. Normalmente, o inglês é utilizado, mas pode ser que o periódico</p><p>científico ou as normas da ABNT determinem que seja escrito também em outro</p><p>idioma. É importante que você se atente a isso.</p><p>Resumo O resumo é uma das principais informações que devem constar no trabalho. O</p><p>resumo também precisa ser redigido de forma clara e objetiva. É preciso mostrar ao</p><p>leitor uma visão do que contém ao longo do texto: uma breve introdução, objetivos,</p><p>metodologia e métodos empregados, material utilizado ao longo da pesquisa. Não</p><p>se deve fazer a utilização de abreviações, símbolos, siglas e nem mesmo citar</p><p>referências. Após o resumo, sempre na linha de baixo, é necessário inserir algumas</p><p>palavras-chave, de três a cinco, que representam os temas dos quais o trabalho trata.</p><p>Título: Tabela sobre resumo</p><p>Fonte: Elaborado para este material</p><p>15.2.3 A introdução e a fundamentação teórica</p><p>A introdução é o momento de realização de um embasamento científico e teórico</p><p>para o trabalho. Como vimos anteriormente, é importante dialogar com a bibliografia</p><p>indicada, demonstrar que o tema possui embasamento científico e também que há</p><p>uma justificativa, objetivos bem delimitados e uma metodologia adequada.</p><p>Veja o exemplo a seguir de um trecho da introdução.</p><p>Saiba que normalmente, em artigos científicos, as introduções possuem cerca de</p><p>uma página e meia a, no máximo, três.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 125</p><p>Título: Figura 3 – Introdução</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>Introdução</p><p>A introdução deve contextualizar o tema. O ideal é não se estender muito. É importante</p><p>apenas que a questão pesquisada seja bem embasada. No final, os objetivos e as</p><p>justificativas do estudo devem ser expostos de forma clara e precisa.</p><p>Título: Tabela sobre introdução</p><p>Fonte: Elaborada para este material</p><p>Utilizar citações diretas e/ou indiretas também pode ser algo positivo para o seu</p><p>trabalho, pois irá demonstrar a fundamentação teórico-metodológica da sua pesquisa.</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 126</p><p>Título: Figura 4 – Uso de citação</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A fundamentação teórica é o momento da revisão bibliográfica, ou de fazer uma</p><p>escrita reflexiva, crítica e interpretativa dos autores e trabalhos que você precisou ler</p><p>para fundamentar seu artigo, comprovar sua hipótese e desenvolver os resultados</p><p>principais da sua pesquisa científica.</p><p>Neste momento importante do texto, cabe ao autor avaliar criticamente a literatura</p><p>sobre os temas envolvidos no trabalho.</p><p>Veja no exemplo a seguir uma forma de realizar esse processo. Verifique que os</p><p>autores demonstram como Bakhtin contribui para o debate e o inserem enquanto</p><p>fundamentação teórica de seu trabalho.</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 127</p><p>Título: Figura 5 – Escrita crítica</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>15.2.4 A metodologia</p><p>Na metodologia, é necessário descrever como e de qual forma os estudos foram</p><p>conduzidos. É comum a utilização de metodologias que são conhecidas e padronizadas.</p><p>Lembre-se</p><p>de descrever como os estudos foram realizados durante o seu projeto e</p><p>durante a pesquisa. Você pode colocá-la como itens (no seu projeto de pesquisa).</p><p>Não se esqueça de descrever como cada etapa da pesquisa foi realizada e também</p><p>demonstrar o porquê da utilização da metodologia escolhida.</p><p>Metodologia</p><p>Os métodos utilizados devem ser explicitados nesta parte do texto. A</p><p>qualidade dessa descrição será essencial para que outros pesquisadores</p><p>possam reproduzir o estudo.</p><p>Título: Tabela sobre metodologia</p><p>Fonte: Elaborada para este material</p><p>Observe na imagem a seguir um exemplo de descrição de método empregado em</p><p>um artigo científico.</p><p>https://www.scielo.br/j/es/a/KS6FVdMKj4D9hzbGG9dfcps/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 128</p><p>Título: Figura do método</p><p>Fonte: https://www.redalyc.org/pdf/878/87817147006.pdf</p><p>15.2.5 Conclusão e discussão dos resultados</p><p>Para os resultados, é necessário que o autor os apresente ao leitor sem examiná-los,</p><p>mas lembre-se de que você pode discutir os resultados caso entenda ser necessário</p><p>fazê-lo nessa etapa. Dependendo da natureza da pesquisa, pode ser interessante expor</p><p>os dados em forma de tabelas e gráficos.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Os resultados mais relevantes são discutidos no final do trabalho. Se a pesquisa for</p><p>baseada na construção de hipóteses, o autor deverá usar esse espaço para discuti-</p><p>las. Além disso, os resultados devem ser relacionados com as conclusões de outros</p><p>estudos da literatura.</p><p>É o momento para expor as conclusões do estudo. As vulnerabilidades da pesquisa</p><p>podem ser expostas, além de o autor poder sugerir novas abordagens de investigação</p><p>para aperfeiçoar a compreensão do objeto de estudo.</p><p>Veja isso no exemplo a seguir:</p><p>https://www.redalyc.org/pdf/878/87817147006.pdf</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 129</p><p>Título: Figura sobre considerações finais</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/er/a/X3D3CtSHRk4kKkTfC9HGbHF/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/er/a/X3D3CtSHRk4kKkTfC9HGbHF/?format=pdf&lang=pt</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 130</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Caro aluno, parabéns! Você chegou a mais uma etapa da sua vida acadêmica e</p><p>profissional, pois você encerrou mais uma disciplina e, dessa vez, uma disciplina muito</p><p>importante denominada Metodologia Científica. Assim como as outras disciplinas que</p><p>você cursou ao longo da sua graduação, ela vai te auxiliar em todo o decorrer da sua</p><p>vida acadêmica e profissional.</p><p>Espero que neste momento de encerramento da nossa disciplina de Metodologia</p><p>Científica você tenha gostado do conteúdo que foi preparado para você, que tenha</p><p>compreendido, a partir da nossa linguagem simples e também metodológica, os</p><p>objetivos principais da nossa disciplina.</p><p>Espero que você tenha conseguido realizar as atividades propostas ao longo</p><p>do nosso curso, que você tenha conseguido percorrer as principais etapas de um</p><p>projeto de pesquisa, que tenha alinhado seu objeto de estudo aos objetivos, que tenha</p><p>conseguido fazer a justificativa e escolhido a melhor metodologia e os métodos que</p><p>irão te acompanhar durante a escrita do seu artigo final, relatório ou TCC.</p><p>Sim, o objetivo principal da nossa disciplina foi lhe dar algumas ferramentas e</p><p>instrumentos metodológicos para que tornassem seu desenvolvimento enquanto</p><p>pesquisador um pouco mais fácil e também prazeroso. Se você foi capaz de alcançar</p><p>os objetivos propostos nas nossas aulas, eu te parabenizo e espero que você consiga</p><p>fazer um bom trabalho final, inclusive publicado!</p><p>Portanto, parabéns pela conclusão da sua disciplina e tudo de bom na sua trajetória</p><p>acadêmica e profissional!</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 131</p><p>ELEMENTOS COMPLEMENTARES</p><p>LIVRO</p><p>Título: Como elaborar projetos de pesquisa</p><p>Autor: Antonio Carlos Gil</p><p>Editora: Atlas</p><p>Sinopse: Como elaborar projetos de pesquisa</p><p>incorpora, em sua 7ª edição, as mais recentes</p><p>contribuições referentes à utilização de novas</p><p>tecnologias na coleta e análise de dados na</p><p>pesquisa, o que reforça o caráter atual da obra e</p><p>reafirma o seu maior propósito: auxiliar estudantes e</p><p>profissionais na elaboração de projetos de pesquisa,</p><p>nos mais diversos campos do conhecimento. Ao</p><p>desenvolver este livro, o autor foi guiado por duas</p><p>prioridades: em primeiro lugar, apresentar aos</p><p>iniciantes, de maneira simples e acessível, os elementos necessários para a elaboração</p><p>de projetos de pesquisa; em segundo, garantir aos pesquisadores, bem como aos</p><p>estudantes universitários – inclusive de cursos de pós-graduação –, condições para</p><p>a organização de conhecimentos dispersos, obtidos ao longo da vida acadêmica ou</p><p>por meio do contato direto com a prática de pesquisa. Com uma natureza prática, mas</p><p>longe de ser um “receituário”, a obra esclarece os procedimentos a serem adotados</p><p>para a elaboração de projetos voltados aos mais diversos tipos de pesquisa, como</p><p>pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, ensaios clínicos, estudos de coorte,</p><p>levantamentos de campo, estudos de caso, pesquisa etnográfica, pesquisa narrativa,</p><p>pesquisa fenomenológica, grounded theory, pesquisa-ação, pesquisa participante e</p><p>pesquisas de métodos mistos. Trata, ainda, das múltiplas implicações teóricas que</p><p>envolvem o processo de criação de técnicas para as disciplinas Métodos e Técnicas</p><p>de Pesquisa e Metodologia de Pesquisa dos cursos de Educação, Psicologia, Ciências</p><p>Sociais, Pedagogia, Comunicação Social, Serviço Social e Economia, bem como dos</p><p>cursos de pós-graduação lato sensu. Leitura complementar para as disciplinas Pesquisa</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 132</p><p>de Opinião e Mercadologia e Pesquisa de Opinião dos cursos de Administração e</p><p>Comunicação Social. Leitura de interesse para profissionais das áreas de Pesquisa</p><p>Socioeconômica e Pesquisa de Mercado. Obra de referência para estudantes de pós-</p><p>graduação envolvidos na preparação de teses e dissertações acadêmicas.