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<p>2</p><p>BIBLIOLOGIA</p><p>Professor: Pr. Clovis Gomes Filho</p><p>O pastor Clovis Filho é professor, pesquisador, escritor e tradutor.</p><p>Graduado em Letras Clássicas e Orientais</p><p>pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro</p><p>(UERJ), com habilitação em Lingua Portuguesa/</p><p>Grego Clássico e respectivas Literaturas.</p><p>Titulado mestre (Discurso Retórico em</p><p>Perspectiva Comparada) e doutor (Crítica Literária</p><p>em Perspectiva Histórica) em Letras/Literatura pela mesma Universidade.</p><p>3</p><p>Sumário</p><p>CAPÍTULO 01 4-6</p><p>Introdução / definição 4</p><p>Tópicos I, II, III, IV (A Revelação de Deus) 5</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 6</p><p>CAPÍTULO 02 7-10</p><p>Tópicos V, VI (Nomes e Estruturas da Bíblia) 7-9</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 10</p><p>CAPÍTULO 03 11-15</p><p>Tópico VI -continuação (Disposição dos Livros do AT/O NT) 11-13</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 14-15</p><p>CAPÍTULO 04 16-18</p><p>Tópico VII (A Inspiração das Escrituras) 16-17</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 18</p><p>CAPÍTULO 05 19-21</p><p>Tópico VII (A Inspiração das Escrituras - Continuação) 19</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 20-21</p><p>CAPÍTULO 06 22-28</p><p>Tópico VIII (O Cânon das Escrituras Sagradas / O Cânon do AT) 22-26</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 27-28</p><p>CAPÍTULO 07 29-32</p><p>Tópico VIII (Continuação / O Cânon do NT / Apócrifos) 29-31</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 31-32</p><p>CAPÍTULO 08 33-35</p><p>Tópicos IX, X, XI (As principais línguas, o principais materiais e manuscritos da Bíblia) 33-34</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 34</p><p>CAPÍTULO 09 35-36</p><p>Tópico XI (Continuação / Os principais manuscritos do AT e NT 35</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 36</p><p>CAPÍTULO 10 37-39</p><p>Tópico XII (As principais traduções da Bíblia/Outras traduções 37-38</p><p>Ampliando o Conhecimento / Sugestão de Leitura 39</p><p>Referências Bibliográficas 40</p><p>4</p><p>CAPÍTULO 01</p><p>Introdução:</p><p>Esta disciplina é chamada de Bibliologia (Do Grego: Biblos/ Biblion – livro / 1 rolo de papiro e Biblía –</p><p>livros/ vários rolos de papiros) ou Doutrina das Escrituras.</p><p>Definição:</p><p>☞ É o estudo dos assuntos introdutórios à Bíblia.</p><p>"As Sagradas Escrituras constituem o livro mais notável jamais visto no mundo. São de alta antiguidade.</p><p>Contêm o registro de acontecimentos do mais profundo interesse. A história de sua influência é a</p><p>história da civilização. Os melhores homens e os maiores sábios têm testemunhado de seu poder como</p><p>instrumento de iluminação e santidade, e, visto que foram preparadas por homens que "falaram da</p><p>parte de Deus movidos pelo Espírito Santo", a fim de revelar o "único Deus verdadeiro e Jesus Cristo</p><p>a quem Ele enviou", elas possuem por isso os mais fortes direitos à nossa consideração atenciosa e</p><p>reverente." - Angus-Green</p><p>A nossa atitude para com a Bíblia em si é que determinará em grande parte os conceitos e as conclusões</p><p>que extraímos de seus ensinos. Se a tivermos como autoridade plena nos assuntos de que trata, então</p><p>suas afirmações positivas constituem para nós a única base da doutrina cristã.</p><p>"As palavras das Escrituras são as palavras pelas quais nutrimos nossa vida espiritual."</p><p>Waine Grudem</p><p>Vejamos algumas expressões bíblicas: Mt1:1; 2Tm4:13; Ap22:12.</p><p>5</p><p>I) Razões para se esperar uma revelação de Deus:</p><p>1. Porque o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança. carece, portanto, de</p><p>relacionamento.</p><p>2. Porque não há na natureza nenhuma luz sobre questões religiosas. O homem pode descobrir-se um</p><p>pecador e carente do perdão de Deus, mas como obter o perdão sem uma comunicação ou relacionamento</p><p>com Deus?</p><p>II) Algumas formas de Deus se revelar.</p><p>O ser humano não tem desculpas de não ter o mínimo conhecimento sobre Deus - pois Ele, de</p><p>alguma maneira, sempre se revelou ao homem. Alguns exemplos:</p><p>1. através da natureza, das coisas criadas (Sl. 19:1);</p><p>2. através da própria existência do homem (Sl. 139);</p><p>3. através do processo histórico (Sl. 90);</p><p>4. através das Suas testemunhas na Terra (Is. 43:10 – At. 1:8);</p><p>5. através de Cristo, a maior das revelações (Jó. 1:1, 14, 18); e</p><p>6. através da Bíblia Sagrada: a revelação escrita de Deus.</p><p>III) A importância da revelação escrita.</p><p>Em meio ao avanço tecnológico desta geração, neste período caracterizado como pós-moderno, a</p><p>escrita continua sendo a maior das “conquistas” da humanidade.</p><p>Há um consenso entre os historiadores de que a Idade Antiga comece a ser contada a partir da</p><p>descoberta da escrita.</p><p>Deus direcionou para que a Bíblia fosse escrita de forma que todas as gerações, em todas as épocas,</p><p>pudessem compreendê-la.</p><p>IV) Posições extremas quanto à Bíblia.</p><p>1. Anti-Bíblica – aqueles que admitem uma postura herética, contrária às doutrinas bíblicas.</p><p>Relativisam conceitos absolutos.</p><p>2. Bibliolátrica – aqueles que admitem uma postura extremada, interpretando textos isolados,</p><p>fora do seu contexto. Tendência ao fanatismo religioso. Absolutisam conceitos relativos.</p><p>Ao contrário das posições extremas citadas, devemos ter uma postura Bibliocêntrica, ou seja,</p><p>centrada na Bíblia, tendo-a como centro, como regra de fé e conduta.</p><p>6</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>AArqueologiaeaBíblia</p><p>A arqueologia tem revelado que a Bíblia não é um livro de mitos ou lendas. Inúmeros trechos da</p><p>Bíbliaque outrora eram obscuros, hoje recebem a luz da arqueologia e por isso desabrocham em</p><p>novas esurpreendentes interpretações muitas vezes tão confortadoras quão comprobatórias</p><p>daautenticidadedasEscriturasSagradas.AArqueologiaapresentadadoshistóricosquepormilênios,fica</p><p>ramesquecidos por serem escondidos; nos escombros de cidades destruídas, nos túmulos</p><p>conservadosintactos,naspirâmidesegípcias,naareiadeumdeserto,nosrochedos,emcavernas,empedra</p><p>esculpida enterrada na lama, em tábuas de barro cozido e que tem sido descobertos e estudados</p><p>pelosdenotadosarqueólogos.</p><p>Uma postura Bibliocêntrica será, automaticamente, uma postura Cristocêntrica, ou seja, tendo</p><p>Cristo como centro, pois Jesus Cristo é o tema central da Bíblia. Profetizado no Antigo Testamento e</p><p>revelado no Novo Testamento.</p><p>Jesus Cristo é o Logos, o Verbo vivo, a Palavra personificada. Cristo é, portanto, o centro da</p><p>Palavra, tanto escrita, como viva.</p><p>Werner Keller, ao pesquisar fatos históricos e achados</p><p>arqueológicos, provou que os acontecimentos narrados na</p><p>Bíblia realmente ocorreram. E, ao dar vida a fatos do passado,</p><p>criou uma reportagem histórica que fascina o leitor. Uma</p><p>incrível aventura em busca dos fundamentos históricos do</p><p>livro dos livros.</p><p>7</p><p>CAPÍTULO 02</p><p>V) Nomes que a Bíblia dá a si mesma.</p><p>1. Escrituras – Mt 21:42;</p><p>2. Sagradas Escrituras – Rm 1:2;</p><p>3. O Livro do Senhor – Is 34:16;</p><p>4. A Palavra de Deus – Hb 4:12; e</p><p>5. Os Oráculos de Deus – Rm 3:2.</p><p>VI) A estrutura da Bíblia.</p><p>A Bíblia Sagrada contém 66 (sessenta e seis) livros.</p><p>Os 66 (sessenta e seis) livros da Bíblia são grupados em duas seções, chamadas de:</p><p>☞ O Antigo Testamento (39 livros); e</p><p>☞ O Novo Testamento (27 livros).</p><p>A palavra “testamento” é uma tradução do termo hebraico berith e do termo grego diathéke,</p><p>cujos significados podem ser: testamento, pacto, aliança, concerto.</p><p>As expressões: Antigo Testamento (A.T.) e Novo Testamento (N.T.) foram dadas por ocasião das</p><p>duas alianças feitas pelo Senhor com 2 (dois) povos distintos:</p><p>☞ Antigo Testamento = Aliança Israelita (Ex. 24:8 ; e II Rs 23:2); e</p><p>☞ Novo Testamento = Nova Aliança – (Mt. 26:28).</p><p>Vejamos a divisão destes livros:</p><p>O Antigo Testamento (A.T.) = 39 Livros. O Novo Testamento (N.T.) = 27 Livros.</p><p>☞ Lei – 5 (cinco) livros ☞ Evangelhos (Biografia) – 4 (quatro) livros</p><p>☞ História – 12 (doze) livros ☞ História – 1 (um) livro</p><p>☞ Poesia – 5 (cinco) livros</p><p>☞ Epístolas – 21 (vinte e uma) cartas</p><p>☞ Profecia – 17 (dezessete) livros ☞ Profecia – 1 (um) livro</p><p>Obs.: A.T. = 4 (quatro) grupos. Obs.: N.T. = 4 (quatro) grupos.</p><p>1. O Antigo Testamento (A.T.)</p><p>O Antigo Testamento contém 39 livros, divididos em 4 grupos:</p><p>8</p><p>a) Lei – 5 (cinco) livros;</p><p>b) História – 12 (doze) livros;</p><p>c) Poesia – 5 (cinco) livros; e</p><p>d) Profecia – 17 (dezessete) livros.</p><p>a) Lei – 5 (cinco) livros.</p><p>O nome hebraico desses livros é Toráh.</p><p>O nome Pentateuco é oriundo da Septuaginta (tradução dos 70 que será posteriormente</p><p>estudada).