Prévia do material em texto
<p>Apostila de aulas práticas</p><p>FISIOLOGIA VEGETAL</p><p>Profª Reisila Migliorini Mendes | Curso de Ciências Biológicas | Ibirité</p><p>Aluno: ___________________________________________________</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 2</p><p>Sumário</p><p>APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................... 3</p><p>Recomendações aos alunos ........................................................................................................................... 4</p><p>Aula Prática nº 1 – DIFUSÃO, OSMOSE E PLASMÓLISE ....................................................................... 5</p><p>Aula prática nº 2 – DEFORMAÇÃO DA MATRIZ DE CELULOSE EM VIRTUDE DO PROCESSO DE</p><p>EMBEBIÇÃO E SECAGEM RÁPIDA ........................................................................................................ 8</p><p>Aula prática nº 3 – ADSORÇÃO PELA MATRIZ DO SOLO E PERMEABILIDADE DE</p><p>BIOMEMBRANAS .................................................................................................................................... 10</p><p>Aula prática nº 4 - CULTIVO HIDROPÔNICO ........................................................................................ 12</p><p>Aula Prática nº 5 - Nódulos em raiz de leguminosa .................................................................................... 14</p><p>Aula Prática nº 6 - Luminosidade x produção de gás ................................................................................. 15</p><p>Aula Prática nº 7 - Produção de amido ....................................................................................................... 18</p><p>Aula Prática nº 8 – Coloração do apoplasto xilemático envolvido no transporte de longa distância ......... 20</p><p>Aula Prática nº 9 - Amadurecimento de frutos ........................................................................................... 23</p><p>Aula Prática nº 10 - Movimentos vegetais - Tropismo ............................................................................... 26</p><p>Aula Prática nº 11 - Germinação de sementes ............................................................................................ 28</p><p>Aula Prática nº 12 – Produzindo chuva ácida ............................................................................................. 30</p><p>Aula Prática nº 13 – Pegada Ecológica ....................................................................................................... 33</p><p>Aula Prática nº 14 – Decomposição ............................................................................................................ 38</p><p>Aula Prática nº 15 – Fluorescência da clorofila e separação de pigmentos por cromatografia em papel ... 39</p><p>Aula Prática nº 16 – Abertura estomática, organização dos estômatos na folha e potencial hídrico foliar 43</p><p>Aula Prática nº 17 – Enraizamento de estacas ............................................................................................ 46</p><p>Referências bibliográficas ........................................................................................................................... 48</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 3</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>A biologia é uma ciência marcadamente experimental. Assim sendo, é coerente</p><p>sistematizar práticas de laboratório que ancorem a construção conceitual.</p><p>Reuni alguns experimentos numa apostila e, com mais essa ferramenta, espero</p><p>contribuir para organizar, estimular e aprimorar os estudos, as ideias e as produções</p><p>dos meus alunos.</p><p>Espero que aproveite ao máximo o trabalho desenvolvido e, cada vez mais, construa</p><p>CIÊNCIA!</p><p>Bom estudo,</p><p>Reisila Migliorini Mendes</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 4</p><p>Recomendações aos alunos</p><p>Comparecer à aula pontualmente e munido de jaleco branco;</p><p>Ouvir atentamente, as explicações iniciais da professora a respeito dos aspectos</p><p>teóricos e práticos relevantes;</p><p>Dividir os trabalhos equitativamente com os colegas do grupo;</p><p>Anotar minuciosamente, as observações e os resultados para preenchimento do</p><p>relatório. Discutir com o professor e colegas todos os pontos duvidosos;</p><p>Usar o material estritamente necessário, evitando desperdícios e danos.</p><p>Tomar conhecimento das instalações do laboratório, bem como de suas normas de</p><p>funcionamento;</p><p>A bancada é de uso exclusivo para a realização da aula prática e somente a apostila</p><p>de práticas e os materiais fornecidos devem ser ali colocados. As mochilas e demais</p><p>pertences devem ser colocadas na mesa atrás da porta do laboratório ou no chão</p><p>próximo ao quadro.</p><p>Devem ser evitadas conversas em voz alta, e sobre assuntos alheios à aula.</p><p>No início da aula:</p><p>O uso da apostila é imprescindível a partir da primeira aula;</p><p>A bancada de trabalho deve estar sempre limpa e livre de materiais estranhos ao</p><p>trabalho e os bancos no lugar;</p><p>Leia o roteiro da prática a ser executada e verifique se todo material necessário para</p><p>a atividade está disponível em sua bancada.</p><p>No final de cada aula prática, verifique se:</p><p>A bancada e os aparelhos ópticos estão em ordem e limpos antes de guarda-los. As</p><p>lentes objetivas e oculares do microscópio óptico estão na sua posição correta (no</p><p>menor aumento e distanciados da platina). A platina do microscópio óptico está</p><p>completamente seca.</p><p>Todo o material usado de ser lavado ao final de cada aula e organizado novamente</p><p>na bancada para a próxima turma.</p><p>As mãos devem ser exaustivamente lavadas com sabão líquido e enxugadas com</p><p>papel toalha.</p><p>O jaleco dever ser retirado imediatamente após a lavagem das mãos e não deve, em</p><p>hipótese alguma, ser utilizado em ambientes externos ao laboratório, tais como sala</p><p>de aula e cantina.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 5</p><p>Aula Prática nº 1 – DIFUSÃO, OSMOSE E PLASMÓLISE</p><p>Introdução</p><p>Difusão e osmose são processos físico-químicos que também ocorrem em</p><p>sistemas biológicos e podem condicionar o transporte de substâncias em pequenas</p><p>distâncias nos tecidos ou células adjacentes. A difusão é um processo relativamente</p><p>simples que ocorre tanto em meio líquido quanto gasoso, não exigindo a presença de</p><p>biomembranas. No caso da osmose, é necessária a presença de uma biomembrana</p><p>seletivamente permeável para que o fenômeno ocorra.</p><p>A plasmólise é um fenômeno artificial, útil e didático para o estudo do transporte</p><p>de água de célula a célula e facilmente observada ao microscópio óptico. Quando a</p><p>membrana plasmática (plasmalema) se descola da parede celular é possível observar</p><p>uma ‘figura de plasmólise’. A plasmólise só ocorre quando o tecido vegetal estiver</p><p>submerso em um meio com menor energia livre de água. O tecido vegetal perde</p><p>água para o meio e o volume celular diminui. A parte mais rígida da célula (parede</p><p>celular) não acompanha mais a diminuição volumétrica, o interior celular encerrado</p><p>pela plasmalema continua a diminuir deslocando essa biomembrana da parede celular.</p><p>Objetivos</p><p>• Apresentar as diferenças entre difusão e osmose;</p><p>• Exemplificar a plasmólise no nível da célula e do tecido.</p><p>A – Difusão de gases na atmosfera</p><p>Materiais</p><p>• Tubo de vidro com 10 cm</p><p>• 2 pipetas de Pasteur</p><p>• Solução de NH4OH (Hidróxido de amônio)</p><p>• Solução de HCl</p><p>Procedimentos</p><p>1. No tubo de vidro, dois gases irão se difundir e quando se encontrarem formarão</p><p>um anel branco.</p><p>2. UTILIZAR a pipeta de Pasteur para pingar, simultaneamente, 4-5 gotas de</p><p>NH4OH em uma das extremidades do tubo e 4-5 gotas de HCl na outra.</p><p>3. Os gases formados (NH3 e HCl) migram em direção ao centro do tubo e, no</p><p>encontro, há a formação</p><p>é amarela e contém acetato de etila e carotenóides, que</p><p>não são alterados pelo tratamento com soda.</p><p>B. Cromatografia</p><p>Uma técnica extremamente simples que permite a separação desses pigmentos é a</p><p>cromatografia em papel, permitindo a identificação de compostos químicos em plantas. No</p><p>caso, a cromatografia consiste no uso de tiras de papel-filtro como suporte de uma fase</p><p>aquosa (polar), na qual uma fase móvel orgânica (apolar) se dirige para o ápice. As</p><p>substâncias a serem separadas são colocadas próximo à base da tira (origem) e se movem</p><p>verticalmente, dependendo da sua afinidade por uma das fases (aquosa ou orgânica). A</p><p>separação é, portanto, baseada na partição líquido-líquido dos compostos. Quanto mais</p><p>apolar é pigmento, maior será sua afinidade pela fase móvel. Em contraste, quanto menos</p><p>apolar ele for, mais retido pela fase estacionária (aquosa) ele será, permanecendo mais</p><p>próximo à origem do cromatograma.</p><p>1. RECORTAR um retângulo de 5 cm x 2 cm de papel para coar café ou cartolina;</p><p>2. COLETAR um pequeno volume da solução B com um tubo capilar com o menor</p><p>diâmetro interno disponível. DEPOSITAR cuidadosamente a solução do capilar num</p><p>ponto na região central do papel a cerca de 1 cm de uma das extremidades. Tome</p><p>cuidado para que o diâmetro do extrato no papel não exceda 0,5 cm;</p><p>3. DEIXAR evaporar o extrato no papel e FAZER novas aplicações até que se obtenha</p><p>uma mancha verde intensa;</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 41</p><p>4. COLOCAR um volume de removedor de cera ou querosene num béquer de 50 mL</p><p>que corresponda a uma altura de 3 mm do solvente no fundo do recipiente;</p><p>5. COLOCAR o papel no recipiente, com a mancha voltada para baixo, e COBRIR</p><p>com uma placa dePetri;</p><p>6. ACOMPANHAR a ascensão do solvente, até chegar à extremidade superior do</p><p>papel. RETIRAR o papel e DEIXAR evaporar o solvente;</p><p>7. Obtém-se uma zona amarela, superior, correspondente aos carotenóides, e uma</p><p>verde, inferior,correspondente às clorofilas.</p><p>C. Fluorescência da clorofila</p><p>A luz é uma forma de energia radiante resultante de uma pequena fração da</p><p>radiação eletromagnética perceptível ao olho humano, sendo constituída por</p><p>movimentos ondulatórios na forma de pacotes de energia (fótons). A luz visível é</p><p>definida como qualquer radiação eletromagnética que se situa entre as faixas do</p><p>ultravioleta e do infravermelho. Para que a energia luminosa seja utilizada pelos</p><p>sistemas vivos é necessário que ela seja absorvida e, nas plantas, a absorção dessa</p><p>energia é realizada pelas clorofilas e carotenoides.</p><p>As folhas absorvem mais fortemente as radiações nas faixas do azul-violeta e do</p><p>amarelo-vermelho, mas transmitem ou refletem quase toda a radiação na faixa do</p><p>verde. Cada fóton da radiação absorvida irá excitar uma molécula de clorofila ou</p><p>carotenoide nos tilacoide dos cloroplastos. Parte da energia de cada fóton,</p><p>independente da sua energia (cor, faixa do espectro ou comprimento de onda) é</p><p>dissipada na forma de calor. Outra fração dessa energia é dissipada como</p><p>fluorescência, radiação emitida pelas clorofilas na região do vermelho e em</p><p>comprimento de onda maior do que o recebido.