</p><p>FILME</p><p>Título: O Nome da Rosa</p><p>Ano: 1986</p><p>Sinopse: Em 1327, William de Baskerville</p><p>(Sean Connery), um monge franciscano, e</p><p>Adso von Melk (Christian Slater), um noviço,</p><p>chegam a um remoto mosteiro no norte da</p><p>Itália. William de Baskerville pretende participar</p><p>de um conclave para decidir se a Igreja deve</p><p>doar parte de suas riquezas, mas a atenção</p><p>é desviada por vários assassinatos que</p><p>acontecem no mosteiro. William de Baskerville</p><p>começa a investigar o caso, que se mostra</p><p>bastante intrincado, além dos religiosos</p><p>acreditarem que é obra do Demônio. William</p><p>de Baskerville não partilha desta opinião, mas</p><p>antes que ele conclua as investigações, Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-</p><p>Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia</p><p>que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Como não gosta de Baskerville,</p><p>ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados.</p><p>Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é</p><p>travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 133</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de</p><p>trabalhos na graduação. São Paulo: Atlas, 2012. [Minha Biblioteca].</p><p>BARBETTA, P. Estatística Aplicada às Ciências Sociais. Santa Catarina: EDUFSC,</p><p>2015.</p><p>DEMO, P. Introdução à metodologia da ciência. São Paulo: Atlas, 1985. [Minha</p><p>Biblioteca].</p><p>DEMO, P. Metodologia para quem quer aprender. São Paulo: Atlas, 2008. [Minha</p><p>Biblioteca].</p><p>DEMO, P. Praticar ciência: metodologias do conhecimento científico. 1. ed. São</p><p>Paulo: Saraiva, 2012.</p><p>ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo: Editora Perspectiva, 1996.</p><p>FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. São Paulo: Saraiva, 2002.</p><p>GIL, A. C. Metodologia do ensino superior. São</p><p>Paulo: Atlas, 2005.</p><p>GONÇALVES, E. P. Iniciação à pesquisa científica. Campinas: Editora Alínea, 2001.</p><p>LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. São</p><p>Paulo: Atlas, 2017. [Minha Biblioteca].</p><p>LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2017.</p><p>[Minha Biblioteca].</p><p>LAKATOS, E. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. In:</p><p>Cap. 4. Métodos Científicos. São Paulo: Atlas, 2003, p. 83-112.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 134</p><p>LIMA, M.C. Monografia: a engenharia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva,</p><p>2010. [Minha Biblioteca].</p><p>Manual ABNT: Regras gerais de estilo e formatação de trabalhos acadêmicos / Centro</p><p>Universitário Álvares Penteado – FECAP, Biblioteca FECAP – Paulo Ernesto Tolle. – 5. ed.,</p><p>rev. e ampl. São Paulo: Biblioteca FECAP Paulo Ernesto Tolle, 2021. 109 p.; PDF.</p><p>MATTAR, J. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: Saraiva, 2008.</p><p>[Minha Biblioteca].</p><p>MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas.</p><p>São Paulo: Atlas, 2014. [Minha Biblioteca].</p><p>MICHEL, M. H. Metodologia e pesquisa científica em ciências sociais. São Paulo:</p><p>Atlas, 2015. [Minha Biblioteca].</p><p>PEREIRA, J. M. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Atlas,</p><p>2016. [Minha Biblioteca].</p><p>RAMOS, A. Metodologia da pesquisa científica: como uma monografia pode abrir</p><p>o horizonte do conhecimento. São Paulo: Atlas, 2009. [Minha Biblioteca].</p><p>RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 4. ed. Petrópolis: Vozes,</p><p>1980. SELLTIZ, C.; WRIGHTSMAN, L. S.; COOK, S. W. Métodos de pesquisa das relações</p><p>sociais. São Paulo: Herder, 1965.</p><p>SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo:</p><p>Cortez, 2007.</p><p>SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. In: Capítulo III. Teoria e Prática</p><p>Científica. 23. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2007, p. 99-127.</p><p>SILVA, C. R. de O. Metodologia e organização do projeto de pesquisa: guia prático.</p><p>Fortaleza: Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, 2004.</p><p>SORDI, J. O. Elaboração de pesquisa científica. Seleção, leitura e redação. São</p><p>Paulo: Saraiva, 2013. [Minha Biblioteca].</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.t7booc2bsqtr</p><p>_heading=h.1fob9te</p><p>_heading=h.7rs53jrw3neh</p><p>_heading=h.nlmazzcwhoqx</p><p>_heading=h.rik585tdfk7a</p><p>_heading=h.ujgfomzbvood</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.qssaa25u2dr5</p><p>_heading=h.s6ejubppskgv</p><p>_heading=h.jxi895wdl65k</p><p>_heading=h.49ny3ezh91wq</p><p>_heading=h.aeh0ytm25rqy</p><p>_heading=h.63u2g1kq4a59</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.le3h8zmakacb</p><p>_heading=h.8rhgx65uhp1o</p><p>_heading=h.enwpx1v6xx24</p><p>_heading=h.e1758770bsr8</p><p>_heading=h.wuukzjpzx4zd</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.hg1bho9gcgl0</p><p>_heading=h.qbbcppcfhwr3</p><p>_heading=h.urrv2oaj6lru</p><p>_heading=h.j8zks0tksjez</p><p>_heading=h.ao69f1nmpdd5</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.bkefcro9p78g</p><p>_heading=h.ihgr4hupkes3</p><p>_heading=h.e5ulu3ujcs9m</p><p>_heading=h.xz6mda3zb0p0</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.v7x3md6pj5j5</p><p>_heading=h.9qvs3t62j3fg</p><p>_heading=h.yefw2b45tnmy</p><p>_heading=h.ywrt3igep8ye</p><p>_heading=h.syh0ku8zdmh</p><p>_heading=h.545dbl9r9wuq</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.30j0zll</p><p>_heading=h.8taxz6om9kov</p><p>_heading=h.8taxz6om9kov</p><p>_heading=h.8taxz6om9kov</p><p>_heading=h.yca20beo6e8x</p><p>_heading=h.cwh03fmq0nbj</p><p>_heading=h.t4zk2xs00dh3</p><p>_heading=h.o4whukn6e4y9</p><p>_heading=h.nzhantg8ypx8</p><p>_heading=h.noth2pcn1c2</p><p>_heading=h.5wm9lurbboaa</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.do72tcw7o80a</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.30j0zll</p><p>_heading=h.8n8t32cuuvcc</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.7w2x72hr8k9s</p><p>_heading=h.xrg4ts5lq090</p><p>_heading=h.u5y8s1zdpmm0</p><p>_heading=h.x8t5sml6moyk</p><p>_heading=h.td7zudp7vr78</p><p>_heading=h.ud5t6tfwk4ye</p><p>_heading=h.ud5t6tfwk4ye</p><p>_heading=h.u5w2zyhz672i</p><p>_heading=h.9w7ikzvkutvw</p><p>_heading=h.ud5t6tfwk4ye</p><p>_heading=h.cheoha5ouz5g</p><p>_heading=h.1rxzxg9jgyl8</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.i977rajpq0qe</p><p>_heading=h.stbtq8uf13v3</p><p>_heading=h.p2q0tc42zcs0</p><p>_heading=h.c3goci6s2e0v</p><p>_heading=h.ohfzzqciuce9</p><p>_heading=h.wxdchswvls42</p><p>_heading=h.xb9lx5kpqg56</p><p>_heading=h.ggwyqb4tbr0</p><p>_heading=h.ne12vacn8i4z</p><p>_heading=h.92gmdsqlbf2e</p><p>_heading=h.odns79zele03</p><p>_heading=h.76i3qvovmgrs</p><p>_heading=h.rq9l53mdcjb</p><p>_heading=h.6zyjt4zapa5x</p><p>_heading=h.spxdyt6p30y6</p><p>_heading=h.mugquj27vfyv</p><p>_heading=h.h7g2bzaxp9c9</p><p>_heading=h.rabwwkydk6le</p><p>_heading=h.4nn7g1io014v</p><p>_heading=h.ekgnad1oeqnl</p><p>_heading=h.x3pz4bdlezf3</p><p>_heading=h.i5xsyjo16hb2</p><p>_heading=h.szg24whs4plt</p><p>_heading=h.pinkutd2omaw</p><p>_heading=h.o6j94mstu10p</p><p>_heading=h.ra2xh9luf9i9</p><p>_heading=h.xihebp77722j</p><p>_heading=h.hajl5jv8nrr5</p><p>_heading=h.p733shyz9ldf</p><p>_heading=h.s3gl7d658rep</p><p>_heading=h.nbq8d9z1gc5s</p><p>_heading=h.qtw9mxhrhboi</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.kqpbp3o0v6mv</p><p>_heading=h.30j0zll</p><p>_heading=h.h2a8rowy25g7</p><p>_heading=h.hv9ycpki93iq</p><p>_heading=h.4x4jhyov2g0l</p><p>_heading=h.gjdgxs</p><p>_heading=h.30j0zll</p><p>_heading=h.8iu1nqz8b2om</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.ud5t6tfwk4ye</p><p>_heading=h.lz7km8slzdeg</p><p>_heading=h.bznegbtysyse</p><p>_heading=h.fj77omsa0361</p><p>_heading=h.8geg4n6xx745</p><p>_heading=h.q8ufxckl58g4</p><p>_heading=h.g2xg4rhpub4j</p><p>_heading=h.fsxs6wq570ox</p><p>_heading=h.muxbwu3xosto</p><p>_heading=h.f7z3z99m4yj3</p><p>_heading=h.wbelw3tckqwe</p><p>_heading=h.k5znp87r0gfn</p><p>_heading=h.832azxoycmo4</p><p>_heading=h.blrv379r3b</p><p>_heading=h.gauelzg33vv8</p><p>_heading=h.zd2jhit9hcp7</p><p>_heading=h.w0v85ohmizhc</p><p>_heading=h.nnic09sa56tb</p><p>_heading=h.389lkcej2lij</p><p>_heading=h.l0nt4emrkbam</p><p>_heading=h.2tw6zfln7ytu</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.mszoelu33hqh</p><p>_heading=h.qzgly1khj68w</p><p>_heading=h.w3puf1x6byks</p><p>_heading=h.4lmw1sq41t1</p><p>_heading=h.l0nt4emrkbam</p><p>_heading=h.o4btw5v895ef</p><p>_heading=h.j5v2nelv4kjs</p><p>_heading=h.uy3n6qmu0bf0</p><p>_heading=h.7eehh05njh3b</p><p>_heading=h.6dgj8xkk2ged</p><p>_heading=h.r6799s6vulmt</p><p>_heading=h.cjonsr7emx1</p><p>_heading=h.l0nt4emrkbam</p><p>_heading=h.rpzzzckcbko0</p><p>_heading=h.87r7lkppyye0</p><p>_heading=h.kin0gislexwr</p><p>_heading=h.pdcs9l6yxp7f</p><p>_heading=h.tj1n9srat4kg</p><p>_heading=h.ycfn8u4kivp4</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.wj0xsq5avaat</p><p>_heading=h.lrm4amux0e9o</p><p>_heading=h.1dklm2n354vj</p><p>_heading=h.3dy6vkm</p><p>_heading=h.tybgc0e1gnmq</p><p>_heading=h.gw4k5krqr370</p><p>_heading=h.o55ioml0w9ew</p><p>_heading=h.lcn19y8obpui</p><p>_heading=h.drfvtljbvjbs</p><p>_heading=h.7t4nq433bezq</p><p>_heading=h.o3vw5ab7ruoz</p><p>_heading=h.sfbko6s9hw9g</p><p>_heading=h.y4fdubwuaj6z</p><p>_heading=h.dl2hjiyttlgp</p><p>_heading=h.j915kb94emca</p><p>_heading=h.z8v2a3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à Metodologia Científica</p><p>A escolha do tema e do projeto</p><p>Plano de trabalho e etapas da pesquisa</p><p>Pesquisa bibliográfica e documental</p><p>Pesquisa de campo e laboratorial</p><p>Métodos Científicos</p><p>Delineamento do projeto</p><p>Execução do Projeto</p><p>Entrevistas, coleta e análise de dados</p><p>Pesquisa estatística</p><p>Leitura e análise de textos científicos</p><p>A escrita do texto científico</p><p>Normas da ABNT de forma prática: as citações</p><p>ABNT e os Meios de Comunicação Científica</p><p>O artigo científico</p><p>com o empírico, do</p><p>ideal com o real”. (SEVERINO, 2007, p. 100)</p><p>• “A ciência utiliza-se de um método que lhe é próprio, o método científico”</p><p>“[...] trata-se de um conjunto de procedimentos lógicos e de técnicas</p><p>operacionais que permitem o acesso às relações causais constantes entre os</p><p>fenômenos”. “Ao trabalhar com seu método, a primeira atividade do cientista</p><p>é a observação de fatos. Inicialmente, essa observação pode ser casual e</p><p>espontânea”. (SEVERINO, 2007, p. 102).