</p><p>O Pentateuco trata, dentre outras coisas, do início da criação, do início de Israel, da Aliança</p><p>Patriarcal e da Aliança Mosaica – caracterizada pela transmissão da Lei –, que por sua vez caracteriza o</p><p>início da religião israelita.</p><p>Os cinco livros são:</p><p>☞ Gênesis; ☞ Êxodo; ☞ Levítico; ☞ Números; e ☞ Deuteronômio.</p><p>Tais títulos também são oriundos da Septuaginta, traduzidos para a Vulgata latina.</p><p>Os títulos originais são:</p><p>☞ Bereshith (no princípio);</p><p>☞ We’ele ou Shemoth (estes são os nomes);</p><p>☞ Wayyigra (Ele chamou);</p><p>☞ Wayyedabber (e Ele disse) ou Bemidbar (no deserto); e</p><p>☞ Elleh Haddevarim (Estas são as palavras) ou Devarim (palavras).</p><p>b) História – 12 (doze) livros.</p><p>Estes livros têm este nome, pois narram a história do povo hebreu – desde a entrada na terra</p><p>prometida, passando pelo período dos Juízes, pela monarquia (incluindo o reino unido, dividido, solitário</p><p>– cativeiro do norte – e caído – cativeiro do sul) até o retorno.</p><p>Os doze livros são:</p><p>☞ Josué; ☞ Juízes; ☞ Rute; ☞ I e II Samuel; ☞ I e II Reis;</p><p>☞ I e II Crônicas; ☞ Esdras; ☞ Neemias; e ☞ Ester.</p><p>c) Poesia – 5 (cinco) livros.</p><p>9</p><p>Estes livros são chamados de Sapienciais, pois tratam de assuntos universais da humanidade, e</p><p>de Poéticos, devido ao seu estilo literário predominante: a poesia. Os ensinamentos, deles oriundos, se</p><p>encaixam a todos os homens e em todas as épocas.</p><p>Os cinco livros são:</p><p>☞ Jó; ☞ Salmos; ☞ Provérbios; ☞ Eclesiastes; e ☞ Cantares de Salomão.</p><p>d) Profecia – 17 (dezessete) livros</p><p>Estes livros estão subdivididos em:</p><p>→ Profetas Maiores; e</p><p>→ Profetas Menores.</p><p>Tais designações não estão relacionadas à importância dos profetas; mas, ao tamanho do livro ou</p><p>tempo de ministério dos profetas.</p><p>Os Profetas Maiores são:</p><p>☞ Isaías; ☞ Jeremias; ☞ Lamentações de Jeremias; ☞ Ezequiel; e</p><p>☞ Daniel.</p><p>Os Profetas Menores são:</p><p>☞ Oséias; ☞ Joel; ☞ Amós; ☞ Obadias; ☞ Jonas; ☞ Miquéias;</p><p>☞ Naum; ☞ Habacuque;☞ Sofonias; ☞ Ageu; ☞ Zacarias; e ☞ Malaquias.</p><p>10</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>A Pedra de Roseta</p><p>Certamente um dos melhores resultados da campanha de Napoleão no Egito foi a descoberta da Pedra</p><p>de Roseta. Em 1799 um engenheiro francês, Boussard, escavando em S. Julien, perto de Roseta, à foz</p><p>do Nilo, bateu numa pedra de granito preto. A pedra media um metro e quinze centímetros de altura,</p><p>sessenta e seis centímetros de largura e 28 de espessura. Parecia que originalmente tivesse mais trinta</p><p>centímetros de altura com topo redondo. Na parte superior da superfície da pedra acharam-se escritas</p><p>catorze linhas, em caracteres semelhantes à ornamentação que consta nos obeliscos e templos em toda a</p><p>parte do Egito. Logo embaixo encontram-se gravadas 32 linhas de outra língua diferente. Ainda mais</p><p>embaixo achavam-se 54 linhas de grego em letras iniciais, 28 das quais ficaram incompletas. Foi lida</p><p>sem dificuldade a inscrição grega que contava a história da pedra. Foi erguida em 195 A.C., pelos</p><p>sacerdotes do Egito, em homenagem a Ptolomeu Epifanes. Reuniram-se os sacerdotes em Menfis para</p><p>prestar uma grande homenagem ao Rei Ptolomeu, porque ele tinha perdoado certos impostos e concedido</p><p>outros grandes favores aos sacerdotes, os líderes religiosos do povo. Levantaram a pedra como tributo</p><p>de gratidão e nela inscreveram o seu decreto memorial. Entre as expressões exuberantes de louvor, os</p><p>sacerdotes disseram de Ptolomeu: "Ele era piedoso para com os deuses, amenizou a vida dos homens.</p><p>Era por natureza piedoso e cheio de generosidade. Demonstrou de toda a maneira possível os seus</p><p>sentimentos humanos."</p><p>Formidavelmente legível. Utilizado em centenas de institutos bíblicos e</p><p>seminários. Conteúdo 100% bíblico.</p><p>É necessário que todo cristão adquira conhecimento básico das doutrinas</p><p>expostas na Bíblia Sagrada. Compreendendo essa necessidade, Myer</p><p>Pearlman reuniu material vastíssimo e informações de inestimável valor</p><p>para este livro clássico. Dono de uma mente perspicaz e analítica, o autor</p><p>apresenta cada uma das maiores doutrinas bíblicas, delineando-as</p><p>cuidadosamente e demonstrando as aplicações práticas das verdades</p><p>divinas.</p><p>11</p><p>CAPÍTULO 03</p><p>1.1 Disposição dos livros do Antigo Testamento hebraico</p><p>a) A Lei (Toráh) – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.</p><p>b) Os Profetas (Nebhiim)</p><p>Estão divididos em:</p><p>→ Profetas anteriores; e</p><p>→ Profetas posteriores.</p><p>Os Profetas anteriores são:</p><p>☞ Josué; ☞ Juízes; ☞ Samuel; e ☞ Reis.</p><p>Os Profetas posteriores são:</p><p>☞ Isaías; ☞ Jeremias; ☞ Ezequiel; ☞ Oséias;</p><p>☞ Joel;</p><p>☞ Jonas;</p><p>☞ Amós; ☞ Obadias;</p><p>☞ Miquéias;</p><p>☞ Ageu;</p><p>☞ Naum;</p><p>☞ Zacarias; e</p><p>☞ Habacuque;</p><p>☞ Malaquias.</p><p>☞ Sofonias;</p><p>c) Os Escritos (Kethubhim)</p><p>Estão divididos em: Livros Poéticos; Cinco rolos; e Livros Históricos.</p><p>→ Os Livros Poéticos são:</p><p>☞ Salmos; ☞Provérbios; e ☞Jó.</p><p>→ Os Cinco rolos (Megilloth) são:</p><p>☞ O Cântico dos Cânticos; ☞Rute; ☞Lamentações; ☞Ester; e</p><p>☞ Eclesiastes.</p><p>12</p><p>→ Os Livros Históricos são:</p><p>☞ Daniel; ☞Esdras-Neemias; e ☞Crônicas.</p><p>2. O Novo Testamento (N.T.)</p><p>O Novo Testamento contém 27 livros, divididos em 4 grupos:</p><p>a) Evangelhos (Biografia) – 4 (quatro) livros;</p><p>b) História – 1 (um) livro;</p><p>c) Epístolas – 21 (vinte e um) cartas; e</p><p>d) Profecia – 1 (um) livro.</p><p>a) Evangelhos – 4 (quatro) livros.</p><p>Os Evangelhos também são conhecidos como livros biográficos, pelo fato de trazerem informações</p><p>sobre a vida e o ministério de Jesus Cristo, incluindo Sua pré-existência, encarnação, nascimento,</p><p>ministério terreno, morte expiatória e ressurreição.</p><p>Informam-nos, também, sobre a escolha e a preparação dos 12 (doze) apóstolos, sobre os primeiros</p><p>discípulos de Jesus e as bases para a implantação da Igreja fundada por Jesus Cristo.</p><p>Os Evangelhos contém o maior compêndio histórico-biográfico sobre Jesus e Seu ministério;</p><p>sendo, portanto, uma fonte confiável para sabermos sobre o verdadeiro Jesus Cristo, o “Iesus</p><p>Nazarenus”, ou seja, o Jesus dos Evangelhos é, verdadeiramente, o Jesus histórico.</p><p>Os Evangelhos não são apenas uma fonte informativa; mas, são, acima de tudo, a revelação das “</p><p>Boas Novas” de Deus aos homens e nos revelam Jesus Cristo como o Messias prometido à Israel: o</p><p>Salvador de toda a humanidade.</p><p>→ Os quatro livros são:</p><p>☞ Mateus; ☞ Marcos; ☞ Lucas; e ☞ João.</p><p>Os livros de Mateus, Marcos e Lucas são chamados de Sinóticos (vistos sob a mesma ótica),</p><p>devido ao seu grande paralelismo.</p><p>Estes livros foram escritos antes da destruição de Jerusalém (70 d.C.).</p><p>O Evangelho de João tem características distintas, pois foi escrito, também, com propósitos</p><p>doutrinários. Havia um movimento herético começando a tomar força e que desenvolveu-se no 2º</p><p>13</p><p>século da Igreja, chamado gnostiscismo. João escreve reafirmando quem era o verdadeiro Cristo e</p><p>combatendo tais heresias.</p><p>Este Evangelho foi escrito depois da destruição de 70.</p><p>b) História – 1 (um) livro.</p><p>Este livro, escrito por Lucas, cujo nome é Atos dos Apóstolos, é a segunda obra escrita à Teófilo,</p><p>que, provavelmente, era um gentio influente que havia se convertido (A primeira é o Evangelho escrito</p><p>por ele).</p><p>Atos recebe esta nomenclatura pelo fato</p><p>de narrar os principais acontecimentos da Igreja, desde a</p><p>sua fundação em At. 2 até os dias da prisão do apóstolo Paulo em Roma.</p><p>c) Epístolas – 21 (vinte e uma) cartas</p><p>As Epístolas podem ser organizadas em três principais grupos, que são:</p><p>☞ Eclesiais;</p><p>☞ Individuais; e</p><p>☞ Universais.</p><p>Há, também, a Epístola aos Hebreus, que, normalmente, fica distinta.</p><p>→ Eclesiais – 9 (nove) cartas:</p><p>☞ Romanos; ☞ I e II Coríntios; ☞ Gálatas; ☞ Efésios; ☞ Filipenses;</p><p>☞ Colossences; e ☞ I e II Tessalonicenses.</p><p>→ Individuais – 4 (quatro) cartas:</p><p>☞ I e II Timóteo; ☞ Tito; e ☞ Filemom.</p><p>→ Carta aos Hebreus – 1 (uma) carta.</p><p>→ Universais – 7 (sete) cartas:</p><p>☞ Tiago; ☞ I e II Pedro; ☞ I, II e III João; e ☞ Judas.</p><p>d) Profecia – 1 (um) livro:</p><p>Apocalipse</p><p>O livro do Apocalipse é classificado como profético por ter o maior teor escatológico do</p><p>Novo Testamento. Sua canonicidade não pode ser questionada pelo fato dele dar o tom teleológico e</p><p>escatológico da Bíblia. Em Gênesis, temos o início de tudo e em Apocalipse, a conclusão.</p><p>14</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>Tanak</p><p>Tanak (hebraico: נת"ך), ou Tanakh, é um acrônimo para a Bíblia hebraica que consiste em as letras</p><p>hebraicas iniciais (T + N + K) de cada uma das três partes principais do texto. Desde a antiga</p><p>langauge hebreu não tinha vogais claras, sons de vogais posteriores foram adicionados às consoantes,</p><p>resultando na palavra Tanak. As principais partes da Bíblia hebraica representados por estas três</p><p>letras são:</p><p>1. Torah (הרות) significado "Instrução" ou "Lei". Também chamado de Chumash euq חומש</p><p>significa: "Os cinco"; "Os cinco livros de Moisés". Também chamado de " Pentateuco ". A</p><p>Torá é muitas vezes referida como a lei dos judeus pessoas.