</p><p>A fluorescência tem sido utilizada na avaliação da ocorrência de estresses em</p><p>plantas, sendo uma estimativa da eficiência fotoquímica, parâmetro fisiológico que</p><p>estima a eficiência com que os fótons absorvidos pelas antenas dos fotossistemas são</p><p>convertidos em poder redutor (NADPH). Normalmente, a eficiência fotoquímica é</p><p>reduzida quando as plantas são submetidas a condições de estresses</p><p>Material</p><p>• Extrato de folhas, anilina verde, água</p><p>• Luz UV</p><p>Procedimento</p><p>1. DILUIR a anilina verde em 50 ml de água, deixando a coloração bem próxima da cor</p><p>do extrato de clorofila;</p><p>2. COLOCAR um pouco de extrato de clorofila em um tubo de ensaio e a mesma</p><p>quantidade da anilina verde dissolvida em outro tubo de ensaio;</p><p>3. COLOCAR os dois tubos de ensaio sob iluminação de um feixe de luz UV;</p><p>4. ANOTAR os resultados.</p><p>Questionário</p><p>1. QUAIS são os pigmentos lipossolúveis das plantas verdes? ONDE eles se localizam</p><p>nas células?</p><p>2. QUAIS são os pigmentos hidrossolúveis das plantas verdes e EM QUE parte das</p><p>células eles se encontram?</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 42</p><p>3. POR QUE podemos afirmar, com certeza, que as antocianinas não participam da</p><p>fotossíntese?</p><p>4. QUAIS são as funções dos flavonóides (antocianinas e betalaínas) nos tecidos</p><p>vegetais?</p><p>5. POR QUE certos frutos ficam mais vermelhos quando exposto à luz solar?</p><p>6. COMO é explicada a separação de pigmentos pela cromatografia em papel,</p><p>considerando-se a estrutura molecular de cada composto?</p><p>7. O QUE é luz? Nas plantas, QUAIS pigmentos são responsáveis pela sua absorção?</p><p>8. QUAIS são as faixas de comprimento de onda em que os extratos de pigmentos dos</p><p>cloroplastos mais absorvem?</p><p>9. O QUE é fluorescência? Como ela pode ser utilizada como estimativa da eficiência</p><p>fotossintética das plantas?</p><p>10. COMO ocorre emissão de fluorescência da clorofila e por que esse fenômeno deve ser</p><p>mais intenso no recipiente com o solvente contendo os pigmentos fotossintetizantes do</p><p>que nas membranas do tilacoide?</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 43</p><p>Aula Prática nº 16 – Abertura estomática, organização dos estômatos</p><p>na folha e potencial hídrico foliar</p><p>Introdução</p><p>A transpiração foliar será evidenciada nesta</p><p>aula atráves de uma técnica simples com papel</p><p>impregnado com uma substância que altera sua cor</p><p>ao entrar em contato com o vapor d’água. Era</p><p>assim a magia do serviço metereológico do</p><p>passado – Galo do tempo (Fig.1). Essa mesma</p><p>folha será então, submetida à uma outra técnica</p><p>simples para evidenciar sua densidade estomática,</p><p>bem como a distribuição espacial de seus</p><p>estômatos. Por fim, mediremos o potencial hídrico</p><p>de um folha e construiremos um gráfico dos valores</p><p>do potencial hídrico em função do tempo, utilizando</p><p>a bomba de Scholander.</p><p>A. Observação da transpiração utilizando cloreto de cobalto.</p><p>Material</p><p>• Plantas de jardim</p><p>• 2 vidros planos (0,3 x 12x 20 cm)</p><p>• Pote de vidro com tampa</p><p>• Estufa de secagem</p><p>• Cloreto de cobalto, água</p><p>• Papel filtro, forma de alumínio, prendedor de roupa</p><p>Procedimento</p><p>Preparação do papel cobalto (fazer com antecedência)</p><p>1. RECORTAR o papel filtro conforme o tamanho dos frascos que serão guardados,</p><p>geralmente 9 X 12 cm.</p><p>2. EMBEBER as folhas cortadas na solução aquosa de cloreto de cobalto (CoCl2) a uma</p><p>concentração em massa de 5%, por um minuto.</p><p>3. DISPOR as folhas cortadas e embebidas em outra forma de alunímio e LEVAR para a</p><p>estufa calibrada para 80°C.</p><p>4. Ao final da secagem as folhas apresentarão coloração rósea.</p><p>5. GUARDAR as folhas no vidro, VEDAR a boca com filme PVC e TAMPAR.</p><p>B. Transpiração</p><p>1. No jardim do LaBoA, ESCOLHER uma espécie de planta cuja folha apresente poucos</p><p>tricomas entre eudicotiledonea e monocotiledonea.</p><p>2. Sem arrancar sua folha da planta, MEDIR e CORTAR o papel cobalto de acordo com o</p><p>tamanho do limbo.</p><p>3. COBRIR as epidermes abaxial e adaxial da folha com o papel cobalto, CALÇAR com as</p><p>placas de vidro e FIXAR com o pendedor de roupa, tipo um sanduíche.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 44</p><p>4. AGUARDAR alguns minutos até que o papel mude sua coloração. MARCAR o tempo</p><p>com o cronômetro do celular até o início da mudaça de cor.</p><p>5. OBSERVAR a mudança de coloração em ambas as epidermes. A velocidade de cor do</p><p>papel cobalto está relacionada com a densidade estomática da epiderme de contato,</p><p>portanto pode acontecer do papel não alterar sua cor na epiderme adaxial. Preste</p><p>bastante atenção!</p><p>Resultados</p><p>C. Verificação dda distribuição e da densidade dos estâmatos pelo método de</p><p>molde</p><p>Material</p><p>• Folha da planta utilizada no item anterior</p><p>• Lâmina e lamínula</p><p>• Esmalte incolor e pinça</p><p>• Microscópio</p><p>Procedimento</p><p>1. Com a folha presa ao ramos (não destacar a folha) APLICAR uma camada de esmalte</p><p>incolor em ambas as epidermes.</p><p>2. Após a aplicação, DESTACAR a folha da planta, LEVAR para a bancada de trabaljo e</p><p>ESPERAR secar completamente (20 min).</p><p>3. RETIRAR com muito cuidado a película que se formou sobre as duas epidermes com o</p><p>auxílio da pinça.</p><p>4. Sobre uma lânima, COLOCAR uma gota de água, a película retirada e COBRIR com</p><p>lamínula.</p><p>5. OBSERVAR ao microscópio ótico e COMPARAR as películas retidas das superfícies</p><p>superior e inferior da folha com relação à presença e à densidade dos estômatos (nº de</p><p>estômatos por campo de observação). Contar o nº de estômatos em, pelo menos, 5</p><p>campos diferentes para cada epiderme analisada e fazer a média.</p><p>6. FOTOGRAFAR e IDENTIFICAR células-guarda, poro estomático (em diferentes</p><p>tamanhos em função da turgência das céluas-guarda) e as células subsidiárias (quando</p><p>possível).</p><p>7. PROCURAR um colega que tenha feito de uma espécie e grupo (mono ou eudico)</p><p>diferentes da sua para comparação da densidade e da distribuição espacial.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 45</p><p>D. Potencial Hídrico foliar</p><p>Material</p><p>• Folha recém retirada com o pecíolo</p><p>• Lâmina de babear, tesoura, lupa manual</p><p>• Câmara de Scholander</p><p>Procedimento</p><p>1. CORTAR um ramo da planta escolhida com muitas folhas e LEVAR para o laboratório e</p><p>colocar num balde com água por 1 hora.</p><p>2. PREPARAR o equipamento e CORTAR o pecíolo de uma das folha dentro da água</p><p>para evitar a embolia no xilema.</p><p>3. REALIZAR os procedimentos padrões de uso da câmara de Scholander.</p><p>4. ANOTAR o valor da pressão no manômetro assim que a primeira gota de água</p><p>aparecer.</p><p>5. FAZER esse procedimento 3X com quatro folhas diferentes de um em um minuto.</p><p>6. RETIRAR o ramo do balde com água,suspendendo o fornecimento hídrico.</p><p>7. REALIZAR três novas medoções de um em um minuto. ANOTAR.</p><p>8. Após 20 mim, REALIZAR três novas medições de um em um minuto e ANOTAR.</p><p>9. CONSTRUIR um gráfico do potencial hídrico em função do tempo. DISCUTIR os</p><p>resultados.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 46</p><p>Aula Prática nº 17 – Enraizamento de estacas</p><p>Introdução</p><p>Todas as raízes formadas em regiões distintas das raízes de origem embrionária</p><p>(radícula), partindo de caules, folhas ou até mesmo de outras raízes são denominadas</p><p>“adventícias”. Elas são naturalmente observadas em plantas de milho, sendo formadas</p><p>próximas ao colo das plantas, e, também, em algumas espécies arbóreas, como em</p><p>Ficus bengalensis. Apesar de terem origem em regiões específicas do caule (periciclo e</p><p>outras porções), as raízes adventícias possuem funções e características análogas às</p><p>raízes de origem embrionária.</p><p>As auxinas estimulam o enraizamento e, por isso, são utilizadas na propagação</p><p>vegetativa de espécies de interesse comercial e também de espécies não</p><p>domesticadas. O sucesso desse processo depende de uma série de fatores que podem</p><p>interferir na rizogênese das estacas: idade da estaca (juvenil ou madura), quantidade de</p><p>reservas acumuladas, hábito (arbórea, herbácea ou arbustiva), taxa de lignificação,</p><p>presença ou ausência de folhas, época do ano (decídua, frutificação, florescimento),</p><p>porção da planta, etc. Algumas espécies apresentam facilidade no enraizamento</p><p>adventício, dispensando a aplicação de auxinas. Em contraste, outras espécies</p><p>apresentam dificuldade para enraizar.</p><p>Na produção de mudas de interesse agronômico por estaquia, geralmente</p><p>utilizam-se auxinas para obter maiores taxas de sucesso no enraizamento. As auxinas</p><p>mais empregadas nesses processos são o ácido indol-butírico (AIB) e o ácido naftaleno-</p><p>acético (ANA), ambas sintéticas e, por isso, com a vantagem de serem mais estáveis na</p><p>planta. As auxinas estimulam a produção de primórdios radiculares e, também, quando</p><p>em baixas concentrações, promovem o alongamento celular. No entanto, em altas</p><p>concentrações, devido ao estímulo à síntese de etileno, inibem o alongamento radicular,</p><p>o que geralmente resulta em morte das estacas devido ao estresse hídrico.</p><p>A aplicação de auxinas em estacas faz-se de três principais maneiras: a) no</p><p>método da imersão lenta, as estacas são deixadas durante longo tempo (geralmente 24</p><p>horas) com suas bases numa solução aquosa diluída de uma auxina (20-200 mg.L-1);</p><p>b) no método da imersão rápida, as bases das estacas são imersas brevemente numa</p><p>solução mais concentrada (1500-2000 mg.L-1) de auxina em álcool 50% (v/v) e; c) no</p><p>método do pó, as bases das estacas são umedecidas e introduzidas num pó inerte,</p><p>comumente talco, contendo auxina na concentração de 1% (p/p). Após tratamentos com</p><p>auxinas, as estacas devem ser mantidas em locais sombreados, tomando-se cuidados</p><p>com a manutenção da temperatura e umidade e com o controle fitossanitário.</p><p>As plantas produzidas a partir de estacas são clones e, por isso, são idênticas</p><p>geneticamente, o que traz inúmeras vantagens, mas, também, desvantagens, pois os</p><p>indivíduos formados apresentam as mesmas sensibilidades a fatores edafoclimáticos</p><p>prejudiciais e a problemas fitossanitários. As grandes empresas de reflorestamento em</p><p>todo o mundo tem no enraizamento de estacas (enraizamento adventício) a base de</p><p>seus programas de produção de mudas, geralmente utilizando o método da imersão</p><p>rápida, principalmente para culturas de eucalipto e pinheiro.</p><p>Os objetivos da aula prática de hoje são (1) verificar os efeitos de uma auxina na</p><p>formação de primórdios radiculares em estacas e (2) no crescimento subsequente das</p><p>raízes.</p><p>Materiais</p><p>• Soluções aquosas de AIB a 0, 10, 20, 50 e 100 mg.L-1. Solução estoque com</p><p>0,0500 g / 500 mL; solubilizar em 2-3 mL de etanol absoluto)</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 47</p><p>• Estacas com folhas e estacas sem folhas de erva cidreira (Lippia alba L.,</p><p>Verbenaceae) com cerca de 25 cm de comprimento, de preferência juvenil e sem</p><p>florescimento ou frutificação e/ou de outra espécie de fácil enraizamento, como</p><p>tapete (Coleus sp., Lamiaceae).