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 14</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Compreendemos que a ciência é uma área de extrema importância para a nossa</p><p>vida em sociedade e para o desenvolvimento tecnológico. Entendemos que a</p><p>ciência desenvolve a sua área por meio de números tipos de pesquisa científica,</p><p>bem como acaba trabalhando com raciocínios indutivos e também dedutivos. “A</p><p>ciência se legitimou assim por essa sua eficácia operatória, com a qual forneceu</p><p>aos homens recursos reais elaborados para a sustentação de sua existência</p><p>material.”. (SEVERINO, 2007, p. 105).</p><p>1.4 Fundamentos teórico-metodológicos da ciência</p><p>A ciência, no sentido estrito em que a entendemos hoje, nasceu na</p><p>modernidade, quando se fez uma crítica cerrada ao modo metafísico</p><p>de pensar e de, supostamente, conhecer. Esse modo metafísico de</p><p>conhecer era fundado na crença de que nós podíamos, com as luzes</p><p>da nossa razão, chegar à essência das coisas, dos entes e objetos.</p><p>(SEVERINO, 2007, p. 109-111)</p><p>Na sociedade moderna, a ciência foi concebida como sendo a única modalidade</p><p>de “conhecimento válido, portanto, também universal e verdadeiro”. E foi também sob</p><p>essa inspiração que vingou a proposta de se criar o sistema das Ciências Humanas,</p><p>uma vez que também o homem e suas manifestações deveriam ser tratados como</p><p>fenômenos idênticos aos demais fenômenos naturais. (SEVERINO, 2007, p. 106).</p><p>A produção de conhecimentos científicos sobre o mundo natural</p><p>possibilitou a constituição das Ciências Naturais, formando assim o</p><p>sistema das Ciências da Natureza. Esse método utiliza-se de técnicas</p><p>operacionais que complementam e aprimoram as condições de</p><p>observação, de experimentação e de mensuração, procedimentos</p><p>que precisam ser realizados de forma objetiva, sem influências</p><p>deturpantes decorrentes de nossa subjetividade. (SEVERINO, 2007,</p><p>p. 107).</p><p>A ciência apreende seus objetos como fenômenos. Tem como pressuposto que o</p><p>universo é um sistema completo de regularidades e que, por isso, os fenômenos se</p><p>comportam sempre da mesma maneira, eles seguem “leis”, de tal modo que essas</p><p>causas produzem sempre os mesmos efeitos. O que se estabelece é uma relação</p><p>funcional quantitativa. (SEVERINO, 2007, p. 109-111)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 15</p><p>CAPÍTULO 2</p><p>A ESCOLHA DO TEMA E DO</p><p>PROJETO</p><p>Título: Mulher trabalhando em casa. Estudante usando laptop em seu quarto</p><p>Fonte:https://pixabay.com/pt/photos/computador-pc-ambiente-de-trabalho-1185626/</p><p>Caro aluno, chegamos agora ao momento de pensarmos a escolha do tema e do</p><p>projeto de pesquisa. Escolher um tema de pesquisa não é fácil, principalmente porque</p><p>há vários assuntos que podem ser muito interessantes e também muito importantes</p><p>para as diversas áreas do saber.</p><p>Aqui, a minha primeira dica para você é que escolha a área que você mais tem</p><p>identificação, pois como pesquisa é um processo longo e bastante complexo, é</p><p>necessário que você escolha algum tema e que você escreva um projeto de algo que</p><p>você tenha maior interesse, com que se identifique.</p><p>Vamos adiante agora com a nossa aula. Conto com a sua atenção para entendermos</p><p>como escolher um tema de pesquisa e como fazer um projeto!</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/computador-pc-ambiente-de-trabalho-1185626/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 16</p><p>2.1 A escolha do tema</p><p>Título: Lupa. Verificação.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/illustrations/audit-report-verification-magnifier-4576720/</p><p>Uma das questões essenciais ao pensarmos a escolha do tema do projeto de</p><p>pesquisa é entender que o tema precisa de uma delimitação, pois pode haver problemas</p><p>com temas muito extensos e não delimitados. Esses documentos são conhecidos</p><p>como projetos de pesquisa panorâmicos, pois acabam tratando de problemas muito</p><p>extensos que deveriam ser tratados em anos e em pesquisas mais maduras.</p><p>Dessa forma compreende-se que o pesquisador não terá tempo para escrever todo</p><p>o trabalho e nem mesmo para fazer uma pesquisa tão extensa ou que deverá ter que</p><p>fazer cortes imperdoáveis.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Em suma, recordemos este princípio fundamental: quanto mais se</p><p>restringe o campo, melhor e com mais segurança se trabalha. Uma tese</p><p>monográfica é preferível a uma tese panorâmica: é melhor que a tese se</p><p>assemelhe a um ensaio do que a uma história ou a uma enciclopédia.</p><p>(ECO, 1996, p.10)</p><p>https://pixabay.com/illustrations/audit-report-verification-magnifier-4576720/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 17</p><p>Alguns são os elementos necessários para tornar o projeto de pesquisa exequível e</p><p>dentro do prazo disponibilizado. Uma das questões mais importantes é a delimitação</p><p>do tema do projeto de pesquisa, da monografia, do TCC, ou do texto a ser escrito.</p><p>A delimitação do tema da pesquisa é chamada também de recorte. Ou seja, é a</p><p>escolha, a ênfase, que você dará para um assunto que é bastante amplo. Então, você</p><p>irá fazer um recorte sobre determinado tema e conseguir elaborar um problema de</p><p>pesquisa.</p><p>É nesse sentido que entendemos que delimitar um tema de pesquisa ou recortar</p><p>um tema significa estabelecer os limites. Esses limites devem estar de acordo com os</p><p>prazos, com os recursos e com o material de pesquisa, assim como com a metodologia</p><p>adequada ao determinado projeto.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Lembremos também que a pesquisa precisa ter alguma originalidade, relevância</p><p>científica, fiabilidade e, portanto, a delimitação do campo de ação do material a</p><p>ser analisado, do período de tempo a ser dedicado para pesquisa, do local a ser</p><p>realizada a pesquisa. Portanto, para se chegar ao recorte do tema é importante</p><p>fazer as seguintes perguntas: Quando? Como? Por quê? Quem? Onde?</p><p>Também é importante salientar que não pode haver confusão com o que é o tema, o</p><p>processo de delimitação do tema e o título do trabalho. Os processos são conectados,</p><p>mas cada um diz respeito a uma etapa da pesquisa e elas precisam ser compreendidas</p><p>separadamente.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• O tema é a grande área de estudo, é o assunto que você deseja investigar e que</p><p>está ligado a uma determinada área da pesquisa científica;</p><p>Exemplo: suponhamos que você deseja estudar educação, mas este é um tema</p><p>muito amplo. Dessa forma, você precisará aprofundar esse tema, fazer um recorte com</p><p>data, local, material de pesquisa, metodologia adequada, para que você consiga abordar</p><p>o seu tema em uma única pesquisa e de forma bastante restrita e não tanto. Essa é</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18</p><p>uma realidade que passa por todas as áreas do conhecimento, independentemente</p><p>da sua área de atuação e formação profissional e acadêmica.</p><p>• Conforme você reduz seu tema e o delimita, pensando nesse processo como se</p><p>fosse um funil, você está justamente afunilando esse tema, passando a escolher</p><p>a metodologia mais adequada para realizar sua pesquisa.</p><p>• Tema de pesquisa normalmente é muito parecido com o título, mas é necessário</p><p>que ambos não sejam confundidos, pois a partir do tema você conseguirá criar</p><p>o título e também os títulos dos capítulos e dos subcapítulos que irão compor</p><p>o seu trabalho final escrito.</p><p>No momento da escolha do tema, uma importante questão, nas mais diversas áreas</p><p>do conhecimento, passa por nós, pesquisadores: deveria ser feito um trabalho teórico</p><p>ou um trabalho histórico? Há diferenças nessas duas formas de fazer pesquisa?</p><p>Uma tese teórica é aquela que se propõe</p><p>a atacar um problema</p><p>abstrato, que pode já ter sido ou não objeto de outras reflexões:</p><p>natureza da vontade humana, o conceito de liberdade, a noção de</p><p>papel social, a existência de Deus, o código genético. Enumerados</p><p>assim, estes temas fazem imediatamente sorrir, pois se pensa</p><p>naqueles tipos de abordagem a que Gramsci chamava “breves acenos</p><p>ao universo”. Insignes pensadores, contudo, se debruçaram sobre</p><p>estes temas. Mas, afora raras exceções, fizeram-no como conclusão</p><p>de um trabalho de meditação de várias décadas. (ECO, 1996, p.11)</p><p>Outra questão que o pesquisador sempre está pensando logo no começo da pesquisa</p><p>é: temas antigos ou temas contemporâneos?</p><p>Digamos desde já que o autor contemporâneo é sempre mais difícil. É</p><p>certo que geralmente existe uma bibliografia mais reduzida, os textos</p><p>são de mais fácil acesso, a primeira fase da documentação pode ser</p><p>consultada à beira-mar com um bom romance nas mãos, em vez</p><p>de fechado numa biblioteca. Mas, ou se faz uma tese remendada,</p><p>simplesmente repetindo o que disseram outros críticos e então não</p><p>há mais nada a dizer (e, se quisermos, podemos fazer uma tese ainda</p><p>mais remendada sobre um petrarquiano quinhentista) ou se faz algo</p><p>de novo, e então apercebemo-nos de que sobre o autor antigo existem</p><p>pelo menos esquemas interpretativos seguros aos quais podemos</p><p>nos referir, enquanto para o autor moderno as opiniões ainda são</p><p>vagas e contraditórias, a nossa capacidade crítica é falseada pela falta</p><p>de perspectiva e tudo se torna extremamente difícil. (ECO, 1996, p. 13).