</p><p>2. Nevi'im ( םיאיבנ) que significa "profetas". Este termo é associado com alguma coisa a ver com</p><p>os profetas.</p><p>3. Ketuvim (םיבותכ) que significa "Escritos". Esta parte do Tanakh é ainda separados em</p><p>diferentes seções, incluindo um grupo de livros de história, livros de sabedoria, livros de</p><p>poesia e salmos.</p><p>Em hebraico, o Tanakh também é chamado ארקמ, Mikra ou miqra, que significa "aquele que é lido.</p><p>O Tanakh não é única escritura sagrada para os judeus, mas também é considerado pelos cristãos</p><p>para ser divinamente inspirada.</p><p>De acordo com a tradição judaica, o Tanakh é composta por 24 livros (enumerados abaixo). A</p><p>Torátem cinco livros, Nevi'im oito livros, e Ketuvim tem 11.</p><p>Estes 24 livros são os mesmos livros encontrados no protestante Antigo Testamento, mas a ordem</p><p>dos livros é diferente. A enumeração difere assim: os cristãos contam estes livros como 39, não 24.</p><p>Isso ocorre porque os judeus muitas vezes contam como um único livro que os cristãos contam como</p><p>vários. No entanto, o termo Antigo Testamento, enquanto comum, é muitas vezes considerado</p><p>pejorativo pelos judeus como ela pode ser interpretada como sendo inferior ou desatualizado em</p><p>relação ao Novo Testamento.</p><p>Como tal, pode-se fazer uma distinção técnica entre o Tanakh judaica eo semelhante, mas não</p><p>idêntico, corpus que os cristãos protestantes chamar o Velho Testamento. Assim, alguns estudiosos</p><p>preferem o termo hebraico bíblico para cobrir a comunhão de Tanakh eo Antigo Testamento,</p><p>evitando viés sectário.</p><p>15</p><p>A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta</p><p>os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em</p><p>contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua e da fé messiânica.</p><p>A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT]</p><p>• Segue a ordem hebraica dos livros do Tanakh, a ordem com a qual Yeshua</p><p>(Jesus) estava acostumado.</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>16</p><p>CAPÍTULO 04</p><p>VII) A Inspiração das Escrituras</p><p>O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é o fato de ser inspirada por Deus.</p><p>É por causa da inspiração divina que a Bíblia é a Palavra de Deus, conforme:</p><p>→ II Tm 3:16 ; → II Pe 1:21 ; e → Jó 32:8.</p><p>1. A Inspiração pressupõe:</p><p>a) Inerrância</p><p>A Bíblia Sagrada está isenta de erros científicos, históricos e doutrinários.</p><p>No que diz respeito ao aspecto científico, vale lembrar que este não foi o propósito central de Deus</p><p>inspirar o escrito da Bíblia. Ela não foi feita para ser um compêndio científico, nem para ficar limitada</p><p>a um tubo de ensaio, nem tampouco para ficar sujeita ao empirismo humano. Contudo, nela não há</p><p>contradições nas suas afirmações. É claro que os homens que a escreveram estavam sujeitos a seu tempo</p><p>e espaço. Com relação ao aspecto histórico, é importante ressaltar que a Bíblia é uma das mais seguras</p><p>fontes de informação da história antiga. Várias descobertas arqueológicas têm autenticado as afirmações</p><p>feitas pela Palavra de Deus. Entretanto, quanto ao aspecto doutrinário, os possíveis erros são dos</p><p>interpretadores do texto Sagrado e não do texto Sagrado.</p><p>b) Infalibilidade</p><p>Significa dizer que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. Se Deus é infalível, então Sua Palavra</p><p>também o é. → Hb 6:18 ; → Jer 1:11 e 12 ; e → Mt 24:35.</p><p>c) Imparcialidade</p><p>Por ser um livro inspirado por Deus, a Bíblia Sagrada atribui a Deus toda a glória e não esconde</p><p>acertos nem erros dos homens. Ela tanto mostra a Davi como homem segundo o coração de Deus, como</p><p>também não esconde seu adultério e homicídio. Tanto mostra a justiça de Noé, como também não</p><p>esconde sua embriaguez. Tanto mostra a Abraão como o pai da fé, como também não esconde suas</p><p>dissimulações.</p><p>Definição:É a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro sobre os</p><p>escritoresdaBíblia,capacitando-osareceberetransmitiramensagemdivinasemmistura,nemerro.</p><p>17</p><p>d) Verdade</p><p>A Bíblia é um livro que não mente em seus propósitos, profecias e ensinamentos e isto porque Deus</p><p>é verdadeiro (Jo 7:28 ), então Sua Palavra implica em verdade – Jo 17:17.</p><p>2. Os três elementos da inspiração.</p><p>a) A causalidade divina – Deus é a fonte primordial da inspiração da Bíblia. A inspiração começa</p><p>Nele.</p><p>b) A mediação profética – Deus usou homens para escreverem as Escrituras Sagradas e eles não</p><p>foram meros robôs, autômatos, como num ditado verbal e mecânico. Deus permitiu suas circunstâncias,</p><p>limitações, culturas, dentre outras coisas, sem que isto interferisse na inspiração do texto sagrado.</p><p>c) A Autoridade da escrita – O fato de Deus ser a fonte primordial e primeira das Escrituras,</p><p>associado à mediação profética, produz, na Bíblia, a autoridade de Sua escrita. A Bíblia, por ser a</p><p>Inspirada Palavra de Deus, tem, em si mesma, Autoridade para “ensinar, repreender e corrigir em</p><p>justiça”, conforme II Tm 3:16.</p><p>3. As evidências da Inspiração.</p><p>As evidências podem ser:</p><p>→ Internas; e</p><p>→ Externas.</p><p>a) Evidências internas (são as que brotam da própria Bíblia).</p><p>☞ A evidência da autoridade que se auto–confirma: a Bíblia, por si só, afirma a sua própria</p><p>autoridade e inspiração. “As palavras das Escrituras não precisam ser defendidas; precisam apenas ser</p><p>ouvidas, para que se saiba que são a Palavra de Deus” (Introdução Bíblica, pág. 54).</p><p>☞ A evidência do testemunho do Espírito Santo.</p><p>☞ A evidência da capacidade transformadora da Bíblia.</p><p>☞ A evidência da unidade da Bíblia.</p><p>b) Evidências externas (são as que surgem de fora da Bíblia).</p><p>☞ A evidência baseada na historicidade da Bíblia.</p><p>☞ A evidência do testemunho de Cristo.</p><p>☞ A evidência da profecia.</p><p>☞ A evidência da influência da Bíblia.</p><p>☞ A evidência da manifesta indestrutibilidade da Bíblia.</p><p>☞ A evidência oriunda da integridade de seus autores humanos.</p><p>18</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>Inspiração ou Autoridade Divina das Escrituras</p><p>Por inspiração das Escrituras queremos dizer que os escritores foram de tal modo capacitados e</p><p>dominados pelo Espírito Santo, na produção das Escrituras, que estas receberam autoridade divina e</p><p>infalível.</p><p>Há diferença</p><p>entre a afirmativa da inspiração e a da integridade. Em referência à primeira, as</p><p>Escrituras afirmam ser a Palavra de Deus no sentido de que suas palavras, embora escritas por</p><p>homens e trazendo as marcas indeléveis de sua autoria humana, foram escritas, não obstante, sob</p><p>influência do Espírito Santo a ponto de serem também as palavras de Deus, a expressão adequada e</p><p>infalível de Sua mente e vontade para conosco. Embora o Espírito Santo não tenha escolhido as</p><p>palavras para os escritores, é evidente que Ele as escolheu por intermédio dos escritores.</p><p>"Assim sendo, a credibilidade da Bíblia significa somente que ela se situa entre os melhores registros</p><p>históricos de produção humana, enquanto que a inspiração da Bíblia subentende que, ainda que se</p><p>assemelhe a tais registros históricos, pertence ela a uma categoria inteiramente distinta; e que,</p><p>diferentemente de todos os demais escritos, ela não é apenas geralmente digna de fé, mas não contem</p><p>erros e é incapaz de erro; e que assim é porque se distingue absolutamente de todos os outros livros,</p><p>visto que em sim mesma, em cada uma de suas palavras, é a própria palavra de Deus."</p><p>Emery H. Bancroft</p><p>Você é capaz de responder rapidamente às questões abaixo? Por que</p><p>Deuteronômio foi considerado o livro favorito de Jesus? Por que os judeus</p><p>têm o livro de Ester na mais alta estima, considerando-o inferior apenas aos</p><p>livros de Moisés? E por que Lutero o considerou exatamente o contrário?</p><p>Por que o livro de Isaías tem sido chamado "miniatutura da Bíblia", bem</p><p>como "quinto Evangelho"? Por que Zacarias é considerado o livro mais</p><p>misterioso do Antigo Testamento? Se ainda não sabe todas as respostas,</p><p>basta percorrer as páginas deste best-seller didático e esclarecedor. Uma</p><p>obra singular que vai ajudar você a conhecer o Antigo Testamento por meio</p><p>de gráficos e esboços de fácil compreensão.</p><p>19</p><p>CAPÍTULO 05</p><p>4. Falsas teorias quanto à Inspiração da Bíblia.</p><p>a) A Teoria da Inspiração Natural Humana.</p><p>→ Ensina que a Bíblia foi escrita por homens dotados de inteligência e força intelectual</p><p>especiais.</p><p>b) A Teoria da Inspiração Divina Comum.</p><p>→ Ensina que a inspiração dos escritores sagrados é a mesma que hoje temos quando oramos,</p><p>pregamos, cantamos, ensinamos etc.