</p><p>• Copos plásticos de 250-300 mL</p><p>Procedimentos</p><p>Método da imersão lenta.</p><p>1. OBTER cinco copos plásticos e adicione 50 mL das soluções de AIB nas</p><p>concentrações 0, 10, 20, 50 e 100 mg.L-1.</p><p>2. COLOCAR 10 estacas com folhas e 10 estacas sem folhas em cada um dos</p><p>tratamentos. As estacas com e sem folhas terão as suas bases submersas na</p><p>solução correspondente até aproximadamente a metade do tamanho do copo.</p><p>3. DEIXAR as estacas em contato com cada solução de AIB por 24 horas e, após esse</p><p>período, substitua as soluções por água de torneira, sempre mantendo os copos à</p><p>temperatura ambiente e sob luz difusa.</p><p>4. Após 1-2 semanas, OBSERVAR as plantas levando-se em conta o número de</p><p>primórdios radiculares formados por tratamento. VERIFICAR, comparativamente, o</p><p>comprimento das raízes.</p><p>5. Se o intervalo de 2 semanas for insuficiente, aguarde mais tempo.</p><p>Questionário</p><p>1. O QUE são raízes adventícias? QUAL é a origem anatômica das raízes adventícias</p><p>em estacas?</p><p>2. EM QUAIS tratamentos ocorreu maior enraizamento das estacas? HOUVE</p><p>diferenças entre os tratamentos quanto ao tamanho das raízes?</p><p>3. PORQUE as estacas de determinadas espécies somente enraízam se estiverem</p><p>enfolhadas, enquanto estacas de outras espécies enraízam mesmo sem folhas?</p><p>4. EXPLIQUE os possíveis modos de ação de auxinas sobre o enraizamento de</p><p>estacas.</p><p>5. PORQUE não se empregam soluções de auxinas de concentração elevada no</p><p>enraizamento de estacas?</p><p>6. QUAIS espécies de interesse econômico têm a sua propagação baseada na</p><p>reprodução assexuada?</p><p>7. QUAIS são as vantagens e as desvantagens da propagação assexuada?</p><p>Ciências Biológicas</p><p>– UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 48</p><p>Referências bibliográficas</p><p>APPEZZATO-da-GLORIA, B.; GUERREIRO, S.M.C. Anatomia Vegetal.</p><p>Viçosa: UFV, 2004.</p><p>CUTTER, E.G. Anatomia vegetal: parte I – células e tecidos. 2ed. São Paulo:</p><p>Ed. Roca, 1986.</p><p>CUTTER, E.G. Anatomia vegetal: parte II – órgãos. 2ed. São Paulo: Ed.</p><p>Roca, 1986. ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. São Paulo:</p><p>Edgard Blücher Ltda, 1974.</p><p>FERRI, M.G. Botânica: morfologia interna das plantas (anatomia). 9ed. São</p><p>Paulo: Nobel, 1984.</p><p>FERRI, M.G. Botânica: morfologia externa das plantas (organografia). 15ed.</p><p>São Paulo: Nobel, 1983.</p><p>FERRI, M.G. Glossário ilustrado de Botânica. São Paulo: Nobel, 1981.</p><p>NULTSCH, W. Botânica geral. 10ed. Porto Alegre: ARTMED Editora S.A., 2000.</p><p>489p.</p><p>RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia vegetal. 7ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 830p.VIDAL, W.N.V.;</p><p>VIDAL, M.R.R. Botânica: organografia Quadros sinóticos ilustrado</p><p>de fanerógamos. 4ed. Viçosa: Editora da UFV, 2005.</p><p>de um anel branco. MARCAR esse ponto.</p><p>4. MEDIR a distância de migração por difusão de cada um dos gases, da</p><p>extremidade da qual foram pingados até a formação do anel braço (encontro dos</p><p>dois gases).</p><p>5. Verificar se “a taxa de difusão de um gás é inversamente proporcional à raiz</p><p>quadrada da massa molar deste gás” (Oxtoby & Nachtrieb, 1990).</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 6</p><p>OBS.</p><p>• A massa molar do HCl é aproximadamente o dobro em relação a do NH3.</p><p>• Massa atômica: N=14; Cl= 35,5; H= 1</p><p>• Para o cálculo, usar a massa molecular de cada um dos gases formados</p><p>d1/d2 = √m2 / √ m1 em que d1, d2 = distância de migração de cada um dos gases e</p><p>m1, m2 = massa molecular de cada um dos gases.</p><p>B – Perda de água por osmose: Ação de um meio de menor energia livre da água</p><p>sobre as células.</p><p>Materiais</p><p>• Tubo de ensaio</p><p>• Batata inglesa – Solanum tuberosum L. (Solanaceae)</p><p>• Glicerina comercial – 50% (50% água + 50% glicerina)</p><p>Procedimento</p><p>1. CORTAR um pedaço de batata que caiba no tubo de ensaio e ESPETAR no palito</p><p>de churrasco.</p><p>2. COLOCAR o palito no fundo do tubo de ensaio e a solução de glicerina 50% até</p><p>atingir 3,0 cm acima do nível do pedaço de batata.</p><p>3. MARCAR a altura do nível da solução.</p><p>4. OBSERVAR pequenas correntes de água saindo do tecido da batata em direção à</p><p>superfície. Essa água é retirada osmoticamente das células dos tecidos das</p><p>batatas. A água sobe por ser menos densa que a solução de glicerina a 50%.</p><p>A água sai do tubérculo, pois o valor da energia livre da água da solução de glicerina é</p><p>menor que o valor da energia livre da água no tubérculo.</p><p>C – PLASMÓLISE</p><p>Materiais</p><p>• Lâminas, lamínulas e vidro de relógio, lâmina de barbear, pincel e pinça</p><p>• Tradescantia (Commelinaceae)</p><p>• Sacarose</p><p>• Microscópio</p><p>Procedimento</p><p>1. FAZER cortes paradérmicos na folha de Tradescantia na superfície abaxial</p><p>deixando-os na água.</p><p>2. Após 15 minutos, MONTAR os cortes em lâmina e OBSERVAR ao microscópio e</p><p>FOTOGRAFAR.</p><p>3. GUARDAR uma das lâminas para comparação.</p><p>4. Em outro vidro de relógio contendo solução de sacarose com concentração de 1</p><p>molar, COLOCAR os cortes restantes por 15 minutos.</p><p>5. MONTAR os cortes em lâmina e OBSERVAR ao microscópio e FOTOGRAFAR.</p><p>6. COMPARAR as células.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 7</p><p>Água – Aumento: _______ Solução de sacarose – Aumento: _______</p><p>Questões</p><p>1. Tomando em consideração a água na forma de vapor e o dióxido de carbono,</p><p>QUAL processo é mais rápido: perda de água por transpiração ou a entrada de gás</p><p>carbônico para a fotossíntese na folha?</p><p>2. DEFINA o processo de plasmólise</p><p>3. É possível haver plasmólise em células animais? JUSTIFIQUE</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 8</p><p>Aula prática nº 2 – DEFORMAÇÃO DA MATRIZ DE CELULOSE EM</p><p>VIRTUDE DO PROCESSO DE EMBEBIÇÃO E SECAGEM RÁPIDA</p><p>Introdução</p><p>As forças de embebição são intensas. Superfícies molháveis – capazes de</p><p>adsorver água prontamente – como gelatina, amido, madeira ou solo apresentam água</p><p>residual (água higroscópica) fortemente aderida, com potencial hídrico negativo.</p><p>Quando uma superfície molhável seca é hidratada, aumentará seu volume devido à</p><p>água adicionada, pois a água não pode ser comprimida e, esse aumento de volume</p><p>não pode ser interrompido.</p><p>Nas plantas, carboidratos estruturais, como a celulose, são componentes de</p><p>superfícies molháveis. Esse carboidrato se embebe com água não só pela natureza de</p><p>suas superfícies molháveis, mas também pela presença de poros (matrizes) com</p><p>diâmetro de cerca de 4,0 nm que atuam como capilares aumentando a capacidade de</p><p>retenção de água. O solo também é considerado uma matriz, pois há uma extensa</p><p>superfície de contato em seu interior pronta para interagir com os nutrientes minerais, a</p><p>água e os microrganismos. Em um grama de solo argiloso seco pode haver mais de</p><p>500 m2 de superfície de contato.</p><p>As plantas utilizam essa força de embebição, por exemplo, nos frutos secos</p><p>deiscentes. Esses frutos secam quando as sementes estão maduras abrindo-se na</p><p>região da sutura das duas valvas. Cada valva é formada por uma matriz de fibras de</p><p>celulose depositadas em camadas. Quando o fruto está verde e tenro, a matriz está</p><p>úmida. Quando o fruto seca, essa água é perdida para a atmosfera e as fibras se</p><p>aproximam, deformando a valva, rompendo a sutura e liberando as sementes que são</p><p>lançadas a vários metros de distância.</p><p>Nesta aula usaremos tiras de papel para exemplificar como as matrizes, de</p><p>acordo com a orientação de suas fibras, podem ficar deformadas quando secam.</p><p>A – Papel sulfite – deformando as fibras da matriz de celulose</p><p>Materiais</p><p>• Papel sulfite, cola em bastão, arame fino, tesoura</p><p>• Béquer de 250 mL</p><p>• Água</p><p>Procedimento</p><p>1. DESENHAR e NOMEAR (à lápis) seis retângulos de 12,0 x</p><p>3,0 cm em uma folha de papel sulfite conforme figura ao</p><p>lado.</p><p>2. RECORTAR e COLAR os retângulos formando pares:</p><p>A+B; C+D; E+F com as letras para fora.</p><p>3. EMBEBER os pares de retângulos em um béquer cheio de</p><p>água por, no mínimo, cinco minutos.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 9</p><p>4. PENDURAR os pares em um pequeno varal de barbante para secar.</p><p>5. Após duas horas, quando os pares de retângulos estiverem bem secos,</p><p>OBSERVAR as curvas formadas.</p><p>6. DESCREVA os resultados.</p><p>B – Valvas de frutos – recuperando o formato inicial</p><p>Materiais</p><p>• Valvas secas do fruto de sibipiruna – Caesalpinia peltophoroides Benth.</p><p>• Béquer de 1L, água</p><p>Procedimento</p><p>1. COLOCAR as valvas em um béquer de 1L com água e ESPERAR até a hidratação</p><p>completa.</p><p>2. COMPARAR os resultados com as tiras do experimento A.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 10</p><p>Aula prática nº 3 – ADSORÇÃO PELA MATRIZ DO SOLO E</p><p>PERMEABILIDADE DE BIOMEMBRANAS</p><p>Os nutrientes minerais devem ser adsorvidos para qie a planta possa se</p><p>beneficiar, utilizando-os como: a) reguladores do grau de hidratação, b) constituintes de</p><p>alguma molécula, c) ou ainda, ativadores de enzimas em várias rotas metabólicas.</p><p>Essas três funções básicas de um nutriente mineral ocorrem geralmente no volume do</p><p>corpo da planta encerrado por biomembranas (simplasto). Quando a planta consegue</p><p>retirar o nutriente adsorvido nas partículas do solo, esse nutriente ainda encontra a</p><p>parede celular (que faz parte do apoplasto – não encerrado por biomembranas) e a</p><p>planta não tem como utilizá-lo. Para entrar no simplasto, o nutriente mineral</p><p>(bioelemento) deve passar pela membrana plasmática (plasmalema) que oferece</p><p>resistência a passagem de cátions (Ni2+, Ca2+, Fe2+, K+,...) ânions (NO3 -, SO4 2-, Mn-,</p><p>Zn-, ...).</p><p>O primeiro experimento da aula de hoje mostra um aumento exagerado da</p><p>permeabilidade de biomembranas em virtude da desorganização estrutural das</p><p>mesmas usando a temperatura. E o segundo experimento refere-se à capacidade de</p><p>adsorção do solo. Na estrutura cristalina do solo, os átomos de oxigênio ficam voltados</p><p>para fora formando polos negativos que adsorvem preferencialmente os cátions dos</p><p>bioelementos.</p><p>A – Influência da temperatura na permeabilidade de biomembranas</p><p>Materiais</p><p>• Tubérculo de beterraba – Beta vulgaris L. – Chenopodiaceae</p><p>• Béquer de 250 mL, proveta de 50 mL, suporte para tubos</p><p>• 6 tubos de ensaio</p><p>• Pinça, lâmina de babear, filme de PVC</p><p>• Banho-maria e termômetro</p><p>Procedimento</p><p>1. CORTAR seis tiras de beterraba com aproximadamente 2 mm de espessura,</p><p>largura e comprimento de 1cm x 3 cm (veja se cabe no tubo de ensaio da sua</p><p>bancada).</p><p>2. LAVAR em água corrente e ENXUGAR cuidadosamente</p><p>cada uma das tiras antes</p><p>de coloca-las no tubo de ensaio.