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 19</p><p>2.2 A organização para o projeto</p><p>Título: Checklist</p><p>Fonte: https://pixabay.com/vectors/checklist-analysis-check-off-check-2023731/</p><p>Uma das principais regras para a pesquisa científica é a organização e o planejamento,</p><p>tanto do tempo do pesquisador como das etapas da pesquisa. Mas, vamos recapitular</p><p>algumas coisas que já vimos anteriormente:</p><p>• A escolha do tema, sendo fundamental que se escolha um tema de que goste,</p><p>para que tenhamos o empenho e a dedicação necessárias;</p><p>• A delimitação e o recorte do tema, pois o pesquisador não deve tentar abraçar</p><p>o mundo e nem mesmo formular temas muito amplos, que geralmente podem</p><p>ser resumidos em uns poucos vocábulos: A escravidão; a Internet; A televisão;</p><p>A Música Popular Brasileira; O Direito Constitucional.</p><p>Quanto tempo é requerido para fazer uma pesquisa científica? É importante sempre</p><p>pensar na questão do tempo e do prazo. Dessa forma, é importante levar algumas</p><p>questões em consideração:</p><p>https://pixabay.com/vectors/checklist-analysis-check-off-check-2023731/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 20</p><p>1) escolhemos a tese errada, superior às nossas forças; 2) somos do</p><p>tipo incontestável, que deseja dizer tudo, e continuamos a martelar a</p><p>tese por vinte anos, ao passo que um estudioso hábil deve ser capaz</p><p>de ater-se a certos limites, embora modestos, e dentro deles produzir</p><p>algo de definitivo; 3) fomos vítimas da “neurose da tese”: deixamo-la</p><p>de lado, retomamo-la, sentimo-nos irrealizados, entramos num estado</p><p>de depressão, valemo-nos da tese como álibi para muitas covardias,</p><p>não nos formamos nunca. (ECO, 1996, p. 14)</p><p>Um dos fatores essenciais, portanto, para uma boa escrita de um projeto de pesquisa</p><p>é a questão da organização e do tempo que o estudante irá levar para articular a</p><p>bibliografia a ser lida, selecionar a metodologia adequada, o ambiente e o tipo de</p><p>pesquisa a ser desenvolvida.</p><p>Outro ponto muito importante da questão da pesquisa científica é o processo de</p><p>escrita – um ponto que veremos de forma aprofundada nas próximas aulas. Mas, em</p><p>um primeiro momento, é importante que você saiba que escrever é um exercício de</p><p>comunicação do qual é presumido que haja um público. A minha dica nesse momento</p><p>é que você converse sempre que possível com professores, tutores, orientadores,</p><p>amigos e especialistas no tema, para que você consiga ter uma boa comunicação</p><p>sobre o seu trabalho.</p><p>Alguns pontos importantes para que você tenha um bom projeto de pesquisa:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>1) o tema deve ser circunscrito;</p><p>2) o tema deve ser, se possível, atual, não exigindo bibliografia que remonte aos</p><p>gregos; ou deve ser tema marginal, sobre o qual pouca coisa foi escrita;</p><p>3) todos os documentos devem estar disponíveis num local determinado, onde a</p><p>consulta seja fácil. (ECO, 1996, p. 16)</p><p>Para alguns, a ciência se identifica com as ciências naturais ou com</p><p>a pesquisa em bases quantitativas: uma pesquisa não é científica se</p><p>não se conduzir mediante fórmulas e diagramas. Sob este ponto de</p><p>vista, portanto, não seria científica uma pesquisa a respeito da moral</p><p>em Aristóteles; mas também não seria um estudo sobre consciência</p><p>de classe e levantes camponeses por ocasião da reforma protestante.</p><p>Evidentemente, não é esse o sentido que se dá ao termo “científico” nas</p><p>universidades. (ECO, 1996, p. 21)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 21</p><p>2.3 Os tipos de pesquisa</p><p>Como sabemos, a pesquisa é atividade básica da ciência que pressupõe a existência</p><p>de uma técnica e de uma metodologia. Dessa forma entendemos que a técnica é uma</p><p>maneira de percorrer os detalhes da pesquisa científica, assim como uma forma de</p><p>seguir uma metodologia adequada, um método adequado para que se chegue no</p><p>resultado, portanto, na execução do trabalho.</p><p>Tipos de Pesquisa:</p><p>• Quanto à utilização: Pesquisa Pura; Pesquisa Aplicada</p><p>• Quanto à natureza do método: Qualitativa, Quantitativa</p><p>• Quanto aos fins: Exploratória; Descritiva; Explicativa; Intervencionista</p><p>• Quanto aos meios: Pesquisa de Campo; de Laboratório; Documental; Bibliográfica;</p><p>Experimental; Ex post facto; Participante; Pesquisa-ação; Levantamento (Survey);</p><p>Estudo de Caso.</p><p>Quanto à utilização dos resultados</p><p>• Pesquisa Pura: visa resolver problemas de natureza teórica.</p><p>• Pesquisa Aplicada: ênfase prática na solução de problemas.</p><p>• Pesquisa qualitativa: Não emprega instrumental estatístico; Responde questões</p><p>como: “o quê?”, “por quê?” e “como?”; Avaliação mais detalhada dos dados sobre</p><p>um menor número de pessoas e casos; Podem ser definidas proposições às</p><p>serem investigadas;</p><p>• Pesquisa quantitativa: Procedimentos sistemáticos para a descrição e explicação</p><p>de fenômenos; Pesquisa estruturada; Podem ser definidas hipóteses a serem</p><p>testadas; Usa métodos estatísticos; Quantifica os dados;</p><p>Quanto aos fins</p><p>• Descritiva: Descrever alguma coisa: caracterizar; Já há conhecimento prévio</p><p>sobre o assunto;</p><p>• Isso permite que ela seja pré-planejada e estruturada.</p><p>• Explicativa: Esclarecer quais fatores contribuem para a ocorrência de determinado</p><p>fenômeno;</p><p>• Intervencionista: Visa não apenas explicar, mas também interferir na realidade</p><p>estudada para modificá-la.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 22</p><p>Quanto aos meios</p><p>• Pesquisa de Campo: Realizada no local em que ocorre ou ocorreu o fenômeno</p><p>estudado.</p><p>• Pesquisa de Laboratório: Investigação em local fechado, porque seria impossível</p><p>realizar no campo.</p><p>• Documental: Exame de documentos de naturezas diversas; Públicos, privados</p><p>ou com pessoas; Inclui materiais escritos, filmes, fotos, mapas, gravações etc.</p><p>• Bibliográfica: Geralmente é o primeiro passo de qualquer pesquisa científica;</p><p>procura um problema a partir de referências já publicadas, bibliográficas.</p><p>• Experimental: Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis; Avalia-se</p><p>a relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno.</p><p>• Participante: Pesquisador tem relação direta e intensa com a situação em estudo;</p><p>Visa compreender características do grupo.</p><p>• Pesquisa-Ação: Pesquisa participante, mas com a intervenção do pesquisador</p><p>no fenômeno estudado.</p><p>• Levantamento (survey): Elevado número de informações colhidas diretamente;</p><p>Uso de instrumentos que captam respostas objetivas; Definição de amostra</p><p>significativa;</p><p>Realização de análise quantitativa: estatística; Conclusões podem</p><p>ser projetadas para um grupo maior.</p><p>• Estudo de Caso: Visa o exame detalhado de um objeto; Estuda fenômenos</p><p>contemporâneos da vida real; Natureza mais aberta; Permite analisar em</p><p>profundidade processos e as relações entre eles; Visa responder às questões</p><p>“como” e “por que” certos fenômenos ocorrem;</p><p>Estudo de Caso</p><p>• Aplicações para o Método do Estudo de Caso: explicar ligações causais nas</p><p>intervenções na vida real que são muito complexas para serem abordadas</p><p>pelas estratégias experimentais; descrever o contexto da vida real no qual a</p><p>intervenção ocorreu;</p><p>• O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de</p><p>poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento</p><p>(GIL, 2002).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 23</p><p>CAPÍTULO 3</p><p>PLANO DE TRABALHO E</p><p>ETAPAS DA PESQUISA</p><p>Título: Estudos</p><p>Fonte: Man Writing Laptop - Free photo on Pixabay</p><p>Caro aluno, é muito importante que você já saiba que um projeto de pesquisa</p><p>consiste num conjunto de ações que você deverá executar para a construção e para a</p><p>ampliação do conhecimento sobre o tema do qual você realizou uma problematização,</p><p>um questionamento e do qual você pretende dar uma resposta.</p><p>É dessa forma que o projeto de pesquisa é uma proposta que deverá conter todo</p><p>o seu plano de trabalho, o seu plano de pesquisa que você irá realizar nos próximos</p><p>meses ou, então, nos próximos anos.</p><p>https://pixabay.com/photos/man-writing-laptop-computer-write-2562325/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 24</p><p>Agora, iremos estudar um pouco sobre como realizar um bom plano de trabalho</p><p>e também conhecer as principais etapas da pesquisa científica!</p><p>É muito importante que você consiga se organizar para fazer um bom plano de</p><p>trabalho para cumprir as principais etapas da pesquisa científica e do seu projeto de</p><p>pesquisa. Para tanto, a minha principal dica para você é que realize anotações sobre</p><p>a sua rotina, as suas prioridades, o seu dia a dia, as suas necessidades e como isso</p><p>deve estar relacionado com o seu tempo de estudo e com o seu tempo de trabalho,</p><p>pois dessa forma você conseguirá implementar o projeto de pesquisa na sua vida</p><p>acadêmica.</p><p>3.1 Plano de trabalho</p><p>O plano de trabalho é uma das principais etapas da pesquisa que você deverá</p><p>percorrer. Inicialmente, quando for o momento de você fazer a pesquisa, minha dica</p><p>é que você prepare um bom plano de trabalho. Ele deve conter: os seus objetivos, a</p><p>sua metodologia, o seu tipo de pesquisa, os textos, livros e artigos que você deverá</p><p>ler e quanto tempo você deverá dispor para fazer o seu projeto e a sua pesquisa.