</p><p>c) A Teoria da Inspiração Parcial.</p><p>→ Ensina que partes da Bíblia são inspiradas, outras partes não. Ensina que a Bíblia</p><p>contém a Palavra de Deus e não é a Palavra de Deus.</p><p>d) A Teoria do Ditado Verbal Mecânico.</p><p>→ Ensina que a inspiração é só quanto às palavras, não havendo lugar para a atividade e</p><p>estilo do escritor.</p><p>e) A Teoria da Inspiração das Idéias.</p><p>→ Ensina que Deus ensinou as idéias da Bíblia, não as suas palavras, e estas ficam a cargo</p><p>dos escritores.</p><p>5. A teoria correta quanto a Inspiração da</p><p>Bíblia:</p><p>→ A Inspiração Verbal e Plenária (II Tm 3:16).</p><p>Esta teoria ensina que todas as partes e todas as palavras são igualmente inspiradas.</p><p>Ensina que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu vocabulário; mas, sob a</p><p>influência do Espírito Santo.</p><p>A Inspiração Plenária cessou ao ser escrito o último livro do Novo Testamento</p><p>(Apocalipse).</p><p>☞ Toda (panta) – aponta para a inspiração plenária.</p><p>☞ Escritura (graphe) – aponta para a inspiração verbal.</p><p>☞ Divinamente inspirada (Theopneystos) – como um sopro de Deus. Ação do Espírito</p><p>20</p><p>Santo sobre a Escritura.</p><p>21</p><p>Ampliando o conhecimento</p><p>O Período Interbíblico</p><p>Quando o Antigo Testamento termina, encontramos os judeus de volta do exílio, reconstruindo o</p><p>Templo e Jerusalém; não vemos ali nenhuma menção a Roma, ou a termos tão comuns no Novo</p><p>Testamento como: fariseus, saduceus, zelotes e outros. Foi neste período que se formaram divesos</p><p>conceitos religiosos da época de Jesus. Tudo isso influencia muito o entendimento do Novo</p><p>Testamento.</p><p>A história interbíblica, abrange o período entre a composição dos últimos livros do Antigo</p><p>Testamento e a composição do Novo Testamento. Tal período marca a passagem do Antigo</p><p>Testamento (Velha Aliança) para o Novo Testamento (Nova Aliança), por isso usa-se a expressão:</p><p>intertestamentário (inter = entre / testamentário = testamento). Esse período teve a duração de</p><p>aproximadamente 450 anos. Denominado, ocasionalmente com "quatrocentos anos de silêncio",</p><p>pois verifica-se um vazio dos registros decorrentes do silenciamento da voz profética.</p><p>O PERÍODO PERSA (430 - 332 a.C.)</p><p>A história do Antigo Testamento termina por volta de 430 a.C, com o profeta Malaquias. Os</p><p>babilônios, que tinham destruído Jerusalém em 586 a.C, foram conquistados pelos Medos e Persas.</p><p>O rei persa Ciro, permitiu que os judeus regressassem a Jerusalém em 536 a.C. sob a liderança de</p><p>Esdras e Neemias, o Templo e os muros da cidade foram reconstruídos. Portanto, no fim do Antigo</p><p>Testamento, Judá era uma província persa.</p><p>O PERÍODO GREGO (331 - 167 a.C.)</p><p>Durante o período intertestamentário, Alexandre, o Grande, tornou-se senhor do antigo Oriente</p><p>Médio, após derrotar sucessivamente os persas (334 a 331 a.C.). Com a dominação grega, sua cultura,</p><p>denominada helenismo, fora propagada pelo conhecido da época. O idioma grego tornou- se oficial</p><p>nos reinos dominados, sendo muito utilizado nas relações diplomáticas e comercias. A cultura grega,</p><p>sem dúvida trouxe grandes mudanças para o mundo, as quais vieram a contribuir para o advento</p><p>messiânico.</p><p>Com a morte de Alexandre, aos 33 anos, seus principais generais dividiram seu império em quatro</p><p>porções, sendo que dessas, duas (Ptolomeus e Selêucidas) se constituem como importantes cenários</p><p>para o desenvolvimento histórico do Novo Testamento. Durante este tempo, a Palestina foi dominada</p><p>pela Selêucidas (223-187 a.C.), que tinham por centro a Síria e a Antioquia era a sua capital.</p><p>O DOMÍNIO ROMANO (27 a.C. – 476 d.C.)</p><p>Os romanos permaneceram como governantes supremos da Palestina durante os tempos do Novo</p><p>Testamento. A família de Herodes, juntamente com os procuradores romanos nomeados, governava</p><p>sob a autoridade de Roma.</p><p>22</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>O paralelismo entre Daniel e Apocalipse é notável. Ambos se completam.</p><p>Não se pode estudar um sem o outro. O primeiro ocupa-</p><p>se dos tempos dos gentios. Já o segundo salienta a plenitude dos gentios</p><p>e triunfo completo de Cristo. Em linguagem simples, o autor</p><p>trata de ambos os livros, levando o leitor a familiarizar-se com o que Deus</p><p>reservou para estes últimos dias. Além de um relato sobre os grandes</p><p>impérios mundiais, representados pela estátua de Daniel. Você entenderá o</p><p>que a Bíblia diz realmente sobre o arrebatamento da Igreja. Grande</p><p>Tribulação, Anticristo, Milênio, Juízo Final etc.</p><p>23</p><p>CAPÍTULO 06</p><p>VIII) O Cânon das Escrituras Sagradas</p><p>Significado: Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com padrões determinados</p><p>e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação completa e divina,</p><p>a qual, portanto, é autorizada é obrigatória em relação à fé e à prática.</p><p>Outras expressões afins são: regra, medida, norma de conduta. Neste contexto, é correto afirmar</p><p>que, sob o prisma da canonização, a Bíblia é a nossa regra de fé e conduta.</p><p>“Canonicidade é o estudo que trata do reconhecimento e da compilação dos livros que nos foram</p><p>dados por inspirados por Deus” (Introdução Bíblica, pág. 61).</p><p>Deste modo, cânon se refere à lista de livros reconhecidos como inspirados por Deus.</p><p>"Deve-se reconhecer que cada um dos livros canônicos possui uma qualidade que determinou sua</p><p>aceitação. Foi percebida a sua origem divina, por isso foi aceito. A canonização do livro importava em:</p><p>1) O reconhecimento de que seu ensino era, em sentido todo especial, divino; 2) a consequente</p><p>atribuição ao livro, pela comunidade ou seus</p><p>guias, de autoridade religiosa." Angus-Green.</p><p>1. A necessidade da canonização</p><p>O processo de canonização fez-se necessário pelo fato de que apareceram muitos livros tidos como</p><p>inspirados, contendo doutrinas heréticas e uma série de conteúdos místicos e míticos. Era necessário,</p><p>portanto, estabelecer a diferença.</p><p>É válido lembrar que alguns desses livros continham importantes informações históricas e</p><p>culturais, contudo não tinham peso canônico.</p><p>"Deve ser compreendido, entretanto, que a canonização de um livro não significa que a nação judaica,</p><p>por um lado, ou a igreja Cristã, por outro, tenho dado a esse livro a sua autoridade; antes, significa</p><p>que sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente</p><p>reconhecida como de fato pertencente ao cânon é assim declarado." - Gray</p><p>Definição:A palavra Cânon é derivada da expressão gregakanõn(régua, medida), que por sua vezderiva-se da</p><p>expressão hebraicaqaneh(cana ou vara de medir);;daí tomou o sentido de norma ouregra.Maistarde veioa</p><p>significarregra de fé e,finalmente,catálogoou lista.Ez40:3;eGl6:16.</p><p>24</p><p>2. O Cânon do Antigo Testamento</p><p>São falhas todas as teorias que consideram a canonização dos livros do Antigo Testamento como obra</p><p>do povo. A autoridade canônica e seu reconhecimento são duas coisas distintas. Prova-se por três</p><p>considerações que a decisão do povo não foi a causa da canonicidade.</p><p>1. Naqueles tempos, a autoridade não era considerada como proveniente do povo, mas sim de Deus.</p><p>Tal teoria crítica colocaria à força o princípio da civilização moderna nos tempos antigos;</p><p>2. Os dois relatos da assim chamada canonização não o são propriamente. O que se refere ao livro de</p><p>Deuteronômio no tempo de Josias, nada tem a ver com canonização. O livro era reconhecido como</p><p>sendo já autorizado, por todos que o liam. Disse Hilquias a Safã: "Achei o Livro da Lei na Casa do</p><p>Senhor" (2 Reis 22:8). Semelhantemente, o registro de Neemias 8 não é o da canonização de um</p><p>livro. É claro que Esdras considerava o livro já canônico, caso contrário não teria feito tanta questão</p><p>de lê-lo na assembléia solene do povo, que tinha a mesma opinião, pois pedira a Esdras que lesse</p><p>(Ne 8:1-3) e, "abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé", como evidência dessa autoridade. Sua</p><p>aceitação era apenas o reconhecimento de uma autoridade já existente. A leitura teve por objetivo a</p><p>instrução do povo.</p><p>"O conteúdo verídico das Escrituras tem sido plenamente comprovado apelando-se para os registros</p><p>seculares e para os fatos reais revelados pela pesquisa científica."</p><p>É válido lembrar que o cânon judaico é dividido em três partes: A Lei, os Profetas e os Escritos.</p><p>O processo de canonização dos livros do Antigo Testamento foi lento e gradual. Há um consenso</p><p>entre os teólogos de que Esdras tenha sido um dos primeiros a fazer uma compilação dos livros, durante</p><p>o período do retorno do cativeiro babilônico. Esdras selecionou e preservou os rolos sagrados. A ele é</p><p>atribuída a tríplice divisão do cânon.</p><p>No período dos macabeus (séc. II a.C.) já existia uma coleção dos livros sagrados.