</p><p>3. ADICIONAR água aos seis tubos de ensaio o suficiente para cobrir as fatias de</p><p>beterrabas com as seguintes temperaturas: 80, 70, 60, 50,40 e 30ºC.</p><p>4. DEIXAR as fatias em água por 1 hora e comparar a quantidade de pigmento</p><p>(betacianina) que se difundiu para a água em cada tubo.</p><p>5. DESCREVER os resultados. (Tente colocar na sua descrição referências à agitação térmica,</p><p>desnaturação e conformação espacial.)</p><p>B – Adsorção pela matriz do solo</p><p>Material</p><p>• 2 béqueres de 300 mL, 3 provetas de 100 mL, 3 funis e bastão de vidro</p><p>• Hematoxilina (básico) e eosina (ácido)</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 11</p><p>• Areia fina e bem clara (lavada), algodão ou gaze</p><p>Procedimento</p><p>1. PREPARAR soluções aquosas dos dois corantes (300 mL para cada) em</p><p>recipientes diferentes e, em concentração de 0,1%.</p><p>2. COLOCAR um pedaço de algodão ou gaze no início da haste, dentro do funil para</p><p>evitar que a areia escorra.</p><p>3. POSICIONAR os funis nas provetas e COLOCAR areia em cada um deles.</p><p>4. FAZER uma depressão na areia de cada funil com o bastão de vidro e DERRAMAR</p><p>lentamente nessa depressão 200 mL do corante reservado no béquer. Para cada</p><p>corante, um funil diferente e misture os dois (100 mL de cada, para o 3º funil).</p><p>5. OBSERVAR a cor da solução derramada e da solução coletada na proveta.</p><p>OBSERVAR também, a cor que a matriz do solo está assumindo à medida que a</p><p>solução vai passando por ela.</p><p>6. DESCREVER os resultados. (Tente colocar na sua descrição referências ao tipo de carga</p><p>elétrica da matriz do solo e de cada corante nas soluções, interação eletrostática entre moléculas,</p><p>átomos e superfícies e o transporte em biomembranas.)</p><p>Variação da prática:</p><p>Montar o mesmo experimento com pedaços de carvão ativado.</p><p>Questões</p><p>1. DEFINA apoplasto e simplasto de uma célula vegetal e DESCREVA as</p><p>diferenças básicas entre esses dois ambientes em relação à presença de: água,</p><p>proteínas, açucares, biomembranas, etc...</p><p>2. Uma solução com todos os nutrientes minerais nas suas formas absorvíveis</p><p>(Ni2+, Ca2+, Fe2+, K+,NO3 -, SO4 2-, Mn-, Zn- , ...) foi adicionada em dois volumes</p><p>de solos secos contidos em um funil. Um dos volumes de solo era composto por</p><p>areia fina e o outro volume, por argila. A concentração de cada um desses</p><p>nutrientes minerais na solução era de 0,5 M. As soluções foram coletadas em</p><p>proveta e analisadas em relação à concentração inicial de cada nutriente.</p><p>Resultados obtidos:</p><p>• Areia: a concentração de ânions foi praticamente a mesma da solução</p><p>original = 0,49 M e para os cátions a concentração coletada foi 10 vezes</p><p>menor = 0,005 M.</p><p>• Argila: a concentração foi 2 vezes mais diluída para os cátions.</p><p>EXPLIQUE os resultados com base no último experimento da aula de hoje e o</p><p>texto da introdução.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 12</p><p>Aula prática nº 4 - CULTIVO HIDROPÔNICO</p><p>Introdução</p><p>A antiga Mesopotâmia, cujo nome procede da localização entre os rios Tigre e</p><p>Eufrates, foi o local onde se encontrou vestígios de poços e canais para irrigação</p><p>pela primeira vez na história. Na Babilônia, os jardins suspensos da rainha</p><p>Semíramis foram construídos com base na hidroponia. Posteriormente, a partir do</p><p>século XVII vários estudos foram realizados para se verificar quais eram os</p><p>nutrientes de que as plantas necessitavam em seu crescimento.</p><p>A hidroponia (hydro – água e ponos – trabalho) é uma técnica ou ciência</p><p>utilizada para cultivar plantas sem a presença de solo, transferindo os nutrientes que</p><p>a planta necessita somente por meio de solução aquosa enriquecida, que dará</p><p>subsídio para seu desenvolvimento. Essa água será uma solução balanceada, rica</p><p>em nutrientes, com a presença de elementos como nitrogênio, fósforo, potássio,</p><p>dentre outros, de acordo com cada espécie vegetal. Tem-se o controle rigoroso do</p><p>pH e da concentração dos nutrientes para que o vegetal cresça nas melhores</p><p>condições possíveis. A técnica também é adaptada conforme a região onde as</p><p>plantas serão cultivadas em razão das diferenças climáticas, escassez de água ou</p><p>falta de nutrientes.</p><p>Os nutrientes não minerais como carbono, hidrogênio e oxigênio são</p><p>provenientes da água e do ar atmosférico. Já os macronutrientes como fósforo,</p><p>cálcio, magnésio, enxofre e os micronutrientes como cloro, manganês, ferro são</p><p>adquiridos pelas raízes. Assim, as plantas na hidroponia ficam com as raízes</p><p>suspensas a, aproximadamente, um metro do solo num meio aquoso rico com os</p><p>nutrientes necessários para o crescimento da planta.</p><p>Além disso, existem maneiras de se praticar a hidroponia. As raízes podem ficar</p><p>suspensas em meio líquido ou apoiadas em substrato inerte.</p><p>Esse sistema possui muitas vantagens como economizar água, energia e</p><p>espaço, além de produzir alimentos mais saudáveis, de qualidade superior. Como é</p><p>cultivado em estufas, fica livre de insetos e outros animais que poderiam parasitar as</p><p>plantas. Além disso, contaminantes do solo também são evitados, não havendo</p><p>necessidade de utilizar algum tipo de tóxico no combate de pragas. A nutrição é</p><p>diária, ou seja, as plantas recebem as quantidades ideais de nutrientes necessários</p><p>para seu crescimento forte e saudável diariamente. Para o produtor, o trabalho se</p><p>torna mais leve e limpo, o manuseio das plantas é facilitado, pois não necessita</p><p>abaixar-se para colher em virtude da altura em que os vegetais são cultivados e, não</p><p>é necessário preocupar-se com a rotação de cultura. A solução de rega é exclusiva</p><p>para cada tipo de vegetal e não se tem controle dos minerais que estão absorvidos</p><p>pelas plantas.</p><p>Por Giorgia Lay-Ang Graduada em Biologia Equipe Brasil Escola</p><p>A prática de hoje tem como objetivos ilustrar a essencialidade dos bioelementos por</p><p>meio de respostas da planta em função da deficiência de alguns minerais na solução</p><p>nutritiva aplicada nela e demonstrar a influência de cada deficiência nos vários níveis</p><p>de organização da planta tendo como referência um grupo controle.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 13</p><p>Material Para a turma toda!</p><p>• 10 mudas de alface</p><p>• 05 potes de sorvete 10 copos descartáveis café Fita adesiva Papel alumínio</p><p>(para embalar os potes)</p><p>Procedimento</p><p>A – Montagem</p><p>1. ENROLAR o pote de sorvete com papel alumínio e fita adesiva, protegendo-o do</p><p>sol, evitando assim que cresçam fungos por esquentar demais, e ajuda também a</p><p>repelir os insetos pelo brilho.</p><p>2. FAZER um furo na tampa do pote de sorvete do tamanho do copo descartável.</p><p>3. CORTAR o fundo do copo descartável fazendo um funil para passar a raiz da</p><p>alface.</p><p>4. INTRODUZIR o copo no buraco da tampa do pote de sorvete.</p><p>5. COLOCAR mais ou menos 2 litros de água com os nutrientes dentro do pote,</p><p>tampar, e COLOCAR a muda da plantinha no funil, tomando o cuidado de</p><p>introduzir a raiz o suficiente para ficar em contato com a solução.</p><p>6. A plantinha, que ficará no pote de sorvete por mais ou menos 60 dias, vai</p><p>precisar de sol e de que seja mantido o nível de água (solução nutritiva),</p><p>repondo-o a cada 2 ou 3 dias.</p><p>B – Separação dos potes para o experimento</p><p>1. Separar duas montagens para cada solução nutritiva:</p><p>• Uma com todos os nutrientes (macro e micro) – Grupo controle</p><p>• Outra com todos os nutrientes exceto o nitrogênio;</p><p>• Outra com todos os nutrientes, exceto o fósforo;</p><p>• Outra com todos os nutrientes, exceto os micronutrientes;</p><p>• Outra com todos os nutrientes, exceto cálcio.</p><p>2. OBSERVAR, ANOTAR e FOTOGRAFAR as diferenças entre os tratamentos na</p><p>tabela abaixo:</p><p>Questão</p><p>1. QUAIS os níveis de organização afetados pela deficiência mineral? DÊ um</p><p>exemplo de cada um desses níveis utilizando os sintomas da deficiência nutricional.</p><p>Altura Área Coloração Tamanho das raízes</p><p>Presença de nódulos Outros</p><p>Controle</p><p>Sem Nitrogênio</p><p>Sem fósforo</p><p>Sem micro</p><p>Sem cálcio</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 14</p><p>Aula Prática nº 5 - Nódulos em raiz de leguminosa</p><p>Introdução</p><p>As espécies de leguminosas utilizadas como adubo verde destacam-se por</p><p>proporcionarem diversas vantagens ao sistema solo-planta. Entre elas, melhorar</p><p>características físico-químicas do solo, possibilitar maior produtividade em menor</p><p>período de tempo, e ser capaz de formar associação simbiótica com bactérias</p><p>fixadoras do nitrogênio atmosférico, chamadas genericamente de rizóbio. O cultivo</p><p>com leguminosas é uma das formas mais eficientes de incorporar nitrogênio ao solo</p><p>de maneira sustentável e economicamente viável, principalmente em sistemas</p><p>agroecológicos (ESPINDOLA et al., 2005).</p><p>Material</p><p>• 1 garrafa pet de 2 litros, por grupo</p><p>• Terra cascalho (pedrinhas de aquário), sementes de feijão</p><p>• Tesoura e fita crepe</p><p>Procedimento</p><p>1. CORTAR a garrafa próximo ao “ombro”, como mostra a figura ao lado.</p><p>2. FAZER alguns furos no fundo da garrafa. Tenha cuidado!</p><p>3. COLOCAR um pouco de pedrinhas (pode ser cascalho para aquário) no fundo</p><p>das garrafas cortadas; deve cobrir os furos que foram feitos no fundo. Isso vai</p><p>ajudar a drenagem da água que for usada para regar o experimento.</p><p>4. JUNTAR cerca de 5 cm de terra sobre as pedras.</p><p>5. MISTURAR o lixo com outra porção de terra e coloque na garrafa.</p><p>6. COLOCAR mais terra sobre essa mistura para finalizar.</p><p>7. Na superfície, ESPALHAR uns 5 ou 6 grãos de feijão. Regue-a.</p><p>8. ETIQUETAR a garrafa e coloque-a em um local arejado e com boa luminosidade.</p><p>9. CONTINUAR cuidando desse seu “vaso” por DOIS meses, mais ou menos.</p><p>10. RETIRAR com muito cuidado o pé de feijão e observe sua raiz. EXPLICAR a</p><p>aparência da raiz do pé de feijão.</p><p>Adaptado de www.bioqmed.ufrj.br/ciencia</p><p>QUESTÕES</p><p>1. A provisão de alimentos dos animais e vegetais é limitada pela disponibilidade de</p><p>nitrogênio fixado.</p><p>Os gráficos a seguir são o resultado de uma</p><p>pesquisa que analisou a relação entre o processo</p><p>de fixação de nitrogênio e o de desnitrificação.</p><p>A análise dos dados mostra que o total de</p><p>ganhos na fixação é maior que o total de perdas,</p><p>permitindo um saldo de cerca de 9 milhões de</p><p>toneladas de nitrogênio fixado.</p><p>EXPLIQUE por que a existência deste saldo é</p><p>biologicamente indispensável para contribuir com</p><p>a produção de alimentos.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 15</p><p>Aula Prática nº 6 - Luminosidade x produção de gás</p><p>Introdução</p><p>A fotossíntese é um dos processos biológicos mais importantes da Terra. É através</p><p>desse processo que os seres vivos conseguem armazenar energia do Sol, nossa</p><p>única fonte de energia, fixando o CO2 (dióxido de carbono) e liberando O2 (oxigênio)</p><p>para atmosfera.</p><p>O termo fotossíntese quer dizer literalmente: fazer (ou construir) com a luz.