</p><p>Como vimos, o plano de trabalho pode, inclusive, acelerar os resultados da sua</p><p>pesquisa e registrar as atividades, os objetivos e as tarefas necessárias que você</p><p>terá de realizar durante a pesquisa científica. Portanto, o plano de trabalho é um dos</p><p>documentos e uma das ações mais importantes da pesquisa científica, que você</p><p>pode utilizar não apenas no início da pesquisa, mas durante e também na parte da</p><p>finalização. A importância do plano de trabalho é para que você não perca de vista a</p><p>necessidade de trabalhar os seus objetivos e alcançar os seus propósitos.</p><p>Não existe uma fórmula, um modelo padrão e único para o plano de trabalho.</p><p>Ele pode ser utilizado não apenas para a pesquisa científica, mas também para que</p><p>você consiga cumprir objetivos na sua vida pessoal e também na sua vida profissional.</p><p>Dessa forma, a identificação do propósito do plano de trabalho é essencial para</p><p>definir seu preparo corretamente. Como pode ser utilizado nas diversas áreas, seja</p><p>profissional, acadêmica ou pessoal, o plano de trabalho possui algumas características</p><p>diferentes, mas com muitas características semelhantes.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 25</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• Na vida profissional, o plano de trabalho ajudará os profissionais a saber quais</p><p>os projetos e quais objetivos e metas deverão ser alcançados ao longo do</p><p>período determinado;</p><p>• Na questão acadêmica, o plano de trabalho auxiliará no desenvolvimento</p><p>da pesquisa científica, para a escrita de um artigo científico, do Trabalho de</p><p>Conclusão de Curso ou até mesmo para elaboração de uma rotina de estudos;</p><p>• Na vida pessoal, o plano de trabalho, muito relacionado com um plano de ação,</p><p>pode até mesmo te auxiliar a conquistar um objetivo, bem como te auxiliará no</p><p>acompanhamento e no desenvolvimento das suas atividades, assim como no</p><p>progresso deles.</p><p>Dessa forma, podemos afirmar que o plano de trabalho se tornou uma das ferramentas</p><p>mais importantes para a organização e sistematização de informações relevantes e de</p><p>tarefas necessárias, assim como ações importantes para a realização de um projeto</p><p>de pesquisa de um objetivo, uma investigação e uma tarefa com metas e objetivos</p><p>bem definidos.</p><p>ISTO ACONTECE NA PRÁTICA</p><p>Já percebeu que isso acontece na prática do nosso dia a dia?</p><p>Nos dias atuais, fazemos essa avaliação e esse planejamento de como será nosso</p><p>cotidiano?</p><p>Por exemplo, se você quiser se planejar para fazer uma viagem, comprar um carro</p><p>ou uma casa, um plano de ação/de trabalho também é essencial.</p><p>O plano de trabalho pode ser anual, semestral, trimestral, mensal, semanal e até</p><p>mesmo diário, depende apenas das necessidades exigidas e da definição dos seus</p><p>objetivos e de suas metas. Nesse caso, é importante que você também elabore</p><p>um cronograma em que você consiga especificar as datas e as atividades a serem</p><p>realizadas com a finalidade de conseguir otimizar o tempo de trabalho.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 26</p><p>ANOTE ISSO</p><p>É preciso entender algumas das características e das finalidades mais importantes</p><p>do plano de trabalho:</p><p>• Otimização de tempo;</p><p>• Divisão de tarefas e funções;</p><p>• Sistematização dos processos;</p><p>• Definição dos objetivos e da metodologia;</p><p>• Elaboração de estratégias para o sucesso da sua pesquisa.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Etapa Processo Finalidade</p><p>Objetivos</p><p>Reflexão: “O que desejo alcançar</p><p>com esse processo?”</p><p>Definir o que se quer alcançar com o projeto de pesquisa;</p><p>A importância de ter um objetivo bem definido para</p><p>que não ocorra perda de tempo, gastos desnecessários</p><p>de tempo.</p><p>Ações</p><p>Reflexão: “O que devo fazer para</p><p>alcançar meu objetivo?”</p><p>Responder à reflexão e conseguir traçar as ações</p><p>necessárias para realizar o projeto de pesquisa.</p><p>Cronograma</p><p>Utilizar ferramentas de tabela,</p><p>Word, planilhas etc.</p><p>O objetivo é organizar o tempo para as principais ações</p><p>do plano de trabalho e do projeto de pesquisa.</p><p>Redação</p><p>Escrita de relatório/trabalho,</p><p>projeto, artigos, TCC.</p><p>Publicação dos resultados.</p><p>Título: Tabela 1 – Plano de trabalho para projeto de pesquisa</p><p>Fonte: Material preparado exclusivamente para esta aula.</p><p>A importância do plano de trabalho é a sua relação com o planejamento estratégico</p><p>da sua pesquisa e com o alcance das suas metas e dos seus objetivos. Para tanto,</p><p>planificar, controlar, definir e dirigir um plano de ação/trabalho é essencial para direcionar</p><p>sua pesquisa científica.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 27</p><p>ANOTE ISSO</p><p>O plano de trabalho deve conter:</p><p>• Título do Trabalho de Conclusão de Curso;</p><p>• Nome completo do aluno;</p><p>• Curso;</p><p>• Tema: o que será estudado, cenário, ideia básica, delimitação, histórico (500 a</p><p>2000 caracteres);</p><p>• Problema: Por que executar o TCC? Qual a relevância? Justificativa (até 1000</p><p>caracteres);</p><p>• Objetivos: Exposição clara e sucinta do resultado final que o projeto visa</p><p>diretamente produzir (400 a 1000 caracteres);</p><p>• Metodologia: Descrever o conjunto de etapas e processos a serem</p><p>desenvolvidos. Indicar como serão coletados os dados e informações de acordo</p><p>com o tipo de pesquisa escolhido. (mínimo 1500 caracteres ).</p><p>Os tipos de pesquisa são:</p><p>• Bibliográfica: pesquisa em que se utilizam informações constantes em</p><p>documentos ou publicações de significativo valor para composição do trabalho.</p><p>• Descritivo: pesquisa com conhecimentos sobre um tema para o qual se procura</p><p>uma resposta;</p><p>• Experimental: pesquisa com o objetivo de produzir ou reproduzir fenômenos,</p><p>ensaios, testes ou medidas sobre um controle e acompanhamento de variáveis.</p><p>• Referências: indicar bibliografia consultada.</p><p>• Cronograma: indicar o cronograma de desenvolvimento do trabalho por etapa e</p><p>duração (bimestral, trimestral...).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 28</p><p>3.2 Etapas e estruturas do projeto de pesquisa</p><p>Título: Processo de sucesso e crescimento.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/p%c3%b4r-do-sol-homens-silhuetas-1807524/</p><p>Um bom projeto de pesquisa precisa ser muito bem estruturado para que as</p><p>etapas e os procedimentos de cada parte da pesquisa científica sejam realizados</p><p>adequadamente. É dessa forma que entendemos que um projeto de pesquisa é como</p><p>se fosse um roteiro para elaboração da pesquisa científica em determinada área do</p><p>conhecimento, de forma que irá possibilitar a produção do conhecimento para o</p><p>determinado tema abordado.</p><p>O tema da pesquisa nada mais é do que o objeto de estudo a ser analisado. Como</p><p>vimos anteriormente, é necessário que ele seja muito bem recortado, delimitado e</p><p>definido. Além do tema ser muito bem definido, o foco da pesquisa científica precisa</p><p>possuir uma delimitação, assim como precisa ter um período de recorte muito bem</p><p>sistematizado, além de apresentar concisa bibliografia teórica, objetivos, justificativa</p><p>e metodologia adequada para o tipo da pesquisa científica.</p><p>É necessário que o projeto de pesquisa tenha uma linguagem clara, objetiva e evitar</p><p>uma linguagem pesada que dificulte a compreensão das ideias, dos objetivos para</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/p%c3%b4r-do-sol-homens-silhuetas-1807524/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 29</p><p>pessoas que não sejam especialistas no tema. Ao compreendermos que o leitor do</p><p>seu projeto de pesquisa também lê outros projetos, é necessário que ele possua uma</p><p>redação coordenada, simples, objetiva, clara e com ortografia e gramática adequadas.</p><p>Vejamos agora como elaborar um projeto de pesquisa:</p><p>Título do projeto: é necessário conter expressões e conceitos claros que sirvam</p><p>para explicar o assunto; um título claro e objetivo e que atraia a curiosidade de possíveis</p><p>leitores; tente não criar títulos grandes, pois quanto mais longos, podem se tornar</p><p>mais confusos.</p><p>Resumo: é um elemento de grande importância que deve conter informações</p><p>referentes aos principais pontos acerca do trabalho, trazendo os principais resultados</p><p>e objetivos. Ele é a primeira etapa a ser lida e precisa estar muito bem escrito, para</p><p>que o trabalho não seja descartado, assim não diminuindo seu impacto científico.</p><p>Palavras-chave: indicar de 3 a 5 termos mais significativos do texto (as palavras-</p><p>chave iniciam com letra maiúscula, seguidas de ponto final).</p><p>Escolha do tema: (o que pesquisar; Para quê? Como? Por quê?)</p><p>O assunto deve ser significativo e adequado ao interesse, ao nível de formação e</p><p>às condições do pesquisador. O que pesquisar? Leva a definição do tema. Para quê?</p><p>Define-se os objetivos como? Define-se a metodologia adequada. Por quê? Define-se</p><p>a justificativa do trabalho. Pense nas seguintes questões:</p><p>1) O assunto pode ser tratado em forma de pesquisa?</p><p>2) Qual a função social da pesquisa? Quais as suas contribuições para o pesquisador,</p><p>para a sociedade e para o meio acadêmico? O assunto trará algo novo?</p><p>Delimitação do tema (que, como, onde, quem)</p><p>A escolha do tema pode fundamentar-se no desejo de aprofundar o estudo de uma</p><p>questão; no interesse particular ou profissional sobre determinado assunto ou seguir</p><p>sugestões de leitura, ou, ainda, aprofundar estudos realizados anteriormente, de maneira</p><p>superficial. Delimitar é selecionar um tópico de assunto para ser focalizado. Pode ser</p><p>feita no que diz respeito à extensão ou ao tipo de enfoque: psicológico, sociológico etc.