</p><p>Filo, escritor e filósofo judeu de Alexandria (30 a.C. – 50 d.C.) possuía todo o cânon do A.T. Em</p><p>seus escritos, ele cita quase todo o A.T.</p><p>25</p><p>Flávio Josefo, historiador judeu e uma das fontes mais confiáveis, depois do A.T., sobre a história</p><p>dos judeus (37–100 d.C.) deu testemunho da conclusão do cânon pela época de Esdras e Neemias com</p><p>22 (24) livros e afirmou ter acesso a eles.</p><p>Jesus Cristo não apenas reconheceu como também usou os textos sagrados do A.T. – Mt 23:35; e</p><p>Lc 24:44.</p><p>Ao que parece, Jesus e seus discípulos, e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam</p><p>plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias</p><p>de Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo</p><p>testamento feita por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Em Lucas 11:51 e 52, Jesus menciona</p><p>que será requerido juízo pelo sangue derramado, desde Abel até Zacarias. A morte de Abel está</p><p>registrada em Gênesis, primeiro livro da Tanakh e a de Zacarias em 2 Crônicas 24,20, último livro da</p><p>Tanakh.</p><p>Os escritores do N.T. tinham como canônicos e citaram os textos vetero-testamentários.</p><p>O Concílio de Jamnia (90 d.C.), presidido por Johanan Bem Zakai, ratificou e confirmou a</p><p>canonização dos livros já aceitos como tal.</p><p>2.1 – Os 3 (três) passos importantes no processo de canonização do A.T. são:</p><p>☞ A inspiração de Deus;</p><p>☞ O reconhecimento por parte do povo de Deus; e</p><p>☞ Coleção a preservação pelo povo de Deus.</p><p>2.2 – A extensão do Cânon do A.T.</p><p>a) Homologúmena (são os livros aceitos por todos).</p><p>Dos 39 livros do A.T., 34 não levantaram suspeitas quanto a sua canonização, ou seja, foram</p><p>facilmente aceitos pela comunidade rabínica. Por isso receberam o nome de homologoumena. Os cinco</p><p>livros da Lei sempre formaram a base para a aceitação de qualquer outro livro, sendo ainda, mais</p><p>facilmente aceitos.</p><p>São classificados como homologoumena 34 livros do A.T., com exceção de: Cântico dos</p><p>cânticos, Eclesiastes, Ester, Ezequiel e Provérbios, que serão analisados posteriormente.</p><p>b) Pseudepígrafos (são os livros rejeitados por todos).</p><p>Uma grande quantidade de livros escritos, principalmente, entre 200 a.C. e 200 d.C. recebeu</p><p>o nome de pseudepígrafos.</p><p>A maior quantidade deles tem conteúdo fantasioso, herético e com erros históricos. Alguns</p><p>deles contêm até alguma verdade, mas não a essência dela. Outros trazem fatos curiosos importantes e</p><p>26</p><p>até são citados no N.T. como, por exemplo, v. Jd 14,15 onde são citados o livro de Enoque e a</p><p>Assunção de Moisés; todavia, não com teor canônico.</p><p>Os psedepígrafos refletem o estilo literário característico de um período bem posterior aos</p><p>escritos proféticos.</p><p>Tais fatores não deixaram margens de dúvidas para os pais do judaísmo; sendo, portanto,</p><p>fácil a rejeição de tais livros. Os pseudepígrafos podem ser divididos em grupos, tais como: os lendários,</p><p>os apocalípticos, os didáticos, os poéticos e os históricos.</p><p>c) Antilegúmena (são os livros questionados por alguns).</p><p>Como vimos acima, dos 39 livros do A.T., 5 (cinco) foram questionados no que diz respeito</p><p>à Sua canonicidade. Isto não significa dizer que não foram canonizados, pois todos eles compõem o</p><p>cânon judaico. São eles: Cântico dos cânticos, Eclesiastes, Ester, Ezequiel e Provérbios. Vamos analisar</p><p>cada um particularmente.</p><p>🕮 Cântico dos Cânticos – a linguagem aparentemente sensual fez com que alguns rabinos</p><p>duvidassem da pureza do livro, questionando assim, sua canonicidade. Dois fatores foram fundamentais</p><p>para a defesa do livro. O primeiro é que o livro ressalta, simbolicamente, a união entre Deus e Israel.</p><p>Nos livros proféticos, tal símbolo é retratado várias vezes. O segundo é que o livro exalta a pureza da</p><p>relação matrimonial.</p><p>🕮 Eclesiastes – O livro de Eclesiastes sofreu objeção pelo fato de mostrar aparente</p><p>ceticismo. Alguns rabinos o chamavam de o “cântico do ceticismo”. A defesa do livro desenvolveu-se</p><p>no sentido de que o livro analisa o homem “debaixo do sol” e em comparação com as coisas eternas,</p><p>tudo, na verdade, não passa de vaidade. Além do mais, o livro, em sua conclusão, aconselha o temor a</p><p>Deus e exalta Sua Lei.</p><p>🕮 Ester – O principal obstáculo ao livro é a omissão do nome de Deus. A principal defesa</p><p>é que, mesmo não aparecendo o nome, todavia a ação de Deus está sempre presente no livro, guardando</p><p>e preservando Seu povo.</p><p>🕮 Ezequiel - Para alguns rabinos o livro do profeta Ezequiel era antimosaico em seu ensino</p><p>e sua tendência “mística” fazia com que tivesse um teor gnóstico. A refutação a tais argumentações foi</p><p>que não se verificaram contradições reais em relação à Toráh e a discussão era mais uma questão de</p><p>interpretação do que de inspiração.</p><p>🕮 Provérbios - Há,</p><p>no livro de Provérbios, uma “aparente” contradição entre um ensino</p><p>e outro. Um conselho e outro. Tal “aparente” contradição fez por em dúvida seus ensinamentos e sua</p><p>canonicidade. A defesa desenvolveu-se no sentido de que, era comum tal linguagem na literatura da</p><p>sabedoria judaica, não havendo, portanto nenhuma contradição. A questão mais uma vez girava em torno</p><p>da interpretação e não da inspiração.</p><p>d) Apócrifos (são os livros aceitos por alguns).</p><p>27</p><p>Existem 15 (quinze) livros, 14 (quatorze) se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, aceitos</p><p>como canônicos pelos católicos romanos e rejeitados pelos judeus e protestantes. São os chamados livros</p><p>apócrifos (ocultos). São livros com grande peso religioso e histórico, porém sem autoridade canônica</p><p>para judeus e protestantes. A grande questão é que, a comunidade rabínica de Alexandria sentia a</p><p>necessidade de uma tradução dos textos sagrados, do hebraico para o grego koinê. Tal tradução incluiu</p><p>os apócrifos, que foram traduzidos mais por questões históricas e culturais do que por entendimento</p><p>canônico. Fato é que a escola rabínica de Jerusalém não incluía tais apócrifos e, no concílio de Jamnia</p><p>foi autenticada a preferência pelo texto de Jerusalém, que na verdade é o texto hebraico. Dessa forma,</p><p>os judeus recusaram a canonização de tais livros. Como, quem entende de antigo Testamento são os</p><p>judeus, é sábia a opção protestante em recusar como canônico tais livros.</p><p>A Vulgata Latina, tradução feita por Jerônimo no séc. IV d.C., incluiu tais livros. Houve</p><p>posicionamentos antagônicos sobre sua aceitação. O fato de que esses livros foram incluídos por</p><p>Jerônimo na Vulgata (completada em 404 d.C), serviu de apoio à sua aceitação, embora o próprio</p><p>Jerônimo tenha dito que eles não eram "livros do Cânon", mas apenas "livros da igreja", úteis e</p><p>proveitosos para os crentes.</p><p>Somente no séc. XVI, por ocasião do Concílio de Trento (1545-1562) é que tais livros foram</p><p>aceitos como canônicos oficialmente pela igreja católica. Até então não o era.</p><p>A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de</p><p>Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C:</p><p>"Quando chequei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas</p><p>foram proclamadas e feitas , e conheci com precisão os livros do Antigo</p><p>Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros</p><p>de Móises, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josié, filho de</p><p>Num, Juízes, Rute, Quatro Livros dos Reinos, dois livros de Crônicas, os Salmos</p><p>de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedori, Eclesiastes, o Cântico dos</p><p>Cânticos, Jó, os profetas Isaías, Jeremias, os Doze num único livro, Daniel,</p><p>Ezequiel, Esdras."</p><p>É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os</p><p>nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Ester. Eusébio cita também Orígenes que teria</p><p>confirmado a maioria dos livros do nosso prensente Cânon do Antigo Testamento (inclusive Ester), mas</p><p>nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão</p><p>"fora desses [livros canônicos]". De modo semelhante, em 367 d.C, o grande líder da igreja, Atanásio,</p><p>bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso autal</p><p>28</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>O Testemunho da Arqueologia – Evidências Corroborativa da Pá e da Picareta Quanto à Exatidão</p><p>das Escrituras.</p><p>O testemunho da arqueologia, quanto à veracidade ou integridade das Escrituras, também pode</p><p>serconsiderado como evidência que corrobora sua inspiração. se as Escrituras devem ser reputadas</p><p>comodeclarações da verdade, sem qualquer mistura de erro, então seu testemunho a respeito de sua</p><p>própriainspiração pode ser aceito como digno de confiança. As citações abaixo ilustram o testemunho</p><p>daarqueologiaquantoàexatidãodosregistrosbíblicos.