</p><p>A fotossíntese e a quimiossíntese são os processos metabólicos utilizados pelos</p><p>seres produtores ou autótrofos (que produzem seu próprio alimento) para</p><p>sintetizarem seus componentes biológicos a partir de elementos inorgânicos. Estes</p><p>organismos são a base da cadeia alimentar, do fluxo de energia na natureza.</p><p>Lembremos-nos do Princípio de Conservação da Energia, onde “a energia não pode</p><p>ser criada nem destruída, apenas transformada”. Os processos termonucleares de</p><p>fusão que ocorrem no núcleo do Sol (formando o elemento Hélio) são os</p><p>responsáveis pela energia radiante da luz solar. Na fotossíntese, a energia radiante</p><p>da luz é utilizada para retirar elétrons da molécula de água e adicioná-los ao dióxido</p><p>de carbono, construindo compostos químicos ricos em energia, os chamados</p><p>hidratos de carbono ou carboidratos, como o amido e a sacarose. Como resultante</p><p>deste processo, muitos organismos autótrofos liberam oxigênio molecular na</p><p>atmosfera. A prática tem como objetivo demonstrar a liberação de gás oxigênio pelas</p><p>plantas.</p><p>Material:</p><p>• Ramo de planta aquática, bicarbonato de sódio (NaHCO3)</p><p>• Funil de vidro, tubo de ensaio, Béquer, bastão de vidro</p><p>• Luminária, caneta marcadora, régua</p><p>• Caixa de fósforos e água</p><p>Montagem e procedimento:</p><p>1. DISSOLVER o bicarbonato de sódio em água, na proporção de 15g por litro;</p><p>COLOCAR a água com o bicarbonato de sódio em um béquer.</p><p>2. MERGULHAR os ramos na água e cubra-os com um funil de vidro invertido, de</p><p>modo que o mesmo fique completamente submerso;</p><p>3. ENCHER o tudo de ensaio, com a mesma água do béquer, tape-o com o dedo e</p><p>inverta-o sobre o tubo do funil (muito cuidado para não entrar ar neste processo);</p><p>MARCAR o nível inicial do ar dentro do tubo de ensaio;</p><p>4. COLOCAR o conjunto sob a fonte luminosa a uma distância de 10 cm;</p><p>5. Depois de alguns minutos, aparecerão bolhas que subirão pela solução em</p><p>intervalos regulares de tempo;</p><p>6. CONTAR o número de bolhas por minuto. Faça três contagens a intervalos de dois</p><p>minutos e calcule o número médio de bolhas por minuto.</p><p>1ª contagem 2ª contagem</p><p>3ª contagem Nº médio de bolhas</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 16</p><p>7. AUMENTAR para 20 cm a distância entre a lâmpada e o ramo de Elodea spp. e</p><p>repita o procedimento anterior.</p><p>1ª contagem 2ª contagem</p><p>3ª contagem Nº médio de bolhas</p><p>8. FAZER o mesmo para uma distância de 40 cm</p><p>1ª contagem 2ª contagem</p><p>3ª contagem Nº médio de bolhas</p><p>9. Perto do final de aula, quando o nível da água estiver baixo, RETIRAR o tubo de</p><p>ensaio com cuidado, tapando com o dedo para não escapar o gás produzido.</p><p>10. ACENDER um palito de fósforo, deixe-o queimar um pouco, e SOPRAR para</p><p>apagar a chama, mas deixe uma parte de madeira em brasa.</p><p>11. GIRAR o tubo de ensaio, retire o dedo da boca do tubo e INTRODUZIR a brasa do</p><p>palito de fósforo no tubo rapidamente.</p><p>Observação:</p><p>Verifique com regularidade a temperatura da água no béquer. Se essa aumentar</p><p>mais de 2ºC, acrescente água gelada ou gelo para manter a temperatura constante.</p><p>Extraída de Biologia Aplicada – ensino médio – vol.I – Edições Promove</p><p>Discussão</p><p>1. CONSTRUA um gráfico com os dados obtidos. Coloque o nº de bolhas por</p><p>minuto na ordenada e a distância entre a lâmpada e o ramo de Elodea na</p><p>abscissa.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 17</p><p>a) QUAL a direção geral da curva?</p><p>b) DE QUE maneira a variação na localização da lâmpada se relaciona com a</p><p>intensidade luminosa recebida pela planta?</p><p>c) De acordo com os dados obtidos, QUAL a relação entre intensidade luminosa e</p><p>taxa de fotossíntese?</p><p>d) QUAL a finalidade do bicarbonato de sódio?</p><p>e) Se aumentássemos a concentração de bicarbonato de sódio, haveria maior</p><p>produção de bolhas?</p><p>f) QUE gás foi mais produzido no processo? Há alguma parte do experimento que</p><p>comprove sua resposta?</p><p>2. As figuras I e II mostram um</p><p>experimento para o estudo da</p><p>fotossíntese na planta aquática</p><p>Elodea spp. Na figura I, ramos de</p><p>igual tamanho foram colocados em</p><p>tubos, hermeticamente fechados,</p><p>contendo água e azul de bromotimol,</p><p>solução indicadora que apresenta</p><p>coloração verde em meio neutro,</p><p>amarela em meio ácido e azul em</p><p>meio básico. Na figura II, está</p><p>indicada a variação das taxas de</p><p>fotossíntese e respiração dessa planta</p><p>em função da intensidade luminosa.</p><p>Com relação ao experimento descrito,</p><p>a) CITE o número do tubo representado na Figura I em que a taxa de fotossíntese</p><p>foi maior. ___________</p><p>b) INDIQUE a letra correspondente ao segmento da Figura II em que ocorreu essa</p><p>maior taxa de fotossíntese. __________</p><p>c) CITE o fenômeno que está representado pelo ponto B na Figura II. JUSTIFIQUE</p><p>sua resposta.</p><p>d) INDIQUE o número do tubo</p><p>que corresponde ao ponto B. _________</p><p>e) DETERMINE a intensidade luminosa, I, II ou III, na qual a planta viveria menos</p><p>tempo. JUSTIFIQUE sua resposta.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 18</p><p>Aula Prática nº 7 - Produção de amido</p><p>Introdução:</p><p>Além da produção de oxigênio, a fotossíntese é responsável pela produção de</p><p>matéria orgânica na natureza. Os organismos autótrofos representam a base da</p><p>cadeia alimentar.</p><p>Todas as nossas necessidades energéticas nos são fornecidas pelos vegetais,</p><p>seja diretamente, ou através dos animais herbívoros. Os vegetais, por sua vez,</p><p>obtêm a energia para sintetizar os alimentos via fotossíntese.</p><p>Um dos processos mais importantes da fotossíntese é a utilização da energia</p><p>solar para converter o dióxido de carbono atmosférico em carboidratos, cujo</p><p>subproduto é o oxigênio. Posteriormente, se a planta assim o necessitar, ela pode</p><p>utilizar a energia armazenada nos carboidratos para sintetizar outras moléculas. Nós</p><p>fazemos o mesmo, todas as vezes que comemos, parte do alimento é oxidado a gás</p><p>carbônico e água para aproveitar a energia armazenada nos alimentos. Isso ocorre</p><p>durante a respiração. Assim, se não há fotossíntese, não há alimento para a grande</p><p>maioria das formas de vida heterotróficas.</p><p>A solução de Lugol é uma solução de I2 (1%) em equilíbrio com KI (2%) em</p><p>água destilada. Foi nomeada em honra ao físico francês J. G. A. Lugol.</p><p>Este produto se emprega frequentemente como desinfetante e antisséptico, para</p><p>cobrir deficiências de iodo, e para a desinfecção de água em emergências. E é</p><p>usado como indicador da presença de alguns polissacarídeos como os amidos,</p><p>glicogênio e certas dextrinas, tornando-se azul arroxeado na presença dessas</p><p>substâncias.</p><p>Material:</p><p>• Etiqueta, Béquer, um recipiente para ferver água, Ebulidor</p><p>• Um pé de feijão, Água, Álcool e Lugol</p><p>Procedimento:</p><p>RECORTAR a figura que você escolheu na etiqueta e cole, cobrindo</p><p>parcialmente a folha da planta e DEIXAR a planta exposta ao Sol por</p><p>cerca de dois dias inteiros;</p><p>COLETAR a folha coberta e uma folha descoberta;</p><p>MERGULHAR as duas folhas em água fervente por alguns segundos;</p><p>Depois, MERGULHAR as folhas em álcool aquecido em banho-maria</p><p>(não exponha o álcool diretamente ao fogo, pois é inflamável), até que o</p><p>mesmo fique esverdeado;</p><p>RETIRARas folhas, espere um pouco para que o álcool seque, e goteje</p><p>Lugol nas folhas.</p><p>OBSERVAR e anote os resultados.</p><p>Discussão</p><p>LISTE as substâncias identificadas pelo iodo.</p><p>RELACIONE as substâncias listadas em 1 com o produto final da fotossíntese.</p><p>Juntando as práticas 5 e 6, ESCREVA a equação da fotossíntese.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 19</p><p>Questões</p><p>1. A figura A a seguir mostra uma balança</p><p>de dois pratos: o prato um contém pesos</p><p>padronizados e o prato dois sustenta um</p><p>vaso com terra que contém um broto de</p><p>uma planta. No decorrer de algumas</p><p>semanas, a planta cresceu e passou a</p><p>apresentar um peso maior que o inicial,</p><p>como indicado na figura B.</p><p>Nesse período, a planta foi regada, mas a quantidade de terra permaneceu a mesma e</p><p>não foram acrescentados fertilizantes. No momento indicado na figura B, as condições</p><p>de umidade da terra eram as mesmas que as da figura A.</p><p>IDENTIFIQUE as substâncias que foram utilizadas pela planta na produção da massa</p><p>adicional por ela adquirida. JUSTIFIQUE sua resposta.</p><p>2. O amido nas plantas pode ser facilmente detectado porque, em presença</p><p>de uma solução fraca de iodo (Lugol), apresenta coloração azul-violeta. Foi feito</p><p>um experimento em que uma folha, ainda presa à árvore, foi totalmente</p><p>recoberta com papel alumínio, deixando exposto apenas um pequeno quadrado.</p><p>Após alguns dias, a folha foi retirada da árvore, descorada com álcool e</p><p>colocada em solução de iodo.</p><p>a) QUE resultados foram obtidos nesse experimento? POR QUÊ?</p><p>b) A QUE classe de macromoléculas pertence o amido?</p><p>c) EM QUE órgãos vegetais essa macromolécula é estocada?</p><p>d) QUAL é o significado adaptativo de as plantas acumularem substâncias de</p><p>reserva?</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 20</p><p>Aula Prática nº 8 – Coloração do apoplasto xilemático envolvido no transporte de</p><p>longa distância</p><p>Introdução</p><p>A existência de plantas terrestres altas só se tornou possível quando as plantas</p><p>adquiriram, no decorrer da evolução, um sistema vascular que permitiu um movimento rápido</p><p>da água para a parte aérea onde ocorre a transpiração. As plantas terrestres sem um sistema</p><p>vascular e com mais de 20 ou 30 cm de altura só poderiam existir num ambiente extremamente</p><p>úmido, onde praticamente não ocorresse transpiração. Isto explica-se pelo fato do movimento</p><p>da água por difusão de célula a célula ser demasiado lento para evitar a desidratação da parte</p><p>aérea das plantas a transpirar. O xilema forma um sistema contínuo que, partindo do centro da</p><p>raiz, atravessa o caule e atinge as folhas, estejam estas a centímetros ou a muitos metros do</p><p>solo, uma árvore, num dia quente de Verão pode mover cerca de 200 litros de água desde as</p><p>raízes até à superfície evaporante das folhas a mais de 20 ou 30 metros de altura</p><p>(KOZLOWSKI & PALLARDY, 1997).</p><p>Segundo a hipótese da tensão-coesão-adesão, o movimento ascendente da coluna de</p><p>água está associado a três fenômenos distintos: transpiração, coesão e adesão no xilema e</p><p>absorção radicular.</p><p>• Transpiração e tensão: o vapor de água difunde-se dos espaços intercelulares da folha</p><p>através dos estômatos para o exterior, causando uma tensão ao nível das folhas (pressão</p><p>negativa que faz a água ascender). O vapor de água que sai dos espaços intracelulares é</p><p>substituído por água de células do mesófilo que rodeiam esses espaços. O aumento da</p><p>pressão osmótica no mesófilo faz com que a água dos vasos xilemáticos passe para as células</p><p>do mesófilo, iniciando-se assim a subida da coluna de água.