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 30</p><p>Formulação do problema</p><p>Redigir de forma clara, interrogativa e objetiva a questão cuja solução viável possa</p><p>ser alcançada pela pesquisa. Ele ainda não possui respostas explicativas, portanto</p><p>deve ser redigido em forma de pergunta.</p><p>Para pensar o problema, é importante fazer as seguintes indagações:</p><p>1) O problema poderá ser resolvido pela pesquisa?</p><p>2) É relevante e justifica seu desenvolvimento?</p><p>3) Há fontes bibliográficas de consulta acessíveis?</p><p>4) A problemática será exequível no tempo que possuo e há condições para isso?</p><p>Justificativa da escolha (Por que pesquisar?)</p><p>(Deixar para escrever a justificativa no final do projeto, pois já terá todas as</p><p>informações definidas e detalhadas nos itens anteriores)</p><p>Objetivos gerais e específicos</p><p>Para que pesquisar? Propósitos do estudo, seus objetivos. Os objetivos sempre</p><p>iniciam com verbos imperativos (terminados em ar, er, ir):</p><p>Referencial teórico</p><p>Momento de revelar a literatura referente ao assunto. Escrever aqui o que os autores</p><p>escolhidos discutem sobre a temática abordada. É esse momento que possibilitará a</p><p>determinação dos objetivos, a construção das hipóteses e oferecerá elementos para</p><p>a fundamentação da justificativa e da escolha do tema. É permitido fazer citações.</p><p>Cuidado para não perder o centro de interesse!</p><p>Metodologia (Como pesquisar?)</p><p>Explicitar o tipo de pesquisa a ser desenvolvida: quantitativa, qualitativa (bibliográfica,</p><p>descritiva, exploratória, experimental). Descrever detalhadamente como a pesquisa</p><p>será desenvolvida: por meio de pesquisa participante, pesquisa-ação, estudo de caso,</p><p>estudo de caso etnográfico, pesquisa histórica etc). Os métodos e técnicas deverão</p><p>ser selecionados de acordo com os objetivos da pesquisa. Algumas técnicas serão</p><p>desenvolvidas apenas com a aplicação de questionários, outras por entrevistas,</p><p>observação direta, formulários etc.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 31</p><p>Lembre-se: o importante é adequar as técnicas disponíveis às características da</p><p>pesquisa, tendo em vista que a recolha bem feita dos dados é fundamental para a</p><p>investigação.</p><p>Plano de trabalho, cronograma de execução (quando pesquisar?) e produtos</p><p>previstos:</p><p>Descrever as atividades que serão desenvolvidas explicitando o período em que</p><p>cada uma delas será desenvolvida. Exemplo:</p><p>• Levantamento bibliográfico e leitura da bibliografia;</p><p>• Desenvolvimento das observações e entrevistas;</p><p>• Análise e tratamento dos dados coletados;</p><p>• Elaboração do relatório final;</p><p>• Participação de grupos de pesquisa;</p><p>• Participação com ou sem apresentação de trabalhos em eventos científicos;</p><p>• Elaboração de artigos científicos.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 32</p><p>CAPÍTULO 4</p><p>PESQUISA BIBLIOGRÁFICA</p><p>E DOCUMENTAL</p><p>Título: Arquivo</p><p>Fonte: Archive Boxes Shelf - Free photo on Pixabay</p><p>Caro aluno, chegamos em um momento em que começaremos a nossa unidade</p><p>de estudos acerca dos tipos de pesquisa científica. Ao compreendermos a pesquisa</p><p>científica, entendemos que ela possui um conjunto de procedimentos sistemáticos</p><p>que devem ser apoiados no rigor científico, no raciocínio lógico e na utilização de</p><p>metodologias científicas adequadas que possibilitem o desenvolvimento para a chegada</p><p>das soluções ou, então, para o desenvolvimento dos objetivos propostos no começo</p><p>da pesquisa com o intuito principal de solucionar um problema.</p><p>A partir disso, levamos em consideração que a pesquisa científica nada mais é do que</p><p>uma ferramenta, um instrumento essencial e fundamental para a construção e para o</p><p>desenvolvimento do conhecimento científico. As pesquisas científicas vão para além do</p><p>TCC e da monografia. As pesquisas mais avançadas se desdobram</p><p>em dissertações de</p><p>mestrado e teses de doutorado, trabalhos de pós-doutorado e trabalhos de livre-docência.</p><p>Portanto, a pesquisa científica é essencial para compreendermos o mundo em que</p><p>vivemos, assim como sua complexidade. A solução de problemas e a possibilidade de</p><p>transformação do mundo estão diretamente relacionados com a pesquisa científica.</p><p>Agora iremos conhecer os tipos de pesquisa científica mais utilizados e espero que,</p><p>no final das nossas aulas, você consiga escolher a sua pesquisa mais adequada e a</p><p>sua metodologia! Boa aula para você!</p><p>https://pixabay.com/photos/archive-boxes-shelf-folders-1850170/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 33</p><p>4.1 Pesquisa Bibliográfica</p><p>Iniciamos este quarto capítulo definindo o que é pesquisa bibliográfica, pois esse é</p><p>um termo muito utilizado e que sempre verificamos em diversos trabalhos científicos.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>A pesquisa bibliográfica é um tipo de pesquisa científica que utiliza como base</p><p>fundamental a leitura, fichamento, anotações de diversos textos científicos como</p><p>artigos, livros, documentos e outros materiais que possam ser úteis para o projeto</p><p>e a pesquisa que se pretende elaborar. Na pesquisa bibliográfica, você pode utilizar</p><p>as melhores fontes primárias e fontes secundárias que melhor fundamentam o seu</p><p>projeto de pesquisa.</p><p>Atualmente, as pesquisas científicas utilizam muitos artigos científicos em grande</p><p>volume de informações e de conhecimento, pois é uma forma mais prática e rápida</p><p>de se atentar a muito do que os livros estão referenciando. Os artigos científicos não</p><p>são considerados grandes obras como são os livros, mas são importantes ferramentas</p><p>e instrumentos de leitura para análise e coleta de informações e também para a</p><p>pesquisa bibliográfica.</p><p>Portanto, a pesquisa bibliográfica nos possibilita compreender os estudos mais</p><p>recentes realizados acerca do nosso objeto do nosso sistema de pesquisa, com</p><p>diferentes óticas de abordagem, com diferentes metodologias empregadas, com</p><p>diferentes objetos e objetivos de pesquisa.</p><p>Título: Livros</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/livro-ler-velho-literatura-livros-1659717/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/livro-ler-velho-literatura-livros-1659717/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 34</p><p>Uma pesquisa bibliográfica bem estruturada possui uma estrutura dividida nas</p><p>seguintes fases:</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Escolha do tema</p><p>Como já tratamos anteriormente, a escolha do tema é de grande</p><p>importância no início da pesquisa científica. Aqui deve-se,</p><p>portanto, verificar as contribuições que você deseja realizar no</p><p>campo de estudo no qual irá trabalhar. O assunto a ser tratado</p><p>deve levar em consideração algumas tendências e afinidades que</p><p>o autor pressupõe ter, bem como o interesse do pesquisador</p><p>no tema escolhido. Também é importante que se verifique se há</p><p>obras de relevância e já bastante aprofundadas sobre o assunto</p><p>a ser pesquisado.</p><p>Plano de trabalho</p><p>Também um assunto bastante tratado nas aulas anteriores,</p><p>compreendemos a importância do plano de trabalho enquanto</p><p>um instrumento estratégico para que seja possível cumprir as</p><p>ações, metas e objetivos da pesquisa científica.</p><p>Identificação dos elementos</p><p>É importante identificar os trabalhos que possuem grau de</p><p>impacto de acordo com as instituições científicas; é necessário</p><p>identificar aqueles trabalhos que realmente são de interesse</p><p>para pesquisa.</p><p>Localização dos itens a serem</p><p>pesquisados</p><p>Identificação de todas as obras das quais gostaríamos de utilizar</p><p>na pesquisa científica. Momento de irmos para o levantamento</p><p>bibliográfico e identificarmos aquelas que nos interessam.</p><p>Compilação das informações</p><p>Processo simples, com o objetivo de unir todos os materiais</p><p>levantados durante a pesquisa bibliográfica.</p><p>Fichamento</p><p>Momento de organização do material encontrado. É necessário</p><p>separar por tipo de trabalho, ou seja, se são artigos de livros,</p><p>artigos em revistas, capítulos, livros, subcapítulos, palavras-</p><p>chave de temas, agências de pesquisa, impacto do trabalho,</p><p>importância para o estudo.</p><p>Análise dos dados</p><p>Momento em que você fará uma interpretação e analisará suas</p><p>leituras. Pressupõe que você já realizou os fichamentos e que</p><p>seu próximo passo será o da escrita do seu trabalho.</p><p>Redação</p><p>Momento de escrita do seu trabalho final, seja o TCC, a</p><p>monografia, um artigo, uma dissertação ou uma tese.</p><p>Título: Tabela de pesquisa bibliográfica</p><p>Fonte: Tabela realizada exclusivamente para este material.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 35</p><p>Portanto, “[...] a pesquisa bibliográfica abrange toda bibliografia já tornada pública</p><p>em relação ao tema de estudo. [...] Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato</p><p>direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto.” Dessa</p><p>forma, “a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre</p><p>certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem,</p><p>chegando a conclusões inovadoras” (LAKATOS & MARCONI, 2003, p. 183)</p><p>TIPOS E FONTES BIBLIOGRÁFICAS</p><p>A) Imprensa escrita;</p><p>B) Meios audiovisuais;</p><p>C) Material cartográfico;</p><p>D) Publicações</p><p>DOCUMENTAÇÃO DIRETA</p><p>A documentação direta constitui-se, em geral, no levantamento de dados no próprio</p><p>local onde os fenômenos ocorrem. Esses dados podem ser obtidos de duas maneiras:</p><p>por meio da pesquisa de campo ou da pesquisa de laboratório. (MARCONI; LAKATOS,</p><p>2017, p. 185).