</p><p>"Há que, imagine que a história de Abraão não deve ser crida mais que a história de Aquiles, deEnéias</p><p>ou do rei Arthur; mas a verdade é que têm sido trazidos à luz documentos escritos no tempo deAbraão</p><p>e na terra onde ele cresceu. Foi descoberto a cidade onde ele nasceu; os detalhes de suaviagem ao Egito</p><p>conforme se conhece agora dão todas as evidências de historicidade, e temos</p><p>provasgrandementeconfirmatóriasarespeitodesuafamosabatalhacontraosreisconfederados,mencionad</p><p>a em Gn 14. Até mesmo Melquisedeque, com quem Abraão se encontrou, não é mais omistério que era</p><p>conformedemonstram astabuinhasde barro deTel-Amarna." - Gray</p><p>Cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Ester. Mencionou também alguns lvros dos</p><p>apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses</p><p>"não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que</p><p>recentemente se uniram a nós e que desejam instruções na palavra de Bondade".</p><p>E. J. Young observa,</p><p>"Não existe nenhum sinal nestes livros que ateste origem divina [...] tanto Judite</p><p>como Tobias contém erros históricos, cronológicos e geográficos. Os livros</p><p>justificam a falsidade e a fraude e faz com que a salvação dependa de obras</p><p>meritórias. [...] Eclesiástico e Sabedoria de Salomão inculcaram uma</p><p>moralidade baseada em conveniências. Sabedoria ensina a criação do mundo a</p><p>partir de matéria preexistente (11:17). Eclesiástico ensina que dar esmolas</p><p>propicia expiação pelo pecado (3:30). Em Baruc se diz que Deus ouve as</p><p>orações dos mortos (3:4), e em 1 Macabeus há erros históricos e geográficos."</p><p>29</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Teologia Sistemática de Wayne Grudem, que já passa das 300 mil cópias</p><p>impressas (somando inglês e português), é apresentada em nova edição</p><p>com capa dura e inclusão de índices de Escrituras, de autores e de</p><p>assuntos, que não só auxiliam no estudo da obra, mas também são</p><p>extremamente úteis para o preparo de mensagens.</p><p>Esta teologia destaca-se por alguns aspectos essenciais: comunicação</p><p>atual; clareza e honestidade; conteúdo abrangente e relevante.</p><p>30</p><p>CAPÍTULO 07</p><p>3. O Cânon do Novo Testamento</p><p>Embora os livros do N.T. tenham sido escritos num período mais curto do que os do A.T., contudo,</p><p>o processo de canonização foi gradual.</p><p>O que mais motivou o processo de seleção e reconhecimento dos livros inspirados foi o fato de</p><p>que nos séc. III e IV d.C. muitas obras espúrias e heréticas foram escritas, utilizando nomes de apóstolos</p><p>de Cristo e/ou buscando autoridade nos seus escritos.</p><p>No primeiro século da era cristã, cópias dos escritos do N.T. já começavam a serem feitas e</p><p>também divulgadas entre as igrejas (Cl 4:16 ; e Ap 1:3).</p><p>O próprio N.T. apresenta a si mesmo como inspirado (I Cor 2:13 ; I Ts 2:13 ; e 5:27). O apóstolo</p><p>Pedro confere aos escritos de Paulo o peso de Escritura (II Pe 3:15 e 16).</p><p>Clemente de Roma (95 d.C.), escrevendo aos cristãos de Corinto, utiliza vários textos do N.T.,</p><p>considerando-os inspirados. Policarpo, bispo de Esmirna, faz citação dos escritos Joaninos, bem como</p><p>de outros textos neo–testamentários.</p><p>O Didaquê (120–150), importante obra da escrita cristã, testemunha o uso de grande parte do</p><p>N.T. Irineu (130–202 d.C.) deu como canônico a maior parte dos livros. Atanásio (293–373 d.C.),</p><p>Jerônimo (340–420 d.C.) e Agostinho (400 d.C.) reconheceram como canônicos todos os livros do</p><p>N.T. O Sínodo de Cartago (397 d. C.) autenticou e reconheceu os livros do N.T. como canônicos.</p><p>3.1 – Os 5 (cinco) passos importantes no processo de canonização do N.T. são:</p><p>☞ A inspiração de Deus;</p><p>☞ O reconhecimento por parte do povo de Deus;</p><p>☞ Coleção e preservação pelo povo de Deus;</p><p>☞ Autoridade apostólica; e</p><p>☞ Testemunho dos pais da Igreja.</p><p>3.2 – A extensão do Cânon do N.T.</p><p>a) Homologoumena (os livros aceitos por todos)</p><p>Dos 27 livros do N.T., 20 (vinte) são considerados homologoumena, ou seja, não levantaram</p><p>maiores suspeitas acerca de sua canonização.</p><p>Os 4 (quatro) Evangelhos formam a base do cânon neo-testamentário.</p><p>Os que incluem dúvidas são: Hebreus, Tiago, II Pe, 2 e 3 Jo, Judas e Apocalipse. Com exceção</p><p>destes, os outros são homologoumena.</p><p>b) Pseudepígrafos (os livros rejeitados por todos).</p><p>31</p><p>Os pseudepígrafos do N.T. constituíram uma série de livros de caráter místico e herético que</p><p>surgiram, principalmente, durante os séc. II e II d. C. A maior parte deles tem origem gnóstica. Outros</p><p>têm influência docéticas e/ou monofisistas. Praticamente, nenhum pai da Igreja os ratificou e nenhum</p><p>concílio declarou canônicos tais livros.</p><p>Eles estão divididos em: falsos Evangelhos, falsos Atos, falsas Epístolas, falsos Apocalipses, além</p><p>de outras obras escritas.</p><p>c) Antilegúmena (os livros questionados por alguns).</p><p>Quanto a sua inspiração, 7 (sete) dos 27(vinte e sete) livros do N.T. levantaram suspeitas, para</p><p>alguns pais da Igreja. Vale lembrar que, se alguns pais levantaram suspeitas, um número considerado de</p><p>pais não duvidaram da inspiração de tais livros, por isso a canonização, direcionada pelo Espírito Santo,</p><p>foi confirmada. São eles: Hebreus, Tiago, II Pe, II e III Jo, Judas e Apocalipse.</p><p>☞ Hebreus – A anonimidade do livro foi a principal suspeita, visto que o autor não se identifica</p><p>como apóstolo. Com o passar do tempo, a carta foi atribuída, ou a Paulo, ou a alguém que estivesse tido</p><p>com ele, o que resolveu o problema. Há, no próprio livro, uma reivindicação de sua autoridade (1:1 ;</p><p>2:3,4 ; 13:22).</p><p>☞ Tiago – Dois fatores principais contribuíram para o questionamento de sua inspiração. O</p><p>primeiro foi com relação à autoria, pois o autor não afirma ser apóstolo. O segundo foi com relação à</p><p>aparente diminuição da graça. Quanto ao primeiro, foi comprovado que Tiago era do círculo apostólico</p><p>e irmão do Senhor. Quanto ao segundo, não foi confirmado nenhum conflito teológico. Era apenas uma</p><p>questão de interpretação do texto. A graça se coaduna com as obras citadas. Uma completa a outra.</p><p>☞ II Pe – O questionamento em torno deste escrito foi o fato de acharem muitas diferenças entre</p><p>a primeira e a segunda carta de Pedro, podendo ser outro autor. Contudo, uma série de fatores históricos</p><p>e doutrinários confirmou tal inspiração. Se a segunda carta estava diferente, era porque o propósito era</p><p>diferente.</p><p>☞ II e III Jo – A questão da anonimidade também foi um fator questionador destas cartas. O autor</p><p>identifica-se, apenas, como “o presbítero”. Contudo, o próprio estilo literário e a tradição da história</p><p>confirmaram tal canonização.</p><p>☞ Judas – O principal questionamento desta carta foi a citação dos pseudepígrafos (Jd 14,15);</p><p>contudo, o fato do autor citar tais livros não significava considerá-los canônicos. Paulo citou várias obras</p><p>escritas, religiosas ou não, nem por isso dava a elas um teor canônico.</p><p>☞ Apocalipse – Dois pontos foram alvos de questionamento. O primeiro foi a linguagem exces-</p><p>sivamente simbólica e, para alguns, mística do livro. O segundo, foi a dificuldade de interpretação do</p><p>capítulo 20 (vinte), que diz respeito ao milênio. A defesa foi feita no sentido de que, o fato de ser</p><p>simbólico, devido à linguagem escatológica, não significa ser herético. O segundo foi que, não era o</p><p>32</p><p>fato de ser um capítulo difícil de interpretar que deveria justificar sua negação. Há no livro um sentido</p><p>perfeito de complemento com Gênesis, o primeiro livro da Bíblia e com Daniel, o livro escatológico do</p><p>A.T.</p><p>d) Apócrifos (os livros aceitos por alguns)</p><p>A diferença entre os pseudepígrafos e os apócrifos do N.T. é que estes gozavam de maior aceitação</p><p>por parte dos pais da Igreja. Alguns deles com grande cunho histórico na Igreja, como é o caso do</p><p>Didaquê e a Epístola aos Coríntios, escrita por Clemente. Alguns foram postos em dúvida, como no caso</p><p>da Epístola do Pseudo-Barnabé e a Carta aos Laodicenses. Fato é que, mesmo os reconhecidos como</p><p>históricos não tiveram peso para serem aceitos como canônicos.</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>A Situação Histórica no Antigo Oriente na época da Consolidação de Israel</p><p>(Em torno de 1200 a.C)</p><p>A época da sedentarização e consolidação de Israel e, mais tarde, da formação do Estado sob</p><p>Saul e Davi foi uma época de declínio político dos vizinhos de Israel. Primeiramente, isso é observado</p><p>no Egito. Costuma-se dividir a história egípcia em três impérios, a saber o Antigo Império (2850- 2200),</p><p>um Primeiro Período Intermediário (2200-2050), o médio Império (2000-1780), o Segundo Período</p><p>Intermediário ou a Época dos Hicsos (1780-1570), e finalmente o Novo Império (1570-1200). Seguem-</p><p>se a Época Tardia e a Época dos Ptlomeus.