</p><p>• Coesão e adesão no xilema: as moléculas de água são polares e tendem a ligar-se</p><p>umas às outras por ligações de hidrogênio e mantém-se agrupadas entre si – coesão; as</p><p>moléculas têm ainda a capacidade aderir a outras substâncias, como as paredes do xilema</p><p>(lignina) – adesão; estas duas forças de coesão e adesão atuam em conjunto permitindo a</p><p>formação de uma coluna de água contínua.</p><p>• Absorção radicular: a ascensão da água no xilema cria um déficit de água ao nível da</p><p>raiz forçando a entrada de mais água para a raiz e desta para o xilema por osmose.</p><p>Material</p><p>• 1 vaso de flores brancas ou um ramo de flor branca com folhas; Beijo (Impatiens</p><p>balsamina);</p><p>• Proveta de 50 mL; lâmina e lamínula; bisturi, Lupa; Água; Saco plástico sem furos.</p><p>• Fucsina ácida e azul de metileno</p><p>Procedimento</p><p>Coloque a água na proveta e adicione corante de modo que a solução fique muito</p><p>concentrada;</p><p>1. Corte os caules das flores deixando-os com cerca de 10 cm com, pelo menos, duas</p><p>folhas e mergulhe-os imediatamente na solução;</p><p>2. Deixe-os no líquido até que as pontas das flores comecem a adquirir a coloração utilizada</p><p>(cerca de 40 minutos). Quanto mais tempo ficar, mais coloridas as pétalas ficarão.</p><p>3. Envolva uma folha com o saco plástico.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 21</p><p>4. Se você trouxe um vaso de flor, regue abundantemente a terra e aguarde até que as</p><p>flores fiquem com as pontas coloridas.</p><p>5. Envolva uma das folhas com o saco plástico.</p><p>6. A subida da fucsina através do xilema pode ser observada contra uma fonte de luz intensa,</p><p>depois de uns 5 minutos de submersão do corte na solução com corante.</p><p>7. Faça cortes transversais no caule da sua planta, observe a olho nu e com o auxílio da lupa.</p><p>Desenhe e faça uma legenda.</p><p>Discussão</p><p>1. O movimento ascendente</p><p>da água em vegetais dá-se em</p><p>função das características das plantas e da interação delas</p><p>com fatores abióticos.</p><p>CITE os mecanismos responsáveis pelo deslocamento de</p><p>água que ocorre nos locais A, B e C, indicados na figura.</p><p>2. Uma importante realização da pesquisa científica brasileira</p><p>foi o sequenciamento do genoma da bactéria Xylella</p><p>fastidiosa, causadora da doença chamada amarelinho ou</p><p>clorose variegada dos citros (CVC). O nome da bactéria</p><p>deriva do fato de que ela se estabelece nos vasos do</p><p>xilema da planta hospedeira.</p><p>a) QUE processo fisiológico da planta é diretamente prejudicado pela presença da bactéria?</p><p>JUSTIFIQUE.</p><p>b) Não se pode atribuir à Xylella fastidiosa a morte das células que constituem os vasos do</p><p>xilema maduro. POR QUÊ?</p><p>3. O QUE é transpiração e por que ela é chamada de o “mal inevitável”?</p><p>Olho nu Lupa</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 22</p><p>4. Analise as figuras 1 e 2 e responda os quesitos que se seguem.</p><p>a) QUAIS são as vias, indicadas por A e B (figura 1) através das quais a água é absorvida</p><p>pela raiz?</p><p>b) POR QUE pela via B a água absorvida não alcança livremente o xilema?</p><p>c) EXPLIQUE o comportamento da taxa de absorção de água (figura 2) entre as distâncias</p><p>40 mm e 80 mm, correlacionando-o com as características morfológicas da raiz.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 23</p><p>Aula Prática nº 9 - Amadurecimento de frutos</p><p>Introdução</p><p>Durante milhares de anos se utilizaram várias técnicas para incrementar a produção</p><p>do etileno, mesmo sem saber da sua existência. Antigos colhedores de frutas</p><p>egípcios abriam os figos com um corte para acelerar o amadurecimento, e</p><p>fazendeiros chineses colocavam peras em salas fechadas onde queimavam</p><p>incenso. Pesquisas revelaram mais tarde que cortes e temperaturas elevadas</p><p>estimulam a produção de etileno nas plantas.</p><p>O etileno é um gás responsável pela maturação de frutas, ele funciona como um</p><p>hormônio e é produzido nas células e presente em toda a estrutura do fruto, desde a</p><p>casca até seu interior. A figura mostra as transformações químicas que acontecem</p><p>no interior dos frutos sob a ação do etileno.</p><p>Objetivo</p><p>• Reconhecer a presença de um hormônio gasoso nos frutos;</p><p>• Induzir amadurecimento dos frutos a partir de outros já maduros.</p><p>Material</p><p>• 1 banana madura,</p><p>• 3 tomates verdes</p><p>• 2 sacos plásticos</p><p>Procedimento</p><p>1. Em um dos sacos plásticos coloque a banana madura juntamente com um dos</p><p>tomates verdes;</p><p>2. No outro saco plástico apenas um tomate verde;</p><p>3. Deixe o último tomate livre de envoltórios.</p><p>4. Após uma semana, explique os resultados.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 24</p><p>QUESTÕES</p><p>1. Frutos carnosos imaturos são na maioria verdes e duros. Durante o</p><p>amadurecimento, ocorre a decomposição da clorofila e a síntese de outros</p><p>pigmentos, resultando em uma coloração amarelada ou avermelhada. Com o</p><p>amadurecimento também ocorre o amolecimento devido à degradação de</p><p>componentes da parede celular e aumento nos níveis de açúcares.</p><p>a) QUAL a vantagem adaptativa das modificações que ocorrem durante o</p><p>amadurecimento dos frutos carnosos?</p><p>b) DE QUE estrutura da flor se origina a porção carnosa de um fruto verdadeiro?</p><p>c) A maçã, apesar de carnosa, não é fruto verdadeiro. EXPLIQUE de que estrutura</p><p>ela se origina.</p><p>2. A capacidade de armazenamento de frutas e hortaliças depende de várias reações</p><p>metabólicas moduladas por temperatura, transpiração e a concentração de gases na</p><p>atmosfera, como CO2, O2 e etileno. A respiração é o principal processo fisiológico</p><p>envolvido na fisiologia pós-colheita de hortaliças e frutas. A elevação da temperatura</p><p>causa um aumento exponencial da taxa de respiração e também causa redução</p><p>exponencial da vida útil das frutas e hortaliças compatível com os efeitos da</p><p>temperatura sobre a respiração na maioria dos produtos vegetais.</p><p>Para evitar que os frutos amadureçam durante o transporte, um produtor que</p><p>queira exportar mamões para outro Estado deve:</p><p>a) utilizar carros frigoríficos com baixas temperaturas e altas taxas de CO2.</p><p>b) armazenar os frutos em temperaturas elevadas e com altas taxas de O2 e</p><p>diminuir a concentração de CO2 no interior dos carros frigoríficos.</p><p>c) manter os veículos de transporte em temperatura ambiente.</p><p>d) colocar alguns frutos já maduros entre os outros ainda verdes.</p><p>JUSTIFIQUE sua resposta:</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 25</p><p>3. Leia o trecho de um artigo publicado no site mundodabanana.com.br em</p><p>15/02/2011 - Embolse De Cachos De Banana</p><p>“A colocação de bolsas em cachos de banana possibilita obter frutos de melhor</p><p>qualidade, além de antecipar a colheita, especialmente em regiões frias.”</p><p>EXPLIQUE a parte grifada.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 26</p><p>Aula Prática nº 10 - Movimentos vegetais - Tropismo</p><p>Introdução</p><p>Todos os vegetais recebem estímulos externos e respondem a esses estímulos com</p><p>o crescimento de alguma parte da sua estrutura. A essa resposta do vegetal, a esse</p><p>estímulo, damos o nome de tropismo. Quando o vegetal cresce em direção ao</p><p>estímulo, dizemos que está havendo tropismo positivo. Quando o vegetal cresce em</p><p>direção contrária ao estímulo, dizemos que está havendo tropismo negativo.</p><p>O fototropismo é resultado da ação do fitormônio denominado auxina, que promove</p><p>o crescimento e o alongamento das células (Lopes, 1996). Esse crescimento pode</p><p>ser classificado geotropismo, como no crescimento das raízes, ou fototropismo que é</p><p>um dos fatores que exerce grande influência sobre o crescimento do caule (Amabis,</p><p>Martho, 2002).</p><p>Objetivo</p><p>• Mostrar o crescimento da planta em direção ao estímulo luminoso, mesmo</p><p>estando em diferentes posições;</p><p>• Identificar e conhecer uma estratégia de sobrevivência das plantas em busca da</p><p>luz.</p><p>Material</p><p>• 10 Sementes de feijão (Phaseolus vulgaris)</p><p>• 05 Copinhos descartáveis</p><p>• Terra</p><p>• 01 Caixa de sapatos</p><p>Procedimento</p><p>1. PLANTAR duas sementes de feijão “carioquinha” em cada copo descartável</p><p>previamente preparado com terra e umedecer;</p><p>2. ORGANIZAR e ETIQUETAR os copos da seguinte maneira:</p><p>• Dois copos um pé – um com água e outro sem água. Copo A e B</p><p>• Um copo deitado. Copo C</p><p>• Um copo em pé dentro da caixa de sapatos. Copo D</p><p>• Um copo em pé dentro de um armário (no escuro). Copo E</p><p>3. MOLHAR sempre que necessário até o final de duas semanas.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 27</p><p>QUESTÕES</p><p>1. O que foi possível observar no final do experimento em cada copo?</p><p>A:</p><p>B:</p><p>C:</p><p>D:</p><p>E:</p><p>2. QUAL é o fator que leva ao resultado que você observou nos copos C e D e</p><p>como você pode explicar esse movimento?</p><p>3. Há alguma alteração na consistência ou cor da planta do copo E? QUAL seria o</p><p>motivo?</p><p>4. DE ONDE vêm os nutrientes para a germinação e o crescimento da planta?</p><p>5. QUAL o significado adaptativo do estiolamento?</p><p>6. REPRESENTE, no espaço próprio da ampliação, a alteração morfológica das</p><p>células do segmento da planta destacado na figura abaixo.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 28</p><p>Aula Prática nº 11 - Germinação de sementes</p><p>Introdução</p><p>A germinação é um fenômeno biológico que pode ser considerado pelos botânicos</p><p>como a retomada do crescimento do embrião, com o subsequente rompimento do</p><p>tegumento pela radícula. Envolve uma sequência de eventos fisiológicos</p><p>influenciada por fatores externos (ambientais) e internos (dormência, inibidores e</p><p>promotores da germinação) às sementes: cada fator pode atuar por si ou em</p><p>interação com os demais.</p><p>Em síntese, tendo-se uma semente viável em repouso, por aquiescência ou</p><p>dormência, quando são satisfeitas uma série de condições externas (do ambiente) e</p><p>internas (do indivíduo), ocorrerá o crescimento do embrião, o qual conduzirá à</p><p>germinação. Por isso, do ponto de vista fisiológico, germinar é simplesmente sair do</p><p>repouso e entrar em atividade metabólica.</p><p>O conhecimento de como os fatores ambientais influencia a germinação das sementes</p><p>é de extrema importância. Assim, eles poderão ser controlados e manipulados de forma</p><p>a otimizar a porcentagem, velocidade e uniformidade de germinação, resultando na</p><p>produção de mudas mais vigorosas para plantio e minimização dos gastos.</p><p>Objetivos</p><p>• Comparar o tempo de germinação de diferentes sementes sob o efeito de</p><p>diversos tratamentos;</p><p>• Verificar a quantidade de sementes germinadas sob o efeito de diferentes</p><p>tratamentos;</p><p>• Comparar situações naturais de quebra de dormência das sementes com os</p><p>tratamentos realizados.</p><p>Questão prévia</p><p>Nas plantas, após a fecundação é produzida a semente que geralmente se</p><p>apresenta dormente até que encontre condições ambientais adequadas para</p><p>germinar. Esta é basicamente uma forma de adaptação, dispersão e resistência.