</p><p>O que é a pesquisa de Campo? Pesquisa de campo é aquela utilizada com o</p><p>objetivo de obter informações e/ou conhecimentos acerca de um problema. As fases</p><p>da pesquisa de campo requerem, em primeiro lugar, a realização de uma pesquisa</p><p>bibliográfica. Como segundo passo, permitirá que se estabeleça um modelo teórico</p><p>inicial de referência. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 186).</p><p>Em segundo lugar, deve-se determinar as técnicas que serão empregadas na coleta</p><p>de dados e na determinação da amostra. Por último, é preciso estabelecer tanto as</p><p>técnicas de registro desses dados como as técnicas que serão utilizadas em sua</p><p>análise posterior. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 186).</p><p>Após a pesquisa bibliográfica, deve-se:</p><p>a) selecionar e enunciar um problema;</p><p>b) apresentar os objetivos da pesquisa;</p><p>c) estabelecer a amostra correlacionada com a área de pesquisa e o universo de</p><p>seus componentes;</p><p>d) estabelecer os grupos experimentais e de controle;</p><p>e) introduzir os estímulos;</p><p>f) controlar e medir os efeitos.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 36</p><p>4.2 Pesquisa Documental</p><p>A característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está</p><p>restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes</p><p>primárias.</p><p>Utilizando essas três variáveis – fontes escritas ou não; fontes primárias ou</p><p>secundárias; contemporâneas ou retrospectivas – podemos apresentar um quadro</p><p>que auxilia a compreensão do universo da pesquisa documental. Nota-se que os dados</p><p>secundários são aqueles obtidos em livros, também outras fontes como jornais, revistas,</p><p>publicações científicas, entre outros materiais acadêmicos. (MARCONI; LAKATOS,</p><p>2017, p.175).</p><p>Título: Arquivo.</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/arquivos-papel-escrit%c3%b3rio-papelada-1614223/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/arquivos-papel-escrit%c3%b3rio-papelada-1614223/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 37</p><p>ANOTE ISSO</p><p>ARQUIVOS PÚBLICOS: podem ser municipais, estaduais e nacionais. Em sua maior</p><p>parte, contêm: (MARCONI; LAKATOS, 2017)</p><p>a) Documentos oficiais, tais como: ordens régias, leis, ofícios, relatórios,</p><p>correspondências, anuários, alvarás etc.</p><p>b) Publicações parlamentares: atas, debates, documentos, projetos de lei,</p><p>impressos, relatórios etc.</p><p>c) Documentos jurídicos, oriundos de cartórios: registros de nascimentos,</p><p>casamentos, desquites e divórcios, mortes; escrituras</p><p>de compra e venda,</p><p>hipotecas; falências e concordatas; testamentos, inventários etc.</p><p>d) iconografia.</p><p>ARQUIVOS PARTICULARES: A primeira distinção a ser feita é entre domicílios e</p><p>instituições pela diferença de material que se mantém:</p><p>Em sua maior parte, contêm: (MARCONI; LAKATOS, 2017)</p><p>a) Domicílios particulares: correspondência, memórias, diários, autobiografias etc.</p><p>b) Instituições de ordem privada, tais como bancos, empresas, sindicatos,</p><p>partidos políticos, escolas, igrejas, associações e outros, onde se encontram:</p><p>registros, ofícios, correspondência, atas, memoriais, programas, comunicados</p><p>etc.</p><p>c) Instituições públicas do tipo delegacias, postos etc., quer voltadas ao trabalho,</p><p>trânsito, saúde, quer atuando no setor de alistamento militar, atividade</p><p>eleitoral, atividades de bairro e outros, podendo-se colher dados referentes</p><p>a: criminalidade, detenções, prisões, livramentos condicionais; registro de</p><p>automóveis, acidentes; contribuições e benefícios de seguro social; doenças,</p><p>hospitalizações; registro de eleitores, comparecimento à votação; registros</p><p>profissionais etc.</p><p>FONTES ESTATÍSTICAS</p><p>As fontes estatísticas servem para o processo de coleta e também de elaboração</p><p>dos dados estatísticos que são utilizados por órgãos particulares, públicos ou oficiais.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 38</p><p>a) Características da população: idade, sexo, raça, escolaridade, profissão, religião,</p><p>estado civil, renda etc.;</p><p>b) Fatores que influem no tamanho da população: fertilidade, nascimentos, mortes,</p><p>doenças, suicídios, emigração, imigração etc.;</p><p>c) Distribuição da população: habitat rural e urbano, migração, densidade demográfica</p><p>etc.;</p><p>d) Fatores econômicos: mão de obra economicamente ativa, desemprego,</p><p>distribuição dos trabalhadores pelos setores primário, secundário e terciário</p><p>da economia, número de empresas, renda per capita, Produto Interno Bruto etc.;</p><p>e) Moradia: número e estado das moradias, número de cômodos, infraestrutura</p><p>(água, luz, esgotos etc.), equipamentos etc.;</p><p>f) Meios de comunicação: rádio, televisão, telefone, gravadores, carros etc.</p><p>(MARCONI; LAKATOS, 2017, p.176-177)</p><p>TIPOS DE DOCUMENTOS</p><p>A) ESCRITOS</p><p>a) Documentos oficiais – Podem dizer respeito a atos individuais, ou, ao contrário,</p><p>atos da vida política, de alcance municipal, estadual ou nacional.</p><p>b) Publicações parlamentares – geralmente são registros textuais das diferentes</p><p>atividades das Câmaras e do Senado.</p><p>c) Documentos jurídicos – constituem uma fonte rica de informes do ponto de</p><p>vista sociológico, mostrando como uma sociedade regula o comportamento de</p><p>seus membros e de que forma se apresentam os problemas sociais.</p><p>d) Fontes estatísticas – os dados estatísticos são colhidos diretamente e a intervalos</p><p>geralmente regulares, quer abrangendo a totalidade da população (censos), quer</p><p>utilizando-se da técnica da amostragem, generalizando os resultados a toda</p><p>população. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 178).</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 39</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Diversas são as formas pelas quais as estatísticas podem ser utilizadas pelos</p><p>pesquisadores, mas as três a seguir exemplificadas são as principais: correlação</p><p>entre uma pesquisa limitada e os dados censitários; estudo baseado exclusivamente</p><p>na análise e interpretação de dados existentes; utilização dos dados estatísticos</p><p>existentes para a verificação de uma teoria social (MARCONI; LAKATOS, 2017, p.</p><p>179-80).</p><p>e) Publicações administrativas: É necessário um estudo do momento político,</p><p>interno e externo, em que os documentos foram elaborados, para compensar</p><p>certos desvios.</p><p>f) Documentos particulares – consistindo principalmente de cartas, diários,</p><p>memórias e autobiografias, mas o significado que estes tiveram para aqueles</p><p>que os viveram, descritos em sua própria linguagem. Os principais problemas</p><p>enfrentados pelo pesquisador ao lidar com documentos pessoais são: falsificação</p><p>– tentativa deliberada de fazer passar por autoria de determinada pessoa”.</p><p>(MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>B) OUTROS</p><p>a) Iconografia – abrange a documentação por imagem, compreendendo gravuras,</p><p>estampas, desenhos, pinturas etc., porém exclui a fotografia. É fonte preciosa</p><p>sobre o passado, pois compreende os únicos testemunhos do aspecto humano</p><p>da vida (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>b) Fotografias têm a mesma finalidade da iconografia, porém referem-se a um</p><p>passado menos distante; (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>c) Objetos: principalmente para os etnógrafos, os objetos constituem fator primordial</p><p>de seus estudos. Assim, os objetos permitem, em relação às diversas sociedades,</p><p>verificar: o nível de evolução; o sentido da evolução; os meios de produção; a</p><p>significação valorativa. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>d) Canções folclóricas – traduzem os sentimentos e valores de determinada</p><p>sociedade, em dado contexto. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>e) Vestuário – dependendo da sociedade, não constitui apenas um símbolo de status,</p><p>mas também de momentos sociais (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>f) Folclore: o folclore permite a reconstituição do modo de vida da sociedade no</p><p>passado (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 182-183)</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 40</p><p>CAPÍTULO 5</p><p>PESQUISA DE CAMPO</p><p>E LABORATORIAL</p><p>Como vimos, há vários tipos de pesquisas científicas a serem realizadas além da</p><p>pesquisa bibliográfica. E, da pesquisa documental, a pesquisa de campo é uma das</p><p>pesquisas mais importantes e utilizadas, assim como as pesquisas laboratoriais. As</p><p>pesquisas científicas, bem como as pesquisas de campo e as pesquisas realizadas</p><p>em laboratórios, são caracterizadas por análises e investigações realizadas por meio</p><p>de documentos, de bibliografia e de coleta de dados.</p><p>Para isso, as etapas da pesquisa científica devem seguir aquilo que já vimos nas</p><p>aulas anteriores: a necessidade de realizar a escolha do tema, a necessidade de definir</p><p>os objetivos, a metodologia e a bibliografia a ser utilizada em um plano de trabalho</p><p>bem definido, conciso e rigorosamente sistematizado. Dessa forma, a pesquisa de</p><p>campo e a pesquisa de laboratório se tratam também de duas formas de pesquisa</p><p>muito aprofundadas a serem realizadas em determinado local, para que o objeto de</p><p>estudo esteja bem circunscrito.</p><p>Nesses dois tipos de pesquisa, o pesquisador irá realizar a maior parte do trabalho</p><p>pessoalmente. Pode ser que ele aplique questionários, entrevistas, que realize</p><p>experimentos científicos, que haja relatos orais e depoimentos, pois o objetivo principal</p><p>é compreender os diferentes aspectos da realidade que ele pesquisa.