</p><p>Formalmente, em torno de 1200, os faraós egípcios eram os soberanos da Síria-Palestina. Eles</p><p>assumiram este domínio, por sua vez, dos hicsos que tinham sido, na época entre o Médio e o Novo</p><p>Império, os senhores do Egito e também da região siro-palestinense. O sacerdote egípcio Maneto, da</p><p>época Tardia, que escreveu uma história do Egito preservada em fragmentos e dividida em 30 dinastias,</p><p>diz dos hicsos: "De modo imprevisto, homens de uma raça desconhecida, vindos do oriente, tiveram a</p><p>coragem de assaltar nosso país, e eles o conquistaram sem qualquer dificuldade e sem combate violento</p><p>(...)." O interessante desse registro é principalmente que a dominação dos hicsos foi antes o resultado de</p><p>uma infiltração e um solapamento do que uma conquista. Errado na nota de Maneto é que os hicsos</p><p>teriam sido de uma raça estranha. Eles eram, majoritariamente, semitas, embora tivessem acolhido</p><p>muitos elementos de outra origem. Isso se mostra pelos muitos nomes não semitas preservados nos</p><p>documentos da época depois da dominação dos hicsos na região siro- palestinense. Este fato tem uma</p><p>importância direta para a história de Israel e porque é característico do tipo de população da terra de</p><p>Canaã, ou seja, da terra da qual Israel tomou posse como a terra prometida aos pais.</p><p>Os hicsos usavam carros de guerra puxados por cavalos. Também este detalhe tem sua importância direta</p><p>na história primitiva de Israel. Nas regiões dominadas pelos hicsos, o uso deste novo tipo de armas levou</p><p>a uma nova ordem social. Pois carros de guerra e cavalos não eram armas que estivessem à disposição</p><p>de qualquer pessoa; antes, eles qualificavam aquele que o possuísse e os soubesse manejar como</p><p>cavaleiro. De fato, naquela época surgiu um tipo de cavalaria que se consolidou como elite dominante</p><p>nas localidades fortificadas de Canaã. A nova ordem social cavaleiresca sobreviveu ao fim da dominação</p><p>dos hicsos. Quando, mais tarde, as tribos israelitas precisaram se defender contra os reis cananeus,</p><p>militarmente superiores, estes temidos guerreiros com seus carros eram os descendentes daqueles hicsos.</p><p>33</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Excelente panorama histórico do Antigo Testamento. Acadêmico e</p><p>evangélico em sua perspectiva. Aborda os diversos períodos do Israel</p><p>bíblico, desde o período patriarcal até a época pós-exílica. Além de</p><p>abrangente e detalhada, a obra apresenta muita informação importante de</p><p>cunho geográfico, arqueológico e lingüístico.</p><p>Dr. Schultz está familiarizado com as mais recentes descobertas feitas</p><p>pela arqueologia e pela história antiga.</p><p>34</p><p>CAPÍTULO 08</p><p>IX) As principais línguas de escrita da Bíblia</p><p>Como foi dito no início, a escrita foi uma das maiores “conquistas” da humanidade, desde os</p><p>sumérios com seus escritos cuneiformes, ou os egípios com seus hieróglifos, até aos fenícios que nos</p><p>deixaram seu alfabeto.</p><p>As principais línguas em que a Bíblia foi escrita são oriundas da família de duas línguas, em sua</p><p>origem, que são:</p><p>☞ Origem Semítica – o hebraico e o aramaico (siríaco); e</p><p>☞ Origem Indo-européia – o grego koinê e o latim.</p><p>A principal língua em que o Antigo Testamento foi escrito foi o hebraico, com alguns textos em</p><p>aramaico e persa.</p><p>☞ Aramaico: Ed.</p><p>4:8–6:18; 7:12–26; Dn 2:4–7:28; e Jr 10:11</p><p>☞ Persa: Ed. 8:36; Et. 3:13; e Dn. 3:2.</p><p>A principal língua em que o Novo Testamento foi escrito foi o grego koinê, com alguns textos em</p><p>aramaico e latim.</p><p>Existem algumas expressões idiomáticas de origem hebraica, tais como: “e sucedeu que”.</p><p>X) Os principais materiais de escrita da Bíblia</p><p>Embora se deva admitir que algumas das formas antigas de se escrever também foram usadas pelos</p><p>escritores bíblicos, tais como: tabuinhas de barro (Jr. 17:13) e pedras (Ex. 24:12); contudo, houve dois</p><p>materiais principais utilizados para a escrita da Bíblia, que são:</p><p>a) O Papiro (junco) hb. Gome / gr. Chártex.</p><p>Eram folhas de uma planta aquática, muito comum no Egito antigo e cresciam no Nilo.</p><p>Eram prensados e colados para formar um rolo. Ap 5:1 ; 2 Jo 12.</p><p>b) O pergaminho – gr. Membrana.</p><p>Era um material feito de peles de animais, sendo melhor para a escrita e mais resistente do</p><p>que o papiro e seu uso mais recente. Outros estágios deste material eram o velino e o couro. O apóstolo</p><p>Paulo faz referência ao pergaminho – II Tm 4:13.</p><p>XI) Os principais manuscritos da Bíblia.</p><p>A grande quantidade de textos que os teólogos chamam de “originais”, na verdade são cópias, pois</p><p>não há ninguém que tenha acesso a eles.</p><p>35</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Ampliandooconhecimento...</p><p>Os textos originais são os Autógrafos, ou seja, os que de fato foram escritos pelos autores. As</p><p>cópias são denominadas de Manuscritos.</p><p>A confiabilidade de um manuscrito, se ele é ou não oriundo de seu autógrafo, está inserida na</p><p>quantidade e na qualidade do mesmo. Deve haver a mínima discrepância entre uma cópia e outra. A</p><p>inerrância de um texto está inserida na discrepância de seus manuscritos.</p><p>A Bíblia Sagrada é a obra literária que tem a maior quantidade e a melhor qualidade de seus</p><p>manuscritos. A diferença de uma cópia e outra é tão pouca, que chega a ser considerada desprezível. Eis,</p><p>agora, os principais manuscritos do A.T. e do N.T.</p><p>O Dicionário Expositivo do Antigo Testamento será ferramenta útil nas mãos</p><p>do estudante que tem pouco ou nenhum treinamento formal no idioma</p><p>hebraico. Ele abrirá os tesouros da verdade que estão enterrados no idioma</p><p>original do Antigo Testamento, às vezes perto da superfície e, às vezes,</p><p>profundamente encravado bem abaixo da superfície.O estudante treinado em</p><p>hebraico descobrirá que o Dicionário Expositivo é fonte de referência de fácil</p><p>manejo. Mas o estudante sem treinamento em hebraico experimentará</p><p>excitação especial ao poder usar esta ferramenta de estudo na exploração das</p><p>verdades da Bíblia hebraica que, de outro modo, não lhe estariam</p><p>acessíveis.estudante sério do Antigo Testamento sem ter um conhecimento do</p><p>idioma hebraico.</p><p>36</p><p>CAPÍTULO 09</p><p>1. Os principais manuscritos do A.T.</p><p>☞ Os textos massoréticos – esta expressão é derivada da palavra massoretas, que era um grupo</p><p>de escribas judeus que copiavam e preservavam os manuscritos do Antigo Testamento. Tais cópias eram</p><p>muito confiáveis, pelo fato da seriedade e rigorosidade com que eram feitas. Se houvesse qualquer</p><p>dúvida, a cópia era automaticamente destruída.</p><p>☞ Os rolos do mar morto – descobertos em 1947, por um jovem árabe que estava perseguindo</p><p>sua cabra perdida nas grutas, tais manuscritos constituem, hoje, os mais antigos. Dentre tantas obras</p><p>encontradas, como por exemplo, textos dos essênios, escritos apócrifos e pseudepígrafos, havia nestas</p><p>grutas, uma quantidade interessante de escritos vetero-testamentários e, dentre eles, o que mais se</p><p>destaca foi a quantidade encontrada do profeta Isaías.</p><p>2. Os principais manuscritos do N.T.</p><p>☞ Os papiros – estas são as cópias mais antigas e datam dos séc. II e III d.C., quando o</p><p>cristianismo ainda era perseguido. Existem cerca de 26 (vinte e seis) manuscritos em papiro.</p><p>☞ Os unciais (maiúsculos) – No geral, são considerados os mais importantes. Datam dos séc. IV</p><p>e V d.C. Foram produzidos em velino e pergaminho (materiais muito próximos). Existem cerca de 297</p><p>(duzentos e noventa e sete) textos unciais.</p><p>☞ Os minúsculos (cursivos) – Se comparados aos papiros e unciais, são inferiores a eles;</p><p>contudo, são importantes por causa do relevo dispensado às famílias textuais. Tais manuscritos datam</p><p>dos séc. IX ao XV d.C. Somam 4643 (quatro mil, seiscentos e quarenta e três), sendo 2646 (dois mil,</p><p>seiscentos e quarenta e seis) manuscritos e 1997 (um mil, novecentos e noventa e sete) lecionários (livros</p><p>antigos que a igreja usava nos cultos).</p><p>37</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Ampliando o conhecimento...</p><p>Manuscritos do Mar Morto</p><p>A maior evidência histórica da autenticidade bíblica são os Manuscritos do Mar Morto. Os MM são uma</p><p>grande quantidade de documentos encontrados em várias cavernas próximas ao Mar Morto, na Palestina.</p><p>Foi provavelmente em 1947 que surgiram os primeiros deles numa caverna em Wadi Qumran, situada</p><p>nas escarpas ocidentais do norte desse mar. Depois disso, foram achados outros tantos fragmentos de</p><p>rolos de papiro e até livros inteiros, como o de Isaías. Paul Frischauer escreveu o seguinte em seu livro</p><p>Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas (p. 105) sobre o Rolo de Isaías: “O texto mais</p><p>antigo em língua hebraica, o Rolo de Isaías, encontrado em 1947 em Ain Fekskha, no Mar Morto,</p><p>provém de uma época ao redor do ano 100 antes da nossa era. Seu conteúdo confere, palavra por palavra,</p><p>com os trechos textuais correspondentes do Códex Petropolitanus, escrito no ano 916 da nossa era e que,</p><p>antes do achado de Isaías, era tido como o mais antigo original em língua hebraica do Velho</p><p>Testamento.”