</p><p>QUE estratégias as sementes utilizam para quebrar a dormência e continuar o seu</p><p>desenvolvimento?</p><p>Material</p><p>• 1 frasco com solução de ácido sulfúrico 1%; Água; Filme de</p><p>PVC;1 caneta pilot;1 coador de café; 1 lixa para unha; 2 béqueres</p><p>; 4 placas plásticas de Petri; 8 folhas de papel de filtro; 8</p><p>sementes de cada tipo (milho, feijão, flamboyant e girassol).</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 29</p><p>Procedimento</p><p>1. SEPARAR as sementes em 4 grupos, cada um com 2 sementes de milho, 2 de</p><p>feijão, 2 de flamboyant e 2 de girassol para que recebam diferentes tratamentos;</p><p>Tratamento 1: as sementes do grupo 1 deverão ser colocadas em um béquer com</p><p>água fervente por 10 minutos;</p><p>Tratamento 2: as sementes do grupo 2 deverão ser colocadas em um béquer com</p><p>solução de ácido sulfúrico 1% por 30 minutos;</p><p>Tratamento 3: as sementes do grupo 3 deverão ser lixadas até que um pedaço da</p><p>casca externa tenha sido retirado (escarificação mecânica); reservar;</p><p>Grupo controle: as sementes do grupo 4 não serão submetidas a tratamentos;</p><p>2. LAVAR as sementes tratadas com o ácido em água corrente utilizando o coador</p><p>de café;</p><p>3. COLOCAR as sementes sobre papel absorvente para secar;</p><p>4. Usando a caneta pilot, IDENTIFICAR cada uma das quatro placas de Petri com</p><p>os diferentes tratamentos;</p><p>5. FORRAR a parte inferior da placa de Petri com duas folhas de papel de filtro;</p><p>com um lápis, DIVIDIR a folha em 4 quadrantes e UMEDECER o papel com água</p><p>tomando cuidado para não encharcar;</p><p>6. DISTRIBUIR duas sementes de cada tipo em cada quadrante da placa;</p><p>7. TAMPAR a placa e repetir o procedimento para os demais tratamentos.</p><p>8. EMBALAR as placas com o filme de PVC;</p><p>9. DESCREVER o que você acha que vai acontecer com as sementes em cada</p><p>tratamento e no grupo controle.</p><p>Durante um mês REGISTRE na tabela a seguir o número de sementes germinadas.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 30</p><p>Aula Prática nº 12 – Produzindo chuva ácida</p><p>Introdução</p><p>Entre os vários problemas ambientais consequentes da Revolução Industrial está a</p><p>chuva ácida. A chuva contém um pequeno grau natural de acidez, que por sua vez, não</p><p>agride o meio ambiente. No entanto, esse processo é intensificado em virtude do</p><p>grande lançamento de gases poluentes na atmosfera, fenômeno esse, que ocorre</p><p>principalmente nas cidades industrializadas, com grande quantidade de veículos</p><p>automotores e em locais onde estão instaladas usinas termoelétricas. Entretanto, em</p><p>função das correntes atmosféricas, as chuvas ácidas podem ser desencadeadas em</p><p>locais distantes de onde os poluentes foram emitidos.como montar uma loja virtual</p><p>Objetivos</p><p>Conscientizar o aluno de sua participação na emissão de gases poluentes que</p><p>aumentam a acidez da atmosfera e consequentemente da chuva. Demonstrar a</p><p>contribuição do SO2 para o aumento da acidez na chuva e discutir sobre a formação da</p><p>chuva ácida, os malefícios da emissão de SO2, o transporte desse gás, os prejuízos que</p><p>a chuva ácida causa, e como cada um pode contribuir para minimizar a acidez da</p><p>chuva.</p><p>MATERIAS</p><p>• 1 vidro com tampa</p><p>• Enxofre em pó (1 colher de chá cheia)</p><p>• 4 fitas de papel tornassol azul (~ 3 cm cada uma)</p><p>• 2 pétalas de flor colorida</p><p>• 1 colher de plástico</p><p>• 2 pedaços de fios de cobre (~ 15 cm cada um)</p><p>• 1 caixa de fósforos</p><p>• 1 caneta</p><p>PROCEDIMENTO</p><p>1. Sobre um vidro de relógio COLOCAR uma fita de papel tornassol e uma pétala de</p><p>flor (rosa vermelha). Sobre a fita e sobre a pétala POLVILHAR um pouco do enxofre</p><p>em pó (não utilize todo o enxofre, apenas o suficiente para cobrir parte do papel</p><p>tornassol e da pétala de flor). ANOTAR suas observações na tabela de resultados.</p><p>2. Com a ajuda de uma pipeta, ou conta-gotas, ADICIONAR um pouco de água sobre</p><p>o enxofre que está sobre a pétala e sobre o papel tornassol. Observe o que</p><p>acontece com a água em contato com o enxofre e se houve alteração na cor do</p><p>papel tornassol e na pétala. PEGAR uma nova fita de papel tornassol e o</p><p>UMEDECER apenas com água. ANOTAR suas observações.</p><p>3. COLOCAR em uma das extremidades do fio de cobre uma nova pétala e um novo</p><p>papel tornassol azul. Na outra extremidade do fio, FAZER um pequeno gancho e</p><p>PENDURAR por dentro do vidro que já tem um pouco de água. Tome cuidado para</p><p>que a pétala ou fita não entrem em contato com a água. Veja a ilustração.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 31</p><p>4. PEGAR o outro fio de cobre e ENROLAR parte deste na ponta da caneta, formando</p><p>um pequeno cone de cerca de 1 cm. FAZER um pequeno gancho na outra ponta do</p><p>fio, RETIRAR a caneta e ENCHER o cone com enxofre em pó, com cuidado (use a</p><p>colher). PENDURAR o fio de cobre por dentro do vidro (sem atingir a água).</p><p>5. POSICIONAR um fósforo aceso abaixo do cone para iniciar a queimar o enxofre e</p><p>rapidamente RETIRAR o fósforo e TAMPAR o vidro. Observe se o enxofre está</p><p>realmente queimando. AGUARDAR 5 minutos e ANOTAR na tabela de resultados</p><p>se houve mudança na coloração do papel e da pétala.</p><p>6. RETIRAR os fios de cobre de dentro do vidro rapidamente. FECHAR o vidro e</p><p>AGITAR a solução cuidadosamente.</p><p>7. UMEDECER nova fita de papel tornassol na água e ANOTAR suas observações.</p><p>OBS. O papel tornassol azul é de cor azul em meio neutro e básico e se torna rosa em</p><p>meio ácido.</p><p>NO FINAL DO EXPERIMENTO:</p><p>• NÃO JOGUE A ÁGUA ACIDIFICADA NA PIA. Armazene esta solução contendo o</p><p>ácido sulfuroso em um recipiente grande para posterior neutralização.</p><p>• Jogue as pétalas e papel de tornassol no lixo.</p><p>• Os resíduos de enxofre podem ser jogados na pia, pois este elemento é bastante</p><p>inerte.</p><p>• Lave todo material e retorne-os para sua bancada. Limpe e organize sua bancada.</p><p>QUESTÕES PARA DISCUSSÃO</p><p>1. POR QUE não há alteração na cor da pétala ou do papel tornassol no contato com</p><p>enxofre em pó e com a água?</p><p>2. ESCREVA a equação da reação de combustão do enxofre e a reação do gás</p><p>produzido com a água.</p><p>3. POR QUE após a combustão do enxofre, a pétala e o papel tornassol mudam de</p><p>cor?</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 32</p><p>4. POR QUE a água do experimento se tornou ácida?</p><p>5. O que vem causando o excesso de acidez na</p><p>chuva de grandes cidades?</p><p>6. CITE um problema ambiental e um problema de saúde humana que pode ocorrer</p><p>devido a emissão de dióxido de enxofre na atmosfera.</p><p>7. QUAL a equação que descreve a neutralização do excesso de acidez na chuva pela</p><p>presença de calcário no solo?</p><p>Tabela de resultados</p><p>Experimentos Resultados</p><p>Pétala + enxofre em pó</p><p>Papel tornassol + enxofre em pó</p><p>Pétala + enxofre em pó + água</p><p>Papel tornassol + enxofre + água</p><p>Papel tornassol + água</p><p>Dióxido de enxofre + pétala</p><p>Dióxido de enxofre + papel de tornassol</p><p>Dióxido de enxofre + água</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 33</p><p>Aula Prática nº 13 – Pegada Ecológica</p><p>Introdução</p><p>A expressão Pegada ecológica refere-se, em termos de divulgação ecológica, à</p><p>quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar as gerações atuais,</p><p>tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada</p><p>população. O termo foi primeiramente usado em 1992 por Willians Rees, um ecologista</p><p>e professor universitário. É atualmente usada ao redor do globo como um indicador de</p><p>sustentabilidade ambiental. Pode ser usada para medir e gerenciar o uso de recursos</p><p>através da economia. É comumente usada para explorar a sustentabilidade do estilo de</p><p>vida de indivíduos, produtos e serviços, organizações, setores industriais, vizinhanças,</p><p>cidades, regiões e nações.</p><p>A Pegada Ecológica de cada pessoa depende das escolhas que fazem na sua própria</p><p>vida, como o quanto elas dirigem, reciclam e adquirem novos produtos, e alguns dos</p><p>que é a sua pessoa, por partes da infraestrutura de suas sociedades. A primeira parte</p><p>pode ser influenciada diretamente. A segunda parte é igualmente crítico para viver</p><p>dentro dos meios de um planeta, mas devem ser influenciados através de medidas</p><p>indiretas, como o engajamento político, tecnologia verde e inovação e outros trabalhos</p><p>de grande escala para a mudança social. Existem vários programas que possibilitam</p><p>calcular o quanto de recursos da natureza você utiliza para sustentar seu estilo de vida.</p><p>Embora envolva uma série de incertezas e pressuposições, esses programas</p><p>funcionam como um termômetro que nos dá uma ideia dá gravidade da situação, nos</p><p>dá pistas importantes sobre o que é preciso mudar e mostra que não há soluções fáceis</p><p>ou de curto prazo. Então, mãos à obra.</p><p>QUAL é o tamanho da sua pegada?</p><p>ENTRAR no site</p><p>http://www.suapegadaecologica.com.br/http://web.ist.utl.pt/~ist155390/ecoladora/index.p</p><p>hp e descubra.</p><p>ANOTAR o resultado.</p><p>• Se todos vivessem como você, seria necessária uma capacidade de regeneração de</p><p>______ planetas por ano.</p><p>• Para sustentar seu estilo de vida toma-se _________ hectares globais da área</p><p>bioprodutiva do planeta.</p><p>• Quais são os componentes da sua pegada:</p><p>o Área de energia ______________</p><p>o Área cultivada ________________</p><p>o Área de pastagem _____________</p><p>o Área de floresta _______________</p><p>o Área construída _______________</p><p>o Área de pesqueiro ______________</p><p>o Quais são as maiores áreas da sua pegada?</p><p>o</p><p>Você pode estabelecer metas para redução de sua pegada. Refaça o teste, reveja suas</p><p>respostas e onde você pode mudar sua postura.</p><p>http://www.suapegadaecologica.com.br/http:/web.ist.utl.pt/~ist155390/ecoladora/index.php</p><p>http://www.suapegadaecologica.com.br/http:/web.ist.utl.pt/~ist155390/ecoladora/index.php</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 34</p><p>• Você reduziu sua pegada de ______ hectares globais para _____ hectares globais.</p><p>• Se todos vivessem como você, seria necessária uma capacidade de regeneração de</p><p>______ planetas por ano.</p><p>CITE três ações imediatas que podem diminuir o impacto da sua pegada no planeta.</p><p>• ___________________________________________________________________</p><p>• ___________________________________________________________________</p><p>• ___________________________________________________________________</p><p>• ___________________________________________________________________</p><p>REFAÇA sua pegada como se você morasse nos EUA ou no Canadá e COMPARE os</p><p>resultados. Você consegue explicar porque a diferença entre os resultados é tão</p><p>grande?