</p><p>ANOTE ISSO</p><p>Nessas pesquisas conta-se também com a observação dos fatos e dos fenômenos,</p><p>assim como com as relações sociais e as relações que estão sendo desenvolvida</p><p>e que ocorrem no ambiente a ser pesquisado, de forma que o objetivo é verificar a</p><p>determinada realidade e sua contribuição para a solução do problema de pesquisa,</p><p>ou então, para o aumento da produtividade e da eficiência de alguma ação,</p><p>tratando-se de uma pesquisa laboratorial.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 41</p><p>Vejamos agora de forma mais aprofundada um pouco sobre as etapas da pesquisa</p><p>de campo e da pesquisa laboratorial!</p><p>Desejo a você uma boa aula, com muito aprendizado, conhecimento e aplicação</p><p>prática para a sua vida acadêmica e profissional!</p><p>5.1 Pesquisa de campo</p><p>Para esse tipo de pesquisa, é necessário realizar o levantamento de dados em</p><p>um local específico onde os fenômenos ocorrem, ou seja, os fenômenos não são</p><p>simulados em meios controlados como laboratório. Esse tipo de pesquisa pode ser</p><p>utilizado de maneira simples em um ambiente de trabalho porque a observação, a</p><p>coleta de dados, as conclusões e as escolhas das soluções podem ser utilizadas em</p><p>qualquer ambiente.</p><p>É importante ressaltar que o passo a passo da pesquisa</p><p>seja realizado de maneira</p><p>organizada. Para isso, é importante que você compreenda que:</p><p>Título: Aldeia (local em que pesquisas de campo são realizadas)</p><p>Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/n%c3%adger-%c3%a1frica-cabana-casa-lama-80758/</p><p>https://pixabay.com/pt/photos/n%c3%adger-%c3%a1frica-cabana-casa-lama-80758/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 42</p><p>ANOTE ISSO</p><p>• Um dos principais objetivos deste modelo de pesquisa é a coleta de</p><p>informações sobre um problema;</p><p>• Após isso, é necessário conhecer de forma aprofundada o problema, assim</p><p>como buscar uma resposta a respeito de uma hipótese;</p><p>• Nesse momento, é necessário que a partir da hipótese e do problema inicial,</p><p>seja necessário traçar objetivos e metodologias para comprová-los, ou ainda, até</p><p>mesmo conhecer novos fenômenos e possíveis relações desconhecidas;</p><p>• A observação dos fatos e das relações entre si, assim como a coleta de dados,</p><p>são necessários para que uma análise mais aprofundada seja possível.</p><p>Segundo Gonçalves,</p><p>A pesquisa de campo é o tipo de pesquisa que pretende buscar a</p><p>informação diretamente com a população pesquisada. Ela exige do</p><p>pesquisador um encontro mais direto. Nesse caso, o pesquisador</p><p>precisa ir ao espaço onde o fenômeno ocorre, ou ocorreu e reunir</p><p>um conjunto de informações a serem documentadas. (2001, p. 67).</p><p>Assim como em toda metodologia científica, uma pesquisa deve ser iniciada</p><p>primeiramente com um levantamento bibliográfico sobre o tema a ser pesquisado,</p><p>pois isso é primordial para que o pesquisador consiga definir melhor sua hipótese</p><p>inicial, ou seu problema de pesquisa, assim como seja capaz de identificar o que já</p><p>foi avaliado dentro do tema e, assim, definir sua metodologia de forma mais precisa.</p><p>Entendemos que na pesquisa de campo as técnicas, bem como os métodos de</p><p>coleta dos dados, são essenciais para que o pesquisador consiga fazer anotações de</p><p>campo com o diário de campo.</p><p>A pesquisa de campo, segundo Marconi e Lakatos (2017), deve ser realizada após</p><p>a pesquisa bibliográfica e deve seguir, também, algumas etapas. Vejamos:</p><p>• selecionar e enunciar um problema, levando em consideração a metodologia</p><p>apropriada;</p><p>• apresentar os objetivos da pesquisa, sem perder de vista as metas práticas;</p><p>• estabelecer a amostra correlacionada com a área de pesquisa e o universo de</p><p>seus componentes;</p><p>• estabelecer os grupos experimentais e de controle;</p><p>• introduzir os estímulos;</p><p>• controlar e medir os efeitos.</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 43</p><p>ISTO ACONTECE NA PRÁTICA</p><p>A pesquisa de campo é um dos modelos utilizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro</p><p>de Geografia e Estatística), pois os dados são coletados a respeito de um tema,</p><p>compilados e, enfim, analisados.</p><p>Por meio desse modelo de pesquisa conseguimos compreender diversas mudanças</p><p>e desenvolvimentos que ocorrem em nosso país. Leiam a notícia a seguir sobre</p><p>desemprego no Brasil. Percebam que o tipo de pesquisa realizada é a pesquisa de</p><p>campo.</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/</p><p>noticias/33544-com-taxa-de-11-1-desemprego-fica-estavel-no-primeiro-trimestre</p><p>TIPOS DE PESQUISA DE CAMPO</p><p>A) Quantitativo-Descritivos – consistem em investigações de pesquisa empírica</p><p>cuja principal finalidade é o delineamento ou análise das características de</p><p>fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou o isolamento de variáveis</p><p>principais ou chave.</p><p>Subdividem-se em:</p><p>a) estudos de verificação de hipótese;</p><p>b) estudos de avaliação de programa;</p><p>c) estudos de descrição de população;</p><p>d) estudos de relações de variáveis</p><p>B) Exploratórios – são investigações de pesquisa empírica cujo objetivo é a</p><p>formulação de questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver</p><p>hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente e clarificar</p><p>conceitos.</p><p>Dividem-se em:</p><p>a) estudos exploratório-descritivos combinados;</p><p>b) estudos usando procedimentos específicos para coleta de dados;</p><p>c) estudos de manipulação experimental</p><p>C) Experimentais – consistem em investigações de pesquisa empírica cujo objetivo</p><p>principal é o teste de hipóteses, que diz respeito a relações de tipo causa-efeito.</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/33544-com-taxa-de-11-1-desemprego-fica-estavel-no-primeiro-trimestre</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/33544-com-taxa-de-11-1-desemprego-fica-estavel-no-primeiro-trimestre</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 44</p><p>Ela apresenta vantagens e desvantagens.</p><p>As vantagens seriam:</p><p>a) Acúmulo de informações sobre determinado fenômeno;</p><p>b) Facilidade na obtenção de uma amostragem de indivíduos sobre determinada</p><p>população ou classe de fenômenos.</p><p>Desvantagens:</p><p>a) Pequeno grau de controle sobre a situação de coleta de dados;</p><p>b) O comportamento verbal ser relativamente de pouca confiança</p><p>5.2 Pesquisa de laboratório</p><p>Título: Laboratório</p><p>Fonte: Laboratory Analysis Chemistry - Free photo on Pixabay</p><p>A pesquisa laboratorial é um método de investigação muito complexo, pois é capaz</p><p>de descrever e analisar o que pode acontecer em situações controladas. Dessa maneira,</p><p>todas as ações precisam ser definidas com variáveis pré-estabelecidas nas quais</p><p>apenas uma é alterada para se alcançar um resultado esperado.</p><p>https://pixabay.com/photos/laboratory-analysis-chemistry-2815641/</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 45</p><p>As experiências são efetuadas em ambientes fechados, geralmente em ambientes</p><p>artificiais e em laboratórios, mas há também possibilidades da utilização de ambientes</p><p>reais.</p><p>Neste tipo de pesquisa científica, precisam ser levados em consideração:</p><p>• o objeto de pesquisa;</p><p>• o objetivo da pesquisa;</p><p>• os instrumentos utilizados na pesquisa;</p><p>• e as técnicas utilizadas na pesquisa.</p><p>É de suma importância que haja uma delimitação da metodologia, assim como</p><p>um recorte exato do objeto de pesquisa, ótima delimitação dos objetivos e coerente</p><p>bibliografia que fundamente a temática.</p><p>ISTO ACONTECE NA PRÁTICA</p><p>Esse tipo de pesquisa é muito utilizado pelas agências reguladoras e isso faz parte</p><p>do nosso cotidiano, pois muitos dos medicamentos são utilizados por conhecidos</p><p>ou por nós mesmos.</p><p>Um exemplo bem importante de análise laboratorial são as regulamentações de</p><p>empresas medicamentosas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).</p><p>Veja no site dessa instituição como é realizada a venda de remédios controlados!</p><p>https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/consulte-</p><p>informacoes-sobre-venda-de-medicamentos-controlados</p><p>Definimos, portanto, a pesquisa laboratorial como um procedimento de investigação.</p><p>Ela descreve e analisa o que será ou ocorrerá em situações controladas. Exige</p><p>instrumental específico, preciso e ambientes adequados. O objetivo da pesquisa de</p><p>laboratório deve ser previamente estabelecido e relacionado com determinada ciência</p><p>ou ramo de estudo. (MARCONI, LAKATOS, 2017, p. 190).</p><p>Quatro aspectos devem ser levados em consideração:</p><p>• objeto;</p><p>• objetivo;</p><p>• instrumental;</p><p>• técnicas.</p><p>https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/consulte-informacoes-sobre-venda-de-medicamentos-controlados</p><p>https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/consulte-informacoes-sobre-venda-de-medicamentos-controlados</p><p>METODOLOGIA CIENTÍFICA</p><p>PROF. MARÍLIA GABRIELLA MACHADO</p><p>FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 46</p><p>OBSERVAÇÃO DIRETA INTENSIVA</p><p>A observação direta intensiva é realizada por meio de duas técnicas: observação e</p><p>entrevista. A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações</p><p>e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. É um</p><p>elemento básico de investigação científica, utilizado na pesquisa de campo.</p><p>A observação ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a</p>