</p><p>A esse acervo de documentos deu-se o nome de Manuscritos do Mar Morto. E “os Manuscritos do Mar</p><p>Morto são, talvez, o acontecimento arqueológico mais sensacional do nosso tempo!”[1] Os estudos</p><p>demonstraram que esses manuscritos foram escritos no período que vai do século 2 a.C. até o século 2</p><p>d.C., portanto, cerca de duzentos anos antes do tempo de Jesus Cristo, e cerca de 1000 anos antes da</p><p>cópia mais antiga até então.</p><p>Esse fato é, também, confirmado pelo pesquisador Hugh J. Schonfield, no livro A Bíblia Estava Certa</p><p>– Novas Luzes Sobre o Novo Testamento. Ali, na página 39, o autor diz: “Quando os pergaminhos do</p><p>Mar Morto foram desencavados de uma gruta em Khirbet Qumran, lá pelas margens do noroeste daquele</p><p>mar, o primeiro de todos a ser desenrolado e examinado em Jerusalém, em 1948... era precisamente um</p><p>dos livros, ou rolos, do profeta Isaías. Perpassou por todo o orbe um calafrio ao fazer-se saber que esse</p><p>manuscrito datava de cerca de 100 anos antes de Cristo. Era um milênio mais antigo do que qualquer</p><p>cópia conhecida.” O manuscrito mais antigo, no entanto, é um fragmento do livro de Samuel, do ano</p><p>225 a.C., achado na caverna número 4.</p><p>A datação do edifício principal de Khirbet Qumran foi facilitada pelo fato de que muitas moedas foram</p><p>ali achadas. Como de Vaux observou, “as datas são confirmadas [também] pela cerâmica em diferentes</p><p>partes do edifício” (Citado por S. J. Schwantes, emArqueologia, p. 135).</p><p>A descoberta dos Rolos do Mar Morto, na região de Qumran, perto</p><p>de Jericó, foi a mais importante descoberta arqueológiva para a</p><p>cristandade do século XX.</p><p>Em seu aspecto teológico, a descoberta lançou muita luz,</p><p>especialmente no campo da crítica textual, para melhor interpretação</p><p>das Escrituras Sagradas.</p><p>38</p><p>CAPÍTULO 10</p><p>XII) As principais traduções da Bíblia.</p><p>A Bíblia é a principal revelação escrita de Deus aos homens, e era justo que ela estivesse ao alcance</p><p>de toda a humanidade e, não apenas de um grupo seleto. Não é a toa que o N.T. foi escrito em grego</p><p>comum. Dentre tantas traduções importantes, destacam-se duas: A Septuaginta e a Vulgata.</p><p>1. A Septuaginta (LXX).</p><p>É a principal tradução do A.T. feita do hebraico para o grego. Foi feita nos períodos de 284 – 247</p><p>a.C., na cidade de Alexandria,</p><p>no Egito, onde havia uma importante escola rabínica. Durante o período</p><p>inter-bíblico, o hebraico já havia se tornado uma língua religiosa e de difícil compreensão, enquanto que</p><p>o grego já era uma língua universal.</p><p>O nome Septuaginta é oriundo do latim, sendo também chamada de versão dos setenta. Para</p><p>alguns pesquisadores e teólogos, tal nome foi dado pelo fato de que a tradução foi feita por 70 (setenta)</p><p>escribas. Para outros, por 72 (setenta e dois) escribas. Para uns, em 70 (setenta) dias, para outros em 72</p><p>(setenta e dois) dias.</p><p>A versão dos 70 (setenta) trouxe consigo os livros apócrifos, que foram incluídos mais por razões</p><p>históricas e culturais do que canônicas. Sendo assim, após a tradução dos setenta, havia duas principais</p><p>versões do cânon. Uma de Jerusalém (hebraico) que excluía os apócrifos e outra de Alexandria (grego)</p><p>que incluía os apócrifos. No concílio de jamnia (90 d.C.), os rabinos optaram pelo cânon de Jerusalém</p><p>como oficial, excluindo os apócrifos.</p><p>2. A Vulgata.</p><p>É a tradução de toda a Bíblia para o latim, feita (mas não concluída) por Jerônimo no IV séc. d.</p><p>C. Nesta época o cristianismo já havia se tornado a religião oficial do Império Romano, que, por sinal já</p><p>estava em processo de queda. Tal cópia não foi a primeira feita para o latim, contudo foi a mais</p><p>importante.</p><p>Embora Jerônimo tenha recorrido ao hebraico para a tradução do A.T., a ordem da Bíblia baseou-</p><p>se na Septuaginta. Eis o porquê da presença dos apócrifos e, embora o próprio Jerônimo não desse tanta</p><p>importância para eles, após a sua morte, foram incluídos no texto.</p><p>A Vulgata tornou-se a versão oficial da igreja católica no Concílio de Trento, no séc XVI. Nesta</p><p>ocasião os apócrifos foram aceitos como canônicos.</p><p>39</p><p>3. Outras traduções</p><p>Não se pode negar o fato de que a Reforma Protestante popularizou a Bíblia Sagrada e fez com</p><p>que ela ficasse ao alcance do leigo. A Bíblia passou a ser mais lida, exatamente com é a vontade de</p><p>Deus.</p><p>Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, Wycliffe (pré–reformador) para o inglês, e muitas outras</p><p>versões foram feitas.</p><p>As principais versões da língua portuguesa se devem a:</p><p>☞ João Ferreira de Almeida – português, da cidade de Lisboa, converteu-se ao</p><p>protestantismo ainda adolescente. Em 1645, com quase 17 (dezessete) anos, iniciou a tradução da Bíblia</p><p>para o português, contudo ele perdeu seu manuscrito, recomeçando em 1648 e concluindo em 1676. Esta</p><p>versão foi alvo de aperfeiçoamento e correções. Hoje, as principais versões de Almeida são: Almeida</p><p>Revista e Corrigida (ARC), da Imprensa Bíblica Brasileira e Almeida Revista e Atualizada (ARA), da</p><p>Sociedade Bíblica do Brasil.</p><p>☞ Antônio Pereira Figueredo – Padre, nascido nas proximidades de Lisboa, traduziu a</p><p>Bíblia baseando-se na Vulgata. Figueredo incluiu os apócrifos. Em 1790 ele completa a publicação do</p><p>A.T. e em 1819 veio à luz a Bíblia completa. Em 1821, ela foi publicada em um só volume.</p><p>☞ Matos Soares – Padre, realizou a tradução mais comum entre os católicos. Foi publicada</p><p>em 1930 e baseou-se na Vulgata.</p><p>☞ Tradução Brasileira – Empenhados na disseminação da Bíblia no Brasil uma comissão</p><p>de teólogos brasileiros e estrangeiros patrocinaram uma nova tradução da Bíblia, baseados em</p><p>manuscritos melhores do que os de Almeida. Iniciou-se em 1902 e completou-se em 1917.</p><p>As principais Sociedades bíblicas do Brasil são:</p><p>☞ Imprensa Bíblica Brasileira – fundada em 1940;</p><p>☞ Sociedade Bíblica do Brasil – fundada em 1948;</p><p>☞ Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil – fundada em 1969; e</p><p>☞ Sociedades Bíblicas Unidas.</p><p>Várias revisões têm sido feitas, através dos anos, em cima da versão de Almeida, que é a principal</p><p>versão utilizada pelos evangélicos.</p><p>40</p><p>SUGESTÃODELEITURA</p><p>Esta obra destina-se principalmente a pessoas interessadas em traduzir a</p><p>Bíblia, ou partes dela, para a sua língua materna. Pode ser utilizada como</p><p>livro-texto em cursos para tradutores ou em classes menos formais. Esta é a</p><p>2ª edição – revisada e ampliada – da publicação, que é uma versão e</p><p>adaptação para o português do livro Bible Translation, de Katharine</p><p>Barnwell. No total são 35 capítulos, sendo que os seis primeiros tratam dos</p><p>princípios básicos de tradução da Bíblia e os demais analisam problemas</p><p>comuns enfrentados por tradutores da Bíblia, além de explicarem as</p><p>diferentes etapas de um projeto de tradução. Com esse livro, o tradutor</p><p>poderá aprofundar sua compreensão dos princípios de tradução da Bíblia e</p><p>aplicar esses princípios de forma eficaz, para obter uma tradução correta e</p><p>clara.</p><p>Ampliando oconhecimento...</p><p>Comparativo entre versículos Bíblicos em diferentes traduções da Bíblia</p><p>41</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Bancroft, Emery H. Teologia Elementar: Doutrinária e conservadora. São Paulo, 2006.</p><p>BENTES, J. M. e CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia da Bíblia, Teologia e filosofia. 4ª edição. São Paulo:</p><p>Candeia, 1997.</p><p>BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento.3ª edição. São Paulo:</p><p>Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1989.</p><p>BUENO, Francisco da Silveira. Minidicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: FTD S.A., 1996.</p><p>Cairns, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. 20ª ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1990.</p><p>FRIBERG, Bárbara e FRIBERG, Timothy. O Novo Testamento Grego Analítico. São Paulo: Sociedade</p><p>Religiosa Edições Vida Nova, 1987.</p><p>Gruden, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.</p><p>Gunneweg, Antonius H.J. História de Israel. São Paulo: Edições Loyola, 2005.</p><p>JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. 1ª edição. Tradução de Vicente Pedroso. RJ: CPAD, 1991.</p><p>NIX, William e GEISLER, Normam. Introdução Bíblica 5ª impressão. São Paulo: Editora Vida,</p><p>2003.</p><p>OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. São Paulo: Editora Vida, 2001.</p><p>Silva, Pastor Sebastião Laurindo da. Apostila “Introdução Bíblica”</p><p>- Bíblias de Estudo utilizadas:</p><p>→ Bíblia de Jerusalém, ed. Paulinas.</p><p>→ Bíblia de Estudo de Genebra, Editora Cultura Cristã.</p><p>→ Bíblia Anotada, Editora Mundo Cristão.</p><p>42</p>

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