</p><p>Você já ouviu falar de “pegada de carbono “? Se ainda não, pode estar certo que um</p><p>dia você irá ouvir falar. As pegadas de carbono nada mais são que uma metodologia</p><p>usada para medir a quantidade de dióxido de carbono (CO2) que um ser humano emite</p><p>em suas atividades diárias durante o período de 1 ano, ou seja, são os rastros de gases</p><p>de efeito estufa (GEE) que o homem deixa ao executar simples atividades diárias como,</p><p>por exemplo, usar o carro para ir trabalhar, fritar um simples ovo ou executar qualquer</p><p>outra tarefa que utilize de combustíveis de base fóssil como o petróleo, o gás natural e</p><p>o carvão mineral.</p><p>Por sermos usuários ativos destas fontes de energia - infelizmente, diga-se de</p><p>passagem - temos não o dever, mas a obrigação de reduzirmos esta incomoda pegada,</p><p>para que, tenhamos na vida de nossos descendentes a certeza de que demos um</p><p>futuro melhor para eles e para as pessoas que os cercam.</p><p>QUAL é o tamanho da sua pegada de carbono?</p><p>Entre no site www.climaeconsumo.org.br/calculadora ou</p><p>http://www.iniciativaverde.org.br/calculadora/index.php#casa e descubra. Anote o</p><p>resultado, proponha ações para reduzir esse seu impacto no planeta.</p><p>Resultado do site Clima e consumo: _________</p><p>Mais algumas ações cotidianas que pesam na sua pegada e podem ser alteradas:</p><p>1. HORA DO BANHO – 47,1 kg de CO2/ano são lançados na atmosfera com um</p><p>banho diário de 20 minutos.</p><p>Como reduzir:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>2. A CAMINHO DA ESCOLA – 1.602 kg de CO2/ ano é o quanto emite um carro 2.0 a</p><p>gasolina a cada 10.000km rodados.</p><p>www.climaeconsumo.org.br/calculadora</p><p>http://www.iniciativaverde.org.br/calculadora/index.php%23casa</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 35</p><p>Como reduzir:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>3. Papelada – 2.214 kg de CO2/ano são emitidos na impressão de 30 folhas do</p><p>tamanho A4 por dia.</p><p>Como reduzir:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>4. COCHILO NO SOFÁ – 13,9 kg de CO2/ano é o total emitido quando você faz da TV</p><p>sua companheira de sono e a deixa ligada por 4 horas diárias. O mesmo tempo de</p><p>computador ligado equivale a 2 kg de CO2 por ano.</p><p>Como reduzir:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>5. AR CONDICIONADO – 181,2 kg de CO2/ano são lançados com a permanência do</p><p>aparelho ligado por quatro horas diárias.</p><p>Como reduzir:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Folha de São Paulo Especial, 05 de junho de 2010. Adaptado.</p><p>Agora entre no site www.carbononeutro.com.br e veja quantas árvores você deverá</p><p>plantar por ano para neutralizar a sua emissão de CO2. Observe, no topo da página, o</p><p>valor em gramas de CO2 emitidos durante a sua navegação.</p><p>Resultado do site Carbono neutro: _______</p><p>Dilemas verdes</p><p>1. O que é melhor: falar no celular ou mandar SMS?</p><p>Um SMS tem impacto 30 vezes menor do que uma ligação de cinco minutos. O uso</p><p>do celular aciona uma rede de transmissão de dados composta por antenas, bases</p><p>e amplificadores. Quanto mais tempo demorar a transmissão de dados, mais</p><p>energia será consumida e enviar uma mensagem leva dez segundos.</p><p>2. Comer carne todos os dias prejudica o planeta?</p><p>Para produzir 1kg de carne são necessários 16 mil litros de água. Além disso, cada</p><p>animal pode gerar até 70 kg de metano por ano. O metano tem 21 vezes mais</p><p>capacidade de reter o calor dos raios solares do que o CO2. E a agricultura?</p><p>3. Entre embalagem longa vida e PET, qual prejudica menos o ambiente?</p><p>www.carbononeutro.com.br%20</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 36</p><p>As duas têm o mesmo impacto, embora sejam recicláveis o PET é melhor</p><p>reaproveitado pela indústria.</p><p>4. Devo lavar o carro com mangueira ou lavadora de alta pressão?</p><p>Uma lavadora de alta pressão gasta até 14% menos de a água que uma mangueira</p><p>ligada à torneira totalmente aberta, mas gasta energia elétrica.</p><p>5. O que é melhor: isopor, plástico ou papelão?</p><p>Plástico e isopor são derivados do petróleo, já o papelão é feito da celulose das</p><p>árvores. A melhor opção seria o papelão, apesar o plástico e o isopor também sejam</p><p>recicláveis.</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 37</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 38</p><p>Aula Prática nº 14 – Decomposição</p><p>Introdução</p><p>Você já pensou no que aconteceria se nada apodrecesse e tudo ficasse</p><p>amontoado em</p><p>lixões, aterros e até mesmo ao nosso redor?</p><p>No solo, no ar e na água existem seres vivos que são responsáveis pela</p><p>decomposição dos materiais. Existem também outros seres vivos que aceleram o</p><p>trabalho dos decompositores. Fungos e bactérias “desmontam ou desmancham” os</p><p>restos de qualquer matéria orgânica, transformando-os em substâncias inorgânicas que</p><p>se misturam ao solo, tornando-o fértil. Minhocas, formigas e outros seres vivos</p><p>detritívoros facilitam o trabalho dos fungos e bactérias. Neste experimento,</p><p>observaremos a decomposição de alguns materiais no solo e no ar, bem como o tempo</p><p>necessário para essa decomposição.</p><p>Materiais</p><p>• 1 frasco de maionese grande com tampa (por grupo)</p><p>• Materiais não orgânicos (pedaço de plástico, papel de bala, clipes, prego etc.),</p><p>restos de alimentos e algumas frutas inteiras</p><p>• Terra, Borrifador com água, Etiquetas</p><p>Procedimentos</p><p>1. ACOMODAR, nas laterais do frasco, os diversos materiais que serão decompostos,</p><p>para isso, utilize o palito de picolé. Depois coloque terra até sobrar cerca de 2 cm da</p><p>tampa.</p><p>2. BORRIFAR água até umedecê-la bem.</p><p>3. TAMPAR o frasco e PASSAR fita crepe ou durex para vedar a boca.</p><p>4. ETIQUETAR cada um dos materiais com a data e o nome do grupo na tampa do</p><p>frasco.</p><p>5. OBSERVAR quinzenalmente até a decomposição total.</p><p>Variações da prática</p><p>Acrescente minhocas em alguns frascos.</p><p>Fazendo previsões</p><p>1. O QUE acontecerá com as minhocas?</p><p>2. QUAL material vai se decompor primeiro:</p><p>a. Picado ou inteiro? JUSTIFIQUE.</p><p>b. Do frasco com ou sem terra? JUSTIFIQUE.</p><p>c. Com ou sem minhocas? JUSTIFIQUE.</p><p>Discussão</p><p>1. JUSTIFIQUE a importância desses organismos para a natureza.</p><p>2. A QUE conclusão podemos chegar a respeito do lixo orgânico?</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 39</p><p>Aula Prática nº 15 – Fluorescência da clorofila e separação de</p><p>pigmentos por cromatografia em papel</p><p>Introdução</p><p>Os vegetais possuem o equipamento bioquímico necessário para transformar</p><p>substâncias pouco energéticas (CO2 e H2O) em moléculas ricas em energia (C6H12O6).</p><p>Na fotossíntese a energia luminosa absorvida pelos pigmentos é transformada em</p><p>energia química. Os pigmentosabsorvem determinados comprimentos de onda,</p><p>refletindo outros, o que depende da estrutura química do pigmento.</p><p>A fotoquímica da fotossíntese só ocorre se houver pigmentos nas folhas que</p><p>consigam interagir com a radiação fotossinteticamente ativa (com comprimentos de</p><p>onda entre 400 nm e 700 nm). Os principais pigmentos que absorvem essa radiação</p><p>são as clorofilas “a” e “b”. No entanto, há pigmentos acessórios (carotenoides, entre</p><p>outros) que trabalham em conjunto com as clorofilas nesta etapa fotoquímica da</p><p>fotossíntese que absorvem outros comprimentos de onda.</p><p>As clorofilas e os carotenóides são pigmentos lipossolúveis que participam do</p><p>processo fotossintético e as antocianinas (hidrossolúveis) ocorrem freqüentemente em</p><p>flores e frutos, colaborando para a atração de polinizadores e dispersores de sementes,</p><p>respectivamente. Os carotenóides, em sua maioria, são amarelos ou alaranjados. As</p><p>antocianinas, associadas a co-fatores como íons de metais e ácidos fenólicos,</p><p>propiciam colorações que vão do azul ao vermelho, passando por todas as gradações</p><p>de roxo, violeta, lilás, etc.</p><p>As antocianinas ocorrem na forma de glicosídeos, ligados comumente a uma ou</p><p>duas unidades de glicose ou de galactose. A parte molecular sem açúcar ainda mantém</p><p>a sua coloração característica e é denominada antocianidina. O acúmulo de</p><p>antocianinas em caules, folhas ou frutos é estimulado por níveis elevados de luz, por</p><p>deficiência de certos nutrientes como nitrogênio, fósforo e enxofre e por temperaturas</p><p>baixas. Além de sua importância como atrativo para insetos polinizadores, os</p><p>flavonóides também afetam a interação das plantas com outros organismos, como, por</p><p>exemplo, com as bactérias envolvidas na fixação biológica do nitrogênio e, também,</p><p>com microorganismos fitopatogênicos.</p><p>Apenas as clorofilas a especiais (P680 e P700), localizadas nos centros de</p><p>reação dos fotossistemas, participam diretamente das reações de transferência de</p><p>elétrons. A clorofila b e os carotenoides são pigmentos acessórios, atuando</p><p>indiretamente, ampliando a faixa de radiação absorvida e canalizando ou transferindo a</p><p>energia luminosa às clorofilas a especiais.</p><p>As aulas de hoje compreendem a extração dos pigmentos de folhas de uma</p><p>planta que contémpigmentos lipossolúveis (clorofilas e carotenóides) e também</p><p>hidrossolúveis (antocianinas), além da caracterização dessas substâncias.</p><p>Material</p><p>A. Extração dos pigmentos</p><p>1. PESAR 5 g de folhas frescas de Tradescantia spp.;</p><p>2. CORTAR as folhas em tiras transversais de 2-3 mm de largura;</p><p>3. TRITURAR com gral e pistilo (ou pilão de cozinha), em presença de 15 mL de</p><p>removedor de esmalte de unha (acetato de etila ) e 2 mL de vinagre branco;</p><p>Ciências Biológicas – UEMG/IBIRITÉ Profª Reisila Migliorini Mendes Página 40</p><p>4. PASSAR através de filtro para um béquer, tomando o cuidado para que o resíduo</p><p>permaneça no gral (pilão); TRATAR o resíduo com mais 15 mL de removedor de</p><p>esmalte;</p><p>5. FILTRAR para o mesmo copo de vidro.</p><p>Preparo das soluções</p><p>1. Soda cáustica 0,5% - PESAR 0,25 g de soda cáustica e DISSOLVER, com auxílio</p><p>de bastão de vidro,em 50 mL de água.</p><p>2. Soda cáustica 10% em álcool 70% - PESAR 5 g de soda cáustica e DISSOLVER,</p><p>com auxílio de bastãoVde vidro em 50 mL de álcool 70%.</p><p>Separação e caracterização dos pigmentos hidrossolúveis e lipossolúveis</p><p>1. ACRESCENTAR 20 mL de água. Separam-se duas fases: a inferior, aquosa, de cor</p><p>rósea (A),contendo antocianinas; e a superior, de cor verde (B), contendo acetato de</p><p>etila, clorofilas ecarotenóides;</p><p>2. TRANSFERIR 5-10 mL da fase aquosa com pipeta comum ou Pasteur (ou conta-</p><p>gotas), para um tubo de ensaio;</p><p>3. ACRESCENTAR ao tubo cerca de 1 mL de solução de soda cáustica 0,5% e agite.</p><p>Nota-se mudança da cor rósea para verde.</p><p>4. ADICIONAR 5 mL de vinagre branco e AGITAR. A cor verde retorna ao róseo</p><p>original;</p><p>5. TRANSFERIR cerca de 10 mL da solução superior (verde) com pipeta comum ou</p><p>Pasteur (ou conta-gotas), para um tubo de ensaio;</p><p>6. ACRESCENTAR 2 mL de solução a 10% de soda cáustica em álcool 70%. AGITAR</p><p>e AGUARDAR 10 min;</p><p>7. ADICIONAR 10 mL de água, AGITAR e AGUARDAR a separação em duas fases.</p><p>Obtém-se uma fase inferior aquosa (verde), contendo o anel tetrapirrólico das</p><p>clorofilas, com o grupamento propanóico ionizado (com carga negativa no meio</p><p>alcalino). A fase superior</p>